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22 May 14:25

Otávio Cabral vai assessorar Aécio. E o que diz o JEG, o Jornalismo da Esgotosfera Governista. Ou ainda: PT 9 X PSDB 2

by giinternet
Otávio Cabral: ele deixa a redação da VEJA para assumir nova empreitada

Otávio Cabral: ele deixa a redação da VEJA para assumir nova empreitada

Eu poderia deixar quieto, mas não deixo. Cada um tem seu estilo, eu tenho o meu. E gosto de fatos. Otávio Cabral, jornalista de VEJA, um profissional de altíssimo gabarito, vai deixar a redação para trabalhar na assessoria do pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves.

Os espadachins da reputação alheia, os idiotas, os ressentidos e os bandidos disfarçados de jornalistas já começaram a gritar: “Olhem lá, um jornalista da VEJA trabalhando para Aécio”. Uma ova!

No que concerne à revista, Cabral passará a ser um “ex-VEJA”, sem que o respeito profissional de que ele é merecedor seja minimamente arranhado. Eu, que o conheço, estou certo de que ele vai fazer um excelente trabalho em sua nova jornada.

Não, Cabral não é o primeiro! Márcio Aith, hoje na secretaria de Comunicação do governo Alckmin, já trabalhou na VEJA. Quando entrou na assessoria da campanha eleitoral de José Serra, em 2010, estava na Folha.

Aí, aquela turma que tem os dois pés no chão e as duas mãos também, para citar Ivan Lessa, relincha: “Ah, estão vendo? A revista só fornece assessores para o PSDB…”. É mesmo? Então vai uma lista de profissionais que são ex-VEJA ao lado dos políticos que eles decidiram assessorar (nem todos, hoje, permanecem na mesma função):

1 – João Santana – Lula, Dilma, Palocci e Delcídio Amaral;

2 – Thomas Traumann – porta-voz de Dilma e, depois, ministro de estado da “presidenta”;

3 – Luiz Rila – José Dirceu e campanha do Lindbergh Farias;

4 – Luciano Suassuna – Alexandre Padilha;

5 – Eduardo Oinegue – Patrus Ananias e Alexandre Padilha;

6 – Ronaldo França – Dilma;

7 – Chico Mendez – campanha do Fernando Pimentel ao governo de Minas;

8 – Lula Costa Pinto – Agnelo Queiroz;

9 – Mario Rosa – várias consultorias ao governo e ao PT (Palocci, Dirceu, Agnelo…)

E devo estar esquecendo alguns nomes. Como se nota, nos nove casos listados acima, jornalistas que passaram por VEJA foram assessorar políticos do… PT!!! No topo, digamos assim, da cadeia alimentar do poder, o marqueteiro do partido e um ministro de estado.

Será que, por isso, VEJA pode ser considerada, afinal, uma redação petista, já que tantos assessores de nomes estrelados do partido passaram por sua redação?

Ora, vão catar coquinho! Se uma, duas ou mais das pessoas listadas acima fizeram coisas impróprias — não sei de nada; falo apenas em tese —, isso não se deve nem ao fato de terem passado por VEJA nem de terem assessorado ou assessorarem ainda hoje os petistas. São profissionais dignos como quaisquer outros, só que fazendo outro trabalho, que não o jornalismo, que tem um código de ética distinto de uma assessoria.

Desejo boa sorte a Cabral em sua nova empreitada e espero que demonstre a competência que conhecemos.

Todos os profissionais que citei aqui fizeram escolhas conhecidas, públicas, às claras. Feio, asqueroso, coisa de bandido — aí, sim — é uma outra prática.

Coisa de bandido é receber dinheiro de governos e de estatais para fazer a defesa de partidos políticos, de governantes e de candidatos — dedicando-se, adicionalmente, a atacar a imprensa independente — e não contar isso aos leitores.

Feio é ser sustentado pela máquina pública, fazer campanha político-eleitoral e se dizer um jornalista independente e progressista. Aí, não. Gente assim não é jornalista, não é independente nem é progressista. É só um pau-mandado, exercendo a mais antiga profissão do mundo: é só pagar, e eles fazem. Não importa o quê. Começam cedendo a honra. Aí o resto vai é fácil.

22 May 14:25

Ônibus – Tratamento dispensado ao banditismo vai determinar se assistiremos, de novo, ao caos

by giinternet

Os motoristas e cobradores que estavam em greve — liderados por uma ala dissidente do sindicato dos motoristas — decidiram pôr fim à paralisação a partir desta quinta. As negociações ainda estão em curso. A polícia decidiu abrir inquérito, com base do Artigo 262 do Código Penal, para apurar responsabilidades. Estabelece o texto:
Art. 262 – Expor a perigo outro meio de transporte público, impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento:
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
§ 1º – Se do fato resulta desastre, a pena é de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.

Obviamente, dada a gravidade do que se viu, trata-se de uma pena branda. Mas que, ao menos, se apurem as responsabilidades.

Mas que fique claro: não pode a Polícia investigar de um lado, e a Prefeitura, como é mesmo?, “abrir diálogo” de outro. Não, ao menos, com lideranças capazes de fazer o que se viu na cidade. Segundo Gilberto Carvalho, o caminho é o papinho. Ele está acostumado a passar a mão na cabeça de quem depreda de forma contumaz a ordem pública.

Meus caros leitores — e eleitores! Eu estou pouco me lixando se o espetáculo degradante a que assistimos nestes dois dias é bom ou ruim para os partidos A, B ou C. Não estou nem aí se a truculência colabora com este ou com aquele candidatos. Eu não faço campanha eleitoral. Eu não faço campanha política.

Acho inaceitável que a população seja usada de instrumento de manobra e chantagem de sindicalistas e de arruaceiros. Não gosto da gestão de Fernando Haddad e considero, sim, que isso é péssimo pra ele. Mas não vou ser condescendente com atos terroristas e que só punem os pobres. De resto, avalio que outros artigos do Código Penal foram feridos. Por mim, essa gente seria enquadrada mesmo é na Lei 7.170, conhecida por Lei de Segurança Nacional. Sabotagem contra instalações de transporte rende pena de 3 a 10 anos de cadeia.

Ocorre que o PT não tem nenhuma ideia melhor do que puxar o saco de arruaceiros, que são reverenciados pela legenda. Ou, em meio ao caos, não vimos o secretário Jilmar Tatto (Transportes) a atacar a Polícia Militar, e o prefeito Fernando Haddad a criticar o governo do Estado?

O tratamento que será dispensado a atos de banditismo vai determinar se teremos ou não ações semelhantes no futuro; se alguns gatos-pingados vão ousar de novo fazer 12 milhões de pessoas reféns de sua irresponsabilidade.

22 May 14:25

PF diz haver suspeita de atuação de “organização criminosa” na Petrobras

by giinternet

Por Andréia Sadi e Severino Motta, na Folha:
Relatório da Polícia Federal que faz parte do inquérito que apura a compra da refinaria de Pasadena (EUA) afirma haver a suspeita da existência de uma “organização criminosa no seio da empresa Petrobras” que patrocinaria desvio de recursos públicos para o exterior e consequente “retorno de numerário via empresas offshore”. Encaminhado ao juiz Sergio Moro, da Justiça Federal do Paraná, o documento informa que o suposto esquema serviria de base para “pagamento de propinas e abastecimento financeiro de grupos criminosos envolvidos no ramo petroleiro”. Segundo o texto, de 22 de abril, apura-se a possível participação do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa em irregularidades na compra da refinaria do Texas.

Ex-diretor da Petrobras, ele foi preso na Operação Lava Jato em março. Nesta segunda, ele foi solto após decisão do Supremo Tribunal Federal. Costa também foi representante da Petrobras no comitê interno da refinaria de Pasadena.
(…)

21 May 23:11

Lei 9.096 disciplina a propaganda política, e o PT a desrespeitou de modo explícito

by giinternet

A decisão da ministra Laurita Vaz, que suspendeu a veiculação da propaganda política terrorista do PT, é só uma questão de apego à lei. Sim, existe um diploma legal que regulamenta a propaganda partidária, que não é e não pode ser propaganda eleitoral. Refiro-me à Lei 9.096, de 1995, que foi escandalosamente agredida pelo PT. Transcrevo alguns trechos em azul:

Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
I – difundir os programas partidários;
II – transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário, dos eventos com este relacionados e das atividades congressuais do partido;
III – divulgar a posição do partido em relação a temas político-comunitários.
(…)
§ 1º Fica vedada, nos programas de que trata este Título:
(…)
II – a divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos;
(…)
§ 2o O partido que contrariar o disposto neste artigo será punido:
I – quando a infração ocorrer nas transmissões em bloco, com a cassação do direito de transmissão no semestre seguinte; (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)
(…)
§ 6o A propaganda partidária, no rádio e na televisão, fica restrita aos horários gratuitos disciplinados nesta Lei, com proibição de propaganda paga.

Retomo
Logo, propaganda política não pode se confundir com propaganda eleitoral, como fez o PT. Ao afirmar, de forma oblíqua e malandra, que só a continuidade do atual governo garantirá as conquistas da população, é evidente que não se cuida de doutrina ou de defesa de ideias.

A fronteira pode ser tênue, mas existe. Deixo claro aos leitores que sou, desde sempre — podem procurar aí; não é de hoje —, contrário a propaganda política e eleitoral obrigatórias. Trata-se de um resquício de autoritarismo. Quem quiser que se organize para comprar horário e mandar sua mensagem. É assim, por exemplo, nos EUA. Mas falamos disso outra hora.

O que importa agora é que, sim, existe uma diferença entre o horário eleitoral gratuito, reservado aos períodos de campanha, e o horário político. E o PT não respeitou. Além de a propaganda ter de ser retirada do ar, é preciso punir o partido.

21 May 22:54

TSE suspende propaganda do PT com discurso do medo

by giinternet

Na VEJA.com. Comento daqui a pouco:
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Laurita Vaz determinou a suspensão, em caráter liminar, da propaganda do PT que pregava o “discurso do medo” com a volta de “fantasmas do passado” nas próximas eleições à Presidência. A ministra atendeu a uma interpelação do PSDB, que apontou campanha antecipada da presidente Dilma Rousseff no rádio e na televisão. Para Laurita Vaz, “mesmo que o teor da peça não imponha, como pretende o representante [PSDB], a conclusão de tratar-se de ‘propaganda eleitoral antecipada’, sinaliza, ainda que de forma dissimulada, para a continuidade do atual governo, com associação de imagens e ideias negativas ao passado, a incutir no espectador que isso ocorreria caso se desse ouvidos a falsas promessas”.

De acordo com Laurita, a propaganda fere as normas previstas na Lei dos Partidos Políticos. Continua Laurita: “Constata-se que a peça impugnada, de forma subliminar, velada, associa imagens negativas, relacionadas à miséria, ao desemprego e à penúria, a um passado político antecedente ao que marca o atual governo, confiado ao PT, mediante afirmações de que não se pode deixar que os fantasmas do passado voltem e levem tudo que conseguimos com tanto esforço”. Na campanha de 2002, o PT criticou o PSDB por um comercial em que a atriz Regina Duarte dizia “eu estou com medo”, referência à candidatura do ex-presidente Lula.

21 May 22:54

Petrobras desmente Gabrielli sobre aditivo e contratos de Abreu e Lima

by giinternet

Por André Borges, no Valor:
A Petrobras desmentiu nesta quarta-feira as informações dadas ontem pelo ex-presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, sobre o processo de aprovação de contratos e aditivos realizados na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Durante seu depoimento feito à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras Gabrielli foi claro e objetivo ao relatar que a Rnest, como também é conhecida a refinaria Abreu e Lima, tinha um conselho de administração próprio que tomava decisões sobre a assinatura de novos contratos e aditivos sem ter de submetê-los ao conselho e à diretoria da Petrobras.

Depois da audiência Gabrielli voltou a detalhar o assunto a jornalistas. “A refinaria funcionava como uma empresa subsidiária da Petrobras. Ela é que tinha a competência de tomar essas decisões. Da mesma forma que a BR Distribuidora toma decisões sem a diretoria da Petrobras tomar conhecimento”, disse o ex-presidente da estatal. E completou: “A diretoria e o conselho da Petrobras acompanham os resultados finais. É uma refinaria que tinha decisões no âmbito na Rnest (Abreu e Lima), e que não chegava à diretoria da Petrobras.”

 Por meio de nota publicada hoje, a Petrobras desmente a declaração dada por seu ex-presidente. “Esclarecemos que todos os contratos e aditivos da Rnest, inclusive os assinados até 16/12/2013 por ocasião de sua incorporação, foram submetidos previamente aos nossos órgãos competentes para autorização interna e recomendação para aprovação da Rnest, observadas as análises técnicas, comerciais, tributárias e jurídicas pertinentes, conforme modelo de governança do Sistema Petrobras. Sendo assim, está equivocada a informação de que não analisamos os contratos e aditivos da Rnest”.

Reportagem publicada hoje pelo Valor detalha a atuação do ex-diretor da área de abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, que entre março de 2008 e dezembro de 2013 foi o presidente do conselho de administração da Petrobras.
(…)

21 May 22:53

LegoTechno -- Making Music With Lego Bricks, Python, OpenCV and a Groovebox

by Soulskill
bauhausinteraction writes "A team from the Bauhaus-University and Native Instruments Developers built and programmed a fully functional interactive Lego Sequencer / Tangible Groove Machine that sends control data to the Maschine drum sequencer to make music. The thing was built within 24 hours as an unofficial weekend collaboration between bauhausinteraction and NI at the MidiHack 2014 in Stockholm. A standard webcam is mounted underneath the baseplate. The image is processed by a Python Script using the OpenCV Library to track the bricks. The tricky bit was to not track the user's hand, but we succeeded at that as well. The information about brick color, position, and orientation is derived from the image and then converted into OpenSoundControl (OSC) messages. Those are sent over a network connection to a computer running Native Instruments Maschine to play back the sounds. Of course, this would work with other sound generators as well, since the whole thing simply spits out OSC-Messages and MIDI — but hey: if the guys from Native are there, you'd better use their Maschine stuff. Being real Masterbuilders, of course we used only unmodified, standard Lego Parts and no Kragle* for the construction. (*see the Lego Movie for reference.)"

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21 May 19:27

Declining LG's New Ad-friendly Privacy Policy Removes Features From Smart TVs

by Unknown Lamer
BUL2294 (1081735) writes "Techdirt and Consumerist posted articles about a user in the UK who, after a firmware update to his 2-year old LG Smart TV, declined their new Privacy Policy, only to find that most Internet-connected features (e.g. BBC iPlayer, Skype) of the TV now no longer work. From the Techdirt article: 'Does a manufacturer have the right to "brick" certain integral services just because the end user doesn't feel comfortable sharing a bunch of info with LG and other, unnamed third parties? LG certainly feels it has the right to do this. In fact, it makes no secret of this in its long Privacy Policy — a document that spends more time discussing the lack thereof, rather than privacy itself. The opening paragraph makes this perfectly clear.' To add, even declining the policy still results in non-specified information being sent to LG. LG's policy of spying on the viewing habits of customers, along with sending filenames of videos stored on USB devices connected to TVs, was previously discussed on Slashdot."

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21 May 19:25

White House Pressures Legislators Into Gutting USA FREEDOM Act

by Soulskill
The U.S. House of Representatives has substantially reduced the effectiveness of the USA FREEDOM Act, a surveillance reform bill that sought to end mass collection of U.S. citizens' data. House Leadership was pressured by the Obama Administration to weaken many of the bill's provisions. The EFF and the Center for Democracy & Technology had both given their backing to the bill earlier this month, but they've now withdrawn their support. CDT Senior Counsel Harley Geiger said, "The Leadership of the House is demonstrating that it wants to end the debate about surveillance, rather than end bulk collection. As amended, the bill may not prevent collection of data on a very large scale in a manner that infringes upon the privacy of Americans with no connection to a crime or terrorism. This is quite disappointing given the consensus by the public, Congress, the President, and two independent review groups that ending bulk collection is necessary." Robyn Greene of the Open Technology Institute added, "We are especially disappointed by the weakening of the language intended to prohibit bulk collection of innocent Americans’ records. Although we are still hopeful that the bill’s language will end the bulk collection of telephone records and prevent indiscriminate collection of other types of records, it may still allow data collection on a dangerously massive scale. Put another way, it may ban ‘bulk’ collection of all records of a particular kind, but still allow for ‘bulky’ collection impacting the privacy of millions of people. Before this bill becomes law, Congress must make clear—either through amendments to the bill, through statements in the legislative record, or both—that mass collection of innocent people’s records isn’t allowed."

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21 May 19:25

PT decidiu dialogar com o caos e agora colhe os frutos

by giinternet

Mais um dia de caos na cidade de São Paulo em razão da greve de uma parte dos motoristas e cobradores de ônibus. Sim, leitores, parte da responsabilidade deve ser atribuída a um grupo dissidente do sindicato que representa a categoria. Mas essa é só a causa imediata, superficial. Existe o contexto em que se dá essa manifestação, existe o que a gente chama de caldo de cultura, existe o meio em que vicejam, em que se desenvolvem e em que prosperam os micro-organismos da desordem.

E aí nós vamos ter de chegar ao Palácio do Planalto, onde despacha a excelentíssima senhora presidente da República. Em fevereiro, o MST promoveu uma pancadaria na Praça dos Três Poderes e ameaçou invadir o Supremo. Sabem quem financiava a presença do movimento na capital federal? O BNDES e a Caixa Econômica Federal. No dia seguinte, eles foram recebidos por Dilma, que também resolveu bater um papinho em São Paulo com os depredadores contumazes da ordem do MTST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.

No Brasil do PT — sim, do PT! — é assim: quem promove a desordem, quem quebra, quem bate, quem paralisa a cidade, quem, em suma, manda a lei às favas é recebido pelas autoridades e tem patrocínio de estatais. Agora os grupos de pressão se perguntam: “Como fazemos para ser ouvidos?”. E logo concluem: “Ah, vamos fazer uma baderna”. E aí são ouvidos.

Enquanto os paulistanos, ontem, eram massacrados pela incompetência e pela violência, o prefeito Fernando Haddad estava num programa de televisão, ao vivo, fazendo sabem o quê? Exaltando as maravilhas de sua administração e falando mal do PSDB e do governo do Estado. Em entrevista a um jornal, Jilmar Tatto, secretário dos Transportes, preferiu acusar a PM, que, segundo ele, não estaria agindo com a devida dureza. A Secretaria de Segurança Pública o contestou duramente (leiam post a respeito).

Eis o PT, sempre transferindo responsabilidades e buscando atribuir aos outros as culpas que são suas. Há coisa de uma semana, Gilberto Carvalho, o ministro encarregado de fazer o tal diálogo com os movimentos sociais, afirmou que o país não precisava de uma lei para punir atos criminosos como os desses sindicalistas. Ainda agora, segundo ele, é preciso dialogar. Entenderam? O PT quer que a Polícia Militar desça o porrete nesses baderneiros, nesses vândalos, nesses criminosos, para que os petistas possam, depois, afagá-los, recebê-los para um papinho e, de quebra, atacar a… PM! Ou não é assim que eles funcionam?

A verdade é que Dilma nunca falou duro com os baderneiros, com os vândalos, com aqueles que escolhem o caminho da ação criminosa. Nos seus sucessivos pronunciamentos, inclusive fora do Brasil, trata-os como defensores da democracia. E depois a bomba tem de estourar nas costas das Polícias Militares nos vários estados.

De resto, o PT está experimentando um pouco do remédio, ou do veneno, que ele sempre ministrou. Como o partido tem o controle de mais da metade do movimento sindical brasileiro, sempre usou a greve e a baderna para desestabilizar seus adversários. Em 2010, em plena campanha eleitoral, a presidente da Apeoesp liderou uma paralisação em São Paulo, prometeu quebrar a espinha de José Serra e se encontrou, à noite, com Dilma Rousseff, que era, então, candidata à Presidência.

Está já em curso um sindicalismo que consegue ser ainda mais nefasto, porque mais radical. Sim, meus caros, existem leis para enquadrar os desordeiros e lhes dar as devidas penas pelo mal que causam, mas não são aplicadas.

O governo Dilma e os petistas decidiram dialogar com o caos e tentar usá-lo a seu favor. Estão agora colhendo os frutos. A única coisa que eu lamento é que os prejudicados sejam exatamente os mais pobres e os que mais dependem do serviço público. O PT colhe o fruto podre do incentivo à desordem institucional.

21 May 15:41

Piling Cliché Upon Cliché

by Brandon McGinley

In the past two days, federal courts have redefined marriage in two states: Oregon and Pennsylvania. No one should be surprised by this; though the Supreme Court’s decision in Windsor v. U.S., which struck down the federal Defense of Marriage Act, could be shrewdly navigated so as to permit state definitions of marriage to survive scrutiny, it was unlikely that any federal judge would bring attention to himself by defying the accumulating mass of pro-same-sex marriage rulings.

On the other hand, it is proving very likely that federal judges will try to bring attention to themselves by authoring decisions designed more for the saccharine viral content website Upworthy than the U.S. Reports. The efforts of U.S. District Judges Michael J. McShane and John E. Jones III in Oregon and Pennsylvania, respectively, serve as excellent distillations of the state of the same-sex marriage movement.

The movement for same-sex marriage finds itself in an awkward position. On the one hand, a great part of the appeal of the movement is the sensation of being a member of the historical vanguard. On the other hand, it’s hard to imagine a more mainstream and culturally powerful cause than that for gay marriage. This provides, in the short term, an extraordinary attractiveness: the opportunity to earn progressive plaudits with no risk to one’s social standing. More than that, this sets up a system of incentives that rewards the most emotionally striking rhetoric, whether in favor of same-sex marriage or against its opponents.

This has played out not just on Facebook and Twitter, but in the courtroom. The decisions elevate the cultural and legal conventionality of same-sex marriage, but they are also sprinkled with painful purple prose that seems designed to earn media acclaim and to recapture the fading moral urgency of the cause.

Judge McShane opens his opinion with a lengthy discussion of just how normal the plaintiffs are. They love one another. They’re in a committed relationship. They’re financially successful. They pay taxes. Meanwhile, the “state affords the same set of rights and privileges to Tristan and Isolde that it affords to a Hollywood celebrity waking up in Las Vegas with a blurry memory and a ringed finger.” The argument (such as it is) is downright conservative: Judge McShane, à la Andrew Sullivan, sets up same-sex marriage as a bastion of moral and civic virtue against the squalor of the wider culture.

This conservatism is also represented in the legal argument. In the wake of decisions such as Romer v. Evans, Lawrence v. Texas, and Windsor, Judges McShane and Jones rely heavily on precedent. We are no longer in the days when precedent is an obstacle to be overcome in order to vindicate “LGBT rights.” These decisions position themselves, rightly or wrongly, as part of a new constitutional tradition, not in opposition to an old one.

Legal decisions that favor culturally ascendant concepts by way of appeals to precedent are usually not terribly exciting. Again, no sane person expected the Oregon or Pennsylvania cases to come out differently than they did. In Portland, no one even defended the state’s marriage laws. In Harrisburg, the governor’s office of general counsel would have preferred to walk on hot coals. And yet both decisions have the obnoxious feeling that they have the weight of History on their shoulders.

Judge McShane has earned praise for his gratuitous five-paragraph closing, during which he tries frantically to climb out of the bourgeoisie and back to the vanguard. He describes the linear progress of the LGBT movement, and gently pats same-sex marriage opponents on the head, saying that “it is not surprising” that we want to place our “religious or moral objections” in the law. He wraps up the opinion with all the faux profundity of a self-indulgent Advanced Placement essay:

Where will all this lead? I know that many suggest we are going down a slippery slope that will have no moral boundaries. To those who truly harbor such fears, I can only say this: Let us look less to the sky to see what might fall; rather, let us look to each other . . . and rise.

It sounds more like a séance than a call to action.

Not to be outdone, though, Judge Jones reached into his (apparently quite shallow) bag of clichés and emerged with this closing: “We are a better people than what these laws represent, and it is time to discard them into the ash heap of history.” One would imagine that a movement with such apparent moral force would be blessed with more creative scribes.

Slate blogger Mark Joseph Stern, who described McShane’s mess as “eloquent” and Jones’s platitude as “beautiful,” did manage to pin down exactly what’s happening here: “These judges know this is their shot at a very specific kind of immortality, and they seem to be in subtle competition with each other to write the one marriage equality opinion that history remembers.” In other words, they’re doing the major league version of what your politically apathetic ex-roommate does when she posts encomia to “marriage equality” with BuzzFeed News links on Facebook.

This is pathetic, but understandable. Purple prose like McShane’s and Jones’s flatters the moral vanity of same-sex marriage supporters, who eagerly await each new affirmation. For example, BuzzFeed reporter Chris Geidner’s tweet including Jones’s closing bromide has been retweeted more than a thousand times.

Of course, though, this drive to reach the rhetorical summit comes at a cost: blindness to the rationality of anyone who would disagree. And on this, for once, Judge McShane said it best, as his flourish boomerangs: “With discernment we see not shadows lurking in closets or the stereotypes of what was once believed . . .”

“Stereotypes of what was once believed” are exactly what his opinion, and Jones’s opinion, and countless other hymns to equality trade on. And as same-sex marriage’s mainstream momentum continues to grow, with it will grow the incentive to reinforce those stereotypes, if only to maintain the pretense that the movement is a righteous crusade against a malicious Other.

Brandon McGinley is a 2010 graduate of Princeton University. He writes from Pittsburgh, where he works for the Pennsylvania Family Institute and lives with his wife and daughter.

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21 May 09:28

Uma esfinge sem segredos chamada Teori Zavascki. Ou: Ninguém entendeu a jabuticaba jurídica do doutor. E os que acham que entenderam estão estupefatos! Está livre o homem que mais assustava o governo

by giinternet
Teori Zavascki, a esfinge: a esta altura, já não há assim tantos segredos...

Teori Zavascki, a esfinge: a esta altura, já não há assim tantos segredos…

O ministro Teori Zavascki protagonizou uma das cenas mais patéticas da história do Judiciário brasileiro em muitos anos. Ninguém entendeu nada. Ou todo mundo entendeu tudo. Num caso ou noutro, a reação é de perplexidade. Conversei ontem com alguns operadores do direito: juízes, advogados, promotores, pessoas de tendências diversas.

Está todo mundo de queixo meio caído, muitos achando que o país começa a flertar com uma forma muito particular de insegurança jurídica que, na superfície, parece ser apenas idiossincrática; na essência, talvez seja coisa muito pior. Comecemos a história pelo fim: dadas todas as pessoas que estavam presas pela Operação Lava-Jato — e que o ministro Zavascki mandou soltar, para depois recuar —, só uma ficou mesmo fora da cadeia: Paulo Roberto Costa. Trata-se do ex-diretor da Petrobras que representa o elo entre três frentes de um escândalo: a Petrobras, o doleiro Alberto Youssef e partidos políticos. Se era para soltar alguém, ninguém pior do que ele: foi preso no momento em que destruía provas.

Agora pensemos um pouco nas circunstâncias. O natural seria que o advogado de um dos três parlamentares com foro especial por prerrogativa de função recorresse ao Supremo alegando que seu cliente tinha o direito de ser investigado pelo tribunal superior. E quem são os três? Os deputados André Vargas (ex-PT-PR), Luiz Argôlo (SDD-BA) e Cândido Vaccarezza (PT-SP). Em vez disso, quem tomou a iniciativa de indicar a eventual impropriedade foi o defensor de… Paulo Roberto da Costa. Já há aí, vamos convir, material suficiente para estranhamento.

Zavascki, então, condescende com a argumentação — E NOTEM QUE, ATÉ AQUI, ESTAMOS DENTRO DE UMA ARGUMENTAÇÃO TECNICAMENTE RAZOÁVEL — e decide, então, solicitar o envio de todos os autos ao Supremo. Havendo, de fato, entre os investigados, pessoas com direito ao foro diferenciado, é razoável que a investigação seja conduzida pelo STF. Posso até achar, sim, que havia risco de fuga desse ou daquele — e já vimos isso acontecer, não é? —, mas notem: a decisão, ainda nesse ponto, é tecnicamente defensável, embora Zavascki pudesse, quando menos, ter arbitrado uma fiança. Como os investigados não foram ainda condenados, não podem ficar presos indefinidamente. Tudo indica que não têm mais como prejudicar as investigações. Então, vá lá, que fossem soltos.

Ocorre que a decisão gerou uma compreensível reação de indignação, e a Justiça do Paraná lembrou ao ministro as circunstâncias que envolviam alguns dos investigados. O que faz, então, Zavascki? Volta atrás, determina que todos permaneçam em cana, menos um: Paulo Roberto Costa. Por quê? Está aí um segredo que talvez deva morrer com ele? Justificar essa decisão apenas com o fato de que, afinal, foi seu advogado quem entrou com a reclamação vai um pouco além do ridículo. Antes que continue, quero abrir um parêntese importante.

Desmembramento da investigação
As leis brasileiras já não são um exemplo de clareza e coerência, e decisões tomadas pela Justiça começam a deixar tudo ainda mais confuso. Notem bem: pessoalmente, acho ilógico — além de não encontrar nada na lei que o justifique — o desmembramento de uma simples investigação. O que quero dizer com isso? Digamos que um deputado federal seja acusado de cometer um crime em parceria com um sujeito sem direito a foro especial. Faz sentido que o parlamentar seja investigado pelo Supremo, e o outro, pela Justiça comum? Imaginem: um pode acabar réu, e o outro não! Foros distintos podem tomar decisões distintas sobre o mesmo crime. Quando já se tem o processo, vá lá. Mesmo assim, pode-se chegar a estranhos resultados, não é? Começo a encerrar o parêntese, voltando a Zavascki.

Reitero: há sentido técnico em requisitar os autos e determinar a soltura dos presos, desde que tomadas algumas medidas prudenciais, de cautela — e uma pesada fiança (está na lei) seria uma delas. O QUE NÃO FAZ SENTIDO NENHUM E O QUE NINGUÉM, DEFINITIVAMENTE, CONSEGUE EXPLICAR É POR QUE ELE DETERMINOU, DE NOVO, A PRISÃO DE TODO MUNDO, MENOS DE UM.

E não há como ignorar que Paulo Roberto Costa é justamente a personagem que, potencialmente, mais ameaça o, digamos, statu quo e o governo. Ele está no grupo que tomou decisões sobre Pasadena. Ele está no grupo que tomou decisões sobre a refinaria de Abreu e Lima; ele era um dos elos da estatal com os partidos políticos.

Texto publicado originalmente às 4h06
21 May 03:08

The Anglican Wannabe Fallacy

by George Weigel

Prior to April 27’s canonization-doubleheader, I taped a lengthy interview with the Australian Broadcasting Corporation, discussing both John XXIII and John Paul II. The ABC was kind enough to send transcripts of the programs it did on these giants of modern Catholicism, so I was able to read what others had to say about the Church’s two newest saints. Much of it was interesting, but some comments verged on the bizarre.

Dr. Lavinia Byrne (for those unfamiliar with the higher echelons of the British Catholic commentariat) is a former nun whose refusal to concede that the question of ordaining women to the ministerial priesthood was definitively settled by John Paul II in 1994 led to difficulties with the Congregation for the Doctrine of the Faith, and her eventual departure from religious life. Dr. Byrne was one of those interviewed for the ABC program on John Paul II, and while her animus toward the Polish pope was entirely predictable, what struck me was the following statement, which she made toward the end of the program:

If in the 1990s, the [Catholic] Church had followed the example of the Anglican communion and had accepted the ordination of women, it would look very different nowadays. . . . Had there been ordination of women we would not have had parishes that are starved of the sacraments because there simply aren’t enough young men coming forward who are prepared to be celibate and prepared to labor on their own.

There, in brief, is the Fallacy of Wannabe Anglicanism.

If the experience of Anglicanism in Great Britain is the measure Dr. Byrne proposes, then it is certainly true that “the Catholic Church . . . would look very different nowadays” if “in the 1990s [it] had followed the example of the Anglican communion and had accepted the ordination of women”—it would look empty. For that is how most Anglican churches in Britain today look on Sunday: empty. There are, of course, many reasons for the collapse of Anglican faith and practice in the U.K.; but there isn’t the slightest shred of evidence that that collapse has been slowed, much less reversed, by the Church of England’s decision to admit women to its ordained ministry.

On the contrary, that decision was of a piece with the general doctrinal meltdown of the Anglican leadership in the so-called First World, which began in earnest when the 1930 Lambeth Conference (a decennial meeting of Anglican bishops) accepted the morality of contraceptive sex, and has continued apace ever since. Thus when the head of the Anglican Communion, Robert Runcie, engaged in an extended correspondence with John Paul II and Cardinal Johannes Willebrands (the Vatican’s chief ecumenist) in the 1980s, Runcie leaned heavily on sociological arguments about changing gender-patterns of leadership in society to buttress his attempt at a theological explanation of why the Church of England was moving toward ordaining women to its ministry—a “radical innovation,” John Paul and Willebrands had warned, that would do grave damage to what was once the most promising of the bilateral ecumenical dialogues.

The Church of England went ahead with the “radical innovation;” the quest for full communion between Canterbury and Rome suffered a grave blow; North Atlantic Anglicanism continued to hemorrhage active congregants.

Hard experience should have taught us by now that there is an iron law built into the relationship between Christianity and modernity. Christian communities that know and defend their doctrinal and moral boundaries (while extending the compassion of Christ when we fail to live within those boundaries, as we all do) survive in modernity; some actually flourish and become robustly evangelical. Conversely, Christian communities whose doctrinal and moral boundaries are eroded by the new orthodoxy of political correctness, and become so porous that it becomes impossible to know if one is “in” or “out,” wither and die. 

That is the sad state of Anglicanism in the North Atlantic world today: Even splendid liturgical smells-and-bells can’t save an Anglicanism hollowed out by the shibboleths of secular modernity. Why British Catholics like Lavinia Byrne can’t see this is one of the mysteries of the 21st-century Church.

George Weigel is Distinguished Senior Fellow of Washington’s Ethics and Public Policy Center. His previous articles can be found here.

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21 May 02:21

Jilmar Tatto, secretário de Haddad, resolve jogar o caos da cidade nas costas da PM. Secretaria de Segurança responde. Então vamos lembrar quem é que tem, digamos, laços antigos com o setor de transportes

by giinternet

Jilmar Tatto, o secretário de Transportes da cidade de São Paulo, é um homem historicamente ligado ao setor. Ligado até demais. E já circularam informações de que essa ligação pode não ser exatamente virtuosa. Já chego lá. Nesta terça, diante do caos promovido por motoristas e cobradores em greve, que fecharam 15 terminais na cidade, levando a mobilidade ao colapso, ele resolveu achar um culpado. Sabem quem? A PM!!! Numa de suas declarações infelizes, acusou “passividade” da corporação. O que será que Tatto queria? Que os policiais militares assumissem pessoalmente a condução dos ônibus?

Afirmou o secretário:
“Acionamos a Polícia Militar para que ela cumpra uma decisão judicial de que, todas as vezes que tiver obstrução do ônibus, por se tratar de um serviço essencial, que ela possa agir. O que não pode é um serviço essencial ser paralisado sem avisar o usuário. De manhã, todos foram trabalhar usando o transporte público, e o usuário da cidade de São Paulo é muito dependente do transporte sobre pneus, e, durante o dia, foram surpreendidos sem ônibus para voltar para casa.”

A secretaria de Segurança Pública emitiu uma nota oficial em que responde com a devida dureza às críticas de Tatto. Leiam a íntegra. Volto em seguida.

A liminar a que se refere o secretário de Transportes do Município de São Paulo Jilmar Tatto foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, na última sexta-feira (16/05). Ainda que não tivesse sido, o secretário deveria saber que não interessa à opinião pública jogar sobre os cidadãos ou sobre outras esferas de governo uma responsabilidade que lhe é exclusiva. Suas declarações sobre a ação da polícia estadual em uma greve municipal são um escárnio. Não existe autoridade com maior proximidade com a complexa interação entre os transportes coletivos convencional e alternativo do que o Sr. Secretário Jilmar Tatto. Basta ao secretário, considerando sua experiência no assunto, fazer o seu trabalho, que é o de negociar. A Polícia Militar de São Paulo trabalha em conjunto com o prefeito Fernando Haddad, com quem tem uma excelente relação, sempre que acionada e dentro de suas atribuições.

Se ainda valesse, a liminar mencionada pelo secretário Jilmar Tatto não tinha como objeto obrigar policiais, que nem habilitação compatível para dirigir ônibus possuem, a conduzir os coletivos para desobstruir as vias. Na ocasião, a liminar foi concedida para que as manifestações de rua não obstruíssem a circulação dos ônibus. A solução legal, óbvia e legítima tem que vir da autoridade de trânsito — do qual o secretário Jilmar Tatto é chefe —, por meio de guinchos e motoristas ou servidores que possam remover os ônibus. A Polícia Militar reforçou o policiamento nos terminais e locais de grande concentração de pessoas, inclusive para garantir o trabalho de remoção.

Secretaria da Segurança Pública

Retomo
Resposta muito bem dada, não é? Afinal, terei eu de lembrar que Jilmar Tatto tem dois aliados importantes que são, digamos assim, ligados à área de transporte? Um é o deputado estadual Luiz Moura, um ex-presidiário que não cumpriu os 12 anos a que estava condenado porque se tornou um fugitivo. Hoje, é deputado petista. Outro é Senival Moura, vereador, também do partido, irmão de Luiz.

O agora deputado estadual se fez líder dos perueiros, uma área que a família Tatto conhece muito bem. Sempre me lembro de uma reportagem publicada pela VEJA em junho de 2006. Segue em azul. E paro por aqui. Por enquanto. Suspeito, no entanto, que esse assunto ainda vai render.
*
Sempre se soube que uma das principais fontes de renda do PCC, organização criminosa formada por presos e ex-presos das cadeias paulistas, era o mercado de lotações – ou de peruas, como são genericamente chamados os microônibus e as vans que circulam por São Paulo como uma alternativa ao transporte público coletivo. O PCC não só domina parte das linhas do sistema como também extorque cooperativas que, sem ligação com ele, operam no setor. Há três semanas, a polícia prendeu Luiz Carlos Efigênio Pacheco, presidente da Cooper Pam, uma das principais cooperativas de perueiros da capital paulista, suspeita de ligação com a organização criminosa. Conhecido como “Pandora”, o perueiro é acusado de ter financiado, com dinheiro de lotações, uma tentativa frustrada de resgate de preso de uma cadeia de Santo André (região do ABC paulista), em março passado. Detido, ele negou pertencer ao crime organizado, mas admitiu a infiltração do PCC no setor perueiro e disse que foi por ordem de Jilmar Tatto, ex-secretário de Transportes da prefeita Marta Suplicy, que sua cooperativa incorporou integrantes da organização criminosa. As duas afirmações, graves, constam do depoimento que Pandora deu formalmente à polícia. Uma terceira informação, porém, ainda mais grave, ficou de fora do inquérito. Ela foi dada por Pandora ao delegado Marcelo Fortunato, que o prendeu. Segundo disse o presidente da Cooper Pam, o ex-secretário de Marta recebeu 500.000 reais para favorecer um grupo de perueiros ligados ao PCC no processo de licitação para a exploração da região sul da capital. Tatto, candidato a deputado federal pelo PT, teve a prisão preventiva pedida pelo delegado, mas a Justiça ainda não apreciou o pedido. Pandora foi solto na quinta-feira (15), depois de passar dez dias preso.

Ele e Jilmar Tatto são velhos amigos – conhecem-se desde a infância. O perueiro, que nasceu em uma favela do bairro de Capela do Socorro (região sul da capital), costumava jogar bola com Tatto e seus irmãos, que moravam no mesmo bairro. Adultos, os dois mantiveram a amizade. A nomeação de Tatto como secretário de Transportes da gestão Marta coincidiu com a ascensão de Pandora no mercado perueiro. Ele, que começou trabalhando como motorista em Guarulhos, tornou-se uma liderança no setor. O padrão de vida que ostenta hoje faz supor que ser presidente de cooperativa de perueiros é um negocião. Pandora dirige um Golf blindado, anda acompanhado por cinco seguranças e mora em um condomínio de luxo à beira da Represa de Guarapiranga, equipado com um intricado sistema de segurança, dois campos de futebol, três quadras poliesportivas e lagos para pesca e prática de esportes náuticos. Era lá que, antes de ser preso, ele e Tatto jogavam peladas e faziam churrascos nos fins de semana.

Até a gestão de Celso Pitta, os perueiros rodavam clandestinamente em São Paulo. Foram legalizados na administração de Marta Suplicy. Na ocasião, os motoristas interessados em trabalhar de forma oficial foram orientados a se organizar em consórcios. A prefeitura dividiu a cidade em oito regiões e coube a Tatto, então secretário de Transportes, coordenar o processo de licitação que distribuiu os lotes. Foi pouco antes disso que o PCC se infiltrou no setor. Presos recém-saídos da cadeia viram no mercado de lotações uma alternativa de trabalho promissora. A notícia de que surgia, nas periferias da cidade, um comércio com alto giro de dinheiro vivo logo chegou aos presídios. De lá, integrantes do PCC passaram a associar-se a líderes das cooperativas. Hoje, a organização criminosa está presente em linhas que cobrem, principalmente, as regiões sul e leste da capital.

Na semana passada, por meio de nota distribuída à imprensa, Jilmar Tatto negou que tenha envolvimento com o PCC ou com cooperativas ligadas ao crime organizado. Para ele, seu pedido de prisão tem “cunho político”. Homem de confiança de Marta Suplicy, Tatto foi também secretário de Abastecimento, de Implementação de Subprefeituras e de Governo da ex-prefeita. Seria o seu coordenador de campanha caso Marta tivesse obtido o apoio do partido para disputar o governo de São Paulo. Jilmar Tatto é o penúltimo filho de uma família de dez irmãos – cinco dos quais têm ou tiveram cargos importantes no PT. Arselino Tatto, um dos mais velhos, também foi peça-chave para a administração de Marta em São Paulo. Ele presidiu a Câmara dos Vereadores em 2003 e 2004 e foi, juntamente com Jilmar, responsável pelos acordos feitos com vereadores para a votação de projetos prioritários para a gestão da petista (aquela que, suspeita o Ministério Público, inaugurou a moda do mensalão – distribuição de propina em troca de apoio político). Juntos, Arselino e Jilmar Tatto também respondem por quinze acusações de fraudes e irregularidades administrativas, todas igualmente sob investigação no Ministério Público.

Ao ser solto, no último dia 15, Pandora, cabisbaixo, disse aos policiais ter certeza de que será morto pelo PCC. Seria queima de arquivo. Ele é peça fundamental na investigação que se inicia agora e que representa o primeiro passo para abrir a milionária caixa-preta que é o mercado de lotações de São Paulo, cujo faturamento anual chega a 900 milhões de reais. Saber até que ponto ele já se tornou uma espécie de braço legal do PCC – e, sobretudo, quais são as forças que acobertam essa ligação – será o principal desafio da polícia.

Encerro
Se Tatto perdeu o contato com a área de transportes, talvez possa pedir ajuda aos irmãos Moura. Quem sabe eles conheçam uma turma de bambas que possa contribuir para pôr fim à crise. 

21 May 00:09

Senado aprova cotas para negros no serviço público; Dilma vai sancionar o absurdo proposto por ela mesma

by giinternet

E, para a surpresa de ninguém, foi aprovado pelo Senado o projeto de lei enviado pelo Executivo que reserva 20% das vagas em concursos públicos para negros e mestiços — ou “afrodescendentes”, como se diz na linguagem politicamente conveniente, que é, como sabemos, incorreta politicamente porque se trata de matéria de militância, não de matéria de fato. A propósito: um “mestiço”, chamado “pardo” pelo IBGE, não é também eurodescendente?

A reserva vale para concurso com mais de três vagas, só para os processos de seleção criados depois da aprovação da lei, que segue para a sanção certa de Dilma. A regra passa a valer para todos os concursos da administração pública federal, direta e indireta, estatais, fundações, autarquias e empresas de economia mista, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Como a esquizofrenia legal é a regra por aqui, se ficar constatado que o candidato fraudou a sua autodeclaração, ele poderá ser eliminado do concurso ou mesmo perder o cargo se já tiver sido nomeado. Muito bem! Mas como fazer isso sem definir, afinal de contas, o que é um afrodescendente?

Ora, por uma série de fatores genéticos, alguém de pele branca e cabelo claro pode, sim, ser um “afrodescendente”. Caso se desconfie de que está mentindo, qual será o caminho? Obrigá-lo a provar a sua ascendência, como se fazia na Alemanha nazista? Se o IBGE se contenta com a autodeclaração, e o agente do instituto é obrigado a aceitar o que diz o entrevistado, por que seria diferente num concurso?

É claro que a lei, acho eu, viola o fundamento da igualdade perante a lei, expresso na Constituição, a exemplo de qualquer política de cota racial. Mas essa questão, infelizmente, já está superada — o Supremo disse que é constitucional. Respeito a decisão, mas discordo.

Vá lá que, no caso das cotas raciais nas universidades, ainda se possa dizer que se criam condições desiguais de acesso para corrigir distorções, de sorte que, oferecendo igual instrução, se possam igualar as competências. É um jeito torto de fazê-lo, mas tem lá seu lado defensável, embora frágil.

No caso do serviço público, aí a coisa beira o ridículo. Trata-se de contratar uma mão de obra profissional. Qualquer procedimento que não seja a seleção do mais capaz, tenha lá que cor de pele for, se estará malversando dinheiro público — de brancos e de pretos, de ricos e de pobres, de homens e de mulheres.

Se há a desculpa de que a universidade iguala as competências porque é uma fase de aprendizado, note-se que um servidor oferece ao Estado aquilo que já sabe, a competência que já tem. Preterir o mais competente por causa da cor da pele é uma agresaõ ao bem público. Mas quem vai ter a coragem de dizer “não”?

20 May 23:09

Movimentos sociais e sindicatos decidiram que são, definitivamente, o nosso inferno

by giinternet

Já não são seis terminais fechados de ônibus em São Paulo, mas 15. A cidade está um caos. Duzentos e setenta quilômetros de congestionamento, creio que o recorde do ano.

O filósofo francês Jean-Paul Sartre é autor de frase famosa: “O inferno são os outros”. Ele não pensava em questões sociais, econômicas ou políticas quando fez essa afirmação. Referia-se apenas a questões existenciais. Afinal, sabemos que os outros constituem o principal limite ao exercício da nossa vontade.

No Brasil, os chamados movimentos sociais e sindicais decidiram que vão ser o inferno da mulher e do homem comuns, daqueles que trabalham, que estudam, que trabalham e estudam.

A cidade é um sistema; é um organismo vivo. Se um órgão deixa de funcionar, ela toda entra em colapso. Já enfrentei o diabo no metrô na tarde desta terça. Além da greve de motoristas, professores da rede municipal de ensino se concentraram na Paulista e decidiram seguir até a Prefeitura, paralisando artérias da cidade.

Num outro canto, o buliçoso MTST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, invadiu a sede da construtora Viver, dona do terreno em que se instalou a invasão “Copa do Povo”.

Cada movimento, cada grupo social, cada facção, cada seita — e todos eles reunidos — têm a ambição de impor aos outros a sua vontade, tornando o coletivo refém de suas demandas particulares.

É claro que existe o direito à reivindicação; é claro que existe o direito à livre manifestação, mas eles não são superiores ao direito de ir e vir.

A culpa é dos Poderes Constituídos, sim. Culpado é o Congresso que, até agora, não regulamentou o direito de greve de servidores públicos e de trabalhadores de concessionárias, como os motoristas. Há dois projetos no Senado: um bom, do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP); outro péssimo, do senador Paulo Paim (PT-RS). Escrevi a respeito nesta manhã.

A culpa é do Executivo federal, que flerta com todos os movimentos sociais e se ajoelha diante de suas demandas. E também tem culpa a Justiça, que tende a não punir quem, escancaradamente, viola a lei sob o pretexto de reivindicar. Quem paga o pato? Você! Você que trabalha. Você que estuda. Você que trabalha e estuda e se torna refém de violadores contumazes da lei.

20 May 23:09

Why Lavabit Shut Down

by Soulskill
An anonymous reader writes "Ladar Levison, founder of the encrypted email service Lavabit that shut down last year because of friction with U.S. government data requests, has an article at The Guardian where he explains the whole story. He writes, 'My legal saga started last summer with a knock at the door, behind which stood two federal agents ready to to serve me with a court order requiring the installation of surveillance equipment on my company's network. ... I had no choice but to consent to the installation of their device, which would hand the U.S. government access to all of the messages – to and from all of my customers – as they traveled between their email accounts other providers on the Internet. But that wasn't enough. The federal agents then claimed that their court order required me to surrender my company's private encryption keys, and I balked. What they said they needed were customer passwords – which were sent securely – so that they could access the plain-text versions of messages from customers using my company's encrypted storage feature. (The government would later claim they only made this demand because of my "noncompliance".) ... What ensued was a flurry of legal proceedings that would last 38 days, ending not only my startup but also destroying, bit by bit, the very principle upon which I founded it – that we all have a right to personal privacy.'"

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20 May 21:09

Não custa lembrar: homem que Teori mandou soltar foi preso destruindo provas

by giinternet

Não custa lembrar: Paulo Roberto Costa, que o ministro Teori Zavascki resolveu manter fora da cadeia, foi preso destruindo provas. Nunca antes na história deste Supremo, um preso nessas condições foi posto em liberdade. Ou Zavascki não sabe direito o que está fazendo, uma hipótese ruim, ou sabe demais, uma hipótese pior.

 

 

20 May 18:36

Teori Zavascki é o rei da confusão ou o rei do método? Fato: A personagem mais incômoda para o PT está solta

by giinternet

Antes, as decisões do ministro Teori Zavascki, do Supremo, eram incompreensíveis. Depois, elas começaram a se tornar ainda mais incompreensíveis. Se alguém conseguir explicar por que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, está solto, e os demais envolvidos na Operação Lava Jato, presos, ganha uma passagem só de ida para Pasárgada, onde será amigo do rei e terá as mulheres que quiser, na cama que escolher. Como se lê nos dois posts anteriores, o ministro voltou atrás da própria decisão, com menos de 24 horas entre uma manifestação e outra, e decidiu que fica todo mundo preso — menos Costa. Idiossincrasia? Falta de método? Excesso de método? Vai saber.

Sim, o ministro solicitou que os autos sejam remetidos para o Supremo para decidir se haverá ou não desmembramento do processo, já que há dois investigados com foro especial por prerrogativa de função. Até aí, bem. Mas por que ele havia decidido soltar todo mundo mesmo? E por que, agora, ele diz que todo mundo fica em cana, menos um? E esse “um” não é um cara qualquer: trata-se justamente do elo entre o doleiro, a Petrobras e os partidos políticos.

“Ah, é que foi o advogado de Costa o reclamante”, poderia responder alguém. Sim, e daí? Tivesse ele um papel meramente marginal no esquema, sem relevância, vá lá. Mas, até onde se conhece, não é bem isso o que está caracterizado. Raramente vi tamanha trapalhada — e não é a primeira vez que Teori age de modo, vamos dizer, muito particular, né? Vamos ver:
- o ministro poderia ter requisitado os autos sem mandar soltar ninguém, mas mandou soltar todo mundo;
- que razões havia ontem para soltar que desapareceram hoje?

Ou Teori está muito atrapalhado ou não está nada atrapalhado. Com todo esse imbróglio, vejam aí, acabou ficando fora da cadeia só o ex-diretor da Petrobras. E por quê? Ah, porque seu advogado decidiu recorrer ao Supremo alegando que o caso deveria ter sido enviado àquela Corte em razão do foro especial dos parlamentares. E como isso explica a liberdade de Costa? Não explica.

Na cabeça de Teori
Vocês se lembram, não? Cada crime tem uma pena mínima e uma pena máxima. O juiz define uma pena-base, a partir da qual se verificam agravantes e atenuantes. Muito bem! Um criminoso pode ser condenado por mais de um delito — corrupção ativa e formação de quadrilha, por exemplo. A sua atuação como quadrilheiro pode ter sido mais efetiva do que como corruptor. Como a definição de penas é feita caso a caso, não há no direito — do Brasil ou de lugar nenhum do mundo — o princípio de que as penas devam ser proporcionais.

Teori levou essa novidade para o julgamento do mensalão. Se prosperasse, seria preciso praticamente rever toda a dosimetria das penas, e o julgamento se arrastaria para as calendas. Eu espero, sinceramente, que tudo isso seja só atrapalhação. Mas como saber?

Teori é o rei da confusão ou do método? Fato: a personagem mais incômoda para o petismo está solta.

20 May 18:36

Na farsa disfarçada de CPI, Gabrielli agora poupa Dilma, contrariando o próprio… Gabrielli. Ele também afirma o oposto do que diz Graça Foster. Quem se importa?

by giinternet

José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras quando foi comprada a refinaria de Pasadena, prestou depoimento à CPI da Petrobras do Senado. A bancada de levantadores de bola é composta por 10 governistas. O único membro da oposição que compõe o grupo, Cyro Miranda (PSDB-GO), não compareceu. Duas outras vagas reservadas ao próprio PSDB e ao DEM não foram preenchidas. Esses partidos insistem na CPI Mista, menos controlada pelo governo.

Gabrielli foi lá e falou o que bem quis, sem ser contraditado. Em entrevista ao Estado, ele havia afirmado que Dilma não poderia se furtar a assumir a sua responsabilidade pela compra de Pasadena. Agora, mudou de ideia. Disse que a presidente não tem mesmo nada com isso. Segundo disse, “não compete ao conselho [esse tipo de análise] nem há possibilidade de entrar nos detalhes operacionais dos contratos”. Ah, bom.

O ex-presidente da estatal e atual secretário do governo Jaques Wagner não é e nunca foi um técnico. Trata-se de um militante político petista, de um prosélito agressivo e de um notório criador de caso. Aproveitou a CPI, acreditem, para atacar o governo FHC. Para ele, a questão relevante à época era esta: “Era ‘vale a pena expandir o refino no exterior’? Ou vamos continuar apenas na Bolívia e na Argentina, como encontramos do governo anterior? Era isso que a gente ia continuar, sendo os EUA o maior mercado em crescimento? Essa era a discussão na época. É evidente que hoje a discussão é outra”.

Perfeito! As circunstâncias, convenham, sempre explicam qualquer coisa. À diferença do que afirmou no próprio Congresso a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, segundo quem a compra de Pasadena foi, obviamente, um mau negócio, Gabrielli continua a sustentar que foi uma maravilha. Alguém vai se lembrar de opor uma declaração a outra? Não! isso seria para uma CPI que se levasse a sério.

A propósito, leitor: sempre que você fizer uma caca gigantesca por erro de cálculo, má-fé, pouco importa, não hesite: diga que as circunstâncias, no momento em que você fez a besteira, indicavam ser aquele o caminho certo. Se elas mudaram, que culpa tem você? Vejam bem… Tanto Napoleão como Hitler avaliaram as circunstâncias e acharam que o certo era avançar rumo à Rússia. Mas aí veio o inverno, as circunstâncias mudaram, e o resto da história vocês conhecem. Malditas circunstâncias!

20 May 14:49

Ministro do STF reconsidera decisão e Youssef e outros investigados da Lava-Jato ficam na prisão

by giinternet

Por Mario Cesar Carvalho, na Folha Online:
O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki reconsiderou decisão que havia proferido nesta segunda-feira e manteve 11 presos da Operação Lava Jato que mandara soltar. Com a mudança, segue preso o doleiro Alberto Youssef, acusado pela Polícia Federal de comandar um esquema de lavagem que movimentou R$ 10 bilhões. A Folha obteve a decisão de Zavascki na manhã desta terça-feira (20). O único preso que foi liberado pelo ministro foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele deixou a superintendência da PF em Curitiba na tarde desta segunda-feira (19). O ministro decidira soltar todos os 12 presos da operação em despacho deste domingo à noite (18).

O juiz federal Sérgio Moro havia pedido explicações do alcance da decisão ao ministro. Apontou que um dos presos, Rene Luiz Pereira, estava envolvido com o tráfico de 750 quilos de cocaína e a lavagem do dinheiro resultante desse crime. Youssef também é acusado de ter participado, indiretamente, dessa remessa de cocaína para a Espanha. “Em face das razões e fatos destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se mantenham os atos decisórios, inclusive ao que se refere aos decretos de prisão”, escreveu o ministro na explicação que manteve as prisões.

20 May 14:27

The 69 Words GM Employees Can Never Say

by timothy
bizwriter (1064470) writes "General Motors put together its take on a George Carlin list of words you can't say. Engineering employees were shown 69 words and phrases that were not to be used in emails, presentations, or memos. They include: defect, defective, safety, safety related, dangerous, bad, and critical. You know, words that the average person, in the context of the millions of cars that GM has recalled, might understand as indicative of underlying problems at the company. Oh, terribly sorry, 'problem' was on the list as well."

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20 May 13:58

Check Your Speaker List

by Tricia Aven

The Telos Group works to offer a voice that is “genuinely pro-Israeli, pro-Palestinian, pro-American, and pro-peace, all at the same time.” These are admirable goals, and it is the Telos Group’s self-defined mission to strengthen the capacity of American Evangelicals “to help positively transform the Israeli-Palestinian conflict.” To this end, Telos provides many services, such as all-expenses paid pilgrimages to Israel, where they select speakers to address tour participants.

We can all agree that this is a conflict crying out for positive transformation. But the Telos Group can better achieve such a transformation if it pays more attention to the speakers they invite to speak on these pilgrimages. Telos should not get so caught up in the obvious need for work on this issue that it neglects to check the credentials of the people with whom they work.

For instance, Telos pilgrimage participants meet Rev. Mitri Raheb, the pastor of the Evangelical Lutheran Christmas Church in Bethlehem. Speaking at the “Christ at the Checkpoint” conference in Bethlehem in 2010, Raheb offered a racial theory to support his belief that Jews have no connection to the land of Israel:

Israel represents Rome of the Bible, not the people of the land. And this is not only because I’m a Palestinian. I’m sure if we were to do a DNA test between David, who was a Bethlehemite, and Jesus, born in Bethlehem, and Mitri, born just across the street from where Jesus was born, I’m sure the DNA will show that there is a trace. While, if you put King David, Jesus and Netanyahu, you will get nothing, because Netanyahu comes from an East European tribe who converted to Judaism in the Middle Ages.

The idea that Jews of European descent are not really Jews is an old anti-Semitic fabrication, often pulled out in the context of Israel and always highly offensive. This theory has been debunked by recent genetic studies such as Legacy: A Genetic History of the Jewish People.

But if Raheb is questionable, Archbishop Elias Chacour, the erstwhile Melkite Catholic Bishop of Galilee, is an outright anti-Semite who has frequently drawn comparisons between the state of Israel and Nazi Germany. In a presentation given at Calvin Theological Seminary in January 2010, Chacour made a number of statements that demonstrate his belief that his people, the Palestinians, are the indigenous people of Galilee and that Jesus was a Palestinian.

But unlike Raheb, who uses this assumption to argue that modern-day Israelis are not really Jews, Chacour argues that Jesus and his disciples were not Jews at all. He identifies the people of Galilee as distinct from the Jews when he talks about the gathering of the disciples in Jerusalem after the death of Jesus. He states that “the men from Galilee” were in an Upper Room and “the doors were locked out of fear from the Jews. I don’t know why the Jews frighten everybody with whom they live. Is that a problem I think?”

This is a blatantly anti-Jewish statement on more than one level. It is obviously inflammatory for Chacour to suggest that “Jews frighten everyone with whom they live.” But when he distinguishes the disciples as being distinct from the Jews by referring to them as “the men from Galilee,” he de-Judaizes the disciples even though such a position is in fact self-evidently wrong.

For example, the first and second chapters of the book of Acts make it clear that Jesus’s disciples were part of the crowd assembled in Jerusalem for the first Pentecost—a crowd the text identifies as Jewish. What the Church calls the Day of Pentecost was the Jewish Festival of Shavuot. Those who heard the disciples speak identified them as “Galileans” (Acts 2:7), which in that historical context also identified them as Jews.

Chacour might object he does not really intend to set up the disciples as non-Jews, but even setting them up against the Jews is incorrrect. The disciples were Jews who participated in the life and rituals associated with being Jewish—there’s no way to downplay that, and indeed no reason to do so (unless their Judaism makes you uncomfortable).

These are not accusations of bad faith. Telos’s leaders and allies believe they are serving the cause of peace and are helping American Evangelicals positively transform the Israeli-Palestinian conflict. But by aligning themselves with those who use a combination of racial theory and customized theology to promote a false narrative for the sake of Palestinian nationalism, the Telos Group is complicit in an ideological process that is not only anti-Israel, but one that leads to some very dark consequences.

Tricia Aven works as a Senior Research Analyst for CAMERA, the Committee for Accuracy in Middle East Reporting in America. She has a Ph.D. in Hebrew Bible from Claremont Graduate University in Claremont, California, and a Masters in Theology from Fuller Theological Seminary in Pasadena, California.

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20 May 13:58

A greve das polícias e uma evidência: o problema do Brasil não é fazer feio para os estrangeiros durante a Copa, mas fazer feio para os próprios brasileiros o ano inteiro

by giinternet
Aloysio Nunes: Ele tem um projeto sensato para regulamentar greve de servidores

Aloysio Nunes: ele tem um projeto sensato para regulamentar greve de servidores

Lideranças das polícias civis de 13 estados mais as de policiais federais e rodoviários anunciam uma paralisação para amanhã. Já escrevi o que eu acho. Sou contra greve de servidores. O punido é sempre o povo, especialmente os mais pobres. Mas é preciso lidar com a realidade. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da ONU, dispõe de convenções, que podem ou não ser ratificadas pelos países membros. A 151 confere o direito de associação e de greve a servidores públicos (íntegra aqui). Em 2010, por meio de Decreto Legislativo nº 206, o Congresso aprovou a Convenção 151, decisão promulgada pela presidente Dilma Rousseff por meio do decreto presidencial nº 7.944, no dia 6 de março de 2013. Assim, leitores, esqueçam: não há mais a menor possibilidade de o Brasil vir a proibir greves de servidores públicos. O máximo que se pode fazer, nos termos da Convenção 151, é regulamentar a sua forma. Os países pagam determinados preços por ter as lideranças que têm.

Pois bem: como sabemos todos, questões essenciais para os brasileiros estão ainda sem regulamentação. Há dois Projetos de Lei regulamentando o direito de greve que estão parados na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Um, o 710/2011, que é a expressão da sensatez, é de autoria de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Ele procura conciliar os interesses dos servidores com os da sociedade. O outro, o 287/2013, foi apresentado pelo petista Paulo Paim (PT-RS) e, na verdade, não passa de uma peça de defesa de interesses corporativistas dos servidores públicos. O texto do petista manda às favas a sociedade que o elegeu.

Para começo de conversa, a proposta de Nunes define, no Artigo 17, o que são serviços públicos essenciais, coisa que o petista não faz, a saber:

Art. 17. São considerados serviços públicos ou atividades estatais essenciais aqueles que afetem a vida, a saúde e a segurança dos cidadãos, em especial:
I – a assistência médico-hospitalar e ambulatorial;
II – os serviços de distribuição de medicamentos de uso continuado pelo Serviço Único de Saúde;
III – os serviços vinculados ao pagamento de benefícios previdenciários;
IV – o tratamento e o abastecimento de água;
V – a captação e o tratamento de esgoto e lixo;
VI – a vigilância sanitária;
VII – a produção e a distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis;
VIII – a guarda de substâncias radioativas e equipamentos e materiais nucleares;
IX – as atividades de necropsia, liberação de cadáver, exame de corpo de delito e de funerária;
X – a segurança pública;
XI – a defesa civil;
XII – o serviço de controle de tráfego aéreo;
XIII – o transporte coletivo;
XIV – as telecomunicações;
XV – os serviços judiciários e do Ministério Público;
XVI – a defensoria pública;
XVII – a defesa judicial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das suas respectivas autarquias e fundações;
XVIII – a atividade de arrecadação e fiscalização de tributos e contribuições sociais;
XIX – o serviço diplomático;
XX – os serviços vinculados ao processo legislativo; e
XXI – o processamento de dados ligados a serviços essenciais.

Por que essa definição é importante? Porque servirá para balizar o mínimo do serviço que tem de ser mantido; se desrespeitado o percentual, uma greve pode ser declarada ilegal. O Artigo 18 do Projeto de Lei do senador tucano estabelece que as entidades de servidores são obrigadas a manter um mínimo de 60% dos trabalhadores dos chamados serviços essenciais, com uma exceção: o Inciso X, que se refere aos servidores da segurança pública. Nesse caso, o mínimo tem de ser de 80%. No caso das atividades não essenciais, é de 50%.

Nos Incisos II e III e Parágrafo 1º do Artigo 13º, o texto do senador tucano também acaba com a farra do “pagamento dos dias parados”. Lá se pode ler como efeitos da greve:
II – a suspensão do pagamento da remuneração correspondente aos dias não trabalhados;
III – a vedação à contagem dos dias não trabalhados como tempo de serviço, para quaisquer efeitos.
§ 1º Admite-se, limitado a trinta por cento do período da paralisação, a remuneração dos dias não trabalhados, bem como o seu cômputo como efetivo serviço, no caso de ter havido previsão expressa de sua compensação no termo de negociação coletiva, no termo firmado no âmbito dos procedimentos de solução alternativa do conflito, na sentença arbitral, ou na decisão judicial que tenha declarado a greve legal.

Quem ler o texto inteiro verá que ele trata de um monte de garantias dos servidores, que podem, sim, se organizar livremente, sem precisar temer qualquer forma de retaliação. Mas, prudentemente, ele tenta resguardar os interesses também do conjunto da sociedade.

O texto do petista

Paulo Paim: projeto de petista é para sindicatos, não para a sociedade

Paulo Paim: projeto de petista é para sindicatos, não para a sociedade

Não é o que faz Paulo Paim. O texto, na verdade, nem seu é, mas de uma entidade de servidores públicos. Logo, ele assume a posição de quem fala em nome de uma corporação. O texto de Paim estabelece em 30% — SIM, APENAS TRINTA POR CENTO — o número mínimo de funcionários de determinado setor em greve, sem fazer nenhuma distinção entre serviço essencial e não essencial.

Pior ainda: praticamente garante o pagamento dos dias parados. Lê-se no Artigo 19:
Art. 19. As faltas ao trabalho em decorrência de greve serão objeto de negociação a qualquer tempo, devendo produzir um plano de compensação que contemple os dias parados e o trabalho não realizado.

E se não houver acordo? O poder público não poderá descontar por mês mais do que 10% do valor do salário do grevista. Como se nota, é uma espécie de greve sem risco. Nesse caso, os únicos que se lascam mesmo são os pagadores de impostos.

É claro que um governo que não fosse refém de corporações já teria se ocupado dessa questão. Em vez disso, vê-se obrigado a recorrer a expedientes de exceção — como querer proibir especificamente a greve de setores da Polícia Federal durante a Copa do Mundo.

O problema do Brasil, meus caros, reitero, não é fazer feio para os estrangeiros durante o torneio. O problema do Brasil é fazer feio para os brasileiros dia após dia, o ano inteiro, ano após ano. Se aprendermos a fazer um país melhor para nós mesmos, certamente ele será melhor também para os que nos visitam. Quem não cuida de si mesmo não tem como cuidar direito dos outros.

20 May 13:57

“Quem toma medida impopular é Dilma”, diz Aécio; tucano critica ataque de petistas à liberdade de imprensa

by giinternet
Aécio Neves: medidas amargas foram tomadas pelo atual governo

Aécio Neves: medidas amargas foram tomadas pelo atual governo

É isto: é preciso chamar as coisas pelo nome que elas têm. No Paraná, onde esteve para o lançamento de um livro em homenagem a José Richa, que morreu em 2003 — pai do governador Beto Richa e um dos fundadores do PSDB —, o presidenciável tucano Aécio Neves afirmou: “Quem tomou as medidas impopulares foi o atual governo”, que resultaram em “crescimento pífio, baixo nível de investimentos, fuga de investidores estrangeiros e volta da inflação”.

O tucano respondia a uma onda inventada por petistas nas redes sociais segundo a qual ele teria defendido, num encontro com empresários, a necessidade de adotar “medidas impopulares”. Afirmou: “Essa frase jamais foi dita. O que eu disse foi que o Brasil precisa de um governo que fuja da demagogia, sem olhar os índices de popularidade”.

O senador mineiro criticou também a entrevista que Lula concedeu aos autointitulados “blogueiros sujos”, em que defendeu, pela enésima vez, ainda que de modo oblíquo, a censura: “É incrível que o PT, defensor da volta da democracia, queira trazer a agenda da censura para a discussão. A liberdade de imprensa é inegociável; é um valor inalienável e não pode ser usada por um governo como instrumento de manutenção do poder”.

Aécio reagiu também à tolice de Lula, segundo quem haveria forças políticas torcendo contra a Copa: “Vamos torcer para o Brasil ganhar a Copa e mudar isso que está aí. As duas coisas são importantes para o país”. E emendou: “O Brasil é um grande cemitério de obras inacabadas por toda a parte. O governo não tem capacidade de planejamento. O que é lamentável é que grande parte do que foi prometido ficou no meio do caminho. Temos um governo que prometeu muito e entregou muito pouco”.

20 May 13:57

XMPP Operators Begin Requiring Encryption, Google Still Not Allowing TLS

by Unknown Lamer
Via El Reg comes news that major XMPP (formerly known as Jabber, likely the only widely used distributed instant messaging protocol other than IRC) operators have all begun requiring encryption for client-to-server and server-to-server connections. Quoting the Prosidy developers: "Last year Peter Saint-Andre laid out a plan for strengthening the security of the XMPP network. The manifesto, to date signed by over 70 XMPP service operators and software developers, offered a rallying point for those interested in ensuring the security of XMPP for its users. Today is the date that the manifesto gave for the final 'flip of the switch': as of today many XMPP services will begin refusing unencrypted connections. If you run an XMPP service, we encourage you to do the same. On the xmpp.org wiki you can find instructions for all the popular XMPP server software. While XMPP is an open distributed network, obviously no single entity can 'mandate' encryption for the whole network — but as a group we are moving in the right direction." There is a handy tool to test your server. A result worth noting is Google's: they still do not support TLS for server-to-server connections, and their sudden dropping of TLS s2s connections a few years ago is likely the primary reason operators switched off mandatory TLS for s2s (I know that's why I did it). Although Google Hangouts offers no federation, GTalk still does, but it appears that the XMPP network-at-large will now cease to federate with Google voluntarily.

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20 May 00:16

Tarso Genro e o velho ódio à liberdade de imprensa

by giinternet

O inefável governador Tarso Genro (PT), do Rio Grande do Sul, que tem tudo para perder a reeleição no seu Estado — cavalgando o Pégaso (ele já cometeu poesias…) e a própria incompetência —, participou de uma sabatina nesta segunda, promovida pela Folha e pelo SBT. Se quiserem uma síntese de todos os temas dos quais ele tratou, cliquem aqui. Eu darei relevo a um aspecto de sua fala que revela, digamos assim, suas paixões autoritárias.

Reproduzo, em vermelho, trecho de reportagem da Folha. Volto em seguida.
O petista declarou que existe uma campanha contra partidos e políticos que está sendo feita pela oposição ao governo Dilma com o apoio da imprensa. Segundo o governador, “as grandes cadeias de comunicação são democratas [militantes do DEM] ou tucanas e fazem campanha massiva” contra siglas alinhadas à esquerda.
“Em todas as categorias existem as pessoas com desvio de conduta. Ocorre que a campanha que se faz toma todos políticos como corruptos e todos os partidos como venais. Isso pode trazer um dano irreversível à democracia. Se essa tese vencer e se extinguir a politica, o primeiro passo é acabar com a liberdade de imprensa”, afirmou.

Retomo
As tolices de Tarso nem mesmo são compatíveis entre si. Por que a oposição a Dilma faria campanha contra partidos políticos se ela também é composta de… partidos?

A afirmação de que “as grandes cadeias de comunicação” são partidárias do DEM ou do PSDB, com todo o respeito, é intelectualmente delinquente. Aquelas que são sérias — e nem todas são — apenas se negam a se comportar como esbirros do petismo, que é o que querem os companheiros.

Fui coordenador de Política da Sucursal da Folha em Brasília, em 1996. O PT estava na oposição. Os petistas tratavam os jornalistas a pão de ló e, obviamente, eram as principais fontes dos repórteres em matérias críticas ao governo FHC. Uma das fontes mais loquazes era ninguém menos do que… José Dirceu! O PT nunca reclamou do engajamento da imprensa — que, saibam os leitores, vota, tomados os seus membros, majoritariamente na esquerda. Com raras exceções, as dissensões costumam se dar à esquerda dos petistas, que ainda formam a maioria. Há mais eleitores do PSOL nas redações do que na sociedade. Jornalistas têm a ambição de entender o que dizem os membros desse partido.

Tarso certamente não é um mentiroso, mas a sua afirmação é escandalosamente mentirosa. De resto, seu partido odeia a liberdade de imprensa e já tentou acabar com ela várias vezes:
1: tentou criar o Conselho Federal de Jornalismo para punir jornalistas considerados incômodos;
2: tentou recriar a censura por intermédio do II Plano Nacional de Direitos Humanos;
3: tentou usar a Conferência Nacional de Comunicação para criar mecanismos que limitem a liberdade de informação;
4: defende ainda hoje uma tal regulamentação da mídia que tem, sim, a pretensão de arbitrar sobre conteúdo.

Como, até agora, não foi bem-sucedido, então escolheu outro caminho: usa dinheiro público, da administração direta e das estatais, para financiar difamadores profissionais, que respondem por páginas cujo único propósito é exaltar o PT e o governo Dilma e atacar a imprensa independente e também lideranças da oposição.

Pregação tem seu efeito
Essa fala estúpida de Tarso acaba tendo algum efeito. Muita gente resolve “provar” para os petistas que eles estão errados. E, aí, acabam caindo numa espécie de armadilha e atacando os adversários do petismo só para provar que são isentos.

19 May 23:56

Quando a polícia está em greve, o povo faz o quê? Chama o ladrão?

by giinternet

Pois é… Lideranças das polícias civis de 13 estados responderam positivamente à convocação de uma greve para a próxima quarta-feira. Escrevi aqui há coisa de três semanas que o Brasil conheceria o inferno neste fim de maio e começo de junho, antes da Copa. Todas as demandas se juntariam; todos tentariam tirar uma casquinha. Pretende-se uma greve que junte os policiais civis, federais e rodoviários.

Minha opinião a respeito nada tem de surpreendente. Sou contra greve de qualquer servidor público, e os leitores sabem disso. E com mais determinação, oponho-me a greves de funcionários públicos que têm o direito legal de andar armados e que representam aquela fatia do Estado que detém o monopólio do uso legítimo da força.

Ora, quando um funcionário público interrompe a prestação de serviço, quem arca com as consequências? Quem é o seu patrão? É o povo. E, em qualquer caso, estejam certos: os pobres sempre pagam mais caro porque são os mais dependentes do estado. Os mais endinheirados costumam ter como minorar os prejuízos. Os que já têm pouco terão menos ainda.

Como ninguém é obrigado a ser um servidor público — trata-se, afinal, de uma escolha —, entendo que a paralisação deveria ser simplesmente proibida. Mas sei que a proposta dificilmente vingaria. Que a proibição total valha para alguns setores.

Outras formas
Os policiais, civis e militares, sabem que este blog e este blogueiro são sensíveis às suas dificuldades e defendem que tenham uma remuneração justa, compatível com a realidade brasileira. Mas há outras formas de reivindicação, que não a paralisação.

Não há alternativa a uma obviedade: policiais em greve se tornam aliados objetivos de bandidos e transformam a população em refém de suas reivindicações. Ora, não é por aquilo que entendem ser “justo” que lutam? Cabe a pergunta: é justo expor crianças, mulheres e homens de bem à sanha de marginais porque consideram que uma reivindicação sua não foi atendida?

Não faz o menor sentido. Quando a polícia está em greve, o povo faz o quê? Chama o ladrão?

19 May 22:11

Haddad, agora, quer oficializar uma segunda Cracolândia; prefeito ameaça área com a melhor infraestrutura de São Paulo

by giinternet

Deem uma olhada no mapa abaixo, que localiza dois pontos na região central de São Paulo.

 CRACOLÃNDIA AMPLIADA

O que está mais ao alto, à esquerda, marca a região da famosa Cracolândia, a tradicional, lá onde o prefeito Fernando Haddad lançou o seu absurdo programa “Braços Abertos” — aquele que dá a viciados casa, comida e salário. À direita, mais abaixo, está o Parque D. Pedro II, que concentra um número razoável de viciados.

Entre um ponto e outro, há 2,5 quilômetros. Muito bem! Haddad já anunciou que, também no Parque D. Pedro II, haverá um programa parecido com o “Braços Abertos”. A Prefeitura já procura imóveis e alojamentos para alugar e abrigar os viciados. O prefeito petista está destruindo o centro de São Paulo de maneira sistemática, organizada, sem lhe dar a chance nem de pedir socorro.

Atenção, paulistanos! Atenção, paulistas! Essa é a área da cidade mais bem servida de infraestrutura: há cem por cento de esgotamento sanitário, de energia elétrica, de asfaltamento, de cabeamento telefônico, de infraestrutura de transporte etc. É evidente que um programa realmente “progressista”, como eles gostam de dizer, provocaria um verdadeiro adensamento dessa região, atraindo moradores para o local, trabalhadores.

Em vez disso, o que faz a administração petista? A medida que se entregam áreas da cidade para os consumidores de drogas e para os narcotraficantes, é claro que os trabalhadores vão fugir dali. Ainda que a gestão Haddad tenha decretado também o fim da família tradicional — aquela com pai, mãe e crianças —, pergunto: quem vai querer criar seus filhos nesse ambiente?

A decisão de Haddad é um desastre econômico, lógico, social e, se quiserem saber, humanitário. Essas áreas da cidade consumiram e consomem recursos dos paulistanos na forma de impostos. Podem e devem ser ocupadas por pessoas produtivas, que trabalham, que estudam, que geram mais riquezas para que mais pessoas cresçam e se desenvolvam.

Mas quê… A gestão petista está determinada a entregá-las àqueles que só consomem recursos do estado. Não há precedente na história mundial. Há uma enorme diferença entre uma cidade decidir acolher os viciados, dispensando-lhes tratamento digno, e atuar de forma deliberada, sistemática, para esterilizar uma das regiões do país mais bem servidas de infraestrutura.

À sua maneira, não tenho dúvida, São Paulo vai se lembrar por décadas de que, um dia, houve um prefeito chamado Fernando Haddad.

19 May 22:11

California Bill Would Safeguard Consumers' Rights To Criticize Firms Online

by samzenpus
An anonymous reader writes in with news about a California bill that aims to protect online reviewers’ rights."The proposed law appears to take aim at online licensing agreements that consumers often enter into with companies when they click through the many boilerplate terms and conditions of various online services. Buried deep in the small print of a number of these contacts are provisions stating that consumers agree not to write negative reviews about the service provider. 'If merchants think that our First Amendment free speech rights need to be curtailed, they should say so upfront and in plain language,' Pérez explained of the impetus for his bill, as reported by the Times."

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