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10 Sep 12:48

Qual é a origem das línguas ibéricas?

by Marco Neves
É verdade que a sorte que tiveram foi muito diferente — mas, do mirandês ao castelhano, as línguas que hoje encontramos na nossa península fizeram quase todas, na sua origem, uma viagem de norte para sul (o «quase» está ali por culpa dos bascos). Aqui fica uma brevíssima viagem pela origem das línguas ibéricas, retirada do livro O Galego e o Português São a Mesma Língua? (Através, 2019).
25 Aug 16:08

Resenha: Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex

by Lady Sybylla
Este foi um dos livros mais impactantes, mais importantes que já li. Gostaria que cada brasileiro pudesse ter um exemplar desses na mão, que conhecesse a tragédia e o holocausto que ocorreram sob a anuência do Estado, da sociedade e da classe médica por décadas. Um lugar que deveria tratar pessoas com doenças mentais, mas que apenas as desumanizou e serviu como depósito para aqueles que a sociedade queria que sumisse.

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Este livro foi uma cortesia da Editora Intrínseca

O livro

(...) nenhuma violação dos direitos humanos mais básicos se sustenta por tanto tempo sem a nossa omissão.

Página 15

Holocausto Brasileiro é um livro reportagem que escancara os crimes cometidos contra seres humanos dentro dos muros do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, Zona da Mata, em MG, ou como é mais conhecido, o Colônia. O centro foi fundado em 1903 e recebia centenas de pessoas todos dias, ainda que no papel devesse ter apenas 200 internados. O Colônia foi o porão para onde a sociedade mandou aqueles que não desejava em seu convívio: mulheres grávidas, esposas que ousassem desafiar seus maridos, filhos rebeldes, pessoas com problemas com a bebida, gays, prostitutas, pessoas com epilepsia, mães solo, mendigos, melancólicos ou apenas introvertidos, inimigos políticos, negros, pessoas sem documentos ou apenas desafetos. Cerca de 70% dos internados ali não tinham qualquer problema ou doença mental. Só eram indesejados pela sociedade ou por alguém poderoso.

Resenha: Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex

Os internados eram acordados logo cedo pela manhã, mandados para o pátio, onde ficavam ociosos até a hora de dormir. Não havia camas, não havia roupas suficientes, não havia água potável, então era preciso matar a sede no esgoto a céu aberto. Homens, mulheres e crianças conviviam todos juntos e na hora de dormir era necessário se amontoar para não morrer de frio. Mas de manhã era possível encontrar cadáveres, que logo se tornaram fonte de lucro com a venda de seus corpos para faculdades de medicina. Os eletrochoques eram comuns e aplicados a esmo, sem nenhuma indicação terapêutica. Eles eram dados com fins de intimidação e eram tão frequentes que às vezes a rede elétrica da cidade não dava conta da demanda do Colônia.

Eu lia um capítulo do livro e tinha que parar, porque era demais. Só voltava à leitura depois de uma semana, depois parava mais um tempo. É assim o ritmo de leitura, é assim que você lerá este livro, mas você vai ler, porque precisa, porque deve. Assim como os alemães são educados desde a infância para terem ciência dos crimes nazistas, nós deveríamos ter essa ciência também. Deveríamos desde cedo saber o que foi que aconteceu no Colônia, como e porque aqueles crimes foram permitidos para impedir que fossem novamente cometidos.

No meu curso de Geografia nós tínhamos uma disciplina chamada geografia da saúde e não consigo entender porque não tivemos uma menção sequer aos crimes do Colônia. Nada. Só soube do crime que estava acontecendo lá quando li a sinopse do livro ao ver o anúncio do documentário de mesmo nome da HBO. E se na faculdade, em uma disciplina específica como essa, eu não tive acesso à essa história, que dirá a pessoa comum, em seu dia a dia?

Com tamanhos variados e temas que vão desde à fundação da instituição ao processo que levou à política antimanicomial no Brasil, os capítulos possuem fotos da época do "auge" do Colônia, mostrando pessoas semi-nuas, dormindo em meio às moscas, definhando em situações sem a menor higiene. E uma coisa salta à vista ao olhar para as fotos e para as faces da maioria dos pacientes: a maioria é negra. Então aliado ao descaso das autoridades, à conivência da sociedade e da polícia, o crime ocorrido no Colônia é também racial.

As entrevistas foram feitas com ex-funcionários do Colônia, ex-pacientes que sobreviveram ao inferno, ex-médicos que denunciaram a situação várias vezes, com fotógrafos e jornalistas que mostraram as condições do manicômio ao país e com os políticos envolvidos nas leis que reconheceram os direitos das pessoas com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios. É desesperador saber como há uma possível regressão do (des)governo atual em desfazer décadas de luta para tratar pessoas com transtornos como seres humanos.

Eu não tenho mais palavras para dizer tudo o que esse livro é e representa, nem tenho como escrever tudo o que a gente sente ao ler o que Daniela Arbex colocou nessas páginas. Me revoltei, chorei, escrevi palavras indignadas na beirada das páginas, marquei com post its, larguei a leitura para poder espairecer e depois voltar. Não tem como terminar uma leitura como essa e sair dela inteira. É impossível, não dá. Você vai deixar algo seu nas páginas. Cerca de 60 mil pessoas morreram no Colônia, abandonados pelo Estado, por suas famílias e pela sociedade.

Foto de Luiz Alfredo do Colônia, com uma mulher à grade da janela
Foto de Luiz Alfredo de dentro do Colônia para a revista O Cruzeiro, com uma mulher à grade da janela

A edição da Intrínseca conta com um posfácio da autora, com uma reflexão sobre o que aconteceu desde a primeira edição em 2013, pela Geração Editorial, até esta, que é de 2019. A diagramação está um primor e também a qualidade das imagens, mesmo aquelas que são dos anos 1960. A revisão também está ótima, não encontrei problemas na leitura.


Obra e realidade
Em 1914 já havia queixas sobre as condições no Colônia, ou seja, 11 anos depois de sua fundação, já havia problemas com o atendimento e as condições aos pacientes. O primeiro hospício do Brasil foi instituído por decreto de Pedro II em 1841, sendo que a psiquiatria se constituiu no Brasil somente no início do século XIX. Os loucos eram normalmente enviados para delegacias ou para hospitais, sem nunca receber o tratamento adequado e a atenção médica que precisavam. O que antes eram possessões demoníacas tinham agora uma explicação pela ciência. Mas o cuidado devido, a atenção psiquiátrica, demorou para vir. O Brasil levou décadas para humanizar o tratamento e ainda que apresente falhas, o Colônia não mais existe tal como vemos nas fotos do livro.

Hoje o Centro Psiquiátrico Hospitalar tem cerca de mil funcionários para 300 leitos. Cerca de 170 das vagas são ocupadas por doentes cronificados pela instituição. A cidade de Barbacena hoje conta com residências terapêuticas, onde ex-internados moram, depois de décadas de isolamento e abandono da família. Pessoas que nunca tiveram cama, documentos ou puderam antes acender e apagar as luzes de seus quartos podem ter alguma dignidade. Infelizmente, manicômios ainda existem no Brasil e uma inspeção feita em várias instituições encontrou falta de higiene e condições de atender aos pacientes. A luta antimanicomial não pode parar nem sofrer retrocessos, ou as 60 mil vítimas do Colônia terão morrido em vão.

Daniela Arbex

Daniela Arbex é uma jornalista brasileira dedicada à defesa dos direitos humanos. Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1995, iniciou a carreira no jornal Tribuna de Minas, do qual foi repórter especial por mais de duas décadas.

A medicina brasileira tem tradição de cárcere. Por isso a lógica da internação faz com que os recursos médicos sejam predominantemente hospitalares, subtraindo recursos do tratamento ambulatorial, comunitário, aberto.

Página 236

Pontos positivos
Autora nacional
História do Colônia
Fotos, dados e entrevistas
Pontos negativos

Aviso de gatilho para violência e abuso

Título: Holocausto Brasileiro
Autora: Daniela Arbex
Editora: Intrínseca
Páginas: 280
Ano de lançamento: 2019
Onde comprar: Amazon


Avaliação do MS?
Desde a primeira edição que o livro virou referência para TCCs, dissertações, teses e matérias na mídia. Mais do que isso, pessoas reconheceram parentes seus em fotos do livro e assim puderam desvendar mistérios de infância, abandonos, medos, saudades. Um dos poderes da literatura é humanizar as pessoas. E Daniela fez isso com este livro, dando voz àqueles que partiram, àqueles que nunca puderam falar, àqueles que berraram e nunca foram ouvidos. É também um alerta de que direitos duramente conquistados podem ser retirados com uma simples canetada de demagogos com respostas fáceis para problemas complexos. Não deixe a memória do Colônia se esvanecer. Leitura essencial e obrigatória.

Até mais.

O que acontece no Colônia é a desumanidade, a crueldade planejada. No hospício, tira-se o caráter humano de uma pessoa, e ela deixa de ser gente. É permitido andar nu e comer bosta, mas é proibido o protesto qualquer seja sua forma.

Página 210


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22 Aug 11:45

Alberto Fernández, Cristina Kirchner e outros líderes argentinos pedem a libertação de Lula

by argentinatraduzida

Após 500 dias da detenção do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a fórmula Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner da Frente de Todos, juntam-se à dezenas de personalidades argentinas para reivindicar sua liberdade.

FONTE: BAE Noticias

“A ex-presidente Cristina Kirchner, o futuro presidente argentino Alberto Fernández, o futuro governador de Buenos Aires, Axel Kicillof e o prêmio Nobel Pérez Esquivel pedem a liberdade de Lula ao lado de dezenas de políticos argentinos”, disse o PT.

Numa petição, eles reivindicam a liberdade de Lula, que está preso desde 7 de abril de 2018 na sede de Curitiba por considerá-lo prisioneiro político, vítima de ter sido afastado das eleições do ano passado, onde Jair Bolsonaro venceu.

Pérez Esquivel e Alberto Fernández visitaram Lula na prisão por considerar o ex-mandatário brasileiro vítima de “lawfare”, quando os mecanismos legais do Judiciário são usados para perseguição política.

A petição é assinada também pelos governadores Alberto Rodríguez Saa, Alberto Weretilneck, Alicia Kirchner, Carlos Verna, Domingo Peppo, Gerardo Zamora, Juan Manzur, Lucía Corpacci, Rosana Bertone, Sergio Casas e os eleitos Oscar Herrera Aguad e Sergio Ziliotto.

As adesões incluem personalidades culturais, reitores de universidades, acadêmicos, pesquisadores e jornalistas, prefeitos, líderes sindicais, sociais e políticos.

O Nobel da Paz Pérez Esquivel realiza uma campanha para que Lula receba o Prêmio Nobel da Paz por sua tarefa governamental de reduzir a fome durante seu mandato, entre 2003 e 2010.

21 Aug 19:43

Nobel de Economia critica ataque do governo Bolsonaro ao BNDES: Perturbador e surpreendente

by Conceição Lemes
21 Aug 18:01

Queimadas “antecipam noite” e provocam problemas respiratórios em São Paulo

by Redação
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O acúmulo de poluentes no ar, especialmente em períodos de seca, pode provocar irritação no nariz e inflamação dos brônquios Foto: Agência Brasil
21-08-2019

Crianças, idosos e pessoas que têm doenças crônicas do pulmão e do coração são as que mais sofrem, avalia Ubiratan de Paula Santos, integrante do setor de pneumologia do Instituto do Coração

 

Por Guilherme Henrique e Geisa Marques, do Saúde Popular e Brasil de Fato

 

Um fenômeno fez cidades do estado de São Paulo anoitecerem mais cedo na última segunda-feira (19). Além do efeito visual, essa nuvem de fumaça, que, segundo meteorologistas, decorre de queimadas e da poluição do ar, também pode trazer sérios riscos à saúde.

O acúmulo de poluentes no ar, especialmente em períodos de seca, pode provocar irritação no nariz e inflamação dos brônquios – sintomas que agravam doenças como bronquite e asma. Esta é a avaliação do médico Ubiratan de Paula Santos, membro da divisão de pneumologia do Instituto do Coração, em São Paulo.

Segundo ele, quem mais sofre com este tipo de problema são as crianças, os idosos e as pessoas que têm doenças crônicas do pulmão e do coração.

“Com o ar muito seco, a poluição permanece mais tempo no ar e atinge mais facilmente [essas pessoas]. Quando você tem uma umidade no ar, os poluentes absorvem água, as partículas ficam mais gordinhas, digamos assim, e caem mais no solo. [Elas] também têm mais dificuldade para entrar lá no fundo do pulmão. Então, a umidade baixa facilita a poluição provocar efeitos maiores [na saúde]”, avalia.

De acordo com o médico, “pessoas que possuem problemas crônicos e idosos devem evitar fazer exercício físico nesses momentos, nesses dias ou nessas horas que acontecem isso”. Ele explica que “quando você faz exercício, você respira mais vezes por minuto, puxa um volume maior de ar, para ter mais oxigênio, para os músculos contraírem e você conseguir andar, correr, andar de bicicleta … Se o ar está muito poluído, junto com o oxigênio, vêm os poluentes”, finaliza.

Confira a entrevista na íntegra aqui.

Edição: Tayguara Ribeiro

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21 Aug 17:58

Oficiais Militares do RN estão em pé de guerra com deputado do PSL

by Da Redação

O deputado federal general Girão (PSL) vem sendo criticado por setores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Os oficiais militares cobram de Girão apoio ao projeto de lei 1.645/19, que garante aos PMs e bombeiros o mesmo tratamento social dos militares da União. O parlamentar, porém, votou contra a proposta e revoltou a categoria.

General Girão é ex-secretário de Estado de Segurança Pública, na gestão Rosalba Ciarlini, e se elegeu na esteira do fenômeno Bolsonaro em outubro de 2018. É o general quem manda no PSL do Rio Grande do Norte, um dos motivos para que o deputado estadual coronel Azevedo tenha pedido desfiliação da sigla.

A Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte emitiu carta de repúdio pelo ato do deputado Girão. Segue abaixo na íntegra:

A Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte recebeu com surpresa e extrema indignação a postura do deputado federal General Girão que se negou a assinar a emenda ao projeto de lei 1.645/19, que garante aos policiais militares e bombeiros militares o mesmo tratamento social dos militares da União.

Com essa atitude, o deputado federal nega aos bravos guerreiros de farda estaduais, que entregam suas vidas em defesa da sociedade e que enfrentam as mesmas restrições e deveres dos militares federais, terem o tratamento constitucional digno para a inatividade e suas pensões.

O deputado federal General Girão, justo ele que vem do segmento militar, que foi secretário de segurança pública do RN, renega aos militares estaduais o mesmo tratamento das Forças Armadas.

Natal, 20 de agosto de 2019

Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte

 

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20 Aug 18:21

Reforma de Bolsonaro aumenta pobreza e prejudica classe média

by Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena

“A reforma da Previdência vai aumentar a pobreza e reduzirá a renda da classe média”. É o que afirma o economista Pedro Paulo Zahluth Bastos em entrevista ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo acima).
Professor da Unicamp, Bastos destrincha os vários pontos do projeto em discussão no Senado, apontando como a reforma aumenta desigualdades, excluindo a possibilidade real de aposentadoria para um enorme conjunto de trabalhadores.
“ A reforma diz atacar privilégios, mas na verdade sustenta privilégios, como os de militares e políticos. É preciso se organizar para entender a reforma, lutar e pressionar para que essa reforma excludente e que vai fazer aumentar a pobreza no país não passe no Senado”, declara
Na entrevista, o economista trata da conjuntura nacional e internacional.


Ressalta a radicalização do projeto neoliberal em curso, que busca eliminar limites para a acumulação de capital, destruindo as conquistas da Constituição de 1988. Enfatiza o aumento da desigualdade, comentando os números recentes que comprovam a crescente concentração de renda –e seus efeitos nefastos para o país.
Bastos diz que a desnacionalização em curso não tem paralelo na história do país. “Desde 1930, houve um esforço de construção nacional. O capital estrangeiro não era rejeitado, mas havia condições de associação em função de objetivos nacionais. O governo Dutra, em 1946, não foi a esse ponto. FHC e Collor também não. Eles fizeram reformas neoliberais, mas estavam constrangidos pela Constituição de 88 e havia resistência política muito grande [contra a desnacionalização]. Hoje é muito mais sério, porque o objetivo é eliminar o arranjo legal, constitucional que oferecia um limite para a acumulação de capital”, diz.
Para ele, a economia seguirá enfrentando problemas para reagir: a capacidade ociosa está elevada; o consumo, está achatado pela compressão dos salários e pelo desemprego, não há investimento. “Os empresários [que apoiaram Bolsonaro] vão sofrer na pele; os grandes talvez não”.
Sobre a conjuntura internacional, Bastos avalia haver um “esgotamento de um ciclo longo que começou na década de 1970”. Na entrevista, ele trata do conflito EUA versus China e das eleições norte-americanas no ano que vem. “Pode acontecer que os chineses resolvam atrapalhar a eleição do Trump”, diz.

20 Aug 18:19

Rádio Universitária abre inscrições de festival e convoca artistas potiguares

by Pedro Torres

Mais de 1000 composições inéditas, 9 anos de história. Quem escuta a programação da Rádio Universitária diariamente tem ideia de como música produzida no Rio Grande do Norte é valorizada. E é exatamente isso que motiva mais uma edição do Festival Música Popular Brasileira, que está com as inscrições abertas até o final deste mês.

Um dos organizadores do evento, Rodrigo Santos comenta a importância do Festival como um grande espaço de divulgação da música potiguar. “Desde 2011, quando iniciamos o festival, além de cumprir o papel de divulgação, assumimos o papel de fomentar e incentivar a produção já existente, aumentando esse espaço de visibilidade e premiando a musica do Estado”, afirma.

O Festival é uma iniciativa da FM Universitária, vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que busca revelar, divulgar e premiar compositores com obras musicais inéditas, abrindo espaço na programação da rádio para novas composições. Nesta nona edição, o projeto envolve compositores, instrumentistas e arranjadores para valorizar a produção e a diversidade dos artistas potiguares.

“Mais de 1000 músicas foram inscritas no Festival ao longo dessas 8 edições e a expectativa [para a nona] é que continue crescendo e cumprindo o seu papel”, relata Rodrigo Santos, produtor da Rádio Universitária.

Do total de inscritos, serão selecionadas 20 músicas ­finalistas pela Comissão Julgadora, sendo 10 da categoria Música com Letra e 10 da categoria Música Instrumental. A Rádio Universitária 88,9 vai veicular durante um mês as vinte músicas selecionadas pela Comissão Julgadora, período em que estará aberta a votação para a escolha do vencedor da categoria Júri Popular.

As inscrições podem ser feitas até o dia 1º de setembro, exclusivamente online, no endereço eletrônico: www.sigeventos.ufrn.br/fmpb2019.

A votação será por meio da página do Facebook da emissora, onde serão postadas as músicas finalistas. A música ­cuja publicação obtiver o maior número de compartilhamentos será consagrada a vencedora.

A Cerimônia de Premiação do Festival será no dia 7 de novembro, no Auditório Onofre Lopes da Escola de Música (EMUFRN).

O Festival

Desde seu início, em 2011, o FMPB abre espaço, na programação da Rádio Universitária, para revelar, divulgar e premiar compositores com obras musicais inéditas, abrindo espaço na programação da Universitária para novas composições.

De acordo com a organização do evento, o Festival vem se consolidando a cada ano e o seu sucesso pode ser constatado pelo crescente número de inscritos a cada edição. Na primeira, foram 69.

Em 2018, 163 composições inéditas foram inscritas na competição. Nesses nove anos de existência, o Festival já recebeu mais de mil inscrições, como afirma Rodrigo Santos, um dos organizadores do evento.

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20 Aug 14:33

Bacurau tem pré-estreia em Parelhas com presença de Sônia Braga

by Pedro Torres

Do sertão do Rio Grande do Norte à lista dos melhores filmes, o filme Bacurau foi indicado na lista da Academia Brasileira de Cinema para representar o país no Oscar. O filme de Kleber Mendonça terá exibição especial no povoado de Barra, no município de Parelhas, um dos lugares onde o filme foi gravado.

Marcada para próxima quinta-feira, dia 22 de agosto, às 20h, a exibição contará com a presença de grande parte do elenco. Sonia Braga, Fabiola Líper, Edilson Silva, Jamila Facury, Buda Lira, Danny Barbosa, Clebia Sousa, Eduarda Samara, Marcio Fecher, entre outros, irão voltar à cidade onde parte do filme foi gravado para uma exibição especial com os moradores.

A atriz Sônia Braga confirmou a presença na sessão e disse “estar muito feliz por que Barra teria uma pré-estreia”.

Bacurau venceu o prêmio do júri do festival de Cannes, em maio de 2019, além de ter ganhado como melhor filme do Festival de Munique, na Alemanha.

Lista do Oscar

A lista de indicações dos filmes foi divulgada pela Academia Brasileira de Cinema. No total, 12 longas estão na disputa e o escolhido pode concorrer na categoria de melhor filme internacional da premiação da Academia.​

A Academia fará o anúncio dos filmes estrangeiros indicados em 13 de janeiro de 2020 e a cerimônia de entrega dos prêmios será em 9 de fevereiro, em Los Angeles.

Western brasileiro

Bacurau é um pequeno povoado do sertão brasileiro. Dona Carmelita, mulher forte e querida, morre aos 94 anos. Dias depois, os moradores percebem que a comunidade não está mais nos mapas.

“Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil daqui a alguns anos”, descrevem Mendonça Filho e Dornelles.

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20 Aug 12:27

RN é o grande vencedor da Olimpíada Nacional em História do Brasil

by Pedro Torres

O Rio Grande do Norte foi o grande vencedor da Olimpíada Nacional em História do Brasil, evento realizado no final de semana, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Com 20 medalhas (quatro ouro, sete prata e nove bronze), o estado potiguar conquistou mais medalhas que a soma das regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-oeste. Das 75 medalhas entregues aos estudantes premiados, 58 foram para a região Nordeste.

No RN, os estudantes do Instituto Federal levaram 19 das 20 medalhas.

Professor de história do campus central do IFRN, Francisco Carlos foi um dos coordenadores da equipo potiguar. Ele esteve na final e participou da preparação dos estudantes para olimpíada. À reportagem, ele reforçou a importância da competição científica.

“Essa experiência foi extremamente importante porque ela proporciona aos participantes, sobretudo os estudantes, mas também os professores, uma visão renovada no estudo da história. É uma forma de estímulo aos jovens a se incorporarem ao ensino da história. Esses fatores são fundamentais para formação de qualquer cidadão. O fato do RN ter ficado em primeiro lugar foi exemplar e simbólico da importância do ensino ministrado nos Institutos Federais. Das 20 equipes medalhistas na olimpíada, 19 são do IFRN. Isso mostra claramente que os institutos são hoje, em grande medida, instituições fundamentais na formação desses jovens, que mesmo sendo técnica, promove um acesso amplo e qualificado no desenvolvimento humanístico dos alunos“, completa.

foto: IFRN/divulgação

Atrás do Rio Grande do Norte ficaram Pernambuco (15), Ceará (14), São Paulo (12), Bahia (4), Piauí (3), Minas Gerais (2), além de Goiás, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e Sergipe, que levaram uma medalha cada. As escolas particulares levaram 43 medalhas enquanto as públicas conquistaram 32.

A final contou com a participação de 314 equipes, um total de 1,2 mil convocados de todos os estados brasileiros. Neste ano, a ONHB teve 73 mil inscritos desde a fase inicial. As equipes passaram por seis etapas online com duração de uma semana cada. Na final, foi aplicada uma prova dissertativa em que foi apresentado um conjunto de documentos com manchetes de jornais dos últimos anos do Brasil e solicitado aos competidores a elaboração de um texto com os temas: violência, exclusão e banalidade do mal.

A cerimônia contou com a participação de estudantes, professores, historiadores de relevância nacional e autoridades, como representantes da Anpuh (Associação Nacional de História), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ProfHistória (Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História) e da Unicamp com a presença do reitor Marcelo Knobel.

A coordenadora da ONHB, Cristina Meneguello, disse que a 11ª edição confirmou o sucesso do projeto. “A cerimônia foi muito tocante, especialmente nas falas dos professores e convidados que destacaram a importância do ensino de História, do papel do historiador, do estudo e da consciência do jovem na sociedade atual. A final veio coroar um esforço de 11 anos muito bem sucedido em nível federal.”

Estudantes também concorreram a duas vagas na graduação da Unicamp

Finalistas da 11ª edição da ONHB interessados em concorrer a duas vagas no curso de graduação em História da Unicamp realizaram na tarde de sábado uma prova que faz parte do edital de “Vagas Olímpicas”, implantada de forma inédita em 2018 com o objetivo ampliar o acesso à universidade. Interessados que fizeram a prova e conquistaram medalhas de ouro ou prata estão agora concorrendo às vagas na universidade. A nota da Prova Presencial será informada em um certificado até dia 31 de outubro.

Como funciona a Olimpíada de História

A Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) é um projeto realizado pelo Departamento de História da Unicamp. É composta por seis fases de provas realizadas de forma online, com duração de uma semana cada. As questões de múltipla escolha e realização de tarefas são respondidas pelos participantes por meio de debate, pesquisa em livros, internet e orientação do professor. O método, totalmente inovador, tem como principal objetivo incentivar o desenvolvimento da análise crítica e discussões sobre os mais variados assuntos, por meio de pesquisa e análise de textos, imagens e mapas. Dessa forma, a ONHB consolida-se como uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História. Tem apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp.

Confira as medalhas por estado:

Rio Grande do Norte (4 ouro, 7 prata, 9 bronze):  total de 20

Pernambuco (3 ouro, 7 prata,  5 bronze): total de 15

Ceará (2 ouro, 3 prata,  9 bronze): total de 14

São Paulo (3 ouro,  2 prata,  7 bronze): total de 12

Bahia (1 prata, 3 bronze): total de 4

Piauí (3 prata)

Minas Gerais (2 ouro)

Goiás (1 prata)

Pará (1 bronze)

Paraíba (1 prata)

Rio de Janeiro (1 ouro)

Sergipe (1  bronze)

 

 

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19 Aug 17:08

IFRN é o maior medalhista da Olimpíada Nacional de História

by Annapaullinna da Silva Costa Lima

O IFRN foi o grande vencedor da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), cuja final aconteceu neste fim de semana (17 e 18 de agosto), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Instituição conquistou 19 medalhas, sendo 4 ouros, 6 pratas e 9 bronzes, de um total de 20 premiações angariadas pelo Rio Grande do Norte, que também foi o estado com mais premiações no certame.

Ao todo, o evento distribuiu 75 medalhas, sendo 15 de ouro, 25 de prata e 35 e bronze.  Além delas, foram concedidas ainda medalhas de honra ao mérito. A região Nordeste também teve um papel de destaque, com 58 medalhas, o que corresponde a 77% do total. A final contou com a participação de 314 equipes, reunindo 1,2 mil convocados de todos os estados brasileiros.

A cerimônia de premiação contou com a participação de estudantes, professores, historiadores de relevância nacional e autoridades, como representantes da Anpuh (Associação Nacional de História), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ProfHistória (Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História) e a presença do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel.

Protagonismo do IFRN na premiação

Para Gerardo Júnior, professor de História do Campus Mossoró do IFRN e acompanhante dos alunos e alunas medalhistas, a conquista é um exemplo da qualidade do processo de ensino e de aprendizagem dos Institutos Federais como um todo, e do IFRN, em específico: “precisamos fortalecer e defender ainda mais os pressupostos educacionais que estão consubstanciados no nosso Projeto Político Pedagógico (PPP). Não podemos aceitar uma possível privatização e/ou o sucateamento dos Institutos Federais”, afirmou.

Ainda segundo o professor, o diferencial do IFRN para proporcionar uma conquista deste porte é a proposta de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e Tecnológica, em quatro anos, que possibilita aos estudantes uma formação educacional mais completa e complexa. Também foi realizada uma preparação no Campus Mossoró, desde fevereiro, com palestras, atividades virtuais análogas às encontradas nas fases da ONHB, resolução de questões no estilo da Olimpíada e encontros semanais com os atletas olímpicos do conhecimento. “O empenho e a dedicação dos estudantes que abraçaram esse projeto de ensino, que se tornou a ONHB em nossa instituição foi fundamental”, concluiu.

Desempenho do IFRN

Medalhas de Ouro

Campus

Quantidade

Total

Mossoró

2

4

Natal – Central

1

Canguaretama

1

Medalhas de Prata

Campus

Quantidade

Total

Natal – Central

3

6

Apodi

1

Mossoró

1

Pau dos Ferros

1

Medalhas de Bronze

Campus

Quantidade

Total

Natal – Central

4

9

Mossoró

3

Nova Cruz

1

São Paulo do Potengi

1


Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB)


Realizada pelo Departamento de História da Unicamp, a Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) é composta por seis fases de provas realizadas de forma online, com duração de uma semana cada. Tem apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp. em 2019, teve 73 mil inscritos desde a fase inicial. A final contou com a realização de uma prova dissertativa no sábado. Os finalistas interessados em concorrer a duas vagas no curso de graduação em História da Unicamp realizaram, também, na tarde do sábado, uma prova que faz parte do edital de “Vagas Olímpicas”, implantada de forma inédita em 2018 com o objetivo ampliar o acesso à universidade. Estudantes que fizeram a prova e conquistaram medalhas de ouro ou prata estão agora concorrendo às vagas na universidade. 

 
19 Aug 17:06

Preferido de Bolsonaro para PGR já respondeu por falsidade

by admin
Foto: Xinhua/Lucio Tavora

O subprocurador Antonio Carlos Simões Martins Soares, o nome preferido do presidente Jair Bolsonaro para comandar a PGR (Procuradoria-Geral da República), já respondeu a um processo por delitos contra a fé pública –ele foi acusado de falsificar um documento.

Soares, de acordo com a denúncia, teria falsificado, em 1995, a assinatura de um advogado para dar andamento a um ato processual.

Na época, ele era procurador junto à Justiça de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

O juiz da Vara Federal teria percebido que a assinatura era falsa e encaminhou o caso ao Ministério Público –que ofereceu denúncia contra ele.

A denúncia foi aceita pelo TRF-1 (Tribunal Federal Regional da 1ª Região).

Ele passaria a responder a um processo, mas seus advogados recorreram ao STF (Supremo Tribunal Federal), alegando que, por atuar em segunda instância, o então procurador Soares deveria responder a ações perante o STJ (Superior Tribunal de Justiça) –e não no TRF-1.

O Supremo concedeu habeas corpus e o processo foi encaminhado ao STJ. O caso acabou prescrevendo e Soares não chegou a ser julgado.

Da FSP

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19 Aug 16:59

Guedes corta dos jovens brasileiros o que ele teve: bolsa de quatro anos do CNPq para estudar na caríssima Universidade de Chicago

by Antonio Mello
Pinochet e os Chicago Boys

84 mil bolsistas do CNPq podem ficar sem os recursos agora em outubro com a política de Guedes


O corte de verbas para a Educação e Ciência e Tecnologia é típico de um governo obscurantista que se apoia em tolos ou de má fé que acreditam (ou fingem acreditar) em terra plana, mamadeira de piroca, kit gay e Globo e Veja comunistas.

Aqui no Blog já escrevi Weintraub confirma que R$ 1 bilhão cortado da Educação foi para pagar votos de Deputados na Reforma da Previdência.

O ministro Paulo Guedes, que coordena essa retenção de verbas, formou-se no exterior à custa delas:
De 1974 a 1978, Guedes estudou na caríssima Universidade de Chicago com a mesma bolsa do CNPq que o governo agora nega a novos pesquisadores. Sua turma acha que ascendeu por mérito, sem reconhecer a catapulta dos incentivos estatais à educação e à pesquisa. [Folha]
Guedes deve, portanto, saber da importância dessas bolsas, que elas são fundamentais para o futuro do Brasil.

Mas ele também prova que nem sempre o dinheiro investido pelo país na Educação dos brasileiros é bem utilizado por eles.

Guedes é prova viva. Sustentado pela bolsa CNPq, agora se volta para a destruição do Brasil, levando junto Educação, Ciência e Tecnologia, sem dar nada em troca.

Aliás, Guedes ainda deve explicação sobre fraude de mais de R$ 1 bilhão aplicado por ele em fundos de estatais.

Paulo Guedes é um Chicago's Boy, como os que implementaram a reforma da Previdência no Chile, igual a que está tentando implantar no Brasil, que levou idosos chilenos à mendicância e ao suicídio.

Ah, e é do Guedes a frase: “Pinochet fez do Chile uma Suíça”.

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19 Aug 16:59

Cacique morto no Amapá: Diligência da Câmara contesta laudo da PF e pede mais investigações

by Conceição Lemes

Comissão de Direitos Humanos e MInoriais

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19 Aug 13:11

Dr. Drauzio: 'Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que ousou levar assistência médica gratuita a toda a população'

by Antonio Mello
Banner SUS

Sensacional artigo do doutor Drauzio hoje na Folha, que reproduzo a seguir, em defesa do SUS, o maior sistema de saúde pública gratuita do mundo. Viva o SUS! E não o deixemos matar.


Sem o SUS, é a barbárie - Drauzio Varela 

“Sem o SUS, é a barbárie.” A frase não é minha, mas traduz o que penso. Foi dita por Gonzalo Vecina, da Faculdade de Saúde Pública da USP, um dos sanitaristas mais respeitados entre nós, numa mesa redonda sobre os rumos do SUS, na Fundação Fernando Henrique Cardoso.

Estou totalmente de acordo com ela, pela simples razão de que pratiquei medicina por 20 anos antes da existência do SUS.

Talvez você não saiba que, naquela época, só os brasileiros com carteira assinada tinham direito à assistência médica, pelo antigo INPS. Os demais pagavam pelo atendimento ou faziam fila na porta de meia dúzia de hospitais públicos espalhados pelo país ou dependiam da caridade alheia, concentrada nas santas casas de misericórdia e em algumas instituições religiosas.

Eram enquadrados na indigência social os trabalhadores informais, os do campo, os desempregados e as mulheres sem maridos com direito ao INPS. As crianças não tinham acesso a pediatras e recebiam uma ou outra vacina em campanhas bissextas organizadas nos centros urbanos, de preferência em períodos eleitorais.

Então, 30 anos atrás, um grupo de visionários ligados à esquerda do espectro político defendeu a ideia de que seria possível criar um sistema que oferecesse saúde gratuita a todos os brasileiros. Parecia divagação de sonhadores.

Ao saber que se movimentavam nos corredores do Parlamento, para convencer deputados e senadores da viabilidade do projeto, achei que levaríamos décadas até dispor de recursos financeiros para a implantação de políticas públicas com tal alcance.

Menosprezei a determinação, o compromisso com a justiça social e a capacidade de convencimento desses precursores. Em 1988, escrevemos na Constituição: “Saúde é direito do cidadão e dever do Estado”.

Por incrível que pareça, poucos brasileiros sabem que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que ousou levar assistência médica gratuita a toda a população.

Falamos com admiração dos sistemas de saúde da Suécia, da Noruega, da Alemanha, do Reino Unido, sem lembrar que são países pequenos, organizados, ricos, com tradição de serviços de saúde pública instalados desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Sem menosprezá-los, garantir assistência médica a todos em lugares com essas características é brincadeira de criança perto do desafio de fazê-lo num país continental, com 210 milhões de habitantes, baixo nível educacional, pobreza, miséria e desigualdades regionais e sociais das dimensões das nossas.

Para a maioria dos brasileiros, infelizmente, a imagem do SUS é a do pronto-socorro com macas no corredor, gente sentada no chão e fila de doentes na porta. Tamanha carga de impostos para isso, reclamam todos.

Esquecem-se de que o SUS oferece gratuitamente o maior programa de vacinações e de transplantes de órgãos do mundo. Nosso programa de distribuição de medicamentos contra a Aids revolucionou o tratamento da doença nos cinco continentes. Não percebem que o resgate chamado para socorrer o acidentado é do SUS, nem que a qualidade das transfusões de sangue nos hospitais de luxo é assegurada por ele.

Nossa Estratégia Saúde da Família, com agentes comunitários em equipes multiprofissionais que já atendem de casa em casa dois terços dos habitantes, é citada pelos técnicos da Organização Mundial da Saúde como um dos mais importantes do mundo.

Pouquíssimos têm consciência de que o SUS é, disparado, o maior e o mais democrático programa de distribuição de renda do país. Perto dele, o Bolsa Família não passa de pequena ajuda. Enquanto investimos no SUS cerca de R$ 270 bilhões anuais, o orçamento do Bolsa Família mal chega a 10% disso.

Os desafios são imensos. Ainda nem nos livramos das epidemias de doenças infecciosas e parasitárias e já enfrentamos os agravos que ameaçam a sobrevivência dos serviços de saúde pública dos países mais ricos: envelhecimento populacional, obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer,degenerações neurológicas.

Ao SUS faltam recursos e gestão competente para investi-los de forma que não sejam desperdiçados, desviados pela corrupção ou para atender a interesses paroquiais e, sobretudo, continuidade administrativa. Nos últimos dez anos tivemos 13 ministros da Saúde.

Apesar das dificuldades, estamos numa situação incomparável à de 30 anos atrás. Devemos defender o SUS e nos orgulhar da existência dele.





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16 Aug 17:22

Paola Carosella, a master chef que os minions estão querendo ver assada no forno

by Pedro Pligher
Paola Carosella. Foto: Reprodução/YouTube

O Master Chef é um programa no qual candidatos fazem coisas batizadas de “uma tartelete desconstruída” e depois levam um punhado de críticas ácidas para casa.

Os jurados são rudes, fazem o estilo patrão desrespeitoso e isso, acredito, deve ser a fórmula de sucesso na TV.

Essa postura certamente agrada a empresários adeptos de assédio moral e funcionários que não veem a hora de poder comportarem-se exatamente da mesma maneira. O sonho do oprimido é tornar-se opressor.

Uma das juradas é Paola Carosella, que há tempos vem desagradando seus seguidores. Não pela atuação no programa, mas por sua posição política.

Fora das câmeras, Paola contraria os adoradores de panelas que as utilizam apenas para fazer barulho pelas janelas de seus apartamentos.

Os tais cidadãos de bem.

Pois bem, são estes que estão descendo o “debate” (se é que essa turma sabe o que seja debater) a um nível cada vez mais asqueroso.

“Cidadãos do bem, armados até os dentes, cidadãos do bem que matam em nome de Deus, que estupram em nome de Deus, que discriminam em nome de Deus, que desmatam em nome da pátria, que assassinam lideranças indígenas, mulheres, negros, pobres, em nome da paz”, escreveu anteontem a chef de cozinha em rede social.

As reações são um retrato perfeito do eleitorado bolsonarista.

“Vai fazer boquete na esquina para pagar esse cabelo horroroso.”

“Não está satisfeita?! Volte para a Argentina. Ninguém é obrigado a morar onde não gosta.”

“Chama a Manuela d’Ávila e o Jean Wyllys.”

Paola Carosella, diferentemente da atração na qual trabalha – cuja rispidez é algo combinado – não baixa o nível, não se deixa levar pelas grosserias.

“Você tem a capacidade de análise política e social? Consegue discordar sem o discurso ineficaz e bronco do PT e a Venezuela? É fundamental para o país ter a capacidade de crítica e de observação e de revolta, mesmo se você votou no atual presidente!”, escreveu ela a um desses abestalhados que ecoam discursos prontos.

Para muitos cretinos, ela se limita a responder: “A ética, a educação, o respeito”.

Ela me repreenderia por chamá-los de cretinos.

Uma tal Celle Caramba tentou ser amigável, como se isso disfarçasse a ignorância:

“Pow Paola, vc na cozinha é bem melhor… não mexe em time que está ganhando amor”, escreveu.

“Amor, o que tem a ver uma coisa com a outra? Eu posso cozinhar e pensar ao mesmo tempo, opinião tenho o tempo todo, e até agora tem funcionado bastante bem”, respondeu Paola à minion que considera vitorioso um governo que deixou milhares de pessoas sem médicos, que está destruindo a educação, desmatando a Amazônia e que fez o país retroceder em 44 indicadores de bem estar social.

Aconselho que se visite o Twitter de Paola, é duplamente didático. Possibilita que se veja as vísceras de bolsonaristas como um frango aberto sobre a pia, e também aprendemos como rebater impropérios com classe e dosagem perfeita de ironia.

“Escolha com cuidado as palavras! Procure bons argumentos e estabeleça conversas interessantes! Isso pode te ajudar a ter mais de 1 seguidor”, deu ela na cabeça de um hater fracassado.

De família italiana, Paola nasceu na Argentina em 1972, “onde as mulheres ainda plantavam, colhiam e cozinhavam intensamente”.

E onde, pelo visto, também pensavam e transmitiram sensatez.

16 Aug 14:26

Falece em Natal o jornalista Carlão de Souza

by Carlos Santos

Ave, Carlão (Foto: cedida)

Lá se foi o professor, jornalista e escritor Carlão de Souza, 59.

Faleceu à madrugada desta sexta-feira (16), em Natal, duelando contra um câncer.

Carlão era areia-branquense da gema, mas há muito tempo radicado na capital.

Deixa uma fileira de amigos próximos e de longe, gente que se acostumou com sua espontaneidade, aquele jeitão expansivo que o fazia grande, como o aumentativo do próprio prenome.

Velório e sepultamento ainda não foram definidos. Depois atualizaremos as informações nesta mesma postagem.

Ave, Carlão.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

16 Aug 12:19

ADOECENDO DE BRASIL

by Lola Aronovich
Fiquei sabendo do texto de Fernando Tenório através da excelente coluna de Eliane Brum, que afirma: 
"Não estamos mais lutando pela democracia. Estamos lutando pela civilização". 
Nascido em Alagoas, Tenório é psiquiatra no Rio. Em 10 de julho escreveu este texto no seu FB, que viralizou.

Acabei de atender a um homem de quarenta e cinco anos, negro, sem escolaridade.
Nos últimos cinco anos, viu seus colegas de setor serem demitidos um a um e ele passou a acumular as funções de todos. Disse-me que nem reclamou por medo de ser o próximo da fila.
Tem sintomas de esgotamento que descambam para ansiedade. Qual o diagnóstico para isso? Brasil.
Adoeceu de Brasil. Se eu tivesse algum poder iria sugerir ao DSM esse novo diagnóstico. Adoecer de Brasil é a mais prevalente das doenças.
Entrei agora na internet e vi que a reforma da previdência corre para ser aprovada sem sustos. O povo, adoecido de Brasil, permanece inerte. Vai trabalhar sem direito à aposentadoria até morrer de Brasil.
Paulo Henrique Amorim, jornalista da melhor qualidade, acaba de morrer de Brasil. Viu o que acreditava ruir e começou a ser perseguido por denunciar que as pessoas iriam adoecer de Brasil.
Veja só que ironia: ele, um mês após ser desligado de suas funções por não se acomodar, morreu daquilo que combatia. O Brasil mata e é de desgosto.
15 Aug 13:04

Roteiro de um presidente sem rumo

by argentinatraduzida

Essa é a triste história de Mauricio Macri e seu regime neoliberal, como sempre que se aplica esse programa tudo acaba mal.

FONTE: Do Facebook do professor Daniel Omar Pérez

Roteiro de um presidente sem rumo:

Macri no domingo: “Tivemos uma eleição muito ruim, vão dormir.”
Macri na segunda-feira: “A culpa da crise econômica e de vocês que não sabem votar.”
Macri na terça-feira: “Peço desculpas, vou dar benefícios aos funcionários do Estado, aumento de salário e congelamento de preços.”

(isto não é ficção, é o que realmente aconteceu com o empresário “exitoso” que se meteu a presidente)

Mauricio Macri sem rumo
Mauricio Macri sem rumo

14 Aug 18:52

Lula às Margaridas: “Governamos como uma mãe que protege os mais fracos, agora governam com ódio”

by Conceição Lemes
14 Aug 18:52

Protesto contra os cortes na Educação em Natal teve de cuscuz a Cazuza

by Júlia Carvalho

Movimentos estudantis, sociais, sindicais, professores e estudantes estiveram reunidos nesta terça-feira (13) em mais um protesto em defesa da educação pública, ameaçada pelo governo Bolsonaro desde os cortes anunciados pelo Ministério da Educação, e contra a reforma da Previdência, em tramitação no Senado. A concentração do ato aconteceu por volta das 15h, na esquina entre as avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira.

As ruas foram tomadas especialmente por estudantes, que seguravam placas e cartazes de protestos em críticas ao Programa Future-se, ao Presidente Jair Bolsonaro, à reforma da Previdência e aos cortes e subsequente sucateamento de universidades e instituições públicas de ensino. Estudante do curso de Dança na UFRN, Sabrina Silva usou um meme para criticar as iniciativas do MEC. Na placa, a graduanda dizia “Vendo cuscuz pra pagar a mensalidade da minha faculdade pública.”

“É um meme da Emily, do BBB. Ela disse que queria trabalhar pra pagar a universidade pública. Hoje, o meme se tornou real, porque se privatizarem a universidade, vamos ter que trabalhar pra pagar algo que deveria ser público”, explicou.

Professora de português da rede pública e defensora da corrente proletária na educação, Mônica Morais foi uma das manifestantes que também acrescentou o programa Future-se às pautas do dia 13. A proposta lançada pelo Ministério da Educação no dia 17 de julho pretende fomentar o financiamento das universidades por meio de fundos privados. Segundo o governo, está descartada a cobrança de mensalidades em cursos de graduação, mestrado e doutorado.

“Todos que defendem a rede pública devem estar nas ruas. O projeto Future-se que o governo Bolsonaro quer implementar é um processo devastador de privatização das instituições de ensino. Da forma como o Future-se está sendo colocado, os estudantes não vão realizar os sonhos de entrar em universidades públicas, porque pretendem que elas passem por um processo de privatização de financiamento das empresas privadas, onde o governo vai impondo o pagamento de mensalidade. Se já é difícil o jovem se manter numa universidade, imagine ter que pagar”, critica.

Segundo a professora, discursos como o das escolas sem partido, adotado pelo atual Presidente da República ainda durante a campanha eleitoral, têm provocado constrangido nela em sala de aula.

“Como professora, estou sendo atacada por uma lei que não foi aprovada no Congresso. Tive aulas filmadas por um estudante. Mesmo que eu diga que o Congresso não aprovou essa lei e que o estado, pelo contrário, aprovou a lei da escola democrática, ainda existe esse ataque à liberdade democrática e isso não é um fato isolado. A juventude, os trabalhadores e o proletariado não podem assistir isso de forma pacífica, tem que vir para as ruas usando o método da ação direta e organizar a greve geral nesse país contra um governo ultraliberal, obscurantista e militarista”, disse.

Com 15 anos, Romana Severo é estudante do curso de Administração no Instituto Federal do Rio Grande do Norte. A adolescente foi ao protesto fazer coro à luta contra os cortes e a reforma da Previdência.

“Sempre estudei em escola pública. Hoje, estudo no IFRN e a gente tem essa preocupação e conscientização de que os cortes vão afetar a gente e várias pessoas. Ter no Rio Grande do Norte esse ensino de qualidade, como o IFRN, é muito importante. É importante que as pessoas venham e lutem por essa causa, que é trazer educação de qualidade para todos”, disse.

“Bolsonaro só faz merda, proibiu a gente de fazer, mas é só o que ele faz”

Manifestação atraiu secundaristas universitários com cartazes de protesto contra a política do governo Bolsonaro (foto: Júlia Carvalho)

Também estudante do IFRN, mas em São Paulo do Potengi, Bárbara Mayara também defendeu o instituto.

“Esses cortes nem deveriam existir, sou do IFRN em São Paulo do Potengi, interior do RN, e eu vejo como o IFRN mudou a minha vida e a vida de muitas pessoas. Com os cortes, a nossa instituição vem se deteriorando. Falta alimentação pra todos os estudantes, falta água, e isso é muito ruim. Eu vim lutar porque educação é um direito meu, não é um privilégio, é um direito de todos. Bolsonaro só faz merda, proibiu a gente de fazer, mas é só o que ele faz”, criticou.

Prestes a fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio, principal mecanismo de ingresso em universidade públicas no Brasil, Bianca dos Santos, de 17 anos, veio de São Gonçalo do Amarante com professores e amigos da Escola Estadual Ivanir Machado Bezerra, onde estuda.

“Eu não quero cortes na educação. Eu quero me formar, quero ir pra uma universidade federal. Vim aqui atrás dos meus direitos, com meus colegas de sala e professores. Os cortes não são bons pra ninguém”, disse a estudante.

Diretora de formação política no grêmio Paulo Freire do IFRN Zona Norte, Leilane Oliveira defendeu a manifestação Tsunami da Educação como uma forma de exercitar a cobrança por direitos básicos, como o ensino.

“Estou reinvindicando um direito que é nosso, porque educação é de todos. Eu enxergo minha presença aqui hoje como um exercício cidadão, um exercício democrático e principalmente um exercício da manutenção dos direitos que a gente conquistou nesses últimos anos.”

UFRN não sabe como pagará contas

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o atual reitor da instituição disse à Agência Saiba Mais, na semana passada, que embora a UFRN não vá paralisar as atividades, ainda não sabe como vai pagar as contas dos próximos meses, com os recursos reduzidos em razão do corte orçamentário. Além disso, a redução das bolsas de pesquisa com os cortes feitos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a suspensão do principal evento da universidade, a Feira de Ciência Tecnologia e Cultura da UFRN, a Cientc, também preocupam os estudantes.

Estudante do curso de Publicidade na UFRN, João Carlos, de 21 anos, veio de São Paulo para estudar. Nas ruas, defende o investimento na educação pública:

“Estou correndo atrás do meu objetivo, do meu sonho, e eu não posso aceitar em casa que alguém que está no poder dite o que eu vou conseguir ou não. Então, estou na rua pra lutar, pra que a universidade tenha essa autonomia, pra que eu consiga concluir o que eu quero e que todas as pessoas que ainda não entraram na universidade também consigam”, disse.

Parodiando o refrão de “O tempo não pára”, estudante deixa seu recado contra o Future-se (foto: Júlia Carvalho)

Já Louise Rodrigues, aluna de Gestão de Políticas Públicas também na UFRN, diz que os atos em defesa da educação são uma forma de tentar garantir a autonomia universitária e o ensino público de qualidade aos que ainda pretendem tentar ingressar nessas instituições.

“Não podemos ficar quietos com o que está acontecendo, especialmente pra garantir o futuro de outras pessoas que estão chegando na universidade pública.”

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14 Aug 18:51

Bacurau terá pré-estreia em Natal dias 17 e 18 de agosto

by Da Redação

O longa-metragem Bacurau, dirigido por Kléber Mendonça e estrelado por Sônia Braga, teve a pré-estreia confirmada em Natal para dia 17 e 18 de agosto, às 21h20. O filme foi rodado nas cidades de Acari e Parelhas, no Rio Grande do Norte, e será exibido no Cinépolis, do Natal Shopping.

Os ingressos estão à venda online e na bilheteria do cinema. A estreia oficial do filme é dia 29 de agosto.

Bacurau venceu o prêmio do júri do festival de Cannes em maio de 2019

O filme é um “western brasileiro”. Bacurau é um pequeno povoado do sertão brasileiro. Dona Carmelita, mulher forte e querida, morre aos 94 anos. Dias depois, os moradores percebem que a comunidade não está mais nos mapas.

“Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil daqui a alguns anos”, descrevem Mendonça Filho e Dornelles.

Estão no elenco Sônia Braga, Udo Kier, Karine Teles, Barbara Colen, Silvero Pereira, entre outros artistas.

 

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14 Aug 18:51

‘Moro protegeu Eduardo Cunha e escondeu a verdade sobre o golpe’, ataca Dilma

by Pedro Torres

Revelações feitas pelo portal Buzzfeed News Brasil, em parceria com o The Intercept, mostram que Sergio Moro orientou a força-tarefa da lava-jato para que não recolhessem o celular do ex-presidente da Câmara dos Deputados e responsável por acatar os ritos do impeachment, em 2016, Eduardo Cunha. Em resposta, a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) emitiu nota na tarde desta terça-feira dizendo que o ex-juiz e atual ministro da Justiça protegeu o deputado federal e então presidente da Câmara, e escondeu a verdade sobre o golpe de 2016.

“O ex-Juiz Moro, atual Ministro de Bolsonaro, se defende atribuindo as divulgações da Vaza Jato à falsificações de hackers. Neste caso particular, os fatos desmentem seus argumentos, mostrando de forma incontroversa sua perseguição ao PT e sua descarada parcialidade. Os telefones celulares de Eduardo Cunha não foram apreendidos, e isto é um fato que não diz respeito a hackers. Independe da Vaza Jato”, afirma Dilma.

A ex-presidenta questiona: “A pergunta é: por que o ex-juiz Moro não queria que se revelasse as ignóbeis condições que cercaram o impeachment? Para proteger o governo ilegítimo de Temer? Proteger os cúmplices do golpe? Os financiadores do golpe? Setores da mídia que insuflaram o golpe?”.

Entenda 

A informação foi obtida por meio da análise de diálogos enviados ao site The Intercept Brazil por fonte anônima e foi publicada em parceria com o BuzzFeed News.

Nos diálogos entre Moro e os investigadores ocorreram, no dia 18 de outubro de 2016, o procurador Deltan Dallagnol pediu uma reunião com Sergio Moro para tratar de um pedido de apreensão dos telefones de Eduardo Cunha.

No arquivo não consta nenhuma menção ao que foi discutido na reunião presencial entre o juiz e o procurador.

Em mensagem enviada por Deltan Dallagnol, às 14h16, o procurador acusado de conluio com o atual ministro Moro diz que, após levar em consideração o que foi dito pelo então juiz, a força-tarefa desistiu de pedir apreensão dos celulares.

“Conversamos qui e entendemos que não é caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações”, escreveu o procurador. No dia seguinte às conversas entre os dois, 19/10, Eduardo Cunha foi preso em Brasília.

Já detido, Eduardo Cunha questionou agentes da PF sobre se deveria ou não entregar seu aparelho celular e recebeu uma resposta negativa, de acordo seus advogados.

Tanto a força-tarefa da Lava Jato como o Ministério da Justiça declararam que os celulares de Eduardo Cunha já haviam sido apreendidos anteriormente. A alegação se refere ao dia 15 de dezembro de 2015. Na ocasião, Eduardo Cunha teve seu telefone recolhido na operação catilinárias.

O questionamento do BuzzFeed News e do Intercept, no entanto, se refere ao diálogo do dia 18/10 de 2016, dez meses depois da apreensão citada por procuradores e pelo Ministério da Justiça.

Em resposta a reportagem, Moro informou novamente que “não reconhece a autenticidade das mensagens obtidas por meio criminoso”, e a força-tarefa da “lava jato” alegou que os celulares de Eduardo Cunha “já tinham sido apreendidos por ordem do Supremo Tribunal Federal.”

Eduardo Cunha mantinha em seu telefone conversas com detentores de foro especial. Essa particularidade poderia fazer com que as investigações fossem transferidas da força-tarefa em Curitiba para a PGR.

*Com informações da Revista Fórum e do Buzzfeed News

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14 Aug 13:26

Bolsonarismo é movimento dos ressentidos, diz filósofa

by Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena

O discurso é simplificado. Não se fala em estruturas complexas de sociedade, de política, de economia. A saída é apontar um inimigo: somos nós contra eles. Eles são a explicação de todo o mal. E o populista se apresenta como o salvador.
É nessas linhas gerais que a extrema direita trafega para se expandir pelo mundo –e no Brasil. Para debater esse contexto, TUTAMÉIA entrevistou a filósofa Catarina Dutilh Novaes, professora da Universidade Livre de Amsterdã (clique no link do alto para ver a entrevista completa).


“É um discurso muito sedutor, porque simplifica tudo. É muito mais fácil do que entender relações sociais e econômicas complexas. É maniqueísta. Tudo que está dando errado na sua vida, você tem alguém para culpar. É a ideia do ressentimento. De certa forma, o bolsonarismo é o movimento dos ressentidos, da baixa classe média, que está se sentindo pequena, não tendo o devido respeito na sociedade. Bolsonaro é um militar de baixo clero e as pessoas se identificam com ele”, afirma Catarina.

A filósofa também comentou os ataques que Bolsonaro e integrantes de seu governo fazem à ciência e à filosofia –à educação em geral. Para ela, essa agressividade revela um temor à filosofia, porque ela incentiva a autonomia intelectual. “O que eu acho que acontece, que é uma coisa comum a regimes totalitários, personagens políticos totalitárias de modo geral, é um ataque a áreas do conhecimento que são, por definição, contestadoras. Filosofia é questionar o óbvio. Ou seja, a filosofia é inerentemente subversiva.”

Interessada na análise de discursos, ela fala da dificuldade de diálogo com pessoas que pensam muito diferente –um fenômeno que tende a profundar a polarização nas sociedades. Para a filósofa, é fundamental buscar a conversa, mesmo que seja muito difícil. Nesta entrevista ao TUTAMÉIA, ela relata experiências positivas nesse sentido. Fala de terraplanistas, dos que negam a eficiência das vacinas, do movimento contra a ciência e o iluminismo. Discorre sobre a questão do “lugar de fala”, defende a educação pública e critica a privatização do ensino.

14 Aug 13:22

Fátima defende Novo Fundeb: “Educação precisa ser tratada com prioridade”

by renato renato

Em reunião com a deputada Dorinha Seabra e com o senador Flávio Arns, em Brasília, a governadora Fátima Bezerra, coordenadora do Fundeb no âmbito do Fórum de Governadores, defendeu nesta terça-feira (13) prioridade para aprovação do Novo Fundeb no Congresso Nacional.  A deputada é relatora da PEC na Câmara e Flávio no Senado.

Tornar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) uma política permanente e com maior participação da União são as principais mudanças da proposta.

“Por sua relevância e papel estratégico no desenvolvimento do nosso País, a agenda da Educação precisa ser tratada com prioridade. E o Novo Fundeb é fundamental para garantir que os estados e municípios possam cumprir as metas e as estratégias de seus planos de educação”, disse a governadora.

Ela destacou o esforço conjunto, tanto na Câmara quanto no Senado, para elaboração de um texto único de aprovação da proposta no Congresso ainda este ano. “Vamos fazer um trabalho no âmbito do Fórum para que cada governador faça a ponte junto a seus parlamentares no sentido de fortalecermos a proposta”, enfatizou ainda Fátima, que foi relatora do Fundeb quando deputada e senadora.

“Acima de tudo, queremos que o Brasil assuma o compromisso de fortalecer a educação básica. É neste sentido que estamos construindo o texto”, disse a deputada Dorinha Seabra. “Queremos assegurar que ainda este ano esta proposta seja aprovada para garantir que em 2020 haja o tempo necessário para a criação de leis ordinárias complementares e demais questões administrativas”, explicou Arns.

A proposta estabelece o Fundeb como política pública permanente, incluída na Constituição Federal, e amplia a participação financeira da União dos atuais 10% para 40%, sendo 20% no primeiro ano de vigência e 2% anualmente nos próximos subsequentes até alcançar 40%.

O Novo Fundeb contempla também a formação continuada e a valorização dos profissionais da educação, equiparando os salários dos professores aos demais profissionais com o mesmo nível de formação; a expansão da rede básica de ensino; e a implantação do modelo de educação em tempo integral.

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13 Aug 13:29

Hugo Manso: ‘O Future-se não tem futuro’

by Pedro Torres

“Hoje eu perdi o meu crachá e quando fui refazer, o instituto disse que não havia mais suporte nem o cordão que usa para sustentar o cartão”. Foi assim que Hugo Manso, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, iniciou a entrevista à agência Saiba Mais, mostrando como os cortes feitos pelo Ministério da Educação, em maio, já estão se manifestando até nos pequenos serviços das instituições. O também diretor de comunicação do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação) questionou a eficácia da gestão do Ministério da Educação e classificou o projeto Future-se como “sem futuro”. 

Não somente o cordão e suporte para o crachá está em falta no IFRN. O instituto com 28 mil alunos distribuídos pelos 21 campi no Estado enfrenta uma crise muito maior e que chegou até no abastecimento dos bebedouros. O fornecimento de água mineral no campus Central, em Natal, foi suspenso. O motivo? A falta de dinheiro: com os cortes anunciados em maio, o IFRN perdeu 27 milhões nos recursos repassados pela União, um corte de 38% no orçamento destinado ao funcionamento da instituição.

“São coisas simples, mas que já revelam os impactos desses cortes na instituição, que nem água mineral está mais comprando para abastecer os bebedouros, devido à falta de dinheiro no orçamento”, afirma Hugo Manso. “Daqui a pouco, o nosso jardim não receberá mais manutenção. Nós temos 113 trabalhadores terceirizados, que trabalham mantendo a limpeza básica do campus. Não haverá orçamento para manter esses contratos. Como vamos manter o jardim bonito?”, questiona o professor, revelando a preocupação com o funcionamento básico da instituição – ameaçada de não ter orçamento para manter as atividades já a partir de setembro. 

Hugo Manso é professor de mecânica do IFRN, no campus Natal Central, desde 1991, na época, o antigo Cefet. Formado em Engenharia Mecânica e mestre em Educação, Hugo já foi vereador de Natal, candidato ao Senado Federal, foi representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário e luta na defesa dos Direitos Humanos, do Direito à Cidade, da Educação Básica e Tecnológica, Cultura, Ciência e Tecnologia. Atualmente é diretor de Comunicação do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe Natal).

IFRN já sente os cortes no orçamento da Educação: não tem mais água no bebedouro

‘Busquem o mercado para te financiar’

Anunciado pelo Ministério da Educação em julho, o programa Future-se é uma iniciativa do Governo Federal que estabelece às Universidades e Institutos Federais a implementação de modelos de negócios para angariar financiamento fora da União, por meio, por exemplo, de empresas e organizações privadas. 

“Em maio nós fomos às ruas, com mobilizações grandes no Brasil inteiro, mas, em vez de ouvir a população que era contra os cortes na Educação, a resposta de Governo foi formalizar os contingenciamentos. Eles deram o corte e disseram ‘se vire’; depois, disseram como precisávamos nos virar, com uma nova legislação que muda 16 leis”.

A mudança citada pelo professor está no programa do Future-se, posto em consulta pública até 15 de agosto, até seguir para votação no Congresso Nacional, e sugere alterações na redação de leis como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, além de mexer em legislações econômicas, sobretudo naquelas que exigem da União o repasse de recursos suficientes para que essas instituições funcionem.

O projeto, segundo ele, é uma ameaça à autonomia e um perigo para o IFRN, Ufersa e UFRN, no Rio Grande do Norte, instituições que serão postas para ambientar suas políticas numa lógica “empreendedora, em busca de financiamento do mercado econômico, para conseguirem funcionar”.

“É um projeto muito perigoso porque descaracteriza o ensino, a pesquisa e a extensão. A ideia da educação ser pública e gratuita é porque você tem que oferecer oportunidade iguais para para todos, e quem financia isso é o Estado, com o dinheiro dos impostos. Na hora que você diz às Universidades e Institutos irem à luta em busca de financiamento no mercado, a tendência são as empresas não terem dinheiro nem interesse para financiar tudo isso”, denuncia Hugo, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, em Natal.

Encabeçado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, o texto foi tratado com preocupação por profissionais da área, que criticam os interesses por trás da proposta alinhada com as diretrizes do presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro. 

O ‘Future-se’ se ambienta num modelo onde as instituições comercializam, por exemplo, nomes e estruturas de prédios públicos dentro dos campi e reúne recursos por meio da iniciativa privada, que seria responsável por doar a um fundo de participação que promoveria o financiamento das Universidades e Institutos. O dinheiro obtido junto às empresas somaria-se aos repasses feitos pela União – que seriam reduzidos – para consolidar um fundo que não se sabe se será único para essas instituições. 

“O que eles estão dizendo [com a proposta]? ‘Não haverá mais esse investimento [da União]; procure a iniciativa privada’”, alerta o sindicalista: “Mas vamos supor: imagine uma empresa privada como a Ford, a Volkswagen, elas vão investir na Universidade? É possível. Mas ela vai investir numa coisa que ela tem interesse e que ela controle”, completa. 

O ‘Future-se’ é ruim do ponto de vista pedagógico e econômico porque ou você está numa área e desenvolve uma pesquisa que promova interesse a uma empresa para receber financiamento, ou você tem dinheiro para financiar os próprios estudos. A ideia do filho do pedreiro virar engenheiro morre. A ideia da filha de um terceirizado do IFRN ser uma estudante do campus morre”, finaliza.

‘A tendência das Ciências Humanas será atrofiar’

A obtenção de financiamento por meio de fundos de iniciativa privada reverbera em um outro aspecto denunciado pelos especialistas: o sucateamento das Ciências Humanas. A área, de acordo com o professor, seria amplamente afetada com a implementação do ‘Future-se’, que questiona: “qual empresa vai se interessar por investir numa pesquisa que estude a história das populações indígenas que viveram no Rio Grande do Norte há 300 anos? A lógica principal é o Estado, a União, deixar de ‘gastar’ com a Educação. O que vai acontecer é que alguns cursos vão atrofiar e outros poderão sobreviver. A tendência das Ciências Humanas será atrofiar. Não vai ter empresa que se interesse por esse financiamento. São áreas que promovem estudos reflexivos, de interesse público e acadêmico, e que necessitam dos investimentos da sociedade como um todo, por meio do Estado, para que as pessoas tenham a possibilidade de pensarem, refletirem e conhecer a própria história”, alerta Hugo.

Em relação aos interesses das empresas privadas, haverá iniciativas que promovam o financiamento. No entanto, como alerta o professor, novamente esses projetos estariam submetidos aos critérios e importância estabelecidos diretamente pelas iniciativas que não as Instituições. 

“Imagine uma empresa chinesa que chegue no Estado e queira capacitar 200 pessoas em mandarim. Ela irá investir na formação dessas pessoas, mas quando tiverem concluído, não haverá mais projeto, ou seja, financiamento. Uma instituição como a UFRN precisa de cursos de línguas para formar academicamente a sociedade, mas isso não deve ser condicionado a interesses privados. A Universidade é um campo para pesquisa, e só se desenvolve pesquisa e inovação se houver financiamento que não esteja restrito a interesses privados”, afirma o professor, que é professor do IFRN (antigo Cefet) desde 1991. 

Dia Nacional de Lutas e Greves

Em resposta a projetos como o ‘Future-se’ e às outras pautas encabeçadas pela equipe de Jair Bolsonaro, especialmente em relação à Educação e à Previdência, um ato está marcado para o próximo dia 13 de agosto, quarta-feira. A mobilização será nacional e foi convocada por estudantes e trabalhadores do setor e suas entidades, a exemplo do Sinasefe, como um Dia Nacional de Greves e Atos pela Educação, a data foi incorporada por todas as centrais sindicais, sindicatos de outras categorias e movimentos sociais.

Uma das reivindicações da mobilização, marcada para todas as capitais brasileiras, também é lutar contra o avanço da reforma da Previdência, que foi aprovada esta semana em segundo-turno na Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado Federal. O destino da aposentadoria dos atuais 91,2 milhões de trabalhadores, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está nas mãos de 49 senadores necessários para aprovar a reforma, que na opinião do professor Hugo Manso é uma ‘maldade dupla’ tanto a esses trabalhadores quanto aos jovens que ainda estão por chegar no mercado.

Nas críticas à reforma, especialmente no que ela afetará na Educação, o professor denuncia o esgotamento do trabalhador que precisará passar mais anos contribuindo à Previdência e, consequentemente, trabalhando; e a impossibilidade de renovação dos postos de trabalho já afetados com a crise de desemprego que desola o país. 

“O que a reforma da Previdência também está fazendo de perverso à Educação é remeter toda uma geração a um sobre-esforço. Isso impede que uma nova entre e renove os ambientes de trabalho”, denuncia o sindicalista, que também alerta para os números de desempregos no país. Atualmente, o Brasil possui uma população de 13 milhões de desempregados, representando 12% da sociedade, além de que houve um aumento na taxa de informalidade, registrando 11,5 milhões de cidadãos – todos dados do IBGE divulgados este ano.

“É necessário que o trabalhador com 30 anos de serviço se aposente primeiramente para ele poder viver, porque o trabalho é exaustivo, senão ele morre trabalhando; e, segundo, para renovar os postos de trabalho. Se eu entro para trabalhar no Instituto aos 30 e saio com 60, um jovem de 30 anos assumirá o meu lugar. Mas se eu só sair aos 70, demora mais 10 anos para renovar esse posto. O rendimento é fragilizado, não há renovação. É uma maldade dupla: faz mal ao trabalhador que permanece, e faz mal ao jovem trabalhador que não entra no mercado do trabalho”, finaliza o professor. 

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13 Aug 12:37

Papa Francisco vê discursos “similares ao de Hitler” e sai em defesa da Amazônia

by Da Redação

Líder católico criticou o populismo de extrema direita no mundo, em um recado claro a Trump e seus fãs, como Bolsonaro

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13 Aug 12:37

Conselhos de Enfermagem rechaçam fala grosseira e ignorância de Bolsonaro: Exigimos respeito!

by Conceição Lemes
13 Aug 12:17

Professora incensada por Barroso e Deltan acusa ilegalidades na Lava Jato

by renato renato

Reinaldo Azevedo

Susan Rose-Ackerman: especialista já exaltada por Barroso e Deltan assina artigo demolidor sobre desmandos de Sergio Moro

Roberto Barroso, a voz mais estridente do punitivismo no Supremo e de soluções, vamos dizer, heterodoxas em nome do combate à corrupção, deve estar numa espécie de crise intelectual… Também Deltan Dallagnol, o justiceiro da Lava Jato e dublê de Menino Prodígio, pode se chatear um pouco. Um grupo de 17 juristas de renome internacional assina um duro artigo dirigido ao Supremo Tribunal Federal, como informou a Folha, em que se lê, com todas as letras:

“Sérgio Moro não só conduziu o processo de forma parcial, como comandou a acusação desde o início. Manipulou os mecanismos da delação premiada, orientou o trabalho do Ministério Público, exigiu a substituição de uma procuradora com a qual não estava satisfeito e dirigiu a estratégia de comunicação da acusação.
Além disso, colocou sob escuta telefônica os advogados de Lula e decidiu não cumprir a decisão de um desembargador que ordenou a liberação de Lula, violando assim a lei de forma grosseira.
Hoje, está claro que Lula não teve direito a um julgamento imparcial. Ressalte-se que, segundo o próprio Sérgio Moro, ele foi condenado por “fatos indeterminados”
.

Os signatários fazem referência explícita às revelações publicadas pelo site “The Intercept Brasil” e veículos a ele associados no esforço de revelar os bastidores da Lava Jato.

E por que a dupla está moralmente obrigada a se manifestar?

Entre os signatários do artigo está Susan Rose-Ackerman, professora emérita da Universidade Yale. Ela é uma conhecida de vocês.

Susan era uma das convidadas do “coquetel/jantar” oferecido por Barroso, no dia 9 de agosto de 2016, a Sergio Moro e a Deltan Dallagnol. A professora era uma das participantes de um colóquio sobre direito promovido pelo ministro. Este blog noticiou com exclusividade o evento, que deveria ser mantido longe da imprensa, segundo recomendações do próprio Barroso.

Quando a notícia veio a púbico, o ministro houve por bem se manifestar em seu blog. Ele tem um!!! Afirmou:
“Em 9 de agosto de 2016, a Professora Susan Ackerman esteve no Brasil, a convite de uma instituição acadêmica de São Paulo, para ministrar um seminário, em conjunto com outros expositores. Susan é esposa de Bruce Ackerman, que foi meu professor em Yale e é meu amigo há 30 anos. Convidei-a a dar o mesmo seminário em Brasília, intitulado ‘Democracia, corrupção e justiça: diálogos para um país melhor’. Na véspera do evento, fiz um coquetel em minha casa em torno dela, para o qual foram convidados todos os participantes do seminário e alguns professores, num total de cerca de 25 pessoas

Pois é… Ocorre que Bruce Ackerman, o marido de Susan, ex-professor de Barroso, seu “amigo há 30 anos”, também assina o texto.

E agora?

Em 2016, no Twitter, Deltan tira uma foto ao lado de Susan e escreve: “Esta semana tive o prazer de conhecer Susan Rose-Ackerman, p/mim, a maior especialista do mundo sobre corrupção”.

Pois é… Aquela que Dallagnol considera “a maior especialista do mundo sobre corrupção” está a fazer picadinho do trabalho da Lava Jato, apontando suas óbvias ilegalidades.

Será que, de súbito, Barroso e Dallagnol dirão que Susan está entre os, como é mesmo, ministro?, interessados em manter intocadas as práticas corruptas?

Assina também o texto Luigi Ferrajoli, professor emérito de direito da Universidade Roma Três. É considerado hoje o mais importante jurista do mundo em matéria de “garantismo” no direito penal.

Barroso tem a chance de deixar claro a seu professor e amigo se realmente aprendeu alguma coisa, não é mesmo?
Leia íntegra do artigo aqui

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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13 Aug 12:16

Prefeito quer escurecer, esquentar e enfear Jardim do Seridó

by renato renato

Bom sanfoneiro, forrozeiro de primeira, mas como prefeito de Jardim do Seridó, Amazan está deixando os jardinenses seridoense apavorados.

O prefeito Amazan inventou de asfaltar todo o centro da cidade.  O calçamento de Jardim é lindo e feito com pedras há mais de 100 anos. A população sabe que o asfalto preto vai esquentar a cidade.

Caso o asfalto seja aplicado sobre o secular, nobre é lindo pavimento de pedras, Jardim do Seridó nunca mais será a mesma.

Em  vez de ser carinhosamente denominada de Jardim do Seridó, depois da pretidão do asfalto, será conhecida como o “Forno do Seridó”, diz um jardinense apavorado.

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