Shared posts
GNOME 3.14 released
[$] Adobe releases source code for OpenType font-development tools
Adobe made a surprise announcement at the annual ATypI conference in Barcelona, Spain, releasing one of the company's proprietary font-production tools under an open-source license. In addition, the team convinced another popular font-development project to release its core library as open source, too. Adobe framed the release as a move designed to help improve the quality of fonts produced with any application, but there may be other benefits as well—such as increasing the spread of Adobe's own open fonts. Up until now, those fonts have not been redistributable by many other free-software projects, precisely because the production tools needed to build them remained closed.
Depois de fazer terrorismo eleitoral na TV, PT agora se queixa de adversários
Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Autor de sucessivas peças de terrorismo eleitoral pregando o discurso do medo caso deixe o poder, o PT anunciou que fará uma ofensiva contra as campanhas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) na Justiça Eleitoral. O partido quer direito de resposta porque não gostou das críticas feitas pelos adversários à gestão da presidente-candidata Dilma Rousseff.
No programa eleitoral exibido nesta terça, a campanha de Marina afirmou que a Petrobras “virou caso de polícia” em referência à profusão de escândalos que cercam a empresa nos últimos anos. A propaganda mostrou uma reportagem na qual o Tribunal de Contas da União pede que Dilma responda pela compra da refinaria sob suspeita, em Pasadena, no Texas, cuja compra pela Petrobras deixou prejuízo de quase 1 bilhão de dólares. Na época do negócio, Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras.
No caso de Aécio, a queixa do PT é que a campanha tucana mentiu ao afirmar que o governo Dilma não entregou as obras que prometeu. Um levantamento da ONG Contas Abertas, por exemplo, mostrou que o número de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no papel é três vezes maior do que os empreendimentos em execução.
“A candidata do PSB excedeu todos os limites de desfaçatez ao atacar a presidente Dilma e o PT, igualando-se às práticas mais obscuras da velha política. A Marina diz que faz o debate, não o embate, mas partiu para a baixaria”, disse o presidente do PT, Rui Falcão, um dos coordenadores da campanha de Dilma. “Nós sempre falamos a verdade de cara limpa, rosto aberto, sem nos escondermos e exibindo fatos e argumentos. Marina que mentiu sobre dados do desmatamento, sobre o quanto recebe por suas palestras e ainda faz insinuações descabidas, como é o caso de atribuir responsabilidade a nossa presidente por nomeações de diretores que depois praticaram mal feitos”, continuou.
Para quem acompanha a escalada da propaganda petista no rádio e na televisão, a fala do presidente do PT deixou a dúvida: se era algum tipo de piada ou se ele não assistiu as peças eleitorais recentes produzidas pela própria campanha que coordena – uma delas, inclusive, barrada pela Justiça Eleitoral.
PT quer o monopólio da mentira e também da crítica
Ai, ai…
Quando eu começo assim, é porque estou como Machado de Assis, com a pena da galhofa e a tinta da melancolia. O PT, acreditem vocês, decidiu recorrer à Justiça Eleitoral contra PSDB e o PSB — ou seja, contra as campanhas de Aécio Neves e Marina Silva. Sim, leitores amigos! Rui Falcão, presidente do PT, diz que os adversários, calculem vocês, estão recorrendo a baixarias. Sim, é uma piada, só que involuntária.
E do que o PT não gostou na campanha de Marina? A propaganda eleitoral do PSB sustentou em seu programa que a Petrobras virou caso de polícia. Não me diga que o PT está escandalizado com isso!!! Eu estou enganado, ou dois inquéritos da Polícia Federal investigam lambanças na estatal? Eu estou enganado, ou o TCU mandou suspender repasses de recursos a refinarias em razão de suspeita de irregularidades? Eu estou enganado, ou Paulo Roberto Costa acusa pagamento de propina na compra da refinaria de Pasadena? Ele próprio, aliás, diz ter recebido R$ 1,5 milhão. Rui Falcão não quer que esse tema apareça na campanha eleitoral?
E do que os petistas não gostaram na campanha do PSDB? Os tucanos, imaginem vocês, acusam os petistas de não ter cumprido as suas promessas. Ora, mas só o principal partido de oposição diz isso? Não! Segundo o levantamento da ONG Contas Abertas, o PAC que está no papel tem três vezes mais realizações do que o de verdade.
Os petistas agem como recomendava Lênin, o facinoroso: acuse os outros de praticar aquilo que você pratica. É uma das táticas mais sujas do jogo político. O PT já acusou Aécio Neves de querer cortar direitos trabalhistas — sem que o tucano jamais tivesse tocado no assunto. Em campanhas passadas, acusou José Serra e Geraldo Alckmin de querer privatizar a Petrobras, o que, infelizmente, é mentira. Se privatizada, convenham, não estaríamos sendo assaltados agora, não é mesmo? No momento, acusam Marina de querer arrancar comida do prato dos brasileiros e de pretender tirar R$ 1,3 trilhão da educação porque ela não teria a intenção de explorar o pré-sal.
Notem: há diferenças entre verdade e mentira. Que a Petrobras seja, hoje, um caso de polícia, é um fato. Que Dilma não tenha cumprido boa parte de suas promessas, idem. Já a afirmação de que o tucano queira cortar direitos trabalhistas ou a de que a peessebista vá tirar R$ 1,3 trilhão da educação são apenas pregações terroristas. Nem é o caso de afirmar que os petistas pretendem ter o monopólio da mentira. Ele querem também o monopólio da crítica. É patético!
A Pessimistic Case for Hope
Ten years ago this fall, it seemed for a moment like social conservatives might be ascendant in our politics. Immediately after the 2004 election, some analysts on the right and left alike said George W. Bush’s reelection signaled a rising tide of “values voters” who would yield an enduring nationwide advantage for Republicans on social issues.
In a post-election op-ed that the New York Times’s headline writers subtly titled “The Day the Enlightenment Went Out,” Gary Wills said the American people were giving up on modernity. On CNN the day after the election, conservative commentator Tucker Carlson said “it is clear that it was not the war on terror, but the issue of what we’re calling moral values that drove President Bush and other Republicans to victory.”
Many social conservatives now look wistfully upon that moment and see in the decade that followed what traditionalists are apt to see in the world in general: a sorry decline. Both politics and the culture now seem increasingly hostile to social conservatism, and religious believers in the public square are fighting for even minimal tolerance. The tide appears to have turned decisively, and the same kinds of analysts who saw a traditionalist ascendancy ten years ago now spy only social liberalism as far as the eye can see. Some social conservatives have internalized the notion that history is on the side of the left, and are preparing for the catacombs.
But the false dawn of 2004 should actually temper today’s dire mood, precisely because it was false. Some of the political dynamics around the 2004 election (with same-sex marriage referenda in several red states timed to coincide with a presidential cycle), along with a poorly worded question on an exit poll created a misimpression about the electorate’s priorities. The closest watchers of the public mood in that campaign, more thorough subsequent polling, and academic analyses of public opinion all suggest the social issues were not actually crucial to the outcome, and that the electorate was not unusually concerned with them on election day.
That means that social conservatives were not ascendant a decade ago, but it also means their situation has not grown so dramatically worse since. They have obviously seen some important setbacks: Public opinion has moved in favor of same-sex marriage (though the most perceptive social conservatives could clearly see that coming a decade ago) and some drug legalization, and the most important of all social trends (out-of-wedlock births) has grown worse. But social conservatives have also had some causes for cheer: Teen pregnancy has declined dramatically, divorce and abortion rates have fallen, too, and public opinion has turned modestly more critical of abortion.
What has not happened is any sharp public turn against religion or religious liberty. Gallup’s annual survey of views about religion in America shows exceptional stability over the past decade. Twenty-one percent of Americans told Gallup last year that they’d like organized religion to have less influence in the nation’s life, compared to 19 percent who said so a decade agoa statistically insignificant difference.
That doesn’t mean social conservatives are imagining their troubles these days. But it might mean they’re blurring the distinction between politics and the larger culture a bit more than they should. Both the Bush years and the Obama years suggest that whichever side of our culture wars holds the White House has a great deal of control over the form and character of the battles we fight in those wars. Such control can make it seem like history is on the side of the president’s party.
Many of the most heated public battles about moral and cultural issues in the Obama years (and especially the religious liberty debates surrounding the HHS mandate) have been carefully, if not cynically, orchestrated by the White House to frighten key Democratic constituencies and cast their opponents in the worst possible light. The resulting divisiveness has freed some particularly illiberal liberals to launch private witch hunts against cultural conservatives alongside the administration’s public ones, but it is by no means evident that public opinion more generally has moved in favor of withdrawing protections for the practice of religion.
None of this is to say that the administration’s stunning attempts to isolate and ostracize religious believers for political advantage are anything but reprehensible. The fight to defend religious liberty is the most important political struggle of the moment, and the very character of our liberal society depends upon it. But the perspective of the past decade can help us understand that this struggle is not lost from the outset.
The prospect of social liberals annihilating their opponents in the public square over the coming years is not much more plausible than the expectation that social conservatives were set to do so in 2004. We are certainly witnessing some distressing social trends and battles, and we find ourselves having to defend the virtue and value of family, work, learning, and faithall of which are under assault in the elite precincts of the culture and are growing weaker among the poor and vulnerable too. These are the essential prerequisites to human flourishing, and also to the liberal society itself, so a great deal is at stake in our culture wars.
But today’s cultural conservatives exhibit the wrong sort of pessimism about all this. They are too pessimistic about their cultural and political prospects because they are not pessimistic enough about the limits of human nature. A clearer sense of those limits should help us see not only why traditionalism never triumphs in the liberal society but also why progressivism can never suffice.
The permanence of the human longings for attachment and transcendence means that the endless parade of temptations and distractions we confront in modern life can yield an endless series of opportunities for the truth to recapture our imagination and prove itself indispensable. Traditionalists should therefore work to build room for their ways of living in the modern world not only as a means of defense and survival but as a means of persuasion and progress.
They should see themselves fighting not against the liberal society but for it. They should live out their faiths and their ways in the world, confident that their instruction and example will make that world better and that people will be drawn to the spark. This means traditionalists must see both the good and the bad in modern life, and must accept that our society is always getting both better and worse.
And it means that traditionalists must be committed to the preservation of spaces for private life that are protected from the perverse shortsightedness of politics. It means, in other words, that we should be intensely engaged in the struggle for the soul of our societyknowing we can expect no ultimate victory from politics, but also that we are by no means destined to defeat, and that by persisting in the struggle we make room for another generation to rise and thrive and seek to embody the good. Politics can do no more than that, but it must do no less.
Yuval Levin is the Hertog Fellow at the Ethics and Public Policy Center and editor of National Affairs.
Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.
Rosetta Code Study Weighs In On the Programming Language Debate
Read more of this story at Slashdot.
Erdoğan’s Flying Carpet Unravels
Erdoğan’s Flying Carpet Unravels
by David P. Goldman
Asia Times
September 23, 2014
Crossposted from Asia Times Online:
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MID-01-230914.html
Turkey’s President Recep Tayyip Erdoğan has a growing list of enemies. “Among his targets” at a recent address to a Turkish business group “were The New York Times, the Gezi events of 2013, credit rating agencies, the Hizmet movement, the Koc family and high interest rates,” Zamanreported September 18. Erdoğan earlier had threatened to expel rating agencies Moody’s and Fitch from Turkey if they persisted in making negative comments about Turkey’s credit.
Turkey’s financial position is one of the world’s great financial mysteries, in fact, a uniquely opaque puzzle: the country has by far the biggest foreign financing requirement relative to GDP among all the world’s large economies, yet the sources of its financing are impossible to trace.
Source: Bloomberg |
Source: Central Bank of Turkey |
I have analyzed sovereign debt risk for three decades – including stints as head of credit strategy at Credit Suisse and head of debt research at Bank of America – and have never seen anything quite like this.
At around 8% of GDP, Turkey’s current account deficit is a standout among emerging markets. It is at the level of Greece before its near-bankruptcy in 2011. Where is the money coming from to cover it?
A great deal of it is financed by short-term debt, mainly through borrowings by banks.
Little of this appears on the Bank for International Settlements tables of Western banks’ short-term lending to other banks, which means that the source of the bank loans lies elsewhere than in the developed world. Gulf State banks are almost certainly the lenders, by process of elimination.
Recently, as the above chart shows, the rate of growth of bank borrowing has tapered off. What has replaced bank loans?
Source: Central Bank of Turkey |
According to Turkey’s central bank, the main source of new financing cannot be identified: It appears on the books of the central bank as “errors and omissions”.
Analysts close to Turkey’s ruling party claim that the unidentified flows represent a political endorsement from Turkey’s friends in the Gulf States. Quoted in Al-Monitor, political scientist Mustafa Sahin boasted: “The secret of how Turkey avoided the 2008 global economic crisis is in these mystery funds. The West suspects that Middle East capital is entering Turkey without records, without being registered. Qatar and other Muslim countries have money in Turkey. These unrecorded funds came to Turkey because of their confidence in Erdoğan and the Muslim features of the AKP and the signs of Turkey restoring its historic missions.”
It seems clear from the data that short-term bank lending and mystery inflows have been interchangeable means of covering Turkey’s deficit. When the growth of bank lending slowed, errors and omissions rose during the past eight years, and vice versa.
This continuing trade-off suggests that bank lending and mystery inflows have a common origin, presumably in the Gulf States. But it seems unlikely that Qatar is the main source of funds for Turkey, simply because its resources are too small to cover the gap. Qatar shares Turkey’s enthusiasm for political Islam in general and the Muslim Brotherhood in particular, but there are alternative explanations. Despite its historical dislike for its former Ottoman overlord and strong disagreement about the Muslim Brotherhood, Saudi Arabia may want to influence Turkey as a Sunni counterweight to Iran’s influence in the region.
If mystery attends Turkey’s past economic performance, the future is all the cloudier. Erdoğan’s power rests on his capacity to deliver jobs. The country’s economic performance has depended in turn on extremely rapid credit growth, as I showed in a 2012 analysis for The Middle East Quarterly.
Source: Central Bank of Turkey |
Source: Central Bank of Turkey |
Source: Central Bank of Turkey |
According to Moody’s, 80% Turkish corporate loans are denominated in foreign currency, which bears far lower interest rates than local-currency loans, but entails foreign exchange risk: a devaluation of Turkey’s currency would increase the debt-service costs of over-levered Turkish borrowers. Credit to Turkey’s private sector is still growing at more than 20% year-on-year, down from a peak of 45% in 2010, but remains extremely fast.
Despite the extremely rapid rate of credit growth, Turkey’s economy has stalled. Turkey reported 2% annualized growth in real GDP during the second quarter, but a detailed look at the economy shows a far direr picture. Manufacturing and construction are falling while inflation is surging.
New housing permits, meanwhile, are down by almost 40% year-on-year for single-family homes, and negative for all categories of construction (measured by square meter of planned new space).
The biggest contribution to reported GDP growth during the second quarter came from the finance sector. In short, the central bank is counting the banks’ contribution to the lending bubble as a contribution to growth. That is absurd, considering that most of the increase in lending to the private sector is to help debtors pay their interest on previous loans. A fairer accounting would show zero growth or even a decline in Turkey’s GDP.
Erdoğan’s popularity among Turkish voters is not hard to understand: He has levered the Turkish economy to provide jobs, especially in construction, a traditional recourse of Third World populists who want to create jobs for semi-skilled workers.
Source: Central Bank of Turkey |
Source: Bloomberg |
During the run-up to the 2014 elections, construction employment increased sharply even while employment in other branches of the economy declined.
Judging from the plunge in building permits, though, this source of support for Turkey’s economy disappeared during the first half of 2014.
That leaves the mystery investors in Turkey holding an enormous amount of risk in the Turkish currency. Turkey’s currency has fallen by half against the US dollar, cheapening the cost of Turkish assets to foreign investors. The Turkish lira nearly collapsed in January, but the country’s central bank stopped its decline by raising interest rates. The lira has been slipping again, and the central bank has let rates rise to try to break the fall.
Despite the largesse of the Gulf States, Turkey is locked into a vicious cycle of currency depreciation, higher interest rates, and declining economic activity. Turkish voters stood by Erdoğan in last March’s national elections, believing that he was the politician most likely to deliver jobs and growth. But his ability to do so is slipping. If the Turkish lira drops sharply, the cost of debt service to Turkish companies will become prohibitive, while the cost of imports and ensuing inflation will depress Turkish incomes. By some measures Turkey already is in a recession, and it is at risk of economic free-fall.
That explains Erdoğan’s propensity to shoot the messengers: the rating agencies, the central bank, and even the New York Times. For the past dozen years he has made himself useful enough to his neighbors to stay in business. His magic carpet is unraveling, though, and his triumph in the March elections may turn out to be illusory much sooner than most analysts expect.
David P Goldman is a Senior Fellow at the London Center for Policy Research and the Wax Family Fellow at the Middle East Forum. His book How Civilizations Die (and why Islam is Dying, Too) was published by Regnery Press in September 2011. A volume of his essays on culture, religion and economics, It’s Not the End of the World – It’s Just the End of You, also appeared that fall, from Van Praag Press.
EUA e aliados dão início a ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico na Síria
Na VEJA.com:
Os Estados Unidos e países aliados deram início nesta segunda-feira aos ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico (EI) na Síria, informou o Pentágono. “Posso confirmar que forças dos EUA e das nações aliadas realizaram ações contra os terroristas” com bombardeios aéreos, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby. A ação inclui ataques com caças e mísseis Tomahawk lançados de navios de guerra. De acordo com uma fonte militar ouvida pela rede americana CNN, os bombardeios atingiram principalmente a cidade de Raqqa, no leste da Síria, um dos principais redutos do EI no país. Ainda segundo a CNN, quatro países árabes da coalizão antiterrorista também participam dos bombardeios: Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), entidade que monitora o conflito sírio, os ataques americanos atingiram cerca de 50 alvos nas cidades de Raqqa e Al Bukamal, entre centros de treinamento e bases militares do Estado Islâmico. Os bombardeios teriam destruído diversos edifícios e causado mortes, inclusive de extremistas, apesar do EI ter esvaziado as suas bases na iminência da ofensiva americana.
Autorizados pelo presidente americano Barack Obama em discurso no dia 10 de setembro, os ataques aéreos contra o EI na Síria representam uma escalada na campanha militar dos EUA contra os jihadistas, que atuam nos territórios da Síria e do Iraque. Antes, as forças americanas se limitavam a realizar bombardeios seletivos contra alvos do EI em solo iraquiano. Antes do surgimento do EI, Obama relutava em se envolver diretamente na guerra síria, mesmo após a comprovação do uso de armas químicas no conflito. Mas a brutalidade do grupo jihadista, que filmou a decapitação de três reféns ocidentais nas últimas semanas, obrigou o presidente americano a agir.
O Pentágono não confirmou se o governo sírio foi avisado sobre os bombardeios no país – mas Obama já havia adiantado que não pediria permissão ao ditador Bashar Assad para ataques contra o EI na Síria.
Avanço jihadista – Os bombardeios acontecem no momento em que o avanço dos extremistas do Estado Islâmico sobre a região curda da Síria provocou a fuga em massa de 130 mil pessoaspara a Turquia. Segundo relatos, aqueles que não conseguiram deixar as vilas que caíram nas mãos do EI foram decapitados pelos terroristas. A principal cidade da região, Koban, ainda não foi dominada pelo EI, mas se encontra cercada pelo grupo desde domingo. Os jihadistas têm o controle de outras sessenta localidades da região.
A situação dramática fez o líder da opositora Coalizão Nacional Síria (CNS), Hadi al-Bahra, pedir à comunidade internacional o início imediato dos bombardeios contra os terroristas. “Devemos lançar imediatamente ataques aéreos na Síria. Enquanto estamos falando, milhares de civis no norte da Síria são prisioneiros de um assédio brutal realizado pelo EI”, afirmou o chefe do principal grupo de oposição no exílio.
Com 35.000 homens recrutados em vários países, muitos deles ocidentais, o Estado Islâmico conquistou diversas regiões na Síria e no Iraque, onde proclamou um califado. A queda de Koban, terceira localidade curda mais importante da Síria, permitiria ao EI controlar totalmente uma ampla região da fronteira entre Síria e Turquia.
Ministério Público monta força-tarefa para apurar caixa dois do PT da Bahia com dinheiro público
Por Robson Bonin, na VEJA.com:
O esquema milionário montado pelo Partido dos Trabalhadores para desviar recursos de programas sociais para campanhas eleitorais de petistas na Bahia vai ser investigado por uma força-tarefa do Ministério Público. Procuradores e promotores vão reabrir o caso que tem como alvo o Instituto Brasil, uma ONG criada por petistas para camuflar a atuação do grupo criminoso. Na edição de VEJA desta semana, a presidente do instituto, Dalva Sele Paiva, revela que a entidade foi usada para fazer caixa dois para o partido por quase uma década.
O instituto chegou a movimentar, segundo Dalva Sele, 50 milhões de reais desde 2004. O caso mais emblemático, investigado pelo Ministério Púbico há quatro anos, ocorreu nas eleições municipais de 2008, quando a entidade foi escolhida pelo governo do Estado para construir 1.120 casas populares destinadas a famílias de baixa renda. Os recursos – 17,9 milhões de reais – saíram do Fundo de Combate à Pobreza. Desse total, 6 milhões de reais foram desviados para campanhas do PT. “Quem definia os que receberiam dinheiro era a cúpula do PT. A gente distribuía como todo mundo faz: sacava na boca do caixa e entregava para os candidatos ou gastava diretamente na infraestrutura das campanhas, como aluguel de carros de som e combustível”, diz Dalva Sele.
Entre os principais beneficiários desse banco citados por Dalva Sele, estão o senador Walter Pinheiro, vice-líder do PT no Senado, o atual candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa, e os deputados federais Nelson Pellegrino, Zezéu Ribeiro e Afonso Florence, este último ex-ministro do Desenvolvimento Agrário de Dilma Rousseff. Mas há outros como o atual presidente da Embratur, José Vicente Lima Neto, deputados estaduais, secretários e ex-secretários do governo de Jaques Wagner, como Jorge Solla (Saúde), o ex-superintendente de Educação Clóvis Caribé, a deputada estadual Maria Del Carmen, militantes e dirigentes do PT na Bahia.
Militante histórica do PT, Dalva Sele deixou o país pouco depois de conceder entrevista. Ela afirma temer retaliações do partido e decidiu pedir proteção policial do Ministério Público tão logo comece a colaborar com as investigações. “Tenho receio daquilo que eles podem fazer comigo e com a minha família. Por isso, já estou em contato com os meus advogados para pedir proteção às autoridades”, diz Dalva.
Depois de colher informações e documentos com a operadora do caixa dois do PT baiano, a promotora Rita Tourinho irá ouvir as pessoas citadas por Dalva Sele.
Aécio critica manobra do governo para engordar contas – e culpa Dilma por PIB “pífio”
Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
Em agenda no Rio de Janeiro nesta terça-feira, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, criticou a manobra do governo federal para conseguir engordar suas contas em 2014 – na segunda-feira, a Fazenda informou que o Tesouro vai sacar 3,5 bilhões de reais do Fundo Soberano para ajudar a encorpar as economias para o pagamento dos juros da dívida. O tucano atribuiu ao governo da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) a culpa pelo atual cenário econômico do país, que tem perspectiva de crescimento em torno de 1%. Aécio lembrou que o governo federal teve de buscar recursos do Fundo Soberano, porque “o país parou de crescer”.
“O governo busca no Fundo Soberano recursos para fechar as contas, porque o país parou de crescer. E a responsabilidade não é, como quer a presidente da República, única e exclusivamente da crise internacional. No momento em que o governo demoniza por dez anos parcerias com o setor privado, afasta investimentos que poderiam permitir um crescimento maior da economia”, afirmou. O tucano classificou o crescimento da economia brasileira como “pífio”.
Aécio fez uma viagem de barca do Centro do Rio à região central de Niterói na manhã desta terça. Para melhorar o deslocamento nas médias e grandes cidades, o presidenciável prometeu um “mutirão de mobilidade” com “regras claras que atraiam o capital privado”. “Vamos atrair o capital privado, priorizando o Metrô de superfície e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). No nosso governo, com a credibilidade da política econômica, iremos fazer com que os investimentos privados, que não têm sido parceiros na dimensão necessária, possam melhorar a vida do trabalhador”, afirmou Aécio.
Depois de chegar ao centro de Niterói, Aécio seguiu para uma caminhada no bairro de Icaraí, onde parou em uma padaria para tomar café e fez corpo-a-corpo com eleitores. O tucano voltou a repetir que vai criar uma alternativa para o fim do fator previdenciário, mecanismo criado no governo Fernando Henrique Cardoso “Não vamos acabar. Vamos substituir o fator previdenciário que pune os aposentados por um sistema que preserve a remuneração”, afirmou.
O tucano também voltou a criticar as mudanças e adaptações no programa de governo da adversária Marina Silva (PSB), mas evitou indicar uma data para apresentar o seu. “Nosso programa de governo não será feito a lápis. Lançamos um programa para o Nordeste, com metas claras para diminuir as diferenças na educação daquela região em relação ao restante do Brasil”, afirmou.
Fundo Soberano
Em 2012, o governo fez manobra parecida. No último dia do ano, o Tesouro Nacional fez um resgate de 8,847 bilhões de reais do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE) – caixa onde estão aplicados os recursos do Fundo Soberano. Uma portaria do Diário Oficial da União de 31 de dezembro autorizava o resgate de títulos públicos neste valor que estavam depositados no Fundo, que é uma espécie de poupança fiscal criada em 2008 para servir de respaldo em períodos de dificuldades econômicas. O uso de recursos do Fundo Soberano foi considerado o pontapé inicial da degringolada da credibilidade fiscal do Brasil. A alternativa foi considerada oportunista e a prova de que o Planalto havia perdido o rigor técnico.
Dilma é a “exterminadora do presente”, diz Marina no Paraná
Por Estelita Hass Carazzai, na Folha:
Em ato de campanha em Curitiba nesta terça-feira (23), a presidenciável Marina Silva (PSB) afirmou que a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) age como “a exterminadora do presente”. Marina fez a comparação ao, mais uma vez, criticar o governo atual e os ataques do PT à sua candidatura, que tem ameaçado a liderança de Dilma nas pesquisas. ”Disseram que eu vou acabar com o Bolsa Família, com o Minha Casa Minha Vida, com o pré-sal, com o Mais Médicos. Gente, isso não é uma pessoa. É o exterminador do futuro”, declarou. “E vocês sabem por que a Dilma diz isso? Porque não quer que a população veja quem é que está exterminando o presente!”
A presidenciável fez referência, em seguida, às altas taxas de juros, à inflação, ao baixo crescimento e à corrupção na Petrobras. Também aproveitou para criticar o uso do Fundo Soberano, uma poupança emergencial da União, para fechar as contas públicas, anunciado nesta segunda (22) pelo governo federal. Serão descontados R$ 3,5 bilhões deste fundo para que se atinjam as metas deste ano.
“É uma demonstração clara de que esse governo está comprometendo o desenvolvimento econômico e a estabilidade do nosso país”, declarou. Para Marina, o programa eleitoral de Dilma mostra “uma ilha da fantasia”. A candidata do PSB voltou a se comprometer com a independência do Banco Central para o controle da inflação, sem permitir “interferências políticas” no órgão, “as mesmas que estão sendo feitas na Petrobras, na Eletrobras e até no IBGE”. ”Governar um país é colocar os interesses da nação em primeiro lugar, e não sacrificá-los com políticas erráticas para ganhar uma eleição”, disse Marina.
(…)
Dilma, a cigarra e a formiga. Ou: Na fábula brasileira, há o risco da vitória da vilã
O governo teve de sacar R$ 3,5 bilhões do Fundo Soberano do Brasil — é praticamente tudo o que lá restava — para fechar as contas e fingir que cumpriu a meta de superávit primário, que é a economia necessária para pagar os juros.
Conhecem a fábula da formiga e da cigarra, não?, atribuída a Esopo e recontada, com a mesma moral, por La Fontaine? No verão, enquanto uma cantava a plenos pulmões, a outra acumulava alimentos. Mas chegou o inverno. E a cigarra, que passara os dias quentes na flauta, foi bater à porta da formiga para pedir umas migalhas de alimento. Reproduzo quatro estrofes na tradução que o poeta português Bocage fez do texto de La Fontaine;
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
“Amiga, diz a cigarra,
prometo, à fé de animal,
Pagar-vos, antes de Agosto,
Os juros e o principal.
A formiga nunca empresta,
Nunca dá; por isso, junta.
“No verão, em que lidavas?”,
À pedinte, ela pergunta.
Responde a outra: “Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora”.
– Oh! Bravo!, torna a formiga,
Cantavas? Pois dança agora!
A moral da história é óbvia. Quem não se organiza para enfrentar os momentos difíceis acaba pagando um preço alto. Muita gente entorta o nariz para essa fábula. Alguns a tomam como desprezo pelo mundo dos sonhos, do prazer e da arte, em benefício de uma administração segura, aborrecida e conservadora da vida. É um caso de superinterpretação que distorce o óbvio. Há aí apenas o confronto entre a prudência e a imprudência.
No governo, o PT se comportou como a cigarra. Enquanto o cenário internacional era favorável, a China crescia a taxas espantosas, e as commodities brasileiras estavam com os preços nas alturas, o governo se entregou à farra de um modelo ancorado unicamente no consumo. Não se preparou para o inverno. Não cuidou de reformas necessárias para um crescimento duradouro e estável, repudiou as privatizações, tornou o ambiente hostil aos investimentos, queimou o patrimônio que acumulou no período da abastança.
Nesta segunda, o governo anunciou, então, que teve de sacar o que restava no Fundo Soberano para poder fechar as contas. Esse fundo era a poupança do país para situações de grave emergência. Que nada! A grana está sendo torrada pela incompetência: uma incompetência estratégica, que se mostra incapaz de posicionar o país no novo cenário internacional; uma incompetência técnica, operacional, que o impede de cortar gastos.
Em Nova York, Dilma tentou rebater as críticas: “O fundo tem uma característica contracíclica, ou seja, não age a favor do ciclo. Se o ciclo está ruim, ele aumenta o gasto para conter o ciclo. Se o ciclo está bom, ele segura o gasto e faz uma poupança. Sei perfeitamente em que condições o fundo foi formado”.
É uma tentativa de enganar trouxas. O que o governo fez nada tem a ver com medidas anticíclicas. Não se trata de ampliar o investimento estatal para financiar a produção ou algo do gênero. O dinheiro foi torrado apenas para fechar as contas.
Na fábula de Esopo, como sabem, a cigarra se dá mal. Ganha a formiga, a previdente. No Brasil, há uma chance razoável de a incompetência ser premiada. E, aí, que Deus tenha piedade de nós, já que a maioria do eleitorado não terá tido. Iremos para o abismo com a cigarra arrotando vantagem.
US Strikes ISIL Targets In Syria
Read more of this story at Slashdot.
The Machine of the Knowledge of Good and Evil
What if someone had access to a mass-surveillance supercomputer that could predict not only acts of terror, but everyday violent crimes? Such is the premise of CBS’s Person of Interest, an hour-long drama thematically resonating with debates over individual privacy and national security.
The supercomputer, known simply as “the Machine,” was invented by Harold Finch (portrayed by Michael Emerson) after the national tragedies of September 11, 2001. It analyzes data from sources around the world, such as security cameras, cell phones, emails, social media, flight manifests, and police radios. It is accurate enough to track a person in a crowd merely by audio, isolating the uniquely patterned sound of their footsteps. And, due to the way it was designed, it is both evolving and learning.
Finch builds the Machine for the United States government to use to prevent terrorist acts, but two things go wrong. First, he discovers that the Machine predicts all premeditated violent crimes, but the government only considers terrorist acts to be “relevant,” disregarding the rest as “irrelevant.” Second, Finch realizes that corrupt parties within the government seek to use the Machine for nefarious purposes. Therefore he limits access to the Machine, making it impenetrable: No one can get into the system (not even Finch), as the Machine’s advanced artificial intelligence adapts to counter any hacker. Furthermore, only two streams of numbers come out from the system, identifying potential victims or perpetrators. “Relevant” numbers are sent to the government. “Irrelevant” numbers are sent in secret to Finch. Each number is a “person of interest.”
Because the government is hunting Finch down, he opportunistically fakes his death to protect his loved ones. “Finch” is a pseudonymhis real name has not been revealed on the show. The inventor of mass surveillance is paradoxically the most secretive individual. Finch has lost his entire public identity. He lives as an unknown, in isolation, a stranger amid the crowds of New York City. He is, as he puts it himself, a “dead man.”
To assist him in the prevention of violent crimes, Finch hires another “dead man”: former CIA operative John Reese (portrayed by Jim Caviezel), who is also being hunted down by the government. Reese, with his cool demeanor and dark, low whisper, is part Clint Eastwood’s “man with no name” and part Batman. His past is one of regret. A loved one was murdered when he could have been there to save her. Now he attempts to save everyone who the Machine predicts could be in danger. Finch gives him a rule against killing, so Reese shoots his opponents in the kneecaps.
Finch and Reese both treat the Machine as a means to an end, regarding it with a good dose of suspicion and dread due to its power. Both are dead men walking, saving lives while they run out the clock, waiting for the inevitable event that their enemies discover them and kill them. Rather than use the Machine for selfish ends, they use it to give up their very self-identity in order to save others. They are not exalted. They obtain no renown. They are unsung heroes.
As such they sharply contrast the other parties who are interested in the Machine. Often on the show the Machine is referred to in divine terms, as a “god.” One hacker acquires means of communicating with the Machine constantly, serving as its voiceits prophet. Another enemy seeks to replicate the Machine, creating a more powerful version that will be the perfect ruler of humanity, one that will never have moral failings but that will instead make purely logical decisions for the good of the world. Finch’s reply to this proposal is simple, yet devastating: “I would beware of false idols.”
Therein lies the heart of the show: a warning against a temptation as old as Eden. When Adam and Eve ate from the forbidden tree, they were attempting to acquire means of defining their own destiny and mastering their own lives, rather than having their happiness and telos defined by their communion with God. They sought divine independence, and in doing so lost true creaturely freedom. Mass surveillance similarly promises a sort of omniscience, “knowledge of good and evil,” and with it an opportunity to bring order and peace to the world. Yet ultimately such a system is a false idol, for it is through Christ alone that the world has and will be saved. Christ, who humbled himself by taking on human flesh, in direct contrast to Adam’s attempt at self-exaltation. Christ, who sacrificed his life for others rather than seeking his own gain.
A fallen world is not always one of easy answers, and the show is careful to warn against the excesses of power without falling into the trap of simplistic demonizations of either side of the debate. In one episode, a government official is portrayed as relentlessly brutal as she tortures a captive for information. Later, this same official is questioned in the midst of a kangaroo court and she gives an emotional recounting of her experience at the Pentagon on September 11th, and the thousands of terrorist attacks her methods have prevented since then. We, the viewers, understand her motives. We can see the line of reasoning that brought her to this place. In her shoes, we might have done the same.
Yet the same God who gives to the government the power of the sword also commands “you shall have no other gods before me.” A government that takes upon itself semi-divine powers, while at the same time demanding the faith and trust of its citizens, is an idol, on the road to becoming bestial. The sort of power that protects a country from terrorists can also be misused to silence dissenters, or to persecute Christians. Thus, in the name of freedom, freedom is sacrificed. In his desire to become like God, Adam’s very identity as the image of God was broken.
We would do well to look toward a different tree: not that of the knowledge of good and evil, falsely tempting us with a leap toward divine independence, but the tree that was built into a cross, on which God in lowly human flesh took the penalty for human sin and evil. One tree promised freedom and led to death. The other tree provided death but also true life and freedom.
Season 4 of Person of Interest premiers September 23rd on CBS.
Albert L. Shepherd V is a doctoral candidate in divinity at King’s College, University of Aberdeen, Scotland. This image was modified from Flickr.
Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.
Children Who Never Play
Students in my history of architecture course are amused to discover that the final exam offers a choice of questions. Some are bone dry (“discuss the development of the monumental staircase from the Renaissance to the nineteenth century, citing examples”) and others deliberately open-ended (“General Meade overslept at Gettysburg and the South has won the Civil War; you are commissioner for the new national capital and must tell us which architects you will choose and what instructions you will give them.”) In offering this whimsical range of options, I do nothing original; my own professors at Haverford College did much the same in their day.
But a peculiar thing has happened. When I began teaching twenty-five years ago, almost all students would answer the imaginative question but year in, year out, their numbers dwindled, until almost all now take the dry and dutiful one. Baffled, I tried varying the questions but still the pattern held: Given the choice, each successive cohort preferred to recite tangible facts rather than to arrange them in a speculative and potentially risky structure. In other respects, today’s students are stronger than their predecessors; they are conspicuously more socialized, more personally obliging, and considerably more self-disciplined. To teach them is a joy, but they will risk nothing, not even for one facetious question on a minor exam.
I am hardly the only one to notice the risk-avoidance. William Deresiewicz gave a harrowing account of the problem in a widely noted New Republic essay with the incendiary title “Don’t Send Your Kids to the Ivy League.”
So extreme are the admission standards now that kids who manage to get into elite colleges have, by definition, never experienced anything but success. The prospect of not being successful terrifies them, disorients them. The cost of falling short, even temporarily, becomes not merely practical, but existential. The result is a violent aversion to risk. You have no margin for error, so you avoid the possibility that you will ever make an error.
Deresiewicz’s analysis begins with the college admissions process itself but says little about the habits and behavior patterns that these students acquired on the way to college, in early childhood. For some reason, my students were viewing playful questions as inherently risky, as if by collective instinct. Was it possible that they never learned to play in the first place?
Now if one goes by the strict dictionary definition of play as “to occupy oneself in amusement,” these young men and women have played a great deal indeed. But while thirty minutes in front of television or atop the elliptical trainer may be recreation or entertainment, it is not play. Certainly not that special kind of play that is the gleeful anarchy of children left to their own devices. This summer a woman was arrested in South Carolina on the charge of letting her nine-year-old daughter play unsupervised, something incomprehensible to those born in the 1950s or 1960s. For us, unsupervised play constituted the entirety of our childhood. Launched from the house and banished till mealtime, we roamed our allotted territory, from this house to that driveway, and not a step farther (fifty years later the electric charge of those invisible barriers still tingles). Each year the boundaries would expand, but even in the nutshell of six front yards, the child was a king of infinite space, with room aplenty for tag, hide and go seek, or relieveo.
In the last generation this sort of free and unsupervised play lost ground, along with those institutions that sustained it: platoon-sized families, stay-at-home moms, and multiple “eyes on the street.” Its place has been taken by the play date, negotiated in advance with the kind of deliberation required by the marriage of a Hapsburg and a Tudor. No longer the posse of shrieking kids, hurtling around the block, but instead the purposefully organized activities of contemporary childhood: tee-ball and soccer camp, swim class and 5k runsthe interstices filled with the distractions of the DVD and Nintendo 3DS.
For children who know only supervised play, there is no conflict that is not resolved by an adult. One never learns to negotiate and resolve conflicts with one’s peers. This was not always an amiable or tear-free process; playground justice was just as harsh and swift as medieval justice. But it was justice, and even that most brutal aspect of playground life in the 1960s, the afterschool fistfight, was regulated by the standing circle of classmates who yelled out encouragement or insults, and who stopped the proceedings when it went too far. In all of this was a restless testing of the limits of freedom, with little feints and modest rebellions. These often ended unhappily, especially when the offending instrument was a stick, stone, or pack of matches, but here were those first lessons in overstepping the bounds that seem essential for the development of an individual conscience.
More and more, parents feel obliged to steer their children toward those activities that might have a future payoff, already thinking ahead to that harrowing ivy league gauntlet that Deresiewicz describes. Such is the instrumental view, play as a means to an end and not an end in itself. But as any cultivator of plants knows, to promote one trait can cause others inadvertently to atrophy. One thinks of the modern tomato, indestructible yet flavorless, or the modern rose, exquisite and almost completely devoid of scent. And the process of producing the well-socialized, well-tempered contemporary child has inadvertently blunted some of those qualities that can only be acquired, as it were, when no one is looking. Chief of these is initiativethe capacity to size up a situation and take quick decisive action. Only those children who play under minimal supervision“free range kids” in the happy phrase of Lenore Skenazyget the chance to develop this sense of dash or pluck. They do this in the process of deciding what to play, establishing the rules, choosing sides, and resolving the inevitable dispute. In short, by acting as miniature citizens with autonomy rather than as passive subjects to be directed.
There is an extraordinary scene in Abel Gance’s 1927 silent classic Napoléon, which shows the future emperor as a ten-year-old schoolboy. Persecuted by older boys, Napoléon organizes an epic snowball fight and leads his small group to victory over a much larger party. In all of cinema there is no more spirited depiction of childhood play, and the moment of joyous discovery of skills and capabilitiesin this case independent leadershipthat will form the indispensable toolkit of the adult to follow.
Michael J. Lewis is Faison-Pierson-Stoddard professor of art at Williams College.
Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.
US Revamping Its Nuclear Arsenal
Read more of this story at Slashdot.
Entrevista de Dilma ao “Bom Dia Brasil” revela o fim de uma era: a da mistificação petista. Agora, os companheiros querem o poder para… continuar no poder. E só!
Na entrevista concedida ao “Bom Dia Brasil”, que foi ao ar nesta segunda, Dilma Rousseff era o retrato do fim da era da mistificação petista. Essa era contou, sim, com o endosso de setores importantes da imprensa, que não entenderam o que ia nos subterrâneos daquele “modelo” — se é que se pode chamar assim —, que usou um período especialmente favorável da economia internacional, marcado pela alta demanda da China e pela elevação das commodities, para distribuir alguns parcos benefícios, ensaiar uma política pífia de distribuição de prebendas e trombetear o fim da miséria.
A fortuna sorriu aos governos petistas, e os companheiros, afoitos, sob a condução do ogro amoroso e bonachão, a transformaram em consumo, deixando para as calendas reformas essenciais que nos conduzissem a um ciclo de crescimento longo e sustentado. Não só essas reformas não foram feitas como foram demonizadas pelos companheiros. O PT começou a articular o discurso no medo — o partido que chegou falando em “esperança”… — já na eleição de 2006, quando se lançou o espantalho da privatização das estatais. O tema foi retomado em 2010 e, ainda que com novo conteúdo, chega ao paroxismo agora, quando acusa os adversários de querer roubar a comida da mesa dos brasileiros.
Nesta segunda, o boletim Focus previu uma expansão de apenas 0,3% do PIB neste ano, com juros de 11% e inflação bem perto do teto da meta: 6,3%. Para o ano que vem, as perspectivas não são muito animadoras: crescimento de 1,01%, Selic de 11,25% e inflação em 6,28%. Atenção! O quadriênio de Dilma tem tudo para ser o pior da história “no que se refere” (como diz a governanta) ao crescimento: média de 1,55% — contra 2,58% no primeiro mandato de FHC, 2,1% no segundo; 2,55% no Lula I e 4,48% no Lula II. Nota à margem: parte das dificuldades da presidente deriva de irresponsabilidades cometidas no segundo mandato de seu antecessor. Mas não vou entrar nesse particular agora.
Dilma foi questionada a respeito na entrevista concedida ao “Bom Dia Brasil”. A íntegra, com o link para o vídeo, está aqui. De fato, ela não tem a mais remota ideia do que aconteceu e do que está em curso. A presidente insiste em culpar o cenário internacional, mas não consegue explicar por que outros países, nesse mesmo cenário, estão em situação muito melhor. Restou-lhe ensaiar uma glossolalia sobre a economia mundial e foi atropelando tudo: fatos e lógica. Apontou uma inexistente deflação nos EUA, errou a taxa de crescimento da Alemanha, foi dizendo o que lhe dava na telha.
Até o que faz sentido em sua fala — de fato, o Banco Central nos EUA (Fed) não se limita a arbitrar taxa de juros; também leva em consideração a expansão da economia e o emprego — se perdeu num discurso desordenado e defensivo. Afinal, ela destacava essa tríplice preocupação do Fed, suponho, para enfatizar que uma independência absoluta do BC, descolada de outras preocupações, tornaria um país refém de uma única variável. Uma conversa madura e sensata a respeito, pois, passaria por um debate sobre as atribuições do Banco Central e o alcance da autonomia ou independência.
Mas aí seria uma conversa séria, fora da estúpida rinha eleitoral. Como Dilma está em pânico, e interessa colar nos adversários, especialmente em Marina, a pecha de “candidata dos banqueiros”, restou-lhe o constrangimento adicional de ter de defender a campanha eleitoral terrorista que seu partido vem fazendo.
Comecei este post afirmando que a entrevista foi a expressão do fim de uma era. O PT hoje quer o poder para que possa… continuar no poder. É compreensível que os mercados fiquem desarvorados quando se avalia que crescem as possibilidades de reeleição de Dilma. Nessa hipótese, ninguém vê motivos para prever quatro anos futuros muito distintos desses últimos quatro.
Entrevistas como a concedida ao “Bom Dia Brasil” sempre oferecem a chance de se vislumbrarem alguma luz, algum rasgo de clareza, algum caminho. E o que se viu foi um discurso envolvo numa névoa de anacolutos e irresoluções.
Se Dilma for reeleita, dá-se como certo que não haverá bons dias, Brasil!
Texto publicado originalmente às 4h21
Contabilidade criativa – Está vendo, Dilma, como não é “ridículo” o mercado reagir mal à sua eventual reeleição?
Governos trabalham com orçamentos, com previsões de receitas e de despesas, como todos nós. Se têm dívida, precisam fazer uma reserva para amortizar parte dela ou pagar os juros, segundo uma programação. A sua credibilidade — como a nossa — depende do cumprimento de metas e compromissos. A presidente Dilma afirmou, dia desses, que era “ridículo” — ela empregou essa palavra — os mercados despencarem quando se avalia que crescem as suas chances de se reeleger. Será mesmo?
Nesta segunda, o governo cortou em 50% — nada menos — a sua previsão de crescimento da economia: de 1,8% para 0,9%. Mesmo assim, a sua taxa é 200% maior do que prevê o mercado: apenas 0,3%. Evidência de leitura errada da realidade. Ora, economia crescendo menos implica queda de arrecadação tributária. O governo contava, por exemplo, com um aumento de 3,5% na receita dos principais impostos e contribuições obrigatórias. Em vez disso, o que se viu no primeiro semestre foi um encolhimento de 0,2%.
E o que se anunciou nesta segunda? Para evitar um rombo no caixa, o Tesouro decidiu sacar do Fundo Soberano do Brasil R$ 3,5 bilhões como se eles fossem parte do dinheiro economizado para pagamentos dos juros da dívida, o chamado superávit primário. Já tinha recorrido a esse expediente em 2012, quando fez um resgate de R$ 8,847 bilhões do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE) – caixa em que estão aplicados os recursos do Fundo Soberano. O nome disso é truque. A manobra caracteriza o que tem sido chamado de “contabilidade criativa”. Como confiar num governo assim?
O governo agiu como aquele consumidor que, incapaz de economizar, apelou a uma poupança sagrada que estava no banco para pagar as contas, fingindo que tudo vai bem com o orçamento doméstico.
O Fundo Soberano do Brasil é uma espécie de poupança fiscal criada em 2008 para socorrer o país em momentos de extrema dificuldade. O governo praticamente limpou o dito cujo com essas duas manobras.
Assim, o governo vai cumprir o chamado superávit primário só no papel. De verdade, não fez a economia que disse faria. Cabe a pergunta óbvia: era possível saber que a meta não seria cumprida? Claro que sim! Afinal, avalia-se a arrecadação mês a mês. Quando percebeu uma queda constante, deveria ter feito o que fazemos todos: reduzido as despesas. Em vez disso, anunciou supostas receitas extraordinárias que compensariam a baixa arrecadação. Como se nota, elas não foram suficientes.
Mas, como sabemos, tudo está bem, e o país, segundo Dilma, está pronto para um novo ciclo de desenvolvimento. Então tá.
How Our Botched Understanding of "Science" Ruins Everything
Read more of this story at Slashdot.
Uma mulher na liderança do governo?
Dilma tenta consertar bobagem dita sobre papel da imprensa
No Estadão:
A presidente Dilma Rousseff aproveitou sua entrevista neste domingo, 21, para explicar a frase dita na última sexta-feira que “não é função da imprensa investigar, mas divulgar informações”. Segundo Dilma, o que ela quis dizer é que “o jornalismo investigativo pode até fornecer elementos”, mas quem tem de produzir a prova judicial é a investigação oficial, feita pela Polícia Federal e Ministério Público.
“Ela (investigação oficial) tem de fazer a prova porque se ela não fizer a prova, você não consegue condenar ninguém. Assim é o processo”, justificou a presidente Dilma, ao citar como exemplo, o caso Watergate, uma denúncia de corrupção realizada por jornalistas no governo norte-americano, na década de 70, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon.
Com uma “cola” em mãos, em cartões impressos, para orientar seus argumentos, Dilma disse: “Vocês fizeram uma confusão danada”, queixou-se ela, voltando a defender as provas dos órgãos oficiais e falando em “maior rapidez da investigação”. Dilma quer que os crimes sejam “muito mais claramente tipificados”, porque, segundo ela, “têm muitos crimes que não estão no código, como o de caixa 2″, o que dificulta o seu enquadramento e a punição dos criminosos, gerando a impunidade. “A imprensa investiga. Investiga para informar, investiga para até fornecer prova, que não é prova, né gente, o nome certo é indício”, comentou Dilma, ao pedir “aperfeiçoamento institucional e legal”.
Sem teto
A presidente Dilma Rousseff defendeu também o direito de dar entrevistas no Palácio da Alvorada, repetindo um procedimento que seus antecessores, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, já faziam e considerou “estranha” esta discussão. O presidente do Tribunal Superior, José Antônio Dias Toffoli, classificou o uso do palácio residencial como “vantagem indevida” para servir de cenário de entrevistas e programa eleitoral, infringindo a legislação.
“Eu respeito muito a posição do presidente do Tribunal, mas todos os meus antecessores usaram o palácio porque, caso contrário, serei uma sem teto, eu não terei onde dar entrevista”, desabafou a presidente Dilma, lembrando que não tem casa em Brasília. “Senão irei pra rua dar entrevista. Eu não tenho outro local”. Questionada se não poderia fazê-lo no comitê de campanha, a petista insistiu: “todos os presidentes que antecederam usaram o Alvorada, deram entrevista aqui e isso não causou problema pra ninguém. Então, espero ainda uma posição do TSE esclarecendo sobre este assunto”.
(…)
República bananeira – Pressão de Fux por nomeação da filha faz OAB alterar processo de escolha
Por Marco Antônio Martins e Samantha Lima, na Folha:
Em uma noite de outubro de 2013, diante de mil pessoas em uma suntuosa festa de casamento no Museu de Arte Moderna do Rio, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux cantou uma música que havia composto em homenagem à noiva, a filha Marianna. A emoção do ministro da mais alta corte do país e sua demonstração de amor à filha impressionaram os convidados. Meses depois, o pai passaria a jogar todas as fichas em outro sonho da filha: aos 33 anos, ela quer ser desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Marianna concorre a uma das vagas que cabem à OAB no chamado quinto constitucional –pela Constituição, um quinto das vagas dos tribunais deve ser preenchido por advogados, indicados pela OAB, e por representantes do Ministério Público. A campanha do pai para emplacar a filha, materializada em ligações telefônicas a advogados e desembargadores responsáveis pela escolha, tem causado constrangimento no meio jurídico.
A situação levou a OAB a mudar o processo de escolha, com o objetivo de blindar-se de possíveis críticas de favorecimento à filha do ministro. A vaga está aberta desde julho, com a aposentadoria do desembargador Adilson Macabu. A disputa tem recorde de candidatos: 38. Tradicionalmente, os candidatos têm os currículos analisados por cinco conselheiros da OAB. Quem comprova idoneidade e atuação em cinco procedimentos em ações na Justiça por ano, durante dez anos, é sabatinado pelos 80 conselheiros da OAB. Por voto secreto, chega-se a seis nomes. De uma nova sabatina com os conselheiros sai lista com três nomes para a escolha final pelo governador. Dessa vez, a OAB decidiu mudar o processo, que deve ser concluído no dia 9 de outubro. A pré-seleção dos currículos, feita em julho, foi anulada. Agora, todos os conselheiros (inclusive os suplentes) vão fazer a triagem. Os habilitados serão escolhidos em voto aberto. “Estamos entre o mar e a rocha. Achamos melhor abrir o processo e, assim, todo mundo vê as informações sobre todos e faz a escolha”, disse um dos dirigentes da OAB.
A Folha apurou que Fux procurou conselheiros e desembargadores. De oito conselheiros ouvidos, quatro relataram que o ministro lembrou, durante as conversas, quais processos de que cuidavam poderiam chegar ao STF. Três desembargadores contaram que Fux os lembrou da candidatura de Marianna. Todos foram convidados para o casamento da filha. As discussões tornaram tensas as sessões da OAB: “Como ela [Marianna Fux] vai entrar mesmo, é melhor indicar e acabar logo com isso”, disse o conselheiro Antônio Correia, durante uma sessão. Procurado, Fux informou, por meio da assessoria, que não comentaria o caso.
(…)
Datafolha prova que ciclofaixas de Haddad atendem à demanda de menos de 1% dos paulistanos. “Ah, mas 80% são a favor.” E daí? Basta fazer a conta para que a gente se dê… conta (!) da loucura do maníaco
Eu adoro uma boa briga, sobretudo quando ela vem recheada de falsas tecnicalidades para enganar trouxas. Vamos ver. O subjornalismo financiado por estatais e pelo petismo está fazendo escarcéu com a pesquisa Datafolha que aponta que 80% dos paulistanos são favoráveis às ciclofaixas. E, atendendo às ordens do prefeito, os puxa-sacos a soldo estão batendo em mim. Eles gritam, esperneiam e xingam. Eu respondo com números.
Esses patriotas só aplaudem o instituto quando este encontra o que eles gostam de ouvir. Já escrevi a respeito e reitero: perguntar se alguém é favorável às ciclofaixas é o mesmo que indagar se o indivíduo é a favor do bem. Favorável às ditas-cujas, eu já disse dezenas de vezes, eu também sou. A questão é saber como o programa está sendo implementado. Mas vamos os números do Datafolha.
Segundo o instituto, de cada 100 pessoas que responderam a pesquisa, só 3 usam a bicicleta como meio de transporte “com mais frequência”. Assim, as ciclofaixas atenderiam a uma demanda de 3% dos paulistanos que se deslocam. É quase um quarto dos que andam a pé: 11%! Digo “atenderiam” porque nem isso é verdade: parte desses 3% está em regiões onde não há ciclofaixas. Logo, elas suprem uma suposta necessidade de menos de 3%. Vejam os outros meios empregados: 77% se deslocam de ônibus; 48% usam metrô, 24%, carro; 16%, trem; 15%, lotação; 2%, táxi, e 2%, moto.
Infelizmente, o infográfico publicado pela Folha passa a impressão, a um leitor menos atento, de que o uso da bicicleta é muito maior do que é. Observem:
Vamos entender os números?
Dizem ter bicicleta apenas 32% dos entrevistados — 68% não. Dos que têm, apenas 47% afirmam ter usado algumas vez as “ciclovias” (é como está no jornal, mas suponho que estavam se referindo a “ciclofaixas”). Atenção: 47% de 32% correspondem a 15,04%. Observem: apenas 3% informam usar a bicicleta como meio de transporte, mas 15,04% já teriam usado as faixas exclusivas. Logo, não foi como meio de transporte que o fizeram, certo?, mas como lazer. Que tal esta roda de bicicleta?
Atenção, que as coisas começam a ficar ainda mais interessantes.
O Datafolha quis saber, entre os que têm bicicleta (apenas 32% dos total), quantos a utilizam para trabalhar ou para estudar, não importa se na ciclofaixa ou não. Sabem a resposta? 17%. Atenção, leitores! Apenas 17% dos 32% que são donos de uma bicicleta a utilizam ao menos uma vez por semana para trabalhar ou para estudar. Sabem quanto isso dá do total? 5,44%. No gráfico, fica mais claro.

Só 5,44% afirmam usar a bicicleta, na ciclofaixa ou não, para trabalhar ou para estudar ao menos uma vez por semana
Calma, que a coisa vai ficar ainda mais interessante. Já sabemos que apenas 5,44% dos paulistanos usam a bicicleta, ainda que de vez em quando, na ciclofaixa ou não. O percentual desse grupo que diz recorrer às faixas de Haddad ao menos três vezes por semana é de 17%. Notem: 17% de 5,44% resultam em 0,92%.
Entenderam por que as ciclofaixas são os desertos que vemos? De cada 100 paulistanos, menos de um usa a pista ao menos três vezes por semana. Mas vamos ser generosos. Utilizam as faixas de Haddad ao menos uma vez 59% dos 5,44%. Ou 3,21% do total dos paulistanos.
Entenderam por que sou e continuarei a ser crítico das opções do ciclomaníaco? Se o prefeito acha que deve incentivar o uso da bicicleta, ok. Só não lhe reconheço o direito de reservar 400 km de faixas, como ele diz que fará, para 0,92% dos paulistanos. “Ah, mas ele era reprovado por 47%, e agora o Datafolha diz que são apenas 28%!” E eu com isso? Ainda que ele venha a ser aprovado por 97%, como eram Saddam Hussein e Muamar Kadafi, continuarei a apontar as suas maluquices. Como o Brasil não é uma ditadura, como era o Iraque de Saddam e a Líbia de Kadafi, manterei a crítica. E não adianta o prefeito mobilizar a sua turma para me atacar.
Os meus números estão contidos nos gráficos do Datafolha. É só saber fazer conta.
A CASA DE HORRORES DO PT DA BAHIA: R$ 50 MILHÕES FORAM TIRADOS DOS POBRES E FORAM PARAR NAS MÃOS DE POLÍTICOS PETISTAS, DIZ PRESIDENTE DE ONG QUE OPERAVA PARA O PARTIDO
É preciso ser idiota ou ter muita má-fé — eventualmente uma soma das duas coisas — para sustentar que o fim da doação legal de empresas a campanhas eleitorais diminuiria a corrupção no Brasil. Em primeiro lugar, ainda que venham a ser proibidas — e o STF está a um passo de fazer essa escolha estúpida —, as doações continuarão a ser feitas, só que por baixo do pano. Em segundo lugar, a roubalheira maior nada tem a ver com eleição. Ela se dá por intermédio das empresas estatais, como prova a Petrobras, e das ONGs que são usadas pelos partidos.
A VEJA desta semana traz uma reportagem que revela os bastidores escabrosos de uma ONG chamada Instituto Brasil, criada em 2004 para supostamente facilitar a construção de casas próprias, com dinheiro federal, para pessoas de baixa renda na Bahia. Assim era no papel. De fato, a dita-cuja era apenas um dos braços do PT que operava para desviar dinheiro dos cofres públicos para o bolso dos petistas. Quem faz a denúncia? Não é o PSDB. Não é algum outro partido de oposição. Quem põe a boca no trombone é Dalva Sele Paiva, nada menos do que presidente da entidade. Ela cuidou do esquema para os petistas até 2010, quando o Instituto Brasil foi fechado, atolado em irregularidades. Ao longo de seis anos, segundo ela, R$ 50 milhões — SIM, CINQUENTA MILHÕES DE REAIS — saíram dos cofres do governo federal para as burras dos companheiros.
O esquema era relativamente simples. O Instituto Brasil era qualificado pelo governo para construir, por exemplo, um número x de casas. Erguia muito menos, repassava o dinheiro para a companheirada, e o próprio partido se encarregava de arrumar as notas frias que justificavam as despesas. Assim foi, por exemplo, em 2008, num caso já desvendado pelo Ministério Público Federal. O Instituto Brasil foi escolhido pelo governo para erguer 1.120 casas ao custo de R$ 17,9 milhões. O dinheiro saiu do Fundo de Combate à Pobreza. O MP já tem provas de que parte do dinheiro sumiu. Atenção! Só nesse convênio, revela Dalva à VEJA, R$ 6 milhões foram parar nos cofres do PT, consumidos na eleição municipal. Ela deixa claro que a entidade foi criada com o propósito de alimentar o caixa do partido. E tudo passou a funcionar ainda melhor para o grupo depois da eleição do petista Jaques Wagner para o governo da Bahia, em 2006.
A investigação está a cargo da promotora Rita Tourinho, que chegou a localizar testemunhas que acusavam políticos, mas, diz ela, faltavam as provas. Parece que a tarefa agora será facilitada. Diz Dalva, que presidia a ONG: “Vou levar todos esses fatos ao conhecimento do Ministério Público. Quero encerrar esse assunto, parar de ser perseguida. O ônus ficou todo comigo”. Ela diz ter em mãos, por exemplo, os recibos de R$ 260 mil repassados à campanha do agora senador Walter Pinheiro à Prefeitura de Salvador, em 2008.
Não era só Walter Pinheiro, é claro! Atenção para a lista de outros petistas que, segundo Dalva, receberam o dinheiro que deveria ter sido usado na construção de casas para os pobres:
– Afonso Florence, deputado federal e ex-ministro da Reforma Agrária de Dilma. Dalva diz ter entregado a ele várias pacotes de dinheiro de R$ 20 mil a R$ 50 mil, quando era secretário de Jaques Wagner. Um assessor seu chamado Adriano teria recebido a bufunfa;
– Vicente José de Lima Neto, presidente da Embratur: recebeu pensão mensal de R$ 4 mil;
– Rui Costa, atual candidato ao governo da Bahia: pensão mensal de R$ 3 mil a R$ 5 mil;
– Nelson Pellegrino, deputado federal: recebeu dinheiro para boca de urna, para pagar cabo eleitoral e bancar outras despesas da campanha.
E o governador Jaques Wagner? Será que ele sabia? Dalva diz que era impossível não saber. Afinal, quem arrumava as notas frias que justificavam os gastos era a então diretora da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Leda Oliveira. Hoje, Lêda é ainda mais poderosa: ocupa o cargo de diretora de Comunicação do governador Jaques Wagner.
Todos os acusados negam tudo com veemência. O deputado Nelson Pellegrino, por exemplo, começou afirmando que nem conhecia a tal Leda. Chamou pela memória e acabou lembrando que uma irmã sua trabalhou no Instituto Brasil: “Mas eu pedi para ela sair quando descobri como eram as coisas lá”. Então quer dizer que ele sabia como eram as coisas por lá?
Vamos ver no que vai dar a investigação do Ministério Público. A mulher que cuidava da dinheirama contou tudo, mesmo sabendo que também está confessando um crime. Só não aceita cair sozinha.
Alice Is Killing Trolls But Patent Lawyers Will Strike Back
Read more of this story at Slashdot.
Serra ou Suplicy? Cesar ou Romário? Senado ou circo de segunda?
Dois políticos disputam com chances a vaga para o Senado em São Paulo: Eduardo Suplicy, do PT, que pretende ficar lá por 32 anos — já está há 24! —, e José Serra, do PSDB. Em todas as pesquisas, o tucano aparece na dianteira, às vezes no limite da margem de erro. Empate? Não são apenas as minhas afinidades eletivas ou o meu gosto que se sentem provocados. Também o senso de justiça me convoca. Serra talvez seja o político em atividade com a maior folha de serviços prestados ao país. Se há coisa que até os adversários lhe reconhecem, é competência técnica. Seu trabalho na Saúde, mundialmente reconhecido, é gigantesco. A Constituição que temos lhe deve algumas de suas melhores disposições. A sua enorme folha de serviços está em toda parte e em vários setores. Não é difícil encontrá-la.
E Suplicy? Ao longo de seus 24 anos no Senado, tornou-se refém de uma ideia fixa: o tal programa Renda Mínima. E só. Qualquer um que se debruce sobre as suas disposições vai se dar conta do absurdo. Por que pessoas endinheiradas, que podem prover o próprio sustento, deveriam receber uma pensão fixa do Estado? A pergunta não tem resposta fora do exotismo teórico que, reconheço, não prospera só no Brasil.
A campanha eleitoral de Suplicy exibe, sem querer, a sua biografia oca no Senado: deve-se votar nele, dizem lá, porque é honesto. É mesmo? Desde quando a honestidade é, agora, um ativo que deva ser exibido como distinção? Ora, isso é apenas uma obrigação. Vinte e quatro anos! E não se pode apontar uma única lei, um único feito, uma única realização relevante que se devam à sua atuação. Não obstante, a narrativa de suas atitudes, digamos, folclóricas é extensíssima. Às vezes, são só irrelevâncias cômicas; às vezes, não, a exemplo de quando se grudou no terrorista italiano Cesare Battisti ou quando foi visitar sequestradores na cadeia.
O Rio
No Rio, as coisas caminham de mal a pior nesse particular. O ex-jogador Romário (PSB) — com uma ficha, para dizer pouco, polêmica — lidera a disputa, seguido por César Maia, do DEM. Pois é… Pode-se gostar muito, pouco ou nada de Maia, mas é inegável que é dono de um pensamento e que é capaz de entender o alcance da função de um Senador no terceiro estado mais populoso do Brasil. Qual é o saldo da atuação política do deputado Romário para merecer a ascensão ao Senado?
Qual é a sua militância política pregressa que justifique o posto? Ter sido preso duas vezes por não pagar pensão alimentícia? Ter conseguido o prodígio de ser réu — ou, ao menos, citado em 54 processos quando mal tinha feito 40 anos? Ter se envolvido em inúmeras confusões em condomínios, sendo condenado, numa delas, a pagar indenização milionária? Ter-se tornado uma celebridade em Brasília também em razão de suas festanças com música eletrônica, que infernizam a vida dos vizinhos?
É evidente que nada tenho contra o ex-jogador. No futebol, por razões óbvias, ele figura até na minha galeria de heróis. Mas tem condições de ser um dos três representantes do Rio no Senado? Com o devido respeito a seus eleitores, a coisa está mais para piada. Qualquer que seja o próximo presidente da República, crescerá enormemente a importância do Congresso. No que diz respeito a São Paulo e Rio, cabe a pergunta: esses dois estados estarão mais bem representados, respectivamente, com Suplicy e Romário ou com José Serra e Cesar Maia?
Apesar do esforço de muitos, o Senado ainda não é um circo de segunda. E faço aqui, já que pertenço à imprensa, um mea-culpa. Damos pouquíssima importância à eleição dos membros do Congresso. Ele só costuma nos interessar quando bandidos e cretinos se comportam como… bandidos e cretinos. Um Parlamento melhor, convenham, conseguiria melhorar até o Executivo.
MPF irá investigar empresa de aliado de Sarney para gestão de urnas
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) instaurou procedimento para investigar o processo licitatório realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral no Maranhão (TRE/MA) para gestão das urnas eletrônicas nas eleições de 2014, que teve como vencedor a empresa Atlântica Serviços Gerais Ltda.
No intuito de esclarecer os fatos e apurar as denúncias noticiadas na imprensa, o procurador da República José Raimundo Leite Filho informou ao TRE/MA que instaurou o procedimento e pediu cópia integral do processo licitatório e do contrato administrativo que atribuiu à empresa Atlântica a gestão das urnas eletrônicas no Maranhão. E, ainda, notificou a empresa para que, no prazo de dez dias, se manifeste sobre a denúncia.
A empresa já recebeu mais de R$ 50 milhões do governo Roseana Sarney no atual mandato e seu dono tem vínculos com o marido da governadora, Jorge Murad.
Vencedora de uma licitação promovida pelo TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral), a Atlântica Serviços Gerais, de propriedade de Luiz Carlos Cantanhede Fernandes (empresário que tem ligações estreitas com membros do clã Sarney) foi contratada em 28 de agosto por R$ 2.999.499 para cuidar de uma série de serviços com as urnas no dia da eleição.
Luiz Carlos é também ex-sócio e amigo de Edinho Lobão, como o próprio candidato a governador do clã Sarney admitiu durante debate na Fiema.
Outra empresa de Luiz Carlos Catanhede Fernandes, a Atlântica Segurança Técnica, foi contratada pelo governo de Roseana para controlar os presídios do Estado. Vale lembrar ainda que em 2002, quando a Polícia Federal apreendeu mais de 1 milhão de reais na sede da Lunus, empresa de Murad, o marido de Roseana atribuiu a Catanhede a posse de metade do dinheiro. À época, os amigos criaram um contrato de empréstimo, no valor de 650.000 reais, para a Pousada dos Lençóis. E escalaram o empresário para o papel de emprestador do dinheiro.
CPI aprova convocação de ex-contadora de doleiro
Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
A CPI mista da Petrobras aprovou nesta quarta-feira a convocação de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Ela deve dar informações sobre o funcionamento do esquema criminoso operado com recursos públicos desviados pelo esquema do doleiro. Os parlamentares também aprovaram um requerimento que pede a cópia dos depoimentos prestados por ela à Polícia Federal e ao Ministério Público.
“Ouvir a contadora vai ser importante para que a gente possa confrontar com o depoimento de Alberto Youssef”, diz o relator da comissão, o deputado Marco Maia (PT-RS). Ainda não há data para o depoimento de Meire Poza. Por causa da proximidade das eleições, a ida dela à CPI pode ficar para depois do primeiro turno – dia 5 de outubro.
A VEJA, Meire Poza revelou como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro do doleiro. Ela também afirmou que parlamentares, como Luiz Argôlo (SD-BA) e André Vargas (PT-PR), foram beneficiados pelo esquema. Meire já compareceu ao Congresso para depor no processo de cassação de Argôlo. Na ocasião, ela confirmou as acusações contra o parlamentar.
O requerimento de convocação de Meire Poza foi aprovado ao fim da reunião em que os parlamentares tentaram, sem sucesso, ouvir Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e o delator do esquema de corrupção que funcionou por quase uma década na companhia.
Two Gripen At The Ready In Gotland
LWhy we will not get our leased sixteen Gripen C/Ds down here, in Brazil.

Swedish Air Force has deployed two Gripen fighter aircraft in Gotland because of the increased training exercises in the Baltic Sea, reports Sverigesradio.
Last month, the Swedish Armed Forces said that it had increased intelligence gathering and had called in extra staff to its headquarters over the crisis in Ukraine.
According to Swedish Armed Forces spokesperson Philip Simon, the two Swedish fighter jets are part of a so-called incident rotation. Stationed in Gotland, they would be in a better position to react quickly to the situation in the Baltic.
Read the full story: Höjd beredskap med två Jas Gripen på Gotland
Image Courtesy: Swedish Armed Forces
Dilma manda suspender divulgação de programa de governo por divergências com o PT; em 34 anos de história, partido nunca esteve tão confuso e desarvorado. É o medo de perder a bocona!
A candidata Dilma Rousseff iria divulgar por esses dias seu programa de governo, mas mandou suspender, informam Andreia Sadi e Natuza Nery na Folha. Por quê? Divergência com seus companheiros do PT. O partido quer que a candidata se comprometa com o fim do fator previdenciário, com a redução da jornada de trabalho, com a regulamentação da terceirização — criando dificuldades novas — e com a revisão da Lei da Anistia. Mas Dilma não quer nada disso porque sabe que:
a) o fim do fator previdenciário abre um rombo na previdência;
b) a redução da jornada só vai onerar ainda mais as empresas, elevando o custo Brasil;
c) criar embaraços novos à terceirização está na contramão da dinâmica do mercado de trabalho;
d) a revisão da Lei da Anistia, além de polêmica — voltará ao Supremo —, abre uma crise desnecessária com as Forças Armadas. Se o absurdo vier, raciocina com razão a presidente, que seja via Judiciário.
Assim, a presidente tem preferido programa nenhum a ter o que exibir, expondo-se a arrumar adversários novos. Vejam ali a pauta: a petista tem feito um esforço danado para mostrar que é fiscalmente responsável — e o fim do fator previdenciário demonstraria o contrário — e que pretende incentivar o espírito empreendedor no país: ora, a redução da jornada e o combate à terceirização apontariam na direção oposta. Finalmente, a presidente prega a união de todos os brasileiros para um futuro radioso, e a revisão da Lei da Anistia só provocaria turbulências sobre o passado.
O pior para Dilma (não necessariamente para o Brasil) é que, ao não sair nada — nem o que quer o PT nem o contrário —, é como se ela já tivesse feito as piores escolhas para os setores aos quais não quer desagradar. E por que é assim? Porque resta a desconfiança, não é? Afinal, se ela não fala e manda segurar o programa, é sinal também de que não descarta essa pauta.
Períodos eleitorais já são normalmente caracterizados por incertezas até em países com uma economia mais estável do que a nossa, com muito menos demandas à flor da pele. Dado o quadro brasileiro, esse vai e vem é especialmente negativo. Até porque Dilma não é uma novata, que está se apresentando agora para a batalha. Ela já é a presidente da República. Chega a ser impressionante que amplos setores da sociedade considerem que Marina Silva é uma opção mais segura do que ela. E olhem que a candidata do PSB não chega a ser o exemplo acabado de coerência e de fidelidade a um pensamento.
Não fossem muitas outras coisas, isso bastaria para evidenciar as fragilidades do governo Dilma e a barafunda em que está metido o PT. Acompanho o partido desde o seu nascimento — fui um dos filiados, em priscas eras… Nunca o vi tão desarvorado e sem eixo. O risco de perder o poder está deixando a companheirada em desespero. Essa gente se tornou de tal sorte dependente do Estado que o risco de alternância de poder a impede de enxergar a realidade.
Convenham: tem seu lado divertido.





