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09 Jun 12:46

Ao defender decreto de Dilma, deputado do PT revela sem querer: só as esquerdas têm a má-fé e cara de pau de chamar a exploração dos pobres de “movimento social”. Presidente quer Boulos e Stédile no lugar do Congresso. Quem os elegeu?

by giinternet
Alessandro Molon, o queridinho dos esquerdistas da Vieira Souto, acha que a democracia pertence a quem tem "inserção social"

Alessandro Molon, o queridinho dos esquerdistas da Vieira Souto, acha que a democracia pertence a quem tem “inserção social”

E não é que alguns bocós estão por aí a defender o Decreto 8.243, assinado pela presidente Dilma e que institui a Política Nacional de Participação Social? Assistindo a um debate sobre o assunto, vi um sujeito, conhecido como “tucano”, a considerar delirante a avaliação de que se trata de uma forma de aparelhamento do estado pelo PT. Ainda bem que, no PSDB, ninguém dá bola pra ele, e o partido integra o grupo de dez legendas que pede regime de urgência para um Decreto Legislativo que susta o arroubo autoritário da presidente Dilma Rousseff. Outro, numa referência direta a este blog — mas sem citá-lo —, sustenta não ser verdade que a petista decidiu definir o que é sociedade civil.

Vamos ver. O link com a íntegra do decreto de Dilma está aí. O Inciso I do Parágrafo 2º define, sim, o que é sociedade civil, a saber: “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Vale dizer: sociedade civil é tudo aquilo que o poder de turno decidir que é sociedade civil. Se esse decreto prospera, na forma como está, a política brasileira será, definitivamente, refém de grupelhos ideológicos organizados — a maioria deles subordinada ao PT, sempre destacando que os demais estão ligados a partidos de extrema esquerda.

Dilma quer quer gente como Guilherme Boulos, do MTST, e...

Dilma quer quer gente como Guilherme Boulos, do MTST, e…

... João Pedro Stedile, do MST, substituam o Parlamento e deem os rumos do Estado. Quem os elegeu para isso?

… João Pedro Stédile, do MST, substituam o Parlamento e deem os rumos do estado. Quem os elegeu para isso?

Em defesa do decreto de Dilma, o deputado petista Alessandro Molon, do Rio, um dos queridinhos dos socialistas da Vieira Souto, com vista para o mar, confirmou, sem querer, que se trata, sim, de atrelar a administração pública a grupelhos de esquerda e mandou ver: “Se os partidos de direita não têm inserção social, não tem base social, lamento, mas isso não podemos resolver”. Eis aí: é uma confissão. O que ele chama de “inserção social” é o aparelhamento, pelos esquerdistas, dos ditos movimentos sociais, que passam a ser manipulados por grupos que estão, na verdade, disputando o poder.

Pensemos na greve parcial do Metrô de São Paulo. Pergunto: o sr. Altino Prazeres, presidente do sindicato, está preocupado com os usuários do serviço ou, mesmo, vá lá, com a categoria que lidera? Uma ova! Quem dita as suas escolhas é um partido político, o PSTU; é uma ideologia: o socialismo. E o que dizer do MTST, o dito Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, comandado, em São Paulo, pelo riquinho com complexo de culpa Guilherme Boulos? De onde deriva a legitimidade desse movimento para interferir nas políticas públicas de moradia? Ora, do mesmo lugar de onde se origina a legitimidade do MST para ser o dono da reforma agrária: de lugar nenhum! Eles são usurpadores da ordem democrática, que recorrem à truculência para impor a sua vontade.

De algum modo, o sr. Molon está certo: esse tipo de inserção social é, de fato, coisa típica das esquerdas porque só elas transformaram a má-fé e a mentira em categorias de pensamento e manipulam, de modo deliberado, as carências da população para fazer vingar uma ideologia. Ora, se o sr. João Pedro Stédile apenas quisesse que um homem tivesse o seu pedaço de terra, conseguido tal intento, o coitado poderia se livrar das garras do MST e tocar a sua vida normalmente. Mas não é assim que funciona. Se e quando obtiver o seu lote, será obrigado a prestar serviços para sempre ao movimento. Será seu escravo e terá de participar de novas invasões, sem direito de dizer “não”. Afinal, o MST é confessadamente socialista e quer acabar com a propriedade privada no campo. O mesmíssimo método é empregado pelo MTST na cidade de São Paulo. Saibam: boa parte dos líderes da causa nem sequer é sem-teto, a começar de Boulos, o chefão maior. Ele é um militante socialista e viu nas pessoas que querem uma casa um bom filão para brincar de revolucionário.

Ocorre que a ação dos MSTs e MTSTs da vida não é irrelevante ou meramente folclórica. De fato, essa gente impede que se organize uma política pública consequente e democrática, seja sobre a distribuição de terra, seja sobre a construção ou distribuição de moradias. Eles se tornam, isto sim, verdadeiras fontes de privatização do bem público; tornam-se, na marra, sócios do poder sem que tenham sido eleitos por ninguém.

O que o decreto de Dilma faz é, ao arrepio da Constituição, sim, entregar, formalmente, uma parcela do poder a essa gente. Tomo um Engov toda vez que alguém vem pra cima de mim com a cascata de que os ditos movimentos sociais são uma alternativa à chamada crise de representatividade. É mesmo, é? Quer dizer que resposta à tal crise está em substituir aquilo que é eleito por todo mundo, o Parlamento, por grupelhos que se autoproclamam representantes do povo, não são eleitos por ninguém e querem impor no berro à sociedade as suas prioridades — ou, então, ameaçam derramar sangue, como fez o sr. Guilherme Boulos?

Foi assim que o PCC…
Para arrematar: foi abrindo a administração para os “movimentos sociais” ligados ao transporte público que o petismo entregou, em São Paulo, uma fatia desse serviço a cooperativas infiltradas ou controladas pelo PCC. Tentar derrubar esse decreto de Dilma é um imperativo moral dos defensores da democracia. E agora termino mesmo. Na estrovenga autoritária de Dilma, está escrito que “as definições previstas neste Decreto não implicam na desconstituição ou alteração de conselhos (…)”, Até “no que se refere” (como ela diria!!!) à língua portuguesa, o decreto da Soberana não presta!

Eu e os de má-fé lemos o decreto. Eu não gosto; eles sim. Talvez os idiotas estejam opinando sem conhecer a sua gramática — também a política. 

Post publicado às 4h34
08 Jun 16:56

A CUT, a central do PT, apoia greve de metroviários, que fazem chantagem com a Copa. Pior para Dilma! E daí? Os petistas, como o escorpião, têm a sua natureza!

by giinternet

Já sabemos o suficiente sobre a greve dos metroviários, cuja legalidade será julgada na tarde deste domingo. Para uma inflação de 5,2%, o governo ofereceu 8,7% de reajuste, além de ter aumentado o valor do vale-refeição, do vale-alimentação (juntos, esses dois benefícios somam R$ 960) e da bolsa-creche — que também vale para os pais com filhos até sete anos: R$ 579. Considerados esses ganhos indiretos, mas que são muito diretos, o aumento passa de 13%, mais do que o dobro da inflação. Ocorre que o sindicato da categoria, cujo presidente, Altino Prazeres, é militante do PSTU, tem uma agenda política. Em nome dela, os usuários que se danem — boa parte deles recebendo um salário inferior ao que os nababos recebem só para se alimentar! Pois bem: o sindicato ameaça deixar São Paulo sem metrô na abertura da Copa do Mundo, daqui a quatro dias. E CONTA, PASMEM!, COM O APOIO INTEGRAL DA CUT.

Vocês leram tudo direito. A central sindical do PT, onde Lula manda — e não adianta fazer de conta que não —, apoia um movimento que deixa milhões de brasileiros ao sabor da sorte, obrigados, muitas vezes — como lembrou ontem uma empacotadora de um supermercado a que fui no começo da noite — a fazer viagens de ônibus de até três horas e meia, quando poderiam chegar às suas casas em 30, 40 minutos.

A paralisação gera transtornos em cadeia porque atinge os outros meios de transporte. Passageiros habituais do metrô que têm carro apelam, obviamente, ao próprio veículo. O rodízio é suspenso. Os ônibus superlotam; a cidade fica caótica. Apoiar uma greve com esse grau de oportunismo chega a ser escandaloso. Mas a CUT — leia-se: o PT — não quer nem saber. É a história do escorpião que ferroa o sapo que atravessa um rio levando-o nas costas: o bicho tem a sua natureza!

A nota emitida pela CUT é de uma delinquência política escandalosa. Leiam (em vermelho). Volto em seguida.
A CUT – Central Única dos Trabalhadores é solidária à greve dos/as trabalhadores/as do Metrô de São Paulo e também à população que utiliza o transporte coletivo. Todos nós defendemos um transporte público de qualidade com trabalhadores/as dignamente remunerados.
A CUT entende que o governador de São Paulo-SP, Geraldo Alckmin, precisa agir com mais responsabilidade, tanto na condução da negociação com os representantes do Sindicato dos Metroviários quanto com a população da cidade. Quatro milhões de pessoas estão sendo prejudicadas pela inabilidade do governo na negociação com a categoria.
As reivindicações são justas, do ponto de vista econômico e social. É uma greve reivindicatória por melhores condições de trabalho e salário para os/as metroviários/as, que só foi deflagrada, como último recurso, porque não houve um processo de negociação democrático satisfatório entre as partes.
Foi com greves como essa que os/as companheiros/as rodoviários/as e os professores municipais de São Paulo conquistaram reajustes salariais acima de 10%.
A CUT repudia veementemente a violência policial ao movimento grevista dos metroviários de São Paulo. Polícia tem de proteger o cidadão, o trabalhador e a trabalhadora. Não foi isso que a Tropa de Choque fez hoje. Para a CUT, o governador tem o dever de abrir negociações sérias com a categoria.
A greve é um direito legítimo conquistado pelos/as trabalhadores/a e não pode ser reprimida com força policial e a solução tem de ser negociada.
A CUT se coloca à disposição, tanto para a direção do Sindicato como para o governo do Estado de SP e, principalmente, para os/as metroviários/as de São Paulo, para contribuir na solução desse conflito.
São Paulo, 6 de junho de 2014.
Vagner Freitas
Presidente

Retomo
Como já deixei claro, o reajuste é muito superior a 10%. O Metrô, se querem saber, foi excessivamente generoso. A Polícia Militar, até agora, está se limitando a cumprir a sua função. Violentos são os piqueteiros e baderneiros que cassam da população o direito de ir e vir e usam o bem público como se fosse propriedade privada.

No site do próprio PT há um texto flertando com a greve. Qual o propósito do partido? Deve ser aquele mesmo que o levou  a apoiar em São Paulo as primeiras manifestações truculentas do Passe Livre, na certeza de que o governador Geraldo Alckmin seria o principal prejudicado. Deu tudo errado para os petralhas. As manifestações se generalizaram, a insatisfação abandonou a casca do ovo, e a popularidade de Dilma é quase a metade da que ela tinha há um ano. Leiam trecho do texto do partido.

greve metrô CUT

Escrevi literalmente centenas de textos alertando que os petistas estavam fazendo uma bobagem até contra si mesmos estimulando o pega-pra-capar. Pois é… Dilma que o diga!

A pressão deve ser grande. Espero que o governador Geraldo Alckmin não ceda e, caso declarada a ilegalidade da greve, mande demitir algumas dezenas. Vocês verão o efeito didático que isso tem.

Ah, sim! O tal Altino diz que vai enviar uma carta à presidente Dilma pedindo que ela interceda junto a Alckmin. É mesmo, é? Se não me engano, e não me engano, o governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União, foi à Justiça preventivamente para impedir greve de policiais federais. Não consta que Alckmin tenha telefonado para Dilma cobrando que ela abrisse negociações.

A central sindical ligada ao PT estimula o caos em São Paulo apostando numa reação dura da PM para que possa fazer proselitismo vigarista depois.

07 Jun 21:17

O explosivo braço político do PT no mundo dos perueiros

by giinternet
CARGA PESADA – O deputado Luiz Moura e seu irmão, o vereador Senival Moura: a explosiva base do PT na Zona Leste de São Paulo (Vera Massaro/Alesp e Renatod'Sousa/Câmara Municipal de São Paulo)

CARGA PESADA – O deputado Luiz Moura e seu irmão, o vereador Senival Moura: a explosiva base do PT na Zona Leste de São Paulo (Vera Massaro/Alesp e Renatod’Sousa/Câmara Municipal de São Paulo)

Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
Os irmãos petistas Senival Moura, vereador em São Paulo, e Luiz Moura, deputado estadual, começaram o ano com planos eleitorais ambiciosos. Com base política em expansão na Zona Leste da capital paulista, consolidada com o apoio de cooperativas de perueiros, a dupla planejava uma vaga para Senival na Câmara dos Deputados, em Brasília, renovar o mandato de Luiz Moura na Assembleia Legislativa e deixar como representante do clã na Câmara Municipal o novo aliado Vavá dos Transportes – eleito pelos condutores de ônibus. Tudo isso com o aval do líder Jilmar Tatto, deputado federal e atual secretário municipal de Transportes. Há duas semanas, entretanto, o projeto dos Moura começou a ruir. No auge de uma greve-surpresa de motoristas e cobradores de ônibus que travou São Paulo, veio a público a informação de que Luiz Moura havia sido flagrado por policiais em uma reunião com sindicalistas na garagem de uma cooperativa na qual também estavam dezoito membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apuravam os ataques incendiários a ônibus na cidade.

Integrante da corrente PT de Lutas e de Massas, Luiz Moura foi eleito com 104.705 votos em 2010. Ex-líder dos perueiros, é um velho conhecido da Justiça: ex-assaltante, escapou da cadeia em 1993 e passou dez anos foragido até ser levado ao Partido dos Trabalhadores pelas mãos do irmão Senival. Nas últimas semanas, tornou-se um fardo eleitoral para o partido. Em comunicado aos militantes, a tendência petista Articulação de Esquerda tratou do assunto com as seguintes palavras: “Este caso tem potencial explosivo, pois se trata de uma acusação relacionada ao crime organizado”. O grupo avaliou que o PT não poderia “ficar na defensiva”. Dias depois, a Comissão Executiva do PT paulista, articulada com as correntes internas e o comando do Diretório Nacional, rifou a pré-candidatura de Luiz Moura à reeleição ao suspender sua filiação por sessenta dias. Ele não poderá participar da Convenção Estadual, na semana que vem, quando o partido distribuirá as legendas aos candidatos em São Paulo.

Acuado, Luiz Moura parou de participar de agendas públicas e tem faltado às aulas do curso de Direito, segundo colegas da Universidade Cruzeiro do Sul, na Zona Leste. Reservadamente, fez correr o recado que ameaça reagir: vai à Justiça contra a suspensão e rejeita devolver o mandato ao PT, caso seja desfiliado. Ouvido no Diretório Estadual por uma hora, Luiz Moura “negou tudo” e não quis se afastar por iniciativa própria, segundo um dos presentes. Em pronunciamento na Assembleia, Luiz Moura afirmou que estava na reunião da cooperativa para impedir a greve e que tentam manchar sua biografia: “Querer me atribuir um crime dessa magnitude, me envolver com facção criminosa, é um absurdo. O que estão fazendo comigo e minha família é imoral”. Ele também se mostrou indignado com o presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, responsável pelo processo disciplinar que pode resultar em sua expulsão.

A decisão da cúpula petista tem como pano de fundo, obviamente, a campanha eleitoral deste ano. O partido quer afastar qualquer integrante que represente um flanco exposto. Adotou-se a mesma estratégia que a direção nacional do PT impôs no caso do deputado federal André Vargas (PR), investigado por suposta associação ao doleiro Alberto Youssef. O discurso adotado pelo comando da campanha do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo de São Paulo é que, assim como Vargas, Luiz Moura tem um “problema de ordem pessoal”, desvinculado das instâncias partidárias.

Há quatro anos, contudo, um cálculo igualmente pragmático fazia de Luiz Moura um candidato ao qual diversos figurões petistas queriam se associar, a ponto de doarem a ele, por meio dos respectivos comitês, recursos e material de campanha estimados em quase 275.000 reais. Na lista, aparecem os nomes de Jilmar Tatto, os ministros Marta Suplicy (Cultura) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), os mensaleiros João Paulo Cunha e José Genoino, e os deputados federais Arlindo Chinaglia, Cândido Vaccarezza, Carlos Zarattini e Devanir Ribeiro. Ou seja: nas eleições de 2010, nenhum deles julgou inadequado fazer a chamada “dobradinha” ou partilhar material de campanha com o ex-assaltante que tentava se eleger deputado. Além disso, conforme revelou VEJA, a prestação de contas da campanha de Luiz Moura à Justiça Eleitoral contém outro dado revelador: um de seus doadores é o ex-presidiário Claudemir Augusto Carvalho, condenado por furto, roubo e, segundo a polícia, membro do PCC.

Em 2005, Luiz Moura ganhou o perdão judicial depois de fugir da cadeia. Senival já era suplente de vereador e assumiria o primeiro mandato dois anos depois. Em 2008, ele obteve a maior votação do PT para a Câmara Municipal de São Paulo. Internamente, era considerado uma potência para captar votos na Zona Leste de São Paulo. O segredo: Senival comandava uma categoria com enorme capilaridade na região, os chamados perueiros.

Senival filiou-se ao PT em 1989, segundo dados da Justiça Eleitoral. É visto no partido como um militante histórico – ao contrário do irmão, filiado em 2006. Ambos nasceram em Batalha (AL), mas fixaram residência em Guaianases, bairro pobre cercado por loteamentos irregulares e favelas na divisa com Ferraz de Vasconcelos (SP). Senival foi fundador do Sindilotação, entidade que representa perueiros da Grande São Paulo. Ele mantém influência principalmente nas cooperativas Cooperalfa e Transcooper Leste – da qual Luiz Moura é presidente de honra. O setor de transporte alternativo é investigado pela polícia por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado. Procurado em seu gabinete na Câmara Municipal para falar sobre a trajetória política da família, Senival não retornou contato.

Atualmente, ambos possuem imóveis em outros bairros e atuam como empresários. Senival constituiu, em março deste ano a SPM, uma empresa na Zona Leste que tem como objeto social o transporte rodoviário de passageiros em linhas fixas e de cargas, de acordo com dados da Junta Comercial de São Paulo. No fim de abril, o vereador registrou uma nova academia na Zona Norte, aberta com a mulher e os dois filhos. Luiz Moura, por sua vez, possuiu ao menos quatro postos de combustível em seu nome: dois na Zona Leste e dois na Zona Sul. Os postos lucram também com aluguel de espaços para lojas comerciais. Um deles, no Brooklin, vende entre 400.000 e 500.000 litros de gasolina por mês, estimam funcionários.

Copa Senival
Um delegado de Polícia Civil que morou em Guaianases e foi titular do 68º DP de Lajeado, na mesma região, conta que nos relatórios feitos para a Secretaria da Segurança Pública sobre lideranças comunitárias do bairro, o nome de Senival é recorrente. Ele diz que mesmo depois de eleitos, Senival e o irmão cultivaram o contato direto com eleitores e sempre auxiliaram em “carências da população não supridas pelo Estado”.

Senival e Luiz Moura são conhecidos na periferia Leste pela concessão de benesses. A mais recente são cursos de corte e costura oferecidos no recém-inaugurado escritório político do deputado estadual. Senival, por sua vez, organiza há mais de seis anos um torneio de futebol de várzea que reúne cerca de 5.000 atletas amadores. O regulamento proíbe o uso de camisas com o nome de outros políticos. Também não são novos, dentro e fora do PT, relatos de agressividade e truculência por parte de cabos eleitorais da dupla contra os de outros candidatos na região, embora não se fale abertamente sobre o assunto. Na “Copa Senival”, o vereador distribui uniformes e auxilia no transporte dos times de periferia, segundo participantes. Em troca, os irmãos ganharam a fidelidade eleitoral dos moradores de Guaianases e região. Não há uma só eleição em que um Moura capte menos de 11.000 votos nominais em Guaianases – e a influência se espalha para Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo.

Petistas de São Paulo dizem que um dos primeiros caciques do partido a perceber o potencial dos Moura nas urnas foi o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em 2002, ano em que Senival passou da militância ao protagonismo como candidato pela primeira vez, Chinaglia doou 12.000 dos 18.000 reais que Senival declarou à Justiça ter arrecadado. Senival não se elegeu, mas Chinaglia obteve votação histórica em Guaianases: mais de 12.000 votos nominais, quase 10.000 a mais que na eleição anterior. O atual vice-presidente da Câmara dos Deputados não foi localizado por sua assessoria de imprensa.

Chinaglia havia participado da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, como secretário de Implementação das Subprefeituras. Na prática, as administrações regionais descentralizaram o orçamento da prefeitura – a ideia era aproximar o poder Executivo local das áreas pobres, tanto para investimentos quanto para atendimento de demandas. Atualmente, as subprefeituras são controladas politicamente pelos 55 vereadores paulistanos e alguns deputados estaduais, que indicam chefes de gabinete e supervisores de Esportes, Cultura e Habitação. Não é diferente com os Moura. Eles têm aliados em postos de comando nas subprefeituras de Guaianases e Ermelino Matarazzo.

A dobradinha também funcionou para Jilmar Tatto, atual secretário de Transportes de Haddad. Na eleição de 2010, Tatto aplicou 200.000 reais na campanha de Luiz Moura, em transferência de seu comitê. O resultado foi expressivo: 14.000 votos nominais em Guaianases e 13.000 no Itaim Paulista, quantidades somente superadas pelas obtidas nos seus redutos da Zona Sul, Parelheiros e Grajaú. A relação entre os Moura e Tatto é estreita – o secretário afirma se tratar de um contato “estritamente partidário”. Na última sexta-feira, o site de VEJA revelou que um ex-assessor de Senival, réu em processo criminal por receptação e venda de carga roubada, foi nomeado para um cargo na SPTrans, comandada por Tatto. Em nota, a empresa que fiscaliza os ônibus na capital paulista disse ter acionado a Corregedoria Geral do Município para analisar a nomeação do assessor. Mas silenciou sobre quem o indicou.

Em ano eleitoral, os irmãos Moura, agora, podem se tornar uma carga para o PT.

07 Jun 11:41

Datafolha: Alckmin seria reeleito no 1º turno; Padilha tem apenas 3%; Serra lidera para o Senado

by giinternet

Se a eleição para o governo do Estado de São Paulo fosse hoje, informa a Folha, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) seria reeleito no primeiro turno, com 44% dos votos — no cenário em que Gilberto Kassab (PSD) é candidato (5%) — ou com 47%, quando o ex-prefeito não aparece na lista. Nas duas hipóteses, o segundo colocado é Paulo Skaf (PMDB), com 21%. No primeiro caso, Alexandre Padilha, do PT, aparece com 3%; no segundo, com 4%. Esses são os números da mais recente pesquisa Datafolha, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Todos os quadros que aparecem no post foram publicados pelo jornal.

DATAFOLHA GOVERNO DE SP1

Datafolha governo de SP2

Como se pode observar, desde junho do ano passado, quando todos os políticos eleitos sofreram uma queda considerável — a da presidente Dilma foi a mais espetacular —, o cenário segue estável em São Paulo, com Alckmin tendo uma ascensão fora da margem de erro (de 40% para 44%). A situação do petista Alexandre Padilha segue bastante difícil.

Nos últimos dias, os lobbies petistas têm se movimentado freneticamente para plantar a informação de que pesquisas qualitativas estariam a indicar que o ex-ministro é um azougue eleitoral e que acabará repetindo a trajetória de Fernando Haddad, que arrancou na fase final e acabou se elegendo prefeito. Pois é… Ocorre que as circunstâncias, desta feita, são outras.

Os petistas avançaram na capital, em 2012, desconstruindo a imagem de Celso Russomanno, que chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto. Desta feita, os petistas não terão como fazer picadinho de Paulo Skaf porque estariam investindo contra o seu principal aliado na esfera federal: o PMDB. O ainda presidente da Fiesp entrou no partido com as bênçãos de Michel Temer, vice-presidente.

Fazer o quê? Restará aos petistas juntar forças com Skaf no ataque ao candidato tucano, sempre correndo o risco de o agora peemedebista manter a dianteira em relação ao petista e se consolidar como o segundo colocado num eventual segundo turno. Nem os petistas mais otimistas contam com a possibilidade de uma disputa final entre PMDB e PT.

Senado
Neste ano, há a renovação de um terço do Senado, e cada estado elegerá um senador. Segundo a pesquisa Datafolha, o tucano José Serra desponta como o favorito, com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, está Eduardo Suplicy, com 32%. Ele está no cargo, santo Deus!, há 24 anos! E quer mais oito! Como naquele poema de Ascenso Ferreira, cabe a pergunta: “Pra quê?”. E a resposta: “Pra nada!”.

Datafolha Senado SP

07 Jun 11:40

Whom Must You Trust?

by Soulskill
CowboyRobot writes: 'In ACM's Queue, Thomas Wadlow argues that "Whom you trust, what you trust them with, and how much you trust them are at the center of the Internet today." He gives a checklist of what to look for when evaluating any system for trustworthiness, chock full of fascinating historical examples. These include NASA opting for a simpler, but more reliable chip; the Terry Childs case; and even an 18th century "semaphore telegraph" that was a very early example of steganographic cryptography. From the article: "Detecting an anomaly is one thing, but following up on what you've detected is at least as important. In the early days of the Internet, Cliff Stoll, then a graduate student at Lawrence Berkeley Laboratories in California, noticed a 75-cent accounting error on some computer systems he was managing. Many would have ignored it, but it bothered him enough to track it down. That investigation led, step by step, to the discovery of an attacker named Markus Hess, who was arrested, tried, and convicted of espionage and selling information to the Soviet KGB."'

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07 Jun 11:40

Open Source Robot OS Finds Niches From Farms To Space

by timothy
jfruh (300774) writes "Blue River Technology built a robot named LettuceBot that uses computer vision to kill unwanted lettuce plants in a field. Rather than build their creation from scratch, they built off of the Robot Operating System, an open source OS that, in the words of one engineer, 'allowed only a few engineers to write an entire system and receive our first check for service in only a few months.' With ROS robots starting to appear everywhere, including the International Space Station, it looks like open source may be making huge strides in this area."

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07 Jun 00:45

Bíblia "Free Style": libertinagem gratuita e sem estilo

by Norma
O pastor reformado Ageu Magalhães esteve em um programa de entrevistas na TV para debater com o pr. Ariovaldo Júnior (não é filho do pr. Ariovaldo Ramos!), autor da chamada "Bíblia Free Style". As impressões do pr. Ageu sobre o entrevero (muito polido, por sinal) são descritas aqui. Recentemente, Yago Martins e Felipe Cruz fizeram um vídeo que contribuiu para a discussão, abordando pontos que ficaram de fora na entrevista. Não resisti e resolvi também, como profissional do idioma, apresentar minhas contribuições ao assunto.

Primeira. A linguagem que escolhemos usar está sempre em estreita correlação com a mensagem que pretendemos passar. A paródia free style, em primeiro lugar, não é free style ("estilo livre"), mas adota um "style" só: o de uma linguagem chula, descuidada e vulgar, que nas situações de vida real só surge em contextos muito específicos de informalidade, intenção humorística, desejo de chocar ou insultar o interlocutor. Ao uniformizar todas as situações de discurso da Bíblia (que contém momentos de ensino, exortação, argumentação filosófico-existencial etc.) fazendo-as caber em contextos descontraídos - como se todos os personagens bíblicos estivessem sempre na praia, de roupas de banho, conversando com amigos íntimos e ocasionalmente falando palavrão -, o autor da "free style" demonstra um desconhecimento completo do conceito linguístico da ADEQUAÇÃO. Por utilizar somente um registro informal e chulo, a versão deve ser considerada imprópria por todo aquele que tem não só amor pela Bíblia, mas também amor pela linguagem, pura e simplesmente. Não se trata só da presença de palavrões (falei sobre eles aqui). A formalidade, a contenção, o cuidado com a correspondência entre o que se diz e como se diz (para sentidos altos, palavras respeitosas), tudo isso faz parte da vida e necessariamente se reflete na linguagem. O tradutor que nega isso acaba negando a própria realidade, com toda a sua dinâmica e relações multicolores, plurais.

Segunda. Ao chegar aos evangelizáveis com essa informalidade excessiva, alegando ser esta a linguagem do público-alvo, os utilizadores da "free style" caem em um erro grave. Será que toda prostituta, todo presidiário, todo viciado em drogas e todo morador de rua usam necessariamente, o tempo todo, com todo mundo, uma linguagem chula, descuidada e vulgar? Claro que não. (Que mico: é como abordar todo mundo na rua com risadas e tapinhas nas costas. Coisa de quem quer forçar a amizade.) E será que todas essas pessoas realmente preferirão ouvir pregações bíblicas em uma linguagem chula, descuidada e vulgar? Muito menos! Quem se expressa impropriamente sabe que o faz e provavelmente não gostaria de ver essa linguagem imprópria misturada com pregação religiosa. Sem medo de errar, conhecendo várias experiências de missões urbanas, afirmo que, nesses grupos, a maioria não responderá positivamente a isso. Ao demonstrar tremendo descaso com a Palavra de Deus, envolvendo em baixo calão a mensagem de um Deus santo, tais idealizadores rebaixam ainda mais o que creem ser o padrão linguístico de seus evangelizados. Nas palavras de um amigo, "o Ariovaldo se torna pior que o desbocado comum por querer sacralizar o palavrão como socialmente aceitável em termos absolutos, coisa que nem o xingador comum faz". Ora, o contraste entre obscenidade na forma e santidade de conteúdo é chocante, evidentemente; com isso, os defensores freestylianos se inserem na velharia de uma cultura que, há pelo menos cinquenta anos, agride orgulhosamente o que considera tradição e bom senso com sua pretensa "liberdade". De fato, seria mais honesto que parassem de usar o campo missionário como pretexto para essas atividades textuais grotescas e tivessem a coragem de admitir o que me parece arbitrária preferência pessoal.

Prostitutas, moradores de rua, usuários de drogas e presidiários, como alvos da pregação do Evangelho, merecem exatamente o mesmo tratamento que qualquer outra pessoa. Escolher uma linguagem de baixo nível para essas pessoas na atividade de evangelização é, com todas as letras, preconceito. Se não é conveniente que o cristão use tal linguagem, não a utilizemos de modo algum. Não só porque é pecado, nem apenas em respeito pela Bíblia, mas também por amor aos evangelizados, que em missões urbanas dificilmente serão amigos íntimos. O argumento de que, nesses grupos, muita gente precisará de uma linguagem mais simplificada é respondido de modo também simples: cabe ao evangelista comunicar a Palavra de Deus com suas próprias palavras, personalizando-a de acordo com cada ouvinte, como muitos já fazem; e, caso haja necessidade de uma versão bíblica mais acessível, elas existem e não cedem um milímetro à vulgaridade de uma "Bíblia" que, dizendo-se free, enreda de saída os possíveis novos convertidos em uma atmosfera mundana da qual eles deveriam ser incentivados a se libertar.
06 Jun 23:01

Justiça manda revista indenizar Gilmar Mendes. Ou: Liberdade de imprensa não implica liberdade para caluniar, injuriar, difamar e mentir

by giinternet

Já deveria ter publicado esta notícia aqui. Nunca é tarde. Sobretudo porque diz respeito, sim, à liberdade de imprensa, que não se confunde com calúnia, injúria e difamação. Leiam o que publicou a Folha nesta sexta. Volto em seguida.
*
A Justiça do Distrito Federal condenou a Editora Confiança, responsável pela revista Carta Capital, e dois jornalistas a pagar uma indenização por danos morais de R$ 180 mil ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. A decisão foi tomada pelo juiz da 21ª Vara Cível de Brasília, Hilmar Castelo Branco Raposo Filho. Ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça do DF. O magistrado entendeu que houve ofensa à honra do ministro em três textos publicados em 2012 pela revista, que apontavam o ministro como contraventor e beneficiário do esquema de corrupção do publicitário Marcos Valério de Souza, condenado pelo STF como o operador do mensalão.

No despacho, o juiz estabeleceu que a editora e o jornalista Leandro Fortes vão ter de indenizar o ministro em R$ 120 mil. Ficou fixado ainda que a editora e o jornalista Mino Carta deverão pagar outros R$ 60 mil. A revista e os jornalistas alegam ter exercido o direito à liberdade de imprensa e que tratam apenas de modo crítico temas de interesse público. Segundo eles, as reportagens foram fundadas em documentos verdadeiros e um processo judicial. Ao todo, Mendes questionou cinco textos da revista, mas o juiz viu irregularidades em duas reportagens e em um editorial. Hilmar Filho sustenta que o texto jornalístico precisa ser “fiel à informação e dar oportunidade aos envolvidos de esclarecer os fatos”.

“O autor, na verdade, foi acusado, julgado e condenado pelas matérias e viu sua imagem pública manchada pela pecha de beneficiário de uma suposta organização criminosa, sem que haja notícia até hoje de seu indiciamento ou de denúncia criminal propriamente dita em seu desfavor, mostrando-se evidente a lesão de ordem moral como resultado da conduta imprópria dos réus”, afirmou o juiz. Hilmar Filho aponta ainda que o direito à informação e à liberdade de expressão são resguardados pela Constituição, mas não são absolutos.

Voltei
A revista atribuiu a Gilmar Mendes aquilo que ele não fez. É simples. O que isso tem  a ver com liberdade de imprensa? A resposta: nada! O direito à crítica se distingue da injúria, da calúnia e da difamação. E um dado final que ajuda a compor o quadro. Leandro Fortes já não está mais na Carta Capital. Ele foi contratado pela equipe de campanha de… Dilma Rousseff.

06 Jun 23:00

Pois é… O mercado tem reagido bem no boato e no fato, que têm coincidido

by giinternet

Pois é… Aconteceu de novo! Dilma caiu numa pesquisa eleitoral, a do Datafolha, e o mercado reagiu com euforia. Dia desses, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) demonstrou a disposição de abrir um procedimento para saber se está havendo alguma forma de especulação com pesquisas eleitorais.

Fazer o quê? Enxugar gelo? Acho que não vai adiantar. Nada impede que entes privados encomendem pesquisas e passem a atuar no mercado segundo os dados que colhem.

O problema está em outro lugar. Dilma é que não deveria representar um risco para a economia do país, ora bolas! Fosse assim, ninguém se preocuparia, não é?

É claro que, se houver grupos organizados a plantar falsos resultados no mercado só para ganhar dinheiro, algo tem de ser feito. Mas, até agora, não foi o que aconteceu, né? Hoje em dia, costuma não mentir quem espalha o “boato” de que Dilma caiu na pesquisa. Os fatos têm sido fiéis ao diz-que-diz-que.

06 Jun 22:59

Dilma cai no Datafolha, e ações de estatais comandam euforia na Bolsa de Valores

by giinternet

Na VEJA.com. Volto no próximo post:
Depois de encerrar o pregão de quinta-feira com queda de 0,57%, a BM&FBovespa disparou nesta sexta-feira e fechou a sessão com alta de 3,04%, maior variação desde a escalada de 3,5% de 27 de março deste ano. Assim como aconteceu no final de março, a Bolsa foi impulsionada pela queda das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff e pela piora na avaliação do governo. Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nesta sexta-feira mostrou que Dilma caiu três pontos porcentuais em relação à última pesquisa do instituto – a petista oscilou de 37% para 34%. Mas seus adversários na disputa ao Palácio do Planalto não subiram na preferência do eleitor. Aécio Neves (PSDB) tinha 20% e agora soma 19%, enquanto Eduardo Campos (PSB) aparece com 7%, ante 11% na pesquisa anterior.

A piora na avaliação da presidente se refletiu nas ações das empresas estatais listadas na Bolsa. Lideraram as altas do pregão desta sexta as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Eletrobras, que subiram 9,33%, cotadas a 7,15 reais; seguidas pelo papel preferencial da Petrobras, que subiu 8,15%, a 17,65 reais. Também registraram alta as ações do Banco do Brasil, de 5,31%, fechando em 24,40 reais

Desde o final de março tem sido assim. A cada piora de Dilma nas pesquisas eleitorais o principal índice da Bolsa de São Paulo, o Ibovespa, sobe, impulsionado pela alta dos papeis das estatais. Da mesma forma, o movimento inverso da Bolsa é visto toda vez que a petista mostra melhora nas intenções de voto. A oscilação já chamou atenção do xerife do mercado financeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que vê se repetir no mercado financeiro um movimento especulativo semelhante ao visto em 2002, influenciado pela corrida ao Palácio do Planalto.

Dólar
A divulgação da pesquisa também provocou nova pressão no mercado de câmbio. O dólar fechou em queda nesta sexta-feira pela segunda sessão seguida, ficando abaixo de 2,25 reais, com os investidores reagindo aos dados positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e à pesquisa eleitoral que mostrou queda na intenção de votos de Dilma. A moeda norte-americana perdeu 0,50%, a 2,2496 reais na venda, após chegar a 2,2392 reais na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o volume ficou em torno de 1,1 bilhão de dólares.

O dólar encerrou a semana ainda em leve alta de 0,39%, mas deixa para trás o patamar de 2,30 reais que se aproximou na quarta-feira, quando fechou a quarta sessão em alta, acumulando valorização de 2,68% no período. “A pesquisa (eleitoral) causou a movimentação inicial no mercado”, afirmou o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, acrescentando que a queda do dólar perdeu fôlego na reta final do pregão porque entraram compradores aproveitando a cotação mais baixa da semana.

06 Jun 20:26

O Brasil na era dos jegues!

by giinternet

Mais um dia de caos em São Paulo. Mais uma vez, uma seita de extrema esquerda, o PSTU, se apodera de um bem público, o metrô, para levar adiante seus delírios. O pretexto para a greve usado pelo sr. Altino Prazeres, presidente do sindicato, me parece tão verdadeiro como a cor de seus cabelos, mais negros do que as asas da graúna, já ele passado dos 50 anos. Aliás, ultimamente, os radicais de esquerda decidiram cuidar de forma meio patética da aparência, com excesso de tinta no cabelo e botox. Nada contra os expedientes em si. Neles, no entanto, parece haver uma tentativa de forçar uma eterna juventude para que possa se eternizar a irresponsabilidade.

Na estação Ana Rosa do metrô, a polícia teve de recorrer a bombas de gás lacrimogêneo para dispersar piqueteiros que tentavam fechar a estação e impedir o acesso dos usuários à plataforma. Os comandados do sr. Altino Prazeres se comportam como os donos do bem público. O metrô não pertence mais à população de São Paulo. O PSTU se apropriou do suor, do esforço, do trabalho e do tempo dos brasileiros que moram nesta cidade ou que aqui trabalham.

A PM emitiu uma nota sobre a sua ação. Lá se lê: “A Polícia Militar agiu em defesa dos direitos dos usuários do metrô. [...] a estação Ana Rosa está funcionando. Não fosse a PM, estaria fechada e seus usuários, sem transporte”. Parabéns, Polícia Militar de São Paulo! Dentro das regras e usando a força necessária, que lhe confere a lei, os policiais são a democracia com farda.

Um sindicalista ainda chiou: “Chegamos às 3h30 para fazer um piquete e acabamos surpreendidos com a entrada da Tropa de Choque, que nos atacou em ambiente fechado. Tô fazendo 30 anos de Metrô esse ano e olha o que eu ganho”, apontando para um ferimento na perna.

Como é? Este senhor acha que está fazendo algum favor a alguém? Faz piquete com que direito? Cinquenta e quatro anos e ainda não aprendeu a respeitar os direitos alheios? Ganha quase mil reais por mês só de vale-refeição e vale-alimentação e quer impedir que gente que recebe isso de salário tenha acesso a transportes? Tenha compostura, meu senhor. Aliás, julgada a ilegalidade certa desta greve, que o governador Geraldo Alckmin mande pôr na rua os baderneiros.

Eis aí o país que estão construindo os baderneiros. Isso tudo tem história e tem explicação. Não foi Lula quem convidou os brasileiros a ir à Copa nem que fosse de jegue? A cidade vive o seu inferno. Há um amistoso da Seleção hoje no Morumbi! Vamos lá, paulistanos, montando no lombo daquele que zurra!

Lula, como sempre, é um homem profético.

06 Jun 19:55

É incrível (ou não…): o PT conta mentiras até a seus próprios militantes

by giinternet

Ai, ai… O PT decidiu criar uma seção em sua página na Internet destinada, como diz o título, a contar “tudo o que você precisa saber sobre a Petrobras, mas não vai ler na mídia”. Como resta claro, os petistas chamam “mídia”, em tom pejorativo, o jornalismo independente, que se leva a sério, que não é sustentado por estatais para contar mentiras e fazer proselitismo a soldo.

Muito bem. Encontro lá esta coisa fantástica, que segue em vermelho (prestem atenção):

3) Mas é verdade que o Fernando Henrique quis privatizar a Petrobras?
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse à Folha que o modelo de gestão da empresa no governo tucano (1995-2002) reduzia a exploração petrolífera, desmembrava a área de refino, inibia investimentos e deixava o custo para a empresa e o lucro para o setor privado.

Há inclusive documento no Fundo Monetário Internacional que comprova a tentativa do governo tucano de privatizar a estatal:

“The government intends to accelerate and further broaden the scope of its privatization program–already one of the most ambitious in the world. In 1999 it intends to complete the privatization of federal electricity generation companies, and in 2000 it will begin the privatization of the electricity transmission network. At the state level, most remaining state-owned electricity distribution companies are expected to be privatized in 1999. The government has also announced the intention to sell in 1999 its remaining shares of previously privatized companies (notably Light and CVRD), as well as the remaining portion of the noncontrolling share of Petrobrás. The legislative framework for the privatization or leasing of water and sewage utilities is being prepared. The government also intends to accelerate the privatization of toll roads and the sale of its redundant real estate properties. Total receipts from privatization are projected at around R$27.8 billion (nearly 2.8 percent of GDP) (of which R$24.2 billion at the federal level) in 1999 and at R$22.5 billion over the period 2000-2001.”

O governo também anunciou a intenção de vender em 1999 a parte remanescente nas participações de empresas previamente privatizadas (ressalta-se Light e Vale), assim como a participação remanescente das ações da Petrobras. (Tradução livre do trecho sublinhado:http://www.imf.org/external/np/loi/1999/030899.htm)

Voltei
1) Recorrer a uma fala toda enviesada de José Sérgio Gabrielli como prova de que FHC queria privatizar a Petrobras é como convidar Satanás para fazer uma leitura independente das Santas Escrituras.

2) Reparem que os petistas falam em “tradução livre” do trecho sublinhado. Ô!!! Nem diga! Como diria Castro Alves, trata-se de uma tradução “libérrima e audaz”. E mentirosa também! Escancaradamente mentirosa. O documento do FMI prova justamente o contrário. O partido engana até os seus militantes, coitadinhos!, que não conseguem ler o que vai no texto do Fundo.

Vejam lá. O PT esqueceu de traduzir “noncontrolling share of Petrobrás”. As ações, então, a serem vendidas jamais dariam ao comprador o controle da companhia. O texto diz exatamente o contrário do que anuncia o partido.

O PT, nesse caso e como de hábito, faz é uma tradução livre da verdade, que também atende pelo nome de “mentira”.

06 Jun 19:33

PSB fecha com Alckmin; de zero a dez, chance de Kassab ser vice na chapa tucana é igual a 9

by giinternet

O PSB recuou do recuo e decidiu apoiar a candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição. Era esse o entendimento inicial, antes de os “marineiros” — os fiéis da seita Marina Silva — desembarcarem no partido, estourando palanques, inviabilizando alianças e introduzindo anacolutos salvacionistas no até então bastante pragmático partido de Eduardo Campos. O PSB chegou a anunciar candidatura própria, para insatisfação do partido em São Paulo, que já teve uma secretaria no governo — a de Turismo, com Márcio Franca, presidente da legenda no Estado. Os “marineiros” reivindicavam a candidatura para o seu grupo. Isso, eles não levaram. Se houvesse nome próprio, seria o do próprio França. Mas não haverá, não.

O diretório do partido em São Paulo se reuniu nesta sexta e decidiu que vai mesmo fechar uma aliança com os tucanos. Dos 156 membros, 132 estavam presentes e votaram unanimemente pela união. Vejam como são as coisas: o PSB tinha quase garantido o lugar de vice na chapa.  Hoje, Gilberto Kassab, do PSD,  está na frente. E muito!

Caso se consolide o apoio dos dois partidos ao governador, Alckmin terá em sua base legendas que compõem alianças de três presidenciáveis: ele próprio, membro do PSDB, está, obviamente, comprometido com a candidatura de Aécio. Kassab, se não houver uma reviravolta, vai apoiar Dilma Rousseff, e o PSB, é evidente, fecha com Eduardo Campos.

O que pesou?
Vários fatores pesaram na decisão do PSB. Pesquisas de que dispõe o partido indicam uma folgada vantagem de Alckmin se a disputa fosse hoje, e isso significa perspectiva de participar do governo do mais importante e do mais rico Estado da federação. A tendência majoritária já era essa, mas a unanimidade conseguida nesta sexta certamente guarda relação com os números do Datafolha: o “independentismo” que a turma de Marina Silva levou para o PSB contribuiu, certamente, com a despencada de Eduardo Campos na pesquisa: em um mês, ele perdeu 36% das intenções de voto. A estratégia que os sedizentes “marineiros” estão forçando é  suicida e só interessa a Marina Silva. No ritmo em que a coisa caminhava, ela sairia, ao fim de tudo, com um partido, e o PSB restaria destroçado.

Os argumentos
O engraçado é que tanto os defensores da aliança com Alckmin como os defensores da candidatura própria tinham na candidatura de Campos à Presidência o seu cavalo de batalha. Os dois grupos sustentavam que o ex-governador de Pernambuco disputa com o tucano Aécio Neves um lugar no segundo turno. Para os marineiros, isso implicava ter candidatura própria para ganhar identidade no principal colégio eleitoral do país. Para o PSB pré-Marina, isso implica se aliar a Alckmin para tornar mais moderado seu apoio ao senador mineiro. Nem um argumento nem outro são sinceros. A turma de Marina só queria usar a eleição para se fortalecer em São Paulo e está pouco se lixando para a eleição de Campos. Os pessebistas querem, sim, que seu candidato vença, mas sabem que a hipótese é remota e estão pensando mesmo é em participar do governo. Até porque, convenham, as coisas não andam bem para o candidato do PSB. Hoje, o Pastor Everaldo, do PSC, está mais próximo de Campos do que Campos de Aécio.

O PSB vai ter a vaga de vice?
Acho que não! Uma pessoa que acompanha de perto a negociação com o PSDB e o PSD considera que, numa escala de zero a 10, a chance de Kassab ser o vice de Alckmin, hoje, está em 9. O PSB poderá pleitear a vaga da coligação para disputar o Senado, mas isso vai depender da decisão do tucano José Serra. Caso ele opte por esse caminho, a vaga será sua.

06 Jun 17:11

BBC shoots Brazil World Cup video with the GH2!

by 43rumors

Do you really need the new 4K GH4 camera to shoot a movie for BBC? Nope! The video on top has been shot by BBC with an “Old” Panasonic GH2. Great video!

Thanks John and Ivar for sharing!

06 Jun 17:11

Lidando com o Caos – Que tal um pouco de história?

by Solano Portela

Vivenciamos dias de caos e desordem. Neste início de junho de 2014 temos a greve dos metroviários: a paralisação de um serviço essencial no qual greves são proibidas por lei. Mas a lei! Quem se importa com a lei? Se nem os guardiões dela se importam com as pessoas, com a massa que os elege, uma categoria vai se importar com a lei? Esses "líderes sindicais" vão ponderar que impingirão sofrimento indevido a uma multidão de pessoas prejudicadas, cansadas, mal dormidas, ou extenuadas após o trabalho sem conseguir chegar em casa? E nos mês passado, quando policiais (outro serviço público essencial) cruzaram os braços em diversos estados, deixando o povo que paga os seus salários à mercê do crime, da desordem, do caos? Sem a barreira da lei e daqueles que deveriam fazê-la valer, não existem mais limites. Os saques generalizados de Abreu e Lima, em Pernambuco, estão indelevelmente inscritos na nossa triste história, evidenciando a lamentável situação de desmando e falta de autoridade que impera no país.



Observo perplexo esses acontecimentos, mas vejo que tudo isso é fruto da continuidade de um governo que empolga e se elege, mas que há muito considera secundária a tarefa de fazer o que deve ser feito, controlar o que deve ser controlado, governar o que deve ser governado e administrar o que deve ser administrado. Afinal, hoje se pratica de forma ampla e irrestrita o que o Líder Supremo, sombra onipresente da atual presidência, sempre vociferou em sua fase irada de sindicalista.


Os movimentos grevistas, cujo discurso defensor sempre fala desse suposto intocável direito dos trabalhadores, não estão nem aí com o direito ao trabalho de milhões, ou o de ir e vir garantido na constituição; ou com o direito constitucional (e Bíblico) de propriedade; ou ainda com a preservação do bem público. Esses movimentos estão lançando no espaço a já inexistente ética brasileira.

E as autoridades? Ah, as nossas autoridades – quão pitorescas e fora de foco! Inicialmente afirmam que está tudo normal, ou "em negociação". Fecham os olhos quando ruas são trancadas; chegam atrasadas quando ônibus são queimados. A televisão e seus helicópteros conseguem chegar aos locais de baderna em alguns minutos - mas a restauração da ordem é retardada até que nada mais há para ser destruído. E a punição de culpados? Essa já devemos apagar de nossas expectativas: não há punição e a repressão à violência é vista como um mal social e não como uma restrição benéfica aos cidadãos de bem. 

Negar evidências e e impedir a imposição de limites, parecem ser a postura institucional recomendada, ultimamente. A transferência de culpa, quando ela é remotamente admitida, é a tônica da vez; isso quando não se alega ignorância do que não pode ser ignorado - como fez o prefeito de São Paulo (seguindo o Mestre), nas últimas greves de ônibus que igualmente assolaram esta capital e a vida das pessoas que nela habitam. E depois do caos instalado - ninguém apresenta solução. Caem no vácuo as determinações judiciais, às vezes emanadas de uma corajosa juíza, que ainda encontra forças para protestar contra o desprezo pela lei, na nossa terra.

Nesse meio tempo, as reuniões cordiais se sucedem em Brasília, certamente regadas a bastante cafezinho, sucos e salgadinhos, com líderes de outros promotores do caos institucionalizado, como com o MST (terra, ou teto - à escolha dos incomodados), implorando para que não perturbem festividades que interessam ao governo.

Como lidar com o caos? Os nossos líderes deveriam estudar um pouco a história, verificando o que outros mais lúcidos fizeram em situações semelhantes. Se tivessem ânimo à pesquisa e à leitura, nem precisariam retroagir tão longe assim, para extrair algumas lições.

Em 1981, mais precisamente no início do mês de agosto, os controladores de vôo dos Estados Unidos começaram uma greve gigante no país. O sindicato deles (PATCO) agregava mais de 17 mil associados e desses, 13 mil paralisaram suas atividades exigindo melhores salários, apesar da atividade ter uma remuneração substancialmente acima da média. Interromperam, assim, negociações que já se estendiam por seis meses, nas quais haviam obtido várias vantagens e aumentos. Desde 1955 que greves em atividades essenciais eram proibidas por lei, nos Estados Unidos, no entanto mais de 22 paralisações ilegais haviam ocorrido nos anos recentes em diversas atividades similares. O que fez o presidente Ronald Reagan? Foi tirar férias na Flórida? Jogou a culpa no Ministro da Aeronáutica? Disse que “não sabia” que a situação era tão grave assim? Não! Vejam as lições, em como lidar com o caos, evidentes em algumas das medidas e decisões tomadas:
  • Primeiro, com precaução e planos emergenciais: Durante as negociações – nos seis meses anteriores, a FAA (Federal Aviation Administration) arquitetou um plano de emergência que previa a possibilidade de paralisação: 3000 supervisores, junto com os que não aderiram a greve colocaram a “mão na massa”, passando a controlar o tráfego aéreo; 900 militares da aeronáutica se uniram a eles. Essas pessoas não se furtaram, na emergência, a trabalhar 60 horas por semana – o dobro do que atualmente trabalham os nossos controladores. Para surpresa de todos, principalmente dos grevistas, o plano funcionou tranquilamente. Que contraste com a ignorância das nossas autoridades, que "não sabiam" o estado real desse segmento, quando, em 2006, tivemos greve semelhante.
  • Segundo, com coragem e objetividade: Reagan deu 48 horas para que eles retornassem ao trabalho sob pena de serem sumariamente demitidos. Obviamente não faltaram os profetas da catástrofe que aventavam desastres enormes, que não ocorreram, com a suposta “falta de segurança” presente no plano e nas ações do governo. Que contraste com a condescendência do nosso governo para com os perturbadores da ordem.
  • Terceiro, com ações de porte e eficácia: Grande parte dos grevistas achou que o governo blefava, não voltou ao trabalho e foi para a rua da amargura. Os cursos que preparavam controladores de voo, que formavam 1.500 a cada 21 semanas, aumentaram as classes, a capacidade e encurtaram o período para 17 semanas, passando a formar 5.500 controladores, no período. Dentro de poucas semanas a “fila” de candidatos a essas vagas chegou a 45.000 pessoas. Que contraste com o pronunciamento do nosso Ministro da Defesa, quando, em 2006, informou que contrataria 60 pessoas adicionais. E com os nossos dias, onde o despreparo das autoridades aflora a todos os olhos.
  • Quarto, com a aplicação rápida da lei: Os líderes do movimento foram presos por incitar e promover uma greve ilegal e processados em toda a extensão da lei. O sindicato foi multado em um milhão de dólares por dia de greve. O apoio popular foi todo para o governo, em vez de para os grevistas. Em 1984 o tráfego aéreo havia aumentado 20% e era eficientemente controlado por uma força de trabalho que era 80% daquela existente antes da greve de 1981. Que contraste com a impunidade que reina em nossa terra.
É desnecessário frisar que a forma como Reagan lidou com esse incidente restabeleceu o respeito ao governo, que vinha tratando a quebra da lei e da ordem de forma displicente, em administrações anteriores, e deu o tom aos anos que se seguiriam. Qualquer semelhança com o tratamento que as nossas autoridades vêm dando às greves no Pindorama é inexistente. Estamos realmente falidos na administração das questões públicas que afetam o dia-a-dia de grandes segmentos da população. Enquanto o governo se ocupa de tudo que é trivial, se esquece daquilo que é essencial. Daí a necessidade de estarmos alertas exercitando nossa cidadania na fiscalização de quem está la e na lembrança de caminhos viáveis aos impasses sociais. Podemos estar desanimados e tristes, sim; mas não desfalecidos! E não percamos a esperança de que Deus pode operar um milagre no nosso amado país, às vezes agindo até pelo privilégio do voto.

Solano Portela

Os interessados no incidente relatado acima, ocorrido em 1981, podem obter mais detalhes clicando aqui.
06 Jun 17:08

Some more good news: Mirrorless market is growing compared to last year!

by 43rumors

CIPA mirrorless shipment data from Japanese companies. Image courtesy Personal View.

The Japanese CIPA and the German GFK agency shared some interesting new data about the worldwide digital camera market. And finally we see some slow but continuous growth in the mirrorless market:

1) CIPA
CIPA (data can be seen here) shared the Japanese camera shipment numbers. And as usual Personal View did a great job summing them in graphs (can be seen here).
The interesting data here is that in the period January-April 2014 mirrorless system camera shipments growth by 16% while DSLR shipments did fell by 11%

Mirrorless camera sales are increasing almost everywhere (Source GFK at MirrorlessRumors).

2) GFK
The German agency that works in partnership with the Photokina organizers shared plenty of surprisingly positive data (more about it at Mirrorlessrumors). While it’s true that the budget compact camera is shrinking the premium market increased. And with premium we mean, premium DSLR, premium mirrorless and premium fixed lens compact cameras. And there is where companies have higher profit margins. See graph below:

Camera unit sales dropped by 25% but revenue is increasing.

Well, this could be a good news for Panasonic and Olympus. Both companies are now focusing their efforts on mirrorless cameras. And and as we heard many times now their goal is to create more “premium” mirrorless cameras and premium “compact fixed lens cameras”. As you know Panasonic latest financial reports shows they are recovering very well from the losses they had the previous year while Olympus is expected to have a break even during the current fiscal year.

Let’s see what kind of “premium” stuff will be announced by both companies at Photokina…

06 Jun 17:06

Datafolha 2 – Eduardo Campos terá de rever sua estratégia; Pastor Everaldo, do PSC, tem milhões de votos e fala coisa com coisa

by giinternet

Há duas outras considerações importantes que devem ser feitas sobre a pesquisa Datafolha. O pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, está minguando. Nos últimos tempos, Campos decidiu se distanciar do tucano Aécio Neves e acentuou aquele seu discurso que sempre me pareceu muito difícil: proteger o lulismo e concentrar seus ataques em Dilma Rousseff. A queda de 4 pontos é bastante acentuada. O que dizer? Marina Silva já lhe rendeu muita dor de cabeça, ajudando a desfazer alguns palanques que o PSB estava construindo e, até agora ao menos, voto nenhum.

Campos, nitidamente, se atrapalhou. Segundo a pesquisa Datafolha, no grupo das pessoas que consideram o governo Dilma ruim ou péssimo, os votos em Aécio cresceram de 27% há dois meses para 31%, informa o Painel da Folha. No caso de Campos, aconteceu o contrário: ele tinha 15% das intenções de voto nessa categoria e agora só tem 10%. Tudo indica que o ex-governador de Pernambuco terá de voltar à prancheta e repensar a sua estratégia.

Para ficar naquela geografia tradicional, cumpre notar que um Campos que se situava um pouco mais, digamos à direita, com um sotaque um tantinho mais conservador, parecia despertar mais interesse do que esse do último mês, com uma inflexão mais à esquerda e aparentemente ainda mais à sombra de Marina Silva, que pensa em apoiar, em São Paulo, imaginem vocês!, a candidatura do PSOL ao governo do Estado.

A surpresa que tem explicação
Sabem quem surpreende? Pastor Everaldo, do PSC, que aparece com 4% dos votos. Só emprego esse verbo porque ele aparece ali, colocado entre os partidos ditos nanicos. Pois é. Há no Brasil mais de 140 milhões de eleitores. Se o Datafolha estiver certo, Everaldo contaria hoje com 5,6 milhões de votos. É um patrimônio e tanto a ser disputado no segundo turno.

Ainda que ele seja tratado com preconceito aqui e ali, a verdade é que é um homem inteligente, articulado, que não faz o figurino exótico de muitos postulantes de legendas chamadas de “nanicas”. O programa nacional do PSC levado à televisão falava coisa com coisa e assumiu, sem qualquer receio ou medo de patrulha, um discurso que, na Europa ou nos Estados Unidos, seria chamado de saudavelmente conservador.

Aos 7min35s do vídeo que segue abaixo, Everaldo ataca o governo estatizante e deixa claro: seu partido é privatizante. Aprecio a sua coragem.

Com uma máquina de porte razoável na mão, Eduardo Campos tem 7% dos votos. O Pastor Everaldo está com 4% sem ter sido governador de Estado nenhum ou contar com o apoio de outros governadores. Convém prestar atenção. Ele pode, sim, fazer uma grande diferença nesta eleição.

06 Jun 17:05

Datafolha 1: Dilma cai e vai a 34%; diferença para Aécio no 2º turno é de apenas 8 pontos — era de 27 há quatro meses; petista é a mais rejeitada. E esses ainda não são os números piores

by giinternet

A Folha de S.Paulo publica nesta sexta pesquisa Datafolha sobre intenção de voto para presidente da República. Fica difícil escolher que número é o pior para a presidente Dilma Rousseff (PT), mas, parece-me, como vocês verão, que o mais dramático nem está no mais óbvio. Já chego lá. Vamos ao que é mais vistoso: em relação à pesquisa anterior do instituto, de 7 e 8 de maio, Dilma caiu três pontos: de 37% para 34%; o tucano Aécio Neves oscilou de 20% para 19%, e Eduardo Campos caiu de 11% para 7% — o que é também um péssimo resultado. Vejam a arte da Folha (todos os infográficos foram publicados pelo jornal).

Datafolha 06.06.2014 1 geral

Alguém poderia dizer que a boa notícia para Dilma é que, há um mês, os dois principais candidatos de oposição, somados, tinham 31 pontos e, agora, têm 26. Mas eu lhes proponho uma outra leitura: em fevereiro, Dilma tinha 44% das intenções de voto, e Aécio e Campos somavam 25 — uma diferença de 19 pontos. Quatro meses depois, eles têm 26, mas Dilma está com 34 — uma diferença de 8 pontos. Os dois candidatos de oposição, é verdade, avançaram pouco, mas a presidente despencou.

Segundo turno
A outra má notícia para Dilma, péssima mesmo, está nos números do segundo turno. Há quatro meses, ela venceria Aécio por 54% a 27%, o dobro dos votos. Nesta pesquisa Datafolha, a presidente aparece com 46%, e o tucano, com 38% — a diferença diminuiu espantosos 19 pontos e é, agora, de apenas 8. Ele avançou 11, e ela caiu 8.

Datafolha 06.06.2014 2 segundo turno

Pessimismo
Cresceu o pessimismo com a economia, informa a pesquisa. Apenas 26% dizem que a situação econômica do país vai melhorar. Para 36%, vai piorar, e 32% dizem que ficará na mesma. Nada menos de 64% acham que a inflação vai aumentar, e só 7% acreditam na queda; outros 21% avaliam que ficará como está. Se 18% anteveem que o desemprego vai cair, 48% pensam que vai subir, e só 28% creem na estabilidade dos números.

Datafolha 06.06.2014 4 expectativas

Rejeição
Outra notícia ruim. Caiu a rejeição a Aécio e Campos em relação à pesquisa anterior: o tucano tinha 31%, e o peessebista, 33%. Ambos aparecem agora com 29%. Dilma se manteve nos 35% e é agora a candidata mais rejeitada.

Datafolha 06.06.2014 rejeição

A colheita de números negativos ainda não terminou. Em fevereiro, 21% achavam o governo Dilma ruim ou péssimo; agora, são 28%; os que o consideram ótimo ou bom caíram de 37% para 33%, e os que o veem como regular passaram de 41% para 38%.

Mudança
Entendo, no entanto, que o pior número para Dilma é aquele ao qual a imprensa tenderá a dar menos visibilidade. Vejam o quadro abaixo.

Datafolha 06.06.2014 5 Mudanças

Nada menos de 74% dos que responderam à pesquisa esperam que as ações do próximo governo sejam diferentes das que aí estão, e só 21% querem mais do mesmo. Quando indagados sobre quem poderia, então, operar essas mudanças, o nome mais lembrado ainda é o de Lula, com 35%, mas quem aparece em seguida, com 21%, é o tucano Aécio Neves. Dilma está apenas em terceiro, com 16%. Vale dizer: as pessoas querem outro rumo para o país e não acham que a atual presidente seja capaz de liderar a transformação.

Alguma boa notícia pra ela? Umazinha. Dizem que votariam num candidato apoiado por Lula 36% dos que responderam à pesquisa, mesmo índice dos que o rejeitariam por isso — e 24% afirmam que poderiam votar. Não endossariam um nome com apoio de FHC 57% dos entrevistados, contra 12% que fariam essa escolha — 24% poderiam votar. Na pesquisa, o segundo eleitor mais influente é Joaquim Barbosa: 26% escolheriam um nome que contasse com o seu apoio, mesmo índice dos que considerariam essa possibilidade. Mas 36% rejeitariam um postulante que ele indicasse.

Que conclusões tirar dessa pesquisa? Muito objetivamente, vamos lá:
1: Dilma não vence mais no primeiro turno. Ela teria hoje 34% dos votos, e seus adversários, considerados os demais nomes, somam 35%.
2: A diferença no segundo turno se estreita dramaticamente.
3: O eleitorado quer mudanças, e Dilma não é vista como a pessoa capaz de operá-las.

Esta sexta-feira será tensa no PT, e as viúvas de Lula voltarão a se assanhar.

Texto publicado originalmente às 5h
06 Jun 17:04

Minha coluna na Folha: “Dilma, mais quatro anos pra quê?”

by giinternet

Leia trechos:

Jornalistas estrangeiros perguntaram à presidente Dilma Rousseff por que a economia cresce tão pouco. Ela disse não saber. Foi sincera. Não sabe mesmo. Como não tem o diagnóstico, falta-lhe o prognóstico. Entre o passado, que ela ignora, e o futuro, que ela não antevê, há este enorme presente à espera de medidas corretivas e profiláticas. Ocorre que seu governo é como seu discurso: um caos de fragmentos de ideias nem sempre muito claras, (des)ordenadas por locuções fora do lugar “no que se refere” (sic) ao que tem de ser feito. Ninguém entende nada, a começar da própria Dilma.

Dia desses, o ex-presidente Lula julgou ter encontrado a razão do “malaise”. Os empresários, de mau humor, teriam deixado de investir. É mesmo? É próprio das cabeças autoritárias –e esse é o caso do Babalorixá de Banânia– transformar dificuldades que são objetivas, que são técnicas, que têm origem em decisões equivocadas, em mera indisposição subjetiva. Há quanto tempo estão dados os sinais de que o crescimento da economia, ancorado no consumo interno, havia esgotado o seu ciclo? Assim como teve início em razão de circunstâncias que não eram do nosso controle, expirou por motivos igualmente alheios à nossa vontade. E lá ficou Guido Mantega a fazer previsões de crescimento –coitado!–, inicialmente, com margem de erro de dois pontos. Como a situação se deteriorou, ela já está em três…
(…)
A campanha que o PT levou à TV indica que, sem diagnóstico nem prognóstico, restou apenas o terrorismo eleitoral. Dilma pretende que o medo desinformado vença não a esperança, mas as possibilidades de mudança. Pior: sem conseguir entusiasmar nem a sua própria grei, cede a apelos “esquerdopatas” como “controle social da mídia” e criação da sociedade civil por decreto, evidenciando que, sob pressão, pode, sim, voltar à sua natureza. Mais quatro anos pra quê?

Para ler a íntegra, clique aqui

06 Jun 17:04

Dilma vai, sim, fazer o discurso de abertura de Copa, mas sem chance de ouvir a vaia…

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff resolveu abrir mão da vaia, mas não do discurso. Como não é doida nem nada, não vai falar na abertura da Copa do Mundo para evitar repetir o vexame da Copa das Confederações, quando o estádio Mané Garrincha, em Brasília, se uniu, em coro: “Uuu…”. Mas falará, sim. Vai mobilizar a Rede Nacional de Rádio e TV para fazer um pronunciamento à nação.

O assunto? Copa do Mundo, ora essa! Dilma decidiu tirar uma casquinha do evento, mas em ambiente seguro, sem ouvir a reação do receptor. Segundo informa a Folha, o discurso deve repetir o que a presidente andou dizendo em sua ofensiva nas televisões: apesar de alguns atrasos, há ganhos permanentes para o país etc. e tal.

Lembram-se disto?

 

 

06 Jun 16:48

Innocents Abroad

by William Kilpatrick

Seeing as the Catholic Church has itself been the victim of a damaging disinformation campaign, one might expect that Church leaders would be careful not to allow themselves to be drawn into a similar slander operation. But, although the Church is still defending itself against charges of wartime anti-Semitism, many Church leaders seem to see nothing wrong with current efforts to vilify Israel.

In the early 1960s, Soviet intelligence launched a multi-pronged smear campaign against Pope Pius XII with the aim of undermining the authority of the papacy and with it the authority of the Catholic Church (which at that time was the main focus of resistance to communism in Eastern Europe). The plan was to frame Pius as “Hitler’s Pope”—an anti-Semite and a Nazi sympathizer. The details of the plot can be found in Disinformation, a highly readable and well-documented account co-authored by Ion Mihai Pacepa and Ronald Rychlak. Pacepa is in a particularly good position to tell the story because he was the chief of Soviet espionage in Romania at the time. To make a long story short, the “Hitler’s Pope” campaign was highly successful, with the result that the calumny against Pius is now almost universally accepted by the opinion-making elites and by plenty of average citizens as well.

It is ironic, then, that Catholic leaders should lend legitimacy to another carefully manufactured campaign of disinformation with no more basis in fact than the charge that Pius was “Hitler’s Pope.” This decades-long campaign, the brainchild of Palestinian and leftist propagandists, aims to delegitimize the Israeli state by comparing it to some of history’s most notorious regimes—Nazi Germany, apartheid South Africa, and, to leave no stone unturned, that of King Herod. According to the Palestinian propagandists, the Israelis are King Herod reincarnated and intent on slaughtering innocent Palestinian children. The slander is meant to appeal to Christian sensibilities, and apparently it has. Numerous Christian clergy—Catholic, Orthodox, and Protestant—have taken up the meme. For example, on the occasion of the war between Israel and Hamas, Cardinal Gianfranco Ravasi, president of the Pontifical Council for Culture, commented: “I think of the ‘massacre of the innocents.’ Children are dying in Gaza, their mothers’ shouts is a perennial cry, a universal cry.”

One of the reasons children in Gaza were dying is that Palestinian terrorists deliberately put them at risk by locating their rocket launchers next to schools and residential neighborhoods. Moreover, the number of innocent Christian children in Muslim lands who are being murdered, raped, and otherwise persecuted has reached epidemic proportions. Why is Israel singled out as Herod when there are so many other, much more obvious candidates for the title?

Herod? The new Nazis? Christ-killers? (The Palestinians like to refer to themselves as the “new Jesus” who is being crucified once again by the Jews). These are extraordinarily serious slanders—of the same order as branding Pius XII as “Hitler’s Pope.” Yet, for a very long time, Church leaders have been content to echo these calumnies.

Unfortunately, Pope Francis’ recent trip to the Holy Land was no exception. At the Church of the Nativity in Bethlehem, he listened as Latin Patriarch Fouad Twal compared the Israelis to King Herod while he likened the Palestinians to the “Divine Child.” In his own homily, the Pope took up the theme of suffering innocent children, but wisely extended it to children everywhere. Unwisely, however, he did bring Herod into the homily: “Are we like Mary and Joseph, who welcomed Jesus and cared for him? . . . Or are we like Herod, who wanted to eliminate him?” In some other context, that would be perfectly acceptable, but the pope should have been aware that for Twal, for Michael Sa­­bbah, the patriarch who preceded Twal, and for a long line of Arab Christian prelates, “King Herod” refers precisely to Israel. In an age which prides itself on sensitivity, the pope’s choice of words showed scant concern for Israeli sensitivities.

Shortly before the Mass, Pope Francis had “spontaneously” stopped to pray at the security barrier that was built to protect Israelis from Palestinian terrorists. This could be passed off as simply a show of sorrow that divisions exist among the peoples of the world, but the pope or his advisers must have known that Palestinian propagandists have made the wall a symbol of Israel’s supposed racist and segregationist nature. It is commonly known as the “apartheid wall.” And, in fact, the pope was guided to a section of the wall where a large graffiti message compared Bethlehem to the Warsaw Ghetto. Unwittingly or not, the pope was participating in a piece of Palestinian propaganda that makes the Israelis out to be the “new Nazis.” Amazingly, this gesture of (one hopes, unintended) partisanship was hardly noticed as such by the world’s media, including the Catholic media. Instead, the pope was widely hailed for his journey of peace and reconciliation. According to the Vatican Insider, the pope’s stop at the barrier “was more eloquent than a thousand speeches.”

One could look at it that way, or one could take it, as many Israelis undoubtedly did, as a slap in the face. It’s estimated that the existence of the security fence has saved the lives of thousands of Israelis from the type of suicide attacks that were so frequent before its construction. To suggest that the wall is “offensive” (a common refrain) or that it ought to come down (as numerous Christian leaders have demanded) is to suggest that Jewish lives are not that important. I once met a man whose son had been killed in a suicide attack on a restaurant in Jerusalem in the days before the barrier was built. The father himself narrowly survived and required numerous surgeries. He does not consider the wall to be offensive. Most people, however, are barely aware of that perspective on the situation. The Palestinian disinformation campaign has been such an enormous success that almost all “enlightened” people take it for granted that, no matter what the issue, the Palestinians are in the right, and the Israelis are in the wrong.

For some perspective on the issue, however, imagine the following scenario. Suppose a group of rabbis from Israel were to make a highly publicized visit to Rome for the purpose of furthering peace, harmony, and fraternal dialogue. Suppose further that they made a point of stopping to pray at the massive wall which surrounds the Vatican and which they asserted was a sorrowful reminder of the way that Pius XII and the Catholic Church had walled themselves off from the pleas of innocent Jewish children in the Holocaust.

Catholics, of course, would be outraged—and rightly so. Yet Catholic leaders over the past several decades have cooperated in a similar slander against Israel. Israeli leaders are quite used to this kind of treatment from the Vatican and chose to ignore the pro-Palestinian bias displayed on the recent papal trip. But not everyone has been so reticent. Writing for The Jerusalem Post, Caroline Glick acknowledged that the Pope said appropriate things at Yad Vashem and the Wailing Wall but added that “his statements ring hollow and false in light of his actions.” “Francis’ decision to hold a photo-op at the security barrier,” she writes, “was an act of extreme hostility against Israel and the Jewish people.”

I don’t believe the pope harbors any animosity toward the Jewish people, but it does seem that he and other Church leaders don’t fully grasp the implications of what they say and do in regard to the situation in the Middle East. Mark Twain’s book describing his travels to the Holy Land in the company of fellow Americans is titled Innocents Abroad. That phrase seems to fit the Vatican’s stance toward the Arab-Israeli conflict. Far from having a nuanced grasp of the situation, Church leaders have let themselves be pulled in by propagandists. Too many of them seem innocent of the ‘game’ that is being played by their Palestinian hosts.

With the slur of “Hitler’s Pope” still hanging heavily in the air, one would think that the Vatican would be more attuned to disinformation campaigns that are based on slanders rather than facts. It’s not a question of absolving Israel of all culpability. It’s a question of bringing a sense of justice and proportion to the discussion. Reasonable people can disagree about the wisdom or justice of this or that Israeli policy, but it is not reasonable to indulge in the child-killing and, yes, Christ-killing rhetoric that is so frequently employed in the Middle East.

Catholics should be able to understand the point because it’s essentially the same point that is at issue in the “Hitler’s Pope” controversy. It’s one thing to question whether Pius could have done more to save Jews. That is a legitimate question. But it’s another thing altogether to suggest he was a closet Nazi and a secret anti-Semite. That is simply calumny.

William Kilpatrick taught for many years at Boston College. His work is supported in part by the Shillman Foundation.

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06 Jun 00:13

Gilberto Carvalho é o pai da criança

by giinternet

Nesta manhã, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) concedeu uma entrevista ao “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan. Disse, na prática, esperar, ora vejam!, a compreensão do MTST, que promete uma nova manifestação nesta sexta, e fez votos de que o ato não atrapalhe o amistoso do Brasil. Repetiu isso ao longo do dia a outros veículos de comunicação.

Carvalho expressou ainda a confiança de que a Polícia Militar de São Paulo saberá manter a ordem e lembrou que o Exército também está preparado para atuar como força de apoio. Tudo muito certo, tudo muito bem! Está na Constituição. Antes que prossiga, devo lembrar que Carvalho esteve na linha de frente do petismo na demonização da PM de São Paulo mais de uma vez. Seu governo e seu partido batem à porta das Forças Armadas, embora tentem enredá-las na revisão da Lei da Anistia. Mas isso tudo ainda é o de menos.

Carvalho também esteve entre aqueles que se opuseram à votação de uma lei para punir atos de vandalismo, tenha ela o nome que for. E isso também é pouco.

Foi quem convenceu a presidente Dilma a receber em São Paulo o coxinha ultrarradical Guilherme Boulos, do MTST. Em Brasília, o MST feriu 30 policiais num protesto e foi recebido pela Soberana. No dia seguinte, Carvalho compareceu a evento promovido pelo movimento e defendeu com energia seus companheiros, que contavam com patrocínio da Caixa Econômica Federal.

No “Jornal da Manhã”, Carvalho defendeu o direito que têm as pessoas de se organizar. Ora, claro que têm! Ninguém é contra isso. A questão é saber se esse direito tem limites. E me parece que sim.

Como o governo foi leniente com grupos que, obviamente, transgrediram a lei, agora tem de se haver com um sem-número de minorias radicais, capazes de transformar num inferno a vida de amplas maiorias.

05 Jun 22:06

O dia em que trabalhadores arrombaram o portão do Metrô para trabalhar e gritaram palavras de ordem contra a greve. Ou: Os pançudos que recebem mais de um salário mínimo só em benefícios — às vezes, mais de dois!

by giinternet
Na estação Itaquera, trabalhadores arrombam o portão para ter acesso à plataforma de trens da CPTM (Peter Leone/futura Press/Futura Press/Folhapress)

Na estação Itaquera, trabalhadores arrombam o portão para ter acesso à plataforma de trens da CPTM (Peter Leone/futura Press/Futura Press/Folhapress)

O Brasil está se tornando um país tão exótico, tão fora do eixo — não aquele de Pablo Capilé, o contestador chapa-branca, financiado por estatais —, tão perdido que trabalhadores são obrigados a praticar atos de vandalismo para poder trabalhar. Como sabem os leitores de São Paulo e de todo o Brasil, os funcionários do metrô, sob a liderança de Altino Prazeres, um sindicalista ligado ao PSTU, estão em greve. Como sempre acontece nesses casos, instala-se o caos na cidade.

Na estação Itaquera, aconteceu um fato espetacular. Os portões amanheceram trancados. Acontece que eles dão acesso também à estação da CPTM, dos trens. Impedir o usuário de entrar na estação significa deixá-lo também sem o trem. Pois bem: aqueles que queriam trabalhar não tiveram dúvida: arrebentaram o portão e entraram.

Vocês sabem o que penso sobre vândalos: o lugar deles é a cadeia. Ocorre que não vejo, nesse caso, um ato de vandalismo, mas de resistência. “Queremos trabalhar, queremos trabalhar”, gritavam esses usuários. A linha chegou a ser invadida, exigindo que as composições parassem.

Trata-se de uma greve vergonhosa, escancaradamente política, oportunista! O governo concedeu aos metroviários um reajuste de 8,7% para uma inflação, no período, de 5,2%. Isso significa aumento real de salário. Mas não só isso: o vale-alimentação passou de R$ 247 para R$ 290. O valor é pago também no 13º, como cesta de Natal. O vale-refeição, que é outra coisa, passou de R$ 615 para R$ 670, e isso é pago integralmente pelo metrô. Há ainda a creche para crianças de até sete anos, que pode ser reivindicada também pelos pais, não só pelas mães: o desembolso com esse serviço passou de R$ 532 para R$ 579. De 2011 até agora, considerada a data-base dos funcionários do metrô, a inflação foi de 21,11%, e o reajuste dos salários, de 30,87%, sem contar esses benefícios sociais.

A soma do vale-refeição com o vale-alimentação chega a R$ 960. O salário mínimo no país é de R$ 724. No caso dos quem têm um filho em creche, o valor do desembolso do Metrô alcança R$ 1.492, mais do que dois salários mínimos. Trata-se de uma greve moralmente criminosa e escancaradamente ilegal porque não está sendo cumprida a determinação da Justiça de manter 100% do serviço nos horários de pico.

É preciso pensar em formas permanentes de a população não se tornar refém de sindicalistas celerados e oportunistas. Ando cá tendo algumas ideias. Tratarei disso nos próximos dias. E só para arrematar: o cotidiano dos usuários do metrô e o seu próprio cotidiano, leitor, ainda que você não use esse serviço, só se transformaram num inferno porque o sindicalismo e os ditos movimentos sociais não reconhecem os limites da democracia. E só não os reconhecem porque os poderosos de plantão têm essa mesma origem. Ou a presidente Dilma não baixou um decreto que faz essa gente ser sócia do poder sem nem precisar disputar eleições?

Daqui a pouco começa uma audiência de conciliação. Caso não se chegue a um acordo, a legalidade do movimento será julgada nesta sexta, às 14h30. Se, como deve ser, a paralisação for considerada ilegal, o Metrô tem de começar a oferecer o caminho da rua para os chantagistas que se acoitam no metrô para chantagear os trabalhadores, mesmo estando com a pança cheia.

05 Jun 15:31

Greg Casamento: Swift

by noreply@blogger.com (GregC)


Swift is a new programming language developed by Apple as a replacement for Objective-C.   I've had some time to review the language by reading the iBook which Apple made available on it for free.   It seems to me that the language is very javascript  like in it's design and is a clear concession to those who don't like Objective-C's syntax.   The real purpose behind this language, however, is a little darker.  I believe that it's ultimate purpose is lock-in.   The more developers start using Swift the less they are going to be able to move to other platforms (such as Android).   

Please be cautious when using it and make sure that the only platform you wish to release on is iOS because that is very likely the decision you ARE making if you choose swift.

The language itself is a very nice language, the implications of it are what concern me.  Anything which impacts user/developer freedoms makes me concerned.
05 Jun 13:18

Uma lei com a idade mental do “Xou da Xuxa” e a idade moral do stalinismo ou do fascismo

by giinternet

Um lixo autoritário, apelidado de “Lei da Palmada”, foi aprovado nesta quarta no Senado, em votação simbólica, e seguirá agora para a sanção certa da presidente Dilma Rousseff. A madrinha do texto, que estava lá deitando seu proselitismo inteligente, é a apresentadora Xuxa. A gente sabe que ela ama as criancinhas. Bem, não sou político, né? Não dependo de voto nem preciso ficar bem com celebridades. Só tenho o compromisso de escrever aqui o que eu penso.

O Estatuto da Criança e do Adolescente já diz no nome as categorias que protege. Também há o Código Penal, que pode dar conta da conduta indevida dos pais ou dos responsáveis pela criança. Esse texto (íntegra aqui) só recebeu o apelido de “Lei da Palmada” porque, com efeito, um pai pode, sim, ser punido por dar um tapa do traseiro de seu filho. Trata-se de um notável mimo do autoritarismo, abraçado com entusiasmada ignorância por amplos setores da imprensa. Vamos ver o que a nova lei acrescenta ao Estatuto da Criança e do Adolescente:

Lei da Palmada

Como se nota, não se define aí o que é “castigo físico” ou “tratamento cruel ou degradante”, certo? Então é preciso cuidar disso. E a Lei então especifica:

Lei da Palmada 2

Ora, leitor amigo: um tapa na bunda “humilha” ou “ridiculariza” a criança? Quem vai definir isso? O que significa exatamente “humilhar”? Ou o que quer dizer, com precisão, “ridicularizar”? Ninguém sabe. Qualquer mãe, qualquer pai, qualquer pessoa encarregada da educação de uma criança estarão à mercê do juízo subjetivo do Conselho Tutelar ou de quem fizer a denúncia.

E se a denúncia for considerada procedente? Bem, aí entra o “estado soviético” para reeducar o cidadão. Vejam o que pode acontecer (sem prejuízo, claro!, de outras punições):

Lei da Palmada 3

A coisa para por aí? Não! A nova lei institui um verdadeiro regime persecutório. Vejam o Artigo 245. Se uma pessoa que exerce função pública deixar de comunicar às autoridades casos de que tenha conhecimento, poderá ser punida com multa de até 20 salários mínimos — ou o dobro se for considerado reincidente.

Lei da Palmada 4

Há algum funcionário público morando no seu prédio, leitor amigo? Se o seu moleque lhe der um chute na canela ou jogar pela janela o gatinho de estimação da irmã mais nova, não ouse dar um tapa da bunda dele. Limite-se a dizer: “O papai te ama. E a Xuxa também”.

Só para registro: nunca encostei um dedo nas minhas filhas. Oponho-me a qualquer forma de castigo físico, embora tenha levado, sim, alguns safanões da minha mãe — alguns deles, vejo hoje, até que merecidos. Não me fizeram mal nenhum. Não sou fumante, por exemplo, por falta de algumas chineladas no traseiro quando ela descobria os cigarros escondidos. Queriam o quê? Que ela me viesse com um tratado contra o câncer? As leis que temos são suficientes para punir pais violentos, sem que o estado se meta dessa forma estúpida nas famílias. A questão é de educação, ora bolas! Até porque cabe uma pergunta óbvia: se a proposta é que os pais eduquem seus filhos, ao invés de puni-los, por que o pai-estado opta por punir os adultos, em vez de educá-los? O estado recorre, assim, à palmada para punir a palmada???

Essa lei tem a idade mental do “Xou da Xuxa” e a idade moral do stalinismo e do fascismo.

05 Jun 00:25

O uso da Psicanálise no Aconselhamento Pastoral

by Augustus Nicodemus Lopes
Cresce o número de pastores que buscam formação na área de psicanálise. Qual o problema do chamado "evangelho terapêutico"? Será que Deus quer mesmo que eu seja sempre feliz, sem condições ou restrições? E o que dizer da chamada "autoestima"? Estes e outros pontos afins são discutidos no programa Academia em Debate desta semana. Assista aqui.



05 Jun 00:25

Para juristas, decreto de Dilma põe país na rota do bolivarianismo

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Na semana passada, sem alarde, a presidente Dilma Rousseff editou um decreto cujo objetivo declarado é “consolidar a participação social como método de governo”. O Decreto 8.243/2014 determina a implantação da Política Nacional de Participação Social (PNPS) e do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), prevendo a criação de “conselhos populares” formados por integrantes de movimentos sociais que poderão opinar sobre os rumos de órgãos e entidades do governo federal. Que uma mudança tão profunda no sistema administrativo e político do Brasil tenha sido implantada pelo Executivo com uma canetada é motivo de alarme — e o alarme de fato tocou no Congresso nos últimos dias. Para juristas ouvidos pelo site de VEJA, contudo, o texto presidencial não apenas usurpa atribuições do Congresso Nacional, como ainda ataca um dos pilares da democracia representativa, a igualdade (“um homem, um voto”), ao criar um acesso privilegiado ao governo para integrantes de movimentos sociais.

“Esse decreto diz respeito à participação popular no processo legislativo e administrativo, mas a Constituição, quando fala de participação popular, é expressa ao prever como método de soberania o voto direto e secreto. É o princípio do ‘um homem, um voto’. Mesmo os casos de referendo, plebiscito e projeto de iniciativa popular têm de passar pelo Congresso, que é, sem dúvida, a representação máxima da população na nossa ordem constitucional”, diz o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso.

“Sem dúvida isso é coisa bolivariana, com aparência de legalidade, mas inconstitucional. Hugo Chávez sempre lutou para governar por decreto. Nicolás Maduro, a mesma coisa. Isso está ocorrendo também na Bolívia e no Equador. É um movimento sul-americano esse tal constitucionalismo bolivariano, mas é algo que pugna pelo fortalecimento do Executivo, por uma ditadura e que prega a vontade dos detentores do poder. O problema desse constitucionalismo é que ele é um constitucionalismo que não é. Constitucionalismo pressupõe liberdade, Estado constitucional e vontade da lei, e não dos homens”, afirma Velloso.

Para o ex-ministro da Justiça Miguel Reale, o decreto é eleitoreiro: “Dilma ganha diálogo com os movimentos sociais e pode dizer ‘eu dei poder para vocês’”.

“É uma democracia pior que a Venezuela, uma balbúrdia, um caldeirão. É mais grave do que os governos bolivarianos da América do Sul, porque esse decreto reconhece que movimentos não institucionalizados têm o poder de estabelecer metas e interferências na administração pública. Qualquer um pode criar um organismo para ter interferência”, completa Reale. O jurista se refere ao fato de que o decreto, no inciso I do artigo 2o., traz uma definição de sociedade civil que compreende “os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados”.

Na avaliação do ministro Gilmar Mendes, do STF, a criação dos conselhos populares também abre espaço para dúvidas sobre a representatividade daqueles que serão responsáveis por discutir políticas públicas. “À medida em que essas pessoas vão ter acesso a órgãos de deliberação, surge a dúvida de como vão ser cooptados, como vão ser selecionados. Se falamos de movimentos sociais, o que é isso? Como a sociedade civil vai se organizar? O grande afetado em termos de legitimidade de imediato é o Congresso”, afirma. “Tudo que vem desse eixo de inspiração bolivariano não faz bem para a democracia.”

OAB
A Comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) analisa a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a medida. Ao site de VEJA, o jurista Valmir Pontes Filho, que preside a comissão, afirmou que o decreto é “realmente preocupante” porque “há várias indicações de conflito com a Constituição”.

“As discussões no Congresso de derrubada do decreto são utilíssimas porque o decreto não é tão aprimorado do ponto de vista redacional. Ele é muito confuso e há várias indicações de conflito com a Constituição. Esse exame preocupa todos nós. É um decreto polêmico e realmente preocupante”, disse Pontes.

No Congresso, dez partidos pressionam para que seja colocada em votação a urgência de um decreto legislativo para anular o texto presidencial. A frente esbarra, entretanto, na resistência do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que teme desagradar Dilma. Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Alves não quer comprar briga com o Palácio do Planalto às vésperas de inaugurar o novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante na segunda-feira – ao lado da presidente.

 

05 Jun 00:24

Da universalidade da teologia: fala, Poythress!

by Norma

Há quem fale sobre desenvolver teologias africanas ou latino-americanas como se essas teologias tivessem que recomeçar do zero para que sejam autênticas em suas respectivas culturas. Mas as verdades que a Reforma detectou na Bíblia são de fato verdades, o que significa que são verdadeiras e aplicáveis a todas as culturas do mundo. Pensar nas implicações para um novo contexto não significa desprezar os insights da Reforma. Da mesma forma, esse desprezo pelos frutos da teologia ocidental é uma espécie de etnocentrismo reverso, fomentando orgulho e isolamento nos cristãos do Terceiro Mundo. A unidade do corpo de Cristo não implica o isolamento de várias teologias locais, mas sim uma apropriação cultural cruzada, da Europa para a África, da África para a Ásia, da Ásia para a Europa etc. Se não, estaremos negando a unidade da fé (Ef 4.5). Cada verdade encontrada em cada contexto, se realmente for uma verdade, será universal.

Vern Poythress em In The Beginning Was The Word, depois de ter exposto o erro contrário, de imposição cultural na evangelização.

04 Jun 21:05

Segurança da Copa em crise: comandante abandona Batalhão de Grandes Eventos

by giinternet

Por Pâmela Oliveira, na VEJA.com:
Com black blocs prontos para tumultuar as ruas e uma multidão de turistas a caminho, o Rio de Janeiro sofreu uma baixa na equipe treinada para esse tipo de policiamento. A doze dias da Copa do Mundo, o Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE) perdeu seu comandante, o tenente-coronel Wagner Villares de Oliveira, à frente da unidade desde sua criação, em outubro de 2013. O oficial entregou o comando, na última sexta-feira, insatisfeito com as condições de trabalho e preocupado com o risco elevado de tumultos, no Estado que mais teve protestos ao longo de todo o ano passado.

Procurada pelo site de VEJA, a PM não explicou a razão da exoneração do tenente-coronel Villares. Em nota, afirmou que “trocas de comando fazem parte da rotina da Corporação”. Segundo a PM, o subcomandante do BPGE, tenente-coronel Heitor Henrique Pereira, que assumiu o comando, também está no Batalhão desde a sua criação. A troca, no entanto, não foi um procedimento de rotina. O “batalhão”, de fato, era apenas um grupo de policiais para o qual foi entregue uma missão e algum treinamento especial. Antes de receber este nome, eles eram apenas os “alfanuméricos”, identificados por letras e números nas fardas, para permitir que os casos de abusos nas manifestações fossem denunciados. O caso entra para a coleção de medidas de gabinete criadas mais para ter impacto na opinião pública do que resultados de fato.

Policiais ouvidos pelo site de VEJA relatam que Villares entregou o cargo contrariado com a falta de estrutura do batalhão, formado por cerca de 600 homens. A insatisfação é compartilhada com a tropa. No Facebook do BPGE, o descontentamento é claro. “Criado há oito meses com o nome Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos, o BPGE já está sendo chamado de Batalhão de Gente Estressada”, diz uma publicação.

Os problemas começam com a precariedade das instalações do batalhão, que ocupa de forma improvisada um galpão cedido pelo Batalhão de Choque, na Cidade Nova, na região central do Rio. O local, segundo homens que integram a unidade, não tem a estrutura necessária: tem apenas dois vasos sanitários, duas torneiras e um bebedouro – de onde sai, segundo um policial militar, uma “água esbranquiçada”, sem condições de consumo. “Os policiais são obrigados a se sentar no chão e esperar ser deslocados para as manifestações. Às vezes, passam oito, dez horas em pé acompanhando um protesto e, quando voltam para o batalhão, são obrigados a descansar no chão, jogados”, contou um policial ouvido pelo site de VEJA.

O excesso de horas trabalhadas é outro motivo de descontentamento. Os policiais fazem plantões de 12 horas e folgam 36, mas a intensa programação de protestos contra a Copa e de grevistas tem obrigado os homens a trabalhar por mais tempo – afinal, não podem abandonar uma manifestação antes do fim, mesmo se a carga horária tiver excedido as 12 horas. Além de atuar nos protestos, os homens do BPGE têm sido requisitados de forma frequente para reforçar o policiamento ostensivo em outros batalhões do Centro, Botafogo, Méier e Tijuca – áreas críticas para a Copa do Mundo. Nos bastidores, comenta-se que o empréstimo de soldados para outras unidades era um dos problemas que contrariavam o ex-comandante da tropa.

Alimentação
Os plantões extensos são, segundo os policiais, agravados pela falta de alimentação. Proibidos de se retirar dos locais determinados, os PMs deveriam receber lanches frios, que não vem sendo fornecidos. Um exemplo do problema foi relatado no Facebook do BPGE, no dia 23 de maio. Os agentes contam que, no dia anterior, estavam de plantão em frente ao Palácio Guanabara desde as 8h e só receberam água como suprimento. Diz um dos relatos: “Quando questionaram a oficial responsável pela tropa – uma capitã – em relação ao almoço ouviram como resposta: “Não f… Pergunte ao coronel”  e “Virem-se, vocês não estão em casa, aqui não tem comida para vocês”. Logo depois, ela entrou em uma viatura, ligou o ar e foi dormir. Após seis horas de espera, alguns PMs resolveram ir até uma pensão”.

No dia 13 de abril, dois após a reintegração de posse do terreno da Oi, no Engenho Novo, 120 policiais destacados para permanecer 12 horas no local e impedir que os invasores voltassem ao imóvel precisaram reclamar para receber um lanche. Fotos publicadas no Facebook mostram que o sanduíche, que fazia parte do kit, estava vencido. “Os PMs que resolveram comer descobriram que estava azedo”, diz o texto postado na rede social.

A exoneração do ex-comandante foi publicada no boletim interno da PM, no último sábado. Villares está na Diretoria Geral de Pessoal da PM, a “geladeira”, para onde são transferidos policiais momentaneamente sem função. O ex-subcomandante, tenente-coronel Heitor Henrique Pereira, assumiu o batalhão. Os policiais comentam que Villares era visto como um comandante que defendia a tropa e enfrentava o comando, mas foi vencido. Procurado pelo site de VEJA, o tenente-coronel se recusou a falar sobre os motivos da exoneração.

A PM negou que o batalhão funcione em um galpão, e informou que as instalações são as do extinto 1º BPM, dentro do Batalhão de Choque – atualmente em obras de adaptação. “Os policiais contam com alojamentos e camas novas”, diz a assessoria da corporação. Sobre as escalas de plantão, uma queixa dos policiais, a PM informa que “não há excessos na escala e nunca ultrapassa 12 horas de serviço”. Em resposta ao site de VEJA, a Polícia Militar também negou que haja problemas de alimentação.

04 Jun 21:04

Ditadura petista: presidente da Câmara cuida da própria campanha e ignora o país

by giinternet

Henrique Eduardo Alves (PMDB), presidente da Câmara e candidato ao governo do Rio Grande do Norte, decidiu que não vai colocar em votação, em regime de urgência, proposta de decreto legislativo que susta o famigerado decreto 8.243, da presidente Dilma Rousseff, aquele que atrela a administração pública federal ao PT por intermédio de conselhos populares formados pelos ditos “movimentos sociais”, que são controlados pelo partido. É que o digníssimo deputado está mais preocupado com a sua candidatura ao governo do Rio Grande do Norte do que com o país. Na próxima segunda, Dilma visita seu Estado. Vai fazer proselitismo no aeroporto São Gonçalo do Amarante. É aquele que foi inaugurado sem a regulamentação da alfândega, o que o impede de operar voos internacionais.

Indagado sobre o motivo de não dar ao decreto legislativo tratamento de urgência, ele resolveu ter um chilique e se comportar como o ditador da Câmara, segundo informa a VEJA.com: “Não, [o decreto legislativo] não está pautado. Não vou pautar agora”. E ele disse o motivo “Porque eu não quero”.

Dez partidos entraram com o pedido de urgência para votar o decreto: DEM, PPS, PSDB, Solidariedade, PR, PV, PSD, PSB, Pros e PRB. Juntos, somam 238 deputados. Para que um decreto legislativo seja aprovado, são necessários 257 votos — metade mais um dos 513 deputados.

Dilma decidiu criar a sociedade civil por decreto, o que é um delírio típico de ditadores. Caso o conteúdo do texto prospere, os petistas passarão, digamos assim, a ser sócios do poder sem precisar nem mesmo vencer as eleições.

Com efeito, a Constituição permite mecanismos de consulta direta à população e estabelece três formas: plebiscitos, referendos e emendas de iniciativa popular. Não há nada no texto constitucional que determine que o país será governado em parceria com conselhos populares. A representação, segundo a Carta, se dá por intermédio do Parlamento. Em entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, nesta quarta, Rubens Bueno, líder do PPS, afirmou que, se Alves não puser em votação a proposta de Decreto Legislativo, os que se opõem à absurda iniciativa de Dilma passarão a obstruir a pauta da Câmara.

Texto atualizado às 23h