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Contra-revolução
"Estávamos em 1969. Kate me chamou para a casa de Lila Karp, sua amiga, para uma reunião que elas chamavam de 'consciousness-raising-group' (conscientização em grupo), um típico exercício comunista, algo praticado na China maoísta. A gente se sentava a uma mesa enorme e a líder começava uma recitação, como uma litania, tipo de oração feita na Igreja Católica. Mas aquilo era marxismo, a igreja da esquerda, imitando práticas religiosas:
'Por que estamos aqui hoje?', ela perguntava.
'Para fazer a revolução', o grupo respondia.
'Que revolução?'
'A revolução cultural!'
'E como nós fazemos a revolução cultural?'
'Destruindo a família americana!'
'E como destruímos a família americana?'
'Destruindo o patriarcado americano!'
'E como destruímos o patriarcado americano?'
'Tirando o poder dele!'
'E fazemos isso como?'
'Destruindo a monogamia!'
'E como destruímos a monogamia?'
A resposta do grupo me deixou pasma, sem fôlego, com dificuldade de acreditar no que eu estava ouvindo. Que planeta era aquele? Elas bradaram:
'Promovendo a promiscuidade, o erotismo, a prostituição e a homossexualidade!'
Então, iniciaram uma longa discussão sobre como implantar esses objetivos com o estabelecimento de uma Organização Nacional da Mulher. Ficou claro que elas desejavam nada menos que a completa desconstrução da sociedade ocidental. Concluíram que a única maneira de realizar essa ambição era 'invadir e permear cada uma das instituições americanas com a revolução: mídia, educação em todos os níveis, conselhos escolares; e em seguida, o judiciário, os legisladores, os poderes executivos e até mesmo as bibliotecas."Texto completo (em inglês) aqui.
A descrição assusta: mais de 40 anos depois, parece que a "revolução" foi bem-sucedida. Estamos de fato em uma época que exalta a promiscuidade, o erotismo, a prostituição e a homossexualidade. Mas, nessa cultura cada vez mais mórbida de desvalorização do casamento, supervalorização da carreira profissional, divórcios, adultérios, filhos abortados ou abandonados, só há UM MODO de fazer a diferença: ser discípulo de Jesus Cristo e ser cada vez mais conforme à Sua imagem. Note que eu escrevi ser: de nada adiantará focar todas as suas energias em crítica cultural e ativismo político, se você mal luta contra as tendências pecaminosas que herdamos de Adão e Eva e que nos fazem, no íntimo, desejar corresponder aos padrões deste mundo. Coloque seu conservadorismo sob a santidade que Deus requer de Seus filhos e efetua em nós segundo a Sua graça. É essa santidade que vai resplandecer neste panorama sombrio e possibilitar a eficácia de todas as suas ações externas abençoadoras, inclusive a crítica cultural. Se você sente que está vivendo uma vida cristã muito exteriorizada, ou seja, que está mais preocupado com os pecados dos outros do que com os seus, confesse isso ao Pai e peça para tornar-se mais sensível à voz do Espírito Santo. Essa é a verdadeira revolução; as demais vão passar, mas essa tem peso de eternidade.
Às minhas leitoras: desconformar-se com o mundo e adotar os padrões de Deus (Rm 12.1-2) significa conhecer muito bem a Palavra para saber o que Deus pensa sobre o que é ser mulher e o que é o casamento, aplicando-a ao seu coração. Desconfie da obsessão moderna com o currículo, os cursos acadêmicos, o salário de todo mês - essas coisas são importantes e têm seu lugar, mas não devem ocupar o coração mais do que o cuidado (exterior e interior, paciente e amoroso) com as pessoas mais importantes da sua vida.
Crianças vivem “sitiadas” em hotéis da Cracolândia
Na VEJA.com. Voltarei ao assunto.
Dezenas de crianças estão vivendo sitiadas nos quartos dos hotéis alugados pela prefeitura de São Paulo para abrigar dependentes químicos da Cracolândia. Elas passam o dia trancadas nos quartos, isoladas pelo consumo de crack dos vizinhos. Passados sete meses do início do programa Braços Abertos, aposta da gestão Fernando Haddad (PT) para enfrentar o vício na região, os hotéis acumulam sujeira, ratos e corredores sem iluminação.
O total de crianças ali varia entre 31, segundo a Prefeitura, e 45, conforme afirma o proprietário dos hotéis, Manoel Souza. “Quando não estão na creche, se está calor, eu fico com eles na praça (Largo Sagrado Coração). Se está frio, eles ficam aqui trancados o dia todo”, diz a dona de casa Janaina Conceição Xavier, de 34 anos. Com ela, vivem três filhos. Ela está grávida do quarto filho.
Segundo os moradores, todas as crianças têm vagas em creches e escolas da região. O problema é a falta de condições de higiene nos hotéis onde elas estão vivendo. Nesta quinta-feira, um dos hotéis do programa, na Alameda Barão de Piracicaba, estava com corredores totalmente escuros, sem lâmpadas, com sacos de lixo acumulados em um canto e um cano de água estourado, vazando pelo corredor. Os moradores que conversaram com a reportagem relataram a presença de ratos e insetos.
Parte do problema tem origem burocrática. A entidade contratada para cuidar dos hotéis, a Organização Brasil Gigante, tem reduzido atividades na região, uma vez que seu contrato está para vencer. Internamente, a avaliação da prefeitura é que esse é um momento de “transição” entre entidades, por isso a queda na fiscalização da qualidade dos hotéis.
Mas ali há também crianças que não têm relação direta com o programa. A dona de casa Leda Pereira da Silva, de 63 anos, vive com seis crianças – quatro netas e duas sobrinhas-netas. Ontem, três delas passaram a tarde em colchões que se juntam no chão por causa da falta de espaço. “Eu já morava aqui antes de eles (os usuários de crack atendidos pelo programa) chegarem. Agora, é só abrir a porta para sentir o cheiro (de crack queimando). Sem contar as brigas”, diz. Na casa, não há ninguém atendido pelo programa. “Não sou usuária”, conta.
Em nota, a gestão Haddad afirma que “não concorda com o grau de deterioração descrita e vai notificar imediatamente a ONG Brasil Gigante para fazer cumprir com seus fornecedores as condições dignas e adequadas de moradia”. A nota diz ainda que “a Prefeitura reitera seu compromisso com o apoio e a assistência a todos os menores que estão em situação de vulnerabilidade social” e afirma que todos os 31 filhos de usuários de crack que fazem parte do programa “têm vaga no contraturno escolar nos Centros de Convivência da Criança e Adolescente” e foram cadastrados no Bolsa Família. Já a Brasil Gigante não atendeu os telefonemas do jornal O Estado de S. Paulo.
Maus-tratos
O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (Condepe), afirma que a manutenção de crianças ali viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), porque o ambiente insalubre as expõe a riscos. “É estarrecedor que isso ocorra, ainda mais em um ambiente mantido pela Prefeitura.” As crianças deveriam ser afastadas do ambiente de abuso de drogas. “Essa é uma medida que acaba punindo a criança com o afastamento do convívio com os pais. Pais e Prefeitura, por meio dos responsáveis pelo programa, podem responder por crime de maus-tratos”, conclui.
Investigação
O Ministério Público Estadual investiga as condições dos hotéis escolhidos pela Organização Não Governamental Brasil Gigante para abrigar os dependentes de crack do Programa Braços Abertos. Segundo representação feita pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Santa Cecília, os sete hotéis não têm documentos básicos de segurança, como Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
O promotor de Justiça da Habitação Mário Augusto Vicente Malaquias tem um inquérito aberto sobre o caso desde julho. “Ele aguarda um relatório de inspeção feito pelo Núcleo de Assistência Técnica do MP”, segundo informa a assessoria de imprensa do MP. A ONG Brasil Gigante foi contratada de forma emergencial, sem licitação, pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, quando uma favela surgiu no meio da Cracolândia. Mas parecer da Controladoria-Geral do Município recomendou que uma licitação convencional fosse feita para manter o serviço. O processo deve estar concluído no próximo dia 9.
A avaliação da Prefeitura é de que a falta do auto de vistoria poderia facilitar a interdição dos imóveis pelo fato de a gestão Haddad reconhecer que parte dos usuários do programa está dilapidando os edifícios – levando trincas e chuveiros para trocar por drogas. A Procuradoria-Geral do Município ainda avalia se há forma prevista em lei para a Prefeitura reformar os hotéis – que não são dela nem locados diretamente por ela.
Programa
O programa Braços Abertos consiste em fornecer moradia, alimentação, assistência médica e emprego para dependentes de crack. A proposta era não atacar diretamente a dependência da droga, mas sim os demais fatores de vulnerabilidade social das pessoas.
No primeiro semestre de funcionamento do programa, 422 pessoas foram atendidas. Delas, 122 aderiram voluntariamente a programas de tratamento à dependência do crack. Nessa população, afirma a Prefeitura, o consumo de crack teve uma queda que variou entre 50% e 70%. “De uma média inicial de dez a quinze pedras por dia, o consumo passou à média de cinco pedras diárias, concentrado no período noturno”, diz nota da Prefeitura.
Mudança
O prefeito Fernando Haddad (PT) informou nesta sexta-feira que as crianças que foram localizadas no interior dos hotéis na região da Cracolândia serão retiradas do local. A prefeitura realocará as crianças e seus pais para outra área em que não haja contato ou proximidade com o consumo de drogas. “Falei com a Luciana Temer (secretária municipal de Assistência Social) para que as mães com os filhos sejam realocadas para um local um pouco mais distante e segregado dos homens adultos, para que não haja esse tipo de problema”, disse Haddad.
Além disso, o prefeito informou que há relatos de casos de furtos no interior dos hotéis. Para combatê-los, a Prefeitura cogita acionar a Guarda Civil Metropolitana. “Estamos discutindo a possibilidade de colocar a Guarda Civil Metropolitana mais intensivamente, não apenas na região mas nas portas dos hotéis para impedir a entrada de pessoas estranhas aos programas, que são as que causam o problema”, disse.
Avaliação
Questionado sobre a avaliação que faz após sete meses do programa, Haddad disse enxergar uma grande evolução. “Sempre haverá espaço para melhorar. Mas se nós compararmos o que está sendo feito neste ano com o que foi feito nos anos anteriores, a mudança é da água para o vinho”, disse.
Lula cai um tombo, que estava fora do script da história, logo depois de anunciar que é o dono do futuro. Sabem o que ele aprendeu com isso? Nada!

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se desequilibrou e caiu no palco durante um comício do PT, em Salvador, na última quarta-feira (Margarida Neide/Agência A Tarde/VEJA)
O lobo perde o pelo, mas mantém o vício, não é mesmo? As recentes pesquisas do Ibope e do Datafolha deram algum ânimo aos petistas. E, como não poderia deixar de ser, o mais arrogante, como de hábito, é Lula, o palanqueiro. Nesta quarta-feira à noite, ele participou de um comício na Bahia, mais um Estado em que o PT pode ser apeado do poder. E mandou bala, dando a entender que pode voltar em 2018: “Eles devem se preparar porque eu vou estar vivo. Eles ficam dizendo: ‘Dilma vai ser reeleita para ficar mais quatro anos e depois vem um tal de Lula e vai ficar mais quatro?’ É muito cedo para a gente discutir, mas uma coisa eu digo para vocês: em 2018, eu vou estar com 72 anos. Enquanto eu tiver forças para brigar por esse país, não vou permitir que aqueles que não fizeram nada pelo Brasil em 500 anos voltem”. Depois de fala tão iluminada, ele tropeçou e caiu no palco, sem se ferir.
Pois é, né, Lula? Para cair, basta estar de pé. Este senhor acha mesmo que controla a força dos astros, da natureza, as vontades humanas, a história… Notem o tom: o chefão petista acha que a eventual volta ao poder daqueles que ele considera adversários depende da sua vontade. A fala é de uma arrogância sem limites.
Boa parte do país, diga-se, está com o saco cheio é precisamente disto: empáfia, bazófia, o permanente tom de ameaça. Eis ali, de novo, o discurso insuportável, mentiroso, vigarista, acusando os tais que não teriam feito nada em 500 anos. Se o PT tivesse vencido a batalha contra o Plano Real, em 1994, o Brasil seria hoje não um gigante meio entorpecido, mas um gigante destroçado. Se o PT tivesse vencido a batalha contra as privatizações, em vez de mais de 240 milhões de celulares, estaríamos nos comunicando com tambor e sinais de fumaça. Se o PT tivesse vencido a batalha contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, as finanças públicas — que já vivem uma razoável desordem — estariam, de fato, destroçadas.
Quem esse cara pensa que é para julgar que a história do Brasil se divide em antes e depois do PT? Conheço pessoas às pencas que detestam o partido, mas têm igual horror — ou até mais — ao discurso de Marina Silva. Há muita gente assim e que até poderia votar em Dilma, reconhecendo na presidente um pouco mais de objetividade, caso ela realmente dispute o segundo turno com a candidata do PSB. Mas aí vem Lula, com a sua carga de rancor, de preconceito, de simplificação barata.
As circunstâncias foram escancaradamente didáticas com Lula: escorregou e caiu logo depois de assegurar que é o dono do futuro e da história. Ninguém é, Lula. Ninguém!
Texto publicado originalmente às 19h50 desta quinta
Com melhora de Dilma, ações da Petrobras despencam na Bolsa
Na VEJA.com. Comento daqui a pouco.
As ações do chamado “kit eleições”, jargão usado pelo mercado financeiro para se referir às empresas estatais, fecharam com forte desvalorização na BM&FBovespa nesta quinta-feira, pressionadas por especulações eleitorais, em especial a melhora do desempenho da presidente Dilma nas pesquisas Ibope e Datafolha. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras caíram 4,74%, enquanto os papéis do Banco do Brasil recuaram 5,34%. Já as ações ordinárias da Eletrobras, estatal do setor elétrico, caíram 4,35%. Com isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,68%, para 60.800 pontos.
Assim como em outros pregões nos últimos meses, os movimentos na bolsa brasileira estão muito ligados ao cenário eleitoral. O avanço da presidente Dilma Rousseff na última pesquisa eleitoral Datafolha, divulgada na quarta-feira, foi interpretado pelo mercado como uma possível continuidade da atual política econômica. O levantamento mostrou que Dilma oscilou um ponto para cima, para 35%, mas mantendo o empate técnico com a candidata do PSB, Marina Silva, cuja estimativa aponta para 34% das intenções de voto. Marina, contudo, venceria Dilma em um eventual segundo turno, com uma diferença de 7 pontos percentuais, contra 10 pontos percentuais no levantamento anterior, realizado no fim de agosto.
Não é novidade que o mercado financeiro está reagindo positivamente a uma mudança no governo federal. Nos últimos dois meses, quando começou a ficar clara a perspectiva de que a presidente Dilma não venceria em primeiro turno, o Ibovespa subiu mais de 7%. Desde março, período em que os investidores começaram a movimentar a bolsa devido ao cenário eleitoral, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras subiram 56% e as ordinárias (ON, com direito a voto) tiveram alta de 51%. Contudo, todas as ações do “kit eleições” acumulam valorizações de dois dígitos nesses cinco meses.
Em agosto, a Bovespa teve o melhor desempenho para o mês desde 2003, ao registrar valorização de 9,78%. Os papéis do chamado “kit eleições”, composto por empresas estatais, tiveram uma contribuição importante para o avanço acumulado do mês. As ações preferenciais da Petrobras encerraram agosto com avanço acumulado de 22,25%, enquanto as ordinárias subiram 23,07%. O Banco do Brasil subiu 26,55%, enquanto a Eletrobras PN avançou 13,41% e ON ganhou 30,4%. O peso total dos papéis dessas estatais no índice é de 15%.
Câmbio
Também impulsionado pela cena eleitoral, o dólar fechou em alta ante o real nesta quinta-feira. A moeda norte-americana subiu 0,32%, a 2,2434 reais na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,1 bilhão de dólares.
Mercados reagem mal à melhora de petista nas pesquisas porque sabem que Dilma é a ministra da Fazenda de… Dilma!
Que coisa, né? Governos existem para quê? Para manter a ordem legal, para adotar medidas corretivas quando está em desequilíbrio na sociedade, para implementar programas que melhorem a vida das pessoas e lhes deem a perspectiva de um futuro melhor. Ocorre que, muitas vezes, o governo, em vez de ser a solução, se torna o problema. E é precisamente isso o que se dá hoje com a presidente Dilma Rousseff. Claramente, existe um governo que atrapalha a sociedade.
Bastou que as pesquisas Datafolha e Ibope tenham elevado um tiquinho a possibilidade de a presidente Dilma ser reeleita, e o mercado despencou, atraído pela queda das estatais. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras caíram 4,74%; os papéis do Banco do Brasil recuaram 5,34%, e as ações ordinárias da Eletrobras caíram 4,35%. Com isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,68%, para 60.800 pontos.
Lá pelas bandas do site “Muda Mais”, aquele delírio retórico comandado por Franklin Martins, os petistas podem bater no peito e afirmar: “Ah, mas a presidente Dilma não governa para os mercados, e sim para as pessoas”. Como vocês sabem, campanhas eleitorais são capazes de dizer boçalidades como essas.
Ocorre que essa contradição só existe na cabeça de celerados, entendem? Ainda que os mercados possam não ser a medida de todas as coisas e não representem, obviamente, os interesses do conjunto dos brasileiros, é evidente que os resultados desta quinta apontam para perspectivas extremamente negativas caso Dilma seja reeleita.
A presidente já acenou que um eventual novo governo seu trará mudanças, inclusive da equipe. Não há vivalma que aposte na continuidade de Guido Mantega caso ela ganhe um segundo mandato. Mas a questão posta é a seguinte: adianta? Afinal, quem manda na economia? O consenso é que Dilma Rousseff é a ministra de Dilma Rousseff, e aí está a raiz do problema e da desconfiança.
Se a queda artificial de juros em passado recente não bastasse; se a contabilidade criativa do governo não bastasse; se a política tico-tico-no-fubá das desonerações não bastasse, há o erro brutal, pantagruélico, cometido no setor elétrico. Eis aí: não adianta tentar jogar a barbeiragem no colo do ministro da Fazenda. Ele, de fato, não tem nada com isso. Dilma fez porque quis — ignorando, diga-se, advertências feitas por gente de sua equipe.
Os sinais emitidos pela Bolsa indicam, no caso de vitória de Dilma, um futuro com confiança menor e investimentos menores. Isso tudo num cenário que, mesmo sem agravamento de problemas, já prevê um 2015 com crescimento de 1,1%, taxa de juros em 11,75% e inflação em 6,29%.
Nesta quarta, só para arrematar, Lula ameaçou: ele quer voltar em 2018. Se o eleitor não tiver, que Deus tenha piedade de nós.
Sim, sou crítico de Marina, mas não vou endossar as falanges da difamação. Ou: Milícia petista, disfarçada de milícia gay, hostiliza candidata
Vamos lá comprar uma briga, né? Uma a mais, uma a menos… Que diferença faz? Procurem aí no arquivo. Eu sou favorável a casamento gay. Eu defendo que gays adotem crianças. Eu sou contra é que o Supremo legisle nessa questão. Mas não vou entrar agora nessas minudências. E sou contra também a que gays, heterossexuais ou assexuados formem milícias para perseguir pessoas — candidatas ou não.
A presidenciável Marina Silva, do PSB, foi a uma feira do agronegócio no Rio Grande do Sul. Um grupo de supostos militantes LGBT — sigla que costuma designar homossexuais, creio — resolveu hostilizá-la, vaiando-a e chamando-a de homofóbica. É uma pilantragem política. A verdadeira sigla por trás dessa sopa de letras é uma só: PT. As milícias do partido estão obedecendo a um chamamento para perseguir a candidata. Ela teve de cancelar a caminhada que faria na feira.
Já assistimos a esse filme. A causa gay foi retirada do armário na eleição de 2010, contra José Serra — talvez o brasileiro que prestou, até hoje, a maior contribuição aos gays na área da saúde. Agora, no desespero, o PT faz a mesma coisa. Basta ler o que está no Eixo 6 do programa de Marina, intitulado “Cidadania e Identidades”, para constatar que a acusação de homofobia é mentirosa, estúpida, absurda. Leiam a síntese das propostas, que está na página 216.
Então garantir os direitos oriundos da união civil de pessoas do mesmo sexo é “homofobia”? Falar em facilitar cirurgias e hormonioterapias, caso um projeto até meio aloprado sobre identidades sexuais seja aprovado, é homofobia? Igualar os direitos de adoção de pares homossexuais aos de casais heterossexuais é “homofobia”?
Militantes LGBT? Não creio! Isso me parece mesmo é militância petista. Em qualquer dos casos, essa gente se organiza como falange para perseguir pessoas. O programa de Dilma, por acaso, é mais avançado do que o de Marina? Se a presidente era tão favorável, por exemplo, ao PLC 122 — o texto que supostamente combate a homofobia —, por que não pressionou para aprová-lo no Congresso?
Indagada sobre o protesto, Marina afirmou: “Eu não rebato. Costumo dizer que prefiro sofrer uma injustiça a praticar uma injustiça. Os brasileiros querem unir o Brasil, e eu tenho repetido que eu quero oferecer a outra face. Para a face da incompreensão, a compreensão. Para a face de algumas mentiras que estão sendo ditas contra mim, a verdade. Para a face da mesmice, a esperança”.
Não tenho simpatia nenhuma por Marina, como sabem os leitores. Sou um de seus duros críticos. Mas isso não me fará endossar um tipo de prática fascistoide, que se alimenta da mentira e que está sendo inflada artificialmente pelo PT. Não tendo como convencer uma boa parcela dos eleitores usando a verdade dos fatos, o partido escolhe o caminho da difamação.
PT pede à Procuradoria Eleitoral investigação sobre os rendimentos de Marina
LUai, não teve um expresi anarfa dizendo que caixa dois não era probrema?
Por Ricardo Galhardo, no Estadão. Comentarei mais tarde.
O PT deu entrada nesta quinta-feira, 4, com um pedido junto à Procuradoria-Geral Eleitoral para que sejam investigados os ganhos da candidata Marina Silva (PSB) com palestras remuneradas. Nos últimos dois anos, Marina disse ter recebido R$ 1,6 milhão com palestras por meio da empresa M.O.M. Da S. De Lima e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 135 mil. Na declaração, a empresa aparece com valor de R$ 5 mil. O PT pede, entre outras coisas, que seja investigada a possibilidade de caixa dois eleitoral por parte da candidata do PSB. Em nota, a coligação da candidata repudiou veementemente as acusações.
“A omissão da existência desses valores no patrimônio de Marina Silva autoriza que se investigue se referidos pagamentos foram destinados para outras contas do partido ao qual ela é filiada (ou para a instituição Rede Sustentabilidade), ou até mesmo para outra pessoa jurídica doadora da campanha da candidata para, posteriormente, em tese, ser injetado na campanha oficialmente (…) questiona-se sobre a possibilidade desses valores terem sido represados para utilização em campanha sem a devida tramitação em conta específica. Tal fato, caso apurado e confirmado, também é muito grave”, diz trecho da representação assinada pelos advogados Luis Gustavo Motta da Silva e Flávio Caetano.
De acordo com um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o principal objetivo da representação é provocar desgaste à candidatura de Marina. A representação pede ainda que sejam apuradas a possível omissão dos valores na declaração de bens à Justiça Eleitoral e o uso de dinheiro de fontes vedadas para campanha política. O Estado revelou que entre os contratantes de palestras da candidata estão os bancos Santander e Crédit Suisse, Unilever, Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização, Fundação Dom Cabral e Conselho Nacional de Contabilidade, entre outros.
Segundo a representação do PT, alguns destes contratantes são proibidos por lei de fazer doações eleitorais.
Período
O documento cita também o fato de Marina ter dito que parou de dar palestras em junho deste ano, quando se tornou candidata a vice de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto. Na época Marina disse que estaria se sustentando com a poupança acumulada das palestras mas declarou à Justiça Eleitoral apenas uma conta corrente com saldo de R$ 27 mil.
Nesta quinta-feira, 4, em entrevista à Rádio Gaúcha, a candidata do PSB negou qualquer irregularidade em relação à renda auferida com as palestras, cogitou abrir as contas de sua empresa à imprensa e acusou a campanha da presidente Dilma de baixar o nível da disputa eleitoral.
Resposta
Em nota, a Coligação Unidos pelo Brasil repudiou veemente “as mentiras e ilações maliciosas” sobre o patrimônio e os ganhos pessoais de Marina. O texto afirma que a empresa teve R$ 1,6 milhão de renda bruta pela atividade de ministrar palestras, o que, descontadas as despesas, incluindo pagamento de impostos, rendeu R$ 1.016,247,30. Ainda segundo a nota, o valor equivale a R$ 24.196,36, em média, por 42 meses. “Esse total foi utilizado, no período mencionado, exclusivamente para a sobrevivência da candidata e manutenção de sua família, considerando que Marina Silva não possuía nenhuma outra fonte de renda que não a de conferencista.”
O texto destaca ainda que a declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “é de bens, não de rendimentos, conforme determina a lei”. “Os bens da candidata foram devidamente declarados, atendendo ao dispositivo legal em vigor: trata-se dos bens adquiridos por Marina Silva ao longo de sua trajetória pessoal. Tal patrimônio é o mesmo que consta na base de dados da Receita Federal e informado ao TSE quando do pedido de registro de sua candidatura.”
Em relação ao imóvel ocupado por Marina em São Paulo, trata-se, de acordo com a nota, de doação temporária para a campanha. “Marina Silva não mantém relacionamento pessoal com Carlos Henrique Ribeiro do Vale, o proprietário.” A intermediação foi feita por amigo comum.
TCU abre processo para investigar troca de favores entre ministro e Dilma Rousseff
Por Robson Bonin, na VEJA.com:
Quatro dias após VEJA ter revelado mensagens que mostram o ministro Walton Alencar atuando a favor do Palácio do Planalto nos bastidores do Tribunal de Contas da União (TCU), o corregedor da corte, ministro Aroldo Cedraz, determinou a abertura de processo para investigar a vida dupla do magistrado. Documentos obtidos por VEJA mostram que, enquanto presidente do tribunal, Walton manteve uma intensa troca de favores com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e seu braço-direito, Erenice Guerra. Walton antecipava decisões, dava conselhos informais aos advogados do PT e ainda dificultava o trabalho da oposição que, sem saber da sua dupla atividade, procurava o TCU auxiliar em investigações contra o governo federal. Em contrapartida, Walton contou com a ajuda de Dilma e Erenice para emplacar a própria mulher, Isabel Gallotti, no cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele também teve o irmão, Douglas Alencar, indicado por Dilma para o Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Agora, o ministro terá de provar aos colegas de corte a legitimidade de todas as suas ações. Como primeiro passo dos trabalhos, o TCU irá solicitar à Polícia Federal o compartilhamento das mensagens que mostram a troca de favores entre Walton e o governo. A decisão de investigar a conduta de Walton foi anunciada depois que entidades fiscalizadoras dos gastos públicos cobraram uma posição do tribunal, que se mantinha em silêncio sobre as denúncias.
Diante das denúncias, o TCU optou pelo silêncio. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Augusto Nardes, emitiu um único pronunciamento em que afirma que “tomou ciência das notícias veiculadas no último final de semana e irá emitir pronunciamento após avaliação”.
O único que se manifestou sobre o caso, por mais irônico que isso possa parecer, foi o próprio ministro Walton Alencar. A nota enviada por ele ao comando do TCU merece ser lida mais pelo que o ministro omite do que pelo que diz. Ignorando as mensagens reproduzidas em VEJA em que ele escreve a Erenice em diferentes momentos para trocar favores e pedir ajuda para emplacar a sua mulher num cargo de ponta, Walton concentra-se sobre o mais leve dos pecados revelados na reportagem: a parte que Erenice solicita que ele aconselhe o advogado do PT Márcio Silva sobre questões eleitorais: “Na qualidade de ministro do TCU, tenho, por dever de ofício, de manter contato com autoridades de todos os Poderes e escalões. Nesse sentido, a solicitação da então ministra Chefe da Casa Civil de receber certo advogado nada significa, pois todos sabem que todos os advogados que solicitam audiência no meu gabinete são por mim recebidos indiscriminadamente”. Receber um advogado é uma coisa. Dar conselhos eleitorais a ele, outra bem diferente. A resposta seletiva do ministro joga ainda mais responsabilidade sobre o comando do TCU, a quem cabe adotar as devidas providências sobre o caso.
Swedish Delegation Takes A Tour Of São Paulo

A delegation from the Ministry of Defence of Sweden visited the aircraft carrier São Paulo in Brazil as a part of a recent trip, reports Defesanet.
The delegation was in Brazil to meet members of the Ministry of Defense to discuss comprehensive cooperation between the two countries in the area of defense.
The group, led by Commander, Captain-de-Mar-e-Guerra Rabello Alexandre de Faria, took a tour of the ship following which it attended a seminar with the theme ‘The Brazilian Naval Aviation – Current Situation and future prospects’.
As per the report, it was also discussed in the meeting that if Saab develops a naval version of the Gripen aircraft, it would be providing a good option for Brazil which is looking to replace its AF-1 aircraft.
Read the full story: SEA GRIPEN - SUECOS VISITAM O A-12 SÃO PAULO
Image Courtesy: Brazil Navy
Consumidores perderam R$ 8,3 bilhões com atrasos em obras de energia, aponta TCU
Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira um relatório que detalha a situação crítica do setor elétrico brasileiro e pede providências ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O texto, de relatoria do ministro José Jorge, é fruto de uma análise de mais de 700 empreendimentos do setor. Conclusão: os atrasos atingem quase 80% das obras de hidrelétricas e acarretaram um custo adicional de pelo menos 8,3 bilhões de reais ao consumidor desde 2009. Desse total, 3,5 bilhões ocorreram em 2013.
Dentre outras medidas, o relatório pede que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel elaborem, em noventa dias, estudos que identifiquem a causa dos atrasos e permitam a adoção de cronogramas mais realistas para as próximas obras. Exige, também, que seja elaborado um plano de ação para evitar que haja, já em 2015, “restrição no escoamento da energia oriunda do Complexo do Madeira para as cargas das regiões Sudeste e Sul”. O TCU também sugere que a Casa Civil redija um ato normativo para definir de forma mais clara a atribuição de cada ente federado na emissão de licenciamento ambiental.
Problemas
Um dos principais problemas detectados foi a falta de sincronia entre as obras de hidrelétricas e linhas de transmissão. Segundo o TCU, houve falta de planejamento e ausência de mecanismos adequados de monitoramento. A burocracia e a demora na emissão das licenças ambientais são outros fatores mencionados. O período médio de licenciamento foi de 716 dias, enquanto a duração das obras foi, em média, de 946 dias.
Entre as obras de hidrelétricas, que são a maioria dos empreendimentos, 79% atrasaram – em média, o atraso chegou a oito meses. O percentual é de 75% nas termelétricas (onze meses de atraso em média) e de 88% nas eólicas (atraso de dez meses). Nas obras de linhas de transmissão, o atraso médio foi de quatorze meses. Ao todo, 83% dos empreendimentos desse tipo ficaram prontos fora do prazo.
O descumprimento dos prazos de operação das usinas torna necessária a compra de energia de usinas térmicas, o que encarece os custos de operação do sistema. Outro problema frequente é a existência de usinas não devidamente atendidas por linhas de transmissão. Para cumprir o contrato, governo acaba pagando por uma energia que não utiliza.
O relatório foi aprovado por unanimidade pelo plenário do TCU. No debate, o consenso foi de que, se o Brasil estivesse crescendo a um ritmo razoável, o cenário de desabastecimento seria ainda mais provável. “Temos de comemorar a queda na atividade econômica. Parece não haver do outro lado uma avaliação adequada da situação”, afirmou o ministro Augusto Sherman. “É uma situação de muita gravidade”, disse Benjamin Ziller, outro integrante da corte.
O documento aponta ainda a falta de critérios condizentes para o cálculo do prazo das obras. “Até o momento, não há estudos que fundamentem os prazos estipulados nos atos de outorga para a implantação desses empreendimentos”, diz o texto, que prossegue: “A ausência desses estudos pode ter como consequência o estabelecimento de prazos irreais para a execução das obras e contribuir para o quadro atual de atrasos sistêmicos desses empreendimentos”.
guix @ Savannah: Emacs as a general-purpose package manager
GNU Guix, the package manager written for the GNU system, now has a neat Emacs user interface! It offers a visual, user-friendly alternative to the guix package command-line interface.
For those familiar with package.el, the main user interface is quite similar: commands like guix-newest-available-packages, guix-search-by-regexp, and guix-installed-packages present a browsable list of packages. Individual packages can be selected, which displays additional details and presents a button to install or delete them. It is also possible to mark a set of packages for installation, upgrade, or deletion, and execute the set of operations in a single transaction.
The interface has been developed by Alex Kost and was merged in Guix a day ago. It uses Geiser, the beloved Guile/Emacs interface and development environment, to communicate with the underlying Guile process. That Guile process, in turn, simply uses Guix and the whole distribution as libraries—the goodness of embedding the packaging DSL in a general-purpose language.
Try it out and let us know what you think!
The Undermining of Western Education
Martin Kramer @Sandbox:
Several hundred Middle East scholars have put out a letter pledging to boycott Israeli institutions of higher education. The organized association of Middle Eastern studies has rejected boycotts in the past, and is likely to do so again if the issue even gets tabled at the next convention. So the boycott of Israel in Middle Eastern studies is being organized along the lines of a personal pledge by individual scholars.
Israeli institutions of higher education (including, presumably, the one over which I preside, Shalem College in Jerusalem), are deemed by these scholars to be “complicit in violating Palestinian rights.” The signatories thus pledge “not to collaborate on projects and events involving Israeli academic institutions, not to teach at or to attend conferences at such institutions, and not to publish in academic journals based in Israel.” The pledge will remain in effect until these institutions call on Israel to end the Gaza “siege,” evacuate all territory “occupied” in 1967, and “promote the right of Palestinian refugees to return to their homes.” In other words, it’s a boycott until Israel dies.
I looked down the list of signatories, and mostly saw the usual suspects. Columbia, of course, is heavily represented. The boycotters include such tenured Columbia radicals as Rashid Khalidi, Nadia Abu El-Haj, Hamid Dabashi, Gil Anidjar, Mahmood Mamdani, George Saliba, Brinkley Messick, Timothy Mitchell, and Wael Hallaq. In fact, no university has more senior faculty boycotters signed on this letter than Columbia.
But one name in particular caught my eye: Lila Abu-Lughod, professor of anthropology. I remembered that she had become director of Columbia’s Middle East Institute a few years back. Why is that significant? The Institute she directs is a Title VI U.S. Department of Education-supported National Resource Center (NRC) for the Middle East. An NRC is supposed to “maintain linkages with overseas institutions of higher education and other organizations that may contribute to the teaching and research of the Center.”Incidentally, Lila Abu-Lughod is the wife of Ibrahim Abu-Lughod, a professor @Northwestern University during my days in the PhD program in political science there, anextremely nice man. I did not attend any of his courses, but at least one of his students told me that she never heard a bad word about Israel. I later found out why: his courses on the ME did not include much on Israel.
The question I now have is whether this (taxpayer-subsidized) academic unit of Columbia is boycotting Israeli academe? Or are we to believe that Professor Abu-Lughod is only boycotting Israeli institutions personally, but is prepared to cooperate with them officially? Columbia should issue a clarification, and give a public account of the overseas institutional linkages the Institute does have, so that we can see whether a de facto boycott of Israel is in place at Columbia. You can even pose the question yourself, to Columbia’s Office of Communications and Public Affairs, right here.
FSFE Newsletter - Septembre 2014
La liberté d’expression, la liberté de la presse, la liberté de rassemblement, la liberté de réunion et le respect de la vie privée sont des conditions essentielles pour une société libre. Si l’une de ces libertés venait à manquer, il serait difficile de préserver les autres. Dans une société, il est primordial de défendre ces libertés, d’autant plus avec les changements fondamentaux qu’entraîne l’omniprésence des ordinateurs. Ces changements peuvent menacer nos libertés acquises et en nécessiter de nouvelles. Ainsi la liberté du logiciel est cruciale pour distribuer et équilibrer les pouvoirs au sein de la société. La FSFE est convaincue qu’une société libre a besoin des libertés que seuls permettent les Logiciels Libres. C’est pourquoi nous préconisons les Logiciels Libres.
En 2010 nous avons écrit l’article La democratie a besoin du Logiciel Libre, expliquant le message ci-dessus aux politiciens lors de la cérémonie durant laquelle la FSFE s’est vue décerner la médaille Theodor-Heuss. Grâce aux équipes de traducteurs de la FSFE, l’article est par ailleurs disponible en 15 langues et largement partagé.
Depuis le mois dernier, le message sur l’importance du Logiciel Libre est également présenté dans une courte vidéo de TEDx intitulée introduction aux Logiciels Libres et la libération du cyberespace par Richard Stallman. C’est un bon moyen de faire prendre conscience de l’importance du Logiciel Libre et pourquoi c’est important. Nous avons besoin que de plus en plus de gens puissent comprendre pourquoi les questions des Logiciels Libres sont importantes au regard d’une société libre, comme le démontrent une fois de plus les exemples suivants.
La Slovaquie force toujours les utilisateurs à l’usage des logiciels non libresEn 2012 – grâce à notre ancien stagiaire Martin Husovec –, la FSFE s’est engagée dans un recours contre le fisc slovaque au côté de l’Institut Européen de la Société de l’information (EISi). Actuellement stagiaire de la FSFE, Matej Gera signale dans son blog que les autorités slovaques persistent à contraindre les gens à utiliser des logiciels non libres : selon un nouveau règlement en Slovaquie, les personnes qui possèdent des terres agricoles et qui souhaitent les vendre doivent préalablement faire une offre sur la page web du ministère de l’Agriculture. Or, afin de soumettre une offre sur la page web du ministère, vous devez utiliser un logiciel supplémentaire. Le logiciel en question est propriétaire et uniquement disponible pour Microsoft Windows, et il n’existe aucune alternative – il n’y a pas de formulaire papier. Si vous essayez de vendre le terrain par d’autres voies, vous enfreignez la loi.
Cette pratique est non seulement inacceptable pour les utilisateurs de Logiciels Libres, mais également illégale en Slovaquie. Depuis 2008, il existe une réglementation contraignante qui interdit aux pouvoirs publics de demander aux usagers d’utiliser une solution ou un système d’exploitation spécifique. Mais le site web du ministère en question n’est pas conforme et semble clairement ignorer cette règle. À présent, l’organisation slovaque à but non lucratif EISi a envoyé une lettre au ministère de l’Agriculture, les appelant à mettre fin à cette pratique. S’ils ne veulent pas se conformer à la lettre et fournir une solution interopérable d’ici octobre, l’EISi saisira les tribunaux pour protéger les droits des utilisateurs de logiciels slovaques.
Contraint par le fournisseur d’accès à l’Internet (FAI) d’utiliser certains matérielsIl va sans dire que dans une société comme la nôtre, nous devrions être capables de choisir librement les dispositifs techniques que nous utilisons dans nos maisons au même titre que nous choisissons les meubles ou les livres de nos étagères. Mais, outre les autorités nous obligeant à utiliser des logiciels non libres, la FSFE s’oppose actuellement aussi aux compagnies qui veulent nous imposer l’utilisation de certains ordinateurs dans notre maison. Dans ce cas, cela concerne même les ordinateurs les plus importants : les routeurs, qui devraient agir comme des gardiens entre notre réseau privé et l’Internet.
En Allemagne, les fournisseurs d’accès à l'Internet (FAI) contraignent leurs clients à utiliser certains types de matériel pour se connecter à l’Internet. Les utilisateurs de dispositifs alternatifs ne sont malheureusement pas en mesure de se connecter à l’Internet via ces FAI. Avec d’autres membres de la communauté du Logiciel Libre, notre équipe allemande a écrit plusieurs commentaires concernant cette affaire, et nous sommes entrés en négociation avec les organismes gouvernementaux, les entreprises et d’autres organisations pour parler des routeurs obligatoires.
Cette rubrique étant principalement couverte en Allemagne et en allemand, l’un de nos membres de l’équipe allemande Max Mehl résume cette affaire et a fait une chronologie des évènements les plus importants jusqu’à présent. Nous espérons que ces informations serviront à soutenir d’autres militants du Logiciel Libre dans le monde entier, qui pourraient être confrontés à des problèmes similaires.
Quelque chose de complètement différent Ces derniers mois la FSFE a reçu deux couvertures télévisées. D’abord avec Matija Šuklje, notre coordinateur juridique, qui a été interviewé par RTV Slovenia à propos des défis qui attendent le nouveau commissaire aux technologies de l’information dans le domaine de l’informatique dématérialisée (cloud computing). Bien qu’ils aient traduit FSFE en « fondation pour la programmation sans contrainte », il s’agissait de la première apparition de la FSFE à la télévision slovaque. Ensuite, notre coordinateur autrichien Peter Bubestinger s’est rendu à Mexico pour un séminaire sur l’archivage. Il y a présenté des cas d’utilisation de Logiciels Libres pour les formats de fichiers et pour le stockage à long terme. Le séminaire a été traduit dans son intégralité en espagnol et diffusé sur Televison Educativa, une chaîne nationale éducative. Ils ont aussi mis à disposition des vidéos sur YouTube. L’interview de Peter se trouve à 3 h 50. Guido Arnold a publié quelques nouvelles éducatives, dont un défi de hacking destiné à trouver des failles de sécurité dans Moodle et des partisans des logiciels libers en visite dans des écoles slovaques. Des collaborateurs ainsi que des membres de la communauté GNU ont mis à jour un système de surveillance interétatique qui concerne cinq pays, nom de code HACIENDA. Ces mêmes hackers ont déjà participé à des contremesures basées sur les Logiciels Libres pour contrecarrer ce système. Équipé du Logiciel Libre GNU Radio, un groupe de scientifiques citoyens a contacté, pris le contrôle et tente à présent de recapturer un satellite des années 70 pour le remettre sur l’orbite terrestre. Cette histoire démontre l’importance de développer, maintenir et promouvoir le Logiciel Libre. Depuis la planète : Hugo Roy se plonge dans ce que contient le « droit à l’oubli » déniché par la Cour de justice de l’Union européenne. Comme il a trouvé la décision difficile à lire, il en a rédigé une version alternative. Dans un autre billet, et dans le domaine des brevets, il explique pourquoi il a aidé le développeur d’un moteur de recherche libre Pablo Joubert à réaliser une publication défensive sur les moteurs de recherche qui utilisent des tables de hachage distribuées. Notre ancien stagiaire Lucile Falgueyrac explique en quoi TTIP & CETA donnent quelques raisons aux partisans du Logiciel Libre d’être en colère. Elle dit que le moment est opportun pour envoyer un message fort à la Commission européenne et aux gouvernements : le blanchiment politique n’est pas et ne sera jamais un moyen légitime de légiférer. Notre stagiaire actuelle, Bela Seeger a rédigé un billet à propos de la messagerie off (Off-The-Record (OTR) Messaging). Elle y clarifie le sens et les techniques de cette messagerie sécurisée, puis envisage quelques moyens de l’implémenter sur différents terminaux. (Vous aurez remarqué que dans cette édition, les stagiaires anciens et actuels sont plutôt actifs !) Nos Fellows ont pris part à de nombreux évènements. Nikos Roussos nous rend compte de ce qui l’a marqué à la conférence des contributeurs Fedora 2014. Il mentionne aussi le projet d’ordinateur portable Novena, lequel est synthétisé par LWN. Mario Fux et Mirko Böhm en font de même sur le sommet KDE de Randa, en Suisse, où s’est retrouvée une cinquantaine de partisans des Logiciels Libres qui améliorent KDE. Afin de se faire une idée de la réunion, Mirko a publié une brève vidéo. André Ockers, qui tient à jour et traduit presque tous les supports allemands de la FSFE, a commencé à bloguer. Il écrit en anglais, en allemand, en néerlandais et en français. Kevin Keijzer, qui est aussi aux Pays-Bas, donne un aperçu détaillé des Logiciels Libres qu’il utilise.. Daniel Pocock nous tient à jour concernant WebRTC et explique comment cela fonctionne, et ce qui ne fonctionne pas.. Matija fait le rapport de son expérience avec de la musique libre, mettant en avant ses artistes préférés qui utilisent des licences Creative Commons pour leur musique. Mobilisez-vous : faites passer le mot concernant la Journée du Logiciel LibreLe 20 septembre 2014, des gens du monde entier célèbreront le Logiciel Libre. Les organisateurs de Software Freedom International ont annoncé que l’enregistrement des évènements est ouvert. Ils fournissent un guide pour commencer avec des conseils et des indications pour organiser en équipe votre propre évènement pour la JLL. Si vous organisez un évènement, ou que vous désirez simplement faire passer l’information sur le Logiciel Libre ou la Journée du Logiciel Libre vous pouvez également :
commander nos documents d’informations préimprimés diffuser le guide d’autodéfense des courriels émis par la FSF qui est maintenant disponible en 11 langues. (Lors de la manifestation Freedom not Fear (liberté sans crainte), notre groupe de la Fellowship berlinois a distribué des centaines de tracts imprimés de la version allemande, que vous pouvez aussi vous procurer en nous les commandant.) partager la vidéo de Richard Stallman, ou l’article mentionné ci-dessus pour expliquer le Logiciel Libre à votre entourage ou vos amis.Merci à tous les volontaires, les Fellows, et les donateurs qui rendent notre travail possible, Matthias Kirschner - FSFE
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Na TV, Marina diz que não rebaterá ataques
Na VEJA.com:
Marina Silva (PSB) usou seu programa eleitoral na televisão nesta quinta-feira para afirmar que não responderá os ataques da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), que a comparou nesta semana a Fernando Collor de Melo e Jânio Quadros. “Não vou desperdiçar meu tempo com ataques como fazem os meus adversários”. Marina dedicou o programa desta quarta à área da saúde e exibiu depoimentos da classe médica em apoio à sua candidatura, gravados ontem na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo
Dilma abordou o tema da educação. Sem citar nominalmente Marina, a campanha afirmou que a adversária não dará prioridade ao pré-sal se for eleita – repetindo o discurso usado por Dilma em debates contra Marina. “Ser contra o pré-sal é ser contra o futuro do Brasil”, disse a locutora. Ao mesmo tempo em que o programa de Dilma era exibido na TV, o Twitter oficial do PT atacou: “É hora do Brasil todo se unir para defender o pré-sal porque ele é o nosso passaporte para o futuro. Muito diferente de certa candidata que não quer dar prioridade à exploração do pré-sal. Isso seria sacrificar o futuro da educação e do Brasil”.
O tucano Aécio Neves falou sobre saúde e prometeu melhorias em atendimentos especializados. O recado contra Marina ficou para a fala final: “É preciso um novo jeito de governar para planejar mais e improvisar menos”.
Com Lula, Dilma lança ofensiva para conter Marina no Nordeste
Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) lança nesta quinta-feira uma ofensiva no Nordeste para conter o avanço na região de sua principal adversária na corrida eleitoral, a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB à Presidência. Pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira mostra que Marina avançou cinco pontos na preferência do eleitor nordestino: ela tem 32% das intenções de voto na região, ante 48% de Dilma. O principal foco de preocupação é Pernambuco, onde Dilma perdeu para Marina a primeira colocação na preferência do eleitorado desde a morte do então candidato do PSB ao Planalto e ex-governador do Estado, Eduardo Campos. Na maratona desta quinta, a presidente terá a seu lado seu padrinho político e maior cabo eleitoral, o ex-presidente Lula. A dupla se dividirá para cumprir o roteiro de cidades a serem percorridas.
Dilma visitará à tarde um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida em Fortaleza (CE). Ela também deve participar de uma caminhada ao lado de uma estação de tratamento de água na capital cearense. O Estado é governado pelo aliado Cid Gomes (Pros), egresso do PSB, e tido como um colégio eleitoral chave para que a petista mantenha a liderança no Nordeste.
Depois, Dilma fará um comício no começo da noite em Recife (PE), na favela Brasília Teimosa. Foi lá que o ex-presidente realizou um de seus primeiro atos de governo depois de eleito pela primeira vez, em 2003, ao lado de uma comitiva de ministros. A favela de palafitas recebeu recursos do governo federal para urbanização. Na primeira vez que viajam ao Recife desde o enterro de Campos, Dilma e Lula estarão ao lado do senador Armando Monteiro (PTB), candidato apoiado pelo PT ao Palácio do Campo das Princesas. O encontro terá a presença de Lula. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta mostra que Monteiro está agora empatado com Paulo Câmara (PSB), afilhado político de Campos, na preferência do eleitorado. Desde o último levantamento, realizado entre os dias 12 e 13 agosto, Câmara cresceu 23 pontos porcentuais.
Antes de se juntar a Dilma em Recife, o ex-presidente deve visitar o eixo entre Juazeiro e Petrolina, às margens do Rio São Francisco. Nesta quarta, ele participou de comício em Salvador (BA) para alavancar a candidatura de Dilma e de Rui Costa (PT), candidato escolhido pelo governador baiano Jaques Wagner (PT) para sucedê-lo. Costa está atrás do candidato do DEM, o ex-governador Paulo Souto, na corrida eleitoral.
A passagem de Lula e Dilma no Nordeste também servirá para gravação de imagens do programa eleitoral na TV.?
Ministro deve adiar voto sobre bens de Graça Foster. Ou: O Supremo na mira das trocas subalternas de favores
Um absurdo está em curso no Tribunal de Contas da União (TCU). E se passa a céu aberto, de modo escancarado. Expõe as piores entranhas da República e evidencia por que o país precisa mudar de rumo. E mudar, claro!, com segurança; mudar sabendo para onde vai. A decisão sobre o bloqueio ou não de bens da presidente da Petrobras, Graça Foster, deve ser adiada mais uma vez. O ministro Aroldo Cedraz, que pediu vista do processo, afirmou que daria o seu voto na semana que vem, mas está decidido a esperar mais tempo. Que se note: por pressão do governo, já há uma maioria contra o bloqueio, mas, enquanto o julgamento não é concluído, os ministros sempre podem mudar o seu voto.
Para lembrar: 11 ex-diretores da Petrobras tiveram aprovado o pedido de bloqueio de bens, acusados de responsabilidade na compra ruinosa da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que seja diferente com Graça, que também pertencia à direção da empresa. Ocorre que, se isso acontecer, ela terá de deixar a presidência da estatal.
O ministro que liderou o voto a favor de Graça, como queria o governo, é Walton Alencar. Documentos obtidos pela revista VEJA e estampados na edição desta semana mostram que, quando presidente do tribunal, Walton manteve uma intensa troca de favores com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e seu braço-direito, Erenice Guerra. Entre outras coisas, ele antecipava decisões, dava conselhos informais aos advogados do PT e ainda dificultava o trabalho da oposição, que, sem saber da sua dupla atividade, procurava o TCU para auxiliá-la em investigações contra o governo federal.
Ajuda desinteressada? Conforme publiquei, então, com exclusividade neste blog, Walton contou com a ajuda do governo para conseguir a nomeação da mulher, Isabel Galloti, para o Superior Tribunal de Justiça. Em abril deste ano, Douglas Alencar, seu irmão, que era membro do Tribunal Regional do Trabalho do DF, foi indicado para o Tribunal Superior do Trabalho.
Muito bem! Aroldo Cedraz, que pediu vista no caso de Graça, é também corregedor do tribunal. Ele determinou a abertura de uma investigação para apurar a atuação do ministro Walton. Segundo informa a VEJA.com, o TCU vai solicitar à Polícia Federal o compartilhamento das mensagens que mostram a troca de favores entre Walton e o governo.
A decisão de investigar a conduta de Walton foi anunciada depois que entidades fiscalizadoras dos gastos públicos cobraram uma posição do tribunal, que se mantinha em silêncio sobre as denúncias. O presidente do TCU, Augusto Nardes, emitiu um único pronunciamento em que afirma que “tomou ciência das notícias veiculadas no último final de semana e irá emitir pronunciamento após avaliação”.
Infelizmente, a politicagem assedia os órgãos de controle e transparência da República e os tribunais superiores. Não é segredo para ninguém que, há muito tempo, tanto Lula como Dilma acenam com a indicação de um membro do TCU para a Supremo Tribunal Federal. São sempre lembrados os nomes do próprio Walton e de Benjamin Zymler. No momento, o STF opera com 10 ministros. O substituto de Joaquim Barbosa ainda não foi indicado por Dilma.
Não nos esqueçamos: no próximo mandato presidencial, serão indicados nada menos de cinco ministros do Supremo. Ao votar para presidente da República, os brasileiros poderão estar escolhendo também a independência ou a subserviência do Supremo, que pode entrar no mercado das trocas subalternas de favores.
Oregon Suing Oracle Over Obamacare Site, But Still Needs Oracle's Help
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Pô, Dilma, quer me pagar? Sou melhor do que o Franklin!
Pô, desse jeito, vou me candidatar a assessor da candidatura de Dilma Rousseff, né?, já que os incompetentes que a cercam estão tomando um baile de Marina Silva. Já levaram ao horário eleitoral uma afirmação que fiz aqui: só dois presidentes se elegeram acima dos partidos no Brasil: Jânio Quadros e Fernando Collor. Tudo bem! Não quero reconhecimento. É uma ironia que as estatais gastem tanto dinheiro financiando blogueiros do nariz marrom e, na hora de precisar de uma ideia que faça sentido, apelem a mim.
Ontem, recomendei a Dilma que indicasse desde já o substituto de Guido Mantega caso venha a se eleger. Pode não render votos, mas dá uma desanuviada no ambiente. Ela não chegou a tanto — até porque é difícil imaginar quem aceitaria a tarefa com um padrão intelectual de Mantega para cima —, mas ela, ao menos, deixou claro que, se eleita, vai mudar a equipe.
Ninguém está interessado em saber os nomes dos 7.531 ministros de Dilma. Basta que ela diga dois nomes: quem assumiria a Fazenda e o Banco Central. Boa parte das especulações, se as indicações forem boas, cessaria imediatamente.
Mas sabem como é… O PT é sempre muito orgulhoso da própria incompetência.
Ah, sim: eu jamais teria publicado no site “Muda Mais” um manifesto afirmando que independência do Banco Central é coisa de neoliberal larápio. Em primeiro lugar, é mentira. Em segundo, é estrategicamente burro. Desse jeito, Franklin ainda refunda o MR-8.
The Quiet Revolution of Formula E Electric Car Racing
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Linux e o Internet Banking do Santander
Praticamente todos os grandes banco comerciais neste último ano começaram usar uma solução que impossibilita usar o internet banking deles num Linux (Debian) com OpenJDK.
Exceto o internet banking do Banco do Brasil (funciona perfeitamente) os outros que conheço é necessário fazer alguma solução de contorno (gambiarra) para usar adequadamente.
Já estava decidido a fechar a minha conta no Santander mas antes abri uma reclamação no SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente). Para minha surpresa, ligaram para mim e perguntei se tinha alguma previsão do internet banking voltar a funcionar para Linux.
A resposta? Infelizmente não tinha previsão mas eles iriam alterar o meu cadastro para modificar o plugin do internet banking deles para funcionar no Linux.
Surpresa de novo! Alterado o cadastro e voltei usar normalmente. :)
Obs. Essa forma que os plugins dos navegadores dos bancos estão funcionando é muito parecido com um vírus ou um técnica de Spoofing. Essa técnica é muito discutível para proteger os usuários mas isso fica para outro texto. ;)
What the Palestinians Really Want
Now, why do you think that is?PA leader tells Fatah gathering it is ‘illogical’ for refugee problem to be solved at Egypt’s expense.
Palestinian Authority President Mahmoud Abbas has rejected an Egyptian proposal to resettle Palestinian refugees in a large tract of land in the Sinai Peninsula to be annexed to the Gaza Strip.The only solution to the so-called refugees that the so-called Palestinians see is the "right of return". That's because the Palestinians have not ever been a nation: they are just an invention of the Arabs as a weapon against Israel. The rest is conversation.
Speaking to a gathering of his Fatah party in Ramallah Sunday, Abbas said that an unnamed senior Egyptian official recently approached him and suggested settling Palestinians in an area 1,600 square kilometers (618 square miles) large adjacent to Gaza, reviving an idea originally proposed by former Israeli national security adviser Giora Eiland.
“They [the Egyptians] are prepared to receive all the refugees, [saying] ‘let’s end the refugee story’,” Abbas was quoted by Ma’an news agency as saying.
The Palestinian leader noted that the idea was first proposed to the Egyptian government in 1956, but was furiously rejected by Palestinian leaders such as PLO militant Muhammad Youssef Al-Najjar and poet Muin Bseiso who “understood the danger of this.”
“Now this is being proposed once again. A senior leader in Egypt said: ‘a refuge must be found for the Palestinians and we have all this open land.’ This was said to me personally. But it’s illogical for the problem to be solved at Egypt’s expense. We won’t have it,” Abbas said.
Abbas told the crowd that if Israel had its way, Gaza would become the Palestinian state while the West Bank would remain just an autonomy.
This was not the first time Abbas rejected an offer to solve the plight of Palestinian refugees living outside the West Bank. In January 2013, the Palestinian leader told an Egyptian newspaper that he had requested the Israeli government to allow refugees in Syria to enter the West Bank and Gaza.
According to Abbas, Prime Minister Benjamin Netanyahu demanded that the refugees waive their “right of return” to Israel proper as a condition for crossing the border, a condition Abbas rejected out of hand.
Abbas confirmed the report to the Times of Israel in a meeting with Israeli journalists at his presidential compound in April.
Elder of Ziyon:
I have no idea if any Egyptian official really floated this idea to Abbas. Countries generally don't offer their land for free (with the glaring exception of Israel,) even if that land has a major terrorist problem.
But the important part of the story isn't whether the offer is real or fictional. The important part is that Abbas is bragging about rejecting a solution to the "refugee" problem.
Which proves that Abbas doesn't care about the "refugees" but only about destroying Israel.
When the PLO talks about the fictional "right of return" the West usually scoffs and says that they aren't being serious and that they really want a two-state solution. But the idea of flooding Israel with Arabs and making it into another Arab state is the keystone of Fatah's plan to destroy Israel in stages, and it has never changed.The Palestinians are an invention of the Arab states after the 1967 war to serve as a weapon against Israel.
We've seen PLO officials say that any "refugees" that come from Arab countries to "Palestine" would not become citizens. We've seen Abbas reject saving the lives of Syrian Palestinians unless they keep their "right" to move to Israel. We've seen Abbas insist that Lebanese Palestinians must not become citizens of the country they were born in, but must remain stateless instead.
And now Abbas is bragging about rejecting free land to house these poor, stateless "refugees." (Without consulting them, of course.)
Abbas' position is clear: The "refugees" only exist in order to ultimately destroy Israel. They must remain stateless and miserable or else they are useless to him. Actually helping the "refugees" is his lowest priority; cynically using them for political ends is his highest priority.
The point of a Palestinian Arab state is not to alleviate the suffering of stateless Palestinians. If it was, Abbas would embrace all of these plans - to naturalize them in Arab countries if they want, to bring them in to areas under his control to be protected, and certainly to provide them with land he doesn't have so they have room to live.
Yet Abbas consistently chooses to increase the misery of the people he supposedly leads rather than help them.
Mahmoud Abbas' position is clear: any solution to the so-called "refugee' problem must come at the expense of Israel. The Palestinian Arab leadership priorities have not changed in the slightest since Yasir Arafat founded Fatah in the 1950s: destroying Israel is far, far more important than helping Palestinian Arabs, the everlasting pawns of the Middle East.
Contestar Marina é uma obrigação; recorrer ao preconceito religioso é uma boçalidade
Escrevi ontem neste blog que achava saudável que Dilma Rousseff e Aécio Neves tivessem acordado para a realidade, questionando os postulados e as afirmações da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, que hoje aparece como favorita nas pesquisas eleitorais. O texto está http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-e-aecio-fazem-o-certo-e-o-esperado-e-questionam-marina-ou-debate-nao-e-baixaria/. Não mudei de ideia. Continuo a pensar a mesma coisa.
Os seguidores da candidatura de Marina estão chamando de terrorismo a lembrança de que dois presidentes brasileiros, no passado, foram eleitos acima dos partidos políticos: Jânio Quadros e Fernando Collor, ambos com desdobramentos desastrosos. Eu nem poderia ser contra essa lembrança porque fui o primeiro a tratar do assunto. O PT colou um argumento meu. Não ligo. Não se trata de terrorismo, mas de história. E esta precisa ser levada em consideração. Mais ainda: Marina tem de aprender a ser confrontada. Afinal, a vida pública é distinta da militância numa ONG, em que todos partilham do mesmo propósito. É forçoso lidar com o contraditório.
Quando Aécio traz à tona o passado de Marina, intimamente ligado ao petismo, destacando que a agora defensora do tripé macroeconômico votou contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ele está cumprindo um dever com o seu eleitorado e com os eleitores do Brasil, inclusive os que não votam nele. Afinal, a nossa história é constituída do nosso passado; as promessas dizem respeito ao futuro; não é certo que se realizem.
Assim, que fique claro: Dilma e Aécio têm o dever de confrontar Marina, porque não é menos verdade que Marina os confronta, dizendo por que tem de ser ela, não eles, a assumir a Presidência da República em 2015. Mas vamos com calma aí.
Uma coisa é o debate político, outra, distinta, é a baixaria em que petistas e parte da imprensa engajada no petismo tentam enredar a candidata do PSB. Mais uma vez, tira-se do armário eleitoral a causa gay para colar na candidata a pecha de homofóbica. Isso, com efeito, não é campanha política, mas oportunismo da pior espécie.
O programa de Dilma defende o casamento gay, com essas palavras? O programa de Aécio defende o casamento gay, com essas palavras? Por que tentam fazer com que tal defesa vire uma imposição moral para Marina? Porque ela é cristã? Porque ela é evangélica? Então se cobra dela que vá além dos outros justamente porque se desconfia que tal proposição possa se constituir, para ela, numa cláusula de consciência? Ora, vão plantar batatas!
Mais: tenta-se fazer blague com ela, ridicularizá-la, porque leria a Bíblia antes de tomar decisões. Se ela lesse bula de remédio, seria melhor? E se lesse os Diários de Che Guevara ou alguma obra sobre budismo? Aí poderia ser incensada ou por esquerdistas ou por cultores de orientalismos?
Qual será o paradigma do PT? Combater o suposto preconceito contra gays com o preconceito contra evangélicos? Dilma Rousseff ficou quatro anos no poder. Por que não se empenhou pessoalmente na aprovação do tal PLC 122, a dita lei anti-homofobia?
Já fiz aqui — e farei enquanto julgar pertinente — severas restrições à candidatura de Marina. Há, sim, coisas em seu programa que estão mal explicadas. E campanha eleitoral existe para que essas dúvidas sejam trazidas à luz. Mas alto lá! Tentar discriminá-la porque é cristã e lê a Bíblia, aí não dá. O preconceito religioso é tão odiento como qualquer outro. De resto, é bom que os petistas se lembrem. Segundo o Datafolha apurou em 2013, 85% dos entrevistados disseram que a crença em Deus torna a pessoa melhor. Mais: 97% dizem acreditar.
Quando Dilma e o PT avançam nesse terreno, estão é dando mais um tiro no pé.
Kissinger’s Warning and Recommendations for ‘A World in Flames’
Under the headline “The World in Flames,” Henry Kissinger warns in a London Sunday Times op-ed of the consequences of state failure and anarchy in the Muslim world. Read it carefully: Kissinger reviews the collapse of America’s idea of exporting democracy during the Arab Spring and its dire consequences. He suggests that the US needs to work with Russia to put out the fire:
Participants in the contests search for outside support, particularly from Russia and the US, in turn shaping relations between them.
Russia’s goals are largely strategic: at a minimum to prevent Syrian and Iraqi jihadist groups from spreading into its Muslim territories and, on the larger, global scale, to enhance its position vis-à-vis the US.
America’s quandary is that it condemns Assad on moral grounds — correctly — but the largest contingent of his opponents are al-Qaeda and more extreme groups, which the US needs to oppose strategically.
Neither Russia nor America has been able to decide whether to co-operate or to manoeuvre against the other — though events in Ukraine may resolve this ambivalence in the direction of Cold War attitudes.
Political Islam has brought large parts of the world into something resembling the Thirty Years War of 1618-1648, Kissinger says (and of course I agree: I have been citing the 30 Years War example for a decade):
Zones of non-governance or jihad now stretch across the Muslim world, affecting Libya, Egypt, Yemen, Gaza, Lebanon, Syria, Iraq, Afghanistan, Pakistan, Nigeria, Mali, Sudan and Somalia. When one also takes into account the agonies of central Africa — where a generations-long Congolese civil war has drawn in all neighbouring states, and conflicts in the Central African Republic and South Sudan threaten to metastasise similarly — a significant portion of the world’s territory and population is on the verge of falling out of the international state system altogether.
As this void looms, the Middle East is caught in a confrontation akin to — but broader than — Europe’s 17th-century wars of religion. Domestic and international conflicts reinforce each other. Political, sectarian, tribal, territorial, ideological and traditional national- interest disputes merge. Religion is “weaponised” in the service of geopolitical objectives; civilians are marked for extermination based on their sectarian affiliation.
I am surprised that Kissinger does not mention China in this context; perhaps his forthcoming book (from which the Sunday Times op-ed was excerpted) will do so.
Kissinger is magnificently right.
What Else is New?
Gaza Patients Treated in Israeli Hospitals During Hamas Attacks - Itay Hod (Daily Beast)
About 27,300 critical care patients from Gaza were treated in Israel in 2013. During Gaza war, about 300 emergency care patients from Gaza were received in Israel to be treated for cancer, kidney disease, heart disease, and other critical conditions.That created a bizarre situation in which Gaza patients were admitted to Israeli medical centers even as Hamas fired rockets at the very cities where those patients are being treated.
See also Hamas Fires at Sick Gazans Trying to Leave for Medical Treatment - Assaf Kamar (Ynet News)
FP: They are not like us.
Fatah Blasts Hamas for Stealing Humanitarian Aid During Gaza War - Khaled Abu Toameh
Fatah's Central Committee on Saturday accused Hamas of targeting Fatah members during the Gaza war and stealing humanitarian aid. It said Hamas shot and beat dozens of Fatah members, confiscated food and medicine sent to Gaza from the West Bank, distributed the aid among its men in mosques, and sold some of it on the black market. (Jerusalem Post).
FP: The animosity between Fatah and Hamas is over who will be assigned to embezzle the Gaza reconstruction funds.
UN Peacekeepers, an Empty Presence - Dr. Gabi Avital
It is a sad sight to see the UN soldiers, who are supposed to monitor and mediate on Israel's northern border, finding themselves in fire fights, being persecuted, taken captive, and escaping to Israel. How are there still public officials who believe that UN troops should supervise the West Bank or the border crossings with Gaza? (Israel Hayom)
Also Ireland Calls for UN to Review Mandate for Golan MissionIreland Calls for UN to Review Mandate for Golan Mission Arutz Sheva
FP: Not to mention the unbiased attitude the UN has towards Israel.
Europe Seeks Role in Postwar Gaza - Josef Federman
European nations are offering to help enforce the cease-fire in Gaza. French President Francois Hollande said Thursday that Europe could help oversee the destruction of tunnels used by Hamas militants and monitor the territory's border crossings with Israel and Egypt. In Gaza, Hamad al-Rakeb, a Hamas spokesman, described Hollande's proposal as "mixing poison in the honey." (AP)
FP: And if you believe that to be effective I have a tower in Paris to sell you.
Mysterious, Phony Cell Towers Found Throughout US
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Aécio: “Marina é uma metamorfose ambulante”
Por Bruna Fasano e Talita Fernandes, na VEJA.com:
Alijado do confronto direto entre Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, resolveu atender aos apelos de integrantes de sua campanha e disparou contra a adversária do PSB, que lhe tomou o segundo lugar nas pesquisas. “O improviso não é o melhor conselheiro. De um lado, temos um governo que reage aos índices das pesquisas alterando as suas convicções, com certo desespero, o que não é bom. Do outro lado, o que vejo é uma candidatura que mais se assemelha a uma metamorfose ambulante, que altera suas convicções ao sabor das circunstâncias”, afirmou.
“Em qual Marina o eleitor pretende votar, a que ataca ou a que foi do PT? A que defende os pilares macroeconômicos ou a que votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal no Congresso Nacional quando era do PT? É a Marina que se calou no escândalo do mensalão e continuou no governo petista?”, disse.
Aécio voltou a acusar Marina de copiar o modelo de gestão tucano. Ele entregou uma cópia do Plano Nacional de Direitos Humanos de 2002, redigido durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, no qual quatro trechos são similares aos da atual cartilha do PSB. “Surpreende que o capítulo sobre direitos humanos do seu programa de governo seja uma cópia fiel do PNDH do governo Fernando Henrique, inclusive com prefácio de sua autoria (referindo-se a FHC). Não tiveram sequer o cuidado de alterar palavras. Essa é mais uma sinalização do improviso que ronda essa candidatura. Ela poderia ter pelo menos dado crédito aos autores verdadeiros.”
“Temos quadros extraordinários, não precisamos buscar olhando por cima do muro do vizinho para encontrar”, disse.
Com a campanha em crise, Aécio reuniu aliados nesta terça em São Paulo para traçar um plano de reação. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de desistir da disputa, Aécio ironizou: “Renúncia? Eu espero que a presidente não renuncie porque gostaria muito de enfrentá-la no segundo turno”, disse.
Pesquisas encomendadas pelo próprio PT levam pânico ao partido, e Dilma foge de entrevista
É claro que os números das pesquisas eleitorais não dão motivos para o tucano Aécio Neves sorrir de satisfação. Mas, vá lá, ele pleiteia o poder federal, não o tem. No caso dos petistas, é diferente. O partido está em pânico e, creiam, não o vejo cometer erros tão brutais desde 1994, quando não percebeu a importância que tinha o fim da inflação para o povão e decidiu se opor ao Plano Real. Nesta terça à noite, o “Jornal da Globo” viu acontecer algo inédito desde 2002, quando teve início a prática: um presidenciável se negou a conceder uma entrevista previamente agendada. E a faltosa foi ninguém menos do que Dilma Rousseff, do PT, presidente da República e candidata à reeleição. O que ela alegou? Nada! Simplesmente mandou dizer que não haveria entrevista.
Além de ser um tanto desrespeitoso com o trabalho da imprensa, isso demonstra o desespero que toma conta da campanha de Dilma desde que Marina Silva, do PSB, deu iniciou à sua meteórica ascensão, depois da morte de Eduardo Campos. Se a disputa com Aécio já vinha se afigurando crescentemente difícil para Dilma, o confronto com Marina, caso se desse hoje, a tiraria do trono. A petista viu a candidata do PSB tomar do tucano o segundo lugar, encostar nela no primeiro turno, vencê-la no segundo e, agora, dados os levantamentos feitos pelo próprio Planalto, a ex-senadora já lidera a corrida também na etapa inicial.
Nesta segunda, depois do debate promovido pela Jovem Pan, Folha, UOL e SBT, o comando da campanha se reuniu com a presidente, e todos se dedicaram ao patético exercício do autoengano. O consenso foi que Dilma se saiu bem no confronto. Errado. Foi a pior dos três grandes. Aécio jogou melhor, mas quem venceu foi mesmo Marina porque polarizou com Dilma e passou a impressão de dar a palavra final. A petista estava tensa, com os ombros arqueados, semblante fechado, demonstrando contida irritação. Marina batia duro, afetando aquele estado de nirvana. Como atriz, ela também supera a sua oponente.
Nesta terça, dia em que Dilma deveria conceder a entrevista aos jornalistas William Waack e Christiane Pelajo, o Ibope divulgou o resultado da pesquisa para a eleição presidencial em dois colégios privilegiados. Até a semana passada, Dilma liderava no Rio, com 38% a 30% contra Marina; Aécio tinha 11%. A estarem certos os números, o tucano manteve o mesmo percentual, mas a petista é agora derrotada por 38% a 32%. Ou por outra: Dilma perdeu oito pontos, e Marina ganhou 6 — uma mexida de 14 pontos em sete dias. Em São Paulo, a distância seria bem maior: a ex-senadora saltou de 35% para 39%, e a presidente manteve os 23%. O senador mineiro oscilou de 19% para 17%.
Aguardam-se para esta quarta os números nacionais do Ibope. Certamente, vem uma ducha de água fria na cabeça de Dilma, num momento em que o petismo tenta respirar, em esforço concentrado para desconstruir Marina. Mais uma vez, o PT resolveu tirar a causa gay do armário para demonizar adversários. O esforço pode ser contraproducente.
Dilma e o PT passaram pelo vexame de ver as perguntas no ar sem resposta. Abaixo, eu as reproduzo:
1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez de a senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?
6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?
É claro que a entrevista não se resumiria a isso porque estava prevista a intervenção dos jornalistas para aclarar eventuais ambiguidades ou apontar contradições.
Na segunda, a entrevistada foi Marina Silva. Nesta quarta, será a vez de Aécio Neves. O PT não sabe mais o que fazer.
Texto publicado originalmente às 2h57
Gripen Acquires Operational Meteor Capability

Gripen is the first combat fighter aircraft system in the world to be integrated with an operational Meteor capability. This year, Saab conducted the last major trials task required to clear the new missile for operational service on the Gripen C/D multi-role fighter. Full Meteor capability will be delivered as part of Gripen’s latest MS20 (Materiel System 20) combat systems update for the Swedish Air Force.
A report in Medium.com outlines the features of what it calls the best air to air missile in the world.
The missile’s ramjet propulsion system gives Meteor its high-speed performance and the energy to defeat fast, moving targets at long range.
The ramjet powerplant means that the Meteor is an air-breathing air-to-air munition—the first to enter service. Thanks to its efficient ramjet motor, the Meteor is a true very-long-range missile, a class that, since the retirement of the Phoenix-and-F-14 combination, is entirely absent from the U.S. military, the report says.
It is not just the reach of the missile which is critical. End game performance - the ability of a missile to muster up enough energy at the end of its flightpath to battle a maneuvering target that is doing all it can to shake off the homing missile is equally important.
According to the manufacturer, in a head-on engagement the Meteor provides a no-escape zone (the area in which an enemy aircraft will not be able to use pure agility to evade a missile) three times greater than that of a convention
Not just that, a ramjet can throttle for more or less power unlike a normal rocket motor. This enables the meteor to conserve its energy and maintain a high speed until it reaches its target giving increased stand-off and disengagement ranges and greater ability to chase and destroy highly agile moving targets, adds the report.
Besides Sweden, other operators that have ordered the BVRAAM include France for the Dassault Rafale F3R and Germany, Spain and the U.K. for their Eurofighter Typhoons. The Meteor is therefore unique as it is being added to all three of Western Europe’s in-production fighters.
As per the report, MBDA has already received orders for over 1,000 Meteor rounds.
Read the full story: The Best Air-To-Air Missile Is In Gripen
