Shared posts

28 Jun 20:18

Chile #CHI defeats Brazil #BRA.…

by Administrator

Chile #CHI defeats Brazil #BRA. Not in football, but in education http://eduardo.macan.eng.br/revoltas-aleatorias/brasil-vs-chile-placar-na-copa-e-na-educacao/

28 Jun 16:03

That Toy Is Now a Drone

by timothy
fluxgate (2851685) writes "A notice from the FAA announced earlier this week just turned a bunch of kids' toys into drones. In the past, the FAA had made the distinction between model aircraft (allowed) and drones (prohibited without special permission) according to whether they were used for recreation (okay) or commercial purposes (verboten). Now they have further narrowed the definition of model aircraft: If you fly it through video goggles, it no longer qualifies. This move eliminates First Person View (FPV) radio control flying. I'm an editor at IEEE Spectrum with a special interest and blogged about this disturbing development as soon as I heard the news."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








28 Jun 13:49

Novo apagão na Venezuela interrompe discurso de Maduro

by giinternet

Na VEJA.com:

Um apagão atingiu pelo menos quinze dos 23 Estados venezuelanos nesta sexta-feira, segundo o jornal local El Universal, e interrompeu por duas vezes a transmissão ao vivo de um pronunciamento do presidente Nicolás Maduro. O blecaute teve início às 15 horas (16h30 em Brasília), por uma falha na subestação La Arenosa, em Carabobo, uma das mais importantes do país. Outros centros de geração também foram afetados, interrompendo o serviço no oeste e no centro do país. A capital Caracas foi uma das atingidas, e os problemas se estenderam a Maracaibo, segunda maior cidade venezuelana, e ao polo industrial de Valencia.

Maduro discursava durante uma cerimônia de premiação jornalística quando as imagens de TV ficaram congeladas por vários segundos. Ao fundo, foi possível ouvir “parece que caiu a energia”. Pouco depois, disse que o governo investigará “a fundo” as causas do apagão. ““Vamos fazer uma investigação muito objetiva a fundo para ver se é uma falha programada, induzida, por gente enlouquecida. Sabemos que há um grupo que em quatro meses chegou a níveis de loucura e ódio muito além do normal”, disse, referindo-se à onda de protestos contra seu governo, iniciada em fevereiro, contra os altos índices de inflação e criminalidade, o desabastecimento, a falta de liberdade.

O presidente disse que uma reunião será realizada para ver quais medidas especiais devem ser tomadas para “proteger” o setor. Talvez não precisasse se preocupar em buscar respostas para o que está claro: a falta de investimento no setor sujeita a população ao problema, que é se tornou uma constante – de 2008 pra cá, foram sete ocorrências relevantes. O governo, no entanto, costuma culpar “sabotadores”. No ano passado, o governo lançou o programa Grande Missão Elétrica Venezuela, envolvendo as Forças Armadas no ‘combate’ à sabotagem.

O país sofreu com grandes apagões em abril de 2008, abril e junho de 2011, fevereiro, setembro e dezembro de 2013, quando dezenove Estados ficaram às escuras. Em março de 2014, cinco Estados também ficaram sem energia. Nesta sexta-feira, em Caracas, pedestres perambulavam pelas ruas da cidade, já que o apagão forçou o fechamento do metrô e deixou motoristas frustrados buzinando em meio ao caos instaurado pela falta de semáforos. Extraoficialmente, 60% do país ficou sem serviço elétrico.

Em 2007, o caudilho Hugo Chávez nacionalizou setores da economia, incluindo o de energia, o que levou à deterioração dos serviços de geração e transmissão a ponto de a pouca capacidade disponível levar aos racionamentos, apesar de a capacidade instalada do país ser maior que a demanda.

Mudanças – Quando o país já enfrentava a queda de energia, Maduro ainda anunciou que vai promover uma revisão e reestruturação do governo. “Vamos dar uma sacudida completa nos mecanismos de governo para entrar em uma nova etapa de eficiência verdadeira”. O processo, afirmou, será efetivado na primeira quinzena de julho e abrangerá todos os ministérios e programas do governo.

28 Jun 13:49

Why The Korean Government Could Go Open Source By 2020

by timothy
An anonymous reader writes As the support for the Microsoft (MS) Windows XP service is terminated this year, the government will try to invigorate open source software in order to solve the problem of dependency on certain software. By 2020 when the support of the Windows 7 service is terminated, it is planning to switch to open OS and minimize damages. Industry insiders pointed out that the standard e-document format must be established and shared as an open source before open source software is invigorated. A similar suggestion that Korea might embrace more open source (but couched more cautiously, with more "should" and "may") is reported on the news page of the EU's program on Interoperability Solutions for European Public Administrations, based on a workshop presentation earlier this month by Korea's Ministry of Science, ICT, and Future Planning. (And at a smaller but still huge scale, the capitol city of Seoul appears to be going in for open source software in a big way, too.)

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








27 Jun 21:59

Dilma tenta, mais uma vez, usar o ódio como um ativo eleitoral! Lula conta piadas involuntárias

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff, a criatura, participou da convenção do PT baiano que oficializou a candidatura de Rui Costa ao governo do Estado. Disse que estava feliz por estar lá no momento em que seus “adversários apelam para o ódio, apelam para os xingamentos e apelam para a política desqualificada”.

De novo essa conversa! Muito bem! Desafia-se aqui qualquer petista a demonstrar em que momento as oposições recorreram a esses expedientes. Isso nunca aconteceu! O PT, sim, é um “odiador” profissional. Quando, em 2003, Lula, o criador, lançou a tese vigarista da “herança maldita”, estava fazendo o quê? Amando? Até porque a herança era bendita. Quem xingou Dilma no Itaquerão não foi a oposição, mas os torcedores.

Lula também estava presente, claro! O homem falou, ora vejam, da necessidade de uma reforma que moralize a política. O chefão petista que, até agora, nega a existência óbvia do mensalão, se apresenta como um moralizador. Parece piada. O PT, como sabemos, insiste em fazer um plebiscito para arrancar uma constituinte exclusiva para fazer tal reforma. O expediente só seria benéfico ao próprio partido.

O ex-presidente estava mesmo propenso à piada. Afirmou que o tal “mercado” nunca apoiou o PT, o que, obviamente, é mentira. Basta ver as doações que os petistas receberam e recebem do tal “mercado”. Aliás, é do próprio Lula a frase de que o setor financeiro nunca lucrou tanto como em sua gestão, o que é verdade.

27 Jun 21:59

Norway Scraps Online Voting

by Soulskill
An anonymous reader sends news that Norway will no longer experiment with online voting: [T]he trials have ended because, said the government, voters' fears about their votes becoming public could undermine democratic processes. Political controversy and the fact that the trials did not boost turnout also led to the experiment ending. In a statement, Norway's Office of Modernisation said it was ending the experiments following discussions in the nation's parliament about efforts to update voting systems. The statement said although there was "broad political desire" to let people vote via the net, the poor results from the last two experiments had convinced the government to stop spending money on more trials. ... A report looking into the success of the 2013 trial said about 70,000 Norwegians took the chance to cast an e-vote. This represented about 38% of all the 250,000 people across 12 towns and cities who were eligible to vote online. However, it said, there was no evidence that the trial led to a rise in the overall number of people voting nor that it mobilised new groups, such as young people, to vote.

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








27 Jun 21:57

J.O. Brizola: "O plano era fazer algo como a revolução cubana"

by Norma
Saiu no Jornal Zero Hora do dia 21 de junho de 2014 uma entrevista imperdível com João Otávio Brizola, filho do famoso político do RS. Entre outras coisas, fiquei sabendo que Leonel Brizola esteve envolvido em uma tentativa de instalar a revolução cubana no Brasil durante os anos da ditadura, recebendo treinamento e dinheiro de Cuba para isso. A informação confirma o que outros têm dito aqui e ali, como Fernando Gabeira: esses movimentos não eram simples organizações de estudantes lutando pela liberdade, em "reação" ao poder militar. Eram grupos comunistas, com apoio do exterior, tentando implantar o sistema no país.

Esse é o ponto mais importante da entrevista, mas eu fiquei também triste ao saber que Neusinha Brizola, a filha cantora que fez sucesso na década de 1980, morreu em 2011, de hepatite C (quem lembra de Mintchura, mintchura?). Católica, seu último pedido foi a extrema-unção.

Vale a pena ler tudo. São palavras muito reveladoras tanto do modus operandi da esquerda brasileira quanto dos efeitos da ideologização na criação dos filhos. Assinalei em vermelho os trechos específicos sobre a tentativa de revolução (posto tudo aqui porque links às vezes expiram).


A entrevista do Jornal Zero Hora
Por Diane Kuhn

O arquiteto João Otávio, 61 anos, é o único filho de Leonel Brizola que sempre fugiu dos holofotes e da imprensa. Ao contrário de seus dois irmãos, José Vicente — o mais velho, morto em 2013 — e Neuzinha — a mais nova, morta em 2011 —, nunca brigou ou desafiou publicamente o pai. Era o filho com quem Brizola, nos últimos anos de vida, vinha conversando, reavaliando decisões políticas, como se estivesse fazendo um inventário de sua trajetória pública e privada.

Brizola foi prefeito de Porto Alegre, deputado e governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Morreu há 10 anos, em 21 de junho de 2004, aos 82 anos, vítima de infarto. Por ser testemunha privilegiada de momentos cruciais da vida do pai, João Otávio decidiu escrever um livro de memórias — ainda sem editor (confira um trecho abaixo).

Pai de João Eduardo, João Otávio vive hoje entre o Rio de Janeiro e o Uruguai, onde administra a fazenda que era da família e uma academia de ginástica. É incentivador da carreira política dos sobrinhos, a deputada estadual gaúcha Juliana Brizola, o vereador do Rio Leonel Brizola Neto e o ex-ministro Carlos Daudt Brizola (conhecido por Brizola Neto). Os três são filhos de José Vicente. Durante passagem por Porto Alegre, ele aceitou, pela primeira vez, dar uma entrevista. Falou por duas horas com Zero Hora sobre a relação com o pai, os problemas da família e os erros e acertos de Brizola.

Por que escrever um livro sobre seu pai?
Eu tinha uma história para contar. Não tem mais muitas testemunhas vivas para falar de todos os períodos da vida de meu pai. Minha mãe e meus irmãos (José Vicente e Neuzinha) já morreram. Resolvi contar do ponto de vista da nossa relação.
Ser filho de Brizola ajudou ou atrapalhou?
As duas coisas. Ajudou no crescimento profissional. Soube aproveitar as oportunidades que me foram dadas. Mas tem um legado desagradável de ser filho de um político de esquerda, particularmente dele. Tudo o que se fala e se falou de Brizola é política pesada. É política a ferro e fogo. Ou amavam ou detestavam ele. Era assim no Rio e no Rio Grande do Sul. Ainda que no Rio Grande do Sul ele tenha se transformado em figura histórica respeitada já anos antes de morrer. O que não acontecia no Rio. O legado negativo é toda a falta de ter um pai, a dificuldade de relacionamento, associada a cobranças e ameaças para que fôssemos perfeitos.
Como eram essas cobranças e ameaças?
Meu pai e minha mãe (Neusa Goulart Brizola) eram pessoas muito diferentes e, ao mesmo tempo, muito iguais. Eles se amavam muito, mas cada um tinha seu gênio. Ela vinha de uma família rica, sempre teve tudo que quis. Quando tinha 22, 23 anos, o pai dela morreu. Minha mãe teve de assumir os negócios da família junto com meu tio Jango (João Goulart, ex-presidente da República). Era uma moça bonita, elegante, inteligente e rica. Meu pai veio de família pobre, se formou à custa de muito trabalho e se fez sozinho. O casamento tinha amor, mas também teve muita conveniência política. Ela tinha surtos de poder e ele querendo conter isso. Ela estava acostumada a ter empregados. Na fazenda, eram mais de 20 famílias que viviam ali pela comida, coisas do período da escravidão. A família Goulart era vizinha de Getúlio Vargas. Tudo isso proporcionou um mundo de prosperidade e de poder para minha mãe e para o tio Jango. Por isso minha família tinha contradições muito grandes.
Que contradições?
Minha mãe queria uma coisa e meu pai queria que a gente parecesse outra. Quando pequenos, morávamos na Rua Tobias da Silva (no bairro Moinhos de Vento). Toda a família da minha mãe frequentava o Leopoldina Juvenil. Mas nós tínhamos de ir para o Grêmio Náutico União porque era mais popular. Quando o pai virou governador, foi ainda pior. Ele só queria que fôssemos num clube ainda mais popular, o Grêmio Náutico Gaúcho. Lembro que teve uma competição de natação de 50 metros. Fui participar todo animado. Só tinha um na raia, geralmente se colocavam uns cinco ou seis na raia. Esse único que competia parou na metade da prova para deixar eu ganhar. A mãe se deu conta e ficou furiosa. Ela disse "vocês nunca mais pisam aqui". Tudo porque tínhamos de fazer a imagem. Todos da família da minha mãe eram gremistas históricos. Nós tínhamos de ser colorados para parecer mais populares. E todas essas contradições apareceram mais tarde, criando problemas para mim e para os meus irmãos.
Que tipo de problemas?
De se rebelar contra ele. Eu, talvez, tenha tido um destino diferente dos meus irmãos por causa de minha madrinha, a dona Mila Cauduro, que me influenciou muito. Já o José Vicente e a Neuzinha se rebelaram muito contra o pai. Esse foi o lado ruim. O pai sempre dizia que tínhamos de lutar para conseguir as coisas, porque ele lutou, mas não se dava conta de que morávamos num palácio. Era outra realidade. E a minha mãe lutando contra isso, contra esse lado forte dele. Era difícil.
E o lado bom dos pais?
Sem dúvida que houve. Minha mãe era muito carinhosa. Ele também sabia ser quando queria.
Brizola se dedicava aos filhos?
Muito pouco. Quando morávamos em Porto Alegre, geralmente os domingos eram dedicados à família. A imagem que ficou é do pai e da mãe discutindo, e era muito desagradável. Ele adorava acampar no alto do Morro da Polícia. Uma vez, quando era prefeito da cidade, parou numa estrada que cruzava por Gravataí ou Viamão, não lembro bem. Parou na esquina e montou acampamento, fez fogo. Passamos a noite numa barraca. (risos) Meu pai era um homem do campo. E a minha mãe era a dona do campo. Essa é a história.
Eles brigavam muito?
Muito, tinham fúrias. Principalmente depois que fomos para o exílio. Ali os problemas afloraram. Eles não se davam conta, mas em Porto Alegre a gente estudava num colégio de primeira, o Farroupilha. Chegamos a Montevidéu e fomos para um de terceira categoria. De repente, estávamos num colégio onde as pessoas até roubavam dos outros. Não sabíamos direito o que estava acontecendo. Foi um choque. Não tínhamos documentação, então tivemos de ir para onde nos aceitavam. Como escrevo em meu livro, passamos de principal família dirigente de um país para bandidos fugindo da lei. Já meus primos, filhos do Jango, foram para um colégio americano. Acho que toda a natureza das histórias de contradição vem daí. Pensando bem, minha mãe casou com meu pai para fazer frente ao Jango. Já Jango casou com a Maria Thereza para fazer frente à família dele. Maria Thereza não era a pessoa que os Goulart queriam. Ela mesma dizia que caiu de paraquedas. Vai entender.
Ao contrário de José Vicente e Neuzinha, você sempre fugiu dos holofotes. Por quê?
A Neuza Maria sempre foi problemática. Era a queridinha de meu pai, filha mulher, acostumada a ter tudo o que queria. Quando era contrariada, queria virar a mesa. E assim cresceu. Lá pelo quarto ano de exílio, tive de ir para a Inglaterra fazer uma cirurgia de correção no fêmur (em razão de um acidente de trânsito), e ela foi junto. Ficou interna num colégio. Lembro que fomos visitá-la, certa vez, e Neuzinha tinha engordado muito. A mãe ficou apavorada, quis tirá-la de lá, pois estava achando horrível. Acho que foi um erro da mãe, ela estava engordando mas não tanto assim. E a Neuzinha não queria sair de lá, estava se sentindo bem. Acabaram levando de volta ao Uruguai. Colocaram a Neuzinha numa escola britânica em Montevidéu. De lá, ela foi expulsa e nunca mais engrenou. Em seguida parou de estudar.
E José Vicente?
Com ele foi diferente. A briga dele com o meu pai sempre foi mais política. O Zé Vicente sempre foi muito desastrado, não conseguia fazer as coisas direito, parou de estudar. Chegou a ser deputado federal (eleito em 1990), mas numa época em que meu pai elegia até um poste. Não me dava muito bem com ele, embora nunca tenha rompido. Com minha irmã, a relação era mais fácil. As loucuras dela não eram comigo, eram mais para atingir meu pai. No Brasil, bem ou mal, tínhamos uma vida traçada. Depois do golpe militar, tudo mudou radicalmente. Minha mãe várias vezes entrou em crise. Talvez meus pais não se dessem conta de que nós não éramos eles, que a gente ia sofrer com toda essa mudança. Faltou um pouco de psicologia.
No início do exílio, Brizola tentou voltar por meio da guerrilha. Como foi esse período?
Ele conspirou muito, recebeu dinheiro, não tenho dúvida disso.
Dinheiro do governo de Fidel Castro?
Certamente, até porque não tinha outro para dar. Cuba era o país que estava deixando o mundo nervoso. Meu pai se agarrou no primeiro cipó. Durante os primeiros quatro meses, estava tudo tranquilo. Meu pai e Jango eram muito amigos, se frequentavam o dia inteiro. Mas o pai querendo conspirar. Tinha um grupo político forte lá, de umas 300 pessoas. Darcy Ribeiro e Waldir Pires foram a Cuba fazer essa gestão (de buscar o dinheiro para a organização da guerrilha). Quando eles voltaram, lembro que era tudo em moedas de 50 pesos mexicano. Eram umas moedas de ouro. Não sei como era o trato disso. Ele montou em uma chácara perto de Montevidéu um centro de treinamento de guerrilha. No fundo, ele via a realidade que acontecia na época com muita clareza. O país levou muito tempo para acordar.
Você chegou a frequentar essa chácara?
Fui umas três, quatro vezes. Eram os piqueniques de domingo. Esse era o motivo. Daí eu via que tinha armas lá. Ele me ensinou a atirar, eu atirava em pombas. Mas, logo depois, me desinteressei. Várias vezes chegavam cargas de armas lá. Uns três meses depois, ele brigou com meu tio de forma definitiva, romperam publicamente.
Como foi esse rompimento com Jango?
Segundo meu pai contava, ele tinha um plano de explodir o entreposto da Deal (Departamento Estadual de Abastecimento de Leite), em Porto Alegre, tinha toda uma operação montada para isso e que foi abortada. E o Jango foi contra essa operação. Lembro da minha mãe dizendo que o irmão dela não participaria e que ela não queria que meu pai também participasse. E aí romperam. Só reataram em 1976, pouco tempo antes de Jango morrer. Meu pai começou a deixar o governo uruguaio muito nervoso, a pressão do governo brasileiro para confiná-lo era grande. Acabaram confinando ele no Balneário de Atlântida (nas proximidades de Montevidéu). Isso foi em fevereiro de 1965. Era um balneário deserto. Em seguida, meu pai alugou um edifício, tinha uns 20 apartamentos. Era a base perfeita, ele driblava a polícia uruguaia. Lembro dos movimentos estranhos. A emprega tinha de entregar 20 pratos de comida, dar três batidas na porta e depois sair correndo porque não podia ver quem estava lá. Nós éramos totalmente proibidos de ir do sexto andar para cima.
Você presenciou alguma cena da guerrilha?
Teve um episódio em que ele me chamou para ir junto. Foi numa praia, à noite, ao fundo uma luz piscando e daí surgiu uma lancha de motor rápido e encalha na areia. Começaram a baixar caixas de armas, entregaram um saco de dinheiro para um cara, a lancha voltou para o barco que fazia sinal e a gente foi embora. Eu perguntava o que estava acontecendo. Meu dizia "não te interessa". Ele sempre dizia assim: "Especula, especula". No final de 1966, ele fechou tudo, decidiu comprar uma fazenda perto de Atlântida e montou um tambo de leite, que nunca deu certo. Daí começou a trabalhar, passamos por uma fase de tranquilidade. Em 1968, fui para a Inglaterra fazer a cirurgia. Nos últimos anos, os negócios estavam dando certo, ele estava comprando terras, ficando mais próspero.
Quanto veio de dinheiro de Cuba?
Dizem que foi US$ 1 milhão.
Ele falava abertamente sobre isso?
Falava, mas eu tinha de arrancar. Lembro de um baú de madeira enorme com moedas de ouro. Ele se trancava nos quartos e, certa vez, eu entrei e vi um monte de moedas. E não era pouco. Outra vez, ainda em Atlântida, cheguei a uma lanchonete e havia três brasileiros bêbados falando que eram do esquema do Brizola em Caparaó. Muito tempo depois, eu perguntei para ele se havia esse plano de armar uma guerrilha na Serra do Caparaó (divisa entre Minas e Espírito Santo). Ele disse que havia o plano de fazer algo como a revolução cubana (que começou por Sierra Maestra). Mas logo viu que o povo não iria aderir, não tinha a menor chance de dar certo. As próprias pessoas que chegavam para ser treinadas vinham de terno e sapato. Para fazer uma operação de campo como essa tinha de ter experiência em montanhas. Tanto que só durou três, quatro dias.
E o que foi feito com todo esse armamento?
Ele sempre teve paixão por armas. Tanto que quando morreu encontramos em um armário do apartamento de Copacabana vários rifles. Deu trabalho se livrar dessas armas. Como você vai justificar? Chamamos um coronel da PM que era da nossa confiança e pedimos para dar um jeito. Os últimos exemplares estão lá num contêiner na fazenda. Tem uns três ou quatro. Da grande parte do armamento ele deve ter se livrado, mas sempre guardou alguma coisa.
E o que foi feito do dinheiro?
É complicado dizer exatamente, porque eu não sei. Minha mãe tinha terras em São Borja, eles tinham uma fazenda em Mostardas, conhecida como Pangaré, e que depois ele deu metade para um projeto de reforma agrária. Minha mãe, com razão, xingou ele a vida inteira por ter feito isso. Logo que veio o golpe de 1964 essas terras foram compradas a preço de nada. No Uruguai, tinham uma fazenda de 2 mil hectares, um apartamento. Eles viviam apertados, o orçamento era limitado. Já com Jango era mais folgado, até porque ele sabia fazer negócios. Meu pai sabia mais era fazer política.
De que forma seu pai se referia a Jango?
Depois do rompimento, Jango era o satã. Tanto que em uma determinada época, eu tinha uns 16, 17 anos, quis me aproximar de meu tio para ver se era isso mesmo. Foi uma das melhores coisas. Meu pai sempre chamava os adversários daquilo que eles não eram. Com o meu pai tinha de ser do jeito dele ou de jeito nenhum. Já o Jango era conciliador, queria resolver as coisas numa boa. Ficava difícil os dois conviverem pacificamente. Tanto que tomaram caminhos diferente. A mais afetada por essa briga deles foi a minha mãe. Ela era muito amiga do irmão, cresceram juntos. No início do exílio estava tudo bem, as famílias sempre juntas, mas depois, com o rompimento, ela começou entrar em baixa, a ficar deprimida, a beber.
Brizola sabia lidar com a situação?
Foi difícil. Ela precisou ser internada várias vezes, tinha crises. E ele fica muito mal, às vezes transferia a depressão, as frustrações dele para nós. E a gente não sabia para onde ir.
Como foi a expulsão do Uruguai e viagem para Nova York?
Nessa época estávamos todos muito mais maduros. O Uruguai estava ficando difícil, Jango já tinha morrido (em dezembro de 1976) e o meu pai se sentia seguido. Era uma ditadura feroz. Estava exilado há 13 anos, quieto, numa vida mais tranquila e um dia chegou um decreto do governo determinando cinco dias para sair do país. Eu já estava estudando no Rio de Janeiro, o Zé Vicente estava em Porto Alegre e a Neuzinha morava com eles. Fui para Montevidéu. Cheguei lá e senti o clima estava tenso. Quando o pai vinha voltando do escritório do governo uruguaio, após assinar o documento da expulsão, ele decidiu entrar na embaixada americana e pedir asilo. E daí é a história que todos conhecem. O pai sempre dizia que foi o próprio Jimmy Carter (presidente americano) quem decidiu pela entrada dele nos Estados Unidos.
E a chegada em Nova York?
O Jornal Nacional fez uma reportagem mostrando o desembarque dele. A partir dali, não sei direito por que, começou a contagem regressiva para a volta dele ao Brasil. Na minha opinião, foi a jogada mais inteligente que o meu pai fez na vida dele, a de entrar na embaixada americana e pedir asilo. Foi total feeling dele. Ele sempre disse isso, que queria testar a política de direito humanos do governo Carter. E funcionou.
Em algum momento o Brizola realmente se sentiu ameaçado de morte?
Nos últimos dias no Uruguai, sim. Mas nunca teve um atentado contra ele nesses 15 anos de exílio.
Brizola retornou ao Brasil com a Lei da Anistia, em 1979, dando início a uma terceira fase da vida. Como foi a volta?
Tão logo se instalou no Rio, o pai começou a montar o partido, a se movimentar politicamente. E minha mãe voltou a entrar em depressão. Dizia que não era isso que esperava, que queria voltar para a fazenda no Uruguai. Ela adorou o período em que estiveram em Nova York, porque lá estava ao lado dele o tempo todo. No Rio ela não conseguiu acompanhá-lo, e daí não se recuperou mais, nunca mais voltou a ser a mesma. Por pouco eles não se separaram. Ela não conseguia seguir o tranco dele. Ainda por cima ele era muito chegado a mulher, mulherengo.
A Neusa sabia dos relacionamentos dele?
Sabia. Ele negava sempre, mas estava na cara. Ficava difícil ela controlar a situação. Eles retornaram ao país no final de 1979. Entre 1980 e 1981, o pai se dedicou a montar o PDT. Na eleição de 1982 (a primeira eleição direta para governador após quase duas décadas de ditadura), o pai só passou a ser o favorito na disputa nos últimos dois meses de campanha, mas a mãe já estava em Nova York em tratamento. A situação estava ruim. Ela retornou ao Brasil três meses depois de ele ter tomado posse. Tentou assumir algumas funções assistenciais.
Que tipo de tratamento ela fez?
Psiquiátrico, para tentar superar toda essa mudança. No Brasil, não tinha a menor condição. Quando ela voltou, teve um período de recuperação, mas, em seguida, ela parou de acompanhar ele. Eu já estava trabalhando numa construtora como arquiteto recém-formado. Era residente de uma obra. Meu pai saltou nas pesquisas, e a construtora viu que eu tinha que ter outras funções. Sem falar que já juntava gente para me pedir emprego. Não tinha mais condições de eu continuar naquele escritório. Pedi para sair, para a grande decepção deles. Fui ajudar meu pai, mas ele também não deixava eu chegar muito perto dele. Até que surgiu a possibilidade de eu contribuir no projeto de construção do sambódromo.
Por que ele não deixava você chegar perto?
Ele achava que não era da nossa conta. Quando a gente perguntava alguma coisa, a resposta era a mesma: "Isso não é da sua conta". Como se quisesse nos proteger. Dizia "você tem de aprender muito para chegar até aqui, olha quem eu sou e olha quem tu és". No fundo, era uma pessoa muito carinhosa, como todo bom político. Nos tratava como aliados políticos ocasionais. E não éramos, né?
O sambódromo foi a primeira missão que ele lhe deu?
De trabalho, foi. Ele disse que eu poderia ser o fiscal da obra. Ali cresci profissionalmente, já estava com 27 anos. No fim, já estava dirigindo a obra toda. Mas, antes disso, ainda no exílio, fui várias vezes para Portugal (onde Brizola morou por um tempo), fazia ligações para ele, já gerenciava os negócios no Uruguai. Ele sempre manteve o José Vicente distante disso tudo. Tanto que ele montou um negócio totalmente separado para ele no Uruguai.
Por que Brizola confiava mais em você?
Ele via que eu não gastava dinheiro, que me preocupava com o equilíbrio econômico dos negócios. Eu tinha outra visão. Mas, na infância, não foi assim. O pai e a mãe davam muito mais coisas para o Zé Vicente porque ele era o primogênito. Na família da minha mãe sempre teve o culto ao primogênito. Não sei de onde veio isso, nem todas as famílias do Rio Grande do Sul faziam isso. Então o maior sempre tinha os privilégios e era o dono da verdade. E o meu irmão sempre teve um caráter violento, eu brigava muito com ele. Eu sempre levava a pior, a razão sempre estava com ele. E isso foi me distanciando um pouco deles. Isso fazia eu ir muito na casa da minha madrinha (Mila Cauduro). Ela me ensinava etiqueta, coisas que, para meu pai, eram mundanas demais. Comecei a ver o mundo de uma forma diferente. Ela me ensinou que o dinheiro não vinha fácil e era preciso saber gastar. Ela me influenciou muito. Tenho certeza de que optei pela arquitetura por causa disso.
O segundo mandato de Brizola como governador do Rio (1991-1994) foi muito contestado. Foi ali que ele soube que o sonho de chegar à Presidência estava sepultado (Brizola concorreu para presidente nas eleições de 1989 e 1994)?
Não. O sonho de chegar à Presidência foi sepultado em 1989. Foi uma eleição muito estranha. Eu acompanhei bem porque ali já tinha voz ativa, sempre dentro dos limites que ele permitia. Mas cada vez ele me ouvia mais. Às vezes, tinha uma atitude debochada, tipo "você não sabe de nada, tem muito que aprender". E adorava fazer isso na frente dos outros, para a minha desgraça (risos). Mas. voltando a 1989, ele mesmo dizia que tinha uma coisa que prendia ele para trás. O general Golbery (do Couto e Silva, chefe da Casa Civil dos governos militares de Geisel e Figueiredo) foi muito inteligente. Até hoje a política brasileira vive de suas decisões e ensinamentos. Ele criou esse modelo partidário que está aí, dividindo o sindicalismo, deixando ascender o Lula, uma pessoa que não era comprometida com o passado. Lula era muito mais fácil de ser digerido em 1989. Os militares botaram uma carga de negativismo em cima do legado de Getúlio, Jango e Brizola. Principalmente no modelo sindical criado por Getúlio. Eles queriam sepultar a história. Meu pai tentou se aproximar de Lula diversas vezes, mas ele sempre o hostilizava. Então a esquerda ficou dividida em 1989. Ainda colocaram as candidaturas de Ulysses Guimarães e Mário Covas para tirar votos da esquerda. Já a direita se uniu em torno de Fernando Collor. Foi ali que meu pai se convenceu que era muito difícil se tornar presidente.Como era a relação de Brizola com Lula?
O pai tentou muito se aproximar dele. O ponto mais próximo foi na eleição de 1998 (quando Brizola concorreu como vice de Lula), mas não tinham chance de vencer. Depois, quando Lula ganhou, em 2002, o José Dirceu (braço direito de Lula, que viria a ser ministro) não deixou que meu pai fosse ministro de nada. Disse que era para colocar Brizola como embaixador no Uruguai. Primeiro cogitaram que ele fosse ministro da Agricultura, depois, da Educação. Acabou não ficando com nada.
O convite para ser embaixador foi feito?
Sim, foi feito. Mas o pai me dizia: "Ainda vou ter de ficar apertando a mão desse cara (José Dirceu) na pista do aeroporto de Montevidéu como se fosse empregado dele". As relações entre Brizola e Lula terminaram muito mal. (Quando Brizola morreu, ambos já estavam rompidos politicamente)
Quais foram os maiores acertos do seu pai?
Ele manteve as finanças nos eixos, sempre com arrecadação eficiente. Foi assim no governo do Rio Grande do Sul. Nos governos dele, sempre havia dinheiro para investir em projetos sociais. Sou suspeito para falar, mas não teve nenhum outro governo brilhante no Rio Grande do Sul depois do dele. Já nos dois governos do Rio foi mais difícil, tinha oposição do governo federal. Mesmo assim, fez um plano de investimentos que poucos fizeram até hoje. A eficiência administrativa era muito boa. Praticamente não havia endividamento.
E os maiores erros políticos?
A minha visão foi que ele subestimou o poder dos Estados Unidos antes do golpe militar. Ele achava que o poder dos americanos era só nas armas. Não era. O poder estava também em Wall Street e em Hollywood. O primeiro comanda a engrenagem financeira, o outro comanda como o mundo pensa e se comporta. Pouco antes de morrer, conversando com ele na fazenda, perguntei se ele não tinha se dado conta disso. Mas ele não aceitava. Nunca compreendeu que era muito difícil fazer as reformas de base da maneira que queria. Estava claro que quem mandava eram os Estados Unidos. Daí vem um gaúcho querendo implantar reformas. Outro erro estratégico ocorreu quando ele voltou ao Brasil (em 1979, depois de um exílio de 15 anos). Poderia ter chegado à Presidência e feito parte das reformas que tanto queria se tivesse sido um pouco mais flexível, se tivesse se aberto mais para a direita.
Que avaliação você faz do PDT?
A avaliação é muito ruim. Tudo se desvirtuou muito. De um lado, tem os meus sobrinhos, com suas aspirações legítimas. São jovens, têm o gene da política. Por outro, todo esse grupo que controla o PDT. Toda essa briga é devastadora. Meu medo é que, nas próximas eleições, a resposta venha. O partido não tem mensagem, simplesmente quer se juntar com outros para ter cargos. Nunca foi o que o pai quis fazer. Meu pai sempre preferiu ficar no ostracismo a fazer composições. Me pergunto por que o Carlos Lupi (presidente do partido desde que Brizola morreu) não sai candidato nas eleições se ele está tão bem, tão firme, tem tantos diretórios na mão? Meu sempre dizia que o partido tem de ser controlado por quem tem votos.
Os seus sobrinhos carregam o DNA do avô?
Cada um tem um pouquinho. Todos os três são inteligentes. A mãe e a avó deles (Nereida e Dóris Daudt) fizeram muito o caráter deles. Tudo que talvez o José Vicente não tenha dado, elas conseguiram. Também tiveram a chance de conviver com meu pai. Eles têm tudo para serem grandes políticos. Eu não tive esse DNA.
Por que você não teve esse DNA?
Talvez porque me identificava mais com o estilo de meu tio (João Goulart) do que com o de meu pai. Minhas natureza é mais calma, conciliadora. E isso não era aceito. A maneira de fazer política para o meu pai era fazer do jeito que ele queria.
O seu irmão, José Vicente, chegou a ser deputado, mas não vingou como político.
Não, não vingou. Ele só foi deputado porque a situação era muito fácil. O Zé Vicente se elegeu em 1990, quando meu pai se elegeu pela segunda vez governador do Rio, com 60% dos votos válidos. Minha mãe trabalhou todo tempo para eleger o filho. Lembro que ela renasceu naquele período.
Você leu o livro sobre a sua irmã, Neuzinha?
Não li todo. Mas a Laila (filha de Neuzinha) quis fazer o livro a partir de depoimentos gravados da mãe. Não conheço o autor do livro, mas minha irmã sempre foi de uma imaginação fértil demais. Gostava de aumentar as histórias. Tem vários episódios em que não dá para acreditar. Que ela tinha problemas com drogas toda nossa geração teve, uns mais, outros menos. É um relato da vida dela, da imaginação dela.
Você sente saudade do seu pai?
Sinto. Sinto falta, mas, em outras horas, não sinto, por tudo que passei. Vou contar uma coisa importante. Alguns anos antes de ele morrer, começou a pedir para eu retornar dos Estados Unidos (João Otávio morava em San Diego, onde tinha uma empresa de construção e reforma de casas). Ele dizia: "João, está na hora de você voltar para casa, de ficar por aqui". Também não sabia se aquele era o meu projeto de vida ficar construindo casas. Quando voltei, em 2002, passei a conviver mais com ele. Viajávamos todos os meses para o Uruguai. Virei um companheiro de viagem. Tudo acontece por uma razão. Aproveitei esses momentos juntos para falar sobre tudo, como se tivesse saneando minha relação com ele. Falei sobre todos os assuntos bons e ruins.
Que tipo de conversa?
Eu perguntava coisas como "você nunca pensou que seus filhos cresceram num palácio e que jamais poderiam estudar numa escola rural ou ser engraxates na Galeria Chaves, que a nossa educação era outra, que não adiantava forçar para parecermos mais do povo?". Ou "por que vocês nos criaram com tão pouco amor próprio?" Ele respondia: "Porque eu não sabia fazer melhor, achava que era o certo". Aos poucos, fui entendendo o outro lado. Consegui conversar de uma forma que jamais conseguira.
Por que ele rompeu com seu irmão mais velho, José Vicente?
No auge da briga dos dois (entre 2000 e 2003), o pai me mostrou um álbum de fotografias em que aparecia uma foto dos três filhos pequenos sentados em um murinho da casa de Capão da Canoa. E ele me perguntou como se não soubesse a resposta: "Nós criamos vocês a pão-de-ló, como pode seu irmão ter saído assim?" Ele me perguntava querendo saber onde foi que errou, sem admitir que sabia onde tinha errado. Eu disse que ele tinha nos criado sem muito amor-próprio em função da sua profissão, sempre querendo que as coisas estivessem no lugar que ele queria. Nós éramos uns brinquedinhos. Falei para ele da atitude de querer ralhar com a gente na frente dos outros para dar exemplo. Essas conversas foram saneando nossa relação.
Alguma vez você rompeu com seu pai?
Nunca, mas ficaram muitos danos. E isso fazia com que eu tivesse bloqueios. O pai e a mãe nos dividiam, quando crianças, para poder nos controlar. Isso deixou os irmãos muito desunidos.
Quando você foi se dar conta disso?
Só depois de adulto. Tanto que, uma vez, eu disse a ele que não adiantava mais falar mal do Zé Vicente para mim pois eu não poderia resolver os problemas dele. O pai tinha dificuldade de fazer a gente conhecer o mundo como ele realmente era. A relação era de muita nitroglicerina, piorada com o exílio. Ele tinha só 42 anos quando foi obrigado a deixar o país. Eu tinha 11, o Zé, 13, e a Neuzinha, nove. Do dia para a noite, a sorte e a fortuna da família mudaram radicalmente.
Brizola, em algum momento, no final da vida, admitiu os erros familiares que cometeu?
Uns 15 dias antes de morrer, ele chamou minha prima, a Denize (filha de João Goulart). Queria pedir desculpas para ela, em nome de meu tio, da minha mãe e dele, por tudo que eles fizeram de errado na relação com os filhos e sobrinhos. Era como se estivesse passando a vida a limpo. E, em seguida, ele se foi. Só soube dessa conversa depois que ele morreu.

Confira um trecho do livro de memórias que João Otávio está escrevendo:
"Nós nos mudamos para um apartamento no centro de Montevidéu ao lado da Casa do Governo, apenas a sete quadras de distância da escola. No primeiro ano, fomos sempre levados para a escola por um motorista, por razões de segurança, mas, como as coisas se acalmaram, tornou-se possível se comportar mais como cidadãos normais. Às vezes, nossa mãe nos levava a pé para a escola no período da manhã . Em uma dessas vezes, vi um amigo da minha ex-escola no Brasil caminhar no sentido oposto com sua mãe.
— Mamãe, olha — eu falei, animadamente
— É o Pedro!
— É mesmo. Vamos lá e dizer 'olá' — disse minha mãe.
Naquele momento, a mãe do Pedro nos viu e eu nunca vou esquecer o olhar de horror que atravessou seu rosto enquanto Pedro levantou a mão para acenar. Ela agarrou o braço dele e os dois fugiram tão rápido quanto eles podiam. Ela sequer tentava fingir. Embora eu não entendia o que estava acontecendo, minha mãe entendeu completamente. Para qualquer brasileiro, naqueles tempos, ser associado com alguma coisa a ver com Leonel Brizola era arriscar prisão, literalmente e socialmente.
— Vamos para casa — disse ela, dando-me um abraço.
E eu vi que ela estava chorando.
— Leonel — ela gritou, logo que entrou em casa.
— Você não vai acreditar no que aconteceu ...
Eu comecei a entender um pouco melhor o que estava acontecendo. Fui até o meu quarto. Meu pai tentou acalmá-la e, depois de um tempo, veio e sentou ao meu lado na cama, colocando o braço em volta dos meus ombros.
— Você tem que entender, João, que essas coisas são tão precisas quanto um cálculo estrutural. Quando você está no poder, você atrai muita gente, todos querem chegar perto de você. Mas, quando você está exilado, eles vão fugir de você, verão apenas seus defeitos. Você vai ver na vida que, quando se está no governo, todo mundo é seu amigo e tudo é belo, mas quando você está fora, todos vão estar à procura de razões para evitar você. Eles são como abutres, circulando no céu, observando e esperando você tropeçar antes de atacar e se alimentar do seu cadáver.
Como um engenheiro, ele foi sempre soube explicar as coisas em termos precisos."

27 Jun 10:26

O príncipe e o plebeu das ideias: Haddad transforma a degradação de São Paulo em ponto turístico. Ou – A confissão do secretário do prefeito: programa “Braços Abertos” ignora a lei e aceita a venda de crack. Pior: na prática, Prefeitura financia a operação

by giinternet
O príncipe e o servil plebeu das ideias; desnecessário explicar quem é quem

O príncipe e o servil plebeu das ideias; desnecessário explicar quem é quem

A nobreza europeia gosta de paisagens e países exóticos, uma herança, vá lá, cultural das duas grandes ondas colonialistas, a do século 16, que se fixou nas Américas e nas costas africanas, e a do século 19, que buscou o interior da África, com as potências fazendo a partilha formal das terras ignotas. O que está fora da Europa é o “outro”. Antes, imaginava-se que aqueles mundos estranhos pudessem ser civilizados; hoje em dia, com o triunfo do pensamento politicamente conveniente, que classificam, impropriamente, de “politicamente correto”, há um troço que eu chamaria de “tolerância antropológica”. Os europeus se divertem com os hábitos dos exóticos. Não pensem que isso é só virtude. O pai de Harry, por exemplo, o príncipe Charles, é um ecologista convicto. Está entre aqueles que acham que o nosso papel é conservar macacos e florestas, deixando a tecnologia para os europeus…

Mas não vou me perder no atalho. Não sou do tipo que se envergonha de ser brasileiro. Nem me orgulho. Indivíduos são indivíduos em qualquer parte. Há coisas no Brasil que adoro. Há outras que abomino. Mas também as haveria de um lado ou de outro se meu país fosse a Suécia. A cada vez, no entanto, que vejo autoridades brasileiras se orgulhando da nossa miséria, da nossa degradação, da nossa desgraça, sinto revirar o estômago de puro constrangimento. E foi precisamente essa a sensação que tive ao ler as várias reportagens sobre a visita de Harry à Cracolândia, em São Paulo, devidamente escoltado pelo prefeito Fernando Haddad, com seu ar de deslumbramento servil, depois de ter esperado pelo príncipe por longos 45 minutos.

O rapaz foi levado para conhecer o programa “Braços Abertos”. Ninguém poderia ter dado melhor definição do programa do que um de seus formuladores, o secretário de Segurança Urbana, Roberto Porto, um dos queridinhos de certa imprensa descolada. Ele resumiu assim o espírito da visita do príncipe à Cracolândia: “Pelo contato que tive, que foi limitado, ele gostou do que viu. Ele quis saber a lógica de se ter um local monitorado, com as pessoas continuando a venda de crack”. Ele é promotor. Deve conhecer o peso das palavras. A venda de uma substância ilegal se chama “tráfico”; se tal substância é droga, é “narcotráfico”. Dr. Porto diz que o nobre inglês gostou de saber que há um pedaço no Brasil em que não se respeitam a Constituição e o Código Penal.

Sempre afirmei neste blog que o programa “Braços Abertos” era, na prática, uma ação coordenada de incentivo ao consumo de drogas. Talvez Harry tenha ficado mais espantado ainda ao saber que a Prefeitura garante o fluxo de dinheiro a uns 400 e poucos viciados, aos quais oferece moradia gratuita — em nome da dignidade, é claro! Quando foi informado, se é que foi, de que os dependentes não precisam se submeter a nenhuma forma de tratamento, deve ter pensado: “Como são estranhos esses brasileiros! Na Inglaterra, nós recuamos até das liberalidades que haviam sido criadas para o consumo de maconha”. Ao olhar a paisagem que o cercava, deve ter dado graças aos céus pelo vigilante trabalho dos conservadores de seu país.

Sim, senhores! Antes da visita do príncipe, a Cracolândia passou por uma rápida maquiagem, com lavagem das ruas, coleta de lixo, retirada do entulho que os zumbis vão largando por ali. Assim como deveríamos ter Copa o ano inteiro para que as autoridades fossem um tantinho menos incompetentes, a realeza europeia poderia nos visitar amiúde. As ruas seriam mais limpas, eu acho. Nem que fosse apenas para inglês ver.

O príncipe, o prefeito, seus auxiliares e os outros deslumbrados se foram — antes da hora prevista porque teve início um tumulto. Meia hora depois, os dependentes retornavam para o tal “fluxo”, aquele perambular contínuo marcado por consumo, tráfico, escambo, degradação pessoal, desordem pública… Um dos viciados sentenciou, informa o Estadão, pouco antes de ameaçar a reportagem com uma pedrada: “Venha quem vier, mas a Cracolândia sempre vai ser nossa”.

Eis o programa de combate ao crack que Haddad prometeu implementar na campanha eleitoral de 2012. Não sei quantos anos vai levar para a cidade se recuperar das consequências trágicas da gestão deste senhor. Para encerrar: em qualquer democracia do mundo, o Ministério Público — ou seu homólogo — levaria o prefeito Fernando Haddad e seu secretário de Segurança Urbana aos tribunais. Basta ler a Constituição. Basta ler o Código Penal. Basta ler a lei antidrogas. Quem responde por essa tragédia moral? Em primeiro lugar, os que a promovem. Em segundo lugar, os que, com o seu voto, puseram Haddad onde ele está.

Texto publicado originalmente às 2h52
27 Jun 10:25

O incômodo da verdade

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)

Quando pessoas sérias escrevem, apresentando ao público realidades até mesmo óbvias, aqueles que têm suas vidas e profissões comprometidas com a farsa sentem que estão muito próximos de serem expostos ao ridículo. Isso, é claro, causa terror

por Fabio Blanco

Há diversas maneiras de saber se algo é verdadeiro. Algumas afirmações, porém, não são tão imediatamente verificáveis, demandando muito tempo de estudo e reflexão. Mas tem algo que a verdade sempre provoca: o incômodo. Sim, por trazer à tona mentiras escondidas, por manifestar a farsa ocultada, a verdade será sempre o inimigo número um de todos os pilantras e falsários, e, por isso, causa neles tanto ódio e indignação.

Quando leio articulistas como Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo e outros da mesma estirpe posso até ficar em dúvida se o que dizem é realmente verdadeiro. Porém, normalmente, quando me dedico a estudar o assunto proposto por eles, acabo tendo que reconhecer que têm razão. No momento que leio, no entanto, nem sempre é possível saber isso e até entendo quando algumas pessoas sentem-se inseguras diante de suas afirmações. Mas quando observo a reação que seus artigos e comentários provocam na parcela ideologicamente comprometida da imprensa e dos ditos intelectuais deste país, aí, sim, quaisquer dúvidas dissipam-se logo. Somente a verdade poderia causar tamanha histeria. A verdade dói, principalmente naqueles que tentam escondê-la com todas suas energias.

Veja bem a desproporção das coisas: quase todos os articulistas que escrevem denunciando as farsas esquerdistas estão em blogs, alguns poucos em jornais e outros poucos em revistas. Nenhum deles, de fato, pertence à grande mídia, principalmente a televisiva. Seus leitores pertencem a uma diminuta faixa da sociedade e, mesmo nesta, não conseguem angariar todos para seu lado. Enquanto isso, aqueles que fazem parte da mídia comprometida ideologicamente têm em suas mãos todos os órgãos de imprensa que alcançam a maior parte de leitores e, principalmente, telespectadores. Ainda assim, basta que algum daqueles faça uma denúncia um pouco mais incisiva ou diga algo que exponha as mazelas esquerditas para que os jornalistas vermelhos comecem a se debater como peixinhos indefesos diante da ameaça de um tubarão devorador.

O que pode causar tamanha histeria senão a verdade? Se ela liberta, como disse Cristo, também é uma espada afiada, que atinge as entranhas. E quando pessoas sérias escrevem, apresentando ao público realidades até mesmo óbvias, aqueles que têm suas vidas e profissões comprometidas com a farsa sentem que estão muito próximos de serem expostos ao ridículo. Isso, é claro, causa terror. Então, para que eles mesmos não sejam lançados na lama, se antecipam em jogá-la no ventilador e tentar, com gritos e balbúrdia, esconder a verdade por detrás da confusão.

Quem for um observador minimamente inteligente dessas discussões que são travadas por meio da imprensa conseguirá perceber isso com facilidade. De um lado está uma dúzia de escritores independentes, que falam aquilo que vêem e têm coragem de discutir as questões que são colocadas em debate, com argumentos, com lógica e com razão. Do outro lado, invariavelmente, há centenas de palpiteiros e escrevinhadores histriônicos, que ao menor sinal e contestação à sua ideologia e seus ídolos, fingem indignação e revolta, usando como armas de convencimento a gritaria e o xingamento. Eles só conhecem um argumento: a coação.

Não é à toa que os articulistas que denunciam as mentiras esquerdistas estejam, cada vez mais, vendo seu número de leitores crescer (claro, sem não deixar de causar desespero no outro lado da mídia). Como é a verdade que buscam, cada vez mais pessoas vão percebendo que o que escrevem tem sentido e que os antigos ídolos têm, de fato, pés de barro. Essa é a força da verdade! Dói em todos, mas enquanto alguns experimentam essa dor para aprender algo, outros, teimosamente, preferem imprecar contra até mesmo os céus, sangrando, assim, até a morte.

27 Jun 10:24

“I am a Christian, and I Will Remain a Christian”

by Gabriel Said Reynolds

In August 2013 the Sudanese authorities arrested Meriam Ibrahim, daughter of a Sudanese Muslim man and an Ethiopian Christian woman, after a Muslim relative informed them of her marriage to Daniel Wani, a Catholic from South Sudan and an American citizen. The authorities considered Meriam to be a Muslim because of her Muslim father, even though she had lived her whole life as a Christian. And as Islamic law forbids a Muslim woman from marrying a non-Muslim man (although it permits a Muslim man to marry a non-Muslim woman), her marriage was not a marriage at all in Sudan, where matters of personal and family law are controlled by religious courts. She was therefore guilty of zina, or fornication.

If fornication was the pretext for Meriam’s arrest, prosecutors decided to charge her as well with a still more serious crime: irtidad, or apostasy. According to Islamic law, Muslims cannot change their religion. When Maher Al-Gohari attempted to change his religious affiliation in Egypt in 2009 after he was baptized and received into the Coptic Church, his request was rejected. From the perspective of Islamic law, individuals such as Meriam or al-Gohari who are born Muslims can never legally enter into another religious community. Their rejection of Islam, however, amounts to apostasy: a crime against God and the Prophet Muhammad which is punishable by death.

With this logic Meriam Ibrahim was convicted of both fornication and apostasy. On May 15, 2014 she was sentenced to one hundred lashes for fornication, and death by hanging for apostasy. That Meriam’s Muslim father had left her Christian mother in Meriam’s infancy, and that Meriam never practiced Islam, had no legal importance in the case.

Indeed the ruling against Meriam followed from standard principles of Islamic law. It was not idiosyncratic or aberrant and it was not about strange cultural taboos in Sudan over inter-faith marriages. It was not only about politics. It may well be that the government of Omar al-Bashir in Sudan decided to use this case to win the support of conservative Muslims, or that certain religious elements within the Sudanese judicial system saw this case as a way of flexing their muscles. Nevertheless this case emerged naturally from the system of religious jurisprudence that exists in Sudan and in many other Islamic countries.

Meriam’s case thus represents an important example of conflict between Islamic jurisprudence and ideas of religious freedom which are often taken for granted in the West. In response to this case David Cameron declared: “The way she is being treated is barbaric and has no place in today’s world. Religious freedom is an absolute, fundamental human right.” He was right, of course, but his notion of religious freedom is simply not that of Islamic jurisprudence, or of many Muslims. When asked about Meriam her Muslim brother Al Samani Abdullah explained: “It’s one of two; if she repents and returns to our Islamic faith and to the embrace of our family, then we are her family and she is ours. But if she refuses she should be executed.”

The logic of Islamic jurisprudence on apostasy emerges not from the Qur’an (which suggests in several passages—e.g. Q 2.217, 5.54, and 47.25—that it is God’s prerogative to punish apostates). Instead it emerges from two declarations, or hadith, of Muhammad which make apostasy a crime punishable by death. In one of these he declares simply: “As for he who changes his [Islamic] religion, kill him.” These declarations shape the doctrine of the traditional Islamic schools of jurisprudence: All four Sunni schools, and the standard Shi’ite school, agree that apostates are to be executed (although more and more Muslims today disagree).

It is because of this doctrine that certain Islamic countries objected to Article 18 of the 1948 International Declaration of Human Rights, which declares (among other things) that “everyone has the right . . . to change his religion or belief.” It is because of this doctrine that Islamic countries make apostasy a crime. These include Shi’ite countries like Iran—where a Protestant pastor named Youcef Nadarkhani was sentenced to death in 2010 (and released in 2013) because he was born a Muslim—and Sunni countries like Sudan. The 1991 penal code of Sudan (article 126, 2) makes apostasy punishable by death.

What made the case of Meriam Ibrahim particularly dramatic, and tragic, is that she was the mother of a young boy named Martin, and pregnant with a young girl (to be named Maya) at the time of her arrest. Since Martin was considered to be a Muslim, he could not remain with his Christian father but rather lived in (a bug-infested) prison cell with his “Muslim” mother (seen in pictures from jail with an Islamic headscarf). Moreover, Meriam was not admitted to a hospital to give birth but rather delivered Maya in that cell while she was shackled to the floor. When she was convicted, the religious court ruled that Meriam would be allowed to live for two more years in order to nurse her daughter. When Maya was weaned Meriam was to be hanged.

International pressure (particularly from the European Union) exerted on Sudan led to Meriam’s release on June 23. As her life would certainly be threatened by religious vigilantes (or by even by her own relatives) in Sudan, she and her husband and children immediately sought to leave the country. They were not allowed to depart for reasons which are still unclear. In light of the involvement of diplomatic forces in the case it seems likely that she will eventually be allowed to leave, but it is still possible that some new legal action will be brought against her.

The international community has celebrated Meriam’s release and rightly so, but there are also important lessons to be learned from her case. First, it should not be missed that Meriam’s lawyers were primarily Muslims, and that more and more Muslims today are speaking out against the traditional doctrine of apostasy. Second, the problem of apostasy will not go away with Meriam’s liberation. Christians of a Muslim background—whether in Sudan or in other Islamic countries—will continue to have their lives threatened either by the state or by vigilantes. Three, the Church has a responsibility to speak out with greater audacity on their behalf (including those who are not as famous as Meriam Ibrahim), no matter what Islamic law says about them. The Church has a responsibility to protect all of her children.

We all can learn from the example of Meriam Ibrahim. After her conviction in May, Meriam was given three days to embrace Islam and save her life. This would have been an easy choice to make, but Meriam refused, declaring: “I am a Christian and I will remain a Christian.” Those who wonder whether heroic—and saintly—courage still exists can look to her.

Gabriel Said Reynolds is a professor of Islamic studies and theology at the University of Notre Dame. Follow him on Twitter: @theologyGSR.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

27 Jun 10:24

Julio Lancelotti, aquele da Pajero, agora é líder da Pastoral dos Black Blocs. Vá pedir perdão por seus pecados, padre!

by giinternet

Vejam a foto deste rapaz, de Fábio Braga, da Folhapress.

Foto ditadura não

Ele padece de uma grave doença, que tem, sim, cura, mas dá trabalho: chama-se ignorância. Que idade terá? Vinte cinco? Perto de 30? O que sabe ele sobre ditadura? Absolutamente nada! A prova de que o país, definitivamente, não é o que ele diz ser é poder exibir esse cartaz, isso só para começo de conversa. Mas vá lá: poderíamos ter um regime autoritário que permitisse manifestações, como aconteceu na fase final do regime militar, no governo Figueiredo. Mas nem isso. A única ditadura realmente existente no Brasil hoje é a de minorias de bocós extremistas. Grupelhos, de 50, 100, 200 pessoas têm hoje a ambição de parar uma cidade.

Mas vamos lá: o que faz ele ali? O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou nesta quinta a prisão preventiva de Rafael Marques Lusvarghi, 29, e de Fábio Hideki Harano, 26, detidos na segunda-feira durante um dos protestos contra a Copa. São acusados de cinco crimes: associação criminosa, incitação da violência, resistência à prisão, desacato à autoridade e porte de artefato explosivo. A decisão é do juiz Sandro Rafael Barbosa Pacheco, que está de parabéns por ter a coragem de cumprir a lei. Sim, chegamos ao estágio, no Brasil, em que precisamos parabenizar quem cumpre a sua função. Atenção! Um juiz não decreta uma prisão preventiva se os elementos apresentados pela polícia não forem bastante convincentes. Lusvarghi está no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, e Harano foi enviado ao presídio de Tremembé.

O ignorante sentado no asfalto participa de uma manifestação na Avenida Paulista contra a prisão da dupla, que reúne cerca de 300 pessoas em frente ao Masp. Eles querem sair em passeata pela cidade sem deixar claro quem lidera o ato e que trajeto pretendem cumprir. Estão cercados pela Polícia Militar. Sem essas definições, nada de passeata, afirma o tenente-coronel Marcelo Pignatari.

Adivinhem quem está lá. É um padre. Vocês se lembram daquele senhor que, certa feita, comprou um carro de luxo para um ex-menor da Febem, já homem feito? Sim, é aquele religioso muito pio que decidiu dar de presente, ninguém entendeu por quê — ou fez que não entendeu — uma “Pajero” para um rapagão e que denunciou, depois, que estaria sendo extorquido por ele. Sim, refiro-me a Julio Lancelotti, que é pároco da igreja São Miguel Arcanjo, na Mooca, bem longe dali. Ele não era da Pastoral do Menor? Da Pastoral da Criança? Da Pastoral do Povo de Rua?

O que está fazendo no protesto? Não há criancinhas ali. Não há menores ali. Não há povo de rua ali. Lancelloti está, por acaso, se reinventando como membro da Pastoral da Baderna de Rua? Da Pastoral dos Black Blocs? Vai ser agora babá de mascarados? Sobre a ação correta do tenente-coronel Pignatari, afirmou: “Ele disse que não vai deixar acontecer a passeata se não tiver um líder, e isso é um prenúncio de que a polícia pode ser violenta com os manifestantes. Eu pedi, em nome da Arquidiocese, para que eles não usem a violência nem prendam inocentes”.

É uma fala acintosa e desrespeitosa com a polícia. Se não houver depredações nem desrespeito à lei — que são atos violentos —, ninguém vai apanhar. Caso contrário, sim! Julio agora é juiz? É ele que determina a inocência? Como? Pediu em nome da Arquidiocese? Ele a está representando ali?

Vá rezar, padre Julio!

Vá cuidar dos pobres, padre Julio!

Vá cuidar dos necessitados, padre Julio!

Vá se penitenciar, padre Julio!

Vá pedir perdão a Deus por seus pecados, padre Julio!

Depois do escândalo da Pajero, padre Julio tinha saído um pouco do noticiário. Mas, agora, estamos em ano eleitoral. E ele sempre aparece nessas horas, agora na versão de líder da Pastoral dos Black Blocs.

26 Jun 23:11

A agonia sem fim da Petrobras na mão dos companheiros – Novo contrato da empresa no pré-sal pode sair 50% mais caro

by giinternet

Na VEJA.com:
O desembolso antecipado da Petrobras para assegurar a exploração do óleo excedente em áreas do pré-sal pode ficar até 50% acima do valor divulgado de 15 bilhões de reais, já incluindo o bônus de assinatura. O pagamento pode superar os 22 bilhões de reais até 2018, ou até chegar a 22,5 bilhões se o preço do petróleo tipo Brent subir muito ou o dólar se valorizar mais, conforme cálculos da agência Reuters.

Na terça-feira, o governo federal divulgou como projeção de pagamentos pela Petrobras à União o valor de 15 bilhões de reais para explorar o óleo excedente de quatro áreas da cessão onerosa, no pré-sal. As premissas da cifra, segundo o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), são uma taxa fixa de câmbio de 2,20 reais por dólar e um preço fixo do barril do Brent de 105 dólares para os próximos três anos.

O cálculo da Reuters inclui uma estimativa de câmbio que chega a 2,60 reais por dólar em 2018, com base nas projeções do boletim Focus. No caso do Brent, foram usadas as projeções da Agência de Informações de Energia (AIE), do governo dos EUA, que em 2018 prevê o barril a 146 dólares no cenário mais altista. No cenário de preços baixos da AIE, com o Brent caindo abaixo de 69 dólares em 2018, a Petrobras seria beneficiada no novo acordo no pré-sal e faria um desembolso total de 12,1 bilhões de reais, incluindo bônus de assinatura e adiantamentos. Segundo resolução do CNPE publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, o valor a ser repassado será calculado com base na cotação do petróleo Brent do mês imediatamente anterior à data do pagamento em moeda corrente, ou seja, de acordo com o câmbio da época. Dos 15 bilhões de reais previstos pela estatal, dois bilhões entrarão no caixa do Tesouro Nacional neste ano via bônus de assinatura (tipo de título). Os outros 13 bilhões entrarão entre 2015 e 2018.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, afirma que o cenário mais provável é de baixa nos preços internacionais do petróleo, devido a uma crescente oferta global. Mesmo assim, destaca que o novo contrato mantém as finanças da Petrobras atreladas a variáveis que a empresa não controla. “O governo está apostando que a produção de petróleo vai crescer, e que esse excedente vai financiar a companhia. Mas há uma dúvida sobre quanto a produção da Petrobras vai avançar”, disse.

A Petrobras foi escolhida para extrair, sem licitação e agora pelo regime de partilha, um volume estimado excedente de 10 a 15 bilhões de barris de quatro áreas de exploração do pré-sal da cessão onerosa. Investidores criticaram a decisão do CNPE pela pressão que o desembolso fará no caixa da Petrobras, que já enfrenta pesado endividamento. A estatal possui ainda, em paralelo, um ambicioso plano de investimentos. O mercado entendeu a ‘escolha’ como mais uma demonstração de intervenção governamental na companhia. Os detalhes do novo acordo no pré-sal entre a União e a Petrobras foram divulgados nesta quinta em resolução do CNPE publicada no Diário Oficial. O texto esclarece que o governo tem direito a pedir adiantamento de determinados volumes de petróleo entre 2015 e 2018, somando pouco mais de 61 milhões de barris.

Adiantamento
A exploração do volume excedente da cessão onerosa vai ocorrer dentro do modelo de partilha que, por lei, prevê que o governo receba uma parte do petróleo extraído, e não valores pré-fixados. Assim, a Petrobras pode adiantar ao governo valores calculados sob uma cotação de Brent diferente daquela que vai obter pelo petróleo quando o produto for efetivamente extraído e comercializado. As áreas da cessão onerosa, do contrato inicial, começam a produzir em 2016. Já o petróleo excedente, alvo do contrato desta semana, começará a ser produzido entre 2020 e 2021, segundo projeções do governo.

26 Jun 23:11

Chato para a tropa da desqualificação: o conservador Pastor Everaldo fala coisa com coisa!

by giinternet
Pastor Everaldo: até agora, dizendo as coisas certas e, sem temer a patrulha politicamente conveniente

Pastor Everaldo: até agora, dizendo as coisas certas e sem temer a patrulha politicamente conveniente

Amplos setores da imprensa brasileira estão acostumados a tratar religiosos, especialmente evangélicos, como seres primitivos e folclóricos. A Lei 7.716 pune também o preconceito religioso, no mesmo artigo que trata de outras discriminações: de raça, cor e procedência nacional. Mas não é levado muito a sério por ninguém nesse particular. A afirmação nunca é frontal, mas são muitos os subterfúgios para sugerir que o crente — em especial o cristão, de qualquer denominação — é meio idiota, apatetado ou pilantra. A menos que se trate de um desses padres da “Escatologia da Libertação”. Se for desafiado por alguém, provo. Não é preciso ir muito longe: tentaram tirar Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos na marra. Não! Eu não concordava com suas teses. Deixei isso claro. E daí? Queriam defenestrá-lo, no entanto, com base em que lei, em que código? Não havia. Era só o cerco politicamente conveniente (que não chamo mais “correto” porque, de correto, nada tem). Afinal, se é para punir alguém de quem não gostam, que mal há em transgredir a lei não é mesmo?

Muito bem! Por que essa introdução? Porque esses mesmos setores estão quebrando a cara com o Pastor Everaldo, candidato do PSC à Presidência da República. É inteligente, articulado, fala coisa com coisa e não tem receio de parecer o que é: um conservador — no melhor sentido, até agora ao menos, que essa palavra possa ter. Conheço, deixo claro, pouco de sua trajetória. Prometo tentar saber mais. Falo sobre o que leio e ouço do credo político que tem externado. Está tudo no lugar. Nos EUA, só para ter uma referência, integraria alguma ala moderada do Partido Republicano. Por aqui, ainda é tratado com certa suspicácia. Sabem como é… O homem é um cristão!!! E isso pode ser muito perigoso, né? Quando veio à luz o escândalo Luiz Moura, o deputado estadual petista que se reuniu com membros do PCC, fui ler as reportagens que haviam saído sobre ele quando apenas candidato. Foi tratado como um exemplo de recuperação! De um cristão, no entanto, convém suspeitar sempre, certo? Se um adepto do consumo de drogas se candidata, isso enriquece a democracia. Se é um pastor, há quem veja nisso grande perigo.

Everaldo esteve nesta quinta em Salvador, na convenção do PSC que oficializou o apoio à candidatura de Paulo Souto (DEM) ao governo da Bahia. Segundo informa Aguirre Talento, na Folha, afirmou:
“Defendemos a vida do ser humano desde a sua concepção, defendemos a família como está na Constituição brasileira, sem discriminar ninguém. A pessoa mais democrática e liberal é Deus, que deu livre arbítrio para o homem fazer o que bem entende de sua vida. Não é o Estado que vai dizer como vai o cidadão se comportar”.

É um repúdio ao aborto — e, em todo o mundo democrático, há partidos plenamente integrados à democracia, é evidente, que têm essa pauta (só no Brasil é que se tenta criminalizar moralmente essa escolha). Deixa claro que defende a manutenção da família nos termos da Constituição, formada por homem, mulher e filhos. Mas condena discriminações ao, com acerto, afirmar que não cabe ao estado definir certos comportamentos e escolhas. Notem: um partido tem o direito de ter uma opinião sobre o que deve ser a família legalmente constituída. Tal tese, de resto, no que concerne ao estado brasileiro (e contra a Constituição), está vencida. Mas só os autoritários, fascistoides mesmo, ambicionariam impedir a expressão de uma opinião.

Gosto da coragem que tem  Everaldo de dizer coisas nas quais acredita, sem ligar para a patrulha: “Graças a Deus, estamos numa democracia, e vou repetir sempre isto; aqui não é Cuba nem Venezuela”. Na mosca! Fez, mais uma vez, uma defesa de um estado enxuto, com redirecionamento dos gastos públicos para saúde, educação e segurança pública. Está certo! No programa nacional do partido, no horário político gratuito, enfrentou a “doxa” e mandou ver: defendeu a privatização de estatais. É capaz de falar com propriedade sobre esses assuntos.

Sem máquina, sem governos de estado, dirigente de um partido pequeno, sem aparecer na televisão, sem ter a simpatia de jornalistas (muito pelo contrário), Everaldo surge com 3% ou 4% nas pesquisas de intenção de voto. E pode, escrevo de novo aqui, fazer diferença num segundo turno. Os petistas acompanham com temor a sua candidatura por motivos óbvios.

26 Jun 21:02

Turma de Evo faz o relógio girar para a esquerda, e a Bolívia vira a Noruega, e a Noruega, a Bolívia. Ou: O bolivarianismo e o ressurgimento do rabo

by giinternet

Parece piada, coisa de maluco, de gente que sai mordendo os outros por aí… É bem verdade que eu jamais aceitaria ficar numa sala fechada com Evo Morales, presidente da Bolívia. Perto da janela, num edifício, então, nem pensar…

Atenção, a cúpula da Assembleia Plurinacional da Bolívia, em La Paz, exibe um novo relógio, informa o lanacion.com: os ponteiros giram para a esquerda, em sentido anti-horário, não para a direita, o que implicou, é evidente, a inversão dos números. Vejam.

relógio bolívia

O deputado Marcelo Elío, um dos bolivarianos da turma de Morales, explica o motivo: “Mudar os polos, de modo que o Sul esteja ao Norte, e o Norte, ao Sul”. Ah, bom. Eu achei que fosse apenas maluquice esquerdopata. Agora vejo que se trata de… maluquice esquerdopata.

David Choquehuanca, ministro das Relações Exteriores da Bolívia, explicou ao Congresso Boliviano: “Estamos no Sul e estamos em tempos de recuperar nossa identidade. O governo boliviano está recuperando nosso ‘Sarawi’. E, de acordo com nosso ‘Sarawi”, que significa caminho; de acordo com nosso ‘Ñan’, em quéchua, nossos relógios deveriam girar para a esquerda”.

Não entendeu nada, leitor amigo? “Sarawi” e “Ñan” querem dizer “caminho”; uma palavra em aimará e a outra em quéchua, línguas indígenas.

Então tá.

O próximo passo será, agora, mudar uma das “Orações do Rosário” para os bolivianos que insistirem em permanecer católicos, em vez de cultuar Pachamama. Refiro-me ao “Credo”, também conhecido como “Creio em Deus Pai”. Há lá uma passagem inaceitável. Reproduzo a íntegra, com destaque:
“Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do Céu e da terra. E em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.”

Não dá! Ficará assim: “está sentado à esquerda de Deus Pai todo-poderoso”. No Brasil, essa oração será submetida ao Decreto 8.243, de Dilma, a bolivariana. E ficará assim: “está sentado à esquerda (claro!) de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos os mortos, depois de ouvir os conselhos populares da Terra e do Céu”.

Chega! Como já perguntaria o grupo Monty Python, na melhor cena de humor que conheço, o que foi que a cultura ocidental nos deu? Saneamento? Estradas? Medicina? Saúde? Irrigação? Educação? Por Pachamama (imagem abaixo)! Isso não vale nada quando cotejado com a identidade cultural pré-colombiana, né?

Pachamama

Evo Morales inverteu o relógio, e tudo foi para o devido lugar. Agora, a Noruega fica na Bolívia, e a Bolívia, na Noruega.

Como está em curso um certo reflorestamento na América Latina, gente, fiquemos tranquilos: haverá muito cipó para os pósteros… Mais umas cinco gerações nessa toada, e aquela certa protuberância do cóccix revelará a sua real natureza. Nossos descendentes terão uma vistosa cauda. Hugo Chávez será reverenciado como Deus, e  Evo como santo. E Lula? Será um homem santo, mas profeta de segunda grandeza.

Por Pachamama!

 

26 Jun 21:01

Decisão de Barroso sobre não petistas é vergonhosa, preconceituosa e escandalosa. Que se declare logo que os petistas estão acima da lei. Seria mais honesto intelectualmente

by giinternet
Roberto Barroso: um homem de olhar penetrante e juízos heterodoxos

Roberto Barroso: um homem de olhar penetrante e juízos heterodoxos

Se Romeu Queiroz e Rogério Tolentino quiserem trabalhar fora, vão ter de fazer como José Dirceu e Delúbio Soares: inventar um emprego para enganar a Corte. Aí o ministro Barroso topa. O ministro, que já confessou curtir Taiguara e Ana Carolina, certamente conhece Cazuza… Deve cantarolar por aí: “Mentiras sinceras me interessam/ me interessam…”. Até lamento associar um roquinho bacana da década de 80 a Barroso, que vem de décadas muito anteriores, do tempo em que o direito servia mais a um pensamento, a uma ideologia, do que ao império do texto legal.

Então vamos ver: com base na decisão tomada ontem por expressiva maioria do Supremo — 9 a 1 —, ele liberou para o trabalho externo também Delúbio Soares, aquele que sabidamente gozava de privilégios na cadeia, o que está fartamente demonstrado, desrespeitando um dos requisitos para o trabalho externo, que é justamente o bom comportamento do “apenado”, como diria o ministro, que gosta de rasgos poéticos.

Certo! Mas Romeu Queiroz e Rogério Tolentino, ah, esses não! O primeiro queria trabalhar na própria empresa e contratar o outro. É esquisito? É, sim. Mas é muito mais esquisito do que Delúbio trabalhar na CUT??? Ora, tenham a santa paciência! Na central, Delúbo é chefe, com direto a motorista particular e tudo. Ocupa-se lá exatamente do quê? Quem tem condições de vigiar as suas tarefas? Está fazendo na central o que sempre fez: política. E Dirceu como contínuo interno de um advogado estrelado, ganhando R$ 2,1 mil por mês — o que, dados os seus padrões, digamos, de consumo social não serve nem para cobrir a cova do dente. Desculpo-me por usar uma metáfora pré-programa Brasil Sorridente… Hoje, como a gente sabe, não há mais desdentados no Brasil, certo? Sumiram por um decreto político do PT.

É interessante a forma, digamos, combativa como Barroso entende as leis. Por alguma razão, desde a raiz do seu raciocínio, os petistas acabam sempre beneficiados. “Ah, e no caso de Genoino?” Bem, no caso de Genoino, ele sabia que iria perder e não quis agasalhar a derrota. Afinal, depois do escândalo protagonizado pelo advogado Luiz Fernando Pacheco, não havia chance de o pleito ser aprovado. Mas não se esqueçam de que, mais uma vez, Barroso transformou Genoino num herói. Com a negativa para o trabalho externo de Queiroz e Tolentino, o ministro só demonstra preconceito contra a inciativa privada.

Em suma, às respectivas defesas desses dois não petistas, só resta apelar mais uma vez, inventando, desta feita, um trabalho externo à moda Delúbio e Dirceu. Se o tribunal tivesse negado o pleito dos petistas, a esta altura, a crônica política livre como um táxi estaria escandalizada. Pelos outros dois, não se vai derramar um miserável adjetivo. Ou vocês viram alguém com peninha de Roberto Jefferson, por exemplo? Ao contrário: fez-se blague de suas restrições alimentares. Ninguém liga para a suas entranhas. Já o sistema circulatório do ex-presidente do PT parece assunto de segurança nacional.

Por que os petistas não propõem logo uma emenda constitucional deixando claro que os membros do partido não são pessoas comuns, como as outras, como nós? E olhem que haverá juízes, também fora do Supremo, que iriam concordar, não é? Jamais me esquecerei de um manifesto da tal Associação Juízes para a Democracia, que escreveu para escândalo da história:
“Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais”.

Ora, os petistas, como sabemos, sempre estão lutando por direitos, não é mesmo? Que sejam declarados logo homens acima da lei. E ponto e basta!

26 Jun 21:00

You didn’t see that coming: WSJ praises Olympus and blames Nikon strategy.

by 43rumors

Today Nikon announced one of the most unexciting new cameras to date. A little updated D810 DSLR. But why should we care about that? Well read that:

WSJ is blaming Nikon’s strategy and praising Olympus! Here is what they write:

The market shows growth in just one category: “mirrorless” cameras. Nikon was among the last of major Japanese makers to release a mirrorless camera, and still offers only a handful of models. The company likely fears cannibalization of its high-end DSLRs, but its strategy seems not to be working. Nikon’s camera division, more than two-thirds of the company, posted a 9% revenue decline for the year through March.
Incoming chief executive Kazuo Ushida said the company plans to dive into medical equipment, in which it has no expertise…while rival Olympus is already a global leader in medical imaging, as well as in mirrorless cameras.

As we told you before Olympus “hopes” to reach a break even for the current fiscal year. The recent mirrorless worldwide market growth could help them to realize their goal.

 

26 Jun 20:59

Lula agora muda a versão e diz que Reinaldo Azevedo e outros oito não são os culpados pelas vaias e xingamentos a Dilma. O que dirão Trajano e seus melancias às avessas da ESPN, a “emissora estadunidense”?

by giinternet

Ai, ai… José Trajano, aquele senhor da ESPN que comanda os melancias às avessas — vermelhos por fora e verdinhos por dentro —, cuja existência descobri quando me atacou — e a mais três — de maneira vergonhosa, vai ficar chateado. Eles estavam convictos por lá, na emissora “estadunidense” (que é como devem falar esquerdistas autênticos como eles, certo?), que as vaias e os xingamentos a Dilma eram coisa dos leitores de Reinaldo Azevedo, entre outros. Coisa, como vituperaram por lá, da “elite branca de São Paulo”. Até cheguei a procurar por esses dias se a ESPN já havia emitido um comunicado renunciando a todos os seus assinantes da “elite branca de São Paulo”. Até agora, nada! Parece que se acovardaram. Eu entendo quando esquerdistas “autênticos” ficam de olho no caixa do Grupo Disney — e no Ibope. Até onde sei, parece que as acusações caíram como uma bomba na audiência. Que peninha! A do meu blog subiu pra caramba! Já bati o recorde antes de o mês acabar. Obrigado, Trajano e melancias às avessas amestradas! Bate que eu cresço! Adiante.

Quem também se acovardou foi Lula. Ora, ora, ora… Tão logo a tese da elite branca surgiu naquela “emissora estadunidense”, o Apedeuta saiu a repeti-la pelos cotovelos. Seria tudo coisa de reacionários. O jornalismo áulico reproduziu a patacoada segundo a qual as vaias e os xingamentos tinham sido uma beleza para Dilma. Na minha coluna na Folha de sexta-feira, tirei o sarro dessa mentira. Escrevi lá: “É evidente que o lado positivo da vaia é cascata. Essa versão é obra de ‘spin doctors’, cujo trabalho só é efetivo quando conta com a opinião abalizada de ‘especialistas’ e com a sujeição voluntária ou involuntária da imprensa”.

O primeiro a perceber a armadilha foi Gilberto Carvalho, que correu para negar a tese da elite branca. Pesquisas do Palácio do Planalto apontam que, ao contrário da versão que tentaram emplacar, o evento tinha sido ruim para a presidente, e a versão  tornava tudo pior.

Em entrevista nesta quarta ao “Jornal do SBT”, o ex-presidente mudou o tom — e sem combinar nada com Trajano, santo Deus! Agora ele afirma que “o governo, possivelmente, tem culpa” por não ter “cuidado com carinho” das insatisfações da população. Ah, bom!!! Com aquela sua inclinação natural para o pensamento de cunho filosófico, afirmou: “Eu digo sempre que a vaia e o aplauso é só começar que acontecem. Agora, aqueles palavrões me cheirou a coisa organizada, o preconceito, a raiva demonstrada. Possivelmente a gente tenha culpa. Vou repetir: que a gente tenha culpa de não ter cuidado disso com carinho”.

A fala é ainda um tanto confusa, e não se pode esperar nada melhor do que isso. Ou bem os palavrões “são coisa organizada” ou bem “o governo tem culpa”. De qualquer modo, trata-se de uma mudança de tom. Quem também foi desautorizado é o sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, segundo quem os xingamentos eram consequência da pregação de pessoas como “Reinaldo Azevedo (este criado que escreve), Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Demétrio Magnoli, Danilo Gentili, Guilherme Fiuza, Marcelo Madureira e Arnaldo Jabor.”

Não deixa de ser divertido. Os petistas não perceberam que algo está mudando no país e que a eterna guerra promovida pelo PT do “nós”, que são eles, contra “eles”, que somos nós, não funciona mais. O petismo botocudo achou que poderia usar o episódio do Itaquerão para promover um arranca-rabo de classes e, se necessário, até um conflito racial, opondo branco a negros, ricos a pobres, paulistas ao resto do país.

Deu-se mal. O tiro saiu pela culatra. Os que embarcaram nessa canoa furada colheram o óbvio: a embarcação virou porque fez água. A versão de que a vaia era coisa da “elite branca” tornou pior para Dilma o que já estava ruim.

Eu bem que adverti aqui, como sabem, que não foi promovendo a guerra de todos contra todos que o PT chegou ao poder em 2003. Ao contrário: aquela linguagem beligerante era coisa do tempo em que o partido só perdia eleições. Lula está tentando consertar o estrago que ele próprio fez com a ajuda do jornalismo idiota ou comprado. 

De vítima, a gente sente pena, mas não lhe dá voto. Lula só foi eleito quando parou de posar de coitado e deixou que toda a sua autoestima, que é gigantesca, viesse à flor da pele, não é mesmo? O PT aprendeu a lição. E o jornalismo?

26 Jun 20:59

Tiro pela culatra – Petrobras perde R$ 13 bilhões na Bolsa depois de acordos sobre área do pré-sal

by giinternet

Por Fernanda Nunes e Karin Sato, no Estadão:
Os R$ 15 bilhões em bônus e antecipações, a serem pagos pela Petrobrás à União por quatro áreas do pré-sal da Bacia de Santos, são pouco perto dos investimentos para explorar o petróleo. A petroleira deverá gastar de US$ 245 bilhões a US$ 380 bilhões na instalação de plataformas e infraestrutura de escoamento da produção, segundo cálculo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

O CBIE utilizou como base a estimativa de gasto de US$ 200 bilhões para o campo de Libra, também no pré-sal, licitado em 2013. A avaliação do mercado um dia após o anúncio da contratação direta é de que o projeto exigirá muito mais do caixa da empresa, o que contribuiu para desvalorizá-la.

A perspectiva de que os gastos da estatal vão crescer nos próximos anos e de que faltam fontes de recursos continuou incomodando o mercado nesta quarta-feira, 25, com quedas nas cotações. As ações ordinárias (com direito a voto) caíram 3,34% e as preferenciais, 1,98%. Em dois dias, o valor de mercado (multiplicação do total das ações pela cotação final do pregão) da Petrobrás recuou R$ 13,25 bilhões, para R$ 217,65 bilhões.

Confirmado, o investimento em plataformas e infraestrutura corresponderá a US$ 35 bilhões em cinco anos, no mínimo, ou a um adicional na área de Exploração e Produção da Petrobrás de 22%, considerando os US$ 153,9 bilhões previstos para a área no Plano de Negócios da companhia, relativo ao período de 2014 a 2018.

As condições geológicas e técnicas das áreas são parecidas, o que permite comparar as áreas envolvidas na contratação direta – Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi – e Libra, disse Adriano Pires, diretor do CBIE. A diferença está na dimensão das reservas. Em Libra, são 8 bilhões de barris de óleo equivalente (boe, que inclui gás natural) e nas quatro áreas variam de 9,8 bilhões a 15,2 bilhões.

“É claro que se trata de um número aproximado, porque pode ser que a Petrobrás realmente consiga reduzir de alguma forma o custo por aproveitar infraestruturas já existentes, como mencionou a presidente da estatal, Graça Foster. Mas o investimento por barril não fugirá muito daquele de Libra”, disse Pires. Na área licitada ano passado, cada 1 bilhão de boe deve custar US$ 25 bilhões à Petrobrás e aos seus sócios.
(…)

26 Jun 20:56

Bowdoin Told Us To Go

by Robert B. Gregory

For the past decade, my wife and I have been the volunteer advisors to the Bowdoin Christian Fellowship (BCF). As reported last week in the New York Times, that relationship will soon come to an end because of Bowdoin’s demand that the fellowship adopt a non-discrimination policy that makes impossible faithful Christian witness.

Bowdoin’s policy comes in the wake of an emerging body of law permitting private and state universities to enforce an all-comers policy on leadership in all student groups. This means that even a student who rejects Christian teaching—on anything from the Trinity, to the Bible, to sexual chastity—can be made a student leader. The Supreme Court’s ruling in Hastings Christian Fellowship v. Martinez, 2010, allows universities to shape student organizations according to the prevailing culture of these institutions, even when doing so would prevent student organizations from adhering to a different view of the world, including one shaped by the teachings and practices of the Gospel of Jesus Christ.

We are ministers in a part of the Church that believes that there are doors of entry into the Kingdom of God with dimensions more narrow than those of prevailing culture. Jesus spoke about these doors in the seventh chapter of the first Gospel: “Enter by the narrow gate. For the gate is wide and the way is easy that leads to destruction, and those who enter by it are many. For the gate is narrow and the way is hard that leads to life, and those who find it are few.”

With the law now favoring those who dislike narrow gates, campus ministers must get ready to take their eyes off the prize of campus rooms, campus vans, campus billboards, and campus funding opportunities for Christian activities. We have become far too enamored of these privileges at the cost of losing focus on the access that matters—to the Kingdom through a narrow door. Campus ministers like us will forfeit our passport, turn in our electronic keys, and travel the road to Jerusalem without special privileges. We will conduct campus ministry without a campus, and we can and must do so because of the nature of the Kingdom that we proclaim. It is the way that Jesus traveled.

As a lawyer, I understand the legal arguments which would push back against these trends. I believe in the First Amendment liberties of College students, the contract rights of students to have their student fees applied to religious associations of their own choice, and equal access for Christian students when other religious groups are favored with special privileges such as kosher kitchens. But such arguments can distract us from the real peril. Too much ground has been conceded over recent years in purchasing a “seat at the University table” at the expense of confusing the broad invitation of the Gospel to all comers (what I have described to my students as the wide end of the funnel) with the narrow demands of Christian discipleship for those who are called to enter (that is, the narrow end of the funnel).

The termination of this InterVarsity advisor by Bowdoin College was grounded on a refusal to endorse in writing the college policy of “non-discrimination” as it pertained to the internal governance of the BCF and its process of leadership selection in accordance with the doctrinal statement of the InterVarsity Christian Fellowship. Attempts which we made to offer a ground of compromise in the form of a Religious Reservation of Rights were refused by the College.

This action by College deans in terminating our position with the BCF was followed almost immediately by an announced (but undiscussed) change in the rules and regulations of the Student Organization Oversight Committee (SOOC) which, as reported in the Bowdoin Orient, was “inspired by recent developments with the Bowdoin Christian Fellowship.” According to these reports, the new procedures would permit the SOOC to remove student leaders when faith matters conflict with College Policy. In our view, the removal of leaders because of faith matters is not a matter that should be left to a student oversight committee.

For the record, during the period we were its advisors the BCF welcomed all students and faculty to participate in the opportunities for prayer, instruction, and Christian worship, without regard to their moral failure. The Body of Christ extends the grace and welcome of Jesus Christ to all who would respond to the invitation to turn away from “all that is in the world—the desires of the flesh and the desires of the eyes and pride of life ” (1 John 2.16-ESV). We commend all men to the grace of God in this work, and that applies no less to student leaders, student advisors and all other participants in campus ministry.

The commitment to extend the promise and hope of the Gospel of Jesus Christ to all members of the Bowdoin College community is also found in our shared view about the dignity of all persons, and this part of the InterVarsity Statement of Faith:

We [also] believe in:
The value and dignity of all people:
           created in God’s image to live in love and holiness,
          but alienated from God and each other because of our sin and guilt,
          and justly subject to God’s wrath.

It is curious to be accused of advocating for discrimination. My wife and I were prison ministers in the late 1970’s, pastors of a Cambodian church involved in resettling refugees from Pol Pot in the early 1980’s; we travelled to the Cambodian border to visit them in UN refugee camps, pastors of a Chinese immigrant church in the 1990’s with refugees fleeing human rights abuse in China, and I am currently an asylum trial lawyer for victims of the Rwandan genocide in 1994. So why do we argue for the right to discriminate?

English translations of the Bible do not use the term “discriminate.” The word is found in no modern translation of the Bible. But the term with the same Latin root (discernere) is core to Christian teachings. And discernment, of course, is one of the mandates of Christian discipleship as we try to discern what is pleasing to the Lord (Ephesians 5.10). Paul writes in Romans 12.1-2:

I beseech you therefore, brethren, by the mercies of God, to present your bodies a living sacrifice, holy, acceptable to God, which is your reasonable service. Do not be conformed to this world, but be transformed by the renewal of your mind, that by testing you may discern what is the will of God, what is good and acceptable and perfect.

Were the Bowdoin Christian Fellowship to agree to the College policy of non-discernment, it would forfeit the means of forming, holding, and making public the Christian beliefs it was trying to preserve. In a word, one cannot both affirm the non-discrimination policy of the College which rejects doctrinal statements, and then plead for the College to give the freedom to require leaders to affirm in behavior and belief the doctrinal statement so rejected.

I recently published two volumes on the collected works of Joseph McKeen, the first President of Bowdoin College. On January 2, 1803, Joseph McKeen, preaching in the Bowdoin Chapel, reminded Bowdoin students:

Religion is not designed to root out or destroy our passions, but to regulate, and direct them to their proper objects. They are designed by our Creator to answer important and valuable purposes, and they do so when they are under due government. The passions, hopes and fears were implanted in us by our Creator, and they serve important purposes when they are directed to their proper objects and they render difficult duties easy, they give a spring to our exertions, and they support, encourage and comfort us under the troubles of the present life.

But when they are directed to wrong objects, and employed to wrong purposes, they increase the evils of life, and produce much mischief and misery in the world. Whether we consider ourselves as men, or as Christians, the proper regulation of our passions is an object of great importance. Misguided passion violates the ties of religion and virtue. It makes man an enemy of his Maker, to himself, and to his fellow creatures. (Sermon on Ecclesiastes 5.7 “But Fear Thou God.”)

McKeen required those first Bowdoin students to be discriminating as a part of a broad claim for a theology rooted in creation. My study of his writings leaves me confident in making the following observation: Bowdoin’s first president would not be permitted to be the advisor to the Bowdoin Christian Fellowship in 2014.

Robert B. Gregory serves alongside his wife Sim-Kuen Chan Gregory as a campus staff worker with InterVarsity Christian Fellowship at Bowdoin College. Image adapted from Wikimedia under the Creative Commons License

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

26 Jun 20:54

Piada! O petista Gabrielli afirma, acreditem, que a Petrobras pagou pouco por refinaria de Pasadena! O que é que disseram os belgas mesmo???

by giinternet

Hoje é o dia… E se a gente pedisse desculpas a José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras? O que vocês acham? Mais do que isso: a gente poderia dar a ele uma medalha de Honra ao Mérito. O valente prestou depoimento nesta quarta à CPI Mista da Petrobras. Afirmou, e nem poderia ser diferente, que nada houve de errado com a compra da refinaria de Pasadena. Até aí, vá lá. Não poderia dizer o contrário. Mas ele foi adiante: disse, vejam que espetáculo, que a Petrobras pagou pouco pela refinaria. Ah, bom! Gabrielli está convicto de que a empresa brasileira passou a perna nos belgas e fez um negocião. Parece brincadeira, mas ele tentava parecer sério.

Com a arrogância costumeira, atacou o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR): “O senhor tem o direito de fazer o espetáculo que está fazendo”. Embora a CPI Mista não se equipare àquela piada que é a comissão do Senado, ainda assim, é composta por uma maioria de governistas, que estão lá, com raras exceções, para aplaudir gente como Gabrielli. A seriedade deste senhor veio a público, com clareza insofismável, na campanha de 2010, quando afirmou, na condição de presidente da Petrobras, que FHC havia tentado privatizar a empresa. É mentira! Isso nunca aconteceu.

A tese de que Pasadena foi baratinha é nova e espantosa. Não é o que os próprios belgas disseram, né? No balanço que está no site da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, a CNP, que comanda o grupo Astra Transcor, dona, então, da refinaria de Pasadena,  afirma que a operação com a Petrobras foi um sucesso “além de qualquer expectativa razoável”, conforme revelou reportagem do Jornal Nacional.

Pasadena balando 2005 sucesso

No balanço de 2006, ano em que a Petrobras efetivamente pagou por metade da refinaria, a Astra teve um lucro recorde. Nesse mesmo balanço, a CNP já fala da cláusula “put option” e da possibilidade de impor à Petrobras a compra da outra metade.

Pasadena cláusula

Vai ver os belgas são muito burros, e José Sérgio Gabrielli, muito inteligente, né? Vai ver comprador e vendedor acharam que aplicaram um belo truque no outro. Considerando o prejuízo que a Petrobras teve de entubar, adivinhem que estava certo.

O respeitado jornal de economia e política belga “L’Echo” noticiou a operação. Destacou que a Petrobras fez um péssimo negócio, “calamitoso”.

Pasadena calamitosa

Chamou os ganhos do grupo belga de “golpe de mestre mantido em segredo”.

Pasadena - jornal - golpe

O dono do conglomerado CNP é o bilionário Albert Frère. O “L’Echo” tira um sarrinho do Brasil, dizendo que o país foi o “grande irmão” de Albert. É um trocadilho: “frère” quer dizer “irmão”, em francês…

Mas, claro!, devemos acreditar em Gabrielli: foi um negocião!

26 Jun 20:54

O golpe no PP: A velha Arena adere aos métodos da velha VAR-Palmares! Como diria Ciro Gomes, “que nojo!”

by giinternet

Huuummm… Daqui a pouco haverá gente elogiando a sagacidade da presidente Dilma — serão as mesmas penas que atacaram o PTB por ter deixado o governo. E por quê? Porque o Planalto se meteu numa conspirata com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, do Piauí. E em que consistiu a operação?

Ora, o PP, descendente direto da Arena, o partido que apoiou a ditadura militar, aderiu aos métodos de decisão que vigoravam na VAR-Palmares, um dos grupos terroristas a que pertenceu Dilma: o centralismo democrático. Em “esquerdês”, o que quer dizer “centralismo democrático”? É o poder que detém o comando do partido para tomar decisões terminativas, sem espaço para contestação e sem consultar ninguém. Lênin o adotou como um dos pilares do comunismo revolucionário. Qual é a base, digamos, teórica e moral desse método? É simples: o “partido” (no caso, o comunista) representa o povo. Se representa, seus dirigentes são a encarnação máxima desse povo, certo? Logo, quando o comando decide, é como se o povo decidisse. Ainda que dê a impressão do contrário, é o método que vigora também no PT. Adiante.

O PP está rachado. Se o apoio a Dilma fosse posto em debate, seções importantes do partido resistiriam; tenderiam a dizer “não”. Boa parte, com chance de ser a maioria, queria a neutralidade. O que fez, então, o ínclito Ciro Nogueira? Pôs em votação uma resolução que conferiu à Executiva Nacional o direito de tomar a decisão, sem consultar mais ninguém. Deixou lá os convencionais com cara de bobos. É o que se chama “golpe”. E o comando decidiu apoiar Dilma e pronto!

Que coisa espetacular! Diga-se em favor dos comunas que todos os membros do partido concordavam com o centralismo democrático. No caso do PP, não! A reação foi de revolta. Ângela Amin, vice-presidente da legenda, nem foi consultada. Disse que vai recorrer à Justiça contra a convenção, contando com o apoio da senadora Ana Amélia, hoje favorita na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. Também o atual governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, foi feito de bobo. Ele é um dos que defendem a neutralidade, a exemplo do presidente de honra da sigla, senador Francisco Dornelles (RJ) — na verdade, ele queria o apoio a Aécio, mas achava que um partido neutro contemplaria a maioria.

Quem entregou o jogo foi o ministro das Cidades, Gilberto Occhi. “Houve um almoço com a presidente em que o PP confirmou o seu apoio”. Entenda-se por PP a direção do partido, a mesma que deu o golpe. Ora, se prometeu, tem de entregar, né? E o ministro tentou filosofar: “Divergências acontecem em todos os partidos, é fruto da democracia no país”. Na sua concepção de democracia, quem é contra não tem direito nem a voz nem a voto. Finalmente, a VAR-Palmares impôs seus métodos à Arena.

Como diria o pensador Ciro Gomes, “que nojo!”. E que fique claro, para arrematar: é evidente que aqueles que não querem apoiar Dilma não vão apoiar Dilma. E ponto! O que Nogueira negociou com  o PT, sabe-se lá em quais termos, foi um minuto e pouco no horário eleitoral gratuito. 

26 Jun 20:53

O ídolo da beleza

by Norma
Triste notícia: "Mulheres passam por cirurgia para encurtarem os pés".

O pecado não muda essencialmente, só ganha novos formatos ao longo dos tempos. Antigamente, sem poder de decisão, as meninas chinesas eram submetidas ao encurtamento dos pés para conformarem-se à moda da época. Sem isso, corriam o risco de não obter bons casamentos. Eram obrigadas a usar sapatos pequenos demais, que deformavam os dedos e muitas vezes chegavam a causar gangrena. Tinham dores horríveis pelo resto da vida e perdiam facilmente o equilíbrio quando de pé - o que aliás era considerado um charme pelos chineses de então. Esse aspecto trágico da sociedade chinesa antes do comunismo é bem documentado em formato narrativo pela escritora Jung Chang em Cisnes selvagens - um livro apaixonante sobre três gerações de mulheres antes, durante e depois da Revolução Chinesa. E a vida de nenhuma delas foi fácil.

Hoje, em plena valorização do que é "natural" (a maquiagem, por exemplo, busca reproduzir um visual fresco e iluminado), há moças ocidentais, com bastante poder de decisão, que se submetem voluntariamente a um procedimento cirúrgico que, segundo elas, deixará seus pés mais bonitos e mais adequados aos caríssimos Louboutin que desejam comprar. Segundo os especialistas, há riscos de dor constante, assim como ocorria com as chinesas. Mas, como sempre, o adorador se extasia à vista do ídolo e não consegue se deter nos sacrifícios. E a destruição, dessa vez, é autoinfligida.

Para as mulheres contemporâneas, tem sido quase impossível escapar do culto ao ídolo da beleza. Falarei mais disso no futuro.
26 Jun 20:53

Não falta caráter a certa crônica política; é coisa de mau-caratismo mesmo! Ou: E as alianças de Dilma? São, por acaso, definidas pela ideologia?

by giinternet

Ah, que coisa bonitinha! Que coisa encantadora! De súbito, percebo uma estridência moralista, inclusive em certa crônica política, com o fato de o PTB ter deixado a base do governo Dilma e decidido apoiar a candidatura de Aécio Neves, do PSDB, à Presidência. Notem que falo em “crônica política”, não em análise. A crônica, mesmo quando boa — e não é o caso desta de que falo, pode ser ligeira, atendo-se, digamos, a aspectos epiteliais da realidade; um cronista pode falar, assim, dessas “coisas de pele”, que não requerem o concurso do cérebro.

“Oh, o PTB não está indo para o lado de Aécio por ideologia”, escreve um. “É falta de caráter”, diz um outro. É mesmo? O PP vai apoiar a presidente Dilma. É por ideologia? O tal PROS, que nem existe (é uma invenção do Planalto), vai apoiar a presidente Dilma. É por ideologia? Calma! Vamos direito ao ponto: o PMDB, oficialmente, vai apoiar a presidente Dilma. É por ideologia? E o PR? Por pressão do partido, Dilma acaba de tirar o ministro César Borges da pasta, deslocando-o para a Secretaria dos Portos. Volta ao cargo Paulo Sérgio Passos. Alô, cronistas! Por que aquela plêiade de patriotas do PR quer tanto o Ministério dos Transportes? Para ver triunfar a sua ideologia? Foram os escândalos nessa pasta, diga-se, que deram início àquilo a que se chamou “faxina” e que levaram a popularidade de Dilma a mais de 70%. Bons tempos aqueles para a soberana, né?

Deixem-me ver, então, se entendi: quando Dilma Rousseff e o PT fazem acordo até com o capeta, chama-se a isso de inteligência e de pragmatismo. Eu já cansei de ler análises, a maioria delas ditada por Gilberto Carvalho, que me adora (“Olá, ministro, lembra de mim?”), segundo a qual não importa com quem o PT se junte; o importante é que o partido mantenha a hegemonia da aliança. Se, no entanto, um partido da base decide apoiar o candidato de oposição, ah, isso é, então, inaceitável! Isso é oportunismo! Os mais furibundos chegam a dizer que se trata de falta de caráter.

Aí, tentando parecer profunda, não enigmática, Dilma afirma que “a esperteza tem vida curta”. É claro que é uma alusão ao PTB e àqueles que não estão dispostos a fazer a sua campanha. Convenha, não é, governante? Mais “esperto” ainda é ficar com o Planalto, que tem benesses a oferecer — como o Ministério dos Transportes, por exemplo. Os “espertos” sempre conseguem lucrar mais negociando com quem está no poder.

O PP acaba de bater o martelo: vai com Dilma mesmo! É por ideologia? É por excesso de caráter que o partido herdeiro direto da Arena se junta com a herdeira direta da VAR-Palmares? Ora, vão plantar batatas!

Houve um tempo em que o campo, sem trocadilho, do impressionismo, do chute, da torcida nada velada, do fígado era a crônica esportiva. Felizmente, com o tempo, ela melhorou bastante. Está cada vez mais técnica — ainda que não possa abrir mão, e eu acho correto, de lidar com um pouco de paixão. Já a análise política, convertida em crônica, com a chegada do PT ao poder, foi cedendo cada vez mais terreno àqueles vícios antes atribuídos aos boleiros. E faz sentido, né? Um comentador de futebol luta para que a sua escolha pessoal não seja percebida pelo leitor, internauta, ouvinte ou telespectador. Já os comentadores da política fazem questão de demonstrar a seus juízes do PT que eles são boas pessoas.

26 Jun 20:50

Kodak PixPro S-1 image samples, manual download and price info ($499).

by 43rumors

The Kodak S-1. Image courtesy: Soomal.

We have plenty of more news about the Kodak PixPro S-1 Micro Four Thirds camera:

1) The price for the camera is $499 (Source: Kodakcamera).
2) This is the manual (pdf download here).
3) Soomal (Click here) posted the first image samples taken with the Kodak camera.

Overall the $499 price is much higher than expected! For $300 you can buy the Olympus E-PM2 with lens at Amazon US (Click here). Are the extra $200 worth it? Dont think so…

26 Jun 20:49

Em ano eleitoral, Dilma dá novas áreas à Petrobras sem fazer licitação

by giinternet

Na Folha:
Em ano eleitoral, o governo Dilma adotou uma medida para fortalecer a Petrobras. Anunciou nesta terça-feira (24) que irá contratar a estatal para produzir petróleo em quatro campos do pré-sal, sem licitação. Segundo estimativas, há potencial para produção de 10 bilhões a 14 bilhões de barris nas novas áreas cedidas, nos campos de Búzios e Florim, no entorno de Iara e a nordeste de Tupi.

A decisão foi anunciada após reunião do Conselho Nacional de Política Energética no Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff, que pela primeira vez chefiou o encontro, convocou os principais ministros da área econômica e a presidente da Petrobras, Graça Foster, para finalizar os termos do acordo. “A Petrobras passa a ter para explorar uma quantidade de petróleo extremamente significativa, o que a transformará em uma das maiores empresas com reservas de petróleo do mundo”, disse Dilma sobre a medida.

Os quatro campos já são explorados pela estatal sob o regime de cessão onerosa, pelo qual ela recebeu o direito de produzir 5 bilhões de barris. Em troca, paga uma taxa à União de R$ 74 bilhões, utilizados para aumentar a participação da União na estatal. As novas áreas serão exploradas sob regime de partilha, em que os os lucros pela produção de óleo são divididos entre empresa e União –o governo fica com 76,2%. Segundo o governo, a licitação de uma área já em exploração pela estatal poderia ser questionada na Justiça.
(…)

26 Jun 20:48

A MORTE DO PT – Segunda parte. Ou: Para não repetir a agonia da ditadura

by giinternet

Vamos lá. Escrevi aqui no sábado sobre o fim do poder petista — ou a morte do PT como o conhecemos (não a morte do partido): essa legenda capaz de ditar o ritmo dos acontecimentos, que acredita que pode mesmo ser uma força hegemônica na política, mais ou menos como Gramsci imaginou que seria um Partido Comunista operando no melhor da sua potência. E sustentei que há duas hipóteses para a derrocada petista: a otimista: o partido perde as eleições em outubro próximo, o que espero que aconteça. E a pessimista: Dilma vence a reeleição, consegue mais um mandato, e o país caminha para uma crise de proporções razoáveis.

Batia um papo outro dia com o economista José Roberto Mendonça de Barros, que sabe das coisas e dispensa apresentações. Ele fez uma analogia que me pareceu pertinente, e eu lhe avisei que roubaria a sua imagem (rsss). José Roberto afirmou que a eventual vitória de Dilma lembraria o mandato desastrado — no que concerne à desordem econômica — do general Figueiredo, nos estertores da ditadura. Ou por outra: o modelo já tinha feito água por todos os lados; a coalizão política já era frágil; a sociedade queria outra coisa, mas tivemos de aguentar mais seis anos de um governo que já nascia moribundo, que tinha os olhos voltados para a retaguarda, que se dedicava permanentemente ao trabalho de contenção, não de formulação de políticas públicas com vistas ao futuro.

Ditadura moribunda e democracia são realidades muito distintas, sei disso. O que me interessa nessa imagem do economista é destacar a falência de um modelo e o colapso da coalizão política que o sustentava. O ciclo petista, reitero, chegou ao fim— a questão é saber se o país se encontra com a rapidez necessária com o novo ou se escolherá quatro anos de reacionarismo, olhando para trás.

Acabaram-se as circunstâncias que fizeram a glória da gestão do PT e que permitiram ao partido formar a maior base de apoio do Ocidente: crescimento acelerado da China, juros internacionais baixos, demanda interna extremamente aquecida, folga fiscal e criação de “campeões nacionais” à base de incentivos oficiais. Cada uma dessas facilidades engendrou um discurso político e permitiu que o governo se comportasse de forma dadivosa, cevando uma clientela. Nunca foi, que fique claro, um modelo de crescimento, mas de administração de oportunidades.

À medida que as facilidades deixam de existir, e lá vai algo que parece tautológico, mas que não é, aparecem, então, as dificuldades. O Brasil parou de crescer, e a sociedade se dá conta de que o PT não tem a pedra filosofal da eterna felicidade. Num país ainda com tantas carências, o crescimento pífio, com inflação alta e juros elevados, gera um caldo de descontentamento que cobra, sim, o seu preço político. E ele se traduz hoje na crescente perda de sustentação da candidatura Dilma — o que é um dado auspicioso para um país que precisa mudar.

Há uma conta interessante a ser feita. Dilma concorria em nome de um governo que tinha quase 90% de aprovação em 2010. Mesmo assim, a diferença de votos em seu favor, na disputa com José Serra, foi de apenas 12.041.141 (56,05% contra 43,95%). Prestem atenção a estes dados:

quadro eleitoral

Somadas as diferenças a favor do PT na Bahia, Pernambuco, Ceará, Minas, Rio e Maranhão, temos 12.654.768 votos — superior ao que a petista teve de votos a mais do que Serra no total. São Paulo deu a vitória ao tucano, mas por um placar ainda bastante robusto para o PT. Uma coisa é certa: o partido não conta mais com as facilidades que tinha nesses estados. Em Pernambuco, Eduardo Campos tende a ter uma avalanche de votos; Minas penderá para Aécio; na Bahia, os adversários do PT se juntaram; há um clima anti-Sarney no Maranhão que pode arranhar o petismo; no Rio, o palanque do partido na disputa presidencial está desestruturado por excesso de ambição.

Não estou aqui a dizer que Dilma vai perder a eleição. Não sou pitonisa. Evidencio que a situação, para ela, é bastante difícil. Restou ao PT, insisto neste ponto, a campanha de cunho terrorista contra os adversários e dobrar a aposta no “promessismo” — promessas que, de resto, não serão cumpridas porque não haverá como. O melhor para o Brasil seria a derrota agora, já em 2014. A eventual reeleição da presidente significará a sobrevivência de um modelo que já morreu e do qual o PT não sabe sair porque não tem uma coalizão política para tanto.

Texto publicado originalmente às 5h14
26 Jun 20:44

How Churches Can Bridge the Marriage Divide

by W. Bradford Wilcox

Earlier this month, W. Bradford Wilcox, director of the National Marriage Project and a senior fellow at the Institute for Family Studies, addressed the U.S. Conference of Catholic Bishops on the increasingly “separate and unequal” character of marriage in the United States. The bishops asked him to speak to their Spring General Assembly, held in New Orleans June 10-13, as part of a broader effort to prepare for the upcoming Synod on the Family, which takes place this fall in Rome, and the World Meeting of Families, which will take place in Philadelphia in 2015. First Things asked him the following questions about his address to the bishops.

Your address to the American bishops addressed a growing “marriage divide” in America. One indication of this divide, as we learned last week, is that more than 50 percent of babies to mothers who don’t have college degrees are born outside of wedlock, compared to less than 10 percent of babies born to mothers with college degrees. What’s going on here with families?

The one bit of good news in all this is that marriage is comparatively strong among college-educated Americans. For this group, divorce has come down since the height of the divorce revolution in the late 1970s and early 1980s. Moreover, college-educated adults are now more likely to get married and to enjoy high quality marriages than less-educated Americans. All this spells good news for their children: A clear majority of children born to college-educated homes will be raised by their own married parents.

But the bad news, as I noted in a report called When Marriage Disappears: The New Middle America, is that marriage is now in trouble not just among the poor but among a broad swath of working-class and lower middle-class Americans, a group I call “Middle Americans.” I described it this way to the bishops in New Orleans: “the retreat from marriage is now spreading into the bedrock of Middle America: that is, small towns, rural communities, and outer suburbs across America. From Danville, Virginia, to Pine Bluff, Arkansas, to Hillsboro, Ohio, divorce is high and nonmarital childbearing is on the rise.” In other words, outside of the privileged precincts of upscale inner suburbs and affluent urban neighborhoods, marriage is losing ground.

These trends are particularly important because they impact the quality and stability of children’s family lives, as the figure below indicates. Today, children from moderately (high-school/some-college educated) and the least educated (high-school dropout) homes are much less likely to grow up with both parents, compared to children from highly educated (college-educated) homes.

What accounts for the growing marriage divide in America?

Liberals like William Julius Wilson at Harvard tend to finger economic causes, whereas conservatives like Kay Hymowitz at the Manhattan Institute tend to finger cultural changes and poorly conceived public policies. They are both right.

On the economic front, men without college degrees have seen their real wages fall, and their risk of unemployment increase since the 1970s (see figure below). This matters because men without access to stable work are much less likely to get and stay married. By contrast, college-educated men are doing comparatively well in today’s labor force, which makes them more desirable as marriage partners.

On the cultural front, we are seeing what I call a “marriage mindset”—where people value childbearing within marriage as well as marital permanency—find a more secure purchase among highly educated Americans than among less-educated Americans. For instance, the figure below shows that teenagers from highly educated homes are much more likely to report that they would be embarrassed by a teenage pregnancy than their peers from less-educated homes.

These economic and cultural forces have been joined by a third factor, the decline of civil society, that has left American adults and families detached from communities of memory and mutual aid, especially less-educated ones. The most striking declines in civic engagement have been for church attendance among moderately educated Americans, as the figure below indicates. That’s significant because churches have long supplied religious meaning, moral direction, and social support to marriage in America.

So, what we are seeing is that a range of economic, cultural, and civic changes in American life have all conspired to weaken marriage in poor and working-class communities across the United States. By contrast, the economic, cultural, and civic sources of marital strength remain comparatively strong in upscale communities like Darien, Connecticut, McLean, Virginia, Los Altos, California, and Southlake, Texas.

Why does it matter that children in poor and working-class communities are less likely to grow up in intact, married homes?

It matters because these children are now doubly disadvantaged. Not only do they have fewer economic resources, they also are less likely to benefit from the shelter, security, and stability typically afforded by an intact, married family.

To be clear, many children raised in single-parent or blended-families turn out okay. But it’s also the case that children raised in such families are less likely to thrive than their peers from intact families. Boys raised outside of an intact, married family are about twice as likely to land in prison or jail by the time they turn thirty, girls see their risk of a teenage pregnancy about triple when they are raised outside of such a home, and—for boys and girls—their odds of attending and graduating from college are markedly lower if their parents do not get and stay married (see below).

It’s this kind of research that led Princeton sociologist Sara McLanahan and her colleague Gary Sandefur to write that if they we were to design a family, the “two-parent ideal . . . [would ensure] that children had access to the time and money of two adults . . . would provide a system of checks and balances that promoted quality parenting . . . [and the] fact that both parents have a biological connection to the child would increase the likelihood that the parents would identify with the child and be willing to sacrifice for that child, and it would reduce the likelihood that either parent would abuse the child.”

At the bishops’ meeting, Philadelphia Archbishop Charles Chaput asked, given this research, what do most social scientists think about same-sex families and child well-being? And, I might add, what do they make of higher rates of instability among gay and lesbian couples?

Most family scholars think that children are most likely to thrive in stable, two-parent families, regardless of their parents’ sexual orientation. Indeed, if there is one thing that family scholars across the political spectrum agree upon, it is that children are most likely to flourish when they enjoy stable home lives. While family scholars acknowledge that studies in Sweden and Britain have found more instability among same-sex couples, they would contend that research, such as a new study from Bowling Green State University, also suggests that gay and lesbian couples can enjoy more stable relationships when communities extend legal and cultural support to them.

What can churches do to bridge the growing class divide in American family life?

My argument to the bishops was three-fold. I suggested that

1) Churches need to be a voice for economic justice for lower-income families by, for instance, advocating for more generous child and earned-income tax credits, as well as for the elimination of the marriage penalties embedded in many of our public policies directed towards lower-income families. Policy moves like these would strengthen the fragile financial foundations of many poor and working-class families.

2) Pastors, lay leaders, and educators need to speak more clearly about marriage, both from the pulpit and in other teaching venues in the their churches. Believers need to learn about the ways in which marriage advances the emotional, social, and economic welfare of children. Of course, these catechetical efforts should be sensitive to the demographic and personal realities in the pews. Priests, pastors, and lay leaders also need to do a better job of standing in solidarity with couples in crisis, both by explicitly acknowledging they can be found in any local church and by connecting them to professionals and seasoned lay couples who can help them.

3) Finally, especially given the precarious position of many working-class and poor men, vis-à-vis religion, work, and marriage, churches need to strengthen their ministries devoted to the unemployed and underemployed, as well as to men. Recent decades have seen the emergence of impressive ministries targeting the college-educated—from FOCUS to InterVarsity. Now, churches need similarly inspired ministries for the majority of young adults who will not receive a bachelor’s degree.

These are the kinds of steps churches need to take to ensure that the United States does not devolve into a separate-and-unequal family regime, where upscale Americans enjoy strong and stable households and everyone else is consigned to increasingly unstable, unhappy, and unworkable ones. To put it differently, bridging the marriage divide in America is of paramount import for all of us who are committed to pursuing social justice.

W. Bradford Wilcox, a sociologist at the University of Virginia, directs the Home Economics Project at the American Enterprise Institute and the Institute for Family Studies. Follow: @WilcoxNMP.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

26 Jun 20:43

O “inferno astral” de Dilma às vésperas da campanha

by giinternet

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
Em dezembro do ano passado, quando o Datafolha realizou sua rodada final de pesquisas sobre a sucessão presidencial em 2013, a presidente Dilma Rousseff marcava 47% das intenções de voto no cenário contra seus futuros adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Como o porcentual de brancos, nulo e indecisos atingia 23%, era possível afirmar que a petista seria reeleita no primeiro turno. Mais: na época, as sondagens mostravam que Dilma recuperava aos poucos a popularidade perdida na esteira das manifestações que tomaram o país nos meses anteriores. No último levantamento de campo feito pelo instituto, em junho, Dilma marcou 34%. Seus oponentes ainda patinam para subir, mas o desempenho da petista já não assegura a vitória no primeiro turno. Há menos de duas semanas, Dilma ouviu xingamentos e vaias das arquibancadas durante a abertura da Copa do Mundo em São Paulo e, no último sábado, teve seu nome oficializado na corrida eleitoral em uma tensa Convenção Nacional do PT. No evento, coube ao presidente do partido, Rui Falcão, verbalizar a preocupação que aflige dez entre dez dirigentes petistas às vésperas do início da campanha: “Já se tornou lugar comum dizer que esta eleição será a mais dura, a mais difícil de todas. E os fatos mostram que sim”.

Rui Falcão estava certo. Nos últimos dias, até arranjos que a equipe de Dilma dava como garantidos começaram a ruir. Em menos de uma semana a presidente-candidata foi abandonada pelo PTB, que anunciou apoio a Aécio Neves, foi surpreendida pelo movimento “Aezão”, no Rio de Janeiro, e agora tenta desatar nós que colocam em risco o apoio de siglas como PP e PR. O primeiro realizará sua convenção amanhã, mas sequer convidou Dilma para o evento, num sinal claro de que ela não é unanimidade. O segundo adiou a decisão para o próximo dia 30 e já deixou claro seu recado: o apoio à chapa petista está condicionado a mais cargos em seu quinhão predileto no governo federal, o ministério e as autarquias dos transportes.

Nem mesmo o PMDB facilitou a vida da presidente: a convenção do partido que definiu apoio a Dilma teve votação foi muito mais apertada (59% a favor) do que o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), planejava. Nesse caso, os entraves estarão em palanques estaduais importantes, como Bahia e Ceará. Não é por acaso que os próprios petistas veem nessa a disputa eleitoral mais difícil desde 2002.

26 Jun 20:43

Boulos sitia a Câmara e é recebido por Alckmin. Está tudo errado!

by giinternet

Sitiada pelos fanáticos do sr. Guilherme Boulos, líder do MTST, a Câmara dos Vereadores não conseguiu votar o Plano Diretor da cidade por falta de quórum. Os ditos “militantes” estão acampados em frente ao prédio e dizem que lá permanecerão até que suas reivindicações sejam aceitas. Vocês querem saber o que significa, na prática, o famigerado Decreto 8.243, da presidente Dilma Rousseff? É isso aí. O MTST quer que suas invasões sejam legalizadas no novo Plano Diretor e que sejam criadas facilidades para outras ocupações. Ainda que possa haver rusgas aqui e ali, o sr. Boulos é só uma das franjas mais ativas do petismo. O movimento alega que havia nove mil militantes por lá. A estimativa da Polícia Militar é que havia mil pessoas reunidas. A cidade de São Paulo tem 8,5 milhões de eleitores. É assim que uma minoria tiraniza uma maioria.

Entrei aqui num debate com o Ministério Público dia desses. A associação de promotores chegou a emitir uma nota bucéfala contra mim, respondendo àquilo que não escrevi. O MP ameaçava, ou ameaça ainda, recorrer contra o que chamou de “emendas de última hora” porque, diz, têm de ser submetidas à consulta popular. É mesmo? Quem é o povo? Os comandados do sr. Boulos? O povo, agora, tem chefe?

O líder do MTST, consta, está reunido com o governador Geraldo Alckmin. Alguns leitores cobram a minha opinião a respeito. É a mesma que expressei quando a presidente Dilma se encontrou com ele. Acho um absurdo e um despropósito. Pode dialogar? Pode! Mas não enquanto ele mantém cercada a Câmara de Vereadores e tenta tirar dos parlamentares eleitos o direito legítimo de votar segundo a sua própria consciência e, sim, as bases que representam. Daqui a pouco, Boulos vai se transformar no Quarto Poder da República. Fico sabendo que sua pauta de reivindicações inclui até procedimentos que deveriam ser adotados pela PM. Tenham a santa paciência!

É assim que se vão criando esses monstros da desordem, que não representam ninguém. A farra começou com o Palácio do Planalto, não é mesmo? Recebeu arruaceiros do Movimento Passe Livre em meio à desordem, como se representassem alguém, além da própria estupidez e do seu sectarismo doidivanas. Gilberto Carvalho tentou estatizar até os “rolezeiros”, lembram-se? Ontem, ficamos sabendo que o homem, ora vejam!, dialogou com os black blocs. Agora, Alckmin conversa com Boulos.

Reitero: não há mal nenhum na conversa, desde que esse senhor retire a sua tropa da Câmara e permita o pleno funcionamento do Poder Legislativo. Ele não representa a população de São Paulo. Caso se candidate a vereador, terá quantos votos? É evidente que estamos diante de uma das consequências da campanha eleitoral do sr. Fernando Haddad em 2012 e de sua eleição. Essa gente constituiu uma das linhas de frente de sua campanha e, agora, cobra um preço.

Daqui a pouco, sabem qual será o grande negócio para as construtoras em São Paulo? Comprar terrenos na periferia e esperar que o MTST os invada para que o Poder Público se veja obrigado a desapropriá-los ou para que possam ser vendidos ao MTST em regime de urgência — onde serão erguidas casas com dinheiro público. Guilherme Boulos logo será o maior incorporador do país, com a ajuda das três esferas do Estado brasileiro.

26 Jun 20:42

Vandalismo – É… Quem vê perna peluda não vê coração…

by giinternet

Vejam esses dois rapazes, em fotos de Avelar Prado, da Folhapress.

Manifestante da sainha

manifestante preso dois

É, minha gente… Quem vê uma perna peluda numa sainha não vê coração…  O rapaz de minissaia é Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos. O outro é Fabio Hideki Harano. Ambos foram presos na segunda, durante um ato de protesto contra a realização da Copa do Brasil. Nesta terça, Fernando Grella, secretário de Segurança Pública de São Paulo, afirmou que eles foram presos em flagrante por associação criminosa, que rende pena de 1 a 3 anos de reclusão. Eles respondem ainda por incitação à prática de crimes, resistência e desacato. A dupla, vejam que mimo, portava, segundo a Polícia, material explosivo e incitava manifestantes à violência.

É preciso começar a meter em cana essa gente mesmo, sempre, claro!, nos limites da lei. Quem leva explosivos a um protesto não está certamente com boas intenções. Se incentiva os demais à violência, tanto pior. Lusvarghi, em todo caso, é um rapaz corajoso, não é mesmo? A gente vê que ele não teme incitar à violência mesmo com as coxas de fora, nesse seu “minikilt”… Imaginem ser atingido por uma bala de borracha e ter de usar roupa de camponesa escocesa do século 17 por um bom tempo para esconder o hematoma… Preciso mandar depois a imagem para a Glorinha Kalil para ver o que ela acha da composição. A nossa vanguarda sofre com o atraso do povo… Eles estavam no Deic e seriam remetidos ainda nesta terça para um Centro de Detenção Provisória. Espero que os familiares providenciem uma calça comprida para o rapaz. É o mais prudente.

O secretário também afirmou, informa a reportagem da Folha, que membros do Movimento Passe Livre serão levados à força para depor no Deic caso se neguem a comparecer. “A lei prevê que quando uma pessoa é notificada para comparecer e prestar declarações, e ela não atende sendo notificada, ela fica sujeita ao que nós chamamos de condução coercitiva. Não é prisão. Ela pode ser compulsoriamente levada à presença da autoridade para ser ouvida. Nós vamos fazer cumprir a lei”.

É isso aí. Os integrantes do MPL têm de depor sobre os atos de vandalismo de quinta-feira passada. O grupo enviou um ofício à PM pedindo que a polícia não criasse nenhum constrangimento ao protesto, responsabilizando-se pela segurança do evento. A baderna terminou com duas lojas de carros importados, cinco bancos e um veículo da imprensa depredados. O MPL se limitou a dizer que nada tinha a ver com o peixe e, de quebra, ainda hostilizou a… polícia.

Chega dessa gente! Não dá mais. Quem gosta de bater papinho com black blocs é Gilberto Carvalho. À Polícia de São Paulo, cabe cumprir a lei.