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10 Apr 20:29

A gente não sabemos fazer Copa do Mundo,/ a gente não sabemos fazer Olimpíada,/ a gente não sabemos tomar conta da gente. Inútil…

by giinternet

ultraje

Este post abre com a letra de uma música do excelente “Ultraje a Rigor”, que fez muito sucesso, mas cujo sentido, acho eu, não foi plenamente compreendido à época. E, em certa medida, não o é até agora, embora permaneça como um bom retrato do país. Volto depois.
A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

Inútil
A gente somos inútil
Inútil
A gente somos inútil
Inútil
A gente somos inútil
Inútil
A gente somos inútil
(…)

Voltei
Leiam o que informa a VEJA.com. Retomo depois:
Diante da ameaça que os atrasos nas obras do Rio já representam para a Olimpíada de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira uma verdadeira intervenção na preparação da cidade para o evento – e, agora, assumirá uma parte significativa do comando das obras. Em uma entrevista coletiva concedida em Belek, na Turquia, o presidente do COI, Thomas Bach, revelou uma série de iniciativas para permitir que sua entidade passe a ter um “papel central para coordenar” as decisões do Rio, incluindo a contratação de uma consultoria independente que irá avaliar diariamente o andamento das obras. Nos últimos dias, Bach passou a ser pressionado por federações esportivas que denunciaram atrasos preocupantes nas obras no Rio e pediam até mesmo um “plano B” para a Olimpíada de 2016. Em uma reunião de emergência, Bach e seus diretores optaram por entrar em campo para tentar virar o jogo.

O alemão tentou explicar que não se trata de uma medida “unilateral” e que as propostas foram apresentadas na noite da última quarta ao prefeito do Rio, Eduardo Paes. “Ele aceitou a proposta”, garantiu o alemão. Paes havia declarado que a preparação estava “dentro do cronograma”, uma avaliação que foi rejeitada pelos demais dirigentes do COI. Entre as medidas discutidas pelo COI está a criação de um comitê organizador formado não apenas por dirigentes do Rio, mas também por membros do governo federal e do COI. Outra medida será a designação de Gilbert Felli, diretor executivo do COI para os Jogos Olímpicos, para viajar de forma regular ao Rio para controlar a situação. Ele tinha uma visita marcada para setembro ao Brasil, mas a viagem foi antecipada para a semana que vem. Bach ainda revelou que o COI contratará um administrador de projetos para acompanhar diariamente as obras, algo inédito em um evento olímpico. Para completar, três grupos de trabalho serão formados para estudar cada um dos aspectos do evento.
(…)

Retomo
Pois é… A gente nascemos para a celebração, compreendem? A gente não nascemos para a realização. Na hora do abraço, a gente se emocionamos, a gente damos pulo, a gente prometemos amanhãs sorridentes, a gente acenamos com a redenção.

Mas depois a gente descobrimos que a realização daquilo que justificaria o gozo dá um trabalho da zorra! Aí a gente começamos a se atrapalhar. Por isso a gente gozamos antes, que é para a gente não perdermos a viagem.

O COI, como se nota, foi mais rápido do que a Fifa, que ficou reclamando, reclamando, reclamando…

É isto: a gente não sabemos fazer Copa do Mundo, e a gente não sabemos fazer Olimpíada. Pronto!

Mas a gente sabemos (eles sabem!) como superfaturar obras.

10 Apr 19:46

Hewlett-Packard Admits To International Bribery and Money Laundering Schemes

by samzenpus
First time accepted submitter CP (1315157) writes "Hewlett-Packard has admitted to [bribery and money laundering] in order to profiteer off of lucrative government contracts in Russia, Poland, and Mexico, according to court documents. HP's guilty plea carries with it a $108 million penalty — a combination of SEC penalties, as well as criminal fines and forfeitures paid out to the Department of Justice. Thus far no criminal charges have been brought against American HP executives. The multi-agency investigation, which was conducted by multi-national law enforcement partners, the FBI, IRS, and SEC, has revealed kleptocracies in the three foreign governments and corruption and dishonesty among HP corporate fat cats."

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10 Apr 19:45

New French Law Prohibits After-Hours Work Emails

by timothy
Hugh Pickens DOT Com (2995471) writes "Lucy Mangan reports at The Guardian that a new labor agreement in France means that employees must ignore their bosses' work emails once they are out of the office and relaxing at home – even on their smartphones. Under the deal, which affects a million employees in the technology and consultancy sectors (including the French arms of Google, Facebook, and Deloitte), employees will also have to resist the temptation to look at work-related material on their computers or smartphones – or any other kind of malevolent intrusion into the time they have been nationally mandated to spend on whatever the French call la dolce vita. "We must also measure digital working time," says Michel De La Force, chairman of the General Confederation of Managers. "We can admit extra work in exceptional circumstances but we must always come back to what is normal, which is to unplug, to stop being permanently at work." However critics say it will impose further red tape on French businesses, which already face some of the world's tightest labor laws." (Continues)

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10 Apr 19:44

Ask Slashdot: How To Start With Linux In the Workplace?

by timothy
An anonymous reader writes "Recently my boss has asked me about the advantages of Linux as a desktop operating system and if it would be a good idea to install it instead of upgrading to Windows 7 or 8. About ten boxes here are still running Windows XP and would be too old to upgrade to any newer version of Windows. He knows that i am using Linux at work on quite outdated hardware (would have gotten a new PC but never requested new hardware — Linux Mint x64 runs quite well on it) and i always managed to get my stuff done with it. I explained to him that there are no licensing issues with Linux, there is no anti-virus software to deal with and that Linux is generally a bit more efficient on old hardware than operating systems from Microsoft. The boss seems interested." But that's not quite the end; read on for this reader's question.

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10 Apr 19:44

A EMS emite uma nota. As perguntas que fiz seguem sem respostas

by giinternet

Perguntei aqui se a EMS iria explicar a parceria com o laboratório-lavanderia Labogen. Na verdade, fiz uma série de perguntas. Só para lembrar:
1:  O que a EMS queria com a Labogen?
2: Estava interessada na expertise do laboratório de Youssef?
3: Quem fez o contato?
4: Quais foram os intermediários na conversa?
5: Alguém forçou o acordo?
6: Antes de celebrar uma parceria ou uma sociedade, esta gigante do setor farmacêutico ao menos se ocupa de colher informações cadastrais das empresas com as quais faz negócio?
7: Qual era a experiência da Labogen na fabricação de remédios? Já tinha produzido antes o quê?

O laboratório enviou a mensagem que segue abaixo, em vermelho, que reproduzo na forma e na sintaxe em que veio. Avaliem. É possível que vocês tenham entendido mais do que eu.
*
A EMS esclarece que não celebrou contrato com o laboratório Labogen e afirma, ainda, que o Labogen é um laboratório independente e não tem qualquer vínculo com a empresa.
A EMS ressalta que foi escolhida pelo laboratório oficial da Marinha, responsável pela contratação de parceiros privados na PDP (Parceria para Desenvolvimento Produtivo) em questão, para implantação e transferência de tecnologia e produção de medicamentos estratégicos para fornecimento ao SUS (Sistema Único de Saúde). A EMS esclarece que a PDP entre laboratórios farmacêuticos oficiais do governo e empresas privadas buscam o fortalecimento dos laboratórios oficiais e tem como objetivo trazer economia e desenvolvimento ao país.
A EMS destaca que não é alvo de investigação pelas autoridades, apoia as apurações sobre o caso e está à disposição dos órgãos competentes para quaisquer esclarecimentos.

*
Que se note: eu não disse que a EMS está sob investigação. Eu é que fiquei curioso. O jornalismo não se limita a noticiar, ou a indagar, apenas o que a polícia ou o Ministério Público investigam, não é mesmo? Assessorias de imprensa, muitas vezes, orientam seus clientes a falar o mínimo possível e a dar respostas genéricas, num sentido diverso daquele em que esse termo é empregado no setor farmacêutico. Nesse caso, o “genérico” contém o princípio ativo do remédio de marca e o substitui. No caso da imprensa, a resposta genérica costuma ser usada para tentar distrair a atenção de quem pergunta; está mais para um placebo. A nota da EMS reforçou as minhas curiosidades.

10 Apr 19:44

A Pax Sinica in the Middle East? Some Conjectures

by David P. Goldman

 

One doesn’t hear Chinese leaders talk of “an end to evil,” as Richard Perle and David Frum entitled their neo-con manifesto of ten years ago; China’s atittude to the world beyond its borders is governed by self-interest, which mainly means arrangements conducive to the flow of trade. By “borders,” to be sure, the Chinese mean their historic territory, including Tibet and Taiwan. Outside of that, the Chinese have no wish to become imperial masters. They do not particularly like other cultures and other peoples, believing their own to be the best and most virtuous, and do not wish upon themselves the trouble of ruling them. China’s economy, though, has a limitless appetite for raw materials and a burgeoning need for higher-value-added exports. In private conversation, Chinese officials insist that they are content to follow the American lead in such matters as Iran’s nuclear program. They do not envy America its position of world policeman.

American fecklessness, though, might conceivably push China to take a more active role. That will not be a simple decision for China to make, if ever it does, but it is not out of the question. That is why Isreali President Shimon Peres’ April 9 comment in Beijing about China’s prospective role in containing Iran’s nuclear ambitions is so striking:

(JNS.org) During his state visit to China, Israeli President Shimon Peres said Tuesday that China is a key to preventing a nuclear Iran. “China has a central role in the efforts to prevent Iran from acquiring a nuclear bomb. Iran is the center of terror in the world. Iran funds terrorism and exports it across the entire Middle East and beyond,” said Peres, whose trip was the first to China by an Israeli president in 10 years.

One can only speculate, as I did in the Oct. 28, 2013 Asia Times essay reprinted below. The facts on the ground, though, are suggestive. China is Saudi Arabia’s biggest rading partner and will depend on Saudi oil indefinitely. It buys hydrocarbons from Iran, but far less. It is by far the most important investor in Pakistan, and is likely to become a major presence in the economic and military life of Turkey, as it builds high-speed rail across Asia to Istanbul, and possibly provides Turkey with an air defense system. Faced with an assertive Russia on the Black Sea and in Syria, where Turkey is deeply committed to the opposite side, Turkey could use a friend to the east. Its gigantic foreign indebtedness, moreover, begs the question of where it will find adequate foreign investment. China has more to lose from regional instability than any other country, given its energy dependency, and its influence in the region is growing. If it wished to put pressure on Iran, it surely could, by a number of means.

Perhaps President Peres knows something that the rest of us do not; perhaps he merely gave voice to wishful thinking. But it is a reasonable supposition that the vacuum left by the implosion of American influence in the region may be filled much faster than we might have expected.

 

A Pax Sinica in the Middle East?
By Spengler

English-language media completely ignored a noteworthy statement that led Der Spiegel’s German-language website October 12, a call for China to “take on responsibility as a world power” in the Middle East. Penned by Bernhard Zand, the German news organization’s Beijing correspondent, it is terse and to the point: now that China imports more oil from the Middle East than any other country in the world, it must answer for the region’s security. “America’s interest in the Middle East diminishes day by day” as it heads towards energy self-sufficiency, wrote Zand, adding:

China’s interest in a peaceful Middle East is enormous, by contrast. Beijing is not only the biggest customer of precisely those oil powers who presently are fanning the flames of conflict in Syria; as a VIP customer, Beijing has growing political influence, which it should use openly. The word of the Chinese foreign minister has just as much weight in Tehran and Riyadh as that of his American counterpart.

China’s situation, Zand continues, is rather like Germany’s after reunification: a state whose economic power is growing will eventually be asked what it puts on the table politically. He concludes:

The time when American could be counted on to secure Beijing’s supply lines soon will come to an end – America’s budget deficit will take care of that by itself. Whoever wants to be a world power must take on responsibilities.

I have no idea how China envisions its future role in the Middle East. Americans will learn the intentions of the powers who gradually fill the vacuum left by Washington’s withdrawal from the world “well after the fact, if ever”, as I wrote on September 16 (See US plays Monopoly, Russia plays chess, Asia Times Online). That is why I have retired from foreign policy analysis. It is helpful, though, to take note of what the rest of the world is saying, particularly when not a single English-language source made reference to it. Der Spiegel’s public call for China to assume a leading geopolitical role in the Middle East, though, did not appear out of context.

American commentators have regarded China as a spoiler, the source of Pakistan’s nuclear weapons technology, Iran’s ballistic missiles, and other alarming instances of proliferation. It is worth considering a radically different view of China’s interests in the lands between the Himalayas and the Mediterranean: no world power has more to lose from instability than does China.

Iran’s nuclear weapons program poses the greatest risk to the region, and China has been viewed as uncooperative in the extreme by Western diplomats trying to tighten the economic screws on Tehran. Chinese companies, moreover, have helped Iran bypass trade sanctions, but at great cost, and with a complex result. The New York Times on September 30 profiled the problems of Iran’s economy under the sanctions, and took note of the country’s dependence on China:

One economist, Mohammad Sadegh Jahansefat, said the government had been taken hostage by countries benefiting from the sanctions – particularly China, which he called the worst business partner Iran had ever had.

“China has monopolized our trade – we are subsidizing their goods, which we are forced to import,” he said, adding of its work in the energy industry, “They destroy local production and leave oil and gas projects unfinished so that no one can work with them.” [1]

China’s capacity to exert pressure on the Iranian regime is considerable. Apart from its interest in avoiding nuclear proliferation in the Persian Gulf, China has a number of points of conflict with Iran, well summarized in an October 17 survey by Zachary Keck in The Diplomat. [2] The one that should keep Tehran on its toes is the Islamic Republic’s border with Pakistan. Iran announced October 26 that it had hanged 16 alleged Sunni rebels in Baluchistan province on the Pakistani border, the latest in a long series of violent incidents.

“With a population of 170 million, Pakistan has 20 million men of military age, as many as Iran and Turkey combined; by 2035 it will have half again as many,” I observed in 2009 (see Hedgehogs and flamingos in Tehran, Asia Times Online, June 16, 2009). It also has nuclear weapons.

Iran sits between two Sunni powers -Turkey and Pakistan – that depend to a great extent on Saudi financing, and that also have excellent relations with China. Turkey’s still-disputed agreement to buy a Chinese air defense system represented a revolution in Chinese-Turkish relations, motivated by a Chinese promise to transfer the whole package of relevant technology to Turkey and to help the Turks to manufacture the systems, a more generous offer than ever Ankara got from the West. Turkey is the logical terminus for the “New Silk Road” of road, rail, pipelines and broadband that China has proposed to build in Central Asia.

China, it might be added, also has excellent relations with Israel, whose premier technical university just was offered a US$130 million grant from Hong Kong magnate Li Ka-shing to fund part of the costs of building a branch in China. Chinese provincial and local governments will contribute another $147 million. The seamless interchange of ideas and personnel between Israel’s military, universities and tech entrepreneurs is a success story in miniature that China hopes to reproduce in scale. As Singapore-based political scientist Michael Raska reports, China’s military modernization envisions the spread of dual-use technologies to private industry.

Without attributing any geopolitical intention to Beijing, the visible facts make clear that China has the capacity to exercise strategic influence in the Middle East, and it has an unambiguous interest in maintaining stability. What China might choose to do, Washington will learn after the fact, if ever. If China wished to influence Iran, for example, it has considerable means to do so, and a great deal else besides.

Notes:
1. Iran Staggers as Sanctions Hit Economy, New York Times, September 30, 2013.
2. China and Iran: Destined to Clash?, The Diplomat, October 17, 2013.

10 Apr 12:07

Opa! Gim Argello, o preferido de Dilma, desiste de indicação ao TCU

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Preterido por senadores e pelo próprio presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o senador Gim Argello (PTB-DF) desistiu de tentar uma cadeira de ministro na Corte. O anúncio foi feito ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na noite desta quarta-feira, poucas horas depois de a oposição ter apresentado outro nome à vaga. A assessoria de Argello deve soltar uma nota com os motivos da desistência.

Nesta quarta, o presidente do TCU, Augusto Nardes, defendeu que o Congresso aprove nomes de “reputação ilibada” e “idoneidade moral” – o que não é caso do indicado pelo governo. Gim Argello responde a diversas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de crime contra a Lei de Licitações, crime eleitoral, peculato, crime contra a administração pública, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele chegou ao Senado como suplente e assumiu a vaga de Joaquim Roriz, que renunciou para fugir da cassação.

Em outra frente, senadores de cinco partidos – PSB, PSDB, PSOL, DEM e PDT – se articularam para tentar barrar a indicação do senador. Como alternativa, apresentaram o nome de Fernando Moutinho, consultor do Orçamento do Senado desde 2006 e que já atuou como auditor do tribunal por sete anos.

O nome de Gim Argello tinha o aval do Palácio do Planalto e de senadores governistas. Na terça-feira, parlamentares aliados tentaram aprovar, a toque de caixa, o nome do petebista ao cargo. Por um voto, o requerimento foi derrotado, levando a indicação ao rito normal da Casa, passando por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O petebista era cotado para substituir o ministro Valmir Campelo, que teve a aposentadoria publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira.

Em nota, Argello afirma que sua indicação foi usada como “instrumento de disputa política”. “No momento em que a honrosa indicação do meu nome para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União é usada como instrumento de disputa política em ano eleitoral, entendo que devo abrir mão desta honraria”, afirmou.

No documento, o senador não diz se tentará a reeleição ou buscará uma vaga na Câmara dos Deputados. “Com fé renovada em Deus e com o mesmo desprendimento demonstrado ao longo dos meus vinte anos de vida pública, reafirmo meu compromisso com o povo do Distrito Federal, com a sociedade brasileira, com o Senado da República, com o Partido Trabalhista Brasileiro”, afirmou.

10 Apr 12:07

The Ass of Passion Sunday

by Russell E. Saltzman

On Passion Sunday, more years than not, I give a children’s sermon. At the conclusion of the procession with palms and the Prayer of the Day, with the kids arrayed near the chancel, I selecte a kid as Jesus. We are going to enact the Lord’s triumphal entry into Jerusalem. (Scholars may quibble as to exactly how triumphal the entry in fact was, but I never bothered the kids with that.)

I pick a kid up (always the smallest I can find; my disk, you know) and as he rides into Jerusalem, the other children are to cheer and flourish their palm branches shouting “hosanna.” This usually requires several tries before they get to shouting with any real energy.

This wasn’t my children’s sermon; I stole it. I first saw it done in 1978 by Rev. David Risch of Faith Lutheran Church in Whitehall, Ohio, when I was a seminarian and he my pastoral mentor.

He arranged the kids on the chancel steps, picked one of them up, declared the child Jesus, and processed into Jerusalem. The children cheered and the palms were waved.

Passing before the children he paused and asked them, if Jesus borrowed the donkey would he return it like he promised?

Of course he would, the kids agreed. Does Jesus keep his promises? Yes. If he promises to love you, will he keep that promise too? Yes, yes, yes. And so, Jesus entered Jerusalem.

I found this such a charming approach that it became my default every Passion Sunday. I always asked, how did Jesus get the donkey?

If they listened to the Processional Gospel they could have figured out that Jesus borrowed it, which is what they were supposed to say. This would neatly lead to the question, if he borrowed it, will he bring it back? Then on to the other promises Jesus keeps.

But whether they paid attention to the Gospel reading or not, their actual answers to the question “where did Jesus get the donkey” depended to large degree upon the community environment where they lived.

In the Detroit inner-city neighborhood where I did my pastoral residency, the children’s consensus was that Jesus likely stole it. Out in rural Nebraska a fifth grader was of the opinion that Jesus got the donkey from the same place his dad got livestock, at the sale barn. In a Southside Chicago parish a kid asked, “What’s a donkey?” I did my best to clear up misunderstandings.

There was one drawback: If the kid I carried was Jesus, well, everybody knew who the donkey was, didn’t they.

This is all a roundabout way of calling to mind John Mason Neale (1818–1866). Neale translated into English the Latin hymn Gloria, laus et honor written by the hymnist, St. Theodulph of Orleans (d. 821). We know the hymn today as All Glory, Laud, and Honor, a traditional Passion Sunday entrance hymn.

While otherwise faithful to the Latin, Neal nonetheless thought it prudent to omit one verse from his translation:

Be Thou, O Lord, the Rider,
And we the little ass,
That to God’s holy city
Together we may pass.

While there is evidence the line was in use until the seventeenth century, the verse was perhaps too rude for the more refined worshipers of later centuries. No American hymnal has ever included it—wisely, I think. There is little point giving small boys reason for snickering in church; they can usually find their own reasons without any assistance.

But that verse brings to mind yet another donkey, this one from the pen of G. K. Chesterton:

The Donkey

When fishes flew and forests walked
And figs grew upon thorn,
Some moment when the moon was blood
Then surely I was born.
With monstrous head and sickening cry
And ears like errant wings,
The devil’s walking parody
On all four-footed things.
The tattered outlaw of the earth,
Of ancient crooked will;
Starve, scourge, deride me: I am dumb,
I keep my secret still.
Fools! For I also had my hour;
One far fierce hour and sweet:
There was a shout about my ears,
And palms before my feet.

Russell E. Saltzman is a dean in the North American Lutheran Church, assistant pastor of St. Matthew’s Churchin Riverside, Missouri. His latest book, Speaking of the Dead, is being published this year by ALPB Books. His previous articles can be found here.

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10 Apr 12:06

The Marriage that Made America

by Robert Morrison

Why do we remember Martha Washington as Lady Washington? Isn’t this the kind of aristocratic pretension that Mister Jefferson taught us to reject? No. Very simply, the wives of the American generals were known as the Lady Washington, the Lady Knox, the Lady Greene, etc., simply as a way of identifying the spouses of our top Continental Army officers. More than the sobriquet Lady Washington, Martha seems to have cherished the name the enlisted men gave her—“the soldiers’ best friend.” She spent six of the eight years that her husband was away from Mount Vernon with him in camp.

This alone entitles Lady Washington to our gratitude and respect. Travel by coach was extremely dangerous in the 1770s. Coaches overturned; ferries sank. And when she would finally arrive at the Army’s winter quarters, she would be subject to camp diseases.

At the beginning of the Revolution, we were losing more young men to smallpox than to British bullets or Hessian bayonets. His Excellency the General was immune because he had suffered smallpox after traveling to Barbados with his tubercular brother, Lawrence. But Martha had to undergo inoculation against the dreaded killer. In Congress, John Adams went so far as to require all new recruits to the Continental Army to undergo inoculation against the disease.

Listening to Lady Washington, it becomes clearer that the Glorious Cause of American Independence required more than the immortal words and the powerful ideas of the Declaration and more, even, than the great military victories over the British. Independency, as Lady Washington called it, was also a psychological and social question. A monarchical people—as we Americans then thought of ourselves—needed more than brilliant speeches and persuasive pamphlets to make the break. Monarchy was a matter of sentiment.

To understand this, I have been greatly aided by my wife of thrity-five years. She has held regular social events in our home in Annapolis. One of the most eagerly attended of these was a “Royal Wedding Reception” held on the day of Kate and William’s nuptials in London. And another was a “Royal Baby Shower,” held to celebrate the arrival of little George, a direct heir to the ancient Throne of the United Kingdom. Her guests for these events were dozens of local ladies, all decked out in hats and gloves. They flocked to our home to be served on English china. All the souvenirs and royal paraphernalia that we have inherited from my wife’s Canadian and Welsh ancestors were in use. These events supported local charities.

The great popularity of “the Royals” is seen everywhere. Go to any supermarket checkout. Go to the du Pont Mansion, “Winterthur,” and see the busloads of eager visitors touring the Downton Abbey exhibit. Americans—especially American women—love this stuff.

This is not so surprising. The great nineteenth century political scientist, Walter Bagehot, explained in his classic work, The English Constitution, how monarchy embodied the “dignified” aspect of government while Parliament, powerful as it is, represented merely the “efficient” machinery of democracy.

Bagehot argues with some force that most of us cannot really follow the details of government budgets and foreign military engagements, but everyone can identify with the central principle of monarchy—which is the family. To be sure, we will probably never hear a better defense of the ideal of marriage than that delivered by the Bishop of London at the Royal Wedding.

Breaking with royalty was not easy. It was the courage and perseverance of General George Washington that carried the Revolution to success. He was truly the “indispensable man.” But it is just as true that Martha Washington was the indispensable woman.

Their marriage embodied the new republican ideal. And, as Dr. Benjamin Rush, said of Washington’s massive presence: “There is not a king in Europe that would not look like a valet de chambre by his side.” And what queen could be found sitting by the bedside of a sick soldier boy, nursing him and comforting him in his misery?

The Washingtons—both of them—were everything to us in the Founding Era that King George III and Queen Charlotte were not. Seeing them and their devotion to one another, seeing that intimate and enduring partnership, Americans knew that we could indeed be the “New Order of the Ages.” Surely Abigail Adams was right when she said, “George Washington is the head of our government, but Martha Washington is its heart.”

Today, all too casually, Americans are being told to cast aside marriage. The goal of the most thorough progressives is not the expansion of marriage, but its abolition. If we allow marriage to be dissolved, we may find to our great sorrow, that just as the Washingtons’ marriage made America, unmaking marriage will unmake America.

Robert Morrison is a senior fellow at the Family Research Council.

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10 Apr 11:57

O Ipea, o instituto que tentou fazer dos brasileiros um bando de potenciais estupradores, mantém um núcleo politicamente delinquente na Venezuela, que defende a ditadura e ataca a democracia… por princípio! Nós sustentamos essa vagabundagem intelectual!

by giinternet
Pedro Silva Barros, o chefe do Ipea na Venezuela: edle gosta do bolvarianismo e acha que a democracia não está com nada. Grande pensador!

Pedro Silva Barros, o chefe do Ipea na Venezuela: ele gosta do bolivarianismo e acha que a democracia não está com nada. Grande pensador! E ganha mais de US$ 12 mil por mês para isso!

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que já chegou a ser um centro de excelência no Brasil, não demonstra hoje a sua vagabundice teórica e prática apenas produzindo pesquisas imprestáveis e erradas. Vai muito além disso. Dedica-se também ao proselitismo esquerdopata mais asqueroso, à defesa da ditadura, ao achincalhamento da democracia e, acreditem!, a ataques às oposições da Venezuela e do Brasil. Sim, eu estou me referindo àquele instituto que acusou, na prática, os brasileiros — inclusive as mulheres — de simpatizantes do estupro ou, quem sabe?, de potenciais estupradores. Depois veio a público para dizer que seus números estavam errados, mas que suas conclusões estavam certas. De chorar!

Poderia ter havido um lado positivo até: teve início um movimento das peladas, que resolveram escrever no corpo “Eu não mereço ser estuprada”. Muita pelada por nada! Os números reais evidenciavam, ao contrário do que se disse, que a esmagadora maioria dos brasileiros rejeitava frases machistas e sexistas sobre agressões às mulheres. Felizmente! Quanto ao peladismo, dizer o quê? Nesse caso, não foi diferente — sempre é assim quando se fica nu por razões políticas: quem vale a pena não tira a roupa, quem tira não vale a pena… Ainda está para surgir o casamento perfeito entre a causa de quem se despe e a causa de quem só olha. Em suma: o Ipea nos acusou de um bando de potenciais estupradores, e a gente, felizmente, não era. Que bom! Mas por que isso agora?

Na Folha de hoje, há uma reportagem de Fabiano Maisonnave com informações verdadeiramente estarrecedoras. O Ipea tem uma filial na Venezuela desde 2010 — vocês sabem: um acordo entre Luiz Inácio Apedeuta da Silva e Hugo Chávez. É a única representação internacional do instituto. Como se sabe, o país está mergulhado numa crise econômica e política sem precedentes; a economia está quebrada; a violência literalmente corrói o tecido social. Falta de tudo: de comida a papel higiênico. O chavismo inferniza a vida dos venezuelanos em toda a sua, digamos, cadeia existencial… O Ipea, cuja vocação é fazer estudos macroeconômicos, deve estar cuidando disso, certo? Errado. Leiam o que informa a Folha:
“Nestes quatro anos, a Venezuela tem sofrido uma deterioração contínua de sua economia. A inflação fechou o ano passado em 56%, há desabastecimento de produtos básicos e um mercado de câmbio descontrolado. Apesar da conjuntura, nos estudos produzidos sobre a Venezuela no período e enviados pelo Ipea à Folha via Lei de Acesso à Informação, os assuntos predominantes são cooperação da Venezuela com o norte do Brasil e o modelo político venezuelano. Os tom varia entre neutro e elogioso ao chavismo. Nos estudos sobre cooperação, problemas como insegurança jurídica ficam praticamente de fora, apesar do recente histórico de nacionalizações e do relativamente baixo investimento estrangeiro.”

Informa ainda a reportagem: “A missão é chefiada pelo economista brasileiro Pedro Silva Barros, autor de textos no qual defende os governos de Chávez e o de seu sucessor, Nicolás Maduro, e critica a oposição venezuelana.” O tal Barros é um colaborador do site esquerdista “Carta Maior”. Vale dizer: não é um economista, mas um militante do PT. Vive bem por lá: tem um salário de US$ 12.291, superior ao de qualquer professor universitário no Brasil.

O Ipea da Venezuela é capaz de escrever coisas como esta:
“O modelo bolivariano afasta-se, sem dúvidas, da democracia representativa despolitizadora que predomina ainda hoje no mundo. Supera o modelo idealizado pelos pais fundadores da república norte-americana”.

Entenderam? Temos no Ipea da Venezuela gente que odeia a “democracia despolitizadora”. O instituto gosta mesmo é do bolivarianismo politizador, que persegue a imprensa, que confere ao governo o monopólio do acesso à radiodifusão, que põe milícias armadas nas ruas para enfrentar os opositores a bala, que frauda eleições.

Em suma, o que se tem lá é um pouco do lixo mental brasileiro. Na sexta, conversava com amigos aqui em casa. Um deles me disse que discordava de certa abordagem que eu fazia porque, às vezes, ficava parecendo que os petistas eram Pol Pot. Ponderei que não são, claro! Mas não porque não queiram ou não quisessem, mas porque não podem. E quem não permite que sejam somos nós.

O Ipea da Venezuela é a prova disso. Onde eles podem defender um governo de força, que elimina os adversários na base da bala e da porrada, eles o fazem sem pestanejar.

Sobre a recente visita da deputada oposicionista María Corina Machado ao Brasil, escreveu o tal Barros: “[O senador tucano] Aécio Neves a saudou como representante da voz das barricadas, legitimando a violência que levou a morte de quase 40 venezuelanos.” Trata-se de mais uma delinquência política. A esmagadora maioria dos mortos é constituída de opositores, assassinados pelas milícias chavistas armadas, defendidas pelo Ipea.

Quem botou o rapaz lá foi Márcio Pochmann, o petista que transformou o instituto no braço mais burro do partido — sim, há profissionais competentes que ainda estão no instituto. O atual presidente é Marcelo Neri. Ainda não acabou com aquela sem-vergonhice por quê? Das duas uma: ou concorda ou, não concordando, não tem poder para fechar aquela porcaria ou substituir os quadros. Nesse caso, se não pede a conta, então é conivente.

10 Apr 02:10

Isolado, André Vargas renuncia ao cargo de vice-presidente da Câmara

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com. Comento daqui a pouco.
Isolado na Câmara dos Deputados e escanteado pelo PT, que se recusou a defendê-lo publicamente, o deputado petista André Vargas renunciou nesta quarta-feira ao cargo de vice-presidente da Casa. Ele mantém o mandato parlamentar, mas abre mão do cargo na Mesa Diretora. Na carta em que justifica a decisão, Vargas alega que precisa se dedicar à defesa que apresentará no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que na tarde de hoje instaurou processo para apurar as relações entre o congressista e o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava-Jato e apontado como um dos principais personagens de um esquema de lavagem de dinheiro responsável por movimentar 10 bilhões de reais nos últimos anos.

“Em virtude da decisão tomada hoje pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pela instauração do procedimento de apuração de denúncias apresentadas contra mim, decidi apresentar minha renúncia à vice-presidência desta Casa. Tomo esta decisão para que eu possa me concentrar em minha defesa perante o Conselho e para não prejudicar o andamento dos trabalhos da Mesa Diretora e também preservar a imagem da Câmara, do meu partido e de meus colegas deputados”, disse ele em carta.

“Tenho enfrentado um intenso bombardeio de denúncias e ilações lançadas em veículos de imprensa baseadas apenas em vazamentos ilegais de informações, as quais terei agora a oportunidade de esclarecer, apresentando minha versão – a verdade – a respeito de tudo que vem sendo divulgado”, completou.

Internamente, Vargas sofria pressão para que também abrisse mão do mandato parlamentar, mas, se o fizesse, perderia o foro privilegiado de deputado e poderia ser investigado pela Justiça do Paraná no âmbito da Operação Lava-Jato da Polícia Federal.

Para aliados, a situação de André Vargas ficou insustentável após o ex-presidente Lula ter rifado o companheiro. “Ele é vice-presidente de uma instituição importante, que é a Câmara dos Deputados, e acho que quando você está em um cargo desses, tem que ser exemplo. Espero que ele consiga convencer a sociedade e provar que não tem nada além da viagem de avião, porque, no final, quem paga o pato é o PT”, disse Lula nesta terça em entrevista a blogueiros.

Político em ascensão no PT, Vargas ganhou prestígio no partido por defender o “controle social da mídia” como secretário de Comunicação da sigla. Chegou à vice-presidência da Câmara. Foi de uma das cadeiras de comando da Casa que levou os colegas de bancada ao êxtase quando ergueu o punho repetindo o gesto dos mensaleiros presos, em provocação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa – chegou a dizer também que tinha vontade de “dar uma cotovelada” em Barbosa durante a visita do ministro-relator do mensalão à Câmara.

A ruína de Vargas começou quando o jornal Folha de S. Paulo revelou que ele havia viajado para o Nordeste em um jatinho bancado pelo doleiro. O presente custou 100.000 reais. Desde então, o petista iniciou uma sequência de versões: tentou atribuir a notícia à intriga de adversários políticos no Estado, depois afirmou que recorreu à ajuda do doleiro porque as passagens estavam muito caras e até subiu à tribuna para dizer que cometera um “equívoco” e fora “imprudente”. As investigações da PF, entretanto, mostraram muito mais.

Reportagem de VEJA mostrou que as ligações de Vargas e Youssef vão além da amizade: a dupla trabalhava em parceria para enriquecer, fraudando contratos com o governo federal. Mensagens de celular interceptadas pela Polícia Federal apontam que o petista exercia seu poder para cobrar compromissos de Youssef. Em uma das conversas flagradas pela PF, o deputado e o doleiro conversam sobre contratos do laboratório Labogen com o Ministério da Saúde – a empresa receberia 150 milhões de reais em vendas de medicamentos. O Labogen é uma das empresas do esquema do doleiro e está registrada no nome de um laranja.

O aparecimento do Ministério da Saúde nas investigações é uma das principais preocupações de Lula: o ex-titular da pasta, Alexandre Padilha, é seu candidato ao governo de São Paulo. Além disso, Lula e o PT temem que o agravamento do caso atrapalhe os planos da senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) na disputa pelo governo do Paraná – Vargas, inclusive, era cotado para chefiar a campanha.

Leia a íntegra da carta de André Vargas:
Em virtude da decisão tomada hoje pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pela instauração do procedimento de apuração de denúncias apresentadas contra mim, decidi apresentar minha renúncia à vice-presidência desta Casa. Tomo esta decisão para que eu possa me concentrar em minha defesa perante o Conselho e para não prejudicar o andamento dos trabalhos da Mesa Diretora e também preservar a imagem da Câmara, do meu partido e de meus colegas deputados.

Tenho enfrentado um intenso bombardeio de denúncias e ilações lançadas em veículos de imprensa baseadas apenas em vazamentos ilegais de informações, as quais terei agora a oportunidade de esclarecer, apresentando minha versão – a verdade – a respeito de tudo que vem sendo divulgado.

Enfrentarei tranquilamente este processo na certeza de que provarei ao final que não cometi nenhum ato ilícito. Sigo com muito orgulho de minha história política e minha luta ao lado de tantos companheiros, em defesa do povo paranaense e pela construção de um Brasil melhor.

10 Apr 02:09

E a gigante EMS, hein? Vai continuar muda? Queria com a Labogen do doleiro exatamente o quê? Ou: Um clássico que vem lá dos tempos de PC Farias!

by giinternet

EMS

A EMS, a gigante do setor farmacêutico, deve estar comemorando o nosso, dos jornalistas, temperamento colaborativo, não é mesmo? Eu estou enganado ou o laboratório-lavanderia Labogen havia celebrado um acordo com a empresa para o fornecimento de remédios ao Ministério da Saúde?

Quem, de fato, iria fornecer o citrato de sildenafila, o genérico do Viagra, para o ministério? Que eu saiba, seria a EMS. Por que um laboratório com um faturamento anual de R$ 5,3 bilhões precisa de uma cabeça de porco com folha de pagamentos de R$ 28 mil — isso na hipótese de que tenha existência real?

Se eu, Reinaldo, propuser um negocinho à EMS, mesmo sem ser do ramo — e, definitivamente, em matéria de remédios, sou apenas consumidor, não obsessivo, mas contumaz ao menos —, o laboratório topa? É estranho o silêncio da empresa até agora, não é mesmo?

Mas chegou a hora de falar. O que a EMS queria com a Labogen? Estava interessada na expertise do laboratório de Youssef? Quem fez o contato? Quais foram os intermediários na conversa?

A única coisa boa de envelhecer é ter memória, né? Eu me lembro ainda que, quando as tripas do governo Collor vieram à luz, apareceram notas fiscais de alguns gigantes do capitalismo brasileiro para empresas de PC Farias, o caixa do presidente deposto, notadamente a Tratoral. Ora, que tipo de serviço a dita-cuja oferecia? Nenhum! Era só uma forma legal de pagar propina por benefícios extralegais. Algumas notórias reputações foram flagradas na operação. Nessas horas, vem a cascata de sempre: “Se a gente não cede, acaba sendo prejudicado”. Ora, ponham a boca no trombone em vez de se deixar chantagear por pilantras.

A associação de empresas legais com empresas de fachada é um clássico de malandragem política. Que a Labogen não seja séria, disso a gente já sabe. Agora resta que a séria EMS se explique. Alguém forçou o acordo? Antes de celebrar uma parceria ou uma sociedade, esta gigante do setor farmacêutico ao menos se ocupa de colher informações cadastrais das empresas com as quais faz negócio? Qual era a experiência da Labogen na fabricação de remédios? Já tinha produzido antes o quê?

Deixo aqui as minhas perguntas à EMS. Se a empresa quiser responder, publico com muito gosto.

10 Apr 02:09

Se Vargas renuncia agora, inelegível já estará até 2024; no plenário, ele tem alguma chance, ainda que remota. Ou: Deputado avisou que não aceita ser linchado pelos “companheiros”

by giinternet

O deputado petista André Vargas (PT-PR) renunciou, como vocês podem ler abaixo, à vice-presidência da Câmara e do Congresso, mas ainda não ao mandato. Posto de lado pelo próprio PT, que já sentiu o cheiro de carne queimada, não tem mais por onde escapar. O próprio Lula o jogou na fogueira. Ele que se explique. Como explicação não há…

Na carta de renúncia, afirma que está deixando o cargo na Mesa Diretora da Câmara para se concentrar na sua defesa, já que, conforme o esperado, o Conselho de Ética decidiu mesmo abrir um processo por quebra de decoro parlamentar. O relator é o deputado Júlio Delgado, do PSB de Minas, que relatou o caso José Dirceu, pedindo, então, a sua cassação. Também agora, Delgado não deixa muita dúvida sobre o que vai fazer: “A gente tem muita prova pública e notória. Vamos trabalhar no prazo de 90 dias, garantindo o amplo direito de defesa ao deputado André Vargas, mas, a cada dia, surgem novos fatos da relação com o doleiro. O fato de ele, na tribuna da Câmara, ter dito que a relação era superficial compromete porque a gente agora sabe que é mais profunda do que isso!”. E como é!

O PT estava doido para Vargas renunciar — e já! Mas ele não quer de jeito nenhum! Lá entre eles, apurou este blog, alega que tem muitos serviços prestados ao partido — vai saber quais — e que não aceita o linchamento. Sim, senhores! Vargas já afirmou que não aceita ser hostilizado pelos seus próprios companheiros. Sabem-se lá quais são as histórias que só os frequentadores dos subterrâneos do petismo conhecem.

Em sua carta, diz Vargas:
“Tenho enfrentado um intenso bombardeio de denúncias e ilações lançadas em veículos de imprensa baseadas apenas em vazamentos ilegais de informações, as quais terei agora a oportunidade de esclarecer, apresentando minha versão – a verdade – a respeito de tudo que vem sendo divulgado.”

Não sei por que o petista precisa esperar tanto tempo. Quando o doleiro Youssef lhe diz que um contrato do laboratório Labogen com o Ministério da Saúde vai lhe render a “independência financeira”, Vargas poderia nos explicar que outro sentido tem essa expressão além de… independência financeira. Quando o doleiro Youssef diz que precisa “captar”, e ele, Vargas, promete entrar em ação, poderia nos revelar, desde já, captar o quê. Um doleiro faz captação de quê? De borboletas? De advérbios? De prosopopeias?

Mais: foram-lhe dadas chances de explicar o aluguel do jatinho feito pelo doleiro, que o levou e à família de férias para a Paraíba. O mimo custou R$ 100 mil. Vargas preferiu contar o oposto da verdade para os deputados. Isso costuma ser fatal mesmo para os elásticos padrões brasileiros.

Então por que esperar? Vejam só: se Vargas renuncia agora, dada a Lei da Ficha Limpa, ele já está inelegível por oito anos a partir de 2015. A punição só acaba em 2022 — ano em que ele ainda não poderá ser candidato a nada. Pode tentar voltar à vida pública, mantido o calendário atual, só em 2024, nas eleições municipais. Caso seja cassado pela Câmara, que é o mais provável, a punição é a mesma. Assim, parece que, entre chance nenhuma e uma chance remota, ele escolheu a segunda hipótese — apesar da humilhação que representaria a cassação.

Uma das estrelas em ascensão do petismo; o ilustre representante da tropa de choque lulista no PT; o homem com fama de derrubar até ministra de estado; o comandante em chefe espiritual dos blogs sujos a serviço do petismo caiu em desgraça. E não foi em razão de nenhuma tramoia da oposição.

Quem está pisando em ovos é a senadora Gleisi Hoffmann, pré-candidata do PT ao governo do Paraná. Vargas iria coordenar a sua campanha e tinha o PT paranaense na palma da mão. Será que, na vida partidária propriamente, eram outros os seus métodos? Em se tratando de PT, cabe uma outra pergunta: Vargas atuava apenas em seu próprio nome? Não se esqueçam de que, mesmo na cadeia, Youssef recebeu um recado: tomar cuidado para não falar demais e arrastar gente graúda.

 

10 Apr 00:00

Há “prova pública” contra Vargas, diz relator de processo

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Escolhido relator do processo contra o deputado André Vargas (PT-PR) no Conselho de Ética, Júlio Delgado (PSB-MG) afirmou nesta quarta-feira que há “provas públicas” da relação do vice-presidente da Câmara com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato. Delgado foi nomeado pelo presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PSD-SP), pela experiência acumulada em casos similares – ele foi relator do processo de cassação do então deputado José Dirceu no Conselho de Ética. Nesta quarta-feira, após ser escolhido para elaborar o relatório, Delgado relembrou as pressões que sofreu em 2005, quando redigiu parecer pela cassação de Dirceu. Segundo ele, sobram evidências “notórias” da relação espúria de Vargas com o doleiro Youssef.

“Neste caso, a gente tem muita prova pública e notória. Vamos trabalhar nesse prazo [de 90 dias], garantindo o amplo direito de defesa ao deputado André Vargas, mas a cada dia surgem novos fatos da relação com o doleiro. O fato de ele, na tribuna da Câmara, ter dito que a relação era superficial compromete, porque a gente agora sabe que é mais profunda do que isso”, disse o relator. Na próxima semana, ele apresentará parecer preliminar apontando que existem indícios suficientes para que o caso tenha continuidade no Conselho de Ética. “Vamos instaurar o processo e começar a correr esses prazos todos com toda a precaução. Mas vamos dar uma resposta à sociedade. A representação[dele] na Casa é elevada porque ocupava um cargo de vice-presidente da nossa instituição”, afirmou.

Delgado verbalizou o que muitos parlamentares comentavam reservadamente: a situação do petista é similar à do ex-senador Demóstenes Torres, cassado após colocar o mandato a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira. “O André Vargas não fez nada diferente do que o Demóstenes Torres fez na tribuna do Senado: ‘Eu não conheço o Cachoeira, não tenho relação com ele’. Mas os caras eram sócios. O André Vargas foi e falou que a relação dele era superficial, que ele se arrependeu e depois chegaram a que conclusão? Que não era nada disso”, afirmou.

Manobras
De acordo com o relator, aliados de Vargas devem promover manobras para tentar atrasar a conclusão do processo. Além de sucessivos pedidos de vista, a defesa do petista deverá arrolar testemunhas de difícil acesso, como pessoas presas ou indisponíveis para depoimentos. “Vamos tentar cumprir o prazo de 90 dias, sabendo que existem medidas protelatórias para que o processo possa se estender. Nosso interesse é entregar esse relatório até o final de maio ou início de junho para que não seja atropelado pelo recesso e pela Copa do Mundo”, declarou. “As medidas protelatórias vão ocorrer, mas o prazo de 90 dias é suficiente.”

10 Apr 00:00

O PT e a Petrobras: “Vamos botar ordem nesta orgia”, convidaria o Marquês de Sade!!!

by giinternet

Sade

“Vamos botar ordem nesta orgia”, diria Donatien Alphonse François de Sade (imagem), o famoso Marquês de Sade, que deu origem ao substantivo “sadismo” e ao adjetivo “sádico”. É claro que ele não disse isso, mas poderia tê-lo feito. Num livro chamado “A Filosofia na Alcova”, o escritor e transgressor francês narra os atos sexuais mais bizarros, mas tudo com incrível método, descrevendo cada prática no detalhe e demonstrando que elas devem seguir determinado ritual, determinada ordem — daí a piada que se começou a fazer com ele: “Vamos botar ordem nesta orgia”. Recomendo o livro, não as estrepolias, aos maiores de idade, até porque ele já deixa claro por que a Revolução Francesa não era coisa que prestasse. Mas voltemos.

A orgia legal petista não tem ordem nenhuma, não tem método, não tem nada. Sade podia narrar as piores cenas, mas tudo com muita elegância, coisa que a companheirada não tem. É grossa. Mata a bola de canela. Vejam vocês: o Senado adiou a decisão sobre a CPI para a próxima terça-feira. Só então o plenário vai decidir se acata ou não o parecer da CCJ, que optou pela comissão mais ampla, conforme a proposta dos governistas. No seu requerimento, investigam-se, além das lambanças na Petrobras, acusações de mau uso do dinheiro público em São Paulo, Pernambuco e Minas. Tudo ao mesmo tempo agora.

Acontece, vejam que coisa, que o plenário também terá de votar uma outra questão: o PT alega que a investigação da Petrobras não tem fato determinado; que há acusações sem ligações entre si. Que coisa fabulosa! As oposições querem uma CPI específica para apurar evidências de irregularidades na Petrobras. Os petistas alegam que falta o fato determinado. Não obstante, eles propõem, e conseguem aprovar, uma comissão ainda mais ampla: além da Petrobras, que se investiguem também os governos de São Paulo, Minas e Pernambuco.

Pergunta óbvia: se o PT alega que falta um fato determinado no caso da estatal, como é que justifica uma CPI ainda mais ampla, que apuraria também supostos malfeitos em três estados? O Marquês de Sade certamente ficaria furioso com o PT. Ele, que era um homem muito politizado, embora gostasse mesmo é de uma sacanagem, diria: “Assim não é possível fazer orgia; orgia, do modo como agem os petistas, vira uma grande bagunça”.

Também na próxima terça, está prevista a leitura de dois outros requerimentos de CPI, aí mistas: a da oposição, que pede investigação dos casos escabrosos na Petrobras, e a do governo, que repete a fórmula “tudo ao mesmo tempo agora” empregada no Senado.

Alguém poderia perguntar: “Mas o governo quer mesmo investigar os estados comandados por oposicionistas?”. Resposta: pode até querer, mas esse não é o objetivo principal. O que se pretende evitar a todo custo é uma CPI da Petrobras. E deve haver fortes motivos para isso, não? Dois dos negócios considerados ruinosos para a empresa — a compra, a um preço estratosférico, de uma refinaria nos EUA e a venda, por um valor considerado abaixo do de mercado, de outra refinaria na Argentina — foram feitos em 2006, em pleno ano eleitoral.

Mais: as acusações pilantras de que o PSDB teria pretendido privatizar a Petrobras — o que é mentira — constituíram um pilar das campanhas eleitorais petistas de 2002, 2006 e 2010. O que se vê é que privatizada a empresa está hoje: passou a ser propriedade dos companheiros, que não leram Marquês de Sade. Não porque não gostem de sacanagem, mas porque não têm método.

10 Apr 00:00

Gim Argello, o preferido de Dilma para o TCU, é um ficha-suja, condição que ele omite em encontro com auditores

by giinternet

O texto abaixo foi publicado antes da renúncia de Gim Argello à sua candidatura ao TCU. Mas eu o mantenho conforme foi escrito porque aí está dito o que precisa ser dito.

Ai, ai…

Dilma Rousseff, a nossa Soberana, cismou que seu amigão, o senador Gim Argello (PTB-DF), tem de ser membro do Tribunal de Contas da União. Para fazer parte do quadro, é preciso ter reputação ilibada! Vá lá que um ou outro por lá deixem a gente com a pulga atrás da orelha. Mas nunca houve outro como o Gim da Dilma. Além de haver nada menos de seis investigações no STF em que ele figura como o… investigado, parece que o amigão presidencial não tem muito apreço pelos fatos.

Na sexta-feira passada, dia 4, informa Felipe Coutinho na Folha, o Primeiro Amigo recebeu em seu gabinete auditores do TCU para abordar justamente as resistências a seu nome. Encontrou-se, entre outros, com Leonel Munhoz, presidente da Auditar (União dos Auditores Federais do Controle Externo). Há um vídeo sobre o encontro, que segue abaixo. Incrível! Gim assegura que há investigação, mas nenhuma condenação. Vejam. Volto em seguida.

Agora os fatos
Errado! Ele já foi condenado em primeira e segunda instâncias por irregularidades havidas no tempo que presidia a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Foi peremptório: “Nunca fui condenado em absolutamente nada. Precisa ter tranquilidade, presidente, não tem nenhuma condenação. Tenho certeza de que vou ganhar”.

Ele sabia das condenações? Ora, claro que sim! Por isso mesmo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça em 2012. A própria Auditar põe o vídeo no ar. O senador assegura ter uma certidão negativa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ocorre que o TJ-DF informou à reportagem da Folha que tais certidões não incluem as condenações em fase de recurso. Digamos que o candidato a integrar um tribunal de contas, que é um órgão de auditoria, resolveu negociar com a verdade…

É uma piada macabra. Com a condenação em segunda instância, Gim não pode nem mesmo se candidatar por causa da lei da Ficha Limpa. É bom lembrar que ele chegou ao Senado sem voto: era suplente do grande patriota Joaquim Roriz, que teve de renunciar em julho de 2007 para não ser cassado. Bem rapidinho, passou a integrar o grupo dos preferidos da Soberana, quando ainda era ministra.

“Isso complica muito a situação dele em termos de poder assumir um cargo no tribunal, porque tem a questão da idoneidade que fica comprometida”, afirmou ao jornal o presidente do TCU, Augusto Nardes. Nesta quarta, a Auditar apresentou requerimento ao Senado pedindo a suspensão do processo de indicação de Argello.

Olhem aqui: é muito topete Dilma Rousseff recorrer aos préstimos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para indicar para o TCU alguém que não pode nem mesmo se eleger parlamentar porque é um ficha-suja. O plenário do Senado tem de aprovar o seu nome: imaginem o vexame se a Casa endossa a postulação de alguém que não poderia nem mesmo fazer parte daquele clube.

Por que Dilma não nomeia Gim Argello seu ministro? Para tanto, não é preciso ter reputação ilibada, certo?

09 Apr 19:25

CCJ: nem justa nem constitucionalista. Ou: Rosa Weber vai jogar no lixo Paulo Brossard? Vamos ver

by giinternet
Rosa, a relatora, vai decidir se...

Rosa Weber, a relatora, vai decidir se…

...segue as luzes de Brossard ou se investe na escuridão

...segue as luzes de Brossard ou se investe na escuridão

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado fez o que se esperava que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado fizesse, dada a maioria que há lá: nem seguiu a Constituição nem foi justa.

Não seguiu o texto constitucional porque, a menos que a turma lá tenha um outro, diferente do que tenho aqui, as CPIs estão no Parágrafo 3º do Artigo 58, a saber:
§ 3º – As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

A oposição cumpriu todos as exigências e viu seu requerimento ser engolido por outro, da base governista, que viola esse fundamento constitucional, já que não investiga fato determinado.

Se a CCJ não segue a Constituição e, portanto, “de Constituição” não pode ser, tampouco se pode afirmar dela que seja justa. Não o é etimologicamente: a palavra “Justiça” deriva do vocábulo latino “jus”, que quer dizer “equilíbrio”. A decisão da CCJ foi desequilibrada: trata-se de uma maioria esmagando uma minoria, contra o ordenamento legal.

Também não é justa porque despreza a jurisprudência do Supremo sobre CPIs, conforme já demonstrei aqui. As circunstâncias em que uma CPI é criada e pode, eventualmente, ter seu foco ampliado foram estabelecidas no acórdão do habeas corpus 71.039, de que foi relator o ministro Paulo Brossard. Ali se diz com todas as letras que “as CPIs não têm poderes universais de investigação, mas limitados a fatos determinados”.

Como já se evidenciou aqui, no parecer que encaminhou à CCJ, o presidente do Senado, Renan Calheiros, na prática, fraudou não apenas o fundamento constitucional da CPI, mas também o sentido do acórdão relatado por Brossard.

Partidos de oposição e senadores independentes recorreram ao Supremo pelo direito de instalar a CPI exclusiva da Petrobras. A relatora é a ministra Rosa Weber, gaúcha como o constitucionalista Brossard. Obviamente, não acho que estamos diante de uma questão bairrista. Ao contrário: a decisão tem o caráter mais universalista possível. Mas é sempre bom olhar a história, né?

Brossard — que nunca fez questão de esconder as suas origens, que jamais deixou, pelo sotaque, pelos hábitos, pelas metáforas, de ser um homem de sua aldeia — fez-se um jurista com preocupações universalizantes. Rosa, sua conterrânea, terá a chance de demonstrar que só pode ser universal quem respeita a tradição de sua aldeia. Ou pode se apequenar.

Que fique claro: o que está em debate é a sobrevivência ou não da CPI como uma prerrogativa do Congresso. Se a patranha do Planalto prosperar, nunca mais se fará uma comissão de inquérito enquanto o Executivo, em qualquer dos três níveis, tiver maioria no Legislativo. Bastará usar essa maioria para combater um requerimento com outro que investigue tudo, nada e qualquer coisa das respectivas oposições. E, nesse caso, quem estará perdendo é a democracia.

09 Apr 14:02

Australia Declares Homeopathy Nonsense, Urges Doctors to Inform Patients

by Unknown Lamer
jones_supa (887896) writes "Homeopathy is a 200-year-old form of alternative medicine based on the principle that substances that produce symptoms in a healthy person can be used to treat similar symptoms in a sick person. The National Health and Medical Research Council of Australia has officially declared that homeopathic remedies are useless for human health. The body today released a guide for doctors (PDF) on how to talk to their patients about the lack of evidence for many such therapies. Doctors will also be told to warn patients of possible interactions between alternative and conventional medicines. On top of that, the council has produced a 300-page draft report that reviews the evidence for homoeopathy in treating 68 clinical conditions. It concludes 'there is no reliable evidence that homoeopathy is effective for treating health conditions'. Representing the opposite viewpoint, Australian Homeopathic Association spokesman Greg Cope said he was disappointed at the narrow evidence relied on by the NHMRC in its report. 'What they have looked at is systematic trials for named conditions when that is not how homeopathy works,' he said. Homeopathy worked on the principle of improving a person's overall health and wellness, and research such as a seven-year study conducted in Switzerland was a better measure of its usefulness, he added. There are about 10,000 complementary medicine products sold in Australia but most consumers are unaware they are not evaluated by the domestic medicines safety watchdog before they are allowed on the market."

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09 Apr 11:05

Está prevista para hoje a abertura de processo contra Vargas no Conselho de Ética; há a expectativa de que renuncie; se o fizer ou for cassado, estará inelegível até 2024

by giinternet

A Comissão de Ética do Senado se reúne hoje para decidir se abre o processo por quebra de decoro parlamentar do deputado André Vargas (PT-PR), que já foi um dos homens mais poderosos do PT e agora é apenas, como já escrevi aqui, um cadáver adiado que procria, para lembrar o poeta. Está, como destacou o próprio Lula, gerando problemas também para o PT. A coisa é tão complicada que não há nem espaço para manobra sem que a Câmara se desmoralize. A abertura do processo é certa. Se aberto, haverá, sim, a recomendação para que seja cassado. Com votação aberta, de acordo com a nova regra, duvido que escapasse. Mas acho que não se chegará a tanto. Vargas deve renunciar antes disso.

Agora é o próprio PT que o quer fora da Câmara. Lembrem-se: ele é nada menos do que vice-presidente da Casa e do Congresso. Nesta terça, o deputado Vicentinho (SP), líder do partido, concedeu um entrevista em que afirmou que seu parceiro está, sim, pensando na renúncia. E chegou a usar uma frase que tem história: “Ele está absolutamente convencido da sua inocência”. Quando estourou o escândalo do mensalão, disse José Dirceu: “Eu estou a cada dia mais convencido da minha inocência”. Eles não aprendem nada nem esquecem nada.

Se Vargas renunciar, pode se candidatar nas eleições deste ano? A resposta é “não”. A Lei da Ficha Limpa alterou a redação da Lei Complementar nº 64, de 1990, que passou a contar com a alínea K. E o que ela diz? Reproduzo para vocês:
“k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura;”

Logo, Vargas deveria ter renunciado antes de os partidos de oposição entrarem com a representação no Conselho de Ética. Agora, não dá mais tempo. Se renunciar ou for cassado, estará inelegível por mais oito anos a partir de 2015. A punição só termina ao fim de 2022, incluindo esse ano. Só poderá, portanto, voltar a disputar um cargo público nas eleições municipais de 2024 — daqui a 10 anos. A política agradece, não é mesmo?

Nunca se esqueçam: Vargas é aquele senhor que fazia lobby no Ministério da Saúde, então comandado pelo petista Alexandre Padilha, em favor do doleiro Alberto Youssef, que lhe prometeu a sua “independência financeira” Padilha é, sim, amigão de Vargas. Publiquei aqui o vídeo em que, quando ministro, pede voto para o deputado.

Nesta terça, diga-se, a Folha revelou que Vargas e Youssef são réus num outro processo, que corre na Justiça de Londrina desde 1999. O chamado caso Ama/Comurb é o maior escândalo de corrupção da história da cidade, base política do petista. No fim da década de 1990, ao menos R$ 14 milhões, em valores da época, teriam sido desviados em licitações fraudulentas. Parte desse dinheiro teria ido parar nas mãos de Vargas, que, à época, coordenava as campanhas locais dos petistas.

A coisa é antiga. Como dizia o poeta latino Catulo, é difícil renunciar subitamente a um grande amor.

09 Apr 11:02

A aulinha arrogante, ilógica e contraditória de Gabrielli. Ou: Aquilo foi confissão de culpa?

by giinternet

José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, tentou explicar a compra da refinaria de Pasadena a parlamentares petistas. É parte da operação montada pelo Planalto para tentar evitar a CPI.

Ele conseguiu?

Conseguiu foi se enrolar um pouco mais. Gabrielli, em cuja gestão se plantaram as sementes da atual ruína da empresa, rompeu nesta terça-feira seu silêncio e foi dar uma aulinha na “Escolinha do Professor Raimundo”. Ele vinha se negando a falar sobre o assunto. O objetivo da intervenção é claro e se ancora em três pontos:

1 – livrar a cara de Dilma, confirmando a versão da presidente de que ela, de fato, não dispunha de todos dados — leia-se: as cláusulas Marlim e Put Option;

2 – lembrar que o conselho tinha representantes da iniciativa privada, que também endossaram o negócio;

3 – defender a operação como tecnicamente viável para a época.

Para quem lida com a lógica, a fala de Gabrielli foi uma confissão de culpa e uma contradição nos próprios termos. Explico com os pés nas costas.

Gabrielli afirma que Dilma, com efeito, não dispunha de todos os dados, certo? Mas ele. Gabrielli, então presidente da empresa, os tinha na ponta da língua, certo? Por que os omitiu do conselho? Aquilo foi confissão de culpa?

Notem que movimento curioso o deste senhor: ao afirmar que Dilma não sabia de tudo, tenta livrar a cara dela; ao evocar os conselheiros oriundos do setor privado, tenta dividir com eles a responsabilidade. Assim, o mesmo fato que aliviaria os ombros da presidente pesaria sobre os dos demais. Ora, por óbvio, eles sabiam ainda menos do que ela, certo? Um outro objetivo da fala é render título aos blogs sujos e armar a guerrilha na Internet.

Gabrielli ainda tentou justificar, com uma matemática perturbada, o preço escandaloso pago pela refinaria. Nota: mesmo falando aos petistas, suas explicações foram dadas naquele tom agressivo e arrogante de sempre, como se estivesse lá prestando um grande favor.

E cumpre não esquecer. O site Wikileaks vazou telegramas confidenciais da diplomacia americana que dão conta de que o governo dos Estados Unidos enviou missões ao Brasil para tratar, ora vejam!, da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Um dos telegramas é explícito já desde o título: “A Aquisição pela Petrobras da Pasadena Refining Systems”. Ele relata encontros havidos entre enviados da Casa Branca e representantes do governo brasileiro, inclusive, sim, Dilma Rousseff.

Dilma foi ludibriada no Conselho? Nem se discute isso — embora ela fosse algo mais do que membro de um conselho que se encontrava uma vez por mês: era a czarina do setor energético. O busílis é outro: como explicar a omissão posterior???

Outra pergunta, agora a Gabrielli, este gênio da raça: se o negócio era tão bom, por que a Petrobras recorreu à Justiça para tentar se livrar da obrigação de comprar os outros 50%?

Para finalizar, gostaria que o doutor nos desse uma outra aula: se o Brasil quisesse vender hoje a refinaria de Pasadena, conseguiria quanto por ela? Custou US$ 1,3 bilhão. A última oferta, que eu me lembre, foi de US$ 118 milhões. Doutor Gabrielli, o mercado mudou tanto assim?

Não sei, não, mas acho que a conversa não engabelou nem os petistas.

09 Apr 11:02

Renan frauda conteúdo de acórdão do STF sobre CPI para tentar impedir que se investigue a Petrobras. Ou: O método de pensamento que prova não haver diferença entre Schopenhauer, Gabrielli e um jegue

by giinternet

As disputas políticas são normais. A baixaria não! é preciso que uma coisa fique clara, sem meios tons: o governo esta tentando acabar com a CPI como um instrumento de investigação de atos inerentes ao poder público. É uma prerrogativa do Congresso que está indo para o lixo. Os partidos de oposição e senadores independentes resolveram recorrer ao Supremo para garantir a instalação da CPI exclusiva da Petrobras. Já escrevi a respeito do assunto às 17h41 de ontem e expus a jurisprudência do Supremo. E é justamente a esse assunto que quero voltar. Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, fraudou, não sei se de forma culposa ou dolosa, trecho do acórdão do habeas corpus 71.039-5 — de que foi relator o então ministro Paulo Brossard — que trata justamente da natureza da CPI, de sua abrangência e da inclusão de temas que não estão no requerimento original.

É evidente que a única decisão constitucional de Renan era mandar instalar a CPI e pronto! É uma garantia constitucional. Mas ele decidiu fazer feitiçaria e enviar a questão para a decisão da CCJ. Ao acatar os argumentos da CPI governista, aquela do fim do mundo, que quer investigar tudo o que se mexe no mundo oposicionista, Renan escreveu (o que vai abaixo é imagem do documento):

documento Renan

Trata-se, lamento!, de uma fraude do conteúdo do acórdão. Renan está tentando editar o que escreveu Paulo Brossard. Comparem o que vai em itálico (acima) com o que Brossard realmente escreveu:

Acórdão sobre CPI 1

 Acórdão sobre CPI2

Como se nota, em nenhum momento, o texto de Brossard autoriza que se vá pendurando qualquer coisa num requerimento de CPI. Ao contrário: a redação do acórdão deixa clara justamente a necessidade de haver o fato determinado e repudia que uma CPI seja pau para toda obra. Se, no curso da investigação, aparecerem outros fatos, que se somem — mas serão necessariamente conexos.

É preciso que se tenha claro que se está fraudando o conteúdo de um documento público. O argumento de que se podem meter no mesmo balaio a Petrobras e eventuais irregularidades em São Paulo, Minas e Pernambuco porque, afinal, tudo é dinheiro público é o mesmo mecanismo pelo qual se conclui não haver diferença entre a Sharon Stone de “Instinto Selvagem” (está internada em São Paulo, tadinha!) e, deixem-me ver, André Vargas tentando explicar as suas relações com Alberto Youssef: afinal, ambos pertencem à raça humana, têm um coração, dois rins e são animais aeróbios — além de mamíferos, como os porcos e os morcegos. A depender do critério que se escolha, não existe diferença entre Schopenhauer, José Sérgio Gabrielli e um jegue.

O que o STF vai decidir é se a CPI, prevista na Constituição como prerrogativa do Poder Legislativo, pode ser cassada por uma maioria parlamentar de ocasião. Se o Supremo decidir que sim, uma hora alguém cismará de cassar uma prerrogativa do próprio tribunal. Já houve gente tentada a fazê-lo, não é mesmo?

09 Apr 03:54

Parece que Vargas já era. Ou: Dirceu ontem, Vargas hoje e a inocência

by giinternet

“Conversei com o André Vargas hoje, e ele está absolutamente convencido da sua inocência. [...] Ele está refletindo [sobre a possibilidade de renúncia]. Essa decisão cabe estritamente a ele. Por enquanto ele está de licença e de hoje para amanhã a gente pode ter o desfecho”.

A fala acima é do deputado Vicentinho (PT-SP), líder do partido na Câmara, segundo informa a Folha. Parece que André Vargas já era. A entrevista foi concedida depois que Lula deixou Vargas ao relento. Só para não esquecer. Quando estourou o escândalo do mensalão, o então ministro José Dirceu disse a frase que, para mim, é a síntese moral desses caras: “Eu estou cada vez mais convencido da minha inocência”. Comparem com o que disse Vicentinho.

 

09 Apr 02:20

Falha manobra de Dilma para nomear o amigão Gim Argello para o TCU a toque de caixa; iniciativa debocha do Senado e do tribunal

by giinternet

Atenção! O senador Gim Argello (PTB-DF) é um amigão do peito da presidente Dilma Rousseff. É dessas surpresas, assim, que a vida prepara. Tenho cá pra mim que um não entende dez por cento do que o outro fala, mas existe a linguagem universal do afeto, fraterno acho, que passa, para citar o grande poeta Mário Faustino, “por cima de qualquer muro de credo./ Por cima de qualquer fosso de sexo”. E isso fez de Gim o candidato de Dilma a uma vaga no Tribunal de Contas da União. Sim, no TCU. Mais uma vez, a presidente conta com a ajuda de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, o mesmo que está ajudando a inviabilizar a CPI da Petrobras. Quem quer Gim no TCU é Dilma, mas Renan está fazendo de conta que a indicação é sua.

Trata-se de uma vergonha em si, que não requer interpretação. Atenção! O senador é réu em nada menos de seis processos no Supremo. É investigado por fraude à lei de licitações, crime eleitoral, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Só isso!

Em 2011, o senador foi flagrado fazendo lobby junto à Advocacia-Geral da União em favor do ex-senador Luiz Estevão, lembram-se dele?, justamente para diminuir o valor de uma multa aplicada pelo TCU: R$ 1 bilhão por conta das irregularidades na construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo, aquele do notório juiz Lalau.

É esse cara que Dilma Rousseff quer como ministro do TCU. Ela deve conhecer qualidades em tão notável senador que ninguém mais conhece. Para diminuir os riscos, Renan tentou votar a indicação em regime de urgência, o que levaria o nome de Gim diretamente para o plenário, sem passar por nenhuma comissão. Seria aprovado com facilidade. Renan pôs o requerimento em votação nesta terça, mas foi derrotado por 25 a 24. Argello terá de enfrentar o trâmite normal para indicações, sendo sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O governo queria evitar essa sabatina a todo custo.

Senadores que integram legendas da base governista votaram contra a urgência: do PT: Eduardo Suplicy (SP); do PMDB: Waldemir Moka (MS), Jarbas Vasconcellos (PE) e Pedro Simon (RS); do PDT: João Durval (BA) e Pedro Taques (MT); dos oposicionistas Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), além de Paulo Davim (PV-RN).

As coisas já ultrapassam o limite do cinismo e do descaramento. Digamos, só para efeitos de pensamento, que Gim Argello seja inocente nos seis processos. Em qualquer lugar decente do mundo, o normal é esperar que o tribunal faça, então, seu julgamento e, uma vez eliminadas as possibilidades de culpa, então que se nomeie o homem. Não com Dilma! Não com esse governo. A indicação de Gim Argello é um acinte e um deboche com o Senado e com o TCU.

09 Apr 02:19

Força Nacional usa bombas para liberar rodovia no entorno do DF

by giinternet

No Estadão Online:
Durou mais de dez horas a interdição da BR-40, no entorno do Distrito Federal, por motoristas de ônibus e passageiros que fizeram protestos nesta terça-feira, 8, por motivos trabalhistas, no caso dos motoristas, e melhorias no serviço, pelos passageiros. A Força Nacional foi acionada e dispersou os manifestantes em Valparaíso de Goiás. Os soldados utilizaram bombas de gás contra os manifestantes. Pela manhã, a população queimou pneus e madeira na pista, e o Corpo de Bombeiros também interveio. Diferentemente do informado mais cedo, os manifestantes mantiveram o bloqueio até as 16 horas. Já um outro protesto, também no entorno, na GO-520, em Novo Gama, acabou antes.

Os moradores das duas cidades foram afetados pela paralisação dos motoristas e bloquearam as duas rodovias que ligam as cidades goianas do entorno a Brasília. Em Valparaíso, outro agravante foi um veículo ter passado direto, deixando muitos passageiros para trás, o que revoltou os usuários. Eles se reuniram e utilizaram pedras e paus no protesto. Os motoristas pararam, alegando que estão com salários em atraso e que nem combustível há para fazer circular os ônibus da Viação Anapolina, com sede no município de Anápolis. Procurada, a empresa não falou com a reportagem.

Conforme divulgou o jornal Correio Braziliense, representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estiveram na região e dialogaram com os moradores. A ANTT também informou que está em contato com a Viação Anapolina e que a empresa pode ser penalizada pela paralisação dos serviços ocorrida nesta terça. A precariedade do transporte coletivo na região tem sido motivo de vários protestos por parte da população das cidades que circundam Brasília.

08 Apr 23:44

Visiting the Little Prince

by Bria Sandford

If April has you in the mood to go on a pilgrimage, be sure to visit “The Little Prince: A New York Story” at the Morgan Library before it closes at the end of the month. The exhibit offers a glimpse at the creative process behind Antoine de Saint-Exupéry’s beloved book and celebrates its New York origins.

Originally published in 1943, The Little Prince tells the story of a little intergalactic traveler, his adventures on various planets, and his interactions with a downed pilot who comes to love him. Part children’s story, part fable, the book’s wisdom (along with Saint-Exupéry’s iconic illustrations) has drawn millions of readers since it was published.

Visitors entering the exhibit first pass by a display of Saint-Exupéry’s military ID bracelet. A fighter pilot with the French Air Force, Saint-Exupéry wrote The Little Prince in New York during a brief hiatus from the war following the French armistice with the Germans. In 1943, he rejoined the war through the Free France Air Force. His tour of duty was short-lived: In 1944, he set out on a reconnaissance flight from which he never returned. His bracelet was recovered in 1998 from a fishing net in the Mediterranean, and serves as a memorial to the author who—like the Little Prince himself—disappeared into thin air.

The Morgan exhibit uses twenty-five manuscript pages and forty-three drawings to illustrate the evolution of the Little Prince. Beginning as one of Saint-Exupéry’s boyhood doodles, the Little Prince appeared on many of his personal letters. Sometimes wearing wings, sprouting a bow-tie, and occasionally balding, the Little Prince eventually became the little blonde boy with a long scarf in the book.

That little boy cared quite a lot about getting drawing details just right. In the book, the Little Prince forces the pilot to draw four versions of a sheep before deciding that one (actually a drawing of a box in which a sheep lives) is satisfactory. Saint-Exupéry seems to have based the Little Prince’s critiques on his own self-criticism—the walls of the gallery are lined with discarded renditions of many illustrations. One or two are badly wrinkled, having apparently been crumpled in frustration.

Saint-Exupéry treated the text with similar painstaking attention to detail. Heavily marked pages reflect his labors to cut the original 30,000 words draft by draft down to the final 14,000. Many characters never made it into the book—a shopkeeper who writes “slogans that are easy to remember,” a couple at dinner who tell the Little Prince that “you can’t invite yourself to people’s houses like that,” and an inventor whose machine can grant any wish were all cut. Several drafts of the book referred to Manhattan or Long Island, but Saint-Exupéry eventually edited out such specific references.

Seen alongside his letters, Saint-Exupéry’s revisions look more like self-doubt than careful hard work. The wistful sadness of his letters hints at his identification with the pilot’s loneliness and the Little Prince’s anxiety. In one letter on display, Saint-Exupéry wrote to a friend:

If I knew how to write letters I would write you a long letter but four or five years ago I turned into an idiot and I no longer know how to communicate very well. I hate myself.

In another, a drawing of the Little Prince sent to a female ambulance driver and Red Cross officer Saint-Exupéry had met on a train ride in North Africa, the Little Prince plaintively says, “C’est triste . . . on ne pense pas a me telephoner.” (“It’s a pity . . . it never occurs to you to call me.”)

Though he had achieved critical acclaim for an earlier work, Saint-Exupéry would probably be surprised by the amount of attention paid to his papers today. Before leaving New York, he gave his friend Silvia Hamilton a paper bag accompanied by a note. “I’d like to give you something splendid, but this is all I have,” he wrote. Inside the bag were the drawings that make up this exhibit.

He would be surprised, too, at the variety and adoration of the crowd at the Morgan. Many of the adults viewing the exhibit this past Saturday appeared old enough to have been children in 1943. Younger couples lingered at each plaque, holding hands, and whispering to each other. Small children darted in and out of the crowd at each display, sketching their own versions of tiny planets and wise foxes and listening to their parents’ earnest explanations of What It All Means. The whole gallery was hushed with a reverence beyond the semi-religious atmosphere often found in museums.

In her review of The Little Prince, P. L. Travers, author of Mary Poppins, wrote, “The Little Prince will shine upon children with a sidewise gleam. It will strike them in some place that is not the mind and glow there until the time comes for them to comprehend it.”

She was right. These museum-goers were there because The Little Prince taught them something. Maybe it was that “what makes the desert beautiful is that it hides a well somewhere.” Maybe it’s the importance of rite, “another thing that’s been too often neglected,” as a wise fox tells the Little Prince. Or maybe it’s that being a serious man is overrated and that a rose can be important.

In perhaps his most famous line, the Little Prince tells the pilot that “one sees clearly only with the heart. Anything essential is invisible to the eyes.” Curating an exhibit for a book themed on the importance of the unseen is a challenge, but the Morgan Library has at least created an atmosphere where The Little Prince’s fans can remember that the invisible does exist. For a secular pilgrimage, that’s pretty good.

Bria Sandford is an assistant editor at the Portfolio, Sentinel, and Current imprints of Penguin Random House. The Morgan Library’s Little Prince exhibit will remain open through April 27. Image from the Morgan Library

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08 Apr 23:43

Wikileaks – Representantes do governo americano debateram Pasadena com a então ministra Dilma pessoalmente

by giinternet

A informação está na página “Direto da Europa”, do jornalista Jamil Chade, no Estadão Online. O site Wikileaks vazou telegramas confidenciais da diplomacia americana que dão conta de que o governo dos Estados Unidos enviou missões ao Brasil para tratar, ora vejam!, da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Um dos telegramas é explícito já desde o título: “A Aquisição pela Petrobras da Pasadena Refining Systems”. Ele relata encontros havidos entre enviados da Casa Branca e representantes do governo brasileiro, inclusive, sim, Dilma Rousseff.

Esse telegrama tem a data de 12 de junho. Nessa data, metade da porcaria já estava feita. Não se esqueçam de que a compra de 50% da refinaria foi efetivada em fevereiro de 2006. Afinal, em 2005, a Petrobras já havia demonstrado interesse na aquisição de 70% da sucata, oferecendo nada menos de US$ 332,5 milhões por essa fatia. Naquele mesmo ano, os belgas haviam adquirido 100% do empreendimento por meros US$ 42,5 milhões. A proposta foi recusada. Em dezembro, a direção da Petrobras mandou bala: propôs US$ 359 milhões por apenas 50%. Ponderando tudo, no prazo de alguns meses, a estatal brasileira elevou a sua oferta em 50%.

A vinda desse telegrama à luz evidencia, mais uma vez, que Dilma sempre soube mais do que disse. Desde que estourou o escândalo, ela tenta se esconder no relatório omisso de Nestor Cerveró, que, de fato, omitiu as duas cláusulas problemáticas do contrato: a Marlim, por intermédio da qual a Petrobras garantia à Astra Oil uma rentabilidade de 6,9% ao ano independentemente das condições de mercado, e a “Put Option”, que impunha à empresa brasileira a compra de 100% da refinaria em caso de desavença entre os sócios.

Alguém acredita que Dilma manteve reuniões com representantes da Casa Branca, em junho de 2006, sem conhecer plenamente as condições do contrato entre a Petrobras e a Astra Oil? Não se trata de ser maldoso, não é?, mas de lidar com informações objetivas. Não posso crer que Dilma, como chefe da Casa Civil, ignorasse o que estava em curso. Tratava-se, afinal, de uma reunião de representantes de um governo com representantes de outro.

Desde sempre, tenho insistido aqui, é bobagem evocar a responsabilidade da conselheira Dilma Rousseff. Para isso, eles têm uma desculpa verossímil. O que interessa é saber o que NÃO FEZ a então ministra e depois presidente Dilma Rousseff. Antes, era só uma questão de ilação lógica. Agora, não é mais. Agora, sabemos, está tudo documentado.

CPI? É pouco! Na letra da lei, Dilma merece ser processada por improbidade administrativa. Vamos ver o que diz o Artigo 10 da Lei 8.429:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

I – facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;

II – permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;

IV – permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;

V – permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado;

XII – permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.

Encerro
Se condenada, rende perda de mandato.

08 Apr 23:43

Lula defende controle de conteúdo da imprensa em entrevista a blogs sujos e os convoca para a guerra

by giinternet

Quando a coisa aperta, então é o caso de chamar a rede de blogs que se orgulham, com justíssima razão, de ser chamados de “sujos”. É… Faz sentido! Tanto dinheiro público investido nesses patriotas, de forma direta ou triangulada (já explico)  tem de render alguma coisinha, não é? Ao menos uma entrevista chapa-branca. De resto, é sempre um conforto o Apedeuta falar com esses iluminados porque, por dever de ofício e fiel a quem paga a conta, eles são mais lulistas do que Lula, mais petistas do que Lula, mais governistas do Lula — mais realistas, em suma, do que o próprio rei, como vocês verão. Há até gente convicta entre eles, embora nunca gratuita, como na mais antiga profissão do mundo. Mas também há os que já foram antipetistas roxos — esse segundo grupo, não se enganem, tentará vender seus serviços aos tucanos ou aos peessebistas caso Dilma não seja reeleita. Como vocês verão, no caso do deputado André Vargas (PT-PR), fica claro que o chefão petista é mais duro do que as penas alugadas. Dá para entender os motivos: Vargas já foi o poderoso Secretário de Comunicação do PT e era um dos interlocutores dessa verdadeira quadrilha de iluministas. Adiante.

Lula dá a orientação. Para ele, trata-se de uma guerra e, para evitar a CPI, é preciso, para usar a sua expressão, “ir pra cima”. Com aquele desassombro de que só ele é capaz, afirmou: “A gente não pode permitir que, por omissão nossa, as mentiras continuem prevalecendo”. De que “mentira” exatamente ele está a falar? O problema é outro: Lula não acredita é que possa existir a verdade: para ele, é tudo uma questão de guerra de versões. O mais forte vence. Ele se esquece de que foi a própria Dilma quem pulou, voluntariamente, no olho do furacão. Aliás, nos bastidores, ele próprio diz isso, numa linguagem que está mais para o ambiente sem censura da estiva do que para a nobreza dos salões.

E sobre André Vargas, o que tem a dizer? Isto: “Ele [André Vargas] é vice-presidente de uma instituição importante, que é a Câmara dos Deputados, e acho que quando você está em um cargo desse, você tem que ser exemplo. Espero que ele consiga convencer a sociedade e provar que não tem nada além da viagem de avião, porque, no final, quem paga o pato é o PT”. Embora, mais adiante, ele diga que o caso do avião “já é grave”, note-se que ele considera a questão menor. Como se fosse possível dissociar um presentinho de R$ 100 mil que um doleiro dá a um parlamentar dos favores que o dito-cujo presta ao financiador da prebenda. Mas esse é o mundo de Lula. Ele nunca teve dificuldades de justificar essas concessões. Ou não é verdade que, durante um bom tempo, quem cuidava de sua vida, digamos, financeira era seu compadre e advogado Roberto Teixeira? Assim, que mal há em Vargas ter o seu próprio Teixeira? Lula acha até desculpável.

Regulamentação da mídia
Ah, sim: Lula também quer regulação da mídia. E ele quer mesmo é policiar o conteúdo. Destaco falas suas, segundo informa o Valor:
“Tentaram me derrubar em 2005, mas enfrentamos. Tentaram fazer a Dilma brigar comigo. Quando ela ganhou, tentaram se apoderar dela e quiseram fazê-la minha inimiga, dizer que o Lulinha estava fora. Temos que retomar com muita força essa questão da regulação dos meios de comunicação do país. É necessário. Vejo o mundo todo regulando”. Nota: nenhuma democracia do mundo regula conteúdo, como ele quer. Foi além: “Queremos uma coisa mais digna, mais respeitosa. Quando vejo o tratamento a Dilma, é de falta de respeito e de compromisso com a verdade. Não é possível que [a mídia] não se manque que o telespectador está percebendo”.

Ora, se o telespectador está percebendo, o que Lula quer regular? Alguém aí é capaz de dizer onde está o desrespeito? Vejam como a imprensa americana, por exemplo, cobre as ações do presidente dos EUA e como atua a nossa. Somos umas verdadeiras freiras.

Como Lula falava para a turma que lhe puxa o saco, distribuiu tarefas aos blogueiros sujos: “Vocês têm que começar uma campanha. Já que conquistaram a neutralidade da internet, ter a neutralidade dos meios de comunicação”. Mas ele quer a coisa feita com profissionalismo: disse não almejar uma “mídia que seja chapa branca” porque “as pessoas nem acreditam quando fala muito bem todo dia nem quando fala muito mal”. Entendi. Lula quer um órgão estatal que decida quando falar bem e quando falar mal. É mesmo um democrata exemplar.

Ah, sim: ele aproveitou para dizer que a sua candidata em 2014 é Dilma e que é preciso parar com o boato de que ele pode voltar. O que vem agora parece inacreditável, mas é verdade: um dos, vá lá, “entrevistadores” deu até uma bronquinha em Lula. Segundo disse, o ex-presidente não deveria ter negado a candidatura: “Deixa eles pensarem”...

Ora, não fosse assim, essas páginas seriam conhecidas como “blogs limpos”, certo?

08 Apr 21:03

Oposição vai ao STF; Jucá faz a vontade do Planalto; ação governista viola a Constituição e acórdão do STF: leiam!

by giinternet

Representantes do PSDB, PPS, SDD (Solidariedade), DEM e PSOL, que são partidos de oposição, e senadores independentes cujos partidos integram, oficialmente, a base governista, entraram com uma representação no Supremo Tribunal Federal para tentar assegurar a instalação da CPI exclusiva da Petrobras. Tudo será inédito. Explicarei já. E cumpre deixar claro de saída: existe um acórdão do Supremo sobre a instalação da CPI que está sendo violado pela base governista. O relator foi o então ministro Paulo Brossard, que deve entender de direito um pouco mais do que Romero Jucá e Renan Calheiros. Chegarei ao ponto.

Cumpre deixar claro, de saída, que a oposição cumpriu as exigências constitucionais e conseguiu o número mínimo de assinaturas para investigar as lambanças na estatal. O foco, como exige o ordenamento legal, não poderia ser mais específico. O Planalto contra-atacou com o que seria, digamos assim, a arma química na guerra política: propôs a sua própria CPI, incorporando, sim, a investigação da Petrobras, mas ampliando as investigações para os governos tucanos de São Paulo e Minas e para a gestão do PSB em Pernambuco. Ao fazê-lo, pretende engolir a CPI da oposição com uma inconstitucionalidade flagrante.

Como sabem, a questão foi remetida para a Mesa do Senado. Renan Calheiros (PMDB-AL, o presidente da Casa — aliado de Dilma e com interesses na Petrobras —, remeteu o caso para a CCJ. Lá, designou-se um relator, outro fiel governista: Romero Jucá (PMDB-RR). Nota: Jucá é fiel a qualquer governo. Ele não teve dúvida: decidiu nesta terça que são inválidos tanto os argumentos da base governista contra a CPI da oposição como o contrário. Resumo da ópera: vai triunfar a CPI oficialista porque supostamente mais abrangente. A decisão caberá ao plenário, mas a gente já sabe qual é.

O que isso significa? Que não se vão investigar as lambanças na Petrobras. E ponto final. É uma manobra escandalosa. Estamos diante de uma clara violação do direito de a oposição fazer oposição. A criação de CPI está disciplinada no Parágrafo 3º do Artigo 58 da Constituição, a saber:
“§ 3º – As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.”

E acabou. É o que está lá. Em nenhum lugar está dado o arbítrio para a Comissão de Constituição e Justiça decidir — com ou sem o auxílio do plenário — se instala esta ou aquela investigações. Trata-se de uma manobra absurda!

Jurisprudência
E há a jurisprudência do Supremo. No julgamento do habeas corpus nº 71.039-5, decidiu o tribunal sobre CPIs:

 Acórdão sobre CPI 1

Acórdão sobre CPI2

Traduzo:
1 – O poder de investigar é inerente ao poder de legislar;.

2 – uma CPI tem, sim, de ter fato determinado — não pode investigar toda e qualquer coisa;

3 – uma vez instalada, pode ampliar o seu foco, desde que esbarre em fatos conexos, ainda que não estejam na motivação original;

4 – isso exclui, portanto, que se instaure uma CPI sem fato determinado, como quer o governo, apenas para tentar atingir adversários.

A ação do governismo, em suma, viola uma primeira vez a Constituição, ao tentar impedir a instalação da CPI; viola-a uma segunda vez ao ignorar o requisito constitucional para essa instalação e, finalmente, joga no lixo acórdão do Supremo

Qual será a decisão do tribunal? Em tempos normais, é evidente que a oposição teria atendido seu pleito, com base apenas no estado de direito. Hoje em dia, dadas algumas decisões que andaram saindo de lá, não sei.

08 Apr 20:46

Valesca Popozuda numa prova de filosofia e o fim da escola. Ou: Popozuda é a nossa Schopenhauer

by giinternet
Valesca, cuja música virou tema de uma prova de filosofia: ela dá o que pensar

Valesca, cuja música virou tema de uma prova de filosofia: ela dá o que pensar

A escola brasileira acabou, morreu, foi para o ralo. Virou lixo. Foi vítima de “progressiste” aguda. A “progressiste” é uma infecção provocada por um vírus cuja letalidade se deve à mente torta de Paulo Freire, que muita gente considera um santo. Não é que ele tenha criado o bichinho original. Mas foi quem o espalhou. A “progressiste” — que é o progressismo na sua fase terminal — inverte a lógica da educação: em vez de o professor ter algo a ensinar ao aluno, é o aluno que deve levar a sua experiência ao professor. Ou, então, ter-se-ia uma “relação autoritária” e “não dialógica”, compreendem? No domingo, eu assistia ao Fantástico e fui até o ponto em que uma reportagem cantava as glórias de professores “criativos”, sabem?, que resolvem entrar no universo do “educando”. Era a apologia da morte do conteúdo e do currículo. Cada um brinca do que quiser em sala de aula. Confesso que não aguentei a conversa torta até o fim. Tinha mais o que fazer. Não sei se vi, mas é possível, uma senhora, professora talvez, gingando em ritmo de funk ao algo assim. Ok. Não é aprendendo oboé que os pobres vão parar no “Esquenta” da Regina Casé, tá certo?

Vejo agora que um professor de filosofia do Centro de Ensino Médio 3 de Taguatinga, no Distrito Federal, aplicou uma prova de filosofia — teste!!! — a seus alunos e resolveu, como direi?, “incorporar” Valesca Popozuda, que virou uma questão. Pois é… Até Dilma Rousseff estava dando “beijinho no ombro” no Twitter outro dia. A Dilma Popozuda é a Dilma Bolada em ritmo de funk. A questão é esta:

filosofia Valesca

Dá preguiça debater o mérito da escolha, entrar nas “paulo-freirices” sobre o universo do educando. O que acho mais espantoso, se querem saber, é a formulação. Não sei se a prova trazia a letra, a saber:
Desejo a todas inimigas vida longa
Pra que elas vejam cada dia mais nossa vitória
Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba
Aqui dois papos não se cria e nem faz história

Como se vê, a resposta não demanda nem mesmo interpretação de texto. Se a letra, no entanto, não estava disponível, muito pior porque, para “acertar”, seria preciso tê-la na memória. O que o professor, Antônio Kubitschek é nome dele (não sei se parente do ex-presidente), queria testar? Não sei.

No dia 27 de setembro de 2011, escrevi aqui um post texto intitulado “O Brasil precisa de menos sociólogos e filósofos e de mais engenheiros que se expressem com clareza”. Notem que escrevi “precisa DE menos” e não “precisa MENOS”. São coisas distintas. Como há por aí filósofos e sociólogos que precisam DE MAIS LEITURA, muita gente não entendeu o que leu. Fazer o quê? Eu nunca neguei que escrevo para pessoas alfabetizadas. O texto me rende ataques bucéfalos até hoje.

Eu criticava, então, uma proposta estúpida que alguém fez à Secretaria de Educação de São Paulo, sugerindo que o ensino médio desse menos aulas de matemática e língua portuguesa em benefício da filosofia e da sociologia. Felizmente, o governador Geraldo Alckmin repudiou a ideia e pôs um fim à conversa mole.

Qual é o busílis? Seja na escola pública, seja na escola privada, os currículos de filosofia e de sociologia ainda não estão definidos. Cada um “ensina” o que quiser. Não raro, as aulas se transformam em meros pretextos para o proselitismo ideológico — na esmagadora maioria das vezes, de esquerda. “SE FOSSE DE DIREITA, VOCÊ IRIA GOSTAR, REINALDO AZEVEDO?” Não também! Professor não é pregador; não é líder partidário; não é pastor; não é sacerdote.

Hoje, são poucos os alunos que não levam na ponta da língua o discurso — e não mais do que o discurso — da igualdade e da justiça, mas não sabem fazer conta; não dominam o instrumental básico da língua para se expressar com clareza fora de suas “tribos”. Não por acaso, o país fica sempre nos últimos lugares nas provas do PISA, com um desempenho incompatível com o tamanho de sua economia.

A escola brasileira é o reino do vale-tudo.
E estamos piorando. Vou reproduzir um trecho de uma entrevista que o poeta Bruno Tolentino, meu querido amigo, concedeu à VEJA na edição nº 1436, de 20 de março de 1996 — HÁ LONGOS 18 ANOS, PORTANTO. Bruno morreu no dia 27 de junho de 2007 sem ver o fundo do poço. Leiam. Volto para encerrar

VEJA — Por que tantas brigas ao mesmo tempo?

TOLENTINO — Para ver se o pessoal cai em si e muda de mentalidade. O Brasil é um país vital que está caindo aos pedaços. Não quero sair outra vez da minha terra, mas não posso ficar aqui sem minha família, que está na França. Não posso educar filho em escola daqui.

VEJA — Por que não?

TOLENTINO — Foi minha mulher quem disse não. Educar um filho ao lado de Olavo Bilac, última flor do Lácio inculta e bela, que aconteceu e sobreviveu, ao lado de um violeiro qualquer que ela nem sabe quem é, este Velosô, causou-lhe espanto. A escola que ela procurou para fazer a matrícula tem uma Cartilha Comentada com nomes como Camões, Fernando Pessoa, Drummond, Manuel Bandeira e Caetano. O menino seria levado a acreditar que é tudo a mesma coisa. Ele nasceu em Oxford, viveu na França e poderá morar no Rio de Janeiro. Ele diz que seu cérebro tem três partes. Mas não aceitamos que uma dessas partes seja ocupada pelo show business.

VEJA — Qual o problema?

TOLENTINO — Minha mulher já havia se conformado com os seqüestros e balas perdidas do Rio, mas ficou indignada e espantada pelo fato de se seqüestrar o miolo de uma criança na sala de aula. Se fosse estudar no Liceu Condorcet, em Paris, jamais seria confundido sobre os valores do poeta Paul Valéry e do roqueiro Johnny Hallyday, por exemplo. Uma vez entortado o pepino, não se desentorta mais. Jamais educaria um filho meu numa escola ou universidade brasileira.

VEJA — Não é levar Caetano Veloso a sério demais? Ele não é só um tema de currículo, entre tantos outros?

TOLENTINO — Não. Ele está também virando tese de professores universitários. Tenho aqui um livro, Esse Cara, sobre Caetano, uma espécie de guia para mongolóides, e a mesma editora desse livro me pede para escrever um outro, sob o título Caetano Se Engana. É preciso botar os pingos nos is. Cada macaco no seu galho, e o galho de Caetano é o show biz. Por mais poético que seja, é entretenimento. E entretenimento não é cultura.

VEJA — O que você tem contra a música popular?

TOLENTINO — Se fizerem um show com todas as músicas de Noel Rosa, Tom Jobim ou Ary Barroso, eu vou e assisto dez vezes. Mas saio de lá sem achar que passei a tarde numa biblioteca. Não se trata de cultura e muito menos de alta cultura. Gosto da música popular brasileira e também da de outros países, mas a música popular não se confunde com a erudita. Então, como é que letra de música vai se confundir com poesia?
(…)

Retomo
Caetano em sala de aula? Pois é… Já lá se vão quase 20 anos. Poderia valer por um Kant, não é mesmo? Não duvidem: a vaca foi para o brejo. Todas as tentativas feitas, em qualquer esfera, de botar alguma ordem na educação brasileira, dando-lhe, quando menos, um currículo esbarram no gigantismo da estrutura, nas corporações sindicais e da ideologia rombuda.

A escola brasileira é o reino em que tudo é possível. Por lá, “todas as experiências são válidas”. Há 18 anos, como aponta Bruno, as coisas já estavam tortas. Depois pioraram. O que se manifestava como um “trabalho de resistência” virou ideologia oficial.

Ao comentar a sua prova, o professor ainda empresta um certo sotaque feminista à coisa, entendem? Leiam o que disse ao Estadão: “A prova foi uma provocação. Recebemos várias críticas, e muitas pessoas nem sabem o conteúdo da prova. Colocaram (a Valesca) como um ser que não é pensante, só porque é mulher e funkeira. Se fosse o Mano Brown ou o Gabriel, o Pensador, não teria dado esta polêmica”.

É, talvez não tivesse dado essa polêmica… Notem que, no seu discurso, Mano Brown e “Gabriel, o Pensador” já se tornaram, como posso dizer?, referências “conservadoras”.

A escola brasileira morreu. Teremos de recomeçar do zero.

08 Apr 19:46

Mozilla CEO Firestorm Likely Violated California Law

by Soulskill
theodp (442580) writes "While the rise and fall of Brendan Eich at Mozilla sparked a debate over how to properly strike a balance between an employee's political free speech and his employer's desire to communicate a particular corporate 'culture,' notes Brian Van Vleck at the California Workforce Resource Blog, the California Labor Code has already resolved this debate. 'Under California law,' Van Vleck explains, 'it is blatantly illegal to fire an employee because he has donated money to a political campaign. This rule is clearly set forth in Labor Code sections 1101-1102.' Section 1102 begins, 'No employer shall coerce or influence or attempt to coerce or influence his employees through or by means of threat of discharge or loss of employment to adopt or follow or refrain from adopting or following any particular course or line of political action or political activity.' Corporate Counsel's Marlisse Silver Sweeney adds, 'Mozilla is adamant that the board did not force Eich to resign, and asked him to stay on in another role. It also says that although some employees tweeted for his resignation, support for his leadership was expressed by a larger group of employees. And this is all a good thing for the company from a legal standpoint.' As Eich stepped down, Re/code reported that Mozilla Executive Chairwoman Mitchell Baker said Eich's ability to lead the company had been badly damaged by the continued scrutiny over the hot-button issue. 'It's clear that Brendan cannot lead Mozilla in this setting,' Baker was quoted as saying. 'I think there has been pressure from all sides, of course, but this is Brendan's decision. Given the circumstances, this is not surprising.' Van Vleck offers these closing words of advice, 'To the extent employers want to follow in Mozilla's footsteps by policing their employees' politics in the interests of 'culture,' 'inclusiveness,' or corporate branding, they should be aware that their efforts will violate California law.'"

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