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23 Dec 18:33

O “projeto de poder” de Lula com a Odebrecht continuará rendendo bons negócios para seus inimigos em 2017. Por Kiko Nogueira

by Kiko Nogueira
Ele

Ele

 

Não surgiu ainda a delação do fim do mundo da Odebrecht, aquela que vai acabar com a vida e a carreira de Lula e metê-lo em cana para os resto de seus dias, mas o pessoal vai fazendo o possível enquanto isso.

Indícios viram matérias e desembocam em convicções, não provas. Tudo comporá um powerpoint bonito.

Foi assim na semana passada, quando uma reportagem da Folha dava conta de que Lula tinha à sua disposição um avião para viajar por Angola dando palestras.

Não é crime — ou, se há, não é esclarecido. A partir de determinado trecho, surgem extratos de um relatório do Itamaraty registrando, basicamente, que a coisa foi um sucesso.

Essa estratégia de criminalizar tudo relativo a Lula, e lá se vão mais de dois anos de manchetes e notas e jograis nesse sentido, produziu na sexta, dia 23, mais uma “bomba”.

Segundo a Folha, Marcelo Odebrecht relatou a procuradores da Lava Jato que Lula tinha “uma espécie de conta” em seu nome na empresa cujo objetivo era “manter o petista influente depois que saísse da Presidência da República”.

O nome era “amigo” por causa da relação com Emílio Odebrecht, não com Marcelo, que era amigo mesmo de tipos como Caco Alzugaray, dono da Editora Três.

Essa conta foi usada para financiar a compra de um terreno que viraria o Instituto Lula, de acordo com o jornal.

Aí começam os tiros. “A criação de um espaço para que o petista despachasse e que também servisse para divulgar seus oito anos na Presidência da República era avaliada como vital para a consolidação do projeto de poder, segundo relatos obtidos pela reportagem”, ficamos sabendo.

“Projeto de poder” de quem? Lula e Odebrecht iam dominar o continente, quiçá o mundo, com viadutos, por exemplo, em El Salvador. Hipótese: dali sairia um gasoduto com metano diretamente no closet de FHC.

E o mais interessante: escrevem os jornalistas que “um ponto a ser esclarecido nas apurações é o fato de a sede do instituto não ter sido instalada no terreno da rua Dr. Haberbeck Brandão, na zona sul, mas em um edifício no bairro do Ipiranga”.

O prédio no Ipiranga é o endereço político de sempre do Lula, onde funcionava o Instituto da Cidadania.

Se o empreendimento que a empreiteira propôs nunca existiu, como é que se faz daqui por diante? A notícia não é nem nova. Saiu em maio — e sempre que foi repetida rendeu bastante leitura.

De maio para cá, o ponto a ser esclarecido prossegue obscuro. De acordo com Merval Pereira, os “procuradores estão algumas curvas adiante”. Uma hora essas curvas precisam encontrar uma evidência.

A editoria Lula é um excelente negócio e continuará rendendo dividendos em 2017, especialmente se ele continuar no topo das pesquisas. Esse, sim, é um projeto de poder.

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23 Dec 11:43

O ano da covardia de Temer foi salvo pela coragem do estudante gay que desafiou o ITA. Por Kiko Nogueira

by Kiko Nogueira
Talles

Talles

 

O ano que ficou marcado pela covardia de Temer foi redimido pela coragem do estudante Talles de Oliveira Faria.

O Brasil ganhou com o golpe um presidente que sobrevive de recuos e que não vai a Olimpíada e velório por medo de vaia.

Um sujeito que acabou comparecendo ao estádio da Chapecoense apenas depois que o pai de um zagueiro morto na tragédia pediu-lhe “vergonha na cara”.

Deu cano também no funeral de Dom Paulo Evaristo Arns por receio do “ambiente de esquerda”. Um anão moral que demonstra do que é feito ao articular as reformas com um Congresso dominado por tipos como ele.

“Hoje, no Brasil, se você não tiver coragem, você não consegue governar”, chegou a dizer. O  Brasileiro do Ano, pelo menos segundo a Istoé, é um poltrão.

A sorte é que, ao mesmo tempo em que temos Michel se esgueirando do sofá de casa para o Planalto, olhando para os lados enquanto tenta se salvar, há gente como Talles.

Aos 24 anos, ele é autor de um gesto corajoso que contrasta com a iniquidade do governo. Foi à cerimônia de colação de grau no ITA de salto alto e vestido vermelho estampado com palavras de ordem.

Conta que sofreu perseguição na honorável instituição por ser homossexual, com punições diversas que o teriam levado a se desligar da Aeronáutica no meio do curso.

Em maio de 2015, ele se vestiu de drag queen no Dia Mundial do Combate à Homofobia junto com outros colegas. Foi processado por ferir “o decoro da classe”.

Críticas ao catolicismo no Facebook foram motivo de punição por agressão a símbolos religiosos. Sua versão da bandeira brasileira também foi censurada.

Sofreu sanção por causa de um ato de apoio a Dilma. De acordo com Faria, alunos que se manifestaram a favor de Aécio Neves não sofreram nada.

Formou-se em engenharia da computação, mas afirma que sua opção original era a carreira militar. Desistiu por conta de “episódios de constrangimento”. Fala que foi preso por quatro dias por usar cabelos descoloridos e depois por usar blush. Tudo com as devidas notificações de oficiais.

Em seu depoimento no Facebook sobre a repercussão da colação de grau, Talles escreveu que “a Aeronáutica não é homofóbica, mas não tinha nenhum LGBT assumido em toda a EPCAR [Escola Preparatória de Cadetes do Ar] quando entrei em 2009. Mais de 900 alunos, nenhum LGBT. Todos os meninos falavam apenas de garotas e se apaixonavam apenas por garotas”.

“Não me aceitaram, violentaram-me, riram de mim, tentaram me tornar invisível. Que a exposição os mudem porque eu vou continuar me amando e me fazendo muito presente mundo afora”.

Em junho, ainda na interinidade, Michel Temer anunciou que estava devolvendo aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica atribuições que lhes foram retiradas por Dilma relativas a direção e gestão.

A Reforma da Previdência não inclui os militares.

Michel e sua corriola de velhos teriam muito a aprender com Talles, não fossem eles quem são. Coragem, dizia Hemingway, é graça sob pressão.

 

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23 Dec 11:39

A perversidade do ódio fascista contra pessoas com deficiência e contra Lula. Por Eugênio Aragão

by Diario do Centro do Mundo
Montagem divulgada no WhatsApp da procuradora Bia Kicis, do Revoltados On Line

Montagem divulgada no WhatsApp da procuradora Bia Kicis, dos Revoltados On Line

Por Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça 

 

Recebi hoje por WhatsApp a fotografia acima, que demonstra o grau de embrutecimento de certos indivíduos nas redes sociais. Vendo-se como vestais da moralidade em nossa sociedade, cheias e cheios de self righteousness, são incapazes de empatia. Ignoram até os limites mais óbvios que a lei impõe a atos discriminatórios contra pessoas com vulnerabilidades.

O pior é quando essas e esses justiceiros de próprias mãos, que se multiplicaram numa sociedade infestada de ódio fascista, são profissionais do direito e têm o dever de conhecer as leis. Só para lembrar-lhes o que ela estipula, vamos ao texto do art. 88 da Lei n.° 13.146, de 6 de julho de 2015:

“Art. 88.  Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência: 
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
§ 1o  Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se a vítima encontrar-se sob cuidado e responsabilidade do agente. 
§ 2o  Se qualquer dos crimes previstos no caput deste artigo é cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
§ 3o  Na hipótese do § 2o deste artigo, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: 
I – recolhimento ou busca e apreensão dos exemplares do material discriminatório; 
II – interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na internet. 
§ 4o  Na hipótese do § 2o deste artigo, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.”

Não é preciso dizer mais nada sobre a gravidade da iniciativa de insultar Luiz Inácio Lula da Silva. A conduta da Senhora Bia Kicis, procuradora do Distrito Federal aposentada na flor da idade e que usa seu ócio para instigar cidadãos e cidadãs à bronca contra o PT, seus simpatizantes, militantes e representantes parlamentares, incidiu, ao subscrever e disseminar a vergonhosa e grotesca montagem acima exibida, no tipo penal transcrito.

Talvez, apesar de ter sido uma boa aluna na Universidade de Brasília, uma privilegiada de nossa elite social em todos os sentidos, esteja cegada para a perversidade de suas estripulias. Para agravar sua condição moral, é professora de Reiki, sugerindo, pois, que teria maior controle sobre seu emocional…

Não podemos ficar calados diante desse discurso de ódio que vem envenenando nossa sociedade, para criar e manter um clima de permanente conflagração. É hora de o ministério público mostrar que não é seletivo e não é condescendente com esse tipo de atitude. A ação penal é pública incondicional neste caso e não precisa, diante da confissão do fato pela firma da suposta delinquente, aguardar qualquer notícia de fato.

O Brasil evoluiu muito nos últimos anos em políticas inclusivas. Esse progresso se estendeu também às pessoas com deficiência, que, hoje, contam com garantias de estatura constitucional, com a aprovação e promulgação da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência de 2007. Essa convenção foi a primeira promulgada na forma do Art. 5°, para. 3.° da Constituição Federal, que assim determina:

” § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.”

Não podemos tolerar retrocessos, até para não incorrermos em responsabilidade internacional do Estado brasileiro. A punição exemplar de quem manipula a discriminação de pessoa com deficiência para mobilizar o ódio político falso-moralista é exigência civilizatória num mundo em que a proteção de direitos faz parte da gramática das relações internacionais.

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19 Dec 20:01

Por que Moro até hoje não mandou prender a mulher de Cunha? Porque se fizer isso Cunha abre o bico e a casa cai

by Antonio Mello
É a única explicação possível. Moro se comporta mais como xerife do Velho Oeste do que como um juiz. Prende antes e investiga depois. Mesmo não sendo funções de um juiz.

Prendeu a cunhada de Pallocci, que não tinha nada a ver com a história. Prendeu José Dirceu porque havia uma gravação com as iniciais JD . Mas elas se referiam a outra pessoa e não a José Dirceu. Mesmo assim José Dirceu entrou em cana. Por que não a mulher de Cunha?

A resposta só pode ser uma: medo. Medo de que Cunha com a mulher presa perca o controle, abra o bico e denuncie todo o esquema de corrupção. Que ele já disse que começou lá atrás, quando Fernando Henrique Cardoso mudou as regras de licitação da Petrobras.

Moro já protegeu Temer, quando censurou 21 das perguntas feitas por Cunha a ele. Duas delas apontavam o caminho da corrupção do ainda presidente: a delação de Cláudio Melo e os milhões entregues no escritório do amigo de Temer, o advogado Yunes — que pediu demissão e saiu do noticiário.

Protege Temer novamente, quando não leva para Curitiba a esposa de Cunha, Cláudia.

Porque o objetivo de Moro nunca foi combater a corrupção, e isso vem desde a época do Banestado, em que ele era o juiz como agora e não deu em nada. Um escândalo de bilhões em corrupção… Mas, como era do governo Fernando Henrique Cardoso…

A valentia de Moro só vai até a página dois, quando acabam as acusações ao PT e começam as ao PSDB.



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19 Dec 14:08

O esforço desumano para criminalizar as palestras de Lula na África. Por Kiko Nogueira

by Kiko Nogueira
Lula em Angola em 2014

Lula em Angola em 2014

 

A Folha publicou no domingo, dia 18, uma matéria que funciona como um exemplo acabado de como tentar criminalizar qualquer atitude de Lula — eventualmente, dando um tiro no pé.

O título dá conta de que ele tinha avião à disposição para suas palestras em Angola em 2011 e 2014.

E daí?

Ele visitou obras de interesse da Odebrecht e discutiu o financiamento do BNDES para “projetos locais”.

E daí?

Emílio Odebrecht estava com ele.

E daí?

De acordo com a Lava Jato, Lula servia como “garoto propaganda” da empreiteira.

Ora.

Em 1996, segundo o mesmo jornal, em matéria assinada por uma “enviada especial”, FHC esteve em Angola e África do Sul “acompanhado de uma comitiva de empresários interessados em investir num país em ruínas e que precisa reconstruir sua infra-estrutura.”

“Empreiteiras como Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, cujos representantes integram a comitiva, têm interesse na construção de represas, estradas, habitações e exploração mineral”.

Ficamos combinados, então, que no caso de Lula era sequestro à mão armada e no de Fernando Henrique benemerência.

É pouco provável, aliás, que FHC tenha passeado de ônibus e em lombo de jegue.

Se eles fazem “propaganda” dessas companhias, o que fazia o premiê japonês Shinzo Abe, que se fantasiou de Super Mario, o personagem do popular game da Nintendo, na Olimpíada do Rio?

Mas a reportagem sobre Lula fica especialmente surreal a partir de determinados trechos de misteriosos “relatórios do Itamaraty”. Segundo eles, as palestras de fato aconteceram, foram “calorosamente aplaudidas” e tiveram “ampla cobertura da mídia local”.

Lula, ficamos sabendo, deu palpites sobre a instalação dos chuveiros das casas, que ficavam do lado de fora e ele sugeriu que fossem para o interior.

O relatório também registra que em 2014 um “colóquio atraiu audiência superior a 1.200 pessoas e já foi qualificado como o maior evento internacional sobre o combate à fome já realizado”.

Finaliza lembrando que a turnê foi “muito importante” para evitar que o Brasil perdesse espaço para outros países em suas relações com Angola.

Mas não era disso que se tratava?

Como diz o ex-ministro Eugênio Aragão, esse é o ambiente da “meganhagem” nacional. Tudo é pegadinha (“Olhaí! Auditório cheio! Aplausos! Tô falando!”). Acrescente-se um público analfabeto e pronto.

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17 Dec 09:01

Resenha: A Chegada (2016)

by Lady Sybylla
É com bastante justiça e reconhecimento que A Chegada tem sido considerado o melhor filme do ano e um dos melhores da década. Ficção científica nem sempre recebe esse reconhecimento todo. Eu já tinha lido o conto em inglês no qual o longa é baseado, The Story of Your Life, de Ted Chiang, então já sabia dos principais pontos do enredo, mas o filme conseguiu ser fiel e ainda assim surpreendente, com especial menção à atuação de Amy Adams.

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O filme
A professora universitária e renomada linguista, Louise Banks (Amy Adams) tem uma vida solitária. É dedicada ao trabalho, às suas aulas e uma manhã, ao chegar para mais um longo dia de trabalho, percebe uma agitação na universidade. Sua turma estava bem reduzida, mas ela começa a aula mesmo assim, até que pedem que ligue a televisão. Naves côncavas aparecem em diversos locais do mundo, causando um temor crescente na população.

A Chegada Pôster no Sudão

Como é de se esperar em um contato com uma raça alienígena, o ser humano se desespera. Começa a corrida aos supermercados em busca de água e comida. Saques e desordem civil se espalham. Louise tenta retomar o trabalho, mas encontra uma universidade vazia. Enquanto acompanhamos a rotina solitária dela, temos flashes de seu relacionamento com a filha, desde bebê até a adolescência.

Os militares procuram por sua ajuda para tentar entrar em contato com os alienígenas. Até aquele momento ninguém conseguiu entender o que eles diziam. Assim, ela e o físico Ian Donnelly (Jeremy Renner) se tornam os porta-vozes dos Estados Unidos. E Louise precisa ensinar nossa língua e aprender com os heptapods, os alienígenas de sete "pernas", que possuem um estranho idioma circular.

Heptapods alfabeto

A cada 18 horas, Louise e Ian entram na nave com a intenção de interagir e de aprender aquele idioma não-linear. Louise mostra palavras escritas, eles fazem aparecer os estranhos círculos na parede que os separam. Enquanto isso, o mundo mergulha no caos, no pânico e os governos decretam lei marcial e toques de recolher a fim de evitar mais desordem.

O problema de se comunicar com os alienígenas é que muita interpretação pode ser feita, inclusive errada. Quando eles chegam à conclusão de que os heptapods querem dizer "ofereço arma", os países entram em pânico, especialmente a China, que vinha mobilizando tropas. Sabemos bem como o ser humano se comporta diante do desconhecido e diante de uma raça alienígena infinitamente mais avançada que nós, esse medo se multiplica. Até mesmo os soldados, que deveriam obedecer ordens, começam a se assustar.

A fotografia do filme, junto da trilha sonora, tornam as cenas grandiosas. Em especial nas naves naquela forma de concha aberta. Temos noção do tamanho, da grandiosidade dos alienígenas, que não se parecem em nada conosco, o que aumenta a sensação de estranhamento. Em alguns momentos assumimos a visão de Louise, quando vemos os flashes de sua vida com a filha. Este é o grande ponto de compreensão para Louise sobre o que vem conversando com os heptapods, mas não posso passar daqui para dizer porque. Apenas digo que Louise é uma mulher de muita coragem.

Ficção e realidade
Alienígenas e primeiros contatos são recursos muito utilizados na ficção científica. Quando queremos enaltecer o outro, quando precisamos mostrar os conflitos com o desconhecido, os alienígenas são o recurso ideal para trabalhar. Além disso, são eles que nos fazem entender o conceito de humanidade e em A Chegada não é diferente.


A forma como os alienígenas veem o universo também ensina algo para o ser humano. De que mesmo sabendo que pode haver dor durante nossa jornada, ela ainda vale à pena ser vivida. Esquivar-se do sofrimento é abrir mão de todos os momentos maravilhosos que ainda se pode viver. Fica aí um grande ensinamento e uma lembrança constante para todos nós.

Pontos positivos
Louise Banks
Os alienígenas e seu idioma
Efeitos especiais
Pontos negativos
Pode ser meio devagar pra quem espera ação


Título: A Chegada
Título original: Arrival
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer
Baseado: The Story of Your Life, de Ted Chiang
Data de lançamento no Brasil: 24 de novembro de 2016
Duração: 1h 58m

Avaliação do MS?
Não sei se você já viu ou não, mas não perca essa oportunidade de se encantar com o longa. Eu quero correr para o cinema e ver novamente. É uma obra de ficção científica, com um grande ensinamento sobre a vida e que nos coloca diante dos dilemas mundanos do dia a dia de uma forma muito poética. Cinco aliens para A Chegada e uma forte recomendação para você ver também.


Até mais!

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16 Dec 13:15

MINI TRAILER YANY ADVENTURE

by Erico Neves
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ASAS AOS SEUS SONHOS E MÉRITOS AS REALIZAÇÕES
16 Dec 13:04

País da desigualdade: 0,3% dos brasileiros controlam 45% do patrimônio e tem tributação baixíssima para os padrões mundiais

by Luiz Carlos Azenha

Captura de Tela 2016-12-15 às 20.27.44

Patrimônio de 0,5% dos brasileiros equivale a quase 45% do PIB — e com baixa tributação

Novo estudo do Inesc analisa a relação entre tributação injusta, desigualdade, e concentração de renda e patrimônio no Brasil, com base em análise do perfil dos declarantes do Imposto de Renda no Brasil entre 2007 a 2013

do INESC

O Brasil tem um dos mais injustos sistemas tributários do mundo e uma das mais altas desigualdades socioeconômicas entre todos os países, onde os mais ricos pagam proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres, criando uma das maiores concentrações de renda e patrimônio do planeta.

Essa relação direta entre tributação injusta e desigualdade e concentração de renda e patrimônio é investigada pelo pesquisador Evilásio Salvador no estudo Perfil da Desigualdade e da Injustiça Tributária, produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) com apoio da Oxfam Brasil, Christian Aid e Pão Para o Mundo.

Foram considerados os quesitos de sexo, rendimentos em salário mínimo e Unidades da Federação.

O texto busca identificar o efeito concentrador de renda e riqueza, a partir das informações sobre os rendimentos e de bens e direitos informados à Receita Federal pelos declarantes de IR no período de 2008 a 2014, referentes às informações dos anos-calendário de 2007 a 2013.

Os dados da Receita Federal analisados para o estudo revelam, por exemplo, que do total de R$ 5,8 trilhões de patrimônio informados ao Fisco em 2013 (não se considera aqui a sonegação), 41,56% pertenciam a apenas 726.725 pessoas, com rendimentos acima de 40 salários mínimos.

Isto é, 0,36% da população brasileira detém um patrimônio equivalente a 45,54% do PIB do Brasil e com baixíssima tributação.

Considera-se, ainda, que essa concentração de renda e patrimônio está praticamente em cinco estados da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, agravando ainda mais as desigualdades regionais do país.

O estudo aponta ainda que os contribuintes com rendas acima de 40 salários mínimos representam apenas 2,74% dos declarantes de IR, mas se apropriaram de 30,37% do montante dos rendimentos informados à Receita Federal em 2013.

Além disso, dos R$ 623,17 bilhões de rendimentos isentos de Imposto de Renda em 2013, R$ 287,29 bilhões eram de lucros e dividendos recebidos pelos acionistas — se submetidos à alíquota máxima da atual tabela progressiva do Imposto de Renda (27,5%), esses recursos gerariam uma arrecadação tributária extra de R$ 79 bilhões ao Brasil.

As informações tornadas públicas pela Receita Federal, a partir da disponibilização da base de dados “Grandes Números das Declarações do Imposto de Renda das Pessoas Físicas”, contribuem para uma maior transparência sobre a questão tributária no país, que faz tempo ocupa lugar na agenda pública das propostas de reformas.

Os dados ampliaram um novo olhar sobre a desigualdade social no Brasil e revelam ainda mais a injustiça tributária no país, pois mesmo o Imposto de Renda, que deveria ser o fiador de um sistema tributário mais justo, acaba contribuindo para maior concentração de renda e riqueza em nosso país.

Os dados da Receita Federal são fartos para revelar uma casta de privilegiados, com elevados rendimentos e riquezas que não são tributados adequadamente e, muitas vezes, sequer sofrem qualquer incidência de Imposto de Renda.

Os dados divulgados pela Receita Federal confirmam a injustiça no sistema tributário brasileiro, conforme o Inesc havia alertado.

Um dos mais graves é o fato de que a tributação sobre a renda no Brasil não alcança todos os rendimentos tributáveis de pessoas físicas.

A legislação atual não submete à tabela progressiva do IR os rendimentos de capital e de outras rendas da economia, que são tributados com alíquotas inferiores à do Imposto de Renda incidente sobre a renda do trabalho.

Em destaque, a não existência do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os lucros e dividendos, além do instituto legal (mas excêntrico) dos “juros sobre capital próprio”, o que permite uma redução da base tributária do IR e da CSLL.

Esses rendimentos são tributados a 15% de forma exclusiva, não necessitando o beneficiário fazer qualquer ajuste na Declaração Anual do IR.

Essas modificações beneficiam e privilegiam os mais ricos no Brasil, pois os 71.440 declarantes hiper-ricos, que tinham renda acima de 160 SM em 2013, praticamente não possuíam rendimentos tributáveis, pois 65,80% de sua renda tinha origem em rendimentos isentos e não tributáveis.

Outro agravante é a perda da progressividade do IR, pois – a partir da faixa de rendimentos de 40 a 80 salários mínimos – o imposto começa a perder a sua progressividade, de maneira que os contribuintes com rendimentos acima de 40 salários mínimos passam a pagar proporcionalmente menos IR que os contribuintes das faixas salariais inferiores.

Com isso, as propostas para a reforma tributária que o Inesc já apresentou na agenda pública brasileira estão na ordem do dia.

Neste sentido, é necessário revogar algumas das alterações realizadas na legislação tributária infraconstitucional após 1996, que sepultaram a isonomia tributária no Brasil, com o favorecimento da renda do capital em detrimento da renda do trabalho.

Dentre essas mudanças destacam-se:

1) o fim da possibilidade de remunerar com juros o capital próprio das empresas, reduzindo-lhes o Imposto de Renda e a CSLL;

e 2) o fim da isenção de IR à distribuição dos lucros e dividendos na remessa de lucros e dividendos ao exterior e nas aplicações financeiras de investidores estrangeiros no Brasil.

Outra medida fundamental seria a implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), previsto na Constituição e não regulamentado até hoje.

É uma oportunidade para a prática da justiça tributária, por aplicar corretamente o princípio constitucional da capacidade contributiva, “onerando o patrimônio dos mais ricos no país”, conforme afirma Evilásio no estudo, que advoga ainda a introdução da progressividade no Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou Direitos (IT-CDM).

Outras medidas apontadas como importantes são a tributação maior para bens supérfluos e menor para produtos essenciais para a população.

Uma proposta de reforma tributária no Brasil deveria ser pautada pela retomada dos princípios de equidade, de progressividade e da capacidade contributiva no caminho da justiça fiscal e social, priorizando a redistribuição de renda.

As tributações de renda e do patrimônio nunca ocuparam lugar de destaque na agenda nacional e nos projetos de reforma tributária após a Constituição de 1988.

Assim, é mais do que oportuna a recuperação dos princípios constitucionais basilares da justiça fiscal (equidade, capacidade contributiva e progressividade).

A tributação é um dos melhores instrumentos de erradicação da pobreza e da redução das desigualdades sociais, que constituem objetivos essenciais da República esculpidos na Constituição Federal de 1988.

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) vem apontando que o sistema tributário brasileiro tem operado no sentido da maior concentração de renda no país.

O estudo

As implicações do sistema tributário brasileiro nas desigualdades de renda, produzido pelo Inesc em 2014, demonstrou as implicações negativas do sistema tributário brasileiro sobre as desigualdades no país, destacadamente no agravamento das distâncias entre pobres e ricos, mulheres e homens, negros e brancos.

A metodologia adotada naquele estudo valeu-se dos micro-dados da PNAD/2011, pois inexistiam dados oficiais que permitissem dimensionar de forma direta o impacto da regressividade dos tributos nas desigualdades de gênero e raça.

Uma das questões inerentes à questão tributária no Brasil é a irrisória tributação do patrimônio: somente 1,40% do PIB, o que equivale a 4,18% da arrecadação tributária realizada em 2011.

Nos principais países capitalistas, os tributos sobre o patrimônio representam mais de 10% da arrecadação tributária, como, por exemplo, no Canadá (10%), no Japão (10,3%), na Coreia (11,8%), na Grã-Bretanha (11,9%) e nos EUA (12,15%).

A questão da tributação sobre o patrimônio vem sendo fortemente pautada pelo debate internacional, com a publicação da obra de Thomas Piketty, traduzida em português como “O Capital no Século XXI”.

Piketty, a partir da análise de dados tributários, demonstra – com vasta evidência empírica – um aumento espetacular da desigualdade de renda nas principais economias mundiais.

O autor faz um apelo, especialmente, por impostos sobre a riqueza, se possível em escala mundial, a fim de restringir o crescente poder da riqueza hereditária.

Veja também:

As imagens do cerco do MTST à Fiesp

O post País da desigualdade: 0,3% dos brasileiros controlam 45% do patrimônio e tem tributação baixíssima para os padrões mundiais apareceu primeiro em Viomundo - O que você não vê na mídia.

16 Dec 13:04

Elvino Bohn Gass: Saiba como Temer vai derrubar sua aposentadoria em 23%

by Luiz Carlos Azenha
16 Dec 13:03

Malafaia é preso pela Polícia Federal por emprestar suas divinas contas para lavagem de dinheiro de quadrilha

by Antonio Mello


A Polícia Federal realiza nesta manhã de sexta a Operação Timóteo para capturar pessoas envolvidas em corrupção em cobranças judiciais de royalties.

O pastor Silas Malafaia é alvo de condução coercitiva, acusado de emprestar contas bancárias para uso da quadrilha.

Provavelmente porque Malafaia pegava o dinheiro da corrupção da quadrilha, lavava e passava boa parte para sua conta... Mas isso ele vai explicar lá.

Só espero que a PF não tenha usado abusivamente a prisão coercitiva contra o pastor. Embora ele pregue o ódio, julgue e condene pessoas apenas por não rezarem de acordo com suas crenças, a lei é para todos e deve ser respeitada - o que nem sempre (ou quase nunca) tem acontecido no Brasil.

Se o pastor pecou, que se resolva com Deus. Se lavou dinheiro para a quadrilha, aí é com a PF e a Justiça dos homens.

O nome da operação é referência a uma passagem do livro Timóteo, integrante  da Bíblia Cristã: "os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição".[Fonte: Band]

ATUALIZAÇÃO 14h:

Em sua defesa, o pastor Malafaia afirma que o dinheiro em sua conta foi declarado à Receita Federal e protesta contra a condução coercitiva, pois não havia sido chamado a depor, conforme determina a lei.

Nesse aspecto, concordo com Malafaia. Mas ele não pensou assim nem ficou indignado do jeito que se mostra num vídeo que publicou, quando o ex-presidente Lula foi conduzido coercitivamente. Ao contrário, comemorou. É o que dá. Muitos comemoram esse tipo de comportamento da PF, até que chegue a sua hora...


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16 Dec 11:55

“Força Tarefa” assume que denúncia de Lula foi resposta política

by Fernando Brito

A tal “Força Tarefa” – não sei porque estas expressões militares sempre me fazem lembrar a famosa “Quarta Frota” – soltou uma nota explicando, na sua ótica, as razões de terem denunciado mais uma...

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13 Dec 11:16

Lula e os caças suecos. Segundo a Folha, Lula além de corrupto é traíra

by Antonio Mello

O Ministério Público acusa o ex-presidente Lula de corrupção na escolha pelo Brasil dos caças suecos Gripen. Segundo o MP, os Gripen só foram escolhidos pelo governo brasileiro, em detrimento dos caças estadunidenses e franceses, porque Lula se corrompeu e optou pelos suecos.

Só que uma reportagem da Folha de 5 de janeiro de 2010 [reproduzida em parte na imagem], da insuspeita de ser lulista Eliane Cantanhêde, a Musa da Febre Amarela, mostra que a preferência declarada de Lula era pelos caças franceses.

Na matéria são apontadas as razões que levaram a FAB a escolher o modelo sueco, contrariando opinião inicial de Lula, segundo Cantanhêde: "A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em nota conjunta assinada pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy".

Conforme a Folha apurou, o "sumário executivo" do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro como decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto (se baseia no Gripen atual, uma versão inferior em performance), é o mais barato dos três concorrentes finais.
A diferença de valores é tanto no quesito preço do produto como no custo de manutenção. A Saab diz que ofereceu o Gripen pela metade do preço do Rafale, ou seja, algo na casa dos US$ 70 milhões. Afirma que a hora-voo de seu avião é quatro vezes menor do que a do francês, o que a Dassault rejeita: como o Rafale tem duas turbinas, é mais caro de operar, mas teria melhor performance.
Quem vai arcar com todos esses custos, durante os cerca de 30 anos de vida útil do jato, é a FAB, que considera a questão prioritária.
Pesou também o compromisso de transferência de tecnologia. O Gripen NG é um projeto em desenvolvimento que oferece em tese mais acesso a tecnologias para empresas futuramente parceiras, como a Embraer.
Mas aí vem o MP e diz que Lula se corrompeu. Ah, já entendi. Assim como o triplex do Guarujá é do Lula, e a prova de que é dele é que o triplex não está no nome dele, o que mostra que ele oculta patrimônio... a prova de que Lula levou dinheiro para se decidir pelos caças suecos é que ele defendia os caças franceses "para ocultar sua preferência e esconder a corrupção"...

Só pode ser isso. Safadinho esse Lula...


09 Dec 17:08

O desmonte da Previdência, ponto por ponto

by Redação
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Reforma da Previdência atinge quase todos os tipos de benefício previdenciários e castiga mais duramente trabalhadores de baixa renda

08/12/2016

 por Glauco Faria, do Outras Palavras

 Quando anunciou que a expectativa de vida do brasileiro, em 2013, havia se elevado para o patamar de 74,9 anos, Fernando Albuquerque, gerente do Projeto Componentes da Dinâmica Demográfica do IBGE, comentou a respeito de alguns dos fatores que tinham diminuído a mortalidade entre a população idosa.

“Tem toda a parte dos avanços médicos, farmacológicos, mas tem também os programas que vêm sendo implantados na atenção ao idoso. A aposentadoria rural é um fator importante, benefício de prestação continuada, que possibilita renda ao idoso para comprar seus medicamentos; o estatuto do idoso, que possibilita série de avanços no tratamento ao idoso. Esses são fatores que têm feito com que a mortalidade da população de idosos tenha diminuído significativamente nos últimos anos”, afirmou à época.

Alguns desses avanços destacados por Albuquerque estão sob ataque com a PEC 287, o desmonte da Previdência Social proposto pelo governo Temer. Pelo projeto, por exemplo, o aposentado rural passa a ter regras semelhantes ao do novo regime geral, com idade mínima de 65 anos e tempo de contribuição de 25.

As regras para concessão de benefícios de prestação continuada – oferecidos aos idosos e pessoas com deficiência – também se tornam mais rígidas, com a idade mínima passando de 65 para 70 anos, com uma transição de dez anos. O valor será definido em lei posterior, tornando-se menor que um salário mínimo, piso atual. O total de pessoas que recebe o benefício chega hoje, segundo dados da Previdência Social de setembro de 2016, a 4,5 milhões de pessoas.

Confira abaixo estas e outras mudanças previstas na PEC 287:

Fim da aposentadoria por tempo de contribuição

A PEC 287 acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, que atualmente é de 35 anos para homens e 30 para mulheres. Segundo a regra atual, um trabalhador que começou a contribuir com 20 anos, por exemplo, pode se aposentar aos 55 (aplicando-se, no caso, o fator previdenciário). Pela proposta do governo, essa pessoa terá de trabalhar dez anos a mais – é preciso completar pelo menos 65 anos, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos.

Todos os trabalhadores com até 50 anos e trabalhadoras com até 45 serão atingidos pela mudança, se a PEC 287 for aprovada. Os que ultrapassaram esta faixa serão submetidos a uma “regra de transição”, com um “pedágio” de 50%. Quem teria de contribuir mais dois anos pela regra atual, por exemplo, vai precisar ficar na ativa por mais três.

Redução do valor das aposentadorias

A regra anterior é agravada por uma outra. Para obter os vencimentos integrais, o trabalhador terá que permanecer 49 anos na ativa. Em caso de aprovação da PEC 287, o benefício passa a ser calculado levando-se em conta a parcela de 51% das maiores contribuições com 1% adicionais a cada ano de contribuição.

Portanto, para receber 100% do salário, o trabalhador terá que contar, após os 65 anos, com 49 anos de contribuição. Isso significa ter começado a contribuir com a Previdência aos 16 anos.

Menos direitos para o trabalhador rural

Os trabalhadores rurais passarão a ter que trabalhar entre 5 anos (homens) e 10 anos a mais (mulheres) para terem direito à aposentadoria. A idade mínima dos atuais 55 anos (mulheres) e 60 (homens) para 65 (para ambos), com tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Além disso, haverá necessidade de ter feito contribuições individuais ao INSS.

Hoje, aplica-se uma alíquota de 2,3% sobre o valor bruto da comercialização daquilo que o trabalhador rural produz. A nova alíquota ainda será definida.

Achatamento dos benefícios assistenciais

Os benefícios pagos a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda serão desvinculados do salário mínimo – ou seja, corroídos pela inflação. Além disso, a idade mínima para recebê-los, que hoje é de 65 anos, subirá para 70.

Redução da pensão por morte

A pensão por morte não será mais integral, passando a valer a regra de 50% mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Ou seja, uma viúva sem filhos receberá apenas 60% do que receberia pela regra atual. Além disso, a cota de 10% se extingue quando o filho completar 18 anos.

Os beneficiários que ganham hoje um salário mínimo também terão seus proventos desvinculados da atual política de reajustes, o que, ao longo do tempo, fará com que recebam menos que o piso nacional.

Aumento da idade mínima também para servidores públicos

Atualmente, os funcionários públicos têm idade mínima para aposentadoria estabelecida em 60 anos para homens e 55 para mulheres, precisando somar 35 e 30 anos de contribuição, respectivamente. A PEC 287 propõe a substituição desse critério pela idade mínima de 65 anos para ambos os sexos. As mulheres que atuam no setor público serão as mais prejudicadas: precisarão trabalhar dez anos a mais que nas regras atuais.

Ataque aos direitos de professores

A PEC 287 liquida o benefício concedido aos professores. Devido ao caráter penoso de sua profissão, eles hoje podem se aposentar após 25 anos de contribuição (mulheres) ou 30 anos (homens). No entanto, não há alteração em benefício semelhante concedido aos integrantes das Forças Armadas, assim como aos policiais militares e bombeiros, categorias sujeitas a possíveis alterações nas legislações estaduais.

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09 Dec 14:06

De Picolé de Chuchu a Santo da Odebrecht: Alckmin e o pecado da hipocrisia. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Santo
Santo

Geraldo Alckmin nunca se notabilizou pelo carisma. Foi conhecido, durante um bom tempo, como Picolé de Chuchu.

Faça e experimente um picolé de chuchu se quiser saber, na prática, o que o apelido significava.

Ele jamais deixou de ter as características de um picolé de chuchu, ainda que o apelido tenha progressivamente sumido.

Alckmin mostrou isso quando disputou a presidência com Lula, em 2006. Não foi um embate. Foi um massacre, mesmo com todo o apoio da mídia recebeu.

No momento-comédia de sua campanha, vestiu um macacão da Petrobras para tentar convencer os eleitores de que o PSDB não pretendia privatizá-la.

Mais recentemente, Alckmin recebeu um novo apelido. Menos engraçado, é certo, mas bem mais revelador — e incriminador: Santo.

Era seu codinome em planilhas ligadas a dinheiro sujo advindo de construtoras que financiaram campanhas suas — e de dezenas de outros políticos — com caixa dois. Às vezes, com dinheiro vivo.

O Santo está na manchete de hoje da Folha e dela pulou logo para as redes sociais. É um dos protagonistas da lista da delação da Odebrecht.

Deve-se cumprimentar o autor anônimo do apelido. Santo é uma escolha altamente inspirada. É o que Alckmin parece ser para muita gente — mas não para os departamentos de propinas das construtoras.

O Santo da Odebrecht é uma das maiores hipocrisias da República. O que ele fez está longe de ser novidade no putrefato mundo político brasileiro, embora para Moro e a Lava Jato só se trate de crime quando um petista está por trás.

O que torna revoltante a conduta hipócrita de Alckmin é ele atirar pedras em outros — petistas, é claro — enquanto, nas sombras, fazia a mesmíssima coisa.

Ele se candidata agora a Santo Padroeiro da Hipocrisia.

Quanto ao resto da história, podemos adivinhar. A mídia dará a menor repercussão possível, como aconteceu nos 23 milhões de Serra. A Lava Jato fingirá que nada ocorreu.

O Santo continuará sua carreira placidamente, imperturbado — e jamais tratado como corrupto. Poderá até receber um abraço fraternal de Moro caso se encontrem em algum evento.

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09 Dec 11:49

Doria ganhou uma antena da Oi, mas ele pode porque é rico e vizinho de rico. Por Mauro Donato

by Mauro Donato

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Inúmeras vezes Lula repete em seus discursos que a elite sempre ficou incomodada ao vê-lo ascender. Que não suporta saber que um nordestino, sem formação e metalúrgico esteja tomando vinho em vez de cachaça barata.

Ter uma adega virou crime, um pecado capital, se o proprietário for Lula. Possuir dois pedalinhos num lago cujas dimensões pouco diferem de algumas piscinas 5 estrelas? “Que absurdo!”, exclama a madame a bordo de sua lancha de 3 milhões de dólares.

O episódio da antena de telefonia instalada nas proximidades do sítio que Lula diz não ser dele – mas muito frequentou – é mais um exemplo para se atentar que, tirando alguns excessos, os discursos do ex-presidente não são apenas demagogia. Não é simples retórica embalada em vitimismo.

Quando questionada a respeito da tal antena vizinha ao sítio de Atibaia, a empresa Oi afirmou que pedidos assim não são tão raros e que muitas vezes são atendidos.

Para ilustrar o que estava falando, relatou exemplos de antenas instaladas junto a localidades descobertas da prestação do serviço, por solicitação da tal elite. Um dos casos prontamente atendidos foi de João Doria.

Em 2012 o futuro prefeito dos paulistanos deu um aperto na Oi para que o condomínio de luxo em Trancoso (BA), no qual possui uma casa, recebesse serviço de telefonia. E tudo saiu a toque de caixa.

“Nosso condomínio acaba de ser inaugurado e dele fazem parte o Ivan Zurita (presidente da Nestlé), Nizan Guanaes, Amilcare Dalevo (dono da Rede TV!), o Ronaldão (Fenômeno), Roberto Carlos (cantor), Dody Sirena e eu, entre outros empresários e personalidades que estão completamente sem telefone no condomínio”, escreveu Doria em um email para James Meaney, diretor de operações da Oi na ocasião.

Em menos de 20 minutos o e-mail já estava na caixa de entrada de um técnico da diretoria de Implantação para a Bahia com a ordem explícita: “Entender e resolver imediatamente”. Em 15 dias o condomínio passou a ter telefone e internet (o prazo normal gira em torno de seis meses).

João Doria execerceu pressão sobre um diretor da Oi que havia sido seu entrevistado no programa Show Business. Utilizou-se de seu status de ‘personalidade’ e também se fez valer da saia justa na qual ficaria a empresa depois de desfilar propaganda disfarçada de entrevista como eram aqueles programas bajuladores do novo prefeito.

O email de Doria não deixa dúvidas. Eram ‘personalidades’, ele incluso. Daí, tudo pode, tudo precisa ser feito, atendido. Onde já se viu alguém como Dody Sirena ficar sem telefone? E alguém importante como Amilcare Dalevo, então?

Onde já se viu ficarem na fila? “Que absurdo”, exclamaria a madame em sua cobertura na Vieira Souto. Sim, eram personalidades. Mas Lula é Lula, não pode. Ele era apenas o presidente da República, queria falar no celular com quem? Para que esse luxo todo?

Doria apela a seu status para atacar mas em sua defesa alega que a instalação não beneficiou apenas a ele, mas também ‘funcionários e prestadores de serviço que antes não tinham acesso à telefonia’. Já a antena de Atibaia…

Não se está aqui a defender incondicionalmente as escorregadas de Lula. Mas quando ele é um dos benefeciários de qualquer coisa, o assunto é tratado como crime. Mesmo sendo uma situação idêntica e corriqueira entre os endinheirados. É sobre isso que se deve debruçar.

Há sim uma rejeição da elite em ver Lula não morar em um barraco. Há sim um desconforto da elite ao ver a filha da empregada doméstica frequentar a faculdade. É inegável.

Não é possível fechar os olhos para as motivações do golpe que guilhotinou Dilma/Lula/PT. Uma sociedade mais justa não estava nos planos, nunca esteve.

A Odebrecht afirmou que realizou pagamento em dinheiro vivo, cash, bufunfa, via caixa dois, para as campanhas de 2010 e 2014 do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo a delação premiada acordada com a Operação Lava Jato, R$ 2 milhões em espécie foram entregues ao irmão da primeira-dama, dona Lu Alckmin. Mas Alckmin é o ‘santo’. Lula sempre foi o demônio.

Entre os poderosos, aqueles que estão, sempre estiveram e querem continuar acima da lei, brecar a Lava Jato era fundamental. E para a casta branca e rica, dona de empresas e casas bacanas, que foi para as ruas pintada de verde e amarelo, o zé povinho é uma praga que precisa ser mantida longe e paga com salários baixos.

Os avanços sociais nos dois mandatos Lula e mais um de Dilma são acanhados mas superam qualquer outro período. Isso fez com que a elite se sentisse ameaçada e expusesse seu ranço.

O caso do condomínio de Trancoso ilustra que os privilégios que os ricos condenam em Lula (ou em qualquer pessoa menos favorecida) são os mesmos que conferem para si. Isso não é elitismo?

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09 Dec 11:44

João Bacellar: Bacanal dos poderes

by Conceição Lemes
09 Dec 11:43

A arte vence a mesquinhez. Aquarius brilha; seu algoz, cai

by Fernando Brito

Não dá para dissociar duas notícias de hoje. A primeira, que o filme brasileiro Aquarius venceu o Prêmio Fênix de Cinema Iberoamericano em duas categorias: melhor diretor, com Kleber Mendonça Filho, e melhor atriz, Sonia...

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09 Dec 11:39

O que você sente ao ler a entrevista de Dilma ao FT: saudade de quando o poder não estava com ‘homens brancos, velhos e ricos’. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira

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E viralizou nas redes sociais o prêmio dado a Dilma pelo Financial Times como uma das mulheres do ano.

Dilma foi escolhida porque protagonizou um dos maiores dramas vividos no ano por uma mulher em todo o mundo. Falo do golpe, naturalmente.

O texto do FT é brilhante. Mistura com maestria a Dilma mulher, nos dias de hoje, e a Dilma ex-presidente.

O jornalista constatou, de imediato, algo que tem sido notado por todos os que falam com Dilma recentemente: o quanto ela está serena.

A conversa se inicia com o que o FT chama de novo amor de Dilma: a bicicleta. Ela anda de bicicleta todos os dias pelas ruas de Porto Alegre, para onde se mudou para ficar mais perto da filha e dos dois netos.

Dilma está tranquila, mas isso não significa que ela tenha engolido o golpe. Ela voltou a classificá-lo como uma conspiração de “homens brancos, velhos e ricos, ou que pelo menos querem ficar ricos”.

O repórter quis saber se ela acha que reagiu da melhor maneira à trama que a derrubou. Ele brinca com a ideia de que ela, como ex-guerrilheira, poderia pensar em pegar em armas e resistir como Allende.

Neste instante, Dilma produziu uma lição de amor pela democracia. Hoje, disse ela, resistir a um golpe é pela palavra, pela pregação, pelo debate, pela disputa nas narrativas. “A verdade é o oxigênio da democracia”, disse ela.

Dilma fez uma análise realista de sua gestão. Definiu como modesto o processo de inclusão social. Muito mais haveria por fazer. Ainda assim, a “oligarquia tradicional não tolerou este pequeno esforço de redistribuição de renda”.

Dilma retornou também a um ponto que lhe é caro pela fama de durona que conquistou: a diferença com que um homem assertivo e uma mulher assertiva são vistos.

“A mulher é chamada de dura, e o homem de forte.”

Você sai da leitura com um conjunto de sensações. Uma delas é o abismo que separa a imprensa britânica da brasileira. Temos, definitivamente, uma das piores mídias do mundo.

Mas a maior delas é a saudade que bate dos tempos em que o país era dirigido por uma mulher honesta, eleita por 54 milhões de votos, e não por “homens velhos, brancos e ricos” — e sem votos.

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05 Dec 13:20

O que a Bíblia realmente diz sobre o aborto. Por Hermes Fernandes, bispo evangélico no RJ

by Hermes Fernandes

biblia

 

Pelo amor de Deus! Quem em sã consciência seria a favor do aborto? Só um ser desprovido de sentimento seria  a favor que se interrompesse a gestação de um ser indefeso. Mas quem em sã consciência seria a favor de que mulheres pobres, desesperadas, vítimas de estupro, fossem penalizadas por não quererem dar prosseguimento a uma gravidez? Quem em são consciência preferiria que tais mulheres morressem em clínicas clandestinas ou fossem tratadas como criminosas?

Não é preciso ser a favor do aborto para admitir que sua criminalização só faz aumentar o lucro exorbitante dos carniceiros que agem na penumbra, locupletando-se do desespero de muitas meninas. Se uma delas me procura em busca de ajuda, meu conselho é que não aborte. Mas caso o faça, não serei eu a condená-la.  Além da morte de um ser que não tem culpa de vir ao mundo, o aborto é uma agressão ao corpo da mulher e, geralmente, deixa sequelas, sobretudo, emocionais, dentre as quais, a síndrome pós-abortiva.

E por favor, vamos evitar clichês e argumentos rasos. A questão não é se há vida em Marte (bactéria é vida e ninguém se sente culpado de exterminá-la). A questão é se há algum nível de consciência no feto. Há vida em cada espermatozoide e ninguém é acusado de ter cometido um genocídio depois de masturbar-se ou interromper um coito.

Genocídio é o que tem acontecido em milhares de clínicas clandestinas ao redor do mundo. Segundo a ONU, pelo menos 70 mil mulheres perdem a vida anualmente em consequência de abortos realizados em condições precárias (fonte aqui).

Agora preste atenção num dado importantíssimo: Em janeiro de 2012 uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde revelou que a prática do aborto é maior nos países em que ele é proibido e quase metade de todos os abortos feitos no mundo é realizada com altos riscos para a mulher. Entre 2003 e 2008, cerca de 47 mil mulheres morreram e outros 8,5 milhões tiveram consequências graves na sua saúde, decorrentes da prática do aborto (fonte aqui).

A criminalização do aborto NÃO REDUZ o número de abortos. Se o aborto é descriminalizado, ou mesmo legalizado, o número de abortos NÃO AUMENTA.

Sabe aqueles abortos feitos no banheiro, com agulha de tricô, cabide, e galhos? Eles causam a morte de pessoas, tanto da criança, quanto da mãe. Abortos com médicos incapacitados e mal equipados, em condições extremas, matam pessoas. Rasgos uterinos e perfuração de órgãos causados pelas agulhas de tricô e cabides usados provocam hemorragia interna, infecções, esterilização e mortes de pessoas.

A equação é simples. O aborto ilegal e inseguro mata pessoas. Digo, pessoas além do número X de fetos que já iriam morrer (estatisticamente). Então, se o aborto é legal e seguro, X fetos morrerão, nem mais, nem menos. Em contrapartida, se o aborto é ilegal e inseguro, X fetos continuarão morrendo, mais um número Y de pessoas que morrerão pelas consequências de terem tentado fazer um aborto sem a mínima condição de higiene e salubridade. Sejamos sinceros: qual opção salva mais vida? Ou ainda: Qual opção mata menos?

Eu reconheço que a equação é simples, mas a questão é complexíssima.

Dizer tudo isso não significa ser a favor do aborto. É tão-somente buscar atenuar um problema sério que já existe e não pode ser varrido para debaixo do tapete.

A recente decisão do STF que descriminaliza o aborto até a 12.ª semana de gravidez está pautada em argumentos sobre os quais precisamos refletir antes de sair por aí emitindo opiniões ou simplesmente nos omitindo.

Os atributos que nos caracterizam como humanos não são ter um rim funcionando, nem um coração batendo, mas ter um cérebro em atividade. Isto é razoavelmente estabelecido porque é a morte cerebral que é considerada o critério para dizer quando uma pessoa morreu, e não a falência de outros órgãos.

Se a morte do cérebro é o critério médico que o Estado aceita para considerar o indivíduo humano como morto, o início do cérebro deveria ser o critério para considerar o início do indivíduo, e não a fecundação.

O cérebro não tem sua arquitetura básica formada no mínimo até o terceiro mês da gestação. Isso significa que o embrião não percebe o mundo, não tem consciência, é um conjunto de células como qualquer pedaço de pele. Partindo desta premissa, podemos inferir que não é moralmente condenável que as mães tenham direito de escolher não continuar a gestação antes deste período (obviamente, que tal decisão não deveria ser por motivos banais, como defende Edir Macedo em um dos seus vídeos, alegando que o aborto deveria ser aceito como um método de planejamento familiar).

Argumentar que o embrião tem o potencial de dar origem a um ser humano não vale, pois seria como tentar proteger os óvulos que se perdem logo antes das menstruações em todas as mulheres, ou os espermatozoides que são descartados na masturbação masculina, na polução noturna ou no coito interrompido. Além disso, hoje a ciência sabe que toda célula humana, até as células da pele, tem o potencial de dar origem a um ser humano inteiro, bastando para isso alguns procedimentos de clonagem.

A vida, em sentido mais amplo, que inclui os outros animais, as plantas e até os microorganismos, é um processo ininterrupto que começou neste planeta há aproximadamente 4 bilhões de anos. Por isso é importante reiterar: não é o início da vida que está em debate aqui, e sim o começo do indivíduo humano como ser consciente, dotado de uma mente e, portanto, apto a receber a proteção do Estado.

Permitam-me repetir: ser a favor da legalização do aborto não é ser necessariamente a favor do aborto. Sou e sempre serei contra o aborto. Mas também sou e sempre serei contra a hipocrisia com que tratamos temas morais como este, fazendo vista grossa a milhares e milhares de mulheres que perdem suas vidas ou são tratadas como criminosas por interromperem uma gestação indesejada.

Independentemente de nossa postura com relação ao tema, sugiro que nos disponibilizemos para prestar atendimento às vítimas de estupro e às futuras mães de crianças anencéfalas para aconselhá-las e acolhê-las, bem como ajudá-las a enfrentar o desafio que terão pela frente. Respeito opiniões divergente, mas sei que parte de vocês não respeitará à minha e ainda a usará para me desqualificar. Tudo bem. Não se pode agradar a todos.

Levando a questão para o lado teológico, o que a Bíblia diz sobre o odioso procedimento? Haveria algum mandamento específico acerca do aborto? Ou deveríamos incluí-lo no “não matarás”? O fato é que existe sim um mandamento sobre o aborto. Pena que poucos se atentem para ele.

O que você acharia de uma lei que penalizasse com a morte a quem matasse uma grávida, mas aplicasse apenas uma multa a quem provocasse um aborto? Seria vida da mãe mais valiosa do que a do feto? Pois é justamente isso que diz o único mandamento bíblico sobre o aborto.

Em Êxodo 21:22-23 lemos que se alguns homens pelejarem “e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher e julgarem os juízes. Mas se houver morte, então darás vida por vida.” 

Repare nisso: por mais embaraçoso que isso nos soe, o aborto é tratado como dano cuja penalidade não passa de uma multa. A única morte considerada no texto é a da mãe. Neste caso, valeria a lei de talião: olho por olho, dente por dente, vida por vida. Se a vida do feto tivesse a mesma importância que a da mãe, a penalidade seria a mesma. À luz deste texto em particular, não faz sentido classificar um aborto como homicídio (principalmente até o terceiro mês), penalizando as mulheres que o praticam como criminosas.

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04 Dec 11:52

Moniz Bandeira: “Moro e Janot atuaram e atuam com instituições dos Estados Unidos contra o Brasil e as empresas brasileiras”

by Conceição Lemes

moro, janot e moniz bandeiraMoniz Bandeira: “A delação premiada é similar a um método fascista. Isso faz lembrar a Gestapo ou os processos de Moscou, ao tempo de Stálin, com acusações fabricadas pela GPU (serviço secreto)”

Moniz Bandeira: “Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil”

Cientista político é conhecido por dissecar poderio norte-americano na desestabilização de países

 por Eduardo Miranda, no Jornal do Brasil, em 03/12/2016

Respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma, em entrevista ao Jornal do Brasil, que representantes da Lava Jato, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz de primeira instância Sérgio Moro, avançam nos prejuízos provocados ao país e à economia nacional.

Segundo o professor, os “vínculos notórios” de Moro e Janot com instituições norte-americanas explicam a situação atual das empresas brasileiras.

“Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, Moniz Bandeira livroem uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater. O que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África”, argumenta Moniz Bandeira, que está lançando o livro A Desordem Mundial: O Espectro da Total Dominação.

Na entrevista a seguir, o cientista político, que é autor de mais de 20 obras sobre temas como geopolítica internacional, Estados Unidos, Brasil e América Latina, faz críticas severas ao presidente Michel Temer, que, segundo ele, “não governa”, mas segue apenas as coordenadas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, “representante do sistema financeiro internacional”.

“Seu propósito é jogar o peso da crise sobre os assalariados, para atender à soi-disant, ‘confiança do mercado’, isto é, favorecer os rendimentos do capital financeiro, especulativo, investido no Brasil, e de uma ínfima camada da população – cerca de 46 bilionários e 10.300 multimilionários”, critica Moniz Bandeira.

Confira a entrevista com o cientista político:

Jornal do Brasil – Um livro como Quem pagou a conta?, da historiadora britânica Frances Stonor Saunders, aponta a cultura como estratégia de dominação e força dos Estados Unidos em relação aos seus artistas e intelectuais e em relação a outros países durante a Guerra Fria. Essa dominação ainda se dá da mesma forma? Ela passou por novas configurações?

Moniz Bandeira - Sim, o inglês é a língua franca e os Estados Unidos ainda possuem o maior soft power. É através do controle dos meios de comunicação, das artes e da cultura que influenciam e dominam, virtualmente, quase todos os povos, sobretudo no Ocidente. E os recursos financeiros correm por diversas fontes.

Jornal do Brasil – Como o senhor vê o modo como os EUA elegem seu presidente da República? É um método seguro? A Rússia chegou a anunciar que enviaria fiscais para acompanhar o processo de votação até a apuração do resultado.

Moniz Bandeira – Os grandes bancos e corporações, concentradas em Wall Street, são, geralmente, os grandes eleitores nos Estados. George W. Bush não foi de fato eleito, mas instalado no governo por um golpe do poder judiciário.

Agora, porém, a tentativa de colocar na presidência dos Estados Unidos a candidata de Wall Street e do complexo industrial-militar, a democrata Hillary Clinton, falhou. Elegeu-se Donald Trump, um bilionário outsider, como franco repúdio ao establishment político, à continuidade da política de guerra, de agressão.

Trump recebeu o apoio dos trabalhadores brancos, empobrecidos pela globalização, dos desempregados e outros segmentos da população descontentes com o status quo. E o fato foi que mais de 70 milhões de cidadãos americanos (59 milhões em favor de Trump e 13 milhões em favor Bernie Sanders, no Partido Democrata) votaram contra o establishment, contra uma elite política corrupta, e demandaram mudança.

Jornal do Brasil – De que modo os EUA participaram da destituição da presidente Dilma Rousseff? Essas intervenções se dão em que nível, quando comparadas às do período da ditadura militar no Brasil?

Moniz Bandeira - Conforme o historiador John Coatsworth contabilizou, entre 1898 e 1994, os Estados Unidos patrocinaram, na América Latina, 41 casos de “successful” de golpes de Estado para mudança de regime, o que equivale à derrubada de um governo a cada 28 meses, em um século.

Após a Revolução Cubana, os Estados Unidos, em apenas uma década, a partir de 1960, ajudaram a derrubar nove governos, cerca de um a cada três meses, mediante golpes militares, como no Brasil. Depois de 1994, outros métodos, que não militares, foram usados para destituir os governos de Honduras (2009) e Paraguai (2012).

No Brasil, o impeachment da presidente Dilma Rousseff constituiu, obviamente, um golpe de Estado. Houve interesses estrangeiros, elite financeira internacional, aliados a setores do empresariado, com o objetivo de regime change (mudança de regime), através da mídia corporativa, com o apoio de vastas camadas das classes médias, abaladas com as denúncias de corrupção.

Jornal do Brasil – E qual teria sido o papel norte-americano na destituição?

Moniz Bandeira – Há evidências, diretas e indiretas, de que os Estados Unidos influíram e encorajaram a lawfare, a guerra jurídica para promover a mudança do regime no Brasil.

O juiz de primeira instância Sérgio Moro, condutor do processo contra a Petrobras e contra as grandes construtoras nacionais, preparou-se, em 2007, em cursos promovidos pelo Departamento de Estado. Em 2008, ele participou de um programa especial de treinamento na Escola de Direito de Harvard, em conjunto com sua colega Gisele Lemke. E, em outubro de 2009, participou da conferência regional sobre “Illicit Financial Crimes”, promovida no Rio de Janeiro pela Embaixada dos Estados Unidos.

A Agência Nacional de Segurança (NSA), que monitorou as comunicações da Petrobras, descobriu a ocorrência de irregularidades e corrupção de alguns militantes do PT e, possivelmente, forneceu os dados sobre o doleiro Alberto Yousseff ao juiz Sérgio Moro, já treinado em ação multi-jurisdicional e práticas de investigação, inclusive com demonstrações reais (como preparar testemunhas para delatar terceiros).

Jornal do Brasil – O sr. cita também o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no desmantelamento de empresas brasileiras…

Moniz Bandeira - Rodrigo Janot foi a Washington, em fevereiro de 2015, apanhar informações contra a Petrobras, acompanhado por investigadores da força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato, e lá se reuniu com o Departamento de Justiça, o diretor-geral do FBI, James Comey, e funcionários da Securities and Exchange Commission (SEC). 

A quem serve o juiz Sérgio Moro, eleito pela revista Time um dos dez homens mais influentes do mundo? A que interesses servem com a Operação Lava-Jato? A quem serve o procurador-geral da República, Rodrigo Janot?

Ambos atuaram e atuam com órgãos dos Estados Unidos, abertamente, contra as empresas brasileiras, atacando a indústria bélica nacional, inclusive a Eletronuclear, levando à prisão seu presidente, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, em uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater.

O que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África.

Jornal do Brasil – Levando-se em consideração a destruição de empresas de infraestrutura no país, projetos para acabar com a exclusividade da Petrobras na exploração da commodity, o senhor acredita na tese de que o cérebro da Lava Jato está fora do país? Se sim, como se daria isso?

Moniz Bandeira - Não há cérebro. Há interesses estrangeiros e nacionais que convergem. Como apontei, os vínculos do juiz Sérgio Moro e do procurador-geral Rodrigo Janot com os Estados Unidos são notórios. E, desde 2002, existe um acordo informal de cooperação entre procuradores e polícias federais não só do Brasil, mas também de outros países, com o FBI, para investigar o crime organizado. E daí que, provavelmente, a informação através da espionagem eletrônica do NSA, sobre a corrupção por grupos organizados dentro da Petrobras, favorecendo políticos, chegou à Polícia Federal e ao juiz Sérgio Moro.

A delação premiada é similar a um método fascista. Isso faz lembrar a Gestapo ou os processos de Moscou, ao tempo de Stálin, com acusações fabricadas pela GPU (serviço secreto). E é incrível que, no Brasil, um juiz determine, a polícia faça prisões arbitrárias, ilegais, sem que os indivíduos tenham culpa judicialmente comprovada, um procurador ameace processá-los se não delatarem supostos crimes de outrem, e assim, impondo o terror e medo, obtêm uma delação em troca de uma possível penalidade menor ou outro prêmio.

Não entendo como se permitiu e se permite que a Polícia Federal, que reconhecidamente recebe recursos da CIA e da DEA, atue de tal maneira, ao arbítrio de um juiz de 1ª Instância ou de um procurador, que nenhuma autoridade pode ter fora de sua jurisdição, conluiados com a mídia corporativa, em busca de escândalos para atender aos seus interesses comerciais.

A quem servem?Combater a corrupção é certo, mas o que estão a fazer é destruir a economia e a imagem do Brasil no exterior.

E em meio à desestruturação da Petrobras, das empresas de construção e a cadeia produtiva de equipamentos, com o da “lawfare”, da guerra jurídica, com a cumplicidade da mídia e de um Congresso quase todo corrompido.

O bando do PMDB-PSDB apossou-se do governo, com o programa previamente preparado para atender aos interesses do sistema financeiro, corporações internacionais e outros políticos estrangeiros.

Jornal do Brasil – O economista Bresser-Pereira, ex-ministro de FHC, afirma, na apresentação de A Desordem Mundial, que os EUA, segundo a tese do senhor, passaram por um processo de democracia para a oligarquia. Que paralelo se pode fazer com o Brasil nesse sentido, tomando como base as últimas três décadas? O sr. acredita que passamos brevemente por um momento de democracia e agora voltamos à ditadura do capital financeiro/oligarquia?

Moniz Bandeira – Michel Temer, que se assenhoreou da presidência da república, não governa. É um boneco de engonço.

Quem dita o que ele deve fazer é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como representante do sistema financeiro internacional. E seu propósito é jogar o peso da crise sobre os assalariados, para atender à soi-disant, “confiança do mercado”, isto é, favorecer os rendimentos do capital financeiro, especulativo, investido no Brasil, e de uma ínfima camada da população – cerca de 46 bilionários e 10.300 multimilionários.

Jornal do Brasil – O senhor afirma que onde quer que os EUA entrem com o objetivo de estabelecer a democracia, eles entram na verdade por interesses políticos e econômicos. É esse o caso da aproximação dos norte-americanos com Cuba? Fidel Castro é um dos que compartilhavam dessa visão de interesse.

Moniz Bandeira – Sim, havia forte pressão de empresários americanos para o restabelecimento de relações com Cuba, por causa de seus interesses comerciais. Estavam a perder grandes oportunidades de negócios e investimentos devido ao embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba desde fins de 1960, portanto mais de 50 anos, sem produzir a queda do regime instituído pela revolução comandada por Fidel Castro.

Era um embargo de certa forma inócuo, uma vez que outros países, como o Brasil, estavam a investir e fazer negócios com Cuba. A construção do complexo-industrial de Mariel, pela Odebrecht, com equipamento produzidos pela indústria brasileira e o apoio do governo do presidente Lula, contribuíram, possivelmente, para a decisão do presidente Barack Obama de normalizar as relações Cuba.

Essa Zona Especial de Desarrollo de Mariel (ZEDM), 45 quilômetros a oeste de Havana, tende a atrair investimentos estrangeiros, com fins de exportação, bem como opção para o transbordo de contêineres, a partir da ampliação do Canal do Panamá, ao permitir a atracagem dos grandes e modernos navios de transporte interoceânicos. Tenho um livro sobre as relações dos Estados Unidos com Cuba (De Martí a Fidel – A Revolução Cubana e a América Latina).

Jornal do Brasil – O processo de apoio financeiro de instituições políticas às religiões cristãs de direita, tal como o senhor descreve ao tratar do governo Bush, se assemelha de alguma forma ao contexto do Brasil, levando-se em conta o crescimento da bancada evangélica no Congresso Nacional e a conquista de cargos do Poder Executivo por representantes da Igreja?

Moniz Bandeira - Sim, o processo é secreto. Ocorre através de ONGs, muitas das quais são financiadas pela USAID, National Endowment for Democracy, conforme demonstro em A Segunda Guerra Fria A desordem mundial, bem como através de outras agências semi-oficiais e privadas.

Essas igrejas também coletam muito dinheiro dos crentes, acumulam fortunas. E as bancadas de deputados recebem dinheiro de empresas não nacionais, mas de grandes empresas estrangeiras, muitas das quais apresentam no Brasil balanços com prejuízos, conquanto realizem seus lucros nas Bahamas e em outros paraísos fiscais.

Tais empresas multinacionais não foram investigadas pelo juiz Sérgio Moro, o procurador-geral Rodrigo Janot e a força-tarefa da Operação Lava-Jato et caterva.

A quem eles servem? Racine, o dramaturgo francês, escreveu que “não há segredo que o tempo não revele”. Não sabemos exatamente agora, porém podemos imaginar.

Leia também:

Samuel Pinheiro Guimarães: O Brasil como fazendola dos EUA

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02 Dec 17:18

Há trinco para porta arrombada?

by Fernando Brito

Os sinais de que “o piloto sumiu” – enquanto a crise nos aperta o cinto – estão mais do que evidentes. A coluna de Vinicius Torres Freire, na Folha de hoje, é retrato disso...

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30 Nov 14:11

Doria gastará R$ 300 milhões para aumentar as velocidades das Marginais. Os 400 km de ciclovias custaram 80 milhões

by Diario do Centro do Mundo
Atletas de joquempô se encontram no mundial da categoria

Atletas de joquempô se encontram no mundial da categoria

Publicado no site As Bicicletas.

 

João Doria gastará 300 milhões de reais para elevar o limite das velocidades máximas nas Marginais de São Paulo, segundo informou o Jornal “O Estado de São Paulo, nesse link aqui (abra em aba privativa).

Para recordar, os 400 km de ciclovias e ciclofaixas construídos em São Paulo custaram 80 milhões de reais. E esses 80 milhões de reais foram amplamente questionados pela mídia (como esquecer a capa da Vejinha tratando do assunto?), pelos políticos irresponsáveis (quem não lembra das declarações de Andrea Matarazzo e outros tucanos da época?) e mesmo pelo Ministério Público (a se lembrar da ação promovida pela promotora Camila Mansour Magalhães da Silveira, que chegou a parar as obras durante alguns meses).

A redução de velocidades máximas nas Marginais reduziu drasticamente o número de mortes entre motorizados. Na marginal Tietê, baixou o número de ocorrências com morte de 24 para 1. Dados nesse link aqui.

Sobre o custo das ciclofaixas e ciclovias de São Paulo, a se lembrar que uma ciclovia de 3,9 km, com grau de complexidade maior, mas de menos de 4 km, foi inaugurada no Rio de Janeiro com o nome de “Ciclovia Tim Maia” e não resistiu à primeira ressaca. E custou 45 milhões de reais.

O aumento de velocidade mata. Por exemplo, leia esse estudo feito quando Israel aumentou os limites de velocidade. Mas é preciso ser muito ignorante para não saber que à proporção que a velocidade aumenta, aumenta a energia cinética que será liberada numa colisão, e também diminuirá o tempo de reação do condutor.

Ou seja, gastar-se-á 300 milhões de reais do dinheiro do contribuinte para aumentar o número de mortos. E as pessoas aplaudem. E não há campanhas virulentas da Veja contra essa medida. E não há ações do Ministério Público.

Há uma hipótese perversa pra explicar os surtos de burrice generalizados. A chave de compreensão nos dá Charles Darwin. A Teoria da Evolução das Espécies explica bem. É um erro focar a aplicação da Teoria no Indivíduo, o correto é aplicar à espécie.

Vivemos tempo de superpopulação. Quando uma população e alguma espécie atinge um numero acima do que os recursos do ambiente permite3m, a natureza regula o tamanho dessa população.

Quando os humanos criaram as cidades, vieram junto as doenças da convivência. Milênios depois vieram as vacinas, mas logo em seguida as armas de guerra deram um salto de qualidade. Quando as armas chegam à tecnologia atômica, o mundo chega a um temor da guerra que força tratados de paz, e os conflitos baixam de intensidade. Aí começam a crescer o número de mortos no trânsito.

Quando a espécie passa pelo tempo de reajuste, os seus indivíduos parecem tomar atitudes suicidas e também genocidas. São muitas as formas de matar, por exemplo, avisando pelas redes sociais onde há blitz que para os motoristas bêbados (se houvessem essas blitzes há anos atrás, talvez minha prima estivesse viva e o motorista bêbado que amatou não seria um condenado por homicídio).

É uma explicação perversa e perturbadora? É, ao menos para mim, é uma explicação muito perturbadora. Mas faz sentido diante dos fatos. Só pode ser isso. Tamanha ignorância só pode ser isso. Só pode ser isso.

 

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30 Nov 14:10

A absurda justificativa de Dimenstein sobre a cobertura do Catraca Livre no caso Chapecoense. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Allan Patrick

Pedir desculpas no condicional é falha de caráter

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Não me lembro de ter visto, em minha carreira, uma nota de desculpa tão infeliz quanto a escrita por Gilberto Dimenstein para justificar a conduta do seu site Catraca Livre no caso Chapecoense.

Alguns anos atrás, o barão da mídia Rupert Murdoch se desculpou do que um tabloide seu fizera na tragédia de uma garotinha sequestrada e morta da seguinte maneira: “Perdão e adeus”.

Era a manchete do jornal, fechado imediatamente sob o clamor da opinião pública britância, inconformada com o jornalismo abutre do veículo de Murdoch.

Não digo que seja a mesma coisa. Não digo que os dois casos tenham gravidade idêntica. Não digo que Dimenstein devesse ser tão radical quanto Murdoch.

O que chama a atenção é a diferença de atitude diante de erros notáveis.

Murdoch, com admirável economia de palavras, mostrou compunção. Dimenstein, com uma nota copiosa, demonstrou presunção. Veja abaixo:

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Qual o sentido de dizer que ele ganhou “todos os prêmios” possíveis como escritor e jornalista? É algo completamente fora do contexto: o que está em debate é a exploração comercial do Catraca da tragédia da Chapecoense, e não o currículo de Dimenstein.

Ainda que ele fosse detentor de um Pulitzer, de um Nobel, não viria ao caso.

O tom imperial também impressiona. Ele fez questão de dizer que toma todas as decisões do site. Lembrou Luís 14 ao dizer, celebremente: “O Estado sou eu”.

Se o objetivo foi isentar os editores de qualquer responsabilidade, não funcionou. O que ficou estampado é um chefe centralizador que reivindica todas as glórias — e até os tombos — de seu site.

Não sou psicólogo, mas o que fica para mim é que Dimenstein ficou extremamente perturbado com a repercussão do episódio, e resolveu escrever sem pensar.

Teria sido mais simples, mais eficaz, mais nobre, mais honesto ele dizer como Murdoch: “Desculpem. Errei.”

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28 Nov 14:11

Devemos desculpas a Dilma pelo que deixamos que fizessem a ela. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Sozinha na luta

Sozinha na luta

Reli certas coisas que escrevi na época do impeachment. Uma delas me chamou particularmente a atenção.

Era um pedido de desculpas nacionais a Dilma. Como pudemos deixar uma mulher honesta — e competente — ser derrubada por um bando de corruptos cujo pretexto era exatamente a corrupção?

Os últimos dias me levam a reforçar as desculpas. Desculpas, agora, de joelhos.

Temer, Calero, Gedel — eis o tipo de gente que sabotava Dilma sob apoio massivo da Globo e do restante da mídia, e sob o olhar bovinamente cúmplice dos eminentes ministros do STF.

Convém não esquecer também Eduardo Cunha, um parlamentar mafioso que só foi afastado do Congresso depois de liquidar Dilma.

O PSDB deu também sua contribuição milionária ao golpe. Primeiro de todos, Aécio, já eternizado como “o candidato que não soube perder”.

Depois, os demais chefes tucanos, como FHC e Alckmin, agora conhecido nas planilhas da Odebrecht como o “Santo”. Com uma mão o Santo rezava e com a outra recolhia propinas de Caixa 2.

Era muito homem corrupto contra uma honestidadade ilhada e solitária, como a de Dilma.

Aécio é o melhor caso tucano. Seu crime antidemocracia não compensou. Ele saiu das eleições de 2014 com muitos trunfos, a começar pelos 50 milhões de votos que obteve. Mais quatro anos e seria um forte candidato presidencial.

Hoje ele está reduzido a cinzas. É um dos nomes mais citados por delatores em esquemas de propinas. Nem a mídia amiga conseguiu esconder isso, ela que sempre protegeu Aécio de notícias desagradáveis, sobretudo as ligadas a corrupção.

Aécio agora está em todas.

Se você pegar sua campanha de 2014 verá que toda ela foi baseada no, aspas, “combate à corrupção”.

É até engraçada: um corrupto contumaz, como provam as delações, fazendo sermões sobre os males da corrupção.

À luz do sol, Aécio fazia uma pregação veementemente moralista. Na calada da noite, fechava acordos tenebrosos.

E em meio a tudo isso Dilma, virtualmente sozinha.

Tem um alto poder simbólico vê-la morando numa casa simples em Porto Alegre enquando um apartamento milionário em Salvador domina o noticiário. (Isso para não falar nos pedalinhos de tantas manchetes,)

E deixamos Dilma sozinha. Não a defendemos, nas ruas, de uma conhecida máfia da roubalheira. Permitimos, mansamente, que a tirassem e, com ela, destruíssem 54 milhões de votos e uma democracia ainda tão jovem.

De novo: devemos desculpas a ela. Contritos. De joelhos no chão.

Ela vai passar para a história como o caso mais brutal de injustiça cometido pela plutocracia.

E quem age como agimos merece Temer, Gedel, Cunha, Aécio etc etc.

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28 Nov 11:37

Quem vai pagar pela destruição da vida de Mateus, preso na Lava Jato e absolvido por falta de provas? Por Kiko Nogueira

by Kiko Nogueira
Mateus Coutinho de Sá Oliveira, absolvido por falta de provas na Lava Jato

Mateus Coutinho de Sá Oliveira, absolvido por falta de provas na Lava Jato

 

A absolvição de duas pessoas condenadas por Moro na Lava Jato pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, TRF4, é a primeira derrota significativa do juiz paranaense.

Eram executivos da OAS. No julgamento de primeira instância, Mateus Coutinho de Sá Oliveira havia sido condenado a 11 anos de prisão e Fernando Augusto Stremel Andrade a quatro anos em regime aberto.

A decisão pela absolvição foi tomada por unanimidade.

Tudo indica que não serão os únicos. Juristas acreditam que esse tipo de coisa deve se repetir na Lava Jato, dados os erros processuais, a escassez de provas etc.

A Constituição estabelece, no art. 5º, LXXV, que “o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença, garantindo a tal dever caráter de direito fundamental”.

Ou seja, pode vir por aí uma enxurrada de compensações financeiras pagas pelo erário.

O caso de Mateus é dramático. Ainda que consiga um bom dinheiro, sua vida está em suspenso.

Ele tinha 36 anos quando foi levado de casa pela Polícia Federal em novembro de 2014 na Operação Juízo Final, que cumpria 49 mandados de busca, 6 de prisão preventiva, 21 de temporária e 9 de condução coercitiva.

Cerveró e Fernando Pessoa, o Fernando Baiano, ficaram com os holofotes. Investigava-se um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras e empreiteiras.

Segundo a Folha, Mateus dizia aos colegas no cárcere que seus advogados provariam rapidamente sua inocência. Pediu à mulher que não levasse a filha pequena à cadeia. Afinal, não ficaria ali muito tempo.

Reproduzo um trecho da reportagem da Folha:

“Como os pedidos de liberdade caíam um a um nos tribunais superiores, Coutinho passou a estudar a possibilidade de receber a filha numa visita, mas queria preservá-la dos dissabores de uma cadeia. Fez um acordo com a direção da carceragem e a menina foi vê-lo num dia sem visitas de outros presos.

A sala destinada às visitas fica longe das celas. Mesmo assim os presos ouviram a menina gritar “pai” quando o viu. Segundo um executivo preso na PF, não houve quem não se emocionasse na hora.”

 

Perdeu o emprego na OAS, entregou o passaporte, viu seu casamento naufragar e sua reputação ser feita em frangalhos.

Quanto vale essa brutalidade? Esse equívoco? Quantos Mateus há com uma história parecida?

A atuação dos homens de Moro, insuflada pela mídia, serviu para aplacar uma sede de sangue de parte da população. Isso é qualquer coisa, menos justiça.

“É populismo penal”, diz o ex-ministroEugênio Aragão. “As garantias fundamentais existem como contrapeso ao monopólio de violência que o Estado detém”.

Mateus Coutinho tem agora uma vida perdida a reerguer.

 

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28 Nov 11:33

COMPARAÇÃO COM CUBA PROVA O GIGANTESCO FRACASSO DO CAPITALISMO BRASILEIRO

by lola aronovich
Reproduzo um excelente texto do professor de Filosofia e Psicologia da UFJF, Gustavo Castañon. O artigo foi publicado na Revista Língua de Trapo

"Vai pra Cuba!”
Coxa
Com a morte de Fidel o leitmotiv predileto da direita vai voltar à carga. Esse é a acusação de que a esquerda quer transformar o Brasil numa Cuba. É uma estratégia tão, mas tão desonesta, que é até difícil explicar o tamanho da desonestidade. Mas vou tentar.
Para começar, Cuba pode realmente ser ruim para mim, que sou de classe média alta, mas é para 100% de seus habitantes melhor do que o Brasil é para 90% dos seus. Esse não é um chute estatístico, mas uma estimativa conservadora. 75,9% dos brasileiros vivem com menos de U$10.000 ao ano enquanto 10% dos brasileiros abocanham 75,4% da renda nacional (1% abocanha 48%) [Credit Suisse – Research Institute. Markus Stierli. Outubro de 2015. Tabela 6-5, pág. 149, 17-10-2016]. A renda per capita em Cuba ajustada por poder de compra é de 20.611 dólares internacionais, enquanto a do Brasil antes da depressão econômica era de 15.893 dólares. O povo daquela ilha rochosa bloqueada é mais rico que o povo do continente Brasil. Essa é uma realidade chocante e geralmente desconhecida.
Ainda assim não quero ir pra Cuba, a não ser a turismo. Porque para mim a quantidade de liberdade é mais importante do que o pão. É claro, eu tenho pão. Bem mais do que isso, eu faço parte dos 10% de privilegiados brasileiros. Logo, sou mais livre aqui do que lá. Mas minha diarista certamente não. Que pena que ela não tem ideia do que realmente significa “Vai pra Cuba!”.
E é também por isso que não posso querer para mim uma sociedade moralmente monstruosa como os EUA, aquela plutocracia onde o último traço de democracia é uma relativa liberdade de expressão. Mas o Brasil, meu Deus, o Brasil é uma monstruosidade social tão maior, que querer que ele se transforme em algo parecido com os EUA é querer reformas de esquerda. 
Miséria no Brasil
Sim, na maioria dos aspectos, os EUA estão à esquerda do Brasil. No dia em que o Brasil tiver um salário mínimo como o dos EUA (U$7,25 por hora contra U$1,12), uma distribuição de renda como a dos EUA (gini 40,8 contra 54,7) [World Bank GINI index], uma lei de mídia como a dos EUA, a proteção às indústrias e agricultura local como a dos EUA, um estado do tamanho do dos EUA (14,6% da população empregada contra 11,1%), a direita vai poder alertar para o risco de ele virar uma Alemanha. Até lá, em vez de gritar: “A esquerda quer transformar o Brasil numa Cuba!”, deveria gritar: “A esquerda quer transformar o Brasil num EUA!”.
Se temos que acabar com o bem estar
social, podemos começar com as
corporações? E não com as nossas
crianças
E quando o Brasil ficasse parecido com os EUA, querer um governo de esquerda ia ser querer que o Brasil começasse a ter políticas de salvaguarda social mais parecidas com as da Alemanha, sua saúde pública, sua educação pública, suas políticas ambientais estreitas, sua carga tributária (40,6% contra 34,4% do Brasil) [Heritage Foundation "2015 Macro-economic Data” Index of Economic Freedom], seu imposto progressivo (quanto mais rico, mais imposto). E a direita deveria então gritar, se quisesse ser honesta: “Cuidado, a esquerda quer transformar o Brasil numa Alemanha!”
E então, quando o Brasil ficasse parecido com a Alemanha, a direita poderia alertar para o risco de virarmos uma Dinamarca. Aí, querer reformas de esquerda seria querer que mais da metade da renda fosse para os impostos (50,8%), que os filhos da elite fossem obrigados a estudar em escolas públicas, entre as melhores do mundo, que o estado empregasse mais de um terço da população (34,9%), bancasse dois anos de licença para criar um recém-nascido, limitasse fortemente a atuação das grandes corporações, fosse radicalmente democrático.
Finalmente, quando o Brasil ficasse parecido com a Dinamarca, o direitista poderia gritar sem hipocrisia seu terror com a Cuba que se avizinha, a do estado total e economia planificada, e assim disfarçar melhor sua inveja do funcionário público sob a máscara do ódio ao estado. Provavelmente nesse dia, até eu estivesse protestando a seu lado.
Se um homem tem uma casa cheia de
jornais, o chamamos de louco. Se uma
mulher tem uma casa cheia de gatos, a
chamamos de maluca. Quando pessoas
juntam tanto dinheiro que elas empo-
brecem outras, as colocamos na capa
da revista Fortune e fingimos que são
modelos a seguir
Na estratégia do espantalho cubano o reacionário brasileiro finge ser a favor da liberdade e do mérito, enquanto na verdade é contra. Contra a liberdade do povo, seus direitos trabalhistas, o investimento na educação e universidade públicas, o fortalecimento do SUS e a redução dos juros. Contra o aumento da carga tributária, do salário mínimo, do estado, da remuneração do professor básico, da distribuição de renda e das oportunidades para os excluídos.
Um conservador na Inglaterra é só um conservador. Um conservador no Brasil é um monstro. Um monstro que quer conservar as estruturas de um dos países mais desiguais e injustos do mundo.
Não, Cuba não é o paraíso. É só uma ilha rochosa no meio do Caribe sem recursos naturais de qualquer tipo e bloqueada economicamente há cinquenta anos. E, no entanto, garante saúde e educação universal para seu povo e tem um IDH maior que o nosso, nós, que somos um continente, nós, que temos todos os recursos naturais em abundância. Essa é a medida de nosso fracasso. O incrível e gigantesco fracasso do capitalismo brasileiro.
28 Nov 11:25

4 Dicas imperdíveis de bate-volta a partir de Lisboa com crianças

by Rafael Boro & Priscila Roque

Portugal é um país amigo das crianças. Apesar de não termos saguis, vemos os gestos de carinho, principalmente das pessoas mais velhas, e também orientamos durante os nossos tours e consultorias famílias que desejam manter os miúdos envolvidos com atividades em toda a viagem.

Pensando em facilitar o seu roteiro, trazemos na coluna de hoje algumas sugestões de bate-volta a partir de Lisboa que você poderá fazer com os seus filhos. São locais fáceis e rápidos de chegar.

E, pode anotar: vai fazer sucesso entre os pequenos!

1. Sintra: palácios para recriar histórias de fantasia

A enigmática e misteriosa Quinta da Regaleira (Foto: © by Cultuga)

A enigmática e misteriosa Quinta da Regaleira (Foto: © by Cultuga)

Sintra está a 30km de Lisboa e pode ser acessada de carro ou trem urbano (via estação do Rossio). Por aqui, vale a pena tirar um dia completo. Assim, você pode passear com tranquilidade, visto que os parques são enormes.

A parte positiva do tamanho das atrações é que a área para correr também é muito grande rs. Ou seja, dá para gastar muita energia nessa vila.

São muitos palácios, parques e um castelo que fazem parte desse cenário romântico, envolvidos por muitas belezas naturais. Entretanto, com crianças, sugerimos eleger duas atrações, no máximo. Uma para o período da manhã e outra para a tarde.

Lanternas em mãos?

A primeira sugestão de passeio e a de acesso mais fácil é a Quinta da Regaleira -  um verdadeiro paraíso para os pequenos. Essa é uma antiga residência particular do início do século XX, mas que tem sua magia no imenso jardim onde estão escondidas pequenas grutas e o Poço Iniciático (o cartão postal da quinta).

Leve uma lanterna para explorar as grutas (também pode ser a luz do seu celular, se for mais forte) e não tenha receio de entrar em qualquer uma delas. A maior parte não tem iluminação artificial e essa sensação de que se está entrando em um local escondido é o que mais vai animar a família.

Ah, e são seguras, não se preocupe!

Pelos caminhos reais

Para o período da tarde, você poderá escolher entre o Palácio da Pena e o Palácio de Monserrate. Ambos são referências românticas do século XIX e inseridos em jardins riquíssimos. Certamente, um cenário mágico que poderá despertar a curiosidade e a imaginação dos pequenos exploradores.

Ah, e não se esqueça de levar água e lanches para o passeio, seja qual for a idade dos seus filhos. Apesar de ter diversas pastelarias e alguns restaurantes no centro histórico de Sintra, não são todos os parques que têm um bom café e com acesso rápido. Use também calçados confortáveis, pois há muitos desníveis nesses percursos.

2. Cascais: o que mais eles querem além de praias?

Piscina Oceânica Alberto Romano no outono (Foto: © by Cultuga)

Piscina Oceânica Alberto Romano no outono (Foto: © by Cultuga)

Cascais também está a 30km da capital, seja de carro ou trem urbano (via estação Cais do Sodré).  Se a sua viagem está marcada para o final da primavera ou durante o verão português, essa região se torna uma passagem quase que obrigatória em um bate-volta a partir de Lisboa rs.

O mar é bastante frio, quando comparamos com a água no Brasil. Entretanto, a beleza do local e o entusiasmo das crianças faz com que a gente se esqueça desse detalhe.

Desde Estoril até Cascais há um longo areal dividido em diversas praias. Nesse percurso, um dos destaques é a Piscina Oceânica Alberto Romano, junto ao paredão, que ganha ainda mais brilho quando a maré está baixa.

Você verá salva-vidas (chamados de nadadores salvadores) e restaurantes abertos à beira mar durante todo o período balnear (geralmente entre 15 de junho e 15 de setembro - datas que podem ter pequenas alterações de acordo com o ano). Mas, fora de época, também vale a pena fazer uma caminhada por ali, pois a região é bastante agradável.

Mas não são somente os banhos...

Entretanto, não são somente as praias que fazem de Cascais um destino interessante para visitar. O centro histórico tem diversas ruas fechadas ao trânsito, somente com calçadão, e ciclovias com 16km de extensão que também podem ser usadas por toda a família.

Há algumas empresas no centro histórico da vila que alugam bicicletas de vários tamanhos e cadeirinhas para bebês. Porém, deixamos também a dica para quem viaja com filhos maiores, adolescentes, que usam bicicletas de adulto. A Câmara de Cascais disponibiliza postos que emprestam bicicletas gratuitamente. O projeto se chama Bicas. Há um ao lado da estação de trem e o outro na Eco-Cabana, que é o posto de turismo de natureza da região. Cada um com cerca de 20 bicicletas.

3. Óbidos: a vila que parece ter saído de um livro

Nham! Festival do Chocolate de Óbidos (Foto: © by Cultuga)

Nham! Festival do Chocolate de Óbidos (Foto: © by Cultuga)

O trajeto entre Lisboa e Óbidos tem cerca de 85km e pode ser feito de carro ou ônibus (via rodoviária do Campo Grande/ estação de metro Campo Grande).

Esse é um passeio recomendado para o ano todo, exceto em dias de chuva, pois a graça desse destino está em andar por sua área exterior.

Óbidos é uma vila medieval bastante ativa e com uma vasta programação cultural o ano todo. Para as crianças, a Vila Natal (dezembro), o Festival do Chocolate (março/ abril) e o Mercado Medieval (julho/ agosto) são os eventos mais atraentes. Entretanto, fora desse período, a muralha que envolve a vila com 1,5km de extensão, suas pequenas ruas e as casas brancas, com molduras em azul e amarelo, vão encantar a todos.

Chegar a Óbidos é ter a sensação de que se está entrando em um livro de contos ou em uma cidade de bonecas. É tanto charme e graciosidade que vemos a cada esquina...

Tire, ao menos, meio período para passear por aqui.

4. Por dentro das Grutas de Mira de Aire

As maiores grutas de Portugal (Foto: © by Cultuga)

As maiores grutas de Portugal (Foto: © by Cultuga)

Quem viaja ao Santuário de Fátima, pode conjugar esse bate-volta com um passeio bem interessante para as crianças. Estamos falando das Grutas de Mira de Aire, uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal e as maiores do país.

Essas grutas ficam a 15km de Fátima e a 115km de Lisboa. Elas são idealmente acessadas de carro e têm estacionamento próprio gratuito.

Não é necessário agendar o passeio. Mas vá com o tempo, pois as visitas são guiadas. Pode ser que, ao você chegar, tenha acabado de entrar um grupo e o tempo de espera seja de 30 minutos.

O percurso tem uma descida de 683 degraus (calma, não é de uma tacada só!) passando por diversos ambientes, entre plataformas e pequenos lagos iluminados artificialmente com diversas cores.

Ao final do passeio, alcançamos 130 metros de profundidade! Já imaginou como eles vão ficar impressionados? Mas o retorno a superfície é feito de elevador (ufa!).

Independente da época do ano, é importante se agasalhar. As grutas são naturalmente úmidas e a temperatura média lá dentro é de 17 graus. Não vá com carrinho de bebê, pois não há acessibilidade. Entretanto, é um percurso seguro para as crianças.

Esperamos ter inspirado você e a sua família em um roteiro kid-friendly de bate-volta a partir de Lisboa! Até a próxima coluna 🙂

Chame os Cultugas para te acompanhar na sua viagem a Lisboa

A Priscila e o Rafael são, como você pode ver, especialistas em Portugal e estão prontos pra te acompanhar em um passeio bacana. Eles não só entendem muito de Portugal, como são excelentes conversadores - v0cê vai aprender sem nem notar. Reserva com eles um tour. Eu garanto que você não vai se arrepnder!

E aí, vamos fazer um tour por Lisboa com os guias brasileiros Rafael e a Priscila do Cultuga? O tour é privativo para seu grupo de até 6 pessoas, e tem um preço fechado por passeio (não por pessoa). Veja as opções e preços no formulário abaixo.

Após receber seu pedido eles vão entrar em contato para acertar os detalhes do seu passeio. Será pedido um sinal e o restante poderá ser pago no dia do passeio, em pessoa.

* Campos obrigatórios:
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Escolha o seu tour (preço fechado para seu grupo de até 6 pessoas)*
...escolha aqui um dos tours... Lisboa Antiga (4 horas) - 135€ Lisboa Nova (5 horas) - 155€ Lisboa Clássica (8 horas) - 250€
Por falar nisso, quantas pessoas vão fazer o tour? (máximo 6)*
1 2 3 4 5 6
Escolha uma data pro seu tour:*
Quer dizer algo pra eles? Manda ver!
Digite o que está na imagem:*

O artigo 4 Dicas imperdíveis de bate-volta a partir de Lisboa com crianças foi retirado de Ducs Amsterdam.

25 Nov 18:56

A infinita a hipocrisia da mídia no caso Temer-Geddel-Calero. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
A dupla

A dupla

É infinita a hipocrisia da mídia no caso Temer-Geddel-Calero. Ela finge surpresa e indignação com a conhecida máquina de corrupção do PMDB.

Ora, ora, ora.

É como se a imprensa estivesse falando: não temos nada a ver com essa roubalheira.

Mas tem. Temer na presidência é filho das grandes empresas jornalísticas. Sem elas, ele seria ainda o vice decorativo que sempre foi, o antiquado homem das mesóclises ancestrais.

Nenhuma manobra pró-golpe teria sido bem sucedida sem o apoio vital, e aberto, da imprensa.

Fica claro que a mídia jamais se preocupou verdadeiramente com a corrupção.

O que esperar de um governo do PMDB senão corrupção, corrupção e ainda corrupção? Ninguém conhecia Temer e sua folha corrida, um veterano de 75 anos? E Eduardo Cunha, era desconhecido? E Jucá, e tantos outros?

Se fossem bons os propósitos das empresas jornalísticas, e genuíno seu desejo de combater a corrupção, elas jamais teriam colocado Temer onde ele — precariamente, a esta altura — está.

Mas não. Era falácia, era manipulação, era uma pregação ininterrupta destinada a sabotar Dilma e, derrubada ela, avançar sobre as conquistas sociais da Era PT.

Quanto menores os direitos trabalhistas, maiores os lucros da Globo, Abril, Folha etc. Esta a real razão da campanha contra Dilma.

 

Jamais teve nada a ver com corrupção, e é patético observar agora a simulação de espanto de jornais e revistas com as revelações que hora a hora aparecem.

De novo: se o objetivo da mídia fosse estancar a corrupção, Temer estaria reduzido ao que sempre foi.

Devemos Temer — e Geddel,  e todo este caos político — à imprensa, por mais que ela finja nada ter a ver com isso.

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25 Nov 18:48

Tiraram uma presidenta eleita para instalar essa pocilga. Por Leandro Fortes

by Leandro Fortes
Escumalha

Escumalha

 

Um governo podre, corrupto, comandado por uma quadrilha cujo chefe acha normal um ministro encaminhar um assunto espúrio para ser resolvido pela AGU.

Tiraram uma presidenta eleita para instalar essa pocilga.

Em nome de quê?

De nada.

De nada que preste, bem entendido.

Somente para manter o negócio falido da mídia em pé, para engordar banqueiros e entregar as reservas do pré-sal a multinacionais.

Para acabar com direitos e instaurar a cleptocracia em nome da família, de Deus e de toda essa gente abjeta e ignorante que se vestiu de verde e amarelo para fingir que era contra a corrupção.

Não era, e todo mundo sempre soube disso.

Era só ódio de classe, de gênero, racismo, intolerância e fascismo.

O lixo que uma mídia ignóbil e uma classe média analfabeta política revolveram nas ruas.

E chegamos a isso: um Congresso venal, um Judiciário lamentável e um governo de corvos e abutres.

Viramos, depois de um sonho de nação ascendente, um País de merda.

 

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25 Nov 18:39

Temer almoçou com PSDB hoje. Para se defender de acobertar corrupção procurou especialistas no assunto

by Antonio Mello
Com sua situação bastante complicada , o presidente Temer resolveu convocar um almoço com especialistas em abafar casos de corrupção, os tucanos.

No governo FHC, foram arquivadas 469 investigações, envolvendo 194 deputados, 33 senadores, 11 Ministros, além de quatro contra o próprio FHC.

O presidente da República, Michel Temer, recebeu para almoço nesta sexta-feira (25) a cúpula do PSDB no Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência. A lista de convidados foi planejada pelo senador e presidente nacional do partido, Aécio Neves, e incluiu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, governadores, ministros e prefeitos de capitais da sigla. Segundo a assessoria do senador, 20 pessoas compareceram ao almoço.[ Fonte: G1]

O almoço foi um sucesso. Agora à tarde, nos principais veículos de comunicação, Aécio, FHC e Gilmar Mendes atacam o ex-ministro Marcelo Calero e defendem o governo Temer.