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01 Oct 11:49

Corrupção na Petrobras pauta debate quente na TV

by giinternet

Por Talita Fernandes e Mariana Zylberkan, na VEJA.com:
A uma semana das eleições, os três principais candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), protagonizaram o mais tenso debate na televisão até agora, promovido pela TV Record, com embates diretos e os escândalos de corrupção na Petrobras no centro das discussões.

Visivelmente irritada, Dilma pediu direito de resposta quatro vezes e reclamou que estava impedida de rebater ataques laterais dos adversários. A emissora acatou somente uma queixa. A petista tentou usar seus trinta segundos extras dizer que demitiu o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que revelou em delação premiada um esquema de propina e desvios da estatal para políticos e partidos – inclusive a campanha de Dilma em 2010, conforme revelou a edição de VEJA desta semana. Dilma, entretanto, não conseguiu completar seu raciocínio porque estourou o tempo.

Numa estratégia arriscada, a própria presidente-candidata tentou virar o jogo e levar a Petrobras para o debate: ao questionar Aécio Neves, citou um discurso de 1997 no qual o então deputado disse que a privatização da estatal petroleira “estava no radar” do governo Fernando Henrique Cardoso. A pergunta resultou num tiro no pé. Na resposta, o tucano disparou: “Não vou privatizá-la, vou reestatizá-la, tirá-la das mãos do grupo que aí está. O coordenador de campanha do PT pediu recursos para sua campanha nesse esquema e não vejo em você uma reação de indignação”.

A partir daí, a maioria dos candidatos manteve o tema no centro do debate. Pastor Everaldo, do PSC, aproveitou para lembrar que a campanha de Dilma acionou a Justiça Eleitoral contra uma peça de propaganda do PSC que apontava a corrupção na Petrobras. E até o folclórico Levy Fidelix, do nanico PRTB, abriu mão de falar do seu aerotrem para alfinetar a presidente-candidata: “Já tivemos alguns escândalos recentes, como o mensalão e outros. Ao que tudo indica, o Youssef (o doleiro Alberto Youssef) vem com novos escândalos”.

Dilma ainda tentou voltar ao tema da corrupção num embate direto com Aécio ao afirmar que “deu autonomia para a Polícia Federal prender Paulo Roberto Costa”. Aécio devolveu, constrangendo a rival: “A senhora não tem que autorizar a Polícia Federal a prender ninguém porque isso é uma prerrogativa constitucional”.

Marina
Quando teve a oportunidade de escolher para quem dirigiria sua pergunta, Dilma escolheu inicialmente o confronto com Marina, sempre repetindo a linha de sua propaganda na televisão de desconstrução da imagem da rival – que esteve mais apagada do que nos debates anteriores. “A senhora mudou de partido quatro vezes em três anos, mudou de posição em questões como a CLT e a homofobia. Qual foi sua posição em relação a CPMF?”, disse. Na TV, o PT tem pregado que a ex-senadora disse ter votado a favor o antigo imposto do cheque, mas os registros do Legislativo apontam o contrário. Marina evocou o senador petista Eduardo Suplicy, falou em “oposição raivosa” e tentou revidar: “Mudei de partido para não mudar de ideais e de princípios”. E Dilma emendou: “Não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF”.

Aécio também mostrou suas armas contra Marina: além de manter o tema da corrupção na Petrobras orbitando o debate para desgastar Dilma, lembrou diversas vezes o passado de Marina no PT. Ao falar sobre o combate à inflação no governo Fernando Henrique Cardoso, cutucou: “Lutávamos contra o PT e na época a senhora era do PT”.

O tucano também aproveitou uma dobradinha com Pastor Everaldo para lembrar as lamentáveis declarações de Dilma defendendo diálogo com terroristas durante a Assembleia da ONU. “Foi um dos mais tristes episódios da política externa brasileira, para perplexidade de diplomatas. A presidente usou a Assembleia da ONU para fazer autoelogios ao seu governo e também propôs diálogo com o Estado Islâmico, que está cortando a cabeça de pessoas.”

01 Oct 11:49

UM VERMELHO-E-AZUL COM BEBEL, A PROFESSORA PETISTA QUE É CHEFONA DA APEOESP E ESPANCA A LÍNGUA PORTUGUESA, O BOM SENSO E A BOA EDUCAÇÃO! OU: ANALFABETISMO CRUZADO

by giinternet
Bebel, em 2010, posa para o fotógrafo Caio Guatelli (Folhapress)

Bebel, em 2010, posa para o fotógrafo Caio Guatelli (Folhapress)

Na quinta-feira passada, escrevi aqui um post sobre uma manifestação promovida por Izabel Noronha, conhecida como “Bebel”, presidente da Apeoesp, o sindicato de professores da rede oficial de ensino de São Paulo. Por quê? O dissídio da categoria é em março. Bebel houve por bem convocar uma manifestação de docentes com seis meses de antecedência para, supostamente, tratar do reajuste. Conversa mole. Era apenas campanha eleitoral em favor do PT, como evidencia reportagem da Folha. Esta senhora e seu sindicato são conhecidos esbirros do partido.

O link do que escrevi está ali. Como vocês poderão constatar, não desferi uma única ofensa pessoal contra esta senhora. Fiz crítica política apenas. Ah, ela ficou muito zangada e resolveu responder — uma resposta, em tese, pessoal. Mas quê… Os impropérios de Bebel, procurei no Google, já se espalharam por todos os sites e blogs que trabalham para o PT — alguns por convicção, outros (a maioria!) por dinheiro.

Muito bem! Abaixo, em vermelho, segue o ataque que ela desferiu contra mim. Respondo, ponto a ponto, em azul. Vamos ao divertimento (eu adoro isso!!!).

*
Senhor Reinaldo Azevedo,
Vergonha deveria ter a imprensa brasileira por dar abrigo a um pseudo-jornalista como o senhor.
Não por isso, dona Bebel! Na condição de professora de português, envergonhe-se de sua gramática e de sua ortografia. Mas compreendo: a senhora está longe da sala de aula faz tempo, né? Há muito não sabe o que é acordar cedo para encarar os estudantes. Fez carreira como burocrata sindical e, estou certo, não pretende voltar à lida tão cedo. Em tempo: o certo é “pseudojornalista”. Ou “pseudoprofessora”.

Não me surpreende que a Revista Veja o mantenha como um de seus colunistas, porque o senhor e essa revista se merecem, tal o baixíssimo nível de vossos textos.
Tenho três empregos, dona Bebel. Os três em empresas jornalísticas privadas. Não mamo nas tetas do dinheiro público. Sei que a senhora e seu partido adorariam decidir quais jornalistas poderiam e quais não poderiam trabalhar. Vocês lutam por isso. Por enquanto ao menos, a senhora vai ter de me engolir. Sobre o “vossos” do seu texto, leia no fim do post.

Sou líder, sim, reconhecida e reconduzida pelos professores e professoras à Presidência da minha entidade, o maior sindicato da América Latina, pela quarta vez.
Noto que ela sente orgulho daquilo de que deveria se envergonhar: presidente pela quarta vez do sindicato!!! Então esta é agora a sua profissão: presidente de sindicato! Professora de português provavelmente sofrível, esta senhora não deve ser melhor com a matemática. Vamos ver.

Sabem quantos professores votaram neste 2014 na eleição que decidiu a presidência da Apeoesp? Segundo o site do próprio sindicato, 67.810. Ocorre que havia, na rede, no ano passado, DUZENTOS E TRINTA E DOIS MIL. Assim, participaram do processo eletivo apenas 29,22% — 70,78% não quiseram nem saber.

Ainda segundo a Apeoesp, a petista Bebel obteve 53,06% do total dos votos — arredondando, isso dá 35.980. Ah, entendi: ela ocupará pela quarta vez a presidência da entidade, eleita com os votos de 15,5% da categoria — 84,5% não votaram nela!!! Isso é que legitimidade! É por isso que ela lidera greves sem adesões! E olhem que, acreditem, dos males possíveis, Bebel é o menor: as chapas que perderam, pela ordem, eram do PSTU, do PSOL e do PCO — os dois primeiros integram a atual diretoria. Entenderam? A Apeoesp deixou de ser uma entidade que representa os professores para ser um campo de guerra de partidos de esquerda. Agora Bebel julga que vai encaixar um golpe matador. Leiam.

Quanto ao senhor, é assalariado de uma empresa jornalística e sua função, que o senhor executa com muito gosto por ordem de seus patrões, é achincalhar pessoas.
O seu pensamento só não é pior do que a sua pontuação. Sugiro voltar aos livros de gramática, ‘fessora! Não sou “assalariado de uma empresa”, mas de três, que pensam coisas diferentes entre si. Escrevo e digo o que quero em cada uma delas. E a senhora? Quem é o seu patrão, dona Bebel? Respondo: é o PT! Só que quem paga o seu salário e financia o seu sindicato é o dinheiro público. Entendeu a nossa diferença, entre muitas?

Vamos lá: os 232 mil professores da rede estadual de educação são obrigados a pagar, por lei, o imposto sindical — desconta-se um dia do salário de cada profissional. Esse dinheiro enche as burras da Apeoesp, não é mesmo? Professores que votam no PSDB, no PMDB, no PT, no PCdoB, em outras legendas, em ninguém… Todos pagam! A senhora tem a obrigação moral de ser apartidária no seu trabalho! No entanto, na quinta-feira, mais uma vez, saiu à rua para defender a candidatura de Dilma Rousseff e dos petistas, a exemplo do que fez em 2010.

Eu trabalho 18 horas por dia e vivo com o fruto do meu esforço; é ele que financia as minhas convicções. Quem financia as suas? Como é que a senhora tem coragem de pegar o imposto sindical de um professor tucano, por exemplo, e ir para a praça fazer campanha eleitoral para o seu partido? Não se envergonha?
ANTES QUE CONTINUE, DUAS NOTAS:
1: considero o imposto sindical um dinheiro público porque o desconto é obrigatório, feito em folha de pagamento, em virtude de lei, e repassado pelo estado aos aparelhos sindicais. O trabalhador não tem o direito de não pagar. É uma obrigação legal.
2: os salários dos sindicalistas do serviço público continuam a ser pagos pelos entes estatais. Adiante com Bebel e suas malcriações.

O senhor é mal informado e mente. Luto por um plano de carreira justo para a minha categoria. Luto por salários dignos e não por bônus. Luto por formação continuada em serviço, no próprio local de trabalho, e me opus, sim, a um curso de formação que criava mais um obstáculo desnecessário para a aprovação dos professores em concurso. Graças à nossa luta, hoje o curso de formação está no local correto, dentro do período de estágio probatório.

Tanto tínhamos razão em nossa greve de 2010 que o Secretário Voorwald, tão logo tomou posse, retirou as restrições para que os professores pudessem assumir aulas, tornando a prova de seleção de professores temporários classificatória. Fez também outras modificações na rede, muitas delas negociadas, porque lutamos para isso. Hoje continuamos lutando por novos avanços. Mas o senhor não sabe disso porque nada entende de educação e não conhece nada da rede estadual de ensino.
Vou deixar a sua primeira frase deste bloco para o debate na Justiça, minha senhora, conforme a senhora anuncia que fará. Consulte antes os advogados para não gastar inutilmente o dinheiro da Apeoesp. Comecemos pelo óbvio: o fato de o secretário Herman Voorwald concordar com a senhora neste ou naquele aspectos não o torna certo, como sugere o seu texto. Aliás, não tenho a menor simpatia pelo trabalho dele — muito pelo contrário: torço para que Geraldo Alckmin o substitua no próximo mandato. Aliás, ele já foi desautorizado algumas vezes pelo governador — e por bons motivos.

Quem espanca a verdade é a senhora ao tentar negar que se mobilizou contra o melhor programa de qualificação de professores que houve em São Paulo e contra a promoção por méritos. O fato de a senhora ser uma burocrata do sindicalismo da área não quer dizer que entenda do assunto. Eu e todo mundo sabemos que só integra o Conselho Nacional de Educação em razão de suas vinculações políticas, não de seus méritos intelectuais. Convenha: a senhora é incapaz de tratar bem até a língua na qual, supostamente, é uma especialista. E talvez se esqueça de que, antes de ser jornalista, fui professor.

Não perderei mais meu tempo polemizando com uma pessoa como o senhor. O Poder Judiciário, ao qual recorro, tomará as providências cabíveis para recolocar as coisas em seu devido lugar.
Perfeito! Vamos a ele! Vamos ver, então, quem deixou de lado os argumentos e partiu para a agressão, dona Bebel. Vamos ver quem saiu espalhando pela Internet um texto que não rebate uma só das críticas objetivas, preferindo a pancadaria.

Se o senhor não sabe, recentemente venci disputa judicial contra seu grande amigo José Serra.
Não sei porque não é problema meu. Nem entro no mérito, porque não lhe diz respeito, se o futuro senador por São Paulo é ou não meu amigo. Uma coisa é certa: eu não uso dinheiro público ou dos trabalhadores para expressar minhas afinidades eletivas. E a senhora?

Desejo que o senhor permaneça em sua insignificância e eu me manterei na minha luta.
Maria Izabel Azevedo Noronha – Bebel
Presidenta da APEOESP
Pô, dona! Por insignificante, a senhora deveria, então, ter ignorado a minha crítica. Eu não a considero “insignificante”, e tal declaração, obviamente, nada tem a ver com seus dotes intelectuais. Só me ocupei da sua diatribe grosseira — e o farei quantas vezes considerar necessário — porque Bebel não é Bebel! Bebel é uma legião. Obviamente, a presidente da Apeoesp não é a única a liderar uma entidade de trabalhadores para submetê-la à ditadura de um partido.

A senhora sabe muito bem que não é uma sindicalista que se tornou petista. Ao contrário: é uma petista que se tornou sindicalista para submeter o aparelho que pertence a 232 mil professores aos interesses de um partido político.

A gente se encontra, então, na Justiça. Vamos lá para que o juizado decida, palavra a palavra, quem ofendeu quem. Mais: noto, dado o primeiro parágrafo do seu texto, que, por seu gosto, eu estaria sem emprego. Eu, mais generoso, penso o contrário a seu respeito: acho que deveria voltar a trabalhar.

Se bem que não… Lá no começo de seu texto ofensivo e malcriado, a senhora escreve: “o senhor e essa revista [VEJA] se merecem, tal o baixíssimo nível de vossos textos (…)”. Pois é… “Senhor”, um pronome de tratamento, é terceira pessoa do singular; “essa revista” também é terceira pessoa do singular. Juntas, formam a terceira pessoal do plural, cujo pronome possessivo, no caso em questão, é “seus”, não “vossos”, que corresponde à segunda pessoa do plural.

De um outro, eu não cobraria esse ajustamento de conduta gramatical. Da senhora, uma professora de português, cobro, sim. E isso quer dizer que a senhora não é apenas uma analfabeta política. É também uma analfabeta na língua em que deveria ser uma especialista. Afinal, o povo de São Paulo paga o seu salário para ter a sua sabedoria, não a sua ignorância.

Texto publicado originalmente à 1h39
01 Oct 11:48

Porta da Frente: quem debate tem de dizer nomes

by giinternet

Gregório Duvivier, colunista da Folha, como sou, escreve hoje no jornal:
“Toda semana um colunista da “Veja” escreve sobre mim. O truque é baixo: colocam Porta dos Fundos no título para atrair cliques, põem meu texto na íntegra para quem quiser lê-lo sem que nem eu nem a Folha ganhemos nada com isso e enchem de menções à ‘ameaça comunista que o Brasil está sofrendo desde que se tornou uma Venezuela graças à ocupação petralha’. Clique, clique, clique.”

Já me enviaram a coluna: “Olhe o que o Gregório está falando de você…”. Não está, não! Não de mim! A confusão acontece porque ele cita a palavra “petralha”, que criei, foi parar em dicionário e é de uso livre. De resto, pergunto: existem mesmo idiotas que acusam o PT de ser uma ameaça comunista? Ou esses são os idiotas que Gregório gostaria que existissem? Há muitos anos, eu combato no PT é a “ameaça privatista” — os petralhas privatizaram o estado, privatizaram a Petrobras, privatizaram a Eletrobras, privatizaram os fundos de pensão, privatizaram o humor…

O humorista não está falando de mim, entre outras evidências, porque me referi a ele no blog uma única vez, como comprova a área de busca na minha página. Era um texto contra a censura que alguns queriam impor ao site de humor ao qual ele pertence. No post, elogio o seu desempenho como ator.

O “Porta dos Fundos” não me interessa. Achei bacana no início; depois, ficou óbvio e começou a “prender os suspeitos de sempre”, em busca de cliques. E, como não?, de patrocínio. Eu aplaudo a turma por isso. “Ah, vamos sacanear os católicos”; “agora os evangélicos”; “agora um pouco de homofobia, mas na versão progressista…” De resto, eu não usaria o “Porta dos Fundos” para conseguir cliques. Tenho sete milhões de cliques pela porta da frente.

Já escrevi aqui: humor é humor. Existem o engraçado e o sem graça. Ideologizá-lo é uma bobagem. E sempre será preferível ter Gregório Duvivier fazendo graça voluntária a tê-lo fazendo a involuntária, como esta:
“No entanto, independentemente da droga ou da ideologia consumida (e da certeza de que toda ideologia é uma droga), me espanta quando classificam de esquerdistas pautas tão universais quanto a equidade de gêneros e raças, o direito da mulher ao aborto, o direito universal à moradia, à saúde ou à educação. Ser contra a garantia desses direitos universais não é posição política, é falta de serhumanidade.”

Só pode estar brincando quem afirma que há pessoas contra o “direito universal à moradia”. Quem é contra? Os que combatem os métodos violentos de Guilherme Boulos, por exemplo, que, de resto, atentam justamente contra os pobres que não pertencem a seu movimento? Só pode estar contando uma piada, do gênero sem graça, quem sustenta que ser contrário ao aborto significa opor-se a um valor universal, do mesmo paradigma da igualdade entre as raças. Se um dia ele quiser pensar o tema a sério, há bibliografia de primeira a respeito. Como efeito colateral, aprende-se um pouco de história. Mas isso é lá com ele. A propósito: apoiar cotas raciais é sinônimo de defesa da igualdade entre as raças? Seria, então, a Folha, em que ele e eu escrevemos, racista?

Gregório faria melhor se nominasse seus contendores. “Ah, mas não quer lhes dar cliques…” Arrogância boboca. Por um tempo ao menos, empresto meus sete milhões a ele e não me sinto mal por isso.

PS – Alô, comentaristas. Como veem, estou fechando a área de comentários. Esse tipo de debate acaba enveredando para o bate-boca entre leitores. Para elogios rasgados e críticas azedas ao “Porta dos Fundos” ou ao humorista em questão, procurem o site da turma. Dispenso esses cliques. Só achei necessário pôr os pingos nos is, dando, como sempre, nomes aos bois. POR FAVOR, NÃO RECORRAM À ÁREA DE COMENTÁRIO DE OUTROS POSTS PARA TRATAR DESSE ASSUNTO. TAIS COMENTÁRIOS NÃO SERÃO PUBLICADOS.

01 Oct 11:47

Debate da Record: o “esquenta” para o da Globo. Ou: O mudancista, a reacionária e a perseguida

by giinternet

O debate deste domingo à noite na TV Record entre os presidenciáveis foi só um “esquenta” para o encontro final, daqui a quatro dias, quando a Globo realiza o último embate antes do primeiro turno. As estratégias estão delineadas. A presidente Dilma Rousseff, do PT, que lidera as pesquisas, não vai conseguir se livrar do tema Petrobras — nem se livrar nem responder coisa com coisa. A exemplo do que se viu ontem, quando confrontada com os escândalos na estatal, a petista tem como resposta o ataque, despropositado como sempre e ancorado numa falsidade: os adversários criticariam a roubalheira na empresa porque estariam querendo privatizá-la, e ela teria feito tudo o que estava a seu alcance para combater os malfeitores. Nem uma coisa nem outra são verdadeiras.

Contra Marina, Dilma encontrou uma arma que se sustenta em fatos, sim. A presidenciável do PSB, com efeito, quando parlamentar, votou contra a criação da CPMF no governo FHC, embora diga por aí ter votado a favor — uma inverdade tola, que só lhe custa desgaste. Dilma a cobrou no ar por isso. A peessebista poderia ter respondido que seguiu a orientação do PT — afinal, o partido votava sistematicamente contra todas as propostas do governo tucano. Mas tentou lá engrolar umas desculpas e acabou se dizendo perseguida pelo jogo bruto dos adversários. Ficou na defensiva. Foi a sua pior atuação. Parece que o jogo pesado alterou um tanto o seu equilíbrio.

O tucano Aécio Neves, como se viu, usou a Petrobras contra Dilma, levou como troco a pecha de privatista — o que é sabidamente falso — e voltou a questionar a coerência de Marina, como vem fazendo. De longe, foi o que teve o melhor desempenho no debate. Repetidas as performances da noite deste domingo na Globo, é possível que haja uma mudança no cenário? Vamos ver.

As estratégias estão estabelecidas. Aécio passou a falar em nome de uma real mudança do país, o que não aconteceria nem com Dilma — que seria o continuísmo com continuidade — nem com Marina, a continuidade sem continuísmo. Dilma abraçou definitivamente a perspectiva reacionária e agora fala em nome do medo: quer que os brasileiros temam um tucano privatista (que não existe; como lembrou o candidato, foi o PT quem privatizou a Petrobras) e alerta para o risco Marina, que estaria sempre mudando de posição. A candidata do PSB por sua vez evoca a sua retidão moral — diz ter mudado de partido para não mudar de lado — e tenta se colocar como a boa vítima dos maus. Neste domingo, essa personagem ficou meio sem lugar no embate. Será preciso voltar à prancheta.

 

01 Oct 11:47

Saab Offers Make In India Plan For #Gripen

by Saab AB
.:

​Saab's Lars-Olof Lindgren says his company has been quietly working on a plan to build the Gripen in India and has already done a lot of the homework for it.

<iframe width="480" height="315" src="//www.youtube.com/embed/-hwjBbfUm-M" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>The Swedish defense and aviation company Saab has offered to make its Gripen fighter in India.

Chairman of Saab India, Lars-Olof Lindgren told StratPost about his company’s intention to offer the aircraft for production in India.

This comes at a time when Prime Minister Narendra Modi has begun a campaign to encourage manufacturing industry, particularly foreign companies, to ‘Make in India’.

“We are prepared to set up a joint venture company in India and produce, by and for India, by Indian workforce. You see the mix of a large number of Indian well-educated highly-skilled engineers and Sweden’s high technology in the field of aerospace – it’s a perfect match,” said Lindgren, a former Swedish ambassador to India.

Saab has been quietly working on a plan to build the Gripen in India and Lindgren said his company has already done a lot of the homework for it.

We already have a Make in India plan for our aircraft. It is there already, because we have prepared ourselves, we have all the designs for a factory, the layout of the factory, how it would look like and how the flow of products would work and we have also prepared for sub-contractors being in the same area, so we have done a lot of work already to produce in India.

We have been active on that for a couple of years, now, because we have seen all the time that we were fitted very well with the Indian Air Force need.

And we have already prepared the ground very well. We have a blueprint of how the factory could look like, how the production system could look like in India – so we are well prepared for this.

We have worked quite a lot on that – we have visited a number of chief ministers in different states to discuss this and from all places got very positive responses. We have talked to a number of companies about teaming up with us – got, so far, very encouraging results, so I’m not worried about these things. These will fall into place.

Lindgren emphasized that Saab was proposing ‘real transfer of technology’ in its proposition to build the Gripen in India. “Often, it’s only sending a screwdriver and design and then nothing really happens. We have seen many examples of that. What we mean is transfer of technology is real transfer of technology – that we gradually introduce the technology in India so that the Indian workforce will be more and more acquainted with how to produce aircraft so that will be used in the development of the next generation aircraft. So we mean, actually, real transfer of technology, when we say it,” he said.​

Read the full story here​

Published: 9/29/2014 10:32 AM
01 Oct 11:46

Scientists Seen As Competent But Not Trusted By Americans

by samzenpus
cold fjord writes The Woodrow Wilson School reports, "If scientists want the public to trust their research suggestions, they may want to appear a bit 'warmer,' according to a new review published by Princeton University's Woodrow Wilson School of Public and International Affairs. The review, published in the Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), shows that while Americans view scientists as competent, they are not entirely trusted. This may be because they are not perceived to be friendly or warm. In particular, Americans seem wary of researchers seeking grant funding and do not trust scientists pushing persuasive agendas. Instead, the public leans toward impartiality. 'Scientists have earned the respect of Americans but not necessarily their trust,' said lead author Susan Fiske, the Eugene Higgins Professor of Psychology and professor of public affairs. 'But this gap can be filled by showing concern for humanity and the environment. Rather than persuading, scientists may better serve citizens by discussing, teaching and sharing information to convey trustworthy intentions.'"

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01 Oct 11:46

Lenovo Set To Close $2.1 Billion Server Deal With IBM

by samzenpus
An anonymous reader writes Lenovo has announced that it will be closing the acquisition deal of IBM's x86 server business on October 1. The closing purchase price is lower than the $2.3 billion announced in January because of a change in the valuation of inventory and deferred revenue liability, Lenovo said. Roughly $1.8 billion will be paid in cash and the remainder in stock. Lenovo says it had "big plans" for the enterprise market. "We will compete vigorously across every sector, using our manufacturing scale, and operational excellence to repeat the success we have had with PCs," the company added.

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01 Oct 11:46

Dilma e os mercados: não existe petista grátis!

by giinternet

Os mercados, como se diz no jargão da área, derreteram nesta segunda-feira. O índice Bovespa despencou, atraído, principalmente, pela queda das ações da Petrobras, e o dólar disparou. Os investidores estavam botando preço nos números da pesquisa Datafolha divulgada na sexta, que indicaram que a posição de Dilma melhorou. Na hipótese mais alarmista, não seria impossível ela ganhar mais uns cinco ou seis pontos e até vencer no primeiro turno, coisa na qual, francamente, não acredito. Nas últimas três eleições, o PT teve nas urnas menos votos do que lhe conferiam os institutos de pesquisa. De todo modo, os mercados estão mais de olho no risco do que nas hipóteses de salvação.

Pois é… Dilma e o PT inventaram a equação do capeta — contra o país e, em certa medida, contra si mesmos. A presidente tem uma de duas alternativas para explicar por que o país terá uma expansão próxima de zero neste ano, com inflação quase estourando o limite superior da meta e juros nas estrelas: ou admite que o problema é interno, que fez as escolhas erradas e que é, enfim, uma gestora incompetente ou joga toda a culpa no cenário externo, e o Brasil apenas estaria reagindo a uma realidade internacional adversa. Ainda está para ser inventado nas terras de Santa Cruz um político que faça um mea-culpa, não é mesmo? Não seria um petista a iniciar a fila. Assim, os companheiros decidiram culpar o resto do mundo. A “companheira presidenta e governanta” está a dizer que não há nada a fazer a não ser depender da boa vontade de estranhos — quem sabe torcer que os outros se ferrem para que a gente melhore…

Entendam: isso vale por um diagnóstico. Acontece que 10 entre 11 analistas — e o que está na contramão é petista — consideram que o cenário externo para a economia brasileira será, no ano que vem, mais adverso do que neste ano. Entenderam a lógica elementar, até pedestre, da equação com a qual Dilma acena ao país? Se o mundo é culpado por nosso mau desempenho e esse mundo ainda nos será mais hostil, então… Pior: desde 2002, esta será a eleição mais arriscada para o PT. O desgaste do partido é gigantesco. Vejam, só como indicador, o resultado eleitoral do partido em Estados como São Paulo, Paraná e Rio. O quadro é de humilhação eleitoral. Em momentos assim, em vez de o PT se mostrar mais aberto, faz o contrário: ele se volta para os seus fundamentos — ou para seu discurso fundamentalista.

Não pensem, por exemplo, que aquele discurso estúpido de Dilma na ONU, quando sugeriu diálogo com cortadores de cabeça, passa em branco. Não passa, não! Ele dá notícia de uma presidente descolada da realidade internacional, periférica, isolada em seu círculo de mediocridade, incapaz de liderar uma nação emergente.

O discurso é sinal de que a jeca, em seu casaquinho que lhe corta, de forma desastrada e desastrosa, a silhueta na parte do corpo que menos a favorece, está mesmo em desarmonia com o mundo. Aquele casaquinho vermelho é metáfora de um país burro, acanhado, ao qual, cada vez mais, se dá menos bola.

Não existe petista grátis. Sempre tem um preço. O de agora é altíssimo.

01 Oct 11:46

Google To Require As Many As 20 of Its Apps Preinstalled On Android Devices

by samzenpus
schwit1 writes Google is looking to exert more pressure on device OEMs that wish to continue using the Android mobile operating system. Among the new requirements for many partners: increasing the number of Google apps that must be pre-installed on the device to as many as 20, placing more Google apps on the home screen or in a prominent icon folder and making Google Search more prominent. Earlier this year, Google laid its vision to reduce fragmentation by forcing OEMs to ship new devices with more recent version of Android. Those OEMs that choose not to comply lose access to Google Mobile Services (GMS) apps like Gmail, Google Play, and YouTube.

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01 Oct 11:45

PPS quer levar Palocci à CPI da Petrobras

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), protocolou nesta segunda-feira requerimento pedindo que a CPI Mista da Petrobras convoque o ex-ministro Antonio Palocci para prestar depoimento. Conforme revelou VEJA desta semana, o então coordenador da campanha de Dilma Rousseff em 2010 pediu dinheiro ao ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, pivô do esquema do “petrolão”.

À Polícia Federal, o ex-diretor da Petrobras relatou ter recebido o pedido de pelo 2 milhões de reais para a campanha presidencial do PT. A conversa, segundo ele, ocorreu antes do primeiro turno das eleições. Palocci conhecia bem os meandros da estatal: como ministro da Fazenda, havia integrado seu conselho de administração. Era de casa, portanto, e como tal tinha acesso aos principais dirigentes da companhia. Aos investigadores, Paulo Roberto Costa contou que a contribuição que o ex-ministro pediu para a campanha de Dilma sairia da “cota do PP” na Petrobras.

No documento apresentado ao colegiado, Bueno alega que a acusação é “extremamente grave na medida em que aponta para a confirmação de suspeitas já levantadas por diversas vezes sobre o envolvimento de figuras chave no que parece ser um dos maiores escândalos de corrupção desde o mensalão”. “Trata-se, portanto, de convocação relevante para dissipar dúvidas que não podem persistir sob pena de lançar receios sobre o próprio funcionamento da nossa democracia, o que é excessivamente sério para que deixemos de lado”, disse o deputado.

Como tem caráter de convocação, o requerimento, se aprovado, tornará obrigatória a ida do ex-ministro à CPI. A próxima reunião do colegiado está agendada para o dia 8 de outubro, quando deve ser ouvida a ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, considerado pivô do esquema do “petrolão”.

01 Oct 11:45

Caso Rubens Paiva: a Lei da Anistia vale e ponto final. A menos que o STF reveja a sua decisão. Só nesse caso, então, começará o debate

by giinternet

Vamos a um tema realmente difícil. Teori Zavascki, ministro do STF, suspendeu nesta segunda a ação penal que tramitava no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio, contra os miliares acusados pelo desaparecimento e morte do deputado Rubens Paiva, a saber: José Antonio Nogueira Belham, Rubens Paim Sampaio, Jurandyr Ochsendorf e Souza, Jacy Ochsendorf e Souza e Raymundo Ronaldo Campos.

Eles são acusados de homicídio doloso, ocultação de cadáver, associação criminosa armada e fraude processual. O então deputado Rubens Paiva foi morto em janeiro de 1971, provavelmente nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do I Exército, na Tijuca, no Rio. Seu corpo nunca foi encontrado.

Ao óbvio: a família de Rubens Paiva tem todo o direito — e até o dever moral e, diria eu, existencial — de lutar para que os responsáveis pelo desaparecimento e morte do deputado — os citados ou outros — sejam condenados. É o que eu faria. Peticionar ao estado é um direito fundamental dos cidadãos nos regimes democráticos.

Aos órgãos competentes cumpre seguir a lei, aplicá-la com rigor, sem desídia nem espírito justiceiro. Deve-se indagar: “O que diz o diploma legal ou, na ausência da letra explícita, a jurisprudência?”. E pronto! A um juiz não cabe fazer justiça com a própria toga ou ceder a clamores públicos ou de minorias influentes. Não se trata de uma questão pessoal.

Os idiotas tentam transformar um caso como esse num fla-flu entre defensores da tortura e seus críticos. É coisa de energúmenos. Os que deram sumiço a pessoas que estavam sob a guarda do estado cometeram um crime bárbaro — e pouco importa saber se as vítimas eram ou não terroristas. Especular a respeito é uma boçalidade. Ainda que fossem, o estado não poderia sê-lo, ora bolas! No caso de Paiva, então, há este dado extra: era um homem pacífico e, que se saiba, honrado. Ainda que fosse um facínora, não poderia ter tido aquele fim.

Ocorre que o país tem uma Lei da Anistia, aprovada pelo Congresso em 1979, a 6.683. E lá está escrito:
“Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes (…)”. No parágrafo primeiro, define-se: “Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política”.

Tal redação, é preciso que se faça justiça histórica, contou com o apoio unânime das esquerdas porque beneficiaria todos os seus também, não só os torturadores. Não é o único texto relevante a cuidar do assunto. Diz a Emenda Constitucional nº 26, que convocou a Assembleia Nacional Constituinte:
“Art. 4º É concedida anistia a todos os servidores públicos civis da Administração direta e indireta e militares, punidos por atos de exceção, institucionais ou complementares.
§ 1º É concedida, igualmente, anistia aos autores de crimes políticos ou conexos, e aos dirigentes e representantes de organizações sindicais e estudantis (…)”.

Mais: essa questão já foi julgada pelo Supremo em 2010, tendo o ex-torturado Eros Grau como revisor. E ele votou pela validade plena da Lei da Anistia. Acompanharam-no Ellen Gracie, Cezar Peluzo, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. Os quatro últimos continuam na corte. Votaram pela revisão da lei Ayres Britto, que já se aposentou, e Ricardo Lewandowski. Dias Toffoli se declarou então impedido, e Barbosa estava de licença. A composição do tribunal mudou. Como se sabe, o procurador-geral da República recorreu uma vez mais ao Supremo, inconformado com a decisão anterior. Vão se pronunciar pela primeira vez Luiz Fux, que será o relator, Roberto Barroso, Rosa Weber e Teori Zavascki. No momento, o tribunal está com 10 membros. Não foi escolhido ainda o substituto de Barbosa.

Voltemos ao caso de Rubens Paiva: Zavascki não tinha outra coisa a fazer. Existe uma decisão do Supremo, com toda a sua higidez. Quando a Justiça Federal do Rio desconsiderou a Lei da Anistia para dar prosseguimento ao processo contra os acusados pela morte de Paiva, é claro que ignorou uma decisão do Supremo. Não é assim que se faz.

Se o STF, numa nova votação, mudar de ideia, aí, então, uma nova situação estará criada. Por enquanto, dado que o Brasil é uma democracia de direito, vale a Lei da Anistia. Pode-se não gostar disso. Mas assim é a democracia.

01 Oct 11:44

New Research Casts Doubt On the "10,000 Hour Rule" of Expertise

by samzenpus
First time accepted submitter Scroatzilla writes What makes someone rise to the top in music, games, sports, business, or science? This question is the subject of one of psychology's oldest debates. Malcolm Gladwell's '10,000 hours' rule probably isn't the answer. Recent research has demonstrated that deliberate practice, while undeniably important, is only one piece of the expertise puzzle—and not necessarily the biggest piece.

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01 Oct 11:44

http://feedproxy.google.com/~r/EduardoMacan/~3/9u3s6IERT7c/

by Eduardo Maçan

Um número infinito de matemáticos entra em um bar. O primeiro pede uma cerveja, o segundo pede meia cerveja, o terceiro pede 1/4 de cerveja… quando o garçom grita: “Já entendi!”

Ele trouxe duas cervejas.

01 Oct 11:43

Mercado vê em Dilma ameaça maior do que no início da campanha

by giinternet

Por Ana Clara Costa, na VEJA.com:
Enquanto o eleitor parece cada vez mais inclinado a oferecer à presidente Dilma Rousseff a oportunidade de um novo mandato, investidores sinalizam exatamente o oposto. Um forte movimento de venda de ações fez com que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, recuasse 4,52% nesta segunda-feira, a maior queda em três anos. O dólar também disparou, chegando a ser cotado a 2,47 reais — seu maior valor desde 2008, período agudo da crise financeira internacional. A moeda americana perdeu força no final do pregão e fechou a 2,45 reais. As ações das empresas estatais lideraram as baixas: Petrobras caiu 11,4%, enquanto o Banco do Brasil recuou 9%. As ações da própria BM&FBovespa recuavam 8,3% no mesmo período.

Não é de hoje que o mercado financeiro tem reagido de forma pessimista à possibilidade de reeleição da candidata petista. Desde março deste ano, as ações (em especial as da Petrobras) têm oscilado ao sabor das pesquisas eleitorais. Depois da trágica morte do peessebista Eduardo Campos, em agosto, e da ascensão de Marina Silva ao posto de presidenciável, as chances de reeleição de Dilma haviam diminuído — o que trouxe certo alívio para a bolsa e o dólar.

Contudo, a melhora da atual presidente nas pesquisas, que apontam sua vitória no segundo turno ante ambos os concorrentes, Aécio Neves e Marina, fez com que um movimento de venda de ações se aprofundasse na bolsa. O Ibovespa chegou a cair quase 6% na abertura, com os papéis da Petrobras recuando 10%. Em ambos os casos, a queda é muito mais profunda do que o que foi assistido no início de 2014, quando as primeiras pesquisas começaram a ser divulgadas criando alta volatilidade na bolsa.

O que mudou de lá pra cá, segundo analistas ouvidos pelo site de VEJA, é que aumentou (e muito) a aversão que o mercado nutria em relação à candidata. “Muitos têm opinião pior do que antes sobre a provável política econômica num segundo governo Dilma. Eles perceberam uma inflexão à esquerda em seu discurso, especialmente na questão envolvendo a independência do Banco Central”, afirma o economista Tony Volpon, do Nomura. A presidente Dilma encampou o discurso de que ter um BC autônomo significaria “entregar o país a banqueiros”. Ela também questionou a necessidade de se cumprir o superávit primário, que é a economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida, e reafirmou seu compromisso com subsídios à indústria num momento em que o próprio setor industrial pede maior abertura econômica.

Segundo o analista Felipe Miranda, da Empiricus, antes da morte de Campos, os investidores tinham dúvida se um novo governo Dilma atravessaria uma curva de aprendizado, admitindo erros e retomando um caminho mais ortodoxo. “Hoje, resta pouca dúvida de que um segundo mandato representaria mais do mesmo, com algum recrudescimento, pois a guerra contra o setor privado, num momento em que precisamos retomar os investimentos, está declarada em caráter explícito”, afirma Miranda, autor do livro O Fim do Brasil, lançado na semana passada pela editora Escrituras.

Um movimento de queda foi percebido nesta segunda-feira em todos os mercados emergentes, porém, nenhum na mesma intensidade que o Brasil. Nos Estados Unidos, o S&P recuou 0,2% e o Dow Jones, 0,25%. “É um movimento global que pode ser visto na Coreia do Sul, Taiwan, índia, Turquia, África do Sul e Israel. Isso porque acredita-se que a economia americana não está se recuperando no ritmo acelerado que antes se achava”, avalia o economista-chefe da Gradual, André Perfeito.

01 Oct 11:42

LTE Upgrade Will Let Phones Connect To Nearby Devices Without Towers

by Soulskill
An anonymous reader sends this excerpt from MIT's Technology Review: A new feature being added to the LTE protocol that smartphones use to communicate with cellular towers will make it possible to bypass those towers altogether. Phones will be able to "talk" directly to other mobile devices and to beacons located in shops and other businesses. Known as LTE Direct, the wireless technology has a range of up to 500 meters, far more than either Wi-Fi or Bluetooth. It is included in update to the LTE standard slated for approval this year, and devices capable of LTE Direct could appear as soon as late 2015. ... Researchers are, for example, testing LTE Direct as a way to allow smartphones to automatically discover nearby people, businesses, and other information.

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01 Oct 11:41

Xiii, Dilma agora quer o meu emprego na rádio!!! Nem vem, governanta! Imprensa é coisa séria!

by giinternet
Lula, uma vez mais, expressa todo o seu ódio à imprensa livre (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Lula, uma vez mais, expressa todo o seu ódio à imprensa livre (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Xiii… Acho que Dilma Rousseff quer o meu emprego na rádio Jovem Pan. Não que o Brasil não saísse ganhando se, em vez de presidente, ela fosse radialista — só que teria de conquistar os ouvintes, né? Na noite desta segunda, ela participou de um comício em Campo Limpo, em São Paulo, e afirmou: “A onça vai beber água. Eu vou botar os pingos nos is”. Como sabem os leitores, quem põe “Os Pingos nos Is”, todos os dias, entre 18h e 19h, na Pan, é este que escreve, hehe. Já haviam me contado que Dilma estava entre os milhões que nos acompanham. Até duvidei um pouco. Agora, não mais. Sim, leitores, o humor esteve presente no comício, só que se contou lá um monte de piadas involuntárias. E a liberdade de imprensa, ora vejam!, foi açoitada uma vez mais.

Estima-se que cerca de 10 mil pessoas compareceram para ouvir… o ex-presidente Lula! Sim, era ele a estrela do encontro no comício da presidente-candidata, escoltada ainda pelo prefeito Fernando Haddad; por Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil; por Eduardo Suplicy, que pleiteia um quarto mandato para o Senado, e por Alexandre Padilha, que concorre ao governo do Estado pelo PT.

Para não variar — porque nunca varia —, a fala mais deletéria foi a de Lula, que voltou a atacar com dureza a imprensa. Compreendo. A VEJA desta semana informa que Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que ainda está preso, afirmou em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público que Antônio Palocci, um dos três coordenadores da campanha de Dilma em 2010, pediu R$ 2 milhões ao esquema corrupto que vigorava na Petrobras para arcar com as despesas do PT. Entendam: segundo Paulo Roberto, que fez um acordo de delação premiada, aquele que viria a ser o homem forte de Dilma no governo — até cair — recorreu aos préstimos da quadrilha que atuava na estatal. A ser verdade, isso desmoraliza aquela história de que os petistas graúdos, tadinhos!, não sabiam de nada.

Essa não é a única reportagem incômoda. VEJA informa também que Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça e braço-direito do ministro José Eduardo Cardozo — outro dos coordenadores de Dilma em 2010 —, foi à Polícia Federal escarafunchar um processo arquivado, que correu em segredo de Justiça, para tentar arrumar elementos contra Marina Silva, no que pode caracterizar o uso da máquina do estado para prejudicar adversários.

Lula repudia a imprensa que publica o que ele não gosta de ler. Dirigindo-se a Dilma, no alto do palanque, o poderoso chefão do PT disparou: “Neste país, a imprensa sempre foi conservadora, mas houve um tempo em que a gente conversava mais com os jornais. Hoje, eles são terceirizados e prepostos. Eu quero que você compreenda por que existe tanta bronca e perseguição contra o PT”. Preposto de quem? Ele não disse. Terceirizado por quem? Ele também não disse. O que será que Lula quer dizer com “conversar mais com os jornais”? Na sua cabeça, essa “conversa” quereria dizer exatamente o quê? Jornalistas que têm vergonha na cara conversam com os fatos, meu senhor!

Sim, existe hoje um ativo subjornalismo, especialmente na Internet — mas não só! — que publica tudo o que os petistas gostam de ler desde que não faltem as verbas das estatais. É uma variante do jornalismo que não vende, mas que se vende; que não tem leitor, ouvinte ou internauta, mas clientes. Haver quem resista a esse mercado de consciências e só se preocupe em noticiar o que é fato ofende o, como direi?, senso de dignidade do Babalorixá de Banânia.

Essa piada involuntária de Lula veio embalada pela retórica virulenta, mas ele contou outra, esta realmente do balacobaco. Ao defender a candidatura de Padilha ao governo de São Paulo, afirmou: “Se eleger o Haddad foi bom, imagina eleger o governador e a presidenta…”. Bom pra quem? Deixando claro que não reconhece o valor da democracia, Lula disse não entender por que o tucano Geraldo Alckmin está tão à frente nas pesquisas. Ou por outra: ele só entende o resultado de uma eleição quando o seu partido vence. E afirmou: “Fico imaginando o dia em que o PT governar São Paulo, a revolução que a gente vai fazer”. Ô se vai. A de Dilma, por exemplo, tem como saldo crescimento de 0,3%, juros de 11% e inflação de 6,3%. De fato, crescimento perto de zero, com inflação alta e juros estratosféricos é uma revolução da teoria econômica. É preciso ser fanaticamente incompetente para produzir tal prodígio.

Dilma, claro!, falou. Depois de anunciar que a “onça vai beber água” e que vai botar “os pingos nos is”, a presidente-candidata assegurou que tudo o que há de bom no país ou em São Paulo é obra do PT. Entendi. Nessa toada, Lula ainda acaba descobrindo o Brasil, Dilma assina a Lei Áurea e Delúbio Soares proclama a República. Será o samba-do-petista-doido.

Nem vem! O programa “Os Pingos nos Is” é meu, e ninguém tasca! Cumpre encerrar este texto com uma advertência: se o PT obtiver um quarto mandato, podem se preparar: a turma vai tentar avançar, de novo, contra a liberdade de imprensa. E vai perder outra vez.

01 Oct 11:41

Levy Fidelix e a suposta homofobia: na democracia, dizer besteira é diferente de praticar crime. Ou: Uma OAB covarde vai à Justiça contra Fidelix; uma OAB corajosa iria à Justiça contra Dilma Rousseff. Ou: De Gays e cabeças cortadas

by giinternet

Imaginem se, um dia, se votasse uma lei no Brasil ou em qualquer parte do mundo proibindo as pessoas de ser imbecis e de dizer imbecilidades. Quanto tempo vocês acham que demoraria para que se chegasse a uma tirania das mais odiosas? Levy Fidelix (PRTB), o eterno candidato do aerotrem, disse uma porção de sandices sobre homossexualidade no debate da Record? Disse. É a única tolice que afirmou nessa campanha? Não! Justiça se faça, ele nem chega a ser o campeão das asnices — Luciana Genro, do PSOL, vence essa disputa com todos os pés nas costas, num confronto acirrado com Eduardo Jorge, do PV. A maior de todas, ainda que dita em solo estrangeiro, é a de Dilma Rousseff: pregou a negociação com terroristas que cortam cabeças e praticam fuzilamentos e estupros em massa.

Muito bem. No debate da emissora, Luciana perguntou a Fidelix por que defensores da família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo. O homem do PRTB afirmou o que segue no vídeo:

Trata-se de um apanhado de bobagens? Não resta a menor dúvida. Mas há crime? Ora, tenham a santa paciência! Tanto os demais debatedores não entenderam assim que ninguém reagiu — nem a própria Luciana. Na democracia, reitero, existe espaço para as opiniões idiotas. Leiam o que disse Fidelix Reproduzo aspas:
– “dois iguais não fazem filho”;.
– “aparelho excretor não reproduz”;
– “como é que pode um pai de família, um avô, ficar aqui, escorado (?), com medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô, que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto.”
– “eu vi agora o papa, o Santo Padre, expurgar, fez muito bem, do Vaticano um pedófilo”.
– “que façam um bom proveito se quiserem fazer de continuar como estão, mas eu, presidente da República, não vou estimular. Se está na lei, que fique como está, mas estimular, jamais!, a união homoafetiva”.
– “Luciana, o Brasil tem 200 milhões de habitantes. Se começarmos a estimular isso aí, daqui a pouco vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né?”
– “esses que têm esses problemas, que sejam atendidos no plano afetivo, psicológico, mas bem longe da gente, porque aqui não dá”.

Observem que ele nem mesmo diz que pretende mudar a legislação se eleito — coisa que nunca será. Apenas assegura que, se presidente fosse, não estimularia a união homoafetiva. Cadê o crime? Fidelix também entende que sexo tem como fim a procriação. Eu acho que ele está errado, mas me parece que tem direito a uma opinião, não é mesmo? Fidelix também tece considerações sobre as funções do, como ele diz, “aparelho excretor”. E daí? Revejam o vídeo. Os presentes riram de escárnio. Ninguém reagiu como se ele estivesse cometendo um crime. E, de fato, não estava.

Mas aí entra em cena a militância gay. Olhem, até acho admirável a prontidão dessa turma. Não há grupo no Brasil tão organizado e tão presente na imprensa. Teve início o processo de demonização de Fidelix. Os presidenciáveis, que se calaram quando ele disse as suas sandices, foram unânimes, depois, em condená-lo. A campanha de Marina Silva diz que estuda até mesmo recorrer à Justiça. Ou por outra: tenta usar a questão para se livrar da pecha de homofóbica que lhe pespegou o PT. Dito ainda de outro modo: os marineiros acham que Fidelix pode ser a sua Marina da hora. Dilma vai se encontrar hoje com lideranças do movimento LGBT. Eduardo Jorge, que defende a descriminalização do aborto e das drogas, já entrou com uma representação contra Fidelix. A OAB pede a cassação da candidatura do homem por homofobia.

Não dá! A fala de Fidelix é imbecil, sim, mas é criminosa? Gostaria de ler a argumentação da OAB e saber em que lei se ampara, especialmente porque Fidelix disse que, se eleito, deixaria tudo como está.

Acho esse um péssimo caminho da militância — de gays ou quaisquer outras. Vejam o quanto a causa avançou nesses anos, inclusive com o reconhecimento da união civil contra a letra da Constituição — fato inédito na nossa história e na história das democracias. E ninguém precisou ser levado aos tribunais por crime de opinião para que isso acontecesse.

Sim, ouçam de novo ou releiam a fala de Levy. Dizer uma bobagem tem de ser diferente de praticar um crime. Uma fala como essa não geraria celeuma em nenhuma democracia do mundo, mesmo naquelas severamente patrulhadas pelos politicamente corretos. A razão é simples: a liberdade de expressão é um valor intocável. A menos que seja usada para incitar a prática de crimes. Não me parece que seja o caso deste senhor.

De resto, que país este, não? A candidata-presidente, que, segundo os institutos de pesquisa, está na faixa dos 40% dos votos no primeiro turno e lidera a disputa para o segundo, pede que a ONU sente com terroristas facinorosos para negociar. A OAB se calou. Não deve ter visto nada de errado. O candidato do traço, que tem muito folclore e nenhuma história, emite uma opinião infeliz, e todos avançam contra ele tentando tirar uma casquinha.

Não contem comigo para criminalizar opiniões. Até que alguém me prove o contrário com a Constituição nas mãos, um brasileiro é livre para fazer digressões sobre o aparelho excretor ou para dizer que, se eleito, não promoverá o casamento gay. Já o presidente da República Federativa do Brasil NÃO É livre para pregar a negociação com terroristas. Sabem por quê? O mesmo Artigo 5º que assegura a liberdade de expressão — e lá não está escrito que as pessoas são livres apenas para dizer coisas certas e com as quais concordamos — repudia o terrorismo.

Uma OAB covarde recorre à Justiça contra o nanico Levy Fidelix. Uma OAB que fosse corajosa teria recorrido à Justiça contra a gigante Dilma Rousseff. Eu ainda acho que progressista mesmo é enfrentar os fortes, não fazer fama contra os fracos.
*
PS: Eu estou debatendo aqui estado de direito, patrulha politicamente correta, liberdade de expressão, liberdade de opinião etc. Quaisquer intervenções que fujam desse paradigma não serão publicadas. Militância gay ou militância antigay devem buscar os canais adequados para se expressar. Não é o meu blog. Não arbitro sobre a sexualidade de ninguém. Cada um na sua, desde que não seja sexo forçado, com crianças ou com pessoas que não podem  fazer suas próprias escolhas. Também excluiria os bichos. Apoio casamento gay e adoção de crianças por pares homossexuais. Eu não apoio é censura, patrulha, agressão ao Estado de direito, covardia e oportunismo.

01 Oct 11:38

Grooveshark Found Guilty of Massive Copyright Infringement

by Soulskill
An anonymous reader writes: If you're a Grooveshark user, you should probably start backing up your collection. In a decision (PDF) released Monday, the United States District Court in Manhattan has found Grooveshark guilty of massive copyright infringement based on a preponderance of internal emails, statements from former top executives, direct evidence from internal logs, and willfully deleted files and source code. An email from Grooveshark's CTO in 2007 read, "Please share as much music as possible from outside the office, and leave your computers on whenever you can. This initial content is what will help to get our network started—it’s very important that we all help out! ... Download as many MP3’s as possible, and add them to the folders you’re sharing on Grooveshark. Some of us are setting up special 'seed points' to house tens or even hundreds of thousands of files, but we can’t do this alone." He also threatened employees who didn't contribute.

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01 Oct 11:37

Governo registra o pior resultado fiscal para agosto em 18 anos

by giinternet

Na VEJA.com:
O governo central, composto por Tesouro, Banco Central e Previdência Social, terminou o quarto mês seguido sem conseguir economizar receita para pagar os juros da dívida. Em agosto, registrou um déficit primário de 10,423 bilhões de reais, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira. É o pior resultado fiscal para meses de agosto em 18 anos. Segundo a série histórica do Tesouro Nacional, que começa em 1997, foi a primeira vez que o Governo Central teve resultado negativo em um mês de agosto.

O resultado veio pior do que as expectativas do mercado, que projetava um resultado negativo de cerca de 9,5 bilhões de reais. No acumulado do ano, a economia feita para o pagamento de juros ficou positiva em 4,675 bilhões de reais ou 0,14% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta era de uma economia de R$ 39,215 bilhões. O valor acumulado no ano é 87,8% menor que no mesmo período de 2013, que foi de R$ 38,416 bilhões (1,22% do PIB).

Com o resultado de agosto, fica praticamente impossível o cumprimento da meta de superávit primário para 2014 de R$ 80,774 bilhões, ou 1,55% do PIB. Isso porque o governo teria de economizar em quatro meses 76,1 bilhões de reais a mais do que conseguiu fazer em oito meses.

Receitas e despesas
Em agosto, as receitas líquidas do governo ficaram em 82,465 bilhões de reais, 6,4% abaixo na comparação com julho, mesmo reforçadas por 5,399 bilhões de reais em dividendos pagos sobretudo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal e pelo recebimento de 7,13 bilhões de reais do parcelamento de débitos tributários (Refis). No acumulado do ano, as receitas líquidas somam 661,754 bilhões de reais até agosto, com alta de 6,4% sobre igual período de 2013.

O Tesouro informou ainda que as despesas atingiram 92,888 bilhões de reais em agosto, com alta de 2,9% frente ao mês anterior. De janeiro a agosto, elas somaram 657,079 bilhões de reais, 12,6% acima de igual período de 2013.

12 meses
O superávit primário do governo central acumulado em 12 meses caiu para 43,3 bilhões de reais, o equivalente a 0,9% do PIB. Em agosto de 2013, o superávit em 12 meses estava em 73,1 bilhões de reais, ou 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

01 Oct 11:37

FHC ironiza Dilma: “Merece o Nobel de Economia; conseguiu arrebentar com tudo ao mesmo tempo”

by giinternet

Na VEJA.com:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ironizou a presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira, em Fortaleza, ao falar para 1.200 empresários. “Ela merece o Prêmio Nobel da Economia, pois conseguiu arrebentar tudo ao mesmo tempo. Isso é muito difícil de fazer em economia”, disse para aplausos dos empresários cearenses. Outra crítica a Dilma foi a passagem dela na Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada. “É triste quando a presidente do Brasil diz que vamos negociar com quem quer degolar”, afirmou, referindo-se à sugestão de Dilma de estabelecer um diálogo com os terroristas do Estado Islâmico.

Acompanhado do candidato ao Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), FHC pediu votos para o presidenciável Aécio Neves, mas admitiu que é muito difícil ele ir para um 2º turno. “Se fosse pelas qualidades dele, iria, mas a máquina federal está muito organizada para reeleger a presidente e o apelo de Marina é forte”, destacou. FHC disse que “infelizmente, o que vale agora nas eleições é o marquetismo que confunde tudo e acaba elegendo presidente”.

O ex-presidente fez referências à corrupção como mal maior hoje no país. “Temos que abrir o jogo da corrupção, mas a crise política é muito maior que a dificuldade econômica “. FHC esteve em Fortaleza para participar do Fórum Brasil em Debate, promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) e pela Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE).

01 Oct 11:37

Haverá amanhã! Ou: Chega de especulação!

by giinternet

As contas do governo central — que são compostas pelas contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — registraram, informa a VEJA.com, um déficit primário de R$ 10,423 bilhões de reais. É o pior resultado fiscal para meses de agosto em 18 anos. Segundo a série histórica do Tesouro Nacional, que começa em 1997, foi a primeira vez que o governo central teve resultado negativo em um mês de agosto. Dá para ser otimista assim? Não dá! Aliás, nem otimista nem pessimista. Cumpre ser realista.

Está na cara que o governo Dilma estourou com as contas públicas; estourou, como disse o ex-presidente FHC, com a boa governança na economia. Mas, atenção!, vamos com calma! Haverá ainda um país no dia 27 de outubro, pouco importa quem seja o eleito.

De fato, quero deixar claro que acho, sim, que há especulação exagerada. Embora eu entenda os motivos — e também os aponte — que fazem os agentes econômicos desconfiar de Dilma, não dá para fazer de conta que o país está à beira do abismo. Porque isso também não é verdade.

Vocês sabem o quanto lastimo a campanha eleitoral terrorista que o PT vem fazendo. Ainda nesta segunda, Dilma afirmou que um de seus adversários, Aécio Neves, é o retrocesso; a outra, Marina Silva, seria a aventura. Só ela própria, Dilma, seria a opção segura. Opção segura de quê? De crescimento perto de zero, de inflação no teto da meta e juros cavalares? Ora, tenha paciência, presidente. Assim, a senhora não consegue pôr os pingos nos is.

Se abomino o terrorismo dilmista, também repudio a especulação desenfreada, que dá a entender que não haverá amanhã se Dilma for reeleita. É claro que haverá. Pessoalmente, acho que, dos três amanhãs possíveis, esse é o pior. Mas o Brasil seguirá ainda como uma das maiores economias do mundo, com um empresariado operoso — embora vivendo dificuldades terríveis — e com uma agropecuária entre as mais competitivas do mundo.

Eu não estou aqui a dizer um “senta que o leão é manso”. Não é manso nada! Ele é até bem rabugento. Mas o Brasil vai superar as dificuldades. Uma coisa importante é a seguinte: qualquer que seja o futuro presidente, que a gente não abandone a política, a crítica permanente e a cobrança de resultados. Dilma só estourou com os fundamentos da economia porque, durante muito tempo, nós todos, inclusive a imprensa, fomos condescendentes com ela.

Nunca um país se beneficiou do amortecimento do espírito crítico. Quem gosta de ditadura de opinião é Lula. Nós gostamos é de pluralidade. O Brasil é maior do que a eventual reeleição de Dilma — que, de resto, está longe de ser garantida. É preciso, em suma, parar com as especulações de um lado e de outro.

01 Oct 11:37

Hong Kong Protesters Use Mesh Networks To Organize

by Soulskill
wabrandsma sends this article from New Scientist: Hong Kong's mass protest is networked. Activists are relying on a free app that can send messages without any cellphone connection. Since the pro-democracy protests turned ugly over the weekend, many worry that the Chinese government would block local phone networks. In response, activists have turned to the FireChat app to send supportive messages and share the latest news. On Sunday alone, the app was downloaded more than 100,000 times in Hong Kong, its developers said. FireChat relies on "mesh networking," a technique that allows data to zip directly from one phone to another via Wi-Fi or Bluetooth. Ordinarily, if two people want to communicate this way, they need to be fairly close together. But as more people join in, the network grows and messages can travel further. Mesh networks can be useful for people who are caught in natural disasters or, like those in Hong Kong, protesting under tricky conditions. FireChat came in handy for protesters in Taiwan and Iraq this year."

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01 Oct 11:36

DATAFOLHA – Em 4 dias, diferença entre Aécio e Marina cai 4 pontos: 25% a 20%; Dilma segue com 40%; um 2º turno PT-PSDB volta ao horizonte. Ou: PT não muda a própria imagem, mas depreda a alheia

by giinternet

Pois é… Em quatro dias, caiu quatro pontos a diferença entre os candidatos Aécio Neves, do PSDB, e Marina Silva, do PSB, que disputam uma das vagas no segundo turno da eleição presidencial. No levantamento feito pelo Datafolha nos dias 25 e 26, a diferença a favor da peessebista era de 9 pontos: 27% a 18%; agora, na pesquisa feita na segunda e nesta terça, é de apenas 5: 25% a 20%. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, vejam que curioso: qualquer distância entre 1 ponto (23% a 22%) e 9 pontos (27% a 18%) está no intervalo possível. Mas é improvável que ela se situe num extremo ou noutro. Se a velocidade da possível queda de Marina se mantiver constante e a da possível ascensão de Aécio também, pode ser o tucano a disputar a etapa final com a petista.

Os demais candidatos somaram apenas dois pontos. Dizem que votarão em branco ou nulo 5% dos entrevistados, mesmo percentual dos que pretendem anular o voto. O Datafolha ouviu 7.520 entrevistados em 311 municípios. Vejam o gráfico publicado pelo Portal G1.

Datafolha 30.09 Portal G1

Em duas semanas, a diferença entre Marina e Aécio caiu 8 pontos: de 30% a 17% para 25% a 20%. Dilma, nesse período, variou na margem de erro: de 37% para 40%. Tudo indica que a hipótese que chegou a ser aventada há dois dias não vai se confirmar: havia quem visse a possibilidade de Dilma levar a disputa ainda no primeiro turno. A novidade da pesquisa do Datafolha é a possibilidade de uma troca de posições no segundo lugar. Observem que a situação de agora é muito parecida com a de 14 e 15 de agosto, antes do início do horário eleitoral.

Quando se veem os números do segundo turno, Aécio e Marina parecem estar em tendências opostas.Datafolha G1 2º turno

Ainda que discreta em 15 dias, há uma tendência de diminuição da diferença entre Dilma e Aécio: era de 10 pontos (49% a 39%); agora é de nove (50% a 41%), dentro da margem de erro. Ocorre que, na disputa com Marina, a vantagem da petista aumentou substancialmente: a ex-senadora aparecia na frente, com 46% a 44%; agora, está atrás: 41% a 49% — a candidata do PT subiu 5 pontos, e a do PSB caiu 5 — uma variação de 10 pontos contra a peessebista. De novo, a variação na comparação com os dados anteriores ao início do horário eleitoral indica pouca mudança.

Uma coisa, no entanto, sofreu forte alteração. A campanha negativa contra Marina surtiu, sim, efeito, e ela e seus estrategistas não conseguiram, até agora, furar o cerco. Vejam este gráfico do G1 com a rejeição aos candidatos.

Datafolha 30.09 rejeição

Dilma segue na liderança e variou pouco em um mês e meio: de 34% pra 31%, dentro da margem de erro. Isso indica que conquistou indecisos ou pessoas que iriam anular o voto, mas conseguiu mudar a opinião de bem pouca gente. Já a rejeição a Marina, no período, cresceu 127%, indo de 11% para 25%; Aécio foi de 18% para 23%. Finalmente, a avaliação do governo Dilma variou dentro da margem de erro em dois dias: os que acham o governo ruim ou péssimo foram de 22% para 23%; os que o consideram bom ou ótimo, de 37% para 39%, e a turma que o avalia como regular oscilou de 39% para 37%. Os números são os mesmos de antes do início do horário eleitoral.

Há um dado curioso nessa história toda: até agora, a campanha odienta do PT na televisão, vistos os números, não diminuiu substancialmente a rejeição a Dilma, não alterou quase nada o número dos que querem votar nela nem mudou a avaliação sobre o seu governo. Mas fez um estrago e tanto em Marina Silva e contribuiu bastante para dificultar a ascensão de Aécio.

Não deixa de ser o retrato desta disputa: o PT não veio para construir, mudar ou renovar. Veio para destruir. Não tem mais como falar bem de si mesmo. Restou-lhe apenas o papel de achincalhar os adversários.

Texto publicado originalmente às 20h25 desta terça
01 Oct 11:36

Paulo Roberto Costa solto. Tremei, companheiros!

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O homem que disse que Antonio Palocci lhe pediu dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff em 2010 irá para casa amanhã. A autorização para que Paulo Roberto Costa responda, em prisão domiciliar, ao processo em que é acusado de desvio de recursos da Petrobras já foi assinado pelo juiz Sérgio Moro, da 13a Vara Federal de Curitiba. Costa deixará a carceragem da PF no Paraná e rumará para o Rio, onde sua família mora. Ele será monitorado por uma tornozeleira eletrônica.

A petelândia está em pânico. A autorização para a prisão domiciliar já é um benefício concedido pela Justiça. E coisas assim só acontecem quando o preso efetivamente contribui para elucidar um esquema criminoso; quando se avalia que suas informações são relevantes.

Já sabemos parte do que disse o ex-diretor da Petrobras. E é tudo muito escabroso. Ele forneceu uma lista grande de políticos que estariam vinculados à quadrilha que desviava dinheiro da estatal. Lá estão alguns grandes do Congresso, como Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara. Integra a lista, segundo ele, Edison Lobão, ministro das Minas e Energia. Pertence à turma, ele assegurou, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

Ocorre que Costa não parou por aí, não. Ele também admitiu ao Ministério Público e à PF que recebeu, sim, propina na operação de compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Só no seu bolso, teria ido parar R$ 1,5 milhão. E olhem que ele não era o homem forte dessa operação. É que ele poderia reter documentos para análise por um tempo — ou liberá-los com celeridade. Ele foi rápido, cobrou por e isso e, confessa, recebeu. Resta saber de quem.

E Paulo Roberto, informa a VEJA desta semana, disse algo infinitamente mais grave do que tudo isso: em 2010, Antonio Palocci, então coordenador da campanha de Dilma e depois seu chefe da Casa Civil, recorreu aos préstimos do grupo criminoso para pedir R$ 2 milhões para a campanha da petista. Atenção! Essa grana ilegal, criminosa, teria sido pedida na cota do PP. Outros partidos teriam também as suas respectivas, muito especialmente PMDB e PT. Íntimo do poder, ele era: Lula o chamava de “Paulinho”. Superfofo mesmo, né?

Já há um monte de petistas que perdeu o sono. Acho que o que veio a público até agora é muito pouco para que lhe concedam benefício tão grande, tantas são as evidências de crimes. Isso só nos faz supor que ele disse muito mais.

Tremei, companheiros!

01 Oct 11:36

Marina sobre Dilma: “Mente quem diz que não sabia dos roubos na Petrobras e quem prometeu 6 mil creches e entregou menos de 400″

by giinternet

Por Bruna Fasano, na VEJA.com:
A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, fez duras críticas á presidente Dilma Rousseff (PT) nesta terça-feira, em São Paulo, e afirmou que a adversária petista mentiu ao dizer que não sabia da existência de um amplo esquema de corrupção na Petrobras. Reportagens de VEJA revelaram que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa entregou em acordo de delação premiada uma constelação de políticos e partidos que receberam dinheiro desviado da empresa – entre eles o PT e a própria campanha de Dilma em 2010.

“Não venha me chamar de mentirosa. Mente quem diz que não sabia dos roubos na Petrobras”, disse Marina. A fala foi feita em resposta a mais uma peça da propaganda eleitoral de Dilma direcionada à desconstrução da figura de Marina – desta vez, a propaganda afirma que a ex-senadora mentiu ao dizer que votou a favor da extinta CPMF. “Para votar um projeto no Congresso há muitos trâmites. Quem nunca foi sequer vereadora e vira presidente do Brasil não entende isso.”

Marina Silva disse ainda que o PT promove uma “campanha da discórdia” contra ela e que a presidente “come pela boca de marqueteiros”. “Nunca pensei que uma mulher pudesse permitir fazer o que estão fazendo para destruir a biografia honrada de outra mulher.”

“Eles me criticam, dizem que me emociono ao falar sobre os ataques que venho sofrendo, ao falar sobre minha vida. Mas a pior fraqueza é fazer o jogo do dominador. Não quero parecer com essa gente, não quero parecer com eles”, disparou. “Mente quem promete construir 6.000 creches e não entrega sequer 400″, afirmou.

25 Sep 13:06

To Substitute Another Thirst

by Wesley Hill

If there’s one theological commitment that unites both sides of the same-sex marriage debate, it’s semi-Pelagianism. Taking its name from the fourth-century monk Pelagius, semi-Pelagianism may be thought of as a theological mood or a set of impulses that’s opposed to a strong doctrine of original sin. Fearing that talk of our broken wills may hamper moral striving, the semi-Pelagian stresses perfectibility as a motive for action.

It’s easy, I fear, to encounter a watered-down version of this sentiment when you listen to the volleys fired from the left and the right in the same-sex marriage debates in Christian circles today. In a 2010 report commissioned by and for the Episcopal Church, the self-identified “liberal” camp described their theology of same-sex marriage like this: “Marriage is a signal means of taking part in the atonement through our very bodies. . . . [A] body’s true expression and fulfillment comes only in gift, and refusal of this gift risks the refusal of the Spirit.” Same-sex marriage, on this view, is utterly necessary for churches to affirm because it is a means for gay Christians to participate in Christ’s atoning self-gift. Or, as Eugene Rogers has put it, gay Christians’ renunciation (rather than consecration) of their desires “gives God nothing by which to redeem them, no hook in the flesh by which to capture them and pull them up.” What this means, as Douglas Farrow has pointed out, is that “Eros”—or the human pursuit and cultivation of it—“is the real mediator here, not Jesus Christ.”

But things aren’t always better in the traditionalist camp. Mirroring the rhetoric of some of their ideological opponents, conservatives, too, can fall into the moralizing, semi-Pelagian trap. We—I count myself among them—can speak of celibacy as a faithful path for gay Christians in such sunny, sanguine terms that one might think salvation comes by saying no to gay sex rather than by the mediation of Christ. Consider, for instance, how a case for the traditional Christian teaching on marriage and celibacy sounded to one young gay man: “[I was led to believe that] joy within celibacy is sustainable, maintainable, and achievable for anyone who reaches for it. . . . [I]f someone is faithful, tries hard enough, and does the right things, a life of sustainable celibacy will be theirs.” Like the negative image of a developing photograph, Pollyanna-ish optimism about the vocation of celibacy is simply the inverse of a theology that locates salvation for gay people in marriage. Arguably, both sides have failed to take seriously enough the depth of our collective human fall into sin.

I’ve been thinking about all this again recently because I’ve been reading a small book called What I Believe by the celebrated French Catholic novelist from the last century, François Mauriac. Written toward the end of his life, Mauriac’s book is a final testament of sorts, articulating in simple, straightforward affirmations of faith what he had earlier enfolded more obliquely into his fiction. In one of the book’s chapters, Mauriac treats the subject of sexual purity, and what he says is anything but what today’s cultured despisers of traditional Christian morality might expect.

In the first place, Mauriac is unblushingly honest about the inability of a lifetime of moral effort to guarantee one’s purity in old age. One might hope that sexual discipline is a cumulative thing, making chastity easier with time. On the contrary, Mauriac says, the latter years of a man’s life can be “a period of redoubled testing because the imagination in an old man is substituted in a horrible way for what nature refuses him.” No imagery here of wizened sainthood: Mauriac is forthright about how, the longer one lives, the more intense the struggles of the moral life can become.

Furthermore, Mauriac doesn’t see marriage as remedy for these lusts. Granted, Christians since the time of the New Testament have usually spoken of marriage as a way of banking desire’s embers. “It is better to marry than to burn,” wrote St. Paul to the Corinthians. But Mauriac notes that even after marrying, a person is likely to harbor obsessions that cannot be lawfully slaked within the marriage. Our fallen sexual desire, most likely, “goes far beyond the sexual act and cannot be appeased in marital life, because it involves the attraction of unknown creatures and the taste for adventure and chance meetings.” Which means that “a Christian marriage simplifies nothing in the problem of purity, and that within that problem it creates a world of difficulties which concern it alone.” So much for any naïve view of marriage as the answer to frustrated desire.

Ultimately, though, I think Mauriac’s sharpest challenge is aimed at those of us who affirm the traditional Christian view of marriage as the union of one man and one woman and who, consequently, urge Christians to abstain from gay sex. On the one hand, Mauriac wants to disabuse us of any notion that sexual purity might be easy to attain. There is “wretchedness” in us, he says—sounding the Augustinian note—and even for the strongest of us, there are “failures which are repeated throughout our poor lives.” But Mauriac also wants to recalibrate our reason for pursuing sexual purity and offer us a better means of pursuing it.

Sexual abstinence is not an end in itself, he says, undertaken to demonstrate one’s own moral heroism. Our purity of mind and body is rather, firstly, for the sake of love for Christ—“His love does not allow any sharing”—and, secondly, for the sake of those whom Christ loves, for the sake of honoring the sanctity of the bodies and souls to whom we are attracted. “We have to be pure,” Mauriac writes, “in order to give ourselves to others, for Christ’s love is love for others.”

And the only way such purity is achievable in Christian lives is not by white-knuckled effort but by receiving a love whose sweetness somehow exceeds what we naturally think we want. “Christ,” Mauriac concludes, “is ready to substitute Himself in a sovereign and absolute way for that hunger and thirst, to substitute another thirst and another hunger.” The Sermon on the Mount is more carrot than pitchfork: “Blessed are the pure in heart.” The allure of the beatific vision, not the threat of punishment, is what Jesus uses to motivate the ascetic regime.

I was with a saintly older Christian recently who, Mauriac-like, gently chastised me for speaking of sexual discipline in the imperative mood. “It’s not that we should or must be sexually pure,” he said. “It’s that we taste the goodness of Christ in the Eucharist, and we’re enticed into purity.” How different my articulations of traditional Christian teaching about marriage and chastity might sound if I were to follow his, and Mauriac’s, lead. There is a better way forward in the same-sex marriage debates than a reinforced moralism, and it has to do with a deepening knowledge of the love which is the Christian’s main theme.

Wesley Hill is assistant professor of biblical studies at Trinity School for Ministry.

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25 Sep 13:05

TCU aponta superfaturamento de R$ 367 milhões em Abreu e Lima

by giinternet
Na VEJA.com:
O Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou nesta quarta-feira que a Petrobras fez um pagamento indevido de 242,8 milhões de reais para empreiteiras responsáveis por executar quatro contratos da refinaria de Abreu e Lima, da Petrobras. A informação consta do relatório apresentado pelo ministro-relator José Jorge, que destacou a refinaria como um “caso péssimo” na história da estatal. Além do valor já pago, ainda existe um saldo de 124,9 milhões de reais devido às empreiteiras e que, segundo o TCU, se refere a um reajuste de preços feito em “condições inadequadas”. Com isso, a soma apontada como superfaturamento é de 367 milhões de reais.
 
A irregularidade foi identificada nos contratos de construção da unidade de coqueamento retardado, da unidade de hidrotratamento de diesel, da unidade de destilação atmosférica e das tubovias de interligação. Esses contratos foram alvos de reajustes contratuais acima da variação real de produção do custo de produção, segundo o TCU. Especialmente no quesito custo de mão de obra, que ganhou adicionais entre 70% e 80% dos valores contratados, acima da média de 56% verificados em outras etapas da construção pactuadas em outros contratos. “Esses reajustes estão superdimensionados”, disse.  O projeto da refinaria, no município de Ipojuca, Pernambuco, foi orçado inicialmente em 2,5 bilhões de reais. Mas, atualmente, apresenta orçamento de 20 bilhões de reais — o que a torna uma das refinarias mais caras do mundo.
 
O plenário decidiu, então, pela readequação dos contratos. O TCU aprovou uma medida cautelar determinado que os 125 milhões de reais pendentes deverão ser adequados a uma nova tabela de preços. “Como resultado da auditoria, espera-se uma melhorias dos procedimentos internos da Petrobras relativamente à delimitação das condições de reajustes pactuadas em suas contratações de obras”, registrou no acórdão o ministro-relator. Segundo o ministro, as responsabilidades e o ressarcimento dos 243 milhões de reais que já foram pagos serão alvos de outros processo. Jorge também observou que a Petrobras pode recorrer da decisão em até 15 dias.
 
Os contratos da refinaria Abreu e Lima são alvos da Justiça no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga as ligações entre o grupo liderado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e empreiteiras que prestam serviços para a estatal. A principal acusação é de que houve desvio de dinheiro da estatal por meio de contratos de consultoria com empresas de fachada. A licitação para as obras de Abreu e Lima foi vencida pelo Consórcio Nacional Camargo Corrêa (CNCC). A Procuradoria sustenta que o contrato “apresentou indícios de superfaturamento ou sobrepreço na execução e fornecimento de materiais”. 
 
Fiscobras
O processo julgado nesta quarta-feira pelo TCU faz parte do Fiscobras 2014, que investiga os repasses de verba federal em obras públicas com o objetivo de informar o Congresso Nacional sobre os gastos e, desta forma, permitir a elaboração do Orçamento Geral da União. Cabe ao TCU, ao fim das auditorias, recomendar a paralisação ou a continuidade das obras, conforme os índices de gravidade.
25 Sep 13:05

Lava Jato: Youssef já assinou acordo de delação premiada

by giinternet

Na VEJA.com:
O doleiro Alberto Youssef assinou nesta quarta-feira o acordo de delação premiada para colaborar com as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal sobre o megaesquema de desvio de recursos públicos, inclusive na Petrobras. Pivô da Operação Lava Jato, ele é acusado de chefiar esquema que movimentou 10 bilhões de reais. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Youssef prestou nesta quarta-feira em Curitiba o primeiro depoimento dentro das regras do trato.

Por enquanto, o doleiro permanecerá detido na carceragem da Polícia Federal. Youssef decidiu colaborar com a investigação depois de ter sido pressionado por familiares. O advogado dele, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, abandonou a defesa por ter sido contra a decisão de seu cliente. Ele pretendia fazer a defesa do acusado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A delação pode gerar uma redução na pena de Youssef se as informações prestadas por ele forem confirmadas pelos procuradores. “Acho que há uma inversão do papel do Estado, que prende a pessoa e a submete a uma pressão desumana”, disse Kakay ao site de VEJA.

O doleiro, que foi preso em março, é peça-chave do esquema que também contava com a participação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Como mostrou VEJA, Costa também aceitou a delação premiada e já entregou aos investigadores nomes de políticos que receberam dinheiro sujo.

Na semana passada, o doleiro foi condenado a quatro anos de prisão por seu envolvimento no caso Banestado, na década de 1990. Com os crimes descobertos pela Polícia Federal na investigação da operação Lava Jato, a pena somada pode chegar a muitas décadas. O acordo de delação pode reduzir o tempo de prisão.

25 Sep 13:05

Segundo Lula, “eleição não é questão de amor”. E “questão de caráter”, é?

by giinternet

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse num comício nesta quarta, na grande São Paulo, que “ama” — ele empregou esse verbo — Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, mas emendou em seguida: “Eleição não é questão de amor”. E fez a lista de cinco mulheres importantes em sua gestão — a ex-ministra do Meio Ambiente ficou de fora.

A frase é curta, mas diz muita coisa sobre o homem. Qualquer um que tenha acompanhado a sua trajetória e a forma como se articulou o discurso do seu partido sabe que o amor nunca esteve entre as suas prioridades. Aliás, é pequena a economia dos afetos nas disputas pelo poder. Já o ódio é uma força poderosa e sempre esteve no centro das articulações. Busquem lá em “O Príncipe”, de Maquiavel. É melhor que o soberano seja amado ou temido? A resposta é inequívoca: se der para ser amado, muito bem! Uma coisa, no entanto, não admite alternativa: tem de ser temido.

Maquiavel era quem era, e a obra tinha um propósito até bastante mesquinho, pequeno, ligado à realidade local. Os pósteros é que a converteram em bula, e o adjetivo “maquiavélico” passou a dizer um pouco mais do que “realista”. Ao maquiavélico se atribuem maldades, conspirações, atos inescrupulosos, falta de limites, vale-tudo.  Dizer o quê? Maquiavel, coitado!, não tinha nada com isso. Não ajudou a assaltar a Petrobras. Não roubou dinheiro de ninguém na compra da Refinaria de Pasadena. Não superfaturou obras na construção de Abreu e Lima. Não foi parceiro do PT no desvio de dinheiro público na Bahia. Não colaborou com Delúbio Soares no mensalão. Maquiavel, declaro aqui com todas as letra, é inocente!

Mas voltemos a Lula. “Eleição não é questão de amor”, diz ele. Talvez não seja mesmo. Mas é preciso que a gente preste atenção a quem está falando e qual é o contexto. Ao fazer tal afirmação, o poderoso chefão petista emite o sinal para o vale-tudo. Numa democracia, ninguém é obrigado a amar os adversários. O que pedem as leis, o decoro e os valores é que estes sejam respeitados.

Seja como líder da oposição, seja como presidente da República, Lula sempre tratou seus adversários a pontapés, embora, e todo mundo sabe disto, fosse e seja lhano e cordato com eles nas relações pessoais. Pode parecer incrível, mas é verdade: ele está aí há 20 anos — oito na oposição e 12 no governo — exercitando a política do ódio contra o PSDB e FHC. Seria um ódio real, daqueles que remoem as entranhas? Isso não tem a menor importância. O que conta é a linguagem política que ele fala.

Não foi por amor que Lula e seu partido combateram o Plano Real, as privatizações ou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não foi por amor que Lula e seu partido se reconciliaram com José Sarney, Fernando Collor, Paulo Maluf e quem mais caísse na rede. Não é por amor que Lula e seu partido enlameiam ou lavam reputações. Para Lula e seu partido, política é isto mesmo:  trata-se apenas da arte de sacrificar princípios e escrúpulos num jogo em que o único resultado aceitável é vencer.

Eu até concordo que eleição não seja “questão de amor”. Mas isso não quer dizer que não deva ser uma questão de caráter.

25 Sep 13:05

Where Whistleblowers End Up Working

by samzenpus
HughPickens.com writes Jana Kasperkevic writes at The Guardian that it's not every day that you get to buy an iPhone from an ex-NSA officer. Yet Thomas Drake, former senior executive at National Security Agency, is well known in the national security circles for leaking information about the NSA's Trailblazer project to Baltimore Sun. In 2010, the government dropped all 10 felony charges against him and he pleaded guilty to a misdemeanor charge for unauthorized use of a computer and lost his livelihood. "You have to mortgage your house, you have to empty your bank account. I went from making well over $150,000 a year to a quarter of that," says Drake. "The cost alone, financially — never mind the personal cost — is approaching million dollars in terms of lost income, expenses and other costs I incurred." John Kiriakou became the first former government official to confirm the use of waterboarding against al-Qaida suspects in 2009. "I have applied for every job I can think of – everything from grocery stores to Toys R Us to Starbucks. You name it, I've applied there. Haven't gotten even an email or a call back," says Kiriakou. According to Kasperkevic, this is what most whistleblowers can expect. The potential threat of prosecution, the mounting legal bills and the lack of future job opportunities all contribute to a hesitation among many to rock the boat. "Obama and his attorney general, Eric Holder, declared a war on whistleblowers virtually as soon as they assumed office," says Kiriakou. "Washington has always needed an "ism" to fight against, an idea against which it could rally its citizens like lemmings. First, it was anarchism, then socialism, then communism. Now, it's terrorism. Any whistleblower who goes public in the name of protecting human rights or civil liberties is accused of helping the terrorists."

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