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03 Apr 18:39

PSOL pede abertura de investigação contra André Vargas

by giinternet

Na VEJA.com:
O PSOL protocolou na Mesa Diretora da Câmara um pedido de investigação do vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), por ter usado um jatinho pago pelo doleiro Alberto Yosseff, preso pela Polícia Federal em uma megaoperação de combate à lavagem de dinheiro no país. “As ilações sobre vantagens indevidas e intermediação de interesses, que atingem sua excelência e vão além do âmbito pessoal, merecem resposta objetiva e institucional da Câmara dos Deputados”, diz o ofício do partido.

A Mesa Diretora analisará o pedido e deverá encaminhar o caso para a Corregedoria da Casa. Se o caso avançar, Vargas poderá enfrentar um processo de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar ou receber uma punição, como suspensão do mandato e advertência.

O uso da aeronave paga pelo doleiro para passar férias no Nordeste foi revelado na terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. Desde então, ele já deu três vezes versões sobre o “presente”: inicialmente, acusou seu adversário político, o também deputado Fernando Francischini, de “plantar” a notícia. Depois, admitiu que pediu o avião porque os voos comerciais estavam muito caros no período. E, quando percebeu que estava completamente enrolado, admitiu que “cometeu um equívoco”.

Conforme revelou VEJA, as conversas gravadas pela Polícia Federal entre Vargas e Yousseff mostram que a relação entre eles vai além de uma simples amizade: as investigações apontam que o petista é sócio oculto doleiro. Em quase cinquenta mensagens registradas pela PF, Vargas recebe orientações do doleiro, combina reuniões com Youssef e chega a passar informações das conversas que ele, como parlamentar do PT, mantinha com integrantes do governo.

03 Apr 15:17

60 Minutes Dubbed Engines Noise Over Tesla Model S

by timothy
cartechboy (2660665) writes "Did you watch the Tesla 60 Minutes segment the other night? If you did, you might have ended up on the floor rolling around laughing like I did. Since when does the Tesla Model S electric car make audible engine noises? Or downshift? Turns out, 60 Minutes dubbed engine noises and a downshift over the Model S running footage. The show claims it was an editing error. Call it what you want, it was absolutely hilarious. A little note to TV producers assigned to cover Tesla Motors in the future: Electric cars don't upshift or downshift." At least they didn't fraudulently blow it up!

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03 Apr 13:59

ZunZuneo: USAID Funded 'Cuban Twitter' To Undermine Communist Regime

by timothy
L

Yay!

barlevg (2111272) writes "In a country where the government severely limits access to the world wide web, ZunZeneo, an anonymous SMS-based social network, drew more than 40,000 Cuban users at its peak, the Associated Press reports. On it, people shared news and opinions about music and culture. But what none of its subscribers knew was that the project was secretly funded by the United States Agency for International Development (USAID), though a series of shell corporations and foreign bank accounts, and that its stated goal was 'renegotiate the balance of power between the state and society' in the Communist stronghold, hopefully leading to a 'Cuban Spring.'"

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03 Apr 11:09

Sweden And Czech Republic Connect Their Simulation Centers

by Saab AB
.:

Czech Gripen2.jpg
Sweden and Czech Republic will connect their simulation centers for training Gripen fighter pilots, reports Ceskenoviny.cz.

Last month, bilateral consultations between the Czech and Sweden’s Ministries of Defence were held in Stockholm and Linköping. The objective of the consultations was to assess specific projects in order to expand the existing cooperation between the two countries in the field of defense. The central theme of the existing cooperation between the two countries is Gripen.

According to Department of Defense, Czech Republic, the first new major training events will link simulation centers in the Czech Republic and Sweden in the second half of this year. 

There is a gradual increase in the number of countries using the Gripen and the extensive skills and experience of the Czech party with these aircraft," informs the Ministry.

Read the full story: ČR a Švédsko propojí své simulátory pro výcvik pilotů gripenů​

Published: 4/3/2014 7:48 AM
03 Apr 11:08

Suprema Corte faz o contrário do STF no Brasil e acaba com restrições a doadores de campanha. Adivinhem que país vai se dar melhor!

by giinternet

Sim, leitores, claro, claro! Eu estou preparado para a possibilidade de o mundo estar errado e de o Brasil estar certo. Mais do que isso: condescendo com a possibilidade, teórica ao menos, de a Suprema Corte Americana ser idiota e não alcançar as altitudes do pensamento de um Roberto Barroso, de um Ricardo Lewandowski, de um Dias Toffoli, de um Luiz Fux, de um Marco Aurélio ou de um Joaquim Barbosa no que concerne ao financiamento de campanha.

A que me refiro? No mesmo dia em que se formou a maioria no STF contra a contribuição de empresas a campanhas eleitorais — muito provavelmente, os partidos vão enfiar a mão no nosso bolso —, a corte americana caminhou no sentido contrário e derrubou os limites que havia para a contribuição individual a campanhas nos EUA, segundo informa Adam Liptak, no New York Times.

Foram estabelecidos em 1976 um limite de contribuição individual de US$ 46,8 mil a cada dois anos a todos os candidatos federais e outro de US$ 74,6 mil a comitês de partidos. O limite para um indivíduo doar para um candidato em particular segue sendo de US$ 2,6 mil.

Por cinco a quatro, a corte decidiu que aquelas restrições violam a poderosa e gloriosa “Primeira Emenda” que estabelece que o Congresso fica proibido de criar leis que:
- definam uma religião oficial ou impeçam o livre exercício da crença religiosa;
- limitem o direito à liberdade de expressão ou de imprensa;
- limitem o direito à livre associação pacífica dos cidadãos;
- limitem o direito de o cidadão apresentar petições ao governo se considerar seus direitos agravados.

Ela certamente foi recitada aos ouvidos dos legisladores do país pelos anjos, enquanto o diabo ficou pedindo aos gênios brasileiros que criassem dificuldades para vender facilidades. John Roberts, presidente da Corte Suprema, disse uma coisa linda, que Roberto Barroso, o pai intelectual da ideia de se proibirem doações no Brasil, não vai entender nem em três séculos. Disse Roberts: “Se a Primeira Emenda protege a queima de bandeiras, protestos em funerais e desfiles nazistas, apesar da profunda ofensa que essas coisas possam causar, ela certamente protege a adesão a campanhas políticas, apesar da oposição popular”.

Barack Obama, suas ONGs amestradas e as organizações politicamente corretas que pululam em torno do Partido Democrata queriam manter as restrições porque consideram que a medida vai ajudar o Partido Republicano.

Atenção! A legislação americana proíbe que empresas doem para partidos, mas permite que o façam para comitês independentes, que, por sua vez, financiam campanhas dos partidos. Um exemplo: as propagandas nas TVs —  não há o lixo do horário eleitoral gratuito nos EUA — costumam ser pagas por esses comitês. Agora resta a Luiz Fux, o relator, tentar provar que os EUA não são uma democracia.

Relator da matéria no STF, Fux demonizou as empresas como fontes da corrupção na política e defendeu limites severos mesmo para as doações individuais. Vocês sabem, não é, brasileiros? O que é bom para os EUA certamente não é bom para o Brasil. Lá, com liberdade, os recursos de campanha serão declarados. Por aqui, com o moralismo dos nossos gênios, teremos o paraíso do caixa dois e dos picaretas.

Parafraseando John Roberts, no Brasil, o Supremo decidiu que é permitido, em nome da liberdade de expressão, fazer marcha em favor das drogas, cujo consumo é crime. Mas as empresas não poderão fazer doações para partidos.

Por isso eles são os EUA e têm Roberts. E nós somos o Brasil e temos Roberto Barroso. Eu trocaria o Roberto que temos pelos Roberts que eles têm. Mas acho que não aceitariam porque se acostumaram a ser um país livre. E nós estamos nos acostumando com os bocós arrogantes.

03 Apr 11:08

MAIS UM INQUÉRITO – PF apura agora se Petrobras vendeu refinaria na Argentina para amigão de Cristina Kirchner por menos do que valia!

by giinternet

E a Petrobras está de volta às páginas policiais, o que já se tornou uma rotina no governo petista. A Folha informa na edição desta quinta que a Polícia Federal decidiu abrir um terceiro inquérito, agora para investigar não a compra, mas a venda da refinaria de San Lorenzo para o grupo argentino Oil Combustibles S.A., que pertence ao megaempresário Cristóbal López, um amigão da presidente Cristina Kirchner. Também o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União investigam a operação.

Desta vez, vejam vocês, o comando da Petrobras é suspeito de ter vendido um ativo por menos do que valia. A empresa brasileira repassou para Cristóbal López, por US$ 110 milhões, um pacote que incluía a refinaria propriamente, postos de gasolina, estoques e outros produtos, de acordo com nota redigida pela Petrobras no ano eleitoral de 2010.

Ocorre que o grupo argentino estava disposto a pagar, em outubro de 2009, US$ 50 milhões só pela refinaria, sem levar em conta os estoques e os tais outros produtos. Sete meses depois, a empresa brasileira vendeu, sim, a refinaria, mas por US$ 36 milhões, US$ 14 milhões a menos do que os compradores queriam pagar inicialmente. Brasileiro é bonzinho. Com a gente é assim: nos EUA, compra por mais do que vale; na Argentina, vende por menos.

O fio da meada é um contrato existente entre um representante do grupo argentino e um escritório de advocacia brasileiro, representado pelo baiano Sérgio Tourinho Dantas, conterrâneo de José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras. Ora vejam: se a empresa brasileira topasse vender para os argentinos a refinaria por até US$ 45 milhões, o escritório receberia US$ 10 milhões de comissão; se o fizesse por US$ 50 milhões mesmo, então seriam US$ 8 milhões. Como a Petrobras vendeu por US$ 36 milhões, vai saber quanto a operação rendeu, né? O escritório disse à reportagem da Folha que rescindiu o contrato com os argentinos antes de se efetivar a venda.

É o terceiro inquérito aberto pela polícia. Um deles investiga a operação de Pasadena, e outro, o eventual pagamento de propina pela empresa holandesa SBM a funcionários da Petrobras.

Atenção! Cristóbal López é o empresário que mais enriqueceu na era dos Kirchner. Chegou a despertar a tenção do FBI e do Departamento de Combate aos Narcóticos nos EUA por causa da compra suspeita de um cassino em Miami. Desconfia-se que possa lavar dinheiro do tráfico de drogas. Nos meios políticos argentinos, ele é considerado uma espécie de “caixa” do kirchnerismo.

Quem negociou com o escritório de advocacia brasileiro em nome do empresário foi Jorge Rottemberg. A imprensa argentina fala em pagamento de propina de até US$ 15 milhões. Mas os petistas não querem nem ouvir falar de CPI. Dá para entender por quê.

03 Apr 02:31

Firme como gelatina, Renan se finge de independente para fazer a vontade do Planalto

by giinternet

Pois é… Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, resolveu dar uma mãozinha e tanto à presidente Dilma Rousseff e a seu governo, embora, aparentemente, tenha tentando parecer isento. Vamos ver.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) recorreu à Mesa do Senado para afirmar que a CPI da Petrobras, protocolada pela oposição, não poderia ser instalada porque não haveria fato determinado, uma vez que reúne várias suspeitas de irregularidade na empresa. Os governistas, como sabemos, também fizeram o seu requerimento, sugerindo que se investiguem, além da Petrobras, supostos malfeitos no Metrô de São Paulo; na Cemig, em Minas, e no porto de Suape, em Pernambuco. Nesse caso, muito apropriadamente, a oposição argumenta que o governo está tentando juntar alhos com bugalhos. Cabia a Renan decidir.

Ele deu um declaração enganosamente independente. Afirmou: “Não fui eleito presidente de uma instituição centenária como o Senado para fazer favores com a lei e o nosso Regimento Interno. Fui escolhido para, em casos necessários, encaminhar sugestões de acordo com as leis. Vai longe o tempo em que dirigentes faziam ou interpretavam leis seguindo as suas conveniências. A razão é a primeira autoridade e a autoridade é a última razão”.

Retórica firme para prática gelatinosa. E ele decidiu, então, não decidir. Enviou os dois pedidos para a CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça, que, obviamente, é formada por uma maioria governista. Os oposicionistas sentiram, é evidente, o cheiro da manobra. Por quê: é muito provável que a comissão declare que nem a restrição do governo nem a da oposição são cabíveis e que os dois pedidos estão conforme as regras. Aí, nesse caso, como a CPI do governo, em tese, é mais ampla, então que seja ela a triunfar.

E pronto! Um bom modo de não investigar nada é investigar tudo. E lá fica a apuração da Petrobras pelo meio do caminho. O caso, a cada dia, fica mais enrolado. O governo vinha ancorando a defesa da compra da refinaria de Pasadena num suposto parecer favorável do Citigroup. Esse documento veio à luz. E lá está escrito o seguinte: “Nós não fizemos e não nos foi fornecida uma avaliação independente (…) Nós não fizemos inspeções na refinaria de Pasadena, no Texas (…). E nossa opinião é baseada, necessariamente, em dados fornecidos para nós”. Vale dizer: o parecer não servia para endossar o negócio desastroso.

Aonde isso vai parar? Pode até ir parar no Supremo. Observem que a tática do governo é desmoralizar o fundamento da CPI, que é necessariamente um instrumento da minoria, da oposição. Se, a cada pedido protocolado, o PT responder com outro para investigar todos os adversários, com ou sem fato determinado, a Comissão Parlamentar de Inquérito passa a ser um instrumento da maioria para esmagar a minoria. Ora, não basta a evidência de que, segundo as regras do regimento, a maioria do Congresso ou em cada uma das Casas acaba sendo maioria também nas comissões?

Para encerrar: como não há limites para o ridículo, em pronunciamento no rádio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que é hoje presidente do Conselho de Administração da Petrobras, fez o que nem Dilma tem coragem de fazer: defendeu a compra da refinaria de Pasadena. Perdeu a noção.

03 Apr 01:21

André Vargas, o petista do jatinho, em mais um dia patético

by giinternet

O deputado petista André Vargas, do Paraná, vice-presidente da Câmara e do Congresso e um dos braços de Lula no PT, está se esforçando para me fazer chorar de emoção. Até agora, não conseguiu. Cada vez mais com cheiro de Demóstenes Torres, o ex-senador que era uma referência de ética e caiu em desgraça quando flagrado em conversas suspeitas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, Vargas ocupou a tribuna da Câmara para tentar explicar o fato de o doleiro Alberto Yousseff, que está preso, ter custeado o aluguel de um jatinho para levá-lo e a mais oito pessoas de sua família para uma viagem de férias a João Pessoa.

Pois é… Vargas já chegou a dizer que imaginava que o voo fosse uma carona; aí inventou que teria arcado com o valor do combustível — R$ 20 mil. Nesta quarta, sem saída, admitiu que não pagou um tostão. A empresa que alugou o jatinho informa que o presentinho do doleiro para o deputado petista custou R$ 100 mil. Em uma das gravações feitas pela Polícia Federal, Vargas se mostra grato a Youssef com palavras ternas: “É coisa de irmão”. Nem diga! Coisa de irmão rico, né?

O discurso foi patético. O petista admitiu conhecer Youssef há mais de 20 anos, mas, ora vejam, assegurou ter ficado sabendo de suas atividades ilícitas “pela mídia”. Que mimo! O doleiro foi um dos protagonistas do chamado “Escândalo do Banestado”, que apurou remessa ilegal de divisas para o exterior de US$ 30 bilhões. À época, fez delação premiada, pagou R$ 1 milhão de multa e não foi processado. E voltou às atividades de sempre. Na investigação de agora, apelidada pela PF, muito apropriadamente, de Lava-Jato, ele é acusado de envolvimento com um esquema que movimentou R$ 10 bilhões. Para a Polícia, Vargas e Youssef mantêm uma sociedade.

O deputado foi flagrado ainda fazendo lobby em favor da Labogen, um laboratório que tem capital social de R$ 28 mil e que havia fechado um contrato de R$ 150 milhões com o Ministério da Saúde para fornecimento de remédios. Como a “empresa” não tem planta industrial, a encomenda seria feita a um outro laboratório por R$ 60 milhões, e nada menos de R$ 90 milhões seriam embolsados. Nesta quarta, Vargas diz que estava apenas marcando um contato. Entendo. Ocorre que a Labogen, oficialmente, não pertencia a Youssef, o seu amigo. Só essa empresa enviou ilegalmente ao exterior US$ 37 milhões. O contrato foi assinado pelo ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo.

Os deputados ouviram entre perplexos e incrédulos as explicações de Vargas. Uns poucos o aplaudiram de modo desenxabido. O petista tem falado até em renúncia. Pois é… Se o fizesse, ele certamente somaria um pouco de qualidade à vida pública brasileira. Vargas, insisto, não é um peixinho pequeno do PT, não. Já foi secretário de comunicação do partido e é um dos principais incentivadores dos chamados blogs sujos, aquelas páginas alimentadas com dinheiro público para atacar a oposição, setores do Judiciário e a imprensa independente. Foi um dos principais articuladores da queda de Helena Chagas, ex-secretária de Comunicação Social, é um crítico tão fanático de Joaquim Barbosa como defensor fanático dos mensaleiros, além de ser obcecado pelo chamado controle da mídia, um nome simpático para censura. Ah, sim: também é um dos expoentes da turma do “Volta, Lula”. 

03 Apr 00:26

Dilma muda a data de música de Tom Jobim e transforma lirismo em protesto. É o padrão factual da “Comissão da Verdade”

by giinternet

Dilma, ao fazer digressões político-sentimentais, é tão precisa nos fatos históricos como a média da imprensa brasileira — sim, há exceções — quando trata do golpe militar de 1964, a tal fábula dos Chapeuzinhos Vermelhos contra o Lobo Mau.

Leiam o que informa Lauro Jardim, no Radar:
Dilma Rousseff cometeu uma gafe, mais uma, hoje durante a cerimônia de transferência do Galeão para a iniciativa privada. Lá pelas tantas, emocionada, declamou o belíssimo Samba do Avião, de Tom Jobim. E disse:
“Esse ‘Samba do Avião’ faz uma ligação entre o Brasil de hoje e o Brasil de ontem porque o ‘Samba do Avião’ descreve a chegada no Brasil, e em especial no Galeão, dos brasileiros que voltavam ao Brasil após a Anistia, alguns após 21 anos de exílio, outros menos do que isso, mas essa é a realidade; o ‘Samba do Avião’ é isso. É de fato, e nessa semana é um momento especial, uma homenagem aos exilados…
Dilma embargou a voz, encheu os olhos de lágrimas com justa emoção. Só que o ‘Samba do Avião’ foi lançado em 1962, dois anos antes do golpe – nada tem a ver com exilados. A canção de Tom que remete aos exilados é ‘Sabiá,’ parceria dele com Chico Buarque, de 1967. Diz a letra: “Vou voltar/Sei que ainda vou voltar/Para o meu lugar”. Além disso, os exilados não voltaram ao “Brasil após 21 anos de exílio”. Negativo. A Anistia é de 1979, quando a quase totalidade dos exilados retornou – ou seja, quinze anos após o golpe.
Nos discursos de improviso o risco de gafe é enorme. Mas não custava a assessoria de Dilma tê-la preparado melhor.

Retomo
Na mosca! Não pensem que a história daqueles dias é contada com muito mais precisão por aí, a começar das escolas. Num país em que Marighella e Lamarca viram heróis, convenham, a ignorância sobre o “Samba do Avião” chega a ser quase lírica.

02 Apr 22:46

London Council Dumping Windows For Chromebooks To Save £400,000

by Soulskill
girlmad writes: "Google has scored a major win on the back of Microsoft's Windows XP support cut-off. The London Borough of Barking and Dagenham has begun moving all its employees over to Samsung Chromebooks and Chromeboxes ahead of the 8 April deadline. The council was previously running 3,500 Windows XP desktops and 800 XP laptops, and is currently in the process of retiring these in favour of around 2,000 Chromebooks and 300 Chromeboxes. It estimates the savings at around £400,000 compared to upgrading to newer Windows machines — no small change."

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02 Apr 22:46

Wednesday, April 02, 2014

Pibgorn by Brooke McEldowney for April 02, 2014
02 Apr 22:45

Financiamento de campanha – Resultado desastroso: STF garante no tapetão o que PT tentava arrancar do Parlamento no grito

by giinternet

Pronto! Formou-se a maioria de seis votos no Supremo Tribunal Federal contra a doação de empresas a campanhas eleitorais. Já se manifestaram nesse sentido o relator da matéria, Luiz Fux, e Roberto Barroso. Ocorre que Dias Toffoli, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello anteciparam a sua posição. Assim, o Supremo vai garantir no tapetão o principal item da proposta de reforma política do PT: o financiamento público de campanha. Afinal, o dinheiro terá de sair de algum lugar — e sairá do nosso bolso, leitores amigos.  Em tempo: nesta quarta, Teori Zavascki deu um bom voto contra essa tolice. Gilmar Mendes pediu vista. As mudanças não valem para a disputa deste ano, mas já estarão em vigência nas eleições municipais de 2016.

A votação do Supremo decorre de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade de iniciativa da OAB. A Ordem dos Advogados do Brasil argumentou que a Lei 8.713, de 1993, que permitia a doação de empresas privadas a campanhas políticas é inconstitucional. Lembro que, quando ela foi aprovada, buscava-se justamente legalizar as doações para que a) fossem mais transparentes; b) diminuísse o volume de caixa dois nas disputas eleitorais.

Como medida supostamente moralizadora, a decisão de agora do tribunal é estúpida e vai provocar um efeito contrário ao pretendido. Se, hoje, com as empresas podendo declarar as suas contribuições, já existe uma montanha de “recursos não contabilizados”, para citar o patriota Delúbio Soares, imaginem o que não acontecerá quando todas forem proibidas. Mas esse não é o único efeito deletério. Há outros.

1: O partido que detém o quase monopólio da máquina sindical — o PT — sairá ganhando porque poderá receber dessas entidades doações estimáveis em dinheiro, mas que dinheiro não são. Sim, a lei proíbe esse tipo de coisa, mas é quase impossível coibir.

2: O partido que estiver no poder terá mais facilidade para fazer chantagem de bastidores com as empresas, sempre dependentes de marcos regulatórios. Ela já existe hoje; imaginem depois.

3: As doações, que terão de ser públicas, haverão de obedecer a critérios. Quaisquer que sejam, estarão relacionados ao desempenho do partido na eleição anterior: receberá mais dinheiro público quem teve ou mais votos nas disputas proporcionais ou quem elegeu mais deputados. Mais uma vez, a regra beneficiará o PT.

4: O PT, diga-se, saiu da condição de partido apenas médio à de maior legenda do país na vigência da atual lei. Agora que chegou lá, o STF lhe dá a condição de se eternizar no topo. Afinal, vai eleger mais porque terá mais dinheiro e terá mais dinheiro porque elegerá mais.

5: De novo, o STF atua como legislador e faz as vezes de Congresso. Nesse caso, nem se pode dizer que havia um vazio legal. Ao contrário: a vontade do legislador era manifesta na Lei 8.713.

Barroso
Não custa lembrar que esse absurdo que chegou ao Supremo tem pai: chama-se Roberto Barroso, atual ministro da corte. Quem peticionou ao tribunal pedindo a declaração de inconstitucionalidade da lei foi a OAB, mas os reais autores da proposta são os advogados Daniel Sarmento, professor de direito constitucional da Uerj, área comandada pelo ministro, e Eduardo Mendonça, que já foi sócio de seu escritório de advocacia e hoje é seu assessor no STF. Na verdade, a tese é do próprio Barroso. Ou por outra: o ministro julgou de dia uma causa que patrocinou à noite. É claro que deveria, por uma questão ética, ter se declarado impedido.

O PT não poderia estar mais satisfeito. Conseguiu o que queria sem precisar convencer os demais partidos, inclusive o PMDB, que havia percebido que o financiamento público só interessava aos petistas.

Barroso, o legislador que não foi eleito por ninguém, consegue mais essa façanha. Há dias, na votação sobre os precatório, o preclaro não se intimidou: decidiu elaborar lá mesmo, numa das cadeiras do STF, uma verdadeira lei a respeito. Está mal acostumado: quando apenas advogado, conseguiu por três vezes que a corte suprema do Brasil rasgasse a Constituição ou outros códigos legais: ao garantir que Cesare Battisti ficasse no Brasil; ao arrancar o “sim” para o aborto de anencéfalos e ao equiparar os estatutos jurídicos das uniões civis héteros e gays. TUDO ISSO CONTRA A LETRA EXPLÍCITA DOS CÓDIGOS QUE FAZEM DO BRASIL UMA DEMOCRACIA. E ele continuará tentando. Afinal, lendo um livro seu, a gente aprende que a função do direito é ceder aos lobbies dos chamados “setores progressistas” da sociedade. E eu não tenho dúvida de que Barroso considera o PT… “progressista”. É… Ele deu um voto decisivo para que, daqui a alguns meses, Delúbio, José Dirceu e João Paulo Cunha estejam soltos por aí, aumentando o teor de “progressismo” do Brasil.

 

02 Apr 21:22

Entre os invasores da aula na São Francisco, um discípulo de Marighella, o homem que dizia que “ser violento ou terrorista enobrece”

by giinternet

Vejam esta imagem.

 Invasão Fon

A esmagadora maioria da imprensa insiste na fábula da luta dos Chapeuzinhos Vermelhos contra os Lobos Maus, e, por amor aos fatos e à história, reitero que, em 1964, o país iniciou a trajetória rumo ao estado da natureza, com o homem sendo o lobo do homem. Eram concepções opostas e combinadas do Estado Leviatã. A única chance de isso resultar em civilização é a ordem democrática. Quem a queria? Ninguém.

A imagem acima, como muitos já perceberam, é um flagrante da invasão da aula do professor Eduardo Gualazzi, da Faculdade de Direito da USP, promovida por estudantes de extrema esquerda, que certamente consumiram mais Toddynho & Sucrilho do que literatura marxista — ou não protagonizariam uma pexotada ridícula como aquela.

Quem é aquele senhor no círculo vermelho? E o hoje militante petista Antônio Carlos Fon, 68 anos, ligado, desde que o mundo é mundo, ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O que faz lá, invadindo uma aula na São Francisco? Sabem como é… Toda praça é praça para levar adiante “a luta”.

Fon foi militante da área de Inteligência da ALN (Ação Libertadora Nacional), comandada por Carlos Marighella. Era jornalista e cobria  a área de polícia, infiltrado — era a sua tarefa — justamente no meio policial que estava ligado à repressão. Sua missão era se fazer de íntimo da turma para colher informações que facilitassem as ações terroristas da ALN.

Eu falei em “ações terroristas”? Mas, afinal, a ALN praticava terrorismo? Os jovens vitaminados com sucrilho, mas não necessariamente com livros, não precisam acreditar em mim. Devem acreditar em Marighella, que escreveu o Minimanual do Guerrilheiro Urbano. E de lá que extraio os trechos abaixo. Leiam. Os entretítulos em azul são meus. Volto em seguida.

TRECHOS DO MANUAL DE MARIGHELLA
Já na abertura
A acusação de “violência” ou “terrorismo” sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser “violento” ou um “terrorista” é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.

Missão
O guerrilheiro urbano é um inimigo implacável do governo e inflige dano sistemático às autoridades e aos homens que dominam e exercem o poder. O trabalho principal do guerrilheiro urbano é de distrair, cansar e desmoralizar os militares, a ditadura militar e as forças repressivas, como também atacar e destruir as riquezas dos norte-americanos, os gerentes estrangeiros, e a alta classe brasileira.
(…)
é inevitável e esperado necessariamente, o conflito armado do guerrilheiro urbano contra os objetivos essenciais:
a. A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.

É pra matar
No Brasil, o número de ações violentas realizadas pelos guerrilheiros urbanos, incluindo mortes, explosões, capturas de armas, munições, e explosivos, assaltos a bancos e prisões, etc., é o suficientemente significativo como para não deixar dúvida em relação as verdadeiras intenções dos revolucionários.

A execução do espião da CIA Charles Chandler, um membro do Exército dos EUA que veio da guerra do Vietnã para se infiltrar no movimento estudantil brasileiro, os lacaios dos militares mortos em encontros sangrentos com os guerrilheiros urbanos, todos são testemunhas do fato que estamos em uma guerra revolucionária completa e que a guerra somente pode ser livrada por meios violentos.

Esta é a razão pela qual o guerrilheiro urbano utiliza a luta e pela qual continua concentrando sua atividade no extermínio físico dos agentes da repressão, e a dedicar 24 horas do dia à expropriação dos exploradores da população.

Razão de ser
A razão para a existência do guerrilheiro urbano, a condição básica para qual atua e sobrevive, é o de atirar. O guerrilheiro urbano tem que saber disparar bem porque é requerido por este tipo de combate.

Tiro e pontaria são água e ar de um guerrilheiro urbano. Sua perfeição na arte de atirar o fazem um tipo especial de guerrilheiro urbano – ou seja, um franco-atirador, uma categoria de combatente solitário indispensável em ações isoladas. O franco-atirador sabe como atirar, a pouca distância ou a longa distância e suas armas são apropriadas para qualquer tipo de disparo.

Espalhando o terror
[a guerrilha deve] provar sua combatividade, decisão, firmeza, determinação, e persistência no ataque contra a ditadura militar para permitir que todos os inconformes sigam nosso exemplo e lutem com táticas de guerrilha urbana. Enquanto tanto, o governo (…) [terá de retirar] suas tropas para poder vigiar os bancos, industrias, armarias, barracas militares, televisão, escritórios norte-americanas, tanques de armazenamento de gás, refinarias de petróleo, barcos, aviões, portos, aeroportos, hospitais, centros de saúde, bancos de sangue, lojas, garagens, embaixadas, residências de membros proeminentes do regime, tais como ministros e generais, estações de policia, e organizações oficiais, etc.

[a guerrilha deve] aumentar os distúrbios dos guerrilheiros urbanos gradualmente em ascendência interminável de tal maneira que as tropas do governo não possam deixar a área urbana para perseguir o guerrilheiro sem arriscar abandonar a cidade, e permitir que aumente a rebelião na costa como também no interior do pais

Retomo
E então? O que lhes pareceu? Marighella, como se nota, não tinha nada a ver com aquele verso tonto de Geraldo Vandré, sobre os que “acreditam nas flores vencendo o canhão”. Não! Era o canhão vencendo o canhão. Na impossibilidade de os terroristas terem um, então recorriam a outras táticas letais. Está confessado ali.

Gualazzi teve a sua aula interrompida justamente quando falava do caráter autoritário e discricionário do comunismo. Foi interrompido por um dos “fiéis de Marighella”. Ao fazê-lo, o grupo dava razão, teórica ao menos, ao professor.

Fon foi, sim, preso em 1969 e, segundo diz, torturado. Isso lhe confere legitimidade para sair por aí invadindo aulas daqueles de quem discorda? É claro que não! Ou os que justificam a sua ação aceitariam que críticos do caráter violento e assumidamente terrorista da ALN arrombassem a sala de admiradores de Marighella e de suas táticas terroristas?

Aí um mistificador de plantão esperneia: “Esse Reinaldo Azevedo tenta equiparar as coisas; a luta da ALN era moralmente superior!”. Era? Só na China e na URSS o regime defendido por Marighella havia matado, até então, mais de 100 milhões de pessoas. “Ninguém sabia disso!”, grita o fortinho do sucrilho, mas fraquinho de livirinhos. Os crimes de Stálin, por exemplo, já tinham sido denunciados em 1937. É que essa gente gostava, e gosta ainda, de uma ditadura.

A propósito da superioridade moral da esquerda terrorista, leiam quais eram os alvos de ataques terroristas, segundo Marighella, cuja cartilha Fon, o libertário da São Francisco, seguia. Volto para encerrar.

Minimanual Marighella 1

Minimaul Marighella 2
Encerro
As ofensas, já as conheço todas. Não resolvem nada. Podem servir para dar a sensação de vitória no debate entre ignorantes. Os inconformados tentem contestar logicamente o que aqui vai, não ideologicamente. Até porque, como se nota, não estou xingando nem ofendendo ninguém. Só faço justiça ao que Marighella realmente pensava, não ao que dizem que ele pensava. Tentem demonstrar, então, que, naqueles dias, travou-se uma luta entre Lobos Maus e inocentes Chapeuzinhos Vermelhos — vermelhos, sim, mas “Chapeuzinhos” não; inocentes tampouco. Tentem evidenciar que os libertários estavam mesmo querendo proteger a vovó da história: a democracia.

Fon entrou na sala de aula porque acha inaceitável que um professor possa dizer que o Minimanual do Guerrilheiro Urbano, de Marighella, seu mestre, não era um exemplo acabado de amor pela humanidade. Para encerrar: alguém poderia perguntar por que essas coisas todas não estão devidamente explicitadas na grande imprensa. Ao longo dos anos, tenho dado essa resposta. De maneira mais pontual, dirijam a pergunta aos que escondem a história. Deve haver alguma razão objetiva para isso. Sempre há.

02 Apr 20:47

NOTES FROM THE TILT-A-WHIRL

by coramdeo




Last week an editor friend sent us two books. Wish all my friends who are editors had the generosity of our friend Felipe, who lavishes us with the printed word from his consideration and production for the Refugio library! (These gifts will reach and provoke so many more readers and possible writers). The first was Michael Reeve’s doctrinal introduction to the Triune God, which enlarges one’s understanding of grace and the glories of God’s being. The other book surprised and boggled my hunger for beauty in writing on things long known and loved, presented in unique, almost unbelievable ways—about creation and destruction, belief and unbelief, and everything imaginable in between time and eternity. I had never heard of N. D. WILSON. His Notes from the tilt-a-whirl hooked me with its dizzying, reelingly real story of life in relation to eternal life.  With every enticing word woven through, I wondered, in my sinful writers’ jealousy, why I had never imagined such art-laden metaphors. Discovered that Nathan Wilson is a very young (younger than my youngest son) Fellow of Literature and novelist who has made his mark with children’s books which I’m dying to read and pass on to my grandchildren. A sample of the amusement park disequilibrium grown-up unbalancer:


This universe is a portrait in motion, a compressed portrait in motion, a miniature, inevitably stylized, for it is trying to capture the Infinite. The galaxies are each one fraction of a syllable in a haiku of the Ultimate. On the human level, attempts at taking a sunset from the small frame of the horizon and putting it on a postcard; taking a blues riff, the rhythmic vibration of strings, and capturing a sense of loss; marble, chiseled and shaped until it shows nobility; a cartoonist’s frame, grabbing at six-year-old boyness, grabbing at laughter… What is the best of all possible things:  That which is infinite, always present and undecaying. That which is both many and one. That which is pure, ultimate, and yet humble. That which is spirit and yet personal. That which is just and yet merciful. Yahweh, God, Father, Son and Holy Ghost... What is the best of all possible Art. That which reveals, captures, and communicates as many facets of that Being as is possible in a finite frame [Notes from the tilt-a-whirl, N.D. Wilson. Nashville: Thomas Nelson, 2013, p.108].


Both books gifted are about God and how he defines and hones the artist in his image-bearing creatures who “communicate in finite frame”. They got me to thinking how trite my own communication is, even as I try to make what I write spring from and overflow with  coram deo reality.


Despite the admonition of Dorothy Thompson, my ancient teacher at Palavra da Vida 45 years ago, to “be balanced”, despite my wealth of years in communicating Christian life, I still totter and sometimes fall flat on my face. Take the tilt-a-whirl condition Paul bemoans in Romans 7:


I know that nothing good lives in me, that is, in my sinful nature. For I have the desire to do what is good, but I cannot carry it out. For what I do is not the good I want to do; no, the evil I do not want to do-- this I keep on doing. Now if I do what I do not want to do, it is no longer I who do it, but it is sin living in me that does it. So I find this law at work: When I want to do good, evil is right there with me. For in my inner being I delight in God's law; but I see another law at work in the members of my body, waging war against the law of my mind and making me a prisoner of the law of sin at work within my members. What a wretched man I am! Who will rescue me from this body of death? Thanks be to God-- through Jesus Christ our Lord! So then, I myself in my mind am a slave to God's law, but in the sinful nature a slave to the law of sin (vv.18-25).


This conflict between the good I crave and the evil I am has been with me since I became a person. The greatest thinker, church-founder and writer Paul and a lopsided attempter at thinking and writing Beth Gomes—both assert that there is no getting away from our human condition. It is exemplified in all aspects of our life.


Take the double edged sword of writing/translating. My heart’s desire is to write well, be read and recognized as someone who has something to say and says it with graceful sharpness. I do not yearn for riches or even best-seller status—just want to share life experiences in a way that touches many others. I want to know Jesus better and communicate with women and men, young and old, how he touched and transformed me. His story, my stories, the stories of people all over the world, of inner struggles and outer battles of those both extra and ordinary, with pain and exultations (the power of his resurrection and fellowship of his sufferings, Philippians 3:10), are all part of what I want to write.


How I want to write? Well, with beauty, simplicity and poignancy. Practical stuff, the stuff of love and life—without stuffiness—and learning out of the mouths of babes, utterances of unforgettable women and men.


What do I write? I have several projects, and though sometimes fear there are too many irons in the fire, have proposed five for the next few years: 1) Joint project with my husband on Life Changes in letter to Philippians; 2) Flesh out a textbook for a course on Women`s Issues in Counseling; 3) Write a storybook-cookbook on Refúgio cuisine, its preparation, presentation and provision; 4) Fiction – a novel based on missionary and native Brazilian life. This has been in my mind for twenty years and is two-thirds written—must complete, query and submit to US publisher; 5) Fiction based on the oft-told story of Esther, weaving Persia and its endangered Jewish diaspora population, with women in Iran who search for meaning in the God who sought and wooed them with an everlasting love.


Okay, so those projects should keep my arthritic fingers dancing. But besides what I will write there is the fact of what I am doing now. Last year I translated Kevin De Young’s Crazy Busy, which was a thirty-nine lashes admonition for me: don’t fill my life with busy-ness. But translation—that copycat activity which yields some cash for expenses not covered by being a wife and/or being retired, gobbles up a huge serving of the day. Work in translating Christian books has numerous advantages: 1) I learn from authors admired, acquiring knowledge, understanding and abilities of men and women with multi-perspectives; 2) I make the word available to people of cultures different from those original authors, building bridges and consolidating Christian lives in places I could never personally reach; 3) I learn to discern: spiritual, intellectual, practical keenness.


After a hundred translations to my pen, I’ve lost count, and the advantages of plodding through books good and bad, and making them into good reading in another language, are too many to enumerate, so, let me now mention a couple of disadvantages. 1) I’ve already hinted at the fact that my time is sequestered: when I’m translating someone else’s book, I am not working on my own. No matter I’m learning, making good books available, building bridges and consolidating Christian living as well as enhancing keen discernment—my own production is impaired and stymied. 2) As translator, I flit from heavy to ultra-light, from Carl Henry, Michael Horton, D. A. Carson or Nancy Pearcey to Dave Powlison or Ed Welch or Paul Tripp or John Piper (these last four are not light in content, but in pleasurable delight even with heavy themes.) My own thinking can become not only Poythress’ multi-perspectival but  Beth Gomes’own multi-mixed up! 3) Sometimes what I have translated becomes incorporated into my own work in a way that I forget to attribute something to an author I have worked on, and replay the text as my own. I am in constant need of revision, to see again what I say and make worthy reference to my predecessors.


Wish there were paid sabbaticals for freelance writers! Along with my life companion Lau and with Paul of old, I have learned to be content in every situation, be humbled or exalted, in need or well-supplied (Philippians 4:11). But sometimes I wish there were time and money to purchase more books and write my heart’s stories instead of other people’s doctrinal teaching! I know I grow with giants and great reads—at times I groan with the insufficiencies and inadequacies of my own life. Yet—this is a wonderful word I must always share—I press on, I press toward the goal, reaching forward to those things which are ahead!


In some ways, I am the same girl who wrote eighteen chapters of her first novel at age thirteen and never got it finished; in others, I know I am the mature woman who continues to see writing as unfinished business, a challenge to faith, hope and love. Pressing on is no drudgery!

Elizabeth Gomes
02 Apr 18:02

Petrobras – SBM admite pagamento de US$ 139 milhões a “intermediário”, mas diz desconhecer propina. E o caso da… incrustação milionária…

by giinternet

Pois é… Leio na Folha que “a empresa holandesa SBM Offshore informou oficialmente nesta quarta-feira que pagou US$ 139,1 milhões a um representante no Brasil, mas afirmou que não encontrou provas de que funcionários públicos receberam dinheiro.”

Informa ainda o jornal:
“Ao tratar do Brasil, a empresa diz que embora houvesse ‘bandeiras vermelhas’, sua apuração, ao longo de dois anos, não identificou que algo foi pago a servidores públicos, incluindo de “empresa estatal”. “Em relação ao Brasil, havia certas bandeiras vermelhas, mas os investigadores não encontraram qualquer evidência crível de que o agente fez pagamentos impróprios a funcionários do governo (incluindo empregados de estatal) no Brasil. Além disso, o agente ofereceu substancial e legítimos serviços no mercado o qual até agora é de longe o maior para a companhia”, diz a SBM, em um comunicado.
(…)

Voltei
Pois é… O tal agente é Júlio Faerman, personagem de uma reportagem na VEJA desta semana. Na história contada pela SBM, não está o que vai abaixo. Vejam como a Petrobras fez, digamos, um negocinho com a empresa.
*
A Petrobras pagou 17 milhões de dólares à SBM, empresa holandesa acusada de dar propina para conseguir contratos bilionários com a petroleira, como reembolso por um serviço que não estava previsto em contrato. Os detalhes do acordo extrajudicial estão em documentos sigilosos a que VEJA teve acesso. O pagamento foi defendido pelo diretor de engenharia da Petrobras, José Antônio de Figueiredo, e as negociações entre as duas empresas foram intermediadas pelo engenheiro e lobista Julio Faerman. Os dois são citados em uma denúncia publicada na Wikipedia por um ex-executivo da SBM, que apontou o envolvimento da empresa em esquemas de corrupção em sete países. As denúncias estão sendo investigadas agora por órgãos oficiais dos Estados Unidos e da Europa. Nelas, Figueiredo é citado como facilitador de negócios para a SBM na Petrobras. Faerman, que tinha contratos de consultoria com a empresa holandesa, seria o responsável por pagar a propina a diretores da estatal. No total, a SBM tem mais de 9 bilhões em contratos com a Petrobras.

O caso do reembolso mostra pela primeira vez detalhes da atuação da dupla. Em 2008, a SBM exigiu da Petrobras a devolução do dinheiro gasto para resolver um problema de incrustação nos oleodutos de uma plataforma de exploração de petróleo na camada de pré-sal alugada à estatal por 1,9 bilhão de reais — a FPSO Capixaba. O aluguel dessa plataforma, ancorada no litoral do Espírito Santo, foi uma das grandes vitórias de Faerman como consultor da SBM. Esse tipo de incrustação é resultado de um processo químico que resulta no acúmulo de sais numa superfície. No caso das plataformas, é formado pela união, no momento da extração de petróleo, de dois tipos de água: a do mar e a chamada “água de formação”, que fica retida nas rochas onde está o óleo. O acúmulo desses sais compromete (em casos extremos pode interromper) o escoamento de óleo, da mesma forma que o colesterol das artérias dificulta a circulação de sangue.

Não se trata de um problema raro. Incomum foi o encaminhamento que ele recebeu. Em ao menos três plataformas sob responsabilidade da Petrobras em que um caso semelhante ocorreu — a FPSO Rio das Ostras, da norueguesa Teekay Petrojarl, a FPSO Rio de Janeiro, da japonesa Modec, e a FPSO Brasil, da própria SBM a operação de limpeza das incrustações foi custeada pela empresa dona da plataforma, e não pela estatal. Além disso, no contrato original firmado em 2005 entre a Petrobras e a SBM, a responsabilidade por manter a planta “em condições normais de operação” cabia à companhia holandesa.

Ainda assim, o pagamento pelos danos causados pela incrustação acabou sendo bancado pela Petrobras. Isso só foi possível graças à inclusão no contrato de um aditivo que estabeleceu expressamente que a estatal deveria arcar com os custos do problema. O aditivo foi apresentado por Figueiredo, como mostram documentos a que VEJA teve acesso.

Em outubro de 2010, o atual diretor de engenharia da Petrobras assinou um documento de oito páginas defendendo a ideia de que a estatal fizesse um acordo extrajudicial para o reembolso à SBM em caso de remoção de incrustações, sob a alegação de que a empresa “não teve a oportunidade de incluir em seu preço os serviços e produtos pelos quais agora busca ressarcimento”. Esse documento foi enviado diretoria executiva da Petrobras. Em 10 de novembro de 2010, o caso foi levado em reunião pelo diretor Guilherme Estrella, e a diretoria aprovou o acordo. Com isso, a estatal autorizou o pagamento à SBM de 17 milhões de dólares. O depósito foi feito no exterior, outro pleito da SBM atendido pela Petrobras. Faerman, como representante da empresa holandesa, era quem estava à frente da negociação, como mostram e-mails que trocou com funcionários da estatal. O tema também foi discutido em uma reunião entre as duas empresas realizada em Singapura.

Procurada por VEIA, a Petrobras não se manifestou. O lobista e a empresa holandesa, que romperam relações há dois anos, não quiseram se pronunciar. Em anúncio publicado em jornais na semana passada, Faerman afirma ser inocente das acusações e se compara a Joseph K., o personagem principal do romance O Processo, de Franz Kafka, que acaba executado sem nunca ter descoberto o crime de que era acusado. Não é uma comparação devida. As acusações contra Julio F. correm em órgãos oficiais e à luz do dia. E, diferentemente do que ocorreu com o protagonista de Kafka, os eventos indicam que labirintos são um ambiente bastante familiar para ele.

02 Apr 18:02

MUITO BARULHO POR NADA – Governo diz que não vai rever Lei da Anistia. Ora, claro que não! E nem poderia!

by giinternet

Faz-se um estardalhaço burro por aí, afirmando que o governo não pretende rever a Lei da Anistia. Ora, até parece que, se quisesse, poderia fazê-lo. Não pode. A nova ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, afirmou que cabe ao Congresso decidir. Decidir o quê? Se o Judiciário brasileiro ainda não é uma corte bolivariana, isso também não é possível. Vamos ver. Já deixei isso claro aqui mais de uma vez. A menos que que o país mergulhe numa barafunda jurídica, não há como responsabilizar criminalmente as pessoas alcançadas pela Lei da Anistia – estivessem de um lado ou de outro da contenda.

 A Lei 6683, da Anistia, é clara:
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares.
§ 1º – Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.

A própria Emenda Constitucional nº 26, de 1985, QUE É NADA MENOS DO QUE AQUELA QUE CONVOCA A ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE, incorporou, de fato, a anistia. Está no artigo 4º:
Art. 4º É concedida anistia a todos os servidores públicos civis da Administração direta e indireta e militares, punidos por atos de exceção, institucionais ou complementares.
§ 1º É concedida, igualmente, anistia aos autores de crimes políticos ou conexos, e aos dirigentes e representantes de organizações sindicais e estudantis, bem como aos servidores civis ou empregados que hajam sido demitidos ou dispensados por motivação exclusivamente política, com base em outros diplomas legais.
§ 2º A anistia abrange os que foram punidos ou processados pelos atos imputáveis previstos no “caput” deste artigo, praticados no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.

A lei que que define e pune o crime de tortura, a 9.455 é de 1997 e, obviamente, não pode retroagir para punir os que cometeram delitos antes da sua vigência.

Se isso fosse pouco, o STF já declarou a higidez da Lei da Anistia. O que o Congresso pode fazer nesse caso? A questão fatalmente iria parar de novo no Supremo. Se ele ainda não virou uma corte bolivariana, creio que uma lei votada no Congresso que retrocedesse para punir criminosos seria declarada inconstitucional.

02 Apr 18:01

O petista André Vargas está começando a cheirar a Demóstenes Torres

by giinternet

Há, assim, um cheirinho de Demóstenes Torres no deputado petista André Vargas (PR), que é nada menos do que vice-presidente da Câmara e do Congresso. Ele já mudou a versão. Admite agora que o doleiro Alberto Youssef — aquele que dizia nem conhecer direito, mas que chamava de irmão — pagou, sim, o jatinho em que ele viajou. É mesmo? Pagou por quê? Ora, amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, certo?

Vargas não tem, é verdade, no governismo, a importância que o ex-senador chegou a ter no oposicionismo — é que nem dá, né? A área é muito congestionada. De todo modo, é bom que se tenha claro: é um figurão do PT. A PF acredita que mantenha com o doleiro preso uma espécie de “sociedade” — a mesma suspeita que  chegou a pesar, diga-se, na relação entre Carlinhos Cachoeira e Demóstenes. Depois se viu que não: o então senador aceitou ser uma espécie de facilitador de negócio do contraventor no Congresso.

Leiam o que informa reportagem da VEJA.com. Volto em seguida:
“Nas conversas interceptadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef e o vice-presidente da Câmara, André Vargas, demonstram ter muito mais do que uma relação de amizade. Em quase cinquenta mensagens registradas pela PF, Vargas recebe orientações do doleiro, combina reuniões com Youssef e chega a passar informações das conversas que ele, como parlamentar do PT, mantinha com integrantes do governo. Como é natural nesses diálogos nem sempre edificantes flagrados pela polícia, Vargas e Youssef adotam a precaução de conversar em códigos. Para Polícia Federal, no entanto, os registros colhidos na operação mostram que Vargas faz parte de projetos de Youssef e usa sua influência no governo em benefício do parceiro.

Nas mensagens obtidas pela polícia, Vargas e Youssef tratam de interesses do laboratório Labogen Química Fina e Biotecnologia no Ministério da Saúde. Como VEJA revelou há duas semanas, a Labogen é uma das empresas do esquema do doleiro. A Polícia Federal já descobriu que a empresa – que está no nome de um laranja de Youssef e é tudo menos um laboratório farmacêutico – já havia conseguido fechar uma parceria com o Ministério da Saúde pela qual receberia 150 milhões de reais em vendas de remédios para o governo. No dia 26 de fevereiro deste ano, Vargas escreve para Yousseff: “Reunião com Gadelha foi boa demais… Ele garantiu que vai nos ajudar, que sabe da importância, e encaminhou reunião decisiva dia 18, mas pediu que entregássemos os medicamentos da primeira PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo) e concluíssemos Anvisa, boas práticas aqui em BSB”. O doleiro elogia o empenho de Vargas: “Que bom. Parabéns.” E diz que já estão prontos para a Anvisa. “Muito bom”, finaliza Vargas.
(…)”

Retomo
Demóstenes, tudo indica, operava por sua própria conta, sem ramificações no seu partido. Já André Vargas, um dos braços de Lula, trabalha, como se sabe, para o PT. Nessa legenda, não existe muito espaço para, digamos, a “livre iniciativa”.

02 Apr 18:01

Levanta a mão! Ou: André Vargas e os presidiários

by giinternet

A moçada já sacaneia no Twitter com esta foto e a seguinte legenda: “Quem voa em jatinho de doleiro preso levanta a mão”. E a foto, como sabem, é aquele em que o deputado André Vargas cerra o punho, na presença de Joaquim Barbosa, para indicar que ele se solidarizava é com a turma da Papuda. Que coisa! Esse rapaz gosta de um presidiário, né?

Andre Vargas mão erguida avião

 

02 Apr 14:25

A guerra das CPIs – Vamos ver quanto Dilma vai dever a Renan Calheiros ao fim da jornada

by giinternet

Vamos ver quanto a presidente Dilma Rousseff ficará devendo a Renan Calheiros, presidente do Senado. O PT se juntou a uma fatia do PMDB para tentar inviabilizar a CPI da Petrobras. Como? Fez um outro requerimento propondo que, além da empresa, sejam investigados também os contratos de trens em São Paulo e o uso de verbas federais na Cemig, em Minas, e no Porto de Suape, em Pernambuco. Ao mesmo tempo, a senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) entrou com um requerimento na Mesa do Senado alegando que falta foco à proposta de investigar a Petrobras. A senadora, vejam vocês, não consegue encontrar os motivos que justificariam a investigação. Fofa ela!

Qual é o truque de Hoffmann? Ora vejam: se não existe foco para investigar a Petrobras e se a empresa consta dos dois requerimentos, então Renan pode mandar os dois para o espaço — rejeitando-os — sem que isso cheire a uma escandalosa parcialidade, entenderam? Por outro lado, a depender do quão fiel Renan queira se mostrar, ele pode derrubar o da oposição e escolher o do governo, sob o pretexto de que é mais amplo. Fará tudo menos o que seria decente: aceitar o da oposição e recusar o do governo. E por que seria isso o decente? Só porque eu não vou muito com a cara do PT? Não! Porque, de fato, a investigação da Petrobras tem, sim, foco. O requerimento do governo é só uma provocação grosseira. Desde o começo — nem Gleisi nem o senador petista Humberto Costa (PE) esconderam —, trata-se apenas de retaliação. Sem contar que o suposto cartel de trens do Metrô está sendo investigado pelo Cade — um órgão federal, comandando por um petista que é chefiado por outro.

O que se quer, na Petrobras, é investigar indícios pontuais, focados, de corrupção e práticas lesivas à empresa. O PT responde tentando fazer devassa em governos adversários. E tudo para quê? Para que não se investigue nada. Para que não se apurem fatos suspeitos que as próprias Dilma e Graça Foster diziam desconhecer.

02 Apr 13:52

Mais uma: documentos sugerem propina da Alstom na Petrobras

by giinternet

Por Fausto Macedo e Fernando Gallo, no Estadão:
Documentos apreendidos em uma operação da Polícia Federal sugerem que a Alstom pagou propina relacionada a um projeto da Petrobrás no Rio de Janeiro. Trata-se da Termorio, maior termoelétrica a gás do Brasil, construída pela multinacional francesa. Faturas comerciais, acordos de consultoria, e-mails, extratos bancários e depoimentos apontam a prática ilícita em relação ao projeto. Os documentos foram apreendidos em operação da PF em 2006 que desmontou um golpe contábil contra Itaipu e outras companhias do setor elétrico. Nela, foram presas seis pessoas, entre elas um engenheiro da Alstom.

Os documentos foram apensados ao inquérito da PF que deu origem à ação penal contra 11 pessoas do caso Alstom, aberta pela Justiça Federal em fevereiro por corrupção e lavagem de dinheiro da empresa francesa em um projeto de uma extinta estatal de energia paulista. O material indica que a Alstom pagou a uma empresa uruguaia por consultoria fictícia a respeito da obra da Termorio. Investigadores sustentam que o procedimento é o mesmo usado pela Alstom em diversos países para dissimular o pagamento de propina.

No material apreendido pela PF está o acordo de consultoria entre a Aranza SA e a Alstom da Suíça datado de abril de 2004. Nele, a empresa uruguaia é contratada para prestar serviços referentes à Termorio, que estava sendo construída pela multinacional francesa e que viria a ser utilizada na refinaria da Petrobrás em Duque de Caxias (RJ). Em depoimento, o dono da Aranza, Luis Geraldo Tourinho Costa, um dos presos na operação, afirmou que cedeu a empresa e a conta para um funcionário da Alstom para “transações financeiras relacionadas à Termorio”. Tourinho disse que “os depósitos eram feitos na conta da empresa e posteriormente recebia instruções de como proceder para dar destinação aos valores, sem saber do que se tratava”.

Operador
Além disso, há faturas emitidas pela Aranza à Alstom por serviços relativos à Termorio, bem como e-mails do funcionário da multinacional Werner Fischer pedindo a um operador da empresa uruguaia que nos recibos constasse uma descrição do serviço “impressionante o suficiente para que uma eventual auditoria considerasse os custos como justificados”.
(…)

 

02 Apr 13:52

Cerveró, o diretor acusado e demitido por Dilma, se oferece para falar sobre Pasadena ao Congresso

by giinternet

Por Eduardo Bresciani, no Estadão:
O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró se ofereceu, por meio de cartas, a prestar esclarecimentos no Congresso Nacional, na Polícia Federal e perante o Ministério Público sobre a compra da refinaria de Pasadena. Cerveró participou da negociação e foi apontado como autor do resumo executivo que balizou a aprovação da transação pelo Conselho de Administração da Petrobras em 2006. A estatal teve um prejuízo bilionário no negócio.

A compra, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, teve o voto favorável da presidente Dilma Rousseff, que comandava o Conselho. Ela disse que o resumo tinha “informações incompletas” e era “técnica e juridicamente falho”. Cerveró foi exonerado da diretoria financeira da BR Distribuidora no dia 21 de março, após a repercussão negativa do caso, que leva agora o Congresso a debater a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para realizar a investigação.

As cartas de Cerveró, ao que o Estado teve acesso, datam de 31 de março e são assinadas pelo ex-diretor e por seu advogado, Edson Ribeiro. Elas foram encaminhadas ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra. O protocolo foi feito nesta quarta-feira, dia 1º de abril.

As duas correspondências endereçadas ao Congresso tem igual teor: “Venho informar a Vossa Excelência que estou à disposição da Câmara dos Deputados para prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários sobre minha participação, à época, como diretor internacional da aludida estatal, bem como sobre toda a tramitação do processo aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras e, ainda, demais fatos que atestam a lisura do meu procedimento”, diz o ex-diretor. O tom é o mesmo nas encaminhadas à PF e ao MP. A estes órgãos, requer a designação de datas para oitivas.

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Imbassahy (BA), disse que recebeu o advogado de Cerveró na tarde desta quarta-feira e ouviu dele a reiteração do desejo do cliente de prestar depoimento. Imbassahy observou que a Comissão de Fiscalização e Controle já fez um convite ao ex-diretor e incumbiu o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) de levar cópia da carta para a sessão da comissão para que seja marcado o depoimento. “Ele vem há algum tempo mandando sinais e agora tem a carta. Espero que a comissão marque já para a próxima semana”, disse o líder tucano.
(…)

02 Apr 11:11

The Fighter Aircraft Of The Future

by Saab AB
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Gripen NG Demo.jpg
Gripen could well be the future of air combat, says Bill Sweetman in an Aviation Week report.

If “fifth-generation” means more than “the ultimate driving machine,” a sixth generation will emerge. Saab can argue that the JAS 39E Gripen, rather than some of the wildly expensive-looking artist's concepts we have seen, is the first such aircraft, says the report.

In aerospace, the lead in materials and manufacturing has gone to the commercial side. Fighter aircraft are expensive to design and build, regardless of the smartest engineering.

“Gripen NG has been designed with these issues in mind and hence it may earn the generation 6 tag. Software comes first: The new hardware runs Mission System 21 software, the latest roughly biennial release in the series that started with the JAS 39A/B,” says Bill Sweetman.

Also, Sweden's ability to develop its own state-of-the-art fighters has long depended on blending home-grown and imported technology. Many parts of the new generation Gripen have been brought from outside Sweden. The JAS 39E engine is from the U.S., the radar from Britain and the infra-red search and track system is from Italy. Much of the airframe may be built in Brazil.

Sweetman adds that what should qualify the Gripen NG for a “sixth generation” tag is what suits it most for a post-Cold War environment. The requirements were deliberately constrained because the JAS 39E is intended to cost less to develop, build and operate than the JAS 39C, despite doing almost everything better.

As one engineer says: “The Swedish air force could not afford to do this the traditional way”—and neither can many others.

 Read the full story: Is saab's New Gripen the Future Of Fighters?​

Published: 4/2/2014 9:11 AM
02 Apr 10:12

Mozilla, Mo’ Problems

by Anonymous

Silicon Valley is in an uproar. Angry blog posts have been written, resignations tendered, and boycotts organized, with no sign that the furor is likely to abate. Seeing such ruckus, a casual observer might assume that some fallout had finally resulted from the shocking revelation that several of the largest names in the technology industry—including Google, Apple, Intel, and others—have secretly colluded to drive down wages among software engineers and executives for the better part of the past decade. In fact it concerns nothing of the sort, but rather the appointment of a man named Brendan Eich to the role of CEO of the Mozilla Corporation, makers of the popular Firefox web browser.

The one thing all sides can agree on is that Eich, on paper, is very well suited to the job. His most notable technical achievement is the invention of the Javascript programming language, and while some of us might sniff at the poor design decisions which made that language notoriously unpleasant to work with, it is incontestable that it forms the underpinnings of much of the modern web. Indeed, a great deal of the complexity in a modern web browser is devoted to interpreting Javascript as quickly and correctly as possible, and a staggering amount of work has gone into finding ever more baroque methods of optimizing its execution. Eich himself is quite familiar with all of this labor, having served in senior technical roles at Mozilla since he co-founded it. In fact, he has worked there almost continuously for the past sixteen years—an aeon in Silicon Valley—and is widely-known and liked within the company, the non-profit foundation that controls it, and the broader community of programmers around it.

Why, then, the ruckus? Amazingly enough, it is entirely due to the fact that Eich made a $1,000 donation to the campaign urging a ‘yes’ vote on California’s Proposition 8. When this fact first came to light in 2012, after the Internal Revenue Service leaked a copy of the National Organization for Marriage’s 2008 tax return to a gay-advocacy group, Eich, who was then CTO of Mozilla, published a post on his personal blog stating that his donation was not motivated by any sort of animosity towards gays or lesbians, and challenging those who did not believe this to cite any “incident where I displayed hatred, or ever treated someone less than respectfully because of group affinity or individual identity.”

Upon being named CEO last Wednesday, Eich immediately put up another post which among other things pledged in direct terms first that he would ensure Mozilla continued offering health benefits to the same-sex partners of its employees; second that he would allocate additional resources to a project that aims to bring more LGBTQ individuals into the technology world and Mozilla in particular; and third that he would maintain and strengthen Mozilla’s policies against discrimination on the basis of sexual orientation and gender identity. It’s worth emphasizing that Eich made this statement prior to the storm of outrage which has since erupted, and that with these policies and others Mozilla easily ranks among the most gay-friendly work environments in the United States.

None of this, however, would do him any good. Since then, the Internet has exploded with statements expressing horror, sadness, and anger at Eich’s appointment. Two board members of the Mozilla foundation have resigned, ostensibly because they felt the search committee was unduly weighted with insiders, and dozens of more junior employees and volunteers have left as well. Several major corporations have released official statements encouraging Eich’s resignation, though it is difficult to tell whether they are motivated by genuine moral outrage or by the potential for cheap publicity. Of course the tech media, preternaturally hungry for pageclicks, cannot get enough of the story.

One of the most widely-shared and lauded of the countless statements issued in response to the appointment was written by Owen Thomas, managing editor of Valleywag, a self-described “tech gossip rag.” This is such a remarkable document that I can’t help quoting from it extensively:

You’ve already said that you won’t bring any personal exclusionary beliefs to the workplace. But your actions in 2008 were not personal or private: They were public acts of speech, for which your constituents are rightly holding you accountable now. You did not merely express a personal view on same-sex marriage; you attempted to persuade others to support your point of view. . . .

Stop saying that this was merely a private matter that won’t affect your work as Mozilla’s CEO. That’s disingenuine and beneath a leader of your stature.

Say that whatever chain of logic led you to conclude that your personal views required you to support Proposition 8 was flawed, erroneous, incorrect. You may well maintain those same views—that’s your prerogative—but you don’t have to draw the same conclusions from them today as you did six years ago.

Go further. Say that you support the rights of people to enter into same-sex marriages everywhere. Say that you will not only support employees in the United States who are in same-sex marriages, but that you will also fight for the civil rights of Mozilla employees who work in societies with less progressive views.

Finally, make a donation equal in amount to the money you gave to Proposition 8 and candidates who supported it to the Human Rights Campaign or another organization that fights for the civil rights of LGBT people.” [Emphases in the original]

Grammar and diction unworthy of an editor aside, one of the most striking things about this passage is its tone, or perhaps we should say its genre. The remedies demanded (public recantation, propitiatory sacrifice) are of the sort necessitated by ritual defilement, rather than the giving of offense. It is also clear that Thomas does not merely wish Eich to say that he has changed his views, he truly, sincerely, desperately hopes that Eich be transformed. The key realization is that the howling mob which Thomas has ginned up is only partially an instrument of chastisement. It is also intended to educate. Thomas is in this to save souls.

Whether or not Eich keeps his position, this episode is instructive for those who hold out hope for a détente in the culture wars. The flawed analogy between the movement to end discrimination against African-Americans and the movement to allow gays and lesbians to marry is sincerely believed by many. But it is not merely a convenient piece of rhetoric or a skillful legal strategy. The moral force of the civil rights movement did not permit any sort of accommodation or compromise with bigots, and contemporary social conservatives who believe that they can negotiate more favorable terms of surrender have fallen prey to wishful thinking. What Thomas’s statement and others reveal is that the same-sex marriage movement has inherited that same genuine moral outrage, that same crusading zeal. While supporters of traditional marriage would like to convince the world that they are correct, they may soon find it difficult enough just to establish that they are not monsters. What is certain is that this will not be the last time that a public example is made of a dissenter from the new moral order.

Anonymous works in the technology industry and is acquainted with the Mozilla community.

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02 Apr 10:10

Ainda a violência na Faculdade de Direito da USP e a tolerância. Ou: A sabedoria que vem da guilhotina, do paredão e do fuzilamento

by giinternet

O que esta foto tem a ver com este texto? Ficará claro.

 

Noite histórica -  O jurista Goffredo da Silva Telles Jr. lê a Carta aos Brasileiros, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em que desafia a ditadura militar com o elogio ao estado de direito (foto: Pedro Martinelli)

Noite histórica - O jurista Goffredo da Silva Telles Jr. lê a Carta aos Brasileiros, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em que desafia a ditadura militar com o elogio ao estado de direito (foto: Pedro Martinelli)

Sim, eu vou voltar ao caso do ataque fascistoide de que foi vítima o professor de direito administrativo Eduardo Lobo Botelho Gualazzi na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. E acho, sinceramente, uma covardia inominável que alguns sugiram que eu leia o texto que ele escreveu, como se eventuais abominações lá presentes justificassem o ato covarde. É provável, dados os fragmentos que me chegaram, que eu discorde de absolutamente tudo. E daí? (segue de novo o vídeo)

Os interessados devem ler o que pensa, por exemplo, o professor Walter William, 78 completados neste 31 de março, que concedeu uma entrevista à VEJA em 2011. Sobre a liberdade de expressão, ele afirma: “É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.

William é um intelectual negro, ultraliberal — refiro-me ao liberalismo econômico —, que desafia os cânones do pensamento politicamente correto. Mas não o evoco por isso, não. O fato de ele ser negro não torna seu pensamento nem mais nem menos abalizado. É que sua síntese é muito boa. Se o outro diz aquilo com o que concordamos, por óbvio, nossa tolerância não está sendo provocada. De resto, até onde sei, Gualazzi não estava a defender a tortura — e não venham me dizer que “é tudo a mesma coisa” porque, obviamente, não é.

Se abomino e lastimo a brutalidade, não é menos verdade que a compreendo. Com raras exceções, a imprensa exerceu um papel lamentável nestes dias, dando corda a mistificadores. Que nenhum cretino venha tentar me provar que o golpe não era bacana — sei disso mais do que os radicais do Toddy & Sucrilho. Sei disso desde quando se opor ao regime era realmente perigoso. Hoje, o máximo de risco que essa gente corre é uma tia gostar do vídeo no YouTube.

Leio, ouço e vejo muita coisa por aí. A impressão que se tem é que havia no Brasil um presidente muito bom, corajoso e valente, que amava o povo. Aí chegaram os homens maus, financiados pelos Estados Unidos, e decidiram acabar com o reino da Justiça. Essa é também a história que é contada para essa garotada nas escolas. Essa é a mística criada pela tal Comissão Nacional da Verdade. Em 2014, passados 50 anos do golpe de 1964, entendemos menos hoje o que realmente aconteceu do que antes. Menos hoje do que há dez anos. Menos hoje do que há 20 anos.

E por que é assim? Porque estamos expostos ao peso de uma nova história oficial. No que concerne ao valor da narrativa, ela é ainda mais perniciosa do que todas as mentiras contadas pelo oficialismo golpista porque reivindica para si a condição de a “a história verdadeira”, que não estaria submetida a viés nenhum, a não ser o apego aos fatos. E, nesse caso, até contumazes assassinos como Marighella e Lamarca viram heróis. Afinal, eles só matavam e praticavam atentados terroristas por bons motivos, né? “Ah, mas defender o golpe é o mesmo que apoiar a tortura!” São futuros advogados a dizê-lo? Não é, não! Ou esses que invadiram a sala acham que um policial feito refém por um líder de esquerda, com as mãos amarradas, impossibilitado de fugir, deve mesmo ser morto a coronhadas de fuzil, até seu crânio e seu cérebro se misturarem numa massa pastosa? Foi o que Lamarca fez — na verdade, Yoshitani Fujimori, sob as suas ordens — com o tenente da Polícia Militar de São Paulo Alberto Mendes Júnior, de 23 anos.  Quando Dilma falou das vítimas, em seu discurso do dia 31, estou certo que pensou, entre outros, em Lamarca, de quem chegou a ser subordinada, mas não no tenente Mendes Júnior.

Como esquecer, santo Deus!, que estamos numa universidade? Como esquecer que, no espaço acadêmico, mormente num curso de direito, a divergência, por mais abominável que seja a tese, é o sal da vida? Mais constrangedor ainda é ver o passado a serviço da ignorância. Assistam ao vídeo de novo. Os alunos invadem a sala de aula cantando um trecho da música “Opinião”, de Zé Ketti, que assumiu um sentido muito particular durante a ditadura:
Podem me prender, podem me bater,/
podem até deixar-me sem comer/
que eu não mudo de opinião.
daqui do morro eu não saio não,/
daqui do morro eu não saio não.

Os dois últimos versos, dada uma reserva de ridículo, não foram entoados. Não havia por ali, digamos, “gente do morro”… Ora, quem vai bater nesses malcriados? Que vai prendê-los, quem vai deixá-los sem o seu Toddynho com sucrilho? Felizmente, os que comandaram a resistência pacífica ao golpe construíram os fundamentos de um regime que permite que todas as correntes de opinião se manifestem.

Honestidade intelectual
Qualquer pessoa intelectualmente honesta — sim, é uma questão de honestidade — há de reconhecer que isso só é possível porque as esquerdas radicais perderam a batalha.  Onde quer que tenham vencido, os mortos se contam aos muitos milhares, aos muitos milhões. Isso é apenas um fato. A Venezuela de hoje serve de ilustração patética do que afirmo aqui.

Qual será a próxima vítima dos agressores? Qual será o próximo professor a ser submetido ao Tribunal da Verdade, que terá a sua palavra tolhida, que será humilhado? A partir de agora, a São Francisco tem um comitê de censura. E, para pôr os pés naquela faculdade, será preciso pedir autorização aos donos do pedaço. A São Francisco, em breve, será um território menos livre do que o Complexo do Alemão. É isto: a São Francisco é agora o Complexo da Ideologia Alemã… Quem dera!  Nesse caso, haveria ao menos alguma leitura… Logo será preciso uma UPPI — Unidade de Polícia Pacificadora Ideológica — para que alguém tenha ao menos o direito de erguer a mão e fazer uma objeção sem ser ameaçado por um bumbo…

Goffredo da Silva Telles Jr.
Sinto muita vergonha ao ver essas coisas e lembrar que a São Francisco é a casa de um Goffredo da Silva Telles Jr., o ex-integralista — vejam só: ele tinha sido “de direita”! — que, em 1977, proclamou das Arcadas a “Carta aos Brasileiros” (foto no alto). E lá se podia ler:
“Reconhecemos que o Chefe do Governo é o mais alto funcionário nos quadros administrativos da Nação. Mas negamos que ele seja o mais alto Poder de um País. Acima dele, reina o Poder de uma Ideia: reina o Poder das convicções que inspiram as linhas mestras da Política nacional. Reina o senso grave da Ordem, que se acha definido na Constituição.
(…)
Proclamamos que o Estado legítimo é o Estado de Direito, e que o Estado de Direito é o Estado Constitucional. O Estado de Direito é o Estado que se submete ao princípio de que Governos e governantes devem obediência à Constituição”.

Este era o Goffredo que teve um primo assassinado, nas cercanias da faculdade, pelas forças de Getúlio, em 1943, que enfrentaram a tiros uma passeata dos estudantes da São Francisco.

Sim, eram tempos em que se podia bater, prender e matar para que alguém mudasse de opinião. Hoje não! Os que lutaram para construir a democracia no Brasil o fizeram para garantir a todos o direito de voz — e é só a voz dos que discordam de nós que testa a nossa tolerância.

Querem transformar a São Francisco num gueto, onde só se entra com atestado de bons antecedentes ideológicos? Será fornecido por quem? Quando é que esses rapazes e moças vão se reunir para definir um “código de ética” que estabeleça quem tem e quem não tem direito a advogado?

Escreveu-se um capítulo vergonhoso da história da São Francisco. Mais vergonhoso ainda é o silêncio que se seguiu à violência. Não se trata, insista-se, de concordar com o professor ou de discordar dele, mas de reconhecer a universidade segundo a sua vocação: o espaço da universalidade, da divergência, do dissenso. Ou então que se faça o Index das opiniões e dos temas proibidos.

Gene antigo
É claro que esses radicais do bumbo violam fundamentos da democracia que não construíram, mas que herdaram. Apontei no texto de ontem o rebaixamento do próprio pensamento da esquerda, cuja militância é hoje, em regra, de uma assombrosa ignorância de seus próprios textos de referência. Mas, de todo modo, o velho gene da intolerância está ali presente, sempre pronto a calar, a banir, a excluir, a higienizar a diferença.

São assim desde o Clube dos Jacobinos, não é? E continuarão. Quando já não têm mais inimigos a eliminar, então se voltam contra os aliados. A marca registrada dos regimes vitoriosos de esquerda, afinal, é engolir os próximos revolucionários, a exemplo de Saturno, que engolia os próprios filhos, como no quadro de Goya, que vocês veem abaixo. Mesmo quando a luta “pelo novo homem” seduzia os intelectuais de renome — e se distinguia um tanto do crime organizado —, a esquerda sempre banhou seus aliados em sangue, depois, é óbvio, de eliminar os adversários. A matriz — a política — do marxismo é a Revolução Francesa, notória por devorar os seus. Stálin transformou isso numa indústria (i)moral, com os Processos de Moscou.

saturno goya

O mal essencial desse pensamento, em 1964 ou agora, está na recusa em reconhecer que ainda não se inventou nada melhor para equacionar as divergências em sociedade do que a democracia, o regime de liberdades. Antes, as esquerdas tinham o que parecia ser um projeto totalizante para a civilização. Naufragaram. Onde a estupidez persiste e, eventualmente, dá as cartas, ou elas se dedicam à empulhação violenta à moda chavista ou se esforçam, a exemplo do lulo-petismo, para submeter as instituições a uma espécie de gerência, buscando substituí-las pelas instâncias do “partido”.

De resto, lá estava o professor, a ler a sua tese sem seguidores. Menos do que minoritário, é provável que estivesse solitário. E, mesmo assim, foi esmagado pelo ato boçal. Posso imaginar do que  seriam capazes essas pessoas se achassem que o adversário oferece, de fato, algum risco. A resposta é simples: fariam o que fizeram nos últimos duzentos e poucos anos: guilhotina, paredão, fuzilamento.

Mas devemos acreditar que só o fazem porque, afinal, são favoráveis à Justiça, à Igualdade, à Liberdade e à Verdade.

02 Apr 01:53

1964 – A sindicância das Forças Armadas e algumas verdades inconvenientes

by giinternet

Como faltam informações, então tomem letras garrafais: “Forças Armadas vão investigar torturas em centros militares” — e variantes disso. Mais ou menos. As Três Forças decidiram abrir sindicância para a eventual coleta de dados que confirmem práticas irregulares em sete dependências militares, a saber:

No Rio de Janeiro:
- Destacamento de Operações de Informações do I Exército (DOI/I Ex);
- 1ª Companhia de Polícia do Exército da Vila Militar;
- Base Naval da Ilha das Flores;
- Base Aérea do Galeão;

Em São Paulo:
- Destacamento de Operações de Informações do II Exército (DOI/II Ex);

No Recife:
- Destacamento de Operações de Informações do IV Exército (DOI/IV Ex);

Em Belo Horizonte:
-Quartel do 12º Regimento de Infantaria do Exército.

A decisão atende a um pedido feito pela Comissão Nacional da Verdade, aquele grupo interessado em destacar os aspectos moralmente superiores e martirizados de um dos lados e os moralmente inferiores e perversos do outro. É aquela comissão que transforma um Marighella em herói e que, se pudesse, mandaria para a cadeia o sargento da esquina. Que se chamasse “Comissão Nacional da Revisão da História”, vá lá. Não seria mentirosa ao menos no nome.

Só para registro: já houve outras comissões e sindicâncias antes. Como não chegaram a resposta pretendida, vai-se tentar mais uma vez. É o esforço permanente para que o mundo dos mortos possa dar uma forcinha ao mundo dos muito vivos.

Gente como Franklin Martins ou Carlos Eugênio da Paz, por exemplo, não precisam explicar nada. Basta correr para o abraço. Não adianta a grita. Não mudo de ideia, não! Se é para contar a verdade, então que se conte a… verdade!

Li em algum lugar que punir os torturadores, mas não o terroristas, faz sentido porque estes já triam sido processados e punidos pelo regime. Uma ova! Peguemos o mais influente deles hoje em dia: Franklin Martins. Ele ficou preso, sim, por menos de três meses em 1968, mas quem disse que respondeu pelos crimes que praticou — sequestro inclusive? Não respondeu, não! E nem defendo que seja submetido agora a processo. Por isso houve a Lei da Anistia: para ele, para outros como ele, mas também para o “outro lado”.

“Ah, mas quem disse que são faces opostas de uma mesma narrativa?” São, sim! É Franklin que não me deixa mentir. É ele quem confessa que teria, sim, executado o embaixador sequestrado. Alguns dirão: “A questão é política, não pessoal!” Sem dúvida! Ele estava certo de que aquilo era parte da revolução. E os torturadores estavam certos de que estavam a combater o comunismo. Quem é mais moral? Ninguém. São amoralidades opostos e complementares.

De resto, admita-se: a esquerda sempre foi muito mais eficiente como máquina de matar. Todo o aparato repressivo no Brasil fez 424 cadáveres. Meia-dúzia de terroristas armados mataram, no mínimo, 120 pessoas — muitas delas nem estavam na luta política ou só cumpriam ordens.

01 Apr 23:31

The President and the Patriarch

by Paul L. Gavrilyuk

Vladimir Putin, who after a sham “referendum” completed his aggressive seizure of Crimea, denies he has plans to invade Eastern Ukraine. Meanwhile, he is increasing the number of troops on the Russian-Ukrainian border and sending provocateurs and criminals to incite ethnic tensions in Ukraine. At a minimum, Putin wants to destabilize Ukraine politically and use the ensuing disarray to manipulate the presidential elections, which are scheduled for May 2014. The worst-case scenario is that he wants to provoke a war to continue his “Eurasian” expansion. Whatever the case, the Russian Orthodox Church—less a handmaiden of Putin than commonly believed—must bear witness.

In the beginning of the Crimean crisis, on March 1, the head of the Russian Orthodox Church’s Department of the Relations between Church and Society, archpriest Vsevolod Chaplin, issued a statement that the Russian troops were engaged in a “peace-keeping” mission in Ukraine and that “Russian people had the right to be re-united in the same political body.” Many Orthodox believers, both within and outside Ukraine, were outraged by this justification of Putin’s aggression in Ukraine and, in principle, anywhere else in the world where Russian nationals did not share “the same political body.” (The “historically Russian” land of Alaska comes to mind.) The next day, which happened to be the beginning of Orthodox Lent, I wrote the following Open Letter to the head of the Russian Orthodox Church:

2 March 2014, Forgiveness Sunday

To His Holiness Kirill

Patriarch of Moscow and All Russia

Your Holiness,

On the Sunday of Forgiveness, we, the clergy and faithful representing different Orthodox jurisdictions in the United States, are asking you to influence the normalization of the situation in Crimea and the restoration of peace between Russia and Ukraine. The intervention of the Russian Army on the territory of Ukraine is an act of military aggression, which increases ethnic tensions between Russians and Ukrainians. We beseech you, while there is still time, to demand from the President Vladimir Putin to withdraw the Russian troops from the territory of Ukraine, including the Crimean peninsula, in order to prevent bloodshed. Let the peoples of Ukraine and Russia hear the Russian Orthodox Church’s prophetic call to peace, love and mutual forgiveness.

The letter was co-signed by a dozen clergy and university professors of different Orthodox jurisdictions in the United States. Some bishops and faithful of the Ukrainian Orthodox Church sent similar messages to Moscow. On the same day, in his public statement addressing the Crimean crisis, patriarch Kirill noted that “the Church does not take sides in a political struggle” and assured the Ukrainian faithful that he would “do everything possible to convince people in power to abstain from shedding blood of the peaceful citizens of Ukraine.” He spoke of the brotherly unity between Russian, Ukrainian, and Belorussian peoples and emphasized that the growing ethnic polarization of Ukrainian society must be prevented.

What is one to make of the patriarch’s response? Some Ukrainian commentators have interpreted Kirill’s statements as cowardly and evasive. The Western observers see the Russian patriarch as subservient to the Russian president. To be sure, strong parallels can be found between Putin’s pet project of the “Eurasian Union” (an anti-European military and economic association of Russia, Ukraine, and Belorussia) and Kirill’s project of Russkii Mir (“the Russian World”), which is a quasi-ecclesiastical unification of the Eastern Orthodox Slavs on the so-called “spiritual space” (whatever that means) of the same triad of Russia, Ukraine, and Belorussia. The project of Russkii Mir has recently been revived in the official rhetoric of the Moscow Patriarchate. Based on these compelling parallels, Putin’s Crimean “Anschluss” appears to be aiding militarily what Kirill wished to accomplish jurisdictionally.

But the matter is not quite as simple as it seems.

In reality, Putin’s invasion of Crimea presents formidable challenges for the Moscow Patriarchate. Most urgently, the patriarch has to address the status of the Russian Orthodox parishes within the territory of Crimea. Should these parishes continue to belong to the Ukrainian Orthodox Church (Moscow Patriarchate), or should they become a part of the Russian Orthodox Church, as would be expected from such parishes on the territory of the Russian Federation? If the patriarch changes the status of these parishes, this would be taken as his “blessing” of the Crimean annexation, news which will not be favorably received in other parts of Ukraine, where close to 13,000 parishes still belong to the Moscow Patriarchate. The grassroots movement towards one autocephalous (self-governing) Ukrainian Orthodox Church is stronger than ever. Another significant ecclesial body with more than 4500 parishes in Ukraine, the Ukrainian Orthodox Church (Kyivan Patriarchate), has recently doubled its efforts to promote the canonical reunion of Orthodox churches in Ukraine in one national autocephalous church. By “annexing” the Orthodox parishes in Crimea to the Russian Orthodox Church, the patriarch Kirill risks alienating and ultimately losing his parishes in the rest of Ukraine.

Despite a widespread Western conviction to the contrary, Kirill is not Putin’s man. Kirill was elevated to the post of the patriarch by the wife of Dmitry Medvedev in 2009, when Medvedev was the Russian president and Putin served as the Prime Minister. During those years Kirill was perceived as Medvedev’s counterweight to Putin. Now, in Putin’s third term as the Russian president, the balance of power seems to have shifted rather sharply toward Putin and away from Medvedev, but the psychological and political tension between Putin and Kirill still remains.

There is another, darker side to Putin’s manipulation of the political and civil order in Ukraine. There could be forces within the Moscow Patriarchate, as there are forces in the Russian government, that would be interested in the annexation of Eastern and Central Ukraine, for it is only after such an annexation that Putin’s Eurasian pretensions would coincide with Kirill’s Russkii Mir.

As the Greek Catholic bishop Borys Gudziak said in a recent interview: “In Ukraine people are dying for European values. [But] the resolution of Europe is yet to be fully demonstrated.” Taking Putin’s lies for what they are, the European Union and the United States must continue their pressure on Moscow by expanding economic sanctions before it is too late.

Paul L. Gavrilyuk is Aquinas Chair in theology and philosophy at the University of St. Thomas and a deacon in the Orthodox Church in America.

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01 Apr 23:31

Eu não mereço ser estuprado. Ponto!

by Mauro Meister
Muita polêmica em torno do óbvio e de perguntas muito mal feitas e, consequentemente, mal interpretadas e mal usadas em diversas agendas. Digo o seguinte, e não espere uma sequência lógica de argumentos, se não um desabafo desordenado no final do dia:


1. Ninguém merece ser estuprado! Nem mulher, nem homem, nem religioso ou ateu, nem velho, nem criança, nem homossexual, nem prostituta, nem jornalista, nem tímidos ou extrovertidos... será que é preciso estabelecer categorias de quem não merece ser estuprado? Ninguém merece isso, nem o insano que pensa que outro merece ser estuprado (eles existem!). 
2. Ninguém merece ser atacado. Isto vale para todos os seres humanos. É por isto que temos leis que devem ser respeitadas, inclusive aquelas que dizem respeito à moral, os bons costumes, respeito a valores que a sociedade construiu durante décadas e que encontram-se em baixa no meio da população contemporânea e que prezam mais o valor das ideias individuais do que o que diz respeito a todo mundo: “o corpo é meu e eu faço dele o que quiser”. Se assim for, tudo é permitido e as leis contra, por exemplo, drogas, deveriam mesmo ser extintas.  Não é isto que querem os consumidores de drogas e abolicionistas da canabis? Isso é só o começo, mais virá a frente. 
3. Ninguém merece ser ameaçado e nem intimidado. A única coisa que deve ameaçar um ser humano é sua própria consciência e a lei, que afirma quais são os direitos e os deveres do cidadão e, consequentemente, as penalidades que ‘ameaçam’ aqueles que quebram a lei.  Até mesmo Deus, ao tratar com o homem, trata-o conforme a sua santa lei e a consciência, afirmando que esta o condena.
Da matéria da Veja, citada na postagem
4. Ninguém merece responder as questões conforme feitas na pesquisa do IPEA. Conforme bem exposto por Felipe Moura Brasil na sua matéria A culpa do estupro não é da mulher, mas a da confusão é da pesquisa do IPEA! Essa, sim, merece ser “atacada”! Não vou me delongar aqui. A pesquisa é mal feita!
5. Ninguém merece a rápida e tola conclusão de boa parte da mídia: 65% da população pensa que mulheres que mostram o corpo merecem ser estupradas. Estou quase batendo de porta em porta aqui no meu prédio para ver se a pesquisa se confirma, mas tenho cá minhas dúvidas. Afinal de contas, o que significa “merecer ser atacada”? Tem algo de podre no reino da dilmamarca. Da tolice da pergunta, à conclusão tola, porém, óbvia e imediata, já ouvi várias vezes no rádio e televisão: 65% da população pensa que mulheres que mostram o corpo merecem ser estupradas (porque a próxima questão diz “Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros.”)
6. Ninguém merece viver numa sociedade que ataca e explora qualquer pessoa! Existe mais violência contra aquele que é mais fraco? Sim, existe! Existe mais violência contra a mulher do que o homem? Digamos que sim, que o homem, normalmente, por ter mais força física que a mulher, tende a agredir e querer resolver disputas na força física. Assim também são atacados todos, todos os dias. Hoje mesmo vi na TV a cena dantesca de uma caixa de supermercado ser assassinada a sangue frio, diante de câmeras, pela seguinte razão: nenhuma. O fato é que a vida numa sociedade sem valores, não tem valor.  
7. Ninguém merece viver com leis que não são severas e realistas e governos que não usam sequer a fraca a lei para punir quaisquer crimes, inclusive o estupro! Felipe Moura Brasil publicou em outro artigo o que a população brasileira, de fato, pensa sobre estupradores: “Mas o que a população brasileira realmente pensa a respeito de estupradores? Eu conto: de acordo com uma pesquisa de 2010 do Núcleo de Estudos da Violência da USP, 39,5% dos entrevistados acham que estupradores merecem pena de morte, 34,3% defendem prisão perpétua e 11,1% apoiam prisão com trabalhos forçados. Ou seja: a imensa maioria da população defende penas tão duras aos estupradores que elas sequer estão previstas no nosso Código Penal. Ou ainda, traduzindo para o idioma do IPEA: nenhum outro criminoso “merece” tanto a pena de morte, para os brasileiros, quanto o estuprador.” Não é que nosso povo é mesmo esquizofrênico? É a favor do estupro se a mulher mostrar o corpo e depois, de aplicar a pena de morte porque o estuprador fez aquilo que a mulher merecia!?!?

Tinha ainda mais a desabafar, mas tenho que fazer o jantar. Pura opressão feminina!



01 Apr 23:30

Corte chavista confirma cassação de deputada de oposição, que agora pode ser presa; Maria Corina visita o Brasil nesta quarta

by giinternet

A América Latina já foi um celeiro de ditaduras militares, incluindo o Brasil. Os golpes eram dados com tanques, como sabemos. Hoje em dia, as esquerdas recorrem a eleições e ao aparato legal para golpear a democracia. Comentei aqui há dias a decisão absurda de Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, de cassar, sem processo, direito de defesa ou votação na Casa, o mandato da deputada oposicionista Maria Corina Machado. Evocando três artigos da Constituição — o 149, o 191 e o 197 —, ele declarou que Maria Corina não era mais deputada. O Artigo 149 veta que funcionários públicos ou membros da Assembleia atuem a serviço a serviço de outro país sem prévia autorização de seus pares. Os outros dois proíbem deputados de exercer alguma outra função, com algumas exceções, como atividade acadêmica, por exemplo.

Aí cabe a pergunta: Maria Corina fez isso? É claro que não! Proibida de falar na OEA (Organização dos Estados Americanos) — e o Brasil, desgraçadamente, colaborou para isso —, a deputada venezuelana ocupou, por alguns minutos, a cadeira que cabe à representação do Panamá. Para quê? Para tratar dos assuntos desse país? É claro que não! Foi a forma que ela encontrou de denunciar os crimes cotidianamente cometidos por Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Desde 12 de fevereiro, 37 pessoas já morreram nos protestos. Há quase 200 presos, incluindo o líder oposicionista Leopoldo Lopez e dois prefeitos.

Pois bem! Ela recorreu ao Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela — o STF deles — contra a cassação. O TSJ está coalhado de bolivarianos. Adivinhem o resultado! A decisão de Cabello foi mantida. A Corte confirmou a decisão do líder chavista. Agora Maria Corina perdeu a imunidade parlamentar e, nas palavras do ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez, já pode ser presa. A turma de Nicolás Maduro a acusa de ser uma das líderes de uma tentativa de golpe.

É uma vergonha! Maria Corina disse que deve visitar o Congresso Brasileiro nesta quarta. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), negocia uma audiência pública em que a deputada será ouvida. Vamos ficar atentos ao comportamento dos congressistas de esquerda. Vamos ver se também ela será alvo da estupidez e da ignorância que colheram, por exemplo, a cubana Yoani Sánchez quando em visita ao nosso país.

A Corte chavista confirma a cassação de Maria Corina no momento em que uma comissão da Unasul busca um suposto diálogo entre os oposicionistas e  Maduro. Ou por outra: o presidente negocia com seus adversários metendo-os na cadeia e lhes cassando os respectivos mandatos. E a Unasul finge que está mesmo em curso uma possibilidade de diálogo.

Já que ainda estamos no clima dos 50 anos do golpe no Brasil, cumpre lembrar a Operação Condor, que foi a troca de informações e a ajuda mútua havidas entre vários regimes ditatoriais da América do Sul. Pois bem! Hoje, está em curso uma “Operação Condor” de sinal trocado. Maduro só avança rumo à ditadura sem adjetivos porque tem o respaldo dos governos de esquerda da América do Sul, muito especialmente o Brasil.

Do ponto de vista ideológico, ele faz lá o que os nossos esquerdistas gostariam de fazer aqui. E por que não fazem? Porque ainda não dá. Se um dia for possível, não tenham dúvida, eles farão.

01 Apr 23:29

Are there “moderate Muslims”? How about moderate Jews and Christians?

by David P. Goldman

As my friend Daniel Pipes wrote some days ago at National Review, the Middle East Forum is debating whether one can speak meaningfully of “moderate Muslims,” with Dr. Pipes defending the affirmative and Raymond Ibrahim the negative thesis. I respect both Pipes and Ibrahim, but I am not satisfied with the content of the debate. The first issue to be settled is what moderation might mean in the case of adherence to a religion, which is after all not a list of positions but an existential stance towards life. One can speak of a moderate Communist (e.g. Gorbachev) or moderate conservatives, but not quite as simply about moderate faith. Below is an essay I published on the subject in Asia Times in 2006 that attempts to set a theological context for the question.

The West in an Afghan mirror
By Spengler

Death everywhere and always is the penalty for apostasy, in Islam and every other faith. It cannot be otherwise, for faith is life and its abandonment is death. Americans should remove the beam from their own eye as they contemplate the gallows in the eye of the Muslims. Philistine hypocrisy pervades Western denunciations of the Afghan courts, which were threatening to hang Christian convert Abdul Rahman until the case was dropped on Monday.

Afghanistan, to be sure, is a tribal society whose encounter with the modern world inevitably will be a train wreck. The trouble is

that the West has apostatized, and is killing itself. There turned out to be hope for Rahman, but there is none for Latvia or Ukraine, and little enough for Germany or Spain. That said, I wish to make clear that I found the persecution of Rahman deplorable.

The practice of killing heretics has nothing to do with what differentiates Islam from Christianity or Judaism. St Thomas Aquinas defended not just the execution of individual heretics but also the mass extermination of heretical populations in the 12th-century Albigensian Crusades. For this he was defended by the Catholic philosopher Michael Novak, author of learned books about the faith of the United States of America’s founding fathers (seeMuslim anguish and Western hypocrisy,  November 23, 2004).

Western religions today inflict symbolic rather than physical death. One’s local priest does not like to preach such things from his post-modern pulpit, but the Catholic Church prescribes eternal hellfire for those who come into communion with Christ and then reject him. Observant Jews hold a funeral for an apostate child who is spiritually dead to them (retroactive abortions not being permitted).

The last heretic hanged by the Catholic Church was a Spanish schoolteacher accused of Deist (shall we call that “moderate Christian”?) views in Valencia as recently as 1826. Without Napoleon Bonaparte and the humiliation of the Church by the German and Italian nationalist movements, who knows when the killing of heretics would have stopped?

“Where are the moderate Muslims?” sigh the self-appointed Sybils of the Western media. Faith is life. What does it mean to be moderately alive? Find the “moderate Christians” and the “moderate Jews”, and you will have the answer. “Moderate Christians” such as Episcopalian priests or Anglican vicars are becoming redundant as their congregations migrate to red-blooded evangelical denominations or give up religion altogether. “Moderate Jews” are mainly secular and tend to intermarry. There really is no such thing as a “moderate” Christian; there simply are Christians, and soon-to-be-ex-Christians. The secular establishment has awoken with sheer panic to this fact at last. In response we have such diatribes such as Kevin Phillips’ new book American Theocracy, an amalgam of misunderstandings, myths and calumnies about the so-called religious right. [1]

The tragedy of Abdul Rahman also is the tragedy of Western religion. Islam differs radically from Christianity, in that the Christian god is a lover who demands love in return, whereas the Muslim god is a sovereign who demands the fulfillment of duty. Christian prayer is communion, an act of love incomprehensible to Muslims; Muslim worship is an act of submission, the repetition of a few lines of text to accompany physical expression of self-subjugation to the sovereign. The People of Christ are pilgrims en route to the next world; the People of Allah are soldiers in this one. Contrary to all the ink spilled and trees murdered to produce the tomes of Karen Armstrong and John Esposito, Christianity and Islam call forth different peoples to serve different gods for different reasons.

But the fact that Christianity and Islam educe different peoples for different gods should not obscure that one cannot be either Christian or Muslim without belonging to a People of God in flesh as well as spirit. Christianity demands that the gentile, whose very origin is redolent of death, and whose heathen nature is sinful, undergo a new birth to join God’s people. Whether this second birth occurs at the baptismal font for a Catholic infant or at the river for an evangelical adult is another matter. The Christian’s rebirth is also a vicarious death – the death of the Christian’s heathen nature – through Christ’s sacrifice. No vicarious sacrifice occurs in Islam; the Muslim, on the contrary, sacrifices himself (The blood is the life, Mr Rumsfeld!, October 5, 2005).

Where is the moderation? The Christian either joins the People of God in its pilgrimage to the Kingdom of Heaven, or he does not; the Muslim either is a soldier of the ummah, or he is nothing. Religious conversion is not mere adaptation to another tradition. It is a change of people. If God is “able of these stones to raise children of Abraham” (Matthew 3:9), Christians are the Gentiles made into sons of Abraham by miracle. In Islamic society, the convert to Christianity instantly becomes an alien and an enemy.

God may be able to raise sons of Abraham from stones; that is not necessarily within the power of earthly churches. European Christianity, as I have argued often in the past, made a devil’s bargain with the heathen invaders whom it made into Christians in the thousand years between the fall of Rome and the conversion of the Balts. It permitted them to keep one foot in their national past and another in the Catholic Church, under the umbrella of universal empire. The peoples revolted against church and empire and reverted to their pagan roots, and then fought one another to a bloody standoff in the two great wars of the 20th century.

In parallel to Christianity, but in a different way, Islam made its own compromise with the nations it absorbed. It would defend the pure traditional society of tribal life against the encroachment of the empires that encircled them: first the Byzantines and Persians, then Christian Europe, and now America. Traditional life inevitably must break down in the face of globalization of trade and information, and the ummah closes ranks to delay the time when the descendants of today’s Muslims will look with pity upon ancestral photographs, as they turn momentarily from their video game.

Europe’s Christians could not summon up the “moderation” necessary to tolerate their Jewish neighbors until after 1945, when Europe was conquered and rebuilt by the Americans. Once the ambitions of Europe’s peoples were crushed in the world wars, European Christianity became “moderate” indeed, so moderate that Europeans no longer bother about it. They also do not bother to reproduce, so that the formerly Christian populations of Europe will disappear, starting with the captive nations of the former Soviet Union.

No Christian People of God emerged from Europe. In a century or two, few European peoples will exist in recognizable form. Americans, by contrast, arrived in the New World with the object – at least in the case of the Massachusetts Bay Colony – of becoming a new People of God in a new Promised Land.

In a December essay in First Things titled Our American Babylon, Father Richard John Neuhaus argues that the United States itself is not the Promised Land or the Kingdom of God; it is still another place of exile. In Christian theological terms that is quite true. But the stubborn fact remains that if the English Separatists who founded Massachusetts had not deviated from Christian theology, and set out to become a new chosen people in a new Promised Land, we would not be talking about the United States of America to begin with. Christianity drew the notion of a People of God from the Jews, upon whose trunk it proposes to graft the reborn Gentiles. But the graft did not take except where radical Protestants emulated the Jews, and set out to make a new people in a new land.

Kevin Phillips, author of American Theocracy, warns that America’s religious right is “abetting far-reaching ideological change and eroding the separation of powers between church and state”, giving the Republican Party “a new incarnation as an ecumenical religious party, claiming loyalties from hard-shell Baptists and Mormons, as well as Eastern Rite Catholics and Hasidic Jews”. On the face of it, this is a nonsensical statement, for how can a coalition of Baptists, Mormons, Catholics and Jews oppose separation of church and state, a doctrine promulgated by dissenting Protestants to protect their own religious practice against the persecution of an established church?

The fact that the US boasts roughly 200 major Christian denominations, none of which can aspire to a plurality of members, ensures that no possible theocracy ever could emerge. When Phillips uses the word “theocracy”, he simply means the emergence of a religious vote on such issues beloved of the secular left as homosexual marriage, abortion, or censorship of pornography. But there is nothing theocratic in people of faith forming occasional coalitions to impose what the law calls community standards.

American Christians are migrating en masse to denominations that preach Christ crucified and the saving power of his blood, eschewing the blancmange Christianity of the old mainline sects (‘It’s the culture, stupid’, November 5, 2004). But the United States is unique among the nations, an assembly of individuals called out from among the nations, where Christian identity is compatible with a secular definition of peoplehood. Even in the US Christians find that one cannot be half-pregnant: either one is saved, or one is not.

Islam does not know moderation or extremism: it only knows success or failure. Unlike Christianity, which prevailed only through the improbable project of abandoning its old center to create a new land altogether, Islam cannot exist outside of traditional society, which by definition knows no doubt. Nowhere else but in the United States has personal conscience rather than religious establishment succeeded as the guiding principle of Christianity. “Moderate Islam” is an empty construct; the Islam of the Afghan courts is the religion with which the West must contend.

Note
1. American Theocracy: The Peril and Politics of Radical Religion, Oil, and Borrowed Money in the 21st Century by Kevin Phillips. Viking, US$26.95, 462 pages.

01 Apr 23:18

The Phantom Menace in the Middle East: A Review of Caroline Glick’s The Israeli Solution

by David P. Goldman

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By any standard, the Palestinian problem involves the strangest criteria in modern history.

To begin with, refugees are defined as individuals who have been forced to leave their land of origin. A new definition of refugee status, though, was invented exclusively for Palestinian Arabs, who count as refugees their descendants to the nth generation.

All the world’s refugees are the responsibility of the United Nations High Commission on Refugees, except for the Palestinians, who have their own refugee agency, the United Nations Relief and Works Agency for Palestine. Among all the population exchanges of the 20th century — Greeks for Turks after World War I, Hindus for Moslems after the separation of India and Pakistan after World War II, Serbs for Croats after the breakup of Yugoslavia during the 1980s — the Palestinians alone remain frozen in time, a living fossil of long-decided conflicts.

Some 700,000 Jews were expelled from Muslim countries where they had lived in many cases more than a thousand years before the advent of Islam, and most of them were absorbed into the new State of Israel with a territory the size of New Jersey; 700,000 or so Arabs left Israel’s Jewish sector during the 1948 War of Independence, most at the behest of their leaders, but few were absorbed by the vast Muslim lands surrounding Israel.

Instead, the so-called refugees were gathered in camps (now for the most part towns with a living standard much higher than that of the adjacent Arab countries thanks to foreign aid) and kept as a human battering ram against Israel, whose existence the Muslim countries cannot easily accept.

Some 10 million Germans who had lived for generations in what is now Russia, Poland and the Czech Republic were driven out at the end of World War II (more than half a million died in the great displacement).

Imagine that Germany had kept these 10 million people in camps for 70 years and that their descendants now numbered 40 million — and that Germany demanded on pain of war restitution of everything from the Sudetenland to Kaliningrad (the former Konigsberg). That is a fair analogy to the Palestinian position.

It is a scam, a hoax, a put-on, a Grand Guignol theatrical with 5 million extras. Because polite opinion bows to the sensibilities of the world’s 1.4 billion Muslims, it is treated in all seriousness.

As a matter of full disclosure, I want to put my personal view on record: The mainstream view amounts to a repulsive and depraved exercise in hypocrisy that merits the harshest punishment that a just God might devise.