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02 Jun 17:44

O petismo é o malufismo pós-romântico

by giinternet

Sempre que príncipes do pensamento — e da gramática! — como Emir Sader saúdam o caráter “progressista” do PT, eu e ele pomos a mão na carteira, por motivos diferentes.

O petismo, obviamente, não é e nunca foi, digamos, “progressista”. A turma é autoritária, aí sim, e isso, obviamente, é outra coisa. O petismo é hoje um meio de vida. A turma se apoderou do estado e não quer largar o osso de jeito nenhum. E aí vale tudo.

E, se vale tudo, vale também uma aliança com Paulo Maluf não apenas por motivos pragmáticos. Ao contrário. Eles têm é orgulho mesmo. O petismo é a profissionalização do malufismo. O petismo é malufismo transformado num sistema. O petismo é o malufismo pós-romântico, entendem? O malufismo ainda era aquela coisa que dependia do talento individual para certas práticas, como Butch Cassidy e Sundance Kid. Notem: há uma certa inocência perversa em Maluf, como alguém que não consegue fugir à sua natureza. O PT é a racionalização da voracidade malufista.

A foto em que Lula e Fernando Haddad posam — Emir Sader escreveria “pousam” — ao lado de Paulo Maluf nos Jardins da Babilônia da mansão do notório político já fez história. Alexandre Padilha deve achar que o chefão do PP em São Paulo é uma espécie de talismã. E foi também ele em busca da sorte. Vejam as duas imagens, publicadas pela Folha.

PT E MALUF

É isso aí. Em 2010, Marilena Chaui tentou explicar a aliança do PT com Maluf. Segundo essa grande pensadora, Maluf não é de direita porque “sempre se apresentou como engenheiro”. Para Marilena, quando o sujeito é engenheiro, não é de direita; quando é de direita, não é engenheiro.

Entenderam onde foi parar o petismo? Dá pra descer mais? Sempre dá.

02 Jun 17:44

How LEDs Are Made

by Soulskill
An anonymous reader writes "The SparkFun team took a tour of a factory in China that manufactures LEDs. They took lots of pictures showing the parts that go into the LEDs, the machines used to build them, and the people operating the machines. There's a surprising amount of manual labor involved with making LEDs. Quoting: 'As shipped on the paper sheets, the LED dies are too close together to manipulate. There is a mechanical machine ... that spreads the dies out and sticks them to a film of weak adhesive. This film is suspended above the lead frames ... Using a microscope, the worker manually aligns the die, and, with a pair of tweezers, pokes the die down into the lead frame. The adhesive in the lead frame wins (is more sticky), and the worker quickly moves to the next die. We were told they can align over 80 per minute or about 40,000 per day.'"

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02 Jun 17:39

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

by giinternet

Leia a “Carta ao Leitor” da VEJA que começa a chegar hoje aos leitores.

CARTA AO LEITOR

Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.

Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.

Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz. O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.

02 Jun 17:38

Solar Roadways Project Beats $1M Goal, Should Enter Production

by timothy
Lucas123 (935744) writes "It appears an Idaho-based company that created prototype panels for constructing roads that (among other features) gather solar power, will be going into production after it exceeded its crowdfunding goal of $1M. ... Solar Roadways' Indiegogo project has already exceeded $1.6 million. The hexagonal-shaped solar panels consist of four layers, including photovoltaic cells, LED lights, an electronic support structure (circuit board) and a base layer made of recyclable materials. The panels plug together to form circuits that can then use LED lights to create any number of traffic patterns, as well as issue lighted warnings for drivers. The panels also have the ability to melt snow and ice. Along with the crowdfunding money, Solar Roadways has received federal grant money for development."

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02 Jun 17:34

Governo federal regulamenta lei antifumo, que começa a vigorar em 6 meses; fumódromos estão proibidos em todo o país

by giinternet

Na VEJA.com. Volto no próximo post.
A partir de dezembro, será proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo em todo o Brasil, inclusive em fumódromos. O anúncio foi feito neste sábado pelo Ministério da Saúde. A regulamentação da Lei Antifumo, que deve ser publicada na segunda-feira e começará a valer em seis meses, proíbe também qualquer propaganda comercial de cigarros. O objetivo da medida, segundo o governo, é proteger a população do fumo passivo e contribuir para a diminuição do tabagismo entre os brasileiros.

Com a nova regra, fica proibido o uso de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e outros produtos do gênero em locais de uso coletivo, sejam eles públicos ou privados. Estão vetados inclusive os narguilés. A proibição inclui hall e corredores de condomínios, restaurantes e clubes. Segundo o governo, fica vetado o uso em ambientes parcialmente fechados por uma parede, teto e até mesmo toldo. “Está proibido o fumo naquela varanda do restaurante, no toldo da banca de jornal e na cobertura do ponto de ônibus”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A lei também proíbe a existência dos fumódromos, que são permitidos pelas regras atuais. “Se o ambiente estiver coberto por uma face, como o teto do ponto de ônibus, não poderá fumar.” Em estádios de futebol, por exemplo, será permitido fumar em áreas descobertas. Segundo o governo, essa diferença se deve a critérios de dispersão da fumaça. Ficará liberado fumar em casa e ao ar livre. Apenas em cinco situações – e com condições de isolamento – será permitido fumar em ambiente fechado: em cultos religiosos cujo fumo faça parte do ritual, em tabacarias sinalizadas, em estúdios de filmagem quando necessário à produção da obra, em lugares destinados a pequisa e desenvolvimento de produtos fumígenos, e em instituições de tratamento que tenham pacientes autorizados a fumar.

Questionado sobre o motivo que levou o governo a demorar três anos para regulamentar a Lei Antifumo, Chioro respondeu que o processo exigiu muito estudo e negociação. “Foi o tempo necessário para construir legislação adequada e consistente e com coerência suficiente”, disse. O ministro negou que haja a intenção de banir o fumo no país. “A tendência é de diminuição e lutaremos sempre para isso.” As novas regras também determinam que os produtos devem ficar expostos apenas no interior dos estabelecimentos, com 20% do mostruário ocupado por mensagens de advertência aos males causados pelo fumo, além da proibição da venda a menores de 18 anos e tabela de preços.

Embalagens
Fica proibida, ainda, qualquer tipo de propaganda desses produtos. As embalagens devem ter mensagens de advertência em toda a área posterior, além de uma das laterais. A partir de 2016, deverá ser incluído texto de advertência adicional sobre os impactos do fumo em 30% da parte da frente das embalagens. A fiscalização será de responsabilidade das agências sanitárias dos estados e municípios e, segundo o governo, o alvo serão os estabelecimentos, e não os fumantes. Os comerciantes são os responsáveis por orientar os clientes a não fumarem nos locais proibidos e, se necessário, devem chamar a polícia se o fumante se recusar a apagar o cigarro.

Os estabelecimentos podem receber advertência, multa e até mesmo serem interditados e terem canceladas a autorização para funcionamento. As multas vão de 2.000 reais a 1,5 milhão de reais. Segundo o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já programou a capacitação de 4.000 servidores da área de fiscalização até dezembro, quando as novas regras entram em vigor. O governo federal esclareceu que a regulamentação da lei federal tem papel de “dar mais consistência à legislação de Estados e municípios”. “Estados e municípios podem fazer regulamentações complementares. Ele pode aprofundar, mas não pode fazer menos do que estabelece a lei federal”, disse Chioro.

Doenças crônicas
Com as medidas contra o fumo, o governo pretende diminuir a quantidade de fumantes no país. O tabagismo é responsável, segundo o Ministério da Saúde, por 200.000 mortes por ano no Brasil. “Ele é considerado o maior responsável por mortes relacionados a doenças crônicas no mundo e no Brasil”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. Em 2013, foram registradas 1,4 milhão de diárias de internações por doenças relacionadas ao tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso representou, segundo o governo, um custo de 1,4 bilhão de reais para o SUS no ano.

Chioro defendeu que há três linhas de atuação que são essenciais para combater o tabagismo: a política de preço mínimo do cigarro, a proibição da propaganda e a proibição do fumo em local fechado. “A lei antifumo é um grande avanço. É fundamental para que Brasil possa continuar enfrentando tabagismo como grave problema de saúde publica”, defendeu o ministro. O decreto será publicado no Diário Oficial da União na próxima segunda, e entrará em vigor 180 dias depois. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde divulgado no mês passado, 11,3% da população brasileira é fumante. Há oito anos, o índice era de 15,7%.

02 Jun 17:32

Lei sobre consumo de cigarros é autoritária. Ou: Um país em que o legal é tratado como ilegal, e o ilegal, como legal

by giinternet

O governo federal já havia decidido seguir o estado de São Paulo e proibir o fumo em lugares fechados. A lei já existia havia três anos e precisava ser regulamentada. Agora foi (ver post abaixo). Entrará em vigor em seis meses. Vou repetir agora a crítica que fiz quando o então governador José Serra enviou um projeto à Assembleia com esse conteúdo em 2008: o cigarro faz mal, sim, mas a decisão é autoritária. Desnecessariamente autoritária.

Vamos ver. O ordenamento legal deve obedecer a uma lógica, e, nesse particular, tudo anda pelo avesso no Brasil. O tabaco não é uma substância considerada ilícita. Isso não impede que seu consumo seja regulamentado, obedecendo a critérios de saúde pública e, vá lá, até de boa educação. É claro que o fumo num ambiente fechado, no transporte público ou num restaurante pode incomodar os não fumantes — e, a depender do caso, até os fumantes. Assim, seja em razão dos malefícios à saúde, seja em razão das regras da boa convivência, é aceitável que se criem restrições.

Mas vamos ver. Desde que um fumódromo seja absolutamente isolado de uma área comum de convivência, proibir o cigarro por quê? O que há nisso além de certa vocação autoritária de impor o “bem” pela via da força coercitiva do estado? A lei, em vigor em São Paulo e agora no Brasil inteiro, proíbe que se fume sob um toldo.  Que sentido há nisso além da “glória de mandar”?

“Ah, estamos concorrendo para a saúde pública à medida que desestimulamos o cigarro…” Sei. Levado o princípio a efeito, aonde isso nos conduz? Quando é que o estado vai decidir proibir as gorduras, os carboidratos, os refrigerantes, o ovo…? Chegará a hora em que se vai criar uma ração pública — sugiro o nome “Vitória”, em homenagem ao gim do livro “1984”, de George Orwell —, devidamente balanceada, com todas as vitaminas e proteínas para formar pessoas saudáveis. Aí vale a velha piada: viveremos 200 anos, mas parecerão 400!!!

Sou fumante, sim, como sabem, e acho que não se deve fumar. Não recomendo. Certamente faz mal à minha saúde. Ainda não me incluo entre os arrependidos (refiro-me a pesquisa recente que evidencia que quase 90% dos consumidores de tabaco estão nessa categoria), entre outras razões, porque nunca tentei parar. Sei que não é fácil. Entendo que não posso sair por aí a exercer, de forma absoluta, a minha vontade “no que se refere” (como diria Dilma) ao cigarro ou a outra coisa qualquer — afinal, convivemos com os outros.

Mas é preciso distinguir, então, o que é uma regra de civilidade — e de saúde pública — de uma prática segregacionista, que invade direitos individuais. Se um bar ou restaurante quer receber fumantes, colocando na porta a advertência de que, naquele local, o tabaco é permitido, por que a lei há de impedir se a substância não é ilegal? Vênia máxima, isso não faz sentido. “Ah, mas nós queremos que todos vivam mais…” Bem, não será o estado a cuidar disso, acho eu.

Inversão de valores
De resto, noto que há uma coisa curiosa. O mundo que é cada vez mais intolerante — e o Brasil também — com uma substância lícita se torna, com velocidade ainda maior, mais tolerante com as substâncias ilícitas. Vá perguntar ao ministro Artur Chioro, da Saúde, o que ele pensa da Cracolândia, em São Paulo. Seus aliados políticos, do PT, transformaram a região numa área livre para o consumo de crack — e de qualquer droga —, sem nenhuma das restrições que haverá contra o cigarro. Ao contrário: a política de Fernando Haddad está estimulando o consumo à medida que passou a injetar mais dinheiro entre os consumidores, com o seu aloprado programa “Braços Abertos”.

Pode-se dizer muita coisa sobre o tabaco — e, reitero, bem não faz —, mas não é uma droga alucinógena, sob cujo efeito se podem fazer essa ou aquela bobagens, não é? Ainda chegaremos à, vamos dizer, excentricidade holandesa, que proíbe substâncias à base de tabaco em qualquer ambiente fechado, mas permite o funcionamento dos “cafés” em que se consome maconha? Não há um só estudo ligando o tabaco à esquizofrenia, mas os há às pencas relacionando a maconha a tal distúrbio.

Ora vejam: marchas em favor da descriminação da maconha são tratadas por nossa imprensa como um grito em favor da liberdade individual e da libertação. Pouco falta para que a sua passeata não seja tratada com a reverência que se dispensava em Roma à passagem das vestais. Já imaginaram se consumidores de tabaco resolvessem fazer um ato contra a discriminação? Seriam tratados a pontapés, como os últimos seres da Terra. Sem contar que há a curiosa categoria, e conheço gente assim, que é absolutamente intolerante com cigarro, mas não vê mal nenhum em fumar (e em que se fume) maconha e em cheirar (e em que se cheire) cocaína.

Um país, o nosso ou outro qualquer, que trata o legal como ilegal e o ilegal como legal está, definitivamente, fora do eixo.

 

02 Jun 17:32

As cracolândias se multiplicam em São Paulo. Fim da picada: assessora da Prefeitura diz que droga é “lazer das pessoas” e “fator de sociabilidade”. Asco!

by giinternet

Se vocês quiserem saber no que resultou a política de tolerância da Prefeitura de São Paulo com a Cracolândia da região central, devem observar o mapa abaixo. Ele localiza as várias cracolândias espalhadas pela cidade. Se o prefeito Fernando Haddad decidiu transformar aquela área do Centro em zona livre do tráfico e do consumo de drogas — e não adianta negar porque é disso que se trata —, por que não fazer o mesmo nesses outros locais? Se aqueles merecem salário e moradia de graça, por que não esses outros? Vejam o mapa. Volto depois.

Cracolândias de São Paulo

VEJA.com publica uma reportagem de Felipe Frazão sobre esses pontos de consumo de droga. Reproduzo um trecho (em vermelho, com destaque). Volto em seguida.
(…)
O crescimento de cracolândias nas periferias costuma ser associado por estudiosos do tema a operações de remoção mal sucedidas no passado, como a promovida pela Polícia Militar em janeiro de 2012. A PM ocupou a região central e tentou dispersar a aglomeração de usuários e sufocar as vendas de traficantes, ao passo que a prefeitura passou a limpar as ruas e demoliu uma série de casebres onde os dependentes se escondiam. O fluxo de usuários na Luz diminuiu, e supõe-se que muitos deles tenham migrado de vez para outros locais. Mas não houve monitoramento adequado para comprovar a migração. Nesta semana, um grupo de dependentes resistente aos programas do Estado e da prefeitura montou acampamento na Alameda Cleveland. A pracinha ficou lotada: traficantes se aproximavam em bicicletas para vender pedras, enquanto os usuários ofereciam para troca quinquilharias e objetos roubados, como caixas de som portáteis, cordões e telefones. Havia crianças e adolescentes entre eles, além de grávidas. A movimentação era caótica, num ritmo particular. “Temos que entender esse fenômeno como um de lazer das pessoas”, diz Cibele. “Elas criam uma sociabilidade, constituem uma comunidade com regras de convivência e certa solidariedade e relações interpessoais. A droga é mais uma consequência do desemprego e da miséria e não a causa.”
(…)

Voltei
A versão de que foi a ocupação da Cracolândia, em 2012, que fez multiplicar as cracolândias é feitiçaria política e ideológica dos ditos “especialistas”, todos eles certamente partidários da atual política do prefeito Fernando Haddad, um dos maiores desastres da história de São Paulo.

Comecemos pelo óbvio: a Cracolândia hoje é mais livre do que jamais foi. Tudo está como era antes, só que pior: porque agora a Prefeitura injeta dinheiro no local, o que provocou, inclusive, uma elevação do preço da pedra vendida na região. A inflação da droga acaba expulsando os usuários ainda mais miseráveis. Por incrível que pareça, já há subníveis sociais dentro do consumo de crack.

Haddad já anunciou que o próximo passo é começar a alugar quartos para viciados também na região do Parque D. Pedro II. Leiam ali o que diz a tal “Cibele” — trata-se de Cibele Neder, assessora de saúde mental, álcool e outras drogas da Secretaria Municipal de Saúde: “Temos que entender esse fenômeno [do crack] como um de lazer das pessoas. Elas criam uma sociabilidade, constituem uma comunidade com regras de convivência e certa solidariedade e relações interpessoais. A droga é mais uma consequência do desemprego e da miséria e não a causa.

Respondo
Uma tripla ova para esta senhora!
1: se a droga é lazer, então não é um problema! Se é lazer, não é nem problema de saúde pública; se é lazer, a questão tem de passar para a área de turismo (mas sem dinheiro público sustentando o vício de ninguém: lazer é lazer!);
2: a droga só é fator de sociabilidade entre os “iguais” (viciados) porque romperam outros vínculos;
3: o Brasil não tem um problema de desemprego que justifique a tragédia do crack. A afirmação é fruto de ignorância específica. Cibele precisa estudar economia para parar de falar besteira sobre consumo de drogas. Ou, então, precisa estudar direito as drogas para parar de falar besteira sobre economia.

O crack, em suma, se expande na cidade porque existe uma Prefeitura que o considera “lazer das pessoas” e “fator de sociabilidade”. Ei, você aí! Está sozinho, pouco sociável, querendo se integrar? Ah, procure uma rodinha de crack e boa viagem ao inferno, tendo a Cibele como o seu Virgílio. Essa gente provoca em mim vontade de vomitar. #prontofalei.

30 May 18:53

Al Qaeda Eletrônica – Chegou a hora de escancarar os bandidos que atuam na Internet; trata-se de uma forma de crime organizado. Ou: Um mesmo esquema difama Aécio, Paes e Cabral. Quem será?

by giinternet

Em abril, reportagem da VEJA revelou que a Eletrobras — sim, a estatal! — era um dos pontos de difusão de uma campanha de difamação no senador Aécio Neves na Internet. Republico o texto e volto em seguida.

Um documento a que VEJA teve acesso revela a ação de quadrilhas de disseminação de mentiras na internet com o objetivo de manchar a imagem do senador Aécio Neves, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB. O levantamento feito pelo advogado Renato Opice Blum, especialista em crimes digitais, identificou táticas coordenadas e até ilegais. Em um dos casos mais flagrantes, a quadrilha disseminou por blogs, sites e redes sociais a notícia falsa de uma fantasiosa condenação de Aécio, quando governador de Minas Gerais, pelo desvio ora de 3,7 bilhões, ora de R$ 4,3 bilhões de reais, de verbas destinadas à saúde. Segundo relatório, há evidências de que os criminosos chegaram a pagar para promover e espalhar no Facebook posts que continham a calúnia.

O esmiuçamento dos crimes, desenhado em 55 páginas, é um manual da guerrilha digital que está sendo armada para as eleições presidenciais deste ano. O levantamento de Opice Blum focou as táticas que vêm sendo utilizadas contra Aécio. Mas nada impede que outros candidatos também sejam alvos dos mesmos mecanismos digitais de difamação. Os recursos mais banais, com a criação de páginas e perfis falsos no Facebook e Twitter, são facilmente detectáveis. A presidente Dilma Rousseff tem pelo menos cinquenta perfis inventados. Eduardo Campos, do PSB, outra dezena. São práticas que, por deixar marcas indeléveis de autoria, acabam tendo mais efeito humorístico do que a destruição da imagem. O que preocupa os especialistas são os expedientes condenáveis e ilegais como os que aparecem no levantamento que tem Aécio como vítima.

Os detratores do senador se valem de estratagemas mais difíceis de ser descobertos e que requerem domínio específicos de tecnologias feitas para produzir dano. Um texto idêntico e calunioso, tendo como autor um mesmo (e falso) usuário, aparece em áreas de comentários em diferentes sites ao mesmo tempo. Isso é sinal claro do uso de robôs digitais. Um dos rastreamentos feitos por peritos localizou um dos focos de geração de calúnias contra Aécio em um computador da estatal Eletrobras. A produção e a divulgação de conteúdo falso destinado a macular a imagem do senador oposicionista tendo como foco um órgão público deveria chamar a atenção das Justiça Eleitoral. A ilegalidade é óbvia.

Camila Fisco, porta-voz do Facebook, disse a VEJA que, pelo tamanho da rede, que tem mais de 1 bilhão de usuários, as denúncias são sempre um passo efetivo para identificar malfeitores. “Perfis falsos e compras de curtidas são contra nossas regras, e temos ferramentas avançadas para detectar essas práticas, mas precisamos que os usuários nos ajudem”, afirmou. Fica o conselho para os candidatos.

falcatrua na Internet

Voltei
Pois é… Reportagem publicada na Folha desta sexta, de Alexandre Aragão e Daniela Lima, informa o que segue:
Uma ação que corre em sigilo no Tribunal de Justiça de São Paulo mostra que computadores e sistemas utilizados para produzir ataques em série ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) na internet foram usados com a mesma finalidade contra o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o ex-governador do Estado Sérgio Cabral (PMDB). A Folha teve acesso à parte dos autos que detalha a ação de dois perfis que atuavam de maneira sistemática postando comentários em sites noticiosos de veículos de grande circulação. As postagens contra os três políticos eram feitas em páginas diferentes no mesmo minuto, mas de lugares a quilômetros de distância um do outro. A operação sugere que havia o uso de robôs –mecanismos que fazem com que a mensagem seja reproduzida automaticamente várias vezes em diferentes endereços.
(…)
Nos perfis há comentários relacionando Aécio, Cabral e Paes ao consumo de drogas. No caso dos dois políticos do Rio de Janeiro, há ainda acusações de que eles se relacionam com o crime organizado, milícias e bicheiros.
(…)
Entre os pontos de origem dos ataques estão um prédio da Eletrobras, um prédio da UFRJ, um cibercafé e prédios residenciais.
(…)

Retomo
Que a polícia se encarregue de desmascarar essa canalha! Cabe a pergunta: a que grupo interessa, a um só tempo, manchar a honra de Aécio e atacar a cúpula do PMDB do Rio? Deve haver alguma coerência nisso, não é mesmo?

Chegou a hora de levar esse troço a sério. Crime é crime, com pena, lápis, caneta, máquina de escrever, computador, não importa. Aécio faz muito bem em tentar identificar a bandidagem. Quanto a um dos centros de irradiação da difamação estar, então, na Eletrobras, dizer o quê? Havia outro na prefeitura petista de Guarulhos.

30 May 18:36

A “democracia direta” de Dilma é ditadura indireta do PT. Ou: a OAB precisa se preocupar mais com o país e menos com o Zé Dirceu

by giinternet

Onde anda a Ordem dos Advogados do Brasil? Seu Conselho Federal tem se ocupado, excessivamente a meu ver, de questões transcendentais, como os terríveis sofrimentos a que estaria submetido, por exemplo, José Dirceu, e muito pouco de questões de natureza institucional. É claro que estou sendo irônico, não? José Dirceu passa relativamente bem, obrigado! Ninguém que teve cassado por um tempo o seu direito de ir e vir livremente está em condições ótimas, mas vamos falar com seriedade: ele está tendo aviltados os seus direitos fundamentais??? A OAB vai se comportar como uma entidade que ganhou a prerrogativa excepcional da República de dizer quem pode e quem não pode ser um operador do direito ou como um mero sindicatozinho de advogados, preocupada com questões de apelo quase corporativo?

Por que essa minha cobrança? O Conselho Federal da OAB leu as barbaridades contidas no decreto presidencial nº 8.243? Seus doutores se ocuparam dos detalhes da proposta da presidente Dilma, que cria os ditos “Sistema Nacional de Participação Social” e “Política Nacional de Participação Social”? São capazes de perceber que o texto agride de maneira frontal o sistema representativo justamente no que ele tem de mais virtuoso: a igualdade de todos os indivíduos diante do Estado?

Muitos dirão que essa igualdade é maculada pelas diferenças sociais, o que é frequentemente verdade. Sabemos que nem todos podem pagar, por exemplo, os honorários milionários dos advogados estelares dos mensaleiros. Sabemos que, em parte, ainda vigora a máxima perversa de que polícia, no Brasil, existe para os três “pês”: pobres, pretos e putas — estas últimas, não custa notar à margem, no Brasil, começam a ser consideradas, ultimamente, as únicas virtuosas, mas deixo isso pra lá agora. Tudo isso é verdade. Mas será que se corrigem desigualdades instituindo uma canga sobre o estado?

Com que autoridade e com que legitimidade a presidente Dilma Rousseff e seu partido definem o que é e o que deixa de ser um “movimento social” e impõem a sua participação na administração do estado? Então o brasileiro comum, agora, é obrigado a ser um militante político caso não queira se tornar um cidadão de segunda classe? A verdade é que, sob o pretexto de incluir na legislação brasileira mecanismos de democracia direta, Dilma e o PT estão é criando a ditadura indireta.

É escandaloso em si que a OAB não tenha se manifestado até agora sobre essa excrescência.

E noto que, infelizmente, não é a primeira vez que a Ordem, que tem uma bela tradição de defesa da democracia e do estado de direito, cochila diante dos arroubos autoritários dos “companheiros”.

A propósito: a OAB goza de alguns privilégios que a tornam, em certa medida, um órgão público. Está preparada para ser, ela também, controlada pelos “movimentos sociais”?

30 May 18:35

Blackmagic Pocket cinema camera for $850 (with gift card). GH4 and YAGH kits still in Stock.

by 43rumors

Sounds like BMPC is feeling the pressure from the GH4 or maybe preparing a new successor. The current Blackmagic Pocket Cinema Camera sells for $998 at Adorama (Click here) but you get a $150 gift card for free(!) too. You basically pay $849 only for the camera.

$400 off on the GH4 with YAGH bundle at KenmoreCamera (Click here) and Omega Broadcast (Click here).

Panasonic 20mm f/1.7 II  $80 rebate and 4% reward at Adorama (Click here) and BHphoto (Click here). The rebate also runs at Amazon US (Click here) but without the 4%reward.

Lexar SD cards discounted at Adorama (Click here).

30 May 13:43

Most Cost Efficient Fighter In The Market

by Saab AB
.:

​Gripen has a very moderate life cycle cost compared to its competitors. Life cycle cost equals acquisition cost plus operational costs during the entire lifetime. Flight hour cost is a parameter included in operational cost. When comparing these costs, it’s important to calculate with equal conditions, i.e. to compare “apples with apples”. An independent study based on open source ordered by Saab was conducted by IHS Jane’s with the following results:

Janes Graph_700.jpg
Gripen has a considerably lower flight hour cost than its competitors. Some competitors are even several times more expensive than Gripen. There are three main reasons for this:

breakingthecostcurve_Eng.jpg
Cost consciousness from the start:

  • Cost has always been a design parameter and Saab’s engineers are asked to maximise performance at a given cost, not just to maximise performance freely.
  • Cost is a design parameter
  • Maintenance and mean time between failure is part of the design variables

We select the best suppliers

  • Saab is a systems integrator for Gripen
  • For every system category, we look for the best price-performance, choose freely, and select the suppliers that best meet our high standards

Lean and model based development

  • The models provide early design validation which reduces risk
  • ​The models help engineers to visualise systems’ behaviour and thereby help avoiding misunderstandings

Cost Summing up:

  • Cost is not something that is added later. It is built in from the very beginning “as a design feature”
  • Gripen is breaking the cost curve
  • Lowest life cycle cost on the market

Published: 5/30/2014 8:33 AM
30 May 13:40

Ronaldo continua um craque: “Nos vândalos, mascarados, tem de baixar o cacete mesmo”

by giinternet

Ronaldo Fenômeno

Ótima a performance de Ronaldo, o Fenômeno (foto), na sabatina da Folha. Disse o que tinha de dizer:
- é favorável a manifestações, mas, “nos vândalos, mascarados, tem de baixar o cacete mesmo”. Eis a objetividade de um craque!;
- Apenas 30% do que se prometeu de infraestrutura serão entregues, e isso o envergonha;
- ganhou seu dinheiro trabalhando, sem pedir favores, e não é culpa sua se não há hospitais decentes. Não é mesmo!:
- reafirmou o voto em Aécio Neves.

Leiam trechos do depoimento a Naief Haddad, Uirá Machado e Roberto Dias.
Protestos
Questionado sobre a possibilidade de protestos na Copa, Ronaldo disse que as manifestações pacíficas são “válidas”. As violentas, não. “A partir do momento em que há vândalos no meio disso, mascarados… A segurança pública tem de conter esses vândalos. Parece que as pessoas acordaram [para os problemas do país], mas acordou todo mundo junto. Ninguém sabe como fazer ou por onde ir. A população tem de protestar sem violência. Nos vândalos, mascarados, tem de baixar o cacete mesmo.”

Críticas à Copa
Em entrevista à Reuters, Ronaldo causou polêmica ao manifestar “vergonha” pelas obras da Copa. Nesta quinta (29), ele explicou que a reclamação não era pelos atrasos. ”A minha vergonha é pela população que esperava grande legado. Reformas de aeroporto, obras de mobilidade urbana… Os estádios estão aí. Bem ou mal, estarão prontos. Apenas 30% do que foi prometido [de obras de infra-estrutura] será entregue. Esta é a minha vergonha.”

Cansado de apanhar
Disse quatro vezes estar “indignado” com os atrasos e por, muitas vezes, ser responsabilizado por isso. Nos últimos meses, ele foi chamado de “imbecil” pelo escritor Paulo Coelho por ainda apoiar a Copa. O ex-atacante e deputado federal Romário (PSB-RJ) reclamou que o ex-colega de seleção estava “trocando de lado”. “Faz dois anos que eu venho levando porrada. Eu não mereço. O meu dinheiro ganhei de forma limpa. Não tenho empreiteira. Não peço favor a nenhum político. A culpa não é minha se o Brasil não tem hospital decente.”
(…)
Aécio Neves
Ele reafirmou o apoio a Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, anunciado na semana passada. Lembrou ser amigo do ex-governador mineiro desde 2000. “Meu voto é dele. Não é grande absurdo eu ter dito que vou votar no Aécio. Eu sou um cidadão como qualquer outro. Minha opinião é sincera. Não tenho ligação com nenhum partido”, disse.

Amigos
Para deixar claro que não tem filiação política, Ronaldo citou amigos que tem no PT e no PSDB. Disse que pretende apoiar Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e candidato a deputado federal. “Ele é meu amigo. E é do PT.” Também citou ter excelente relacionamento com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula. “Fui várias vezes almoçar com o Lula no [Palácio do] Alvorada. Eram almoços maravilhosos. Também gosto muito de estar com o Fernando Henrique, ele conta histórias incríveis. Eu não tenho relação com a Dilma. Talvez porque a Dilma não beba uma cachaça”, disse, rindo, lembrando a suposta preferência de Lula pela bebida.
(…)

30 May 13:40

Minha coluna de hoje na Folha: “O Partido do Crime”

by giinternet

Não se trata de um evento trivial. Luiz Moura (PT-SP), deputado estadual, foi surpreendido numa reunião na sede da Transcooper, uma cooperativa de vans e micro-ônibus, de que ele é presidente de honra, em companhia de 13 pessoas que, segundo a polícia, são ligadas ao PCC. Um assaltante de banco foragido participava do convescote. Segundo a polícia, o encontro tinha o objetivo de planejar novos incêndios contra ônibus na capital. Os veículos atacados pertencem invariavelmente a empresas privadas, nunca às tais cooperativas.

Moura integra o grupo político de Jilmar Tatto, deputado federal licenciado (PT-SP) e secretário de Transportes da gestão Fernando Haddad. O próprio Tatto é muito influente nisso que já foi chamado “transporte clandestino”, tornou-se “alternativo” e acabou sendo oficializado. Hoje, as cooperativas celebram contratos bilionários com a prefeitura.

Não há um só jornalista ou um só político de São Paulo que ignorem o fato de que o PCC se imiscuiu na área de transportes por meio de cooperativas. Em 2006, foi preso um sujeito chamado Luiz Carlos Efigênio Pacheco, então presidente da Cooper-Pam. Conhecido como “Pandora”, o homem foi acusado de financiar uma tentativa de resgate de presos de uma cadeia de Santo André. Ele negou ligação com o crime organizado, mas disse que, por ordem de Tatto, então secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy, levou para a sua cooperativa integrantes do PCC. O chefão petista repeliu as acusações. Só não pode repelir a sua óbvia proximidade com as ditas cooperativas e o incentivo que deu, ao longo de sua carreira, a essa, vá lá, “modalidade de transporte”.
(…)
No PT, Moura já não é um qualquer. Na sua festança de aniversário, a figura de destaque foi Alexandre Padilha, ex-ministro e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Discursou com entusiasmo. Se Padilha vencer, Moura poderá ajudá-lo a cuidar da área de transportes, como ajudou Marta Suplicy e Fernando Haddad. Está em sua honrada biografia.
*
Para ler a íntegra da coluna, clique aqui

 

30 May 13:40

Olympus president Hiroyuki Sasa says they will focus on premium mirrorless market.

by 43rumors

sasaceoolympus

Bloomberg and Toyo Keizai interviewed  Olympus Ceo Hiroyuki Sasa.

- Mirrorless market will growth particularly in the premium segment.
- Also Europe and North America mirrorless market is expected to grow. And OMD models did well.
- Olympus was mainly a compact camera producer and Olympus is now shifting to mirrorless system cameras. Low price models have been reduced
- Olympus expected a break-even last year but PEN sales were lower than expected. And Olympus also had delay in shipments (example for the E-M10).
- The camera unit will probably have operating profit of 5 billion yen in the 12 months starting April 2015, after a loss of 3.5 billion yen expected in the current fiscal year.
- Olympus targets to sell 630,000 units of mirrorless cameras this year, 24 percent higher than the previous 12-month period. Sales of compact cameras are expected to plunge to 1 million units this year from 2.71 million units a year earlier
- Olympus plans to focus their camera business also on new markets like vehicle cameras and of course medical business
- Olympus will never stop the digital camera business because it also influences technology development in other business (like the medical).

In short: More premium cameras to come and break even expected for the current fiscal year. Looks good if they can really achieve the goals!

30 May 01:35

REFAÇO O CONVITE: Vamos fugir! Deixemos o Brasil para os peles vermelhas de Carvalho, os peles verdes da Marina e os padres de tacape. Que as vastas solidões de Banânia se inundem de sapos, pererecas e ongueiros comendo larva de mosca

by giinternet

Pois é, pois é… José Eduardo Cardozo recebeu as lideranças indígenas um dia depois de um policial militar ter sido ferido por um flechada num dos infindáveis protestos dos silvícolas que tomam conta da Esplanada dos Ministérios. Pois é… Daqui a pouco, nesse processo regressivo que toma conta do Brasil, sob o comando da presidente Dilma Rousseff, os caetés ainda pedirão um novo bispo para deglutir, reavivando o sabor da carne certamente já tenra do bispo Sardinha. Não lhe bastou um naufrágio na costa de Alagoas em 1556, ainda teve de topar com “os verdadeiros donos do Brasil” cheios de fome… Desta feita, sugiro Gilberto Carvalho com batatas coradas.

Sim, senhores! Cardozo, aquele que garantiu que o Brasil é um país seguro para os estrangeiros — os 56 mil brasileiros assassinados em 2012 que se danem! — seguiu o padrão deste governo: bata, faça escarcéu, arranque sangue, mande a lei às favas e seja recebido pelo governo, com o tapete vermelho estendido.

O ministro recebeu uma comissão de 18 indígenas, entre eles, informa a Folha, o cacique Uilton Tuxá, da Bahia, que classificou o encontro como “o pior” de que já participou. “Ele [Cardozo] disse que não vai assinar nada. Que vai insistir na tentativa de construir mesas de diálogo”. Um dos silvícolas ameaçou: “Por culpa dele, muitos fazendeiros vão morrer”. Índios amarrados ao mastro da bandeira se soltaram e tingiram “o símbolo augusto da paz” de vermelho, o que significa, no simbolismo dos povos primitivos da floresta, uma “declaração de guerra”. Então vou de outro índio: “Ai, que preguiça!”.

Números
Querem números? Eu dou. Há 359 territórios indígenas completamente definidos no país, e outros 45 já foram homologados pela Presidência. Estão em discussão mais 212 áreas. Paramos por aí? Não! Há mais 339 pedidos de demarcação. Veja bem, leitor amigo: aquelas 359 áreas já resolvidas correspondem a 13% do território brasileiro. Caso se façam todas as vontades, a elas se acrescentariam, por enquanto, outras… 596!!! Depois falta resolver o problema dos quilombolas… De novo: o Brasil já destina hoje aos pouco mais de 500 mil índios que moram em reservas (de um total de pouco mais de 800 mil) uma área correspondente a 26,6 Holandas, 11 Portugais ou duas Franças.

O governo do PT reencruou a questão indígena, especialmente na gestão Dilma Rousseff. O encarregado da área é Gilberto Carvalho, o secretário-geral da Presidência. Seu braço-direito é um tal Paulo Maldos. Eles é que incendeiam as aldeias com a sua “política”. Esses dois respondem pela destruição de uma vila chamada Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. A turma de Carvalho e Maldos destruiu um povoado de quatro mil pessoas. É que ficou decidido que ela estava no meio da reserva Suaiá-Missú, dos xavantes. Nada ficou de pé. Nem a escola. Só restou uma igrejinha em meio a escombros. Se vocês querem saber do que é capaz a política humanista de Carvalho, vejam este filme.

Refaço o convite
Refaço um convite que já fiz aqui há quase um ano, no dia 1º de junho de 2013, relembrando, antes, mais um número.

Descontadas as áreas de preservação permanente — sim, também será preciso contemplar a fúria demarcatória dos ambientalistas —, toda a pecuária e toda a agricultura brasileira são produzidas em 27,5% do território brasileiro — pouco mais do dobro do que se destina hoje às reservas indígenas, onde não se produz um pé de mandioca. Quem frequenta praias do Litoral Norte, em São Paulo, passa à beira de uma reserva indígena, às margens da rodovia Rio-Santos. Os guerreiros estão com suas barraquinhas armadas à beira da estrada, vendendo palmito, ilegalmente extraído, e bromélias… É o que a Funai entende por preservação dos povos tradicionais…

Vamos fechar Banânia! Os brancos voltamos para a Europa; os amarelos, para a Ásia, os negros, para a África. Os mestiços podem tentar negociar — talvez servir de mão de obra escrava aos “racialmente puros”, sei lá… Vamos devolver o Brasil aos índios, deixando as vastas solidões para os 800 mil indígenas e para os sapos, as pererecas e os bagres da Marina Silva. A propósito: por que os ambientalistas fazem questão de ignorar a óbvia degradação do meio ambiente nas reservas indígenas? Já sei: ambientalista bom é aquele que briga com o agronegócio — ou não aparece nenhuma ONG estrangeira, geralmente ligada a produtores rurais americanos ou europeus, para financiá-los, né? Como, em regra, os índios não produzem nada e não precisam competir com ninguém — vivem de cesta básica, Bolsa Família e extração ilegal de madeira e minérios —, por que mexer com eles?

Chega de Banânia! Vamos embora deste lugar, gente! Não é que não haja por aqui um povo empreendedor. Mas é chato esse negócio de tentar produzir comida tendo de enfrentar os peles-verdes, os peles-vermelhas e os caras de pau.

Texto publicador originalmente às 22h10 desta quinta
29 May 23:58

Adams, um dos cotados para o STF, enroscou-se na Operação Porto Seguro; José Eduardo Cardozo, outro, seria o começo do tribunal bolivariano

by giinternet

Ai, ai… Que chatice! Vai começar, quer dizer, já começou, a bolsa de apostas para o substituto de Joaquim Barbosa. Como no poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, pode acontecer o óbvio, mas também pode aparecer um J.Pinto Fernandes que não havia entrado na história, né?

Quem são os cotados? Desde sempre, está na parada Luís Inácio Adams, titular da Advocacia Geral da União. Faz tempo que é cotado. Em 2012, seu prestígio sofreu um forte abalo por causa da Operação Porto Seguro. Uma das pessoas alvejadas foi o seu então segundo na AGU, José Weber Holanda, considerado uma espécie de chefe da turma à qual pertencia Rosemary Noronha, a Primeira-Amiga de Lula.

Weber era mais do que um subordinado de Adams. Era mesmo um amigo. Seu esforço para emplacá-lo em cargos públicos foi imenso, mesmo sabendo que o rapaz estava envolvido em alguns casos nebulosos, inclusive com processo na Justiça, de quando ainda era procurador-geral do INSS. Considerou-se, ora vejam!, que tinha bens incompatíveis com os seus rendimentos.

Em 2012, Adams estava cotado para a Casa Civil, e o episódio derrubou a sua candidatura. Voltou a cair nas graças do Planalto com o caso do programa “Mais Médicos”, do qual foi um defensor ardoroso. Um jornalista lhe perguntou o que aconteceria se os cubanos pedissem asilo ao Brasil. Ele não titubeou: “Nesse caso me parece que não teriam direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos.”

Cardozo
Outro candidato, também já faz algum tempo, é, acreditem, José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça. Nego-me, vamos dizer assim, a analisar a hipótese. Se for indicado, será a escolha clara pela, digamos, “bolivarianização” do tribunal.

Cardozo foi um dos coordenadores da campanha de Dilma à Presidência. Simpaticamente, ela o apelidava de um de seus “Três Porquinhos” — os outros dois eram Antonio Palocci e José Eduardo Dutra.

As declarações antigas e recentes de Cardozo — que se comporta sempre como militante do PT, nunca como ministro da Justiça — o desqualificam, obviamente, a fazer parte da Suprema Corte do país.

29 May 20:22

Dilma decidiu extinguir a democracia por decreto. É golpe!

by giinternet

Atenção, leitores!

Seus direitos, neste exato momento, estão sendo roubados, solapados, diminuídos. A menos que você seja um membro do MTST, do MST, de uma dessas siglas que optaram pela truculência como forma de expressão política.

De mansinho, o PT e a presidente Dilma Rousseff resolveram instalar no país a ditadura petista por decreto. Leiam o conteúdo do decreto 8.243, de 23 de maio deste ano, que cria uma tal “Política Nacional de Participação Social” e um certo “Sistema Nacional de Participação Social”. O Estadão escreve nesta quinta um excelente editorial a respeito. Trata-se de um texto escandalosamente inconstitucional, que afronta o fundamento da igualdade perante a lei, que fere o princípio da representação democrática e cria uma categoria de aristocratas com poderes acima dos outros cidadãos: a dos membros de “movimentos sociais”.

O que faz o decreto da digníssima presidente? Em primeiro lugar, define o que é “sociedade civil” em vários incisos do Artigo 2º. Logo o inciso I é uma graça, a saber: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.

Pronto! Cabe qualquer coisa aí. Afinal, convenham: tudo aquilo que não é institucional é, por natureza, não institucional. Em seguida, o texto da Soberana estabelece que “todos os órgãos da administração pública direta ou indireta” contarão, em seus conselhos, com representantes dessa tal sociedade civil — que, como já vimos, será tudo aquilo que o governo de turno decidir que é… sociedade civil

Todos os órgãos da gestão pública, incluindo agências reguladoras, por exemplo, estariam submetidos aos tais movimentos sociais — que, de resto, sabemos, são controlados pelo PT. Ao estabelecer em lei a sua participação na administração pública, os petistas querem se eternizar no poder, ganhem ou percam as eleições.

Isso que a presidente está chamando de “sistema de participação” é, na verdade, um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático de que aqueles que participam dos ditos movimentos sociais são mais cidadãos do que os que não participam. Criam-se, com esse texto, duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida pública e os que não têm. Alguém dirá: “Ora, basta integrar um movimento social”. Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político.

A Constituição brasileira assegura o direito à livre manifestação e consagra a forma da democracia representativa: por meio de eleições livres, que escolhem o Parlamento. O que Dilma está fazendo, por decreto, é criar uma outra categoria de representação, que não passa pelo processo eletivo. Trata-se de uma iniciativa que busca corroer por dentro o regime democrático.

O PT está tentando consolidar um comissariado à moda soviética. Trata-se de um golpe institucional. Será um escândalo se a Ordem dos Advogados do Brasil não recorrer ao Supremo contra essa excrescência. Com esse decreto, os petistas querem, finalmente, tornar obsoletas as eleições. O texto segue o melhor padrão da ditadura venezuelana e das protoditaduras de Bolívia, Equador e Nicarágua. Afinal, na América Latina, hoje em dia, os golpes são dados pelas esquerdas, pela via aparentemente legal.

Inconformado com a democracia, o PT quer agora extingui-la por decreto.

 

29 May 19:38

Procuradoria Eleitoral pede multa de R$ 750 mil a Padilha e ao PT por propaganda antecipada. É a lei.

by giinternet

Leiam o que informa Mateus Coutinho, no Estadão. Comento a seguir:
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-SP) entrou nessa quarta-feira, 28, com uma representação eleitoral contra o pré-candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha e o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), por propaganda eleitoral antecipada. Na ação, procurador regional eleitoral de São Paulo André de Carvalho Ramos, pede liminar para proibir a realização de novas caravanas e que o pré-candidato ao governo paulista e o PT paguem multa de R$ 750 mil. Para o procurador, a caravana “fere a igualdade de oportunidades entre os candidatos que concorrerão às eleições, em escancarada violação à isonomia”.

De acordo com o MPF, a representação contém documentos, gravações de áudio e vídeos de diversas caravanas realizadas pelo petista no Estado de São Paulo. Impedido de fazer campanha oficial antes do início do período eleitoral, Padilha realiza desde fevereiro uma série de viagens pelo Estado para se manter em evidência até julho, quando começa formalmente a disputa eleitoral. Ainda segundo a Procuradoria da República, na fase da chamada pré-campanha eleitoral, que vai até o início de julho, a lei permite a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambientes fechados e pagos pelos partidos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias.

Todavia, no entendimento do procurador eleitoral, os eventos “além de serem abertos ao público, em geral, contam com ampla divulgação nas redes sociais e meios de comunicação locais, havendo, inclusive, transmissão em tempo real”, afirma o procurador Carvalho Ramos. Além do mais, foram realizadas 12 caravanas, que percorreram 106 municípios do Estado de São Paulo.

(…)
Comento
A lei é dura, mas é a lei. O que Alexandre Padilha está fazendo é a mais escancarada e desavergonhada propaganda eleitoral antecipada. E o partido não esconde isso, é bom deixar claro. Trata-se de afrontar a lei de maneira clara, explícita, determinada e consciente.

O Artigo 36 da Lei 9.504 é claro: “Art. 36. A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição”. Aliás, o desrespeito não está apenas nessas caravanas, não. Nesta quarta, Padilha acompanhou a presidente Dilma numa solenidade sobre os 10 anos do programa Brasil Sorridente. E desandou a falar de eleição. Afinal, a imprensa fez perguntas a respeito, não é mesmo?

29 May 12:36

Francis I’s Theology of Universal Salvation

by David P. Goldman
(cross-posted from Asia Times Online)
http://atimes.com/atimes/Middle_East/MID-02-290514.html
By Spengler

There are two kinds of people: those who think that everyone will (or should be) saved, and those who don’t. Among the former are many – communist, socialists, and most present-day liberals – who assert that human agency can right all the world’s wrongs. There also are religious millenarians who believe that God has a plan for universal salvation, but because things do not work out this way, they feel obliged to help God accomplish what he does not seem eager enough to do on his own.

That is a religious outlook rejected by the Catholic Church. [1] After Pope Francis I’s journey to the Holy Land this weekend, though, it is hard to suppress the perception that in his heart he yearns for universal salvation, although his public discourse, to be sure, is consistent with Church doctrine. The Holy Father really seems convinced that he can fix the world, starting with a part of the world that no-one has been able to fix, and in any case does not especially require fixing.

His intervention into Middle Eastern politics, I believe, arises from deep theological convictions that override perceptions of fact and practicality. He appears to believe that a miracle will move the recalcitrant hearts of the contending parties in the Middle East. I believe in miracles, but I don’t think they can be summoned at will.

Why focus on the Israel-Palestine issue to begin with? The Muslim world long since put it on the back burner, as Lee Smithobserved last year. In the pope’s mind, the problems of the Palestinians – benign as they are compared to those of Syrians, Iraqis or even Egyptians – stand as a symbol of the ills of the world that a just God would want to fix. Francis has mistaken windmills for giants.

The pope’s strangest gesture, but perhaps his most characteristic, was to invite Israeli President Shimon Peres and Palestine Authority leader Mahmoud Abbas to the Vatican next month to pray for peace. Peres does not pray, as he hasacknowledged in public.

In the unlikely event that he were to pray, he could not do so in the Vatican, for Jews are forbidden to pray in buildings with Christian religious images. In any event he has no mandate to speak on Israel’s behalf, and will resign his largely ceremonial position in July. Outside of the world of miracles the exercise is triply pointless. According to most Islamic authorities, the same stricture applies to Abbas, who is not a religious man, either. A prayer session with Peres and Abbas is the stuff of the real maravilloso.

Everything a pope does should be viewed through the prism of theology. and a purely theological impulse led Pope Francis to wade into the minefields of Middle Eastern politics, as the champion of what he alone among the leaders of the West hails as the “State of Palestine”. For 20 years, the Israelis and the Palestine Authority along with the major powers have debated whether and on what conditions there might be a State of Palestine. Francis seems to believe that it will be so if he declares it to be so.

Kindness radiates from this pope, whose gestures to the Palestinians were balanced by unprecedented gestures to the Israelis – a wreath on the grave of Zionist founding father Theodor Herzl, and a declaration that the Holocaust was a uniquely evil act in world history. There is not a hint of ill will towards the Jews in Bergoglio’s public record. On the contrary, in his November 2013 encyclical he reaffirmed, “We hold the Jewish people in special regard because their covenant with God has never been revoked, for ‘the gifts and the call of God are irrevocable’.” The subject is neither the Jews nor the Arabs, but rather the new pope’s vision for the Catholic Church.

A controversy erupted in the Catholic world after Francis preached “universal redemption”, arguing that all people naturally seek the good because of the good ness of creation. The pope argued that atheists can do good just like Christians, and that “The root of this possibility of doing good – that we all have – is in creation … The Lord created us in His image and likeness, and we are the image of the Lord, and He does good and all of us have this commandment at heart: do good and do not do evil. All of us.”
But, Father, this is not Catholic! He cannot do good.
“Yes, he can… The Lord has redeemed all of us, all of us, with the Blood of Christ: all of us, not just Catholics. Everyone!”
Father, the atheists?
“Even the atheists. Everyone! We must meet one another doing good.”
But I don’t believe, Father, I am an atheist!
“But do good: we will meet one another there.”

By the pregnant word “there”, Francis did not necessarily mean Heaven. Catholic theologians hastened to point out that “redemption” means the potential for “salvation” after Jesus’ sacrifice on the Cross, which in Catholic doctrine redeems the whole world. Francis nonetheless blurs the distinction. The (mostly anti-religious) media hailed Pope Francis’ remarks as a declaration that one doesn’t have to adhere to Church doctrine to be saved. Those were not his words, to be sure, but that’s how the music sounded.

As the Church ministers to a shrinking number of individuals, it is tempted instead to try to save everyone. The Church is still growing in the United States mainly due to Hispanic immigration, but it is almost certain to shrink as Latinos leave the faith. In 2010, two-thirds of Americans in the United States of Hispanic origin identified as Catholics; by 2014 the figure had dropped to only 55%. Latin America is still majority Catholic, but not with strong conviction. A gauge of diminished faith is the decline of Latin American fertility from four children per female in 1985 to just two today.

How to respond to shrinking numbers of communicants is the subject of a quiet but impassioned debate. Francis’ predecessor, Pope Benedict XVI, advocated a small church strategy; he wrote in 1996 that the time may have come to “abandon traditionally Catholic culture” and consolidate the Church around “small seemingly insignificant groups” that nonetheless “bring the good into the world”. The alternative view is millenarian and messianic: despite the shrinkage of the Church itself, he believes, the Church in the person of its Supreme Pontiff will intervene in and transform the world.

Pope Francis’ sudden passion for a Palestinian state is not arbitrary. It is yet another expression of his millenarian hopes for the renewal of a Church that saves fewer individuals than ever but hopes instead to save everybody. We observe the same messianic universalism in his New Year’s message denouncing market-based capitalism, and in his willingness to soften doctrinal restrictions in order to broaden the Church’s tent. This troubles conservative Catholics, for example New York Times columnistRoss Douthat, who worries that small exceptions (permitting divorced Catholics to take Communion, for example) will lead to what he calls:

the late-Soviet scenario, in which Catholic doctrine is officially unaltered, but the impression grows that even the pope doesn’t really believe these things, and that when the church’s leaders affirm a controversial position they’re going through the ideological motions – like Brezhnev-era apparatchiks – and not actually trying to teach a living faith.

Francis has said nothing in public at variance with established doctrine, contrary to the impression given by media reports. It is all a matter of words and music. Putting the Church’s earlier emphasis on social issues such as abortion and traditional marriage in the background, Francis famously called the Church “a field hospital after battle”.

Leaving aside the niceties of dogma, that is a view quite different from most of his predecessors. It may portend a revolution in the Church unprecedented in its 2,000-year history. When the Church emerged in Europe in the Dark Ages, it was Europe: it assembled Europe out of the migrating riffraff of pagan tribes. European mainstream culture was Catholic culture, and by construction. The marginalization of the Church is an anomaly so at variance with its origins at character that it has elicited a truly novel response.

Traditionally, the Church taught that salvation comes through acceptance of its Sacraments and the forgiveness of sins by Jesus Christ by the proxy of a duly-ordained priest (although exception is made for righteous non-Catholics who have not explicitly repudiated Catholic doctrine). As the Church’s influence shrank in the aftermath of the two world wars, though, an alternative theology of universal salvation poked its head up through the rubble.

What Catholics believe, of course, is their affair; I am not a Catholic, and I do not share the Church’s views of sin, salvation and damnation. Nonetheless, the Church is the core institution of Western civilization and what it does affects the rest of us. Without presuming to instruct Catholics about their religion, I wish to call attention to some of these implications.

The great Swiss theologian Hans Urs von Balthasar proposed to hope that hell itself was empty (in two books published in 1986 and 1987, translated by Ignatius Press under the English titleDare We Hope That All Men Be Saved?). He wrote: “I would like to request that one be permitted to hope that God’s redemptive work for his creation might succeed. Certainty cannot be attained, but hope can be justified.”

That, to be sure, was a speculation carefully advanced at the end of a long and distinguished career, but it elicited cries of heresy. Urs von Balthasar insisted that the Church must “contrast Christian universality of redemption to Jewish salvation-particularism”. For most of its long history, the Church taught that it was Israel and that Gentiles were saved by adoption into Israel; not until the 1980s did John Paul II declare that the living, breathing descendants of Abraham still were “Israel” in a theological sense. John Paul II’s declaration (restated by his successor, Benedict XVI, as well as Francis I) that the Old Covenant never was revoked was a revolution in the Church’s relationship with the Jews. Nonetheless, the new universalism

also raises the prospect a new form of anti-Judaism. It abhors the notion that God has a particular love for any section of mankind.

Pope Francis’ impatience with Jewish particularism roils below an amicable surface. When Prime Minister Binyamin Netanyahu mentioned during his public meeting with Francis that Jesus spoke Hebrew, the pope corrected, “Aramaic!” Netanyahu patiently observed that Jesus spoke both languages. Israelis, for example the distinguished Jerusalem Post columnist Caroline Glick, read this (I believe correctly) as an effort to attenuate Jesus’ Jewish identity, that is, his association with the particularity of Israel. It is not that Francis does not want to love the Jews: he wants to love everyone in exactly the same way.

Not long ago, Catholic practice was nearly universal in the Catholic countries and admitted heretics were few; today, Catholic practice involves a small minority and the mainstream culture repudiates religion altogether and Catholicism in particular. Even most Catholics reject a great deal of Church doctrine, which explains the great popularity of Francis I; they believe the media stories that the new pope doesn’t much care about issues such as abortion and homosexuality.

From the viewpoint of traditional Catholic teaching, the vast majority of humankind, including the vast majority of citizens of once-Catholic countries, will suffer eternal damnation. Urs von Balthasar simply couldn’t stomach the notion: how could God be so cruel as to condemn the preponderance of his creatures? What would that say about the goodness of creation itself? [2] Inspired by his mystic soul-mate, the visionary Adrienne von Speyer, Urs von Balthasar formulated a novel and hugely influential mystical doctrine of universal salvation.

That is one drift inside the Church. Pope Benedict XVI, the former Cardinal Ratzinger, sought instead to consolidate the Church around a stronger core of faith. In his 1996 book Salt of the Earthhe put the matter as forcefully as possible:

Perhaps the time has come to say farewell to the idea of traditionally Catholic cultures. Maybe we are facing a new and different kind of epoch in the Church’s history, where Christianity will again be characterized more by the mustard seed, where it will exist in small, seemingly insignificant groups that nonetheless live and intensive struggle against evil and bring the good into the world – that let God in.

This formulation made headlines when the book’s first, German edition appeared. The largest-circulation news publication in the country, Der Spiegel, featured Ratzinger’s willingness to abandon “traditionally Catholic cultures” (the German read rather die Volkskirche, the popular Church). The distinguished Catholic philosopher Alisdair McIntyre also proposed a small-church strategy. I do not know why Ratzinger resigned his office, but sentiment in the Church clearly has shifted away from this view of the role of the Church.

Among Catholic writers in the English language, Joseph Bottum has addressed the problem most directly. He argued in a 2013 essay that the Church should not make a stand on the issue of gay marriage where it was bound to lose, but rather concentrate on broadening its tent: “We should not accept without a fight an essentially un-Catholic retreat from the public square to a lifeboat theology and the small communities of the saved that Alasdair MacIntyre predicted at the end of After Virtue (1981).”

Conservative Catholics heaped opprobrium on the author without, however, addressing the core issue: how should the Church respond to its marginalization by mainstream culture?

Ratzinger, in my view the last great man of the West, anticipated this problem from the 1950s onward. Not so his peers in the Church. The fall of communism during the papacy of John Paul II persuaded many Catholics that a glorious new era of Church history was at hand, in which Catholic Poland would set the tone for the industrial world (see First Things Last, Asia Times Online, July 22, 2013). On the contrary, Poland, like most of Eastern Europe and a good deal of Western Europe, is on course for a demographic catastrophe later in this century.

Benedict XVI believed in God’s special love for Israel, for the same reason that he believed in the particularity of a Church whose institutional and doctrinal integrity he fought to preserve. When he visited the Holy Land in 2009, Israeli newspaper columnist Aviad Kleinberg noted that Ratzinger

… was the confidant of Pope John Paul II, and his immense theological authority was a critical aspect of the previous pope’s moves … . John Paul and Ratzinger buried once and for all not only the accusation of the Jews’ murdering the messiah, but the entire theological theory that the Christians replaced the Jews and are now the Chosen People and that the New Testament annuls the Old Testament. The Old Testament is still valid, declared the two, and the Jewish people is still God’s chosen and beloved people.

Benedict made no attempt to insert himself into the Israeli-Palestinian conflict because he understood his role as spiritual; Francis, by contrast, has declared the plight of the Palestinians “unacceptable” and has inserted himself into a political process. It would be wrong to think of Benedict as “spiritual” and Francis as “political”.

On the contrary, different theologies are at work. The Palestinian problem is “unacceptable to Francis” not because the Palestinians are being butchered, as in Syria, or because they are starving, as in Egypt, or subject to constant terror attacks, as in Iraq. Except for the oil-rich Gulf states, Arabs in Judea and Samaria have the best living standards, health and educational levels in the whole of the Arab world. They suffer inconvenience and occasionally humiliation, but they are not at risk.

Other popes have taken political stands, notably John Paul II’s role in the Cold War. But St. John Paul did so under conditions when humanity was in real danger; Bergoglio staged a political theater when nothing more is stake than his own salvific ambitions. Benedict XVI offered a public critique of Islam’s propensity for unreason and violence; Francis offered a public embrace of his “dear brother” Sheikh Muhammed Hussein, the Mufti of Jerusalem, who has earned international condemnation for advocating the extermination of the Jews.

For Pope Francis, the Palestinian problem is “unacceptable” because it represents the failure of the world to elevate a people perceived to be downtrodden and oppressed: it is important for its symbolic value rather than its factual content. Never mind that the Palestinians have painted themselves into their own (rather comfortable) corner; their perceived plight is an offense to Pope Francis’ millenarian vision of universal salvation. Francis evidently feels he must intervene to right a perceived wrong, like an ecclesiastical Amadis de Gaula, because it is there.

I fear that the Church, the founding institution of the West, its pillar and mainstay, has lost its moorings. The State of Israel will do quite well without it; it was founded in 1947 against the opposition of the Church then immeasurably more influential, and does not require the blessing of the Church to flourish today. But Bergoglio’s behavior in the Holy Land bespeaks a dilution of the Church’s self-understanding and a deviation from its mission. In 2005 I wrote, “Something is stirring in the ashes of the West, and Benedict XVI yet might bring forth a flame.” I am less sanguine today.

Notes
1. The Catechism of the Catholic Church, paragraph 676, states: “The Antichrist’s deception already begins to take shape in the world every time the claim is made to realize within history that messianic hope which can only be realized beyond history through the eschatological judgement. The Church has rejected even modified forms of this falsification of the kingdom to come under the name of millenarianism, especially the ‘intrinsically perverse’ political form of a secular messianism.
2. How, indeed, can a good Creation produce an overwhelming preponderance of damned souls? That paradox lies at the heart of the particularist-universalist divide. Judaism is not a salvific religion in the Christian sense: the World to Come figures only hazily in Jewish thinking, and the rabbis taught that righteous Gentiles have as much share in the World to Come as pious Jews. But rabbinic Judaism has quite a different view of the goodness of Creation: God left Creation in an unfinished, imperfect state, so that humanity would have the task of perfecting it. SeeWhy Intelligent Design subverts faith, Asia Times Online, October 23, 2012.

29 May 10:44

Tentativa de assalto à filha e ex-mulher do ministro Cardozo não é lição de moral, mas instrui

by giinternet

Na tarde desta quarta, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que os turistas devem se sentir seguros no Brasil. À noite, sua ex-mulher e sua filha foram vítimas de uma tentativa de assalto, em São Paulo (leia post). É claro que a gente é tentado a fazer a crítica fácil, que, convenham, já vem pronta: “E aí, hein, ministro? Quer dizer que turista pode se sentir seguro!? Já os brasileiros…”.

Pois é. Trata-se de uma crítica tão fácil como errada. Todas as pessoas estão sujeitas a assaltos. A bobagem que seus respectivos pais ou ex-maridos falam não tem nenhuma relação com o episódio em si. Os burros e os inteligentes, os bons e os maus, os esquerdistas e os direitistas, os carnívoros, os vegetarianos e os herbívoros… Ninguém escapa. Assaltos não existem para aplicar lições de moral, para ser didáticos ou para punir quem não pensa como a gente. Assaltos existem porque alguém acha certo tomar na marra o que não lhe pertence. Se o país é viciado em impunidade e a transforma numa tradição, o que assaltou uma vez o fará muitas vezes; outros seguirão seu exemplo porque vão considerar que é um jeito fácil de ganhar a vida. E as consequências são conhecidas — nossas conhecidas.

É claro que falas de autoridades brasileiras nesses dias são irritantes, beirando a estupidez, a começar das de Cardozo. Veio a público ontem o número de homicídios no Brasil em 2012: mais de 56 mil. A taxa é de 29 por 100 mil habitantes. Uma aberração! O país, já lembrei aqui, tem um terço da população da América Latina e Caribe e responde por mais de metade dos homicídios.

À diferença, pois, do que diz o ministro da Justiça, o Brasil não é um país seguro: nem para estrangeiros nem para brasileiros; nem para os que têm pais que falam as coisas certas nem para os que têm pais que falam as coisas erradas. E olhem que ex-mulher e filha do ministro transitavam numa das capitais mais seguras do país. Em qualquer estado governado por seu partido, o PT, o risco é maior.

Leio que até o procurador-geral da República, sei lá com que autoridade ou expertise, resolveu dizer palavras tranquilizadoras aos turistas. Em reunião com empresários, a presidente Dilma Rousseff afirmou que vai chamar o Exército e que não permitirá que se encoste um dedo nas delegações estrangeiras.

Tudo isso, no fim das contas, é meio acintoso quando nos damos conta da desídia do Poder Público, com raras exceções, em matéria de segurança pública para os nativos, para este pobre povo de Banânia, que morre às pencas.

Convenham: nem seria preciso que a realidade se encarregasse de ser tão didática com Cardozo para que a gente se lembrasse o quanto ele e seu partido não fizeram nessa área. Termos chegado à Copa do Mundo — e, daqui a dois anos, às Olimpíadas — sem uma lei que puna com especial rigor pessoas que põem em risco a segurança coletiva é uma prova de irresponsabilidade.

Menos mau que os familiares do ministro possam contar com condições especiais de segurança, como carro blindado e escolta armada. A esmagadora maioria dos brasileiros tem a seu favor apenas a sorte. Além das palavras tranquilizadoras do ministro da Justiça.

29 May 09:43

Dilma afronta a legalidade em Brasília e em São Bernardo para fazer campanha. Ou: Quando os petistas não levam alguns da cadeia para o poder, eles é que vão do poder para a cadeia

by giinternet

Vejam estas fotos de dois políticos presos. Explicarei por que estão aí.

Maluf e Jader

Não posso fazer nada! Enquanto eles não pararem de cometer ilegalidades, eu não paro de acusá-los. Eles fazem aquilo que NÃO deveria ser o trabalho deles. E eu faço aquele que deve ser o meu trabalho. Reportagem de Ranier Bragon, na Folha de hoje, relata a natureza da conversa que manteve a presidente Dilma Rousseff, na noite de terça-feira, com dirigentes, parlamentares e governadores do PMDB, durante jantar no Palácio do Jaburu, sede da Vice-Presidência da República. Sim, leitor, trata-se de um prédio público, sustentado com o nosso dinheiro. Petistas e não petistas pagam as contas do Jaburu. Eleitores e não eleitores de Dilma arcam com os custos.

Dilma deixou claro, por exemplo, para que serve a candidatura do peemedebista Paulo Sakaf em São Paulo: “Temos duas candidaturas, uma que é a do ex-ministro [Alexandre] Padilha [PT], e o Skaf. Acredito que é essa a fórmula do segundo turno (…). Quero enfatizar esse fato, a gente não pode ser ingênuo e não perceber o que significa uma derrota dos tucanos em São Paulo, sendo bem clara”.

Convenham! Ela estava sendo claríssima. E praticando ilegalidades também! Estava usando dinheiro público — a estrutura do Jaburu — para convocar seus aliados para uma guerra contra um governador da oposição.

Dilma também fez afagos a peemedebistas. Elogiou, por exemplo, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão: “Em poucos lugares do Brasil construímos uma parceria tão fluida”. Pois é… Ocorre que o senador Lindbergh Farias, do PT, elegeu a gestão peemedebista do Estado como seu principal alvo. Tanto é assim que parte do PMDB vai fazer campanha para o tucano Aécio Neves, no chamado voto “Aezão”.

Mas nada fala tanto sobre o PT de hoje em dia como a declaração de apreço que Dilma fez pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA): “Tenho um grande respeito pelo Jader Barbalho. Acredito hoje que o Jader tem muita sorte, tem um filho que pode continuar a caminhada dele”. Ela estava se referindo à candidatura de Helder Barbalho ao governo do Pará.

Em 2002, Jader chegou a ser preso pela Polícia Federal, junto com outras dez pessoas, todas acusadas de envolvimento no escândalo da extinta Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). No dia 4 de outubro do ano anterior, tinha renunciado ao mandato de senador, não resistindo a uma chuva de acusações, como desvio de recursos do Banpará e emissão fraudulenta de Títulos da Dívida Agrária. Mas sabem como é… Dilma é dona do seu respeito.

Maluf
Nesta quarta, a presidente participou de um evento comemorando os dez anos do programa “Brasil Sorridente”. O ato se deu lá em São Bernardo. O atual ministro da Saúde, Artur Chioro, estava presente. Ocorre que o ex também estava: Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Mais uma vez, o dinheiro público financiava a festa e era posto a serviço de um candidato.

Indagado sobre a sua aliança com Maluf, em São Paulo, e se tiraria uma foto ao lado do deputado, Padilha afirmou: “Vai ter uma foto muito bonita com o PP e quem deve estar triste são aqueles que queriam o PP junto”.

Além de certos hábitos, Maluf tem em comum com Jader o fato de também ter sido preso pela Polícia Federal em 2005. O PT é mesmo um portento: quando não contribui para levar as pessoas da cadeia para o poder, seus homens fortes acabam indo do poder para a cadeia. Desse jeito, o Planalto ainda acaba não se diferenciando da Papuda.

Ah, sim: lá no alto, vocês veem Jader e Maluf, ambos presos pela Polícia Federal.

28 May 20:04

Posto de gasolina de deputado petista tinha até caça-níqueis

by giinternet

Por falar no deputado Luiz Moura (post anterior), Leio o que segue no Estadão. Volto em seguida.
Por Fernando Gallo:
O deputado estadual Luiz Moura (PT), que participou de uma reunião com suspeitos de integrar o PCC em março deste ano, foi alvo de uma ação judicial por contravenção penal por ter abrigado máquinas caças-níqueis em um posto do qual era dono. Moura, que hoje é dono de quatro postos de gasolina, foi sócio de um outro na Avenida Cupecê, na zona sul de São Paulo, no qual, em 2007, a polícia encontrou duas máquinas caça-níqueis que o próprio petista afirmou terem sido instaladas pelo homem que gerenciava o estabelecimento. Em 31 de agosto de 2007, a polícia compareceu ao posto após denúncia de que ele estava sendo utilizado para exploração de jogos de azar, o que é uma infração penal passível de punição com pena de prisão simples ou multa.

Levado para averiguação na delegacia, o frentista Marcio Junger Santos, único funcionário que estava trabalhando no momento da apreensão, afirmou que nada sabia, e que a única pessoa que poderia dar algum esclarecimento era ”o gerente Ricardo”. O frentista também afirmou desconhecer o real dono do posto. Pouco mais de um ano e meio após a apreensão das máquinas, em 17 de março de 2009,o delegado José Ademar de Sousa, do 43º Distrito Policial, ouviu Luiz Moura. Na ocasião, ele ainda não exercia mandato parlamentar. Foi eleito em 2010 e assumiu cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo em 2011. O petista declarou à Polícia que quem administrava o estabelecimento era o mesmo Ricardo mencionado pelo frentista, mas não soube informar o seu paradeiro – àquela altura, Moura já deixara de ser sócio do posto.
(…)

Voltei
Esse deputado Luiz Moura não é bolinho, não, como se diz na minha terra. É um empreendedor nato. Em 2005, para obter o perdão judicial, ele assinou uma declaração de pobreza. Vale a pena ler, mais uma vez, seus termos. Continuo em seguida.

atestado de pobreza moura

Dois anos depois, já era dono de posto de gasolina e empregador. Todo mundo sabe que é o tipo de negócio no qual não se entra apenas com alguns trocados. Tente você, leitor, abrir um posto de gasolina para ver se é fácil.

Todo mundo sabe também — e não estou fazendo uma acusação; trata-se apenas de uma constatação, que qualquer policial da área poderá confirmar — que postos de gasolina são uma das atividades escolhidas pelo crime organizado, inclusive o PCC, para lavar dinheiro. Não publicar essa informação é cometer uma omissão.

O secretário Jilmar Tatto, que é, inequivocamente uma espécie de líder político de Moura — e é outra informação pública em São Paulo — enviou uma carta ao blog afirmando que suas relações com o dito-cujo são apenas institucionais (post anterior). Então tá.

Institucionalmente falando, o que o PT pretende fazer? O deputado estava numa reunião com membros do PCC. Dou uma dica aos petistas caso estejam com alguma dúvida moral a respeito. Façam assim, companheiros: façam de conta que um deputado tucano ou do DEM estivesse numa reunião com membros do partido do crime para combinar ações contra os ônibus da cidade. O que vocês fariam? O que diriam? Que tese defenderiam?

Não é, assim, um exercício muito complicado, é?

28 May 20:04

Comissão do Senado aprova programa de Aécio que melhora o Bolsa Família; o PT, acreditem!, votou contra

by giinternet

É preciso pôr fim à sem-vergonhice política de tratar o Bolsa Família como dádiva de petistas. O programa é parte de uma política de Estado para minorar os extremos de pobreza no país. Não põe fim à pobreza, é bom que fique claro. Isso só se consegue com crescimento da economia, com inflação baixa, com geração de empregos de qualidade. Mas o programa, inequivocamente, colabora para tirar pessoas da miséria absoluta. Não foi criado pelo PT. Não é uma invenção de Lula. Trato disso daqui a pouco.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou dois projetos no Senado tratando do programa: um deles mantém o pagamento do Bolsa Família por seis meses para chefes de família que ultrapassarem a faixa de renda prevista para o recebimento do benefício. O outro incorpora o programa à Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Assim, o programa de transferência de renda passaria a ter recursos garantidos pelo Fundo Nacional de Assistência Social.

O primeiro foi aprovado nesta quarta na Comissão de Assuntos Sociais do Senado por 10 votos a 9. O PT, acreditem vocês, VOTOU CONTRA. Aécio contou com o apoio de senadores da base governista. Uma leitura ligeira poderia sugerir se tratar de um benefício indevido, com ônus para os cofres públicos, já que, mesmo fora da faixa, o pagamento continuaria a ser feito por seis meses.

É justamente o contrário. Hoje, constata-se, muita gente evita o emprego formal, com carteira assinada porque teme o imediato desligamento do programa, sem saber se permanecerá ou não no emprego que conquistou. Havendo a garantia suplementar, a tendência é que haja mais formalização da mão de obra. É uma boa proposta, que segue agora para votação na Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde será analisado em caráter terminativo. Se aprovado, segue diretamente para Câmara, sem passar pelo plenário.

O outro projeto
O outro projeto de Aécio, que o PT também tenta derrubar, faz com que o Bolsa Família seja uma política de estado. Os petistas não terão mais como fazer terrorismo: “Olhem, se Fulano ganhar, acaba o Bolsa Família…”.

Não custa lembrar que o programa NÃO FOI CRIADO POR LULA, E É FÁCIL PROVÁ-LO. O Bolsa Família é uma reunião de benefícios de ações que estavam em curso no governo FHC. No dia 20 de outubro de 2003, por meio de uma Medida Provisória, Lula os juntou num só e lhes deu um novo nome. Enviou o seguinte texto ao Congresso:

(…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás,instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

Retomo
Ele não criou nada. Os programas no governo FHC atingiam cinco milhões de famílias. E nem entraram na propaganda eleitoral tucana de 2002 porque o PSDB não fazia exploração eleitoreira dos benefícios. E lembro, para arrematar, o que já publiquei aqui: Lula era contra programas de bolsa porque considerava que eles deixavam o povo preguiçoso.

No dia 9 de abril de 2003, em visita ao semiárido nordestino, em companhia de Ciro Gomes, o então presidente fez o seguinte discurso, contra o Bolsa Família e em favor do seu programa Fome Zero, que nunca existiu:
Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.

Como se vê, Lula é que queria acabar com o Bolsa Família, dando, em troca, para as pessoas um prato de comida.

 

28 May 20:04

Congresso instala CPMI da Petrobras e elege governista para presidência; oposição tem 10 dos 32 membros; 3 do PMDB não são paus-mandados do Planalto

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Por Gabriela Guerreiro, na Folha:
O Congresso instalou nesta quarta-feira (28) a CPI mista da Petrobras (com deputados e senadores) que vai investigar denúncias de irregularidades na estatal. Ao contrário da CPI da Petrobras do Senado, que sofre boicote da oposição, a comissão mista de inquérito tem apoio de congressistas do DEM e PSDB –que compareceram em peso à primeira sessão. Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu temporariamente a liderança do partido no Senado para poder participar da instalação da CPI e eleger o seu comando. A oposição tentou eleger senadores “independentes” para o comando da CPI, mas aliados da presidente Dilma Rousseff conseguiram emplacar o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) como presidente da comissão por 19 votos a 10. O senador Gim Argello (PTB-DF) foi eleito vice-presidente da CPI com 18 votos contra 11.

Vital já preside a CPI do Senado da Petrobras, composta integralmente por governistas. O peemedebista, que é fiel aliado do Palácio do Planalto, vai acumular as presidências das duas comissões de inquérito. O deputado Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara, foi designado relator da CPI mista. Maia também mantém postura alinhada com o Palácio do Planalto e foi relator da CPI do Apagão Aéreo, em 2007. A oposição lançou a chapa dos deputados Enio Bacci (PDT-RS) e Fernando Francischini (PSDB-PR) para a presidência e vice-presidência da CPI, mas as indicações foram rejeitadas pela maioria governista. “É um protesto contra essa dominação que quer estabelecer o governo nessa comissão”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Ao contrário do que afirmam congressistas do PSDB e DEM, os aliados de Dilma sustentam que não é tradição do Congresso dividir o comando de CPIs com a oposição. “Não é verdade aqueles que dizem que é tradição da Casa dividir trabalhos”, disse a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Dos 32 membros titulares da comissão, apenas 10 são de partidos oposicionistas –embora três deputados do PMDB sejam considerados de postura mais “independente”, como o líder Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Membro mais idoso da CPI, o senador João Alberto (PMDB-MA) presidiu a primeira sessão da comissão de inquérito. Com a escolha do presidente, a CPI pode começar os trabalhos de investigação da estatal.
(…)

28 May 13:49

Deputado do PT que participou de reunião com PCC em que se planejavam ataques a ônibus vai discursar hoje. E com o apoio do partido! Faz sentido!

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Luiz Moura

Luiz Moura, do PT, deputado estadual em São Paulo (acima), deve discursar hoje na Assembleia Legislativa. Ele vai tentar explicar o que fazia numa reunião com membros do PCC, o partido do crime.

Refresco a memória de vocês. Em março, no auge dos incêndios a ônibus na capital, a Polícia Civil estourou uma reunião que acontecia na sede da Transcooper, uma cooperativa de vans e micro-ônibus, em que se planejavam justamente os ataques. Lá estavam, acreditem!, 13 membros do PCC. E quem mais participava do encontro? Ninguém menos do que  Luiz Moura, que é presidente de honra da Transcooper. Atenção, queridos leitores! Em três anos, essa cooperativa faturou, em contratos com a Prefeitura, R$ 1,8 bilhão. Sim, vocês leram direito: um bilhão e oitocentos milhões de reais! Há muito tempo a polícia investiga a infiltração do PCC no sistema de transportes da cidade. Só para registro: as dezenas de ônibus incendiados pertenciam, invariavelmente, às empresas privadas; nunca às cooperativas.

Luiz Moura é irmão do vereador Senival Moura, também do PT e igualmente ligado a associação de perueiros. Ambos são considerados subordinados políticos do secretário dos Transportes da cidade, o deputado federal petista licenciado Jilmar Tatto — aquele senhor que, durante greve recente de motoristas de ônibus, preferiu criticar a Polícia Militar. Tatto, ora vejam!, no papel ao menos, doou, sozinho, R$ 201 mil para a campanha de Moura, o homem que estava na reunião com o PCC. Entendo. Tatto prefere atacar outra sigla: a PM!

Jilmar Tatto, secretário de Fernando Haddad e chefe político de Moura

Jilmar Tatto, secretário de Fernando Haddad e chefe político de Moura

E o que vai dizer o deputado? Petista não é exatamente criativo em situações assim: vai jurar de pés juntos que não sabia que aqueles com quem se reunia eram membros da facção criminosa. Eles nunca sabem de nada. Os termos do discurso foram combinados numa reunião com a bancada petista nesta terça. O partido criou uma comissão interna para analisar o seu caso. Depois que a reunião veio a público, Tatto, o chefe político de Moura, preferiu silenciar.

Moura tem um biografia controversa. Foi condenado a 12 anos de cadeia por vários assaltos a mão armada. Não cumpriu pena porque fugiu e foragido permaneceu por mais de dez anos. Ao sair dessa forma particular de clandestinidade, solicitou e obteve o perdão judicial. Em 2005, assinou, imaginem, uma declaração de pobreza.

atestado de pobreza moura

Cinco anos depois, na disputa eleitoral de 2010, já declarava bens superiores a R$ 5 milhões. Em 2012, disputou a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos. Nesse caso, seus bens eram de pouco mais de R$ 1 milhão. Qual vale? Não sei.

Bens Luiz Moura

As duas declarações de bens: a de 2010, acima, e a de 2012, no alto

As duas declarações de bens: a de 2010, acima, e a de 2012, no alto

Bens Luiz Moura

As  declarações de bens de Moura: acima, a de 2010; no alto, a de 2012

As declarações de bens de Moura: acima, a de 2010; no alto, a de 2012

Na Assembleia, Moura é dado a práticas heterodoxas. Apresentou, por exemplo, o recibo de compra de combustível a que tem direito. O fornecedor, ora vejam!, é um posto de gasolina de que ele próprio é sócio.

Prestação de contas na Assembléia: enche o tanque no seu próprio posto de gasolina

Prestação de contas na Assembléia: enche o tanque no seu próprio posto de gasolina

Não é uma figura pequena no partido, não! Tanto é assim que, na festança de seu aniversário, a estrela foi ninguém menos do que Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. O vereador Jair Tatto, irmão do Jilmar, também estava lá. Compreensível! Não é todo dia que se tem a chance de prestigiar o presidente de honra de uma cooperativa que fatura R$ 1,8 bilhão em três anos em contratos com a Prefeitura. Padilha deve saber o que faz e por quê.

Padilha discursa animadaço na festa de  aniversário do deputado que participou de reunião com membros do PCC

Padilha discursa animadaço na festa de aniversário do deputado que participou de reunião com membros do PCC

O PT, como sempre, está dando a maior força a um de seus pilares morais. Quem pode negar que isso faz sentido?

Texto publicado originalmente às 3h55
28 May 13:49

Ora, quando as coisas se complicam, os esquerdistas também chamam o PVO: o Partido Verde-Oliva

by giinternet

Está em curso, como é evidente, e ninguém precisa fazer muito esforço para constatá-lo, um processo de demonização das Forças Armadas. A chefe da torcida é a própria presidente Dilma Rousseff, com a sua “Comissão da Verdade”, que está encarregada de embaralhar os dados da história brasileira, igualando fatos a mistificações. É dali que parte o ímpeto para tentar, entre outras coisas, rever a Lei da Anistia para levar militares ao banco dos réus. Quem apoia tortura? Que se saiba, ninguém. Os que se opõem à agressão da Lei da Anistia se alinham simplesmente com regras elementares do estado de direito.

Pois é… Em tempos assim, quem diria que uma esquerdista autêntica como Dilma Rousseff garantisse, numa reunião com empresários, que a ordem será mantida durante a Copa com o auxílio dos tais… milicos?  Não há nada de constitucionalmente excepcional nisso. Afinal, o Artigo 142 da Carta Magna estabelece que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Logo, os militares podem, sim, se ocupar da segurança interna se isso for necessário.

Que país curioso! As esquerdas, incluindo os petistas, transformaram numa pauta o que chamam de “desmilitarização das Polícias Militares”. Na hora em que a coisa aperta, como vemos, em vez de falar em desmilitarizar a PM, seja lá o que isso signifique, Dilma prefere apelar aos homens de verde.

Na tal reunião com empresários, a presidente disse que ofereceu tropas aos 12 Estados que sediarão jogos da Copa. Advertida para o risco de baderna, a exemplo do que se viu na Copa das Confederações, a presidente afirmou: “O que está em jogo é a imagem do país, não vou permitir que se repitam as cenas de violência da Copa das Confederações”. É? Não vai permitir como? Pretende fazer o quê? Ela já combinou com Gilberto Carvalho? Seu governo não conseguiu nem sequer votar uma lei que agrave a pena de quem põe em risco a segurança coletiva. A presidente que diz que não vai aceitar a violência recebeu em palácio militantes do MST que haviam ferido no dia anterior 30 PMs na Praça dos Três Poderes. Em São Paulo, chamou para um papinho os contumazes invasores de bens públicos e privados do MTST. Quem estimula a bagunça é o Palácio do Planalto.

Mas, ora vejam!, vai sobrar para o PVO mais uma vez,  O Partido Verde-Oliva, ao qual agora apelam os vermelhos.

A presidente assegurou ainda que não vai deixar que manifestantes “encostem o dedo” em delegações estrangeiras. Que bom! Falta agora que o governo federal demonstre intolerância com aqueles que encostam o dedo, sem autorização, também nos brasileiros, não é mesmo? A soberana acha “gravíssimo”, apelando a palavra sua, que se faça política com a Copa.

É mesmo? E o que tem feito o governo petista desde que ficou decidido que a disputa ocorreria no Brasil? E todas aquelas propagandas ufanistas, inclusive das estatais, exaltando o torneio como se fosse mais um feito heroico do petismo? Já que estamos no terreno militar, cumpre apelar a um clichê bem apropriado: o tiro saiu pela culatra, não é?

E, quando tudo dana, cumpre, então, convocar o Partido Verde-Oliva.

Texto publicado originalmente às 4h52
28 May 13:49

Um bibelô do ECA – Rapaz de 17 anos é apreendido pela polícia pela 19ª vez em SP

by giinternet

Por Rafael Ribeiro, no Agora:
Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela polícia, nesta terça-feira (27), pela 19ª vez em sete anos. Desta vez, ele foi flagrado pela PM enquanto mantinha um motorista de 31 anos como refém em uma tentativa de sequestro-relâmpago no Jardim Ubirajara (zona sul). Segundo informações da polícia, o adolescente e um cúmplice, armados com um revólver, renderam a vítima enquanto ela estacionava o carro no Grajaú (zona sul). Enquanto fazia ameaças de morte, a dupla exigia que a vítima entrasse em contato com seus familiares para pedir R$ 4.000 de resgate. Testemunhas viram a abordagem e acionaram a PM. Apenas o jovem foi detido. O outro acusado fugiu.  O adolescente foi flagrado pela última vez em 2012. Na ocasião, foi detido, armado, em um carro roubado na região do Ibirapuera (zona sul). Cumpriu medida socioeducativa de um ano e meio na Fundação Casa e ganhou direito à liberdade assistida.

28 May 13:46

Belief In Evolution Doesn't Measure Science Literacy

by Soulskill
cold fjord writes: "Dan Kahan at the Yale Law School Cultural Cognition Project says, 'Because imparting basic comprehension of science in citizens is so critical to enlightened democracy, it is essential that we develop valid measures of it, so that we can assess and improve the profession of teaching science to people. ... The National Science Foundation has been engaged in the project of trying to formulate and promote such a measure for quite some time. A few years ago it came to the conclusion that the item "human beings, as we know them today, developed from earlier species of animals," shouldn't be included when computing "science literacy." The reason was simple: the answer people give to this question doesn't measure their comprehension of science. People who score at or near the top on the remaining portions of the test aren't any more likely to get this item "correct" than those who do poorly on the remaining portions. What the NSF's evolution item does measure, researchers have concluded, is test takers' cultural identities, and in particular the centrality of religion in their lives.' Kahan also had a previous, related post on the interaction between religiosity and scientific literacy"

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28 May 00:13

Why You Shouldn't Use Spreadsheets For Important Work

by Soulskill
An anonymous reader writes "Computer science professor Daniel Lemire explains why spreadsheets shouldn't be used for important work, especially where dedicated software could do a better job. His post comes in response to evaluations of a new economics tome by Thomas Piketty, a book that is likely to be influential for years to come. Lemire writes, 'Unfortunately, like too many people, Piketty used spreadsheets instead of writing sane software. On the plus side, he published his code on the negative side, it appears that Piketty's code contains mistakes, fudging and other problems. ... Simply put, spreadsheets are good for quick and dirty work, but they are not designed for serious and reliable work. ... Spreadsheets make code review difficult. The code is hidden away in dozens if not hundreds of little cells If you are not reviewing your code carefully and if you make it difficult for others to review it, how do expect it to be reliable?'"

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28 May 00:10

PSTU decide fazer do usuário do metrô refém de suas táticas

by giinternet

É o fim da picada! O PSTU, que não consegue eleger ninguém, comanda, no entanto, o Sindicato dos Metroviários. A “categoria” — vale dizer: a meia dúzia de partidários de Altino Prazeres, o presidente da entidade — decidiu decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 5 de junho.

Os “camaradas” reivindicam, ora vejam!, nada menos de 35,47% de reajuste. Com base em quê? Ora, em nada! É que, vocês sabem, os dias andam propícios para que se peça o impossível.

O metrô ofereceu 5,2%. O Tribunal Regional do Trabalho chegou a propor quase o dobro — imaginem!: 9,5%. Mas quê… O prazer de Altino é outro, não é? Segundo ele, “nós vamos arrancar nossa reivindicação, que é de dois dígitos”. No dia 4 de junho, haverá uma nova tentativa de negociação.

Prazeres, o camarada do PSTU, não esconde a tática da chantagem, embora negue: “Nós não escolhemos a data da Copa do Mundo, mas a proximidade da Copa cria uma pressão enorme sobre o governo de São Paulo e sobre o tribunal, então greve tem que ser dia 5”.

É isso, tá, pessoal? Você, que é usuário do metrô, saiba: Altino decidiu transformá-lo em bucha de canhão das táticas de seu partido.