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28 Mar 16:53

"Maria Tinha Pecados?"

by Augustus Nicodemus Lopes
Ao se dirigir a Deus como "Salvador' no Magnificat, Maria demonstra claramente a consciência de que precisava de salvação, como qualquer outra pessoa.

28 Mar 16:53

Pistolagem política – Planalto decide partir para o terrorismo e ameaça investigar até o indeterminado — desde que envolva a oposição — para tentar impedir CPI da Petrobras. Ou: Gleisi perde o juízo

by giinternet
Gleisi, a face mais bela da truculência, protagoniza um dos piores momentos do governo Dilma: a chantagem explícita

Gleisi, a face mais bela da truculência, protagoniza um dos piores momentos do governo Dilma: a chantagem explícita

Que coisa! O governo fez de tudo para impedir a CPI da Petrobras. No Senado, já esta protocolada. Então a tática agora é partir para a retaliação e o terrorismo. Os porta-vozes da ameaça são o deputado Vicentinho (SP) e a senadora Gleisi Hoffmann (PR), em quem eu até reconhecia certas virtudes da convicção ao menos, mas que está se transformando bem depressa numa caricatura. Lembra os piores tempos de Ideli Salvatti, porém saída de uma outra fôrma. Depois de uma reunião no Palácio do Planalto, o habitualmente moderado e cordato Vicentinho não teve dúvida: se é para fazer a CPI da Petrobras, então o PT tentará incluir no requerimento a investigação do suposto cartel de trens em São Paulo, a Cemig de Minas e o Porto de Suape em Pernambuco. Objetivo: tentar atingir o PSDB e os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos.

Alguém quis saber o que se deve investigar em Suape, por exemplo, e o deputado petista não poderia ter sido mais eloquente: “Eu ainda não sei”. É espantoso! Vicentinho, formado em direito, pertence àquela escola que acha que se deve abrir uma investigação para achar alguma coisa desde que seja contra o inimigo. Não me surpreende. A esquerda entende que a função do estado é precisamente esta: perseguir seus inimigos.

O nome disso é pistolagem política. O deputado disse que a ideia saltou da sua cabeça. É, obviamente, mentira. Tanto que, num outro canto, Gleisi Hoffmann não escondia a intenção de recorrer a um truque dos mais asquerosos. É simplesmente irregular fazer um adendo ao requerimento da CPI da Petrobras com esses outros temas, que não são nem mesmo conexos. O que os trens de São Paulo têm a ver com o porto de Pernambuco ou com a Cemig? Resposta óbvia: nada! E Gleisi sabe disso. Mas ela explicou a malandragem. Disse que poderia alegar prejuízo de recursos federais. Bem, se é assim, por que não incluir, então, os descalabros da Copa, senadora?

O governo pode querer fazer CPI sobre esses temas? Pode. Mas terá de apresentar um requerimento específico. A pergunta óbvia é por que não fez isso antes. O que vai embutido nessa forma delinquente de fazer política? Tomemos o caso de Pernambuco: se Eduardo Campos estivesse, mais uma vez, fechado com a candidatura do PT, é evidente que os petistas não ameaçariam investigar o porto de Suape. Moral da história da companheirada: os inimigos, a gente investiga e persegue; os amigos, a gente preserva. Quanto aos trens de São Paulo, dizer o quê? Duvido que uma CPI pudesse ser mais politizada do que já tem sido o Cade, por exemplo, sob a gestão do PT.

Como se dissesse a coisa mais óbvia do mundo, Gleisi, pré-candidata do PT ao governo do Paraná, disfarça o cinismo com seu ar severo: “Eles estão politizando, aproveitando um momento eleitoral. Tem que ter coerência. Se eu sugiro investigação política para algo que já tem investigações técnicas, como é o caso da Petrobras, por que fazer só para um tema e não para o outro?”.

A resposta é simples, senadora! Uma CPI não é um instrumento de chantagem. Se a senhora achava que era o caso de fazer uma ou mais comissões para todos esses casos, tinha como articular a investigação como chefe da Casa Civil. Indecente é que venha agora com ameaças para impedir que o Parlamento investigue a Petrobras.

De resto, quem evidenciou a necessidade da CPI foi a presidente Dilma Rousseff, ao afirmar que o conselho da Petrobras tomou a decisão sobre a refinaria de Pasadena sem conhecer as condições do contrato. Quem arrematou a urgência foi Graça Foster ao afirmar que a direção da empresa desconhecia a existência de um comitê de proprietários na refinaria de Pasadena, embora ele estivesse previsto num dos primeiros itens do contrato.

Pergunto, ademais, à senadora Gleisi se ela aceita incluir no relatório os contratos da Siemens com a Eletrobras, por exemplo, já que a empresa é uma das maiores fornecedoras da estatal. Será que, no setor elétrico, a gigante recorre a práticas muito distintas daqueles da área de transporte? Escolhido o seu método, onde houver dinheiro federal, cabe uma investigação.

E arremato assim: digamos que a oposição recue diante das ameaças de Gleisi e Vicentinho. Aí o PT certamente ficaria contente. Afinal, seria como se todos eles se abraçassem, confessando que estão juntos numa penca de falcatruas, contra o povo.

Essa é a moral profunda de suas ameaças, senadora! Nem o governo Lula foi tão baixo. Mas se reconheça: sua equipe também não tinha esse grau de ruindade. Dilma, no momento, é a incompetência com o orgulho ferido. A mistura é sempre explosiva.

Texto publicado originalmente à 0h52
28 Mar 16:52

Hoops Humility

by Peter J. Leithart

What makes this team special?” a reporter asked University of Virginia basketball coach Tony Bennett after his Cavaliers beat Syracuse to sew up the Atlantic Coast Conference championship. It was a typical sports-journalistic question, but Bennett’s answer wasn’t typical. “Humility,” Bennett instantly replied, then looked down and waited for the next question.

He explained a moment later. He’s trained his players not to care who packs his stats or gets the glory. “Don’t think too highly of yourself,” he tells his team. “Whatever your role is, be a servant to the team and make your teammates better.” Humility is the first of the five pillars holding up the UVA program, along with passion, unity, servanthood, and thankfulness.

I became a fan of Bennett when he succeeded his father, Dick Bennett, as coach at Washington State University back in 2006. The Cougars had been bottom-feeders in the Pac-10 for a long time, but the Bennetts turned things around. Before Tony Bennett left for UVA in 2009, Washington State had become a top-25 team.

Wazzu improved without any All-American stars to lean on. Many of the players were lightly recruited out of high school, and the Bennetts rounded out the team with players from Serbia, New Zealand, and Australia. They recruited for character—willingness to sacrifice, work ethic, and off-court conduct. To give them a fighting chance against more talented teams, they emphasized fundamentals—tough defense, team play, ball control, hustle. The essence of Bennettball wasn’t a basketball strategy but the quality of the players. During his senior year, guard Taylor Rochestie, now playing professionally in Europe, gave up his scholarship to free up funds for new recruits.

Now Tony Bennett has repeated in Charlottesville. The season before he arrived, the Cavs had gone 10–18, 4–12 in the ACC. During Bennett’s first years, the team improved slightly. By November 2013, his record was 76–53, and he had led the Cavs twice to post-season tournaments. Since January, the years of building have paid off dramatically, as the Cavaliers won the regular season title and the tournament in the ACC, college basketball’s flagship conference. Bennett well deserves his selection as the conference coach of the year.

Bennett’s virtue-based coaching has a venerable history in college basketball. We wouldn’t remember John Wooden if his UCLA teams had not won ten national championships and set an NCAA record with eighty-eight straight wins. But as Seth Davis reminds us in his recent Wooden: A Coach’s Life, Wooden always viewed sports as a training ground for virtue, symbolized by his “Pyramid of Success,” which rested on a foundation of industriousness, friendship, loyalty, cooperation, and enthusiasm and rose to a peak of success through ambition, adaptability, resourcefulness, sincerity, honesty, integrity, patience, and faith.

Today, sports superstars share demi-divinity with entertainment celebrities. Except in its original sense of “human excellence,” virtue doesn’t affect the way our best players play. This is a diminution not only of our culture but of sports.

Just before March Madness broke out in 2008, Leon Kass and Eric Cohen published a long piecein the New Republic analyzing the moral crisis of professional sports. While focusing on the steroid scandals that were rocking Major League Baseball, Kass and Cohen argued that abuses of biotechnology were symptoms of a deeper and broader adulteration of play.

Kass and Cohen traced the problem to a failure to grasp the proper ends of sport. It’s not all about winning and losing, “the separable, the measurable, and comparative results.” Sport is about the “humanity of the human performer.” Play concerns “the lived experience, for doer and spectator alike, of a humanly cultivated gift, excellently at work, striving for superiority and with the outcome in doubt.”

The beauty of individual performance is multiplied by the choreography of team play: “Players survey the entire scene as they perform in concert with others, attending to where their teammates are heading and how their opponents are defending. They embody the rules, manage the clock, execute their game plans, and make innumerable strategic adjustments when things go badly.” Team sports cultivate not only “game-specific skills” but “determination, discipline, courage, endurance, enterprise, perspicacity, and mental toughness.” And, Tony Bennett will tell you, the crowning sports virtue, humility.

The Cavaliers have their work cut out for them, as they face a healthy Michigan State team tonight. But their success has drawn attention to one place (of many, no doubt) where sports still exhibit “the drama of the game,” where “in microcosm, the human drama is on display, with all its pathos and possibility.” 

Peter J. Leithart is president of Trinity House. He is the author most recently of Gratitude: An Intellectual History. His previous articles can be found here.

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28 Mar 16:51

1964 já era! Viva 2064! — A minha coluna na Folha de hoje

by giinternet

1964 já era! Tenho saudade é de 2064! Os historiadores podem e devem se interessar pelos eventos de há 50 anos, mas só oportunistas querem encruar a história, vivendo-a como revanche. Enfara-me a arqueologia vigarista. Trata-se de uma farsa política, intelectual e jurídica, que busca arrancar do mundo dos mortos vantagens objetivas no mundo dos vivos.

A semente do mensalão está nos delírios do Araguaia. O dossiê dos aloprados foi forjado pela turma que roubou o “Cofre do Adhemar”. Os assaltos à Petrobras foram planejados pelas homicidas VAR-Palmares, de Dilma, e ALN, de Marighella. A privatização do passado garante, em suma, lugares de poder no presente e no futuro. Os farsantes apelam à mitologia para reivindicar o exclusivismo moral que justifica seus crimes de hoje. Ladrões se ancoram na gesta da libertação dos oprimidos. Uma solene banana para eles, com seus punhos cerrados e seus bolsos cheios!

Quem falava em nome dos valores democráticos em 1964? Os que rasgaram de vez a Constituição ou os que a rasgavam um pouco por dia? Exibam um texto, um só, das esquerdas de então que defendesse a democracia como um valor em si. Uma musiquinha do CPC da UNE para ilustrar: “Ah, ah, democracia! Que bela fantasia!/ Cadê a democracia se a barriga está vazia?” Para bom entendedor, uma oração subordinada basta. A resposta matou mais de 100 milhões só de… fome!
(…)
Íntegra aqui

 

28 Mar 16:50

Michael Paquier: Postgres 9.4 feature highlight: Triggers on foreign tables

PostgreSQL 9.4 is coming with more support for triggers, making them now firable on foreign tables. This feature has been introduced by the following commit:

commit 7cbe57c34dec4860243e6d0f81738cfbb6e5d069
Author: Noah Misch <noah@leadboat.com>
Date:   Sun Mar 23 02:16:34 2014 -0400

Offer triggers on foreign tables.

This covers all the SQL-standard trigger types supported for regular
tables; it does not cover constraint triggers.  The approach for
acquiring the old row mirrors that for view INSTEAD OF triggers.  For
AFTER ROW triggers, we spool the foreign tuples to a tuplestore.

This changes the FDW API contract; when deciding which columns to
populate in the slot returned from data modification callbacks, writable
FDWs will need to check for AFTER ROW triggers in addition to checking
for a RETURNING clause.

In support of the feature addition, refactor the TriggerFlags bits and
the assembly of old tuples in ModifyTable.

Ronan Dunklau, reviewed by KaiGai Kohei; some additional hacking by me.

Note that TRUNCATE and INSTEAD OF are not supported. Such restrictions make sense thinking that in the former case foreign tables do not have physical data in the server so it is hard to delete the data files associated to a relation that the server has no control on. In the latter case, INSTEAD OF triggers are limited to views and local server is not sure in which state is the data of remote server (a foreign table might be a view on remote side though).

Now let's have a look at that using postgres_fdw that ships the necessary facility for the support of triggers. The example used here is a PostgreSQL server that connects to itself but on a different database called "foreign_db" for the remote source (feel free to have a look at some other examples to set up postgres_fdw like this one):

=# CREATE EXTENSION postgres_fdw;
CREATE EXTENSION
=# CREATE SERVER postgres_server
   FOREIGN DATA WRAPPER postgres_fdw
   OPTIONS (host 'localhost', dbname 'foreign_db');
CREATE SERVER
=# CREATE USER MAPPING FOR PUBLIC SERVER
postgres_server OPTIONS (password '');
CREATE USER MAPPING
=# CREATE FOREIGN TABLE aa_foreign (a int, b text)
   SERVER postgres_server OPTIONS (table_name 'aa');
=# \c foreign_db
You are now connected to database "foreign_db" as user "michael".
=# CREATE TABLE aa (a int PRIMARY KEY, b text);
CREATE TABLE
=# INSERT INTO aa VALUES (1, 'aa'), (2, 'bb');
INSERT 0 2

Everything is in place, it is time to move on with the new features involving triggers. Here is for example the case of a trigger that tracks DML activity on the foreign table with an audit table located locally using json data type and row_to_json():

=# CREATE TABLE audit_foreign (relid oid,
    op_type text,
    old_data json,
    new_data json);
CREATE TABLE
=# CREATE FUNCTION audit_trigger()
  RETURNS trigger
  LANGUAGE plpgsql
  AS $$
  BEGIN
    IF TG_OP = 'INSERT' THEN
      INSERT INTO audit_foreign(relid, op_type, new_data)
           SELECT TG_RELID, TG_OP, row_to_json(NEW);
      RETURN new;
    ELSIF TG_OP = 'UPDATE' THEN
      INSERT INTO audit_foreign(relid, op_type, old_data, new_data)
           SELECT TG_RELID, TG_OP, row_to_json(OLD), row_to_json(NEW);
      RETURN new;
    ELSE
      -- DELETE case
      INSERT INTO audit_foreign(relid, op_type, old_data)
           SELECT TG_RELID, TG_OP, row_to_json(OLD);
      RETURN old;
    END IF;
  END;
  $$;
CREATE FUNCTION
=# CREATE TRIGGER audit_kick
      AFTER INSERT OR UPDATE OR DELETE on aa_foreign
      FOR EACH ROW
      EXECUTE PROCEDURE audit_trigger();
CREATE TRIGGER
=# \d aa_foreign 
     Foreign table "public.aa_foreign"
 Column |  Type   | Modifiers | FDW Options 
--------+---------+-----------+-------------
 a      | integer |           | 
 b      | text    |           | 
Triggers:
    audit_kick AFTER INSERT OR DELETE OR UPDATE ON aa_foreign FOR EACH \
        ROW EXECUTE PROCEDURE audit_trigger()
Server: postgres_server
FDW Options: (table_name 'aa')

This is somewhat classic, each time a DML occurs on the foreign table, the trigger tracks the activity of each row changed. Now let's try it with some data and see the audit changes:

=# INSERT INTO aa_foreign VALUES (3, 'bb');
INSERT 0 1
=# UPDATE aa_foreign SET b = 'tu' WHERE a = 1;
UPDATE 1
=# DELETE FROM aa_foreign WHERE a = 2;
DELETE 1
=# SELECT relid::regclass AS relname,
      op_type,
      old_data,
      new_data
   FROM audit_foreign;
  relname   | op_type |     old_data     |     new_data     
------------+---------+------------------+------------------
 aa_foreign | INSERT  | null             | {"a":3,"b":"bb"}
 aa_foreign | UPDATE  | {"a":1,"b":"aa"} | {"a":1,"b":"tu"}
 aa_foreign | DELETE  | {"a":2,"b":"bb"} | null
(3 rows)

Cool! The foreign table activity is now tracked thanks to the triggers on it. Note how this takes advantage as well of the json data type (could be jsonb as well).

A last word: constraint triggers are not supported, (foreign tables cannot have constraints by the way, they are managed on the remote side).

=# CREATE CONSTRAINT TRIGGER trig_constraint
     AFTER INSERT ON aa_foreign
     FOR EACH ROW EXECUTE PROCEDURE audit_trigger();
ERROR:  42809: "aa_foreign" is a foreign table
DETAIL:  Foreign tables cannot have constraint triggers.
LOCATION:  CreateTrigger, trigger.c:221

Et voilà!

28 Mar 16:50

Wal-Mart Sues Visa For $5 Billion For Rigging Card Swipe Fees

by Soulskill
Hugh Pickens DOT Com writes: "Reuters reports that Wal-Mart has sued Visa for $5 billion, accusing the credit and debit card network of excessively high card swipe fees. Wal-mart is seeking damages from price fixing and other antitrust violations that it claims took place between January 1, 2004 and November 27, 2012. In its lawsuit, Wal-Mart contends that Visa, in concert with banks, sought to prevent retailers from protecting themselves against those swipe fees, eventually hurting sales. 'The anticompetitive conduct of Visa and the banks forced Wal-Mart to raise retail prices paid by its customers and/or reduce retail services provided to its customers as a means of offsetting some of the artificially inflated interchange fees,' says Wal-Mart in court documents. 'As a result, Wal-Mart's retail sales were below what they would have been otherwise.' Interchange fees, the industry term for card-swipe fees, have been a major point of contention between retailers and banks. The fees are set by Visa and other card networks and collected by card-issuing banks like J.P. Morgan Chase & Co. Retailers have argued that the fees had been set too high due to a lack of competition with the two payment industry giants. Wal-Mart also took a shot against Visa over payment card security. Data breaches last year at Target Corp., Neiman Marcus and others have drawn attention to the country's slow adoption of card technology that uses computer chips and PIN numbers and is seen as less susceptible to fraud than the current system of magnetic stripes. 'Wal-Mart was further harmed by anti-innovation conduct on the part of Visa and the banks,' says the lawsuit, 'such as perpetuating the use of fraud-prone magnetic stripe system in the U.S. and the continued use of signature authentication despite knowledge that PIN authentication is more secure, a fact Visa has acknowledged repeatedly.'"

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28 Mar 16:49

Avaliação da refinaria de Pasadena pela Petrobras foi feita às pressas

by giinternet

Por Bruno Rosa, Ramona Ordoñez, Henrique Gomes Batista e Ronaldo D’Ercole, no Globo:
O processo de compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras envolveu um prazo “muito curto” de due diligence — espécie de auditoria considerada um dos passos essenciais em processos de fusões e aquisições, na qual são avaliadas questões jurídicas, financeiras e operacionais. A afirmação foi feita pela própria Petrobras e está em documento confidencial, datado de 31 de janeiro de 2006, ao qual O GLOBO teve acesso. Ao todo, o processo levou cerca de 20 dias. Especialistas ressaltam que essa etapa de análise de informações de uma empresa consome, em média, de dois a três meses. Em um dos anexos do documento, a consultoria contratada pela estatal na ocasião, a BDO Seidman, de Los Angeles, nos EUA, diz que, em razão do “tempo limitado”, a estatal deveria buscar sua própria avaliação de dados.

Batizada de Projeto Mangueira, a compra da refinaria envolveu a reorganização de cinco afiliadas da Astra Trading. De acordo com o documento da Petrobras, ocorreu a fusão de três destas companhias, criando a chamada Pasadena Refining Systems (Nova PRSI), dona da refinaria em si, na qual a Petrobras comprou 50% em 2006. Paralelamente, para vender combustível de Pasadena, a Petrobras criou com a Astra outra empresa, a PRSI Trading. O documento da Petrobras detalha o processo de análise de dados. Após a coleta de documentos e reuniões com diretores financeiros da Astra entre os dias 11 e 25 de novembro de 2005, a estatal teve de fazer nova avaliação em apenas cinco dias.

“A estrutura mudou e passou a considerar a fusão das três empresas… tornou-se necessário verificar possíveis contingências contábeis/tributárias dessas outras empresas. Isso foi feito no escritório da Astra entre os dias 23 a 27 de janeiro de 2006. (…) Contamos com a ajuda dos consultores da BDO Selman LLP, que elaboraram relatório com base em entrevistas e documentos disponibilizados pela CFO (diretora financeira) da Astra, Kari Burke. Sobre esse aspecto, ressaltamos que o prazo foi muito curto em relação ao que uma due diligence normalmente requer. Não obstante, o trabalho procurou cobrir o máximo possível”, diz o documento.

Como forma de se precaver de possíveis passivos, a equipe jurídica e tributária da estatal recomendou a criação de cláusula que responsabilizava a Astra por qualquer tributo devido em decorrência da reestruturação. O documento de 31 de janeiro de 2006 foi assinado por gerentes da área tributária e jurídica da Petrobras. A análise foi feita um dia após o recebimento do relatório feito pela BDO Seidman — e não Selman, como escrito no documento.

No dia anterior, a BDO enviou carta a Renato Tadeu Bertani, presidente da Petrobras America na qual menciona prazo de 25 a 30 de janeiro de 2006 para análise de dados, data que tem uma pequena variação em relação ao documento da Petrobras. “Devido ao tempo limitado para completar esse projeto e programação urgente de trabalho de campo, ficamos limitados na nossa capacidade de identificar assuntos que poderiam potencialmente ser encontrados em uma avaliação mais detalhada”, diz a carta da BDO, que lista questionamentos à estatal.
(…)

28 Mar 02:22

Eduardo Campos-Marina na TV: uma boa pegada para um estranho discurso

by giinternet

Foi ao ar na noite desta quinta o horário político do PSB. Do ponto de vista técnico, impecável. Foi inteiramente dedicado a um suposto diálogo — tratou-se de uma montagem — entre Eduardo Campos, que vai disputar a Presidência da República, e Marina Silva, a líder da Rede, provável vice na chapa. Procurou-se simular um olho no olho entre os dois e de cada um deles com o telespectador. O filme foi rodado em película, em preto e branco, como a dizer que ali não havia pirotecnia nem truque.

Ambos evocaram as respectivas histórias para se dizer “filhos da esperança” e “companheiros de luta e de paz”, deixando claro, de saída, com quem queriam falar. Nas palavras do ainda governador de Pernambuco: “um povo alegre, mestiço, misturado, guerreiro”. Campos incorporou, vamos dizer assim, a mística lulista.

O governo Dilma apanhou bastante, mas Lula foi preservado. Lá estava a Petrobras: o pré-candidato observou que a empresa perdeu metade de seu valor de mercado e viu sua dívida ser multiplicada por quatro. Afirmou que a economia vinha melhorando desde o governo Itamar e reconheceu o legado de FHC, com as grandes conquistas do governo Lula. Até que… Bem, até que Dilma veio estragar tudo. E aí a presidente virou alvo.

O peessebista falou de uma nova política, sem salvadores da pátria e donos da verdade. Referindo-se a Dilma como “ela”, foi duro: “Ela teve a oportunidade de receber o legado e poderia ter feito o que se comprometeu a fazer”. Acusou-a, em seguida, de “desmanchar o que havia sido feito”. Na conclusão, numa clara alusão à Copa do Mundo, convidou os brasileiros a “entrar em campo e fazer o Brasil campeão”.

Campos era o mais incisivo, o mais focado na disputa terrena propriamente. Marina, conforme o esperado, emprestava à cena um certo apelo etéreo, com coisas quase do outro mundo. De saída, afirmou que seu grande sonho, ora vejam, é uma “agenda estratégica, que possa ser implementada independentemente de partidos e de quem esteja no governo”. É claro que isso não existe e, em certa medida, representaria a morte da política. Ocorre que Marina sempre fala bem com os setores da sociedade que repudiam a… política!

Não faltaram também espertezas certamente definidas por pesquisas de opinião: lá estava a chefe da Rede a defender a sustentabilidade, como sempre, mas deixando claro que é possível desenvolver a agricultura sem agredir “as nossas florestas”, definidas como “a galinha dos ovos de ouro”.

Parece que o candidato do PSB escolheu uma estratégia: colocar-se como o verdadeiro herdeiro das conquistas do lulismo; aquele capaz de fazer o Brasil avançar. Dilma, na sua construção, jogou fora uma herança bendita. Os dados não corroboram essa leitura, mas se está diante de uma construção para a disputa eleitoral.

Funciona? Ela me parece dotada de uma fragilidade essencial: basta que Lula venha a público para dizer, afinal, quem é a sua continuadora. Como já escrevi aqui, se o discurso de Campos for extremamente eficiente e se Dilma se inviabilizasse como candidata, haveria o risco da volta de Lula como candidato do PT. E contra este, o que Campos teria a dizer? A julgar pelo discurso desta quinta, nada”

Tudo somado e subtraído, no entanto, foi um programa eficiente, que certamente atraiu a atenção de muita gente.

28 Mar 02:02

Azeredo será julgado na 1ª instância da Justiça Federal de MG. Nem privilégio nem excepcionalidade

by giinternet

O Supremo Tribunal Federal decidiu por 8 votos a 1 que o processo contra o ex-deputado Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas, deve seguir para a primeira instância da Justiça Federal de Minas. Terá sido um privilégio descabido?

Não foi, não! Tanto é assim que, dos nove ministros que votaram, das mais variadas correntes, houve apenas uma divergência: a do ministro Joaquim Barbosa. Os outros oito foram favoráveis ao envio do processo à primeira instância: Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. Dois não participaram: Ricardo Lewandowski, que faltou à sessão, e Cármen Lúcia, que a deixou antes de votar. Será que o STF estava procurando aliviar a situação para Azeredo?

Não! Como já lembrei aqui, comenta-se que o STF já tomou decisões distintas em situações semelhantes. É verdade: ocorre que eram semelhantes em si, mas distintas do caso Azeredo. Em 1993, o então governador da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima, tentou matar o antecessor, Tarcísio Burity, que sobreviveu a três tiros. O processo se arrastou até 2007, quando estava prestes a ser julgado pelo Supremo. Acabou indo para a primeira instância porque Cunha Lima, já deputado federal, renunciou. O réu morreu em 2012 sem uma sentença final.

Em 2010, foi a vez de Natan Donadon renunciar, um dia antes da data marcada para o julgamento. O tribunal considerou uma manobra e reteve o processo, condenando-o.

Ocorre que esses dois casos já estavam muito mais avançados do que o de Azeredo, cujo advogado não havia nem apresentado a defesa quando da renúncia. As fases do processo são muito distintas. O paralelo recente é outro: José Genoino responde a um segundo processo por causa do mensalão, aquele que envolve o BMG. Como ele estava sem mandato, o processo estava na primeira instância. Ao assumir a vaga de deputado, foi enviado ao Supremo. Tão logo o petista renunciou ao mandato, migrou de novo para a primeira instância. Por que deveria ser diferente com Azeredo?

O mensalão do PT foi mantido no Supremo porque se considerou que desmembrá-lo prejudicaria o processo. Lembro que um ministro que teve uma atuação considerada favorável ao partido, como Ricardo Lewandowski, chegou a votar duas vezes para que tudo permanecesse no Supremo. Só mudou de ideia depois.

Existe uma disposição constitucional a respeito? Existe! Em regra, são julgadas pelo Supremo ações criminais de réus que têm o chamado foro especial por prerrogativa de função. Excepcionalmente, o tribunal pode manter unificado o processo, quando há réus com e sem esse direito.

Mas está posto que é, sim, preciso definir um padrão. É preciso que se estabeleça a partir de qual fase e em quais circunstâncias um réu sem direito a foro especial pode ser julgado pelo Supremo.

Nota
Só se votou o caso nesta quinta porque entrou como questão de ordem no Supremo. Barroso, por desconhecimento ou heterodoxia, decidiu inovar: como relator, ele deveria ter mandado a questão para o revisor, Celso de Mello, que, depois de preparar o seu voto, pediria para que entrasse na pauta. O relator, no entanto, se esqueceu do… revisor.
28 Mar 01:48

Rombo nas contas do governo em fevereiro chega a R$ 3 bilhões

by giinternet

Na VEJA.com:
O governo central – formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social – registrou déficit primário de 3,078 bilhões de reais em fevereiro, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira. Nos dois primeiros meses do ano, a economia feita para o pagamento de juros acumula saldo positivo de 9,876 bilhões de reais. No entanto, o saldo bimestral é 50% inferior ao que foi registrado no mesmo período de 2013 e o pior desde 2009.

Em fevereiro, as despesas do governo central atingiram 68,354 bilhões de reais, enquanto a receita líquida ficou em 65,275 bilhões de reais. No ano, os gastos somam 158,5 bilhões de reais, com alta de 15,5% em relação a igual período do ano passado, impulsionados por despesas maiores com o pagamento de benefícios sociais, servidores e com a máquina pública. No mesmo período, a receita totalizou 168,342 bilhões de reais, com aumento bem menos expressivo de 7,3% na comparação com 2013.

O resultado veio negativo mesmo levando-se em conta a arrecadação recorde do mês passado e o fato de o Tesouro ter lançado mão de 2,892 bilhões de reais em dividendos das estatais para incrementar sua receita, dos quais 2 bilhões de reais são provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 700 milhões de reais da Caixa Econômica Federal.

O Tesouro também informou que transferiu 1,05 bilhão de reais para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) no primeiro bimestre deste ano. Em 2014, está previsto um aporte de até 13 bilhões de reais, sendo 9 bilhões de reais para bancar as indenizações às distribuidoras e 4 bilhões de reais para atenuar o impacto do aumento do preço de energia no mercado livre no caixa das elétricas.

Apesar do resultado primário ruim, os investimentos do governo federal apresentaram um crescimento de 22,7% no primeiro bimestre de 2014 e somaram 15,1 bilhões de reais, ante 12,3 bilhões de reais no mesmo período do ano passado. Os investimentos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram 11,1 bilhões de reais, com alta de 43,3% em comparação com o primeiro bimestre de 2013, quando foram gastos 7,7 bilhões de reais.

A meta fiscal de 1,9% do PIB para o ano foi anunciada pelo ministro da Fazenda Guido Mantega em fevereiro, mostrando uma tentativa do governo de trabalhar com números mais realistas. Esse porcentual representa uma economia de 99 bilhões de reais para pagar os juros da dívida. Na segunda-feira, foi justamente o desempenho fiscal ruim que fez com que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixasse a nota de crédito do Brasil de BBB para BBB-.

28 Mar 01:48

Serra há 50 anos, na Rádio Nacional, convocando a resistência ao golpe. Ouça

by giinternet
Serra, então presidente da UNE, reunido com João Goular

Serra, então presidente da UNE, reunido com João Goulart

Pois é… Alguns vigaristas que decidiram ser donos da história inventaram um José Serra “de direita” que nunca existiu — atribuindo, claro, a essa designação uma carga negativa. Como todo mundo sabe, sempre votei nele — mas não por seu passado de esquerda (e, em muitos aspectos, também o seu presente). Votei e votarei a quantos cargos se candidatar porque o considero competente e alinhado com alguns valores para mim essenciais na vida pública, ainda que não rezemos pela mesma cartilha. Eu me considero um liberal-conservador, coisa que ele não é.

Abaixo, há duas gravações da madrugada do dia 31 de março para 1º de abril de 1964, quando o golpe militar realmente aconteceu. Serra era presidente da UNE e concede uma entrevista à Rádio Nacional. A rotação da fala está um tanto alterada, e muitos não reconhecerão a sua voz. É ele.

Alguns “esquerdistas” do toddynho e do sucrilho que ficam pendurados nas redes sociais difamando reputações a serviço da Al Qaeda Eletrônica poderiam aprender um pouquinho do que é coragem — que considero um valor em si, independentemente da causa, assim como a covardia é uma mácula em si. Alguns palhaços autointitulados “blogueiros sujos”, financiados por estatais, que servem ao poder de turno, serviram também à ditadura e o têm, ora vejam, como adversário! 

Na primeira gravação, Serra convoca a resistência ao golpe — embora ele já tivesse claro, como já afirmou em entrevistas e depoimentos, que pouco restava a fazer. Afirma: “Que nós partamos nesse instante para uma ofensiva e não fiquemos na defensiva porque a defensiva será a vitória de fato dessas forças reacionárias que hoje investem contra o povo brasileiro”. Ouçam.

 No segundo áudio, faz a enfática defesa das chamadas “reformas de base”, que haviam sido anunciadas por João Goulart no famoso comício da Central do Brasil. Diz o então presidente da UNE:
“O que se fez no comício do dia 13 foi a assinatura de decretos populares, que representavam um passo decisivo no monopólio estatal do petróleo, um passo decisivo no sentido de se trazerem mais divisas para o país, de menos divisas saírem para fora, de menos ser o povo brasileiro espoliado. É isto o que se assinou no comício do dia 13. O que se assinou foi um decreto que possibilita a desapropriação das terras nas margens das rodovias, evitando a especulação latifundiária. O que se assinou foi um decreto que regulamenta os aluguéis, pondo fim à exploração que se faz com os imóveis no Brasil.”

Retomo
É claro que o discurso tem de ser ouvido e compreendido à luz das dissensões daquele tempo. O resto da história, em seus aspectos mais gerais, é conhecido. Serra teve de deixar o país para não ser preso, exilou-se no Chile, foi colhido pelo golpe militar naquele país em 1973, foi preso, deixou o Estádio Nacional e rumou para os Estados Unidos. Retornou ao Brasil em 1977.

Nunca pediu “reparação oficial” nem exercitou o discurso do rancor contra o passado. Como homem público, preferiu olhar para o futuro. Ainda bem!

28 Mar 01:47

Perspectiva de Dilma ser derrotada anima mercados; CPI da Petrobras faz disparar ações da empresa. E dois textos premonitórios

by giinternet

Já não há menor dúvida: hoje, temos um governo que atrapalha o país. Bastou o Ibope demonstrar a queda de popularidade do governo Dilma, o que obviamente acena com a possibilidade de ela ser derrotada nas eleições de outubro, e os indicadores econômicos melhoraram substancialmente.

O Ibovespa, que já havia aberto a sessão em alta, se animou muito ao descobrir que tanto a popularidade de Dilma como a aprovação a seu governo haviam… caído. O pregão fechou aos 49.646 pontos, com alta de 3,5% e um volume negociado de R$ 10,3 bilhões. A média diária tem sido de R$ 6 bilhões. As ações da Petrobras também subiram mais de 8%. Vejam que coisa: a possibilidade de a presidente deixar o poder anima o país. Nota à margem: a instabilidade na Petrobras e a bagunça lá reinante colaboram com a especulação das ações da empresa. Adiante.

Na semana passada, as ações das estatais já haviam se valorizado porque circulou forte o boato de que a pesquisa Ibope mostraria uma queda nas intenções de voto em Dilma. Essa queda não se verificou. A pesquisa desta quinta, que é só de avaliação do governo e do desempenho pessoal da presidente, trouxe essa perspectiva.

As ações sem direito a voto da Eletrobras tiveram valorização de 9,84%, a R$ 6,36, a maior alta do Ibovespa. As preferenciais subiram 3,51%, a R$ 10,68. As ações ordinárias do Banco do Brasil tiveram ganho de 6,63%, a R$ 22,52. As preferenciais da Petrobras subiram 8,13%, a R$ 15,57, a terceira maior alta do pregão; as ordinárias avançaram 7,55% a R$ 14,83.

A conclusão é inescapável: hoje, uma das coisas que fazem mal ao país é a possibilidade de Dilma vencer a disputa presidencial. Não custa lembrar que, num encontro com empresários há alguns dias, Lula tentou fazer terrorismo eleitoral, afirmando que a vitória da oposição traria instabilidade ao país. É justamente o contrário: o nome da instabilidade, hoje, é Dilma Rousseff, do PT.

Também o dólar recuou e fechou a R$ 2,266, a menor cotação desde o dia 4 de novembro do ano passado, quando encerrou a R$ 2,245. “A interpretação por parte do mercado é de que um governo de oposição gerenciaria melhor as contas públicas brasileiras e a sua economia”, resume Jefferson Luiz Rugik, operador de câmbio da corretora Correparti, ao jornal O Globo.

Atenção, leitores! Em outros tempos, o anúncio de que se conseguiram as assinaturas para uma CPI da Petrobras faria com que as ações da empresa caíssem. De tal sorte a credibilidade da maior estatal brasileira foi arranhada pela gestão desastrosa do PT que, desta vez, ocorreu o contrário. Um dos argumentos do governo para tentar impedir a instalação da comissão eram os eventuais prejuízos que poderiam advir. Como se nota, a CPI, hoje, faz bem à Petrobras.

Em sua coluna no Estadão de hoje, o tucano José Serra escreveu, antes da divulgação da pesquisa Ibope: ”A reeleição da atual presidente também reproduziria a baixa qualidade da gestão governamental, consequência do despreparo da equipe, uma das piores de todos os tempos. (…). De fato, o foco principal da crise brasileira hoje em dia está no governo. O pesadelo dos agentes econômicos não reside tanto nos indicadores ruins sobre a economia, mas na possibilidade de o governo Dilma se prolongar por mais quatro anos.” No dia 13, em outro texto intitulado “Quando um governo atrapalha o país”, registrou: “a possibilidade de alternância de governo poderá ao menos impedir que as expectativas se deteriorem. O Brasil precisa tanto de oposição que a simples possibilidade de que ela venha a fortalecer-se já melhora o ânimo dos agentes econômicos”.

Premonitório!

28 Mar 01:47

A Nação que se salvou a si mesma - III

by Felipe Melo
Propaganda por Panfleto

OS LÍDERES DA classe média brasileira, armados com as montanhas de provas reunidas por seus investigadores, puseram-se então a agir. Sua missão: despertar seus tolerantes e cordiais patrícios, cujas condescendentes atitudes políticas eram resumidas muito freqüentemente na frase: “Está certo, êle é comunista, mas é uma boa praça!”

Os anticomunistas organizaram dossiês sôbre os chefes comunistas e seus colaboradores, dentro e fora do Govêrno, e distribuíram-nos largamente entre os líderes da resistência e os jornais. Êles visavam principalmente à crescente classe assalariada do país, a grande sofredora com a galopante inflação.

Diretores de organizações comerciais e de fábricas convocavam reuniões regulares dos empregados, discutiam o significado oculto dos acontecimentos correntes, davam-lhes panfletos. Um livrinho barato, escrito por André Gama, dono de uma pequena fábrica de Petrópolis, e intitulado “Nossos Males e Seus Remédios”, teve uma circulação superior a um milhão de exemplares. Outro documento, escrito em linguagem simples, explicava como o sistema democrático funciona melhor do que outro qualquer, detalhava as tragédias da Hungria e de Cuba, e avisava: “Está acontecendo aqui!”

A distribuição dêsse e de outros materiais anticomunistas a princípio foi clandestina, depois tornou-se ostensiva. Os lojistas punham os folhetos denunciadores dentro de embrulhos e sacos de compras. Os ascensoristas davam-nos a passageiros que se queixavam da situação. Os barbeiros punham-nos dentro das revistas que eram lidas pelos fregueses que esperavam a vez. Um tipógrafo do Rio imprimiu secretamente 50.000 cartazes com caricaturas de Fidel Castro fustigando seu povo e a legenda: “Você quer viver sob a chibata dos comunistas?” A noite mandou vários ajudantes colocá-los em lugares públicos.

João Calmon
Os contra-revolucionários da classe média do Brasil pagavam pelo tempo no rádio e na televisão para divulgarem suas revelações. Quando a pressão do Govêrno fechou muitas estações de rádio e TV a todos menos aos mais radicais propagandistas, êles formaram sua própria “Rêde da Democracia” de mais de 100 estações em todo o Brasil. De outubro de 1963 até à revolução, as estações dessa rêde, organizada por João Calmon, diretor dos Diários Associados, iam para o ar na mesma hora em que o esquerdista Leonel Brizola arengava ao público. (Detido após a revolução e perguntado por que falhara o golpe vermelho, o General Assis Brasil, o esquerdista Chefe do Gabinete Militar do Presidente Goulart, deixou escapar: “Aquela desgraçada rêde de rádio e TV, assustando a opinião pública e provocando todas aquelas marchas de mulheres!”)

Os investigadores não descobriram apenas o que tinha acontecido, mas também o que estava para acontecer. Adotando as táticas dos próprios vermelhos, trabalhadores infiltravam-se nos altos conselhos dos sindicatos trabalhistas, fingindo-se comunistas, mas denunciando regularmente as maquinações vermelhas. Repetidas vêzes os planos dos vermelhos foram desmantelados, quando oradores e escritores da oposição iam para a imprensa e para o rádio revelar o que se preparava. Certa feita, os vermelhos estavam discretamente reunindo 5.000 pessoas para uma viagem a Brasília, numa “peregrinação espontânea” para influenciar a ação do Congresso. Quando os anticomunistas denunciaram a manobra dias antes, a “peregrinação” foi cancelada.

Uma Imprensa Destemida

OS PRINCIPAIS jornais brasileiros cedo entraram na luta. Comunicando regularmente as descobertas dos grupos de resistência e mantendo por conta própria cerrada fuzilaria editorial, destacavam-se os dois mais influentes jornais do Rio, O Globo e o Jornal do Brasil, bem como O Estado d e S. Paulo, da capital paulista, e o Correio do Povo, o mais antigo e mais respeitado jornal independente do Rio Grande do Sul.

Por seu destemor, os jornais brasileiros pagaram pesado preço em matéria de perseguição pelo Govêrno. Quando João Calmon publicou uma revelação comprometedora de quanta inverdade havia no pretenso interêsse de Leonel Brizola pela reforma agrária — sendo o próprio Brizola interessado em terras — êste tentou silenciá-lo mandando executar a hipoteca de empréstimos feitos aos Diários Associados pelo Banco do Brasil. Para manter a cadeia funcionando, anunciantes brasileiros prontamente pagaram adiantadamente seus contratos de 12 meses, adiando assim o fechamento.

Por publicar uma narração corajosa e reveladora do que viu durante uma visita que fez à Russia em 1963, o dono do Jornal do Brasil, M. F. do Nascimento Brito, viu seu jornal incorrer nas iras do Govêrno, que mais tarde, no dia 31 de março, ordenou a sua invasão por elementos do Corpo de Fuzileiros Navais.

Feminina e Formidável

MAS É ÀS mulheres do Brasil que cabe uma enorme parcela de crédito pela aniquilação da planejada conquista vermelha. Em escala sem paralelo, na história da América Latina, donas de casa lançaram-se à luta aos milhares, fazendo mais para alertar o país para o perigo do que outra força qualquer. “Sem as mulheres”, diz um líder de classe média da contra-revolução, “nunca teríamos podido sustar a tempo o mergulho do Brasil em direção à ditadura. Muitos dos nossos grupos de homens tinham de trabalhar disfarçadamente, mas as mulheres trabalharam às claras... e como trabalharam!”

A vela de ignição e a fôrça propulsora do levante das mulheres foi uma minúscula amostra de 45 quilos de energia feminina: Dona Amélia Molina Bastos, do Rio, ex-professôra primária, de 59 anos de idade, espôsa de um general reformado do corpo médico do Exército.

Ela ouviu uma noite, em meados de 1962, seu marido e alguns líderes anticomunistas discutirem desanimados a ameaça que se agigantava. “Sùbitamente concluí que a política se havia tornado demasiado importante para ser deixada inteiramente nas mãos dos homens.”

No dia seguinte — 12 de junho —, Dona Amélia convidou a sua casa várias amigas e vizinhas. Com fogo nos olhos, ela perguntou:

— Quem tem mais a perder com o que está acontecendo no nosso país do que nós mulheres? Quem está pagando as contas do armazém cada vez mais altas por causa da inflação? Quem está vendo, sem nada poder fazer, as nossas economias, cuidadosamente acumuladas, destinadas à educação de um filho ou filha, minguarem ao ponto de não darem sequer para comprar uma roupinha de verão para criança? E de quem será o futuro que desaparecerá senão o de nossos filhos e netos, se a política radical do Govêrno levar a nossa pátria ao domínio comunista?

Naquela mesma noite foi formado o primeiro centro da CAMDE (Campanha da Mulher Pela Democracia). E no dia seguinte, com 30 donas de casa mobilizadas, Dona Amélia foi aos jornais do Rio pedir atenção para seu protesto contra a nomeação por Goulart de seu avermelhado primeiro-ministro. Em O Globo, disseram-lhe: “O protesto de 30 mulheres não quer dizer muita coisa. Mas se a senhora puder marchar até aqui com 500 mulheres...”

Pegando no telefone, Dona Amélia e seu nascente grupo reuniram as 500 mulheres, e dois dias depois se apresentaram a Roberto Marinho, diretor do jornal — e o fato mereceu manchetes de primeira página. O protesto não sustou a nomeação, mas estabeleceu o poder das mulheres para influenciar a opinião pública.

Um dos protestos da CAMDE.

A “Corrente de Simpatia”

QUANDO a sala de estar de Dona Amélia não mais pôde acomodar tôdas as donas de casa ansiosas por tomar parte na CAMDE, ela mudou suas reuniões para salões paroquiais de igrejas, formou dezenas de outras pequenas “células” em casas de família. Cada mulher que comparecia era encarregada de organizar outra reunião, com 10 de suas amigas; por sua vez estas tinham de recrutar outras. Para financiar suas atividades, elas economizavam nos orçamentos domésticos e pediam ajuda às amigas com posses. As mulheres da CAMDE insistiam em ação. Formavam comícios de protesto público; ficavam horas diàriamente ao telefone; escreviam cartas (certa vez, mais de 30.000) a congressistas para “assumirem posição firme em prol da democracia”. Pressionavam firmas comerciais para que tirassem sua publicidade do jornal Última Hora, punham anúncios em jornais avisando sobre suas reuniões, apareciam em comícios públicos para discutir com esquerdistas e desafiar os agitadores, distribuíam milhões de circulares e livretos preparados pelas organizações democráticas denunciando o namoro do Governo com os vermelhos.

Além disso, produziam literatura própria, especialmente orientada no sentido das preocupações femininas; mais de 200.000 exemplares só de um trabalho, descrevendo o que as mulheres podiam fazer, foram distribuídos pela CAMDE às suas sócias, cada uma devendo tirar cinco cópias e mandá-las a possíveis candidatas a sócias.

Quando o diretor esquerdista dos Correios e Telégrafos vedou a distribuição de mensagens e publicações da CAMDE, Dona Amelinha organizou uma fôrça de “senhoras estafetas” para entregar o material de automóvel, convencendo pilotos de companhias de aviação brasileiras a transportá-lo para lugares distantes.

As donas de casa da classe média não se limitaram a seu próprio ambiente. Elas se concentraram, por exemplo, nas mulheres do sindicato dos estivadores, fortemente influenciado pelos vermelhos. “Vocês devem convencer seus maridos!”, diziam àquelas mulheres. Muitas o conseguiram, e não poucos foram os estivadores assim convertidos à democracia, comunicando depois às suas espôsas: “Não somos mais comunistas!”

O Murmúrio das Orações

MESMO NAS favelas, ponto especial de ataque da propaganda vermelha, formavam-se unidades da CAMDE. Uma delas, numa favela na Zona Sul do Rio, denominada Rocinha, nasceu do pedido de socorro de uma lavadeira a Dona Amelinha.

— Este lugar aqui — disse a mulher — está cheio de comunistas. Eles dizem que querem ensinar a gente a ler e escrever, e trazem divertimentos para nós. Mas os únicos livros que usam são cartilhas cubanas, as I únicas fitas que passam são de guerrilheiros cubanos.

Imediatamente formou-se uma célula na Rocinha, centralizada na casa dessa lavadeira; organizaram-se classes de alfabetização, forneceram-se livros. E dali a pouco as mulheres da Rocinha estavam em condições de discutir com os vermelhos em seu próprio nível, dizendo aos candidatos comunistas ao Congresso e a propagandistas da União Nacional dos Estudantes: “Vão embora. Sabemos o que é que vocês estão querendo!”

Os vermelhos partiram em busca de prêsas mais fáceis.

A difusão das organizações femininas foi espetacular. Algumas tornaram-se filiais da CAMDE; outras, como a LIMDE (Liga das Mulheres Democráticas) em Belo Horizonte, possuíam identidade própria.

As mulheres de Belo Horizonte, no Estado brasileiro talvez mais ferrenhamente anticomunista, eram a coragem personificada. Quando o Congresso das Uniões dos Trabalhadores da América Latina (CUTAL), dirigido pelos vermelhos, anunciou um comício a ser efetuado em Belo Horizonte, tendo como oradores principais dois organizadores comunistas vindos da Rússia, as líderes da LIMDE mandaram um recado curto ao CUTAL: “Favor ficar cientes que, quando chegar o avião trazendo êsses homens, centenas de mulheres estarão deitadas na pista!” Elas cumpriram a palavra, e o avião nunca pousou na capital mineira; em vez disso, prosseguiu para Brasília.

As mesmas mulheres realizaram demonstração igualmente eficaz em fevereiro último. Um “Congresso de Reforma Agrária” devia reunir-se em Belo Horizonte, tendo como orador principal o cunhado de Goulart. Quando o Deputado Brizola chegou ao saguão, encontrou-o tão apinhado com 3.000 mulheres que não conseguiu fazer-se ouvir acima do ruído dos rosários e do murmúrio das preces pela libertação da pátria. Saindo, Brizola viu as ruas igualmente cheias de mulheres rezando até aonde a vista podia alcançar. O Deputado Brizola foi impelido para fora de Belo Horizonte, levando no bôlso, sem o pronunciar, um dos mais violentos discursos da sua carreira.

Em 12 meses, grupos assim atuaram em tôdas as cidades grandes, de Belém a Pôrto Alegre.
28 Mar 01:47

Vergonha alheia, Ideli!

by giinternet

Ah, a vergonha alheia! Vejo a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, na TV a dizer, escandindo sílabas e virando os olhinhos, que a CPI da Petrobras pode prejudicar a empresa… É mesmo?

No dia em que a CPI foi protocolada, as ações preferenciais da Petrobras subiram 8,13%, a R$ 15,57, a terceira maior alta do pregão; as ordinárias avançaram 7,55%, a R$ 14,83.

Os fatos estão de um lado, e Ideli de outro.

27 Mar 19:26

Pesquisa CNI-Ibope: Popularidade e aprovação de Dilma despencam; chance de alternância de poder não é pequena; veja por quê

by giinternet

A companheirada deve estar chateada. A pesquisa CNI/Ibope que veio a público não é nada boa para a presidente Dilma Rousseff. Outro levantamento do Ibope, divulgado no dia 21, já tinha dado o sinal de alerta, embora muita gente tenha feito questão de ignorar os dados. Vamos ver.

Segundo os números divulgados nesta quinta, a avaliação positiva da presidente Dilma caiu de 43% em dezembro para 36% agora. Em três meses, é uma mudança considerável. Os que consideram sua gestão ruim ou péssima subiram de 20% para 27%. O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 17, quando o caso Petrobras ainda não havia, como direi?, “pegado’. Agora pegou.

Os que aprovam o modo Dilma de governar caíram de 56% para 51%; os que o reprovam subiram de 36% para 43%. Tão importante como os números é o fato de que Dilma não sustentou a recuperação de popularidade depois dos protestos de junho, quando sua aprovação despencou para 31% — dali saltou para 37% (em dezembro) e, depois, para 43%. Agora, volta a cair — e sem protesto.

Os dados de agora corroboram uma realidade que estava embutida na pesquisa da semana passada. Nada menos de 40,32% dos pesquisados deixaram claro que gostariam que o próximo governo mudasse de rumo e de presidente. Por quê?

Naquele levantamento, como destaquei aqui, 64% afirmaram esperar que o próximo governo mude tudo ou muita coisa em relação ao que aí está. Entre esses, nada menos de 63% expressam o desejo de mudar também o presidente — ou seja, 40,32% do total, número bem próximo dos 43% que hoje reprovam o governo Dilma. Considerando os que desejam que tudo fique como está e os que aceitam alterações, mas com a presidente no comando, chegava-se a 49,2%, número também compatível com os 51% que ainda aprovam o governo.

Na pesquisa Ibope de há uma semana, Dilma ainda vencia a eleição no primeiro turno, um número, observei então, enganoso. Até porque nem Lula nem ela própria, em circunstancias muito melhores, lograram tal feito em 2002, 2006 e 2010. O número verdadeiramente importante daquela pesquisa estava um tanto escondido: os 40,32% que não querem que ela continue.

Outra evidência importante daquele levantamento: juntos, o tucano Aécio Neves, com 15% das intenções de voto, e o pessebista Eduardo Campos, com 7%, somavam apenas 22%. Enormes 18% separavam a insatisfação ativa com Dilma dos votos que eles teriam hoje, num sinal evidente de que o eleitor ainda não os identificou com a mudança. Ocorre que também ficava claro que expressivos 28% não conheciam Aécio, índice que chega a 35% com Campos. Como é sabido e evidente, Dilma dá plantão todo dia na TV, e a máquina oficial é poderosíssima.

A síntese é a seguinte: 1) a eventual reeleição de Dilma será tudo, menos tranquila; 2) a chance de o PT ser apeado do poder não é pequena.

27 Mar 16:38

Weev's Attorney Says FBI Is Intercepting His Client's Mail

by timothy
Daniel_Stuckey (2647775) writes "The FBI is intercepting the prison correspondence of infamous Internet troll Andrew "weev" Auernheimer, including letters from his defense team, according to his attorney. 'He's sent me between 10 and 20 letters in the last month or two. I've received one,' Tor Ekeland, who had just returned from visiting Auernheimer at the federal corrections institute in Allenwood, PA., told the Daily Dot in a video interview. Last March, Auernheimer was convicted of accessing a computer without authorization and sentenced to 41 months in prison. As a member of the computer security team Goatse Security, Auernheimer discovered a major security flaw in AT&T's network, which allowed him to download the email addresses of some 114,000 iPad users. Goatse Security reported the flaw to Gawker and provided journalists with the information, who then published it in redacted form."

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27 Mar 16:38

Homeopathic Remedies Recalled For Containing Real Medicine

by timothy
ananyo (2519492) writes "The U.S. Food and Drug Administration (FDA) has recalled homeopathic remedies made by a company called Terra-Medica because they may contain actual medicine — possibly penicillin or derivatives of the antibiotic." Diluted enough times with pure water, though, maybe these traces would be even more powerful.

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27 Mar 16:37

Taxis By Algorithm: Streamlining City Transport With Graph Theory

by timothy
New submitter Mark Buchanan (3595113) writes with a story about research from scientists at MIT, Cornell and elsewhere showing "that big city taxi systems could be made 40% more efficient with device-enabled taxi sharing. We could cut miles driven, costs, and pollution with the right application of just data and algorithms, and do it while introducing no more than a 5 minute delay to any person's trip. " Letting such algorithms compete seems an excellent reason to encourage, rather than reject by law, ride-coordination services like Uber and Lyft.

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27 Mar 16:37

In Israel, Class-Action Plaintiff Requests Waze Source Code Under GPL

by timothy
jonklinger (1166633) writes "A class action lawsuit was brought against Waze (a community-based traffic and navigation app), claiming that their source code and map data were licensed to Waze by the community under the GPL. The plaintiff, Roey Gorodish, requests a copy of the recent source code and map data. This is (as far as I know) the first ever GPL class action suit, too bad it will be quashed by bad facts later as I see it." Google seems to do a credible translation of this source article.

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27 Mar 13:15

George MacDonald’s Princess

by Albert L. Shepherd V

You see too deeply into things to be able to laugh nicely,” wrote fairy tale author and art critic John Ruskin to his friend, George MacDonald, in 1863. Ruskin was referring to the “curious mixture” of childlike levity and thematic depth in MacDonald’s then-unpublished short story, The Light Princess. MacDonald’s works of fantasy would later inspire authors like Lewis Carroll, J. R. R. Tolkien, C. S. Lewis, and G. K. Chesterton. At the time, however, MacDonald was struggling to find a publisher for The Light Princess. Readers were unsure of the intended audience: Was it meant for adults or children?

Eventually, MacDonald was able to insert The Light Princess into the broader narrative of his book Adela Cathcart (1864) as a story told by one of the central characters, John Smith. The other characters humorously mimic Ruskin’s criticisms by asserting that the story is both “too silly” and that “there is a great deal of meaning in it.” Ruskin wrote back in feigned offense about his fictional counterparts. Through Smith, MacDonald offers this defense of the story’s “mixture”: “if both church and fairy-tale belong to humanity, they may occasionally cross circles, without injury to either.” The story is not meant for only one age group, but for all who are childlike in faith and imagination.

One-hundred and fifty years later, The Light Princess remains one of MacDonald’s most beloved works. In it, a young, unnamed princess is cursed by a witch, with the result that the princess has no gravity. The effect is both physical and spiritual. If not tethered to the ground or leashed to her royal attendants, the princess is at risk of simply floating away into the air, never to be seen again. At the same time, she is unable to take her peril (or anything for that matter) seriously. Even the distress of her parents over her plight provokes her laughter.

The princess only finds gravity when she is swimming in water. This baptismal water makes her solid. It restores her humanity. The solution is only temporary: When on dry land, the princess returns to her foolishness. Yet, because of the personal freedom of movement that swimming affords her, she spends a lot of time in the lake. One day, a prince comes across her swimming and joins her. They fall in love. Yet the prince discovers that, while the princess behaves normally in the water, she is foolish outside of it. Though he loves the princess, marriage does not seem possible, as they cannot live their entire lives in a lake. The princess is not prepared to be a bride.

Meanwhile, the witch discovers that the princess is happy and satisfied whenever she is in the lake, and so the witch begins to drain the lake of all its contents. The only way to keep this from happening is for a man to enter into the hole at the bottom of the lake and stop the flow of the water. At that point the lake will refill, but at the cost of this man’s life. “Death alone from death can save.” He who closes the pit will bless the princess with a gift of life-giving baptism, but his own baptism will be a baptism of death. The prince chooses to give up his life, and descends to his fate. He eats a last supper of bread and wine. The vaporous princess watches, not grasping the seriousness of the situation. Her response to his decision is not one of dread but of glee and delight.

The water covers the prince and the lake fills. Suddenly, the princess seems to understand what is happening, and swims to the bottom to save the prince. She brings his lifeless body to shore, and he is taken into the castle. The princess no longer cares about the lake. Her cursed state, however, remains.

It is not until the prince returns to life that her salvation is achieved. The prince opens his eyes and the princess weeps tears of joy, water of the spirit. For the first time, her spirit is immersed, not with flighty and foolish happiness, but with solid and lasting joy. For the first time, her soul has gravity. Her humanity has been restored by the life-giving water of the prince’s death and resurrection.

The Church today is the light princess. To be ready for the eschatological wedding feast she must be made solid. She must be marked by a sobriety that befits her time, place, and calling. Ultimately, a culture without faith in the death and resurrection of Christ is a culture that is flighty, fleeting, and foolish. The Church is not to be swept up by this but to instead be marked by gravitas in her witness to the advent of Christ’s kingdom and the new creation. The sacraments remind us that we do not belong to this age but to the age to come, when creation shall no longer be vaporous but made whole in Christ. And yet, the sacraments also demand that we engage the culture, for they remind us that our faith is not just about spiritual and eternal reality, but about physical and temporal reality. We engage the culture with the message “repent and be baptized.” We offer the culture not aimless laughter or cynicism, but the deep and abiding joy of the Gospel. We follow Christ’s pattern of self-sacrifice so that the world too may experience the water of life.

The Light Princess is the product of a baptized imagination. It will baptize the imaginations of you and your children as well. The story is now in the public domain and can be easily accessed on the internet for free. Tolle lege. 

Albert L. Shepherd V is a doctoral candidate in divinity at King’s College, University of Aberdeen, Scotland

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27 Mar 13:15

Not Just For Profit

by Travis Weber

Post-argument predictions will continue to pour out regarding Sebelius v. Hobby Lobby and Conestoga Wood Specialties v. Sebelius, cases in which business owners (the Green and Hahn families) have voiced religious objections to being forced to pay for certain types of contraceptives. The truth is, no one knows what will happen; what should happen is somewhat clearer.

Certain justices’ opposition to Hobby Lobby’s position predictably centered on what other claims corporations might bring should the Court rule for the Green family and against the government. Justices wondered whether a ruling for Hobby Lobby would lead to corporations objecting on religious grounds to providing vaccinations, blood transfusions, and the like. Hobby Lobby’s attorney Paul Clement responded that the Court would still rule on each case as it arose under the standard set forth in the relevant federal statute, the Religious Freedom Restoration Act or RFRA, and there is no guarantee the religious claim would win. Furthermore, if the “parade of horribles” is so likely to occur, where is it? RFRA has been around since 1993.

The justices’ questioning of the government’s lawyer suggested that its attempt to distinguish between for-profit and other corporate forms did not make sense, at least in the case of a closely-held family business. Solicitor General Donald Verrilli was pressed by the justices about why the government insisted on hampering corporate religious exercise but not other religious exercise, which the government exempted from the mandate. Even Justices Anthony Kennedy and Stephen Breyer piled on at points.

When Verrilli said the Court had never ruled that corporations had a right to exercise religion, Justice Samuel Alito “wondered if there was something wrong with the corporate form that it would not be accorded” religious freedom, and asked whether “the only reason for a corporation to exist was to ‘maximize profits?’” Verrilli said no. Later, when Verilli said the Court had never granted a religious exemption to a for-profit corporation, Justice Antonin Scalia reminded him that the Court had never denied such an exemption either.

For-profit businesses often take on a variety of causes and charities through their operation. “Corporate social responsibility,” “green practices,” and “sustainable supply chain practices” are only a few examples of modern corporate priorities or “values.” These goals are set as those running the business freely choose to set them. This is something business owners in America have always been permitted to do. For example, TOMS shoes, well known for giving away one pair of shoes for each pair it sells, recently announced that it would start selling coffee, with each bag financing a week’s worth of clean water for one person.

Business owners’ beliefs may guide them to provide shoes for children, supply water for those who need it, provide special attention to the environment, ensure their suppliers are not committing human rights abuses or—need it even be said—run their businesses in accordance with their faith. American business owners only want to be left free to work and live as they wish.

The holes in the government’s argument in Hobby Lobby are widened by all this generous corporate social responsibility and the fact that many corporations, for-profit and non-profit, work toward many different goals and objectives besides making money. Even aside from the lack of support in the law for such a distinction, “for-profit” status is beside the point when it comes to the freedom to run one’s business as one wishes. Non-profits are often thought of as somehow more “noble” in their aims, but that view is silly. Whether “for-profit” or “non-profit,” businesses are directed by those at their helm. As the Cato Institute’s Ilya Shapiro points out, “the reality is that any organization can act only at the direction of human beings. In a very real sense, the compulsion of a corporation is felt by the individuals who direct its affairs.”

A family business owner’s aims, hopes, and aspirations don’t somehow magically disappear if the government taxes his or her company as a “for-profit” instead of a “non-profit.” Despite being “for-profit,” TOMS and Hobby Lobby still express the views of the human beings who run them. And companies like these often voluntarily put in place practices that benefit employees. For example, Hobby Lobby starts its full-time hourly employees at a salary 90 percent above the minimum wage and has long provided a generous employee health-insurance plan. Such companies don’t need the “assistance” of additional government regulation like the intrusive employer mandate to operate in a manner that benefits their employees. Nevertheless, the mandate demands that American business owners like the Greens and Hahns violate their principles or stand up for their civil rights and be punished.

American businesses have always been free to accomplish a variety of purposes—purposes, like Hobby Lobby’s high starting wage—that are often very beneficial to society. Such freedom thus more starkly reveals the government’s acts of targeting and singling out families that simply want to operate their businesses according to their consciences. The HHS mandate puts the jobs, livelihoods, and healthcare of millions of Americans at risk by forcing those who stand up for their consciences to choose between paying crippling fines that could shut down their businesses or dropping the healthcare of their employees. Such coercion has no place in our religious liberty jurisprudence. We can only hope the Supreme Court will agree.

Travis Weber, J.D., LL.M., is director of the Center for Religious Liberty at the Family Research Council. 

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27 Mar 13:14

New Improved Sensors For The Gripen E

by Neha Bareja
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The new generation Gripen will be equipped with sensors that can detect low-radar-cross-section (RCS) targets, and will provide the pilots in a Gripen formation with a new level of situational awareness, says Bob Mason, Selex-ES marketing director for advanced sensors.

According to a report in the Aviation Week, Gripen E will have three Selex-ES sensors and a new identification friend-or-foe (IFF) system with three electronically steerable antenna arrays, which matches the radar's range and field of view.

Mason describes that the IRST is capable of detecting low-RCS targets at distances compatible with a beyond-visual-range missile launch.  Confirming that the Selex IRSTs have tracked low-RCS targets, he says, “We have seen them.” 

The report adds that Selex IRSTs have undergone a lot of changes, the most important one is the development of algorithms, based on operational experience and the analysis of real-world imagery, that look at IR signatures in detail, including variations of color and brightness within the target, in order to filter out false alarms caused by everything from birds to barbecue grills.

“The IRST can give the radar a very accurate azimuth and elevation to the target, which allows it to focus its energy and increase the probability of achieving detection and track on a low-RCS target,” Mason says.

Read the full story: Gripen Sensors Claim Counter-Stealth Performance

Read more about the AESA Radar here.

Published: 3/27/2014 7:33 AM
27 Mar 13:13

Governo do Acre compra 5 mil bicicletas de ex-secretário

by giinternet

Por Fábio Pontes, na Folha:
O governo do petista Tião Viana no Acre reservou R$ 13,5 milhões para comprar 5.000 bicicletas elétricas para estudantes da zona rural. A aquisição é alvo de críticas da oposição, que questiona os custos e a empresa escolhida na licitação. Quem fornecerá as bicicletas, importadas da China, é a Engeplan, que tem como representante Cassiano Marques, ex-secretário de Saúde e de Turismo nas gestões dos petistas Jorge Viana (1999-2006), irmão de Tião, e Binho Marques (2007-2010).

O governo diz que 49 empresas solicitaram o edital da licitação, mas apenas a Engeplan apresentou proposta. Cada bicicleta custará R$ 2.700 aos cofres estaduais. Uma semana antes do anúncio da compra, feito na última sexta-feira, o governo já divulgava a criação da “primeira montadora de bicicletas do Acre”, a Nature Bike, nome fantasia da Engeplan. “Isso vai beneficiar o Acre todo”, disse Viana na ocasião.
(…)

27 Mar 13:13

Petrobras sabia de comitê que Graça diz desconhecer

by giinternet

Por Raquel Landim, David Friedlander, Samantha Lima e Isabel Fleck, na Folha:
A Petrobras conhece há mais de sete anos o misterioso comitê interno da refinaria de Pasadena cuja existência a presidente da estatal, Graça Foster, afirmou ignorar até o início desta semana. Conhecido como comitê de proprietários, ele pode ser facilmente encontrado logo no início do acordo de acionistas assinado em 2006 pela estatal brasileira e pela belga Astra, sua sócia na refinaria. Em entrevista ao jornal “O Globo” ontem, Graça disse que não sabia da existência do comitê e não conhecia suas atribuições e seu poder, nem que o representante da estatal era Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras que foi preso pela Polícia Federal na semana passada. O comitê de proprietários e suas funções são descritos em detalhes no artigo 3º do acordo de acionistas, datado de 1º de setembro de 2006.

A Petrobras e a Astra foram sócias na refinaria de Pasadena entre 2006 e 2008, cada uma com participação de 50%. Mais tarde, a estatal brasileira foi forçada por contrato a comprar a parte dos belgas, numa operação que elevou para US$ 1,18 bilhão o custo da aquisição da refinaria. O negócio voltou à tona há uma semana, quando a presidente Dilma Rousseff, que era presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando a transação foi aprovada, afirmou que autorizou a operação sem ter sido informada sobre as cláusulas contratuais que mais tarde prejudicaram a Petrobras.

O acordo de acionistas, obtido pela Folha em uma corte da Justiça do Texas, onde fica a refinaria, prevê a existência “de um comitê de proprietários composto por uma pessoa apontada pela Petrobras America [subsidiária da estatal nos Estados Unidos] e uma pessoa apontada pela Astra”, que devem ser os presidentes das empresas ou alguém indicado por eles ou por um superior hierárquico. ”Não ocupei a posição e tampouco participei da designação do representante neste comitê”, disse o então presidente da Petrobras America, Renato Bertani. Segundo ele, a avaliação do projeto foi centralizada pela área internacional da companhia. O ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli não quis comentar o assunto. O então diretor da área internacional, Nestor Cerveró, foi transferido para um cargo na BR Distribuidora em 2008 e demitido na sexta-feira passada.

Advogados especializados em grandes negócios disseram à Folha que o comitê de proprietários é uma instância comum em empresas com vários sócios, principalmente naquelas em que as participações são iguais, como era o caso da refinaria de Pasadena. Graça Foster anunciou a criação de uma comissão de sindicância interna para investigar a aquisição da refinaria e o funcionamento do comitê de proprietários, que está descrito em detalhes no acordo de acionistas de 2006. Conforme o documento, as decisões estratégicas na refinaria eram tomadas por maioria no conselho de diretores, formado por três executivos de cada lado. Se não houvesse acordo sobre algum assunto, a questão deveria ser remetida ao comitê, que tinha que decidir por unanimidade. Se o impasse persistisse, a Petrobras poderia decidir sozinha. Em contrapartida, a Astra tinha o direito de exigir que a estatal brasileira comprasse a sua participação.Esse é um dos pontos que levantam dúvidas sobre a operação. As duas sócias da refinaria divergiram desde o início sobre diversos assuntos, do rumo da operação aos investimentos necessários.
(…)

27 Mar 13:13

Câmara aprova projeto com 20% de cotas para negros em serviços públicos. É claro que viola a Constituição! Mas quem vai resistir?

by giinternet

Com 314 votos a favor e 36 contra, a Câmara dos Deputados aprovou ontem projeto de Lei do governo federal que reserva 20% das vagas em concursos públicos para candidatos que se declararem pretos ou pardos. As cotas valem para a administração pública federal, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista e para todos os concursos com pelo menos três vagas em disputa. A proposta segue agora para o Senado, onde também será aprovado. O que eu penso? É evidente que sou contra qualquer forma de cota. Na universidade ou no serviço público, qualquer forma de seleção que não seja a do mais apto fere, entendo eu, o fundamento da igualdade, que está previsto na Constituição. Atenção! A Comissão de Constituição e Justiça já aprovou um projeto que estabelece cotas também para a Câmara dos Deputados.

Já escrevi a respeito num post do dia 6 de novembro do ano passado. Embora eu me oponha, reitero, também às cotas universitárias, considero quase defensável o argumento de que elas corrigem desigualdade e dão a negros, pardos e brancos condições de competir em pé de igualdade. Eu digo que é “quase” defensável porque há milhões de brancos que também são pobres.

Ora, dada a forma como existem as cotas, um branco pobre, ainda que com desempenho melhor, pode perder a vaga para um preto pobre. Se ambos são pobres, faz sentido que um perca a vaga porque é branco e outro a ganhe porque é preto? Trata-se de uma violência constitucional, acho eu. Mas o STF disse que não. Decisão da Justiça, como sabem, a gente respeita, mas discute, sim!

Ora, o futuro servidor não entrará no serviço público para ganhar uma nova competência — como a oferecida pela universidade — que o mercado de trabalho lhe vai cobrar mais adiante. Não! Do estado brasileiro, espera-se apenas que cumpra o seu dever e selecione os mais competentes — em benefício, diga-se, de brancos, mestiços e negros.

“Ah, você antevê que o serviço vai piorar, Reinaldo?” Não antevejo nada. Assim como não estou certo de que pioraria a representação da Câmara se as cotas fossem aprovadas. Ocorre que se trataria, nesse caso, de uma violação ao direito que tem o eleitor de escolher livremente em quem quer votar. Quanto aos servidores, estamos diante de uma clara violação do princípio da igualdade entre, atenção!, profissionais já formados. Não é o estado que vai lhe dar uma nova competência; eles é que estarão fornecendo a sua competência ao estado.

Mas como resistir? Quem vai dizer “não”? Quem terá a coragem de enfrentar as hostes militantes e a rede de desqualificação na Internet?

Dilma tem 39 ministros, que ela escolhe livremente entre os representantes da base aliada. Espero que tenha o bom senso, então, de aplicar o regime de cotas de seu projeto na escolha de seus auxiliares diretos, o que significaria pelo menos oito ministros “afrodescententes”, como dizem. Ou será que a generosidade de Dilma só servirá para discriminar branco pobre?

27 Mar 13:13

Haddad joga movimento de autointitulados sem-teto contra os vereadores. A ruindade deste senhor ainda vai virar tese universitária!

by giinternet

O prefeito Fernando Haddad não se emenda. Não tem jeito. Ele parece desconhecer o bê-á-bá da civilidade, que se pauta pelo respeito às leis, pela independência entre os Poderes, pela observância das normas democraticamente pactuadas.

Ontem, mais uma vez, movimentos de sem-teto infernizaram a vida da cidade de São Paulo. Na liderança, o tal MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. Se trabalham, parece que resolveram faltar.

O que fez Haddad? Poderia, por exemplo, ter recebido uma comissão para negociar. Mas ele estava a fim, como diz a meninada, de “causar”. Desceu de seu gabinete e decidiu subir no caminhão de som dos autointitulados sem-teto. E sabem o que ele fez? Disse que atenderia à reivindicação que eles faziam se a Câmara dos Vereadores aprovar o Plano Diretor. Ou por outra: o prefeito usou o MTST para chantagear e pressionar os vereadores.

E qual era a reivindicação da turma? Que uma área invadida, de preservação ambiental, chamada Nova Palestina, seja destinada oficialmente a moradias. Há um decreto do ex-prefeito Gilberto Kassab que transforma o imenso terreno num parque. Haddad disse que revogaria o texto se os vereadores aprovassem o Plano Diretor. Ora, o que fizeram os sem-teto? Aplaudiram o valente e se dirigiram imediatamente para a Câmara dos Vereadores.

O próprio Haddad entendia que a área, vizinha à represa Guarapiranga e ainda coberta por um trecho de mata atlântica nativa, deveria ser destinada à preservação ambiental. Mas sabem como é… A popularidade do homem está em baixa. Em algum lugar, ele tem de se encostar. E a ordem do PT é se reaproximar o máximo possível dos ditos movimentos sociais.

Assim, vejam que fabuloso: nesta quarta-feira, o senhor Fernando Haddad disse ao MTST que causar severos transtornos na cidade por nove horas vale a pena e merece compensação; estimulou que novas áreas de preservação ambiental sejam invadidas e ainda jogou os manifestantes contra os vereadores.

A ruindade deste senhor à frente da Prefeitura de São Paulo, estou certo, ainda será matéria de curiosidade científica; ainda será estudada nas universidades; ainda renderá teses de doutorado.

Já escrevi aqui mais de uma vez que eventuais confrontos dos movimentos de sem-teto com Haddad são meramente episódicos. Eles são aliados. Ter a PT à frente do Poder Executivo, em qualquer esfera, municipal, estadual ou federal, significa ter o Poder Público refém dos movimentos dos sem-alguma coisa: sem-teto, sem-terra, sem-isso, sem-aquilo. A reivindicação é legítima. Paralisar a cidade para impor uma pauta de reivindicações, não. Mas Haddad, como se vê, estimula a bagunça.

27 Mar 02:25

O PT não se conforma que oposicionistas façam oposição! No fim das contas, isso é ódio à democracia! Ou: Ainda não temos de imitar o modelito do anão tarado

by giinternet

No seu esforço para tentar impedir a criação de uma CPI da Petrobras ou qualquer investigação que fuja ao estrito controle oficial, o governo não tem se poupado, e nos poupado, do ridículo. Quem deu a largada foi o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com a entrevista coletiva que concedeu na terça-feira. Segundo o preclaro, o pedido de investigação encaminhado por um grupo de senadores ao procurador-geral da República não se justifica porque não haveria fato novo, além das denúncias publicadas pela imprensa. Ora, e quem disse que elas já não são o bastante?

Mais: Cardozo afirma que se trata de uma ação de caráter político-eleitoral, acusação repetida pela agora apenas senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que era ministra da Casa Civil até outro dia. O que os petistas querem dizer com isso? Então o PT, quando era oposição, nunca se esforçou para criar uma CPI em ano eleitoral? Então o PT não se esforça para criar comissões de inquérito nos estados e nas cidades em que é oposição? Ora, ora…

Até o quase sempre contido Paulo Bernardo, ministro das Comunicações e marido de Gleisi, resolveu dar a sua contribuição à obviedade vertida em bobagem. Segundo ele, a CPI é do interesse da oposição! Ora, não me diga, ministro! Em todo o mundo democrático, comissões de inquérito do Poder Legislativo são justamente isto: instrumentos de que dispõe a oposição para investigar atos do Executivo.

O PT é um partido curioso! Acha que é normal que governistas defendam o governo, mas considera um absurdo que os oposicionistas o critiquem. Como costumo lembrar, governos existem em todos os países do mundo, também nas piores tiranias. Vejam agora o caso da Coreia do Norte. Kim Jong-un, aquele anãozinho tarado, decidiu que todos os homens do país devem ter o cabelo cortado como o seu: raspar as laterais da cabeça e deixar aquele tufo ridículo no topo. O que faz de um país uma democracia é justamente haver oposição, ministra Gleisi. É a gente não ser obrigado a seguir o que o mestre mandar.

Dilma afirmou que o conselho da Petrobras tomou uma decisão com base num relatório omisso; Graça Foster decidiu criar uma comissão interna na Petrobras para investigar a lambança de Pasadena; o Tribunal de Contas da União investiga a compra… Por que o Congresso, como disse Eduardo Campos, haveria de ficar de joelhos?

O que pretendem os ministros José Eduardo Cardozo, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo? Que o Parlamento se abstenha de cumprir o seu papel só porque é ano eleitoral? Digamos, por hipótese, e isto ainda não está dado, que uma CPI possa ser positiva para as oposições. Estas deveriam, então, se abster de pedi-la, mesmo diante dos descalabros, com medo de eventuais benefícios? Essa trinca deveria citar um só regime democrático em que as oposições, afinal, não transformem os erros do governo em uma questão… política!

A situação, aliás, é mais grave do que parece. Eu reitero que a entrevista de Graça Foster, presidente da Petrobras, ao Globo é nitroglicerina pura. Além de ela própria denunciar a existência de um comitê secreto na bagunça de Pasadena, deixou claro que os mecanismos para a Petrobras se precaver de outras lambanças são tênues — a rigor, inexistentes.

De resto, por que tanto medo de uma CPI da Petrobras? Se Dilma diz que foi enganada; se Graça Foster diz que foi enganada, por que o Parlamento deve ficar longe da investigação? Vejam o caso do sr. José Sérgio Gabrielli. Indagado pela imprensa sobre o tal comitê secreto, ele diz que não se pronuncia sobre o assunto. Como não? É sua sucessora na Petrobras, petista como ele, quem denuncia o bunker; a empresa é de economia mista e deve satisfação a seus acionistas. O Congresso é parte da representação de que dispõe o povo brasileiro e tem o poder para fazer o sr. Gabrielli falar o que sabe — ou, então, para que faça suas confissões por intermédio do silêncio.

De resto, uma sugestão a Gleisi: é melhor redescobrir o tom e a entonação de uma parlamentar. A senadora ainda está com aquela altivez — que anseia passar por sabedoria — de quando era ministra da Casa Civil, sempre à beira de um pito. A gente já sabe, senadora, que isso não funciona. Pode até despertar certo interesse por algum tempo, mas, depois, cai no ridículo. Especialmente quando nos damos conta do que estava, e deve estar, em curso na Petrobras.

O PT não se conforma que oposicionistas façam oposição. No fim das contas, é ódio à democracia. Enquanto isto aqui não for a Coreia do Norte, não precisaremos cortar o cabelo à moda do anãozinho tarado.

Texto publicado originalmente às 22h21 desta quarta
27 Mar 00:48

Condenado, deputado das laqueaduras renuncia. Vai tarde! Quem é o próximo?

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Condenado a três anos e um mês de prisão por oferecer cirurgias de laqueadura em troca de votos nas eleições municipais de 2004, o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) entregou sua carta de renúncia ao mandato à direção da Câmara nesta quarta-feira. Com isso, ele escapará de um provável processo de cassação que seria aberto no fim do dia. Bentes é o sexto deputado a abrir mão de seu mandato desde dezembro, numa lista que inclui quatro condenados no escândalo do mensalão – José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) – e o tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no valerioduto mineiro.

“Decidi renunciar para não causar nenhum constrangimento a esta Casa e aos ilustres companheiros deputados. É uma decisão dolorosa, difícil, mas que a mim não abate. Não sou criança, tenho mais de 50 anos de vida pública, sou escolado e não vou passar por este constrangimento”, afirmou. “Devido à pressão da mídia, [minha presença] causaria constrangimento aos meus colegas nas votações. Não guardo mágoa, não guardo rancor, meu coração só tem lugar para o amor”, completou o peemedebista, que admitiu tentar voltar à Câmara quando terminar de cumprir sua pena.

Nesta terça-feira, ele se apresentou à Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas (Vepema) do Distrito Federal para receber as instruções para o cumprimento da pena. A Justiça negou pedido da defesa para que a sanção fosse transformada na prestação de serviços à comunidade e, na falta de casas de albergado – estabelecimentos para abrigar detentos condenados a regime aberto – em Brasília, o parlamentar será beneficiado com as regras da prisão domiciliar.

Apesar de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bentes disse que planeja voltar à Câmara nas eleições de 2018. Até o momento, não há posição do STF sobre a possibilidade de se aplicar a Lei da Ficha Limpa para condenação de crimes prescritos. Bentes foi condenado por esterilização cirúrgica irregular, mas acabou beneficiado com a prescrição dos crimes de corrupção eleitoral, estelionato e formação de quadrilha. Caso ele volte a se candidatar no curto prazo, a Justiça deverá decidir se ele pode ou não ser classificado como ficha suja.

Em sua carta de renúncia, Bentes atacou o Poder Judiciário e disse que passa pelo momento “mais difícil e doloroso” de sua vida. “Sempre pautei minhas ações pelos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. Por uma decisão equivocada do Supremo Tribunal Federal, [fui] condenado à pena de três anos, um mês e dez dias de prisão em regime aberto, por um crime que não cometi”, disse.

“Resta-me tomar a mais difícil e dolorosa decisão da minha vida pública, a de renunciar ao mandato que me foi outorgado por 87.681 eleitores do meu Estado. Pelo respeito que tenha a esta Casa e aos meus ilustres pares, para não lhes causar nenhum constrangimento de terem de votar pela cassação ou não do meu mandato, é que, depois de consultar os travesseiros, as lideranças nacional e regional do meu partido, a minha esposa, os meus filhos, familiares e amigos, decidi pela minha renúncia”, escreveu.

27 Mar 00:48

Monty Python se encontra com Raymond Aron em Banânia: “A MACONHA É A MACONHA DOS INTELECTUAIS”

by giinternet

Pois é… A direção da Universidade Federal de Santa Catarina admitiu que o consumo de maconha no campus não é novidade. Dado o tumulto promovido por vândalos disfarçados de estudantes, a Reitoria fez o quê? Ora, preferiu atacar a Polícia Federal. Leiam o que vai na VEJA.com. Volto em seguida.

Por Bianca Bibiano:
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) disse ao site de VEJA nesta quarta-feira que o consumo de drogas no campus não é novidade: “Trata-se de uma questão de conhecimento público”, disse a assessoria de imprensa da instituição. A declaração foi feita um dia após ação da Polícia Federal (PF) no campus para investigar denúncia de tráfico de drogas que acabou com a prisão de cinco pessoas (sendo quatro estudantes), choque entre policiais e supostos estudantes e a depredação de viaturas da PF e da Polícia Militar. Os detidos portavam maconha. Após o confronto, cerca de 200 estudantes invadiram a reitoria pedindo a proibição da entrada da polícia no campus.

A PF comentou o caso nesta quarta-feira. Em entrevista coletiva, o delegado Paulo Cassiano Júnior criticou a posição da reitoria, que na noite da terça-feira condenou a ação dos agentes federais. “A PF não tem compromisso com a falta de pulso da reitoria em gerir os assuntos da universidade. (…) Autonomia universitária não deve ser confundida com licença para baderna. Nós não temos compromisso se a reitora com seu comportamento condescendente pretende transformar a universidade em uma república de maconheiros”, declarou, em entrevista transmitida pela TV.

O texto da universidade divulgado na noite da terça-feira, assinado pela reitora Roselane Neckel, dizia o seguinte: “Em todos os contatos com a Polícia Federal sempre foi solicitado que quaisquer ações de repressão violenta ao tráfico de drogas fossem realizadas fora das áreas da universidade.”

Na tarde desta quarta-feira, membros da reitoria, estudantes e funcionários vão se reunir para discutir o caso, além de negociar a desocupação da reitoria. Os estudantes pedem a legalização de festas no campus, a proibição da entrada da PMs no campus e punição aos responsáveis pela ação da terça-feira. O episódio ocorre em meio à greve de servidores da universidade, iniciada no dia 17, com a paralisação geral dos técnicos-administrativos das instituições federais de ensino. O encerramento da greve também está na pauta de reunião desta tarde.

Retomo
Como se nota, a doutora que comanda a UFSC acha que reprimir o tráfico dentro da UFSC é coisa incompatível com as atividades acadêmicas da instituição, donde se conclui haver compatibilidade entre a produção intelectual e o tráfico! Em qualquer país decente do mundo, seria demitida. Por aqui, vai virar heroína — Ooops!

O grande Raymond Aron afirmou que o marxismo era o ópio dos intelectuais. Carlos Graieb, editor-executivo da VEJA.com, submeteu a frase a uma leitura, digamos, à moda Monty Python: “A MACONHA É A MACONHA DOS INTELECTUAIS”.

Nas moscas!

27 Mar 00:47

Not Even Wrong About Russia

by David P. Goldman

Wolfgang Pauli once said of a young physicist’s work, “It is not even wrong.” The put-down applies to Republican thinking about Russia: my conservative colleagues don’t even know what the ruckus is about. The Germans know, and that’s why Chancellor Angela Merkel today opposed sanctions against Russia except in the case of further aggression. Her position was echoed by former Chancellor Helmut Schmidt.

Sanctions would throw B’rer Putin into the Briar, er, Bamboo Patch.

A specter is haunting Europe, and that is the specter of a Russian-Chinese alliance at the expense of Europe. China is dynamic, and its dynamism is transforming the “Silk Road” countries that lie across Russia’s southern border. China is building high-speed rail and high-speed internet south to Rangoon and eastward to Istanbul, intent on transforming its neighbors into an export market for high-value-added manufacturing and high-tech products. It’s one of the most remarkable ventures in world economic history, and the most underreported story of the year. My conservative friends have been predicting China’s economic demise every year for the past dozen, and have been wrong each time. They notice the elephant dung, but ignore the elephant.

China’s appetite for Siberian resources, including hydrocarbons and perhaps including water, is limitless. The Russians and Chinese have every reason to suspect each other. But if they put their differences aside, the economic synergies would be extensive. What should worry the West is the prospective synergies in military technology as well. Russia is rolling out the S500 air defense system. We shuddered at the prospect that Russia might provide its 20-year-old S300 system to Damascus or Tehran; we really don’t know how much better the new iteration is, but it might be a great deal better. Chinese rocketry already is good enough to sink any American ship within several hundred miles of its coastline. We really don’t want them to get together.

That’s precisely what may happen if the West succeeds in “isolating” Russia, as Germany’s leading news organization Der Spiegel has been warning. Of course, all this is on the German language site, beamed to the homefolks; the Germans don’t bother trying to explain things to the Anglos any more. Use Google translate if you want to read it.