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12 Mar 09:45

A tolice que Lula disse ao La Repubblica, então, foi outra, não aquela publicada pelo jornal italiano

by giinternet

Muito bem. Comentei ontem aqui, em tom bastante duro, uma tolice que Lula teria dito ao jornal italiano La Repubblica. Segundo publicou o veículo, o ex-presidente brasileiro teria afirmado o seguinte: “Do ponto de vista macroeconômico, qual outro país, além da China, criou as condições de crescimento do Brasil? Nossos críticos dizem que o melhor é reduzir a oferta de emprego para reduzir a inflação, mas, para nós, a defesa do emprego é mais importante que a inflação”.

Nesta segunda, o Instituto Lula divulgou uma nota afirmando que o ex-presidente não disse exatamente aquilo. Uma gravação de 16 segundos foi posta no ar. E se pode ouvir o petista dizer o seguinte:
“Nossos críticos querem que tenha um pouco de desemprego para poder melhorar a inflação. Eu não quero que tenha desemprego para melhorar a inflação. Eu quero melhorar a inflação com pleno emprego”.

Então é preciso observar duas coisas.

Se o trecho reproduzido pelo La Repubblica deriva desse que foi posto no ar, é claro que o jornal italiano errou. Lula, de fato, disse outra coisa e não sugeriu preferir um pouco de inflação a mais desemprego.

Então não há nada de errado com a sua fala? Há, sim! E é coisa grave!

A bobagem dita por Lula, como se pode ouvir, é outra. Repito: “Nossos críticos querem que tenha um pouco de desemprego para poder melhorar a inflação”. É mesmo? Quais críticos querem isso? Por que o petista não declina os nomes daqueles que gostariam de ver crescer o desemprego no país para baixar a inflação?

É evidente que isso é uma fantasia. Trata-se apenas de um processo de demonização dos adversários, sugerindo que eles gostariam de punir os pobres com o desemprego. Já os petistas não! Como eles teriam o monopólio da virtude, só querem o bem do próximo.

Tudo indica que o jornal italiano errou mesmo. Lula, então, não disse preferir a inflação ao desemprego, mas acusou, com a ligeireza habitual, seus adversários de preferir o desemprego à inflação. Lula, assim, nega que seja idiota, mas supõe que idiotas sejam os outros.

11 Mar 21:39

Maduro mata o 22º manifestante, e Dilma diz a 367ª besteira. Ou: Por que ela, ao menos, não fica calada?

by giinternet

A delinquência política fez mais um morto na Venezuela, o 22º desde o início dos protestos, e serviu para que a presidente Dilma Rousseff, lá no Chile — onde estava para a posse de Michele Bachelet — dissesse mais uma besteira, a 367ª, sobre política externa. É tudo de estarrecer. Segundo relato do jornal El Universal, Daniel Tinoco, um estudante de 24 anos, estava num grupo de jovens que se organizava para participar de uma manifestação em San Cristobal. Chegou, então, um grupo de motoqueiros armados atirando. Ele levou um tiro no peito, foi hospitalizado e morreu. Outros dois estão feridos. Esses motoqueiros integram as milícias bolivarianas, que recebem armas do próprio governo. No aniversário de um ano da morte de Chávez, o ditador Nicolás Maduro as convocou a enfrentar nas ruas os manifestantes, repetindo uma frase de Chávez: “candelita que se prenda, candelita que se apaga”. Ou: chama que se acende, chama que se apaga. Ou por outra: é pra matar quem ousar protestar.

O Brasil votou contra o envio de observadores da OEA à Venezuela. A situação do país deve ser debatida nesta quarta por chanceleres da Unasul, aquela estrovenga inventada por Chávez e Lula para, em tese, mediar os conflitos na América do Sul. Como se nota, tenta-se minimizar o tamanho do problema. Um governo incita milícias armadas a sair matando os que protestam, e os chanceleres é que vão se reunir. Os chefes de estado farão de conta que nada de grave acontece… Já dá para adivinhar o que vai acontecer num grupo que reúne representantes da Argentina, da própria Venezuela, do Brasil, do Uruguai, do Peru, da Bolívia — todos sob a gestão de partidos de esquerda. A partir de hoje, o Chile também está na rede dos companheiros. Vale dizer: Maduro continuará matando — enquanto, ao menos, não for pendurado pelos pés em praça pública, como aconteceu com Mussolini.

O governo da Venezuela matou o 22º, e Dilma disse a 367ª besteira a respeito da política externa do Brasil. Indagada sobre a situação da Venezuela, saiu-se com o seguinte disparate: “Vocês vejam que no caso do presidente Lugo [Fernando Lugo, do Paraguai, que sofreu impeachment em 2012] houve um momento de estresse, hoje perfeitamente superado com a perfeita inclusão do novo presidente, eleito democraticamente, Horacio Cartes”.

Eu poderia achar que é má-fé, mas uma presidente que diz em Bruxelas que Manaus é a capital da Amazônia e que a natureza planta árvores pode apenas estar dando testemunho de uma brutal ignorância. É a hipótese virtuosa. Fernando Lugo foi deposto pelo Congresso paraguaio, segundo as regras da Constituição do país. Não houve a menor ilegalidade. Não houve rompimento da ordem. O governo Dilma, sim, é que teve uma atitude indecente, suspendendo, com o apoio da Argentina, o país do Mercosul e aproveitando justamente para abrigar a Venezuela, do governo já então assassino de Chávez — e que continua a matar o povo por intermédio de Maduro.

A decisão foi politicamente criminosa, além de ilegal. Ao suspender o Paraguai e admitir a entrada da Venezuela no Mercosul, Dilma e Cristina Kirchner rasgaram o Tratado de Ushuaia, que exige que os países membros do Mercosul sejam democracias. Dilma fez precisamente o contrário: expulsou uma democracia e abrigou uma ditadura.

Dilma poderia, ao menos, fazer o favor de ficar calada.

11 Mar 18:37

Ministro do TSE nega liminar, mas cobra explicações de Dilma e do PT sobre reunião político-eleitoral no Alvorada

by giinternet

Vamos com calma! O TSE não deu autorização para a presidente Dilma transformar o Palácio da Alvorada num Comitê Eleitoral do PT. Por enquanto, o ministro Admar Gonzaga apenas se negou a conceder uma liminar proibindo reuniões dessa natureza. Antes de tomar uma decisão, pediu que a própria presidente, o PT e o Ministério Público se manifestem a respeito.

Na Quarta-Feira de Cinzas, Dilma interrompeu a sua folga de Carnaval, retomada no dia seguinte, só para cuidar do seu projeto de reeleição. Reuniu na residência oficial três servidores públicos em serviço — além dela própria, o ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Giles Azevedo, chefe de gabinete —; dois deputados estaduais, os presidentes nacional e paulista do PT, Rui Falcão e Edinho Silva, respectivamente, além de Franklin Martins, do marqueteiro João Santana e, obviamente, de Luiz Inácio Lula da Silva.

Não conceder uma liminar significa não reconhecer uma urgência na decisão. Até aí, vá lá, podemos discutir. Se, no entanto, o ministro disser que não viu nada de errado, aí devemos todos cobrar que ele explique por que a lei não vale para Dilma.

Insisto que a reunião liderada por Dilma fere de modo explícito os Incisos I, II e III do Artigo 73 da Lei 9.504, que é a Lei Eleitoral. O Inciso I diz que é proibido um partido usar prédio público em seu proveito, salvo em convenções. O Palácio é um prédio público. O II veda o uso de serviços custeados pelo estado. É o caso da infraestrutura do Alvorada. O III proíbe que partidos recorram, em seu benefício, à mão de obra de servidores ou empregados da administração direta ou indireta: esse é o caso de Mercadante, de Giles, dos garçons ou dos faxineiros da residência oficial.

Tanto a reunião tinha caráter político-eleitoral que foi documentada por Ricardo Stuckert, que é fotógrafo do Instituto Lula. O ex-presidente e a atual aparecem de mãos dadas indicando a união de forças. Se Dilma estivesse apenas recebendo políticos para bater um papo em sua casa, não haveria nada demais e se dispensaria o material de publicidade. De resto, até onde se sabe, João Santana não é político, mas marqueiro do PT. Franklin Martins, por sua vez, é o homem que vai cuidar da área de imprensa da sua campanha.

Se o ministro Admar Gonzaga não vir nada de errado nisso e achar que tudo está de acordo com a lei, das duas uma: ou se declara que o Palácio da Alvorada não é mais um prédio público, transformando-se, então, em propriedade privada do PT, ou se liberam todos os órgãos da administração pública, em qualquer esfera, para a campanha eleitoral.

Há uma terceira hipótese: o ministro pode tentar provar que o tema da conversa não foi a campanha de 2014 e que esta imagem não é uma peça de propaganda. Terei muita curiosidade em saber que desculpa dará Dilma, como o PT vai se justificar, qual será a resposta do Ministério Público e que decisão final tomará o ministro.

Dilma comitê eleitoral

 

11 Mar 18:36

Celebrando 10.03.1557 e a Confissão de Fé da Guanabara

by Solano Portela

Nos três anos seguintes, outras expedições vieram, principalmente enviadas por Calvino que atendia aos pedidos de Villegaignon. Ficaram, basicamente, aportados em uma ilha na costa do Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, onde foi construído o Forte Coligny. Assim esse primeiro culto evangélico no solo brasileiro aconteceu com esses huguenotes. Antes de serem confrontados pelos portugueses, em 1560, experimentaram muitos incidentes de trabalho forçado, fugas, escaramuças com os índios (e algumas alianças) e inúmeros conflitos internos.

O dia 10 de março marca o dia do primeiro culto evangélico em solo brasileiro (1557). Ele aconteceu com os refugiados huguenotes, que buscavam um lugar no qual tivessem liberdade religiosa de cultuar biblicamente, segundo a teologia redespertada pelo Reforma do Século 16, o soberano Senhor, bem como proclamar a salvação na pessoa de Jesus Cristo.








Foram esses mesmos cristãos corajosos que nos legaram  a Confissão de Fé da Guanabara. Este documento suscita sempre curiosidade e várias perguntas. A primeira surpresa é quanto à sua antiguidade e a verificação de que essa Confissão antecede as nossas mais famosas confissões reformadas históricas, pois foi lavrada no ano 1558.

O outro ponto de curiosidade, é que ela joga luz em um período pouco conhecido de nossa história. Quando eu era criança e, depois, adolescente (faz muito tempo...), estudei bastante sobre o que os nossos livros chamam (ou chamavam) de “Invasão Francesa”. Pouco se falava que em vez de “Invasão” tínhamos um grupo escorraçado, perseguido e atribulado de cristãos reformados franceses, os “huguenotes”, que haviam sido expulsos de sua terra natal pela fé que professavam e ansiavam por um local no qual pudessem gozar da liberdade de cultuar. Em vez de um exército infernal de franceses, esse grupo militarmente mal articulado, era liderado pelo inescrupuloso aventureiro e mercenário Nicolas (ou Nicolau) Durand de Villeigagnon. Simulando uma “conversão” ele procurou organizar a expedição de huguenotes franceses ao Novo Mundo, no que seria a “França Antártica”.

O grupo extremamente misto – no final contava com católicos, huguenotes e vários malfeitores presos “recrutados” para completar o número almejado para a expedição – começou com 600 homens e chegou ao Brasil, após uma sucessão de eventos, com 88, em agosto de 1555.


Nesse meio tempo, Villeigaignon ia mostrando o seu real caráter e ia retornando às práticas católicas. Os huguenotes terminaram separando-se dele. Uma grande parte retornou, em 1558, em um navio francês, mas alguns que ficaram foram hostilizados por Villeigaignon. Receberam várias perguntas, às quais deveriam responder, com questões relacionadas com a sua fé e práticas litúrgicas.

A Confissão de Fé da Guanabara representa essas respostas. Ela não é, portanto, um tratado completo e sistemático de teologia, mas é específica e direcionada às questões da época. Obviamente, no que diz respeito à fé e à salvação, expressa princípios bíblicos e eternos. Foi redigida por Jean Du Bourdel, por ser o mais letrado dentre eles. Villeigagnon, irado porque os subscritores se recusavam a abjurar a Confissão, mandou matar três homens. São os chamados “mártires da Guanabara”.

A história detalhada desse período, com todos os seus componentes eclesiásticos, que geralmente ficam de fora, bem como com o texto completo da Confissão de Fé da Guanabara, em português, pode ser visto no excelente artigo do Franklin Ferreira (FIDES – A Presença dos Reformados Franceses no Brasil Colonial), que poder ser acessado no site do Felipe Sabino – www.monergismo.comclicando aqui.

Solano Portela, celebrando 10.03.1557
11 Mar 18:36

PostgreSQL Database Appliance from Fujitsu

Fujitsu has released a PostgreSQL based database appliance system, called HA Database Ready SX2. This appliance is capable of achieving up to 180,000 transactions per minute and AES based data encryption. HA Database Ready SX2 combines the Open Source PostgreSQL Database with advanced hardware configuration and Fujitsu's own Smart Software Technology, to deliver high performance and high reliability database systems that will help organizations to achieve high-speed batch processing and data consolidation.

More details can be found at: http://www.fujitsu.com/global/news/pr/archives/month/2014/20140228-02.html

11 Mar 15:37

Gene Robinson Makes the Case for Gay Marriage

by Dennis Di Mauro

God Believes in Love: Straight Talk about Gay Marriage
by gene robinson
vintage, 196 pages, $24.00

In 2004, Gene Robinson became the first cleric in an openly gay relationship to be ordained a bishop in a major U.S. Christian denomination. After serving as the bishop of New Hampshire for nine years, he recently retired last year. In God Believes in Love: Straight Talk about Gay Marriage, Robinson makes the case for the legalization and acceptance of gay marriage based on religious, legal, and practical grounds.

Robinson begins with a short autobiographical introduction outlining his struggles as a gay youth growing up in a Christian family in Kentucky. The introduction discusses the psychological therapy he received to rid himself of same-sex attractions, his subsequent marriage to Isabella McDaniel in 1972, and the births of their two daughters, Jamee and Ella. Robinson provides a detailed account of his subsequent “divorce ceremony” and the terms of his amicable separation from Isabella after deciding that he could no longer live honestly as a gay man in a heterosexual union. In 1987, Robinson met Mark Andrews, a Peace Corps employee working in Washington, DC. They entered into a civil union in New Hampshire in 2008 and were legally married in 2010.

Throughout the rest of the book, Robinson seeks to convince the reader of the need for legal gay marriage in all fifty states and at the federal level. Chapters with titles such as “Why Marriage Now?” “Don’t Children Need a Mother and a Father?” and “What Would Jesus Do?” attempt to counter commonly heard objections to homosexual unions. Robinson concludes the book with his final chapter, “God Believes in Love,” where he makes the case that God’s bountiful love puts no restrictions upon the gender of those expressing their love for one another.

God Believes in Love is a deeply personal story told with conviction, but it comes up short in a number of areas. The most glaring is the undercurrent of self-centeredness which arises from time to time in its narrative. As in all divorce stories told by the uninjured party, Robinson’s is one in which everyone concerned has benefitted greatly from the break up. His wife was freed from a relationship with a man who couldn’t love her in a truly marital way. His daughters benefitted from a happier father, and they built a new and wonderful relationship with their new stepdad, Mark. Above all, Robinson was able to be “true to himself,” the highest in our current table of virtues. But one wonders how his ex-wife and daughters remember those difficult years when Robinson decided to disassemble their family (the children were four and eight years old).

While Robinson served as a bishop in the Episcopal Church, he surprisingly uses far more secular arguments than theological ones. The religious ones he does use are often speculative. Robinson explores the commonly used verses proscribing homosexual sex by referencing Daniel Helminiak’s 1994 book,  What the Bible Really Says about Homosexuality. Using Helminiak’s work, he proceeds to reinterpret the verses in Leviticus 18 and 20, Genesis 19, Judges 19, Romans, 1 Cor. 6, and 1 Tim 1. His conclusion? None of these verses deal with homosexuality. They are dismissed as merely divine proscriptions against violence, prostitution, idolatry, or some other sin, or as anthropological remnants of an outdated and bigoted age. And no matter what interpretation is proposed, the traditional view is uniformly dodged. Robinson also asserts that raising children is not a primary religious purpose of marriage for those able to conceive, and is merely optional, a view which contradicts countless biblical pericopes. But perhaps the most astounding of all his biblical propositions on marriage was his observation that Jesus and the apostle that He loved, John the Apostle, were homosexual “soulmates,” while perhaps not lovers.

One is also struck by a number of other opinions. He explains that he believes Jesus to be the “perfect revelation of God.” This appears to be a kind of Arian code for “I don’t believe Jesus to be the Son of God,” but as with much mainline doublespeak, one simply can’t be certain about Robinson’s Christology. The doublespeak continues with the gender neutral language sprinkled throughout this short work. The use of “Godself” instead of “Himself,” distracts from the flow of the work. His proposal to remove a minister’s role as an officer of the court in weddings follows lockstep with the progressive goal of ridding the state of any vestige of religion. Finally, he explains that the reason one-night stands are wrong is that they are risky to the heart. That the prohibition of this sin (or any other) might be part of God’s Holy Word is never discussed.

God Believes in Love is understandably long on personal feelings and anecdote and short on theological, political, or social research that might shed some light on this divisive subject. Robinson uses such anecdote to punctuate the oft-repeated assertion that gay rights are simply a continuation of the civil rights battles of the 1960s and 1970s. He relates an awkward situation that occurred during an airplane flight when he and his husband were required to use separate customs forms, since the federal government did not recognize their New Hampshire nuptials. Awkward, yes, but does it rise to the level of Bull Connor’s fire hose? 

Dennis Di Mauro is the pastor of Trinity Lutheran Church in Warrenton, Virginia, and teaches at St. Paul Lutheran Seminary. Image from Wikimedia Commons.

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11 Mar 15:32

Os mistérios também técnicos do avião que está desaparecido. Crescem indícios de uma ação terrorista

by giinternet

Gonçalo Osório, leitor habitual deste blog, é especialista em muita coisa, inclusive aviões. E me manda a seguinte mensagem. Volto em seguida:

Rei,
eu sei que você detesta avião, por isso vão aqui algumas coisas intrigantes para quem não gosta de avião.

1) Todo bicho desse porte (imagine: 350 toneladas de peso de decolagem, dependendo do modelo) tem uma coisa chamada ELT — emergency locator transmiter. Como o nome em inglês diz, é um sinal de rádio de emergência, que é acionado sem interferência do piloto e que pode ser captado por outros aviões, navios e satélites. Ninguém captou nada. Como assim? O ELT não funcionou? Não se sabe.

2) Esses aviões ultramodernos têm outra coisa: caixas-pretas que “falam”. Depois de um acidente, elas transmitem também um sinal, que aviões como esses que os americanos usam para achar submarinos no Mar da China são capazes de captar. Como assim? Ninguém captou nada até agora?

3) O Boeing 777, assim como aquele Airbus da Air France que se acidentou na rota Rio-Paris, dispõe de um treco chamado ACARS (outra sigla em inglês). Para compreensão do leigo, é como a telemetria de carros de Fórmula 1: sensores a bordo detectam tudo o que acontece com motores, equipamentos de navegação, atitude do avião em voo, o escambau, e transmitem a intervalos de segundos essas centenas de informações para o fabricante (a Boeing) e para o operador (a Malaysia). No caso do Air France, por exemplo, sabia-se, durante os sete minutos entre o avião sair da altitude de cruzeiro e se espatifar na água, que várias coisas estavam ocorrendo: não eram defeitos técnicos, mas o ACARS transmitiu a rápida perda de altitude, por exemplo, e as diversas configurações dos computadores de bordo. Cadê as informações do ACARS do B777 da Malaysia? A Boeing e a companhia até agora nada disseram.

Meu palpite é terrorismo. O pessoal do setor (pilotos, instrutores e chefes de operação de grandes companhias) acha que terroristas de alguma maneira tomaram conta do avião e teriam conseguido, inclusive, interferir na operação do transponder. Muito esquisito mesmo!

Retomo
Pois é… As semelhanças com o caso da Air France vão ficando para trás, e uma outra tragédia vem à memória: o ataque terrorista ao voo 103 da Pan Am, em 21 de dezembro de 1988, que matou 270 pessoas — 259 ocupantes do avião e 11 moradores da pequena Lockerbie, na Escócia, onde caíram os destroços. A aeronave partira de Londres com destino a Nova York.

Terroristas líbios, a mando de Muamar Kadafi, introduziram uma pequena bomba no avião — sim, pequena, escondida numa maleta. Naquela altitude, basta um rombo de pequenas proporções na fuselagem para a aeronave se espatifar no ar.

A Malásia, de onde partiu o avião, é outro celeiro do extremismo islâmico, mas a China, até onde se sabe, não está na mira desse tipo de terrorismo. Chama ainda a atenção a reação irritada da China.

10 Mar 23:14

Dilma nega ministério, mas oferece apoio ao PMDB em seis Estados

by giinternet

Por Laryssa Borges e Marcela Mattos, na VEJA.com:
Em uma nova rodada de negociações para tentar debelar a crise com o PMDB, a presidente Dilma Rousseff rejeitou nesta segunda-feira dar um novo ministério para deputados peemedebistas, mas acenou com a possibilidade de discutir alianças eleitorais em pelo menos seis Estados: Goiás, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Tocantins e Rondônia. Nesses locais, PT e PMDB pretendem lançar candidatos ao governo. Após a reunião, integrantes do partido disseram que Dilma está “irredutível” em ceder mais uma pasta: o PMDB, que já controla cinco ministérios, insiste no nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para o Ministério da Integração Nacional. Até quinta-feira, uma nova reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) e com as cúpulas do PT e do PMDB será marcada para discutir a construção de alianças regionais.

“Até quinta feira, vamos marcar uma nova reunião para discutir com a cúpula do PT e do PMDB as alianças regionais que estão causando o maior estresse e o maior problema. Acho que por aí a gente vai avançar, distensionando essa crise”, disse o presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp. Por enquanto, petistas e peemedebistas só definiram aliança em três Estados – Pará, Sergipe e Amazonas – e no Distrito Federal.

Ao atender o apelo dos peemedebistas nos palanques regionais, Dilma teria assegurado o apoio ao seu projeto de reeleição na convenção do partido, agendada para junho. Dessa forma, ela enfraqueceria os movimentos da ala descontente da legenda, Eduardo Cunha (RJ) à frente, que defende a antecipação do encontro da Executiva para abril e o debate sobre a aliança ao governo petista nas eleições.

Apesar do aceno, permanece o impasse em Estados importantes para petistas e peemedebistas, como Rio de Janeiro e Ceará. No Rio, serão oponentes o atual senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ). No Ceará, o Planalto insiste em nomear o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) para o Ministério da Integração e, com isso, forçá-lo a desistir de sua candidatura ao governo cearense. A saída de Eunício abriria espaço para um acordo entre PT e Pros, partido do governador cearense Cid Gomes, que se manteve fiel ao Planalto após o desembarque do grupo de Eduardo Campos (PSB) do governo federal. Em reunião com Temer neste domingo, porém, o senador cearense rejeitou novamente a possibilidade de assumir o ministério.

“A presidente disse que está aberta a discussões, a conversações, a entendimentos nas alianças regionais. Tem conversado com o governador Sérgio Cabral, com o Pezão, com o Eduardo Paes e com o Eunício, onde a gente entende que tem os maiores desafios a serem enfrentados”, disse Raupp. “Os motivos principais da tensão são as alianças regionais. Tem mais estados que dá para conversar. O PT só tem candidatos fixos em onze Estados. Os demais estão abertos para diálogo, discussão e entendimento. E o partido preferencial é o PMDB, assim como o partido preferencial do PMDB é o PT. A aliança nacional sempre começa com esse partido”, completou.
(…)

10 Mar 21:50

Ruim para o Brasil é quando o PMDB faz as pazes com o PT, não quando eles brigam

by giinternet

Sempre que o PMDB briga com o governo, há a chance de o Brasil melhorar. Aí eles fazem as pazes, e o país piora.  Até agora ao menos, os esforços da presidente Dilma para deixar Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB na Câmara, falando sozinho não deram em nada. Ao contrário. Ele passou a receber manifestações de solidariedade. Em rompimento pra valer, não resulta porque não existe maioria para isso. Mas a tensão, até agora, só aumenta.

Uma das ameaças do PMDB é se juntar à oposição para convocar ministros a prestar esclarecimentos à Câmara. A lista é robusta. Neste terça, a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara votará requerimentos da oposição para ouvir Edison Lobão sobre a crise no setor energético; Aldo Rabelo, sobre as trapalhadas da Copa do Mundo, e Arthur Chioro, o ministro apaixonado, que leva a mulher para o serviço e foi a quatro capitais, no Carnaval, com avião da FAB, para distribuir camisinhas…

Então eu digo assim: se a rebelião de parte do PMDB colaborar para levar ministros a prestar esclarecimentos ao Congresso sobre ações nebulosas de suas respectivas pastas, estamos diante de um ganho, não é mesmo? Viva a rebelião! Sempre que o PMDB decide se sublevar, há uma possibilidade de o Brasil melhorar. A única coisa que lamento é que essas coisas não costumam dar em nada. E há sempre o risco de acontecer o contrário: tudo pode piorar. Pergunto: e se Dilma desse o sexto ministério para o PMDB? Bem, nesse caso, seria grande a chance de o partido voltar a ser um governista mais entusiasmado do que o PT.

E daí deriva boa parte da força do petismo. Naquela reunião ilegal feita no Palácio da Alvorada, na Quarta-Feira de Cinzas, João Santana, o marqueteiro de Dilma, levou dados de uma pesquisa — ou algo assim — demonstrando que a presidente ganha pontos junto a opinião pública quando aparece dando um pé no traseiro dos políticos. Até parece que ela é de outra natureza; até parece que ela não é política também.

A cada vez que o PMDB se rebela e ameaça fazer o que é o convencional que parlamentares façam democracias afora — cobrar explicações do Executivo —, há a possibilidade de o Brasil melhorar. A cada vez que esse levante não dá em nada ou, pior, resultada numa prebenda ou outra, é o PMDB que se degrada um pouco mais; é a política que piora.

E aí existe um fenômeno que está para ser estudado e devidamente caracterizado: a cada vez que a política se degrada, sabem quem ganha? É o petismo. A razão é simples: o PT  não é apenas um partido político, como todo mundo sabe. Essa força também se traduz em sindicatos, movimentos sociais, ONGs, que são grupos de pressão que se organizam de modo paralelo às instituições e, cada vez mais, pretendem tomar o seu lugar. São crescentes as vozes — inclusive de intelectuais do miolo mole — que acham um avanço que a política se dê fora dos partidos e do Parlamento. Não é, não! Isso é um recuo civilizatório.

Esse PMDB que encosta a faca no pescoço do governo seria um bem para o Brasil caso se levasse a sério. O ruim, para nós, é quando eles fazem as pazes, não quando brigam.

 

10 Mar 21:35

Parte da bancada do PMDB pode se juntar à oposição para convocar ministros

by giinternet

Leiam o que informa Maria Lima, no Globo Online. Volto no próximo post.
A bancada do PMDB da Câmara, ligada ao líder Eduardo Cunha (RJ) e outros partidos que compõem o “blocão” prepara um contra-ataque à tentativa do PT e da presidente Dilma Rousseff de isolar o grupo. Dilma tem feito encontros com integrantes da cúpula do PMDB (recebeu líderes do partido no Senado), mas alijou o líder da Câmara. Nesta terça-feira, na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, o grupo pretende se juntar à oposição para aprovar cinco requerimentos de convocação dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Aldo Rebelo (Esportes) , Arthur Chioro (Saúde), da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Além disso, Cunha vai reunir a bancada para discutir o posicionamento do partido contra o projeto do governo do Marco Civil da Internet e a manutenção da aliança nacional com o PT. Para a reunião, ele está convocando o presidente do partido Valdir Raupp (PMDB-RO), que se reuniu na manhã desta segunda-feira com a presidente Dilma no Palácio do Planalto.

- Dilma não quer discutir os problemas com o líder nacional do partido, Eduardo Cunha, que é quem fala pela bancada. Vamos votar cinco requerimentos da oposição de convocação de ministros. Dilma resolveu ouvir Temer e Raupp, mas eles não falam pela bancada. Quem vai impedir? Eles vão segurar? Estão empurrando com a barriga e isso não vai ter um bom desfecho – disse o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente do diretório do PMDB na Bahia.

Amanhã, a Câmara volta a deliberar também sobre o requerimento do DEM e do PPS de criação de uma comissão externa para investigar denúncias de propina na Petrobras na Holanda. Na véspera do carnaval o requerimento começou a ser votado com apoio do “blocão”, e só não foi aprovado porque o presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a pedido do vice-presidente Michel Temer e do Planalto, suspendeu a votação.

Por meio de nota, o líder do PSDB na Câmara , Antonio Imbassahy (BA), afirmou que, ao exigir que o presidente da Câmara retire da pauta o requerimento para investigar denúncia de pagamento de suborno em contratos da Petrobras, a presidente Dilma quer humilhar o presidente da Casa e colocar o Congresso de joelhos.

“A presidente Dilma está desrespeitando o Congresso Nacional e quebrando, de forma descarada, a independência entre os Poderes. É uma ação espúria, antirrepublicana, que só comprova o perfil arrogante e tirano da presidente. É inadmissível que ela queira colocar o Congresso de joelhos. Não estamos na Venezuela”, afirmou.

Imbassahy destacou que Dilma quer impedir a investigação de uma denúncia “de extrema gravidade” envolvendo a estatal brasileira. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, voltou a reforçar no Twitter que defende a opinião da bancada do partido. “E está certo o Michel quando fala que é a convenção que decide apoio, aliás falei isso aqui no Twitter, só que os deputados tem opinião e voto”, publicou no microblog. “E bom deixar claro que eu só expresso e só expressarei o que a bancada pensa e decide. Logo tentar me isolar é isolar a bancada do PMDB”. “A bancada já decidiu, nomeiem quem quiserem para os cargos, que não queremos”.

10 Mar 20:04

Author Says It's Time To Stop Glorifying Hackers

by samzenpus
First time accepted submitter Geste writes "Diane McWhorter pleads in this NYT Op-Ed piece that it's time to stop glorifying hackers. Among other things she rails against providers' tendencies to 'blame the victim' with advice on improved password discipline. Interesting, but what lesson are we to learn from someone who emails lists of passwords to herself?"

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10 Mar 20:04

Ukraine May Have To Rearm With Nuclear Weapons Says Ukrainian MP

by samzenpus
An anonymous reader writes "USA Today reports, "Ukraine may have to arm itself with nuclear weapons if the United States and other world powers refuse to enforce a security pact that obligates them to reverse the Moscow-backed takeover of Crimea, a member of the Ukraine parliament told USA TODAY. The United States, Great Britain and Russia agreed in a pact 'to assure Ukraine's territorial integrity' in return for Ukraine giving up a nuclear arsenal it inherited from the Soviet Union after declaring independence in 1991, said Pavlo Rizanenko, a member of the Ukrainian parliament. ... Russian President Vladimir Putin said that the commitments in the agreement are not relevant to Crimea because a 'coup' in Kiev has created 'a new state with which we have signed no binding agreements.' The U.S. and U.K. have said that the agreement remains binding and that they expect it to be treated 'with utmost seriousness, and expect Russia to, as well.'"

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10 Mar 20:03

ADUnB convoca retomada da greve de 2012, para dia 17/03. Esse povo só pode estar de sacanagem, né??

by Ciência Brasil

Clique na imagem para ampliar. Foi retirado do Face do meu amigo Juan.
www.cienciabrasil.blogspot.com
10 Mar 20:02

Eduardo Campos: “Brasil não aguenta mais quatro anos de Dilma”

by giinternet

Na VEJA.com. Volto ao tema ainda hoje:
As declarações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como pré-candidato do PSB à presidência começam a assumir um padrão. Em aparições públicas, Campos tem elogiado a administração do ex-presidente Lula, numa estratégia de reverenciar o governo do petista e responsabilizar sua sucessora, Dilma Rousseff, por não dar continuidade ao que foi realizado pelo seu padrinho político.

“Não dá para ter mais quatro anos da Dilma [Rousseff], o Brasil não aguenta”, disse o pernambucano, no sábado, no município de Nazaré da Mata. Foi a primeira vez em que ele citou nominalmente a presidente, em meio aos constantes ataques tem feito ao governo federal. Depois, ampliou a carga durante encontro político promovido pelo PSB: “A presidenta não soube tocar o Brasil do jeito que precisava ser tocado”, afirmou. “Quem acha que sabe tudo não sabe de nada”, continuou, ao reiterar que o Brasil “parou de crescer como estava crescendo”.

Nesta segunda-feira, Campos mais uma vez atacou a petista em palestra na Associação Comercial de São Paulo. “O Brasil não pode admitir que se fuja do debate. A presidenta da República, nós todos respeitamos ela, mas ela não tem direito de fugir do debate, ela tem que vir para o debate.”

Apesar das críticas à gestão Dilma, Campos tem elogiado constantemente a administração do ex-presidente Lula. “O povo elegeu um retirante que saiu daqui (Pernambuco) tangido pela seca e pela fome e se transformou numa grande liderança sindical da área industrializada do Brasil, que chegou à Presidência da República depois de esgotado politicamente o modelo que estava em vigor, e teve a sabedoria, a inteligência, a capacidade de ouvir, a humildade de construir com diálogo um tempo de mudança no Brasil. Um tempo de mudança que fez o Brasil voltar a crescer como não crescia.”

O governador disse ainda que o país não pode assistir aos problemas serem “jogados para baixo do tapete” postergados para novembro, após as eleições presidenciais. “Nós estamos brincando com nosso futuro”, afirmou. “Há gente que não quer esse debate para melhorar o Brasil.”

10 Mar 20:02

Como Roberto Barroso e Teori Zavascki podem enfraquecer o combate à lavagem de dinheiro no Brasil

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Depois de livrar oito condenados do crime de formação de quadrilha, numa inflexão melancólica que manchou o julgamento do maior esquema de corrupção política do país, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deverão absolver, na quinta-feira, outros três mensaleiros das penas por lavagem de dinheiro – João Cláudio Genu, Breno Fischberg e o mais ilustre deles, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT).

A votação, que mais uma vez deverá ter o placar apertado e decidido com os votos dos ministros novatos Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, marcará o encerramento dos últimos recursos dos mensaleiros em análise na Corte. Com isso, os condenados que cumprem penas na prisão saberão exatamente quando poderão deixar a cadeia. No caso dos petistas, é provável que Delúbio Soares, José Genoino, João Paulo e José Dirceu estejam em liberdade até o final do ano – para Dirceu, se ele conseguir aproveitar os benefícios previstos em lei para redução da pena, como trabalho externo, leitura e cursos.

Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República, parte do grupo que movimentou 173 milhões de reais dos cofres públicos cometeu também o crime de lavagem de dinheiro em extensão aos atos de corrupção. Em um dos votos mais contundentes sobre o tema, o ministro Luiz Fux resumiu: “Não se deve perder de vista que a atividade de lavagem de recursos criminosos é o grande pulmão das mais variadas mazelas sociais, desde o tráfico de drogas, passando pelo terrorismo, até a corrupção”.

Porém, três condenados obtiveram votos suficientes dos ministros na fase inicial do julgamento para apresentar os chamados embargos infringentes, que permitem uma nova análise da condenação imposta para esse crime. Agora, com dois novos votos em jogo, de Zavascki e Barroso, a tendência da corte é interpretar que, para que o agente seja penalizado por lavagem, ele precisa saber que movimentou recursos escusos e agir deliberadamente para burlar a fiscalização.

Jurisprudência
Para o advogado e professor de direito penal da Universidade de São Paulo (USP) Pierpaolo Bottini, a decisão que o Supremo tomará para o caso de João Paulo, João Cláudio Genu e Breno Fischberg será crucial na formação da jurisprudência do crime de lavagem. Na prática, afirma, os ministros definirão o alcance da aplicação da Lei de Lavagem – seja ela a legislação atual (12.683/2012) ou a vigente na época do mensalão (Lei 9.613/1998). Para João Paulo, a absolvição da imputação de lavagem vai reduzir a pena de nove anos e quatro meses de reclusão para seis anos e quatro meses – que poderão ser cumpridos em regime semiaberto.

Em 2012, a legislação sobre lavagem de dinheiro foi alterada para tentar fortalecer as ações de prevenção e repressão: foi abolida a lista dos crimes antecedentes cujos recursos poderiam, depois, ser lavados. Também foi incluído no texto a possibilidade de lavagem de dinheiro resultante não só de grandes ilícitos, mas também de contravenções penais. Apesar da mudança na lei, o fato de a tipificação do crime ser relativamente recente no Brasil, a escassa jurisprudência – o crime foi descrito pela primeira vez no Brasil em 1998 – e a definição elástica sobre o que é o ilícito – “ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores” – permitem que a Justiça ainda não tenha formado convicções firmes sobre lavagem de dinheiro. Daí a importância da interpretação a ser dada pelo STF no julgamento do mensalão.

“A dificuldade na definição do crime de lavagem de dinheiro é enorme e não só do Supremo. O problema é a abrangência da lei, o que permite que qualquer um a interprete do jeito que quiser”, diz o criminalista Fabio Tofic Simantob. Para ele, embora haja interpretações divergentes sobre o que seria lavagem de dinheiro, “a essência da lavagem é transformar o dinheiro ilícito em lícito para que alguém que olhe de uma forma superficial não veja nada de errado com os recursos”.

De acordo com o procurador da República José Robalinho, representante do Ministério Público na Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), houve sim, no mensalão, diversos episódios de lavagem de dinheiro, ainda que os advogados de se esforcem para desconstruir o crime. “Houve uma operação sub-reptícia, com pessoas entrando clandestinamente na agência do Banco Rural para receber propina”, afirma. “Não foi apenas o recebimento de dinheiro do mensalão, mas houve subterfúgios para evitar que os beneficiários fossem pegos, houve uma lista escondida de pessoas que receberiam o dinheiro. Esse procedimento é a intenção de ocultar conjunta com a de receber, são crimes com objetivos autônomos”, completa.

Ainda no início do julgamento, em 2012, a dificuldade dos ministros na caracterização do crime de lavagem levou ao apertado placar de seis votos a cinco pela condenação de João Paulo. “A discussão sobre lavagem de dinheiro é um ponto sensível. E a doutrina admite várias discussões, como a do momento em que houve a ocultação do dinheiro e se isso ainda faz parte da corrupção ou se já é lavagem de dinheiro”, diz Robalinho.

O Supremo condenou João Paulo por lavagem porque concluiu que ele cometeu um crime (corrupção passiva) ao receber 50.000 reais do esquema do mensalão e depois incorreu em novo ilícito (lavagem) ao camuflar o caminho dos recursos, ocultando a movimentação financeira dos órgãos de controle. Assim como ocorreu com o ex-presidente da Câmara, a lavagem de dinheiro foi, segundo o Ministério Público, o mecanismo utilizado por mais de trinta políticos e empresários no mensalão para tentar fugir da “cena do crime”.

Teses
Na próxima quinta, será colocada em discussão uma preocupação já externada pelo ministro Marco Aurélio Mello de o STF ampliar excessivamente a interpretação do direito penal e considerar qualquer ocultação de recursos como lavagem de dinheiro. Também devem ser discutidas a possibilidade de dolo eventual na lavagem, situação em que o réu apenas suspeita que esteja lidando com dinheiro sujo; e a interpretação, já declarada pelo ministro Celso de Mello, que os mensaleiros incorreram em “cegueira deliberada” para evitar acusações de que teriam promovido uma verdadeira lavanderia com os recursos do valerioduto.

Nas discussões que levaram à condenação dos mensaleiros por lavagem, os ministros que foram contrários à penalização dos réus por lavagem e corrupção passiva afirmaram que o fato de alguém receber dinheiro da propina já pressupõe que o processo seja camuflado e que, por isso, não se poderia falar em uma tentativa futura de ocultar o dinheiro, como estabelece o crime de branqueamento de recursos. Defende essa interpretação, por exemplo, o ministro Marco Aurélio Mello. A tese de que não se pode comprovar que João Paulo, por exemplo, soubesse que os recursos eram sujos foi utilizada, em complementação, pelos ministros Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli, que absolveram o petista.

Em sentido oposto, o ministro Gilmar Mendes considerou, ao analisar o caso de Cunha, que a lavanderia estava devidamente montada porque o então deputado enviou a mulher para receber a propina do mensalão para ocultar e dissimular a movimentação dos recursos. Em julho de 2005, a CPI dos Correios, que investigou o esquema criminoso dos mensaleiros, descobriu que Márcia Cunha, mulher do petista, havia ido à agência do Banco Rural, em Brasília, utilizada para sacar montantes do mensalão. Na sequência, o casal apresentou justificativas estapafúrdias sobre o recebimento de 50.000 reais, como o pagamento de uma conta de TV a cabo e contratação de pesquisas de intenção de votos em Osasco, base eleitoral do então deputado.

No episódio envolvendo a ida da esposa à agência do Banco Rural, mais uma vez houve choque de interpretações. Para Gilmar Mendes, o envio de Márcia para receber a propina é um exemplo claro de tentativa de ocultar os valores. A defesa de João Paulo argumenta, porém, que seria apenas o recebimento “indireto” da propina, conforme previsto na descrição do crime de corrupção passiva. Como o petista não pode mais recorrer contra o crime de corrupção, ele se atém à tese de que corrupção passiva permite a possibilidade de recebimento indireto de dinheiro, como pelas mãos da esposa, já que o tipo penal é descrito como “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente (…) vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”.

10 Mar 12:25

Ministro da Saúde é um homem tão apaixonado que leva a mulher para o serviço. Ou: Se não é Chioro, brasileiro usa a camisinha como bexiga…

by giinternet
Arthur Chioro distribui kit com camisinha no bloco Sargento Pimenta, no Rio... Se não é ele...

Arthur Chioro distribui kit com camisinha no bloco Sargento Pimenta, no Rio… Se não é ele…

Arthur Chioro, ministro da Saúde, é um homem apaixonado. Nunca se viu nada igual na Esplanada dos Ministérios! O ministro da Saúde gosta tanto da mulher, mas tanto, que decidiu levá-la para o trabalho num avião da FAB. Uma cena verdadeiramente comovente. Roseli Régis dos Reis, esse é o nome dela, diga-se, era também sua sócia numa empresa de consultoria na área de Saúde, de que era ele o chefe até ser nomeado para o ministério. Aí transferiu suas cotas para o nome dela. Nota: enquanto era secretário da Saúde de São Bernardo, o homem exerceu a dupla militância sem problemas.

Mas falemos um pouco de sua paixão. Durante o Carnaval, o ministro decidiu sair de Brasília, num jato da FAB, e fazer escalas em São Paulo, Salvador, Recife e Rio. Oficialmente, ele estava num trabalho de promoção do uso da camisinha. Entendi. Se não é o ministro, é capaz de a brasileirada usar a camisinha como se fosse balão de festa de aniversário — aquilo que em São Paulo a gente chama de “bexiga”. Ainda bem que existem petistas para dizer o que a gente deve fazer com uma camisinha! Parece piada!

Vejam esta moça: não teve aula com Chioro e faz mal uso da camisinha...

Vejam esta moça: não teve aula com Chioro e faz mau uso da camisinha…

O ministro não teve dúvida. Levou a própria mulher nos quatro dias de trabalho. Vejam bem! Chioro poderia ter ido promover o uso de preservativos, deixem-me ver, em Pirambeira do Mato Dentro, Despenhadeiro das Almas e Matagal do Vale da Noca. Mas ele, que não e bobo nem nada, resolveu ser professor de camisinha em São Paulo, Recife, Salvador e, claro!, o Rio. Como? Vocês nunca ouviram falar dos municípios que citei? Nem eu! Ocorre que, em algum lugar do Brasil, deve haver gente que precise das aulas do ministro. Nas três maiores capitais do Brasil, mais Recife, é que não.

Além de homem apaixonado, ele também não quer cair em tentação. Sabem como é o Carnaval… Indagado sobre a presença da mulher, respondeu: “Fiz uma maratona de quatro dias a serviço do ministério em prol da prevenção da Aids, percorrendo os quatro maiores Carnavais do país. Fiz questão de ter minha esposa ao meu lado para evitar qualquer situação de exposição indevida”. Entendi. O marido leva a guarda-costas do lar para evitar o assédio. Que homem prudente!

Como ninguém é de ferro (petista muito menos!), na Bahia, ele esteve no camarote de Gilberto Gil e do governador Jaques Wagner, que é do PT. No Rio, desfilou num bloco. Os três partidos de oposição — PSDB, DEM e PPS — decidiram entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República para que se apurem as circunstâncias do uso do jato da FAB.

Imaginem se a moda pega: cada ministro pede um jato para ver se as ações de sua pasta estão sendo devidamente cumpridas: o do Trabalho junta a família para verificar se há trabalho infantil nas escolas de samba; a das Mulheres, se não há mercantilização do sexo; o do Desenvolvimento Agrário, para dar amparo a algumas invasões, a da Igualdade Racial, para apurar se não há racismo… A desculpa de Chioro vale uma nota de R$ 3.

Chioro já estreou mal. No dia 3 de fevereiro escrevi aqui um  post sobre seu lamentável discurso de posse, cheio de chicana eleitoral e provocação barata. Dilma nem sabia quem era ele. Só é ministro porque Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo e um dos braços de Lula, assim o desejou. De resto, é um adversário feroz de uma dos aspectos do programa federal de combate ao crack, que usa o trabalho das comunidades terapêuticas. Vale dizer: Dilma escolheu para o ministério alguém contrário a um programa de… Dilma. O resultado será programa nenhum! Se bem que… Quase sempre petista sem trabalhar rende o dobro.

Texto publicado originalmente às 3h46
10 Mar 12:16

A Holy Calling: To Keep Truth Alive

by Timothy George

His real name was George Pease Williams, but to ward off insensitive school-yard taunts as a young boy he constructed a more elegant middle name for himself, and this is how he was known for the rest of his life: George Huntston Williams (1914-2000). When I arrived at Harvard University in 1972, he was already a legend in that place and widely known elsewhere as one of the leading church historians of his time. He stood in the front ranks of scholars on the order of Roland Bainton, Jaroslav Pelikan, Georges Florovsky, and Heiko A. Oberman.

Williams is best remembered for The Radical Reformation, a monumental overview of sixteenth-century religious dissent, first published in 1962 and still in print today. But he never considered this his principal work. It was, he said, only a “fresh trench” or irrigation ditch—he borrowed this image from Thomas Mann, who referred to such motifs as coulisses—in the landscape of the wider Christian tradition. His true magnum opus, he envisaged, would be titled The New Testament People: An Ecumenical History of Christianity with Attention to Its Relations at All Important Nodal Points with Judaism and Islam. Like the unfinished cathedrals of Thomas Aquinas and Karl Barth, Williams’s projected covenantal history of the people of God was never completed. But, as a determined generalist in church history, he was always alive to the subtle and complex interconnectedness of the events he studied—events he saw not as isolated, opaque moments in the history of religion but rather as translucent windows on to a whole pattern of Christian experience.

Williams was fond of saying that the special task of the church historian was to make meaningful at least two articles of the creed: the una sancta and the communio sanctorum. This is why he pursued not only the grandees of church history (Athanasius, Anselm, Luther) but also those harried, illusory, and sometimes downright weird participants in the community of faith. From Anabaptists running naked through the streets of Amsterdam to Celtic monks chanting psalms in the icy waters of the Shannon, from polygamous apocalyptics to ascetic renunciants, Williams treated each seriously and with sympathy. They all have something to teach us, he said. They are all our “speaking cousins.”

Calvin Pater, one of Williams’s students, described his mentor’s work in this way: “Only Williams would decide to specialize in everything; thus clasping to his breast both and and, with either and or together—a state of affairs that would have scandalized a Kierkegaard.” Indeed, in his personal life no less than his scholarly labors, George Williams was a coincidence of opposites. A Unitarian who did not deny the Holy Trinity, he dared to write about sectarian ecumenicity, wilderness and paradise, evangelical rationalism, Catholic liberalism, and benignant Calvinism, not to mention Radical Reformation.

Unlike others before and after him who assimilate church history to secular history, Williams defined his own vocation as that of one standing committedly within the historic community of faith, charged with telling and interpreting the story of that community against the background of ultimate meanings. He resisted historicist reductionism on the one hand and confessional imperialism on the other.

Williams was one of the few official Protestant observers present at all four sessions of the Second Vatican Council. There he met Karol Wojtyla from Poland, who later befriended him during a sabbatical leave in Krakow. Williams later published one of the first English-language books on his friend,  The Mind of John Paul II: Origins of His Thought and Action (1981). At the behest of the Holy Father, Williams was inducted as a Knight of the Order of St. Gregory I in a special mass for Christian unity.

As both scholar and minister, Williams labored under the burden of a holy and risky calling to keep alive the truth, the truth that sets men and women free. Such truth was not speculative or abstract but engaged. Thus he refused to play the role of historicus otiosus, an idle observer detached from the flow and flux of the events he or she interprets. He liked to quote the words of Adolf von Harnack: “We study history in order to intervene in the course of history, and we have a right and duty to do so; for without historical insight we either permit ourselves to be mere objects of the historical process or tend to mislead people in an irresponsible way.”

One could almost tell the story of American public theology during the latter half of the twentieth century through the prism of Williams’s scholarship and activism. During the McCarthy era, he argued for the principle of “conscientious reticence.” In an influential article, “Reluctance to Inform,” he defended the right of the sensitized conscience against forced informing. He supported racial equality and civil rights and marched in Montgomery with Martin Luther King Jr., a former auditor in his courses in church history. Like Richard John Neuhaus, he opposed the war in Vietnam. Even before Roe v. Wade, he wrote and spoke against abortion on demand and served as president of the National Right to Life Committee. Following a sermon on this theme at Harvard’s Memorial Church, he once received a blow to the head from a critic in the congregation who was enraged by his pro-life perspective.

In this, the centennial anniversary of Williams’s birth, Rodney L. Petersen of the Boston Theological Institute has edited a manuscript of some two thousand pages left unpublished at the time of Williams’s death. Divinings: Religion at Harvard From its Origins in New England Ecclesiastical History to the 175th Anniversary of The Harvard Divinity School, 1636–1992 tells the story of religious life at Harvard from its founding in 1636 through almost all of the twentieth century. It has now been published in three volumes by Vandenhoeck and Ruprecht: (1) First Light: The Formation of Harvard College in 1636 and Evolution of a Republic of Letters in Cambridge; (2) The “Augustan Age”: Religion in the University, the Foundations of a Learned Ministry and the Development of the Divinity School; and (3) Calm Rising Through Change and Through Storm: The Contours of Religion and Commitment in an Age of Upheaval and Globalization. Only Williams could have conceived and written such a tumultuous history of religion at Harvard, one that begins with “light” and concludes with “upheaval.” The footnotes alone—in which Williams recounts many personal anecdotes and reveals strong opinions on many matters—are worth the price of the set.

George Williams had an incalculable influence on several generations of students. In his graduate seminars we were never very far from the sources, the documents, and the languages he loved and knew so well. His seminar on Tertullian was my introduction to serious historical research—one came away with a sense of having been in the room with that fiery Latin teacher and having glimpsed the whole oikoumené of classical and Christian antiquity.

Williams would come to his church history courses in Harvard Yard directly from Appleton Chapel, fresh from morning prayer, which he rarely missed. He would divest himself of his galoshes and topcoat, brush the snow from his disheveled hair, shuffle through his near-illegible notes for a minute, then begin:

This is called ancient church history, because it must be truly seen in the context of the ancient world. . . . The church is like a symphony. Christianity stands in continuity with Judaism, while uniquely celebrating the mid-logos of God incarnate alike in the infant of Bethlehem and the figure at Calvary. Salvation is cosmic, as the whole creation groans in travail awaiting our full redemption, a new heaven and earth. Our calling is to examine all the various strands of confessing communities. We are amazed that this world is our home and now (by satellite) has been glimpsed as a heavenly body and Christ’s saving significance encompasses both aspects. The truth, however, remains in part unseen, even as Jesus was often a mystery to his own disciples.

It was several years after I left Harvard before I realized the gift I had received from this great scholar. He taught me the meaning of what I believed. His insight, conviction, and passion left none of his students untouched. But his pastoral and personal qualities also shown through—his affection and tenderness, his capacity for encouragement, his spiritual wisdom and quest for faith de profundis, his compassion and love for all things human and humane. When George Huntston Williams died in the year 2000, the theologian, later cardinal, Avery Dulles, S. J., wrote: “With George’s death, I feel that I have lost a friend and gained, most probably, an intercessor in heaven.”

Timothy George is dean of Beeson Divinity School of Samford University and general editor of the Reformation Commentary on ScriptureHis email address is tfgeorge@samford.edu.

See also Timothy George, “George Huntston Williams: A Historian for All Seasons” in The Contentious Triangle: Church, State, and University, eds. Rodney L. Petersen and Calvin Augustine Pater (Kirksville, MO: Thomas Jefferson University Press, 1999); “Keeping Truth Alive as a Holy Calling,” Harvard Divinity Bulletin 29/4 (2001).

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10 Mar 12:11

Brasil lidera queda entre gigantes globais

by giinternet

Por Álvaro Fagundes e Mariana Barbosa, na Folha:
O mau momento da Bolsa e a perda de valor do real levaram as empresas brasileiras a liderar as perdas entre as maiores companhias do mundo, perdendo espaço entre as gigantes globais. Das 10 empresas (entre as 500 maiores do mundo) que mais perderam valor de mercado nos últimos 12 meses, 4 são brasileiras. Valor de mercado é calculado de acordo com o preço da ação da empresa multiplicado pelo total de papéis dela que são negociados e é um indicador que aponta a confiança do investidor sobre a companhia. O pior resultado é o da Petrobras, que perdeu 34% do seu valor em Bolsa, queda que só não é maior que a da banco espanhol Bankia (51%), um símbolo da crise espanhola, salvo da falência pelo governo local em 2012. A companhia brasileira, que cinco anos atrás figurava entre as dez maiores do mundo, hoje está na 121ª posição, avaliada em US$ 74 bilhões, um terço da rival PetroChina.

O crescente endividamento, a imposição do governo de segurar os preços dos combustíveis no mercado interno e o risco de seus títulos perderem a nota de “grau de investimento” são motivos que levam os investidores a acreditar que a estatal valha quase US$ 100 bilhões menos que a americana Amazon, que lucrou US$ 274 milhões no ano passado –enquanto a Petrobras lucrou US$ 11 bilhões.
(…)

 

10 Mar 12:11

Dilma resolve endurecer com o PMDB. Ou ainda: Será que o PT só aceita o PMDB dos éticos?

by giinternet
Eduardo Cunha: desse, o partido não gosta. Prefere...

Eduardo Cunha: dele, o PT não gosta. Prefere…

...ele. Nesse caso, sim, um exemplo a ser seguido...

…ele. Nesse caso, sim, um exemplo a ser seguido, né?

A presidente Dilma Rousseff se encontrou com o vice-presidente da República, Michel Temer, neste domingo para tentar debelar a crise do PMDB. O que vai acontecer? Ela nem vai se acirrar nem vai se resolver. Fica mais ou menos como está. Uma coisa é certa: rompimento não haverá, como aqui já se escreveu tantas vezes.

Para a reunião deste domingo, Dilma mandou desconvidar os demais interlocutores previstos: os presidentes do Senado, da Câmara e do partido: Renan Calheiros (AL), Henrique Eduardo Alves (RN) e Valdir Raupp (RO), respectivamente. Falará com eles só hoje, em conversas individualizadas.

O PMDB tem dois ministérios a cargo de senadores: o das Minas e Energia, com Edson Lobão (MA), e o da Previdência, com Garibaldi Alves (RN). Dois outros estão ocupados por deputados: o do Turismo, com Gastão Vieira (MA), e o da Agricultura, com Antonio Andrade (MG). Moreira Franco (RJ), da Aviação Civil, da cota pessoal de Temer, também é visto como próximo à bancada da Câmara.

O que querem os descontentes? Mais um ministério para um senador — no caso, Vital do Rego (PB), que gostariam de ver na Integração Nacional. Dilma aceita Vital, mas o quer no Turismo, que já está com o PMDB — e justamente com a ala do partido mais próxima de Eduardo Cunha (RJ), o líder na Câmara e porta-voz dos descontentes. A reforma ministerial é um dos pilares da crise: a presidente chegou a pensar no nome do senador Eunício Oliveira (CE) — com quem também falará hoje — para a Integração, mas ele quer concorrer ao governo do Ceará. Ocorre que, no Estado, Dilma está comprometida com a tentativa de reeleição de Cid Gomes e quer impedir que Eunício concorra, o que também irrita muitos peemedebistas. Antonio Andrade deixará a Agricultura, e a nomeação do substituto pode abrir nova guerra com a bancada do PMDB na Câmara.

Na conversa com Temer, Dilma teria dito que, se preciso, nomeará ministros sem o aval do partido e joga claramente para isolar Eduardo Cunha. O Planalto lançou uma verdadeira operação de demonização do deputado, inclusive na imprensa. Ele é tratado como a síntese de todos os males da política: fisiológico, truculento, chantagista etc. Sempre que o PT precisa que a imprensa bata em algum adversário ou em algum aliado incômodo, sabe como fazer para que isso aconteça.

Bem, eu nunca chamei Cunha de exemplo a ser seguido. Mas pergunto: ele é pior para a política brasileira do que a Família Sarney (MA)? É pior do que Jáder Barbalho (PA)? É pior do que Paulo Maluf (PP-SP) — apenas para citar alguns dos aliados do PT? Eu não quero que vocês se conformem com essas comparações, não! O que estou afirmando é que soa ridículo um partido que protagonizou um escândalo das dimensões do mensalão — com a compra desavergonhada de partidos e de políticos — vir a público atacar Eduardo Cunha como símbolo da falta de ética na política. E o PT? É exemplo de moralidade? E esses outros aliados?

A verdade é bem outra: o PT não está nem aí com a qualidade dos seus aliados. A única coisa que exige para que sejam tratados como monumentos à moralidade é que sejam fiéis e obedientes. Os petistas sabem muito bem que vivem por aí a dizer cobras e lagartos do PMDB, como se o seu próprio partido fosse a morada dos deuses da ética. E, como a gente sabe, não é. As qualidades de Cunha, ou a falta delas, constituem a última das preocupações do PT. O que eles não suportam no deputado é a desobediência.

10 Mar 12:11

Lula e a tolice monumental dita a um jornal italiano. Ou ainda: A mentira sobre o terrorista Cesare Battisti

by giinternet
Lula flagrado num bom momento

Lula flagrado num bom momento

Lula concedeu uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica e afirmou que emprego é mais importante do que baixar a inflação. É uma tolice monumental, a exemplo de outras que costuma dizer. É tolo simplesmente porque essas não são coisas opostas nem permutáveis; ou seja: nem se deve considerar que gerar empregos é o polo oposto do controle da inflação nem se deve considerar que, em certas circunstâncias, pode-se escolher uma coisa em detrimento da outra.

É o tipo de juízo cretino, fanfarrão, que pretende jogar no colo dos críticos da política econômica a pecha de defensores do desemprego. O Brasil já voltou a ter taxa real de juros mais alta do planeta. O crescimento brasileiro já é modestíssimo. E uma inflação incômoda está aí, renitente. Porque é da natureza de um modelo ancorado no consumo, com baixa produtividade, gastos excessivos do governo e pouco investimento. De resto, é preciso deixar claro: o país tem gerado empregos de baixa qualidade.

Lula cometeu ainda algumas outras impropriedades. Disse ao jornal italiano, por exemplo, que manteve no Brasil o terrorista Cesare Battisti porque respeitou uma decisão da Justiça. É mentira! Mentira das grossas!

O Supremo Tribunal Federal considerou ilegal a concessão de refúgio a Battisti. Mas, numa segunda votação, esta sim, estupefaciente, afirmou que caberia ao presidente a última palavra sobre sua permanência no Brasil. E Lula decidiu que ele deveria ficar. Logo, a verdade é esta: ele desrespeitou a Justiça ao manter no país alguém cujo refúgio foi considerado ilegal. Sobre o petista Henrique Pizzolato, afirmou que é preciso respeitar a decisão da Justiça italiana. É evidente que ele está torcendo para que o homem fique por lá mesmo. Afinal, é um arquivo vivo.

Quando fala a estrangeiros, Lula gosta de posar de moderno e democrata. Disse que Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela, errou ao não dialogar com a oposição. É mesmo? A política externa brasileira é uma das áreas do governo mais influenciadas pelo lulismo. Em vez de censurar Maduro, o Brasil resolveu endossar uma nota criminosa de apoio ao tiranete assinada pelo Mercosul — ora presidido pela Venezuela. Pior: votou contra o envio de observadores da OEA ao país.

Indagado sobre os protestos de rua, que podem acontecer durante a Copa, afirmou que isso tudo é coisa da democracia; que, como ex-líder sindical, não poderia condenar as manifestações. Pois é… Ele sabe que o pior da eventual repressão aos excessos ficará por conta das Polícias Militares dos Estados, não é? Elas que se virem!

Indagado se ainda pode concorrer à Presidência, acenou com a possibilidade de voltar a disputar em 2018. É, eles não pretendem largar o osso tão cedo.

10 Mar 12:10

More sitcom than CENTCOM

by David P. Goldman

More sitcom than CENTCOM
Cross-posted from Asia Times Online

American foreign policy is more sitcom than CENTCOM. That in a way is the good news. Our failures are comic while those of other nations are tragic. Americans do not understand the tragic impulses of other peoples because they are exceptional. The Europeans failed as nationalists, and are failing as post-nationalists.

Because Americans are not an ethnicity but a union of immigrants committed to a concept, our nationalism discloses a universal impulse. We blunder when we forget how exceptional we are, and ignore the tragic impulses that impinge on other peoples.

Only once in the past century have we read the world aright. We got it wrong when Woodrow Wilson proposed a utopian postwar vision in 1919, when the isolationists tried to stay out of the European conflict in the late 1930s, when Roosevelt and Truman let Stalin absorb Eastern Europe, when we overextended and then turned tail in Vietnam, and when we undertook to turn Iraq and Afghanistan into Western-style democracies. Ronald Reagan got it right when he decided that it was time to roll back communism – but he also understood that we would have to live with Russia as a nation.
We have stumbled into the world’s troubles like incongruous clowns in a tragedy: we observe the anguished faces of the other characters and conclude that everyone else on stage is insane. That is how Americans view Russian President Vladimir Putin. AsTime magazine reported last week:

An Obama administration official leaked to the New York Times on Sunday the fact that German Chancellor Angela Merkel told President Obama she wasn’t sure if Putin was in touch with reality. “In another world,” Merkel reportedly said, according to the leak. Then in a conference call with reporters later in the day, three administration officials took turns firing rhetorical shots: “[B]eing inside Putin’s head is not someplace anyone wants to be.”

I doubt that Merkel ever said it, but that’s a different question. Russia, as Colonel Ralph Peters (retired) told Sean Hannity last week, “believes in Russia”; to the Obamoids, belief in one’s country is prima facie evidence of mental defect. Hillary Clinton, Senator John McCain and Senator Marco Rubio meanwhile compare Putin to Hitler, an example of what the late Leo Strauss derided as “reduction ad Hitlerium”.

Contrast that to President Obama’s characterization of Iran in his interview with Bloomberg’s Jeffrey Goldberg:

[If] you look at Iranian behavior, they are strategic, and they’re not impulsive. They have a worldview, and they see their interests, and they respond to costs and benefits.

That’s been the longstanding view of this administration.

Just how does one define rationality in global politics? Here is a question that helps: What is the rational self-interest of a nation that will cease to exist within the horizon of present-day expectations? We look uncomprehendingly on the petty wars of perished peoples and marvel at the sheer vanity of their forgotten battles. How do we know that someone in the future won’t look back at us the same way? There have been Great Extinctions of the Peoples before in world history, but never with the breadth and speed of the demographic declines in our own era. That should give us something of an objective gauge with which to judge the rationality of actors.

Iran’s unprecedented fertility decline has accelerated – from about 7 children per female in 1979 to only 1.6 last year, according to a UN estimate. Russia, meanwhile, is struggling to emerge from what seemed like a demographic death-sentence only a few years ago. Ukraine is Europe’s poster-boy for demographic death.

Iran is dying a slow and dreadful death: by mid-century more than a third of its people will be over 60, and by the end of the century, half its people will be over 60, imposing an impossible burden on a poor country. Its rulers are taking urgent steps to reverse the fertility decline, opening clinics to treat infertility, which reportedly affects one-fifth of all Iranian couples, against a world average of around 8%. Why infertility is so widespread in Iran is unclear; it might be due to the fact that the reported incidence of chlamydia, a bacterial STD that causes infertility, is several times higher in Iran than in Western countries. Former president Mahmud Ahmadinejad began campaigning for earlier marriage and bigger families in 2009, but fertility has continued to fall.

I argued nearly a decade ago (see Demographics and Iran’s imperial design, Asia Times Online, September 13, 2005) that Iran’s decision to acquire nuclear weapons is an entirely rational response to its demographic decline: “Iran’s motives for acquiring nuclear power are not only economic but strategic. Like Hitler and Stalin, Ahmadinejad looks to imperial expansion as a solution for economic crisis at home. … This may appear to be a desperate gamble, but conditions call for desperate gambles. Ahmadinejad is not a throwback, as I wrote with a dismissiveness that seems painful in hindsight. He has taken the measure of his country’s crisis, and determined to meet it head-on. Washington, from what I can tell, has no idea what sort of opponent it confronts.”

Iran is rational, but not in the way Obama seems to believe. If you need $100,000 for an operation that will save your life and have only $10,000, it is rational to bet the whole stake at 10:1 odds. Iran must break out or break down. That is why it will gamble on nuclear weapons acquisition.

Total fertility rate for Russia, Ukraine, and Iran 

Source: UN and CIA

Apart from some fine work by the demographer Nicholas Eberstadt, though, the glaring facts of Iran’s demographic predicament have escaped notice by America’s policymakers. Not so the demographics of Russia: the prevailing view among Western analysts (and especially hawkish ones) holds that Russia is a doomed nation. In December 2011, Professor Eberstadt published an essay entitled “The Dying Bear: Russia’s Demographic Disaster” in Foreign Affairs. Last year I reviewed on this site Ilan Berman’s book Implosion, which stated this widely held view as follows:

Russia is dying. Russia is undergoing a catastrophic post-Soviet societal decline due to abysmal health standards, runaway drug addiction, and an AIDS crisis that officials have termed an “epidemic.” The population of the Russian Federation is declining by close to half a million souls every year due to death and emigration. At this rate, the once-mighty Russian state could lose a quarter of its population by the middle of this century. And according to some projections, if Russia’s demographic trajectory does not change, its population could plummet to as little as fifty-two million people by 2080. It’s a phenomenon demographers have described as “the emptying of Russia” – a wholesale implosion of Russia’s human capital and a collapse of its prospects as a viable modern state. (See see Reports of Russia?s death are exaggerated , Asia Times Online, October 15, 2013)

A specter is haunting Russia: the specter of depopulation. The cohort of Russian women of child-bearing age is so depleted that even a recovery of Russia’s birth rate will not forestall severe problems. Nonetheless I thought Berman’s thesis one-sided and overstated. Russia’s total fertility rate has recovered from around 1.2 a decade ago to 1.7 last year, and Russia’s population increased slightly in 2013 for the first time in almost two decades.

We do not know quite why this has occurred, but it seems that Putin’s aggressive efforts to promote fertility have had some effect – unlike in Iran. Like Jonah’s prophecy to Nineveh, the threat of extinction may have motivated Russia to change course. And like Jonah, our modern prophets rankle at the prospect that the ban of doom may have been lifted.

I suspect that Russia’s revived nationalism has a great deal to do with rising fertility. That includes the revival of the Orthodox Church, which is consubstantial with the Russian state. Countries that lose their faith and their identity also lose their motivation to bring new generations into the world; that is how civilizations die, the title of my 2011 book on demographics and geopolitics. Putin’s nationalism is also a rational response to an existential threat. The Germans might go gentle into that good night, but Russia will fight for its identity and its future existence.

Russian nationalism – historically an imperial more than a national identity – always was a brutal business, and especially nasty towards national minorities, as my ancestors from the Pale of Jewish Settlement on the Western order of the Russian Empire knew all too well.

A core goal of Putin’s national revivalism is the reintegration of Russians left stranded in the “near abroad” by the collapse of the Soviet Union: Russia’s imperial policy of salting its border states with Russian settlers backfired when the evil Soviet empire collapsed. From the Russian vantage point this is not a matter of scoring points but an existential issue, a sine qua non of what it means to be Russian, and exemplary of the motivation for Russians to want their culture to continue.

Western pundits ridicule Putin’s claim that Russia is a bulwark against Western decadence. From a Western standpoint, Putin’s methods are repugnant. But they are the only methods Russia has ever known. The problem is that Western Europe is decadent. Most European countries are headed for demographic extinction. Russia, which seemed passed the point of no return, is struggling to retrace its steps.


Total fertility rate for Russia and selected European countries
Source: UN and CIA

That leaves the West with a conundrum concerning the Russian intervention in Crimea and possibly elsewhere in Russian-majority areas in Ukraine. Russia does not want to be like other European countries. Hungary, Poland, and the Baltic States have the lowest fertility rates of any nations in the West, ranging from just 0.82 children per female for ethnic Magyars in Hungary (excluding the Roma) to about 1.2 for Poland. That is where Russia was in 2000. Russia prefers the fecund past to the bleak future of the Europeans. That is why the nations of Europe fought the First World War 100 years ago: to avoid becoming what they are today. They fought to sustain belief in their destiny as nations. As Col. Peters said in the cited interview, “Putin believes in Russia’s destiny.”

The re-assertion of Russian identity, meanwhile, is as brutal a business as Russian self-assertion has been since the time of Peter the Great. Putin’s patriotism is not my patriotism. I don’t particularly like what Putin did in Crimea, but it was delusional to expect any other course of action. Russia is short of Russians, and it cannot ignore the 22 million Russians left stranded in newly independent republics of the former Soviet Union.

The Obama administration is staffed by the sort of utopian liberal internationalists who attended conflict-resolution seminars at Ivy League colleges. Putin seems a throwback, and that is just what he is: he is trying to revert to Russian identity prior to the 1917 October Revolution, not without some success. To compare him to Hitler is Billingsgate. The hawks seem upset that Russia has not chosen to accept its decline with Stoic resignation. It is easier to condemn Russian brutality than to suggest an alternative path by which Russia would remain viable a century from now.

It was inevitable that Russia would intervene if Ukraine became unstable. It is tragic in the full sense of the world, namely an outcome to which the participants are driven by circumstances they cannot control. Russia’s interest in Ukraine, particularly in the Russian-speaking eastern half of the country, is existential not opportunistic.

As in Georgia, there was nothing the United States (let alone the Europeans) could have done to hinder it, and nothing they can do to reverse it. The tragedy will play itself out, and at the end of it – the very end – there will be no Ukraine, because there will be no Ukrainians.

Whether Russia survives into the next century is an open question upon which the crude conclusions of hawkish foreign policy analysts shed no light. I do not know the answer, but I am sure that America will have to deal with Russia as a strategic power for the indefinite future – a power of second rank, perhaps, but not one to be trifled with in its back yard.

I am an American and a hawk who wants America to be the world’s dominant superpower. Whatever our errors, we are the only nation in the world capable of altruism. We hawks had a mandate after September 11, 2011, such as no-one had in America since Pearl Harbor, and we misplayed hand after hand until our chips are nearly gone. If we fail to understand the underlying trends that drive events and the motivations of the main actors, we will be out of the game entirely.

What should we have done in Ukraine? As I wrote on February 20, the West had the opportunity to promote a constitutional referendum including the option of partition. If Russian speakers in Crimea or the Donbas region preferred affiliation with Russia, so be it. Ukraine’s constitution was in ruins before the Russians moved in. The odious Viktor Yanukovich beat the “Gas Princess” Yulia Timoshenko in a reasonably fair election in 2010, and proceeded to abuse his presidential powers. When the Maidan Square demonstrators chased him out, Ukraine’s parliament voted unanimously to dismiss him. The absence of a single “nay” recalls Soviet-era majorities.

The West could have been midwife to a new national consensus – either a single Ukraine reaffirmed by popular mandate, or a decent divorce on the Czech-Slovak model, or perhaps a federal solution somewhere in between. Instead, we encouraged a constitutional crisis in Ukraine. Now we are stuck with the dubious Ms Timoshenko, one of the wealthiest oligarchs to emerge from Ukraine’s post-independence theft of national assets, and an intransigent Russia in possession of Crimea.

Spengler is channeled by David P Goldman. He is Senior Fellow at the London Center for Policy Research and Associate Fellow at the Middle East Forum. His book How Civilizations Die (and why Islam is Dying, Too) was published by Regnery Press in September 2011. A volume of his essays on culture, religion and economics, It’s Not the End of the World – It’s Just the End of You, also appeared that fall, from Van Praag Press.

10 Mar 03:23

Lendo a Bíblia Hoje

by Augustus Nicodemus Lopes
Alguns aspectos da pós-modernidade - nome que se dá à época em que estamos vivendo - se constituem em sérios desafios à leitura bíblica feita pelos reformados, mesmo aqueles que nunca ouviram o nome "pós-modernidade". 

Os reformados têm tradicionalmente interpretado as Escrituras partindo de alguns pressupostos oriundos da Reforma protestante. O mais importante deles é que as Escrituras são divinas, em sua origem, infalíveis e inerrantes no que ensinam, seguras e certas no seu ensino. Para eles, a Bíblia é a revelação da verdade. Em decorrência, só existe uma religião certa, a que se encontra revelada na Bíblia. Logo, no raciocínio reformado, tudo o que é necessário à vida eterna e à vida cristã aqui nesse mundo estão claramente reveladas na Escritura. E tais coisas são claramente expostas nela.

Existem alguns aspectos da pós-modernidade que desafiam esse pressuposto central da interpretação reformada das Escrituras.

1) O conceito de tolerância. Eu me refiro à idéia contemporânea de total complacência para com o pensamento de outros quanto à política, sexo, religião, raça, gênero, valores morais e atitudes pessoais. Neste conceito de tolerância, as pessoas nunca externam seu próprio ponto de vista de forma a contradizer o ponto de vista dos outros. Esse tipo de tolerância não deve ser confundida com a tolerância cristã, pois ela resulta da falta de convicções em questões filosóficas, morais e religiosas: "A tolerância é a virtude do homem sem convicções" (G. K. Chesterton). A tolerância da pós-modernidade é fortalecida pela queda na confiança na verdade, atitude típica de nossa época.

É preciso observar que existe uma tolerância exigida do cristão. Devemos tolerar as pessoas. Todavia, não temos de tolerar suas crenças, quando estas contrariam a verdade de Deus revelada nas Escrituras. Temos o dever de ouvir o que elas tem a dizer, e aprender delas naquilo em que se conformam com a verdade bíblica. Porém, tolerância ao erro, quando a verdade bíblica está em jogo, é omissão.

A tolerância tão característica da pós-modernidade pode afetar a interpretação da Bíblia levando as pessoas a interpretá-la a partir do conceito de "politicamente correto." Evita-se qualquer leitura, interpretação ou posicionamento que venha a ser ofensivo à sociedade ou comunidade a que se ministra. Textos bíblicos que denunciam claramente determinados comportamentos morais são domesticados com uma leitura crítica que os reduz a expressões retrógradas típicas dos moralistas machistas do século I. Textos que anunciam a Cristo como o único caminho para Deus são interpretados de tal forma a não excluir a salvação em outras religiões.

2) O inclusivismo. Num certo sentido, é o resultado do multiculturalismo do mundo pós-moderno. Não há mais no mundo ocidental um país com uma cultura única e uma raça homogênea. Países ocidentais são multiculturais e têm uma mescla de diversas raças. Para que não se seja ofensivo, e para que se possa conviver harmoniosamente, é necessário ser inclusivista. Isso significa dar vez e voz a todas as culturas e raças representadas.

Na sociedade pós-moderna, o conceito ser estende para incluir os grupos moralmente orientados. Significa especialmente repartir o poder com as minorias anteriormente oprimidas pelas estruturas de poder, como por exemplo, os homossexuais, pobres e minorias étnicas.

Existem coisas boas do inclusivismo multiculturalista, como por exemplo, estudos nos meios acadêmicos sobre a cultura de raças minoritárias e oprimidas no ocidente, como africanos, hispânicos e orientais. Também a criação de bolsas de estudos e empregos para membros destas minorias raciais, bem como de grupos oprimidos, como as mulheres. Ainda digno de nota é a luta contra discriminação baseada tão somente em raça, religião, postura política e gênero.

Mas existem coisas que nos preocupam no inclusivismo. A maior de todas é que o inclusivismo exclui qualquer juízo de valor em termos morais, religiosos, e de justiça. Tem que ser assim para que o relacionamento multicultural e multi-moral funcione.

O inclusivismo acaba também influenciando na interpretação bíblica. Sua mensagem é abordada do ponto de vista do programa das minorias. Por exemplo, a chamada teologia da libertação (meio defunta hoje) e as teologias feministas. 

3) O relativismo. No que tange ao campo dos valores e dos conceitos morais e religiosos, é a idéia de que todos os valores morais e as crenças religiosas são igualmente válidos e que não se pode julgar entre eles. A verdade depende das lentes que alguém usa para ler a vida. O importante é que as pessoas tenham crenças, e não provar que uma delas é certa e a outra errada. Não há meio de se arbitrar sobre a verdade porque não há parâmetros absolutos. Desta forma, alguém pode crer em coisas mutuamente excludentes sem qualquer inconsistência.

Existem alguns perigos no relativismo quanto à leitura da Bíblia. Primeiro, o relativismo acaba por minar a credibilidade em qualquer forma de interpretação que se proponha como a correta. Segundo, acaba por individualizar a verdade. Cada pessoa tem sua verdade e ninguém pode alegar que a sua é superior à dos outros. Portanto, ninguém pode ter a pretensão de converter outros à sua fé.
Muitos cristãos são tentados a suavizar a sua interpretação da mensagem do Evangelho, excluindo os elementos que não são "politicamente corretos" como: pecado, culpa, condenação, ira de Deus, arrependimento, mudança de vida. Acaba sendo uma tentação de escapar pela forma mais fácil do dilema entre falar todo o conselho de Deus ou ofender as pessoas.

Esses são alguns dos perigos que a pós-modernidade traz à leitura e interpretação das Escrituras. Reconhecemos a contribuição da pós-modernidade em destacar a participação do contexto e do leitor na produção de significado, quando se lê um texto. Porém, discordamos que isso invalide a possibilidade de uma leitura das Escrituras que nos permita alcançar a mensagem de Deus para nós e de ouvir a voz de Cristo, como Ele gostaria que ouvíssemos.
10 Mar 03:20

A Nação que se salvou a si mesma - I

by Felipe Melo
O dia 31 de março de 2014 marcará o 50º aniversário do Movimento Cívico-Militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart e interrompeu temporariamente o processo de transformação do Brasil numa sucursal do comunismo soviético-castrista. Nos próximo dias, o blog da Juventude Conservadora da UnB publicará partes do artigo “A Nação que se salvou a si mesma”, de Clarence W. Hall, publicada na edição de novembro de 1964 da revista Seleções do Reader’s Digest. Por ser um artigo contemporâneo à Revolução de 1964, é uma narrativa bastante preciosa sobre o período que o País vivia então.

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Raramente uma grande nação estêve mais perto do desastre e se recuperou do que o Brasil em seu recente triunfo sôbre a subversão vermelha. Os elementos da campanha comunista para a dominação — propaganda, infiltração, terror — estavam em plena ação. A rendição total parecia iminente... e então o povo disse: Não!Esta narrativa conta como um povo defendeu resolutamente a sua liberdade. Mais do que isso, constitui um claro plano de ação para cidadãos preocupados em nações ameaçadas pelo comunismo.
O PALCO estava completamente armado e determinado o cronograma para a primeira fase da tomada de posse pelos comunistas. Nos calendários dos chefes vermelhos do Brasil — assim como nos de Moscou, Havana e Pequim — as etapas para a conquista do poder estavam marcadas com um círculo vermelho: primeiro, o caos; depois, guerra civil; por fim, domínio comunista total.

Havia anos que os vermelhos olhavam com água na bôca o grande país, maior que a parte continental dos Estados Unidos e que contém 80 milhões de habitantes, aproximadamente metade da população da América do Sul. Além de imensamente rico em recursos ainda inaproveitados, o Brasil era a enorme chave para todo o continente. Como o Brasil se limita com 10 países tôda a America do Sul, exceto Chile e Equador — seu domínio direto ou indireto pelos comunistas ofereceria excelentes oportunidades para subverter um vizinho após outro. A captura dêste fabuloso potencial mudaria desastrosamente o equilíbrio de forças contra o Ocidente. Comparada com isso, a comunização de Cuba era insignificante.

Por fim estava tudo preparado. A inflação piorava dia a dia; a corrupção campeava; havia inquietação por tôda a parte—condições perfeitas para os objetivos comunistas. O Govêrno do Presidente João Goulart estava crivado de radicais; o Congresso, cheio de instrumentos dos comunistas. Hàbilmente, anos a fio, os extremistas da esquerda tinham semeado a idéia de que a revolução era inevitável no Brasil. Dezenas de volumes eruditos foram escritos acêrca da espiral descendente do Brasil para o caos econômico e social; a maioria concordava em que a explosão que viria seria sangrenta, comandada pela esquerda e com um elenco acentuadamente castrista. Os brasileiros em geral olhavam o futuro com a fascinação paralisada de quem assiste impotente à aproximação de um ciclone. Uma expressão brasileira corrente era: “A questão não é mais de saber se a revolução virá, mas de quando virá.”

O país estava realmente maduro para a colheita. Os vermelhos tinham introduzido toneladas de munições por contrabando, havia guerrilheiros bem adestrados, os escalões inferiores das Forças Armadas estavam infiltrados, planos pormenorizados estavam prontos para a apropriação do poder, feitas as “listas de liquidação” dos anticomunistas mais destacados. Luiz Carlos Prestes, chefe do Partido Comunista Brasileiro, tecnicamente ilegal, mas agressivamente ativo, vangloriava-se publicamente: “Já temos o poder, basta-nos apenas tomar o Govêrno!”

Amadores Contra Profissionais

E ENTÃO, DE REPENTE — e arrasadoramente para os planos vermelhos — algo aconteceu. No último instante, uma contra-revolução antecipou-se à iniciativa dêles. A sofrida classe média brasileira, sublevando-se em força bem organizada e poder completamente inesperado, fêz sua própria revolução — e salvou o Brasil.

Sem precedentes nos anais dos levantes políticos sul-americanos, a revolução foi levada a efeito não por extremistas, mas por grupos normalmente moderados e respeitadores da lei. Conquanto sua fase culminante fôsse levada a cabo por uma ação militar, a liderança atrás dos bastidores foi fornecida e continua a ser compartilhada por civis. Sua ação foi rápida (cêrca de 48 horas do início ao término), relativamente sem derramamento de sangue (apenas uma dúzia de pessoas foi morta) e popular além de todas as expectativas.

Uma vitória colossal para o próprio Brasil, ela foi ainda maior para todo o mundo livre. Pois, como comentou um categorizado funcionário do Govêrno em Brasília: “Ela marca a mudança da maré, quando tôdas as vitórias pareciam ser vermelhas, e destrói completamente a afirmação comunista de que a ‘história está do nosso lado’.”

Quanto a seu significado, diz Lincoln Gordon, Embaixador dos Estados Unidos no Brasil: “Os futuros historiadores é bem possível que registrem a revolução brasileira como a mais decisiva vitória pela liberdade em meados do século XX. Esta foi unia revolução doméstica, feita com as próprias mãos, tanto na concepção como na execução. Nem um só dólar ou cérebro norte-americano foi empenhado nela!”

Como foi, exatamente, que os brasileiros conseguiram esta vitória magnífica? A história secreta desta legítima revolução do povo — planejada e executada por amadores mobilizados para a luta contra calejados revolucionários vermelhos — é um modelo para tôda nação analogamente ameaçada, uma prova animadora de que o comunismo pode ser detido de vez, quando enfrentado com energia por um povo suficientemente provocado e decidido.

Deriva Para o Caos

A HISTÓRIA começa pouco depois da renúncia do Presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961. Seu sucessor, o Vice-Presidente Goulart, de tendências esquerdistas, mal chegado de uma visita à Rússia e à China Vermelha, apenas assumiu o poder deixou transparecer claramente em que direção ia conduzir o país.

Sem ser comunista, Jango procedia como se o fôsse. Sedento de poder, Goulart julgava estar tornando os camaradas instrumentos de suas ambições; em vez disso, eram êles que faziam dêle seu instrumento. ÃS portas, há anos entreabertas à infiltração vermelha, foram escancaradas. A inflação, estimulada por enchentes de papel-moeda emitido em administrações anteriores e agora acelerada por Jango, subia em espiral, enquanto o valor do cruzeiro caía dia a dia. O capital, vitalmente necessário para desenvolver o país, fugia para o estrangeiro; os investimentos alienígenas secavam ràpidamente sob o pêso das restrições e das constantes ameaças de desapropriação.

“A Hora é Agora”

ALARMADOS com a perigosa deriva para o caos, alguns homens de negócio e profissionais liberais reuniram-se no Rio em fins de 1961, dizendo: “Nós, homens de negócio, não mais podemos deixar a direção do país apenas aos políticos.” Convocando outras reuniões no Rio e em São Paulo, declararam: “A hora de afastar o desastre é agora, não quando os vermelhos já tiverem o controle completo do nosso Govêrno!”

Dessas reuniões nasceu o Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES), destinado a descobrir exatamente o que ocorria por trás do cenário político e o que se poderia fazer a respeito. Outras associações já existentes, como o CONCLAP (Conselho Superior das Classes Produtoras), formado pelos chefes de organizações industriais, tanto grandes como pequenas; o GAP (Grupo de Ação Política); o Centro Industrial e a Associação Comercial, também se empenharam em atividades de resistência democrática.

Essas organizações ramificaram-se rapidamente através do país. Embora agindo independentemente, êsses grupos conjugavam suas descobertas, coordenavam planos de ação. Produziam cartas circulares apreciando a situação política, faziam levantamentos da opinião pública e redigiam centenas de artigos para a imprensa respondendo às fanfarronadas comunistas.

Para descobrir como funcionava no Brasil o aparelho subterrâneo treinado por Moscou, o IPES formou seu próprio serviço de informações, uma fôrça-tarefa de investigadores (vários dentro do próprio Govêrno) para reunir, classificar e correlacionar informes sobre a extensão da infiltração vermelha no Brasil.
09 Mar 00:16

Dilma usa o Dia da Mulher para fazer campanha eleitoral antecipada

by giinternet

Os limites impostos a candidatos, pré-candidatos e, acima de tudo, à imprensa de rádio e TV pela legislação eleitoral são ridículos. Até porque sistematicamente desrespeitados por quem está no poder. Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff mandou às favas a lei e transformou o Palácio da Alvorada num comitê eleitoral do PT. Pior: em horário de expediente. Pior ainda: outros servidores públicos, além dela própria, estavam lá, atuando em favor de um partido político. Neste sábado, apresidente faz campanha de novo: entrará em rede nacional de rádio e TV para, supostamente, exaltar as conquistas das mulheres. Mentira! Vai é fazer campanha eleitoral com dinheiro público. De novo.

Como é que dá para saber disso antes mesmo do pronunciamento? A marquetagem oficial recorreu à conta oficial de Dilma no Twitter para anunciar o discurso e já antecipou parte do seu conteúdo. Leiam duas mensagens, seguidas de pequenos comentários.

Dilma mulheres 1

Onze anos??? Sim, é o tempo do PT no poder. Assim, entende-se que, antes, ninguém saiu da pobreza. Nem com o Plano Real, que pôs em limites civilizados o maior de todos os impostos pagos pelos pobres: a inflação. Dilma não está falando como chefe de estado, mas como chefe de facção. Mais um:

Dilma mulheres 2

Nesse caso, já se refere explicitamente a seu governo. Que mulheres que nada! O objetivo da petista não é falar bem das “companheiras”, mas de si mesma e de seu partido.

O nome disso é campanha eleitoral antecipada.

08 Mar 22:18

ONG ligada ao PSOL e a Marcelo Freixo fica com 69% do dinheiro arrecadado para a família de Amarildo. Para quê? Para “projetos ainda indefinidos”. Ah, bom!!!

by giinternet
Filhos de Amarildo na casa comprada para a família na Rocinha

Filhos de Amarildo na casa comprada para a família na Rocinha

A história que vocês vão ler é do balacobaco. Volto depois.

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
Desde julho do ano passado, o pedreiro Amarildo Dias de Souza é o símbolo máximo da luta contra a ação de maus policiais no Rio de Janeiro. O “Cadê o Amarildo?” foi usado tanto para cobrar providências como para embalar a série de manifestações contra o governador Sérgio Cabral. O corpo do homem de 43 anos que, para o Ministério Público, foi torturado e morto por PMs de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), nunca foi encontrado. A família do pedreiro passou a viver, depois de seu desaparecimento, num quadro agravado da pobreza na qual já se encontrava. Uma bem intencionada campanha conclamou artistas, intelectuais e doadores a contribuir com a viúva e os seis filhos do pedreiro. O “Somos Todos Amarildo” deu resultado. Comandado pela empresária e produtora Paula Lavigne, o projeto arrecadou 310.000 reais em dois eventos: um leilão de arte e objetos de famosos e um show no Circo Voador, com participação de Caetano Veloso e Marisa Monte. A família do pedreiro, no entanto, ficou com a menor parte: com a compra de uma casa e de mobília, foram gastos, respectivamente, 50.000 e 10.000 reais. O restante do dinheiro – 250.000 reais – ficou com o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (DDH), ONG que se tornou notória por defender black blocs e tem, entre seus diretores, um assessor do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), o advogado Thiago de Souza Melo.

Um dos organizadores do evento, que pede para não ser identificado, afirmou ao site de VEJA que, desde o início, a família sabia que não ficaria com o montante total do dinheiro – apesar de o uso do nome do pedreiro dar a entender que o valor seria destinado a ela. Mas foi informada, na ocasião, que ficaria com metade – o que, nos valores de fato arrecadados, corresponderia a 125.000 reais. “Soubemos na época que ficaríamos com metade. Como recebemos 60.000, eu pensava que o total era de 120.000”, diz Anderson Dias, de 21 anos, o primogênito, que administra, com a mãe, Elizabeth, as contas da família.

Moram na casa, além dos dois, os filhos Amarildo, de 18 anos; Beatriz, 13; Alisson, 10; e Milena, 6. Todos em uma casa de dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Só um dos filhos de Amarildo – Emerson, de 20 anos – não vive no imóvel. A área de serviço – que não tem janela – está sendo adaptada para servir como dormitório. Segundo Anderson, a casa que a família recebeu é uma construção antiga, com defeitos na rede elétrica e na parte hidráulica. Devido aos problemas encontrados, os filhos procuraram o advogado João Tancredo, presidente do DDH, para saber sobre a possibilidade de uma reforma. “Fiz um orçamento no valor de 45.000 reais. Mas Tancredo me disse que não tinha mais dinheiro”, afirma.

Os 10.000 reais que a família recebeu para comprar os móveis para a casa também não foram suficientes. Elizabeth não conseguiu comprar mesa, cadeiras e fogão. “Fiz uma lista com o que era indispensável, mas tive que cortar muita coisa. Não deu nem para comprar o fogão. Pedi a minha cunhada para usar o cartão dela e vou pagando aos poucos”, conta Elizabeth. “Não tive coragem de pedir mais dinheiro, porque achei que a outra parte seria destinada a outras pessoas pobres. Mas vou conversar sobre isso com o advogado”.

O presidente do DDH afirma que o acordo previa o repasse para a entidade de aproximadamente 250.000 reais obtidos com o leilão e o show. “Inicialmente, o projeto se resumiria a arrecadar fundos para a aquisição de uma casa em condições adequadas para a família de Amarildo. Mas logo se viu que seu desaparecimento não era um caso isolado”, explicou Tancredo, por e-mail, ao site de VEJA. Segundo ele, os recursos serão aplicados em um “projeto ainda indefinido”. As opções aventadas pela ONG envolvem o custeio de uma pesquisa para traçar o perfil dos desaparecidos, um serviço de atendimento de familiares de desaparecidos, o acompanhamento jurídico de casos do tipo ou a formação de uma rede para debater o tema. É dificil acreditar que quem contribuiu com o “Somos Todos Amarildo” desejava que seu dinheiro tivesse esse destino incerto. O cheiro de oportunismo é fortíssimo.

Voltei
Fatos e considerações que podem colaborar para você formar um juízo a respeito do assunto.

1: O tal DDH, que ficou com 69% da grana, é comandado por dois assessores do deputado Marcelo Freixo e atua em “causas” abraçadas pelo PSOL;

2: Freixo, claro!, diz não ter interferência nenhuma no DDH. João Tancredo, presidente da ONG, doou nada menos de R$ 260 mil para a campanha do deputado à Prefeitura, em 2012: R$ 200 mil como pessoa física e R$ 60 mil em nome de sua empresa — um escritório de advocacia. Coerente e eticamente, como é de seu feitio, o PSOL está em campanha contra a doação de empresas. Entendo.

3: O dinheiro arrecadado pela campanha, como se nota, permitiria que se comprasse uma casa melhorzinha para a família de Amarildo. Bobagem! Para pobre, está bom demais, não é mesmo? O socialismo, afinal, tem prioridades mais ambiciosas.

4: Espetacular a resposta do tal advogado. Os R$ 250 mil serão usados em projetos “ainda indefinidos”. Ah, bom! O que é um projeto indefinido quando confrontado com as necessidades da família de Amarildo?

5: No fim da contas, havia muita gente nessa história que não estava dando a menor pelota para Amarildo. Ele era apenas um pretexto. E, como se percebe, virou também uma boa fonte de arrecadação de recursos.

6: É a cara dos comunas fazer um troço como esse. As pessoas que se danem! O que interessa é a “causa”.

7: Noto, finalmente, que nada disso me surpreende. Mas, mesmo assim, é moralmente chocante. Ademais, a corretagem, se assim se pode chamar, do DDH é uma das mais altas do mercado, não é? 69%!!! Escandaliza o regime capitalista! Isso costuma ser taxa de agiota.

8: Cadê o dinheiro do Amarildo?

9: Os que doaram têm todo o direito, acho eu, de exigir seu dinheiro de volta. A Justiça teria de decidir se é estelionato. O mecanismo é rigorosamente o mesmo.

João Tancredo preside o DDH e doou R$ 260 mil para a...

O advogado João Tancredo preside o DDH e doou R$ 260 mil para a…

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...campanha de Marcelo Freixo, aquele que nunca tem nada com isso

…campanha de Marcelo Freixo, aquele que nunca tem nada com isso

Texto originalmente publicado às 18h50 deste sábado.

08 Mar 21:38

Olympus patent discloses variable exposure time for different imaging areas.

by 43rumors

Egami spotted a new “holy grail” alike Olympus patent :)

Olympus is working on a technology that permits to have different exposures time  for different image areas. A bright sky for example will have a shorter exposure times than a darker ground. Sounds a bit like science fiction but I am sure this kind of tech will be ready within a couple of years. And we will have no more over- or underesposure problems!

08 Mar 13:35

Pelo menos um a cada três deputados do PMDB quer romper com o PT

by giinternet

Por Daiene Cardoso e Débora Bergamasco, no Estadão:
A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião para este domingo, 9, a fim de definir parte dos palanques regionais e, assim, tentar aplacar a crise com o PMDB. A presidente deve encontrar um partido rachado. Ao menos um terço dos deputados peemedebistas considera a relação com o governo insustentável e prefere um desfecho radical: romper a aliança com o Planalto. O Estado ouviu 54 dos 74 deputados do PMDB em atividade – um está de licença médica. A opção pela ruptura imediata foi de 23 parlamentares. Outros 25 deputados disseram ser a favor da aliança, embora haja nesse grupo peemedebistas críticos à condução política do governo.

Apenas um não quis opinar e cinco afirmaram que votarão com o líder da bancada, deputado Eduardo Cunha (RJ), que na terça-feira postou no Twitter que o PMDB deveria “repensar a aliança” com Dilma e o PT. As entrevistas foram realizadas entre quarta-feira, um dia após a reação de Cunha, e sexta.

É este o tamanho da batalha que o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), enfrentará para convencer os deputados do partido a baixarem o tom para que ele e o vice-presidente da República, Michel Temer, consigam negociar melhor tratamento à legenda com Dilma e com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), no encontro marcado pela presidente para amanhã, no Palácio da Alvorada. O governo tenta deixar Cunha isolado, mas a tarefa não se mostra tão simples.

Nesta sexta, Raupp conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o impasse entre os partidos. “Ficou combinado que o Lula segura de lá (o PT) e eu seguro de cá (o PMDB)”, contou Raupp. Os peemedebistas reclamam da falta de participação nas decisões do governo. Alguns defendem que a maior legenda aliada de Dilma mereceria mais cargos que os atuais cinco ministérios.

O deputado Darcísio Perondi (RS) afirmou que, se houvesse uma convenção hoje, votaria para romper a aliança. “O PMDB tem cinco ministérios, mas não manda nada. Queremos par-ti-ci-par. Queremos candidatura própria”, disse. Marllos Sampaio (PI) estende a crítica aos próprios dirigentes peemedebistas: “O PMDB não tem nada no governo. Apenas uma meia dúzia de integrantes do PMDB tem tudo nesse governo e se diz dona do partido”.

Estados
Os rebelados se queixam ainda da dificuldade em fechar acordo para os palanques regionais e apontam a existência de uma estratégia petista de diminuir a força política do partido. “É uma estratégia (do PT) franca e aberta para diminuir as bancadas do PMDB (no próximo governo). Da forma como está hoje, é preciso romper a aliança para a própria preservação política do PMDB”, declarou o deputado Leonardo Picciani (RJ), filho do presidente do diretório fluminense da sigla, Jorge Picciani, que já anunciou apoio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) na disputa pelo Planalto. “Não podemos dormir com o inimigo.”
(…)

08 Mar 13:29

Dilma manda votar contra o envio de missão da OEA à Venezuela e respalda, de novo, as ações de um governo assassino, que prende opositores e censura a imprensa

by giinternet
A imagem de Dilma no vídeo: ela figura como cúmplice da violência

A imagem de Dilma no vídeo: ela figura como cúmplice da violência

Jamais apostem errado achando que há um piso para a indignidade da política externa brasileira e para a indigência moral e intelectual na qual mergulhou — ou foi mergulhado — o Itamaraty. Não há. “Eles” sempre podem descer mais baixo; “eles” sempre podem ser mais abjetos. Nesta sexta, o Brasil VOTOU CONTRA o envio de observadores da OEA (Organização dos Estados Americanos) para a Venezuela e se opôs a uma reunião de chanceleres para debater os confrontos naquele país. O pretexto é tão meritório como falso: o Itamaraty se justifica afirmando que a intervenção da OEA poderia agravar os conflitos por causa da presença dos EUA. É uma desculpa de vigaristas.

O governo Dilma resolveu dar apoio a uma reunião na Unasul (União das Nações Sul-Americanas), mas só depois da posse da presidente eleita do Chile, Michele Bachelet, na terça. Ah, bom: vamos contar os esquerdistas ou loucos influentes da América do Sul: Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai), Dilma Rousseff (Brasil), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Bachelet (Chile), Ollanta Humala (Peru) e o próprio Nicolás Maduro (Venezuela). Adivinhem o que vai acontecer. O subcontinente está mais para um hospício. Ainda assim, atenção! A reunião será entre chanceleres. O Brasil se opôs ao envolvimento de presidentes na questão.

De todo modo, a barra está começando a pesar para Dilma, e os plantadores de versões do Palácio do Planalto espalham na imprensa a versão falaciosa de que o Brasil não vai aceitar nem um eventual rompimento da ordem vigente na Venezuela nem a violência de estado contra os manifestantes. Como assim? Já não há truculência o bastante? Os 21 mortos até agora não entram na contabilidade de Dilma Rousseff?

Não é por acaso que esta senhora figura no vídeo que os manifestantes espalham mundo afora como cúmplice de assassinatos e tortura. É precisamente nisso que se transformou o governo brasileiro. Leio no Estadão que os sábios de Dilma avaliam que a situação se acalmou e que o risco de uma crise institucional diminuiu.

Entenderam? Nicolás Maduro mete adversários na cadeia, convoca milícias armadas a sair às ruas para enfrentar a população na porrada, governa o país como um déspota, mas, em Brasília, considera-se que as coisas estão melhorando. Essa deve ser a impressão que Marco Aurélio Top Top Garcia passou à presidente.

Nota da OEA
Sem o envio de observadores ou uma reunião de chanceleres, a OEA conseguiu, no máximo, aprovar uma nota mixuruca, que segue abaixo — está em espanhol, mas não precisa de tradução. Volto depois:

En relación con los hechos recientemente acaecidos en la República Bolivariana de Venezuela, el Consejo Permanente declara:

Sus condolencias y solidaridad con las víctimas y sus familiares, con el pueblo y el gobierno de la República Bolivariana de Venezuela, y hace votos para que las investigaciones tengan una rápida y justa conclusión.

Su respeto al principio de no intervención en los asuntos internos de los Estados y su compromiso con la defensa de la institucionalidad democrática y del estado de derecho de acuerdo con la Carta de la OEA y el derecho internacional.

Su más enérgico rechazo a toda forma de violencia e intolerancia, y hace un llamado a todos los sectores a la paz, a la tranquilidad y al respeto a los derechos humanos y libertades fundamentales, incluyendo los derechos a la libertad de expresión y reunión pacífica, circulación, salud y educación.

El reconocimiento, pleno respaldo y aliento a las iniciativas y los esfuerzos del Gobierno democráticamente electo de Venezuela y de todos los sectores políticos, económicos y sociales para que continúen avanzando en el proceso de diálogo nacional, hacia la reconciliación política y social, en el marco del pleno respeto a las garantías constitucionales de todos y por parte de todos los actores democráticos.

Su interés de mantenerse informado sobre la situación y el diálogo instaurado en Venezuela.

Voltei
Ainda que a nota defenda o respeito aos direitos humanos e aos direitos fundamentais, é evidente que ela não espelha nem remotamente o que está em curso no país.

Estados Unidos, Canadá e Panamá votaram contra a resolução justamente porque sustentam que ela ignora o que está em curso na Venezuela. Suas restrições também foram tornadas públicas. Leiam. Volto para encerrar.

1: La República de Panamá presenta sus reservas a la presente declaración.

I – No está de acuerdo con la inclusión de la palabra solidaridad en el título de la Declaración ya que de lo que se trata es de brindar respaldo al diálogo, la paz y la democracia.

II – Así mismo, considera que el respaldo y aliento a las iniciativas y esfuerzos del gobierno democráticamente electo de Venezuela puede interpretarse como una parcialización hacia el Gobierno, frente al resto de los actores sociales. La referencia a que continúen avanzando en el proceso de diálogo nacional se podría entender como que solo apoyamos el diálogo actual.

III – Con referencia al último párrafo, la República de Panamá considera que la OEA debe tener una actitud más dinámica y darle seguimiento, a la situación y al diálogo nacional en Venezuela y no solamente declare su interés en mantenerse informado sobre el diálogo ya instaurado.

2. Estados Unidos apoya el llamado a una resolución pacífica de la situación en Venezuela con base en un diálogo auténticamente inclusivo. Sin embargo, Estados Unidos no puede respaldar esta declaración dado que no refleja adecuadamente el compromiso de la Organización de promover la democracia y los derechos humanos en el Hemisferio. Además, la declaración coloca a la OEA en una posición de parcialismo, lo cual no puede hacer.

Específicamente, el párrafo 2 sugiere, incorrectamente, que la supuesta necesidad de mantener el orden y el respeto por el principio de la no intervención tiene prioridad sobre los compromisos de todos los Estados Miembros de la OEA de promover y proteger los derechos humanos y la democracia. La declaración contradice el artículo 2 de la Carta de la Organización de los Estados Americanos y los principios consagrados en la Carta Democrática Interamericana.

Si bien el párrafo 4 hace referencia al diálogo, este carece de un elemento clave para solucionar los problemas de Venezuela. Para tener éxito, el diálogo debe ser genuino e incluir a todas las partes. La declaración apoya parcialmente un diálogo patrocinado por el gobierno, que ha sido rechazado por importantes sectores de la oposición.

Estados Unidos cree que el diálogo genuino requerirá la participación de un tercero que goce de la confianza de todas las partes. También exigirá el fin de todo intento de reprimir la libertad de expresión y la liberación de los presos políticos. Desafortunadamente, la declaración no promueve suficientemente estos objetivos. La OEA no puede sancionar un diálogo en el cual gran parte de la oposición no tiene voz ni fe. Solamente los venezolanos pueden encontrar soluciones a los problemas de Venezuela, pero la situación actual del país exige que un tercero de confianza facilite el debate mientras los venezolanos buscan estas soluciones.

Por último y fundamentalmente, Estados Unidos no puede concurrir con el llamado de la declaración a un “pleno respaldo de la OEA” a un proceso de diálogo orquestado por un solo actor. La OEA tiene la responsabilidad de permanecer neutral; no puede tomar partido.

Encerro
Faço minhas todas as restrições à nota. Quanto ao governo brasileiro, dizer o quê? Quem tem povo descontente dentro de casa tem medo. A esta altura, outros monumentos morais, como Cristina Kirchner, Evo Morales ou Rafael Correa, olham apavorados para a Venezuela. Vai que…

Segue, mais uma vez, o vídeo que corre mundo afora.

08 Mar 02:47

Vilis Lacis: Favorite Relational Database

Last week we conducted a small research in the form of a poll: "What is your favorite RDBMS?". The poll received more responses than anticipated – a little bit over 900 votes were submitted. The topic in question can induce flame wars, but this time it passed without major incidents. There were several attempts to vote for MongoDB, which is not a relational database management system, so we had to remove it from results. MongoDB is often considered a contentious subject when speaking in context of relational databases. To put in redditor's day_cq sarcastic words:
"mongodb all the way. full web scale power. i think mongodb should be written in nodejs to take advantage of event driven nature of fast web scale loop. and gruntjs and lessc and uglifyjs adds full power to angulrjs real time web scale RDBMS."
If you don't see a chart below, please view it here: Favorite relational database management system. Full results are shared publicly and we would like to invite you to create your own representation of the data.



Thank you all for participating!
08 Mar 02:47

Women in Tech

I often hear laments about the lack of women in technology fields, even though I believe much of this is caused by women finding technology-heavy work environments unattractive. This blog post explains the issue better than I ever could, focussing on two issues:

  • equality and interchangeability are not the same
  • economic needs often overshadow family needs

The last item bears more exploration. There is an unspoken feeling in the USA that whatever is good for the economy is also good for society, and by extension the family. Even when presented with demonstratable cases where this is false, the assumption remains that, at some macro level, this balances out. See this post for more details.

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