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16 Jul 22:03

CPI mista aprova quebra de sigilo de Youssef e ex-diretor da Petrobras

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Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
A CPI mista – com a presença de deputados e senadores – que investiga a Petrobras aprovou nesta quarta-feira a quebra dos sigilos bancários, telefônicos e de e-mails de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Youssef, os dois principais envolvidos na Operação Lava-Jato da Polícia Federal de combate à lavagem de dinheiro. A votação dos requerimentos de quebra dos sigilos havia sido adiada sucessivas vezes e só foi possível depois de um acordo entre os líderes dos partidos. O PT condicionou a aprovação à retirada de pedidos de convocação feitos pela oposição para ouvir o ministro da Fazenda e atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Guido Mantega. Os integrantes da CPI solicitam acesso à íntegra das informações já colhidas pela Polícia Federal e querem uma nova varredura nas conversas dos dois entre os anos de 2005 e 2014. “Eu acho que ainda é pouco, mas é melhor do que não ter nada. Acredito que podemos avançar com as investigações tendo acesso a essas quebras de sigilo”, afirma o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). O deputado estima prazo de quinze dias para ter acesso às informações.

No total, foram aprovados 82 requerimentos na tarde desta quarta-feira. Além de Youssef e Paulo Roberto Costa, os parlamentares aprovaram ainda a quebra de sigilo de familiares do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras flagrados pela polícia tentando esconder documentos depois do estouro da Operação Lava-Jato. A CPI aprovou também a convocação da mulher, do genro e de duas filhas de Costa, e formalizou um convite ao juiz federal Sérgio Moro, que investiga o caso no Paraná, além de solicitações de documentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Conselho de Administração da Petrobras.

16 Jul 19:18

“Não vamos aceitar imposições de Cuba”, diz Aécio sobre o Mais Médicos

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Por Bruna Fasano e Andressa Lelli, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou que o governo brasileiro não pode se submeter às imposições da ditadura cubana e que as regras do programa Mais Médicos precisam ser revistas. “O governo brasileiro financia o governo cubano com parte da remuneração dos médicos”, afirmou durante sabatina realizada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, SBT, Rádio Jovem Pan e UOL. “Não vamos aceitar as regras que foram impostas por Cuba.”

O valor pago pelo governo brasileiro atualmente aos médicos estrangeiros é de 10.000 reais, mas, ao contrário dos profissionais de outras nacionalidades, que recebem individualmente, o dinheiro é repassado ao governo cubano, que acaba entregando apenas 3.000 reais aos seus bolsistas. Do total de médicos que integram o programa, 80% são procedentes da ilha dos irmãos Castro.

O tucano afirmou considerar o programa importante, mas disse que o país “não pode cometer o equívoco de circunscrever a saúde pública ao Mais Médicos”. “Não tem por que não reconhecer. Mas tratá-lo como solução para os problemas de saúde no Brasil não é justo para com os brasileiros.”

Passe livre
Questionado se sua proposta de governo incluiria o transporte gratuito para estudantes, Aécio disse que essa é uma questão de responsabilidade dos municípios. “É uma responsabilidade municipal. Se o governo federal quiser subsidiar, tem de mostrar de forma muito clara de onde vai tirar esse recurso. Eu não acho justo, não acho que seja uma prioridade brasileira, dar passe livre para estudante de uma escola privada que paga 3.000 reais de mensalidade.”

Inflação
Aécio defendeu medidas para fortalecer a economia e criticou a gestão da presidente e adversária nas eleições Dilma Rousseff no combate à inflação. “Vamos tomar as medidas necessárias para recolocar o Brasil no rumo do crescimento sustentável, com controle da inflação e com a ampliação e melhoria dos nossos indicadores sociais”, disse. “Cresceremos menos que todos os nossos vizinhos da região. Já ultrapassamos o teto da meta [da inflação] sem que o governo acene de forma absolutamente clara com as medidas que tomaria no futuro para reverter esse quadro perverso.”

Copa do Mundo
O tucano voltou a criticar a presidente-candidata por usar politicamente o mundial de futebol no país – e depois se esconder com o fiasco da seleção brasileira. “Se tivesse ganhado, mesmo que fosse o terceiro lugar na Copa, ela seria a primeira a cumprimentar a seleção. É mais uma demonstração da tentativa de utilização política da Copa”, afirmou.

 

16 Jul 19:17

Campanha anti-Aids no Brasil está errada. Ou: É mais difícil vencer uma distorção ideológica do que vencer um vírus

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A epidemia de Aids cai no mundo, mas cresce no Brasil. Alguém está surpreso? Eu não estou. Não se controla a difusão de certas doenças só com medidas médicas. A profilaxia cultural e comportamental é tão ou mais importante. E, nesse particular, o Brasil tem uma política patética. O programa de combate à doença criado no país na gestão do então ministro da Saúde, José Serra, premiado internacionalmente e que serviu de modelo ao mundo — e não vai nisso nenhuma megalomania — é permanentemente agredido por militâncias políticas as mais variadas, com amplo apoio de setores da imprensa, que confundem informação com preconceito, orientação técnica com moralismo estreito. Afinal, sabem como é, somos todos progressistas.

Não se tem mais notícia de contaminação por HIV por transfusão de sangue. Mesmo num sistema de saúde que oferece um serviço ainda precário aos pobres, esse tipo de difusão da doença foi zerado. Por menos informações que tenham hoje as pessoas, contam-se nos dedos os que desconhecem o mecanismo básico de transmissão da doença, que, no Brasil, cresce mais entre os jovens de 15 a 24 anos — curiosamente os que mais têm acesso à educação.

Quem são esses jovens? Quais são seus hábitos? Qual é a sua orientação sexual? Médicos que trabalham no Sistema Público de Saúde não teriam dúvidas em afirmar que parte importante é formada por homossexuais; outra parte relevante contraiu a doença compartilhando seringas. Isso quer dizer que essas pessoas escolheram ficar doentes? Claro que não! Seria um absurdo e uma estupidez afirmar isso. Mas isso quer dizer, também, que esses dados têm de ser levados em conta quando se formula uma política pública de saúde — e nós temos um programa de assistência a doentes que é pago por toda a sociedade.

As campanhas oficiais contra a difusão da Aids estão essencialmente erradas. E não é de hoje. A camisinha segue sendo a principal barreira material contra a difusão do vírus. Mas ela é pouco eficaz quando não existe a barreira moral. E falo em moral em sentido amplo, que remete às escolhas pessoais — não o moralismo estridente e de fachada. O estímulo ao sexo irresponsável, homo ou heterossexual, é uma das raízes da proliferação ainda brutal da doença. Pensem, por exemplo, no que se transformou a Vila Madalena, em São Paulo, nos dias da Copa. Todos vimos: venda de drogas e de álcool a céu aberto, ausência completa de poder público, leis básicas da civilidade e da civilização jogadas no lixo. Todos assistimos a filmes e imagens: quantos, naquele embalo, vão se lembrar da camisinha?

Ainda me lembro de uma propaganda oficial do Ministério da Saúde em que dois rapazes se conhecem num bar. Na sequência, aparecem na cama. Um deles acorda e toma um susto. Só se tranquiliza quando vê no criado-mudo o invólucro rompido da camisinha. Pergunto: era campanha contra a Aids ou a favor do sexo irresponsável? Quem não consegue nem mesmo se lembrar se usou ou não o preservativo está mesmo protegido? A propaganda oficial, feita pelo Estado, deve, na prática, estimular a que se leve para a cama uma pessoa que se acabou de conhecer? Campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval de 2012 — vejam vídeo — repetia o erro, aí com um casal heterossexual.

Não existe controle da Aids com estímulo ao pé-na-jaca. Há dois fatores patogênicos aí: o HIV, que a camisinha controla, e as escolhas individuais, que ou são responsáveis ou não são, pouco importa a orientação sexual de cada um. Digam-me: alguém acredita que, na cracolândia da droga livre, em São Paulo, a preocupação com o HIV esteja entre as prioridades? Quem não é capaz de fazer escolhas morais consegue se proteger de uma doença?

Em 2013, ainda na gestão de Alexandre Padilha, o Ministério da Saúde elaborou um cartaz em homenagem a um tal “Dia Internacional da Prostituta”, que alguns comemoram no dia no dia 2 de junho. Uma senhora posa para a fotografia, com ar orgulhoso, ao lado da frase: “Eu sou feliz sendo prostituta”. No pé da peça publicitária, a logomarca do governo Dilma. Alguém acha que é por aí?

cartaz prostituta

Uganda
Um país na África é extremamente bem-sucedido no combate à Aids: Uganda. Em vez de insistir apenas na camisinha, como fazem as organizações internacionais, a política oficial investe na mudança de comportamento. Desde 1986, o governo adota a política batizada de ABC: A de abstinência, dirigida aos jovens solteiros; B de “be faithful” (seja fiel), para os casados; C de “condom”, camisinha, para quem não seguir as anteriores. Sim, Uganda é também o país que conta com leis odiosas de discriminação dos homossexuais. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, até porque, no país, como no resto da África, a Aids se disseminou especialmente entre os heterossexuais.

Bento 16
Em 2009, o então papa Bento 16 foi a Camarões. Falando sobre a Aids, um flagelo naquele continente, afirmou que a distribuição maciça de camisinhas não era o melhor programa de combate. E disse que o problema poderia até se agravar. A estupidez militante logo entendeu, ou fingiu entender, que Sua Santidade contestara a eficiência do preservativo para barrar a transmissão do vírus. Bento 16 não tratava desse assunto, mas de coisa mais ampla. Referia-se a políticas públicas de combate à expansão da doença. Apanhou de todo lado. De todo mundo. No Brasil, noticiou-se a coisa com ares de escândalo. Os valentes nem mesmo investigaram os números no Brasil. A contaminação continuava, como continua, em alta.

Quem saiu em defesa do que disse o então papa? Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da Aids. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da Aids (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento, de Harvard. Pois bem. Green concedeu uma entrevista sobre o tema. E o que ele disse? O PAPA ESTAVA CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZIA SUA SANTIDADE. Ora, como podia o papa estar certo? Vamos sonegar essa informação aos leitores!

Em entrevista aos sites National Review Online (NRO) e Ilsuodiario.net, Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África. Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsuodiario, assumiu claramente a posição do papa — e, notem bem!, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da Aids. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação’ — literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, frequentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.

A estupidez e a irresponsabilidade podem ter alcance mundial. Agora, a OMS, a agência da ONU para a saúde, deu um alerta mundial sugerindo que homossexuais masculinos passem a tomar preventivamente os coquetéis anti-Aids. Ninguém precisa ser especialista em lógica para adivinhar o que vai acontecer. Como disse Green, a tecnologia de redução de risco acabará, obviamente, expondo as pessoas a mais riscos. Infelizmente, já há quem, em razão dos coquetéis, considere a Aids apenas um mal crônico. E isso é mentira. Ela ainda mata milhares de pessoas mundo afora, todos os anos.

Ocorre que é mais difícil vencer uma distorção ideológica do que um vírus.

16 Jul 18:18

Epidemia de aids cai no mundo, mas cresce no Brasil

by giinternet

Na VEJA. Volto no próximo post:
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira aponta que os novos casos de infecção pelo HIV e de mortes associadas à doença cresceram no Brasil nos últimos oito anos. A tendência do país é contrária à global: segundo o documento, a epidemia está em queda no mundo, e especialistas acreditam que ela possa ser controlada até 2030. Segundo o The Gap Report, feito pelo Programa Conjunto das Nações sobre HIV/Aids (Unaids), o número de novos casos de infecção pelo HIV cresceu 11% no Brasil entre 2005 e 2013, quando cerca de 42 000 pessoas contraíram o vírus no país. Em relação às mortes provocadas pela doença, esse aumento foi de 7%, chegando a cerca de 15 000 óbitos em 2013.  Estima-se que, atualmente, 752 000 pessoas vivam com o vírus da aids no Brasil. Esse número representa quase metade do total de casos na América Latina (1,6 milhão) e cerca de 2% do número de infectados no mundo (35 milhões).

Na América Latina, houve uma pequena queda dos novos casos da infecção pelo HIV: de 2% entre 2005 e 2013. Em países como México, Colômbia e Venezuela, a epidemia de aids diminuiu, diferentemente do que ocorreu, além do Brasil, no Chile e no Paraguai. De acordo com a Unaids, a cada hora, dez novas infecções pelo HIV acontecem na região. Pelo menos um terço dos novos casos da doença ocorre entre jovens de 15 a 24 anos.

Mundo
Segundo o relatório da ONU, os novos casos da doença no mundo caíram 38% nos últimos doze anos – em 2013, 2,1 milhões de indivíduos foram infectados, contra 3,4 milhões em 2001. A queda global de novas infecções foi ainda mais acentuada em crianças, de 58%. Em relação ao número de mortes associadas ao HIV, houve uma queda de aproximadamente 37% de 2005 para cá. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas no mundo tenham morrido no ano passado devido a complicações da doença. Em 2005, foram 2,4 milhões.

“Há esperança de que controlar a aids é possível”, diz o comunicado divulgado pela Unaids. “A epidemia pode ter fim em todas as regiões, em todos os países, em todos os locais, em todas as populações e em todas as comunidades”, diz Michel Sidibe, diretor da Unaids. Para a Unaids, o fim da epidemia até 2030 representaria o controle da difusão do HIV e do impacto do vírus nas sociedades.

16 Jul 14:04

Chefão do Hamas confessa: grupo terrorista usa, sim, escudos humanos e ainda convoca população a morrer

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Quando se fala que o Hamas recorre a escudos humanos no confronto com Israel, o que, obviamente, provoca um grande número de mortos, muitos críticos da política israelense contestam o que é uma evidência. Dizem que essa afirmação faz parte da máquina de propaganda de Israel. Será mesmo?

Abaixo, há um vídeo do dia 8 deste mês. Trata-se de uma entrevista que o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, concede à Al-Aqsa TV, que é a televisão do Hamas. Prestem atenção, em especial a partir dos 32s. Traduzo na sequência.

A tradução
Entrevistador – As pessoas estão adotando o método dos escudos humanos, que foi bem-sucedido nos tempos do mártir Nyzar Rayan…

Porta-voz – Isso comprova o caráter dos nossos nobres, dos nossos lutadores da Jihad. São pessoas que defendem seus direitos e suas casas com o seu corpo e com o seu sangue. A política de pessoas que enfrentam aviões israelenses de peito aberto, a fim de proteger as suas casas, provou ser eficaz contra a ocupação (israelense). Além disso, essa política reflete o caráter dos nossos bravos, que são pessoas corajosas. Nós, do Hamas, convocamos o nosso povo para que adote essa política, a fim de proteger as casas palestinas.

Voltei
É estupefaciente! Aí está a confissão de que o Hamas adota a prática dos escudos humanos e, pior do que isso, faz dela uma política oficial. Só para esclarecer: Nyzar Rayan era um terrorista religioso do Hamas, que foi morto por Israel em 2009. Para se ter uma ideia: ele enviou um de seus filhos numa missão suicida, que matou dois judeus.

Assim, quando afirmo que Israel busca fazer o menor número de vítimas entre os seus e que o Hamas procura fazer justamente o contrário, não estou a dar uma mera opinião, com base em algum achismo ou em algum preconceito. Sami Abu Zuhri, o porta-voz do movimento terrorista, está dizendo que é assim mesmo. Como ele deixa claro, para o Hamas, a morte enobrece e prova a grandeza dos que oferecem o próprio corpo e o próprio sangue para a causa. Nessa perspectiva macabra, quanto mais mortes, mais, então, o movimento teria com que se regozijar.

É assustador? É sim. Como se nota, não colhi essa informação no material de propaganda “sionista”, como gostam de dizer alguns tolos. Eu estou aqui reproduzindo uma convicção e um credo do próprio Hamas. É fácil sair à rua carregando a bandeira palestina porque, afinal, há 190 mortos de um lado e um do outro. A questão é saber como se produziram esses cadáveres. Um dos chefões deixa claro: trata-se de uma política da morte adotada pelo grupo. E eles convocam a população a aderir. Israel avisa previamente quais são os alvos. A ordem é ficar para morrer.

Nessa perspectiva, quanto mais cadáveres, melhor!

16 Jul 14:04

Congresso ainda respira e dá sinais de que vai cortar as asinhas bolivarianas de Dilma

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O Congresso brasileiro ainda está vivo também para as virtudes. Essa é uma boa notícia. Avançou a resistência ao decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, o 8.243, que institui a chamada Política Nacional de Participação Social (PNPS) e busca regular a atuação de conselhos populares na administração federal. Nesta terça, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Decreto Legislativo (DL) que busca tornar sem efeito a medida presidencial. A partir de agora, havendo quórum, o DL pode ser votado, mas é possível que isso só aconteça depois do recesso branco de julho. Mais de dez partidos — e isso significa que muitos deles são da base aliada, como o PMDB — pressionaram para que se aprovasse o regime de urgência nesta terça. Só o PT e as legendas de esquerda defendem hoje aquela estrovenga.

Vamos ver. Entre muitas, há três maneiras principais de entender o Decreto 8.243:
a) a apocalíptico-barulhenta;
b) a da Poliana distraída;
c) a realista.

A apocalíptico-barulhenta pretende que, uma vez em vigência, o decreto institui definitivamente o comunismo no Brasil, e nada mais se poderá fazer. Seria o golpe final das esquerdas na democracia representativa. Por intermédio dele, os esquerdistas tomariam conta da administração e ponto final. O passo seguinte seria, sei lá eu, o Armagedom ou a luta armada. É uma tolice. Aliás, os esquerdistas que defendem aquela porcaria vibram quando encontram um caricato desses pela frente porque não é difícil ridicularizar esse delírio.

Há a leitura das Polianas distraídas. Essas insistem em afirmar que o decreto de Dilma, o que é verdade, não cria nenhum conselho novo. E daí? Só faltava, agora, o Executivo criar também os conselhos por iniciativa unipessoal da chefe do Executivo. Aí estaríamos numa monarquia absolutista. Esses distraídos também dizem que a participação popular está prevista na Constituição e que não há nada de errado nisso.

E há a versão realista. O PT não vai instituir, obviamente, o comunismo no Brasil porque, pra começo de conversa, nem comunista é. Mas tem uma visão autoritária do poder e busca, desde que foi criado, tomar conta do estado brasileiro, um processo que, obviamente, está em curso. E, isso sim, não é difícil de demonstrar.

O que o decreto de Dilma faz de estupidificante, em primeiro lugar, é definir o que é sociedade civil. Está lá no Inciso I do Artigo 2º: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. É evidente que o “indivíduo” não existiria nesse contexto. Como se daria a sua participação? Ele teria de, necessariamente, integrar um dos “coletivos” e “movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados”, ou suas “redes e organizações”, se quisesse ser ouvido. Vale dizer: a chamada participação popular seria monopólio de militantes políticos. Um Congresso escolhido por 140 milhões de eleitores correria o risco de ser menos influente na definição de políticas públicas do que alguns poucos milhares de militantes.

E quem é que vai comandar essa coisa? A Secretaria-Geral da Presidência — hoje, seria Gilberto Carvalho, aquele mesmo que tem conversado com índios, com os resultados conhecidos; com o MST, com os resultados conhecidos, e com os black blocs, com os resultados conhecidos.

Ademais, já chamei a atenção para um aspecto especialmente preocupante do decreto de Dilma. Ele institui uma “justiça paralela” por intermédio da “mesa de diálogo”, assim definida no Inciso VI do Artigo 2º: “Mecanismo de debate e de negociação com a participação dos setores da sociedade civil e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”.

Como a Soberana já definiu o que é sociedade civil, podemos esperar na composição dessa mesa o “indivíduo” e os movimentos “institucionalizados” e “não institucionalizados”. Se a sua propriedade for invadida por um “coletivo”, por exemplo, você poderá participar, apenas como uma das partes, de uma “mesa de negociação” com os invasores e com aqueles outros “entes”. Antes que o juiz restabeleça o seu direito, garantido em lei, será preciso formar a tal “mesa”…

É o “comunismo”? Não! Mas se trata de uma óbvia agressão à propriedade privada. De resto, não cabe a Dilma Rousseff, por decreto, estabelecer os mecanismos da chamada democracia direta. Isso é tarefa do Congresso Nacional. A governanta está usurpando uma prerrogativa do Congresso. Não é o golpe final das esquerdas, mas é mais um golpe na democracia.

16 Jul 14:03

Ecos do conflito israelo-palestino em SP têm até tiros para o alto!!! Ou: As diferenças morais entre Israel e o terrorismo do Hamas

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Muçulmanos do grupo "Palestina Para Todos" rezam na praça Cinquentenário de Israel:  'todos", quem???

Muçulmanos do grupo “Palestina Para Todos” rezam na praça Cinquentenário de Israel. Esse “todos” inclui os judeus? Para o Hamas, não!!!

No fim da noite desta terça, um eco do conflito israelo-palestino se fez ouvir numa pequena praça de São Paulo, no bairro de Higienópolis, que concentra boa parte da comunidade judaica da cidade. Não escolho a palavra “eco” por acaso: reverberava o original, com toda a sua carga de mistificação, de impropriedade e, em certa medida, de violência. Um grupo de muçulmanos e simpatizantes resolveu organizar um protesto em favor dos palestinos e, claro!, contra a ação israelense na Faixa de Gaza. Sabem o local escolhido para o ato? Nada menos do que a Praça Cinquentenário de Israel — onde, diga-se, se queimou uma bandeira do país. A maioria era formada por brasileiros, com ou sem origem árabe, convertidos ao islamismo. E lá estavam também, é evidente, os esquerdistas de sempre, que são anti-Israel apenas porque alguém ainda mais ignorante do que eles próprios lhes disse que isso é ser “progressista”. Mas deixo de lado agora esse particular. Muçulmanos e judeus convivem harmoniosamente no Brasil. Parece que há os que não se conformam com isso e querem importar para o nosso país a política do ódio. Só isso pode explicar o local escolhido para o protesto.

As mistificações correntes na propaganda palestina e que se espalham pela imprensa ocidental, inclusive a nossa, também estavam na praça. Ali e em toda parte a desonestidade intelectual tenta opor um único morto israelense aos estimados 190 mortos “do outro lado”, como se essa disparidade, por si, indicasse quem é o agressor e quem é o agredido. Nesta conta, não entram, por exemplo, os 1.200 foguetes que o Hamas disparou contra Israel em uma semana, a maioria deles interceptada pelo sistema antimísseis de Israel, batizado de “Domo de Ferro”. Mesmo assim, alguns escapam do sistema e caem, sim, do outro lado da fronteira. Há, agora, oficialmente, um morto e dezenas de feridos — Israel, ao contrário do Hamas, prefere não fazer escarcéu com o estrago provocado pelo inimigo. O Hamas está ousado. Na segunda, as forças israelenses interceptaram um drone — uma avião não tripulado. O país enfrenta ainda ataques esporádicos oriundos de milícias instaladas na Síria e, não poderia faltar, do Hezbollah, que domina o sul do Líbano.

Li há pouco, em toda parte, que Israel suspendeu o cessar-fogo e voltou a atacar a Faixa de Gaza. Esses verbos são complicados. O país aceitara uma proposta de trégua feita pelo governo do Egito. O Hamas, no entanto, deu de ombros e continuou a lançar seus mísseis. Numa pracinha minúscula de Higienópolis ou nas grandes praças do mundo, é preciso que fique claro que Israel toma todas as medidas a seu alcance para que seus cidadãos não morram. Para eles, a perda de uma vida significa uma agressão e uma pequena derrota. O terrorismo palestino faz justamente o contrário. É prática corrente nas milícias levar civis para alvos sabidamente militares. Há mesmo a prática deliberada de criar mártires.

Não custa lembrar. Sem apoio interno, hostilizado pela própria população de Gaza, o Hamas aceitou um acordo com o Fatah, a corrente leiga a que pertence Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Dias depois, três jovens judeus foram sequestrados e mortos por terroristas. Kaled Meshal, o principal líder do Hamas, que vive no exílio, negou que seu grupo fosse o responsável pelo crime, mas elogiou a ação… Em represália, colonos judeus sequestraram e mataram um adolescente palestino. Os autores já estão presos. Entenderam uma das diferenças?

Tenha você a opinião que tiver sobre o conflito, é preciso que fique claro que, de um lado, há um grupo terrorista que lança mísseis a esmo, caiam onde caírem, sobre a cabeça de quem for. Do outro, há um estado que se defende e que ataca alvos selecionados, militares, depois de prévio aviso. Ou será que Israel deveria devolver a agressão na mesma moeda, jogando mísseis do lado de lá, também ao léu? O país só existe ainda porque sabe se defender — e, se preciso, atacar.

Ah, sim: uma jovem foi presa no protesto em São Paulo em razão, parece, de uma pichação. As pessoas presentes avançaram contra a polícia, e um PM teria dado dois tiros para o alto, não se tem claro ainda com que arma. Não! Eu não recomendo que judeus façam um protesto contra os 1.200 foguetes do Hamas em algum lugar que seja caro aos palestinos. Nessas coisas, é preciso não perder o juízo nem a superioridade moral, coisa que um terrorista jamais terá.

PS: O grupo que protestou em Higienópolis se autointitula “Palestina Para Todos”. O confronto de Israel, hoje, é com o Hamas, que tem entre os primeiro itens do seu estatuto a destruição de… Israel. Seria cômico se trágico não fosse.
*

PS – Obviamente, é possível discordar do autor do blog neste e noutros assuntos, como sabem milhares de leitores. Há quem não concorde com minhas opiniões sobre Israel? Ok. É do jogo. Mas há coisas que não tolero. E uma delas é a defesa do terrorismo, ainda que de forma oblíqua. Tampouco aceito que se igualem desigualdades. No meu blog, não aceito que se afirme que o Hamas e que o Estado de Israel recorrem a práticas idênticas, porém em lados contrários. Não aceito porque se trata de uma mentira objetiva e de uma propaganda estúpida. “Ah, então a pessoa não tem o direito de escrever isso?” Claro que tem! Em outro blog. Não aqui. Não adianta insistir: não passa!

 

16 Jul 03:07

A fuga de Shin: horrores do comunismo nortecoreano

by Norma




Esse vídeo apresenta um excelente resumo do livro Fuga do Campo 14, do jornalista Blaine Harden, que registrou a história impressionante de Shin Dong-hyuk - a primeira pessoa a conseguir escapar de um campo de concentração comunista tendo nascido lá. O comunismo nortecoreano tem uma característica própria que é inédita nos demais comunismos que conhecemos: à odiosa ideologia que dá poder total ao governante no poder, é incorporado um elemento que atribui hereditariedade ao mal. Isso significa que os dissidentes são punidos junto com suas famílias: os descendentes dos inimigos do governo são considerados inimigos também. Shin foi um bebê do campo de concentração e as regras que aprendeu ali foram a única formação de sua infância. Como mostra o livro, para os presos nos campos os laços de confiança são construídos em torno dos guardas do campo, não em torno dos parentes; Shin foi instruído a crer que devia obedecê-los acima de tudo, e por isso chegou ao cúmulo de denunciar sua mãe e seu irmão às autoridades. Foi obrigado a assistir à execução de ambos e apenas depois de algum contato com culturas de fora daquele ambiente fechado é que pôde experimentar e externar sentimentos de culpa. Creio que esse é o aspecto mais pungente de sua história.

Todo livro que narra a vida de sobreviventes do comunismo funciona como um ensaio a explicar como esses regimes assumem aspectos de ápice do mal humano. Mas Fuga do Campo 14 acrescenta a isso a grande estupefação de alguém que, desde pequeno, não conheceu outra realidade. Agora vivendo na Coreia do Sul, Shin ainda luta para ser feliz e adaptar-se a um mundo que não foi artificialmente fabricado. É impossível ler sem orar para que a realidade de Deus passe a brilhar em sua alma, dando-lhe enfim a verdadeira e sonhada libertação.



P.S. No Brasil, infelizmente, há apoiadores do regime nortecoreano. Manifeste nas urnas seu repúdio a essa posição: NÃO VOTE em nenhum candidato do PC do B, nem em partidos políticos que simpatizem com regimes comunistas.
16 Jul 03:07

While the F-35's in omnishambles, others step up.

by Doug Allen
The F-35's fiberglass stunt double.  (Image credit:  Erik Gustavsson) It's official.  The F-35 Lightning II will not be making its international debut over Farnborough this week. This was supposed to be a big month for the Lightning II.  Costs are said to be coming down, with further discounts on the way.  There is even the possibility of the
16 Jul 02:07

Projeto que derruba decreto bolivariano de Dilma avança na Câmara

by giinternet

Na VEJA.com:
Às vésperas de entrar no chamado “recesso branco”, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira o pedido de urgência para votar uma proposta que pode derrubar o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, destinado a criar conselhos populares em órgãos da administração pública. Com a aprovação da urgência, o texto ganha prioridade e pode ser votado em plenário desde que haja quórum mínimo de 257 deputados, o que não deverá ocorrer até agosto já que a Casa iniciará férias não oficiais.

Apesar da demora — o decreto 8.243 foi assinado em 23 de maio —, a resposta da Câmara era esperada. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi pressionado por mais de uma dezena de partidos para colocar a proposta de urgência em votação na noite desta terça antes do recesso dos deputados. Desde que foi editado pelo Palácio do Planalto, o decreto provocou forte reação no Congresso, que começou nas bancadas de oposição, mas ganhou adesão de mais de dez siglas da Casa.

Diante da ameaça de derrota caso o texto que susta os efeitos do decreto fosse aprovado, PT e PCdoB entraram em obstrução e conseguiram barrar a votação esvaziando o plenário. O pedido de urgência passou com 294 votos a favor e 54 contrários. Houve três abstenções. Foi uma das poucas votações da Câmara desde o começo de junho, quando os deputados deixaram Brasília e teve início a Copa do Mundo.A Medida Provisória 641, que altera a lei de comercialização da energia elétrica, tranca a pauta, mas não impede a votação do Projeto de Decreto Legislativo contra o texto de Dilma. Para pautá-lo, é necessário retirar a MP da pauta ou invertê-la, o que depende de vontade política da Casa.

O decreto de Dilma instituiu a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública e, feita numa canetada, representa um assombroso ataque à democracia representativa. O texto ataca um dos pilares da democracia brasileira, a igualdade dos cidadãos, ao privilegiar grupos alinhados ao governo. O decreto do Palácio do Planalto é explícito ao justificar sua finalidade: “consolidar a participação social como método de governo”. Um dos artigos quer estabelecer, em linhas perigosas, o que é a sociedade civil: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou seja, segundo o texto de Dilma, os movimentos sociais – historicamente controlados e manipulados pelo PT – são a representação da sociedade civil no Estado Democrático de Direito.

“Se não derrubarmos o decreto, o senhor Gilberto Carvalho sozinho vai dizer quem compõe esse sistema de participação social montado sob a ótica de quem está no poder. Todas as ditaduras populistas do mundo tiveram episódios dessa natureza”, disse o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). “A votação de hoje consolidou a derrota e demonstra que a maioria da Câmara rejeita a proposta do decreto”, afirmou o líder da bancada do PSDB, Antônio Imbassahy (BA).

“Na Venezuela há conselhos populares para defender essa tática governista de Hugo Chávez. Eu não tolero que esse modelo seja importado para a realidade brasileira. Aqui nós temos diversos partidos, com fidelidade e raízes democráticas. Neste momento o Parlamento oferece uma resposta de que não tem nada a ver com a Venezuela e não está no caminho da estagnação, da ditadura e da opressão”, defendeu o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

16 Jul 02:07

Banco dos Brics terá sede em Xangai e presidência indiana

by giinternet

Por Talita Fernandes, na VEJA.com:
Os chefes de governo dos Brics definiram nesta terça-feira que a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) ficará a cargo de um indiano, e a cidade chinesa de Xangai sediará a nova instituição. A decisão foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff depois de um intenso debate entre Brasil e Índia sobre a presidência da instituição, enquanto África do Sul (com a cidade de Johanesburgo) e China disputavam a sede do banco. Os líderes se reúnem na VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza.

O encontro entre Dilma Rousseff, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma; e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também definiu o tempo de mandato da presidência do NBD, fixada em cinco anos. A presidência da instituição será rotativa, e o Brasil será o próximo a indicar um presidente para a instituição. A China, por ser a sede do banco, será o último país a presidi-lo. O Brasil ficará com a presidência do conselho de administração, enquanto o presidente do conselho de governadores será da Rússia. Haverá ainda uma subsidiária africana para o banco, chamada de Centro Regional Africano do Novo Banco de Desenvolvimento, que será estabelecida na África do Sul.

Como o esperado, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul decidiram investir US$ 10 bilhões cada no novo banco, totalizando US$ 50 bilhões. Contudo, o banco está autorizado a captar até US$ 100 bilhões.

FMI dos emergentes
Além do NBD, os países definiram a criação do Arranjo Contingente de Reserva (ACR), que funcionará como uma espécie de um fundo de reservas para os Brics, a exemplo do Fundo Monetário Internacional (FMI). O fundo terá capital inicial de 100 bilhões de dólares. “Esse arranjo terá efeito positivo em termos de precaução, ajudará países a contrapor-se a pressões por liquidez de curto prazo, promoverá maior cooperação entre os Brics, fortalecerá a rede de segurança financeira mundial e complementará arranjos internacionais existentes”, informaram os líderes, em comunicado.

Em nota, o Banco Central informou que a China vai fazer o maior aporte ao fundo: US$ 41 bilhões. Já Brasil, Índia e Rússia investirão US$ 18 bilhões cada um, enquanto a África do Sul destinará US$ 5 bilhões. A liberação dos recursos se dará por meio de operações de swap, que consiste na venda de moeda no mercado futuro. O BC explicou que o país solicitante receberá dólares, mas, em contrapartida, fornecerá contratos em sua própria moeda aos países contribuintes. Para a criação do mecanismo e a concretização dos aportes do Brasil, será necessária a aprovação do Congresso Nacional.

Ainda segundo o BC, os países membros não utilizarão suas reservas internacionais para capitalizar o fundo. Além disso, grandes saques só poderão ser feitos se o solicitante mantiver um programa de apoio financeiro com o FMI. Caso contrário, o requerente poderá sacar o máximo de 30% do valor solicitado.

O valor máximo de saque será determinado por multiplicador aplicado ao compromisso de cada país: a China terá multiplicador igual a meio, o que permitirá o saque de metade dos seus compromissos (US$ 20,5 bilhões); Brasil, Índia e Rússia terão multiplicador igual a um, podendo sacar montante equivalente a seus compromissos individuais (US$ 18 bilhões); e África do Sul terá multiplicador igual a dois, podendo sacar o dobro de seu compromisso (US$ 10 bilhões).

A ideia de criar o banco de desenvolvimento e um fundo de reservas é discutida há dois anos, depois de uma tentativa fracassada dos Brics de elevar seu poder de decisão no FMI. Os países alegam que a participação que possuem no Fundo não é proporcional ao peso de suas economias no cenário global.

Acordos
Foram assinados quatro acordos comerciais. Além do NBD e do ACR, os países assinaram um acordo entre os bancos de desenvolvimento dos cinco países e entre as agências garantidoras de crédito para exportação.

O Acordo Multilateral de Cooperação dos Brics sobre Inovação foi firmado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES) e os bancos dos outros quatro países. O objetivo é apoiar projetos e iniciativas que promovam investimentos em inovação tecnológica, com ênfase em infraestrutura e energia sustentável, e inovação de processos e produtos em diversas áreas da indústria, de serviços e do agronegócio.

 

16 Jul 02:07

Justiça confirma multa a Padilha por campanha antecipada

by giinternet

Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
O Tribunal Regional Eleitoral de Sao Paulo (TRE-SP) confirmou nesta terça-feira a condenação por campanha antecipada do PT e do candidato do partido ao governo do Estado, Alexandre Padilha. Eles haviam sido obrigados a pagar 50.000 reais cada um por infração à legislação eleitoral ao promoverem 125 caravanas com intuito de divulgar a imagem de Padilha no interior paulista.

O plenário da corte negou um recurso do PT e de Padilha contra a multa aplicada por decisão liminar do desembargador Cauduro Padin. Agora, o PT só poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a representação da Procuradoria Regional Eleitoral paulista. O partido argumenta que as caravanas tinham objetivo de discutir o programa de governo de Padilha, mas os juízes eleitorais votaram com o relator, segundo quem houve “nítido caráter eleitoral e intuito de pré-campanha nas caravanas”.

Desde fevereiro, quando deixou o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, Padilha percorreu em um ônibus especial mais de 125 cidades paulistas, em reuniões públicas e fechadas com empresários, vereadores, prefeitos, líderes comunitários e segmentos da sociedade civil organizada. Os eventos foram divulgados em um site aberto pela agência contratada para sua campanha eleitoral na internet e em redes sociais. O PT criou o cargo camuflado de “coordenador de caravana” para o ex-ministro e passou a remunerá-lo. O partido dizia que as incursões pelo Estado serviriam para colher subsídios para o programa de governo a ser apresentado por Padilha.

Para a Justiça Eleitoral, as caravanas tinham uma finalidade bem clara: campanha disfarçada. O PT afirmou que irá recorrer da decisão no TSE.

16 Jul 01:32

An Eminent Distortion of History

by George Weigel

As the world marked the silver anniversary of the Polish elections of June 1989, which eventually brought to power the first non-communist Polish prime minister since the Second World War, a conference met at the Vatican to consider “The Church in the Moment of Change in 1980-1989 in East Central Europe.” (The habit of devising succinct, punchy titles is not overly-developed in Rome.) There were moving testimonies, by former Solidarity leader Lech Walesa and from Ukrainians who are living a similar drama today. And then there was an address by the former cardinal secretary of state (and current dean of the College of Cardinals), Angelo Sodano.

The burden of Cardinal Sodano’s remarks was that John Paul II’s achievements in central and eastern Europe in the 1980s had been “prepared” by the Vatican’s Ostpolitik in the 1970s, as conducted by Pope Paul VI, his chief diplomatic agent, Archbishop Agostino Casaroli, and Casaroli’s principal deputy, Msgr. Achille Silvestrini (both of whom became cardinals). Cardinal Sodano laid particular emphasis on Paul VI’s 1977 meeting with Polish communist party leader Edward Gierek and the Casaroli/Silvestrini conversations with Polish politburo member Stefan Olszowski. All of this, Sodano concluded, was like John the Baptist preparing the way for the Lord.

Outside certain Italian circles, it would be difficult to find a knowledgeable historian who believes that any of that analysis is sustainable.

The Ostpolitik of Paul VI (who worried that he was not conducting a “policy of glory”) was based on the premise that the Cold War division of Europe would be a feature of the international landscape for decades, if not centuries; that the Church had to “save what could be saved” while making whatever deals it could with communist governments; and that Catholic criticism of the human rights violations of communist regimes should be muted. The results of this strategy included the effective destruction of the Church in Hungary, whose leadership became a subsidiary of the Hungarian communist party; the thorough penetration of the Vatican by Warsaw Pact intelligence agencies (to the benefit of communist negotiators); and the undercutting of Catholic leaders in Poland and in what was then Czechoslovakia.

John Paul II’s approach to east central Europe was based on different premises: that the post-war division of Europe was immoral and historically artificial; that communist violations of basic human rights had to be named for what they were; and that the “captive nations” could eventually find tools of resistance that communism could not match, if they reclaimed the religious, moral, and cultural truth about themselves and lived those truths without fear. John Paul shrewdly let the Casaroli/Silvestrini diplomacy continue. But behind that clever façade—“See, nothing has changed!”—the Polish pope led a morally-driven campaign of resistance to communism that was vindicated in the Revolution of 1989: a complex historical event, to be sure, but one for which the Vatican Ostpolitik of the 1970s can credibly claim no credit.

The refusal of Italian curial diplomats like Cardinal Sodano to recognize the truth of the Ostpolitik’s sad effects on the security and integrity of the Holy See itself is especially unfortunate. The deep penetration of the Vatican by Soviet-bloc intelligence agencies has been documented in numerous scholarly studies, many of which are cited in the second volume of my John Paul II biography, The End and the Beginning (which has been available in a fine Italian translation for two years). When intelligent men like Cardinal Sodano—who is not alone among his countrymen in defending the Ostpolitik—fail to reckon with the ample documentary evidence of what was in fact going on in the 1970s, between the Vatican and communist governments in east central Europe, one has to assume that something other than concern for the historical record is afoot.

What is going on, I suggest, is an untoward national hubris married to the defense of an outdated model of the Church’s role in world affairs: A model that worked reasonably well at the 1814-15 Congress of Vienna but that came close to causing disaster in the 1970s. 

George Weigel is Distinguished Senior Fellow of Washington’s Ethics and Public Policy Center. His previous articles can be found here.

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16 Jul 01:31

Religion in a Heart-Shaped Box

by Owen Strachan

I never have known the joy of owning a small, pink, heart-shaped music box. In point of fact, I never will. I suppose, with two daughters in the home, that the purchase of such a box might be in the fatherly offing, but it won’t be for my own sake.

I am now more than familiar with heart-shaped boxes, however, because like many other Christians and persons of meaningful religious affiliation I am being publicly asked today to put my faith, my very religious liberty, in one. This personal right—one of Democratic president Franklin Delano Roosevelt’s “four freedoms” and the lodestar of New England’s first settlers fleeing religious persecution—is fast becoming the most contested cultural issue of our day.

One sees this at schools like my alma mater, Bowdoin College, which just effectively closed the school’s long-standing Bowdoin Christian Fellowship, a forty-year affiliate of InterVarsity Christian Fellowship and a group that helped make my time at Bowdoin so pleasurable and profitable. Similar actions have been taken in the California State University system and Vanderbilt University as colleges and universities attempt to stop the “discriminatory” practices of Christian groups that require leaders to practice biblical sexual ethics. This includes, per texts like Matthew 19:3-4 and Romans 1, that student leaders be chaste, faithful to spouses if married, and not involved in same-sex sin.

Gordon College in Wenham, Massachusetts has just come under fire for seeking exemption from a planned executive order banning discrimination on the basis of sexual orientation. Gordon—as with hundreds upon hundreds of religious colleges and universities—requires that employees not lead a homosexual lifestyle. This core biblical conviction, however, is now the guarantor of “discrimination” according to many voices, including Boston Globe writer Adrian Walker. Walker wrote a blistering piece denouncing Gordon President D. Michael Lindsay, who joined with thirteen other religious leaders in seeking the aforementioned exemption:

The school’s autonomy isn’t threatened by an antidiscrimination order — unless, of course, the school really is committed to homophobic hiring practices. If Lindsay really feels so strongly about the right to discriminate on the basis of sexual orientation, the school can always opt out of receiving federal money. Of course, there hasn’t been any mention of doing that.

Walker concluded his denunciation of Gordon on a chilling note:

A lot of people are wary, and understandably so, about the creeping right to use religion to opt out of laws one simply doesn’t believe in. It doesn’t pacify anyone to proclaim your right to discriminate in a letter to the White House, then claim that you have no intention of doing so.

Walker has turned the freedom of association—including the Constitution-based freedom of religious groups to govern themselves by their own views—into “the creeping right to use religion to opt out of laws.” It’s as if, instead of an academically rigorous and politically diverse Christian college, Gordon College were an outlaw pack running roughshod over Boston’s North Shore, radicals clad in the fiercest of business-casual styles, pillaging and administrating with unchecked discriminatory instincts.

One struggles to know how to respond to Walker’s allegations. If religious groups like Bowdoin Christian Fellowship or Gordon College have to amend their beliefs to conform to the New Sexual Moralism, then they are not in fact able to practice their religion. Of course, the silencing of evangelicals is not without precedent. The zesty cry of the French Revolution was Liberté!,” but you could not blame several thousand massacred Catholic priests for mistaking it as “Mort!”

Those who would silence and even shut down religious groups have no problem with religious belief. One is perfectly free to speak one’s views out loud (for a while, anyway). The problem comes, it seems, when religious groups make the mistake of actually abiding by their convictions. This is a bridge too far.

Here is religion in America, 2014, as its appointed foes would have it: chastened and starving. It does not direct, drive, inform, and shape life, private and public. It may only warble a praise chorus, smile a blessing, intone a cherished maxim. It surely has no role to play in public life; indeed, by its very nature, it is out of bounds, even though many of the choicest features of American life—our political process, our thriving philanthropic system, our very notion of freedom—have been influenced by it. Religion—it is typically addressed in such nuance-less terms, as if America’s vibrant spiritual tapestry were a dusty monochromatic rug—now is sorely threatened. Despite its longstanding tie to personal virtue, it may well lose social protection, it surely must surrender its claim to personal authority, and should it assert itself in the court of sexual opinion, it is not only to be silenced but to be shamed.

In high school, many of us read the story of Hester Prynne, the character created for The Scarlet Letter by my fellow Bowdoin alum Nathaniel Hawthorne. Hester, in Hawthorne’s rather grim presentation of history, had to wear the famed scarlet letter for her adultery. At least Hester was able to remain a member of society, however. The mark of shame Evangelicals and their Catholic friends wear is such that they cannot even appear in public.

Those that remain do so under conditions. They may keep for themselves a heart-shaped box, small and worn. There they must tuck away their religious liberty, keeping it under lock and tiny key. Once in a great while, when they have followed the rules, they may take it out. There, they may hold it close to their heart, savoring the piety of a precious moment, listening to the little music box, pink and heart-shaped, play a long-forgotten song.

Owen Strachan is the author of Risky Gospel: Abandon Fear and Build Something Awesome and is Assistant Professor of Christian Theology and Church History at Boyce College.

16 Jul 01:31

Mind the Gap

by Mary Hierholzer

Michael Lindsay, President of Gordon College, the Christian liberal arts college that I attend on Boston’s North Shore, co-signed a letter to President Obama, asking that he include a religious exemption in his imminent executive order barring federal contractors from discriminating on the basis of sexual orientation and gender identity. Gordon President Michael Lindsay wrote his name alongside thirteen others, including Michael Wear and Stephen Schneck, both involved in faith outreach for the 2012 Obama campaign. But within hours of the letter’s reproduction in the Atlantic, Gordon was hit by a wave of controversy.

The Boston Globe’s Adrian Walker declared, “Instead of attempting to defend its right to discriminate, Gordon officials could have taken the opposite route and embraced a long Christian tradition of standing for equality. That would be far more in line with the Christianity many of us were raised with.” Outraged reactions have poured in via social media from students and alumni. The City of Salem has reportedly cut ties with the College. The president of the New England Association of Schools and Colleges, which grants Gordon its accreditation, says the body “will talk about the issues and decide if the issues, that are raised and what is publicly available, is at odds in any way with standards and policies.”

The vast majority of student loans are federal, (93 percent in 2011, according to the Wall Street Journal), and institutions accepting that federal money are considered federal contractors. The president of Gordon’s board of trustees has insisted that the College does not and will not discriminate: “Gordon has not and will not bar categories of individuals who want to work or study at Gordon, provided they can support and live by our statements of faith and of life and conduct.” Those guidelines state that “words and actions which are expressly forbidden in Scripture, including but not limited to blasphemy, profanity, dishonesty, theft, drunkenness, sexual relations outside marriage, and homosexual practice, will not be tolerated in the lives of Gordon community members, either on or off campus.” While the College does not view such a policy as discriminatory, some critics disagree.

These differing notions of discrimination are one reason why the letter’s signers see a religious exemption as necessary. Noting that it is, indeed, important to root out discrimination and recognize human equality in light of God’s divine creation, they state, “it still may not be possible for all sides to reach a consensus on every issue. That is why we are asking that an extension of protection for one group not come at the expense of faith communities whose religious identity and beliefs motivate them to serve those in need.” We need, they say, to “find a way to respect diversity of opinion on this issue in a way that respects the dignity of all parties to the best of our ability.”

Amid all the controversy on campus (and off—it is, after all, summer break), I find myself standing behind President Lindsay’s decision. Were the government to require Christian colleges to hire professors who do not share the community’s spiritual values, America’s freedom of religion would suffer a great blow. To deny private institutions’ rights of religious liberty with the executive order coerces the university into a course of action that is incompatible with its religion—a situation that Thomas Jefferson spoke against in his letter to the Danbury Baptists.

Gordon suffers this summer because the important conversations regarding the legalism of Christianity and the LGBT are mostly taking place via social media. Surely it would be healthier to talk about this in person, or with the whole campus convened for an address in Chapel. A multidenominational college, Gordon is naturally home to a wide range of social, political and theological beliefs.

The debates taking place among and within the Christian churches over sexuality are complicated and should be approached thoughtfully by every believer. But these conversations should be left to the Church, not the State. The First Amendment’s deference to religious communities allows healthy space between the Church and State. That gap deserves respect, both within and outside of the Church, rather than mockery and accusation from those who do not view religion as legitimate grounds for morality. Gordon’s ongoing commitment to its Christian identity is one of the reasons I believe it is well equipped to embody the motto of Saint Anselm: Faith seeking understanding.

Mary Hierholzer (@maryhierholzer) is an undergraduate at Gordon College. The views expressed here are solely her own.

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16 Jul 00:59

A fuga de Shin: horrores do comunismo nortecoreano

by Norma




Esse vídeo apresenta um excelente resumo do livro Fuga do Campo 14, do jornalista Blaine Harden, que registrou a história impressionante de Shin Dong-hyuk - a primeira pessoa a conseguir escapar de um campo de concentração comunista tendo nascido lá. O comunismo nortecoreano tem uma característica própria que é inédita nos demais comunismos que conhecemos: à odiosa ideologia que dá poder total ao governante no poder, é incorporado um elemento que atribui hereditariedade ao mal. Isso significa que os dissidentes são punidos junto com suas famílias: os descendentes dos inimigos do governo são considerados inimigos também. Shin foi um bebê do campo de concentração e as regras que aprendeu ali foram a única formação de sua infância. Como mostra o livro, para os presos nos campos os laços de confiança são construídos em torno dos guardas do campo, não em torno dos parentes; Shin foi instruído a crer que devia obedecê-los acima de tudo, e por isso chegou ao cúmulo de denunciar sua mãe e seu irmão às autoridades. Foi obrigado a assistir à execução de ambos e apenas depois de algum contato com culturas de fora daquele ambiente fechado é que pôde experimentar e externar sentimentos de culpa. Creio que esse é o aspecto mais pungente de sua história.

Todo livro que narra a vida de sobreviventes do comunismo funciona como um ensaio a explicar como esses regimes assumem aspectos de ápice do mal humano. Mas Fuga do Campo 14 acrescenta a isso a grande estupefação de alguém que, desde pequeno, não conheceu outra realidade. Agora vivendo na Coreia do Sul, Shin ainda luta para ser feliz e adaptar-se a um mundo que não foi artificialmente fabricado. É impossível ler sem orar para que a realidade de Deus passe a brilhar em sua alma, dando-lhe enfim a verdadeira e sonhada libertação.



P.S. No Brasil, infelizmente, há apoiadores do regime nortecoreano. Manifeste nas urnas seu repúdio a essa posição: NÃO VOTE em nenhum candidato do PC do B, nem em partidos políticos que simpatizem com regimes comunistas.
16 Jul 00:59

The Economist: Brasil precisa de nova gestão e de novas ideias dentro e fora do campo

by giinternet

A revista inglesa “The Economist” traz um texto intitulado “Lições de um Armagedom Futebolístico” em que afirma que a derrota de sete a um para a Alemanha evidencia que o Brasil precisa de novas ideias dentro e fora do campo.

O texto lembra a metáfora hiperbólica de Nelson Rodrigues quando a Seleção perdeu de 2 a 1 para o Uruguai em 1950, em pleno Maracanã: “Uma catástrofe nacional… Nossa Hiroshima”. Se é assim, diz a revista, então a tragédia do Mineirão foi o Armagedom, e não apenas por causa da dimensão da derrota de 7 a 1, mas também em razão da facilidade com que os rápidos e tecnicamente superiores alemães penetravam na zaga brasileira, como uma faca cortando tapioca, compara.

Com alguma ironia, a publicação diz que a humilhação deixou os brasileiros em estado de choque, muito especialmente porque o Brasil não tem Hiroshimas reais a lamentar. A reportagem observa que, além da breve participação brasileira na Segunda Guerra, entre 1944 e 1945, o conflito armado anterior em que se meteu data de 1860 — a Guerra do Paraguai. O país tem a sorte de não enfrentar ameaças de vizinhos, terrorismo, tensões étnicas ou religiosas.

Apelando ao antropólogo Roberto DaMatta, o texto lembra que o futebol deu ao brasileiro a confiança em si mesmo que nenhuma outra instituição proporcionou, inventando uma narrativa nacional e uma cola social, isso num país que jamais conseguiu fazer jus a seu potencial. Ganhou cinco Copas do Mundo, mas nenhum prêmio Nobel, contrasta.

A revista prossegue observando que, quando o Brasil obteve o direito de sediar a Copa do Mundo deste ano e os Jogos Olímpicos de 2016, o então presidente Lula pretendia demonstrar que o país tem outros motivos para se orgulhar. O mundo conheceria a sétima maior economia do planeta, uma democracia vibrante, com notável progresso social, que tem visto cair a pobreza e a desigualdade de renda.

Mas o torneio aconteceu justamente quando os brasileiros estão menos confiantes sobre o futuro. A economia vive um mau momento; a inflação está em 6,5%, apesar das sucessivas elevações da taxa de juros. Os R$ 11 bilhões de recursos públicos destinados ao financiamento de estádios desencadearam grandes protestos no ano passado contra a precariedade dos serviços públicos, a corrupção e as prioridades equivocadas dos políticos. A correria para concluir as obras e o trágico desabamento de um viaduto recém-construído em Belo Horizonte evidenciaram as dificuldades do país com projetos de infraestrutura.

Ao contrário de algumas previsões, destaca a Economist, o evento em si foi bem-sucedido, sem colapso nos transportes ou protestos significativos. Pesquisas começaram a demonstrar que os brasileiros estavam aquiescendo com o fato de o país sediar o torneio. Mesmo vaiada na cerimônia de abertura, Dilma Rousseff, sucessora e protegida de Lula, sentiu-se encorajada a anunciar que iria participar da final.

A derrota do Brasil para a Alemanha tirou de Dilma qualquer esperança que ela tenha alimentado de que a Copa do Mundo lhe daria um impulso para a eleição de outubro, quando ela vai buscar um segundo mandato. Mas, por si, essa derrota também não vai ajudar a oposição. As coisas não são assim tão simples. Os brasileiros terão outras coisas em mente quando votarem, daqui a três meses. A Economist lembra que FHC venceu a reeleição em 1998, quando o Brasil foi derrotado na Copa, e que não conseguiu fazer seu sucessor em 2002, ano em que a Seleção sagrou-se campeã.

Num nível mais profundo, diz a revista, a humilhação ocorrida no Mineirão tem potencial para reforçar o mau humor do país, o que é potencialmente perigoso para Dilma. Embora as pesquisas ainda a apontem como favorita, a campanha só começa para valer agora. Seu índice de aprovação é pouco superior a 40%, e as pesquisas têm demonstrado de forma consistente que entre 60% e 70% dos brasileiros querem mudança. O PT está há 12 anos no poder. Será que ela pode oferecer essa mudança?, indaga a revista. As principais conquistas do partido estão no passado, lembra a revista, como o aumento do emprego e do salário real — e ambas começam a se perder.

O desastre do Mineirão demonstra que o futebol brasileiro já não é mais uma fonte da confiança nacional. Ele também precisa de mudanças que vão muito além da construção de novos estádios. Seus principais agentes são corruptos, e sua estrutura doméstica é mal administrada. Quem vive das glórias do passado não tem futuro. Os brasileiros podem acabar chegando à conclusão de que precisam de uma nova gestão e de novas ideias dentro e fora do campo.

15 Jul 17:47

Campos: “Dilma será a primeira presidente a entregar país pior do que recebeu”

by giinternet

Por Felipe Frazão e Andressa Lelli, na VEJA.com:
O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, reforçou as críticas à presidente Dilma Rousseff, sua adversária na corrida pelo Planalto. Campos afirmou que a petista será “a primeira presidente do ciclo democrático a deixar o país pior do que recebeu”. Sobre sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele esclareceu que seu embate é contra Dilma. “Dizer que o governo Lula não foi muito melhor que esse governo Dilma é negar a realidade.”

“Itamar entregou melhor do que Sarney, Fernando Henrique entregou melhor do que Itamar e Lula entregou melhor do que Fernando Henrique. A Dilma vai entregar pior”, afirmou, poupando de críticas os governos anteriores. Campos se comprometeu também a não disputar um segundo mandato caso eleito.

Alianças partidárias
O ex-governador de Pernambuco ainda criticou a relação do governo com os partidos aliados – e afirmou que a presidente trocou ministérios por tempo de TV na propaganda eleitoral. “A velha política no Brasil é o PMDB dominante, que está no governo da Dilma, mas mantém um pé em cada canoa. Está com um pé no PT e tem uma sublegenda na candidatura do Aécio”, disse, referindo-se ao movimento Aezão, no Rio de Janeiro. No Estado, o partido de Campos está coligado com o PT de Dilma. Segundo Campos, o poder central em Brasília “alimenta as raposas da política atrasada em Alagoas, no Maranhão e no Rio de Janeiro, onde a política tem ligação com crime organizado e com o jogo”. Ele citou nominalmente apenas o senador José Sarney (PMDB) como símbolo desta relação.

Nordeste
Campos afirmou que acredita que seus índices de intenção de voto devem crescer no Nordeste. E que a região tem um sentimento de “frustração” em relação ao governo Dilma. “Creio que vou ganhar as eleições no Nordeste”, disse. Também culpou a presidente pelo atraso de obras importantes na região, onde acusou o PT de fazer terrorismo na campanha: “Há uma campanha terrorista sendo feita sistematicamente dizendo que eu ou Aécio vamos acabar com o Bolsa Família”.

Economia
O presidenciável do PSB também falou sobre a situação econômica no país. Disse que é preciso estabelecer um modo responsável de governar, cumprindo a meta de inflação. “Precisamos tirar o Brasil desse atoleiro, pois com Dilma temos o menor crescimento econômico desde Deodoro da Fonseca”, afirmou. Campos disse ainda que a presidente deixará como legado “um tempo de famílias mais endividadas” e a “Petrobras metida em toda a sorte de confusão”.

Passe livre
Em sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, SBT e Jovem Pan, Campos incluiu em seu discurso de campanha a defesa do passe livre para estudantes – uma das principais demandas dos protestos que agitaram o país há pouco mais de um ano. Afirmou que pretende colocar o tema entre suas propostas para Educação, como forma de permitir que alunos da rede pública possam estudar em tempo integral. Só não esclareceu de que maneira o assunto será tratado, nem como pretende financiar a proposta. “Essa é uma questão das prefeituras e dos Estados, mas o governo federal, sob a nossa liderança, terá solidariedade com as prefeituras e governos estaduais para implantação do passe livre”, afirmou.

15 Jul 17:46

White House Punts On Petition To Allow Tesla Direct Sales

by Unknown Lamer
First time accepted submitter neanderslob (1207704) writes Last Friday, over a year after the petition gained the required signatures for a response, the White House rejected a We the People petition to "Allow Tesla Motors to sell directly to consumers in all 50 states." The letter went on to defend the administration by citing their initiatives "in promoting vehicle efficiency." In response, Tesla is firing back, blasting the White House for a lack of leadership on the issue and stating "138,469 people signed the petition asking the White House to allow Tesla Motors to sell directly to consumers in all 50 states. More than a year later, at 7.30pm EST on Friday as most of America prepared for the weekend, the White House released its disappointing response to those people. Rather than seize an opportunity to promote innovation and support the first successful American car company to be started in more than a century, the White House issued a response that was even more timid than its rejection of a petition to begin construction of a Death Star." There's a legal issue here: the executive can't just wave state law aside. But they could suggest Congress write new laws instead of just noting that Congress would need to take action.

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15 Jul 12:55

Hamas Is the Norm, Israel Is the Exception

by David P. Goldman

It’s like the old joke: Why do Jewish men die before their wives? Because they want to. Civilizations for the most part die because they no longer want to live. That is the nub of my 2011 book How Civilizations Die (and Why Islam Is Dying, Too). They cease to believe in their own future and distract themselves from the prospect of extinction as best they can. Hellenistic Greece was the first universal demographic disaster; it gave us prototypes of the steam engine and the computer (via Hero of Alexandria) as well as the modern literary forms. But even wealthy men exposed their daughters and the population imploded. When Aristotle taught that men naturally seek the good, the overwhelming preponderance of evidence had already turned against him. Most men seek nothingness. Soon the last surviving remnants of the classical world will disappear. In another generation, more people will speak Hebrew than Greek.

Hamas wants to die, obviously and visibly. That thought horrifies Westerners. As a number of Israeli commentators observe, Hamas doesn’t particularly care about having a Palestinian State. It wants to destroy the Jewish State and is willing to die in the process. It wants to die in such a way that Israel will die, too. There is something utterly surreal to Hamas crowding civilians around military targets, and Israeli pilots declining to attack them. It recalls the joke about the sadist and the masochist. The masochist says, “Beat me!,” and the sadist says, No…suffer.”

Hamas, to be sure, proposes to die in an accelerated time frame and a particularly disgusting fashion, but it should be kept in mind that self-willed extinction is the norm. West of the Indus, Israel is the only survivor among the thousands of little nations that flourished between 10,000 BC and 600 AD. To be sure, there have been plenty of small tribes that wanted to live but were trampled by conquering hordes. The rule, however, is that civilizations die of their own disgust with life. Most of the industrial nations are dying, some very quickly. Most of the Muslim world would rather die than accommodate modernity (although some of it may choose to cease to be Islamic).

I do not mean to sound cruel, but the best thing you can do for victims of a dying culture is: Don’t be one of them. Individuals who want to live have the option of changing cultures. I do not mean that Israel (or anyone else) should go about killing off enemies in order to satisfy their death wish. God forbid: life is still sacred to us even if it is repugnant to them. Neither do we have to commit suicide in order to accommodate our crazy neighbor’s death-wish. We might try to talk him down from the roof, but we are entitled to step aside when he jumps. It is not in our power to persuade suicidal civilizations to carry on living. Ultimately it is our job to contain the damage to ourselves. We cannot help but accept some civilian deaths while engaging an enemy that seeks the maximum number of civilian casualties.

15 Jul 12:55

Presidente da Câmara tenta votar nesta terça Decreto Legislativo que anula maluquice bolivariana de Dilma

by giinternet

A Câmara dos Deputados tem nesta terça, mais uma vez, a chance de fazer a coisa certa e votar um Decreto Legislativo que torna sem efeito o decreto presidencial 8.243, baixado pela presidente Dilma Rousseff. Como já lembrei aqui tantas vezes — e o farei quantas se fizerem necessárias — trata-se daquele arroubo bolivariano de Dilma Rousseff, que submete, ainda que de forma oblíqua, as decisões do governo federal a conselhos populares. A Constituição estabelece, sim, a participação direta da população por meio de três instrumentos: plebiscitos, referendos e emendas de iniciativa popular. Os conselhos, na forma como quer o decreto de Dilma, simplesmente substituem a democracia representativa pela democracia direta.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou nesta segunda que o Decreto Legislativo não é mais uma bandeira da oposição, mas da Câmara: “Não é a oposição, a Casa quer votar. É a Casa que quer se manifestar sobre o decreto e o fará”.

Alves já deixou claro que considera que o decreto de Dilma está em desarmonia com o princípio da separação dos Poderes. Segundo ele, “cabe ao Congresso Nacional< precipuamente, formulação de políticas públicas, por meio de lei, após amplo debate entre todas as forças políticas — da situação e da oposição — sobre as mais diversas demandas de todos e quaisquer grupos da sociedade, alinhados ou não, ao governo”. É só uma questão de bom senso.

Lembro aqui um trecho do monstrengo dilmiano. O Artigo 1º do decreto estabelece: “Fica instituída a Política Nacional de Participação Social – PNPS, com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. “complementariedade, transversalidade e integração entre mecanismos e instâncias da democracia representativa, participativa e direta”.

Certo! Então os conselhos seriam uma forma de democracia direta, né? Só que é a democracia direta que se realiza à socapa, sem que ninguém saiba. Ou o “cidadão” decide fazer parte de algum “coletivo” ou “movimento social” ou não vai participar de coisa nenhuma. O texto tem o topete de definir o que é sociedade civil logo no Inciso I do Artigo 2º: “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou por outra: é sociedade civil tudo aquilo que o poder decidir que é; e não é o que ele decidir que não é.

Fim da propriedade privada
Como observei numa coluna na Folha, O “indivíduo” só aparece no decreto para que possa ser rebaixado diante dos “coletivos” e dos “movimentos sociais institucionalizados” e “não institucionalizados”, seja lá o que signifiquem uma coisa, a outra e o seu contrário. Poucos perceberam que o decreto institui uma “justiça paralela” por intermédio da “mesa de diálogo”, assim definida: “mecanismo de debate e de negociação com a participação dos setores da sociedade civil e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”.

Ai, ai, ai… Como a Soberana já definiu o que é sociedade civil, podemos esperar na composição dessa mesa o “indivíduo” e os movimentos “institucionalizados” e “não institucionalizados”. Se a sua propriedade for invadida por um “coletivo”, por exemplo, você poderá participar, apenas como uma das partes, de uma “mesa de negociação” com os invasores e com aqueles outros “entes”. Antes que o juiz restabeleça o seu direito, garantido em lei, será preciso formar a tal “mesa”…

Isso tem história. No dia 19 de fevereiro, o ministro Gilberto Carvalho participou de um seminário sobre mediação de conflitos. Com todas as letras, atacou a Justiça por conceder liminares de reintegração de posse e censurou o estado brasileiro por cultivar o que chamou de “uma mentalidade que se posiciona claramente contra tudo aquilo que é insurgência“. Ou por outra: a insurgência lhe é bem-vinda. Parece que ele tem a ambição de manipulá-la como insuflador e como autoridade.

Vocês se lembram do “Programa Nacional-Socialista” dos Direitos Humanos, de dezembro de 2009? É aquele que, entre outros mimos, propunha mecanismos de censura à imprensa. Qual era o Objetivo Estratégico VI? Reproduzo trecho:
“a- Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade.
(…)
d- Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos (…) como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares (…)”

Dilma voltou à carga, resolveu dar uma banana para o Congresso e, em vez de projeto de lei, que pode ser emendado pelos parlamentares, mandou logo um decreto.

Que a Câmara tenha a decência de repudiar esse arroto autoritário!

15 Jul 12:55

Black blocs presos no Rio tinham bomba de “alta letalidade”

by giinternet
Perícia mostra que casal de black blocs tinha bomba caseira com capacidade de provocar mortes

Perícia mostra que casal de black blocs tinha bomba caseira com capacidade de provocar mortes

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
Um laudo do Esquadrão Antibombas deixa claro que baderneiros presos no sábado no Rio de Janeiro se organizavam para cometer crimes em protesto marcado pelas redes sociais para a decisão da Copa do Mundo, neste domingo, no Maracanã. A Justiça aceitou o pedido de prisão temporária da ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e outros dezoito black blocs sob o entendimento judicial de que o grupo forma uma quadrilha armada. O laudo a que o site de VEJA teve acesso mostra que um casal de baderneiros preso pela polícia na operação guardava em casa uma bomba de fabricação caseira com “capacidade de provocar mortes”. O artefato continha 140 gramas de pólvora — para se ter uma ideia, o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade em fevereiro deste ano continha 60 gramas.

O delegado Alessandro Thiers, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, sustenta que as 28 pessoas investigadas na operação Firewall 2 planejaram cometer crimes neste domingo e estiveram envolvidos em atos violentos em manifestações anteriores. O material apreendido até o momento corrobora a versão policial.

Durante as buscas feitas no sábado, a polícia encontrou uma bomba de fabricação caseira, em formato de tubo, na casa em que estavam a professora Camila Rodrigues Jourdan e o ativista Igor Pereira D’Icarahy. Camila é funcionária pública concursada e dá aulas na Faculdade de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Igor é filho do advogado Marino D’Icarahy Júnior, que defende Sininho em processos judiciais. No apartamento também foram encontradas garrafas e litros de gasolina, material para preparação de coquetéis molotov.

Os investigadores dizem ter indícios de que o casal tinha uma conduta específica na quadrilha de black blocs e, por isso, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra cada um. A situação da dupla se complicou depois da apreensão da bomba. O casal passou a responder na Justiça não somente por formação de quadrilha armada, mas também por porte de explosivo. Mesmo que consigam um habeas corpus contra a prisão temporária por formação de quadrilha, vão precisar de outra ordem judicial para escapar da prisão em flagrante pela posse de explosivos. Procurado pelo site de VEJA, o advogado Marino D’Icarahy Júnior não quis se manifestar.

Laudo técnico assinado pelos inspetores Francisco Sidney Farias Rodrigues e Raphael Ferreti de Souza atesta que a bomba caseira é chamada tenicamente de “bomba tubo” e foi “confeccionada por agente que demonstrou habilidade e conhecimento no manuseio de bombas caseiras desta natureza”. A perícia diz ainda que “a detonação deste artefato explosivo tem capacidade de provocar mortes, lesões corporais diversas, bem como danos patrimoniais e ao meio ambiente”.

Na operação de sábado, dezenove adultos foram presos e dois adolescentes detidos. Sete suspeitos ainda estão foragidos. Nas residências dos investigados, a polícia localizou armas de choque, martelos pontiagudos, litros de gasolina, garrafas e escudos. De acordo com a investigação, eram instrumentos para a participação criminosa dos suspeitos em protestos. Na casa de uma das adolescentes, que morava com a irmã, foi encontrado um revólver. O pai da menina se apresentou como dono da arma de fogo e foi autuado por omissão de cautela, crime de menor potencial ofensivo que vai ser julgado no Juizado Especial Criminal. Mas a adolescente vai ficar detida por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo.

Incomodado com críticas sobre a prisão dos black blocs, o delegado garante que vai detalhar as provas contra os suspeitos na conclusão do inquérito. Ele prevê que isso será feito em até 10 dias. Após o fim do sigilo judicial na fase de investigação, pretende exibir um organograma com a responsabilidade de cada um dos 28 investigados na “quadrilha”. “Existe uma quadrilha armada cometendo atos violentos durante manifestações, com divisão de tarefas. As apreensões só confirmam isso. Foram apreendidos galões de gasolina, garrafas de coquetel molotov, diversos martelos pontiagudos e uma bomba de fabricação caseira. Não era uma bombinha de festa de faculdade. Quem anda com isso? Tinham o nítido propósito de fazer depredação. O viés político que estão querendo colocar é uma atitude de desespero de advogados”, afirmou Thiers.

A acusação de formação de quadrilha armada foi corroborada pelo promotor Luís Otávio Figueira Lopes, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O crime apontado pela polícia motivou a decretação de prisão, por cinco dias, como permite a legislação em casos do gênero. A decisão foi do juiz Flavio Itabaiana de Oliveira Nicolau, titular da 27ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro. Por isso e pelo conjunto de provas colhidos na investigação, o delegado critica as reclamações de que foram “prisões arbitrárias”.

O delegado diz ainda que pode pedir a prisão preventiva dos investigados, como permite a lei. “Se for necessário, vamos pedir a prisão preventiva. É leviano tratar a investigação como se fosse política sem conhecê-la. Não tem nenhuma banalidade sendo investigada. O que um manifestante pacífico faria com coquetel molotov e bomba caseira? Os advogados tiveram amplo acesso aos documentos da investigação. A polícia só combate os excessos”, afirmou o delegado.

15 Jul 12:54

For and Against Liberty

by David T. Koyzis

In 1969, Canada’s Criminal Law Amendment Act, known as Omnibus Bill C-150, was granted Royal Assent. Introduced two years earlier by Pierre Trudeau while he was still federal Justice Minister, the bill had sparked heated debate in the House of Commons and the popular press, because it proposed, among other things, to decriminalize homosexual acts, permit abortion and contraception, and allow government-regulated gambling. In the midst of shepherding this bill through the parliamentary process, Trudeau famously asserted that “there’s no place for the state in the bedrooms of the nation” and that “what’s done in private between adults doesn’t concern the Criminal Code.”

As a belated recognition of the intrinsic limits of government, this statement would appear indisputable. After all, a law against nonmarital sexual activity could hardly be enforced with any consistency and would necessitate something close to a totalitarian surveillance state. Even Thomas Aquinas admitted centuries ago that human laws cannot suppress all acts of vice, only those egregiously detrimental to the commonwealth. So far, so good.

However, there was more behind C-150 than recognition of reasonable constraints on government. The sexual revolution of the 1960s had already begun to upend the widespread acceptance of a normative understanding of sexuality and to substitute for it an ethic of mutual consent: Whatever two (or more?) people agree to is right, no matter what others may think. Yet over the long term something that sounded initially like an advance in the progress of personal liberty would necessitate an expansive government infringing on other previously-protected, and arguably more central, liberties.

For example, does a woman have a right to end her pregnancy if she so desires? The US Supreme Court said yes in 1973 and reaffirmed this in 1992. By contrast, the Supreme Court of Canada refrained from asserting such a right in R. v. Morgentaler(1988), deliberately leaving room for Parliament to legislate new regulations on abortion that would conform to the Charter of Rights and Freedoms.

However, over the past quarter century many of our political leaders have acted as if there were such a right and as if the debate over it has been settled. How else can one explain the attempt of Ontario’s Minister of Education two years ago to dictate to the province’s Catholic schools what they can and cannot teach with respect to abortion? Because abortion is a “right,” then the schools should not be teaching something that violates rights. Case closed.

The Canadian government thus put itself in the untenable position of telling a faith-based institution what must be the content of its own teachings, thereby negating the Charter guarantee of religious freedom. If the state has no business in the bedrooms of the nation, it apparently does have a place in its schoolrooms, and perhaps even its churches, as the newer sexual freedom calls on an expansive government to protect it against those communities, now deemed oppressive, with stricter moral and behavioral standards.

Not unexpectedly, Trudeau’s son Justin, current leader of the federal Liberal Party, has inherited his father’s understanding of human rights and is using it against members of his own parliamentary caucus. In May he announced unilaterally that his party would not be accepting pro-lifers as candidates for Commons seats in the next election. Present caucus members who are pro-life will be tolerated—for now. But the handwriting is clearly on the wall: “We are steadfast in our belief . . . it is not for any government to legislate what a woman chooses to do with her body,” claimed the younger Trudeau, echoing his late father’s sentiments.

Once again, something touted as extending personal freedom is being advanced at the expense of real persons compelled to act in ways that violate their sense of right and wrong and perhaps even their recognition of reality itself. If some Liberal MPs persist in seeing clearly that abortion ends the life of an unborn child, they must be browbeaten into suppressing this knowledge for the sake of retaining their jobs over the long term.

Let us pray that these MPs will retain their integrity and do the right thing, even if, in the name of a spurious freedom, their right to live out their convictions increasingly goes unrecognized by our political leaders.

David T. Koyzis teaches politics at Redeemer University College and is the author, most recently, of We Answer to Another: Authority, Office, and the Image of God (Pickwick Publications, 2014). A slightly different version of this appeared in the 14 July issue of Christian Courier as part of his monthly “Principalities & Powers” column.

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15 Jul 12:54

People Who Claim To Worry About Climate Change Don't Cut Energy Use

by Unknown Lamer
schwit1 (797399) writes with news that a UK study has found that folks concerned about climate change don't do much to conserve power at home. From the article: Those who say they are concerned about the prospect of climate change consume more energy than those who say it is "too far into the future to worry about," the study commissioned by the Department for Energy and climate change found. That is in part due to age, as people over 65 are more frugal with electricity but much less concerned about global warming. However, even when pensioners are discounted, there is only a "weak trend" to show that people who profess to care about climate change do much to cut their energy use. The findings were based on the Household Electricity Survey, which closely monitored the electricity use and views of 250 families over a year. The report (PDF), by experts from Loughborough University and Cambridge Architectural Research, was commissioned and published by DECC. High power use doesn't have to be dirty: Replace coal, methane, and petroleum with nuclear, wind, solar, etc.

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15 Jul 02:48

Digitalversus: “If we had a sixth star in our rating system, the GH4 would get it.”

by 43rumors


Panasonic Lumix GH4: All About the Gear

The positive feedback from reviewers continues with the latest Digitalversus statement:

If we had a sixth star in our rating system, the GH4 would get it. More than a simple technological showpiece, it’s a formidable, relentless tool that could serve any photographer or videographer with a sort of savage efficacy that appears to know no bounds. If the GH3 ever left any room for doubt, the GH4 does not: there’s no serious competition in the SLR and hybrid worlds, especially when it comes to video. To find any better, you’re looking at a five-digit budget. The GH4′s only real shortcoming? Perhaps a lack of soul…

More non-english GH4 reviews:
Polish GH4 review by Optyczne.
Japanese GH4 review at Nikkei.
Japanese GH4 review at DC.watch.

GH4 North American store links:
GH4 camera at Amazon, Adorama, BHphoto, Ritz Camera and Panasonic. Price: $1,698. In Canada at Vistek.
GH4 camera with interface unit at Adorama and BHphoto. Price: $3,298
Interface unit only at Amazon, Adorama, BHphoto and Panasonic. Price: $1,998

GH4 Europen store links:
Germany: Wexcameras, Marcotec-shop.de.
UK at Wexphotographic, CameraWorld, UKdigital, CVP, TipTop.
Holland at Fotohanskeuzekamp.
Belgium at Fotokonijnenberg.
Norway at Fotovideo.
Sweden at Cyberphoto, Skandinavianphoto.
Finland at Telefoto, Topshot, Verkkoauppa.
France at Photocineshop.
Spain: Fotoboom.

Asian store links:
Digitalrev and Digidirect Australia.

4K cards
Kingston 16-32-64 GB SDHC UHS-I Speed Class 3 at Amazon (Click here), Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).
Sandisk 16-32-64 GB Extreme PRO SDXC UHS-II Memory Card at Amazon (Click here), Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).
Transcend 64-128 GB High Speed 10 UHS-3 at Amazon (Click here) and BHphoto (Click here).
Panasonic 16-32-64 GB SDHC-UHS-I U3 Card (90MB/s) at Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).

15 Jul 01:16

'Hidden From Google' Remembers the Sites Google Is Forced To Forget

by Unknown Lamer
Daniel_Stuckey (2647775) writes "Hidden From Google, the brainchild of a web programmer in New Jersey, archives each website that Google is required to take down from European Union search listings thanks to the recent court decision that allows people to request that certain pages be scrubbed from Google's search results if they're outdated or irrelevant. That decision has resulted in takedown requests from convicted sex offenders and huge banking companies, among thousands of others."

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15 Jul 01:15

Os despudorados: Dilma e 15 ministros convocam coletiva para demonizar a imprensa. E, para isso, usam a… imprensa! Ou: INCOMPETENTES, MAS MUITO ORGULHOSOS!

by giinternet

Leiam isto. Volto em seguida.

 Mercadante - desonestidade intelectual

Trata-se de trecho de uma reportagem da revista VEJA de maio de 2011 — há mais de três anos, portanto. Já volto ao ponto.

Não adianta! Eles não aprendem nada nem esquecem nada. Se faltava alguma evidência de que o Planalto havia montado um gigantesco esquema de marketing para tentar usar a Copa do Mundo para esmagar a oposição nas urnas — caso o Brasil vencesse a disputa, é claro! —, agora não há mais. Mesmo com a derrota humilhante, Dilma Rousseff passou o ridículo, nesta segunda, de convocar uma entrevista coletiva, acompanhada de 15 ministros, com um propósito: cantar as glórias do seu governo e demonizar a imprensa brasileira. Boa, claro!, é a Al Jazeera, a emissora do tirano do Catar. Afinal, para essa turma, a presidente diz o que bem entender. E ninguém contesta. Se bem que não foi muito contestada por aqui também, mesmo sem tiranos… Sigamos. O governo queria demonstrar que “o Brasil perdeu a taça, mas ganhou a Copa”, como resumiu Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil.

Afirmou a presidente: “Os vaticínios, os prognósticos que se faziam sobre a Copa eram dos mais terríveis possíveis. Começava com o ‘não vai ter Copa’ até ‘nós teremos a Copa do caos’. O estádio do Maracanã, que ontem foi palco de um evento belíssimo, ia ficar pronto só em 2038, ou 2024. Enfim, não ficaria pronto nunca”. Vamos ver.

Quem, com um mínimo de seriedade, afirmava o “Não vai ter Copa”? A imprensa? Não! A oposição? Não! Isso era coisa de grupelhos radicalizados de extrema esquerda com os quais, diga-se, Gilberto Carvalho estava negociando, conforme confessou em entrevista.

Mercadante resolveu fazer graça: “A revista de maior tiragem do Brasil fez uma manchete: ’2038: por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo’. Tinha uma foto do Maracanã, que vocês viram na final da Copa, a beleza não só daquela arena, mas também de todas as outras arenas que foram apresentadas. O jornal de maior tiragem do país, no dia de abertura da Copa, tinha a seguinte manchete: ‘Copa começa hoje com seleção em alta e organização em xeque“.

É evidente que o ministro está se referindo à VEJA e à Folha, que apenas cumpriram a sua função. Mercadante cita uma reportagem de capa da revista de maio de 2011. Ora, as obras estavam atrasadas mesmo. Lá está escrito: “Por critérios matemáticos, as obras não ficarão prontas a tempo”. E mais: “No ritmo atual, o Maracanã seria reaberto com 24 anos de atraso”. E é mais do que legítimo — na verdade, é uma obrigação — fazer a advertência. Por que o ministro não bate boca também com a Fifa, que, mais de uma vez, demonstrou irritação com o ritmo das obras? Chamava-se a atenção do governo e dos brasileiros para um fato. Se a imprensa ajudou a corrigir o ritmo das obras, ótimo!

Voltem ao trecho da reportagem que vai lá no alto. A reportagem de VEJA não antevê — quem costuma fazer previsões e ter antevisões no Brasil são Guido Mantega e Dilma Rousseff… — que não haverá Copa: chama a atenção para o atraso. Os números, de resto, são da Controladoria-Geral da União.

Mercadante estudou economia, não é isso? Deve ter passado por rudimentos de matemática, ao menos. Considerando as obras de mobilidade que não foram e não serão feitas, o prazo para a realização das obras se multiplicou ao infinito, senhor ministro! Deu pra entender ou quer que eu desenhe?

A conversa mole do governo na coletiva engana os trouxas sem memória. A situação era de tal sorte calamitosa que, em agosto de 2011, três meses depois da reportagem de VEJA, o governo instituiu o chamado RDC — Regime Diferenciado de Contratações Públicas — que praticamente jogou no lixo a Lei de Licitações para poder acelerar as obras. Dilma escamoteia na entrevista, ademais, que as obras em oito aeroportos ainda não foram concluídas: São José dos Pinhais (que atende Curitiba), Confins (Minas), Cuiabá, Fortaleza, Viracopos (Campinas), Manaus, Porto Alegre e Salvador.

A desonestidade intelectual não para por aí. VEJA listou os cinco fatores de atraso, todos eles escandalosamente verdadeiros, a saber:
Mercadante - desonestidade intelectual 2mercadante - desonestidade intelectual 3

Clique nas imagens para ampliá-las e facilitar a leitura. A imprensa que chamou a atenção para os descalabros então em curso cumpriu a sua tarefa. Na verdade, colaborou para a realização do evento, isso sim.  Mas sabem como é… Essa gente gosta de áulicos e de puxa-sacos.
No dia 19 de maio de 2011, a Arena Amazônia estava assim: a imprensa deveria ter ficado calada?

No dia 19 de maio de 2011, a Arena Amazônia estava assim: a imprensa deveria ter ficado calada?

Eis aí a Arena Pernambuco no dia 17 de maio de 2011. O que lhes parecia?

Eis aí a Arena Pernambuco no dia 17 de maio de 2011. O que lhes parecia?

Talvez devêssemos ter nos animado com a Arena Pantanal, no dia 19 de maio de 2011...

Talvez devêssemos ter nos animado com a Arena Pantanal, no dia 19 de maio de 2011…

Felizmente, isto sim, o Brasil tem uma imprensa vigilante — parte dela ao menos —, que chamou a atenção para os desastres que estavam em curso. Não custa lembrar, ademais, que naquele mesmo 2011, cinco meses depois da reportagem de VEJA, Dilma demitiu Orlando Silva, ministro do Esporte, e nomeou em seu lugar Aldo Rebelo.

Cardozo
A mais indigna das falas na coletiva, e isso não me surpreende, ficou com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. Referindo-se sabe-se lá a quais governadores, afirmou:“Há ainda hoje quem acredite que o governo federal deve passar recursos para os Estados fazerem a política da segurança pública”. Por que ele não diz quem pediu — e, pelo visto, não recebeu — recursos? Falo do que vi de perto: em São Paulo, enquanto a polícia se organizava para combater a baderna nas ruas, Gilberto Carvalho negociava, conforme confessou, com criminosos.

Eis aí. Provado está. Com a derrota acachapante, Dilma convoca uma entrevista coletiva com 15 ministros. Imaginem se o Brasil vence a Copa… A presidente tentaria mandar para o degredo os “inimigos da pátria”…

Post publicado originalmente às 19h55 desta segunda e atualizado às 7h25 desta terça
15 Jul 01:14

À revelia do PT, Luiz Moura registra a própria candidatura

by giinternet

Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
À revelia do PT, o deputado estadual Luiz Moura (PT) registrou neste sábado a própria candidatura à reeleição em São Paulo. Na sexta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, em análise preliminar, que ele havia sido suspenso e impedido de participar da convenção estadual do PT de forma irregular.

No início de junho, a Comissão Executiva do PT paulista decidiu afastar Moura por sessenta dias após a revelação de que ele participara, em março, de uma reunião com dezoito integrantes da fação criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Para disputar um segundo mandato na Assembleia Legislativa, Moura acionou a Justiça Comum e conseguiu anular a suspensão e invalidar a convenção estadual do PT, encontro que escolheu os candidatos do partido ao Legislativo e confirmou o nome do ex-ministro Alexandre Padilha como candidato ao governo de São Paulo. Na última sexta-feira, o PT conseguiu reverter a anulação da convenção, que ameaçava a candidatura de Padilha. O juiz Renato de Abreu Perine, no entanto, decidiu que Moura poderia se candidatar.

O requerimento de Moura será analisado pela desembargadora Diva Malerbi, que já avaliava os pedidos de registro de todos os candidatos do PT em São Paulo. A Justiça Eleitoral aceita que um candidato registre a própria candidatura individualmente, caso o partido a que pertence ou a coligação pela qual concorrerá não tenham incluído seu nome na lista oficial. Caberá ao Tribunal Regional Eleitoral decidir sobre a validade da candidatura de Moura.

O PT ainda pretende deixar Moura fora de sua chapa de candidatos a deputado estadual. “É o PT e a sua convenção que estabelecem de forma democrática a composição de sua chapa”, disse Padilha na sexta-feira ao comentar a decisão judicial. No mesmo dia, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), defendeu a exclusão de Moura do partido: “Se dependesse de mim, já estava expulso”.

Substituto
Luiz Moura e o irmão, o vereador na capital paulista Senival Moura (PT), montaram base política na Zona Leste da cidade. Ambos têm forte influência nas cooperativas de transporte alternativo e em indicações políticas nas subprefeituras e na secretaria municipal de Transportes. Quando a Comissão Executiva do PT negou a legenda a Luiz Moura, Senival escolheu o ex-chefe de gabinete da Subprefeitura de Guaianazes Jorge do Carmo, seu indicado na prefeitura, para substituir o irmão como candidato a deputado estadual. O vereador tentará uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília, e faz campanha ao lado de Jorge do Carmo.

15 Jul 01:14

Entrevista de Dilma à Al Jazeera pode indicar um princípio de rompimento da presidente com a realidade. Preocupante!

by giinternet

O povo brasileiro ainda nem se refez do maior vexame em cem anos do futebol brasileiro, e eis que ressurge Dilma Rousseff, no noticiário, a dar uma opinião: segundo ela mesma, o povo brasileiro deveria lhe dar um segundo mandato. A afirmação foi feita em entrevista à TV Al Jazeera, do Catar, aquela emissora que pertence a um tirano influente e que costuma sair por aí insuflando revoltas árabes — menos no Catar, é claro, que, de resto, financia extremistas mundo afora. Mas sigamos.

Disse a governanta: “Eu acredito que o povo brasileiro deve me dar oportunidade de um novo período de governo pelo fato de que nós fazemos parte de um projeto que transformou o Brasil”. E prosseguiu: “O Brasil tinha 54% de sua população entre pobres e miseráveis em 2002. Hoje, todos aqueles que vivem na classe C para cima representam 75%, três em cada quatro brasileiros. Nós transformamos a vida dessas pessoas. O Brasil mudou de perfil e foi feito isso com a democracia vigente”.

Por esse especioso raciocínio de Dilma, o Plano Real, por exemplo, que pôs fim à hiperinflação não mudou o Brasil — o mesmo Plano Real contra o qual o PT lutou bravamente. Mais do que isso: recorreu ao Supremo contra ele e também contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Quanto a essa tal classe C, já passou da hora de desmistificar essa falácia.

O oficialismo inventou a tal nova classe média. Segundo a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), são as famílias com renda per capita, atenção!, entre R$ 300 e R$ 1.000. Um casal cujo marido ganhe o salário mínimo (R$ 724) — na hipótese de a mulher não ter emprego — já é “classe média” — no caso, baixa classe média (com renda entre R$ 300 e R$ 440). Se ela também trabalhar, recebendo igualmente o mínimo, aí os dois já saltarão, acreditem, para o que a SAE considera “alta classe média” (renda per capita entre R$ 640 e R$ 1.020). Contem-me aqui, leitores, como vive e onde mora que tem renda per capita de R$ 640! O aluguel de um único cômodo na periferia mais precária não sai por menos de R$ 250… Segundo a SAE, renda per capita acima de R$ 1.020 já define classe alta. Na minha casa, somos da classe alta os que aqui moramos e a nossa empregada, além de todos os porteiros do prédio.

Desde que chegou ao poder, o PT vem se dedicando, já escrevi aqui, com a preciosa colaboração teórica dos chamados “economistas da pobreza”, a criar a classe média por decreto e a erradicar a miséria por decreto. Dilma está a um passo de declarar o Brasil um país “sem miseráveis”. Está por um triz. E como isso foi feito? Inventou-se a existência de milhões de pessoas que estariam na “pobreza extrema”, as famílias com renda per capita de até R$ 70 mensais — R$ 2,33 por dia. Caso se faça um levantamento a sério, vai-se constatar que essas pessoas até podem existir no campo (e olhem lá!) — na cidade, não! Na zona rural, acabam sobrevivendo porque, ainda que precariamente, produzem parte do que comem. Nas cidades, fazendo bico aqui e ali, a renda é maior do que isso. Muito maior! Mesmo a daqueles oficialmente listados entre os extremamente miseráveis. Os pobres desgraçados do crack, que já estão sem casa, sem calçado, quase sem roupa, têm renda superior a R$ 2,33 por dia. Sabem por quê? Cada pedra custa de R$ 5 a R$ 10! O que estou dizendo é que existe uma economia informal que eleva essa renda. A propósito: se formos considerar o número de pedras consumidas nas cracolândias da vida e o que isso significa em termos de renda, vamos concluir que aquela gente que vaga como zumbi pelas ruas compõe a classe média alta, segundo o oficialismo. É uma piada!

Maluquice
A presidente entrou numa espécie de surto megalômano. Ela reconhece as dificuldades econômicas do país e afirma: “Temos tomado todas as medidas para entrar em um novo ciclo. Temos que melhorar a produtividade da economia brasileira. Nós estamos numa fase de baixa de ciclo econômico, mas sabemos que vamos entrar em outra fase do ciclo. Estamos nos preparando para melhorar a competitividade do país, aumentar as condições pelas quais nós vamos poder enfrentar essa nova etapa. Se não entrar para o resto do mundo [fase econômica], eu lhe asseguro que entra para o Brasil”.

Heeeinnn?

A presidente inventou o Brasil como uma ilha. Há uma boa possibilidade de o país crescer menos de 1% neste 2014, e a nossa soberana, ora vejam, diz que, se o resto do mundo não seguir o nosso país, iremos sozinhos. É patético!

Como se fosse uma candidata da oposição, afirma: “O Brasil é um país que tem demorado muito para modernizar seu Estado. Nós precisamos de um pais sem burocracia, de um Estado mais amigável tanto para os cidadãos quanto para os empresários, empreendedores e trabalhadores”.

É mesmo? O PT está no poder há 12 anos. A última iniciativa da soberana para modernizar o estado foi fazer um decreto que entrega a gestão da coisa pública a conselhos populares. Tenham paciência!

15 Jul 01:14

O brado retumbante

by giinternet

O povo que pôs fim à ditadura, que depôs um presidente na lei e na ordem e que venceu a inflação, convivendo com duas moedas, merece uma Seleção melhor, um governo melhor, uma oposição melhor, uma classe política melhor e um futuro melhor.

Já chegou a hora de aposentar a tese de que “todo povo tem o governo que merece”. A população brasileira já passou, e passa ainda, poucas e boas. Ainda assim, acredita no futuro, recebe bem quem vem de fora, luta — a esmagadora maioria ao menos — para ganhar a vida honestamente. Merece ser governado por uma classe política mais decente.

Esse povo está cansado, sim, de empulhação, de roubalheira, de um estado que não funciona. Quando pede “escola e saúde padrão Fifa”, está despertando para o fato de que é um dos maiores pagadores de impostos diretos e indiretos do mundo, sem que o Poder Público lhe dê o devido retorno.

A resposta para isso, claro!, não é a tal democracia direta dos conselhos populares, como agora ameaçam os petistas. Essa democracia direta é justamente o contrário do que querem milhões de pessoas: o que se pede é uma República dos Iguais, não uma República dos Diferentes — porque ligados a um partido, a um sindicato ou pertencentes a uma classe.

O governo petista está batendo cabeça para tentar entender o que se passa e não consegue porque se apega à ortodoxia de esquerda, dos movimentos organizados, o que levou Gilberto Carvalho, por exemplo, a negociar com criminosos, já que confessou ter se encontrado várias vezes com black blocs.

Qualquer que seja o resultado nas urnas neste 2014, vença o governo de turno ou a oposição, é preciso que o estado se abra mais para ouvir a sociedade, não entregando a administração pública a minorias, a conselhos e a sovietes. Precisamos é de indivíduos mais livres para empreender, dentro das regras do jogo. Vença Dilma, Aécio ou Campos, quem não entender o “brado retumbante” corre o risco, numa situação econômica não muito favorável que vem pela frente, de ter sérios problemas com a governabilidade.

O brado retumbante pede governantes mais sérios. O brado retumbante quer um governo melhor, uma Seleção melhor, uma escola melhor, uma saúde melhor. A razão é simples: o povo paga caro por isso tudo. E não recebe a mercadoria. Está cansado de ser vítima de uma espécie de estelionato da cidadania.