Shared posts

28 May 00:13

Opa! Chamem os antropólogos de esquerda do Complexo Pucusp!

by giinternet

Eita! Estamos avançando! Já chegamos à era da guerra com arco e flecha em plena Praça dos Três Poderes, em Brasília. Vamos convocar os antropólogos de esquerda do Complexo Pucusp para analisar essa, como direi?, volta às raízes. E se a Praça dos Três Poderes fosse desapropriada e entregue aos índios, hein? Com raras exceções — algumas cabeças no Supremo e no Congresso —, poder-se-iam produzir coisas mais interessantes por lá. Também aceito reivindicações de quilombolas, de ETs, de povos estranhos de áreas ignotas… Leiam o que vai na VEJA.com. Volto em seguida.

Um turista estrangeiro que desembarcou em Brasília e resolveu ver de perto a taça oficial da Copa do Mundo, exposta no Estádio Nacional nesta terça-feira, foi surpreendido com cenas de faroeste. Índios que realizavam um ato no Congresso Nacional pela demarcação de terras protegidas se juntaram a manifestantes que marchavam contra a realização da Copa e entraram em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal. Durante a confusão, imagens de emissoras de televisão mostraram índios disparando flechas contra policiais a cavalo – a assessoria da PM confirmou que um policial foi atingido na perna por uma flecha.

Para proteger as instalações do estádio, a PM interditou o trânsito nas principais vias do Plano Piloto de Brasília e destacou 500 homens, incluindo a Tropa de Choque e o Batalhão da Cavalaria. Baderneiros atacaram dois carros da polícia e tentaram furar os bloqueios. A PM respondeu com bombas de efeito moral.

A PM não informou se houve detidos até agora, mas imagens de televisão mostraram uma pessoa sendo conduzida para uma viatura.

Retomo
Ah, que pena que eu não estava lá! Começaria a declamar Gonçalves Dias. Índio com rima e ritmo é bacana! Cadê Gilberto Carvalho, o interlocutor do mundo indígena? Cadê Paulo Maldos, que é a pessoa destacada pelo ministro para organizar essas demandas?

Escrevo com a pena da galhofa? Não é, não, leitor! É melancolia mesmo…

 

28 May 00:12

O Itamaraty, infelizmente, não tem nada a esconder!

by giinternet

Parece que o ataque dos hackers ao Itamaraty se limitou mesmo aos e-mails de funcionários. Informações consideradas sigilosas pelo Itamaraty teriam sido preservadas. O problema inicial teria sido o mais simples para simplórios: supostas mensagens de colegas com anexos maliciosos — uma vez abertos, os cavalos de troia se instalam. Então tá.

Que bom a gente descobrir que informações consideradas sigilosas foram preservadas. Seria muito triste a gente constatar que o Itamaraty não tem nada a esconder. Todas as suas escolhas vergonhosas, convenham, são feitas mesmo às claras, não?

Querem um exemplo? Quando o Brasil participou da patuscada que impediu a deputada venezuelana Maria Corina de falar na OEA, a decisão não foi tomada às escondidas! Não! Foi tudo feito assim, à luz do dia. Ela foi cassada pela ditadura comandada por Nicolás Maduro sem que o Brasil desse um pio. Mais de 40 pessoas assassinadas sob o silêncio cúmplice do governo Dilma.

Pior: o Brasil tomou como sua uma nota oficial emitida pelo Mercosul — sob a presidência rotativa da Venezuela — que censurava apenas a oposição e endossava a ação repressiva do governo. E não tomou essas decisões no escurinho, não! Isso quer dizer que a nossa política externa é feita, como direi?, sem nenhuma vergonha. A gente não tem mesmo nada a esconder.

28 May 00:12

NA BOCA DA URNA – Dilma confirma desoneração permanente da folha de 56 setores

by giinternet

Por Talita Fernandes, na VEJA.com:
A presidente Dilma Rousseff confirmou a desoneração permanente da folha de pagamento para os 56 setores que já são beneficiados, como construção, automotiva, pneumáticos, têxtil, naval, aérea, material elétrico, meios de comunicação, móveis, brinquedos. O programa começou a ser implementado pelo governo em 2011 e perderia a validade no final deste ano. No fim do ano passado, Dilma havia confirmado a intenção de manter a renúncia fiscal para o setor industrial.

O ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que a expectativa é que a renúncia fiscal seja da ordem de 21,6 bilhões de reais ao ano, considerando as atuais áreas da economia já beneficiadas e com base no montante estimado de perda de arrecadação para 2014. O ministro reforçou que os setores beneficiados pela desoneração da folha elevaram o nível de emprego, enquanto áreas não contempladas reduziram a quantidade de trabalhadores, de maneira geral. Nenhum novo setor será incluído no programa neste ano.

Para tornar a desoneração permanente, o governo vai encaminhar uma lei para o Congresso Nacional nos próximos dias. “Não acredito que haja qualquer dificuldade de aprovação desta lei”, disse Mantega.

A decisão de tornar permanente a desoneração da folha acontece num momento em que o governo tenta evitar a perda de apoio da indústria na corrida presidencial. Além desse afago, a presidente anunciou recentemente incentivos ao setor agrícola, que tem salvado o Produto Interno Bruto de um crescimento ainda mais irrisório.

Na semana passada, a presidente e os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e da Fazenda, Guido Mantega, estiveram reunidos com 36 representantes de associações. No encontro, foi discutido o anúncio da desoneração permanente, a redução da parcela de entrada para adesão ao programa de parcelamento de débitos tributários (Refis) e a continuidade do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra). “Tudo isso está sendo analisado. Nas próximas semanas teremos uma posição sobre esses dois temas”, informou Mantega.

27 May 21:14

Recorde de assassinatos: Brasil teve em 2012 a maior taxa de homicídios desde 1980

by giinternet

O Brasil atingiu, em 2012, a maior taxa de homicídios de que se tem registro desde 1980. Os dados estarão na nova edição do Mapa da Violência, estudo anual que detalha as mortes de causas externas no país. Uma prévia do documento, que deve ser lançado nas próximas três semanas, destaca os 56.337 assassinatos de 2012 e a taxa da 29 ocorrências para cada 100.000 habitantes. Até então, o ano com maior incidência de homicídios na população brasileira havia sido 2003, quando a taxa foi de 28,9.

O Mapa da Violência toma como base o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde – referência empregada na maior parte do mundo, por ser a mais precisa para especificar quantidade e tipo de óbito. A análise preliminar disponível no site do Mapa é a de que, na década de 2002 a 2012, os homicídios crescem 13,4% – e, descontado o aumento da população, há aumento de 2,1% no universo de casos. A próxima edição, Mapa da Violência 2014 – Os Jovens do Brasil, ressaltará o crescimento significativo de vítimas de acidentes de transportes na década – um aumento de 38,3%, passando de 33.288 registros no país para 46.581.

O crescimento de 2011 para 2012 nos casos de homicídio em todo o território nacional foi de 7%. O aumento mais alarmante se deu em Roraima, com crescimento de 71,3% na taxa. Ceará e Acre, com 36,5% e 22,4% também se destacaram negativamente. Só em cinco unidades da federação foram registradas quedas nas taxas de homicídios, diz a prévia do documento. Houve quedas insignificantes no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, e moderadas nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

A análise preliminar disponível no site do Mapa da Violência destaca três períodos principais de comportamento das taxas de homicídio no Brasil, a partir de 1980. Entre a década de 90 e o anos de 2003, diz o texto, houve “crescimento acelerado das taxas de homicídio, centrado na explosão desenvolvimentista de poucas grandes metrópoles”. O país teve, em 1980, 13.910 homicídios – e taxa de 11,7. Em 1990, a taxa saltou para 22,2 – ano em que foram registrados 31.989 assassinatos. Em 2003, quando a taxa chegou a 28,9, houve 51.043 homicídios no Brasil.

De 2003 a 2007, destaca o estudo, “estratégias de desarmamento e políticas nos Estados mais violentos resultam, primeiro, em quedas, e mais tarde em estabilização nas taxas de homicídio”. O período de 2007 a 2012 é marcado por uma retomada na tendência de crescimento dos homicídios, com aumento de 15,3% no quinquênio.

27 May 21:13

A guerra civil não declarada

by giinternet

Vergonha! Em 2012, houve 56.337 homicídios no Brasil. Não há guerra civil no mundo que mate tanto. Ou melhor: há! A guerra civil não declarada do Brasil.

A taxa de mortos chegou a 29 por 100 mil habitantes. Na Alemanha, é de 0,9. Mata-se no Brasil 32 vezes mais.

Segundo a ONU, na América Latina e Caribe, com população estimada em 600 milhões, são assassinadas 100 mil pessoas por ano. Com pouco menos de um terço dos habitantes, o Brasil responde por mais da metade dos cadáveres. Esse é um país real demais para produtivistas, administrativistas e nefelibatas. A campanha eleitoral já está aí. Quem terá a coragem de pôr o guizo no pescoço do gato?

Qual é o nome? Impunidade. Mais uma vez, os dados desmoralizam os preconceitos de boa parte da sociologia da pobreza. Tenta-se, de forma estúpida e preconceituosa, ligar a pobreza à violência. Mentira! O Brasil cresceu, em anos recentes, a taxas consideráveis. E a violência aumentou.

Quando saírem os dados por estado, vocês verão que a violência explodiu no Nordeste, e, no entanto, a região cresceu a uma taxa superior a de estados do Sul e Sudeste. O que faz aumentar a violência não é a carência, a miséria material. O que faz aumentar a brutalidade é a certeza da impunidade.

Mais: os poetastros da segurança pública apostaram que o tal Estatuto do Desarmamento faria milagres. Tentaram até proibir a venda de armas legais. Ora, a arma na mão de um homem de bem, comprada legalmente, representa baixo risco. A questão é saber quem vai tirar o berro da mão do bandido.

Ainda voltaremos ao assunto. Há muito tempo, a questão dos homicídios no Brasil é um tema que requer uma ação do governo federal, que é omisso a respeito. O país nem mesmo conseguiu unificar um sistema de dados de todos os estados.

Insista-se: sozinho, o Brasil responde por quase 60% dos assassinatos da América Latina e Caribe, embora tenha apenas um terço da população.

Existe uma guerra civil não declarada no país real, que não costuma aparecer no discurso dos políticos.

 

27 May 21:02

A lei antiterrorismo e a confusão de sempre, agora na fala de Janot

by giinternet

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou de uma audiência Pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para debater a reforma do Código Penal. Falou-se da necessidade de o Brasil ter uma lei contra o terrorismo. Somos uma das poucas democracias do mundo a não tê-la.

O Inciso VIII do Artigo 1º da Constituição diz que o Brasil repudia o terrorismo. O Inciso XLIII do Arrigo 5º considera a prática crime inafiançável e não passível de graça. O Brasil é signatário de tratados que o colocam como crime contra a humanidade, imprescritível.

E, no entanto, até agora, o Brasil não definiu o que é terrorismo. Portanto, não há pena para ele. É preciso apelar a outras expedientes, com penas sempre brandas.

Janot falou da necessidade de o país ter uma lei. Afirmou: “Há uma dificuldade enorme de se definir o crime de terrorismo em razão das varias manifestações que se colocam, essa onda de protestos. O que se pode ter é verificar os pontos em que ele toca. Ele envolve necessariamente violência física ou psicológica. Ele se destina a provocar medo ou terror e se destina a gerar medo ou terror em larga escala, de maneira que ultrapasse em muito as pessoas envolvidas no delito praticado”.

Logo, é preciso ter a lei. Mas aí o próprio Janot se encarregou de embaralhar ao debate ao afirmar que uma lei contra o terror não pode criminalizar os movimentos sociais. Pronto! Aí ficou tudo confuso! Digam-me aqui: quando alguém mete fogo em ônibus e paralisa, sob grave ameaça, o transporte público, isso é movimento social? Acho que não! Se invasores de terras ou de propriedades urbanas fazem a população refém de sua violência, isso é movimento social?

É bom não esquecer que, mundo afora, o terrorismo fala a linguagem da reivindicação. Ora, a questão não é de nome, mas de fato. É inaceitável que grupos minoritários, por mais legítimas que sejam as suas reivindicações, continuem a submeter a maioria da população a suas chantagens.

A comissão de juristas que enviou a proposta ao Senado pede punição de 8 a 15 anos para quem causar terror à população. Entre as condutas consideradas terroristas, está “Incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado” e “sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com grave ameaça ou violência a pessoas, do controle, total ou parcial, ainda que de modo temporário, de meios de comunicação ou de transporte”.

Muito bem! A proposta parecia boa. Mas esse mesmo texto diz que “no constitui crime de terrorismo a conduta individual ou coletiva de pessoas movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios”.

Ora, que grupo terroristas não alega propósitos sociais ou humanitários? Felizmente, o senador Pedro Taques (PDT-MT), relator da comissão especial que vai propor um texto final, não abraçou essa excrescência.

Enquanto o debate ficar nessa falsa polarização e a violência for considerada, na prática, uma forma legítima de manifestação, o país continuará refém de bandidos disfarçados de defensores do bem.

27 May 18:39

Papa deixa “porta aberta” para discutir celibato na Igreja

by giinternet

Na VEJA.com. Volto no próximo post.
O papa Francisco sinalizou uma possibilidade de discussão sobre o celibato dentro da Igreja Católica, em entrevista concedida durante o voo de volta a Roma depois da primeira visita do pontífice à Terra Santa. “A Igreja Católica tem padres casados, católicos ??gregos, católicos coptas e no rito oriental. Não é um debate sobre um dogma, mas sobre uma regra de vida que eu aprecio muito e que é um dom para a Igreja. Por não ser um dogma de fé, a porta sempre está aberta”, disse o papa, em declaração reproduzida pelo jornal espanhol El País.

Ao deixar claro seu apreço pelo celibato, o pontífice reafirma uma posição pessoal já presente nos diálogos com o rabino Abraham Skorka, ao longo de 2010, que deram origem ao livro Sobre o Céu e a Terra. Em um trecho que trata do celibato, Jorge Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, diz: “No catolicismo ocidental, o tema é discutido impulsionado por algumas organizações. Por enquanto, a disciplina do celibato se mantém firme. Há quem diga, com certo pragmatismo, que estamos perdendo mão de obra. Se, hipoteticamente, o catolicismo ocidental revisasse o tema do celibato, acredito que o faria por razões culturais (como no Oriente), não tanto como opção universal. Por ora, sou a favor de que se mantenha o celibato, com seus prós e contras, porque são dez séculos de boas experiências, mais que de falhas”.

A manifestação de Francisco no retorno a Roma ocorre alguns dias após um grupo de 26 mulheres italianas enviarem uma carta ao sumo pontífice pedindo para ele repensar o veto ao casamento mantido para os padres. “Caro papa Francisco, nós somos um grupo de mulheres de todas as regiões da Itália que escrevemos para romper a parede de silêncio e de indiferença que nos cerca todos os dias. Cada uma de nós vive, viveu ou gostaria de viver uma relação de amor com um membro do corpo eclesiástico, por quem somos apaixonadas”, afirmam as signatárias. As mulheres não revelaram suas identidades nem os nomes dos seus companheiros padres, mas deixaram um número de telefone na correspondência e pediram “com humildade, que alguma coisa mude, não apenas por nós, mas também pelo bem de toda a Igreja”.

Em março, o papa defendeu o celibato dos padres ao falar para bispos africanos. Na ocasião, disse que os futuros padres devem ser bem formados desde o seminário “para viver de verdade as exigências do celibato eclesiástico, assim como ter uma relação justa com os bens materiais”. Em setembro do ano passado, Pietro Parolin, às vésperas de assumir a Secretaria de Estado e tornar-se o número dois do Vaticano, afirmou que o celibato “não é um dogma da Igreja e pode ser discutido, porque é uma tradição eclesiástica”. Especialistas logo alertaram que não havia nada de novo no discurso do futuro secretário. Em 1997, o cardeal e teólogo Joseph Ratzinger, que se tornaria o papa Bento XVI, escreveu um livro, O Sal da Terra, afirmando que o celibato “com certeza não é um dogma”. Na época, o alemão Ratzinger era o chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.

O livro João Paulo II – Estou nas Mãos de Deus, que reúne anotações pessoais do papa, também traz reflexões sobre o tema: “O celibato sacerdotal é um mistério sobrenatural e, ao mesmo tempo, um dom de Deus, um carisma, para dedicar-se às coisas do Reino com coração indiviso”. Em seguida, o papa lança a pergunta: “Penso eu assim sobre esse tema? Como vivo meu celibato? O sacerdócio não é o celibato, mas o celibato fortalece o sacerdócio. O celibato é comprometer-se para sempre, aqui está a grandeza do homem”.

Abuso sexual
Durante o voo, o papa voltou a condenar a pedofilia dentro da igreja e revelou que “dentro de poucos dias” celebrará uma missa na residência de Santa Marta para um pequeno grupo de vítimas de abuso. “Há seis ou oito pessoas da Alemanha, Inglaterra e Irlanda. E, em seguida, vou me reunir com o cardeal [Sean Patrick] O’Malley, o presidente da comissão contra os abusos. Mas é isso, temos de seguir em frente. Tolerância zero!”, disse.

“Não haverá tratamento preferencial quando se tratar de abuso de crianças. Esse é um problema muito sério. Quando um padre comete abuso, ele trai o corpo do Senhor. Um padre deve guiar as crianças pelo caminho da santidade. E a criança confia nele. Se em vez disso, ele abusa dele ou dela, é algo muito sério”, acrescentou, revelando ainda que o Vaticano está investigando três bispos por crimes relacionados a abuso de menor

27 May 18:39

Celibato na Igreja Católica tem se mostrado um desastre; chegou a hora de revê-lo

by giinternet

O papa Francisco afirmou o óbvio (leia post): o celibato não é um dogma da Igreja. Não é novidade. A questão pode ser debatida sem que se abalem as estruturas da igreja. Já escrevi bastante a respeito. Os dias em curso e suas circunstâncias indicam que o celibato é uma escolha desastrada. Vamos lá, arrumar mais um pouco de confusão…

Boa parte do que se chama “escândalo de pedofilia” na Igreja, vamos deixar claro, pedofilia não é porque faltam aos eventos as características próprias a esse tipo de perversão: misturam-se questões de natureza puramente legal com o que, creio, seja uma patologia. Sem querer ser abusado, noto: quando um padre se enrosca com um rapaz de 15, 16 anos na sacristia, isso não é pedofilia, mas só homossexualidade.

Os casos da chamada “pedofilia” na Igreja — seja a dita-cuja propriamente, seja a homossexualidade — são muito menos frequentes do que se alardeia. Deve haver algo em torno de 450 mil sacerdotes católicos espalhados pelo mundo. Se 1% sair por aí fazendo besteira, são 4.500. Imaginem o efeito que isso tem. Toma-se a parte mínima pelo todo. Não tenho dados, mas suponho que, separadas por categorias profissionais, não é improvável que haja 1% de pedófilos — da fato! — até entre os… especialistas em pedofilia…

A Igreja Católica não pode ser um armário. A imposição do celibato leva para o sacerdócio, infelizmente, pessoas que tentam esconder sua sexualidade — que, não obstante, aflora em razão de circunstâncias particulares da vida religiosa. Certamente, a esmagadora maioria dos padres é fiel a uma escolha. Mas basta uma minoria para fazer um estrago danado. Acabar — e vai demorar — com o celibato corresponde a cercar as possibilidades de erro.

Decisão humana
O celibato sacerdotal na Igreja Católica foi instituído no ano 390 — portanto, a Igreja viveu quase quatro séculos sem ele. Sei que estou entrando numa pinima danada. Já me bastaria o ódio dos que chamo partidários da “escatologia da libertação” (que, de teologia, não tem nada). Talvez vire alvo, também, dos conservadores. Ok. Como diria Padre Vieira, “pelo costume, quase se não sente”. Adiante: o celibato é matéria apenas de interpretação, nada mais. Torná-lo uma questão de princípio, como é a defesa da vida — e, pois, a rejeição ao aborto —, é superestimar uma (o celibato) e rebaixar outra (a defesa da vida).

Na minha Bíblia — e na sua também, leitor amigo —, São Pedro tem sogra. Sei que sou aborrecidamente lógico às vezes, mas é de supor que tinha ou teve uma mulher: “E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E tocou-lhe na mäo, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os”. Está em Mateus, 8:14-15.

Na Primeira Epístola a Timóteo, ninguém menos que São Paulo recomenda:

“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento” (I Tim, 3:1-3).

Os defensores radicais do celibato pretendem dar a estas palavras um sentido diverso. Desculpem. Trata-se de forçar a barra. Na sequência, São Paulo não deixa a menor dúvida: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (I Tim, 3:4-5). Não quero ser ligeiro. Sei bem que há outras passagens que endossam o celibato. Mas fica claro que se trata de uma questão de escolha, sim, não de fundamento; trata-se de uma questão puramente histórica, não de revelação.

O celibato pode ter sido útil em tempos bem mais difíceis da Igreja. A dedicação exclusiva à vida eclesiástica pode ter feito um grande bem à instituição. Mas é evidente que se tornou um malefício, um perigo mesmo, fonte permanente de desmoralização. A razão é mais do que óbvia. A maioria dos padres, é possível, vive o celibato e leva a sério o seu compromisso. Mas é claro que o sacerdócio também se tornou abrigo de sexualidades alternativas, que não têm a mesma aceitação social do padrão heterossexual. E que se note: também existem desvios de conduta de padres heterossexuais.

Poderá perguntar alguém: pudesse o padre casar, a Igreja estaria absolutamente protegida de um adúltero, por exemplo? É claro que não. Mas não tenho dúvida de que estaria muito menos cercada de escândalos. Talvez demore mais um século até que isso venha a ser debatido, sempre no tempo da Igreja Católica, que não é este nosso, da vida civil. Mas é importante que os católicos, em especial aqueles que não aderiram a heresias marxistas, comecem a pensar que o celibato não compõe o núcleo da doutrina cristã ou um fundamento do catolicismo. Foi, num dado momento, a escolha de uma forma de organização. Que, hoje, traz mais malefícios do que benefícios.

Sou o primeiro a considerar que a Igreja não tem de ceder a todos os apelos da, vá lá, modernidade, abrindo mão de seus princípios. Só que falta provar que o celibato é um princípio. Não é.

De fato, a obrigação de um sacerdote deveria ser outra, como queria São Paulo: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”. A obrigação deveria ser o casamento, não o contrário.

27 May 13:14

B-52 Gets First Full IT Upgrade Since 1961

by samzenpus
An anonymous reader writes in with good news for everyone who wants to hold a LAN party in a Stratofortress. "The US Air Force's 10th Flight Test Squadron recently took delivery of the first B-52H Stratofortress to complete a refit through the Combat Network Communications Technology (CONECT) program. It's an effort to bring the Cold War era heavy bomber into the 21st century way of warfare—or at least up to the 1990s, technology-wise. While the aircraft received piecemeal upgrades over the past 50 years of flying, CONECT is the first major information technology overhaul for the Air Force's B-52H fleet since the airplanes started entering service in 1961."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








27 May 13:14

Caso Rubens Paiva: crimes já prescreveram

by giinternet

É chato escrever sobre certas coisas porque há temas em que o juízo moral pretende se sobrepor às leis. Quando a causa é boa, tendemos a achar normal. Mas lembrem-se que a causa pode ser ruim. E aí, como ficamos? A Justiça acatou a denúncia contra os militares acusados de participar da operação que resultou na morte do deputado Rubens Paiva, cujo corpo desapareceu.

O deputado Rubens Paiva não era um terrorista. Ainda que fosse, tinha direito a um julgamento justo. É bom que fique claro que, mesmo nos momentos mais discricionários da ditadura, ninguém tinha licença para torturar e matar. Sua morte e desaparecimento são pura barbárie. É evidente que tudo é revoltante.

Mas existe uma Lei da Anistia. Fazer o quê? O juiz Caio Márcio Gutterres Taranto, da 4ª Vara Federal Criminal do Rio, entendeu que José Antônio Nogueira Belhan, Rubens Paim Sampaio, Raymundo Ronaldo Campos, Jurandyr Ochsendorf e Souza e Jacy Ochsendorf e Souza não foram beneficiados por ela porque, a exemplo do que argumenta o Ministério Público, trata-se de crimes contra a humanidade. Mais: para ele, crimes previstos no Código Penal não estão cobertos pela lei.

Vamos lá. O STF já deixou claro que a imprescritibilidade dos crimes contra a humanidade vale a partir do momento em que eles passam a figurar nas leis brasileiras. Não é possível retroagir. Quanto à Lei da Anistia não alcançar crimes previstos no Código Penal, dizer o quê? Acho que é a argumentação mais exótica que já li. Ora, tanto as anistias costumam valer para crimes previstos no Código Penal que, quando se quer deixar claro que não são passíveis de perdão, isso tem de ser constitucionalmente definido.

Ora vejam: o Inciso XLIII do Artigo 5º da Constituição considera a tortura e o terrorismo crimes não passíveis de anistia. Nem todos os que praticaram ações terroristas foram processados ou cumpriram pena. E nesse caso? Vamos ver. Tudo indica que essa questão acabará sendo decidida no Supremo. Mais uma vez!

27 May 13:13

Kids With Wheels: Should the Unlicensed Be Allowed To 'Drive' Autonomous Cars?

by Unknown Lamer
Hallie Siegel (2973169) writes "From the Open Roboethics Research Initiative: Earlier this month, when we asked people about your general thoughts on autonomous cars, we found that one of the main advantages of autonomous cars is that those who are not licensed to drive will be able to get to places more conveniently. Some results from our reader poll: About half of the participants (52%) said that children under the legal driving age should not be able to ride driverless cars, 38% of the participants believe that children should be able to ride driverless cars alone and the other 10% also think that children should be able to drive autonomous cars with proven technology and specific training."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








27 May 13:13

PHK: HTTP 2.0 Should Be Scrapped

by Unknown Lamer
Via the HTTP working group list comes a post from Poul-Henning Kamp proposing that HTTP 2.0 (as it exists now) never be released after the plan of adopting Google's SPDY protocol with minor changes revealed flaws that SPDY/HTTP 2.0 will not address. Quoting: "The WG took the prototype SPDY was, before even completing its previous assignment, and wasted a lot of time and effort trying to goldplate over the warts and mistakes in it. And rather than 'ohh, we get HTTP/2.0 almost for free', we found out that there are numerous hard problems that SPDY doesn't even get close to solving, and that we will need to make some simplifications in the evolved HTTP concept if we ever want to solve them. ... Wouldn't we get a better result from taking a much deeper look at the current cryptographic and privacy situation, rather than publish a protocol with a cryptographic band-aid which doesn't solve the problems and gets in the way in many applications ? ... Isn't publishing HTTP/2.0 as a 'place-holder' is just a waste of everybody's time, and a needless code churn, leading to increased risk of security exposures and failure for no significant gains ?"

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








27 May 13:13

As manobras de Paulo Roberto Costa para enganar a Receita Federal

by giinternet

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
A Polícia Federal encontrou, em documentos armazenados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, indícios de sonegação fiscal. Costa é, de acordo com a PF, um dos pivôs do esquema de lavagem de 10 bilhões de reais investigado pela operação Lava-Jato, paralisada desde o último dia 18, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-diretor envolveu a família – suas duas filhas e dois genros – no mecanismo de ocultação de ganhos ilícitos, de acordo com investigadores do caso. A julgar pelos documentos apreendidos e pelas declarações de bens apresentadas à Receita Federal, o ex-diretor; sua mulher, Marici Costa; as filhas, Arianna e Shanni Bachmann, e os genros, Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita, gastaram, nos últimos cinco anos, mais de R$ 10 milhões em imóveis e em uma lancha de alto padrão.

No notebook de Arianna os policiais federais encontraram documentos que detalham orientações sobre como escapar da mira do Fisco com justificativas para gastos elevados, como a compra de um apartamento. Em arquivo de nome IR2013, Arianna anota que, na aquisição de um imóvel, pagou R$ 580 mil “por fora” e outros R$ 100 mil procedentes de contas bancárias. Pelo valor total de R$ 680 mil, registrado em cartório, ela adquiriu um apartamento de 107 metros quadrados no edifício Saint Martin, na Península, região da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O valor causou estranheza a corretores de imóveis, porque foi exatamente o mesmo pago pela antiga proprietária um ano antes — o imóvel vale, atualmente, R$ 1,3 milhão, como revelou reportagem do site de VEJA. “Preciso fazer caixa desse valor restante”, diz o texto.

Investigadores do caso entrevistados pelo site de VEJA explicaram que o termo “fazer caixa” é usado por sonegadores para se referir à prática de originar rendimentos com aparência lícita. O objetivo é justificar despesas para as quais o contribuinte não conseguiria apresentar fonte de custeio apenas com o patrimônio que tinha declarado à Receita Federal. No caso de Arianna, ela mencionava que uma das estratégias seria aumentar seu salário na Costa Global, a consultoria do pai, para R$ 20 mil – ou seja, para “fazer caixa”. A preocupação tinha motivo. Quando um contribuinte demonstra despesas maiores do que o patrimônio financeiro disponível em determinado ano, a Receita Federal costuma lavrar multa por “acréscimo patrimonial a descoberto”. Esse tipo de autuação ocorre quando o auditor do Fisco constata que o contribuinte omitiu rendimentos tributáveis e, por isso, conseguiu arcar com tais despesas. A punição também pode ocorrer na esfera criminal, em processo por sonegação fiscal.

Mesmo com as investigações paralisadas, Costa e a esposa, Marici, continuam com ativos financeiros bloqueados pela Justiça. Ele foi proibido de movimentar R$ 1,3 milhão nas contas bancárias que possui no Brasil. Ela teve direito a utilizar apenas a conta onde recebe uma pensão de aposentadoria da Petrobras, mas ficou com R$ 1,3 milhão de reais bloqueado por ordem judicial.

Arianna não era a única preocupada com a declaração de bens à Receita Federal. Nos documentos enviados ao Fisco nos últimos anos, diversos familiares declararam ter recebido empréstimos de terceiros, de forma a turbinar os rendimentos, de acordo com fontes que atuaram na investigação. É um expediente que também costuma ser adotado para “fazer caixa” e cometer sonegação fiscal, segundo os investigadores. Os sinais de riqueza da família de Costa ficaram mais evidentes nos últimos cinco anos. Levantamento do site de VEJA mostra que, nesse período, a família declarou gastos de R$ 6,4 milhões em imóveis somente na capital do Rio de Janeiro.

O ex-diretor também fez compras de alto padrão em áreas de elevado interesse turístico no entorno do Rio. Ele gastou parte do patrimônio na expansão de uma mansão em Petrópolis, no condomínio Quinta do Lago, avaliada, na declaração de bens de 2012, em R$ 1,4 milhão, e na compra de um terreno de 11,49 hectares em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, com valor estipulado em R$ 300 mil. A última grande aquisição custou R$ 3,2 milhões, no ano passado: um lote no condomínio Porto Belíssimo, de frente para a Praia do Cação, em Mangaratiba, Sul Fluminense. A compra aparece registrada no notebook de Arianna e foi feita pela Sunset Global Investimento e Participações, uma das empresas da família.

Lancha
A família também comprou uma lancha Intermarine 42 pés por R$ 999.618,25, de acordo com laudo da Polícia Federal. A embarcação está registrada em nome da Sunset Global Investimento e Participações. No site da fabricante, é ressaltado que o produto é vendido como uma embarcação luxuosa com “ambientes requintados”.

A operação Lava-Jato foi paralisada depois que o ministro do STF Teori Zavascki concedeu habeas corpus requisitado pelo advogado Fernando Fernandes, que defende o ex-diretor. Pelo argumento do defensor, apenas o STF poderia julgar os crimes descobertos na Lava-Jato porque parlamentares apareceram ligados à quadrilha – os deputados Luiz Argôlo (SDD-BA), André Vargas (sem partido-PR) e Cândido Vaccarezza (PT-SP).

27 May 13:11

Mesa 10.2 Will Feature Better Adreno Driver, OpenMAX, Cherryview Support

by Unknown Lamer
Via Phoronix comes news that Mesa 10.2 will be released in a few days with several interesting new features. Highlights include OpenGL 2.1 support for Freedreno (the driver for the Qualcomm graphics chips), video encoding and decoding on GCN Radeons using the new OpenMAX state tracker, and initial support for Intel's upcoming Cherryview Atom SoC. Progress is being made toward OpenGL 4 support, and the llvmpipe software rasterizer finally supports OpenGL 3.2. The release won't feature a few things: the Intel Sandybridge driver still does not support OpenGL 3.3, the R9 290 Radeons are still not working (despite claims by AMD a couple of years ago that cards starting with the Radeon 8000 series would be supported by the Free Software driver at hardware release time), and OpenCL support is still experimental.

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








27 May 13:11

Governo obtém vitória na Justiça contra greve de PMs

by giinternet

Por Natuza Nery, na Folha:
A menos de 20 dias da Copa, o governo Dilma obteve nesta segunda (26) sua primeira vitória na Justiça Federal para tentar barrar greves de policiais militares e de outras categorias responsáveis pela segurança pública durante o Mundial. Duas associações de PMs de Pernambuco, apontadas como responsáveis pela paralisação da categoria entre os dias 13 e 15, foram alvo de um bloqueio milionário em suas contas bancárias. O juiz titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco, Frederico José Pinto de Azevedo, determinou o bloqueio das contas da Associação Pernambucana de Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ACS-PE) e da Associação dos Praças de Pernambuco (Aspra-PE), no valor total de R$ 1,1 milhão. Cabe recurso. A decisão ocorreu depois de a União pedir ressarcimento do dinheiro gasto no envio da Força Nacional de Segurança e tropas do Exército para conter a onda de violência decorrente da interrupção do policiamento. A Constituição proíbe atos assim por parte de policiais.
(…)
Para o governo federal, “mexer no bolso” dos líderes grevistas é uma forma de desmobilizar paralisações durante a Copa. O valor bloqueado corresponde a despesas com diárias, transporte, equipamentos, manutenção de viaturas, alimentação e combustível, segundo planilhas apresentadas pela AGU (Advocacia-Geral da União) à Justiça. “A decisão é um sinal de que não vamos tolerar mais práticas ilegais. Quem cometê-las e causar prejuízo a alguém deve indenizar”, disse Adams nesta segunda.

27 May 13:11

Aécio: “O crime é crime na Internet, na máquina de escrever, na Petrobras ou num assalto a um carro na rua”

by giinternet
Aécio, pré-candidato do PSDB à Presidência:  descobrindo os difamadores

Aécio, pré-candidato do PSDB à Presidência: descobrindo os difamadores

O PSDB decidiu entrar com uma representação do Tribunal Superior Eleitoral pedindo que o PT seja multado em razão da criação e administração de perfis em redes sociais que têm o objetivo de atacar o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do partido à Presidência. E por que os tucanos resolveram representar contra o PT? Porque servidores e equipamentos da Prefeitura de Guarulhos, que está no 14º ano de gestão petista, foram usados para administrar e alimentar a página difamatória. Os tucanos também pedirão que Nataly Galdino Diniz, servidora citada como administradora do site, seja punida por improbidade administrativa.

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos disse desconhecer o uso de seus equipamentos com fins eleitorais e afirmou que, a cada ano eleitoral, cria um grupo de trabalho para orientar seus servidores.

Entrevistei ontem à noite Aécio Neves para o programa os “Os Pingos no Is” (o áudio está aqui, a partir de 16min15s). Afirmou o senador: “Nós já vínhamos denunciado a tentativa, através da Internet, de os nossos adversários criarem denúncias, fantasias e ofensas em relação ao meu nome. Mas essa questão vem tomando uma gravidade maior, vem se avolumando. São robôs utilizados de forma criminosa para criar um falso debate. E agora os nossos advogados conseguiram provar que uma Prefeitura do PT, veja a gravidade disto!, ao invés de estar preparada para o bom debate, para discutir as suas ideias, para debater o que é importante para o Brasil, utiliza a máquina pública, funcionários públicos, para o cometimento de crimes. Porque isso é crime! E nós vamos tomar as medidas devidas para restabelecer o debate que o Brasil precisa ouvir”.

Perguntei ao senador se uma ação como a do PSDB não poderia ser vista por alguns como tentativa de censurar a Internet. Ele responde: “Absolutamente nenhuma! Aliás, os nossos adversários do PT é que, volta e meia, falam em censura. A Internet é um espaço democrático, transformou a nossa sociedade, e transformou para muito melhor. Agora, o crime é crime na Internet, na máquina de escrever, é crime na Petrobras, é crime quando alguém assalta um carro na rua. E, contra o crime, nós temos de nos levantar. Portanto, nós estamos identificando agora a origem, os instrumentos que são utilizados para o cometimento desses crimes, e não vamos aceitar passivamente a calúnia e a ofensa como arma eleitoral”.

Talleyrand, já citei aqui, afirmou sobre os Bourbons: “Eles não aprenderam nada nem esqueceram nada”. Quando petistas não estão criando dossiês falsos contra adversários — 2002, 2006, 2010… —, aparecem envolvidos nesse tipo de lambança. Fez muito bem Aécio em não deixar barato. E, como se sabe, a prática de recorrer à Internet par o serviço sujo não é estranha ao PT. Há dias, a Polícia Federal descobriu que militantes do partido estavam dirigindo ameaças de morte a Joaquim Barbosa nas redes sociais.

Coisas assim têm tanto a ver com a liberdade de expressão como o assassinato doloso, premeditado e qualificado tem a ver com a legítima defesa. Nada!!! Gente que pratica banditismo não quer se expressar, mas cometer crimes.

27 May 13:11

Governo Dilma, sob as barbas de José Eduardo Cardozo, estimula o tráfico de pessoas e a rede “coiotes” no Peru

by giinternet

É do balacobaco! Quando o governo do Acre começou a mandar para São Paulo os haitianos que chegavam àquele estado, acusei, obviamente, a irresponsabilidade do governador Tião Viana (PT) e tentei ouvir, no programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele preferiu não falar ao vivo e enviou uma nota em que afirmou, entre outras coisas, o seguinte:
“Durante os últimos três anos, o Ministério da Justiça, por meio da Resolução Normativa, editada pelo Conselho Nacional da Imigração, concede vistos de permanência em caráter humanitário e promove ações de apoio aos haitianos que chegam ao país (…) O Brasil não tem tradição de deportação em massa. Para a recepção dos imigrantes em situação de vulnerabilidade, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome está ampliando em mais de 5 mil vagas a capacidade dos serviços de acolhimento em diversos estados e municípios em todo o país”.

Muito bem! Ponderei, então (o áudio está aqui, a partir de 28min15s), que o visto dito “humanitário”, como estava sendo fornecido pelo Brasil, era uma desumanidade que estava estimulando a indústria da imigração. Respondi ainda que não se estava cobrando deportação em massa coisa nenhuma! O que se pedia era que o governo brasileiro parasse de estimular a imigração ilegal. Mas quê… Os petistas até se orgulhavam, não é? O assunto virou tema de redação do Enem de 2012. Os estudantes eram convidados a exaltar as glórias de um país, o Brasil, que estaria atraindo imigrantes em razão de sua pujança econômica…

Muito bem! Reportagem de Lucas Ferraz e Avener Prado, na Folha desta terça, prova por A mais B que “coiotes” estão promovendo o tráfico de haitianos do Peru para o Brasil. “Coiotes”, como sabem, são pessoas que se especializam em organizar a imigração ilegal.

O tráfico já começa no Haiti ou na República Dominicana. Dali os imigrantes voam para Quito, no Equador. Tem início, então, a jornada terrestre até o Acre. Para tanto, é preciso atravessar o Peru, e é praticamente impossível fazê-lo sem se submeter aos coiotes. Na cidade peruana de Puerto Maldonado, haitianos e africanos são mantidos em albergues pelos coiotes, em regime de cárcere privado — com a porta dos quartos trancadas por fora. A polícia do país é conivente e recebe parte do dinheiro.

Eis no que resultou a dita ação “humanitária” do governo brasileiro. Na prática, a irresponsabilidade gerou no Haiti, na República Dominicana, no Equador, no Peru e, em parte, na Bolívia o mercado de tráfico de gente. A Polícia Federal brasileira nada pode fazer porque, obviamente, não pode atuar em solo peruano. Quando a gente tenta saber por que o governo mantém a política de estímulo à imigração ilegal, é obrigado a ouvir que o governo é contra “deportações em massa”, como se alguém estivesse cobrando tal prática do Ministério da Justiça.

Mais uma contribuição de José Eduardo Cardozo, o Garboso, à civilização.

27 May 13:11

A fúria dos petralhas com Ronaldo porque ele declarou voto em Aécio

by giinternet
Ronaldo: ele levou os petralhas à loucura em razão de duas declarações

Ronaldo: ele levou os petralhas à loucura em razão de duas declarações

O ex-jogador Ronaldo, que é membro do COL (Comitê Organizador Local da Copa), foi alvo, mais uma vez, da fúria da rede petista na Internet. Na sexta, ele já havia dito que sentia “vergonha” dos atrasos nos preparativos para o Mundial. No sábado, tanto o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, como a presidente Dilma reagiram. Mal citando Nelson Rodrigues, a soberana disparou: “Não temos por que nos envergonhar. Não temos complexo de vira-lata”. Ora, o complexo de vira-lata a que se referia Nelson era um sentimento injustificado e atávico de inferioridade. Ronaldo, ao contrário, se referia a problemas que estão aí, à vista de todos. Nesta segunda, a fúria dos petistas atingiu o paroxismo: o Fenômeno declarou seu apoio à candidatura de Aécio Neves, do PSDB, à Presidência.

Indagada se estava brava com o ex-jorador, a presidente se limitou a um monossílabo: “Não!”. Alguns petistas graúdos expressaram um muxoxo de desagrado, mas a fúria mesmo se espalhou nas redes sociais, sob o comando dos patrulheiros de sempre. Que gente curiosa, não é?

Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, hoje filiado ao PT, futuro candidato a deputado federal pelo partido, foi diretor de Seleções da CBF em 2011 e 2012. Tornou-se a face da inauguração do Itaquerão, um dos principais, vamos dizer, “legados” da Copa do Mundo, ainda que apenas para uma fatia (imensa) dos brasileiros. Na inauguração do estádio, lá estava ele como uma espécie de grande mentor.

Muito bem! É claro que os petistas não veem nada de errado na atuação de seu provável futuro deputado federal. Ao contrário até: devem considerar até muito natural que ele dispute a eleição e que tenha se filiado ao PT com todo o estardalhaço a que teve direito. Então o petista Sanchez pode ter sua posição política — e ser candidato! —, e Ronaldo não? Só porque este é membro do tal Comitê Organizador Local? Não consta que os que integram essa instância estejam proibidos de se manifestar sobre qualquer assunto.

Chega a ser engraçado: alguns cobram enfaticamente que, depois da declaração de apoio a Aécio, Ronaldo abandone o tal “Comitê Organizador Local”. Ora, e por que ele deveria fazê-lo? Não consta que estivesse lá porque petista, mas porque Ronaldo. E pertencer ao tal grupo não exclui os seus direitos de cidadão, que é dar seu voto a quem quiser, proclamando a sua escolha. Ou será que o tal COL deveria exigir teste de fidelidade ao governismo?

Pertença ou não ao tal comitê, Ronaldo tem o direito de emprestar seu apoio a quem bem entender. Ele não deve nada ao governo, ao estado, aos políticos. O que ele tem foi conquistado com o seu trabalho. Só faltava agora virar alvo de patrulheiros malsucedidos e amargos.

27 May 13:11

Skyward G IRST For Gripen E

by Saab AB
.:

IRST.jpg

The IRST for Gripen E is produced by Selex in Scotland and called Skyward G. IRST stands for Infrared Search and Track and is an electro-optical system mounted in the nose of Gripen E. Its sensor sits on top of the nose, just in front of the canopy, and is looking forward in a wide sector registering heat emissions from other aircraft, helicopters and from objects on the ground and sea surface. The IRST is a passive sensor, meaning that it never emits any energy. It only listens for energy coming from other sources. The tactical advantage of a passive sensor is that it will not give your position away. Opponents will have no indication whatsoever that Gripen E is using its IRST to monitor their activities.

IRST Summing up:

  • Totally passive – nobody knows you are looking
  • Senses heat from aircraft, tanks, ships
  • Range can be many times more than visual range
  • Enables silent attacks​
Published: 5/27/2014 10:43 AM
26 May 21:57

Papa vai reunir no Vaticano presidentes de Israel e da Autoridade Palestina. Ou: As pedras no meio do caminho

by giinternet
Papa desce do veículo, encosta a cabeça e reza no muro que separa Belém (Cisjordânia) de Jerusalém, construído pelos israelenses para conter - e conteve! -  o terror

Papa desce do veículo, encosta a cabeça e reza no muro que separa Belém (Cisjordânia) de Jerusalém,  construído pelos israelenses para conter – e conteve! – o terror

No próximo dia 6, os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, se encontram no Vaticano, sob a mediação do papa Francisco, para debater a paz. O convite foi feito pessoalmente pelo Sumo Pontífice, que está em visita à região. O papa fez diversas declarações de cunho político. Ao chegar a Israel, condenou o ataque antissemita ocorrido no sábado, na Bélgica. Um atirador matou três pessoas e deixou diversos feridos num museu judaico, em Bruxelas. O papa chegou a Tel Aviv depois de passar por Belém, na Cisjordânia, onde está a Igreja da Natividade. Ali, defendeu direito dos palestinos de viver em paz e em segurança.

Disse o papa: “Neste, o local de nascimento do Príncipe da Paz, eu gostaria de convidá-los, presidente Mohamed Abbas, juntamente com o presidente Shimon Peres, para se juntarem a mim em oração sincera a Deus pelo dom da paz. Eu ofereço a minha casa no Vaticano como um lugar para este encontro de oração”.

Israel é governado por um primeiro-ministro. O presidente é um chefe simbólico de Estado e não exerce papel executivo. Mas é evidente que o encontro tem um peso político importante. E ele se dá num péssimo momento das relações entre palestinos e israelenses.

Há um mês, o Fatah, o movimento comandado por Abbas e que governa a Cisjordânia, e o Hamas, a corrente extremista que comanda a Faixa de Gaza, anunciaram um acordo de reconciliação. O objetivo é formar um governo de unidade e marcar eleições nos próximos seis meses. Segundo o entendimento, Abbas, que preside a Autoridade Palestina, formaria um novo governo, que poderia ter como adjuntos Ismail Haniyeh, o líder do Hamas e do governo em Gaza, e Rami Hamdallah, que é primeiro-ministro da Cisjordânia.

É claro que o acordo foi muito mal recebido em Israel. E nem poderia ser diferente. Se é verdade que não haverá paz na região enquanto Fatah e Hamas não estiverem unidos no mesmo propósito, não é menos certo que a união dos dois grupos, sem que o Hamas abdique das ações terroristas, impede justamente o processo de paz.

Ora, um dos pontos de honra do Hamas e item até agora inegociável dos seus estatutos é justamente a… destruição de Israel, país cuja existência legal o movimento não reconhece. Expulsar os judeus do solo palestino — que, para o grupo, abrange todo o território israelense — é considerado uma missão divina.

Viva a iniciativa do papa Francisco! Tomara que seja o começo de uma negociação virtuosa. A questão é saber que poder tem Abbas sobre o Hamas para conversar com Shimon Peres, sob a mediação do papa. Uma coisa é certa: ele não tem como garantir que o Hamas abrirá mão dos seus princípios e de sua “luta”. Até porque o grupo continua a usar a Faixa de Gaza como base de lançamento de mísseis contra Israel.

De todo modo, é preciso começar por um algum lugar. Que seja, então, com a mediação de Francisco.

26 May 21:57

Atraso em seis obras do PAC provoca perda de R$ 28 bilhões

by giinternet

Por Lu Aiko Otta, no Estadão:
A demora do governo em concluir no prazo obras de infraestrutura incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) causou um prejuízo de R$ 28 bilhões à sociedade, apenas num grupo de seis projetos analisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O valor é próximo ao que se estima gastar na realização da Copa. O estudo procura medir os benefícios que deixaram de ser gerados para o País apenas pela demora. Leva em conta, por exemplo, o que poderia ter sido a produção agropecuária no Nordeste, caso a transposição do São Francisco tivesse ficado pronta no prazo fixado pelo governo. Ou as receitas de exportação de minérios e grãos que deixaram de ocorrer pelo atraso na construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).

Em todos os casos foi considerado também o custo de oportunidade – o custo do dinheiro público aportado nas obras que ainda não gerou benefícios. “Se o programa deveria ficar pronto em três anos e sai em seis, isso reduz a produtividade global da economia”, diz o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Coelho Fernandes. Ele explica que a dificuldade em administrar megaprojetos não é exclusiva do Brasil. Porém, os prazos estourados tornaram-se praticamente uma regra, o que merece atenção.

A CNI propõe que o próximo governo, seja qual for, intensifique o programa de concessões em infraestrutura. Para Coelho, esse é um campo em que a economia pode aumentar sua produtividade, visto que as reformas trabalhista e tributária demorarão a sair e gerar efeitos. Sugere, também, iniciativas para melhorar a qualidade dos projetos e para facilitar o licenciamento ambiental. O estudo faz parte de um conjunto de 43 documentos-propostas que serão entregues aos presidenciáveis em junho, quando a entidade pretende fazer um debate dos candidatos com os industriais.

 Foram analisados o aeroporto de Vitória, o principal projeto de esgotamento sanitário em Fortaleza (Bacia do Cocó), a transposição do São Francisco, a Fiol, a duplicação da BR-101 em Santa Catarina e as linhas de transmissão das usinas do Madeira. A maioria dos projetos ainda está em andamento.

Atraso
Das obras selecionadas, a que causou maior prejuízo foi a transposição do São Francisco. Originalmente estava prevista para terminar em junho de 2010 (eixo Leste) e dezembro de 2012 (eixo Norte).
(…)

26 May 21:51

Some Futher Thoughts on the Jones/Tchividjian/Rosebrough Kerfuffle

by Benjamin Palmer

As I’ve continued to watch the kerfuffle over Tullian Tchividjian’s antinomian streak play out on Chris Rosebrough’s Facebook wall, I’ve noticed something peculiar.

There are two questions that for whatever reason Chris won’t answer directly:

  1. “How is Dr. Mark Jones defining ‘salvation’ when he writes ‘good works are necessary for salvation’?”
  2. “Could you demonstrate that you comprehend all of the terms and distinctions that Jones uses in his book?”

Chris has been asked these two questions is dozens of varied forms, and in every case, he hasn’t given a direct answer. And answering these two question correctly (especially the first one) is crucial in this debate. Why won’t Chris answer the question?

But even more troubling is what I can only call a clear case of prejudice against Dr. Jones prior to the interview being aired.

Here’s an example of what I mean:

Rosebrough FB

Leading up to the interview that Tchividijian interview, this is the sort of thing that was already being posted on Chris’s personal Facebook site. When this started showing up in my timeline, my stomach dropped; how could I expect to hear an unbiased interview with Tchividijian with this sort of commentary already appearing?

Not only is this sort of thing prejudicial and highly inflammatory, it’s also one of the clearest examples of constructing a straw-man that I’ve ever seen! I dare Chris to demonstrate that these quotes are at all accurately reflective of the position held and articulated by Dr. Mark Jones, Rev. Rick Phillips, or Rev. Dr. Carl Trueman.

What Chris has demonstrated repeatedly during this kerfuffle is that he continues to judge Mark Jones, et. al., not by the standard of Scripture, nor by the standards of the Reformed Confessions to which Mark Jones, et. al., subscribe, but by the Lutheran Formula of Concord.

Chris, as a discernment blogger and radio host, has long said that no one is beyond having their work checked.

So then why is it that now that he is receiving significant criticism for folks who, unlike Chris, are actually Reformed, he refuses to listen to that criticism?

Could it be that the shoe pinches now that it’s on the other foot?


26 May 21:50

Putin deve cobrar alguma concessão do “Rei do Chocolate” para ter um bom pretexto para recuar

by giinternet
Petro Poroshenko, pró-Ocidente, deve ter vencido  a eleição na Ucrânia

Petro Poroshenko, pró-Ocidente, deve ter vencido a eleição na Ucrânia

Tudo indica que o magnata Petro Poroshenko, conhecido como o “Rei do Chocolate”, venceu a eleição na Ucrânia no primeiro turno. Pesquisas de boca de urna lhe dão em torno de 56% dos votos. É o fim da crise? Ainda não. Embora tenha experiência política e trânsito — já foi ministro da Economia e das Relações Exteriores e é dono da cadeia de confeitarias Roshen e de um canal de televisão —, Poroshenko deve ser eleito apenas pela população da, digamos assim, Ucrânia ocidental, muito especialmente Kiev, e isso será fonte permanente de dor de cabeça. Nas cidades rebeladas do leste, que são pró-Rússia, praticamente não houve eleição. Os separatistas não deixaram e não reconhecem o pleito. É o caso de Donetski, por exemplo, onde está o epicentro do separatismo.

Assim, é evidente que os separatistas vão acusar a ilegitimidade do presidente eleito e tentarão manter seu movimento de “resistência”. Poroshenko conseguirá estabelecer alguma forma de negociação? É o que se espera. E é possível que, sob certas condições, Vladimir Putin esteja disposto a ouvir. Parece sandice supor que a Rússia pretenda manter uma presença militar na Ucrânia. O que ele quer ali é um aliado — ou, vá lá, um governo que não seja hostil.

Poroshenko é pró-Ocidente e defende a integração do país à Europa — raiz do conflito. Mas sob quais condições? Eis a questão. A elite ucraniana, até agora, tem protagonizado desastres em série. Quem opera política externa sabe que é preciso que os países se preocupem também com o vizinho. E a Ucrânia parece ter esquecido quem estava logo ali, do outro lado da fronteira.

É claro que Putin vai ficar de olho na não participação do leste do país e terá sempre uma carta na manga: a suposta ilegitimidade do processo eletivo. Mas tendo a achar que ele vai usar essa fragilidade para negociar uma submissão, digamos, altiva dos ucranianos: o preço de reconhecer a vitória de Poroshenko deve ser a cobrança da fidelidade a Moscou. Ainda que o país venha a fechar um acordo com a União Europeia, Putin deve arrancar a garantia de que não se fará política anti-Rússia por ali. Na retórica ao menos, o presidente eleito diz que não vai reconhecer a anexação da Crimeia. É conversa mole. Isso já está fora de questão.

Ainda que os movimentos separatistas gozem de certa autonomia, é evidente que irão até onde Moscou permitir. Poroshenko na Presidência da República não terá mais facilidade, por exemplo, para impor uma solução militar do que tem o atual governo. Esta, Putin já deixou claro, é inaceitável. O que o presidente russo pode alegar agora é que haverá alguém com um pouco mais de legitimidade com quem conversar, já que ele se nega a falar com o governo interino da Ucrânia, que considera golpista.

Putin certamente tentará arrancar de Poroshenko alguma concessão que justifique um recuo. Duvido que tenha a intenção de manter um Exército de ocupação no leste da Ucrânia, ainda que boa parte da população, de origem russa, pudesse ver a intervenção com bons olhos. O mundo já engoliu a Crimeia. Não é possível criar outra.

26 May 21:48

Colômbia: candidato contra acordo com narcoterroristas sai na frente; Santos pode pagar caro por traição política

by giinternet
Óscar Iván Zuluaga, o candidato de Álvaro Uribe, sai na frente e se torna o favorito

Óscar Iván Zuluaga, o candidato de Álvaro Uribe, sai na frente e se torna o favorito

A eleição colombiana será decidida em segundo turno, no dia 15 de junho, entre o candidato do Centro Democrático, Óscar Iván Zuluaga, que obteve 29,26% dos votos, e o atual presidente, Juan Manual Santos, que chegou em segundo, com 25,68%. A conservadora Marta Lúcia Ramírez ficou em terceiro, com 15,53%, e a esquerdista Clara Lópes, em quarto, com 15,23%. A chance de Santos ser derrotado é enorme — tomara que aconteça! Quem olhasse para a Colômbia de quatro anos atrás jamais apostaria no cenário que aí está. Explico.

Álvaro Uribe foi eleito pela primeira vez em 2002 e se reelegeu em 2006. É o homem que tirou a Colômbia do caos. Foi ele quem organizou o embate contra as Farc — que nunca foi tão pequena, embora reúna ainda alguns milhares: estima-se que o contingente esteja entre 6 mil e 8 mil cabeças. Seus principais líderes foram mortos pelo Exército colombiano, e só por isso o país conseguiu respirar, embora ainda tenha pedaços da selva sob o controle dos narcoterroristas e narcotraficantes. Um país que estava à beira da desconstituição passará a ter, segundo o FMI, o segundo PIB nominal da América do Sul no ano que vem, superando a Argentina, e o terceiro da América Latina, atrás apenas do Brasil e do México.

Muito bem! Quem pôs a Colômbia nessa rota? O nome dele é Álvaro Uribe, o presidente que quebrou a espinha das Farc e que tentou uma manobra para ser candidato a reeleição uma segunda vez, em 2010, mas a Corte Constitucional do país o impediu. Ele lançou, então, seu ministro da Defesa como o nome para sucedê-lo, uma eleição que era uma barbada. E esse ministro era justamente Juan Manuel Santos, o atual presidente, que faz uma gestão tecnicamente virtuosa. A Colômbia legal é um país razoavelmente arrumado.

Acontece que Santos, oriundo de uma das mais tradicionais e ricas famílias do país, decidiu ensaiar voo próprio e se desligar de Uribe. E esse pode ter sido seu erro. Aquele que, a serviço do uribismo, conduziu com mão de ferro a luta contra as Farc decidiu iniciar negociações com os narcoterroristas. Em linhas gerais, seu plano é levar as Farc para a legalidade. Os bandidos deporiam armas e passariam a disputar eleições, depois de uma ampla anistia. Na sua configuração atual, as Farc existem desde 1964 — é o mais antigo grupo dessa natureza em atividade no continente. Segundo a ONU, perto de 600 mil pessoas já morreram em decorrência de suas ações e mais de três milhões ficaram desabrigadas porque tiveram de deixar suas propriedades e povoados. Está em curso, diga-se, um plano de assistência para essas famílias — uma espécie de Bolsa Família para as vítimas do terrorismo.

As conversações com as Farc acontecem em Cuba. Setores crescentes da sociedade colombiana se opõem à proposta do presidente — incluindo Francisco Santos, seu primo, que foi vice de Uribe por oito anos e o acusa de ser aliado do terror, o que, vênia máxima, faz sentido. Os que votaram em Santos em 2010 não o fizeram para que ele fizesse um acordo de paz com a canalha, sob a mediação cubana. Ao contrário: votaram no ministro da Defesa que desferiu duros golpes nos facínoras. Ele resolveu dar um passa-moleque nesse eleitorado e em Uribe, que não teve dúvida: fez um outro candidato.

Com o apoio do ex-presidente, Óscar Iván Zuluaga passa a ser o favorito. Santos, que faz um bom governo, pode pagar um preço alto pela traição política.

26 May 21:44

O Feminismo Cristão - Como Tudo Começou

by Augustus Nicodemus Lopes

Estudar a história do surgimento do movimento feminista é de grande ajuda para nós. Geralmente uma perspectiva global e ampla do assunto em pauta nos ajuda a entender melhor determinados aspectos do mesmo. No caso do movimento feminista, a sua história nos revelará que a ordenação de mulheres ao ministério, em alguns setores do movimento, é apenas um item de uma agenda muito mais ampla defendido por um setor bastante ativista do feminismo nas igrejas cristãs.


Origens do Movimento Feminista Fora da Igreja

Examinemos primeiramente o movimento feminista fora da igreja, focalizando suas principais protagonistas.

Século 18: A Vindicação dos Direitos da Mulher

A “Primeira Onda” do feminismo teve início na primeira metade dos anos de 1700 quando uma inglesa, Mary Wollstonecraft (foto), escreveu A Vindication of the Rights of Woman (A Vindicação dos Direitos da Mulher). Um ano depois desta publicação, Olimpe de Gouges publicou um panfleto em Paris intitulado Le Droits de La Femme (Os Direitos da Mulher) e uma americana, Judith Sargent Murray, publicou On the Equality of the Sexes (Sobre a Igualdade dos Sexos). Outras pensadoras feministas surgiram em pouco tempo tais como Frances Wright, Sarah Grimke, Sojourner Truth, Elizabeth Cady Stanton, Susan B. Anthony, Harriet Taylor e também John Stuart Mill. Seus pensamentos e obras foram defendidos com fervor e pouco a pouco foram deitando profunda influência na sociedade moderna contemporânea do mundo ocidental.

Século 19: A Declaração dos Sentimentos

Em 1848 cerca de 100 mulheres se reuniram em uma convenção em Seneca Falls, Nova York, para ratificar a Declaração dos Sentimentos escrita para defender os direitos naturais básicos da mulher. As autoras da Declaração dos Sentimentos reclamavam que as mulheres estavam impedidas de galgar posições na sociedade quanto a empregos melhores, além de não receber pagamento eqüitativo pelo trabalho que realizavam. Notaram que as mulheres estavam excluídas de profissões tais como teologia, medicina e advocacia e que todas as universidades estavam fechadas para elas. Denunciavam também um duplo padrão de moralidade que condenava as mulheres a penas públicas, enquanto excluía os homens dos mesmos castigos em relação a crimes de natureza sexual.

A Declaração dos Sentimentos foi um marco profundamente significativo no movimento feminista. Suas reivindicações eram, em sua grande maioria, justas e consistentes. Por isto, o movimento foi ganhando muitas e muitos adeptos, apesar, e por causa das grandes barreiras que foram impostas às mulheres que se expunham na defesa de suas idéias e ideais. As leis do divórcio foram liberalizadas e drásticas mudanças ocorreram com o status legal da mulher dentro do contexto do casamento. Por volta dos anos 30, como resultado de sua educação qualificada e profissional, as mulheres começaram a entrar no mercado de trabalho como força competitiva. Muitas das barreiras legais, políticas, econômicas e educacionais que restringiam a mulher foram removidas e esta começa a pisar o mundo do homem com paixão e zelo.

Século 20: Simone deBeauvoir e Betty Friedan

A primeira fase da construção do feminismo moderno começou com a obra da filósofa francesa Simone deBeauvoir (foto), Le Deuxième Sexe (O Segundo Sexo), em 1949. As mulheres, segundo deBeauvoir, foram definidas e diferenciadas tomando como referencial o homem e não com referência a elas mesmas. Ela acreditava que o sexo masculino compreendia a medida primeira pela qual o mundo inteiro era medido, incluindo as mulheres, sendo elas definidas e julgadas por este padrão. O mundo pertencia aos homens. As mulheres eram o “outro” não essencial. Simone deBeauvoir observa esta iniqüidade do status sexual em todas as áreas da sociedade incluindo a econômica, industrial, política, educacional e até mesmo em relação à linguagem. As mulheres foram forçadas pelos homens a se conformar e se moldar àquilo que os homens criaram para seu próprio benefício e prazer. Às mulheres de seus dias não foi permitido ou não foram encorajadas a fazer ou se tornar qualquer outra coisa além do que o feminino eterno ditava; elas foram cerceadas num papel de “Küche, Kirche, und Kinder” (cozinha, igreja e filhos, em alemão). De acordo com deBeauvoir a mulher estava destinada a existir somente para a conveniência e prazer dos homens.

No início dos anos 60 uma jornalista americana, Betty Friedan, transformou os conceitos filosóficos de Simone deBeauvoir em alguma coisa mais assimilável para a mulher moderna, ao publicar A Mística Feminina, um livro onde examinava o papel da mulher norte americana. De acordo com Friedan, as mulheres dos seus dias foram ensinadas a buscar satisfação apenas como esposas e mães. Ela afirmou que esta mística do ideal feminino tornou as mulheres infantis e frívolas, quase como crianças, levianas e femininas; passivas; garbosas no mundo da cama e da cozinha, do sexo, dos bebês e da casa. Assim como deBeauvoir, ela afirma que a única maneira para a mulher encontrar-se a si mesma e conhecer-se a si mesma como uma pessoa seria através da obra criativa executada por si mesma. Friedan batizou o dilema das mulheres de “um problema sem nome”. Friedan concordou com deBeauvoir que a libertação das mulheres haveria de requerer mudanças estruturais profundas na sociedade. Para isto, as mulheres precisariam ter controle de suas próprias vidas, definirem-se a si mesmas e ditar o seu próprio destino.

O Problema sem Nome: Patriarcado

No final dos anos 60 a autora feminista Kate Millett (foto) usou o termo “patriarcado” para descrever o “problema sem nome” que afligia as mulheres. O termo tem sua origem em duas palavras gregas: pater, significando “pai” e arche, significando “governo”. A palavra patriarcado era entendida como o “governo do pai”, e era usada para descrever o domínio social do macho e a inferioridade e a subserviência da fêmea. As feministas viram o patriarcado como a causa última do descontentamento das mulheres. A palavra patriarcado define o problema que deBeauvoir e Friedan não puderam nomear mas conseguiram identificar. De acordo com as feministas, o patriarcado foi o poder dos homens que oprimiu as mulheres e que era responsável pela infelicidade delas. As feministas concluíram que a destruição do patriarcado traria de volta a plenitude das mulheres. A libertação das mulheres do patriarcado haveria de permitir que elas se tornassem íntegras.

Surgimento do Movimento Feminista Dentro da Igreja


Podemos considerar o livro de Katherine Bliss, The Service and Status of Women in the Church (O Trabalho e o Status da Mulher na Igreja, 1952) como o marco inicial do moderno movimento feminista dentro da cristandade. O livro era baseado numa pesquisa sobre as atividades e ministérios nos quais as mulheres cristãs estavam comumente envolvidas. Bliss observou que, embora as mulheres estivessem extremamente envolvidas na vida da Igreja, a participação delas estava limitada a papéis auxiliares tais como Escola Dominical e Missões. As mulheres não participavam em lideranças tradicionalmente aceitas, tais como as atividades de ensino, pregação, administração e evangelismo, ainda que muitas delas pareciam estar preparadas e terem dons para este exercício. Bliss chamou a atenção da Igreja para a reavaliação dos papéis homem/mulher na Igreja, particularmente da ordenação de mulheres.

Ativistas Cristãos compram a Briga

A obra de Bliss serviu de munição para ativistas cristãos na luta pelos direitos civis e políticos em 1961. Eles, juntamente com as feministas na sociedade secular, começaram a vocalizar o seu descontentamento com o tratamento diferenciado que as mulheres recebiam por causa do seu sexo, inclusive dentro das igrejas cristãs. Neste mesmo ano, vários periódicos evangélicos publicaram artigos sobre a “síndrome das mulheres limitadas aos papéis da casa e esposa”, onde se argumentava que as mulheres estavam restritas a papéis inferiores na Igreja. Os homens podiam se tornar ministros ordenados, mas às mulheres se lhes impunham barreiras nas atividades ministeriais como ensino, aconselhamento e pastoreamento. As mulheres, afirmavam os ativistas, desejam participar da vida religiosa num nível mais significativo do que costura ou a direção de bazares ou arrumar a mesa da Santa Ceia ou serviços gerais tais como o levantamento de recursos para os necessitados, os quais freqüentemente são designados a elas. Tanto quanto com trabalho físico, elas desejam contribuir com idéias para a Igreja.

O Concílio Mundial de Igrejas

A atenção sobre os papéis do homem e da mulher dentro da Igreja se tornou mais intenso na medida em que o movimento secular das mulheres foi ganhando força. Ainda em 1961 o Concílio Mundial de Igrejas distribuiu um panfleto intitulado Quanto à Ordenação de Mulheres, chamando as igrejas afiliadas para um “re-exame de suas tradições e leis canônicas”. Várias denominações começaram a aceitar que o cristianismo havia incorporado em seus valores uma atitude patriarcal dominante da cultura de suas origens. Muitos católicos, metodistas, batistas, episcopais, presbiterianos, congregacionais e luteranos concordaram: a mulher na Igreja precisa libertação. Com esta conclusão em mente, de que a mulher precisava de libertação dentro da Igreja, estabeleceu-se um curso de ação que tinha como alvo abrir as avenidas para o ministério ordenado das mulheres tanto quanto para os homens.

Nos anos 60 as feministas cristãs se colocaram num curso paralelo àquele estabelecido pelas feministas na sociedade secular. Elas, junto com suas contra partes, buscaram anular a diferenciação de papéis de homem/mulher. O tema dominante foi a necessidade da mulher definir-se a si mesma. As feministas criam que às mulheres se deveria permitir fazer tudo o que o homem pode fazer, da mesma maneira e com o mesmo status reconhecido que é oferecido ao homem. Isto, segundo elas criam, constituía a verdadeira igualdade.

Os Primeiros Argumentos em Prol da Ordenação de Mulheres

As feministas cristãs buscaram a inclusão das mulheres na liderança da Igreja sem uma clara análise da estrutura e funcionamento da mesma segundo os padrões bíblicos. Meramente julgaram-na como sexista e começaram a incrementar o curso de ação em resposta a este julgamento. As feministas cristãs, de mãos dadas com suas contra partes seculares, começaram a demandar “direitos iguais”. Na reivindicação destes direitos, àquela altura do movimento feminista cristão, ainda partiam do pressuposto que a Bíblia era a Palavra de Deus. Vejamos seus argumentos.

Os Pais da Igreja Foram Influenciados pelo Patriarcado

Segundo as feministas cristãs, Clemente de Alexandria, Origines, Ambrósio, e Crisóstomo, Tomás de Aquino, Lutero, Tertuliano, Calvino e outros importantes teólogos e líderes da Igreja Cristã, influenciados pelo patriarcado, reafirmaram a inferioridade da mulher através da história da Igreja e, assim, proibiram a ordenação de mulheres e cometeram erros quanto aos papéis conjugais. As mulheres foram excluídas das posições de autoridade porque os pais da Igreja as viam, em sua própria natureza, como inferiores e menos capazes intelectualmente do que os homens.

A Bíblia ensina a Igualdade dos Sexos

Em segundo lugar, as feministas cristãs passaram a afirmar que a Bíblia dava suporte à plena igualdade das mulheres e que os homens haviam negligenciado estes conceitos bíblicos. As primeiras feministas cristãs afirmam que o registro da criação da mulher no Gênesis tem sido quase que universalmente interpretado de uma maneira equivocada para se ensinar que “Deus impôs a inferioridade e a sujeição” da mulher. Os teólogos (homens) foram acusados pelas primeiras feministas de ignorarem as passagens bíblicas que dão suporte à igualdade feminina, torcendo-as para o seu próprio interesse. A doutrina da liderança da Igreja que excluía as mulheres do ministério foi, portanto, apresentada como um subproduto de um estudo amputado das Escrituras.

Não há Diferença entre Homem e Mulher

A tese maior proposta pelas feministas cristãs no início dos anos 60 era idêntica às teses do feminismo secular: não há diferença entre homem e mulher. As feministas argumentaram que concernente às emoções, psique e intelecto, não há demonstração válida de diferenças entre mulheres e homens. Qualquer aparente diferença resulta única e exclusivamente de condicionamentos culturais e jamais de fatores biológicos. Portanto, tendo em vista a igualdade dos sexos, as feministas cristãs reclamam que a mulher deve ser posta em posições de plena liderança dentro de casa e na Igreja em igualdade com os homens.

O primeiro passo do movimento feminista dentro da Igreja foi a ordenação das mulheres para os ofícios eclesiásticos e este foi somente o primeiro passo. A ordenação das mulheres requer o desenvolvimento de uma nova teologia, de uma nova visão sobre Deus, sobre a Bíblia, o culto e o mundo. A teologia deve se redefinir, alinhando-se com o ponto de vista feminino. Foi o próximo passo dado.

Desenvolvimentos Posteriores da Teologia Feminista

Uma teologia inteiramente nova deveria ser buscada, portanto, baseada na experiência e na interpretação da mulher. Um novo desenvolvimento teológico era necessário para dar suporte à ordenação feminina. Esta nova teologia se moveu em várias direções. Veremos que ordenação feminina é apenas um item de uma agenda muito maior e mais radical.

Reinterpretação da Sexualidade Feminina

Rejeitando a definição de feminilidade e dos papéis femininos que lhes foram impostos pelos homens e pela mentalidade patriarcal dominante, uma parte significativa das ativistas radicais demandaram uma nova definição destes itens que partisse de outro referencial. A conclusão a que chegaram foi que a própria mulher é o melhor referencial para sua autodefinição. E na caminhada desta nova descoberta, ela deve se descobrir em relação com outras mulheres e não com o homem. É preciso registrar que não foram todas as feministas que concordaram com este novo passo.

Na década de 70, movimentos radicais em prol do lesbianismo passaram a identificar sua missão e propósito com o movimento feminista em geral. Foi aqui que o lesbianismo entrou no movimento feminista cristão mais radical como elemento chave na reinterpretação da mulher, sua feminilidade, espiritualidade e papéis. A maior contribuição para a entrada do lesbianismo no movimento feminista foi dada pela líder feminista Kate Millet, que publicamente admitiu ser lésbica, após escrever o livro Sexual Politics, best-seller publicado em 1970. O fato ganhou divulgação mundial mediante reportagem da revista Time naquele mesmo ano. Surgiram dentro das igrejas grupos de lésbicas “cristãs” pressionando para a ordenação de mulheres, de lésbicas, a celebração do casamento gay e aceitação de homossexuais e lésbicas ativos como membros comungantes.

Reinterpretação Feminista da Bíblia

A teologia feminista veio a ser profundamente afetada pela hermenêutica pós-moderna, a qual ensina que a escrita e a leitura de qualquer texto são irremediavelmente determinadas pelas perspectivas sociais e experiências de vida dos seus autores e leitores. A esta altura, já se havia abandonado o conceito da inspiração e infalibilidade da Bíblia.

Empregando-se este princípio na leitura da Bíblia, as feministas cristãs concluíram que a mesma é um livro machista e reflete o patriarcado dominante na cultura israelita e grega daquela época. A Bíblia é o livro de experiências religiosas das mulheres e dos homens, judeus e cristãos, mas seu texto foi formado pelos homens, adultos e instruídos. Poucos textos foram escritos por mulheres. Como resultado, os autores freqüentemente enfatizaram somente o papel dos homens. Eles contaram a história de todo o povo a partir de sua expectativa masculina. Desenvolveram a visão patriarcal da religião a ponto de transformar Deus — um puro espírito sem gênero — em um ser masculino! E que este Deus sempre escolheu homens como profetas, sacerdotes e reis porque os homens são melhores ou mais fortes moralmente do que as mulheres!

As feministas radicais propuseram, assim, uma reinterpretação radical da Bíblia partindo da ótica delas. Propuseram também que as mulheres aprendessem a examinar as leituras feitas na ótica patriarcal e a impugnar qualquer interpretação distorcida pelo machismo. De acordo com elas, a interpretação tradicional da Bíblia sempre foi masculina pois o masculino era tido como universal. Hoje, essa leitura ideológica incomodava muitas mulheres e homens nas igrejas.

Elas passaram ainda a defender a publicação de versões bíblicas onde o elemento masculino fosse tirado da linguagem. Estas versões, chamadas de “linguagem inclusiva” não deveriam mais se referir  a Deus como Pai e deveriam chamar Jesus de “a criança de Deus” em vez de Filho de Deus. Já existem dezenas de versões bíblicas assim no mercado mundial. Algumas feministas ainda mais radicais declararam que a Bíblia não é confiável e que as histórias das mulheres de hoje precisam ser adicionadas ao cânon da Bíblia.

Reinterpretação do Cristianismo

Como resultado desta nova leitura da Bíblia, orientada contra todo elemento masculino e contra o patriarcalismo, as feministas propuseram uma reforma radical no Cristianismo tradicional. A ordenação de mulheres é apenas um pequeno aspecto deste projeto. Na concepção delas, a verdadeira religião deve conter elementos que reflitam o poder e a cooperação das mulheres, cuja principal característica é gerar a vida. Assim, mui naturalmente, as feministas adotaram e “cristianizaram” os antigos cultos pagãos da fertilidade, que celebram os ciclos da natureza, as estações do ano, a fertilidade da terra, as colheitas e a geração da vida. Os cultos seguem temas litúrgicos relacionados com as estações do ano. Este novo Cristianismo feminino entende que a mulher é mais apta que o homem para estabelecer e conduzir a religião, pois enquanto o homem, guerreiro, mata e tira a vida, a mulher gera a vida. Aquela que conduz a vida dentro de si é mais adequada para definir a religião e conduzir seus cultos.

Reinterpretação de Deus

O passo mais ousado dado pelo movimento feminista cristão radical foi a "reinvenção de Deus". Mais de 800 feministas, gays e lésbicas do mundo inteiro reuniram-se nos Estados Unidos em 1998 num Congresso chamado Reimaginando Deus. Os participantes chegaram a conclusões tremendas: o verdadeiro deus de Israel era uma deusa chamada Sofia, que os autores masculinos transformaram no deus masculino Javé, homem de guerra. Jesus Cristo não era Deus, mas era a encarnação desta deusa Sofia, que é a personificação da sabedoria feminina. Esta deusa pode ser encontrada dentro de qualquer mulher e é identificada com o ego feminino (na foto, capa de livro publicado sobre o assunto). No Congresso celebraram uma “Ceia” onde o pão e o vinho foram substituídos por leite e mel, e conclamaram as igrejas tradicionais a pedir perdão por terem se referido a Deus sempre no masculino. Amaldiçoaram os que são contra o aborto e abençoaram os que defendem os gays e as lésbicas.

Conclusão

A leitura das origens e desenvolvimentos do movimento feminista, tanto o secular quanto o cristão, deixa claro que a ordenação de mulheres ao ministério é apenas um item da agenda muito mais ampla dos feministas radicais dentro da igreja cristã.

É claro que nem todos os que defendem a ordenação de mulheres concordam com tudo que se contém na agenda do movimento feminista cristão. É preciso deixar isto muito claro. Conheço pessoalmente diversos irmãos preciosos que são a favor da ordenação de mulheres ao pastorado mas que repudiam as demais teses do movimento feminista radical. O que estou descrevendo aqui principalmente é a postura dos radicais dentro do feminismo evangélico.

Entretanto, não se pode deixar de notar a semelhança notável entre muitos dos argumentos usados para defender a ordenação feminina e aqueles empregados na defesa do homossexualismo nas igrejas, das versões feministas da Bíblia e mesmo da reinvenção de Deus e do Cristianismo.

[Este artigo é reprodução da primeira parte de um Caderno sobre Ordenação Feminina que publiquei algum tempo atrás, que por sua vez utilizou a pesquisa histórica da tese de mestrado do Rev. Ludgero Morais sobre o tema.]
26 May 21:39

TheCamera Store TV Autofocus Shootout: GH4 is damn close to the $6,500 Nikon D4s!

by 43rumors

I know you will call me crazy or fanboy but I seriously believe mirrorlesss cameras are the future. DSLR still have some clear advantages and one of them is known to be the faster autofocus performance. Today TheCameraStoreTV team posted this autofocus shootout video to see  how close the latest generation mirrorless camera are compared to the king of sports photography, the $6,500 Nikon D4s. Chris tested the Fuji X-T1, Sony A6000, Olympus E-M1 and Panasonic GH4.

Well according to their tests the Panasonic GH4 autofocus performance is damn close to the Nikon which is a huge surprise in face of the massive price difference. Yes, the day will come when a Mirrorless camera (maybe a GH5?) will match the best DSLR autofocus.

GH4 North American preorders, shipping date and price:
GH4 camera at Amazon, Adorama, BHphoto, Ritz Camera and Panasonic. Price: $1,698. In Canada at Vistek.
GH4 camera with interface unit at Adorama and BHphoto. Price: $3,298
Interface unit only at Amazon, Adorama, BHphoto and Panasonic. Price: $1,998

GH4 Europen preorders, shipping date and price:
Germany: Wexcameras, Marcotec-shop.de.
UK at Wexphotographic, CameraWorld, UKdigital, CVP, TipTop.
Holland at Fotohanskeuzekamp.
Belgium at Fotokonijnenberg.
Norway at Fotovideo.
Sweden at Cyberphoto, Skandinavianphoto.
Finland at Telefoto, Topshot, Verkkoauppa.
France at Photocineshop.
Spain: Fotoboom.

Asian preorders, shipping date and price:
Digitalrev and Digidirect Australia.

4K cards
Kingston 16-32-64 GB SDHC UHS-I Speed Class 3 at Amazon (Click here), Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).
Sandisk 16-32-64 GB Extreme PRO SDXC UHS-II Memory Card at Amazon (Click here), Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).
Transcend 64-128 GB High Speed 10 UHS-3 at Amazon (Click here) and BHphoto (Click here).
Panasonic 16-32-64 GB SDHC-UHS-I U3 Card (90MB/s) at Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).

26 May 21:39

QUEM ESTÁ SURPRESO ERGUE A PATINHA!!! Prefeitura petista é apontada como fonte de ofensas a Aécio na Internet

by giinternet

Ainda voltarei a este assunto, é claro! Leiam o que informam Daniela Lima e Alexandre Aragão na Folha :
Dados repassados à Justiça de São Paulo mostram que equipamentos e funcionários da Prefeitura de Guarulhos, comandada há 14 anos pelo PT, foram usados para criar páginas com ofensas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) em redes sociais. Nome dos tucanos para o Planalto, Aécio é hoje o principal rival da presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa. As informações chegaram ao Judiciário depois que o senador abriu um processo contra 27 empresas que prestam serviços relacionados à internet e conseguiu uma decisão que as obrigou a quebrar o sigilo contratual de clientes.

A intenção do tucano era descobrir quem estava por trás de páginas com o nome “Aécio Boladasso”. Criados em novembro passado no Twitter e no Facebook, os perfis falsos a princípio se mostravam favoráveis ao senador — uma versão tucana da “Dilma Bolada”, que faz publicidade da presidente nas redes. Logo, no entanto, passaram a criticar Aécio e relacioná-lo a hábitos como o consumo de álcool. Ainda em novembro, o tucano acionou o principal escritório de direito digital do país –27 advogados estão cadastrados para seguir sua cruzada judicial.
(…)
A Folha acessou o processo na Justiça e fez cruzamentos com os dados fornecidos, chegando à localização dos imóveis e às profissões de alguns dos citados no caso. Só a partir da sede da Secretaria de Comunicação Social de Guarulhos as páginas contra Aécio foram manipuladas 81 vezes em 20 dias. Há ainda entre os criadores do perfil uma funcionária da prefeitura, Nataly Diniz, que usou o celular para administrar as páginas.
(…)

 

26 May 21:39

Dilma Rousseff, a que vai se esconder do Itaquerão, repete discurso terrorista de campanha da TV e fala bobagem sobre o presente e sobre o passado

by giinternet
Diilma Rousseff: presidente repete discurso terrorista de campanha da TV

Dilma e o dedo na cabeça: do outro lado, mundo quase desabitado

A presidente Dilma Rousseff participou, neste sábado, de um evento da UJS, a União da Juventude Socialista, do PCdoB. Com aquela pouca destreza para as sutilezas do idioma com que Deus nos dotou a todos (nascemos idiotas, como sabem) — e que, no caso de Dilma, nem o tempo nem a escola conseguiram corrigir —, a presidente anunciou que não vai permitir a volta de “espectros fantasmagóricos”. Ao optar por construção tão especiosa, ela só demonstra que não sabe o que quer dizer a palavra, “espectro”, que vem a ser justamente sinônimo de… “fantasma”! Logo, Dilma promete que vai impedir a volta de “fantasmas fantasmagóricos”. Contra o pleonasmo e a bobagem, ela não fez promessa nenhuma. Pretende deixar tudo como está.

Coitada da Dilma! E coitados de nós, também, caso ela obtenha sucesso na sua empreitada! Entendo esta senhora. Ela é uma ex-comunista (é ex?) e falava num encontro do PCdoB. É natural que seu cérebro estivesse numa espécie de convulsão, não é?, ainda que, ao pensar no assunto, eu imagine, assim, a mente presidencial como um lugar bem pouco habitado. Como esquecer as nove palavras iniciais do “Manifesto Comunista”, de Marx? A elas: “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo”. Só que o barbudo furunculoso não usava a imagem para assustar o “povo”.

Dilma meteu o pé na jaca, informa a Folha. Segundo a petista, seus adversários, se eleitos, vão promover “desemprego, recessão e arrocho salarial”. E avançou: “Eu não fui eleita para colocar o país de novo de joelhos, para acabar com a política industrial, privatizar empresas. Não fui eleita para varrer a corrupção para debaixo do tapete, como era a prática anterior”.

É tanta bobagem que mal se sabe por onde começar. “Política industrial”??? Segundo um estudo da Fiesp, entre 2004 e 2012, na gestão petista, a participação industrial na atividade econômica totalizou uma perda de 30,8%. A fatia de contribuição do setor manufatureiro para o PIB caiu de 19,2% em 2004 para 13,3% no ano passado. A taxa já é a menor desde 1955, quando a participação chegou a 13,1%. Se cair mais um pouco, o país chegará ao número de 1947 — 11,3% —, tempo em que o Brasil era uma economia rural, primário-exportadora.

Eis aí o resultado da genial “política industrial” do petismo. E por que a indústria precisa ser forte? Ora, perguntem aos países ricos ou à gigante China. Indústria em declínio significa exportação de emprego — e dos melhores empregos. Isso para começo de conversa. De qual “país de joelhos” fala Dilma? Aquele da hiperinflação, ao qual o PT se agarrava com patas e dentes — daí que tenha tentado sabotar o Plano Real de todas as formas possíveis? Quanto à privatização, dizer o quê? Dilma só não privatizou mais porque foi incompetente. Sua menção à corrupção só pode ser humor involuntário.

O discurso do medo, como resta óbvio, é o discurso de quem está com… medo. Estivesse ela flanando nas alturas, como há pouco mais de um ano, a conversa, obviamente, seria outra. A presidente que tenta botar terror nas eleições é aquela que decidiu silenciar na abertura da Copa do Mundo porque sabe bem o que o Itaquerão tinha reservado para ela.

Falar para os engajados da Juventude Socialista é fácil. Vá lá, Dilma, no Itaquerão, enfrentar o povo, cara a cara. Vamos ver se ele também aplaude.

26 May 21:39

Governo Federal agora atua para ter uma segurança “padrão Fifa”. Mas só na Copa!

by giinternet

Leiam o que informa Natuza Nery, na Folha. Volto em seguida.
Com receio de que greves na área de segurança criem problemas internos durante a Copa e arranhem a imagem do Brasil no exterior, o governo decidiu atacar os movimentos com ações na Justiça Federal e medidas que atingem o bolso dos grevistas. São duas as principais frentes que serão adotadas na Copa: o governo vai entrar com ações judiciais contra as paralisações, medida que hoje cabe aos Estados, e quer cobrar de líderes de greve que arquem com os custos de eventual emprego da Força Nacional para garantir a ordem pública. Recentemente, uma onda de greves de policiais militares afetou Estados como a Bahia e Pernambuco, e a violência explodiu no período com cenas de saques e depredações. Há indicativos de que novas paralisações de policiais militares, civis e até da Polícia Federal ocorram no período da Copa.
(…)
À Folha o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, revelou o conjunto de medidas contra greves dessas categorias durante o Mundial. “Quem é responsável pela segurança, policial militar ou policial civil, não pode fazer greve, é ilegal.” A União decidiu que irá intervir e não vai deixar só com os municípios e Estados a competência para acionar a Justiça em caso de ameaça de paralisação. “Podemos entrar como assistente do município ou do Estado. Mas, no caso de segurança –e os eventos recentes mostraram isso–, a União adquire legitimidade para tomar iniciativa de buscar coibir práticas ilegais, seja com a Força Nacional, seja por meio da Justiça, proibindo e impedindo a greve. Isso é uma novidade”, disse Adams.
(…)

Comento
Penso o que penso, não é?, e não vou mudar mesmo quando, episodicamente, acabo concordando com uma decisão do governo. Sou contra greve de servidores. E tanto mais quando se trata da área de segurança. É evidente que existem outras formas de protesto.

A única coisa que lamento, no caso, é que o governo federal não se organize para  oferecer uma segurança “Padrão Fifa” o ano inteiro, não é? Chega a ser um pouco acintosa essa preocupação específica com a Copa do Mundo quando o país vive um apagão na área há muitos anos.

E quando não houver mais disputa, presidente Dilma? Tudo volta ao normal — ou melhor, ao anormal?

26 May 18:58

Author Charles Stross: Is Amazon a Malignant Monopoly, Or Just Plain Evil?

by samzenpus
An anonymous reader writes "Sci-fi author Charles Stross has a post providing insight into Amazon's recent bullying tactics against a major book publishing group. He puts the fight into perspective for the two most important parts of the book market: author and reader. He says: 'Amazon's strategy (as I noted in 2012) is to squat on the distribution channel, artificially subsidize the price of ebooks ("dumping" or predatory pricing) to get consumers hooked, rely on DRM on the walled garden of the Kindle store to lock consumers onto their platform, and then to use their monopsony buying power to grab the publishers' share of the profits. If you're a consumer, in the short term this is good news: it means you get cheap books. But if you're a reader, you probably like to read new books. By driving down the unit revenue, Amazon makes it really hard for publishers—who are a proxy for authors—to turn a profit. Eventually they go out of business, leaving just Amazon as a monopoly distribution channel retailing the output of an atomized cloud of highly vulnerable self-employed piece-workers like myself. At which point the screws can be tightened indefinitely. And after a while, there will be no more Charlie Stross novels because I will be unable to earn a living and will have to go find a paying job. TL:DR; Amazon's strategy against Hachette is that of a bullying combine the size of WalMart leaning on a much smaller supplier. And the smaller supplier in turn relies on really small suppliers like me. It's anti-author, and in the long term it will deprive you of the books you want to read.'"

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.