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Shared posts

01 Jul 13:52

10 coisas que não sabe sobre Calvin and Hobbes

by Booktailors

Saiba quais são aqui.
01 Jul 08:49

Sou um peixe e vou morrer pela boca

by Pólo Norte
Nunca tinha reparado neste fenómeno antes de ser mãe e mámen até trabalha na área da educação mas este ano dei de caras com um sem número de amigas com filhos finalistas, festas de finalistas, bolos de finalistas, fitas de finalistas, chapéus americanos de finalistas e o diabo a quatro de finalistas.  Comecei a ficar meia baralhada enquanto assistia aos status nos seus murais a este respeito...
07 May 10:55

#bringbackourgirls

by Luna
19 Mar 11:53

Haja Moralidade ou a Loira do Festival

by Catarina Fonseca

Pronto, confesso que não vi o festival da canção.

Nem foi porque estivesse na praia, a apanhar sol na esplanada ou a fazer surfe em Ribeira d’Ilhas. Não. Não vi, olhem porque me esqueci, porque me passou, porque a minha mãezinha não me ligou a avisar, e porque, basicamente, o Festival se tornou absolutamente secundário na vida dos portugueses.

Sei do que falo. Sou suficientemente velha para me lembrar do Festival. O Festival era assim, 'O Festival' e em maiúsculas, como o Partido Comunista era O Partido. Eu vivia o ano inteiro para aquele dia (pronto, e para o Carnaval, o que não era muito diferente).

Assistia à versão nacional e depois à internacional, esperava em taquicardia pelas votações ('Portugal - 1 point')

(Aproveito a oportunidade para agradecer aos hermanos espanhóis e aos igualmente - desculpem lá mas não sei dizer irmão em grego, e aos emigrantes franceses os votos que nos deram ao longo destes anos. Agradecida do fundo do coração e não estou a ser irónica).

Isto para dizer que, como toda a gente sabe, desde que as votações passaram a ser eletrónicas e dos votantes de todo o mundo ‘lá em casa’ , e desde que se nos juntaram as 245 Bielorrússias que parece que também são Europa, todas a votarem umas nas outras como um festival dentro do festival, que a coisa perdeu gás e graça e dignidade e tudo o mais que nos mantinha acordados e em taquicardia mesmo sabendo que iamos ficar em último.

Bem, dito isto, no dia seguinte fui recebida com um coro indignado porque, ao que parece, a canção vencedora era ‘pimba’.

Dedicadamente, fui ao YouTube fazer os trabalhos de casa em retroactivos.

Sim, era pimba, e então? Por acaso têm assistido ao Festival internacional dos últimos tempos? Querem mais pimba que aquilo? Qual é o mal de lá levarmos uma pimbice igual às outras?

Não estou a ver os outros países, que devem levar ainda pior, a olharem para a miúda (nem sei o nome dela, desculpem lá que a idade não perdoa) e a exclamarem horrorizados "Ai Portugal desceu imenso de nível, está muito longe da fantástica qualidade a que nos habituou ao longo dos anos e que aliás lhe valeu imensas e memoráveis vitórias”.

Se querem que vos diga, só achei que a miúda se rebolou pouco para o estilo que era. Se é para ser pimba, ao menos que se seja pimba com orgulho e galhardia.

E de facto, para o país que temos, querem um estilo mais adequado do que o pimba? É aquilo que nos representa mais fielmente.

Parece que houve quem tivesse amuado e se tivesse levantado ‘em protesto’ e saído da sala.

Boa. Temos os deputados mais bacocos e retrógrados do mundo a cortarem pela raiz uma lei apenas humana, mas contra esses ninguém pia. Não. Somos muito homens. Que as crianças continuem desprotegidas e haja pessoas com direitos básicos sujeitos a gente sem inteligência nem humanidade, tudo bem.

Não podemos é ter uma loiraça a abanar a anca no Festival.

Haja moralidade.