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AT&T Exec Calls Netflix "Arrogant" For Expecting Net Neutrality
Hungarian Air Force To Protect Croatia’s Airspace

Csaba Hende, Defence Minister, Hungary announced last week that Croatia has asked Hungary to protect its airspace, reports Nol.hu.
Csaba Hende said that this request is exceptional, and in the long term, will define the relationship between the two countries adding that the request has been made because Hungary has capable, fourth generation fighter aircraft.
The Minister also informed that in 2015, the Hungarian air force Gripen will monitor airspaces of Estonia, Latvia and Lithuania for four months.
Read the full story: Magyar Gripenek fogják védeni Horvátország légterét
Craig Kerstiens: PostgreSQL 9.4 - Looking up
Just a few weeks back I wrote a article discussing many of the things that were likely to miss making the 9.4 PostgreSQL release. Since that post a few weeks ago the landscape has already changed, and much more for the positive.
The lesson here, is never count Postgres out. As Bruce discussed in a recent interview, Postgres is slow and steady, but much like the turtle can win the race.
So onto the actual features:
JSONB
JSON has existed for a while in Postgres. Though the JSON that exists today simply validates that your text is valid JSON, then goes on to store it in a text field. This is fine, but not overly performant. If you do need some flexibility of your schema and performance without much effort then hstore may already work for you today, you can of course read more on this in an old post comparing hstore to json.
But let’s assume you do want JSON and a full document store, which is perfectly reasonable. Your option today is still best with the JSON datatype. And if you’re retrieving full documents this is fine, however if you’re searching/filtering on values within those documents then you need to take advantage of some functional indexing. You can do this some of the built-in operators or with full JS in Postgres. This is a little more work, but also very possible to get good performance.
Finally, onto the perfect world, where JSON isn’t just text in your database. For some time there’s been a discussion around hstore and its future progress and of course the future of JSON in Postgres. These two worlds have finally heavily converged for PostgreSQL 9.4 giving you the best of both worlds. With what was known as hstore2, by The Russians under the covers, and collective efforts on JSONB (Binary representation of JSON) which included all the JSON interfaces you’d expect. We now have full document storage and awesome performance with little effort.
Digging in a little further, why does it matter that its a binary representation? Well under the covers building on the hstore functionality brings along some of the awesome index types in Postgres. Namely GIN and possibly in the future GIST. These indexes will automatically index all keys and values within a document, meaning you don’t have to manually create individual functional indexes. Oh and they’re fast and often small on disk as well.
Logical Decoding
Logical replication was another feature that I talked about that was likely missing. Here there isn’t the same positive news as JSONB, as there’s not a 100% usable feature available. Yet there is a big silver lining in it. Committed just over a week ago was logical decoding. This means that we can decode the WAL (Write-Ahead-Log) into logical changes. In layman’s terms this means something thats unreadable to anything but Postgres (and version dependent in cases) can be intrepretted to a series of INSERTs, UPDATEs, DELETEs, etc. With logical commands you could then start to get closer to cross version upgrades and eventually multi-master.
With this commit it doesn’t mean all the pieces are there in the core of Postgres today. What it does mean is the part thats required of the Postgres core is done. The rest of this, which includes sending the logical replication stream somewhere, and then having something apply it can be developed fully as an extension.
In Conclusion
Postgres 9.4 isn’t 100% complete yet, as the commitfest is still going on. You can follow along on the postgres hackers mailing list or on the commitfest app where you can follow specific patches or even chip in on reviewing. And of course I’ll do my best to continue to highlight useful features here and surface them on Postgres Weekly as well.
Turkish Finance Minister Defends Twitter Ban
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First worldwide Leica 15mm f/1.7 preorders at BHphoto!
BHphoto is the first worldwide store accepting preorder of the new Panasonic-Leica 15mm f/1.7 in Black (Click here) or Silver (Click here).
Few low resolution image samples can be seen at Panasonic UK and Panasonic Germany.
Spinoffs From Spyland: How Some NSA Technology Is Making Its Way Into Industry
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Quanto mais mexe, pior fica. Uma proposta da diretoria da Petrobras ao conselho e um e-mail complicam um pouco mais a situação de Dilma; caso esbarra em Graça Foster e vai se tornando, a cada dia, mais inexplicável
Vejam este documento (se preciso, clique na imagem para ampliá-la).
Já volto a ele. Antes, algumas considerações.
Eu não sou o único a tentar entender a tumultuada cabeça de Dilma Rousseff — nos limites, deixo claro, de sua atuação pública (sou um homem de ambições modestas…). Outros tentam fazê-lo sem chegar a um desfecho satisfatório. Alguém consegue explicar por que ela mandou demitir, em 2014, um diretor que lhe teria dado um truque em 2006, induzindo-a e aos demais conselheiros ao erro? Por que agora e não antes?
A hoje presidente da República demorou oito anos para concluir que Nestor Cerveró não teria agido, então, com a devida transparência? A gente sabe que membros de conselhos administrativos não leem milhares de páginas eventualmente disponíveis sobre determinados investimentos. Contentam-se, nem poderia ser diferente, com memoriais executivos, pareceres de analistas, dos bancos etc. É assim em qualquer lugar do mundo. O ponto não está aí. A questão é saber por que Dilma demorou tanto para agir. E, ao fazê-lo, CONFESSA A SUA OMISSÃO DE OITO ANOS. Reitero: COMO ADMINISTRADORA E SENHORA ABSOLUTA DO SETOR ENERGÉTICO, DILMA DESMORALIZA DILMA AO DEMITIR CERVERÓ SÓ AGORA.
Parafraseando Ricky em Casablanca, ao se despedir de Ilse, “US$ 1,18 bilhão (na verdade, um pouco mais) é um punhado de feijão quando a empresa perdeu mais de R$ 200 bilhões em valor de mercado de 2010 a esta data, despencando de R$ 380 bilhões para R$ 179 bilhões. Era a 12ª maior empresa do mundo em 2010 e agora é a 120ª. Performance tão desastrada e desastrosa não é corriqueira. Ainda que fossem verdadeiras todas as bobagens que o petismo disse sobre a privatização de estatais no governo FHC, só o tombo dado na Petrobras já faria do PT um vitorioso no campeonato da dilapidação da patrimônio público. E, não custa notar, eram acuações falsas, num misto, em doses idênticas, de ignorância e pilantragem ideológica. Mas a dilapidação da Petrobras é verdadeira.
Reportagem da VEJA desta semana intitulada “Um poço de suspeitas” agrega um documento novo ao imbróglio de Pasadena — aquele que está lá no alto da página. No dia 2 de julho de 2008, o então procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Adams, que é hoje advogado-geral da União, enviou à então secretária-geral da Casa Civil, Erenice Guerra, um e-mail em que solicitava que se incluíssem na ata de uma reunião do conselho de administração da Petrobras duas ressalvas sobre a compra da refinaria de Pasadena. A primeira advertia que a tal Cláusula Marlim (aquela segundo a qual a Petrobras garantia à sua sócia, Astra, uma rentabilidade anual de 6,9% independentemente dos resultados da refinaria) não havia sido objeto de aprovação. A segunda informava que a diretoria executiva da empresa havia aberto um procedimento para investigar a falha.
O e-mail reforça a informação de que o conselho acabou aprovando, originalmente, uma operação sem ter conhecimento de todos os dados. Mas, então, que fique claro: a partir de 2 de julho de 2008, Dilma não poderia alegar ignorância de mais nada. E ATENÇÃO! NÃO SE TRATA DE EVOCAR, NESTE MOMENTO, A ENTÃO PRESIDENTE DO CONSELHO, MAS A CHEFE DA CASA CIVIL, A GERONTONA DO PAC, A SABICHONA, A QUE DECIDIA TUDO, A DAMA DE FERRO, A SENHORA DO ÓLEO, DOS VENTOS, DAS ÁGUAS, DOS RAIOS…
Compra tudo!
Mas Dilma nem precisaria ter esperado o e-mail de Adams para saber de tudo. Reportagem da Folha publicada neste domingo informa que a direção da Petrobras defendeu diante do conselho, no dia 3 de março de 2008, a compra da outra metade da refinaria — e de seu estoque de óleo — por US$ 788 milhões. Sabem quem foi, de novo, o orador da turma? Nestor Cerveró — sim, o tal senhor que Dilma mandou agora demitir. Era ele quem falava, mas o fazia em nome de toda a direção executiva da Petrobras, a saber: José Sérgio Gabrielli, então presidente, e os diretores Graça Foster, Almir Barbassa, Renato Duque, Cerveró (afastado da diretoria da BR Distribuidora) e Paulo Roberto da Costa (preso em operação que apura lavagem de dinheiro).
Note-se: isso aconteceu no dia 3 de março de 2008. O que se debateu, então, nessa reunião era a tal cláusula “PuT Option”. Até porque, ATENÇÃO PARA OUTRO DADO, a Astra já havia recorrido à Justiça americana no ano anterior: 2007! Se Dilma não sabia de nada em 2006 porque o resumo executivo de Cerveró era incompleto, ela certamente tomou ciência — NEM QUE FOSSE COMO MINISTRA DA CASA CIVIL, NÃO COMO PRESIDENTE DO CONSELHO — da ação judicial. Não fosse isso, teria sido informada de sua existência no dia 3 de março de 2008; se escapou de ficar sabendo ali, o e-mail de Adams, do dia 2 julho, era mais uma advertência.
Dilma não apenas se omitiu como ouviu a nova exposição de Cerveró. O conselho se recusou a pagar o que pediam os belgas, e a Petrobras teve de ir à Justiça se defender. Contratou um escritório de advocacia por US$ 7,9 milhões ligado a ex-integrantes da cúpula da empresa.
Não dá soberana!
- Em 2006, a senhora não sabia de nada? Ok.
- Mas e em 2007, quando a Astra recorreu à Justiça? Atenção! Em 2008 começa o litígio porque a Petrobras decide não ficar com a outra metade.
- E em março de 2008, quando o conselho discutiu a compra da outra metade, recusando-a?
- E em julho de 2008, quando recebeu o e-mail de Adams?
- Por que Cerveró continuou, então, à frente da diretoria da Área Internacional?
- Por que voltou para o grupo, como diretor financeiro da bilionária BR Distribuidora?
- Por que foi demitido só em março de 2014?
- Por que Cerveró é mais culpado do que Graça Foster?
- A que título a Petrobras remeteu para a refinaria, em 2008, US$ 200 milhões, depois que a Astra já tinha entrado na Justiça contra a Petrobras?
Parece evidente que se está tocando, por enquanto, apenas na superfície desse imbróglio.
- Como foi que a Astra, e por intermédio de quem, entrou na vida da Petrobras?
- De quanto foi exatamente o investimento feito pelos belgas na refinaria antes de vender 50% para a Petrobras?
- Na composição do preço da primeira metade (US$ 360 milhões), US$ 170 milhões seriam correspondentes ao estoque de petróleo. Assim, por metade da refinaria propriamente, a Petrobras pagou US$ 190 milhões — o empreendimento inteiro tinha sido comprado pelos belgas menos de um ano antes por US$ 42,5 milhões! Ora, se a apenas metade correspondiam US$ 190 milhões, ela toda, sem contar o estoque de óleo, já estaria avaliada, então, em US$ 380 milhões! Haja valorização!
Os petistas zangados se acalmem! Não são os “oposicionistas de sempre” que acham a história mal contada. Dilma também! Por isso mandou botar Cerveró na rua. Ela não explica por que só agora decidiu arrumar um bode expiatório, mantido, até anteontem, num dos cargos mais cobiçados do país.
Iran Builds Mock-up of Nimitz-Class Aircraft Carrier
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Silicon Valley Anti-Poaching Cartel Went Beyond a Few Tech Firms
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No berço político de Dilma, PT patina e complica palanque
Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
A sete meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff decidiu se dedicar pessoalmente à montagem de palanques regionais para sua candidatura à reeleição. A presença de Dilma à mesa é parte da estratégia da direção do PT para tentar destravar conflitos entre partidos que compõem sua base em Brasília, mas que poderão se enfrentar nas disputas locais. Nas últimas semanas, ao analisar o xadrez eleitoral, conselheiros da presidente chegaram a um diagnóstico nada favorável: Dilma poderá enfrentar dificuldades em seu berço político, o Rio Grande do Sul. Porém, ao contrário dos embates entre aliados pelo país, é o próprio PT quem causará dor de cabeça para Dilma.
Isolado na Assembleia Legislativa gaúcha, onde apenas PTB, PCdoB e o nanico PPL ainda se mantêm fiéis à sua gestão, o governador Tarso Genro (PT) aparece em segundo lugar em pesquisas encomendadas por partidos. Em ambas, é superado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP) – 41% a 27% em levantamento feito a pedido do PSB, e 39% a 29% em sondagem realizada pelo PP.
Tarso anda às turras com os professores da rede estadual, que não recebem o piso nacional do magistério. Em Brasília, a situação tampouco é das mais confortáveis desde que ele passou a liderar uma frente de governadores cobrando um novo indexador para a dívida dos Estados com a União. Mais: é alvo frequente de fogo amigo no PT, que ressalta as declarações de sua filha, a barulhenta ex-deputada Luciana Genro (PSOL), contra o governo Dilma.
Ex-ministro da Justiça e presidente do PT após o estouro do escândalo do mensalão, Tarso não tem a simpatia da ala do PT ligada aos próceres petistas condenados no julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governador gaúcho já defendeu publicamente a refundação do partido depois do escândalo dos mensaleiros e, antes do veredicto do STF, afirmou que altas autoridades da República deveriam ser levadas para o banco dos réus. As declarações foram mal recebidas pela antiga cúpula petista e até hoje causam retaliações internas de aliados do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Paralelamente ao enfraquecimento do governador, candidato à reeleição, PP e PMDB, ambos aliados de Dilma na esfera federal, articulam candidaturas próprias, o que deverá fazer do Estado um campo minado para a presidente na campanha. O PP apresentou o nome da senadora Ana Amélia Lemos, enquanto o PMDB formalizou a candidatura do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini. Sartori é ligado ao senador Pedro Simon (PMDB). Também são candidatos ao governo gaúcho o deputado federal Vieira da Cunha (PDT), o empresário José Paulo Dornelles Cairoli (PSD) e o professor Roberto Robaina (PSOL).
Diante do cenário embaraçoso para Dilma, os adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), já negociam o apoio de Ana Amélia, cujo palanque poderá servir a ambos. O PSB de Campos poderá estar representado em sua chapa, indicando o vice-governador. O nome mais cotado é do deputado federal José Stédile (PSB), irmão de João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST). Como o PP gaúcho é ligado a grandes produtores rurais, a aliança seria uma forma de dobrar a resistência de pequenos agricultores. O PSDB também seria contemplado: a eventual vitória de Ana Amélia abriria espaço para que o tucano Alberto Wenzel, ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, suplente dela, herdasse uma cadeira no Senado Federal. “Na formação de alianças políticas não pode haver radicalismo. Precisamos de uma ação mais criativa e menos preconceituosa”, diz a senadora Ana Amélia.
“A vitória do PP depende muito mais de nós não errarmos do que do risco de concorrência de Tarso Genro”, afirma o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). Por enquanto, a frase deve ser vista tão somente como uma provocação. Mas, se os rumos não se alterarem nos próximos meses, não é exagero afirmar que Dilma terá de cabalar votos para Tarso.
Gabrielli: por vontade própria, ele não vai esclarecer coisa nenhuma!
Leio na coluna Painel, da Folha, editado por Vera Magalhães, a seguinte informação:
Nada a declarar
José Sérgio Gabrielli, que presidia a Petrobras quando a refinaria em Pasadena (EUA) foi comprada, não pretende comparecer diante da comissão externa criada no Congresso para investigar denúncias de irregularidades em contratos da empresa. Gabrielli tem dito que já prestou todos os esclarecimentos sobre o negócio ao Senado. Nos órgãos que investigam a compra, o ex-executivo manterá a defesa que tem feito: a de que o negócio era vantajoso segundo os dados disponíveis na época.
Retomo
Eis por que a instalação de uma CPI é importante. Ela tem poder para convocar Gabrielli, não apenas para convidar. A convocação poderia ser derrubada pela maioria necessariamente governista da CPI? Até poderia, mas derrubá-la há de ser um esforço e um problema “deles”. Bem como, creio, compete ao governismo, se quiser, mobilizar-se contra a comissão. O papel da oposição, entendo, é cobrar a sua instalação.
Gabrielli se comporta agora como se comportava à frente da estatal: sempre achou que não tinha de prestar satisfações a ninguém. Deve ter sido o comando mais arrogante da história da Petrobras, incluindo os tempos da ditadura. Parecia que o comando da empresa se divertia em ser hostil ao jornalismo.
Ele não precisa ser simpático. Pode ser prepotente o quanto quiser na vida privada. Ocorre que presidiu uma empresa de que o sócio majoritário é o estado — portanto, o conjunto dos brasileiros —, e o minoritário, o grupo de acionistas privados. Todos vêm sendo lesados por uma gestão ruinosa da estatal.
NA VEJA DESTA SEMANA – Padilha, a pílula azul e um contrato investigado pela Polícia Federal
É… Guardem este nome: Labogen Química Fina e Biotecnologia. Segundo a Polícia Federal, trata-se de um dos braços do esquema de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, o mesmo que levou à prisão o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que colaborou com o rolo da refinaria de Pasadena.
Pois bem: essa tal Labogen assinou com o Ministério da Saúde um contrato de R$ 150 milhões para o fornecimento de citrato de sildenafila, o princípio ativo do Viagra. A PF descobriu que essa “empresa” não tem planta industrial e que o remédio seria fabricado por outro laboratório, ao qual a Lobogen repassaria 40% do contrato. Ou por outra: segundo a Polícia, a turma pagaria R$ 60 milhões pelo remédio e embolsaria nada menos de R$ 90 milhões. Uma beleza!
“Eles” estão começando a perder qualquer modéstia, né? Os escândalos subiram de patamar. Já começam na casa dos R$ 100 milhões. Leiam reportagem publicada na VEJA desta semana.
*
Pré-candidato petista ao governo de São Paulo nas eleições deste ano, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha é citado nominalmente no inquérito da Polícia Federal que investiga a rede de lavagem de dinheiro comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Em um dos relatórios da Operação Lava-Jato, há ainda uma foto de Padilha ao lado de um homem que os investigadores apontam como laranja de Alberto Youssef, no ato de assinatura de um contrato que levou a investigação para dentro do Ministério da Saúde.
A imagem foi interceptada pelos agentes na caixa de e-mails de um dos investigados. O contrato foi assinado por Padilha com a Labogen Química Fina e Biotecnologia, uma empresa que, segundo a Polícia Federal, é tudo menos um laboratório farmacêutico, e ainda assim foi contemplada com uma parceria em que planejava receber 150 milhões de reais em vendas de remédios para o ministério. Um grande — e suspeitíssimo — negócio.
Pelo modelo de contratação adotado, o Ministério da Saúde escolhe empresas privadas dispostas a fazer parceria com laboratórios públicos para a produção de remédios. A Labogen, com sede em São Paulo, foi uma das escolhidas no ano passado para fornecer citrato de sildenafila, medicamento com o mesmo princípio ativo do famoso comprimido azul para disfunção erétil. O ministério informou que as empresas interessadas em firmar parcerias passam por um rigoroso processo de seleção e análise de capacidade técnica que envolve vários órgãos públicos. No papel, segundo o ministério, a situação da Labogen estava o.k.
No mundo real, a polícia concluiu que a Labogen não tem uma planta industrial e passa longe de ser uma companhia de porte, compatível com os valores milionários a ser recebidos do governo. Documentos juntados no inquérito mostram que, na verdade, os remédios seriam fabricados por um outro laboratório, de Goiás, ao qual a Labogen repassaria 40% do valor do contrato. Sem produzir um único comprimido, a empresa do doleiro pretendia faturar 90 milhões de reais. Os sócios da Labogen figuram como titulares de remessas milionárias para contas no exterior, operações que os investigadores dizem ser simuladas. A empresa tinha planos de ampliar a lista de remédios a ser fornecidos ao governo. Diz a PF: “Pode-se estar diante, portanto, de mais uma ferramenta para sangria dos cofres públicos”.
FHC emite nota em que defende a instalação da CPI da Petrobras
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu uma nota neste domingo em que defende a instalação de uma CPI para investigar os malfeitos na Petrobras. Inicialmente, o tucano afirmou que a apuração poderia ser conduzida por outros órgãos competentes do Estado, mas mudou de ideia. Leia íntegra da nota.
*
Os acontecimentos revelados pela imprensa sobre malfeitos na Petrobras são de tal gravidade que a própria titular da Presidência, arriscando-se a ser tomada como má gestora, preferiu abrir o jogo e reconhecer que foi dado um mau passo no caso da refinaria de Pasadena. Pior e fato único na história da empresa: um poderoso diretor está preso sob suspeição de lavagem de dinheiro.
Sendo assim, mais do que nunca se impõe apurar os fatos. Embora, antes desse desdobramento eu tivesse declarado que a apuração poderia ser feita por mecanismos do Estado, creio que é o caso de ampliar a apuração. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, conduzirá o tema, em nome do partido, podendo mesmo requerer, com meu apoio, uma CPMI.
Afinal é preciso saber por que só depois de tudo sabido foi demitido o responsável pelo parecer que induziu a compra desastrada da refinaria nos Estados Unidos e que relações havia entre o diretor demitido e o que está preso. Afinal, trata-se da Petrobras, empresa símbolo de nossa capacidade técnica e empresarial.
Fernando Henrique Cardoso
Not Just for Catholics
I am not a Roman Catholic, but I love the churches of Rome. Where else on earth is there such a concentration of hallowed houses of worship, sermons in stone and light, in art and architecture, that reveal so completely the antiquity and historical density of the Christian faith? That is why I was delighted to see George Weigel’s beautiful new book, Roman Pilgrimage: The Station Churches (New York: Basic Books, 2013).
Many of the churches in Rome are built over or near the tombs of the martyrs, those who willingly faced (an often tortuous) death rather than renounce their faith in Jesus Christ. Ever since Bishop Polycarp of Smyrna (Izmir in modern Turkey) was bound and burned at the stake in the mid-second century, Christians have remembered the martyrs in a special way. Already in the Book of Revelation, the martyrs are lauded as white-robed saints in heaven who have “come through great tribulation” (Rev. 7:14). They belong to the great cloud of witnesses who are cheerleaders for believers here on earth still on journey to “that city which has foundations” (Heb. 11:10).
The practice of making a Lenten pilgrimage to certain churches in Rome associated with the early Christian martyrs goes back to the fourth century. The pilgrims would gather at a church, known as the collecta, where they would be met by the bishop and other clergy of the city. Together they would process to a particular statio, or martyr church, designated for that day in Lent. Their visit to the church would conclude with the service of vespers, complete with the public reading of Holy Scripture, singing, prayers, and the solemn celebration of the Eucharist. This Lenten discipline has been revived in recent years by seminarians at Rome’s North American College and is still followed today.
Roman Pilgrimage, was brought together by George Weigel along with his son, the photographer Stephen Weigel, and the superb art historian Elizabeth Lev. These three walked the Lenten station church pilgrimage in preparation for this book, which features biblical exposition, stunning photographs, and expert historical comment. But this publication is neither a mere guide for tourists nor a handbook for antiquarians. Rather it is a manual of Lenten faith: an invitation to the spiritual landscape of martyrdom, pilgrimage, prayer, and lectio divina. The description of each of the station churches begins with suggested Bible readings and other texts from the commentaries and sermons of the church fathers, followed by a meditation.
To process with the pilgrims to these ancient churches, as Weigel and his collaborators did, is to enter into the storied history of a place that belongs to all Christians. If Rome is not, as it was called in the days of the Caesars, the caput mundi, it is nonetheless a place of sacred memory made such by the dual apostolic martyrdom of St. Peter and St. Paul, and the many others who followed their example. To walk this path is to enter into the plenitude of the Church and to take up an itinerary of conversion. As Weigel reminds us:
Here walked Peter and Paul, and perhaps others of the apostles and the evangelists. Here walked Leo and Gregory, two popes popularly acclaimed as “the Great”; here walked another pope, John Paul II, whom many believe history will remember with the same title.
Martin Luther strode these pathways, as did John Henry Newman, two men of genius who came to dramatically different conclusions about the place of Rome in the Christian scheme of things. . . . And here, in the late twentieth century, Orthodox and Protestant leaders began to pray in common with the Bishop of Rome for an end to the fragmentation of the Christian world.
In my various visits to Rome across the years, I have found, a haven of rest and reflection in many of the churches described in this book. I remember sitting late one afternoon in the Basilica of St. Mary Major, atop the Esquiline Hill, with the rays of the setting sun reflecting on the Byzantine mosaic of Mary Theotokos“the one who gave birth to the one who was God,” as Jaroslav Pelikan described the title given to the mother of Jesus at the Council of Ephesus in 431. I recall worshipping one Sunday morning at a family communion service in St. Mary Trastevere, one of Rome’s first churches. Here, in New Testament times, immigrants to the imperial city, especially Jews, found shelter. On this very site, or nearby, Paul’s Letter to the Romans might first have been read aloud in a Christian house church. The Basilica of St. Clement, near the Coliseum, is built like a cake in three layers. The ground floor, far beneath street level today, takes one back to the late first century. Here one can still see the remains of an altar to the Persian god Mithras, whose devotees included many soldiers in the Roman army. Around, and then later above, this pagan altar the early Christians gathered to worship Jesus Christ and to build there a sanctuary dedicated to the memory of the bishop-martyr Clement.
The largest and most visited of the station churches, of course, is the Vatican Basilica, dedicated to St. Peter. This famous place is said to be “the parish church of the entire Catholic world.” For all of its Renaissance splendor, the most impressive thing to me about St. Peter’s is the necropolis, the ancient Roman cemetery far beneath the magnificent church of Bernini and Michelangelo. Here one can see what are said to be the actual bones of Peter himself. While this claim cannot be historically proven beyond doubt, it is certain that we are looking here at the mortal remains of an early martyr whose burial site was a place of reverence and pilgrimage from the first days of the Christian era.
Though not as lavish as St. Peter’s but even more impressive in its own way, especially to Protestants, is the Basilica of St. Paul Outside the Walls. According to tradition, St. Paul, the great missionary apostle, was beheaded not far from this site at a place called Aque Salvie on the road to Ostia. Recent archeological work has encouraged the time-honored belief that the bone fragments still preserved beneath the altar of this Constantinian church once resided in the worn-out body of the Apostle to the Gentiles. The chain by which Paul is said to have been bound to the Roman guard can be seen in a glass case near his tomb. Approaching the end of his earthly journey, St. Paul wrote: “I am already on the point of being sacrificed; the time of my departure has come. I have fought the good fight, I have finished the race, I have kept the faith” (2 Tim. 4:6-7).
The churches of Rome remind us, as Weigel says, that “the truths of Christianity are truths embedded in reality.” Christianity is about stuff: material, fleshly stuff. Such stuffashes, bones, chains, wood, stone, color, lightare on display in the churches of Rome’s hills, corners, and catacombs. These are churches of the Great Tradition, and their doors are open to all followers of Jesus. While they serve Catholic spiritual traditions in a distinctive way, they are clearly not for Catholics only.
Timothy George is dean of Beeson Divinity School of Samford University and general editor of the Reformation Commentary on Scripture. His email address is tfgeorge@samford.edu.
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Marriage Equality Now!
I’m committed to it. You should be, too. The inequality’s a scandal in our society. Like good schools, marriage has become something the rich can take for granted. Everybody else? Well, they’ve got to make it on their own. We need to do something about this. It’s time to get together and fight for marriage equality.
The new social reality is shocking. The children of wealthy people go to good schools, get good jobs, and get and stay married. Meanwhile, the rest struggle to get together, and if they do marry often end up divorced.
Charles Murray’s report on white America in Coming Apart gives us some of the vital statistics. In 1960, among top earnersthe uppermost 20 percentmore than 90 percent of prime age white adults (30-49 years old) were married. Hardly any of them were divorced. The lives of the poor white population of Americathe bottom 30 percent measured by incomewasn’t all that different. More than 80 percent of them were married, and although the number of divorced adults that age was a bit higher than among the well to do, it was only around 5 percent.
This relative equality is now long gone. Beginning in the 1970s, the top and bottom began to diverge. There’s been a downward drift in marriage among the rich, but not by much. Today 85 percent of prime age economic winners are married, a surprisingly modest decline given all the media attention to single professional women. Meanwhile, marriage has collapsed among the white poor. In 2010 less that 50 percent of prime aged poor whites were married. That’s partly because fewer get married, and partly because divorce rates skyrocketedagain, for them, but not for the rich.
Social scientists agree that family stability is a key factorthe key factorfor healthy, happy, successful lives. So our growing marriage inequality contributes to and reinforces the gap between winners and losers in America. Divorced and single people have more health problems. They’re more likely to abuse drugs and alcohol. Their self-reported happiness among unmarried adults is lower than for those in stable marriages. Moreover, marriage inequality means that poor kids are overwhelmingly more likely to grow up without a mother and father than rich kids, which as we know from social scientific studies foretells worst life outcomes for them.
In sum: in America today the rich have the money and the social capital. They’ve got all the good jobs and the stable marriages that allow them to pass on those advantages to their children. This inequality is so extreme, that even the poor people who get and stay married are getting ground down. Sixty-five percent of rich white Americans self-report that they have happy marriages. Slightly more than 30 percent of poor Americans say the same. Again, that reflects a stark divergence as compared to earlier decadesanother growing inequality.
The Human Rights Campaign, a leader in gay rights, claims to promote marriage equality. If you’re one of the small minority of gays and lesbians in America who wants to get married, I suppose that makes sense. But viewed with any degree of objectivity, it’s an absurd claim, because it ignores the increasingly profound marriage inequality in society at large.
The Human Rights Campaign and supporters of gay marriage from Andrew Cuomo to Alan Simpson also ignore an inconvenient fact: the striking correspondence of the increasingly elite support for sexual freedom and the accelerating growth of marriage inequality. As the Human Rights Campaign succeeds in achieving its goals of normalizing homosexuality and securing same-sex marriage, poor America gets hit with declining economic prospects and a zippy, new, postmodern marriage culture that works for the rich but not for them. Elton John gets a husband and baby while the ordinary Jims and Janes in America getnothing.
Culture is not a machine. You can’t directly trace alterations to this movement or that change in the law to broad social changes of the sort we’re seeing in the growing marriage inequality. But is it really so difficult to see that gay marriage is today’s luxury good for the rich that’s being paid for by the poor? Apparently so.
There was a time when progressivism meant something akin to the Catholic emphasis on the preferential option for the poor. Yes, it’s painful to give up some of your wealth and status to empower to poor. We’re fallen creatures; we want what’s best for us. But we must move beyond a me-centered view of society and support policies, initiatives, and ideas that promise to empower those stuck at the bottom, and thus renew our democratic solidarity.
The culture politics of the American “progressives” today betrays that tradition. The abortion license, gay marriage, feminism, a fixation on free contraceptives, “empowering” sex education for middle school studentsin these and other ways the rich have deconstructed the moral universe for the poor (and increasingly for the middle class as well), almost always at little or no cost to themselves and their children. Whatever legitimate goals were once part of these initiativesand aside from abortion there often were somehave long ago been left behind.
Thus a paradox of history: Social conservatives have inherited the best aspect of the progressive tradition in American, its concern for inequality, especially the dramatic inequalities suffered by the poor.
R. R. Reno is editor of First Things. He is the general editor of the Brazos Theological Commentary on the Bible and author of the volume on Genesis. His previous articles can be found here.
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Direção da Petrobras omitiu cláusulas do conselho, isso é um fato! A questão é saber por que Dilma esperou 7 anos para fazer a primeira demissão e por que não tomou providências nem como ministra nem como presidente. Ou: A compulsão para sujar as mãos
É preciso lembrar sempre destas fotos.
Volto a elas mais tarde.
Já não há mais dúvida, a ata veio a público, e parte da operação desastrosa, que levou a Petrobras a comprar 50% da refinaria de Pasadena, nos EUA, está esclarecida: em 2006, a direção executiva da Petrobras omitiu do Conselho de Administração da empresa, presidido por Dilma Rousseff, as cláusulas Marlim e “Put Option” do contrato com a empresa belga Astra Oil: a primeira garantia aos belgas uma rentabilidade de 6,9% ao ano, pouco importava o resultado da refinaria, e a segunda obrigava a Petrobras a comprar os outros 50% no caso de haver desentendimento entre os sócios.
Que tipo de gente é essa que garante a um sócio 6,9% de rentabilidade independentemente do desempenho do empreendimento? A Petrobras se comportou como um banco de investimento como não há em lugar nenhum do mundo: vende rentabilidade sem risco, com juros prefixados, independentemente das condições de mercado. É claro que não poderia dar em outra coisa. Some-se a isso a obrigatoriedade de a empresa comprar os outros 50% da refinaria, e o resultado é aquele que já sabemos: um prejuízo de US$ 1,18 bilhão.
Quando se diz que o “eu não sabia” de Dilma não se justifica, já escrevi aqui e volto a fazê-lo, não se está a falar da conselheira Dilma Rousseff, mas da ministra da Casa Civil, que era, inequivocamente, a chefe do setor energético brasileiro. Era ela quem dava as cartas — era, afinal de contas, a mãe do PAC.
Sem que a Petrobras pudesse garantir a rentabilidade, a Astra jogou o contrato na mesa já em 2007 e pediu que se aplicasse a cláusula “Put Option”, já que a “Marlim” não estava sendo respeitada, e a Petrobras não estava oferecendo os tais 6,9% de rentabilidade. Os belgas queriam impor à empresa brasileira a compra da outra metade. De fato, o assunto foi parar no Conselho, e a conselheira e ministra Dilma Rousseff decidiu que era o caso de enfrentar a Astra na Justiça. Assim, a agora presidente tinha ciência das barbaridades desde 2007. Sobra a pergunta óbvia: por que não fez nada?
Quem preparou as justificativas técnicas para a compra da refinaria de Pasadena foram o então diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró, e Paulo Roberto Costa, que era diretor de Refino e Abastecimento. É aquele senhor que foi preso pela PF na Operação Lava-Jato, que apura a lavagem de dinheiro no valor de R$ 10 bilhões. Gente fina! Se Dilma sabia de tudo desde 2007, por que Cerveró e Costa continuaram na empresa? Atenção! O ex-diretor que agora está preso — e não foi por causa do rolo de Pasadena — só deixou a Petrobras em março de 2012, há meros dois anos. Cerveró migrou para a direção financeira da poderosa BR Distribuidora.
Dilma não tomou iniciativa para investigar a lambança quando presidia o conselho e não o fez também depois de presidente da República, quando a Petrobras se viu obrigada pela Justiça americana a comprar, sim, a outra metade da refinaria por US$ 820,5 milhões, que se somaram aos US$ 360 milhões que já haviam custado os primeiros 50% da empresa.
A Petrobras virou o símbolo da atuação desastrada e desastrosa do lulo-petismo. Em 2010, a empresa estava avaliada pelo mercado em R$ 380 bilhões; hoje, vale R$ 179 bilhões — um tombo de mais de R$ 200 bilhões. Era a 12ª maior empresa do mundo; hoje, é a 120ª.
Um pouco de memória
No dia 4 de outubro do ano passado, publiquei aqui um post sobre os problemas enfrentados pela Petrobras. Um deles era justamente a refinaria de Pasadena.
Nos 11 anos e três meses de gestão petista, muito especialmente nos oito em que Lula esteve à frente do governo, nenhuma área do governo — ou empresa estatal — teve uma gestão tão arrogante, tão autoritária e, ao mesmo tempo, tão ineficiente como a Petrobras — e olhem que não se está falando exatamente de uma estatal. Como se sabe, trata-se de uma empresa de economia mista. Os desacertos foram se acumulando. Em vez de dar explicações quando confrontado com os problemas, o petista José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da gigante, demitido pela presidente Dilma em janeiro de 2012, respondia com grosserias e desaforos.
No seu aniversário de 60 anos, em 2013, a Petrobras teve duas péssimas notícias: 1) a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou as notas de crédito da estatal de A3 para Baa1 em razão do elevado endividamento (e, nesse particular, o governo Dilma tem uma parcela enorme de responsabilidade); 2) segundo relatório do TCU, o atraso na entrega do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), no Rio, pode gerar um prejuízo para a empresa de R$ 1,4 bilhão.
A Petrobras encerrou 2010 devendo R$ 118 bilhões; no começo deste 2014, a dívida já se aproximava dos R$ 300 bilhões. Parte desse rombo decorre de a empresa importar gasolina a um preço superior ao de venda no mercado interno. Como a economia degringolou, é preciso segurar o preço dos combustíveis para que a inflação não dispare.
E então voltamos às fotos. No dia 21 de abril de 2006, durante a inauguração da Plataforma P 50, em Campos, Lula repetiu o gesto de Getúlio Vargas, em 1952, e sujou as mãos de petróleo. O populista do passado marcava o início da extração no Brasil; o petista comemorava a suposta autossuficiência do Brasil. Pois é…
Na gestão petista, a Petrobras, que nunca foi exatamente um exemplo de transparência, transformou-se, de fato, numa caixa-preta. Exemplos escandalosos de má gestão e de uso político da empresa foram se acumulando. Em 2006, por exemplo, o presidente da Bolívia, Evo Morales, tomou duas refinarias da Petrobras no país — de arma na mão. Se a empresa recebeu alguma compensação justa, ninguém sabe, ninguém viu. Nem por isso o índio de araque deixou de ser um aliado e, na expressão de Lula, “um querido”. Também em 2006, a Petrobras resolveu comprar a tal refinaria de Pasadena.

Evo Morales toma refinaria da Petrobras com armas na mão e ainda põe uma faixa: “Agora é nossa”. O governo brasileiro engoliu e ainda emprestou dinheiro pra ele
Acima, vão algumas das evidências de que a Petrobras foi mergulhando numa rotina de má governança. Não para por aí: com a mudança do regime de exploração do petróleo de concessão para partilha, no caso do pré-sal, a empresa é obrigada a ser sócia das explorações, o que lhe impõe pesados investimentos. Como investir se enfrenta um grave problema de caixa, que vai se agravar nos próximos anos, segundo a Moody’s?
Complexo Petroquímico
A Petrobras deveria ter inaugurado em setembro do ano passado o Complexo Petroquímico de Itaboraí, no Rio. A previsão, agora, é que o empreendimento seja entregue só em agosto de 2016 — com quatro anos de atraso. Segundo o Tribunal de Contas da União, isso acarretará um prejuízo de R$ 1,4 bilhão. A obra, inicialmente orçada em R$ 19 bilhões, não ficará por menos de R$ 26,6 bilhões.
Entre os motivos do atraso, o tribunal aponta irregularidades na instalação das tubulações, que ficou a cargo de uma empresa chamada MPE. Só essa parte da obra foi orçada em R$ 730 milhões. O cadastro da MPE nos arquivos da empresa não recomendava a sua contratação. Mesmo assim, na licitação, ela venceu as concorrentes, embora tenha apresentado um sobrepreço, em relação às outras, de R$ 162 milhões.
O PT foi fundo na impostura, e a Petrobras serviu ao uso eleitoreiro mais descarado. Em dezembro de 2009, Gabrielli teve a cara de pau de conceder uma entrevista afirmando que FHC havia tentado privatizar a Petrobras. Trata-se de uma mentira escandalosa, escancarada, vergonhosa. Nunca houve, INFELIZMENTE, nenhuma iniciativa de governo nenhum nesse sentido. Já seria um despropósito que o presidente de uma empresa mista, nomeado pelo governo, fizesse proselitismo eleitoral. Fazê-lo com mentiras era ainda pior. Ficou por isso mesmo.
Já candidata, durante o debate eleitoral, em 2010, Dilma insistiu naquela cascata de Lula de que o pré-sal era o “bilhete premiado”. Acusou José Serra, seu adversário tucano, que criticou o modelo da partilha porque impunha pesados desembolsos à Petrobras, de estar querendo entregar o “filé-mignon” para os estrangeiros. E chamou, então, 57 anos de história da Petrobras de “carne de pescoço”. Vejam o filme.
Observem com que energia ela fala, com que convicção, com que sabedoria. Vocês viram, na licitação do campo de Libra, quanta gente estava interessada no nosso “filé-mignon”…
Uma Petrobras rebaixada, endividada e encalacrada num modelo de exploração do pré-sal que lhe impõe um custo com o qual não pode arcar é, sem dúvida, uma obra inequívoca do PT. As barbaridades maiores foram cometidas, sim, na gestão Lula, mas não se pode esquecer de que a gerentona do setor de energia era Dilma.
Para encerrar: tentou-se fazer um enorme escarcéu com os delírios de Edward Snowden e Glenn Greenwald, segundo os quais o governo americano teria espionado segredos da Petrobras. Escrevi, então, que não havia mal que os gringos pudessem fazer à empresa que os governantes brasileiros não fariam, algumas vezes multiplicado, por sua própria conta.
Eis aí.
Ah, sim: no que deu a tal autossuficiência? O déficit da conta petróleo em 2013 foi de US$ 20,277 bilhões. Lula só sujou as mãos daquele jeito porque não conseguiu resistir.
Texto publicado originalmente às 4h21
Oleg Bartunov: Jsonb has committed !
This work is a confluence of two projects - our hstore and json, which were existed in PostgreSQL for years in somewhat incomplete forms - hstore (10 years old!) implements key-value storage with binary storage and indexing, while json - document storage implemented as a text. I and Teodor Sigaev have started working on nested hstore more than year ago with support of Engine Yard and got working prototype with everything document-oriented storage needed (see our presentations in Ottawa, 2013, Dublin, 2013, http://www.sai.msu.su/~megera/postgres/talks/), which eventually happens to be binary storage for jsonb - a new data type, introduced by Andrew Dunstan, which has everything from json, but performs better, thanks to binary representation and indexing ! jsonb doesn't preserve an order of keys and keys are unique ( the last win). Later, we decided to leave hstore unchanged and moved all nesting stuff (binary storage and indexing) to PostgreSQL core in favor to jsonb, which is now is a diamond in the crown of PostgreSQL 9.4. Peter Geoghegan has joined the project and did the last push to the jsonb, which was great, since we were already tired and get bored with long and killimg work. Andrew forgot to say, that Alexander Korotkov introduced an elegant hash opclass for GIN, which competes with MongoDB performance in contains operator (see our presentation in Dublin). Also, I'd mention David Wheeler, who supported us in nested hstore project, Josh Berkus, who actually was a jsonb driver and shaked me and Teodor in the middle of russian long NY holidays. Andres Freund criticized the code, which is very necessary in such a complex project.
Jsonb has several missing useful features (from nested hstore), but that could be added later as an extension.
I hope all database people understand, what that project mean for PostgreSQL - 99.9% percent of projects don't need MongoDB and could be nicely implemented in relational model. Now, PostgreSQL (AFAIK, the first considerable RDBMS) introduced the real support for semi-structured data, which are common in nowaday world.
For historical reason, we saved our nested hstore (hstore v2.0) in separate repository (http://www.sigaev.ru/git/gitweb.cgi?p=hstore.git;a=summary).
PS.
I, Teodor and Alexander are working on better jsonb indexing. Hope, we'll have something to show at PGCon in Ottawa this year, stay tuned !
AWS Urges Devs To Scrub Secret Keys From GitHub
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L'informatique à l'ère post-Snowden : choisir avant de payer !
L'informatique à l'ère post-Snowden : choisir avant de payer ! Les révélations d'Edward Snowden sur la surveillance massive des communications et des usages rappellent le besoin impérieux que chaque personne puisse avoir la maîtrise des ordinateurs et des téléphones quélle utilise. Pourtant, les constructeurs et les vendeurs d'ordinateurs et de téléphones nous imposent, dans l'immense majorité des cas, l'utilisation de programmes qui mettent notre vie privée en péril.
Chaque personne devrait donc pouvoir refuser de payer pour les programmes non libres et pouvoir au contraire choisir les programmes fonctionnant sur son téléphone ou son ordinateur.
Aujourd'hui, Free Software Foundation Europe sássocie à des organisations du monde entier pour réclamer le libre choix du système déxploitation sur les téléphones, les ordinateurs portables et les autres formes d'ordinateurs.
Mise à jour : Il est pour le moment impossible de signer la pétition sans utiliser du logiciel non-libre en javascript, l'équipe de Racketiciel a connaissance du problème désormais.
Signez la pétition internationale ! Pour en savoir plus Pour vous aider à promouvoir cette pétitionSupport FSFE, join the Fellowship
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NA VEJA DESTA SEMANA 2 – Lembram-se da SBM, a tal empresa holandesa acusada de pagar propina a funcionários da Petrobras? Pois é… Há mais uma história do balacobaco
Leiam o que informam Alana Rizzo e Pieter Zallis, na VEJA desta semana:
A Petrobras pagou 17 milhões de dólares à SBM, empresa holandesa acusada de dar propina para conseguir contratos bilionários com a petroleira, como reembolso por um serviço que não estava previsto em contrato. Os detalhes do acordo extrajudicial estão em documentos sigilosos a que VEJA teve acesso. O pagamento foi defendido pelo diretor de engenharia da Petrobras, José Antônio de Figueiredo, e as negociações entre as duas empresas foram intermediadas pelo engenheiro e lobista Julio Faerman. Os dois são citados em uma denúncia publicada na Wikipedia por um ex-executivo da SBM, que apontou o envolvimento da empresa em esquemas de corrupção em sete países. As denúncias estão sendo investigadas agora por órgãos oficiais dos Estados Unidos e da Europa. Nelas, Figueiredo é citado como facilitador de negócios para a SBM na Petrobras. Faerman, que tinha contratos de consultoria com a empresa holandesa, seria o responsável por pagar a propina a diretores da estatal. No total, a SBM tem mais de 9 bilhões em contratos com a Petrobras.
O caso do reembolso mostra pela primeira vez detalhes da atuação da dupla. Em 2008, a SBM exigiu da Petrobras a devolução do dinheiro gasto para resolver um problema de incrustação nos oleodutos de uma plataforma de exploração de petróleo na camada de pré-sal alugada à estatal por 1,9 bilhão de reais — a FPSO Capixaba. O aluguel dessa plataforma, ancorada no litoral do Espírito Santo, foi uma das grandes vitórias de Faerman como consultor da SBM. Esse tipo de incrustação é resultado de um processo químico que resulta no acúmulo de sais numa superfície. No caso das plataformas, é formado pela união, no momento da extração de petróleo, de dois tipos de água: a do mar e a chamada “água de formação”, que fica retida nas rochas onde está o óleo. O acúmulo desses sais compromete (em casos extremos pode interromper) o escoamento de óleo, da mesma forma que o colesterol das artérias dificulta a circulação de sangue.
Não se trata de um problema raro. Incomum foi o encaminhamento que ele recebeu. Em ao menos três plataformas sob responsabilidade da Petrobras em que um caso semelhante ocorreu — a FPSO Rio das Ostras, da norueguesa Teekay Petrojarl, a FPSO Rio de Janeiro, da japonesa Modec, e a FPSO Brasil, da própria SBM a operação de limpeza das incrustações foi custeada pela empresa dona da plataforma, e não pela estatal. Além disso, no contrato original firmado em 2005 entre a Petrobras e a SBM, a responsabilidade por manter a planta “em condições normais de operação” cabia à companhia holandesa.
Ainda assim, o pagamento pelos danos causados pela incrustação acabou sendo bancado pela Petrobras. Isso só foi possível graças à inclusão no contrato de um aditivo que estabeleceu expressamente que a estatal deveria arcar com os custos do problema. O aditivo foi apresentado por Figueiredo, como mostram documentos a que VEJA teve acesso.
Em outubro de 2010, o atual diretor de engenharia da Petrobras assinou um documento de oito páginas defendendo a ideia de que a estatal fizesse um acordo extrajudicial para o reembolso à SBM em caso de remoção de incrustações, sob a alegação de que a empresa “não teve a oportunidade de incluir em seu preço os serviços e produtos pelos quais agora busca ressarcimento”. Esse documento foi enviado diretoria executiva da Petrobras. Em 10 de novembro de 2010, o caso foi levado em reunião pelo diretor Guilherme Estrella, e a diretoria aprovou o acordo. Com isso, a estatal autorizou o pagamento à SBM de 17 milhões de dólares. O depósito foi feito no exterior, outro pleito da SBM atendido pela Petrobras. Faerman, como representante da empresa holandesa, era quem estava à frente da negociação, corno mostram e-mails que trocou com funcionários da estatal. O tema também foi discutido em uma reunião entre as duas empresas realizada em Singapura.
Procurada por VEIA, a Petrobras não se manifestou. O lobista e a empresa holandesa, que romperam relações há dois anos, não quiseram se pronunciar. Em anúncio publicado em jornais na semana passada, Faerman afirma ser inocente das acusações e se compara a Joseph K., o personagem principal do romance O Processo, de Franz Kafka, que acaba executado sem nunca ter descoberto o crime de que era acusado. Não é uma comparação devida. As acusações contra Julio F. correm em órgãos oficiais e à luz do dia. E, diferentemente do que ocorreu com o protagonista de Kafka, os eventos indicam que labirintos são um ambiente bastante familiar para ele.
Computers in the post-Snowden era: choose before paying!
The revelations from Edward Snowden concerning massive surveillance of communications demonstrates the need for each person to be able to control their computers and phones. Yet computer and telephone manufacturers and retailers typically impose on users programs that jeopardise their privacy.
Each person should therefore have the opportunity to refuse to pay for non-Free software, and be allowed to choose the programs that run on their telephone and computer.
Today, the Free Software Foundation Europe joins other organisations throughout the world in requesting an unfettered choice of the operating system on telephones, laptops and other computing devices.
Update: It is currently impossible to sign the petition without using non-free software javascript, the Racketware Team is now aware of the issue.
Sign the international petition! Further information. Do you want help in promoting this petition?Support FSFE, join the Fellowship
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Don't Help Your Kids With Their Homework
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They're Reading Your Mail: Microsoft's ToS, Windows 8 Leak, and Snooping
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“Minha única alternativa é o silêncio”, diz o agora demitido Cerveró
No Estadão Online:
“Do jeito que as coisas foram postas, minha única alternativa é o silêncio”. O desabafo foi feito nesta sexta-feira, 21, ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, apontado pela presidente da República, Dilma Rousseff, como responsável pelo relatório que subsidiou a compra da refinaria de Pasadena (EUA).
(…)
Ao lado de Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso na quinta-feira no Rio pela Polícia Federal (PF), participou da elaboração do negócio que garantia vantagens à empresa belga Astra Oil em detrimento da Petrobrás na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A acusação foi feita quinta por Sílvio Sinedino, que já foi conselheiro, deixou o cargo em 2013, e reassume agora para novo mandato de um ano. Em entrevista à Globo News, Carveró confirmou que está em férias no exterior, sem precisar o local, e disse que ainda tem duas semanas antes de retornar ao Brasil. Ele afirmou que as férias já estavam agendadas desde antes da divulgação da notícia do envolvimento da presidente Dilma Rousseff com a aprovação da compra da refinaria.
Funcionário da Petrobrás desde 1975 e com formação em engenharia química, Cerveró assumiu o posto de diretor internacional da companhia no início de 2003, primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi indicado pelo senador Delcídio Amaral (PT), dentro da cota petista de cargos na estatal. Também recebeu a bênção de José Dirceu, que naquele ano chefiava a Casa Civil. Em 2008, em meio a uma disputa política entre PT e PMDB na Petrobrás, Delcídio perdeu a queda de braço e Cerveró teve de deixar o cargo, que foi depois ocupado por Jorge Zelada. O seu substituto seria indicado do PMDB. O ex-diretor foi então deslocado para a diretoria financeira da BR Distribuidora.
Delcídio negou na quarta ser o responsável pela indicação de Cerveró. “Em 2003 fui consultado pelo governo sobre o nome de Cerveró para a diretoria e não vi nenhum óbice, era um funcionário de carreira da empresa”, afirmou o petista, que também é ex-diretor da Petrobras. “No que se refere à tramitação de projetos, acho pouco provável que algum processo chegue ao conselho sem estar devidamente instruído para liberação dos diretores e conselheiros”, afirmou o senador.
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FIFA tira do ar página com 10 dicas sobre os brasileiros. É pena! Até que eram boas. Ou: A volta do “relaxa e goza”
Leio na Folha que a Fifa decidiu tirar do ar uma página em que explica o Brasil para os turistas, para os “iniciantes”, dando algumas dicas aos estrangeiros que nos visitam. A entidade ficou com temor de que pudesse ofender a brasileirada. Já ouvi, de fato, aqui e ali alguns muxoxos de protesto. Não chego a ter simpatia pela Fifa, mas será que está muito errada? Traduzo as dicas. Comento em seguida.
1: Sim nem sempre significa “sim”
Os brasileiros são um povo receptivo e otimista, e eles nunca começam uma frase com “não”. Há vários sentidos para a palavra “sim”. De fato, para os brasileiros, “sim” pode significar “talvez”. Se alguém lhe disser “eu ligo de volta”, não espere que o telefone toque nos cinco minutos seguintes.
2: O tempo é flexível
A pontualidade não é exatamente uma ciência no Brasil. Quanto você combina de encontrar alguém, ninguém espera que você esteja no local na hora exata. Um atraso de 15 minutos é a norma. Se duas pessoas marcam um encontro às 12h30, elas vão se ver a partir das 12h45.
3: Contato físico
Homens e mulheres não estão acostumados com o modo europeu de manter uma distância educada entre si. Eles falam com as mãos e não hesitam em tocar a pessoa com a qual conversam. Nas casas noturnas, isso pode até resultar num beijo, mas não se deve levar a mal. Um beijo, no Brasil, é só uma forma descontraída de comunicação não verbal, não um convite para algo mais.
4: Filas
Esperar pacientemente na fila não está no DNA dos brasileiros. Quando eles vão subir numa escada rolante, por exemplo, não existe o costume britânico de se alinhar em um dos lados. Em vez disso, preferem o caos. Mas, de algum modo, conseguem chegar ao topo (frequentemente).
5: Contenção
Se você for a uma churrascaria que oferece tudo-o-que-há-para-comer e se quiser provar imediatamente toda a variedade de carnes, lembre-se de duas coisas: de não se alimentar nas 12 horas anteriores e de comer em pequenas porções, já que a melhor carne é geralmente servida por último.
6: Prevalência do mais forte
Nas ruas, os pedestres são claramente ignorados, e, mesmo nas faixas de segurança, dificilmente um motorista vai parar. O direito de ultrapassagem dos motoristas é simplesmente definido pelo veículo maior.
7: Experimente açaí
Os frutos da Amazônia podem realmente fazer maravilhas. São agentes emagrecedores naturais, previnem doenças e, dizem, são energéticos. Uma porção no intervalo da partida pode ajudar o jogador mais cansado a recuperar as suas forças.
8: Topless
Corpos descobertos e arte em corpo feminino são comuns no Carnaval, mas não é isso o que você vai ver todos os dias no Brasil. Ainda que os biquínis brasileiros tenham menos pano quando comparados aos europeus, eles são sempre usados. Tomar sol na praia sem biquíni é rigorosamente proibido e pode resultar em multa.
9: Não ao espanhol
Quem espera usar o espanhol para se comunicar com a população local vai manter uma conversa de surdos. O idioma nacional é o português brasileiro, uma variante do português. E, se você disser que a capital do Brasil é Buenos Aires, pode esperar a deportação.
10: Tenha paciência
No Brasil, tudo é feito no último minuto. Se há uma coisa de que os turistas devem se lembrar acima de todas as outras, é esta: não perca a paciência e controle os nervos. Tudo vai dar certo e ficar pronto a tempo. Isso vale até para o estádios. De fato, a atitude dos brasileiros diante da vida pode ser assim resumida: relaxa e goza.
Retomo
Exceção feita ao açaí, um das coisas mais detestáveis que já provei e que não é assim tão comum Brasil afora, o resto tem mesmo a ver com a gente, ora essa! E o texto até que é bem-humorado. Não vejo nada de errado. Alguns reclamaram da foto que o ilustra. Por quê? Convenham: a culpa não é deles, hehe.
Temos dificuldade de dizer “não”, chegamos atrasados aos encontros, adoramos um “beijinho” e, como diria Fernando Pessoa, “pegar no braço” dos outros, não sabemos usar escada rolante, o trânsito é uma zona, e tudo, até os estádios, são feitos na undécima hora.
A frase final foi inspirada, creio, na ministra da Cultura, Marta Suplicy, quando estava à frente do Ministério do Turismo. Perguntaram a ela que conselho daria aos turistas que temiam enfrentar o caos nos aeroportos brasileiros. Ela não teve dúvida, com o se vê abaixo:
A Fifa, desta vez, não tem culpa.
Por CPI, Aécio tenta unir siglas do bloco de oposição
Por Daniela Lima e Gabriela Terenzi, na Folha:
Pré-candidato à Presidência, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai convidar líderes de todos os partidos de oposição a discutir uma estratégia de atuação em bloco para instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e investigar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. Aécio quer articular a reunião até terça-feira. O senador pretende envolver siglas como o PSOL, que não se alinha com PT ou PSDB. e o PSB, que tem seu próprio candidato ao Planalto, o governador Eduardo Campos (PE).
Em conversa com a Folha ontem, Aécio defendeu a investigação –a presidente Dilma Rousseff, que era chefe do conselho da Petrobras na época da compra, disse ter decidido pela aquisição da refinaria com base em um relatório “falho”. O negócio resultou em prejuízo de US$ 1,18 bilhão para a estatal.
(…)
Dilma trata a política externa brasileira com o mesmo cuidado e habilidade dispensados à Petrobras. Ou: A mais recente delinquência do Itamaraty
Quando se pensa que a política externa brasileira chegou ao fundo do poço, a gente descobre que é possível descer um pouco mais. Como já informei aqui, a deputada venezuelana Maria Corina Machado — aquela que teve a cara chutada por parlamentares bolivarianos — está ameaçada de perder a imunidade parlamentar e pode ir para a cadeia. Estava prevista uma intervenção sua, nesta sexta, na OEA (Organização dos Estados Americanos). Em dois lances, com a ajuda do Brasil, sua palavra foi cassada.
Num primeiro, a Nicarágua, governada pelo orelhudo Daniel Ortega, propôs que Maria Corina falasse a portas fechadas, sem a presença de público ou da imprensa. A proposta venceu com 22 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção. Numa segunda, sugeriu-se pura e simplesmente cortar o tema Venezuela da pauta, o que também foi aprovado, aí com 22 votos a favor, 3 contra e nove abstenções. A deputada só conseguiu se pronunciar brevemente — e a portas fechadas — porque o embaixador do Panamá cedeu a ela a sua palavra, um recurso que é permitido.
Nas duas vezes, o Brasil votou para cassar a palavra de Maria Corina. É nojento!
A parlamentar venezuelana foi à OEA evocar a Carta Democrática Interamericana para que a entidade cumpra a sua função e cobre o respeito do governo da Venezuela aos fundamentos da democracia. Leiam, por exemplo, dois artigos:
Restou a Maria Corina falar com mais vagar numa entrevista coletiva: “Não viemos aqui pedir nenhum favor, mas exigir que a OEA cumpra o seu dever. Esta é uma organização de Estados, não um clube de presidentes”. Ela cobra que a OEA reúna o Conselho Permanente para discutir a crise em seu país; que se condem a repressão e a supressão de liberdades e que se faça uma comissão, compostas por reais democratas — como Óscar Arias, ex-presidente da Costa Rica — para visitar a Venezuela.
Ironias
Ao emprestar a sua cadeira para Maria Corina, o Panamá repetiu o gesto generoso da Venezuela pré-chavista, em 1989, quando cedeu o seu lugar para que um representante panamenho denunciasse a ditadura do delinquente Manuel Noriega. Em 2009, já sob os auspícios do bolivarianismo, o representante da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, também cedeu seu posto a Patricia Rodas, ex-chanceler de Honduras, para atacar Porfirio Lobo, presidente eleito e legítimo do seu país. Ocorre que Patricia era da turma do maluco Manuel Zelaya. Nesse caso, como lembra o jornal “El Nacional”, a sessão foi aberta e transmitida ao vivo pela TV chavista VTV.
O governo Dilma poderia se contentar em ser apenas medíocre. Mas não! A mulher está disposta a nos cobrir de vergonha.
Petrobras – A resolução politicamente delinquente do PT; com a companheirada, empresa perde mais de R$ 200 bilhões do seu valor de mercado e despenca do 12º lugar entre as maiores do mundo para o 120º
O PT publicou mais uma daquelas suas resoluções que ainda comporão a História Universal da Infâmia. E resolveu falar da Petrobras, investindo, de novo!, na fraude histórica, na pilantragem ideológica, no raciocínio falacioso, na vigarice intelectual, na impostura… Escolham aí os substantivos e adjetivos que lhes parecem bem degradantes.
Leiam (em vermelho) o trecho da resolução que trata da Petrobras. Volto em seguida.
Mais uma vez estamos presenciando a oposição e os setores conservadores da nossa sociedade fazer ataques para atingir a imagem da Petrobras. É importante relembrarmos que a nossa maior empresa pública foi alvo da política de privatizações no governo liderado pelo PSDB, apoiado pela elite nacional, representado por FHC.
A Petrobras é a mais sólida das empresas brasileiras com um lucro superior a 23 bilhões de Reais, e a sétima empresa de energia do mundo, tornando-se competitiva no mercado internacional e simbolizando o arrojo do nosso projeto de Nação. A tentativa da oposição e do conservadorismo nacional em atacar a Petrobras é mais uma iniciativa daqueles que sucatearam o Estado brasileiro e aprofundaram as desigualdades sociais.
A defesa intransigente da Petrobras é a defesa do nosso projeto de Nação que tem resultado no crescimento econômico e na justiça social. Um projeto que colocou o Brasil “em pé” perante o mundo.
(…)
Retomo
Essa gente mente com um desassombro capaz de impressionar até mesmo os que não esperam que saia dali nada além de mentiras. A direção do partido repete a farsa de 2002, de 2006 e 2010, segundo o qual o PSDB teria tentado privatizar a Petrobras. Caso se cobre que os petistas exibam um só indício ou documento a respeito, eles não serão capazes.
Quem privatizou a Petrobras, como deixa clara a compra da refinaria de Pasadena, foi o PT. Não privatizou apenas. Destruiu também. Em 2009, a empresa estava em 12º lugar entre as maiores do mundo; há um ano, em 48º e, agora, em 2014, em 120º. Perdeu mais da metade de seu valor.
Ora, se nada de errado foi feito na Petrobras, então a senhora Dilma Rousseff cometeu uma arbitrariedade quando mandou demitir Nestor Cerveró da diretoria financeira da BR Distribuidora. Nem esperou o homem, que está em férias no exterior, chegar ao Brasil. Foi demissão à distância, num gesto também de execração pública.
Não, senhores! O que o Brasil precisa é salvar a Petrobras das mãos dos petistas. Eles já torraram mais de R$ 200 bilhões do valor da empresa.
Dilma manda demitir Cerveró. É pouco! Isso é tática do bode expiatório
Tentaram queimar um fusível para ver se conseguem interromper os desastres causados pelo curto-circuito. Nestor Cerveró, que era diretor da Área Internacional da Petrobras em 2006 e agora respondia pela Direção Financeira da BR Distribuidora, foi exonerado. É mesmo, é? Estamos diante de um caso clássico, emblemático, de bode expiatório. Por que só agora?
Ao mandar botar Cerveró na rua, Dilma reforça a versão de que os conselheiros foram enganados por um memorial executivo manco, que não trazia as informações completas sobre a natureza do contrato da Petrobras com a Astra. Ok.
Mas isso só reforça o óbvio: a decisão de Dilma tem pelo menos sete anos de atraso, não é mesmo? Em 2007, ano seguinte à compra, quando a Astra entrou na Justiça americana, a então presidente do Conselho ficou sabendo da natureza do contrato. Quando assumiu a Presidência, em 2011, a empresa brasileira ainda lutava para não ter de pagar quase US$ 1 bilhão pela outra metade da refinaria. Em 2012, a causa chegou ao fim. A Petrobras perdeu. E lá se foram US$ 820,5 milhões pelo ralo.
Quase dois anos depois, até este dia 21 de março, lá estava Cerveró — cujo resumo executivo manco, então, Dilma conhece, no mínimo, desde 2007 — como diretor financeiro da BR Distribuidora, divisão da Petrobras comandada pelo PT. O chefe máximo é José Eduardo Dutra, ex-presidente do partido e um dos “Três Porquinhos”.
Vai ficar só nisso? Dilma manda demitir Cerveró porque admite, então, que ele fez um resumo executivo que foi lesivo à Petrobras, mas não ordena que Graça Foster, presidente da Petrobras, mobilize a área jurídica da empresa contra José Sérgio Gabrielli, então presidente da estatal (ou melhor: empresa de economia mista; há acionistas que foram lesados)? Gabrielli deixou claro que sabia de tudo e ainda sustenta que se tratou de operação corriqueira.
Das duas uma: a) ou bem se trata mesmo de uma burla, como parece que é, e isso justifica a demissão de Cerveró — o que implica que se busque punir também Gabrielli; b) ou bem não foi uma burla, e a demissão é, então, injusta. Qual é a alternativa correta, soberana?
Mais: ao mandar demitir Cerveró, Dilma admite que só esse “negocinho” na gestão Lula-Gabrielli provocou um prejuízo bilionário à Petrobras.











