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02 Apr 22:37

Over Or Under

by Doublebanker



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02 Apr 22:36

publicshaming: Hugo Chavez is the recently deceased former socialist President of Venezuela.  Cesar...

publicshaming:

Hugo Chavez is the recently deceased former socialist President of Venezuela. 

Cesar Chavez was a labor and civil rights activist. His birthday is celebrated every year on March 31st.

Easter Sunday, the day Christians celebrate the resurrection of Jesus, falls on March 31st this year.

Why am I telling you all this? Well, Google decided to put up a Google Doodle today, March 31st, 2013:

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That’s Cesar Chavez. Clicking on the pic would bring up a slew of information surrounding him and why Google has his picture on their homepage.

Now, without any further ado…

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It all kicks off with Michelle Malkin’s website doing incredible work that would make any journalist proud.

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“very embarrassing.” I’ll say. But, the fun didn’t stop there! Seems like many didn’t get the memo…

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SHANE ON YOU, GOOGLE. SHANE ON YOU.”

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“Come on, Public Shaming Tumblr. No way people are that dumb!” Oh, but they are! 

Here are a few people who’d rather Google use Easter bunnies and eggs than an actual human being who existed:

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Here are a few people tweeting about boycotting Google…from their Android phones (thanks to BuzzFeed Andrew & @RGBJacob for pointing this out:

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Here are a few people who were corrected on it being CESAR Chavez and not HUGO Chavez, yet they still don’t really seem to give a crap:

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lmao. Yes. Cesar Chavez *MUST* be Hugo Chavez’s brother. JUST LOOK AT THEIR LAST NAMES, PEOPLE.

But, of course. All of this would be incomplete without…yes, you guessed it…RACISM!

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(Note: He literally took a picture of his computer screen.)

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Yes, Cesar and Hugo look so much alike. Practically identical twins:

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02 Apr 22:33

A New Perspective of the Day: Surreal Glitches in Google Earth Snapshots

A New Perspective of the Day: Surreal Glitches in Google Earth Snapshots

Check out Brooklyn-based artist Clement Valla's latest collection of images titled Postcards From Google Earth, which reveal Dalí-esque drooping roadways and and bridges spotted in the program. Although they may appear to have been caused by computer glitches, Valla says that they are logical results of the system when it is exposed to too much depth or too many shadows.

Submitted by: Unknown (via Fast Company)

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02 Apr 22:33

JONATHAN ZAWADA

by jnp
02 Apr 20:34

Phase transition may explain how brain neurons encode information

(Phys.org) —While scientists know that information is represented in the brain by the electrical activity of neurons, the details of this representation, called "neural coding," remain mysterious. How exactly do pulses of electricity get translated into thoughts and ideas?
02 Apr 20:33

Quarks' spins dictate their location in the proton

A successful measurement of the distribution of quarks that make up protons conducted at DOE's Jefferson Lab has found that a quark's spin can predict its general location inside the proton. Quarks with spin pointed in the up direction will congregate in the left half of the proton, while down-spinning quarks hang out on the right. The research also confirms that scientists are on track to the first-ever three-dimensional inside view of the proton.
02 Apr 20:33

Pixar sequel 'Finding Dory' set to hit theaters November 2015

by Carl Franzen
Finding-dory-pixar-logo_large

Pixar is diving into its back catalog of beloved characters for a new movie set to hit theaters November 25, 2015. Finding Dory, the sequel to 2003's Oscar-winning Finding Nemo, will center on the loquacious, memory-deficient Blue Tang fish supporting character voiced by Ellen DeGeneres. The story will focus on reuniting Dory, who was seen swimming alone in the original film, with her loved ones. DeGeneres will return as the voice of Dory and Andrew Stanton will resume directing duties. Albert Brooks was previously confirmed back onboard, too, reprising his role as the voice of Marlin.

Continue reading…

02 Apr 20:30

Using Math To Explain Our Polarized Society

Using a new mathematical model, a team of Stanford researchers has gained new insight into why American society seems increasingly polarized.
02 Apr 20:30

BRAIN initiative launched to unlock mysteries of human mind

Today at the White House, President Barak Obama unveiled the "BRAIN" Initiative -- a bold new research effort to revolutionize our understanding of the human mind and uncover new ways to treat, prevent, and cure brain disorders like Alzheimer's, schizophrenia, autism, epilepsy, and traumatic brain injury.
02 Apr 20:30

Negative emotions in response to daily stress take a toll on long-term mental health

Our emotional responses to the stresses of daily life may predict our long-term mental health, according to a new study.
02 Apr 20:26

Ferramenta auxilia a identificar revistas para publicação de artigos

Disponível gratuitamente na internet, sistema aponta melhores opções de periódicos para publicar trabalho científico com base no resumo ou em amostra do texto
02 Apr 16:59

brownngirl: thistr3reads: robinistachronicles: harm-none: cla...





brownngirl:

thistr3reads:

robinistachronicles:

harm-none:

claudiagray:

How many years before I can vote for this child? 

I think this is my one and only ~*forever reblog*~ type of post.

Now that’s common sense.

he makes me happy.

Kid President for president.

02 Apr 16:55

Cultural appropriation in a gifset. 





Cultural appropriation in a gifset. 

02 Apr 16:55

Crank Toy Gif

by Doublebanker




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02 Apr 16:55

Be Kind to ‘Aminals’



Be Kind to ‘Aminals’

02 Apr 16:54

Lemme Get That For Ya

by Doublebanker



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Finger, J/K

by Doublebanker



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02 Apr 16:54

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02 Apr 16:53

Kim Xu ‘Super Estrella’ 2008



Kim Xu

‘Super Estrella’

2008

02 Apr 16:53

Random image from fukung.net: d3df74bf763e1be4eb5b442d71e30dc3.jpg

02 Apr 16:53

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02 Apr 16:49

disdain

an emotion brought on by the act of listening to what people are saying.
02 Apr 16:46

É O QUE DIZEM - Autor(Allan Sieber)

02 Apr 16:46

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02 Apr 16:46

"Um filme em que o estado de São Paulo se separa do resto do Brasil e elege como presidente nada mais..."

“Um filme em que o estado de São Paulo se separa do resto do Brasil e elege como presidente nada mais nada menos do que Luciano Huck (interpretado por ele mesmo).”

- Loucura Loucura Loucura
02 Apr 02:52

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01 Apr 12:27

O "papabile" criacionista e o fantasma do design

by Carlos Orsi

Agora a eleição já passou e tudo, mas fica a curiosidade: um dos cardeais tidos, até a semana passada, como um dos "favoritos" para assumir o comando do Vaticano, o austríaco Christoph Schönborn, havia causado um certo furor, alguns anos atrás, ao assinar um artigo no New York Times afirmando que o darwinismo, em sua formulação atual  (o "dogma neo-darwinista", como o cardeal chama), é filosoficamente incompatível com o magistério da igreja católica.

Schönborn, que mais tarde publicaria um livro sobre sua visão do assunto, Chance or Purpose? Creation, Evolution and a Rational Faith, está longe de ser um "six-day creationist", o tipo de sujeito que acha que o capítulo 1 do Gênese deve ser interpretado literalmente. Magnanimamente, ele concede, em seu texto para o NYT, que a igreja de Roma "deixa para a ciência muitos detalhes sobre a história da vida na Terra", e que "a evolução, no sentido de uma ancestralidade comum, pode ser verdadeira". Mas, em seguida, ataca: "no sentido neo-darwiniano -- um processo caótico e sem planejamento de variação aleatória e seleção natural -- não é".

E por quê? Porque "a Igreja Católica (...) proclama que, pela luz da razão, o intelecto humano pode, de modo claro e imediato, discernir propósito e planejamento no mundo natural, incluindo no mundo das coisas vivas". O argumento do cardeal põe o dedo na ferida, no ponto crucial de incompatibilidade -- ou, vá lá, de desconforto -- entre a teoria da evolução e as religiões de matriz judaico-cristã-islâmica: a questão do impacto do darwinismo sobre o que se convencionou chamar de teologia natural.

"Teologia natural" é a ideia de que a existência de uma divindade pode ser deduzida da natureza. Embora, digam os teólogos, seja necessária uma revelação sobrenatural para informar a humanidade de alguns detalhes a respeito das intenções e do caráter dessa divindade (tipo, ela não gosta de prepúcios), sua presença -- ou, no mínimo, sua inteligência criativa -- seria autoevidente para qualquer um que não seja idiota, louco ou turrão demais para acatar a evidência dos próprios olhos.

O que o darwinismo faz, nesse contexto, é desmontar a aparente cogência dos apelos à teologia natural: se a "evidência dos próprios olhos" pode ser explicada pelo processo de evolução por seleção natural, então a divindade torna-se supérflua. Ou, como escreve A.C. Grayling em seu The God Argument: The Case against Religion and for Humanism, a partir do instante em que há uma explicação natural para a cor das flores, não precisamos mais imaginar que são fadas invisíveis que pintam as pétalas de amarelo e de vermelho. Isso não prova que fadas invisíveis não existem, mas elimina uma das razões que tínhamos para supor que existiam.

Não que a teologia natural fosse inatacável antes disso: incluindo Demócrito e David Hume, vários filósofos duvidaram, antes de Darwin entrar em cena, da ideia de que o mundo natural apontava para a necessidade de um criador. Hume, especificamente, chamou a atenção para o fato de que a analogia entre deus/relojoeiro e natureza/relógio, se realmente fosse levada a sério, indicaria a existência não de uma divindade única onipotente, mas de uma oficina de deuses, sendo um projetista, um vidraceiro, um metalurgista, etc.

Mas foi a ideia de evolução por seleção natural, e as seguidas provas de que o processo funciona como criador de complexidade e da aparência de projeto, que puxou de vez o tapete de debaixo dos pés dos teólogos naturais.

A partir de então, o antigo argumento do design -- demonstrar a existência da divindade apontando para os sinais de projeto inteligente na natureza -- teve de ser dividido em dois: primeiro, um argumento pelo design -- a tentativa de demonstrar que há um projeto racional por trás da natureza -- seguido do velho conhecido, o argumento do design, que busca determinar que o projetista é a divindade onipotente e não uma alternativa menos espantosa, como a comezinha oficina de artesãos de Hume.

O cardeal Schönborn conclui que a evolução por seleção natural é incompatível com o catolicismo porque, para ele, a necessidade de um argumento pelo design é impensável. O design está aí, e pronto. Ele cita o catecismo: "A inteligência humana já é certamente capaz de encontrar a resposta para a questão das origens. A existência de Deus Criador pode ser conhecida com certeza através de suas obras, pela luz da razão humana". O que o leva à conclusão de que "qualquer sistema que negue ou busque dispensar a esmagadora evidência de design na biologia é ideologia, não ciência".

Uma resposta seria que qualquer sistema que busque afirmar a presença de design na biologia, dada a esmagadora evidência de evolução por seleção natural é dogma, não ciência, mas dogma-não-ciência é precisamente o negócio do cardeal, então a coisa fica meio tautológica.

Claro, nem toda reação ao impacto do darwinismo sobre a teologia natural se resume a negação dogmática. O movimento pseudocientífico do Design Inteligente foi -- ainda é -- uma tentativa de escorar um argumento pelo design, com resultados sofríveis.

É importante notar que a evolução por seleção natural só chuta o banquinho de debaixo de um tipo de argumento teísta, o proposto pela teologia natural. Há outros, como os argumentos a priori ou os baseados em revelação, que também não funcionam, mas sobre os quais a evolução nada tem a dizer.

Só que a teologia natural tem um apelo formidável, o que faz com que seja difícil abandoná-la. Se estiver correta, ela pode ser universalizável, como a ciência é. De fato, se a existência da divindade puder ser deduzida dos fatos concretos do mundo, então a divindade passa a ser um dado tão científico quanto átomos e moléculas. Por conta disso, uma espécie de espectro dos argumentos pelo design e do design permanece, mesmo nas discussões mais sofisticadas, sem jamais ser exorcizado de fato.

Há algumas manobras usadas para mantê-lo assombrando corações e mentes, embora me pareçam um tanto quanto duvidosas -- não apenas em eficácia, mas também em termos de honestidade intelectual. Chamo essas manobras de argumento de segunda ordem, argumento cosmológico e dúvida razoável.

O argumento de segunda ordem é uma espécie de judô retórico, já que tenta usar a ausência de design para demonstrar a presença de design. Funciona mais ou menos assim: "A evolução por seleção natural é um processo tão elegante e inteligente! Cria complexidade sem design. Quem teria inventado isso?" A resposta, claro, é que ninguém inventou a evolução -- ela é o resultado emergente da existência de sistemas que fazem cópias imperfeitas de si mesmos em ambientes de recursos finitos.

O argumento cosmológico vai um passo além: e quem estabeleceu as condições iniciais do Universo para permitir que houvesse sistemas replicadores? Essa pergunta, embora possa ter valor científico -- haverá um princípio geral organizador por trás das leis da natureza? -- me soa, quando formulada em tom de apologia teísta, muito semelhante à questão de quem projetou o nariz humano, para permitir que ele acomodasse óculos. Em outras palavras, até onde sabemos são os replicadores que estão aí por causa do Universo, e não o contrário.

Por fim, o apelo à dúvida razoável: mas não dá para afirmar com certeza que não há um guia por trás da natureza! O que é verdade, mas a ideia de que a margem de dúvida gerada por essa constatação seja, de fato, "razoável" é, no mínimo, duvidosa. Afinal, também não dá para afirmar com certeza que não existem lojas McDonald's na Galáxia de Andrômeda, por exemplo. Aliás, não dá nem para afirmar com certeza que uma queda de nove andares seja fatal. Mas certeza e razoabilidade são, no fim, critérios bem diferentes.
01 Apr 02:31

bornnotmade: + Yayoi Kusama



bornnotmade:

+ Yayoi Kusama

01 Apr 02:31

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31 Mar 23:35

Em busca do Robin Hood histórico

by Carlos Orsi
É semana santa e eu ia escrever algo mais temático, talvez sobre o livro Beyond the Quest for the Historical Jesusem que o monge dominicano (!) Thomas Brodie argumenta que os Evangelhos são peças de ficção, mas aí pensei: ora bolas, existem vários outros casos em que história e ficção se confundem, e alguns deles envolvem até personagens mais coloridos e interessantes.

Então, à guisa de ovo de páscoa deste blog, deixo-os excepcionalmente, neste fim de semana, na companhia do alegre bandoleiro de Sherwood.

Interpretado no cinema por atores tão diferentes como Errol Flynn, Kevin Costner e Russell Crowe; matriz mitológica que ajudou a estruturar as lendas de gente como Billy the Kid, Jesse James e, até mesmo, Che Guevara; nobre desterrado ou camponês levado ao desespero, líder rebelde ou bandoleiro -- afinal, quem foi Robin Hood?

Em seu tratado clássico sobre o tema (intitulado, exatamente, Robin Hood), o medievalista britânico Sir James C. Holt explica que praticamente tudo o que se sabe a respeito de Robin vem de um punhado de poemas medievais inter-relacionados e de fragmentos de um antiga peça de teatro. O que poderia ser chamado de "texto crítico" do poema, a Gesta de Robin Hood, deriva da combinação de duas edições, impressas entre 1492 e 1534. Outros fragmentos parecem conter adições, correções ou versões alternativas da Gesta, e é provável que todas tenham brotado a partir de um mesmo poema original, composto no fim do século 14 ou início do 15.

O autor do poema é desconhecido, mas é improvável que tenha sido ele o primeiro a escrever -- ou a cantar -- sobre Robin Hood. Um texto de 1377 contém um personagem (chamado Preguiça) que, a certa altura, confessa que "não sei meu pai-nosso (...) mas sei as rimas de Robin Hood".

Em seu trabalho de detetive-historiador, Holt determina que, já por volta de 1260, o termo "robehod" era usado em referência a bandoleiros fora-da-lei, mais ou menos como "judas" é usado em referência a traidores.

Recuando ainda mais no tempo, ele encontra um Robert Hod, declarado fugitivo da justiça -- fora-da-lei -- em 1225. Infelizmente, outros detalhes sobre sua vida, incluindo o que o teria levado ao tribunal, e o motivo da fuga, não sobreviveram nos registros. Um estudioso do século 18, Thomas Gale, anotou uma suposta inscrição da lápide de Robin Hood que dava como data da morte 1247. Holt cita ainda um historiador do século 16 que acreditava que Robin Hood havia cometido seus crimes em 1193. "Se arrumarmos esses itens cronologicamente", escreve Holt, "temos um vago esboço de biografia: Robin ativo na década de 1190, declarado fora-da-lei em 1225, morto em 1247", intervalo que "combina com os 22 anos na floresta" mencionados na Gesta.

Essa cronologia também encompassa o período geralmente considerado para os eventos da lenda; o rei Ricardo Coração de Leão morreu em 1199, e seu irmão João Sem-Terra lançou-se em  suas maquinações para assumir o poder enquanto o irmão estava fora, na Terceira Cruzada (1189-1192), a partir de 1190.

Holt nota, porém, que mesmo se o fora-da-lei Robert Hod de 1225 for de fato o originador da lenda -- o homem cujo caso fez da palavra "robehod" sinônimo de bandoleiro -- a verdade é que não sabemos nada a respeito dele, exceto que era um homem do campo, provavelmente um arrendatário trabalhando em terras da igreja. De sua suposta morte em 1247 ao surgimento das edições impressas da Gesta, duzentos anos mais tarde, o que temos são menestréis, construindo e reconstruindo a lenda para agradar ao público.

Se cantada na corte, a lenda falava de um nobre injustamente desterrado; se em meio ao povo, de um homem do povo que se levanta contra a tirania. Feitos e características de bandoleiros e rebeldes conhecidos, como Hereward o Exilado, que lutou na resistência dos saxões ao domínio normando na Inglaterra; Eustace o Monge, mercenário declarado fora-da-lei por João Sem-Terra; e Fulk fitz Warin, nobre banido pelo mesmo rei João, foram logo recrutados para enriquecer o veio de aventuras de Robin Hood.

O nome de um dos personagens associados ao bando de Robin, Frei Tuck, é citado em documentos legais
de 1417 como um bandoleiro, líder de uma quadrilha de  assaltantes e assassinos, culpado de caçar sem licença nas florestas do rei e de atear fogo às choupanas dos guardas-caça.

Em meio a isso tudo, o homem real no centro do mito simplesmente deixa de existir. A história "típica" de Robin Hood, de acordo com Holt, fala de um bandoleiro que assalta pessoas na estrada que corta sua floresta. A primeira vítima a passar é uma pessoa pobre, que está endividada, mas que põe o pouco que tem à disposição de Robin. Ele, em vez de roubá-la, dá-lhe uma refeição, o dinheiro de que precisa par apagar a dívida, e manda-a embora. Mais tarde passa, pela mesma floresta, o credor da primeira vítima. Robin assalta-o e toma, de volta, o dinheiro que dera ao devedor, mais um bom lucro. A esse núcleo acrescem-se episódios como o do concurso de arco-e-flecha; a fuga, sob disfarce, do calabouço do xerife; o amor de Lady Marian, e outros.

Teria, ao menos, esse núcleo típico alguma base em fatos reais? Difícil, talvez impossível, dizer. Para além das narrativas, Robin Hood plasmou-se também no folclore, tornando-se, por algum tempo, personagem dos Ritos de Maio, uma celebração da primavera de raízes pagãs. A associação com Lady Marian provavelmente vem dessas festas.

Para um herói muitas vezes ligado à imagem de um povo oprimido, não deixa de ser curiosa a coincidência de o "May Day" pagão ter, em boa parte do mundo, virado o Dia do Trabalho, 1º de Maio.