Shared posts

20 Mar 13:58

Executivos da Petrobras rebatem versão de Dilma e dizem que ela tinha como saber de tudo

by giinternet

Na Folha:
A presidente Dilma Rousseff e todos os demais membros do Conselho de Administração da Petrobras tinham à sua disposição o processo completo da proposta de compra da refinaria em Pasadena (EUA), segundo dois executivos da estatal ouvidos pela Folha. Na documentação integral constavam, segundo os relatos, cláusulas do contrato que a petista diz que, se fossem conhecidas à época, “seguramente não seriam aprovadas pelo conselho” da estatal. Reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” trouxe ontem a informação de que Dilma, na época presidente do Conselho de Administração da Petrobras, votou a favor da compra de 50% da refinaria em 2006, pelo valor total de US$ 360 milhões. Em resposta ao jornal, ela justificou que só apoiou a medida porque recebeu “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”.

O episódio gerou mal-estar na Petrobras, tensão no Executivo e corrida no Congresso para a aprovação de uma CPI em pleno ano eleitoral para investigar o caso. A compra da refinaria é investigada pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio e pela Polícia Federal. A principal polêmica é o preço do negócio: o valor que a Petrobras pagou em 2006 à Astra Oil para a compra de 50% da refinaria é oito vezes maior do que a empresa belga havia pago, no ano anterior, pela unidade inteira. Além disso, a Petrobras ainda teve de gastar mais US$ 820,5 milhões no negócio, pois foi obrigada a comprar os outros 50% da refinaria. Isso porque a estatal e a Astra Oil se desentenderam e havia uma cláusula no contrato, chamada de “Put Option”, estabelecendo que, em caso de litígio entre sócios, um deveria comprar a parte do outro. Na nota divulgada por Dilma, a presidente afirma que o resumo executivo analisado na reunião do conselho não citava essa e outra cláusula em questão, que, se conhecidas, “seguramente não seriam aprovadas”.

Dois executivos da Petrobras ouvidos pela Folha afirmam que o parecer distribuído aos conselheiros não tratava especificamente das duas cláusulas porque se limitava a fazer uma defesa do negócio em si, considerado lucrativo em 2006 pelo governo e pela Petrobras.
(…)

 

20 Mar 02:49

Marco Civil: governo perde de novo e vai ceder; restrição de parlamentares sobre superpoderes presidenciais é pertinente!

by giinternet

O governo, mais uma vez, roncou papo, afirmando que votaria o marco civil da Internet ainda nesta quarta. Não deu de novo! Esse negócio do “faço e aconteço” não tem funcionado. Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB, e Henrique Eduardo Alves (RN), presidente da Câmara, previram que a votação aconteceria só na semana que vem. Acertaram, como se vê.

O PMDB, por exemplo, está dividido entre os que querem derrubar o texto inteiro e os que cobram mudanças. O governo já cedeu num ponto que considerava inegociável: o fim da obrigatoriedade da instalação de data centers no Brasil. Agora exige apenas que as empresas que abrigam dados obedeçam à legislação brasileira. Até aí… Qual não obedece?

A segunda questão diz respeito à tal neutralidade da rede. Também esse ponto, antes inegociável, já é negociável. A neutralidade pura e simples impediria que as operadoras fizessem distinção de tráfego entre clientes ou privilegiassem determinados pacotes de dados. O busílis hoje está no Artigo 9º do projeto. Leiam o trecho polêmico. Está escrito lá:
Art. 9º O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicativo.
§ 1º A discriminação ou degradação do tráfego será regulamentada por Decreto e somente poderá decorrer de:
I – requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações, e
II – priorização a serviços de emergência.

Onde é que o bicho está pegando agora? Nesse §1º: ele confere à Presidência da República superpoderes para decidir o que lhe der na telha. Ora, decreto é decreto — e o Congresso é simplesmente alijado de qualquer decisão.

Sim, é verdade, as empresas de telefonia não gostam do texto. Ao pé da letra, pode impedir a criação de produtos. É um debate pertinente, e há bons argumentos dos dois lados. Uma coisa, no entanto, é certa: não dá para transferir ao governo todo o poder. Uma parte dos parlamentares quer que a lei discipline a interferência do Poder Executivo com mais precisão. E, sinceramente, acho essa uma medida prudencial. Se for o caso, que se crie uma espécie de agência reguladora ou um comitê permanente de supervisão do Congresso.

Os fanáticos da neutralidade gostam de comparar a questão com o fornecimento de energia elétrica, que não obedeceria a nenhum crivo. Pois é… Quem disse que não? As empresas não pagam as mesmas tarifas dos consumidores comuns; estão submetidas, em muitos casos, a legislação especial e podem até recorrer ao mercado livre de energia. Mas que o mérito fique para outra hora.

Se, mais uma vez, a tal rebeldia do PMDB tirar do Poder Executivo os superpoderes para decidir sobre algo tão importante quanto a Internet, então, viva, de novo!, a rebelião peemedebista.

O problema é que tem gente que acha que o Congresso atrapalha a democracia. Eu acho que ajuda. “Ah, mas a gente queria um Congresso melhor!” Eu já sou diferente: querer mesmo, eu quero é um Congresso perfeito! Enquanto ele não chega, um Parlamento que exerce as suas prerrogativas é sempre melhor do que um que se omite.

20 Mar 02:48

Filha de Marco Aurélio derrota profissionais mais experientes e é nomeada por Dilma para o TRF. Pois é…

by giinternet

Por Mariana Haubert, na Folha. Volto em seguida:
A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta quarta-feira (19) Letícia Mello para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Ela atuará na capital fluminense. Letícia é filha do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello e da desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios Sandra de Santis. Aos 37 anos, é considerada nova para assumir o cargo.

Especialista em Direito Tributário e Administrativo, Letícia foi a mais votada em uma lista tríplice enviada pelo tribunal a Dilma. A nomeação foi assinada na terça-feira e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira. Ela disputou o cargo com outros dois advogados mais experientes: Luiz Henrique Alochio, 43, e Rosane Thomé, 52. No meio jurídico, é tida uma advogada promissora, mas que dificilmente chegaria tão cedo a uma lista tríplice se o pai não estivesse no STF.
(…)
Em entrevista à Folha no ano passado, Marco Aurélio saiu em defesa da filha: “Se ser novo apresenta algum defeito, o tempo corrige”. Ele procurou desembargadores para tratar da indicação da filha, mas nega ter pedido qualquer coisa. “Jamais pedi voto, só telefonei depois que ela os visitou para agradecer a atenção a ela”. Em 2013, o ministro do STF Luís Roberto Barroso enviou uma carta a desembargadores do TRF da 2ª Região exaltando as qualidades de Letícia. Os elogios foram feitos antes de ser indicado para compor a corte. Em retribuição, a advogada compareceu à posse do ministro, em junho do ano passado. Letícia não é a única filha de ministro do STF que galga uma vaga na magistratura. Mariana Fux, 32 anos, filha do ministro Luiz Fux, disputa uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A lista da OAB ainda não foi enviada ao TJ.

Voltei
Já concordei muito com o ministro Marco Aurélio Mello e também já discordei muito dele. O mesmo vale para Luiz Fux. Acredito que as respectivas filhas sejam competentíssimas. Até por isso, dispensam, então, esse amor paternal que extrapola o ambiente doméstico e se estende à vida pública.

Com a devida vênia, ministro, um telefonema de agradecimento de um Marco Aurélio Mello tem peso distinto do de um outro, feito por J. Pinto Fernandes. Quem é este? Aquela personagem de um poema de Drummond “que não tinha entrado na história”, um qualquer.

Se há Poder que tem de ser e de parecer mais republicano do que os outros, esse é o Judiciário. Até porque é uma espécie de Poder dos Poderes, né? É um “metapoder”, que disciplina a si mesmo e aos outros.

Dilma é obrigada a nomear a primeira da lista? Não! Só o faz se quiser. Fica tudo meio incômodo. Restam duas suspeitas: a de que pesou a influência do pai e a de que a presidente decidiu fazer uma deferência a um ministro do STF. O conjunto da obra não é bom.

20 Mar 00:42

Aécio cobra responsabilidade de Dilma por prejuízo bilionário da Petrobras; oposição fala em CPI; hipótese virtuosa para a presidente é a incompetência

by giinternet

O senador tucano Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, cobrou explicações da presidente Dilma Rousseff no caso da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, pela Petrobras. Seria só espuma eleitoral?

Ora, o caso é um escândalo mesmo, e dos grandes! O fato de o senador tratar do assunto é natural. Política é também um jogo — aliás, ninguém inventou nada melhor para a organização das sociedades. E, como em todo jogo, aproveita-se também o erro ou a má-fé dos adversários. Para sintetizar o caso: em 2006, a Petrobras comprou de uma empresa belga 50% de uma refinaria que fica em Pasadena, no Texas, nos EUA. Pagou US$ 360 milhões. Até aí, tudo bem! Poderia valer isso tudo. Ocorre que a Astra, que é a empresa dos belgas, havia pagado pela refinaria inteira, menos de um ano antes, apenas US$ 42,5 milhões. Ou seja: a Petrobras pagou US$ 360 milhões por aquilo que valia… US$ 21,25 milhões. Um ágio de 1.590%. Como num quadro daquele programa de humor bem antigo, “A Praça da Alegria”, os belgas disseram: “Brasileiro é tão bonzinho”. O diabo é que a turma da Petrobras foi boazinha, sim, mas com o nosso dinheiro. Como sempre.

A coisa não parou por aí. Cláusulas contratuais esdrúxulas e leoninas obrigavam a Petrobras a fazer pesados investimentos na refinaria — US$ 750 milhões na parte que lhe cabia — e a adquirir a metade dos belgas caso a sociedade não desse certo. E não deu. No fim das contas, o assunto foi parar na Justiça, e a empresa brasileira teve de comprar a outra metade por US$ 820,5 milhões. Desembolso total da Petrobras: US$ 1,18 bilhão de dólares. Aí o leitor pragmático pensa: “Fazer o quê, né, Reinaldo? O negócio agora é botar a refinaria para funcionar!”. Ledo engano! Ela está parada. É considerada obsoleta e não serve para refinar o petróleo brasileiro. E Dilma com isso?

Ela diz que não sabia da cláusula que obrigava a Petrobras a comprar os outros 50% dos belgas. Embora isso seja muito grave, a presidente não está livre de responsabilidade, como lembrou Aécio. O que está claro agora é que ela sabia, sim, da compra daquela primeira metade, em 2006. Sabia e aprovou. Era chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Dilma achou normal pagar US$ 360 milhões por aquilo que valia, um ano antes, US$ 21,25 milhões.

Em seu pronunciamento no Senado, Aécio afirmou nem desconfiar da honradez pessoal da presidente, mas criticou o que chamou de “terceirização de responsabilidades”. É isso mesmo! Não dá para a presidente vir agora a público, como fez, afirmar que ignorava as condições do contrato. De resto, cabe uma pergunta: quando ela tomou ciência, então, da lambança inteira, fez o quê? Até onde se sabe, nada!

Pior: o homem que negociou em nome dos belgas era um velho conhecido da Petrobras: Alberto Feilhaber, que havia trabalhado na empresa por longos 20 anos e se transferido, depois, para a iniciativa privada — justamente a Astra. Pela Petrobras, preparou o papelório o sr. Nestor Cerveró, que era diretor da Área Internacional da empresa brasileira. Mudou de cargo. Hoje é diretor financeiro da BR Distribuidora. Subiu na vida.  O caso está sendo apurado pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), acha desnecessário abrir uma investigação no Congresso. Afirmou: “A investigação política só tem sentido quando o fato não está sendo investigado pelas vias normais. Quando está, nós precisamos fortalecer esse caminho e aguardar o resultado. Se não estiver sendo esclarecido pelas vias normais, e não é o caso, você faz uma investigação política”.

Dilma fica feliz quando o PMDB se comporta como aliado, né? Fica devendo mais esse favorzinho ao partido. Renan está errado, claro! Fosse assim, casos apurados pelo MP ou pela PF jamais renderiam CPIs. Parlamentares da oposição falam na abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O grupo de Eduardo Cunha (PMDB), líder do PMDB na Câmara, emite sinais de que pode aderir à proposta. Vamos ver. Se esse não é caso para CPI, qual seria?

Como a gente percebe, a difícil situação em que se encontra a Petrobras não é obra do acaso nem do improviso. As dificuldades foram meticulosamente construídas. Não há hipótese virtuosa para o que aconteceu. A saída moral da presidente é dizer: “Fui incompetente!” . Até porque, se não foi um caso de incompetência, só resta uma alternativa. E é bem pior.

Texto atualizado às 5h29 desta quinta
19 Mar 22:56

Sob gritos de “fora Dilma”, Congresso adia para abril análise de 12 vetos presidenciais

by giinternet

Por Márcio Falcão, na Folha Online:
Sob vaias de entidades municipalistas, gritos de “fora Dilma” e reclamações de deputados, o Congresso Nacional adiou na noite desta terça-feira (18) a votação de 12 vetos da presidente Dilma Rousseff, entre eles o que derrubou as novas regras para a criação de cidades. A sessão foi transferida para abril após os líderes do Senado fecharem um acordo para esvaziar a votação. O Senado atendeu um apelo do Planalto para discutir uma proposta alternativa ao projeto que libera a criação de 269 municípios.

O recuo dos senadores irritou representantes de entidades ligadas aos municípios que lotavam as galerias do plenário da Câmara e dispararam uma série de vaias, além de ataques ao Congresso e ao Planalto. Alguns manifestantes chegaram a gritar “fora Dilma”. Com discursos inflamados, os deputados questionaram a posição dos Senadores, sendo que apenas quatro senadores compareceram à votação.

“É lamentável esse gesto dos senadores”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). O deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) reforçou o discurso. “O Parlamento está desmoralizado”. Marcos Rogério (PDT-RO) afirmou que a manobra era um “estelionato político”. Essa é a segunda vez que o Congresso adia a votação sobre regras para municípios. O governo negocia uma alternativa para evitar a derrubada do veto. O Palácio do Planalto vai enviar ao Congresso um novo projeto que restringe o surgimento de novas cidades ao determinar que os municípios sejam criados preferencialmente nas regiões Norte e Nordeste – que têm menor densidade demográfica.
(…)

19 Mar 22:55

Saneamento: Brasil ocupa 112ª posição em ranking de 200 países

by giinternet

Por Carolina Benevides e Efrém Ribeiro, no Globo Online:
Sete anos após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltado para a expansão do saneamento, o Brasil amarga a 112ª posição em um levantamento feito com 200 países. Sétima economia do mundo, o país aparece muito atrás de nações da América Latina — como Argentina, Uruguai e Chile —, de países árabes como Omã, Síria e Arábia Saudita, e até de nações africanas, como o Egito. Segundo os dados, figura entre Tuvalu e Samoa.

O estudo do Instituto Trata Brasil, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, publicado com exclusividade pelo GLOBO, aponta, pela primeira vez, as nações que mais avançaram nos últimos 12 anos, a partir do ano 2000. Ou seja, não significa que os países à frente do Brasil no levantamento sejam necessariamente mais desenvolvidos hoje em termos de saneamento, mas, sim, que conseguiram melhorar mais no período analisado. O estudo mostra inclusive que, no país, houve queda no ritmo da expansão do saneamento. Nos anos 2000, era de 4,6% ao ano. Nesta década, está em 4,1%.

“O país avança, mas é aquém do necessário. Passamos as décadas de 70 e 80 quase sem investimentos, e as cidades cresceram sem qualquer planejamento sanitário. Quando os investimentos começaram, foi criado um abismo, que nos dá dois brasis. Então, hoje, pior do que o avanço ser pequeno é o fato de ele ser desigual”, diz Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, que explica a queda no ritmo de expansão: “Temos melhorado cidades que já estão bem. Mas o Pará tem 2% de coleta de esgoto, é um estado inteiro que não anda. O Maranhão tem índices de Região Norte, que é a pior do país. Então, mesmo com o avanço do Sul, puxado pelo Paraná, do Sudeste e do Centro-Oeste não foi possível manter ou melhorar o ritmo da expansão.”

Segundo o IBGE, em 2008, quando foi realizada a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), 2.495 (44,8% no total) cidades brasileiras não contavam com rede coletora de esgoto. E, ao todo, 33 municípios não tinham rede geral de abastecimento de água. Publicado em 2011, o Atlas do Saneamento mostrou que o Pará, o Piauí e o Maranhão não tinham avançado desde a PNSB de 1989. Também em 2011, dados do Ministério das Cidades mostravam que 36 milhões de brasileiros não tinham água tratada e que menos da metade da população — 48,1% — contava com coleta de esgoto. Já o déficit de moradias sem acesso a esgoto, de acordo com o Trata Brasil, era de 26,9 milhões, em 2012.

Déficit de saneamento: Impacto no dia a dia
Esse déficit e o avanço fora da velocidade adequada — ainda que entre 2009 e 2013, mais de 19 milhões de pessoas tenham passado a ter acesso à rede geral coletora de esgoto — têm impactado no dia a dia dos brasileiros em áreas distintas como Saúde, Educação, trabalho e turismo. De acordo com o estudo, a taxa de mortalidade no Brasil, em 2011, era de 12,9 mortes para 1000 nascidos vivos.

Países com melhor cobertura sanitária, como Cuba e Chile tinham, respectivamente, taxa de 4,3% e 7,8%. Ainda na Saúde, se o país já tivesse universalizado o saneamento, o número de internações por conta de infecções gastrointestinais cairia em 74,6 mil registros. Apenas nas regiões Norte e Nordeste, seriam quase 60 mil. Além disso, por conta de trabalhadores afastados por diarreia e vômito, em 2012, o Brasil teve um custo de mais de R$ 1 bilhão com horas não trabalhadas.

“Quando as pessoas sinalizam em pesquisas de opinião que desejam que a Saúde melhore no país, elas não fazem qualquer ligação com a falta de saneamento. Mas está tudo ligado. Esses dados da pesquisa podem ajudar a entender e a fazer com que a sociedade passe a cobrar também por saneamento. As Nações Unidas já fizeram a conta que mostra que a cada R$ 1 gasto em saneamento, poupa-se R$ 4 em Saúde. O Instituto fez um estudo que revela que no Brasil, em alguns estados, R$ 1 em saneamento poupa R$ 40 em Saúde”, conta Édison Carlos.

Caldeireiro em uma indústria de alimentos em Teresina, no Piauí, Francisco Natanael Romão de Almeida, de 29 anos, vive no Parque Vitória, uma favela construída em área sem saneamento, asfalto ou coleta de lixo. Há dois anos, ele sofreu um acidente de moto e precisou usar um fixador ortopédico externo enquanto aguardava em casa uma vaga no Hospital Getúlio Vargas, na capital, para fazer uma cirurgia no joelho fraturado. Ao ser chamado, os médicos descobriram que Francisco estava como uma infecção. A bactéria que causou o problema é, segundo os médicos, de veiculação hídrica. Provavelmente, ele foi infectado ao consumir água não tratada, usar banheiro improvisado, além de conviver com o esgoto a céu aberto. Por conta dessa complicação, a operação ainda não foi feita e Francisco está há dois anos afastado do trabalho. Sobrevive com os R$ 729 da Previdência Social.

“Não temos esgoto e água tratada e as casas são cheias de infiltração. Além da bactéria, tenho fortes dores de cabeça e febre e vivo gripado”, conta Francisco, que, mesmo com a perna ainda não operada, tem que passar por uma trilha repleta de sacos plásticos com fezes, restos de alimentos, animais mortos e leite estragado em caixas para chegar em casa. Afastado do trabalho, ele diz não ver a hora de voltar: ”Não é bom a gente ficar sentado em casa, insalubre, só adoecendo constantemente e sem poder trabalhar. Fora que eu recebia hora extra e férias, o que aumentava minha renda.”

Morar numa área sem saneamento, de acordo com o estudo do Instituto Trata Brasil, está correlacionada com rendas menores dos trabalhadores. Os que não têm acesso à água tratada ganham, em média, 4,0% a menos do que os que têm a mesma experiência e educação, por exemplo, e vivem em áreas com água tratada. Se o problema for falta de coleta de esgoto, a questão se agrava ainda mais: em média, esses trabalhadores recebem 10,1% a menos.
(…)

 

19 Mar 22:54

Se a mulher não pensa como Dilma acha que deve pensar, ela não vê nada demais em que lhe chutem a cara, quebrem-lhe o nariz e lhe cassem o mandato. É tudo merecido!

by giinternet

Vejam esta foto.

 Maria Corina nariz quebrado

É do começo de maio do ano passado. Essa é a deputada oposicionista Maria Corina Machado. Parlamentares chavistas quebraram o nariz dela a chutes, enquanto estava caída, dentro da Assembleia Nacional. Já volto ao ponto. Antes, outras considerações.

Lembram-se daquela reunião de chanceleres da América do Sul, realizada no Chile, para discutir a crise da Venezuela? Deu em quê? Ela só volta a se reunir em abril. Enquanto isso, os mortos na Venezuela já chegam a 29, e o governo agora resolveu mobilizar seus cães de guarda na Assembleia para tentar suspender a imunidade da deputada Maria Corina, uma das mais duras críticas do chavismo e do presidente Nicolás Maduro.

Miguel Rodríguez, ministro do Interior, veio a público nesta terça para anunciar que um informante do governo, escalado para espionar os movimentos da oposição — ele o chamou de “A1” —, lhe contou que Leopoldo López, o líder oposicionista preso, e a deputada tramaram os atos de violência. Numa manobra evidente para dividir o movimento de oposição, Rodríguez procurou isentar de qualquer responsabilidade Henrique Capriles, outro conhecido rosto da oposição venezuelana.

Segundo o ministro, Capriles teria sido chamado pela dupla para conspirar — “para incendiar o país” —, mas teria se recusado. É um truque sujo, coisa de vigaristas. Todo mundo sabe que, de fato, o homem que concorreu à Presidência pela oposição não era inicialmente simpático às manifestações de rua e à pressão pela renúncia de Maduro, mas as divergências ficaram para trás.

Deputados chavistas passaram a acusar López e Corina de responsáveis por aquilo que chamam “assassinatos”. É de um cinismo espantoso mesmo para os padrões bolivarianos. As vítimas, na sua quase totalidade, foram alvejadas por motoqueiros armados, que são uma das divisões das milícias bolivarianas.

Agora à foto. O ódio a Maria Corina é antigo. No dia 30 de abril do ano passado, o presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, decidiu cassar o direito de voz dos oposicionistas até que não reconhecessem Maduro como o presidente eleito — uma eleição escancaradamente fraudada. Não só isso: os parlamentares chavistas partiram para cima dos seus adversários, conforme se vê neste vídeo:

O resultado foi o que se vê na foto lá no alto. Caída no chão, Maria Corina recebeu cinco chutes, teve o nariz fraturado e precisou se submeter a uma cirurgia dois dias depois.

Virão outros mortos na Venezuela.  Maduro, em vez de negociar, radicaliza. Nesta quarta, o jornal El Nacional denunciou que o governo simplesmente não liberou a cota de papel a que a publicação tem direito, buscando impedi-lo de circular. Jornais de outras partes do mundo, inclusive do Brasil, se dispuseram a ajudar.

Segundo informa o site do El Nacional, a comissão de Direitos Humanos da União Interparlamentar, com sede em Genebra, decidiu visitar a Venezuela para apurar as ameaças feitas pelo governo e por milícias armadas contra os deputados oposicionistas Richard Mardo, Julio Borges, María Mercedes Aranguren, William Dávila e a própria Maria Corina.

A nossa soberana, não obstante, segue no apoio incondicional a Maduro, o assassino. Mesmo quando brutamontes chavistas chutam a cara de uma mulher, a mulher Dilma Rousseff se cala. Afinal, Maria Corina não é uma “companheira”. Nesse caso, é muito justo que apanhe, certo?

19 Mar 22:54

Este vídeo explica por que a canalha bolivariana quer calar Maria Corina

by giinternet

No post anterior, falo do esforço da canalha bolivariana para calar a deputada Maria Corina Machado. É compreensível. No vídeo abaixo, vemos a deputada tomar a palavra na Assembleia Nacional e declinar, um a um, os nomes dos mortos pelo regime de Nicolás Maduro. Assistam. Volto em seguida.

Como viram, declina  os nomes, exibe as fotografias e acusa o governo de torturar os presos. E convida seus pares deputados a visitar com ela as prisões. O que fazem os fascistoides de Maduro? Começam a gritar para tentar abafar a sua voz.

Esse é o país em que Lula, então presidente, afirmou ver “democracia até demais”. Esse é o governo que, segundo Dilma, está fazendo esforços em favor da paz.

19 Mar 18:51

$30K Worth of Multimeters Must Be Destroyed Because They're Yellow

by Soulskill
An anonymous reader points out a post at the blog of Sparkfun, a hobbyist electronics retailer. They recently received a letter from U.S. Customs saying a shipment of 2,000 multimeters was being barred from entry into the country. The reason? Trademark law. A company named Fluke holds a trademark on multimeters that have a 'contrasting yellow border.' Sparkfun's multimeters are a yellowish orange, but it was enough for Customs to stop the shipment. Returning the shipment is not an option because of import taxes in China, so the multimeters must now be destroyed. At $15 per item, it'll cost Sparkfun $30,000, plus the $150/hr fee for destroying them. Sparkfun had no idea about the trademark, and doesn't mind changing the color, but they say restrictions like these are a flaw in the trademark system. "Small business does not have the resources to stay abreast of all trademarks for all the products they don't carry. If you’re going to put the onus on the little guy to avoid infringing IP then you shouldn't need an army of consultants or attorneys to find this information."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


    






19 Mar 18:49

First Automatic Identification of Flying Insects Allows Hi-Tech Bug Zapping

by Unknown Lamer
KentuckyFC writes "Entomologists have never been able to identify flying insects automatically. But not through lack of trying. The obvious approach is to listen out for the frequency of the wing beat. But acoustic microphones aren't up to the job because sound intensity drops with the square of the distance, so flying insects quickly drop out of range. Now a group of researchers has solved this problem using a laser beam pointing at a photosensitive array. Any insect flying through the beam casts a shadow of its beating wings that can easily be recorded at distances of several meters. Using this new device, the team has created a dataset of millions of wing beat recordings, more than all previous recordings put together. And they've used the dataset to train a Bayesian classifier algorithm to identify flying insects automatically for the first time. That opens the prospect of a new generation of bug zappers that kill only certain insects or just females rather than males. That could have a big impact on human health since mosquitoes and other flying insects kill millions of people each year. It could also help in agriculture where insects threaten billions of dollars worth of crops."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


    






19 Mar 12:40

Finding Truth in the Top 40

by Peter T. Hibbs

I’ve always been caught by words. Lines of poetry, in particular, have shown up on the doorstep of my memory, been invited in for fellowship, and never left. Take Shakespeare’s “Dirge,” for example,

Golden lads and girls all must,
As chimney-sweepers, come to dust.

Humorous and solemn at the same time. Or Henry Wadsworth Longfellow’s “A Psalm of Life”:

Life is real;
Life is earnest,
And the grave is not its goal.
‘Dust thou art, to dust returnest’
Was not spoken of the soul.

These words have stayed with me, I think, not just because they caught my attention, but because they called me to dwell on what it means to be human. Shakespeare’s lines caught me and called me to meditate on mortality. Longfellow’s caught me and called me to hope in immortality. And of course one can find equally striking passages in contemporary poetry—consider these lines by Donald Hall:

Exiled by death from people we have known,
We are reduced again by years, and try
To call them back and clothe the barren bone,
Not to admit that people ever die.

Popular music employs the same tactics as poetry, as I am reminded during every morning commute. Anthony Kiedis and Alexander Pope may be centuries apart, but they both use the sounds of language to imbue words with mnemonic power. Song lyrics find a home in my memory just as easily as lyrical couplets.

There is, however, one significant difference that strikes me each time I turn the dial on the radio. You see, I love the words of Shakespeare or Longfellow or Hall because they ultimately call me to contemplation. In thinking about their words, I’m developing and growing, considering something that matters not just to me but to all people. Reading such authors, I’m called to something greater than myself.

My commute to and from work is a different story. The problem with the contemporary music I hear on the radio isn’t a musical one. They aren’t too loud or too dissonant. Instead, what most often plagues these songs is lyrical incoherence. Take the Red Hot Chili Peppers, for an example of obscurantist subjectivity:

California rest in peace,
Simultaneous release.
California show your teeth.
She’s my priestess; I’m your priest.

Who on God’s good earth has a clue as to what that means (songwriter included)? What’s frustrating is that only a few minutes later I hear these words from the same artist:

The more I see, the less I know,
The more I like to let it go.

“Now,” I thought, “there’s an insightful reflection on the effects of contemporary media.” Or at least that was the meaning that I got from it, though in hindsight I was really just projecting my own concern onto the song. That couplet certainly caught my attention, but it was quickly swept away in a hodgepodge of fragmented thoughts.

Sometimes straightforward song lyrics aim for poetic effect and memorable words, but, of course, that can often go awry. Take, for example, the currently popular song “Let Her Go” by Passenger. This shows another decent use of poetic expression, but with a major blunder:

You only need the light when it’s burning low;
Only miss the sun when it starts to snow;
Only know you love her when you let her go.

Ah yes, the painful paradox of hindsight. But the first thing I thought when I heard this song was, “Who misses the sun when it’s snowing?” Snow has a magic all its own, and I, for one, am far too captivated by it to mourn the sunlight. Do you know when I miss the sun? When it’s raining!

These experiences remind me just how important it is for words not just to be spoken in an eloquent manner, but to offer significant matter as well. That is the gift of a Shakespeare or a Longfellow. They used the manner of expression to catch my attention but then made sure that weighty matter was bound up with it, calling me to contemplate. My testament to them is mundane enough, but it’s the testament any writer would long for: I remember their words.

When I hear vapid or obscure song lyrics, on the other hand, I feel more and more fragmented. I’m not encouraged to meditate; I’m encouraged to migrate from one thought to another without stopping to learn something more about who we are and what we long for. So whether I remember these words or not, they help me very little.

I haven’t given up on the radio. Instead, I search for lyrics making their way upstream against the current of incoherence. It took some time, but I did find a few lines of artists who are trying, much like the poets of generations past, to grapple with human experience. If I can be so bold as to introduce two couplets from Mumford and Sons:

In these bodies we will live, in these bodies we will die.
Where you invest your love, you invest your life.

Markedly reminiscent of Matthew 6:21, “where your treasure is, there your heart will be also.” And the second,

Hold on to what you believe in the light
When the darkness has robbed you of all your sight.

I hear a faint echo of Paul’s message to the Corinthians: hold fast to what you have been taught (1 Cor 15:2).

Whether Mumford and Sons sees these scriptural allusions in their lyrics is another question, as is whether these two examples are the finest instances of poetic expression. The point is that they caught my attention and gave me something to think about—they gave me manner and matter, and for that I give them credit and remembrance.

I look forward to being caught by this generation’s poets and songwriters. I plan on leaving the world with a mind full of poetic expressions that have found a home in my memory. But for those who continue to serve up empty words, I’m not going to start a war against incoherence, as noble a cause as that is. I’m going to do something far more effective: I’m not going to remember them.

Gifted writers taught me how to fish for substantive words—words both eloquent and coherent. They taught me what is worth holding onto and what is better let go. Because of them, I find that I’m not as irritable on my morning commute as I once was. I turn on the radio, drop my line in the stream, and wait patiently for something worth remembering, knowing that there will be countless tugs on the line before I reel in something that calls me to think more deeply about who I am.

If I’ve learned anything from William Shakespeare, Henry Wadsworth Longfellow, or Donald Hall, it’s this: Life is far too short and the mind is far too small to carry around the dead weight of incoherence. For me, the most profound writers are those who serve my memory with real content. As for the rest, I don’t have much regard for them . . . because I’ve forgotten whatever it was they were trying to tell me.

Pierce T. Hibbs is the assistant director at the Center for Theological Writing at Westminister Theological Seminary.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

19 Mar 12:40

Lula associa Campos a Collor, o que é um despropósito! Isso evidencia que o PT está com medo e investe no discurso terrorista

by giinternet

A qualidade da metáfora também reflete o grau de preocupação de quem a emprega, não é? E Lula certamente anda muito preocupado com a sua criatura, Dilma Rousseff. Ao falar a empresários na semana passada, no Paraná, o ex-presidente procurou associar a imagem de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência, à de Fernando Collor, segundo informa reportagem publicada na Folha nesta quarta. É claro que é uma besteira. É claro que é uma bobagem. E evidencia o nervosismo dos petistas.

Campos era um dos diletos aliados de Lula. Até agora, os dois evitaram se estranhar. Nem o ex-presidente se refere ao governador nem este dirige críticas ao antecessor de Dilma, de quem foi ministro, não custa lembrar. Ao contrário até: o peesssebista tem procurado poupar o governo ao qual serviu. Quando critica a presidente, ele a acusa, na prática, de ter piorado a gestão e de não ter sabido aproveitar a boa fortuna que herdou de Lula. É claro que é um discurso de alcance bastante limitado. Sempre há a chance de acontecer o que aconteceu: Lula vir a público para desqualificá-lo.

O problema é a natureza da crítica, que é obviamente, estúpida. Segundo a Folha, Lula afirmou o seguinte: “A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem, e nós vimos o que deu”.

A alusão a Campos parece mesmo explícita. Não estaria se referindo a Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, porque o senador mineiro é bem mais conhecido. Mas é um despropósito mesmo assim. O pré-candidato do PSB já foi secretário de estado, deputado federal, ministro e governador por dois mandatos. Se não é muito conhecido, é certo que não se trata de um aventureiro. Lidera um partido político de tamanho médio, com 23 deputados, quatro senadores, cinco governos de Estado (Amapá, Espírito santo, Paraíba, Pernambuco e Piauí), cinco administrações de capitais (Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, Recife e Porto Velho) e 442 prefeituras.

Posso não gostar muito do discurso de Campos — e confesso que não gosto —, mas a comparação é cretina e revela que, em busca do quarto mandato, Lula faz agora o discurso terrorista que o PT dizia que faziam contra o partido até a disputa de 2002.

O que foi, em suma, que Lula disse no tal encontro com empresários no Paraná? Que a mudança trará incertezas para o Brasil e que não convém arriscar — como se, santo Deus!, Dilma tivesse mais experiência administrativa do que seus dois futuros adversários: Aécio e Campos. Obviamente, não é verdade.

A Petrobras, quebrada, diz que não tem — e, no governo Lula, quando a empresa começou a ir para o vinagre, estava sob a sua custódia. A bagunça que a excelência fez no setor elétrico evidencia, de forma acachapante e inquestionável, que Dilma sempre foi muito competente em criar a fama de competente. Está demonstrado que sempre foi mais enfezada do que capaz. Produziu o que se vê aí.

Lula investe no discurso terrorista para tentar alavancar, uma vez mais, a sua criatura.

19 Mar 12:39

Que vergonha! Dilma estava escondendo até agora que apoiou, sim, a compra, pela Petrobras, de refinaria-sucata nos EUA que gerou prejuízos à Petrobras de US$ 1,18 bilhão!

by giinternet

É do balacobaco. Já contei a história aqui em detalhes. Só que o que o vem a público agora, em reportagem do Estadão, é ainda mais grave. A síntese é a seguinte: em 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria chamada Pasadena Refining System por US$ 42,5 milhões. Em 2006, vendeu 50% da refinaria à Petrobras por US$ 360 milhões. Para tornar a usina operacional, era necessário investir mais US$ 1,5 bilhão, conta que seria dividida entre a Petrobras e a Astra. O contrato previa que, se os sócios se desentendessem, a gigante brasileira seria obrigada a comprar a outra metade. Eles se desentenderam, e os belgas resolveram executar o contrato: pediram US$ 700 milhões por sua parte. A Petrobras não quis pagar, os belgas foram à Justiça e os brasileiros tiveram de ficar com a outra metade da sucata por US$ 839 milhões. Soma total do prejuízo: US$ 1,204 bilhão. A refinaria está parada, dando um custo milionário, todo mês, de manutenção.

Pois é… Até esta quarta, pensava-se que Dilma, que era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, não soubesse de nada à época. Prosperou a versão de que a negociação havia sido feita sem a sua anuência. Errado! Ela não só sabia como votou a favor da compra. Agora diz que ignorava a obrigação da Petrobras de ficar com a outra metade da empresa. Com a devida vênia, trata-se de uma cascata. E QUE SE NOTE: QUANDO A PETROBRAS COMPROU POR R$ 360 MILHÕES METADE DE UMA EMPRESA PELA QUAL OS BELGAS HAVIAM PAGADO R$ 45 MILHÕES — E DILMA CONCORDOU! —, JÁ SE TRATAVA DE UM ESCÂNDALO. AFINAL, SÓ NESSA OPERAÇÃO, SEM QUE SE REFINASSE UM BARRIL DE PETRÓLEO, OS BELGAS OBTIVERAM UM LUCRO DE 1.500% EM MENOS DE UM ANO.

Mais: o homem que negociou com a Petrobras em nome dos belgas é Alberto Feilhaber, um brasileiro que já havia trabalhado na… Petrobras por 20 anos e que se transferira para o escritório da Astra, no EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da empresa brasileira.

Essa compra escandalosa é hoje investigada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal, pelo Tribunal de Contas da União e, em breve, por uma comissão do Congresso.

Imaginava-se, até esta quarta, que tudo era mesmo culpa de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da empresa, de quem Dilma nunca gostou muito. Agora, a gente descobre que a soberana sempre soube de tudo, não é mesmo? Parece que Gabrielli cansou de levar a culpa sozinho. Abaixo, uma síntese do escândalo, que tem, sim, as digitais de Dilma. Pois é… Lembro do candidato Lula, em 2002 e em 2006 e da candidata Dilma, em 2010, acusando os tucanos de querer privatizar a Petrobras, o que nunca aconteceu. Eles não privatizaram. Prefeririam quebrar a empresa. A Soberana assumiu o mandato com a ação da empresa valendo R$ 29. Está sendo negociada agora a R$ 12,60.
*
1: Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria americana chamada Pasadena Refining System Inc. por irrisórios US$ 42,5 milhões. Por que tão barata? Porque era considerada ultrapassada e pequena para os padrões americanos.

2: ATENÇÃO PARA A MÁGICA – No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 21,25 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões: mais de 1.500% de valorização em um aninho. A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou: “Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável.”

3: Um dado importante: o homem dos belgas que negociou com a Petrobras é Alberto Feilhaber, um brasileiro. Que bom! Mais do que isso: ele havia sido funcionário da Petrobras por 20 anos e se transferiu para o escritório da Astra nos EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da Petrobras. Veja viu a documentação. Fica evidente o objetivo de privilegiar os belgas em detrimento dos interesses brasileiros. Cerveró é agora diretor financeiro da BR Distribuidora.

4: A Pasadena Refining System Inc., cuja metade a Petrobras comprou dos belgas a preço de ouro, vejam vocês!, não tinha capacidade para refinar o petróleo brasileiro, considerado pesado. Para tanto, seria preciso um investimento de mais US$ 1,5 bilhão! Belgas e brasileiros dividiriam a conta, a menos que…

5: A menos que se desentendessem! Nesse caso, a Petrobras se comprometia a comprar a metade dos belgas — aos quais havia prometido uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo!!!

6: E não é que o desentendimento aconteceu??? Sem acordo, os belgas decidiram executar o contrato e pediram pela sua parte, prestem atenção, outros US$ 700 milhões. Ulalá! Isso foi em 2008. Lembrem-se de que a estrovenga inteira lhes havia custado apenas US$ 42,5 milhões! Já haviam passado metade do mico adiante por US$ 360 milhões e pediam mais US$ 700 milhões pela outra. Não é todo dia que aparecem ou otários ou malandros, certo?

7: A Petrobras se negou a pagar, e os belgas foram à Justiça americana, que leva a sério a máxima do “pacta sunt servanda”. Execute-se o contrato. A Petrobras teve de pagar, sim, em junho deste ano, não mais US$ 700 milhões, mas US$ 820,5 milhões!!!

8: Depois de tomar na cabeça, a Petrobras decidiu se livrar de uma refinaria velha, que, ademais, não serve para processar o petróleo brasileiro. Foi ao mercado. Recebeu uma única proposta, da multinacional americana Valero. O grupo topa pagar pela sucata toda US$ 180 milhões.

10: Isto mesmo: a Petrobras comprou metade da Pasadena em 2006 por US$ 365 milhões; foi obrigada pela Justiça a ficar com a outra metade por US$ 820,5 milhões e, agora, se quiser se livrar do prejuízo operacional continuado, terá de se contentar com US$ 180 milhões. Trata-se de um dos milagres da gestão Gabrielli: como transformar US$ 1,18 bilhão em US$ 180 milhões; como reduzir um investimento à sua (quase) sétima parte.

11: Graça Foster, a atual presidente, não sabe o que fazer. Se realizar o negócio, e só tem uma proposta, terá de incorporar um espeto de  US$ 1 bilhão.

12: Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: “Tudo indica que a Petrobras fez concessões atípicas à Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral”.

19 Mar 03:06

FHC como vice de Aécio? Não! Esta tem de ser uma disputa sobre o futuro, não sobre o passado

by giinternet

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse o óbvio nesta terça-feira: seria uma honra ter o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como vice em sua chapa, “mas isso não se cogita, pelo menos por enquanto”. E cabe a pergunta: por que se cogitaria?

A imagem de FHC, nem é preciso ter pesquisa para constatá-lo, está em franca recuperação — e, estou certo, quanto mais passar o tempo, maior se tornará, até que chegue ao tamanho que realmente tem. A máquina de destruir reputações do PT está perdendo eficiência, mas ainda é muito forte.

Ocorre que a “mudança” — por enquanto, ainda intransitiva e sem um objeto muito definido — será um dos valores dessa eleição. Uma insatisfação ainda difusa, mas muito presente, é o que hoje mais incomoda a presidente Dilma Rousseff e o petismo.

Se o PSDB fizer de FHC vice na chapa de Aécio, estará eliminando esse fator de indeterminação do presente, mais perigoso para quem já está no poder, e caindo na armadilha petista: uma disputa sobre o passado, mais uma vez, pela quarta vez!

Ora, dada a ruindade do governo Dilma e considerando-se as muitas insatisfações acumuladas, tudo o que o PT mais quer é uma disputa não entre Dilma e Aécio — sim, considere-se também o fator Eduardo Campos —, mas uma disputa entre Lula e FHC. E o ex-presidente petista, no caso, nem precisaria figurar como vice.

Nada disso! A disputa deste 2014 tem de ser sobre o futuro — aquele mesmo que foi ignorado pelo PT em 2010, o que tornou o Brasil que aí está bem mais frágil do que estava então.

 

19 Mar 03:06

Delúbio recebe advertência por mordomias na prisão

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O juiz Bruno Silva Ribeiro, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, emitiu uma advertência nesta terça-feira ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por descumprir as regras do sistema prisional. Preso em regime semiaberto, o mensaleiro obteve regalias no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), como direito a feijoada aos sábados e permissão para um carro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), sua empregadora, estacionar no pátio do presídio.

Por causa dos privilégios no CPP, órgão sob administração do governo de Agnelo Queiroz (PT), Delúbio perdeu temporariamente o direito de trabalhar na CUT como assessor sindical. Agora, depois da advertência desta terça-feira, caberá à VEP definir se autoriza ou não que o petista retome seu trabalho. O juiz foi categórico: Delúbio deve “preservar o sistema carcerário livre de pressões”, sob pena de regredir para o regime fechado.

Em uma audiência de 40 minutos, o juiz da VEP reafirmou que os detentos precisam seguir as regras do sistema prisional e relatou as suspeitas de benefícios em favor do mensaleiro. O magistrado disse que “há a necessidade de investigar todas as suspeitas”. O advogado Frederico Donati afirmou que Delúbio não foi questionado diretamente se teve ou não privilégios, mas disse que “estava à disposição da VEP para cumprir a pena determinada pelo STF sem regalias”.

Ao contrário do ex-ministro José Dirceu, que prestou esclarecimentos – por videoconferência – sobre o uso de um telefone celular no Complexo Penitenciário da Papuda, Delúbio foi pessoalmente à VEP. Ele permaneceu calado na maior parte da audiência. A defesa pediu que a Justiça reconsiderasse a decisão de suspender o trabalho do mensaleiro na CUT.

Como VEJA mostrou, as mordomias de Delúbio foram mantidas após determinações anteriores da própria VEP. Quando a carteira do petista desapareceu dentro do presídio, os agentes impediram os presos de deixar a cela até que o objeto fosse encontrado. A regalia derrubou um diretor e um vice-diretor do CPP.

Nesta semana, VEJA também mostrou que Delúbio não é o único que recebe tratamento diferenciado: Dirceu, por exemplo, tem direito até a podólogo na cadeia, além de receber visitas fora do horário regulamentar.

19 Mar 00:05

Os pais de Yorrally vão a Brasília em busca de Justiça, mas a imprensa os esconde

by giinternet

Os pais de Yorrally Ferreira estiveram nesta terça com Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. Yorrally? Quem é essa mesmo? É aquela garota de 14 anos que foi assassinada pelo ex-namorado com um tiro no olho. Ele a matou dois dias antes de atingir a maioridade penal. A Constituição impede que seja criminalmente responsabilizado por seu ato. O Estatuto da Criança e do Adolescente impede que seu nome seja divulgado ou que o crime vá parar na sua ficha. Lembrem-se: ele filmou o seu feito e passou o vídeo adiante, orgulhoso do ato. Depois foi assistir a um jogo de futebol e comemorou a vitória do seu time. Os país da menina foram pedir justiça.

Mas o que o Senado tem com isso? No dia 19 de fevereiro, 18 dias antes de o rapaz matar Yorrally, a Comissão de Constituição e Justiça havia recursado por 11 votos a 8 uma excelente proposta do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que permite, sim, que pessoas a partir dos 16 anos sejam criminalmente responsabilizada por seus atos. Não seria um procedimento automático — e isso quer dizer que nem se trata de uma lei que propõe a redução da maioridade penal. Explico.

Segundo a proposta de Aloysio, um juiz da Infância e da Adolescência, depois de ouvido o Ministério Público, avaliaria se o criminoso tem ou não condições de responder por seus atos. Mais: a excepcionalidade só valeria para os crimes considerados hediondos: homicídio qualificado, latrocínio, sequestro etc.

É um bom texto. É impressionante que o assassino da garota possa deixar a instituição para menores infratores daqui a menos de três anos, com a ficha limpíssima, como se matar ou não matar fossem a mesma coisa. Vejam os senadores que votaram contra a proposta de Aloysio na CCJ: do PSDB: Lúcia Vânia; do PSOL: Randolfe Rodrigues; do PCdoB: Inácio Arruda; do PSB: Antonio Carlos Valadares; do PMDB: Roberto Requião e Eduardo Braga; do PT: Angela Portela, Aníbal Diniz, Eduardo Suplicy, Gleisi Hoffmann e José Pimentel. Votaram a favor, além de Aloysio, Cássio Cunha Lima e Cyro Miranda, do PSDB; Armando Monteiro, do PTB, Magno Malta, do PR, Pedro Taques, do PDT, Ricardo Ferraço e Romero Jucá, do PMDB.

Rosemari Dias da Silva, a mãe de Yorraty, quer um encontro com Dilma — cujo governo é contrário tanto à redução da maioridade penal como à proposta de Aloysio — e diz que vai fazer vigília em frente ao Palácio do Planalto até ser recebida pela presidente. Vamos ver. Os petistas não costumam dar bola para cadáveres sem pedigree militante ou que não renda uma boa batalha contra “os inimigos de sempre”. Yorrally, coitada da menina!, é só uma dessas ocorrências que atrapalham as teses dos companheiros. Eles preferem fazer de conta que o caso não existe.

Aloysio conseguiu as nove assinaturas necessárias na CCJ para que a proposta, mesmo recusada na comissão, seja apreciada diretamente pelo plenário. Renan Calheiros (PMDB-AL), que recebeu Rosemari, prometeu pôr a matéria para votar em abril. Vamos ver. Há algo de errado num país que mais busca proteger os assassinos do que responsabilizá-los por seus crimes.

O caso Yorrally quase sumiu da imprensa. Sua mãe, que exibe na praça a justiça injusta, incomoda. Então fingem não enxergá-la.

18 Mar 22:57

A Crimeia e a mais influente das leis internacionais: o Princípio da Realidade

by giinternet

Vladimir Putin anunciou que aceita a Crimeia como parte da Federação Russa. E agora? Olhem, sem querer parecer ligeiro, agora nada! Há muito teatro nisso tudo.

Todas as fronteiras do mundo são mais ou menos artificiais, eis a verdade. O que quero dizer com isso? Não existe uma ordem universal, de que as divisões territoriais sejam a perfeita expressão. Num dado momento, uma esmagadora maioria de pessoas concorda que deva ser de uma determinada maneira. Mas esse status pode mudar. Quem diria que o pequeno Kosovo iria reivindicar o status de um país? Foi reconhecido pelos EUA, por exemplo, de imediato. A Sérvia ainda não engoliu. Que “lei internacional” garante a legitimidade do agora pequeno país? A mais dura de todas elas: a lei da realidade. Era a independência ou a carnificina.

Ser a república parte da Ucrânia não era uma decisão caída do céu, mas uma herança ainda soviética. Era assim havia apenas 60 anos, por decisão de Kruschev. Com o fim da União Soviética, a república independente permaneceu ligada à Ucrânia, mas, militarmente — eis o peso da realidade —, jamais deixou de pertencer à Rússia.

Nesta terça, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou no Kremlin que aceita a anexação da república à federação russa e acusou Europa e Estados Unidos de tentar violar leis internacionais. “Eles não podem decidir os destinos do mundo e que apenas eles estão certos”, afirmou.

O presidente dos EUA, Barack Obama, reagiu à oficialização da anexação com o pedido de uma reunião de emergência dos G7, o grupo dos sete países ricos, a ser realizada na semana que vem. Joe Biden, vice-presidente americano, classificou a anexação de confisco de território e ameaçou com novas sanções. Quais punições seriam fortes o bastante para fazer a Rússia recuar? A esta altura, cabe a pergunta: existe recuo possível? Não parece.

O presidente russo não tem como voltar atrás. Seria uma humilhação sem precedentes. A operação também comportaria riscos novos: a maioria russa da população da Crimeia — perto de 60% — não aceitaria a mudança, e isso, sim, poderia degenerar em confrontos civis, de proporções e consequências imprevisíveis, mas certamente nefastas.

No discurso em que anunciou que aceitava a Crimeia como parte da federação russa, Putin assegurou que não lhe interessa dividir a Ucrânia. Vale dizer: está anunciando que não pretende ocupar o leste do país, que tem uma forte presença da população russa.

O curioso nisso tudo é que não havia um só especialista em política internacional no mundo, não havia um só analista ou estudioso da região que apostasse que Putin fosse aceitar que a Crimeia pendesse para o Ocidente. Ao contrário: a unanimidade dos observadores apostava que haveria uma reação dura. Muita gente está agora chocada com o óbvio.

O governo interino da Ucrânia tenta aumentar a temperatura do conflito. Diz que um soldado seu foi morto por um suposto ataque russo e autorizou o uso de armamento militar. É uma realidade sem saída — ou com a pior saída. Os ucranianos não têm como enfrentar as forças armadas russas, a menos que recebam auxílio do Ocidente. Fica, de novo, a pergunta: vale a pena?

18 Mar 22:57

Firefox 28 Arrives With VP9 Video Decoding, HTML5 Volume Controls

by Soulskill
An anonymous reader writes "Mozilla today officially launched Firefox 28 for Windows, Mac, Linux, and Android. Additions include VP9 video decoding, Web notifications on OS X, and volume controls for HTML5 video and audio. Firefox 28 has been released over on Firefox.com and all existing users should be able to upgrade to it automatically. The full release notes are available. As always, the Android version is trickling out slowly on Google Play (Android release notes)." Mozilla also announced tools to bring the Unity game engine to WebGL and asm.js.

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


    






18 Mar 22:57

Governo apostou que votaria hoje o marco civil da Internet; Cunha apostou que não. Deu não!

by giinternet

Não deixa de ser divertido. Ontem, os governistas plantaram na imprensa que a paciência da presidente Dilma Rousseff teria chegado ao limite, que votaria nesta terça o tal marco civil da Internet e que os governistas recalcitrantes que esperassem para ver o contra-ataque. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), um pouco mais silencioso, preferiu a discrição. Disse que considerava difícil que o projeto fosse votado nesta terça.

E não foi. Ficou, em princípio, para a próxima. Por quê? O óbvio nesses casos: o governo temia perder. Mesmo cedendo em relação aos data centers (leia post na home), não havia segurança a respeito. O ponto que mais divide é a chamada neutralidade da rede. Diante do risco de derrota, o governo preferiu adiar a votação.

 

18 Mar 20:50

Para garantir marco civil da Internet, governo abre mão de data centers

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Diante das dificuldades para conseguir aprovar o Marco Civil da internet, o governo admitiu nesta terça-feira flexibilizar um dos pontos-chave do projeto que pretende estabeler direitos e obrigações de usuários e provedores de conexão e serviços da rede: a exigência de que empresas estrangeiras de internet que atuam no território nacional armazenem dados de usuários brasileiros em servidores instalados no país. De acordo com os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), partidos políticos pressionam para que o trecho do projeto de lei que faz a exigência seja derrubado.

O governo vai realizar uma nova rodada de reuniões no fim desta terça-feira. Ainda que a obrigatoriedade de data centers locais seja derrubada, o Planalto não abrirá mão da exigência de que empresas que lidem com usuários brasileiros estejam sujeitas à legislação local.

“O governo não vai recuar na questão da soberania nacional dos dados, mas as construções são possíveis, desde que se mantenha a aplicação da lei brasileira em relação aos dados. Esses princípios da lei são inegociáveis”, disse Cardozo. Diante do novo cenário, o governo trabalha para levar o texto à votação em plenário nesta quarta-feira. O Executivo quer aprovar o Marco Civil antes de uma reunião internacional sobre governança da internet, a ser realizada em abril no Brasil.

Desde o fim de 2013, com as revelações de que Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos espionou autoridades e empresas brasileiras, a presidente Dilma Rousseff elegeu o Marco Civil projeto prioritário de governo. O objetivo é dar uma resposta diplomática ao monitoramento ilegal de dados. O projeto também é interpretado pelo Planalto como um ponto de honra para enfraquecer o líder do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), principal opositor do texto do Marco Civil, apontado ainda como um dos parlamentares que têm trabalhado em favor dos interesses das teles — que são contrárias a alguns dispositivos do projeto de lei (leia quadro acima).

Embora tenha acenado com possíveis mudanças em relação aos data centers, o governo mantém a exigência de que o Marco Civil seja aprovado com o princípio da neutralidade da rede, situação que obriga provedores de conexão à rede (as teles, justamente) a tratar de maneira isonômica toda a informação que trafega pela rede. Com o mecanismo, as empresas não poderiam cobrar a mais, por exemplo, para “facilitar” a navegação do usuário pela internet ou fazer distinção do que ele envia ou recebe de dados com base em interesses comerciais.

“Estamos dialogando com o PMDB. Acho possível que caminhemos para uma postura unitária da base. A neutralidade é uma questão intocável. É um princípio que o governo defende com veemência e nenhum tipo de entendimento pode haver em relação a essa questão”, afirmou Cardozo.

Na semana passada, o governo retirou o Marco Civil de votação diante do risco de perder a votação no plenário da Câmara dos Deputados. Levantamentos de governistas apontaram nesta terça-feira que haveria pelo menos 270 votos da base aliada a favor do projeto de lei — cifra ainda arriscada para garantir a aprovação tranquila da matéria.

18 Mar 20:50

PT já prepara seu retiro espiritual para treinar as milícias que vão patrulhar a Internet. E o rapaz do “Dilma Bolada”

by giinternet

Entre os dias 18 e 20 de abril, informa a Folha, o PT vai fazer o seu próprio “campus party”. Vai reunir a sua turma numa espécie de retiro espiritual, em São José dos Campos, para treinar a tigrada para a campanha eleitoral na Internet. Uma das estrelas do evento é, adivinhem quem…, Franklin Martins! Imaginem se vai sair coisa boa de lá. Franklin é o grande organizador da rede de blogs e sites financiados por dinheiro público — aqueles que chamam a si mesmos, cheios de razão e orgulho, de “blogs sujos”.

O vice-presidente do PT nacional, Alberto Cantalice, expõe a boa intenção: “Queremos combater as mentiras”. Que se entenda: para o petismo, mentiras são as notícias de que eles não gostam e as opiniões das quais discordam. Na ponta oposta, as notícias de que eles gostam e as opiniões com as quais concordam compõem, obviamente, a verdade.

Hoje, com a rede suja, a militância a soldo e os inocentes úteis, já é muito difícil participar de algum debate na rede sem que apareça “um deles” para torrar a sua paciência. Imaginem quando eles estiverem atuando como grupo organizado, com pelo menos três pessoas, obedecendo a um comando. Isso, pra mim, lembra o Artigo 288 do Código Penal, entendem?

Ah, sim: o PT convidou aquele rapaz que criou o perfil “Dilma Bolada” no Twitter. Ele topa participar, mas cobra R$ 20 mil: “Eu é que não foi sair da minha casa, viajar e falar para centenas de pessoas de graça”. É isso aí, Jefferson! Essas coisas de marquetagem rendem fortunas. Chegou a hora de colher os louros. Você também tem o direito de compensar o ridículo com uma mudança objetiva na qualidade de vida.

 

18 Mar 20:31

Robert Haas: PostgreSQL Now Has Logical Decoding

A few weeks ago, Josh Berkus wrote a blog post on Why HStore2/jsonb is the most important patch of 9.4.  Everybody's going to have their own opinion on these kinds of questions, but for what it's worth, I think the most important new feature in 9.4 is going to turn out to be logical decoding, the result of a lot of hard work mostly by Andres Freund.

Read more »
18 Mar 18:28

Full Olympus E-M10 test at Dpreview and DxOmark who says the camera is a “Mini marvel”!

by 43rumors

-
Dpreview (Click here) posted the full E-M10 in depth review. The camera earns the Gold Award with a 80% overall score. And I particularly like that part of their conclusion:

The E-M10 is truly an impressive little camera. It holds its own against entry-level DSLRs in terms of image quality and handling, and beats them all in terms of direct control.

And DxOmark (Click here) tested the sensor and writes that overall the camera is a “mini marvel“!

It really brings it to the point! Great camera! And now Olympus, let’s bring some new PEN too :)

Store links for US and Europe:
Special page with all new products at Amazon.
E-M10 Black at Amazon, BHphoto, Adorama, GetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
E-M10 Silver at Amazon, BHphoto, AdoramaGetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
E-M10 with 14-42mm lens Black at Amazon, BHphoto, Adorama , GetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
E-M10 with 14-42mm lens Silver at Amazon, BHphoto, AdoramaGetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
25mm f/1.8 Black at Amazon, BHphoto, Adorama, GetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
25mm f/1.8 Silver at Amazon, BHphoto, Adorama, GetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
14-42mm Black at Amazon, BHphoto, Adorama, GetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
14-42mm Silver at Amazon, BHphoto, Adorama, GetOlympus. In EU at Wex UK, Amazon Germany.
Olympus SP-100 at Amazon, BHphoto, Adorama.
Olympus TG-850 iHS at Amazon, BHphoto, Adorama.
Olympus ECG-1 Black Camera Grip for E-M10 at Amazon, Adorama.
Olympus 9mm f8.0 Fisheye Body Cap Lens at Adorama, GetOlympus. In EU at Wex Uk.
Olympus V321200BW000 Macro Converter MCON-P02 (Black) at Amazon,

18 Mar 16:13

Russian Army Spetsnaz Units Arrested Operating In Ukraine

by timothy
An anonymous reader writes with this excerpt from The Examiner: "The Security Service of Ukraine (SBU) confirmed March 16 the arrest of a group of Russians in the Zaporizhzhia (Zaporozhye) region of Ukraine. The men were armed with firearms, explosives and unspecified 'special technical means'. This follows the March 14 arrest ... of several Russians dressed black uniforms with no insignia, armed with AKS-74 assault rifles and in possession of numerous ID cards under various names. One of which was an ID card of Military Intelligence Directorate of the Russian armed forces; commonly known as 'Spetsnaz'. ... Spetsnaz commandos operating in eastern Ukraine would have the missions encompassing general ground reconnaissance of Ukrainian army units ... missions they may perform preparatory to a Russian invasion would be planting explosives at key communications choke points to hinder movement of Ukrainian forces; seizing control of roads, rail heads, bridges and ports for use by arriving Russian combat troops; and possibly capturing or assassinating Ukrainian generals or politicians in key positions ... Spetsnaz also infiltrate themselves into local populations ... Once in place they begin 'stirring the pot' of ethnic and political strife with the goal of creating violent clashes usually involving firearms and destabilizing local authority." The submitter adds links to more at Forbes, The Daily Beast, and The New Republic.

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


    






18 Mar 16:13

Brazil Blocks Foreign Mobile Phones

by timothy
First time accepted submitter fabrica64 writes "The Brazilian government has today started blocking mobile phones not sold in Brazil (Portuguese-language original), i.e. not having paid sales taxes here. The blocking is based on IMEI, and if you come to Brazil for the World Cup in June and think of buying a Brazilian SIM card to call locally at lower rates, then it won't work because your mobile's IMEI will be blacklisted as not sold in Brazil. This is not a joke, it's true!"

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


    






18 Mar 15:11

Crimeia – Reação de EUA e Europa é pífia; melhor é começar a negociar o que resta a negociar…

by giinternet

A reação de Barack Obama e dos líderes europeus ao referendo da Crimeia foi fraquinha de tudo. Escrevi ontem aqui textualmente: “A Rússia não é o Irã. Não se trata de um país que possa ser marginalizado no concerto das nações, até porque tem lá o seu assento no Conselho de Segurança da ONU”.

Dito e feito. Obama anunciou ontem a sua reação: 11 russos e ucranianos tiveram seus bens nos EUA congelados e não poderão viajar ao país. A União Europeia anunciou medidas semelhantes para 22 pessoas. Grande coisa! O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ele mesmo, não foi alcançado por nenhuma punição.

Isso demonstra a dificuldade em que se encontram os líderes ocidentais nessa questão. A Europa depende do gás russo para tocar a sua economia, e os americanos, obviamente, não vão à guerra por causa da Crimeia — que, no fim das contas, o mundo inteiro considera, vamos dizer assim, russa.

É bom que fique claro: esse congelamento de bens se dá em tese. Se os, vá lá, punidos não tiveram investimento nenhum dos EUA ou na Europa, a medida é ainda mais inócua.

Obama disse palavras ambíguas, a saber: “Se a Rússia continuar a interferir na Ucrânia, estamos prontos a impor mais sanções”. Embora EUA e União Europeia não reconheçam o referendo da Crimeia, o fato é que Putin já reconheceu a autonomia da república em relação à Ucrânia e deve dizer nesta terça ao Parlamento que aceita a sua anexação à Federação Russa.

Parece-me que esse “continuar a interferir” de Obama diz respeito à região leste da Ucrânia, que tem uma parcela significativa, embora minoritária, de russos, mas sobre a qual, até agora, Putin não avançou — e não há sinais, por enquanto ao menos, de que pretenda fazê-lo.

Eu insisto que, nessa história toda, há uma leitura que acaba deixando quase todo mundo contente. Putin perdeu a Ucrânia, isso é um fato. Exceção feita à Crimeia, a maioria da população quer o país integrado à Europa — o fervor de Kiev não é o mesmo em toda parte, mas é maioria ainda assim. Sob esse ponto de vista, o presidente russo é um derrotado.

Mas, desde o começo, como apontei aqui, ele pediu uma compensação: a Crimeia! É irrelevante para o mundo, mas é estrategicamente relevante para a Rússia. Muito pragmaticamente, pergunto: vale a pena criar uma grande crise internacional por causa daquela península, quando, de resto, a esmagadora maioria da população quer a república integrada à Rússia?

O Ocidente faria melhor se começasse o caminho da negociação, atentando, aí sim, para que os direitos dos não russos da Crimeia — muito especialmente os 25% de ucranianos — sejam respeitados.

Insisto: nessa história toda, cumpre fazer de Vladimir Putin o derrotado. Da forma como agem Obama e os líderes europeus, ele acaba aparecendo como aquilo que não é: um vitorioso.

 

17 Mar 22:19

Uma camiseta em defesa do “encino”!!!

by giinternet

camiseta ENCINO

Por Bianca Bibiano, na VEJA.com:
Na última sexta-feira, Taynara Santos, moradora de Brazlândia, publicou em seu Facebook uma foto da camiseta de uniforme recebida por seu irmão, que estuda no Centro de Ensino Médio 01, mantido pelo governo do Distrito Federal. Na camiseta, a palavra “ensino” aparece grafada como “c” — “encino”: a imagem virou motivo de piada na rede social, com quase 10.000 compartilhamentos. “Olha só o nível da camiseta distribuída pelo GDF às escolas públicas. Estão ‘ENCINANDO’ direitinho”, brincou.

Procurada pelo site de VEJA, a Secretaria de Educação do Distrito Federal admitiu que as camisetas foram distribuídas aos estudantes em suas escolas. Ainda assim, o órgão tentou se eximir de responsabilidade, afirmando que os uniformes são produzidos pela Fábrica Social, centro de capacitação profissional vinculado ao governo.

Em sua página do Facebook, porém, a Fábrica Social afirma, por meio de nota, que as 2.800 camisetas produzidas por ela e entregues ao Centro de Ensino Médio 01 não contêm erros ortográficos. A rede escolar do Distrito Federal atende cerca de 445.000 estudantes, segundo o Censo Escolar de 2013.

17 Mar 22:19

Mensaleiro é preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro. Tem até “Camaro” amarelo apreendido; O país “breganejo”!!!

by giinternet
TIRANDO ONDE NUM CAMARO AMARELO: carro apreendido pela operação "Lava Jato"

TIRANDO ONDA NUM CAMARO AMARELO: carro apreendido pela operação Lava Jato

Não é que falte no Brasil um espírito, digamos assim, compreensivo com a lavagem de dinheiro, né? Como a gente sabe, hoje, no Supremo, existe uma maioria formada que só aceita esse crime com registro em cartório… O mesmo vale para o crime de quadrilha. Quadrilheiro só convence ministros como Roberto Barroso e Teori Zavascki se deixarem consignada sua intenção em ata: “Nós, abaixo-assinados, constituímos na data de hoje, nesta comarca, uma quadrilha para…”. Ironia? Acho que sim.

Bem, os criminosos, por sua vez, são renitentes. Não dão bola para os que deitam sobre eles um olhar caridoso. Uma operação da PF batizada de “Lava Jato” prendeu um bom número de pessoas acusadas de envolvimento com a lavagem de dinheiro. E quem está na turma? Enivaldo Quadrado, um dos réus do mensalão e ex-sócio da corretora Bônus-Banval. Em seis estados, a PF apreendeu dinheiro vivo, armas, carros de luxo — até um “Camaro amarelo”, bem breganejo… — e cocaína.

Leiam o que vai na VEJA.com:
*
O empresário Enivaldo Quadrado foi preso na operação da Polícia Federal que desmontou, nesta segunda-feira, uma rede de lavagem de dinheiro em seis Estados e no Distrito Federal. Sócio da extinta corretora Bônus-Banval, Quadrado já foi condenado pelo mesmo crime – lavagem de dinheiro – no julgamento do mensalão, mas teve a pena convertida em serviços à comunidade e ao pagamento de multa.

Ao site de VEJA, o advogado Antonio Sergio Pitombo confirmou que Quadrado foi preso na cidade de Assis (SP), no interior paulista, onde morava.

Essa não é a primeira vez que Quadrado é preso pela PF. Após ter se envolvido no escândalo do mensalão, o empresário foi detido em flagrante em dezembro de 2008 ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos com 361.000 euros não declarados à Receita Federal. Na ocasião, a PF informou que os maços de dinheiro estavam em meias, na cueca e numa pasta de mão.

Até agora, 24 pessoas foram presas da operação Lava Jato da PF. A ação ocorre em dezessete cidades do Paraná (Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina e Foz do Iguaçu), de São Paulo (São Paulo, Mairiporã, Votuporanga, Vinhedo, Assis e Indaiatuba), do Distrito Federal (Brasília, Águas Claras e Taguatinga Norte), Rio Grande do Sul (Porto Alegre), de Santa Catarina (Balneário Camboriú), do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e de Mato Grosso (Cuiabá).

De acordo com as investigações, o grupo criminoso usou postos de gasolina e lavanderias em um sofisticado esquema que movimentou mais de 10 bilhões de reais. 

17 Mar 19:41

OASIS Approves OData 4.0 Standards For an Open, Programmable Web

by samzenpus
First time accepted submitter Dilettant writes "The OASIS members approved Version 4 of the OData standards, which now also feature the long requested compact JSON as primary format. OData helps "simplifying data sharing across disparate applications in enterprise, cloud, and mobile devices" through interfacing data sources via a REST like interface."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


    






17 Mar 19:32

O discurso de Che na ONU e a renitente tara pelo inventor do lema do Viagra… Ou: Pervertidos morais na Cuba de 1964 ou na Venezuela de 2014

by giinternet
Guevara no detalhe da foto que virou ícone: assassino, fedorento e amado

Guevara no detalhe da foto que virou ícone: assassino, fedorento e amado

Há tipos que me dão uma preguiça monumental, gigantesca mesmo! E, quando fico com preguiça, posso endurecer e perder a ternura.

Admiradores de Che Guevara, por exemplo, me deixam com preguiça! Admiram por quê? Deve ser alguma fixação de fundo sexual, sei lá eu. Sabem como é… Aqueles olhos ternos da foto de Alberto Korda… E olhem que a imagem que entrou para a história é só um pedaço da foto original. Alguém foi lá e reparou no moçoilo, pinçou o rosto do bruto e o transformou num ícone. Há na fixação em Che, com todo respeito, uma espécie de boiolagem ideológica (se alguém achou a expressão grosseira, fique com “amor viril ideológico), uma vez que mais os, digamos, “moços revolucionários” do que as moças admiram o “Porco Fedorento”, que odiava com igual fervor duas categorias: banhos e seres humanos. O inventor “avant la lettre” (ou “avant la chose”) do lema perfeito para remédio contra impotência (“Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”) continua a despertar paixões. Ao ponto.

Publiquei neste domingo um post em que chamava a atenção para um texto de apoio publicado na VEJA, junto com a reportagem que informa os privilégios de que José Dirceu e seus amigos petistas gozam na cadeia.

Esse texto de apoio dá destaque a um trecho do discurso que Che Guevara fez na ONU em 1964, em que exalta os fuzilamentos em Cuba. Mais do que isso: o “revolucionário” trata do assunto com orgulho e tenta explicar por que os assassinatos que ele pratica são diferentes dos praticados por outros. Junto com o post, publiquei um vídeo.

Ora, ora, ora… Até parece ser essa a primeira vez que trato do assunto. Já escrevi a respeito num post do dia 17 de abril do ano passado. Já publiquei neste blog A ÍNTEGRA DESSE DISCURSO DE GUEVARA.

Há, sim, um pequeno engano: no vídeo que foi ao ar neste post de domingo, não há o trecho sobre o fuzilamento. Alguns leitores apontaram isso. Outros, ora vejam!, acharam que ali estava a prova de que tanto a VEJA como eu próprio havíamos fraudado a verdade e atribuído a Guevara algo que não dissera. Santo Deus! Ninguém precisa piorar Guevara, nem no cheiro nem na moral. Sua alma não fedia menos do que seu corpo. Imaginem se, CINQUENTA ANOS DEPOIS, eu me atreveria a inventar um discurso que não existiu.

Um leitor, achando que me engana, escreve:
“Talvez eu seja um dos mais ferrenhos antipetistas, mas devemos ser fieis à verdade. Ou estou surdo, ou meu portunhol é tão ruim que em momento algum, neste tempo de discurso, ouvi de Che Guevara que eles fusilavam continuariam fusilando. Penso, que apesar de tudo, devemos ser amantes da verdade. Sou seu fã, meu caro Ricardo Azevedo, mas nessa eu realmente discordo, por não ter ouvido, nestes 6mins20segs. a declaração que está no texto acima. Respeitosamente.”

Bem, vamos lá. Em primeiro lugar, em português, os fuziladores “fuzilam” com “z”, não com “s”. Em segundo, o “Ricardo Azevedo” talvez seja seu “caro”, o “Reinaldo”, certamente, não; em terceiro, estou me lixando se você é antipetista ou não. Não penso nisso quando escrevo. Eu não penso que “devemos ser amantes da verdade, apesar de tudo”. A única coisa decente a fazer é ser amante da verdade ANTES DE TUDO”.

Bem, aqui está a fala do Porco Fedorento exaltando os fuzilamentos. Ele trata do assunto quando responde ao discurso do representante da Venezuela na ONU.

Já expliquei o contexto e explico de novo. Em 1964, a Venezuela era uma democracia, governada por Raúl Leoni, que havia sido eleito em 1963. Sucedia outro governo igualmente sufragado pelo povo, em 1958. Até esse ano, o país havia conhecido apenas nove meses de um governo saído das urnas, entre fevereiro e novembro de 1948.

Muito bem! O governo democrático da Venezuela enfrentava a luta armada de vários grupos terroristas, que se inspiravam em Cuba. E o que fez a ditadura cubana? Acusou, ora vejam!, o governo venezuelano de praticar genocídio… Houve excessos das forças de segurança, admitidos pelo próprio governo, que os condenou. Mas, obviamente, não havia morticínio em massa. Tratava-se apenas de uma das muitas fraudes históricas perpetradas pelas esquerdas.

Pois bem: o governo democrático da Venezuela reagiu à acusação, lembrando que o governo cubano era notório, ele sim, por fuzilar seus adversários. E é então que o Porco Fedorento, o “Chancho”, o poeta do homicídio, aquele que descreveu com incrível prazer o movimento de uma bala que penetra de um lado do crânio e sai do outro (e ele era médico); aquele que confessou ter roubado um relógio de um homem que acabara de matar; aquele que acreditava que o homem deveria se transformar “numa fria e implacável máquina de matar”, motivado pelo ódio, eis que um vagabundo desse naipe afirma o seguinte na ONU (a partir do 36º segundo):

“Nós temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida, que temos expressado sempre diante do mundo: fuzilamentos, sim! Fuzilamos, estamos fuzilando e seguiremos fuzilando até que seja necessário. Nossa luta é uma luta até a morte. Nós sabemos qual seria o resultado de uma batalha perdida e os vermes também têm de saber qual é o resultado da batalha perdida hoje em Cuba. E vivemos nessas condições por imposição do imperialismo norte-americano. Isso, sim, mas assassinatos não cometemos, como comete neste momento a polícia política venezuelana que, creio, recebe o nome de Digepol se não estou mal informado. Essa polícia cometeu uma série de atos de barbárie, de fuzilamentos, ou melhor, de assassinatos, e depois atirou os cadáveres em alguns lugares (…)”

A íntegra do discurso do vagabundo, em espanhol, está aqui. Na sequência, acreditem, ele critica o governo da Venezuela por aquilo que chama censura à imprensa. Em 1964, não só não havia imprensa livre em Cuba como os adversários do regime eram fuzilados, o que ele confessa.

Poucas falas retratam com tanta precisão o horror moral da esquerda armada, e de seus herdeiros intelectuais, como essa. Notem que Che Guevara não acredita na existência de adversários, mas de “vermes”. Ora, se vermes são, então podem e devem ser eliminados. Seus fuzilamentos são parte da luta; os dos outros, crimes. Mais: ele diz que mata porque venceu e proclama que o outro lado faria a mesma coisa se tivesse vencido; logo, sua fala legitima tanto a própria brutalidade como a alheia. E pensar que os partidários desses pulhas ficam hoje, por aí, a arrotar a sua moral vitimista, cobrando reparações. Tivessem ganhado aqui a batalha, Che Guevara informa o que teriam feito com os adversários — e não haveria, por certo, “Comissão da Verdade”. Antes que algum cretino se assanhe a dizer que estou defendendo tortura, digo: “Uma ova!”. Defendem a tortura, o assassinato e o fuzilamento os que perfilam com Che Guevara, não eu. Só estou evidenciando o que queriam aqueles anjos da morte.

Cinquenta anos depois, Nicolás Maduro, em nome de ideais derivados daquele Porco Fedorento, continua a fuzilar pessoas nas ruas. E, herança do mesmo chiqueiro moral, diz que o faz em nome da “revolução bolivariana”, que ele ameaça radicalizar. Luiz Inácio Apedeuta da Silva lhe dá integral apoio. Dilma também. Vale dizer: ambos legitimam a morte de pessoas que só estavam protestando contra uma fraude eleitoral escancarada.

Assim, quando vejo as Dilmas, os Lulas e alguns fantasmas morais do passado a se levantar e a pedir justiça e reparação, indago: em nome de quais valores? “Ah, mas e o deputado Rubens Paiva?” O que tem ele? Foi vítima da brutalidade do regime, tem de ter a sua história contada, e o Estado tem de assumir a sua culpa, como, aliás, aconteceu. Mas nem ele nem ninguém mudam a história de um tempo, mudam os valores que estavam em conflito. E que, atenção!, ainda estão!

Cadê os nossos cultores da verdade, os nossos heróis da reparação, para enviar uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano e seus mortos? Estão calados em seu túmulo moral. Sabem por quê? Porque boa parte dessa gente acha que Maduro tem mais é de fuzilar mesmo. Porque boa parte dessa gente acha que Che Guevara estava certo. Porque boa parte dessa gente acha que humanos são os seus companheiros. Os adversários são apenas “vermes” que merecem morrer.

Encerro
Sobrou alguma dúvida?