Shared posts

13 Jun 16:15

Coxinhas extremistas são hostilizados pelo povo pobre, que sabe a diferença entre futebol e política…

by giinternet

Logo os ditos “ativistas” — acho esse nome o máximo porque seus opositores devem ser os “passivistas”, certo? — vão querer mudar de país para encontrar um povo que esteja à altura do seu furor revolucionário. Ainda acabarão se cansando desse povinho reacionário do Brasil, né? Reportagem publicada na Folha desta sexta é de rolar de rir. Leiam trecho. Volto em seguida.
*
Com o país em clima de Copa, manifestantes mascarados foram hostilizados por moradores de pelo menos quatro cidades antes e durante o jogo de abertura. Em São Paulo, Rio, Porto Alegre e Brasília, protestos violentos foram recebidos com vaias por torcedores e moradores dos locais onde os atos foram realizados. Os ativistas também foram hostilizados por comemorar o gol da Croácia contra o Brasil. Na capital fluminense, moradores de Copacabana atiraram ovos, água e xingaram manifestantes que fecharam uma avenida no bairro. Os ativistas se protegeram em baixo das marquises. “Passa por cima deles. Não deixa avançarem não”, gritava Nivalda Queiroz, 70, da portaria do seu prédio. “Estamos passando vergonha diante do mundo”, gritou. Durante o protesto, com 600 pessoas, eles comemoraram o gol croata na área próxima a Fan Fest, festa oficial da Fifa. Torcedores vaiaram os manifestantes que gritavam “Fifa, go home”.

Em São Paulo, a situação se repetiu na favela do Moinho, no centro. Durante um ato na comunidade, moradores comemoraram o gol de Neymar, enquanto manifestantes vibraram com o gol adversário. Na zona leste, os ativistas foram xingados durante uma manifestação anti-Copa, que reuniu cerca de cem mascarados. “Mete bala”, gritou um morador com a camisa do Brasil na sacada de um prédio. Na rua Serra do Japi, onde ocorreu o protesto, moradores atiraram frutas contra jornalistas e manifestantes, enquanto outros aplaudiam os policiais militares. Motoristas que passavam pela Radial Leste também provocaram os manifestantes, que revidavam chamando-os de fascistas.
(…)

Retomo
Pois é… Os caras vão às ruas, impõem a sua vontade na marra, procuram criar o caos na cidade, e fascistas são os… outros! Sabem o que é isso? Overdose de Toddynho com Sucrilhos! Ficam com muita energia para gastar, são desocupados, os papais endinheirados lhes asseguram a boa vida, e eles, então, saem por aí à procura de pobres dispostos a fazer a revolução. Como não encontram, ficam frustrados.

13 Jun 16:15

Leia trecho de meu artigo na Folha: “Dilma de Caracas”

by giinternet

Com alguma impaciência, noto que há certos analistas com muita opinião e nenhuma memória. É claro que se pode ter uma sem outra. E outra sem uma. Memória sem opinião é banco de dados. Opinião sem memória é tolice. Trato do decreto comuno-fascistoide de Dilma Rousseff, o 8.243, que institui a tal “Política Nacional de Participação Social” e entrega parte da administração federal aos “movimentos sociais”, num processo de estatização da sociedade civil.

Sempre que alguém especula sobre a crise da democracia representativa, procuro ver onde o valente esconde o revólver. O assunto voltou a ser debatido nos últimos dias em razão do decreto, que chega a definir, Santo Deus!, o que é sociedade civil. E o faz com a ousadia do autoritarismo temperado pela estupidez. Lê-se lá: “Sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Quando um governo decide especificar em lei que o “cidadão” é parte da sociedade civil, cabe-nos indagar se é por burrice ou má-fé. Faço a minha escolha.

O “indivíduo” só aparece no decreto para que possa ser rebaixado diante dos “coletivos” e dos “movimentos sociais institucionalizados” e “não institucionalizados”, seja lá o que signifiquem uma coisa, a outra e o seu contrário. Poucos perceberam, como fez Oliveiros S. Ferreira, em artigo publicado em “O Estado de S. Paulo”, que o Decreto 8.243 institui uma “justiça paralela” por intermédio da “mesa diálogo”, assim definida: “mecanismo de debate e de negociação com a participação dos setores da sociedade civil e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”.

Ai, ai, ai… Como a Soberana já definiu o que é sociedade civil, podemos esperar na composição dessa mesa o “indivíduo” e os movimentos “institucionalizados” e “não institucionalizados”. Se a sua propriedade for invadida por um “coletivo”, por exemplo, você poderá participar, apenas como uma das partes, de uma “mesa de negociação” com os invasores e com aqueles outros “entes”. Antes que o juiz restabeleça o seu direito, garantido em lei, será preciso formar a tal “mesa”…
(…)
Leiam a íntegra aqui

 

13 Jun 16:14

O exoesqueleto de Nicolelis e o baú da salvação

by giinternet

Escrevi ontem um post sobre o “evento maravilhoso” do exoesqueleto de Miguel Nocolelis, o cientista que sabe ser notícia. Não sou estudioso da área. Mesmo como jornalista, o assunto não está entre as minhas leituras prediletas. Limitei-me a expressar certos incômodos que a persona pública de Nicolelis provoca em mim. Publico aqui trecho de um artigo do jornalista Jairo Marques, colunista da Folha, que é cadeirante e acompanha com mais atenção os avanços na ciência nesse particular. Leiam.
*
Chute de exoesqueleto é, mais uma vez, oferta de baú misterioso de salvação

Em um rápido esbarrão com o filósofo Mário Sérgio Cortella, dias atrás, ele me aconselhou a nunca questionar esperanças, apenas respeitá-las e tentar entendê-las.

Assim, preciso admitir que a também rápida, rapidíssima, papa-léguas demonstração da roupa robótica, usada por um paraplégico, que encostou em uma bola em plena abertura da Copa do Mundo, pode abrir uma nova era de possibilidades.

O exoesqueleto, supostamente comandado por sinais do cérebro, oferece promessas futuras de mais conforto, mais mobilidade e mais independência para pessoas com deficiência física. A tecnologia tem potencial para destrancar sonhos guardados no campo do impossível.

Dito isso, o cutuque na bola — visto por alguns superatentos —, que consumiu R$ 33 milhões de dinheiro público, traz consigo elementos controversos para um arrazoado respeito e aceitação.

Vendido como “cura”, o exoesqueleto se posicionou com a imponência de um avião que abriria fronteiras jamais cruzadas, sobrepôs-se à necessidade de entender a diversidade humana e a urgência de promover inclusão no planeta de hoje, de amanhã e de vários séculos.

É emocionante ver. É gostoso imaginar. É prazeroso acreditar. Porém, mais uma vez, um baú misterioso que guarda salvações foi aberto diante daqueles que sensivelmente se agarram em quaisquer fios de gelatina.

O experimento propagou o andar como algo estritamente motor, bastando vestir um suporte para que o corpo de um lesado medular saia saracoteando como pinto no lixo.

A realidade é brutalmente mais complexa. Ficar em pé e dar uns passinhos, a Rede Sarah de Reabilitação já consegue com êxito há décadas, e de forma mais clara do que o que foi exibido.

Um paraplégico voltar a andar vai implicar intercorrências em um sistema circulatório debilitado, em ossos enfraquecidos, em um tecido dérmico sujeito a feridas.

Tratar de dentro para fora, como os experimentos com células-tronco e estimulação elétrica têm tentado, com menos holofotes, é rumo bem mais certo.
(…)

13 Jun 16:13

Na Saúde, o PT não tem remédio

by giinternet

Noticiei aqui no blog, no dia 4 de junho, que o governo brasileiro quer forçar a indústria farmacêutica brasileira a produzir remédios em… Cuba — e, de lá, exportar para a América Latina e Caribe, inclusive o Brasil. É o PAC da Dilma: o Plano de Ajuda a Cuba! Se a coisa prosperar, ela passará a exportar empregos e divisas… É o fim da picada!

Muito bem! Em artigo publicado na Folha de hoje, o ex-governador e ex-ministro da Saúde José Serra afirma que o governo do PT está tentando dar um outro golpe nos genéricos. Leiam trecho:

(…)
Mais ainda, recentemente houve uma tentativa de ataque final aos genéricos. Para compreendê-la é preciso saber que há três tipos de medicamentos no Brasil: o produto de referência (por exemplo, Nexium) e seu clone, o genérico (esomeprazol…). E existe também o “similar”, que tem nome-fantasia –por exemplo, Doril, que mistura aspirina com cafeína– e não tem equivalência com os produtos de marca. Os similares são objeto de promoções de venda, incluindo as amostras grátis para médicos. Pois bem: a ideia petista foi obrigar os similares a fazerem os testes de equivalência, mas mantendo seu nome-fantasia.

Esse modelo, que seria inédito no mundo, acabaria destroçando os genéricos, dadas as diferentes condições de concorrência e a confusão na cabeça dos consumidores. Na embalagem, os similares equivalentes teriam um carimbo: “EQ”, criado pelo PT, para disputar com o “G” dos genéricos e embelezar as campanhas eleitorais do João Santana.

Alguém duvida que uma das tarefas difíceis, mas prioritárias do próximo presidente, havendo a alternância de poder, será desfazer os nós das agências reguladoras, hoje capturadas e pervertidas pelo método petista de governar?

13 Jun 02:02

A Abert emite uma nota vergonhosa — tão vergonhosa quanto a sua falta de apreço pela liberdade de expressão

by giinternet

A Abert, que é a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, emitiu uma nota oficial vergonhosa. Entidade que deveria estar na linha de frente na defesa da liberdade de expressão, abre mão de sua missão para fazer política populista e baixo proselitismo. Vai ver é por isso que certas emissoras — de rádio e televisão — fazem uma cobertura da política e da Copa mais perdida do que cachorro caído de mudança. Leiam a nota, que segue em vermelho. Volto em seguida.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) repudia violência cometida por policiais militares contra profissionais de imprensa nesta quinta-feira, 12/6, em São Paulo.

As jornalistas da emissora norte-americana CNN Barbara Arvanitidis e Shasta Darlington, e o assistente de câmera do SBT Douglas Barbieri foram feridos por estilhaços de bomba quando cobriam manifestações na zona leste da capital paulista.

Balas de borracha feriram ainda o jornalista argentino Rodrigo Abd, da agência de notícias Associated Press, e um repórter de uma equipe de TV francesa. Em Belo Horizonte, um fotógrafo da agência Reuters foi atingido na cabeça por uma pedra lançada contra a polícia.Todos os profissionais portavam identificação de imprensa e usavam equipamentos de segurança.

É inaceitável que, a pretexto de conter protestos durante a Copa do Mundo, a polícia empregue métodos violentos contra jornalistas, impedindo-os de exercer sua função profissional. Da mesma forma, são intoleráveis ataques de manifestantes contra a imprensa.

É imperioso que a orientação das autoridades de segurança da União e dos Estados esteja voltada ao respeito aos direitos humanos e, em especial, à liberdade de expressão, princípio basilar de uma democracia.
DANIEL PIMENTEL SLAVIERO
Presidente
A ABERT é uma organização fundada em 1962, que representa 3 mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, e tem por missão a defesa da liberdade de expressão em todas as suas formas.

Retomo
Em primeiro lugar, a nota mente ao afirmar que a Polícia Militar de São Paulo cometeu violência contra jornalistas. Uma pergunta ao sr. Slaviero: eram eles os alvos dos PMs? Fosse eu comandante da força policial, convidaria o presidente da Abert para ministrar uma aula sobre como proteger jornalistas, especialmente quando estes cobrem os eventos misturados a depredadores e segundo o ponto de vista material destes. Estivessem entre os soldados, certamente seriam feridos pelos manifestantes. Não custa lembrar que, até agora, houve um único morto nos conflitos: o cinegrafista Santiago Andrade. E o assassino não é um policial. Há uma enorme diferença entre um jornalista ser ferido num conflito e a polícia ferir um jornalista num ato deliberado.

Escreve ainda o sr. Slaviero: “É inaceitável que, a pretexto de conter protestos durante a Copa do Mundo, a polícia empregue métodos violentos contra jornalistas, impedindo-os de exercer sua função profissional. Da mesma forma, são intoleráveis ataques de manifestantes contra a imprensa.”

Com a devida vênia, “sob o pretexto” uma ova! A nota faz supor que a PM mente quando diz que está contendo os protestos, como se tivesse especial interesse em reprimir o trabalho da imprensa. Ora, e por que o faria? De resto, quem ataca a imprensa de forma sistemática, deliberada e planejada são manifestantes de extrema esquerda e baderneiros, que, na nota da Abert, ganham uma menção apenas lateral. Os jornalistas só não são mais agredidos porque são obrigados a ir para ruas sem identificar os veículos aos quais pertencem.

Muitas emissoras de rádio e televisão estão com um medo covarde das “ruas”, muito especialmente dos grupos organizados que partem para a porrada. Há tempos, dispensam-lhes uma cobertura reverente e acham que, caso lhes puxem o saco, serão poupadas dos ataques organizados nas ruas e nas redes sociais. Mais: em algum grau, haverá, sim, a tal “regulamentação da mídia” — ou “controle social”. Tanto pior para o setor (e para a liberdade de imprensa) se Dilma vencer.

Também a Abert decidiu se acovardar, vergar a cerviz ao espírito dos extremistas de rua, dando piscadelas para black blocs e outros delinquentes. No caso, então, melhor atacar a polícia. A propósito: quando emissoras de televisão estão sob ataque, a Abert acha que se deve apelar a quem? Ao Lobo Mau? Aos Chapeuzinhos Vermelhos?

Certa cobertura da imprensa, muito mais do que as ações impróprias das polícias, é responsável pelo vulto que tomaram as ações violentas. Nesta quinta, deu para notar o esforço para “equilibrar” as coisas. Ocorre que, de um lado da balança, estava a PM tentando manter desobstruída a principal via que conduzia ao Itaquerão; do outro, gente disposta a bater, a quebrar, a incendiar. Se o noticiário estivesse certo, seríamos levados a concluir que os dois lados têm sua parcela de razão e de culpa.

E não que falte à Abert uma causa realmente séria e relevante em defesa da liberdade de expressão.  E ela está fugindo, por comodismo, às suas obrigações. Falarei a respeito nesta madrugada. Bater nas Polícias Militares é fácil. Quero ver é a associação brigar com gente realmente grande em defesa da liberdade de expressão.

13 Jun 01:00

Brasil vs Croácia, Placar na Copa e na Educação

by Eduardo Maçan

Qual o placar de Brasil vs Croácia na educação?

brcro

Resolvi conferir como nos saímos na educação contra os países com quem jogamos na copa do mundo, aqui vai a primeira partida: Brasil vs Croácia.

Do site do INEP: “O Programme for International Student Assessment (Pisa) – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – é uma iniciativa internacional de avaliação comparada, aplicada a estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.”

Na copa:

  • Marcelo, Brasil 0 x 1 Croácia – 11 minutos, contra.
  • Neymar, Brasil  1 x 1 Croácia – 30 minutos
  • Neymar, Brasil  2 x 1 Croácia – 73 minutos
  • Oscar, Brasil 3 x 1 Croácia – 93 minutos.

Final: Brasil 3 x 1 Croácia.

No Pisa:

  • Matemática, Croácia 1 x 0: Brasil 391 pontos, Croácia 471 pontos
  • Leitura, Croácia 2 x 0: Brasil 410 pontos, Croácia 485 pontos
  • Ciências, Croácia 3 x 0 : Brasil 405 pontos, Croácia 491 pontos
  • Resolução de Problemas, Croácia 4 x 0: Brasil 428.5, Croácia 466.3 pontos.

Final: Brasil 0 x 4 Croácia, goleada.

Brasil-sil-sil!

Fonte: OECD

12 Jun 23:30

E os “Green and Yellow Blocs” gritaram no Itaquerão: “Ei, Dilma, a-e-i-o-u/ ei, Dilma, a-e-i-o-u…” Presidente escapou do discurso, mas não de certo monossílabo tônico

by giinternet

Vejam e ouçam este vídeo.

Certamente, a televisão de vocês também registrou, embora a transmissão, ao menos a da Globo, não tenha feito nenhuma referência ao fato. Admito: é uma coisa complicada mesmo, ainda que me pareça perfeitamente possível informar: “E, agora, parte do estádio dirige palavras não muito gentis à presidente Dilma Rousseff…”. Até porque estou certo de que, tivesse o estádio explodido num grande delírio de alegria, certamente se daria destaque ao fato.

Está aí. Dilma foi premiada com um dos xingamentos prediletos do brasileiro, só perdendo para aquele que ofende a genitora. Certo monossílabo tônico, sem acento, terminado em “u” foi dirigido à presidente. Mais de uma vez, parte considerável do estádio gritou: “Ei, Dilma, a-e-i-o-u/ Ei, Dilma, a-e-i-o-u…”.

Não era o que estava no script, é certo. Nelson Rodrigues dizia que brasileiro vaia até minuto de silêncio. Pode não ser bem assim, mas é certo que políticos em ambientes esportivos nem sempre são bem-vindos. Ainda mais nos dias de hoje, quando há uma óbvia crispação nas ruas e uma indisposição meio generalizada com a lambança em órgãos oficiais.

Ainda que o governo federal houvesse cumprido todas as promessas que fez, dar a cara nos estádios seria uma operação de risco. Ocorre que não cumpriu.  Os torcedores sabiam que a presidente estava ali. Talvez tivesse sido deixada quietinha, no seu canto, não tivesse ela cedido ao mau conselho de algum aspone, que lhe sugeriu que ocupasse a Rede Nacional de Rádio e Televisão para desqualificar seus críticos, inflar os números da gestão petista e dizer algumas inverdades, como dar por concluídas obras que estão em curso.

Ficou muito claro que a população sabe distinguir muito bem o seu apreço pela Seleção Brasileira da exploração política mesquinha que o governo e o petismo tentaram fazer. Não só sabe distinguir como repudia as tentativas de governantes de se apropriar do que, obviamente, não lhes pertence.

O versinho dispensado a Dilma não é de bom gosto, mas é bom deixar claro que os que protestaram no estádio têm natureza muito distinta dos “black blocs”. Os “Green and Yellow Blocs” não querem destruir nada, não querem quebrar nada, não querem bater em ninguém. Estão cansados desse governo e de Dilma Rousseff. E, tudo indica, acham que é hora de mudar. Se vai acontecer ou não, aí veremos. Abaixo, uma metáfora doméstica.

Pipoca Maria Corintiana da Silva, 12 anos, preparou-se para a festa. Disse "sim" à euforia, mas zangou-se com a tentativa de manipulação

Pipoca Maria Corintiana da Silva, 12 anos, preparou-se para a festa. Disse “sim” à euforia, mas zangou-se com a tentativa de manipulação

Post publicado originalmente às 19h59 desta quinta
12 Jun 21:35

Mesmo escondida, Dilma não escapa das vaias

by giinternet

Por Giancarlo Lepiani, na VEJA.com:
A festa de abertura da Copa do Mundo demorou a esquentar, mas acabou animando o público que lota o Itaquerão, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira. Com cerca de 25 minutos de duração, a apresentação foi prestigiada por apenas uma parte da torcida – as arquibancadas foram enchendo aos poucos. A tarefa de encontrar o lugar designado no estádio, aliás, não foi das mais fáceis – conforme muitos torcedores presentes ao palco da estreia da seleção brasileira, pouca gente sabia informar com precisão como acessar cada setor da nova arena.

No momento em que a cerimônia começou, pontualmente às 15h15, o estádio estava com milhares de assentos vazios – com longas filas nos bares e restaurantes, e com queixas de torcedores que diziam ter dificuldade para encontrar suas cadeiras, a festa teve um início morno. Antes mesmo do começo do espetáculo, que foi dirigido por uma belga, Daphné Cornez, o público teve dificuldade para entender uma mensagem veiculada pelo sistema de som do estádio, anunciando que a apresentação estava prestes a começar. Os primeiros minutos de coreografia, com dançarinos que usavam adereços com motivos ecológicos, foram acompanhados com indiferença pelo público – que parecia mais animado nos momentos que antecederam a cerimônia, gritando “Brasil” e vaiando a pequena mas barulhenta torcida croata.

Os assentos foram sendo preenchidos lentamente, mas pouca gente mostrava pressa em chegar ao seu lugar para assistir às coreografias no gramado. Depois do primeiro segmento, cujas coreografias simbolizavam as belezas naturais do país, a segunda parte da festa representou a diversidade da população brasileira, com danças e canções de várias regiões do país, misturando gaúchos de bombachas e baianas com capoeiristas no gramado. A terceira e última parte da festa de abertura tratou do futebol, com meninos e meninas fazendo movimentos coordenados com pequenas bolas brancas e a entrada da bandeira brasileira no campo.

No último ato, a bola iluminada colocada no centro do gramado se abriu para revelar os três intérpretes da música oficial da Copa, We Are One: a brasileira Claudia Leitte, a americana Jennifer Lopez e o rapper Pitbull, também americano. J-Lo, num curtíssimo vestido verde, se arriscou a dançar como a companheira de palco: rebolou e até sambou. Quando a festa foi concluída, as cadeiras do Itaquerão já estavam quase totalmente ocupadas – e depois de uma nova mensagem nos alto-falantes, pedindo aplausos aos trabalhadores que ergueram ou reformaram os doze estádios do Mundial, o público iniciou um novo coro, desta vez com um xingamento à Fifa e a presidente Dilma Rousseff, presente nas tribunas.

12 Jun 21:34

PM de SP contém vagabundos disfarçados de black blocs ou black blocs disfarçados de vagabundos, tanto faz…

by giinternet

E vagabundos disfarçados de black blocs — fossem black blocs disfarçados de vagabundos, daria na mesma — tentaram fechar a Radial Leste, via de acesso ao Itaquerão. Chegaram a obstruí-la por algum tempo, mas a tropa de choque da Polícia Militar entrou em ação e impediu a ação da bandidagem mascarada.

Metroviários fizeram um protesto próximo à sede do seu sindicato e, ora vejam, os mascarados, para todos os efeitos, “se infiltraram” na manifestação, conforme noticia parte da imprensa. Deve ser a primeira vez na história que, à luz do dia, dezenas de mascarados vão chegando a um protesto sem que ninguém perceba. É preciso dizer a verdade aos leitores, não é? Não se tratava de infiltração, mas de parceria. Não é a primeira vez que essa canalha promove ações conjuntas com a extrema esquerda. No Rio, os parceiros preferenciais são do PSOL. Em São Paulo, pelo visto, eles podem se juntar ao PSTU, que manda no Sindicato dos Metroviários.

O “Grande Ato 12 de Junho Não Vai ter Copa” foi organizado por seis autointitulados “coletivos”. Pelo menos quatro jornalistas ficaram feridos: uma repórter da rede americana CNN, uma produtora da emissora, um assistente de câmera do SBT e um fotógrafo da Associated Press. Cumpre destacar desde logo, antes que comece o chororô corporativo, que bombas de gás ou de efeito moral não costumam distinguir jornalistas de não-jornalistas. À Polícia Militar cabe a difícil tarefa de conter gente que vai para o tudo ou nada. Repórteres, infelizmente, correm risco em coberturas assim — no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

No fim da contas, constata-se: enquanto a presidente Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho passam, na prática, a mão na cabeça de baderneiros, sobra para a Polícia Militar — e para o governo de São Paulo — a responsabilidade de manter a ordem, o direito de ir e vir e as demais garantias constitucionais.

Enquanto o pau comia,  Dilma estava hospedada num hotel em Guarulhos. Almoçou com autoridades e chefes de Estado e seguiu para o Itaquerão às 14h10, acompanhada do governador Geraldo Alckmin e do prefeito da Capital, Fernando Haddad. Indagada se arriscava algum placar, deu uma resposta densa: “Estou em concentração, gente. Concentremo-nos”.

12 Jun 21:09

Foxtrot Alpha: The Super Hornet is the best fighter for Canada.

by Doug Allen
There is a very good article over at Foxtrot Alpha stating that the Super Hornet would be the best fighter for Canada right now. Be sure to check it out here.  http://foxtrotalpha.jalopnik.com/the-right-fighter-for-canada-is-the-super-hornet-not-t-1587492909 I'm not convinced, but the author does ask all the right questions and gets all the facts right.  I'm not sure if he comes
12 Jun 20:26

Advogado de Genoino estava embriagado e ameaçou Barbosa, diz segurança do STF

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-presidente do PT José Genoino no processo do mensalão, ameaçou nesta quarta-feira o relator da ação e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, dizendo que “se tivesse uma arma, daria um tiro na cara do presidente [do STF]”. A ameaça foi presenciada por seguranças do tribunal, que nesta tarde tiveram de retirar o defensor do plenário da corte após bate-boca com Barbosa. De acordo com depoimento prestado por um servidor da Secretaria de Segurança do Supremo, Pacheco estava “visivelmente embriagado” quando, da tribuna do STF, pediu que a corte julgasse o pedido de prisão domiciliar do mensaleiro.

“Como o advogado, visivelmente embriagado, alterou o tom de voz de maneira desrespeitosa, o presidente, suspendendo a sessão, ordenou sua imediata retirada do Plenário”, disse o depoente, cuja identidade não foi revelada pelo STF. De acordo com o testemunho, mesmo com a equipe de segurança do tribunal já acionada, “o advogado insistia em pronunciar palavras agressivas ao senhor presidente”. “Informo ainda que, segundo depoimento do agente de segurança que participou da ação de retirada do advogado, já fora do Tribunal ele, visivelmente transtornado, teria dito que ‘se tivesse uma arma, daria um tiro na cara do presidente’”, diz trecho do depoimento do segurança do STF sobre o caso. De acordo com o Supremo, houve “uso moderado da força” para retirar Pacheco do plenário da corte.

Nota distribuída pela assessoria da corte afirma que, “agindo de modo violento e dirigindo ameaças contra o Chefe do Poder Judiciário, o advogado adotou atitude nunca vista anteriormente em sessão deste Supremo Tribunal Federal”. Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, Barbosa considerou o episódio “gravíssimo”. “Eu considero uma ofensa, um atentado ao Poder Judiciário”, disse. “O advogado fez ameaças à pessoa do presidente do Supremo.”

Após o incidente, o advogado disse que Barbosa usou “toda a sua truculência” ao determinar que ele fosse retirado do tribunal. “Cada pedra lançada a mim por esse homem eu recebo como uma medalha. Eu sou um advogado defensor dos direitos legais do meu cliente e serei defensor seja onde for”, acusou Pacheco. Confrontado com o relato do servidor do STF, Pacheco negou ter ameaçado Barbosa: “completamente absurdo”.

11 Jun 23:42

Lula e Carvalho tentam colher tempestade em SP, mas Alckmin os impede

by giinternet

Até que não ando tão ruim de lógica, né? Ontem, escrevi o seguinte neste blog:

DEMISSÕES BLOG

Leio agora que o governador Geraldo Alckmin confirma que não vai voltar atrás nas 42 demissões do Metrô, motivadas por vandalismo e ações conexas. Mais: se os metroviários insistirem na greve, a lista de demissões pode chegar a 300. É isto! É assim que se faz. Quem está em condições de fazer exigências é o governo, não  o sindicato. E a razão é simples: um fala em nome de leis democraticamente pactuadas; o outro fala em nome do caos, tendo como instrumento a chantagem.

Pois é… Gilberto Carvalho, voz das trevas, sugeriu negociação. Lula, senhor das trevas, participou ontem do encerramento do Fórum América Latina e Caribe, na capital paulista, e afirmou: “Acho que a dispensa [dos metroviários] pode ser revista se houver maturidade tanto dos trabalhadores quando do governador para conversar”.

Entenderam? Manter as demissões — e, portanto, seguir a lei — seria falta de maturidade. Os petistas insistem em semear o vento em São Paulo para colher vocês sabem o quê… Não vão conseguir.

Está certo o governador Geraldo Alckmin. Sindicalismo não se confunde com chantagem. E ponto!

11 Jun 23:41

Gilberto Carvalho e o “homem do carro preto”

by giinternet

E já que o assunto é Gilberto Carvalho (ver posts abaixo), secretário-geral da Presidência, homem encarregado do “diálogo” com os movimentos sociais, defensor do “entendimento” com os que praticaram ações criminosas do metrô e autor intelectual do Decreto 8.243 — aquele que oficializa o aparelhamento de estado pelo petismo —, cumpre lembrar o que lhe disse a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) durante uma audiência pública na Comissão de Segurança da Câmara, onde ele falou como convidado. Segue o vídeo.

“O senhor sempre foi conhecido como o homem do carro preto, e eu não falo isso porque eu li, eu falo isso porque eu vi. O homem do carro preto era o homem que pegava os recursos extorquidos de empresários e levava para o [ex-presidente do PT] José Dirceu. (…)

Carvalho foi convidado a falar sobre o livro “Assassinato de Reputações”, de autoria de Romeu Tuma Júnior, segundo quem Carvalho lhe teria confessado que fazia a arrecadação ilegal de recursos entre empresários de Santo André para abastecer campanhas do PT. O pai de Mara era empresário de ônibus durante a gestão Celso Daniel.

Carvalho negou que usasse carro preto: “Acabei, nessa Comissão de Segurança, de deixar claro e desafiar se alguém me viu alguma vez usando um carro preto em Santo André. A própria deputada nunca viu”.

 

11 Jun 12:23

PSDB diz que discurso de Dilma lembra propaganda do regime militar

by giinternet

O PSDB divulgou uma nota, depois do pronunciamento de Dilma, em que a acusa de escolher “o silêncio da tela de TV” para se “esquivar do contato direto com os brasileiros”. Acusou ainda a presidente de prática semelhante à do regime militar ao procurar associar a Seleção Brasileira a um governo. Leia a íntegra.
*
Ao negar-se a discursar na abertura da Copa e escolher a proteção e o silêncio da tela de TV, a presidente buscou uma forma de se esquivar do contato direto com os brasileiros, com o intuito de evitar a repetição das manifestações que ocorreram na Copa das Confederações.

Na rede oficial de rádio e TV convocada esta noite, a presidente ultrapassou ainda mais os limites na mistura do interesse público e dos interesses pessoal e partidários, algo que já se tornou sistemático em seu governo.

Mais uma vez lança mão de um instrumento de Estado, pago pelo contribuinte, para fazer acintosa e ilegal campanha eleitoral.

Mas dessa vez surpreendeu ao utilizar o pretexto da Copa do Mundo para criticar milhões de brasileiros que vêm legitimamente manifestando sua discordância com a forma como o governo encaminhou os preparativos do evento.

A tentativa de associar a seleção brasileira a um governo lembrou a ofensiva de propaganda do regime militar.

O pronunciamento da presidente foi um esforço para transformar em motivo de orgulho nacional obras inacabadas, gastos superfaturados e a absoluta falta de capacidade de gestão desse governo.

Mais uma vez, a presidente deixa claro que não entendeu a mensagem das ruas.

Torcemos todos pela seleção brasileira e por uma grande Copa do Mundo.

Ao trocar o contato direto com os brasileiros na abertura da Copa pelo conforto de mais uma rede oficial de rádio e TV, a presidente pode ter evitado um grande constrangimento, mas não evitará o julgamento das urnas.

11 Jun 12:15

Dilma na TV: se estivesse tão certa do que diz, falaria na quinta para o povo e não se esconderia na Rede Nacional de Rádio e TV

by giinternet

Na imaginação do lulo-petismo, esta quinta seria o dia da consagração do partido, de Lula e, claro!, de Dilma. A presidente faria o discurso de abertura, e o estádio explodiria num grito de incontida alegria. No luminoso do estádio, talvez brilhasse uma inscrição: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Afinal, nada mais parecido com a face mais tosca do regime militar do que o lulo-petismo, com os seus sonhos de um capitalismo rigidamente controlado pelo estado, com a substituição da antiga tecnoburocracia pela elite sindical de agora, os “burgueses do capital alheio”. Mas deu tudo errado. Dilma não vai nem dizer “Boa tarde!”, ou o Itaquerão será inaugurado para o mundo com uma vaia como nunca antes na história “destepaiz”. A presidente sabe o gosto que isso tem. Como esquecer a “homenagem” que lhe prestou o estádio Mané Garrincha, em Brasília, na Copa das Confederações?

Impedida de falar por vontade expressa dos brasileiros, a presidente apelou a um instrumento sobre o qual o povo não tem controle nenhum: a Rede Nacional de Rádio e Televisão, onde ela pode dizer o que lhe dá na telha, certamente aplaudida pelos áulicos profissionais. E Dilma fez, então, o seu discurso inaugural nesta terça, dois dias antes de o Brasil fazer o seu jogo de estreia, o primeiro da Copa do Mundo de 2014, contra a Croácia.

Começou exaltando a boa índole do nosso povo, as nossas belezas naturais, vocês sabem, aquilo tudo que faz da gente um povo alegre e com samba no pé… Até aí, vá lá. Não se poderia esperar muita coisa além de uma “Aquarela do Brasil” filtrada pela linguagem da antropologia burocrática. Mas Dilma decidiu ir além e responder a seus críticos. Respondeu aos “pessimistas” e acabou dizendo coisas estranhas aos fatos, que não correspondem à verdade.

Segundo a presidente, esses pessimistas “já saíram perdendo” (a pessoa que redigiu o discurso resolveu abusar da linguagem futebolística) porque suas previsões teriam falhado. E foi enumerando e tentando provar o contrário: “Disseram que não teríamos estádios, que não teríamos aeroportos, que não teríamos energia…”.

Pra começo de conversa, ninguém disse que “não teríamos”. Teríamos e temos, mas incompletos, muito distantes do que foi combinado. O atraso na privatização dos aeroportos se deve ao fato de que Dilma governa com dois braços esquerdos, não é? A sua repulsa ao capital privado atrasou as privatizações, e boa parte das obras será entregue depois da Copa. Isso é apenas fato, não boato. Praticamente não há estádio que tenha sido entregue conforme o que estava especificado. Alguns estão recebendo o acabamento enquanto escrevo este texto. A maioria das obras de mobilidade — estas, sim, poderiam trazer qualidade de vida à população — ficou no papel.

O que se disse é que haveria atraso: e houve. O que se disse é que não se cumpriria o prometido: e não se cumpriu. Pior: as obras realizadas só seguiram adiante porque se jogou no lixo a Lei de Licitações. A transparência nos gastos a que aludiu a presidente, infelizmente, é falsa. Qual é o controle que tem, por exemplo, o TCU?

A única parte procedente da crítica, mas dita de maneira inverossímil, é a resposta àqueles que sustentam que os gastos da Copa poderiam ter sido investidos no social. Dilma afirmou, e concordo neste particular, que essa conta não procede — e vocês sabem que jamais a endossei aqui. Nunca tive nada contra a ideia de o país realizar a Copa do Mundo. O que cobro — e também em relação à Olimpíada — é competência. O que critico é a megalomania. O que me causa asco é a exploração política vigarista de uma realização que, de fato, é de todo o povo brasileiro.

E, nesse caso, registro, então, que o governo Dilma, com seus atrasos constrangedores, com suas obras não realizadas, é pior do que os brasileiros. Se estes fossem tão incompetentes como a gestão petista, estariam comendo grama em vez de ganhar a vida de modo digno — a maioria ao menos.

Exploração lamentável!
A fala faz uma exploração lamentável da Copa do Mundo, e tendo a achar que é contraproducente, gerando um efeito contrário ao pretendido. Ficou nítido que, em vez de um discurso de boas-vindas, Dilma estava respondendo a seus críticos, numa posição, convenham, um pouco covarde. E não me refiro à covardia pessoal, mas à covardia do governo. Afinal, os que contestam seus argumentos, numa questão com esse alcance público, não têm uma Rede Nacional de Rádio e Televisão para responder.

Ora, se Dilma está tão certa de tudo o que diz, que o diga, então, na quinta-feira. Que tome o microfone — e sua posição lhe faculta essa licença — e exalte as maravilhas de sua gestão para mais de 60 mil pessoas — e olhem que boa parte desse púbico é composta de convidados.

Se eu fosse conselheiro de Dilma, recomendaria que não apelasse a um instrumento que deveria servir apenas ao trabalho de informação para fazer um discurso que não tem como não soar autoritário. É incrível como os petistas têm errado a mão nessas coisas. E olhem que são especialistas na manipulação da opinião pública. Não que tenham mudado de texto. Continua o mesmo. É que Lula sempre foi um ator bem mais competente do que Dilma.

Ela não é amadora apenas como gestora. Também é bisonha como atriz.

PS – Ah, sim: a presidente disse que seus críticos passaram “o ridículo” (sic) de prever um surto de dengue. Bem, o Brasil passa por um surto de dengue. Sim, é verdade, é o surto de sempre. É que, em países atrasados, com governos atrasados, os surtos se tornam crônicos. 

Texto publicado originalmente às 22h44 desta terça
11 Jun 01:17

Gilberto Carvalho, o homem da gravata vermelha, erra até quando acerta. É incurável!

by giinternet
Carvalho: ele põe no mesmo balaio o legal e o ilegal, o legítimo e o ilegítimo, o certo e o errado...

Carvalho: ele põe no mesmo balaio o legal e o ilegal, o legítimo e o ilegítimo, o certo e o errado…

Gilberto Carvalho é um homem tão errado, mas tão errado, que erra até quando está certo! Por que digo isso? Vamos ver. O secretário-geral da Presidência afirmou nesta terça que a greve dos metroviários de São Paulo é “calamitosa”. É mesmo, ministro? Também acho! Ocorre, meu senhor, que a central sindical do seu partido, a CUT, decidiu dar apoio integral a essa ação, então, calamitosa, donde se conclui que o petismo é irmão da calamidade, o que eu já sabia, mas não julgava que fosse também esse o seu juízo. Até me desculpo de ser tão aborrecidamente lógico.

Vamos à fala completa do ministro, segundo informa a Folha, o que prova que este Gilberto é mesmo o Carvalho: “O governo espera que a greve não seja retomada e que haja entendimento. É uma greve calamitosa não só para a Copa, mas para cidade de São Paulo e para seus moradores”.

O irmão da calamidade, então, em vez de condenar os “companheiros” metroviários por desrespeitarem a lei; por deixarem milhões de trabalhadores sem transporte; por ignorarem decisão judicial que ordenava o pleno funcionamento do serviço nos horários de pico; por terem mantido a paralisação mesmo depois de ela ter sido considerada ilegal; por abusarem de métodos violentos que constrangeram outros trabalhadores do Metrô e passageiros; por colocarem em risco — e, sim, trata-se disto também — a segurança dos paulistanos; por transformarem num inferno a vida de gente que estuda e trabalha… Em vez disso, o ministro silencia sobre a violência óbvia do movimento grevista e fala em “entendimento”.

Ora, só pode haver entendimento entre partes legítimas que estão negociando. A reivindicação dos metroviários se deslegitimou quando deixou de reconhecer uma decisão da Justiça. Já era de legitimidade duvidosa antes mesmo de sua escancarada ilegalidade, quando estava claro que a categoria recebera do governo de São Paulo benefícios muito acima da inflação — a começar do reajuste salarial.

Entre várias falas possíveis para o senhor secretário-geral da Presidência, só uma era decente, só uma era digna, só uma era razoável: censurar severamente o movimento, as ações violentas, o sofrimento a que foi submetida a população, exaltando a firmeza e a correção do governo de São Paulo e a presteza da Polícia Militar, que foi à rua garantir direitos constitucionais que os grevistas estavam solapando. Mas quê…

O ministro falou também sobre o risco de ações violentas: “Teremos problema, sim, se houver tentativa de manifestações violentas para impedir o direito de outras pessoas de celebrar a Copa. Para isso, as forças de segurança serão acionadas”.

É mais uma fala certa que revela como esse ministro pode ser errado. E vou explicar por quê. Por inspiração de Carvalho, com a concordância de Dilma, é claro!, o governo federal recebeu com tapete vermelho movimentos violentos como o MST e o MTST. Ou por outra: na prática, o governo federal estimula a violência, a exemplo do que faz quando celebra um acordo absurdo com o autoproclamado Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.

De resto, Carvalho diz que as forças de segurança “serão acionadas” para garantir “o direito de outras pessoas de celebrar a Copa…” Pois é. Não há dúvida de que a Polícia Militar de São Paulo cumprirá a sua função — aquela mesma polícia que vive sendo demonizada pelo petismo, muito especialmente pelo ministro Gilberto Carvalho. E encerro lembrando que os brasileiros precisam ter assegurado o seu direito de ir e vir não apenas na Copa, não é mesmo? Como esquecer que, no auge do surto dos rolezinhos, Gilberto Carvalho viu na manifestação um misto de guerra de classes com guerra racial? Os petistas chegaram ao ridículo de tentar estatizar os tais rolezinhos.

O sr. Carvalho deveria lembrar que precisamos ter garantidas a lei e a ordem também quando não há Copa do Mundo. Também quando não é para inglês ver… Ah, sim: depois da solenidade, Carvalho rumaria para o Congresso para tentar negociar a aceitação do decreto bolivariano (ver post) de Dilma. Um decreto, claro!, inspirado por Carvalho e que confere poderes especiais à pasta de… Carvalho!!!

Texto publicado originalmente às 21h53 desta terça
11 Jun 00:10

Congresso reage e dá prazo para Dilma revogar decreto bolivariano: ou retira ou será derrubado por Decreto Legislativo

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com. Comentarei mais tarde:
A mobilização que começou nas bancadas de oposição se espalhou pelos partidos governistas, e o Congresso Nacional decidiu reagir ao Decreto 8.243/2014, assinado pela presidente Dilma Rousseff. A medida institui, numa canetada, a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública, num ataque à democracia representativa.

Pressionados por líderes de partidos, os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediram pessoalmente à presidente, que hoje compareceu ao Congresso para a Convenção Nacional do PMDB, que desista do decreto. Conforme antecipou a coluna Radar on-line, Alves já havia procurado o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) para pedir a revogação do texto.

Alves foi particularmente bombardeado por ter se recusado a colocar em votação um decreto legislativo da oposição para anular os efeitos do decreto de Dilma. Nesta terça, porém, mudou o discurso e vocalizou o sentimento hoje majoritário no Congresso: “Se até amanhã o governo não atender, nós vamos votar a favor da derrubada do decreto”. Segundo aliados, dois fatores pesaram para a mudança de atitude do deputado: a pressão do próprio PMDB contra o decreto e a irritação pessoal com a desistência de última hora de Dilma em participar da inauguração do aeroporto potiguar de São Gonçalo do Amarante. Alves é candidato ao governo do Estado e espera ter Dilma em seu palanque. “Ainda não pautei o projeto para, ao meu estilo, tentar a retirada do decreto”, justificou-se.

Em plenário, Renan também pediu que o Palácio do Planalto recue: “Sempre defendi a ampliação da participação popular, mas não é aconselhável que se recorra a um decreto para tal. Quem representa o povo é o Congresso Nacional e, por este motivo, o ideal – eu falei isso para a presidente e queria repetir aqui – é que a proposta seja enviada através de um projeto de lei ou mesmo através de uma medida provisória, para que sejam aqui aprimorados, para que possam receber as insubstituíveis colaborações e aprimoramentos dos deputados e dos senadores”.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse que o partido vai apoiar a derrubada do texto caso Dilma não recue da decisão. Cinco partidos já anunciaram obstrução às votações na Câmara: DEM, PSDB, PPS, PSD e Solidariedade.

Nesta terça-feira, a sessão da Câmara voltou a ser tomada por críticas ao decreto de Dilma. O texto foi classificado de “autoritário” e “ditatorial” por deputados da oposição. “Se a presidente revogar a matéria, será um recuo salutar. É um ato de humildade”, argumentou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

11 Jun 00:10

Pesquisa presidencial – Resultado do Ibope tem lá as suas estranhezas, mas uma coisa é certa: é muito ruim para Dilma

by giinternet

É… A pesquisa do Ibope sobre a intenção de votos para presidente da República foi divulgada depois do encerramento da convenção do PMDB. Tivesse saído antes, o resultado poderia ter sido ainda pior para a presidente Dilma Rousseff. Se a eleição fosse hoje, segundo o instituto, a petista teria 38% das intenções de voto, oscilando dois pontos para baixo em relação à de maio. Já Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, oscilaram dois pontos para cima: o tucano aparece com 22%, e o peessebista, com 13%. O Pastor Everaldo, do PSC, surge com 3%.

Os números são significativamente distintos dos da pesquisa Datafolha, divulgados há quatro dias: nesse caso, a petista aparece com 34%, o tucano, com 19%, e o ex-governador de Pernambuco, com 7%. No Ibope, pois, Campos teria quase o dobro dos votos do que lhe confere o Datafolha.

Seja lá como for, os números não são bons para Dilma, especialmente os do segundo turno. Se a eleição fosse hoje, a presidente teria 42% dos votos, contra 33% de Aécio — só nove pontos os separam. Numa polarização dessa natureza, esses nove valem 4,5 pontos. No Datafolha, com números bastante distintos, a diferença é de oito pontos: 46% a 38%. Curiosidade: há menos de um mês, no próprio Ibope, Dilma tinha 43%, e Aécio, 24%. Uma diferença de 19 pontos foi reduzida a… 9! Com a devida vênia, ou a pesquisa de antes (o que me parece certo!) ou a de agora está errada. Por que tamanha mudança na vontade do eleitorado? Também contra Campos, a diferença caiu bastante: de 42% a 22% para 41% a 30%. Do nada, 20 pontos viraram 11.

Estranha simulação
O Ibope fez ainda uma estranha simulação, consta que a pedido da Uvesp, a União dos Vereadores de São Paulo. Apresentou o nome dos pré-candidatos associados a vice. Só Campos ampliaria significativamente o seu eleitorado quando associado a Marina Silva: teria 17% ou 18% das intenções de voto. A variação de Aécio e Dilma seria irrelevante, independentemente dos respectivos vices. A simulação é um pouco estranha porque campanhas não costumam se ancorar em vices, né? Pela primeira vez uma pesquisa aponta uma transferência de votos dessa magnitude de Marina para Campos, coisa que a gente não percebe no eleitorado da ex-senadora.

O PT tinha comemorado efusivamente, na pesquisa anterior do Ibope, o que considerava estancamento da queda de Dilma e início da recuperação (no caso, ela passara de 37% em abril para 40% em maio). Certamente, o PT negará agora que a crise continua.

10 Jun 21:32

Alguém dê um Rivotril para Dilma. Ou: quem surrupiou quem

by giinternet

Alguém dê aí um Rivotril pra presidente Dilma Rousseff. Serve para diminuir a ansiedade — só com receita médica, viu, gente!? Não! Não sou um usuário do remédio. Eu sou calmíssimo. Só advérbios fora do lugar me tiram do sério. Adiante. A presidente foi às convenções do PDT e do PMDB e mandou brasa: acusou os adversários de surrupiar os programas do seu governo, vejam vocês, e de tentar “excluir os mais pobres” das políticas públicas. E emendou: “Essa é a agenda do retrocesso. É essa a agenda que querem apresentar ao Brasil”.

É mesmo? A matemática desmente esta senhora. Se fosse assim, se o PT tivesse o monopólio da virtude e seus adversários, sabe-se lá por quê, só quisessem o mal dos brasileiros, ela teria 100% das intenções de voto, e os outros teriam 0%. Não obstante, não é o que se vê, não é mesmo? Esse discurso agressivo só vem a público porque as chances de Dilma não ser reeleita são reais e crescentes.

De surrupiar programas, ora vejam, quem entende é o PT. Já escrevi isto aqui dezenas de vezes e o farei quantas vezes for necessário.

No vídeo abaixo, Lula aparece em dois momentos: exaltando o Bolsa Família, já presidente da República, e no ano 2000, quando chamava os programas de assistência direta (como o Bolsa Família) de esmola. Vejam.

Pobre vagabundo
Mas foi bem mais explícito. Nos primeiros meses como presidente, Lula era contra os programas de bolsa que herdou de FHC. Ele queria era assistencialismo na veia mesmo, distribuir comida, com o seu programa “Fome Zero”, uma ideia publicitária de Duda Mendonça, que ele transformou em diretriz de governo. Deu errado. O Fome Zero nunca chegou a existir.

Já demonstrei isso aqui. No dia 9 de abril de 2003, com o Fome Zero empacado, Lula fez um discurso no semiárido nordestino, na presença de Ciro Gomes, em que disse com todas as letras que acreditava que os programas que geraram o Bolsa Família levavam os assistidos à vagabundagem. Querem ler? Pois não!

Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.

Notaram a verdade de suas palavras? A convicção profunda? Então…

No dia 27 de fevereiro de 2003, Lula já tinha mudado o nome do programa Bolsa Renda, que dava R$ 60 ao assistido, para “Cartão Alimentação”. Vocês devem se lembrar da confusão que o assunto gerou: o cartão serviria só para comprar alimentos?; seria permitido ou não comprar cachaça com ele?; o beneficiado teria de retirar tudo em espécie ou poderia pegar o dinheiro e fazer o que bem entendesse?

A questão se arrastou por meses. O tal programa Fome Zero, coitado!, não saía do papel. Capa de uma edição da revista Primeira Leitura da época: “O Fome Zero não existe”. A imprensa petista chiou pra chuchu.

No dia 20 de outubro, aquele mesmo Lula que acreditava que os programas de renda do governo FHC geravam vagabundos, que não queriam mais plantar macaxeira, fez o quê? Editou uma Medida Provisória e criou o Bolsa Família. E o que era o Bolsa Família? A reunião de todos os programas que ele atacara em um só. Assaltava o cofre dos programas alheios, afirmando ter descoberto a pólvora. O texto da MP não deixa a menor dúvida:

(…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

Compreenderam? Bastaram sete meses para que o programa que impedia o trabalhador de fazer a sua rocinha virasse a salvação da lavoura de Lula. E os assistidos passariam a receber dinheiro vivo. Contrapartidas: que as crianças frequentassem a escola, como já exigia o Bolsa Escola, e que fossem vacinadas, como já exigia o Bolsa Alimentação, que cobrava também que as gestantes fizessem o pré-natal! Esse programa era do Ministério da Saúde e foi implementado por Serra.

E qual passou a ser, então, o discurso de Lula?

Ora, ele passou a atacar aqueles que diziam que programas de renda acomodavam os plantadores de macaxeira, tornando-os vagabundos, como se aquele não fosse rigorosamente o seu próprio discurso, conforme se vê no vídeo.

10 Jun 21:30

Alckmin diz que não volta atrás e que demissões no Metrô estão mantidas

by giinternet

Num país viciado no desrespeito à lei; em que se está consolidando a tática do berro; em que o Poder Público, cada vez mais, cede a ameaças e chantagens, exalte-se a coragem do governante que decide fazer o contrário — vale dizer: que não tem receio de fazer valer o que está escrito. Sim, há algo de exótico em aplaudir uma autoridade por cumprir a sua função, mas assim são os tempos, é esse o espírito do tempo.

Por que faço essa introdução? O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na manhã desta terça que não pretende rever as 42 demissões de metroviários anunciadas na segunda, depois de cinco dias de greve da categoria.

Afirmou Alckmin: “As demissões ocorridas não foram em razão de greve. Nenhum grevista foi demitido. Elas foram em razão de outros fatos, e fatos graves, como invasão de estação, de depredação, vandalismo”.

Segundo o governador, desde que os metroviários voltem ao trabalho, não haverá novas demissões. Disse ainda: “O governo não quer demitir ninguém. Agora, o governo tem o dever de garantir o Metrô às cinco milhões de pessoas que querem trabalhar”.

É assim que se faz! Lamentável, aí sim, é o comportamento da CUT, a central sindical ligada ao PT — à qual, diga-se, o sindicato dos metroviários nem é filiado. A entidade emitiu uma nota dando apoio integral à greve, como se a bomba não fosse estourar no colo da própria presidente Dilma. Mas e daí? Essa gente está obcecada pelo Palácio dos Bandeirantes e acha que, se provocar o caos em São Paulo, vai obter dividendos eleitorais. Mais: se Dilma cair fora, e Lula voltar a ser o candidato, tudo bem para a turma.

Agiu bem também o Tribunal Regional do Trabalho, que pediu o bloqueio de R$ 900 mil dos R$ 3 milhões que o sindicato dos metroviários tem no banco. O dinheiro serve para garantir o pagamento da multa imposta pela Justiça — R$ 100 mil por dia parado antes da decretação da ilegalidade da greve e R$ 500 mil depois dela.

Eis aí outro expediente que precisa ser regulamentado para ser moralizado. As multas impostas pela Justiça costumam ser derrubadas pelo TST por falta de regulamentação, o que, obviamente, estimula a irresponsabilidade dos dirigentes.

10 Jun 13:47

Can Christian Music Be Real Rock and Roll?

by Stephen H. Webb

The Lyre of Orpheus: Popular Music, the Sacred, and the Profane

by Christopher Partridge

Oxford, 2013, 368 pages, Paperback $24.95

Christopher Partridge’s new book, The Lyre of Orpheus, provides an amazing wealth of information about religion and popular music. It should be read while sitting at a computer, since you will want to search YouTube or Spotify for the songs that he so passionately discusses. Unfortunately, his larger theory is not nearly as interesting as his close reading of individual artists.

That larger theory goes like this: Rock is essentially transgressive. Christianity upholds a sacred order that excludes the profane. Therefore, contemporary Christian music cannot be true rock and roll, because it is “unable to establish a credible presence in [rock’s] profane affective space.” But Partridge is wrong to assume it is impossible for Christianity to adopt, transform, and redeem popular music. Satan might or might not be beyond redemption, but everything else, including the devil’s music, isn’t.

The Lyre of Orpheus showcases rock’s darker side, but inadvertently demonstrates the limits of its acoustical rebellion. There’s something sad about aging rock stars still stuck in teenager fantasies, but it’s even sadder for a writer of this caliber to take their adolescent antics so seriously. It is bad enough, although entirely predictable, that Jim Morrison gloated “there are no rules, there are no limits” and Lady Gaga proclaimed that “in pop you know you have succeeded when there is an element of crime,” but it’s Partridge fault for interpreting their hyperboles literally.

Partridge reserves his most exuberant praise for Genesis P-Orridge, whose “industrial paganism” uses pornography, violence, and degradation to provide “a brutal critique of the modern world.” Genesis P-Orridge is, for Partridge, a Christ figure who “has suffered for his art” and has been “subject to systematic demonization.” But is it defamation when society responds exactly the way your work has asked it to?

Without any transcendent order, the sacred and profane become relative: Transgressive acts effectively switch their places, like reversing the poles of a magnet. “The pure can contaminate,” he explains, “and the impure can sanctify.” Good can become evil and evil good with just the right soundboard mix. To his credit, Partridge acknowledges the risk involved in this moral magic, as in the obvious case of Jim Morrison, yet he blames Morrison’s death on the oppressive forces of social conservation rather than a disordered love of excess. Was Morrison just trying to have a good time, or was he inventing a new sense of the sacred? For Partridge, the answer is both.

Here’s where Partridge is right: Sound is not a neutral medium. Partridge argues, for example, that “bass is subversive.” Echo and reverb can evoke ethereal flights, but extremely low sounds require lots of power to be amplified. Go low enough (below 20 hertz), where the body feels what it cannot hear, and foundations personal and social are shaken indeed.

The dissonance of rock, for Partridge, “represents an inversion of the mythic rationale informing creation narratives and, as such, Christian theological teleology.” It is the “threat of a return to chaos,” which makes rock the acoustical expression of the “waste and void” of Genesis 1:2. Rock is excess with a vengeance.

One implication of this line of thought goes unnoticed by Partridge: If rock is the soundtrack to the coming of the Antichrist, then the decline of Christianity should also produce the decline of rock. There is evidence that this is already happening, since rebels, after all, really do need a cause. Partridge seems hardly aware of how pathetic it is that heavy metal has devolving into specialized sub-genres like death, thrash, sludge, and drone, each with their own code of conduct and their own lines of fashion accessories.

Without Christianity, rock’s agitations become spume and splutter, which suggests that rock cannot be essentially transgressive. Transgression is always derivative, secondary, reactive, and thus essentially conservative, secretly in service to the hegemonic order it seeks to overthrow. Dissonance is dependent on the natural appeal of harmony, just as Satan’s activities are possible only due to God’s providential permission. That is why rock, when it tries to be overtly blasphemous, ends up being overly impressed with its own puerile histrionics.

Rock is a threat to Christianity not because it is essentially transgressive, but because it too often acquiesces to modernity’s distancing of art from truth. The result is a mindless numbing of the emotions, which is why drugs really are an important part of rock’s “affective space.” Going to a hard rock concert without getting high is like going to church without taking communion. What’s the point?

In the end, Partridge has made the case for rock’s need for an intervention, if not outright redemption. The honesty of rock is in its vocal yearning, not its electric thrashing. The alternative to transgression is transcendence, not docile submission to social order. Rock was born out of blues, folk and Gospel, not sexual aggression and gender bending. There is nothing inevitable about rock’s demise, although it might take a miracle for rock to rediscover its voice.

Stephen H. Webb is a columnist for First Things. He is the author most recently of Mormon Christianity. His book on Bob Dylan is Dylan Redeemed. Image from Wikimedia Commons.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

10 Jun 13:17

Decreto de Dilma Rousseff abre o caminho para a servidão dos brasileiros

by giinternet

Com licença de Hayek, podemos dizer que o Decreto 8.243 escancarou as portas para o caminho da servidão. É preciso ir devagar na sua análise para que aqueles que não creem em fantasmas, e só os veem quando aparecem com um porrete e um .45 nas mãos, acreditem neles.

O decreto ampara-se na Constituição: é competência exclusiva do presidente da República expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução, e dispor, mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da administração federal. O D 8.243 não é, no rigor constitucional, uma lei. Na prática administrativa característica dos regimes totalitários, é uma “norma” que, como toda norma da administração, deve ser cumprida. Não é isso o que acontece com as instruções normativas que a Receita baixa?

O problema está quando seus autores abusam dessa prerrogativa, confiantes na passividade dos ofendidos. O D 8243, a pretexto de organizar o funcionamento da administração, avança sem se deter em quaisquer limites, dividindo o Brasil em duas grandes massas de indivíduos, uns destinados a participar da administração e a auxiliar a produzir políticas públicas, outros que devem reger suas atitudes segundo as normas baixadas pelos novos órgãos da “democracia participativa e direta”.

A divisão da sociedade brasileira em dois grandes segmentos está clara no artigo 2.º, que define o que seja a sociedade civil: “Para os fins deste decreto, considera-se: I – Sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Donde se segue que:

— A administração federal está obrigada, desde o dia 23 de maio, a só permitir a colaboração de movimentos sociais, sejam institucionalizados, sejam não institucionalizados. Mas o que se entende por “institucionalizado” não se sabe, nem se decretou — seguramente não serão as associações civis que têm estatutos registrados em cartório. Na medida em que os sindicatos, os institutos, as ordens (OAB, por exemplo), as associações profissionais, os partidos políticos (com o perdão de Gramsci) etc. não são organizações de movimentos sociais, não pertencem aos grupos sociais que podem legalmente assessorar a administração federal – não pertencem à sociedade dita civil. A menos que estejam incluídos na palavra “coletivos” – mas ônibus são “coletivos”…

A referência a que o “cidadão” está entre os que compõem a “sociedade civil”, afora ser uma estultice, pois não se compreende “sociedade” sem “indivíduo” nem “estado democrático” sem “cidadão”, só encontra explicação caso permita que particulares “membros da sociedade civil”, indivíduos, possam participar enquanto tal do “diálogo entre a sociedade civil e o governo para promover a participação no processo decisório e na gestão de políticas públicas” — note-se: “participação no processo decisório”. Assim, eles serão representantes da “sociedade civil” que passam a integrar a administração federal. Há no D8243 evidente abuso da prerrogativa de “dispor, mediante decreto, sobre a organização e funcionamento da administração federal” na medida em que alguém do governo escolherá os “cidadãos” e os “movimentos sociais” que decidem sobre políticas públicas. Quem? Quais? O decreto cuida disso — aliás, cuida de tudo, como se verá.

O D8243 reforma toda a administração federal, criando estrutura burocrática como convém aos que pretendem eternizar-se no poder. Há os “conselhos de políticas públicas”, que decidem sobre as políticas públicas e sua gestão. Depois, as “comissões de políticas públicas”, em que a “sociedade civil” e o “governo” dialogarão sobre “objetivo específico” dado pelo tema determinado para discussão. Segue-se a “conferência nacional”, para debater, formular e avaliar “temas específicos de interesse público”. Note-se que essa “conferência” não cuida apenas de políticas públicas federais: poderá “contemplar etapas estaduais, distrital (sic), municipais ou regionais para propor diretrizes e ações acerca do tema tratado”. Há uma “Ouvidoria”, que cuidará também dos “elogios às políticas e aos serviços púbicos prestados sob qualquer forma ou regime…”. E há, finalmente, a “mesa de diálogo, mecanismo de debate e negociação com a participação de setores da sociedade civil (não mais “movimentos sociais”) e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”.

Convém prestar atenção às finalidades das “mesas de diálogo”, que devem “prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”. A Justiça do Trabalho pode dizer adeus a uma de suas funções; os conflitos entre índios e proprietários de terra não irão mais à Justiça, mas passarão pela “mesa” que os resolverá, da mesma maneira que qualquer outro “conflito social”. Criou-se uma “Justiça” paralela.

Depois da “mesa” temos o “fórum interconselhos”, que permitirá o “diálogo entre representantes de conselhos e comissões de políticas públicas… formulando recomendações para aprimorar sua intersetorialidade e transversalidade” (arre!). Num arroubo de fato participativo, abre-se “consulta pública” de “caráter consultivo” a qualquer interessado disposto a se manifestar “por escrito”…

A “consulta pública” é, pois, o consolo que se dá aos cidadãos que não pertencem aos “movimentos sociais”, se souberem escrever! Ao contrário dos participantes em debates — que são orais — nos conselhos, comissões, conferências, mesas e no fórum, que não precisam ser alfabetizados…

Pelo D8243, um secretário-geral se preocupará com dar aparência democrático-formal às decisões do governo. Eis o primeiro-ministro do governo democrático-participativo. Ninguém mais conveniente ao cargo que o secretário-geral da Presidência da República.

*
O artigo acima não é meu, infelizmente. É de autoria do cientista político, jornalista e escritor Oliveiros S. Ferreira, professor da USP e da PUC-SP. Destrincha com precisão o decreto autoritário da presidente Dilma Rousseff, que busca atrelar a administração federal ao PT e cria duas categorias de cidadãos: a dos aristocratas do movimentos sociais de esquerda e… os outros.

Texto publicado originalmente às 4h31
10 Jun 13:16

Dilma consagra a violência como método de reivindicação e cede às chantagens do MTST. É a institucionalização da desordem! Movimento suspende protestos durante a Copa. Mais um mandato, e esta senhora leva o país para o buraco

by giinternet

Você está sentindo falta de alguma coisa que o faria feliz, leitor amigo? Acha que o estado tem a obrigação de fornecê-la a você? Parta para a porrada que a presidente Dilma cede. Mas não se esqueça de juntar algumas pessoas, parar uma avenida, invadir alguma propriedade e gritar slogans em nome da igualdade e da justiça. Guilherme Boulos, o coxinha de extrema esquerda e líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), prometeu derramar sangue durante a Copa do Mundo, e o governo federal cedeu à sua chantagem. Segundo informa a reportagem  da Folha, o governo federal vai construir casas na invasão conhecida como Copa do Povo, a 3,5 quilômetros do Itaquerão — e isso significa, então, que o terreno, que é particular, será comprado — vamos ver se pelo governo federal ou pela Prefeitura.

Segundo Boulos informou ao jornal, o governo federal dará — atenção! — um subsídio de R$ 76 mil para cada uma das 2 mil casas que devem ser construídas na região. Assim, pessoas que aguardam pacificamente há anos por uma moradia de um dos programas oficiais devem se sentir umas estúpidas, umas idiotas, umas trouxas. O próximo passo, claro!, é se ligar aos extremistas para conseguir mais depressa o seu teto. Segundo o rapaz, as casas serão feitas pela própria construtora Viver, dona da área, num projeto que contará com a parceria do MTST — que passa, assim, a ser o maior gerenciador de moradias do país, não é mesmo?

Boulos diz ainda que o teto salarial dos beneficiários da Faixa 1 do programa será aumentado de R$ 1.600 para R$ 2.172. A Secretaria-Geral da Presidência, cujo titular é Gilberto Carvalho, por sua vez, anunciou a criação de um grupo interministerial com o objetivo de mediar conflitos, formado pelos ministérios das Cidades, Justiça e Direitos Humanos, além, claro, da própria secretaria. A coisa parou por aí? Não! Os ditos movimentos de sem-teto já têm direito a cotas de moradias do programa “Minha Casa Minha Vida” — cada um leva um lote de mil. Agora, Carvalho anuncia que será de quatro mil.

Vejam que fabuloso! Esses grupos privatizam o bem público. Embora se apresentem como “movimentos sociais”, são, na verdade, sócios do poder. Leiam post publicado na tarde de ontem. Desde a eleição de Fernando Haddad, em outubro de 2012, 50 prédios foram invadidos no Centro de São Paulo, onde moram 20 mil pessoas. Boa parte delas paga um aluguel de R$ 200 ao MTST por aquilo que não pertence ao movimento. Esses são os interlocutores de Dilma, a quem ela quer dar uma parte do poder, por intermédio do Decreto 8.243. Mais um mandato, e Dilma conduz o país para um buraco não apenas econômico, mas também institucional.

Texto publicado originalmente às 3h53
10 Jun 13:16

O dinheiro do crime organizado na política e uma reportagem absurda do Fantástico, com testemunhas com voz de pato denunciando não sei o quê sobre não sei quem

by giinternet

Agora, sim. Vamos lá. Prometi que escreveria sobre a advertência que fez o ministro Gilmar Mendes, membro do STF e vice-presidente do TSE, sobre o risco de o crime organizado se infiltrar nas eleições com a proibição da doação legal de empresas a campanhas.

Muito bem! Já escrevi aqui algumas dezenas de vezes que a primeira consequência imediata da proibição será o aumento do caixa dois nas campanhas. É só uma questão de lógica elementar. Se a lei proíbe que as empresas doem legalmente, é claro que uma parte delas continuará a fazê-lo — aí ilegalmente. Ou vocês acham que os candidatos vão se contentar apenas com a parte que lhes couber de recursos oficiais que terão de ser repassados? Ora…

E o segundo efeito, no qual eu não havia pensado — e para o qual chama a atenção agora o ministro — é justamente este: o dinheiro do crime organizado, inclusive, sim, de grupos como o PCC, entrar na política. Tudo indica que isso já está em curso hoje em dia, é bom deixar claro, mas ainda de forma marginal. A tendência é que cresça. E por quê?

Ora, as doações ilegais a partidos e a políticos têm de ser feitas em espécie, em moeda sonante. O Brasil tem um relativo controle sobre o dinheiro legal que circula no país. Qualquer valor que tenha sido, em algum momento, registrado pode, em tese ao menos, ser rastreado. Há formas de cruzar dados. O risco da punição por sonegação será sempre muito grande. Assim, o dinheiro do caixa dois é, necessariamente, um dinheiro ilegal.

É por isso que existem na política figuras como Alberto Youssef, o doleiro. Ele atua num ramo em que se tem de trabalhar com dinheiro vivo. O outro é justamente o crime organizado, que costuma se sustentar em dois pilares: jogo e drogas, que também operam com papel-moeda. Não passam por nenhuma forma de controle estatal. O terceiro são os supermercados da fé que se disfarçam de religião.

Aliás, os defensores da legalização do jogo e da droga que não são pilantras são apenas inocentes. Ainda que essas atividades fossem legais, a natureza da transação obriga a que se lide com a grana viva. É o paraíso da lavagem de dinheiro. “E Las Vegas?” Sim, Las Vegas é a melhor prova da tese. Mas deixo isso pra lá agora.

Há indícios evidentes de que o PCC, vamos dizer, já capturou algumas franjas da representação política no Brasil. Tão logo as empresas estejam impedidas de doar, aí, meus caros, vai ser a festa. Sempre haverá um candidato precisando de alguma bufunfa com urgência, e sempre haverá, claro!, um amigo do candidato que conhece um outro amigo que sabe onde conseguir o capilé. Os ministros do Supremo que devem formar a maioria contra a doação de empresas a campanhas não têm noção do mal que estarão fazendo ao país.

O Fantástico e a fantasia
A propósito: há muito tempo eu não via na televisão uma reportagem tão fantasiosa e tecnicamente estropiada como a que o Fantástico levou ao ar no domingo, na TV Globo, como se fosse uma grande bomba e um furo de reportagem. Com base num livro francamente ruim, tentou-se provar que o sistema político brasileiro é inteiramente corrompido e que o centro dessa corrupção está no financiamento privado de campanha. A tese é falaciosa. Os elementos nos quais ela se ancorava são, jornalisticamente, lamentáveis.

Vamos ver. O livro em questão é “O Nobre Deputado”, do juiz Marlon Reis, um dos responsáveis pela emenda da Ficha Limpa, de inciativa popular, que tem seus méritos, mas que traz defeitos jurídicos insanáveis. Nem vou entrar nesse mérito agora. O juiz alega ter ouvido 100 pessoas e ter estabelecido o roteiro da corrupção. Quem entende do riscado sabe que o Marlon misturou seus próprios preconceitos com fatos, maximizando irrelevâncias — como as emendas individuais ao Orçamento — e transformando o parlamentar em mero despachante de quem financia sua campanha. Com a devida vênia, da forma como está lá, a coisa não passa de bobagem e demonização rasteira da política. A tese, infelizmente, foi comprada pelo Fantástico com requintes de jornalismo perversamente criativo.

Foram ouvidos — em negativo e com aquela voz de pato — “assessores parlamentares” que confirmariam as teses do juiz. A reportagem está aqui. Se fossem meros atores, num padrão Gugu de reportagem, nós, os telespectadores, não teríamos como saber. Mas vá lá: dou de barato que aquelas pessoas existam. Cadê as evidências de que as suas denúncias fazem ao menos sentido? De que caso eles estão falando? Qual é o fato?

Ah, então devo me conformar que eles tenham sido, ou sejam assessores, e, enojados com o que veem e pratiucam, venham a público para dizer coisas como: “Veja bem, se você for no interior, muitas crianças passando fome, casas de taipa, estradas sem asfalto. Isso indigna a gente. Sempre tive consciência disso. Só não podia denunciar. Quem denuncia, morre. Nego mata aí brincando”.

E esta sequência, então? Prestem atenção:
Assessor: O cara saca o dinheiro e entrega para ele. Normal.
Fantástico: Mas não teria que sacar e comprovar onde gastou?
Assessor: Para quem?
Fantástico: Para a Câmara dos Vereadores.
Assessor: Como assim, se os vereadores são cúmplices?
Fantástico: Ou, se for o governador, para a Assembleia Legislativa.
Assessor: Que também é cúmplice.
Fantástico: Mas tem o Tribunal de Contas do Estado.
Assessor: Que também é cúmplice.
Fantástico: O senhor quer dizer que todos são envolvidos?
Assessor: Cúmplices. Todos são. É uma máfia.

Com a devida vênia, isso não é reportagem, não é denúncia, não é apuração, não é nada! É só literatura ruim, que não passaria pelo controle de qualidade do setor de dramaturgia da Globo.

Insisto; de que caso se está falando?

Na reportagem, apela-se até mesmo a uma barbaridade ilógica como está, leiam:
“Um estudo do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) revelou quanto as 10 maiores doadoras de campanha no Brasil em 2010 lucraram nos dois anos seguintes em contratos com o governo eleito: um valor 20 vezes maior do que foi doado.”

Ok. No dia em que as doações privadas forem proibidas, como quer o juiz Marlon, o autor do livro ruim, cabe perguntar:
– as empreiteiras lucrarão menos?;
– se, oficialmente, elas não tiverem feito doação nenhuma, isso é prova de que elas realmente não… fizeram doação nenhuma?;
– a corrupção está mesmo nessa relação? Quem faz questão, então, de registrar a sua doação estaria apenas produzindo uma prova contra si mesmo? Entende-se, pois, por uma questão de lógica elementar, que a melhor forma de não gerar suspeitas é não fazendo a doação legal, certo?;
– por óbvio, quem doou dinheiro na surdina agiu de forma mais prudente para si mesmo, ainda que contra os interesses do país. Afinal, não tem no seu pé nem o juiz Marlon nem o Fantástico.

O lobby em favor da proibição da doação legal de empresas tomou a imprensa — não por acaso, esse é um dos cavalos de batalha do PT. Não quer dizer que os jornalistas necessariamente sejam petistas (a esmagadora maioria é, sim; ultimamente, numa prova de que as coisas podem piorar, muitos têm avançado na escala involutiva para o PSOL, especialmente no Rio…). 

Uns dez minutos de reunião a mais naquele clima de centro acadêmico das supostas reuniões de pauta do Fantástico, creio, alguém se lembraria de perguntar se as empreiteiras deixarão de fazer obras quando não puderem mais declarar suas doações. Perguntaria ainda mais: elas deixariam de fazer as doações — o mesmo valendo para todos os setores da economia?

Fez-se ainda um grande estardalhaço com as chamadas emendas  dos parlamentares. Só se esqueceu de informar que elas representam um valor ridículo quando se compara com o tamanho do Orçamento e com o poder que tem o Executivo de mandar o dinheiro para onde bem entender.

Um pouco mais de tempo na reunião de pauta, alguém certamente se lembraria de que o Orçamento da União de 2014 é de R$ 1,51 trilhão — ou, se quiserem, R$ 1.510.000.000.000. Inicialmente, entre emendas individuais e coletivas, estabeleceu-se que os parlamentares poderiam destinar R$ 19,7 bilhões (ou R$ 19.700.000.000) desse total. Sabem o que isso significa percentualmente? 1,87%!!! Mas aí a Dilma foi lá e contingenciou — na prática, cortou — todas as emendas coletivas, num valor de R$ 13,3 bilhões. E sobraram para as emendas individuais dos parlamentares R$ 6,42 bilhões (ou R$ 6.420.000.000). Atenção! Aos parlamentares, no papel, restou destinar 0,61% — ISTO MESMO: ZERO VÍRGULA SESSENTA E UM POR CENTO — do Orçamento. Mas isso não quer dizer dinheiro liberado, não! E o juiz Marlon acha que o centro da corrupção do poder está com os “nobres deputados”??? Ora, que ele e a reportagem do Fantástico vão plantar batatas e fazer contas! Só para se ter uma noção, leitor amigo: se você pesa 70 quilos, 0,61% desse peso são 460 gramas… Ah, sim: 50% desse dinheiro tem de ser necessariamente empenhado em Saúde. A propósito: o que o sistema de financiamento de campanha tem a ver, por exemplo, com as lambanças na Petrobras? Resposta: nada!

O que se levou ao ar foi uma reportagem pautada por um livro equivocado de um suposto paladino da moralidade pública, que tem, assim, a vocação justiceira de um Robespierre e o rigor técnico de uma cartomante. No mais, espero que seja a última vez que a gente veja pessoas falando com voz de pato, fazendo não sei que denúncias sobre não sei quem, mas acusando todo o sistema político. E tudo a serviço de uma tese ruim — o financiamento público de campanha —, que vai extremar todos os males que a reportagem busca denunciar. Aí não dá!

10 Jun 13:12

Gilmar Mendes alerta para infiltração do crime organizado em partidos

by giinternet

Na VEJA.com:
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alertou nesta segunda-feira para o risco de o crime organizado se infiltrar nas estruturas partidárias a poucos meses das eleições no país. Para o ministro, que é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o veto às empresas para fazer doações nas campanhas abre caminho para organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Sem citar nomes, Mendes chamou a atenção para os “episódios recentes” em São Paulo. No mês passado, em meio a uma greve-surpresa de motoristas e cobradores de ônibus na capital paulista, veio a público a informação de que o deputado estadual Luiz Moura (PT) participou de reunião com cooperativas do setor, na qual também estavam membros do PCC, segundo a polícia. Na ocasião, a Polícia Civil deteve 42 pessoas, um deles condenado por assaltos a bancos. Luiz Moura alegou que participava de um encontro para tratar de melhorias no transporte público de massa. Ele foi suspenso pelo PT por sessenta dias e não poderá disputar a reeleição.

Luiz Moura já foi condenado nos anos 1990 por roubo a mão armada no interior do Paraná . Sentenciado a doze anos de prisão, cumpriu um ano e meio e fugiu. Depois, reabilitou-se tecnicamente, pelos critérios da Justiça. Em 2010, elegeu-se deputado estadual pelo PT em São Paulo, com patrimônio declarado de 5 milhões de reais. “A Justiça Eleitoral e todo o sistema institucional devem dar toda a atenção e rigor na apuração sobre episódios recentes que mostram a integração do PCC na estrutura de partidos, é o crime organizado se enraizando na estrutura partidária, isso é muito perigoso”, advertiu o ministro, em São Paulo, onde participou de um debate sobre guerra fiscal.

Mendes argumenta que “se isso (o PCC na política) ganhar dimensões maiores, estaremos diante de um quadro muito preocupante”.

Está na pauta do Supremo o financiamento eleitoral. A maioria dos ministros do STF já votou pelo banimento das empresas privadas do processo de doações. Até aqui, por 6 votos, a 1 – alguns ministros anteciparam seus votos – a Corte máxima veta que pessoas jurídicas façam repasses a partidos. Gilmar Mendes pediu vista dos autos. O julgamento deve ser retomado no início do segundo semestre. “Eu quero alertar que tudo indica, a partir da realidade de São Paulo, que, de alguma forma, vamos estar admitindo o crime organizado na política. Devemos estar muito atentos quando ao aprofundamento dessas investigações.”

Para Mendes, o risco maior é que o bloqueio às empresas privadas abra caminho “para financiamentos individuais, legitimando recursos ilícitos para campanhas eleitorais”.

“Estamos discutindo a cultura política do País na questão dos financiamentos, mas em torno de referências e balizas meramente formais”, alerta Mendes. “Mas há aspectos que não podem ser desprezados em hipótese alguma. Ao proibir doações de companhias estruturadas, existentes, declaradas perante os órgãos públicos, o país está abrindo caminho para práticas informais, inclusive do crime organizado como mostra a própria realidade vivida em São Paulo. É um caminho perigoso.”

10 Jun 13:11

Metroviários: governo mantém 42 demissões, e grevistas tentam manter movimento

by giinternet

Pois é… Mais uma reunião entre sindicalistas e representantes do Metrô e, mais uma vez, sem acordo! A condição, agora, para as lideranças dos metroviários darem a greve por encerrada é rever as 42 demissões já efetivadas — e não 61, como chegou a ser anunciado. Há alguns outros casos, 13, ainda sob análise.

O Metrô não aceitou as condições impostas pelas lideranças dos grevistas, no que fez muito bem! Quer dizer que, até ontem, os valentes não aceitavam voltar ao trabalho a menos que o governo do Estado elevasse o percentual do reajuste!? Agora, a reivindicação é outra. Tenham a santa paciência! Essa gente brinca com o tempo e com a vida alheias.

No começo da noite, 50 das 65 estações do Metrô já funcionavam normalmente. A Linha Verde, por exemplo, estava completamente liberada. Até agora ao menos, o governador Geraldo Alckmin não deu sinais de que possa haver recuo. O que o governo oferece é suspender o processo de demissões — isto é, não fazer novas dispensas. E já está de bom tamanho.

Chegaram às mãos do governo do Estado algumas pesquisas de opinião indicando que é de 93% o apoio da população de São Paulo às demissões. E nem poderia ser diferente, não é? Esses caras deixaram milhões de pessoas sem transporte e causaram transtornos a outros tantos. Ninguém aguenta mais isso. A propósito: os metroviários do Rio também ameaçam parar — o transtorno seria muito menor porque esse meio de transporte tem menos importância nessa cidade do que em São Paulo. Mas gera confusão. Pois é… A CUT, a central do partido da presidente Dilma, vai apoiar também essa paralisação?

09 Jun 20:19

Desde a eleição de Haddad, em outubro de 2012, 50 prédios foram invadidos em SP; chefões cobram aluguel de R$ 200 de invasores

by giinternet

Os ditos movimentos de sem-teto, de que o MTST, liderado por Guilherme Boulos, é uma espécie de “central”, transformaram-se, hoje, no maior movimento de privatização do espaço público de São Paulo. Atenção para este número escandaloso: desde outubro de 2012, com a eleição de Fernando Haddad, do PT, nada menos de 50 prédios foram invadidos em São Paulo. Todos os ditos movimentos de sem-teto foram membros ativos da campanha eleitoral do petista à Prefeitura.

Muito bem! Agora o mais escandaloso: os chefões desses grupos cobram aluguel — sim, aluguel — dos invasores. Quem quer morar no antigo Cine Marrocos, por exemplo, onde estão 475 famílias, tem de pagar R$ 200 ao MSTS, que é o “Movimento dos Sem Teto do Sacomã”. A clientela desses grupos hoje já reúne 20 mil pessoas — e sempre vai chegando mais gente, oriunda de outras cidades, de outros estados e, atenção!, de outros países.

Nada menos de 10% dessas 20 mil pessoas são formados por estrangeiros vindos do Haiti, Cabo Verde e Serra Leoa, entre outros países. Serão locatários dos movimentos de sem-teto por muito tempo. Para que possam se inscrever no “Minha Casa Minha Vida”, precisam morar no país há pelo menos cinco anos. Uma das fontes de renda dos invasores, como se vê, estará garantida por muitos anos.

Atenção! Essas 20 mil pessoas são as que moram em áreas invadidas no Centro da cidade. Milhares de outras ocupam terrenos em outros locais, a exemplo da Nova Palestina e da Copa do Povo — a primeira é área de manancial, e a segunda, um terreno privado. A presidente Dilma agora pensa em dar tratamento privilegiado a esses grupos no programa “Minha Casa Minha Vida”. Haddad já subiu num caminhão dos invasores e fez discurso. Esses que se proclamam os donos da causa, do espaço público e da propriedade alheia tomam, na marra, o lugar de pessoas que estão há anos na fila, devidamente inscritos, aguardando moradia. Recado passado pelo governo: entre a mobilização pacífica e a porrada, escolha a porrada!

De resto, é evidente que essa tolerância com a ilegalidade atrai sempre mais invasores, sempre mais sem-teto. A tendência é que eles migrem de outras áreas do país — e, como se vê, de outros países — para São Paulo. O mote: “Invadam a cidade! Haddad, Dilma e o PT garantem!”.

09 Jun 18:35

Enquanto Dilma e o PT promovem a desordem em SP, governo do Estado e PM asseguram os direitos fundamentais dos paulistanos, garantidos pela Constituição

by giinternet

O secretário de Transportes de São Paulo, Jurandir Fernandes, cumpriu a lei e mandou demitir 61 grevistas do metrô por justa causa. Parabéns, secretário! Parabéns, governador Geraldo Alckmin! A população, que está tendo sequestrado seu direito de ir e vir; que está tendo roubado o metrô, que lhe pertence; que vê um serviço que foi construído com o seu dinheiro ser apropriado por meia dúzia de baderneiros, essa gente merece um desagravo e uma resposta. E a resposta tem de ser dada na forma da demissão dos que insistem em desrespeitar a lei. Um grupo de 13 grevistas foi detido, de manhã, na estação Ana Rosa. Devidamente, fichados, foram libertados depois.

A síntese, que muitos se negam a fazer, mas não neste espaço, é a seguinte: enquanto o PT e a presidente Dilma, os principais interessados no sucesso da Copa do Mundo, promovem a baderna, a bagunça e a desordem, o governo de São Paulo e a Polícia Militar garantem o pleno funcionamento das instituições democráticas. Por que falo isso? É muito fácil explicar. É muito fácil provar.

A CUT, que é a central sindical do PT, onde Lula é tratado como Deus, emitiu uma nota de solidariedade à greve dos metroviários. Preferiu, para a surpresa de ninguém, atacar o governador Geraldo Alckmin. Em vez de sair em defesa da população de São Paulo, os petistas da central preferiram se alinhar com os grevistas violadores da lei, que recebem, só de bolsa-alimentação e bolsa-refeição, um valor maior do que o salário de muita gente de quem eles roubaram o metrô.

Na manhã desta segunda, os metroviários extremistas, liderados pelo sr. Altino Prazeres, tentaram promover o caos na cidade, numa manifestação que contou com a presença dos coxinhas radicais do Movimento Passe Livre e de militantes do MTST, comandados por outro coxinha de extrema esquerda, o sr. Guilherme Boulos, aquele que prometeu fazer correr sangue na Copa do Mundo se não tiver atendidas as suas exigências.

Muito bem! O Passe Livre, que não representa ninguém, já foi recebido no Palácio do Planalto. Em São Paulo, Dilma já se encontrou com Guilherme Boulos e agora pensa em dar tratamento especial ao MTST no programa “Minha Casa Minha Vida”. A Prefeitura de São Paulo, comandada pelo petista Fernando Haddad, está prestes a regularizar áreas invadidas pelo grupo. Fortalecidos, esses extremistas promovem ainda mais confusão.

Enquanto Dilma, Haddad e os petistas, como regra, promovem o caos e a desordem, alguém tem de cuidar dos direitos garantidos pela Constituição. Que seja o governo de São Paulo, com o auxílio, quando necessário, da Polícia Militar, que, acionada nos limites do que lhe confere a lei, é a democracia de farda. Quanto os metroviários, que reste uma lição: se a maioria silenciosa não se manifestar, a categoria continuará a ser liderada por gente como esse tal Altino, que usa o sindicato para defender os interesses de um partido político. Em São Paulo, não! 

09 Jun 13:12

Did Russia Trick Snowden Into Going To Moscow?

by samzenpus
An anonymous reader writes "Ex-KGB Major Boris Karpichko says that spies from Russia's SVR intelligence service, posing as diplomats in Hong Kong, convinced Snowden to fly to Moscow last June. 'It was a trick and he fell for it,' Karpichko, who reached the rank of Major as a member of the KGB's prestigious Second Directorate while specializing in counter-intelligence, told Nelson. 'Now the Russians are extracting all the intelligence he possesses.'"

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








09 Jun 12:47

Planalto está pessimista com Padilha. Ou: Os “moralmente progressistas” e “moralmente conservadores”…

by giinternet

O Palácio do Planalto está pessimista com o desempenho de Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Na mais recente pesquisa Datafolha, ele aparece com 3% ou 4% das intenções de voto, a depender do cenário. É certo que ainda vai crescer. A questão é saber se dá para ganhar, coisa na qual os petistas não estão acreditando muito. Não custa lembrar que o ex-ministro da Saúde é o pré-candidato por vontade e determinação de Lula. Depois da eleição de Fernando Haddad como prefeito, o chefão petista ficou um pouco mais arrogante do que já era e acha que, de fato, elege quem quiser.

A Folha desta segunda traz uma reportagem a respeito do desconsolo do Planalto. E há lá o registro de uma fala de um petista que dá o que pensar. Já chego a ela. Antes, algumas outras considerações.

O PT apostava suas fichas em Padilha e achava que ele tinha uma imagem pública que poderia rivalizar com a do governador Geraldo Alckmin, do PSDB: ambos são médicos, têm origem na classe média e são vistos como homens moderados e de fala mansa etc. Ocorre que a receita do petismo desandou. A gestão Padilha no Ministério da Saúde foi varrida pelo furacão Alberto Youssef. Por mais que o pré-candidato queira negar, a sua gestão aparece perigosamente perto de algumas lambanças feitas pelo doleiro. Foi sob as bênçãos de Padilha que o Labogen, um laboratório de fachada que servia para a lavagem de dinheiro, celebrou um acordo para a produção de medicamentos. O então ministro serviu de testemunha. Isso é fato, não boato.

A imagem do partido no Estado também está arranhada pelo deputado estadual Luiz Moura, um queridinho da cúpula paulista do PT — afilhado político de Jilmar Tatto, secretário de Transportes da capital — que foi flagrado numa reunião a que compareceram membros do PCC na qual se tramavam novos ataques a ônibus. Neste fim de semana, ficamos sabendo que um sujeito chamado Herivaldo Santos foi nomeado como assessor da Diretoria de Marketing da SPTrans, a empresa pública que gerencia o serviço de transportes coletivos em São Paulo. Muito bem! E quem é esse Herivaldo? Trata-se de um ex-assessor e amigo do vereador Senival Moura, também petista, irmão de Luiz Moura e igualmente ligado às polêmicas cooperativas de perueiros. Até aí, tudo bem! Ocorre que o rapaz é réu num processo por receptação de carga roubada.

Nada nisso, em suma, contribui para a reputação do PT, não é? Sempre lembrando que estamos falando de fatos, não de boatos. No começo do artigo, referi-me a uma fala intrigante de um petista. À reportagem da Folha, ele diz que esses acontecimentos acabam pesando contra o PT porque os paulistas são “moralmente conservadores”. Ah, entendi agora por que o petismo anda enrolado com Alberto Youssef e com o deputado que foi a uma reunião com membros do PCC: é que essa turma é moralmente “progressista”, né? Ser moralmente progressista, agora, é ser amigo de Luiz Moura, de Alberto Youssef e, parece, comparecer a encontros com membros do PCC.

Mas lembro que o PT ainda pode ter esperanças, não é? Afinal, Padilha é agora um aliado de Paulo Maluf, já posou para fotografias a seu lado e o chama de “Dr. Paulo”. Como a gente vê, os petistas contam com Maluf para conseguir a sua recuperação moral.