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21 Nov 19:49

Garrafa PET

by Fernanda Nia
Alvaro Freitas

meu deus to chorando de rir dsclp

 
Vou arrancar a tampinha do guaraná natural e a abinha do metal rasga antes. Vou tentar usar o ketchup novo e, depois de ficar no vácuo porque não sai nada, quebro todas as unhas tentando tirar o lacre e acabo tendo que usar uma faca. Aliás, até o potinho da margarina tem vindo difícil de abrir. Suspeito que agora, em algum lugar do Brasil, haja uma equipe de malignos designers de embalagens envolta de uma mesa de bar bebendo cerveja, comendo coxinhas e rindo das últimas travessuras que aprontaram com os consumidores.
21 Nov 19:49

Espirro

by Fernanda Nia

Niazinha espirrou tão forte em casa que até criou pés.
(E sim, parece que ela tem esse super poder de conseguir espirrar com os olhos abertos!)
21 Nov 19:48

Espirro animal

by Fernanda Nia
 
"Ohhhnn, olha que lindinha a Srta. Garrinhas rabiscando o seu planinho para dominar a raça humana! Que cute cuuuute! É um planinho pra dominar, é, bebê? É um planiiiinho? Vai pegar escravinhos, coisinha linda?"
<leia isso tudo com voz de bebê>
21 Nov 19:27

Melhor fantasia de todos os tempos da humanidade!!!

by administrador@bytequeeugosto.com.br (Marcel Dias)
21 Nov 19:21

Objetivo do ataque é mandar Gaza para Idade Média, diz vice-premiê de Israel

Alvaro Freitas

Pois é.

Objetivo do ataque é mandar Gaza para Idade Média, diz vice-premiê de Israel
21 Nov 13:45

The Timeless Thanksgiving Wisdom Of Joey Tribbiani

by Maske

We’ve had close to a decade now to ruminate on Friends and two things I think we can agree that the show always did well were 1) Thanksgiving episodes and 2) Joey + food. A piece of my soul will forever be trapped in the zeitgeist of the late ’90s so I don’t anticipate a point in my life where I hear “Thanksgiving episode” and don’t think of Monica’s apartment. That’s just the way it is. I’ve learned to accept it.

To compound on that I enjoy just about every piece of random Joey Tribbiani media that I stumble across on the web a little too much. Especially anything food related. The man-whose-spinoff-never-happened’s culinary wisdom is timeless, and sitting here a week from Thanksgiving we’re in the perfect position to reflect on — and gain from — that knowledge. Not all of these lessons were taught during Thanksgiving episodes, but they all apply to the holiday. Get your notepads ready…

Via

Via

Via

Via

Via

Via and Via

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Via

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21 Nov 13:00

How The Star Wars Deal Went Down

by DOGHOUSE DIARIES

How The Star Wars Deal Went Down

I’ve got a good feeling about this. -Ray

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21 Nov 02:11

Oh!Melete

by Miyu
Alvaro Freitas

share por motivo de: JABÁ

Já leio o #vaigordinha desde muito tempo atrás, quando as postagens de gordice da Miyu eram exclusividade do blogue pessoal dela. Nesse tempo todo, já aproveitei muitas dicas que ela passou aqui - de lugares que realmente valeram a pena. Não estou exatamente nadando na grana (quem está?), mas gosto de comer em lugares bacanas de vez em quando, e pensei que poderia fazer uma ou outra resenha pra colaborar. A parte boa é que ela aceitou =)

Estava procurando um lugar pra levar a namorada para jantar. O negócio é que ele teria que atender a alguns requisitos, como ter comida vegetariana e uma conta de uns 50 reais por pessoa no máximo. Dei uma procurada no Restorando, onde já tinha tido a sorte de achar um restaurante natural bem legal, o Banana Verde, e encontrei o Oh!Melete.

Fiz a reserva pelo Restorando mesmo e fomos lá, num sábado chuvoso, à noite. O restaurante fica em Perdizes, perto da avenida Sumaré. O ambiente e decoração são bem aconchegantes (o espaço é pequeno, com poucas mesas), mas a primeira impressão do atendimento não foi muito legal. A casa estava vazia, sem clientes, e o atendimento do garçom deu aquela sensação de estarmos 'atrapalhando' o que era pra ser uma noite tranquila e sem trabalho.


Mas aí começou a compensar quando pedimos os pratos. De entrada, pedimos um negócio chamado Supli, que eram bolinhos de arroz arbóreo (o de fazer risoto) com queijo muçarela. Eles eram fenomenais, saborosos. O cardápio disse que vinham 6 unidades, mas vieram sete, o que foi ótimo =) Pedimos também uma outra entrada, de azeitonas verdes marinadas no suco de limão siciliano, mas eles não tinham azeitonas. Oh well, fazer o que.


O Oh!Melete serve, obviamente, omeletes, e a quantidade de possibilidades de combinações de ingredientes parece exagerada, mas ao mesmo tempo vale a pena poder montar o que você quiser. Para os mais indecisos (tipo eu e a namorada), tem opções já montadas no cardápio e todas parecem deliciosas. Ficamos eu com um omelete de batata e bacon com cebolas fritas e salsinha, e ela com um "shimeji da fló" - omelete de shimeji com cream cheese e cebolinha. Os omeletes são grandes, feitos com três ovos, e meu deus, são deliciosos. Derretem na boca, têm uma textura fantástica, e não parece mas enchem bastante.


Pra sobremesa, peguei um romeu e julieta (delicioso também, a goiabada era cascão) e a namorada escolheu uma sobremesa que ainda está assombrando meus sonhos: o "Pain Perdu", uma rabanada com sorvete de creme e canela. Só que o pão dessa rabanada é algo que eu não sei explicar. É muito saboroso. Dá vontade de voltar só pra comer essa sobremesa.


E a conta ficou dentro do budget, deu 40 por pessoa, o que também é algo positivo, né?

PS: Ah! Na hora de pedir a nota fiscal paulista, foi uma certa demora, porque eles fazem uma daquelas notinhas manuais. Também não pesou favoravelmente nesse quesito atendimento e tals.

• Post escrito por Álvaro (@alvarofritas), que com certeza você deve conhecer. As fotos foram retiradas do site oficial do restaurante


Ficha Feliz
  • Satisfação do gordinho: saiu rolando feliz e satisfeito
  • Preju: R$42,00 por pessoa, incluindo entrada, omelete, sobremesa, bebidas e o 10% e tal
  • Unidade visitada:
    • Rua João Ramalho, 766
    • (11) 3875-2550
  • Horário de funcionamento:
    • Segunda, das 12:00 às 15:30
    • Terça à sexta, das 12:00 às 15:30 e das 18:30 às 23:00
    • Sábado, das 13:00 às 17:00 e das 19:00 às 23:00
  • Site: http://www.ohmelete.com.br
21 Nov 02:10

Sob o elevado

by Martin Jayo

Ultimamente, tem-se discutido muito se vale a pena ou não demolir o minhocão. O assunto é complexo  e não há consenso entre os urbanistas.

Esta foto talvez possa inspirar o debate. Nela dá pra ver como é a praça Marechal Deodoro, atualmente sob o elevado.

(A foto de 1942, de Benedito Junqueira Duarte, é do acervo da Casa da Imagem.)


21 Nov 02:07

O que é esse arco gigantesco que a China está construindo no meio de uma cidade?

by Jesus Diaz

Não satisfeitos em construir misteriosas estruturas gigantescas no deserto, os chineses estão, agora, construindo portais interdimensionais no meio das cidades. O que diabos é essa estrutura de metal com 157 metros de altura em Fushun, a nordeste da província de Liaoning, na China?

Espere, eu sei: é só mais um exemplo do insano setor da construção civil chinês, o mesmo que levanta cidades-fantasma feitas de milhares de prédios pré-fabricados.

Ela é feita de incríveis 3 mil toneladas de aço e brilhará à noite graças à decoração composta por 12 mil lâmpadas de LED. De acordo com autoridades do governo municipal de Fushun, a estrutura titânica não faz absolutamente nada além de servir como um ponto de observação elevado. Eles alegam que se trata de uma “arquitetura de paisagem” — como a Torre Eiffel. Ela usa quatro elevadores para levar as pessoas até o topo.

A imprensa chinesa tem sido dura com a construção desde que um blogueiro publicou essas fotos no Sina Weibo, o equivalente ao Twitter da China. Sem surpresa, já que essa coisa custou US$ 16 milhões.

A defesa da cidade: “não há pessoas o suficiente para obras de entretenimento, então construímos um negócio que só é bonito, ok? SOMOS LEGAIS!” Ou algo parecido com isso. Eles também dizem que não há cidadãos em número suficiente para justificar outro prédio com… você sabe, alguma utilidade. Eles já têm todos os hospitais, centros recreativos e prédios municipais de que precisam, então provavelmente decidiram torrar o orçamento excedente nessa coisa.

De acordo com o Bureau de Construção Urbana de Fushun, o “Anel da Vida” significa “um céu circular e um caminho que leva ao paraíso.”

Eu acredito. A Internet, também. Veja as montagens no final deste post. [CRI English and Livedoor (Chinese) via The Atlantic]

Anel da Vida em construção.

Montagens com o Anel da Vida.


21 Nov 02:01

Tiny Collaborative Stories

by Maria Popova

A charmingly minimalist cross-pollination of word and image at the heart of being human.

Last year, Joseph Gordon-Levitt, better-known as RegularJOE in the hitRECord universe he created, asked thousands of contributors to submit tiny stories through words and images. He sifted through more than 8,000 submissions to cull 67 contributions, which were then collected in The Tiny Book of Tiny Stories: Volume 1. The hitRECord crew is now back with The Tiny Book of Tiny Stories: Volume 2 — a delightful compilation of 62 such tender, poignant, beautiful micro-narratives selected from nearly 15,000 submissions. All the stories are made collaboratively — a writer would submit a story to the site, then an artist who likes it would illustrate it, or vice-versa, then others would join in and remix the stories and artwork.

In a heartening twist on traditional publishing, hitRECord is splitting all proceeds from the book 50-50 with the contributing artists and writers.

The Tiny Book of Tiny Stories: Volume 2 will be followed by Volume 3 in 2013, for which submissions are already being accepted.

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21 Nov 01:59

Anderson Cooper Took Time Out From Dodging Bombs In Gaza Last Night To Eviscerate Some Twitter Trolls

by The Cajun Boy

As you may have heard, Anderson Cooper is in Gaza reporting on the latest Israeli/Palestinian conflict for CNN and doing his best not to get exploded in the process. This would probably be too much of a task for a normal human being for them to have the time or inclination to flame wingnut Twitter trolls on the side — but Anderson Cooper is no normal human being.

Why would anyone take issue with the Silver Fox risking his life to report from a war zone in the first place? Well, there’s a certain strain of wingnut that believes that, because Jesus was born there or something, Israel is infallible and can do whatever the hell it wants, while also believing that, because of 9/11, all Muslims are evil and should probably be killed. So the fact that Cooper is actually in Gaza reporting on both sides of the conflict is akin to treason to them or something. DANG LIBRUL MEDIA!

Enter Saucy Anderson Cooper

I’m of the opinion that if you’re going to burn someone for being a lazy, stay-on-the-couch chip eater, Fritos is the chip of choice for inflicting maximum burn, because Fritos are just terrible.

With that said, this here is some next level troll flaming…

You see what Anderson did there? He actually dug into her Twitter history for material and dropped a “coconut flan” bomb on this idiot. Well done, AC. Very well done. These Laker fan bros are certainly impressed…

(GIF via)

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21 Nov 01:54

Baralho imortaliza o jogo Paciência do Windows 98

by Andrew Liszewski

Você acha que US$ 20 é muito dinheiro por um baralho com cartas iguais ao design pixelizado como a versão do Windows 98 de Paciência? Nem um pouco.

Como o criador Evan Roth destaca, antes da internet, uma partida de Paciência era a única distração possível que você conseguia ter no escritório. Então porque não dar o respeito e imortalização que o jogo merece com esse deck amável?

OK, OK, o nome do arquivo era sol.exe, e não Solitaire.exe, mas você não vai gastar US$ 20 para ficar admirando a embalagem, certo? Em vez de focar nisto, repare no efeito de monitor CRT presente na cor verde da capa.

Foi produzida só uma edição limitada de 500 unidades, então é melhor correr para garantir o seu. E se você está atrás de um baralho para jogar paciência, não tem desculpa pra não se apressar – mas recomendamos que você procure outras atividades, né. [Evan Roth via BoingBoing]


21 Nov 01:53

It's All In The Game (Of Thrones)

by Jeremy Barker

"It ain't what you takin', it's who you takin' from, ya feel me? How you expect to run with the wolves come night when you spend all day sparring with the puppies?"

Game of Thrones meets The Wire. I let out an audible "Yes!" when I came across Matt Leunig's It’s All In The Game. So much win.

Previously on Popped Culture...
Throne Of Games
Direwolf, Direwolf, What Do You See?
Omar's Coming! Do Not Pass Go, Do Not Collect $200

21 Nov 01:43

This French Reporter Is Pretty Good At Working A Touchscreen

by Danger Guerrero

A few things:

  • This is a video of a French news-type person trying to use  a giant touchscreen.
  • He is bad at using a touchscreen.
  • Other than the word “election,” I have no idea what he is saying.
  • I have been laughing at it pretty much non-stop for 15 minutes.

Enjoy.

Gawker via Videogum

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17 Nov 20:48

Photo




14 Nov 15:18

Por quê o Brasil nunca será muçulmano

by noreply@blogger.com (Permafrost)
Feijoada.
14 Nov 15:12

Deathergentes

by noreply@blogger.com (Permafrost)
Por increça q parível, hoje consegui encafifar nosso extrapolante doutor. Ele é um exímio lavador de louça e já ganhou vários prêmio de prestígio internacional nas categoria Pratos Elíptico e Copos de Requeijão. É um dínamo da detergência. Mas hoje, fiz uma pergunta e ele –q não é obrigado à saber TUDO, né?– não soube responder. Talvez os leitor aqui possam ajudar.

¿Já viu, caro leitor, aqueles programa de investigação policial em q os detetive jogam luminol numa área aparentemente limpa, iluminam com luz ultra-violeta, e aí o assassino descobre q não lavou e enxaguou o sangue da vítima lá muito bem, apesar de ter ficado horas esfregando?

Então. Antes das refeição, vc lava as mão com sabonete, e ele deixa aquele cheirinho gostoso de limpeza, não deixa? E todo dia vc desjejua, almoça e janta com xícaras, copos, pratos e talheres limpo a comida feita em panelas limpa, não? Hm. ¿Tem certeza?

Quando surgiram no mercado brasileiro, uns 30 ano atrás, os detergente de louça faziam aqueles anúncio dizendo q eliminavam 99% das bactéria q podiam (!) causar doenças, &c. Mas… ¿quê elimina o detergente? Depois de ensaboar a louça com esses detergente, ¿será q o enxágüe tira o detergente todo? Pois ¿lembra do cheirinho gostoso de limpeza na mão? Então. Si vc sente o perfuminho do sabonete, quer dizer q vossa mão ainda carrega moléculas dele. Si, após o enxágüe, o cheiro do detergente persiste por algum tempo, quer dizer q ainda há moléculas dele na louça. (O cheiro é útil até pra escolher CDs virgem e outros produto eletrônico: não compre CD virgem q tem cheiro; si tem, é pq sua superfície tá soltando moléculas e, portanto, vai perder a transparência em menos tempo do q um CD sem cheiro.)  A maior parte das lavagem deve deixar traços de detergente nas panela em q vc vai cozinhar e na louça em q vc depois vai pôr comida. Então todo dia vc deve ingerir moléculas de detergente.

O corpo tem vários mecanismo de detecção e eliminação de bactérias, mas certamente não é muito eficiente pra detectar e eliminar os detergente, sapólio, desengordurante e até resíduo de BomBril q certamente restam na louça e panelas. No entanto, não achei quem fale disso. Percurei e percurei e não achei nenhum estudo q quantifique o detergente q costuma permanecer na louça e panelas após o enxágüe, nem estudos sobre o efeito à longo prazo q essas substância causam no organismo. A ingestão diária de moléculas de detergente não é exatamente uma receita pruma vida saudável, né? Mas não consegui ainda determinar o q é pior: ingerir os detergente ou ingerir as bactéria.

Aliás, ¿que bactérias? Si vc cozinha numa panela e come dum prato, e menos de meia hora depois já tá lavando tudo, ¿que bactérias têm q ser eliminada si não as q já tão em quantidades mastodônticamente maior na comida q vc ingeriu? Pode-se dizer q deixar louça pra lavar dum dia pro outro cria uma coleçãozinha de bactérias ali. Pode-se tbm dizer q as bactéria tão na pia –q, si não for detergida, vira uma colônia de bactérias assassina. Mas nunca vi evidência disso; só há evidência de q o *ralo* é insalubre, com seu cheiro nojento.

Na maioria dos caso, talvez baste lavar a louça com água e mão; alguns caso pediriam uma esponja abrasiva; pra óleos &c, talvez baste tirar o grosso com as mão e espalhar algumas gota de desengordurante.

Enfim, si o doutor ficou encafifado, ¿quê dizer de mim? ¿Alguém aí conhece algum estudo sobre isso? A questão é: ¿eliminar bactérias com detergente de louça é gargalhável ou não? ¿Seria razoável estimular um pânico público contra os detergente cancerígeno e mortífero, e assim engendrar uma violenta e total revolução nas base prática e teórica da higiene, q levasse a civilização à um novo patamar em nossa longa jornada pros cafundó da pureza?
14 Nov 15:09

Médicos conversam com paciente em estado vegetativo através de escaneamento cerebral

by Jamie Condliffe

Médicos canadenses conseguiram se comunicar com um paciente, que está em estado vegetativo há mais de uma década, por meio de escaneamento do cérebro. O paciente disse até mesmo que não sente dor.

Mas como é possível para uma pessoa falar através do cérebro, sem dizer palavras, e os médicos entenderem?

Funciona assim: os médicos escaneiam o cérebro do paciente Scott Routley usando fMRI (ressonância magnética). Em tempo real, a ressonância indica quais áreas do cérebro estão ativas, medindo o fluxo de sangue rico em oxigênio.

Então os médicos pedem, várias vezes, para o paciente imaginar cenas como jogar tênis, ou andar pela casa. São itens bem específicos que, em voluntários saudáveis, ativam áreas predefinidas do cérebro – nos pacientes, também.

Dessa forma, os médicos conseguem perguntar “se você está sentindo dor, imagine-se jogando tênis” e ver na ressonância se o paciente imagina isso. É dessa forma que ocorre a comunicação.

Os médicos conseguiram analisar a atividade cerebral de Scott Routley e discernir como ele responde às perguntas. O professor Adrian Owen, do Instituto de Cérebro e Mente da Universidade de Western Ontario, explica à BBC:

“Scott foi capaz de mostrar que ele tem uma mente consciente e pensante. Nós fizemos a ressonância várias vezes, e seu padrão de atividade cerebral mostra que ele está claramente escolhendo responder às nossas perguntas. Nós acreditamos que ele sabe quem é e onde está.”

De fato, durante a sua comunicação com Scott, os pesquisadores acreditam que ele confirmou não estar com dores. Esta é a primeira vez que um paciente conseguiu, com lesão severa no cérebro, fornecer informações clinicamente relevantes para os médicos.

A descoberta contradiz o senso comum da medicina atual, para a qual pacientes vegetativos – geralmente após sair de um coma – não têm percepção de si mesmos ou do mundo exterior. E testes confirmam que Scott ainda está em estado vegetativo.

Na verdade, isto sugere que os testes atuais talvez não indiquem de forma realista a condição de pacientes em estado vegetativo. Mas o mais importante: isto abre a possibilidade de testes melhores nas habilidades no futuro para ajudar os pacientes que, até agora, pareciam incomunicáveis. [BBC]


14 Nov 14:59

A estúpida e desnecessária arrogância roqueira

by Ricardo Seelig
Você gosta de rock. Eu também. Que bom, né? Eu também curto outros gêneros, como blues, jazz, funk e pop. Imagino que você também. Afinal, quem ama de verdade a música tem sempre uma curiosidade constante em descobrir novos sons. Esse comportamento faz parte do nosso DNA.

O que não faz, ou não poderia fazer, é o preconceito. Como estamos em um site que fala sobre música, sobre som, vamos nos prender ao preconceito musical. Para gostar de um estilo você não precisa falar mal do outro. É desnecessário. Michel Teló faz sucesso? Que bom pra ele. Tem gente que adora o Michel Teló? Deixa elas. Não existe nada mais chato do que alguém querendo impor a sua verdade como se ela fosse a única que existisse.

É claro que temos músicas e artistas bons e ruins, as eles estão em qualquer gênero musical. Assim como não há nada de bom na obra de um cara como Latino, não há nada de bom em diversas bandas de rock que apenas repetem o que já foi feito há décadas. Cabe a você julgar. E é justamente fazendo uma volta ao primeiro parágrafo deste texto que você conseguirá reunir elementos para identificar, logo de cara, o joio do trigo.

Quanto mais se faz uma determinada coisa, melhor a gente fica nela. Com a música acontece o mesmo: quanto mais ouvimos, melhor fica o nosso ouvido. Quanto mais contato temos com diferentes tipos de música, maior fica a nossa capacidade de julgamento e o nosso conhecimento sobre os sons. Ouvir, por exemplo, um disco como Bitches Brew, de Miles Davis, é uma barreira quase que intransponível em um primeiro momento. Mas, ao insistir na luta, aos poucos vamos nos acostumando com o formato pouco usual das canções que estão no álbum, e elas vão sendo absorvidas pelo nosso sistema auditivo. E aí, sem mais nem menos, ao mergulhar em um trabalho como Bitches Brew e entender o som que ele propõe ao ouvinte, fica mais fácil e rápido digerir sonoridades que julgávamos anteriormente intrincadas, mas que agora se revelam em toda a sua plenitude.

A arrogância estúpida e desnecessária presente no título deste post se refere à postura que cada vez mais pessoas que curtem rock fazem questão de ostentar, de maneira clara, em suas redes sociais. Uma propagação de preconceito que é inaceitável em uma forma de arte como a música, que carrega consigo uma grande parcela de experiência pessoal para determinar o que é importante para cada indivíduo. Exemplos não faltam. O Linkin Park tocou recentemente no Brasil e diversas manifestações contrárias ao grupo pipocaram de todos os lados. Acusações de que os caras não eram “rock” foram as mais comuns. Estilisticamente, o grupo toca rock acrescentado de elementos de rap e pop. Como qualquer mistura, ou qualquer sonoridade, ou qualquer banda, agrada alguns e não agrada outros. Quem não gosta, simplesmente deveria seguir a vida e deixar quem curte em paz. E, só para constar, o som do Linkin Park não faz a minha cabeça, mas tenho mais o que fazer do que ficar xingando muito no Twitter ou seja mais onde for.

O mesmo vale para Lady Gaga. A passagem da cantora norte-americana pelo Brasil foi marcada por uma venda muito menor de ingressos do que se esperava. Fracasso não foi, já que Gaga colocou 30 mil pessoas, embaixo de chuva, em São Paulo. Porém, o buraco aqui é mais embaixo, pois aponta para uma espécie de saturação no mercado de shows internacionais no Brasil, regado a preços fora de órbita, em uma conjuntura que reflete diretamente em artistas e fãs de todos os gêneros musicais. Mas, é claro, a grande maioria dos sábios e evoluídos rockeiros não percebe isso, desejando que as apresentações sejam realmente um fracasso simplesmente por se tratar de uma artista pop e, logo e portanto, “descartável” em sua miopia.

Rockeiros esses que, em sua maioria, são dignos de riso. Pessoas que afirmam amar o Led Zeppelin mas só conhecem “Rock and Roll” e “Stairway to Heaven”, quando muito. Indivíduos que acreditam piamente que Slash é mais importante que Hendrix - e afirmam que esse último fazia apenas ruídos com sua guitarra. Mentes fechadas que não ouvem Machine Head ou qualquer outra banda que tenha cometido a heresia de um dia ter flertado com o new metal ou outra sonoridade estranha ao som pesado.

Ninguém é melhor ou pior do que outra pessoa devido aquilo que ouve. Acredito que cada indivíduo é o que consome. O que assistimos, o que lemos, o que ouvimos, reflete de forma direta na maneira que vemos o mundo. E. automaticamente, procuramos nos relacionar com outros que possuem os gostos afinados com os nossos. Porém, o fato de eu gostar de algo que uma pessoa não gosta não faz de mim um indivíduo melhor. Me preocupa essa propagação gratuita e desnecessária de ódio, de preconceito puro e simples.

Mais um exemplo: para uma parcela do público rocker brasileiro, notadamente o fã de som pesado, mencionar a palavra “Nirvana” é um ato digno de apedrejamento. Parem, né? O Nirvana, e o grunge e toda a turma de Seattle, não acabaram com a cena hard rock do início da década de 1990. O que levou a isso foi a própria saturação daquela sonoridade, levada a extremos, tanto no aspecto musical como no comportamental, pelos próprios grupos. E, sinceramente, prefiro mil vezes ouvir Nevermind do que qualquer disco do chamado glam metal, ou hard farofa, de grupos como Def Leppard, Winger e afins. Porém, jamais foquei os meus esforços em escrever matérias denegrindo essas bandas. Entendo que seria uma perda de tempo falar sobre artistas que não gosto. Prefiro focar as minhas energias no que me dá prazer, escrevendo sobre bandas novas, por exemplo. E mais: apesar de não ser um fã de hair metal, não deixo de reconhecer o excelente trabalho de grupos que são muito influenciados por essa sonoridade, como é o caso do H.E.A.T. e do Dynasty.

Você não gosta de funk carioca? Ok, deixe o estilo para quem gosta. E falo isso totalmente, em todos os sentidos. Não perca o seu tempo, não gaste a sua energia, falando mal do que não lhe agrada. Em que esse tipo de atitude irá acrescentar algo na sua vida? A resposta é clara: em nada. Respeite a opinião alheia. Você não precisa concordar com o que os outros ouvem ou pensam, mas use argumentos para discutir sobre isso. Se for partir para xingamentos simplesmente, estará se comportando como um troglodita sem cérebro. E, acredito eu, você não é assim.

Mantenha a mente aberta para coisas novas. Estamos sempre aprendendo, todos os dias, sobre tudo. Seja curioso, procure, pesquise. A música é tão apaixonante que é perda de tempo ficar falando mal do que você não curte. Use essa energia para se aprofundar nas bandas que você gosta, na sonoridade que lhe agrada. Pesquise as influências de suas bandas preferidas, vá atrás do que está sendo feito agora, mergulhe fundo nas obscuridades que não chegaram ao topo. Em suma: não se contente com o que lhe é entregue, queira sempre mais. E deixe aqueles que não estão na mesma sintonia que você seguirem o seu caminho, sem ressentimentos.

Afinal, há muito mais o que fazer na vida do que perder tempo falando mal dos outros.


14 Nov 14:57

2012: A imagem do cinema brasileiro

by Bruno Carmelo

 

Observando os cartazes dos filmes nacionais, nota-se uma relação de consumo particular com os corpos fetichizados ou erotizados dos atores

Por Bruno Carmelo, editor do Discurso-Imagem.

Em 2012, até o meio de novembro, o cinema brasileiro tem apresentado bilheterias fraquíssimas. Apenas dois filmes ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores (Até Que a Sorte nos Separe e E Aí… Comeu?, embora Gonzaga – De Pai pra Filho esteja chegando lá), enquanto outros que esperavam atingir a marca fracassaram amargamente (Xingu, Heleno, Paraísos Artificiais).

Encontrar as razões para estes resultados seria necessário e interessante, mas este artigo propõe refletir sobre um elemento menor, pontual, mas bastante representativo do mercado de cinema: os elementos de venda do filme, ou melhor, os cartazes dos filmes nacionais lançados nos últimos doze meses. Considerando que muitos espectadores ainda decidem o filme que vão ver nos próprios multiplexes, diante dos cartazes, estas imagens servem como boas metáforas da imagem que o filme quer passar de si mesmo. Ou seja, o cartaz mostra não necessariamente o que o filme é, mas qual produto ele gostaria de ser, e qual público ele pretende seduzir.

Certamente, todos os cartazes não podem ser reduzidos às mesmas estratégias, mas é possível perceber algumas tendências gerais. Os cartazes dos filmes mais populares têm apostado em uma simplicidade extrema. Em termos de design, são pôsteres sem profundidade de campo, com os personagens mostrados de corpo inteiro, colados um ao lado do outro, de modo a preencher o espaço. O fundo é apenas uma tela: estas são imagens literalmente superficiais. Não se conta a trama, nem o espaço ou o tempo. Mostra-se apenas o que se julga atrair o público mais amplo: caras, bocas, mulheres belas, atores famosos.

É o caso de As Aventuras de Agamenon, o Repórter (terceiro maior sucesso do ano), Até Que a Sorte nos Separe (o líder) e o ainda inédito Os Penetras. No caso deste último, um primeiro cartaz, levemente mais complexo e com iluminação contrastada, mostrava os dois personagens abraçados, com um fundo desfocado. Ele foi trocado mais tarde por outro cartaz, de leitura direta, sem imagem ao fundo, com luz chapada e personagens vistos praticamente de corpo inteiro. Este enquadramento, pelo menos da cintura para cima, é útil para mostrar as formas do corpo, quando estas são importantes (a corpulência cômica de Hassum em Até Que a Sorte nos Separe, as curvas sedutoras de Mariana Ximenes em Os Penetras). E que a ordem entre os corpos não confunda o espectador: estes cartazes são feitos para agradar, para não forçarem o pensamento. Não há ambiguidade em uma imagem deste tipo.

Isto já não ocorre com grandes produções nacionais que pretendiam alcançar um grande público, mas tiveram resultados abaixo do esperado. Não se pode estabelecer uma relação de causa e consequência (os filmes fracassaram porque foram vendidos de tal maneira), mas coincidentemente muitos deles apostaram na mesma estrutura de imagem: Xingu, Heleno e outros colocaram os rostos de seus personagens principais na metade superior da imagem, com elementos do espaço logo abaixo. Percebe-se: 1) O rosto do elenco global e/ou belo, ocasionalmente com uma figura conhecida (a representação de Gonzaga), 2) O tom do filme, sua época ou gênero representado pela sugestão de cenário na metade inferior. Parece que, pelo menos em 2012, o “cinema comercial de qualidade” apostou nesta combinação clássica de rostos (apelo popular) com paisagens e contexto histórico ou geográfico (apelo “artístico”).

Já os filmes direcionados a um circuito restrito lançaram a mão das convenções e foram, como é de se esperar, radicais como sua proposta estética. Muitos deles inclusive colocaram seus personagens de costas, evitando o olhar do espectador. Febre do Rato surpreendeu pela imagem do personagem em um gesto pouco legível. Girimunho, Histórias Que Só Existem Quando Contadas, Sudoeste e Vou Rifar Meu Coração preferem dar mais importância ao espaço do que aos personagens, meros anônimos espremidos nos cantos do enquadramento. A maior importância, no caso, vem das metáforas, das sugestões, das cores e texturas. De certa maneira, quanto mais se sublimou a representação humana, mais se caminhou às produções propícias aos circuitos dos festivais.

Se as considerações acima podem ser esperadas ou mesmo óbvias (filmes populares apelam para a leitura imediata dos corpos; filmes de circuito restrito evocam metáforas e sensações), a estrutura torna-se mais complexa diante de algumas produções cujos cartazes são incompreensíveis: eles não dizem de que trata o filme, a qual público ele se destina, em qual gênero ele se encaixa. O material promocional de Astro – Uma Fábula Urbana em um Rio de Janeiro Mágico não mostra se a obra é uma animação, se é infantil, dramático, cômico. Menos Que Nada cola rostos flutuantes pelo ar sem criar nenhuma relação entre eles, assim como o evangélico Três Histórias, Um Destino, que lembra as capas de romances de banca de jornal. Pelo menos, no caso deste último, o produto contava principalmente com o boca a boca nos centros de culto para conquistar seu público, não dependendo tanto do cartaz, trailer e instrumentos tradicionais de publicidade.

Seria interessante comparar estas imagens com as dos outros anos, ou então colocá-las em ranking, da maior à menor bilheteria, mas constatemos apenas que em 2012 os filmes tentaram se vender pela relação muito curiosa à figura humana: nas grandes produções populares, o humano é claramente visível, disponível, mas também fetichizado, erotizado ou ridicularizado. Os corpos são fornecidos ao olhar para consumo direto, pelos nomes famosos, pela posição central e majoritária na imagem. Já os filmes menos comerciais, que apostam nos conflitos humanos, são aqueles que justamente esconderam as identidades de seus humanos, sugerindo apenas sua presença, sua relação com o espaço.

O cinema popular apelou para imagens pouco inteligentes, mas ansiosas por agradar – são imagens da oferta, que antecedem o desejo do consumidor. Já o cinema dito alternativo combinou o design complexo com um sentido incompleto – são imagens da procura, que só se completarão caso o espectador já tenha uma vontade prévia de desvendar símbolos do tipo.

Bruno Carmelo é editor do site Discurso-Imagem. O acervo de seus textos publicados em Outras Palavras pode ser acessado aqui

 

 

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14 Nov 14:43

1984 + 18

by Rob Gordon

Mulher de Romário fala sobre crise no casamento: ‘Muito pessoal’. Cada dia mais magra, Bárbara Evans exibe look do dia. Filhos de Jolie e Brad Pitt mandam carta para papai Noel. Chega ao fim o noivado do ex-BBB Eliéser com atriz.

Após passar mais de cinco minutos no chuveiro sônico, começou a sentir o incômodo da privacidade apertando seu peito. Já estava de pé há quase trinta minutos. Havia se barbeado e estava terminando de tomar banho, enquanto ouvia as notícias que saíam da pequena caixa de som ao lado do espelho. Quase trinta minutos e ainda não havia acessado a Grande Biblioteca Virtual – ou Vitrine, como era conhecida informalmente.


Estava desconectado.


Pior: sentia-se desconectado.


Detestava essa sensação. Bastava passar algumas horas sem observar a Vitrine que sentia uma espécie de aperto no peito, como se estivesse desaparecendo. Desaparecendo para o resto do mundo, e desaparecendo dentro de si mesmo. Era como uma leve indisposição que não tinha começo ou fim e parecia atingir todo o seu corpo. Não era a primeira vez que se sentia assim, e sabia que tampouco seria a última.


Michel Teló e Daniel se encontram em Las Vegas. Graciella Carvalho posa de sutiã e mostra demais. Ex-Mulher Múmia perde liderança em prévia do concurso Miss Bumbum. Angélica volta ao trabalho após dar à luz e posta foto.


Enquanto colocava uma roupa, repassou mentalmente as tarefas que havia agendado pela manhã. Postaria as fotos do jantar da véspera – cujos pratos ainda estavam sujos sobre a pia –, bem como a foto do nascer do Sol, tirada da janela da sala imediatamente após acordar. Terminou de colocar sua roupa enquanto as notícias eram transmitidas pela pequena caixa de som instalada no seu quarto, ao lado da cama, atrás de um porta-retratos.

Com curativo na boca, Patrícia Pillar badala no Rio. Perlla posta foto do filho assistindo a desenho. De biquíni, Renata Mollinaro estrela ensaio de revista. Maria Melilo posa de peruca loira e aparelho nos dentes.

Poucos minutos depois, estava de pé na cozinha, esquentando o café e ouvindo as notícias pelo pequeno alto falante instalado acima da pia, e que transmitia as informações oficiais. Tomou o café e sentiu-se mais desperto. Não costumava sair da cama tão cedo, mas fazia tempo que não postava uma foto do amanhecer. E nada indicava mais a felicidade que postar fotos do Sol nascendo ou desaparecendo no fim da tarde.

Debaixo de chuva, Tony Ramos faz compras no Leblon. Selena Gomez teria terminado com Bieber por ciúmes de Miley Cyrus. Ex-BBB Anamara nega romance com Zezé Di Camargo. ‘Não há crise entre Thiaguinho e Fernanda’, diz assessoria do cantor.

Gostava daquele apartamento. Localizado no centro da cidade, tinha uma boa vista e era grande o suficiente para uma pessoa. E mais importante: continha um alto-falante em cada aposento, sempre fornecendo as notícias oficiais. Era muito diferente das casas antigas, que possuíam somente duas ou três caixas de som para toda uma família.

José Loreto embarca no Rio com Débora Nascimento. Carla Perez usa chapéu à la Katy Perry em formato de sorvete derretido. Ana Karolina Lannes, a Ágata de ‘Avenida’, passa férias nos EUA. Claudia Jimenez grava especial de fim de ano com Adriana Esteves.

Ao zelar pelos seus cidadãos, o governo, anos antes, iniciara uma campanha para erradicar a desinformação. Milhares de alto-falantes foram instalados pelas cidades. Em trens, prédios públicos, fábricas, residências e escritórios. Desta forma, todos eram cidadãos. Estavam incluídos na sociedade por meio do acesso às notícias mais recentes a respeito das pessoas mais importantes, transmitidas por uma voz monótona masculina durante 24 horas por dia.

Thais Bianca combina peruca, presilha e unhas em ensaio. Vera Viel e Rodrigo Faro tietam o cantor Roberto Carlos. Nívea Stelmann sensualiza em clipe do Latino. Cheia de charme, Katie Holmes busca Suri na escola.

Ligou o computador e acessou a Vitrine. Antes de enviar suas fotos, saboreou alguns instantes observando a vida dos amigos. Fotos de viagens. Poemas. Comentários esparsos. Filmes preferidos. Tudo ali ao seu alcance. Escolheu um nome ao acaso e clicou, enquanto o alto falante ao lado do PC lhe entregava mais notícias.


Tomou mais um gole do café enquanto lia a ficha da pessoa, com todas as informações existentes sobre ela. Além de fotos, a tela exibia onde a pessoa havia estudado e trabalhado, a planta e endereço do seu apartamento, o que havia feito cinco minutos atrás. Uma seta vermelha sobre um mapa da cidade indicava onde e com quem ela estava naquele minuto.

Ben Affleck passeia com as filhas na Califórnia. Durão no cinema, Vin Diesel vira criança na praia com a filha. Keira Knightley revela ter peitos falsos em cartazes de filmes. Candidata ao Miss Bumbum exibe tatuagens em ensaio sensual.

Mentalmente se perguntou quantas pessoas neste minuto estavam olhando a sua própria ficha. Torceu para que fossem muitas. Todos detestavam privacidade e com ele não seria diferente.


Enquanto ouvia as notícias, enviou as imagens. Fotos caprichadas dos pratos da véspera – a comida da moda, de algum país asiático do qual não se lembrava do nome agora – e do Sol nascendo, com filtros e tratamento para que ele tivesse uma cor avermelhada, se tornando mais bonito que o Sol real, tão discreto nos céus das grandes cidades.

Caio Castro tieta James Franco em festa em São Paulo. Transexual Carol Marra fará cirurgia de troca de sexo em dezembro. Miley cyrus posa dando selinho em cãozinho. Após pré-estréia de filme, Marcello Novaes curte festa.

Enviou as fotos e deu o último gole no café, esperando pela repercussão delas. Um instante seguinte, sete pessoas já haviam clicado no sinal de positivo em cada imagem; uma delas havia enviado um comentário sobre a beleza do Sol e o quanto gostaria de ter uma janela com um nascer do Sol deste modo. Respirando fundo, sentiu a privacidade desaparecer lentamente de seu corpo e sorriu aliviado. Sentia-se um cidadão novamente.

Fiuk aparece de mãos dadas com loira em pré-estreia. Zilu Camargo e Caio Castro vão a restaurante em São Paulo. Nicole Bahls lança coleção com vestido decotado desenhado por ela. Sozinha na balada, Thammy Miranda faz mistério sobre namoro.

Mas não estava mais ouvindo as notícias. Embriagado pelo sucesso das imagens que havia postado – já eram mais de quinze sinais de positivo – estava pensando no que postar à tarde. E lembrou-se que fazia meses que não postava fotos de livros. Foi até a estante e separou um volume que havia herdado de seu pai: 1984, de George Orwell. Depositou o livro sobre a mesa, tirou a foto e o guardou novamente.


Não precisava ler. Era um livro elogiado. Bastava apenas que os outros soubessem que ele havia lido. Além disso, era ficção científica. Odiava ficção científica, pois sabia que tudo que estava naquelas páginas eram ilusões que jamais se tornariam realidade.





(Nota: Todas as notícias do texto são verdadeiras
e foram postadas no site Ego durante as 24 horas
que antecederam a postagem deste texto.)

14 Nov 02:23

Scientists Create Perfect Harry Potter Invisibility Cloak

by H. Scott English

Inivisibility Cloak

Scientists seem to have unlocked another technology that was only available in fantasy movies.  Physicists at Duke University have announced that they have successfully cloaked an object with “perfect” invisibility, straight out of Harry Potter.

In 2006 David Smith and his colleagues developed a theory called “transformation optics”.  The theory is based on redirecting magnetic fields around an object making it invisible, according to ScienceNOW.

All attempts at testing the theory provided some level of invisibility but it wasn’t until Dr. Smith started experimenting with metamaterials, which are designed to bend light and other radiation around them that they were able to create a Harry Potter style invisibility cloak.

Graduate student Dr. Landy says all earlier versions of a Harry Potter cloak suffered from reflected light.  Landy explained to Phys.org that “it was much like reflections seen on clear glass. The viewer can see through the glass just fine, but at the same time the viewer is aware the glass is present due to light reflected from the surface of the glass.”

The new cloak got around it by reworking the materials.

“Landy’s new microwave cloak is naturally divided into four quadrants, each of which have voids or blind spots at their intersections and corners with each other,”explains io9. “Thus, to avoid the reflectivity problem, Landy was able to correct for it by shifting each strip so that is met its mirror image at each interface.”

Smith said of the research:

“This to our knowledge is the first cloak that really addresses getting the transformation exactly right to get you that perfect invisibility.”

So the Harry Potter cloak might not be for sale anytime soon but the possibilities are endless.

Scientists Create Perfect Harry Potter Invisibility Cloak is a post from: The Inquisitr


12 Nov 20:04

Tokelau é o primeiro território do mundo com 100% de energia solar

Até agora, o país dependia exclusivamente do diesel importado para suprir suas necessidades energéticas.
12 Nov 20:04

Até que a morte nos separe (da razão)

by Bruna Pretzel

Minha amiga Lúcia é uma liberal. Certa noite, quando tomávamos vinho e conversávamos sobre questões filosóficas como o charme de Robert Downey Jr. e a vida após o amor, ela me disse que defendia o direito das pessoas à morte, caso assim escolhessem. E aí seguiu uma discussão sobre suicídio, eutanásia e fechamento de perfis de Facebook.

A tia de Lúcia tinha uma doença degenerativa e havia assinado um documento dizendo que, quando a doença lhe tirasse a capacidade de locomoção e comunicação, os médicos não deveriam adotar procedimentos para prolongar sua vida. Ele pedia, assim, a chamada ortotanásia: o “deixar morrer”.

Alguns meses depois daquela noite, a tia de Lúcia entrou em estado vegetativo. Os parentes mais próximos não autorizaram que a equipe médica realizasse a ortotanásia e Lúcia, com dor no coração e solidariedade à família, não protestou.

A história da minha amiga imaginária serve para ilustrar como questões de saúde, vida e morte muitas vezes causam um terremoto em nosso solo ético, fazendo com que o medo se sobreponha à razão e envolvendo a dita mente liberal num manto de conservadorismo, que nada mais é que um inevitável instinto de preservação. Somos liberais até que a morte bata à porta.

As dificuldades causadas por esse terremoto ético são, porém, grandes demais para serem deixadas de lado através de discursos fáceis que zombam da racionalidade humana. Pressupondo que a autopreservação é uma necessidade humana, pergunto: é aceitável deixar que nossas emoções, especialmente o medo, guiem decisões éticas importantes? Ou é necessário encontrar uma droga – metafórica ou literal – que ajude a mitigar a síndrome de Regina Duarte?

Drogas são um objeto paradigmático dessa discussão. Alguns liberais, acostumados com o sagrado cálice diário de vinho tinto (não de sangue, decerto – desgraça é coisa de quem tem medo) e com doses saudáveis de erva comprada no melhor coffee shop de Amsterdã, argumentam que a saúde do indivíduo não é da conta de mais ninguém: qualquer iniciativa paternalista de ordenar a uma pessoa que não use drogas é eticamente inaceitável. Até que, um dia, os filhos dos nossos queridos cannabis connoisseurs chegam à idade adulta e morrem de overdose de qualquer coisa ou têm suas vidas arruinadas pelo alcoolismo. Nesse momento, a crítica ao paternalismo parece perder todo o sentido.

Por que, afinal, aparece esse instinto paternalista? A palavra nos remete à figura romântica dos pais, cujas vidas, diz a lenda, são guiadas pelo altruísmo em prol do melhor para os filhos. O paternalista (seu pai, o Estado, o Papa, o partido político ao qual você pertence) presume que você não tem discernimento para saber o que é melhor para si próprio e, por isso, assume a missão de lhe ensinar o que deve ser feito com sua saúde, sua vida, seu corpo. A crítica feita ao paternalismo pelos liberais volta-se principalmente contra a presunção de inexistência da autonomia alheia. Uma vez que a autonomia do indivíduo é sagrada para os liberais, a postura paternalista – dizer ao outro como ele deve conduzir a própria vida – é errada porque parte de uma premissa inadmissível.

Mas talvez haja outra razão para criticar essa postura protetora – ou apenas compreendê-la. Lúcia não tinha a intenção de negar a autonomia de sua tia: ela quis apenas preservar alguém da dor. É mais provável que esse alguém seja ela mesma, ou outra pessoa da família, do que a tia em estado vegetativo; o certo é que de alguma forma o medo da morte falou mais alto. Talvez seja esse o motivo pelo qual o paternalismo é tão pernicioso: se o medo vem de um instinto primitivo, e instintos primitivos são naturalmente egoístas, o desejo de proteger o destino do outro tem na verdade uma base egoísta, ao contrário do que nos ensinam os contos de fadas sobre a paternidade, a fraternidade e a amizade. O medo da tragédia impede o exercício da razão – e é possível esperar que seja de outro jeito?

Não parece haver dilema ético mais difícil do que esse. Não se deve subestimar o componente do medo nas decisões desse tipo de dilema: se, por um lado, queremos proporcionar a melhor vida possível ao outro e isso pressupõe liberdade, julgar a vida alheia com base em instintos de autopreservação não parece ser o melhor caminho. Por outro lado, deixar que o outro siga um caminho autodestrutivo pode ser mais altruísta do que qualquer ser humano seja capaz de suportar. Talvez não tenhamos sido feitos para garantir liberdade aos semelhantes; talvez seja a hora de reconhecer isso e pensar em maneiras de minimizar o império do medo.

12 Nov 20:01

Como funcionará a Internet Interplanetária da NASA

by Andrew Tarantola

Como, a partir da Estação Espacial Internacional, você controla um robô de Lego em cima de uma mesa na Alemanha? Com a Internet, é claro. O único problema é pegar um sinal Wi-Fi decente na órbita terrestre baixa. Por isso, a NASA está desenvolvendo novas formas de propagar informações nas profundezas do espaço, chamadas de Internet Interplanetária.

Oficialmente conhecida como Rede Tolerante a Disrupções (DTN, do original Disruption Tolerant Networking), esse protocolo de comunicação permite que futuras frotas de naves e satélites orbitando a Lua ou Marte se comuniquem facilmente com a Terra.

“A demonstração provou a viabilidade de usar uma nova infraestrutura de comunicações para enviar comandos a um robô na Terra a partir de uma nave em órbita, e receber imagens e dados do robô,” disse Badri Younes, da NASA, à Physorg. “A DTN experimental que testamos da Estação Espacial talvez um dia seja usada por humanos em naves na órbita de Marte para operar robôs na superfície, ou na Terra – usando satélites em órbita como estações retransmissoras.”

Para conseguir tal feito, a DTN precisa ser capaz de lidar com enormes atrasos (“lag”) e pacotes perdidos que são uma parte inerente de ambientes espaciais de alta latência. Ela faz isso através de uma arquitetura não muito diferente do Protocolo de Internet (o conhecido IP) que usamos aqui na Terra, mas capaz de relevar uma taxa de erros muito maior e que não assume que a conexão seja contínua entre as duas pontas. Em vez disso, ele armazena automaticamente os dados transmitidos em cada nó até que o próximo fique disponível.

Digamos que haja uma série de satélites em cada planeta daqui até Netuno, e que também enviamos uma sonda exploratória para lá. Ela pode simplesmente transmitir os dados a uma distância menor (com menos perdas de pacotes) para um satélite em órbita, que pode enviar a informação de volta à Terra repassando-a para cada um dos satélites planetários. O satélite orbitando Saturno talvez tenha que segurar os dados enviados do satélite de Urano por um tempo, mas tão logo o satélite de Júpiter esteja ao seu alcance, os dados serão retransmitidos.

“Com este novo sistema, atrasos causados pela movimentação de naves atrás dos planetas, ou por tempestades solares que perturbem as comunicações, não serão problema porque a perda de pacotes não é descartada quando essas interrupções acontecem. Em vez disso, eles são armazenados pelo tempo que for preciso até que surja uma oportunidade para que os dados sejam transmitidos,” disse Adrian Hooke, gerente do projeto DTN na NASA.

A NASA espera aprimorar o desenvolvimento do protocolo DTN para torná-lo uma rede de comunicações interplanetária. “Ao melhorar o envio dos dados, junto a missões com robôs e humanos, a NASA reduz riscos, custos, aumenta a segurança da tripulação, melhora os cuidados operacionais e a ciência aperfeiçoada volta à cena,” disse Kevin Gifford, pesquisador associado sênior da BioServe Space Technologies, da CU-Boulder, e membro do departamento de engenharia aeroespacial. “Existem ainda aplicações intrigantes para a tecnologia DTN na Terra. Elas incluem o rastreamento de gado e animais silvestres, melhorias na conectividade de hotspots de Internet em áreas rurais remotas de países de terceiro mundo, e apoio a operações táticas para o Exército.” [Spacecomm -PhysOrg - NASA]


12 Nov 16:32

We're a Culture, Not a Costume | 183.jpg

by (author unknown)
183.jpg
12 Nov 16:29

WORTH SEEING: Of course I’m going to mortify my girlfriend...



WORTH SEEING: Of course I’m going to mortify my girlfriend when I get home tonight.

entertainmentweekly:

In which Sarah Silverman debuts the gross iPhone trick that’s about to take middle schools everywhere by storm.

12 Nov 16:15

Japanóia #21 – Yu Yu Hakusho, bad boys paranormais e uma dublagem inusitada

by Roberto Maia


Yusuke Urameshi é o típico garoto problema. Um encrenqueiro de pavio curto que não foge de uma boa briga, principalmente quando elas envolvem o seu rival, o esquentado Kazuma Kuwabara. Ao invés de estudar e ajudar sua mãe solteira, Yusuke prefere matar aula ou fumando as escondidas na escola. Graças ao seu estilo de vida, ele se tornou bastante impopular entre colegas e professores e apenas sua colega Keiko Yukimura parece ter a capacidade de colocar algum senso na personalidade rebelde do garoto. Certo dia o adolescente metido a bad boy arrisca sua vida ao salvar uma criança que seria atropelada, se jogando na frente do carro. O acidente acaba sendo letal, matando Yusuke Urameshi e fazendo que sua alma vá parar no Mundo Espiritual (ou Reikai, no original). O ato surpreende Koenma, príncipe do Reikai, que propõe uma segunda chance  para Urameshi voltar a viver: O bad boy teria que protagonizar boas ações em forma de espírito, até chegar o momento de sua ressurreição. Para isso ele conta com a ajuda de Botan, uma funcionária do Reikai que recebe ordens diretas de Koenma. O que Yusuke Urameshi não sabia é que ele voltaria ao mundo como um “detetive sobrenatural”, um ser humano com poderes para investigar casos envolvendo os seres do Makai, o mundo dos demônios.

Essa é a premissa de “Yu Yu Hakusho”, um dos animes que marcou as audiências na década de noventa. Criado pelo mangaka Yoshihiro Togashi (que por sinal, é casado com Naoto Takeuchi, de “Sailor Moon), que junto com  Hunter x Hunter” se tornou um dos maiores sucessos do quadrinista. Publicado na Weekly Shounen Jump durante 1990-1994, diz a lenda que Yu Yu Hakusho foi um dos trabalhos mais exaustivos na carreira de Yoshihiro Togashi. Togashi passava em média quatro horas desenhando cada página, seu envolvimento com as questões editoriais dava ao autor apenas cinco horas de sono por dia. O sucesso da série fez com que os editores exigissem mais material, aumentando assim em um ano a vida útil da publicação. O autor conta que nos seis meses finais de produção, o excesso de trabalhado somado ao estresse resultou em sérios problemas de saúde para ele.  O processo criativo para desenvolver o enredo do mangá foi bastante bizarro, Togashi e seu editor escolhiam nomes aleatórios em dicionários de Kanji, ou buscavam juntar nome de jogadores de beiseboll, como foi o caso de Kazuma Kuwabara. Embora nos primeiros episódios/capítulos fique claro a influência do misticismo xintó-budista na série, logo Yu Yu Hakusho segue a tradicional formula das publicações da Shounen Jump, com batalhas, torneios e personagens cada vez mais poderosos.

Uma das coisas que mais marcou o público brasileiro foi o tratamento dado para a dublagem de Yu Yu Hakusho. Se hoje em dia os fãs criticam de qualquer liberdade ou erro de tradução, naquela época as coisas eram diferentes. O anime se tornou famoso por frases de efeito cheias de escracho, em momentos inusitados Yusuke Urameshi e seus colegas gritavam coisas como “rapadura é doce mas não é mole não” ou “você é grande mas não é dois, eu sou pequeno mas não sou metade” e claro, o meu favorito, “Ah, eu sou Toguro”. Esse tipo de intervenção no script da série foi decisão do dublador Marcos Ribeiro, que assinou a direção de dublagem da série na época. Em entrevistas Marcos Ribeiro afirmou que isso foi uma forma divertida de sobrepujar os problemas de tradução do idioma japonês, inserindo expressões do cotidiano do brasileiro na década de noventa e tornando o elenco da série ainda mais carismático. A dublagem fez tanto sucesso que em 2006, quando resolveram relançar a série, Marcos Ribeiro decidiu manter diversas características da dublagem original, como boa parte do elenco e as expressões inusitadas ditas pelos personagens.

Quando falamos da dublagem de Yu Yu Hakusho, também não podemos esquecer do tema de abertura “Hohoemi no Bakudan”, gravado pela cantora Matsuko Mawatari. Matsuko  também compôs outras músicas da trilha sonora do anime, como “Sayonara Bye Bye“, “Homework ga Owaranai” e “Daydream Generation“. Hohoemi no Bakudan é lembrada como um das melhores adaptações de temas já feitas para a língua portuguesa. A canção foi adaptada pelo cantor e músico Luís Henrique e traduzida com o título de “Sorriso Contagiante”. Alguns fãs mais velhos devem lembrar que ela manteve o trecho final, onde Matsuko canta “arigatou gozaimasu”, motivo de nostalgia ou até mesmo vergonha alheia para alguns.

Yu Yu Hakusho foi originalmente exibido em 1997, na TV Manchete. Na época, o público brasileiro recebeu a série muito bem. Embora os temas sobrenaturais e as paisagens urbanas do Japão da década de noventa tenham contribuído para uma atmosfera mais sombria, diferente do espetáculo pirotécnico que foi “Cavaleiros do Zodíaco”. O jeitão Bad Boy de Yusuke Urameshi e seus colegas estavam em sinergia com a mentalidade adolescente da época, provando-se um verdadeiro sucesso de carisma. Naquela época, publicações impressas sobre animes e mangás abarrotavam as bancas, entre elas a Revista Animax. A Animax tinha um espaço chamado “Casal Animax”, onde os fãs elegiam seus personagens favoritos. Por um bom tempo o personagem Kurama Youko predominou entre a preferência dos leitores da revista. O sucesso da série motivou até uma limitada linha de brinquedos, produzida pela Brinquedos Estrela.

Em 2002, acompanhando o boom dos mangás no mercado editorial, a JBC lançou o mangá no Brasil, com a supervisão de Marcelo Del Greco. Na época o mangá custava R$3,50 e tinha periodicidade quinzenal, coisa que durou pouco entre os leitores brasileiros. Em 2004 os fãs tiveram a oportunidade de rever a série, dessa vez no canal pago Cartoon Network, onde diversos dubladores da exibição original voltaram para contribuir com seus talentos. Dez anos depois, e com a entrada de Cassius Medauar na gerência de conteúdo da editora, a JBC planeja o relançamento da série (ao lado de “Samurai X”) em formato tankobon. Atendendo assim uma antiga reivindicação dos fãs veteranos.

Yu Yu Hakusho foi um daqueles animes onde os fãs guardam um espaço especial em suas memórias, especialmente entre o público veterano. Quem não viu a série ou tá buscando colecionar, Playarte Home Video relançou a série em DVD e os fãs de mangá podem aguardar o inevitável relançamento da série em mangá. Os saudosistas podem arriscar procurar cópias antigas em DVDs bootleg ou até mesmo caçando episódios no próprio Youtube. Não percam essa oportunidade!

12 Nov 13:33

"Well-run libraries are filled with people because what a good library offers cannot be easily found..."

by everythingontheinternetistrue
“Well-run libraries are filled with people because what a good library offers cannot be easily found elsewhere: an indoor public space in which you do not have to buy anything in order to stay. In the modern state there are very few sites where this is possible. The only others that come readily to my mind require belief in an omnipotent creator as a condition for membership. It would seem the most obvious thing in the world to say that the reason why the market is not an efficient solution to libraries is because the market has no use for a library. But it seems we need, right now, to keep re-stating the obvious. There aren’t many institutions left that fit so precisely Keynes’ definition of things that no one else but the state is willing to take on. Nor can the experience of library life be recreated online. It’s not just a matter of free books. A library is a different kind of social reality (of the three dimensional kind), which by its very existence teaches a system of values beyond the fiscal.”

- Zadie Smith, in the New York Review of Books. (via thebronzemedal)