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08 Mar 00:34

Justiça mantém liminar que impede Prefeitura de SP de doar terreno para o Instituto Lula cantar as glórias de… Lula!

by giinternet

Leio na Folha que a Justiça manteve a liminar que impede a cidade de São Paulo de doar um terreno ao Instituto Lula para a criação de um tal museu intitulado, pomposamente, de “Memorial da Democracia”. Pra começo de conversa, o melhor da democracia pode estar no futuro. Que conversa estúpida é essa? De resto, o projeto serviria apenas para cantar as glórias de Lula e do PT, já que reuniria, entre outras coisas, o acervo que ele acumulou nos oito anos como presidente. Se eles querem privatizar a história, que o façam com os próprios recursos. O terreno está avaliado em R$ 20 milhões. Que comprem! Com algumas palestras, Lula arranca essa bufunfa do empresariado. Até sem elas! A doação foi aprovada durante a gestão Kassab.

Na semana passada, a Prefeitura pediu a derrubada da liminar até que se pudesse julgar o mérito. O desembargador Thomaz Borelli, da 13ª Câmara de Direito Público, não aceitou a argumentação porque, escreveu, “desde logo se entreveem situações de inconstitucionalidade”.

Ao conceder a liminar, afirmou o juiz Adriano Marcos Laroca: “Existe enorme risco de que o imóvel público concedido ao instituto-réu (…) seja utilizado preponderantemente para a promoção pessoal do ex-presidente Lula e de seu partido (PT), já que ele continua com sua atividade político-partidária”. Na mosca!

Ora, por que Lula deveria ter o direto de receber um terreno de graça? Por que o seu instituto, que é um ente privado, merece esse benefício? Escrevi a respeito no dia 15 de fevereiro de 2011. As minhas questões seguem as mesmas.

1: Constituição – A negativa dos petistas em participar da sessão homologatória da Constituição de 1988, uma das atitudes mais indignas tomadas até hoje por esse partido, fará parte do “Memorial da Democracia”, ou esse trecho sumirá da história?

2: Expulsões A expulsão dos três deputados petistas que participaram do Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves, pondo fim à ditadura – Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes – fará parte do “Memorial da Democracia”, ou isso também será omitido?

3: Governo Itamar – A expulsão de Luíza Erundina do partido porque aceitou ser ministra da Administração do governo Itamar, cuja estabilidade era fundamental para o país, entra no Memorial da Democracia, ou esse fato será eliminado?

4: Voto contra o Real – A mobilização do partido contra a aprovação do Plano Real integrará o acervo do Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que sempre apostaram na estabilidade do país?

5: Guerra contra as privatizações – As guerras bucéfalas contra as privatizações — o tema anda mais atual do que nunca — e todas as indignidades ditas contra a correta e necessária entrada do capital estrangeiro em setores ditos “estratégicos” merecerá uma leitura isenta, ou o Memorial da Democracia se atreverá a reunir como virtudes todas as imposturas do partido?

6: Luta contra a reestruturação dos bancos – A guerra insana do petismo contra a reestruturação dos bancos públicos e privados ganhará uma área especial no Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que aquilo nunca aconteceu?

7: Ataque à Lei de Responsabilidade Fiscal – Os petistas exporão os documentos que evidenciam que o partido recorreu à Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, tornada depois cláusula pétrea da gestão de Antônio Palocci no Ministério da Fazenda?

8: Mensalão O Memorial da Democracia vai expor, enfim, a conspiração dos vigaristas que tiveram o desplante de usar dinheiro sujo para tentar criar uma espécie de Congresso paralelo, alimentado por escroques de dentro e de fora do governo?

9: Duda Mendonça na CPI – Haverá no Memorial da Democracia o filme do depoimento de Duda Mendonça na CPI do Mensalão, quando confessou ter recebido numa empresa no exterior o pagamento da campanha eleitoral de Lula em 2002?

10: Dossiê dos aloprados – O Memorial da Democracia trará a foto da montanha de dinheiro flagrada com os ditos aloprados, que tentavam fraudar as eleições em 2006?

11: Dossiê da Casa Civil – Esse magnífico Memorial da Democracia trará os documentos sobre o dossiê de indignidades elaborado na Casa Civil contra FHC e contra, pasmem!, Ruth Cardoso, quando a titular da pasta era ninguém menos do que Dilma Rousseff, e sua lugar-tenente, ninguém menos do que Erenice Guerra?

12: Censura à imprensa – o Memorial da Democracia reunirá as evidências das muitas vezes em que o PT tentou censurar a imprensa, seja por meio do Conselho Federal de Jornalismo, seja por intermédio no Plano Nacional de Direitos Humanos?

13: Imprensa comprada e vendida Teremos a chance de ver os contratos de publicidade do governo e das estatais com pistoleiros disfarçados de jornalistas, que usam o dinheiro público para atacar a imprensa séria e aqueles que o governo considera adversários nos governos dos estados, no Legislativo e no Judiciário?

14 – Novo dossiê contra adversário – O Museu da Democracia do Instituto Lula reunirá as evidências todas das novas conspiratas do petismo contra o candidato da oposição em 2010, com a criação de bunker para fazer dossiês com acusações falsas e a quebra do sigilo fiscal de familiares do candidato e de dirigentes tucanos?

15 – Uso da máquina contra governos de adversários – A mobilização da máquina federal contra o governo de São Paulo em episódios como o da retomada da Cracolândia e da desocupação do Pinheirinho entrará ou não no Memorial da Democracia como ato indigno do governo federal?

16 – Apoio a ditaduras O sistemático apoio que os petistas empenham a ditaduras mundo afora estará devidamente retratado no Memorial da Democracia? Veremos Lula a comparar presos de consciência em Cuba a presos comuns no Brasil? Veremos Dilma Rousseff a comparar os dissidentes da ilha a terroristas de Guantánamo?

Fiz acima perguntas sobre 16 temas. Poderia passar aqui a noite listando as vigarices, imposturas, falcatruas e tentativas de fraudar a democracia protagonizadas por petistas e por governos do PT. As que se leem são apenas as mais notórias e conhecidas.

Não! Erram aqueles que acham que quero impedir Lula — e o PT — de contar a história como lhe der na telha. Quem gosta de censura são os petistas, não eu! O Apedeuta que conte o mundo desde o fim e rivalize, se quiser, com Adão, Noé, Moisés ou o próprio Deus, para citar alguém que ele deve julgar quase à sua altura. Mas não há de ser com o nosso dinheiro.

07 Mar 22:36

Falcão não gosta de Barbosa. Prefere Lewandowski, Toffoli e Barroso. Veja por quê

by giinternet

A agência de notícias EFE, leio na Folha, promoveu um encontro entre jornalistas e empresários. Não entendi direito o que é — depois, se tiver tempo, busco detalhes. Sei que Rui Falcão, que já foi jornalista, mas hoje é petista (presidente do partido), estava lá. Pois é…

Na minha coluna de hoje na Folha, trato do processo de demonização do ministro Joaquim Barbosa, liderado pelos petistas. Escrevo lá:
“O ministro era saudado como herói por esquerdistas, “progressistas” e blogs financiados por dinheiro público -aqueles que se orgulham de ser chamados por aquilo que são: sujos. Como esquecer os ataques nada edificantes de Barbosa a Gilmar Mendes, seu parceiro de tribunal, em 2009? Os petralhas consideravam Mendes o seu único inimigo na corte, e o ‘negro nomeado por Lula’ seria a expressão do ‘novo Brasil’. O príncipe virou um sapo.”

Pois é…

Não é que Falcão decidiu atacar, mais uma vez, o presidente do Supremo??? Indagado sobre a possibilidade de Barbosa se candidatar, afirmou:
“Como político, [Barbosa] é um bom magistrado e, como magistrado, é um bom político”.

Eis aí.

Bom ministro, para Falcão, é Ricardo Lewandowski, aquele que condena os banqueiros do mensalão, mas absolve os petistas (como se aqueles pudessem produzir o escândalo sozinhos).

Bom ministro, para Falcão, é Dias Toffoli, o que não se declara impedido para julgar aquele que já foi seu chefe.

Bom ministro, para Falcão, é Roberto Barroso, aquele que inventa um procedimento inexistente (“preliminar de mérito”) na apreciação de embargos infringentes.

Bom ministro é quem vota de acordo com os interesses do PT.

Falcão não gosta de quem, “como político, é um bom magistrado e, como magistrado, é um bom político”.

Ele prefere o contrário…

07 Mar 22:17

Why Robots Will Not Be Smarter Than Humans By 2029

by Unknown Lamer
Hallie Siegel writes "Robotics expert Alan Winfield offers a sobering counterpoint to Ray Kurzweil's recent claim that 2029 will be the year that robots will surpass humans. From the article: 'It’s not just that building robots as smart as humans is a very hard problem. We have only recently started to understand how hard it is well enough to know that whole new theories ... will be needed, as well as new engineering paradigms. Even if we had solved these problems and a present day Noonian Soong had already built a robot with the potential for human equivalent intelligence – it still might not have enough time to develop adult-equivalent intelligence by 2029'"

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07 Mar 21:45

Firefox OS Will Become the Mobile OS To Beat

by Unknown Lamer
mattydread23 writes with an opinion piece naming a few reasons Firefox OS is likely to succeed "It's geared toward low-powered hardware in a way that Google doesn't care as much about with Android, it's cheap enough for the pre-paid phones that are much more common than post-paid in developing countries, and most important, there are still 3.5 billion people in the world who have feature phones and for whom this will be an amazing upgrade." I'd push greater commitment to keeping the essential components of the system under FOSS licenses onto the head of that list.

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07 Mar 21:43

A Crimeia e um pouco de realismo

by giinternet

Um parágrafo de um post meu sobre a crise na Ucrânia gerou algumas crispações de quem procurou ler o que não estava escrito, ignorando o que estava, a saber:
“A Crimeia, no entanto, que tem um governo local e goza de relativa autonomia, jamais deixará de ser pró-Rússia porque essa é a vontade da esmagadora maioria do seu povo, que é russa. Talvez seja esse o preço de Putin por uma derrota no resto da Ucrânia, que, a esta altura, parece certa.”

O que está escrito aí? O óbvio. Quase 60% dos habitantes da Crimeia são russos étnicos. Os ucranianos não chegam a um quarto da população. Enquanto estavam todos sob a ditadura soviética, os rancores ficavam mitigados. Agora não. A propósito: a Ucrânia é ainda um eco da redefinição de fronteiras na esteira do fim do comunismo. Nem sempre isso se deu da melhor maneira, como sabem as repúblicas que compunham a antiga Iugoslávia.

Afirmo ainda o óbvio: Putin já perdeu. Perdeu o quê? O resto da Ucrânia. Era um satélite da Rússia e não será mais. Qualquer que seja o governo eleito, será pró-Ocidente, pró-Europa. O presidente russo está pedindo uma compensação: a Crimeia. Apenas por orgulho ferido? Não! A questão é, antes de mais nada, militar. Pesquisem um pouquinho sobre a chamada “Frota do Mar Negro”, que data do século 18, e tem na cidade de Sebastopol, na Crimeia, a sua maior base.

Não estou justificando, obviamente, as ações de Putin. Eu as estou explicando. Em outro texto, escrevi também que tivessem os EUA e a Europa líderes um pouquinho mais sensatos e responsáveis, a crise não teria chegado a esse ponto. É claro que a destituição do presidente Viktor Yanokovich foi um erro. Alguém deveria ter advertido Obama — e, se possível, Angela Merkel: “A Rússia não vai aceitar uma solução hostil por causa da Crimeia”.

Cumpre também baixar a bola da retórica. Só uma cretina como Hillary Clinton ousaria, como ousou, comparar a ação de Putin à de Hitler. É de tal sorte estúpido que mal se acha o fio por onde contestar a bobagem. O, por assim dizer, império russo está minguando, não se expandindo; não existe um movimento no país para alargar as suas fronteiras; luta-se ali é para preservar uma presença militar de mais de dois séculos. Política também se faz com os fatos.

“Ah, então, agora, é festa. Putin vai invadindo, fazendo referendos e anexando territórios…” É uma simplificação grosseira; todo mundo sabe que não é assim. De resto, insisto, ele já perdeu. O resto da Ucrânia já mudou de lado. Da Crimeia, no entanto, ele não vai abrir mão.

O que significa “não abrir mão”? Vamos ver. Que a Crimeia não será “ucraniana”, ah, isso não será.

07 Mar 21:41

Physics Forum At Fermilab Bans Powerpoint

by Unknown Lamer
L

Tufte is ðe man!

Hugh Pickens DOT Com writes "Amanda Solliday reports at Symmetry that six months ago, organizers of a biweekly forum on Large Hadron Collider physics at Fermilab banned PowerPoint presentations in favor of old-fashioned, chalkboard-style talks. 'Without slides, the participants go further off-script, with more interaction and curiosity,' says Andrew Askew. 'We wanted to draw out the importance of the audience.' In one recent meeting, physics professor John Paul Chou of Rutgers University presented to a full room holding a single page of handwritten notes and a marker. The talk became more dialogue than monologue as members of the audience, freed from their usual need to follow a series of information-stuffed slides flying by at top speed, managed to interrupt with questions and comments. Elliot Hughes, a Rutgers University doctoral student and a participant in the forum, says the ban on slides has encouraged the physicists to connect with their audience. 'Frequently, in physics, presenters design slides for people who didn't even listen to the talk in the first place,' says Hughes. 'In my experience, the best talks could not possibly be fully understood without the speaker.'"

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07 Mar 21:40

Glamor, X11's OpenGL-Based 2D Accleration Driver, Is Becoming Useful

by Unknown Lamer
The Glamor driver for X11 has sought for years to replace all of the GPU-specific 2D rendering acceleration code in X.org with portable, high performance OpenGL. Unfortunately, that goal was hampered by the project starting in the awkward time when folks thought fixed-function hardware was still worth supporting. But, according to Keith Packard, the last few months have seen the code modernized and finally maturing as a credible replacement for many of the hardware-specific 2D acceleration backends. From his weblog: "Fast forward to the last six months. Eric has spent a bunch of time cleaning up Glamor internals, and in fact he’s had it merged into the core X server for version 1.16 which will be coming up this July. Within the Glamor code base, he's been cleaning some internal structures up and making life more tolerable for Glamor developers. ... A big part of the cleanup was a transition all of the extension function calls to use his other new project, libepoxy, which provides a sane, consistent and performant API to OpenGL extensions for Linux, Mac OS and Windows." Keith Packard dove in and replaced the Glamor acceleration for core text and points (points in X11 are particularly difficult to accelerate quickly) in just a few days. Text performance is now significantly faster than the software version (not that anyone is using core text any more, but "they’re often one of the hardest things to do efficiently with a heavy weight GPU interface, and OpenGL can be amazingly heavy weight if you let it."). For points, he moved vertex transformation to the GPU getting it up to the same speed as the software implementation. Looking forward, he wrote "Having managed to accelerate 17 of the 392 operations in x11perf, it’s pretty clear that I could spend a bunch of time just stepping through each of the remaining ones and working on them. Before doing that, we want to try and work out some general principles about how to handle core X fill styles. Moving all of the stipple and tile computation to the GPU will help reduce the amount of code necessary to fill rectangles and spans, along with improving performance, assuming the above exercise generalizes to other primitives." Code is available in anholt's and keithp's xserver branches.

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07 Mar 21:40

Satoshi Nakamoto Found? Not So Fast

by Unknown Lamer
Yesterday, Newsweek outed the creator of Bitcoin. Or did they? An anonymous reader tipped us to news that the account on p2pfoundation that posted the original Bitcoin paper, posted for the first time in five years simply noting "I am not Dorian Nakamoto." And the Satoshi Nakamto Newsweek claims was the creator? In an interview with the AP, he claims to have only learned of Bitcoin recently, and that his comments were taken far out of context. From the article: "He also said a key portion of the piece — where he is quoted telling the reporter on his doorstep before two police officers, 'I am no longer involved in that and I cannot discuss it' — was misunderstood. Nakamoto said he is a native of Beppu, Japan who came to the U.S. as a child in 1959. He speaks both English and Japanese, but his English isn't flawless. ... 'I'm saying I'm no longer in engineering. That's it,' he said of the exchange. 'And even if I was, when we get hired, you have to sign this document, contract saying you will not reveal anything we divulge during and after employment. So that's what I implied. ... It sounded like I was involved before with bitcoin and looked like I'm not involved now. That's not what I meant. I want to clarify that,' he said. Newsweek writer Leah McGrath Goodman, who spent two months researching the story, told the AP: 'I stand completely by my exchange with Mr. Nakamoto. There was no confusion whatsoever about the context of our conversation -and his acknowledgment of his involvement in bitcoin.'"

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07 Mar 21:39

Presidente da Câmara diz que ‘reforma ministerial desastrada’ ampliou a tensão com PMDB

by giinternet

Por Laryssa Borges e Marcela Mattos, na VEJA.com:
Enquanto a presidente Dilma Rousseff se desdobra para tentar domar seu principal aliado no Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse nesta sexta-feira que a inabilidade do Palácio do Planalto na condução da reforma ministerial acirrou a crise com o PMDB.

Um dos principais entraves na reforma foi a negociação para o Ministério da Integração Nacional. O PMDB indicou o senador paraibano Vital do Rêgo (PMDB), mas o Planalto insiste em nomear o também peemedebista Eunício Oliveira (CE) para o cargo. Motivo: a intenção de Dilma é tirar Eunício da disputa pelo governo do Ceará em outubro. No Estado, o PT fechou acordo com os irmãos Cid e Ciro Gomes, do recém-criado Pros. A estratégia, além de afagar os irmãos Gomes, aliados que se mantiveram fiéis ao Planalto após o desembarque do grupo de Eduardo Campos (PSB) do governo federal, eliminaria o palanque duplo no Ceará e abriria espaço para que o PMDB cedesse a vaga de Turismo para o presidente do PTB Benito Gama. Eunício, porém, rejeita a oferta.

O PMDB também reclama da pauta travada no Congresso pelo projeto que cria o Marco Civil da Internet, tratado como prioridade do governo, mas que tem como principal opositor justamente o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ). “A insatisfação da bancada é um fato. A pauta estar trancada por urgências desnecessárias é um outro fato”, disse Alves ao site de VEJA. “Houve ainda a desastrada condução da reforma ministerial, com o episódio envolvendo o Eunício e o Ministério do Turismo”, completou.

No domingo, Dilma convocou a cúpula do PMDB para uma reunião para tentar distensionar a truncada relação que mantém com os aliados no Congresso Nacional. Apesar do desgaste, diz Alves, não há risco de ruptura na dobradinha Dilma Rousseff-Michel Temer nas eleições de outubro. “A maioria sólida do partido é favorável à reeleição [de Dilma]. Pensar diferente é um radicalismo ingênuo que o momento não comporta”, disse Alves, que ressalva: “a aliança político-eleitoral sempre tem que ser bem cuidada e tratada com respeito”.

07 Mar 21:39

Garis abandonam comissão e denunciam uso político da greve no Rio

by giinternet

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
Os garis do Rio aos poucos voltam ao trabalho, mas a tendência é de que o movimento de greve que teve início no último sábado seja mantido. Nesta sexta-feira, surgiu mais um indício de que o movimento vai um pouco além das reivindicações legítimas por salários. Dos dez garis que formaram inicialmente uma comissão para negociar com a prefeitura e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), nove abandonaram a frente das manifestações. O único que ficou é Célio Viana, 48 anos, filiado ao PT e candidato a vereador em 2012.

Depois de deixar a comissão, o gari Fábio Coutinho afirmou ao site de VEJA que o objetivo é melhorar as condições de trabalho, não criar uma trincheira política. “Não estamos aqui para entrar em briga partidária, mas para lutar pelos nossos direitos. Quando percebi que até gente do sindicato dos professores estavam entrando nos protestos, resolvi tirar minha rapaziada. Tem coisas que não vamos conseguir com greve, só na Justiça. Por isso voltei a trabalhar”, afirmou.

A coleta de lixo está sendo progressivamente retomada. Mas ainda há ruas repletas de sujeira e resíduos em diversas regiões. No entanto, um grupo de dissidentes grevistas iniciou um protesto nesta sexta-feira em frente ao prédio da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, no Centro do Rio. Coutinho deixou o movimento insatisfeito com os resultados. Ele reclama também da atuação do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do município do Rio de Janeiro. Para o gari, faltou empenho dos sindicalistas na negociação por aumento salarial, porque o reajuste obtido já estava assegurado em acordos coletivos de anos anteriores.

O salário atual dos garis, de 806,12 reais, está 3,59 reais acima do piso das empregadas domésticas. O aumento de 9% anunciado pelo município do Rio na segunda-feira, elevaria o piso da categoria para 874,79 reais – isso porque, desde 2012, ficou acordado entre Comlurb e sindicato que a categoria não poderia receber salário inferior ao das empregadas domésticas. Os garis têm, sobre esse valor, 40% de adicional por insalubridade, o que eleva o vencimento mínimo de um iniciante para 1.224,70 reais. Os grevistas reivindicam salário-base de 1.200 reais, porque o adicional por insalubridade deixa de ser recebido em caso de afastamento por doença ou após a aposentadoria. O único aumento concedido até agora, além do que já estava acordado, é o de 1,68% para o salário-base de quem tem mais de dois anos de serviço na empresa.

07 Mar 21:35

The F-35 still isn't an air-superiority fighter.

by Doug Allen
The F-35 is back in the news (what else is new).  This time, over the comments made by USAF General Michael Hostage.  While Hostage us adamant about the F-35's important, he goes on to state the F-35 would be "irrelevant" without the F-22 to provide support. “The F-35 is not built as an air superiority platform,” Hostage said. “It needs the F-22.” Regular visitors of this site will realize
07 Mar 21:34

Can Science Ever Be "Settled?"

by Unknown Lamer
L

I will not read ðe article, but the title’s question is worþwhile.

StartsWithABang writes "From physics to biology, from health and medicine to environmental and climate science, you'll frequently hear claims that the science is settled. Meanwhile, those who disagree with the conclusions will clamor that science can never be 'settled,' and then the name-calling from 'alarmist' to 'denier' ensues. But can science legitimately ever be considered settled, and if so, what does that mean? We consider gravitation, evolution, the Big Bang, germ theory, and global warming in an effort to find out."

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07 Mar 21:33

Ubuntu Gnome Seeking Long Term Support Status

by Unknown Lamer
L

Now only Mir to go… as ðis hopefully spells ðe end for Unity, just as SystemD killed Upstart. Canonical should treat its not‐invented‐here syndrome.

sfcrazy writes "The Ubuntu Gnome team wants to join the elite club of Ubuntu flavors which enjoy the LTS (Long Term Support) status. Ubuntu 14.04 will be an LTS release making it a good time for the Ubuntu Gnome flavor to be promoted since it will be two more years before the next LTS release."

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07 Mar 21:30

Dilma marca reunião com a cúpula do PMDB; no Twitter, Eduardo Cunha volta a falar em rompimento da aliança com o PT e diz atuar como bombeiro

by giinternet

No domingo, Dilma encerra a sua folga de Carnaval e enfrenta, logo cedo, uma reunião com o bloco dos descontentes. O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, agendou com o presidente do PMDB, Valdir Raupp, uma reunião da presidente da República com a cúpula do partido logo cedo.

Estarão presentes ao encontro, além do próprio Raupp, Michel Temer, vice-presidente da República, e os presidentes da Câmara e do Senado, Henrique Eduardo Alves (RN) e Renan Calheiros (AL). O risco de um rompimento da aliança do PMDB com o PT é remotíssimo, próximo de zero, mas o descontentamento e o clima de rebelião não são os melhores parceiros em ano eleitoral.

Da reforma ministerial às alianças regionais (leia post na home), o contencioso vai aumentando, e o porta-voz das mágoas é o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Em viagem ao exterior, ele recorreu ao Twitter, mais uma vez, para mandar seus recados. Até agora, não recuou um centímetro e até foi mais explícito na possibilidade de romper a aliança. Afirma ainda que atua como bombeiro na crise e que a animosidade dos peemedebistas com o PT é maior do que parece. Abaixo, publico a sequência de mensagens. Leiam na ordem cronológica, a partir da última que aparece na tela.

Eduardo Cunha 1

Eduardo Cunha 3Eduardo Cunha 3.

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07 Mar 14:42

EUA e União Europeia não reconhecem decisão de Parlamento da Crimeia, que aprovou anexação do território à Rússia

by giinternet

Na VEJA.com:
Depois de o Parlamento da Crimeia votar pela integração à Rússia, marcar um referendo para validar a decisão e ameaçar nacionalizar indústrias estatais ucranianas, o presidente dos EUA, Barack Obama, condenou as movimentações, afirmando que o referendo “violaria a Constituição ucraniana e as leis internacionais”. “Qualquer discussão sobre o futuro da Ucrânia deve incluir o governo legítimo do país”. As declarações de Obama foram feitas depois de os EUA anunciarem um novo pacote de sanções contra a Rússia, que inclui a proibição de emissão de vistos não apenas a altos funcionários russos, mas também a ucranianos que tenham “colaborado com a violação da soberania e da integridade territorial da Ucrânia”.

Além do referendo, a Crimeia também anunciou a formação de novos ministérios de Energia, Informação, Interior e Pensões, separados do governo central em Kiev. O governo interino do país condenou as decisões, que considerou inconstitucionais. As decisões do Parlamento regional ressaltam os grandes desafios que serão enfrentados pelo governo interino pró-Ocidente que assumiu em Kiev, depois da destituição de Viktor Yanukovich. Um dos integrantes do Legislativo da península, Sergei Shuvainikov, afirmou que as medidas são uma resposta “à desordem e à ilegalidade em Kiev”. “Nós mesmos vamos decidir nosso futuro”, afirmou, segundo informa o Washington Post.

Países da União Europeia seguiram os EUA e também condenaram o referendo, considerando-o ilegal. Representantes do bloco, reunidos em Bruxelas, anunciaram a suspensão de negociações de um pacto econômico e de um acordo de liberação de vistos com a Rússia como forma de punir Moscou por sua presença militar na Crimeia. E ameaçaram com a imposição de novas medidas – congelamento de ativos e sanções financeiras e comerciais – caso a Rússia não recue e não abra caminho para a busca de uma solução diplomática para a crise.

Antes do encontro, alguns membros da UE, liderados pela Alemanha, haviam indicado preferir uma mediação com o Kremlin à imposição de medidas mais duras. A votação na Crimeia, no entanto, mudou o rumo das conversas. No entanto, chegar a um acordo sobre medidas punitivas mais severas não deverá ser fácil. Apesar de alguns estados, especialmente os mais próximos à Rússia, apoiarem uma movimentação neste sentido, muitos membros querem a todo custo evitar um conflito econômico prolongado, ressaltou a rede britânica BBC.

A Crimeia, república autônoma no sul da Ucrânia, tem a maioria de sua população formada por habitantes de origem russa. A região transformou-se no centro das tensões no país depois da queda de Viktor Yanukovich, o presidente pró-Moscou. Forças russas e milícias favoráveis a Putin ocupam o poder de fato na região.

Para o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a situação continua “altamente precária”, e “qualquer erro de cálculo pode levar à perda de controle”. Ele fez um paralelo com a II Guerra Mundial ao dizer que “fechar os olhos quando nações são esmagadas e sua independência é desconsiderada leva a problemas muito maiores a longo prazo”.

A ex-premiê ucraniana Yulia Tymoshenko, rival de Yanukovich, fez um apelo nesta quinta para que a Ucrânia se integre mais à Europa. “Estamos construindo uma nação europeia – estamos fazendo isso e ninguém pode nos parar. Devemos isso aos que morreram e aos que estão vivos”, disse.

Interpol
A Interpol, a agência internacional de cooperação policial, informou nesta quinta-feira que recebeu um pedido do governo interino da Ucrânia para emitir o chamado “alerta vermelho” para a prisão de Yanukovich, que foi destituído do cargo há cerca de dez dias. “Foi recebido um pedido feito pelas autoridades ucranianas para um alerta vermelho da Interpol, ou alerta internacional para pessoas procuradas, para a prisão de Yanukovich sob as acusações de abuso de poder e assassinato”, disse a agência, com sede em Lyon, na França, em comunicado.

O presidente deposto é considerado foragido pelo governo interino da Ucrânia, que o responsabiliza pela matança de manifestantes durante a repressão aos protestos que estouraram no país em novembro. No momento, ele está refugiado na Rússia, que o acolheu e ainda o reconhece como o legítimo chefe de Estado da Ucrânia. Segundo a Interpol, o pedido ainda está sendo analisado pelo seu departamento jurídico.
(…)

07 Mar 14:41

Stanford Team Tries For Better Wi-Fi In Crowded Buildings

by samzenpus
alphadogg writes "Having lots of Wi-Fi networks packed into a condominium or apartment building can hurt everyone's wireless performance, but Stanford University researchers say they've found a way to turn crowding into an advantage. In a dorm on the Stanford campus, they're building a single, dense Wi-Fi infrastructure that each resident can use and manage like their own private network. That means the shared system, called BeHop, can be centrally managed for maximum performance and efficiency while users still assign their own SSIDs, passwords and other settings. The Stanford project is making this happen with inexpensive, consumer-grade access points and SDN (software-defined networking)."

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07 Mar 14:40

When You Assume

You know what happens when you assert--you make an ass out of the emergency response team.
07 Mar 12:33

Seeking Moby Dick in Brooklyn

by B. D. McClay

If you happen to be reading Moby Dick right now, and you live in Washington, DC, congratulations! The Kennedy Center is putting on an opera. Go see it (it closes tomorrow). If you don’t live in DC, however, and you live in some benighted cultural desert (like New York City) then nobody is putting on an opera, but you did have the chance to see something else: an oratorio called Moby Dick: Death and Other Curiosities.

The product of West Fourth New Music (or W4)—a composer collective made up of Matt Frey, Tim Hansen, Molly Herron, and Ruben Naeff— Moby Dick: Death and Other Curiosities is split into twelve movements, or three from each composer. As might be expected, these composers have very different styles, interpretations, and approaches to setting the text (or even whether or not they attempt to set the text at all).

W4 can get away with these differing styles because Moby Dick does, too. Melville’s novel slips from pure narrative to sermon to internal monologue to play to cetology primer. When one thinks it has exhausted all formal possibilities it still finds a way to surprise. It might seem fitting, then, that the oratorio is bound together by a shared source material and a few shared themes (identified as “mortality, identity, the hunt”), but not by a shared understanding of Moby Dick as such.

Yet Moby Dick’s endless variation serves a uniting purpose and that purpose puts it at odds with W4’s adaptation, or with any musical adaptation at all. Moby Dick is “about” a lot of things. But its technical variety is not simply—as W4 calls—a curiosity box. Instead, the variety creates an important sense of estrangement—or, to use a different word, homelessness.

From its opening invocation of Ishmael, Abraham’s pseudo-legitimate and rejected son, Moby Dick focuses on those who are too restless or too strange to be really at home wherever they are. Ishmael flees to the sea when he can no longer stand to remain on the land, but he is not really at home on the Pequod either. His closest companion, Queequeg, is a cannibal. Ahab, the captain, seems only barely to inhabit the same world as his crew, his drive for revenge making little sense to anyone—even to Ahab.

Those sudden switches in genre and in style deny the reader any steady place from which to take in the action of the book. Nowhere is this more apparent than in the infamous cetological passages, which in showing just how obsessed Ishmael is with gaining a masterful understanding of his world also demonstrates how futile that attempt is.

A person setting Moby Dick to music is thus faced with a tricky task. Music, too, has great variety; but it is immersive. It fills up the space around its audience as well as passing their time. In a narrative, music helps its listeners to share a perspective in a more immediate way. So maintaining this sense of estrangement is difficult (perhaps impossible). But even given this limitation, a musical version of Moby Dick still has a lot it can adapt or embellish: It can mimic the variety, or provide an entryway into its world, or interpret the book. Or it could try to do all of these things. Or (which comes to the same thing) none of them.

So what does Moby Dick: Death and Other Curiosities try to do? It’s hard to say, but the result is a mixed bag. The lows are very low: One of the movements felt like nothing so much as hearing the opening song of Moby Dick! The Animated Musical. And while Melville’s text isn’t exactly libretto-ready, the movements that opted to rewrite the text often ended up sounding clunky and awkward. Take this sentence, for instance—coming at a moment when Ishmael is bound to Queequeg, who is performing some dangerous work:

So strongly and metaphysically did I conceive of my situation then, that while earnestly watching his motions, I seemed distinctly to perceive that my own individuality was now merged in a joint stock company of two; that my free will had received a mortal wound; and that another’s mistake or misfortune might plunge innocent me into unmerited disaster and death.

This sentence became the much flatter “my individuality will be merged,” which was then dropped into a different context altogether. Instead of serving as a meditation on the ways in which we are dependent on one another, it became a thin statement about death. Not an improvement.

But the oratorio wasn’t all bad. Here’s one of those cetological passages, a perfect example of the way they seem obsessed with trivialities and yet possess a haunted quality, how they express the mystery of the whale and of the body as it dies:

One of [the whale’s] peculiarities it is, to have an entire non-valvular structure of the blood-vessels, so that when pierced even by so small a point as a harpoon, a deadly drain is at once begun upon his whole arterial system; and when this is heightened by the extraordinary pressure of water at a great distance below the surface, his life may be said to pour from him in incessant streams. Yet so vast is the quantity of blood in him, and so distant and numerous its interior fountains, that he will keep thus bleeding and bleeding for a considerable period; even as in a drought a river will flow, whose source is in the well-springs of far-off and indiscernible hills.


This passage, striking as it is, is not an obvious candidate to be set to music. But it was, in fact, set—word-for-word, so far as I could tell—in a gorgeous composition. Through careful use of repetition, it brought to mind not only the whale, bleeding and bleeding, but Ishmael’s own fascination with that bleeding, and Melville’s own aims in bringing this aspect of the whale to our attention.

And sometimes the looser adaptation of the text works. In the movement that struck me the most, “Some Ships,” different fragments from the book come together to demonstrate the isolation of the different ships calling out to one another on the sea. The result was so strikingly beautiful and convincingly lonely that I almost jumped to my feet in a burst of pure feeling.

Moby Dick is about estrangement and homelessness, which is another way of saying Moby Dick is weird. It was greeted with uncomprehending disdain when it was published and that disdain is not hard to understand, even when one recognizes and indeed loves it for that very weirdness.

Even if Moby Dick: Death and Other Curiosities doesn’t quite manage to translate this sense of weirdness into music, as an illustration of how difficult a book Moby Dick is to grasp the oratorio works very well. And though beautiful parts can’t themselves make a whole, the beauty of those parts remains with me. Moby Dick is too powerful for those who seek to capture him. But then, he always was.

B. D. McClay is a graduate of St. John’s College and a junior fellow at First Things. Image from the Z. Smith Reynolds Library

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07 Mar 12:33

Setor elétrico vê “situação delicada” e quer participar de decisões; nível de reservatórios já se iguala ao de 2001, ano do racionamento

by giinternet

Por Ramona Ordoñez, no Globo:
Um grupo de 15 associações do setor elétrico — que inclui representantes dos segmentos de geração, comercialização e transmissão, além de grandes consumidores — entregou nesta quinta-feira uma carta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na qual alertam que a “situação é delicada”. O grupo reivindica maior participação nas decisões da área e pede para participar das reuniões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que acompanha e avalia a prestação do serviço de energia elétrica no país. As entidades deixaram de participar do comitê no início do ano passado. A próxima reunião do CMSE está marcada para quarta-feira, dia 12.

Segundo as entidades do setor, a ideia é aumentar o diálogo com o governo sobre a real situação do fornecimento de energia no país, afetado pela seca nos últimos meses e pelo baixo nível dos reservatórios. “Nesse cenário de escassez de recursos hidráulicos e de recursos térmicos com capacidade instalada limitada, em nossa opinião, a situação merece cautela”, afirma a carta. ”A situação é delicada e merece uma investigação mais profunda. Queremos construir uma solução conjunta, porque o racionamento não interessa a ninguém”, afirma Mário Menel, presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape).

Na avaliação do governo, apesar de apontar problemas, não há um tom alarmista na carta. O ministro Edison Lobão, segundo sua assessoria, deverá analisar as propostas apresentadas pelas entidades. No último dia 5, o nível dos reservatórios nas regiões Sudeste e Centro-Oeste estava em 34,66%, quase o mesmo patamar da média de março de 2001, ano do racionamento de energia elétrica no Brasil, que foi de 34,5%.

A carta é assinada pelo Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase), formada por 15 entidades do setor, incluindo autoprodutores, produtores de energia térmica, e a Única, que reúne produtores de álcool. No documento, os empresários destacam que qualquer proposta deve ser “tecnicamente embasada” para que se possa encontrar soluções que façam frente ao quadro de dificuldades e preservem o fluxo de pagamento ao longo da cadeia entre produção e consumo.

Nesta quinta, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com Lobão, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, entre outros, para discutir a crise no setor. Existe uma expectativa no mercado de que seja publicado hoje um decreto presidencial estabelecendo como será distribuída a Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE). Segundo uma fonte, o decreto deveria ter sido publicado nesta quinta-feira, mas o governo não conseguiu fechar os cálculos. A estimativa é que o rombo da CDE já estaria em cerca de R$ 20 bilhões. Já havia a previsão de que o Tesouro destinaria R$ 9 bilhões para a conta e outros R$ 5,6 bilhões seriam pagos pelo consumidor, via tarifa de energia.
(…)

07 Mar 12:33

Meu artigo na Folha desta sexta: “Barbosa no tronco”

by giinternet

Leia dois trechos:

A discriminação racial assume muitas faces, mas três delas se destacam. Há o ódio desinformado, raivoso, agressivo. O sujeito não gosta do “outro” porque “diferente”, o que, para ele, significa inferior. Há a discriminação caridosa, batizada de “racismo cordial”. Olha-se esse “outro” como um destituído de certas qualidades, mas sem lhe atribuir culpa por essa falta; o “diferente” merece respeito e, se preciso, tutela. Uma vertente da cordialidade é ver a “comunidade” dos desiguais (iguais entre si) como variante antropológica. Com sorte, seus representantes acabam no “Esquenta”, da Regina Casé, tocando algum instrumento de percussão -nunca de cordas!- ou massacrando a rima num rap de protesto. E há uma terceira manifestação, especialmente perversa, que chamo de “racismo de segundo grau”. Opera com mecanismos mais complexos e só pode ser exercida por mentalidades ditas progressistas. É justamente essa a turma que tenta mandar o negro Joaquim Barbosa, ministro do STF, para o tronco.
(…)
Não entro, não agora, no mérito dos votos do ministro no caso do mensalão. Fato: não tomou nenhuma decisão discricionária -até porque, na corte, a discricionariedade, quando existe, atende pelo nome de “prerrogativa”. Que a sua reputação esteja sob ataque, não a de Ricardo Lewandowski, eis a evidência da capacidade que a máquina petista tem de moer pessoas. Por que Lewandowski? O homem inocentou José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino até do crime de corrupção ativa, mas foi duro com Kátia Rabello e José Roberto Salgado, do Banco Rural. Para esse gigante da coerência, os crimes da “Ação Penal 470″ (como ele gosta de chamar) poderiam ter sido cometidos sem a participação da trinca petista. É grotesco!
(…)
Íntegra aqui

 

07 Mar 12:30

Em vídeo feito por manifestantes venezuelanos para correr o mundo, Dilma aparece como cúmplice de mortes, pancadaria e tortura. É justo!

by giinternet
Dilma no vídeo dos manifestantes venezuelanos: a cúmplice

Dilma no vídeo dos manifestantes venezuelanos: a cúmplice

Os venezuelanos que estão indo às ruas protestar fizeram um vídeo para correr o mundo. Em poucas horas, enquanto escrevo, já foi acessado mais de 130 mil vezes. Nele, a presidente Dilma Rousseff aparece como cúmplice de assassinatos, de espancamentos, de tortura, de prisões arbitrárias. Pior: isso tudo é verdade. Uma jovem explica, em espanhol, com legenda em inglês, por que a população está na rua. Traduzo um trecho (em azul):

– porque estamos cansados de enfrentar longas filas para comprar leite, farinha, açúcar, óleo e papel higiênico;
– porque um venezuelano é assassinado a cada 20 minutos;
– porque nos matam para roubar um telefone celular;
– porque não temos como saber o que se passa em nosso próprio país desde que o governo censurou ou fechou os meios de comunicação independentes;
– também protestamos porque estudantes e líderes políticos estão presos apenas por discordar do governo;
– não é justo viver assim.

E aí vem o momento constrangedor. A estudante venezuelana afirma que tudo isso se passa sob o silêncio cúmplice dos governos da região. Nessa hora, a imagem que aparece é a da presidente Dilma Rousseff. Veem-se cenas impressionantes da truculência das forças de repressão.

O vídeo termina com um pedido: “Compartilhe com seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Nós, os venezuelanos, precisamos de vocês”. Assisti e, confesso, ao ver a imagem da presidente Dilma como uma das cúmplices da barbárie, senti vergonha.

Vejam e depois e espalhem Brasil e mundo afora. Volto em seguida.

Mais mortos
No post que escrevi ontem de manhã, informei que Nicolás Maduro, o presidente da Venezuela, havia incitado as milícias chavistas a bater nos manifestantes. Essa informação só aparece hoje na imprensa brasileira, quando já se conhecem as consequências de seu convite.

É que eu tinha lido no fim da noite de quarta detalhes de seu discurso na homenagem que fez a Chávez. Ele recorreu a uma expressão que, na verdade, é do ditador defunto. Dirigindo-se às milícias, recomendou: “Candelita que se prenda, candelita que se apaga”. Traduzindo: “Chama que se acende, chama que se apaga”. Traduzindo de novo, mas agora na linguagem da truculência que toma conta do país: a cada vez que manifestantes de oposição saírem às ruas, as milícias devem enfrentá-las e neutralizá-las imediatamente.

É coisa de delinquente. O relato do jornal El Universal do que se deu nesta quinta é aterrador. No fim da manhã, um grupo de motoqueiros chavistas chegou para retirar o bloqueio de uma rua do bairro Los Ruices. Os moradores deram início, então, a um panelaço para protestar contra a ação desses motoqueiros, que começaram a lançar garrafas e pedras contra os apartamentos.

Chegaram, em seguida, os milicianos armados com pistolas e coquetéis molotov. Houve tentativa de invasão de edifícios residenciais, rechaçadas pelos moradores a garrafadas. Um dos fascistoides chavistas jogou uma bomba incendiária contra um veículo, que pegou fogo. Os bombeiros chegaram e foram agredidos pela canalha. A Guarda Nacional interveio. O conflito resultou em duas mortes: um sargento de 21 anos e um mototaxista, de 25. Só os milicianos portavam armas. Agora já são 21 os mortos desde o início do conflito. Muita gente foi presa. Enquanto escrevo, não se sabe o número.

É evidente que Nicolás Maduro é responsável por essas mortes. O que esperar de um país em que é o presidente da República a pregar o confronto de rua, especialmente quando se sabe que os brucutus do chavismo foram armados pelo próprio governo?

É esse o regime que Dilma endossa ao afirmar que a posição do Brasil é aquela expressa na nota criminosa emitida pelo Mercosul. Que figure como cúmplice de mortes, pancadaria e tortura, convenham, é mais do que justo.

07 Mar 02:18

PSDB decide ir à Justiça contra uso de Palácio da Alvorada como comitê eleitoral do PT

by giinternet

O PSDB deve entrar nesta sexta com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo que se aplique uma multa à presidente Dilma Rousseff por ter transformado o Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência da República, num comitê eleitoral do PT.

Como vocês devem se lembrar, na quarta, durante o horário de expediente, Dilma reuniu no palácio o ex-presidente Lula; os deputados estaduais paulistas Edinho Silva e Rui Falcão, presidentes, respectivamente, do PT paulista e do nacional; o marqueteiro João Santana; o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e Giles Azevedo, que é chefe de gabinete da Presidência. O objetivo era debater a campanha eleitoral. Exceção a Santana, que faz o que quiser do seu tempo, todos os outros, naquela hora, Dilma inclusive, deveriam estar trabalhando. Somos nós que pagamos seus respectivos salários.

A reunião liderada por Dilma fere de modo explícito os Incisos I, II e III do Artigo 73 da  Lei 9.504, que é a Lei Eleitoral. O Inciso I diz que é proibido um partido usar prédio público em seu proveito, salvo em convenções. O Palácio é um prédio público. O II veda o uso de serviços custeados pelo estado. É o caso da infraestrutura do Alvorada. O III proíbe que partidos recorram, em seu benefício, à mão de obra de servidores ou empregados da administração direta ou indireta: esse é o caso de Mercadante, de Giles, dos garçons ou dos faxineiros da residência oficial.

O deputado federal tucano Carlos Sampaio comentou: “A lei veda a utilização de prédio público com finalidade eleitoral. Se a presidente Dilma tivesse usado a sua residência oficial no período da noite, poderia ser tolerável, mas, em horário de expediente, é preciso que o TSE analise. O Brasil inteiro voltou a trabalhar na Quarta-Feira de Cinzas, e a presidente preferiu passar a tarde cuidando de sua campanha, demonstrando estar mais preocupada com a eleição do que com a situação do país”.

Um prédio público não pode servir de comitê de campanha nem de noite nem de dia. Quanto a só voltar ao trabalho na quarta-feira… Bem, eu mesmo voltei antes. Na iniciativa privada, a gente costuma ser mais dedicado, né? Quando a gente paga as próprias contas, à diferença de muitos políticos, tende a ser mais disciplinado.

Espero que o TSE tome providências. Quando começa a campanha, a lei é especialmente severa com o jornalismo de rádio e televisão, que mal pode se dedicar à análise política sem ser severamente patrulhado, sob o pretexto de que a radiodifusão é uma concessão pública. O Palácio da Alvorada não é uma mera concessão; ele é um prédio público.

07 Mar 01:19

John Wesley and Religious Freedom

by Mark Tooley

Lumping together the recently attempted Arizona religious freedom law with new criminal laws against homosexuality in Nigeria and Uganda, the United Methodist Church’s Capitol Hill lobby lamented that “legislation that denies the human rights of people who are lesbian, gay, bisexual and transgender is being deliberated and enacted in states of the United States and countries around the world.”

This United Methodist General Board of Church and Society further declared that “such legislative actions that discriminate, abuse and commit violence against persons on the basis of their actual or perceived sexual orientation, gender identity or expression violate human rights and should be condemned.” And they insisted that “religious and cultural traditions do not excuse any form of discrimination, abuse and violence.” Their statement commended the United Methodist bishop of Arizona, who had denounced the now vetoed law as “discrimination under the guise of religious freedom.”

The Arizona law, vetoed by its governor, of course made no mention of sexual orientation and only reiterated that “state action shall not substantially burden a person’s exercise of religion,” expanding the stipulated protected from “a religious assembly or institution” to “any individual, association, partnership, corporation, church, religious assembly, or institution, estate, trust, foundation, or other legal entity.” And new laws in Nigeria and Uganda are unrelated to religious liberty, instead expanding already existing criminal penalties for homosexual behavior.

The United Methodist statement’s primary objective was to discredit religious liberty in the United States as a defense against the current Kulturkampf on traditional mores. Some liberal-leaning Evangelicals have similarly disparaged religious liberty protections, denouncing them as codified bigotry. Of course, another major flashpoint for religious liberty is Obamacare’s HHS mandate compelling employers to subsidize contraceptives and abortifacients. The United Methodist lobby has publicly endorsed the mandate and dismissed faith-based objections, such as by the Sisters of Laredo, a charitable order of nuns currently litigating against the mandate.

Once universal assumptions about religious liberty in America are fraying. As Evangelical author Eric Metaxas recently told the National Religious Broadcasters, “Americans are so spoiled, we’ve had so much religious freedom, we don’t know what it is to miss it,” adding, “We take holy gifts for granted.” He warned against romanticizing persecution, suggesting “Mr. Hipster Evangelical” can visit North Korea if he truly wants it.

Liberal Evangelicals and United Methodists are perhaps ambivalent to indifferent about religious liberty because they have forgotten their own history. Early Methodists, as precursors of modern Evangelicalism, were often despised and persecuted. John Wesley as an evangelist demanded his rights as a British subject to organize and preach an unpopular Gospel that challenged a morally permissive culture. The democratizing ethos created by the Wesleyan revivals helped create a stronger ethic of religious freedom in both Britain and America.

The laws of Eighteenth Century Britain theoretically offered relatively free rein to Protestant evangelization. But the cultural reality was often very different. Wesley was a priest in the established Church of England, and most of his followers were communicants in that church. Yet their spiritual zeal, moral threat to liquor and gambling interests, and empowering of common people aroused tremendous hostility, some of it violent. Gentry and clergy who resented the Methodists often fomented the riots. Methodist preaching houses were torn apart by mobs, congregations assailed with clubs, livestock set loose on outdoor audiences, and Methodist preachers pelted with rocks. Sometimes Methodists were themselves jailed, charged for disturbing the peace, while their assailants went free.

A Methodist baker in the 1740s was threatened by a mob who for days stoned him and threatened to destroy his house. He appealed for protection from the mayor, who replied: “It is your own fault for entertaining those preachers.” The baker remarked: “This is fine usage under a Protestant government; if I had a priest saying mass in my house, it would not be touched.” Unmoved, the mayor retorted: “The priests are tolerated, but you are not.” Sometimes Methodists were offered contracts of protection if they pledged no more to host preachers. And sometimes the mob attacks against them were reported in newspapers as Methodist riots. There were occasional outright murders and sexual assaults.

It was Wesley’s policy “always to look a mob in the face.” One admirer recounts of the evangelist: “An indescribable dignity in his bearing, a light in his eyes, and a spiritual influence pervading his whole personality often overawed and captured the very leaders of the riots.” Another offers similar praise: “When encountering the ruffianism of mobs and of magistrates, he showed a firmness as well as a guileless skill, which, if the martyr’s praise might admit of such an adjunct, was graced with the dignity and courtesy of the gentleman.”

On one particularly harrowing evening Wesley was taken captive by several mobs, who escorted him to the homes of indifferent magistrates, where the mob cited disruptive Methodists who “sing Psalms all day, nay, and make folks rise at five in the morning.” The magistrates refused to intervene, leaving Wesley hostage, repeatedly pummeled, spouting blood from his mouth, amid cries of “Hang him!” He afterwards claimed he felt no pain. Later the same magistrates tried to press charges against him for disturbing the peace.

Wesley cited mobs as the “many-headed beast,” investing them with spiritual implications and seeing them as predictable earthly resistance to the Gospel. “Such is the general method of God’s Providence, where all approve, few profit,” he said. Although riots were morally validating and offered opportunity for courageous Christian witness, including occasional conversions of the unruly, Wesley still demanded protection of the law. In 1748 he was attacked by a club-wielding mob instigated by an Anglican clergy promising ale to rioters. Afterward Wesley appealed to the local constable, tartly calling the riot “imputable” to the constable’s neglect if not complicity. His apprehension by the mob had been an “assault upon the king’s highway, contrary to his peace and crown.” Although the constable had directly witnessed much of the mob’s attack, he had stood aside, despite his “talking of law and justice.”

“Suppose we were dissenters . . . ; suppose we were Turks or Jews; still are we not to have the benefit of the law of our country,” Wesley implored. “Proceed against us by law, if you can or dare, but not by lawless violence. . . . This is flat rebellion both against God and the king.”

Late in life, Wesley denounced religious persecution: “Let there be as ‘boundless a freedom in religion’ as any man can conceive.” But he, like John Locke, denied such tolerance could be extended to Roman Catholics who could not give allegiance to their Protestant regime, under the worrisome Catholic principle, as he conceived it, “No faith is to be kept faith with heretics.”

Early Methodists in America often themselves faced hostile, sometimes violent crowds. American Methodism pledged loyalty to the United States, and its adherents largely aligned with Jeffersonian disestablishment of state supported churches, their movement thriving under the legal protection of religious liberty, even amid some cultural hostility.

Here are some Wesleyan lessons for today’s Christians facing cultural hostility and increasing legal infringements on religious freedom. Resistance to vigorous proclamation of the Gospel is present in every age. Persecution, even low scale, and often abetted even by religious institutions, is opportunity for witness. But persecution should not be sought, or glorified. Wesley, like St. Paul, appealed to the law and magistrates for protection, insisting on his rights as an Englishman.

The early Wesleyan revivals, although not political, were democratizing and liberty enhancing in their ultimate social impact, benefitting persons of all faiths and no faith. Christians of today, in contending for full religious liberty, even on the edges, serve not just themselves but the conscience rights of everyone.

Mark D. Tooley is president of the Institute on Religion & Democracy.

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07 Mar 01:15

Histérico, Maduro rompe com o Panamá

by G. Salgueiro
Nicolás Maduro: uma simbiose entre Hitler, Stalin, Castro's e Hugo Chávez

Ontem comemorou-se (ou “venerou-se”) 1 ano da anunciada morte de Hugo Chávez na Venezuela e o presidente usurpador, Nicolás Maduro, resolveu fazer um mega-evento. Convidou presidentes dos países aliados à ditadura castro-chavista mas só compareceram o ditador Raúl Castro, de Cuba, o índio cocalero Evo Morales, da Bolívia e o presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse. Sob as suspeitas de que o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, havia falecido, há dois dias saiu uma publicação dando conta de que ele tinha ido ao aeroporto receber o novo cardeal de Manágua designado pelo Vaticano, e lá teria brincado com o prelado dizendo que este o havia “ressuscitado” e que estava apressado pois ia a Caracas para os festejos em honra de Chávez. Como ele não apareceu nem foi mencionado no referido evento, começo a pensar que a notícia foi plantada pelo próprio governo para dissipar as especulações. Esta é, portanto, uma informação a se verificar posteriormente.

Num discurso histérico no corredor militar Los Próceres, no oeste de Caracas e onde está a tumba de Chávez, Maduro afirmou blasfemamente que “Chávez é o Cristo Redentor dos povos do sul”. Diante dos presentes e aos berros, declarou o rompimento das relações políticas, diplomáticas e comerciais com o Panamá, por este haver solicitado uma reunião de urgência com Conselho Permanente da OEA para tratar da situação caótica e assassinatos que estão ocorrendo na Venezuela desde o dia 12 de fevereiro. Cabe lembrar que os países pertencentes aos braços do Foro de São Paulo (ALBA, UNASUL, MERCOSUL e CELAC) não vêem o Panamá com bons olhos por não ter um presidente comunista, além de no começo do ano passado o embaixador do Panamá ante a OEA, Guillermo Cochez, ter sido destituído de seu cargo por ter denunciado neste mesmo organismo a ilegalidade das eleições usurpadas por Maduro. Posteriormente, no encontro da CELAC em janeiro deste ano, o Panamá se posicionou contra uma proposta feita por Cuba, de que houvesse uma resolução reconhecendo Chávez como um prócer da integração regional.

Maduro vociferou que Ricardo Martinelli, presidente do Panamá, era um “lacaio rasteiro” e o acusou de conspirar para que a OEA e outros organismos intervenham na Venezuela. Martinelli ficou surpreso com a ofensa e disse que o Panamá “só deseja que esse país irmão encontre a paz e fortaleça sua democracia”, mas evitou polemizar, afinal, estava diante de um sujeito rude, histérico e completamente controlado pelos Castro.

Ao final do discurso em que Maduro espumava e esbravejava, completamente descontrolado e sem a compostura que se espera de um governante de um país, disse: 

“Depois que não se queixem e não venham posar de vítimas porque por vias diplomáticas fizemos saber a opinião soberana do Governo revolucionário da Venezuela”, afirmando que a política internacional da Venezuela é de “união latino-americanista” e “anti-imperialista” e que “nenhum império controle a América Latina e o Caribe”. E concluiu: “Nosso caminho é o sul, nosso caminho é a CELAC, a UNASUL, a ALBA, a independência, a soberania, a paz. Esse é o nosso caminho. Fora a OEA daqui, agora e para sempre!”. Vejam abaixo o vídeo onde Maduro entra em surto em seu discurso aqui, uma vez que o Blogger se recusa a publicar certos vídeos incômodos. Tentei dezenas de vezes e, como no caso sobre a denúncia de que a juíza que sentenciou Leopoldo López agiu sob coação, esse também “não pode” ser publicado.





Com relação às declarações de José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA, de que seria útil que uma delegação mediadora visitasse a Venezuela, Maduro disparou: “Fique quieto, senhor Insulza! Não se meta com quem não o chamou! A Venezuela não solicitou um debate, estaríamos loucos (se solicitássemos), pois este é um organismo moribundo!”. A reunião solicitada pelo Panamá ocorre hoje e o envio de uma delegação é um dos pontos a ser discutidos. A esse respeito, Maduro disparou: “Se conseguirem determinar, a comissão teria que entrar clandestinamente porque na Venezuela não entra nenhuma delegação sem nossa autorização, nem agora nem nunca mais, para nenhum tipo de política intervencionista!”. Quer dizer, está tomando as mesmas medidas que os Castro tomaram em Cuba há décadas, para que não se conheça a miséria institucionalizada, a violência, os crimes e sobretudo a violação sistemática aos direitos fundamentais da pessoa humana.

No programa Panorama Mundial da CNN em Espanhol ontem à noite, a jornalista Patricia Janiot, que foi recentemente vítima da brutalidade policial na Venezuela, entrevistou Arturo Vallarino, embaixador do Panamá ante a OEA, onde ele explicou que seu país nunca proferiu nenhum insulto contra Venezuela ou os funcionários desse país, e que ao solicitar a reunião só estava exercendo um direito como Estado-membro dessa entidade. Ele disse ainda que o Panamá só tem preocupação com a crise na Venezuela e que se através de uma reunião entre chanceleres não se consegue avançar, “estamos abertos para controlar outros mecanismos para que cesse a violência na Venezuela”. Assistam a entrevista abaixo:

 


Em entrevista a Juan Carlos López, nesse mesmo programa, Insulza afirmou entre outras coisas que “nesta crise demonstrou-se que a sociedade venezuelana está dividida em dois lados irreconciliáveis, por isso a OEA chamou ao diálogo”. Como era de se esperar, ele foi vaselinado, escorregadio e “muito diplomático” não só nas declarações como na atitude indolente até agora, quando ele poderia ter intervindo desde o começo invocando a Carta Democrática Interamericana, da qual a Venezuela é signatária. Vejam o que ele disse na entrevista:


  


Bem, mas antes de terminar esta edição, quero fazer uma denúncia que recebi ontem já tarde da noite. Não sei se por conta do chamado veemente que o general Ángel Vivas fez aos militares da ativa dias atrás, mas o fato é que dentro dos quartéis parte da tropa e até militares de alta patente estão se rebelando contra as ordens dos cubanos de reprimir as manifestações. A informação diz que no CORE 2, em Valencia, Carabobo, um general desesperado usa a DIM (Divisão de Inteligência Militar) para tentar controlar a sublevação interna. Já está confirmada a detenção de três coronéis: Coronel Richard Solorzano Barreto G1, coronel Felipe Tovar Bordones G3 e o coronel Elio Malpica G5, e o próprio general Herrera Russo estão fora de si e com muito medo. Estão ocultando toda esta situação e a tropa e oficiais subalternos são os que estão difundindo pela rede, pedindo que se divulgue.

Todas estas informações e outras mais de relevo, serão detalhadas por mim amanhã, no meu programa Observatorio Latino na Radio Vox, às 22:00 h. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro
07 Mar 01:14

Josh Berkus: Time for a change of slogans?


So the folks at DatabaseFriends, a blog I was completely unaware of until now, posted a survey whose results surprised a lot of people.  In a "favorite database" survey, PostgreSQL came in ahead of MySQL and MariaDB combined.  And not just a little ahead, but 2X the votes.

These results don't particularly surprise me, at this point.  I've seen MySQL declining in popularity since before the Sun acquisition (and precipitiously after the Oracle acquisition), and even the heroic efforts of MariaDB/SkySQL isn't going to turn that trend around.  I think the booth picture above really says it all: that's in the middle of the show day at SCALE.  The "most popular database" booth is deserted by staff and attendees alike.  (To be fair, the SkySQL booth was somewhat busier).

Now, you can say what you want about the unscientific nature of the survey.  But the core PostgreSQL community didn't organize a write-in campaign; heck, we didn't even know about the survey until the results were posted.   And frankly, it's the same kind of thing I've seen from other sources: the Freshmeat stats from 2005-2010 for click-throughs (sadly, no longer online); the report from 451Research showing former MySQL users migrating to PostgreSQL. 

Now, MySQL still has a huge installed base (still, at this point, something like 4X that of PostgreSQL), so it's not going away any time soon.  And MariaDB is winning new users.  But I think it's time that MySQL had a new slogan, because it's pretty clear that the old one no longer applies.

Mind you, PostgreSQL could use a new slogan too ...


07 Mar 01:12

Dilma, que compra médicos de Cuba, elogia campanha da CNBB contra o tráfico de pessoas. Ou: Vender gente, para Cuba, é mais lucrativo e seguro do que vender droga

by giinternet

A equipe que cuida do Twitter da presidente Dilma decidiu que ela deveria fazer algumas considerações sobre a Campanha da Fraternidade de 2014 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Neste ano, a Igreja Católica no Brasil decidiu denunciar o tráfico de pessoas.

A marquetagem de Dilma então recorreu ao Twitter: “Saúdo a decisão da @CNBBNacional de se lançar na luta contra o #traficodepessoas”. A pessoa que escreveu em nome da presidente observou ainda que esse é um “crime difícil de combater”. Nem diga! Tanto é verdade que o governo do Brasil está diretamente envolvido com a maior operação de tráfico de pessoas de que se tem notícia no mundo hoje em dia. O Brasil é o comprador, e Cuba é o país fornecedor. É evidente que me refiro aos médicos oriundos da ilha comunista. Acaba de chegar uma nova leva de 4 mil.

Já são 11.400 os cubanos que aqui trabalham nas condições que conhecemos: seus familiares não os acompanham; o salário é repassado ao governo, que transfere apenas uma pequena parcela aos profissionais, que estão impedidos de deixar o programa porque não têm autorização para exercer a medicina fora dele. Cada um recebe hoje apena  US$ 400. Generosa, Dilma quer que seu amiguinho Raúl Castro eleve esse valor para US$ 1 mil.

O ghost writer da presidente ainda filosofou sobre o tráfico de pessoas: “Suas vítimas têm medo e vergonha de denunciar a prática. Por isto, é decisiva a participação da sociedade por meio de campanhas como esta”. Bidu! No caso dos cubanos, há principalmente o medo, já que podem sofrer represálias do governo ditatorial.

Uma das características do tráfico de pessoas é o trabalho análogo à escravidão. A vítima tem dificuldades de romper os vínculos que a ligam aos agressores. É precisamente esse o caso dos médicos cubanos,  que podem ser devolvidos a Cuba a qualquer momento.

O texto oficialista do Twitter afirma ainda: “Desde 2006 o Brasil tem uma política nacional para combater esse crime que atinge, principalmente, as mulheres jovens”. Dilma se refere à exploração sexual. Ocorre que essa é apenas uma das modalidades do tráfico de pessoas, segundo a campanha da CNBB. A entidade lembra que há outras, como a extração de órgãos, a doação irregular de crianças e, atenção!, os “trabalhos forçados”. Eis aí. Esse é precisamente o caso dos cubanos.

E deixo claro que, ao associar a forma como o Brasil contrata os cubanos ao tráfico de pessoas, não estou tentando ser irônico ou recorrendo a um exagero apenas para chamar a atenção para o fato. Trata-se literalmente disso. Como sabem, gosto de números. Cada cubano custa ao país R$ 10 mil por mês; no total, então, R$ 114 milhões — ou R$ 1,368 bilhão por ano. Convertido esse dinheiro em dólares, na cotação de hoje, chegamos a US$ 589.401.120. A cada médico, Cuba paga apenas U$ 400, ou R$ 928,4. Mensalmente, o desembolso da ilha será US$ 4.560.000 — ou US$ 54.720.000 anuais. Atenção! A operação rende à ditadura cubana US$ 534.681.120 — na nossa moeda: R$ 1.240.994.879,52. Ainda que a ditadura aceite a proposta de Dilma, de elevar o ganho de cada médico US$ 1 mil, o lucro de Raúl Castro com o tráfico de pessoas será de US$ 452.601.120 — R$ 1.050.487.199,52.

Nem o tráfico de drogas rende tanto, não é mesmo? E, como se sabe, o comércio de pessoas, nesse caso, é bem mais seguro para quem compra — Dilma — e para quem vende: Raúl Castro. No caso de Cuba, rende a fama de país exportador de mão de obra humanitária; no caso do Brasil, rende votos. 

06 Mar 10:10

Encontro de Dilma com petistas, já transformado em material de campanha, é, obviamente, ilegal!

by giinternet

Vejam esta foto, de Ricardo Stuckert, do Instituto Lula.

Dilma comitê eleitoral

Tudo nela é ilegal.

Em pé, veem-se Lula e Dilma no gesto clássico de união de forças, com as mãos dadas, cada um agarrado ao punho do outro, para demonstrar a aliança inquebrantável. À esquerda da mesa, o deputado estadual Edinho Silva, presidente do PT de São Paulo; o marqueteiro João Santana e, escondido atrás de Lula, Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil. À direita, Giles Azevedo, ainda chefe de Gabinete da Presidência; o deputado estadual Rui Falcão, presidente nacional do PT, e Franklin Martins, que será chefe da área de comunicação da campanha de Dilma à reeleição.

Eles estão no Palácio da Alvorada, que é a residência oficial de Dilma, mas que, nem por isso, deixa de ser um prédio público. É aceitável que Dilma receba políticos em sua, vá lá, casa, mas não que transforme o lugar num comitê de campanha. O objetivo da reunião era tratar da campanha eleitoral de 2014 — principalmente a de Dilma, mas também debater o panorama nacional, as alianças do PT etc.

Se querem a evidência de que se trata de uma ilegalidade, recorramos a uma espécie de legislação comparada. Se Dilma decidisse montar desde já um comitê de campanha, a Justiça Eleitoral mandaria fechá-lo porque isso ainda é proibido. Como pode, então, usar uma edificação pública com essa finalidade, ainda que parte do lugar lhe sirva de residência? E aqui cumpre notar: ali, sim, a residência da presidente Dilma Rousseff, mas quem comandou a reunião foi a candidata Dilma Rousseff.

A reunião foi realizada na biblioteca do palácio, que é uma das áreas não íntimas do prédio. Já estive no local. Há livros lá de altíssima qualidade, diga-se, que estão acumulando poeira nos últimos 11 anos. Muitos deles poderiam contar à presidente Dilma, entre outras coisas, que Manaus é a capital do Amazonas, não da Amazônia, como ela anunciou recentemente ao mundo. Certamente não foi devorando aqueles muitos volumes que Lula chegou à conclusão de que o planeta Terra teria muito a ganhar se, em vez de redondo, fosse quadrado, como ele conjecturou certa feita.

Vejam a foto. É o dinheiro público que paga a luz elétrica, o papel, a água, a faxina que foi feita, a segurança e, tenho certeza, o transporte que conduziu a turma até ali — ou Mercadante e Giles Azevedo, que exercem cargos no ato escalão do governo, chegaram dirigindo os respectivos carros? Acho que não!

Reitero: Dilma receba quem quiser na residência oficial. Ocorre que o encontro, com imagem divulgava pelo Instituto Lula, já se transformou num evento de campanha eleitoral. E é evidente que prédio e dinheiro públicos não podem ser destinados a este fim. Alguém poderá dizer que estou sendo rigoroso demais. É… Sou assim mesmo. De uma presidente da República, o mínimo que espero é que cumpra a lei.

06 Mar 10:09

Revolt Against the Revolting Masses

by Pete Spiliakos

Fred Siegel’s new book, Revolt Against the Masses, presents the story of a group of liberal elites who felt marginalized, bored, and under-appreciated by the broad run of America’s business groups, civic organizations, and religious traditions. These technocratic and resentful social critics imagined an America in which they would be the ruling class—or the prophets of a ruling class. The chief obstacle to their dreams was what they saw as a grubby and self-satisfied middle-class. They wanted to redeem American life, but often despised an American public that did not give them the obedience and recognition to which they felt entitled. Though Siegel perhaps underestimates the adaptability of the descendants of these liberal social critics, he also directs us to the political weaknesses of their worldview that persist even in the age of Obama.

Much of Siegel’s story will be familiar to readers of the Claremont Review of Books and the West Coast Straussian school’s interpretation of progressivism. It is the same story of American progressive infatuation with German philosophy and European statism. New Republic co-founder Herbert Croly and company reject the natural rights thinking of the Founders and put their faith in historical progress as interpreted by left-intellectuals and guided by a centralized, technocratic governing class.

What Siegel adds to this story is a description of how the literary liberals were estranged not only from the philosophy of the founders but from the rhythms of Tocquevillian associational life. In the final chapter of his classic The Promise of American Life, Croly decries how the individual in a commercial society is dependent on his customers and fellows. Croly had contempt for the kind of character created by a life in business, which he believed stunted personality by the relentless pursuit of money. Sinclair Lewis plainly could not stand the voluntary associations that Tocqueville celebrated but that he believed to be dens of self-congratulation by his social, moral, and intellectual inferiors. True freedom would arise with liberation from commercial restraints and the erosion of overlapping responsibilities to churches and other civic associations. The true individuality was that of Obama’s Julia—who was only (though constantly) dependent on government, but otherwise responsible for no one else and to no one else.

Many liberal intellectuals felt a largely aesthetic disdain for middle-class and small-town Americans, and Siegel has a knack for the telling quotation. He quotes New Republic writer and social critic Randolph Bourne describing the mass of urban Americans as “without taste, without standards but those of the mob.” Similarly, we hear the heroine of Sinclair Lewis’s  Main Street describing Americans as “a savorless people, gulping tasteless food and sitting afterward, coatless and thoughtless, in rocking-chairs prickly with inane decorations . . .” The sentence continues, but you get the idea. And Lewis’s opinion mattered. As Siegel notes, Arthur Schlesinger Jr. (the semi-official court historian of the Democratic party in the second half of the 1900s) wrote that Sinclair Lewis’s novels “fixed the image of America, not just of the intellectuals of his own generation, but for the world in the next half century.”

We hear echoes in today’s liberalism. Michelle Obama bragged that her husband could have gone to Wall Street but instead chose the morally elevated life of . . . Chicago politics? There is the same technocracy as Obama explains how his administration needs to “bet” on what businesses will succeed while insuring that other industries are driven into bankruptcy. There is the same contempt for associational freedom when that freedom conflicts with the advanced priorities of progressive thinkers. This has given us the crowning absurdity of a former community organizer forcing the Little Sisters of the Poor to choose between caring for dying poor women and violating the consciences by being forced to contract to provide birth control.

Siegel demonstrates that this contempt for recalcitrant Americans is a recurring (though not always prominent) feature of American liberal intellectuals when they feel denied their rightful place. The content of the charges levied against the people change. In the 1920s the people were mesmerized and deadened by prosperity and gadgets. The Americans of the 1950s were outwardly conformists but inwardly seething with resentment and paranoia. The various charges of the 1960s left are still familiar.

But Siegel also shows how this estrangement can be a source of strength. The liberal estrangement from what they saw as a corrupt mainstream made those liberals more likely to cultivate allies among marginalized groups. Siegel writes that this made liberals more likely to (rightly) prioritize justice for African-Americans and other groups, but this concern for the marginalized also had a political effect. It made it so that liberals were better able to speak to rising demographic groups even as conservatives were getting more and more comfortable talking to an ever-shrinking fraction of the population.

Siegel never satisfactorily explains how American liberals can, on occasion, successfully present themselves as the defenders of the middle-class they sometimes condemn. He presents Obama as “the incarnation of modern liberalism’s antipathy to conventional middle-class America.” There is something to that. Obama famously described small-town Americans who did not adopt liberal politics as “bitter” people who cling to guns, religion, and anti-immigrant sentiment to deal with problems they do not understand. That was a truly epic Kinsly gaffe.

And yet somehow, after four years of the Obama administration, 44 percent of voters responded that President Obama’s policies would primarily benefit the middle-class. That is less than a majority, but only 34 percent of voters responded that Mitt Romney’s policies would primarily benefit the middle-class. Literary liberalism indeed can speak in accents other than self-regarding elitism. Obama came to national attention in a speech where he extolled the basic decency of his fellow countrymen in both the red and the blue states. Obama spoke not with the contempt of Sinclair Lewis, but with the patriotic solidarity counseled by Richard Rorty.

But if Revolt of the Masses is imperfect at describing the political strengths of modern liberalism, the basic political weaknesses identified by Siegel continue to fester. Siegel repeatedly calls liberal intellectuals a “clerisy” and there is something to that description, but they are also a clerisy whose holy text is their consensus of the moment. When a critical mass decides that something is a moral imperative, there is the expectation that all decent people must follow along—preferably in respectful silence.

This liberal elite instinct for contempt has not disappeared. It has simply been (temporarily) redirected. When many in the white working-classes found liberals wrong on abortion and unresponsive to their concerns about rising crime and rising taxes, the problem was with the working-class whites who were selfish bigots. As Douglas Massey put it, “liberal elites treated lower-class opponents as racist obstructionists to be squelched by the power of government.” The old prejudices against business and the middle-class have been restricted by race and age to white voters (especially older white voters) who have the temerity to vote Republican and occasionally show up at a Tea Party rally. This allows liberal intellectuals to take defeats in mid-term elections and red states in stride. Those aren’t elections the real masses are voting in. The opposition will soon die off and liberal intellectuals will finally have the unchallenged power that they have always deserved.

But eventually, one way or another, large segments of the rising electorate will find themselves out of sync with our liberal intellectuals, and those intellectuals will feel terribly let down. When our liberal intellectuals find themselves once again unambiguously on the other side of many voters they had assumed were their natural allies, we will see another revolt against the masses. And the sooner, the better.

Pete Spiliakos writes for First Thoughts. His previous columns can be found here.

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06 Mar 03:16

Venezuela: dezenas de manifestantes são presos em protestos; guarda bolivariana tenta impedir até socorro a feridos; Maduro rompe com o Panamá; Dilma segue muda

by giinternet

Enquanto Nicolás Maduro comandava as homenagens oficiais a Hugo Chávez, que morreu há exatamente um ano, em companhia do ditador Raúl Castro, de Cuba, e do protoditador da Bolívia, Evo Morales, milhares de venezuelanos saíam às ruas para protestar contra o governo, a maioria vestida de preto, em sinal de luto — mas não pela morte de Chávez. Fotos postadas no Twitter por manifestantes dão conta de que as barricadas se espalham pela grande Caracas e por outras cidades país afora. Os confrontos com a Guarda Nacional Bolivariana são permanentes, e houve dezenas de detenções. Maduro tem, até agora, um único argumento — ou dois: porrete e bombas de gás lacrimogêneo. O que há em comum entre os manifestantes de lá e a turma do quebra-quebra daqui? Nada. A Venezuela é uma ditadura. O Brasil é uma democracia.

Duas fotos postadas nas redes sociais dão conta do caráter que estão assumindo as manifestações e a repressão. Numa delas, uma jovem que segurava uma cartolina de protesto faz um cone e o aponta contra os soldados, armados até os dentes. Evidencia-se, assim, que, de um lado, estão manifestantes desarmados e pacíficos; de outro, as tropas do regime, que já mataram 19 pessoas. Vejam.

Venezuela 1 - cartolina contra armas

Uma outra é ainda mais estupefaciente. Soldados da Guarda Nacional Bolivariana tentam impedir homens de uma força municipal de segurança da cidade de Carrizal de socorrer vítimas dos confrontos. Apontam armas contra aqueles que estão prestando socorro.

Venezuela 3 - Soldados Prefeitura Carrizal (estado de Miranda)

Nicolás Maduro, o presidente, não obstante, segue a sua marcha, tomado pela mesma loucura de Hugo Chávez, mas sem os mesmos dotes histriônicos, no comando de um país em que a economia e a institucionalidade foram destruídas.

Nesta quarta, num ato patético, Maduro rompeu relações políticas e comerciais com o governo do Panamá, a quem acusou de lacaio dos Estados Unidos. Ricardo Martinelli, o presidente panamenho, solicitou uma reunião de chanceleres da Organização dos Estados Americanos para debater a crise na Venezuela. Maduro já afirmou que não aceita a mediação da OEA. Em nota oficial, Martinelli se disse surpreso e afirmou que o único desejo do Panamá é que os venezuelanos encontrem a paz e a democracia. Ocorre que isso é tudo o que Maduro não quer.

No discurso que fez em homenagem a Chávez, Maduro acusou os manifestantes de tentar explodir 15 túneis, além de estradas e pontes. Obviamente, trata-se de uma mentira deslavada. Onde estão as evidências? Não existem. Chamou de “fascistas” os que protestam e convocou as milícias governistas — estas, sim, fascistoides — a enfrentar os que vão as ruas.

Em suma, a Venezuela tem hoje na Presidência da República um louco delirante que exorta milícias armadas a enfrentar no muque os que se manifestam em defesa da democracia. Alguns dos mortos, não custa lembrar, foram atingidos por atiradores anônimos. Isso torna Maduro cúmplice óbvio de assassinos. E tudo se dá, repita-se quantas vezes isso se fizer necessário, sob o silêncio cúmplice do governo Dilma — aquele mesmo que instituiu por aqui uma Comissão da Verdade.

Fica cada vez mais patente que Dilma não fez essa opção por amor à Justiça, mas para se vingar de inimigos ideológicos. Ou não silenciaria, agora, sobre 19 cadáveres que já se contam na luta dos venezuelanos em favor da liberdade. O comportamento do governo brasileiro é repulsivo.

06 Mar 02:23

What Happened in Ukraine?

by David P. Goldman

European media are reporting the leak of a taped phone call between the Estonian Foreign Minister and European Community foreign policy chief Lady Catherine Ashton alleging that the same snipers killed demonstrators as well as security forces during the Maidan Square uprising. The Estonians are no friends of Putin–quite the contrary. Russia and Estonia have been bitterly at odds for years. Russian stated media posted the call on YouTube. Presumably they got the tape from the Russian spy agencies.

Writes the London Guardian:

A leaked phone call between the EU foreign affairs chief Catherine Ashton and Estonian foreign minister Urmas Paet has revealed that the two discussed a conspiracy theory that blamed the killing of civilian protesters in the Ukrainian capital, Kiev, on the opposition rather than the ousted government.

The 11-minute conversation was posted on YouTube – it is the second time in a month that telephone calls between western diplomats discussing Ukraine have been bugged.

In the call, Paet said he had been told snipers responsible for killing police and civilians in Kiev last month were protest movement provocateurs rather than supporters of then-president Viktor Yanukovych. Ashton responds: “I didn’t know … Gosh.”

It’s a lead story on Der Spiegel’s main German language news page and extensively covered elsewhere. It raises the question: to what extent was Maidan Square the triumph of Western-looking lovers of democracy (surely true to some extent) and to what extent was it an intra-oligarchical mob war (surely true to some extent)?

Not a word in the US media yet, judging from a Google News search.