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How do you know someone is in MENSA?
Ugh, they’ll tell you.
So I was going through this used book store, Volume One Books, and they have an interesting selection of the older ‘golden age of scifi’ pulp novels. I found this great old Clarke:
Cool, right? Sure it’s the 70’s reprint, but I figured it’d be cheaper than the 1963 reprint, right? Well sure, but then I saw this on the inside:
And someone had to deface the book to prove to the world that it had passed through the hands of a narcissist.
It’s embarrassing to even think I’d want to read the same thing that had been touched by some vapid twonk.
Sigh.
So I went ahead and got the much older version, that was free of such insane defacement.
Thanks for reading about How do you know someone is in MENSA? and you can find many more on my actual blog: Fun with virtualization.
Hackeando o Mega Drive 4 (parte 1)
***UPDATE madrugada de 24/out***: O Neto fez um programa que extrai o conteudo das DUAS placas. Ta la no final, por favor baixem e vejam que bacana o conteudo da placa 1. (e nao esqueçam de clicar no anunciante e compartilhar o post hehe)
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Ola pessoal!
Mais um artigo da serie "Hackeando o...". E pra variar, mais um artigo multi-partes.
Antes de tudo, o motivo dessa serie "multi-partes" é que o trabalho é longo e extenso. Nem sempre da pra enfiar tudo que precisariamos saber em um artigo so - e nem sempre eu consigo terminar a tempo tudo que precisa ser (re)visto para escrever o artigo. E muitas vezes o hacking sequer está completo, eu escrevo o artigo ate mesmo para cooptar pessoas a ajudar, como por exemplo o Lisias Toledo e o Neto, conhecidos hackers da cena do Mega Drive.
Eu gostaria de, em principio, me desculpar. O artigo é um tanto superficial. Porem apesar da superficialidade, eu estou oferecendo um "ponto de partida" para hackear esse aparelho. Ate onde sei, ninguem ate hoje extraiu essas ROMs, muito menos as decodificou. E eu acho importante espalhar pela comunidade esse tipo de informacao. É o ponto de partida para voos mais altos. Se o MD4 tem o mesmo processador do Atari, Colecovision e Intellivison Flashback, significa que pode haver portabilidade de EMULADORES (e por consequencia, jogos) entre eles. Fora o desenvolvimento de novas aplicacoes/emuladores para essas plataformas. Depois da "benção" da Tec Toy ao trabalho do Neto, acredito que abriu-se uma porta muito importante na comunidade. E é importante manter essa porta aberta.
E antes de começar o artigo: Nao se esqueçam de POR FAVOR compartilhar esse post em todas as midias sociais que voces tem acesso, e de clicar nos nossos anunciantes e conhecer seus produtos. É uma mixariazinha que gera para o Tabajara, mas é um grande incentivo a continuar escrevendo, tudo bem? E lembrando, aceitamos doacoes! Se alguem tiver um mega drive 4 em perfeito estado (mesmo sem os controles/guitarra ou so a placa) ajuda bastante nosso trabalho. Doações em dinheiro tambem sao bem vindas!
Ok, ao post entao :)
Um dia estava eu na Sta Ifigenia, e vi algumas placas de sucata da Tec Toy pra venda. Tinha mega drive, master system, mega drive portatil, placas de controle de dreamcast...tudo mixaria no Shopping da Beth. Aproveitei pra pegar umas plaquinhas e trouxe pra casa. E ficaram guardadas um tempao...
Um dia, o rapaz do post anterior me mandou o Atari Flashback pra extrair a ROM, e eu descobri que o processador usado no FB7 é o mesmo processador usado em varios videogames. Incluindo algumas versoes do Mega Drive. E lembrei que eu tinha essa placa guardada aqui em casa.
Essa placa ai é o "coração" do Mega Drive 4. Uma versao do MD com dezenas de jogos na memoria, e inclusive uma versao do "Guitar Hero" do PS2, adaptada pro MD. Coisas da Tec Toy :o) Acho que so no Brasil a velharia do Master System (SMS) e o Mega Drive ainda sao PRODUZIDOS e VENDIDOS. Hue Hue, BR BR. Neste caso, uma curiosidade: Essa placa tem um processador "TITAN" e, vejam so, uma trolha de RAM e ROM.
Hum?!
Poise. Essa placa...pasmem...tem 132MB de FLASH ROM. Nao, voces nao leram errado. CENTO E TRINTA E DOIS MEGABYTES DE FLASH ROM.
Explico:
Essa placa nada mais é que uma "especie" de raspberry pi dedicado. O processador TITAN é na realidade um ARM (o qual se desconfia ser da serie LPC da Philips, com algumas modificacoes) rodando um EMULADOR de Mega Drive (e Master System!). Parece incrivel, mas é. E digo mais: É o mesmo processador usado nos Atari Flashback (a partir do 3), Colecovision Flashback e Intellivision Flashback. E teoricamente, com o codigo sendo compativel entre todos eles.
Bugou? Entao se segura. Tem muito mais pra gente ver nesse post monstruoso, de poucas imagens mas muita informacao!
Primeiro, vamos a um infografico rapidinho
- Rosa: Memoria 25L4005A - 512K serial, guarda o codigo de boot e interpretador de comando (!)
- Vermelho - Conexao da porta serial do processador, 115200BPS
- Marrom - Saida de video composto, audio, entrada de alimentação
- Amarelo - Processador Titan 1.0C
- Verde - Memorias RAM
- Azul - Memoria Flash
A memoria de boot (em rosa no infografico) inicializa o sistema e procura por um arquivo de inicializacao no cartao SD ou na memoria FLASH da placa. Encontrando esse arquivo, carrega e transfere o comando ao mesmo.Infelizmente, so veio esta memoria em uma das duas placas desse tipo que consegui. E eu queimei a memoria ligando-a invertida nas inumeras trocas de memoria entre as duas placas. Estou aguardando chegar memorias novas pra continuar os testes. Mas para quem quiser tentar emular este processador, o conteudo da memoria de boot está aqui: >>>Memoria de boot<<<
Conexao da porta serial:
A imagem diz tudo. TX, RX, GND. Lembre-se que é um sistema trabalhando a 3.3 volts, entao voce vai precisar de um conversor de serial USB compativel. Eu usei um cabo de celular, mas provavelmente voce vai querer comprar um desses aqui:
A configuração do terminal é 115200N81. Se nao funcionar, inverta os pinos de TX e RX. Voce vai ter acesso a um interpretador de comandos (!!!!!!!) onde voce pode fazer varias coisas, como executar arquivos, ler o SD, formatar o SD, enviar e receber arquvios para/do PC (!!!), entre outros. Digite HELP para uma lista de comandos.
Quem diria que tem isso dentro do Mega Drive 4, né? :o)
Saida de video composto, entrada de alimentação:
Pinagem facil. Sao 6 pinos da esquerda pra direita.
- Video
- GND
- Audio
- GND
- +9V
- +9V
Processador Titan 1.0C:
Esse a gente ja tinha falado antes no post do Atari Flashback, mas agora vamos ir um pouco mais a fundo...Este processador PARECE ser uma edicao customizada de um processador ARM da serie LPC da Philips. PARECE porque tem todo um misterio ao redor da sua fabricação. O processador foi customizado para a ATGames, e nao há NENHUMA informacao razoavel disponivel pela web. Esse vai dar trabalho pra gente descobrir como funciona. To com a ideia de decapar o processador e fotografar o die de silicio em um microscopio, pra tentar achar alguma coisa sobre o distinto.
Como há uma miriade de emuladores de processadores ARM disponiveis, uma pessoa com mais conhecimento de emulação (Oi Felipe Sanches, to olhando pra voce :oD) poderia ajudar a TENTAR encontrar um caminho. Quem sabe? Entao vamos ficar com um ponto de interrogacao daqueles bem grandao por enquanto :o(
Memorias RAM:
Temos duas memorias D33S64016 de 16 megabits (=2 megabytes, perfazendo 4 megabytes de RAM). Nao tem muita coisa interessante pra discutir aqui. Duas memorias RAM smd. Cabô. :o\
Memoria FLASH:
Aqui que a porca torce o rabo :oD
Essa é uma memorya FLASH-ROM HY27UF081G2A de...132 megabytes. Pra que tudo isso? Poise. Tem coisa adoidado dentro desse chip. Tem musicas em MP3 pra parte do "Guitar Hero", imagens, ROMS de jogos, os programas que sao rodados pelo Titan...é tanta coisa interessante que ainda nao deu pra ver tudo.
Em um Brainstorm, eu, Neto e Lisias conseguimos chegar a algumas conclusoes sobre o formato dos arquivos das ROMs. Porem foi o Neto que acertou o prego, e criou um excelente utilitario para extrair o conteudo da ROM da placa 2. E ainda esta trabalhando na rom da placa 1.
O trabalho foi por essa Flash ter na realidade 128MB, sendo os outros 8MB de informacao de (acreditamos ser) ECC. De acordo com as palavras do Neto:
E o Lisias complementando:Montei um algoritmo para calcular os bancos e posição dos arquivos.Ele segue o padrão ao longo do arquivo.0x700 bytes válidos e 0x140 de filler aleatório.Considerando os bancos, você começa a leitura a partir do Offset 0x12 e lê blocos de 0x20 bytes em formato texto até encontrar o primeiro Nullo, indicando o fim da tabela de arquivos.A partir dai você usa aquela informação do tamanho de arquivos e vai somando os tamanhos.Onde termina um começa o outro, sempre considerando os bancos. Os bancos são de 0x840 Bytes, sendo que cada banco tem 0x700 bytes válidos e 0x140 são dados que não fazem parte da estrutura.
os 0x140 não são aleatórios! São ECC! Dei uma olhada na espeficicação do NAND Flash FS. os dados + ECC têm 2112 bytes porque esse é o tamanho da macrocélua deste chip.Ou seja, conseguimos decodificar pelo menos a ROM da placa 2. O trabalho na placa 1 continua, e voce pode colaborar tambem! Para quem quiser futucar nos arquivos...
- ROM da placa 1
- ROM da placa 2
- Utilitario do Neto para extrair o conteudo da ROM da placa 2
- Pra quem estiver com pressa, conteudo da ROM da placa 2 ja extraido
- ***UPDATE*** Utilitario do Neto para extrair o conteudo da placa 1 e da placa 2
Hackeando o Atari Flashback 7 (parte 1)
BORA PESSOAL!!! COMPARTILHA AI NAS MIDIAS SOCIAIS E NOS GRUPOS!!!
Se a gente bater 1000 visitas hoje, amanha tem post ESPECIAL sobre o Mega Drive 4, cheio de coisas boas pra voces :oD Muito obrigado a todos que ajudam o blog, seja curtindo/compartilhando, enviando equipamento pra gente ou mandando uma merreca pelo paypal
(continuando...)
Ola pessoal!
Hoje temos mais um episodio da serie "Hackeando o..."
Mas antes: NAO SE ESQUECAM DE CLICAR NOS ANUNCIANTES!!! :D É assim que o Taba ganha uma merrequinha, e impulsiona as novidades do blog. Ajude-nos! :D
Nossa vitima de hoje é o Atari Flashback 7 :o)
Essa coisa fofa ai foi enviada pelo nosso amigo Jeferson para que eu pudesse extrair a ROM dele e tentar colocar mais jogos, alem de extrair o Yar's revenge II. Pareceu um excelente desafio e resolvi encarar a diversao :o)
Interessante que - aparentemente - ate agora ninguem "abriu" o bicho. E há uma serie de videogames que usam o mesmo microprocessador (chamado TITAN, que é um ARM) deste brinquedo
# atgames
[sms/gg systems] Noza
[genesis/mega drive systems (since 2008?)] RedKid/RedKid 2
atari flashback 3 Titan
atari flashback 4 Titan
atari flashback 64 Titan
intellivision flashback Titan
atari flashback 5 Titan
colecovision flashback Titan
atari flashback 6 Titan
atari flashback 7 Titan
atari flashback portable Monkey King 2
Ou seja, temos bastante diversao pela frente :o)
Tem ate o logo da atari...é uma miniatura de um atari "de verdade". Detalhe pra etiquetinha da trecotoy :D
Ue...so isso?! :oD Poise...temos uma fonte chaveada bem simples de 9 volts (que vejam so que curioso, nunca desliga!!! A chave do painel chaveia a SAIDA da fonte para a placa logica), uma placa pros botoes e uma placa com "o resto".
Essa e a nossa plaquinha. A gota preta no meio é o processador (em "die", ou seja, é só a pastilha de silicio - sem encapsulamento - grudada na placa de circuito impresso. Barateia pra caramba a montagem). Ao lado uma memoria RAM da ESMT M12L16161 e finalmente uma memoria FLASH KH29LV640 de 16 megabits (2 megabytes). Interessante o U6 ali embaixo, que parece ser OU um amp op ligado ao U5 que é um sensor de infravermelho, ou um microprocessador para decodificar os comandos e mandar pro Titan. Ainda nao deu pra descobrir
E a memoria tem no Beeprog. Gostei! :oD
U1 e U7 sao dois reguladores de tensao. U1 é um AM1117 3.3 e U7 é um AM117 1.8. Ou seja, entra 5V na placa e regula pra 3.3 volts e 1.8 volts - normal hoje em dia no mundo dos ARMs e FPGAs. No conector de 3 pinos a direita, onde saem os fios amarelo, branco e preto, voce tem os pinos de video, audio e GND.
Observem os 3 furos vazios na parte de cima, no meio da placa. Ali vai um receptor infravermelho para a versao do Flashback que tem controles sem fio...
Na parte de baixo da placa, nada de interessante. Apenas aquele lugar pra um R10 vazio la no meio. Pra que será??? Quando tem um resistor vazio assim, pode ser selecao de modo :o)
Beleza, tirei a FLASH fora e usei o adaptador TSOP48 para ler a memoria
Ela encaixa assim no adaptador.
Ainda nao consegui uma leitura ESTAVEL dessa memoria. Pode ser defeito da memoria, pdoe ser defeito no meu gravador (o que eu duvido). Ainda estou analisando o problema. Mas mesmo com erro, o arquivo que li tem alguns pontos interessantissimos.
#UPDATE!!! O Dablio Games tambem tentou ler essa memoria e teve o mesmo problema. Entao tem algo de errado com a memoria em si. Desconfio que - pra dificultar a pirataria - ela teve as inscricoes apagadas e remarcada com um codigo parecido. Fica a dica.
O autotest do hardware, aquele que voce executa ao ligar o Atari
List directory!? File contents??? Interessante que tem isso exatamente igual na rom do mega drive 4! :D Isso significa que o sistema operacional de ambos PARECE ser compartilhado.
Essa tela indica que há uma funcao de download pelo PC. Mas como? Por aonde? De que forma?!
Command shell??? Entao podemos executar comandos no atari? :D
Ainda temos muitos misterios a desvendar...
Quer ajudar???
Preciso de MAIS UM atari flashback em perfeito estado. Nao precisa dos controles. Quem pode emprestar/doar um para a causa?
Isso nao acaba aqui nao...Por motivos obvios nao posso dedicar muito tempo a essa tarefa. mas continuo pesquisando. Novidades em breve! :oD
SANTA TERESA
3072 - A história se repete
SÃO CONRADO
PÃO DE AÇÚCAR
AVENIDA DAS BANDEIRAS
Quando a vida era mais Quantum e menos Quanto ...
papéis sem importância
lembranças esquecidas
dores hibernando
mágoas em coma
bilhetes apaixonados
amores amarelecidos pelo tempo
fotos antigas
e
o manual do Santana Quantum
só para eu lembrar de quando
a vida era mais Quantum e menos Quanto?
Poema de Sete Faces. Carlos Drummond de Andrade. In: Os Cem...

Poema de Sete Faces. Carlos Drummond de Andrade. In: Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século (Org: Ítalo Moriconi) #grifeinumlivro
CENTRO
DOMINGO NA BARRA
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EMBAIXADA DA GRÃ-BRETANHA
Restaurando o Korg Trinity Pro X (e essa é a parte 1!)
Nao sou um cara rico. Mas tenho bons amigos, as vezes me vendem por mixaria ou ate me dao de presente coisas muito legais, que normalmente eu nao poderia comprar, ou nao seria justo alocar (tanto) dinheiro pra essas coisas.
Entao, um grande amigo fez um "niguçim" comigo. Um teclado que eu tinha, por um "monstro".
Alias, voce conhece a definição de monstro? Permita-me atualiza-la...
Nao. Acho que voce nao entendeu. Deixa eu colocar essa foto minha aqui, em pé ao lado do teclado, pra ver se voce entende melhor...
Esse MONSTRO tem 1.50 de largura. Eu tenho 1.80. Por ai voces veem o quanto o bicho é ENORME. Pesa 31 quilos (!!!!!!!) e deve ter uns 40 cm de comprimento.
Um monstro, em todos os detalhes.
O Trinity Pro X é a versão "do chefe" da linha Trinity da Korg. É um teclado cheio de recursos, com sons incriveis, sequenciador, telao de toque, cheio dos gueri-gueri. Realmente, é um sonho. Eu NUNCA compraria um teclado desses pra reparar. Principalmente depois da furada e do vexame do Triton TR 76 (e seu famoso defeito do "ligado em 220"). Massssssssssssss...
Um dia o Gargamel me manda uma mensagem dizendo "Vou vender meu Triton Pro X". Eu fiz uma oferta pra ele de um teclado que eu tinha aqui, que tem mais ou menos o mesmo valor. "Voce vende o meu teclado que ta novinho, e eu fico com o Triton mortinho". Deu negocio, e veio pra ca o bichao.
Mas por que mortinho?
A historia é longa, e involve acidentes intimos de percurso (dele, nao comigo). Mas basta dizer que esse teclado ja rodou a america latina em shows, foi pisoteado, tacado no chao, usado de cama (cabem dois casais dentro, com folga), jogado pra la e pra ca e muito, mas MUITO usado. Como todo teclado MUITO usado, tinha uma longa lista de "pequenos defeitos", alem do LCD quebrado por um pequeno "acidente domestico de percurso". Whatever, o teclado "funcionava". Sort of.
Como eu gosto de um bom desafio, e eu nunca que ia ter um Trinity de outra forma (principalmente um Pro X, que e a versao "topo" com teclado de piano, etc) entao vamos a luta :o)
Um dia, chega o monstro aqui em casa.
Entao ele chegou assim, sem cuidado, sem carinho, e um desenho muito fofo no lugar do LCD. O que "sobrou" do LCD exemplifica o "acidente domestico" ao qual ele foi submetido...
Nao adiantava nada mexer no teclado ate conseguir um LCD. E de preferencia, outra moldura plastica do LCD. Ai, tinha alguem no ML vendendo peças de Trinity, e me vendeu a moldura plastica por, pasmem...20 cruzero... :o) A historia e a mesma - Quebra o LCD do Trinity, voce joga o teclado fora. O teclado de 5 oitavas vale uns 2000 a 2500 reais. E os insanos aqui no BR vendem o display a miseros 1000 reais. Quando nao mais caro. Ai o cara desmonta o Trinity e vende as pecas.
So que eu vi a foto do LCD. E nao vi nenhum quebrado no LCD...
Ai eu perguntei..."Moço, meu teclado ta com um buraco no lugar. Me dá seu LCD bichado?"
O resto da historia voces ja conhecem, né? :o) Paguei 20 reais pela moldura do LCD, e ganhei um LCD...funcionando :oD
Claro, o digitalizador ta quebrado. Mas é melhor comprar um digitalizador de 18 dolares, que um LCD de 78 dolares.
O Trinity é um teclado complicado nesse ponto do LCD. Sem o LCD/Digitalizador, voce NAO USA o teclado. Dá pra no maximo trocar de timbre, sem saber o que ta fazendo. Entao, sem digitalizador, esquece. Sem LCD tambem. Agora pelo menos eu vejo o que ta acontecendo :o)
Bem, pra chegar nisso, foi um longo caminho. Como eu gosto de contar minhas aventuras, entao vou contar pra voces como foi o reparo do Trinity.
A lista de defeitos, era mais ou menos essa:
- Faltam 80% dos parafusos do teclado. Dentro e fora.
- No "conjunto" do pitch bender, floppy, etc...O conector do headphone tava meio solto, faltava o drive de disquete (coloquei um emulador de drive de 1.44 no lugar), o conector do ribbon estava solto.
- No "conjunto" da placa de saida de audio, as soldas dos conectores de saida estavam um absurdo, faltavam parafusos fundamentais, havia um jumper-gambiarra na placa bypassando o canal direito do potenciometro de volume (que esta com defeito)
- No "conjunto" das teclas da esquerda, onde fica o controle de volume, o potenciometro de volume tem um dos "wipers" completamente oxidado. Alem de alguns botoes tacteis estarem falhando
- O LCD, obvio, nao tinha :oD
- Hora de trocar a bateria...
- A madeira do fundo é - pasmem - MDF! O_O E um lugar está um pouco inchado
- Um ferro que tem na frente do teclado está pra la de oxidado
Comecei pela aparencia externa. Primeiro tinha que tirar o desenho (o qual eu guardei, pq achei super bonitinho) e limpei a parte superior da carcaça do teclado. Infelizmente é aluminio anodizado, as "pancadinhas" e arranhoes nao tem muito como resolver. Vai ficar assim pra sempre, ou ate aparecer um Pro X que va pro lixo. O que eu duvido.
O motivo de eu colocar essas fotos aqui, é que tem muita gente que - pasme - nao sabe tirar grude com removedor. Removedor (que voce compra em supermercados) nao afeta a maioria dos plasticos. E muito menos aluminio. Entao primeiro eu raspei COM UMA REGUA PLASTICA os residuos de plastico/papel colados no teclado
(o porque da regua plastica? Simples: Um material so pode ser riscado/quebrado por algo mais "duro" que ele mesmo. Se voce tem uma placa de aluminio, voce nao pode usar uma faquinha ou outro pedaco de aluminio pra raspar. Mas pode usar uma regua de plastico, que é mais duro que o papel/cola e mais mole que o aluminio. Essa regra vale pra tudo na vida. Serio.)
Agora que ficou so a cola, usei um pano de chao (aspero...a aspereza do pano ajuda) e doses generosas de removedor.
Viu, limpou tudo. O risquinho embaixo, no meio, é um amassado. Algo bateu de ponta ali.
Com tudo limpo, esperei chegar o LCD e comecei os testes. Soldei um fio que estava arrebentado no cabeamento interno do Trinity, e conectei o LCD no lugar. Claro que nao ligou de primeira.
O conector do flat cable do LCD, com a pancada que levou, dobrou 90 graus em direcao a placa. Levou um tempo observando esse conector (e umas 7 ou 8 subidas e descidas ao laboratorio) pra colocar o conector no lugar, desamassar os pinos, descobrir que ele estava dando mau contato, arrumar um pedaço de plastico pra calçar o flat cable, ver que nao estava ligando o backlight, descobrir que tinha um fusivel na placa do inverter, arrumar um
Com o display ligado, deu outro animo pro reparo do Trinity. Eu que nao ia fazer nada no dia, acabei perdendo o dia inteiro consertando o resto das gambiarras.
Ai, passei pro modulo do pitch bender/etc. Esse eu nao tirei fotos porque o reparo foi realmente coisa boba. Praticamente conectar um flat cable no lugar, parafusar o drive, parafusar a placa do conector do headphone que estava presa só pela porca do jack (aproveitei pra refazer as soldas, coisa que voce faz obrigatoriamente em TODO CONECTOR de QUALQUER APARELHO DE SOM, principalmente teclados). Instalei no lugar, liguei, tudo funcionando
(update 19/set) Dica IMPORTANTISSIMA: O Trinity usa o sinal de disk change ( /DCHG) para - duh - indicar que houve troca do disco, no pino 34 da interface de drive. Entao, para o seu Trinity funcionar direitinho com o emulador de drive, voce tem que usar um drive ou emulador de 1.44MB, com o sinal de Disk Change no pino 34, ativo em nivel BAIXO. O pino 4 da interface de drive nao é conectado.
Entao passei pra placa de audio. A diversao começou ai :oD
Essas eram as soldas dos conectores de saida de audio. Pera, eu amplio pra voces
Gostoso, ne? Se voces observarem direitinho, nao apenas as soldas estao PODRES, como tambem faltam TODOS os parafusos que prendem a estrutura metalica que da rigidez a placa, parafusada no painel traseiro.
Vou dar um tom mais suave a esse assunto
ISSO é serviço DECENTE. Soldas bem feitas, todos os parafusos colocados no lugar. Placa limpa, serviço LIMPO. Aprendam, tenicos de meleca! O_O
Essa é a placa toda. Mas ainda tinha mais gambiarra, perai...Tao vendo aquela linha azul, ali no canto inferior direito?
Antes tinha isso ai no lugar. É um bypass do potenciometro de volume (só no canal direito) pq o pot ta bichado TAMBEM. Arranquei fora. Proxima gambi...
Isso é o potenciometro de volume por dentro. Eu esqueci de tirar foto da sapatinha que pega na trilha de carbono. Ela estava VERDE de oxidacao. Por isso que o canal direito nao funcionava, e a placa anterior estava com essa gambiarra
Esses botoes ai tambem nao estao muito melhores nao. Sao baratinhos, faceis de trocar. Por via das duvidas, vou trocar todos eles. Assim fica "padrao", como diz o ADG.
Pra quem quiser trocar os seus, chave tactil com eixo de 6mm. Todos os botoes sao iguais. Aproveite e troque os leds vermelhos pela cor que mais lhe agrada, assim voce personaliza o seu teclado, he he he :o)
Bem, tudo funcionando. Por enquanto, é só. Agora eu preciso:
- Encontrar um potenciometro de volume NOVO para trocar (se achar o outro que é o de "valor" eu aproveito e troco tambem
- Comprar o digitalizador do display, custa em torno de 20 dolares no AliExpress
- Comprar todas as chaves tacteis (umas 40). Custa mixaria, vale a pena trocar logo tudo
- Ja que eu estou trocando as chaves e os potenciometros, é de bom alvitre trocar tambem o encoder rotativo. Afinal, esse teclado tem uns 15-20 anos, e o encoder ja ta dando seus soluços
- A pilhazinha de memoria interna vai ser substituida por um soquete e uma CR2032, afinal tambem ja deve estar nas ultimas
- Conseguir todos os parafusos que estao faltando
- Pintar a peça frontal de metal que esta oxidada
(sim, o que esta "embaixo" é um Alesis QS-7. Voce nao está vendo errado, nem é um truque de camera. O QS7 - que é bem grande - é um 'pianinho' perto do tamanho colossal do Trinity. Ele é tao grande e pesado, que eu provavelmente vou ser forçado a trocar minha estante Stay Aluminium por algo mais resistente :o\ )
Valeu pessoal! Nao esqueçam de dar aquela clicada nos nossos anunciantes ai ao lado (isso ajuda pacas o blog, vai por mim...) e por favor, COMPARTILHEM essa publicacao no facebook, twitter, orkut, BBS, quadro de mensagens do supermercado, etc...Seu comentario é o meu salario :oD
(em breve: Parte 2)
Tieta. Jorge Amado. pág. 298 (via @paolawatrin) #grifeinumlivro

Tieta. Jorge Amado. pág. 298 (via @paolawatrin) #grifeinumlivro
3067 - Alhos e bugalhos, juntos e misturados
Polícia Federal – A Lei é para Todos
Polícia Federal – A Lei é para Todos está de parabéns. Nenhum filme conseguiu retratar com tamanha fidelidade a situação em que se encontra o Brasil nos últimos anos: o “nós” contra o “eles”. A cada diálogo, a cada cena, o longa de Marcelo Antunez reforça o maniqueísmo do certo contra o errado, sem quaisquer nuances, classificando e condenando o “eles” à caricatura: todos são simulados, sarcásticos, galhofeiros, vilões clássicos de uma maneira geral. Enquanto isso, o “nós” representa um grupo de policiais infalíveis, heróis interessados apenas no bem do país.
Se fosse para ser apartidário, como tanto propagou sua equipe, o filme teria outro título. Ao tomar a decisão de batizar o projeto com o nome do orgão policial, os produtores assumiram o risco de passar por propaganda institucional e o resultado só comprova que o longa toma partido disfarçadamente. A primeira prova está na escolha por identificar os “bandidos”, nomeando os investigados indiscriminadamente, enquanto os “mocinhos” são “protegidos” por codinomes aleatórios. O juiz Sergio Moro ganhou tratamento especial: seu nome não é citado, mas aparece escrito na tela.
O que não se explica direito é porque, em determinado momento, o filme, que até então estava dramatizando todos os acontecimentos e personagens a sua maneira (incluindo a imprensa) decide, inesperadamente, utilizar a imagem da jornalista Délis Ortiz e uma fala da ex-presidenta Dilma Rousseff, justamente aquela em que ela anuncia a nomeação de Lula para o ministério. Parece uma tentativa de “chamar para a realidade”, embora o discurso seja utilizado numa cena que tem pouco apreço à verossimilhança: um dos delegados é pego de surpresa, ao assistir à declaração pela TV, a manobra de Dilma, quando este “evento” já vinha sendo cogitado em todo o país desde a condução coercitiva de Lula.
O filme sente tanta culpa por sua parcialidade que, o tempo inteiro, parece pedir desculpas, tentando justificar suas ações com diálogos toscos como: “delegado, sabe aquele momento entre pedir para desligar a escuta e a escuta ser efetivamente desligada?” ou “a quem nós estamos ajudando? Eu quero acreditar que ao Brasil”. Isso sem falar na cena pós-créditos que antecipa um segundo filme da “franquia”. Os produtores parecem pedir o subtítulo do capítulo dois de Tropa de Elite: “O Inimigo Agora é Outro”.
A direção tenta traduzir o orçamento milionário – os financiadores preferem se manter anônimos, ora vejam só – numa montagem rápida, alguns efeitos especiais (características que deverão garantir o “nem parece filme brasileiro”) e numa lista de nomes conhecidos das novelas das oito para garantir a “qualidade dramática” do material. Isso quando o espectador tem grandes expectativas em relação à interpretação de Flávia Alessandra, compra a testa franzida e as poucas palavras da composição de Marcelo Serrado como Moro, aguenta a agressividade da performance de Ary Fontoura como Lula, ou suporta o tom sempre solene das falas de Bruce Gomlevski (com direito à propaganda indireta de seu musical de teatro em que vive Renato Russo. No filme, ele canta, mas, combinando com o clima, a música é de Roger, do Ultraje a Rigor).
É provável que, mesmo com tantos senões, Polícia Federal – A Lei é para Todos encontre seu público. Afinal, o filme oferece um discurso que já está introjetado em boa parte da população, que muito bem pode entender o bom acabamento do filme como qualidade artística. Além disso, o longa oferece didaticamente uma aula de história para o espectador. História que, como a gente bem sabe, é escrita por quem ganha ou porque quem acha que ganhou.
Polícia Federal – A Lei é para Todos
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[Polícia Federal – A Lei é para Todos, Marcelo Antunez, 2017]
O post Polícia Federal – A Lei é para Todos apareceu primeiro em FILMES DO CHICO.
Floriano Peixoto, o primeiro Monumento da Cinelandia.
Layla the Boston Terrier Mix
This is Layla, a 1.5-year-old female Boston Terrier/Beagle mix from Woodstock, IL. There is a red-winged black bird that comes and hooks on to our back screen door and squaks and squaks and looks in for Layla. The bird won't leave until we let Layla out and they run back and forth in the yard together. Eventually the bird flies away and Layla sits at the back door looking outside for it. It's so cute! Photo sent by Kristen Dahm.
INCÊNDIO EDIFÍCIO ASTÓRIA
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| Nosso amigo Andre Decourt fez uma série sobre o impactante incêndio do Edifício Astória, na Rua Senador Dantas nº 14, que é um primor de pesquisa. Pode e deve ser vista em http://www.rioquepassou.com.br/2013/06/29/incendio-do-ed-astoria-50-anos-parte-i/Adiciono hoje mais algumas fotos do acervo do Correio da Manhã junto a trechos de reportagens sobre esta tragédia onde muitos foram heróis.
Com o título de “Cidade parou em suspense durante nove horas de fogo, morte e pavor”, o jornal dá conta de que duas mulheres e dois homens morreram, 27 pessoas ficaram feridas, prejuízo de cerca de dois bilhões de cruzeiros e ameaça de desmoronamento foi o resultado do incêndio iniciado às 10h30 de sexta-feira, 28/06/1963. As labaredas provocadas pelo curto-circuito de um ar condicionado no laboratório cinematográfico de Herbert Richers, no 14º andar, deram início ao incêndio (reportagem de dia posterior dá conta que o fogo teve início atrás de uma tela de cinema que, por ser de nylon, queimou-se produzindo as chamas).
Na febre de interromper o curto-circuito, alguém desligou a chave geral do edifício o que causou a queda do elevador no poço, além de interromper as bombas de água do circuito de combate ao incêndio.
Com as pessoas desesperadas tentando escapar, abrigadas nas últimas janelas do prédio de 22 andares, os bombeiros se viram impotentes, pois as escadas Magirus só alcançavam o 10º andar. Uma senhora, viúva, projetou-se do 13º andar indo cair em frente à Casa Tavares, fronteira ao Ed. Astória. Logo após, outra morte, esta de um protético que tentou passar pelo lado externo do prédio e despencou.
Os bombeiros subiram então ao terraço do edifício do Hotel OK, fronteiro ao prédio em chamas, atiraram cordas e mangueiras finas em direção das janelas. Um deles passou para o Edifício Astória para ajudar os que estavam encurralados e as pessoas começaram a dramática travessia.
Dentro do prédio em chamas, usando o método de ação conhecido como “linha” – uma fila de soldados, um molhando continuamente o outro para permitir o avanço em meio ao calor – conseguiu arrombar uma sala salvando quase 10 pessoas.
Logo a seguir estava reservada para enorme multidão o mais trágico quadro da sucessão de lances contristadores: uma moça loura, no 15º andar, no meio da travessia parou de avançar e desprendeu-se, caindo sobre a marquise da Casa Tavares.
Flashes: - 8 funcionários da Art Filmes fizeram um buraco e escaparam pelo vizinho Hotel Serrador. - O governador Carlos Lacerda (diferentemente de nossos atuais governantes) foi para o local acompanhar o incêndio. - Os bombeiros usaram 20 milhões de litros de água. - As cordas usadas nos salvamentos eram de matéria plástica. - O Exército juntou-se aos bombeiros no controle do local. - 16 grupos de escoteiros também compareceram para ajudar. - O Hotel Serrador tinha 275 hóspedes. - O prédio Astória era do grupo Novo Mundo. - Herbert Richers perdeu Cr$ 250 milhões. - O bombeiro Napoleão Pereira Cavalcante, o primeiro a usar a corda sofreu fratura da coluna. Este bombeiro já havia fraturado costelas quando do incêndio do Hotel Vogue. - Faleceram Zita Couto, Sebastião Pereira, Elizabeth Araujo e outro homem (que não consegui identificar). - A Marinha disponibilizou 3 helicópteros que, não podendo auxiliar na remoção de pessoas, foram utilizados no transporte de material para os bombeiros. - Em declaração ao Correio da Manhã o Sr. Herbert Richers disse que “o fogo não teve início nos seus próprios e que caberá à Perícia comprová-lo”. - Segundo o jornal o proprietário do prédio foi acusado por inquilinos com referência à distribuição de água. - Muito se falou sobre a obrigatoriedade de escadas de incêndio nos prédios. Projetos foram apresentados, mas não foram adiantes (típico do Brasil). - Dois soldados PM que montavam guarda no Edifício Astória após o incêndio foram acusados de roubo de material fotográfico de uma das salas, no valor de 3 milhões. O proprietário da sala flagrou-os ao observar a própria sala com um binóculo. - Em 1964 foi anunciado Leilão Judicial do Edifício Astória, marcado para 17 de junho: 22 pavimentos, 2 lojas e sobreloja, com 329 metros quadrados por andar num total de 7500 metros quadrados. Entretanto, o imóvel não foi vendido neste leilão por não alcançar valor superior a Cr$ 600 milhões. Mais adiante o grupo de Administração e Participação Acre S/A arrematou o prédio por Cr$ 550 milhões. - Em 1966 houve o julgamento e todos os réus foram absolvidos, pois não ficaram provados nos autos, pela Perícia, onde teria se iniciado o incêndio (mais uma vez os culpados ficaram impunes).
Enfim, posso comentar que assisti, ao vivo e depois no “Repórter Esso”, pela televisão, cenas deste pavoroso incêndio e me impressionaram muito. As reportagens das revistas semanais da época, como Manchete e Fatos & Fotos também deram muito destaque a este incêndio. |
japan house
Confesso a seguinte ignorância aos amigos: não tenho a mais remota ideia do que seja a tal Japan House que abriu na Avenida Paulista há questão de alguns meses. Para manter a veracidade deste sentimento fumegando firme neste post, me omiti de visitar o site da instituição atrás de maiores informações. Tudo que eu sabia até então vinha dos depoimentos de amigos afirmando ser um lugar incrível, belíssimo e interessante. Nesta quinta-feira chuvosa e fria, aproveitando a presença de amigos do peito hospedados em meu lar, fomos conhecer o lugar e confirmar as impressões.
Possui, de fato, uma arquitetura e estrutura lindas, típicas de museu europeu. Tudo é muito branco, cheio de aço e madeira. O lugar é limpíssimo e silencioso, beirando o sacro. Instalações artísticas e exposições delicadas e minimalistas espalhadas pelos andares. Um bom restaurante (assinado pelo Jun Sakamoto), um gift shop com produtos japoneses impressionantes a preços impossíveis (entre os quais um braço robótico, garrafas de saquê de 2 mil reais e um conjunto de algo definido como “copo muito fino”, que supostamente causa a impressão de se estar segurando o líquido com as próprias mãos, embora pra mim eles pareçam mais grossos do que qualquer copo de cristal alemão disponível na cristaleira das vós mais tradicionais do sul do país) e um café honesto, ladeado por uma linda estante repleta de volumes japoneses ou sobre o Japão que podem ser consultados à vontade, embora não estejam à venda.
Todavia, o que realmente me deixou FLABBERGASTED, como dizem os bretões, foi o banheiro.
Não é mais preciso viajar até o Japão para ter a experiência complexa de cagar num daqueles vasos tecnológicos que a gente vê os artistas se impressionando nos filmes. Este do qual usufruí oferecia duas opções de jato de água (frontal e traseiro), com controle de intensidade e frequência (pulso ou constante). Já fiquei impressionado de cara com a MIRA do bagulho: me acertou em cheio no cu. Primeira coisa que me veio à cabeça foi o clássico do jungle Super sharp shooter, do DJ Zinc, que ouvi este fim-de-semana, no b2b do Marky e do Andy, perto das oito da manhã, após noite fortíssima envolvendo Dillinja e Bryan Gee.
Dei uma brincada com os controles e obtive imensa alegria anal. Quando julguei que já tinha tido o suficiente, apertei o botão de SECAGEM, o que promoveu uma sensação bastante curiosa nas entrefelfas do Didão. Parecia que o vaso havia sido tomado por uma porção gentil de água morna e turbulenta e, por cerca de um segundo, julguei ter feito alguma coisa errada (ou estar sentado desgraçadamente num vaso com defeito). Ao constatar, todavia, que meu saco não estava molhado, abri um sorriso satisfeito e deixei que o ar quente terminasse seu serviço em paz.
Pode até não ter sido a cagada da minha vida – muito longe disso -, mas que experiência cultural forte foi essa. Recomendo a todos que façam o mesmo.
Em tempo: se quiserem antes disso comer no Junji Sakamoto, que fica no mesmo piso, deixo o conselho de não pedirem o sushi. Não que seja ruim: pelo contrário. A questão é que é muito caro pra caralho. São 129 reais por 12 peças (embora tenha rolado um chorinho com 4 uramakis), e apenas 2 estavam realmente excepcionais. As outras peças (de peixes como beijupirá e olho de boi) estavam ok, na média dos bons restaurantes de sushi da cidade.
Bom mesmo são os pratos quentes. Não provei o tonkatsu karê, mas a merluza estava espetacular (periga ter sido o melhor peixe que já experimentei na vida) e o sukiyaki assoberbante. Embora não sejam exatamente baratos (entre 72-95 reais), compensam muito mais pelo volume e sabor dos alimentos. Se voltar algum dia, certamente optarei por um prato quente.
De todo modo, que boa experiência é a Japan House. Em visita à São Paulo, considere conhecê-la. Além de tudo é grátis.
Frank Sinatra’s buzzer
The buzzer at Frank Sinatra’s house in the Hollywood Hills.
Photo by George Brich.
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PRAÇA CARDEAL ARCOVERDE
Replacing K-Cup®s with reusable coffee pods

This post isn’t about electronics or software hacks, but it touches a very important element in those: coffee! ☕️
Infatuated with the convenience of pod-based coffee machines, I’ve owned a Keurig B40 since 2012. Its K-Cups afford easy comparisons to standards like VHS or Android - in the sense that competing systems may have marginal advantages, but the variety of suppliers is hard to beat.
These days, I only hit a coffee shop when I need socialization or internet. But I still have two issues with pods: cost (a pod is cheaper than, say, Starbucks, but still adds up way faster than ground coffee in packs) and pollution.
The later grew a bit on me - to the point that I even considered returning to the Moka pots that used to fulfill my coffee needs back in Brazil - until I discovered reusable coffee pods.
The idea is sound: fill a plastic K-Cup-ish thing with your favorite ground coffee and… that’s pretty much it. The machine won’t tell the difference between that and a “real” pod (unless it’s a Keurig 2.0, but if you own one of those and it isn’t backwards-compatible, hack it or throw it away. Seriously, whoever came with those DRM-filled beasts probably designed them on an Apple /// while drinking New Coke…)
I know: at a first glance it seems the convenience is gone, given you have to properly fill, dispose and wash the little beasts. But you get the hang of it pretty quick, and I personally find it way less cumbersome than espresso machines (which I operated back when I worked in an office), paper filters (also very popular among Brazilian relatives and hipster friends) and the like.

There are several brands around, but given I’m far from being the smartest kid in town (in particular when low on caffeine), I standardized my coffee procedure around Cafe Cup. For the price of a 20-pack K-Cup you can get one of those, so buy to last between wash machine cycles, and you will always have one ready.
(sure, you can hand-wash on a pinch, but I just pile them up in a corner, then empty and lightly rinse all at once when it’s time to put the dishes on the machine)
The most important thing (and half of the reason for writing this post): close the lid very well. If you don’t, coffee will often leak out of the pod, making a watered-down mess. I almost gave up on those pods until I learned the trick: a firm press with the palm your hand before you put the pod on the machine will ensure the water always go through the right place.

Otherwise, follow the advice on the instructions leaflet (poorly scanned below, mostly for my future convenience). In particular: use the measuring spoon (no more, no less - every 4-pack comes with one, so you’ll have plenty); don’t press/tap the coffee inside the pod; wash on top rack.
Regarding the last item: the pods are kept closed by thin rubber bands, which tend to detach on the first few washes. No sweat: just check for non-closing pods as you store them. Lost bands will likely be on the machine’s floor or in its filter. They are easy to re-attach, and stop coming out after a while.
Took me a few weeks get used to the extra work, but I’m happy with the result: still convenient, yet cheaper, near-endlessly-varied and environmentally-responsible coffee!
UPDATE: Since I wrote this, I learned a couple things aboug grinding and avoiding leaks, so check out the new post.

Bonnie Aarons and David Lynch
Bonnie Aarons and David Lynch on the set of Mulholland Drive.
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Chafariz monumental do jardim do Monroe
A Prefeitura, em 1928, requisitou ao Ministério da Viação os chafarizes da praça 11 de Junho ( de Grandjean de Montiny), do Largo do Paço ( o de Mestre Valentim) e esse de ferro da praça 15 de Novembro, que faziam parte do Patrimônio Nacional para o Municipal. Depois de muita relutância, fez-se a transferência, mas lavrou-se o seguinte termo: “De não serem removidos, nem modificados em sua arquitetura por serem considerados relíquias da cidade”. Tudo isso devido ao zelo e carinho com que o engenheiro chefe do 6º distrito da repartição de Águas e Esgotos, citado acima.
RUA SÃO JOSÉ
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| A foto de hoje mostra um panorama da Rua São José, no centro da cidade, na década de 60. Sobre o “Bar e Restaurante do Comércio Ltda” nada encontrei. Já a Livraria São José, na Rua São José nº 38, telefones 42-0435, tem muita história. Na época da foto fazia intensa propaganda no “Correio da Manhã”. Vendia “livros escolares novos e usados para todos os cursos. Oferecia lápis grátis aos estudantes.” Também em sua propaganda dizia “enviamos para todo o Brasil pelo serviço de reembolso postal e também atendemos a pedidos em carta com valor declarado, vale postal ou cheque”. Nestes tempos de Internet, tudo isto parece totalmente anacrônico. A história da Livraria São José, segundo conta o “blog” Estante Virtual, começa em meados da década de 20 quando a Livraria Briguiet se instalou no número 38 da rua São José. Em 1939 ganhou o nome de “Livraria São José”. No final dos anos 40 ganhou o comando de Walter Alves da Cunha e Carlos Ribeiro, o “Carlinhos”, e viveu seu período áureo, entre as décadas de 47 e 67. A livraria expandiu seu negócio e tornou-se editora, promovendo a primeira tarde de autógrafos do Rio de Janeiro (1954) no lançamento da obra "Itinerário de Pasárgada," de Manuel Bandeira. E tornou-se ponto de encontro da nata de intelectuais brasileiros: romancistas, poetas, cronistas, jornalistas, juristas, políticos e até ex-presidentes do Brasil, como Marechal Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e Marechal Castello Branco visitavam frequentemente o local. Em 1967, a livraria já possuía 3 lojas na mesma rua! Em 1970, no entanto, Carlos Ribeiro e Walter Alves da Cunha decidiram se separar. Em 1974, com dificuldades financeiras, a livraria foi para a Rua do Carmo nº 61. Tomado por uma profunda depressão e tristeza com a mudança, e aconselhado pelos médicos, Carlos Ribeiro afastou-se da profissão e seus filhos o substituíram na direção da livraria. Em fins de 1979, Carlos decidiu vender o negócio por um preço acessível a seus antigos empregados: José Germano da Silva, Carlos dos Santos Vieira e Adelbino de Marins Espíndola que como ele aprenderam a vender e amar os livros.
Depois de mais de 70 anos de sucesso, em 2014, a Livraria São José encerrou suas atividades na Rua 1º de Março, nº 37, onde comprei, em seu "sebo", alguns bons livros sobre o Rio Antigo para a biblioteca do “Saudades do Rio”.
Notícias dão conta que teria reaberto numa sala de um prédio da Rua da Quitanda.
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