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The Man Responsible For Pop-Up Ads On Building a Better Web
Uma esfinge sem segredos chamada Marina Silva. Ou: A Marina “sonhática” é “pesadêlica”
Marina Silva é uma esfinge. Sem segredos. O que ela pensa? Dizer que ninguém sabe é bobagem. Dá, sim, para saber. Não vou cair aqui na conversa mole de perguntar se Marina vai ou não realinhar as tarifas se, candidata do PSB, for eleita. É claro que vai. Qualquer que seja o eleito, o reajuste vai se impor. Contra quem? Contra ninguém. O realinhamento será uma imposição da realidade. Afinal, o Brasil não é a Venezuela. Se for presidente, Marina também vai ter de cortar gastos públicos — é o que Dilma ou Aécio terão de fazer. “Mas tirar dinheiro de onde?” De algum lugar. Ou o país vai para o vinagre. Nenhuma dessas vulgaridades me interessa. Essa gritaria só serve para gerar calor. E nenhuma luz.
A Marina que importa é outra. Sim, concordo: é quase impossível entender o que ela fala, com suas metáforas, alegorias e derivações impróprias — refiro-me à gramática mesmo! — porque, sei lá, os 340 mil verbetes contidos no “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” não lhe bastam… Faz sentido: pensamentos intraduzíveis pedem palavras… indizíveis. Pode não dar para entender o que ela diz, o que sempre desperta a suspeita do sublime, mas dá, sim, para saber o que ela pensa. E ela não pensa coisas boas.
Começo pela questão mais recente. Marina Silva se desgarrou do PT, como é sabido, mas não se livrou dos piores vícios da nave-mãe. Querem um exemplo? Ela foi uma das mais entusiasmadas defensoras do Decreto 8.243, o tal que atrela a administração federal a conselhos populares e institui, na prática, uma Justiça paralela. Seu “movimento”, que não é “partido”, combina com aquele estado de permanente mobilização, em que a militância atropela as instâncias da democracia representativa.
Recuemos um pouco. Como esquecer a atuação de Marina Silva durante a votação do Código Florestal? Se a sua proposta tivesse vingado, o país teria sido obrigado, atenção!, a reduzir a área destinada à agricultura e à agropecuária. O que escrevo aqui não é especulação. É apenas um fato. É demonstrável. Em 2013, a balança industrial produziu um déficit de US$ 105 bilhões, e o setor agropecuário, um superávit de US$ 82,91 bilhões. Isso para um país que teve um superávit de apenas US$ 2,5 bilhões. E olhem que foi uma trapaça contábil. De verdade, o saldo foi negativo. Ou por outra: o agronegócio salva o Brasil da bancarrota, mas Marina Silva queria diminuir a área plantada.
É o tipo de militância que seduz os descolados e os ignorantes, mas de ampla repercussão no exterior, especialmente nos países ricos que acham que devemos deixar a agricultura com eles, enquanto a gente disputa o cipó com os macacos e foge das onças-pintadas. Todos queremos preservar a natureza, é claro! Marina queria, de modo irresponsável, dar um tombo na agricultura e na pecuária. Ela quer economia sustentável? Quem não quer? A questão é saber o que entende por isso.
Pegue-se agora a questão energética. O Brasil só não passa por um apagão de fazer 2001 parecer brincadeira de criança porque cresceu 2,7% em 2011; 0,9% em 2012; 2,1% em 2013 e deve ficar em torno de 0,8% neste ano. Em 2015, projeções responsáveis apontam que não passa de 1,2%. Estivesse crescendo, como precisa, a pelo menos 4%, já estaríamos no escuro.
Mesmo assim, ainda que tente aqui e ali dizer o contrário, Marina se opôs, sim, à construção da usina de Belo Monte. Tanto é que apoiou um vídeo imbecil chamado “Gota d’Água”, que dizia uma impressionante coleção de bobagens a respeito da usina. Mais: esse empreendimento será subutilizado, sim, porque Belo Monte não terá reservatório. Será do modelo fio d’água. Pesquisem a respeito. Só se fez essa escolha errada por causa da militância ambientalista que Marina representa, já que se inunda uma área muito menor, mas se produz, em contrapartida, bem menos energia.
Em 2010, a Marina candidata foi ao programa “Roda viva” e tratou do assunto. Como fala pelos cotovelos, impede que o pensamento de seus interlocutores respire. Vejam. Volto em seguida.
Em primeiro lugar, houve, sim, os devidos cuidados ambientais. Em segundo lugar, a tese da inviabilidade econômica é de uma impressionante falácia. De fato, Belo Monte tem mais dinheiro público do que deveria, mas isso se deve ao viés esquerdizante do governo petista — que Marina não combate. O capital privado só refugou porque o preço que o governo queria pagar pela energia era incompatível com a realidade. Ou por outra: quando os petistas decidiram tabelar o lucro — prática hoje em dia vigente apenas em Cuba e na Coreia do Norte —, Marina se calou. O negócio dela era com os bagres. Sim, preservemos os bagres. Mas e a energia elétrica? Mais: se o governo tivesse dado de ombros para o ambientalismo doidivanas e construído a usina com reservatório, mais energia seria produzida. Ou por outra: Belo Monte só não vai render o que poderia por causa do espírito marineiro.
Trato aí de duas questões que hoje são essenciais ao país: balança comercial e produção energética. Nos dois casos, a possível candidata do PSB à Presidência estava do lado absolutamente errado do debate. Errado por quê? Porque as suas escolhas contribuiriam para afundar o país — e, como é sabido, em casos assim, os pobres pagam o preço primeiro.
Questão política
Não é só isso. Marina fala em nome de uma tal “nova política” que ninguém, até agora ao menos, entendeu direito o que é. É impossível governar o país sem o Congresso, a menos que se queira gerar uma crise institucional dos diabos. Em sua pregação, ela dá a entender que políticos são sempre os outros, nunca ela própria. Por quê? Porque acredita na tal da “mobilização em rede”, que vem a ser a prima rica — e com nível universitário — de movimentos como o MST ou MTST. Nem por isso menos autoritários.
Na verdade, nesse particular, ela vai até um pouco além. Por mais que queira negar, parte do mau espírito das ruas — e não do bom — de junho do ano passado a esta data contou com o seu apoio silencioso. Ela pode se tornar a única beneficiária do ódio à política que tomou as ruas. E é evidente que esse tal espírito não me agrada. A propósito: alguém leu ou ouviu alguma censura de Marina aos black blocs?
O fato de a possível candidata do PSB ter hoje “conselheiros” com uma visão, digamos, mais à direita em economia do que o petismo não me seduz absolutamente. Na verdade, do meu ponto de vista, só torna a equação ainda mais confusa porque não vejo como ela poderia incentivar com a mão esquerda o espírito militante e procurar conter com a direita o rombo nos cofres públicos. Ou por outra: o discurso ideológico de Marina atenta contra o caixa, mas ela se cerca de gurus econômicos que fazem profissão de fé na responsabilidade fiscal.
Na minha coluna de hoje na Folha, critico as patrulhas petistas — ou a seu serviço — que tentam impedir que se formule um pensamento alternativo no Brasil. Busca-se deslegitimar desde a origem qualquer crítica organizada ao governo e ao partido oficial. Aécio Neves, do PSDB, é vítima desse procedimento. Eduardo Campos também era. Será que estou a fazer o mesmo com Marina? Uma ova! Estou é criticando aqui o que conheço de sua militância e dizendo por que ela não me serve. Em muitos aspectos, Marina pode representar um perigo ainda maior do que o petismo.
Se ela se eleger presidente e puser em prática o que pensa sobre militância organizada, a relação com os Poderes instituídos, o agronegócio e o setor energético, quebra o país e o conduz a uma crise política sem precedentes. Claro! Uma Marina que conseguisse governar teria de jogar fora a Marina “sonhática”, que está muito mais para “pesadêlica”.
Texto publicado originalmente às 5h37
Minha coluna na Folha: Chute a santa, mas adore Dilma
No Brasil, é permitido chutar a santa.
No Brasil, é permitido dizer que Jesus Cristo era um banana.
No Brasil, é permitido sacanear com igual ignorância ou sabedoria o sagrado e o profano.
E não esperem ler aqui a defesa de alguma forma de censura. Cada um diga o que quiser. E arque com as consequências aceitáveis na democracia. É a natureza do jogo.
Mas um território se pretende verdadeiramente divino e imune à crítica: o do petismo, incluindo os espaços que ele diviniza. Os quatro analistas do Santander, como sabemos, foram para a fogueira em razão de um texto sacrílego.
Nesta semana, mais uma não-notícia ganhou ares de escândalo, inflamando o espírito jihadista. A consultoria Rosenberg Associados, numa síntese notável, considerou que Dilma ainda é a favorita, mas emendou: “O cenário mais provável é a continuidade da mediocridade, do descompromisso com a lógica, do mau humor prepotente do poste que se transformou em porrete contra o senso comum”.
É só a opinião de uma consultoria. Fez-se uma gritaria danada na imprensa. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e autor da lista negra de jornalistas (estou lá, o que me honra), afirmou que o partido iria ignorar a avaliação. Mas o seu exército pediu que se queimassem as bruxas.
(…)
O tucano Aécio Neves está padecendo nas mãos do espírito miliciano deste tempo. Um candidato de oposição, Santo Deus!, é constrangido a evitar críticas ao governo, ou pesará sobre ele a suspeita de que, se eleito, vai punir os pobres. Não era diferente com Eduardo Campos, tornado agora um respeitável sonhador morto. Quem o viu no “Jornal Nacional” pode ter ficado com a impressão de que era candidato à Presidência não porque tivesse algo a dizer, mas porque não tinha como escapar dos entrevistadores. Outro elogia o homem “que buscava o sonho”. Huuummm… Só não conseguia aceitar o político que buscava outra… realidade! Admiro o decoro com cadáveres, desde que se respeitem os vivos.
(…)
Íntegra da coluna aqui
ISIS Bad, Hamas OK: Only One Difference
Before Obama was re-elected, I warned that as a lame duck without electoral dependence he will be a huge danger not just to the US, but particularly to Israel's existence. Looks I was more than right.
But, as I already explained, it's not hard to understand at all: He came to power with two delusions and he acted on them systematically:It becomes ever harder to understand what the US administration thinks it is doing in the Middle East. Its influence is waning across the region. It appears insufficiently robust — to put it mildly — when dealing with the region’s most dangerous regimes, notably Iran. Its ill-judged lack of enthusiasm for Abdel-Fattah el-Sissi — apparently blamed by Washington for ending an elected Muslim Brotherhood presidency, even though president Mohammed Morsi would likely have ensured no further elections — is pushing Egypt ever closer to Russia. And now ties with the region’s only democracy are fraying. --US livid with Israel? Hamas can’t believe its luck
- Israel is the root of all ME problems and the only reason Muslims hate America
- The Muslim Brotherhood is the "moderate Islam" to counter Al-Qaeda
The administration inadvertently gave away the real reason for its current displeasure with Israel in the way it expressed it:
A senior Obama administration official said the White House didn't intend to get into a "tit for tat" with the Israelis when the war broke out in Gaza. "We have many, many friends around the world. The United States is their strongest friend," the official said. "The notion that they are playing the United States, or that they're manipulating us publicly, completely miscalculates their place in the world." --Israel Outflanks the White House on StrategyIt is entirely unclear how exactly Israel "played" or "manipulated" the US (There was no end-around), but it is quite clear that it was the other way around: instead of supporting Egypt and Israel against Hamas, it betrayed them by going to Turkey and Qatar--Muslim Brotherhood (and, therefore, Hamas, supporters)--saving Hamas's ass (huge weapon contracts with both countries helped). It's the underlined expression that reveals the real problem: those pesky Jews, they don't know their place, they no longer go like sheep to slaughter, they have the gal to defend themselves, causing the ex-superpower problems with Islam (Islamic terror is a prohibited term, but fear of it is what drives the PostWest against Israel).
Once you understand all that, EU seeks region’s support to help Iraq stave off Islamic State and UN to vote on measure to combat al-Qaeda-linked fighters but "Most pro-Israel administration ever" blocks missile shipment to Israel makes perfect sense. ISIS bad, Hamas OK. Since, given the opportunity, the latter will not do to the Jews any less than what former does to takfirs and Christians, since the only difference between them is who they massacre, draw your own conclusion.
Now consider this:
UNITED NATIONS — Secretary-General Ban Ki-moon warned that the failure to hold a conference on establishing a nuclear-weapons-free-zone in the Middle East this year could jeopardize the success of next year's review of the landmark 1970 agreement aimed at stopping the spread of nuclear arms.
Ban urged all parties to finalize arrangements for a Mideast conference to be held as soon as possible this year, in a report to the U.N. General Assembly circulated Thursday.
...
It was scheduled to take place in Finland in late 2012, but the United States announced it would be delayed, apparently to save Israel, which is widely believed to possess a nuclear arsenal, though it has never confirmed having nuclear weapons. --UN chief urges meeting on nuclear-free Mideast
Read more here: http://www.heraldonline.com/2014/08/14/6233646/un-chief-urges-meeting-on-nuclear.html#storylink=cpy
Politics and the Arts
Jed Perl warns in the August 25 issue of the New Republic of a new threat to the arts. Art for art’s sake has been displaced by a view of “art as a comrade-in-arms to some more supposedly stable or substantial or readily comprehensible aspect of our world.” Art is losing its “purposeful purposelessness” and is becoming a bondservant to “some more general system of social, political, and moral values.” It’s hardly news, Perl knows, when art is enlisted for some extra-artistic cause. The new danger is that many have drawn the conclusion that “art has no independent life.”
Today’s “erosion of art’s imaginative ground” is coming from “the very heart of the liberal, educated, cultivated audience.” This is dangerous to the arts, but also suicidal for liberalism. Art’s “unruly richness” is a necessary counter to liberalism’s stress on public reason, which otherwise can turn into a tidy-minded obsession with data that “threatens to explain away what it cannot explain.” Lacking “faith in art’s autonomy and power,” liberals are killing art and are a menace to liberalism itself.
Perl’s eloquent lament is finally unpersuasive. He never defends his claim that the arts, by definition, form an autonomous sphere of life. He merely asserts it. Worse, Perl’s argument is incoherent. His complaint about yoking the arts to politics relies on an understanding of both art and of politics that undermines the force of his own argument. To see how, we need to ask where the notion of an autonomous sphere of “fine arts” came from.
This side of the Enlightenment and Romanticism, the “fine arts” look like a fact of nature, but for thinkers in the high middle ages, “fine” and “practical” arts formed a single continuum of craftsmanship. Hugh of St. Victor’s Didascalion included “mechanical” arts among the divisions of philosophy, divided into seven groups in imitation of the seven liberal arts. In his treatise “On Diverse Arts,” the writer known as Theophilus Presbyter cited Exodus 31 to show that God “filled [the masters of crafts] with the spirit of wisdom and understanding and knowledge in all learning for contriving and making works in gold and silver, bronze, gems, wood, and in art of every kind.” Elegantly constructed furniture, cutlery, pottery, a beautifully carved wooden clock—these deserve to be called “art” as much as a painting or a statue.
According to Paul Kristellar, Abbe Batteux’s Les beaux arts redduits & un meme principe (1746) was the first book to codify “the modern system of the fine arts.” Batteux “separates the fine arts which have pleasure for their end from the mechanical arts.” Batteux’s theory won out. Once a broad category that encompassed the whole range of skillful human making, “art” became an honorific applied to a small slice of craftsmanship.
As Eric Gill observed in a 1939 lecture, “the word art is now almost exclusively associated, at least in fashionable literary circles, with the fine arts.” Art becomes a matter of “aesthetics,” what Gill calls “beauty mongering.”
“Politics,” too, has narrowed over the past several centuries. For Aristotle and other classical writers, politics was the effort to organize a civic community for the sake of virtue. The end of politics is to achieve the highest good of human nature. Politics is now understood as the practice of gaining and retaining power, with violence (according to Weber) as its distinguishing instrument.
Perl is well aware that the category of “fine arts” has a history, but he doesn’t grasp the havoc this does to his argument. It is dangerous for art to be politicized if one assumes that politics is about partisanship and power. If we take the classical view that politics answers the question, “How ought we to live together?” then the arts are inherently political insofar as they advance the health of a political community in all the ways Perl mentions—by challenging the imperialism of reason, by nourishing imagination, by preserving “the difficulty of beauty in a world dominated by . . . measurements and statistics.”
What Perl offers is in large measure a political case against the politicization of the arts, but because he accepts the modern narrowing of art and politics, he subverts his own case. If art is autonomous, why should it interfere with my measuring and my statistics? If art gets to be free from politics, why can’t politics be free from art? Let the arts stay in the museum and concert hall where they belong, and stop trying to pretty up the real world.
The separation of art and politics creates the conditions for the kind of politicization that Perl rightly condemns, and for the perversion of art that follows from it. Perl would be more convincing and coherent if he offered a lament over the divorce of art and life, but in that case he would have to question rather than defend the modern settlement of arts-and-politics that served up the divorce papers in the first place.
Peter J. Leithart is president of Trinity House. He is the author most recently of Gratitude: An Intellectual History. His previous articles can be found here.
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Ministro Fux derruba censura ao site de VEJA; é a segunda decisão do STF em favor da liberdade de imprensa em 15 dias
Na VEJA.com:
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou uma decisão que obrigava a coluna Radar Online, publicada no site de VEJA, a retirar do ar uma nota que cita o advogado carioca João Tancredo. Foi mais uma decisão em que a corte reafirmou que a liberdade de imprensa é um pilar da democracia.
O advogado contestava uma nota que descreve como familiares de Claudia Silva Ferreira, morta por policiais no Rio de Janeiro, haviam rejeitado os serviços dele e optado por recorrer à defensoria pública do Rio de Janeiro. Tancredo já havia se pronunciado em nome da família e exigido uma indenização de mil salários mínimos ao Estado.
A juíza Andrea de Almeida Quintela da Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, havia decidido que a nota deveria ser retirada do ar, e determinou ainda que VEJA se abstivesse de publicar qualquer outro texto ou reportagem de mesmo teor. Mas o ministro Luiz Fux atendeu a uma reclamação dos advogados da Editora Abril e invalidou a decisão da magistrada.
O ministro Fux endossou a tese de que figuras públicas, como o advogado Tancredo, estão sujeitas ao escrutínio da imprensa, o que inclui o direito à crítica. “Em casos semelhantes ao presente, os Ministros do STF não têm hesitado em suspender atos de autoridade que apresentem, prima facie, embaraços à liberdade de imprensa”, disse ele, na decisão.
“Não há na previsão legal brasileira qualquer possibilidade de se retirar de circulação material jornalístico. Foi sobre essa base que construímos o nosso argumento”, diz Alexandre Fidalgo, da EGSF Advogados, que defendeu a Editora Abril.
No dia 31 de julho, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deferiu uma liminar favorável à da Editora Abril e derrubou uma decisão semelhante, também do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A pedido do mesmo João Tancredo, a corte havia determinado que o site de VEJA e o blog do jornalista Reinaldo Azevedo retirassem do ar uma reportagem que trata do destino dos recursos arrecadados para beneficiar a família do pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido no ano passado.
As decisões do Supremo Tribunal Federal só confirmam a jurisprudência de casos do tipo. Desde que a arcaica Lei de Imprensa foi revogada pela corte, em 2009, os tribunais superiores têm reafirmado que não cabe ao Judiciário determinar a censura sobre reportagens.
Reação da imprensa internacional à morte de Campos deveria envergonhar setores da… imprensa brasileira!
Setores consideráveis da imprensa brasileira parecem um tanto surpresos com a reação da imprensa internacional — e até da Casa Branca, como dizem alguns com espanto! — à morte de Eduardo Campos. Todos os grandes veículos de comunicação do mundo deram espaço e destaque consideráveis à trajetória do ex-governador de Pernambuco que ousou divergir do grupo com o qual se aliara havia muitos anos. Ainda que terceiro colocado na disputa e com chances remotas de se eleger, o candidato do PSB foi saudado, no mais das vezes, como um político operoso e popular e como um democrata. A respeitada The Economist lhe dedicou um de seus obituários, em espaço nobre.
Há, sim, certa surpresa no ar. Não se esperava tanto. E isso dá conta de como o debate político se tornou pobre e bruto no Brasil. Por que a imprensa do mundo democrático dá a Campos uma relevância que ele parecia não ter por aqui? Porque, nesses países, preza-se a divergência como o sal da terra, como o sal da democracia, como o sal de um regime de liberdades públicas.
Entre nós, infelizmente, o debate está acanalhado. Acostumamo-nos a ver a máquina pública a serviço de um governo, de um partido, de milícias de pensamento. Acostumamo-nos a ver palacianos cinzentos operando nas sombras para mudar perfis na Wikipédia. Parece-nos normal que o chefão do maior partido do país faça uma lista negra de jornalistas. Estamos começando a achar razoável que o supremo mandatário do país utilize uma solenidade oficial para fazer campanha eleitoral. Não nos escandalizamos quando um ministro de estado, no uso pleno da máquina pública, ataca adversários não da presidente Dilma, mas da candidata Dilma.
Há um processo de demonização da divergência no Brasil. Ou não vimos uma presidente da República e um ex-presidente a pedir a cabeça de analistas de um banco, o Santander, porque, afinal, não gostaram das afirmações que fizeram? E, acreditem!, muitos jornalistas acharam, sim, razoável a punição. Há dias, fez-se um grande escarcéu porque uma consultoria emitiu críticas duras ao governo. Nas redes sociais, a divergência com a voz oficial é tratada como crime, numa odienta ação de milicianos industriados, que agem a soldo. Até uma subimprensa venal, alimentada com dinheiro público para elogiar o poder e atacar seus críticos, é vista como coisa normal.
Mas não é assim que a coisa funciona mundo afora, não! Ao contrário. As democracias sabem muito bem que é a divergência que torna um regime democrático, já que, como costumo dizer, todas as tiranias dispõem de governo.
De certo modo, a justa repercussão que a morte de Campos tem no exterior deveria nos envergonhar, a considerar o tratamento que mereceu por aqui enquanto estava vivo. Ainda hoje, um notório colunista governista exalta o homem que “buscava o sonho”. Eu aplaudo, e tinha divergências com ele, o homem que queria outra realidade.
Chegou a hora de a imprensa, boa parte dela ao menos, também repensar o seu papel e se perguntar até onde, com alguma frequência, não serve de esbirro a um projeto de poder que pretende eliminar o contraditório.
Time to Come Clean on Torture
As the Senate report on the CIA’s interrogation program comes closer to publication, truths are finally being extracted – not from suspected terrorists, but from publishers and politicians.
The New York Times announced last Thursday that the paper will finally drop the euphemism “enhanced interrogation” in favor of “torture” to describe “incidents in which we know for sure that interrogators inflicted pain on a prisoner in an effort to get information.”
That puts the Times only a week behind President Obama, who conceded the debate himself at a press conference, when he admitted, “We tortured some folks.” He quickly followed this admission with a warning not to draw the wrong lessons from the abuses:
I understand why it happened. I think it’s important when we look back to recall how afraid people were after the Twin Towers fell and the Pentagon had been hit and the plane in Pennsylvania had fallen, and people did not know whether more attacks were imminent, and there was enormous pressure on our law enforcement and our national security teams to try to deal with this. And it’s important for us not to feel too sanctimonious in retrospect about the tough job that those folks had. And a lot of those folks were working hard under enormous pressure and are real patriots.
It’s no coincidence that Obama uses “folks” to refer both to the people tortured and the people doing the torturing. Both uses are distancing and anonymous. There’s no mention of the individuals who were made to undergo simulated drowning (some over a hundred times) or the specific people who signed off on these procedures.
People in both groups have names. And neither group can be accurately treated as a mere matter of historical debate. The torturers have a present, stretching into a future – they walk about, free from legal and social penalties. The victims of tortures have a different present – many of them still incarcerated, some undergoing further agonies – restrained, with feeding tubes forced down their noses, procedures which the United Nations has labeled torture, and which prompted a Navy nurse to refuse to participate in force feeding).
Nevertheless, Obama’s rhetoric consigns them firmly to the past, impossible to interact with. Only a little tweaking is needed to imagine Barabas’s protest from The Jew of Malta in Obama’s mouth: “Torture? But that was in another country; and besides the wench is dead.”
Forced by the facts to talk in terms of “torture,” Obama still managed to keep obfuscating the issue in his statement. The specific weasel words change, but the sentiment remains the same. If Obama means to reassure us that torture was a hard, but necessary choice, he still shouldn’t be warning us about the danger of sanctimony.
Sanctimony is what we feel about other folks’ sins – people who are far enough away for us to scoff at. But the abuses that Obama has finally correctly described as torture weren’t committed by anyone far enough away to allow us to feel a Pharisaical pride that we are not like these tax collectors and torturers.
These crimes against international law and human dignity were committed in the last ten years by Americans operating under the protection and direction of our government. We’re hardly discussing the sins of the father being visited on even the first generation, let alone the third and fourth.
If Obama were honest, he’d say, “It’s important for us not to feel too guilty in retrospect about what we did.” In order to deal justly with our abuses, we need to stop pretending we’re debating what will happen to other folks as the result of their crimes. As time passes, we grow guiltier for not making amends, not more and more innocent, as the initial crime fades into the past.
The Civil Liberties Act of 1988 was passed forty-two years after the internment of Japanese citizens for which it made formal apology and reparations. The “comfort women” forced into sexual slavery by Japan during World War II had to wait until 1992 to receive any kind of apology from Japan.
If the United States continues to acknowledge only the facts of our abuses, and not our culpability, hiding behind claims of hard choices and extremities, American citizens will have no cause for sanctimony. But the rest of the world will.
Leah Libresco writes at Unequally Yoked.
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O queixo de Campos no queixo de seus filhos
Circula na Internet um vídeo que os filhos de Eduardo Campos fizeram em homenagem a seu aniversário. Havia completado 49 anos no dia 10 deste mês. Se tem marqueteiro por trás, isso não sei. Talvez sim. Mas não importa. Há ali espontaneidade, felicidade, alegria de viver genuínas. E se percebe como o caçula, Miguel, é uma criança amada. Vejam.
Campos, tudo indica, era um pai amoroso. “E daí, Reinaldo? Isso não diz nada!” Sim, pais ausentes também podem ser bons governantes, tanto quanto há os extremosos incompetentes. Parece-me que ele conseguia ter uma família de verdade mesmo sendo obcecado pelo jogo político. E isso é uma sabedoria. E, não há como ignorar, deixou, como diria Drummond, um pouco de seu queixo no queixo de seus filhos. E eu me comovo sinceramente ao vê-los.
Admirei especialmente Eduardo Campos quando nasceu o menino Miguel, portador de síndrome de Down. Nem se fez proselitismo nem se procurou esconder o fato. Viu-se tão-somente a imagem de uma criança amada. E essa ainda é a principal carência de milhões de crianças mundo afora.
Que Deus o tenha em bom lugar e conforte sua família!
O Imponderável é o verdadeiro deus da história. Ou: Os “engenheiros de gente” erraram mais uma!
Autoritários de direita e de esquerda não conseguem conviver com o mais severo e perigoso de todos os deuses — o Imponderável. Se é fato, retomo expressão que empreguei ontem, que podemos cercar as margens de erro para obter os resultados ambicionados, não é menos verdade que mais movem a história as circunstâncias que não estão sob nosso controle do que aquelas que podemos escolher. Ainda que alguns sociopatas imaginem que podem determinar a forma do futuro, este se faz de um emaranhado de sistemas que nos escapam. O avião em que viajavam Eduardo Campos e outras seis pessoas foi planejado para não cair. Simulam-se situações de risco às quais a aeronave pode resistir. Mas fatores os mais diversos — naturais e humanos — podem se combinar e pronto! Nada mais será como se apostava antes.
Estamos a menos de dois meses do primeiro turno da eleição presidencial, e tudo pode acontecer, inclusive nada de novo no que diz respeito ao prognóstico. Ainda que a petista Dilma Rousseff venha a vencer a eleição — segundo apontava o retrato momentâneo até ontem —, será com outra narrativa, que não havia sido imaginada por nenhum roteirista, por mais criativo que fosse.
Parece-me difícil, apesar dos fatores contrários, que não são poucos, que Marina Silva, da Rede, não venha a ocupar o lugar de Eduardo Campos na cabeça da chapa da coligação “Unidos para o Brasil”. Ainda que as divergências sejam imensas, não se desprezam, assim, com tanta ligeireza alguns milhões de votos — e ela os tem, isso é inegável.
Não que a presidente Dilma Rousseff, o PT e outros potentados não tenham se movido nos bastidores para tentar inviabilizar a sua candidatura e criar dificuldades para a criação da Rede. Essas mesmas forças se mexeram, note-se, para facilitar a formação de legendas que hoje servem à base aliada. Os leitores sabem o que penso sobre Marina Silva. Tenho horror a seu pensamento — ou seja como se chamem as coisas que ela diz. Mas as manobras de bastidores para barrar a sua postulação são bastante conhecidas e asquerosas.
Vale dizer: os que se querem donos da história e do futuro decidiram operar com determinação para eliminar os adversários — fez-se de tudo, não custa notar, para impedir a candidatura do próprio Eduardo Campos. Vejam que coisa: estivesse Marina com a sua “Rede”, teria um tempo ínfimo na televisão, e o PSB, a esta altura, ungiria um nome apenas para não ficar fora da disputa. Os feiticeiros devem olhar para a realidade agora cheios de perplexidade. É grande a chance de Marina ser candidata à Presidência com uma força que, sozinha, certamente não teria.
A ex-senadora, por sua vez, é sabido, é melhor de voto e de “mídia” do que de articulação política. Campos era o grande organizador do PSB e sua maior figura. De tal sorte seu comando era unipessoal que não deixa nem sequer um candidato a herdeiro. A aproximação de setores importantes do partido com a candidatura do tucano Aécio Neves é uma possibilidade mais do que evidente.
Os “engenheiros do futuro” do PT comemoravam as dificuldades eleitorais de Campos, que não eram pequenas, e contavam com o início do horário eleitoral gratuito para tentar liquidar a fatura ainda no primeiro turno. A possibilidade me parecia remota, mas os petistas estavam bastante confiantes. Se Marina for mesmo a candidata do PSB, o PT precisa ser muito otimista para apostar nessa possibilidade. Mais: Marina atrai com mais facilidade votos que, no que concerne aos valores ao menos, estão à esquerda e não se sentiam identificados com Aécio e com Campos. Acabariam, por inércia, caindo no colo de Dilma; agora, surge uma alternativa.
Pode haver um estresse também nas hostes tucanas? É claro que sim. Só disputa o segundo turno quem passa pelo primeiro, e é evidente que se justifica certo temor no PSDB de que Marina fique com a segunda vaga — e, nessa perspectiva, seu adversário imediato é Aécio. Vamos ver.
Mas o destino também colhe Marina de calças curtas. Como candidata a vice e representante da Rede na aliança, ela podia forçar a mão em favor do seus pontos de vista, contrastando com o PSB, na certeza de que Campos arbitraria o jogo. Esse árbitro, agora, desapareceu. Se for a candidata, passa a falar em nome da coligação, muito especialmente do partido ao qual está formalmente filiada. Vai se adaptar à nova realidade ou será aquela Marina de 2010, que se sentia mera hospedeira do PV?
Está tudo embaralhado. Os “engenheiros de gente” erraram mais uma.
When the Bible Became a Musical
As a rule, I don’t like musicals. Well, it’s not “as” a rule. It is a rule. I do not like musicals. I never watched Glee, unless the women at my house were monopolizing the television. I walked out of The Sound of Music; something about Maria racing to the top of a hill singing with no hint of asthmatic reaction ruined it for me. I did stay through Les Misérables, though dying people singing tend to annoy me, but it was operatic and no one was asking me to believe that perfectly ordinary people frequently burst into spur-of-the-moment song. I never break into spontaneous song, not if someone might be listening. Why should anyone else?
But St. Luke wants us to believe, on this eve of the Festival of Mary, that Mary, Mother of Our Lord, did exactly that.
The appointed Gospel reading for the day is St. Luke’s report of Mary singing the Magnificat to her cousin Elizabeth. Impulsively and with no prior rehearsal she praises God for the Messiah to come through her.
The occasion for this song is what Elizabeth, mother of John the Baptist, has said to her. There are three “blesseds” uttered by Elizabeth. I have a picture of the fetal prophet kicking his mother, forcing them out of her mouth: Kick, blessed! Kick, blessed! Kick!
Anyway, Mary is blessed for the Messiah that is to come through her, and so she is blessed among women. More crucially, she is blessed because she has believed the word given to her. She sings, we are told, yet they are words Rogers and Hammerstein could never have invented.
Divine grace has taken up residence in her, enclosed within her flesh. So it follows: she is blessed. But as with most of God’s blessings, there is an edge. The baby born of her is set for the rise and fall of many in Israel; old Simeon will tell her that. And that same baby will break his mother’s heart; Simeon will tell her that too.
Sure, his little feet will bring Good News from God, yet by that news he shall be pierced and bear scars into eternity. His little hands whose touch shall bring healing, turn water into wine, and multiply the loaves shall be bitten by the nail, bestowing absolution upon us each. He will be Emmanuel, God-with-us, from her womb.
It is for this, St. Luke tell us, that Mary sings.
As honors go it is a strange and terrible one. She is honored by the shame of pregnancy before wedlock and, we might reasonably assume, by the nattering undercurrent of ridicule in her village.
Yet in a theology of the cross it is the very burden of suffering and indignity that carry the glory and honor. The dictum is short and brutal: No cross, no crown.
Thus, Mary, most blessed among women, a peasant girl perhaps of a distant, now dusty royal heritage, is the vessel for the Messiah and is honored for it through pain. Recognizing this honor of God the Church calls her Theotokos: The Mother of God.
We honor her for saying “yes” to God, and praise her for it. God uses Mary, with her weaknesses and her piety, with her shame and her honor, and comes thereby to strengthen our faith. In her he demonstrates his compassion for the lowly. God uses her; I suspect he seeks to use us all.
So we honor Mary by imitating her. Her faith is also our faith, a faith which declares that the child of Bethlehem is for the salvation of the world. We clutch at the same faith and the same hope, believing as she believed, and the savior comes to be born within us as well.
Mary, Mother of our Lord, is most certainly immaculate, pure, and undefiled forever — not because she gave him birth, but first because she heard the Word of God and, impossible though it was, she believed that Word. Her soul rejoices in God her Savior and her son.
For all that St. Luke expects us to believe she sang. I guess I’ll give him a pass on that point. On the whole, I don’t suppose it is any harder to believe that Mary broke into song than it is to believe what Mary believed.
Russell E. Saltzman is a dean in the North American Lutheran Church and assistant pastor of St. Matthew’s Church in Riverside, Missouri. His latest book, Speaking of the Dead, was published last July by ALPB Books. His previous articles can be found here.
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The Hand that Rocks the Cradle
The trends aren’t dramatic, but they are noteworthy nonetheless. Americans are gradually becoming more pro-life. In 2012 Gallup polling found that the percentage of Americans who self-identified as pro-choice was at an all-time low (41 percent), while fully half regarded themselves as pro-life.
Perhaps most remarkable of all, young adults in their twenties and early thirties show surprising sympathy for the pro-life position. This is somewhat unexpected, given that their views are not in general conservative. Most don’t go to church, and they favor same-sex marriage and progressive taxation by substantial margins. Their ideas about sexual morality are markedly non-traditional. Despite all of that, their attitudes towards abortion are if anything less permissive than those of preceding generations.
How do we explain this strange decoupling of views? Is the transgressive thrill of the post-Roe era wearing off? Have medical advances (such as ultrasound) instilled a greater respect for embryonic and fetal life? Or perhaps pro-life campaigns are just working?
A new study suggests that the answer may partly lie in differential fertility patterns. Pro-life people are having more children than their pro-choice compatriots. By raising their kids to share their pro-life views, they may be tilting the country in a pro-life direction.
Northwestern sociologists J. Alex Kevern and Jeremy Freese examined the issue using data obtained through the National Opinion Research Center’s General Social Survey (GSS). Since 1977 the GSS has been asking Americans about their attitudes towards abortion. Using this data, the team found that supporters of abortion on demand had, on average, fewer than two kids for every 2.5 born to parents who favored legal restrictions on abortion. Compared to other measures of public opinion (on gay rights, capital punishment, school prayer and so forth), abortion attitudes were a particularly strong predictor of family size. Over the thirty-four years covered by the GSS, pro-life people have on average had 27 percent more children than pro-choice people.
So, pro-life people have more kids. But that in itself won’t move the country in a pro-life direction, because children may not adopt their parents’ views. The GSS doesn’t supply data on parental attitudes, so it can’t measure their impact directly. However, it does ask respondents how many siblings they have. Using that data, Kevern and Freese examined the relationship between natal family size and abortion attitudes. Perhaps unsurprisingly, people from larger families are more likely to be pro-life. We already know of course that larger families point to pro-life parents. What this data probably shows, then, is that parents are successfully persuading their offspring to share their views on abortion.
Factoring out the differentials in fertility, the sociologists estimated that without them, the American public would be more pro-choice by about 5 percent. That doesn’t fully account for the actual shift in attitudes. But it does suggest that fertility differentials have a real impact on public opinion.
One thing we should learn from the abortion issue is that there is nothing inevitable about our society’s growing progressivism. Trends can change. In the immediate aftermath of Roe, progressives mostly assumed that they had won that debate and that public opinion would follow in due course. That did not happen. The rejection of traditional morals is not simply written into our stars.
For the pro-life activist, this study may offer both hope and discouragement. On the one hand, pro-life people do seem to have bolstered their position by having larger families, and by faithfully teaching their children. That fertility differential still exists (and if anything seems to be widening), and it may bode well for the future. Perhaps over the long run, liberal progressivism will sterilize itself into irrelevance.
On the other hand, Kevern and Freese’s findings indicate that the pro-life movement’s success in changing minds (as opposed to making new ones) may be more limited than some had hoped. As our culture grapples with pressing moral questions, it’s a bit deflating to reflect that our strengths may lie in the long game of childrearing, and not in quicker, less onerous avenues of persuasion.
Applying these lessons to other issues (such as marriage) is even more challenging, but it’s still a worthwhile topic for reflection. The marriage movement is reeling right now after significant losses on both legal and cultural fronts. From the present vantage point, the larger trajectory of that cultural issue can be difficult to see. Are we in a post-Griswold moment, or is it more post-Roe? Once the left’s cultural energy for a particular issue is spent (and ironically, sudden victory can be devastating to social movements), the trend-lines can start to change. That’s the point at which a fertility advantage can really count.
This much at least should be clear. If you want to win the culture wars, have children. And teach them well.
Rachel Lu teaches philosophy at the University of St. Thomas.
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First review of the Kodak PixPro S-1 at Digitalversus.

Image courtesy: Digitalversus
The yet not in Store Kodak PixPro S-1 got reviewed for the first time at Digitalversus (Click here). The camera earns 3 points aout of five and the conclusion says:
It’s great to see Kodak/JK Imaging making headway so quickly and already releasing its first mirrorless interchangeable-lens camera—one that uses an already existing standard (Micro 4/3) rather than simply creating yet another mount. The S-1 is a basic camera, but it also doesn’t suffer any deal-breaking flaws, which is good news for a first release. It is in no way a rough draft, and the firm has a palpable desire to move onwards and upwards. Can’t wait to see what’s next! Until then, we have to say, Panasonic and Olympus’ competing models are the safer choice.
If the camera will ever hit the American and European is unclear. The camera main market will be China and few other Asian countries (at least for now).
Efraim Karsh: It's Anti-Semitism, Stupid
Let's admit it: Israel can never win the media war against Hamas. No matter what it does, no matter how hard it tries.
Not because the Islamist terror group that is raining missiles on its cities and villages and using its own hapless subjects as human shields is the underdog in this conflict, but because the sight of Arabs killing Jews (or other Arabs for that matter) is hardly news; while the sight of Jews killing Arabs is a man-bites-dog anomaly that cannot be tolerated.
Imagine the following scenario: Thousands of foaming-at-the-mouth Jews rampaging through the streets of London and Paris to protest the blitz bombing of their co-religionists by a murderous al-Qaida/ISIS clone. They carry banners urging the killing of all Muslims wherever they are, hurl rocks and petrol bombs at the police, set fire to mosques, destroy Muslim properties and establishments, and attack all Muslims and Arabs coming their way.
Sound incredible? No doubt. For Jews in western (and Muslim) societies are be expected to know their place: to act maturely, responsibly and compassionately, to never fight fire with fire, to always understand the "other," to ever be ready to please, appease, and whenever necessary – turn the other cheek.
Not so Israel's enemies. With a sickening unanimity that has become all too familiar over the past decades, whenever the Jewish state responded in strength to Palestinian terrorism – be it rocket attacks from Lebanon; West Bank-originated suicide bombing campaigns (euphemized as the Aqsa intifada); or rocket, missile and mortar attacks from the Gaza Strip – hordes of hateful, violent demonstrators flocked onto the streets of western cities throughout the world, not to call for peace or an end of violence on all sides but to demonize a sovereign democracy for daring to protect its citizens and to vilify and assault their own Jewish compatriots for no reason other than their different religious and/or ethnic identity.
"Today, non-Israeli Jews feel themselves once again exposed to criticism and vulnerable to attack for things they didn't do," the late New York University professor Tony Judt lamented amid the growing number of hate fests in the early 2000s. "The increased incidence of attacks on Jews in Europe and elsewhere is primarily attributable to misdirected efforts, often by young Muslims, to get back at Israel." [Ed. Note: Unfortunately for the late Judt, his response to anti-semitism was to intrnalize it, instead of rejecting and fighting it: Leon Wieseltier on Tony Judt.Israel inconvenienced his "citizen of the world" philosophy. Jews don't seem to accept that being hated is not their fault.] Anti-Semites, of course, have never been short of excuses for assaulting and killing Jews, and infinitely larger numbers of Jews were exterminated shortly before the founding of the State of Israel than in the 66 years of its existence, not to mention the millions massacred in Europe and the Middle East since antiquity.
Neither did European Jew-haters await Israel's establishment to unleash on the remnants of the Holocaust.
Anti-Semitic sentiments remained as pronounced as ever, especially in Eastern Europe, which witnessed a few vicious pogroms shortly after the end of World War II. Even in Germany, Jews found themselves attacked and abused in public with 60 percent of Germans condoning overt anti-Jewish acts of violence.
Yet if this bleak record failed to prevent an astute student of European history like Judt from falling for the canard that Israeli actions are the cause, rather than the pretext, for the worst wave of attacks on Jews and Jewish targets in Europe since the 1930s, why should one be surprised by its thoughtless dissemination by the international media? If it were not so appalling, one could even marvel in the irony that 80 years after being forced to wear yellow stars so they could be targeted for persecution, European Jews are being instructed to hide any signs of their Jewish identity, for their own protection.
What makes this phenomenon particularly galling is that instead of clarifying in no uncertain terms the unacceptability of this bigotry in civilized societies, western elites have treated these recurrent hate fests as legitimate, if at times excessive, manifestations of Muslim solidarity with the Palestinians, thus providing a safe environment for outright anti-Semitic attitudes and behavior. (As evidenced by the ongoing bloodbaths in Syria and Iraq, the notion of Muslim solidarity is a myth, with far more Muslims killed throughout history by their co-religionists than by non-Muslims.) Just as western politicians and the media have ignored Hamas's indiscriminate missile attacks on Israeli civilians but jumped up and down over Israel's military response, so they have been bending over backward since 9/11 to embrace their Muslim citizens and to accommodate their perceived needs and sensitivities while remaining willfully blind to the fact that it is Jews, not Muslims, whose lives have been most adversely affected by increasing hostile attitudes on the ground – after all it is the Jews, not Muslims of Europe, who are emigrating in record numbers to find a safe haven. It is Jews who feel vulnerable to attack, and who have faced the most violence, and whose institutions from synagogues to community buildings to Jewish newspaper offices have been under heavy police guard for years, because of events in the Middle East – no Muslim community in the West has had to undertake similar security precautions.
The truth of the matter is that since anti-Semites have never really distinguished among Zionists, Israelis and Jews (notwithstanding repeated protestations to the contrary), and since Israel is the world's only Jewish state, it has been tacitly construed as epitomizing the worst characteristics traditionally associated with Jews and has attracted the full brunt of anti-Jewish bigotry and hatred hitherto reserved for individuals and communities, not least because it has reversed the millenarian Jewish condition of dispersal, minority status and powerlessness. If prior to Israel's establishment Jews were despised because of their wretchedness and helplessness, they have hitherto been reviled because of their newly discovered physical and political empowerment.
So much so that 66 years after its establishment by an internationally recognized act of self-determination, the Jewish state remains the only state in the world whose right to self-defense, indeed to national existence, is constantly challenged.
In Lord Byron's memorable words: "The wild dove hath her nest, the fox his cove, mankind their country – Israel but the grave."
The Jerusalem Post
August 11, 2014
Datafolha anuncia pesquisa a partir de amanhã. Será que é mesmo um bom momento?
O Datafolha anuncia que registrou uma nova pesquisa no TSE. As entrevistas já começam a ser feitas nesta quinta. O resultado Já deve vir a público no sábado ou no domingo. Tudo indica que será antes de o PSB e seu aliados decidirem se Marina Silva será ou não a substituta de Campos. Dois cenários serão testados: com a líder da Rede em lugar dele e com candidato nenhum.
Cada um faça o que quiser. Eu escrevo o que penso: acho que, sob o impacto da morte de Campos — que não tende a durar no tempo com a mesma intensidade —, o resultado pode trazer uma distorção importante.
Marina sempre teve um percentual acima do de seu aliado. Eu mesmo lembrei aqui que, no último Datafolha em que seu nome foi testado, ela apareceu com 27%; ele, com 14% — depois murchou. A líder da Rede também não teria hoje a mesma projeção. Mas aparecerá intensamente no noticiário nestes dias.
Há, então, fatores conjunturais aí que podem interferir de maneira importante no resultado da pesquisa, o que tenderia a criar um forte impacto na coligação: um eventual número vistoso, dadas as circunstâncias, praticamente impõe o nome de Marina sem condicionantes. Em vez de ela negociar com a coligação — já que a sua pauta é outra —, podem-se criar as condições para se dar o contrário: a coligação ter de negociar com ela.
E não é só: Campos, o PSB e a sua postulação jamais teriam merecido o destaque que necessariamente terão nestes dias. As circunstâncias trágicas não alteram um dado da realidade. O natural é que haja um movimento de solidariedade misturado a piedade. Aliás, espero que assim seja, se querem saber. Os que não se comovem diante de uma tragédia como essa, digo sem medo de errar, não são pessoas emocionalmente saudáveis…
Se alguém acha que estou a fazer considerações em favor desse ou daquele, erra o alvo. Há o risco até de a candidatura do PT sofrer um impacto negativo. Como ignorar que a hashtag #foiaDilma chegou a integrar os trending topics do Twitter? É claro que se trata de uma bobagem, meio asquerosa até, mas as ondas vão se criando. Até no programa diário que faço na Jovem Pan — Os Pingos no Is —, surgiram hipóteses conspiratórias. É evidente que não vou ficar aqui a negar essa possibilidade porque não faz nenhum sentido. Mas é preciso ficar claro que uma Marina candidata é um cenário pior para Dilma — quando menos porque elimina de vez a chance de vitória no primeiro turno.
Mais: a esta altura, nem se sabe ao certo quando será feita a cerimônia de sepultamento. Vamos acompanhar a coisa nas próximas horas. Será preciso fazer exame de DNA para identificar os restos mortais dos sete ocupantes do avião.
“Ah, mas é interessante saber o que as pessoas pensam, assim, logo depois da tragédia…” É, sim. Mas cabe indagar se, nesse caso, uma pesquisa não se torna, além de medidor de opiniões e escolhas, também um fator eleitoral.
Pinch Me
- Senior Dutch gov’t employee: ISIS a Zionist conspiracy
- Fidel Castro Calls Israel Fascist
- Israel wants to eradicate Palestinians, Saudi minister says
- Hareidi MK Threatens 'Apartheid' Israel with Intifada
- Hamas: Israel Will Pay for Violating Ceasefire
This one takes the cake:
- UN Gaza Probe Head: Me Anti-Israel?l
- UNHRC Goldstone II chair refers to Zionists as our enemies
- Schabas Urged 'Twisting Things' to Get Israel in the Dock
- UN Gaza Probe Judge Won't Deny Double Standard Regarding Israel
- UN Committee on Israel 'Like IS on Religious Tolerance'
Recommended:
Ministério Público: urna eletrônica é falha
Urna eletrônica: conclusão é do MPF em SP, com base em relatório apresentado à Procuradoria dos Direitos do Cidadão por pesquisadores da UnB.
Urna eletrônica é falha, alerta MP
O sistema atual de votação eletrônica é falho e não pode garantir o sigilo do voto e a integridade dos resultados das eleições. A conclusão é do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, com base em relatório apresentado à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). O documento aponta ainda outras vulnerabilidades no programa usado nas urnas eletrônicas, com “efetivo potencial para violar a contagem dos votos“, destaca.
Consta de investigação preliminar do procurador Pedro Antonio Machado que urnas eletrônicas submetidas a teste de segurança apresentaram fragilidade principalmente para garantir o caráter secreto do voto.
Em tese os votos devem ser armazenados na urna eletrônica e misturados aleatoriamente pelo software programado para seguir um padrão matemático. No entanto, durante prova técnica laboratorial conduzida em 2012, os pesquisadores conseguiram colocar em ordem os 950 registros usados no teste, que foi realizado em atendimento a chamada pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O responsável pelo relatório, professor Diego Aranha, alertou para o fato de a prova revelar a possibilidade de descobrir em quem o eleitor votou: “Com a reordenação dos votos, é possível, sabendo os horários que os eleitores foram a determinada seção eleitoral, descobrir em quem eles votaram, sendo certo que, para isso, basta que um dos fiscais anote tais horários”, esclareceu o especialista, que hoje atua no Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “No caso de personalidades, como candidatos das eleições majoritárias, basta que se acompanhe o noticiário para saber o horário em que exerceram o voto”, complementou Aranha.
De acordo com o documento a falha foi descoberta com rapidez pela equipe da UnB.
No entanto, devido às restrições impostas pelo comitê organizador do TSE, os pesquisadores não puderam submeter tais vulnerabilidades a novos testes, que poderiam demonstrar a existência de mais fragilidades. Segundo Aranha, os pesquisadores tiveram acesso ao código-fonte (programa em linguagem de computação) do software de votação por um período de apenas cinco horas.
Após os testes de 2012, a área de tecnologia da informação do TSE deveria corrigir as falhas apresentadas pela equipe da UnB. O detalhamento e a verificação de outras vulnerabilidades, no entanto, não avançaram. Para as eleições deste ano o tribunal não vai realizar novos testes públicos na urna eletrônica, como vinha fazendo desde a eleição de 2010. Para a próxima eleição foi criado um grupo de trabalho – quase todo integrado por servidores do próprio TSE – pela portaria nº 215 do diretor-geral da secretaria da corte eleitoral. O objetivo é estudar e propor soluções aos problemas referentes à segurança do sistema automatizado de votação adotado no país.
Os autos foram encaminhados ao procurador regional eleitoral André de Carvalho Ramos. Ele deve remetê-los ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de SP, que dará conhecimento ao TSE.
Fonte: http://www.jogodopoder.com/blog/politica/ministerio-publico-urna-eletronica-e-falha/#ixzz3AKFkCCsv
Um fio de esperança na guerra entre Israel e os terroristas do Hamas
As delegações de Israel e dos palestinos chegaram a um acordo na noite desta quarta-feira para estender o cessar-fogo por mais cinco dias. O governo israelense aceitou a proposta, ainda que, duas horas antes do cessar-fogo anterior, de 72 horas, dois foguetes oriundos de Gaza tenham caído em território israelense. A Força Aérea do país retaliou, sim, o ataque — e não abre mão de fazê-lo, está claro — sem que isso implicasse recusar a trégua. Um dos porta-vozes do Hamas, Sami Abu Zuhri, negou que o grupo fosse autor do ataque.
O Egito negocia uma proposta que contempla a amenização do bloqueio a Gaza, com algumas medidas urgentes e outras de mais longo prazo. De imediato, seriam abertos mais postos na fronteira e haveria uma ampliação da área destinada à pesca. Segundo fontes do governo egípcio, as divergências no momento são mais de redação do que de conteúdo. Tomara! Israel, por sua vez, deixou claro que não aceita o Hamas como interlocutor e que o negociador do outro lado tem de ser, necessariamente, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina. Segundo essas mesmas fontes israelenses, informa o jornal El País, o Hamas abandonou a sua postura de “ou o fim do bloqueio ou nada” por “queremos uma mudança substancial na situação de Gaza”.
Pois é… Aí vêm dificuldades de várias ordens. Israel é uma democracia parlamentarista, e o governo é obrigado a submeter uma decisão dessa natureza ao gabinete. O primeiro-ministro, Benyamin Netanyahu, teme que a ala mais à direita do governo recuse o acordo já que diz não aceitar a negociação com “terroristas”. É o caso, por exemplo, do loquaz e cada vez mais influente ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman.
Vamos ver como o Hamas e a Jihad islâmica se comportam desta vez. Parece evidente que Israel considera ter feito ao menos o suficiente para essa incursão. Se, de fato, aceitar amenizar as condições do bloqueio, está dando um passo importante para o fim desta jornada ao menos. A ser verdade que o Hamas rebaixou a sua exigência, um armistício pode estar próximo. Até quando? Eis a questão.
O Hamas é cínico, e isso é apenas um fato. Afirma, por exemplo, não saber quem andou disparando foguetes contra Israel antes do fim da trégua anterior. É mesmo? Gaza é pouco maior do que a metade de Dois Córregos: 365 km² contra 632 km². Os terroristas, que controlam até o que se pensa no local, tentam fingir que é possível haver uma base de lançamento de mísseis sem que eles saibam. É uma piada macabra.
Mas vamos lá. Há um fio de esperança. Agarremo-nos a ele.
Foguete lançado a partir de Gaza atinge Israel
Na VEJA.com:
Como ocorreu em outras tréguas temporárias na Faixa de Gaza, as hostilidades foram retomadas antes do fim do prazo com o lançamento de foguetes contra Israel. Nesta quinta-feira, a polícia israelense informou que um míssil atingiu o sul do território duas horas antes do fim do cessar-fogo. Pelo acordo que entrou em vigor na segunda-feira, a trégua de 72 horas terminaria apenas à meia-noite desta quinta, no horário local (18 horas de Brasília). O foguete caiu em uma área aberta perto de Ashkelon, sem deixar feridos, segundo a polícia de Israel. Segundo a imprensa israelense, o Hamas, grupo fundamentalista palestino que controla Gaza, negou ser responsável pelo disparo.
Durante o período de trégua, delegações palestinas e de Israel tentaram negociar, intermediadas pelo Egito, um cessar-fogo mais duradouro, sem sucesso. Os terroristas do Hamas insistem na suspensão do bloqueio a Gaza como condição para acabar com os ataques. Para Israel, acabar com as restrições significaria abrir caminho para o Hamas obter armas do exterior.
Israel lançou uma operação no dia 8 de julho para conter os disparos do Hamas contra seu território, e as tensões aumentaram na região desde então, obrigando o governo a avançar para uma ofensiva terrestre. Durante o cessar-fogo Israel retirou as tropas de Gaza. O conflito já deixou quase 2.000 palestino mortos, a maioria civis. Do lado israelense, 64 soldados e três civis também morreram em decorrência dos confrontos.
“Youssef era um banco”, diz contadora de doleiro
Por Gabriel Castro e Marcela Mattos, na VEJA.com:
Em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Meire Bonfim Poza confirmou nesta quarta-feira que políticos receberam dinheiro do doleiro Alberto Youssef, pivô de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no país. Contadora de Youssef, a quem classificou como “um banco”, ela disse que só apontaria inicialmente o nome do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), que responde a processo de cassação de mandato. A contadora foi chamada pelo colegiado para ser ouvida como testemunha do processo contra Argôlo.
“Alberto Youssef era um banco. Ele emprestava dinheiro, pagava contas e dava presentes”, disse ela aos deputados. Questionada pelo relator do caso, Marcos Rogério (PDT-RO), sobre os nomes dos políticos que participaram da trama criminosa de Youssef, ela respondeu: “Eu preferia me limitar a falar hoje do deputado Luiz Argôlo”.
Sobre o deputado baiano, a contadora afirmou taxativamente – mais de uma vez – que ele mantinha contato com empresas que destinaram dinheiro para o esquema de lavagem e pagamento de propina. “Ele chegou a receber, sim. Inclusive, da última vez em que esteve em São Paulo eu o encontrei. Ele foi buscar dinheiro e iria embora nesse mesmo dia. Não pôde ir embora porque o dinheiro não chegou e ele ficou em São Paulo até o dia seguinte até depois que pegasse o dinheiro.”
Os pagamentos, segundo a contadora, eram feitos em dinheiro ao próprio deputado. Em outros casos, Youssef determinou que as transferências fossem feitas por meio de transferências bancárias – nesse caso, segundo ela, o parlamentar não foi beneficiado diretamente. Meire Poza citou duas pessoas cujas contas receberam dinheiro destinado ao parlamentar: Manoelito Argôlo, pai do deputado, e Élia da Hora.
A contadora disse ainda que o doleiro era sócio do deputado em duas empresas sediadas em Fortaleza: a M.Dias Branco e a Grande Moinho Cearense. Elas teriam recebido mais de 1 milhão de reais do esquema. Meire citou ainda a empresa Labogen, pivô das denúncias que recaíram sobre o ex-petista André Vargas. Disse que Leonardo Meirelles, sócio do doleiro, fazia entregas e buscas de dinheiro.
Meire Poza também confirmou que a empreiteira Mendes Júnior firmou contratos de fachada e fez pagamentos para a empresa GFD, de Youssef, que não exercia nenhuma atividade real além da emissão de notas frias. “A própria Mendes Júnior chegou a enviar os contratos prontos. E quem atuava era o Alberto. A operacionalização toda era feita pelo Alberto, pessoalmente”, afirmou a contadora. A suspeita é de que o esquema do doleiro era utilizado para lavar dinheiro desviado de contratos de estatais, inclusive a Petrobras.
Revelações
Meire Poza é considerada testemunha-chave da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que levou Youssef à prisão em março. O convite para ouvir a contadora ocorreu depois da entrevista dela a VEJA, na qual contou um pouco do que presenciou durante os mais de três anos em que prestou serviços ao doleiro. Meire Poza era responsável por manusear notas fiscais frias, assinar contratos de serviços que jamais foram feitos e montar empresas de fachada destinadas à lavagem de dinheiro. Nesse período, ela viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras e chegando às mãos de notórios políticos.
A VEJA, ela citou nomes de outros políticos: o ex-petista André Vargas (PR), que também responde a processo de cassação na Câmara, o senador Fernando Collor (PTB-AL), o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) e o ex-ministro e atual conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia Mário Negromonte, filiado ao PP.
Luiz Argôlo é alvo de dois processos disciplinares na Câmara depois de a Polícia Federal ter encontrado registros de repasses de recursos de Youssef a ele. Um dos depósitos, no valor de 120.000 reais, teria sido depositado na conta de Vanilton Bezerra, chefe do gabinete do deputado. Em depoimento ao colegiado na semana passada, Bezerra negou ter recebido qualquer valor do doleiro. Mas o comprovante de depósito no valor de 8.000 reais, ao qual o site de VEJA obteve cópia, desmente sua versão. Ainda recaem sobre Argôlo as suspeitas de que ele tenha recebido de Youssef dois caminhões de bezerros.
Against Obsessive Sexuality
For the March issue of First Things, I wrote an essay called “Against Heterosexuality.” In brief, my argument was that the concept of sexual orientation is not historically inevitable, not empirically accurate, and not morally useful. The heterosexual-homosexual dichotomy is counterproductive to encouraging the virtue of chastity, so we Christians should do our best to eliminate “gay” and “straight”—especially “straight,” actually—from the way we think and talk about sex, always with prudence directing us as to the particulars. There is an apologetics benefit to this general approach, since a generation from now, our culture will almost certainly have abandoned the bizarre psychosexual determinism of this outdated framework anyway.
There are also pastoral benefits to exorcising orientation, which is one thing I’d like to focus on here. I wasn’t able to spend too much of my original essay applying these principles to the way we ought to form our Christian children. But the desire to improve the care we offer our confused and suffering young ones was my main motivation for diving into this issue in the first place, so the pastoral aspect of this thing seems worth returning to.
I also have a more immediate reason for zeroing in on this side of the question. Every single critic of my essay from the sexually libertine camp is hung up on pastoral concerns. From Slate to Think Progress to Commonweal, my progressivist reviewers worry that, if ever achieved, my hope of obliterating sexual orientation from our popular Christian anthropology would condemn some people to a tragically unhappy fate—specifically those who today would tend to identify as homosexuals.
But first, I should address one other complaint that almost all of my critics have raised. I’m told that I have misunderstood queer theory, because even if Foucault is right that sexual orientation is a cultural construct that was invented in the late nineteenth century, that doesn’t entail that sodomy is therefore evil. To this I can only answer: well, obviously. Somehow my respondents mistook “Against Heterosexuality” for an attempt to prove that same-sex sexual activity is immoral. But the sinfulness of sodomy was there not as a conclusion but as a premise. I was drawing on the anti-essentialist insights of queer theory not to demonstrate the soundness of the Christian sexual ethic, but to persuade those already convinced of this ethic to ditch the unnecessary and unhelpful sexual-orientation framework.
What Foucault and his postmodern progeny can teach us is that sexual orientation is just one attempt out of many to understand human sexuality, and that it’s hardly obvious or uncontroversial that it gets sexuality right anyway. I added that, therefore, the moral conclusions that seem to harmonize best with this gay-straight story are not our only viable options. If the notion of an all-important exclusive inclination towards sex with men is as sociologically unprecedented and bizarre as the notion of an all-important exclusive inclination towards sex with redheads, then this thing begins to look a lot less straightforward and serious.
For the Christian, that is a crucial realization, since our moral precepts don’t seem to jive too well with a system that takes sexual orientation as its highest organizing principle. If what I fundamentally am is a sexual being ordered to fulfillment by romantic coupling with either opposite-sex or same-sex individuals exclusively, then Christian moral teaching does look like it arbitrarily frustrates the flourishing of every person who happens to fall in the latter group. But that is not what I fundamentally am, so that conditional ends up not mattering at all. Debunking orientation doesn’t demonstrate that we Christians have it all right, but it at least gives us an opportunity to make our case without being shut down as prejudiced and unprincipled from the get-go.
So I don’t expect my libertine detractors to walk away convinced that I’m right about the sinfulness of sodomy. For now, our disagreement on that subject seems to be pretty much intractable. But their criticisms do give me the opportunity to elaborate the positive program that I would have replace sexual orientation, which I think is worthwhile both so that traditional Christians can appreciate what we have to offer here, and so that our interlocutors can better understand the rival tradition they’re competing against. If we can’t overcome all of our disagreements, the hope is that we can at least make them more constructive.
With that goal in mind, let’s look at the pastoral advantages of discarding sexual orientation. One of my critics sets up the question rather nicely by offering this autobiographical reflection:
When I was eight or nine, I used to get a funny, animated feeling watching the boy next door mow the lawn. Did I sexually desire him? Not really, no. I certainly didn’t desire to have sex with him, or even to kiss him: I just felt a kind of amorphous excitement in his presence. It wasn’t until much later that I could retroactively characterize that excitement as a “gay feeling” and the person experiencing it (me) as a “gay person.” Now when I’m in the presence of a handsome guy, my desires are much more specific. What the “etiological” social constructionists [like Hannon] are saying is that the experiences I had in the interim helped to form those desires. They did not merely give me the terminology for them—although that fact is important, too. They shaped their contours.
How should we be educating and forming this eight-year-old boy and his peers? That is our pastoral question.
As he goes on to elaborate, my respondent here thinks that the orientation narrative is the answer, since eventually it helps channel this adolescent “amorphous excitement” into sexual-romantic relationships with members of the same sex. He couldn’t be more wrong. Sexual-orientation language sows misunderstandings about what that “amorphous excitement” is, what the desire there is ultimately for, how it should be fulfilled, and what gets in its way. So what is the Christian alternative?
A young child captivated by the lawn-mowing boy next door could be experiencing a couple of entirely legitimate things. First, he could be recognizing the beauty of the boy and desiring to delight in it. Second, he could be recognizing the goodness of the boy and desiring to move towards it. Both of these are totally appropriate reactions, because it’s true that the boy is both beautiful and good. The moral question we’re left with is how he ought to delight in the boy’s beauty and move towards his good. The end having been determined, what are the proper means for attaining it?
The libertines would say that, finally, what satisfies these young boys’ desires towards persons of the same sex is genital delight and romantic intimacy. I think that’s ridiculous, not only because such a sexual union would be immoral and thus could never bring about happiness, but also because it’s an insult to the boys’ true potential intimacy. The relationship perfective of these boys’ longing for union is not marriage but friendship, which, believe it or not, is a far better thing anyway.
Today we tend to mistake friendship for a lower-order good than marriage (or even than a nonmarital romantic union). We wrongly view platonic intimacy as just a watered-down version of erotic intimacy. Think of the perverse expression “just friends.” Think of J.K. Rowling’s stupid regret that she never made Harry Potter and Hermione Granger a couple, since apparently they would have had a truer connection if only they’d spent more time “snogging.”
The traditional Christian view corrects this misunderstanding. Chaste Christian friendship is an even nobler relationship than the sexual union that finds its proper place in marriage, for such friendships are united by our highest common good, namely God. Don’t misunderstand me: the familial good of husband and wife is a true natural good, and it is glorified in the Age of the Church especially by being raised to the status of a Sacrament and by imaging for us the perfect union of Christ and His Church. That said, this familial good falls lower in the hierarchy of human goods than the good of Christian friendship. The good proper to Christian friends, that which unites them as friends and that toward which their friendship by its nature inclines, is not just the family but God himself.
Why isn’t marriage immediately ordered to God by its nature, the way Christian friendship is? After all, St. Paul makes it very clear in 1 Corinthians 7 that marrying “is no sin.” He even recommends marriage as the best course of action for the sexually incontinent, since “it is better to marry than to burn with passion.” The Apostle provides our answer just a few verses later: in contrast to the single-minded purpose of the unmarried, “the married man[’s] . . . interests are divided.” It is not that the married state is wicked—it isn’t—but simply that it is less good than the celibate alternative. For marriage, which St. Paul identifies as a concession to human weakness, lacks the integration of a life consecrated totally to God. By its essential involvement with lower goods, married life diverts attention from the highest good. There is nothing evil in it, but its goodness is less pure than the celibate state, like an alloy compared with solid gold.
The marital act itself provides a particularly clear illustration of such dis-integration. Despite celebrity chastity speakers’ insistence to the contrary, sex isn’t the ultimate preview of the beatific vision but a distraction from it. Otherwise we would have a Mormon or Muslim heaven to look forward to, when instead Our Lord assures us that “in the resurrection they neither marry nor are given in marriage, but are like angels in heaven.” This is what St. Thomas Aquinas means when he compares sex to sleep. Neither of these activities is immoral, but both place real limitations on our beatitude in this life. By absorbing us in lower things, sex and slumber temporarily incapacitate our rational powers, which are our highest human powers and our most godlike powers. That is why chaste friendship is even better than sexual union: because it is totally ordered to the best things without diversions from below.
Even Plato recognized the superiority of celibate friendship to carnal unions, at least in the abstract. But while Plato appreciated that friendship joins persons in a higher way than marriage, he regretted that a life built exclusively around this noblest sort of relationship seemed impossible to achieve. In a pre-Christian age, it pretty much was. Centuries later, however, in De Vera Religione, St. Augustine was able to praise Plato for his insight and shed some supernatural light on it. The noble pagan had at least realized that, if it were feasible, belonging to a community of men or women living in chaste intimacy ordered to our final end would be the best sort of life we could live.
Now this very thing has come to pass,” says St. Augustine. By the grace of Christ Jesus in the gift of religious life, the naturally impossible has been made supernaturally possible. Religious communities provide the ideal context on earth for chaste friendship: a celibate common life directly and exclusively ordered to union with God. In itself, the relationship between religious brothers or sisters is even more intimate than that between spouses. And although the life of the vowed religious is more comprehensively ordered to these ideal relationships than a secular life ever could be, married and single persons can also have some partial share in this greatest of unions, through their chaste friendships with other men and women besides their spouse.
Actually, counterintuitive as it may be, a Christian husband and wife can even participate in celibate friendship with one another. Unlike pre-Christian marriage, which is a mere ordinance of nature, sacramental marriage is meant to issue forth in genuine friendship. However, it achieves this only insofar as the spouses’ union comes to be ordered beyond mere earthly, familial things to heavenly ones. So then it is qua chaste friend, and not qua spouse, that the relationship between husband and wife is elevated to this noblest of ranks. Under the precise aspect by which spouses are friends, they are celibates. Of course, the Holy Family provides the most perfect example of this sublime truth.
Our tradition provides so many beautiful models of chaste friendship. Think of David in the Old Testament, whose love for Jonathan “was wonderful, passing the love of women.” Or recall the union of Sts. Basil and Gregory Nazianzen: “When, in the course of time, we acknowledged our friendship and recognized that our ambition was a life of true wisdom, we became everything to each other: we shared the same lodging, the same table, the same desires, the same goal. Our love for each other grew daily warmer and deeper.” St. Gregory goes so far as to say, “We seemed to be two bodies with a single spirit.” And then there is St. Aelred of Rievaulx, whose little treatise On Spiritual Friendship is one of the most underappreciated treasures of our tradition: “In human life nothing holier can be desired, nothing more useful sought after, nothing is harder to find, nothing sweeter to experience, nothing more fruitful to possess than friendship.” None of these holy men were lovers in the sexual sense. They were true friends, which is a far more intimate and exalted thing.
So what should we say to my critics’ pastoral concern? Is my proposal for eliminating sexual orientation from our Christian discourse about sex going to damn so many of our adolescents to misery? Are our young boys who are captivated by other young boys going to live their entire lives in sorrow? Not at all.
By getting the lies of sexual orientation out of the way, we will be able to show our Christian children something better—whatever sex their attractions happen to trend toward in aggregate. Corrupting temptations of various sorts may still enter the picture, some lust-related and some not, for Satan loves to try to pervert our greatest goods. But at least the beautiful ideal of chaste friendship will be recognized, and our children can order their lives to attaining it.
What we should avoid is reifying that tendency to temptation, the way that sexual orientation does. By treating lustful desires as an essential part of his personality, a man sets up a seemingly insurmountable barrier to chaste intimacy, and there is absolutely no reason for it. Some people may happen to be tempted more than others in some regard. So what? We’re all human and we’re all fallen. We all need to work around our temptations and overcome them where possible. But we should never identify them with who we are, or waste more anxiety on them than they deserve. That would be a crippling impediment to our freedom and happiness, and a totally unnecessary one. Friendship is God’s gift to all of his children, not just to self-proclaimed “heterosexuals.”
So the overly eroticized sexual-orientation story, which says that young boys who are drawn to other young boys should eventually grow up to rub genitals with them, cheats them out of the most perfect human relationship possible. Boys are drawn to each other and ought to be drawn to each other, not for carnal pleasure but for spiritual pleasure. They really were made for union with one another. It just isn’t a union in which their penises feature all too prominently. What unites them is an even higher good than the sexual good of family life. In the case of true Christian friendship, their good as friends is God himself.
If we Christians can offer our children an anthropology immune from the lies of sexual orientation, then we will be able to form our young ones in this the greatest of human relationships, which will make them so much happier than sex, even properly marital sex, ever could. As St. Thomas Aquinas reminds us, “There is nothing on this earth more to be prized than true friendship.”
Michael W. Hannon enters postulancy with the Norbertines of St. Michael’s Abbey on St. Monica’s Day, August 27th. He requests your prayers for his perseverance in the vocation, and he promises to pray for the whole First Things community.
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A morte de Eduardo Campos e o futuro
Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República, ex-governador de Pernambuco e ex-ministro, está morto. Tinha 49 anos. Um acidente aéreo, em circunstâncias ainda desconhecidas, pôs fim a uma trajetória exitosa. Há exatos nove anos, morria Miguel Arraes, seu avô, de quem era o herdeiro político. Querem saber? Pior para o país. O que vai acontecer agora? O resto é escuro.
Por mais que seja desagradável entrar neste tipo de conjectura, ela precisa ser feita. Vamos ao que não pode ser feito: o PSB e os partidos que compõem a coligação não podem, por exemplo, se coligar a uma nova frente partidária. Ficam com uma de duas escolhas: ou lançam uma candidatura ou não lançam ninguém. Nessa segunda hipótese, mesmo sem coligação formal, seu tempo na TV não pode nem ser usado em defesa de outra candidatura.
A saída que parece natural — desprezados os fatores contrários, dos quais tratarei — é Marina Silva, que veio da Rede, mas está filiada ao PSB, se transformar na candidata do partido. Não custa lembrar que, na última pesquisa Datafolha em que seu nome foi testado, em abril, ela apareceu com 27% dos votos, contra apenas 14% de Campos. Isso não quer dizer que os números se repetiriam hoje. O tucano Aécio Neves, então, tinha apenas 18%; no mais recente Datafolha, está 20%. O ex-governador de Pernambuco havia caído na preferência do eleitorado e marcou apenas 8%. Se e quando o nome de Marina voltar a frequentar as pesquisas, o que vai acontecer?
A realização de um segundo turno sempre foi mais provável com Marina como candidata do PSB do que com Campos. E esse será certamente um fator muito forte a pesar em favor do seu nome. Mas a solução não é nada simples.
Campos e a líder da Rede conseguiram firmar um entendimento que transitava muito mais no terreno afetivo do que no das afinidades eletivas. A relação de Marina com o PSB chega a ser, em muitos casos, explosiva. Há mais divergências de ponto de vista do que convergências. O tempo na TV, destaque-se, é do partido. Com Campos vivo, sempre se apostava que os dois conversariam e que se chegaria a um consenso ao menos afetivo. Sem ele…
Não é só uma questão de agenda, não. Também há dificuldades nos Estados. Marina tentou implodir uma série de alianças feitas pelo PSB — e São Paulo é um exemplo claro disso. A dificuldade, em suma, está em o PSB ungir a candidatura de alguém que sabe não pertencer ao partido. Daqui a pouco, não é segredo para ninguém, ela ruma para a sua própria sigla e leva junto os membros da Rede que conseguirem se eleger.
Não há perspectiva de futuro que consiga, no entanto, nos tirar da perplexidade.
Guerra da Água: nos corredores do governo Dilma, fala-se até em intervenção federal em SP! Uau! Com o voto, eles não tomam o Estado; quem sabem com tanques…
O governo Federal decidiu deflagrar a “Guerra da água contra São Paulo”. Com a ajuda de setores da imprensa, está promovendo uma lambança dos diabos, fazendo baixa exploração política da crise hídrica e mobilizando órgãos federais para fazer política eleitoral. Vamos lá. A crise hídrica que afeta o Estado — pela qual, segundo a presidente Dilma, Alexandre Padilha e Paulo Skaf, o culpado é o governador Geraldo Alckmin — também afeta a produção de energia elétrica. E, nesse caso, todos esses valentes dizem que o culpado é Deus.
Há uma verdadeira torcida, muito mal disfarçada, pelo colapso de abastecimento de água em São Paulo. A ideia é ver se saem votos contra Alckmin das torneiras secas. Mas, até agora, o colapso não veio. E isso está deixando muita gente nervosa. Mas há, sim, o risco de uma outra crise: a de energia elétrica. Dilma está começando a vislumbrar o fantasma do apagão. Entendam: as chuvas que faltam para encher os reservatórios de São Paulo também faltam para as hidrelétricas. E como fica a promessa da governanta? Pois é…
Agora vamos aos fatos… político-hídricos. A água liberada pela usina do Rio Jaguari para o rio Paraíba do Sul sempre foi de 10 m³/s. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) mandou elevar esse volume primeiro para 42 m³/s. Depois, baixou para 30 m³/s. Seguindo ordens do governo do Estado, a Cesp não obedeceu à determinação. E por que não? Há o risco de desabastecer cidades de São Paulo que dependem dessa água.
Mas por que é preciso elevar a vazão? Porque Dilma quer gerar energia elétrica com ela; quer mais água para a Light — sim, leitores, é o medo do apagão; aquele que ela sempre tratou como se fosse coisa de lunáticos ou de sabotadores. Vale dizer: a presidente não quer rolo para o seu lado e resolveu jogar a batata quente no colo alheio. Ocorre que, para crise de abastecimento de energia, existem as termelétricas; para a de abastecimento de água, não.
É incrível a máquina mobilizada para demonizar o Estado de São Paulo. Ela começa ignorando a lei e termina na franca utilização do aparelho de Estado em favor da baixa política. Existe a Lei 9.433, de 1997, que é claríssima, a saber:
Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos:
I – a água é um bem de domínio público;
II – a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico;
III – em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais;
Fim de papo. Mas estamos na era dos leitores criativos de leis. Na Folha, o professor da Unicamp Antonio Carlos Zuffo afirma o seguinte. “Isso depende de cada município decretar estado de emergência. Enquanto eles não fazem isso, a situação é tida como normal”. Segundo o raciocínio, parece, não caberia, então, aplicar a lei. Ora, o texto legal está aqui. Procurem aí onde está escrito que a lei só se aplica mediante uma “decretação oficial de escassez” — seja lá o que isso signifique. Tenham paciência! De resto, que os municípios que hoje dependem da água do Jaguari decretem, então, a emergência, ora bolas!
Nos corredores do governo Dilma, fala-se até em uma intervenção do governo federal, já que os rios são propriedades da União. Uau! Convenham: há gente doidinha para botar a mão em São Paulo, não é mesmo? Como é difícil fazê-lo pelo voto, com a concordância do eleitor, quem sabe com tropas… Os petistas, afinal, gostam de mimetizar Getúlio Vargas…
Sim, é preciso parar com a exploração e com a vigarice política em torno dessa questão. Dilma não quer apagão, e Alckmin não quer desabastecimento de água. Como ele não está explorando o risco de parte do país ficar às escuras, ela deveria recomendar a seus companheiros que parem de fazer proselitismo sobre a crise hídrica. Afinal, não fica bem à presidente da República tentar punir São Paulo porque ela está com medo dos efeitos eleitorais de uma possível falta de energia elétrica.
Sem dúvida, os rios são federais. Mas os paulistas pertencem a um dos entes federados, governanta!
O detestado Agnelo, do DF, jura estar vendo uma luz no fim do túnel. Quem sabe seja a candidatura de Rollemberg vindo em sentido contrário…
Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal (PT) e candidato à reeleição, pode achar que está vendo uma luz no fim do túnel. Talvez seja a candidatura do hoje senador Rodrigo Rollemberg, do PSB… Explico. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal impugnou, por 5 votos a 2, o nome de José Roberto Arruda, do PR. Segundo a mais recente pesquisa Ibope, o ex-governador e ex-presidiário tem 32% das intenções de voto; o atual governador vem em segundo, com 17%, seguido por Rollemberg, com 15%.
A candidatura de Arruda foi impugnada com base na Lei da Ficha Limpa. Ele foi condenado no dia 9 de julho, em segunda instância, por improbidade administrativa, o que implica perda dos direitos políticos por oito anos. Terá ainda de ressarcir R$ 300 mil aos cofres públicos. Seus advogados vão recorrer ao TSE alegando que o prazo para avaliar a inelegibilidade esgotou-se no dia 5 de julho, limite para o registro das candidaturas. Como, até ali, não havia essa condenação em segunda instância, seu nome não poderia ser impugnado por algo que aconteceu depois.
Não entro no mérito de quem é Arruda e do que ele fez — já escrevi aqui que, por meu gosto, ele estaria na Papuda, mas acho que o argumento faz sentido. É preciso haver um marco temporal. Mas a decisão caberá aos sete ministros do TSE. Até lá, ele pode continuar a fazer campanha.
Também já escrevi aqui que Agnelo Queiroz faz um governo de tal sorte mal avaliado que até um ex-presidiário é considerado favorito. Se Arruda ficar mesmo fora da disputa, crescem enormemente as chances de Rollemberg se eleger governador. Nem tanto pelos votos que ele tem, mas sobretudo pelos votos que Agnelo não tem. Segundo a pesquisa Ibope, registrada no TSE sob o número 267/2014, divulgada no dia 30 de julho, nada menos de 48% dizem que não votariam no petista de jeito nenhum. A rejeição a Arruda é de 32%, e a Rollemberg, de apenas 7%. Vale dizer: qualquer adversário tem uma chance enorme de se eleger se disputar o segundo turno com Agnelo.
O PT está mal no Distrito Federal. Seu candidato ao Senado, Geraldo Magela, está com 16% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Gim Argello, do PTB, com 13%. Em primeiro, com 31%, está Reguffe, do PDT.
Para registro: o TRE-DF impugnou também a candidatura de Jaqueline Roriz (PMN), filha de Joaquim Roriz, à Câmara Federal. Ela foi igualmente condenada por improbidade administrativa.
Primeiras leituras
Faço uma lista de indagações, na esperança de que alguém mais inteligente, mais esperto ou mais informado do que eu me ajude
Lya Luft | Veja
Imagem: Internet
Começando esta coluna lembrei de lhe dar o título acima, porque me vejo cheia de indagações a que ninguém ainda respondeu a meu contento. Faço aqui uma lista delas, na esperança de que alguém mais inteligente, mais esperto ou mais informado do que eu me ajude:
- Por que, se não estamos nem em Israel nem em Gaza, morrem tantos inocentes por aqui, diariamente – homens, mulheres, velhos, crianças – encurralados nas ruas e em casa por criminosos que acabam em sua maioria impunes? Por que andamos feitos ratos assustados mesmo em nossas cidades menores? Moradores de países conflitados dizem que suas crianças nem conhecem a paz. Muitas das nossas só conhecem a violência.
- Por que o assunto Pasadena nem se encerra nem se abre direito? Revelações cada vez mais escabrosas vão juntando infratores de todo o tipo, cor, classe, partido e escalão, tão bem disfarçados e protegidos que até os mais infratores pareciam inocentes, e os mais inocentes podem ser acusados de infratores – o que está acontecendo com o Brasil?
- Como é possível que agora se descubra que nos depoimentos nessa CPI da Petrobrás pessoas ditas sérias e competentes receberam as perguntas antecipadamente, portando-se como moleques que fazem cola no vestibular – roubando-nos as últimas pequenas esperanças de confiabilidade -, e nada sério aconteça?
- Por que os processos que deveriam expor nossas feridas, encontrar, mostrar e punir culpados dos mais variados crimes se arrastam anos, décadas a fio, e ninguém se anima a fazer uma reforma no nosso Judiciário, que impede a polícia de prender criminosos, ou os solta no segundo dia, e toda sorte de burocráticas complicações com ar e cheiro de atraso secular – e tantas vezes réus condenados ou confessos, em lugar de punição, recebem cargos ainda mais altos?
- Por que, sendo o Brasil um país civilizado, temos quase quarenta ministérios e outro tanto de partidos políticos? Mais significa menos, gente: dá para arrumar isso ou não, não e nunca?
- Por que nossa política virou um mercado persa de ofertas e negociatas, e a maioria se empenha, nessas campanhas iniciantes, em denegrir o outro, insultar, caluniar, difamar, inventar mais do que romancista criando suas ficções...e ninguém diz nada, ninguém faz nada, tudo é permitido nessa grotesca arena?
- Por que, quanto mais honesto o político, mais dificuldades ele tem, e por que quase ninguém mais acredita em política e políticos?
- Por que não é a educação o primeiro e principal clamor de todos os candidatos? E por que, se algum deles afirmar isso, a gente de saída não acredita porque já perdeu a esperança? Aliás, como é possível que num país civilizado a educação não seja o projeto primeiro, e tenhamos tanta criança sem escola, tanta escola sem professor, tanto professor sem incentivo, tanta ilusão sobre notebooks em todas as escolas quando em muitas não há nem merenda escolar nem giz ou livro? Como chegamos a esse ponto?
- Por que aceitamos tudo com esse jeito de “Deus quer assim”? Por que grandes quantias de dinheiro dirigidas a consertar a devastação trazida por tragédias de anos atrás, como os deslizamentos de Nova Friburgo, e tantas mais, nunca foram empregadas e lá ainda encontramos carros afundados no barro até a metade, dezenas de casas destruídas, e igual número de famílias vivendo em barracas, em casa de parente, em abrigos públicos – e ninguém seriamente reclama?
- Por que andamos em transporte público vergonhoso, apertados como carga ou animais, atrasados, suados, exaustos já antes de iniciar um dia de trabalho – e ninguém faz nada?
- Por que nossa economia manca, anda de ré, engatinha, e ainda tem gente em altos postos dizendo que está tudo bem – como se fôssemos um povo de débeis mentais (ou somos alienados)?
- Por que num país onde há dezenas e dezenas de lixões por onde rastejam seres humanos – não animais -, sobretudo crianças, se anunciam com orgulho, depois da Copa, obras bilionárias para a Olimpíada de 2016, e aplaudimos?
- E por que, diante disso e muito mais, o país não para estarrecido?
Is History Really Over?
In 1989, as the Cold War entered the bottom of the ninth inning, political scientist Francis Fukuyama wrote a memorable essay entitled “The End of History?” And despite the question mark in the article’s title, the argument resolved itself in a straightforward answer: “Yes.” It was a nifty bit of Hegelian reasoning, filtered through the thinking of a Russian-born Frenchman named Alexandre Kojève, and it fit the temper of the times perfectly: Communism was collapsing; the great debates of the past two centuries were being resolved in the victory of market-based economies and democracy over state-based economies and authoritarianism; “history,” understood in grand philosophical terms, was over; and while things were likely to be more peaceful, they were also likely to be more boring.
In a Wall Street Journal article two months ago, my friend Fukuyama revisited his 1989 essay and began with the obvious: “The year 2014 feels very different from 1989.” Indeed. Authoritarianism is resurgent in Russia and China. Radical Islam is roiling world politics along a band of political conflict and anti-Christian persecution running from the west coast of Senegal to the eastern edge of Indonesia. Various socialist experiments are trying a comeback in Latin America. But Fukuyama stuck to his analytic guns, arguing that, while he’s learned a lot more about political development than he knew a quarter-century ago, and while different peoples are going to get there at different times, democracy and the free economy would still characterize the “end of history.”
When Frank Fukuyama’s original essay appeared, I wrote that “history” would continue because “history” was more than politics and economics. History was also literature and art, religious conviction and moral passion: History was driven by culture, an idea I learned from Pope St. John Paul II. Pondering the difficulties some countries have had since 1989 in securing post-communist or post-authoritarian transitions to democracy and the free economy, I’m inclined to sharpen that point farther, as I tried to do in a June lecture at the Lithuanian Embassy in Washington:
Notwithstanding the kernel of truth in Fukuyama’s argument, ‘history’ manifestly continues. It continues because democracy and the free economy are not machines that can run by themselves.
History continues because the essential complement to democratic politics and free economics is a vibrant public moral culture, capable of forming the citizens who can make free politics and the free economy work, so that the net result of these remarkable systems is liberty, justice, abundance, solidarity, and the other public elements of human flourishing.
History continues because the great challenge within history is not the creation of the machinery of democracy and the free economy; difficult as those tasks may be in some circumstances, the even greater challenge is to nurture the public moral culture, embodied in the institutions of civil society, that ennobles political and economic freedom and prevents the machinery of democracy and the free economy from freezing up—or worse, from corrupting the very men and women, the citizenry, on whom the future of freedom ultimately depends.
From the perspective of Catholic social doctrine, democratic self-governance is not inevitable, it’s only possible; and its possibility can never be taken for granted. Even established democracies can decay, to the point where what Benedict XVI called the “dictatorship of relativism”—the use of coercive state power to impose regimes of lifestyle libertinism in the name of tolerance, while marginalizing those who object in the name of classic moral truths—becomes a real and disturbing possibility. That possibility is well advanced in parts of Europe. It cannot be ruled out in the United States.
It takes a certain critical mass of citizens, living certain habits of mind and heart, to make democracy and the free economy work properly. The formation of those habits is an essential task of the free associations of civil society, and the Church plays a critical role in shaping the moral understandings that animate those free associations. “History” continues because the task of forming the virtuous citizens that make freedom work never ends.
George Weigel is Distinguished Senior Fellow of Washington’s Ethics and Public Policy Center. His previous articles can be found here.
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Denish Patel: 10 commandments of Database Management
After having decade of experience managing small to large scale and/or varieties of database systems, here is my first trial to come up with the top ten commands of database management !
- Thou shalt always learn database systems strengths and weaknesses
- Thou shalt choose appropriate database to store and process data to empower business
- Thou shalt always build systems to resilience/cope with failures
- Thou shalt implement automated restore procedures to test backups
- Thou shalt always trend and monitor database performance and maitenance metrics
- Thou shalt document and follow database change management procedure
- Thou shalt plan to upgrade database systems in timely manner
- Thou shalt always build tools to automate processes
- Thou shalt implement security policy and processes to secure data
- Thou shalt educate developers to write efficient code against databases
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Lula não se conforma: A imprensa que vende não se vende e a que se vende não vende. Ou: As bobagens do dia do Babalorixá de Banânia ao lado da governanta
Mais uma obra de Franklin Martins está no ar: o site “O Brasil da Mudança”, que pertence ao Instituto Lula. Vai fazer, como já está claro, proselitismo eleitoral. Até porque Franklin é o homem escalado para cuidar da comunicação da campanha de Dilma Rousseff à reeleição. A página foi lançada pelo próprio Lula, em companhia da presidente, nesta terça. Com aquela sua ligeireza de sempre, afirmou o chefão petista que a iniciativa era um “exemplo de competição com setores da imprensa que, quando comunicam, comunicam da forma inversa ao que é a verdade”.
Trata-se de uma vigarice escandalosa, que o Franklin Martins dos tempos da TV Globo não endossaria. Ele só recuperou o seu ódio à imprensa livre, herdado dos tempos do MR-8, depois que foi demitido. Isso é apenas um fato. Lula disse ainda: “Hoje eu fico pensando que eles — referia-se aos veículos de comunicação — me tratavam bem se comparado ao tratamento que eles dão à nossa presidente”.
É bem possível que sim. Vai ver isso acontecia porque, como é sabido, o governo Lula exibia números melhores do que o governo Dilma. Aliás, a verdade é bem outra: parte da imprensa deixou de cumprir a sua função durante a gestão do ex-presidente. Criticou muito pouco as suas escolhas. Algumas dificuldades presentes são heranças de escolhas feitas por Lula. Certos desastres cometidos pela Petrobras, por exemplo, são de inteira responsabilidade do antecessor de Dilma.
Lula chegou a citar um texto do site que acusa, o que é uma mentira descarada, o Jornal Nacional de ser usado como “instrumento de oposição ao governo”. Não adianta… Franklin não vai se recuperar nunca do trauma. A afirmação se sustenta num suposto estudo feito por um instituto de pesquisa da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), o “Manchetômetro”. Segundo essa bobagem, Dilma teve uma hora e 22 minutos de noticiário desfavorável no “Jornal Nacional” e cerca de três minutos de noticiário favorável durante todo o ano de 2014.
É trabalho de canalhas intelectuais infiltrados na universidade, disfarçados de pesquisadores isentos. Se fizerem a medição sobre o noticiário a respeito do governador Geraldo Alckmin, por exemplo, é possível que aconteça o mesmo. Imaginem se o objeto de estudo, então, for Sérgio Cabral. Nos dois casos, a proporção deve ser até pior. Só haverá um tempo menor de notícia, positiva e negativa, porque os dois têm importância em pedaços do país. Dilma governa o Brasil inteiro.
A governanta ainda pode ser a favorita, mas está em desespero. Daí o factoide do dia. Com o estilo bravateiro de sempre, afirmou o ex-presidente: “Desafio se alguém lembra de uma obra de infraestrutura do governo FHC. Qual era a obra de infraestrutura antes de a gente chegar no governo? A gente tem dificuldade de lembrar”.
É conversa de palanqueiro vulgar. Imaginem como estaria a telefonia brasileira se tivesse triunfado a tese do PT, contra a privatização. De toda sorte, a grande obra de infraestrutura de FHC foi o Plano Real, que Lula sabotou e em cujas águas navegou depois. Outra importante foi o Proer, que também foi fundamental quando estourou a crise das hipotecas nos EUA. Lula até se ofereceu para ensinar a Obama como se fazia… o Proer.
Há dezenas de entrevistas de Lula, basta procurar, em que ele afirma que ele é, em parte, uma criação da imprensa. Antes de chegar ao poder, quando era oposição, os petistas chamavam jornalistas de “companheiros” — e muitos deles eram e são, de fato, “companheiros”. Alguns, notórios críticos do PT no passado, se converteram à causa à custa de muito anúncio da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, da Petrobras e da administração direta. Os que não são fiéis à causa ou não se venderam passaram a ser considerados “inimigos”. E o partido, como sabem, faz listas negras e pede suas cabeças — sonham transformar a imprensa num imenso Santander.
Com todo o respeito, isso é conversa de vigaristas intelectuais. O diabo é que tem gente que se deixa patrulhar, sim, e sente aquela comichão incontrolável de dar um “pau nos tucanos” sempre que há uma notícia negativa sobre os petistas para demonstrar que é isento — mereçam os tucanos pau ou não. Passa a vigorar uma perversa lei de compensação, e seu fundamento passa a ser o seguinte: “Se nem petistas prestam, então ninguém presta”.
Não caio nessa, como sabem. Não deixo o PT ser meu juiz. Até porque, como sabem, no que me diz respeito, eles já fizeram o julgamento sumário e já me condenaram. Que se danem! O novo site de Lula mente quando afirma que a imprensa é antipetista. Querem uma dica? Peguem a totalidade dos colunistas da grande imprensa brasileira, e sou um deles, e vejam quantos rezam segundo o catecismo do PT — ou, mais amplamente, da esquerda — e quantos podem ser considerados liberais, conservadores ou, se quiserem, da direita democrática.
Lula deveria ter a honestidade de declarar que, na sua opinião, crítica boa é crítica nenhuma e que, para ele, exemplo de imprensa independente é aquela que o governo petista pode comprar.
A única coisa chata para essa gente é que a imprensa que se vende não vende e a que vende não se vende.
Pela primeira vez, um brasileiro vai receber o “Nobel da Matemática”

O matemático Artur Avila, primeiro brasileiro a receber prêmio Fields, considerado o Nobel da Matemática (Divulgação/VEJA)
Na VEJA.com:
O brasileiro Artur Avila, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), do Rio de Janeiro, vai receber a Medalha Fields, considerada o “Nobel de Matemática”. O anúncio foi feito na abertura do 27º Congresso Internacional de Matemáticos, em Seul, na tarde desta terça-feira (manhã da quarta, no horário sul-coreano). O prêmio é concedido a cada quatro anos pela União Internacional de Matemática a estudiosos com menos de 40 anos de idade que tenham alcançado resultados inéditos e revolucionários na área. Outros três especialistas serão premiados. É a primeira vez que um matemático latino-americano recebe a honraria.
“O anúncio me surpreendeu. Eu não esperava ter chances em 2014 (…) Minha reação inicial foi mais de alívio que de outra coisa, já que o prêmio agora significa que não vou ter de passar por mais quatro anos de pressão. Quando comecei como matemático, nem pensava nesse tipo de prêmio. Mas, desde 2008, começou a se falar nessa possibilidade e ficou impossível ignorar”, disse Avila, em comunicado divulgado pelo Impa. “O que eu mais queria (e continuo querendo) é fazer matemática da mesma maneira que no início. Por exemplo, escolhendo tópicos em que trabalhar por considerá-los atraentes, em vez de pensar em termos do reconhecimento que eles possam trazer.”
Avila, de 35 anos, é considerado um prodígio desde a adolescência. Antes mesmo de se formar na faculdade de matemática, em 2001, foi convidado a atuar como pesquisador do Impa, instituto supervisionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, onde hoje ocupa a Cátedra Armínio Fraga. Dois anos depois, Avila recebeu convite para dirigir o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), em Paris — ele se naturalizou francês e realiza parte das pesquisas na França.
Nos últimos dez anos, o prestígio de Avila no meio acadêmico vem crescendo apoiado em estudos que buscam entender os sistemas dinâmicos, cujo estado evolui com o passar do tempo por influência de diversos fatores. A teoria desse ramo da matemática é utilizada para construir previsões em áreas tão distintas como física, biologia e economia.
Avila também ficou conhecido entre os estudiosos por conseguir provar, em 2005, a “Conjectura dos dez martínis”, problema proposto em 1980 pelo americano Barry Simon — que prometeu pagar dez copos da bebida a quem explicasse sua teoria sobre o comportamento dos “operadores de Schrödinger”, ferramentas matemáticas ligadas à física quântica. Junto com a pesquisadora Svetlana Jitomirskaya, Avila solucionou o problema e, de fato, foi premiado com algumas rodadas de martíni.
Desde 2010, há uma expectativa de que o brasileiro seja premiado com a Medalha Fields. Naquele ano, ele se apresentou na 27ª edição do Congresso Internacional de Matemáticos, realizado na Índia — uma honraria destinada a poucos. Desde a primeira edição do congresso, apenas nove brasileiros haviam sido convidados para palestrar no evento. Na edição deste ano, além de Avila, mais quatro brasileiros participam do congresso, entre eles o matemático Fernando Codá, que também era cotado para receber a medalha.
“Só vou falar sobre o que posso provar. E posso provar muita coisa”, diz ex-contadora de Youssef
Por Robson Bonin, na VEJA.com:
O Congresso Nacional deverá ter uma quarta-feira agitada. A contadora Meire Bonfim Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, cabeça de um grupo acusado de lavar 10 bilhões de reais de dinheiro desviado de obras públicas e destinada a enriquecer políticos corruptos – e corromper outros – será ouvida, às 10 horas, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. ‘Só vou falar sobre o que posso provar. E posso provar muita coisa’, afirmou Meire Poza ao site de VEJA nesta terça.
Em entrevista a VEJA desta semana, Meire Poza revelou que parlamentares do PT, PMDB e PP participavam das tramas criminosas. Na sessão de amanhã do colegiado, comparecerá como testemunha do processo de cassação do mandato do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), convocada pelo relator do caso, Marcos Rogério (PDT-RO). No depoimento à Polícia Federal, ela forneceu cópias de documentos e identificou contratos públicos simulados envolvendo grandes empreiteiras. No caso de Argôlo, afirmou que o deputado era sócio de Alberto Youssef.
Meire Poza é considerada uma testemunha-chave da Operação Lava-Jato. Além de Argôlo, ela apontou nomes de outros parlamentares que mantinham negócios clandestinos com Youssef, como os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP), André Vargas (ex-PT-PR) e o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL).
Se relatar tudo o que viu, ouviu e fez, Meire Poza dará uma grande contribuição nesta quarta-feira para a identificação de políticos corruptos.
