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25 Apr 01:15

Conversa de Vargas com Youssef sugere um Padilha no comando. O ex-ministro, claro!, nega

by giinternet
Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de SP: gravação sugere que ele estava no controle

Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de SP: gravação sugere que ele estava no controle

Pô, vou mudar de profissão, hehe, e comprar uma bola de cristal. Os porcos vão dizer que é tudo coisa da “imprensa golpista”… Na noite desta quarta, publiquei um post em que se lia o seguinte:

Padilha no blog

Pois é…

Vieram a público gravações feitas pela Polícia Federal que evidenciam que Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, indicou um diretor do laboratório-fachada Labogen, que pertence ao doleiro Alberto Youssef. Trata-se de Marcus Cezar Ferreira da Silva, que já foi, ora vejam!, assessor parlamentar de um fundo de pensão controlado pelo PT e executivo da pasta então comandada por Padilha. O mais curioso é que o deputado petista André Vargas (PR), aquele, é quem anuncia ao doleiro o futuro diretor, deixando claro tratar-se de uma indicação do então ministro. Vocês entenderam direito: aquele que, em tese, seria o futuro patrão de Cezar Ferreira da Silva, Youssef, nem conhecia aquele que seria seu funcionário. Tratava-se de uma escolha pessoal de Padilha. Eu estou enganado ou quem decide, no fim das contas, é o chefe, seja lá do que for?

Vamos nos lembrar. O Labogen, que nunca havia produzido um comprimido, tinha conseguido fechar um contrato com o Ministério da Saúde no valor de R$ 31 milhões para o fornecimento de citrato de sildenafila, o princípio ativo do Viagra, remédio também indicado para combater a pressão alta pulmonar. Havia entendimentos para a produção de outras substâncias que chegavam a R$ 150 milhões. Tão logo Youssef foi preso e o caso veio à luz, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão do contrato e uma sindicância. Padilha, até havia pouco, se comportava como se não tivesse nada com isso. A interlocutores, Vargas já tinha dado a entender que sabia de fatos que poderiam comprometer o agora pré-candidato petista.

Também o deputado petista Cândido Vaccarezza se enrola um pouco mais. A troca de mensagens deixa claro que recebeu em sua casa, para uma reunião, o doleiro Youssef, Vargas e Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro de Collor e sócio oculto do Labogen. Por quê? Ele diz ser apenas amizade. A coisa vai mais longe e evidencia que Vargas também abriu para o doleiro as portas do Fundo de Pensão da Caixa Econômica Federal. Em nota, como era de esperar, Padilha negou que tenha feito a indicação de Cezar Ferreira da Silva, que já foi executivo da área de eventos do Ministério da Saúde.

Dizer o quê? O mundo petista é uma espécie de realidade paralela, em que as coincidências acontecem com uma frequência, também ela, escandalosa. Se bem se lembram, as primeiras conversas que vieram a público entre Vargas e Youssef diziam respeito justamente ao agendamento de uma reunião com um executivo da pasta para que o Labogen obtivesse o sinal verde do órgão federal para a produção de remédio.

Ninguém nunca acreditou que o Ministério da Saúde fosse, assim, a casa da mãe joana, com a qual uma biboca qualquer faz contrato. A conversa de Vargas com Youssef faz supor que, de fato, não é assim. Convenham: o papo sugere que o então ministro estava no controle.

Texto publicado às 21h49 desta quinta
24 Apr 23:40

Pré-candidato ao governo de SP pelo PT indicou diretor de laboratório-lavanderia de doleiro preso

by giinternet

Por Rodrigo Rangel, na VEJA.com:
Mensagens interceptadas durante a Operação Lava Jato e obtidas por VEJA arrastam para o escândalo o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP) e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo. Os nomes de Vaccarezza e Padilha aparecem em um relatório enviado à Justiça pela Polícia Federal, detalhando a ligação do deputado André Vargas (PT-PR) com o doleiro Youssef. Em uma das conversas, os dois tratam da contratação de um executivo para o Labogen, o laboratório-fantasma do doleiro, que servia à lavagem de dinheiro. O deputado avisa que o executivo escolhido encontraria Youssef dias depois. E diz que quem o indicou foi Padilha. Ele passa o número do telefone do tal executivo, um celular registrado em Brasília, e, na sequência, arremata: “Foi Padilha que indicou”. Pelo número de telefone, os investigadores identificaram o “indicado” como Marcus Cezar Ferreira da Silva, que trabalhou como assessor parlamentar de um fundo de pensão controlado pelo PT.

Outras figuras estreladas do PT aparecem em documentos inéditos da investigação que levou Youssef para a prisão Youssef, acusado pela PF de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou 10 bilhões de reais.

Vaccarezza
Mensagens interceptadas mostram que Youssef participou, junto com Vargas, de uma reunião no apartamento de Vaccarezza, em Brasília, para tratar de interesses do doleiro. Também esteve no encontro o empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Collor, que já havia aparecido na investigação como sócio oculto de Youssef no Labogen. Graças à ajuda dos políticos amigos do doleiro, o Labogen conseguiu fechar um contrato para fornecer remédios ao Ministério da Saúde.

Na troca de mensagens, datada de 25 de setembro do ano passado, Youssef avisa Vargas que acabou de chegar a Brasília e que precisa falar com ele. Diz que viajou junto com PP, como é conhecido Pedro Paulo Leoni Ramos. “Achei que você estivesse aqui na casa do Vacareza (sic)”, escreve o doleiro. “Tô indo”, responde André Vargas.

Diz a Polícia Federal no relatório: “Os indícios apontam que o alvo Alberto Youssef mantinha relações com o deputado federal Candido Vaccarezza, inclusive indicando que houve uma reunião na casa do deputado federal Vaccarezza, reunião esta entre Alberto Youssef, deputado federal André Vargas e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos”. O telefone de Vaccareza aparece destacado entre os contatos da agenda de um dos aparelhos usados pelo doleiro.

No mesmo dia do encontro no apartamento de Vaccarezza, Youssef volta a falar com Vargas. E diz que o deputado deve “cobrar e ficar em cima”. “Senão não sai”, diz ele. Cinco minutos depois, Vargas escreve: “(Em) 30 dias estará resolvido”. Para a polícia, eles estavam articulando o contrato da Labogen com o Ministério da Saúde, assinado três meses depois.

É justamente em torno dos negócios que o grupo buscava para ganhar dinheiro com o Labogen que aparecem as referências diretas ao então ministro Alexandre Padilha, agora pré-candidato ao governo paulista. Em 26 de novembro de 2013, André Vargas diz que falou com “Pad”, que a PF relaciona a Padilha. “Falei com Pad agora, e ele vai marcar uma agenda comigo”, escreveu o deputado ao doleiro.

 

24 Apr 23:10

O Brasil dos barbudos junto com Antígua e Barbuda — já ouviu falar?

by giinternet

Não reclamem quando a “Time” acha que Dilma Rousseff é menos influente do que José Mujica, aquele ser estranho que governa o Uruguai. É por bons motivos. Leiam o que informa a VEJA.com:
*
O Brasil deve continuar com a economia em marcha lenta e a inflação elevada em 2014, apesar da forte alta de juros promovida pelo Banco Central, destaca o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório divulgado nesta quinta-feira em Lima, no Peru, chamado de Perspectiva Econômica Regional para o Hemisfério Ocidental. A previsão do FMI é de que o Brasil cresça 1,8% este ano, uma das menores taxas de expansão das Américas.

Excluindo a Argentina e a Venezuela, apenas países pequenos da região — Santa Lúcia, Jamaica, Granada, Antígua e Barbuda, Dominica, Barbados e El Salvador — devem ter expansão menor que a economia brasileira este ano, segundo o relatório do Fundo. No continente, os Estados Unidos devem ser um dos destaques e crescer 2,8% este ano. A Argentina deve ter expansão de 0,5% e a Venezuela, contração de 0,5%, segundo as projeções do FMI, que não tiveram alterações em relação às divulgadas na reunião de primavera do Fundo em Washington, no começo do mês.

O Brasil deve se expandir menos que a média da América Latina, com crescimento previsto de 2,5% neste ano. O destaque na região entre as grandes economias deve ser o México, com expansão estimada de 3%. Já o Panamá deve ficar com o maior crescimento do PIB, de 7,2%. O FMI atribui o fraco desempenho do Brasil a um conjunto de fatores. A queda da confiança dos empresários continua pesando negativamente no investimento privado, que vem mantendo desempenho pífio. O Fundo também cita os gargalos na infraestrutura, que desestimulam o investimento privado e contribuem para a perda de competitividade do país.

No caso da inflação, o relatório do FMI destaca que ela deve permanecer no topo da meta do Banco Central, apesar do aperto monetário significativo desde abril do ano passado. Os economistas do Fundo citam alguns fatores para explicar a persistente alta de preços, que incluem os estrangulamentos na infraestrutura, inércia inflacionária e reflexos da desvalorização passada do real. A recomendação do Fundo para os países com inflação persistentemente alta é de que ambas as políticas, monetária e fiscal, sejam usadas para conter a pressão nos preços e para reforçar a credibilidade da política econômica.

Em 2015, a América Latina deve ter uma leve recuperação e avançar 3%. Mas nas estimativas feitas para até 2019, a avaliação do FMI é que dificilmente os principais países da região terão os mesmos níveis de expansão vistos até 2011, período marcado por alta nos preços internacionais dos preços das commodities. “O crescimento deste ano da América Latina deve ser o menor dos últimos 11 anos, excluindo 2009, que foi marcado pela crise financeira internacional”, disse o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental, Alejandro Werner, em entrevista coletiva

Empresas
O relatório também aponta que os governos da América Latina devem ficar atentos aos níveis altos de endividamento e alavancagem das empresas e potenciais descasamentos de moedas nas operações financeiras das companhias. O Brasil é citado como o país em que a alavancagem média das empresas é a mais alta na região, considerando os países financeiramente integrados, seguido do México. O termo alavancagem é usado para definir a relação entre o endividamento e o potencial de receita das empresas.

“As empresas das economias financeiramente integradas da América Latina podem estar alcançando níveis problemáticos de alavancagem financeira”, ressalta o FMI. Os economistas da instituição chegaram a essa conclusão ao avaliar os balanços de mil empresas abertas do Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. O FMI já havia alertado para os níveis altos de endividamento corporativo dos países emergentes em geral na reunião de primavera, no começo do mês em Washington.

A combinação perigosa de crescimento econômico baixo e condições financeiras mais duras no mercado internacional, por conta da mudança da política monetária dos Estados Unidos, pode levar a um aumento de calotes e uma menor rentabilidade dos bancos, ressalta o FMI no documento.

24 Apr 23:07

Na Haddadolândia, traficante de crack tem crachá e uniforme da Prefeitura e usa os hotéis pagos com dinheiro público para fornecer pedras aos viciados. Parabéns, Supercoxinha!

by giinternet

A Cracolândia, ou Haddadolância — como passei a chamar o território livre para o tráfico e o consumo de drogas em São Paulo, criado e agora financiado pela gestão de Fernando Haddad —, é um crime moral (e desconfio que em sentido estrito também) cometido a muitas mãos. E boa parte da imprensa as tem sujas também, é bom deixar claro, porque defende um programa delinquente. Peço que vocês assistam a este vídeo veiculado pelo “SBT Brasil”, apresentado por Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade. Volto em seguida.

Então vamos lá:
1: traficante usa crachá da Prefeitura e se finge de consumidor;
2: o acesso aos hotéis em que moram os viciados é livre;
3: o preço da pedra sobe às sextas, quando a Prefeitura faz o pagamento aos viciados contratados, que não são obrigados a se tratar;
4: o tráfico é feito à luz do dia; não teme nada nem ninguém.

Nota-se o esforço da reportagem e dos próprios âncoras para, digamos assim, compreender a natureza do programa da Prefeitura. Mas será que ele tem salvação? É evidente que não!

Desde que o programa “Braços Abertos” foi criado, alertei aqui — e outros também o fizeram — que só mentalidades perturbadas tomariam as seguintes providências:
a: criariam hotéis exclusivos para viciados;
b: aumentariam a quantidade de dinheiro circulante entre eles;
c: ofereceriam benefícios sem exigir nada em troca;
d: tornariam o tratamento volitivo.

O resultado seria um só: a região, que já estava mergulhada no inferno, viraria um paraíso para os traficantes de drogas. E foi o que aconteceu. Eles circulam livremente pelas ruas e pelos hotéis, agora em absoluta segurança. Atenção! Eu já acho a chamada “política de redução de danos” um escandaloso equívoco técnico. Mas isso que faz a Prefeitura petista é outra coisa: trata-se de incentivo a uma atividade criminosa. Nem o “socialista” Haddad consegue extinguir as leis do mercado.

Quando o Denarc resolveu prender um traficante na Cracolândia, vocês se lembram a gritaria da Prefeitura, especialmente de Haddad e de seu, digamos assim, secretário da Segurança Urbana, Roberto Porto, um rapaz que tem amigos poderosos na imprensa, mas que não consegue disfarçar nem assim sua escandalosa incompetência. Faz a linha “coxinha voluntarioso”, a exemplo de seu chefe.

A Haddadolândia, aliás, é um bom exemplo de área em que a droga é legalizada. Se vocês querem saber como fica a coisa, passem por lá. Ali é a terra sonhada por alguns idiotas fantasiados de libertários: já não há pecado nem perdão.

A verdade insofismável é que a Prefeitura de São Paulo passou a ser a financiadora indireta do tráfico de crack em São Paulo. Não só isso: ao transformar aquela área numa zona livre para a venda e o consumo de drogas, passou a fornecer também a segurança com a qual os traficantes sempre sonharam para exercer a sua atividade.

O conjunto da obra é de uma arreganhada imoralidade. Vamos ver quantas gerações serão necessárias para que São Paulo se livre de um desastre chamado Fernando Haddad, a mais perversa das criaturas inventadas por Lula.

E ele já tem outra na manga do colete: Alexandre Padilha — aquele cujo ministério assina convênio com laboratório de fachada, especializado em lavar dinheiro.

Não votei em Haddad, é óbvio. Mesmo assim, fico um tanto envergonhado. Afinal, ele é prefeito da cidade em que moro. Sempre que me lembro disso, é como se eu não tivesse me esforçado o bastante para que não acontecesse.

Sei de onde vem esse sentimento… Até algumas pessoas que votaram nele achavam que seria um mau prefeito. Mas nem os adversários mais convictos imaginaram que pudesse ser tão ruim.

24 Apr 21:57

Brazil Approves Internet Bill of Rights

by timothy
L

Seems bad to me.

First time accepted submitter Dr.Potato (247646) writes "After more than three years being discussed, Brazil's Internet Bill of Rights was approved on April 22nd (and in Portuguese). It was rushed through the senate in order that president Dilma Roussef could sign it during the meeting on internet governance that occurs in São Paulo this week. In the bill of rights, among other things, net neutrality was maintained, providers will not be legally responsible for content published by users (but are forced to take it down when legally requested) and internet providers are obliged to keep records of users' access for six months and can't pass this responsibility to other companies." Brazilian internet users may continue to have the right to be surveilled on social media, too.

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24 Apr 21:57

A nota abjeta de Renan Calheiros, com inverdades e imprecisões a cada linha

by giinternet

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai recorrer ao pleno do Supremo para tentar impedir a instalação da CPI da Petrobras. Até aí, bem. Todos já sabíamos disso, e é um recurso que está à sua disposição. Até coisas moralmente decentes podem ser feitas de maneira indecorosa. As já naturalmente indecorosas podem aspirar, quando muito, a uma discrição. Renan escolheu coroar o seu papel vergonhoso em toda essa história com uma nota que chega a ser abjeta quando nos lembramos que ele é o presidente do Congresso Nacional, um dos Poderes da República — aquele que, por excelência, representa o povo.

Comento a sua nota parágrafo a parágrafo.

Escreve o presidente do Senado:
A independência dos Poderes é um dos pilares das democracias modernas. Tal preceito tem sido observado ao longo dos anos e, em 2013, o pleno do Supremo Tribunal Federal, após a paralisia processual derivada de uma liminar, decidiu, em última instância, que não lhe cabia controlar preventivamente o processo legislativo.
Escrevo eu:
Renan se refere a uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes que suspendeu a tramitação de um projeto de lei que criava dificuldades para a criação de novos partidos. Já no caso a que ele alude, diga-se, não havia controle prévio nenhum; não havia tentativa nenhuma de cercear o trabalho do Congresso. Ao contrário: também ali havia agressão a direitos fundamentais, protegidos pela Constituição. Mas, admito, tratava-se de uma tema que suscitava e suscita certa polêmica. Infelizmente, em 2013, a maioria do STF tomou a pior decisão. Vamos ver desta vez. Continuemos com o presidente do Senado.

Escreve Renan:
A compreensível divergência acerca da amplitude das Comissões Parlamentares de Inquérito caracteriza uma situação inédita. Ela obriga a reflexão de todos os Poderes a fim de evitarmos um precedente que implique futuras investigações seletivas, restritivas ou mesmo persecutórias a serviço de maiorias circunstanciais.
Escrevo eu:
É o trecho mais asqueroso da nota. Para começo de conversa, inédita é só a tramoia promovida pelo PT, a que deu guarida o presidente do Senado. O resto é claro: tanto o Artigo 58 da Constituição como o Capítulo XIV do Regimento Interno do Senado dispõem sobre CPIs: têm de ter fato determinado e contar com o apoio de um terço dos congressistas. E só. Não consta que caiba ao presidente do Senado ou da Câmara decidir qual comissão pode e qual não pode ser instalada. Fosse pouco, o acórdão do Habeas Corpus 71.039, que Renan citou de forma fraudulenta, diga-se, dispõe sobre a abrangência da CPI.
Ora, investigação seletiva é a que tenta fazer o PT, com o apoio de Renan. O senador petista Humberto Costa (PE) é explícito: “Se a oposição pensa que vamos deixar de lado outras suspeitas, estão enganados. Já temos assinaturas para a CPI da Alstom na Câmara e vamos começar a coletar as assinaturas no Senado”. Vale dizer: eles querem uma investigação apenas para tentar impedir a da Petrobras. Vamos dar continuidade à peça indigna.

Escreve Renan:
Os regimentos internos do Congresso Nacional, leis internas do Parlamento, são importantes instrumentos para elucidar a matéria. O regimento interno da Câmara dos Deputados, por exemplo, explicita que na ocorrência de requerimentos com objetos coincidentes, prevalecerá aquele de espectro mais abrangente. É uma premissa bastante sensata e que se aplica ao caso.
Escrevo eu:
Ainda que Renan estivesse certo, a Constituição prevalece sobre regimentos internos, como lembrou a ministra Rosa Weber. No mundo de Renan, o documento maior asseguraria um direito, mas um regimento o jogaria no lixo. Fosse assim, as regras de um condomínio poderiam violar a Constituição Federal. Lembro ao presidente do Senado que ele não pode violar a Carta Magna nem em suas fazendas em Alagoas.

Escreve Renan:
Desde o primeiro momento, busco o entendimento sobre o alcance das CPIs respeitando o sagrado direito da minoria. Se fatos podem ser acrescidos durante a apuração, entende-se que muito mais eles são possíveis na criação da CPI. O poder investigatório do Congresso se estende a toda gama dos interesses nacionais a respeito dos quais ele pode legislar.
Escrevo eu:
É uma trapaça argumentativa. Fatos podem ser acrescidos, conforme é pacífico na jurisprudência do Supremo, desde que conexos ao que se está investigando. O acórdão do Habeas Corpus 71.039 é explícito sobre o caráter não universal da CPI. Ela não pode investigar o que lhe der na telha. O que o metrô de São Paulo ou o Porto de Suape têm a ver com a Petrobras? A ser assim, vamos acrescentar ao requerimento aquele o caso da empreiteira que pagava a pensão alimentícia que um senador devia a um filho tido fora do casamento. Lembram-se disso? É claro que estou me referindo ao próprio Renan.

Escreve Renan:
Diante da imperiosidade de pacificar o entendimento em torno da matéria, o Senado Federal recorrerá da liminar ao plenário do Supremo Tribunal Federal.
Escrevo eu
O Senado Federal uma ova! Quem vai recorrer é Renan — com o apoio de sua turma. Perceberam agora por que ter esse tipo de peemedebista como aliado é fundamental ao PT?

 

24 Apr 21:56

FSFE welcomes industry initiative to fund critical Free Software projects

FSFE welcomes industry initiative to fund critical Free Software projects

Today the Linux Foundation announced the "Core Infrastructure Initiative" to fund and support Free Software projects that are critical to the security of Internet users. The first project to receive funding will be OpenSSL, which is used for secure data transportation by millions of websites. FSFE welcomes this initiative.

"Free Software is the foundation on which today's technology companies are built," says Karsten Gerloff, President of the Free Software Foundation Europe. "It is good to see these companies step up and contribute to improving the software on which they, and their users, depend for their security."

The crisis related to the recent "Heartbleed" bug in the OpenSSL program has made it clear that some widely used Free Software projects are not receiving support that was commensurate with their importance. The Core Infrastructure Initiative is a welcome step towards changing this. "Technology companies are wise to treat these Free Software projects as important suppliers," says Gerloff. "This initiative highlights one of the great things about Free Software: It helps to align the particular interests of a limited number of actors with the public interest."

Besides OpenSSL, a number of other Free Software projects that are critical to the everyday security of Internet users and businesses would benefit from greater support. FSFE hopes that the Core Infrastructure Initiative will make a long-term contribution to improving the software that projects such as GnuPG provide to the public.

Support FSFE, join the Fellowship
Make a one time donation

24 Apr 21:55

A parte da ditadura que o PT reverencia

by giinternet

Quando vocês veem o PT por aí a promover a demonização do Regime Militar, é pura conversa mole. Não se trata de convicção. É só oportunismo. Leiam esta nota no Painel, da Folha, editado por Vera Magalhães:

 “Alô, doutor Paulo? Aqui é o Padilha. Sabe onde eu estou?”

Eram quase 13h30 desta quinta-feira (24) quando o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, tirou o celular do bolso e telefonou para o deputado federal Paulo Maluf (SP), presidente estadual do PP paulista, informa Marina Dias.

Padilha informou ao deputado que estava a bordo de um barco na eclusa de Barra Bonita, que opera na Hidrovia Tietê-Paraná, e foi construída sob o comando do deputado em 1973, quando era secretário de Transportes do Estado.

“Perguntei por aqui quem tinha feito a obra da eclusa e todo mundo acertou de cara. E está tudo ótimo, viu? Estou muito animado”, disse o petista ao telefone.

A corte foi feita a Maluf em momento estratégico. O PT começa a fechar o apoio dos partidos que irão compor a chapa de Padilha na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

No sábado (26), o PC do B oficializa que estará com o PT nas eleições em São Paulo. PR, Pros, PDT e PTB também já foram procurados pelos petistas.

No fim do ano passado, o PP deixou o governo Geraldo Alckmin (PSDB) em um aceno à candidatura de Padilha, como revelou a Folha. As conversas foram costuradas pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e o próprio pré-candidato petista, com o aval do ex-presidente Lula.

Retomo
O que o PT não faz para conquistar ou manter o poder? É uma pergunta sem resposta. Vale tudo, inclusive qualquer coisa.

24 Apr 21:54

As Quatro Leis da Entropia Petista

by giinternet

Leiam trecho de artigo de José Serra, publicado no Estadão desta quinta.
*
Arrumando meus papéis, encontrei transcrições completas dos debates em rede nacional da campanha presidencial de 2010. De forma um tanto masoquista, li todas elas e lembrei de um juízo que formei na época e disse a uma assessora: “Dilma Rousseff tem o dom de empregar o máximo de palavras para expressar o mínimo de pensamento (*). Mesmo assim, um mínimo errado”.

Ao longo desses debates, eu tinha duas preocupações essenciais. A primeira, como é óbvio, perder no segundo turno, não tanto pelo desempenho de Dilma, mas pela avaliação do governo Lula: no período entre junho e setembro, mais de 75% das pessoas achavam o governo ótimo ou bom e 85% o aprovavam. As vendas a varejo cresciam a 11%, a massa real de rendimentos, 8%, e a supervalorização cambial chegava ao seu ponto máximo, subsidiando o consumo importado e o turismo no exterior – naquele ano, o dólar valeu em média R$ 1,7. Precisava mais?

A outra preocupação era com o futuro do Brasil em si, independentemente de minha participação no processo. Estava convencido de que o boom econômico capotaria logo, de que a herança de Lula seria bastante adversa e de que, se fosse eleita, Dilma Rousseff faria um governo atrapalhado e ruim, pisando no acelerador do atraso. Passara a campanha mostrando que não conhecia os problemas brasileiros e que não tinha nenhuma qualificação especial como administradora pública. Pelo contrário.

Uma coisa é fazer uma previsão pessimista, outra é vê-la se cumprir, ver a intuição virar razão: quando isso ocorre, não fico exatamente surpreso, mas sou tomado de certa estupefação.

A lei do máximo de palavras para um mínimo de conteúdo está acoplada a três “antileis” afins, a começar pela que estabeleceu que a menor distância entre dois pontos não é uma linha reta, mas alguma curva tridimensional e espiralada, teorema antieuclidiano que o governo Dilma segue à risca. Outra “antilei” sagrada tem origem na volta ao geocentrismo, ou seja, à ideia de que o sol e os planetas giram em torno da Terra, que é o centro do universo. A presidente Rousseff e o PT se comportam como se fossem o centro do universo brasileiro, em torno do qual tudo e todos têm de girar: o conhecimento, a moral, a ética, a Justiça, a imprensa e todos os políticos e seus respectivos partidos.

Por fim, adotaram a “antilei” que afeta o funcionamento da economia: a da inépcia inovadora, segundo a qual as facilidades não devem ser aproveitadas, mas tornadas em dificuldades. Por exemplo, se o modelo anterior de concessão na exploração de petróleo funcionava bem, para que aproveitá-lo no pré-sal? Não! Preferiu-se um novo método, que não traz mais dinheiro ao País e ao Fisco, mas colabora para quebrar a Petrobrás.
(…)
Essas “antileis” – ou as quatro leis da entropia petista – não são uma questão corriqueira, que se resume ao discurso. Elas têm consequências práticas na vida dos brasileiros e no futuro do País. Formam os alicerces do atraso, que sustentam um projeto de poder.
Leia a íntegra do artigo aqui

 

24 Apr 13:49

Microsoft, Google, Others Join To Fund Open Source Infrastructure Upgrades

by timothy
wiredmikey (1824622) writes "Technology giants including Microsoft, Google, Intel, and Cisco are banding together to support and fund open source projects that make up critical elements of global information infrastructure. The new Core Infrastructure Initiative brings technology companies together to identify and fund open source projects that are widely used in core computing and Internet functions, The Linux Foundation announced today. Formed primarily as the industry's response to the Heartbleed crisis, the OpenSSL library will be the initiative's first project. Other open source projects will follow. The funds will be administered by the Linux Foundation and a steering group comprised of the founding members, key open source developers, and other industry stakeholders. Anyone interested in joining the initiative, or donating to the fund can visit the Core Infrastructure Initiative site."

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24 Apr 13:48

Previously Unknown Warhol Works Recovered From '80s Amiga Disks

by timothy
First time accepted submitter mooterSkooter (1132489) writes "Magnetic Imaging tools were used to recover a dozen images produced by Andy Warhol on his Amiga computer. I would've just stuck the disks in and tried to copy it myself." Read more about it from the Frank Ratchye Studio for Creative Inquiry, which says "The impetus for the investigation came when [artist Cory] Arcangel, a self-described “Warhol fanatic and lifelong computer nerd,” learned about Warhol’s Amiga experiments from the YouTube video of the 1985 Commodore Amiga product launch. Acting on a hunch, and with the support of CMOA curator Tina Kukielski, Arcangel approached the AWM in December 2011 regarding the possibility of restoring the Amiga hardware in the museum’s possession, and cataloging any files on its associated diskettes. In April 2012, he contacted Golan Levin, a CMU art professor and director of the FRSCI, a laboratory that supports “atypical, anti-disciplinary and inter-institutional” arts research. Offering a grant to support the investigation, Levin connected Cory with the CMU Computer Club, a student organization that had gained renown for its expertise in “retrocomputing,” or the restoration of vintage computers."

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24 Apr 12:33

iPad Fever Is Officially Cooling

by samzenpus
Hugh Pickens DOT Com (2995471) writes "Christina Bonnington reports that the public is not gobbling up iPads like they used to. Analysts had projected iPad sales would reach 19.7 million but Apple sold 16.35 million iPads, a drop of roughly 16.4 percent since last year. 'For many, the iPad they have is good enough–unlike a phone, with significant new features like Touch ID, or a better camera, the iPad's improvements over the past few years have been more subtle,' writes Bonnington. 'The latest iterations feature a better Retina display, a slimmer design, and faster processing. Improvements, yes, but enough to justify a near thousand dollar purchase? Others seem to be finding that their smartphone can do the job that their tablet used to do just as well, especially on those larger screened phablets.' While the continued success of the iPad may be up in the air, another formerly popular member of Apple's product line is definitely on its way to the grave. The iPod, once Apple's crown jewel, posted a sales drop of 51 percent since last year. Only 2.76 million units were sold, a far cry from its heyday of almost 23 million back in 2008. 'Apple's past growth has been driven mostly by entering entirely new product categories, like it did when it introduced the iPod in 2001, the iPhone in 2007, and the iPad in 2010,' says Andrew Cunningham. 'The most persistent rumors involve TV (whether a new Apple TV set-top box or an entire television set) and wearable computing devices (the perennially imminent "iWatch"), but calls for larger and cheaper iPhones also continue.'"

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24 Apr 11:21

Ministra do Supremo manda instalar CPI da Petrobras. Sua decisão tem lado: o da democracia e do estado de direito

by giinternet
Rosa Weber: impedir CPI da Petrobras é violar direito da minoria, consagrado na Constituição

Rosa Weber: impedir CPI da Petrobras é violar direito da minoria, consagrado na Constituição

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar aos partidos de oposição e mandou instalar a CPI da Petrobras. Foi uma decisão política? Não! Absolutamente técnica! Fiquei satisfeito com os argumentos por ela elencados porque coincidentes com aqueles que andei expondo aqui no blog, conforme vocês podem verificar nos arquivos. A ministra determinou que a CPI seja instalada nos termos do requerimento 302, apresentado pela oposição, que restringe a comissão à Petrobras, não nos do 303, da base governista, que incluía investigações de supostas irregularidades em São Paulo e Pernambuco.

Rosa Weber afirmou que impedir a CPI da Petrobras viola o direito das minorias. Nas suas palavras, impedir a instalação da comissão “mostra-se incompatível com o estatuto conferido pela Constituição aos grupos políticos minoritários, ao consagrar o pluralismo político como fundamento do Estado democrático de direito”.

A ministra evocou justamente o Artigo 58 da Constituição, que citei aqui tantas vezes. Ele estabelece que uma CPI, para ser instaurada, tem de ter objeto definido e contar com a adesão mínima de um terço do Senado ou da Câmara, ou de ambos, no caso de CPI mista. E as oposições cumpriram esses dois requisitos.

Também observei neste blog que a Constituição não prevê em nenhum artigo que a instalação de uma CPI depende da vontade do presidente da Câmara ou do Senado. E o que disse Rosa? Que não cabe a ninguém, cumpridos os requisitos, “qualquer apreciação de mérito sobre o objeto da investigação parlamentar”.

A ministra, aliás, foi relatora de dois mandados de segurança. O da oposição, de número 32.885, e o da base do governo, de número 32.889. Um especialista estrangeiro que estivesse acompanhando o caso chegaria à conclusão de que o PT padece de esquizofrenia política. Por quê? Vamos ver se consigo ser claro. Quando as oposições propuseram a CPI da Petrobras, o que fez o governismo? Articulou uma ainda mais ampla, que incluía a estatal e obras com recursos federais de São Paulo e Pernambuco. Assim, a CPI seria um saco de gatos, certo?

Acontece que o próprio PT, por intermédio da senadora Ana Rita (ES), também recorreu ao STF com o pretexto de que faltaria fato determinado para a CPI da Petrobras. Ora, se, segundo os petistas, falta foco numa comissão que investigue apenas a estatal, por que, então, eles queriam abrir ainda mais o leque de investigação? Aí é que não se apuraria nada mesmo. Rosa indeferiu o pedido.

A base governista pode agora recorrer e pedir que a questão seja analisada por todos os ministros do tribunal. Não existe prazo para esse recurso ser apreciado e, ainda que o pedido seja apresentado nesta quinta, ele não tem efeito suspensivo — vale dizer: a CPI tem de ser instalada imediatamente.

É claro que os governistas vão cozinhar o galo. Vamos ver a que artimanhas vai recorrer Renan Calheiros (PMDB-AL), o homem que acaba de ser derrotado no STF de maneira vexaminosa, já que foi ele que tentou impedir a instalação da comissão. Agora, os partidos precisam indicar os membros titulares da CPI — que terá, necessariamente, maioria governista.

Ao conceder uma liminar à oposição e recusar a outra à base governista, a ministra Rosa Weber está escolhendo um lado: o da Constituição, o do estado de direito, o das leis.

24 Apr 11:21

Governo petista do Acre teve uma ideia para resolver problema com a imigração de haitianos: despachá-los para São Paulo! Ou: PT cria o problema, orgulha-se dele e joga batata quente no colo alheio

by giinternet
Haitianos num acampamento de Brasiléia, no Acre: segundo a mística petista, isso é evidência da pujança do "novo Brasil"

Haitianos num acampamento de Brasileia, no Acre: segundo a mística petista, isso é evidência da pujança do “novo Brasil”

Há três anos já, o Acre tem recebido uma boa leva de imigrantes haitianos. Eles chegam primeiro ao Peru e à Bolívia e depois se instalam em território brasileiro. Nesse tempo, o governo federal — e imigração é um problema federal — não moveu uma palha nem para impedir a entrada ilegal nem para alojá-los ou lhes arrumar emprego. Mas estimula o fluxo ao regularizar a situação e anunciar ao mundo que eles são bem-vindos.

Mais do que isso: os petistas passaram a alardear que a chegada desses haitianos é uma evidência da pujança do Brasil. O assunto até foi tema da redação do Enem em 2012. A tese era a seguinte: antes, o Brasil era pobre e expulsava mão de obra; agora, na gestão petista, é rico e atrai mão de obra. O governo brasileiro, de resto, é um crítico de países que criam dificuldades para a entrada ilegal de imigrantes.

Resultado: há uma explosão de haitianos no Acre, especialmente na cidade de Brasileia. Vivem em condições miseráveis, em acampamentos imundos. O governo Dilma não faz nada. Tião Viana, governador do Acre, seu aliado partidário, teve uma ideia: “Ah, vamos mandá-los para São Paulo”. E foi o que fez. Fechou um dos abrigos de Brasileia e despachou os imigrantes sem nem mesmo um comunicado prévio ao governo do outro Estado, que se indignou com essa postura.

Nilson Mourão, secretário de Justiça e Direitos Humanos,do Acre, resolveu dar uma de cínico, afirmando que não entende a postura do governo paulista. Referindo-se aos haitianos, afirmou à Folha: “Eles não ficam aqui. É apenas uma porta de entrada. A maioria segue viagem rumo ao sul do país. Nós chegamos no limite. A cidade de Brasiléia, de 10 mil habitantes, está com 20% da sua população formada por imigrantes”. Segundo Mourão, o Estado de São Paulo, “o mais rico da federação”, tem total condições de abrigar os 400 haitianos que acabaram de chegar.

Não me digam! Ora vejam! O governo do PT decide aplicar uma política de portas abertas a toda e qualquer imigração ilegal. Basta ir chegando. Não só pratica isso como alardeia seu malfeito. Não contente, ainda se orgulha dele e o transforma em teoria e até em tema de redação do Enem. E depois joga a batata quente na colo alheio.

A secretária de Justiça do Estado de São Paulo, Eloisa Arruda, classificou a atitude do governo do Acre de “irresponsável” e se disse indignada. Agora pense um pouquinho, leitor: imagine se é o governo de São Paulo a agir dessa maneira. Imagine se Geraldo Alckmin tivesse resolvido lotar alguns ônibus com nigerianos, por exemplo, e os enviado a estados administrados pelo PT. A essa altura, as milícias petistas nas redes sociais o estariam tachando de racista, de higienista e de fascista.

Quando, no entanto, um governo petista envia imigrantes que ele próprio recebeu a outro estado como se fosse uma leva de gado, aí não! Aí se trata de política humanista, certo? Tenham paciência! E o que fez, até agora, o Ministério da Justiça, de José Eduardo Cardozo, a quem compete cuidar do assunto?

Nada! Se Dilma quisesse que a pasta funcionasse, não teria escolhido Cardozo para cuidar dela. Só gente ocupada tem tempo de fazer o que deve.

24 Apr 09:49

Crianças podem ser más?

by Mauro Meister
Foto da Revista Época em matéria sobre o tema
Crianças podem ser más? Esse é o mais recente debate levantado a partir de uma novela global. Serviu para, pelo menos, uma coisa! Mas a pergunta inicial é, por que a pergunta precisa ser feita? 

A resposta sociológica vem na matéria da Revista Época: "Um obstáculo para o tratamento de crianças com sinais de transtorno de conduta é o próprio tabu da maldade infantil. O senso comum afirma que as crianças são inocentes – uma crença que resulta da evolução histórica da família. Até o século XVII as crianças eram consideradas pequenos adultos e muitas nem sequer eram criadas pelos pais. No século XVIII, isso mudou. A família burguesa fechou-se em si mesma, dentro de casa. O lar virou um santuário e a criança o centro dos cuidados e das atenções. Foi o nascimento do sentimento de infância, dentro de um grupo que agora tinha como laços o afeto e o prazer da convivência. Se a criança é o eixo do sentimento moderno de família, ela não pode ser má. Eis o tabu." Como bem diz o texto, é uma crença social, senso comum. O que não diz a matéria é que essa crença tem sido usada como teoria educacional há várias décadas, a partir das teorias de Piaget e do construtivismo (que parte do princípio da neutralidade moral da criança, explicada em seu livro "O Juízo Moral da Criança - para uma ampla exposição do tema, veja o livro de Solano Portela, "O que estão ensinando aos nossos filhos? https://www.facebook.com/ensinandoNossosFilhos?ref=hl)

Mas o que a doutrina bíblica diz a respeito? Ora, uma doutrina clássica, rejeitada, inclusive por muitos cristãos, é a doutrina da depravação total do ser humano. Em suma, essa doutrina afirma que a partir da queda, o ser humano, em busca de autonomia, rejeitou a santidade de Deus e não tem mais como agradá-lo. Em tese, todos temos o potencial para ser Hitler ou ter "desvio de conduta", isto inclui, sim, as crianças. Elas podem ser más e pais podem ser ainda piores, abusando, seviciando e até matando os próprios filhos (basta ver o jornal para ver as últimas manchetes a respeito do pai e madrasta que assassinaram o filho, de 6 anos, com crueldade, por motivos mais do que fúteis). Mas, os especialistas já deram o seu veredicto na matéria: "Os especialistas afirmam que não se cura transtorno de conduta, mas ele pode ser amenizado".

E como a teologia poderia falar contra os especialistas? Afinal, a teologia não tem espaço na arena pública, é matéria de crença! Mas e a pressuposição a respeito da neutralidade das crianças, não é? Perceba o leitor que o que a sociedade crê a respeito da infância vira, em Piaget, teoria educacional, supostamente um especialista falando, aplicada por mais de 30 anos em nossas escolas. É claro que o próximo passo será a busca de uma razão fisiológica, afinal, no mundo contemporâneo tudo pode ser explicado sem causas espirituais.

A fé cristã vê a questão por dois ângulos: 1) a causa primária de qualquer 'transtorno', é sempre a mesma, a condição humana de queda e distância de Deus, até se houver uma explicação fisiológica/biológica . 2) a fé cristã acredita em redenção, uma salvação que está acima de nossas habilidades de "explicar" todas as coisas e fazer coisas que nós, homens, não podemos fazer. Sei, isto faz de mim um obscurantista...

Aqui, onde publiquei originalmente, meu perfil público no Facebook: http://www.facebook.com/MauroMeister
Veja aqui a matéria da Revista Época: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI130697-15228,00.html

24 Apr 01:03

O terror está nas ruas, mas não está previsto em lei. À beira da Copa do Mundo

by giinternet
Ônibus incendiados em Osasco. Parece coisa de país em guerra? Mas estamos em guerra (Foto: Marcelo Sayão/Efe)

Ônibus incendiados em Osasco. Parece coisa de país em guerra? Mas estamos em guerra (Foto: Marcelo Sayão/Efe)

Na madrugada desta terça, bandidos incendiaram 34 ônibus que estavam na garagem da empresa Urubupungá, em Osasco, em São Paulo. Desde o começo do ano, já são 117 os veículos incendiados na Grande São Paulo. Essa modalidade de crime, se vocês prestarem atenção, se espalhou Brasil afora. Deu enchente? Queimam-se ônibus. Faltou água? Queimam-se ônibus. A polícia prende ou mata um traficante? Queimam-se ônibus. Há uma reintegração de posse? Queimam-se ônibus. A imprensa, especialmente a TV, mostra aquela linda fogueira e ainda costuma, vamos dizer assim, entender as razões de bandidos, que são chamados de “manifestantes”. Não há polícia que dê conta. Ainda que fosse possível pôr um PM em cada veículo, ele nada poderia fazer. A ação costuma mobilizar bandos.

No caso de Osasco, um traficante foi morto numa praça com 24 tiros. A polícia suspeita de ajuste de contas entre quadrilhas. Que se apure a autoria. O ponto é outro. Um grupo, em sinal de protesto, ora vejam!, resolveu invadir a garagem da Urubupungá e pôr fogo em 34 veículos de uma vez só. Vinte e um foram completamente destruídos. A polícia prendeu Edison Silva, de 19 anos, irmão gêmeo de Edmilson Silva, o rapaz assassinado. Ele foi reconhecido como integrante do bando incendiário e também aparece em câmeras de segurança.

Muito bem! Qual é o ponto? O Brasil chegará à Copa do Mundo sem ter uma lei que puna duramente ações dessa natureza. O mais impressionante, e já disse isso aqui, é que existe legislação para pôr esses bandidos na cadeia por muitos anos: chama-se Lei de Segurança Nacional, a 7.170, de 1983.
Art. 15 – Praticar sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, meios e vias de transporte, estaleiros, portos, aeroportos, fábricas, usinas, barragem, depósitos e outras instalações congêneres.
Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.
§ 1º – Se do fato resulta:
a) lesão corporal grave, a pena aumenta-se até a metade;
b) dano, destruição ou neutralização de meios de defesa ou de segurança; paralisação, total ou parcial, de atividade ou serviços públicos reputados essenciais para a defesa, a segurança ou a economia do País, a pena aumenta-se até o dobro;
c) morte, a pena aumenta-se até o triplo.

Por essa lei, os vagabundos que põem fogo em ônibus podem ficar presos até 20 anos. Se alguém morrer, como já aconteceu, até 30. Por que essa lei não é acionada? Por covardia das autoridades e por causa da patrulha politicamente conveniente da imprensa, que diz ser essa uma lei da ditadura. Todo o Código Penal brasileiro foi aprovado durante a ditadura do Estado Novo. Vamos declarar a sua nulidade?

No Congresso, está parado o Projeto de Lei nº 499 que define o crime de terrorismo — entre eles, o ataque a meios de transporte, o que poderia render de 8 a 20 anos de cadeia. O governo Dilma chegou a flertar com o apoio, mas recuou. A gritaria contra o texto começou no próprio PT. Por quê? Porque não seria difícil caracterizar certas ações do MST como… terroristas. Setores da imprensa também chiaram. Em recente entrevista a blogueiros puxa-sacos, Lula criticou a proposta.

Resultado: os bandidos estão por aí, livres, leves e soltos, prontos a incendiar mais ônibus. O Brasil é a única democracia do mundo que não tem uma lei que puna ações terroristas. Não tem porque o PT não quer. Mas que se note: existe, sim, legislação para pôr esses bandidos atrás das grades por muitos anos. Mas ela também não é aplicada. País que se nega a fazer as leis de que precisa e que não aplica aquelas que já tem, infelizmente, acaba refém de bandidos.

24 Apr 01:02

Copacabana em chamas. Ou: A soma perigosa de todos os equívocos. Ou: Os fundadores na antropologia da violência. Ou ainda: Imprensa, pare de chamar bandidagem de “comunidade”

by giinternet
Parece uma foto da Síria, mas é Copacabana, no Rio (Foto: Christophe Simon - AFP)

Parece uma foto da Síria, mas é Copacabana, no Rio (Foto: Christophe Simon – AFP)

Quando as coisas ficam muito atrapalhadas, também as palavras perdem o sentido. Vocês viram o caos em Copacabana, no Rio, que se seguiu à morte de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG. Em todas as reportagens que se produziram a respeito, o rapaz ganhou um aposto, uma expressão explicativa: “dançarino do programa ‘Esquenta’, de Regina Casé”. Como consequência dos confrontos, produziu-se um segundo morto:

No Globo Online, leio o seguinte (em vermelho, com destaques meus):
A morte de um dançarino, numa favela pacificada, provocou, nesta terça-feira, um violento protesto em Copacabana. A Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das principais do bairro, teve o trecho entre as ruas Almirante Gonçalves e Sá Ferreira completamente interditado após virar praça de guerra, com barricadas montadas com fogo. A confusão, que também provocou o fechamento do Túnel Sá Freire Alvim, da Rua Raul Pompeia, de lojas e de um dos acessos à estação do metrô da General Osório, começou após a descoberta do corpo de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, em uma creche no Pavão-Pavãozinho. Inconformados com a morte do rapaz de 26 anos, que fazia parte do elenco do programa “Esquenta”, da TV Globo, moradores desceram para o asfalto e, acusando policiais da UPP de terem espancado Douglas, começaram o tumulto, por volta das 17h30m, provocando pânico na região e atrapalhando a volta para casa dos trabalhadores que não emendaram o feriadão. Parte da comunidade ficou sem luz. O Batalhão de Choque da PM e o Corpo de Bombeiros foram para o local, assim como policiais do 23º BPM (Leblon). Com o reforço no policiamento, começou um intenso tiroteio dentro da comunidade, por volta das 18h30.”

Há coisas que não entendo, por mais que tentem me explicar. Há coisas com as quais não me conformo, por mais que tentem vender como corriqueiras. Há coisas que ofendem a minha inteligência, por mais que tentem demonstrar que são normais.

Se a favela está “pacificada”, como diz o Globo Online, como é que se explica a guerra? Nesse caso, o vocábulo “pacificada” quer dizer o quê, já que, obviamente, paz não é? Eu sei: quer dizer apenas que a UPP, a tal Unidade de Polícia Pacificadora, lá se instalou. Então por que não somos todos, na imprensa, mais precisos? Em vez de “pacificada”, podemos dizer que a área está dotada de uma UPP. E pronto! Não se ofendem nem os fatos nem o dicionário.

Há mais: leio no texto, também, que, às 18h30, começou um “intenso tiroteio”. Mas esperem aí: a tal revolta não era de moradores, da comunidade? Desde quando trabalhadores, pessoas normais, comuns, enfrentam a polícia a tiros? Não resta evidente que a reação foi, então, organizada pelo tráfico de drogas, não pela população? Você que me lê aí no Rio, em São Paulo, onde quer que seja: se a gente fizer de conta que o que aconteceu não aconteceu, a realidade muda? Mais: é possível haver um grupo organizado que enfrenta a polícia a bala numa “comunidade pacificada”?

Acusações contra a polícia
Ninguém sabe o que aconteceu direito. O laudo feito pelo IML indica que Douglas Rafael da Silva Pereira morreu em razão de “hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax. Ação pérfuro-contundente”. Segundo o comando da UPP, haveria ainda fraturas no corpo, compatíveis com uma queda.

Ocorre que se espalhou rapidamente o boato de que ele teria sido assassinado pela Polícia. Na madrugada de terça, nesta dita “comunidade pacificada”, para falar em carioquês — em português, quer dizer “favela com UPP — houve um tiroteio entre policiais e traficantes. Quando a Polícia Civil chegou para fazer a perícia, encontrou o corpo de Douglas. O fato de ele trabalhar no programa de Regina Casé, obviamente, amplificou o boato e a reação. Carlos Henrique Júnior, que a imprensa chama de líder comunitário — seja lá o que isso signifique —, postou numa rede social que o rapaz tinha sido morto pela polícia. O resto vocês já conhecem. Durante o confronto na noite desta terça, um outro homem levou um tiro na cabeça e morreu.

A polícia pode ter sido a responsável? Pode, sim, é claro! O histórico não é dos melhores. Mas há elementos suficientes para que se chegue a essa conclusão agora? É claro que não! A polícia tem de apurar obsessivamente esse caso e punir exemplarmente o culpado, seja quem for, de farda ou não. Mas estará cometendo um erro terrível se não for atrás daqueles que organizaram a baderna.

Desculpem: tenho apreço pelas palavras. Acho que a precisão deve ser uma obsessão do jornalismo, o que descarta a demagogia politicamente conveniente. Notem que não uso a expressão “politicamente correta”. Aliás, eu vou bani-la do meu vocabulário. Doravante será mesmo “politicamente conveniente”, que corresponde à escolha da imprecisão para não ficar mal com grupos influentes.

“Comunidade” não enfrenta a polícia a tiros. Também não sai botando fogo em bens públicos nem fazendo barricadas. Isso é coisa de bandido, própria de áreas que ainda estão submetidas à ditadura do crime organizado e que, portanto, pacificadas não estão.

A imprensa precisa parar de glamorizar ações criminosas, chamando-as de reação popular. Povo gosta de ordem. Quem gosta de desordem é bandido e subintelectual do asfalto, metido a intérprete do pobres. Em São Paulo, eles existem também às pencas. No Rio, no entanto, essa gente do miolo mole se considera fundadora de uma nova antropologia.

Quanto mais as teses desses iluminados triunfam, mais a violência se alastra. A bandidagem sorri.

Cadeia para os assassinos de Douglas! E cadeia para os que promoveram a baderna. O que lhes parece?

24 Apr 01:01

Câmara convida Mantega e Gabrielli para explicar compra de Pasadena

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Em mais uma tentativa de obter esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou nesta quarta-feira requerimentos de convite para o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e para os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União). Gabrielli esteve na Casa há duas semanas em reunião a portas fechadas com a bancada do PT. Na ocasião, contrariou a atual presidente da estatal, Graça Foster, ao dizer que a aquisição da refinaria “não foi um mau negócio”.

Também foi aprovado convite ao ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Ele, que foi apontado pela presidente Dilma Rousseff como o culpado por elaborar um resumo incompleto sobre o contrato da refinaria, prestou depoimento aos deputados há uma semana. Em audiência de mais de cinco horas, o ex-diretor fez coro ao discurso de Gabrielli e saiu em defesa da compra da refinaria. O negócio abriu um rombo de 1,2 bilhão de reais nos cofres da empresa.

Adams e Mantega foram convidados para explicar as advertências que fizeram à cúpula do governo sobre ressalvas na compra da refinaria de Pasadena. Conforme revelou reportagem de VEJA, o então procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, enviou, em 2008, ofício à Casa Civil pedindo que a ata da reunião do Conselho de Administração da Petrobras incluísse duas ressalvas sobre a compra da refinaria de Pasadena. O pedido feito por Adams havia partido do ministro Mantega e advertia que a chamada cláusula Marlim, que previa que a sócia belga da Petrobras precisava ser beneficiada com rentabilidade de 6,9% ao ano, não havia sido alvo de deliberação pelo Conselho da estatal petrolífera. O requerimento informava ainda que a diretoria executiva da Petrobras havia aberto uma auditoria para identificar os responsáveis pela “falha de procedimento” e apurar eventuais prejuízos envolvendo a compra da refinaria. Apesar do pedido enviado à Casa Civil, o caso foi encerrado sem apuração ou punição dos responsáveis.

Embora Cerveró e Gabrielli já tenham comparecido à Câmara e adotado discurso em defesa da compra da refinaria, o Palácio do Planalto teme que o depoimento possa comprometer a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando a compra de Pasadena foi feita. Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Gabrielli disse que Dilma “não pode fugir da responsabilidade” sobre o caso.

Nesta manhã, Graça Foster confirmou que estará na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara na próxima quarta-feira, às 10h, para falar sobre a compra da refinaria. Foster deveria falar aos deputados na tarde desta quarta, mas assessores da empresa procuraram os parlamentares para avisar que não foi possível compatibilizar a agenda e entregaram um documento oficializando a nova data. Em audiência no Senado na semana passada, Foster afirmou que a compra da refinaria “não foi um bom negócio”.

CPI
A falta de explicações contundentes sobre o negócio municia a oposição a pressionar pela criação da CPI para investigar a estatal. “Claro que o ideal, neste momento, é termos uma CPI, que tem poder de investigação e de quebrar sigilos. Mas, enquanto não conseguimos aprová-la, vamos tentar avançar nas apurações”, disse o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), um dos autores do requerimento de convite a Cerveró e Gabrielli. De acordo com o parlamentar, o ex-presidente da estatal já manifestou interesse em dar explicações.

O Congresso Nacional aguarda deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o alcance da CPI – se deve ser limitada à Petrobras, a ideia original da comissão, ou se pode incluir outros temas para ser investigados, como o cartel de trens em São Paulo e a compra do Porto de Suape, em Pernambuco, conforme trabalha o governo.

24 Apr 01:00

OnePlus One Revealed: a CyanogenMod Smartphone

by Soulskill
An anonymous reader writes "Spec-wise, OnePlus One will go toe-to-toe with the latest flagship phones like the Galaxy S5, HTC One (M8), and Sony Xperia Z2. In some areas, it even surpasses them, and at a price point of $300. The One has the same 2.5 GHz Snapdragon 801 MSM8974AC SoC as the Samsung Galaxy S5, build quality similar to the HTC One (M8), and the large 3000+ mAh battery and Sony camera of the Xperia Z2. It also runs CyanogenMod 11S, which is based on Android 4.4."

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24 Apr 01:00

PPS pede que Corregedoria investigue envolvimento de deputado do SDD com doleiro

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O PPS protocolou nesta quarta-feira um pedido para que a Corregedoria da Câmara dos Deputados investigue o envolvimento do deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) com o doleiro Alberto Youssef, preso durante a operação Lava Jato, da Polícia Federal. A investigação tem o aval do partido Solidariedade, ao qual Argôlo se filiou, após militar no PP, sigla que aparece em vários documentos apreendidos.

Conforme revelou a última edição de VEJA, a Polícia Federal interceptou diálogos em que Youssef é cobrado por um interlocutor identificado como “LA”, que pressiona para receber pagamentos do doleiro – no endereço do apartamento funcional de Argôlo, em Brasília, segundo conversa de setembro de 2013. LA pede também que o doleiro pague suas contas e deposite recursos para uma loja de decoração e uma agropecuária no município de Entre Rios (BA), mesma cidade de Argôlo.

Apesar das evidências, o parlamentar nega que ele seja o interlocutor que negocia com Youssef. “As graves acusações precisam ser investigadas”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PPS-PR). Para ele, caso seja confirmada a promíscua relação do parlamentar com o doleiro, o caso deve ser enviado ao Conselho de Ética, colegiado que já avalia a conduta do petista André Vargas (PT-PR), também flagrado em conversas comprometedoras com Youssef.

“Não podemos nos omitir. O Solidariedade, como um partido novo e que tem acompanhado as denúncias [resultado da operação Lava Jato], não pode se omitir. Vamos pedir explicações do deputado”, disse o líder da legenda Fernando Francischini (SDD-PR). “Não podemos dar uma de PT, que enfia a cabeça dentro do buraco e ignora [as denúncias]”, completou.

24 Apr 00:46

Garcia Marquez Lied About Macondo

by David P. Goldman

Gabriel Garcia Marquez died last week. His was a reputation built on the enthusiasm of the reading public, not just the accolades of the critics. He was beloved, and for all the wrong reasons. I despised his work when forced to read it in undergraduate Spanish-language courses and again when I tried to read it later in life. His most popular work, 100 Years of Solitude, pictures the unreality and weirdness (the “miraculous real,” mistranslated as “magical realism”) in the isolated Colombian hamlet of Macondo through several generations of the Buendia family. They eventually are carried off by a cyclone in Garcia Marquez’ account. But that isn’t what happened to them. They were murdered hideously in Colombia’s “Violencia” of 1948-1958, along with 300,000 other Colombians, after committing hideous murders of their own.

Wikipedia says the following about Colombia’s civil war:

Because of incomplete or non-existing statistical records, exact measurement of La Violencia’s humanitarian consequences is impossible. Scholars, however, estimate that between 200,000 and 300,000 lives were lost, 600,000 and 800,000 injured, and almost one million displaced. La Violencia affected 20% of the population, directly or indirectly.

Yet, La Violencia, did not come to be known as La Violencia simply because of the number of people it affected; it was the manner in which most of the killings, maimings, and dismemberings were done. Certain death and torture techniques became so commonplace that they were given names. For example, “picar para tamal,” which involved slowly cutting up a living person’s body, or “bocachiquiar,” where hundreds of small punctures were made until the victim slowly bled to death. Former Senior Director of International Economic Affairs for the United States National Security Council and current President of the Institute for Global Economic Growth, Norman A. Bailey describes the atrocities succinctly: “Ingenious forms of quartering and beheading were invented and given such names as the “corte de mica”, “corte de corbata”, and so on. Crucifixions and hangings were commonplace, political “prisoners” were thrown from airplanes in flight, infants were bayoneted, schoolchildren, some as young as eight years old, were raped en masse, unborn infants were removed by crude Caesarian section and replaced by roosters, ears were cut off, scalps removed, and so on”. While scholars, historians, and analysts have all debated the source of this era of unrest, they have yet to formulate a widely accepted explanation for why it escalated to the notable level it did.

The cute, weird, quaint and magical mannerisms of Macondo obscure a bitter, desperate, paranoid propensity to violence. Garcia Marquez’ tale is more popular than the actual history of rural Colombia for the same reason that the fairy-tale “Hansel and Gretel” is more popular than accounts of cannibalism, which became widespread in Germany during the Thirty Years’ War (1618-1648). From a purely narrative standpoint, though, I never forgave Garcia Marquez for wasting my time. A short story, a novella at best, was expanded into a novel where nothing happened a dozen times (beating Samuel Beckett’s “Waiting for Godot,” where nothing happens twice).

Garcia Marquez was a journalist and his Spanish never challenges the reading ability of a high-school student, unlike that of the great Latin American novels he emulated: Tyrant Banderas by Ramon del Valle-Inclan, and Explosion in a Cathedral by Alejo Carpentier. The latter is about the violence following the French Revolution in Europe as well as the Caribbean, and is to my taste the great Latin American novel of the 20th century. If you want to understand Latin America, these are the books to read. I also recommend the films of the great Luis Bunuel. To be sure, I don’t like fiction. These are exceptions.

24 Apr 00:46

Simon Schama’s Silly ‘Story of the Jews’

by David P. Goldman

Simon Schama made his reputation as a cultural historian, and one would expect his new “Story of the Jews” to have something to say on the subject of Jewish culture. His incompetence strains the capacity of the Yiddish language for derogation. He is a yutz. Of the many silly things in his PBS series, the silliest perhaps was the claim that Harold Arlen’s and E.Y. Harburg’s song “Somewhere Over the Rainbow” expressed characteristically Jewish longing for a better world–as if longing for a better world were a distinctively Jewish activity. As far as music and poetry are concerned, Schama hasn’t a clue; the text and voice-leading of the song following long-established, overused conventions for the evocation of nostalgia. These are taught to undergraduates in musical analysis. Schubert and Wagner among many others employed them. (In the context of a review of Wagner’s Siegfried for Tablet magazine, I recorded a brief discussion of the musical examples, embedded below. The review itself analyzes the musical trick in “Somewhere Over the Rainbow”).

I didn’t like anything else about Schama’s presentation, but I can claim professional credentials in this particular matter.

24 Apr 00:45

Se eu fosse o PT, tomaria cuidado com Vargas; se eu fosse Vargas, tomaria cuidado com o PT

by giinternet

“Sou persistente e vou continuar insistindo para ver se o convenço. O principal argumento é a preservação do partido e da vida do André para ele ter melhores condições de defesa para ele mesmo. O André, em benefício dele e do PT, deveria renunciar, mas é uma decisão personalíssima e o partido ou a bancada não podem impor a renúncia. É um pedido que temos feito a ele e reiterado”.

Nossa! As palavras acima são de Rui Falcão, do PT, e o “André” a que ele se refere é o deputado André Vargas, aquele que, ao saber que o doleiro Alberto Youssef havia alugado um jatinho, por R$ 100 mil, para que ele tivesse férias confortáveis, exclamou: “Isso é coisa de irmão!”. A fala  de Falcão está em reportagem de Laryssa Borges, na VEJA.com. 

Eu, hein! Se estivesse no lugar de Vargas e se Falcão dissesse uma coisa dessas, eu renunciaria correndo e ainda iria me benzer, né? Imaginem se, da minha renúncia, dependessem, como ele afirmou, “a preservação do partido e da vida”… Sim, claro!, entendi que esse “a vida” não é exatamente no sentido, digamos, biológico — aquela que Celso Daniel, por exemplo, perdeu —, mas existencial. Mesmo assim, eu daria no pé.

André Vargas está que é pura indignação! Sabe na ponta da língua os serviços que já prestou ao partido, e ninguém da cúpula aparece para defendê-lo. Vejam que curioso: cassado, ele será, isso é certo, e estará inelegível por oito anos a partir de 2015. Se renuncia, também estará inelegível pelos mesmos oito anos, mas o desgaste é menor, ainda que o processo no Conselho de Ética continue.

Então por que a resistência? Virou uma disputa lá da, digamos, “famiglia”. Ele já tinha dito que não aceitava ser enxotado. A interlocutores, tem sugerido que o ministro Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann — ambos, como ele, do PT do Paraná — seriam beneficiários de um esquema ilegal de distribuição de recursos na Petrobras que envolveria o grupo Schahin.

Padilha
Quem deve estar contente, dado o potencial de estrago, com o atual estágio do noticiário é Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Afinal de contas, não foi só o avião fretado por Youssef que fez Vargas cair em desgraça, mas também o lobby que ele fez no Ministério da Saúde em favor do laboratório-fachada Labogen, uma estrovenga que, segundo à Polícia Federal, servia à lavagem de dinheiro.

O ministro da Saúde quando se celebrou o contrato era Padilha. O caso, curiosamente, sumiu do noticiário. Essa história, mais do que qualquer outra, evidencia tanto as relações de compadrio de Vargas com Youssef como o uso da máquina federal em benefício de um grupo criminoso. E isso se deu debaixo do guarda-chuva de Padilha, que também é alvo das mágoas de Vargas.

Nas hostes petistas, o ainda deputado é considerado um homem-bomba, um “pote até aqui de mágoa”, como diria o petista Chico Buarque. Por isso, é tratado com todo cuidado. Sabem como é… “Qualquer desatenção/ faça não!/ Pode ser a gota d’água.” Eu, se fosse o PT, tomaria cuidado com Vargas. Eu, se fosse Vargas, tomaria cuidado com o PT.

23 Apr 07:06

Google's Project Ara Could Bring PC-Like Hardware Ecosystem To Phones

by Soulskill
An anonymous reader writes "Now that Google's modular phone effort, Project Ara, looks a bit less like vaporware, people are starting to figure out its implications for the future of cellphones. One fascinating possibility is that it could transform the cellphone purchasing process into something resembling desktop computer purchasing. Enthusiasts could search out the individual parts they like the best and assemble them into cellphone Voltron. People who just want a decent phone with no hassle could look at pre-built offerings — and not just from Apple, Samsung, and the like. It could open up a whole new group of phone 'manufacturers.' Of course, this comes with drawbacks, too — if you think fragmentation is bad now, imagine trying to support thousands of different hardware combinations."

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23 Apr 07:04

Saab Is Prepared To Respond To MRCA Leasing Programme

by Saab AB
.:

gripen secures obama.jpg
Saab has offered a competitive and cost-effective Gripen C lease deal to Malaysia, reports Free Malaysia Today.

“The leasing deal between Saab and the Malaysian government will include the transfer of technology, which will be capable of adapting our open technology to integrate with the existing systems,” said Thomas Linden, vice-president and head of Saab Malaysia, at the recently concluded DSA exhibition in Kuala Lumpur.

According to an IHS Jane’s​ report, the programme looks increasingly likely to progress as a lease or a lease-to-purchase deal.

Last year, RMAF chief General Rodzali Daud indicated a strong possibility of the MRCA requirement transforming from a purchase deal to a lease deal due to lack of available funding, the report says.

According to Linden, this is not a new idea as Hungary and Czech Republic are already operating on similar lease agreements with Saab.

The other shortlisted aircraft may include Dassault Aviation’s Rafale, Sukhoi’s SU-35E Flanker, the Eurofighter Typhoon and the Boeing F/A-18EF Super Hornet.

Read the full strory: M’sia offered Saab fighter jets deal

MRCA candidates outline leasing options for Malaysia​

Category: FEATURED; GRIPEN; GRIPEN C/D
Published: 4/23/2014 7:31 AM
23 Apr 07:02

Depois de quebra do sigilo da urna, TSE evita novos testes

by noreply@blogger.com (Fraude Urnas Eletrônicas)

UrnaO Tribunal Superior Eleitoral não vai realizar novos testes públicos na urna eletrônica nesta véspera de eleições, como vinha sendo uma tradição desde o pleito de 2010. Por uma incrível coincidência, a decisão vem depois que uma equipe da UnB quebrou o sigilo da urna nos últimos testes, há dois anos.

Segundo o tribunal, “o objetivo do TSE é a realização periódica destes testes, porém não há um calendário fixado para tanto”. Além disso, “considerando tratar-se de um ano eleitoral, não haverá teste de segurança neste ano” – curiosamente isso não impediu a realização de testes em 2012.

No lugar dos testes públicos, o TSE decidiu criar um grupo de trabalho sobre a segurança da urna eletrônica. O grupo é constituído essencialmente por integrantes da Justiça Eleitoral, além do professor Mamede Lima Marques, da Universidade de Brasília.

Marques, no entanto, não fez parte do grupo da UnB que teve sucesso em violar o sigilo dos votos nos últimos testes – ele integrava o grupo responsável pela avaliação dos testes e entende que a urna brasileira é suficientemente segura, sendo desnecessária, inclusive, a reintrodução da impressão do voto.

Os objetivos desse GT são:

I - mapear os requisitos de segurança das diversas fases do processo eleitoral;

II - atuar como interlocutor nos tribunais regionais nas demandas decorrentes de denúncias de fraudes no sistema eletrônico de votação;

III - elaborar um plano nacional de segurança do voto informatizado, para ser amplamente divulgado junto nas STI [Secretarias de Tecnologia da Informação] dos tribunais regionais;

IV - propor um modelo ágil de auditoria da votação e totalização dos votos, tal como auditoria interna, que possa ser aplicada pelos tribunais regionais durante e após as eleições;

V - elaborar material institucional que divulgue a sociedade os mecanismos de segurança do processo eleitoral;

VI - estudar, propor e validar modelos de execução de testes de segurança.

Agora professor da Unicamp, Diego Aranha, que liderou a equipe que quebrou o sigilo da urna, se surpreendeu com a decisão. “Pedi esclarecimentos ao TSE. Não teremos testes e o TSE criou um grupo de segurança. Mapear requisitos e elaborar um plano não deveria ter sido feito há muito tempo?”, questiona ele.

Em tempo: Embora o professor tenha conseguido identificar a lista de quem votou em quem no teste de 2012, o TSE jamais reconheceu que houve ‘quebra de sigilo’. Ainda assim, por conta desse resultado, o tribunal anunciou na época uma “melhoria do sistema” com a “correção do algoritmo”.

Fonte: Convergência Digital

23 Apr 01:22

JK morreu vítima de um acidente de trânsito, diz Comissão Nacional da Verdade

by giinternet

Na Folha:

A Comissão Nacional da Verdade apresentou nesta terça-feira (22) um relatório parcial em que sugere que o ex-presidente Juscelino Kubitschek morreu em decorrência de um acidente de trânsito, em 1976, e não vítima de um atentado organizado pela ditadura militar (1964-85).

A versão de que JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, morreram em um atentado arquitetado pelos militares foi apresentada pela Comissão Municipal da Verdade de São Paulo em dezembro.

À época, o presidente do grupo, o vereador Gilberto Natalini (PV-SP), afirmou que o Juscelino foi vítima de “conspiração, complô e atentado político”.

A versão oficial é de que JK, presidente de 1956 a 1961, morreu em um acidente automobilístico quando se dirigia de São Paulo para o Rio, em um Opala que era conduzido por Geraldo Ribeiro, seu motorista.

Contrariando a congênere da cidade de São Paulo, a Comissão Nacional da Verdade afirmou que não há nada que comprove o complô para assassinar o ex-presidente. O grupo começou a investigar o acidente em setembro de 2012, após receber ofício da seção mineira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A comissão nacional rebateu, no relatório apresentado hoje, os pontos levantados pela Comissão Municipal da Verdade para sustentar a versão do atentado. “Não há nos documentos, laudos e fotografias trazidos para a presente análise qualquer elemento material que, sequer, sugira que o ex-presidente e Geraldo Ribeiro tenham sido assassinado vítimas de homicídio doloso”, diz o relatório da Comissão Nacional da Verdade.

23 Apr 01:21

Mideast Christians, Dhimmis Once More?

by Mark Movsesian

Recently, an Islamist group in the Syrian opposition, the Islamic State in Iraq and the Levant (ISIL), captured the town of Raqqa and imposed on its Christian inhabitants the dhimma, the notional contract that governs relations with Christians in classical Islamic law. The dhimma allows Christian communities to reside in Muslim society in exchange for payment of a poll tax called the jizya and submission to social and legal restrictions. In Raqqa, for example, Christians have “agreed,” among other things, to pay ISIL a tax of $500 per person twice a year—poorer Christians can pay less—and to forgo public religious displays.

The dhimma has not been in operation in the Mideast for about 150 years. Even Egypt’s Muslim Brotherhood did not reinstate it during the party’s brief period in power. Indeed, some progressive Islamic scholars argue that the dhimma is an anachronism that should no longer be part of Islamic law. So ISIL’s decision to impose it now has shocked Christians and many Muslims. The formal reestablishment of the dhimma in Raqqa reveals that some Islamists are prepared to cross a line many had thought inviolable.

The dhimma’s evolution is a matter of some mystery. Classical Islam considers Christians (and Jews) to be People of the Book—recipients of an earlier, though incomplete, revelation. The dhimma may derive from a Quranic verse commanding Muslims to fight the People of the Book “until they pay” the jizya and accept a humbled status; some also point to the Pact of Umar, a probably fictional agreement between an early caliph and Syrian Christians. Perhaps Muslims adapted existing Persian and Byzantine customs. Whatever the history, the dhimma’s terms were settled by the eighth or ninth centuries. Dhimmis—Christians subject to the dhimma—had rights to protection, property, worship, and some communal autonomy. They had their own courts and law. In return, dhimmis agreed to pay the jizya and accept a second-class status in Muslim society.

For example, dhimmis had to wear identifying clothing. They could not serve in the military or hold high office; they could not bear arms. They could not attract attention during worship or build new churches. They could not attempt to convert Muslims. In general, dhimmis had to adopt an attitude of quiescence and submission. Humiliation was the price for dhimmis’ stubborn refusal to accept Islam. In fact, the harshness of the restrictions served to create, from the Muslim perspective, a salutary incentive for dhimmis to convert. Many did, over the course of centuries.

Dhimmis could forfeit protection by disregarding the dhimma and affecting equality with Muslims. Conspicuous displays of wealth, for example, could be perceived as an insult; violent retribution and plunder could follow. Persecution could also occur during periods of political and economic crisis, or if dhimmis seemed to cooperate with Muslims’ enemies. This is not to say life involved constant strife. Some scholars argue the treatment of dhimmis compared favorably with the treatment of religious minorities in Europe. And restrictions were not always enforced; individual dhimmis could accumulate wealth and rise in Muslim society. A sense of insecurity and inferiority always existed, however, even in the best of times. Indeed, insecurity and inferiority were the essence of the arrangement.

Such was the situation for centuries in the Mideast, until Western influence led to the rise of secular nationalism in the nineteenth and twentieth centuries. Under pressure from Europe, the Ottomans abolished the dhimma in the Tanzimat reforms of the 1850s. Elsewhere, Western colonial powers introduced the concept of equal citizenship under law; Muslim countries continued to endorse this concept after decolonization. Old cultural patterns did not simply disappear, of course. Abolition of the dhimma in Turkey led to a fiercely violent anti-Christian backlash, and in many countries, Christians continued to face social discrimination, even persecution. But, as a formal matter, the dhimma mostly disappeared in favor of a new constitutional model.

The rise of political Islam in recent decades has reopened questions about the status of non-Muslims. As Ann Elizabeth Mayer, a human rights scholar at the University of Pennsylvania, has explained, Islamists often seem evasive on the subject. Typically, they are careful not to call for formal reinstatement of the dhimma, since to do so would offend many Muslims. Indeed, Islamists often say they support religious freedom for Christians. But Islamists also make clear that all rules, including rules about religious freedom, must be subject to the requirements of Islamic law—and the dhimma was very much a part of classical Islamic law. Islamists thus leave the door open for reinstatement of dhimmi restrictions, even as they avow a commitment to religious freedom.

In Raqqa, Islamists dropped all pretense. No temporizing here: ISIL clearly intends to reinstate the dhimma, with all its humiliations, wherever ISIL gains control. Perhaps the objections of other Islamist and secular elements in the Syrian opposition—those elusive pro-Western moderates the United States is always eager to identify—will cause ISIL to change its approach, though that doesn’t seem very likely. And if the Assad regime prevails, reestablishment of the dhimma in Raqqa may prove to have been merely a very unpleasant interlude. A psychological barrier has been crossed, though, and life has become even more precarious for the shrinking number of Christians in Syria and throughout the Mideast. 

Mark Movsesian is the Frederick A. Whitney Professor of Contract Law and the Director of the Center for Law and Religion at St. John’s University School of Law. His previous blog posts can be founhere.

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22 Apr 19:42

A globalização do PT – Pizzolato depõe na Justiça italiana sobre relações com um pilantra que é operador de Berlusconi

by giinternet

Pô, a turma tem mesmo, como posso dizer?, dimensão internacional, né? Henrique Pizzolato, o mensaleiro que se mandou do Brasil, andou se relacionando com um bandido que serviu a Silvio Berlusconi, na Itália. Vejam como as coisas vão se encaixando. Leiam o que vai na VEJA.com. Volto em seguida.

Na VEJA.com:
O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato prestou depoimento à Justiça da Itália sobre suposto envolvimento com o italiano Valter Lavitola, conhecido como operador do ex-premiê italiano Silvio Berlusconi. Investigações conduzidas pela Justiça italiana apontam que Henrique Pizzolato mantinha uma “relação estreita” com Lavitola, que já morou no Brasil e hoje está preso nas proximidades de Nápoles. Os indícios apontam para a existência de “negócios conjuntos” que envolveria interesses de empresas de telecomunicações italianas no Brasil.

Pizzolato foi condenado no julgamento do mensalão no Brasil, mas fugiu para a Itália antes de ser detido. Em fevereiro, ele foi capturado em Maranello, após entrar no país europeu com documentos de um irmão morto há mais de trinta anos. Por envolvimento com o mensalão, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a pena de doze anos e sete meses de prisão pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

As conexões entre Pizzolato e Lavitola apareceram depois da prisão do brasileiro em fevereiro. O mensaleiro foi interrogado no fim do mês passado, quando ele já estava preso, aguardando o processo de extradição para o Brasil. Autoridades brasileiras foram informadas sobre o depoimento.

Segundo a Justiça italiana, a apuração está “apenas começando” e Pizzolato deve ser ouvido novamente nos próximos dias. Integrantes da Interpol não detalharam se Pizzolato foi ouvido como testemunha ou investigado.

Operador
Lavitola foi acusado pela Justiça italiana de ter facilitado uma série de esquemas financeiros comprometendo Berlusconi, que acaba de ser condenado a trabalhos sociais por causa dos processos nos tribunais. O italiano fugiu para o Panamá, depois de ser indiciado em 2011. Mas se entregou em 2012 e retornou a Roma.

Ex-editor do jornal Avanti, Valter Lavitola é acusado de ter pago 24 milhões de dólares em propinas a autoridades do Panamá para que o governo do país fechasse um acordo para a compra de radares e outros equipamentos militares da gigante industrial italiana Finmeccanica. Lavitola também foi acusado de extorsão contra Berlusconi, supostamente exigindo 5 milhões de euros por seu silêncio em relação às atividades do ex-primeiro-ministro italiano.

O suspeito também é apontado pela Justiça italiana como frequente hóspede da Vila Certosa, a casa de verão de Berlusconi onde festas polêmicas – conhecidas como “bunga-bunga” – eram organizadas. O italiano era ainda sócio do empresário da cidade de Bari, Giampaolo Tarantini, que admitiu perante os juízes ter contratado prostitutas de luxo para as festas de Berlusconi.

Os advogados de Pizzolato na Itália não se pronunciaram sobre o depoimento dele, e os defensores de Lavitola não foram localizados.

Encerro
Bonito isso. É o PT demonstrando que entende o sentido da palavra “globalização”.

 

22 Apr 16:50

Will the Nissan Leaf Take On the Tesla Model S At Half the Price?

by timothy
cartechboy (2660665) writes "Ask most people why they won't consider an electric car, and they talk about range anxiety. And I can easily imagine why 84 miles of range isn't enough. Now it sounds like Nissan is listening, as well as watching Tesla's success. The company plans to boost the Leaf electric car's driving range with options for larger battery packs. Not long ago Nissan surveyed Tesla Model S owners, and they probably heard loud and clear that longer driving range is very, very important. So it looks like the Leaf might get up to 150 miles of range, possibly by the 2016 model year. The range increase will come from a larger battery pack, possibly 36 or 42 kWh, and more energy-dense cells. Either way, clearly Nissan is looking to expand the appeal of the world's best-selling electric car, and increasing its driving range is pretty clearly a key to doing so. I just wish Nissan would ditch the weird styling while they're at it."

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