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06 May 11:10

Divaneide Basílio reconhece barracas tradicionais de São Miguel do Gostoso como patrimônio cultural imaterial do RN

by Comunicação Diva
Divaneide Basílio reconhece barracas tradicionais de São Miguel do Gostoso como patrimônio cultural imaterial do RN
Divaneide Basílio reconhece barracas tradicionais de São Miguel do Gostoso como patrimônio cultural imaterial do RN

A deputada estadual Divaneide Basílio aprovou, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o projeto de lei que reconhece como patrimônio cultural imaterial do estado a Barraca de Luiz Pescador e a Barraca do Dadá, na Praia de Tourinhos, em São Miguel do Gostoso, distante pouco mais de 100 quilômetros de Natal.

Mais do que pontos de apoio para quem visita o litoral, as duas barracas são espaços de convivência, cultura e identidade local. Ali, a culinária tradicional, a relação com o mar e o modo de vida das comunidades costeiras se encontram.

São Miguel do Gostoso, conhecido por suas belezas naturais, ventos constantes e forte vocação para o turismo, tem se consolidado como um dos principais destinos do RN, especialmente no turismo de base comunitária.

Para Divaneide, a iniciativa é um passo importante na preservação da cultura popular. “Esses espaços carregam histórias, saberes e modos de vida que precisam ser reconhecidos e protegidos. Ao transformar essas barracas em patrimônio imaterial, a gente valoriza quem faz a cultura acontecer todos os dias e fortalece a identidade do nosso litoral”, destacou a deputada.

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02 Apr 15:51

Azul retoma voos comerciais em Mossoró a partir de setembro

by Bruno Barreto

O Governo do Rio Grande do Norte confirmou a retomada dos voos comerciais entre Mossoró e Recife (PE) a partir de setembro deste ano, resultado de um processo de diálogo e articulação institucional conduzido pela governadora Fátima Bezerra e pelo secretário de Estado da Fazenda, Cadu Xavier, junto à Azul Linhas Aéreas. O anúncio aconteceu na manhã desta quinta-feira (02) e contou com a presença do secretário da Fazenda Cadu Xavier, da gerente de relações da Azul Companhias Aéreas Isabella Bettini, da secretária de Turismo Marina Marinho e do presidente da Emprotur Raoni Fernandes.

A nova operação representa um importante avanço para a conectividade aérea do interior do estado, fortalecendo a economia regional, ampliando as oportunidades de negócios e impulsionando a regionalização do turismo potiguar.

A rota contará com dois voos semanais entre Mossoró e Recife, principal hub da companhia no Nordeste, permitindo a conexão com cerca de 70 destinos nacionais e internacionais e os bilhetes começarão a ser vendidos em abril.

A retomada do voo potencializa o trabalho de interiorização e regionalização do turismo principalmente porque dá visibilidade para a rota das cavernas, que tem trazido turistas internacionais para o RN, como vários guias relatam, o fortalecimento do turismo de Base comunitária, tendo em vista essa modalidade em Mossoró,  Baraúna e toda a região, além de fortalecer a articulação de diversas áreas de proteção que têm atrativos turísticos e estão localizadas ali, potencializando o turismo ecológico no Rio Grande do Norte.

A governadora Fátima Bezerra destacou o papel do diálogo institucional e do planejamento estratégico para a retomada da operação.

“A retomada desse voo é resultado de um diálogo persistente e responsável que o Governo do Estado manteve com a Azul, sempre com o objetivo de fortalecer a aviação regional como instrumento de desenvolvimento econômico e social. Mossoró é uma cidade estratégica para o Rio Grande do Norte e essa conexão amplia oportunidades, fortalece o turismo, gera emprego e movimenta a economia do interior do nosso estado”, afirmou a governadora.

O secretário da Fazenda, Cadu Xavier, ressaltou a importância da política de incentivos fiscais que concede redução do ICMS do querosene de aviação e o investimento da EMPROTUR em promoção para o entendimento com a companhia aérea.

“Esse é um resultado direto de uma visão desenvolvimentista do governo combinada com diálogo institucional qualificado. Mossoró é a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte e um dos principais polos econômicos do estado, com forte presença da indústria do sal, da fruticultura, do petróleo e de um setor de comércio e serviços muito dinâmico. Essa nova ligação aérea fortalece o ambiente de negócios e contribui para o desenvolvimento econômico regional”, destacou o secretário.

Mossoró: polo econômico estratégico do RN

Segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, com mais de 300 mil habitantes, Mossoró possui papel fundamental na economia potiguar. O município é referência nacional na produção de sal marinho, na fruticultura irrigada voltada à exportação e na produção de petróleo em terra, além de possuir um comércio forte e um importante polo educacional universitário.

A cidade também possui grande relevância para o turismo de eventos e cultural, com destaque para o Mossoró Cidade Junina, um dos maiores festejos juninos do Brasil.

Com a retomada dos voos, o Governo do Estado fortalece a estratégia de interiorização e regionalização do turismo, permitindo que visitantes tenham acesso mais fácil ao interior potiguar, diversificando os destinos turísticos e ampliando o impacto econômico da atividade.

Conectividade e desenvolvimento

A operação será realizada com aeronaves ATR, com capacidade para até 70 passageiros, oferecendo uma alternativa eficiente de deslocamento e contribuindo para a integração logística do estado.

A iniciativa faz parte da política do Governo do Estado de fortalecimento da infraestrutura econômica e de melhoria do ambiente de negócios, consolidando o Rio Grande do Norte como destino competitivo para investimentos e turismo.

01 Apr 18:13

Allyson grita com presidente da Câmara ao cobrar aprovação de projeto que inviabiliza retorno de voos comerciais e prejudica os mais pobres no Minha Casa Minha Vida

by Bruno Barreto

O clima está tenso na relação entre o agora ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) e parte da bancada que lhe deu sustentação nos últimos cinco anos.

O clima esquentou na semana passada quando os vereadores Lucas das Malhas (UB), Genilson Alves (UB), Ozaniel Mesquisa (UB), Ricardo de Dodoca (UB), Vavá (Rede) e Alex do Frango (PSD) se uniram a oposição para esvaziar o plenário e impedir a votação do plano diretor.

O presidente da Câmara Genilson Alves recebeu uma ligação de Allyson, que aos berros, exigia que o projeto fosse votado para ele sancionar antes de renunciar ao cargo para disputar o Governo do Estado.

Genilson não gostou da atitude, mandou o então prefeito baixar o tom da voz e respeitar os vereadores. No dia seguinte, ainda irritado, Allyson ligou para Lucas das Malhas e Alex do Frango que não atenderam as ligações.

Allyson ainda se retratou com os vereadores antes de deixar o cargo e no discurso de despedida disse que atritos eram comuns e que o novo prefeito, Marcos Medeiros (Republicanos), podia confiar nos parlamentares porque se eles eram amigos de Allyson seriam do novo inquilino do Palácio da Resistência.

Apesar dos apelos, o clima seguiu tenso nos últimos dias e em uma das conversas, Vavá chegou a dizer aos colegas que se eles cedessem ao ex-prefeito iam se ver com ele.

Toda essa confusão é para aprovar um Plano Diretor que inviabiliza o retorno dos voos comerciais no Aeroporto Dix-sept Rosado em um contexto em que a Infraero já investiu mais de R$ 70 milhões no equipamento.

Além disso, o projeto prejudica obras da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, justamente a que atende aos mais pobres.

Na sessão de hoje o projeto não foi colocado em pauta e nos bastidores tenta-se costurar um acordo.

01 Apr 12:34

Morre em Mossoró aos 85 anos Luiz Alves Neto, “O Velho”, um dos fundadores do movimento comunista de Mossoró

by Bruno Barreto

Faleceu nesta quinta-feira (26) em Mossoró, Luiz Alves Neto, “O Velho”, um dos fundadores dos movimentos de esquerda, sindicais e principalmente do movimento comunista em Mossoró e região.

Nascido em 17 de novembro de 1940, Luiz vinha enfrentando há vários anos um problema de diabetes, que o levaram a se submeter a sessões recorrentes de hemodiálise, acarretando uma questão grave de coração e que agravou a sua função renal e cardíaca. Segundo o boletim médico de internação, o “Velho” veio a óbito hoje devido a um “choque cardiogênico em consequência de insuficiência cardíaca e estenose aórtica.”

Natural de Areia Branca, filho de pai pobre, trabalhador das salinas, uma atividade brutal sob vigilância constante dos patrões que não admitiam qualquer reivindicação de direitos, cedo veio para Mossoró, onde estudou na Escola União-Caixeiral, mas já atuando com outros colegas no movimento estudantil. Concluído o 2º grau, fez concurso para o Banco do Brasil, sendo aprovado e ampliou a sua atuação nos movimentos social e sindical em Mossoró, sendo um dos fundadores da Oposição Bancária de Mossoró e região Oeste Potiguar nos anos 1980.

Em sua trajetória de vida, também passou pelas redações dos principais jornais mossoroenses e sempre foi ligado aos movimentos sociais e políticos de esquerda, sendo um dos principais militantes do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e tendo enfrentado na linha de frente a ditadura militar instaurada no Brasil nos anos 60, pagando por isto um preço altíssimo, como a morte pelo regime, de sua companheira, a professora e militante mossoroense Anatália de Melo Alves.

“Abdicar da luta jamais!”

No ano passado a Liga Operária de Mossoró, presidida pelo sindicalista Gilberto Diógenes publicou o livro “Luiz Alves – Abdicar da Luta Jamais!”, organizado pelo historiador Lemuel Rodrigues. No livro, vários companheiros exaltam a grandeza de Luiz.

“Conheci Luiz após ele sair da cadeia, nas noitadas que a gente passou. Ele era o cara dentro do espectro da esquerda e, para mim, foi um prazer muito grande tê-lo conhecido. Foi muito importante na minha vida no sentido da formação política, era um professor para as questões políticas, nato.” Escreveu Gilberto na ocasião.

“A carga emocional de escrever sobre Luiz Alves foi muito grande. Cada depoimento, anotação, reportagens ou documentários a que assistia sobre a repressão promovida pela ditadura civil-empresarial-militar, me causava angústia e revolta.” Escreveu Lemuel Rodrigues, sobre a escrita do livro, que teve seu título definido a partir de uma frase de Luiz. “Abdicar da luta, Jamais! Jamais abandonar companheiros, jamais deixar cair sua bandeira. Levante-a.”

O velório de Luiz Alves, acontecerá a partir das 18h desta quinta-feira (18), na Central de Velórios Sempre, na rua Melo Franco, 187, no Centro de Mossoró e o sepultamento acontece nesta sexta (27) às 8h no Cemitério São Sebastião, também no Centro de Mossoró.

01 Apr 12:32

Styvenson afirma que coronel não faz nada

by Bruno Barreto

Em um discurso neste domingo na cidade de Parelhas, o senador Styvenson Valentim (PSDB) voltou a usar um tom agressivo e polêmico ao falar sobre sua antiga corporação, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN). Em um vídeo que circula nas redes sociais, o parlamentar, que é capitão da reserva, afirmou categoricamente que coronéis da PM “não fazem nada” e recebem “dinheiro fácil”.

A declaração foi feita em um contexto de prestação de contas de seu mandato, onde Styvenson reafirmou seu compromisso com a atividade política em detrimento da carreira militar.

Na gravação, Styvenson utiliza sua própria experiência na PM para embasar a crítica. Ele sugere que, se tivesse permanecido na ativa, hoje estaria no topo da carreira, mas sem atribuições efetivas.

“Não me arrependo nem um dia de estar aqui representando vocês. Eu podia estar Coronel hoje na PM, sem fazer nada, porque vocês sabem que Coronel não faz nada”, disparou o senador.

O parlamentar estendeu a crítica também ao posto que ocupava antes de se aposentar para assumir o mandato no Senado. “Um Capitão não faz nada. Só eu que trabalhava”, afirmou, criando uma distinção entre sua atuação e a dos demais oficiais de mesma patente.

Styvenson, conhecido por sua atuação rígida no comando da Operação Lei Seca no RN antes de entrar para a política, sugeriu que a rotina na cúpula da PM é confortável e financeiramente vantajosa.

“Podia estar lá na PM ganhando dinheiro fácil, já beirando me aposentar, mas não. Fui lá e vim fazer o que eu não sabia fazer”, concluiu, referindo-se ao seu trabalho no Senado Federal.

Histórico de polêmicas

Esta não é a primeira vez que Styvenson Valentim adota uma postura confrontadora com instituições e categorias. Sua trajetória política é marcada por declarações fortes, muitas vezes vistas como ofensivas por seus alvos. Em 2016, quando ainda era capitão da ativa, ele foi pivô de uma crise ao afirmar que policiais civis “ganhavam bem para não fazer nada”.

01 Apr 12:19

Reitor do IFRN é hostilizado ao citar Lula em discurso sobre expansão dos IF

by Valcidney Soares

O reitor do IFRN, José Arnóbio, foi alvo de hostilidade na solenidade de conclusão dos cursos técnicos no campus Natal-Zona Norte, ocorrida no último sábado (28), ao fazer um discurso em defesa da expansão das unidades do Instituto Federal e citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, ele foi vaiado, uma pessoa desligou por duas vezes o disjuntor da quadra para que a fala do reitor fosse interrompida, e um homem colocou o dedo em riste em sua direção.

No documento do discurso, Arnóbio afirmou que a expansão dos IF, especialmente nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “permitiu levar escolas técnicas, laboratórios, pesquisa e formação crítica para onde antes só havia negação de direitos.”

“Não foi caridade. Foi justiça social. Foi a compreensão de que investir em educação profissional é investir em soberania nacional, em desenvolvimento regional e em democracia”, dizia um trecho.

O documento também falava que, durante décadas, o interior do país foi tratado com desdém pelo grande capital e por uma elite que não quer acabar com seus privilégios. 

“Bertolt Brecht nos ajuda a compreender isso quando afirma que ‘chamam de violento o rio que tudo arrasta, mas não chamam violentas as margens que o comprimem’”, afirmou.

“O abandono histórico do interior e da periferia dos grandes centros urbanos foi uma dessas margens violentas. A interiorização da educação profissional veio como força capaz de romper esse bloqueio”, continuou.

A fala também incluiu um alerta de que não existe educação neutra, e defendeu a educação contra projetos de privatização.

“Por isso, defender a educação profissional pública é um ato de coragem política e resistência. É enfrentar projetos que tratam educação como gasto e não como investimento. É resistir a tentativas de sucateamento, privatização e desvalorização do ensino público”, afirmou.

À Agência SAIBA MAIS, José Arnóbio explicou que a quadra estava lotada, com 135 estudantes concluintes, cada um acompanhado por um padrinho. No início do discurso, ele condenou a violência contra a mulher e citou dados sobre feminicídio. Pouco depois, houve citação a Lula, ao falar sobre o aumento no número de campi dos Institutos Federais e a importância da educação. Foi aí que uma parte do público bateu palmas, e em resposta outra parcela vaiou. Nesse momento houve o primeiro desligamento do disjuntor. 

“Quando voltou, comecei a fazer o discurso novamente e aí mais uma vez o disjuntor foi desligado. A gente ficou esperando, os alunos começaram a se dispersar, as famílias também e na verdade a solenidade não foi encerrada”, explica o reitor, que acredita ter lido somente até a segunda lauda.

Nos comentários de uma página no Instagram, um homem se identificou como o suposto responsável por desligar as luzes da quadra. Eliezer Rogério Cabral justificou a atitude afirmando que o reitor do IFRN estaria fazendo da solenidade um “palanque eleitoral político”.

“Não aguentei. Estava acompanhando a formatura da minha filha, me senti no dever de calar aquele reitor sem noção. Como eletrotécnico, fui procurar o quadro geral de distribuição de energia do local. Quando o encontrei, não pensei duas vezes, desliguei. Alguém tinha que parar aquele reitor, não vi outra forma. Deu certo!”, comentou.

O perfil de Eliezer na rede social era aberto e foi fechado após a repercussão do comentário.

Ainda segundo José Arnóbio, um outro homem, se dizendo pai de um aluno, ainda pôs o dedo em riste em sua direção dizendo que o dirigente do IFRN não poderia fazer aquilo e que teria acabado com a festa do filho dele. O reitor afirmou que não reagiu e, após a dispersão do público, saiu acompanhado de segurança por eventuais riscos à sua segurança. 

O reitor foi alvo de perseguição no governo Bolsonaro. Ele concorreu ao cargo máximo da direção em 2019 e foi o mais votado, mas o Ministério da Educação (MEC) se recusou a dar posse ao reitor eleito com mais votos (48,25% dos votos válidos) e nomeou um interventor, o professor Josué Moreira, em 20 de abril de 2020. Arnóbio só tomou posse do cargo um ano depois do resultado da eleição. Em março do ano passado, o professor foi reconduzido ao cargo até 2028 após ser reeleito com 71,14% dos votos válidos na consulta realizada junto à comunidade acadêmica do IFRN e teve seu nome homologado pelo Conselho Superior (Consup) da instituição em setembro de 2024. A nomeação oficial para o mandato 2024-2028 foi publicada no Diário Oficial da União em dezembro do mesmo ano, já no governo Lula.

Expansão dos IF

Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas. Em dezembro de 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.892, que criou 38 institutos federais. Nos governos Lula e Dilma Rousseff ocorreu a maior expansão da história da rede federal, composta pelos institutos federais, pelos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), pelas escolas técnicas vinculadas às universidades e pelo Colégio Pedro II.

Entre 2005 e 2016, foram criados 422 campi — 214 no período de 2005 a 2010 e outros 208 entre 2011 e 2016. Nesse mesmo intervalo, outras 92 unidades foram entregues ou incorporadas à rede. Hoje, o sistema reúne 682 unidades e mais de 1,5 milhão de matrículas.

Saiba Mais: MEC autoriza o funcionamento de novos IFs no RN: Touros, São Miguel e Umarizal

Já na última semana, o Ministério da Educação autorizou o funcionamento de 38 novos campi de institutos federais no país, incluindo três no Rio Grande do Norte: Touros, São Miguel e Umarizal. A decisão abre caminho para que as unidades passem da fase de implantação física para a oferta efetiva de vagas. Com a nova autorização, o RN amplia uma estrutura que já conta com 26 unidades federais distribuídas em 20 cidades. Em Natal, seis institutos estão em atividade, entre eles o campus Natal Central, no Tirol, criado em 1909.

Com a incorporação das 38 unidades agora autorizadas, a rede passa a somar 724 unidades. Nos próximos exercícios orçamentários, esses campi deverão ser incluídos na matriz de financiamento das instituições.

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01 Apr 12:15

PM afirma que Styvenson tenta “desqualificar trabalho de oficiais de alta patente”

by Alisson Almeida

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Cel. Alarico José Pessoa Azevedo Junior, emitiu uma nota oficial criticando o senador Styvenson Valentim (PSDB). No comunicado, ele afirmou que a instituição manifestava “seu profundo lamento e discordância em relação às recentes declarações proferidas” pelo parlamentar, que no último final de semana, durante um evento no município de Parelhas, na região do Seridó, ao explicar por que havia trocado a farda pela política, disse que “coronel da PM não faz nada”.

“Eu podia tá de coronel hoje na PM, sem fazer nada, porque tu sabe que coronel não faz nada, né? Capitão já não fazia, só eu que trabalhava. Podia tá lá na PM ganhando dinheiro fácil, beirando me aposentar, mas não, fui lá fazer o que eu não sabia fazer”, disse o senador, na presença do prefeito Dr. Tiago Almeida (PSDB).]

O comandante-geral da PM disse que causava “estranheza e indignação que tais palavras, que tentam desqualificar o trabalho de oficiais de alta patente, partam de um membro da reserva da nossa própria corporação”.

“Ao afirmar que ‘coronéis não fazem nada’ e sugerir que o serviço na PM seria um meio de auferir ‘dinheiro fácil’, o parlamentar ignora a realidade de dedicação extrema, o risco de vida inerente à profissão e a alta complexidade técnica que envolve a segurança pública contemporânea”, diz a nota.

O comunicado destaca ainda que a Polícia Militar “é um pilar fundamental” do Rio Grande do Norte, cita que a corporação se destaca “pelo seu profissionalismo e eficiência” e completa afirmando que, graças ao trabalho de planejamento estratégico e de execução de seus integrantes, “tem alcançado uma redução constante nos índices de criminalidade”.

A nota também menciona que o trabalho da PM não se limita ao policiamento ostensivo, mas inclui outras funções, como “a gestão de hospitais e centros clínicos na capital e no interior, garantindo atendimento de saúde essencial não apenas à família militar, mas a toda a sociedade”.

“Ao longo de nossa liderança histórica, grandes oficiais e praças passaram por nossos quadros, assumindo funções de relevância que moldaram a segurança pública e a administração estadual, além de projetarem o nome do Rio Grande do Norte em missões da Força Nacional e em missões de paz da ONU, onde somos referência em técnica e conduta”, acrescenta o comunicado.

O comandante-geral reiterou ainda que todos os integrantes da corporação, seja ele soldado ou coronel, têm “uma missão específica e um papel fundamental no universo da segurança”.

“O oficialato superior não ocupa cargos de inércia, mas sim funções de alta responsabilidade logística, jurídica e operacional, servindo como o alicerce indispensável para que a ponta da linha funcione com precisão e segurança”, rebateu o comandante-geral.

“A PMRN permanece inabalável em seu compromisso com a verdade e com a proteção da sociedade, exigindo o respeito que uma instituição de quase dois séculos e seus dedicados servidores merecem”, finaliza a nota.

Associação da PM disse que Styvenson Valentim representava “o pior nível de oficiais” da instituição

A Associação dos Oficiais Militares do RN (Assofme), também em nota oficial, repudiou igualmente as declarações de Styvenson Valentim. Em tom forte, a entidade afirmou que o senador “representa o pior nível de oficiais” que já passou pela instituição.

“Limitado intelectualmente, desagregador, inadimplente com obrigações acadêmicas quando cadete, causou constrangimento em ambiente familiar como a festa dos 100 dias da turma dele. Enfim, sempre foi um oficial de baixo nível. Não seria agora que mudaria”, diz a nota da entidade, que é presidida pelo Cel. da PM Antoniel Jorge dos Santos Moreira.

O comunicado afirma ainda que a atuação de Styvenson Valentim no Senado Federal “está pondo em risco o sistema de proteção social dos militares estaduais”.

“Tudo isso em busca de se manter no mandato de senador. Certamente, ele está querendo engajamento nas redes sociais com uma reação nossa. Vamos deixar esse senhor seguir o caminho dele, afinal, como diz o ditado: uma pessoa pode enganar muitas pessoas por muito tempo, mas não conseguirá enganar todas as pessoas por todo tempo”, completa a nota.

SAIBA MAIS: Associação da PM diz que Styvenson “representa o pior nível de oficiais” da instituição

Repercussão política

As declarações de Styvenson Valentim também geraram forte repercussão política. A vereadora de Natal e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), ironizou o adversário afirmando que “calado, o senador até parece poeta”.

“O senador capitão Styvenson mede toda uma corporação pela própria régua. Um desrespeito com os agentes de segurança pública que dão duro todos os dias para manter o RN entre os estados mais seguros do país e o mais seguro do Nordeste”, comentou a petista em publicação nas redes sociais.

Samanda ainda acusou Styvenson Valentim de “usar a polícia como palanque” para se eleger em 2028, mas “agora escolhe desvalorizar quem trabalha na Polícia Militar do Rio Grande do Norte”.

O líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, Francisco do PT, também comentou a polêmica fala do senador Styvenson Valentim.

O deputado estadual afirmou que “o mundo estaria desabando hoje sobre nossas cabeças” se as mesmas declarações tivessem sido feitas por alguém da esquerda ou do PT.

“Mas dita por um senador da extrema-direita, bolsonarista e oriundo dos quadros da Polícia Militar, ainda tem gente que quer passar pano”, comentou.

Francisco disse ainda ser “lamentável que, para conquistar votos e likes nas redes sociais, alguém se proponha a fazer uma fala tão agressiva e tão desrespeitosa contra a sua própria instituição de origem”.

O senador, até o momento, não se pronunciou sobre as críticas que recebeu pelas suas declarações. O espaço segue aberto.

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12 Mar 16:21

Após 60 anos, RN inicia duplicação da BR-304 em obra histórica

by Gilberto Rocha


Após seis décadas de espera, o Rio Grande do Norte deu início à maior intervenção já realizada na principal rodovia federal do estado, com a assinatura da ordem de serviço para a duplicação do primeiro trecho, entre Mossoró e Assu, e o lançamento do edital do segundo lote, que ligará Macaíba a Riachuelo, no Agreste.

O Lote 1 compreende 57,6 quilômetros de extensão e receberá investimento de R$ 376 milhões. A obra será executada em pavimento rígido pela Construtora Luiz Costa (CLC), com sede em Mossoró. Já o Lote 2 terá 38,1 quilômetros e ampliará a integração da BR-304 a partir do final da Reta Tabajara, consolidando o eixo rodoviário que conecta o litoral, o Agreste, a região Central e o Oeste potiguar.

Ao anunciar o início das obras, a governadora Fátima Bezerra destacou que a duplicação da BR-304 é resultado de uma decisão política de priorização da infraestrutura no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Quando o presidente Lula pediu que cada governador indicasse três prioridades para o Novo PAC, eu não titubeei: a duplicação da BR-304 foi a primeira delas”, afirmou.

Segundo a governadora, a obra responde a uma demanda histórica da população e cumpre papel estratégico para o desenvolvimento e para a segurança viária.  “Esta é uma conquista esperada há 60 anos pelo povo do Rio Grande do Norte. A duplicação da BR-304 simboliza a presença do Estado brasileiro, o planejamento e o compromisso com a vida, com a segurança e com o desenvolvimento. Foi com o Novo PAC e com a decisão política de priorizar a infraestrutura que conseguimos tirar essa obra do papel e transformá-la em realidade”, declarou.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou o protagonismo do Governo do Estado na inclusão do empreendimento no PAC e na viabilização do projeto executivo. “A duplicação da BR-304 foi indicada pelo Governo do Rio Grande do Norte como prioridade no âmbito do Novo PAC, a partir de articulação da governadora Fátima Bezerra junto ao presidente Lula. A obra integra o conjunto de investimentos estratégicos definidos em diálogo federativo”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho”.

Anúncio de ações estruturantes

Além da ordem de serviço do primeiro lote e da publicação do edital do segundo, o evento também foi marcado pelo anúncio de um conjunto de ações estruturantes para a malha viária potiguar. “Estamos entregando ao ministro a licença do IDEMA para o início das obras, e anunciando aqui mais outros importantes investimentos como a federalização da 104, uma obra emblemática pelo quanto vai contribuir para a conexão viária de todo o Nordeste, e o Rio Grande do Norte vai ser muito beneficiado com isso, bem como as obras remanescentes de Macaíba”.

A chefe do executivo estadual fez, ainda, a solicitação de ampliação do trecho de 7 quilômetros, compreendendo o bairro Redenção em Mossoró e o contorno que dá acesso aos municípios de Tibau e Aracati. “E fechamos com a boa notícia que há muito tempo a gente vem lutando, que é a estrada do Cajueiro”.

O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, ressaltou que a obra é fruto de articulação contínua do Governo do RN junto ao governo federal desde 2023. “A inclusão da duplicação da BR-304 no Novo PAC e a alocação dos recursos no orçamento federal resultam de articulação contínua do Governo do Estado com a União, assegurando as condições técnicas e financeiras para o início das obras”, afirmou.



Construída na década de 1960, a BR-304 é a principal artéria logística do estado, responsável pelo escoamento da produção agrícola, mineral e industrial, além de corredor estratégico para o turismo e a circulação de pessoas. Esta é a primeira grande obra estrutural de duplicação ao longo de seus mais de 400 quilômetros em território potiguar.

No trecho entre Mossoró e Assu, a intervenção terá impacto direto no escoamento da produção de frutas e do sal marinho, dois dos principais itens da pauta de exportações do Rio Grande do Norte, além de contribuir para a redução de acidentes e a melhoria das condições de tráfego em uma das rodovias mais movimentadas do estado.

Também compareceram a solenidade o vice-governador, Walter Alves, o secretário da Fazenda, Cadu Xvier, representando todos os demais titulares das pastas do executivo estadual, o prefeito, Lula Soares, e a vice-prefeita de Assu, Izabela Morais, o secretário nacional de trânsito, Adrualdo Catão, o diretor geral do DNIT, Fabrício Galvão, o superintendente geral do DNIT, Getúlio Batista, o ex-senador, Jean Paul, o ex-prefeito de Assú, Gustavo Soares, os parlamentares: deputado federal, Fernando Mineiro, a deputada estadual, Isolda Dantas, o deputado estadual, Francisco do PT, o secretário adjunto do Gabinete Civil, Ivanilson Oliveira.

Os prefeitos: Acácio Brito (Serra Negra), Junior Evaristo (Paraú), Pinheiro Neto (Angicos), Francisco Antônio Faustino (Porto do Mangue), Canindé dos Santos (São Rafael), João Eudes (Itajá), Renan Mendonça (Upanema), Divanise Oliveira (Baraúna), Elvecio Gurgel (Janduís), João Maria (Fernando Pedroza), Jairo Mafaldo (José da Penha) e Dra Laís (Pendências).

12 Mar 16:20

Receita do RN cresce mais de 13% e despesa com pessoal volta a cair em 2025

by Gilberto Rocha

O Governo do Rio Grande do Norte registrou crescimento superior a 13% na Receita Corrente Líquida (RCL) e reduziu as despesas com pessoal no último quadrimestre de 2025, conforme dados do Relatório de Gestão Fiscal (RGF). Os indicadores foram publicados no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, 30 de janeiro, e apresentados pelo Contador Geral do Estado (CONTAG), Flávio Rocha, e equipe ao gabinete da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-RN).

De acordo com o relatório, o comprometimento da receita com a folha de pagamento apresentou trajetória de queda, revertendo o crescimento observado em anos anteriores. Em 2023, o índice era de 56,94%, subiu para 57,56% em 2024 e voltou a cair em 2025, alcançando 56,41%, o menor patamar do período analisado.

“O Estado retoma uma trajetória de redução dos gastos com pessoal, mesmo diante de um cenário desafiador. Além disso, conseguimos cumprir integralmente todas as metas constitucionais obrigatórias e ampliar a nossa Receita Corrente Líquida”, destacou o secretário de Estado da Fazenda, Cadu Xavier, ao avaliar os resultados do RGF.

O secretário do Tesouro Estadual, Álvaro Bezerra, também ressaltou o desempenho positivo. “Este é o menor índice de comprometimento com pessoal desde 2023, e há uma forte tendência de continuidade dessa queda ao longo de 2026”, projetou.

A Receita Corrente Líquida do Estado apresentou crescimento de 13,06% em relação ao ano anterior. O avanço é atribuído, principalmente, ao fortalecimento das ações de fiscalização conduzidas pela SEFAZ-RN em todo o território potiguar. A ampliação do trabalho dos auditores fiscais contribuiu para o combate à sonegação e para a recuperação de receitas que deixavam de ingressar nos cofres públicos. Outro fator que impulsionou o aumento da receita foi o crescimento, de aproximadamente 12%, no Fundo de Participação dos Estados (FPE).

O aumento da RCL permitiu ao Rio Grande do Norte cumprir todos os limites constitucionais obrigatórios nas áreas prioritárias. Na saúde, cujo percentual mínimo exigido é de 12% da receita resultante de impostos, o Estado aplicou 12,37%. Já na educação, o investimento alcançou 27,46%, acima do mínimo constitucional de 25%.

A Receita Corrente Líquida é um dos principais indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois serve de base para o cálculo dos limites de despesa com pessoal, endividamento e concessão de garantias. Ela corresponde ao total das receitas correntes arrecadadas nos últimos 12 meses, descontadas as transferências constitucionais obrigatórias aos municípios.

A reunião de apresentação do relatório contou ainda com a participação da secretária executiva da Receita, Jane Araújo, representantes da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) e da equipe da Contabilidade geral do Estado, responsável pela elaboração do relatório.

10 Mar 11:33

"Livros!"

by Unknown


"É proibido ter livros?" retoquiu o estudante a um dos pides que tinham invadido a "república", onde vivia com uma dezena de colegas, e que, de rompante, lhe entrara pelo quarto dentro. 

O homem, à vista de uma estante apinhada de volumes, e desapontado por não ter descortinado nada de suspeito, nessa incursão repressiva que tinha outros alvos, havia soltado um desdenhoso "Livros!"

"Não é proibido, mas é um mau começo", respondeu-lhe o esbirro da António Maria Cardoso.

O fascismo era também isto.
06 Mar 17:33

Petróleo pode ir a US$ 150 com Ormuz fechado. Quem diz é o Catar

by Luciano Costa
Allan Patrick

Os idiotas no Brasil importando gás do Catar!

A guerra no Oriente Médio pode “derrubar as economias” e os preços do petróleo podem atingir US$ 150 se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, disse o ministro do Petróleo do Catar em uma alarmante entrevista publicada hoje no Financial Times

A sombria projeção vem um dia após a Guarda Revolucionária do Irã afirmar que atacou um petroleiro americano em Ormuz. 

Passam por ali cerca de 20% dos barris negociados globalmente, e o Irã disse que pretende manter a travessia fechada enquanto durar o conflito. 

“Do jeito que estamos vendo os ataques, trazer navios para o estreito é muito perigoso. Será difícil convencer os navios a entrar,” disse o ministro catariano Saal al-Kaabi ao FT. 

Ele acrescentou que o mercado de gás natural também sofrerá impactos severos e que levaria “semanas ou meses” para as exportações serem normalizadas mesmo se o conflito fosse encerrado hoje.

Os preços do petróleo Brent disparavam para mais de US$ 90 nesta manhã, repercutindo a entrevista do ministro. Antes da guerra, estavam na casa dos US$ 70. 

Ontem, com o barril nos US$ 85, um ex-assessor da Casa Branca para assuntos de energia, Bob McNally, da Rapidan Energy Group, disse à CNBC que o mercado parecia ainda “muito otimista” sobre Ormuz.

Na véspera, dados da Bloomberg mostravam que a passagem de petroleiros pelo estreito havia caído a praticamente zero, mas a maior parte dos analistas e bancos ainda esperava uma interrupção curta.

A Goldman Sachs apontou como cenário-base só mais cinco dias de exportações “muito baixas, em 15% do normal” passando pelo estreito. O banco subiu a projeção de Brent para o segundo tri em US$ 10, para US$ 76 por barril. 

McNally, da Rapidan Energy, disse que havia muito ceticismo com os riscos geopolíticos após diversos eventos que poderiam ter afetado os preços do petróleo terem levado apenas a um salto de curto prazo nos últimos anos.

À CNBC, ele fez referência à fábula do “menino que gritava lobo”, lembrando várias preocupações apaziguadas rapidamente desde um incidente em 2019, quando o Irã atacou instalações da Aramco na Arábia Saudita. 

Naquela ocasião, o ex-CEO da Enauta, Decio Oddone, chegou a comparar o evento a um “11 de setembro” para o setor de petróleo, mas o impacto sobre os preços durou poucos dias. 

Neste ano, a maior parte dos analistas tinha como cenário um petróleo em forte queda antes do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, devido a perspectivas de um grande excedente de oferta. 

Nos últimos dias, com o Irã atacando diversas infraestruturas de petróleo de países vizinhos em retaliação, bancos começaram gradualmente a revisitar as projeções. 

Diversos analistas citaram em relatórios que o Brent pode superar os US$ 100 com uma interrupção prolongada no fluxo em Ormuz, mas essa hipótese ainda não é o cenário-base para a maioria deles. 

Nos últimos dias, Donald Trump disse que os EUA poderiam fornecer seguros e até escoltar petroleiros em Ormuz, embora não tenha ficado imediatamente claro como isso poderia ocorrer. 

A corretora de seguros e consultoria de risco Marsh disse que 150 embarcações precisaram mudar de rota e pelo menos cinco sofreram danos, representando uma exposição estimada em US$ 90 milhões em valor de casco marítimo, excluindo impactos sobre carga e responsabilidades. 

As taxas de seguro para trânsito passaram de cerca de 0,25% sobre o valor do casco antes do último fim de semana para cerca de 1,25% ontem à tarde. 

“Espera-se que isso aumente nos próximos dias, à medida que intensifica possibilidades de fechamento de Hormuz.” 

Principal compradora dos barris que passam pela região, a China disse que pretende negociar com o Irã para garantir a passagem de embarcações.

Com a disparada do barril do petróleo, tem aumentado a defasagem entre os preços dos combustíveis da Petrobras e os valores internacionais, potencialmente pressionando resultados da divisão de refino da companhia. 

Ontem, o diesel da Petrobras era vendido cerca de 30% abaixo da chamada paridade de importação, e a gasolina 24% abaixo, segundo dados do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). 

Pela atual política de preços, adotada desde o início do Governo Lula, a Petrobras tem segurado mais as cotações do diesel e da gasolina, visando não repassar “volatilidade” aos consumidores. 

A CEO da estatal, Magda Chambriard, disse há pouco em teleconferência que essa prática está mantida e que os preços ainda não são discutidos na diretoria. 

“Tenho recebido muitas perguntas como essa: isso valeu quando o preço do petróleo caiu, mas isso vai valer quando aumentar, e quando aumentar tão vertiginosamente como agora? Nossa resposta é sim, vale a mesma coisa.”

Na Eneva, que compra gás natural liquefeito da Catar Energy para sua termelétrica de Porto de Sergipe, analistas questionaram a empresa sobre impactos da guerra em teleconferência de resultados hoje. 

O diretor de Comercialização da Eneva, Marcelo Lopes, disse que a Catar Energy deve seguir atendendo o contrato com carregamentos enviados a partir dos EUA.

“O incidente no Oriente Médio não deve inicialmente afetar as cargas aqui em Sergipe. Não enxergamos esse risco por hora. Em uma impossibilidade de receber gás da Catar Energy, iremos a mercado.”

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02 Mar 15:09

Nota Pública – Congresso poupa bets bilionárias e fragiliza o financiamento da segurança pública

by Fabrício Vasconcelos

O Instituto Justiça Fiscal vem a público manifestar sua preocupação com a decisão votada esta semana pelo Congresso Nacional, que poupou as bets da taxação. Trata-se de uma escolha política grave e injustificável, que protege um setor que movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano enquanto retira recursos da segurança pública, área essencial para a proteção da vida e do patrimônio da população.

Além do impacto fiscal, a decisão ignora os danos sociais do vício em apostas, associado ao superendividamento de famílias, ao agravamento de transtornos como ansiedade e depressão e à maior pressão sobre o SUS e a assistência social. Em vez de responsabilizar economicamente quem lucra com um modelo predatório, o Congresso transfere à sociedade o custo financeiro e humano dessa omissão. Trata-se de uma inversão escandalosa de prioridades, que sacrifica direitos coletivos para preservar interesses privados.

Instituto Justiça Fiscal
Clair Hickmann
Presidenta

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02 Mar 13:52

Block demite 40% do staff e diz que faz “mais e melhor” com ajuda da AI

by Giuliano Guandalini e Geraldo Samor

Num movimento que exacerbou a angústia no mundo corporativo sobre o futuro dos empregos na era da AI, a Block demitiu 4.000 funcionários – 40% do headcount – dizendo que “uma equipe significativamente menor, usando as ferramentas que estamos desenvolvendo, pode fazer mais e melhor.”

A explicação foi dada por Jack Dorsey, o cofundador e chairman da empresa de pagamentos, que disse que “as ferramentas de inteligência mudaram o significado de construir e administrar uma companhia.”

O mercado aplaudiu de pé a troca do homem pela máquina.

A ação disparou 17%, revertendo a tendência de queda acelerada nos 30 dias anteriores, quando o papel acumulava queda de 20%.

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A Block é dona da Square e da CashApp, duas fintechs de pagamentos com opções também de transações em bitcoin, e da Afterpay, um serviço de buy now pay later. A empresa também tem em caixa cerca de 8.000 bitcoins e o Tidal, um streaming de música.

Em um memorando para a equipe da Block, Dorsey disse que tinha duas opções: reduzir o número de colaboradores gradualmente ou “ser honesto sobre onde estamos e agir agora”.

Decidiu que seria melhor agir agressivamente. “Rodadas de cortes são destrutivas para o moral, para o foco e para a confiança que clientes e acionistas depositam em nossa capacidade de liderar.”

Segundo o Wall Street Journal, Dorsey disse a analistas que “ao longo do próximo ano, a maioria das empresas chegará à mesma conclusão e fará mudanças estruturais semelhantes.”

“Não acho que estejamos adiantados nessa constatação,” disse o executivo. “Acho que a maioria das empresas está atrasada.”

A Block bateu as estimativas no quarto tri, com faturamento de US$ 6,25 bilhões. O destaque foi a Cash App, com alta de 33% no lucro bruto, impulsionado pelo crescimento dos empréstimos.

A companhia é uma das que apostam fortemente em impulsionar as operações financeiras por meio da infraestrutura de blockchain. Dorsey já definiu a estratégia como sendo a de “maximizar o bitcoin.”

Com a alta de hoje, o market cap foi a US$ 39 bi.

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02 Feb 11:55

Por que a curva de juros empinou nos EUA

by Giuliano Guandalini

O Federal Reserve iniciou um ciclo de alívio monetário em setembro de 2024, trazendo a taxa básica de 5,5% para o patamar atual entre 3,75% e 3,5%. Mas em vez de acompanhar esse movimento, a curva dos juros longos empinou.

O que explica esse “mistério”?

Torsten Slok, o economista-chefe da Apollo Global Management, destrinchou os números do mercado da dívida federal dos EUA e as projeções para a necessidade de financiamento do Governo americano.

Uma de suas conclusões é que os juros de mercado não cederam por uma questão de excesso de oferta e demanda. “A crescente emissão de títulos do Tesouro está pressionando as taxas de longo prazo para cima,” afirmou Slok.

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Em outras palavras, o Governo americano está gastando muito e encontrando resistência para vender os papéis prefixados mais longos.

Ao mesmo tempo, a pressão nas taxas futuras pode ser uma reação ao aumento da percepção de risco em razão das ameaças de Donald Trump de interferir nas decisões do Fed. Para se defenderem, os investidores dão preferência aos papéis mais curtos.

“Se o mercado acha que o Fed está cortando as taxas por razões políticas, isso exerce pressão ascendente sobre as expectativas de inflação – e, em última análise, sobre as taxas de longo prazo, o que também acentua a inclinação da curva,” disse o economista.

Apesar das reduções na taxa básica de juros, o yield do Treasury de 10 anos – a principal referência do mercado global – não cedeu e está ao redor de 4,2%. Além disso, abriram ainda mais os spreads dos Treasuries de 30 anos em relação aos títulos de 10 anos: a diferença, que era de 20 bps em janeiro passado, agora está em 70 bps, um nível não visto desde 2021. 

Para evitar um aumento ainda maior no custo de carregamento de sua dívida, o Tesouro ampliou a venda de T-Bills – os títulos mais curtos, com vencimento de um ano ou menos – que já respondem por 85% da emissão bruta e 22% do estoque.

Ou seja: a liquidez está ficando empoçada no curto prazo, e a ponta longa está abrindo. Brazil feelings.

Os EUA hoje têm um déficit fiscal primário ao redor de 5% do PIB – um dos maiores entre as nações desenvolvidas – e as projeções indicam que não deverá haver redução significativa pelos próximos dez anos, sobretudo por causa da estimativa de aumento dos gastos sociais.

Excluindo o custo da dívida, as despesas com Previdência Social, Medicare e Medicaid já consomem 70% das despesas obrigatórias, e são gastos que tendem a subir em razão do envelhecimento da população.

O problema é que o gasto financeiro também está em alta.

O pagamento de juros consome 14% do Orçamento federal. Antes da pandemia, a despesa consumia em torno de 7% da receita. Na atual trajetória, o percentual irá a 20% em 2055.

“A despesa líquida média diária com juros do governo federal, incluindo fins de semana, é atualmente de US$ 3,5 bilhões,” disse Slok.

Trump e sua equipe não cumpriram até o momento a promessa de conter a deterioração fiscal. Muito pelo contrário.

O projeto chamado One Big Beautiful Bill Act, aprovado no ano passado, reduziu impostos e ampliou gastos, elevando em US$ 5 trilhões – trilhões – a projeção para a dívida pública ao longo da próxima década.

A demanda pelos títulos públicos americanos permanece elevada, mas isso não significa que ela tem acompanhado, na mesma velocidade, o aumento na colocação de papéis.

O percentual de Treasuries nas mãos de estrangeiros caiu a 25% do total, contra 33% há uma década. A redução foi puxada pelas vendas da China.

Slok destacou que a inflação implícita nos títulos públicos tem se mantido acima da meta do Fed, de 2%. A expectativa de mercado, que chegou a disparar para quase 4% no ano passado, está agora em 2,6%, devolvendo parte da melhora ocorrida no final do ano passado.

A deterioração nas expectativas complica o cenário levado em consideração pelo Federal Reserve nas decisões sobre os juros. A próxima reunião será nesta quarta-feira – e apesar das incessantes pressões de Trump, a expectativa é de manutenção na atual faixa, entre 3,5% e 3,75% ao ano.

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30 Jan 18:55

OPINIÃO. Os erros do Judiciário e os erros sobre o Judiciário

by Thiago Anastácio

Existem diversos tipos de advogados, principalmente na área criminal. Há os que consideramos lobistas, os que têm mais vida acadêmica do que prática no direito, e ainda os advogados de Tribunal.

São profissionais distintos, de capacidades díspares, embora exerçam a mesma profissão e tenham igual importância. Até o lobista pode ter lá sua utilidade, desde que não cometa crimes nem subverta a ética profissional.

Em regra, apenas o advogado de Tribunal tem como característica aquilo que meu querido amigo e mestre Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, a quem dedico esse texto, chama de “advogado com cheiro de cadeia”.

E o que seria isso? Traduzo a frase do amigo como “o advogado que se preocupa com as agruras e complexidades da alma humana e, na prática dos processos, com o erro judiciário”.

Em regra, este é o advogado briguento, falador – muito poucos grandes oradores – que entornam os olhos mais em livros de contos e romances, nas esquinas e nos transeuntes do que nas teorias alemãs do direito.

E assim se comportam para se abastecerem, pois a vida não é tão simples como pensam as pessoas, e errar é da natureza nossa, a natureza humana.

Como sou um advogado que vou a Brasília de cara fechada, sentindo-me melhor nos corredores dos Tribunais estaduais e federais do que em convescotes à beira lago, escrevo esse texto pois vejo, com medo, que as liberdades democráticas estão em esgrima – e que anos e anos de evolução do direito, além dos grandes traumas nacionais, não nos fizeram aprender nada. Absolutamente nada.

Acostumou-se a imprensa com o método Sergio Moro de tocar um processo.

Falo dos vazamentos ilegais, pensados para influenciar eleições, satisfazer amigos da imprensa que com seus “furos de reportagem” se tornam figuras úteis e fiéis aos interesses políticos dos agentes da lei, como também ganham respeito e sobem em suas carreiras dentro das redações por fomentarem a informação e, com ela, os patrocinadores, o número de leitores e/ou telespectadores. Isso é do jogo, apenas a primeira parte não é.

Ter fontes e o sigilo jornalístico são a base de um país livre. Assim como o advogado deve manter sigilo sobre seus clientes e o juiz de direito respeitar as leis e ter cuidado para não expor as pessoas enquanto são inocentes.

É preciso lembrar que o Estado, nas investigações criminais, acessa segredos particulares, celulares, contas bancárias, conversas com filhos e amantes, esposas e pais, sobre doenças, recuperações, paixões e dores.

Quando ocorre a quebra de um sigilo personalíssimo, um agente da polícia federal ou policial civil acessa toda a vida dos investigados. Por isso o sigilo é a regra, determinante e inegociável, e o Juiz é o guardião desse sigilo.

Mas então, como a imprensa coloca como suspeito um juiz que decreta o sigilo em uma investigação, justamente quando o assunto investigado só pode sê-lo pelo acesso a informações bancárias, fiscais, troca de e-mails e mensagens?

Queria a imprensa que o Juiz descumprisse a Lei? Será que a imprensa brasileira quer a relativização do sigilo? Por que o sigilo virou escândalo?

Pensemos sobre qual seria o próximo sigilo a sucumbir.

A imprensa reclama do sigilo para cavalgar suas verdades ou para seguir comprometida com as primeiras informações – que na maioria das vezes foram obtidas em função de um outro sigilo, o jornalístico, com o qual jamais devemos tergiversar.

Mas criticar um juiz por respeitar a lei já parece um pouco demais, ainda mais quando o juiz respeitou a lei quanto ao sigilo processual, que resguarda a intimidade de pessoas presumidamente inocentes, como também o bem estar da investigação, ou seja, que investigados já sabidos ou potenciais não saibam que seus “delitos” possam estar prestes a ser descobertos.

Trata-se de ordem que emana do art. 20 do Código de Processo Penal: A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade.

Aqui entrarei numa agrura e, como me disponho a argumentar de modo claro, não posso silenciar. Sou amigo fraternal do advogado Augusto de Arruda Botelho, e por isso eu sabia que ele iria para o jogo final da Copa Libertadores da América, nessa hercúlea tentativa do Palmeiras ter, algum dia, um título Mundial. Quando surgiu a história do jatinho, pensei comigo: se existem duas pessoas que não são burras, são justamente o Augusto e o Ministro.

E por que pensei assim? Augusto já foi Secretário Nacional de Justiça, e uma de suas funções era justamente fazer a interface entre as escolhas do Executivo para os Tribunais, os candidatos e os próprios Tribunais. Precisaria ele, para ter acesso ao Min. Toffoli, entrar em um jatinho e ainda para ver o Palmeiras?

Achei estranho, mas não falei com ele sobre o tema.

Foi quando ontem a imprensa publicou que o processo fora sorteado para o Ministro Toffoli apenas às 18h13m (hora Brasil), portanto depois do pouso em Lima, ou seja, teria Augusto falado sobre um caso, na frente de outras pessoas, com o Juiz que não era ainda o Juiz da causa e que só foi incumbido depois de um sorteio? Não me soa realístico. Mesmo.

Sobre o resort, a coisa se complica ainda mais. O Min. Toffoli, segundo informações públicas, tem oito irmãos. Dois deles, mais velhos, teriam investido 370 mil reais (em conjunto) em um empreendimento, e outra pessoa também teria adquirido outras cotas; certa pessoa seria proprietária de um fundo que, vai se desvelando, teria relações com o Banco Master.

Primeiro ponto: o Banco Central não sabia disso, mas os irmãos do Ministro deveriam saber sobre algo de errado?

Não sei nada sobre a vida financeira dos irmãos do Min. Dias Toffoli, mas 370 mil reais, embora seja um bom dinheiro, não é algo irreal para a classe média brasileira, lembrando-se que qualquer carro mediano custa 120 mil reais nos dias de hoje. E está-se falando de duas pessoas que juntas investiram 370 mil reais.

Chamou-me a atenção outro fato.

Narra-se sobre o investimento no resort como se os irmãos do Ministro o tivessem construído (Resort Tayayá foi construído pela família do ministro Dias Toffoli no Paraná), mas verifico em simples pesquisa na internet que o empreendimento teve sua construção iniciada em 2006, muitos anos antes do aporte de 370 mil reais pelos irmãos do Ministro.

E então, o detalhe mais pitoresco sobre as narrações jornalísticas: ao tempo do lançamento do projeto, o Ministro Toffoli estava a três anos de se tornar integrante do STF. Viria a ser nomeado apenas em outubro de 2009.

Ou seja, não foram seus irmãos que construíram e empreenderam – e sim, adquiriram cotas no correr da sua materialização – os valores não são suspeitos, e o MPF da Lava Jato já investigou o tema e nada encontrou de ilegal.

(Nessa fase do texto, estou quase ligando para os meus dois irmãos e perguntando com quem andam conversando, fazendo negócios e se se adiantaram ao Banco Central para saber sobre a lisura de seus possíveis conversadores. Sugiro que os leitores façam o mesmo).

Espero tê-los provocado. Esta é a função do advogado criminalista, que neste caso, apenas ousa um paralelo com a construção do inimigo analisada por Umberto Eco, e que infelizmente anda de mãos dadas com o noticiário nacional desde sempre.

Na defesa junto aos Tribunais, já vi um cliente ser acusado de manipular armas e ser um simpatizante do nazismo e, quando estudei os autos, lá estavam os fatos: tinham encontrado a caixa de uma arma de chumbinho em seu quarto e os artefatos nazistas eram de um trabalho escolar… Por isso, depois de ler qualquer matéria, procuro os fatos e me pergunto: isso faz sentido?

Para terminar. O Brasil almeja um sistema de Justiça claro, limpo, em que banqueiros, garis e professores sejam tratados e tenham as mesmas oportunidades de serem ouvidos. Um País em que a defesa seja derrotada apenas por argumentos sólidos e com base em fatos comprovadamente incontestáveis, e onde ninguém seja previamente condenado, esse câncer que tinge a história da Justiça.

Particularmente, sou contra a confecção de um código de conduta pelo simples fato de que, se precisamos de um código por esse motivo, é porque nos perdemos no mais elementar, que é saber se comportar e respeitar as liturgias do cargo.

É claro que me incomodo com os convescotes e sei que os leitores também se incomodam que bancos, empreiteiras, advogados e a “comunidade jurídica” e política se encontrem fora do Brasil para discutir o Brasil, e, depois dos eventos, frequentem as mansões dos patrocinadores que, pasme-se, litigam nos Tribunais. Este incômodo é natural e saudável.

O que não é natural é a imprensa servir um menu diário de fatos isolados, insinuando uma conexão escandalosa entre eles, em vez de fazer o trabalho correto: ligar os pontos e, aí sim, acusar de modo direto.

Julguemos o Judiciário com Justiça – por seus erros, e há muitos – assim como exigimos que eles nos julguem.

Thiago Anastácio é advogado criminalista.

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24 Sep 11:55

Adriano Gadelha: “A eleição será polarizada e o candidato de Lula vai para o 2° turno”

by Rafael Duarte

O secretário de Gestão e Relações Institucionais do Rio Grande do Norte, Adriano Gadelha, desmente os boatos sobre qualquer tipo de pressão que a governadora Fátima Bezerra tenha recebido nos últimos meses para antecipar a renúncia ao mandato antes do prazo legal.

“O que existe é especulação”, diz.

E afirma que o PT local também caminha junto para consolidar a candidatura do secretário de Fazenda do Estado, Cadu Xavier, à sucessão estadual após o vice-governador, Walter Alves, decidir que não será candidato.

Um dos articuladores políticos mais próximos de Fátima Bezerra, Adriano Gadelha conta como Cadu Xavier convenceu a cúpula do partido de que seria o nome ideal para defender o legado do governo Fátima em 2026. E o compara aos governadores da Bahia (Jerônimo Rodrigues), do Ceará (Elmano de Freitas) e do Piauí (Rafael Fonteles), ex-secretários em seus respectivos estados que venceram a eleição com o apoio do presidente Lula.

Leia a entrevista na íntegra:

SAIBA MAIS: Existe de fato alguma pressão para que a governadora Fátima Bezerra renuncie ao mandato antes do prazo determinado pela legislação?

Adriano Gadelha: Nenhuma, zero. O que existe é especulação. Agora, é claro que temos conversado com o vice-governador para adiantar alguns processos. Essa é a lógica de um governo que tem responsabilidade institucional: dialogar com quem vai assumir. Então, nossa equipe se reuniu com a equipe de Walter para mostrar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, para falar do orçamento de 2026, até porque ele é quem vai administrar. Mostramos a questão orçamentária, os desafios, previsão de receita, principais despesas… estamos fazendo o que, na teoria, todos os governos deveriam fazer. É um diálogo institucional. Tudo o que havíamos planejado para essa transição está sendo cumprido. Sem pressão ou açodamento. Estou inclusive chamando de regime de passagem organizada de governo.

E as mudanças no secretariado?

Fizemos o que já tinha sido acertado: a presidência da Caern (o engenheiro civil Sérgio Eduardo Rodrigues substituiu Roberto Linhares), a secretaria de Desenvolvimento Econômico (o ex-prefeito de Apodi Alan Silveira substituiu Sílvio Torquato) e a secretaria de Assuntos Federativos, para a qual a governadora convidou o Luciano Santos, que é ligado ao MDB, mas transita em vários grupos. Foi nosso aliado na Femurn e está conosco mais uma vez.

Para além do institucional, como está a relação política com o vice-governador Walter Alves?

No Brasil, a gente sabe que o vice às vezes representa um problema, vide o caso de Michel Temer e Eduardo Cunha. Em algumas prefeituras também é difícil essa relação. Mas eu falo com segurança que a professora Fátima é uma figura de sorte porque não teve problema nem com Antenor Roberto, o vice do primeiro mandato, nem com Walter, o vice dessa segunda gestão. É claro que são dois políticos de perfis e personalidades diferentes, todo mundo com seus interesses também. Mas não tivemos nenhum problema de governabilidade. Sem crise nenhuma.

Walter já declarou que não pretende ser candidato à reeleição, mas sempre surgem especulações sobre a possibilidade de ele mudar de ideia assim que assumir o governo…

Não há qualquer manifestação formal ou informal nesse sentido. Era natural que ele disputasse a reeleição porque a legislação garante essa possibilidade. Em nossa primeira conversa, ano passado, Walter disse que estava avaliando o quadro. Pedimos a ele, então, que só nos comunicasse com certa antecedência para que pudéssemos nos organizar como partido, seja apoiando-o ou buscando outro nome, caso ele não fosse disputar. E assim foi feito: em janeiro, Walter nos comunicou que não disputaria a reeleição e fomos buscar outra alternativa. 

“A professora Fátima é uma figura de sorte porque não teve problema nem com Antenor Roberto, o vice do primeiro mandato, nem com Walter, o vice dessa segunda gestão”.

Que avaliação você faz da performance do Cadu até o momento nas pesquisas?

Em relação à meta que definimos, está acima do que imaginávamos. A gente entende que Cadu ainda é um nome pouco conhecido do eleitorado, tanto que o nome Cadu Xavier tem um percentual baixo nas pesquisas. Por outro lado, quando identificamos Cadu como o candidato de Fátima e de Lula, o percentual dele sobe muito. Estimulamos nesse sentido. Nas nossas pesquisas internas, em nenhuma delas Cadu aparece com menos de 14 pontos na estimulada (quando o nome do candidato é apresentado ao eleitor) e 5 pontos na espontânea (quando o nome do candidato não é apresentado ao eleitor). A eleição de 2026 será polarizada e o candidato de Lula vai para o 2° turno. Outra questão importante é que ele tem o índice de rejeição mais baixo entre os candidatos. Cadu é uma figura nova e, do ponto de vista de animosidade política, não existe razão para que as pessoas o rejeitem.

O que levou o PT do Rio Grande do Norte a apresentar o Cadu como o nome ideal para suceder a governadora Fátima Bezerra?

Cadu mostrou muita coragem para defender o nosso legado, o legado do governo do PT. Essa foi a primeira discussão que fizemos lá atrás. Foi quando ele disse: “vou defender o legado que eu ajudei a construir”. Você sabe que o Ceará, o Piauí e a Bahia são estados governados hoje por ex-secretários de governo. Elmano de Freitas (CE), Rafael Fonteles (PI) e Jerônimo Rodrigues (BA) são governadores hoje e compunham as equipes de seus Estados na gestão passada. Sabe o que une Cadu e esses três governadores? A defesa do legado do governo Lula e aqui do governo Fátima.

“Nas nossas pesquisas internas, em nenhuma delas Cadu aparece com menos de 14 pontos na estimulada”

E o qual legado do governo petista no RN que o Cadu e o PT vão defender?

A saúde sempre foi uma área difícil, mas pode comparar com as gestões da professora Wilma, de Rosalba e Robinson: ninguém fez mais pelas estruturas de saúde do que a professora Fátima. Ninguém. Na segurança, cito o concurso e a promoção dos policiais, a redução dos índices de crimes violentos, a reestruturação do Corpo de Bombeiros, os equipamentos, fizemos muito mais do que os outros fizeram. Na educação, que é uma área extremamente complicada, teremos um índice do Ideb diferente esse ano porque a mudança na educação é de médio e longo prazo. O governo da professora Fátima foi quem mais fez também em termos de melhoria de escolas, implantou o novo modelo dos IERNs, em relação às escolas de tempo integral fizemos 10 vezes mais do que governos anteriores. Também não temos medo do debate na área hídrica. Com todo respeito ao ex-governador Garibaldi (Alves), que foi o que mais fez nessa área, a gestão dele não faz inveja à nossa graças a Barragem de Oiticica, ao braço em Pau dos Ferros na transposição do Rio São Francisco, a Adutora no Seridó e outra adutora que vamos licitar agora, na região do Agreste. Em qualquer área faremos um debate sobre o nosso legado.

Fátima assumiu o governo em 2019 falando em estado quebrado. O que mudou nesse sentido? 

Se você imaginar que pegamos quatro folhas do funcionalismo em atraso e que Rosalba foi obrigada a usar o fundo previdenciário para honrar as últimas duas folhas da gestão dela e Robinson também raspou o fundo para pagar duas folhas, o Estado vinha no embalo de 8 folhas atrasadas. Se fizer essa comparação, e pegarmos os 6 anos e meio da gestão da professora Fátima, equilibramos essas folhas e voltamos a depositar recursos no fundo previdenciário. Então voltamos a ter uma boa imagem estrutural em relação ao comprometimento da despesa de pessoa, que ainda não é a ideal pois continua acima dos limites prudencial e legal. Mas já melhorou bastante. E apenas isso resolve? Não. Agora veja: Fátima aprovou a lei de servidores públicos para evitar que a despesa de pessoal continue crescendo em detrimento da receita. E com uma novidade: sempre no mês de abril haverá um reajuste para o funcionalismo com base no índice da inflação desde que caso o comprometimento da folha de pessoal não ultrapasse 80% da receita corrente líquida. Os governos que vão vir depois do nosso é que vão sentir. Alguns estados quiseram copiar nosso projeto. Cadu já vinha fazendo a defesa de projeto há mais tempo.

Quais as características você enxerga no Cadu como o nome ideal para administrar o Rio Grande do Norte?

Cadu é uma figura centrada e que tem muita responsabilidade institucional, além de sensibilidade social. Acompanhamos de perto esse crescimento dele. Ele é um gestor mais duro, mas que não perde a visão social. Um exemplo: toda vez que a gente debate algum assunto ou projeto, a preocupação é: “como vamos ter recurso garantido para programa social A, B, C ou D?”. Quando fomos realinhar o Proedi, a primeira questão levantada por ele era a garantia de empregos para a população. O Estado pode fazer, mas e o emprego? E essa visão é muito importante.

“Se você imaginar que pegamos quatro folhas do funcionalismo em atraso e que Rosalba foi obrigada a usar o fundo previdenciário para honrar as últimas duas folhas da gestão dela e Robinson também raspou o fundo para pagar duas folhas, o Estado vinha no embalo de 8 folhas atrasadas”.

O PT já anunciou que a eleição da governadora Fátima para o Senado é uma prioridade nacional do Partido. E para a Câmara Federal, a meta é ampliar o número de cadeiras no Rio Grande do Norte, que hoje conta com dois deputados federais?

Estamos trabalhando e também na expectativa da nova redistribuição do número de vagas, a partir das diretrizes do IBGE. O Supremo Tribunal Federal já disse que se não houver uma nova distribuição até 1° de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral fará. Se isso ocorrer, pelos dados de população, o Rio Grande do Norte ganhará mais um deputado federal e três estaduais. Mas ainda é incerto porque grandes estados perderiam vagas. O Rio de Janeiro, por exemplo, perde cinco federais e o Paraná ficaria com menos quatro vagas. A Paraíba, estado do presidente da Câmara, Hugo Motta, perderia dois deputados. Os deputados aprovaram um projeto que amplia as vagas, mas o presidente Lula vetou. Há expectativa também para saber se a Câmara banca ou não a derrubada do veto.

O PT não elegeu um terceiro deputado em 2022 por muito pouco…

Eu costumo dizer que a Federação elegeu três: Natália, Mineiro e Samanda, na segunda sobra. O problema é que Samanda precisava alcançar 20% do coeficiente, o que não conseguiu, por isso o PL acabou elegendo mais um. Para eleger três federais, acredito que a federação precise de 500 mil votos. O problema é que para atingir esse número, com 9 candidatos (número de vagas em disputa + 1) precisa ter muita musculatura eleitoral (candidatos bons de voto). Natália vem muito bem posicionada, aparecendo em 1° em todas as pesquisas, e pode ser a candidata que vai nos ajudar a puxar essa fila para buscar essa terceira vaga.

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26 Aug 12:02

Petrobras anuncia novo poço exploratório em águas profundas no Rio Grande do Norte

by Bruno Barreto

A governadora Fátima Bezerra se reuniu nesta sexta-feira, 22 de agosto, com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e os diretores Sylvia dos Anjos (Exploração e Produção), Angélica Laureano (Transição Energética e Sustentabilidade) e Francisco Vervloet (Relações Institucionais).

Durante o encontro, Magda Chambriard anunciou que a Petrobras irá perfurar um terceiro poço exploratório em águas profundas na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. O poço, denominado Mãe Ouro, está localizado a cerca de 52 km da costa e a mais de 2 mil metros de profundidade.

Segundo a companhia, os levantamentos sísmicos já realizados apontam forte potencial de descoberta de petróleo, o que poderá viabilizar a produção por meio da formação de um cluster offshore. A previsão é que a sonda chegue ao local em janeiro, após a anuência do Ibama para sua transferência.

Na mesma região já foram perfurados os poços Pitu Oeste e Anhangá, localizados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, que estão em fase de análise de viabilidade técnico-comercial.  Ambos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

“Estamos muito felizes com essa notícia de novos investimentos da Petrobras na Bacia Potiguar. A perfuração desse terceiro poço sinaliza o compromisso da companhia em desenvolver a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, trazendo grande potencial de desenvolvimento econômico para o Rio Grande do Norte, com geração de emprego e renda para o nosso povo”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

De acordo com o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, as chances de novas descobertas no poço Mãe Ouro são altamente promissoras, abrindo caminho para a consolidação de um cluster de produção de petróleo e gás offshore no estado.

A governadora Fátima Bezerra esteve acompanhada pelo procurador-adjunto da PGE, Dr. José Duarte Santana, pelo secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, pela presidente da Potigás, Marina Melo, e pelo diretor técnico do Idema, Thales Dantas.

Durante a reunião, também ficou definida a visita da presidente Magda Chambriard ao Rio Grande do Norte no mês de outubro, quando serão discutidos novos investimentos e parcerias. A governadora também  se reuniu com o gerente de Comunicação e Patrocínio da Petrobras, Luiz Fernando, para tratar de parcerias nas áreas social e cultural.

26 Aug 12:00

Saiba os bastidores da trama que pretendia derrubar prefeita e resultou em demissão de dois secretários

by Bruno Barreto

A prefeita de Parnamirim Nilda Cruz (SD) estava prestes a sofrer uma punhalada pelas costas por parte da vice-prefeita Kátia Pires (UB).

A trama estava sendo traçada com régua e compasso para derrubar a professora que derrotou o bolsonarismo na cidade mais bolsonarista do Rio Grande do Norte.

O plano era aproveita uma viagem que Nilda faria a China. Kátia Pires tinha como meta aproveitar esse momento para fazer denúncias anônimas ao Ministério Público que seriam vazadas pela imprensa, gerando uma desestabilização do governo municipal.

Em seguida seria apresentado um pedido de impeachment de Nilda. O afastamento da prefeita levaria Kátia ao poder, fazendo o União Brasil fechar a trinca comandando as três maiores cidades do Rio Grande do Norte.

A informação que Blog do Barreto apurou é que três empresários iriam bancar o processo com a ajuda de um escritório de advocacia de renome nacional.

Mas como a estratégia fracassou?

Kátia teria procurado de forma individual pelo menos cinco vereadores que acharam por bem informar a prefeita que incentivou eles a darem corda para ver aonde iriam com a trama.

Foram apresentados prints em que a vice-prefeita tramava o processo.

Após reunir todas as informações e ter certeza de que estava tomando uma punhalada pelas costas, Nilda decidiu demitir o marido e a filha de Kátia.

Fábio Falcão era secretário municipal de Limpeza Urbana e Carol Pires secretária municipal de serviços urbanos. Esta última volta ao cargo de vereadora e deve se tornar opositora da prefeita.

19 Aug 11:01

De caras

by Unknown


Salvo no caso de Merz (a BlackRock ensinou-o a fazer "cara de poker"), o olhar dos líderes europeus à volta de Zelensky refletiu o desespero coletivo depois do encontro com Trump. Todos desprezam Trump, todos o temem, todos acabarão por fazer o que ele quiser. E ele sabe isso.

12 Aug 18:41

Tributação dos super-ricos e fortalecimento da Receita Federal

by Fabrício Vasconcelos

A chave para a justiça tributária e redução das desigualdades sociais

por Paulo Gil Hölck Introíni, Wilson Luiz Müller

Superintendência da Receita Federal, em Brasília. Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O artigo “Desafio fiscal e urgente valorização da Receita Federal”, de autoria de um colega auditor-fiscal, publicado neste JOTA em 18 de julho último, a nosso ver traz uma visão distorcida do movimento reivindicatório da categoria, como da própria imagem dos auditores-fiscais, motivo pelo qual oferecemos este outro ponto de vista.

Após uma longa mobilização, a categoria aceitou a proposta do governo, por ampla maioria, numa assembleia com participação recorde de 8.500 filiados. A mobilização foi conduzida pelo Sindifisco Nacional, entidade representativa dos auditores-fiscais com legitimidade e competência para tratar de assuntos de natureza salarial, conforme critério definido na Constituição, que assinou, após a decisão favorável na assembleia, o acordo com governo federal.

O Sindifisco Nacional é um espaço onde se pratica a democracia. Todas as propostas são amplamente discutidas e todos têm direito a defender suas posições. Ao final do processo de deliberação, prevalece a decisão da maioria dos filiados, expressa por meio de votação individual, não tendo mais qualquer relevância, depois disso, fazer especulações sobre como e por que a categoria assim decidiu.

O autor do texto foi, no mínimo, infeliz ao reclamar para o público externo à categoria que “no dia 11 de julho, após a maior greve da história recente, uma proposta insuficiente foi aceita – majoritariamente por auditores-fiscais aposentados – e ofereceu-se 9,22%”, uma vez que, doravante, ninguém pode intervir para mudar o resultado da assembleia.

A reclamação pública sobre o decidido em assembleia democrática do Sindifisco mostra pouco apreço pelos conceitos básicos que caracterizam a vida sindical, além de desrespeito com a totalidade dos filiados que participaram do processo.

De modo que é lícito questionar se o autor, ao fazer seu protesto fora das instâncias sindicais apropriadas, teve objetivos outros para além de uma simples manifestação de inconformidade com o processo democrático onde sua posição foi perdedora.

Estaria ele querendo dizer que os auditores-fiscais aposentados – com décadas de relevantes serviços prestados à Receita Federal – não deveriam participar dos processos decisórios, mesmo custeando o fundo de corte de ponto que permitiu a longa mobilização da categoria? Que os filiados aposentados não deveriam ter direito à reposição de, ao menos, uma parte das grandes perdas salariais que lhes foram impostas desde 2016, mesmo pagando 15% de contribuição previdenciária até o dia de sua morte?

Preferimos crer que seja apenas desconhecimento do colega a respeito do protagonismo que tiveram os hoje aposentados na história do fisco brasileiro, em benefício da sociedade. Seria lamentável que o autor, gerando polêmicas descabidas, pretendesse tumultuar o pleno cumprimento do acordo firmado com a categoria, uma vez que isso depende de um projeto de lei a ser enviado pelo governo ao Congresso Nacional.

O autor também foi infeliz ao contrapor a valorização dos auditores-fiscais à elevação de tributos que incidem sobre os extratos sociais mais ricos. Por esse equivocado caminho, fez a defesa da suspensão, pelo Legislativo, dos efeitos do Decreto 12.499/2025, que alterava alíquotas do IOF.

Além disso, arremeteu contra as medidas de tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais, previstas na MP 1303/2025. Nenhum auditor deveria ter dúvidas sobre atingirem contribuintes que efetivamente dispõem de grande capacidade contributiva.

Segundo ele, o Congresso estaria “exausto de aumentos emergenciais” para solucionar o “crescente rombo fiscal” e, o governo, em vez de atacar as “verdadeiras causas estruturais”, sob o pretexto de arrecadar dos rentistas, estaria impondo um “custo social altíssimo”. O IOF seria um imposto tóxico ao crescimento. Com essa afirmativa, reproduz o pensamento de economistas neoliberais, conhecidos por defender que o “Estado brasileiro não cabe no orçamento”, formulação que opera no sentido inverso aos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, conforme pactuado pela sociedade brasileira em 1988.

Dois dias antes da publicação do artigo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia validado as majorações de alíquotas do IOF, com base no disposto no § 1º, do artigo 153 da CF, que todo auditor deve conhecer, fazendo constar que “o decreto impugnado não destoou de anteriores edições de decretos presidenciais, cuja validade foi referendada diversas vezes por essa Suprema Corte”.

Em sentido contrário à posição do autor do artigo, o ministro afirmou ser o IOF um “importantíssimo instrumento de regulação do mercado financeiro e da política monetária”. No artigo criticado, o auditor mais parecia um entusiasmado opositor governista, querendo fazer crer que o objetivo da derrubada do decreto presidencial pelo Congresso teve mais a ver com a proteção da economia popular e menos com o interesse da banca financeira.

Tratando-se de matéria tributária, poucos têm dúvidas de que as mudanças propostas pelo atual governo têm natureza progressiva e miram o andar de cima da sociedade. Por isso, gozam de legitimidade social, exceto na visão política conservadora no parlamento que patrocina o festival de benefícios fiscais aos setores mais privilegiados do ponto de vista econômico.

No debate fiscal, o autor do texto preferiu pegar o atalho fácil de repetir o mantra preferido da oposição neoliberal de que o governo é gastador e só pensa em aumentar impostos, ignorando por completo a injusta distribuição da carga tributária.

Nada pior para uma boa causa do que um mau argumento. Levantar a bandeira da redução dos gastos sociais (implicando num Estado mínimo) não é caminho para resolver o problema central do sistema tributário do país, e muito menos tem qualquer relação com a necessidade da valorização da fiscalização e dos auditores-fiscais.

As experiências históricas bem-sucedidas de construção dos Estados de bem-estar social em países desenvolvidos apontam no sentido oposto, pois basearam-se em tributação fortemente progressiva combinada com gastos sociais bem orientados. Esse arranjo fortalece o fisco e os auditores.

O acordo fechado com o governo não atendeu totalmente as justas reivindicações da categoria, não obstante tenha resultado em avanços significativos considerado o contexto conjuntural.

Porém, o autor passa a ideia de que, resolvido isso, nada mais haveria a fazer no sentido de se objetivar um sistema tributário mais justo. Pois, em tudo permanecendo igual (apenas com melhora na fiscalização), o resultado significaria perpetuar – quiçá agravar – o atual sistema tributário que penaliza o andar de baixo, pela excessiva tributação do consumo e salários, ao mesmo tempo em que isenta do imposto de renda os lucros e dividendos recebidos pelos segmentos mais abastados.

O autor do artigo não compreendeu a potencial importância social das funções dos auditores-fiscais. Somente isso explica sua adesão ao que há de mais atrasado na teoria econômica: o enfoque neoclássico, na sua versão neoliberal.

A valorização do cargo de auditor-fiscal e da Receita Federal são plenamente compatíveis com a justiça tributária. Mais do que isto, a tributação progressiva requer verdadeiramente uma Receita Federal forte e transparente e auditores-fiscais muito bem-preparados e valorizados. Essa será a condição de eficácia de um sistema tributário mais justo, um instrumento fundamental de redistribuição de renda e riqueza num país que precisa resgatar sua enorme dívida social.

Paulo Gil Hölck Introíni

Auditor-fiscal da Receita Federal aposentado. Vice-Presidente do IJF. Presidente do Unafisco Sindical (1999-2001 e 2001-2003)

Wilson Luiz Müller

Auditor-fiscal da Receita Federal aposentado. Diretor-adjunto de Assuntos de Aposentadoria e Pensões do Sindifisco Nacional (2022-2024)


Artigo publicado em: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/tributacao-dos-super-ricos-e-fortalecimento-da-receita-federal

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12 Aug 13:24

Lei que reconhece as Bandeirinhas de Touros como Patrimônio Cultural do RN é sancionada

by Comunicação Diva

As Bandeirinhas de Touros agora são Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte. A conquista foi garantida por meio da Lei nº 12.216, de autoria da deputada estadual Divaneide Basílio (PT), sancionada pela governadora Fátima Bezerra. O reconhecimento oficial marca um avanço na valorização das tradições populares do estado e destaca o protagonismo das mulheres na preservação de manifestações culturais centenárias.

Com mais de 114 anos de história, as Bandeirinhas de Touros são um folguedo tradicional protagonizado por mulheres do município, que celebram os santos juninos — São João, São Pedro e Sant’Ana — com rituais religiosos, cantos, danças e cortejos pelas ruas da cidade. A tradição surgiu por volta de 1910 com Joana Pacheco, e vem sendo mantida ao longo das décadas por uma linhagem de timoneiras que asseguram sua continuidade.

Para a autora da lei, deputada Divaneide Basílio, o reconhecimento é uma forma de reparação histórica e valorização da cultura popular. “As bandeirinhas de Touros representam a força, a fé e a resistência das mulheres potiguares. São guardiãs de uma tradição centenária que precisa ser protegida e valorizada como patrimônio vivo do nosso povo. Essa lei é uma forma de garantir que essa história siga pulsando por muitas gerações”, afirmou a parlamentar.

A iniciativa reforça o compromisso do mandato da deputada Divaneide com a cultura popular e com as mulheres que são protagonistas nas manifestações culturais do Rio Grande do Norte. Com a sanção da governadora Fátima Bezerra, o Estado reconhece a importância histórica, simbólica e social das Bandeirinhas, garantindo sua preservação como bem imaterial do povo potiguar.

Confira a lei

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06 Aug 11:36

O serviço na restauração turística

by Unknown


Estou de férias numa zona de praia. Um pouco por todo o lado, mais do que em anos anteriores, quando falo com responsáveis pelos restaurantes, ouço sempre queixas de falta de pessoal para o serviço de restauração. Já nem é pessoal qualificado, parece ser pessoal "tout court". Será que isso se deve, como é voz corrente, às baixas remunerações que são oferecidas? Não sei, mas admito que possa ser isso. Sinto que a qualidade média do serviço que é prestado nos restaurantes mais caros baixou de forma sensível, tendo como termo de comparação anos anteriores. Nos restaurantes de qualidade inferior a diferença não é tão sensível, talvez porque as expetativas não são já muito elevadas. Pode ser uma perceção caricatural da minha parte, mas fico também com a ideia de que, na maioria das unidades de restauração, neste mercado que dura apenas alguns meses, está criada uma espécie de hierarquia funcional: os portugueses chefiam, por regra, os brasileiros, com os empregados de outras nacionalidades a cumprirem, quase sempre, funções abaixo ou sob o controlo destes. Aliás, os brasileiros são, a uma grande distância, na perspetiva do regular cliente de restaurantes que sou, o que vai salvando, pela sua simpatia, a qualidade do serviço que nos é prestado - mesmo se comparados com os empregados portugueses. E alguns patrões já perceberam isso, atribuindo-lhes crescentes responsabilidades. Os empregados de outras nacionalidades têm maior dificuldade em ultrapassar o desconhecimento das subtilezas da língua portuguesa e isso condiciona-os bastante, não obstante o visível esforço que a maioria faz para estar à altura das tarefas. Em geral, é patente uma grande debilidade na formação profissional para as funções executadas, uma falta de maturidade no "métier", área em que também não se salvam muitos empregados portugueses. Como consumidor, mesmo pagando caro, sinto que há um visível declínio no serviço prestado pelo pessoal na restauração, em zonas de alta intensidade e de exigência turística. Dito isto, fica uma boa notícia: salva-se a comida, cuja qualidade, nos locais mais caros, não me parece ter baixado de qualidade.

05 Aug 13:52

Prefeito do PT tem quase 90% de aprovação

by Bruno Barreto

Quase 90% de aprovação. O número expressivo revela o crescimento de uma liderança política em ascensão em uma das cidades mais importantes do Seridó do Rio Grande do Norte – o prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão (PT).

Em pesquisa realizada pelo Instituto Sensatus – Pesquisa e Consultoria, entre os dias 31 de Julho e 1 e 2 de Agosto no munícipio de Currais Novos, os primeiros sete meses de mandato de Lucas Galvão conta com 89% de aprovação popular, demonstrando força e capacidade de liderança do jovem prefeito.

Para Lucas, contar com o apoio da população currais-novense nesse início de gestão é de suma importância e dá um gás a mais na realização diária do trabalho à frente da Prefeitura de Currais Novos.

“Por aqui o trabalho não para e a população vivencia nossos esforços para realizá-lo diariamente. O povo é testemunha ocular do que fazemos todos os dias pela população de Currais Novos, especialmente por aqueles e aquelas que mais necessitam do poder público e de suas políticas”, declara.

Na mesma pesquisa também foram avaliados o trabalho do Governo Federal do Presidente Lula e do Governo Estadual, da professora Fátima Bezerra.

01 Aug 12:53

Família de Igor Cabral se manifesta

by Bruno Barreto

A família do quase feminicida Igor Cabral, que desferiu 61 socos na ex-namorada Juliana Soares em um condomínio no Bairro de Ponta Negra, em Natal, se manifestou a respeito do ocorrido.

Confira a nota:

NOTA À IMPRENSA E À SOCIEDADE

Em face dos recentes eventos amplamente divulgados pela mídia, os familiares e a defesa de IGOR CABRAL vêm a público manifestar-se.

Lamentamos profundamente o ocorrido e reiteramos que a Justiça já está atuando. O acusado encontra-se à disposição das autoridades competentes e será julgado conforme o nosso Ordenamento Jurídico, com todas as garantias asseguradas a qualquer acusado, conforme o princípio do devido processo legal.

É necessário esclarecer que o endereço divulgado em algumas matérias e redes sociais não pertence ao jovem envolvido no caso. Trata-se de um ambiente estritamente comercial, local de trabalho de familiares, que não tem qualquer relação com o ocorrido. A exposição indevida deste local tem causado transtornos, ameaças e constrangimentos a pessoas que não têm qualquer envolvimento com a situação, violando o direito à privacidade e à imagem, conforme assegurado pela Constituição Federal.

Reforçamos que os familiares não têm responsabilidade sobre os atos cometidos. São cidadãos comuns, trabalhadores, que foram igualmente surpreendidos com os fatos e estão profundamente consternados. É imperativo que possam continuar exercendo seus direitos ao trabalho e à dignidade, sem serem punidos por algo que não fizeram.

Diante disso, solicitamos respeitosamente à imprensa, aos cidadãos e à sociedade em geral que permitam a eles viver em paz, sem perseguições, julgamentos ou exposição indevida, pois não cometeram nenhum crime. O foco do caso está sob apuração pelas autoridades competentes. O investigado se colocou à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários. A Defesa acompanha o caso com responsabilidade e confia no devido processo legal para o esclarecimento dos fatos.

Em respeito às partes envolvidas, não serão concedidos outros pronunciamentos no momento, restringindo-se as manifestações aos autos do Inquérito Policial e ulterior Processo Penal.

Agradecemos a

 compreensão e o respeito neste momento tão delicado para todos os envolvidos.

Natal/RN, 30 de julho de 2025

Atenciosamente,

Defesa técnica   e familiares.

31 Jul 17:58

"Le Tour"

by Unknown


Cá por casa, nos fins de julho de cada ano, é certo e sabido: para-se para ver o "Tour de France". De duas maneiras diferentes: eu só tenho paciência para os "destaques", para os final das etapas e para olhar as paisagens, mas há no casal quem se obstine em ver quase tudo, quem saiba o nome dos ciclistas e coisas assim. Feitios.

A Volta à França de 2025 acaba hoje, com a clássica chegada aos Campos Elísios, em Paris. Há pouco, por curiosidade, olhei o desenho das etapas e, porque andava distraído, reparei, pela primeira vez, que o "Tour" anda aos saltinhos, havendo uma regular descontinuidade entre os vários percursos diários. Deixo dois mapas comparativos da prova de hoje com a de, por exemplo,1939.


25 Jul 14:05

Cinco coisas que você só pode fazer na Cidade Alta

by Mirella Lopes

Das primeiras casas de taipa aos casarios nos mais diversos estilos, Natal nasceu na Cidade Alta, no ano de 1599, ponto mais alto do território recém conquistado pelos portugueses. Foi lá onde eles fincaram morada, onde construíram a capela, a casa de Câmara e Cadeia e instalaram o pelourinho. Durante anos os moradores da região foram chamados de Xarias, comedores de xaréus, tidos como rivais dos Canguleiros, da Ribeira.

Também é no centro onde fica a Igreja do Galo, o antigo Cine Nordeste, o edifício Ducal, a casa do ex-presidente Café Filho, da viúva Machado, a Pinacoteca do Estado, as sedes da Prefeitura do Natal e da Assembleia Legislativa, além de algumas centenas de estabelecimentos comerciais.

A Cidade Alta é cheia de pontos históricos e afetivos e por mais que os shoppings tenham levado parte do público que circulava pelo centro histórico de Natal, há algumas coisas que você só pode fazer passando por lá. Olha só!

Vista da torre da antiga Catedral Metropolitana

Se você se programar com antecedência, pode pedir autorização para subir na torre da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, a antiga Catedral Metropolitana, de onde é possível ter uma vista panorâmica do centro da cidade e do Rio Potengi. O local é cheio de história, é lá onde estão os restos mortais de André de Albuquerque Maranhão. Também dá para ver a pedra fundamental de fundação da igreja, que data de 1599, tendo sido a primeira igreja construída no Estado do Rio Grande do Norte.

Horários das missas: terça a sábado – 16h30/ Domingo – 7h e 16h30

Missa em latim

Sim, na Igreja do Rosário dos Pretos ainda é possível ouvir a missa em latim, que segue o rito romano tradicional. A Igreja está na lista de monumentos e espaços públicos tombados pelo IPHAN e pela Fundação José Augusto desde 1987, pela importância cultural para o Rio Grande do Norte. O lugar é a segunda igreja mais antiga da capital, tendo sido construída por pessoas escravizadas no início do século XVIII. 

Segundo o relato histórico, a igreja atendia aos menos favorecidos, como pessoas escravizadas, negros que conseguiam liberdade e a população mais pobre. O templo ainda está numa localização privilegiada da cidade, com vista para o Rio Potengi.

Confira os horários das missas:

Sábado – 17h

Domingo – 8h e 9h30

Primeira sexta-feira – 17h

Trovo feito na hora

Só quem passa pelo centro da cidade, mais especificamente pela Rua João Pessoa, pode comer um biscoito Trovo feito na hora. O aroma de caramelo conduz os passos de qualquer um que passe pela região. O biscoito é até vendido em outros bairros, mas só no centro dá pra comer ele ainda quentinho, feito na hora.

A lojinha fica numa portinha estreita na parte do Calçadão entre a Avenida Rio Branco e a Rua Princesa Isabel.

Chá com miçangas na Coronel Cascudo

A Rua Coronel Cascudo já foi a rua dos armarinhos, por onde quem procurava por miçangas e peças de costura não deixava de passar. Hoje, muitas lojas se transformaram em outros pontos comerciais, mas ainda há resquícios de muitos armarinhos na região, que continua uma charmosa rua com trânsito de veículos proibido. O espaço é todo dedicado aos pedestres, que podem aproveitar para tomar aquele chá-mate enquanto descansam à sombra de um dos gazebos colocados no local.

Bar de Nazaré

O reduto da boemia e uma das mais famosas rodas de samba de Natal continua tocando suas harmonias em frente ao Bar de Nazaré. A “Quinta que te quero samba” é tão tradicional que se tornou patrimônio imaterial do Rio Grande do Norte. Quem quiser conferir, a roda de samba é formada toda quinta em frente ao Bar de Nazaré, que fica na Rua Coronel Cascudo, no cruzamento com o Beco da Lama.

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25 Jul 11:50

Governo do RN anuncia Hospital Universitário em Caicó

by Bruno Barreto

A região do Seridó está prestes a vivenciar um marco histórico na área da saúde com a instalação de um hospital universitário federal em Caicó, passo importante na interiorização da formação médica e fortalecimento o Sistema Único de Saúde. A notícia foi confirmada nesta quarta-feira (23) pela governadora Fátima Bezerra, em Caicó, ao cumprir agenda em ação conjunta com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Em ato simbólico, com a presença de autoridades estaduais, federais e municipais, a governadora assinou o documento que autoriza a adoção de providências administrativas e jurídicas para a doação de uma área pertencente ao Estado à UFRN com o objetivo de viabilizar a construção da nova unidade hospitalar. O indicativo é que o hospital seja construído na área onde hoje funciona o Parque de Exposições.

“Com o Hospital Universitário do Seridó, seremos o quarto hospital universitário federal do RN e o primeiro instalado no Seridó. Isso representa mais acesso à saúde especializada, mais vagas para formação de médicos e profissionais da saúde, mais pesquisa, mais dignidade para o nosso povo. Já temos garantido o apoio do Governo Federal para a elaboração do projeto executivo”, comemorou a governadora.

Ela disse que formalizou pedido ao presidente Lula da Silva para que o hospital seja incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Com investimentos em torno de R$ 150 milhões, a nova unidade será referência em serviços de média e alta complexidade, ampliará o acesso à assistência especializada, qualificará a formação de profissionais da saúde e reduzirá a necessidade de deslocamentos da população para outras regiões do estado.

Fruto de uma articulação ampla, que une o poder público estadual, a universidade e o Governo Federal, o Hospital Universitário do Seridó será vinculado à Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM), da UFRN, e tem como base um projeto que vem sendo discutido desde 2023, com apoio do Governo do Estado. Será o quarto HU do Rio Grande do Norte, somando-se ao Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e Maternidade Januário Cicco, em Natal,  e Hospital Ana Bezerra, em Santa Cruz.

“Sabemos que a implantação de um hospital universitário exige não apenas ousadia, mas compromisso, consistência técnica e visão estratégica. A decisão da UFRN de apoiar esta proposta resulta de um processo criterioso, sustentado em dados, projeções e diálogo. Este projeto nasce legitimado por uma rigorosa análise técnica conduzida pela empresa brasileira de serviços hospitalares. O Seridó merece e terá seu hospital universitário”, previu o diretor de Ciências Médicas da UFRN, George Dantas.

 

Fortalecimento do SUS no interior

A implantação do Hospital Universitário do Seridó em Caicó representa um avanço estratégico na regionalização da saúde pública no Rio Grande do Norte. Atualmente, o Seridó conta com o Hospital Regional Telecila Freitas Fontes como principal referência em atendimentos de urgência e emergência, com 67 leitos ativos e capacidade para até 89. Com o novo hospital, o Telecila manterá sua vocação para os serviços emergenciais, enquanto a futura unidade universitária atenderá à população com especialidades de média e alta complexidade, ampliando significativamente a cobertura assistencial.

Além de oferecer atendimento de qualidade à população estimada em cerca de 300 mil habitantes da região, o hospital universitário vai fortalecer a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) e criar um ambiente integrado para o ensino, a pesquisa e a extensão em saúde. Serão formados, no próprio território, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais essenciais à estruturação dos serviços.

A nova unidade também atende a uma antiga luta da governadora Fátima Bezerra pela interiorização do ensino superior. Em 2015, ainda como senadora, ela já havia sido acionada pela UFRN para buscar apoio junto ao Ministério da Educação (MEC) para fortalecer a rede pública de saúde no interior do estado. A Escola Multicampi de Ciências Médicas de Caicó, desde então, tornou-se um polo de excelência na formação em saúde, agora fortalecido com a perspectiva da construção do hospital universitário.

Participaram da solenidade a deputada federal, Natália Bonavides; o deputado estadual Francisco Medeiros; o secretário de Saúde, Alexandre Mota; os prefeitos Dr. Tadeu (Caicó), Genilson Maia (São Fernando), Iogo Queiroz (Jucurutu), Rogério Soaras (Jardim de Piranhas), Silvana Azevedo (Jardim do Seridó), Acácio Brito (Serra Negra do Norte), Maciel dos Santos Freire (Cerro Corá), Ivanildo Araújo (Timbaúba dos Batistas) e o superintendente do Ministério da Saúde no RN, Jalmir Simões.

10 Jul 11:24

A Guerra no Sahara Ocidental de 01 a 30 de junho

by noreply@blogger.com (AAPSO)
 Foto cortesia Stefano Montesi

O Exército de Libertação do Povo Saharaui (ELPS) prosseguiu a guerra de desgaste e usura (humano e material) contra o dispositivo militar marroquino de ocupação no Sahara Ocidental.

Desde a ruptura do cessar-fogo e o reinício da guerra em 13 de novembro de 2020, as unidades do SPLA têm assediado as forças de ocupação ao longo do muro militar marroquino.

O muro militar marroquino, conhecido como o "muro de areia" ou "berma", para os saharauis «da vergonha», tem aproximadamente 2.720 km de extensão. Foi construído entre os anos 1980 e 1987 pelas Forças Armadas Reais (FAR) de Marrocos e divide o território do Sahara Ocidental entre a zona controlada por Marrocos (a oeste do muro), onde se encontram as principais cidades como El Aaiún e Dakhla; e a zona controlada pela Frente Polisario, conhecida como "zona libertada" ou "territórios libertados", a leste do muro.

O muro é  composto por:

  • Valas, campos de minas antipessoais e antitanque
  • Postos de vigilância fortificados
  • Radar e sensores eletrónicos
  • Bases militares a intervalos regulares (cerca de 200 ao longo do muro)

Este muro é considerado uma das estruturas militares mais longas do mundo, e um dos exemplos mais extensos de conflito congelado, com patrulhamento constante de ambos os lados, especialmente após o colapso do cessar-fogo em 2020.


Operações militares em junho

08 de junho  -  Unidades do Exército Popular de Libertação Saharaui (ELPS) efetuam um ataque de artilharia a enclaves e bases inimigas na zona de Tathurdurat, no setor de Auserd, na região sul de Rio de Ouro, causando  baixas nas fieirlas do exército invasor marroquino.

14 de junho - Forças saharauis atacam tropas marroquinas acantonadas na zona de Udeyàtchdeida, no sector de Farsia, na região de Oued Draa, no norte do Sahara Ocidental causando vítimas entre os efetivos do exército invasor. 

15 de junho - Unidades do ELPS bombardeiam pelo segundo dia consecutivo uma base militar marroquina na zona de Alfeyin, no sector de Farsia, no nordeste do Sahara Ocidental, causando baixas significativas e uma situação de confusção, medo e desnorte entreas fileiras do inimigo.

17 de junho - Unidades dsaharauis efectuam de novo um bombardeamento concentrado contra bases de ocupação marroquinas localizadas em Alfeiyin, no sector de Farsia, causando baixas humanas e materiais.

22 de junho - Unidades do Exército Popular de Liberatação Saharaui (ELPS) atacam uma concentração de tropas marroquinas de ocupação na zona de Udei Afneidu, no sector de Mhabes, resião de Oued Draa, no extremo nordeste do Sahara Ocidental.

27 de junho - Tropas marroquinas acantonadas no sector de Smara, a terceira maior cidade do Sahara Ocidental, localizada no norte do território, são atacadas por unidades do ELPS, que lhes infligem baixas entre os efectivos invasores.

04 Jul 11:35

A palavra “superfaturamento” está ausente da decisão do TCU porque aluguel de computadores foi abaixo do valor de mercado

by Bruno Barreto

O senador Styvenson Valentim (PSDB) levantou a falsa polêmica de que o Tribunal de Contas da União (TCU) teria suspendido a licitação do aluguel de notebooks por suspeita de superfaturamento.

Mas a verdade é que o acórdão do TCU (leia AQUI) não aborda esse assunto. A motivação da suspensão do processo licitação é inabilitação indevida de uma das empresas, o que o Governo do Estado nega em sua defesa.

A verdade é que a Repreming, empresa vencedora ofereceu um contrato de R$ 2.399,00 por computador em três anos de contrato de aluguel. Anualmente fica R$ 799,66.

Mensalmente é R$ 66,63.

O contrato de R$ 50.379.000,00 para 21 mil computadores em período de três anos com a previsão de trocas e manutenções, que obrigariam outras licitações e tornaria tudo mais caro para a gestão.

O Blog do Barreto acessou contratos em outros lugares do país. A Prefeitura de Marília, interior de São Paulo, comprou o mesmo Chromebook no valor unitário de R$ 128,34 por mês. A Prefeitura de Saquarema, litoral do Rio de Janeiro, fez contrato semelhante por R$130,01/mês.

O Governo do RN fez um contrato pela metade do preço dessas duas Prefeituras governadas por partidos de direita na época da assinatura do contrato.

No caso Saquarema estava sob a administração de Manoela Peres (União) e de Marília Daniel Alonso (que trocou o PSDB pelo PL).

Confira os contratos nos links abaixo:

Contrato Pref. Marília

Contrato Pref. Saquarema 

30 Jun 17:44

Mossoró tem os cinco primeiros meses menos violentos dos últimos 14 anos

by William Robson Cordeiro

A Segurança Pública no Rio Grande do Norte tem alcançado resultados importantes também em Mossoró, principal município do Oeste potiguar. O ano de 2025, com 32 assassinatos até o momento, tem sido o que registrou menos mortes em toda a série histórica, ou seja, são os cinco primeiros meses menos violento dos últimos 14 anos.

Em 2011, Mossoró contabilizou 96 mortes violentas. Em 2016, o ano mais violento da série, somou 110 assassinatos. E em 2023, que até então tinha sido o melhor ano para a segurança pública em Mossoró, 36 pessoas foram mortas. Ano passado, no mesmo período, foram 45 mortes. Comparando o pior momento com os cinco primeiros meses deste ano, a redução da violência foi de 70,9%. Do ano passado para este ano, queda de 28,9%.

“O que estamos vivenciando neste momento na segurança pública é uma clara redução de incidentes. Esses dados são extremamente confiáveis, porque partem de instituições de muita seriedade, de muita credibilidade, como o IPEA, o Atlas, o Fórum Nacional de Segurança Pública, então não são dados fictícios, são dados reais. Por exemplo, de 2022 para 2023, uma redução em nível geral de mais de 18% e de quase 25% na população jovem. A gente sabe que infelizmente a população mais afetada de forma cruel é o jovem da periferia negra, pobre e quando a gente mostra um dado como esse, significa que mais jovens estão tendo as suas vidas salvas. Não considerar esta redução o índice de crimes violentos como um índice muito importante, é de uma visão de uma miopia do ponto de vista social, sem comparação”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Mossoró: série histórica de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam crimes dolosos, feminicídios, lesões corporais seguidas de mortes e latrocínios (janeiro a maio):

 2011: 96
 2012: 46
 2013: 82
 2014: 72
 2015: 60
 2016: 110
 2017: 108
 2018: 100
 2019: 74
 2020: 82
 2021: 54
 2022: 58
 2023: 36
 2024: 45
2025: 32

Menos roubos em via pública e menos assaltos a lojas e residências
As forças de segurança pública também conseguiram reduzir os índices de criminalidade em Mossoró. Comparando os primeiros cinco meses de 2024 com o mesmo período de 2025, houve diminuição 27 para 13 o total de assaltos a estabelecimentos comerciais (- 51,9%), queda de 420 para 200 o total de roubos em via pública (-52,4%) e uma redução ainda maior nos roubos a residência: de 78 para 25 (- 67,9%).

Menos furtos e roubos de veículos
Os furtos e roubos de veículos também caíram em Mossoró. Comparando os primeiros cinco meses de 2024 com o mesmo período de 2025, houve redução de 292 para 166 crimes (-43,2%).

Menos furtos e roubos de celular
Os furtos e roubos de telefones celulares também seguem em queda no Rio Grande do Norte. Em Mossoró não é diferente: a redução foi de 465 para 288 (-38,1%).