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01 Aug 00:26

Petistas investigados por elo com PCC omitem bens à Justiça Eleitoral

by giinternet

Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
Investigados em inquéritos do Ministério Público de São Paulo sobre a relação de cooperativas de transporte público com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), os irmãos petistas Senival Moura, vereador na capital paulista, e Luiz Moura, deputado estadual, omitiram bens na declaração exigida dos candidatos pela Justiça Eleitoral neste ano. A lista patrimonial é um requisito previsto em lei para o deferimento da candidatura.

Levantamento feito pelo site de VEJA na Junta Comercial de São Paulo mostra que ao menos três empresas recém-abertas pelos irmãos com familiares – eles não são sócios entre si – não constam na declaração. Se comprovada, a omissão pode configurar crime eleitoral previsto no artigo 350 do Código Eleitoral – em caso conduta dolosa ou de má fé do candidato. A norma prevê pena de reclusão de até cinco anos e pagamento de multa para quem “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele deveria constar”. De acordo com a resolução 23.405/14 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos devem assinar e entregar uma “declaração atual de bens” ao registrar suas candidaturas.

Luiz Moura deixou de informar que é sócio majoritário em ao menos um posto de gasolina no município de Guarulhos, na Grande São Paulo. O Auto Posto R66 tem capital social de 300.000 reais, sendo que Moura possui 297.000 reais em cotas –- os 3.000 reais restantes são da mulher do parlamentar. Eles compraram a empresa em novembro do ano passado. O patrimônio informado pelo deputado neste ano, sem o posto em Guarulhos, soma 1.063.100,27 reais distribuídos em imóveis, aplicações bancárias e outros quatro postos de gasolina – um deles, que soma 100.000 reais de capital, foi vendido pelo deputado e sua mulher há um mês.

Senival Moura não informou participação em duas empresas. Ele é presidente do conselho administrativo da SPM, uma empresa constituída em março deste ano para transporte municipal e interestadual de passageiros e de cargas, com sede em Lageado, no extremo leste da cidade. O capital social é de 20.000 reais. A outra empresa é a academia Gym Box Brasil, aberta em abril pelo parlamentar, sua mulher e seus dois filhos no bairro da Casa Verde, na Zona Norte. A microempresa tem capital social de 20.000 reais – sendo 3.000 reais em nome de Senival, sócio minoritário.

Balanço
Sem as duas empresas, Senival informou ter patrimônio total de 1,46 milhão de reais – cerca de 400.000 reais a mais do que eleição de 2012. O valor está distribuído em imóveis, automóveis e contas bancárias. Desde 2008, ano em que se elegeu como vereador mais votado do PT paulistano, o patrimônio declarado por Senival saltou 329% – era de 340.000 reais.

Já Luiz Moura perdeu 80% de seu patrimônio, se comparados os dados de 2014 com a sua declaração de bens de 2010, ano em que elegeu-se pela primeira vez. Em, 2012 ele tentou disputar a prefeitura de Ferraz de Vasconcelos (SP) e declarou possuir 1,1 milhão de reais. A diferença se explica pelo fato de Moura ter deixado o quadro societário da Happy Play Tour, empresa de transporte na qual teria injetado 4 milhões de reais. O Ministério Público encontrou indícios de que empresa era de fachada e servia para lavagem de dinheiro do PCC obtido com o tráfico de drogas e armas. A Happy Play Tour, atualmente transformada em Expresso Cidade Tiradentes, e mais duas empresas do Consórcio 4 Leste são investigadas por elo com o PCC e irregularidades na prestação de serviço de transporte coletivo. O Ministério Público suspeita que dois ex-sócios do deputado na companhia, Vilson Ferrari e Gerson Sinzinger, são suspeitos de colaborar com o PCC. Eles movimentaram milhões de reais em imóveis e entraram na Happy Play Tour na mesma época que Moura, em 2009 – cada um dos três aportou 4 milhões de reais.

A participação de Moura na empresa é o indício mais forte contra o parlamentar obtido até o momento pelos promotores de Justiça. Desde 2010, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) conduziu duas investigações que tramitavam em conjunto em que os explosivos irmãos Moura foram citados. Os autos contra Luiz Moura foi deslocados para a procuradoria-geral de Justiça, porque como deputado estadual ele tem direito a foro privilegiado. O procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, apura indícios de sete crimes: organização criminosa, extorsão, constrangimento ilegal, apropriação indébita, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e abuso de autoridade. O Gaeco investiga se Senival Moura praticou crimes de formação de quadrilha e corrupção.

Questionados sobre as investigações, Luiz e Senival Moura negam vínculos com atividades criminosas.

Cargos
O vereador Senival Moura pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o registro para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado Luiz Moura, por sua vez, trava uma batalha jurídica com o PT para tentar concorrer a seu segundo mandato na Assembleia Legislativa. Flagrado em uma reunião com dezoito integrantes do PCC na garagem de uma cooperativa, ele chegou a ser suspenso pelo partido, mas conseguiu na Justiça comum o direito de solicitar o registro da própria candidatura, à revelia da cúpula petista.

Nesta quarta, o Tribunal de Justiça manteve o direito de Moura concorrer à reeleição, ao negar recurso dos advogados do PT. Mesmo assim, a Comissão Executiva do PT paulista deicidiuexpulsá-lo da sigla nesta quinta-feira para tentar evitar mais desgaste à candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado. Petistas avaliam que a presença de Moura na chapa de candidatos e nas fileiras do partido pode minar qualquer proposta de Padilha de combate ao crime organizado na área da Segurança Pública.

31 Jul 21:59

HP Gives OpenVMS New Life and Path To X86 Port

by timothy
dcblogs (1096431) writes Hewlett-Packard has changed its direction on OpenVMS. Instead of pushing its users off the system, it has licensed OpenVMS to a new firm that plans to develop ports to the latest Itanium chips and is promising eventual support for x86 processors. Last year, HP put OpenVMS on the path to extinction. It said it would not validate the operating system to its latest hardware or produce new versions of it. The move to license the OpenVMS source code to a new entity, VMS Software Inc. (VSI), amounts to a reversal of that earlier decision. VSI plans to validate the operating system on Intel's Itanium eight-core Poulson chips by early 2015, as well as support for HP hardware running the upcoming 'Kittson' chip. It will also develop an x86 port, although it isn't specifying a timeframe. And it plans to develop new versions of OpenVMS.

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31 Jul 21:38

Finalmente, descobrimos uma função para o senador Suplicy

by giinternet
Padilha nos ombros do fortão Eduardo Suplicy (foto: Aloisio Mauricio/Brazil Photo Press/Folhapress)

Padilha nos ombros do fortão Eduardo Suplicy (foto: Aloisio Mauricio/Brazil Photo Press/Folhapress)

Vinte e quatro anos de mandato, e finalmente os paulistas descobriram uma função para o senador Eduardo Suplicy (PT): carregar Alexandre Padilha nos ombros. Como vocês viram, durante uma caminhada ontem, em São Paulo, o senador, aos 73 anos, carregou nos ombros o candidato ao governo de São Paulo. Demonstrou, sem dúvida, que muque o antigo lutador de boxe ainda tem. Que serventia tem isso para o Estado que ele representa no Senado? Ninguém até agora descobriu. Ele é dado, assim, a práticas inusitadas: canta rap no Senado, veste cueca por cima do terno, vai dormir em acampamento de sem-terra… Caso não se reeleja, tem uma carreira promissora no mundo do entretenimento.

 

31 Jul 20:15

Neither Side Got What It Wanted

by Douglas Laycock

On July 21, the President issued an Executive Order prohibiting government contractors from discriminating on the basis of sexual orientation or gender identity. There is no exception for religious organizations with government contracts. But neither is there any override of existing legal protections for religious liberty. The Department of Labor is to issue more detailed implementing regulations in ninety days.

The White House was lobbied hard by gay-rights groups, religious organizations, and advocates of religious liberty. The policy fight inside the White House was intense. Neither side got everything it wanted in this Order, but the gay-rights groups got more. The ultimate issues were kicked down the road.

The Order’s text is short and simple. It inserts “sexual orientation” and “gender identity” into the lists of protected categories—race, color, religion, sex, and national origin—in Executive Order 11246, first issued in 1965. The substance is found in the older Order.

The Order applies to all the contractor’s employees, not just to those performing the government contract. It requires affirmative action to ensure that applicants and employees are treated without regard to sexual orientation or gender identity. The government’s contracting officer will provide notices of these rules, which the contractor must post in places conspicuous to applicants and employees. Any advertisements of job openings must state that all applicants will be considered without regard to sexual orientation or gender identity. The contractor must contractually impose these rules on all its subcontractors and vendors. The contracting officer may require compliance reports, and written statements by the contractor, with supporting information, pledging that the contractor will not discriminate on the basis of sexual orientation or gender identity. The Order can be enforced by cancelling the contract or barring the contractor from future contracts.

The implementing regulations for race and sex require large contractors (more than fifty employees and contracts worth more than $50,000) to maintain written affirmative-action plans that include “placement goals” for hiring underrepresented minorities. These regulations define affirmative action in terms of outreach, recruitment, and eliminating hidden barriers; they explicitly say that racial or sexual preferences are not required or even authorized. But they also explicitly assume that an employer who does not discriminate will eventually achieve proportionate representation in its work force. The implementing regulations for sexual orientation and gender identity may track these provisions, but that remains to be seen.

Reading the text of the Order is much easier than predicting what will happen in practice. With millions of government contracts, and some 200,000 government contractors, under-enforcement is inevitable. This is partly a matter of inertia and resources, partly a matter of priorities and what fights to pick. With respect to religious organizations, it is therefore partly a matter of religious liberty. It is politically much easier for this Administration to quietly under-enforce than to write an explicit religious exception into the canonical text of an Executive Order that has been central to the civil-rights movement for half a century.

Enforcement policy going forward remains to be seen, and conservatives should not be deceived by their own rhetoric about a war on religion. This Administration has been great on some religious-liberty issues (most publicly, enforcing the Religious Land Use and Institutionalized Persons Act), and bad on some others (most obviously, Hosanna-Tabor and Hobby Lobby). And it has quietly left in place some important protections for religious liberty.

First, both the old and new Executive Orders apply only to federal contracts, not to federal grants. Contracts are typically used in government procurement of goods and services; grants are typically used when the government wants the private sector to deliver services to beneficiaries of government programs. Many religious organizations have government contracts, but far more have government grants, and this Order does not apply to them.

Second, the July 21 Order explicitly provides that it does not authorize any person to sue the United States or any other person. This means that religious contractors must deal with their contracting agency, and with the Department of Labor’s Office of Federal Contract Compliance Programs (OFCCP), but not with gay-rights groups filing lawsuits. The implementing regulations are likely to provide that individuals or groups alleging discrimination can file administrative complaints. The OFCCP would likely be obliged to investigate all such complaints, but it would retain enforcement discretion.

Third, Executive Order 13279, issued in 2002, explicitly exempts religious organizations with government contracts from the ban on religious discrimination. Religious organizations may prefer “employees of a particular religion” (as Title VII of the Civil Rights Act of 1964 also allows), even if they have a government contract. A broad coalition of secular civil-rights organizations has lobbied intensely for the Obama Administration to repeal this Executive Order, but it has quietly refused.

Fourth, the Religious Freedom Restoration Act (RFRA) protects individuals and organizations from federally imposed burdens on their exercise of religion. A 2007 opinion of the Office of Legal Counsel (OLC), the elite unit of the Justice Department that advises the executive branch on questions of law, says that RFRA protects World Vision’s right to hire on the basis of religion, even though World Vision had a government grant subject to a statute that prohibited religious discrimination by grant recipients under that particular program. The Administration has been intensely lobbied to withdraw this opinion; once again, it has quietly refused.

Both the 2002 Executive Order and the 2007 OLC opinion address only religious discrimination. They do not address sexual-orientation discrimination. Suppose an employee of a Catholic organization with a federal contract marries his same-sex partner. Can the Catholic organization say that he is no longer Catholic—no longer an adherent of any religion whose members the agency is willing to employ—and discharge him on grounds of religion?

Of course the secular civil-rights groups say no. In their view, that would be unprotected sexual-orientation discrimination and not protected religious discrimination. To shelter under the 2002 Executive Order, religious organizations must write their policies in terms of religion and adherence to religious teachings, and they must be prepared to argue that such a discharge is based on religion. They may have to argue that a self-identified believer who publicly flouts core religious teachings is not actually a believer in the particular religion that the organization prefers in employment.

RFRA provides much more general protection. The 2007 OLC opinion addresses only hiring based on religion, and only federal grants, not contracts, because those were the facts of the particular dispute that generated the question. But the principal issue in the OLC opinion is whether withholding government funds on the basis of a potential recipient’s religious practice substantially burdens the exercise of religion. The answer to that question should be the same whether the religious practice is hiring on the basis of religion or hiring on the basis of sexual morality. The opinion also concludes that the government has no compelling interest in withholding the funds. It is hard to see how the government’s interest in withholding funds is any greater with respect to sexual orientation than with respect to religion as such.

Even if the 2007 OLC opinion is eventually withdrawn, RFRA will still be there. Religious organizations denied government contracts can bring a RFRA challenge with or without the OLC opinion. As a general matter, the Supreme Court’s constitutional law on conditions attached to government grants and contracts is not encouraging. But RFRA creates a statutory claim, and as the OLC opinion pointed out, some of the key cases on which RFRA was based squarely held that government cannot withhold funds because of a beneficiary’s religious practices. Moreover—and the OLC opinion missed this—RFRA’s convoluted text clearly shows, once you parse it through, that Congress thought about government grants and contracts and carefully drafted to avoid excluding them from RFRA’s protections.

Whether RFRA or the 2002 Executive Order protects religious organizations with government contracts are the central issues that have been kicked down the road. The Administration could not withdraw RFRA even if it wanted to, and it has refused to withdraw the 2002 Executive Order and the 2007 OLC opinion. With its high-profile loss in Hobby Lobby, and facing serious difficulties in its contraception litigation with religious non-profits, the Administration is probably not eager to provoke more RFRA litigation.

Legal ambiguity and enforcement discretion are not reliable ways to protect religious liberty. But they sometimes work. Religious organizations with government contracts have important arguments still available to them, and this Administration has often chosen to protect religious liberty by quietly doing nothing. Religious organizations and religious-liberty advocates should keep the pressure on, demanding an enforcement policy that is respectful of religious liberty. Only time will tell whether that is what we get.

Douglas Laycock is the Robert E. Scott Distinguished Professor of Law and Professor of Religious Studies at the University of Virginia, and the Alice McKean Young Regents Chair in Law Emeritus at the University of Texas.

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31 Jul 19:50

Ministério Público entra com ação civil pública contra privilégios concedidos por Haddad ao MTST, do coxinha radical Guilherme Boulos

by giinternet

Finalmente, um pouco de bom senso contra a irracionalidade. O Ministério Público Estadual entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de São Paulo, conforme anunciou que faria, para pôr fim aos privilégios de que passou a gozar o tal MTST — Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto — na distribuição de moradias na cidade. O dito movimento, comandado pelo coxinha radical Guilherme Boulos, transformou-se numa espécie de gestor informal dos programas de moradia da cidade. Pior: a Prefeitura mantém em sigilo, contra a lei, o cadastro dos inscritos. A questão se tornou um jogo de compadres. Boulos e seus comandados ajudaram a fazer a campanha eleitoral do senhor Fernando Haddad, do PT, e Haddad, como paga, talvez, fez deles sócios preferenciais de sua gestão. É ilegal. É imoral. É discriminatório.

Como agem Boulos e seus sequazes? Segundo a lógica da tropa de assalto ao poder e ao Estado! Atropelam a administração e furam a fila dos inscritos. Na prática, essa gente privatizou os programas de moradia. Afirma em sua ação o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes: “Trata-se de privilegiar o absurdo dos absurdos! Aceitar-se o descontrole em nome de política rasa de privilégio a grupos em troca de votos ao invés de respeitar o direito de milhares”. É isso mesmo! O promotor vai além: “O que pretende na verdade o Movimento? Destinação privilegiada de áreas públicas ou particulares para edificação de moradia para os seus associados ou simpatizantes [...], com burla à lista de inscritos que esperam há anos pelo almejado sonho da casa própria”.

Mais uma vez, nada a corrigir. É exatamente isso o que está em curso. Boulos também é colunista da Folha, como sou. Em seu mais recente texto, ele decidiu me atacar e a meus leitores. Afirma que represento, imaginem vocês, um perigo porque começo a “juntar adeptos, movidos por ódio, preconceitos e mentiras”. Esse é o cara que comandou, por exemplo, uma invasão no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Uma invasão, na verdade, feita de barracas, não de pessoas. Ou por outra: os seus sem-teto eram uma farsa. Trata-se, enfim, de um especialista em ódio, preconceitos e mentiras.

O promotor aponta o óbvio: a concessão de privilégios aos comandados do senhor Boulos agride o direito de terceiros e fere a Constituição. Escreve ele: “O que se vê do duelo entre Administração Pública e as consequências da luta política do MTST é a fragilização do direito de igualdade dos que aguardam em condições ordeiras, há anos, ser chamados para obtenção de financiamento habitacional”. Traduzindo: quem está tendo seus direitos agravados não são os ricos, os poderosos, como tentam fazer crer Boulos e seus apaniguados, mas os pobres. É preciso, em suma, não confundir uma pessoa que não tem casa própria com um comandado do MTST. O primeiro é um pobre de verdade; o segundo é um militante político, que usa a pobreza para impor uma ideologia.

Numa patética entrevista concedida à Folha desta quinta, afirma o prefeito Fernando Haddad: “Cobra-se muito a revolução [em São Paulo] desde que não se mexa em nada. Isso é impossível. Como eu estou disposto a mudar a cidade, vou seguir a minha intuição de que existe uma chance de que a cidade descubra um destino para o qual ela está vocacionada. Essa cidade pode mais”.

É mesmo? Em primeiro lugar, quem é que está a cobrar a revolução? Que revolução é essa? Qual é seu conteúdo? Em segundo lugar, observo que essa história de cidades ou países terem um “destino” e uma “vocação” é papo de políticos fascistoides, que se julgam ungidos pela história.

A conversa de Haddad ilustra muito bem, enfim, por que sua gestão é rejeitada por 47% dos paulistanos e aprovada por apenas 15%. Sua entrevista deixa entrever que há espaço para cair ainda mais.

31 Jul 19:50

July 2014 Web Server Survey

by Netcraft

In the July 2014 survey we received responses from 996,106,380 sites.

Microsoft gained 22 million sites this month, helping to increase its market share by 1.18 percentage points. Combined with a 1.78 point loss in Apache's market share, Microsoft is now the new market leader with a 37.5% share of all sites.

In the early days of the web, hostnames were a good indication of actively managed content providing information and services to the Internet community. Today, hostnames are used for a wide range of activities, including holding pages produced at the point of customer acquisition by domain registration or hosting service companies, typo-squatting advertising providers, speculative domain registrants, and search-engine optimisation companies. Where wildcard DNS is used, the vast majority of the hostnames will not receive visitors, and the resources required to run the sites are minimal.

iis-share The IIS market share growth in hostnames has not been reflected in our other metrics

Our active sites metric shows just how significant an influence automatically generated sites can have on the number of hostnames found by the survey for all server vendors. Apache remains the clear leader by number of active sites, and has been ever since we started using this additional metric in 2000. Over half of the world's active sites use Apache; a total of more than 91 million active sites, compared with Microsoft's 21 million.

Microsoft now leads in hostnames, but Apache is still far ahead in terms of active sites.

Microsoft’s most recent growth in hostnames since mid-2013 has, for the most part, been caused by a large number of Chinese linkfarms (泛站群). The sites in question provide advertising for gambling sites, online product listings, and normally make use of affiliate schemes. Yet they are hosted in the USA, on generic TLDs such as .com and .net to bypass China’s TLD and internet content provider (ICP) license requirements. Unusually, each linkfarm makes use of a reasonably large number of domains and IP addresses, presumably making them harder for search engines to evade. This would normally be cost prohibitive for this kind of activity, however hosting and domain packages can be found advertised on auction sites specifically for this purpose, with packages of (random/unspecified) .com domains available for as little as ¥17 (~ £2 / $3) each, guaranteed to remain yours for at least a month. It is not clear why IIS has been chosen for these sites, however it does have a considerably higher market share (for all of our metrics) in China compared to worldwide - for example 59% of domains hosted in China use IIS compared to just 29% worldwide.

In just over a year IIS has gained over 236 million hostnames (+172%) while only gaining 503k active sites (+2%). The number of web-facing computers running IIS websites has increased by just over 30k (+2%), compared to Apache’s 171k growth (+8%), and nginx’s 159k growth (+53%), resulting in a 2.4 percentage point loss in market share for IIS by this metric.

computer-share
 
 
Developer June 2014 Percent July 2014 Percent Change
Microsoft 352,208,487 36.35% 373,869,026 37.53% 1.18
Apache 353,672,431 36.50% 345,921,550 34.73% -1.78
nginx 133,763,494 13.81% 141,041,852 14.16% 0.35
Google 20,192,595 2.08% 20,511,505 2.06% -0.02
 
Developer June 2014 Percent July 2014 Percent Change
Apache 93,298,037 51.43% 91,309,890 51.14% -0.29
nginx 26,839,845 14.79% 25,626,043 14.35% -0.44
Microsoft 20,835,649 11.49% 21,184,728 11.86% 0.38
Google 14,210,208 7.83% 14,506,491 8.12% 0.29

For more information see Active Sites

 
Developer June 2014 Percent July 2014 Percent Change
Apache 519,227 51.92% 513,639 51.36% -0.56
nginx 192,142 19.21% 196,714 19.67% 0.46
Microsoft 124,487 12.45% 124,303 12.43% -0.02
Google 26,833 2.68% 27,979 2.80% 0.11
 
31 Jul 17:11

Sem acordo, Justiça dos EUA confirma calote da Argentina

by giinternet

Na VEJA.com:
A Justiça dos Estados Unidos disse na noite desta quarta-feira que o calote da dívida da Argentina era iminente, depois de os representantes do país não chegarem a um acordo com os chamados fundos abutres. A confirmação veio no fim do dia, quando o prazo para chegar a um entendimento com os credores se esgotou. No mesmo instante em que o fracasso das negociações foi anunciado, o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, concedia uma coletiva de imprensa em Nova York sem informar aos jornalistas sobre a situação de calote. Durante toda a coletiva, o ministro afirmou que a Argentina havia efetuado o pagamento dos juros aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida — e negou moratória. Quando confrontado por uma jornalista argentina que possuía a nota da Justiça americana informando sobre o default, Kicillof afirmou que desconhecia a informação: “Estou surpreso com o que você acaba de dizer. Esse comunicado me parece escrito para favorecer uma das partes. Eu não entendo a Justiça americana”, afirmou.

Em comunicado, o mediador designado pela Justiça para resolver o impasse, Daniel Pollack, afirmou que o default da Argentina era “iminente”. O país não honrou o pagamento de US$ 539 milhões aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida em 2005 e 2010 porque seus representantes não acataram a decisão da Corte dos Estados Unidos, que determinava o pagamento, concomitante, aos fundos abutres. Tais investidores são aqueles que não aceitaram a reestruturação e querem receber o valor total da dívida. “Default não é uma mera condição técnica, mas um evento doloroso e real que vai afetar as pessoas”, afirmou Pollack na noite desta quarta-feira. “As consequências desse default não são previsíveis, mas certamente não são positivas”, disse.

Segundo Pollack, a Justiça chegou à conclusão de que a Argentina não poderia, segundo a lei, pagar os detentores da dívida reestruturada sem que pagasse, também, os que não aceitaram a reestruturação. Nas negociações, a Argentina não cedeu: se os fundos quisessem receber, teriam de aceitar as mesmas condições dos credores que acataram a reestruturação. Contudo, os abutres se negaram a aderir ao plano, que impôs perdas de 40% aos investidores à época. “Trabalhei sem parar, ao longo das últimas cinco semanas, para reunir os representantes da Argentina e os holdouts (como a Corte se refere aos abutres) num acordo que permitisse o pagamento da dívida no dia 30″, afirmou Pollack, em comunicado. “O default não pode se tornar uma situação permanente, algo que acarretará em enormes prejuízos para a Argentina e seus credores, mas, sobretudo, para os cidadãos argentinos, que serão as reais vítimas”, afirma.

Por volta das 17 horas (horário de Brasília), a agência de classificação de risco Standard & Poor’s colocou a nota da dívida argentina em “moratória seletiva”, o que significa que apenas uma classe de bônus, com vencimento em 2033, está em default. Ao saber sobre a classificação, o ministro Kicillof desferiu críticas à S&P. “Quem acredita nas agências de classificação de risco? Quem pensa que eles são alguma referência no sistema financeiro? Se elas sabem tanto sobre risco, por que não viram chegar a crise das hipotecas?”, questionou o ministro, em coletiva à imprensa, logo após terminar sua reunião com Pollack. Durante todo seu discurso, Kicillof negou a moratória e afirmou que não se pode chamar de caloteiro um país que depositou o dinheiro para pagar seus credores. “Querem nos impor algo que é ilegal e muito ruim para a Argentina”, disse o ministro, referindo-se ao pagamento aos fundos abutres.

Consequências
O efeito mais pernicioso da moratória é o fim do acesso do governo argentino ao mercado internacional. O que significa que o país não pode emitir títulos. A medida também dificulta a captação externa dos bancos e empresas argentinas. Por essa razão, bancos privados do país tentaram montar um fundo de garantias de mais de US$ 200 milhões para oferecer aos abutres como forma de negociação. Kicillof afirmou que a tentativa dos bancos é legítima e disse que “sentia muito” pelos prejuízos que o setor privado do país teria com a restrição ao mercado internacional. Os credores também podem conseguir na Justiça o bloqueio de bens do país no exterior, como forma de amortizar a dívida.

Dívida antiga
Nesta quarta, ocorreu o segundo vencimento de uma parcela de US$ 539 milhões relativos a juros que devem ser pagos a credores nos Estados Unidos. O governo Kirchner não pagou o montante no primeiro vencimento determinado pelo juiz Thomas Griesa, em 30 de junho. Griesa é o responsável pela decisão que obriga a Argentina a pagar não apenas os juros devidos aos credores, mas também os valores integrais referentes aos títulos que estão com os fundos abutres, que não aceitaram a reestruturação da dívida argentina nos anos de 2005 e 2010 e, por isso, acionaram o país na Justiça para receber montante total da dívida. A reestruturação se deu depois do calote de 2001 e impôs perdas aos investidores dos papéis do país. Os abutres, contudo, são fundos especializados em compra de títulos de países caloteiros, justamente para acioná-los na Justiça e tentar receber o valor total.

A Argentina se negou a efetuar o pagamento aos abutres porque teme que isso ative a cláusula “Rufo”, cuja sigla em inglês quer dizer “direitos sobre futuras ofertas”, colocada pelo próprio governo, que indica que a Argentina não poderá negar aos demais credores as mesmas condições dadas aos abutres. Com isso, o país pode abrir precedentes para que todos os credores entrem na Justiça para receber o total da dívida, que seria superior às suas próprias reservas internacionais, que estão na casa de 30 bilhões de dólares.

O governo argentino tentou efetuar o pagamento aos credores dos títulos reestruturados, mas o juiz Griesa bloqueou a transação, classificando-a de ilegal. Assim, enquanto não pagar os abutres, a Argentina não pode honrar seus compromissos com os demais credores. Em entrevista ao site de VEJA, Jay Newmann, gestor do fundo NML, o principal abutre, afirmou que, ao longo de dez anos, vem tentando se reunir, sem sucesso, com o governo argentino. Até seu primeiro encontro com os representantes do país, nesta terça, a negativa vinha sendo constante, e o governo exigia, segundo Newman, que os fundos aceitassem a proposta argentina de forma unilateral.

Credores europeus
Temendo os efeitos do calote, credores europeus entraram na terça-feira com um pedido de emergência para a suspensão da execução da sentença que determina o pagamento aos credores do país. Os europeus pedem a suspensão do prazo por 90 dias ou até o início de janeiro de 2015, caso contrário consideram bem provável que a Argentina entre em default. O argumento é de que, com a suspensão, a Casa Rosada terá mais tempo para negociar formas de evitar um calote.

No mesmo documento, os credores da dívida em euro afirmam que abrem mão da chamada cláusula Rufo, que determina que as mesmas condições oferecidas aos fundos abutres precisam ser oferecidas aos agentes que aderiram às duas reestruturações da dívida do país, em 2005 e 2010. Esta cláusula é válida até o final de dezembro de 2014. Os detentores da dívida em euro afirmam que já entraram em contato com outros investidores interessados em também abrir mão da cláusula Rufo. Juntos, este grupo detêm 5,2 bilhões de euros da dívida do país, segundo o documento.

ENTENDA O QUE SÃO FUNDOS ABUTRES:
Fundo abutre é um jargão do mercado financeiro usado para classificar fundos de hedge que investem em papéis de países que deram calote — atuam, em especial, na América Latina e na África. Sua atuação é perfeitamente legítima. O termo abutre foi criado para diferenciá-los dos fundos convencionais, justamente por trabalharem como “agiotas” de países caloteiros, emprestando dinheiro em troca de “títulos podres”. São considerados pelo mercado uma espécie de ‘investidor de segunda linha’. Sua atuação consiste em comprar títulos da dívida de nações em default por valor irrisório para depois acionar o país na Justiça e tentar receber ganhos integrais. Os “abutres” compraram os papéis da dívida argentina por us$ 48,7 milhões em 2001 e querem receber, hoje, cerca de us$ 1 bilhão. A Argentina, por sua vez, tenta escapar do pagamento. O país teme que, caso aceite pagar os “abutres” integralmente, os 92% de credores que aceitaram a renegociação da dívida em 2005 e 2010 possam buscar na Justiça o direito de receber ganhos integrais. Neste caso, o pagamento poderia reduzir as reservas internacionais do país a praticamente zero. Outro agravante é que, devido ao histórico de calotes e decisões econômicas escandalosas do país, sua credibilidade para negociar com credores está fortemente abalada.

31 Jul 17:11

Aécio Neves: “A verdade sobre o aeroporto”

by giinternet

O presidenciável tucano Aécio Neves escreve nesta quinta, na Folha, um artigo intitulado “A verdade sobre o aeroporto”. A integra está aqui. Leiam trechos.
*
Nasci no ambiente da política e vivi nele toda a minha vida. Sei que todo homem público tem uma obrigação e um direito: a obrigação de responder a todo e qualquer questionamento, especialmente os que partem da imprensa. E o direito de se esforçar para que seus esclarecimentos possam ser conhecidos.

Nos últimos dias, fui questionado sobre a construção de um aeroporto na cidade de Cláudio, em Minas Gerais. Como o Ministério Público Estadual atestou e a Folha registrou em editorial, não há qualquer irregularidade na obra. Mas surgiram questionamentos éticos, uma vez que minha família tem fazenda na cidade. Quero responder a essas questões.

A pista de pouso em Cláudio existe há 30 anos e vem sendo usada por moradores e empresários da região. Com as obras, o governo de Minas Gerais transformou uma pista precária em um aeródromo público. Para uso de todos.

As acusações de benefício à minha família foram esclarecidas uma a uma. Primeiro, se disse que o aeroporto teria sido construído na fazenda de um tio-avô meu. A área foi desapropriada antes da licitação das obras, como manda a lei. O governo federal reconheceu isso, ao transferir a jurisdição do aeroporto ao governo de Minas Gerais, o que só é possível quando a posse da terra é comprovada. Depois, levantaram-se dúvidas sobre o valor da indenização proposta pelo Estado. O governo ofereceu R$ 1 milhão. O antigo proprietário queria R$ 9 milhões e briga até hoje na Justiça contra o governo de Minas.

Finalmente, se disse que a desapropriação poderia ser um bom negócio para o antigo proprietário, porque lhe permitiria usar o dinheiro da indenização para arcar com os custos de uma ação civil pública a que responde. Não é verdade. O dinheiro da indenização está bloqueado pela Justiça e serve como garantia ao Estado de pagamento da dívida, caso o antigo proprietário seja condenado. Se não houvesse a desapropriação, a área iria a leilão. Se fosse um bom negócio para ele, não estaria lutando na Justiça contra o Estado.
(…)

 

31 Jul 17:09

This Year's Top Stories So Far: The Next Gen Pilots

by Saab AB
.:

Gripen pilot3.jpgIt's not just that today's fighter pilots are more skilled and can do more tasks, it takes more knowledge, says Carl-Fredrik Edström, division manager at the 212th fighter division at F 21, in a Forsvarsmakten​ report. 

In the 1990s, it was completely different times. While one pilot was a fighter pilot, another was attack or reconnaissance pilot. Today it is more complex. A Gripen pilot must be capable of undertaking all the roles - fighter, attack and reconnaissance - both in a national and in an international context.

Today's advanced and efficient Gripen system requires a pilot to have a wider range of skills and be well prepared for the tasks to be performed. For example, to manage all systems and sensors, pilots must have a wider range of skills in all roles, explains Edström.

Edström who has flown Viggen in the 90s, says that the way pilots fly a fighter aircraft now is different from before. “In the 90s, I used to sit in the plane and fly, getting information continuously during the mission. I can fly in the same fashion today, but then, I would not be extracting the maximum capability out of the Gripen system,” he says.

Today, a pilot sits with a thick block on his knees that is filled with information to carry out the mission. Even the smallest detail is co-ordinated. Today, the threat is higher and the excercises are more complex. The pilots also need to interact with air, naval and ground forces. Today, a Gripen pilot should have a wide range of skills to perform a wide range of tasks, Edström explains.

Read the full story: Gripensystemet kräver kompetenta piloter ​

Published: 7/31/2014 7:05 AM
31 Jul 16:59

The Poor Poetry of Death

by Russell E. Saltzman

We are planning another funeral, one of the small duties of which is selecting materials for inclusion in the folder that will be handed out to guests. The funeral home offered sample poetic spiritual selections for the funeral program. These poems are meant to offer consolation, but the ones commonly offered by funeral homes do something like the opposite.

There’s Footprintswhich has an official website, where a man is marking steps with God and notices that God’s steps suddenly disappear at every low and desperate crisis. He wonders why; was he abandoned. (You know this already, right?) Nope. The one set of footprints belonged to God, carrying the poor guy over the roughest parts of life. There is an alternative version going round. In addition to the missing footprints God points out some very deep gouges in the sand, noting those are the occasions when the Lord had to drag the man along kicking and screaming.

In I Am Free, mourners are instructed “don’t grieve for me, for now I’m free.” That’s the only line of any worth, but not much. The following declares “I’m following the path God laid for me.” And the last couplet, “Lift up your heart and share with me / God wanted me now, he set me free.”

The poem, if one may call it that, To My Dear Mother is a sentimental wallow. “It breaks my heart to lose you, but you didn’t go away alone; for part of me went with you, the day God took you home.” I would not have used it for my mother. It ignores all the times she cruelly ordered me to do dishes, nor does it account for her sometimes biting sarcasm. Find me a poem that does something with those things and I may be more open to it.

“God saw you were getting tired and a cure was not to be,” opens an untitled bit. “So,” it continues, “He put his arms around you and whispered, ‘Come to me.’” The last couplet is similar to others I’ve seen: “God broke our hearts to prove to us / He only takes the best.”

Sentiments of this sort find no favor with me. One obvious feature of each is bad poetry. I usually class these things as “parlor poetry,” little poems children were told to memorize and recite for Aunt Matilda when she showed up. Saying that, however, may be a disservice to parlor poets.

A second common feature, Footprints aside, each of these poems ascribes death to God. God did it: He took you away because, well, gosh, he just wanted you now, so he broke our hearts to show us he only takes the best. This is what God did? This may represent some kind of pop theology loaded with over baked sentimentality, but it is not any sort of biblical Christian theology I know.

Death, asserts St. Paul, is the final enemy of God, and thus our enemy, the enemy of our flesh. But I have listened through funeral sermons echoing the poems in funeral home folders. Preaching that doesn’t name death as the real enemy leaves Christians unarmed against the assault of sin, death, and the devil. When we are left to confront death possessing only jejune, inchoate, amorphous and mistaken beliefs about God, we miss his promise in Christ that death will be destroyed, utterly rooted out and crushed underfoot.

And if God is responsible for death, especially this death, to whom may we lift our cries and desperate sense of emptiness? To whom shall we make lament? Death is a time for lament to God. Real lament, the biblical sort, wrenches our spirit and names our irreplaceable loss for the truth it is, names what is finally found beyond mere words. From within lament we confront hope: If death is our enemy, God is our vindication against it.

Instead, try these for a funeral folder. They take note of the pit and the dust of death and the hope of rescue.

I called upon your name, O Lord, from the bottom of the pit;
You heard me call, “Let not your ear be deaf to my cry for help!”
You came to my aid when I called to you;
You said, “Have no fear!”
–Lamentations 3:55-57

Or, 

As for me, I know that my Redeemer lives,
and that he will at last stand forth upon the dust;
Whom I myself shall see: my own eyes, not another’s shall behold him,
And from my flesh I shall see God; my inmost being is consumed with longing.
–Job 19:25-26

Put these on a funeral card and you will have declared something authentic.

Russell E. Saltzman is a dean in the North American Lutheran Church and assistant pastor of St. Matthew’s Church in Riverside, Missouri. His latest book, Speaking of the Dead, was published this month by ALPB Books. His previous articles can be found here

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31 Jul 16:31

Dilma na sabatina da CNI: uma presidente pra lá de “Fugujima”

by giinternet

Na sabatina de que participou na Confederação Nacional da Indústria, a presidente Dilma Rousseff voltou a atacar o que chamou de “surtos de pessimismo”, afirmando, para certo espanto geral, que uma das marcas de sua gestão foi ter “resgatado a política industrial, superando preconceito dos que, durante muito tempo, disseram que o Brasil não precisava de política industrial”. Huuummm… Quais são exatamente as medidas do governo Dilma que podem ser consideradas uma “política industrial”? A rigor, com uma administração um pouquinho mais competente das políticas monetária e cambial e com outras prioridades, nem seria necessário ter uma “política industrial”.

A fala da presidente Dilma indica que o governo perdeu a capacidade de enxergar o que vem adiante. Administram-se dificuldades contingentes, com incentivos aqui, desonerações ali… Não é, obviamente, política industrial. Na verdade, não chega a ser nem política econômica.

A presidente falou coisas que afrontam escandalosamente a verdade. Referindo-se à crise de 2008, afirmou a nossa soberana: “Preparamos a base para a retomada do crescimento. Não desorganizamos a economia, como se fazia no passado. Não recorremos sistematicamente ao FMI”. Ah, presidente! Esse tipo de conversa pode funcionar para outro público; pode servir para a retórica palanqueira… Mas na CNI? O partido que votou contra o Plano Real e recorreu ao STF contra a Lei de Responsabilidade Fiscal vem dizer que “não desorganizamos a economia como no passado”? E não custa lembrar: o país só recorreu ao FMI em 2002 por causa do risco PT. O mercado levava o partido a sério e acreditava que ele iria fazer o que prometia. Ou por outra: apostou que o PT fosse intelectualmente honesto e praticasse o que pregava. Felizmente, os petistas não acreditavam no seu próprio credo.

Num dado momento de sua exposição, Dilma se atrapalhou toda: subtraiu 4 de 13 e encontrou 7. Corrigiu-se em seguida e chegou a 9. Tentou falar do furacão Katrina, mas se atrapalhou e se referiu “àquilo” — cujo nome não se lembrava (era o tsunami) — que aconteceu, segundo ela, em Fugujima, seja lá onde fique essa cidade. Ninguém entendeu nada. Mas, creiam, não foi o momento mais confuso de sua exposição. Foi apenas o mais engraçado.

Dilma participava da sabatina no dia em que veio a público a informação de que a economia americana cresceu acima da expectativa. No horizonte de curto prazo, estão a elevação dos juros americanos e a possível fuga do Brasil de investimentos de curto e de médio prazo. Nesta terça, o FMI anteviu que essa é uma das precondições que podem jogar a economia brasileira numa nova crise. Guido Mantega tentou desancar o FMI. Os fatos pendem para o lado do Fundo. O que Dilma tem a dizer a respeito?

Na década de 70, Caetano lançou a música “Qualquer Coisa”, em que se ouve: “Você tá pra lá de Teerã”… Dilma está pra lá de “Fugujima”!!!

Texto publicado originalmente às 20h04 desta quarta

 

31 Jul 16:31

Amazon's eBook Math

by Soulskill
An anonymous reader writes: Amazon has waged a constant battle with publishers over the price of ebooks. They've now publicly laid out their argument and the business math behind it. "We've quantified the price elasticity of e-books from repeated measurements across many titles. For every copy an e-book would sell at $14.99, it would sell 1.74 copies if priced at $9.99. So, for example, if customers would buy 100,000 copies of a particular e-book at $14.99, then customers would buy 174,000 copies of that same e-book at $9.99. Total revenue at $14.99 would be $1,499,000. Total revenue at $9.99 is $1,738,000." They argue that capping most ebooks at $9.99 would be better for everyone, with the money split out 35% to the author, 35% to the publisher, and 30% to Amazon. Author John Scalzi says Amazon's reasoning and assumptions are a bit suspect. He disagrees that "books are interchangeable units of entertainment, each equally as salable as the next, and that pricing is the only thing consumers react to." Scalzi also points out that Amazon asserts itself as the only revenue stream for authors, which is not remotely true. "Amazon's assumptions don't include, for example, that publishers and authors might have a legitimate reason for not wanting the gulf between eBook and physical hardcover pricing to be so large that brick and mortar retailers suffer, narrowing the number of venues into which books can sell. Killing off Amazon's competitors is good for Amazon; there's rather less of an argument that it's good for anyone else."

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30 Jul 20:03

Aécio defende simplificar sistema tributário e investimentos de 24% do PIB

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira que, se eleito, terá a meta de garantir até 2018 investimentos totais de 24% do Produto Interno Bruto (PIB). Em sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tucano disse que o governo do PT adotou uma “visão patrimonialista” do Estado brasileiro, loteou a administração pública e colocou em xeque o crescimento econômico.

“Os resultados pífios da economia brasileira são consequência de opções erradas que o atual governo fez ao longo dos últimos anos. Não é possível assistirmos à velha cantilena de transferência de responsabilidades pelos péssimos resultados da economia. O empresariado brasileiro é extremamente competitivo, não fosse o despropósito do custo Brasil a que estão submetidos hoje”, disse para, em seguida, ironizar a quantidade de programas anunciados pelo governo federal. “Não esperem do nosso governo o plano A, o Brasil Melhor, o Brasil Muito melhor, o Brasil Maior. Esperem regulação clara dos mercados e ação do governo para aumentar a produtividade e qualidade dos serviços”, disse.

“A meta que estou estabelecendo para o meu futuro governo é que possamos, ao final de 2018, saltar de 18% do PIB em investimentos para 24% do PIB em grande articulação do governo com o setor privado e com a criação de um grande ambiente favorável a negócios”, declarou.

Crescimento e inflação
“Não é crível que a nossa situação no Brasil seja pior em relação a crescimento e expectativa [de crescimento] na comparação com vizinhos [da América Latina]. Represento a grande e nova aliança com sociedade para romper com estruturas carcomidas que aqui estão. O Estado não precisa ser ineficiente apenas por ser Estado”, disse. Em exposição para empresários, o candidato ainda recorreu ao fracassado jogo entre Brasil e Alemanha, na Copa do Mundo, para criticar o baixo crescimento econômico – o boletim Focus, no Banco Central, estimou ampliação de apenas 0,9% na economia este ano – e o recrudescimento da inflação, que estourou o teto da meta.

“Este 7 a 1 [contra a Alemanha] foi muito triste, mas isso é o que menos preocupa. O que preocupa são 7% de inflação e 1% de crescimento”, disse. Assim como fez Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves também prometeu a ampliação de recursos para obras de infraestrutura até para que se atinja de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e disse que o Brasil deve costurar novas relações comerciais com Estados Unidos, União Europeia e China. Embora, pelo menos no papel, o governo federal conte com 550 bilhões de reais para o Programa de Investimento em Logística (PIL), as concessões de modais de transportes foram travadas, em alguns casos, pelo desinteresse do investidor, que reclama cotidianamente da falta de marcos regulatórios claros e das baixas taxas de retorno para as obras.

Reforma tributária
No debate promovido pela CNI, o tucano Aécio Neves também defendeu a aprovação de uma reforma tributária, como fez Campos. Mas disse que, se eleito, focará em um primeiro momento na simplificação do sistema de impostos. O esboço de reforma tributária discutido pela campanha de Aécio prevê a criação da Secretaria de Simplificação do Sistema Tributário, colegiado que funcionará por até sessenta dias para elaborar um projeto de lei para a simplificação do sistema tributário, diminuição dos impostos indiretos, viabilização de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) no âmbito federal e criação de mecanismos de compensação dos créditos tributários. Em uma segunda fase, se discutiria a redução da carga tributária e um pacto entre estados para o fim da guerra fiscal. “Enfrentando simplificação do sistema tributário na largada do nosso governo, essa simplificação abrirá as portas para que possamos ter uma redução horizontal da carga tributária”, defendeu.

Embora as discussões sobre o fim da guerra fiscal esbarrem em constantes impasses federativos, o candidato do PSDB disse que, para viabilizar este ponto e os demais relativos à reforma tributária, será necessário fazer um “controle efetivo e claro” dos gastos correntes do governo. “Só vamos ter espaço fiscal necessário no momento em que encaixarmos o crescimento dos gastos correntes no crescimento da própria economia”, disse.

Entre suas propostas, Aécio Neves também defendeu, sem apresentar detalhes, a integração das empresas brasileiras a cadeias globais de produção e o combate ao chamado custo Brasil. “Precisamos de um ambiente de negócios e de regulação, com agências reguladoras resgatadas como instrumentos da sociedade, um sistema tributário mais ágil e um choque de infraestrutura e parceria com o setor privado”, disse. Ao empresariado, o candidato do PSDB criticou o governo federal por definir previamente a taxa de retorno dos programas de concessão. “Não cabe a governo nenhum estabelecer taxa de retorno para quem investe no Brasil. Isso cabe ao setor privado. Cabe ao governo estimular que ele ocorra com regras claras e sem esse nefasto intervencionismo que se tornou marca desse governo nos últimos anos”, afirmou.

 Apesar de, em tese, ter a preferência do setor empresarial, o candidato tucano optou por utilizar grande parte de sua exposição para críticas ao governo federal, às recorrentes maquiagens fiscais promovidas pelo Tesouro Nacional e à falta de estabilidade de regras para o ambiente de negócios. “Não sou candidato à presidência da República para colocar um retrato na parede, mas para fazer o que não foi feito. Falta no Brasil liderança política e coragem política de fazer o que precisa ser feito”, declarou.

Para o tucano, é preciso buscar um “nível de crescimento minimamente respeitável” e combater o inchaço da máquina pública com medidas como, por exemplo, a redução do número de ministérios. “Hoje há uma estrutura ministerial absurda, anacrônica e vergonhosa”, disse. Pela proposta desenhada pela campanha tucana, haveria a redução dos atuais 39 ministérios para 22. O número de pastas de primeiro escalão leva em conta estudo desenvolvido em 2008 pelos físicos Peter Klimek, Rudolf Hanel e Stefan Thurner e que avalia o “coeficiente de ineficiência” das estruturas de governo. De acordo com a tese desenvolvida pelos professores da Universidade Cornell, governos mais eficientes são formados por grupos menores com um intervalo de dezenove e 22 ministérios.

Programa de governo
Nas propostas que apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PSDB já havia defendido que a competitividade produtiva poderia ser atingida com investimentos em produção, em infraestrutura social e em políticas de desburocratização. Assim como os demais postulantes ao Palácio do Planalto, não há detalhamento de como as promessas seriam colocadas em prática. De acordo com a campanha do tucano, o programa enviado ao TSE será aprimorado a partir de sugestões de eleitores e de especialistas.

Para Aécio, a melhoria da produtividade de empresas nacionais será possível com a modernização do parque industrial brasileiro, pela melhoria no ambiente de negócios e pela capacitação das companhias. “O crescimento do emprego, a ampliação e qualificação do mercado interno e a expansão das exportações põem no centro da política econômica a questão da produtividade”, justificou o candidato ao TSE.

30 Jul 20:03

Luiz Moura não era mais peixe pequeno no PT, não! Já era um bagre! Que o diga Alexandre Padilha, que discursou em sua festa de aniversário!

by giinternet

Então… A coisa ficou feia, não é? O Ministério Público investiga agora fortes suspeitas de que o deputado estadual petista Luiz Moura e mais quatro empresas lavam dinheiro para o PCC. O PT tenta na Justiça inviabilizar a sua candidatura, mas foi, até agora, malsucedido. Peço a licença para republicar um post do dia 23 de maio lembrando a importância que Moura tinha no partido e com quem estavam as suas afinidades. Releiam.
*
Vejam esta foto:

Luiz Moura - Padilha

Então… Como diz aquela música, “amigo é coisa pra se guardar/ debaixo de sete chaves…” E Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, é homem de muitos amigos. Um deles é o deputado estadual Luiz Moura.

Quem é mesmo Luiz Moura? É aquele senhor que foi flagrado pela polícia numa reunião que tinha o objetivo de combinar novos ataques a ônibus na cidade de São Paulo. E quem estava presente ao encontro? Justamente… o deputado! Havia nada menos de que 13 membros do PCC no local. Um assaltante de banco então foragido, que integrava a turma, tem condenações que somam SETENTA ANOS. O encontro acontecia na sede Transcooper, uma cooperativa de vans da qual o deputado é presidente de honra. Ele também é integrante da diretoria da Confetrans – Confederação Nacional das Cooperativas de Transporte – e da Fecotrans, que é a federação. Moura é um ex-presidiário condenado a 12 anos de cadeia por assaltos à mão armada. Não cumpriu a pena porque fugiu. Permaneceu 10 anos foragido e surgiu reabilitado, obtendo perdão judicial. No período em que permaneceu clandestino, juntou um patrimônio de R$ 5 milhões na área de transporte e postos de gasolina. Um empreendedor nato!

Padilha foi à festa de aniversário de Moura, que serviu ainda como uma espécie de pré-lançamento de sua candidatura ao governo do Estado. Acho superbacana esse trânsito todo do deputado petista, né? Num dia, ele está numa reunião com membros do PCC; no outro, com o candidato do PT ao governo do Estado, ex-ministro da Saúde e um dos principais nomes do partido. Convenham: as circunstâncias, não eu, acabam aproximando duas siglas: PT e PCC — este segundo se assume oficialmente como o partido do crime.

Mais algumas fotos da festança. Volto em seguida.

A partir da esquerda, Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo, moçada!!!

A partir da esquerda, Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo, moçada!!!

Padilha não se contentou em comparecer: ele discursou com entusiasmo na festança

Padilha não se contentou em comparecer: ele discursou com entusiasmo na festança

Amigo de fé, irmão, camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvido

Amigo de fé, irmão camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvido

Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí

Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí

Amigos problemáticos
Padilha tem amigos esquisitos no PT. Como esquecer este vídeo, não é?

Encerro
As fotos estão na página do Facebook do fotógrafo do evento. Ele informa que, entre os petistas ilustres, estava o vereador Jair Tatto, irmão do deputado federal licenciado Jilmar Tatto, hoje secretário de Transportes da cidade de São Paulo. A família Tatto é ligada a isso que chamam “transporte alternativo” — cooperativas de vans e de ônibus. Um dos principais aliados dos Tatto é justamente Luiz Moura, que vem a ser o cara que estava na tal reunião com membros do PCC, onde se planejavam ataques a ônibus. Não obstante, na terça, Jilmar preferiu atribuir à PM parte do caos que tomou conta de São Paulo.

E isso tudo é apenas… fato!

30 Jul 18:52

Terror petista – Cabe perguntar: a partir de hoje, as análises que bancos fazem a seus clientes buscarão atender aos interesses de quem?

by giinternet

Muito bem! A analista que foi considerada a responsável por ter anexado a extrato de correntistas uma análise sobre o comportamento dos indicadores econômicos vis-à-vis à posição de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais foi demitida. Lula pediu a cabeça da moça a seu amigão, Emilio Botín, presidente mundial do Santander, e o banqueiro deu o que ele queria. Vale dizer: o chefão petista investiu e obteve os devidos dividendos eleitorais. A partir de agora, uma questão está criada — e não só para o banco que troca cabeças por gentilezas do petismo.

Bancos também atuam como consultores de investimentos. Não são meros lugares em que se deposita o dinheiro. Em qualquer democracia do mundo, um episódio como esse nem mesmo seria notícia. Por aqui, virou um escândalo em razão da mistura sempre explosiva de ignorância com má-fé política. Não só isso. Somos também um país viciado em arranca-rabo de classes. Os que receberam a tal avaliação eram correntistas com contas acima de R$ 10 mil. Foram tachados de “ricos” por setores da imprensa. Ricos? Bem, num país em que uma família com renda per capita de R$ 300 já é considerada pelo governo “classe média”, tudo é possível.

Pergunto: doravante, as análises que o Santander e os demais bancos oferecerem a seus clientes têm alguma validade ou serão redigidas pelo medo e pela patrulha? Quando os consultores das instituições financeiras emitirem as suas opiniões, estas terão sido, antes, submetidas ao Comitê de Censura do Petismo? Se uma opinião considerada incômoda a um partido rende pedido de desculpas e demissão, devo entender que as que não rendem podem até estar em desacordo com a realidade, mas adequadas àquilo que pensam os poderosos de turno?

De resto, insisto num aspecto: a moça demitida do Santander não disse nada que não tenha sido dito na Folha, na VEJA, no Estadão, no Globo, na Globo ou na Jovem Pan. Aí o idiota grita: “Ah, mas essa é a mídia golpista”. Errado! A bancária demitida não afirmou nada além do que o próprio Lula vem afirmando, com uma única diferença: ao fazê-lo, ele usa o episódio para exaltar Dilma. A ex-analista do Santander se limitou a fazer uma constatação.

Esse episódio é vergonhoso e dá conta da cultura autoritária de um partido político, incapaz de conviver com a divergência. A presidente Dilma, numa avaliação tacanha, considerou que a análise enviada aos correntistas era uma tentativa de o mercado interferir nas ações de governo. É mesmo? Ainda que assim fosse, o que haveria de errado? Quando a CUT, o MST, o MTST e um sem-número de siglas tentam interferir nas políticas públicas, tal inciativa é ou não legítima? E olhem que há uma diferença brutal: com alguma frequência, esses entes que cito não se manifestam apenas por meio de notas, mas da ação direta, que cassa direitos de terceiros sob o pretexto de defender… direitos.

Nesta quarta, por exemplo, falaram na Confederação Nacional da Indústria os presidenciáveis Eduardo Campos, Aécio Neves e Dilma Rousseff. Já no evento da CUT — uma entidade financiada com dinheiro público, dos trabalhadores, forçados a financiá-la por meio do imposto sindical —, só o petismo tem voz; só o petismo é convidado a se manifestar, numa afronta escancarada à Lei Eleitoral.

A síntese é a seguinte: a analista do Santander foi demitida sem ter descumprido um milímetro da lei. Dilma será aplaudida amanhã, em evento da CUT, transgredindo a lei. Ou tentem me provar que estou errado.

30 Jul 15:50

An Accidental Wikipedia Hoax

by Soulskill
Andreas Kolbe writes: The Daily Dot's EJ Dickson reports how she accidentally discovered that a hoax factoid she added over five years ago as a stoned sophomore to the Wikipedia article on "Amelia Bedelia, the protagonist of the eponymous children's book series about a 'literal-minded housekeeper' who misunderstands her employer's orders," had not just remained on Wikipedia all this time, but come to be cited by a Taiwanese English professor, in "innumerable blog posts and book reports", as well as a book on Jews and Jesus. It's a cautionary tale about the fundamental unreliability of Wikipedia. And as Wikipedia ages, more and more such stories are coming to light.

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30 Jul 15:49

Ford, GM Sued Over Vehicles' Ability To Rip CD Music To Hard Drive

by Soulskill
Lucas123 writes: The Alliance of Artists and Recording Companies is suing Ford and General Motors for millions of dollars over alleged copyrights infringement violations because their vehicles' CD players can rip music to infotainment center hard drives. The AARC claims in its filing (PDF) that the CD player's ability to copy music violates the Audio Home Recording Act of 1992. The Act protects against distributing digital audio recording devices whose primary purpose is to rip copyrighted material. For example, Ford's owner's manual explains, "Your mobile media navigation system has a Jukebox which allows you to save desired tracks or CDs to the hard drive for later access. The hard drive can store up to 10GB (164 hours; approximately 2,472 tracks) of music." The AARC wants $2,500 for each digital audio recording device installed in a vehicle, the amount it says should have been paid in royalties.

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30 Jul 15:47

O deputado petista Luiz Moura e cinco empresas de ônibus são suspeitos de lavagem de dinheiro para o PCC

by giinternet

Por Bruno Ribeiro, Diego Zanchetta, Luciano Bottini Filho e Rafael Italiani, no Estadão:
O deputado estadual Luiz Moura (PT) e cinco empresas de ônibus que operam em São Paulo são citados em investigação que apura esquemas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O procedimento, sigiloso, é coordenado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. A informação foi antecipada pelo estadão.com.br. Moura nega as acusações. O Tribunal de Justiça ainda precisa dar aval para que o deputado seja investigado. Ele está suspenso do PT desde o mês passado. Moura foi flagrado pela Polícia Civil em março, em uma reunião de perueiros em que havia suspeitos de integrar a facção criminosa.

Moura apareceu na investigação do Ministério Público depois de os promotores apurarem denúncia de que o Consórcio Leste 4, grupo contratado pela SPTrans em 2007 para operar linhas de ônibus na zona leste da capital, era formado por três empresas cujos sócios eram “indivíduos que estariam lavando dinheiro, produto do cometimento de crimes” para a facção que opera nos presídios, segundo os autos. Sete pessoas foram denunciadas. Inicialmente, o nome de Moura estava fora das acusações.

Em 2010, quando as investigações tiveram início, Moura era diretor de uma das empresas citadas, a Happy Play. As outras eram a Himalaia e a Novo Horizonte. Ao investigá-las, os promotores observaram que um dos endereços da Happy Play era de uma casa de carnes. O outro era o da garagem da cooperativa Transcooper — que tinha Moura como um dos sócios e o irmão dele, o vereador Senival Moura (PT), como cooperado.

Finanças
Ao analisar a movimentação financeira dos demais investigados, os promotores descobriram ainda casas sendo compradas à vista, perueiros com patrimônio superior a R$ 22 milhões e motoristas com seguros de vida superiores a R$ 1 milhão, segundo as informações do processo. Dois dos suspeitos, Gerson Adolfo Sinzinger e Vilson Ferrari, o Xuxa, levantaram R$ 4 milhões cada, no intervalo de dois anos, enquanto trabalhavam nas cooperativas da cidade, segundo as investigações.

O dinheiro serviu para o acúmulo de capital da empresa Happy Play, ainda de acordo com a investigação do Ministério Público. “A empresa não possuía nenhum veículo, mas recebia repasses do Consórcio Leste 4”, diz um trecho dos autos. Ambos ainda fizeram parte do quadro societário da cooperativa Aliança Paulista, que também opera na zona leste. Essa empresa, também investigada, é citada em boletins de ocorrência anexados à investigação, acusada de usar funcionários para ameaçar motoristas e cobradores da concessionária Via Sul, que atua na mesma região.

As ameaças seriam para que a empresa cedesse linhas tidas como mais lucrativas para os perueiros – o caso resultou em ação na Promotoria do Patrimônio Público e Social. A investigação aponta que a dupla chegou a fazer parte das três empresas que compunham o Consórcio Leste 4. A reportagem não conseguiu localizar seus representantes ontem.

30 Jul 15:47

Reglue: Opening Up the World To Deserving Kids With Linux Computers

by Soulskill
jrepin writes: Today, a child without access to a computer (and the Internet) at home is at a disadvantage before he or she ever sets foot in a classroom. The unfortunate reality is that in an age where computer skills are no longer optional, far too many families don't possess the resources to have a computer at home. Linux Journal recently had the opportunity to talk with Ken Starks about his organization, Reglue (Recycled Electronics and Gnu/Linux Used for Education) and its efforts to bridge this digital divide.

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30 Jul 15:47

"This Year's Top Stories So Far: Cutting Edge Technology At The Right Price "

by Saab AB
.:

Gripen4.jpgGripen E represents that rarest of capability improvements, one that does not come with a correspondingly hefty price tag, says Angad Singh in an exclusive report on the fighter aircraft which featured as the cover story “The Gripen Forges Ahead In Super Mode“ for the May-June issue of Vayu magazine.​.

Gripen E development, right from the start has been focused on producing an aircraft that combines high performance and low cost. For example, GE F414 engine, with its high performance and reliability was the obvious choice for the new generation aircraft. Also, sensor development for Gripen E focuses on leveraging a mix of innovative solutions and proven technologies which eventually keep the cost down.

Gripen E would have sensors that are enhanced, not just in comparison to its earlier variants, but also to contemporary fighters worldwide. It would also feature GaN-based EW suite that provides tremendous situational awareness and BriteCloud which is an onboard active decoy from Selex.

All this, according to the report, results in an aircraft that looks much the same – and feels much the same – but brings a quantum leap in performance and combat ability to the type.

Saab has not only drawn on its experience from the Gripen A/B to C/D conversion programme, but also on industry best practices acquired from manufacturing work done for Airbus and Boeing commercial products.

More emphasis on pre-production design work has led to reduced parts count for the new airframe, and shorter component manufacturing times, making each aircraft less complex and quicker to put together.

Also, it took some 4,000 test sorties to develop Gripen C/D. Gripen E, on the other hand, is expected to require less than 1,200 sorties spread across all three test aircraft, 39-7, 39-83 and 39-9, speaking volumes about engineering and cost-control measures.

Saab estimates a 50 per cent increase in productivity as compared to the later stages of the Gripen C development, the report says.

Read the full report here​.

Published: 7/30/2014 9:52 AM
30 Jul 15:47

MP recorre contra habeas corpus a black blocs. E uma entrevista absurda de Siro Darlan, que parece ter a vocação para ser um “tirano do bem”

by giinternet

O procurador de Justiça Riscalla Abdenur, do Ministério Público do Rio, entrou com recurso contra a liminar do desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que concedeu habeas corpus a 23 pessoas acusadas de formação de quadrilha armada. Abdenur pede que o próprio Darlan reconsidere a decisão; caso contrário, que ela seja submetida à 7a Câmara Criminal em 48 horas — nesse caso, um grupo de desembargadores tomará a decisão final.

Vamos lá. Desde o começo me pareceu que havia algo de estupidamente errado na decisão de Darlan. Por quê? As evidências que vieram a público — e ele confessou não ter lido o inquérito — eram e são por demais eloquentes. Como se vê, o homem as ignorou. Antes de tomar sua decisão, postou no Twitter uma mensagem que misturava Lupicínio Rodrigues com o Hino da Proclamação da República que parecia bastante eloquente:

“O pensamento parece uma coisa à-toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar” (Lupicínio), emendando “Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós!” (hino).

Senti no ar o cheiro da carne queimada da lei misturado à fumaça da demagogia. E eu estava certo, não é? Se vocês recorrerem à Internet, verão que doutor Darlan não é um homem avesso aos holofotes. Muito pelo contrário. Ele os aprecia muito. E concedeu anteontem uma espantosa entrevista à BBC Brasil, com ataques estúpidos ao Ministério Público do Rio. Entre outras barbaridades, disse o sr. Darlan:

“O Ministério Público é uma inutilidade. Ele é muito eficiente quando lhe interessa. Mas há situações em que o MP se omite. Hoje estamos com prisões superlotadas porque o MP é eficiente na repressão do povo pobre, do povo negro. 70% do sistema penitenciário do Rio de Janeiro está vinculado a crimes de drogas, o que efetivamente não tem nenhuma periculosidade. Vender droga ilícita é absolutamente igual ao camarada que vende cachaça. São drogas. Mas a nossa sociedade resolveu criminalizar a venda de determinadas drogas. E coincidentemente quem vende é a população mais pobre. Isso coincide com o interesse de exclusão social dessa população.”

Trata-se de uma soma tão monumental de besteiras que deixarei para destrinchar seu inteiro conteúdo em outro post. A fala não passa de uma grosseria irresponsável. Para começo de conversa, não é o Ministério Público que faz as leis. Ao órgão cabe atuar segundo a legislação que existe. E, até onde sei, Darlan tem de fazer a mesma coisa. Ou ele foi eleito por alguém para legislar, por exemplo, sobre a lei antidrogas? A propósito: quem é ele para decidir que a sociedade, que paga o seu salário, está errada em cultivar determinados valores? Doutor Darlan é juiz para aplicar as leis que temos — consolidadas pelo estado democrático e de direito — ou para fazer justiça com a própria toga?

O sábio resolveu ser também juiz da imprensa. Afirmou: “Falar de liberdade de expressão no Brasil hoje é bastante complicado. Porque os meios de comunicação mais importantes não usam essa liberdade. Só é endereçado ao público aquilo que interessa financeira, ideológica e socialmente aos donos dos jornais e televisões”. Eu me atrevo a dizer que o doutor não entende nada de imprensa e que, se essa instituição estivesse sob seus cuidados, certamente não tardaria a haver censura no país sob o pretexto de se garantir a liberdade de expressão.

Doutor Darlan está indo muito além das suas sandálias. Alguns dos casos mais graves e escabrosos envolvendo a vida pública brasileira — um deles resultando até na deposição de um presidente — vieram a público em razão do trabalho da imprensa. Infelizmente, não decorreu do esforço do Poder Judiciário, que ele integra.

Li a entrevista e cheguei à conclusão de que doutor Darlan não gosta das leis que temos, não gosta da sociedade que temos, não gosta da imprensa que temos etc. É evidente que ele tem o direito de gostar e de não gostar do que bem entender. Ele só não pode inventar as próprias leis e exigir que o Ministério Público faça o mesmo.

Menos, doutor Darlan! Não tenha a tentação, meu senhor, de ser um tirano do bem! Não existe tirania do bem! Seja servil às leis, doutor, e estará prestando um enorme serviço ao Brasil.

30 Jul 15:46

O petista Padilha quer punir os paulistas com racionamento para ver se escorrem votos das torneiras secas

by giinternet

Há um fenômeno curioso em curso. Alguns setores não se conformam que não exista ainda racionamento de água em São Paulo. Exigem que as torneiras dos paulistas fiquem secas para que suas respectivas teses possam se cumprir.

A ação mais curiosa vem de setores do Ministério Público Federal, que, parece, se esqueceram de que não foram eleitos para governar: não são, afinal de contas, Poder Executivo — não que se saiba ao menos. Nesta segunda, eles recomendaram que a Sabesp apresente um projeto para a adoção imediata do racionamento de água nas regiões atendidas pelo Sistema Cantareira e ameaçam com a adoção de medidas judiciais caso não sejam atendidos. Os doutores dizem ter em mãos estudos que apontam o risco de o sistema secar inteiramente em 100 dias. Os estudos da Sabesp são outros e, por enquanto, descartam o racionamento.

Não é preciso ser muito bidu para constatar que o racionamento vai punir, é evidente, os mais pobres. As casas e condomínios com grandes reservatórios de água não sentirão muito os efeitos da medida. Já as residências pobres, das periferias… Mas sabem como é: há um esforço evidente para politizar a questão.

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, resolveu fazer uma ironia nesta terça e cobrou que o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, “tire o racionamento do armário”. E afirmou, afetando o que parecia ser um orgulho: “Nós fomos a candidatura que mostrou, pela primeira vez, a irresponsabilidade do governo do Estado de São Paulo de não ter feito nenhuma das obras que estavam listadas há dez anos e colocar São Paulo numa situação de risco real de falta d’água”.

Pois é… O PT disputa com candidato próprio o governo de São Paulo desde 1982. Procurem, nestes 32 anos, quando foi que o partido tocou no assunto. A resposta, obviamente, é “nunca” — pela simples e óbvia razão de que o problema não existia. São Paulo, em especial a região da Cantareira, enfrenta a maior seca de sua história — a mesma que pressiona parte do setor elétrico na região Sudeste.

Há ainda outra coisa curiosa: a campanha em favor da economia, o bônus a clientes que reduzam o consumo e a diminuição da pressão estão se mostrando eficazes. O simples racionamento pode ser contraproducente porque o consumidor tende a estocar água quando volta o fornecimento.

Mais: a Sabesp tem como ações alternativas a transferência de vazões dos sistemas Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Grande — para atender as regiões servidas pelo Cantareira — e o uso da “reserva técnica”, estupidamente chamada de “volume morto”.  Aliás, seria “morto”, de fato, se ficasse lá para ninguém, enquanto as torneiras estivessem esturricadas.

Seria muito bom que, numa frente, o Ministério Público deixasse as questões de governo para quem foi eleito para governar — tendo a humildade intelectual, que é sabedoria, de ouvir as explicações técnicas da Sabesp. Sempre lembrando que o racionamento provoca graves problemas de manutenção na rede de distribuição. E seria bom que os políticos parassem de contar com o sofrimento do povo para conquistar alguns votos.

É isto: o petista Padilha quer secas as torneiras dos paulistas para ver se, de lá, escorrem alguns votos. Afinal, o seu estoque eleitoral está minguado mais do que o sistema Cantareira.

O Brasil certamente será melhor quando os políticos tentarem transformar em voto a alegria, não a tristeza.

30 Jul 15:46

O CIRCO DE HORRORES – Dilma volta a falar sobre conflito israelo-palestino e mete, de novo, a política externa brasileira no lixo, agora sob os auspícios do regime bolivariano, francamente antissemita

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff participou nesta terça de um troço impossível: uma reunião de cúpula do Mercosul. A questão é simples: ou bem alguma coisa é de cúpula ou bem é do Mercosul. As duas palavras não podem compor uma unidade semântica. Convenham: reúnam-se Dilma, Cristina Kirchner, Nicolás Maduro e José Mujica… Tinha de tudo: anã diplomática, mulher transformista, domador com chicote e palhaço… O Mercosul é aquela estrovenga que impede o nosso país de firmar acordos bilaterais e que está ajudando a enterrar a indústria brasileira. O encontro aconteceu na Casa Amarilla, no Centro de Caracas. Os jornalistas foram proibidos de chegar perto do circo. Ninguém por ali gosta de liberdade de imprensa.

Entre as muitas irrelevâncias, houve, claro, espaço para dizer delinquências políticas sobre o conflito israelo-palestino. E tal honraria coube a Dilma, que não se dispensou de manchar mais uma vez a diplomacia brasileira. Disse ela: “Desde o princípio, o Brasil condenou o lançamento de foguetes e morteiros contra Israel e reconheceu o direito israelense de se defender. No entanto, é necessário ressaltar nossa mais veemente condenação ao uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”.

“Desde o princípio”, quando? A nota oficial do Itamaraty, junto com a ordem para o retorno do embaixador brasileiro em Tel Aviv, ignorava os ataques do Hamas. Sucessivos governos do PT, que puxam o saco de todas as ditaduras islâmicas, têm condenado Israel de forma sistemática.

Dilma nunca soube direito o que dizer sobre a maioria dos assuntos. Então candidata a presidente, em 2010, ela participou, no dia 14 de maio, em Brasília, da “Missa dos Excluídos”, que encerrou o 16º Congresso Eucarístico Nacional. Foi indagada sobre a legalização do aborto, à qual ela era francamente favorável. Disse o seguinte:
“Não é uma questão se eu sou contra ou a favor, é o que eu acho que tem que ser feito. Não acredito que mulher alguma queira abortar. Não acho que ninguém quer arrancar um dente, e ninguém tampouco quer tirar a vida de dentro de si”.

Entenderam. Na cabeça de Dilma, não havia diferença entre um feto e um dente estragado. É com essa propriedade que ela reflete sobre assuntos graves. E não foi diferente ao se pronunciar sobre a criação de um Estado palestino, segundo ela, uma “precondição para a paz”. Uau! Dilma acha que, primeiro, Israel deve permitir que os palestinos criem o seu estado, mesmo debaixo de foguetes e sob ataques terroristas. Aí, então, é só cuidar da paz. A diplomacia israelense foi suave ao chamar o Brasil de anão diplomático. O Mercosul divulgou uma nota no mesmo tom.

É uma ironia patética que essa declaração tenha sido feita na Venezuela. O bolivarianismo é francamente antissemita. Em 2009, Chávez expulsou o embaixador de Israel de Caracas sob o pretexto de protestar contra a incursão de então à Faixa de Gaza. Foi fartamente elogiado pelos terroristas do Hamas, do Hezbollah e pelo governo do Irã. Em 2012, um estafeta do chavismo publicou um artigo no site da Rádio Nacional da Venezuela com um ataque bucéfalo ao candidato da oposição, Henrique Caprilles Radonski, cuja família é de origem judaica, chamando-o de “porco”. Foi além e escreveu: “Este é o nosso inimigo, o sionismo que Capriles Radonski hoje representa, que não tem nada a ver com uma força nacional e independente”. O artigo incitava os venezuelanos a rechaçar “o sionismo internacional, que ameaça com a destruição do planeta que habitamos”. E, claro!, pedia votos para Chávez. É pouco? Os chamados círculos bolivarianos são infiltrados por militantes ligados ao Hezbollah, o movimento terrorista que governa o sul do Líbano. E o Irã segue sendo um dos principais parceiros do governo Maduro, como era de Chávez.

E nessa lata de lixo que a presidente Dilma mete a política externa brasileira.

30 Jul 04:44

Ronald Reagan: Cold Warrior and Nuclear Abolitionist

by George Weigel

In recent years, as scholars have explored Ronald Reagan’s foreign policy with greater access to primary-source documents, something utterly baffling to the conventional wisdom of his time (and ours) has come into focus: Reagan, determined to win the Cold War, was also eager to rid the world of nuclear weapons. And while many, in his time and ours, imagine those to have been incompatible goals, the fortieth president of the United States was capable of holding both ideas in his head at once, and acting toward both ends.

Reagan’s straightforward definition of an acceptable end to the Cold War—“We win, they lose”—would have earned him a thumping “F” in any conflict-resolution seminar. That definition, however, grew out of a sophisticated grasp of the communist system and its irreformability: an understanding the man derided as a “B-movie actor” had gained the hard way, as president of the Screen Actors Guild, when he fought communists for control of Hollywood’s most glamorous union.

As for his nuclear abolitionism, Reagan, according to his arms control director, Ken Adelman, was appalled by the horrors of Hiroshima and Nagasaki and hated the idea that an American president could wreak immeasurably greater destruction. Thus Reagan’s Strategic Defense Initiative, far from being the cockamamie “Stars Wars” scheme it was promptly dubbed by political adversaries and journalists stuck in the conventional thinking of the era, was the technological expression of the president’s moral conviction that nuclear weapons were a grave danger that ought to be taken off-the-board in international public life.

A close examination of Reagan’s pre-presidential texts, and the diaries he kept as president, reveal a man with a keen insight into the Soviet Union’s vulnerability. Like John Paul II after June 1979, Ronald Reagan intuited that, for all his bluster, the Soviet emperor had far fewer clothes than conventional wisdom imagined. And, again like John Paul II, Reagan understood that the Soviet Union was ideologically vulnerable: that a steady, fact-based, morally-driven critique of communism’s abominable human rights record would rattle the men in Moscow, expose cracks in the Soviet system, encourage brave dissidents to exploit those cracks, and hasten the end of what Reagan called, perhaps undiplomatically but certainly truthfully, an “Evil Empire.”

What Reagan added to the mix was an understanding of the Soviet Union’s economic vulnerability. And he was prepared to exploit that vulnerability by launching a full-throttle American defense expansion that he knew the Soviets, obliged to try to counter by their own doctrine, could not match, given their system’s economic, technological, and bureaucratic incapacities. The Strategic Defense Initiative was, in a sense, the final straw here. By reason of his own system and its premises, Mikhail Gorbachev was unprepared to believe, much less accept, Reagan’s offer to share any workable missile-defense system. Yet Gorbachev knew the USSR could not compete successfully in a new arms race when it was already falling behind in the old one. Checkmate. As Ken Adelman puts it a gripping new book, Reagan at Reykjavik (Broadside), “SDI never worked as Reagan wished. It worked better.”

Ronald Reagan understood, better than many churchmen, that the Cold War could be won on acceptable terms, rather than merely managed. Better than many churchmen, he understood that human rights pressures on the Soviet Union served the broader cause of freedom and gave a measure of protection to human rights activists and dissidents. And he understood, better than many churchmen but in harmony with the thinking of John Paul II, that the key to resolving the dangers posed by the nuclear deterrence system, in which the United States and the Soviet Union both had the capacity to “bounce the rubble,” was the collapse of the communist project and dramatic change in the governance of what was then the USSR.

It would be good if peace studies programs would wrestle with all this, not least in reassessing the 1983 U.S. bishops’ letter, “The Challenge of Peace.” I’m not holding my breath, but like Reagan and John Paul, I remain a man of hope.

George Weigel is Distinguished Senior Fellow of Washington’s Ethics and Public Policy Center. His previous articles can be found here.

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29 Jul 23:15

O partido do terror, da censura e do silêncio. Ou: Funcionária do Santander já foi demitida, como exigiu Lula

by giinternet

O terror petista já está em curso. A “analista” do Santander, que não teve seu nome divulgado, já foi demitida. A informação foi passada aos jornalistas pelo presidente mundial do banco, Emilio Botín, que foi chamado por Lula, nesta segunda, durante encontro da CUT, de “meu querido”. O chefão petista, aliás, puxou o saco do banqueiro e demonizou a pobre bancária. Afirmou que a moça não sabia “porra nenhuma”, nesses termos, e que o seu amigão deveria dar a ele, Lula, o bônus que caberia à então funcionária.

Só para lembrar: correntistas com conta acima de R$ 10 mil receberam uma avaliação sobre a situação política e econômica do país. O texto informava que os indicadores pioram se aumentam as chances de Dilma ser reeleita. Grande coisa! Isso já virou lugar-comum. Os petistas, no entanto, se aproveitaram para inventar uma guerra dos ditos “ricos” contra o PT. Prefeituras do partido que têm a conta-salário no banco falam em romper o contrato. A militância estimula os filiados a retirar seu dinheiro da instituição. Não passa de oportunismo eleitoral.

Certa feita, um adversário de Marat, o porra-louca jacobino da Revolução Francesa, afirmou sobre o seu furor punitivo: “Deem um copo de sangue a este canibal, que ele está com sede”. Falo o mesmo sobre Lula e o petismo: deem copos de sangue aos canibais; eles estão com sede.

É claro que se trata de uma ação para intimidar o debate. A partir de agora, nas instituições financeiras, bancos ou não, está instalado o clima de terror jacobino. Até parece que isso vai mudar alguma coisa. Não vai, não. Tudo tende a piorar.

O PT apelou ao TSE — e obteve uma liminar absurda — para tirar da Internet dois textos da consultoria Empiricus Research que o partido considera que lhe são negativos. O conjunto da obra é péssimo e indica que o PT não tem um compromisso inegociável com a liberdade de expressão. Não custa lembrar que essa é a legenda que definiu como um de seus principais objetivos o chamado “controle social da mídia”. Imaginem como seria a liberdade de expressão entregue a esses patriotas…

Que coisa! O partido que, na década de 80, queria ser a encarnação da liberdade de expressão agora quer se manter no poder apelando à censura, ao terror e ao silêncio.

Texto publicado originalmente às 19h58 desta terça
29 Jul 19:46

FMI inclui o Brasil no grupo dos cinco países emergentes vulneráveis a uma nova crise. O PT vai querer censurar o Fundo também?

by giinternet

Ai, ai, ai…

“Quos volunt di perdere, dementant prius.” Eis um velho adágio latino. Podemos traduzi-lo assim: “Quando os deuses querem destruir alguém, começam por lhes tirar o juízo”. É o que me ocorreu ao saber que a presidente Dilma Rousseff afirmou, na sabatina a que se submeteu ontem, que as perspectivas negativas da economia são equiparáveis ao pessimismo pré-Copa. Ou por outra: seria tudo espuma sem fundamento. A presidente finge que os números não estão aí: juros de 11% ao ano, crescimento abaixo de 1% e inflação, hoje, acima do teto da meta, que é de 6,5%. No fim do ano, deve ficar pouco abaixo desse limite. Vale dizer: não estamos lidando com meras expectativas ou subjetivismos, mas com fatos realizados.

Nesta terça, veio o balde de água fria da realidade na cálida ilusão do palavrório. O FMI incluiu o Brasil no grupo das cinco economias mais frágeis entre os chamados países emergentes, na companhia de Índia, Turquia, Indonésia e África do Sul.

Segundo o Fundo, o Brasil pode ser afetado duramente pela retirada de estímulos à economia dos países ricos, com a consequente elevação da taxa de juros, e pelo crescimento abaixo do esperado dos emergentes. O Brasil pode ficar numa situação difícil, com queda do preço das commodities — o que seria péssimo para uma balança comercial já combalida —; dificuldades para contrair financiamento externo; redução de investimentos; queda no preço dos ativos em Bolsa e desvalorização cambial. O conjunto seria danoso para a expansão do Produto Interno Bruto.

Em agosto do ano passado, o banco americano Morgan Stanley já havia feito um alerta sobre as fragilidades desses cinco países. Por aqui, o governo deu de ombros, com a arrogância costumeira. Naquele caso, falava-se especificamente do fim do ciclo de estímulos à economia americana, que voltava a crescer. Foi batata! Nos meses seguintes, esses cinco países viram fuga de capitais e desvalorização de suas respectivas moedas. Ninguém, como o Brasil, sofreu tanto nesse processo.

É claro que não cabe a Dilma Rousseff, numa sabatina, admitir que a situação é muito difícil. Mas também é preciso tomar cuidado com a parvoíce e com o simplismo, que assustam ainda mais os agentes econômicos. Quando a presidente da República compara dificuldades reais da economia — para as quais o governo, até agora, não aponta respostas — com mero pessimismo sobre Copa do Mundo, dá evidentes sinais de alheamento da realidade.

Segundo o FMI, as principais dificuldades do país hoje são a baixa taxa de investimento e de poupança doméstica. O caminho seria atacar os gargalos de infraestrutura — especialmente no setor elétrico e de transportes —, adotar medidas que elevem a produtividade e a competitividade e mudar o rumo da prosa, não ancorando o crescimento apenas no consumo, como se fez nos últimos anos. Esse ciclo já se esgotou.

Ocorre, meus caros, que isso é tudo o que o governo tem demonstrado que não sabe fazer. Certo! Daqui a pouco, os propagandistas palacianos começam a atacar o FMI e, talvez, Lula venha a público com um palavrão novo — a exemplo do que fez ao contestar a avaliação negativa de um banco sobre a economia —, achando que resolve tudo no berro. Não resolve.

Há uma hora em que é preciso ter mais do que sorte e garganta; é preciso ter também competência. 

29 Jul 19:46

Previsão de gasto com Olimpíada no Rio passa de R$ 28,8 bilhões para R$ 37,6 bilhões. Vai crescer, vai crescer…

by giinternet

Na VEJA.com:
Com novas obras licitadas, no Complexo Esportivo de Deodoro, os custos com projetos relacionados às arenas, para os Jogos Olímpicos de 2016, passaram de 5,6 bilhões de reais para 6,5 bilhões de reais. Essa diferença representa uma atualização da Matriz de Responsabilidade da Olimpíada, documento que enumera as obras fundamentais para o evento. Agora, os gastos com os Jogos de 2016 já alcançaram 37,6 bilhões de reais, assim distribuídos: arenas: 6,5 bilhões de reais; legado: 24,1 bilhões de reais; e investimento do Comitê Organizador da Olimpíada, 7 bilhões de reais. O orçamento previsto na candidatura brasileira era de 28,8 bilhões de reais.

“Não se trata agora de um aumento de custos. Como houve a licitação de 11 intervenções em Deodoro, as cifras foram atualizadas”, disse, nesta terça-feira, no Rio, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), general Fernando Azevedo e Silva.

Dos 52 projetos essenciais para a Olimpíada, 15 ainda estão sem custo e prazo de início de obras definidos. Quando houver a licitação, os valores do gasto total com os Jogos vão ser alterados. “Essa mudança se dá automaticamente quando a licitação é feita. Portanto, são custos previstos”, disse o general.

29 Jul 19:46

Dilma e a Faixa de Gaza – Não é nem genocídio nem massacre, presidente. É só ignorância!

by giinternet

Volto à sabatina a que se submeteu a presidente Dilma Rousseff, promovida pela Jovem Pan, pela Folha e pelo SBT. Mesmo em condições especiais na comparação com outros candidatos — afinal, ela estava em sua casa, ainda que temporária (o Palácio da Alvorada), e sem público —, e com entrevistadores, no geral, benevolentes, seu desempenho foi pífio. Já escrevi a respeito (leiam post). Volto ao assunto.

Começo pela questão israelo-palestina. Contrariando a avaliação de um dos gênios que ela tem na assessoria, Marco Aurélio Garcia — este milagre às avessas da natureza! —, Dilma avalia que não há “genocídio” na Faixa de Gaza. Ah, bom! Não deixa de ser um avanço. Mas ela vê um “massacre”. Está igualmente errada. Massacre é o que as milícias árabes fizeram em Darfur, presidente, no Sudão, sob o silêncio cúmplice do PT. Foram mais de 500 mil mortos, e o governo brasileiro se negou a condenar o ditador Omar al-Bashir. Massacre é o que praticou Bashar al-Assad em algumas cidades da Síria, sob o mesmo silêncio pusilânime do seu governo. Em Gaza, por mais dramática que seja a situação — e é —, trata-se, sim, de uma guerra. E o grande número de vítimas civis se deve à forma como o Hamas organiza a sua milícia, usando a população como escudo, o que é franca e escancaradamente admitido pelos terroristas. Um “massacre”, soberana, não é mera questão subjetiva.

Uma presidente da República não pode falar o que lhe dá na telha, especialmente sobre política externa. Afinal, representa o conjunto dos brasileiros. Dilma deu vexame. Afirmou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o estado de Israel. Provavelmente, lembrou-se de que o brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a sessão da ONU que decidiu a partilha do antigo protetorado britânico entre os estados de Israel e a Palestina. Os  árabes não aceitaram, e vocês conhecem o resto da história. Precederam o Brasil no reconhecimento oficial de Israel — o que se deu em 1949 — os EUA e a antiga União Soviética. Imagino um candidato à Presidência dos EUA dizendo uma batatada dessa natureza. A coisa seria fartamente explorada pela imprensa. Por aqui, passa como graça.

Economia e pessimismo
Dilma não se saiu melhor quando se referiu à economia. Estava mesmo num dia infeliz. Referindo-se ao que considera ser apenas “pessimismo” infundado, a soberana resolveu estabelecer um paralelo com as expectativas negativas que muitos tinham em relação à Copa do Mundo. Parece que a equipe de marketing achou que essa é uma boa ideia.

Ocorre que os dados ruins da economia  — juros de 11%, crescimento na casa de 1% e inflação, no momento, acima do teto da meta (6,5%), para citar alguns números — são uma realidade presente, não um sentimento, uma aposta ou um presságio ruim. Dilma chegou a dizer que “nenhum país se recuperou” da crise, o que é uma piada — ainda que involuntária. A maior economia do planeta, os EUA, vão crescer 1,7% neste ano (o Brasil deve ficar abaixo de 1%) e 3% no ano que vem (a previsão, por aqui, está em torno de 2%). O Brasil cresce a uma taxa muito inferior à da maioria dos países latino-americanos e de economias ricas da Europa.

Dos três principais candidatos, ela foi, de longe, a que teve o pior desempenho, embora esteja na Presidência da República e disponha de instrumentos que lhe permitem fazer agora o que diz que pretende fazer um dia.

29 Jul 19:45

Tesla and Panasonic Have Reached an Agreement On the Gigafactory

by Soulskill
cartechboy writes: Tesla's been pretty quiet regarding its upcoming gigafactory lately, but that's about to change. It seems the Silicon Valley startup has reached an agreement with Panasonic in regards to the gigafactory, and Panasonic's going to end up having skin in the game. While the electronics giant was originally skeptical of Tesla's battery factory, it now isn't just on board, it's actually going to participate in the construction of this new facility. It's reported that Panasonic will invest 20 billion to 30 billion yen (194 million to $291 million at current exchange rates), and supply fabrication machinery necessary for cell production. That means Pansonic could end up footing the bill for $1 billion of the total $5 billion anticipated investment required for the gigafactory to get off the ground. If things continue to move forward, the Gigafactory should be online by the end of 2017.

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29 Jul 11:47

Num ato escandalosamente ilegal da CUT, Lula e sindicalistas fazem terrorismo eleitoral; chefão petista puxa o saco de banqueiro espanhol, pede a cabeça de uma bancária e diz que ela não entende “porra nenhuma” de Brasil! É o nível dessa gente…

by giinternet
Lula praticando ilegalidades   em plenária da CUT: lei  proíbe entidade sindical de fazer campanha eleitoral

Lula praticando ilegalidades em plenária da CUT: lei proíbe entidade sindical de fazer campanha eleitoral

Pois é… Vamos ver por onde começar.

Luiz Inácio Lula da Silva era o convidado de honra da 14ª Plenária da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, nesta segunda-feira, em Guarulhos. O evento segue até quinta-feira, dia 31, e deve contar com a presença da presidente Dilma Rousseff. Lula falou pelos cotovelos, puxou o saco de banqueiro, pediu a cabeça de uma bancária, disse palavrão, fez terrorismo eleitoral… Tudo em parceria com dirigentes da entidade… Barbarizou, enfim, como é de seu feitio. Vamos ver.

Sindicatos e centrais sindicais tiram parte considerável de seu sustento de um imposto — a tal contribuição obrigatória, que está na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) desde 1940. Ainda que o vivente não seja sindicalizado, é obrigado a doar para a entidade sindical um dia de seu trabalho. Em 2008, foi aprovada a Lei 11.648, que reconhecia a existência das centrais sindicais e lhes entregava uma fatia da verba bilionária. Só para vocês terem uma ideia, em 2013, a contribuição sindical rendeu R$ 3,2 bilhões, que têm de ser assim distribuídos:
a) 5% para a confederação correspondente;
b) 10% para a central sindical;
c) 15% para a federação;
d) 60% para o sindicato respectivo; e
e) 10% para a “Conta Especial Emprego e Salário”.

Muito bem! Isso quer dizer que os sindicatos arrecadaram, sem precisar fazer o menor esforço, por determinação legal, R$ 1,920 bilhão (sim, um bilhão, novecentos e vinte milhões de reais). As centrais, sozinhas, ficaram com R$ 320 milhões. No projeto de lei original, essas entidades teriam de prestar contas ao TCU sobre o uso desse dinheiro. Lula vetou. Elas gastam a grana, que é de todos os trabalhadores, como lhes der na telha, sem prestar contas a ninguém.

Sigamos. Lula foi ao evento da CUT. E ouviu o presidente da entidade, Wagner Freitas, fazer terrorismo eleitoral contra o tucano Aécio Neves, defendendo, de quebra, a candidatura de Dilma Rouseff. Afirmou o rapaz: “Alguém acha que a eleição do Aécio vai significar investimento em política pública de qualidade no Brasil? Uma coisa central é reeleger a presidente Dilma. É importantíssimo para nós continuar tendo um governo que se articule direto conosco”.

O rapaz não parou por aí: “Se nós conseguirmos todos os aumentos nas campanhas salariais e o Aécio ganhar a eleição, vamos ter problema e teremos de fazer campanha para defender a empresa pública, os nossos direitos e o salário. Se o Aécio ganhar a eleição, ele vai acabar com a conquista que se consolidou com o presidente Lula, de valorização do salário mínimo”.

É incrível! Essa gente é capaz de dizer as mentiras mais disparatadas sem nem mesmo corar. Atenção, meus caros! Nos oito anos do governo FHC, o mínimo teve valorização real (descontada a inflação, pelo IPCA), de 85,04%; nos oito anos de Lula, foi um pouco maior: 98,32%; no quatro anos de Dilma, deverá ser de apenas 15,44%.

E isso foi apenas parte das falas terroristas do dia. Aí Lula pegou o microfone. Afirmou que as conquistas sociais só terão continuidade se Dilma for reeleita. E se referiu ao informe que o Banco Santander (leiam post) enviou a alguns correntistas, alertando para o risco de deterioração dos indicadores econômicos caso a presidente volte a subir nas pesquisas. O chefão petista não teve dúvida: puxou o saco do banqueiro, o presidente mundial do Santander, Emilio Botín, e pediu a cabeça da bancária, a analista. E apelou, como é de seu feitio, a um palavrão:

“Botín, é o seguinte, querido: tenho consciência de que não foi você quem falou. Mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil, e nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessa em cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar embora e dar o bônus dela pra mim que eu sei o que falo.”

Ora vejam… Lula, segundo quem Dilma vai governar para o andar de baixo, e seus adversários, para o andar de cima, ficou de joelhos diante do banqueiro, que é do andar de cima, e pediu a cabeça da bancária, que é do andar de baixo.

Afirmei que o ato foi escandalosamente ilegal, certo? Pois é. Existe uma lei que regulamenta as eleições: a 9.504. Estabelece o Inciso VI do Artigo 24:
Art. 24. É vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de:
(…)
VI – entidade de classe ou sindical.

A simples expressão de preferência de um órgão sindical, ainda que por meio de um boletim eletrônico, que pode sair a custo quase zero, caracteriza uma forma de publicidade. O que se viu nesta segunda foi muito mais: a CUT organizou uma plenária que serviu, de modo escancarado, para fazer campanha eleitoral. É evidente que está caracterizada aí uma doação a Dilma “estimável em dinheiro”. E de que “dinheiro” estamos falando? Justamente daquele que sai do bolso de todos os trabalhadores, sejam eles sindicalizados ou não.

Que coisa fabulosa! O TSE mandou uma consultoria tirar da Internet simples avaliações que fazia sobre as possíveis consequências da eventual reeleição de Dilma. Estamos a falar de uma consultoria privada, que faz isso às próprias expensas. Lê a sua análise quem quer. E no caso da CUT? Parte do dinheiro que a entidade movimenta é pública. Todos os trabalhadores a sustentam, queiram ou não, sejam sindicalizados ou não. Contrariando flagrantemente a lei, seus dirigentes expressam preferência por uma candidatura, demonizam a outra e ainda chamam para discursar o garoto-propaganda de um partido.

Aí, em nome dos trabalhadores, o dito-cujo, que atende pelo nome de Lula, faz mesuras ao banqueiro e chuta o traseiro da bancária.

Não sei se o evento foi mais asqueroso do que ilegal ou mais ilegal do que asqueroso.

Texto publicado originalmente às 3h41