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05 Dec 06:40

ASML – a empresa essencial que você nunca ouviu falar

by Carlos Cardoso

É seguro dizer que a imensa maioria do público não conhece a ASML, assim como também é seguro dizer que essas pessoas usam diariamente dezenas de produtos que só existem por causa da mesma ASML.

Sede da ASML, Veldhoven, Países Baixos (Crédito: ASML)

Em tecnologia existe todo um mercado B2B que o povão não conhece. Marcas como Microsoft e Apple são conhecidas por todo mundo, mas empresas gigantescas como Oracle e Salesforce passam despercebidas. Para o afegão médio que deu sorte de não ser bombardeado no texto passado, SAP é só uma tecla no controle remoto, não uma empresa que fatura 30 bilhões de Euros por ano.

A ASML - (Não confundir com ASMR, que é coisa de tarado) é uma empresa que muita gente do ramo da informática e tecnologia nunca ouviu falar, mas sem eles o mundo literalmente pára.

Fundada em 1984 nos Países Baixos, a ASML, apesar das iniciais de Advanced Semiconductor Materials Lithography não produz semicondutores. Eles estão mais atrás ainda na cadeia produtiva: Eles produzem as máquinas que produzem semicondutores.

O processo mais comum é a fotolitografia, uma técnica que surgiu no Século XVIII, ainda sem a parte “foto”. Mais tarde, com a descoberta de materiais fotossensíveis, a fotolitografia foi desenvolvida. Com ela uma superfície de pedra ou metal é coberta com uma substância fotossensível. Uma máscara com um desenho é colocada por cima e a superfície é exposta à luz.

Um banho de ácido remove uma camada da superfície não-protegida pela substância fotossensível. Daí tinta e papel aplicados na pedra geram uma impressão da imagem.

Em chips, uma máscara é usada para desenhar os circuitos e componentes na superfície do waffer de silício. Luz ultravioleta sensibiliza uma camada fotossensível, ácido remove o que não está protegido, e bingo! Temos um chip!

O 555 e seu circuito extremamente simples. (Crédito: Wikimedia Commons)

OK, não é tão simples. Peguemos como exemplo o venerável 555, um timer em um chip criado em 1971, popular em 10 entre 10 hobistas de eletrônica, um chip tão útil que em 2017 foram produzidos pelo menos um bilhão de unidades.

O 555, em encapsulamento diferente, comparado com uma moeda (Crédito: Reprodução Internet)

Hans Camenzind passou um ano desenvolvendo o 555, testando protótipos em protoboards e desenhando o circuito, incluindo as máscaras de fotolitografia, tudo na mão. Apesar de seu tamanho minúsculo, o 555 tinha 233 transístores, 16 resistores e dois diodos.

Em 2022 o chip mais complexo no mercado, o M1 Ultra da Apple, possui 114 bilhões de transístores.

O projeto do 555 foi feito com réguas de 10 mícrons. Um mícron equivale a 1 milionésimo de metro. Aqui um tubo de carbono de 6 mícrons, em cima de um fio de cabelo de 50 mícrons de diâmetro.

Nanotubo de carbono em cima de um cabelo. (Crédito: Wikimedia Commons)

Se o M1 usasse a mesma tecnologia do 555, ocuparia vários quilômetros de área, e dificilmente entraria na categoria de portáteis. Como é possível então enfiar tanto transístor em tão pouco espaço?

Simples (ok, não é): Os fabricantes desenvolveram novas técnicas. Os chips hoje, assim como ogros, possuem camadas, várias regiões discretas executam funções diferentes, dependendo do “andar”, mas a mudança principal veio na precisão. No tempo do 555 circuitos integrados eram desenhados com precisão de 10 mícrons.

Hoje o M1 Ultra usa precisão de 5 nanômetros. Um nanômetro é 1/1000 mícron.

COMO se chegou até isso? Não foi fácil.

No tempo do 555 dava para usar luz normal, mas com os circuitos sendo miniaturizados, chegamos ao ponto em que o comprimento de onda da luz visível era grande demais. Imagine que você tem que cavar um buraco com uma pá. Funciona, mas quando tem que esvaziar a terra de um vaso da janela, a pá... não encaixa.

O espectro da luz visível tem comprimento de onda entre 360 e 760 nanômetros, em 1993 já fazíamos chips de 350 nanômetros. O truque foi migrar para lasers ultravioletas, o que -de novo- não é fácil. Você precisa sensibilizar a superfície fotossensível do waffer semicondutor sem vazar luz para fora da área afetada.

Sua luz precisa ser extremamente “limpa”, de frequência única.

A ASML sabia disso, e enquanto desenvolvia suas máquinas para as gerações atuais, gastava bilhões de dólares desenvolvendo a tecnologia do futuro, e futuro mesmo. Entre o início das pesquisas e a primeira máquina instalada, foram vinte longos anos. Imagine explicar pro seu chefe que você precisa de 20 anos até a primeira venda.

Um waffer de silício, com centenas de chips. (Crédito: Reprodução internet)

Com o foco no Ultravioleta Extremo, entre 10 e 124 nanômetros, que são basicamente raios-x, a ASML enfrentou problemas para criar a fonte de luz. A solução foi algo digno de Star Trek: Em um vácuo parcial com atmosfera de hidrogênio, um equipamento dispara minúsculas esferas de estanho derretido, a mais de 200Km por hora. Um laser atinge a esfera, achatando-a. Um segundo laser mais forte vaporiza a pequena “pizza” de estanho, que em protesto emite um feixe de luz na frequência precisa de 13,5 nanômetros.

São disparadas 50 mil esferas por segundo, gerando um feixe contínuo de luz refletida por espelhos criados pela Carl Zeiss. Esses espelhos são quase segredo de Estado. A precisão é tão grande que durante a produção lasers são usados para remover átomos individuais e manter a superfície dos espelhos o mais plana possível.

Essa luz altamente precisa grava os circuitos na superfície fotossensível. Um chip moderno pode ter dezenas de camadas, e cada uma precisa ser gravada com precisão absoluta, estamos falando de estruturas com algumas dezenas de átomos de largura.

A maquininha de fazer chip da ASML (Crédito: ASML)

Isso requer muito software para controlar cada passo do processo. Só em sensores e sistemas embarcados, uma máquina TwinScan da ASML tem 12,5 milhões de linhas de código.

Em termos de software específico para a produção dos waffers, em 1989 um equipamento da ASML tinha 200 milhões de linas de código. Em 2003 esse número chegou a 1,25 bilhões.

Chamar esses equipamentos da ASML de “máquina” é uma simplificação quase grosseira. Um equipamento típico custa US$200 milhões e desmontada ocupa 40 contêineres, então esqueça frete grátis da Amazon Prime.

Não que você ache fácil para vender, entre a encomenda e a entrega o prazo é de 18 meses. Isso se a ASML não estivesse trabalhando com 100% de sua capacidade de produção.

Os clientes da ASML incluem a imensa maioria dos fabricantes de semicondutores, inclusive os grandes, como Samsung, Intel e a TSMC, de Taiwan.

Linus Sebastian, do Linus Tech Tips visitou a fábrica de chip da Intel em Israel, mostrando em detalhes (quando possível) a máquina (o nome técnico é stepper) da ASML, e é impressionante a preocupação em manter a produção funcionando sem-parar. O custo de um equipamento desses é altíssimo, então máquina parada é dinheiro perdido.

A miniaturização não pára. A TSMC, parceira da ASML em Taiwan, pretendia começar a produzir chips de 3 nanômetros ainda em 2022. A Intel quer produzir chips de 1,8 nanômetros em 2025.

A ASML será, como sempre, a fornecedora da Intel. Entre 2023 e 2024 quebrarão a barreira de 1,1 nanômetros. Em 2025 entregarão o equipamento de US$400 milhões, capaz de produzir chips com resolução inferior a 0,8 nanômetros, mas isso não irá muito longe.

Quanto menor o componente e maior a complexidade, mais chances dos waffers serem produzidos com erro, em algum momento você joga tanto chip fora que não vale a pena produzir naquela resolução. Por isso, chips se tornam exponencialmente mais caros, até a tecnologia ser dominada. Só que o limite agora é físico.

Uma molécula vista via microscopia eletrônica. (Crédito: Reprodução Internet)

Um átomo de silício tem diâmetro de 0,2 nanômetros. Desenhando circuitos a 0,8 nm estamos lidando quase com átomos individuais. Abaixo disso, só se dividirem os átomos, e não é preciso ser japonês para saber que isso não é boa ideia.

ASML – a empresa essencial que você nunca ouviu falar

23 Sep 14:15

[ATUALIZADO] Tutorial completo de como solicitar cartão de crédito americano pela nova parceria com a Nova Credit

by Eloy Fonseca Neto

EM VIRTUDE O LANÇAMENTO DO AMEX BONVOY BEVY E BRILLIANT MUITOS SOLICITARAM O TUTORIAL PARA APLICAR PARA UM CARTÃO AMERICANO, E ESTAMOS TRAZENDO ESSE ARTIGO DE VOLTA, POIS É MUITO ÚTIL E JÁ PERMITIU QUE CENTENAS DE BRASILEIROS CONSEGUISSEM UM CARTÃO DE CRÉDITO AMERICANO, MESMO SEM O SOCIAL SECURITY NUMBER (SSN).

Com esse tutorial qualquer um pode conseguir um cartão de crédito americano sem nem mesmo ir aos EUA. Basta seguir os passos conforme abaixo, aproveite e já garanta logo o seu e com o bônus de adesão que vai te dar mais de 1 mil reais equivalentes em dólares.

COM AS MUDANÇAS NO LATAM PASS NUNCA ESTEVE TÃO CLARO COMO É IMPORTANTE TER UM CARTÃO AMERICANO E PODER ENVIAR PARA MAIS DE 25 PROGRAMAS PARCEIROS DIFERENTES. GRAÇAS A PARCERIA ENTRE NOVA CREDIT E AMEX USA É POSSÍVEL SOLICITAR O CARTÃO DIRETAMENTE DO BRASIL E PAGAR A FATURA COM A CONTA NOMAD. APROVEITE LOGO E SOLICITE O SEU!

Desde o fim do ano passado a parceria da American Express USA com a Nova Credit vem funcionando e permitindo que brasileiros solicitem cartão de crédito americano sem mesmo estarem nos EUA ou possuir score de crédito lá também.

Esse tutorial tem como objetivo ajudar você a ser aprovado para um cartão básico do AMEX e com isso criar relacionamento com a empresa para conseguir aplicar e ser aprovado para cartões premium mais pra frente.

Ontem mesmo conseguimos duas aprovações para colegas da comunidade que também são leitores do site. Lembramos que como as pontuações são diferentes, nos EUA, o máximo é 850, logo lá o seu score será diminuído, então para aprovação recomendamos pelo menos um score de 900 ou mais.

Para realizar a aplicação, você pode entrar direto pelo site da American Express, e nós recomendamos que você inicie seu relacionamento pelo Cash Magnet, que é o cartão de entrada e de fácil aprovação. Nós possuímos link de indicação, no qual recebemos uma pequena recompensa e ficaríamos grato caso utilizassem esse link.

Após acessar a página da Amex você irá se deparar com a aplicação, e preenchemos uma conforme modelo abaixo. Veja, e logo em seguida traremos algumas informações importantes.

Alguns pontos importantes:

1 – O Nome e sobrenome devem ser exatamente iguais no seu cadastro do Serasa Experian;

2 – É extremamente fornecer um número de “mobile phone” americano, mesmo que seja google voice, skype, porque você irá precisar disso no futuro;

3 – O endereço precisa ser dos Estados Unidos, pois será onde eles enviarão o cartão. Aqui temos informações divergentes, pois alguns leitores informaram que a Amex solicitou verificação de endereço, porém nas últimas 4 aplicações aprovadas, apenas foi necessário confirmar o endereço pelo telefone sem necessidade de enviar comprovação;

4 – Marque a caixa que você tem “Credit History” no Brasil e não preencha o campo de Social Security Number;

5 – Coloque 100 mil de renda anual e marque Self-Employed, pois esse parâmetro funciona bem para aprovação do Blue Cash/Cash Magnet.

Logo em seguida será apresentado para você a tela de termos:

E assim que você clicar em “Agree & Submit Application” aguarde até receber uma mensagem, quando então você terá 3 possibilidades:

1 – Ser Negado na hora;

2 – Ser aprovado na hora (Difícil, mas acontece); ou

3 – Receber uma mensagem da Amex solicitando contato pois eles precisam de maiores informações para processar sua solicitação.

O mais comum de acontecer é o número 3, o que irá te gerar alguns passos adicionais. Nessa página no rodapé a esquerda irá aparecer um número de referência chamado de Transaction Reference Number (TRN) que começara com 2022.

Então você deverá ligar no número apresentado na tela e lá você terá a opção de falar me inglês ou espanhol. Selecione  a opção 1 e depois 1 de novo. Quando o atende entrar na ligação, informe que você está entrando em contato para fornecer o seu número de passaporte, pois você ainda NÃO possui Social Security Number e informe também o TRN.

O agente provavelmente irá confirmar algumas informações como nome completo, nascimento e endereço, e nesse caso é somente confirmação e em seguida submeter a sua proposta para aprovação do sistema. Na grande maioria dos casos temos recebido sucesso na aprovação.

Com isso, você irá receber um email da Amex te dando as boas vindas e fornecendo um link para que você crie sua conta online da Amex EUA, e quando seu cartão chegar você irá adicionar esse cartão lá para controlar sua conta como por exemplo aceitar as ofertas, fazer pagamentos via ACH, controlar limites, entre outros.

O processo é basicamente esse e não tem muito o que fazer fora disso. Esse é um processo gratuito, mas quem deseja agilidade pode a qualquer momento fazer um ITIN via contador nos EUA, e possuímos uma indicação que realiza todo esse procedimento para você mesmo do Brasil, e tem um custo de 265 dólares americanos. Quem se interessar pode enviar um email para contato@mestredasmilhas.com que retornamos o contato. 

Com ITIN a aprovação é quase garantida, pois quando criado um você começa com score padrão nos EUA de 750 que te permite conseguir alguns cartões e sem comprovar nada.

Lembramos também que caso você já possua um cartão americano, não deixe de adquirir nosso curso inédito para economizar muito nas suas viagens aos EUA, pois lá ensinaremos técnicas para você maximizar o uso do seu cartão bem como receber bastante dinheiro de volta.

Vamos aproveitar esse artigo para centralizar o feedback, dúvidas e esclarecimentos. Utilize a seção de comentários para troca de ideias e como foi o seu processo. Torcemos para que todos consigam ser aprovados e ter a sua disposição uma ferramenta super potente para economizar no mundo todo. 

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25 Aug 05:39

Use Plex? You should reset your password immediately

by James Peckham

Streaming app Plex remains one of the most popular Android streaming apps, but if you use the app, it encourages you to reset your password as soon as possible. This follows a potential data breach that the company has recently discovered. In an email to users, the company confirmed some key information about the leak.

27 May 21:15

Confidence Interval

The worst part is that's the millisigma interval.