Shared posts

14 Oct 12:38

Gilberto Carvalho reconhece a situação dramática de Dilma, mas acha que tudo deriva da cultura do ódio. E se refere a uma palavra que eu criei. Então vamos lá!

by giinternet

Prestem atenção a esta fala do ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho:
“Atravessamos um momento delicadíssimo da nossa campanha. Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado com desprezo. Estamos sendo chamados de um grupo de petralhas que assaltaram o governo”.

Opa! De “petralhas”, eu entendo, porque fui eu que inventei a palavra, né?, fundindo “petista” com “Irmãos Metralhas”, já lá se vão, atenção!, ONZE ANOS. Ouça bem, ministro Carvalho! Eu criei essa palavra há 11 anos, em 2003, na primeira gestão do seu partido à frente do governo federal. Ela já foi parar no Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa, como vocês podem ver abaixo.

Petralha Dicionário

Desde o primeiro dia, expliquei o sentido do vocábulo e deixei claro, o que está firmado em livro — “O País dos Petralhas I” (Editora Record) —, que nem todo petista é “petralha”, só aqueles que justificam o assalto aos cofres públicos em nome de uma causa. Apanhei que foi uma beleza! Ainda hoje, uma vasta rede de blogs, sites, revistas e publicações as mais xexelentas, todos fartamente financiados com dinheiro público, tem, entre suas missões, tentar me desqualificar.

Quando, em passado remoto, apenas 3% dos brasileiros consideravam o governo Lula ruim ou péssimo, eles sugeriam abertamente que eu deixasse o país, que eu me mudasse pra Miami, que eu fosse para a ponta do pavio. Quando a VEJA me convidou para hospedar este blog, que já existia, em 2006, vieram os vaticínios: “Vai durar pouco! Quem vai querer ler esse cara?”. Pois é. O blog recebe, em média, 350 mil visitas por dia, com picos de mais de 500 mil.

Criei o termo em 2003 porque pessoas vinham me contar coisas horripilantes sobre o que se passava nos bastidores do governo. Mas quem queria saber? “Direitista!”, gritavam. “Tucano!”, vociferavam. “Vendido!”, babavam. Fiquei na minha. No máximo, indagava se o lado vitorioso não costuma pagar sempre mais, se é que entendem a ironia. Aí veio o escândalo do mensalão. Aí veio o escândalo dos aloprados. Aí veio a primeira leva de acusações sobre desmandos na Petrobras. Aí vieram as lambanças no Dnit e assemelhados. Aí veio a compra da Refinaria de Pasadena. Aí vieram Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e cia.

A que “ódio” se refere Gilberto Carvalho? Eu criei a palavra “petralha”, mas eu não criei “os petralhas”. Tampouco os criou a população de São Paulo. A fala de Carvalho sugere que há uma repulsa artificial ao partido, não uma reação objetiva à forma como ele governa — que, ainda assim, conta com a aprovação de milhões, a estarem certas as pesquisas de opinião.

Infelizmente, o ministro se dedica, mais uma vez, à demonização de pessoas. Em junho, Dilma ainda vencia a eleição no primeiro turno, e Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, resolveu criar uma lista negra de nove jornalistas, articulistas e comunicadores, encabeçada por mim — os outros são Diogo Mainardi, Augusto Nunes, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiuza, Lobão, Danilo Gentili e Marcelo Madureira —, que fariam mal ao Brasil. Não se ouviu um pio de protesto por aqui. Quem reagiu foi a organização internacional de defesa da liberdade de imprensa http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/reporteres-sem-fronteiras-a-mais-importante-entidade-internacional-de-protecao-ao-trabalho-de-jornalistas-critica-a-lista-do-pt-de-inimigos-da-patria/. Janio de Freitas, articulista da Folha, como sou, não criticou nem a lista nem o PT, mas a… Repórteres Sem Fronteiras.

O PT tenta posar de vítima de crime de intolerância — como se o partido fosse o exemplo acabado da… tolerância. É uma piada! Por que seria vítima? Já indaguei aqui: estamos diante de alguma vanguarda que desafia o statu quo? Os petistas constituem hoje os porta-vozes da luta de oprimidos que não têm outro canal para se expressar? A legenda representa algum valor de vanguarda que uma sociedade atrasada e reacionária se negaria a abrigar? Ora, ministro Gilberto Carvalho…

Dirijo, então, ao chefão petista as perguntas que fiz em minha coluna. Responda, ministro, por favor:

“É preciso assaltar os cofres públicos para conceder Bolsa Família? É preciso usar de forma escancaradamente ilegal os Correios para implementar o ProUni? É preciso transformar a gestão pública na casa-da-mãe-Dilma (como Lula, o pai, já a chamou) para financiar o Minha Casa, Minha Vida? Pouco importa o juízo que se faça sobre esses programas, a resposta, obviamente, é “não”. A matemática elementar nos diz que, com menos roubalheira, sobraria mais dinheiro para os pobres.”

A fala de Carvalho faz parte de uma ação coordenada do comando político do PT. O partido quer despertar o poder sempre forte — e violento — das falsas vítimas. Ódio, ministro Gilberto Carvalho, foi aquele destilado contra Marina Silva no horário eleitoral do seu partido, acusando-a, e o senhor sabe se tratar de uma mentira, de tentar retirar R$ 1,3 trilhão da educação. Ódio, ministro Gilberto Carvalho, foi aquele destilado no programa contra Marina Silva, acusando-a de querer tirar a comida do prato dos brasileiros, e o senhor sabe se tratar de uma mentira, porque ela defendia a independência do Banco Central. E quem escreve aqui não é um admirador da líder da Rede, como sabem todos. Ódio é a pregação terrorista que se vê hoje na TV, agora contra Aécio Neves e FHC, fraudando números, mentindo de forma descarada, massacrando a história, distorcendo os fatos.

O PT inventou a corrupção?
Não! Eu nunca escrevi que o PT inventou a corrupção, até porque seria falso. É claro que não! Já havia antes. Está na Bíblia. Existia antes dela. A questão relevante, desde sempre, não está em ser ou não corrupto — em sendo, que o sujeito seja expelido da vida pública. A criação detestável e exclusiva do PT — e foi nesse contexto que surgiu a palavra “petralha” — é a suposta “corrupção do bem”, a suposta “corrupção necessária”, a suposta “corrupção libertadora”. Esse relativismo, diga-se, está absolutamente adequado ao amoralismo das esquerdas históricas. Stálin, por exemplo, era, a seu modo, incorruptível. Ele só não se importava em matar inocentes — inclusive ex-camaradas de jornada — para consolidar o seu poder.

Se parte considerável da população alimenta hoje um sentimento de repulsa em relação ao PT, isso não se deve a suas qualidades. Não conheço ninguém, e acho que ninguém conhece, que deixe de votar no partido por causa dos ditos “programas sociais” — que eu, no meu rigor, chamo de medidas compensatórias; se eu fosse de esquerda, diria até que são contrarrevolucionárias, como devem achar o PSOL, o PCO e o PSTU. Segundo a lógica perturbada das esquerdas, eles têm razão, não é mesmo?

Se o PT expulsasse da legenda os condenados por corrupção ativa, entre outros crimes, em vez de chamá-los de “heróis do povo brasileiro”, talvez a reação da população fosse outra.

E ainda lhe dou um conselho, senhor Carvalho: não sei se sua candidata ganha ou perde a eleição. Como o senhor sabe, torço para que ela perca. Mas, caso vença — certamente seria por margem bem estreita —, pense que será preciso governar depois. E chegar ao fim do mandato. Vocês perderam a mão e a leitura da realidade.

Ah, sim: Carvalho estava em Pernambuco, num encontro com ditos “movimentos sociais”, que divulgaram em seguida um manifesto em favor de Dilma. Muitos dos signatários são grupamentos fartamente financiados com… verbas federais. Carvalho ainda não percebeu que é crescente o número de pessoas que já não suportam esse procedimento. Justo ele, o encarregado de “falar com a sociedade”. É que Carvalho integra aquele grupo de homens que não entende que possa existir uma “sociedade” fora dos interesses do petismo.

E há!

As pessoas estão se opondo ao PT, senhor ministro, porque, de fato, não aguentam mais os “petralhas”. Sim, eu criei o termo, mas vocês criaram a espécie.

Espalhem este artigo. Vamos fazer o debate.

Texto publicado originalmente às 4h37
14 Oct 12:37

Windows Flaw Allowed Hackers To Spy On NATO, Ukraine, Others

by Soulskill
L

Ðe real ißue here is why any government still uses ðat malware enabling black box.

An anonymous reader writes: Reuters reports that a cybersecurity firm has found evidence that a bug in Microsoft's Windows operating system has allowed hackers located in Russia to spy on computers used by NATO, Ukraine, the European Union, and others for the past five years. Before disclosing the flaw, the firm alerted Microsoft, who plans to roll out a fix on Tuesday. "While technical indicators do not indicate whether the hackers have ties to the Russian government, Hulquist said he believed they were supported by a nation state because they were engaging in espionage, not cyber crime. For example, in December 2013, NATO was targeted with a malicious document on European diplomacy. Several regional governments in the Ukraine and an academic working on Russian issues in the United States were sent tainted emails that claimed to contain a list of pro-Russian extremist activities, according to iSight."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








14 Oct 12:37

Dilma se encontra com movimentos sociais e expõe as suas pretensões bolivarianas se for reeleita. Ela deixa claro: o Congresso só atrapalha!

by giinternet

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, se encontrou nesta segunda com militantes dos ditos movimentos sociais em Pernambuco. A presidente-candidata Dilma Rousseff, por sua vez, fez o mesmo em Brasília. Ela falou o que se espera entre aliados: transformou o PT em monopolista de todas as coisas boas que já aconteceram no país e o PSDB em monopolista das ruins. Até aí, vá lá. Não se esperava o contrário. A coisa beirou o risível, embora seus convivas tenham achado o máximo, quando ela afirmou que, se vitorioso, o tucano Aécio Neves pretende acabar com o Mercosul e com os Brics, embora isso não tenha sido o mais preocupante do encontro. Já chego lá.

Deus do Céu! Que o Mercosul precise deixar de ser um fator de atraso para o Brasil, isso é evidente. Acabar com ele, ninguém pretende. Isso é só uma mentirinha. A tolice espantosa fica por conta dos Brics, que é só uma sigla criada pelo economista Jim O’Neill, em 2002, para designar países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China, aos quais se incorporou depois a África do Sul. Não é um bloco econômico. “Ah, mas eles criaram um banco…” Lamento! Não tem a menor importância. Ainda que tivesse e mesmo que o Brasil quisesse pular fora, passariam a existir os Rics… De resto, Aécio, se eleito, não teria poder para acabar nem com o Mercosul. Imaginem, então, com os Brics. É só mais uma falinha terrorista. Sei lá qual é a satisfação de falar a um grupo que está lá só para aplaudir, não importa o quê.

Mas vamos ao que preocupa. O ato foi organizado para que se entregasse à presidente um manifesto com 8 milhões de assinaturas, colhidas por entidades petistas disfarçadas de movimentos sociais, em favor de um plebiscito pela reforma política.

Depois de elogiar o protoditador da Bolívia, Evo Morales, que se reelegeu presidente (já trato do assunto), Dilma resolveu tocar música para os ouvidos dos presentes: “Eu diria de forma radical: eu não acredito que a gente consiga aprovar as propostas mais importantes, como é o caso do fim do financiamento empresarial de campanha, sem que isso seja votado num plebiscito. Não basta convocar Assembleia Constituinte, tem que votar em plebiscito. Se não votar, não tem força suficiente para fazer.”

Entenderam? Se reeleita, Dilma deixa claro que pretende dar um golpe no Congresso: ela quer uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política, o que é um absurdo teórico, mas a quer embalada por plebiscito. Com a força que tem o Executivo no Brasil, com sua poderosa máquina publicitária, a presidente quer ir para a galera. Foi precisamente o que fizeram Hugo Chávez na Venezuela — vejam lá como está o país — e o que está fazendo Morales, o elogiado, na Bolívia. Os opositores tiveram de deixar os dois países, a corte suprema se transformou em braço do Executivo, e as oposições são perseguidas por milícias e forças policiais.

No encontro, os presentes atacaram também o jornalismo independente, que eles chamam “mídia”. Entre os valentes, estavam a CUT, o braço sindical do PT, e o MST, o braço dito campesino do partido. Até uma certa Paola Estrada, de quem nunca ouvi falar, presidente de um tal “Movimento Consulta Popular”, decidiu atacar a imprensa. Um dos pontos de honra dos petistas, caso Dilma vença a eleição, é o tal “controle social da mídia”.

Então está combinado. Se reeleita, Dilma prometeu à CUT, ao MST e a outros movimentos sociais recorrer às mesmas práticas de Hugo Chávez e Evo Morales para reformar a Constituição. Ou me provem que não. E já deixou claro que esse eventual futuro governo não pretende comprar fatias do Congresso que se instalará em 2015. Não! Se reeleita, Dilma vai querer um Congresso Constituinte só pra ela, inteirinho.

Não custa lembrar: o perfil do Congresso eleito deixa claro que a esquerda é minoritária no Brasil. Vai ver há petistas achando que já chegou a hora da guerra civil. Pelo visto, há gente querendo as coisas na lei ou na marra.

14 Oct 12:36

OH JERUSALEM!

by coramdeo


 
In 1998 friends who had been part of our church in Boston offered a gift to us—the dream of my life: a trip to the Holy Land. Their generosity not only gave us ten days of tourism that stretched the limits of our heartstrings, but continue to bless and perturb sixteen years since.


It was the fiftieth anniversary of the founding of the modern State of Israel, and the girl who dreamed Israel since she began to read Bible history at around eight years of age had also turned fifty. Lau and I had started our ministry in 1969 among Jews in Belo Horizonte, Minas Gerais,  and São Paulo, even after we left that mission, continued to study and remain fascinated with things Jewish. He taught Jewish Evangelism at the seminary from which we had graduated, and I read and befriended judaica: people, ideas and achievements. As committed Christians, we believed that there is still an important place in God’s dealing with humanity for the children of Israel. Jewish friends were part of our life; we believed Yeshua to be Hameshiach, but did not try to proselytize—only pre-evangelizing, creating bridges and bonds which would reach out and bring into the fold of the Great and Only Shepherd of Israel.


We have friends and colleagues who, while believing the Bible, interpret what it says about the future in amillennial or postmillennial ways. Though we respect them, we dare differ. Our historical premillenial view of God’s dealing with all nations of the earth allows us to make distinctions between Jews, Gentiles and the Church, and believe that God still has a purpose for each group. In one sense, the church is continuation of the children of Israel—we are sons and daughters of Abraham by faith. But Israel as a people and a nation still are unique, and there is a promise for those who pray for the peace of Jerusalem.  I identify with the apostle Paul’s longing for “the people of Israel. Theirs is the adoption as sons; theirs the divine glory, the covenants, the receiving of the law, the temple worship and the promises. Theirs are the patriarchs, and from them is traced the human ancestry of Christ, who is God over all, forever praised! Amen”(Romans 9:3-8). Of course I knew that “it is not the natural children who are God's children, but it is the children of the promise who are regarded as Abraham's offspring” (v.8) and because we believe that God’s gifts and calling are irrevocable, I considered myself to be a “daughter of Sarah” by faith. "I will call them 'my people' who are not my people; and I will call her 'my loved one' who is not my loved one... they will be called 'sons of the living God.'" I applied God’s promises through Isaiah to his servant  that this people of the covenant  would be a light unto the Gentiles, to open eyes that are blind, to free captives from prison and to release from the dungeon those who sit in darkness—which the gospel of John (8:2) attested as being Christ himself, and Dr. Luke documented in his story of  Jesus’ first sermon in the synagogue of Nazareth, when  he read Isaiah and declared, “Today this Scripture is fulfilled in your hearing."


I was enchanted with the way Edith Schaeffer followed the crimson thread of redemption in her presentation  of Christianity as being Jewish, and rejoiced in roots in history that point to identification with Israel from days of old. But going to Israel was not a magical encounter. I walked the land where Jesus walked, but saw, on one hand, misguided Christians, just as their Jewish peers, who believed that placing a written prayer in the cracks of the ruins of the walls of the Temple would assure God’s answer to prayer (a woman minister who was in our group had been given the ticket and all expenses paid to bear the prayers of her congregation in the US and stick them in the cracks). And they went down to river Jordan to be re-baptized or dipped seven times for healing in the same manner as Elisha told the pagan general to do (a lady with cancer on the bus with me said that she had made the pilgrimage and therefore “claimed her healing” after the Jordan dip. I walked the stony shore of Galilee where Jesus talked to his disciples about stony hearts as well as singling out Peter and saying: “You are a pebble, but you are a stone also, and upon the Rock I will build my church”...


Lots of superstition surrounded a journey through the Holy Land, and the most appalling was in the visit to Omar’s Mosque, which is built on the ancient site of the Temple and where, ages before, Abraham had presented his only son in sacrifice. Lau refused to enter that monument to the destruction of Judaism. I entered to observe the artistic beauty of the architecture. While under the arches and surrounded by incredible mosaics (or would I say, arabaics) of that gold-domed palace, in my ten-minute walk through that holy spot I saw a mother sock the mouth of her little child and a man hit the face of his veiled wife. Bethlehem was visited, not by shepherds or wise men, but buyers of holy oil and olive-wood trinkets, a town infested by anti-Israel haranguers preaching at every corner to men who religiously bowed five times a day toward Mecca and while living in freedom in Israel, swear to destroy the Jews that harbor them.


Antisemitism is as old as Abraham, Isaac and Jacob, and we Christians are ashamed at the many times it was wielded in the name Christ, the only Perfect Jew, against Jews of all kinds. Many of the first who colonized Brazil were “cristãos novos” – Jews forced by the Inquisition to become “Christian” or die. Cohens became Coelhos (rabbits), Pereses became Pereiras (pear trees)—but there was a coexistence even when much of the Jewish tradition was completely swallowed up.


My adopted country, Brazil, was the first to welcome the State of Israel into the United Nations in 1948, but today the presidenta made a speech in that disunited union condemning the United States’ intervention in the Middle East and saying “we must dialogue with Hamas and ISIS”, making clear her predilection for Islamic State’s atrocities in Iran and Syria against Christians and Jews, and despising anything we “anti-socialists” do for humanitarian causes. She was the only chief of State in the world to emit such a blatant discourse! Brazil is a melting pot and harbor for people of every tribe and nation—and presently a “preferred residence” for terrorists. I am appalled to see many evangelicals swallow the propaganda of godless men and women who in the name of freedom incongruously prefer an Allah-for-men-only dominated culture than Judeo-Christian thought.


Many of our friends had their origin in the Middle East: Lebanese and Armenians, Turks and Persians and not-so-modern Babylonians, Druses and Syrians. I love the food they taught us to appreciate, their generous, gregarious, hospitable welcoming of strangers. These “arabs” are in all segments of Brazilian society, many in high leadership positions far above their tiny storeowners and traveling salesmen grandparents. They coexist well with the Jewish descendants of those who fled persecution in Nazi Germany or Bolshevik Iron Curtain lands. As I think of God’s mercy on all nations of the earth, I cannot help but love and accept people descended from Ishmael, as well as from the twelve tribes of Jacob. Or from tribes of Gês, Tapuias and Tupinambás or the more than three hundred other people-nations which made up Brazil’s first inhabitants, and were also decimated by “christianizers” centuries ago.


As an unlikely and unknown American living and serving Christ in Brazil on a little piece of farmland, with no merit or fame to my credit, I pray for the peace of Jerusalem, as do many sisters and brothers like (and different from) me. But my yearning, as a citizen of heaven, is to see the day when a declaration that transcends all nationalities is made:


You are worthy to take the scroll,
And to open its seals; For You were slain,
And have redeemed us to God by Your blood
Out of every tribe and tongue and people and nation,
And have made us kings and priests to our God;
And we shall reign on the earth." (Rev. 5:9) and
behold, a great multitude which no one could number,
of all nations, tribes, peoples, and tongues,
standing before the throne and before the Lamb,
clothed with white robes,
with palm branches in their hands,
and crying out with a loud voice, saying,
"Salvation belongs to our God who sits on the throne,
and to the Lamb!" (Revelation 7:9-10)


Elizabeth Gomes

14 Oct 06:41

Justiça e PF dão cinco dias para empreiteiras explicarem depósitos em empresas fantasmas de Youssef. O doleiro já disse para onde ia o dinheiro…

by giinternet

O caso é o seguinte. Quatro empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef receberam, em suas respectivas contas, depósitos totalizando R$ 33,5 milhões, feitos por empreiteiras que mantêm negócios com a Petrobras. Tanto Youssef como o engenheiro Paulo Roberto Costa explicaram à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Justiça como funcionava o esquema de desvios: as empresas eram selecionadas para tocar obras, com direcionamento feito já no edital de licitação. Escolhidas, eram obrigadas a embutir no contrato o valor da propina — de 3%, segundo Costa; 2% dos quais iriam para o PT. As empreiteiras recebiam da Petrobras — tudo, aparentemente, conforme a lei — e depois entregavam o dinheiro aos chamados operadores de cada legenda: PT, PP e PMDB.

Esses operadores pegavam uma parte da grana para si e entregavam o resto aos respectivos partidos. Paulo Roberto confessa que era o operador do PP, em parceria com Youssef. O do PT, diz ele, era Renato Duque, diretor de Serviços — este nega a acusação e promete processá-lo. Nestor Cerveró seria o homem do PMDB.

Bem, seja como for, uma coisa é fato: um grupo de empreiteiras depositou dinheiro nas empresas de fachada de Youssef e agora terá de se explicar. Na sexta, em despacho, o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo que resultou da Operação Lava Jato, listou 12 empreiteiras que fizeram esses depósitos, afirmou haver “indícios veementes” de que as empresas do doleiro eram fantasmas e só serviam à lavagem de dinheiro e informou que a Polícia Federal já abriu inquérito para “apurar a origem, natureza e finalidade de transferências bancárias”. Foi dado às depositantes um prazo de cinco dias para prestar esclarecimentos.

Entre as intimadas estão algumas das maiores empreiteiras do país e fornecedoras da estatal, como o Consórcio Mendes Junior/MPE; o consórcio Rnest, capitaneado pela Engevix; duas empresas do grupo OAS, a Galvão Engenharia, o consórcio Sehab e a Coesa Engenharia. Também fazem parte da lista as empresas Treviso, Piemonte e Jaraguá Equipamentos Industriais.

Vejam a lista dos depósitos:
- depósitos de R$ 8.530.918,57 na conta da GFD Investimentos por parte da empresa Piemonte Empreendimentos Ltda.;
- depósitos de R$ 4.400.000,00 na conta da GFD Investimentos por parte da empresa Treviso Empreendimentos Ltda.;
- depósitos de R$ 2.533.950,00 na conta da GFD Investimentos por parte de Consórcio Mendes Júnior MPE SE;
- depósitos de R$ 3.021.970,00 na conta da GFD Investimentos por parte de Mendes Jr. Trading e Engenharia;
- depósitos de R$ 4.317.100,00 na conta da MO Consultoria por parte de Investminas Participações S/A;
- depósitos de R$ 3.260.349,00 na conta da MO Consultoria por parte de Consórcio RNEST O. C. Edificações, capitaneado pela empresa Engevix Engenharia S/A;
- depósitos de R$ 1.941.944,24 na conta da MO Consultoria por parte de Jaraguá Equipamentos Industriais;
- depósitos de R$ 1.530.158,56 na conta da MO Consultoria por parte de Galvão Engenharia S/A;
- depósitos de R$ 619.410,00 na conta da MO Consultoria por parte de Construtora OAS Ltda.

Cade
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), ligado ao Ministério da Justiça e conduzido por Vinicius Marques de Carvalho, um petista de coração (ele diz não ser mais de carteirinha), decidiu que era hora de mexer. Até que enfim, né?

O órgão informou que pediu acesso aos depoimentos e a documentos da Operação Lava Jato para averiguar se não há indícios de formação de cartel. Muito sagazes esses rapazes! Só resta indagar agora por que demoraram tanto.

13 Oct 22:13

Doleiro tinha “acordo de sigilo” com estatal, diz PF

by giinternet

Por Ricardo Brandt e Fausto Macedo, no Estadão:
Nos computadores de Alberto Youssef, alvo da Operação Lava Jato, a Polícia Federal encontrou um “acordo de confidencialidade” entre a Petrobrás Distribuidora e a CSA Project Finance Ltda., controlada pelo ex-deputado do PP José Janene (que morreu em 2010) e pelo doleiro e usada para lavar R$ 1,15 milhão do mensalão.

Para os investigadores, a minuta do acordo indicaria que Youssef e Janene, envolvidos no esquema acusado de desviar recursos da obra da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, também atuaram no leilão para erguer e operar a Usina Termelétrica Suape II, em terreno ao lado da área onde, em 2008, começaria a construção da unidade petrolífera.

O arquivo no computador do doleiro também coloca sob suspeita a versão da estatal, uma subsidiária da Petrobrás, de que desconhecia a ligação de duas de suas sócias no empreendimento da usina com a CSA. O documento tem data de janeiro de 2007 e o leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ocorreu em outubro daquele ano. Movida a óleo combustível e com capacidade total de fornecer 350 MW para a refinaria, Supae II previa investimento de R$ 590 milhões.

O consórcio vencedor foi formado pela MPE Montagens e Projetos Especiais, BR Distribuidora, Ellobras Infra-Estrutura e Participações, Genrent Participação Ltda. e Genpower Energy Participações.

A Ellobras e a Genpower são controladas pela CSA, empresa de Janene e Youssef. As duas somam 40% das cotas do consórcio. As outras três tinham 20% cada, incluindo a BR. Após 40 dias, Ellobras e Genpower negociam com um outro consórcio de infraestrutura a venda de seus 40% na termelétrica. A CSA e uma instituição financeira levaram cerca de 3% do valor bruto da transação. Em 2011, a Petrobrás assumiu o controle da termelétrica, depois de o consórcio ter deixado o controle da concessão.

Em agosto passado, quando a denúncia da Procuradoria foi divulgada, informando que a BR Distribuidora tinha sido sócia de duas empresas ligadas à CSA, a estatal negou a parceria com a Ellobras e Genpower. “Desconhecemos haver qualquer relação da Ellobras e Genpower nesse negócio da termelétrica Suape II, com a empresa CSA Project Finance, relacionada ao sr. Alberto Youssef”, dizia a nota.

Representantes
Para os investigadores, a análise nos computadores de Youssef comprovaria que a própria CSA elaborou a minuta do termo de confidencialidade com a BR Distribuidora. No documento, que não está assinado, constam um representante da estatal e um da empresa.

De acordo com a PF, o texto diz que as partes acordam que “iniciarão relacionamento comercial envolvendo aspectos operacionais estratégicos de suas atividades (…) deverão trocar informações confidenciais sobre dados, pesquisas, estratégia, resultados financeiros, segredos comerciais e similares, de forma oral, escrita, ou eletrônica, de propriedade e interesse, conforme o caso, da CSA e da BR”. A Petrobrás foi procurada e não respondeu à reportagem.

10 Oct 23:16

Dilma enlouqueceu e agora chama democracia de “golpe”. Isso era pensamento da terrorista da VAR-Palmares, não de quem se fez presidente pelas urnas

by giinternet

“Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir.” Em latim: “Quos volunt di perdere dementant prius”. A citação no singular é mais conhecida: “Quem vult deus perdere dementat prius” — “Deus primeiro enlouquece aquele a quem quer destruir”. Prefiro a citação com “deuses”. O problema de “deus”, no singular, é que a frase parece remeter ao Deus único, este nosso (ou meu, hehe), não àqueles vários do paganismo, que viviam atazanando os homens. É o que me ocorre ao tomar conhecimento do que Dilma afirmou nesta sexta. Ela pode estar perdendo o juízo. Leiam o que afirmou:

Numa caminhada na periferia de Porto Alegre, discursando sobre uma caminhonete, ela se saiu com a seguinte estupidez:
“Eles [oposição] jamais investigaram, jamais puniram, jamais procuraram acabar com esse crime terrível que é o crime da corrupção. Agora, na véspera eleitoral, sempre querem dar um golpe. E estão dando um golpe. Esse golpe nós não podemos concordar”.

Golpe? Que golpe? O golpe das urnas, presidente? Haver quem não vote no PT, então, agora é golpe? Uma eleição só é legítima quando vencida pelo PT? Se o seu partido perder, dona Dilma, será porque a maioria terá votado no seu adversário. Será, então, sinal, governanta, de que a maioria do eleitorado terá se transformado em golpista?

A fala é de uma estupefaciente irresponsabilidade. Até porque Dilma, que continua presidente da República, está afirmando, na prática, que, se ela perder a eleição, então o resultado não é legítimo. Se não é, então o PT poderá sair por aí botando fogo no circo. Golpista é a fala da petista!

Eles já recorreram a esse expediente em 2006. Essa tese tem “copyright”, tem autoria: Marilena Chaui, a militante do PT disfarçada de filósofa. Foi ela quem procurou dar alcance até acadêmico a essa vigarice naquele ano. Segundo essa senhora, denunciar o mensalão correspondia, imaginem vocês, a dar um golpe. Agora, para mostrar que somos legalistas, deveríamos todos nos calar diante do “petrolão”???

Sabem o que é isso? Sinal de desespero. Em dois dias, é o segundo golpe baixo — o primeiro é tentar fazer de FHC um inimigo dos nordestinos. Imaginem o que vem por aí. Dilma está se esquecendo de que ainda é presidente da República e que tal cargo lhe impõe uma especial responsabilidade.

Democracia como golpe, presidente? Esse pensamento ficava bem na terrorista da VAR-Palmares, não na pessoa que se elegeu por meio das urnas, as mesmas que, no momento, dão a vitória a seu adversário. Até que Dilma não comece a sentir vergonha do que disse, sentirei um pouquinho por ela, a tal vergonha alheia. 

Texto publicado originalmente às 19h51 desta sexta
10 Oct 22:52

The New Focus on Children’s Rights

by Matthew Dugandzic

What do donor conception, surrogacy, divorce, and adoption have in common? According to the newly-founded International Children’s Rights Institute (ICRI), they are all practices which violate the rights of children to be born free, to be raised by his or her biological parents wherever possible, and to have a knowledge of the heritage of his or her biological parents. Dubbed “Bonds that Matter” for its focus on these beginning-of-life issues, the ICRI’s inaugural conference gathered scholars, activists, and students from around the country to Simi Valley, California last Friday to discuss the various ways in which these four practices violate children’s rights.

First to speak was Alana Newman, founder of Anonymous Us and speaker on behalf of the many donor-conceived children and adults who, like herself, believe that their lives have been permanently affected for the worse by having been cut off from at least one biological parent. Beginning with her own personal testimony, Newman recounted the behavioral problems that she experienced after realizing that her biological father was paid for his promise to stay out of her life. Newman pointed out that not only do many donor-conceived adults suffer from feelings of worthlessness, grief, and shame, but all of them have no information about half, or all, of their genetic background.

Donor conception can create societal problems, explained Newman. For example, the American Society of Reproductive Medicine recommends (note: These numbers are not based on law, the reality could be much worse) a limit of twenty-five children per donor per population of 800,000. If you do the math, this means that within New York City, one person could have 258 offspring, so the son of such a donor could easily have over a hundred sisters in the same area. The result is that people may unknowingly engage in incest and have consanguineous children, the first of which is prohibited in all fifty states and the second of which may produce unhealthy children.

Next up was Jennifer Lahl, a documentary filmmaker who focused her talk on egg donation and surrogacy. According to the popular narrative, says Lahl, egg donors and surrogates are informed, empowered women who are providing a family with the opportunity to have a child of their own. For Lahl, the truth is not so rosy. Egg donation and surrogacy commodify the women whose bodies are being used and the babies who are thus born.

Women serving as surrogates are often uninformed about the risks involved in the procedures and are more likely to be motivated by financial need than charity, Lahl pointed out. Some surrogates are even shipped across international borders so that contracting mothers and fathers can make use of their reproductive capacity. For Lahl, given that women are expected to provide a service and then leave behind a baby which is—properly speaking—their own, this practice amounts to the newest form of human trafficking. The E.U. Parliament agrees, saying that surrogates are “exploited” as “commodities” on the “international reproductive market.”

The commodification of human life becomes even clearer from the side of the baby.

Lahl presented an advertisement from the Stanford Daily which offered “excellent compensation” for a “genius egg donor.” On the flip side, surrogates are sometimes required by contract to abort babies when they turn out to have less-than-desirable traits. Furthermore, the egg harvesting and fertilization processes often produce a surplus of embryos which are normally frozen and kept for scientific experiments. Far from being the loved and cherished child that these procedures are supposed to create, babies born from this procedure are bought for their traits and created through a procedure whose longterm effects remain unknown to us.

But being born under the right conditions is not enough to keep children’s rights intact after the trip home from the maternity ward; children need to be raised in a stable environment. Jennifer Roback Morse, founder of the Ruth Institute, argued that family relationships form the foundation of a child’s personality. Accordingly, the government has a responsibility to accurately record the identity of a child’s parents on birth certificates and to refrain as much as possible from intervention in family’s lives that disrupts their natural structure.

The most egregious violation of this principle, for Roback Morse, is no-fault divorce. Though no-fault divorce was framed under the assumption that it would make the divorce process simpler and cheaper, allowing responsible adults to easily and quickly dissolve their marriages without legal hassle, what it actually did was allow for unilateral divorce. In contrast to pre-1968 divorce laws, current laws allow one partner in a marriage to divorce the other for any reason or no reason. This had the effects of increasing the divorce rate, decreasing the investments which parents were expected to place in their child’s education, and removing the presumptions of marital permanence and exclusivity. Furthermore, the prevalence of no-fault divorce makes it makes it more likely that children will grow up without a father, which entails a number of well-documented dangers for them, including an increased likelihood of abusing drugs, engaging in promiscuity at an early age, and ending up in jail.

Lastly, the conference attendees heard from C. Catherine Henderson Swett and Claudia Corrigan D’Arcy, the first of whom was adopted and the second of whom offered her son for adoption. Adoption, they said, is often cast in the most positive of lights, as it unites a children who need parents with parents who want children. But few people know that adoption law in the United States entails the falsification of birth certificates. When a baby is a adopted, the government issues a new birth certificate which only lists the adoptive parents and bears no mention of the biological parents. Many adoptees are therefore legally estranged from their biological heritage, with no way of finding their biological parents or of finding out about their genetic heritage.

Swett and D’Arcy further pointed out that adoption never provides a full solution to the problem it is meant to solve. It is always the result of a tragedy, that is, the separation of children from biological parents, who rarely have a free choice in the matter. Though they acknowledge that this is sometimes necessary, Swett and D’Arcy warn that the adoption industry is an industry which perpetuations the separation of children from their biological parents by projecting an illusion that adopted children do just as well as those who are raised by their biological parents, which is far from true.

Some of the audience, which was mostly comprised of C-SUN undergraduates, reacted positively to this information, commenting that they had never heard anybody speak about these issues in a negative light before. One student, however, who complained that none of the speakers presented the “other side of these issues” was met with an immediate rebuttal from Robert Oscar Lopez, who said, “I’m confident that you’ll get the other side. The presenters here focused on the aspects of these issues that are almost never spoken about. Almost anything else you encounter on them will be a product of the ‘other side.’” Other students were perplexed by the data on fatherless children, as some of them were themselves fatherless and were “doing okay.” The presenters responded by focusing on the bigger picture, which shows that while some individuals who grow up in broken homes may fare well, that this is the norm is far from the case.

Conferences like this are desperately needed. Children’s rights are too often overshadowed by the related issues of gay marriage and abortion. Since they do not receive much attention, people remain unaware that children’s rights are being violated on a daily basis, right here at home.

Matthew Dugandzic is a PhD student in Christian Ethics at The Catholic University of America and blog editor of Fare Forward

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

10 Oct 22:52

The Story of Pastor Tom Clark

by Peter J. Leithart

Pastor Tom Clark is dying. His esophageal cancer was diagnosed at the beginning of 2012, and after several rounds of chemo, radiation treatments, and surgery, the doctors have given up. Six weeks ago, they told him he had only a few weeks left.

Earlier this year, Pastor Tom celebrated twenty-five years of ministry at Tri-City Covenant Church (TCCC) in Somersworth, New Hampshire. Over the same period, he’s taught at the church’s Christian school, everything from Bible to computer basics. His role at the school opened relationships with families who are not members of his church but who look to him for pastoral guidance.

He counts the local Catholic priest and the Congregationalist minister among his closest friends. Fr. Michael stopped by a few weeks ago to perform evening prayers and lay hands on him, and the Congregationalist pastor has promised to join Pastor Tom’s family at his deathbed.

A veteran, Pastor Tom is the chaplain of the local American Legion post, as well as chaplain to the Somersworth police department and the ambulance service. He’s been so deeply involved in the life of the town that he was awarded the Somersworth Chamber of Commerce Citizen of the Year award in 2014, this in a New Hampshire town that not long ago elected the state’s first openly gay mayor. “As a pastor, you have to fall in love with your community,” Tom says.

My son and I had lunch with Pastor Tom and two of his children at the Oaks, his golf club, last week. He doesn’t eat much, but even if he were ravenous he wouldn’t have a chance to eat. As soon as he walks in, he stops by a table to give a hug to a bulky man with a ponytail. When a friend drops by our table, Pastor Tom quickly turns the conversation from his own condition to the condition of the friend’s father-in-law, also suffering from cancer. When that friend leaves, another comes by the table to ask how Pastor Tom is doing.

Though I’ve known him for two decades, I wouldn’t have recognized Pastor Tom if I had passed him on the street. Once a strong, athletic man, he’s now withered, frail, and gaunt, his cheek bones prominent beneath nearly transparent skin. He looks decades older than his fifty-nine years. If we talk for more than an hour at a time, his speech slows, his eyes droop, and he talks like one slipping into sleep. I’m afraid I might talk him to death.

“I know how I look,” he says. “This is how death looks. I wasn’t going to hide.” He’s concerned with our tendency to hide from death and to hide death, and he was determined to buck the system. He never considered retiring from his pastorate. During his illness, the church has expanded its pastoral staff, and guest preachers sometimes fill in. Mostly, Pastor Tom continues to preach. Not long ago, he Skyped a sermon from his hospital bed.

When he’s able to get to church, he’s too weak to stand, so he sits at the communion table to deliver his sermons. He says that even if he were to survive, he’d stay seated for preaching. From the pulpit, he looked down at his congregation and too often talked down to them. Now he sits like a father at the head of the table, leading an intimate conversation rather than delivering a lecture or harangue. There is no bitterness or self-pity, but he’s frequently in tears as he exhorts his people to trust the Lord, and so is the congregation. After the service, everyone lines up to have a moment of conversation. They know it may be their last time to see him.

Pastor Tom considers the last two years the most fruitful of his long ministry. He often speaks of his gratitude for the work the Lord has done during his illness. With his time shortened, he’s more attentive to the moment. “I see things and I hear things that I didn’t see and hear before.” That attentiveness has enriched his prayers. And he notices when members of his congregation become estranged, and he urges them to reconcile quickly and not give Satan a foothold. His illness has brought reconciliation, as estranged friends have contacted him seeking forgiveness for long-past wrongs.

Pastor Tom receives a constant stream of visitors at his home, and they don’t want to talk about the weather or the Red Sox. They want to talk about life and death and the mercy of God. Everyone listens to him as if he were an oracle, because they want to learn how to die. “If God wanted to teach a congregation about the efficacy of suffering, who would he choose for that role if not the pastor?” Tom asks.

Pastor Tom is an icon of the suffering Shepherd, a living memento mori both to his congregation and to his town. His very presence at the Lord’s Table, in his living room, or at the Oaks is a reminder to “number your days, that you might apply your heart to wisdom.”

Peter J. Leithart is president of Trinity House. He is the author most recently of Gratitude: An Intellectual History. His previous articles can be found here.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

10 Oct 22:51

O PAÍS ACOMPANHA CHEIO DE NOJO E REVOLTA A DEGRADAÇÃO A QUE OS GOVERNOS PETISTAS SUBMETERAM A PETROBRAS! E ESSA É APENAS UMA DAS ESTATAIS! IMAGINEM O QUE SE PASSA NAS OUTRAS

by giinternet

Nojo! Asco! Engulhos! Procurem aí as palavras todas que sintetizem o estômago revirado para resumir o que, agora sabemos (e ainda é tão pouco!), se passava, e talvez se passe ainda, na Petrobras durante os governos petistas. O presidente da empresa, no período, era o militante petista José Sérgio Gabrielli, hoje um dos braços-direitos do governador Jaques Wagner (PT), da Bahia. No cargo, Gabrielli se tornou notório pela arrogância, pela rispidez e pela prepotência. Afinal, era o dono da bola! Em parte do tempo em que vigorou o esquema sujo, Dilma estava na presidência do Conselho da Petrobras; depois, na Presidência da República. A Justiça divulgou os áudios dos respectivos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, e do doleiro Alberto Youssef. Ambos estão presos e fizeram um acordo de delação premiada. PT, PMDB e PP dividiam, segundo a dupla, o butim da corrupção, mas a parcela maior ficava com os petistas.

Paulo Roberto e Youssef eram os principais operadores da quadrilha que passou a atuar na empresa a partir de 2006. Nota à margem: a dupla conta tudo com precisão burocrática, cartorial, como se estivessem dizendo: “Hoje é sexta-feira”. Na voz, não há tensão, constrangimento, vergonha. A maior empresa brasileira era usada como caixa de partidos políticos e como fonte de enriquecimento de larápios. É preciso ter uma boa-fé que ultrapassa a linha da estupidez para acreditar que um esquema de tal magnitude vigorasse na estatal sem que o titular do Palácio do Planalto soubesse. Até porque, segundo a dupla, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, era peça-chave do esquema.

Paulo Roberto e Youssef citam o nome de 13 empreiteiras como fontes pagadoras de propina. Entre elas, estão as gigantes Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS, que negam qualquer irregularidade. Em seu depoimento, Youssef foi explícito: “Se ela [a empresa] não pagasse [a propina], tinha a ingerência política e do próprio diretor; ela não fazia a obra se ela não pagasse”. Vocês leram direito: para fazer uma obra para a Petrobras, só pagando propina, que era, segundo os depoentes, incorporada ao valor do contrato — vale dizer: as empreiteiras eram apenas usadas como repassadoras de um dinheiro que os bandidos roubavam do cofre da empresa.

E como funcionava? Simples! Paulo Roberto Costa diz que cada grande contrato com a Petrobras tinha uma propina de 3%. Nas suas palavras: “Me foi colocado lá pelas empresas, né?, e também pelo partido que, dessa média de 3%, o que fosse diretoria de Abastecimento, 1%, seria repassado para o PP. E os 2% restantes ficariam para o PT, dentro da diretoria que prestava esse tipo de serviço, que era a diretoria de Serviços”.

Assim, Paulo Roberto e Youssef, que operavam em parceria, cuidavam do 1% da propina que era paga ao PP — o engenheiro que está preso foi posto lá pelo partido. E dos 2% do PT, quem cuidava? Youssef esclarece: “O contrato é um só. Por exemplo, uma obra da Camargo Corrêa de R$ 3,48 bilhões. Ela tinha que pagar R$ 34 milhões por aquela obra para o PP. Eu era responsável por essa parte. A outra parte, eu não era responsável”. Segundo Youssef, os 2% do PT eram negociados diretamente por João Vaccari Neto, o tesoureiro do partido, por intermédio de Renato Duque, então diretor de Serviços, indicado para o cargo, segundo Paulo Roberto, por José Dirceu. Nestor Cerveró, o principal articulador da compra da refinaria de Pasadena, era o homem do PMDB na empresa.

E os nomes dos políticos?
A Justiça Federal que apura as lambanças da dupla não pode investigar os políticos que têm foro especial por prerrogativa de função. Isso ficará a cargo do STJ ou do STF, a depender do cargo. Por isso seus respectivos nomes não podem ser citados nos depoimentos divulgados. Mas Paulo Roberto não deixa dúvida: “Na minha agenda, que foi apreendida em minha residência, tem uma tabela que foi detalhada junto ao MP, e essa tabela revela valores de agentes políticos de vários partidos que foram relativos à eleição de 2010”. Reportagem da revista VEJA informou, por exemplo, que Antônio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma naquela ano, procurou Paulo Roberto e lhe pediu R$ 2 milhões da cota que cabia ao PP.

É isso aí. Todos os acusados negam qualquer envolvimento com o esquema. O Planalto não quis se manifestar. Lula também se negou a falar com a imprensa. Preferiu vociferar contra a investigação numa plenária do PT, assunto para outro post.

Assim age aquela gente que se orgulha em palanques de ter mudado o Brasil. Lembro: a Petrobras é apenas uma das estatais. E está mais submetida a controles porque é uma empresa aberta, com ações na Bolsa. Imaginem o que se passa em empresas às quais não se presta muita atenção. É a lama. É a lama. É a lama.

10 Oct 22:51

Lula faz um discurso indecente em plenária do PT. Diante da corrupção, quer “cabeça erguida”. Ou: Uma fala cheia de ódio, que estimula a lambança. Querem saber? Faz sentido!

by giinternet
O ex-presidente Lula, durante comício em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, antes do primeiro turno (Ivan Pacheco/VEJA.com)

O ex-presidente Lula durante comício em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, antes do primeiro turno (Ivan Pacheco/VEJA.com)

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar com o saco cheio. Imaginem, então, como está o nosso — nós, que somos as vítimas de um tipo de política de que ele é o grande chefe. Ontem, dados os absurdos e descalabros que emanavam dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o Babalorixá de Banânia não quis falar. Deixou para vociferar na plenária do PT, a primeira depois da eleição do dia 5, realizada no Sindicato dos Bancários. E, aí sim, bufou, vociferou cheio de ódio, vermelho como um pimentão. As sobrancelhas estavam arqueadas. Havia ódio em seu rosto. Sabem o que recomendou aos militantes? “Não abaixar a cabeça.” Sim, Lula quer que eles se sintam orgulhosos.

Afirmou sobre a roubalheira na Petrobras: “Todo ano é a mesma coisa. É sempre o mesmo cenário: eles começam a levantar as denúncias, que não precisam ser provadas. É só insinuar que a imprensa já dá destaque. Eu quero dizer para vocês que eu já estou de saco cheio”. Assim seria se assim fosse: a operação Lava Jato não foi deflagrada pela imprensa, senhor Lula, mas pela Polícia Federal — por aquela parte dela que investiga sem perguntar a filiação partidária do investigado. A imprensa também não atuou como Ministério Público nem como Justiça. Tampouco propôs o acordo de delação premiada.

Como? “Levantar denúncias”? Desta vez, Lula, o PT se encalacrou. Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef admitem terem cometido os crimes. Alguém acha mesmo que eles atuariam sem a proteção de um esquema político? Lula está bravo porque foi ele próprio quem nomeou Paulo Roberto. E foi adiante com a retórica elegante de sempre: “Daqui a pouco, eles estarão investigando como nós nos portávamos dentro do ventre da nossa mãe”. Deus me livre! Pouco me interessa como o homem se portava no ventre daquela senhora. Mas as sem-vergonhices havidas na Petrobras, ah, isso é assunto meu, seu, de todos nós. O poderoso chefão petista parece não se conformar com isso. Entendo. Ele se acostumou com a ideia de que é dono do Brasil.

Referindo-se ao PSDB, afirmou: “Nós não podemos admitir que um partido bicudo venha nos chamar de corruptos”. Epa! Não é um partido bicudo, Lula! Os parceiros do petismo é que decidiram confessar.

O ex-presidente, gostemos ou não, é um líder político. Essa sua fala é desastrosa para a moralidade pública. Ela serve de sinal verde para a lambança. Sua cara de pau não tem limites. Continua a negar que o mensalão tenha existido, apesar das provas e das confissões de Marcos Valério. Parece que decidiu, agora, fazer o mesmo no caso da Petrobras. Estranha essa reação. Estaria Lula aplicando uma espécie de vacina contra o que virá, numa reação preventiva?

Ah, sim: na plenária, ele disse não entender o resultado pífio do PT em São Paulo. Falou isso ladeado por Alexandre Padilha, Fernando Haddad e Eduardo Suplicy, entre outros… E ele ainda não entendeu? Lula já foi mais inteligente.

Texto publicado originalmente às 5h32
10 Oct 22:51

MINHA COLUNA NA FOLHA: “Reacionários em pânico”

by giinternet

Leiam trecho:
*
Li dia desses o texto de um sujeito isento como um táxi, segundo quem só mesmo o “preconceito anti-PT” poderia explicar a surra histórica que o partido levou em São Paulo. Para registro: o tucano Geraldo Alckmin venceu a eleição em 644 das 645 cidades do Estado e, na capital, ficou em primeiro lugar em 54 das 58 zonas eleitorais. Aécio Neves superou seus adversários em 88% dos municípios paulistas. José Serra, depois de sepultado por setores da imprensa paulistana, bateu Eduardo Suplicy na disputa pelo Senado por quase o dobro dos votos. Marilena Chaui, uma petista filósofa, jamais uma filósofa petista, diria que isso é culpa da classe média, que ela odeia. Entendo. Há miseráveis de menos em São Paulo para os anseios revolucionários de tal senhora. Toc, toc, toc.

Preconceito por quê? O PT, por acaso, advoga alguma causa excepcional, que vá contra, sei lá, o obscurantismo do senso comum, ou se coloca na vanguarda de lutas civilistas que desorganizam o status quo? Se há um partido que encarna os piores vícios da ordem no que esta tem de mais nefasta, de mais reacionária e de mais autoritária, este partido, hoje, é o PT.

Prestem atenção! Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mal começaram a falar. A depender do rumo que as coisas tomem e do resultado das urnas, o país voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando, então, a crise política a uma economia combalida. Pergunto: o fedor que emana da Petrobras deriva dos anseios reformistas que o PT chegou a alimentar um dia? Ora…

É preciso assaltar os cofres públicos para conceder Bolsa Família? É preciso usar de forma escancaradamente ilegal os Correios para implementar o ProUni? É preciso transformar a gestão pública na casa-da-mãe-Dilma (como Lula, o pai, já a chamou) para financiar o Minha Casa, Minha Vida? Pouco importa o juízo que se faça sobre esses programas, a resposta, obviamente, é “não”. A matemática elementar nos diz que, com menos roubalheira, sobraria mais dinheiro para os pobres.
(…)
Íntegra aqui

 

10 Oct 22:50

Lego Ends Shell Partnership Under Greenpeace Pressure

by samzenpus
L

Sad.

jones_supa writes Since 1960s, we have been seeing the oil company Shell logo being featured in some Lego sets, and Legos being distributed at petrol stations in 26 countries. This marketing partnership is coming to an end, after coming under sustained pressure from Greenpeace. The environmental campaign, protesting about the oil giant's plans to drill in the Arctic, came with a YouTube video that depicted pristine Arctic, built from 120 kg of Lego, being covered in oil. CEO of Lego, Jørgen Vig Knudstorp, wants to leave the dispute between Greenpeace and Shell, and the toy company is getting out of the way.

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


10 Oct 22:49

Mercadante, o homem forte de Dilma, infla o crescimento de 2014 em 700%. Vocês ainda querem saber por que ninguém mais confia no governo?

by giinternet

Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, ora licenciado, professor de economia, com um doutorado conseguido, é bem verdade, às pressas e no joelho, não sabe fazer conta. Se tiver de voltar a dar aula, começo a ficar com pena de seus alunos. Até agora, a sua maior contribuição à inteligência brasileira tinha sido no campo da etimologia. Certa feita, ele renunciou à liderança do PT no Senado e anunciou que era uma posição “irrevogável”. Lula, que não gosta muito dele, bateu na mesa e mandou que ficasse. Ele ficou. O “irrevogável”, então, foi submetido a uma revolução de sentido e passou a significar o contrário. Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o homem barbarizou. Já chego lá.

Primeiro, os “companheiros”, estes que estão no poder, fraudavam apenas a história. Sim, dou exemplos de fraudes históricas:

- “FHC quebrou o país três vezes.” Não quebrou. Nem uma, nem duas, nem três. Nunca se declarou moratória no governo tucano. O Brasil o fez, isto sim, no governo Sarney, que é aliado de Dilma. Pedir socorro ao FMI não é “quebrar”. O PSDB tem de pedir direito de resposta no horário do PT. “Quebrar” não é juízo subjetivo; é matéria de fato. Como é mentira, a mentira tem de ser combatida.

- “As estatais foram vendidas a preço de banana.” Mentira grosseira. Ao contrário. Foram vendidas a preço de mercado e, no caso da telefonia, muito acima dele, como provaram o valor das ações em Bolsa um ano depois, bem abaixo do que havia arrecado o governo. As antigas estatais se valorizaram brutalmente depois porque passaram a ter gestão privada. Peguem o caso da Petrobras: se privada fosse, valeria hoje mais do que o dobro, com absoluta certeza. Entre outras razões porque não teria abrigado um bando de assaltantes.

- “FHC governou para as elites.” – Outra mentira estúpida. O fim da hiperinflação, que veio com o Plano Real, contra o qual o PT votou, significou um dos maiores programas de inclusão dos pobres no mercado. Excludente era o modelo da inflação cavalar, que corria atrás da correção monetária, que corria atrás da inflação, e assim por diante. O Real veio cortar esse ciclo perverso. O PT foi contra. Aliás, Mercadante afirmou, com peculiar profundidade teórica, que o plano daria errado.

- “FHC arrochou o salário mínimo.” Mentira grotesca. FHC deu início à era de valorização real do salário mínimo. Na sua gestão, ela foi de 85,04%; nos oito anos de Lula, foi um pouco maior: 98,32%; nos quatro anos de Dilma, deverá ser de apenas 15,44%.

Voltemos a Mercadante. O principal coordenador da campanha de Dilma, na entrevista ao “Valor”, afirmou que, se reeleita, ela não adotará o que ele chamou de “medidas ortodoxas” de corte de gastos, seja lá o que isso signifique. Os agentes econômicos leem o que diz por aquilo que vale: se continuar presidente, a petista continuará a gastar mais do que arrecada. Convenham: Dilma não precisa tanto assim de inimigos.

Muito bem! Eméritos fraudadores da história, os valentes deram agora para fraudar a matemática. Há dois dias, em entrevista, Guido Mantega disse que a média de juro real nos governos petistas é de 3,5%. Mentira! É quase o dobro: 6,99%. Na entrevista ao Valor, Mercadante demonstra por que, caso fique sem emprego, deve mudar de ramo e desistir de dar aula de economia. Sabem o que ele afirmou? Que a média de crescimento no governo Dilma será de 2,1%, contra 2,3% nos governos FHC. Mas ressalvou que Dilma enfrenta um cenário mais adverso.

Só pode ser piada. Se a petista for reeleita, Mercadante será o homem forte do governo. Como é que os agentes econômicos vão confiar em quem frauda a história e a matemática ao mesmo tempo? Em primeiro lugar, FHC enfrentou sete crises internacionais; Dilma não enfrentou nenhuma. Em segundo lugar, sua conta está brutalmente errada. De fato, a média de crescimento dos oito anos de FHC, foi de 2,34%. Mas vejamos a conta da gestão Dilma:
2011 – crescimento de 2,7%;
2012 – crescimento de 1,0%;
2013 – crescimento de 2,3%;
2014 – crescimento estimado de 0,3%

Somando-se os números e dividindo-se por quatro, a média de crescimento é de 1,57% — ou seja: Mercadante inchou o índice em 33%. Mas quanto o Brasil precisaria crescer neste ano para que Mercadante estivesse falando a verdade? Eu ensino o ministro a fazer uma equação de primeiro grau. Assim:

2,7 + 1,0 + 2,3 + x = 2,1
4

x = 8,4 – 2,7 -1,0 -2,3

x = 2,4

Sim, o país precisaria crescer 2,4% neste ano para que a fala do ministro fizesse sentido. Mas vai crescer 0,3%. Nesse caso, ele inflou o crescimento em 700%. É um escândalo! Mas esperem: descobri a sua conta marota: ele só considerou os três primeiros anos de Dilma. É como se este 2014, em que se disputa a eleição, não existisse.

A conta patética de Mercadante explica por que ninguém mais confia nessa turma. Fraudar a história é grave e também traz consequências, mas seu preço vem no longo prazo. Fraudar a matemática costuma trazer consequências imediatas.

 

10 Oct 22:48

EM PÂNICO – Depoimentos não devem ser usados “de forma leviana”, diz Dilma

by giinternet

Por Aguirre Talento, na Folha:
A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, criticou nesta sexta-feira (10) a divulgação de depoimentos sobre corrupção na Petrobras e afirmou que não devem ser usados “de forma leviana em períodos eleitorais” Na quinta (9), o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef depuseram à Justiça Federal no Paraná e deram detalhes sobre o desvio de recursos da Petrobras, que, segundo Costa, serviria para abastecer PT, PP e PMDB. “Que haja de fato interesse legítimo, real e concreto de punir corruptos e corruptores, mas que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais e de forma incompleta, porque nós não temos acesso a todas as informações”, disse a presidente.

A campanha do tucano Aécio Nves, veiculada na manhã desta sexta, comentou o depoimento de Costa à Justiça Federal. “Esse que está fazendo delação premiada, que está preso, usa tornozeleira, acho que todo mundo até já sabe da existência dessa pessoa”, diz. No último minuto do programa, um “comentarista político” chama Costa de “ex-presidente da Petrobras”.

Os depoimentos de Costa e Youssef à Justiça nesta quinta não eram sigilosos, porque foram feitos em uma ação que já estava em curso na Justiça Federal e sem sigilo. Além disso, ambos firmaram acordos de delação premiada com o Ministério Público para dar mais detalhes sobre o esquema, mas os depoimentos da delação são sigilosos e suas íntegras ainda não vieram a público. O governo Dilma pediu acesso à delação, mas ainda não obteve.

“A delação premiada, para ser aceita, tem que estar baseada em provas. O que eu suponho? Que lá esteja a maior parte das provas, que lá tenha um arco bem maior do que esse que foi divulgado. O que eu considero incorreto é divulgar parcialmente num momento eleitoral”, afirmou Dilma.
(…)

 

10 Oct 22:48

FHC diz que Lula está mentindo e que o povo não é bobo

by giinternet

Por Gustavo Uribe e Marina Dias, na Folha:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou nesta sexta-feira (10) um vídeo (assista abaixo) para rebater a crítica indireta de seu sucessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que ele teria criticado a população nordestina por ter votado na presidente Dilma Rousseff no primeiro turno da sucessão presidencial. O tucano acusou o petista de ter mentido e lamentou que a presidente tenha, “embarcado nessa”. O material foi feito por colaboradores da campanha do presidencial Aécio Neves (PSDB) para ser divulgado em grupos de WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas de celular. “O Lula mentiu. Eu não falei de Nordeste, nordestino, nada disso. E lamento que a presidente Dilma Rousseff, sem saber, tenha embarcado nessa. Não é verdade, o povo não é bobo”, disse.

 O tucano acusou ainda o PT de fazer “demagogia” e de querer jogar o PSDB contra o povo brasileiro. Segundo ele, a sociedade sabe que foi o partido quem fez o Plano Real, que controlou a inflação no país. ”É assim que se combate a pobreza, não é deixando a inflação voltar e depois aconselhando o povo a não comer carne e a comer tomate, frango e ovo. Não é assim que se resolve. Nós, do PSDB, fizemos o que dissemos. E deu certo”, afirmou.

 Na quarta-feira (8), o petista divulgou comentário nas redes sociais lamentando o ódio contra os nordestinos depois do resultado do primeiro turno da disputa presidencial. O texto foi publicado dois dias depois do tucano ter dito, em entrevista ao portal UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha, que o PT está “fincado nos menos informados”. “O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, afirmou.

 Lula voltou a atacar a declaração de FHC sobre os eleitores do PT na noite desta quinta-feira (9) diante de uma plateia de sindicalistas, políticos e membros de movimentos estudantis.
 ”Aquilo não é o pensamento dele. Aquilo é uma cultura deles, de dizer que quem não vota neles é mais burro porque não vota neles e quem vota neles são os sabidos e quem vota em nós são os ignorantes”, discursou, acrescentando que “na cabeça dele, o Nordeste brasileiro e a periferia ainda hoje é como era no tempo em que ele era o presidente da República”.

10 Oct 22:47

Casamento Gay e a Revolução Sexual dos Judeus

by Solano Portela
A Folha de São Paulo de 06.10.2014 informa, em grande manchete, que a “Suprema Corte dos EUA abre caminha para casamento Gay em Cinco Estados”. No texto da notícia, a notícia de que apelos advindos de Virginia, Okhlahoma, Utah, Wiscosin e Indiana, para que suas leis fossem mantidas, contra decisões de tribunais federais, foram rejeitados pela corte maior daquele país. Estas decisões vinham respaldando a união entre pessoas do mesmo sexo, mesmo contra as leis estaduais, que proibiam “casamentos” gays, atendendo a apelos de indivíduos e organizações. Os tribunais federais vinham julgando contra as legislações estaduais, considerando estas inconstitucionais.  Outros seis estados, que atualmente proíbem essas uniões, caminham para julgamentos na mesma direção. Serão obrigados pela Corte Suprema, a aceitarem o “casamento” gay, fazendo com que o total de estados norte-americanos, nos quais a união entre pessoas do mesmo sexo é permitida, chegue a 30, dentre os 50 daquele país.

O Blog Break Point, de hoje, traz um texto já de alguns anos, do Charles Colson, no qual ele aponta o conceito revolucionário do judaísmo e do cristianismo sobre o ethos sexual das civilizações. Indicando que “aqueles que esquecem a história estão fadados a repetirem os seus erros”, o Blog relembra faz referência aos comentários do Colson, do qual transcrevemos algumas partes essenciais. Diz ele:



Com frequência ouvimos que permitir que dois homens ou duas mulheres se casem não prejudica ninguém e nem afetam pessoas que são heterossexuais. A verdade é que sabemos o que acontece com uma sociedade promove a licenciosidade sexual e desvaloriza a instituição do casamento. Temos apenas que examinar a história.


Alguns anos atrás, antes que houvesse todo esse falatório sobre o “casamento gay”, um comentarista que possuí um programa no rádio e é também um teólogo do judaísmo, Dennis Prager (1948 - ), escreveu um artigo fascinante chamado – prepare-se para o título: “A Revolução Sexual do Judaismo: Por que o Judaísmo Rejeitou a Homossexualidade”.
Antes que os judeus estivessem situados no antigo Oriente Próximo o mundo pagão já apresentava uma dissociação social libertina, na qual imperava a livre sexualidade, em todos os sentidos, degradando mulheres e crianças, colocando a própria religião a serviço da lascívia masculina. Todos os aspectos da vida tinham conotação sexual. Os deuses pagãos se envolviam em atividades sexuais sem fronteiras, e o povo seguia no mesmo trilho. A homossexualidade tinha praticamente aceitação plena no mundo antigo.
Mas o ponto chave não era gênero, mas poder. Dennis Prager cita a filósofa Martha Nussbaum, que escreveu: “A distinção principal na moralidade sexual da antiguidade era... entre os papéis passivos e ativos”. Considerando que meninos e mulheres estavam no lado recebedor da atividade sexual, eles eram “muito frequentemente tratados e trocados como simples objetos do desejo masculino”.
Não é de espantar, portanto, que as mulheres fossem colocadas à margem das coisas que contam; eram importantes para a procriação e para cuidar da casa, mas não importantes para serem consideradas como parceiras reais niveladas ao homem. Os homens possuíam outras opções sexuais, com meninos ou com outros homens.
É por isso que a proclamação do judaísmo, de que Deus criou o sexo somente para ser praticado entre um homem e uma mulher, no casamento, era um conceito tão revolucionário – e igualmente desprezado tanto pelos pagãos antigos, como, posso acrescentar, pelos de hoje em dia. É o livro de Gênesis que diz: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam”.
Prager escreve: “Essa revolução aprisionou o ‘gênio’ sexual de volta à garrafa matrimonial. Assegurou que não mais o sexo dominaria a sociedade; exaltou o amor e a sexualidade entre macho e fêmea (criando, consequentemente, a singular possibilidade de amor e envolvimento erótico dentro dos limites do casamento); e disparou a árdua tarefa de elevação do status da mulher”. Não é de espantar, aponta Prager, que “o melhoramento da condição da mulher ocorreu somente dentro dos limites da civilização ocidental”, a qual, historicamente, foi a “menos tolerante à ocorrência da homossexualidade”.
É claro que devemos notar que foi o Apóstolo Paulo que levou à frente essa revolução sexual judaica através do mundo antigo. A [autora e erudita] Sarah Ruden escreveu em seu livro recente: Apóstolo Paulo [Paul Among the People, traduzido e publicado em português pela Benvirá [ISBN: 9788582400050]: “A homossexualidade predadora era comum em Roma e na Grécia; as mulheres e crianças eram consideradas apenas como propriedades”. Por meio de Paulo, entretanto, o cristianismo legou à civilização ocidental [a propriedade] do envolvimento do sexo dentro dos limites do casamento, entre um homem e uma mulher. Ficou patente o desvio dos limites que é o abuso sexual de meninos e escravos.

Ora, o ponto é simplesmente este: Deus institui o casamento para o bem da humanidade (restringindo e canalizando [apropriadamente] a sua sexualidade), para proteção e dignidade da mulher e para que a sociedade possa florescer – Charles Colson.
Consideramos muito pertinente esse lembrete da história, pois caminhamos a passos largos para a colocação da família e das expressões legítimas da sexualidade humana, na ilegalidade e à margem da sociedade, se Deus não for misericordioso com nossa pátria e se os cristãos não acordarem do torpor atual, para os direcionamentos firmes e seguros da Palavra de Deus.

Solano Portela
10 Oct 22:47

Former Department of Defense Chief Expects "30 Year War"

by samzenpus
HughPickens.com writes Susan Page writes at USA Today that Leon Panetta, former head of the CIA and Secretary of the Department of Defense, says Americans should be braced for a long battle against the brutal terrorist group Islamic State that will test U.S. resolve. "I think we're looking at kind of a 30-year war," says Panetta, one that will have to extend beyond Islamic State to include emerging threats in Nigeria, Somalia, Yemen, Libya and elsewhere. Panetta also says that decisions made by President Obama over the past three years have made that battle more difficult — an explosive assessment by a respected policymaker of the president he served. Not pushing the Iraqi government harder to allow a residual US force to remain when troops withdrew in 2011, a deal he says could have been negotiated with more effort "created a vacuum in terms of the ability of that country to better protect itself, and it's out of that vacuum that ISIS began to breed." It is no surprise to Panetta that the assessment in his new book "Worthy Fights: A Memoir of Leadership in War and Peace" is drawing White House ire. "Look, I've been a guy who's always been honest," Panetta says. "I've been honest in politics, honest with the people that I deal with. I've been a straight talker. Some people like it; some people don't like it. But I wasn't going to write a book that kind of didn't express what I thought was the case."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








06 Oct 23:40

Aécio responde a Dilma e diz que o que assusta são os fantasmas do presente

by giinternet

Por Daniela Lima e Gustavo Uribe, na Folha:
Na primeira agenda após passar para o segundo turno, o candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, rebateu críticas feitas pela presidente Dilma Rousseff (PT) e disse esperar “uma campanha limpa”. Aécio falou sobre o assunto após reunião, em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin e o senador eleito José Serra. Ele disse que já se trata de um primeiro encontro para discutir o segundo turno. O tucano fez referência a uma fala da petista na noite desde domingo (5). Após o fim da apuração, ela disse que o país se lembraria dos ” fantasmas do passado na hora de decidir o voto.

Na fala, evocou polêmicas do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como o discurso em que ele criticou aposentadorias precoces dizendo que quem deixa de trabalhar antes dos 50 anos é “vagabundo”. Nesta segunda-feira (6), Aécio disse que ficou surpreso ao ver nos jornais a fala de Dilma. ” Me surpreende a candidata oficial falar de fantasmas do passado. Na verdade, os brasileiros estão preocupados com os monstros do presente: inflação alta, recessão e corrupção.” O tucano disse que, de sua parte, fara uma campanha limpa e que espera o mesmo de Dilma. “Respeitar o adversário é respeitar a democracia”, concluiu.

Marina
Aécio confirmou ter recebido um telefonema de Marina esta manhã, mas disse que aguarda o “tempo de cada um” para definições de apoio. O tucano disse ter falado com o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), aliado de Eduardo Campos, para parabenizá-lo pela eleição. Câmara tende a defender voto em Aécio. O presidenciável disse ainda não ter conversado com a família de Campos. Para Aécio, é preciso ter cautela antes de anunciar qualquer apoio. Ele afirmou que vê mais “convergências” do que “divergências” entre seu plano e o de Marina. Aliados da pessebista dizem que um apoio dela ao tucano se daria em bases “programáticas”.

06 Oct 22:46

http://feedproxy.google.com/~r/EduardoMacan/~3/SED021vf8TE/

by Eduardo Maçan

Aí um dia aparece um problema. Ele se posiciona diante das pessoas e começa a rosnar e mostrar os dentes.

“O que podemos fazer para espantar esse problema? Ele pode nos morder!”
“Que tal se espantássemos o problema atirando dinheiro nele? Ele pode se assustar e sair correndo”

… algum tempo e bastante dinheiro depois…

“Não está funcionando. O problema ainda está ali rosnando pra nós.”
“Já sei! Vamos jogar dinheiro em quantidades maiores!”

E assim os problemas são não-resolvidos nas esferas pública (e privada) enquanto o dinheiro desaparece sob o problema. Problemas são animais que gostam de estraçalhar dinheiro…

06 Oct 22:46

Mercados reagem com euforia ao resultado das urnas. Espero que isso conduza a candidata Dilma à virtude, não ao vício

by giinternet

As pessoas podem divergir sem se demonizar mutuamente; podem dissentir sem que a defesa de um ponto de vista represente a eliminação do outro; sem que a política se transforme no exercício de um suposto “bem” contra um suposto “mal”. Na contramão de quase todas as previsões e de quase todas as expectativas; contrariando o que os institutos de pesquisa conseguiam ler da vontade do eleitor — e me parece que lhes faltam instrumentos, no momento, para interpretar os enigmas que a sociedade propõe —, o tucano Aécio Neves disputará o segundo turno das eleições presidenciais com Dilma Rousseff, do PT.

Os três candidatos fizeram neste domingo um pronunciamento sobre o resultado das eleições. Dois deles, basta ler o que disse cada um, foram serenos: Marina Silva, do PSB, e o próprio Aécio afirmaram que a sociedade sinalizou que quer mudanças. Dilma, que fala em nome da continuidade — e, dadas as leis que temos, é, pois, legal e legítimo —, infelizmente, enveredou justamente pelo caminho reprovável da satanização dos adversários. Para ela, o voto em seus oponentes significaria que o Brasil estaria marchando para trás. Assim, a gente entende que, para a candidata, o Brasil só avança rumo ao progresso se o PT for governo.

Não é uma boa leitura da realidade. E não que eu esperasse ou espere que Dilma reconheça as qualidades daqueles que a ela se opõem. Isso não é necessário. A presidente-candidata dispõe de instrumentos, no entanto, para tentar provar que suas propostas são melhores, sem que precise afirmar que os outros encarnam o desastre. De resto, em seu discurso de ontem, a petista foi a primeira a prometer que, se eleita, fará um governo novo, com ideias novas e pessoas novas. Logo, a gente tem de entender que ela também acredita que não é possível continuar com um governo velho, com ideias velhas e com pessoas velhas — não na idade, mas na mentalidade.

Nesta segunda, os mercados reagiram em quase êxtase ao resultado das urnas. Às 14h05, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, subia 5,26%, a 57.407 pontos. Das ações do Ibovespa, 63 subiam, e apenas sete caíam. No mesmo horário, o dólar registrava desvalorização de cerca de 2% em relação ao real. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, perdia 2,31%, a R$ 2,416, enquanto o dólar comercial, usado no comércio exterior, tinha baixa de 1,82%, a R$ 2,419. Esses índices têm tradução: chama-se otimismo. Os tais “mercados” — que nada mais representam do que os humores de uma parcela considerável da sociedade que faz funcionar a máquina da economia — renovam suas esperanças de que Dilma perca as eleições. E a petista sabe disso, tanto é assim que já se manifestou a respeito e chamou essa reação de “ridícula”.

Seja como for, estamos lidando com um dado da realidade. Já disse aqui que o país não irá à bancarrota se Dilma vencer — aliás, ninguém está a dizer isso. E também é mentira que haverá um colapso na área social se a oposição ganhar. Ocorre que, infelizmente, o PT insiste nessa tecla, nessa pregação que é feita para assustar o eleitor, não para convencê-lo. O que a reação dos mercados evidencia é que a retomada do crescimento será retardada se Dilma vencer a disputa. Ela sabe disso. Em vez de demonizar o adversário, talvez a presidente precisasse fazer uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”, na qual se compromete a não agredir os fundamentos da boa governança por questões de política menor.

Se Aécio vencer a disputa, e isso também está dado pelos números do mercado, o país não precisará de “medidas amargas”, de “choque de tarifas”, de “ajuste fiscal draconiano”, nada isso. Essa conversa ou é terrorismo governista ou é tara de desocupados. E sabem por que tais medidas não serão necessárias, entre outras razões? Porque a retomada do crescimento será antecipada; porque os investidores internacionais e o empresariado nacional farão com mais celeridade a sua parte. Só querem estabilidade de regras, um governo que não maquie as contas e que não seja hostil à matemática.

Aliás, a presidente Dilma deveria recomendar à candidata Dilma que recusasse tanto o discurso terrorista como a campanha suja. Em qualquer das hipóteses, pouco importa quem vença a eleição, o Brasil tem amanhã, senhora Dilma Rousseff! Países não são como empresas; não fecham. Existirão sempre. O que muda para melhor ou para pior é qualidade de vida do povo.

Espero que a presidente Dilma diga ainda à candidata Dilma que a reação dos mercados nesta segunda-feira deve contribuir para levá-la ao caminho virtuoso do diálogo, não ao caminho vicioso do confronto.

02 Oct 11:27

Correios: antes, os companheiros não tinham vergonha; depois, foram piorando

by giinternet

Antes, a falta de vergonha de certos políticos não tinha limites; depois, foi piorando. Nesta quarta, o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, disse que vai entrar com uma ação criminal contra o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, por ter permitido que os petistas usassem os Correios para fazer campanha político-eleitoral. Pois é… A coisa é muito impressionante. Se a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal quiserem agir, já há duas confissões a respeito: uma explícita, arreganhada mesmo, e outra silenciosa. Vamos ver.

Nesta quarta, o Estadão tornou público um vídeo espantoso. Numa reunião ocorrida na quinta-feira no comitê do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, a que estava presente Wagner Pinheiro, presidente dos Correios, o deputado mineiro e petista Durval Ângelo diz com todas as letras: “Se, hoje, nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” Ele afirma ainda que “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.

Ele achou que tinha sido pouco explícito e avançou um pouco mais na pornografia política:
“A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se, hoje, nós estamos com 40% em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo.”

Atenção, senhores leitores! Wagner Pinheiro, que preside a estatal, estava na mesa e não disse uma palavra. Anuiu com tudo. Admitiu, portanto, que os Correios foram e estão sendo usados nas campanhas de Dilma e Pimentel. Vejam o vídeo:

Na semana retrasada, como vocês se lembram, reportagem do Estadão revelou que 4,8 milhões de panfletos de Dilma foram distribuídos pelos Correios sem a estampa ou chancela digital, que é a prova de que houve pagamento. Em nota, a empresa nega estar sendo instrumentalizada pelo PT. Seria impossível dizer o contrário, certo?

O deputado Durval Ângelo, acreditem, também emitiu uma nota afirmando que se tratou de uma reunião normal: “Não há qualquer adesão da empresa Correios, mas de pessoas, que, como quaisquer outras, têm o direito constitucional de, como cidadãs, se engajarem politicamente. Ademais, durante o processo eleitoral, a manifestação de apoio por parte de uma categoria é um ato comum e democrático”.

Pois é… Ao tratar dos descalabros na Petrobras em outro post, indaguei se uma empresa estatal, nas condições brasileiras, conseguiria se adaptar a regras internacionais de “compliance”. A resposta, obviamente, é “não”. Tenho de encerrar este comentário lembrando que um único ex-funcionário da petroleira, Paulo Roberto Costa, está disposto a devolver R$ 70 milhões que foram roubados da empresa…

Não tem jeito! Os “companheiros” acham que as estatais pertencem a eles, não ao estado ou ao povo brasileiro. Os “companheiros” as transformam em braços de sua atuação sindical ou partidária. Os “companheiros”, em suma, as privatizaram a seu modo e acham que já podem confessar isso sem nenhum temor nem perigo. Quem sabe um dia esse povo canse de ser roubado ou espoliado. Enquanto isso não acontecer, continuaremos a ser… roubados e espoliados.

Texto publicado originalmente às 20h54 desta quarta
02 Oct 11:27

O governo e os mercados: a incompetência é a pior forma de esquerdismo, e o esquerdismo, a pior forma de incompetência

by giinternet

O cenário externo nesta quarta não foi dos mais hospitaleiros, como vocês poderão constatar caso pesquisem — com dados não muito estimulantes das economias alemã e americana —, mas o que teve peso definitivo no mau humor dos mercados no Brasil foi mesmo o quadro eleitoral. Mais uma vez, aconteceu o que já virou rotina: sobe a possibilidade de Dilma ser eleita, descem a Bolsa e o real. O dólar à vista fechou em alta de 1,37%, cotado a R$ 2,487; o comercial subiu 1,46%, a 2,485, maior patamar desde 8 de dezembro de 2008. O Ibovespa fechou em baixa de 2,32%. Quem puxou a queda? As ações da Petrobras: as PN caíram 5,53%, e as ON, 4,93%. Nesta semana, a Bolsa acumula perdas de 7,6%.

Escrevi ontem neste blog que existe, sim, um movimento especulativo em curso. Ocorre que movimentos especulativos não existem por acaso. Quando os governos são fracos, trapalhões ou incompetentes, fica mais fácil criar climas artificiais. É da natureza do jogo. Quando lideranças políticas relevantes são irresponsáveis, os “espertos” sempre saem ganhando, contra o interesse coletivo.

E este é, precisamente, o caso do Brasil: a soma de um governo incompetente com a discurseira oca de falastrões. Nesta terça, num discurso em Itapevi, em São Paulo, Lula, o Babalorixá de Banânia, que jamais cumpriu a promessa de ir cozinhar coelho em sua chácara, disparou: “Hoje eu ouvi dizer que o mercado está nervoso porque a Dilma vai ganhar. Ganhei em 2002 e 2006 e não pedi voto para o mercado. Dilma ganhou em 2010 e não pediu voto pro mercado. A gente pede voto é pras pessoas”.

A afirmação é mentirosa de cabo a rabo. Lula fez mais do que pedir voto para o mercado em 2002. Ele se ajoelhou diante dele. Tanto é que seu partido redigiu a “Carta ao Povo Brasileiro” — texto escrito, diga-se, num banco de investimento e, saibam, com a supervisão tucana. Um dia essa história virá à tona direitinho. Em 2006 e em 2010, o PT não precisou “pedir” o voto do mercado porque já o tinha. Como Lula vive declarando, e é verdade, nunca antes na história “destepaiz” o setor financeiro havia lucrado tanto.

Assim, registre-se, então, a mentira contada por Lula. Mas não só: das quatro últimas jornadas eleitorais petistas, esta é aquela em que o partido faz o discurso mais bucéfalo, mais atrasado. Em 2002, o Apedeuta se ocupava de provar que era o “Lulinha Paz e Amor” inventado por Duda; agora, Dilma resolveu brincar de esquerdista autêntica. Em certa medida, é tudo mentira. Essa gente é mais incompetente do que propriamente esquerdista. E, bem, o esquerdismo é a pior forma de incompetência, e a incompetência, a pior forma de esquerdismo.

O mercado põe preço nas bobagens que vêm sendo ditas por Dilma e nas boçalidades vocalizadas por Lula, mesmo não acreditando nas bravatas. Há especulação? Há, sim. Mas ela só prospera porque há um governo incompetente e trapalhão, que tenta transformar sua inabilidade em ideologia.

02 Oct 11:27

Janot tem um ataque de populismo politicamente correto e pede investigação sobre a fala de Fidelix a respeito do casamento gay. Sabem o que é isso? Ódio à liberdade de expressão disfarçado de tolerância…

by giinternet

Ai, ai, que chatice! No Brasil, há um monte de gente favorável à liberdade de expressão desde que não seja contrariada. É o fim da picada ter de cuidar desse assunto quando o que está em pauta é uma fala de Levy Fidelix, aquele senhor que preside o tal PRTB e se candidata sempre para não ganhar nunca. Indagado no debate da TV Record sobre o casamento gay, disse lá uma porção de sandices. Mas não cometeu crime nenhum. A menos que a Constituição dos que o acusam seja outra.

O vídeo está aqui.

Cadê o crime? Transcrevo de novo o que disse:
– “dois iguais não fazem filho”;.
– “aparelho excretor não reproduz”;
– “como é que pode um pai de família, um avô, ficar aqui, escorado (?), com medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô, que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto”;
– “eu vi agora o papa, o Santo Padre, expurgar, fez muito bem, do Vaticano um pedófilo”;
– “que façam um bom proveito se quiserem fazer de continuar como estão, mas eu, presidente da República, não vou estimular. Se está na lei, que fique como está, mas estimular, jamais!, a união homoafetiva”;
– “Luciana, o Brasil tem 200 milhões de habitantes. Se começarmos a estimular isso aí, daqui a pouco vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né?”;
– “esses que têm esses problemas, que sejam atendidos no plano afetivo, psicológico, mas bem longe da gente, porque aqui não dá”.

Pois não é que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, resolveu ter um ataque de populismo politicamente correto — um populismo muito particular porque voltado para minorias de opinião — e determinou a abertura de uma investigação para definir se Fidelix cometeu algum crime? A partir dessa decisão, o candidato passou a ter 24 horas para apresentar explicações.

Leio na Folha que, para Janot, “ser contrário à união homossexual ou até mesmo contra os homossexuais é uma opinião protegida pela liberdade de expressão. Ele ponderou, contudo, que incitar o enfrentamento não deve ser tolerado”. Como é que é? Pois eu já acho o contrário: acho que não deve ser tolerado é que alguém seja contra homossexuais porque homossexuais. Ou contra heterossexuais porque heterossexuais. Ou contra negros porque negros. Ou contra brancos porque brancos. Ou contra católicos porque católicos. Ou contra evangélicos porque evangélicos. Se Janot disse mesmo isso, ele está confuso.

No primeiro post que escrevi a respeito, houve quem me acusasse de ter omitido o que seria o trecho verdadeiramente homofóbico da fala de Fidelix — como se eu não tivesse publicado o vídeo, com a íntegra. Ele diz ainda:
“Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que sou pai, uma mãe, vovô, e o mais importante, é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá”.

Ele deu essa resposta no contexto em que se discutia o casamento, ao qual ele se opõe. Extrapolar e afirmar que ele está propondo um enfrentamento físico é um caso evidente de superinterpretação. É evidente que se trata de um enfrentamento na esfera dos valores. Tenham paciência! Sugeriria ao procurador-geral que cedesse menos aos clamores de opinião para não gastar à toa o nosso dinheiro. Sempre que alguém disser, agora, que pretende enfrentar A ou B, estará falando de confronto físico? Aliás, doutor Janot, consulte o dicionário: em nenhuma acepção, “enfrentar” é sinônimo de partir para a porrada.

Mesmo Levy Fidelix sendo, digamos, destituído de maiores atrativos intelectuais, é o fim da picada tentar isolar a frase do contexto porque, afinal, é preciso dar uma satisfação à militância gay. Ele também afirma no debate, ou não?, que, se a lei garante a união, que seja seguida.

Reitero o meu ponto de vista: na democracia, está assegurado o direito de dizer coisas idiotas. A militância gay e os patrulheiros politicamente corretos deveriam ser mais cuidadosos. São muitas as minorias no Brasil e no mundo. Imaginem se cada uma delas for criar agora a cartilha das coisas que não podem ser ditas.

Eu repudio a intolerância dos intolerantes.

E repudio também a intolerância dos que pretendem ter o monopólio da tolerância.

A propósito, debati essa questão na VEJA.com com o psicanalista Contardo Calligaris.

 

Post publicado originalmente às 22h51 desta quarta
02 Oct 11:24

Empreiteira deu US$ 23 milhões, diz ex-diretor da Petrobras

by giinternet

Por Mario Cesar Carvalho, na Folha:
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa apontou a Odebrecht como a empreiteira responsável pelo pagamento de US$ 23 milhões, o equivalente a R$ 57 milhões, que ele recebeu na Suíça entre 2010 e 2011, segundo quatro pessoas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato ouvidas pela Folha. Na época dos depósitos, Costa era diretor de abastecimento da Petrobras e responsável pela obra mais cara da estatal, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O custo final do empreendimento deve passar de R$ 45 bilhões. Em consórcio com a OAS, a Odebrecht ganhou o terceiro maior contrato das obras de Abreu e Lima, de R$ 1,48 bilhão, em valores de 2010. A OAS é acusada pelos procuradores de ter usado sua subsidiária na África para enviar US$ 4,8 milhões para uma conta do doleiro Alberto Youssef, preso desde março. O doleiro e Costa são réus sob acusação de integrarem uma quadrilha acusada de desvios de recursos públicos, pagamento de suborno a políticos e lavagem de dinheiro. A Odebrecht nega ter feito qualquer pagamento para o ex-dirigente da Petrobras.

Auditoria do Tribunal de Contas da União divulgada no último dia 24 aponta que Camargo Corrêa, Odebrecht e OAS superfaturaram seus contratos na obra de Abreu e Lima em R$ 367,9 milhões. A Camargo Corrêa obteve o maior contrato da refinaria, de R$ 3,4 bilhões. As empreiteiras negam que tenha havido sobrepreço nos contratos e contestam critérios usados pelo TCU em suas análises. O pagamento acima do valor contratado inicialmente foi feito por meio de reajustes irregulares, segundo o TCU. O ministro que relatou o caso, José Jorge, disse que há “indícios de pagamentos indevidos” às três empreiteiras. Paulo Roberto Costa apontou a Odebrecht num dos depoimentos que prestou após o acordo de delação premiada que fez com o Ministério Público Federal em agosto. No acordo de delação, Costa se comprometeu a devolver cerca de R$ 70 milhões, a soma da propina que ele recebeu na Suíça e numa conta do Royal Canadian Bank nas Ilhas Cayman (US$ 2,8 milhões), além de pagamento de multa de R$ 5 milhões.
(…)

02 Oct 11:24

HERANÇA MALDITA DE DILMA – Empréstimo às elétricas vai custar R$ 26,6 bilhões ao consumidor

by giinternet

No Estadão:
O Tribunal de Contas da União (TCU) informou que o custo do empréstimo firmado com um conjunto de bancos para socorrer às distribuidoras chegará a R$ 26,59 bilhões. Segundo o TCU, esse será o custo que o consumidor terá que pagar por meio da conta de luz, nos próximos dois anos, considerando o empréstimo, de R$ 17,8 bilhões, e os juros e os custos bancários da operação, de R$ 8,79 bilhões. O relatório do ministro José Jorge afirma que a mudança na fórmula do preço da energia no mercado de curto prazo (PLD), realizada no ano passado, agravou os problemas do setor elétrico ao incluir o custo das térmicas no cálculo. “O momento não foi oportuno, ante as condições hidrológicas desfavoráveis.”

O TCU classificou como “assombrosas” as cifras relativas ao fundo setorial que banca o programa de redução da conta de luz. A área técnica do órgão calculou que as despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) chegarão a R$ 61 bilhões entre 2012 e o fim deste ano, como consequência da Medida Provisória 579 de 2012, que mudou o marco regulatório do setor. Segundo o órgão, até o fim de 2015, o desconto médio de 20% na conta de luz estará anulado.

Foram R$ 25 bilhões em 2013 e serão cerca de R$ 36 bilhões neste ano, segundo o órgão. De acordo com o TCU, a redução de custos do sistema, com a MP 579, foi bem menor, de R$ 16,8 bilhões. “Fica evidente que houve falta de um planejamento adequado”, disse o presidente do TCU, Augusto Nardes. Na avaliação do ministro José Jorge, as consequências da MP 579 indicam que o novo modelo não foi precedido de um planejamento adequado, que contemplasse eventuais cenários desfavoráveis e as medidas necessárias para enfrentá-los. “Pode-se concluir que a MP 579 foi implementada de forma precipitada”, afirmou o ministro.

“São evidentes as falhas de governança materializadas na conclusão da unidade técnica de que, para o biênio 2014-2015, todo o efeito da MP 579 já estará eliminado, porquanto as tarifas residenciais e industriais, ao final do período, atingirão valores superiores aos vigentes em 2012″, diz o relatório.
(…)

02 Oct 11:24

PSDB reúne provas para pedir cassação das candidaturas de Dilma e Pimentel

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Depois de anunciar que acionarão a Justiça por uma investigação rigorosa sobre indícios da utilização dos Correios em benefício da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e o candidato tucano ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, começaram a reunir provas para pedir a cassação dos registros de candidatura da petista e do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel.

Os tucanos vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de investigação judicial eleitoral e ao Ministério Público Federal para que as duas instituições apurem se os Correios boicotaram deliberadamente o envio de malotes de campanha de Aécio como forma de favorecer a presidente-candidata na corrida presidencial.

As denúncias levantadas pelos tucanos levam em conta depoimentos de eleitores que não receberam material de campanha de Aécio mesmo após o candidato ter contratado o serviço, no dia 25 de agosto. Neste contrato, estava prevista a distribuição de 5.634.000 santinhos de Aécio no interior de Minas, base de apoio do candidato e colégio eleitoral considerado prioritário para a candidatura tucana. Pelo documento, os kits de campanha deveriam ser entregues até o dia 10 de setembro e, em alguns casos, a 100% da população de cidades pequenas e médias em Minas, como o município de Esmeraldas, com cerca de 60.000 habitantes.

O corpo jurídico da campanha de Aécio já conseguiu mapear pelo menos 1.000 endereços, contratados como destino dos malotes pelo tucano, em que eleitores confirmam que não receberam nenhum material de campanha do PSDB. A campanha reúne depoimentos e dados pessoais dos eleitores supostamente lesados pelos Correios para embasar os pedidos de cassação dos registros de candidatura. De acordo com o candidato Aécio Neves, que cumpriu agenda nesta quarta-feira nas cidades de Mogi das Cruzes (SP), Juiz de Fora (MG) e Governador Valadares (MG), uma das provas seria a afirmação dos Correios de que poderiam “reenviar” o material. Para ele, isso seria a admissão de que a empresa pública reteve os kits de campanha e não os distribuiu aos eleitores, conforme contratado. Com base nesses indícios, a campanha do PSDB aponta que já existem evidências de abuso de poder político e econômicos, desvio da autoridade dos Correios e utilização de empresa pública em benefício de partidos e candidatos.

Antes de carreata na cidade de Governador Valadares, Aécio insinuou que as suspeitas de uso político dos Correios são como um novo capítulo de um grande esquema de desvirtuamento de instituições públicas, a exemplo do que já aconteceu com a descoberta de um esquema milionário de corrupção na Petrobras. “As denúncias em relação à utilização da empresa dos Correios são extremamente graves. Estamos recebendo centenas de denúncias. Se se comprovar isso, é um crime sem precedentes na história política de Minas”, disse. “É um escândalo. Agora são os Correios. Antes era a Petrobras”, criticou o candidato do PSDB ao governo de Minas. O tucano, que foi ministro das Comunicações no governo FHC e, portanto, hierarquicamente superior aos Correios, disse que há evidências de “uso despudorado” da empresa pública para fins eleitorais.

O tom das acusações do PSDB sobre a estatal subiu após divulgação de vídeo, pelo jornal O Estado de S. Paulo, em que o deputado estadual Durval Ângelo (MG) diz que a presidente-candidata Dilma Rousseff só chegou à liderança nas intenções de voto porque “tem dedo forte dos petistas nos Correios”. “Não basta fazerem o que fizeram na Petrobras. Essa forma de governar do PT, se apropriando do Estado como se fosse seu patrimônio, tem que ser encerrada e os responsáveis exemplarmente punidos”, afirmou Aécio em agenda na cidade de Juiz de Fora.

01 Oct 18:56

Paulo Roberto demonstra que sistema de “compliance” da Petrobras é uma piada; só ele, um peixe médio, topa devolver R$ 70 milhões; imaginem quanto levam os tubarões. Mas a canalha grita: “Viva o estatismo!”

by giinternet

Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que fez um acordo de delação premiada, já saiu da cadeia. E isso quer dizer que há muita gente com receio… de ir para a cadeia. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal de Curitiba às 13h30, onde estava desde 11 de junho, e seguiu para o aeroporto Afonso Pena. Vai para o Rio, onde mora a sua família, e ficará em prisão domiciliar, protegido por agentes federais e monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Isso quer dizer que as informações que prestou em sucessivos depoimentos, acompanhados pelo Ministério Público Federal, foram consideradas relevantes para investigar a atuação da quadrilha que operava na Petrobras. E é por isso que há muito figurão com medo.

Sabem quanto Paulo Roberto aceitou devolver para os cofres públicos no acordo de delação premiada que fez? R$ 70 milhões! É do balacobaco! O homem ficou como diretor de abastecimento na Petrobras por 10 anos. Ele admite, portanto, que amealhou, de forma ilegal, uma média de R$ 7 milhões por ano. Reitero: isso é o que ele admite.

Todos sabemos que gente assim não morre na miséria. Esse dinheiro que voltará aos cofres públicos é aquele a que a investigação conseguiu chegar. Será que é tudo? Pelo visto, nunca saberemos. Mas uma coisa nós sabemos: Paulo Roberto era apenas uma peça do esquema. Paulo Roberto era apenas um estafeta numa organização. Paulo Roberto era apenas — e isto está ficando cada vez mais claro — o homem do PP na Petrobras. Se ele, um peixe de médio porte, admite ter embolsado ao menos R$ 70 milhões, quanto as sucessivas safadezas terão rendido àqueles que realmente mandavam, àqueles que eram seus chefes na estrutura criminosa?

A informação põe em xeque todo o sistema de controle da Petrobras. Então a maior empresa do país, de economia mista, com ações negociadas na Bolsa, tem uma estrutura que permite que um único homem — que estava longe de ser o mais poderoso — enfie a mão em admitidos R$ 70 milhões? Que diabo de sistema de “compliance” existe na Petrobras? Ela está preparada para seguir as normas legais, as práticas saudáveis de mercado, os melhores interesses da empresa, dos seus sócios e da cidadania? Acho que não!

A razão é simples: será que uma empresa administrada por partidos políticos, que obedece às vontades de governos, que está sujeita a toda forma de politicagem vagabunda, consegue mesmo ter um sistema de compliance? Ontem, no debate entre candidatos ao governo de São Paulo, um desses pterodáctilos disfarçados de políticos vituperou contra a Sabesp por ser uma empresa com ações na Bolsa. E foi seguido por outros pterodáctilos, que ficavam expelindo bobagens na televisão em favor do estatismo. Até o sedizente empresário Paulo Skaf vituperou contra o fato de a Sabesp ser uma empresa submetida às saudáveis regras da economia de mercado.

Se a Petrobras fosse uma empresa privada, Paulo Roberto não teria levado R$ 70 milhões do que nos pertence. Agora pensem na organização como um todo, no conjunto das estatais e no tamanho do estado brasileiro e imaginem quanto o estatismo rouba de cada cidadão, de cada desdentado, de cada criança barrigudinha, de cada analfabeto, de cada sem-casa, de cada sem-futuro, de cada trabalhador, de cada contribuinte, de cada um de nós, que ganha a vida honestamente.

Não obstante, as esquerdas bucéfalas saem por aí gritando: “A Petrobras é nossa! As estatais são nossas!”. São, sim: DELES! Nós somos apenas as vítimas.

01 Oct 11:35

Aécio: “O máximo que Dilma fez foi anunciar seu ex-futuro ministro da Fazenda”

by giinternet

Por Pollyane Lima e Silva, na VEJA.com:A cinco dias das eleições, Aécio Neves escolheu o Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para reforçar sua preocupação com o futuro da economia brasileira. O candidato do PSDB lembrou que a importância do tema o fez antecipar a formação de parte de uma eventual equipe de governo – incluindo o economista Armínio Fraga como ministro da Fazenda – e criticou as adversárias Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) por não agirem da mesma maneira. Segundo ele, isso mostra despreparo de ambas.

“O máximo que a atual presidente soube fazer foi anunciar seu futuro ex-ministro da Fazenda”, alfinetou, referindo-se a Guido Mantega que, segundo declarações de Dilma, deve deixar a pasta no caso de um novo governo do PT. “Ninguém sabe o que esperar desse governo, que perdeu a capacidade de governabilidade do ponto de vista gerencial, deixando obras inacabadas; econômico, permitindo que a inflação saísse do controle e o país entrasse em recessão; e do ponto de vista moral, com inúmeros escândalos de corrupção”, completou.

Ao se voltar contra Marina Silva, criticou o discurso de querer governar com os melhores de cada lado – ela já disse ter muito respeito por Armínio Fraga. “A impressão que se tem é que ela está a olhar sobre a cerca da sua propriedade para tentar enxergar no terreno vizinho algum fruto mais vistoso que possa fazer parte do seu pomar”, comparou Aécio, contendo um riso que tentava escapar. “Nós, sim, temos quadros extremamente qualificados e prontos para administrar o Brasil, com a complexidade dos desafios que temos pela frente. Não improvisamos”, enfatizou.

Impostos
De concreto, o candidato do PSDB prometeu enviar ao Congresso Nacional uma proposta para simplificar o sistema tributário. “Ele é oneroso não só no nível de impostos que cobra, mas também na complexidade do pagamento. O conjunto das empresas nacionais gasta mais de 40 bilhões de reais apenas na manutenção da máquina pagadora. Isso não tem lógica”, declarou, firmando como prazo para colocar em prática esse compromisso a primeira semana de um eventual governo. Afirmou ainda que pretende unificar os impostos indiretos em um de valor agregado.

Voltando-se diretamente às micro e pequenas empresas, Aécio disse que vai trabalhar pela desburocratização, simplificação e pelo crescimento. “Essa é a receita para o Brasil empregar mais, gerar mais renda e melhorar a vida das pessoas”, destacou. “Em resumo: se você quer empreender, eu garanto que o Estado não vai te atrapalhar. E, se não atrapalhar, já vai estar fazendo uma grande coisa”, acrescentou. Contra a inflação, que definiu como “a maior perversidade” para as famílias brasileiras, garantiu tolerância zero.

O candidato prometeu, ainda, papel de destaque ao Rio de Janeiro, caso seja eleito. “Tenho um compromisso muito especial com essa terra que me acolheu de forma tão generosa. Vamos trabalhar para atrair investimentos e voltar a gerar empregos”, falou, em entrevista à rádio do Mercadão de Madureira. Por fim, afirmou ter confiança de que vai chegar ao segundo turno. “Quem tem condições de derrotar o PT somos nós, pela clareza do nosso discurso e pela força das nossas alianças. Essa é a oportunidade de iniciar um novo ciclo no Brasil, de eficiência, decência e compromisso com quem mais precisa.”

01 Oct 11:33

Debate em São Paulo: a dobradinha de Skaf, o empresário que não tem empresa, com Padilha, o petista que não é trabalhador. Ou: A união exótica do não capital com o não trabalho

by giinternet

A TV Globo realizou ontem o debate final — antes do primeiro turno — entre os candidatos aos governos dos Estados. Assisti, é evidente, ao de São Paulo. Pois é… A ditadura ainda em vigência da Lei Eleitoral obriga a que se tratem em pé de igualdade os que podem ser eleitos e aqueles que dão traço nas pesquisas. É um absurdo que as TVs e as rádios sejam impedidas de confrontar as ideias, opiniões e propostas dos que efetivamente têm alguma chance de vencer a eleição — e o mesmo vale para a disputa presidencial.

Em São Paulo, participaram do embate oito candidatos: além do tucano Geraldo Alckmin, do peemedebista Paulo Skaf e do petista Alexandre Padilha, havia lá mais cinco candidatos de si mesmos: Walter Ciglione (PRTB), Gilberto Natalini (PV), Gilberto Maringoni (PSOL) e Laércio Benko (PHS). Um show de horrores e, com frequência, de picaretagem política — e não só dos nanicos.

Na verdade, foi a frente dos “seis contra um”. Exceção feita a Ciglione, que não participou da tropa, todos os outros se uniram para atacar Alckmin e o governo de São Paulo. E o fizeram com tal fúria que o resultado pode ter sido contraproducente. Chegava a ser engraçado ver Skaf e Padilha a implorar a chance de um segundo turno para que possam, nas suas palavras, governar o estado mais dinâmico do país etc. e tal. Mas como pode haver alguma qualidade nas terras paulistas se, segundo eles próprios, tudo por aqui está errado?

Skaf e Padilha estavam mais afinados do que O Gordo e o Magro. Um é presidente licenciado da Fiesp sem ser empresário, e o outro é membro do PT sem ser trabalhador. Assim, deu-se a união da falta de capital com a falta de trabalho. Coisa que não pareceu espantar Maringoni, o socialista do PSOL mais ortodoxo do que embalagem de Emulsão Scott

Ter de ouvir um petista e um peemedebista a dar aula de combate à corrupção depois do que sabemos da Petrobras, controlada pelo PT e pelo PMDB, é para estômagos fortes. Ouvir de Padilha lições sobre segurança pública — dados os desastres colhidos na área por seu partido no país e nos Estados em que é governo — seria de gargalhar não fosse o tédio.

E o tal Laércio Benko, de uma legenda chamada PHS? Resolveu atacar a Sabesp, que, segundo ele, distribuiu dividendos aos acionistas, em vez de investir em água. É uma afirmação tecnicamente estúpida. A empresa é uma Sociedade Anônima. Graças a Deus, está na Bolsa e é cobiçada por investidores, o que lhe garante recursos para investir — o mesmo acontece com outras empresas públicas de capital aberto. Parte desses dividendos, diga-se, vem para o próprio governo, que os reinveste. Maringoni, o esquerdista, claro!, pegou carona na bobagem — afinal, ele é um socialista. Mas Padilha e Skaf fizeram o mesmo. E eles sabem que se trata de uma asnice. Mas e daí? Era o vale-tudo.

A nota surrealista, no entanto, era outra: era estupefaciente ver a tropa toda a sustentar que, naquela hora, faltava água na torneira dos paulistas. E, como é sabido, não faltava. Das 1.200 cidades com crise de abastecimento no país, só oito estão no Estado — em áreas em que a Sabesp não atua. Uma delas é Guarulhos, cujo sistema é municipalizado. A cidade é administrada pelo PT há 14 anos.

E a nota que ultrapassou o limite do escândalo factual foi dada por Padilha. Segundo o petista, o sistema de concessões de estradas do governo federal é superior ao vigente em São Paulo. É mesmo? Atenção! Este estado tem 9 das 10 melhores rodovias do país. Querem mais? Nada menos de 93,7% dos 6.252 km sob concessão privada foram considerados ótimos ou bons em 2013; 6% foram tomados como regulares, e apenas 0,3% eram ruins. Esses números são meus? Não! Da CNT, a Confederação Nacional dos Transportes.

Já o governo federal tentou três marcos regulatórios para fazer suas concessões e deu com os burros n’água. Conseguiu juntar o ruim ao desagradável: antes, havia estradas federais com buraco e sem pedágio. Hoje, existem estradas com buraco e com pedágio.

Segundo todas as pesquisas, Alckmin venceria hoje a disputa no primeiro turno. Acho que o debate demonstrou por quê.

Texto publicado originalmente às 4h14