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12 May 00:34

Lula não 'botou a culpa' em dona Marisa. Imóvel no condomínio do Guarujá sempre esteve em nome dela

by Antonio Mello


Na falta de argumentos, diante do fiasco que foi para os adversários do ex-presidente Lula seu depoimento ao juiz Sergio Moro ontem, eles partiram para baixarias de sempre.

Pegaram uma frase em que Lula disse que quem se interessava pelo apartamento no Guarujá era dona Marisa, espalharam a calúnia de que ele estaria jogando "a culpa" nas costas da morta.

O imóvel nunca foi de Lula. Quem comprou um imóvel (e não o triplex) na planta foi dona Marisa na Cooperativa dos Bancários, Bancoop.

A Bancoop teve problemas financeiros e o empreendimento passou para a OAS. Para isso, todos os que adquiriram unidades tiveram que assinar um distrato, o que dona Marisa fez [as duas imagens reproduzidas aqui].

Repare que há a opção [destacada na imagem] de optar por um imóvel da OAS, caso fosse do interesse de dona Marisa.

A OAS ofereceu o triplex a dona Marisa. Ela foi visitá-lo com o ex-presidente Lula. Que, como disse em depoimento ontem, botou "500 defeitos" no imóvel.

A OAS, desejosa de que o casal ficasse com o imóvel, porque ficaria mais fácil vender todas as unidades do condomínio, se fosse o "condomínio do triplex do Lula", fez as reformas, mas o casal não quis ficar com o triplex.

Portanto, Lula não procurou jogar a responsabilidade do imóvel em dona Marisa. Foi ela quem entrou na Bancoop para comprar uma unidade naquele condomínio no Guaruja. E foram os dois, em comum acordo, que ao final desistiram do negócio.


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10 May 18:40

CPI da Lei Rouanet: NENHUM artista de esquerda é indiciado

by Cynara Menezes

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(E agora, caluniadores?)

Por Katia Guimarães*

Quem esperava encontrar os artistas de esquerda que denunciavam o golpe contra a presidenta Dilma na lista de pedidos de indiciamento da CPI da Lei Rouanet quebrou a cara. Chico Buarque não está lá. Nem Letícia Sabatella nem José de Abreu nem Tico Santa Cruz nem Gregório Duvivier nem Zélia Duncan. Zero. Nenhum.

Ao contrário do que desejavam os haters raivosos nas redes sociais e sites da mídia tradicional, a Comissão Parlamentar de Inquérito não encontrou nem um centavo sequer desviado por esses artistas. E a conclusão da CPI também vai na contramão da direita irracional: a Lei Rouanet é fundamental para a cultura. Sem ela, não haveria financiamento público para a arte no país. Poucos foram os desvios encontrados e nenhum deles envolve técnicos do Ministério da Cultura dos governos Lula e Dilma ou personalidades consideradas de esquerda.

Em 2016, durante o processo de impeachment, vários artistas, como Wagner Moura e Chico, foram atacados nas redes sociais de estarem sendo “comprados” com recursos da Lei Rouanet para defender o governo. “A CPI foi criada num momento em que intenção dela era criminalizar os artistas, perseguir o governo anterior, mas aí teve o golpe e a CPI mudou o seu objetivo inicial”, diz o deputado Chico DÁngelo (PT-RJ), ex-presidente da Comissão de Cultura da Casa, ao enfatizar que, desde o começo, o governo interino na verdade queria mesmo era extinguir o ministério da Cultura. Existia uma pretensão de culpabilizar as gestões Lula e Dilma. O que foi tentado, mas inúmeros protestos e ocupações em unidades da Funarte pelo país fizeram o governo ainda interino recuar.

Falsas notícias e memes ocuparam a internet acusando Chico Buarque de apoiar o PT porque, em troca, ele e sua então namorada haviam recebido recursos por meio da Lei Rouanet. O compositor chegou a pedir indenização a um fazendeiro que o acusou no Facebook de ser “comprado”, e ganhou. O blogueiro neomacarthista Rodrigo Constantino elencou 766 nomes de artistas e intelectuais a serem banidos porque “defendem o indefensável PT”. A perseguição aos artistas foi logo abraçada por parlamentares da base aliada do governo Temer, como o presidente da CPI, deputado Alberto Fraga (PMDB-DF), e o senador Magno Malta (PR-ES), que afirmou, na época, que os artistas são acostumados com o “Mamatório da Cultura”. “O que se dizia é que os artistas se locupletavam com a Lei Rouanet”, recorda Chico D’Angelo.

Mas basta dar uma googlada para descobrir que os maiores captadores da Lei Rouanet no ano passado não eram “esquerdopatas”. Aqui está um relatório completo dos recursos liberados em 2016 e você pode ver que entre os maiores captadores estão o Instituto Tomie Ohtake, Instituto Itaú Cultural e Aventura Entretenimento Ltda e a Fundação Roberto Marinho.

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O blogueiro Renato Rovai, da Revista Fórum, também fez naqueles dias um levantamento mostrando que até o Instituto e a Fundação Fernando Henrique Cardoso (iFHC) e a Fundação Roberto Marinho estavam entre os maiores captadores da Lei Rouanet. Na lista de Rovai, estão ainda a empresa Moeller & Botelho Produções Artísticas Ltda, do diretor Claudio Botelho, que brigou com a plateia por atacar Dilma Rousseff num espetáculo em homenagem a Chico Buarque, a banda Jota Quest, os atores Marcelo Serrado, Malvino Salvador e Marcio Garcia e as atrizes Juliana Paes e Susana Vieira, todos militantes pró-impeachment. E até mesmo o cantor Lobão, que atacou Chico, Gil e Caetano, teve seu projeto aprovado, mas desistiu no meio do caminho.

Chico D’Angelo elogia o relatório do governista Domingos Sávio (PSDB-MG), que chegou a afirmar que, sem Lei Rouanet, não haveria recursos do poder público apoiando a cultura. “A Lei Rouanet é um instrumento importante que não pode ser demonizado como algo ruim”, afirmou o deputado tucano na comissão. Segundo o parlamentar do PT, a ficha foi caindo e se comprovou que os parlamentares desconheciam a Lei Rouanet. “Houve um verdadeiro cavalo-de-pau depois do golpe sobre a interpretação da Lei”, ressalta, ao contar que, logo no início dos trabalhos, choveram requerimentos convocando vários artistas, apareceram denúncias contra músicos e artistas do teatro. Ao longo dos trabalhos, os posicionamentos foram mudando. A ignorância sobre a Lei Rouanet -similar a leis de países democráticos no mundo inteiro- era tanta que alguns achavam que o incentivo à cultura foi criado nos governos Lula e Dilma, e não foi: é de 1991, ainda no governo Collor.

D’Angelo diz que o relatório da CPI propõe melhorias na legislação e traz avanços para a democratização cultural com a descentralização regional –hoje focada excessivamente no Sudeste, sobretudo no eixo Rio de Janeiro-São Paulo– e a valorização do Fundo Nacional de Cultura (FNC), garantindo a destinação dos 3% da arrecadação da Loteria Federal para o setor. Outra inovação é a assegurar que recursos de 20% dos projetos de valor maior que 500 mil reais sejam destinados ao Fundo. Essas propostas ampliam as melhorias previstas no Procultura, projeto de lei enviado durante o governo Lula pelo ex-ministro Juca Ferreira. O texto já passou pela Câmara e aguarda votação no Senado. A ideia é dar urgência às sugestões da CPI para tramitarem ao lado do Procultura.

No fim, sobre a corrupção e os indiciamentos, os deputados apenas colaboraram com investigações já avançadas no Ministério Público e na Polícia Federal, que deflagrou a Operação Boca Livre. “Essas roubalheiras que aconteceram aqui e ali, não querem dizer que a lei seja criminalizada. A CPI cumpriu seu papel, seja por causa de parlamentares que desconheciam mesmo, ou daqueles que queriam fazer da CPI uma ferramenta política, e acabou ajudando ao mundo da cultura com propostas bastante interessantes”, afirmou o deputado do PT. “Diferentemente da base do governo que trabalhou com o ‘quanto pior, melhor’ para derrubar a Dilma, a gente não trabalhou com essa lógica na CPI.”

 

 

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10 May 18:39

Moro, Globo e satélites tentam controlar a narrativa: “O objetivo é destruir um símbolo”; veja as imagens que a TV sonega

by Luiz Carlos Azenha

Perseguição a Lula tem objetivo de destruir um símbolo

Por Pedro Simon Camarão, no site da Perseu Abramo

Luiz Inácio Lula da Silva é um retirante nordestino que enfrentou toda a opressão social e todo o sofrimento aos quais o sistema e a elite brasileira condenam os mais pobres nesse país.

Lula é a representação de que toda essa gente oprimida, a maioria da população brasileira, não precisa da elite nem do sistema para ter valor.

Um símbolo como esse não só coloca em risco a dominação, mas também planta uma semente de esperança de que o futuro pode ser diferente do presente e do passado.

O Brasil sempre foi e continua sendo um país injusto e desigual. Lula, desde que era sindicalista, já lutava contra isso.

Em seus discursos defendia que o povo deveria ter mais direitos e melhores condições de vida. Por defender o interesse dos mais pobres, foi chamado de populista. Tentaram colocar sobre ele a imagem de um enganador.

A tentativa de desqualificá-lo, de destruir sua imagem é algo que já é feito há décadas e, assim como o sofrido povo brasileiro, que se vê cercado de violentas ameaças caso tente ousar a mudar o próprio destino, Lula resiste, não se abala, segue em frente.

As empresas de jornalismo que pertencem a famílias tradicionais da elite brasileira declaram em seus editoriais todo o ódio que sentem pelo petista e vão além, inserem na cobertura jornalística o desejo de destruí-lo.

As informações que esses veículos publicam estão contaminadas por esse objetivo.

Para compreender isso, basta observar que não há preocupação dos jornais com as suspeitas que pairam sobre o atual presidente da República ou sobre políticos do PSDB.

O foco está voltado para Lula e para o PT, que ousaram tentar mudar o destino do povo pobre desse país.

Para demonstrar essa perseguição, é possível citar exemplos de denúncias antigas que não passavam de mentiras.

Mas pode-se também falar do momento atual em que, dizem, só se aceitam delações que citem o Lula. Ou que a imprensa valoriza o depoimento de Leo Pinheiro dizendo que o apartamento do Guarujá era do Lula e esconde quando diretores da empreiteira afirmam que o mesmo imóvel pertence à OAS.

Mais recente ainda é o comentário de Eliane Catanhêde, na Globonews, sobre o depoimento de Renato Duque. A jornalista disse que “pode não ser verdade, mas tem ares de veracidade”.

Ou seja, pouco interessa se é verdadeiro. O importante é que se trata de uma versão que pode ser utilizada contra o ex-presidente.

Como em toda a história do Brasil, mais uma vez, as elites endinheiradas e perversas se empenham com todas as suas forças para fazer com que os líderes que lutam ao lado do povo tenham suas reputações manchadas e desapareçam dos livros.

Se fizéssemos uma analogia com o período do Brasil colonial, poderíamos dizer que Lula seria um líder dos escravos, a Justiça seria o capitão do mato, a imprensa seria o capataz e a elite, é claro, seria o senhor de engenho.

Para o futuro, a única certeza é de que muitas lutas ainda vão ser necessárias e que Lula estará, como sempre, ao lado do povo.

PS do Viomundo: Olhem para os cenários da Globonews e satélites. A “fortaleza”  da Justiça sob o cerco dos “vermelhos”. Essa é a ideia. Como dizia o primeiro marqueteiro de Ronald Reagan, Donald Regan: o que o presidente disser não importa tanto quanto a imagem. Só falta combinar com os russos.

Veja também:

A chegada de Lula a Curitiba e as manifestações que precederam o desembarque

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10 May 18:28

Juíza que proibiu ato pró Lula é filha de empresário que fundou PSDB Medianeira – PR

by renato

A juíza Diele Zydek que proibiu o ato pró-Lula em Curitiba é também militante nas redes sociais, contra o PT. Ou melhor, era. Antes de explicar por que, vale citar que no dia 4 de março de 2016, data da condução coercitiva do ex-presidente Lula, ela publicou em seu perfil no Facebook a seguinte frase: … Continue lendo Juíza que proibiu ato pró Lula é filha de empresário que fundou PSDB Medianeira – PR →

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10 May 14:00

Nocaute: Juiz que interditou o Instituto Lula é ficha sujíssima

by Conceição Lemes

Juiz que acaba de interditar o Instituto Lula é ficha sujíssima

O juiz substituto da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, Ricardo Augusto Soares Leite, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula. O que assusta no caso não é apenas a desfaçatez da decisão tomada a partir da ilação de que o Instituto “pode ter sido…” isso ou aquilo. Espanta mais a folha corrida de Sua Excelência.

Por Nocaute em 09 de maio às 19h40

O juiz substituto da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, Ricardo Augusto Soares Leite, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula. A decisão foi tomada no âmbito da ação penal em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de tentar obstruir os trabalhos da operação Lava Jato.

Segundo o magistrado, o teor do depoimento dado por Lula à Justiça indica que a sede do Instituto Lula “pode ter sido instrumento ou pelo menos local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais”.

O Instituto Lula afirmou que não foi local de nenhum ilícito e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre agiu dentro da lei, não tendo nenhuma condenação criminal. O Instituto não foi notificado oficialmente da decisão do juiz. Seus advogados vão averiguar as medidas cabíveis assim que tiverem acesso ao teor da decisão.

O que assusta no caso não é apenas a desfaçatez da decisão tomada a partir da ilação de que o Instituto “pode ter sido…” isso ou aquilo. Espanta mais a folha corrida de Sua Excelência. É de fazer corar um frade de pedra, como se dizia antigamente. Quem tiver a curiosidade de conhecer a capivara do meritíssimo dê uma olhada nesta reportagem da Laura Capriglione, publicada pelo site Jornalistas Livres há quase um ano:

Dois pesos e duas medidas

Ministério Público Federal pediu afastamento do juiz que transformou Lula em réu. Motivo: “Negou todos os pedidos de prisão dos investigados [na Operação Zelotes], suspendeu escuta telefônica e não autorizou buscas e apreensões”

Por Laura Capriglione, especial para os Jornalistas Livres

O juiz que assina a decisão de transformar o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva em réu é Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. Leite é conhecidíssimo, mas não por sua eficiência. Bem ao contrário.

Juiz da Operação Zelotes, que apura esquema de corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão responsável por julgar os autos de infração da Receita, o juiz que transformou Lula em réu teve a capacidade de ser denunciado pelo próprio Ministério Público Federal.

Reportagem publicada pela Folha, em 20 de junho de 2015, mostrava o Ministério Público reclamando de várias decisões judiciais de Ricardo Augusto Soares Leite que dificultaram a obtenção de provas contra os fraudadores da Receita..

“O juiz Ricardo Leite negou todos os pedidos de prisão dos investigados, suspendeu escuta telefônica e não autorizou buscas e apreensões.”

“A Procuradoria já representou contra Leite na Corregedoria do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, em abril. Segundo a Folha apurou, se nenhuma medida for adotada pela corregedoria do Tribunal, a Procuradoria da República no Distrito Federal vai recorrer ao Conselho Nacional de Justiça.”

“Segundo a polícia, multas contra empresas somando R$ 19 bilhões tiveram o julgamento alterado pela ação de uma quadrilha que atuava junto ao órgão.”

Pois não é que exatamente esse juiz da 10º Vara Federal, que, segundo o próprio Ministério Público Federal, dificultou a punição dos fraudadores da Receita, é exatamente esse o homem que transformou Lula em réu?

A Justiça é cega mesmo?

E a imprensa golpista? Não percebeu também que esse nome já era dela conhecido?

Aqui a reportagem da Folha, publicada há pouco mais de um ano:

Procuradoria quer afastar juiz que apura corrupção em conselho

LEONARDO SOUZA

DO RIO

20/06/2015 02h00

O Ministério Público Federal quer o afastamento do juiz Ricardo Augusto Soares Leite da 10ª Vara Federal de Brasília. Leite é o juiz da Operação Zelotes, que apura esquema de corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão responsável por julgar os autos de infração da Receita.

Segundo a polícia, multas contra empresas somando R$ 19 bilhões tiveram o julgamento alterado pela ação de uma quadrilha que atuava junto ao órgão.

O Ministério Público, no entanto, disse que não conseguirá anular a maioria dos casos, porque várias decisões judiciais dificultaram a obtenção de provas.

O juiz Ricardo Leite negou todos os pedidos de prisão dos investigados, suspendeu escuta telefônica e não autorizou buscas e apreensões.

A Procuradoria já representou contra Leite na Corregedoria do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, em abril. Segundo a Folha apurou, se nenhuma medida for adotada pela corregedoria do Tribunal, a Procuradoria da República no Distrito Federal vai recorrer ao Conselho Nacional de Justiça.

Juiz substituto, o magistrado está há aproximadamente dez anos no comando da 10ª Vara, especializada em julgamentos de crimes de lavagem de dinheiro.

VAMPIROS

Nesse período, passaram pelas mãos de Leite casos como o da máfia dos Vampiros, o de Maurício Marinho (Correios), Waldomiro Diniz (Casa Civil) e o da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo (veja quadro ao lado).

Na representação à corregedoria do TRF, à qual a Folha teve acesso, os procuradores relatam o que classificam como “a existência de um crônico e grave quadro de ineficiência” na atuação do juiz Ricardo Leite.

Procurado por uma semana na Justiça Federal no DF, ele não quis dar declarações (leia texto ao lado).

De acordo com o documento, o magistrado prejudicou o andamento dos processos por demorar para tomar decisões simples e por empregar expedientes jurídicos vetados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Os procuradores dão exemplos de como “a extrema morosidade” no trâmite dos processos na 10ª Vara gera “substanciais prejuízos” ao país.

Na Operação Vampiro, deflagrada em 2004, o STJ negou um recurso impetrado pelos réus e autorizou, em 2010, o andamento regular do processo. A ação penal só foi retomada pela 10ª Vara, porém, em fevereiro de 2012.

A Justiça suíça bloqueou recursos nos nomes de alguns dos réus. O dinheiro não foi repatriado para o Brasil porque até hoje não há uma decisão definitiva sobre o caso.

Na representação ao TRF, o MPF pede que a corregedoria instaure procedimento avulso contra o juiz e uma correição extraordinária na 10ª Vara Federal. Entre as punições previstas que podem ser aplicadas ao juiz, estão advertência, remoção para outra vara e até mesmo aposentadoria compulsória.

Na correição extraordinária, seria feito diagnóstico completo da Vara para acelerar o andamento dos processos. Nos próximos dias, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) vai na mesma direção: solicitará ao CNJ a instauração de sindicância e processo administrativo disciplinar contra o juiz. Segundo Pimenta, relator da subcomissão da Câmara criada para acompanhar a Zelotes, a atitude do juiz Ricardo Leite tem “prejudicado sobremaneira a apuração dos fatos”.

OUTRO LADO

A Folha fez diversos contatos com a assessoria de imprensa da Justiça Federal em Brasília, por mais de uma semana, pedindo uma entrevista com o juiz Ricardo Augusto Soares Leite para que ele comentasse as reclamações da Procuradoria.

Ele não ligou de volta.

A reportagem também mandou e-mails para a assessoria, mas as mensagens não foram respondidas.

Em audiências realizadas na Câmara pelo relator da subcomissão para acompanhar a Operação Zelotes, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), delegados da Polícia Federal e procuradores da República encarregados do caso reclamaram publicamente do comportamento do juiz Soares Leite.

Frederico Paiva, procurador que coordena as investigações de fraude em julgamentos do Carf, disse que os pedidos de prisão negados por Leite eram importantes para impedir que os investigados combinassem os depoimentos.

“Ele [o juiz] tem um histórico de acúmulo de processos, um comportamento que chama atenção e deveria ser examinado de perto”, disse Paiva numa das audiências públicas.

Leia também:

Stedile: O que está em jogo em Curitiba é a democracia brasileira

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09 May 21:44

Fátima Bezerra: Moro é líder de torcida conservadora e raivosa

by Conceição Lemes

Fátima: Lula chegará a Curitiba de cabeça erguida

via assessoria

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou, nesta terça-feira, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará a Curitiba de cabeça erguida e será recebido por milhares de militantes de todos os recantos do Brasil que confiam na sua honestidade. O ex-presidente fará um depoimento, nesta quarta-feira, 10, ao juiz o juiz federal Sergio Moro.

“Como diz o Presidente Lula, ele não está acima da lei, nem abaixo da lei. Ele, como todo e qualquer cidadão, pode ser investigado, pode ser julgado, agora, com o devido respeito ao processo legal e não sendo vítima, como esse homem vem sendo, de uma caçada midiática, um massacre, acusações e mais acusações. Provas, nenhuma, nenhuma até o presente momento”, disse.

Fátima ainda criticou a manipulação midiática do depoimento, o populismo judicial e a censura à livre manifestação dos movimentos sociais.

A parlamentar usou como exemplo a capa das revistas Veja e IstoÉ do último final de semana que, ao noticiar a audiência, divulgou o encontro do ex-presidente e do juiz como um confronto ou como um ajuste de contas.

“No último fim de semana, não satisfeito com os holofotes do oligopólio da mídia, o Juiz Sérgio Moro gravou um vídeo, e disseminou pelas redes sociais, conclamando os apoiadores da Lava Jato a não se manifestarem no próximo dia 10. Na prática, o ilustre Juiz Sérgio Moro está deixando a toga de lado e agindo como um líder de torcida, torcida conservadora e raivosa, que independentemente do devido processo legal, quer interditar politicamente o Presidente Lula”, afirmou.

A parlamentar também informou que parlamentares e os movimentos sociais expressarão, nesta quarta-feira, em Curitiba, toda solidariedade, confiança e reconhecimento ao imenso legado que o Presidente Lula deixou para o povo brasileiro.

“Estaremos lá ao lado do Presidente Lula, para expressar mais do que a nossa solidariedade, expressar a nossa confiança, confiança está pautada na história de vida e de luta desse homem. História de vida pautada pela honradez, pela dignidade e pelo espírito público. Depois da maior greve geral da história de nosso País, chegou a hora de colorir as ruas de Curitiba em uma manifestação pacífica e democrática, para dizer “não” à criminalização dos movimentos sociais; “não” à criminalização da esquerda; “não” à criminalização de Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu.

Leia também:

Juristas pela Democracia querem transparência no depoimento de Lula

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09 May 17:42

Desacelera, São Paulo!

by raquelrolnik
driver_leobottari_instagram

Foto: @driver_leobottari/ Instagram

 

A Prefeitura de São Paulo anunciou no dia 2 de maio que irá aumentar em 20% o tempo para travessia de pedestres nos semáforos da cidade. A medida é realmente muito positiva e garante maior proteção aos pedestres, especialmente aos idosos ou àqueles que têm alguma dificuldade de locomoção. O tempo atual, calculado para uma média de 1 metro de percurso a cada 12 segundos, é muito curto e expõe as pessoas a atropelamentos.

O anúncio desta medida, entretanto, é uma espécie de contrarreação aos impactos das ações promovidas pelo próprio prefeito João Doria, que determinou o aumento do limite de velocidade das marginais, cumprindo uma de suas promessas de campanha para chegar ao cargo. Aliás, é preciso lembrar que o slogan de sua candidatura foi “Acelera SP”, evidenciando que um dos elementos centrais da cultura de cidade que ele quer promover é justamente a velocidade, a circulação mais rápida.

Mas as estatísticas de acidentes e mortes no trânsito demonstram as consequências dessa política : pé no acelerador fere e mata. No segundo mês de vigência da medida, implantada em 25 de janeiro, aconteceram 117 acidentes com vítimas e duas mortes nas marginais, enquanto no primeiro mês foram 106 casos, segundo a própria prefeitura, que afirma não poder comparar esses dados com os do ano anterior, ainda sob a gestão de Fernando Haddad, por terem sido usadas metodologias diferentes. Além disso, os atendimentos do SAMU até o dia 10 de março chegaram a 186, quantidade três vezes maior em relação ao mesmo período no ano passado.

E não são apenas essas estatísticas lamentáveis que comprovam a correlação entre altas velocidades e acidentes fatais. Estudos realizados em 2004 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) já apontavam, com base em dados do trânsito de cidades do mundo inteiro, que 1% de aceleração a mais significa risco 3% maior de colisão e 5% maior de morte.

Ainda que atropelamentos provoquem lesões, seja qual for a velocidade do veículo, quanto maior a velocidade, mais graves estas se tornam. Em uma colisão com o carro andando a 32 km/h, o risco de ferimento é de 30% e o de morte é de 5%, mas quando a velocidade é superior a 64 km/h, o risco de morte se eleva para mais de 85%. Portanto, proteger os pedestres é absolutamente incompatível com o aumento do limite de velocidade das vias.

O prefeito precisa admitir isso e voltar atrás, assim como deveria abandonar o slogan “Acelera SP”, que, na verdade, estimula a cultura da velocidade. Em defesa da vida – e de sua qualidade – interessa, sim, que a cidade desacelere!

O assunto foi tema da coluna de 4 de maio na Rádio USP. Ouça aqui.


09 May 17:41

Na feira do MST, leitor registra reação do público a Lula e à Globo

by Conceição Lemes

por Marat, especial para o Viomundo

Hoje é terça-feira, 9 de maio, véspera do depoimento de Lula a Moro.

Acabei de ler que trabalhadores e trabalhadoras de todo o país já estão chegando a Curitiba, em solidariedade ao ex-presidente. Entre eles, milhares de MST.

Imediatamente, “viajei” para sábado passado, 6 de maio, um dia de surpresas inesquecíveis.

Uma amiga de minha mulher escreveu no zap que outra amiga contou que um amigo havia dito que haveria uma feira com produtos do MST, no Parque da Água Branca…

Na hora, minha mulher compartilhou a notícia comigo.

Averiguei. Era verdade. A 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária.

Fiz meus planejamentos, e corri com meu filho para lá, no sábado, 06/05/2017.

Meu objetivo era chegar por volta das 11h, mas não foi possível.

Alguns amigos religiosos dizem que as coisas só acontecem quando têm de acontecer.

Pois bem, chegamos por volta das 13h.

Fuçamos aqui e ali, e compramos pimenta, própolis, cachaça “cubana”, camisetas e bonés do MST, vinho “Fora Temer”…

De repente, ao tentarmos entrar num corredor de produtos agrícolas, havia um cordão de isolamento, muitas pessoas gritando “o Lula está aqui, o Lula está aqui…”.

Achei que fosse brincadeira, algum sósia do Sapo Barbudo.

Fui atrás. Ao chegar perto da multidão, localizei o João Pedro Stédile. Pensei.

“Talvez o Lula esteja realmente aqui”, pensei com meus botões na hora.

Quanto mais caminhávamos em direção à multidão, mais ouvíamos “Lula! Lula! Lula!”.

Era mesmo, o Sapo Barbudo. Em carne e osso.

Inicialmente, me pareceu bem envelhecido, e cansado. Mas, ao chegar bem pertinho, fiquei bobo. Quanta energia! Quanta disposição!

Se Moro e companhia não lhe tirarem o direito de disputar 2018, ele vai dar muito trabalho aos adversários.

Mais impressionantes são o carisma e a simplicidade.

Impressionante como diante de Lula o povo não se acanha. Joga-se mesmo nos braços dele, com a certeza de que não receberá cara feia, desfeita. Muito pelo contrário. Terá o carinho retribuído.

Na hora não deu para não me lembrar da perseguição ilimitada que sofre do juiz Moro, da Lava Jato, da mídia, que insistem em poupar Aécio, Serra, FHC, Alckmin.

Aonde Lula ia, o povo o seguia e cantava “Olê, olé, olá, Lula, Lula”…

Um mais exaltado gritou “chupa, Moro!”.

Esse mesmo povo que festejava Lula, ao avistar uma equipe de reportagem da TV Globo,  gritou: “Fora Globo”, “Fora família Marinho”. Isso sem falar do famoso coro: : “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Inesquecível. Voltamos muito felizes para casa.

 PS do Viomundo: As fotos que ilustram este post e os vídeos foram feitos pelo próprio Marat.

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08 May 11:49

Doria e Temer batem recordes. Temer, de desemprego. Doria, de acidentes nas Marginais. Parabéns aos envolvidos

by Antonio Mello

Domingão na Folha e o paulistano abre o jornal que já disse ter o rabo preso com ele e leva um susto. O paulistano votou no João Trabalhador - o que não é político, é gestor - e o jornal bate com as folhas na sua cara, como bolachas estaladas, uma a uma, a começar pelo título da reportagem "Marginais sob Doria têm acidentes em alta e ambulante 'fixo' nas vias":

Desde então [leia-se desde Doria], cresceram os atropelamentos, acidentes com motos, carros e caminhões, além do total de vítimas. Enquanto isso, boa parte das prometidas ações de segurança no trânsito não saiu do papel.
Nos dois primeiros meses depois do aumento das velocidades, segundo dados da Polícia Militar, houve aumento de 51% nos acidentes com vítimas nas marginais em relação a fevereiro e março do ano passado, quando os limites ainda eram de 50 km/h na pista local, 60 km/h na central e 70 km/h na expressa. 
Sob esses novos limites, as marginais bateram um recorde em março: 143 acidentes com vítimas, maior número mensal desde janeiro de 2015, quando começou a série histórica da estatística da PM.

O paulistano que votou no gestor está chocado, mas continua lendo à procura de uma esperança. Até que lê, ainda na reportagem:

Para Sérgio Ejzenberg, engenheiro e mestre em transportes pela USP, as novas velocidades influenciaram nesse aumento das estatísticas.
"Velocidade maior é compatível no limite da segurança. Não pode aumentar a mobilidade ao custo de vidas. É uma equação inaceitável." 

Como o paulistano votou no cara porque queria o aumento da velocidade, decide parar a leitura por ali "pra não atrapalhar meu domingo"...

Falar nisso, bom domingo. E desaceleeeeeera...

Ah, e sobre o Temer no título é melhor nem falar, né, ou estraga o domingo de todo mundo.Basta só um #ForaTemer.



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06 May 11:20

Xanana e a urbe

by Luciano Capistrano
Allan Patrick

A flor mais linda de Natal.

Xanana e a urbe

Xanana flor símbolo
De Natal
Do canteiro
Dos cantos de muros
Resistente
Brota jardins
Entre matos e afins
Cresce na cidade
Da neutralidade inexistente.
Dos interesses
Para além do
Centro e periferia,
Existem os obscuros
Planos de víeis excludentes
Organiza-se Polidrelli , Palumbo e cia
Vias de idas e vindas
Ao sabor dos confrontos
A urbe se descortina
Enquanto a Xanana
Abre-se em cada esquina.
(Luciano Capistrano)

Foto: Luciano Capistrano - Xanana flor simbolo da cidade de Natal

05 May 17:18

Greve geral: Governo pressiona bispos por apoio, CNBB resiste e centrais agradecem; leia notas

by Conceição Lemes

Alinhados com o Papa Francisco e a favor dos trabalhadores, pelo menos 96 bispos, entre os quais estes (no topo, da esquerda para direita): Leonardo Ulrich Steiner (secretário-geral da CNBB),  Walmor Oliveira de Azevedo (MG), Antonio Carlos (Caicó/RN), Anuar Battisti (Maringá/PR), Odelir José Magri (Chapecó/SC), Jaime Vieira Rocha (Natal/RN) e Fernando Saburido (Olinda e Recife/PE presidente da CNBB Nordeste II

Centrais sindicais assinam moção de agradecimento e apoio à CNBB

do site da CUT

As centrais sindicais que lutam contra as reformas Trabalhista e da Previdência reuniram-se nesta quinta-feira (4) para agredecer ao apoio da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).

De acordo com a nota, as organizações decidiram manifestar de forma oficial o reconhecimento e gratidão ao apoio claro e explícito que a CNBB manifestou à luta pela justiça dos trabalhadores e do povo brasileiro no período recente, e particularmente por ocasião da Greve Geral realizada no último dia 28 de abril.

Confira abaixo a nota:

Para
S. Eminência Reverendíssima
Dom Sérgio, Cardeal Rocha
DD. Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Prezado Dom Sérgio,

Reunidos em São Paulo nesta data, dirigentes sindicais das Centrais Sindicais – CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros ; CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Brasil ; CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil ; CUT – Central Única dos Trabalhadores ; CSP – Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas; Força Sindical ; Intersindical Central da Classe Trabalhadora ; NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores ; UGT – União Geral dos Trabalhadores, decidimos manifestar de forma oficial nosso reconhecimento e nossa gratidão ao apoio claro e explícito que a CNBB no Brasil manifestou à luta pela justiça dos trabalhadores e do povo brasileiro no período recente, e particularmente por ocasião da Greve Geral realizada no último dia 28 de abril.

A coragem e a generosidade reconhecidas de muitos Bispos ao publicarem explicitamente seu apoio ao Movimento, e sobretudo as declarações claras e enérgicas por parte da própria Assembléia, provocaram, dom Sérgio, um encorajamento, um ânimo muito grande em nossa gente.

Queremos que o Senhor saiba deste nosso reconhecimento porque sabemos também o quanto lhes custa tomar estas posições, e as pressões que os poderosos exercem em defesa de seus privilégios e de seus projetos que legalizam a exploração e a exclusão.

Dom Sérgio, esteja certo: não estamos lutando por privilégios de grupos ou corporações.

Estamos lutando para que os mais pobres e excluídos deste Brasil não sejam ainda mais massacrados por reformas legais que falam em modernização mas que se constituem na prática formas cruéis de aumentar a exploração; lutamos para que nosso País não tenha alienados seus bens mais estratégicos, para que o sistema financeiro e o mercado não sejam a única orientação política deste País.

Confessamos ao Senhor e aos membros desta Assembléia que nem nós imaginávamos que este Governo fosse chegar tão longe em suas ações de retirada de direitos daqueles que historicamente já foram vítimas da exclusão.

E a cada dia uma nova surpresa: veja, dom Sérgio o escândalo desta nova proposta de legislação trabalhista para o campo, que quer impor ao trabalhador condições análogas à escravidão: 18 dias de trabalho seguidos, jornada de 12 horas, pagamento em casa ou alimentação, venda total das férias…

Veja o relatório da CPI da Funai e do Incra, criminalizando aqueles que ousam defender a população indígena, vítima extrema da espoliação.

Dom Sérgio, o combate que eles fazem ao financiamento sindical é outra tentativa de fragilizar a resistência a seus projetos; enquanto isso, as entidades Patronais auferem, através do sistema S, recursos infinitamente maiores.

É contra esta sanha exploradora que nos levantamos e vemos com satisfação que nosso grito se faz ouvir cada dia mais pela população e por entidades da importância da CNBB.

Muito obrigado, dom Sérgio, por podermos compartilhar esta luta pela justiça.

Transmita, por favor a Dom Leonardo e a todos os Bispos, este nosso reconhecimento.

Ao mesmo tempo, devemos lhe dizer que nossa luta deverá ser dura e muito longa.

Continuamos, por isso, contando, com sua generosidade, sua coragem profética e seu apoio de Pastores.

São Paulo, 4 de maio de 2017.

Em Nota Oficial da 55ª Assembleia Geral dos Bispos, CNBB se posiciona sobre o grave momento nacional

da Assessoria de Imprensa da CNBB

O episcopado brasileiro, reunido em sua 55ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), emitiu Nota Oficial sobre o momento que o Brasil atravessa nos últimos tempos. Na véspera do encerramento do encontro anual dos bispos, nesta quinta-feira, 04 de maio, a presidência da CNBB fez um balanço dos trabalhos e leu a Nota para os jornalistas.

O arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, destacou que a Assembleia vai além dos textos e documentos publicados: “É um período de convivência entre os bispos, de oração, reflexão e estudo”. Ele citou, ainda, a divulgação do estudo sobre o tema central do evento “Iniciação à Vida Cristã”, aprovado como documento da entidade; o projeto “Pensando o Brasil”, que este ano refletiu sobre a educação no país e a mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, por ocasião do dia 1º de maio.

A Nota Oficial destaca que  Brasil é “um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna”. No texto, os bispos advertem: “Urge retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais”.

Leia a Nota na íntegra:

O GRAVE MOMENTO NACIONAL

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, por ocasião de sua 55ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida-SP, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, sente-se no dever de, mais uma vez, apresentar à sociedade brasileira suas reflexões e apreensões diante da delicada conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil. Não compete à Igreja apresentar soluções técnicas para os graves problemas vividos pelo País, mas oferecer ao povo brasileiro a luz do Evangelho para a edificação de “uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (Bento XVI – Caritas in Veritate, 9).

O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50– Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130)

O Estado democrático de direito, reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população. É preciso construir uma democracia verdadeiramente participativa. Dessa forma se poderá superar o fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos, com graves consequências para o bem do povo brasileiro.

É sempre mais necessária uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Com o exercício desfigurado e desacreditado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de “salvadores da pátria” e o surgimento de regimes autocráticos. Aos políticos não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a construção do bem comum. Daí, a necessidade de se abandonar a velha prática do “toma lá, dá cá” como moeda de troca para atender a interesses privados em prejuízo dos interesses públicos.

Intimamente unida à política, a economia globalizada tem sido um verdadeiro suplício para a maioria da população brasileira, uma vez que dá primazia ao mercado, em detrimento da pessoa humana e ao capital em detrimento do trabalho, quando deveria ser o contrário. Essa economia mata e revela que a raiz da crise é antropológica, por negar a primazia do ser humano sobre o capital (cf. Evangelii Gaudium, 53-57). Em nome da retomada do desenvolvimento, não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. Recorde-se, com o Papa Francisco, que “o dinheiro é para servir e não para governar” (Evangelii Gaudium 58).

O desenvolvimento social, critério de legitimação de políticas econômicas, requer políticas públicas que atendam à população, especialmente a que se encontra em situação vulnerável. A insuficiência dessas políticas está entre as causas da exclusão e da violência, que atingem milhões de brasileiros. São catalisadores de violência: a impunidade; os crescentes conflitos na cidade e no campo; o desemprego; a desigualdade social; a desconstrução dos direitos de comunidades tradicionais; a falta de reconhecimento e demarcação dos territórios indígenas e quilombolas; a degradação ambiental; a criminalização de movimentos sociais e populares; a situação deplorável do sistema carcerário. É preocupante, também, a falta de perspectivas de futuro para os jovens. Igualmente desafiador é o crime organizado, presente em diversos âmbitos da sociedade.

Nas cidades, atos de violência espalham terror, vitimam as pessoas e causam danos ao patrimônio público e privado. Ocorridos recentemente, o massacre de trabalhadores rurais no município de Colniza, no Mato Grosso, e o ataque ao povo indígena Gamela, em Viana, no Maranhão, são barbáries que vitimaram os mais pobres. Essas ocorrências exigem imediatas providências das autoridades competentes na apuração e punição dos responsáveis.

No esforço de superação do grave momento atual, são necessárias reformas, que se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo com toda a sociedade, com vistas ao bem comum. Do Judiciário, a quem compete garantir o direito e a justiça para todos, espera-se atuação independente e autônoma, no estrito cumprimento da lei. Da Mídia espera-se que seja livre, plural e independente, para que se coloque a serviço da verdade.

Não há futuro para uma sociedade na qual se dissolve a verdadeira fraternidade. Por isso, urge a construção de um projeto viável de nação justa, solidária e fraterna. “É necessário procurar uma saída para a sufocante disputa entre a tese neoliberal e a neoestatista (…). A mera atualização de velhas categorias de pensamentos, ou o recurso a sofisticadas técnicas de decisões coletivas, não é suficiente. É necessário buscar caminhos novos inspirados na mensagem de Cristo” (Papa Francisco – Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais – 24 de abril de 2017).

O povo brasileiro tem coragem, fé e esperança. Está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e fazer do Brasil uma nação respeitada.

A CNBB está sempre à disposição para colaborar na busca de soluções para o grave momento que vivemos e conclama os católicos e as pessoas de boa vontade a participarem, consciente e ativamente, na construção do Brasil que queremos.

No Ano Nacional Mariano, confiamos o povo brasileiro, com suas angústias, anseios e esperanças, ao coração de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Deus nos abençoe!

Aparecida – SP, 3 de maio de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

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05 May 11:57

Palácio Nacional de Bellas Artes - a magia da arte mexicana

by Cyntia Campos
O Homem controlador do universo, mural de Diego Rivera no Palácio nacional de Bellas Artes  Minha maior inspiração para visitar o México tem nome e sobrenome: Diego Rivera. Eu já tinha tido o prazer de contemplar alguns de seus quadros em museus e exposições mundo afora, mas nunca tinha estado cara a cara com seus famosos murais, trabalhos que o consagraram no mundo das artes. Com esse
04 May 16:05

A presença do MBL na agressão xenofóbica a imigrantes na Paulista. Por Mauro Donato

by Mauro Donato

Em plena avenida Paulista, território reconhecidamente plural, ocorreu o episódio que pode ser tomado como marco para o agravamento da violência no país.

Brevemente, para quem não sabe do que se trata: um grupo fascistóide, organizado por uma tal página chamada Direita São Paulo, reuniu-se na noite da terça-feira para protestar contra a lei de imigração que proporciona mais direitos aos estrangeiros.

Um bando de semiletrados – a faixa principal trazia a inscrição ‘Não a lei de migração (sic) – pregando discurso de ódio, xenofobia e demais cretinices preconceituosas.

Houve um encontro casual com algumas pessoas minimamente esclarecidas, de ‘aspecto estrangeiro’ segundo os critérios dos manifestantes carecas e marombados, e foi o que bastou para começar a pancadaria.

Valendo 100 mil reais, leitor: do lado de quem a polícia ficou?

As pessoas agredidas é que foram levadas para a delegacia e mantidas durante muito tempo sem acesso a seus advogados. Entre os presos estava Hasan Zarif, dono do restaurante Al Janiah. Alguns estavam bastante feridos.

A página Direita São Paulo nasceu, adivinhem, em 2014, como mais uma alavanca na convocação dos protestos de rua pelo impeachment de Dilma Rouseff. Em sua apresentação, afirma ter ‘entendido’ que para combater a esquerda, não bastava somente fazer protestos e sim ‘tomar um posicionamento’.

Esclarece identificar-se com os ‘ideais da direita’ e deseja restaurar ‘todos os valores que a esquerda destruiu’. A partir daí foi um festival de ‘gente de bem’ aderindo. A paulistada WASP adorou os matadores de aulas de história.

Resumindo, o Direita São Paulo é irmão gêmeo do MBL. O movimento de Kataguiri, Holiday e companhia nasceu junto e compactua dos mesmos ‘valores e princípios’ higienistas. Ambos apoiam e são apoiados por bolsonaretes.

Há acusações e testemunhos que garantem que o MBL estava lá, sem envergar a camisa, claro. Uma série de fotos levantadas por uma página antifascista tem buscado a identificação.

A pesquisadora Indra Neiva, presente na avenida Paulista na hora da ocorrência, declarou: “Eu vi o pessoal do MBL fazendo o protesto criminoso, incitando o discurso de ódio e a xenofobia, o que é crime tipificado. Os palestinos estavam passando e pararam para ver a manifestação e então foram xingados e ameaçados.”

Várias outras testemunhas afirmam que integrantes do MBL foram depois para a frente da delegacia onde estavam detidos os ‘refugiados’, marcar presença e prestar incentivo à manifestação xenofóbica que espancou pessoas aos gritos de ‘Viva a PM’, ‘Não a islamização, vocês são terroristas’, ‘Comunista tem que morrer’.

No último dia 24 de abril, o MBL havia feito uma enquete entre seus fiéis: ‘Você é a favor ou contra a nova lei de imigração?’ Precisa dizer o que deu? Não tenho estatísticas, mas contei as primeiras 40 respostas. Todas eram contra. Nauseantes a não mais poder, faziam questão de justificar o voto ‘explicando’ o que significava a nova lei: ‘abrir as fronteiras para terroristas’.

Afinal, para eles foi isso mesmo o que aconteceu. Douglas Garcia, um rapaz pardo que se intitula vice-presidente da página Direita São Paulo (quem é vice-presidente de uma página de facebook? De que planeta essa turma veio?) postou um vídeo afirmando terem sido vítimas de ‘terroristas que atacaram uma manifestação de repúdio à lei’.

Seria cômico se não fosse trágico que um país no qual só quem tem ascendência indígena não pode ser considerado de origem estrangeira veja proliferar grupos como esses.

Grupos compostos por gente contaminada pela bactéria da ‘supremacia’. E que não aprende mesmo depois de ir para a Alemanha pagar de nazista e tomar uma surra por conta de seu tom de pele e por ser ‘confundido’ com refugiados.

O MBL endossa esse discurso. Sempre endossou, quando não difundiu. Mas, como diria o já saudoso Belchior, só quem é mal passado não vê.

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04 May 16:03

Lovelove6: Direito de ir e vir

by Luiz Carlos Azenha
04 May 12:29

Como viajar de avião com as crianças (as dicas práticas de uma mãe de três)

by Ana Paula Risson

Embarcar com crianças requer planejamento mas sem exageros. Uma mãe de três dá as dicas para viajar de avião com crianças sem traumas.

O artigo Como viajar de avião com as crianças (as dicas práticas de uma mãe de três) foi retirado de Ducs Amsterdam.

03 May 23:32

O que Moro tem contra Lula são pedaladas jurídicas e pedalinhos processuais. Por Felipe Pena

by Diario do Centro do Mundo

Não se trata de defender ou atacar o ex-presidente. O que está em jogo nos processos contra Lula é o próprio estado democrático de direito, vilipendiado em seu princípio mais elementar, o de que todos são inocentes até que se prove o contrário.

Se tal princípio for desrespeitado – sobretudo a partir de uma falsa legitimação viabilizada pela instrumentalização da mídia – todos nós estaremos em perigo no Brasil. Qualquer juiz ou promotor se achará no direito de acusar e condenar com base apenas em convicções, sem provas. Viveremos, se é que já não estamos vivendo, em um estado totalitário, com viés de barbárie e perseguição.

O juiz Sergio Moro, por exemplo, já demonstrou que não tem apreço pelos trâmites legais em pelo menos duas ocasiões: quando divulgou as gravações ilegais da presidente Dilma (desrespeito ao art. 8º da Lei 9.296/96) e quando determinou a condução coercitiva do jornalista Eduardo Guimarães, exigindo que ele revelasse suas fontes (desrespeito ao art. 5º, inciso XIV da Constituição). Portanto, não será novidade se fizer o mesmo ao condenar Lula sem a obtenção de provas.

Por isso, cabe aos magistrados responsáveis deste país – aqueles que não são midiáticos e que falam apenas nos autos – proteger a constituição e o respeito ao devido processo legal. Em outras palavras, os magistrados superiores precisam ter a coragem de dizer ao juiz Moro que ele não está acima das leis e que não é o super-herói construído pela mídia.

Só para exemplificar, vamos ao caso do tríplex, cuja propriedade é atribuída a Lula.

Alguém pode, de fato, afirmar que existem provas dessa propriedade? Ou a base mais forte da acusação é o depoimento de Leo Pinheiro, dono da construtora OAS, que afirma que o apartamento é do ex-presidente (apesar de não estar no nome dele)?

Vamos lembrar que Leo Pinheiro teve um acordo de delação premiada cancelado no ano passado. Em tal acordo, não mencionava Lula. Mas agora, quando tenta uma nova delação, descarrega o nome do ex-presidente com toda a força. E ainda afirma que, a mando dele, destruiu as provas que tinha. Muito conveniente, não é mesmo?

Sua palavra é, no mínimo, duvidável. E, ainda que Leo Pinheiro tivesse credibilidade, está muito clara a pressão que vem sofrendo por parte dos procuradores. (Sugiro que vejam o vídeo do grupo “Porta dos Fundos” sobre as delações premiadas. Este caso se encaixa perfeitamente)

Outro aspecto estranho do caso é o adiamento do depoimento de Lula em uma semana. Moro alegou que atendeu a um pedido da polícia federal, cujo efetivo não seria suficiente para dar segurança ao “evento”. Entretanto, ele aproveitou o adiamento para reconvocar o réu/testemunha Paulo Duque, já condenado pelo juiz. Novamente, podemos supor que uma mudança do depoimento de tal testemunha pode estar associada a pressões para uma possível redução de pena, mesmo que nenhuma prova seja apresentada.

O que pode e deve acontecer é a transformação do novo depoimento em um espetáculo midiático às vésperas do encontro de Moro com Lula. Mais uma vez, o juiz usará a estratégia da “midiatização instrumental”, conceito criado pelo jurista Juarez Guimarães, da UFMG, para se referir a magistrados que quebram o princípio da imparcialidade do juiz a partir do vazamento seletivo e sistemático de depoimentos.

Esta é a pedalada jurídica mais utilizada por Moro. E ele não esconde seu entusiasmo pela estratégia, já que a defendeu em artigo sobre a “Operação Mãos Limpas”, publicado em 2004 na Revista do Centro de Estudos Jurídicos de Brasília (n.26, pp. 56 a 62): “o constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva” – escreveu Moro. E completou: “Craxi (líder político italiano), especialmente, não estava acostumado a ficar na posição humilhante de responder a acusações”.

A tentativa de humilhação pública é, portanto, o pedalinho processual de Sergio Moro. Para humilhar, não precisa de provas. Bastam as acusações, o circo e a condução coercitiva da cognição do público.

Por último, deixo registradas as cinco perguntas que viralizaram nas redes sociais nos últimos dias. Respondam com sinceridade a cada uma delas e pensem sobre este processo.

1) Se Marcelo Odebrecht diz “não posso provar” e Leo Pinheiro diz “destruí as provas”, existem provas contra o Lula?

2) Se eu juntar dois recibos de pedágios indo pro litoral de São Paulo, posso afirmar que sou dono de um tríplex no Guarujá?

3) Quem consegue colocar 13 milhões “em espécie” dentro de uma pasta também consegue colocar 5 elefantes dentro de um fusca?

4) Por que Leo Pinheiro destruiu provas contra o Lula e não destruiu provas contra ele mesmo?

5) Por que a OAS deu 500 milhões pro Cabral, 200 milhões pro Cunha, 50 milhões pro Aécio, 45 milhões pro Temer – tudo com provas documentais – e pro Lula só deu a reforma de um tríplex (sem provas)?

Quando se trata de processo penal, nós ultrapassamos todos os significados da expressão kafkaniano.

Aliás, Kafka teria um cenário muito melhor para seu livro se vivesse no Brasil temerário de 2017.

E ainda poderia passear de pedalinho nos Grandes Lagos de Atibaia.

Felipe Pena é jornalista, escritor e psicanalista. Doutor em literatura pela PUC-Rio, com pós-doutorado pela Sorbonne III, foi visiting scholar da NYU e é autor de 15 livros, entre eles o ensaio “No jornalismo não há fibrose”, finalista do prêmio Jabuti.

 

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03 May 23:32

Depois de tentar acabar com farmácias, Doria agora quer fechar maternidade

by Redação
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Maternidade do Hospital “Vermelhinho” realiza mais de 200 partos por mês

Imagem: Arquivo/Prefeitura de São Paulo

03/05/2017

Tucano quer transformar maternidade do hospital José Storopolli, na Vila Maria, em unidade do polêmico “Corujão”. Medida é repudiada por delegados da 2ª Conferência Municipal de Saúde da Mulher

Por Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atual

Depois da tentativa frustrada de extinguir as farmácias das unidades básicas de saúde (UBS), que causou forte reação da população e de trabalhadores, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pretende desativar os leitos da maternidade do Hospital Municipal Vereador José Storopolli, mais conhecido como Vermelhinho, na Vila Maria, zona norte. Segundo denúncia levada aos delegados da 2ª Conferência Municipal de Saúde das Mulheres (CMSMu), encerrada no último domingo (30), a ideia é transformar a maternidade, que realiza mais de 200 partos por mês, em unidade do polêmico programa Corujão.

Os delegados aprovaram duas moções de repúdio contra a desativação e exigem a continuidade do atendimento e melhorias no acolhimento às gestantes e recém-nascidos, bem como a implementação do parto humanizado na unidade.

De acordo com  vereadora Juliana Cardoso (PT), que recebeu a denúncia e a levou para a conferência, as mulheres não terão outra maternidade de referência. “A maternidade do Hospital Tatuapé e do Hospital Santo Antonio, na Penha, que são os mais próximos, já estão sobrecarregados. Com isso as mulheres, já vulneráveis, terão de peregrinar até conseguir uma vaga”, disse.

Conforme fontes, a direção do hospital já foi comunicada da mudança pela Secretaria Municipal da Saúde. No entanto, ainda não foi divulgada data.

Integrante da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher da Câmara dos Vereadores, Juliana vai protocolar requerimento para que tanto a direção do hospital como o secretário da Saúde, Wilson Pollara, compareçam à reunião da comissão para esclarecimentos sobre o projeto.

A Secretaria de Saúde informou não haver, até o momento, nenhuma definição sobre a desativação da maternidade. E que diretrizes da nova fase do programa Corujão, que vai incluir cirurgias eletivas, deverão ser anunciadas no final deste mês.

No entanto, a pasta admite mudanças no “Vermelhinho”. Caso o hospital venha a ser incluído no Corujão, algumas atividades poderão vir a ser paralisadas temporariamente, enquanto durar esta nova etapa do programa. Nesse caso, a população, segundo a prefeitura, será avisada e orientada com antecedência.

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03 May 11:50

Trailer: Laerte-se

by Ricardo Mendonça Ferreira

Laerte-se, documentário original #Netflix, estreia em 19 de maio.
"Depois de quase 60 anos como homem, três filhos e três casamentos, Laerte Coutinho, um dos cartunistas mais geniais do Brasil, apresentou-se como mulher. Este documentário acompanha a investigação de Laerte sobre o mundo feminino através de momentos íntimos do cotidiano. Enquanto faz uma reforma na casa, Laerte se interroga sobre se deve ou não fazer um implante de seios. A partir desta questão, desenrola-se uma série de perguntas difíceis sobre o que é, afinal, ser mulher".
Assista ao trailer a seguir.
Leia Mais
03 May 11:16

MBL é o maior difusor de notícias falsas, conclui pesquisa da USP

by renato

Um levantamento feito pela Associação dos Especialistas em Políticas Públicas de São Paulo (AEPPSP), com base em critérios de um grupo de estudo da Universidade de São Paulo (USP), identificou os maiores sites de notícias do Brasil que disseminam informações falsas, não-checadas ou boatos pela internet, as chamadas notícias de “pós-verdades”. O estudo da AEPPSP … Continue lendo MBL é o maior difusor de notícias falsas, conclui pesquisa da USP →

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02 May 17:36

Aluno representa o IFRN em Festival de Cinema na Polõnia

by Thanelle Freire Ferreira

O estudante Diego Alves, do campus Nova Cruz, juntamente com o assessor de Relações Internacionais do IFRN, Professor Marcelo Camilo estão na Polônia representando o Instituto no festival de cinema Netia Off Camera. O evento acontece de 28 de abril a 07 de maio.

Diego garantiu a participação, no ano passado, com o 1º lugar na sétima edição do Festival de Cinema de Baía Formosa (FINC). Além de participar da exibição de vários filmes do festival, o aluno poderá realizar cursos e oficinas de cinema, e terá a oportunidade de estabelecer uma rede de conhecimento com outros futuros profissionais e profissionais já consagrados nas diferentes áreas do cinema.

Antes do inicio do festival, aluno e professor visitaram a Krakowska Akademia, instituição de ensino superior da Cracóvia, parceira do IFRN. Eles foram recepcionados pela Pró-reitora e Professora do Departamento de Estudos Midiáticos, Katarzyna Pokorna-Ignatowicz, e o diretor de Relações Internacionais, Jerzy Marcinkowski. Durante a visita, participaram de uma aula de comunicação, onde Diego falou sobre sua cidade e história na instituição. Em seguida foi exibido seu filme e uma sequência de perguntas e repostas sobre o curta. Durante o festival, ele subirá ao palco para falar sobre seu filme e concederá entrevistas para a mídia que está cobrindo o evento.

01 May 14:26

Dilma: Temer é misógino, tacanho, ilegítimo, machista, golpista, ultrapassado

by Cynara Menezes
dilmalulars

(Dilma e Lula no Rio Grande do Sul. Foto: Ricardo Stuckert)

A presidenta ELEITA do Brasil, Dilma Rousseff, ficou indignada com as frases do presidente ilegítimo do Brasil, Michel Temer, em entrevista ao apresentador Ratinho, do SBT, na sexta-feira à noite. Segundo Temer, o país “precisa de um marido” para não quebrar. “Acho que os governos agora precisam passar a ter marido, viu, porque daí não vai quebrar”, disse.

Esta foi mais uma declaração machista do presidente que chegou ao poder sem voto. Ao assumir, Temer formou um gabinete composto apenas de homens. Depois, em pleno Dia Internacional da Mulher, após breve discurso de Marcela, sua esposa, Temer disse que o papel das mulheres na economia é ver os preços nos supermercados. Ele também falou que as mulheres, “além de cuidar dos afazeres domésticos” e serem as principais responsáveis pela educação dos filhos, têm “cada vez mais espaço” no mercado de trabalho. Sério. Em 2017. Este é o homem da “ponte para o futuro”.

Dilma não deixou por menos e soltou uma nota desancando o vice traidor e chamando-o de misógino, ilegítimo, tacanho, conservador, golpista, machista e ultrapassado. Leia a íntegra abaixo.

***

A entrevista do senhor Michel Temer ao apresentador Ratinho é um primor de misoginia e patriarcalismo.

É estarrecedor que no século 21 um presidente, mesmo ilegítimo, tenha opiniões tão tacanhas, rebaixadas e subalternas sobre o papel da mulher na sociedade brasileira.

Sua fantástica cegueira política e seu imenso conservadorismo o impedem de ver a importância das lutas e a realidade das conquistas obtidas pelas mulheres brasileiras  ao longo das últimas décadas.

As mulheres brasileiras não merecem que um golpista, líder de um governo que está impondo o retrocesso social e econômico mais impiedoso sobre o nosso país, venha, mais uma vez, a público e manifeste suas opiniões machistas ultrapassadas.

O Brasil precisa de eleições diretas já!

Dilma Rousseff

 

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29 Apr 20:51

Licença-paternidade: fiquei um ano em casa cuidando do meu filho | Caixa-Preta #8

by Carol Rocha

Link do Youtube

Editar os textos do Rodrigo Cambiaghi, na coluna Vida de Pai, me fez entender muitas nuances da paternidade que sempre passaram despercebidas por mim (e por muitas outras pessoas, creio). Conversar com o Marco Antônio, nosso oitavo entrevistado do Caixa-Preta, potencializou ainda mais essas descobertas.

Ele é pai, jornalista e faz o que foi considerado papel exclusivo da mãe por muito tempo: fica em casa cuidando do pequeno Mudrik enquanto a esposa trabalha. 

"Não é uma questão de me anular. É uma questão de fazer o que tem que se fazer, dentro de um acordo e de uma nova experiência"

Essa forma incomum (mas não anormal) de gerenciar os cuidados com o filho abre espaço para questionar uma questão familiar importante e pouco discutida: a licença-paternidade

Segundo nossa constituição, o período de dispensa do trabalho para o pai é de 5 dias, podendo chegar a 20 caso o mesmo pertença ao programa Empresa Cidadã ou seja servidor público federal. Para a mãe, a licença é de 4 meses

Esse mapa, de reportagem da BBC, mostra, em uma escala de dias, o período de licença-paternidade oferecido pelos países ao redor do mundo.

Movimentos para que haja uma presença maior do pai nos primeiros meses da criança estão acontecendo, sejam eles por meio grupos de apoio e discussão entre homens, projetos incentivadores ou medidas tomadas por grandes empresas.

Na Suécia, primeiro país do mundo a conceder o benefício ao time masculino em 1974, a licença é parental, ou seja, garante 480 dias a serem distribuídos entre o casal, sendo 90 exclusivos para a mãe. Nos EUA, são 84 dias para ambos os sexos (mas sem lei que obrigue o pagamento de licença remunerada), e na Colômbia apenas 8. 

Em 2015, o Netflix anunciou que passaria a dar 1 ano de licença-paternidade e maternidade aos seus funcionários. O Twitter concede 5 meses, e o Facebook 120 dias remunerados, sem distinção de gênero.

Essa foto faz parte do projeto Swedish Dads, do fotógrafo Johan Bävman, cuja proposta foi construir um ensaio fotográfico com pais "que ficam em casa"

De volta à realidade da legislação brasileira, o que cabe ser questionado aqui são os parâmetros que consideram apenas 5 dias tempo suficiente para um pai permanecer ao lado criança recém-nascida. Questões de extrema importância estão em jogo, como acompanhamento do pré-natal, primeiros contatos com a criança, apoio pós-parto e o auxílio em geral que o companheiro pode oferecer à esposa.

Durante o papo, nosso entrevistado compartilhou algumas vivências que teve ao lado do filho e comentou a respeito do choque que ainda existe quando um homem se coloca como cuidador. Para ele, permanecer durante um período de tempo maior ao lado de Mudrik (muito mais do que a legislação permitiria) foi uma chance única para acompanhar de perto os primeiros passos do filho.

Expandir esse debate e reunir forças que permitam mudanças efetivas em relação ao limitado tempo de licença-paternidade, pode multiplicar experiências como a que Marcos nos contou.

Por hora, deixo aqui alguns links que serão úteis na jornada, sejam como espaços de encontros e debates construtivos entre pais, sejam como manuais colaborativos e dicas práticas: 

- É importante deixar os homens serem pais;

- Paizinho, Virgula, canal que discute a jornada da paternidade, criação com apego e disciplina positiva;

- Tricô de pais, podcast do Paizinho, Virgula;

- Diário Illustrado da Paternidade, fã page do Facebook;

- Projeto Swedish Dads;

- 19 links que me fizeram um pai melhor;

- Tretas que não me contaram sobre o começo da paternidade e diversos outros textos da coluna Vida de Pai.

A caixa de comentários, é claro, está sempre aberta para ouvir mais histórias e dicas. Vem com a gente?

29 Apr 12:00

Exclusivo: fiscal de Trabalho Escravo encontra graves irregularidades em subprefeitura de Doria. Por Joaquim de Carvalho

by Joaquim de Carvalho
O fiscal do Trabalho Escravo Alexandre de Faria (centro) com funcionários da subprefeitura de Pinheiros

Um fiscal do Programa de Erradicação do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho, esteve na sexta, dia 28, na Prefeitura Regional de Pinheiros e notificou o departamento jurídico de irregularidades graves.

“Não podemos dizer que constatamos trabalho escravo, isso não, mas encontramos graves irregularidades ao verificarmos as condições precárias de acomodação para funcionários pernoitarem, precariedade total, ainda que por uma noite”, disse o fiscal Luiz Alexandre de Faria.

O fiscal está no Ministério do Trabalho há mais de 20 anos e já conduziu algumas das operações de maior repercussão no País, como a de costureiras que trabalham na produção de roupas para marcas famosas, em ambiente fechado e insalubre.

Nas primeiras horas da manhã de hoje, Luiz Alexandre recebeu da superintendência do Ministério do Trabalho em São Paulo um comunicado para verificar a veracidade do vídeo que o prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias, havia gravado, para anunciar que funcionários passariam a noite no local de trabalho.

O que foi apresentado como um esforço moderno de gestão, uma medida para proteger funcionários leais dos efeitos da greve, acabou tendo conseqüência inversa.

“Ainda que os funcionários tenham pedido para dormir no trabalho, isso é irrelevante. Tem que haver condições mínimas de segurança para pernoite, e isso não aconteceu”, afirmou o fiscal do Ministério do Trabalho.

A primeira irregularidade constatada foi o local onde dormiram: sobre colchões e cobertores tomados por empréstimo da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Duas normas regulamentam as condições mínimas de segurança para alojamento, e a cama é um item obrigatório.

Egas Marcolino de Assis, encarregado do transporte, um homem negro, alto, que já é avô, disse que pediu para passar a noite ali.

“Meu nome é trabalho, e eu tenho que pensar primeiro na minha família, e não ia fazer grave. Como meu nome é trabalho, eu pedi para ficar e não faltar. Não fui obrigado a nada”, dizia ele, com ênfase na expressão “meu nome é trabalho”.

Funcionário de serviços gerais, com salário bruto de 2.200 reais, incluindo vale transporte e vale refeição, com 35 anos de casa, João Augusto dos Santos, um senhor de cabelos brancos, mostrou para o fiscal a sala onde foi colocado o colchão para ele dormir.

Logo depois, ao falar com o fiscal, João repetiu: “Meu nome é trabalho.”

Os dois foram abordados quando desciam do gabinete do prefeito regional, onde passaram algumas horas da manhã, dando entrevistas para a imprensa.

Quando eu falava com Esgas, que vinha no gabinete, ele disse: “De novo”, e sorriu, deixando à mostrada as falhas na dentição.

Bastante simpático, começou a contar como foi a noite: ele, João e outros quatro funcionários dormiram na área de transporte, onde fica a sua sala e existem alguns sofás velhos.

Os colchões foram colocados no chão de dois cômodos. Eles comeram pizza de noite, trazida pelo prefeito regional (que não passou a noite com eles), e café pela manhã.

Quando conversava com os funcionários, o fiscal do Ministério do Trabalho chegou, mostrou a carteira e começou a conversar com eles.

Além dos cômodos onde dormiram, que ficam atrás do prédio principal, onde está o gabinete do prefeito regional, eles foram até um local onde o fiscal já tinha estado.

Colchão usado por servidor: mau cheiro e precariedade

Ali há mau cheiro e condições precárias de permanência, inclusive com fios sobre madeira, que oferecem risco de incêndio. Há dois beliches velhos, com colchões, e uma mesa encostada na parece, onde um funcionário almoçava.

Respondendo a perguntas do fiscal, eles garantiram que não dormiram ali. Quando os funcionários respondiam ao fiscal, chegaram duas assessoras, que trabalham na Administração Financeira, e Fabrício Caruso, chefe de gabinete do prefeito regional.

Fabrício perguntou por que o fiscal não procurou o departamento jurídico e não foi para lá primeiro. “Aqui não é próprio. Esse cheiro é por causa da Sabesp, que fica do outro lado”, disse. O fiscal explicou que estava ali para justamente para verificar as condições de trabalho na Prefeitura Regional de Pinheiros.

“Olha, esse local, nessas condições, não é próprio para o trabalho.”, disse Luiz Alexandre de Faria. “Nós vamos reformar”, avisou uma das assessoras.  “Inclusive ele está almoçando aqui porque ele quer. Nós temos refeitório, em outro local”, emendou a outra.

O funcionário que almoçava olhou para trás e balançou a cabeça, confirmando. “Tem mesmo outro refeitório, é que eu já acostumei a comer aqui”, afirmou.

O local que, segundo a assessoria, será reformado, já existe a logomarca da administração. Na parede e na janela, adesivos do slogan criado pela gestão de João Dória: “Cidade Linda”.

Na recepção, além do adesivo, tem ainda um coração vermelho grande, com o slogan Cidade Linda. Na frente da Prefeitura, dois outros corações bem grandes – Cidade Linda. Nas peruas, sobre o brasão da cidade, “Cidade Linda”.

Os seis funcionários que passaram a noite “em condições precárias” na Prefeitura Regional ficaram a manhã toda na repartição, alguns dando entrevistas, e os dois que eu encontrei responderam acenando aos colegas que passavam por ele e brincavam: “Está ficando famoso”.

Mas eles não iam passar a noite para, no dia seguinte, trabalharem pela cidade?

Depois da fiscalização, entrevistei Luiz Alexandre de Faria (assista ao vídeo).

“Se fosse uma empresa privada, eu teria autuado (com multa). Como se trata de outro ente federativo, não posso fazer isso, mas posso notificar das irregularidades e encaminhar ao Ministério Público, ao qual cabe agir nesse caso. É uma situação que não pode continuar”, afirmou.

O fiscal informou aos assessores do prefeito regional que, se o ambiente mau cheiroso e com fios sobre madeira e refeitório improvisado não for corrigido, ele poderá voltar a interditar o local.” Ele pode interditar, mas não multar.

Quem vê o Coração da Cidade Linda no jardim da Prefeitura Regional não conhece o que ainda existe lá no fundo.

É feio e está cheirando mal.

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29 Apr 11:47

Na histórica Greve Geral de 2017, Globo fez pior do que nas Diretas Já de 1984

by Luiz Carlos Azenha

por Luiz Carlos Azenha

Em 1983 eu era repórter da TV Bauru, afiliada da Globo no interior paulista. Porém, vivia “cedido” à emissora em São Paulo, cobrindo férias de colegas. Morava no Hotel Eldorado da rua Marquês de Itu, no Higienópolis, na capital paulista, como repórter do chão de fábrica.

Fui, como pessoa física, à primeira manifestação pelas Diretas Já em São Paulo, diante do estádio do Pacaembu, à qual compareceram cerca de 15 mil pessoas. Foi em 27 de novembro de 1983, poucos dias depois de meu aniversário.

Outros protestos já tinham acontecido antes, pedindo que a ditadura estabelecida em 1964 tivesse fim com eleições presidenciais diretas. Outras aconteceriam depois, com destaque para Curitiba, onde se reuniram cerca de 40 mil pessoas.

Portanto, posso dizer que eu estava lá vivendo a realidade paralela pela primeira vez: enquanto as notícias fundamentais para o futuro do Brasil aconteciam do lado de fora, a TV Globo desconhecia as notícias do lado de dentro — especificamente, na sede da emissora em São Paulo, na praça Marechal Deodoro.

Era uma sensação bizarra. As ordens vinham do Rio: na Globo, nada de Diretas Já.

Portanto, não houve exatamente surpresa quando, no aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, o repórter Ernesto Paglia falou sobre a manifestação de cerca de 300 mil pessoas na praça da Sé, que reivindicava outra vez Diretas Já, como se fosse a comemoração da efeméride. Sim, é fato que a reportagem tratou dos discursos e da manifestação em si, mas foi embalada pelos editores, a mando da direção da Globo no Rio, como se fosse a cobertura de uma festa.

A maneira como a TV Globo tratou a histórica Greve Geral do 28 de abril de 2017 é, na minha avaliação, muito pior do que aconteceu com a cobertura das Diretas Já em 1983/1984.

Àquela época, a emissora poderia alegar — como alguns globais chegaram a alegar — que vivíamos os estertores de uma ditadura militar e que desafiar o regime poderia ter consequências para a própria abertura “lenta, gradual e segura” prometida pelo ditador Ernesto Geisel, que João Figueiredo então representava.

Agora, não. Graças às redes sociais — facebook, twitter, whatsapp — qualquer pessoa pode avaliar o grau de descontentamento com as medidas de impacto social tomadas por um governo que tem o presidente da República e nove de seus ministros sob suspeita e/ou investigação, medidas que por sua vez são submetidas a um Congresso igualmente sob suspeita.

Mesmo os mais devotos apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff e antipetistas vários sabem que Michel Temer não foi eleito vice-presidente para tomar o rumo que tomou, nem tem legitimidade para golpear os direitos sociais da forma como pretende fazê-lo.

Age em nome do 1% do topo, com 4% de ótimo/bom na pesquisa de opinião pública mais recente e desemprego na casa dos 14%, quando a promessa era de que a derrubada de Dilma provocaria um cavalo-de-pau imediato na economia.

Portanto, desta feita a TV Globo e seus satélites não tem onde se esconder: o apoio dado às medidas do governo Temer expressa acima de tudo o interesse político e econômico dos próprios donos da mídia e dos usurpadores do poder no Planalto e no Congresso que os representam.

No caso da emissora, é absolutamente impossível do ponto-de-vista jornalístico que uma organização com tantos tentáculos espalhados por todo o Brasil tenha sido incapaz de registrar o descontentamento popular ANTES da greve geral, de forma a expressá-lo em seu noticiário.

Será que só nós, internautas, vimos por exemplo as manifestações da CNBB e de um terço dos bispos da Igreja Católica, os quais certamente não podemos acusar de agirem a mando do anarco-sindicalismo?

A Globo, para ficar apenas na nave mãe, simplesmente fez mau jornalismo. Não foi pela primeira, nem será pela última vez.

Agora, porém, não tem como se esconder atrás da ditadura, da qual foi a principal beneficiária, como fez em 1984.

Agora, fez mau jornalismo — distorcido, omisso, descontextualizado — porque coloca seus interesses empresariais, representados pelo governo Temer, acima do interesse da maioria dos brasileiros.

PS: Que fique registrado. Quando Lula se elegeu presidente e foi à Globo do Rio dar entrevista ao Jornal Nacional — estava em minha segunda passagem pela emissora eu fui um dos poucos jornalistas presentes que não o aplaudiram na entrada. Não acho que o papel de jornalista seja bater palma para autoridade, tampouco negar a realidade que o cerca.

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Fotos da CUT no centro de SP flagram as mentiras da mídia

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27 Apr 20:02

Mesmo Dória que critica greve de amanhã curtiu uma contra Dilma em 2013. Hipócrita e ignorante

by Antonio Mello

A hipocrisia do prefeito de São Paulo fica evidente na reprodução acima, extraída de seu Twitter.

Hoje, Doria critica a greve, que é um direito do trabalhador garantido na Constituição. Diz que é coisa de vagabundo.

A ignorância a que me refiro no título é pelo erro primário de colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo.

Vá estudar prefeito! A Constituição do Brasil, para saber que a greve é um direito. E gramática básica, com alguma professora aí da prefeitura para lhe explicar que não se separa o sujeito do verbo.

Apoie o Blog do Mello e a mídia alternativa. Saiba como


27 Apr 14:09

Lista completa, por estado, com nomes apenas dos deputados traíras que votaram contra os direitos dos trabalhadores. Guarde com você

by Antonio Mello



LISTA POR ESTADO APENAS COM DEPUTADOS QUE TRAÍRAM O POVO

Eles votaram a favor do substitutivo do projeto de lei n º 6787/2016 da reforma trabalhista, que acaba com direitos dos trabalhadores.
Ano que vem tem eleição. Guarde bem estes nomes que votam contra você e seus direitos.
ATENÇÃO: Nesta lista estão apenas os nomes dos que votaram contra seus direitos.
Quanto ao PSDB, não precisa nem pesquisar. O PSDB foi o único partido em que todos votaram contra os trabalhadores.


Roraima (RR)
Abel Mesquita Jr.
DEM






Edio Lopes
PR


Hiran Gonçalves
PP


Maria Helena
PSB


Remídio Monai
PR


Shéridan
PSDB


Amapá (AP)
André Abdon
PP


Cabuçu Borges
PMDB


Jozi Araújo
PTN


Marcos Reategui
PSD


Vinicius Gurgel
PR


Pará (PA)
Delegado Éder Mauro
PSD


Elcione Barbalho
PMDB


Francisco Chapadinha
PTN


Hélio Leite
DEM


Joaquim Passarinho
PSD


José Priante
PMDB


Josué Bengtson
PTB


Lúcio Vale
PR


Nilson Pinto
PSDB


Wladimir Costa
Solidaried


Amazonas (AM)
Alfredo Nascimento
PR


Arthur Virgílio Bisneto
PSDB


Átila Lins
PSD


Pauderney Avelino
DEM


Silas Câmara
PRB


Rondonia (RO)
Lindomar Garçon
PRB


Lucio Mosquini
PMDB


Luiz Cláudio
PR


Marcos Rogério
DEM


Mariana Carvalho
PSDB


Marinha Raupp
PMDB


Nilton Capixaba
PTB


Acre (AC)
Alan Rick
PRB


Flaviano Melo
PMDB


Jéssica Sales
PMDB


Tocantins (TO)
Carlos Henrique Gaguim
PTN


César Halum
PRB


Irajá Abreu
PSD


Josi Nunes
PMDB


Lázaro Botelho
PP


Professora Dorinha Seabra Rezende
DEM


Vicentinho Júnior
PR


Maranhão (MA)
Alberto Filho
PMDB


Aluisio Mendes
PTN


André Fufuca
PP


Cleber Verde
PRB


Hildo Rocha
PMDB


João Marcelo Souza
PMDB


José Reinaldo
PSB


Junior Marreca
PEN


Juscelino Filho
DEM


Pedro Fernandes
PTB


Victor Mendes
PSD


Waldir Maranhão
PP


Ceará (CE)
Adail Carneiro
PP


Aníbal Gomes
PMDB


Danilo Forte
PSB


Domingos Neto
PSD


Gorete Pereira
PR


Moses Rodrigues
PMDB


Raimundo Gomes de Matos
PSDB


Vaidon Oliveira
DEM


Piauí (PI)
Átila Lira
PSB


Heráclito Fortes
PSB


Iracema Portella
PP


Júlio Cesar
PSD


Maia Filho
PP


Marcelo Castro
PMDB


Paes Landim
PTB


Rodrigo Martins
PSB


Silas Freire
PR


Rio Grande do Norte (RN)
Beto Rosado
PP


Fábio Faria
PSD


Felipe Maia
DEM


Rogério Marinho
PSDB


Paraíba (PB)
Aguinaldo Ribeiro
PP


André Amaral
PMDB


Benjamin Maranhão
Solidaried


Efraim Filho
DEM


Hugo Motta
PMDB


Pedro Cunha Lima
PSDB


Rômulo Gouveia
PSD


Wilson Filho
PTB


Pernambuco (PE)
Adalberto Cavalcanti
PTB


André de Paula
PSD


Augusto Coutinho
Solidaried


Betinho Gomes
PSDB


Bruno Araújo
PSDB


Carlos Eduardo Cadoca
PDT


Daniel Coelho
PSDB


Fernando Coelho Filho
PSB


Fernando Monteiro
PP


Jarbas Vasconcelos
PMDB


João Fernando Coutinho
PSB


Jorge Côrte Real
PTB


Kaio Maniçoba
PMDB


Marinaldo Rosendo
PSB


Mendonça Filho
DEM


Ricardo Teobaldo
PTN


Alagoas (AL)
Arthur Lira
PP


Nivaldo Albuquerque
PRP


Pedro Vilela
PSDB


Sergipe (SE)
Andre Moura
PSC


Laercio Oliveira
Solidaried


Bahia (BA)
Arthur Oliveira Maia
PPS


Benito Gama
PTB


Cacá Leão
PP


26 Apr 17:52

Igrejas Evangélicas Históricas e Aliança Evangélica assinam manifesto contra a Reforma da Previdência

by Marcelo Ramos Oliveira

As Igrejas Evangélicas Históricas brasileiras emitiram um pronunciamento oficial sobre as decisões tomadas com relação a Reforma da Previdência, em tramitação da Câmara do Deputados. A proposta do governo Michel Temer, é entre outras ações, criar novas regras na Previdência. Entre elas, estabelecer idade mínima de 65 anos para se aposentar.

A reportagem é publicada por Expositor Cristão, 31-03-2017.

O texto aguarda o Relator na Comissão Especial, emitir um parecer sobre a proposta de emenda constitucional 287 de 2016 (PEC 287/16).

Entre as organizações que assinam o documento de posicionando contra a Reforma, está presente a Igreja Metodista no Brasil. Por meio do seu veículo oficial, a organização já abordou o tema, tanto no Jornal Expositor Cristão no mês de abril, como no podcastGiro de Notícias, que traz as principais notícias metodistas da semana. Ouça agora.

Leia abaixo o pronunciamento, ou acesso o documento original do site da Igreja Metodista brasileira. Clique aqui.

Pronunciamento dos presidentes e representantes das Igrejas Evangélicas Históricas do Brasil e Aliança Evangélica Brasileira sobre a Reforma da Previdência- PEC 287/2016

Os Presidentes e representantes das Igrejas evangélicas históricas do Brasil, em virtude das propostas de mudanças no regime previdenciário brasileiro contidas na Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016, no cumprimento de seu dever profético e no exercício da fé cristã, fazem o seguinte

Pronunciamento:

1 -O atual sistema previdenciário brasileiro cumpre fundamental papel redistributivo e realocativo de renda, sendo instrumento eficaz de combate à desigualdade social e de segurança alimentar a uma parcela significativa de brasileiros;

2 – Não obstante sua importância no combate às desigualdades sociais, o atual sistema previdenciário apresenta assimetrias e desigualdades entre diversas categorias laborais, o que requer revisão e ajustes para seu aperfeiçoamento;

3 – A exigência de idade mínima de 65 anos para aposentadoria tanto de homens quanto de mulheres e de um tempo mínimo de contribuição de 25 anos que, na prática, requer 49 anos para aposentar-se com 100% dos proventos, é injusta e não condiz com a realidade brasileira, porque:

3.1. As mulheres, sabidamente, em nossa sociedade, exercem dupla jornada laboral, trabalham cerca de 7,5 horas a mais que os homens, de acordo com levantamento doIPEA, e não se podem ignorar as diferenças de gênero;

3.2. Os trabalhadores mais pobres e sem qualificação, em vista da economia informal (falta de registro em carteira), do subemprego e do desemprego, jamais alcançarão 49 anos de contribuição para fazer jus aos proventos de aposentadoria integrais;

3.3. Não leva em consideração nossos graves desequilíbrios regionais e as diferenças de expectativa de vida entre as populações das regiões mais pobres em contraponto com as mais ricas.

4 – É injusta a sistemática proposta de cálculos dos proventos e dos cálculos de pensão, havendo a possibilidade de esses valores serem inferiores ao salário mínimo;

5 -A elevação de idade para 70 anos para o Benefício de Prestação Continuadaafetará as camadas mais pobres da sociedade, impedindo que os que mais precisam tenham acesso ao benefício;

6 – É preciso que haja uma investigação profunda da aplicação dos recursos arrecadados para sustentar a previdência e a seguridade social, que os números reais da previdência sejam tornados públicos e que o Governo construa mecanismos eficazes de cobrança dos altos valores devidos à Previdência Social e reduza as desonerações fiscais concedidas aos segmentos privados, em detrimento da saúde financeira do Estado.

Conclamamos os membros que se reúnem em nossas Igrejas a orar pelo bem de nossa nação e que Deus nos permita construir um país em que justiça social e cuidado com os mais necessitados sejam pauta permanente de nossas políticas públicas.

AL – Aliança Evangélica
CBB – Convenção Batista Brasileira
CBN – Convenção Batista Nacional
IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana Brasileira
IELB – Igreja Evangélica Luterana do Brasil
IMB – Igreja Metodista no Brasil
IML – Igreja Metodista Livre
IPIB – Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
IPB – Igreja Presbiteriana Brasileira
IPU – Igreja Presbiteriana Unida
UIEBC – União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil

Leia mais

26 Apr 12:08

"HOMENS ADULTOS ASSEDIAM MINHA FILHA DE 15 ANOS"

by lola aronovich
A Q., que prefere não se identificar, me mandou esta mensagem:
"Outro dia fomos comprar uniforme da escola, ali na rótula da carvoeira na UFSC, sabe? Era umas três da tarde. Na volta para casa, sentamos no banco do ponto  esperando o ônibus. Lola, sem brincadeira, 99% dos homens mexiam com ela. Ficamos pasmas com a falta de respeito. Ela tem 15 anos! Ela me disse que não aguenta mais e me pediu para matriculá-la numa aula de boxe".
É realmente detestável este abuso constante, que lembra a campanha #MeuPrimeiroAssédio. A hashtag no Twitter em 2015 deixou claro que a primeira vez que mulheres são assediadas não é quando elas magicamente atingem os 18 anos, mas muito antes, às vezes com 8, 9 anos. Fico imaginando se nesses casos o pessoal do "Não se pode nem mais elogiar uma mulher!" também tenta justificar. 
Fiquem com o relato da Q.

Sou mãe de uma menina que completou 15 anos. Outro dia fomos comprar o uniforme escolar ali na rótula do bairro Carvoeira, ao lado da UFSC. Na volta para casa, enquanto aguardávamos o ônibus no ponto, não tivemos paz. Praticamente todos os homens que dirigiam seus carros mexiam com minha filha de maneira abusiva. 
No carnaval ela foi brincar num bairro próximo com uma amiga cuja família ajuda a organizar o carnaval por lá. 
Ela me contou da violência que sofreu por homens que não a deixavam em paz. Foram os mais variados abusos como ter seus cabelos puxados. Ela ficou com medo. Um amigo chegou e ficou ao seu lado, e só quando ele estava perto os homens a deixavam em paz. Um homem chegou a pedir desculpa ao amigo dela por tê-la desrespeitado, quando o correto era primeiro, respeitá-la incondicionalmente, e segundo, pedir desculpas a ela. Mas eles pedem desculpas entre eles e nunca a nós.
Todos os dias eu desço a rua aqui de casa para levá-la ao ponto de ônibus quando vai pra escola. É angustiante a preocupação. Uma simples ida à mercearia do bairro torna-se motivo de preocupação.
Assim como as mães de meninos negros se preocupam com seus filhos serem mortos, mães de meninas também vivem angustiadas com medo de suas filhas não voltarem para casa por conta do abuso dos homens.
Tomar um táxi sozinha para ir a algum lugar... Nossa, como é preocupante!
Outro dia ela foi fazer um exame no Hospital Infantil e eu não gostei da maneira como o médico a tocou. Ele perguntou se ela usava sutiã com algum metal. Mesmo eu dizendo que não, ele fez questão de conferir pegando e puxando o sutiã, tocando nela de maneira bem invasiva, sendo grosseiro. Além disso, eles não permitiram que eu acompanhasse o exame, me deixaram do lado de fora. 
Eu fiz questão de ficar na porta -- entreaberta, olhando. Quase denunciei ao hospital. Fiz uma reclamação com a atendente na hora de pegar o exame, sugeri que pais e responsáveis acompanhassem o exame por meio de uma janela de vidro. E saí de lá com a certeza que aquele médico não é confiável.
Na parede havia um aviso bem grande que não é permitido que o acompanhante fique na sala com a paciente. Achei aquilo muito, muito estranho, como se fosse um passe livre para o médico exercer seu poder.
Que difícil ser mulher neste mundo de predadores!
26 Apr 11:44

Como a Globo, ajudada por Moro, está venezuelizando o Brasil. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Os irmãos Marinhos: uma família antidemocracia
Os irmãos Marinhos: uma família antidemocracia

A Globo, Aécio e Moro venezuelizaram o Brasil.

Veja o que acontece na Venezuela há anos e você terá uma ideia da tragédia que isso representa.

São brasileiros odiando brasileiros, amigos rompendo com amigos, irmãos se afastando de irmãos. Tudo isso e mais sangue correndo e a economia sofrendo as consequências dos enfrentamentos políticos que paralisam o país.

E tudo isso por um motivo vil: a derrota nas urnas.

Globo, Aécio e Moro conflagraram o Brasil porque perderam. A plutocracia jamais surpreende: também em 1954 e 1964 a motivação foram surras em eleições presidenciais. E o pretexto o mesmo: “corrupção”.

A direita brasileira mostrou ser ainda pior que a venezuelana. Ao contrário de Chávez, Lula jamais foi agressivo com a elite.

Buscou sempre conciliar. Tão logo eleito, assinou uma Carta aos Brasileiros na qual se comprometia, na economia, a não se desviar do caminho de FHC.

Jamais deixou de despejar centenas de milhões de reais nas empresas jornalísticas em propaganda federal – um dinheiro público que elas utilizaram para montar um exército de editores e comentaristas dedicados a destruir o próprio Lula e, depois, Dilma.

Em sua busca de paz, Lula foi ao enterro do homem que foi um dos símbolos supremos da ditadura, Roberto Marinho. Alguns anos antes, Roberto Marinho roubara uma eleição de Lula ao fraudar no Jornal Nacional o resumo do debate final entre Lula e Collor. (Recentemente, Boni, então o executivo mais forte da Globo, contou candidamente como a emissora deu assessoria para Collor antes do debate.)

A conciliação de Lula foi vital para que a Globo jamais pagasse por seus crimes na ditadura. E isso deu à empresa condições de fazer o que está fazendo agora: orquestrar um golpe, ao lado de aliados como Moro e Aécio.

Alguém disse que a plutocracia foi ingrata com Lula. Mas, menos que ingratidão, é uma questão de ganância associada a uma completa ausência de escrúpulos morais.

A plutocracia quer tudo, não importam os meios. A Globo, por exemplo, quer livre acesso ao dinheiro público, pois teme não sobreviver sem estas muletas.

Deseja, também, uma Justiça encabrestada, para que possa cometer suas delinquências impunemente, tanto editoriais quanto fiscais.

A Globo deseja fazer as costumeiras barbaridades editoriais sem que juiz nenhum lhe crie problemas como direito de resposta ou multas significativas.

Também quer sonegar sem consequências, como há tanto tempo vem fazendo.

Moro representa a Justiça com que a Globo sonha: unilateral, parcial, feita apenas para proteger os interesses de uma pequena fração de brasileiros abençoados desde sempre com mamatas e privilégios abjetos.

Para alcançar seus desígnios, a Globo e seus aliados estratégicos não hesitaram em fazer do Brasil uma Venezuela gigante.

É terrível.

Mas mais terrível ainda será se, como em 1954 e 1964, a Globo e tudo que ela representa triunfarem.

Os defensores da democracia terão que mostrar doses colossais de coragem e energia para que, no final do embate que já está aí, o Brasil esteja enfim livre da Globo, de juízes como Moro e de políticos como Aécio.

O post Como a Globo, ajudada por Moro, está venezuelizando o Brasil. Por Paulo Nogueira apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

26 Apr 11:24

o paradoxo da história

by alexcastro

a história nunca é paradoxal: se você acha que é, então não entendeu alguma coisa.

never forget never forget get over it slavery