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17 Mar 19:06

Shuttleworth Wants To Get Rid of Proprietary Firmware

by samzenpus
jones_supa writes "In a new blog post, the Ubuntu main man Mark Shuttleworth calls for an end to proprietary firmwares such as ACPI. His reasoning is that running any firmware code on your phone, tablet, PC, TV, wifi router, washing machine, server, or the server running the cloud your SAAS app is running on, is a threat vector against you, and NSA's best friend. 'Arguing for ACPI on your next-generation device is arguing for a trojan horse of monumental proportions to be installed in your living room and in your data center. I've been to Troy, there is not much left.' As better solutions, Shuttleworth suggests delivering your innovative code directly to the upstream kernel, or using declarative firmware that describes hardware linkages and dependencies but doesn't include executable code."

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17 Mar 17:59

Acidente aéreo – Não faço questão de contestar a Interpol ou especialistas de qualquer área. Só quando acho necessário, em benefício da lógica. Ou: Alguns sinais

by giinternet

Andei tomando pancadas de alguns leitores enfezados porque afirmei que não faz sentido, com os dados que há — e com os que não há — descartar uma ação terrorista no caso do desaparecimento do avião da Malaysia Airlines. “Quer saber mais do que a Interpol?”, pergunta um. “Agora você começou a contestar os especialistas em aviação?”, chuta o outro. Olhem, em regra, a resposta é “não” num caso e “não” no outro. Mas, se necessário, pode ser “sim” e “sim” — se as conjecturas e hipóteses de uns e de outros afrontarem a lógica elementar.

Eu nunca afirmei, por óbvio, que foi um ato terrorista. E nunca o fiz porque se sabe muito pouco a respeito. O que continuo a sustentar é que a aeronave dispunha de mecanismos de localização e de fornecimento de informações técnicas que, tudo indica, estavam desligados. Agora vem a informação (ver post anterior) de que uma mensagem transmitida aos controladores de voo pouco antes de o avião sumir dos radares indicava que tudo andava bem. A propósito: uma informação importante como essa deveria ter circulado praticamente junto com a do desaparecimento do aparelho. Por que se fica sabendo disso apenas cinco dias depois? Será apenas mais um boato, a exemplo daquela história de que o voo havia se desviado da rota?

Há um outro dado importante. Mike Mckay, um trabalhador de uma plataforma marítima de petróleo, na costa do Vietnã, diz ter visto um aparelho em chamas, em local e horário compatíveis com o avião da Malaysia Airlines. Ele enviou um e-mail à empresa reportando o acontecido, o que foi confirmado pelo jornalista Bob Woodruff, da rede ABC. Mckay indica onde ele estava naquele dia e a possível distância do evento que diz ter presenciado.

avião localização

Segundo Mckay, havia um único objeto em chama, não destroços. Como informa o leitor Gonçalo Osório, a China publicou três fotos de satélite com três grandes objetos boiando — um deles com mais de 22 metros de comprimento — a mais ou menos 120 milhas náuticas a sudeste do último ponto de transmissão do transponder. Cada milha náutica tem 1.852 metros. Se isso tudo for compatível com a observação de Mckay e com as coordenadas que deu, talvez se esteja chegando a alguma coisa.

Sobre as imagens do satélite chinês, observa, no entanto, Gonçalo Osório:
“O problema é que essas fotos foram feitas pelo satélite no dia 9, cerca de 26 horas depois do desaparecimento do avião — ou seja, a deriva pode ser muito maior ainda. Como eu não conheço as cartas de vento e correntes de superfície do Golfo da Tailândia, não sei calcular (mas tem muito comentarista teu esperto que deve ser capaz). Li num site especializado que as correntes de superfície, lá, costumam ser de Leste para Oeste, o que derrubaria a utilidade dessas fotos feitas pelo satélite chinês. Como aquela é uma das regiões de águas mais poluídas do planeta, devido à intensa navegação comercial, não se pode afirmar nada com certeza.”

17 Mar 17:47

Na reforma ministerial, Dilma troca seis por meia dúzia

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff trocou seis ministros por meia-dúzia. Uns vão, outros ficam, e tudo permanece na mesma. No que diz respeito à crise com o PMDB, nada muda — não por causa da reforma ao menos. O partido conservou os ministérios do Turismo e da Agricultura. O primeiro vai para Vinicius Nobre Lages, hoje gerente de assessoria internacional do Sebrae. Assume o lugar de Gastão Vieira. Para a Agricultura, ascende Neri Geller, hoje secretário de Política Agrícola. Ocupará a cadeira de Antônio Andrade. Os que saem eram considerados representantes dos deputados do PMDB; os que entram não contam com a bênção da bancada, que preferiu não se comprometer com a escolha.

O PP, partido que o governo conseguiu cooptar, arrematando parte da bancada, que integrava o blocão, manteve o filé mignon do Ministério das Cidades. Gilberto Occhi, um dos vice-presidentes da CEF, arrume a pasta em lugar de Aguinaldo Ribeiro. Sob o comando das Cidades está o principal programa social do governo Dilma, depois do Bolsa Família: o Minha Casa Minha Vida. É uma área que, hoje em dia, só tem bônus, quase sem ônus. Pouca gente sabe que caberia à pasta responder imediatamente por algumas catástrofes, como a enchente da Região Norte, por exemplo. O ministro só aparece na hora de distribuir as casinhas. Uma beleza! O PP já está no papo.

O Desenvolvimento Agrário não só continua com o PT como não muda nem de tendência: permanece com a Democracia Socialista, uma das correntes de esquerda do partido, que ocupa o aparelho desde 2003, com a chegada de Lula ao poder. Sai Pepe Vargas, volta Miguel Rossetto, que já ocupou a função entre 2003 e 2006. Embora o MST viva aparentemente às turras com o governo — porque quer sempre mais —, na prática, é o movimento que manda na pasta. Não aceitaria que ela fosse entregue para outro grupo.

Para o Ministério da Ciência e Tecnologia, a presidente escolheu Clélio Campolina Diniz, ex-reitor da Universidade de Minas Gerais. Substitui Marco Antônio Raupp. É uma escolha pessoal da presidente, fora das cotas partidárias.

O caso do Ministério da Pesca e Aquicultura, que já é, em si, uma piada, mergulhou agora nas águas do surrealismo. Quando Marcelo Crivella, do PRB do Rio, assumiu a pasta, no dia 29 de fevereiro de 2012, deu uma declaração muito significativa: afirmou que nunca havia posto uma minhoca no anzol. Crivella vai voltar para o Senado. Sabem quem assume em seu lugar? O seu suplente, que também pertence ao PRB do Rio e à Igreja Universal do Reino de Deus. E o que ele entende de pesca? Deixem-me ver: já foi radialista, apresentador de televisão, presidente da Folha Universal e da gráfica da igreja… Bem, ele também nunca pôs uma minhoca no anzol. Mas tudo bem! Como o ministério não existe, também não precisa de um especialista.

Dilma, em suma, não nomeou ministros. Continuou a cuidar do tempo que terá no horário eleitoral gratuito.

17 Mar 17:47

Girard v. Genesis

by Peter J. Leithart

Over many decades and in voluminous writings, René Girard has elaborated a theory of sacrifice, scapegoating, and violence that purports to unveil things hidden from the foundations of the world. He has become a guru, not least to Christian theologians eager to formulate non-violent versions of atonement.

Girard has not persuaded everyone. Among the unconvinced is Moshe Halbertal, whose elegant 2012 essay On Sacrifice offers an alternative. To see the differences clearly, yet another summary of Girard’s well-known theory is necessary.

According to Girard, human desire is mimetic. We want what we want because we mimic others wanting it. Our desires thus make us rivals. Rivalry breeds violence, and when society collapses into a Hobbesian war of all against all, a plague that Girard calls a “sacrificial crisis,” it casts about to find the cause. It soon fixes on an outcast—a foreigner, a cripple, a crippled foreigner—ready-made to bear the burden of society’s rage.

Once its violent energy is spent on the scapegoat, the society finds itself miraculously whole again. The city welcomes the expelled scapegoat back home, acknowledging him as a savior, honored and elevated, perhaps deified. When another sacrificial crisis erupts, the process is repeated: another crisis, another scapegoat, another god.

And another myth. The “scapegoat mechanism” survives by its own occlusion. All societies have violent origins, but they clothe their naked violence in the myth of the scapegoat’s guilt. This works until the New Testament Gospels unmask the myth by insisting on the utter innocence of the scapegoat, Jesus. The Gospels tear away the mystifications of myth, and, exposed, the machinery grinds to a halt.

For his part, Halbertal begins canonically, from the biblical story of Cain and Abel. He points out that Genesis 4 characterizes the offerings of both brothers as minchot, “gifts.” When the Lord accepts a sacrificial gift, the worshiper enters into an exchange relationship with him and hopes for a return.

When a gift is brought by an inferior to a superior, it is an offering rather than, strictly speaking, a gift. Gifts are not gifts unless received. An offering is “brought before” God, who may or may not receive it. For God to receive it is an act of condescension and grace, not a guarantee. This gap between offering and reception is inherent in sacrifice, and as a result sacrifice takes place in an atmosphere of anxiety. The possibility of failure haunts sacrifice.

Halbertal says that this accounts for the fraternal violence recounted in Genesis. Abel brings his offering before Yahweh; Yahweh accepts it. Cain also brings an offering, but Yahweh rejects it. It’s sad not to receive a gift; it is far worse to offer a gift that gets rejected. Refusing a gift is an insult, a slap in the face, an “annihilation.” By refusing Cain’s gift, God excludes him from the circle of exchange. Outraged in his unrequited love, Cain kills his brother, “offering” blood to the earth. There will certainly be no return on that anti-sacrifice. Cain is instead condemned to wandering and barrenness.

Girard’s theory of violence focuses on our desire to receive: I resent a rival because he wants the same thing I do, and he may get it. Violence arises from resentments about not-getting. Halbertal argues that “exclusion from the possibility of giving is a deeper source of violence than the deprivation that results from not getting.” Violence expresses the frustrated worthlessness felt by someone who doesn’t measure up, who cannot contribute.

More generally, Halbertal suggests that biblical sacrifice is not “a substitute for venting [man’s] anger and rage, thereby satisfying his desire for revenge without opening a new cycle of violence,” but “a substitute for the violence that the offerer himself might deserve.” Sinners know they are treading on dangerous ground when they approach God, and they hide behind the shield of substitutionary sacrifice. Sacrificial violence again arises from fear rather than anger. Halbertal concludes, quite traditionally, that biblical sacrifice is both substitutionary and penal.

Halbertal’s conclusions will appall Girardians, who will charge that he perpetuates rather than exposes mythic scapegoating. That charge is tricky because its target is ultimately bigger than Halbertal. Halbertal is Jewish, and his theory of sacrifice is rooted in exegesis. Thus the Girardian rejection of Halbertal raises questions about the Girardian evaluation of the Hebrew Scriptures: Do Genesis and Leviticus perpetuate mythology?

I doubt that either Girard or Halbertal gets sacrifice entirely right. It’s hard to imagine that anyone will isolate a single motivation for something as complex and varied as sacrifice. But Halbertal’s counters to Girard’s powerful theory are too firmly based in text and tradition to be dismissed. Girard has not yet fulfilled the modern dream of a theology that finally transcends primitive savagery, and that suggests the savagery might be here to stay.

Peter J. Leithart is president of Trinity House. He is the author most recently of Gratitude: An Intellectual History. His previous articles can be found here.

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17 Mar 17:43

Brazil To Borrow Gripen C/D

by Neha Bareja
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Frans Dely 4.jpg
Brazil Air Force commander, Brigadier Juniti Saito announced on Thursday that Brazil will borrow 10 to 12 aircraft from Sweden till the Gripen NG are delivered in future, reports Globo.com.

"Sweden has offered to loan these aircraft to Brazil, which should arrive in the first half of 2016. We need 10 to 12 aircraft to meet FAB’s demands. It is important to remember that although the Gripen NG would arrive in 2018, we can structure a squadron from 2019 and 2020. So we were going to fulfill our need with these Gripen C/D, "said Brig. Saito during a hearing in the Senate Foreign Relations Committee.

On being asked if the Brazilian pilots were trained to operate the Gripen C/D, Brig. Saito said that pilots will not have trouble. It is not like one can pick up and leave. One needs to do a course to be able to fly the aircraft, but the training will not last more than a year.

Read the full story: Suécia vai emprestar caças até novo Gripen chegar, diz FAB​​

Image Courtesy: Frans Dely

Category: FEATURED; GRIPEN; GRIPEN C/D
Published: 3/14/2014 6:25 AM
17 Mar 17:42

Minha coluna desta sexta na Folha: “Viva a guerra!”

by giinternet

Leiam trecho da minha coluna da Folha desta sexta.

O PMDB, como regra, “só dá alegrias” à presidente Dilma Rousseff, certo? Antes disso, conduzia Luiz Inácio Lula da Silva a verdadeiros êxtases, inenarráveis, por óbvio, no idioma de Camões. E não é menos verdade que tenha feito a felicidade de FHC, de Itamar ou de Sarney. Ocorre que, de vez em quando, os peemedebistas ficam descontentes e apresentam a fatura. Na economia de mercado, há vendedores porque há compradores –e vice-versa. Vale para o comércio de apoio político, de feijão ou de drogas. Como não se vai criar uma agência reguladora para estabelecer a ética das trocas de Brasília, os protagonistas é que definem as regras da relação, tornando-se responsáveis por aquilo que cativam. Dilma não precisa nem ler “O Príncipe”, basta “O Pequeno Príncipe”.

É curioso! Sempre que os petistas são, como eles dizem, “chantageados” pelo PMDB, recorrem à Quinta Cavalaria, formada pelos bravos soldados do jornalismo e do colunismo. A nossa tarefa (minha, não!) passa a ser, então, fazer a “faxina ética” em lugar do petismo, desmoralizando os peemedebistas recalcitrantes. Hora de retirar do arquivo, por exemplo, a “ficha” de Eduardo Cunha (RJ), o líder do PMDB na Câmara e chefe da rebelião, desmoralizando-o, evidenciando que suas ações atendem apenas a apelos menores e a interesses pessoais. Os petistas se apresentam como a plêiade dos éticos enfrentando “o rei da fisiologia, do baixo clero e dos interesses inconfessáveis”.

Já escrevi em meu blog e repito aqui: aplaudo de pé a rebelião liderada por Cunha. Na relação PT-PMDB, prefiro a guerra à paz. É melhor para o país.
(…)
Íntegra aqui

17 Mar 17:40

Russia Blocks Internet Sites of Putin Critics

by samzenpus
An anonymous reader writes in with news about Russias censorship of internet sites critical of President Vladimir Putin. "Russia blocked access to the internet sites of prominent Kremlin foes Alexei Navalny and Garry Kasparov on Thursday under a new law critics say is designed to silence dissent in President Vladimir Putin's third term. The prosecutor general's office ordered Russian internet providers to block Navalny's blog, chess champion and Putin critic Kasparov's internet newspaper and two other sites, grani.ru and ej.ru, state regulator Roskomnadzor said. The move was the latest evidence of what government opponents see as a crackdown on independent media and particularly the internet, a platform for dissenting views in a nation where state channels dominate the airwaves. Ej.ru editor Alexander Ryklin called it 'monstrous' and a 'direct violation of all the principles of freedom of speech,' More at EFF, and in earlier stories at the The Huffington Post, and Deutsche Welle, which notes, 'This year's report by Reporters Without Borders on World Day against Cyber Censorship condemns Russia as one of the "Enemies of the Internet." "Russia has adopted dangerous legislation governing the flow of news and information and freedom of expression online," it concludes.'"

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17 Mar 17:40

Cadê a oposição e o Parlamento brasileiro para reagirem à carnificina promovida por Maduro?

by giinternet

O próprio governo da Venezuela admite: já são 28 os mortos desde o início dos protestos. À diferença do que avalia o Itamaraty, nada indica que as manifestações vão arrefecer nem que Nicolás Maduro cederá à razão. Ao contrário: nesta quinta, ele fez novas ameaças, sempre subindo o tom. Acusou, o que é mentira documentada, franco-atiradores ligados aos protestos de praticar os assassinatos.

Familiares de duas das vítimas, Jesus Enrique Acosta Matute, de 22 anos, e Alfonzo Sánchez Velásquez, de 42, confirmaram ao jornal El Universal, durante os respectivos velórios, que os tiros partiram das milícias motorizadas que atuam em defesa do governo. Asseguram ainda que nem um nem outro participavam de protestos.

Esses assassinos compõem os chamados “coletivos”, que são as milícias chavistas. Circulam em bandos, em motocicletas, e, sob orientação de Nicolás Maduro, enfrentam os que vão às ruas a bala e com coquetéis molotov. Estima-se que pelo menos 1.300 pessoas já tenham sido presas. Até agora, a polícia não deteve um único desses delinquentes.

Os líderes da oposição fazem ainda outra denúncia: grupos organizados estão depredando prédios públicos, numa ação orquestrada, para jogar a responsabilidade nos ombros dos manifestantes. Em sua loucura, parece que Maduro está disposto a investir numa guerra civil porque, nesse caso, pode tentar esmagar seus adversários a bala, mas aí em larga escala.

Os próprios oposicionistas estão recorrendo às redes sociais para denunciar a ação dos agentes provocadores, que desvirtuam os protestos pacíficos e fornecem o pretexto para a ação violenta da polícia e da Guarda Nacional Bolivariana.

Esse é o governo que conta com o apoio incondicional da presidente Dilma Rousseff e que recebe, em carta, a inteira solidariedade de Luiz Inácio Lula da Silva.

A propósito: já passou da hora de a oposição no Brasil — e mesmo os parlamentares que, pertencendo à base do governo, não compactuem com a ditadura — se manifestar a respeito do que se passa no país vizinho. E têm dois bons motivos para fazê-lo.

O primeiro diz respeito a valores: é preciso repudiar a ditadura e a truculência do governo Maduro, que prende oposicionistas e estimula a ação de fascistoides armados. O segundo diz respeito diretamente à Comissão de Relações Exteriores do Senado, uma Casa que, diga-se, foi fiadora do ingresso na Venezuela no Mercosul: quantos mortos são necessários para que os nossos parlamentares percebam que as questões do continente também lhes dizem respeito?

 

17 Mar 17:40

CARTEL DE TRENS – CADE finalmente admite o que este blog informou fartamente no dia 13 de agosto do ano passado!

by giinternet
Acima, Dilma assina a ordem de compra dos trens de Porto Alegre

Acima, Dilma assina a ordem de compra dos trens de Porto Alegre

Oh, não me digam! Então o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) concluiu, finalmente, que há indícios de formação de cartel na compra de trens dos metrôs de Porto Alegre e Belo Horizonte, ambos subordinados a estatais federais? Eu sei disso desde o dia 13 de agosto do ano passado, quando escrevi uma série de textos a respeito.

O que baixou no CADE? Um mínimo de bom senso? Simancol? A velha e boa vergonha na cara? Vamos ver.

As empresas que fornecem equipamentos para o metrô e para a CPTM, em São Paulo, são as mesmas que fornecem para estatais do governo federal. Eu me perguntei, então, em agosto do ano passado: “Será que elas só fizeram cartel em São Paulo? E com as estatais federais?”.

Fui escarafunchar a história e encontrei algo muito interessante na construção dos metrôs de Porto Alegre, que é comandado pela Trensurb, e de Belo Horizonte, comandado pela CBTU. As duas são estatais federais.

Em 2012, a Trensub fez uma licitação para a compra de 15 trens de quatro carros cada um, orçada em R$ 243,75 milhões. Quantos consórcios apareceram? APENAS UM, formado por quem? Pela Alstom e pela CAF. A primeira empresa ficou com 93% do contrato, e a segunda, com 7%.

Muito bem! 13 dias depois da assinatura desse contrato, houve o anúncio para a licitação de Belo Horizonte, aí orçada em R$ 171,9 milhões. Quantos consórcios apareceram? Apenas um de novo. Formado por quem? Pelas mesmas Alstom e CAF. Desta vez, a Alstom, que havia ficado com 93% do contrato de Porto Alegre, ficou com apenas 7%. E a CAF, que havia ficado com 7% no outro, ficou com 93%.

Contrato Rio Grande do Sul

Outra curiosidade: apenas 13 dias separam o comunicado de licitação de Belo Horizonte do anúncio da assinatura de contrato em Porto Alegre

Outra curiosidade: apenas 13 dias separam o comunicado de licitação de Belo Horizonte do anúncio da assinatura de contrato em Porto Alegre

O amor não é lindo? Houve farta propaganda das estatais federais sobre os dois contratos. Há, inclusive, uma foto com a presidente Dilma Rousseff assinando a ordem de compra, sempre na maior alegria.

Dei essa notícia no blog, reitero, há seis meses. Só agora o CADE admite que existem indícios de formação de cartel. Indícios? Vamos ver se, também nesse caso, que diz respeito ao PT, haverá um festival de vazamentos de informações sigilosas como acontece com a investigação feita sobre a compra de trens em São Paulo.

Trensurb - estatal

Trensurb - Alstom

Trensurb, Alstom e CBTU fizeram farta propaganda das obras, para as quais apareceu um único consórcio

Trensurb, Alstom e CBTU fizeram farta propaganda das obras, para as quais apareceu um único consórcio

Que fique claro mais uma vez: em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, em qualquer lugar, que os culpados paguem pelos seus erros. O que não pode é o CADE, que é um órgão federal, conduzir apurações com viés político. A demora para investigar as estatais federais é, em si, vergonhosa. Vamos ficar de olho para ver como o órgão de comporta agora.

17 Mar 17:39

A Nação que se salvou a si mesma - II

by Felipe Melo
Guarnecidos de Vermelhos

OS INVESTIGADORES não tardaram a descobrir um cavalo-de-tróia vermelho, de dimensões bem mais assustadoras do que alguém imaginava.Muitos comunistas disfarçados, “plantados” em ministérios e órgãos governamentais anos antes, tinham conseguido alçar-se até postos-chaves na administração federal. A maioria dos ministérios e repartições públicas estavam guarnecidos de comunistas e simpatizantes a serviço das metas de Moscou. O chefe comunista Prestes apregoava em público: “Dezessete dos nossos estão no Congresso” — todos eleitos em chapas de outros partidos. Além disso, dezenas de deputados simpatizantes faziam acordos com os comunistas, apoiando- os em muitas questões, sempre atacando o “imperialismo dos Estados Unidos” —mas jamais criticando a Rússia Soviética.

Comunistas não eram os ministros, mas os consultores de alto nível, e às vêzes apenas os subordinados ao ministro, ou os redatores de relatórios em que se baseavam altas decisões. Alguns alardeavam abertamente: “Não nos interessa quem faça os discursos, desde que sejamos nós que os escrevamos!” O Ministério de Minas e Energia era dominado completamente por um grupo assim. O Diretor-Geral dos Correios e Telégrafos, Dagoberto Rodrigues, oficial do Exército, conhecido como esquerdista, liberou certa vez grande quantidade de material de propaganda soviética e cubana apreendida pelo Govêrno Federal com a explicação vaga: “Examinei êste material e concluí que não é subversivo.”

Nos próprios sindicatos, o contrôle comunista era esmagador. Repetidamente o Govêrno intervinha em eleições sindicais a fim de garantir a escolha de candidatos comunistas, especialmente em indústrias que podiam prontamente paralisar o pais.

Atenção Especial à Educação

Darcy Ribeiro, fundador da UnB
O MAIS sabidamente infiltrado era o Ministério da Educação. Um dos mais íntimos conselheiros de Goulart era Darcy Ribeiro, que, como Ministro da Educação, serviu-se de cartilhas para ensinar a milhões de analfabetos o ódio de classes marxista.

Especialmente mimada pelo Ministério da Educação era a UNE (União Nacional dos Estudantes), cuja diretoria era completamente dominada por vermelhos e cujos 100.000 sócios constituem a maior organização estudantil nacional da América Latina. Durante anos um subsídio anual do Govêrno, de cêrca de 150 milhões de cruzeiros, era entregue aos diretores da UNE — sem que tivessem de prestar contas. Assim garantidos, êles se dedicavam integralmente à agitação política entre os estudantes. Parte dêsse subsídio era usada para financiar excursões à Cuba Vermelha e visitas a grupos irmãos de estudantes comunistas em outros países da América Latina.

Fortalecida ainda mais por substanciais fundos de guerra oriundos de Moscou, a UNE publicava panfletos inflamados e um jornal semanal marxista virulentamente antiamericano. Fingindo-se empenhado em combater o analfabetismo, um grupo da UNE passou dois meses distribuindo material de leitura, no qual se incluía o manual de guerrilhas do castrista “Che” Guevara — impresso em português por comunistas brasileiros da linha vermelha chinesa. Líderes da UNE especializavam-se em fomentar greves escolares e comícios estudantis, demonstrações públicas e distúrbios de rua.

Engenheiros do Caos

A INFILTRAÇÃO, constataram os investigadores, fôra-se tornando maior e cada, vez menos oculta a cada mês que passava. Suficientes para fazerem soar campainhas de alarma foram as nomeações de certos homens feitas logo no início do Govêrno Goulart, como Evandro Lins e Silva, eminente advogado, há muito defensor de causas comunistas, para Procurador-Geral da República; e Professor Hermes Lima, um admirador de Fidel Castro, para Primeiro- Ministro. (Ambos foram posteriormente nomeados para o Supremo Tribunal Federal.) O principal entre os mais veementes defensores de medidas esquerdizantes era Abelardo Jurema, Ministro da Justiça de Goulart. E o secretário de imprensa do Presidente era Raul Ryff, de ligações notórias com o Partido Comunista havia mais de 30 anos.

O principal porta-voz do regime Goulart era Leonel Brizola, cunhado de Jango, Governador do Estado do Rio Grande do Sul e depois Deputado pelo Estado da Guanabara. Ultranacionalista, odiando os Estados Unidos, Brizola era classificado como “um homem temeràriamente mais radical do que o próprio chefe vermelho, Luiz Carlos Prestes”.

Por tôda a parte havia “técnicos de conflito”, comunistas do caos. Adestrados em escolas de subversão atrás da Cortina de Ferro, eram peritos em criar o caos, para depois promover agitações em prol das “reformas”, levar o Govêrno a fazer grandes promessas que nunca poderia cumprir, e, em seguida, aproveitar o desespêro resultante para gritar: “Revolução!” O número dêsses técnicos não era grande — não havia mais de 800, tendo uns 2.000 adeptos em órgãos do Govêrno. Diz o Dr. Glycon de Paiva, do Conselho Nacional de Economia: “É tática comunista clássica darem a impressão de que são muitos. Na verdade, só uns poucos devotados são necessários para levar a efeito a derrubada de um país. Os povos livres cometem o êrro de não darem importância a qualquer fôrça sem efetivos consideráveis. Nós aprendemos pelo processo difícil.”

Quase diariamente vinham à luz as mais espantosas provas de que uma revolução vermelha estava em processo. No empobrecido Nordeste, onde se justificava a preocupação pelas flagrantes injustiças praticadas por abastados proprietários rurais contra camponeses famintos, “barbudos” de Castro perambulavam pelo campo suscitando a revolta. O transporte para instrutores cubanos em guerra de guerrilhas, assim como para centenas de jovens brasileiros que iam a Cuba fazer cursos especiais de subversão de 20 dias, era assegurado por aviões diplomáticos em vôos regulares de ida e volta para Havana. Irradiações da China Vermelha, em português, ficavam no ar quase oito horas por dia, conclamando os camponeses a se sublevarem contra os proprietários das terras.

Típico da eficiência dos investigadores democráticos foi a descoberta que fizeram, em setembro de 1963, de um grande carregamento de armas que se encontrava a caminho do Brasil, procedente da Europa Oriental. Alertado, o Exército Brasileiro enviou uma tropa ao navio e conseguiu confiscar toneladas de armas portáteis, munições, metralhadoras, equipamento de comunicações de campanha e montões de propaganda vermelha em português.

O Método “Enriqueça Depressa”

AS CONTÍNUAS investigações dos peritos de informação do IPES revelaram mais do que subversão. A corrupção generalizada — bem acima do comumente aceito como parte da vida política da América Latina — estendia-se do palácio presidencial para baixo. No momento em que Goulart e seus extremistas de esquerda atribuíam tôdas as dificuldades do Brasil aos “exploradores e sanguessugas norte-americanos”,  havia gente no Govêrno metendo as mãos no dinheiro público com a maior sem-cerimônia. Estava claro que qualquer auxílio a regiões empobrecidas, inclusive contribuições da Aliança Para o Progresso, tinham de transpor uma pesada pista de obstáculos de mãos ávidas e dedos ágeis.

João Goulart
Com uma renda declarada de menos de 50 milhões de cruzeiros em 1963, Goulart, por exemplo — conforme documentos apreendidos pelo Conselho Nacional de Segurança depois que êle fugiu para o exílio — gastou 236 milhões de cruzeiros somente em suas fazendas de Mato Grosso. Enquanto Goulart insistia no confisco das propriedades dos latifundiários e na distribuição da terra aos camponeses, os registros de imóveis demonstram que êle rapidamente somava imensas propriedades às que já tinha. Só depois que Jango fugiu pôde o Brasil medir a sinceridade dêle em matéria de partilha de terras. Proprietário de terras apenas em São Borja, quando iniciou sua vida pública, ao abandonar o país em abril passado Goulart era o maior latifundiário do Brasil, possuindo em seu nome mais de 7.700 quilômetros quadrados de terras, uma área quatro vêzes e meia superior à do Estado da Guanabara.

E havia os que compartilhavam as oportunidades de ficarem ricos depressa. Indiscrições sôbre uma iminente mudança na política oficial, como sôbre taxas de câmbio, davam milhões a favoritos palacianos. Empreendimentos de qualquer gênero eram vinculados a comissões e retribuições em dinheiro.

Verificou-se que um membro do estafe de Jango tinha um “bico” como “ministro-conselheiro de assuntos econômicos numa embaixada no exterior” — emprego a que nunca dedicou um dia de trabalho, mas adicionava mais de 15 milhões de cruzeiros ao seu salário anual de oito milhões e meio. O tráfico de influência era um fato. Um dos deputados do Partido Trabalhista, de Goulart, estava fazendo uma fortuna acrescentando 1.295 funcionários à sua fôlha de pagamento em troca de uma fatia dos vencimentos dêles.

Outro negociozinho confortável, explorado por um “do peito” do Govêrno, era conseguir bons empregos públicos para quem pudesse pagar-lhe uma taxa de um milhão e meio de cruzeiros. Um governador de Estado estava fazendo fortuna com contrabando; outro recebeu uma verba de seis bilhões e meio de cruzeiros para a construção de rodovias e calmamente embolsou o total.

Além de tôdas essas velhacarias de alto calibre, que podiam ser documentadas, inúmeros milhões de cruzeiros desapareciam sem deixar rastro no poço sem fundo da corrupção que campeava.
17 Mar 17:37

Obama Administration Transparency Getting Worse

by samzenpus
schwit1 writes "The government's own figures from 99 federal agencies covering six years show that halfway through its second term, the administration has made few meaningful improvements in the way it releases records. In category after category — except for reducing numbers of old requests and a slight increase in how often it waived copying fees — the government's efforts to be more open about its activities last year were their worst since President Barack Obama took office."

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17 Mar 17:37

Andy Wingo: stack overflow

Good morning, gentle hackers. Today's article is about stack representation, how stack representations affect programs, what it means to run out of stack, and that kind of thing. I've been struggling with the issue for a while now in Guile and finally came to a nice solution. But I'm getting ahead of myself; read on for some background on the issue, and details on what Guile 2.2 will do.

stack limits

Every time a program makes a call that is not a tail call, it pushes a new frame onto the stack. Returning a value from a function pops the top frame off the stack. Stack frames take up memory, and as nobody has an infinite amount of memory, deep recursion could cause your program to run out of memory. Running out of stack memory is called stack overflow.

Most languages have a terrible stack overflow story. For example, in C, if you use too much stack, your program will exhibit "undefined behavior". If you are lucky, it will crash your program; if are unlucky, it could crash your car. It's especially bad in C, as you neither know ahead of time how much stack your functions use, nor the stack limit imposed by the user's system, and the stack limit is often quite small relative to the total memory size.

Things are better, but not much better, in managed languages like Python. Stack overflow is usually assumed to throw an exception (though I couldn't find the specification for this), but actually making that happen is tricky enough that simple programs can cause Python to abort and dump core. And still, like C, Python and most dynamic languages still have a fixed stack size limit that is usually much smaller than the heap.

Arbitrary stack limits would have an unfortunate effect on Guile programs. For example, the following implementation of the inner loop of map is clean and elegant:

(define (map f l)
  (if (pair? l)
      (cons (f (car l))
            (map f (cdr l)))
      '()))

However, if there were a stack limit, that would limit the size of lists that can be processed with this map. Eventually, you would have to rewrite it to use iteration with an accumulator:

(define (map f l)
  (let lp ((l l) (out '()))
    (if (pair? l)
        (lp (cdr l) (cons (f (car l)) out))
        (reverse out))))

This second version is sadly not as clear, and it also allocates twice as much heap memory (once to build the list in reverse, and then again to reverse the list). You would be tempted to use the destructive linear-update reverse! to save memory and time, but then your code would not be continuation-safe -- if f returned again after the map had finished, it would see an out list that had already been reversed. (If you're interested, you might like this little Scheme quiz.) The recursive map has none of these problems.

a solution?

Guile 2.2 will have no stack limit for Scheme code.

When a thread makes its first Guile call, a small stack is allocated -- just one page of memory. Whenever that memory limit would be reached, Guile arranges to grow the stack by a factor of two.

Ideally, stack growth happens via mremap, and ideally at the same address in memory, but it might happen via mmap or even malloc of another memory block. If the stack moves to a different address, we fix up the frame pointers. Recall that right now Guile runs on a virtual machine, so this is a stack just for Scheme programs; we'll talk about the OS stack later on.

Being able to relocate the stack was not an issue for Guile, as we already needed them to implement delimited continuations. However, relocation on stack overflow did cause some tricky bugs in the VM, as relocation could happen at more places. In the end it was OK. Each stack frame in Guile has a fixed size, and includes space to make any nested calls; check my earlier article on the Guile 2.2 VM for more. The entry point of a function handles allocation of space for the function's local variables, and that's basically the only point the stack can overflow. The few things that did need to point into the stack were changed to be an offset from the stack base instead of a raw pointer.

Even when you grow a stack by a factor of 2, that doesn't mean you immediately take up twice as much memory. Operating systems usually commit memory to a process on a page-by-page granularity, which is usually around 4 kilobytes. Once accessed, this memory is always a part of your process's memory footprint. However, Guile mitigates this memory usage here; because it has to check for stack overflow anyway, it records a "high-water mark" stack usage since the last garbage collection. When garbage collection happens, Guile arranges to return the unused part of the stack to the operating system (using MADV_DONTNEED), but without causing the stack to shrink. In this way, the stack can grow to consume up to all memory available to the Guile process, and when the recursive computation eventually finishes, that stack memory is returned to the system.

You might wonder, why not just allocate enormous stacks, relying on the kernel to page them in lazily as needed? The biggest part of the answer is that we need to still be able to target 32-bit platforms, and this isn't a viable strategy there. Even on 64-bit, whatever limit you choose is still a limit. If you choose 4 GB, what if you want to map over a larger list? It's admittedly extreme, given Guile's current GC, but not unthinkable. Basically, your stack should be able to grow as big as your heap could grow. The failure mode for the huge-stack case is also pretty bad; instead of getting a failure to grow your stack, which you can handle with an exception, you get a segfault as the system can't page in enough memory.

The other common strategy is "segmented stacks", but the above link covers the downsides of that in Go and Rust. It would also complicate the multiple-value return convention in Guile, where currently multiple values might temporarily overrun the receiver's stack frame.

exceptional situations

Of course, it's still possible to run out of stack memory. Usually this happens because of a program bug that results in unbounded recursion, as in:

(define (faulty-map f l)
  (if (pair? l)
      (cons (f (car l)) (faulty-map f l))
      '()))

Did you spot the bug? The recursive call to faulty-map recursed on l, not (cdr l). Running this program would cause Guile to use up all memory in your system, and eventually Guile would fail to grow the stack. At that point you have a problem: Guile needs to raise an exception to unwind the stack and return memory to the system, but the user might have throw handlers in place that want to run before the stack is unwound, and we don't have any stack in which to run them.

Therefore in this case, Guile throws an unwind-only exception that does not run pre-unwind handlers. Because this is such an odd case, Guile prints out a message on the console, in case the user was expecting to be able to get a backtrace from any pre-unwind handler.

runaway recursion

Still, this failure mode is not so nice. If you are running an environment in which you are interactively building a program while it is running, such as at a REPL, you might want to impose an artificial stack limit on the part of your program that you are building to detect accidental runaway recursion. For that purpose, there is call-with-stack-overflow-handler. You run it like this:

(call-with-stack-overflow-handler 10000
  (lambda ()              ; body
    (faulty-map (lambda (x) x) '(1 2 3)))
  (lambda ()              ; handler
    (error "Stack overflow!")))

→ ERROR: Stack overflow

The body procedure is called in an environment in which the stack limit has been reduced to some number of words (10000, in the above example). If the limit is reached, the handler procedure will be invoked in the dynamic environment of the error. For the extent of the call to the handler, the stack limit and handler are restored to the values that were in place when call-with-stack-overflow-handler was called.

Unlike the unwind-only exception that is thrown if Guile is unable to grow its stack, any exception thrown by a stack overflow handler might invoke pre-unwind handlers. Indeed, the stack overflow handler is itself a pre-unwind handler of sorts. If the code imposing the stack limit wants to protect itself against malicious pre-unwind handlers from the inner thunk, it should abort to a prompt of its own making instead of throwing an exception that might be caught by the inner thunk. (Overflow on unwind via inner dynamic-wind is not a problem, as the unwind handlers are run with the inner stack limit.)

Usually, the handler should raise an exception or abort to an outer prompt. However if handler does return, it should return a number of additional words of stack space to grant to the inner environment. A stack overflow handler may only ever "credit" the inner thunk with stack space that was available when the handler was instated. When Guile first starts, there is no stack limit in place, so the outer handler may allow the inner thunk an arbitrary amount of space, but any nested stack overflow handler will not be able to consume more than its limit.

I really, really like Racket's notes on iteration and recursion, but treating stack memory just like any other kind of memory isn't always what you want. It doesn't make sense to throw an exception on an out-of-memory error, but it does make sense to do so on stack overflow -- and you might want to do some debugging in the context of the exception to figure out what exactly ran away. It's easy to attribute blame for stack memory use, but it's not so easy for heap memory. And throwing an exception will solve the problem of too much stack usage, but it might not solve runaway memory usage. I prefer the additional complexity of having stack overflow handlers, as it better reflects the essential complexity of resource use.

os stack usage

It is also possible for Guile to run out of space on the "C stack" -- the stack that is allocated to your program by the operating system. If you call a primitive procedure which then calls a Scheme procedure in a loop, you will consume C stack space. Guile tries to detect excessive consumption of C stack space, throwing an error when you have hit 80% of the process' available stack (as allocated by the operating system), or 160 kilowords in the absence of a strict limit.

For example, looping through call-with-vm, a primitive that calls a thunk, gives us the following:

(use-modules (system vm vm))

(let lp () (call-with-vm lp))

→ ERROR: Stack overflow

Unfortunately, that's all the information we get. Overrunning the C stack will throw an unwind-only exception, because it's not safe to do very much when you are close to the C stack limit.

If you get an error like this, you can either try rewriting your code to use less stack space, or you can increase Guile's internal C stack limit. Unfortunately this is a case in which the existence of a limit affects how you would write your programs. The the best thing is to have your code operate without consuming so much OS stack by avoiding loops through C trampolines.

I don't know what will happen when Guile starts to do native compilation. Obviously we can't relocate the C stack, so lazy stack growth and relocation isn't a viable strategy if we want to share the C and Scheme stacks. Still, we need to be able to relocate stack segments for delimited continuations, so perhaps there will still be two stacks, even with native C compilation. We will see.

Well, that's all the things about stacks. Until next time, happy recursing!

17 Mar 12:40

Controversial Torrent Streaming App 'Popcorn Time' Shuts Down, Then Gets Reborn

by Soulskill
An anonymous reader writes "A piece of software called 'Popcorn Time' drew a lot of attention last week for encapsulating movie torrents within a slick, stream-based UI that made watching pirated films as easy as firing up Netflix. The app ran into trouble a few days ago when it was pulled from its hosting provider, Mega, and now Popcorn Time's creators say they're shutting it down altogether. They say it was mainly an experiment: 'Piracy is not a people problem. It's a service problem. A problem created by an industry that portrays innovation as a threat to their antique recipe to collect value. It seems to everyone that they just don't care. But people do. We've shown that people will risk fines, lawsuits and whatever consequences that may come just to be able to watch a recent movie in slippers. Just to get the kind of experience they deserve.' However, the software itself isn't a complete loss — the project is being picked up by the founder of a torrent site, and he says development will continue."

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17 Mar 12:32

PT quer esmagar o PMDB, diz Pedro Simon

by giinternet

Na sexta, na minha coluna na Folha, publiquei um texto intitulado “Viva a guerra!”, sobre a crise entre o PMDB e o PT. Leem-se lá afirmações como estas (em azul):
(…)
Ignorar que o conflito em curso é também expressão das tentações hegemônicas do petismo, como deixam claro os palanques estaduais, corresponde a abandonar o jornalismo em benefício da fofoca ou do cumprimento de uma tarefa. O PMDB é o próximo alvo dos petistas caso Dilma se reeleja. O poder, como o entendem os companheiros, só pode ser exercido quebrando a espinha do principal aliado.
A essência da proposta de reforma política do PT, por exemplo, que está prestes a ser feita no tapetão do STF por iniciativa da turma de Luís Roberto Barroso –refiro-me ao financiamento público de campanha–, busca, no médio prazo, destroçar o PMDB. É uma aspiração compatível com os marcos teóricos da companheirada. Só não vê quem não sabe. Finge não ver quem já sabe.
(…)

Retomo
Ainda que por outros caminhos e com uma inflexão ideológica muito diferente da minha, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) chega à mesma conclusão: a crise em curso é fruto do esforço petista para esmagar seu principal aliado. Leiam a entrevista concedida pelo senador à repórter Marcela Mattos, da VEJA.com.
*
Aos 84 anos, o gaúcho Pedro Simon é um dos políticos que mais conhecem o PMDB, partido que ajudou a criar em 1980 como sucessor do antigo MDB, agremiação de oposição à ditadura militar após o golpe de 1964. Simon coleciona histórias em sua vida pública: foi ministro da Agricultura, governador do Rio Grande do Sul e está há três décadas no Senado. Foi um dos poucos políticos peemedebistas a votar contra os governos Lula e Dilma Rousseff. Hoje, com planos de deixar a vida pública no final do ano, ele vê com ceticismo a ameaça do seu partido de deixar o barco petista e romper a aliança com Dilma: “Podia até ter o rompimento, mas a expectativa dos cargos é muito grande para mudar de lado. Hoje o governo está tão misturado ao PMDB que não é fácil em uma convenção querer mudar os rumos”. Simon afirma não simpatizar com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder da bancada na Câmara, que comanda uma rebelião na base governista. Mas admite méritos ao colega pelas derrotas impostas ao Palácio do Planalto: “É o tipo da coisa que nunca se conseguiu mexer. Mas ele jamais vai ser meu representante, não identifico nele coisa nenhuma”. Leia trechos da entrevista ao site de VEJA.

Qual a avaliação do senhor essa rebelião do PMDB?
O grande erro do PMDB é não se colocar como um grande partido. Nós elegemos governadores pelo Brasil, temos o maior número de filiados e a segunda maior bancada do Congresso. Mas o PMDB, ao longo dos últimos anos, corta as próprias pernas para não caminhar.

De que forma o partido se prejudica?
Nós não vamos ter candidato a presidente da República, embora o [Michel] Temer venha demonstrando o controle no governo ao ajudar a Dilma a não implodir. Enquanto isso, o PT faz uma aliança conosco, mas não nos deixa governar ou participar. O PT quer esmagar, quer esvaziar o PMDB. Na reforma ministerial, por exemplo, as trocas dos mais importantes ministérios foram feitas sem nos avisarem. E mais: temos o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, candidato ao governo no Ceará com ampla maioria nas pesquisas, e a Dilma quer colocar como ministro tampão apenas para tirá-lo do páreo porque ela quer apoiar o Ciro Gomes e o irmão dele. Isso é grosseiro. É uma paulada que está sendo dada no PMDB. Mas o partido permite isso e não se impõe.

O PMDB, então, tem parcela de culpa na crise?
Estamos sim em uma crise, mas, com toda a sinceridade, não acho o PMDB culpado. O PT está jogando baixo: quer crescer para 120 deputados na Câmara e nos deixar com 40. Isso não é uma política de aliança, é uma política de subserviência. Os outros partidos apenas fazem figuração. Mas o PMDB, principalmente o do Senado, tem sido chamado de fisiologista. Eu sou um dos integrantes do PMDB que mais têm restrições à cúpula do partido. Eu acho que eles se entregam fácil para o governo, perde méritos por cargo, não apresenta candidato, tem mil coisas. Mas o que está havendo é o PT querendo massacrar o PMDB. De governo importante, hoje só temos o Rio de Janeiro, e agora os petistas já estão na disputa. O fisiologismo é do PT.

No final das contas, o que o PMDB quer com essa rebelião?
Nossos ministérios, principalmente Turismo e Agricultura, são uma piada. Turismo, aliás, acho que nem ministério deveria ser. Temos sim o de Minas e Energia, que é importante, mas só temos o ministro. Nem o chefe de gabinete é nosso. Afinal, quem é que manda? O PT também se queixa, está uma revolta total com a presidente. Não acho que a briga por ministérios seja fundamental, mas a Dilma quis fazer. No momento em que ela nomeia um monte de ministros do PT e começa a fazer leilão dos cargos, pedindo indicação de nomes, ela fez descaradamente uma discriminação com outros partidos. Se o PMDB estivesse se vendendo, tinha de pelo menos ganhar um valor maior. Mas é bem verdade que o partido perdeu a capacidade de luta e está se acomodando.

Como o sr. acha que o PMDB deveria reagir?
Agora nós estamos correndo contra o tempo. Podia até ter o rompimento, mas a expectativa dos cargos é muito grande para mudar de lado. Hoje o governo está tão misturado com o PMDB que não é fácil em uma convenção querer mudar os rumos. Não temos como fazer uma candidatura própria em tão pouco tempo. Todo mundo está com a bandeira [do partido] no bolso. Ninguém ergue a bandeira. Tem de esperar a Dilma se eleger, para então se reunir para dizer o que nós iremos apoiar. Não se pode nem dar palpite. O PMDB está em um mato sem cachorro. Pode até ganhar mais ministérios, mas isso não resolve nada.

A atuação do Eduardo Cunha representa a vontade do partido?
Eu nunca gostei muito do Eduardo Cunha. Ele sempre quer fazer esquema, é muito mal comentado. Ele quer ministério, quer ser ouvido, mas os pleitos dele são normais. Mas não o identifico com as causas ou bandeiras do PMDB. As pessoas têm muita restrição a ele e ao modo dele de fazer política. Isso causa um certo desconforto, ele não se identifica com a área mais progressista do partido e não é o líder que a linha mais antiga do partido gostaria. Mas isso não significa que ocasionalmente ele não represente a posição do partido contra a prepotência da presidente. Sozinho, ele consegue formar um bloco e convocar dez ministros de uma vez. Não me lembro na história do Congresso da convocação de dez ministros na mesma Casa em um só dia. É o tipo da coisa que nunca se conseguiu mexer. Mas ele jamais vai ser meu representante, não identifico nele coisa nenhuma.

Essa crise pode ter algum beneficio?
Não é bom nem para o PMDB nem para a Dilma. Com isso acontecendo, é enorme o tempo que vai se perder nessa composição, nessa costura, e nas madrugadas para dialogar e resolver isso. Sem contar as escolhas precipitadas dos ministros, que Dilma faz pela indicação, não pela qualidade ou competência. Acho que ninguém ganha.

O sr. será candidato neste ano?
Eu acho que não. Eu estou muito velho. Para mim, o Senado não vai fazer falta. Cansei disso, foram 32 anos. Uma vida.

17 Mar 12:32

CADEIA DE GENTE DIFERENCIADA – Dirceu, na Papuda, tem até podólogo à disposição

by giinternet
DENTRO DA PAPUDA - Condenado a sete anos e onze meses de prisão por crime de corrupção, o ex-ministro José Dirceu passa a maior parte do tempo na biblioteca do presídio

DENTRO DA PAPUDA – Condenado a sete anos e onze meses de prisão por crime de corrupção, o ex-ministro José Dirceu passa a maior parte do tempo na biblioteca do presídio

José Dirceu está na cadeia. Mas não tem muito do que reclamar. Reportagem publicada na revista VEJA desta semana, com fotos exclusivas que retratam a rotina do presidiário mais ilustre da Papuda, informa que o ex-ministro tem direito a alimentação especial, horários diferenciado de visitas e, vejam só!, podólogo!. Leiam trecho da reportagem de Rodrigo Rangel.
*
Ninguém em sã consciência pode imaginar que um criminoso condenado, privado temporariamente da liberdade, cumprindo pena em uma cadeia povoada por milhares de outros tipos de bandidos, leve uma boa vida. No máximo, a vida pode ser um pouco menos amarga. O homem que aparece acima foi um dos mais influentes parlamentares do Congresso, o ministro mais poderoso do governo Lula e um dia alimentou o sonho de substituir o chefe no Palácio do Planalto. Na foto, José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-pre­sidente do PT, ex-chefe da Casa Civil e condenado por liderar um dos maiores esquemas de corrupção da história política do Brasil, é apenas o preso número 95?413 em uma cena que agora faz parte da rotina dele e de outros mensaleiros.

Num país em que a impunidade de gente poderosa sempre foi uma tradição, a imagem tem um magnífico valor simbólico. Reforça que é possível colocar e manter corruptos influentes na cadeia. Reforça que os ladrões de dinheiro público não estão acima da lei. Reforça que as instituições democráticas funcionam apesar da pressão e da tentativa recorrente de sabotá-las. A imagem, porém, também serve para advertir que, apesar de tudo isso, a vigilância tem de ser permanente.

É a primeira vez que o ex-ministro é mostrado dentro da penitenciária, num ambiente que foi cuidadosamente preparado para recebê-lo. Para fugir da rotina lúgubre do cárcere, José Dirceu, visivelmente mais magro, com os cabelos aparados e usando roupa branca, como determina o regulamento do presídio, passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca onde poucos detentos têm autorização para entrar. Lá, ele gasta o tempo em animadas conversas, especialmente com seus companheiros do mensalão, e lê em ritmo frenético para transformar os livros em redações, o que lhe pode garantir dias a menos na cadeia.

O ex-ministro só interrompe as sessões de leitura para receber visitas, muitas delas fora do horário regulamentar e sem registro oficial algum, e para fazer suas refeições, especialmente preparadas para ele e os comparsas. Os 10?326 presos da Papuda recebem marmitas produzidas em escala industrial por uma empresa prestadora de serviços. Já os mensaleiros têm direito a um cardápio próprio. O Brasil, como se sabe, também é a terra dos privilégios.
(…)
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet, no iPhone ou nas bancas

17 Mar 12:31

Justiça suspende licitação bilionária de ônibus do DF, talvez a mais cheia de vícios e ilegalidades da história. Agnelo Queiroz atingiu o estado da arte!

by giinternet
Agnelo: talvez a licitação mais absurda história republicana

Agnelo Queiroz: talvez a licitação mais absurda história republicana

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
A Justiça Federal acatou pedido do Ministério Público e suspendeu, em decisão liminar, uma licitação bilionária conduzida pelo governo do petista Agnelo Queiroz para substituir as empresas de ônibus que controlam todo o transporte do Distrito Federal (DF). O juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, titular da 8ª Vara, suspendeu os repasses de recursos do BNDES e do Finame – Agência Especial de Financiamento Industrial – a contratos que beneficiaram a Viação Piracicabana e a Viação Marechal. As ações serviam para favorecer o fundador da companhia aérea Gol e dono de grupo de transportes coletivos, Nenê Constantino. A sentença foi proferida na última sexta-feira. Ao todo, foram licitadas cinco bacias, com a previsão de troca de toda a frota de ônibus. O negócio renderia aos empresários do setor quase 10 bilhões de reais em dez anos.

A suspensão foi baseada na participação do escritório dos advogados Guilherme Gonçalves e Sacha Reck no processo, responsáveis por elaborar os julgamentos de habilitação e classificação em nome da Comissão de Licitação ao mesmo tempo em que advogavam para empresas participantes – e vitoriosas – do edital. A Justiça Federal acatou denúncia que afirmava que a atividade de consultoria do escritório na licitação “ultrapassou a função de mera consultoria, atuando como efetivos julgadores dos atos relacionados ao processo licitatório” e concluiu que o advogado Sacha Reck participou na elaboração da ata de apresentação dos envelopes.

Além disso, a empresa que iniciou os trabalhos de elaboração do edital, a Logitrans, tem entre seus diretores o pai do advogado Sacha Reck, Garrone Reck. A atuação dos dois já era conhecida: por ato idêntico ao praticado no DF, os dois tiveram os bens bloqueados a pedido do Tribunal de Justiça do Paraná e estão sendo investigados no Estado por improbidade administrativa e fraudes em licitação.

Além do direcionamento do edital, ficou constatado o superfaturamento das tarifas em razão da ausência de competitividade. O parecer aponta ainda que documentos essenciais para o processo licitatório foram sonegados dos órgãos fiscalizadores. Na contestação, o governo do Distrito Federal alegou que as propostas vencedoras eram vantajosas e considerou irrelevantes as ações contra Sacha e Garrone Reck.

Na decisão, o juiz Antônio Cláudio da Silva fez duras críticas à condução da licitação. “Com efeito, são inúmeras irregularidades que comparecem no processo licitatório. E a primeira pergunta que se impõe é: qual tipo de administração pública queremos? Transparente ou patrimonialista?”, disse em seu parecer. “No Brasil que já promoveu o impeachment de um presidente da República sem abalar as instituições políticas do Estado Democrático de Direito na carta de 1988; que já trocou de padrão monetário diversas vezes, mas alcançou a dignidade da cidadania monetária, venho repetindo o absurdo de um processo licitatório que não pode ocorrer no coração da República”, continuou.

O conflito de interesses está demonstrado e só vem a confirmar a fragilidade dessa licitação. O pior de tudo é que a promessa de melhoria de transporte não acontece. O edital beneficia os empresários, mas não a população”, afirmou a deputada distrital Celina Leão (PDT-DF), autora da ação civil pública contra o processo licitatório.

17 Mar 12:31

The Era of Facebook Is an Anomaly

by Soulskill
An anonymous reader writes "Speaking to The Verge, author and Microsoft Researcher Danah Boyd put words to a feeling I've had about Facebook and other social networking sites for a while, now: 'The era of Facebook is an anomaly.' She continues, 'The idea of everybody going to one site is just weird. Give me one other part of history where everybody shows up to the same social space. Fragmentation is a more natural state of being. Is your social dynamic interest-driven or is it friendship-driven? Are you going there because there's this place where other folks are really into anime, or is this the place you're going because it's where your pals from school are hanging out? That first [question] is a driving function.' Personally, I hope this idea continues to propagate — it's always seemed odd that our social network identities are locked into certain websites. Imagine being a Comcast customer and being unable to email somebody using Time Warner, or a T-Mobile subscriber who can't call somebody who's on Verizon. Why do we allow this with our social networks?"

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17 Mar 12:31

Solar-Powered Toilet Torches Waste For Public Health

by Soulskill
Daniel_Stuckey writes "With funding from the Bill and Melinda Gates Foundation's Reinvent the Toilet challenge, [a] team has developed a toilet that uses concentrated solar power to scorch and disinfect human waste, turning feces into a useful byproduct called biochar ... a sanitary charcoal material that is good for soils and agriculture. By converting solid waste to biochar (liquid waste is diverted elsewhere, as it's easier to deal with), the toilet thus allows for sanitary waste disposal without huge infrastructure investments. The toilet itself, called the Sol-Char, is a fascinating bit of engineering. In order to sanitize waste without the help of massive treatment facilities, Linden's team instead designed the toilet to scorch waste in a chamber heated by fiber optic cables that pipe in heat from solar collectors on the toilet's roof. 'A solar concentrator has all this light focused in on one centimeter. It'd be fine if we could bring everyone's fecal waste up to that one point, like burning it with a magnifying glass,' Linden said. 'But that's not practical, so we were thinking of other ways to concentrate that light.'"

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17 Mar 12:31

Despesa para conter luz e combustível já é igual a gastos sociais

by giinternet

Por Raquel Landim, na Folha:
Os gastos para evitar reajustes na conta de luz, na gasolina e no diesel às vésperas das eleições presidenciais podem chegar a R$ 63 bilhões neste ano, conforme cálculo feito pelo CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) a pedido da Folha. O valor disparou em proporção do PIB (Produto Interno Bruto) no governo da presidente Dilma Rousseff, saindo de 0,29% em 2011 para 1,19% neste ano.

Para especialistas, os subsídios drenam o caixa da Petrobras, derrubando os investimentos e o preço das ações da estatal, prejudicam o setor de etanol com a concorrência desleal entre álcool e gasolina e estimulam o consumo de eletricidade em época de risco de racionamento. A Petrobras não comenta. O Ministério de Minas e Energia sustenta que o socorro ao setor elétrico é um empréstimo, já que o Tesouro será ressarcido nos próximos cinco anos.

Os desembolsos desses subsídios serão feitos, direta ou indiretamente, pela Petrobras (R$ 42 bilhões), que banca a diferença entre os preços dos combustíveis praticados no exterior e no Brasil, pelo Tesouro (R$ 13 bilhões), que vai cobrir parte do rombo das distribuidoras de energia, e pelos bancos (R$ 8 bilhões) que financiarem a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

A câmara, que pertence às empresas e atua na regulação do mercado, vai captar recursos para ajudar as distribuidoras, com o compromisso de que as tarifas de luz serão reajustadas a partir de 2015 para pagar os empréstimos. “O rombo no setor de energia seria suficiente para dobrar os investimentos públicos, uma das grandes frustrações do país”, diz Mansueto de Almeida, especialista em finanças públicas. No ano passado, o governo investiu R$ 63,2 bilhões, incluindo o Minha Casa, Minha Vida.

Os gastos para evitar o encarecimento da energia são quase iguais aos da assistência social, incluindo o Bolsa Família (R$ 62,5 bilhões), e superam os desembolsos com seguro desemprego e abono salarial (R$ 46,4 bilhões).
(…)

17 Mar 12:31

Eduardo Cunha: PT não tem projeto de aliança, mas de hegemonia

by giinternet

Por Natuza Nery, na Folha:
Pivô da mais tensa crise de Dilma Rousseff com o Congresso, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou abertamente à Folha o que muitos aliados do governo dizem nos bastidores: “A presidente faz política, mas a má política, a política do confronto.” Expoente do “blocão”, grupo de congressistas de diversos partidos que, em votações, se posiciona contra o governo, ele reserva críticas fortes ao PT: diz que a sigla “não tem projeto de aliança, mas de hegemonia”. Leia trechos da entrevista:

Folha – Dilma aceitou dois nomes do PMDB para ministérios. A bancada está satisfeita?
Eduardo Cunha – A presidente não aceitou dois nomes do PMDB, ela indicou dois nomes dela. Se for do PMDB, será por acaso. A bancada abriu mão, disse que não queria indicar, não indicou.

Não indicar significa romper?
Rompimento é outra coisa. Continuamos na base. O PMDB não vai participar de votação que prejudique as contas públicas. O que a gente colocou é que havia especulação pública por cargos. Como se o PMDB estivesse brigando para ter mais cargo, menos cargo. Aquilo estava incomodando a bancada. A decisão foi: cansamos de sermos bancados como fisiológicos.
(…)
Quem provocou a crise?
O presidente do PT, quando quer colocar na gente pecha de fisiologista atrás de cargos e outros tipos de favores.
(…)
Na última reunião de Dilma, Lula e equipe, ficou definido como estratégia isolar o sr.
Não é uma superdimensão do meu papel? Será que não estão buscando centrar no inimigo algo que não existe para disfarçar a raiz do verdadeiro problema? Quando Rui Falcão [presidente do PT] fala em chantagem, toma lá, dá cá, o que ele tem a dizer do que eles oferecem a outros partidos para cooptar? Ou você acha que determinado partido deixou aliança porque foi convencido, achou bonito, ou porque foi cooptado? Isso não é toma lá, dá cá?

Existe risco de rompimento?
Só a convenção pode dizer.

Os ministros que cuidam da articulação são hábeis?
Quem cuida da articulação política? Preciso saber primeiro, é bom me informar. Não sei quem está fazendo articulação. Se alguém não está fazendo, é porque a presidente não delegou. É uma variação daquele filme: Atenção, senhores passageiros, o articulador político sumiu’.

Dilma não faz política?
Faz política, mas a má política, a política do confronto.

Como fazer para o PMDB perder a imagem de fisiológico?
É ter um candidato a presidente e ganhar eleição.

Então a bancada é só metade fisiológica?
Da minha parte pode entregar todos, se for essa a vontade da bancada. A bancada até quis deliberar isso, se você quer saber. Optar por entregar os cargos aí sim significa ruptura. Os espaços mínimos que o PMDB ocupa no governo, inferiores ao que tinha com Lula quando nem fazia parte da aliança eleitoral, assim são porque apoiamos a eleição. Isso não é fisiológico. O que é fisiológico é fazer toma lá, dá cá. Por isso temos que disputar a presidencial.

E há candidato?
Infelizmente, não.

17 Mar 12:30

O Mané Garrincha, de Brasília, estádio mais caro do país, tem indícios de superfaturamento de R$ 431 milhões

by giinternet

Por Felipe Coutinho, na Folha:
A reforma do estádio Mané Garrincha, a arena mais cara da Copa do Mundo, tem indícios de superfaturamento de R$ 431 milhões, segundo análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Segundo levantamento feito por técnicos do tribunal, o superfaturamento é resultado de uma série de irregularidades, como compra indevida de material, cálculo equivocado no custo de transporte, além de abono de multa pelo atraso na entrega da obra e atraso na solicitação de descontos na cobrança de impostos prevista em lei.

Os contratos analisados pela área técnica do tribunal dão pistas de como o custo do estádio dobrou desde o início da obra, passando de R$ 700 milhões, em 2010, para os atuais R$ 1,4 bilhão. Um dos exemplos para entender o gasto excessivo “sem mais esforços”, segundo os técnicos, é o cálculo de transporte de materiais pré-moldados no canteiro de obras. A fábrica dessas peças fica a 1,5 km do estádio, na capital federal, mas o custo de transporte foi calculado como se tivessem sido transportados de Goiânia a Brasília, uma distância de 240 km.

O custo de transporte cobrado do governo do DF foi de R$ 592 por metro cúbico desses materiais, quando para os auditores deveria ser de apenas R$ 3,70. Somente neste caso, o prejuízo estimado foi de R$ 879 mil. ”Sem mais esforços, percebe-se que os custos foram superestimados, pois o transporte de pré-moldados ocorre dentro do próprio canteiro de obras. A utilização de custo de transporte Brasília-Goiânia’ é totalmente inadequada para o serviço, não merecendo comentários adicionais para a reprovação do método”, diz o relatório. O superfaturamento de R$ 431 milhões em discussão pelo tribunal é o somatório das irregularidades apuradas em cinco processos. Os valores apontados na auditoria ainda podem aumentar porque o cálculo foi feito com base em análise de julho de 2013.
(…)

 

17 Mar 12:30

O avião sumido, o que se escreveu aqui e a ação deliberada e criminosa

by giinternet

Quando a Interpol descartou a hipótese atentado ou de ato criminoso no sumiço do avião da Malysian Airlines, afirmei aqui, num post do dia 11, não entender os motivos. Descartava por quê? Eu achava, ao contrário, que cresciam os indícios de uma ação criminosa. Como já lhes contei, apanhei pra caramba: “Esse aí é metido a falar até de avião”. Escrevi, então, que não entendia nada de aviação — embora converse com quem entende — e que a minha hipótese se sustentava na lógica dos fatos.

Muito bem! Como vocês já devem ter lido, o premiê da Malásia, Najib Razak, afirmou que já dá para sustentar, com razoável grau de certeza, que uma ação deliberada desligou o sistema de comunicação do avião. O governo trabalha agora com a hipótese muito provável de que a pessoa que fez isso estava no comando da aeronave e a desviou da rota.  Especialistas americanos suspeitam dos próprios pilotos.

Pois é… Então reproduzo em azul o que escrevi no dia 11. Releiam:

Então tá bom. A Interpol está propensa a descartar que o Boeing 777, da Malaysia Airlines, tenha sido vítima de um atentado terrorista. Tomara. Mas descarta por quê? Li, li, li e não consegui entender. O que parece é que uma parte dos indícios não corrobora a possibilidade. Mas e as outras?

Volto a duas das questões propostas ontem neste blog pelo leitor Gonçalo Osório. Retomo em seguida:
1) Todo bicho desse porte (imagine: 350 toneladas de peso de decolagem, dependendo do modelo) tem uma coisa chamada ELT — emergency locator transmiter. Como o nome em inglês diz, é um sinal de rádio de emergência, que é acionado sem interferência do piloto e que pode ser captado por outros aviões, navios e satélites. Ninguém captou nada. Como assim? O ELT não funcionou? Não se sabe.

2) O Boeing 777, assim como aquele Airbus da Air France que se acidentou na rota Rio-Paris, dispõe de um treco chamado ACARS (outra sigla em inglês). Para compreensão do leigo, é como a telemetria de carros de Fórmula 1: sensores a bordo detectam tudo o que acontece com motores, equipamentos de navegação, atitude do avião em voo, o escambau, e transmitem a intervalos de segundos essas centenas de informações para o fabricante (a Boeing) e para o operador (a Malaysia). No caso do Air France, por exemplo, sabia-se, durante os sete minutos entre o avião sair da altitude de cruzeiro e se espatifar na água, que várias coisas estavam ocorrendo: não eram defeitos técnicos, mas o ACARS transmitiu a rápida perda de altitude, por exemplo, e as diversas configurações dos computadores de bordo. Cadê as informações do ACARS do B777 da Malaysia? A Boeing e a companhia até agora nada disseram.

Tudo indica, então, que o transponder da aeronave estava desligado. Por quê? Com que propósito? Mera falha técnica? Já se sabe que o avião estava fora da rota. Num cenário em que nada se sabe, em que se escreve muitas vezes por dia a palavra “mistério”, um avião fora da rota, com o transponder desligado, é incompatível, por exemplo, com terroristas no comando da aeronave?

Do ponto de vista estritamente lógico, não!

17 Mar 12:28

A Venezuela, Dilma, Mujica, o “Porco Fedorento” e um fundamento moral dos esquerdistas: pode matar pessoas nas ruas, desde que sejam as pessoas certas…

by giinternet

A artista gráfica venezuelana Calavera teve um ideia simples, objetiva, clara e eficiente: confeccionou cartazes que lembram o que diziam ontem alguns líderes latino-americanos e o que dizem hoje; o que chamavam, no passado, de “ditadura” e o que chamam, no presente, de democracia. Ainda que haja alguma imperfeição na análise (já explico por quê), as peças são poderosas. Expõem, de maneira desconcertante, a duplicidade moral das esquerdas. As estrelas dos cartazes são os presidentes Dilma Rousseff (Brasil), José “Pepe” Mujica (Uruguai) e Cristina Kirchner (Argentina). Vejam as imagens. Volto em seguida.

Ditadura -democracia - Dilma

Ditadura - democracia - Pepe

Ditadura-Democracia Cristina

Dilma e Mujica são ex-presos políticos. Na sua biografia oficial, consta que combateram a ditadura militar de seus respectivos países. É o passado que aparece em preto e branco, na metade à esquerda da montagem. Vemos ali forças de segurança reprimindo manifestações de rua. O tempo passou, os dois abandonaram a luta armada e se tornaram presidentes da República por intermédio do voto direto. E, ora vejam, são apoiadores incondicionais de uma ditadura, não exatamente militar, mas militaresca.

Que se note: mesmo os regimes militasres mais discricionários da América Latina não contaram com milícias civis armadas em larga escala, como as que atuam hoje na Venezuela. Havia, sim, grupos paramilitares assassinos — e isso é lixo político e moral, como sabe qualquer pessoa razoável. Mas tinham um alcance menor do que o esquema montado pelo chavismo na Venezuela. Em 21 anos, a ditadura militar brasileira fez, em números superestimados, 424 vítimas — incluindo os guerrilheiros do Araguaia. Por razões comprovadamente políticas, são 293 as vítimas. Houve tortura, assassinatos, desaparecimentos. Não se trata de dizer se é muito ou pouco. É só absurdo! Quem, já rendido, morreu nas mãos do estado foi vítima de um crime. Mas sigamos. Em pouco mais de um mês — os protestos na Venezuela começaram no dia 4 de fevereiro —, o próprio governo admite que já morreram 28 pessoas.

Não me surpreende: a esquerda sempre soube ser mais letal. Ora, como ignorar que os grupelhos extremistas no Brasil, meia dúzia de gatos pingados, mataram pelo menos 120 pessoas — nessa lista, não estão mortos em combate, não! Essas 120 pereceram em ataques terroristas. E aqui lembro a única imperfeição da arte de Calavera, embora isso não diminua a pertinência do seu trabalho: os que hoje protestam na Venezuela estão, de fato, pedindo democracia. Não era o caso de Dilma. Não era o caso de Mujica. Eles eram terroristas e pretendiam implementar em seus respectivos países uma ditadura comunista.

Assim, a luta do povo venezuelano, hoje, é muito mais moral do que eram a de Dilma e a de Mujica. Eles queriam ditaduras com sinal trocado. A população da Venezuela quer um regime democrático. No passado, era possível repudiar a “luta” da dupla também por bons motivos, Tratava-se do confronto de forças opostas em si, mas combinadas na malignidade. No caso venezuelano, no entanto, não: opor-se às reivindicações da população corresponde a renegar o regime de liberdades públicas. Ou por outra: Dilma e Mujica continuam a se alinhar com a ditadura.

A VEJA desta semana traz uma excelente reportagem sobre a Venezuela. Um dos textos, sobre Che Guevara, o “Porco Fedorento”, vai ao ponto. Ilustra de modo inequívoco, a farsa moral esquerdista. Observem como a linha de, vá lá, raciocínio de Che é a que orienta hoje a escolha de Dilma, Mujica, Cristina e outros “líderes” latino-americanos. Reproduzo o texto, publico um vídeo e volto para encerrar.
*
Imagine qual seria a reação se, em 1974, o general presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici ocupasse a tribuna diante da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e afirmasse: “Temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida. Torturas, sim! Temos torturado: torturamos e vamos continuar torturando enquanto for necessário”.

Médici seria, justamente, execrado como um ditador. Em dezembro de 1964, porém, o argentino Ernesto Guevara, que, com o apelido de “Che”, ajudou Fidel Castro no triunfo do golpe comunista em Cuba, foi à ONU e confessou: “Nosotros tenemos que decir aquí lo que es una verdad conocida: fusilamientos, sí, hemos fusilado; fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario”.

Já se passavam seis anos da tomada do poder pelos comunistas em Cuba, e Guevara confessava que continuava em plena operação e sem data para arrefecer sua máquina de assassinatos políticos na prisão de La Cabaña. Seis anos de execuções sumárias de vítimas que chegavam ao paredão exauridas, pois delas se tirava até parte do sangue para transfusões.

Seis anos, e dissidentes continuavam a ser fuzilados. Guevara foi o único guerrilheiro a matar muito mais gente de mãos atadas e olhos vendados do que em combate — que, ao contrário da lenda, ele evitava ainda mais do que o banho. Qual foi a reação naquele instante em que permaneciam na audiência uma maioria de representantes de países “não-alinhados”, eufemismo para “pró-soviético”? Guevara foi aplaudido por 36 segundos.

No New York Times do dia seguinte, o redator, mesmerizado, fingiu que não ouviu a confissão de assassinato de Guevara, descrito como “versátil”, “economista autodidata” e “revolucionário completo”. A duplicidade ética não é uma exclusividade das esquerdas. Apenas elas são inexcedíveis nesse truque que, apesar de velho, ainda funciona. O ensurdecedor silêncio enquanto jovens mártires venezuelanos são torturados e mortos nas ruas é prova disso.

Para encerrar
Vejam esta foto.

Raúl Castro

Este que está pondo a venda nos olhos do rapaz que vai ser executado é Raúl Castro quando jovem. O tarado moral é hoje presidente de Cuba. Era um dos mais eloquentes na solenidade que marcava um ano da morte de Chávez, há alguns dias. Foi nesse evento que Nicolás Maduro convocou as milícias armadas a sair às ruas.

Com o apoio de Dilma.
Com o apoio de Mujica.
Com o apoio de Cristina, entre outros.

Não é que esses gênios morais sejam contra matar gente. Eles se opõem a que se matem apenas as pessoas erradas, entenderam?

17 Mar 12:24

US Navy Strategists Have a Long History of Finding the Lost

by samzenpus
Hugh Pickens DOT Com writes "Benedict Carey reports at the NYT that the uncertainties surrounding Malaysia Airlines Flight 370's disappearance are enormous, but naval strategists have been unraveling lost-at-sea mysteries as far back as the U-boat battles of World War II, and perhaps most dramatically in 1968, when an intelligence team found the submarine Scorpion, which sank in the North Atlantic after losing contact under equally baffling circumstances. "The same approach we used with Scorpion could be applied in this case and should be," says John P. Craven who helped pioneer the use of Bayesian search techniques to locate objects lost at sea. "But you need to begin with the right people." The approach is a kind of crowdsourcing, but not one in which volunteers pored over satellite images, like they have in search of Flight 370. "That effort is akin to good Samaritans combing a forest for a lost child without knowing for certain that the child is there," writes Carey. Instead, forecasters draw on expertise from diverse but relevant areas — in the case of finding a submarine, say, submarine command, ocean salvage, and oceanography experts, as well as physicists and engineers. Each would make an educated guess as to where the ship is, based on different scenarios: the sub was attacked; a torpedo activated onboard; a battery exploded. Craven's work was instrumental in the Navy's search for the missing hydrogen bomb that had been lost in the Mediterranean Sea, off the coast of Spain in 1966 and this is how Craven located the Scorpion. "I knew these guys and I gave probability scores to each scenario they came up with," says Craven. The men bet bottles of Chivas Regal to keep matters interesting, and after some statistical analysis, Craven zeroed in on a point about 400 miles from the Azores, near the Sargasso Sea. The sub was found about 200 yards away. In the case of the downed Malaysian plane, forecasters might bring in climate and ocean scientists, engineers who worked on building the plane's components and commercial pilots familiar with the route. Those specialists would then make judgments based on the scenarios already discussed as possible causes for the disappearance of Flight 370: terrorism, pilot error, sudden depressurization and engine failure. Sound-detection technology in and around the Indian Ocean may aid this forecasting. The sound of the airliner's fall — if it hit the water — might already have been picked up by submarines watching each other. "In that case the information would be classified," says former submarine commander Alfred Scott McLare, "and we wouldn't know anything until it was released through back channels somehow.""

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17 Mar 12:23

The Cold Ashes of Republican Foreign Policy

by David P. Goldman

Let me state this as simply as I can: Russia has had Crimea since 1783, and there is now and never has been a scenario under which Russia would not keep Crimea. Crimea wants to be Russian and the Russians want to keep Crimea. The task of American diplomacy was to make Putin pay–in advance–for something he was going to get anyway. Instead we acted as if Crimea was going to belong to the West, and Putin got mad and grabbed it. Now our diplomats look like idiots. Nothing to see here, folks. Keep moving.

 

Let’s face it: We Republican hawks have done an utterly execrable job of identifying and promoting vital American interests overseas. Our own base has turned on us and embraced Rand Paul’s isolationism. Barack Obama has done everything but hand blueprints for nuclear weapons to Iran, and the voters won’t listen to us. If Iran gets nuclear weapons, a couple of them might go off in American cities. And if Iran gets them, so will Saudi Arabia, Turkey and everyone else in the region. As Henry Kissinger points out, we came terrifying close to a nuclear exchange when the U.S. and the Soviets were the only prospective combatants, and both sides had good command and control and an interest in avoiding conflict. Create a multi-player game in the Middle East with poor command and control, Kissinger argues, and nuclear war is nearly certain.

Why can’t we persuade Americans that Obama is putting America in danger? Because they can’t hear the signal for the noise.

We keep digging ourselves in deeper. Now Sen. John McCain wants American military aid for Ukraine. This is silly: the Ukrainian military couldn’t fight Russia with a century of American reinforcement, and every officer of the rank of colonel and above previously served in the Red Army. More than half of Americans oppose even economic aid to Ukraine while three-quarters oppose military aid–and they’re right. We’re all bluster and no bucks: try to come up with an aid package that will keep Ukraine upright given the mood of the American public. (If you think the voters have contempt for the foreign policy establishment, you should hear what our friends in Asia are saying about us.)

Russia has acted brutally and violated the norms of international conduct in the Crimea, and there isn’t anything we can do about it–any more than we could do anything about South Ossetia. Russian media is reporting a nearly 98% majority for Crimean union with Russia, which means either that the vote was invented or that the Crimean Ukrainians and Tatars were too scared to turn up at the polls. The West had the chance to sponsor a constitutional referendum that would have given the peoples of the Ukraine a fair chance to decide whether they wished to become a Ukrainian people, or separate peaceably. Now we have a Russian fait accompli.

We know what comes next; we saw it in Egypt. The U.S. Congress and European parliaments will hand the matter of bailing out Ukraine to the IMF, the IMF will propose austerity measures that the hodgepodge Maidan government can’t sell, the Russians will raise gas price and collect back debts, and Ukraine will stay in chaos. Maybe Putin will pick up other pieces; maybe he won’t. Sadly, it will depend on his whim.

Putin is riding a wave of popular support at home, which also should be no surprise. Remember that Putin threw his Serb allies under the bus during the wag-the-dog war of 1998 when NATO backed the secession of Kosovo. We lied about Serbian genocide then, just as Putin is lying about fascist threats to Russian nationals today. Call it the soft bigotry of low expectations, but I don’t expect the truth from Moscow–I do expect it from Washington. Putin stood back on Kosovo precisely in order to let NATO set a precedent for the secession of provinces with large ethnic minorities. It doesn’t matter what we think. From the Russian way of looking at things, the takeover of Crimea was justified.

17 Mar 12:22

How to Reach the Hip, Urban, and Socially Liberal

by Mark Tooley

Bishop Rimbo is getting creative. Leader of the Evangelical Lutheran Church in America’s New York diocese since 2008, Robert Alan Rimbo has seen 20 percent of his flock depart over the last decade. Now, as the Wall Street Journal reports, his churches are advertising with giant crossword puzzles in the subway and touting “interactive art projects involving dye-filled soap bubbles.” One congregation “encourages churchgoers to use paint and clay to tell personal stories and ‘unleash your theological imagination’ as part of a twice-monthly art service.”

And, yes, Bishop Rimbo will conduct his first same-sex union in June, although his “conversion” on the issue occurred long ago in the 1980s. The ELCA voted in 2009 to permit same-sex rites, and although the article doesn’t mention it, ELCA membership losses thereafter accelerated. “The younger demographic wants a religion that won’t divide,” he explains, apparently believing that same-sex unions have been broadly unifying.

Over half of New Yorkers are immigrants or the children of immigrants, and the city hosts many thriving immigrant churches, Orthodox, Catholic, and Evangelical, Pentecostal, and charismatic, but Bishop Rimbo’s focus—at least in this profile—is on the white middle class, the traditional constituency for mainline churches. (The bishop mentions the 2009 vote on same-sex unions that persuaded several conservative Asian congregations to quit the ELCA in New York.)

There are many urban churches in New York and elsewhere successful with that group, especially the young professionals Rimbo thinks will approve of his impending same-sex union. Tim Keller of the conservative Presbyterian Church in America (PCA) is famous for his Redeemer Church in Manhattan, which with its various church plants has attracted thousands of members. He remains conservative on theology and sex while admitting that many of his urban church attenders are socially liberal.

I have noticed this phenomenon in the vibrant churches of Washington, DC that attract young people. The churches, most of them founded over the last decade or so, are conservative, typically Anglican, PCA, Assemblies of God, or Reformed. Many of their young congregants, mostly new to the city and living in hip, newly gentrified neighborhoods, are socially liberal. Yet these young social liberals are not attending the dozens of theologically liberal old line Protestant churches in DC whose beautiful sanctuaries are typically half or more empty with disproportionately old congregants on Sunday morning. These churches tout their openness to same-sex marriage as the supposed siren call for youngsters, largely without effect.

Why? I conjecture that even young social liberals desiring to worship prefer churches with spiritual vitality that profess a transcendent message challenging their own worldly preferences. In other words, these young people aren’t that much different from other spiritual seekers almost everywhere who, consciously or not, cleave to a faith that demands rather than accommodates.

Reaching New Yorkers is far from impossible. In 2010 the Barna Group polling firm found that 46 percent of New York area residents reported attending worship services, up from 31 percent in 2000. Yet differences between churches, in New York and nationally, matter. The Wall Street Journal glosses over this, saying “most Protestant religions” are declining, citing “Anglicans, Baptists, Episcopalians, Methodists, Lutherans, Pentecostals and Presbyterians,” which have dropped “drastically since the 1980s.”

The statement is a muddle. Old line Protestants, like Presbyterians, Methodists, Lutherans, and Episcopalians, have suffered steep decline since the 1960s. Pentecostals, like the Assemblies of God, continue to grow. “Anglicans,” having only emerged as a separate entity over the last decade by quitting the Episcopal Church, are growing. Southern Baptists were growing until the last decade.

So Bishop Rimbo’s crossword puzzles, dye-filled soap bubbles, and paint and clay expressionism are unlikely to revive New York Lutheranism. Ironically, there are some signs here and there that the sort of traditional Protestant liturgicalism that Lutherans once exemplified is increasingly attractive—especially to urban Evangelicals searching for theological roots deeper than those often found in generic Evangelicalism.

If Bishop Rimbo were willing to postpone his same-sex rite and experiment instead with theological orthodoxy, he might be surprised by the result. He might even preside over a Lutheran revival in New York.

Mark D. Tooley is president of the Institute on Religion & Democracy.

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17 Mar 12:20

Manuals

The most ridiculous offender of all is the sudoers man page, which for 15 years has started with a 'quick guide' to EBNF, a system for defining the grammar of a language. 'Don't despair', it says, 'the definitions below are annotated.'
17 Mar 12:20

Mesmo que Putin acabe anexando a Crimeia, ele perdeu, mas a inépcia de Obama e dos líderes europeus pode fazer dele um vencedor

by giinternet

Apurados 75% dos votos até esta madrugada, consta que nada menos de 95,7% dos que votaram optaram por anexar a Crimeia à Federação Russa. Assim, a república continuaria a ser autônoma, podendo legislar por conta própria sobre muitos assuntos, como hoje, mas subordinada à Rússia, não mais à Ucrânia. Os números são dignos de uma eleição na Coreia do Norte, onde o ditador Kim Jung-Un vence tudo com 100% de adesão.

Seriam os números verdadeiros? Não há por que duvidar de que a anexação à Rússia conta, sim, com a aprovação da maioria — afinal, a península conta com 58% de pessoas de origem russa. Cerca de 25% são ucranianos, e estimam-se em 12% os tártaros. Os tais 95,7% fazem sentido?

Façamos uma conta elementar. A imprensa russa afirma que 82% das pessoas aptas a votar compareceram. Sendo verdade, 18% não quiserem participar do pleito. É de supor que sejam pessoas contrárias à anexação. Assim, de cada 100 moradores da Crimeia que poderiam votar, só 82 teriam comparecido. Dada a percentagem oficial, o que se está a afirmar é que 78,5 de cada grupo de 82 deram um voto pró-Rússia. É evidente que a adesão parece um tanto exagerada. Vamos ver: ainda faltam os outros 25% dos votos.

Vladimir Putin preparou o terreno. Tanto o Parlamento da Rússia como o Parlamento local da Crimeia aprovaram a anexação, esperando apenas o referendo legitimador. Uma comissão de representantes da república autônoma já se prepara para levar o resultado a Moscou. O presidente russo pode agora, sem disfarce, enviar tropas à Crimeia, consolidando, então, a anexação. Se o fizer, é possível que não encontre resistência.

Estados Unidos e União Europeia dizem não reconhecer a consulta como legal — e, pois, não reconhecem também seu resultado. Prometem severas sanções à Rússia. Mas quais? De saída, descartem-se as armas. É improvável que a Crimeia provoque um confronto militar entre, de um lado, a Rússia e, de outro, as potências ocidentais.

A verdade lastimável em tudo isso é que nem a Europa nem os Estados Unidos contavam com a agressividade de Putin nessa questão. Imaginaram que ele protestaria, sim, mas que, na hora “h”, não iria às últimas consequências. E ele foi. A Rússia não é o Irã. Não se trata de um país que possa ser marginalizado no concerto das nações, até porque tem lá o seu assento no Conselho de Segurança da ONU.

A verdade é que a situação jamais deveria ter chegado a esse ponto. Adianta pouco agora chorar sobre o leite derramado. Viktor Yanukovich já era carta fora do baralho quando foi deposto pelo Parlamento da Ucrânia. As eleições regulares certamente levariam para o poder um governante pró-Ocidente. Nessa hipótese, a perda para Putin teria sido total. Deram-lhe a chance de exercitar o nacionalismo russo, posar de grande herói e ainda sair com a Crimeia de troco. Mesmo que acabe anexando a república, ele perdeu. Mas a inépcia de Obama e dos líderes europeus tende a fazer dele um vencedor.

17 Mar 12:18

Afirmar que Dirceu está em regime fechado é coisa de gente ignorante e de má-fé. Não é matéria de opinião. É só uma mentira!

by giinternet

Reportagem da revista VEJA desta semana informa que José Dirceu e os mensaleiros petistas têm alguns privilégios na cadeia. Vai acontecer o quê? Há gente dizendo que Dirceu está em regime fechado e que isso é ilegal.

Vamos à primeira questão: só se a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal e o Ministério Público tomarem alguma providência. O governo do DF, liderado pelo petista Agnelo Queiroz, não vai fazer nada. Até porque o próprio governador foi visitar Dirceu secretamente. Depois disso esperar o quê?

Quando à afirmação de uns e outros de que Dirceu estaria em regime fechado, trata-se de uma rematada bobagem, de uma estupidez sem limites, de ignorância mesmo ou de má-fé. É coisa de gente que escreve a primeira bobagem que lhe dá na telha, no intuito de servir à causa, sem nem fazer uma pesquisa.

O que caracteriza o regime fechado ou semiaberto não é poder trabalhar ou não, mas a natureza da instituição prisional, que tem menos vigilância, que é menos rigorosa. São alas distintas. Dirceu está na ala reservada aos presos do semiaberto, que tem esse nome, mas é um regime também fechado.

De fato, no regime semiaberto, o preso pode ter — pode, não quer dizer que deva — algumas licenças que não se concedem a quem está no regime fechado: uma delas é trabalhar fora. Mas essa é uma licença que a Vara de Execuções Penais concede se achar pertinente. O juiz não é obrigado a aceitar o pedido. Mais: a concessão pode ser suspensa ou revogada se ficar provado que o preso desrespeitou regras e normas. Aconteceu com Delúbio Soares.

A reportagem da VEJA, que traz imagens dos mensaleiros presos, informa que Dirceu fez da biblioteca do presídio uma espécie de escritório privado, ao qual bem poucos presos têm acesso; que ele e os outros petistas recebem visitas em horários diferenciados; que não comem as quentinhas servidas aos demais, mas uma comida especialmente feita por dois detentos, que cuidam de um cardápio especial. Mais: os petistas usam uma sala adaptada como refeitório, distinguindo-se dos outros abrigados na Papuda. Têm acesso a perfumes importados e a lanches do McDonald’s. Dirceu já foi atendido até por seu podólogo.

A Vara de Execuções Penais, não custa lembrar, ainda apura se o ex-ministro usou um celular no presídio, o que é proibido. Ele nega. Quem disse ter conversado com ele ao telefone foi ninguém menos do que o secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correia, subordinado do governador petista Jaques Wagner. Atenção! James é amigo pessoal de Dirceu.

Para quem já foi o segundo homem mais poderoso do país, esses privilégios nem parecem grande coisa. Ocorre que eles são vedados aos demais presos. E o Brasil, até que não seja revogada ao menos, é uma República. É evidente que se trata de concessões inaceitáveis.

E reitero: a acusação de que ele está preso ilegalmente, em regime frechado, é só uma boçalidade. Ou é coisa de quem não sabe do que está falando ou de quem sabe e está fazendo militância partidária.

17 Mar 12:18

A tática de Eduardo Campos, a crítica a Dilma e a pergunta: dá para ser lulista e oposicionista ao mesmo tempo?

by giinternet

Parece que Eduardo Campos, governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência, resolveu mesmo bater de frente com a presidente  Dilma Rousseff.  Neste domingo, voltou a criticar duramente  a petista, em viagem ao interior de Pernambuco. Durante um ato político em Surubim, afirmou que ela distribui cargos entre aliados como quem divide bananas e laranjas e disse ser preciso evitar que o país derreta na inflação e no populismo.

A estratégia de Campos, nessa pré-campanha eleitoral é, sim eficaz. Até a página 13. A partir da 14, não se sustenta e, no limite, joga água no moinho do lulismo, do petismo e do continuísmo. Se, por um lado, ele representa uma novidade em relação a pleitos passados porque é alguém que se descolou na nave-mãe, por outro lado, caso fosse cem por cento eficaz na sua pregação, acabaria trazendo Lula de volta.

Com acerto, o peessebista percebeu que existe no ar certa sensação de enfaro, de saco cheio. São poucos os que acham o governo muito ruim. Mas não são tantos os que o consideram muito bom. Tudo vai ficando ali, pela linha da mediocridade. Desta vez, o clima não é hostil a mudanças. Quando o pré-candidato do PSB afirma que ninguém aguenta outros quatro anos de Dilma, vocaliza uma percepção muito viva em alguns setores da sociedade, especialmente os ligados à economia real, à área produtiva. É, sem dúvida, um bom achado para essa fase inicial. Não mais do que isso.

A crítica, progressivamente mais dura e aberta, que o governador faz a Dilma convive, não obstante, com elogios rasgados ao governo Lula, de quem foi aliado incondicional e ministro. Em 2010, ele dinamitou as pretensões presidenciais de seu então aliado Ciro Gomes em favor da candidata do PT, essa tal “que ninguém aguenta mais”. Hoje, curiosamente, os irmãos Gomes, Cid e Ciro, estão fechados incondicionalmente com a presidente, e Campos foi para a oposição.

E cabe, então, a pergunta: a gestão Lula foi mesmo tão boa como diz Campos? As dificuldades essenciais do governo Dilma foram meticulosamente construídas, organizadas e planejadas por seu antecessor. A presidente pode, sim, tê-las extremado em razão de traços de comportamento e de temperamento e de incompetência específica, mas nem inventou nada nem destruiu nada. O que mudou substancialmente foi a conjuntura internacional.

Onde estava Campos quando Lula, com uma das mãos, demonizava as privatizações e, com a outra, ia abrindo o caixa para alguns potentados do capitalismo sem risco? Na boca de Campos, Dilma surge como aquela que dilapidou uma herança bendita. Nessa perspectiva, o pré-candidato do PSB se oferece como o nome que reúne as melhores condições para ser o verdadeiro continuador de Lula. Ao se negar a enfrentar o lulo-petismo e se colocar como seu caudatário e herdeiro competente, Campos intenta uma operação que me parece impossível. Basta que Lula venha a público e diga: “Ok, o Eduardo diz que fiz um grande governo. Quero dizer que minha continuadora é Dilma”

E poderia ser ainda pior: se o pré-candidato do PSB conseguisse destroçar a reputação de Dilma a ponto de inviabilizá-la como candidata, Lula e parte substancial do PT dariam graças a Deus: aí seria ele o candidato! Não vejo como Campos possa ser lulista e oposicionista ao mesmo tempo.

É evidente que os petistas prefeririam que Campos não estivesse na disputa, o que contribui para empurrar a eleição para o segundo turno. Mas não vejo muitas virtudes nesse discurso. Até porque inexiste, como todo mundo sabe, a transferência automática de votos. O eleitorado, no fim das contas, vota em quem bem entender. E Campos vai para a urna com a informação de que Lula fez um governo impecável. Como transferir, depois, essa turma para o lado oposicionista caso ele não esteja, como não deve estar, como o adversário final de Dilma?