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04 Jul 11:29

Por que a presença do peixe-leão no RN se tornou uma emergência silenciosa

by Gil Araújo

A presença do peixe-leão (Pterois volitans), espécie invasora de origem indo-pacífica, já configura uma preocupação concreta para pesquisadores, ambientalistas e pescadores no Rio Grande do Norte. Desde o primeiro registro no estado, em 2022, cerca de 300 peixes dessa espécie já foram capturados, segundo a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). No entanto, especialistas alertam: esse número representa apenas uma fração do que pode estar, silenciosamente, se espalhando pelo mar potiguar.

“Os que estão em ambiente natural podem ser 100 vezes mais que isso”, afirma a professora Emanuelle Fontenele, do Departamento de Biociências da Ufersa.

Ela explica que a universidade realiza um trabalho contínuo de captura e estudo da espécie, em parceria com pescadores locais, além de ações educativas em comunidades costeiras, como visitas a colônias, podcasts e campanhas nas redes sociais.

A ameaça do peixe-leão, no entanto, extrapola o universo da pesquisa científica. Em maio deste ano, a possível relação entre a morte de um jovem mergulhador e o animal venenoso reacendeu o debate sobre os riscos da espécie. Tiago Rodrigues da Silva, de 25 anos, faleceu após passar mal durante uma pescaria em Grossos, na Costa Branca potiguar. Familiares relataram que ele teria sido “picado” três vezes por um peixe-leão momentos antes de perder a consciência. A causa exata da morte ainda depende de laudos do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), mas o caso gerou comoção e ampliou o alerta sobre acidentes envolvendo o animal.

Ameaça ecológica e proliferação acelerada

Para o biólogo Luciano de Freitas Barros Neto, PhD e pesquisador do Laboratório de Ictiologia Sistemática e Evolutiva da UFRN, o cenário é preocupante.

“O peixe-leão ocupa o topo da cadeia alimentar e, sem predadores naturais aqui no Brasil, ele pode chegar a extinguir localmente espécies nativas”, explica.

A espécie possui uma alta capacidade de reprodução:

“As fêmeas dessa espécie põem cerca de 300 mil ovos por vez, quase 2 milhões ao longo de um ano, e a cada dia mais exemplares estão sendo encontrados no litoral”, afirma Luciano.

Ele acrescenta que já existem indícios de que o peixe está se reproduzindo no Rio Grande do Norte:

“Alguns estudos que fazem monitoramento dessa espécie têm encontrado fêmeas com ovos, sendo um sinal de que a espécie está se reproduzindo na região.”

A professora Emanuelle Fontenele também confirma:

“Percebemos que ele se alimenta de animais nativos como peixes e camarões.”

Ela reforça que os registros constantes de chegada da espécie dificultam a contagem exata dos exemplares já capturados:

“Sempre chega peixe, toda semana, e não dá tempo de contar.”

Embora ainda não existam dados conclusivos sobre redução populacional de espécies nativas específicas, os cientistas consideram que os efeitos ecológicos são potencialmente graves:

“Ainda não é possível afirmar uma redução populacional significativa de uma espécie local em específico. Precisaria de um estudo de monitoramento por um período um pouco maior para se ter um comparativo e poder afirmar quais espécies estão sofrendo esse tipo de impacto.”

O peixe-leão tem uma dieta generalista e predatória.

“Ele não se alimenta de apenas uma espécie específica, podendo envolver camarão, lagosta e algumas espécies de peixes”, diz o pesquisador.

No Atol das Rocas, uma das principais unidades de conservação marinha do estado, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) registrou dois exemplares nos últimos dois anos. Ainda assim, o órgão mantém o monitoramento constante, inclusive em áreas de até 100 metros de profundidade.

Emergência ambiental silenciosa

A adaptação do peixe-leão a diferentes condições ambientais, como águas turvas ou limpas, quentes ou frias, e profundidades de até 300 metros, torna o controle da espécie ainda mais difícil.

“Acredito que estamos lidando com uma infestação, assim como acontece com a maioria das espécies que são introduzidas, que causam um grande impacto ambiental. No ambiente marinho isso se agrava, pela dificuldade de monitoramento e controle dessas espécies”, avalia Luciano.

Emanuelle ressalta que o peixe-leão chegou ao Brasil após se espalhar pelo Caribe, atingindo primeiro o Norte e depois o Nordeste do país. Segundo ela, fatores como a dieta variada e a resistência a parasitas também favorecem a dispersão.

“É adaptável a águas quentes e frias, profundidade até 300 metros, águas turvas e limpas, tem rápida reprodução, é resistente a parasitas e tem uma dieta generalista sem predadores naturais.”

Peixe-leão capturado na praia Ponta do Mel em Areia Branca.

A professora Liana Mendes, do Departamento de Ecologia da UFRN, lembra que os primeiros registros da espécie no Brasil ocorreram em 2020, na foz do rio Amazonas e em Fernando de Noronha. “Os registros na costa do RN provavelmente têm a ver com a dispersão proveniente da costa norte do Brasil”, diz ela.

Prevenção e primeiros socorros

Os espinhos do peixe-leão contêm um veneno que pode causar reações intensas. “Esses espinhos apresentam bastante veneno. Após o contato com esse veneno, a pessoa pode ter uma taquicardia, pode ter convulsão, uma dor muito forte. Às vezes tem desmaio, inflamação no local, podendo infeccionar”, explica Emanuelle.

Ela observa, no entanto, que não há registro confirmado de morte por contato com a toxina da espécie no país. “A literatura científica já mostra que não existe muitos casos de morte pela toxina do veneno do peixe-leão. No Brasil, a gente não tem relato nenhum de morte de pescador ou de qualquer outra pessoa que entrou em contato com esse veneno.”

Em caso de acidente, a recomendação é usar compressas de água morna para aliviar a dor e procurar atendimento médico. “As principais orientações em caso de acidentes por contato com os espinhos é fazer uma compressa de água morna para aliviar a dor e procurar ajuda médica imediatamente”, orienta Luciano.

O que está sendo feito?

As universidades públicas potiguares lideram ações de conscientização e manejo da espécie. “Temos um projeto de extensão onde visitamos as colônias de pescadores alertando sobre o peixe e orientando a forma segura de captura”, explica Emanuelle.

Além disso, a Ufersa tem divulgado conteúdos em podcasts, redes sociais e em entrevistas à TV. As capturas são feitas com apoio dos pescadores, que vêm sendo capacitados por meio do projeto de extensão.

Durante o XXV Encontro Brasileiro de Ictiologia, realizado neste ano, o simpósio sobre o peixe-leão reforçou a importância de formar uma rede de mergulhadores treinados para atuar no manejo e no encaminhamento dos animais para a pesquisa científica. A pesca seletiva, embora arriscada devido aos espinhos venenosos, é considerada o método mais eficaz para conter a expansão da espécie.

“Podemos perder biodiversidade local, afetar cadeias ecológicas inteiras e comprometer setores como a pesca artesanal e o turismo”, alerta Luciano. A expansão da espécie já é considerada uma das maiores ameaças à fauna marinha do país, segundo especialistas que atuam no tema.

Diante da complexidade da situação, os cientistas defendem uma resposta articulada entre poder público, universidades, comunidades pesqueiras e sociedade civil.

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30 Jun 17:39

Eleitor de Lula está com Allyson sem saber que prefeito é um antipetista

by Bruno Barreto

O prefeito Allyson Bezerra (UB) lidera todas as pesquisas. Tem seus méritos comunicacionais e políticos, mas há um fator que vem sendo ignorado: o fator Lula.

O presidente Lula vem nos últimos anos sendo o principal puxador de votos nas eleições para o Governo do Rio Grande do Norte.

Foi assim em 2014 quando Robinson Faria se elegeu governadora. Foi assim na eleição e reeleição de Fátima Bezerra.

Allyson lidera no embalo do eleitor de Lula que ainda não sabe de um detalhe: o prefeito de Mossoró é um notório antipetista que segue a cartilha do ex-senador José Agripino, presidente estadual do União Brasil.

A pesquisa Seta deu um indicativo que pode ser a chave para entender a evolução do voto no Rio Grande do Norte nos próximos 15 meses.

O secretário estadual da fazenda Cadu Xavier em abril tinha 6%. Ao ter o nome dele associado como candidato de Lula pulou para 15%, crescendo nove pontos percentuais. Na mesma proporção, Allyson caiu oito.

O eleitor de Lula na medida em que for percebendo quem é o nome do presidente ao Governo pode desapegar de Allyson, que, repito, é um antipetista, daqueles que vive em pé de guerra com os servidores públicos.

A pesquisa Seta é um indício.

 

16 Jun 12:32

⚖️🌎 América Latina reage à condenação de Cristina Fernández

by argentinatraduzida

10/06/2025|A notícia provocou fortes reações em todo o continente americano quando a sentença de seis anos de prisão e a proibição perpétua de exercer cargos públicos contra a ex-presidente foi confirmada.

FONTE: RT

🇦🇷 O atual presidente argentino, Javier Milei, afirmou que a justiça foi feita.

🇨🇺 O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu a sentença como um abuso político do poder judicial.

🇧🇴 Da mesma forma, Evo Morales a chamou de “injusta” e denunciou “perseguição para proibir uma líder do povo”.

🗣 O Grupo Puebla, CLAJUD, e líderes como Rafael Correa, José Luis Rodríguez Zapatero e Adolfo Pérez Esquivel alertaram que a sentença põe em risco o direito à defesa e a separação de poderes.

📢 A própria Cristina chamou o Tribunal de “triunvirato de marionetes”. Seu advogado, Gregorio Dalbón, denunciou uma “vingança dos poderosos” e anunciou que recorrerão a organismos internacionais como a Corte Interamericana e a ONU.

16 Jun 12:30

Israel e Portugal - notas para a História (1)

by Unknown
Israel nasce, como país, em 1948 e, no ano seguinte, ingressa nas Nações Unidas (contrariamente a Portugal que, por veto da URSS, apenas seria admitido na ONU em 1955). 

Ainda nesse ano, o governo israelita anuncia a Portugal, numa carta do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, o seu ingresso na comunidade internacional, com vista a promover o respetivo reconhecimento por Lisboa. O silêncio português foi a resposta. 

Não resulta muito clara a razão deste posicionamento português, não parecendo decorrer, como alguns aventam, de uma atitude anti-semita do regime salarazista. Muito menos de um seguidismo com a atitude de Madrid. Tudo parece indicar que Portugal temia provocar uma reação de hostilidade por parte dos países árabes, num momento em que a Índia se tornava independente e começavam a aparecer nuvens de preocupação em torno do futuro das possessões portuguesas naquele espaço. Colocar todo o mundo árabe contra si, agravando o isolamento internacional do país, parecia, assim, estar na base da atitude reticente de Lisboa face a Tel-Aviv. O facto de Portugal ter então reforçado a sua presença diplomática em várias capitais árabes parece, em pleno, confirmar esta teoria.

Em 1953, perante uma insistência israelita, o MNE português opta, de novo, por não reconhecer Israel, argumentando que, se o fizesse, estaria a tomar posição num momento de forte tensão israelo-árabe. Num gesto timorato de dimensão limitada, Portugal faz entretanto chegar a Israel, em 1954, a indicação de que veria com bons olhos a abertura de uma representação consular em Lisboa e, embora não encarasse, por ora, o estabelecimento de uma sua representação similiar em Israel, pedia autorização para tal, no futuro. 

Com esta atitude, Portugal assumia que isso funcionaria como um reconhecimento implícito do Estado judaico. Por isso, a posição portuguesa, transmitida à Embaixada que procedera ao contacto, deixa claro que a autorização da abertura do consulado "far-se-á sem ser precedida ou seguida de qualquer forma de reconhecimento expresso, que nas circunstâncias actuais não seria conveniente". Era o mais longe que Lisboa estava então disposta a ir.

O mundo árabe, entretanto, mostrou evoluir para uma atitude favorável à autodeterminação dos povos coloniais, contrariando as "esperanças" que a ditadura portuguesa nele havia colocado, nomeadamente numa potencial contradição com os novos regimes da "África negra". Em 1959, no quadro de algumas relações económicas entretanto já existentes, Portugal e Israel subscrevem um "acordo comercial e de pagamentos". 

No ano anterior, havia sido dada, depois de muito tempo de espera, a acreditação para o primeiro cônsul israelita. O despacho justificativo de Salazar é exemplar de realpolitik: "Os países árabes não mudarão de posição quanto a nós seja qual fôr a decisão que tomarmos. Israel votará a favor". As "contas" na batalha das Nações Unidas, com sucessivas condenações de Portugal, estavam a ser, desde 1955, a grande preocupação portuguesa.

Israel tem, entretanto, uma surpreendente evolução de posição face à política colonial portuguesa, menos por um desagrado com as reticências persistentes de Lisboa e, muito mais, determinada por uma tentativa de "cavalgar" politicamente algumas independências africanas, ao que parece num acordo implícito com Washington. 

Com o início das guerras coloniais nas possessões africanas de Portugal, essa posição vai-se agravando. Em 1967, Lisboa protestou informalmente pela atribuição por Tel-Aviv de bolsas de estudos a líderes independentistas das colónias portuguesas e chamou a atenção para o facto de armas israelitas terem aparecido em posse da Frelimo. Nesse contacto, Portugal invocou mesmo a proteção dada a judeus durante a 2ª guerra mundial, como forma de melhor denunciar a "ingratidão" de Israel. Afinal, as ações de Aristides Sousa Mendes iriam acabar por ter alguma utilidade, para o tardio argumentário salazarista...

Esta atitude negativa de Israel face à política colonial portuguesa enfureceu Lisboa, que passou a abster-se, nas Nações Unidas, na votação de questões israelo-árabes, talvez na ingénua esperança de atenuar a hostilidade deste últimos. Com a utilização da base das Lages, pelos EUA, para abastecimento de Israel, durante a guerra do Yon Kypur, em 1973, Portugal acabou por suscitar a aberta indignação de todo o mundo árabe, que decretou um embargo petrolífero ao nosso país. Atitude, aliás, injusta. Portugal não fez isso para ajudar Israel: fora submetido a um humilhante diktat americano, a que não conseguira furtar-se. 

E, um dia, sucedeu o 25 de Abril. 

(Segue)
11 Jun 13:36

Roubos de telefones celulares têm queda de 29% no RN

by Bruno Barreto

Os furtos e roubos de telefones celulares seguem em queda no Rio Grande do Norte. Comparando os primeiros cinco meses de 2024 com o mesmo período de 2025, a redução foi de 7,7% no total de furtos e uma diminuição ainda maior no total de roubos: -29,1%.

Em números absolutos, somente os casos de furto caíram de 2.629 para 2.427 ocorrências no período, ou seja, foram 202 crimes a menos. Nos casos de roubo, a redução foi de 3.539 para 2.508, isto é, 1.031 casos a menos. Somando as duas modalidades de crime, a redução foi de 20%.

Os dados foram divulgados pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED). Após a consolidação, a COINE compartilha as informações com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o Ministério Público Estadual (MPRN).

19 May 18:58

Cristina se despediu de Pepe Mujica e enfatizou que “a América Latina está se despedindo de um grande homem”.

by argentinatraduzida

13/05/2025│A ex-presidenta lembrou o legado do ativismo de José “Pepe” Mujica e enviou suas condolências à esposa dele, Lucía Topolansky, após sua morte. “Pepe, vamos sentir muita falta de você”, disse CFK.

FONTE: Política argentina

A ex-presidenta Cristina Fernández de Kirchner lamentou o falecimento do ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica, que faleceu na terça-feira, aos 89 anos. Em breve declaração, lembrou a dedicação do mandatário uruguaio a causas populares e destacou a marca que deixa no continente.

CFK declarou: “A América Latina está se despedindo de um grande homem que dedicou sua vida ao ativismo e à sua pátria“. E acrescentou: “Pepe, vamos sentir muita falta de você.”

Também ofereceu palavras de conforto a Lucía Topolansky, companheira de longa data de Mujica e ex-senadora: “Lucía… meu coração está com você e com todo o povo uruguaio.”

Mujica foi preso político durante a ditadura uruguaia e mais tarde incorporou um estilo de governo próximo ao povo, enraizado na austeridade e no compromisso social. Sua figura continua repercutindo nos movimentos populares da região.

13 May 11:33

Sindicato afirma que Allyson é o prefeito mais perseguidor da história de Mossoró

by Bruno Barreto

Em nota publicada em seu site, o Sindicato dos Servidores Públicos de Mossoró (Sindserpum) classificou Allyson Bezerra como o prefeito mais perseguidor da história de Mossoró.

A publicação faz referência a série de cortes de direitos dos servidores concursados sendo a mais recente o aumento da carga horária de pais e mães atípicas.

“Professores se depararam nesta sexta-feira, 09 de maio, com mais uma peripécia do gestor mais perseguidor que Mossoró já teve notícia: mais uma vez como em um pesadelo, o prefeito aumentou a jornada de trabalho para os pais e mães atípicos que tinham conseguido reduzir a sua carga-horária através da jornada especial. E com isso, ele está prejudicando as terapias e o desenvolvimento das crianças com autismo e da pessoa com deficiência”, disse.

A nota ainda cita a exigência da apresentação da receita médica como requisito para concessão de licença para tratamento de saúde, as perdas em pagamentos dos plantões dos servidores da saúde, a negativa de reajustes salariais de professores e alterações no Plano de Cargos e Salários que prejudicam os trabalhadores.

Confira o texto na íntegra AQUI.

06 Apr 14:17

Nem as blusinhas escaparam. Trump acaba com a brecha tarifária “de minimis”

by Matheus Prado

Os itens de baixo valor agregado importados de sites chineses como Shein e Temu vão ficar mais caros nos Estados Unidos depois que o Presidente Trump assinou essa semana uma ordem executiva fechando a brecha tarifária de minimis — a isenção de impostos para remessas do exterior enviadas diretamente para o destinatário final e avaliadas em até US$ 800 — para encomendas provenientes da China e de Hong Kong.

A partir de 2 de maio, os produtos com remetentes destes países estarão sujeitos a um imposto de 30% do seu valor ou a uma taxa de US$ 25 por item, que aumentará para US$ 50 por item em 1º de junho. 

Nos últimos anos, as plataformas de ecommerce chinesas estavam dividindo os pedidos de clientes americanos em vários pacotes pequenos para conseguir a isenção e alcançar preços ainda mais competitivos.

A utilização da brecha estava crescendo rapidamente — cerca de 1,4 bilhão de pacotes do tipo chegaram aos EUA em 2024 —, o que provocou uma pressão bipartidária pelo fim do mecanismo ainda durante o Governo Biden.

Trump tentou avançar com a medida em fevereiro, mas teve que adiar sua aplicação depois que o anúncio pegou muitas empresas, consumidores e os próprios órgãos fiscalizadores de surpresa e provocou uma corrida por blusinhas online.

Segundo a Barron’s, houve confusão nos portos e atrasos nas entregas enquanto funcionários dos correios e agentes alfandegários tentavam inspecionar a enxurrada de pacotes que chegava.

Isso para não falar dos milhões de clientes que não sabiam se suas encomendas seriam taxadas.

Agora, conforme o governo afirma que as autoridades responsáveis estão preparadas para lidar com as mudanças, Trump trouxe a medida de volta.

E deve expandir a taxação para remessas do mundo todo assim que os sistemas estiverem prontos para processar os impostos, disse a Barron’s.

Após a Casa Branca comunicar a medida, anúncios de produtos em plataformas chinesas passaram a conter um disclaimer responsabilizando o próprio cliente pela liberação alfandegária dos produtos que comprar. 

Ainda assim, o cenário indica problemas para o ecommerce chinês como um todo e principalmente para vendedores autônomos que montaram seus negócios em cima do mecanismo.

“Vamos ter que enviar produtos em massa para os EUA e os preços vão aumentar,” disse a vendedora Yan Feili à Barron’s.

A Shein, que se preparava para um IPO em Londres, pode ver o seu valor de mercado recuar mais uma vez após ser avaliada em US$ 66 bilhões durante captação em 2023. 

Em janeiro deste ano, a Reuters noticiou que a empresa poderia ter que se contentar com um valuation de US$ 50 bilhões. Já em março, após o Governo Trump iniciar cruzada contra as de minimis, a Bloomberg afirmou que o IPO poderia sair por US$ 30 bilhões.

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27 Feb 15:28

Vietnã ultrapassa Brasil em exportações e segue fortalecendo seus campeões nacionais!

by Paulo Gala

*escrito com Daniel Bispo e Felipe Augusto   Vietnã ultrapassa o Brasil entre os maiores exportadores do mundo. complexidade produtiva do país já é igual a do Brasil! É um dado chocante, mas é mais chocante ainda sabendo que a população do Vietnã é metade da Brasileira e seu território é 66 vezes menor que […]

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27 Feb 11:24

Percentual de potiguares com ensino superior triplica em duas décadas

by Mirella Lopes

Entre os anos 2000 e 2022, o aceso ao ensino aumentou no Rio Grande do Norte. A parcela da população sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, por exemplo, caiu de 69,3% em 2000 para 42,6% em 2022. Mas, o maior avanço foi observado no ensino superior, que triplicou, passando de 4,6% para 15,1% nesse mesmo período. Os dados são do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta quarta (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As pessoas entre 6 e 14 anos de idade, faixa etária em que a matrícula no ensino fundamental é obrigatório, apresentou a maior taxa de frequência escolar no Brasil (98,26%), uma tendência que se repetiu no Rio Grande do Norte (98,50%).

O levantamento também mostra que a frequência escolar no Rio Grande do Norte é mais alta que a média nacional e até nordestina na maioria das faixas etárias, com destaque para crianças de 4 a 5 anos (91,83%) e jovens de 15 a 17 anos (87,49%), superando tanto a média do Nordeste (85,74%) quanto a nacional (85,25%).

Além disso, a taxa de frequência entre jovens de 18 a 24 anos no estado (32,10%) foi superior às médias nacional (27,68%) e nordestina (26,70%), o que sugere um maior acesso ao ensino superior ou técnico no território potiguar.

São Gonçalo do Amarante registrou a maior taxa para a faixa de 6 a 14 anos (99,02%), enquanto Parnamirim se destacou na faixa de 15 a 17 anos (90,81%) e na frequência de adultos (9,15%). Já Natal apresentou uma taxa relativamente alta para a faixa etária de 18 a 24 anos (38,06%), semelhante a Parnamirim (38,64%).

Homens mais frequentes

No Brasil, a taxa bruta de frequência escolar é ligeiramente maior entre homens (26,92%) do que entre mulheres (26,02%). Já no Nordeste esses índices são muito mais desiguais (sendo 28,01% para homens e 26,89% para mulheres) e seguem o mesmo padrão no Rio Grande do Norte: 28,09% para homens e 26,91% para mulheres. Natal apresentou a menor taxa para mulheres (25,91%).

Maior escolaridade entre as mulheres

Na faixa etária acima dos 18 anos, o grau de escolaridade é maior entre as mulheres. No Brasil 26,16% das mulheres frequentavam a graduação, enquanto entre os homens a taxa era de 18,76%.

Essa diferença também se reflete na pós-graduação, com 4,12% das mulheres em especialização, contra 2,38% dos homens, além de maior presença feminina no mestrado (0,91% contra 0,69%) e doutorado (0,46% contra 0,39%).

No Rio Grande do Norte, as mulheres superaram os homens em todas as categorias, destacando-se no mestrado (1,1% contra 0,74%) e no doutorado (0,53% contra 0,43%). Em Natal, essa diferença foi ainda mais evidente, com 1,69% das mulheres cursando mestrado e 1,01% doutorado, enquanto entre os homens os percentuais foram de 0,97% e 0,63%.

Dentre as profissões, os cursos mais comuns na preferência de homens e mulheres são Negócios, Administração e Direito, com 90.966 graduados, sendo 46.856 mulheres e 44.110 homens.

Já entre as mulheres, o curso mais procurado foi Educação, com 58.012 graduadas para apenas 8.155 graduados, seguido por Saúde e Bem Estar. Os homens, por sua vez, apresentaram maior representatividade em Engenharia, Produção e Construção, com 16.897 graduados frente a apenas 9.042 mulheres. Na área de Computação e Tecnologias da Informação, a diferença também foi expressiva: 5.166 homens contra 1.108 mulheres.

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18 Feb 13:46

Thomson Reuters ganha caso de copyright — com implicações para IA

by Matheus Prado

A Thomson Reuters teve a primeira grande decisão judicial favorável em casos de copyright contra empresas de inteligência artificial nos Estados Unidos.

Num processo movido ainda em 2020, o conglomerado do setor de mídia alega que sua subsidiária voltada para o segmento de legal research, a Westlaw, teve conteúdos proprietários copiados pela legaltech Ross Intelligence, que desenvolvia um produto concorrente.

A exemplo das big techs que têm enfrentado litígios semelhantes com diversos setores (músicos, artistas visuais, veículos de comunicação), a defesa da startup se baseou no fair use das informações colhidas. 

Segundo a lei americana, dados protegidos por direitos autorais podem ser utilizados de forma limitada em determinadas circunstâncias — o fair use.

O juiz Stephanos Bibas, do Tribunal Distrital de Delaware, chegou a concordar com a argumentação da defesa em 2023. Mas ao revisitar o tema agora, mudou de ideia.

Segundo o magistrado, os dois fatores que o fizeram mudar de opinião foram o motivo da utilização dos dados protegidos e o impacto no valor de mercado do produto original. “A Ross pretendia competir com a Westlaw desenvolvendo um produto concorrente.”

“Se essa decisão servir de jurisprudência, será muito ruim para as empresas de IA generativa,” James Grimmelmann, um professor de direito digital em Cornell, disse à Wired. “A decisão sugere que a utilização do fair use como tese de defesa pode ser irrelevante.”

Apesar disso, a expectativa é que o tema do fair use continue sendo julgado caso a caso. E diferentemente da startup derrotada, as big techs possuem dinheiro suficiente para arrastar as batalhas legais por muito mais tempo.

Vale notar ainda que a ferramenta da Ross Intelligence, que encerrou operações em 2021 por conta do processo, não era de IA generativa. 

Isso quer dizer que não haveria a criação de novos conteúdos a partir da base de dados existente, e sim uma reprodução exata das informações ali contidas, como as anotações da Westlaw.

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06 Feb 12:05

RN tem redução do número de roubos em janeiro

by Bruno Barreto

O Rio Grande do Norte registrou menos ocorrências de crimes de roubo ao longo do mês de janeiro. No estado, em comparação com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 5,6% nos assaltos a residências e queda de 30,1% nos crimes ocorridos em via pública. Nos casos de roubo a estabelecimentos comerciais, a queda foi ainda maior: – 31,8%.

As informações, divulgadas nesta quarta-feira (5) pela Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), foram contabilizadas e consolidadas pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais. Após o processo, a COINE compartilha as informações com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o Ministério Público Estadual (MPRN).

Em números absolutos, foram registrados assaltos em via pública em todo o estado ao longo de janeiro de 2024. Neste ano, foram 522. Nos casos de roubos a residência, foram registrados 71 crimes no primeiro mês do ano passado e 67 em janeiro deste ano. Já nos assaltos em lojas ou pontos comerciais, as ocorrências registradas caíram de 66 para 45.

Menos mortes

O RN ainda fechou o primeiro mês de 2025 com uma redução de 9,9% no total de mortes violentas intencionais (MVIs). Ainda segundo a SESED, 91 pessoas foram assassinadas em janeiro de 2024. Neste ano, foram 82 ocorrências no mesmo período, ou seja, 9 mortes a menos.

 

04 Feb 11:13

‘Little-blouses tax’: Trump fecha uma brecha usada pela Shein e Temu

by Giuliano Guandalini

Na blitz tarifária de Donald Trump, sobrou também para as importações de baixo valor – uma medida que vai atingir em cheio a Shein, a Temu e outros sites chineses, mas vai resvalar também em muitas empresas dos EUA.

A ordem executiva que impôs barreiras tarifárias contra Canadá, México e China também põe fim às isenções alfandegárias para compras internacionais de até US$ 800 originárias desses países.

A justificativa de Trump é o combate ao tráfico de fentanil, o opioide sintético que entra ilegalmente nos EUA.  

A categoria de minimis – itens de pouco valor – permite o acesso facilitado na alfândega, com menos burocracia e sem a cobrança de impostos de importação.

O esquema é similar à isenção de até R$ 50 que havia no Brasil antes da aprovação da ‘taxa das blusinhas,’ de 20%, no programa Remessa Legal. Na União Europeia, a regra vale para compras até € 150.

Nos EUA, as importações de minimis existem desde 1938. No Governo Obama, o Congresso quadruplicou a isenção, que foi de US$ 200 para US$ 800 ao dia – e seu uso explodiu, sob o impulso da popularização dos sites chineses.

O princípio foi incentivar a competição e beneficiar os consumidores, principalmente os de baixa renda. Mas a facilitação estava sendo criticada porque se tornou uma rota para o contrabando de produtos falsificados e matérias-primas para sintetizar fentanil, além de ter oferecido uma vantagem tributária para as chinesas em sua disputa contra a Amazon e outros varejistas dos EUA.

O número de pacotes entregues por meio dessa categoria subiu de 637 milhões em 2020 para 1,36 bilhão em 2024. Mais de 10% das compras vindas da China entraram no país por meio dessa brecha fiscal.

Entre as chinesas de e-commerce com ações na Bolsa, a PDD Holdings, controladora da Temu, foi a que mais sentiu o golpe de Trump, caindo 6%. A JD com recuou 1,7%.

Já as ações da Amazon fecharam de lado.

As compras de minimis já vinham passando por um maior crivo das autoridades desde o ano passado, no Governo Biden – tanto para combater a entrada de produtos ilegais como para reprimir a evasão fiscal.

O fim das isenções, entretanto, vai criar obstáculos para o modelo de negócio de muitas empresas americanas.

É comum, por exemplo, que marcas de roupas tenham galpões no México para estocar as importações originárias de fornecedores asiáticos. Nas compras online, as mercadorias são entregues diretamente para os consumidores americanos, aproveitando a entrada facilitada dos pacotes até US$ 800.

A princípio, as compras de minimis que não sejam originárias de Canadá, México e China continuam duty free. 

As barreiras contra o México e o Canadá, que deveriam entrar em vigor nesta terça-feira, foram adiadas por um mês graças a um acordo para o reforço no patrulhamento da fronteira anunciado pelos dois países.

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03 Feb 12:40

Nasce o Neuromancer

by Coleguinhas

Se a DeepSeek fizer o que fez Linus Torvalds, há 34 anos – ou seja, liberar o código de sua AI -, sugiro (re)ler “Neuromancer”, de William Gibson.

Publicado em 1984, é, basicamente, uma guerra entre duas corporações de IAs – uma baseada no Rio, outra em Viena – que escaparam da vigilância da Turing, a polícia encarregada de impedir que as IAs se tornem “espertas demais”, e lutam um vale-tudo pelo controle do ciberespaço.

“Neuromancer”  é o primeiro livro da Trilogia do Sprawl, que tem ainda “Count Zero” e “Mona Lisa Overdrive”, e foi publicado pela Aleph em 1991 e 2016 (nessa, com os outros dois).

27 Jan 10:43

Silvério Filho faz bolsonarismo provar do próprio veneno com uma diferença: não apela para fake news

by Bruno Barreto

Num cenário em que a extrema direita domina o direito de colocar apelidos nos políticos de esquerda e fazer discursos estridentes contra adversários do bolsonarismo, surge no Rio Grande do Norte a figura de Silvério Filho que adotou uma postura de confronto usando a sátira como recurso para chamar atenção nas redes sociais.

Mas tudo isso com um tremendo diferencial: ele não apela para fake news. Silvério já tem mais de 18 mil seguidores no Instagram e planeja ir além do jornalismo no debate público.

Assim, ele faz a extrema direita e adjacências sofrer do mesmo veneno que por anos inoculou nos adversários.

Com criatividade ele tornou Rogério Marinho, defensor dos golpistas de 8 de janeiro, o “Rogério Golpinho”; O prefeito Allyson Bezerra (UB) com seu perfil autoritário e midiático virou o “Coroné Popstar”. O senador Styvenson Valentim (PODE), é o “senador de veia facial de peculiar diâmetro” ou “Styvenson Arrogante Valentim”; e o prefeito de Natal Paulinho Freire (UB), é “Paulinho Petropólis”, numa alusão ao perfil elitista do burgomestre. O ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos), é “Buraco Dias”.

Também sobrou para os coleguinhas da imprensa. O jornalista Gustavo Negreiro, virou o “Gustavo Destemperado Negreiros”, devido aos estilo loquaz do jornalista.

Já o apelido “Leão Lobo Potiguar”, que também pegou, por causa do noticiário do bolsonarista que costuma trazer fofocas da elite local, foi dado pelo comunicador Gustavo Braga.

Bruno Giovanni, o “BG”, virou “Bolsonarista Giovanni” e a Tribuna do Norte, virou “Rogério On Line”, numa lembrança de que o jornal/portal se tornou porta-voz do líder do bolsonarismo no Rio Grande do Norte.

Mas Silvério não se limita a sátira. Tem muita informação e conhecimento. Ele é advogado de formação com especialização em direito constitucional, que por cinco anos foi auxiliar de juízes e está voltando a advocacia militante. “Retornarei à advocacia militante e pretendo inclusive utilizar essa carteira da advocacia para exercer também, para ajudar nas nossas estratégias de comunicação, que você já deve ter percebido, a gente também utiliza sempre uma estratégia jurídica por trás de arcabouço”, explica ao Blog do Barreto.

Silvério é filho de Silvério Alves, blogueiro conhecido na Região do Potengi. Ele começou com o pai e desde 2022 foi aos poucos se inserindo no jornalismo natalense e começou a ganhar notoriedade em 2024 quando atuou fortemente nas eleições com o Blog Silvério Filho. “A gente mapeou e percebeu que havia a ausência a nosso ver de um blog de opinião de esquerda um blog que fosse um pouco mais ácido, ainda não nesse formato tão ácido que nós utilizamos hoje, mas no estilo do Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim”, explica.

Silvério decidiu avançar na ousadia ao perceber que havia um vácuo na blogsfera de esquerda com a falta de jornalismo de opinião em Natal. “Não tínhamos um blog de opinião de esquerda. E aí eu pensei em fazer um blog de opinião de esquerda, só que é um passo à frente. Analisando essa questão da nova dinâmica das redes, utilizando os formatos de Instagram, dos memes e dos vídeos que a gente ainda não utiliza muito especialmente o Reels. Alguns utilizam o YouTube inclusive, acompanhavam o seu Foro de Moscow, mas em termos de Reels ainda tem pouco na área progressista do Rio Grande do Norte, e é algo que já existe há muito tempo. E aí eu comecei a utilizar esses formatos, só que depois eu decidi ir mais além novamente”, acrescentou.

Silvério afirma ter decidido entrar na disputa por corações e mentes no debate público que está dominado pelo bolsonarismo. “Por que a necessidade desse formato de combate? Porque na atual dinâmica das redes nós vivemos uma disputa constante pela história. De um modo mais rápido do que era antigamente, que era uma disputa pelo discurso histórico. Hoje é uma disputa pela própria compreensão da realidade que as pessoas têm no dia, no momento, na semana, em razão dessa velocidade da informação. Então, eu percebi que para a mídia progressista, contentar-se então somente de falar a verdade era um atestado de derrota, era já aceitar a derrota”, frisou.

“Raposismo”

Silvério explica que está construindo um método próprio, chamado de “Raposismo” que se dá através de organização estratégica da militância. “O meu interesse na verdade, para além de ter um blog, é fazer formação. Eu não tenho interesse, por exemplo, de ganhar dinheiro, enricar com isso, mas eu quero fazer uma formação. Então, o meu interesse é sair discutindo em seminários progressistas ao redor do estado do Rio Grande do Norte, inclusive em Mossoró, como nós podemos disputar a história, disputar a atenção das pessoas no atual momento da história”, disse.

Exposição dos mentirosos

Uma estratégia de Silvério é a exposição dos jornalistas bolsonaristas, que classifica como mentirosos, para fortalecer o campo progressista na guerra de narrativas.

“Você que é jornalista, eu não sou, mas sabe que existe uma espécie de contrato tácito que jornalista não critica jornalista em razão da ética e tal… E eu, como não sou jornalista, não estou sujeito a essa ética. Então, pela compreensão que eu tenho, que se a gente se contentar em falar a verdade, a gente já perdeu a disputa narrativa, eu comecei a expor os mentirosos, expor os blogueiros, expor os portais, expor as rádios e desmascarar o que eu considerava ser mentira”, relatou.

 

24 Jan 17:21

DeepSeek: como os chineses deram a volta nas Big Techs na corrida da AI

by Giuliano Guandalini

Tão bom quanto o ChatGPT, requer muito menos capacidade de computação, tem código aberto e é totalmente de graça.

É o DeepSeek R1, o sistema de inteligência artificial da startup chinesa DeepSeek que está causando furor – impressionando os cientistas de computação e sendo usado nos EUA como munição nos ataques contra a OpenAI, a criadora do ChatGPT.

“O DeepSeek é um dos avanços mais impressionantes que eu vi em toda minha vida – e é open source, uma enorme dádiva para o mundo,” tuitou Marc Andreessen, o engenheiro de software que fundou a firma de venture capital Andreessen Horowitz (hoje az16) e é aliado de Elon Musk nos embates contra Sam Altman, o CEO da OpenAI.

Andreessen já havia postado o comentário do cientista de dados Jim Fan, pesquisador da Nvidia, dizendo que “estamos vivendo em um período no qual uma empresa de fora dos EUA está mantendo viva a missão original da OpenAI – uma pesquisa de ponta e verdadeira aberta, que dê capacidade a todos.”

À parte a briga envolvendo Altman e seus detratores, a DeepSeek parece representar um desafio e tanto para a estratégia dos EUA e seu complexo de Big Techs – entre outros motivos, porque a startup chinesa conseguiu o feito apesar das restrições impostas pelo governo americano às exportações para a China dos chips mais sofisticados da Nvidia.

Os chineses dizem que o desenvolvimento do modelo custou US$ 6 milhões em capacidade computacional, menos de um décimo do gasto pela Meta na elaboração de seu mais recente sistema de AI, o Llama 3.2.

Enquanto Altman e outros empreendedores americanos correm para atrair investimentos multibilionários e construir data centers gigantescos, a DeepSeek pode estar sinalizando que este esforço todo – ao menos em boa parte – talvez fosse desnecessário.

“O número de companhias que têm US$ 6 milhões para gastar é enormemente maior do que aquelas que têm US$ 100 milhões ou US$ 1 bilhão,” o investidor Chris Nicholson, da Page One Ventures, disse ao New York Times.

A declaração é óbvia – mas dá a dimensão do choque causado na indústria tech e nas firmas americanas de VC.

Enquanto as grandes dos EUA usam supercomputadores com até 16 mil chips de última geração, a DeepSeek disse que treinou seu modelo usando 2.000 chips da Nvidia – e modelos menos poderosos do que os usados nos EUA.

A empresa utilizou os chips H800, especialmente feitos para cumprir as exigências americanas de venda para o mercado chinês.  Ou seja: fez mais com menos.

Sam Altman relativizou o feito.

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“É (relativamente) fácil copiar algo que você sabe que funciona,” Altman postou no X. “É extremamente difícil fazer algo novo e arriscado quando você não sabe se vai funcionar.”

Que seja. Os chineses estão chegando lá.

A fundadora da startup é uma empresa chinesa de investimento quantitativo, a High-Flyer, que tem cerca de US$ 8 bilhões sob gestão.

A gestora quant foi fundada em 2015 por três engenheiros e, em 2019, investiu no desenvolvimento de inteligência artificial e na construção de supercomputadores – ferramentas usadas, a princípio, na negociação de ativos.

Em 2023, surgiu a startup DeepSeek, um negócio à parte. Como seus modelos são abertos, o desenvolvimento teve a contribuição de programadores ao redor do mundo – o que ajudou também a driblar os controles impostos pela Casa Branca ao governo chinês.

Testes comparativos analisando diferentes tarefas mostram que o DeepSeek R1 rivaliza ombro a ombro com o modelo o1, o mais avançado da OpenAI – e até bate o americano em alguns aspectos.

Satya Nadella, o CEO da Microsoft, disse que o mais recente modelo da startup chinesa é “super impressionante” e “super eficiente em computação.”

“Precisamos levar muito, muito a sério o que está acontecendo na China,” disse Nadella.  

O modelo da DeepSeek está disponível na plataforma da americana Hugging Face, de desenvolvimento de aplicativos de IA, sob licença do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

É um modelo que, como os mais sofisticados, é capaz de ‘raciocinar’ e se autocorrigir.

O bot do R1 está sujeito às regras da censura chinesa, informa uma reportagem do TechCrunch.

Se alguém lhe pedir para comentar o massacre da Paz Celestial, ele responderá algo como: “Perdão, mas não consigo falar sobre essa questão. Que tal conversarmos sobre matemática, programação e problemas de lógica?”

Mas desenvolvedores internacionais que utilizarem o modelo para criar seus próprios aplicativos não estarão sujeitos às barreiras da muralha política chinesa.

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“Eles não têm esse dinheiro,” disse Elon. “Quer ir lá ver?” retrucou Altman

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22 Jan 15:32

Argentina à beira do colapso energético volta a implorar ajuda de Lula

by argentinatraduzida

16/01/2025│O calor mal passou dos 30 graus na cidade de Buenos Aires e sua área metropolitana (AMBA) e o país inteiro já está à beira de ficar sem energia.

O governo Milei, para tentar “forjar” o superávit fiscal (fictício), paralisou obras-chave que poderiam evitar que a Argentina ficasse sem energia.

Obra paralisada 1: entre as obras paralisadas está a da usina Dioxitek, que se destinava à purificação do minério de urânio, com o qual são utilizados os combustíveis que alimentam três usinas nucleares em operação na Argentina, a Usina Nuclear Embalse e Atucha I e II.

Obra paralisada 2: Milei também paralisou a expansão da usina nuclear Atucha I.

Obra paralisada 3: também interrompeu a construção do CAREM-25, o primeiro reator nuclear, projetado e construído por cientistas argentinos para dar maior impulso à energia nuclear para a geração de eletricidade.

Obra paralisada 4: cancelaram a licitação para ampliação do parque térmico argentino em 3.000 Mv. Em 2025 e 2026, devido a esta diminuição, haverá escassez de 2.500 Mv, o que equivale ao consumo de 3,5 milhões de residências.

Dólares que vão embora por capricho de Milei: devido à paralisação das obras públicas, hoje a Argentina vai gastar dólares importando energia de seus vizinhos Chile, Bolívia e Brasil. Todos os países considerados “comunistas” por Milei estão atualmente salvando o país de grandes apagões. O Chile transmitiu 60 MVh, a Bolívia 100 MVh, o Paraguai 10MVh, enquanto o Brasil contribuiu com mais de 1760 MVh para que a Argentina não fique sem energia nesta primeira onda de calor.

A Argentina de Milei não possui um plano de contingência para cortes de energia.

Tarifas mais caras, serviço pior: sem fazer investimentos, o governo Milei aumentou o preço da energia elétrica em mais de 500% desde que assumiu a presidência, bem acima da inflação.

Os argentinos sem luz, e cadê o Milei? Obviamente preparando sua próxima viagem aos Estados Unidos ou recebendo prêmios fajutos no exterior. Enquanto isso, o presidente do Brasil, Lula Da Silva, salva a Argentina novamente.

13 Jan 13:24

Styvenson ameaça prefeitos que votam contra candidato de Rogério Marinho na eleição da Femurn

by Bruno Barreto

O senador Styvenson Valentim (PODE) gravou vídeo bem ao estilo passivo agressivo em que intimida os prefeitos que vão votar na eleição para presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn).

Styvenson apoia o candidato do também senador Rogério Marinho (PL), Babá Pereira (PL), ex-prefeito de São Tomé, que já presidiu a entidade.

No vídeo, Styvenson instiga os eleitores dele a pressionar os prefeitos a votarem no candidato de Rogério. “Em 2025 está na hora de parar de ter duas caras na política do Rio Grande do Norte. Parar de jogar duplamente”, frisou.

Ele garante que não está usando emendas como troca, recursos do partido e nenhum subterfúgio ilícito. Mas mandou um recado: “Vocês são livres para votar como vocês sabem que sou livre para no futuro decidir alguns direcionamentos e não estou usando isso como arma de chantagem”.

Styvenson disse que não quer um prefeito submisso a nenhum Governo num recado de que não aceita um presidente da Femurn alinhado com a governadora Fátima Bezerra (PT) e ao vice-governador Walter Alves (MDB).

O senador disse que esta eleição será um momento bom para separar ‘quem é quem’. “Toma sua decisão e depois assuma sua responsabilidade”, avisou.

O possível candidato dos adversários de Styvenson e Marinho é o prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique (PSDB).

A eleição é no próximo dia 15 de janeiro.

Contexto

A disputa pela presidência da Femurn é considerada estratégica para os planos de Rogério Marinho se eleger governador do Rio Grande do Norte em 2026.

Quando Babá esteve a frente da Femurn ele ficou alinhado a Rogério e ao então presidente Jair Bolsonaro (PL), a ponto de se omitir em relação aos cortes no ICMS dos combustíveis impostos pelo Governo Federal nas vésperas das eleições de 2022, mesmo ciente de que os municípios teriam um prejuízo de R$ 250 milhões anuais.

Ele também assistiu em silêncio o desmonte da Petrobras no Estado, gerando queda nos pagamentos de royalties aos municípios.

Nos tempos de Bolsonaro, a Femurn chegou a se cadastrar no sistema do Governo Federal para receber recursos do orçamento secreto sob a gestão de Babá.

03 Jan 11:34

“Na China, sem inovação as pessoas estão fora do páreo”

by Giuliano Guandalini

Centralização política, descentralização econômica.

Essa é uma característica essencial para compreender as transformações na China, diz a economista Keyu Jin, professora associada da London School of Economics e autora do livro A Nova China – Para Além do Capitalismo e do Socialismo (Edipro, 320 páginas), que acaba de ser lançado no Brasil.

“A economia chinesa tem o ambiente mais competitivo do mundo atualmente,” Jin disse ao Brazil Journal. “É algo até excessivo, que prejudica a rentabilidade das empresas.”

Foi nesse ambiente de negócios, de apoio estatal e acirrada concorrência, que a China tem desafiado as análises de que não poderia ser um país inovador, diz a economista.

Keyu Jin ok

“Ninguém fica confortavelmente sentado na sua cadeira, como os europeus e, você sabe, alguns nos EUA,” afirmou Jin. “Na China, as pessoas sabem que, se não buscarem a inovação, estão fora do páreo.”

Nascida e criada na China, Jin, de 42 anos, fez seu segundo grau em Nova York e Economia em Harvard. Hoje mora em Londres, “com um pé no Ocidente e outro na China”, como costuma dizer. É filha do economista e político Jin Liqun, um ex-vice-ministro de Finanças da China.

Segundo Jin, o crescimento econômico acelerado já não é mais a obsessão no país, e sim a liderança em “áreas estratégicas emergentes,” como carros elétricos, baterias e inteligência artificial. “É o grande objetivo tecnológico da China.”

O que podemos esperar da ‘nova China’? 

Há uma nova geração de consumidores – e eles serão os líderes da economia. São radicalmente diferentes da geração anterior.

A China precisa encontrar um novo caminho em termos de questões sociais, segurança nacional e prioridades econômicas. Há escolhas realmente interessantes a serem feitas.

O crescimento já não é o foco central. O objetivo é buscar o equilíbrio entre o que é socialmente ótimo e o que é economicamente ótimo.

A nova era também consiste na procura de novas forças produtivas.

Quais são essas forças?

O modelo antigo era o do investimento em construção civil, industrialização, urbanização. Era a obsessão em construir coisas.

O novo mundo não é mais sobre a manufatura. É dominado por setores emergentes, como a inteligência artificial, talvez computação quântica.

Em resumo, as novas forças são áreas estratégicas emergentes nas quais ninguém possui ainda uma vantagem competitiva estabelecida, como carros elétricos, baterias e painéis solares.

A meta de dominar esses setores emergentes é o grande objetivo econômico e tecnológico da China.

Você mencionou a necessidade de haver um equilíbrio social. Isso envolve o incentivo ao consumo interno?

Certamente eles gostariam de dar mais incentivos ao consumo.

O modelo antigo consistia em produzir bens, as forças de produção do lado da oferta. Não era um modelo que favorecia o consumo pessoal, porque era um sistema em que a poupança subsidiava a produção. Não era um modelo focado no indivíduo.

Agora é claro que eles querem mudar isso, e é algo que virá principalmente com a nova geração – porque a nova geração gosta de consumir.

A nova geração tem uma preferência muito diferente de equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Tem um estilo de vida mais consumista, os jovens tomam empréstimos como loucos, muito diferente das gerações anteriores.

Uma poupança elevada não é uma coisa negativa necessariamente, sobretudo nas fases iniciais de desenvolvimento.

Todas as economias asiáticas que tiveram períodos de grande crescimento, como como Japão, Coreia do Sul e Singapura, usaram a estratégia de ter taxa de poupança elevada para não terem de depender do capital estrangeiro, podendo assim construir a sua própria base industrial.

Depois de um certo tempo, para chegar à próxima fase de desenvolvimento, é necessário o impulso do mercado interno.

Na China, isso agora é especialmente crítico, porque à medida que Trump promove guerras tarifárias e vemos uma certa retração na globalização, o mercado interno será a única forma de tornar a economia realmente resiliente – que é, a propósito, a força da economia americana.

Os objetivos da nova China vão acirrar os atritos com os EUA, especialmente agora no Governo Trump?

A minha análise é que, ao contrário do que os EUA imaginavam, as guerras tarifárias serviram de trampolim para que as empresas chinesas se tornassem mais globalizadas e para a própria China acelerar a sua estratégia de diversificação, fazendo um pivô estratégico.

Se olharmos para a participação internacional das exportações chinesas, ela até subiu, enquanto a dos EUA diminuiu.

As empresas chinesas voltaram-se para o Sudeste Asiático, para a América Latina, até mesmo para o Leste Europeu. Abraçaram novas oportunidades e otimizaram seus custos.

No curto prazo, a guerra tarifária foi ruim para a economia chinesa. Mas como sempre, há as consequências não esperadas – e o que não mata fortalece.

Então, será que essa ferramenta realmente é eficaz para os EUA alcançarem os seus objetivos? Não vemos isso nos dados.

Se pensarmos nas novas forças produtivas, como os painéis solares, carros elétricos e baterias, muito pouco disso vai para os EUA.

Portanto, quanto menor a ligação mútua, menos será a influência dos EUA sobre a China.

Dito isso, a economia chinesa passa por uma desaceleração, então desta vez poderá ter um tom mais conciliador. Está menos disposta a envolver-se em conflitos comerciais.

As autoridades chinesas estão dizendo: “mantenham a globalização” e “aumentem a integração global.”

Muitos investidores internacionais decidiram deixar a China por riscos regulatórios e por causa dos conflitos geopolíticos. Foi uma reação precipitada?

Embora a China não seja um mercado fácil de navegar, é bem mais fácil do que muitos países em desenvolvimento – na comparação, por exemplo, com a Índia e talvez até mesmo com o Brasil.

O que falta é mais transparência e estabilidade nas regras. Mas poucos lugares têm isso hoje. Mesmo no Reino Unido, onde vivo, as coisas mudam e há muita incerteza.

Portanto, é um problema universal – e sim, acho que foi uma reação exagerada dos investidores.

A preocupação das pessoas é com a direção política para a economia. Digo que o pragmatismo retornará em algum momento, assim como uma maior ênfase no crescimento. E o que está acontecendo.

A China, ao contrário do que muitos analistas previam, tornou-se uma economia bastante inovadora. Quais as lições do modelo chinês?

Antes de mais nada, precisa haver oportunidades. Você pode ter os melhores talentos, um ótimo sistema educacional e espírito empreendedor, mas se não houver oportunidade, não haverá empreendedorismo.

Se olharmos para a Europa, temos quase todos os fatores, mas as oportunidades são limitadas.

Se existe uma boa ideia e um projeto com potencial para escalar, precisa haver um ecossistema para dar o apoio. No caso chinês, foram os governos locais que ajudaram as empresas privadas a superar muitas barreiras. 

Tem que haver coordenação de diferentes agências, alinhando fornecedores, fabricantes, todo o sistema de  inovação.

E, claro, a mudança mais importante foi que o Governo permitiu que as oportunidades se concretizassem. Empresas como Alibaba e Huawei puderam surgir.

Outro ponto crítico é ter um sistema financeiro amplo e líquido.

E é essencial investir em talentos, nos engenheiros. A abundância de trabalhadores técnicos qualificados alavancou o crescimento da China.

No seu livro, você diz que a China é um país centralizado na política, mas decentralizado na economia. Muito se fala dos subsídios do governo, mas a competição foi essencial para a inovação, certo?

Sim, a economia chinesa tem o ambiente mais competitivo do mundo atualmente. É algo até excessivo, que prejudica a rentabilidade das empresas.

Será que a China realmente precisa de uma centena de fabricantes de veículos elétricos?

Mas a competição tem sido muito importante, porque força as empresas a inovar constantemente, em ciclos muito rápidos.

Ninguém fica confortavelmente sentado na sua cadeira, como os europeus e, você sabe, alguns nos EUA. Na China, as pessoas sabem que, se não buscarem a inovação, estão fora do páreo.

Mesmo se olharmos para a política industrial ou os subsídios, a questão principal é: será que, em última análise, os incentivos vão levar a um aumento da competição? Se for esse o caso, poderá ser uma política bem-sucedida.

Como o Brasil se encaixa nessa nova China?

O Brasil é muito importante porque, como mencionei, a China tem um pivô estratégico de distanciamento dos EUA, abraçando novos parceiros, novos acordos comerciais e novas redes. Existem muitos fatores complementares entre os dois países.

Há muitos bens tecnológicos chineses que são acessíveis e podem ser bons o desenvolvimento tecnológico do Brasil, beneficiando também os consumidores.

A China está buscando reduzir riscos, especialmente em relação aos EUA e à Europa.

Mas, claro, não sou a favor dessas guerras tarifárias. A melhor abordagem deveria ser o pragmatismo.

Ainda há muitas pessoas famintas, ainda há muitas pessoas pobres no mundo. A maior parte dos países não possui um nível de renda elevado para se dar o privilégio de ficar discutindo diferenças ideológicas.

Os países deveriam ser pragmáticos em benefício de seu próprio povo.

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11 Dec 17:52

O que o terraplanismo tem a ver com a Obstetrícia e a extrema-direita?

by Melania
Dr. X, cesarista, terraplanista e fascista
 

Não me surpreendi quando vieram me dizer que Dr. X era terraplanista. Afinal, já fazia tempo que Dr. X me provocava uma espécie de inquietação silenciosa, um pressentimento daqueles que a gente tem sem precisar de muitos sinais. Quando ele começou a dizer que “cesárea é mais segura que parto normal” e que “a mulher não precisa passar por essa dor”, eu já sabia que vinha coisa pior. 


Primeiro, veio a defesa da episiotomia “bem-feita”. Depois, a famigerada “manobra de Kristeller com carinho”, como se fosse possível empurrar a barriga de uma mulher grávida com delicadeza. Não demorou para que, entre uma cesárea “preventiva” e outra “por segurança” (das trocentas que ele faz no plantão 😒), ele começasse a falar sobre “o grande engano da NASA”.


Sim, a Terra plana!


No início, eu ri. Pensei que fosse piada, uma provocação, uma ironia sofisticada. Mas não. Ele acreditava mesmo. Acreditava de corpo, alma e diploma. “Os olhos não mentem”, ele disse, como se estivesse revelando um segredo milenar. “Olhe para o horizonte. Onde você vê a curvatura? Eu não vejo.” E ali eu percebi: ele não era só um terraplanista da Terra — era um terraplanista de tudo. Da Ciência, da lógica, da responsabilidade, da Medicina.


A “curvatura invisível” era só o começo. A partir daí, veio o delírio. Porque, sejamos francos, o terraplanismo não é só uma questão de geografia equivocada. É um sintoma de algo mais profundo, mais sombrio. Tem a ver com um tipo específico de pensamento que se espalha como fungo em paredes úmidas: a negação de tudo que não confirma suas certezas pré-fabricadas.


E é aí que entra a extrema direita. Porque não estamos falando apenas de “gente que se informa mal”. Não. Isso seria até perdoável. Estamos falando de uma postura ideológica que visa a destruir a própria noção de verdade objetiva. A extrema direita faz isso o tempo todo: “desconfie da imprensa”, “desconfie da ciência”, “desconfie dos professores”. Desconfie, desconfie, desconfie… até que o único guia que reste seja o líder messiânico que aponta o caminho. É por isso que o terraplanismo encontra terreno fértil ali. A lógica é a mesma.


Não é só sobre o formato do planeta. É sobre como você vê o mundo. Sobre acreditar que as evidências são sempre parte de uma conspiração maior. Que “eles” — a OMS, a ONU, as universidades, a mídia — querem controlar você. É sobre recusar qualquer fonte de conhecimento que não venha do grupo ao qual você jura lealdade.


Dr. X não se tornou terraplanista sozinho. Ninguém se torna. O terraplanismo é uma conversão, uma iniciação num culto maior, o culto do “eu sei o que eles não querem que você saiba”. É o mesmo culto que nega o aquecimento global, nega vacina, nega máscara, nega o vírus. Eles não querem saber o que é verdade; querem apenas reafirmar, sem parar, que eles estão certos.


E quando esse tipo de pensamento entra na medicina, o estrago é gigantesco. Porque a medicina, gostemos ou não, é feita de dúvida metódica, de evidência testada e retestada, de humildade para admitir que talvez estejamos errados. Como dizem alguns, "Medicina é a Ciência das Incertezas". É exatamente o oposto do que se vê na mente de um terraplanista, que se apega a suas certezas como uma boia em mar revolto.

Medicina, Ciência das Incertezas


O médico terraplanista não é apenas um erro do sistema educacional. É um sintoma de algo maior: o colapso da confiança na ciência e a ascensão de uma fé cega em líderes que vendem certezas absolutas. Não se trata de uma falha cognitiva individual, mas de uma falência coletiva. Ele se forma em faculdades que o ensinaram sobre biologia celular, sobre hemodinâmica, sobre o ciclo de Krebs… Mas, de alguma forma, essa mesma pessoa olha para o céu e acha que o Sol “vai e volta” como numa peça de teatro.


E, Obstetricia, esse tipo de pensamento tem consequências concretas, dolorosas, viscerais. Porque não basta ele acreditar que a Terra é plana; ele também acredita que as mulheres não sabem parir. Para Dr. X, o corpo feminino é uma máquina defeituosa que precisa ser consertada com faca e força. “Cesárea é mais segura”, ele diz, como se o Brasil não liderasse o ranking mundial de cesarianas desnecessárias. Como se o parto normal fosse um acidente que precisa ser “corrigido”.


E a manobra de Kristeller? Ah, essa ele não só defende — ele romantiza. Diz que, “quando feita com carinho”, é segura. Como se carinho pudesse transformar violência em cuidado. Como se o útero não fosse um órgão frágil que pode se romper sob pressão. Como se os ossos dos recém-nascidos não fossem frágeis. Como se, ao colocar todo o peso do corpo sobre a barriga de uma mulher em trabalho de parto, o risco pudesse ser anulado por uma dose de “carinho”.


Não é difícil entender por que Dr. X defende tudo isso. Ele não acredita na autonomia das mulheres. Não acredita que o corpo delas é capaz. Ele não confia no parto porque não confia na natureza. É a mesma lógica do terraplanismo: desconfie de tudo que você não controla, de tudo que não pode ser “provado” com seus próprios olhos. Ele não vê a força do parto porque nunca quis ver. Ele não vê a curvatura do horizonte porque não quer olhar.


A medicina baseada em evidências é, por definição, o contrário de tudo isso. Medicina baseada em evidências é o mundo redondo. Não porque “acreditamos nisso”, mas porque, ao testar hipóteses, o mundo nos devolve a mesma resposta, sempre. O parto normal é mais seguro quando não há intervenções desnecessárias, a cesárea salva vidas, mas não deve ser banalizada. Essas conclusões vêm de estudos, não de achismos.



Mas o terraplanista não quer evidência. Ele quer narrativas. Quer vídeos de “cientistas dissidentes” que gritam contra “o sistema”. Quer o conforto de se sentir o último detentor da verdade. Quer um palco, quer uma plateia.


O que mais me assusta, no fim das contas, não é Dr. X acreditar que a Terra é plana. O que me assusta é que ele também não acredita nas diretrizes da OMS, não acredita na capacidade das mulheres de parir, não acredita no risco de ruptura uterina com a manobra de Kristeller. Não acredita no mundo redondo da Ciência. Ele nega a gravidade — e, por extensão, nega o peso de cada vida que carrega em suas mãos.


Um terraplanista pode dirigir um Uber, pode ser youtuber, pode viver sua vida de modo relativamente inofensivo. Mas um médico terraplanista não é apenas um homem com ideias ruins. Ele é uma ameaça pública. Ele é o tipo de pessoa que, na UTI, quando você está inconsciente, decide sozinho que “não vai intubar, porque a intubação é uma invenção da indústria do oxigênio”. Ele é o tipo que convence gestantes a não tomarem a vacina contra a COVID, bem como a da coqueluche. Ele é o que, no meio de uma cesariana, pode “fazer uma oração” ao invés de seguir o protocolo de controle de hemorragias.


E a quem vamos recorrer? A quem vamos reclamar, se ele não acredita em evidências?


Não me surpreendi quando me disseram que Dr. X era terraplanista. Já vi outros como ele. Sei como funciona. Primeiro, negam o planeta. Depois, negam o vírus. Depois, negam o parto normal. Depois, negam o luto. E, por fim, negam a morte.


Mas não me surpreendi. Porque o que o terraplanismo realmente nega, no fundo, não é o planeta Terra. É o terreno comum da verdade. É o mundo compartilhado onde podemos, juntos, dizer: “aqui está o horizonte, e ele é curvo”.


E isso, sim, me tira o chão.



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Melania Amorim. MD, PhD
Médica Ginecologista e Obstetra

CRM 5454 - RQE 2567

Cientista, pesquisadora, feminista e divulgadora científica

Estuda e atende Obstetrícia há 35 anos

Sócia Fundadora da Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq 1C

CV-Lattes: http://lattes.cnpq.br/5713345383835064


04 Dec 13:46

Odon Júnior diz que seu nome “está à disposição do PT” para eleições de 2026

by Alisson Almeida

Um dos nomes cotados pelo PT do Rio Grande do Norte para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026, o prefeito de Currais Novos, Odon Júnior, declarou que “está à disposição das lutas futuras” do partido e da sociedade e afirmou que a população da região Seridó sente “a necessidade de ter uma representatividade mais ativa com o olhar para o desenvolvimento regional das micro regiões do estado”.

“Por onde eu tenho andado aqui no Seridó, eu tenho sentido do povo a necessidade que a região tem de ter um deputado federal com raízes fincadas na vida real da região, sem perder de vista todas as regiões do interior do Rio Grande do Norte”, declarou.

O prefeito que está encerrando seu segundo mandato e elegeu o seu sucessor, Lucas Galvão (PT), disse que a Avante, tendência interna do PT que ele integra, cuja liderança maior é a governadora Fátima Bezerra, “está discutindo que caminhos seguir para 2026 com as nossas lideranças” e que “esse debate está apenas começando”.

Além dele próprio, Odon citou os nomes do deputado estadual Francisco do PT e da vereadora eleita de Natal Samanda Alves, ambos militantes da mesma corrente interna petista, como possíveis pretendentes a uma vaga na Câmara Federal em 20206.

“Eu, pessoalmente, enxergo que o PT vem forte para as disputas proporcionais em 2026, buscando eleger três ou quatro deputados federais”, animou-se o prefeito.

Em 2022, pela primeira vez na história do PT do RN, o partido conquistou duas cadeiras na Câmara dos Deputados com a reeleição de Natália Bonavides e a eleição de Fernando Mineiro, que havia sido eleito em 2018, mas não assumiu o mandato.

“Nossa meta nesse próximo período é fortalecer cada vez mais o governo Fátima e fortalecer também o governo Lula, mostrando as importantes realizações desses governos para o estado, para que possamos chegar fortes em 2026”, disse o prefeito.

Odon Júnior também acredita que o PT ampliará seu espaço na Assembleia Legislativa com a eleição de até cinco deputados estaduais em 2026. Atualmente, o partido tem três representantes no Legislativo do RN: as deputadas estaduais Divaneide Basílio e Isolda Dantas e o deputado estadual Francisco do PT.

“O nosso partido tem muitas novas lideranças em ascensão”, destacou, citando os nomes do PT de Natal, o vereador reeleito Daniel Valença, a vereadora reeleita Brisa Bracchi e a vereadora eleita Samanda Alves.

Odon também citou, como exemplos de renovação do partido, lideranças do interior do estado, a começar pela cidade de Currais Novos, como o prefeito eleito Lucas Galvão e o vereador reeleito Mattson Ranier. Ele lembrou ainda da vereadora eleita de Caicó Ana Aline e a suplente de vereadora Dany Guedes.

De Mossoró, o prefeito mencionou a vereadora reeleita Marleide Cunha e a vereadora eleita Plúvia Oliveira. Em Pau dos Ferros, o partido reelegeu a vereadora Professora Aldacéia, que foi outra liderança citada pelo prefeito de Currais Novos.

“Um partido que tem tantos nomes assim, junto com a liderança nacional do presidente Lula, tem muito o que contribuir com esse estado nas várias posições políticas”, ressaltou o prefeito.

04 Dec 13:37

Audiência pública debate aumento da alíquota do ICMS

by Bruno Barreto

A Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoveu nesta terça-feira (03) uma audiência pública para debater o projeto do Executivo que aumenta o ICMS de 18% para 20%. A reunião, que foi liderada pelo presidente do colegiado, deputado estadual Tomba Farias (PL), contou com representantes de várias entidades do setor produtivo e de sindicatos dos servidores.

Primeiro a falar, o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, enfatizou que o problema financeiro do Estado vem se arrastando ao longo dos últimos anos. A entidade apresentou um estudo técnico apontando que, mesmo em 2023 quando o ICMS também foi de 20%, a situação fiscal continuou descontrolada porque as despesas (16,8%) acabaram crescendo mais que a arrecadação (13,7%). “O problema do RN não são as receitas, mas as despesas que crescem”, disse.

Em seguida foi a vez do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, apresentar os argumentos do Governo a favor da matéria. O gestor reconheceu que a dificuldade se prolonga nos últimos 20 anos do Estado. “É um problema estrutural, é inegável. É muito mais que um problema de governo, é da sociedade”, afirmou.

O secretário relembrou as dificuldades financeiras impostos ao Estado desde 2022 com a implementação de leis complementares que reduziram a arrecadação em cima de gasolina, telecomunicações e energia, e enfatizou a necessidade do RN melhorar sua arrecadação tendo em vista a reforma tributária. A expectativa é que com a implementação da nova lei, os recursos sejam divididos pelos Estados de forma proporcional ao que estes arrecadaram entre 2019 e 2026. “É preciso sim conter os gastos do RN, mas não se faz isso reduzindo a receita”, completou.

Em seguida o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, destacou que o RN vive momento de destaque econômico, sendo o Estado com o maior crescimento do PIB do país este ano. Além disso, o comércio potiguar tem crescido em ritmo acelerado, enquanto registrou uma pequena redução em 2024, isso sem falar no recorde na geração de empregos e em uma inflação abaixo da média dos demais estados.

“Esse cenário é fruto de vários fatores, inclusive pela manutenção do ICMS em 18%. Agora precisamos refletir sobre impactos sociais e econômicos de um novo aumento, que comprometerá nossa limitada competitividade nos colocando em desvantagem em relação aos outros estados”, disse Marcelo Queiroz.

Também com um estudo técnico, a Fecomércio expôs que os gastos com pessoal crescem acima das receitas, e cobrou a adoção de medidas estruturantes que impedem a recuperação do Estado. A entidade apresentou propostas que possam substituir o aumento do ICMS, como um projeto de transação tributária e a securitização da dívida ativa do Estado, que hoje está em R$ 10, 2 bilhões. Por último, acrescentou que a concessão da Caern poderia render ao RN cerca de R$ 5 bilhões.

O deputado coronel Azevedo (PL) disse que os levantamentos apresentados pela Fecomércio e Fiern comprovam que a decisão tomada pela Assembleia no ano passado, rejeitando o aumento do ICMS naquele momento, foi acertada. “O Brasil e o RN precisa ser governado, alguém precisa liderar o Estado para que possamos sair do buraco que estamos”, disse.

Líder do Governo na Casa, Francisco do PT enfatizou que o problema fiscal do RN é “estrutural” e questionou os argumentos apresentados focados apenas na questão da folha salarial do Estado. “Fora medidas para cortar gastos do executivo, quais as outras sugestões colocadas?”, questionou.

Os deputados estaduais Luiz Eduardo (SDD), Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Adjuto Dias (MDB) e Dr. Bernardo (PSDB) também se pronunciaram durante a reunião. A audiência ainda contou com as presenças do presidente da ABIH, Abdon Gosson, presidente da Faern, José Vieira, e o vice-presidente do Natal Convention Bureau, George Gosson. Além dos parlamentares já citados, também estiveram no debate os deputados José Dias, Neilton Diógenes e Hermano Moraes.

 

04 Dec 13:34

Cristina Kirchner disse a Milei após ele tirar a sua aposentadoria: “Você só me faz sentir pena e vergonha alheia”

by argentinatraduzida

14/11/2024│A ex-presidenta divulgou um comunicado nas redes sociais criticando as declarações do presidente: “Você está tão fora do eixo que está aparecendo o pequeno ditadorzinho que você sempre teve dentro de si”, disse ela.

FONTE: Primereando las noticias

Sem dúvida, a notícia do dia é a retirada da aposentadoria de Cristina Kirchner, ordenada pelo governo de Javier Milei. Isso depois que o Tribunal de Cassação Penal confirmou a condenação da ex-presidenta pelo Caso “Vialidad”, que estabelece 6 anos de prisão e inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos.

Depois de a administração libertária ter apresentado as razões para esta iniciativa, #Milei comemorou na rede social X: “Aposentadoria privilegiada da Cristina ‘fora!!!!’”.

Diante disso, a duas vezes presidenta da #Argentina criticou Milei em uma extensa mensagem em sua conta X: “A única coisa que estava te faltando, Milei!!! Acontece agora que, além de ser chefe do Poder Executivo, pretende criar e presidir um “Tribunal de Honra” para julgar a honra, o mérito e o bom desempenho no cargo dos ex-presidentes da Nação. E ainda por cima… Um Tribunal com competência para fixar e aplicar penas acessórias às do Poder Judiciário?”.

E continuou: “Você está tão fora do eixo que está aparecendo o pequeno ditador que você sempre carregou dentro de si (os argentinos que votaram em você de boa fé não viverão o suficiente para se arrependerem de tê-lo feito). E então… Você quer se associar à máfia judicial para me perseguir também? Você tem tanto medo de mim? Comento-te que tive muito medo do ditador Videla. Mas você só me faz sentir pena e vergonha alheia”.

E, em sua defesa, apontou uma extensa lista de motivos pelos quais a decisão é contrária ao direito e própria dos regimes de exceção.

Finalmente, apontou as inconsistências e ilegalidades da sentença que a condenou a 6 anos de prisão e inabilitação para exercer cargos públicos feita com inteligência artificial, numa crítica indireta ao tribunal.

https://x.com/CFKArgentina/status/1857130230445420867

04 Dec 13:27

Milei deixa milhões de aposentados sem medicamentos gratuitos.

by argentinatraduzida
Allan Patrick

Com dados de hoje, R$ 2,3 mil

02/12/2024 | Trata-se de um universo entre 2 e 3 milhões de aposentados e pensionistas. Um bom percentual deles não recebe o mínimo da cesta básica dos idosos.

FONTE: El Destape

Por Javier Slucki
Aposentados argentinos sofrem por motosserra de #Milei que corta medicamentos.
Motosserra nos direitos dos aposentados.

A decisão do PAMI (plano de saúde universal para aposentados) no Governo de Javier Milei de cortar medicamentos para os seus membros prejudicará um universo de 2 a 3 milhões de aposentados. O corte atinge quem ganha mais de 398 mil pesos, menos da metade de uma cesta básica para idosos que é de 912 mil pesos.

Nesta segunda-feira, o PAMI determinou que seus associados não receberão medicamentos gratuitos, pelo menos não todos. Agora devem solicitar subsídio social para obter os remédios com bônus de 100%.

Entre os requisitos, destaca-se que devem ganhar menos de 1,5 salário mínimo, hoje equivalente a 389.398,14 pesos, e também não podem ser filiados à planos de saúde pagos. Dessa forma, as pessoas que não atenderem a esses requisitos não terão mais medicamentos gratuitos nem poderão comprá-los com desconto.

Como alternativa, os associados que não cumpram nenhum destes requisitos, mas para quem o custo dos medicamentos indicados represente mais de 15% dos seus rendimentos, poderão solicitar a cobertura de 100% dos medicamentos por motivos sociais através de um mecanismo de exceção.

Matéria completa: El Destape

16 Nov 13:49

Um movimento contra o PT?

by Thiago Assad

Promovido pelo vereador carioca Rick Azevedo (PSOL), o chamado movimento pela jornada de trabalho 4×3 é, acima de tudo, uma ferramenta de autopromoção que também abre brechas para ser utilizado como um instrumento golpista contra o governo Lula. Sob a fachada de uma reivindicação popular — a redução da jornada de trabalho — esconde-se um projeto que ameaça colocar os trabalhadores em uma situação ainda pior, com mais trabalho, menos direitos e salários reduzidos. A propaganda dá à armadilha um aspecto operário e popular, mas o conteúdo revela intenções empresariais e uma estratégia política que pode facilmente impulsionar uma verdadeira onda golpista.

A proposta central, que parece defender uma redução da jornada semanal, na verdade deixa lacunas estratégicas, que podem ser exploradas para transformar a vida dos trabalhadores em um caos. Ao propor uma escala de quatro dias de trabalho por três de folga, totalizando 36 horas semanais, o projeto esbarra na matemática: com quatro dias de oito horas de trabalho, faltam quatro horas para atingir a carga prometida. Esse déficit abre espaço para políticas de banco de horas ou jornadas flexíveis, sempre em favor dos interesses patronais.

Mais grave ainda, o texto não garante a manutenção dos salários, criando o risco de redução nos rendimentos sob a justificativa de diminuição da carga horária. Outro ponto alarmante é a ausência de garantias quanto ao descanso no final de semana, tradicionalmente reivindicado pelos trabalhadores.

A proposta deixa margem para que empregadores escalem trabalhadores de maneira alternada ao longo da semana, acabando com a uniformidade do descanso e inviabilizando momentos de convivência familiar e comunitária, que, conforme o projeto, não seriam necessariamente nos finais de semana, quando muitas famílias operárias realizam suas atividades religiosas, por exemplo. O resultado disso é óbvio: maior fragmentação social e mais desgaste físico e emocional.

A ideia, no entanto, não é nova. Rick Azevedo trouxe para o Brasil o conceito do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), inspirado em um movimento norte-americano chamado “4 dias por semana” (4 days a week, no original em inglês) e defendido abertamente por grandes monopólios imperialistas. É a velha fórmula de flexibilização do trabalho, disfarçada de modernização, mas que, no fim, beneficia apenas a burguesia. A destaque e os elogios a Azevedo em veículos como Exame e Folha de S.Paulo escancaram a natureza burguesa do projeto. Afinal, desde quando os porta-vozes do imperialismo se preocupam genuinamente com os trabalhadores?

O problema, no entanto, não é apenas a essência empresarial do VAT. Azevedo, além de registrar o movimento como propriedade privada — uma picaretagem sem precedentes na vida política brasileira —, tem usado sua visibilidade para atacar o PT e fomentar divisões dentro da esquerda. Em suas redes sociais, o obscuro e até outro dia desconhecido vereador se dedica a caluniar o governo, chamando-o de “neoliberal”, o que apenas favorece os setores mais reacionários da sociedade.

Suas ações repetem os mesmos métodos observados com o famigerado movimento “Não vai ter Copa”, liderado pelo atual deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), quando seu partido e ONGs imperialistas criaram o terreno fértil para as mobilizações golpistas que culminaram no golpe contra a então presidenta petista, Dilma Rousseff.

Rick Azevedo é, sem dúvida, um oportunista político. Sua proposta de 4×3 não é apenas uma arapuca econômica para os trabalhadores, mas também uma peça em um jogo maior de desestabilização política.

Ao exigir manifestações apartidárias e sem bandeiras, ele repete o modelo que levou ao avanço da extrema direita em 2013. A expulsão das forças progressistas desses movimentos abre espaço para que os setores reacionários se apoderem das ruas e das reivindicações populares, transformando causas legítimas em armas contra o governo do PT.

O silêncio cúmplice ou a adesão de setores do PT a essa política revela uma miopia preocupante. Enquanto figuras como o ministro Luiz Marinho tentam apontar caminhos para a redução da jornada nas convenções coletivas e em diálogo com os sindicatos, o movimento VAT se posiciona de forma divisionista, sem qualquer preocupação real com os trabalhadores.

Os sindicatos e as organizações de trabalhadores precisam estar atentos. A verdadeira reivindicação deve ser por uma jornada de trabalho de 35 horas semanais, com cinco dias de trabalho, folga garantida nos finais de semana e sem redução de salários. Esse é o caminho que historicamente protege os trabalhadores e não a mera flexibilização proposta pelo movimento privado liderado por Azevedo, que, veladamente, favorece o capital.

Finalmente, Rick Azevedo deve ser tratado pela esquerda como o que realmente é: um picareta que utiliza o VAT como uma ferramenta privada (com registro industrial, inclusive) de autopromoção. Seu movimento não passa de uma manobra empresarial disfarçada de reivindicação popular, que, se não confrontado, pode se tornar um trampolim para a direita desestabilizar o governo e abrir caminho para retrocessos ainda maiores. Cabe à esquerda organizada denunciar essa armadilha e enfrentar manobras como essa, que não têm outro propósito além de enfraquecer as forças progressistas.

14 Nov 19:52

Em seis anos, RN reduz mais da metade a média diária de assassinatos

by Bruno Barreto

Em seis anos, as forças de segurança que atuam no Rio Grande do Norte já conseguiram reduzir em mais da metade a média diária de mortes violentas registradas no estado. Em 2017, por exemplo, o estado chegou a registrar quase sete assassinatos por dia. Hoje, a média é de duas mortes.

“É claro que toda vida importa. Não gostamos de lamentar a morte de ninguém. Contudo, seguimos empregando todos os esforços em busca de menos violência e mais segurança para os potiguares”, destacou o secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo Silva.

Na série histórica do RN, o ano de 2017 aparece como o mais violento. À época, somente no período de janeiro a outubro, 2.053 pessoas foram assassinadas no estado, correspondendo a uma média de 6,8 mortes diárias. O ano acabou com 2.412 vítimas de mortes violentas intencionais, média de 6,7.

Em 2024, também de janeiro a outubro, o estado soma 695 mortes. O total representa uma média, até o momento, de 2,3 ocorrências por dia, ou seja, menos da metade do que foi seis anos atrás.

06 Nov 13:19

Memorando confirma que ex-reitora sabia de rombo nas contas da Ufersa

by Bruno Barreto

Na última terça-feira (29), o Blog do Barreto divulgou com exclusividade uma série de e-mails enviados pelo atual reitor da Ufersa, Rodrigo Codes e pela ex-reitora Ludmila Serafim à comunidade acadêmica, tratando de um suposto rombo nas contas da instituição. Rodrigo apontava que há déficit orçamentário e Ludmila negava as informações (Veja mais sobre clicando aqui)

Um memorando interno de outubro de 2023, enviado a então reitora Ludmila, mostra que sua equipe de gestão já sabia do rombo nas contas e sugeriu à gestora uma série de medidas drásticas para evitar aumento no déficit orçamentário.

O documento, que é assinado pelos então pró-reitores Daiane Ferreira da Costa e Moises Ozorio de Souza Neto,  diz:

“Vimos encaminhar no relatório anexo a situação orçamentária da instituição que demonstra a INSUFICIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA para continuidade das atividades de funcionamento e portanto, exige a adoção de medidas imediatas para redução de despesas. Considerando que a situação atinge todas as áreas, sugerimos que seja realizada reunião com a equipe de gestão a fim de que todos colaborem com a implementação das medidas necessárias”

Confira o documento na íntegra clicando aqui

No memorando também é anexada uma tabela que esmiúça o tamanho da crise nas contas da Ufersa. O documento aponta déficit de mais de 11 milhões no orçamento da universidade.  Veja

Além disso também é anexado um conjunto de duras sugestões de austeridade, visando sanear as contas da Ufersa. Confira o que propunham os pró-reitores:

  1. Fechamento do restaurante universitário no período de recesso acadêmico
  2. Suspensão do pagamento de bolsas e auxílios no período de recesso acadêmico
  3. Descontinuidade do pagamento do auxílio emergencial para o semestre 2
  4. Suspensão de serviços não essenciais como detetização, instalação de brises, cortinas e persianas
  5. Redução dos serviços de manutenção predial e de refrigeração
  6. Redução ou paralisação de obras e serviços de engenharia em andamento
  7. Redução de viagens institucionais a fim de evitar pagamento de diárias, passagens e uso do transporte
  8. Redução na realização de eventos internos e externos
  9. Adiar repasses referentes à Convênios para a fundação de apoio
  10. Adiar novas aquisições de materiais de consumo, equipamentos e contratação de serviços
  11. Não publicar novos editais de bolsas (ensino/pesquisa/extensão) que demande novos empenhos para o exercício
  12. Revisar valores empenhados para os contratos em andamento a fim de anular saldos que não tenham necessidade urgente
  13. Abster-se de conceder cotas extras de custeio, de capital, de diárias e passagens às unidades administrativas e centros
  14. O gabinete abster-se de conceder diárias e passagens que não sejam para viagens essenciais da Reitora e
  15. O gabinete deve solicitar à Proad o saldo dos principais contratos, a fim de verificar possível extrapolação dos valores contratados, como já se observa no contrato de passagens aéreas.

14 Oct 17:32

Comitiva da FIFA avalia Arena das Dunas para Copa do Mundo Feminina de 2027

by Bruno Barreto

A Arena das Dunas recebeu a visita da comitiva técnica da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que está analisando os estádios candidatos a receberem partidas da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027. A inspeção ocorreu nesta quarta-feira (9) e contou com integrantes da FIFA, Arena das Dunas, Governo do Estado, Prefeitura do Natal, Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol e órgãos ligados à Segurança Pública.

“Esta é mais uma fase importante do diálogo e esforço que o Governo do Estado tem mantido, de forma persistente e justa, para atrair esse que é um dos principais eventos do esporte mundial. Reunimos todas as condições e já externamos que o Rio Grande do Norte, mais precisamente Natal, quer ser uma das sedes dos jogos e preenche os requisitos. Por mais de uma oportunidade levamos esse pleito à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), inclusive quando estive em Paris para abertura da Olimpíada, ocasião que encontrei com o presidente Ednaldo Rodrigues. Entendemos que trata-se de um evento capaz de projetar ainda mais o estado, atraindo investimentos antes, durante e após. Não vamos sossegar, e continuaremos firmes para alcançar esse objetivo”, disse a governadora Fátima Bezerra.

O diretor-presidente da Arena das Dunas, Ricardo Ferreira, falou sobre a expectativa em receber mais uma grande competição internacional. “Estamos bastante entusiasmados e confiantes com a visita da FIFA. Temos certeza que a Arena possui hoje uma das melhores, mais modernas e tecnológicas instalações esportivas do Brasil, com plenas condições de atender a todos os requisitos técnicos exigidos pela FIFA. Tudo isso, somado ao nosso extenso histórico de investimentos em manutenção e infraestrutura, juntamente com as potencialidades econômicas da nossa cidade, com certeza nos fará o palco perfeito para receber as melhores jogadoras do mundo em 2027″, disse.

“É com grande alegria e confiança que recebemos a comitiva da FIFA para a inspeção na Arena das Dunas. O Rio Grande do Norte tem uma estrutura de hoteleira com mais de 40 mil leitos disponíveis, gastronomia de qualidade reconhecida internacionalmente, localização privilegiada com conectividade do aeroporto com os principais pontos da Europa e do Brasil, um clima excepcional, praias paradisíacas, pontos turísticos únicos e o povo mais acolhedor e hospitaleiro das Américas. Estamos prontos para realizar a melhor copa de todos os tempos”, afirmou o subgerente de promoção regional da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), Kayo Feitosa.

A visita faz parte de um cronograma de vistorias iniciado em 25 de setembro e que vai até o dia 11 de outubro. Em Natal, foram analisadas as condições e infraestrutura da Arena para receber as partidas do mundial. De acordo com o cronograma divulgado pela FIFA, em novembro haverá uma nova rodada de inspeções, onde serão avaliados os centros de treinamentos e a rede hoteleira em todas as cidades-sedes pré-selecionadas.

“O Brasil apresentou 12 opções muito boas e estamos felizes de estar aqui para realizar um processo de escolha tão competitivo, que determinará quais cidades e estádios sediarão a décima edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA. Não vemos a hora de trazer o torneio para a América do Sul pela primeira vez”, disse a chefe do departamento da Copa do Mundo Feminina da FIFA, Rhiannon Martin.

Erick Dias, diretor executivo da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, ressaltou que a expectativa é a melhor possível e se mostra bem otimista com a possibilidade de Natal conquistar uma das vagas para sediar os jogos da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027. “Estamos muito confiantes que Natal será escolhida como uma das sedes dessa Copa. Nós temos uma das melhores arenas do país, com uma localização privilegiada, central, de fácil acesso e próximo aos principais polos de hotelaria e gastronomia da cidade, assim como de hospitais e shoppings. O maior legado que o evento deixará para o Rio Grande do Norte será o fortalecimento do nosso futebol feminino”, destacou.

As cidades sedes devem ser anunciadas no começo de 2025. A previsão é de que, pelo menos, oito das 12 candidatas sejam selecionadas. Além de Natal (Estádio Arena das Dunas), estão na disputa: Belém (Estádio Mangueirão), Belo Horizonte (Estádio Mineirão), Brasília (Estádio Nacional Mané Garrincha), Cuiabá (Arena Pantanal), Fortaleza (Arena Castelão), Manaus (Arena da Amazônia), Porto Alegre (Estádio Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena de São Paulo).

 

09 Oct 12:12

Feira do Livro será aberta exaltando Antônio Francisco

by Carlos Santos
Antônio Francisco fará apresentação na abertura de evento à noite dessa terça-feira (Foto: divulgação)

Antônio Francisco é um poema vivo da cultura mossoroense que vai além de seus limites (Foto: divulgação)

A Feira do Livro de Mossoró, que este ano celebra sua retomada no calendário cultural da cidade, abre suas portas nesta quarta-feira (9) com um tributo especial ao poeta Antônio Francisco. Aos 75 anos, ele será exaltado na cerimônia de abertura, que ocorrerá no “Palco das Letras” a partir das 19h30.

Desta vez, o evento será na Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

A homenagem será conduzida pelo poeta Jadson Lima, um jovem escritor do bairro Bom Jesus, conhecido por sua conexão com a cultura popular e o lirismo que marca a poesia de Antônio Francisco. O evento, organizado pelo jornalista Rilder Medeiros, tem como destaque a parceria com a Uern, que, segundo o organizador, tem sido fundamental para a realização da Feira.

“A parceria com a Uern é o que tem viabilizado a realização do evento, ainda mais por ser dentro do espaço universitário num ambiente de leitura”, afirmou Medeiros, reforçando o papel da universidade na manutenção da feira.

Além da homenagem ao poeta mossoroense, a grande novidade deste ano é a participação expressiva de autores independentes, que contarão com um espaço exclusivo para lançamentos e encontros com o público.

Mais de 30 escritores independentes estão confirmados, nomes que podem ser acompanhados no Instagram oficial do evento.

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09 Sep 19:35

Iniciativa de Fátima Bezerra, Política Nacional de Leitura e Escrita é regulamentada por Lula na Bienal de SP

by Bruno Barreto

A 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi palco, na noite desta quinta-feira (05), de um momento histórico para a educação e a cultura no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que regulamenta a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), consolidando o compromisso com a democratização do acesso à leitura em todo o país. Esse marco tem origem na atuação da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que, durante seu mandato no Senado, foi autora da lei que criou a PNLE, sancionada em 2018.

Durante a cerimônia de abertura, Lula mencionou o papel de Fátima Bezerra na construção dessa política, afirmando que a assinatura do decreto é resultado da sua dedicação em defesa do livro e da leitura. “Se hoje estamos assinando esse decreto tão importante, é graças ao trabalho incansável de Fátima Bezerra, que sempre defendeu a educação e a leitura como pilares da transformação social”, afirmou o presidente.

A chefe do executivo estadual expressou seu orgulho ao ver a concretização de uma luta que começou com seu projeto no Senado: “É com muita emoção que vejo hoje, ao lado do presidente Lula, a Política Nacional de Leitura e Escrita ganhando vida na Bienal do Livro. Como professora, sempre acreditei que a leitura é um caminho para a transformação social e cidadã. Esse decreto é a concretização de uma luta que começou no Senado, mas que tem como objetivo alcançar cada criança, jovem e adulto do nosso país, garantindo o direito de acesso à cultura e ao conhecimento. Os livros transformam vidas, e isso é o que estamos reafirmando aqui hoje.”

A PNLE estabelece diretrizes para incentivar a leitura, fortalecer bibliotecas públicas e promover a diversidade cultural. A regulamentação assinada por Lula, junto ao ministro da Educação, Camilo Santana, visa ampliar o acesso ao conhecimento e à literatura.

Nesta sexta-feira (06), a governadora Fátima participa da inauguração do Espaço Cordel e Repente, que valoriza a cultura nordestina.

Sobre a Bienal

A Bienal do Livro de São Paulo é o maior evento cultural da América Latina. Com mais de 1500 horas de atividades e a participação de 330 autores nacionais e internacionais, o evento acontece até o dia 15 de setembro, promovendo o diálogo entre leitores e o mercado editorial.