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26 Nov 19:09

Lava Jato detecta rede de operadores do PMDB no petrolão

by giinternet

Na VEJA.com:
Investigações da Operação Lava Jato detectaram que o PMDB tinha uma rede de operadores no esquema do petrolão, segundo reportagem desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo. Enquanto PP e PT contavam com um operador em diretorias da Petrobras comandadas por indicados pelas siglas, o PMDB atuava em diversas frentes – cada uma, com um interlocutor em diretorias da estatal.

As investigações indicam que o modelo peemedebista na Petrobras reproduzia a organização descentralizada do partido, loteado por diversos caciques e principal aliado do governo. Cada operador atuava para um padrinho, reportando-se a uma pessoa ou grupo de poder, e não à legenda como um todo.

Em depoimento à Justiça, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa admitiu que, além de operar para o PP, que o indicou ao cargo, também passou num determinado momento a atender o PMDB. O ex-diretor disse que começou a repassar dinheiro a peemedebistas após acordo para permanecer no cargo. A barganha foi a saída encontrada por ele para conter investida de uma ala da legenda, que se articulou para derrubá-lo da cúpula da companhia petrolífera.

A negociação com o PMDB ocorreu quando Costa se afastou por meses do cargo para tratar uma doença adquirida em viagem à Índia. Segundo interlocutores, após voltar ao Brasil, o então diretor teve uma infecção generalizada e chegou a ser desenganado pelos médicos. Aproveitando-se da vacância, uma ala do partido teria se articulado para substituí-lo pelo ex-gerente executivo Alan Kardec.

No depoimento, Costa contou que, depois de recuperado, esteve em Brasília e costurou o apoio à sua manutenção no cargo com um político do PMDB. Nessa época, o então deputado José Janene, seu padrinho, já estava enfraquecido por causa do seu envolvimento com o mensalão. Costa precisava do PMDB para continuar no cargo. O partido tem negado envolvimento no esquema. Costa dirigiu a área de Abastecimento e Refino da Petrobras de 2003 a abril de 2012.

Baiano
Segundo as investigações, paralelamente, outro grupo do PMDB também se beneficiava do esquema por meio do consultor Fernando Soares, o Fernando Baiano – que está preso na superintendência da Polícia Federal no Paraná e teve R$ 8,5 milhões bloqueados nas contas de duas de suas empresas. A defesa de Baiano nega que ele tenha participado de esquema de corrupção na estatal.

A força-tarefa da Lava Jato, porém, concluiu que Baiano tinha influência na Diretoria Internacional, comandada até 2008 por Nestor Cerveró. No PP e no PT o esquema tinha operadores únicos, que atuavam para atender aos partidos como um todo, conforme os investigadores. No caso do PP, o operador era o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal petroleira.

26 Nov 19:06

Dilma consegue errar até quando acerta! Nunca vi tamanha determinação em inventar a quadratura do círculo! Que gente atrapalhada!

by giinternet

Olhem aqui. Eu não sei que espírito ruim tomou conta do Palácio do Planalto para transformar, com tanta determinação, até mesmo o acerto num erro. A que me refiro?

A presidente Dilma Rousseff decidiu anunciar a quase nova equipe econômica nesta quinta, amanhã. É “quase” nova porque, na presidência do Banco Central, continuará Alexandre Tombini, que já demonstrou ser independente na medida do suportável para Dilma, se é que me entendem. Para o Planejamento, vai Nelson Barbosa, e Joaquim Levy — este, sim, a novidade — assumirá a Fazenda.

A equipe será anunciada nesta quinta, mas, por qualquer razão insondável, não tomará posse de imediato. E quando será? Ainda não se sabe. Então ficamos assim: Guido Mantega foi demitido faz tempo, mas continuou no cargo; Levy, tudo indica, assume o cargo, mas ainda não foi admitido. Que estranho jeito de fazer as coisas! Ninguém parece ter contado à presidente Dilma que a reta é a menor distância entre dois pontos. A curva, os zigue-zagues, as voltas em torno do próprio eixo, tudo isso só serve para movimentos de procrastinação.

Levy e Barbosa vão integrar a equipe de transição… Como? É mais uma jabuticaba, mais uma inovação: é a transição de um grupo para si mesmo. Isso simplesmente não faz o menor sentido.

Fica parecendo que esse movimento, digamos, quântico, daquele que é e não é ao mesmo tempo, serve para amansar alguns espíritos, como se Dilma tentasse fazer com que Levy fosse digerido aos poucos; como se ele não atendesse, nesse momento, não às necessidades desse ou daquele grupo, mas às necessidades do país.

Aliás, um grupo de sedizentes intelectuais petistas resolveu lançar um manifesto contra as indicações de Levy para a Fazenda e de Kátia Abreu para a Agricultura. Estão na lista o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o jornalista André Singer (ex-porta-voz de Lula), João Pedro Stedile, o maior latifundiário do país e promotor de invasões de terra, e o suposto teólogo de meia-pataca Leonardo Boff.

A imprensa perdeu a noção do que seja um “intelectual”. Quem, nesse grupo, produziu alguma obra de referência, que ficará para as gerações futuras? Quem ali será lido ou lembrado daqui a 30 anos em razão de uma ideia original — e boa — que seja? Quem ali é mais do que mero esbirro do grupo que está no poder?

Ora, então ofereçam o caminho a Dilma, não é mesmo? Se Levy e Kátia não servem, quem serve? Por que Dilma teria feito essas escolhas e não outras? A esquerda que essa gente representa tem quantos votos mesmo?

Intelectuais petistas? Não! Essa gente precisa é de alguma ocupação.

26 Nov 17:44

Dilma sanciona lei que alivia dívidas de Estados e municípios com a União

by giinternet

Na VEJA.com:

A presidente Dilma Rousseff sancionou, com dois vetos, a lei que altera o indexador das dívidas de Estados e municípios com a União. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. A medida é um pleito antigo de governadores e prefeitos. O texto, de autoria do Executivo, foi aprovado pela Câmara ainda em 2013 e passou no Senado no começo deste mês. Nenhum dos vetos afeta o artigo que garante a correção retroativa das dívidas contraídas antes de 1º de janeiro de 2013.
Em vez do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) somado aos juros de até 9% ao ano, o cálculo da dívida passa a ser feito pelo Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA), com juros de até 4% ao ano, limitados pela taxa Selic. Serão 180 municípios e sete Estados diretamente beneficiados pela medida.
A mudança deve permitir uma retomada gradual na capacidade de investimento de prefeituras e governos estaduais. No final de 2013, a dívida total era de 481,1 bilhões. A previsão é de que Estados e municípios zerem seus débitos até 2030. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o comprometimento com pagamento da dívida é de 3,5 bilhões de reais anuais.
Dilma vetou o 1º artigo do texto, que alterava regras para concessão de benefícios ou incentivos tributários por parte de entes públicos. E também o artigo que determinava que encargos calculados para títulos federais deviam ficar limitados à taxa Selic.

26 Nov 17:43

Petrolão: Suíça suspeita que remessas ultrapassam US$ 23 milhões

by giinternet

Na VEJA.com:

A Justiça suíça suspeita que o esquema de remessas ilegais para contas no paraíso fiscal envolvendo o escândalo da Petrobras movimentou um volume de recursos superior aos 23 milhões de dólares já bloqueados. Entre os suspeitos de terem enviado dinheiro para contas na Suíça estão o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema, e Renato Duque, o ex-diretor de Serviços da Petrobras.

Nesta terça-feira, uma delegação de procuradores brasileiros que trabalham na Operação Lava Jato esteve em Lausanne por mais de quatro horas revisando documentos e movimentações bancárias colhidas pela Justiça suíça. O acesso aos documentos ocorreu nos escritórios do Ministério Público suíço e continuará nesta quarta-feira. Além de identificar quem enviou os recursos para as contas no país, os brasileiros tentam desenhar o caminho dos recursos para fazer a denúncia formal.

Os procuradores Delton Dallagnol e Orlando Martello, que integram a delegação, também negociam com os suíços um acordo para acelerar o repatriamento de 23 milhões de dólares depositados em cinco contas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O dinheiro está congelado.

Pelos acordos assinados pelos suíços, recursos bloqueados apenas são enviados ao país de origem se a Justiça que o investiga condena o suspeito em última instância. No caso do ex-prefeito Paulo Maluf, os recursos levaram mais de dez anos para voltar aos cofres públicos.

Os executivos citados no escândalo da Petrobras são investigados criminalmente na Suíça por lavagem de dinheiro, mas as autoridades locais não informam os nomes das pessoas investigadas em processo sob segredo de justiça.

De acordo com os suíços, não foi a Justiça brasileira que pediu ajuda a eles, mas o contrário. A previsão é de que a conclusão da investigação e eventual indiciamento ocorram em 2015. Se condenados, os envolvidos no caso poderiam pegar entre três e cinco anos de prisão. 

26 Nov 17:43

Hacker Threatened With 44 Felony Charges Escapes With Misdemeanor

by Soulskill
An anonymous reader writes: It's no secret that prosecutors usually throw every charge they can at an alleged criminal, but the case of Aaron Swartz brought to light how poorly-written computer abuse laws lend themselves to this practice. Now, another perfect example has resolved itself: a hacker with ties to Anonymous was recently threatened with 44 felony counts of computer fraud and cyberstalking, each with its own 10-year maximum sentence. If the charges stuck, the man was facing multiple lifetimes worth of imprisonment. But, of course, they didn't. Prosecutors struck a deal to get him to plead guilty to a single misdemeanor charge, which carried only a $10,000 fine. The man's attorney, Tor Eklund, said, "The more I looked at this, the more it seemed like an archetypal example of the Department of Justice's prosecutorial abuse when it comes to computer crime. It shows how aggressive they are, and how they seek to destroy your reputation in the press even when the charges are complete, fricking garbage."

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25 Nov 11:24

http://feedproxy.google.com/~r/EduardoMacan/~3/eUetevD6vB0/

by Eduardo Maçan

Sério que existe mesmo uma "hemobrás"?

Quase que torna concreta uma piada que ouvi quando criança sobre um presidente (não lembro qual, sintam-se à vontade para rebatizar as personagens) que não era lá muito informado/inteligente. Era mais ou menos assim:

O presidente andava de carro por Brasília com um assessor. Observando as várias placas pela cidade, buscava se informar:

" O que é Petrobrás? "
"Petróleo do Brasil, senhor presidente."
"E Eletrobrás?"
"Eletricidade do Brasil, senhor presidente."
"Telebrás?"
"Telecomunicações do Brasil, senhor presidente."
"E Emobrás, o que é?"
"Emobrás? Não temos nenhuma empresa com este nome. Onde o senhor viu isso?"
"Bem ali, naquela placa!"
"EM OBRAS, senhor presidente!!!"

EDIT: na verdade a existência de uma hemobras acaba com a piada. Era uma excelente piada quando eu tinha 8 anos. R.I.P. :(

http://www.hemobras.gov.br/site/conteudo/empresa.asp.:: HEMOBRÁS - A Empresa ::.

24 Nov 21:20

Mais de 60 mil pessoas vão às ruas em marcha contra o aborto, na Espanha

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)
Sob o lema 'Cada vida conta', a marcha partiu da praça Ruiz Giménez até a praça Colón, em Madri, num ambiente festivo

Agência Brasil | O Dia

Espanha - Cerca de 60 mil pessoas convocadas por diversas associações pró-vida exigiram neste sábado, em Madri, do presidente Mariano Rajoy, que cumpra a promessa eleitoral e "erradique" o aborto da legislação espanhola.

Sob o lema "Cada vida conta", a marcha partiu ao meio-dia (9h no Brasil) da praça Ruiz Giménez até a praça Colón, em Madri, num ambiente festivo que só foi interrompido quando a marcha chegou à sede do Partido Popular – partido no poder, na rua Génova, onde se ouviram apitos e vaias.


Em Madrid, na Espanha, milhares de pessoas vão às ruas para manifestar contra o aborto
Foto:  Reuters

No final do percurso, o presidente do Fórum da Família, Benigno Blanco, pediu ao executivo que "erradique" o aborto das leis que o incentivam e recordou que os manifestantes não são "cativos" de ninguém e que o seu voto apenas "é prisioneiro" dos seus ideais. Assim, exigiu ao Governo que revogue a atual lei do aborto.

"A sociedade saberá recompensá-lo com o voto", disse, advertindo que se não o fizer, haverá mais manifestações. Neste sentido, Blanco apelou aos manifestantes – cerca de 60 mil, segundo a polícia nacional, e 1,4 milhões, segundo os organizadores – para que compareçam na marcha do próximo dia 14 de março contra o aborto e a favor da vida.

+

Marcha pela Vida conta com participação de Elba Ramalho

24 Nov 17:15

Contas externas do país têm o pior resultado da história

by giinternet

Na VEJA.com:

O resultado das transações correntes seguiu negativo no mês de outubro ao registrar um déficit de 8,13 bilhões de dólares, o pior resultado para mês desde o início da série histórica, em 1980, de acordo com informações do Banco Central (BC), divulgadas nesta segunda-feira. Apesar disso, o chefe do departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, considerou que, como os volumes antes dessa data eram menores, é possível considerar que é o maior déficit desde 1947, quando o BC começou a levantar dados gerais sobre as transações correntes

O desempenho foi provocado pelo mau desempenho comercial e por elevadas remessas de lucros e dividendos ao exterior. Em setembro, houve déficit de 7,90 bilhões de dólares. Já no acumulado em 12 meses encerrados no mês passado, o déficit foi de 84,42 bilhões de dólares, o equivalente a 3,73% do Produto Interno Bruto (PIB).

Contribuíram para o saldo negativo no mês o déficit de 1,17 bilhão na balança comercial, pior resultado para outubro desde 1998, e as remessas de lucros e dividendos, que somaram 1,63 bilhão de dólares em outubro, frente a 1,34 bilhão em igual mês de 2013.

Já os gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens atingiram 1,637 bilhão de dólares em outubro, ante 1,760 bilhão de dólares em igual mês do ano passado. Segundo Maciel, a recente alta do dólar tem influenciado essa conta.

De forma geral, as contas externas do país continuam mostrando um quadro preocupante, de déficit crescente apenas parcialmente coberto por investimentos estrangeiros. Em outubro, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram 4,97 bilhões de dólares, acumulando no ano saldo positivo de 51,19 bilhões de dólares. Faltando apenas dois meses para o fim do ano, o número acumulado do ano ainda precisa somar mais 11,8 bilhões de dólares para alcançar a previsão do BC, de terminar com 63 bilhões de dólares.

Ano – No ano, o rombo na conta de transações correntes soma 70,69 bilhões de dólares até outubro, acima dos 67,37 bilhões de dólares em igual período de 2013. A projeção do BC para 2014 é de um déficit de 80 bilhões de dólares.

 

24 Nov 17:15

Último foragido da Lava Jato, irmão de ex-ministro se entrega

by giinternet

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:

Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro Mário Negromonte (PP), se entregou à Polícia Federal, em Curitiba, nesta segunda-feira. Ele era o último suspeito foragido da sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga a atuação de nove empreiteiras suspeitas de fraudar licitações e pagar propinas em um esquema bilionário de corrupção na Petrobras. Ele era procurado pela polícia desde 14 de novembro.

A advogada Joyce Roysen, que defende Adarico, tenta obter uma decisão judicial que permita a ele responder à investigação em liberdade. Mas o Ministério Público Federal já solicitou à Justiça que o mandado de prisão dele seja convertido de temporário para preventivo. A 13ª Vara Federal do Paraná vai analisar o pedido depois que Adarico for efetivamente detido.

De acordo com as investigações, Adarico atuava como emissário do doleiro Alberto Youssef, pivô do esquema. Ele era um dos responsáveis por entregar pagamentos em espécie a políticos e executivos da Petrobras.

Em um dos casos, José Ricardo Nogueira, diretor da OAS, solicitou uma entrega para o dia 4 de dezembro de 2013 em Canoas (RS). O pedido foi flagrado no monitoramento das mensagens eletrônicas do doleiro. Youssef, no diálogo, avisou que Adarico seria o responsável pela entrega na cidade.

24 Nov 10:18

Operador recebeu R$ 5 mi de propina paga por empreiteira

by giinternet

Por Rubens Valente e Mario Cesar Carvalho, na Folha:
Um empresário recolheu propina de R$ 5 milhões, paga por uma empreiteira, dizendo-se representante da diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobras, à época dirigida por um indicado do PT. O relato foi feito à Polícia Federal pelo presidente da divisão industrial da Galvão Engenharia, Erton Fonseca. Ele disse ter feito o pagamento a Shinko Nakandari –o sobrenome correto do executivo é Nakandakari. A Folha apurou que a Galvão tem provas do pagamento, que serão apresentadas à Justiça. A reportagem não conseguiu localizar Shinko.

Segundo o executivo da Galvão, que está preso, Shinko atuava junto com o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que já fez uma delação premiada e prometeu devolver à União US$ 97 milhões obtidos ilegalmente do esquema. Barusco e Renato Duque foram indicados para a diretoria de Serviços pelo PT, que ficava com 3% dos valores dos contratos dessa área, segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Erton Fonseca afirmou à Polícia Federal que Shinko desempenhou, em relação aos contratos da diretoria de Serviços sob a gestão de Duque, um papel semelhante ao do doleiro Alberto Youssef nas obras tocadas pela diretoria de Abastecimento da estatal, então chefiada por Paulo Roberto.
(…)
A Galvão diz ter sido vítima de extorsão: ou pagava suborno ou não obtinha novos contratos com a estatal. Erton Fonseca contou que teve uma uma reunião com a presença de Barusco para tratar da propina. A empresa foi orientada a pagar um percentual que variava de 0,5% a 1% sobre o valor dos contratos. Segundo a PF, a Galvão Engenharia fechou R$ 3,47 bilhões em contratos com a Petrobras entre 2010 e 2014. Por meio de consórcios, conseguiu mais R$ 4,1 bilhões em contratos entre 2007 e 2012.
(…)
O relatório final da CPI do Caos Aéreo, em 2007, afirmou que a Talude recebeu “pagamentos por serviços não realizados, que evidenciam a implantação de um esquema de desvio na Infraero”. A CPI calculou o valor dos desvios na reforma em R$ 3,5 milhões.

24 Nov 10:17

Petrolão – A negativa de Humberto Costa e a inutilidade da quebra de sigilos em casos assim

by giinternet

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), emitiu uma nota em que nega com veemência ter recebido recursos da quadrilha que operava na Petrobras. Segundo Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, que está preso, Humberto recebeu R$ 1 milhão para a campanha eleitoral de 2010. O petista pôs ainda à disposição os seus sigilos fiscal, telefônico e bancário.

Vamos lá: se Humberto recebeu ou não dinheiro do esquema gerenciado por Paulo Roberto, isso, não sei. O que sei é que, nesses casos, pôr sigilos à disposição não tem a menor importância. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras não afirmou que fez uma doação legal para a campanha do agora senador, né? Dinheiro dessa natureza, como sabemos, costuma ser pago ou em espécie — moeda sonante mesmo — ou passa por um esquema de lavagem, ganhando fachada legal.

Segundo reportagem do Estadão, o dinheiro para a campanha de Humberto foi pedido ao esquema de Paulo Roberto pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra). A grana teria saído da cota de 1% do PP. Diz o senador: “Tal denúncia padece de consistência quando afirma que a suposta doação à campanha teria sido determinada pelo Partido Progressista (PP) por não haver qualquer razão que justificasse o apoio financeiro de outro partido à minha campanha”.

Epa! Aí não, né? Paulo Roberto e Alberto Youssef já deixaram claro que eles operavam basicamente para o PP, mas que repassavam, sim, recursos para o PT. Aliás, segundo o engenheiro, dois pontos percentuais dos três pontos relativos a contratos com sobrepreço firmados pela Diretoria de Abastecimento eram enviados ao PT.

É evidente que Humberto Costa nega a denúncia — nem poderia fazer diferente. Ele disse também que todas as doações de campanha que recebeu em 2010 foram registradas e informadas à Justiça Eleitoral. Confirmou ter uma relação de amizade com o empresário Mário Beltrão, mas acentuou: “Em nenhum momento eu o pedi e ele muito menos exerceu o papel de solicitar recursos a Paulo Roberto para a campanha ao Senado de 2010”.

Bem, vamos ver o andamento da investigação. Caberá ao procurador-geral da República, dispondo dos elementos da delação premiada — cujo conteúdo é ainda desconhecido —, oferecer ou não denúncia ao Supremo contra o senador petista de Pernambuco.

24 Nov 10:16

Se Dilma não mudar de ideia, Gilberto Carvalho, da tribo dos “Gravatas Vermelhas”, será chutado do governo, o que é bom para o Brasil

by giinternet
Gilberto Carvalho, da tribo dos "Gravatas Vermelhas": se o país tiver sorte, ficará fora do Ministério

Gilberto Carvalho, da tribo dos “Gravatas Vermelhas”: se o país tiver sorte, ficará fora do Ministério

As primeiras escolhas da presidente Dilma Rousseff para compor o futuro ministério estão deixando esquerdistas de teclado e botequim um tanto perplexos, o que não deixa, já escrevi, de ser um boa notícia, não é mesmo? Se a presidente não mudar de ideia, uma “não escolha” — o que valerá por uma demissão — também será um boa notícia: Dilma não pretende reconduzir Gilberto Carvalho para a Secretaria-Geral da Presidência, cargo que assumiu maior importância no primeiro mandato da petista. Ao secretário-geral cabe a interlocução com os chamados “movimentos sociais”, que nada mais são do que os braços do petismo que usam o estado brasileiro como um cartório de suas demandas.

Dilma nunca gostou de Carvalho e o quer distante do seu governo, embora a tarefa não seja fácil. Ele é o segundo homem mais importante do PT na hierarquia informal do partido — depois de Lula. Com aquele seu ar santarrão, sua fala mansa e sua estatura, pode ser muito mauzinho. Este senhor não perdeu uma só oportunidade de responder a problemas antigos criando problemas novos. Na sua mais recente investida, resolveu reclamar de público contra o que chamou de falta de interlocução de Dilma com os movimentos sociais, sugeriu que houve retrocesso nessa área e aplicou uma censura pública à sua chefe. E se explica por que o fez: Carvalho é que se considera chefe dela e imune à demissão.

Vamos a um exemplo? Embora a Funai seja uma autarquia subordinada ao Ministério da Justiça, a “questão indígena” ficou a cargo da Secretaria-Geral. Carvalho botou literalmente para quebrar. O braço-direito do ministro na empreitada é um tal Paulo Maldos. Se alguém quer saber como a dupla trabalha, basta verificar como se deu a chamada “desintrusão” de uma região chamada Marãiwatséde, em Mato Grosso. Nessa área, havia a fazenda Suiá-Missú, que abrigava, atenção, um povoado chamado Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia. Moravam lá 4 mil pessoas. O POVOADO FOI DESTRUÍDO. Nada ficou de pé, exceto uma igreja — o “católico” Gilberto Carvalho é um homem respeitoso… Nem mesmo deixaram, então, as benfeitorias para os xavantes, que já são índios aculturados. Uma escola que atendia 600 crianças também foi demolida. Quem se encarregou da destruição? A Força Nacional de Segurança. Carvalho e Maldos foram, depois, para a região para comemorar o feito. Abaixo, segue o vídeo que mostra a destruição.

A irresponsabilidade de Carvalho foi muito longe. Tão logo surgiram os primeiros protestos violentos em São Paulo, em junho de 2013, ele, ao atacar a polícia, demonstrou a sua óbvia simpatia pelos arruaceiros, imaginando que o custo político cairia no colo do governador Geraldo Alckmin. O tiro saiu pela culatra: o tucano se reelegeu no primeiro turno em São Paulo, e Dilma conseguiu um segundo mandato na trave, com pouco mais de três pontos de diferença.

A estupidez de Carvalho não parou aí: ele tentou usar os tais rolezinhos — mero fenômeno, então, de consumo, sem conotação política — para estimular uma guerra racial. Segundo esse gênio, os brancos de classe média se assustavam com aquele, como ele chamou, “bando de meninos negros e morenos”. É pouco?

Calma! Ele sempre pode ir além. Confessou, em entrevista, que manteve vários encontros com representantes dos black blocs, os mascarados criminosos que saíam quebrando tudo por aí. Sim, um ministro de estado dialogava secretamente com bandidos. Depois de o MST espancar 30 policiais na Praça dos Três Poderes, em Brasília, ele compareceu ao encontro do movimento no dia seguinte, com patrocínio da CEF e do Banco do Brasil.

Quem é cotado para o lugar de Carvalho? Miguel Rossetto, um dos coordenadores da campanha de Dilma neste 2014 e atual ministro do Desenvolvimento Agrário. Já escrevi  aqui: membro de uma corrente do PT chamada “Democracia Socialista”, no papel ao menos, está à esquerda de Carvalho. No caso, isso conta menos: se escolhido, Rossetto será, efetivamente, um subordinado de Dilma e poderá ser demitido se não fizer a coisa certa. Com Carvalho, é diferente: é ele, insisto, quem se sente chefe de sua chefe. Se a presidente não aproveitar o momento para tirá-lo do Palácio, lá ele continuará, conspirando em favor da volta de Lula, o seu Dom Sebastião.

Dilma terá mesmo autonomia e clarividência para botar Carvalho pra fora do seu governo? Para o bem do país, espero que sim. E isso, adicionalmente, poderá fazer bem até… a seu governo.

24 Nov 10:15

O Palácio do Planalto ofende a VEJA, e os fatos ofendem o Palácio do Planalto. Ou: Que tal dar explicações, presidente?

by giinternet

A CAPA DE VEJA

O governo federal teve uma ideia genial diante da reportagem de VEJA evidenciando que, em 2009, tanto o então presidente Lula como a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, poderiam ter dado um murro na mesa e interrompido a roubalheira na Petrobras — caso fosse, claro!, do interesse do petismo fazê-lo. Em vez de dar uma reposta decente, o governo preferiu ofender a VEJA.

Só para lembrar: computadores do Palácio do Planalto apreendidos pela PF na operação que investigava as lambanças de Erenice Guerra, amigona da agora presidente, trazem um e-mail de Paulo Roberto Costa a Dilma alertando o governo que o TCU havia apontado irregularidades na construção das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e no terminal do porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo. O tribunal recomendara a suspensão de repasse de verbas para esses empreendimentos, o que o Congresso acatou. Paulo Roberto, mero diretor de Abastecimento da Petrobras, acreditem!, recomendava que o governo buscasse uma “saída política” para manter o fluxo de verbas, a exemplo do que se fizera em 2007 e 2008. A “solução” veio: Lula vetou a suspensão dos recursos, o dinheiro continuou a fluir, e a roubalheira se manteve intocada.

Ora que mimo! Um diretorzinho da Petrobras — que agora confessa ter sido o homem que gerenciava a propina do PP, repassando recursos também para o PT — estimula uma ministra de Estado, que também presidia o Conselho da Petrobras, a ignorar os alertas de desvios de recursos feitos pelo TCU.

O Planalto foi indagado a respeito do e-mail. Ignorou o assunto e afirmou que o governo, então, encaminhou as restrições do TCU à Controladoria-Geral da União. Como se sabe, nada aconteceu. Não fosse Youssef ser investigado pela PF, que chegou ao descalabro na Petrobras, tudo teria continuado na mesma. Publicada a reportagem, o Palácio do Planalto preferiu sair com uma nota malcriada contra a revista.

Não é, claro!, a primeira vez. Quando VEJA trouxe a primeira reportagem com detalhes do esquema, relatados por Paulo Roberto na delação premiada, as baterias do PT e do Planalto se voltaram contra a… revista! Dilma admitiu pela primeira vez a existência da roubalheira há meros 37 dias, em 18 de outubro.

Reação igualmente bucéfala aconteceu quando a revista informou que Alberto Youssef havia afirmado, no âmbito da delação premiada, que Dilma e Lula sabiam de tudo. A mesma informação foi publicada depois por todos os veículos de comunicação relevantes. Mas só a VEJA virou alvo da fúria oficial.

Muito bem! O líder da oposição no Congresso, Ronaldo Caiado (DEM-GO), quer que Dilma e Lula sejam convocados a depor na CPI da Petrobras. E diz de modo muito lógico: “Ela disse que não vai deixar pedra sobre pedra e que ela está disposta a aprofundar toda a investigação. Nada mais justo do que ela ir à CPI para esclarecer, em primeiro lugar, a fala do Alberto Youssef e, agora, esse e-mail do Paulo Roberto Costa”. Ele informa que a primeira convocação a ser solicitada, entretanto, será a do ex-presidente Lula, que comandava o governo à época e que ignorou a recomendação do TCU e liberou os recursos para as obras garantindo, desse modo, a indústria dos desvios.

Pois é… Todas as ofensas dirigidas contra a VEJA não conseguiram impedir que os fatos começassem a vir à tona. Só um dos investigados na operação, Pedro Barusco, da cota do PT,  se dispõe a devolver aos cofres públicos US$ 97 milhões roubados da Petrobras naquele escândalo cuja existência Dilma se negava a reconhecer.

O Palácio ofende VEJA. E os fatos ofendem o Palácio.

24 Nov 10:14

Joaquim Levy e Kátia Abreu, futuros ministros de Dilma, começam bem: as esquerdas ficaram furiosas! Sem dúvida, é um bom sinal!

by giinternet
Senadora Kátia Abreu, futura ministra da Agricultura: as esquerdas preferem colher desinformação e preconceito

Senadora Kátia Abreu, futura ministra da Agricultura: as esquerdas preferem colher desinformação e preconceito

Joaquim Levy: ele já serviu com correção aos governos FHC e Lula. PT, agora, não o quer no governo Dilma

Joaquim Levy: ele já serviu com correção aos governos FHC e Lula. PT, agora, não o quer no governo Dilma. Será por excesso de seriedade?

Vou tratar aqui de um assunto muito sério. Muito mesmo! Coitada da presidente Dilma Rousseff! “Como assim, Reinaldo?”, há de me perguntar muita gente, que sabe o que eu penso. Eu explico. Há no que escrevo um tanto de objetividade e um tanto de ironia. Por que me compadeço da governanta?

Porque está na cara que, quando ela erra, acaba sendo mais bem tratada por certos setores da imprensa do que quando acerta. E não são apenas setores do jornalismo que veem o mundo pelo avesso: também no seu partido, a estupidez costuma ser aplaudida com entusiasmo, e o acerto, vaiado. Pergunto: se Dilma não for atropelada pela Operação Lava-Jato — e o risco sempre existe —, ela tem a possibilidade de fazer um governo até virtuoso, no limite do possível? A resposta é “sim”. Mas teria, para tanto, de se livrar do peso do PT — ou, ao menos, de torná-lo irrelevante. Não é coisa fácil. Mas volto ao ponto.

Até o momento em que escrevo este comentário, conhecemos os nomes de cinco ministros do futuro governo Dilma: Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Alexandre Tombini (Banco Central), Kátia Abreu (Agricultura) e Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

Não houvesse mais ninguém a nomear, Dilma estaria com uma boa equipe. Mas é claro que vai piorar bastante a qualidade média a partir de agora. Não deixa de ser divertido ver o chororô de alas do petismo, especialmente com as indicações ainda por fazer, mas dadas como certas, de Joaquim Levy e Kátia Abreu, e a gritaria depõe a favor de ambos. A decepção de setores à esquerda da imprensa, que têm a pretensão de ser a consciência crítica de Dilma, chega a ser hilariante e certamente depõe a favor da dupla. Se há coisa que Levy e Kátia têm a comemorar, é essa rejeição.

Não acho que Levy seja exatamente um formulador de política econômica, como requer a Fazenda. Entre os sensatos, Murilo Portugal se enquadrava melhor nos pré-requisitos do cargo. De todo modo, a exemplo de Portugal, Levy atende a uma necessidade urgente de Dilma: seu governo precisa de credibilidade técnica, que foi agredida mês após mês, ano após ano, e Levy serve a esse propósito. Não é nem faroleiro nem desonesto. Em tempos de Operação Lava-Jato, é um diferencial importante.

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que fez forte oposição a Lula, se aproximou de Dilma sem abrir mão de suas convicções — daí ter entrado, de novo, na mira dos setores esquerdistas e populistas do jornalismo. Lutou por um Código Florestal decente, é líder do setor que produziu um superávit de US$ 82,91 bilhões em 2013 e tem uma agenda voltada, sim, para a produção e o crescimento da economia. Não precisou fingir o que não pensa para ver aprovado o que pensa.

É legítimo que se pergunte se os nomes escolhidos até agora são compatíveis com a campanha esquerdista de Dilma. A resposta, obviamente, é “não”. Representam uma espécie de estelionato ideológico — um, digamos assim, bom estelionato. Sempre que um governo do PT joga suas convicções no lixo, o país deve ficar feliz.

E Dilma, convenham, não inova. Foi para ter Henrique Meirelles no Banco Central e o próprio Joaquim Levy no Tesouro que Lula venceu a eleição em 2002? Era o que prometia em sua campanha? Levy, não custa lembrar, tinha sido secretário-adjunto de Política Econômica e economista-chefe do Ministério do Planejamento do governo FHC, aquele que teria deixado, segundo Lula, numa mentira escandalosa, uma herança maldita.
E o que se viu? O presidente eleito em 2002 jogou o programa do PT no lixo, governou com a agenda de FHC, cujo governo havia sido derrotado nas urnas, e acabou se consagrando e sendo reeleito. Se as esquerdas estão furiosas, e estão, com os primeiros movimentos de Dilma, então há uma boa possibilidade de que eles sejam bons.

20 Nov 19:01

Bastos não inventou a tese do “caixa de campanha”. Ou: Um homem e suas circunstâncias

by giinternet

Cada um de nós é aquilo que se torna. Márcio Thomaz Bastos era, sem dúvida, um grande criminalista e teve atuação importante na fase final da redemocratização do Brasil. Conseguiu, e não fazia pouco tempo, ter alguns dos clientes mais endinheirados da República e, ao mesmo tempo, endossar a metafísica do “socialismo petista”, inclusive quando o partido estava na oposição, bem distante do poder. Atuou em alguns casos rumorosos, que lhe renderam prestígio entre defensores dos direitos humanos — e não estou sugerindo que não acreditasse nas causas. Atuou, por exemplo, como “amicus curae”, no Supremo, em favor das cotas raciais.

Acontece que Bastos era também muito “amicus” de Lula. E isso marcou a sua trajetória. Os motivos não são assim tão secretos. O PT do poder sempre foi muito distante daquele que militava na oposição, dos tempos em que o advogado integrou, por exemplo, o tal “governo paralelo”, durante a curta gestão Collor. Servir ao petismo, num dado momento, significou ter de dar nó no próprio verbo. E Bastos o fez, com a fidelidade de um bom amigo. Mas é claro que essas coisas têm um preço.

Foi, sim, o advogado que coordenou a defesa dos mensaleiros. Boa parte dos defensores era formada de discípulos ou franco admiradores seus. Mas é um erro atribui-lhe a tese do “caixa dois de campanha”. Quem a sacou da algibeira foi Arnaldo Malheiros, que defendia Delúbio Soares. Bastos ficou com a fama porque era, afinal… mais famoso!

A tese acabou derrotada no tribunal, mas, de algum modo, triunfou. Vejam o caso do Petrolão, um mensalão muitas vezes multiplicado. Dá-se de barato que tudo aquilo é feito apenas para financiar partidos e para compensar as empreiteiras pelas doações que fazem às campanhas. Tanto a tese mentirosa triunfou que o Supremo já formou uma maioria proibindo a doação de empresas a campanhas.

Os homens vivem as suas circunstâncias. Bastos era inteligente o bastante para saber que sua intimidade com o PT e com Lula diminuía um tanto a dimensão do criminalista. Fez as suas escolhas e pagou por elas. Que descanse em paz. Nós, por aqui, continuaremos, em defesa de alguns valores nos quais ele acreditava; lutando contra algumas causas que ele abraçou. 

20 Nov 18:56

BC bloqueia R$ 47,8 milhões em contas de 19 investigados na Lava Jato

by giinternet

Por Aguirre Talento e Rubens Valente, na Folha:
O Banco Central informou nesta quinta-feira (20) ao juiz federal Sérgio Moro que apreendeu R$ 47,8 milhões depositados nas contas bancárias de 16 dirigentes e funcionários de empresas sob investigação na Operação Lava Jato. Em dois casos, o BC informou que nenhum valor foi encontrado: Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, e Valdir Lima Carreiro, presidente da Iesa. Na conta-corrente de Ildefonso Colares Filho, diretor-presidente da Construtora Queiroz Galvão, havia R$ 7.511. Já o maior valor estava nas contas do vice-presidente da empreiteira Engevix, Gerson de Mello Almada: R$ 22,6 milhões. O empreiteiro Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC Engenharia, mantinha R$ 10,2 milhões em depósitos.

Nas contas do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o BC bloqueou R$ 3,2 milhões. Na conta de sua empresa, a D3TM Consultoria, o valor de R$ 140 mil. Uma das empresas do lobista Fernando Baiano, a Hawk Eyes Administração de Bens (“Olhos de Falcão”, do inglês), mantinha em suas contas R$ 6,5 milhões. Outra empresa de Baiano, a Technis, teve R$ 2 milhões bloqueados. A documentação enviada pelo BC ao processo não permite concluir se as buscas continuam ou se esse é o resultado final da apuração da instituição bancária. Em ordens de bloqueio, o BC envia uma circular a todas as instituições, que fazem uma varredura em suas agências e informam os resultados de volta ao Judiciário. O dinheiro bloqueado deverá ser depositado numa conta da Caixa Econômica Federal sob controle do juiz Moro, para eventuais ressarcimentos de danos causados ao erário.

20 Nov 18:55

Setores da imprensa já começam a fazer trabalho do petismo, associando políticos de oposição a empreiteiras. É estúpido!

by giinternet

No dia em que morre Márcio Thomaz Bastos, o binômio “financiamento de campanha-corrupção” assume a sua face mais estúpida, tendente a juntar no mesmo saco de gatos inocentes e culpados. Por que cito Bastos? Porque lhe foi atribuída a autoria da tese de que o mensalão era “só” caixa dois eleitoral. Não foi ele que imaginou a “saída”, mas Arnaldo Malheiros, defensor de Delúbio Soares. Adiante.

Pautados pelo PT, setores da imprensa agora resolveram misturar alhos com bugalhos, privilegiando, claro!, os bugalhos. Informa-se que empresas sob investigação na Lava Jato fizeram doações ao PP, ao PT e ao PMDB, partidos diretamente envolvidos nas lambanças da Petrobras. Mas também nomes da oposição figuram entre os que receberam doações legais. E daí?

As doações não eram legais? Eram! Os políticos, governistas ou de oposição, deveriam tê-las recusado? A resposta, obviamente, é “não”. Queriam o quê? “Ah, não, o seu dinheiro, não. Você ainda será alvo de uma operação da Polícia Federal”.

Tenham paciência!

Eis aí no que dá misturar os canais. Digam-me: o que fazem nomes de oposição em certas notícias, ainda que no rodapé? Por acaso podiam mexer os pauzinhos na Petrobras? Tinham como garantir contratos? Eram influentes junto a Renato Duque ou a Nestor Cerveró? Mandavam no engenheiro Pedro Barusco?

Certamente há desvio de dinheiro para campanhas eleitorais, sim. Mas é coisa de energúmenos considerar que as empreiteiras estão recuperando o que doaram. Quer dizer que, se não doarem mais, depois da decisão burra a ser tomada pelo STF, não haverá mais extorsão?

A imprensa está caindo na cilada de achar que, de fato, tudo não passa de um mecanismo de compensações: “Tome a doação, que pego a grana mais tarde”. Fosse assim, as empreiteiras doariam também à oposição por quê?

Há coisas que são co-ocorrentes, sem que haja entre elas uma relação de causa e efeito. Com ou sem doações a campanhas, empreiteiras continuarão a enfrentar, em empresas públicas e ministérios, larápios dispostos a criar dificuldades para vender facilidades. E é aí que os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e extorsão acontecem. Se empresas doassem só com o propósito de obter vantagem depois, financiariam apenas os que realmente têm chances de chegar lá.

Os magos petistas já estão operando o jornalismo. Daqui a pouco, políticos de oposição serão chamados a responder pela roubalheira na Petrobras. Jornalista que cai nessa conversa está se comportando como militante petista, não importa se voluntária ou involuntariamente. Ninguém tem o direito de ser burro nessa profissão.

20 Nov 18:07

Maybe They’ll Listen to Kissinger

by David P. Goldman

Former Secretary of State Henry Kissinger has been trying to explain to the adolescents in charge of American foreign policy in both parties that our Ukraine policy has been a disaster. As he told the German news organization Der Spiegel Nov. 13:

Crimea is a special case. Ukraine was part of Russia for a long time. You can’t accept the principle that any country can just change the borders and take a province of another country. But if the West is honest with itself, it has to admit that there were mistakes on its side. The annexation of Crimea was not a move toward global conquest. It was not Hitler moving into Czechoslovakia….Putin spent tens of billions of dollars on the Winter Olympics in Sochi. The theme of the Olympics was that Russia is a progressive state tied to the West through its culture and, therefore, it presumably wants to be part of it. So it doesn’t make any sense that a week after the close of the Olympics, Putin would take Crimea and start a war over Ukraine…

We have to remember that Russia is an important part of the international system, and therefore useful in solving all sorts of other crises, for example in the agreement on nuclear proliferation with Iran or over Syria. This has to have preference over a tactical escalation in a specific case. On the one hand it is important that Ukraine remain an independent state, and it should have the right to economic and commercial associations of its choice. But I don’t think it’s a law of nature that every state must have the right to be an ally in the frame work of NATO.

Now, of course, we have Western panic over a new Sino-Russian rapprochement. This was obvious from the outset of the Ukraine crisis. What did the West think Putin would do?

Regarding Iraq, Kissinger had this to say to Der Spiegel:

SPIEGEL: In 2003, you were in favor of overthrowing Saddam Hussein. At that time, too, the consequences of that intervention were uncertain.

Kissinger: I’ll tell you what I thought at the time. I thought that after the attack on the United States, it was important that the US vindicate its position. The UN had certified major violations. So I thought that overthrowing Saddam was a legitimate objective. I thought it was unrealistic to attempt to bring about democracy by military occupation.

SPIEGEL: Why are you so sure that it is unrealistic?

Kissinger: Unless you are willing to do it for decades and you are certain your people will follow you. But it is probably beyond the resources of any one country.

The good news is that Kissinger is speaking about these issues; the bad news is that the only major international news organization to interview him at length is German, not American. A few are listening in the U.S. George F. Will, a Reaganite rather than a Kissingerian back in the 1980s, is now listening to the old statesman’s common sense, as in his Nov. 13 Washington Post column.

My Republican colleagues like to deride Obama for being weak rather than assertive. Where we set out to be assertive, though (as in the State Department’s over-the-top support for the Maidan Revolution in Ukraine and the prospect of taking Crimea away from Russian control), we got our heads handed to us, just as we did when we set out to build democracy in Mesopotamia. We have been stupidly assertive where it got us nowhere, and we have been stupidly weak when we should have wielded an iron fist — as with Iran. That was true of the Bush administration as well as the Obama administration, for a simple reason: We could not promote Shi’ite majority rule in Iraq and make war on Iran at the same time. Then-Chairman of the Joint Chiefs Mike Mullen told Charlie Rose on March 16, 2009: “What I worry about in terms of an attack on Iran is, in addition to the immediate effect, the effect of the attack, it’s the unintended consequences. It’s the further destabilization in the region. It’s how they would respond. We have lots of Americans who live in that region who are under the threat envelope right now [because of the] capability that Iran has across the Gulf. So, I worry about their responses and I worry about it escalating in ways that we couldn’t predict.”

It isn’t enough to crank up the volume for the theme from Rocky and feel the testosterone surge. One also has to look dispassionately at the chessboard and think more than one move ahead.

13 Nov 20:49

Uma merecida despedida

by Felipe Melo

Caros amigos e leitores,

São Paulo, o Apóstolo das Gentes, escreveu em uma de suas cartas à comunidade dos cristãos de Corinto a seguinte afirmação: “Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.” (1Cor 13, 11) Sempre alcançamos um ponto em que os modos de antigamente devem ser postos de lado e é necessário mudar – ou, melhor dito, amadurecer.

Desde o dia 15 de junho de 2010, o blog Juventude Conservadora da UnB foi uma experiência muitíssimo bem sucedida. Tivemos quase 350 mil visualizações, e mais de 100 mil pessoas acessaram recorrentemente o blog. O nome não foi escolhido à toa – era, sim, uma provocação aberta àqueles que, dentro do ambiente universitário, defendiam a pluralidade e a tolerância apenas em seus discursos, mas que adotavam uma prática completamente diferente, abundante em métodos e táticas de intimidação, constrangimento e agressão.

No início, o choque por se ter uma voz discordante do pensamento hegemônico dentro da Universidade de Brasília se fez sentir com alguma força – cheguei mesmo a ser ameaçado algumas vezes –, mas esse era justamente o objetivo. Hoje, posso dizer, sem receio de parecer arrogante, que fui um dos pioneiros em quebrar a espiral do silêncio que sustentava a hegemonia esquerdista dentro da UnB.

O objetivo do blog da Juventude Conservadora da UnB era reagir contra sufocação ao livre debate de ideias e contra o patrulhamento ideológico que se vivia na universidade. Esses problemas ainda existem, e ainda demorarão em desaparecer, mas não são tão generalizados e profundos como outrora. A universidade é uma importante frente de batalha na guerra cultural, e o blog da Juventude Conservadora da UnB servia justamente ao propósito de alertar para o fato de que, na Universidade de Brasília, a esquerda promovia um verdadeiro massacre. Para minha grande surpresa, os esforços feitos para combater a esquerda no campo das ideias dentro da UnB transbordaram e foram assumidos em outras universidades pelo País. Creio que meu blog ajudou a contribuir nesse esforço, mesmo que sua contribuição tenha sido tímida frente a outras pessoas e instituições.

Mas não basta reagir: é preciso assumir uma postura propositiva, que não se reduza ao mero denuncismo, mas que efetivamente sirva para pautar os debates culturais, acadêmicos e políticos em voga na nossa sociedade. E é preciso também pensar de modo estratégico, observar todos os campos em que a guerra cultural é travada diariamente. É preciso fazer muito, muito mais. E, vendo que os frutos que ajudei a gerar (com um trabalho pequeno e desorganizado, dentro de um contexto muito específico) foram colhidos por bastantes pessoas, está na hora de deixar para trás a mera reação e passar ao campo da proposição.

Assim sendo, declaro oficialmente que as atividades do blog Juventude Conservadora da UnB estão encerradas por tempo indeterminado. Minha atividade de blogueiro foi transferida para meu blog pessoal: FELIPE MELO – Idéias & Solilóquios. Convido a todos a continuar a acompanhar o meu trabalho, feito com textos produzidos ou traduzidos por mim, no novo espaço que construí para isso.

Um abraço fraterno a todos que me acompanharam e me apoiaram nesses mais de quatro anos! Deus os abençoe!
13 Nov 09:16

Ministro diz desconhecer acordo entre governo da Venezuela e MST, anunciado pelo próprio Maduro. É mesmo?

by giinternet

Por Evandro Éboli, no Globo:
Em audiência pública nesta quarta, na Comissão de Agricultura da Câmara, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, foi alvo de críticas da oposição em função do acordo celebrado entre o governo da Venezuela com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O ministro falou também de denúncias de desvios no Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), e reconheceu que há problemas graves localizados nessa política.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), centrou sua participação na condenação do acordo dos venezuelanos com o MST. Ele chegou a exibir um vídeo com pronunciamentos do presidente daquele país, Nicolás Maduro, no qual fala sobre as boas relações com o governo brasileiro, e depois mostrou o ato de assinatura do tal acordo com os sem-terra, assinado no Brasil com autoridades venezuelanas. “Este assunto está sendo acompanhado pelo Itamaraty. O Ministério do Desenvolvimento Agrário desconhece esse assunto”, disse Miguel Rossetto.

Irritado, Caiado afirmou que no governo do PT é sempre assim, nunca se sabe de nada.

“Que tipo de acordo é possível se fazer com um país como a Venezuela? Só se for de produção de cocaína. Porque direitos humanos não é. Eles não respeitam isso lá. Lá, os defensores do governo Maduro saem em motocicletas atirando contra os opositores. A não ser que seja para dividir conhecimento. E aqui o MST invade terras. Eles são referência da truculência. E no Brasil, temos um governo que se reelegeu na base da mentira, do não sabe de nada”, disse Ronaldo Caiado, que anunciou uma ação na Procuradoria Geral da República por crime de responsabilidade contra o ministro por, segundo o parlamentar, ocultar graves ameaças que podem significar esse acordo.
(…)

13 Nov 09:14

Lava Jato: vêm a público e-mails que podem atingir Lula e Gabrielli. Não custa lembrar: segundo Youssef, o chefão do PT sabia de tudo

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Na reportagem publicada pela VEJA no dia 24 de outubro, já havia a informação de que Lula, pessoalmente, havia ordenado que José Sérgio Gabrielli desse um “cala-boca” — isto é, pagasse propina — a uma agência de publicidade que ameaçava botar a boca no trombone e denunciar o esquema de roubalheira na Petrobras. A informação, como deixou claro a revista, era parte do conteúdo da delação premiada negociada pelo doleiro Alberto Youssef.

Pois é. Reportagem publicada nesta quinta pelo Estadão traz à luz e-mails que parecem reforçar a denúncia de Youssef. Leiam o que informam Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho.
*
A Polícia Federal está de posse de uma sequência de e-mails que reforçam a suspeita de que a agência de propaganda e marketing Muranno Brasil recebeu R$ 1,7 milhão do esquema de corrupção e propina na Petrobrás. Essa nova linha de investigação da Operação Lava Jato pode atingir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da estatal petrolífera José Sérgio Gabrielli, citados pelo doleiro Alberto Youssef como ordenadores do pagamento à Muranno. Os e-mails que a PF analisa foram trocados entre o empresário Ricardo Villani, dono da agência de propaganda, o ex-gerente de Comércio de Álcool e Oxigenados da Petrobrás Sillas Oliva Filho e outros funcionários da estatal, entre 2006 e 2009.

A Muranno foi apontada por Youssef como uma agência contratada pela Petrobrás com dinheiro não contabilizado. Credora de cerca de R$ 7 milhões, a Muranno teria pressionado o governo Lula para receber valores atrasados. O doleiro está fazendo delação premiada junto à força-tarefa de procuradores da República que investigam a Lava Jato. Em 2010, segundo o doleiro, o dono da empresa teria ameaçado denunciar os esquemas de corrupção e propina na estatal controlado pelo PT, PMDB e PP e que abasteceu também o PSDB e o PSB.

Youssef afirmou que Lula soube da ameaça, na época, e teria determinado a Gabrielli que usasse o dinheiro “das empreiteiras” – denunciadas na Justiça Federal por causa das obras da refinaria Abreu e Lima – para resolver a pendência. O ex-presidente da Petrobrás teria procurado por Costa, que determinou a Youssef o pagamento. Segundo o doleiro, que aceitou dizer o que sabe em troca de redução de pena, foi ele quem pagou R$ 1,7 milhão à Muranno entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, a pedido de Costa.

No radar
A Muranno era alvo da Lava Jato desde agosto quando foi aberto um inquérito específico para apurar qual o envolvimento da agência no esquema de caixa-2 nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A agência de propaganda aparecia nos pagamentos registrados na contabilidade pessoal das empresas de fachada de Youssef e na quebra de sigilo bancário das empresas investigadas nas obras da Abreu e Lima.

No dia 9 de setembro Villani foi ouvido pela PF e confirmou que prestou serviços sem contrato entre 2006 e 2009 para a Petrobrás. Ele disse que em 2004 Oliva Filho o aconselhou a abrir uma empresa para fazer o marketing da Petrobrás em provas de corrida de automóvel nos Estados Unidos. Segundo ele, a Muranno foi criada especificamente para esses serviços, divulgação do etanol nas provas da Fórmula Indy.

Villani afirmou que tinha R$ 7 milhões a receber. Segundo ele, depois de se reunir pessoalmente com Paulo Roberto Costa – ainda diretor de Abastecimento da Petrobrás –, foi procurado por Youssef, que se identificou como “Primo” e providenciou os pagamentos de parte da dívida. Disse que procurou Costa depois que ele deixou a estatal, em 2012. Villani, que está sob suspeita da PF, afirmou ter recebido só uma parte do montante e que não procurou a Justiça para cobrar a Petrobrás porque nunca fez um contrato formal. Em 29 de outubro, confirmou ao Estado ter valores a receber, mas negou que era referente à propina. Disse que eram atrasados dos serviços prestados.
(…)

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12 Nov 20:25

Holanda multa em US$ 240 milhões empresa que pagou propina a brasileiros para obter contratos com a Petrobras; já a estatal brasileira afirma não ter encontrado nada de errado… Até quando vai esse vexame? VEJA denunciou o caso em fevereiro

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Mais um vexame sem-par atinge o Brasil e, como não poderia deixar de ser nos últimos tempos, a Petrobras. Em fevereiro, a VEJA, que alguns larápios tratam como inimiga — o que certamente honra uma revista —, publicou uma reportagem informando que a SBM Offshore, uma empresa holandesa, fornecedora da Petrobras, pagou propina a diretores da estatal.

Pois bem! VEJA obviamente estava falando a verdade, como sempre, e, desta feita, fez-se justiça, senhores leitores — em parte ao menos. A corrupção está comprovada. Os corruptores confessaram ter pagado a propina a larápios brasileiros e de outros países. A SBM foi multada em US$ 240 milhões, segundo anúncio do Ministério Público da Holanda! Só que isso aconteceu na Holanda. No Brasil, nenhum vagabundo foi punido ainda. Os corruptos estão todos por aí, torrando a grana recebida ilegalmente. Segundo as investigações do Ministério Público holandês, a empresa pagou US$ 200 milhões em propinas para obter contratos em vários países — a brasileiros, repassou US$ 139 milhões.

Reportagem de Fernando Alegretti, na revista, contou detalhes da sem-vergonhice.

Relembro. Em 10 de abril de 2012, a empresa holandesa SBM Offshore, a maior fabricante de plataformas marítimas de exploração de petróleo do mundo, iniciou uma investigação interna para apurar denúncias de que funcionários de suas subsidiárias pelo mundo corrompiam autoridades para conseguir contratos com governos e empresas privadas, entre 2007 e 2011.

Os documentos mostram que houve pagamento de propina em Guiné Equatorial, Angola, Malásia, Itália, Cazaquistão, Iraque e no Brasil, onde funcionários e intermediários da Petrobras teriam recebido pelo menos US$ 139 milhões para favorecer contratos com a companhia holandesa.

Os documentos, segundo a investigação, foram divulgados por Jonathan Taylor, ex-funcionário do escritório da SBM em Mônaco, que deixou a empresa em 2012 e pediu 3 milhões de euros para não revelar o esquema. Nos papéis, há nomes, valores, contratos e trocas de e-mails entre dirigentes da SBM e de empresas internacionais. Como a empresa não cedeu, ele tornou o caso público. Só para registro: a Petrobras tem contratos de mais de US$ 9 bilhões com a SBM.

Assim que a matéria da VEJA foi publicada, a Petrobras anunciou que formaria uma comissão interna de investigação. No fim de março, o resultado foi divulgado: a empresa diz não ter encontrado evidência de corrupção. Entenderam? A empresa holandesa confessa o pagamento, faz um acordo com o Ministério Público da Holanda, assume que foi corruptora e paga a multa. Já a estatal brasileira não conseguiu, vejam que mimo!, encontrar evidências de irregularidades.

A Holanda não é a Holanda porque não haja pessoas corruptas por lá. Tanto há que a empresa pagou propina. A Holanda é a Holanda porque corruptores e corruptos são punidos. O Brasil não é o Brasil porque não haja pessoas decentes por aqui. É claro que há. A maioria é decente. O Brasil é o Brasil porque corruptos e corruptores costumam ficar impunes. Sim, foi já na gestão da senhora Graça Foster que se assinou um documento afirmando que nada de errado aconteceu na Petrobras na relação com a SBM, embora a empresa admita ter corrompido pessoas na empresa.

Reproduzo trecho de reportagem da VEJA:
O esquema de corrupção no Brasil, de acordo com a investigação interna, era comandado pelo empresário Julio Faerman, um dos mais influentes lobistas do setor e dono das empresas Faercom e Oildrive. Ele assinava contratos de consultoria com a SBM que serviam para repassar o dinheiro de propina para diretores da Petrobras. Essas consultorias previam o pagamento de uma “comissão” de 3% do valor dos contratos celebrados entre a SBM e a Petrobras — 1% era destinado a Faerman e 2% a diretores da petrolífera brasileira. Uma troca de e-mails entre três diretores da SBM, que faz parte da investigação, traz minutas confidenciais da Petrobras e faz referência a uma reunião com um enge­nheiro-chefe da empresa, José Antônio de Figueiredo, para tratar da renovação do aluguel de uma plataforma de petróleo sem ter de passar por licitação. Figueiredo, funcionário de carreira da Petrobras há 34 anos, trabalhava no departamento de compras internacionais na gestão de José Sergio Gabrielli na presidência da empresa (2005-2012). Em maio de 2012, já sob o comando de Graça Foster, foi promovido a diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais e membro do conselho de administração.

Nos documentos, há referências a pagamentos de propina para obtenção de contratos de aluguel de alguns dos principais navios-plataforma que operam na exploração do pré-sal. Um deles é o Cidade de Anchieta, fabricado pela SBM e alugado à Petrobras por 1,28 bilhão de reais. Ele está ancorado no campo de Baleia Azul, no complexo do Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos, e foi o primeiro a retirar comercialmente petróleo do ­pré-sal, em setembro de 2012. Há ainda menções às plataformas Cidade de Saquarema e Cidade de Maricá, que foram encomendadas pela Petrobras à SBM em julho de 2013 por 3,5 bilhões de dólares. E ao Cidade de Ilhabela, que foi fabricado na China pela SBM e está sendo montado no Estaleiro Brasa, em Niterói (RJ), para entrar em operação ainda neste ano. O valor do contrato passa dos 2 bilhões de reais. De acordo com os documentos da investigação, o pagamento das “consultorias” a Faerman facilitou a obtenção dos contratos com a Petrobras, que não tiveram a “devida divulgação”. Além do pagamento em dinheiro, os documentos mostram outros “mimos” a dirigentes das empresas corrompidas, como ingressos para a Copa do Mundo de 2010 e para o Grande Prêmio de Mônaco.

Documentos obtidos por VEJA mostram que a Petrobras tem vinte contratos de aluguel de equipamento com a empresa holandesa, que somam mais de 9 bilhões de reais. O mais antigo é de 2000 e o mais recente, de agosto do ano passado — todos para operação no ­pré-sal. A SBM é uma das mais antigas empresas holandesas. Sua história remonta a 1672, quando se chamava Smit Kinderdijk e construía navios para a Companhia das Índias. Desde 1969 passou a se dedicar à construção de plataformas para exploração de petróleo. Hoje, é a 54ª maior empresa da Holanda, com receita de 4,8 bilhões de dólares em 2013 — o Brasil é seu principal mercado de exportação, seguido por Angola.
(…)

 

12 Nov 20:24

Dilma endoidou: tenta transformar “meta nenhuma” em método

by giinternet

Se é a confiança dos agentes econômicos o que Dilma Rousseff está buscando, a coisa está feia. No Catar, talvez perturbada pelo encontro dos ventos do golfo e do deserto, a presidente defendeu o seu projeto aloprado que elimina qualquer meta fiscal. E negou que o governo tenha sido malsucedido nessa área.

“Dos 20 países do G20 (grupo das maiores economias do mundo), 17 estão hoje numa situação de não cumpri-la, de ter déficit fiscal. Nós estamos no zero. Estamos até numa situação um pouco melhor”, disse.

Em primeiro lugar, não estamos no zero, mas com déficit, né, governanta? Em segundo lugar, não existe um padrão de “metas”, assim, definido como ideal platônico, no mundo das ideias.

O problema do Brasil não está na distância em relação a esse ideal, mas no descontrole absoluto das contas e na falta de previsibilidade, minha senhora. Foi o governo que estabeleceu a meta na LDO. Foi o governo que mudou essa meta, na prática, duas vezes. E foi esse mesmo governo que, finalmente, afirmou que não quer ter meta nenhuma.

Nesta quarta, a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou um convite para ouvir o presidente de Banco Central, Alexandre Tombini, a respeito do assunto.

Reitero: a proposta do governo fere o Artigo 165 da Constituição e a Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade.

11 Nov 22:15

CPI DA VERGONHA – PSDB aprende, na prática, que acordo de procedimento com o PT é uma roubada

by giinternet

Pois é, pois é… Se ainda há oposicionistas que alimentam a ilusão de que algum acordo é possível com o PT, nem que seja de procedimento, podem tirar o cavalo da chuva — ou botar o burro na sombra, numa metáfora mais apropriada. Por que começo assim? Na semana passada, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) aceitou fazer um acordo de procedimento com os governistas para não convocar políticos na CPMI da Petrobras, concentrando as convocações nas pessoas que exerceram cargos na estatal e subsidiárias. Não se tratou de nenhuma combinação escusa. É certo que a eventual convocação de nomões não resultaria em grande coisa, e seria razoável dar prioridade aos supostos operadores do esquema.

Acontece que a boa-fé da oposição ficou solteira. De fato, os petistas e governistas em geral não querem convocar ninguém. Em mais uma manobra vexaminosa, esvaziaram a sessão e impediram a convocação de Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, e de Renato Duque, ex-diretor de Serviços. Paulo Roberto Costa acusa o primeiro de lhe ter repassado R$ 500 mil em propina. Tanto Costa como Youssef sustentam que Duque era o homem do PT na Petrobras — vale dizer: segundo sustenta a dupla, era ele que cuidava pessoalmente da propina amealhada pelo Partido dos Trabalhadores.

Muito bem! O esvaziamento da comissão impediu a convocação de ambos. Acho que o deputado Carlos Sampaio aprendeu, na prática, que não existe acordo civilizado nessa área. Que todos os requerimentos sejam postos em votação. Se o governo não quer a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) na comissão, que arque com o esforço de impedir a convocação. Não precisa contar com a ajuda da oposição, nem que seja de boa-fé.

Reitero: na semana passada, os tucanos não participaram de nenhuma conspirata para impedir a convocação de políticos. Em tese, a decisão tomada era mesmo a mais racional. Mas aí há o joguete político. Da forma como a coisa chegou à opinião pública, ficou parecendo que todos se uniam para assar uma pizza. E a pizza, por óbvio, hoje, só interessa ao governo.

11 Nov 20:19

Governo joga pesado e impede trabalhos de CPI

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Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
O governo usou todas as armas para barrar os trabalhos da CPI da Petrobras nesta terça-feira. Inicialmente, a base aliada esvaziou a primeira parte da reunião, na qual seriam votados os requerimentos de convocação de Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, e de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. Depois, os parlamentares assistiram ao depoimento de uma testemunha que nada tinha a dizer e que havia sido convocada a pedido do PT: o gerente de contratos da empresa, Edmar Figueiredo. Por fim, quando o quórum estava completo e a oposição se preparava para a abertura de uma reunião extraordinária na qual seriam votados requerimentos de convocação de petistas, a Ordem do Dia do Senado teve início surpreendentemente cedo e o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), encerrou os trabalhos de forma incomum – a oposição pedia que a sessão fosse apenas suspensa, o que tornaria possível a votação dos requerimentos ainda nesta terça-feira.

A articulação governista ficou clara desde o início dos trabalhos. A programação era a de que a reunião seria aberta com a votação de requerimentos, e que depois os parlamentares ouviriam Edmar Figueiredo. Mas os aliados esvaziaram o quórum para impedir as deliberações. Não havia parlamentares do PT – à exceção de Afonso Florence (PT-BA), encarregado de fazer as perguntas ao depoente do dia por conta da ausência do relator Marco Maia (PT-RS). Por causa do baixo quórum, o presidente da CPI deu início à oitiva de Figueiredo.

A oposição criticou a manobra e o deputado Enio Bacci (PDT-RS) fez uma revelação: ele contou ter recebido “sete ou oito” pedidos de integrantes de seu partido e de outros parlamentares governistas para que não comparecesse à CPI – com a ameaça de que seria destituído de seu lugar na comissão. “É revoltante a forma como isso ocorreu. Em vinte anos, é a primeira vez em que houve uma pressão tão escancarada para que eu não comparecesse a uma CPI”, disse ele. O deputado não quis dar os nomes dos seus interlocutores: “Quem fez essa pressão não fez por vontade própria, mas vez pressionado por forças maiores, que são as forças do governo”, afirmou.

Depoimento vazio
O depoimento de Edmar Figueiredo não trouxe qualquer novidade. Ele reconheceu que está apenas na quarta linha decisória da estatal e afirmou que não poderia responder a qualquer pergunta sobre as denúncias envolvendo a SBM Offshore, que é investigada por pagar propina a funcionários da Petrobras.

“O nobre depoente não consta no organograma da Petrobras. É óbvio que não sabe de nada e veio aqui cumprir tabela”, disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Após a morosa e improdutiva sequência de perguntas de Afonso Florence, a oposição anunciou que abriria mão de indagar Edmar Figueiredo e, já que o quórum havia sido formado, cobrou a abertura de uma sessão extraordinária – o que o regimento permite. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) pretendia que a CPI votasse a convocação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, da senadora Gleisi Hoffmann e do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Os três são citados pelo doleiro Alberto Yousseff como beneficiários do esquema de desvios na estatal.

Encerramento
A possibilidade de uma sessão extraordinária passou a ficar distante quando o plenário do Senado deu início à ordem do dia. O líder do governo, Humberto Costa (PT-PE), chegou à CPI e informou a Vital que a chamada para votação em plenário havia se iniciado. O peemedebista encerrou os trabalhos da CPI sem ouvir os oposicionistas, que pediam uma simples suspensão da sessão. Isso permitiria a retomada da reunião ainda nesta terça-feira.

Vital, que é cotado para um cargo no Tribunal de Contas da União, deixou a sala rapidamente e apresentou uma explicação confusa quando interpelado pela imprensa: “A mim não podem imaginar que está ou não com manobra.

Eu tenho é que conduzir os trabalhos e eu conduzo com a extrema rigidez do regimento interno”. O peemedebista deixou o local quando três deputados oposicionistas se aproximaram para protestar.

“Não pode fugir, não, tem que responder sobre esta farsa montada pelo senador Vital do Rêgo e pela base do governo”, dizia Rubens Bueno (PPS-PR). “Ele lamentavelmente abriu mão de uma biografia positiva para servir ao governo numa manobra menor”, afirmou Lorenzoni.

A próxima reunião da CPI será na terça-feira. A oposição promete brigar para aprovar novas convocações apesar do prazo exíguo. A comissão vai funcionar até o dia 22 de dezembro. Com a troca na legislatura, será preciso abrir outra CPI para continuar as investigações a partir de 2015.

11 Nov 19:11

Marta, um pote até aqui de mágoa. Ou: Ministério pode voltar para as mãos de… Capilé!

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Dilma vai devolver o capilé da Cultura ao Capilé? É bem possível!

Dilma vai devolver o capilé da Cultura ao Capilé? É bem possível!

Marta Suplicy, a agora ex-ministra da Cultura, continua um pote até aqui de mágoa. Mesmo tendo recebido a pasta como prêmio de consolação, o ressentimento por ter sido preterida na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2012, não passou. Mas há algo estranho. Foi Lula, não Dilma, quem impôs Fernando Haddad na base do dedaço. Ainda assim, Marta chegou a esboçar um movimento “Volta, Lula”, quando a presidente não ia muito bem das pernas. Aí quem ficou magoada foi Dilma.

A senadora se demitiu por carta, quando a presidente está fora do país, em viagem ao Catar. Não é um jeito muito elegante de agir. Em favor de Marta, tenho ao menos uma coisa positiva a dizer: ela não sabe fingir. Carrega, ademais, um traço, digamos, de classe, meio senhorial. Se é para demonstrar descontentamento, demonstra mesmo. Fim de papo!

O tom da carta também surpreende. Leiam este trecho:
“Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país. Isto é o que hoje o Brasil, ansiosamente, aguarda e espera”.

As palavras fazem sentido. Marta está dizendo que a atual equipe não é nem independente nem competente, no que tem razão — convenham! — e que a confiança e a credibilidade estão em baixa, o que não requer comprovação porque autoevidente.

Ela volta ao Senado para mais quatro anos de mandato. Qual será o seu papel? A esta altura, não está claro. Não vive às mil maravilhas com Rui Falcão, presidente do partido, que já foi seu aliado. Tem, sim, a pretensão de disputar com Fernando Haddad o lugar na chapa do PT para a Prefeitura em 2016 — e é evidente que ele vai concorrer à reeleição, já que conta com 98% dos votos nas redações e com o apoio arreganhado de amplos setores da imprensa, o que confere sempre uma boa largada. Jornalistas são bichos criativos e conseguem até achar bicicletas na sua única obra de vulto: as ciclofaixas…

Se Haddad parecia jogar a favor da renovação de quadros em São Paulo, Alexandre Padilha pode ter demonstrado o contrário. Marta vai tentar disputar cargos executivos, sim! Fossem outras as circunstâncias, poder-se-ia dizer que está voltando para o Senado para enfrentar uma dupla tucana de peso: José Serra e Aloysio Nunes. Mas não parece — não por enquanto ao menos — que ela esteja reassumindo seu posto com uma delegação de Dilma.

Fora do Eixo em ação
É grande a chance de Dilma devolver o Ministério da Cultura a Pablo Capilé, aquele notório rapaz que diz coisas incompreensíveis sobre assuntos a respeito dos quais não sabe nada, mas com grande eloquência. Ele é o chefão do tal “Fora do Eixo”, que recebe farto financiamento de estatais e, entre outras delicadezas, chega a confessar que explora uma modalidade de trabalho análogo à escravidão. No blog, vocês encontram farto material a respeito.

Capilé tem o que poderia ser definido como um “laranja político”: é Juca Ferreira, atual secretário da Cultura da cidade de São Paulo, que já foi ministro. O saliente Capilé apareceu na propaganda eleitoral de Dilma, é claro, revelando que nunca foi o que nunca foi: só um militante independente da cultura. É… A tal “Mídia Ninja” anda meio por baixo. Precisa mesmo do capilé estatal. Quanto a Ferreira, dizer o quê? Entre ele continuar secretário da Cultura de São Paulo e virar ministro em Brasília, prefiro a segunda alternativa. Assim, ele fica mais longe da cidade em que moro. Também tenho o meu lado egoísta.

11 Nov 19:08

São Paulo é o estado em que menos se mata no Brasil. E a imprensa esconde o número para se apegar a chamarizes de apelo meramente publicitário

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Anuário da Violência 2013

O jornalismo precisa parar de se comportar como manada, deixar de lado os releases e enfiar a cara nos números. Ontem, começaram a vir a público os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014, que traz o balanço de 2013. Varreu a imprensa a informação de que a polícia brasileira matou em cinco anos mais do que a americana em 30 anos. Há seis ocorrências dessa natureza por dia. Decidiu-se ignorar o número de policiais mortos nos dois países e, claro, de homicídios, que é, este sim, um indicador relevante sobre a violência. Hoje, mais uma chamadinha publicitária: no Brasil, uma pessoa morre assassinada a cada 10 minutos. No total, foram 53.646 pessoas. Sim, é muito grave. É bem verdade que o anuário — íntegra aqui) resolveu fazer uma introdução chamando atenção para esses números. É mais fácil pegar o que já está mastigado. Sim, são informações relevantes. Precisam ser divulgadas. Mas também é preciso avançar e ler o material.

Por várias razões — incluindo as conurbações e suas óbvias dificuldades de infraestrutura —, o estado de São Paulo poderia estar entre aqueles em que mais se mata no Brasil. E, ora vejam, é aquele que apresenta a menor taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que inclui latrocínio e mortes violentas. Sim, leitores: se eu disser que o Estado de São Paulo é aquele em que um brasileiro tem menos chance de morrer assassinado, sei que vai parecer chocante. Mas essa é a realidade. Os números não foram inventados por tucanos. São do Ministério da Justiça.

A taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais em São Paulo em 2013 foi de 11,7 por 100 mil habitantes. A ONU considera que a violência deixa de ter um caráter epidêmico quando a taxa chega a 10. É claro que ainda é muito alto. Na Alemanha, por exemplo, é de apenas 0,8. É importante, no entanto, destacar que, em São Paulo, a redução de 2012 para 2013 foi de 11,7%. Em 12 anos, os homicídios no Estado tiveram uma queda de 70%.

O Estado mais próximo de São Paulo é Santa Catarina, com 12 crimes violentos letais intencionais por 100 mil. Mas está inserido no grupo de unidades da federação que apresentam dados de confiabilidade apenas média: os outros são Amapá, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Vale dizer: desconfia-se que, nesses estados, há mais mortes do que o registrado.

Entre as unidades com dados de alta confiabilidade, a que chega mais perto de São Paulo é o Rio Grande do Sul, com 19,5 mortes por 100 mil — vale dizer: o que está em segundo lugar apresenta taxa 66% maior. Na campanha eleitoral, Dilma prometeu mundos e fundos na área de segurança. É mesmo? Com que expertise? Vamos ver a realidade em estados governados por seu partido: no pequeno Acre, os mortos são 27,1 por 100 mil, 137% a mais do que em São Paulo; na Bahia, 37,9 — 224% a mais; em Sergipe, governado pelo PT até outro dia, são 42,2 por 100 mil — 260% a mais; no rico Distrito Federal, 26,8 — 129% a mais. Os petistas têm de aprender com São Paulo. Em vez disso, como é sabido, a política de segurança do Estado foi alvo das mais estúpidas vilanias do governo federal, oriundas, muito especialmente, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Mesmo a tão cantada em prosa e verso política de segurança do Rio de Janeiro dá sinais evidentes de fadiga. Algo precisa ser feito: foram 30 por 100 mil os crimes violentos intencionais em 2013, 157% a mais do que São Paulo, com crescimento de 15% em relação a 2012.

O anuário tem dados aos montes, e ainda voltaremos a esses números muitas vezes. Há outros cruzamentos e conclusões importantes. Por ora, que fique o registro: se o governo federal quer uma política de segurança pública mais eficiente, tem de começar a aprender com quem faz melhor, em vez de se comportar como professor daquilo que não sabe.

11 Nov 17:22

The Sino-American comedy of errors

by David P. Goldman

The Sino-American comedy of errors
By Spengler
(Cross-posted from Asia Times Online)
BEIJING – Everything in tragedy happens for a reason, and the result always is sad; most things in comedy happen by accident and the outcome typically is happy. Sino-American relations are not destined for conflict, although that is possible. The misunderstandings that bedevil relations between the world’s two most powerful countries remain comedic rather than tragic. That probably is as good as it gets, for no amount of explanation will enable Chinese and Americans to make sense of each other.

Where the Chinese are defensive and cautious, the Americans tend to perceive them as aggressive; where the Chinese are expansive ambitious, the Americans ignore them altogether. The United States is a Pacific power accustomed to maritime dominance. To the extent that Americans focus on China’s foreign policy, it is to express alarm at China’s territorial claims on small uninhabited islands also claimed by Japan, Vietnam and the Philippines. Apart from some overheated and self-serving rhetoric from a few Chinese military leaders, though, the contested islands are of negligible importance in China’s scale of priorities.
The issue may be moot by this writing: last week, China and Japan released a “Principled Agreement on Handling and Improving Bilateral Relations”, following meetings between Japan’s national security adviser, Shotaro Yachi, and Chinese State Councilor Yang Jiechi. The document promises to “establish crisis management mechanisms to avoid contingencies” and to employ “dialogue and consultation”.

Neither Japan nor China had any interest in a military confrontation in the Pacific, although both sides employed the island disputes to play to their own nationalist constituencies. The Principled Agreement sends a signal that the Kabuki show had gone far enough.

A common American meme in response to supposed Chinese expansionism in the Pacific projected an Indian-Japanese military alliance to contain Chinese ambitions under US sponsorship. Although a few Indian nationalists enthused over the idea, it was an empty gesture from the outside. If India got into a scrap with China over disputed borders, for example, just what would Japan do to help?

The newly-elected Indian government under Narendra Modi never took the idea seriously. On the contrary, after President Xi Jinping’s recent state visit to India, Modi envisions Chinese investment in urgently needed infrastructure. Economics trumps petty concerns over borders in the mountainous wasteland that separates the world’s two most populous nations.

There also is a strategic dimension to the growing sense of agreement between China and India. From India’s vantage point, China’s support for Pakistan’s army is a concern, but it cuts both ways. Pakistan remains at perpetual risk of tipping over towards militant Islam, and the main guarantor of its stability is the army. China wants to strengthen the army as a bulwark against the Islamic radicals, who threaten China’s Xinjiang province as much as they do India, and that probably serves India’s interests as well as any Chinese policy might.

Chinese analysts are dumbfounded about the US response to what they view as a sideshow in the South China Sea and only tangentially concerned about India. They struggle to understand why a vastly improved relationship with Russia has emerged in response to US blundering in Ukraine.

As a matter of diplomatic principle, China does not like separatists because it has its own separatists to contend with, starting with the Muslim Uyghurs in Xinjiang province. Washington thought that the Maidan Revolution in Kiev last year would take Crimea out of Russian control, and Russia responded by annexing the peninsula containing its main warm-water naval base.

When the West imposed sanctions on Russia in retaliation, Moscow moved eastwards – an obvious response, and one that strongly impacts Western power. Not only has Russia opened its gas reserve to China, but it has agreed to supply China with its most sophisticated military technology, including the formidable S-400 air defense system. Russia was reluctant to do so in the past given Chinese efforts to reverse-engineer Russian systems, but the Ukraine crisis changed that.

Western analysts, to be sure, now observe that the new Russian-Chinese rapprochement might be a challenge for the West. The New York Times devoted a front-page feature to the opinions of the usual suspects among Soviet watchers in its November 9 edition.

This was obvious months ago, and should have been obvious before the fact: the West merely threw B’rer Putin into the briar patch to his east. Of all the miscalculations in Western policy since World War II, this was perhaps the stupidest. The Chinese are left to scratch their heads about their unanticipated good luck.

It is wrong to speak of a Russian-Chinese alliance, to be sure, but there is a developing Sino-Russian condominium in Asia. The energy and defense deals between Moscow and Beijing are important in their own right, but they take on all the more importance in the context of what might be the most ambitious economic project in history: the New Silk Road. The Pacific holds little promise for China. Japan and South Korea are mature economies, customers as well as competitors of China.

Expansion in the Pacific simply has nothing to offer China’s economy. What China wants is to be impregnable within its own borders: it will spend generously to develop surface-to-ship missiles that can take out US aircraft carriers, hunter-killer submarines, and air defense systems.

China’s prospects are to the west and south: energy and minerals in Central Asia, food in Southeast Asia, warm-water ports on the Indian Ocean, a vast market, and access to world markets beyond. The network of rail, pipelines and telecommunications that China is building through the former Soviet republics and through Russia itself will terminate at the Mediterranean and provide a springboard for Chinese trade with Europe.

The whole Eurasian landmass is likely to become a Chinese economic zone, especially now that Russia is more amenable to Chinese terms. That the Americans would have helped bring this to fruition by tilting at windmills in Ukraine baffles the Chinese, but they are enjoying the result.

The economic impact of this is hard to fathom, but it is likely to extend Chinese influence westwards on a scale that the West simply hasn’t begun to imagine. It is not at all clear whether China has a clear idea of what the implications of the New Silk Road might be. The implosion of America’s geopolitical position has placed risks and opportunities at Beijing’s doorstep, to Beijing’s great surprise.

A year ago, Chinese officials privately reassured visitors that their country would “follow the lead of the dominant superpower” in matters relating to Middle East security, including Iran’s attempts to acquire nuclear weapons. For the past several decades, China has allowed the US to look out for the Persian Gulf while it increased its dependency on Persian Gulf oil. By 2020, China expects to import 70% of its oil, and most of that will come from the Gulf.

The Chinese view has changed radically during the past few months, in part due to the collapse of the Syrian and Iraqi states and the rise of Islamic State. It is hard to find a Chinese specialist who still thinks that the US can stand surely for Persian Gulf security. Opinion is divided between those who think that America is merely incompetent and those who think that America deliberately wants to destabilize the Persian Gulf.

Now that the US is approaching self-sufficiency in energy resources, some senior Chinese analysts believe it wants to push the region into chaos in order to hurt China. One prominent Chinese analyst pointed out that Islamic State is led by Sunni officers trained by the United States during the 2007-2008 “surge” as well as elements of Saddam Hussein’s old army, and that this explains why IS has displayed such military and organizational competence.

The complaint is justified, to be sure: General David Petraeus helped train the 100,000-strong “Sunni Awakening” to create a balance of power against the Shi’ite majority regime that the US helped bring to power in 2006. How, the Chinese ask, could the Bush administration and Petraeus have been so stupid? To persuade the Chinese that they were indeed that stupid is a daunting task.

China’s attitude towards Washington has turned towards open contempt. Writing of the mid-term elections, the official daily newspaper Global Times intoned: “The lame-duck president will be further crippled ? he has done an insipid job, offering nearly nothing to his supporters. US society has grown tired of his banality.”

But the decline of American influence in the region from which China obtains most of its oil is not a happy event for Beijing.

China did not anticipate the end of the free ride from the Americans, and it isn’t sure what to do next. It has tried to maintain a balance among countries with whom it trades and who are hostile to each other. It has sold a great deal of conventional weapons to Iran, for example, and some older, less-sophisticated ballistic missiles.

But China has sold Saudi Arabia its top-of-the-line intermediate range missiles, giving the Saudis a “formidable deterrent capability” against Iran and other prospective adversaries. China obtains more oil from Saudi Arabia than any other country, although its imports from Iraq and Oman are growing faster. Because the latter two countries are closer to Iran, China wants to strike a balance.

Chinese opinion is divided about the implications of Iran acquiring nuclear weapons: some strategists believe that the balance of nuclear power in the region will suffice to prevent the use of such weapons, while others fear that a nuclear exchange in the Gulf might stop the flow of oil and bring down China’s economy. China has joined the P-5 plus 1 negotiations (involving the UN Security Council permanent five members plus Germany) on Iran’s nuclear status, but has not offered a policy independent of President Barack Obama’s.

Meanwhile the rise of Islamist extremism worries Beijing, as well it should. At least a hundred Uyghurs reportedly are fighting with Islamic State, presumably in order to acquire terrorist skills to bring back home to China. Chinese analysts have a very low opinion of the Obama administration’s approach to dealing with IS, but do not have an alternative policy. This is an issue of growing importance. Instability threatens the Silk Road project at several key notes.

China has no sympathy whatever for what analysts there like to call “political Islam”. America’s flirtation with the Muslim Brotherhood – both from the Obama administration and from mainstream Republicans such as Senator John McCain – strikes the Chinese as incompetence, or worse. But China has no capability to go after the Islamists, except for a very limited deployment of marines off the coast of Somalia.

China’s policy-making is careful, conservative and consensus-driven. Its overriding concern is its own economy. The pace of transformation of the Middle East has surprised it, and it is trying to decide what to do next.

Its pro forma policy is to join the Iran talks, and offer to join the Quartet (the UN, the US, the European Union, and Russia) talks on the Israel-Palestine issue, but neither of these initiatives has much to do with its actual concerns.

What China will do in the future cannot be predicted. But it seems inevitable that China’s basic interests will lead it to far greater involvement in the region, all the more so as the US withdraws.

10 Nov 15:59

FAB Pilots In Sweden For Gripen Training

by Saab AB
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Two Brazilian Air Force pilots, who were appointed to participate in the conversion training to the Gripen aircraft, have reached Sweden, reports ZH News.

Captain Gustavo de Oliveira Pascatto, São Bernardo do Campo (SC), and Captain Ramon Santos Fórneas Lincoln, Ipatinga (MG), both 32, arrived at F 7 Såtenäs on Monday last week.

Before arriving in Sweden, Pascatto was in Group 1 Air Defense Anapolis (GO), and Fórneas was a part of the first group of fighter aviation in Rio de Janeiro. Both pilots have the experience of flying modernized F-5, a fourth generation aircraft, currently in use by Brazil. 

As per a report in Dgabc.com​, the two pilots were chosen from about 330 Brazilian fighter pilots - there are 11 squadrons with about 30 professionals each – to learn to fly Gripen and pass on the experience to other pilots. 

“Our expectation is to transfer the knowledge to all the units back home,” Fórneas said, very formally, to a group of Brazilian journalists.

According to the report, there is still no formal agreement between the Brazilian and the Swedish air forces about the continuity of training. This is a temporary arrangement which will evolve once both countries reach an agreement over the training process.

Read the full story: Pilotos brasileiros já treinam na Suécia para pilotar novos caças Gripen NG

Photo Courtesy: Marta Sfredo​

Published: 11/10/2014 1:39 PM
10 Nov 10:27

É MUITO GRAVE! PF DISPÕE DE DOCUMENTOS QUE PROVAM UMA PARCERIA ENTRE O PCC E O GRUPO TERRORISTA HEZBOLLAH. PIOR: O BRASIL SEGUE SEM LEI QUE PUNA O TERROR PORQUE O GOVERNO PETISTA E AS ESQUERDAS NÃO QUEREM

by giinternet

A coisa é espantosamente grave! A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o sul do Líbano, atuam em nosso país em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Há muito os órgãos de segurança dos Estados Unidos consideram essa região infiltrada pelo terror, coisa que o governo brasileiro se nega a admitir. Documentos obtidos pelo jornal “O Globo” apontam que a parceria entre o terrorismo e o crime organizado teve início em 2006. Traficantes libaneses de cocaína, ligados ao Hezbollah, teriam aberto canais para a venda de armas ao PCC. Quando esses traficantes são presos no Brasil, contam com a proteção da facção criminosa nos presídios.

Pois é. Isso é especialmente grave porque o Brasil é uma das poucas democracias do mundo — talvez seja a única — que não dispõe de uma lei para punir o terrorismo. Todas as iniciativas nesse sentido são barradas pelo próprio governo petista e pelas esquerdas porque, por óbvio, ações como as perpetradas, por exemplo, pelo MST e pelo MTST entrariam, sem exagero, na categoria de “terroristas”. O Inciso VIII do Artigo 5º da Constituição afirma que o Brasil repudia o terrorismo. O Inciso XLIII do Artigo 5º estabelece que o crime é inafiançável e insuscetível de graça, isto é, não pode ser anistiado. Mesmo assim, não existe uma lei para puni-lo. É uma piada macabra.

Não é a primeira vez que o terrorismo dá mostras de atuar no Brasil. Em maio de 2009, foi preso no país um libanês identificado como “K”. Tratava-se de Khaled Hussein Ali, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel. Casou-se no Brasil, teve uma filha e vive tranquilamente na Zona Leste de São Paulo.

Reportagem  da VEJA de Abril de 2011 informava que o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador da República Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994. Calma, que tem mais!

Análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos, como informou a VEJA em 2011, expõe laços de extremistas que vivem ou viveram no Brasil com a Fundação Holy Land (Terra Santa, em inglês), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel. A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul.

Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land, que hoje cumpre a duríssima pena numa cadeia do Texas. Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil, e alguns de seus comparsas ainda estão por aqui.

Em depoimento ao Congresso nos EUA em 2010, o então embaixador americano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roger Noriega, afirmou que as operações da Holy Land na Tríplice Fronteira eram comandadas pelo xeque Khaled Rezk El Sayed Taky El-Din. De fato, informou reportagem da VEJA em 2011, o clérigo islâmico aparece nas agendas telefônicas da Holy Land como um contato “importante” na América do Sul. Noriega  confirmou também informações de que, em 1995, El-Din hospedou em Foz do Iguaçu Khalid Sheikh Mohammed, terrorista da Al Qaeda que organizou os atentados de 11 de setembro de 2001.

O xeque ficou à frente da mesquita de Guarulhos por onze anos, mas pediu demissão em junho de 2010. Em 2011, era diretor para assuntos islâmicos da Federação das Associações Muçulmanas no Brasil (Fambras). À revista VEJA, então, El-Din negou envolvimento com a Holy Land e com Shukri Baker. Outro contato da Holy Land no Brasil, de acordo com uma investigação encomendada pelo Departamento de Justiça americano em 2005, era Ayman Hachem Ghotme, considerado o principal arrecadador de fundos para o Hamas na Tríplice Fronteira.

Encerro
Pois é… A Polícia Federal tem agora elementos que indicam que o terror e o crime organizado fizeram uma parceria. E o Brasil segue sem uma lei que possa dar a essa associação a devida punição. Não tem porque o governo petista e as esquerdas não querem.