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28 Apr 20:47

Marco Aurélio reage a Lula: “É um troço doido; é o sagrado direito de espernear”

by giinternet

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, reagiu à crítica bucéfala que Lula fez ao julgamento do mensalão em entrevista à TV portuguesa RTP. Segundo o ex-presidente, o processo teve “80% de política e 20% de decisão jurídica”. Com a ironia costumeira, considerou o ministro, segundo informa a Folha Online: “Não sei como ele tarifou, como fez essa medição. Qual aparelho permite isso? É um troço de doido”.

Marco Aurélio foi um dos ministros que acabaram achando, na fase dos embargos infringentes, que houve penas excessivas. De forma indireta, lembrou isso em sua fala, mas considerou: “Só espero que esse distanciamento da realidade não se torne admissível pela sociedade. Na dosimetria, pode até se discutir alguma coisa; agora a culpabilidade não. A culpa foi demonstrada pelo estado acusador”.

Para Marco Aurélio, Lula está apenas recorrendo a seu “sagrado direito de espernear”. E lembrou algo que já observei aqui: “No final do julgamento, eram só três ministros não indicados por ele. A nomeação é técnico-política e se demonstrou institucional. Como eu sempre digo: ‘Não se agradece com a toga’”.

Na mosca! Lula apostava que os ministros nomeados por ele fariam as suas vontades. Na sua cabeça perturbada pelas trocas políticas mais indignas, esperava que seus amigos fossem absolvidos em sinal de agradecimento dos que foram por ele indicados. Lula entende de relações de compadrio e de suserania e vassalagem, não de democracia.

28 Apr 20:45

Janot rebate Lula: mensalão teve “julgamento jurídico”

by giinternet

Na VEJA.com:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta segunda-feira que o julgamento do mensalão foi “um processo jurídico, com um julgamento jurídico”. O comentário foi feito a propósito da indecorosa entrevista concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma emissora de TV portuguesa. Lula voltou a dizer que o maior escândalo político da história do Brasil não existiu e que a sentença atribuída aos condenados teve “80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”. “Ele tem todo o direito de falar, todo brasileiro tem. Graças a Deus, a gente vive num país democrático, de liberdade de expressão absoluta, que tem que ser garantida pelo próprio Ministério Público”, disse Janot.

Na entrevista concedida à imprensa portuguesa, Lula tentou se dissociar dos mensaleiros que o ajudaram a fundar o Partido dos Trabalhadores, nos anos 1980, e a conquistar o mais alto posto da República, em 2002. Ele afirmou que embora haja “companheiros do PT presos, não se trata de gente da sua confiança”.

Um desses companheiros é José Dirceu, que chefiou a primeira campanha eleitoral de Lula e depois, no primeiro ano de seu mandato, exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão e passa seus dias atualmente no presídio da Papuda, em Brasília. Outro companheiro é José Genoino, igualmente fundador do PT. Ele ocupou a presidência do partido entre 2002 e 2005, os anos do mensalão.

28 Apr 14:14

Why the Sharing Economy Is About Desperation, Not Trust

by Soulskill
An anonymous reader writes "Wired recently ran a cover story about the sharing economy — shorthand for the rise of peer-to-peer rental services like Lyft and Airbnb — which they call a cultural and economic breakthrough. They say it has ushered in a 'new era of Internet-enabled intimacy.' An article at New York Magazine has another theory: that it arose because of the weakness in the real economy. Quoting: 'A huge precondition for the sharing economy has been a depressed labor market, in which lots of people are trying to fill holes in their income by monetizing their stuff and their labor in creative ways. In many cases, people join the sharing economy because they've recently lost a full-time job and are piecing together income from several part-time gigs to replace it. In a few cases, it's because the pricing structure of the sharing economy made their old jobs less profitable. (Like full-time taxi drivers who have switched to Lyft or Uber.) In almost every case, what compels people to open up their homes and cars to complete strangers is money, not trust.'"

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28 Apr 14:09

Lula dá entrevista indecorosa sobre mensalão em Portugal

by giinternet

Por Carlos Graieb, na VEJA.com:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece ser adepto da máxima “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Em entrevista indecorosa à TV portuguesa RTP, publicada neste domingo no site da emissora, Lula — a quem caberia defender no exterior as instituições brasileiras, fosse ele estadista e não chefe de partido — desqualificou o trabalho do Supremo Tribunal Federal e afirmou que as condenações do julgamento do mensalão foram, em sua maioria, políticas e não jurídicas.

“O que eu acho é que não houve mensalão. Eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte. Eu só acho que essa história vai ser recontada. É apenas uma questão de tempo, e essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade”, afirmou o ex-presidente. “O tempo vai se encarregar de provar que no mensalão você teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica.”

Àquilo que Lula “acha” se contrapõem as provas das 5 000 páginas dos autos do mensalão. São documentos, perícias e testemunhos que demonstram que em seu governo instituiu-se um grande esquema de compra de apoio parlamentar. Num tribunal formado majoritariamente por ministros indicados pelo próprio Lula e por sua sucessora, Dilma Rousseff, as evidências foram tidas como suficientes para mandar para a cadeia algumas figuras centrais de seu partido — mesmo depois de esgotadas todas as instâncias de recurso previstas pela legislação.

O ex-presidente, aliás, tratou de se dissociar, de maneira desleal, dos mensaleiros que o ajudaram a fundar o Partido dos Trabalhadores, nos anos 1980, e a conquistar o mais alto posto da República, em 2002. Ele afirmou que embora haja “companheiros do PT presos, não se trata de gente da sua confiança”.

Um desses companheiros é José Dirceu, que chefiou a primeira campanha eleitoral de Lula e depois, no primeiro ano de seu mandato, exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão e passa seus dias atualmente no presídio da Papuda, em Brasília.

Outro companheiro é José Genoíno, igualmente fundador do PT. Ele ocupou a presidência do partido entre 2002 e 2005 — a era do mensalão, e um momento em que Lula exercia hegemonia absoluta sobre as engrenagens do PT.

28 Apr 14:08

Editing Each Other

by Matthew Hennessey

I am an editor. My job is to improve manuscripts submitted by authors and prepare them for publication. I approach every new piece sceptically. I probe. I attack. I play devil’s advocate. I search for error and dispose of it. Often I rely on instinct. Even when I can’t initially diagnose a problem within a text, I can sense when something’s wrong. In such cases I have to work backward to find the answer. This process can be tricky. Writers have egos. Everyone has preferences. There is no right or perfect way to compose a sentence or structure an argument.

All of which must be kept in mind if the job of editing is to be done with professional integrity. Necessary distinctions must be made between strong and weak statements, between clear and opaque prose, and between convincing and unconvincing arguments. When I make such distinctions, I have an obligation to the writer to explain my choices. Writers can be possessive of the words that appear beneath their by-lines. Rightly so. What they have done is an act of creation. They have every right to be protective. They should not acquiesce to my demands simply because I am the editor, or simply because I say so.

The editorial enterprise is a two-way street. I should not make demands simply because I can. When I edit, I attempt, to the extent possible, to conform my work to the author’s original intent. I know I must resist the temptation to rewrite every piece to suit my own ear. That would not be in keeping with the spirit of the job. That would be a disservice to the author.

Against this prologue consider the following headline and accompanying story, published in the U.K. newspaper The IndependentRevealed: Scientists ‘edit’ DNA to correct adult genes and cure diseases. Such headlines have become common in our biotechnologically miraculous era. Treatments for all manner of malady can now be miniaturized, personalized, implanted, and controlled remotely. High-speed communications systems and robotics allow surgeons to operate on patients from thousands of miles away. It’s routine, and barely commands notice.

However, the use of the word “edit” in this context piqued my interest. I can say for certain that the word is not often used to describe medical advances or scientific breakthroughs. But, as journalist Steve Connor reports, the reference to editing was intentional: “Scientists have used the genome-editing technology to cure adult laboratory mice of an inherited liver disease by correcting a single ‘letter’ of the genetic alphabet which had been mutated in a vital gene involved in liver metabolism.” You are probably aware that the nitrogenous compounds that are the building blocks of DNA are known by the letters G, C, A, and T. (The 1997 science fiction film Gattaca, starring Ethan Hawke and Uma Thurman, took its title from these letters and depicted a world where mastery of the human genetic code led to a society based on eugenics.) So the medical “editors” in this case are doing a version of what I do—seeking out error and disposing of it.

Only I wonder: Do they concede, as the editorial enterprise commands, that there is no right or perfect way to approach the job? Do they respect the original intent of the author, or are they looking to rewrite every piece to suit their own ears? Do they make distinctions between the author’s preferences and their own? Are they prepared to defend their choices? Do they make demands simply because they can? Do they respect the work of the creator?

MIT Professor Daniel Anderson, who led the study, told The Independent, “The fundamental advantage is that you are repairing the defect, you are actually correcting the DNA itself. What is exciting about this approach is that we can actually correct a defective gene in a living adult animal.” This doesn’t sound like editing to me. This sounds like rewriting.

You may have begun to guess where I’m headed, so I should reveal a relevant detail. My wife and I have a daughter with Down syndrome, the most common genetic disorder. She is eight years old and in good health.

Since receiving the prenatal diagnosis of her Down syndrome, I have done a fair amount of thinking and writing about genetic abnormality, its place in the world, and the meaning of my daughter’s existence. I have often been asked whether I would “cure” my daughter’s Down syndrome if such a thing were possible. Many assume that the answer to such a question must be yes. But my answer has always been no. Instinct told me that this idea of a hypothetical cure just wasn’t right. It took a while, working backward, to arrive at the reason. It came down to this: My daughter’s unique genetic makeup was, like everyone’s, established at conception. There was never a time she didn’t have Down syndrome just like there was never a time she didn’t have a mother and a father. In so much as our genetic codes define us, my daughter’s Down syndrome is who she is. She never existed without Down syndrome so there can be no separating her from it. That is, there can be no separating her from it without violating the original intent of the Author.

I know some will say, “Have you no heart? This technology could help people living with terrible and debilitating conditions—situations far worse than your daughter’s Down syndrome.” This very well may be true. I have no right to dispute it. But the same all-compassionate logic could be used to justify unlimited tinkering with the world. We have unmatched military power, why not use it to stabilize Ukraine, bring peace to Syria, banish poverty, and feed the hungry? These things are possible in theory, but such adventures rarely go as planned. All actions have consequences we can’t necessarily predict or control. Caution is the watchword. The physician’s motto applies equally to the editor: primum non nocere—first, do no harm.

My instinct tells me these doctors are merely playing word games. They are not looking to edit the human genetic code. They are looking to rewrite it.

Matthew Hennessey is associate editor of the Manhattan Institute’s City Journal. You can follow him on Twitter @matthennessey

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28 Apr 14:06

Lula, o rei do besteirol investigado em inquérito da PF, diz em Portugal que não houve mensalão. Ou: Mais uma bobagem para sua insuperável coleção

by giinternet
Em Portugal, Lula mostra a língua para os fatos

Em Portugal, Lula mostra a língua para os fatos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu na sexta uma entrevista à TV portuguesa RTP, que foi ao ar no sábado (leia post na home). Mesmo para quem está acostumado a despropósitos; mesmo para quem já disse que não haveria problemas de poluição na Terra se o planeta fosse quadrado; mesmo para quem anunciou que cruzaria o Atlântico para chegar aos Estados Unidos; mesmo para quem já afirmou, na presença do então presidente americano George W. Bush e das respectivas primeiras-damas, que pretendia encontrar o “ponto G” da relação entre os dois países; mesmo para quem já chamou Muamar Kadhafi de “irmão”; mesmo para quem já disse que, na Venezuela, “há democracia até demais”; mesmo para quem já recomendou a Obama que copiasse o nosso SUS; mesmo para quem já comparou a luta por democracia no Irã à reação de descontentamento de uma torcida quando seu time perde o jogo; mesmo para quem já fez pouco caso da eleição de um presidente negro nos EUA, afirmando que quer ver é a eleição de um operário; mesmo para quem já afirmou que o Bolsa Família deixava o povo preguiçoso (antes de ele próprio se fingir de dono do Bolsa Família); mesmo, em suma, para quem é autor de uma impressionante coleção de besteiras, a verdade é que Lula, na entrevista à TV portuguesa, se excedeu, foi além da conta, num misto de cinismo, de estupidez e de falta de apreço pela verdade.

Segundo Lula, “o mensalão teve 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”. Mais: disse achar que “não houve mensalão”. Afirmou que não ficaria debatendo decisão da Suprema Corte e anunciou pela undécima vez que “essa história vai ser recontada”. Para ele, tudo não passou de uma tentativa malsucedida “de destruir o PT”. Então vamos ver.

Não houve uma só condenação sem provas no processo do mensalão, como todo mundo sabe. Só três dos ministros que condenaram mensaleiros — Celso de Mello, Marco Aurélio e Gilmar Mendes — não foram indicados para a Corte ou pelo próprio Lula ou por Dilma. O ex-presidente e seu partido, portanto, não podem nem mesmo se dizer vítimas de um “tribunal formado por adversários”. O homem que falava era aquele que teve a publicidade da campanha paga no exterior, em moeda estrangeira, numa conta que o marqueteiro Duda Mendonça mantinha fora do país. Origem do dinheiro? Ninguém sabe. Em duas operações, ficou claro que o Banco do Brasil, por intermédio do fundo Visanet, foi lesado em R$ 76 milhões. Mais do que evidências de pagamento, houve as confissões. O próprio então presidente chegou a dizer em 2005 que houvera sido traído.

É verdade que uma nova história está sendo contada. Pelos petistas. E não passa de uma coleção vergonhosa de mentiras, omissões, mistificações, distorções — escolham aí o substantivo. Prefiram todos. O mais espetacular, e os portugueses não têm obrigação de saber disso, é que um inquérito, aberto pela Polícia Federal, investiga a participação do próprio Lula no mensalão. Foi aberto a pedido do Ministério Público Federal em abril do ano passado. E o caso diz respeito justamente a… Portugal.

O então presidente do Brasil teria intermediado a obtenção de um repasse de R$ 7 milhões de uma fornecedora da Portugal Telecom para o PT, por meio de publicitários ligados ao partido. Os recursos teriam sido usados para quitar dívidas eleitorais dos petistas. De acordo com Marcos Valério, operador do mensalão, Lula intercedeu pessoalmente junto a Miguel Horta, que era o presidente da companhia portuguesa, para pedir os recursos. As informações eram desconhecidas até 2012, quando Valério — já condenado — resolveu contar parte do que havia omitido até então. Isso significa que o homem que concedeu a entrevista ainda pode vir a se tornar um réu do mensalão.

Lula exibiu outra característica notável de sua personalidade política — coisa que, até hoje, o deputado André Vargas, por exemplo, agora sem partido, ainda não entendeu. No PT, o chefão máximo é sempre inocente. Queimam-se fusíveis para preservar Lula de uma descarga elétrica fatal. Indagado sobre a sua proximidade com os mensaleiros presos, não teve dúvida: “Não se trata de gente da minha confiança”. Entenderam?

Mais: Lula repetiu à TV portuguesa uma concepção de honestidade já muitas vezes revelada por ele próprio aqui no Brasil. Prestem atenção! “O importante é que, quando uma pessoa é decente e honesta, as pessoas enxergam é nos olhos. Não adianta dizer que o Lula pratica qualquer ato ilícito porque o povo me conhece”.

Com isso, o ex-presidente está a afirmar que existe no Brasil a categoria dos homens inimputáveis, daqueles que serão sempre inocentes, mesmo que sejam culpados. E, obviamente, ele próprio é um exemplar dessa espécie superior. Assim, não importa o que o homem público faça ou deixe fazer. O que interessa é essa relação de confiança olhos-nos-olhos. Se a população decidir que é inocente, inocente é. É o fim da picada. Já seria uma coisa estúpida porque esse tipo de comportamento permitiria, claro!, que muito bandido passasse por inocente. Afinal, quem disse que o olho revela o criminoso? Mas pode acontecer algo ainda pior: um inocente que não caia nas graças do povo — ou que caia em desgraça — também poderia ser considerado culpado sem ser, certo? Corolário da máxima luliana: ele e seus amigos são sempre inocentes, mesmo quando são culpados; seus adversários são sempre culpados, mesmo quando são inocentes.

Lula também, note-se, está vivendo em outro país; está fora da realidade. Para espanto dos fatos, afirmou: “Acho engraçado algumas revistas estrangeiras dizerem que o Brasil não está bem. Em se tratando de responsabilidade fiscal e de macroeconomia, não tem nenhum país melhor do que o Brasil. O milagre econômico vai se manter, e o Brasil vai continuar crescendo”.

Até a ideia de um “milagre econômico”, o petista copia da ditadura, não bastasse o ufanismo tosco que o PT passou a incentivar. O país tem uma das mais altas taxas de juros do mundo e também um dos menores crescimentos do mundo para países na sua faixa. O déficit nas contas externas no primeiro trimestre é o maior desde 1970: US$ 25 bilhões. O déficit projetado no ano é de US$ 80 bilhões, que deve ser o segundo maior do planeta. Um dos graves problemas do país é justamente a balança comercial. No ano passado, o resultado negativo do setor industrial ficou na casa dos US$ 105 bilhões. Não fosse o agronegócio, com um superávit de mais de US$ 80 bilhões, o país estaria lascado. Segundo Lula, no entanto, nada há no mundo como o Brasil.

Ufanismo tosco, megalomania e desapreço pela verdade. Até agora, convenham, ele tem tudo para achar que essa fórmula dá certo, não é mesmo? Parece, no entanto, que camadas crescentes da população começam a se dar conta do engodo.

Texto publicado originalmente às 2h09
28 Apr 14:06

Brazilians Welcome Genetically-Modified Mosquito To Help Fight Dengue Fever

by samzenpus
An anonymous reader writes "The Brazilian government have decided to try battling the spread of dengue fever with GM mosquitoes. 'Now, with dengue endemic in three of the host cities for this summer's World Cup , Brazilian health officials are trying a radical new approach — biotechnology. They've begun a two-year trial release of Aedes aegypti mosquitoes that have been genetically modified. "We need to provide the government alternatives because the system we are using now in Brazil doesn't work," says Aldo Malavasi, president of Moscamed, the Brazilian company that's running the trial from a lab just outside of Jacobina. The new breed of Aedes aegypti has been given a lethal gene. The deadly flaw is kept in check in the lab, but the mosquitoes soon die in the wild.'"

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28 Apr 14:06

A aula de Daniel Alves e Neymar de combate ao racismo. Ou: Também sou macaco!

by giinternet

O que faz esta foto de Neymar, ao lado de seu filho, comendo uma banana? Explico.

neymar_banana

Está de parabéns o jogador brasileiro Daniel Alves, do Barcelona. E não apenas porque é um atleta muito competente. Aos 30 minutos do segundo tempo, quando o time enfrentava o Villarrreal, um torcedor jogou ontem uma banana no campo, em direção a Daniel, que é negro — de fato, ele é mestiço ou o que o IBGE define como pardo.

Daniel tinha três atitudes e tomou a melhor: ignorar o ato; mostrar-se ofendido, indignado, ferido, o que certamente deixaria satisfeito o imbecil que jogou a banana; reagir com o bom humor superior, submetendo o agressor ao ridículo. E foi o que ele fez. Abaixou-se, pegou a banana e… comeu. No Twitter, ainda brincou, assim:

Daniel Alves Twitter

No dia 30 de março, uma casca de banana foi atirada no gramado do estádio Cornella El Prat, do Espanyol, na vitória do Barcelona sobre o time da casa por 1 a 0. Segundo a imprensa espanhola, os alvos seriam Neymar e, mais uma vez, Daniel.

Por falar em Neymar, ele também fez a coisa certa. Publicou uma foto no Instagram, comendo uma banana, ao lado do filho. Aquela que vocês veem lá no alto. O garotinho segura uma banana de pelúcia. Fez circular ainda a seguinte mensagem:
“SOMOS TODOS IGUAIS, SOMOS TODOS MACACOS. RACISMO NÃO!!!!! É uma vergonha que, em 2014, exista o preconceito. Tá na hora da gente dizer um chega pra isso! A forma de me expressar para ajudar que um dia isso acabe de uma vez por todas é fazer como o @danid2ois fez hj !! Se vc pensa assim também, tire uma foto comendo uma banana e vamos usar o que eles tem contra a gente a nosso favor. #somostodosmacacos #weareallmonkeys #somostodosmonos #totssommonos” “

Como se vê, há hashtag em português, inglês, espanhol e catalão.

Esses rapazes, que não se querem pensadores profundos — são mesmo é bons de bola, graças a Deus —, são mais sábios do que alguns intelectuais do miolo mole. É claro que acho que manifestações racistas, quando flagradas, têm de ser punidas. Mas a histeria politicamente correta só alimenta os idiotas. O racismo tem, sim, de ser combatido. Mas, acima de tudo, tem de ser submetido ao ridículo.

Nesse caso, o bom humor e a altivez são muito mais eficientes. Enquanto esse tipo de comportamento gerar reações histéricas, mais os cretinos se sentirão estimulados. Entro na campanha de Neymar. Também sou macaco.

foto (22)

28 Apr 14:05

Peemedebistas querem que Renan desista de recorrer ao Supremo contra CPI da Petrobras

by giinternet
Renan Calheiros, presidente do Senado: peemedebistas não querem partido contra a CPI

Renan Calheiros, presidente do Senado: peemedebistas não querem partido contra a CPI

Ora vejam. Agora lideranças do PMDB, informa o Estadão, estão pressionando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a desistir de recorrer da liminar concedida pela ministra Rosa Weber em favor da CPI da Petrobras. É o mínimo que ele pode fazer em defesa do próprio partido. Afinal, o PT, o maior interessado em que a comissão não seja instalada, já decidiu cair fora e disse aceitar a investigação — embora fale da boca pra fora, é claro.

Senadores peemedebistas telefonaram para Renan — que estava na Itália em razão do processo de canonização de Padre Anchieta — e o alertaram de que o ônus recairia sobre o partido. E seria muito barulho por nada. Dados os fundamentos elencados por Rosa para conceder a liminar, dificilmente eles não seriam endossados pela esmagadora maioria do Supremo. Vale dizer: o PMDB arcaria com o peso de lutar contra a comissão e ainda seria derrotado.

A CPI é composta de 13 membros titulares. PT e PMDB podem indicar oito deles — 4 cada um. O PSDB teria dois nomes apenas, e o DEM, 1. Duas cadeiras dependeriam da formação de blocos — ainda incertas. É evidente que o governismo teria total controle da investigação, especialmente no Senado. Renan volta ao Brasil nesta segunda.

A batalha nos bastidores agora é outra. Lembrem-se de que a oposição também tem o número de assinaturas para fazer a CPI Mista, isto é, composta de senadores e deputados. A oposição passa agora a lutar para que seja essa a instalada, não a do Senado. O Palácio do Planalto tem menos controle de sua base na Câmara. Os governistas argumentam, no entanto, que a liminar de Rosa Weber autoriza a instalação só da CPI no Senado.

O argumento é tolo. Substancialmente, Rosa não arbitrou sobre a CPI do Senado, mas sobre o direito que tem a minoria de instalar uma comissão de inquérito, desde que cumpridos os requisitos; um terço de assinaturas dos parlamentares e fato determinado. Logo, a mesma argumentação vale para a CPI Mista. Se for o caso, os oposicionistas prometem recorrer ao Supremo de novo — e é certo que vencerão outra vez.

Vejam que curioso: pianinho, sem que os peemedebistas se dessem conta, os petistas estavam jogando sobre seus ombros a tarefa de impedir a CPI da Petrobras. Tinha transformado o PMDB em pau mandado de seus próprios interesses. É certo que esse partido também tem interesses na estatal. Mas é evidente que o principal interessado em barrar a investigação é o PT.

28 Apr 14:03

A partir de hoje, todos os dias, ao vivo, na Jovem Pan, entre 18h e 19h

by giinternet

Como sabem, em dezembro, comecei a fazer comentários na rádio Jovem Pan, especialmente no “Jornal da Manhã”, mas, às vezes, em outros programas jornalísticos da casa. Acho que deu certo! A direção me convidou para fazer um programa diário, ao vivo, das 18h às 19h, em rede nacional, AM e FM. A partir desta segunda-feira, vocês me encontram, então, na rádio, na inteligente e agradável companhia dos jornalistas Mona Dorf e Patrick Santos, que também vai gerenciar a produção. E o programa vai se chamar… “Os Pingos nos Is”. Os comentários da manhã seguirão como sempre. Nada muda nesse caso.

Já escrevi aqui e reitero: essas outras incursões que faço no jornalismo são, a meu juízo, desdobramentos do trabalho que faço neste blog, em companhia de vocês, hospedado na VEJA.com. Pode variar a linguagem, que tem de se adaptar à plataforma, mas não muda a essência do que penso — ou por outra: não tenho um pensamento diferente para cada veículo.

E o que será “Os Pingos no Is”? Um jornal de rádio, com todo o rigor e o cuidado que a matéria merece. Mas com alguns diferenciais: teremos tempo de nos aprofundar em algumas notícias, de comentar ângulos dos acontecimentos nem sempre evidentes num primeiro momento. E vamos contar, claro!, com a ativa colaboração da equipe de jornalismo da Pan. O trânsito engarrafado nunca mais será o mesmo, hehe…

Não se faz um bom trabalho sem que pessoas competentes, dedicadas e cuidadosas estejam a cuidar dos bastidores. Por isso, tão importante quanto o trio que vai dar voz ao microfone são os produtores Clayton Ubinha e Roberto Furuya. E, para que o conjunto seja agradável, harmonioso e eficiente, contamos com Reginaldo Lopes, que vai operar a mesa de som.

Conto com vocês. Acho que vai ser bacana. E, é claro!, nada muda no nosso blog. Há uma boa chance de vocês ouvirem o que gostariam de dizer — e há, certamente, os que ouvirão o que não gostariam que fosse dito. Abaixo, reproduzo o anúncio que circulou nos jornais, com todos os canais em que o programa pode ser ouvido.

Jovem Pan Pingos nos Is

 

28 Apr 14:01

Designer Creates a Water Bottle That You Can Eat

by samzenpus
Diggester (2492316) writes "Rodrigo García González has been working on the Ooho water bottle for the past few years. The bottle is made out of edible materials, looks like a jellyfish, and has the potential to put an end to the bottled water industry. Inspired by the juice-filled pearls added to bubble tea and the mad-cuisine creations of chef Ferran Adriá, who uses a technique known as sheperification (encasing liquid into edible membranes), García is on his way to revolutionizing the bottled water industry."

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27 Apr 01:09

A morte do coronel, a morte do bailarino e a morte do jornalismo. Ou: Será que a ditadura não mandou prender uma legião de anjos que havia lido o manual de guerrilha do Marighella?

by giinternet

Tudo indica que o coronel Paulo Malhães, aquele que confessou ter torturado pessoas durante o regime militar, tenha morrido de ataque cardíaco. Falarei a respeito daqui a pouco. Mas tenho algumas considerações prévias. Obsessão emburrece. Sempre. Quando veio a público a notícia da morte do coronel, escrevi algo curtinho porque processei todas as coordenadas, e a hipótese óbvia me pareceu fantasiosa. Escrevi então:

TRECHO TEXTO CORONEL

Voltei ao assunto nesta manhã e, movido pela pena de um certo sarcasmo lógico, afirmei que mais sentido faria que remanescentes da extrema-esquerda o tivessem matado, não da extrema-direita. Razão óbvia: aqueles estão organizados — alguns de seus próceres ou descendentes ideológicos estão no poder, afinal. Já o mais jovem membro do um eventual esquadrão de torturadores vingadores deve andar pelos 80 anos — o coronel tinha 76. Mas, como está lá evidente, escrevi que não acreditava nem numa coisa nem noutra. Só em crime comum.

É claro que tive de aguentar a malta de cretinos, afirmando que eu estaria tentando esconder alguma coisa. É mesmo? Por quê? Em nome de quê? Em defesa do regime que me perseguiu? Vão se catar!

Há muito tempo já, determinados temas não podem mais ser submetidos a um tratamento apenas jornalístico. Perca as esperanças de haver alguma serenidade e objetividade na cobertura da morte do dançarino Douglas Rafael da Silva, por exemplo. A hipótese — plausível, mas hipótese ainda — de que tenha sido morto por policiais serve para encobrir fatos óbvios, que compõem a equação: o narcotráfico preparou um happening durante o seu enterro, pedindo o fim das UPPs no morro; ele próprio, há três meses, expressou, em termos muito característicos, o seu lamento pela morte do traficante “Cachorrão”; o confronto com a polícia no dia do enterro contou com a ativa participação de black blocs, dos “militantes de sempre” e de agentes do tráfico.

Se foi mesmo a polícia, isso muda as responsabilidades ou as culpas? Não! Cadeia para os assassinos, uniformizados ou não, depois da devida apuração. Mas são fatos. Por que são omitidos dos telespectadores, dos leitores, dos ouvintes, dos internautas? Eles não têm o direito de saber e formar seu próprio juízo? Está em curso um processo de seleção de notícias para não provocar a fúria dos milicianos das redes sociais — aqueles asquerosos, muitos a soldo, que ficam patrulhando os meios de comunicação.

O mesmo se deu no caso de Paulo Malhães. Nem mesmo nos ocupamos de perguntar quem, afinal, havia atestado a morte por sufocamento. Alguém o encontrou de bruços, parece, com o rosto posto num travesseiro, e concluiu: “Foi asfixiado”. Agora, o guia de sepultamento traz como provável causa da morte um ataque cardíaco: edema pulmonar, isquemia de miocárdio e miocardiopatia hipertrófica.

coronel causa mortis 

Vejam bem: um guia de sepultamento não vale por uma autópsia. Mas um médico — a menos que fizesse parte, também, da quadrilha de assassinos, né? — não atestaria doenças degenerativas como causa da morte se fosse evidente a hipótese de assassinato por asfixia, o que deixa marcas. Mas fazer o quê?

Vivemos dias em que a mãe do bailarino assassinado ganha o status de perita criminal, o mesmo acontecendo com familiares de possíveis vítimas do coronel Paulo Malhães. Vivemos dias em que se buscam menos os fatos do que reconstruir uma narrativa do passado que esteja adequada aos valores influentes. Ainda voltarei a esse tema: Maria Rita Kehl, da Comissão da Verdade, por exemplo, parece não se conformar com o fato de que os mortos da ditadura sejam menos de 500. Para que a “narrativa ideológica” faça sentido, é preciso falar em milhares. Como não há fatos que justifiquem a sua tese ideológica, ela decidiu agora investir na hipótese de que sete mil índios tenham sido massacrados pela ditadura. Com base em quê? Ora, em relatos de alguns deles, escolhidos a dedo — jamais atestados por ninguém. A julgar pela fala de alguns deles, fica parecendo que os militares brasileiros jogaram napalm na selva. Mas deixo isso para outro post.

NÃO! NÃO ESTOU DESCARTANDO QUE O CORONEL POSSA TER SIDO ASSASSINADO. NÃO SOU LEGISTA. MAS O DOUTOR QUE ASSINA O GUIA DE SEPULTAMENTO É. Sim, nas redes sociais já começou a conversa mole de que também isso está sendo falsificado.

Se, amanhã, algum lunático afirmar que os militares, durante a ditadura, mandaram prender uma legião de anjos militantes, vinda do céu, para organizar no Brasil a luta de libertação do povo, com base do Minimanual da Guerrilha, de Carlos Marighella, muita gente vai acreditar. Afinal de contas, não há idiotas que sustentam até hoje que o próprio Marighella era um anjo? Ou, então, o outro Carlos, o Lamarca? Até de “poetas” eles já foram chamados. Malhães, porque torturava pessoas, era um bandido. E, para mim, essa designação lhe cai bem. Quanto aos outros dois, seja esmagando crânios de pessoas já rendidas, seja explodindo pessoas, viraram santos.

Mentir em pequenas ou em grandes proporções e criar marolas ideológicas são tarefas próprias da militância política. O jornalismo não tem o direito de fazer nem uma coisa nem outra. Ou passa a ser, também, militância política.

27 Apr 01:08

NA VEJA DESTA SEMANA – A disputa de poder no PT expõe um racha inédito na história do partido

by giinternet

dilma x lula

Por Daniel Pereira e Adriano Ceolin, na VEJA.com:
A presidente Dilma Rousseff enfrenta um momento inédito de fragilidade. Além de ter problemas na economia, como o crescimento baixo, a inflação persistente e o desmantelamento do setor elétrico, ela perdeu apoio popular e força para barrar, no Congresso, iniciativas capazes de desgastá-la. A aprovação ao governo caiu a um nível que, segundo os especialistas, ameaça a reeleição. Partidos aliados suspenderam as negociações para apoiá-la na corrida eleitoral. Já os oposicionistas conseguiram na Justiça o direito de instalar uma CPI para investigar exclusivamente a Petrobras. Acuada, Dilma precisa mais do que nunca da ajuda do PT, mas essa ajuda lhe é negada. Aproveitando-se da conjuntura desfavorável à mandatária, poderosas alas petistas pregam a candidatura de Lula ao Planalto e conspiram contra a presidente. O objetivo é claro: retomar poderes e orçamentos que foram retirados delas pela própria Dilma. A seis meses da eleição, o PT está rachado entre lulistas e dilmistas — e, para os companheiros mais pragmáticos, essa divisão, e não os rivais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), representa a maior ameaça ao projeto de poder do partido.

Com carreira política construída na resistência à ditadura militar e posteriormente no PDT, Dilma nunca teve alma petista. Ao assumir a Presidência, ela herdou boa parte da cúpula do governo Lula, como ministros, dirigentes de estatais e até a então chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha. O governo era de continuidade mesmo nos nomes escalados para comandar o país. O plano de Dilma era dar uma feição própria à sua gestão de forma gradativa, reduzindo a influência do antecessor ao longo do tempo. Antonio Palocci, seu primeiro chefe da Casa Civil, ilustrou a estratégia: “No primeiro ano de mandato, será um governo Lula-Dilma. No segundo, um governo Dilma-Lula. No terceiro, será Dilma-Dilma”. Esse cronograma, no entanto, foi atropelado pelos fatos. Já em 2011 a presidente foi obrigada a demitir seis ministros acusados de corrupção e tráfico de influência — quatro deles egressos do governo anterior. Dilma se mostrava intransigente com os malfeitos, ao contrário de Lula, acostumado a defender políticos pilhados em irregularidades. Com a chamada faxina ética, ela atingiu recordes de popularidade e conseguiu força para tirar das mãos de notórios esquemas partidários setores estratégicos da administração. Nem mesmo o PT foi poupado nessa ofensiva.

O partido perdeu terreno em fundos de pensão e na Petrobras, que teve sua diretoria reformulada em 2012. A faxina ética era acompanhada da profissionalização da gestão. Com essas mudanças, muitos petistas estrelados, como o mensaleiro preso José Dirceu, perderam influência. Havia um distanciamento crescente entre a presidente e a engrenagem partidária, mas Lula mantinha o PT unido e silencioso. Ele alegava que a “mídia conservadora” — ao exaltar as demissões promovidas pela sucessora, com o intuito claro de atacá-lo — ajudava Dilma a conquistar eleitores que historicamente tinham aversão ao PT. Ou seja: a comparação entre os dois beneficiava o partido. Se alguns petistas registravam prejuízos em casos isolados, o conjunto estava sendo fortalecido. Esse discurso manteve a companheirada sob controle até 2013, quando a popularidade da presidente despencou devido à inflação e às manifestações populares de junho. Petistas, então, passaram a criticar Dilma, conspirar contra ela no Congresso e defender a candidatura de Lula. A cizânia interna se desenhava, mas ainda era incipiente e restrita aos bastidores. Esse dique foi rompido pelo escândalo da Petrobras.

Hoje, o PT testemunha uma batalha pública e cruenta entre a soldadesca dos dois presidentes. Palocci não previu, mas o último ano de mandato também tem seu epíteto: governo Dilma versus Lula.
*
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet, no iPhone ou nas bancas.

26 Apr 16:34

André Vargas, o Demóstenes adiado, mas com algumas diferenças. Ou: Ele agora é um petista sem partido

by giinternet

No dia 2 de abril, escrevi aqui — leia post — que o deputado André Vargas estava começando a ficar com cheiro de Demóstenes Torres. Os passos, até agora, são os mesmos, embora haja algumas diferenças. Todos pararam no Senado para ouvir Demóstenes, que negou relações extravagantes com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O mesmo aconteceu com André Vargas em relação a Alberto Youssef. Nos dois casos, houve um certo voto de confiança dos pares — “quem sabe não seja como parece…”. Em ambos, a realidade se mostrou pior do que as conjecturas. Demóstenes não renunciou e acabou cassado. Antes, foi expulso do DEM. Vargas também resiste. Anunciou nesta sexta-feira que pediu a sua desfiliação do PT. Agora é um, com o perdão da graça, petista sem partido… Acabará cassado — porque bem poucos sairão em seu socorro.

Desde o começo, o grande temor dos petistas é que Vargas prejudicasse as candidaturas de Alexandre Padilha e de Gleisi Hoffmann aos governos de São Paulo e do Paraná, respectivamente. E, claro!, teme-se também por Dilma. Padilha, que nunca deixou de estar na dança, acabou no meio do salão. A conversa interceptada pela PF em que Vargas anuncia ao doleiro que Padilha indicara o diretor da Labogen, Marcus Cezar Ferreira de Moura, foi a gota d’água.

Padilha concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta. Nega tudo, claro! Diz que não indicou ninguém, apesar da sua proximidade com “Marcão”. O fato inegável é que um laboratório-fantasma conseguiu atravessar os filtros do Ministério da Saúde e firmar uma parceria com o governo. Em sua defesa, Padilha afirma que a pasta nunca fez nenhum pagamento ao Labogen. Pois é… Só não aconteceu porque a tramoia veio a público, e o processo foi suspenso. Ou tudo estaria caminhando às mil maravilhas.

O ex-ministro e atual candidato ao governo de São Paulo prometeu processar todos aqueles que o ligarem a Youssef e coisa e tal. Entendi que se refere a políticos, a gente que circula nesse estranho meio. Ou estaria se referindo também à imprensa, deixando claro que só aceita notícia positiva a seu respeito? Acho que não. Volto a Vargas.

Os passos do deputado, até agora, seguem os de Demóstenes, mas pode haver algumas diferenças. As relações do ex-senador com Cachoeira, ficou evidenciado, eram suas, não de seu partido. No caso do petista Vargas, isso ainda não está claro. Gente que andou conversando com ele diz que sua mágoa e a resistência à renúncia se devem ao fato de que considera trabalhar para o partido, não para si mesmo. Nesse contexto, a viagem de avião seria só um presentinho a um mero interlocutor.

Texto publicado originalmente às 5h27
26 Apr 16:33

O assassinato do coronel — Pode ter sido a extrema-direita? Pode! Mas por que não a extrema-esquerda? O que eu acho? Crime comum!

by giinternet

Já escrevi brevemente a respeito, mas volto ao ponto. O coronel Paulo Malhães, 76, que confessou ter torturado pessoas — e, a meu juízo, fantasiou um pouco, mas não entro no mérito agora —, foi morto. A chácara em que morava foi invadida. Algumas coisas foram roubadas, inclusive dois computadores. Fala-se abertamente em queima de arquivo. Acho essa hipótese tão plausível como a de vingança de grupos de extrema-esquerda. Vale dizer: as duas coisas me parecem… implausíveis.

Então haveria ainda um grupo ativo, organizado e operacional o bastante para praticar esse tipo de coisa? Que se investigue tudo, mas a hipótese me parece fantasiosa. Convenham: se considerarmos os grupos ativos nos chamados anos de chumbo, mais organizados, hoje em dia, estão os ex-extremistas de esquerda — alguns deles no poder — do que os que participaram da repressão, não é mesmo? “Ah, mas só extremistas de direita fariam isso; os de esquerda nunca!” Epa! Aí, não!

De resto, eventuais remanescentes da repressão matariam o coronel por quê? Ele não entregou nomes. Quando tratou do mérito da tortura, fez raciocínios horripilantes e muito pragmáticos sobre a “eficiência” do método. “Ah, mas levaram os computadores; pode ser que houvesse informações lá…” Se ele estivesse interessado em fazer alguma delação depois de morto, creio que tinha experiência o bastante para entregar o arquivo a alguém. Matá-lo, então, seria uma burrice porque apressaria a divulgação — o meu raciocínio é puramente lógico.

Mais: considerando os que participaram da linha de frente da repressão ilegal, bem poucos restam vivos, não é mesmo? Quantos poderiam ser prejudicados se ele falasse? Se a intenção fosse espalhar o terror e se esse grupo é organizado a ponto de planejar assassinatos, uma advertência mais clara seria atacar algum familiar próximo, não o próprio coronel. Pergunto ainda: então esse grupo seria operante e violento o bastante para eliminar um dos seus, mas não para atacar militantes de esquerda?

Ora, se é o caso de entrar em conjecturas, posso inferir, por exemplo, que extremistas de esquerda que ainda estão por aí sabem que dificilmente haverá a revisão da Lei da Anistia. Mais: há muita gente descontente com a baixa voltagem desse tema. A população nem sequer sabe exatamente o que é essa tal Comissão da Verdade. Por que não, então, matar o coronel, já que a hipótese da queima de arquivo será a mais influente? Por que não criar um evento para demonstrar que os “inimigos” ainda estão entre nós?

Se eu fosse obrigado a fazer uma escolha, diria que a possibilidade de ser uma vingança da esquerda é maior porque faria mais sentido. Mas, de fato, acho que Malhães foi apenas vítima de bandidos comuns. Sua morte pode até estar relacionada ao depoimento que deu, mas de outra maneira. Ninguém sabia da sua existência. Levado para aquele banco oficioso dos réus, tornou-se uma figura nacionalmente conhecida. Dadas as suas vinculações com o antigo regime, podem ter imaginado uma figura ainda poderosa, eventualmente endinheirada — não parece que fosse o caso, considerando o lugar em que morava.

Nem tudo o que vem antes é causa do que acontece depois. Mas não vou tentar convencer ninguém. A hipótese da queima de arquivo é sedutora demais, não é mesmo? Tem mais cara de roteiro de filme policial. “E se você estiver errado, Reinaldo?” Sempre estou preparado para essa possibilidade.

26 Apr 16:32

DARPA Develops Stealth Motorcycle For US Special Forces

by Soulskill
Hugh Pickens DOT Com writes: "Allen McDuffee reports that DARPA is developing a hybrid-powered motorcycle to soundlessly penetrate remote areas and execute complex, lightning-fast raids. The idea is to develop a hybrid power system that relies on both electric and gas power, allowing special ops to go off-road and zip past enemy forces with the silence of an electric engine, while also being able to handle extended missions and higher speeds with a supplemental gas tank. Logos Technologies plans to fit its quieted, multifuel hybrid-electric power system with an all-electric bike from San Francisco-based manufacturer BRD Motorcycles that uses an existing racing bike, the RedShift MX, a 250-pound all-electric moto that retails for $15,000. The RedShift MX has a two-hour range, but will be extended with a gas tank the size of which will be determined by the military in the research period. The focus on the electric element suggests that DARPA is more concerned with the stealthiness of the motorcycle than it is efficiency."

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25 Apr 22:56

Justiça aceita denúncia contra ex-diretor da Petrobras e Youssef

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:

A Justiça Federal do Paraná aceitou denúncia contra o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e outras nove pessoas pelo crime de lavagem de dinheiro. A ação inclui o doleiro Alberto Youssef, De acordo com a justiça, há indícios de que todos eles, agora na condição de réus, participaram de um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, entre 2009 e 2014. Essa é a segunda vez que Youssef tem uma denúncia relacionada à Operação Lava-Jato aceita pela Justiça do Paraná — na quarta-feira, o doleiro e outros seis foram denunciados por um esquema de evasão de divisas no valor de 444,6 milhões de dólares entre 2011 e 2014.

Nesse processo, o método utilizado pelo ex-diretor da Petrobras, preso na Operação Lava-Jato, consistia em pagar contratos superfaturados a empresas que prestaram serviços à estatal brasileira de petróleo. Como cabia a Paulo Roberto a responsabilidade por projetos técnicos para construção de refinarias da petroleira e pela fiscalização da execução dos aspectos técnicos do projeto, ele próprio conduzia o esquema criminoso de desvio de recursos.

“O posicionamento de Paulo Roberto Costa nas duas pontas do esquema criminal, em uma como responsável pela construção da Refinaria Abreu e Lima, tanto na condição de Diretor de Abastecimento da Petrobrás como membro do Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima, e, na outra, como beneficiário de parcelas das ‘comissões’ ou ‘repasses’, constantes nas planilhas MO/GDF [empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef], autoriza, nessa fase, o reconhecimento da presença de provas suficientes de autoria”, diz o juiz Sergio Moro em sua decisão de transformar todos os suspeitos em réus pelo crime de lavagem de dinheiro.

O esquema – No contrato a cargo do consórcio liderado pela Camargo Corrêa, por exemplo, há registros de superfaturamento com a cumplicidade das empresas Sanko Sider Ltda. e Sanko Serviços de Pesquisa e Mapeamento. Quebras de sigilo fiscal revelaram que as companhias, contratadas pela empreiteira para fornecimento de materiais e serviços, receberam repasses ilegais de cerca de 113 milhões de reais. Entre 2009 e 2013, mais de 26 milhões de reais foram transferidos por essas duas empresas à MO Consultoria, empresa de fachada ligada ao doleiro Youssef.

Na sequência, os valores destinados à MO Consultoria foram pulverizados para outras empresas do esquema de Youssef, entre as quais o laboratório Labogen, ou remetidos para o exterior por meio de contratos fraudulentos de câmbio para o pagamento de importações fictícias. Parte dos recursos da trama criminosa – 250.000 reais – foi usado para comprar um veículo Land Rover, utilizado pelo ex-diretor da Petrobras. A defesa de Costa alega que o utilitário foi recebido como pagamento por serviços de consultoria prestados.

“Paulo Roberto Costa persistiu recebendo e lavando valores provenientes dos desvios mesmo após deixar o cargo de Diretor de Abastecimento da Petrobrás, o que pode ser explicado, como afirma o MPF, pela sua eventual continuidade no Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima, pela persistência de sua influência no mercado em questão e junto à empresa estatal e seus fornecedores e pela própria parceria estabelecida com Alberto Youssef”, diz o juiz Sergio Moro em sua decisão.

Para ele, há indícios de que o repasse dos recursos não tem justificativa econômica lícita, o que aponta para o superfaturamento na construção da Refinaria Abreu e Lima. De acordo com a acusação, as operações de usar empresas de Youssef para dar ares de veracidade à movimentação dos recursos desviados da refinaria configuram lavagem de dinheiro. “Alberto Youssef e Paulo Roberto seriam os líderes do grupo criminoso e seriam os principais responsáveis pela lavagem de dinheiro dos recursos desviados”, diz o Ministério Público.

25 Apr 22:07

Moreira Franco reconhece risco de apagão no Galeão durante a Copa

by giinternet

Na VEJA.com:

O ministro Wellington Moreira Franco, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), afirmou nesta sexta-feira ao site de VEJA que há risco de apagão no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, durante os jogos da Copa do Mundo. O ministro participou de um bate-papo promovido na tarde desta sexta pela rede de microblogs Twitter e pelo site de VEJA e respondeu às perguntas da redação e de seguidores, por meio da marcação #MoreiraResponde.

A 47 dias da abertura da Copa do Mundo, o ministro foi questionado pelo site de VEJA sobre o risco de apagão durante o torneio mundial. Moreira Franco afirmou que convocou empresas e governo para alinhar os ponteiros. “O único risco atual é o Galeão. Para evitá-lo, já marquei reunião no próximo dia 5 de maio com o concessionário, o Ministério de Minas e Energia, a Light e a Infraero para garantir que não haja esse problema”, disse o ministro.

Na sexta-feira passada, dia 18, um apagão ocorrido por volta das 22 horas deixou o aeroporto sem energia por mais de uma hora. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o problema afetou os terminais 1 e 2 do aeroporto. “Já tivemos falta de energia várias vezes, por pouco tempo, mas muito prejudiciais. A Light diz que é o Galeão e o Galeão diz que é a Light. Por isso vou colocar Light e Galeão frente a frente no próximo dia 5, para esclarecer a questão”, afirmou o ministro.

Infraero — Questionado sobre os sucessivos prejuízos arcados pela Infraero e a crescente necessidade de investimentos da estatal, financiada por recursos do Tesouro Nacional, Moreira Franco afirmou que a empresa deve não deve sair da sociedade dos aeroportos que já foram privatizados. Porém, para novas privatizações, as parcerias podem ser diferentes. “Não acho bom negócio ela sair dos 49% das concessões, já que terá ganhos como acionista. Afinal, quem dá 19 bilhões de outorga acha que o negócio será rentável. Porém, acho que devemos debater a manutenção dessa participação nas operações futuras”, afirmou.

Aeroportos regionais — O ministro foi muito questionado pelos seguidores de VEJA no Twitter sobre o plano de aviação regional, que prevê a construção (ou expansão) de 270 aeroportos pequenos. “Estamos na primeira fase, com 270 aeroportos pelo Brasil escolhidos de acordo com a realidade econômica de cada região. A escolha também levou em conta as necessidades das empresas para garantir uma prestação de serviço adequada”, escreveu o ministro.

A execução dos financiamentos para as obras ficará a cargo do Banco do Brasil e as empresas que farão os projetos já foram licitadas, disse Moreira Franco. Como se trata de aeroportos geridos por estados e municípios, algumas obras têm potencial de se tornar um ônus incontornável para as administrações regionais. Contudo, o ministro garantiu que os projetos só serão aprovados para municípios com mais de 1 bilhão de reais de orçamento e estados que tiverem estrutura administrativa para gerenciar o empreendimento.

25 Apr 21:05

Gary Kildall, Father of the PC OS, Finally Gets His Due

by Soulskill
theodp writes: "GeekWire reports that Gary Kildall, the creator of the landmark personal computer operating system CP/M, will be recognized posthumously by the IEEE for that contribution, in addition to his invention of BIOS, with a rare IEEE Milestone plaque. Kildall, who passed away in 1994 at the age of 52, has been called the man who could have been Bill Gates. But according to Kildall's son, his dad wasn't actually interested in being what Bill Gates became: 'He was a real inventor,' said Scott Kildall. 'He was much more interested in creating new ideas and bringing them to the world, rather than being the one that was bringing them to market and leveraging a huge amount of profits. He was such a kind human being. He was always sharing his ideas, and would sit down with people and show flowcharts of what he was thinking. I think if he were around for the open-source movement, he would be such a huge proponent of it.' Techies of a certain age will also remember Gary's work as a co-host of Computer Chronicles."

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25 Apr 21:03

Janot é contra quebra de sigilo em investigação sobre telefonema de Dirceu

by giinternet

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer contrário ao pedido de quebra de sigilo telefônico feito pelo Ministério Público do Distrito Federal para investigar se o ex-ministro José Dirceu utilizou um telefone celular na prisão. Se concedida, a solicitação da promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa obrigará as empresas de telefonia celular a fornecer dados sobre ligações feitas não só na área do presídio da Papuda, onde está Dirceu, mas também no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal. O período citado vai de 1º a 16 de janeiro.

Janot argumenta que o pedido da promotora é descabido. “A pretensão de quebra de sigilo, nos termos em que foi feita, viola princípios da proporcionalidade”, afirmou o procurador em seu relatório. O chefe do Ministério Público Federal também aponta um “descompasso” entre o pedido feito e o objetivo alegado. O caso ainda vai ser analisado pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sindicância
A apuração sobre o telefonema de Dirceu tem por base as afirmações do secretário da Indústria, James Correia. Em janeiro, ele relatou ter conversado com o petista por telefone – e depois recuou. A sindicância aberta pelas autoridades penitenciárias do Distrito Federal não comprovou a conversa de Dirceu com James Correia. Por isso, alegando que as providências administrativas foram “insuficientes”, a promotora Márcia solicitou a quebra do sigilo telefônico com base em coordenadas geográficas.

Para investigar o possível telefonema, a promotora pediu que as cinco principais operadoras de telefonia móvel informem as chamadas efetuadas e recebidas por meio de Estações de Rádio Base (ERBs) que captam os sinais de duas áreas identificadas pela promotora. Uma corresponde ao presídio da Papuda, onde está Dirceu. A outra é a do Palácio do Planalto. Neste caso, as antenas que transmitem os dados de telefonia celular também cobrem a área do Congresso e do STF, além da Esplanada dos Ministérios.

A Advocacia-Geral da União reagiu contra o pedido da promotora e apresentou uma queixa disciplinar contra Márcia Milhomens ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), alegando que ela teria ultrapassado suas atribuições legais ao pedir os dados de telefonemas feitos na Praça dos Três Poderes.

25 Apr 19:39

Coronel que confessou tortura aparece morto. Têm início as teorias conspiratórias

by giinternet

Leiam o que vai no Estadão. Volto em seguida.

O coronel reformado do Exército Paulo Malhães foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, 25, no sítio em que morava em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense). O corpo apresentava marcas de asfixia, segundo a Polícia Civil.

Malhães prestou depoimento em março à Comissão Nacional da Verdade em que relatava ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar. Dias antes, à Comissão Estadual da Verdade do Rio, afirmou ter sido um dos chefes do grupo envolvido com a prisão do ex-deputado Rubens Paiva, morto sob tortura em dependências do Exército em 1971. Na ocasião, admitiu ter participado da operação de sumiço do corpo do parlamentar, mas ao falar à Comissão Nacional voltou atrás nas declarações e negou envolvimento no caso.

De acordo com o relato da viúva do coronel, Cristina Batista Malhães, três homens invadiram o sítio de Malhães na noite desta quinta-feira, 24, à procura de armas. O coronel seria colecionador de armamentos, disse a mulher aos policiais da Divisão de Homicídios da Baixada que estiveram na propriedade. Cristina disse que ela e o caseiro foram amarrados e trancados em um cômodo, das 13h às 22h desta quinta-feira pelos invasores.

Em seu blog, o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, afirmou que Malhães foi assassinado e, no mesmo texto, lembrou a morte de outro coronel, também ex-agente da ditadura, Júlio Miguel Molina Dias, ocorrida em 2012. Ustra comandou o DOI-CODI, em São Paulo, entre 1970 e 1974. No fim de março, durante atos que lembraram os 50 anos do golpe militar, Ustra foi alvo de manifestações de grupos de direitos humanos que pedem a punição de ex-agentes da ditadura.

Comento
O fato já vem pronto para as teorias conspiratórias. Alguns dirão que foi vítima de grupos de extrema-direita, que estariam interessados no seu silêncio. Outros dirão que morreu em razão da ação de vingadores da extrema-esquerda. Tudo é possível? Gente como esse coronel perde o direito de ser vítima de crime comum — o mais provável, acho eu.

Durante seu depoimento, pareceu-me já um tanto alheio à realidade. O espetáculo foi deprimente. Fez confissões que me soaram um tanto megalômanas e depois recuou. Vamos ver. Uma coisa é certa: a investigação tem de ser cercada de todos os cuidados. Qualquer nota fora do tom dará início a reações paranoicas.

25 Apr 18:54

Tráfico presta homenagem a bailarino morto

by giinternet

Pois é… O dançarino Douglas Rafael da Silva, o DG, já está morto e não pode responder por aqueles que o homenageiam nem por nada mais. Isso não deve nos impedir de pensar. O fato é que o narcotráfico decidiu fazer pichações em sua homenagem, como informam Leslie Leitão e Pamela Oliveira, na VEJA.com.

Vejam esta foto:

 DG comando vermelho

Uma pichação em um muro da favela junta o nome de Douglas ao símbolo da facção criminosa Comando Vermelho – que traz a tradicional referência ao fundador da quadrilha, Rogério Lemgruber (RL). A inscrição surgiu no dia seguinte à morte do dançarino. Não se sabe o que seria o R.C. da pichação. O “22”, antigo artigo do Código Penal que definia a inimputabilidade para os deficientes mentais, é uma referência a “maluco”, irreverente, extrovertido.

Douglas havia deixado, em sua página no Facebook, uma homenagem ao traficante conhecido como Cachorrão, em janeiro. “PPG TA DE LUTO, E OS AMIGOS CHEIO DE ODIO NA VEIA, MAS TARDE O BICO VAI FAZER BARULHO…. #?SAUDADES ETERNAS CACHORRAO !”

Já escrevi a respeito. Douglas podia sentir saudade de quem quisesse. Se era amigo do chefe do tráfico, é compreensível que manifestasse a sua dor. O problema é que a tradução da frase acima, como já se sabe, não é boa.
- “PPG” é a dita “comunidade” Pavão, Pavãozinho e Galo.
- “Bicos” são fuzis de uso restrito das Forças Armadas, de grosso calibre.
- “Os amigos” são os integrantes das quadrilhas de traficantes.
- “Fazer barulho” é efetuar centenas de disparos, aterrorizando a população.

Todo cuidado é pouco nessa história cheia de estridência e com pouca informação.

25 Apr 15:11

Paper Is Passe - Model-Based Development (MBD) Keeps The Gripen E Programme On Time

by Saab AB
.:

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One reason that the development of the Gripen E is proceeding according to plan is the use of ”model-based development”. This methodology was secured through the development of the Neuron unmanned aircraft, among other things, and is now used in all technical areas for the Gripen E project. 

With model-based development (MBD), Saab has expanded its virtual development to enable greater reuse of data models. This translates into shorter lead times. All software and hardware development is done with the help of computerized models, meaning that updates are made extremely quickly. 

Fewer test flights are needed with this type of development, as much verification can be conducted in simulators rather than in the air. Any problems with the models are detected at an early stage and changes can be made to the models rather than at a later stage during test flights. 

Simply put, things are more correct from the start, which improves development efficiency.

Some examples of the benefits of using MBD in hardware development (regarding structure and it’s effects on production): 

• Higher quality of parts (assembly verification done using simulators etc.) 

• Assembly work instruction is more user friendly  

• Reduced lead time for changes

Published: 4/25/2014 1:44 PM
25 Apr 13:21

Tião Viana, o petista exportador de negros, acusa terceiros de racismo, higienismo e discriminação

by giinternet

pombo xadrez 2

O governador do Acre, Tião Viana, do PT, fez uma coisa asquerosa, de um oportunismo odiento; de um mau-caratismo político como raramente vi. Aproveitou os aviões que chegaram ao Estado carregando mantimentos para abastecer o Estado, que está ilhado por causa das chuvas, e os lotou de haitianos, despachando-os para outros Estados. Os que levaram comida para o seu povo — coisa de que sua gestão não deu conta — receberam , em troca, imigrantes, dos quais ele decidiu se livrar.

Há coisa de três anos, teve início um fluxo imigratório para o Acre. Os haitianos deixam o seu país, voam para a Bolívia e, principalmente, para o Peru e, depois, entram no Brasil, onde recebem um visto temporário para poder trabalhar no país.

Desde que a onda começou, como já disse aqui, o governo federal nada fez. O Ministério da Justiça jamais se interessou pelo caso. Os haitianos vivem em acampamentos em condições deploráveis. Mesmo assim, o governo petista faz praça de sua tolerância, incentivando a imigração ilegal. O assunto virou até tema de redação do Enem em 2012. A tarefa dos estudantes era elogiar a gestão petista.

Muito bem! Para São Paulo, Viana despachou cerca de 500 imigrantes. Não entrou em contato com o governo do Estado. Não falou nem mesmo com seu correligionário, o prefeito Fernando Haddad. Não se ocupou de fazer um cadastro. Nada! Cinicamente, um secretário seu afirmou que o destino dos haitianos é mesmo o sul do Brasil. A secretária de Justiça de São Paulo, Eloisa Arruda, apontou o quer chamou de “irresponsabilidade” do governo do Acre. Viana decidiu reagir pelo Twitter com as seguintes mensagens:

“Como é que a elite paulista quer obrigar o povo do Acre a prender imigrantes haitianos em nosso território, preconceito racial? Higienização?”,

“As elites preconceituosas querem o quê? Que prendamos essas pessoas? Que não as deixemos encontrar pais, mães e esposas que já estão no Brasil?”.

Racista, preconceituoso e higienista, senhor governador, é despachar negros imigrantes como se fossem gado, procurando apenas se livrar do problema. Em vez de Viana cobrar ajuda de Dilma Rousseff, sua aliada , prefere transferir suas dificuldades para terceiros.

Ontem, recebi uma frase que tem a sua graça e é absolutamente verdadeira: debater com petistas é como jogar xadrez com pombos — eles derrubam as peças, fazem cocô no tabuleiro e saem arrulhando vitória, com o peito estufado.

Flagrado num ato racista, discriminatório e elitista, Viana estufa o peito e acusa os outros de racismo, discriminação e elitismo. Depois, claro, de derrubar as peças do jogo e de sujar o tabuleiro. A propósito: Marina Silva e sua “Rede” são aliados incondicionais de Tião Viana. A noção de ecologia da agora pré-candidata à Vice-Presidência pelo PSB inclui também os seres humanos? Ou ela só vai reagir se seu amigo começar a maltratar sapos, bagres e passarinhos?

25 Apr 13:21

COPA DO MUNDO E TIRO PELA CULATRA: Governo federal organiza evento antiprotesto e local vira área de… protesto!

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Enquanto Gilberto Carvalho (em pé) tentava falar em evento antiprotesto, aconteciam os... protestos (Foto:Danilo Verpa/Folhapress)

Enquanto Gilberto Carvalho (em pé) tentava falar em evento antiprotesto, aconteciam os… protestos (Foto:Danilo Verpa/Folhapress)

Tsc, tsc, tsc… Acho que eles estão perdendo a mão. Leiam o que informa Eduardo Costa, na Folha:
Um evento organizado pelo governo federal, Diálogos Governo-Sociedade Civil, cujo objetivo era mostrar os benefícios trazidos pela Copa à população e desestimular manifestações, virou palco de protestos de manifestantes. Cerca de trezentas pessoas, representantes de 70 instituições, como sindicatos, movimentos sociais, como os dos sem-teto, entre outras lideranças locais, lotaram hoje um salão na Casa de Portugal, no centro de São Paulo.

Enquanto o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, fazia uma apresentação sobre “o que o Brasil ganhou com a Copa”, uma faixa estendida por manifestantes por trás dele informava: “Não vai ter Copa”. Um grupo que vestia camisetas que traziam a inscrição “O povo de rua é o primeiro eliminado da Copa” ironizava todas as informações divulgadas pelos palestrantes.
(…)

 

25 Apr 13:20

Exigir que as UPPs deixem os morros é reivindicação de bandidos, de narcotraficantes, de larápios. Ou: Em muitos anos, essa é a maior vitória do narcotráfico na guerra de propaganda

by giinternet
Manifestações contra a violência das UPPs marcaram o funeral do dançarino DG  (JC Pereira/AgNews)

Manifestações contra a violência das UPPs marcaram o funeral do dançarino DG (JC Pereira/AgNews)

Quem assistiu apenas a alguns noticiários de TV na noite desta quinta não ficou sabendo, porque a informação lhes foi sonegada, que a manifestação de protesto contra a Polícia do Rio — e especialmente contra a presença das UPPs nos morros — contou com a adesão de black blocs e dos militantes profissionais de sempre. Havia moradores de favelas, especialmente de Pavão-Pavãozinho, protestando nas ruas de Copacabana? Havia, sim. Mas os “ideólogos” do asfalto estavam lá para, mais uma vez, usar um cadáver como estandarte — desta feita, o de Douglas Rafael da Silva, encontrado morto no Pavão-Pavãozinho, sua comunidade de origem, mas onde ele já não morava mais.  Teria ido ao local para levar sua namorada, que mora na “comunidade”, que é como se deve falar “favela” em carioquês castiço e politicamente conveniente.

Seu corpo foi enterrado ontem, num grande happening, que contou até com fogos de artifício. Ninguém vai perguntar quem financiou porque há perguntas que o jornalismo só podia fazer antigamente.

Eu sou um crítico, como sabem todos, não das UPPs, mas da política de segurança pública do Rio, que opta por espantar bandidos, em vez de prendê-los. Mas é evidente que defendo a presença de unidades policiais nos morros. Rejeito ainda o nome de “polícia pacificadora” porque fica parecendo que a função dos policiais é promover a paz entre bandidos e gente decente. E lugar de bandido é na cadeia, não fazendo acordos com quem quer que seja.

É evidente que as palavras de ordem dos protestos de ontem, como “Fora UPP” e “UPP assassina”, foram ditadas pelo narcotráfico, o mesmo narcotráfico que enfrentou policiais a bala na madrugada em que Douglas, que era dançarino do programa “Esquenta”, de Regina Casé, foi assassinado. É possível que os assassinos sejam policiais? É, sim. Mas também podem ter sido os traficantes. Até que não se faça a devida apuração, transformar a opinião da mãe do rapaz numa espécie de laudo técnico informal é uma temeridade. Que se apure tudo e que se mandem os responsáveis para a cadeia. Mas vamos devagar!

E se não foi a polícia? Vão aceitar o resultado? Douglas era uma celebridade local, já não precisava mais viver na favela, embora circulasse por ali. Para o narcotráfico — estou apenas lidando com a lógica — ele está sendo mais útil morto do que vivo. E que fique claro: ainda que seus assassinos tenham sido policiais, é evidente que os morros precisam de UPPs — formada por policiais decentes.

Há coisas incômodas nessa história toda que precisam ser ditas. Felipe Moura Brasil publicou em seu blog esta imagem.

saudade eterna 2

No dia 18 de janeiro, no Facebook, Douglas lamentava a morte do traficante Patrick Costa dos Santos, o “Cachorrão”, num confronto com a polícia, ocorrido um dia antes. Até aí, vá lá. O cara podia ser seu amigo. Felipe traduz para o português o que vai ali escrito:
 - “PPG” é a dita “comunidade” Pavão, Pavãozinho e Galo.
- “Bicos” são fuzis de uso restrito das Forças Armadas, de grosso calibre.
- “Os amigos” são os integrantes das quadrilhas de traficantes.
- “Fazer barulho” é efetuar centenas de disparos, aterrorizando a população.

Pois é… Na reportagem do “Jornal Nacional” de ontem, prestei atenção a esta camiseta:

saudade eterna

Os mesmos termos com os quais Douglas lamentava a morte de Cachorrão. Não! Eu nunca insinuo nada nem falo coisas oblíquas. Pouco importa o que fazia o rapaz quando não estava dançando no “Esquenta” da Casé, uma coisa é certa: não poderia ter morrido como morreu. E é preciso saber quem o matou e meter em cana, use farda ou não. Mas não dá para ignorar os fatos. Contam-me que a expressão “Saudades eternas” é uma espécie de lema ou de senha macabra com que o narcotráfico e seus aliados objetivos celebram a memória dos que lhes são caros ou dos que serão usados como estandartes. “Minha avó tem ‘saudades eternas’ no meu avô e não é narcotraficante”, diz o bobinho…

Cobrar a rigorosa apuração do caso? Sim! Meter em cana os assassinos? Sim! Pedir uma polícia mais preparada nos morros e em toda parte? Sim! Exigir que as UPPs deixem as favelas? Aí, não!

Isso é reivindicação de bandido, de narcotraficante, de larápio! Em muitos anos, muitos mesmo!, os bandidos não obtinham tamanha vantagem contra o estado na guerra de propaganda. Usasse ou não farda, é possível que o assassino de Douglas soubesse muito bem o que estava fazendo. A polícia e a política de segurança pública não ganharam nada com essa morte. Mas o crime organizado pode comemorar o resultado.

25 Apr 13:18

Refinaria de Pasadena teve saque de US$ 10 milhões sem registro, só com autorização verbal. Petrobras disse achar isso “normal”

by giinternet

A refinaria de Pasadena, nos EUA, tinha US$ 10 milhões depositados na conta da corretora MP Global — que foi a falência em novembro de 2011, diga-se. No dia 5 de fevereiro de 2010, alguém na estatal brasileira — não se sabe quem — deu uma autorização verbal para sacar a dinheirama. Foi sacada. Não se conhece o seu destino porque não há registro documental. Em 2010, é? No Brasil, foi um ano eleitoral. Sigamos adiante. A revelação foi feita ontem pelo jornal O Globo.

A reportagem da Folha entrou em contato com a direção da Petrobras para ouvi-la a respeito do saque. Segundo a empresa, uma operação assim é “normal”. A movimentação do dinheiro só foi descoberta porque houve uma auditoria na refinaria de Pasadena, feita pela Gerência de Auditoria de Abastecimento para verificar a gestão dos combustíveis produzidos e comercializados. O Globo teve acesso ao resultado do trabalho. Se a Petrobras considera tudo normal, a auditoria concluiu o contrário e apontou a “falta de autorização documental para saque em corretora”.

Segundo o Globo, a auditoria teria apontado também a existência de operações simultâneas de entrada e saída de combustíveis nos tanques, o que dificulta o controle. Constatou-se ainda uma falta de integração entre o sistema financeiro e o de controle de estoque. De acordo com o jornal, detectou-se também uma diferença de US$ 2 milhões no estoque em maio de 2010 em razão de lançamentos incorretos.

Nesse período, a Astra Oil ainda era sócia da Pasadena, mas havia deixado a administração por conta da Petrobras e já ingressara na Justiça americana para obrigar a empresa brasileira a comprar os outros 50% da refinaria.

À Folha, a Petrobras afirmou que o saque autorizado verbalmente é “normal” por ser “uma atividade usual de trading (comercialização de combustíveis)”. Acrescentou que “não foram constatadas quaisquer irregularidades no saque”. Mesmo assim, a empresa disse que “foi acatada a recomendação de formalizar e arquivar a documentação de suporte relativa aos saques efetuados em contas mantidas em corretoras”.

Eu não sou especialista em “trading”. Os especialistas, como sabemos, são aqueles gênios da Petrobras. Mas me darei o direito ao espanto, como os auditores — gente bem mais treinada do que eu: então US$ 10 milhões são movimentados assim, na base da saliva, sem rastro documental?

A Petrobras é uma piada que custa alguns bilhões aos brasileiros. Dá para entender por que essa gente teme tanto uma CPI, mesmo com maioria governista.

 

25 Apr 13:17

O PT começou a morrer. Que bom!

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Leia trecho da minha coluna na Folha desta sexta:
O PT ensaiou uma reação quando veio a público a avalanche de malfeitorias óbvias na Petrobras: convocou o coração verde-amarelo da nação. Tudo não passaria de uma conspiração dos defensores da “privataria”, interessados em doar mais essa riqueza nacional ao “sagaz brichote”, para lembrar o poeta baiano Gregório de Matos, no século 17, referindo-se, em tom de censura, aos ingleses e a seu espírito mercantil. Não colou! A campanha não pegou. A acusação soou velha, do tempo em que a ignorância ainda confundia capitalismo com maldade.

Desta vez, parece, os larápios não vão usar o relincho ideológico como biombo. Até porque, e todo mundo sabe disto, ninguém quer nem vai vender a Petrobras. Infelizmente, ela continuará a ser nossa, como a pororoca, o amarelão e o hábito de prosear de cócoras e ver o tempo passar –para lembrar o grande Monteiro Lobato, o pai da campanha “O petróleo é nosso”. A intenção era certamente boa. Ele não tinha como imaginar o tamanho do monstro que nasceria em Botocúndia.

Há nas ruas, nas redes sociais, em todo canto, sinais claros de enfraquecimento da metafísica petista. Percebe-se certo cansaço dessa estridência permanente contra os adversários, tratados como inimigos a serem eliminados. Se, em algum momento, setores da sociedade alheios à militância política profissional chegaram a confundir esse espírito guerreiro com retidão, vai-se percebendo, de maneira inequívoca, que aquilo que se apresentava como uma ética superior era e é apenas uma ferramenta para chegar ao poder e nele se manter.
(…)

 

25 Apr 02:18

O dia em que Padilha nomeou o homem indicado para a direção do laboratório de doleiro

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Abaixo, o fac-símile do Diário Oficial que traz a nomeação de Marcus Cezar Ferreira de Moura para o cargo de Coordenador da Promoção de Eventos, função diretamente ligada à assessoria pessoal do então ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Mais tarde, segundo disse o deputado André Vargas (PT-PR) ao doleiro Alberto Youssef, Padilha o indicou para dirigir o labaratório-fachada do doleiro.

Nomeação Marcus Cezar Ferreira de Moura

 

 

25 Apr 02:17

A armadilha montada para os moradores do Pavão-Pavãozinho: protesto pede “fim da UPP”

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Por João Marcello Erthal, na VEJA.com. Ainda volto ao assunto.
A menos de dois meses do início da Copa do Mundo, a crise em que estão mergulhadas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) teve, na tarde desta quinta-feira, seu momento mais delicado. O problema não está na segurança para a competição – algo que certamente será solucionado com reforços em quantidade compatível com o peso do evento – nem na resistência de traficantes em vários pontos que o governo do Rio classifica como “pacificados”. O que se viu nas ruas de Copacabana logo depois do enterro do dançarino Douglas Rafael da Silva, o DG, foi algo inédito e mais radical até que as manifestações que se seguiram ao desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, da Rocinha. Moradores de favelas da Zona Sul, principalmente do Pavão-Pavãozinho, insurgiram-se não contra um grupo de policiais, mas contra a própria UPP. Os cartazes traziam “fora UPP”, “UPP não” e expressões como “PM assassina”. A morte de DG é um crime que precisa de investigação, mas rejeitar a presença de policiais é, inevitavelmente, avalizar a presença de bandidos. E o Rio de Janeiro conhece o que os bandidos são capazes de fazer para manter seu território.

Existe imensa distância entre cobrar melhorias na polícia, uma “nova polícia”, ou mesmo confrontar a PM por causa de ações truculentas, e o que se desenha no Pavão-Pavãozinho de agora. Uma parte dos moradores, inflamada por manifestantes do ‘não vai ter Copa’ e outros gritos, está sendo manobrada para exigir a saída da UPP da favela. Não é difícil adivinhar quem se beneficiaria com o recuo do policiamento naquela região ou em qualquer área da cidade. Só o bandido, ou alguém a ele ligado, pode pedir “menos polícia” em uma cidade com os problemas que tem o Rio de Janeiro.

Da segurança nas favelas aos roubos de celulares nas calçadas da Zona Sul, crime se combate com polícia – e, claro, com uma polícia melhor. A armadilha está em permitir que black blocs e manifestantes de plantão assumam a frente nos protestos. Como têm feito, os mascarados e a turma do ‘não vai ter Copa’ apropriam-se das causas, impõem práticas violentas e fazem a população se voltar contra os envolvidos. Esse processo, na verdade, já começou em Copacabana. Na tarde desta quinta-feira, os comerciantes e moradores do bairro ficaram amedrontados com o protesto, que deveria ter a população de um só lado: o da cobrança por uma polícia melhor e menos truculenta.

A confusão no protesto após o enterro começou quando um grupo exaltado de manifestantes provocou os PMs e jogou lixo e pedras contra as viaturas. Os policiais lançaram bombas de efeito moral, reproduzindo na Avenida Nossa Senhora de Copacabana o cenário já conhecido desde as manifestações de junho do ano passado, com correria, pessoas desesperadas e mais provocações dirigidas aos homens fardados. Um jovem atingiu um policial com uma “voadora” minutos antes de a confusão generalizada começar.

Os policiais que estavam no tiroteio do Pavão-Pavãozinho na terça-feira, quando DG foi baleado e morto, estão sendo investigados. As armas de oito deles foram recolhidas nesta quinta-feira. Outros dois ainda prestarão depoimentos. O corpo de DG foi encontrado em uma escola, e num primeiro momento a PM afirmou que não havia marcas de perfuração. O laudo do Instituto Médico Legal desmentiu essa versão e comprovou que o dançarino foi baleado, teve o pulmão dilacerado. Os PMs que deram tiros naquele dia são suspeitos – assim como devem ser considerados suspeitos também os traficantes que lá estão.

As relações entre moradores e policiais da UPP estão se deteriorando. Uma moradora ouvida pelo site de VEJA no enterro do dançarino afirmou que não quer mais os policiais na favela. “Eles fazem o que querem no morro, não estão lá para proteger ninguém”, disse. Opiniões como a dela, ainda que carregadas de raiva e num momento de choque pela morte de um ente querido, devem ser levadas em conta pela Secretaria de Segurança. É claro que há um problema nas UPPs, ou não haveria conflitos constantes e relações estremecidas em outras áreas, como a Rocinha – onde morreu Amarildo.

No momento, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, precisa mais que defender o projeto, como tem feito repetidamente. As falhas que a população aponta nas UPPs precisam ser identificadas e eliminadas, numa prova de que o governo está disposto a rever procedimentos. A repetição do discurso de que “não haverá recuo” não basta.