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20 Jun 01:16

US Supreme Court makes the right decision to nix Alice Corp. patent, but more work needed to end software patents for good

The FSF, Software Freedom Law Center (SFLC), and Open Source Initiative (OSI) had co-filed an amicus curiae brief in the case, stating their position that software on general-purpose computers is not patentable.

"Today's ruling is an important and meaningful step in the right direction, but the Court and Congress must go further," said Zak Rogoff, a campaigns manager at the FSF.

Software patents force software developers, especially those who write free software, to navigate a minefield of spurious legal claims. The number of software patents has ballooned as software companies have scrambled to amass arsenals of patents to threaten each other, as in the recently exposed aggression by Microsoft against Google over smartphone patents.

In the case ruled on today, Alice Corp. had claimed a patent for an unoriginal idea, simply because it was implemented in software to run on a computer.

FSF executive director John Sullivan lauded the Supreme Court for recognizing this: "For years, lawyers have been adding 'on a computer' to the end of abstract idea descriptions to try and turn them into patents, much like kids have been adding 'in bed' to the end of their fortune cookies to try and make new jokes. We're pleased to see the Court reject this attempt and send a signal to others."

For decades, the FSF has argued that it is impossible to solve the problem of software patents by getting individual software patents struck down. The FSF will continue to work for their complete abolition, and participate actively in future legal decisions. Those wishing to become involved in the grassroots movement against software patents can get started with the FSF-hosted End Software Patents project and its prominent wiki. An analysis of the Supreme Court's ruling is currently underway on the wiki and open for public participation.

Sullivan added, "Software patents are a noxious weed that needs to be ripped out by the roots. Too many organizations are clamoring for 'reform,' thinking they can trim the weed into a Bonsai. The FSF is one of the few organizations working for the only real solution. Software on general-purpose computers is not patentable, period."

About the Free Software Foundation

The Free Software Foundation, founded in 1985, is dedicated to promoting computer users' right to use, study, copy, modify, and redistribute computer programs. The FSF promotes the development and use of free (as in freedom) software -- particularly the GNU operating system and its GNU/Linux variants -- and free documentation for free software. The FSF also helps to spread awareness of the ethical and political issues of freedom in the use of software, and its Web sites, located at fsf.org and gnu.org, are an important source of information about GNU/Linux. Donations to support the FSF's work can be made at https://donate.fsf.org. Its headquarters are in Boston, MA, USA.

Media Contacts

Zak Rogoff
Campaigns Manager
Free Software Foundation
+1 (617) 542 5942
campaigns@fsf.org

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20 Jun 01:16

Efeito Cantalice: multiplicam-se ameaças de agressão e morte depois de lista negra de jornalistas elaborada pelo PT. É o ódio no poder!

by giinternet

Desde que o sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e pessoa responsável pelas redes sociais “do” (sic) partido pôs meu nome numa lista negra, que inclui outros jornalistas, multiplicaram-se as ameaças de morte e de agressão. Eu as estou guardando para entregar à polícia. Um caso, no entanto, merece destaque. Este que vai abaixo é obsessivo. A mensagem segue com IP e com e-mail — que não sei se é verdadeiro. O analfabetismo do rapaz não impede que a gente perceba as suas intenções.

ameaça Wagner

Cantalice pode ficar orgulhoso: a patota nas “redes sociais” que ele coordena é muito obediente.

 

20 Jun 01:15

Colunista da Folha e do Globo confunde humorista do “Zorra Total” com Felipão

by giinternet

Sósia e Felipão

Por Patrícia Campos Mello, na Folha:
O colunista da Folha Mário Sergio Conti confundiu Wladimir de Castro Palomo (na foto, à esquerda), sósia do técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, com o próprio Felipão (à dir.). Em voo do Rio de Janeiro para São Paulo, na quarta (18), Conti conversou com Palomo sobre futebol e publicou reportagem no site da Folha como se tivesse entrevistado o técnico.

“Não houve maldade, em nenhum momento eu disse que era o Felipão ou que estava dando entrevista”, justificou Palomo para a Folha. “Eu achei que ele tinha entendido que eu era o sósia do técnico quando dei meu cartão, em que está escrito sósia”. (leia abaixo)

“Eu adoraria ser o sósia e homônimo do Mario Sergio Conti dando essa entrevista para você agora”, afirmou Mario Sérgio. Muita gente havia pensado que o colunista estava fazendo piada em seu texto, que foi publicado também no site do jornal “O Globo”, já que ele escreveu no final que o suposto Felipão havia dado o cartão de sósia. Mas não era. Conti achou que era uma brincadeira do próprio Felipão.

“Foi um erro, eu achei que era o Felipão; mas não houve má-fé e pelo menos esse erro não prejudicou ninguém, nem influenciou a eleição ou derrubou a Bolsa”. Conti tampouco achou insólito Neymar e Felipão estarem em um avião de carreira, já que estavam de folga.

Um dos trechos considerados implausíveis foi aquele em que o suposto Felipão critica a zaga da seleção, já que esse é considerado um dos pontos fortes do time brasileiro.

Palomo participa do programa de humor “Zorra Total”, na TV Globo. “E eu sou bem mais baixo que o Felipão e não tenho sotaque gaúcho”, disse Palomo, que é aposentado, tem 54 anos e é corintiano. Ele estava no avião acompanhado pelo sósia de Neymar, que também havia participado do “Zorra Total”.

“Fiquei batendo papo e dei as minhas opiniões; não fingi que era o Felipão, mas, afinal, todo brasileiro se acha técnico da seleção”, disse Palomo.
*
Leia abaixo a íntegra do texto publicado pela Folha nesta quarta-feira (18) e o Erramos

“O problema do Brasil é a zaga”, diz Felipão
Neymar e Luiz Felipe Scolari foram os últimos passageiros a embarcar no avião, às 17h30 de ontem. Como voo da ponte-aérea, do Rio para São Paulo, estava lotado, ambos se espremeram em poltronas entre passageiros, Felipão na 25E e Neymar na fileira da frente.

“Vê se dorme, moleque”, disse o técnico ao jogador. Neymar desligou o celular, mas não dormiu, apesar de apenas um passageiro ter-lhe pedido um selfie durante o voo. Tampouco Felipão pregou o olho. Um tanto apreensivo com o céu carregado, ele respondeu de bom grado tudo que lhe foi perguntado.

“Acho que, até agora, os melhores times foram a Holanda e a Alemanha”, disse. “Eles vão dar trabalho. A Itália também. Ela sempre chega às semifinais. É como o Brasil: tem tradição, empenho, torcida”.

O zero a zero com o México não o abalou: “Pode ter sido até positivo, na medida em que jogou um pouco de água fria no oba-oba, na ideia de que é fácil ganhar uma Copa”. Num campeonato de nível tão alto, ele acha imprevisível fazer prognósticos. “Quem diria que a Espanha sairia da Copa logo de cara?”, indagou.

O mesmo raciocínio ele aplica à seleção sob a sua responsabilidade. “O Oscar fez uma excelente partida na estreia, mas não foi bem no segundo jogo”, disse, mastigando um salgado de gosto insosso. “O Neymar foi bem, mas não teve a genialidade da partida anterior. São coisas que acontecem. E quem esperaria que o goleiro mexicano defendesse todas?”

“Felipão concordou com o raciocínio que Neymar parece mais centrado agora do que antes, não se joga tanto no chão nem faz demasiado teatro:”

“É verdade, ele está mais objetivo. Mas pode melhorar ainda mais. Não dá para apressar muito esse processo: ele é muito moço, tem que aprender as coisas na prática”. Mas não tem dúvidas: “se tivéssemos três como ele, ao Copa seria uma tranquilidade”.

O avião deu solavancos e o técnico comentou: “isso sim é que é um especialista, repare como o piloto conduz o avião com mão firme, fazendo mil coisas ao mesmo tempo”. O que seria mais difícil: pilotar um avião ou a seleção nacional? “Não tem comparação, avião é muito mais difícil. O piloto lida com vidas humanas, é responsável por elas. Se a seleção perder, será muito triste para o Brasil, para os jogadores, a minha família e eu. Mas ninguém corre risco de morte”.

Felipão se disse satisfeito com o ambiente geral da Copa. Não esperava que tantos mexicanos e chilenos viessem, nem que as torcidas se confraternizassem. “Até os argentinos estão se dando bem com os brasileiros. Pelo menos até agora”. Disse que os estádios são bons e a organização dos jogos funciona. “E te digo: tive dúvidas, mas os aeroportos onde estive até agora estão uma maravilha”.

Contou que ninguém do governo o procurou, em momento algum. E ouviu com agrado o relato de meu encontro recente com um ministro, seu fã atilado. “Pelo que ouço dizer, o governo está torcendo pela seleção, e a oposição nem tanto”, disse. “Acho uma bobagem misturar futebol e política. Eu mantenho essa separação custe o que custar, não dou uma palavra sobre política”. Os xingamentos A Dilma no jogo de abertura, portanto, não lhe dizem respeito.

Perguntado se lia comentários de especialistas nos jornais, ou ouvia o que diziam na televisão, Scolari sorriu: “Até papagaio fala”. Ao ouvir os nomes de alguns, ex-jogadores e ex-técnicos, repetiu, divertido: “Papagaio fala!”.

Felipão terminou de tomar a caixinha de suco de laranja e se se explicou melhor: “os comentários são necessariamente frios, distantes. A experiência de jogar no Maracanã lotado, de cobrar um pênalti, de ouvir vaias, são coisas que mexem com o jogador, com o indivíduo. Não é questão de aplicar uma receita”. Para ele, as variáveis envolvidas numa partida são inúmeras, não é possível reduzi-las ou quantifica-las.

Deu como exemplo a seleção da Alemanha: “Ela está na Bahia, no sol, entre mulatas lindas. Claro que isso os influencia”. Felipão riu7 de novo: “Desconfio que alguns deles nem voltarão para a Alemanha”.

Se não acompanha os comentaristas da imprensa, ele está ciente de dificuldades táticas e de entrosamento na seleção. “O principal problema é a zaga”, disse. “Ela cai para o lado, quando deveria ir em frente, buscar o jogo lá na frente”.

O que mais o irritou até agora foram os boatos, divulgados pela imprensa europeia, que o Brasil já ganhou a Copa, já que a Fifa teria orientado juízes a facilitarem a vida da seleção. “Mais que um absurdo, é um desrespeito. Você imagina comprar a Itália, a Alemanha? Isso não existe”. O avião sobrevoava São Paulo, coberta por nuvens. “É como descer a serra de Santos com um nevoeiro fechado, sem enxergar nada”, disse. “Esse comandante sabe tudo”.

Neymar e o técnico tinham participado da gravação do programa “Zorra Total”, no Projac, o estúdio da Globo em Jacarepaguá. “Não gosto de passar muito tempo longe de São Paulo: veja que cidade interessante”, apontou.

Felipão estava curioso em saber como seu filho se saíra numa prova naquele dia. Ele estuda Economia nas Faculdades São Judas Tadeu, e pegara uma recuperação. “Mas o garoto vai bem, é estudioso”.

Perguntei se toparia dar uma entrevista ao programa “Diálogos”, da GloboNews. “Claro, vamos lá. Só que ando meio ocupado…”, disse, rindo. Pegou sua carteira, tirou um cartão de visitas e me entregou, afirmando: “Mas isso pode te ajudar por enquanto”.

O cartão de visitas dizia: “Vladimir Palomo – Sósia de Felipão – Eventos”. Depois das gargalhadas, apertou a mão e disse: “Deus te proteja”.

*
Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha

Diferentemente do que foi publicado no site da Folha, o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, não falou com o colunista Mario Sergio Conti.

Quem falou ao jornalista foi um sósia do treinador, Vladimir Palomo.

Felipão não estava em um voo do Rio para São Paulo. Ele passou o dia em Fortaleza.

O texto também foi publicado pelo site do jornal “O Globo”, do qual Conti é colunista.

Mario Sergio Conti pede desculpas a Scolari, a Palomo e aos leitores pela confusão.

20 Jun 01:14

Associação Paulista do Ministério Público ignora os fatos e reage, de modo absurdo, ao boato. Aguardo a prova ou o pedido de desculpas!

by giinternet

Vamos lá. Escrevi, como vocês sabem, dois textos sobre a possibilidade de o Plano Diretor da cidade de São Paulo ser ou não emendado. Também comentei o assunto na Jovem Pan. Discordei, discordo ainda, da tese defendida pelo promotor José Carlos de Freitas. Não vou repisar argumentos porque os links estão aí para os interessados.

Muito bem! Eis que sou surpreendido por uma “Nota de repúdio ao colunista Reinaldo Azevedo”, assinada pela diretoria da Associação Paulista do Ministério Público. Estranhamente, a nota sai com a data de “10 de janeiro de 2014”. Salvo melhor juízo, hoje é 19 de junho. Vai ver alguém, inadvertidamente, pegou do arquivo um modelo de nota de repúdio e simplesmente fez um “cópia-cola”. É a hipótese virtuosa não para a data errada, mas para os despropósitos que ela contém. A hipótese não virtuosa é pura e simplesmente a intolerância com a crítica.

Vamos lá. Segue a nota em vermelho, com comentários meus em azul.

A Associação Paulista do Ministério Público (APMP), entidade que representa Promotores e Procuradores de Justiça do Estado de São Paulo, da ativa e aposentados, vem a público refutar e repudiar as declarações feitas pelo colunista Reinaldo Azevedo nesta quarta-feira, 18/06/2014, em seu blog hospedado no site da revista Veja, contra o Promotor de Justiça José Carlos de Freitas e o Ministério Público do Estado de São Paulo.
Em primeiro lugar, não faço “declarações”. Não sou autoridade. Faço jornalismo de opinião com base em informação. O doutor José Carlos de Freitas interpreta de um determinado modo os parâmetros legais para a consulta pública e para a emenda de vereadores no caso do Plano Diretor. O meu ponto de vista é divergente. Mas sigamos.

O direito à livre imprensa é fundamental no estado democrático de direito. A divergência de opinião, saudável e necessária. Por acreditar nisso, o Ministério Público, em São Paulo e em todo o país, sempre lutou por essas garantias. E foi exatamente pelo seu papel de relevância na redemocratização do país, na elaboração de nossa Constituição e na defesa da cidadania que jornalistas como Reinaldo Azevedo têm, hoje, direito e espaço para opinar.
Epa! Uma ova! Aí não! O que garante o meu direito de dizer o que penso são os artigos 5º e 220 da Constituição. Eu desafio — e desafio mesmo! — qualquer membro da diretoria da associação a demonstrar que lutou mais pela democratização do país do que eu. Tenho 52 anos. Não sei a idade dos doutores. Alguns ainda deveriam estar fazendo cocô na fralda quando eu estava tomando porrada e quando, ainda moleque, tive de enfrentar os “hômi”.

Não venham pra cima de mim com essa cascata. Eu não devo o meu direito de dizer o que penso a ninguém — a não ser às conquistas da sociedade brasileira, da qual faço parte, com direito de opinar, de dizer o que penso. E eu penso, no caso em questão, que o doutor José Carlos de Freitas está errado. Eu expliquei os motivos. Expus meus argumentos. Não o agredi em nenhum momento e, de novo, desafio a associação a provar o contrário.

Porém, nada autoriza a veiculação de agressões e ofensas gratuitas, e pior, com acusações infundadas e injustas. Não se pode tratar um agente público, que trabalha pela e para a população, de tal maneira. Não se podem permitir ataques baixos e grosseiros contra uma das instituições mais respeitadas de São Paulo e do Brasil. E, particularmente, contra um colega Promotor de Justiça cuja conduta prima pela seriedade, responsabilidade e qualidade do trabalho desenvolvido.
Cadê a “agressão”? Cadê a “ofensa gratuita”? Cadê a “acusação”? É preocupante quando uma associação — que, sei, não é o Ministério Público — composta de pessoas, sem dúvida, com razoável poder faz afirmações destrambelhadas como essas. O que a entidade entende por “agressão”, “ofensa gratuita” e, sobretudo, “acusação” — que remete, no mais das vezes, à área criminal?

Conheço muito bem, doutores, o espírito de pessoas que defendem a liberdade de imprensa desde que ela não seja exercida. Como já disse Rosa Luxemburgo quando descobriu que, em nome da liberdade e da revolução, Lênin mandaria às favas a Assembleia Constituinte, “Liberdade é, apenas e exclusivamente, a liberdade dos que pensam de modo diferente”. E eu penso de modo diferente do dr. José Carlos. Qual é o ponto?

Vamos ver. No meu primeiro texto a respeito, num dado momento do artigo, escrevi:

vigaristas democracia diretaMuito bem! Será que eu estava a chamar, por via indireta, José Carlos e o MP de vigaristas? Já esclareci a questão no segundo texto, a saber:

vigaristas democracia direta dois

Reitero: não preciso ser oblíquo com ninguém. Quando quero dizer, digo. Se acho que posso arcar com as consequências, faço. Se acho que não, também me poupo da ilação covarde. Chamei, chamo e chamarei de vigaristas todos aqueles que pensam mecanismos de democracia direta como substitutos da democracia representativa e dos partidos. É vigarice intelectual. Não escrevi que José Carlos faça parte dessa grei..

A nota vem a público depois desse meu segundo texto, quando essa questão já estava vencida. Tomo cuidado para escrever as coisas. Fui consultar as leis. Fiz até uma correção na carta enviada por José Carlos à Câmara, quando a Constituição Federal foi erroneamente citada em lugar da Estadual. Não tem gravidade nenhuma. Só o fiz por apreço à precisão, nada mais.

Sim, eu e José Carlos discordamos. E ele deve saber que colegas seus discordam dele também. Outros concordam. Colegas meus discordam de mim. É do jogo. A violência retórica da nota é absurda. Vai ver deriva do fato de que foi redigida em janeiro…

Por tudo isso, a APMP avaliza e defende a atuação do Promotor de Justiça José Carlos de Freitas e condena com veemência a postura lamentável do colunista Reinaldo Azevedo com relação ao colega e ao Ministério Público.
São Paulo, 10 de janeiro de 2014
Diretoria da Associação Paulista do Ministério Público

“Postura lamentável” é emitir uma nota no piloto automático, muito provavelmente sem conhecimento até do que estava em debate. O arquivo do blog está à disposição. Vejam lá o que escrevi sobre a PEC 37, que trata do poder de investigação do Ministério Público, por exemplo — e não que eu ache que o texto constitucional seja exatamente claro a respeito. Mas prefiro o MP com poder de investigação. Mesmo com todos os exageros — e há muitos, como os vazamentos, que, às vezes, demonizam pessoas que sabemos, depois, inocentes —, ainda é melhor que conserve essa prerrogativa.

A associação errou de alvo. A nota traduz uma tentativa de intimidação. Os doutores conhecem a parceria de longa data entre imprensa e MP — em qualquer esfera. Os dois, como chamarei?, entes atuam juntos — de forma, entendo eu, às vezes viciosa. Na esmagadora maioria das vezes, a imprensa faz uma avaliação positiva do MP, até porque, insisto, há uma evidente colaboração.

Basta, no entanto, que um jornalista ouse discordar para ser alvo de uma nota como essa? Ora, tenham a santa paciência!

Quero aqui inverter a formulação da associação. Não! Eu não devo meus direitos fundamentais ao Ministério Público. Se existe alguma relação de dívida, é o contrário: o MP é que deve à mobilização de gente como eu as prerrogativas de que continua a desfrutar.

Não dou conselho, não, senhores! Apenas expresso um ponto de vista: não queiram ser maiores do que os cidadãos e do que a cidadania. Entre as prerrogativas do Ministério Público, particularmente de uma associação de promotores, não está atribuir ao outro aquilo que ele não disse.

Se o Ministério Público e um promotor não podem conviver com a crítica que fiz, aceitam que tipo de contestação, que tipo de debate? Não me repudiem, não, doutores! Se tiverem antes o bom senso de me ler, garanto que será melhor para a verdade dos fatos. Aguardo uma resposta da associação: cadê as ofensas? Se não encontrar, aguardo o pedido de desculpas. Se não vierem nem uma coisa nem outra, aí, dizer o quê? 

19 Jun 18:20

US Supreme Court rules against software patents

by corbet
In April, LWN reported on the case of Alice Corp. v. CLS Bank International, which addresses the issue of whether ideas implemented in software are patentable. The ruling [PDF] is now in: a 9-0 decision against patentability. "We hold that the claims at issue are drawn to the abstract idea of intermediated settlement, and that merely requiring generic computer implementation fails to transform that abstract idea into a patent-eligible invention."
19 Jun 15:40

Debian switching back to Glibc

by corbet
Aurelien Jarmo reports that the Debian Project is switching back to the GNU C Library and will no longer ship the EGLIBC fork. The reason is simple: the changes in the Glibc project mean that EGLIBC is no longer needed and is no longer under development. "This has resulted in a much more friendly development based on team work with good cooperation. The development is now based on peer review, which results in less buggy code (humans do make mistakes). It has also resulted in things that were clearly impossible before, like using the same repository for all architectures, and even getting rid of the ports/ directory."
19 Jun 15:40

30 years of X

by corbet
The X.Org Foundation reminds us that the first announcement for the X Window System came out on June 19, 1984. "The X developers have pushed the boundaries and moved X from a system originally written to run on the CPU of a VAX VS100 to one that runs the GUI on today's laptops with 3D rendering capabilities. Indeed, X predates the concept of a Graphics Processing Unit (GPU) as we currently know it, and even the company that popularized this term in 1999, Nvidia." Congratulations to one of the oldest and most successful free software projects out there.
19 Jun 15:40

X Window System Turns 30 Years Old

by timothy
An anonymous reader writes "One of the oldest pieces of the Linux desktop stack still widely in use today is the X Window System that today is commonly referred to as X11 or in recent years the X.Org Server. The X Window System predates the Linux kernel, the Free Software Foundation, GCC, and other key pieces of the Linux infrastructure — or most software widely-used in general. Today marks 30 years since the announcement of X at MIT when it was introduced to Project Athena." X wasn't new when I first saw it, on Sun workstations the summer before I started college. When did you first encounter it?

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19 Jun 13:47

Lula decide isolar Dilma da campanha de… Dilma!

by giinternet

Por Andréia Sadi e Valdo Cruz, na Folha:
A ausência do assessor mais próximo da presidente Dilma Rousseff numa reunião dos coordenadores da sua campanha à reeleição, em São Paulo, gerou mal-estar no Palácio do Planalto, criando ruído entre aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua sucessora. Ex-chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo não participou de um encontro de Lula com coordenadores da campanha petista há cerca de dez dias, realizado logo após reunião do Instituto Lula em cerca de 30 pessoas discutiram a conjuntura econômica. Lula aproveitou a presença dos coordenadores da campanha de Dilma para tratar de assuntos da eleição presidencial em seguida.

A ausência de Giles Azevedo, fiel escudeiro da presidente que deixou o governo em abril para participar do comando da campanha, não agradou à presidente Dilma, informada do encontro depois que ele foi realizado. Participaram da reunião com Lula o presidente do PT, Rui Falcão, o tesoureiro da campanha, Edinho Silva, o ex-ministro Franklin Martins e o marqueteiro João Santana. Interlocutores de Dilma acham que Lula isolou Azevedo para discutir à vontade mudanças que julga necessárias na campanha. Nas palavras de um auxiliar da presidente, Azevedo representa “os olhos e ouvidos de Dilma” no comando da campanha. Petistas ligados a Lula confirmaram o mal-estar, mas buscaram contemporizar argumentando que a reunião não estava agendada oficialmente. Lula teria apenas aproveitado presença dos peetistas para “pacificar” divergências que os separam.
(…)

 

19 Jun 13:45

Worldcup: Brazil 3×1 Croatia, Pisa:…

by Eduardo Maçan
19 Jun 13:45

Em entrevista a blogueiros puxa-sacos, Gilberto Carvalho nega que só leitores do Reinaldo Azevedo e de mais oito “Homens Maus” tenham vaiado e xingado Dilma. Huuummm… Mas ele nos acusa, sim, de corromper o povo. Ah, se pudesse nos obrigar a tomar cicuta…

by giinternet
Carvalho: é petista, mas está longe de ser burro. Tiro no pé, ele percebeu, é culpas os... brancos!

Carvalho: é petista, mas está longe de ser burro. Tiro no pé, ele percebeu, é culpar os… brancos!

Ah, então Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, não concorda com Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, e com os blogueiros “progressistas” como um táxi? Também não concorda com o próprio Luiz Inácio Lula da Silva? Segundo todos esses luminares do pensamento, quem vaiou e xingou Dilma no Itaquerão foi a “elite branca de São Paulo”, que “não tem calos nas mãos”. Como se Lula os tivesse. No máximo, tem a mão peluda. Com calo, não!

Carvalho se encontrou com os chamados “blogueiros de esquerda” e com ativistas — vocês sabem, aquele pessoal que pensa com a independência que lhes conferem os anúncios das estatais, do governo federal e das gestões petistas — no Palácio do Planalto. Muito mais esperto do que Cantalice — afinal, o vice-presidente do PT é um amador nas artes em que Carvalho é profissional — e capaz de refletir (ainda que reflexões, a meu ver, malignas), coisa estranha a seus entrevistadores, o ministro os deixou um tantinho perplexos:

“Me permitam, pessoal, no Itaquerão não tinha só elite branca, não. Não fui pro jogo, mas estive ao lado [do Itaquerão], numa escola (…), fui e voltei de metrô. Não tinha só elite no metrô. Tinha muito moleque gritando palavrão dentro do metrô que não tinha nada a ver com elite branca”

Vai ter jornalista praticando suicídio! E mais:
“A coisa desceu. Isso foi gotejando, de água mole em pedra dura, esse cacete diário de que inventamos a corrupção, de que nós aparelhamos o Estado brasileiro, de que somos um bando de aventureiros que veio aqui para se locupletar, essa história pegou. Na elite, na classe média, e vai gotejando, vai descendo. Porque não demos o combate, não conseguimos fazer o contraponto.”

Mas calma! Carvalho continua Carvalho:
“Nós não fizemos o debate na mídia pra valer; nós passamos esse tempo todo com uma pancadaria diária que deu resultado. E que resulta no palavrão para a Dilma”.

Retomo
Vejam bem: assim como Cantalice e Lula, Carvalho também acredita que é tudo culpa da mídia. O vice-presidente do PT já escolheu os nove primeiros que devem tomar cicuta: Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Diogo Mainardi (será executado por Carta Rogatória), Demétrio Magnoli, Lobão, Guilherme Fiúza, Arnaldo Jabor, Marcelo Madureira e Danilo Gentili. A lista do ministro, suponho, deve ser um pouco maior.

A diferença entre eles, ligeira, é que Cantalice acha que os que vaiaram e xingaram são os leitores, ouvintes e telespectadores dessa “Gangue dos Nove”. Carvalho já acredita que a “elite reacionária” para a qual falamos começou a contaminar o povo — começou a “descer”, no seu linguajar. É isto: a exemplo de Sócrates, fazemos mal à comunidade.

Em qualquer caso, a mídia, obviamente, é culpada, e nisto, certamente, todos estão de acordo: é preciso fazer alguma coisa com essa gente asquerosa. O ministro acha que eles (o “nós” dele) não fizeram “o debate na mídia”. Sei lá o que é fazer o debate. Entendo que, ao falar “nós”, ele englobava os interlocutores, aquela gente chapa-branca que estava lá para receber as palavras de ordem.

É verdade! Os áulicos não fizeram o debate porque estavam ocupados demais ofendendo pessoas. Vejam o escarcéu que fizeram com o texto sujo de Cantalice. Acharam que estavam marcando um “golaço” ao lançar o nome de nove jornalistas no esgoto bem remunerado em que circulam. Resultado?

Foi contraproducente. Não tivesse dado pau por excesso de acessos, meu blog teria atingido ontem 1,3 milhão de visitas NUM ÚNICO DIA. Mesmo ficando quase todo o dia fora do ar, foram 411.088; no dia anterior, 417.433. A resposta que dei ao sr. Cantalice mobilizou muita gente. Isso, sim, é tiro no pé.

A coisa toda chegou a ser engraçada: derrubamos o site do PT e sem cometer crime nenhum! Publiquei aqui o link para a íntegra do vomitório de Cantalice. Foi tal o número de acessos por lá que caiu a página dos companheiros.

Os nove que o PT decidiu entregar à malta pensam a mesma coisa? Quem os lê e os ouve sabe que não. Não formam um grupo. O que têm em comum? Só o ódio que o PT nutre por eles os une. Porque todos têm um defeito insuportável para essas almas totalitárias: falam o que pensam. E o terror dos totalitários não é haver uma grande massa que os conteste. Com isso, eles sabem lidar: passam fogo e pronto! Assim fizeram seus congêneres no passado. Eles temem mais é a resistência individual. Veem em cada pessoa que contesta, em cada pessoa que diz “não”, o sinal de sua falência. Porque precisam da unanimidade. E isso não terão.

Não gosto de quase nada do que Carvalho pensa, mas lhe faço um elogio: ele… pensa! Não está entre os cabeças de bagre do PT. Eu o conheço bem de Santo André. Ele também me conhece. Está é com receio do estádio Mané Garrincha, na segunda, no jogo da Seleção Brasileira contra a de Camarões. Essa história de “elite branca” deixou muita gente irritada. À diferença do que diz o PT e repetem seus áulicos, o efeito da campanha de hostilização dos torcedores foi contraproducente. Não custa lembrar que Dilma foi impedida de discursar nesse mesmo estádio na Copa das Confederações.

Em suma, todos eles querem acabar com esse negócio de imprensa livre. A diferença é que o inteligente Gilberto Carvalho pretende nos acusar de corromper o povo com o nosso elitismo e reacionarismo — se puder, obriga a gente a tomar cicuta. Já os estúpidos acreditam que, se partirem para um confronto de classes, o PT sairá ganhando. As cavalgaduras, inclusive as que conversavam com Carvalho, ainda não perceberam que o segredo do poder petista reside na conciliação de classes. A CAMPANHA DO ÓDIO É DO TEMPO EM QUE O PT NÃO ELEGIA NINGUÉM.

Ou Dilma não decidiu ontem comprar o apoio de parte do empresariado com migalhas? Como não tem política eficiente a oferecer, resta-lhe abrir o cofre.

19 Jun 13:45

O feriado micado de Haddad: Há três anos cantei a bola. Leiam

by giinternet

Não é por nada, não, mas leiam trecho de um post que publiquei aqui no dia 20 de setembro de 2011, há quase três anos. Volto em seguida.

Miriam Belchior

Pois bem. Agora leiam trecho de reportagem da Folha. Volto em seguida:
Após sofrer derrota na Câmara que barrou o feriado na segunda-feira (23), o prefeito Fernando Haddad (PT) decidiu que o rodízio de veículos nesse dia, para placas com finais 1 e 2, será das 7h às 20h. A lei que estabelece o rodízio na cidade não menciona horários. Porém, decreto de 1997 estipulou a restrição das 7h às 10h e das 17h às 20h de segunda a sexta-feira. A decisão é uma tentativa de evitar congestionamento como o da terça (17), quando a capital teve 302 km uma hora antes do jogo entre Brasil e México, em Fortaleza.

Na próxima segunda, além do jogo do Brasil contra Camarões, às 17h, em Brasília, haverá a volta do feriado e a partida entre Holanda e Chile no Itaquerão, às 13h. Além disso, às 15h, foi marcado um protesto na av. Paulista contra a tarifa de ônibus. O plano municipal inclui a ampliação do horário de funcionamento das faixas exclusivas de ônibus para todo o período diurno e para o início da noite, das 6h às 21h. “Todas as faixas ficam com uso restrito para ônibus e o rodízio também fica valendo para o dia todo”, afirmou o prefeito, segundo qual ainda será decretado na segunda ponto facultativo para todos os servidores municipais. A prefeitura fará também uma campanha nas rádios para estimular a população a dar carona, utilizar o transporte público e evitar deslocamentos sem necessidade.

O governo estadual também deve decretar ponto facultativo na segunda-feira, mas só no período da tarde. O metrô terá esquema especial de funcionamento, com o uso de mais trens. A base governista não conseguiu quórum para votar a lei que autorizava o prefeito a decretar feriados. Haddad chegou a convocar uma entrevista coletiva, confiante na vitória da proposta. O município havia entrado em contato com a liderança na Câmara e até com o governo de Geraldo Alckmin (PSDB), que sinalizou ser favorável ao feriado, apesar de os vereadores tucanos terem se posicionado contra. Com a manobra da oposição e a base aliada rachada, os petistas não conseguiram ter 28 vereadores para a votação em três sessões, mesmo com a presença de mais de 40 parlamentares. Entre as baixas na base, houve vereadores do PR, DEM, PTB, PMDB, PSD e PV, que normalmente votam com a bancada do prefeito.
(…)

Retomo
Haddad é mesmo um político encantador. Quando ele é contrariado, sai distribuindo punições. E tem especial predileção por prejudicar a vida dos motoristas. Por que os que tiveram, então, a má sorte de não circular na segunda vão ter o rodízio ampliado — de sorte que a lei deixará de ser isonômica? Ora, porque ele quer. É o jeito de manter esses motoristas em casa — não deixa de ser a sua versão do toque de recolher.

A única coisa que me consola é saber que, quanto mais Haddad é Haddad, mais os paulistanos sabem que o prefeito da cidade é… Haddad.

19 Jun 05:19

O Plano Diretor de SP, o direito que têm os vereadores de emendar o texto e uma resposta a José Carlos de Freitas, promotor de Justiça

by giinternet

Atenção, caros! Terei de fazer uma pequena reconstituição para que vocês entendam o e-mail que me mandou o promotor de Justiça José Carlos de Freitas. Vamos ver.

Escrevi um post ontem sobre o Plano Diretor da Cidade de São Paulo. Está aqui. Comentei também a questão na Jovem Pan (para ouvir, clique aqui).

Qual é o busílis, como informou a Folha nesta quarta, “o Ministério Público pressiona a Câmara de São Paulo para que não sejam aprovadas mudanças no Plano Diretor feitas de última hora. (…) Os promotores ameaçam ir à Justiça caso haja uma aprovação com ‘mudanças de surpresa’ — algo corriqueiro em projetos da Casa. ‘Sustentamos que isso é inconstitucional porque a população tem o direito de saber o que vai acontecer na cidade e não pode haver emendas de última hora”, disse o promotor José Carlos Freitas.”

Muito bem! O que escrevi no blog e comentei na Jovem Pan? Isto:
“Se o ilustre doutor me disser em que texto está escrito que um vereador não pode fazer emendas ao plano diretor antes de ele ser aprovado, dou a ele um chocolate. É espantoso!”

Mais adiante, bem mais adiante, afirmei:
“De resto, essa história de que a democracia, hoje em dia, se dá fora dos partidos é coisa de vigaristas. Dez minutos de pesquisa, e ficará claríssimo que sindicatos, ONGs e movimentos sociais são nada menos do que braços de partidos políticos — no mais das vezes, do PT.”

O e-mail
Muito bem! O doutor José Carlos Freitas mandou à Jovem Pan o e-mail que segue em vermelho. Os destaques são meus. Leiam com atenção porque vou comentar.
A matéria do Reinaldo Azevedo (de hoje) está completamente equivocada e gostaria de esclarecer os pontos, se possível ao vivo no jornal da manhã da JP, uma vez que fui citado nominalmente pelo jornalista, que me ofereceu um chocolate…. se eu provasse que vereador não pode apresentar emendas.
Na verdade, o ofício (em anexo) é esclarecedor para evidenciar a gafe em que incorreu o Reinaldo. O MP não quer evitar emendas, mas que elas sejam submetidas a audiências públicas, como manda as Constituições Federal e Estadual.
Sendo ouvinte cativo da Jovem Pan e, pela manhã, do Reinaldo, acredito que sua credibilidade possa ser confirmada se publicar a notícia ouvindo também o “outro lado”, e reproduzindo os fatos como eles são. Se mesmo assim ele discordar do comportamento do MP, é um direito que lhe assiste, mas não de incluir o Ministério Público e este Promotor no rol dos “vigaristas”, como a matéria sugere.
Gostaria até de conversar com ele (pode repassar este “e-mail” ao mesmo, para ciência).
Att.
José Carlos de Freitas
Promotor de Justiça

Comento
Posso, claro, conversar com o promotor. Como a questão diz respeito a prerrogativas da democracia, então faço o debate público no blog. Vamos pela ordem.
1: Não sou quem decide se ele fala ou não no Jornal da Manhã. Por mim, fala. Aliás, nesta quinta, já estava confirmado que eu estaria (e estarei) na rádio, ao vivo, entre 7h30 e 9h30. Podemos conversar no ar.

2: Não, meu texto não está completamente equivocado, e direi por quê.

3: Doutor José Carlos precisa entender que sou uma pessoa bem-humorada. Já ofereci chocolate até ao papa. É claro que é uma brincadeira. E que se note: o chocolate, na minha figuração, seria consequência da admissão do meu erro. Como acho que estou certo, doutor José Carlos não terá o chocolate, hehe. Não é desrespeito, não, doutor! É só uma forma que pretendo simpática de propor uma aposta.

4: Doutor José Carlos, a minha credibilidade não depende de “ouvir o outro lado” para emitir uma opinião. Até porque isso é um pressuposto, né? Sempre haverá quem discorde. O que o senhor quer? Que eu escreva o que penso com uma nota de rodapé: “Fulano discorda…”? Não dá, né? O “outro lado” é uma exigência quando se faz alguma acusação. Eu não o acusei de nada. Só insisto que não existe lei que impeça um vereador de fazer uma emenda ao Plano Diretor ou que obrigue a emenda a ser submetida a uma consulta pública. É uma opinião compartilhada por ministros do Supremo. Se o senhor recorrer mesmo ao tribunal, verá que falo a verdade.

5: Não o incluí, nem direta nem indiretamente, no rol dos vigaristas, doutor! Se o senhor passar a me ler com alguma regularidade (sei que tem coisas mais importantes a fazer do que isso), verá que nunca “sugiro” nada. Quando eu penso, eu digo. Detesto, aliás, o expediente da afirmação indireta. Eu chamei de “coisa de vigaristas” essa história de que a democracia se dá fora dos partidos. E expliquei, como sempre, os meus motivos: “Dez minutos de pesquisa, e ficará claríssimo que sindicatos, ONGs e movimentos sociais são nada menos do que braços de partidos políticos — no mais das vezes, do PT”. Eu já pago um preço alto demais por escrever o que escrevo. Não tente colocar palavras na minha boca e na minha pena metafórica.

6: Não, eu não cometi gafe nenhuma, mas ouso, sem querer parecer mesquinho, apontar uma na carta que o senhor enviou à Presidência da Câmara, cuja cópia chega anexada a seu e-mail. Também ela segue na íntegra, em vermelho, com destaques meus (exceção feita ao grifo, que é seu). Volto na sequência.

Ofício PJHURB nº 2162/14
Ref.: Autos nº 071/13 – 4º PJ
São Paulo, 14 de maio de 2014.

Senhor Vereador Presidente,
Cumprimentamos Vossa Excelência e, na oportunidade, considerando o trâmite dos trabalhos de discussão e aprovação do Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo (PL 688/13); considerando a apresentação de emendas pelos Ilustres Vereadores; considerando que a votação do Plano Diretor (ou de sua revisão) é ato jurídico complexo, para cuja formação concorrem as vontades dos Poderes Executivo e Legislativo; considerando que a aprovação de lei dessa natureza deve resultar de prévios estudos técnicos, ser precedida de amplos debates com a população e acompanhada de transparência e publicidade (art. 40, § 4º, da Lei 10.257/01 – Estatuto da Cidade; art. 29, XII, Constituição Federal; art. 180, II, Constituição Federal), solicitamos-lhe a especial fineza de, em até 10 dias:
1- encaminhar cópias das emendas apresentadas ao PL 688/13;
2- esclarecer se as emendas foram submetidas à análise da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, assim como à discussão com a população, em regulares audiências públicas, na forma de devolutivas;
3- encaminhar cópias dos respectivos pareceres, conclusões ou documentos emitidos pela sobredita comissão, relativamente às emendas apresentadas;
4- encaminhar cópias dos estudos e/ou pareceres que resultaram na criação de novas Zonas Especiais de Interesse Social – ZEIS por essa Casa Legislativa;
5- encaminhar cópias de todas as emendas que forem apresentadas até a votação final pela Câmara Municipal.
Outrossim, formulamos recomendação no sentido de serem submetidas todas as emendas existentes, e as que forem apresentadas até a votação final, à análise da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal, bem como à população, na forma de audiências públicas devolutivas, garantindo o cumprimento dos princípios da transparência, da publicidade e da participação popular, visando evitar futuros e eventuais questionamentos na aprovação desse importante diploma legal.
Ao ensejo, renovamos votos de estima e singular consideração.
José Carlos de Freitas
1º Promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo

Retomo
Começo pela pequena gafe, que é desculpável. O sr. evoca o Inciso II do Artigo 180 da Constituição Federal, mas certamente estava tentando dizer dizer “Constituição Estadual”. É lá que que está escrito o seguinte:
“Artigo 180 – No estabelecimento de diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano, o Estado e os Municípios assegurarão:
(…)
II – a participação das respectivas entidades comunitárias no estudo, encaminhamento e solução dos problemas, planos, programas e projetos que lhes sejam concernentes;”

O Artigo 180 da Constituição Federal trata do incentivo ao turismo…

O senhor evoca ainda, como se nota, o Parágrafo 4º da Lei 10.257. Reproduzo o trecho citado:
§ 4o No processo de elaboração do plano diretor e na fiscalização de sua implementação, os Poderes Legislativo e Executivo municipais garantirão:
I – a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade;
II – a publicidade quanto aos documentos e informações produzidos;
III – o acesso de qualquer interessado aos documentos e informações produzidos.

Comento
Veja bem, doutor, eu estou entre aqueles que entendem, e este certamente não é o seu entendimento, que os requisitos da lei e da Constituição Estadual foram cumpridos no processo de ELABORAÇÃO do Plano Diretor.

Não vejo, e posso lhe assegurar que parte ao menos do Supremo concorda comigo, nada que impeça a apresentação de emendas. Mais do que isso: não vejo nada que as deixe numa espécie de limbo legal. Diga-me: que rito o senhor sugere? As emendas serão, primeiro, submetidas à consulta popular e só poderão ser aprovadas pelos vereadores se forem aceitas naquela instância? Ou então: se aprovadas, ficam em suspenso, esperando o “sim” ou o “não” dos conselhos — ou que nome tenham?

Na carta que o senhor enviou à Câmara, cuja cópia me chega, a palavra “recomendação” aparece assim, em negrito e grifada. Bem, então se trata de RECOMENDAÇÃO, não de obrigação legal, é isso? Se é apenas uma “recomendação”, esta fala que a Folha lhe atribui vale ou não vale: “Sustentamos que isso é inconstitucional porque a população tem o direito de saber o que vai acontecer na cidade e não pode haver emendas de última hora”?

Convenha, doutor José Carlos: há uma diferença abismal entre um promotor dar uma recomendação e afirmar que vai recorrer à Justiça porque seria inconstitucional um vereador apresentar uma emenda ao texto do relator sobre o Plano Diretor.

Temos, obviamente, leituras distintas sobre o conteúdo da lei e da Constituição Estadual (não Federal…). É claro que, falando assim, fica parecendo que sou um sujeito arrogante, que ousa debater com um especialista. Mas eu estou entre aqueles que acreditam que a lei existe também para os simples, como eu. Por isso a tanto me atrevo.

Como estou certo de que haverá emendas, e como o senhor promete recorrer ao Supremo, veremos as nossas respectivas opiniões em debate no tribunal. Um abraço do
Reinaldo

19 Jun 05:18

BLOG FORA DO AR: A EXPLICAÇÃO, A SOLUÇÃO TEMPORÁRIA E O MEU AGRADECIMENTO AO PT POR SEU ESPÍRITO NAZIFASCISTA E SUA CAMPANHA EM FAVOR DO ÓDIO. O SR. CANTALICE NOMEOU OS ALVOS PARA SUA TROPA DE ASSALTO

by giinternet
Ernst Röhm, o chefe da SA nazista: antes de Cantalice, ele já fazia listas para espancamentos

Ernst Röhm, o chefe da SA nazista: antes de Cantalice, ele já fazia listas para espancamentos

Caros,

como vocês devem ter percebido que, no começo da tarde, o blog saiu do ar. Voltou agora há pouco. São as dores do sucesso, hehe. O que aconteceu? Um conjunto de coisas. Em primeiro lugar, muita gente tentando acessar a página ao mesmo tempo. Embora a Abril dedique um servidor só à minha página, deu pau mesmo assim.

A demanda por aquele post em que denuncio a campanha de cunho nazifascista do PT contra nove jornalistas também contribuiu para tirar o blog do ar. Mais: nesse post, há, publicados, 3.231 comentários, que estavam carregando ao mesmo tempo. POR ENQUANTO, ELES FORAM DESABILITADOS, E NÃO SE ACEITAM INTERVENÇÕES NOVAS. MAS ELES NÃO SE PERDERAM, NÃO, E VOLTARÃO AO AR EM BREVE.

Estamos tomando as providências técnicas para que isso não se repita. Quando o blog saiu do ar, já havíamos recebido mais de 300 mil visitas. Segundo as projeções, teríamos chegado a 1,3 milhão de visitas só hoje!

Os petralhas têm certa razão. Sou grato ao PT, especialmente ao sr. Alberto Cantalice, o vice-presidente do partido, que deu o nome dos nove jornalistas que devem ser alvos da SA, a Tropa de Assalto do partido, à moda daquela que era chefiada por um certo Ernst Röhm (foto)…

Foi tal a onda de indignação dos leitores que as consequências chegaram também ao site do PT. Trato disso no próximo post, que é de humor.

19 Jun 03:25

Violet’s Life

by Russell E. Saltzman

Sometimes in parish ministry there are encounters with parishioners that leave one simply gasping, frustrated beyond comprehension, and there is little in the pastoral toolkit to help either pastor or parishioner.

I am thinking of Violet, hurting so badly, someone in so much pain, rage, and anger that absolutely nothing—not counseling, reassurance, prayer—offered any real resolution. In Violet’s life the peace of Christ could not penetrate a heart calloused by misery. The wounds were too deep, the scars always angry and red.

Violet is not her real name, of course, but I have been thinking of her. I think of her often. She puts me in mind of those few saints who were so driven by their loss and their anguish that they unconsciously come to live a faith—with frequent turbulence—where the deepest pains they bore became a channel for God’s love, a love often yawning, dark, and terrible.

In the six years I was Violet’s pastor she made better than seven hundred baby kits for Lutheran World Relief. That was just in the time I was her pastor. It doesn’t put a dent in all the decade before I met her. These small packages of baby supplies are distributed through LWR and other world Christian relief organizations. They are given to mothers across the world: two receiving blankets, several soap bars, wash cloths, two shirts, two sleeping gowns, cloth diapers and pins, lotion, all that. These items are all wrapped up inside a blanket and shipped away. I have no idea how many tons of supplies LWR and other groups’ process every year, but for the most part they are gathered by women’s groups composed of women like Violet.

Violet’s life was defined by her mother-in-law. The woman had an unrelenting hatred, a personal contempt, for her daughter-in-law and ample opportunity through the years to act on it. Violet and her husband lived with the woman until she died. Even the old mother’s death brought no peace to Violet. Violet’s husband had married her over the fierce objections of his mother. Knowing Violet’s husband, that was probably the first and last time he ever really defied his mother. The old woman’s death was not the end of her influence over Violet.

In 1943—think on this—Violet, then eighteen, was an unwed mother, giving birth to a son. She did not give her child to adoption nor leave the community. Nor did she go into a self-imposed seclusion. She got a job, stayed with her parents, and lived with the scandal. She did not marry until 1946. Her husband adopted the boy as his own; two more children resulted from their marriage. The mother-in-law could never accommodate herself to her son’s defiance.

Nobody in the congregation ever shared this story with me; there was no gossip about Violet I ever heard. I got it from Violet herself. She found out I was also adopted, also born of an unwed mother; it was no secret. As a result I became not only her pastor but in some way her ally against a dead mother-in-law.

She clearly suffered from the woman, from memories rising unbidden. I was often called to their home to listen to the latest outrage, usually directed at her husband. Her car keys went missing on one occasion. He took them and hid them; she was certain of it. He denied it, quietly. “It was just like that time when,” she started. She was flashing back to one of the mean tricks her mother-in-law would pull. If her husband didn’t do it, well, it was just like someone else who did. Calmer, she’d find the keys in the last place she put them and things would become peaceful, until the next time. There was always something to summon the baleful shade of the dead mother-in-law. For all this and apart from the flare-ups, she and her husband doted on each other with an obvious, habitual fondness.

Violet told me the previous pastor had taken her to the mother-in-law’s grave. There, he had Violet tell the woman how her cruelty had hurt her through all the years, the harmful things she had done to her, to her children. Violet took to this with relish, but at the end Violet was to say, standing before grave, “I forgive you.” This she relished less, but she did it. Nonetheless, the pain would burst again. The trauma inflicted by the old woman was extensive. Post-traumatic stress, that’s what we call it today.

Violet threw herself into making baby kits for mothers. She made 120 one year; but only 118 the next. I got a dirty look, teasing her about slowing down. Her efforts, it came to me, were too serious for any frivolity. She was caring for mothers under terrible conditions, mothers, I think, as she once had been, and it was nothing to mess with. She traveled a monthly route to retailers seeking free surplus, and she’d get them. She’d pester, collect, and pester some more and package everything up. She was especially adept at getting new, unwrapped soap bars from a series of area motels.

That’s where she put all of her pain and passion and her tortured soul. She wrapped it up tight in a baby kit, and God used it, or maybe God drove it. All the trouble in Violet’s life became something for good, for someone else. That’s what I find so inexplicable about God’s economy of grace. It is never as we imagine.

On the Sunday after learning of her death, the gospel reading featured St. Matthew: “And whoever gives one of these little ones even a cup of cold water because he is a disciple, truly, I say to you, he will by no means lose his reward.”

I thought of Violet when reading that and said so as I preached that Sunday. I think of her, see her still, rushing cool water to a mother off in some forlorn, forsaken land. Maybe, finding diapers and pins, the mother would say “Thank you, God,” or “Thank you, Allah.” But what she really said was thank you for Violet’s life.

Russell E. Saltzman is a dean in the North American Lutheran Church and assistant pastor of St. Matthew’s Church in Riverside, Missouri. His latest book, Speaking of the Dead, is being published this year by ALPB Books. His previous articles can be found here.

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19 Jun 01:40

Karl Marx: o grande plagiador

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)

"As melhores frases de Karl Marx não eram nada originais; com efeito, foram todas plagiadas. Roubaste "os operários não têm pátria" de Jean-Paul Marat, assim como "os proletários nada têm a perder a não ser suas cadeias". Roubaste "a religião é o ópio do povo" de Heinrich Heine, e "proletários de todos os países, uni-vos!" de Karl Schapper, "a ditadura do proletariado de Blanqui e "de cada qual, segundo sua capacidade, a cada qual, segundo suas necessidades" de Louis Blanc. Marx foi um grande propagandista apenas porque foi um grande ladrão."

Peter Kreeft
18 Jun 12:24

Brasil vs México: Placar na Copa e na Educação

by Eduardo Maçan

Continuando a série a respeito dos "placares" da educação entre o Brasil e os países com quem jogamos na copa do mundo, aqui vai a segunda partida: Brasil vs México.

 

Brasil e México

Brasil e México

Continuando a série a respeito dos “placares” da educação entre o Brasil e os países com quem jogamos na copa do mundo, aqui vai a segunda partida: Brasil vs México. (veja também: Brasil vs Croácia)

Do site do INEP: “O Programme for International Student Assessment (Pisa) – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – é uma iniciativa internacional de avaliação comparada, aplicada a estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.”

Na copa:

Jogo disputado, com oportunidades desperdiçadas dos dois lados, sem exibições de brilhantismo e abaixo do nível dos países desenvolvidos.

Final: Brasil 0 x 0 México.

No Pisa:

  • Matemática, México 1 x 0: Brasil 391 pontos, México 413.0 pontos
  • Leitura, México 2 x 0: Brasil 410 pontos, México 424.0 pontos
  • Ciências, México 3 x 0 : Brasil 405 pontos, México 415.0 pontos
  • Resolução de Problemas, México 3 x 1: Brasil 428.5, México – não disponível -.

Final: Brasil 1 x 3 México. Foi um jogo mais disputado, apesar dos dois países estarem abaixo da média dos demais países, ainda assim, perdemos pelo elástico placar de 3 a 1.

Nós ainda não pontuamos na copa da educação. Fonte: OECD

18 Jun 12:23

Na terra dos pterodáctilos, é proibido Coca-Cola de rótulo verde… Não é brincadeira!

by giinternet

coca-cola rótulo verde

Há coisas que a gente não deve ler de madrugada para, sei lá, não perder o sono ou não ter um pesadelo, acordando como um pterodáctilo, assim como Gregor Samsa virou aquela coisa cascuda. Por que isso?

A Coca-Cola lançou uma versão com rótulo verde — a “Life” (foto acima). Tem menos açúcar — e, pois, menos calorias — do que a versão normal. O açúcar que falta é compensado pela stévia, um adoçante natural. A Coca-Cola verde já circula na Argentina e no Chile, mas não chegará ao Brasil. Por que não?

Bem, para ser franco, nem sei se a empresa tem interesse. Também não vou perguntar porque não sou um jornalista de negócios. Estou escrevendo sobre outra coisa. Ainda que a Coca quisesse lançar o produto no Brasil, não poderia. Sabem por quê? Porque nós temos um decreto que regulamenta a produção de refrigerantes. Até aí, ok. É o 6.971/2009. Reparem no que dispõe o Parágrafo 1º do Artigo 14:

 Art. 14. A bebida dietética e a bebida de baixa caloria são as bebidas não-alcoólicas, hipocalóricas, que tenham o conteúdo de açúcares, adicionado normalmente na bebida convencional, inteiramente substituído por edulcorante hipocalórico ou não-calórico, natural ou artificial, em conjunto ou separadamente.
§ 1o É proibida a associação de açúcares adicionados e edulcorantes hipocalóricos e não-calóricos na fabricação de bebidas, exceto para os preparados sólidos para refresco.

Sim, você entendeu direito! No Brasil, é proibido juntar açúcar com adoçante. Por quê? Sei lá! Tentei saber os motivos. Tudo indica que é porque o governo considera que o brasileiro é burro e não sabe nem tomar refrigerante. A mistura, que baixaria as calorias — a Coca-Cola de rótulo verde terá apenas 89, contra 140 da comum — poderia induzir os consumidores a achar que estão tomando um produto sem calorias quando etc., etc., etc. Em suma: a gente não sabemos tomar conta da gente/ a gente não sabemos eleger presidente/ a gente não sabemos tomar Coca-Cola/ a gente não sabemos fazer gol no México…

Vejam ali: misturar adoçante com adoçante pode; adoçante artificial com adoçante natural também. Açúcar com adoçante de qualquer procedência? Isso não pode porque…, bem, porque não pode.

O que veio por decreto poderia ser mudado também por decreto, é certo… Mas demoraria demais, né? Apareceria certamente uma associação de defesa da não mistura de açúcar com adoçante… Vai que seja aquela gente brava, que gosta de espancar pessoas e quebrar banco, né? É, meus caros leitores… No Brasil, é mais fácil a presidente instaurar a ditadura por decreto do que permitir a mistura de açúcar com adoçante em refrigerantes.

18 Jun 12:22

O decreto golpista de Dilma e como seu espírito baixou no MP de SP, que agora quer cassar direitos de 8 milhões de pessoas em benefício de poucos milhares

by giinternet

Lembram-se do Decreto 8.243, de Dilma Rousseff, aquele golpista,  que supostamente disciplina a participação popular no governo? Pois é… O seu pior espírito baixou no Ministério Público em São Paulo, que agora decidiu cassar prerrogativas dos vereadores. Nunca vi nada igual. Explico. Anteontem, segunda-feira, o vereador Nabil Bonduki (PT) apresentou o seu texto final do Plano Diretor da Capital. Os aliados do prefeito petista Fernando Haddad gostariam de aprová-lo como está. Mas não vão, é claro! Porque existe o direito de emendar o texto — direito que têm quaisquer vereadores, inclusive e especialmente os da oposição.

Pois não é que promotores, capitaneados por José Carlos Freitas, ameaçam ir à Justiça para impedir alterações no texto? Com um desassombro espantoso, ele diz: “Sustentamos que isso é inconstitucional porque a população tem o direito de saber o que vai acontecer na cidade e não pode haver emendas de última hora”.

Se o ilustre doutor me disser em que texto está escrito que um vereador não pode fazer emendas ao plano diretor antes de ele ser aprovado, dou a ele um chocolate. É espantoso! De onde deriva essa leitura tão especiosa da lei? Para o Ministério Público, o texto apresentado por Bonduki foi “negociado”, já que ele ouviu vários grupos de pressão até chegar ao texto que pretende final.

Eis aí a era do “conselhismo”, que aquele malfadado decreto de Dilma pretende eternizar. Bem ou mal, os vereadores representam o conjunto da cidade de São Paulo na sua diversidade. Já que todos que estamos em idade legal podemos votar, eles expressam, sim, uma coletividade. Se muitos fazem mal o seu trabalho, aí é outra coisa. Que não se vote neles na eleição seguinte!

Para essa turma do Ministério Público, no entanto, a “participação direta” substituiu os vereadores e a Câmara. Ora, sabemos que esses grupos sempre reúnem minorias organizadas — e, não raro, radicalizadas. Quantas pessoas participam dos tais “movimentos sociais”? Vinte mil? Trinta mil? Cinquenta mil? Digamos que fossem, exagerando brutalmente, 100 mil! Em 2012, havia na capital, precisamente, 8.619.170 eleitores.

Entenderam agora o que essa gente e os esquerdistas entendem por democracia direta? É aquela em que as maiorias são sequestradas e dominadas pelas minorias — desde que estas sejam, claro!, progressistas, de esquerda. Sim, a Constituição diz que o poder emana do povo e que em seu nome será exercido. E estabelece as formas como ele vai exercê-lo. Essencialmente, por meio do voto, e sua expressão máxima é o Legislativo. Estão previstos mecanismos de consulta direta: sob certas circunstâncias e exigências, são o plebiscito, o referendo e a emenda de iniciativa popular.

O “conselhismo”, na forma como quer Dilma com o seu decreto — e da maneira como quer aplicar o conceito em São Paulo o Ministério Público —, cassa de milhões o direito a uma opinião em benefício de alguns poucos que têm tempo de se organizar em grupos de pressão.

De resto, essa história de que a democracia, hoje em dia, se dá fora dos partidos é coisa de vigaristas. Dez minutos de pesquisa, e ficará claríssimo que sindicatos, ONGs e movimentos sociais são nada menos do que braços de partidos políticos — no mais das vezes, do PT. Eu até gostaria que o doutor realmente recorresse ao Supremo. Vamos ver se o tribunal vai decidir segundo o que vai na Constituição e nas leis ou se cassa prerrogativas do Legislativo.

Atenção, senhores deputados! Atenção, senhores senadores! O decreto de Dilma abre a vereda para a obsolescência do Poder Legislativo, esta mesma que o Ministério Publico de São Paulo quer decretar em relação à Câmara dos Vereadores. Que coisa fabulosa, não é mesmo? O modelo da participação popular desses valentes exclui a oposição. Só tem situação.  Pois é… Uma das primeiras perguntas que Lênin se fez, quando deu o golpe bolchevique, ainda que com outras palavras, foi esta: “Oposição para quê? Nós somos o povo! Opor-se a nós corresponde a opor-se ao povo”. E passou fogo em meio mundo. 

18 Jun 11:57

PT já começa o trabalho “joga pedra no Skaf”

by giinternet

Que aliado o quê! O PT já avança contra Paulo Skaf, do PMDB, que aparece em segundo lugar na disputa pelo governo do Estado, na faixa dos 20% — o tucano Geraldo Alckmin transita na dos 40%. O petista, por enquanto, a depender do cenário, chega a um máximo de 4%. Os companheiros já estão inquietos. Pretendem repetir a estratégia da disputa pela Prefeitura em 2012: Fernando Haddad não emplacava de jeito nenhum, e tudo caminhava para uma disputa entre José Serra (PSDB) e Celso Russomanno, do PRB, partido que integra a base governista.

Não teve jeito: o PT avançou pra cima de Russomanno e pôs em ação a máquina de desqualificação. Fez picadinho do candidato — e contou, para tanto, com a ajuda de amplos setores da imprensa, é bom que fique claro. A equação continua simples: para que tenha a chance de governar São Paulo, o PT precisa disputar o segundo turno. Para tanto, tem de passar por Skaf.

E a campanha de desqualificação já começou, ainda leve. A equipe do petista acusa a do peemedebista de ter roubado seu slogan. Skaf promete “Uma mudança de verdade”. E Padilha diz que vem “para mudar de verdade”. De fato, as palavras são praticamente as mesmas, e o alvo de cada um deles é outro, que não representaria a real mudança.

Essa briga pode esquentar? É claro que sim! Só que os petistas contam com uma dificuldade adicional. O PMDB não é o PRB. Skaf é o candidato de Michel Temer, vice na chapa de Dilma. Os golpes abaixo da linha da cintura podem repercutir na campanha presidencial.

A assessoria do PT planta ainda por aí que o candidato do PMDB aproveita o fato de Padilha ser menos conhecido para copiar seu discurso. Não deixa de ser um argumento curioso. Por que alguém que tem 20% copiaria quem tem 4%? Paixão? O “joga pedra no Skaf já começou”. Não resta alternativa ao PT.

18 Jun 01:24

Coleguinhas não precisam se esconder debaixo da cama; o PT sabe reconhecer um crítico útil

by giinternet

Decidi manter este texto no alto da página. Abaixo dele, há atualizações da madrugada.

O PT elabora uma lista negra de jornalistas, publica em seu site, dando uma espécie de sinal verde para seus militantes partirem para a ação direta, e é claro que não haverá nenhuma entidade da “catchiguria” que vai reclamar. Ao contrário: se for o caso, elas vão lá e se oferecem para executar a pena. Vejam a armação de que foi vítima a jornalista Rachel Sheherazade, do SBT. Até gente que considero amiga, que não está conscientemente (ao menos) rendida à “nova ordem”, tentou ponderar comigo: “Ah, também ela exagerou…” E poucos se deram conta de que sua fala foi escandalosamente distorcida. 

O post em que trato da lista negra do PT já abriga quase 2.300 comentários — sem contar outro tanto que não foi publicado, ou porque há exageros que só ajudam a má causa dos fascistas, ou porque, claro!, a malta resolveu entrar no blog para aplaudir a decisão. Mas estes, os petralhas, apenas fazem o seu trabalho.

Muito mais asquerosas são aquelas pessoas que resolveram vir me dar “conselhos”: “Pô, Reinaldo, se você pegasse um pouco mais leve…” É mesmo? Será que é disso que se trata? Vocês viram a lista do sr. Cantalice? Posso entender por que o fascismo petista quer a minha cabeça e a de Augusto Nunes, ainda que não pensemos as mesmas coisas. Mas Demetrio Magnoli, por exemplo, opera em outro registro, bem distinto do meu — mais acadêmico, sem ser chato, já que escreve muito bem. Danilo Gentili comanda um talk show na TV — o programa tem sotaque jornalístico também, mas é evidente que o acento está no entretenimento — e atua como ator e humorista.

Arnaldo Jabor, que não deve concordar comigo em quase nada, dispõe, sei lá, de um ou dois minutos no “Jornal da Globo” umas duas ou três vezes por semana, não sei ao certo. É um crítico, sim, da extrema-esquerda, mas já deve ter batido mais na “direita”. Guilherme Fiuza, um articulista de primeira, não reza segundo a cartilha petista, é claro!, mas busca menos as asperezas do PT do que eu, por exemplo — e considero isso uma virtude, não um defeito. O cantor e compositor Lobão os irrita muito especialmente porque pertence a um mundo em que assumir posições de esquerda parece tão natural como dizer que hoje é terça-feira. Diogo Mainardi, por ora ao menos, está um tanto afastado das questões, vamos dizer, mundanas — e suas intervenções sobre assuntos mais urgentes estão restritas, por absoluta escolha sua, ao programa Manhattan Connection. Marcelo Madureira discorre com muita propriedade, sim, sobre política, mas também a sua pegada principal é o humor.

E por que, tão distintos entre si, entraram no radar do petismo? Em primeiro lugar, é evidente, porque a crítica que fazem incomoda. E olhem que somos todos umas normalistas se tomarmos como padrão, por exemplo, a acidez da imprensa americana, tenha lá o analista o viés que for. Em segundo lugar, porque, é fato, o petismo vem domesticando e colonizando o jornalismo brasileiro. E não é de hoje. O partido percebeu que os coleguinhas podem aceitar qualquer desaforo, qualquer mesmo — inclusive tabefes de manifestantes; só não aceitam ser chamados de “direitistas”, de “conservadores”. Ah, isso não! Aí eles piram! Assim, o partido ameaça permanentemente os profissionais com um carimbo: “Se você não se comportar, ficará marcado”.

Ora, vejo a lista negra do sr. Cantalice e fico cá a imaginar o suspiro de alívio de muita gente: “Ainda bem que não estou nela!” E, é óbvio, o passo seguinte será modular a ação para nunca entrar. E assim se vai formando uma geração e uma casta de covardes. Daí que eu não estranhe que muita gente — também na “catchiguria” — ache que, de algum modo, só estou no paredão petista porque mereci. E devem pensar o mesmo sobre os outros, ainda que façam trabalhos tão distintos entre si.

Para mim, é uma honra estar na lista negra do PT. É possível que, inconscientemente, desde que os rejeitei, ainda na juventude, eu ambicionasse essa condição. Há suas vantagens:
- não tenho de defender hóspedes da Papuda;
- não tenho de defender o desvio virtuoso de dinheiro público;
- não tenho de defender aliança com José Sarney;
- não tenho de chamar Maluf de “Doutor Paulo”;
- não tenho de dar dinheiro para o comitê do Luiz Moura.

Não tenho, em suma, de ser um militante da união da escória do passado com a do presente.

Quanto aos “coleguinhas” que já se esconderam debaixo da cama, com medo de entrar na lista dos malditos, uma palavra de ânimo: fiquem tranquilos! Como se diz por aí, “boi preto conhece boi preto”. Os petistas sabem reconhecer quem fala mal deles tentando lhes puxar o saco e exaltando suas qualidades morais. Dou a dica aos leitores.

Quantas vezes, meus caros, vocês já ouviram alguns e algumas valentes a dizer que o erro do PT foi, no poder, ter se comportado como os demais partidos? Infinitas vezes! Os petistas adoram ouvir esse tipo de crítica porque isso lhes dá a desculpa moral de que precisam para o mensalão, o dossiê dos aloprados, as relações especiais com Alberto Youssef, entre outras lambanças. Na sequência, eles explicam que só são obrigados a aderir a certos métodos por uma questão de realismo. E o tal crítico, claro!, concorda e escreve em seguida que, em política, ninguém presta mesmo! O PT respeita esse tipo de gente.

A cada vez que vejo a reação escandalizada de um analista político com o casamento entre Maluf e o PT, eu fico a me perguntar a razão do espanto. Afinal, acho que os petistas não têm nada a aprender com Maluf. Mas eles podem, sim, nunca é tarde, ajudar Maluf, que está na lista da Interpol, a ser um verdadeiro profissional.

Texto publicado originalmente às 19h26 desta terça
18 Jun 01:24

Brasil foi mais perigoso, mas México jogou melhor. Isso só é possível no futebol. Ou: Cartesiano até certo ponto

by giinternet
Guillermo Ochoa: ele foi o nome do jogo: impediu três gols do Brasil que pareciam certos

Guillermo Ochoa: ele foi o nome do jogo: impediu três gols do Brasil que pareciam certos

Todos, ou quase, acabamos de ver o jogo entre as seleções do Brasil e do México. O futebol é apaixonante, entre outras razões, porque não é justo. Não é que a injustiça seja apreciável. É que, a começar da etimologia, a palavra “justiça” remete à ideia de equilíbrio e, por associação, de razão. Um bom técnico cerca todas as margens de erro, que podem ser atravessadas, no entanto, pelo talento individual, por uma sutileza qualquer que desarranja a equação. Assim, juízos sobre partidas de futebol são quase sempre inaplicáveis a outros campos do saber — e isso vale até para outros esportes. Na maioria deles, com efeito, o melhor vence.

Então vamos a uma particularidade do jogo de hoje. Júlio César fez uma única defesa de média dificuldade. Guillermo Ochoa, o goleiro mexicano, defendeu três bolas que pareciam impossíveis: cabeçadas de Thiago Silva e Neymar e um chute do atacante brasileiro. Nesse quesito, portanto, 3 a 1 para o Brasil num jogo que terminou zero a zero. Logo, logo… nada! O México jogou melhor — muito melhor! — do que o Brasil. É que não conta com jogadores com o mesmo talento e, só por isso, ameaçou menos Júlio César. Nota: muito se falou do “reflexo” de Ochoa no jogo. Pode ser. Esse tem mesmo de ser um atributo de um grande goleiro. Mas que se registre: ele estava em todas as bolas, sempre. Não o vi vendido num único lance. Adiante.

Era possível perceber que o México tinha um jogo, tinha uma tática, estava pensando a disputa. Fiz esta mesma pergunta na partida contra a Croácia: o que tem planejado a nossa Seleção para surpreender ou encurralar adversários? A resposta tem seis letras: Neymar. E só! Ocorre que, como escreveu o poeta João Cabral de Melo Neto, que adorava futebol, “um galo sozinho não tece uma manhã”. Cristiano Ronaldo, por exemplo, sabe disso. É fato que o Brasil não tomou uma sacola do adversário, mas o México não é a Alemanha, embora seja verdade que o nosso time é muito melhor do que o de Portugal.

Está dito lá no primeiro parágrafo: tudo pode acontecer, inclusive o Brasil ser campeão. Mas já vimos Alemanha, Itália, Inglaterra (que perdeu) e Holanda com um volume de jogo escandalosamente maior do que o da Seleção de Felipão — que também se perdeu nesta terça-feira. Não tendo mais o que fazer, esgotados as substituições e seu repertório de correções de rumo, resolveu pôr o agasalho no calor forte de Fortaleza. Confessou à reportagem da Globo que era o seu “amuleto”. Um amuleto que garantiu o empate com o México!!! Sem ele e com mais técnica, talvez o Brasil tivesse vencido, sei lá…

Não estivesse Ochoa numa tarde inspiradíssima, teríamos um três a zero e não perceberíamos com tanta clareza como a Seleção jogou mal. No esporte em que tudo pode acontecer, é possível vencer os times que listei acima. Mas terá de ser na base do lance individual, do brilho fortuito, do inesperado.

A Seleção que enfrentou a Croácia e o México não tem condições de ser campeã do mundo. “Ah, mas pode ser…” Claro que sim! O futebol é cartesiano até a hora em que deixa de ser.

18 Jun 01:23

Paul Ramsey: Examples are not Normative

Once, when I still had the energy, I was reading an Open Geospatial Consortium specification document, and found an inconsistency between a directive stated in the text, and the examples provided to illustrate the directive. This seemed pretty important, since most "Humans" use the examples and ignore the text, so I raised it with the author, who replied to me:

"Examples are not normative"

To me, this seemed to summarize in four words everything there was to dislike about the standards community: dismissive, self-referential ("normative"? really?), and unconcerned with real-world practice. One of the reasons I no longer have the energy.

18 Jun 01:22

Pronto! Agora Barroso pode se entregar com mais desassombro ao exercício do direito criativo

by giinternet

O ministro Joaquim Barbosa está de saída do Supremo Tribunal Federal. Poderia ter esperado mais alguns dias para renunciar à relatoria do mensalão. Decidiu fazê-lo agora. Deixou claro que está sendo alvo de pressões. E está mesmo. “A Máquina de Difamação” em que se transformou o PT não poupa ninguém: partidos de oposição, a imprensa como um todo, jornalistas tomados individualmente, personalidades da TV, juízes… E, percebe-se, as coisa pioram muito quando os companheiros se veem ameaçados.

Ao deixar o caso, Barbosa afirmou que vários advogados que atuam nas execuções penais do mensalão deixaram de se valer de argumentos jurídicos e partiram para a ação política, “através de manifestos e até mesmo partindo para insultos pessoais, via imprensa, contra este relator”. Ele está, obviamente, falando a verdade. Todos assistimos ao espetáculo deprimente protagonizado por Luiz Fernando Pacheco, advogado de José Genoino — contra quem Barbosa recorreu à Justiça, diga-se, no que fez muito bem.

Pacheco tem o direito de se dirigir à Corte? Claro que sim! E nunca se disse o contrário. Pode fazê-lo do modo como o fez? É evidente que não! Ouvido pela Folha nesta terça, afirmou: “Por enquanto, permaneço com a tranquilidade de quem sabe que cumpriu seu dever ao não se acovardar perante grandes tiranias”. Muita gente relevou o seu chilique porque considerou que ele não estava no seu juízo normal. Pelo visto, não se arrepende e ainda aproveita para se dizer um oponente da tirania, atacando o chefe do Poder Judiciário, a serviço do PT. É um modo de ver o mundo.

Cumprindo as regras, Barbosa enviou processo ao vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que o transferiu para a Luiz Roberto Barroso, depois de sorteio. Dadas as intervenções do mais recente ministro do Supremo no processo do mensalão, os mensaleiros têm motivos para estar em festa. Afinal, fica para a história a intervenção que resume a atuação de Barroso na Ação Penal 470: “Considero que houve uma exacerbação inconsistente das penas aplicadas no crime de quadrilha, com a adoção de critério inteiramente discrepante do princípio da razoabilidade e proporcionalidade. A causa da discrepância foi o impulso de superar a prescrição do crime de quadrilha”.

Com essa fala, o senhor Barroso transformou os condenados do mensalão em vítimas, e os ministros do Supremo que os condenaram em réus. Agora poderá se entregar ao exercício do direito criativo com ainda mais desassombro.

17 Jun 17:21

Humorista que imita Dilma é agredido em Búzios por assessor de prefeito, que se mostra condescendente com a violência! É uma vergonha!

by giinternet

Não tinha lido a reportagem do G1 sobre a agressão física de que foi vítima o ator e humorista Gustavo Mendes na cidade de Búzios, no Rio. É claro que se trata de um despropósito. Qualquer que seja o pretexto — político, moral ou religioso —, ações dessa natureza são condenáveis, criminosas. Leiam o texto. Volto em seguida.

Gustavo Mendes no papel de Dilma: ator foi agredido em Búzios

Gustavo Mendes no papel de Dilma: ator foi agredido em Búzios

O ator e humorista Gustavo Mendes, conhecido principalmente por imitar a presidente Dilma Rousseff em programas como Domingão do Faustão, interrompeu um show em Búzios, na noite de domingo (15), após ter sido agredido no palco. Ele acusa um homem chamado Robinho, secretário-adjunto de Governo da Prefeitura. Na segunda-feira (16), o ator preferiu não conceder entrevistas, mas divulgou uma nota oficial sobre o incidente, ressaltando que nunca havia enfrentado situação parecida. Ele também afirma que recebeu diversas manifestações de apoio e que as agressões, verbais e físicas, podem ser comprovadas por vídeos gravados por outros espectadores do espetáculo. Em nota divulgada também nesta segunda, a Prefeitura de Búzios lamenta o ocorrido na noite de domingo e disse que pediu, previamente, o cuidado especial com o texto teatral para que fosse apresentado em praça pública.

O humorista disse em nota que “O show ‘Mais que Dilmais’ foi contratado pela Prefeitura de Búzios para apresentação durante o evento ‘Búzios Love’, em homenagem ao Dia dos Namorados. Em nenhum momento o contratante informou que o show seria inserido em um evento de uma comunidade religiosa ou solicitou qualquer tipo alteração no texto teatral, o que caracterizaria uma censura prévia e isso não é aceito pelo ator. O espetáculo apresentado e contratado é o mesmo que recebeu aplausos em mais de 200 apresentações realizadas em dezenas de cidades de todo o Brasil, com trechos disponíveis em vários vídeos na internet.

O ator Gustavo Mendes afirma que em 16 anos de carreira nunca foi submetido a tamanha violência e falta de respeito com seu trabalho e reforça que em nenhum momento da apresentação ofendeu qualquer pessoa da plateia, de qualquer idade ou crença, e todas as piadas que faz são sobre uma situação e não uma pessoa específica. No caso específico sobre a apresentação em Búzios, Gustavo brincou com o fato de uma antiga proibição de venda de bebidas alcoólicas em festas religiosas dizendo que foi Jesus quem transformou água em vinho”, diz a nota.

De acordo com a Prefeitura de Búzios, “por se tratar de um show inserido em um evento de uma comunidade religiosa, foi solicitado, previamente, o cuidado especial com o texto teatral para que fosse apresentado em praça pública, evitando ofensas e agressões verbais aos presentes. Porém, no decorrer do evento, em diversos momentos, ocorreram episódios deselegantes e desrespeitosos ao público, incluindo idosos e religiosos”.

Antes de divulgar o comunicado, o próprio Gustavo havia explicado a situação em seu perfil no Facebook. Segundo o comediante, ele brincou ao saber que um padre chamado Ricardo, a quem garante não conhecer, havia proibido o consumo de bebidas alcoólicas em festas religiosas na cidade. Gustavo diz que lembrou então que Jesus havia transformado água em vinho e, em tom de brincadeira, exclamou: “Proibir bebida, ah, vá tomar no … !”.

O tom da piada teria irritado algumas poucas pessoas presentes, inclusive Robinho, secretário-adjunto de Governo da Prefeitura. Ele e mais dois homens passaram então a agredir Gustavo. O ator diz que foi chutado e precisou sair do palco escoltado por policiais. A maior parte do público, no entanto, condenou a agressão e pediu que o show continuasse.

Segundo a prefeitura, “no intuito de preservar o respeito à família buziana e aos praticantes de diferentes denominações religiosas que têm o direito de serem tratados com dignidade, foi solicitada a retratação, negada pelo artista. Desta forma, devido ao não cumprimento da solicitação, fez-se necessário interromper a apresentação do show”.

“Fui chutado ao sair do palco por um “discípulo” de Padre Ricardo, Robinho, chefe de gabinete. Tenho certeza de que se o padre estivesse no show teria rido junto com a multidão, que logo após o ocorrido bradou em uníssimo ‘Ei, Robinho, vai tomar no c…!’, por livre e espontânea vontade, e como bem disse Padre Ricardo em um de seus sermões ‘A voz do povo é a voz de Deus’, que seja feita a vontade do povo”, escreveu o ator na rede social.

A Prefeitura de Búzios ressaltou em nota que reconhece e respeita os talentos culturais do país e, “buscando a alegria e proporcionar eventos que levem momentos de lazer para a população buziana, procura contratar e valorizar todos os artistas que demonstram interesse em compactuar com este objetivo. Contudo, a proposta do Governo Municipal ao contratar um espetáculo é de entreter todas as famílias moradoras de Búzios, com alegria, mas, acima de tudo, com educação e respeito ao cidadão”.

Gustavo Mendes fez sua primeira aparição na TV Globo como integrante do elenco do programa “Casseta & Planeta”, em 2012. Além de participações no Programa do Jô e no Altas Horas, ele já se apresentou no quadro “Tem Gente Atrás”, no Domingão do Faustão, imitando também as cantoras Maria Bethânia, Alcione e Ana Carolina.

Voltei
É inegável que a Prefeitura de Búzios, sob o pretexto de “respeitar as famílias”, está compactuando com a violência. Eu, por exemplo, sou católico. Tenho todo o direito de não gostar da piada. E tenho, também, todo o direito de ir embora do espetáculo, ora essa!!! Não gostou? Caia fora! Partir para a porrada? É crime!

Se o prefeito concordou com a contratação de Gustavo Mendes, deve conhecer seu trabalho. Não tem o direito de alegar surpresa. Pedir a um artista que mude o seu show para “respeitar as famílias” é pretexto de censor, senhor prefeito André Granado (PSC).

O clima de intolerância alimentado por grupos extremistas e pelo PT — leiam post sobre a lista negra elaborada pelo comando da legenda — está estimulando o pega pra capar. Reitero: todo mundo tem o direito de detestar o que quer que seja. E tem como se manifestar. Porrada não é argumento. Espero que Gustavo processe seus agressores e que evoque a responsabilidade legal também da Prefeitura, com a sua conversinha mole, condescendente com a censura e com a violência.

17 Jun 17:21

Kingston and PNY Caught Bait-and-Switching Cheaper Components After Good Reviews

by timothy
An anonymous reader writes Over the past few months, we've seen a disturbing trend from first Kingston, and now PNY. Manufacturers are launching SSDs with one hardware specification, and then quietly changing the hardware configuration after reviews have gone out. The impacts have been somewhat different, but in both cases, unhappy customers are loudly complaining that they've been cheated, tricked into paying for a drive they otherwise wouldn't have purchased.

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17 Jun 11:18

Cristiano Ronaldo e o ressentimento burro

by giinternet
Cristiano Ronaldo nesta segunda, no jogo contra a Alemanha: onda de ressentimento

Cristiano Ronaldo nesta segunda, no jogo contra a Alemanha: onda de ressentimento

Sei que vou escrever algo um tantinho polêmico, mas sabem como é… Não vim a este mundo para concordar, hehe. Acho um tantinho asqueroso, com raras exceções, o tom de quase tudo o que se escreveu sobre o craque Cristiano Ronaldo depois da derrota por quatro a zero de Portugal para a Alemanha. Nem o chocolate que a Espanha, a primeira seleção do ranking da Fifa, levou da Holanda rendeu tanto ressentimento.

Eu não vejo graça nenhuma na queda, ainda que temporária, de um grande. Sempre que isso acontece, o mundo, de algum modo, fica pior e milita em favor da mediocridade. Não que a Alemanha jogue mal, é evidente. Ao contrário: é uma das favoritas ao título, o que Portugal nunca foi — e a derrota era mais do que esperada, convenham.

Mas aí houve um concurso impressionante de erros individuais, e Cristiano, sozinho, não poderia mesmo ter feito grande coisa. Mas foi o que bastou para que começasse a gritaria ressentida, recalcada, invejosa mesmo: “E aí? Viu só? Ele não é de nada! É um individualista mesmo…”. Bem, se fosse, poderia ter resolvido tudo sozinho. Mas não! Ele precisa do coletivo, é evidente.

Sou fã de Cristiano Ronaldo, e pouco me interesse se ele passa gel no cabelo, tira a sobrancelha, depila a perna, pega a mulherada, é metrossexual… Não me ocupo dessa bobajada. Não o quero para genro. Gosto de seu futebol, que tem um quê, assim, de épico, diferente daquela prosa curta de Messi — brilhante, sim, no gênero, especialmente quando a câmera foca a coisa bem de pertinho. Cristiano Ronaldo está para Camões como Messi para Cortázar, entendem?

“Ah, mas Cristiano não sabe ser humilde…” E daí? Por que deveria sê-lo? O que incomoda no rapaz? O fato de se saber talentoso, de viver como quem sabe disso e de ter se transformado numa celebridade? O Real Madrid tem demonstrado que ele é bastante bom no seu ofício, não é mesmo?

Eu não sou cronista esportivo. Na Jovem Pan, acabei conhecendo pessoas excelentes dedicadas à área. Assim como na cobertura política, no entanto, nem sempre é esse um setor exatamente iluminado do jornalismo brasileiro. “Ah, mas se esperava mais dele…” O que exatamente? O rapaz é jogador, não milagreiro.

Meu ponto é o seguinte: como quem gosta de futebol, eu fiquei chateado com o desempenho bisonho e atrapalhado da Seleção Portuguesa, que não permitiu a Cristiano Ronaldo exercitar o melhor do seu talento — ou alguém vai negar que ele é brilhante no que faz?

“Ah, mas deveria ser menos amostrado…” Ah, bom! Isso não tem nada a ver com futebol. Isso só é rancor, ressentimento e preconceito. E que fique claro: não estou aqui a criticar os que não gostam de seu estilo. Isso é do jogo. Estou é repudiando essa conversa mole de que, se mais humilde fosse, teria colhido melhor resultado.

17 Jun 11:17

“Desespero, ódio e baixaria” – Um editorial do Estadão

by giinternet

Leiam o editorial desta terça do Estadão. Exemplar!
*
No desespero diante da sólida evidência de que a incompetência de Dilma Rousseff está colocando seriamente em risco o projeto de poder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva apela para seu recurso retórico predileto: fazer-se de vítima, acusar “eles” – seus adversários políticos – daquilo que o PT pratica, transformando-os em inimigos do povo e sobre eles jogando a responsabilidade por tudo de ruim e de errado que acontece no País. Lula decidiu de vez “partir para cima” e deixou claro que até outubro estará se atolando no ambiente em que se sente mais confortável: a baixaria.

Uma das mais admiráveis figuras do século 20, Nelson Mandela, reconciliou a África do Sul – que saía do abominável regime do apartheid – consigo mesma promovendo pacificamente o entendimento entre a minoria branca opressora e a ampla maioria negra oprimida. Lula continua fazendo exatamente o contrário: dividiu os brasileiros entre “nós” e “eles”, arrogando-se a tutela sobre os desvalidos, que tem procurado seduzir, transformando-os não em cidadãos, mas em consumidores. Um truque que, como se vê hoje nas ruas, está saindo pela culatra.

Pois é exatamente o homem que subiu na vida com um punhal entre os dentes, disseminando a divisão em vez da consciência da cidadania como arma de luta contra as injustiças sociais, que agora, acuado pelo desmascaramento da enorme farsa que tem protagonizado, tem a desfaçatez de prognosticar que “a esperança vai vencer o ódio”.

Apesar de alegadamente motivada pela declaração de Aécio Neves, na convenção do PSDB que lançou oficialmente sua candidatura à Presidência da República, de que “um tsunami” vai varrer o PT do poder, foram dois os sinais de alerta que levaram Lula a abrir a caixa de ferramentas: nova queda de sua pupila Dilma nas pesquisas e as vaias e agressões verbais em coro de que ela foi vítima na quinta-feira durante o jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo.

Quanto às pesquisas, não há muito mais a dizer do que aquilo que elas revelam: uma tendência constante de queda do prestígio e das intenções de voto na candidata do lulopetismo à reeleição. A debandada dos membros mais “pragmáticos” da “base aliada” reforça essa evidência.

As vaias e xingamentos no Itaquerão, por sua vez, refletem o que têm afirmado, abertamente, muitos líderes oposicionistas e, intramuros, lideranças do próprio PT: Dilma e, mais do que ela, o lulopetismo estão colhendo o que semearam. Nem por isso manifestações como aquelas podem ser endossadas. A grosseria não é coisa de gente civilizada. Um chefe de Estado merece respeito, no mínimo, pelo que representa.

Mas não há de ser quem sempre, deliberada e calculadamente, se esmerou em atacar e ofender adversários que agora vai assumir posição de superioridade moral para condenar quem manifesta, no calor da multidão, um sentimento espontaneamente compartilhado.

 E também não vale o argumento com que Lula procurou desqualificar os manifestantes do Itaquerão, a eles se referindo como “gente bonita”, ou seja, a famigerada elite. Afinal, a Copa do Mundo no Brasil, essa vitrine que está expondo o País aos olhos do mundo com efeitos duvidosos, foi apresentada à Nação sete anos atrás como uma fantástica conquista pessoal de Lula, uma dádiva generosa ao povo brasileiro. Foi para a “gente bonita” que Lula trouxe esse espetáculo – do qual agora mantém a boa distância e não porque não possa pagar os caríssimos ingressos que, como ele sempre soube, são cobrados pela Fifa.

 A candidata Dilma, por sua vez, recolheu-se. Alegou uma gripe para não comparecer, ao lado do chefe, à convenção do PT que lançou, no domingo, a candidatura petista ao governo de São Paulo. Mas o recato acabou aí. Gravou um vídeo em que se refere indiretamente ao episódio do Itaquerão e dá uma magnífico exemplo do tom mistificador que passará a imprimir à campanha eleitoral: “(O Brasil) é um país em que mulheres, negros, jovens e crianças, a maioria mais pobre, passaram a ter direitos que sempre foram negados. É isso que vaiam e xingam. É isso que não suportam”.

Os líderes do lulopetismo só estarão a salvo de vaias e constrangimentos se escolherem as multidões que estão sob seu próprio controle.

Post publicado originalmente às 5h36
17 Jun 11:17

France Cries Foul At World Cup "Spy Drone"

by Unknown Lamer
mpicpp (3454017) writes with news of amateur drones appearing at the World Cup, quoting Ars Technica: "France's World Cup soccer team has filed a complaint with FIFA, claiming that someone used a small unmanned aircraft to spy on the team's training camp near São Paulo, Brazil as players prepared for their match against Honduras Sunday, the BBC reports. The quadrocopter appears from video to be a Phantom II autonomous micro-drone with a video camera. 'Apparently, drones are being used more and more,' France's manager Didier Deschamps told the BBC. 'We don't want intrusion into our privacy. It's hard to fight.' Deschamps did not comment on who might be behind the surveillance but said in an interview with Football Italia that he believed the drone was operated by one of France's potential opponents or by a French news agency." Police later captured the drone operator, who claimed just to be a fan bitten by a bit too much curiosity.

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17 Jun 02:08

AJUDEM A ESPALHAR: CHEFÃO DO PT PEDE ABERTAMENTE A CABEÇA DE JORNALISTAS NA PÁGINA DO PARTIDO. ESTOU NA LISTA. NÃO SEI O QUE FARÃO OS OUTROS. ESTOU ANUNCIANDO AQUI QUE VOU PROCESSAR O SR. ALBERTO CANTALICE POR CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. CABE INDAGAR SE CHEFÃO PETISTA NÃO ESTÁ DANDO UMA ORDEM PARA QUE ESSAS PESSOAS SEJAM AGREDIDAS NAS RUAS. É PRECISO CUIDADO! ELE É DO PARTIDO A QUE PERTENCIA CELSO DANIEL!

by giinternet

DECIDI MANTER ESTE POST ANO ALTO DA PÁGINA. COMENTEM COM MODERAÇÃO E SERENIDADE, TUDO AQUILO QUE ESTE SENHOR QUE APARECE AÍ ABAIXO NÃO TEM. SOMOS DE OUTRA NATUREZA.
*

Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal

Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal

Os petistas, saibam os senhores, pedem a cabeça de jornalistas para seus respectivos patrões. O partido tem nas mãos instrumentos para fazê-lo: anúncios da administração direta e propaganda de estatais. Alguns cedem, outros não! Denunciei aqui a fala de um certo José Trajano na ESPN e AFIRMEI QUE ELE NÃO ESTAVA PENSANDO APENAS POR SUA CABEÇA. DEIXEI CLARO QUE ELE VOCALIZAVA PALAVRAS DE ORDEM DO PT. Muitos não acreditaram. Pois é…

A opinião do sr. Trajano sobre mim e sobre os demais que ele atacou (Augusto Nunes, Diogo Mainardi e Demétrio Magnoli) pode ser moralmente criminosa, mas não vai além disto: dolo moral. Ele tem o direito de achar a respeito dos meus textos o que bem entender. E eu tenho o direito de responder. Se ele se sente bem com o seu oficialismo de contestação, aí é problema dele.

É diferente, no entanto, quando um político acusa jornalistas de cometer um crime. Aí a coisa pega. O sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e “coordenador das Redes Sociais do partido” escreveu um artigo no site do PT em que se pode ler esta pérola.

 Cantalice acusação

Observem que os quatro da lista de Trajano estão também na de Cantalice, que vem ampliada. Não sei o que farão os outros. Sei o que eu farei. Estou anunciando aqui que vou processá-lo. E a razão é claríssima. Ele está me acusando se estimular a que outros “maldigam os pobres” e os discriminem em ambientes públicos. Se eu faço isso, então eu sou um criminoso. Violo um artigo da Constituição e da Lei 7.716, alterada pela Lei 9.459. Vale dizer: transgrido a Carta Magna do meu país e cometo um crime previsto em lei. ENTÃO O SR. CANTALICE VAI TER DE PROVAR O QUE DIZ. ELE VAI TER DE DIZER EM QUE ARTIGO E EM QUE MOMENTO EU PREGUEI A DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS POBRES.

Para esclarecer a questão constitucional e legal. Estabelece o Inciso XLI da Constituição:
“XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.

Define a Lei 7.716, depois de alterada pela 9.459:
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de um a três anos e multa.(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Como sabem os advogados, a discriminação por condição econômica tem sido considerada pelos juízes da mesma natureza das categorias acima previstas. Assim, o sr. Cantalice acusa esse grupo de jornalistas de cometer crimes que rendem até três anos de prisão. Vai ter de provar. Se não provar, incorre no crime de calúnia e difamação.

Atenção! Este senhor é o  “coordenador da redes sociais DO partido”, entenderam? Não é que ele seja o coordenador do partido para as redes sociais. Não!!! Levadas as palavras ao pé da letra, os petistas julgam já ter privatizado as redes sociais. Não deixa de ser verdade.

O sr. Cantalice vai mais longe, Ele descobriu que esse grupo de jornalistas — e vejam quanto poder ele nos confere — é responsável pela vaia que Dilma levou nos estádios. Também ele recorre à metáfora canina para nos designar. Leiam:

Cantalice acusação 2

Muito bem! Vocês sabem o que isso significa: quando o maior partido político do país, que tem, de fato, milhares de seguidores — alguns deles podem estar dispostos ao tudo ou nada — nomeia um grupo restrito de jornalistas como propagador do ódio, acusando-o, adicionalmente, de responsável por vaiais e xingamentos de que foi alvo a presidente Dilma, isso corresponde, me parece, a um convite a uma ação direta.

Não é segredo para ninguém que certo tipo de militância não precisa de palavras explícitas para agir. O sr. Cantalice está pondo em risco a segurança de profissionais da imprensa. Talvez queira isto mesmo: calar a divergência por intermédio da intimidação e do terror. Que este post sirva de alerta à Polícia Federal e ao Ministério Público. Evidentemente, nenhum de nós deve esperar a solidariedade e o protesto de entidades de defesa da categoria. Sabem por quê? Porque os respectivos comandos da maioria delas pensam a mesma coisa. Também elas acham que deveríamos ser proibidos de escrever o que escrevemos, de falar o que falamos, de pensar o que pensamos. IMAGINEM O QUE ACONTECERIA SE UM GRUPO OU UMA ENTIDADE CONSIDERADOS DE DIREITA TORNASSE PÚBLICA UMA LISTA DE DESAFETOS. O MUNDO VIRIA ABAIXO. O PT repete a tática da ditadura militar e resolveu espalhar no mural da rede os nomes e as fotografias dos “Procurados”. 

Bando de fascistas!
O petismo é a mais perfeita definição do que muitos chamam nos EUA de “fascismo de esquerda”. Qualquer pessoa que tenha lido o que escrevemos ou ouvido o que falamos sabe que pensamos coisas distintas sobre um monte de assuntos. Nunca nem mesmo conversei com Guilherme Fiúza, por exemplo. Duvido que Arnaldo Jabor queira papo comigo.

Com isso, estou deixando claro que não formamos um grupo. Pode ser que os petistas estejam acostumados a conversar com quadrilheiros disfarçados de jornalistas. Não é o caso.

Eu, sim, acuso o governo do seu partido, sr. Cantalice, de financiar com dinheiro público páginas na Internet e blogs cujo propósito é difamar a imprensa independente, as lideranças da oposição e membros do Poder Judiciário que não fazem as vontades do PT. E o senhor certamente não vai contestar porque é autodemonstrável.

O PT começou a sua trajetória no poder hostilizando a imprensa que não se limitava a prestar assessoria ao partido. Depois, passou a financiar o subjornalismo “livre como um táxi”. Aí tentou (e tenta ainda) criar mecanismos de censura. Agora, já chega ao ponto de estimular, ainda que de modo oblíquo, a agressão aos profissionais que não rezam segundo a sua cartilha. A esmagadora maioria da categoria vai silenciar — até porque alguns fazem esse mesmo trabalho em suas respectivas colunas, não é mesmo? Ok. Hoje, somos nós. Amanhã, chegará a vez de vocês. É simples assim. E é sempre assim.

Vaias
Eu sou responsável pelas vaias? Eu não! Quem estimulou as manifestações de rua em junho foi o PT. Eu sempre as critiquei. Ademais, sabem o que motiva vaia em estádio, meu senhor? Eu conto: roubalheira, safadeza, associação com o PCC.

Sem contar que quero encontrar cara a cara com esse sujeito num tribunal. Quero perguntar quais são as suas credenciais e sua origem para falar em nome do povo. Quero opor as minhas às suas. Quero lhe dizer que o governo que ele representa financiou, por exemplo, a ação de sem-terra e índios que resultou em policiais feridos em Brasília. Quero lhe dizer que seus aliados deram suporte a coisas como a “Mídia Ninja” na esperança de que os alvos seriam os adversários. O tiro saiu pela culatra, a despeito das intenções da turma.

O sr. Cantalice quer saber onde estão os responsáveis pela hostilidade a Dilma nos estádios? Comece por se olhar no espelho. O PT estimula a desordem. O PT estimula o desrespeito às leis. O PT estimula o desrespeito a qualquer hierarquia. O PT estimula o desrespeito até mesmo à organização familiar. O partido esperava escapar do clima que ele próprio criou?

De resto, se as hostilidades a Dilma foram um “gol contra” dos que não gostam dela e se a maioria “abominam” (sic) aquele comportamento, o sr. Cantalice deveria estar contente, não é mesmo? O PT está empenhado em fazer do limão uma limonada. Ao isolar o grupo dos “jornalistas do mal”, ameaça, na prática, todos os outros. É como se dissesse: “Comportem-se, ou vocês vão entrar na lista negra”. E, claro!, muita gente vai se comportar e ainda achar pouco!

É claro que fico preocupado quando lembro que o sr. Cantalice pertence ao partido de Celso Daniel. Terei, é certo, de tomar as devidas providências para a minha segurança. E acho que os outros devem fazer a mesma coisa.

Texto publicado originalmente às 22h09 desta segunda