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06 Apr 01:21

Datafolha: Caem expectativa de voto em Dilma e avaliação positiva do governo; população quer mudanças, mas ainda não as identificou com as oposições

by giinternet

Datafolha cenário 1

A Folha Online traz os dados da mais recente pesquisa Datafolha. Se a eleição fosse hoje — ainda bem que não é! —, no cenário mais provável, a presidente Dilma seria reeleita no primeiro turno, com 38% dos votos, contra 16% do tucano Aécio Neves e 10% de Eduardo Campos, do PSB, ex-governador de Pernambuco. Poderia ser um resultado desastroso, já digo por quê. Antes, vamos a alguns outros números (todas as ilustrações e gráficos foram feitos pela Editoria de Arte da Folhapress)..

avaliação do governo Dilma

O levantamento foi realizado nos dias 2 e 3. Há pouco mais de dois meses, Aécio tinha os mesmos 16%, e Campos, 9%. Logo, os dois estão onde estavam. Dilma, no entanto, caiu 6 pontos percentuais. Na pesquisa dos dias 19 e 20 de fevereiro, ela aparecia com 44%. Em relação ao levantamento anterior:
1 – houve um aumento de 4 pontos nos que acham o governo “ruim ou péssimo” (de 21% para 25%);
2 – caíram de 41% para 36% os que pensam que ele é ótimo bom, e variaram de 37% para 39% os que o consideram regular;
3-  a maior insatisfação está no Sudeste, onde o “ruim/péssimo” (31%) vence o “ótimo/bom” (28%); 40% acham apenas regular;
4 – a região mais satisfeita é o Nordeste: 51% de “ótimo/bom”, contra 12% de ruim/péssimo — para 36%, é regular;
5 – no Norte/Centro-Oeste, a avaliação positiva ainda supera a negativa: 32% a 25% (com 32% de regular);
6 –  no Sul, os índices tendem a se igualar, mas ainda são favoráveis à presidente: 33% a 29%, com 37% de regular.
7 - Atenção! Nada menos de 72% dizem esperar que o próximo governo aja de maneira diferente desse que está aí;
8 –  torcem pela mesma coisa apenas 24%.

Dito isso, voltemos ao fim do primeiro parágrafo.

Imaginem quão ruim seria eleger mais do mesmo quando, convenham, poucos estão realmente satisfeitos com o governo. Seria garantir a continuidade do que não está bom. Esses não são os únicos indicadores de insatisfação e de preocupação, não. Há outros:
9 –  65% acham que a inflação vai aumentar;
10 – 45% acreditam que haverá aumento do desemprego (só 20% pensam o contrário);
11 –  28% pensam que haverá aumento do poder de compra dos salários, mas 35% pensam o contrário.
1 2 – 9% avaliam que a economia vai piorar, contra 27% que preveem o contrário; 39% acham que ficam tudo na mesma;
13 – 63% dizem que Dilma fez menos do que esperavam.

É claro que esses não são números confortáveis para Dilma. E não há razão para supor que vá haver uma mudança substancial na economia — ao contrário até: alguns índices caminham na contramão dos que mantêm expectativas positivas. Mas…

As oposições
Mas os dois nomes da oposição ainda não empolgaram — ao menos segundo os dados da pesquisa. Se 72% querem um governo que atue de modo muito diferente desse, a soma dos pontos dos dois candidatos que se opõem a Dilma é de apenas 26%. Indagados sobre quem poderia fazer as mudanças esperadas, vejam como se distribuíram os que responderam a pesquisa:
Lula: 32%
Marina: 17%
Dilma: 16%
Aécio: 13%
Campos: 7%

Vale dizer: parte considerável daqueles 72% que esperam um governo diferente ainda aposta que a mudança possa ser conduzida pelos próprios petistas. Eis aí uma evidência de que os candidatos do PSDB e do PSB precisam assumir com mais clareza o discurso mudancista. Até porque, num eventual segundo turno, se a eleição fosse hoje, Dilma venceria Aécio por 51% a 31%, e Campos, por 51% a 27%.

Ruim para Campos
Avalio que o resultado é particularmente ruim para Campos — e talvez os números lhe sirvam de alerta para mudar o rumo de seu estranho discurso. O horário político gratuito do PSB foi ao ar dia 27. Estava bem produzido, foi feito com competência, era coisa de profissionais. Ainda estão no ar as minipropagandas do partido. Mesmo com essa exposição massiva e com a queda de Dilma, ele não se mexeu: continuou nos 10 pontos percentuais.

Será que não há aí um indicador de que esse seu esforço para preservar Lula e o petismo — centrando seus ataques só em Dilma — acaba sendo ineficaz? Tendo a achar que sim. Tenho pra mim já há algum tempo que o ex-governador de Pernambuco ambiciona um lugar no discurso político que é difícil, quase impossível: o de continuador de Lula, mas sem pertencer ao PT. Notem: a maioria concorda, sim, com a pregação de Campos. Nada menos de 72% também acham que o governo precisa mudar. Mas 48% ainda escolhem petistas para fazer isso: 32% acham que Lula é que tem de operar essa transformação, e 16%, a própria Dilma. Só 7% acham que Campos é o homem certo para a missão.

Datafolha mudanças abril-2004

Aécio
O tucano Aécio Neves tem ocupado ativamente o espaço que cabe a um líder oposicionista, especialmente nestes dias de escândalos em série da Petrobras. Os índices ainda não se mexeram, mas é visível que existe potencial para isso. É claro que a exposição dos candidatos de oposição no noticiário ainda é muito menor do que a da já candidata à reeleição Dilma Rousseff.

Não parece plausível que Dilma vença a disputa no primeiro turno. Com índices muito melhores em 2006 e em 2010 em todas as áreas, o governismo não logrou tal intento. De resto, a eleição ainda não está entre as principais preocupações dos brasileiros. Se todos os partidos hoje na base governista se mantiverem unidos, Dilma terá um latifúndio na TV e do rádio: dos 25 minutos diários, terá nada menos de 15min25s — 62%. Aécio ficaria com 4 minutos: 16%, e Campos, com apenas 1min23s: 6%. Trata-se de uma diferença gigantesca. Mesmo assim, a oposição estará mais presente na TV e no rádio do que hoje. Na hipótese de um eventual segundo turno, essa diferença desaparece.

Há outra questão fundamental: 52% dizem conhecer Dilma muito bem, mas apenas 17% dizem o mesmo sobre Aécio, e 7%, sobre Campos. Só 12% nunca ouviram falar da petista, índice que chega a 33% quando é citado o nome do ex-governador de Pernambuco e a 35% quando se trata do senador mineiro. Quando se cruzam esses dados com a rejeição — os três estão com 33% —, chega-se a uma evidência: boa parte dos que rejeitam Dilma a conhecem de fato; no caso de Aécio e Campos, boa parte da rejeição pode se confundir com desconhecimento, o que também pode explicar a adesão ainda baixa às duas candidaturas.

Datafolha grau de conhecimento  abril

A população quer mudanças, mas ainda não encontrou o caminho. Cabe aos que se opõem ao governo esse trabalho de convencimento.

06 Apr 01:20

Oposição quer André Vargas fora da vice-presidência da Câmara

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Diante de dados que mostram como o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), articulava para ajudar o doleiro Alberto Youssef a obter sucesso em seus negócios, deputados da oposição cobram que o petista se afaste do cargo para que a Casa possa investigá-lo com isenção. Reportagem da edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra que o envolvimento de Vargas com o doleiro, preso em operação da Polícia Federal que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro, rendia benefícios além do empréstimo de um jatinho: o deputado prestava serviços a Youssef, encontrando oportunidades de negócio para o doleiro no governo federal. Vargas, inclusive, ajudou Youssef a obter um contrato de 150 milhões de reais com o Ministério da Saúde.

Em mensagens trocadas em setembro do ano passado e interceptadas pela PF, Youssef fez um apelo a Vargas: “Tô no limite. Preciso captar”. O vice-presidente da Câmara prontamente respondeu: “Vou atuar”. No mesmo dia, técnicos do Ministério da Saúde, então comandados por Alexandre Padilha, hoje candidato ao governo de São Paulo, foram destacados para certificar o laboratório farmacêutico Labogen Química Fina e Biotecnologia, de propriedade do doleiro. A ajuda foi materializada em um contrato inicial de 30 milhões de reais firmado com a pasta.

Tais revelações desmentem a versão apresentada por Vargas na tribuna da Câmara. Na última quarta-feira, o petista negou ter se reunido no Ministério da Saúde para tratar do laboratório e afirmou que apenas “orientou” Youssef – como, diz ele, teria orientado qualquer sindicalista, empresário ou prefeito que o procurasse. Na ocasião, o afirmou ainda que foi um “equívoco” ter viajado em uma aeronave alugada pelo doleiro. O “presente” a Vargas custou 100.000 reais.

“Agora não basta mais discurso, tem que ter um gesto. E esse gesto principal é de se licenciar do cargo para dar condições plenas de a Mesa Diretora avaliar com isenção essas denúncias que o colocam em uma situação muito difícil”, afirmou o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), referindo-se ao fato de que Vargas, por ser o vice-presidente da Câmara, integra a diretoria da Casa. “É óbvia essa relação promíscua e que o doleiro é operador de um dinheiro público desviado para o partido e para o deputado. O André Vargas é de confiança de Dilma e de Lula. Tomara que ele não siga essa cartilha do PT de dizer que não sabe de nada e que não cometeu nenhum crime. A primeira atitude que ele tem de tomar é se afastar da vice-presidência. Depois, renunciar”, completa o vice-líder do PSDB, deputado Nilson Leitão (MT).

Com as novas denúncias contra o petista, a oposição vai ampliar os argumentos para solicitar que a Câmara o investigue. Embora a Secretaria-Geral tenha rejeitado o pedido do PSOL para que a Corregedoria avaliasse o caso do jatinho, o partido planeja incluir as novas revelações no parecer para insistir no pedido de investigação. “Quero uma posição definitiva da Mesa. Justamente porque ele é vice-presidente a diretoria tem de se pronunciar formalmente. É um constrangimento, neste momento, dizer que não há nada”, afirmou o líder Ivan Valente (PSOL-SP).

Em uma segunda investida para que o caso seja apurado, o DEM e o PSDB vão acionar o Conselho de Ética no início da próxima semana. “Nós já tínhamos indicações claras de quebra de decoro com a viagem no jatinho. Agora, a situação assume uma nova dimensão e a gravidade das ocorrências vai ser incluída na representação”, disse o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA). “As versão foram sendo mudadas no curso das notícias e o deputado está em uma situação cada vez mais complicada”, continuou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

05 Apr 19:03

Fornecedores da Petrobras pagaram R$ 35 milhões a doleiro, amigo de André Vargas

by giinternet

Por Mário Cesar Carvalho, Andréia Sadi, Felipe Coutinho e Fernanda Odilla, na Folha:
Nove fornecedores da Petrobras depositaram R$ 34,7 milhões na conta de uma empresa de fachada controlada pelo doleiro Alberto Youssef, segundo laudo da Polícia Federal obtido pela Folha. A confissão de que a empresa não tem atividade de fato foi feita por um empregado do doleiro, Waldomiro de Oliveira, em nome de quem a MO Consultoria está registrada na Junta Comercial de São Paulo. A Folha teve acesso ao depoimento do funcionário, que decidiu colaborar com a PF na tentativa de receber uma pena menor. A polícia suspeita que a MO Consultoria servia para repassar propina para funcionários públicos e políticos. Outro laudo aponta que passaram por essa empresa um total de R$ 90 milhões entre 2009 e 2013.  Segundo relatório da PF, há “fortes indícios da utilização das contas da empresa para trânsito de valores ilícitos”. A consultoria foi descoberta pela PF durante a investigação da Operação Lava Jato, que apura lavagem de dinheiro com uso simulado de importação e exportação.

Os contratos da suposta consultoria eram uma forma de as empresas darem uma aparência legal a subornos, segundo suspeita da PF. Há notas fiscais das consultorias, mas não há provas de que o serviço foi prestado, de acordo com a polícia. Grandes grupos que pagaram à MO atuam nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, suspeita de ter sido superfaturada. Os maiores pagamentos à consultoria foram feitos por duas empresas do grupo Sanko, fornecedor de tubos para empresas contratadas pela Petrobras: R$ 26 milhões. As vendas diretas da Sanko para a Petrobras subiram mais de 7.000% entre 2011 e 2013, segundo a empresa: de R$ 38,7 mil para R$ 2,77 milhões. Os maiores negócios da Sanko, porém, não são feitos diretamente com a Petrobras, mas com fornecedores da estatal. A Sanko diz que faturou R$ 120 milhões em 2013.
(…)

 

05 Apr 19:03

NA VEJA DESTA SEMANA – Tchau, ex-deputado André Vargas! Vai renunciar agora ou aguarda a cassação do mandato?

by giinternet
Em seu blog, André Vargas exibe suas amizades influentes; acima, em companhia de Dilma

Em seu blog, André Vargas exibe suas amizades influentes; acima, em companhia de Dilma

Como lembra a “Carta ao Leitor” da edição de VEJA desta semana, costuma haver uma relação diretamente proporcional entre o ódio à liberdade de imprensa e o apreço pela lambança. Ou por outra: os que têm muito a esconder costumam ser os mais entusiasmados com a censura. E não seria diferente com o deputado André Vargas (PT-PR), ex-secretário nacional de Comunicação do PT, entusiasta do “controle social da mídia” (que é a expressão a que recorrem vigaristas para designar a censura), membro da tropa de choque que saiu em defesa dos mensaleiros e, por um bom tempo, chefe político da rede do subjornalismo delinquente que chama a si mesma, num rasgo de sinceridade, de “blogs sujos”. Pois é… O meteórico André Vargas meteu os pés pelos pés e foi flagrado pela Polícia Federal prestando serviços àquele que pode ser chamado, sem favor, de seu sócio: o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava-Jato. O plano era encher o bolso de dinheiro, fazer a “independência financeira” às custas dos cofres públicos. Reportagem na edição de VEJA desta semana põe um ponto final na questão e, tudo indica, na meteórica carreira de Vargas. Parece que a questão agora é saber se ele renuncia já ou espera a cassação do mandato. Como se sabe, não existe mais voto secreto para proteger gente da sua estirpe.

Amigão de Youssef e “homem muito influente no PT”, Vargas era, nas hostes do governismo, como posso adequar o adjetivo à sua prática?, um fuçador de oportunidades de negócio para o doleiro, que sabia ser grato. Como informou a Folha, alugou um jatinho para levar o deputado e a família em viagem de férias à Paraíba. Custo do mimo: R$ 100 mil. O deputado folgazão definiu o agrado como “coisa de irmão”. Nem diga!

“Empresário” de múltiplos talentos, Youssef é dono de uma “empresa” de nome imponente: “Labogen Química Fina e Biotecnologia”. É um troço que existe no papel, não na vida real. Nem mesmo chega a ter planta industrial. Seu feito mais notável, até agora, segundo a Polícia Federal, é ter enviado para o exterior, de forma irregular, US$ 37 milhões.

Muito bem! Vargas, o parceirão de Yousseff, detectou no Ministério da Saúde, então sob o comando de Alexandre Padilha — agora candidato ao governo de São Paulo pelo PT —, a chance de um contrato milionário para fornecimento de remédio, coisa, assim, de R$ 150 milhões. Mas como é que a Labogen, uma biboca com capital social de R$ 28 mil e folha de pagamentos de R$ 30 mil, poderia se candidatar a tamanha grandeza? É para isso que servem os amigos. É nesse ponto que entrou André Vargas — leiam a reportagem da revista.

A síntese é a seguinte: a Labogen, mera empresa de fachada, conseguiu se associar à EMS, uma gigante na produção de genéricos, o que lhe conferiria um ar de seriedade, e pronto! Tudo resolvido. O diálogo captado pela Polícia Federal entre Vargas e Youssef não deixa a menor dúvida. O deputado petista relata a Youssef sua conversa com Pedro Argese, da Labogen e ouve um prognóstico do interlocutor:
VARGAS – Estamos mais fortes agora. Vi documento com o Pedro. Ele estava no voo de volta de Brasília. Ele estava com o documento da parceria com a EMS.
YOUSSEF – Cara, estou trabalhando. Fique tranquilo. Acredite em mim. Você vai ver quanto isso vai valer. Tua independência financeira e nossa também, é claro!

É claro!

Eis aí. Esse é o doleiro “irmão”, cujas atividades ilícitas Vargas dizia desconhecer. Da parceria estimada em R$ 150 milhões, uma já estava em curso, de R$ 31 milhões — suspensa pelo Ministério da Saúde quando o escândalo veio à tona: a de fornecimento de citrato de sildenafila, a substância ativa do Viagra, que é o remédio oficialmente empregado pelo sistema público de saúde para o tratamento de uma doença grave: a hipertensão pulmonar. Esse contrato contou com a ajuda do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Calos Augusto Gadhelha — a quem Vargas se refere, carinhosamente, num telefonema, como “Gadha”. Padilha, pessoalmente, assinou o contrato.

Relatório da PF fala do parceiro de Youssef que atuava no Ministério da Saúde. Depois ficou claro: era Vargas!

Relatório da PF fala do parceiro de Youssef que atuava no Ministério da Saúde. Depois ficou claro: era Vargas!

Leiam a reportagem. A coisa vai longe. Youssef está preso, como sabem. O deputado está tentando se virar. Já mandou um emissário ao doleiro afirmando que, se ele, Vargas, cair, gente mais graúda vai junto, “gente de cima”. Huuummm… Quem estaria acima de Vargas nessa operação? Eis uma boa questão. E por que Youssef deveria temer essa “gente de cima”? Temer o quê?

Vargas não é o único interlocutor de Youssef no PT. Há outros, como o deputado Vicente Cândido (SP). Vocês já o conhecem. É aquele senhor que ofereceu “honorários para um conselheiro da Anatel livrar a Oi de uma multa bilionária. Disse, então, que falava em nome de Lula. Tudo gente fina.

Segunda-feira é bom dia para André Vargas pegar o boné e ir pra casa, refletir sobre os males da liberdade de imprensa. Afinal, até onde se sabe, ele já tem garantida a “independência financeira”. Leiam a reportagem na edição impressa na revista.

05 Apr 19:02

Was Eich a Threat To Mozilla's $1B Google "Trust Fund"?

by timothy
L

Now I boycott boþ Firefox & Chrome.

theodp (442580) writes "Over the years, Mozilla's reliance on Google has continued to grow. Indeed, in its report on Brendan Eich's promotion to CEO of Mozilla, the WSJ noted that "Google accounted for nearly 90% of Mozilla's $311 million in revenue." So, with its Sugar Daddy having also gone on record as being virulently opposed to Proposition 8, to think that that Google's support didn't enter into discussions of whether Prop 8 backer Eich should stay or go seems, well, pretty much unthinkable. "It is the chilling and discriminatory effect of the proposition on many of our employees that brings Google to publicly oppose Proposition 8," explained Google co-founder Sergey Brin in 2008. "We should not eliminate anyone's fundamental rights, whatever their sexuality, to marry the person they love." Interestingly, breaking the news of Eich's resignation was journalist Kara Swisher, whose right to marry a top Google exec in 2008 was nearly eliminated by Prop 8. "In an interview this morning," wrote Swisher, "Mozilla Executive Chairwoman Mitchell Baker said that Eich's ability to lead the company that makes the Firefox Web browser had been badly damaged by the continued scrutiny over the hot-button issue, which had actually been known since 2012 inside the Mozilla community." Swisher, whose article was cited by the NY Times in The Campaign Against Mozilla's Brendan Eich, added that "it was not hard to get the sense that Eich really wanted to stick strongly by his views about gay marriage, which run counter to much of the tech industry and, increasingly, the general population in the U.S. For example, he repeatedly declined to answer when asked if he would donate to a similar initiative today." So, was keeping Eich aboard viewed by Mozilla — perhaps even by Eich himself — as a possible threat to the reported $1 billion minimum revenue guarantee the organization enjoys for delivering search queries for Google?"

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05 Apr 01:58

Illustrating the Socioeconomic Divide With iOS and Android

by Soulskill
An anonymous reader writes: "Android has a huge market share advantage over iOS these days, but it hasn't had as much success at following the money. iOS continues to win over many app developers and businesses who want to maximize their earnings. Now, an article at Slate goes over some of the statistics demonstrating this trend. A map of geo-located Tweets show that in Manhattan, a generally affluent area, most of the Tweets come from iPhones. Meanwhile, in nearby Newark, which is a poorer area, most Tweets come from Android devices. In other tests, traffic data shows 87% of visits to e-commerce websites from tablets come from iPads, and the average value of an order from an iPad is $155, compared to $110 from Android tablets. (Android fairs a bit better on phones). Android shows a huge market share advantage in poorer countries, as well. Not all devs and business are just chasing the money, though. Twitter developer Cennydd Bowles said, 'I do hope, given tech's rhetoric about changing the world and disrupting outdated hierarchies, that we don't really think only those with revenue potential are worth our attention. A designer has a duty to be empathetic; to understand and embrace people not like him/herself. A group owning different devices to the design elite is not a valid reason to neglect their needs.'"

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05 Apr 01:58

Ex-senador boliviano assassinado por motorista de Olacyr de Moraes acompanhou Dilma em viagem à Rússia

by giinternet

Xiii… Que história cabeluda! O busílis é o seguinte: Miguel Garcia Ferreira, 61 anos, motorista de Olacyr de Moraes, aquele que já foi o rei da soja, matou a tiros um ex-senador boliviano que morava há muitos anos no Brasil: Andrés Fermín Heredia Guzmán, de 60 anos, que era diretor de duas mineradoras que pertencem ao empresário. Não era, assim, um qualquer, como verão. A coisa é enrolada pra chuchu e pode envolver interesses verdadeiramente bilionários.

1: Segundo Ferreira, Heredia Guzmán estava chantageando Olacyr. O que havia para chantagear? Ainda não se sabe.

2: Seja o que for, e a ser verdadeira a história, o boliviano vinha sendo bem-sucedido. Nesta sexta, ele havia ido à casa do empresário, no Morumbi, e saído de lá com, atenção!, R$ 400 mil em dinheiro vivo.

3: Quando Guzmán estava deixando a casa de Olacyr, Ferreira lhe pediu uma carona.

4: No trajeto, o motorista de Olacyr sacou o revólver. O outro teria reagido, e ele disparou. Uma unidade policial que estava perto do local, nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, chegou e encontrou o corpo de Guzmán caído ao lado do carro, uma Cherokee blindada.

5: Ferreira já estava num outro veículo, com as roupas sujas de sangue, e a sacola com os R$ 400 mil. Consta que havia pegado uma carona com uma mulher que nada teria a ver com a história. Quem dá carona a um sujeito todo sujo de sangue, assim, sem mais nem aquela? Não tenho ideia.

Pois é… Guzmán estava integradíssimo ao Brasil. Falava um português impecável, como vocês podem constatar nesta entrevista a Heródoto Barbeiro.

Lembram-se da visita que a presidente Dilma Rousseff fez à Rússia? Pois é… O ex-senador boliviano integrava a comitiva, segundo a Gazeta Russa. Vejam que ali já se informa a sua ligação com Olacyr de Moraes. Transcrevo trecho da reportagem de 28 de janeiro do ano passado. Leiam. Volto em seguida.
*
Na próxima quinta-feira (31), uma delegação russa composta pelos proprietários da empresa «Mast», Serguêi Chak e Serguêi Makhov, além de geólogos, desembarca em São Paulo, de onde segue para o município de Barreiras, na Bahia, que possui uma enorme reserva de escândio. Pela primeira vez, russos e brasileiros esboçam uma parceria nessa área estratégica.

A viagem desses russos ao Brasil foi engendrada ainda durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Moscou, em meados de dezembro de 2012. Na comitiva de empresários que a acompanhou, estava o ex-senador Andres Guzman, diretor para assuntos internacionais da Itaoeste Mineração e da OMF Mineral Star.

“A visita à Rússia foi um sucesso. Tivemos a oportunidade de nos reunir com a empresa ‘Mast’, que já tem tradição no trato de minerais raros há mais de trinta anos», contou Guzman à Gazeta Russa.

Rumo a Marte
Até 1993, quando o setor foi estatizado no país, a «Mast» explorava diversos minerais, e até mesmo urânio na Rússia. Apesar das mudanças no setor, a empresa seguiu trabalhando com produtos como escândio, tálio e lítio.

Seus clientes estão distribuídos por doze países, tais como Estados Unidos, China, Índia, França, Inglaterra, Alemanha. Para a norte-americana “Smith&Wesson”, por exemplo, a “Mast” fabrica um cano especial para armamento de repetição balística.

“Eles elaboram o produto em uma de suas empresas, de acordo com o ‘cardápio’ do cliente”, conta Guzman. “É uma empresa de ponta que atua não só na separação dos materiais, como também na qualificação, agregando valor a esses minerais.”

Segundo Guzman, os planos das empresas são amplos. “Ao lado da venda de escândio bruto, pretendemos assinar um acordo de transferência de tecnologia. Podemos gerar uma terceira empresa associada e instalar uma planta para agregar valor em território brasileiro e vender estes produtos acabados a empresas de altíssima tecnologia, tais como Boeing, Airbus, Nasa. O tratorzinho que chegou em Marte utiliza essas ligas especiais.”

No Brasil
Na Bahia, a delegação irá se reunir com o governador da Bahia, Jacques Wagner, e com alguns integrantes do seu secretariado, além de outros políticos, como o deputado federal Nelson Pellegrino.

“Nosso projeto na Bahia está estimado em 20 bilhões de dólares. O céu é o limite”, afirma Guzman. Em troca, de acordo com ele, o Brasil ganha divisas e a transferência de tecnologia. «A Embraer, por exemplo, compra os trens de aterrissagem na Europa ou nos Estados Unidos porque não existe no mercado local o domínio das ligas dos minerais raros com alumínio.»

Empresário de ponta
A reserva de Barreiras pertence a um dos empresários mais audaciosos do país. Olacyr de Moraes foi o mais jovem bilionário brasileiro. Chegou a ter mais de 40 empresas atuando em diversos ramos, tais como construção civil, transporte, agronegócio, pecuária, geração de energia, implementos agrícolas, armazenamento e estocagem de alimentos etc.

Em seu currículo de «self made man» constam duas realizações que fazem dele um dos maiores empreendedores da história brasileira. Nos anos 1980, ele ergueu, nas terras até então consideradas inóspitas do Centro-Oeste, um império agrícola. Fez jus ao epíteto de “Rei da Soja”.
(…)

Retomo
Abaixo, vocês veem a foto em que Heredia Guzmán (de gravata bordô), ao lado de Olacyr, negocia com o governador petista Jaques Wagner.

boliviano com Olacyr e Jaques

 

05 Apr 01:55

Tesla Model S Has Hidden Ethernet Port, User Runs Firefox On the 17" Screen

by timothy
New submitter FikseGTS (3604833) writes "A Tesla Model S owner located a 4 pin connector on the left side of the Tesla Model S dashboard that turns out to be a disguised ethernet networking port. After crafting his owns patch cable to connect with the Tesla's port, a networking connection was established between the Tesla Model S and a laptop computer. The Model S is running a 100 Mbps, full duplex ethernet network and 3 devices were found with assigned IP addresses in the 192.168.90.0 subnet. Some ports and services that were open on the devices were 22 (SSH), 23 (telnet),53 (open domain), 80 (HTTP), 111 (rpcbind), 2049 (NFS), 6000 (X11). Port 80 was serving up a web page with the image or media of the current song being played. The operating system is modified version of Ubuntu using an ext3 filesystem. Using X11 it also appears that someone was able to somewhat run Firefox on both of the Model S screens. Is a jailbroken Tesla Model S on the way?" Some more details on this front would be appreciated, for anyone who has a Tesla they'd like to explore.

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05 Apr 01:54

Petrobras – Em manobra do governo, Foster e Lobão cancelam audiência no Senado

by giinternet

Por Gabriela Guerreiro, na Folha:
A presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) cancelaram os depoimentos que prestariam à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na próxima terça-feira (8) e no dia 15 para falar sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela estatal. O recuo foi articulado por aliados da presidente Dilma Rousseff, que consideram desnecessário Foster e Lobão falarem agora diante da possibilidade de criação da CPI da Petrobras. Os depoimentos tinham sido sugeridos pelo PT antes dos pedidos de criação da comissão de inquérito –para que Foster, e depois Lobão, rebatessem as denúncias de irregularidades no negócio envolvendo a compra da refinaria. A presença do ministro e da presidente da Petrobras era uma tentativa de convencer a oposição de desistir da CPI, mas a estratégia não fez o PSDB e o DEM mudarem de ideia. Como a oposição, e depois os próprios governistas, apresentaram pedidos de CPI, aliados de Dilma agora consideram que as audiências na comissão poderiam desgastar ainda mais a imagem da estatal.

Presidente da CAE, Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Foster está disposta a falar e só cancelou o depoimento diante da “estratégia” traçada pela bancada do PT no Senado. “A Graça me disse que quer falar, mas foi orientada para ir à CPI, já que teremos a comissão. A estratégia veio da liderança do PT no Senado”, afirmou Lindbergh. ”O acerto era ela vir para falar e, depois, a oposição discutiria se teria CPI ou não. Então, não temos obrigação dela vir”, completou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). O líder afirmou que, se o Congresso efetivamente instalar CPI, a presidente da Petrobras deve ser a primeira a ser chamada a depor –por isso duas audiências não se justificam. “Se a CPI não for criada, nós traremos ela e o ministro. O convite está mantido.” Foster encaminhou ofício por email à CAE cancelando o depoimento. No documento, Foster afirma que vai aguardar o desenrolar dos fatos antes de ir ao Congresso. Lobão, segundo Humberto Costa, também deve encaminhar em breve o pedido de cancelamento.

 CPI
Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB) indicou nesta sexta-feira o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para relatar o pedido do PT que inviabiliza a criação da CPI da Petrobras no Congresso. A CCJ vai analisar o questionamento petista na próxima terça-feira (8). Dornelles, que integra a base aliada do governo federal, vai ter que decidir se o argumento dos petistas de que não há “fato determinado” para a criação de inquérito deve prosperar. Por meio de assessores, Dornelles disse que ainda vai estudar o convite de Vital, mas sinalizou que não deve aceitar a relatoria. O senador afirmou que está envolvido com a aprovação da medida provisória 672, por isso não teria tempo de discutir o casoe há outros nomes mais “preparados” para a função.

 O relator da CCJ também terá que analisar outro pedido, apresentado pelo PSDB, que pede para que a CPI da Petrobras reúna apenas temas ligados à estatal. O PT afirma que os quatro temas sugeridos pela oposição sobre a Petrobras para serem investigados pela CPI não têm conexão entre si –por isso não constituem objeto a ser analisado pela comissão. Se o pedido do PT for aceito pela CCJ, e depois a decisão for mantida pelo plenário do Senado, nenhuma CPI da Petrobras deve ser instalada. Do contrário, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já adiantou que a comissão de inquérito a ser criada é a proposta por senadores governistas. Há quatro pedidos de criação de CPIs da Petrobras em tramitação no Congresso, dois apresentados pela oposição e dois por aliados de Dilma. Dois deles são de CPIs exclusivas do Senado, e outros dois de CPIs mistas (com deputados e senadores).
(…)

04 Apr 22:18

O PAÍS DOS ESTUPRADORES INVENTADO PELO IPEA NÃO EXISTE! ERA TUDO UM ERRO. QUEM SABE, AGORA, O INSTITUTO RESOLVA PENSAR O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL!

by giinternet

Eu sinto muita vergonha do Ipea — e não é de hoje. Passei um pouco longe dessa história do estupro e da minissaia — e de toda a sociologice vagabunda, desinformada e rasteira que se erigiu a respeito — porque, sinceramente, há coisas que me aborrecem de tal maneira que, ao escrever sobre elas, sinto-me também algo diminuído. Agora, o instituto que foi pensado para pensar políticas estratégicas para o país vem a público para dizer que se enganou. Não!, diz a instituição, não são 65,1% os que concordam que uma saia curta justifica ataque às mulheres, mas apenas 26% — que, sei lá, deve ser mais ou menos o índice de suecos ou noruegueses que diriam o mesmo. Por que diabos o Ipea está preocupado com a minissaia e os impulsos libidinosos dos brasileiros, eis uma questão que ainda está para ser esclarecida.

Agora, sim, o número parece compatível com outros divulgados. Segundo a pesquisa (tomara que os números estejam certos), 91,4% concordam total (78,1%) ou parcialmente (13,3%) que homem que bate na própria mulher tem de ser preso. Nada menos de 70% discordam total (58,4%) ou parcialmente (11,6%) da tese de que mulher que é agredida e fica com o marido gosta de apanhar. Enormes 81,1% discordam total (69,8%) ou parcialmente (12,3%) da afirmação de que a mulher que apanha deve se calar para preservar os filhos.

Ora, esses são os números de um país moralmente civilizado — talvez até mais do que o seja, de fato. Estou entre aqueles que acham que as pessoas mentem um pouquinho quando respondem a uma pesquisa com vergonha do entrevistador; sabem qual é a metafísica influente. Mas não tenho dúvida de que a imensa maioria pensa realmente assim.

Ora, por que, então, no caso da minissaia, seria diferente? Para que 65,1% concordassem com aquela boçalidade, seria preciso contar com um expressivo assentimento das mulheres, certo? Dado que certamente não haveria 100% dos homens endossando a frase, milhões de mulheres estariam dizendo: “Sim, nós merecemos ser molestadas quando vestimos uma saia curta…”. Tenham paciência! Nem “as inimiga” de Valesca Popozuda “pensa” isso das “adversária”.

E agora? O que hão de fazer com toda a baixa sociologia que se produziu de um extremo a outro do espectro ideológico, a partir de uma informação obviamente errada. Estou furioso porque tinha enviado — achei que tinha — um e-mail a Mauro Paulino, do Datafolha, sugerindo que o instituto fizesse a mesma pesquisa. Por uma dessas fatalidades que impede a gente de passar por profeta (mesmo quando não é…), a coisa ficou no “rascunho”. Ali eu chutava: “Duvido que o resultado seja esse; é incompatível com os outros achados, e boa parcela das mulheres teria de concordar com esse absurdo”.

O diretor da Área Social do Ipea pediu exoneração. É pouco! Erro assim não é trivial. Qual foi a sua gênese? Como foi produzido? Não há revisão? Não se faz uma análise para saber se os dados são compatíveis? Não há mecanismos de controle — uma espécie de contraprova — para saber se os pesquisadores não manipulam dados? As outras pesquisas feitas pelo Ipea são conduzidas com o mesmo cuidado?

Então o país que, até havia pouco, era composto de uma maioria de potenciais estupradores passou a ser formado por uma maioria que, quando veem uma minissaia, logo pensam em penitência, em ajoelhar no milho e se punem moralmente ao menos por seus pensamentos lúbricos?

O pensamento brasileiro, na era das redes sociais, está sendo dominado por uma espécie de ente de razão composto por uma algaravia de ONGs um tanto histéricas. Os dados errados do Ipea vieram a público em meio ao movimento de caça-tarados do metrô. Também nesse caso, com milhões de passageiros sendo transportados todos os dias, alguns casos ganharam a dimensão de uma verdadeira síndrome. NÃO, EU NÃO ESTOU MINIMIZANDO NADA! QUE EXISTA UM VAGABUNDO OU UM DOENTE, SEI LÁ, QUE FAÇA ISSO, E SE DEVE TOMAR A DEVIDA PROVIDÊNCIA. Ocorre que a maximização de ocorrências esporádicas e a “pesquisa” estúpida do Ipea geraram uma falsa evidência sobre o comportamento dos brasileiros. CURIOSAMENTE, ESSA FALSA CONSCIÊNCIA COINCIDE COM OS PRECONCEITOS DE GRUPOS MILITANTES, DE SETORES MILITANTES DA IMPRENSA, DE INTELECTUAIS MILITANTES.

Não por acaso, lá foi Dilma, que agora dá “beijinho no ombro” no Facebbok, fazer proselitismo cretino no Twitter. Proliferaram as fotos “Eu não mereço ser estuprada”. No universo da linguagem e da comunicação, o interlocutor, o “outro” dessa declaração, era uma maioria de potenciais estupradores, inclusive… mulheres!!! Andei de metrô na terça-feira. Estava com uma pequena pasta. Cobri a pélvis, mas fazendo certa ginástica para manter o cotovelo num ângulo agudo; com a outra mão, tentava me equilibrar. Os trens estavam relativamente vazios. Fiquei pensando em como deve ser nas horas de pico; pensei no pânico dos inocentes. E me lembrei de uma entrevista de Bernardo Bertolucci à revista BRAVO!, há muitos anos, quando eu lá trabalhava: “O fascismo começa caçando tarados”.

Quem sabe o Ipea volte a se preocupar com questões relevantes para o desenvolvimento do Brasil! Aí aquele que adora ler o que não está escrito pergunta: “Essa questão não é relevante?”. É, sim. Para tanto, existem a Secretaria da Mulher, a de Direitos Humanos, o Ministério da Justiça — no limite, até o Ministério dos Transportes. O Ipea se ocupar disso é uma evidência óbvia de desvirtuamento e de falta de foco — justo no momento em que o comando da instituição se orgulha de ter criado a metafísica das “polícias sociais focadas”… Que nojinho eu tenho dessa conversa que tem uma patinha no neoliberalismo de manual e outra no neo-social-intervencionismo!!!

Em homenagem ao Ipea, um trecho da peça “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?”, do genial Edward Albee, em que a Martha, a bêbada sensata, alterca com Nick, o “cientista” babaca:

MARTHA – Ora, mocinho, você vive curvado em cima daquele seu microfone. . .
NICK - Microscópio.
MARTHA – É. . . E não vê coisa nenhuma, não é? Analisa tudo menos a maldita mente humana. Enxerga manchinhas e pontinhos, mas não sabe o que é que está acontecendo ao redor, não é verdade?

O certo seria pôr na rua a direção inteira da instituição. Por ofensa ao povo brasileiro!

Cambada de burros e irresponsáveis!

04 Apr 22:18

Câmara nega aposentadoria por invalidez a Genoino; como pessoa, ele continua “válido”. Que bom!

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Após uma bateria de exames e uma sequência de adiamentos, a junta médica da Câmara dos Deputados negou nesta sexta-feira o pedido de aposentadoria por invalidez do ex-deputado José Genoino (PT-SP). O parecer dos médicos aponta que Genoino “não é portador de cardiopatia grave” e, portanto, não deve ser beneficiado com o afastamento laboral. Conforme solicitou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o laudo deve ser enviado à Corte para sustentar a decisão sobre o pedido de prisão domiciliar do mensaleiro.

Com a negativa, Genoino manterá os vencimentos atuais de cerca de 20.000 reais por tempo de serviço. Se conseguisse o benefício, ele teria direito ao salário integral e vitalício de deputado, hoje no valor de 26.700 reais. Condenado a quatro anos e oito meses no julgamento do mensalão, Genoino está provisoriamente em prisão domiciliar em Brasília e aguarda decisão do ministro sobre a necessidade de retornar para o presídio da Papuda. No final de novembro, um laudo médico elaborado a pedido de Barbosa constatou que a prisão domiciliar não era “imprescindível” para o ex-presidente do PT. Ainda assim, Barbosa estendeu o benefício ao mensaleiro. O presidente da Corte, então, solicitou à Câmara um novo laudo dos exames, que definirá o futuro do petista nos próximos dias.

Genoino entrou com o pedido de aposentadoria por invalidez em setembro do ano passado, menos de dois meses após ter passado por uma cirurgia cardíaca e antes de renunciar ao mandato. O primeiro laudo da Câmara já havia revelado o diagnóstico: o mensaleiro sofre de hipertensão, mas não foi diagnosticado com “doença especificada em lei do ponto de vista médico-pericial”. Como ele tinha passado por uma operação, os médicos optaram por adiar a decisão e pediram um prazo de noventa dias para concluir a análise.

No início de fevereiro, o mensaleiro passou por uma nova série de exames – e obteve a mesma negativa. A defesa do ex-presidente do PT, porém, recorreu da decisão e solicitou novos exames a serem anexados na análise. No novo laudo, os médicos da Câmara afirmam ter levado em consideração o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público, além de diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e apontam que Genoino não apresenta doença que “resulte em incapacidade laboral definitiva”. Não cabe recurso da decisão.

04 Apr 22:18

Dilma se encontra à socapa com Lula num hotel para debater a Petrobras. Ou: Presidente não é a “Belle de Jour” da política para manter encontros furtivos. Mais institucionalidade, soberana!

by giinternet

hotel neon

Este post é daquela linhagem que começa assim: “Que gente pitoresca!”.

O presidente de fato, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente de direito, Dilma Rousseff, resolveram se encontrar em São Paulo para debater, a portas fechadas, a crise da Petrobras. Entendo! Ela era a presidente do conselho, a poderosa ministra da Casa Civil e Senhora Absoluta do setor energético quando a lambança foi feita. Ele era o presidente da República. A Petrobras era dirigida por José Sérgio Gabrielli, um lulista fanático. O presidente de fato está furioso com a presidente de direito: acha que ela levou a crise para dentro do Palácio ao afirmar que votou a favor da compra sem dispor de todos os dados. Do ponto de vista estritamente factual, a observação dele faz sentido. O chefão do PT está bravo com o seu poste — que ilumina cada vez menos — porque faltou a ela o devido senso de malandragem: era para agasalhar a questão, sair xingando a oposição e acusar FHC de ter tentando privatizar a Petrobras. É mentira, claro! Para Lula, no entanto, não existem nem verdade nem mentira na política: apenas o que é e o que não é útil ao PT. Trata-se de um gigante moral, como se sabe.

Dilma participou da solenidade de entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, evento para o qual levou Alexandre Padilha a tiracolo — como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Por que trataria a Petrobras como coisa pública quem trata a própria Presidência da República como coisa privada (fica para outro post)? Segundo a agenda, estava previsto que voltaria direto para Brasília. Mas não! Fez uma parada na cidade de São Paulo para se encontrar com Lula num hotel.

É curiosa essa fixação que tem o PT por encontros em hotéis. Já repararam nisso? Existe um escritório da Presidência em São Paulo. O tema da conversa, afinal, é de interesse público. Não há nada de errado no fato de a atual presidente se reunir com o ex. Por que num hotel?

É que a verdadeira república petista é aquela que se movimenta no mundo paralelo, nas esferas não institucionais, nas sombras, nos corredores… Não é casual, já observei aqui, Lula ter criado um ministério que se chama “das Relações Institucionais”, o que só faz sentido porque se supõe que o poder também lida com as “relações não institucionais”. Façam uma pesquisa sobre os escândalos do petismo: o cenário é sempre um hotel. Quando o presidiário José Dirceu arrumou um emprego, ora vejam,! foi como gerente de um hotel, cuja história é mais enrolada do que André Vargas tentando explicar suas relações com um doleiro. Lembram-se da empresa de consultoria do mesmo Dirceu? Fazia reuniões num… hotel!

A presidente não é a “Belle de Jour”. Não tem de ficar se encontrando em hotéis, à sorrelfa e à socapa, com senhores barbudos para discutir os destinos da maior empresa pública brasileira.

Não sei quais explicações Dilma deve a seu chefe. Sei as que ela deve ao povo brasileiro: por que não fez nada quando descobriu o golpe que tinham dado na Petrobras?

Por que, presidente?

04 Apr 19:23

André Vargas é PT. PT é André Vargas

by giinternet
Circulou nas redes sociais: montagem de André Vargas, com seu gesto já histórico, num jatinho

Circulou nas redes sociais: montagem de André Vargas, com seu gesto já histórico, num jatinho

Diga-se em favor do ainda deputado André Vargas (PT-PR) uma coisa: ele não é um qualquer; não é um peixe pequeno, um bagrinho, um petista do baixo clero. Nada disso! No PT, Vargas é grande. Já foi o poderoso secretário de Comunicação do partido, uma espécie de maestro dos blogs sujos, a rede financiada por dinheiro público para difamar as oposições, setores do Judiciário e a imprensa independente. Vargas foi um dos articuladores da queda de Helena Chagas da Secretaria de Comunicação Social. Motivo: ela não era tão generosa — não no nível desejado ao menos — com a turma do subjornalismo do nariz marrom. Ela tinha a ambição de operar com um mínimo de critérios técnicos. É demais pra eles.

Vargas resolveu também ser a linha de frente de defesa dos mensaleiros, como é sabido. O seu protagonismo máximo na área foi erguer o punho na presença de Joaquim Barbosa, quando este foi ao Congresso para participar da solenidade de abertura do Ano Legislativo. Barbosa estava lá como representante do Poder Judiciário. Ele, Vargas, vice-presidente da Câmara e do Congresso, encarnava o Poder Legislativo. O mínimo de decoro informava que, naquela hora ao menos, representava todos os congressistas e todos os partidos. Não com ele! Na Mesa do Congresso, ele decidiu ser petista; como petista, ele decidiu fazer a defesa dos mensaleiros; como defensor dos mensaleiros, ele decidiu afrontar o Judiciário; como afrontador do Judiciário, ele decidiu jogar a institucionalidade no lixo.

Mas não é só isso, não! Vargas obedece a um grande mestre: Luiz Inácio Lula da Silva. Alguém dirá: “Até aí, nada demais; todos obedecem!”. Não! No PT, há uma diferença entre a obediência devida, por juízo,  e a obediência por gosto. Vargas compõe a linha de frente do movimento interno “Volta, Lula”. Essa proximidade faz dele um conhecedor das entranhas do partido, das suas tripas, do seu estômago, do seu intestino. O que quer que Vargas faça, fiquem certos, Lula sabe. O que quer que Vargas faça, sem prejuízo de obter eventuais vantagens pessoais — a ver —, ele o faz também em favor do partido.

Um ingênuo poderia objetar: “Espere aí, Reinaldo, quem se regalou no jatinho pago pelo doleiro foram Vargas e sua família, não o PT inteiro!”. É verdade. A questão é saber por que alguém que se dá a tal desfrute goza de tão alta reputação no partido, foi escolhido para ser o vice-presidente da Câmara e era candidato a presidi-la em 2015, já que sua reeleição para deputado era dada como certa.

André Vargas é PT. PT é André Vargas.

04 Apr 18:48

Linus Torvalds Suspends Key Linux Developer

by Soulskill
alphadogg writes: "An argument between developers of some of the most basic parts of Linux turned heated this week, resulting in a prominent Red Hat employee and code contributor being banned from working on the Linux kernel. Kay Sievers, a well-known open-source software engineer, is a key developer of systemd, a system management framework for Linux-based operating systems. Systemd is currently used by several prominent Linux distributions, including two of the most prominent enterprise distros, Red Hat and SUSE. It was recently announced that Ubuntu would adopt systemd in future versions as well. Sievers was banned by kernel maintainer Linus Torvalds on Wednesday for failing to address an issue that caused systemd to interact with the Linux kernel in negative ways."

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04 Apr 18:47

Dilma, a presidente-candidata, só entregou 12% do PAC 2

by giinternet

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
No dia 7 de março de 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursava no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, quando achou que deveria elogiar sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Era ela a responsável por gerenciar o chamado Programa de Aceleração do Crescimento, lançado um ano antes. “A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cobra, junto com o Márcio Fortes (então ministro das Cidades), se as obras estão andando”, disse ele. Menos de três anos depois, a própria Dilma assumia a Presidência da República, ao sagrar-se vitoriosa em uma campanha eleitoral na qual o PT a apresentou como excelente gestora. Como havia prometido, a sucessora de Lula lançou o PAC 2. O objetivo era o mesmo: uma cartilha de obras capaz de destravar os problemas de infraestrutura e, ao mesmo tempo, melhorar os índices sociais do país.

Sem grande carisma, inábil politicamente e até hoje longe de ser unanimidade no PT, Dilma sempre tentou sustentar a imagem de competência gerencial. Agora, a três meses de assumir o papel de presidente-candidata, ela exibe números assustadores do seu PAC 2. Das 49.905 obras, apenas 12% foram concluídas nos três primeiros anos de governo. Pior: mais da metade das obras (53,3%) sequer haviam sido iniciadas quando Dilma concluiu o terceiro ano de mandato. Em tempo: a base de dados utilizada é a do próprio governo.

Do total de empreendimentos, 34,5% estavam em “ação preparatória”, que é a primeira etapa do processo. Outros 10,5% apareciam com o status de “em contratação”, e 8,2% estavam em processo de licitação. As demais 30,5% foram classificadas como “em obras”. Os números apontam que, ao concluir o mandato, Dilma deixará para o seu sucessor – ou para si mesma se for reeleita – um gigantesco passivo de obras inacabadas. O site de VEJA, em parceria com a ONG Contas Abertas, publicará nos próximos dias uma série de reportagens mostrando a execução pífia dos empreendimentos nas diferentes áreas da administração – transporte, energia, saúde, educação, entre outros.

Maquiagem
O levantamento também deixa claro que o cenário é diferente da propaganda oficial. Nos balanços periódicos, apresentados a cada quatro meses, o Ministério do Planejamento enfatiza o volume financeiro de recursos, e não a quantidade de empreendimentos. Por exemplo: graças a essa maquiagem, é possível afirmar que foram aplicados 773,4 bilhões de reais, ou 76% do previsto para o período entre 2011 e 2014, número propagandeado pelo governo.

Além disso, o ministério atualiza constantemente o prazo de conclusão dos trabalhos, de forma que a maior parte dos empreendimentos recebe o selo de “andamento adequado”. O trem-bala ligando Rio a São Paulo, por exemplo, está nessa categoria, apesar do imenso atraso no início dos trabalhos.

José Matias-Pereira, professor da Universidade de Brasília e especialista em finanças públicas, chama a atenção para outro aspecto significativo da contabilidade do governo: os gastos com o Minha Casa, Minha Vida, incluindo o financiamento habitacional, correspondem a 42% do programa. “Financiamento não é PAC”, diz ele. O professor continua: “Os dados só confirmam a marca de um governo incompetente, que aparelhou a administração pública a partir de critérios políticos”. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), critica: “A capacidade executiva da presidente é muito ruim. Ela é extremamente centralizadora, não delega para a equipe e monta equipes de baixa qualidade técnica. Está aí o resultado”.

A perspectiva de um ano ruim para a economia em 2014 não deve tornar o cenário mais favorável. Ou seja: a gerente implacável chegará a outubro com um grande débito de obras pelo país. Mas, em termos de propaganda, a conclusão das obras prometidas não parece ser a principal preocupação de Dilma: no segundo semestre, quando já estiver oficialmente no papel de candidata, ela deve lançar o PAC 3 – ou mais uma lista de obras para cabalar votos pelo país.

Procurado pela reportagem, o Ministério do Planejamento não comentou os dados até agora.

04 Apr 18:46

Oposição vai ao Conselho de Ética contra Vargas, o petista do avião pago por doleiro

by giinternet

Leiam o que informa Marcela Mattos na VEJA.com. Volto no próximo post.
O DEM e o PSDB anunciaram nesta sexta-feira que vão acionar o Conselho de Ética da Câmara contra o vice-presidente da Casa, deputado André Vargas (PT-PR), por ter usado um jatinho pago pelo doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal em uma operação de combate à lavagem de dinheiro no país. O requerimento será protocolado no início da próxima semana.

As investigações da Operação Lava Jato apontaram que as relações de Vargas com o doleiro vão muito além da amizade, conforme revelou o site de VEJA. Youssef providenciou um avião para que Vargas voasse com a família para João Pessoa (PB), ao custo de 100.000 reais. Em quase cinquenta mensagens interceptadas pela PF, o petista recebe orientações do doleiro, combina reuniões e relata informações de conversas que, como parlamentar, mantinha com integrantes do governo. Segundo apuração dos policiais, Vargas utiliza sua influência em benefício do parceiro, como atestam conversas sobre o laboratório Labogen Química Fina e Biotecnologia no Ministério da Saúde – apontadas como empresas do esquema do doleiro.

Vargas já deu três vezes versões sobre o uso do jatinho: inicialmente, acusou seu adversário político, o também deputado Fernando Francischini, de “plantar” a notícia. Depois, admitiu que pediu o avião porque os voos comerciais estavam muito caros no período. E, quando percebeu que estava completamente enrolado, admitiu que “cometeu um equívoco”.

Na representação, os deputados de oposição argumentam que o uso da aeronave pode configurar recebimento de vantagem indevida. “A cada dia surgem mais elementos que comprovam a ligação dele com o doleiro preso. E a explicação que deu não convenceu. É uma situação extremamente grave, que expõe e desmoraliza o Parlamento”, afirmou o vice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT). Nesta quinta, o PSOL também protocolou pedido de investigação à Mesa Diretora da Câmara, que deverá remeter o caso à Corregedoria da Casa.

04 Apr 11:22

No ano da satanização dos militares, o poder civil foi bater à porta dos quartéis

by giinternet

Um estrangeiro que ignorasse a nossa história, mas conseguisse ler a nossa imprensa, certamente chegaria à conclusão de que este é um país que padece de uma doença social rara, talvez única, nativa mesmo, como a jabuticaba. O nome dessa doença é esquizofrenia histórica.

Como sabemos, nestes 50 anos do chamado “golpe”, nunca os militares foram tão demonizados como agora. Alguns poderão dizer que não é bem assim; que as críticas são dirigidas aos desmandos e aos excessos havidos durante a ditadura, mas a gente sabe que isso não é verdade. Os militares são tratados como intrusos. Passa-se adiante a impressão de que tudo caminhava às mil maravilhas no mundo civil; de que o governo João Goulart era um exemplo de democracia e disciplina, e aí chegaram os gorilas fardados para nos tirar no paraíso. Notem: é evidente que eu acho que militares não têm de se ocupar da política. Mas acho também que as pessoas que se ocupam da história devem se ater aos fatos. E é fato que foi o governo civil de 1964 que criou as condições paro o golpe militar. Negá-lo é fazer pouco caso das evidências — e nada disso impede que se reconheçam os desmandos havidos, porque é certo que os houve. Ponto parágrafo.

O Brasil é governado por civis desde 1985. Embora as primeiras eleições diretas para presidente, depois do ciclo militar, tenham ocorrido só em 1989, chamar de “ditadura” o governo vigente em 1982, por exemplo, é um pouco mais do que licença poética — é mentira mesmo. Mas nem me atenho a isso agora. O fato é que, depois de quase três décadas, quando se precisa de uma referência de confiabilidade, de seriedade, de incorruptibilidade e de eficiência, eis que se apela às… Forças Armadas.

Garantir a segurança pública é tarefa precípua dos civis, é evidente. Sim, o artigo 142 da Constituição reconhece às Forças Armadas papel subsidiário na manutenção da lei e da ordem, mas essa não é sua tarefa primeira. Não obstante, a partir de sábado, 2050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista e 450 da Marinha vão ocupar o Complexo da Maré, no Rio. Lá ficarão, no mínimo, até 31 de julho — sim, leitores, a Copa do Mundo acontece nesse intervalo.

Pessoalmente, já disse, nada tenho contra a intervenção das Forças Armadas no combate ao narcotráfico. Há quase 30 anos, já disse, escrevi meu primeiro texto defendendo tal ação. Ocorre que não estou entre aqueles que saem por aí a defender uma tal desmilitarização da polícia — seja lá o que isso signifique — ou que tratam os militares como espantalhos.

E notem: no Complexo da Maré, o Exército e a Marinha não se limitarão a fazer um trabalho de apoio, não. Vão mesmo exercer função de polícia. Segundo o general Ronaldo Lundgren, chefe do Centro Operacional do Comando Militar do Leste, os homens estão autorizados a realizar patrulhamento ostensivo, revista e prisões em flagrante.

Todo cuidado é pouco. A chance de haver problemas é gigantesca. O narcotráfico costuma mobilizar agentes provocadores para incitar uma resposta violenta dos soldados e, assim, jogar a comunidade contra os militares. Lundgren afirmou, durante entrevista coletiva no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio, que haverá um telefone para que os moradores da Maré possam denunciar eventuais abusos de autoridade.

Nos 50 anos do golpe, o poder civil foi bater à porta dos quartéis. Como se vê, as Forças Armadas não são intrusas, mas parte da história do Brasil.

04 Apr 11:20

NOÉ no BRASIL !!

by Solano Portela
Não, não vou falar do filme NOÉ. Afinal, já tem muita gente falando e dando opinião a respeito dele. Mas confesso que vou pegar a "onda" (desculpe o trocadilho atroz) e repostar um texto que traduzi, que ronda a Internet ,e tropicalizei-o às condições peculiares de nossa terrinha...

Um amigo meu, sobrevivente da grande cheia recifense de 1975, teve um pesadelo. Ele testemunhava o que ocorria com Noé, só que o patriarca morava no Brasil, nos nossos dias:
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Noé nunca tinha visto chuva em sua vida e fica espantado quando ouve uma voz retumbante dizendo: “Em um ano eu farei chover sobre toda a terra. Ela será coberta com água até que tudo esteja destruído, começando aí no Brasil, mas quero que você salve os justos e dois espécimes de cada animal. Assim, estou lhe comandando a construir uma ARCA”!

No meio de um relâmpago, num piscar de olhos, caem às mãos de Noé os desenhos e todas as especificações da Arca a ser construída.

Tremendo de pavor, Noé pega o projeto e concorda com a construção da Arca. “Lembre-se”, diz a voz, “Você tem que terminar a Arca e ter tudo e todos a bordo dentro de um ano”.

Passa-se exatamente um ano, no sonho, e uma tormenta monumental cobre toda a terra. Os mares estão agitados e tumultuados, mas Noé está sentado no terreno de sua casa, chorando!

“Noé”, ressoa novamente a voz, “onde está a ARCA”?

“Perdoe-me”, clama Noé. “Fiz o que eu pude, mas os problemas foram terríveis”!

“Primeiro, eu tive de obter uma licença de construção e o projeto da Arca não se enquadrava no código naval, nem estava assinado por um engenheiro credenciado na Marinha. Tive que contratar uma firma especializada para redesenhar tudo”!

“Depois, fiquei sabendo que o Distrito Naval havia feito um convênio de segurança e entrei numa questão judicial com o CONTRU, pois insistiam que a Arca precisava de uma sistema de ‘sprinklers’ contra incêndios e, além disso, a Capitania dos Portos exigia uma enormidade de coletes-salva-vidas”.

“Ai o meu vizinho ligou para o ‘Psiu’ dizendo que eu estava fazendo muito barulho e depois para a prefeitura, alegando que a construção da Arca no quintal da frente, violava o zoneamento da Capital. Tive que estar presente a cinco audiências na comissão de planejamento municipal até conseguir um certificado de exceção, para dar andamento ao projeto”.

"Quando a ARCA estava com a estrutura pronta, passou um protesto pela frente da minha rua e os Black Blocs tocaram fogo nela, enquanto a polícia olhava de longe, 'protegendo' os manifestantes. Sem chuva, tive um trabalho enorme para apagar o fogo".

“Tive problemas na compra de madeira para construir a Arca em função da proibição de corte de árvores, para proteção do mico-leão na Mata Atlântica. Finalmente, consegui convencer a Secretaria Estadual de Proteção à Fauna e Flora que eu precisava da madeira EXATAMENTE para salvar o mico-leão, mas a Polícia Florestal não me deixou pegar um casal de micos-leão. Sem mico-leão, não havia o que salvar”.

“Os marceneiros que eu havia contratado foram visitados pelo carro de som do Sindicato dos Trabalhadores em Madeira que convenceu-os a procurar a proteção do Sindicato. Na semana seguinte, fizeram uma greve, querendo intervalos para lanche de 2 em 2 horas e recusando-se a trabalhar horas extras. Tive de negociar até com a CUT e agora, em vez dos 8 carpinteiros que contratei quando comecei, tenho 16, que trabalham 5 horas a menos por semana do que os 8 que eu tinha, no início. E ainda não tenho os micos-leão”.

“Quando comecei a juntar os outros casais de animais, fui interpelado judicialmente pela Associação de Proteção aos Animais. Eles argumentavam que eu estava levando somente dois de cada espécie, o que provocaria solidão indevida – caso um dos parceiros rejeitasse o outro, além de confinamento desumano, pelo período em que permaneceriam na Arca”.

“Assim que consegui descaracterizar a legitimidade desse processo, o Ministério do Meio Ambiente, lá de Brasília, me intimou dizendo que eu não poderia completar a construção da Arca, sem dar entrada em um Estudo de Impacto Ambiental do Dilúvio que eu estou anunciando. Disseram que nem o Rodoanel de São Paulo, que vai beneficiar 18 milhões de pessoas eles aprovam, quanto mais uma arca que vai servir a uma família e uma porção de animais. Apesar da minha insistência, eles não consideraram com seriedade meus argumentos de que eles não teriam jurisdição sobre a conduta do Criador. Pensaram até que eu estava falando do Presidente da República”.

“Em paralelo, o Ministério do Exército ficou sabendo dos planos de construção da Arca. As pessoas lá acharam que a questão do dilúvio era prejudicial à segurança nacional e me pediram um desenho detalhado da proposta do dilúvio. Eu enviei para eles um globo terrestre, que eu tinha lá em casa, mas ficaram ofendidos, achando que eu estava ‘tirando sarro’ deles e ameaçam mandar uns Brucutus, aqui para frente de minha casa, para impedir o andamento do projeto”.

“Atualmente estou empenhado em resolver um problema com a Comissão de Direitos Humanos, da Câmara dos Deputados. Eles me acusam de discriminação e exigem que, dentro da arca, eu tenha um número idêntico de pessoas que sejam descrentes e neguem a Deus. A militância GAY está exigindo a inclusão de um casal representante (do mesmo sexo...), na arca, além de protestarem a seleção de apenas um animal de cada sexo, querem que eu inclua um terceiro, em cada casal”.

“A Receita Federal quebrou o meu sigilo bancário e telefônico e abriu um processo para confiscar todos os meus bens, pois está convencida que estou construindo a Arca para fugir do país e investiga se paguei o IPI, PIS, COFINS e a Contribuição Social sobre o lucro presumido, com os ingressos da Arca”.

“A Secretaria da Fazenda solicita o pagamento de ICMS, pois classificou a Arca como ‘veículo de recreação e entretenimento’, enquanto que o município quer cobrar ISS utilizando exatamente o mesmo raciocínio”.

“Finalmente, fui processado pela Associação de Liberdades Civis por um País LAICO, para que o trabalho na Arca fosse paralisado. A alegação deles é que o Dilúvio que estou anunciando é um evento religioso e que é inconstitucional, considerando a abrangência proposta do evento”.

“Não creio que possa terminar a Arca antes de uns 5 ou 6 anos”, choramingou Noé.

Noé olhou para o céu e viu a tempestade clareando. O mar começou a se acalmar. Um arco-íris formou-se de ponta a ponta. Noé levantou-se, esperançoso: “Isso quer dizer que a terra não vai mais ser destruída?” “Não”, exclamou a voz, “Os governantes já fizeram isso, completamente”!

Meu amigo acordou, suando...

Solano Portela
04 Apr 11:20

PT transforma a CPI da Petrobras numa pantomima, que viola o regime democrático

by giinternet

O PT conseguiu. Transformou a CPI da Petrobras numa farsa. A cada dia, fica-se mais longe da apuração das circunstâncias políticas em que se deram as lambanças. O negócio, agora, é apostar que o Ministério Público faça o seu trabalho e que a Polícia Federal encontre espaço para trabalhar com independência nos três inquéritos que foram abertos. Os petistas conseguiram descaracterizar e desmoralizar a CPI. De agora em diante, o caminho está dado nas três esferas do Poder Legislativo: sempre que a oposição conseguir assinaturas para uma comissão de inquérito, basta a situação usar a sua maioria e contra-atacar com um pedido de investigação da minoria. Não tem jeito: o PT e a democracia são como água e óleo; não se misturam.

Nesta quinta, a base do governo protocolou o quarto pedido de CPI — no caso, de CPI Mista. A exemplo do que fez no Senado, esta também abarca os casos cabeludos da Petrobras e supostas irregularidades havidas em obras nas gestões tucanas de São Paulo e Minas e durante a administração de Eduardo Campos, em Pernambuco. O jogo é explícito, é arreganhado, não tem disfarces. O objetivo é não investigar nada mesmo.

Ora vejam: o governo tem, desde sempre, a maioria parlamentar mais ampla de todo o mundo democrático. Poderia ter proposto as CPIs que quisesse. E por que não o fez? Porque, na cabeça dessa gente, uma comissão de inquérito não serve para investigar, mas para retaliar. Imaginem vocês se uma comissão vai conseguir apurar as lambanças na Petrobras — a cada dia, há uma novidade — e eventuais irregularidades em São Paulo, Minas e Pernambuco. Ainda que o propósito fosse honesto, não haveria condições técnicas para isso.

Mas a honestidade passou longe desse debate. Na terça-feira, a CCJ do Senado se pronuncia sobre as duas CPIs que foram protocoladas na Casa. A decisão da comissão será submetida ao plenário. O mais provável é que, ora vejam!, triunfe a CPI do governo. Ou por outra: com um impressionante estoque de escândalos na Petrobras, quem corre o risco de ser investigada é a oposição.

É claro que isso perverte o sentido da democracia. Em tempos normais, a questão iria parar no Supremo. Estamos diante de um claro cerceamento do direito de fazer oposição.

O discurso do governo se torna mais virulento quanto mais cadáveres vão saindo do armário. Agora, um terceiro inquérito da Polícia Federal investiga a venda, pela estatal brasileira, de uma refinaria na Argentina para o grupo do empresário Cristóbal López, uma espécie de faz-tudo de Cristina Kirchner. Os próprios compradores chegaram a oferecer US$ 50 milhões pela refinaria, que acabou vendida por apenas US$ 36 milhões. Também essa operação se deu no ano eleitoral de 2006, quando a Petrobras comprou os 50% da refinaria de Pasadena.

04 Apr 11:19

Documentos provam que cláusulas polêmicas não estavam em resumo executivo e que Petrobras já havia proposto, por conta própria, pagar mais de US$ 1 bilhão por refinaria de Pasadena

by giinternet

O Jornal Nacional acaba de levar ao ar uma reportagem sobre a compra da refinaria de Pasadena que endossa o post das 16h23. E vocês verão por quê. O JN teve acesso a dois documentos relativos à operação.

O primeiro é o resumo executivo que foi fornecido aos conselheiros. Desse documento, de fato, não constam as duas cláusulas polêmicas: 1) a Marlim, que garantia ao grupo belga Astra Oil uma lucratividade de 6,9% ao ano independentemente das condições de mercado; 2) a Put Option, que obrigava a empresa brasileira a comprar a outra metade da refinaria caso os dois grupos se desentendessem.

Um segundo documento é o depoimento de Alberto Feilhaber à Justiça americana. Quem é ele? Trata-se de um ex-executivo da Petrobras, que deixou a empresa em 1995 e se transferiu justamente para o escritório da Astra Oil, nos Estados Unidos. Foi ele quem negociou com a empresa brasileira em nome do grupo belga.

Feilhaber contou que, já em 2005, a Petrobras demonstrou interesse em comprar 70% da refinaria de Pasadena, oferecendo nada menos de US$ 332,5 milhões por essa fatia. Nota: naquele mesmo ano, os belgas haviam adquirido 100% do empreendimento por meros US$ 42,5 milhões. A proposta foi recusada. Em dezembro, a direção da Petrobras mandou bala: propôs US$ 359 milhões por apenas 50% da refinaria. Ponderando tudo, no prazo de alguns meses, a estatal brasileira elevou a sua oferta em 50%. Como os belgas nunca tinham encontrado antes brasileiros tão bonzinhos, toparam na hora. Em fevereiro de 2006, efetivou-se a compra.

Parou por aí? Não! Em novembro de 2007, a Petrobras ofereceu mais US$ 700 milhões pelos outros 50%. Notem: antes mesmo de a questão ir parar na Justiça americana, a Petrobras já havia aceitado pagar mais de US$ 1 bilhão.

Aí, sim, o conselho vetou a operação, teve início a disputa judicial e o que já se sabe. O custo final para a Petrobras foi de US$ 1,3 bilhão. Então vamos às constatações:

1: De fato, quase todos os conselheiros decidiram sem saber da existência das cláusulas;

2: José Sérgio Gabrielli, presidente da empresa e conselheiro, este sempre soube de tudo; acompanhou cada etapa do processo;

3: a direção executiva da Petrobras, igualmente, estava ciente da operação;

4: tudo indica que Dilma ficou sabendo da existência das cláusulas bem antes de 2007. Fez o quê? Nada! Era a chefe do setor energético;

5: como presidente da República, permitiu que Cerveró assumisse a direção financeira da BR Distribuidora.

O ex-diretor diz que quer falar ao Congresso. Tem de falar mesmo! Mas eis um depoimento que precisa ser visto com muito cuidado. Na Petrobras, ele integrava a turma que estava sob o comando de José Sérgio Gabrielli, que pertence à tropa de choque de Lula. Digamos que conselheiros possam requisitar este ou aquele documentos oficiais e coisa e tal. Ocorre que, em situações assim, parte-se do princípio de que a direção executiva da empresa tomou as devidas medidas prudenciais. Não dá para ele usar essa possibilidade para se proteger: Cerveró tem de explicar por que omitiu as cláusulas e quem, com ele, tomou as decisões.

E, mais importante do que tudo, é preciso que Dilma explique por que se omitiu e ainda recompensou depois o ex-diretor. Tudo isso se deu, insisto, no ano eleitoral de 2006, quando há uma busca desesperada por recursos de campanha.

04 Apr 11:19

Com uma única fala, presidente do PT ameaça Dilma e tenta ameaçar a oposição. Os petistas que se entendam, ora!

by giinternet

Dilma precisa se benzer. Eu, no lugar dela, faria até uma novena. Neste quinta-feira, Rui Falcão, presidente do partido, resolveu mandar dois recados, tudo embalado numa espécie de ameaça — além de dizer uma porção de barbaridades. Vamos lá.

De saída, Falcão fez de conta que o eleitor não existe e que eleições são desnecessárias. Segundo disse, Luiz Inácio Lula da Silva, “se quiser”, pode voltar “com tranquilidade” em 2018. Fosse um democrata convicto, Falcão diria “voltar a ser candidato”. Mas não! Ele se refere à Presidência mesmo, sem escalas. Até parece que Lula tem mandato vitalício. Ainda que as pesquisas, hoje, possam indicar eventual vitória no primeiro turno se candidato fosse, quem disse que seria assim em 2018?

Mas esse não foi o centro da sua fala, não. Indagado se a candidatura da presidente Dilma é irreversível, com aquele ar peculiarmente sinistro, afirmou: “Irrevogável, irreversível, só a morte, mas não há nenhuma razão para supor que ela não será nossa candidata”. Ou, dito de outro modo, o PT trabalha, sim, com a possibilidade de que Dilma possa não se candidatar. Acrescente-se, de resto, o mau gosto de uma fala como essa referindo-se a alguém que se tratou de um câncer bastante grave não faz muito tempo. Poderiam dizer: “Ah, mas o Lula também!”. É verdade! Só que a presidente, no momento, é ela, não ele. Mais um pouco, e Falcão lamenta o bom estado de saúde da presidente.

Curiosamente, no mesmo dia em que ficou jogando urucubaca na presidente, Falcão se referiu ao caso Petrobras, depois de uma reunião com jovens, alguns deles envolvidos com os protestos de junho. Chamou de “impatriótica” o que considerou uma “campanha contra a Petrobras”. Vale dizer: o presidente do PT parece achar que a apuração de lambanças é falta de… patriotismo. Cumpre lembrar que a Polícia Federal, não a oposição, abriu três inquéritos para apurar operações suspeitas na estatal.

Falcão afirmou ainda: “É um ataque à Petrobras. São os mesmos que colocaram um ‘x’ na Petrobras para torná-la palatável ao mercado; que foram contra o regime de partilha”.

Vamos esclarecer. No governo FHC, fez-se um estudo para que a Petrobras passasse a se chamar “Petrobrax”. Considerava-se, não entro no mérito, que isso reforçaria o seu caráter de empresa de alcance global. O PT inventou a mentira deslavada de que isso era parte de uma operação para privatizá-la. Nunca aconteceu. Tanto é assim que a estatal criou, em 1976, a linha de produtos “Lubrax”, não “Lubras”. Esse, definitivamente, não é o “x” da questão. Quanto ao regime de partilha, a oposição é e tem de ser crítica mesmo! Está se revelando ruinoso para a estatal brasileira.

O “x” mesmo da questão é outro. Ao ligar os dois temas — a não irreversibilidade da candidatura de Dilma e a investigação das lambanças na Petrobras —, Falcão manda um recado tanto a Dilma como às oposições. Está dizendo a ela: “Não pense que nós a manteremos candidata caso seja grande o risco de derrota”. Aos adversários: “Não insistam no assunto Petrobras, ou a gente chama o Lula de volta”.

Bem, dizer o quê? Quem será o candidato do PT, convenham, é problema do PT. Lula e Dilma que se entendam. Que existe muito lulista vibrando com o calor que Dilma está passando com a Petrobras, ah, isso existe. O lulismo finge ignorar que a empresa se transformou na casa de horrores justamente no governo… Lula.

Texto originalmente publicado às 22h40 desta quinta
04 Apr 11:16

Hollywood Hates Humans

by Wesley J. Smith

I have noticed a consistent plot in the fantasy/science fiction genre over the last several years. Surely, you have noticed it too. In film after film, the human race is depicted as villainous for supposedly destroying the earth.

The just-released Noah is the latest example. In the Genesis account, God determines to destroy “all flesh” because humans are willfully unrighteous. But the holy destruction also heralds a new beginning: God preserves humanity through righteous Noah, directing him after leaving the ark to “be fruitful and multiply, and fill the earth.”

That’s not the plot of the movie. In the film version, after being kicked out of Eden, man became industrial. In his greed, he strip-mined minerals, exhausted the soil, clear-cut the forests, and generally despoiled the environment—no trees, ubiquitous toxic waste—a dying planet.

“The Creator” wants us extinct. He assigns Noah the onerous task of saving “the innocents” (animals)—as distinguished from “the foul” (man)—after which he and his family are to be unfruitful and not multiply. Noah believes that man’s demise will be earth’s salvation: “Creation will be left alone, safe and beautiful.”

I was immediately struck by the similarity between Noah and the remake of The Day the Earth Stood Still. In the 1951 original, a space alien named Klaatu sets out to save humans from self-destruction. In contrast, the 2008 remake seethes with misanthropic antipathy. Klaatu is not here to save us, but to commit total genocide to in order to, yes, save the earth. As Klaatu tells the woman who befriends him: “If the Earth dies, you die. If you die, the Earth survives.”

Such explicit anti-humanism is now standard in big-time Hollywood productions. Take M. Night Shyamalan’s The Happening (2008), where the earth’s flora mount a rebellion against the environmental deprivations of man by releasing “suicide pheromones” that compel all in the vicinity to kill themselves by any means handy.

Shyamalan tells his apocalyptic story from the perspective of star Mark Wahlberg’s family and friends. Realizing that plants attack whenever a critical mass of human beings is present, Wahlberg and company flee at the approach of a larger group of refugees. As they begin to kill themselves en masse, Wahlberg’s band runs past a huge advertising sign for a suburban housing development that carries the film’s unsubtle message: “Because you deserve it.”

Even children’s movies often teach that humans are villains. For example, in the Pixar-animated, Academy Award-winning mega-hit Wall-E (2008),we have so despoiled the earth that the entire population was evacuated to space ships while robots, known as Wall-Es, attempt to clean up our mess.

But the earth proved uninhabitable, and the robots are abandoned. One surviving Wall-E becomes sentient and falls in love with a female robot. Eventually, through a series of adventures, they induce the humans—who all have become morbidly obese and so lazy they don’t even walk—to return to devastated earth and plant a tree. The planet is saved! Humankind has learned its lesson: From then on, we will live simple and green.

These days, it seems, we are only allowed to root for the human race when space aliens invade. Even then, alien invaders may not necessarily be bad guys. Rather, they are often evil because they plan to engage in the “ecocide” environmentalists ubiquitously accuse humans of committing.

Thus in the rollicking Independence Day (1996) the aliens are a “galactic swarm of locusts devouring each world’s natural resources before moving on to the next one.” Similarly, in The Battle of Los Angeles (2011)—one of the few recent films in which soldiers are depicted as unequivocally heroic—the invading aliens plan to suck all the water off the planet.

Movies these days rarely depict us as responsibly consuming earth’s bounty. Indeed, in Genesis, God instructs Noah to “subdue the earth.” In Noah, that credo is espoused by the film’s chief villain, the king of the humans, a murderous meat-eating descendent of Cain.

Anti-human movies get made because many of Hollywood’s movers and shakers—like Noah’s director, Darren Aronofsky—fervently embrace a radical environmentalism. But the industry values one thing even above ideology: making money. We will see an end to anti-humanism at the movies when the audience stops paying to see films depicting them and their children as cancer on the earth.

Author Wesley J. Smith is a senior fellow at the Discovery Institute’s Center on Human Exceptionalism. His latest ebook is The War on Humans.

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04 Apr 11:15

“A Venezuela despertou”, diz deputada venezuelana em São Paulo

by giinternet

Por Diego Braga Norte, na VEJA.com:
Cassada sem ao menos ter tido o direito de se defender em plenário e por uma interpretação, no mínimo, enviesada da Constituição, a deputada opositora venezuelana María Corina Machado disse nesta quinta-feira, em São Paulo, que o processo revelou-se um tiro no pé para o governo de Nicolás Maduro. “Com a minha cassação, ele (Maduro) internacionalizou o nosso problema. Ganhei voz e uma janela de exposição no exterior”, disse.

Numa sala de um hotel em São Paulo, María Corina falou com a imprensa e depois foi recepcionada no lobby por dezenas de venezuelanos que moram na capital paulista, além de brasileiros que também estavam à sua espera. “No meu país, não me permitem entrar no Parlamento, mas, em Brasília, pude entrar e fui tratada como deputada. Mesmo sem poder entrar no Parlamento, sigo exercendo meu mandato. Eu sigo deputada dentro e fora do meu país”, afirmou a líder oposicionista.

Dois meses depois que os protestos ganharam força na Venezuela, María Corina crê que o saldo é positivo, apesar das mortes. “Todos pensavam que os venezuelanos estavam resignados, acomodados. Mostramos que somos um povo que não tolera abusos. A Venezuela despertou. Jovens e velhos, brancos e negros, pobres e ricos… é um movimento cívico”, afirmou. Na avaliação da deputada a insatisfação com a segurança – a Venezuela é um dos países com maior criminalidade no mundo – foi o dínamo que ativou todo o descontentamento da população. Depois que os jovens universitários passaram ir às ruas, outros setores da sociedade somaram-se às manifestações e a pauta de reivindicações aumentou: além da questão da segurança, os manifestantes protestam contra a inflação, o desabastecimento, e por maior liberdade de expressão e abertura política.

“Quando um povo é negado de seus direitos constitucionais, é direito do povo ir para rua. Com a fragilização da Justiça, da liberdade de expressão e do Legislativo, o governo nos deu duas opções: baixar a cabeça e nos resignar ou sair para as ruas para protestar”, disse a deputada, ressaltando que em nenhum momento os líderes estudantis e políticos opositores incentivaram ou aprovaram atos violentos.

Protestos
María Corina segue acreditando que o povo nas ruas vai conseguir uma maior distensão do governo e uma maior abertura política, mas não gostaria de ver seu país penalizado por sanções econômicas, como alguns congressistas dos Estados Unidos já propuseram. “Isso (as sanções) iria penalizar ainda mais nossa economia e nosso povo. A ajuda internacional tem de ser pela condenação e pela pressão para Maduro respeitar nossa Constituição”, disse. Enquanto o governo não dá sinais que vá ceder em sua escalada repressora, a deputada cobra dos países vizinhos e da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma condenação enfática dos abusos contra dos direitos civis. “Os países da região e a OEA reagiram rapidamente durante as crises políticas de Honduras e do Paraguai, mas nada dizem da nossa que é muito mais violenta”, afirmou.

Para a parlamentar independente, a cassação unilateral e arbitrária só descortina ainda mais o caráter autoritário e repressor do governo comandado por Maduro. A Constituição venezuelana estabelece quatro mecanismos pelos quais um deputado pode ser cassado e resumidamente são eles: por morte, por renúncia por um referendo convocatório da Assembleia Nacional ou por uma sentença da Suprema Corte do país. Maria Corina não se encaixa em nenhuma dessas categorias.

Cassação
O chavista Diosdado Cabello, presidente da Assembleia, determinou que Maria Corina não é mais deputada e perdeu a imunidade parlamentar – o primeiro passo para uma eventual prisão, também arbitrária. Para justificar seu ato, Cabello afirmou que ela violou a Constituição ao tentar discursar sobre a repressão na Venezuela durante uma reunião da OEA, no dia 21 de março. O espaço para que ela se pronunciasse foi cedido pela delegação do Panamá, país com o qual Maduro rompeu relações.

Cabello anunciou que ao aceitar a cortesia do Panamá, Corina havia violado os artigos 191 e 197 da Constituição, que determinam que os deputados “não poderão aceitar ou exercer cargos públicos sem a perda de seu mandato, salvo em atividades docentes, acadêmicas, acidentais ou assistenciais”, e estão obrigados a cumprir sua tarefa com “dedicação exclusiva”. O presidente da Assembleia também citou o artigo 149 que estabelece que “os funcionários públicos não poderão aceitar cargos, honras ou recompensas de governos estrangeiros sem a autorização da Assembleia Nacional”.

María Corina não fez nada disso. Um país ceder temporariamente a cadeira a um representante de outro é prática conhecida na OEA, a própria Venezuela já fez isso em pelo menos duas oportunidades. María Corina revelou que, em uma conversa com o senador Eduardo Suplicy, nesta quarta, em Brasília, ele lhe contou que, pouco antes de encontrá-la, participou de um ato solene em homenagem aos parlamentares que foram cassados pouco após o golpe de 1964 – todos eles arbitrariamente e sem o direito de defesa. “É triste que, na Venezuela, 50 anos depois, estejam fazendo a mesma coisa”, disse Suplicy à deputada.

Desde 12 de fevereiro, a Venezuela tem protestos diários contra o governo. As manifestações deixaram 39 mortos e mais de 450 feridos. Os manifestantes protestam contra a inflação, o desabastecimento, a violência e por maior liberdade de expressão. Maduro considera que os protestos são uma tentativa de golpe de Estado orquestrado pela oposição em aliança com os Estados Unidos e a Colômbia.

04 Apr 10:56

Câmara reage, e com razão, à absurda decisão do STF de proibir doações de empresas a campanhas eleitorais

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para barrar doações de empresas a campanhas e partidos políticos, um grupo de deputados de cinco partidos – PSDB, DEM, PMDB, PSD e SDD – começou a articular uma reação ao que classificou de “interferência e ativismo” do Judiciário em prerrogativas do Legislativo. Os parlamentares pretendem levar à votação em maio uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permita a participação de empresas no financiamento de campanhas eleitorais. Outros partidos, como o PSB, também serão procurados para endossar a proposta, embora os socialistas defendam que os repasses de empresas sejam autorizados apenas para as legendas, e não diretamente aos candidatos.

O plano para tentar apresentar a PEC foi traçado na noite de segunda-feira, em uma reunião de lideranças dos partidos interessados, antes do julgamento no STF – paralisado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Em maio, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pretende tentar votar outros pontos relacionados a mudanças no sistema eleitoral, como o fim da reeleição, o voto facultativo e a alteração nas regras de eleição de deputados e vereadores. A resistência no Congresso à votação da PEC é capitaneada pelo PT, franco defensor do financiamento público de campanha, modelo que favoreceria nas eleições deste ano a maior bancada da Câmara – não por caso, a do próprio PT. Por esse modelo, quanto maior a bancada de deputados da sigla nas eleições anteriores, maior será a fatia de dinheiro que ela receberá. “Vamos tentar votar em maio essa emenda sobre o financiamento privado porque essa decisão do STF só beneficia o PT. É uma forma de criar uma hegemonia a partir de uma interpretação constitucional”, afirma o líder do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 No Congresso, ganhou força o entendimento de que o STF não agiu para suprir um vácuo legislativo, mas sim para derrubar trechos de leis aprovadas por deputados e senadores, como a Lei Eleitoral (9.504/1997) e da Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995). “É preciso arquivar a cretinice. A proibição de doações de empresas está na contramão do que acontece no mundo. É mentira falar que campanhas não têm custo alto. Precisamos ter cuidado com essa utopia de financiamento público”, diz o líder do PR, Bernardo Santana (PR-MG). “O STF invadiu a área de competência do Congresso Nacional. Pelos nossos cálculos, 80% dos parlamentares não aceitam a tese do financiamento público exclusivo”, afirma o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (DEM-PE).

Os deputados têm repetido os argumentos do ministro Teori Zavascki, que no STF votou por manter as doações de pessoas jurídicas. “A abertura que permitiu doações por parte de pessoas jurídicas em níveis limitados e acompanhados por um sistema de controle resultou de uma opção legislativa explicitamente concebida como resposta a descaminhos”, disse Zavascki na tarde de ontem. “Não se pode sucumbir a interpretações voluntaristas que impõe gessos artificiais”, completou o ministro.

O grupo de deputados também argumenta que, quando o julgamento for concluído, partidos com maior inserção no mundo sindical e ONGs, como o PT, conseguirão mecanismos, ainda que vedados por lei, para arrecadar contribuições. “O PT tem quase o monopólio da máquina sindical e ‘ongueira’ e deverá receber delas dinheiro para a campanha”, afirma Mendonça Filho. “A decisão do Supremo é mais que uma intromissão, é uma agressão. Se até na Papuda, com os presos do mensalão, o PT conseguiu arrecadar 1 milhão de reais em menos de uma semana, imagina com essa decisão [que favorece a perpetuação no poder]”, completa Eduardo Cunha.

04 Apr 10:55

Minha coluna na Folha: “O samba-da-presidenta-doida”

by giinternet

Leiam trechos da minha coluna da Folha desta sexta:
Existe a revisão virtuosa da história. À medida que se descobrem novos documentos, que se apela a saberes não convencionais para as ciências humanas, que se estudam fontes de narrativas antes consideradas fidedignas, o passado pode ganhar novo contorno em benefício da precisão. É o oposto do que está em curso nestes dias, nos 50 anos do golpe militar de 1964. A memória histórica foi abolida em benefício da memória criativa e judiciosa. Dilma se tornou a personagem-símbolo desse saber que se erige como nova moral. Na solenidade de privatização do aeroporto do Galeão, resolveu apelar a Tom Jobim e citou o “Samba do Avião”. Segundo disse, a música ligava o Brasil de hoje ao do passado ao “descrever” a chegada ao país dos brasileiros que voltavam do exílio, depois da anistia, “após 21 anos”.

É o samba-da-presidenta-doida. A música é de 1962, o golpe foi desferido em 1964, e a Lei da Anistia é de 1979, quando os exilados, então, começaram a voltar –15 anos, portanto, depois do golpe, não 21. A canção faz uma evocação lírica do Rio; nada a ver com protesto. Ao contrário até: o narrador revela aquele doce descompromisso bossa-novista: “Este samba é só porque/ Rio, eu gosto de você”… Não havia nada de programático a ser interpretado: “A morena vai sambar” queria dizer que a morena iria sambar. Sugiro um estudo aos teóricos do Complexo Pucusp: o mal que o golpe fez à cultura metafórica brasileira.
(…)
Na quarta, um desenhinho animado da presidente, em sua página oficial no Facebook, dava “um beijinho no ombro” para “us inimigo”. Uma “Dilma Popozuda” é evidência de arrogância e descolamento da realidade, não de graça. Dilma Bolada está no comando.

Para ler a íntegra, clique aqui

03 Apr 22:07

Lambança na Petrobras: para não perder o foco

by giinternet

É impressionante a facilidade com que os descalabros havidos na Petrobras, como posso dizer?, saem do eixo, deslocando-se para lateralidades, falsas questões, guerras de versões. Não se enganem: há, por trás disso, os chamados “gerenciadores de crise”. São profissionais especializados em plantar versões na imprensa. Atenção! Eu recorri à palavra “versões”, não “mentiras”. Nesse contexto, a “versão” rearranja as verdades para inventar uma narrativa que não aconteceu, mas que é favorável a quem contratou o serviço.

No post anterior, vocês leem uma reportagem de Daniel Haidar, publicada na VEJA.com. Ali se informa que Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró — que Dilma Rousseff considera o responsável pelo memorial técnico omisso, que resultou na compra da refinaria de Pasadena —, afirma não ter provas de que a documentação sobre a operação tenha chegado ao Conselho de Administração com 15 dias de antecedência. Segundo diz, fez essa afirmação porque é praxe em casos assim.

Eis aí. É mesmo a praxe. Ocorre que, no caso de Pasadena, houve uma exceção: a diretoria tomou a decisão no dia 2 de fevereiro de 2006 e já mandou para a consulta do conselho no dia 3. Pois é. É importante não perder o eixo na guerra de versões. Vamos lá.

1: José Sérgio Gabrielli, homem de Lula na Petrobras, é presidente da empresa. Já está demonstrado que ele sabia de tudo, de cada item do acordo. Participou de reuniões para decidir a compra da empresa. Ele não era um conselheiro como os outros.

2: Igualmente evidente é que a direção executiva da Petrobras também sabia de tudo. Ou vocês acham que Nestor Cerveró atuava ao arrepio dos seus pares, Gabrielli especialmente?

3: Gabrielli, então, bateu os olhos num resumo executivo incompetente e permitiu que os demais conselheiros decidissem no escuro?

4: Dilma também não era uma conselheira comum. Era a czarina da infraestrutura e a Senhora dos Raios do setor energético. Aliás, foi a sua fama de sabichona na área que a catapultou para a Casa Civil, quando José Dirceu caiu em desgraça. A área era considerada estratégica.

5: Dilma, sim, como presidente do conselho, contava com uma equipe técnica para assessorá-la. A questão é saber por que não recorreu a ela.

6: Assim, não havia como Gabrielli não saber; não havia como a direção da Petrobras não saber e, considerando que a empresa virou uma extensão do quintal petista, parece-me evidente que não havia como Dilma não saber, sendo quem era — ainda que, oficialmente, tenha recebido, como os outros, um resumo executivo maquiado, para decidir a toque de caixa.

7: Não bastasse isso, há o que veio depois. Dilma, COMO MINISTRA DA CASA CIVIL E PRESIDENTE DO CONSELHO, ficou sabendo das tais cláusulas “Marlim” e “Put Option” pouco depois. Fez o quê? A resposta é escandalosamente óbvia: NADA!

8: Não só não fez como permitiu que Nestor Cerveró assumisse, na sua gestão, um dos cargos mais ambicionados do país: diretor financeiro da BR Distribuidora.

9: No seu pronunciamento de rádio, Guido Mantega, atual presidente do conselho da Petrobras, defendeu a operação e tentou dividir a responsabilidade com os conselheiros da Petrobras. Pois é: a) nem Dilma tem coragem de assumir essa posição; b) o ministro tenta usar o conselho para diluir responsabilidades.

10: O que se fez nessa operação, definitivamente, não é coisa de amadores, não. Síntese:
a: José Sérgio Gabrielli, desde sempre, sabia de tudo;
b: Dilma, sendo quem era no governo, tinha como saber de tudo;
c: na hipótese de, como conselheira, ter sido também ludibriada, não tardou para que, como ministra, tivesse em mãos as informações necessárias para agir e não agiu;
d: abrigou Cerveró, o pai do resumo executivo, na BR Distribuidora.

11: E finalmente: José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, o que sempre soube de tudo, não era e nunca foi ele próprio. Gabrielli sempre foi Lula. Gabrielli sempre foi PT.

03 Apr 22:07

An SSD for Your Current Computer May Save the Cost of a New One (Video)

by Roblimo
Obviously, the first performance enhancement you do on any computer you own is max out the RAM. RAM has gotten cheap, and adding more of it to almost any computer will make it faster without requiring any other modification (or any great skill). The next thing you need to do, says Larry O'Connor, the founder and CEO of Other World Computing (OWC), is move from a "platter" hard drive to a Solid State Drive (SSD). Larry's horse in this race is that his company sells SSDs, mostly for Macs. But he's a real evangelist about SSDs and computer mods in general, even if you buy them from NewEgg, Amazon or another vendor. A big (vendor-neutral) thing Larry points out is that just because you have a Terabyte drive in your computer now doesn't mean you need a Terabyte SSD, which can easily cost $500. Rather, he says, all you need is a large enough SSD to contain your OS and software and whatever data you're working with at the moment, so you might be able to get by with a 120 GB SSD that costs well under $100. Clone your current main drive, stick in the new SSD, and if your need more storage, get another hard drive (or use your old one). Simple. Efficient. And a lot cheaper than buying a new computer, whether we're talking about home, business or even enterprise use. (Alternate video link.)

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03 Apr 22:07

María Corina Machado no Senado brasileiro: quanto desrespeito a uma mulher digna e valente!!!

by G. Salgueiro
Na quarta-feira 2 de abril, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado brasileiro, promoveu uma audiência pública para supostamente debater a crise política na Venezuela e trouxe a deputada María Corina Machado para que ela pudesse relatar o que estava acontecendo em seu país. A decisão foi tomada no dia 28 de março, por iniciativa do presidente da comissão, Ricardo Ferraço do PMDB-ES. A  senadora do PCdoB, Vanessa Grazziotin não aceitou a idéia de se ouvir María Corina sem que também viesse alguém do governo. O senador pelo PSBD, o terrorista Aloysio Nunes, alegou que isso era uma desculpa para que María Corina não denunciasse o que estava ocorrendo DE FATO em seu país, mas que aceitava a proposta desde que não houvesse vândalos do PCdoB agredindo a deputada.

Grazziotin aborreceu-se com essa afirmação e houve um bate-boca entre os dois senadores, quando o senador Eduardo Suplicy, do PT, sugeriu trazer o deputado chavista Rodrigo Cabezas que finalmente foi trocado pela vice-presidente da Assembléia Nacional, Blanca Ekhout.

Grazziotin estava disposta a fazer o que todo comunista sabe muito bem, e o seu partido se esmera mais que qualquer outro: desqualificar provas, quando estas não lhes favorecem ou denunciam, e enaltecer os crimes de ditadores e terroristas, como é o caso de Maduro na Venezuela. Esta gente SABE que defende o indefensável, pois María Corina apresentou para essa Comissão o vídeo que havia preparado para exibir na reunião da OEA, que finalmente acabou não tendo permissão de participar.

As provas apresentadas nesse vídeo são contundentes e de conhecimento do mundo inteiro, não tendo como negar que parte do governo a violência e os crimes de morte que hoje já alcançam a macabra cifra de 40 assassinados. Diante disso, a senadora comunista que idolatra o pedófilo e genocida comunista Mao Zedong, disse que o vídeo era “uma montagem” e que “ocorreram mortes dos dois lados”. Esta aleijada moral teve a ousadia de dizer a María Corina, que está vivendo na pele este horror, o seguinte: “Esse vídeo é uma montagem. Considero a sua exibição um desrespeito ao Senado do Brasil Não queria nos enganar com aquilo”. Bem, foi com essas palavras que esta desqualificada se dirigiu a María Corina Machado, uma mulher valente e patriota que luta, dando a cara e se expondo desarmada, para que seu país não seja subjugado ao comunismo mais abjeto e criminoso dos irmãos Castro.

Em resposta, disse María Corina: Hoje em dia, o que está em jogo é a democracia. Alguns dizem que na Venezuela há uma guerra civil, mas o que existe é uma guerra contra os civis, promovida pelo Estado. E muitos dos que foram tão ativos nos casos do Paraguai e de Honduras hoje dão as costas à Venezuela”.

O senador Suplicy, completamente senil e que há anos deveria estar num asilo de dementes, criticou a oposição venezuelana por que querer a derrocada de Maduro, sacando o velho chavão de que este usurpador foi “eleito democraticamente”. Com ele fez coro Randolfe Rodrigues do PSOL, dizendo ter “aversão” à palavra “fora” quando se refere a um presidente eleito. E finalmente, Roberto Requião do PMDB, mostrou preocupação apenas com o desabastecimento, e criticou superficialmente a PDVSA por vender petróleo aos países da ALBA por preços muito baixos.

Nas galerias histéricos papagaios de bordel do MST e partidos comunistas, que certamente foram pagos para mostrar sua cólera e horror à verdadeira democracia, gritavam “María Corina golpista!”, mas esquecem-se, os asnos raivosos, que seu ídolo Hugo Chávez foi o primeiro a dar golpe no país, primeiro em 1992 com um saldo de mais de 100 pessoas assassinadas, dentre elas crianças que nada tinham a ver com sua sede de poder, e depois o próprio Maduro, desde que Chávez fez sua última viagem a Cuba e ele apoderou-se do Governo ferindo o que reza a Constituição Nacional. Repetem o que lhes pagam para dizer, nada além disso.

Apesar da vergonha que os brasileiros de bem e amantes da liberdade, da lei e da ordem sentimos, com o posicionamento canalha do governo brasileiro e seus aliados desde que começaram esses episódios, essa visita serviu para deixar claro à María Corina que nós também caminhamos para uma ditadura como a que ela vive hoje em seu país e que aqui ela e os venezuelanos que lutam pela sua liberdade JAMAIS encontrarão respaldo. A cobertura foi pífia e creio mesmo que censurada, pois não se encontrou em lugar nenhum a gravação desta audiência, a não ser parte do discurso dela que reproduzo abaixo.

A clareza, firmeza e tranqüilidade com que María Corina expõe os fatos e explica inclusive a ilegalidade de sua deposição do cargo, aborrecem os espíritos trevosos, como esses senadores comunistas e essa claque paga que a afrontaram com sua visão turva, sua moral ausente, e seu ódio a tudo o que não seja maligno como seus ídolos. Que Deus abençoe e proteja esta mulher corajosa, cuja única arma que possui é a palavra e a certeza de que não pode claudicar na defesa da liberdade e democracia em seu país. Viva a Venezuela livre do comunismo castro-chavista! Fiquem com Deus e até a próxima.


  

Comentários: G. Salgueiro
03 Apr 22:07

Newegg and friends crush a patent troll (Ars Technica)

by jake
Ars Technica reports on the victory that Newegg, Geico, and others have achieved over the patent troll Macrosolve. After extracting $4M in settlements with a patent that it claims covers mobile app questionnaires, Macrosolve has dismissed all pending cases and admitted it can't go forward with a trial scheduled for June (in East Texas, of course). "'Macrosolve is now trading at a smidge above $0.01 per share,' noted [Newegg's Chief Legal Officer Lee] Cheng in his e-mail to allies, which he shared with Ars. 'Why those asshats continue to trade at ANY value, I do not know. The world would be a better place without them and their advantage-taking ways. Please continue to support efforts to bring symmetry to patent law, legislatively, administratively, in the courts, and in the court of public opinion.'"
03 Apr 19:28

Petrobras: advogado de Cerveró muda versão

by giinternet

Por Daniel Haidar, na VEJA.com. Volto no próximo post.
O advogado Edson Ribeiro, que defende o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, admitiu nesta quinta-feira não ter como provar que os integrantes do conselho de administração da empresa receberam a documentação completa sobre a compra da refinaria de Pasadena. Ele também não tem depoimentos ou documentos que sustentem, como havia dito na quarta-feira, que o material foi encaminhado com antecedência de quinze dias. Segundo VEJA apurou, a versão, na verdade, tem uma séria inconsistência. É praxe na Petrobras que as deliberações da diretoria e do conselho sejam de fato separadas pelo intervalo médio de uma quinzena. No caso de Pasadena, contudo, a diretoria fez seu voto pela compra da refinaria americana apenas um dia antes da reunião do conselho, que ocorreu em 3 de fevereiro de 2006. O negócio deu prejuízo de 1 bilhão de reais à Petrobras e é investigado pelo Ministério Público Federal, pelo Tribunal de Contas da União e pela Polícia Federal.

“Eu não tenho como atestar se o conselheiro A, B ou C recebeu algum documento sobre o caso específico. Se tiver necessidade, vou buscar provas”, disse Ribeiro ao site de VEJA.

Segundo Ribeiro, a afirmação feita nesta quarta-feira sobre a entrega “com quinze dias de antecedência” foi baseada em informações passadas por funcionários da Petrobras, e não pelo seu cliente – Cerveró. O advogado também admitiu que esse era o procedimento habitual, e não necessariamente o do caso de Pasadena. Cerveró, segundo seu representante, não confirmou a informação sobre o prazo.

“Quando falei quinze dias de antecedência no envio da documentação, foi porque esse era o procedimento comum. Não foi nem o Cerveró quem me disse isso. Foram outros funcionários”, afirmou Ribeiro, que alega não ter contato com Cerveró desde o último domingo.

Ribeiro não tem, hoje, como especificar quais foram os documentos disponibilizados ao conselho de administração. Já se sabe que estudos enviados à direção faziam ressalvas ao negócio, mas o advogado desconhece se essas análises foram enviadas aos conselheiros. De acordo com reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, a direção da Petrobras recebeu análise da consultoria BDO sobre a situação contábil e financeira de Pasadena em que foram apontados quarenta pontos questionáveis da avaliação contábil da empresa. A BDO ressaltava que não se conhecia o valor específico de cada equipamento da refinaria, e questionava o valor atribuído ao estoque de óleo. Um documento do Citigroup também fazia ressalvas ao negócio, pois o banco somente havia tido acesso a demonstrações financeiras enviadas por diretores da própria Petrobras. Ribeiro não sabe informar se a presidente Dilma Roussef teve acesso aos pareceres da BDO e do Citigroup. “Não tenho essa informação. Só quem sabe é o Cerveró”, afirmou.

O relato feito pelo advogado tem outra imprecisão: na quarta-feira, Ribeiro sustentou que os documentos encaminhados ao conselho haviam chegado às mãos do corpo técnico que assessorava os conselheiros. O site de VEJA apurou que apenas a presidência do conselho, na época ocupada por Dilma Rousseff, contava com um corpo de assessores técnicos. Nesta quinta, Ribeiro assumiu que não sabe informar quem seriam esses funcionários.

Desde que o jornal O Estado de S. Paulo divulgou que Dilma havia dado aval à compra de Pasadena, em 19 de março, a presidente sustenta que só aprovou a transação porque recebeu um “resumo falho” elaborado por Cerveró sobre o negócio. O resumo não relatava, por exemplo, a cláusula Marlim, de garantia de dividendo mínimo à sócia belga da Petrobras, Astra Oil, mesmo em caso de prejuízo da refinaria.

A defesa de Cerveró tentou desmentir Dilma na quarta-feira. Ao dar declarações no sentido de defender o ex-diretor, Ribeiro chegou a afirmar que seu cliente estaria disposto a passar por uma acareação com a presidente. Dilma, no entanto, voltou a negar que tenha recebido a documentação completa: “Como presidente do conselho de administração da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff não recebeu previamente o contrato referente à compra da refinaria de Pasadena”, disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann. O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que integrava o conselho em 2006, também negou que tenha recebido o processo completo.