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08 Jul 23:54

Desastre histórico 2 – O que este blog escreveu no dia em que Felipão foi nomeado técnico, com Parreira de “vice”. Ou: Brasil precisa de técnico; quem precisa de “pai” são os órfãos…

by giinternet
Felipão, o paizão ou o tiozão meio rabugento: esse estilo já era!

Felipão, o paizão ou o tiozão meio rabugento: esse estilo já era!

Estou assistindo à entrevista de Felipão. Já trato de algumas sandices lógicas que ela está a soltar pelos cotovelos. Não sou um especialista em futebol, mas sei quando as palavras não fazem sentido.

No dia 28 de novembro de 2011, escrevi um post sobre a sua nomeação para comandar a Seleção, na companhia de Carlos Alberto Parreira. É este que segue.

ESCOLHA DE FELIPÃO

Muito bem! A Seleção passou a ganhar os jogos, levou a Copa das Confederações, e, evidentemente, passei por mau profeta. Alguém dirá: “É fácil criticar o derrotado e elogiar o vitorioso”. Pois é… Felipão nunca foi do meu agrado — e não apenas porque não fazia sentido pegar um técnico que tinha ido para a segunda divisão e mandá-lo para o cargo mais importante do futebol.

Não gosto do modo como ele pensa. Não tenho simpatia nenhuma por essa cascata de “Família Scolari”. Esse negócio de “paizão” ou “tiozão” que trata a “molecada” como menores irresponsáveis, sempre a depender de um coroa meio rabugento, é uma coisa, digamos, tão… latina! Na esfera psicológica, remete-me a coisa pior, de que me dispenso de tratar aqui. Seja como for, não faz pessoas autônomas.

Vamos convir: nos 12 tempos que jogou nesta Copa, o futebol brasileiro só apareceu, ainda que de modo meio atrapalhado, no primeiro tempo contra a Colômbia. E olhem que a agressão covarde de que o Neymar foi vítima escondeu um fato escandaloso para quem pretende estar entre as melhores seleções do mundo: foram 54 faltas ao longo do jogo, 31 cometidas pelos brasileiros. Ninguém fraturou a vértebra de James Rodríguez, felizmente! Mas ele apanhou mais do que Neymar. O Chile não era a equipe que menos batia. Mesmo assim, o Brasil, campeão em faltas até aqui, cometeu 28 infrações contra 23.

Vale dizer: a Seleção Brasileira não teve medo nenhum de jogar feio — o que as equipes de Telê Santana, lembram-se?, não sabiam fazer. Felipão só não conseguiu fazer o time jogar bonito.

 

08 Jul 20:43

Cid Gomes tenta invadir vestiário da Seleção e é barrado por um voluntário a serviço da Fifa; rapaz diz ter sido agredido; governador nega. Ou: O jeito “Ferreira Gomes” de resolver pendengas

by giinternet

Vejam esta foto. Vocês vão entender o que ela faz aí.

Anderson Feitoza e David Luiz

Ai, ai…

Vocês sabem que há gente que gosta muito de futebol, muito mesmo! Gosta de tudo o que envolve este notável esporte em que 20 homens correm atrás da mesma bola, havendo dois outros cuja tarefa é impedir que ela atravesse um pedaço delimitado de cada um dos respectivos lados menores do retângulo. E a admiração irrestrita pelo ludopédio, em alguns casos, não reconhece limites — nem mesmo, ou especialmente, os do vestiário. É o caso do governador Cid (PROS), do Ceará, da família Gomes, que parece ser adepta de um método. Vamos ver.

O busílis é o seguinte. Depois da partida em Fortaleza entre as Seleções do Brasil e da Colômbia, Cid tentou invadir — e a palavra é mesmo essa, como admite, sem querer, nota oficial do próprio governador — o vestiário dos canarinhos. Levava consigo uma “Brasuca”, que, segundo diz, queria que fosse autografada pelos jogadores. Sabem como é… Governador, uma verdadeira “otoridade”, Cid não quis esperar ou, sei lá, recorrer a algum intermediário para que levasse a pelota até os heróis da tarde. Preferiu ir ele mesmo, em pessoa, para experimentar, um pouco que fosse, do calor e da excitação da vitória. A paixão excessiva cega, não é?

Mas Cid não conseguiu entrar. Não tinha credencial. Muita gente reclama do que seria a arrogância apátrida da Fifa, que impõe o seu padrão aonde quer que vá. Até eu, confesso, cheguei a me irritar certa feita. Vejo agora que era um resquício de caipirice da minha parte. A regra imposta pela organização tem ao menos o condão de impedir que arrogantes locais imponham a sua vontade apenas porque são, afinal, “otoridades”.

Cid não atravessou a linha que dá acesso ao vestiário. Foi barrado por um rapaz chamado Anderson Feitoza, também ele cearense. Era um dos voluntários que estavam trabalhando para a Fifa. Segundo o relato, o governador, “aparentemente embriagado”, lhe desferiu um tapa no pescoço e o chamou de “abestado”, o que teria chamado a atenção do jogador David Luiz, que interveio, então, em defesa do rapaz. Anderson ganhou uma camisa autografada e ainda posou para a foto que se vê lá no alto, em companhia do próprio David Luiz e de Thiago Silva, os dois heróis daquele dia. Leiam o relato que o jovem postou no Facebook. Volto em seguida.

Anderson Feitoza - texto

Voltei
Pois é… A Folha procurou a assessoria de Cid Gomes, que emitiu uma nota negando a agressão, mas não a tentativa de invasão do vestiário: “Não procede a informação sobre uma agressão minha a um segurança que atuava na Arena Castelão”. Cid parece achar que sua condição lhe dá, realmente, direitos especiais: “Eu, como governador do Estado, me empenhei pessoalmente para que a Copa do Mundo acontecesse em Fortaleza em clima de paz”. A assessoria admite, sim, que ele tentou levar a bola para ser autografada, que foi barrado por estar sem credencial e que protestou, mas de maneira “contida e civilizada”.

Sei, sei…

No dia 12 deste mês, Cid se envolveu num quase acidente de carro com o jovem Samir Jereissati, filho de Demétrio Jereissati, que é primo de Tasso. Segundo o rapaz, o governador iria bater no seu carro, e ele, então, buzinou. Cid desceu, cercado por seguranças, para tomar satisfações. Vejam o vídeo.

A situação é meio confusa, sim, mas o fato é que se vê ali o governador, vamos dizer?, tentando resolver a coisa na base da valentia. Há quem diga que o rapaz poderia estar embriagado, o que é negado por familiares. Ainda que estivesse, é evidente que o comportamento que se vê não é adequado à autoridade máxima do Ceará.

Ocorre que esse estilo “saio no braço” parece ser um modo que tem os Ferreira Gomes de fazer política — ou, ao menos, de se mostrar em público. Há um vídeo impressionante de Ciro Gomes, o irmão mais famoso de Cid, num ato político na cidade de Carnaubal. Vejam até o fim:

Voltei
Dizer o quê? Reparem que, quando ele desce do palanque para pegar alguém no muque, um séquito desce atrás. Ciro já foi considerado, quem diria?, um renovador da política. Pois é… Notem o tom paternalidade e autocrático do discurso. Sem contar que o tempo parece ter se encarregado de lhe conferir também o “physique du rôle” de um “coroné” à moda antiga, não é mesmo? “Estepaiz” ainda vai se transformar numa República, tenho fé! Mas como demora!!!

08 Jul 16:57

EC distorts market by refusing to break free from lock-in

EC distorts market by refusing to break free from lock-in

The European Commission has recently renewed its commitment to a proprietary desktop and secret file formats.The Commission is refusing to get serious about breaking free from vendor lock-in, and is ignoring all available alternatives. In doing so, the EU's civil service fails to practice what it preaches.

In April, the Commission signed two contracts with Microsoft: An agreement for "high-level services" worth 44 million Euro, and a framework agreement on software licensing conditions. The actual licenses are provided by Hewlett-Packard under a separate contract from 2012, worth 50 million euro. The contracts cover the Commission itself, and 54 other EU organisations.

"We are extremely disappointed about the lack of progress here," says FSFE president Karsten Gerloff. "The Commission has not even looked for viable alternatives. Its lazy approach to software procurement leaves the Commission open to allegations of inertia, and worse."

The Commission recently admitted publicly for the first time that it is in "effective captivity" to Microsoft. But documents obtained by FSFE show that the Commission has made no serious effort to find solutions based on Open Standards. In consequence, a large part of Europe's IT industry is essentially locked out of doing business with the Commission.

In a strategy paper which the Commission released in response to official questions from MEP Andersdotter, the EC lays out a three-track approach for its office automation platform for the coming years. This strategy will only deepen the Commission's reliance on secret, proprietary file formats and programs.

"The Commission should be setting a positive example for public administrations across Europe," comments Gerloff. "Instead, it shirks its responsibility as a public administrations, and simply claims that such alternatives don't exist. Even the most basic market analysis would have told the Commission that there's a vibrant Free Software industry in Europe that it could have relied on."

Many public organisations in Europe are successfully using Free Software solutions that implement Open Standards. Examples are the German city of Munich with its internationally recognised Limux project, and the UK government, which has made great strides in using Free Software and Open Standards to obtain value for money in IT procurement. Over the years, many of these progressive organisations have asked the Commission for practical and moral support for their course. This latest move by the Commission will seem a cruel joke to them.

Despite this setback, FSFE will continue to work with the Commission, and help it improve the way it buys software. It could do so by relying on specifications and standards rather than brand names, by using an open call for tender instead of talking to a single vendor, and by figuring future exit costs into the price of any new solution. These practices are fast becoming the norm across Europe's public sector. The EC should practice what it preaches, and adopt these practices for its own procurement.

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08 Jul 15:12

EC distorts market by refusing to break free from lock-in

EC distorts market by refusing to break free from lock-in

The European Commission has recently renewed its commitment to a proprietary desktop and secret file formats.The Commission is refusing to get serious about breaking free from vendor lock-in, and is ignoring all available alternatives. In doing so, the EU's civil service fails to practice what it preaches.

In April, the Commission signed two contracts with Microsoft: An agreement for "high-level services" worth 44 million Euro, and a framework agreement on software licensing conditions. The actual licenses are provided by Hewlett-Packard under a separate contract from 2012, worth 50 million euro. The contracts cover the Commission itself, and 54 other EU organisations.

"We are extremely disappointed about the lack of progress here," says FSFE president Karsten Gerloff. "The Commission has not even looked for viable alternatives. Its lazy approach to software procurement leaves the Commission open to allegations of inertia, and worse."

The Commission recently admitted publicly for the first time that it is in "effective captivity" to Microsoft. But documents obtained by FSFE show that the Commission has made no serious effort to find solutions based on Open Standards. In consequence, a large part of Europe's IT industry is essentially locked out of doing business with the Commission.

In a strategy paper which the Commission released in response to official questions from MEP Andersdotter, the EC lays out a three-track approach for its office automation platform for the coming years. This strategy will only deepen the Commission's reliance on secret, proprietary file formats and programs.

"The Commission should be setting a positive example for public administrations across Europe," comments Gerloff. "Instead, it shirks its responsibility as a public administrations, and simply claims that such alternatives don't exist. Even the most basic market analysis would have told the Commission that there's a vibrant Free Software industry in Europe that it could have relied on."

Many public organisations in Europe are successfully using Free Software solutions that implement Open Standards. Examples are the German city of Munich with its internationally recognised Limux project, and the UK government, which has made great strides in using Free Software and Open Standards to obtain value for money in IT procurement. Over the years, many of these progressive organisations have asked the Commission for practical and moral support for their course. This latest move by the Commission will seem a cruel joke to them.

Despite this setback, FSFE will continue to work with the Commission, and help it improve the way it buys software. It could do so by relying on specifications and standards rather than brand names, by using an open call for tender instead of talking to a single vendor, and by figuring future exit costs into the price of any new solution. These practices are fast becoming the norm across Europe's public sector. The EC should practice what it preaches, and adopt these practices for its own procurement.

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08 Jul 13:42

How Hugo Chávez Became the New Christ

by Lisa Carroll-Davis

As far back as the 1960s, the Marxist Sandinistas in Nicaragua began infusing their speeches and writings with religious terms, likening their namesake, Augusto Sandino, to Christ. Sergio Ramirez, a commandant in the Sandinista ruling junta in the 1980s, claimed that upon Sandino’s assassination in 1932 Sandino’s father exclaimed “those who become redeemers die crucified” and attested that the soldiers cast lots for his clothes. Even such bald attempts to claim Christ’s mantle appear nuanced in comparison to the massive campaign now underway in Venezuela, led by Nicolás Maduro, to proclaim his predecessor Hugo Chávez as Christ himself.

On the anniversary of Chávez’s death, the current Venezuelan president declared that “Christ the Redeemer became flesh, became spirit, became truth in Chávez” and was “the Christ of the poor, the Christ of the humble, he who came to protect those who have had nothing.”

The social unrest and economic privation that spilled out in protests in February 2014 were met by Venezuela’s leaders with redoubled proclamations of Chavista messianism. During the height of the protests, in a speech made March 5, 2014 at a military parade in Caracas marking the one year anniversary of Chávez’s death, Maduro proclaimed, Chávez “the Redeemer of the poor” and said that the poor were calling to Chávez the “Redeeming Christ of the 21st Century” to help them against the capitalist protestors attempting to undo all he had done for the poor.

Religion and politics are often familiar bedfellows. Regardless of the level of secularization in the society at large, political actors tend to conflate ideology and spirituality, frequently leading to a discourse that incorporates a particular religious perspective in an attempt to gain public support. Unsurprisingly, we see a high level of religiously toned political discourse in Latin American countries, where the majority of the population self-identifies as Catholic. In recent decades, however, there is an increasing tendency among the far-Left governments to depict deceased leaders, such as Chávez and Sandino, as messiah figures. Not only are these individuals lauded as being Christ-like, but they also are presented as Christ, as his embodiment on Earth.

In Venezuela, the conflation of politician and messiah have saturated the popular culture, as not only are the leftist political actors making statements exalting the deceased Chávez as Christ, the average citizens venerate the former president. Immediately after his passing in March 2013, public processions honoring Chávez included his supporters carrying posters of him and Jesus together. There were reports and pictures of widespread household altars to Chávez, with an effigy or image of him replacing Christ on the cross. Presenting Chávez as the messiah is not merely a convenient rhetorical trope for the ruling party. It is a sentiment that has been internalized and codified by those who supported him. What otherwise would be considered unorthodox, or at least heterodox, has become fully acceptable to a largely Catholic population.

The politicization of Christ and the possibility for political parties to hijack his role as messiah is due largely to the impact of liberation theology on Latin America. Fr. Gustavo Gutierrez, the father of liberation theology, advocated for the use of Marxist analysis to explore the historical structures of oppression in Latin American countries, to determine appropriate Christian praxis. Liberationists understand praxis as following the life of faith in a way that consciously accounts for the historical circumstances of oppression and seeks to correct those, in accordance with Christ’s own preaching. Although many liberationists, like Gutierrez, strictly separate Marxist analysis and Christian theology, nonetheless, many grassroots Christian movements in the 1960s and 1970s joined socialist parties fighting against oppressive governments. The joint political and social ventures of the liberationist and socialist groups established an enduring link between the two. This coalescing of the two movements led to similar discourses coming from both camps.

The current discourse on revolutionary Christs can be seen as an outgrowth of the Christology of liberationists, including Leonardo Boff, Jon Sobrino, and Juan Luis Segundo. Liberationist Christology focuses upon the “historical Jesus,” which privileges his humanity over his divinity. For Ronaldo Muñoz, a Chilean priest and liberation theologian, this is a “reverse schema” from traditional views of Christ, which “project (the) celestial personage (of God the Father) upon our image of Christ.” Reversing this view, according to Muñoz, “shows us the Reign of God as a dynamism of liberation and life, a dynamism among the poor.” Jesus’s humanity is considered a sign of solidarity with the poor and the disenfranchised. In his discussion of Jesus as the high priest, Jon Sobrino presents mankind’s relationship to Christ vis a vis his humanity as a sibling relationship with Jesus as humanity’s elder brother. This creates a relationship of loving responsibility between Christ and humanity, which requires that “all true humanity has to be in solidarity.”

For liberation theology, working to overcome oppression and poverty becomes the main aim of Christianity, eclipsing the importance of a life of faithful devotion and the salvific relationship to Christ. For Leonardo Boff, solidarity with the poor and disenfranchised is tantamount to solidarity with God. Boff contends that through opening oneself up “more and more to everything and everybody” we can experience the same communion with God the Father as Christ did, indeed in the same way that Christ did. It becomes our “identification with the infinite.” Christ opening himself up to the “least of these” and identifying with them was, for many liberationists, the act of self-sacrifice that fulfilled the historical Jesus’s indwelling by God the Father.

Deep communion with God is thus achieved through acting to liberate one’s brothers and sisters from situations of structural sin. Liberation is not understood as freeing the soul from the entrapment of sin. Instead, it is a socio-political liberation from the historical impacts of sin in the temporal world. As such, the structural sin of inequality and oppression provides the locus of salvation. Actions to bring about justice and reverse structural sin, rather than the messiah’s crucifixion and resurrection, enact the salvation Jesus came to give.

Crucifixion awaits all who labor for the liberation of the poor and oppressed. The Cross, from this perspective, is not chosen, but is necessitated by the existence of sin and is brought about by working to install the Kingdom of God on the Earth. Surprisingly, Jesus’s crucifixion was not the inevitable end of his corporeal existence. Rather, it became necessary due to the intractability of sin in this world.

Essential to this model of the Incarnation is the notion that Christ became the messiah through his work. Jesus’s own praxis, his concern for the poor and unvalued of society, was evidence of his ground-up faith that led him to become the incarnated Christ. If anyone chooses to follow Jesus’s example and work to establish the reign of God, then that person could be transformed as Jesus was. For, according to protestant liberation theologian Thomas Bohache, “if this happened to Jesus, it can happen to today’s poor and oppressed; by persistence in their daily lives and by emulating Jesus in their struggle for liberation from the worldly structures of sin and evil, they can triumph and become ‘Christ-ed’.”

This Christology creates a tantalizing opportunity for political co-optation. People who work to politically liberate others are given the mantle of Christ, particularly after their death. Cardinal Angelo Amato explains that in liberation theology the “Messiah is . . . he who brings about the liberation of the needy today.”

While Chávez was alive, he frequently referred to Simón Bolívar as, to use Bohache’s term, “Christ-ed.” In a speech in December 2006 proposing the creation of the Venezuelan United Socialist Party, Chávez recounted a conversation between himself and Fidel Castro in which Castro said “when I speak of Christ, it is just that I am looking for the roots, but just like I talk of Christ, I speak also of Bolívar. Bolívar, a pre-socialist thinker; as when Bolívar says that the foundation of our system ought to be established and practiced equality.” Thus Chávez linked Christ’s earthly ministry with the socialist agenda and with Bolívar’s legacy.

Similarly, Chávez linked Bolívar and the Marxist revolutionary leader, Che Guevara, to Christ in a speech at a Maundy Thursday Mass in 2012. He proclaimed “Christ the man, Christ the Revolutionary, ‘Christ, the highest step of the human species,’ Che Guevara would say centuries later. [Che] another christ (sic) who lived and died such a christ (sic); as Bolívar lived and died, Christly, not even Christianly, Christly!”

Maduro casts himself as humbly carrying out what his predecessor began. Maduro claimed at a May Day rally in 2014 that the political path the government has been forging, despite student-led protests, “is the correct path of the country. This is the path of Christ, of Bolívar, of Chávez; let us follow the path of the Revolution.” Maduro dismisses the protests as opposing the correct path, as dictated by Chávez, Bolívar, and Christ. There is no need to debate the merits of the opposition’s demands: Programs set up by Chávez are the only morally and politically correct option. Indeed, ahead of meetings held in April 2014 between the government and members of the opposition, Maduro said that negotiating any aspect of the government’s policies would make him a “traitor” for undoing the gains made by Chávez.

Though it fosters continued support for the movement, Chávez’s deification nonetheless hamstrings the current administration, eliminating the possibility of changing the course laid out by the “Christ, Redeemer of Latin America.” The political path is a black and white landscape. There is no alternative to continuing the policies enacted under Chávez, and any compromise is couched as an attack against the fallen leader and a betrayal of his sacrifice for the poor of the nation. Debate largely devolves into ad hominem defamation. Criticizing the current administration becomes akin to criticizing God and his commandments. Thus, the people are pitted against one another as Chavistas and capitalist “fascists and extreme right thugs,” as Maduro referred to the protesters in May 2014.

Unfortunately, the economic situation facing the average Venezuelan is increasingly dire. The escalating rate of inflation, estimated at about 70 percent on the black market, makes even basic necessities prohibitively expensive. For the government to change tack now, even to officially devalue the currency in order to rescue the country from the rampant inflation, would be an ideological breach. Stepping away from Chavista politics in response to market demands would signal a break with the rank and file of the PSUV and with Chávez’s legacy. For Maduro in particular, who enjoys his party’s support only insomuch as Chávez chose him as his successor, any move seen as a concession to the opposition and “capitalist enemies” would be political suicide.

For the Church, viewing Chávez as Christ creates equally pressing problems. The heterodox nature of many aspects of liberation theology has led the Vatican to distance the Church from such teachings. The unfortunate effect of this is that governments and more radical Catholic priests in turn claim that the Church does not care for the poor. Protesting the widespread depictions in the public arena of Chávez as Christ only deepens the poor’s suspicions that such allegations are true. The Church in Venezuela finds itself in a catch-22. Either it tacitly approves of Chávez’s deification through their silence, or it risks alienating the masses it seeks to serve by defaming the “Christ of Latin America.”

Indeed, the Catholic Church has not commented publicly on Maduro’s claim in March 2013 that Chávez influenced Christ to elect Pope Francis, nor on the widespread existence of household shrines to Chávez. The Vatican has sent an envoy to oversee the talks between the opposition and the government, in an effort to mediate a path for peace in the country and Pope Francis sent a letter encouraging both sides to continue down the difficult path towards peace and justice. However, conciliation alone will not solve the crisis in Venezuela. The Church’s silence about Venezuela’s political messianism leaves the faithful to the political deceptions of the government and robs the Church of its role as the moral and religious authority.

Hope can be found in Pope Francis’s rapprochement to the less radical proponents of liberation theology, as seen in his September 11, 2013 meeting with Gutierrez. Likewise, the pontiff’s growing body of comments about the global evils of rampant capitalism, though drawing criticism from some, has helped the Church reclaim its role as the protector of the poor. Coming as he does from a region where the Church’s validity among the poor has been damaged by the competition between the traditional hierarchy and the less-than-orthodox liberationists, the Pope’s concern is understandable.

Latin American political movements will continue to misuse religious doctrine and abuse sacred imagery to make their policies resonate with a Christian audience wary of the Church’s history of supporting authoritarian governments against Communist movements. In this context, Pope Francis’s rhetoric is an important first step in helping to reclaim Christ from the revolutionaries.

Lisa Carroll-Davis is adjunct professor of Spanish at Houston Baptist University.

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08 Jul 13:39

Muçulmanos convertidos sofrem perseguição no Oriente Médio

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)
Josef tem vivido em um esconderijo, longe da mulher e do filho, pois teme a sua morte em função da opção religiosa

por Azam Ahmed | The New York Times
Zero Hora

Numa porão úmido nos arredores de Cabul, Josef lia sua surrada Bíblia azul à luz de uma lanterna de propano, como fazia há semanas, desde que fugiu de sua família no Paquistão.

Suas poucas posses estavam ao seu lado, na sala de pedra e terra medindo 3 por 3 metros. Ele mantém uma cruz de madeira com uma passagem do Sermão da Montanha escrito sobre ela, um maço de cigarros e uma fina pasta de plástico contendo registros de sua conversão ao Cristianismo.

Os documentos são o motivo pelo qual ele está se escondendo. No papel, a lei afegã protege a liberdade de religião, mas a realidade no Afeganistão (e em outros países muçulmanos) é que renunciar ao Islã é uma ofensa capital.

O cunhado de Josef, Ibrahim, chegou recentemente a Cabul, deixando para trás sua família e seus negócios no Paquistão, para caçar e assassinar o apóstata. Por telefone, Ibrahim, que usa apenas um nome, ofereceu US$20 mil a um repórter do New York Times para lhe informar do paradeiro de Josef.

— Se eu o encontrar, assim que tiver acabado com ele, vou matar também seu filho, pois seu filho é um bastardo —, declarou Ibrahim, referindo-se ao filho de três anos de Josef. — Ele não tem um pai muçulmano —.

Para Josef, de 32 anos, que pediu para ser identificado por seu nome cristão para proteger sua esposa e filho pequeno, o caminho ao Cristianismo foi apenas um segmento de uma jornada muito mais longa – um ano de vagar que o levou pela Turquia, Grécia, Itália e Alemanha, buscando refúgio da violência afegã.

Mas em cada parada ele encontrou desgraça. Foi detido na Grécia, deportado da Alemanha e morou nas ruas da Itália até entender que não haveria final feliz na Europa, onde seu pedido de asilo não deu em nada. Ele voluntariamente trocou a Itália pelo Paquistão para ficar com sua esposa e filho, mas essa já não é uma opção.

Tampouco se reverter ao Islã. — Eu herdei minha fé, mas vi muitas coisas que me fizeram descartar minhas crenças religiosas—, explicou Josef. — Mesmo se eu for morto, não vou me converter de volta —.

Oficialmente, não existem cristãos afegãos. Os poucos afegãos que seguem a fé o fazem escondido por medo de perseguição, frequentando uma de um punhado de igrejas clandestinas que funcionam no país. Expatriados usam capelas de embaixadas, mas essas são efetivamente inacessíveis aos afegãos.

Apenas alguns poucos afegãos convertidos surgiram na última década, e o governo lidou com eles de forma rápida e silenciosa: eles são convidados a se retratar, e caso se recusem, são expulsos – geralmente para a Índia, onde uma igreja afegã prospera em Nova Déli.

Num país de uma pobreza debilitante, divisões étnicas e décadas de guerras, a piedade islâmica oferece um raro fio de solidariedade nacional a muitos afegãos. Rejeitar o Islã é considerado uma traição.

— A identidade religiosa é a única coisa que os afegãos podem reivindicar —, explicou Daud Moradian, professor da American University no Afeganistão. — Eles não possuem uma identidade nacional, eles não possuem uma identidade econômica, e não existe classe média ou classe trabalhadora aqui —.

Isso deixa Josef praticamente sem opções de segurança. A polícia não ajudaria em nada: convertidos relatam surras e abuso sexual enquanto estavam presos. Sua família no Afeganistão também é um beco sem saída: seus tios também o estão caçando.

Josef contou ter perdido sua fé bem antes de descobrir que poderia substituí-la. A maior parte de seus irmãos emigrou para a Alemanha quando ele era adolescente, mas ele ficou para cuidar de seus pais idosos. Dirigia um táxi durante a noite e estudava medicina, obtendo um diploma da Universidade de Medicina de Cabul.

Ele se aguentou durante a guerra civil, o repressivo regime talibã e a invasão do Ocidente, mas um tiroteio sem sentido que viu de perto em 2009, quando um menino de 8 anos morreu nos braços da mãe, finalmente quebrou sua determinação de ficar.

Ele emprestou dinheiro de sua família e trabalhou turnos dobrados até conseguir pagar um contrabandista para levá-lo à Europa. Deixou para trás sua mãe, que morreu pouco tempo depois, e sua esposa grávida, que se mudou para o Paquistão para ficar com sua família.

Após 15 dias na Alemanha, ele se entregou e pediu asilo, e foi mantido num campo de refugiados onde a monotonia era quebrada por visitas de missionários.

— Acho que fiquei impressionado com a personalidade de Jesus —, afirmou ele. — O fato de ele ter vindo para pagar todos os nossos pecados, isso me tocou. Admirei seu caráter e personalidade muito antes de ser batizado —.

Quando foi libertado para viver com sua irmã em Kassel, procurou uma igreja em Hanover e se converteu - uma decisão que seus irmãos aceitaram com naturalidade.

O alívio teve vida curta; as autoridades alemãs voltaram a prendê-lo e o deportaram para a Itália – porque ele não havia pedido asilo no país da União Europeia onde havia sido inicialmente processado, conforme a lei. Sem família ou amigos na Itália, buscou ajuda de igrejas e instituições de caridade que lhe ofereceram comida, mas não abrigo.

Desabrigado, sem dinheiro, deprimido e com a saúde piorando, Josef desistiu e foi morar com sua esposa e a família dela, no norte do Paquistão.

Conhecendo os riscos de seu segredo, ele guardou cópias de seus documentos de asilo e lembranças de sua conversão num pen drive que carregava no bolso, encontrando algum conforto em levar esses materiais consigo.

Num dia de março, porém, ele deixou o pen drive em casa. Enquanto resolvia algumas coisas, um dos irmãos de sua esposa pegou o dispositivo para salvar um arquivo e descobriu o que havia nele.

Quando Josef voltou para casa naquela noite, seus cunhados o agarraram pela garganta e o espancaram. — Nós amarramos suas mãos e pernas e queríamos matá-lo—, contou Ibrahim. —Foi meu pai que interveio, e explicou que queria conversar com a família dele primeiro—.

O pai disse que eles pediriam orientação aos tios de Josef, e enquanto isso, ele ficaria trancado num quarto na lateral da casa, amarrado.

No meio da noite, Josef conseguiu escapar, esgueirando-se da casa sem um último adeus a sua esposa e filho. Pegou um ônibus noturno até a fronteira com o Afeganistão. No caminho, telefonou para um amigo de infância para pedir ajuda, e então ligou para sua irmã na Alemanha, chorando em seu celular.

Na Alemanha, sua irmã (que pediu para não ter o nome divulgado por medo de dar pistas aos perseguidores do irmão) garantiu que, desde então, não teve mais notícias de Josef.

Aqui, ajudar um convertido é quase tão desprezível quanto ser um deles, mas seu amigo o ajudou assim mesmo, escondendo-o no porão de uma casa vazia e levando comida uma vez por semana.

— Quando estava tudo bem, ele sempre foi generoso comigo —, declarou seu amigo, que falou em condição de anonimato devido ao risco. — Agora ele está em perigo, precisa da minha ajuda, e eu não tenho escolha a não ser ajudá-lo —.

Para Josef, que recentemente mudou de esconderijo, o tempo agora passa lentamente, com pouca companhia além de sua Bíblia.

— Quando joguei fora minhas convicções, era difícil conversar com as pessoas sobre o assunto—, contou ele, uma brasa vermelha pulsando na ponta de um cigarro. — Era como uma prisão imaginária —. Ele fez uma pausa, a luz de sua lanterna de propano lançando uma longa sombra na parede. — Agora é o contrário— , disse ele por fim. — Meu corpo está na prisão, mas minha alma está livre —.
08 Jul 13:39

TSE apenas cumpre a lei ao suspender propaganda da Petrobras, da ANS e do MEC. O texto legal é claro!

by giinternet

O Tribunal Superior Eleitoral, por intermédio do ministro Tarcisio Vieira de Carvalho, concedeu uma liminar em que suspende propagandas veiculadas pelo governo federal: uma do MEC, outra da Agência Nacional de Saúde (ANS) e uma terceira, da Petrobras. O governo, claro, vai recorrer. Escreveu Vieira de Carvalho: “Sim, pelo menos no campo do exame (não exaustivo) que é próprio dos provimentos relacionados às tutelas de urgência, creio não haver suporte legal para veiculação das peças publicitárias inquinadas de ilegais após o dia 5 de julho de 2014″.

E não há mesmo. Basta atentar para o que diz o Artigo 73 da Lei Eleitoral 9.504. Reproduzo trechos abaixo.

Está no Artigo 73:
“São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:
I – ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, ressalvada a realização de convenção partidária;
II – usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram;
IV – fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público.

Há mais. É proibido ainda:
VI – nos três meses que antecedem o pleito:
b) com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Então vamos voltar, leitores. A propaganda do MEC trata do pacto em favor da alfabetização da criança na idade certa; a da Petrobras celebra a alegada exploração dos 500 mil barris de petróleo/dia, e a da ANS aborda a importância de os usuários se informarem sobre planos de saúde. Há alguma urgência nisso?

Um dia ainda iremos nos debruçar sobre a tal publicidade oficial e, quem sabe?, como país, a gente se dê conta do absurdo. Trata-se de uma forma escancarada de apropriação de um bem público em favor dos governantes de turno e de seus respectivos partidos. Pode haver um outro país tão esculhambado como o Brasil nesse particular. Mais esculhambado, com certeza, não há — não uma democracia ao menos.

É impressionante que, nesse período, o jornalismo de rádio e TV se veja tolhido por uma legislação eleitoral que beira a censura, mas que os governos continuem a abusar, quase sempre impunemente, da propaganda oficial sob o pretexto de informar. E que se note: mesmo fora do período eleitoral, o uso indevido dos recursos públicos é evidente.

07 Jul 20:55

O diabo volta a dar as cartas nos territórios palestinos. Ou: Três judeus assassinados não valem metade da tinta e dos caracteres gastos com o assassinato de um palestino. Essa perversão moral gera ainda mais cadáveres

by giinternet

Os criminosos que sequestraram e mataram o garoto palestino Mohamed Abu Khder poderiam fazer parte, deixem-me ver, do grupo de agitação e propaganda do Hamas. Por que afirmo isso? A notícia, como pode constatar qualquer leitor, serviu para tirar do noticiário o assassinato, não menos brutal, de três jovens judeus: Naftali Fraenkel, Gil-Ad Shaer e Eyal Yifrah. Usem, se quiserem, uma régua, um contador de caracteres, o que for: não se dedicou aos judeus assassinados nem metade da tinta e dos caracteres empregados para tratar do assassinato do rapaz palestino. Por que é assim? Porque um cadáver árabe serve ao proselitismo politicamente conveniente e está afinado com as milícias de opinião anti-Israel que dominam a imprensa ocidental. Já o assassinato de judeus, especialmente se oriundos de assentamentos, parece, no limite, aceitável, como se fosse uma ação compreensível da resistência palestina.

A reação de um lado e a de outro também nos dizem alguma coisa do ponto de vista moral. Israel foi à caça dos assassinos de Mohamed Abu Khder e prendeu seis suspeitos. Três deles, informa a imprensa internacional, confessaram o assassinato. A própria polícia admitiu, antes mesmo de chegar aos responsáveis, que tudo indicava que o crime era uma resposta estúpida e inaceitável ao assassinato dos três adolescentes judeus. Milhares de israelenses compareceram ao velório dos três, mas não houve ações violentas, nada!

E a reação dos palestinos, estimulada pelo Hamas e, ainda que de modo mais brando, pela Autoridade Palestina? Houve protestos violentos e enfrentamento das forças de segurança. Vimos o ressurgimento do que eu chamo de “Iconografia do Martírio”, com a exposição pública do cadáver, exibido quase como um troféu, no ato sempre indecoroso de glorificação da morte, que serve ao discurso da suposta resistência.

O governo de Israel está longe de ser o meu predileto; não creio que algumas ações de Benjamin Netanyahu e de outros ainda mais radicais do que ele concorram para a paz. Mas eu pergunto onde estavam as vozes, então, sensatas e brandas, que não censuraram Mahmoud Abbas quando este fez o acordo com o Hamas, que não se comprometeu em suspender, nem mesmo temporariamente, os ataques a Israel. Quando os corpos dos adolescentes judeus foram encontrados, a imprensa ocidental logo antecipou o tal “risco de uma nova intifada”.

Ora, nem mesmo se prestava atenção ao fato de que uma “nova intifada” apontava para a possibilidade de uma reação palestina. Mas esperem: no caso, o agredido era o estado de Israel!!! Mas quê… Os “analistas” preferiram chamar a atenção para a possibilidade de reação do agressor. Nota: o Hamas não condenou o ataque. Ao contrário até: veio a público para ameaçar Israel.

Os terroristas sabem como fazer a coisa, ou não sustentariam por tanto tempo essa guerra. O Hamas só se mantém no poder na Faixa de Gaza impondo o terror à população, descontente com a sua gestão. Era preciso reavivar o ódio contra o “inimigo”. Matar três jovens, naquelas circunstâncias, significava atrair uma necessária resposta de Israel — e ela veio — e uma eventual retaliação de extremistas, que veio também.

Pronto! O Hamas está feliz. O diabo reassume o poder nos territórios palestinos, e o sangue dos inocentes volta a irrigar a causa dos terroristas.

07 Jul 20:35

Ao não punir Zúñiga, Fifa toma decisão politiqueira para tentar se afastar de politicagem em curso no Brasil. Está tudo errado!

by giinternet

Mundo afora, gostamos de futebol apesar da Fifa, não por causa dela. A entidade não viu nada de errado — além de uma faltinha, que não mereceu nem cartão amarelo — na joelhada que Zúñiga deu nas costas de Neymar, que lhe fraturou uma vértebra. É uma decisão indecente. Isso quer dizer que a Fifa considera que o colombiano estava apenas disputando a bola, mas o fez cometendo um pequeno deslize, como uma das faltas corriqueiras habitualmente cometidas por jogadores. Não pesou na avaliação nem mesmo o comportamento do próprio Zúñiga, que já havia atingido o joelho de Hulk de forma obviamente dolosa, falta digna de cartão amarelo. Ou por outra: o rapaz estava menos interessado em jogar futebol do que em tirar adversários do campo.

É impressionante que tal decisão tenha sido tomada. Repito o que disse aqui no primeiro dia: achei justa a punição ao uruguaio Suárez, até por causa da reincidência. Futebol não se joga com os dentes. Fim de papo. Quando, no entanto, não se pune um Zúñiga, está-se a afirmar que quebrar a coluna de um adversário está no rol das possibilidades legítimas. Quem quer que reveja o lance não tem o direito de desconfiar da má intenção do jogador, a menos que o mal-intencionado seja o observador.

A Seleção Brasileira está pagando o preço pela excessiva politização da Copa, promovida tanto pelo lulo-petismo como pelos extremistas cretinos que lançaram a campanha “Não vai ter Copa”. A teoria conspiratória de que o Brasil teria comprado o resultado “pegou”. Comenta-se isso no Brasil e mundo afora. A exemplo de toda teoria conspiratória, quanto menos evidências há, mais convictos seus adeptos se mostram. O principal jogador do Brasil poderia, a esta altura, estar com a carreira encerrada; com um pouco menos de sorte, poderia sofrer graves limitações para sempre. Ainda assim, permanece essa bobagem de “resultados comprados”.

Havia a suspeita desde sempre em razão de sete anos de discurso tão patrioteiro como ineficaz. A incompetência oficial se encarregou de não entregar as obras de mobilidade prometidas. Fez-se apenas o essencial para garantir a realização do torneio em si, um espetáculo que depende pouco da eficiência do governo, felizmente! Mas a população percebe o esforço do governo de se apropriar do que não lhe pertence. A suspeita de muita gente nasce dessa tentativa de manipular não os jogos — que isso o governo não pode fazer —, mas de manipular as esperanças e a torcida dos brasileiros. Aquele pênalti patético cavado por Fred, no jogo de estreia do Brasil contra a Croácia, conferiu verossimilhança a uma suspeição infundada.

É fácil avaliar a justeza ou não da decisão da Fifa. A Seleção Brasileira passou para a fase seguinte e não contará com Neymar. Caso os colombianos tivessem vencido, Zúñiga estaria em campo amanhã, pronto para quebrar um alemão. Mandaram-me um texto cretino afirmando que isso decorre do machismo no futebol: “morder” seria uma atitude meio afeminada; já quebrar a coluna do outro seria coisa de macho… É uma bobagem! A Fifa nunca puniu as patoladas em campo — sim, as próprias: meter as mãos nos países baixos alheios, o que ocorre com frequência em campo. Não parece ser exatamente uma atitude de macho. Vai ver a entidade ainda não definiu se aquele que tem o equipamento averiguado deve se ofender ou se orgulhar…

A decisão da entidade máxima do futebol é ridícula e, se querem saber, é mais política do que técnica. Também a Fifa percebeu que existem espertalhões tentando usar a Copa do Mundo para fazer política e está tentando se manter longe dessa exploração vigarista. E aí toma uma decisão estúpida como essa. Ou por outra: responde à politicagem com politicagem.

07 Jul 20:32

A política vigarista já está de olho em Neymar, o nosso saudável herói picaresco que está sendo transformado em herói dramático

by giinternet
Neymar dá entrada no hospital com fratura na vértebra, depois de criminosamente atingido

Neymar dá entrada no hospital com fratura na vértebra, depois de criminosamente atingido

Neymar Jr. é, sem dúvida, talentoso, como reconhece o mundo. É um garoto sorridente, alegre, meio largadão, mas sempre com grife, é claro!, já que o Neymar pai não é do tipo que brinca em serviço. O rapaz pode tirar a cueca de graça, mas recebe sei lá quanto para vestir uma. Transporte de helicóptero, de ambulância, tudo é devidamente patrocinado — e, se querem saber, não vejo mal nenhum nisso. Se o rapaz não vendesse, não haveria tanta gente querendo patrociná-lo. O negócio não para nem quando um troglodita lhe acerta uma joelhada nas costas. Felizmente, nada de muito grave aconteceu. O show e os negócios têm de continuar. Reitero: não escrevo este texto em tom de censura. Eu gostava daquele Caetano que cantava “a força da grana que ergue e destrói coisas belas”… Depois o compositor baiano resolveu embrulhar os próprios pensamentos num pano preto e mergulhar no obscurantismo. Mas sigamos com Neymar.

Ele está, ou estava, e isto também me parecia saudável, mais para o herói picaresco: ardiloso, serelepe, esperto, ladino… Não tinha, felizmente, a têmpera do herói dramático, que convoca o povo para a resistência e para a guerra — porque, afinal, por mais que o esporte seja uma metáfora da luta, trata-se de exercício lúdico. E assim tem de ser encarado. Mas aí veio Zúñiga e acertou aquela joelhada criminosa nas costas do menino sorridente — que já vinha sendo caçado em campo de maneira meio covarde, sob o olhar complacente de juízes, que pareciam querer dizer: “Não vamos cair de novo no conto do pênalti cavado por Fred no jogo contra a Croácia”. Sim, aí veio Zúñiga, que já havia acertado um chute doloso no joelho de Hulk, e tirou da Copa o melhor jogador brasileiro — que nos fazia esquecer o péssimo futebol jogado pela Seleção até então, excetuando-se o primeiro tempo contra a própria Colômbia.

E pronto! O nosso herói saudavelmente picaresco se foi. E tomou o seu lugar o herói de apelo dramático, quase trágico. A brutalidade impune de Zúñiga está sendo encarada como um agravo ao país. Agora, sim! Feriram o nosso “homem”! É preciso que seus companheiros e toda a nação se unam para mostrar que, na adversidade, este povo cresce ainda mais. Neymar está a um passo de virar suco nacionalista, quase tão verde-e-amarelo como a sua nova cueca, pronto a ser digerido como símbolo de um povo que não se entrega e que cresce na adversidade. Se tudo sair pelo melhor, e a Seleção sagrar-se campeã, será a hora de anunciar ao mundo que “ninguém segura este país”. Caso não consigamos passar pela Alemanha ou pelo vitorioso do confronto entre Holanda e Argentina, já se tem a desculpa perfeita: “Não fosse Neymar estar fora…”.

O gesto criminoso de Zúñiga forneceu tanto a causa para a gesta como, eventualmente, a explicação para a derrota. Ainda que a Seleção e o futebol percam muito sem Neymar, há uma possibilidade razoável de ele ser mais útil machucado do que em plenas condições de jogo. Apareceu, finalmente, um bom motivo para vencer, com sangue, suor e lágrimas, e uma justificativa verossímil caso o pior aconteça, apesar do sangue, suor e lágrimas… Já há uma explicação honrada para a vitória e para a derrota.

Vamos ver qual será o saldo político da apropriação do herói que virou suco. E que resposta dará a plateia de eleitores.

Texto publicado originalmente às 4h11
07 Jul 20:32

Juros de empréstimos para obras de estádios pagariam dois Itaquerões

by giinternet

Por Dimmi Amora, na VEJA.com:
Assim que o apito final soar no Maracanã no próximo domingo (13), a maior parte da fatura da Copa começa a ser cobrada de Estados, empresas e clubes de futebol que se endividaram para construir ou reformar os estádios usados durante o Mundial. O carnê é caro. Para garantir arenas com o padrão Fifa, os responsáveis pelas obras pegaram emprestados R$ 4,3 bilhões de bancos públicos e de um fundo de desenvolvimento regional. O valor total do financiamento chegará a R$ 6,7 bilhões, considerando os juros que serão cobrados nos próximos 13 anos.

A estimativa de gastos com juros — R$ 2,4 bilhões — foi feita a pedido da Folha por Jorge Augustowski, diretor-executivo de economia da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), com base na cópia dos contratos disponíveis na página da Transparência do governo federal na internet. Com esse dinheiro, seria possível construir duas arenas como o Itaquerão.

Dos 12 estádios usados durante o torneio, 11 tiveram suas obras bancadas, em parte, com o dinheiro emprestado pelos bancos. Apenas o Mané Garrincha, o mais caro (R$ 1,4 bilhão), foi erguido usando somente recursos do caixa do Distrito Federal. No total, os 11 estádios custaram R$ 7,1 bilhões. Nessa conta está incluído o custo dos juros de quatro arenas. O dinheiro dos primeiros empréstimos começou a ser liberado em 2011. Como os contratos previam carência de dois a três anos (prazo para o início do pagamento), as prestações só começaram a ser cobradas neste ano. Para os que bateram na porta dos bancos mais tarde — como Corinthians, Internacional e Atlético Paranaense —, a conta só começará a ser cobrada em 2015.
(…)

 

05 Jul 23:18

Dilma fez festival de fisiologismo para conseguir aliados, diz Aloysio Nunes, vice de Aécio

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Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Com capital de 11 milhões de votos na última eleição para o Senado, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi escolhido candidato a vice-presidente na chapa do mineiro Aécio Neves após dar mostras de que pode aproximar aliados do ex-governador José Serra e reunir prefeitos e militantes no maior colégio eleitoral do Brasil – 32 milhões de votos. Ex-guerrilheiro nos anos da ditadura militar, época em que adotava o codinome Mateus, Aloysio afirma que a presidente Dilma Rousseff “dilapidou o capital político imenso que tinha”, mas ainda assim prevê uma “campanha dura” contra o PT. O tucano afirma que a petista “raspou o fundo do tacho da fisiologia”, loteando o governo a aliados para conseguir maior tempo de propaganda eleitoral na televisão. “Houve um festival escancarado de fisiologismo patrocinado pela presidente Dilma”, afirma. Leia a entrevista ao site de VEJA.

As pesquisas mostram que os eleitores querem mudança, mas não a associam a nenhum candidato. Por que o senador Aécio Neves seria essa mudança?
Fernando Henrique cumpriu uma etapa muito importante da construção do Brasil moderno com o combate e a derrota da hiperinflação e com a estabilidade da moeda. Lula preservou os fundamentos da estabilidade que recebeu e colocou o tema da igualdade e de combate à miséria absoluta no centro da agenda política. A presidente Dilma, que tinha tudo pra dar um passo adiante, não deu. Nem na infraestrutura, nem na reforma da administração, na mudança dos costumes políticos. É uma gestão errática na economia, que chega a colocar em risco uma das maiores conquistas do brasileiro, que é o controle da inflação. O senador Aécio representa uma perspectiva de mudança com essa pasmaceira e com essa mediocridade porque tem talento político, capacidade administrativa amplamente demonstrada à frente do governo de Minas Gerais e tem uma sustentação política muito forte para enfrentar esses problemas.

Qual sua principal contribuição como vice de Aécio?
A experiência política acumulada ao longo do tempo me propiciou uma rede de relações muito ampla no PSDB e nos demais partidos que integram nossa coligação. Posso ajudar o coordenador geral da campanha na articulação política, ocupar papel na comunicação da campanha e com o Congresso. Vou continuar na liderança do partido e a tribuna parlamentar poderá ser usada para defender a campanha quando considerar importante. Em São Paulo, minha principal função será ativar, estimular e engajar uma rede muito ampla de agentes políticos espalhados pelo Estado, pela região metropolitana, pelo interior.

PT e PSDB polarizam as eleições presidenciais há anos. Há o risco de o eleitor sentir que o país anda em círculos?
Não. Quando decide seu voto, a motivação partidária não é predominante. O eleitor escolhe o candidato. O eleitor quer saber o que ele vai ganhar, o que vai ter de bom e de novo com o candidato que escolhe. Eu não vejo o que a presidente Dilma pode propor de bom e de novo, sobretudo tendo em vista o retrospecto do governo dela. Que coelho ela vai tirar da sua cartola? Dilma desperdiçou uma oportunidade e dilapidou o capital político imenso que ela tinha.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra que a presidente tem mais pontos em todos grupos etários, na maioria das regiões, entre eleitores com diferentes graus de escolaridade.
O clima da Copa do Mundo, de congraçamento e de união, está presente no noticiário, na publicidade, até em anúncio de sabonete. É um clima muito propício e isso ajuda a melhorar o humor do eleitor. Ao mesmo tempo, a oposição também tem crescido e a diferença entre Dilma e Aécio na projeção do segundo turno vai diminuindo. Isso quer dizer que a campanha não será um passeio ou um caminho coberto de pétalas de rosas. Pelo contrário, vai ser uma campanha dura, difícil e o PT tem muitos ativos a favor deles, especialmente a máquina pública, e não hesitará em fazer o diabo para ganhar as eleições.

O PSDB negociou com vários partidos em busca de alianças e tempo de TV. Hoje os partidos de oposição no Brasil são satélites do PSDB?
Não, são parceiros. O Democratas e o Solidariedade tiveram papel fundamental nessa tessitura de alianças em todos os Estados e vão dar sustentação política muito forte à candidatura do Aécio. Na hora em que as infantarias entrarem em campo, serão milhares de candidatos a deputado estadual, deputado federal e prefeitos que vão se mobilizar. Isso vale muito mais que o tempo de TV. A aliança do PSDB é sólida, ao contrário da Dilma, que raspou o fundo do tacho da fisiologia, entregando tudo que era possível entregar e até o impossível, o que não se deveria entregar. No caso do Ministério dos Transportes, pela primeira vez um ministro é demitido porque é muito bom, é sério, é correto, porque não atende os interesses do partido. Houve um festival escancarado de fisiologismo patrocinado pela presidente Dilma.

O PSDB fez aliança com o PSB em São Paulo, com PMDB no Nordeste, mas ambos partidos serão rivais na disputa nacional
Isso mostra a força da realidade local nas eleições e revela um fenômeno, que já foi constatado no plano nacional, que é a desagregação do bloco político de sustentação do atual governo. Há sinais muito evidentes dessa desagregação: a saída do PSB com uma candidatura de oposição, o PTB, que era governista, decidindo apoiar a candidatura de Aécio. Os políticos sentem o cheiro do vento, têm sensibilidade e sabem para onde está indo o movimento profundo da opinião pública.

Nessas eleições, a internet terá um papel importante para a difusão de propostas, mas também vai possibilitar a proliferação de boatos. Como lidar com isso?
Essa boataria suja circula em um ambiente fechado. Quem frequenta esses blogs notoriamente mercenários do PT já tende a dar curso a esse tipo de coisa. As redes sociais serão mais importantes para a difusão de propostas e para esclarecer dúvidas. A xingação se esgota em um circuito fechado e não creio que vá muito além disso.

Qual o principal problema do governo Dilma?
A economia é o principal fator de desgaste do governo, com a volta da inflação sobretudo nos gêneros de consumo popular. Há também o crescimento baixo, que redunda em uma menor perspectiva de empregos de boa qualidade, em endividamento das pessoas. Isso o povo sente e é resultado de uma gestão muito ruim da economia. Mas também existem esqueletos aí prontos para estourar, como o descontrole das contas públicas e o aumento das despesas correntes.

O senhor é contrário à criminalização do aborto e do usuário de drogas e a favor da rediscussão da maioridade penal. Esses temas são recorrentes nas campanhas políticas. Como acredita que se dará esse debate nestas eleições?
Não temos uma unidade política em relação a muitos desses temas. Em muitos países, questões como essas foram decididas por plebiscito porque são temas que dividem verticalmente o sistema político. É uma questão mais de valores fundamentais do que um tema de cunho partidário e não creio que isso deva ser objeto de campanha. Em relação a drogas, o que deve ser discutido é a maneira de tratar o usuário e a forma mais eficiente de se combater o tráfico. O importante é como diminuir a demanda por drogas a partir de campanhas educativas, de mostrar que droga é uma droga e como tratar a pessoa que é vítima dessa doença. No caso do aborto, respeito as objeções morais, religiosas e até constitucionais, mas há um fato humano que precisa ser levado em conta. A mulher que decide interromper a gravidez já passa por um sofrimento muito grande e acho que seria cruel, desumano e ineficaz submetê-la a mais um castigo, o castigo da lei penal. O Aécio tem uma posição diferente da minha. Esses temas são mesmo uma questão pessoal.

No ano passado, o senhor disse que o cargo de vice-presidente é obsoleto. O que mudou?
A minha vocação fundamental em matéria de atividade política é uma vocação parlamentar, mas considero que essa candidatura é um desdobramento de toda a minha trajetória política nesses mais de trinta anos. Em todo caso, acho que a questão do vice precisa ser revista. Há outras opções para substituição, mas enquanto o cargo continua quero exercê-lo na plenitude, com dignidade e ajudando o presidente na medida das minhas forças e das minhas capacidades.

O senhor teve o nome citado no caso que apura formação de cartel e corrupção no metrô e em trens de São Paulo. Acha que esse assunto será explorado na campanha pelos adversários?
Não existe investigação em relação a mim. Houve uma citação [do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, delator do esquema]. Esse tema do metrô e dos trens está sendo investigado por iniciativa do governo de São Paulo. Existem pessoas com denúncia e com contas bloqueadas. As providências de investigação estão sendo tomadas. Se explorar em programa de TV é coisa do jogo sujo, porque não tem o que explorar. Assim como não tem que se explorar o mensalão, que já foi julgado. A Justiça foi feita e os condenados já estão cumprindo pena. Os efeitos desse episódio já se produziram, e o PT já não pode ter a pretensão de ser monopolista da ética e da virtude.

04 Jul 21:59

Vamos rechear o Kinder Ovo com trechos dos diários do Che Guevara! Que tal?

by giinternet

Ai, ai… Que coisa estupefaciente, para tentar usar uma palavra, assim, que expresse uma indignação algo elegante! A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe, oram vejam!, a venda de Kinder Ovo na cidade. É, leitor, você entendeu direito! Aconteceu na quarta-feira, dia 2. O texto é de autoria do petista Arselino Tatto, líder de Fernando Haddad na Casa. A estrovenga tramita desde 2009 e foi aprovada em votação simbólica, em… 36 segundos!!! Só Ricardo Young (PPS) declarou voto contrário.

O projeto, que agora aguarda sanção ou veto do prefeito Fernando Haddad, impede o que se chama de “venda casada de alimentos, acompanhados de brinquedos”. Venda casada? Até onde sei, isso é outra coisa: “Você só terá o direito de comprar X se, antes, comprar Y”. Quando se estabelece  determinado preço por um produto, ainda que ele comporte mais de um item, não há venda casada nenhuma! Fosse assim, seria preciso proibir os programas de televendas. Por quê? Se você adquirir uma escada multifuncional que costura, chuleia, caseia, prega botão e prevê o futuro, ganha não sei quantos outros badulaques “inteiramente grátis”. É venda casada?

É impressionante! Para começo de conversa, trata-se de uma lei escancaradamente inconstitucional. Só leis federais podem proibir a venda de produtos. A cidade de São Paulo não é um território autônomo. Não se pode, por aqui, cassar um direito — o de comprar Kinder Ovo ou o que seja do gênero — garantido a brasileiros outros que estejam fora das fronteiras do município. É ridículo! É bocó! É autoritário!

Não é a primeira vez que políticos e ONGs decidem “proteger as criancinhas”, tomando o lugar e a função que cabem aos seus pais e mães. Quem é o sr. Arselino Tatto — ou os vereadores de São Paulo — para decidir o que devo comprar ou não para os meus filhos? Querem proteger os infantes? Eu posso indicar aos valentes onde encontrar crianças em real situação de risco. Nunca tive notícia, de resto, de ser o Kinder Ovo um chocolate disputado a tapa por crianças. Se não é o mais vendido, e não deve ser, nem mesmo se pode fazer a ilação de que o brinquedo que o recheia seja um atrativo superior ao apelo de outras marcas. Ainda que liderasse o ranking, não estaria, por si, demonstrada a associação perversa.

No ano passado, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou dois projetos com propostas do gênero: um restringia a propaganda nos alimentos pobres em nutrientes, e outro proibia os brindes. O governador Geraldo Alckmin fez o certo e vetou os dois: o primeiro, em janeiro, e outro, em março. Por quê? Independentemente do mérito, a regulação da propaganda é de competência federal. O Artigo 220 da Constituição é claro como a luz do dia — reproduzo em azul:

A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
(…)
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.

Onguismo doidivanas
A tentativa de proibir propaganda de alimentos “não saudáveis” e os brindes tem uma patrocinadora poderosa: uma ONG chamada Instituto Alana, que se propõe a defender os direitos da criança. Se há coisa que não falta no país, como se sabe, é infante maltratado. A Alana, no entanto, não parece especialmente preocupada com a criança de rua, com a precariedade das escolas, com o trabalho infantil e tal. Nada disso! Sua obsessão é impedir que o capitalismo perverta a mente dos inocentes, incitando-os ao consumo irresponsável, o que poderia ser prejudicial à sua saúde. Huuummm…

A entidade está há muito tempo numa cruzada que busca, vejam que mimo!, proibir a veiculação de publicidade de alimentos “pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio no rádio e na TV” entre as 6h e as 21h. Só isso! Assim, nesse intervalo, só poderiam ser veiculados anúncios de espinafre, abobrinha, ricota e, creio, óleo de fígado de bacalhau, que me rendeu, na infância, golfadas épicas. Eu tinha bronquite, e alguém assegurou que a Emulsão Scott “fortalecia os pulmões”… O rótulo continua o mesmo. É o único bacalhau com cabeça que se conhece no mundo…

Mas atenção! Nada de dar um brinquedinho para estimular a criança a tomar aquele troço. A Alana também é contra porque seria antiético associar o regalo ao alimento. Essa história da colher de mingau com “olha o aviãozinho”, leitor amigo, é uma forma de perverter as crianças. A estupidez inconstitucional chega agora à Câmara dos Vereadores.

Eu tenho a solução
Eu tenho a solução. O Kinder Ovo para de rechear seus ovinhos com brinquedos. No lugar, a gente coloca trechos dos diários de Che Guevara e lições de Gramática Alternativa da dupla Lula & Dilma. O que lhes parece “no que se refere” a uma propaganda “menas” perversa?

Há uma área na periferia de São Paulo de tal sorte dominada pela Família Tatto que é conhecida, imaginem vocês, como “Tattolândia”. Pelo visto, ele quer estender esse particularismo a toda a cidade de São Paulo.

Se Haddad não vetar essa aberração, a questão irá parar no Supremo, e, é claro, a restrição será derrubada.

04 Jul 21:59

A proibição de máscaras em protesto é absolutamente CONSTITUCIONAL!

by giinternet

Não há absolutamente nada de inconstitucional no projeto aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo que proíbe o uso de máscara em protestos. É claro que isso vai excitar a imaginação de rábulas de extrema esquerda, que tentarão apelar ao direito fundamental à liberdade de expressão. É… A Constituição define no Inciso IV do Artigo 5º. Assim: “IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Parece que o texto é suficientemente claro.

Quando o Rio aprovou a proibição, veio a cascata de sempre, em tom até meio jocoso: “E no Carnaval? E no baile à fantasia?”. É claro que se trata de argumento de cretinos ou de sabotadores da ordem democrática. Até onde se sabe, ninguém se veste de Pierrot ou Colombina (cito tempos menos grotescos) para sair por aí quebrando tudo, para ameaçar pessoas em ônibus, para depredar estações do metrô, para atacar agências bancárias e, como é mesmo?, “símbolos do capitalismo”. Não consta que Gilberto Carvalho tenha decidido bater papinho com representantes de bailes de máscaras.

A questão é séria, sim. A prisão de um dos marginais que atacaram uma loja de carros durante suposto protesto em São Paulo mostra que o crime puro e simples já começa a vestir a fantasia macabra dos black blocs. Nem poderia ser diferente, não é mesmo? Se os marginais mascarados contam até com defensores que saem por aí exibindo a carteirinha da OAB, melhor ser um vagabundo com a cara coberta — e a proteção de algumas ONGs — do que um bandido mequetrefe.

Se os rábulas exaltados não gostaram, que façam o seguinte: organizem-se para tentar mudar a Constituição. Não creio que consigam.

04 Jul 21:59

Qualcomm Takes Down 100+ GitHub Repositories With DMCA Notice

by Soulskill
An anonymous reader writes Qualcomm has forced GitHub to remove over 100 repositories due to "unauthorized publication, disclosure, and copying of highly sensitive, confidential, trade secret, and copyright-protected documents." Among the repositories taken down were for CyanogenMod and Sony Xperia. The issue though is that these "highly sensitive" and "confidential" files are Linux kernel code and reference/sample code files that can be easily found elsewhere, including the Android kernel, but GitHub has complied with Qualcomm's DMCA request.

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04 Jul 21:58

O desabamento do viaduto de Belo Horizonte e a engenharia política

by giinternet
Viaduto Guararapes, que estava em obras, desaba na avenida Pedro I, em Belo Horizonte

Viaduto Guararapes, que estava em obras, desaba na avenida Pedro I, em Belo Horizonte

Caros leitores,

Eu não gosto dessa história de “evento simbólico” porque o simbolismo nunca está nos fatos, mas na cabeça de quem o vê. E quase sempre se trata de uma distorção. Assim é com o desabamento do viaduto Guararapes, em Belo Horizonte, que matou duas pessoas nesta quinta-feira. Se o Brasil já tivesse sido eliminado da Copa, ele seria considerado, então, um símbolo do desastre futebolístico; caso a Seleção Brasileira seja derrotada nesta sexta (toc, toc, toc), será tomado como um prenúncio; caso derrote a da Colômbia — bem, aí será apenas um viaduto que caiu em razão, certamente, de um erro de engenharia, com ou sem dolo. Que erro há, isso é evidente. Seguidas as leis da física e da matemática e respeitadas as características do terreno e dos materiais, obras não caem.

Há, sim, uma evidente ironia macabra no episódio — e não é por acaso que a presidente Dilma Rousseff correu para emitir uma nota de solidariedade às vítimas, lamentando o ocorrido: o viaduto integrava o pacote de obras de mobilidade para a Copa do Mundo, financiadas pelo PAC. A avenida em que se encontra a obra, a Pedro I, é uma das ligações entre o aeroporto de Confins, na região metropolitana, e o centro de Belo Horizonte. Não ficou, como se sabe, pronta a tempo — o que ocorreu com boa parte das intervenções do gênero. Outra parte nem saiu do papel.

Os chamados “ganhos permanentes” com a realização da disputa no Brasil são muito pequenos em razão da incompetência do poder público, muito especialmente do governo federal. Se o evento teve algum efeito na economia brasileira, foi, como revelam os números, negativo. Na próxima terça-feira, o Mineirão abriga um dos jogos da semifinal da Copa. Se a Seleção Brasileira vencer a da Colômbia nesta sexta, realiza no estádio o seu sexto jogo no esforço de conquistar o hexa. Num outro momento, a tragédia poderia ter assumido proporções verdadeiramente dramáticas.

Um símbolo concentra as características de uma realidade mais ampla e, quando visto ou evocado, a ela remete. É evidente que o viaduto que desabou não será tomado como a imagem do Mundial de 2014, disputado no Brasil. Esse desabamento é, isto sim, um sintoma de como se fizeram as coisas, especialmente no que diz respeito às ditas obras de mobilidade, os únicos benefícios reais com os quais os brasileiros poderiam ter sido contemplados e que, com raras exceções, foram abandonadas, ficaram no meio do caminho ou foram mal e porcamente planejadas.

Também a Fifa, a exemplo de Dilma, ficou preocupada com o acidente e correu para colher informações a respeito, temendo a eventual repercussão negativa mundo afora. Em momentos assim, muita gente se mobiliza para tentar salvar ao menos as aparências. Sim, acidentes acontecem, como é sabido. Não é o primeiro numa obra ligada à Copa do Mundo. Mas não é corriqueiro que ela toda venha abaixo em plena realização do torneio. A engenharia brasileira é competente e sabe construir viadutos que parem de pé. O nosso problema segue sendo de engenharia política.

Esse erro mata muito mais.

04 Jul 21:53

A indústria das liminares contra a liberdade de imprensa

by giinternet

Na VEJA.com:
Nesta semana, a Editora Abril, que publica VEJA, foi alvo de duas liminares que cerceiam a liberdade de imprensa. Ambas foram expedidas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, atendendo a demandas de uma mesma fonte: o advogado carioca João Tancredo e uma entidade que ele preside, o Instituto Defensores de Direitos Humanos (DDH). Uma ação foi motivada por reportagem de 8 de março de 2014 de VEJA.com, também comentada no blog do jornalista Reinaldo Azevedo, que falava do destino do dinheiro arrecadado em dois eventos promovidos pelo DDH em torno do desaparecimento do pedreiro Amarildo Dias de Souza. A segunda tem por alvo uma nota de 8 de abril da coluna Radar on-line, que informou que a família de Claudia Silva Ferreira, morta no Rio de Janeiro ao ser arrastada por uma viatura policial, desautorizou o advogado a representá-la na Justiça, depois de ele alardear que o faria. João Tancredo e o DDH foram além do pedido de indenização – que é um direito sagrado de quem se sente ofendido por reportagens publicadas em veículos de comunicação. Requisitaram, ainda, que a reportagem do site, o comentário de Reinaldo Azevedo e a nota do Radar on-line fossem tiradas do ar e que VEJA seja proibida, na internet ou no papel, “de autorizar ou promover quaisquer outras inclusões de igual teor”. As duas sentenças liminares acolheram o primeiro pedido, que já representa um golpe na liberdade de imprensa. Uma delas acolheu também o segundo, o que significa instituir a censura prévia, prática explicitamente vetada pela Constituição. A Editora Abril vai recorrer de ambas.

Em seu despacho na ação sobre o caso Amarildo, o juiz Gustavo Henrique Nascimento Silva, muito embora tenha decidido bloquear o acesso à reportagem de VEJA.com e ao post de seu colunista, reconheceu um excesso no propósito de obrigar o site a se abster de abordagens futuras do assunto. Segundo o magistrado, isso “equivaleria a uma espécie de censura prévia, o que não se pode admitir”. Não se pode dizer o mesmo da decisão da juíza Andrea de Almeida Quintela da Silva, que deu provimento integral ao pedido do advogado João Tancredo relacionado à nota do Radar on-line.

Decisões como essas não são, infelizmente, isoladas no Brasil. O último relatório da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) identificou treze casos de censura judicial entre agosto de 2012 e agosto de 2013. Desde então, a entidade detectou pelo menos outros dois episódios. É muito provável que o número real seja ainda maior nos inúmeros juízos de primeira instância. “Hoje, há o risco no Brasil de instituir-se uma espécie de censura togada”, diz o jurista Manuel Alceu Affonso Ferreira. A boa notícia é que essas liminares e sentenças se chocam com a jurisprudência dos tribunais superiores, em especial do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito da centralidade da liberdade de expressão num regime democrático.

Em 2009, no julgamento que sepultou a Lei de Imprensa instituída pela ditadura militar, o STF assegurou o amplo exercício da liberdade de imprensa. O acórdão é lapidar: “Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive a procedente do Poder Judiciário”. Diz outro trecho: “O exercício concreto da liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, ainda que em tom áspero ou contundente”. E ainda: “Verdadeira irmã siamesa da democracia, a imprensa passa a desfrutar de uma liberdade de atuação ainda maior que a liberdade de pensamento, de informação e de expressão”.

Desde então, essa orientação vem sendo reconfirmada em várias oportunidades. Na semana passada, a Segunda Turma do STF reverteu uma decisão que obrigava um site de notícias a pagar mais de 100.000 reais a Leonardo Cantidiano, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “A crítica exercida pelo recorrente não transbordou dos limites constitucionais da liberdade de imprensa, ainda que elaborada em tom mordaz ou irônico”, afirmou o relator do processo, o ministro Ricardo Lewandowski, em seu parecer elaborado para o Recurso Extraordinário 652.330. Ele foi acompanhado pelos colegas da turma. Em março de 2011, a corte também negou um pedido do desembargador catarinense Francisco José Rodrigues de Oliveira contra o colunista Cláudio Humberto. O juiz exigia indenização por danos morais. No Agravo de Instrumento 705.630, o relator Celso de Mello argumentou: “O Estado – inclusive o Judiciário – não dispõe de poder algum sobre a palavra, sobre as idéias e sobre as convicções manifestadas pelos profissionais dos meios de comunicação social.”

 No Recurso Especial 801.109 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo acórdão foi publicado há um ano, a corte deu razão à Editora Abril contra o juiz Asdrúbal Cruxên, incomodado com reportagens publicadas em VEJA sobre acusações graves contra o magistrado: “Não caracteriza hipótese de responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística que narre fatos verídicos ou verossímeis, embora eivados de opiniões severas, irônicas ou impiedosas”, diz o acórdão da decisão.

 Especificamente sobre o uso de liminares para constranger a imprensa, o ministro do STF Marco Aurélio Mello diz que elas deveriam ser reservadas a situações claramente excepcionais, que possam resultar em prejuízos que nenhum remédio seria capaz de reparar. “Mas não é isso que se tem visto”, diz Marco Aurélio. “E isso fomenta uma atmosfera contrária à veiculação de ideias e de informações.” Segundo o ministro, os valores contidos na Constituição têm uma hierarquia clara. “Se você fizer uma análise, vai ver que em primeiro lugar vem a liberdade de expressão”, diz ele. “Tudo que diz respeito ao direito de privacidade está em plano secundário.”

04 Jul 21:52

Range anxiety.

by Doug Allen
Artist's rendering of F-35Bs operating from HMS Queen Elizabeth. Remember that F-35B flyby hoped for the HMS Queen Elizabeth's naming ceremony?  It is not going to happen.  You can thank the JSF's recent history of spontaneous combustion, combined with a 36-hour turnaround time for that.  Appearances at the Royal International Air Tattoo and Farnborough Air Show are
04 Jul 21:48

NSA Considers Linux Journal Readers, Tor (And Linux?) Users "Extremists"

by timothy
New submitter marxmarv writes If you search the web for communications security information, or read online tech publications like Linux Journal or BoingBoing, you might be a terrorist. The German publication Das Erste disclosed a crumb of alleged XKeyScore configuration, with the vague suggestion of more source code to come, showing that Tor directory servers and their users, and as usual the interested and their neighbor's dogs due to overcapture, were flagged for closer monitoring. Linux Journal, whose domain is part of a listed selector, has a few choice words on their coveted award. Would it be irresponsible not to speculate further?

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04 Jul 21:48

Sabe o que você é? Um sem-direitos, um sem-Constituição, um sem-Código-Penal, um sem-poder-público, um sem-ONG, um sem-movimento-social

by giinternet
A falta de vergonha na cara transformada em palavra de ordem

A falta de vergonha na cara transformada em palavra de ordem

Você acorda, leitor amigo, e se pergunta, antes mesmo de lavar o rosto para se livrar dos humores do sono: “Hoje haverá manifestação dos sem-o-quê? Será dos sem-terra? Será dos sem-teto? Será dos sem-eira-nem-beira?” A expressão “sem eira nem beira”, diga-se, originalmente, queria dizer “sem terra (eira) nem beira (casa — numa referência ao beiral do imóvel). Com o tempo, como é sabido, passou a designar as pessoas que saem por aí, a fazer o que lhes dá na telha, livremente, sem prestar satisfações a ninguém, muito especialmente à lei. Ah, você… Você é um pagador de impostos, um trabalhador, alguém que ganha a vida segundo a predição bíblica: com o suor do seu rosto

Nesta quinta, paulistanos e brasileiros de todos os lugares, a Avenida Paulista e imediações foram tomadas, mais uma vez, pela manifestação dos “sem-alguma-coisa”. No caso, eram os sem-terra de José Rainha — não os de João Pedro Stedile — e os sem-teto de Guilherme Boulos. Todos eles são, claro, “militantes profissionais”. Alguém lhes paga as contas — ou, é evidente, estariam fazendo como toda gente, como você faz: trabalhando. Não! O trabalho deles é lutar por aquilo que consideram “a causa” e transformar a sua vida num inferno. Eles estão livres da maldição bíblica.

Os “sem-terra” de Rainha se autodenominam “Frente Nacional de Lutas”. Seu símbolo é uma estrela vermelha, igualzinha à do PT, num círculo branco, com a sigla FNL inscrita no centro do ícone. Coincidência? Não! Há mais do que identidade aí. Rainha é um conhecido militante petista, e seu movimento é apenas uma das franjas do partido. Na passeata, que parou avenidas e gerou transtornos no trânsito, os ditos sem-terra carregavam uma faixa em que se lia: “Liberdade aos presos políticos do PT: Zé Dirceu, Genoino, João Paulo e Delúbio”. Três deles, como se sabe, foram condenados por corrupção ativa; o outro, por corrupção passiva e peculato.

A estrela como símbolo do FNL não é mera coincidência, é evidente

A estrela como símbolo do FNL não é mera coincidência, é evidente

Vale dizer: o seu direito de ir e vir, pagador de impostos, é obstado por pessoas que, sob o pretexto de sair às ruas para cobrar reforma agrária, conduzem faixas fazendo a defesa de criminosos — criminosos que avançaram, diga-se, sobre o dinheiro público.

Sim, também estava lá o tal Movimento dos Sem Teto, que, há dias, agredindo a Constituição, cercou uma casa legislativa, a Câmara dos Vereadores, e arrancou de vereadores acovardados, no berro, a legalização de invasões. Guilherme Boulos, o líder, é agora um agenciador de mão de obra para protestos. Quem quer que tenha uma causa pode pedir a ajuda deste grande líder, e ele põe a sua tropa na rua. Assim, o MTST assume as características de uma milícia ou de uma agência de mercenários — ainda que a compensação seja, sei lá, apenas ideológica.

E você, leitor amigo? É o quê?

Você é um sem-direitos.
Você e um sem-Constituição.
Você é um sem-Código-Penal.
Você é um sem-poder-público.
Você é um sem-ONG.
Você é um sem-movimento-social.

A você, em suma, cabe trabalhar para gerar a riqueza que outros que também não trabalham proclamarão, no horário eleitoral gratuito, ter distribuído.

Até quando?

03 Jul 12:53

Um dos relatórios do TCU inclui Dilma, Mantega e Coutinho entre os responsáveis por prejuízo causado à Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena

by giinternet

Por Vinicius Sassine e Eduardo Bresciani, no Globo:
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, também estão relacionados em parecer técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) como responsáveis por supostas irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras. A área técnica do tribunal tem pareceres divergentes sobre o tema e a menção não consta do parecer mais recente, assinado pelo supervisor da fiscalização, no qual a responsabilização de conselheiros da estatal é afastada. A presidente Dilma Rousseff é outra ex-conselheira responsabilizada no primeiro relatório e excluída do segundo. Ela presidia o Conselho de Administração na ocasião da compra da refinaria, em 2006. Hoje, Mantega é o presidente do colegiado e Coutinho, um dos conselheiros na ativa.

A inclusão de Mantega e Coutinho entre os responsáveis foi feita pelo auditor Alberto Henriques de Araújo em 4 de junho. Ele afirma que a decisão tomada pelo conselho em 2009, referendando a posição da diretoria de recorrer de decisão arbitral que obrigava a Petrobras a comprar a parte em poder da sócia Astra Oil, ampliou o prejuízo do negócio. Para o auditor, a presidente Dilma, o ministro da Fazenda, o presidente do BNDES e outros cinco conselheiros que participaram dessa decisão devem dar explicações sobre a suposta prática de “ato de gestão ilegítimo e antieconômico”. Segundo os cálculos apresentados, o prejuízo somente de juros decorrentes do recurso até o acordo firmado em 2012 totalizaram US$ 93 milhões.

Os nomes da presidente e dos ministros, porém, foram retirados da lista de responsáveis pelas supostas irregularidades, em parecer posterior, de 18 de junho, assinado pelo diretor da Secretaria de Controle Externo (Secex) de Estatais do TCU Bruno Lima Caldeira. A retirada, porém, não é conclusiva, uma vez que o ministro relator, José Jorge, poderá se basear nos pareceres anteriores para elaborar seu voto sobre o caso. As divergências entre os técnicos estendem-se ao montante a ser ressarcido aos cofres da Petrobras pelo prejuízo total na compra. O valor caiu de US$ 873,1 milhões para US$ 620,1 milhões, caso as alegações dos diretores não sejam convincentes.

Dilma também tinha a responsabilidade apontada em outro ponto no parecer inicial. Alberto Henriques sustenta que a presidente e os conselheiros que participaram da compra da primeira metade em 2006 deveriam ser ouvidos em audiência para explicar suposto “exercício inadequado do dever de diligência” por não terem solicitados mais documentos para subsidiar a decisão.

O diretor responsável pelo processo mudou o entendimento, em parecer de 18 de junho. Ele não viu culpa de Dilma e dos conselheiros e retirou o grupo do rol de responsáveis. Dos 23 dirigentes e conselheiros da Petrobras constantes na lista anterior, restaram apenas nove. No mesmo dia, o secretário de Controle Externo de Estatais do TCU, Osvaldo Vicente Perrout, referendou a proposta do diretor. O processo foi aberto pelo tribunal em fevereiro de 2013 para apurar as circunstâncias da compra, que teve custo de aquisição superior a US$ 1,25 bilhão.

Os autos estavam na fase técnica, tramitando na Secex Estatais, que fica no Rio. Agora, caberá ao ministro José Jorge decidir quais responsáveis convocará para audiências e quais serão citados, para então elaborar o voto e submetê-lo ao plenário. É o colegiado que decidirá quem será responsabilizado pelas supostas irregularidades na compra de Pasadena. Não há previsão de quando isso ocorrerá. José Jorge tem mantido silêncio sobre o processo.

O parecer de Bruno Caldeira tem 28 páginas e aponta a necessidade de ressarcimento de US$ 620,1 milhões aos cofres da Petrobras por conta do negócio malsucedido, caso os diretores responsáveis não apresentem alegações plausíveis para as irregularidades apontadas. Devem ser citados para explicar os prejuízos, na sua visão, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, os outros integrantes da Diretoria Executiva na ocasião da compra, Almir Guilherme Barbassa, Renato de Souza Duque, Guilherme de Oliveira Estrella e Ildo Luis Sauer, e dois ex-funcionários, Luís Carlos Moreira da Silva, ex-gerente executivo da Área Internacional Desenvolvimento de Negócios, e Gustavo Tardin Barbosa, ex-chefe do escritório financeiro da Petrobras America.

O grupo deve se explicar ou ressarcir a estatal em US$ 580,4 milhões em razão do “prejuízo causado ao patrimônio da Petrobras em decorrência da celebração de contratos junto à Astra”, a companhia belga que vendeu a refinaria à empresa brasileira. Os auditores concluíram que a diretoria desconsiderou o laudo da consultoria especializada Muse & Stancil, que apontava um valor de US$ 186 milhões. A diretoria se comprometeu a comprar a segunda metade de Pasadena por US$ 766,4 milhões, “resultando injustificado dano aos cofres da companhia, em desacordo com o princípio da economicidade e da prudência”, concluiu o diretor da Secex do TCU.

Outro prejuízo apontado foi no valor de US$ 39,7 milhões. A área técnica do tribunal pede a citação do então chefe do escritório financeiro da Petrobras America, subsidiária da Petrobras responsável pelo negócio no Texas. Ele deve ressarcir o valor ou apresentar explicações por não ter cobrado da Astra uma quantia prevista em contrato.

Em relação ao conselho, o diretor entendeu que a responsabilização não é correta devido à omissão no resumo que subsidiou a decisão das cláusulas que obrigavam a compra da outra metade da refinaria e que garantiam rentabilidade mínima à sócia. “Em que pese o Conselho ter deliberado definitivamente sobre a aquisição em fevereiro de 2006, como pontuado pelo auditor, a decisão foi tomada com base em resumo executivo incompleto, elaborado pelo diretor da Área Internacional. De fato, o texto do resumo executivo citado realmente omitiu expressa ou indiretamente menção às cláusulas marlim e de put option”, cita o parecer.

Sem nomes
No parecer que antecedeu o de Bruno Caldeira, Dilma, Mantega, Coutinho e outros conselheiros aparecem no rol de responsáveis investigados pelo TCU, além dos diretores executivos na ocasião da compra. A proposta do auditor federal Alberto Henriques é converter o processo numa tomada de contas especial, para posteriores citações – quando há intenção de ressarcimento aos cofres públicos – e audiências – instrumento usado para apurar uma eventual irregularidade ou má gestão.
(…)

03 Jul 12:53

Datafolha: Segundo turno já é uma realidade; diferença de Dilma para Aécio vai a apenas 7 pontos: 46% a 39%; presidente segue a mais rejeitada; pesquisa de há um mês era melhor para a petista

by giinternet

Os petistas vão encontrar motivos para comemorar a pesquisa Datafolha publicada hoje pela Folha. E a oposição poderá fazer o mesmo. Vejam o quadro (todas as ilustrações foram publicadas na edição impressa da Folha).

Datafolha 3-07 - 01

Em um mês, a presidente passou de 34% para 38% pontos. Aécio Neves, do PSDB, aparece agora com 20%, contra 19% no levantamento anterior, e Eduardo Campos, do PSB, foi de 7% para 9%. Todos oscilaram dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. Mesmo com um avanço numericamente maior, diminuiu a vantagem de Dilma sobre os adversários. Quando considerados todos os candidatos, há um mês, ela tinha 34% contra 32%. Agora, 38% a 38%. No mês, passado, os demais postulantes somavam 6 pontos; agora, somam 9. Pastor Everaldo, do PSC, continua a marcar expressivos 4 pontos. Nesse caso, os não petistas é que comemoram. E não só por isso. Vejam os números do segundo turno:

Datafolha 3-07 - 02

Embora a presidente tenha oscilado quatro pontos para cima no primeiro turno, diminuiu a distância numérica para seus adversários no segundo. Há um mês, Dilma vencia Aécio por 46% a 38%; agora, por 46% a 39%. Ainda que dentro da margem de erro, Campos também pode ter se aproximado: uma diferença de 15 pontos (47% a 32%) é, agora, de 13: 48% a 35%.

Há dois outros fatores preocupantes para Dilma: em primeiro lugar, ela segue sendo a mais rejeitada pelos eleitores, com 32%. A rejeição a Aécio é a metade: 16%; a de Campos é de apenas 12%. Em segundo lugar porque ela é, de longe, a mais conhecida: afirmam que a conhecem muito bem 50% dos entrevistados, mas só 16% dizem o mesmo sobre Aécio, e 7% sobre Campos. Os especialistas em pesquisa costumam dizer que candidatos pouco conhecidos, desde que tenham estruturas partidárias sólidas, como é o caso, têm potencial de crescimento. Notem: só 16% dizem conhecer o tucano muito bem; mesmo assim, 39% votariam nele contra Dilma — no caso de Campos, essa proporção é de 7% para 35%.

Datafolha 3-07-04 - rejeição conhecimento

O Nordeste segue sendo a grande fortaleza do PT. Na região, Dilma obtém 55% dos votos, que cai para 44% na Norte, vai a 35% no Centro-Oeste, a 33% no Sul e baixa a 28% no Sudeste, região em que os candidatos de oposição estão na frente: somam 36% (27% para Aécio e 9% para Campos).

Datafolha - 3-007-03 região e renda

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 1º e 2 de julho de 2014, com 2.857 entrevistados, em 177 municípios e foi registrada no TSE sob o número 00194/2014.

Copa do Mundo
O Datafolha também mediu o humor dos brasileiros em relação à Copa do Mundo. Cresceu, em um mês, de 51% para 63% os que se dizem favoráveis à realização do evento no país, e caiu de 35% para 27% os que se dizem contrários. Mesmo assim, 46% dizem que ela traz mais prejuízos do que benefícios — estes são 45%. Os protestos provocam mais vergonha do que orgulho: 65% a 26%; já a realização do evento no país, mais orgulho do que vergonha: 60% a 28%.

Datafolha 3-07-05 - Copa

Houve uma discreta melhora nas expectativas econômicas da população, mas a avaliação do governo variou sempre dentro da margem de erro: há um mês, 31% o achavam  ótimo ou bom; agora, 33%; diziam que era regular os mesmos 38%; e o “ruim/péssimo” oscilou de 28% para 26%.

Dados os números, não parece que a substancial mudança de humor em relação à Copa tenha tido grande impacto na avaliação que fazem os brasileiros do governo Dilma — a variação é bem menor — ou mesmo no quadro eleitoral. Embora ela tenha oscilado quatro pontos para cima no primeiro turno, os dados do segundo turno mostram tendência adversa. Mesmo com todo o justo auê noticioso que envolve a Copa do Mundo, tudo somado e subtraído, a pesquisa Datafolha de há um mês era melhor para Dilma do que esta. Por que afirmo isso? A existência do segundo turno é ainda mais certa do que antes — e a diferença numérica para os adversários caiu.

Texto publicado originalmente às 3h44
03 Jul 12:52

Death, Again

by Russell E. Saltzman

Another intrusive death is rising in my life, and not just my own. He was a vigorous seventy-eight-year-old until last November. Then he experienced a fall, and another, and swiftly lost his motor skills. In the space of just a few weeks he quickly went from cane to walker to wheelchair to bed.

Doctors thought surgery on his neck arthritis would relieve some of the mobility problems. While he can move his head a bit more, it has done nothing for his legs. He is unable to turn himself or sit up on his own effort. Two months in bed will do that to a person. The nursing home where he was placed after surgery for rehab uses a device to lift him out of bed. Attendants position him over a wheelchair and then lower him into it.

He lost his ability to swallow and a feeding tube was implanted. More heart-rending, he lost his ability to speak, to form words, to communicate beyond thumbs up or thumbs down gestures, and grimaces, groans, and tears. He cannot say the rosary aloud. Once it marked his mornings and his evenings, bracketing his days with a comfort a Lutheran like me would not understand. His mind is slower, slowing, taking longer to process responses to questions, most of which center on his level of comfort. His frustration is sometimes obvious.

I have in my active parish ministry watched parishioners—and their families—go through trials of this sort, patience and hope dried to the breaking with one setback following another. Sometimes only the dulled sense of an imposed but necessary routine remains, one that is recognized as crucially important but finally pointless, the outcome clearly being death.

Were that not enough, exhausted from contending with the sheer spiritual and physical demands placed on the family of a loved one, death itself inevitably leaves a residue of guilt. One should joyfully care for the ailing family member, the burden of the work being the blessing it bears. Yet in the frailty of our humanity, occasional and altogether natural resentments arise. These regrets, I have learned, often linger stronger than any other feeling accompanying a twilight death. It is a potent mix, grief, relief, and regret all mingled together.

What has always struck me most is the loss of personhood. The patient becomes less than him or herself, an object about which decisions must be made. It is inevitable, I suppose. “Real” people have volition and will; they can decide and make choices and express their will. But when they become objects, it is we who make the choices. That happens at the beginning of life as well as at the end. Embryos chosen for their stem cells and the elderly leaning into death cannot do that, make choices. They become “other,” no longer of “us.”

Once I remarked on this to the patient herself, a woman locally renowned for a sharp, sarcastic wit. She had undergone amputation of a leg from circulatory troubles. In my judgment it was unnecessary surgery; administer ample pain medications, comfort, and let her go gentle. But surgeons, well, they have their wiles. She was prone, in bed, the family standing around discussing what to do now. I leaned down to her and said, “They all act like you’re not here.” “Nothing different about that,” she said. “They always act like that.” She died eight days following surgery.

These deaths are painful. I find them excruciating as a pastor. I hardly ever know what to say, what I would want said to me. I rely on a prayer book. It sometimes prevents me from saying stupid things.

I happened once upon a petition from an old, old version of the Great Litany: “From an unprepared and evil death, deliver us good Lord.” I suspect any notion of this has gone out of fashion, a “prepared” death. Most of us would no longer regard an “unprepared” death as evil. Most of us, my guess, would prefer a sudden, relatively painless death, altogether unexpected and unanticipated. Go to bed one night and wake up dead; hardly a problem.

One can avoid lots of troubles that way. We would not, it comes to me, burden our loved ones with pestering questions around the “end of life” choices they may confront. But it was exactly such choices the Great Litany seemingly demanded.

We may pray only as the psalm has it. “Teach us,” the psalmist begs, “to number our days aright, that we may gain a heart of wisdom.” And then, not unnaturally, the very next verse: “Relent, O Lord! How long will it be? Have compassion on your servants.”

Russell E. Saltzman is a dean in the North American Lutheran Church and assistant pastor of St. Matthew’s Church in Riverside, Missouri. His latest book, Speaking of the Dead, is being published this month by ALPB Books. His previous articles can be found here.

03 Jul 12:52

Riocentro: o Estado de Direito existe para todos; até para as pessoas que não julgamos tão bacanas

by giinternet

Há coisas que me dão, assim, um princípio de preguiça. Mas eu sou valente. Eu resisto. Quando, por causa do atentado no Riocentro, ocorrido em 1981, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal, aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra o coronel da reserva Wilson Luiz Chaves Machado, os generais reformados do Exército Nilton de Albuquerque Cerqueira e Newton Cruz, o general reformado Edson Sá Rocha, o major reformado Divany Carvalho Barros e o ex-delegado Claudio Antonio Guerra, escrevi aqui o que segue.

RIOCENTRO

É claro que muita gente chiou, como se eu estivesse a dizer que aquele fato não tinha gravidade ou importância. Tinha. Mas existe a lei. O Tribunal Regional Federal (TRF), da 2ª Região, decidiu trancar o processo. Cada desembargador votou de um jeito: o relator, Ivan Athié, acatou o argumento de que o crime estava prescrito e de que seus eventuais autores estariam beneficiados pela Lei da Anistia. Abel Gomes descartou o argumento da anistia, mas aceitou o da prescrição, e Paulo Espírito recusou um e outro.

Como escrevi no dia 15 de maio, decisões da Justiça, a gente acata, mas discute, sim. Reitero:
a: acho descabido que se aplique nesse caso a Lei da Anistia, que é de 1979. O ataque ao Riocentro ocorreu em 1981. Não existe anistia preventiva;
b: a prescrição é evidente, eu diria até que é escandalosamente evidente, 33 anos depois;
c: se o MP argumenta que se trata de um crime contra a humanidade — nesse caso, terrorismo —, então a anistia concedida a uma boa parte dos militantes de esquerda tem de ser revista. A menos que se considere que terrorismo de esquerda é bacana e que terrorismo de direita é ruim.

A Constituição define o terrorismo como crime imprescritível? Não! Ele só é inafiançável e não passível de graça (Inciso XLIII do Artigo 5º), junto com a tortura e o tráfico de drogas. Mas há o Inciso LXIV do mesmo artigo, que estabelece:
“constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;”

Muito bem: ainda que se quisesse apelar a esse fundamento, há um grave senão: o atentado ocorreu em 1981, e a Constituição é de 1988.

As leis não existem para que possamos punir, ou defender a punição de, pessoas que julgamos más e para proteger as pessoas que consideramos boazinhas. O Estado de Direito só é digno desse nome quando as garantias — e punições — valem igualmente para todos.

De resto, não deixa de ser curioso, não é? Em pleno 2014, o Brasil não tem uma lei para punir o terrorismo. As esquerdas se negam a votá-la, mas se fala em punir os supostos autores de um crime cometido há 33 anos.

Não é razoável nem legal.

03 Jul 12:51

Black bloc preso por depredar concessionária tem longa ficha criminal

by giinternet

Por Eduardo Gonçalves, na VEJA.com:
O black bloc preso nesta quarta-feira por participar da depredação de uma concessionária de carros de luxo em 19 de junho, durante um protesto convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL), acumula uma extensa ficha criminal: segundo a Polícia Civil, João Antônio Alves de Roza, de 46 anos, já foi fichado por porte de arma de fogo, porte de drogas, associação criminosa e receptação. Por esses dois últimos crimes, ficou na cadeia por sete meses em 1997. Capturado por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) nesta manhã, Roza está preso no 7º DP (Lapa) por dano ao patrimônio e associação criminosa. Investigadores chegaram a afirmar pouco antes da coletiva que Roza teria envolvimento com pedofilia. Questionado, o diretor do Deic, Wagner Giudice, esclareceu que o black bloc foi processado por divulgar fotos de uma menor de idade nua na internet em 2008. Além das roupas usadas durante o protesto, a polícia apreendeu na casa de Roza um notebook e uma câmera fotográfica. E descobriu que os equipamentos eram fruto de um roubo realizado em abril deste ano, em Mauá, no ABC Paulista. Segundo o delegado, ele alegou que estava consertando o material. O acusado deve também ser enquadrado por receptação, mas em um inquérito à parte.

De acordo com Giudice, a polícia identificou Roza porque, no dia do protesto, ele postou em sua página no Facebook uma foto em que veste a mesma roupa com a qual foi flagrado em um vídeo depredando a concessionária. Nas imagens do ataque, ele é flagrado jogando um extintor de incêndio na vidraça do estabelecimento, vestindo boné e um casaco pretos – os mesmos que usa em uma foto ao lado do filho na rede social. Roza é o único black bloc registrado nas câmeras com o rosto descoberto. Ainda assim, o diretor do Deic afirma que, em breve, a polícia prenderá mais quatro black blocs. Ainda segundo o diretor do Deic, Roza não se encaixa no perfil dos outros black blocs ouvidos pela investigação até agora. “Poucos deles têm mais de 30 anos. Em geral, são bem jovens. Ele também não tem formação superior. Já foi mecânico e agora é motorista de van. Mas é conhecido por eles (black blocs) e conhece todo mundo”, disse Giudice. Desde que começaram as investigações, em outubro do ano passado, o Deic já ouviu mais de 250 pessoas e catalogou mais de 700 suspeitos de envolvimento com o grupo que promove os quebra-quebras em São Paulo. Segundo o delegado, foi recolhido um extenso material no computador de Roza de fotografias e conversas com outros membros do grupo.

Roza já foi flagrado em outros protestos que deixaram marca de destruição por São Paulo, como no ato contra a Copa do Mundo realizado em 12 de junho, dia de abertura do Mundial, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Em um vídeo recolhido pela polícia, ele aparece queimando uma bandeira e lixo no meio da rua.

Entenda
Em 19 de junho, black blocs depredaram agências bancárias e concessionárias de luxo durante manifestação promovida pelo MPL. Oficialmente, o ato tinha como objetivo comemorar um ano de redução das tarifas de ônibus, trens e metrô, de 3,20 reais para 3 reais, após a onda de protestos de junho do ano passado. A PM acompanhou de longe a manifestação e, logo após o ato, o comando da polícia afirmou que tinha feito um acordo com o MPL, no qual eles teriam se comprometido com a segurança do evento.

A demora da ação policial durante as depredações foi criticada pelo próprio secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella. Ele admitiu que houve um equívoco por parte da PM ao se manter distante do protesto. O prejuízo estimado da concessionária de veículos destruída pelos vândalos é de 3 milhões de reais.

03 Jul 12:51

ARM Launches Juno Reference Platform For 64-bit Android Developers

by samzenpus
MojoKid writes One of the trickiest aspects to launching a new platform update is the chicken and egg problem. Without any hardware to test on, developers are leery of committing to supporting new hardware features. Without software that takes advantage of new hardware capabilities, customers aren't willing to pay for new equipment. This is the crux of the issue with respect to the ARMv8 architecture and enabling development for 64-bit Android platforms. As such ARM is readying their Juno development platform that combines several of ARM's most advanced technologies on a single board. The product supports big.Little in an asymmetric configuration; each board ships with two Cortex-A57s, four Cortex-A53s, and a modest Mali T-624 core. All this hardware needs an OS to run on — which is why ARM is announcing a 64-bit port of Android as part of this new development board. By including AOSP support as well as additional hooks and features from Linaro, ARM wants Juno to be a sort-of one-stop shopping product for anyone who needs to test, prototype, or design a 64-bit product for the ARM ecosystem. The Android flavor that's coming over is based on Linaro Stable Kernel 3.10. At launch, Juno will support OpenGL-ES 3.0, on-chip thermal and power management, up to 8GB of RAM (12.8GB/s of bandwidth), an optional FPGA, and USB 2.0. OpenCL 1.1 will be added in a future product update. The project is positioned as a joint ARM / Linaro launch with ARM handling the hardware and Linaro taking responsibility for the software stack.

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03 Jul 12:51

TSE não fará teste público das urnas eletrônicas antes das eleições

by noreply@blogger.com (Fraude Urnas Eletrônicas)

RIO — Apesar de reconhecer que “os testes de segurança das urnas eletrônicas fazem parte do conjunto de atividades que garantem a melhoria contínua deste projeto”, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não fará nenhum antes das eleições de outubro. Desde 2012, aliás, quando uma equipe de técnicos da Universidade de Brasília (UnB) simulou uma eleição com 475 votos na urna eletrônica e conseguiu colocá-los na ordem em que foram digitados, o tribunal não expõe seus sistemas e aparelhos à prova de técnicos independentes. Mesmo assim, continua a afirmar que eles são seguros e invioláveis.

UrnaPara especialistas em computação, o TSE se arrisca ao dispensar as contribuições e os ajustes que poderiam florescer em testes públicos independentes e erra ao adotar uma postura de extrema confiança em relação a seus sistemas de registro, transmissão e contagem de votos. Muitos lembram que, recentemente, até mesmo as comunicações da presidente Dilma Rousseff foram rastreadas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana.

— Eu aguardava ansiosamente os testes de 2014 para verificar pelo menos se os problemas de segurança que descobrimos (em 2012) haviam sido corrigidos — disse ao GLOBO o professor de computação Diego Aranha, hoje trabalhando na Unicamp. — Mas isso não vai acontecer e lamento por isso. Eu realmente acredito que as urnas eletrônicas brasileiras seriam viradas pelo avesso se pudéssemos fazer testes realistas e sem restrições nelas. Mas o TSE nos impede.

Em 2012, Diego e três técnicos da UnB se cadastraram no TSE para participar de um teste público das urnas e, segundo contam, conseguiram provar a vulnerabilidade delas sem precisar abri-las.

— No teste, o TSE abriu o código de programação do software da urna e nos deu cinco horas para analisar mais de 10 milhões de linhas de programação. Em menos de uma hora descobrimos a equação usada pelas urnas para embaralhar os votos que ela registra e, para provar isso, simulamos uma eleição com 475 votos e, em seguida, ordenamos os votos que foram registrados nela. Resumindo: achamos um erro banal do sistema — afirmou Aranha.

Desde então o TSE não realiza testes desse tipo. E afirma, via assessoria de imprensa, que não tem previsão para fazê-los.

— A ausência de testes públicos, livres, sem controle sobre o que será testado, per se, já é um dano. Independentemente de eventuais riscos técnicos — o professor da FGV Direito Rio, Pablo Cerdeira. — É direito nosso, de todos os cidadãos, não apenas saber dos resultados mas também como foi todo o processo para se chegar a ele. Imagine se a apuração de uma eleição feita em papel fosse realizada a portas fechadas, de forma secreta, sem que ninguém pudesse acompanhar. O sistema não seria confiável. É a mesma coisa com a votação eletrônica. Se a sociedade não puder acompanhar, sem restrições, como funcionam as urnas, podemos dizer que temos dois danos: não estão respeitando nosso direito à transparência e estamos corremos o risco de ter alguma falha no sistema que permita a violação das eleições.

Cerdeira lembra que a presença de erros em computadores é algo “muito comum” e que, nos últimos 30 dias, foram descobertas duas “falhas catastróficas” em sistemas utilizados por empresas do mundo todo:

— O OpenSSL, com a falha conhecida como Heartbleed, responsável pela comunicação criptografada de bancos, e-mails e redes sociais, por exemplo, afetou dois terços de todos os computadores do mundo. Falha descoberta na semana passada no Internet Explorer, da Microsoft, permite a violação de segurança de todos os computadores com Windows e Internet Explorer. Tão séria a ponto de o Governo Norte-americano sugerir que as pessoas não usem esse navegador. Imaginar que nosso sistema de urnas eletrônicas é mais seguro do que os sistemas desenvolvidos por milhares ou mesmo milhões de programadores, como é o caso do Internet Explorer e do OpenSSL, não parece razoável.

Para tentar contornar essa questão, em fevereiro o TSE lançou uma portaria convocando um “grupo de segurança” para testar os aparelhos e sistemas usados nas eleições. A equipe de 12 pessoas tem, no entanto, apenas um membro “independente”. Oito são oriundos de tribunais regionais eleitorais e três do próprio TSE.

Segundo o tribunal, o “grupo de segurança” tem por objetivo completar quatro trabalhos — sem data fixada para sua conclusão. Ele deve “mapear requisitos de segurança das diversas fases do processo eleitoral brasileiro, elaborar um plano nacional de segurança do voto informatizado, propor um modelo ágil de auditoria da votação e totalização dos votos e estudar, propor e validar modelos de execução do teste de segurança”.

Diante da informação oficial o professor Diego Aranha retruca:

— Mas isso não deveria já ter sido feito há muito tempo?

E, sobre a composição do grupo, o professor Pablo Cerdeira comenta:

— A escolha de tanta gente de dentro dos tribunais é uma decisão política — diz ele. — Mas o importante é observar que há dois problemas aqui: a baixa representação independente (apenas um) e, depois, a dúvida sobre o que uma única pessoa conseguirá auditar. Na prática, quase nada. É preciso não apenas que outros atores auditem o sistema, mas que eles realizem testes em ambientes não controlados pelo TSE. Imagine que um novo modelo de carro só possa ter sua segurança testada no laboratório, dentro das condições que os desenvolvedores definirem. É claro que na prática ele vai enfrentar situações que muitas vezes podem não ter sido previstas pelos desenvolvedores. É por isso que é preciso testes no ambiente real.

Professor titular da Faculdade de Ciência da Informação e diretor do Centro de Pesquisa em Arquitetura da Informação da UnB, Mamede Lima-Marques integra o “grupo de segurança”. É, na verdade, o único membro “independente”. Lima-Marques conta que a equipe já fez uma reunião presencial em Brasília, mas que mantém contato virtual. Em sua meta estão a preparação de um Plano Nacional de Segurança, para que as decisões tomadas pelo TSE cheguem de forma mais transparente e rápida aos TREs, e a “instrumentalização da auditoria do sistema eleitoral”, que busca facilitar a rechecagem do sistema.

— Estamos trabalhando para a criação de uma agenda de trabalho para o grupo, mas agimos de forma completamente independente ao calendário das eleições — ressalta ele.

Lima-Marques reconhece que os testes públicos são de “suma importância”. Ele, inclusive, coordenou o de 2012, mas diz que essas provas não precisam ser realizadas todos os anos.

— As urnas que vamos usar em outubro são da mesma geração das usadas em 2012, e as fragilidades detectadas no último teste já foram sanadas — explica. — Fazer esses testes é algo caro, complicado e demorado. E a vulnerabilidade das urnas não depende do tempo de vida delas. Está muito mais vinculado às condições técnicas.

Fonte: O GLOBO

03 Jul 12:51

Microsoft Backs Open Source For the Internet of Things

by samzenpus
dcblogs writes Microsoft has joined a Linux Foundation effort to create an open platform for the Internet of Things. The AllSeen Alliance is an effort to standardize device communications. The code that it champions, called AllJoyn, was initially developed by Qualcomm but was subsequently made open source. Big vendors have been recruited to support it, and the AllSeen Alliance now includes LG, Panasonic, Sharp and Haier, among others. Its Xbox gaming platform is seen as a potential hub or control center for home devices. Microsoft's leadership in computing "and its significant Xbox business make it a potentially important contributor to the AllSeen ecosystem," said said Andy Castonguay, an analyst at Machina Research, a Reading, England-based research firm focusing on machine-to-machine (M2M) communications and the Internet of Things.

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02 Jul 19:44

A Vila Madalena se transformou na Cracolândia dos descolados

by giinternet

Na Cracolândia, não valem as leis do Código Penal. Na Vila Madalena, também não.

Na Cracolândia, não vale a Lei Antidrogas. Na Vila Madalena, também não.

Na Cracolândia, o Artigo 5º da Constituição, que assegura direitos fundamentais — entre eles, o de ir e vir — não tem vigência. Na Vila Madalena, também não.

Na Cracolândia, os moradores reais da região não têm como reivindicar seus direitos. Na Vila Madalena, também não.

Na Cracolândia, tudo é permitido, menos cumprir a lei. Na Vila Madalena, também.

Na Cracolândia, os proprietários viram o seu patrimônio virar pó; na Vila Madalena, também.

Na Cracolândia, a via pública serve de banheiro ou de motel. Na Vila Madalena, também.

Então qual é a diferença entre a Cracolândia e a Vila Madalena: o preço que se paga para frequentar uma e outra; o estrato social de seus frequentadores; os produtos que se vendem nas ruas.

Aos leitores que não moram em São Paulo, uma informação: a Vila Madalena é um bairro ainda majoritariamente residencial, com uma forte presença de bares, lojas que fazem a linha despojado-chique e ateliês de artistas. É, sem dúvida, uma das áreas boêmias mais conhecidas da cidade. E não se pode dizer que, por ali, o apreço pelas leis seja o hábito número um.

A Copa do Mundo, no entanto, transformou a região numa sucursal do inferno, ao menos para os milhares de moradores. Desde o dia do jogo inaugural da Copa, ficou evidente que o poder público havia perdido o controle sobre a região. E, daquela data até agora, tudo tem piorado. Nesta madrugada, a polícia teve de recorrer a bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar uma, como chamarei?, comemoração de argentinos, que recorreram, entre outras delicadezas, a uma espécie de guerra com fogos de artifício.

Não, os argentinos não são o problema. O problema está numa espécie de sestro muito nosso, segundo o qual a alegria e a comemoração são incompatíveis com os direitos assegurados pela Constituição e pelas leis.

O prefeito Fernando Haddad diz que algo precisa ser feito. É mesmo? À Folha de São Paulo, ele afirmou: “Eu estou pedindo ao secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto, que está à frente desse processo, repactuar para que não haja novos incidentes. Nada grave aconteceu ontem, mas podíamos ter passado sem incidentes”.

Quem? Roberto Porto? O mesmo que responde pela, digamos, segurança justamente da… Cracolândia? Aquele mesmo que, na visita do príncipe Harry àquele outro pedaço do inferno, comentou: “Pelo contato que tive, que foi limitado, ele gostou do que viu. Ele quis saber a lógica de se ter um local monitorado, com as pessoas continuando a venda de crack”. Ou por outra: o secretário admitiu que o rapaz se interessara por uma experiência de descumprimento contumaz da lei pelo poder público.

Saibam: não há incompatibilidade nenhuma entre a alegria e o cumprimento das leis democraticamente pactuadas. Até porque, é o cumprimento das regras que assegura a liberdade. Admitir alguma contradição nessa relação seria o mesmo que aceitar que não se pode ser feliz e livre ao mesmo tempo.

Ocorre que, seja na Cracolândia, seja na Vila Madalena, a gestão do sr. Fernando Haddad entende que a liberdade e alegria são sinônimos de desordem, de anarquia, da completa ausência das leis.

O bom do regime democrático é saber que o mesmo povo que elege também deixa de eleger.

02 Jul 17:16

Microsoft Opens 'Transparency Center' For Governments To Review Source Code

by Soulskill
L

Too little, too late as regards software itself, but sure it will be effectively used against free software in the market.

MojoKid writes with news that Microsoft has announced the opening of a 'Transparency Center' at their Redmond campus, a place where governments who use Microsoft software can come to review the source code in order to make sure it's not compromised by outside agencies. (The company is planning another Transparency Center for Brussels in Belgium.) In addition, Microsoft announced security improvements to several of its cloud products: As of now, Outlook.com uses TLS (Transport Layer Security) to provide end-to-end encryption for inbound and outbound email — assuming that the provider on the other end also uses TLS. The TLS standard has been in the news fairly recently after discovery of a major security flaw in one popular package (gnuTLS), but Microsoft notes that it worked with multiple international companies to secure its version of the standard. Second, OneDrive now uses Perfect Forward Secrecy (PFS). Microsoft refers to this as a type of encryption, but PFS isn't a standard like AES or 3DES — instead, it's a particular method of ensuring that an attacker who intercepts a particular key cannot use that information to break the entire key sequence. Even if you manage to gain access to one file or folder, in other words, that information can't be used to compromise the entire account.

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