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Interview - An Artful Conversation with Marilyn Chandler McEntyre
Have Mercy on Clarence Aaron

The quality of mercy is not strained.
It droppeth as the gentle rain from heaven.
-Merchant of Venice
I recently received an unexpected mercy. In the scheme of things, it wasnt a huge deal. But I had never experienced the joy of pure gratitude as I did then.
Mercy is a long stride beyond forgiveness-encompassing the concepts of gift, undeserved compassion, and deliverance. Mercy flows from strength, not weakness, from courage as opposed to cowardice. A confident and just society doesnt shrink from mercy. Indeed, the leaven of mercy is central to ensuring justice. Thats why governors and presidents generally have unfettered power to pardon criminals and commute their sentences.
Our leaders dont use their power to show mercy much anymore. There isnt a measurable political upside in releasing prisoners from lawful punishments. If the released do nothing wrong thereafter, the releaser receives no career benefit. But if a commuted criminal reoffends, woe betide the governor running for office who released him. For the ambitious politician, it is a pointless risk to take.
Pardons are generally limited to innocuous cases or reserved for the politically connected. As for commutations, with the occasional exception of a prisoner supported by a powerful political constituency, they simply dont happen much anymore. The time has come to change direction. For the sake of our societys moral health, we need more mercy simply for mercys sake.
Toward that end, I write in support of a decade-long campaign that seeks mercy for federally convicted drug felon Clarence Aaron. In 1992, while attending Southern University, the twenty-two year old Aaron was paid $1,500 to be a middleman in a large cocaine deal involving about twenty pounds of the drug, later turned to crack. Found guilty-a just verdict-he was sentenced to three mandatory life terms in prison without possibility of parole.
That means, barring mercy from the President of the United States, Aaron-now forty-three-will never be released from prison. Adding to the punishments undue harshness, the prime participants in the drug deal-having cut deals with prosecutors-have or soon will be released, leaving Aaron, alone among his co-conspirators, incarcerated for life.
What good will that do anyone? By all accounts, Aaron is rehabilitated. Throughout his two decades of incarceration he has been a model prisoner, getting in no trouble and improving himself through correspondence courses in religious studies, microeconomics, Spanish, and photography.
Perhaps thats why advocates for granting Aaron mercy come from the political left, center, and right (including a series of columns in support of clemency by my wife, San Francisco Chronicle political columnist Debra J. Saunders). Aarons advocates dont seek a pardon, but a commutation of his sentence to, say, twenty-five years, which would allow his eventual release.
The cause of mercy for Clarence Aaron has found friends in high places. For example, the prosecutors successor, U.S. Attorney Deborah J. Rhodes, wrote a letter in 2008 supporting clemency. So has U.S. District Court Judge Charles Butler, Jr., the jurist forced by federal law to throw away the proverbial key to Aarons cell.
The case caught the attention of the Bush White House. After first rejecting clemency, they asked for a special review by the Department of Justice. But according to information obtained by ProPublica-a non-profit organization dedicated to investigative journalism-the DOJs pardon attorney, Ronald Rodgers, withheld crucial information in his report, particularly failing to mention support for commutation from Rhodes and Butler.
That failure seems to have cost Aaron his release. As reported by the Washington Post in 2012:
Kenneth Lee, the lawyer who shepherded Aarons case on behalf of the White House, was aghast when ProPublica provided him with original statements from the judge and prosecutor to compare with Rodgerss summary. Had he read the statements at the time, Lee said, he would have urged Bush to commute Aarons sentence.
Denied the full story, Bush did not act. But neither has President Obama-who doesnt have the same excuse.
That is a real shame. As the world mourns Nelson Mandela, we remember him most warmly for his open embrace of mercy, rather than justice, for the perpetrators of apartheid. Similarly, the iconic image of an exhausted Abraham Lincoln staying up late into the night scouring military court-martial records desperately looking for an angle allowing him to pardon deserters from the firing squad inspires us still.
Christ told us that the merciful are blessed" for they shall receive mercy." That principle surely applies to societies as well as individuals. It behooves us, then, to expand our hearts in this virtuous sphere. A splendid place to start would be to let Clarence Aaron go.
Wesley J. Smith is a senior fellow at the Discovery Institutes Center on Human Exceptionalism. He also consults for the Patients Rights Council and the Center for Bioethics and Culture. His previous articles can be found here.
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Biblioteca João Calvino
Maravilha, não é?
Se você nunca leu nenhum comentário de Calvino, sugiro que comece pelo livro de Salmos. E depois me conte nos comentários!
BOMBA! ESCÂNDALO! ABSURDO! Pela primeira vez na história dos EUA, líder do Partido Democrata ataca a Suprema Corte na presença de Obama, que ouve tudo calado; partidários do presidente defendem criminosos presos e acusam os republicanos de serem financiados pelo tráfico de drogas; presente, Clinton incentiva o disparate
Estão espantados com a notícia? Não leram isso em lugar nenhum senão aqui? Estão chocados com o furo mundial que acabo de dar? Acham que os Estados Unidos, desse jeito, caminham para a lata de lixo da história? Entendem que o presidente Barack Obama é mesmo brasa encoberta? Alguém aí acredita que ele é inocente nessa história, que não sabia o que fariam seus correligionários?
Pois é. Nada disso se deu nos Estados Unidos. Algo assim jamais aconteceria na França. Na Alemanha, obviamente, também não. Ou no Japão. Nem no Chile ou no Uruguai, que é governado por Mujica Bolado, algo semelhante seria possível. O escândalo se deu, mudem-se as personagens, foi no Brasil mesmo. Na pátria de Dilma Bolada.
A presidente participou do congresso do PT. Foi recebida aos gritos de “José Dirceu guerreiro do povo brasileiro”. A rima infame foi repetida para José Genoino e Delúbio Soares. Na presença da chefe de Estado, Rui Falcão, presidente do PT, desceu o sarrafo no Supremo Tribunal Federal. E declarou a superioridade do seu partido, deixando claro que representa a exceção moral do país:
“Ninguém pode se arvorar no direito de nos dar lição de ética. Ninguém pode se arvorar no direito de nos ensinar qual o verdadeiro sentido da política. Ninguém pode se arvorar no direito de nos ensinar o que significa justiça social. Mas nós, sim, podemos e devemos dar uma lição permanente, a nós mesmos, de renovação, autocrítica e de avanço”.
Os novos professores de ética: José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino.
Um congresso partidário recebe delegados. Não é gente miúda do partido, não. Havia 700 lá. Em coro, começaram a cantar: “Sou brasileiro e não me engano, a cocaína financia os tucanos”. Referiam-se à apreensão de quase meia tonelada de cocaína no helicóptero da família Perrella. O senador Zezé Perrella (PDT-MG) e seu filho, o deputado Gustavo Perrella (SDD-MG), apoiam a candidatura de Aécio Neves à Presidência. A história é enrolada, confusa, com lances absurdos, sim. Mas o que o PSDB tem a ver com isso? Nada! Mais: a Polícia Federal, cujo chefe é José Eduardo Cardozo, já descartou o envolvimento de pai e filho com o crime.
Um mínimo de decência, um mínimo de decoro, um mínimo de responsabilidade obrigariam os comandantes do encontro a desestimular manifestações dessa natureza. Especialmente porque lá estava a presidente da República. Mas quê… Na sua vez de falar, Lula fez rigorosamente o contrário: alimentou a delinquência.
Pressionado pela turma de Dirceu a defender os mensaleiros, o Apedeuta, inicialmente, afirmou que deixaria para falar sobre o assunto depois do fim do julgamento. Mudou de ideia e voltou a uma tese que já havia esboçado outro dia — a de que a imprensa esconde a notícia do helicóptero com cocaína, o que uma mentira deslavada. Afirmou:
“Se for comparar os erros do PT com os erros dos outros partidos políticos… Se for comparar o emprego do Zé Dirceu com a quantidade de cocaína no helicóptero, a gente percebe que pelo menos houve uma desproporcionalidade no assunto”.
E a plateia, claro!, voltou a urrar delinquências.
E tudo se dava ali, na presença de Obama!
Obama assistia ao chefe de seu partido vituperar contra a Suprema Corte.
Obama assistia ao chefe de seu partido a defender criminosos.
Obama via Bill Clinton a sugerir intimidade entre os republicanos e o tráfico.
Obama via, em suma, Bill Clinton a atacar a imprensa.
Nessa toada, os EUA ainda acabam rivalizando com o Brasil. Ainda acabarão sendo governados por Dilma Bolada.
Josh Berkus: Meet your new NoSQL Database
Thanks to Craig Kersteins, I just learned about the pgREST project. This project turns PostgreSQL into a RESTful JSON document store, capable of running ad-hoc Javascript code (either LiveScript or v8) in order to do searches and batch modififications on the server.
pgBSON, a Postgres extension implementing support for a MongoDB-compatible BSON datatype, also recently went 1.0, signalling that it's ready for production use.
These are powerful demonstration of how adaptable Postgres is. If it's data, we can find a way to do it. And unlike a typical document store database, you can do relational-SQL stuff as well, giving you your choice of interface.
pgREST is also our first major project out of our Chinese community, so I'm pretty excited about it.
Of course, we're still waiting for fully indexable, binary-storage JSON in 9.4, but that's on schedule for September.
Nokia Still Experimenting With Android Smartphone
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Lula no camburão: o que diz a foto histórica quando analisada à luz do óbvio e sem mistificação
Vejam esta foto. Pensem sobre esta foto.
Luiz Inácio Lula da Silva (que, segundo Romeu Tuma Jr., era um “ganso” de seu pai — Romeu Tuma, o chefe do Dops) recebe pensão mensal do Estado brasileiro — do seu bolso, leitor! — por ter ficado preso por 31 dias em 1980; entre 19 de abril e 20 de maio. Razão: a greve dos metalúrgicos de São Bernardo.
É um absurdo haver um estado que prende um líder grevista só porque líder grevista? É claro que é. O Brasil ainda era uma ditadura. Ocorre que o PT havia sido oficialmente criado dois meses antes, no dia 10 de fevereiro daquele ano. E seu líder maior era… Lula! Logo, a greve dos metalúrgicos de 1980, em pleno regime militar, já era liderada por um… partido. E tudo aquilo parecia tão natural, não é? Afinal, havia a ditadura e coisa e tal…
Reflitam, então, sobre uma história que foge a qualquer narrativa ou lógica convencionais: um líder de partido político é preso por liderar uma greve. Na cadeia, felizmente, não é maltratado por ninguém. Ao contrário: começam a surgir evidências de que recebeu tratamento especial. Na foto 3 x 4, há um certo apelo ao mártir, admita-se.
Somem os algarismos que compõem o número de seu prontuário: 13 na cabeça! Os místicos podem fazer a festa. Vejam que coisa: Lula já tinha um partido, já estava fazendo política, pôs a greve a serviço, então, do que veio a se mostrar um futuro venturoso e ainda… cobra uma indenização mensal do estado brasileiro. Não estamos diante de uma história vulgar. Não mesmo!
A foto
Agora vejam a famosa foto do camburão, que costuma ser usada por seus hagiógrafos como evidência de seu brutal sofrimento. No banco da frente, sentado no meio, está Luiz Eduardo Greenhalgh, seu advogado. Lula, ele próprio, está atrás, ao lado da porta, fumando o seu cigarro. Mesmo que estivéssemos falando da mais tabajara das polícias, convenham, o preso não viaja como passageiro — num tempo em que os carros não tinham trava elétrica.
O Reinaldo está dizendo que essa foto prova que ele era mesmo um “ganso” de Tuma? Não. O Reinaldo está escrevendo que essa foto evidencia que ele era um preso diferenciado, tratado já com mesuras. Lula estava fazendo política — e, nesse particular, deve ter reconhecido seu mérito. O que é inaceitável é que, até hoje, cobre mensalmente uma grana do estado brasileiro como se tivesse sido uma vítima.
Não! Era o senhor do sindicato, do partido, do camburão, da sala do sofá vermelho. E veio a ser inimputável do Brasil!
Tudo é história: um aniversário e a sala do sofá vermelho. Ou: O “ganso” de Romeu Tuma
Vejam esta outra foto. É de 1978, ano em que Romeu Tuma Jr. entrou na Polícia — ele se aposentou neste 2013, com 35 anos de serviço. Aparece perto do pai, que comemorava no Dops os seus 47 anos. A sala em que se apagam as velinhas, um anexo do gabinete de Tuma pai, tem história.
Ali ficava o sofá no qual Lula dormiu, segundo Tuma Jr., a maior parte dos dias em que esteve preso. Raramente dividia a cela com os demais “companheiros”. O delegado não está dizendo que o chefão petista era informante direto dos generais. Segundo afirma, ele era um “ganso” do chefe do Dops. “Ganso”, na gíria profissional, é aquele que serve para alertar a polícia sobre eventuais problemas, entendem?
Funcionava assim: Lula falava com Tuma, e Tuma falava com os generais.
Ao menos o sofá em que Lula expelia os humores do sono era vermelho.
Romeu Tuma Jr. e Lula em 1980: A FOTO
A primeira investida do aparelho midiático petista, financiado por estatais, foi afirmar que Romeu Tuma Jr. não tinha como saber o que se passava no Dops em 1980 porque seria ainda um jovem, com pouco mais de 16 anos. A tentativa de desqualificação se baseava numa informação errada, publicada na Wikipedia. Lá se informava que o delegado teria nascido no dia 4 de outubro de 1963. Ocorre que ele é do dia 13 de agosto de 1960 — prestou o chamado concurso IP/78, conforme este blog revelou nesta terça. Também se falou de uma foto. Aqui está ela.
Em maio de 1980, na porta do Dops, Tuma Junior (de bigode, à direita na imagem) atua como guarda-costas de Lula (que aparece ao lado da mulher, Marisa). Romeu Tuma pai achava a tarefa tão importante e tinha tal zelo pessoal pela segurança do sindicalista que escalou o próprio filho. Era uma tarefa de absoluta confiança.
Segundo Tuma Junior (que escreveu, em parceria com Cláudio Tognolli, o livro “Assassinato de Reputações — Um Crime de Estado”), Lula era, para o regime militar, bem mais (ou bem menos, a depender do ponto de vista) do que um sindicalista rebelde: era um informante, que gozava de privilégios na prisão.
O cadáver de Celso Daniel volta a incomodar Gilberto Carvalho
O ministro Gilberto Carvalho diz que vai processar o delegado Romeu Tuma Junior. Isso e lá com ele. Em entrevista à VEJA, Tuma Junior o acusa de ter confessado a existência, sim, de um propinoduto em Santo André — nota: Carvalho era o braço-direito do prefeito. Mais do que isso. O agora ministro teria dito ao delegado que ele, pessoalmente, levava a dinheirama para José Dirceu.
Não é a primeira vez que o nome do petista graúdo aparece na história. O oftalmologista João Francisco Daniel, um dos irmãos de Celso, diz que Carvalho lhe fez, sim, a confissão. E nos mesmos termos. Marcos Valério também afirmou à polícia que foi convidado a dar um cala-boca, com grana, em pessoas que chantageavam Carvalho e Lula, ameaçando contar o que sabiam sobre a morte do prefeito. Segundo disse, não aceitou a tarefa. Acho que é mais uma questão a ser investigada. Já escrevi sobre o estranho comportamento dos petistas quando Celso foi assassinado.
Recuperem o noticiário de janeiro de 2002, por ocasião da morte do prefeito. Antes que qualquer pessoa aventasse publicamente a possibilidade de que o PT pudesse ter tido algum envolvimento, os petistas botaram a boca no trombone e saíram acusando a suposta tentativa de incriminar o partido, exigindo, em tom enérgico, que a polícia fizesse alguma coisa. Montou-se uma verdadeira operação de guerra para controlar o noticiário. No arquivo do blog, vocês encontram alguns textos a respeito. Celso foi o primeiro de uma impressionante série de oito cadáveres.
O prefeito morto era já o coordenador do programa de governo do então pré-candidato do PT à Presidência, Lula. O partido seria o primeiro a ter motivos para desconfiar de alguma motivação política para o sequestro e imediato assassinato. Deu-se, no entanto, o contrário: o partido praticamente exigia que a polícia declarasse que tudo não havia passado de crime comum.
O último morto, por causa desconhecida (!), foi o legista Carlos Delmonte Printes, que assegurou que Celso fora barbaramente torturado antes de ser assassinado. Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do PT que acompanhou o caso em nome do partido e teve acesso ao cadáver, assegurou à família do prefeito, no entanto, que não havia sinais de tortura. O fato é conhecido porque foi denunciado pelos familiares do morto.
Carvalho movimentou-se freneticamente logo depois da morte do “amigo” para que prevalecesse a versão do partido: crime comum. O esforço deixou um rastro de conversas gravadas que vieram a público. Tudo muito impressionante. Leiam, por exemplo, este diálogo em que Sérgio Sombra, acusado de ser um dos assassinos de Celso, entra em pânico e pede para falar com Carvalho. Alguém garante que está sendo montado “um esquema”. Sombra, no diálogo abaixo, é o “personagem A”.
A – Ô Dias!
B – Oi chefe!
A – Onde é que você está cara?
B – Tô na avenida (…). Eu tô saindo, to indo praí.
A – (…) Fala prá ligá nesse instante (…) Pará de fazer o que está fazendo.
B – Peraí, Peraí, Perai. Ei! Oi! Escuta o (…) Já está aí onde está todo mundo (…) Alô!
A – Ô meu irmão!
B – Cara cê está no sétimo?
A – Ô meu! O cara da Rede TV está me escrachando, meu chapa! Tá falando que… Tá falando que é tudo mentira, que o carro tá pegando, que não destrava a porta, que sou o principal suspeito.
B – Ô cara! Deixa eu te falar. O que hoje tá pegando contra você é esse negócio do carro. Nós temos que fazer é armar um esquema aí: “porque as empresas de (…) junto com a Mitsubishi, por razões óbvias de mercado, se juntaram para dizer que você está mentindo, que o câmbio está funcionando”…Entendeu? Então é o seguinte…
A – Peraí. Perai, péra um pouquinho.
B – (…) Pô! Pegá o que Porra?
A – Chama o Gilberto aí! Chama o Gilberto! Tem que armar alguma coisa!
B – Calma!
A- Eu tô calmo. Quero é que as coisas sejam resolvidas.
Outro diálogo: “Puta! Tá dez!”
Há outro diálogo bastante interessante. Alguém liga para Ivone, tornada pelo partido a “viúva oficial” de Celso — consta que era sua “namorada” à época… E lhe dá nota dez por sua performance como “viúva” numa entrevista. Vocês entenderam direito. Leiam. Ivone é a personagem B.
A – Oi!
B – Oi meu amor. O Xande quer falar com você. Tá bom?
A – Ok.
B – Tchau.
C – Como vai minha querida?
B – Vou assim. Arrastando.
C – Ótima a sua entrevista! Viu?
B – Você gostou Xande?
C – Eu gostei muito mesmo.
B – É importante a sua opinião pra mim porque estou totalmente sem referência. Né?
C – Eu achei muita boa. Entendeu. Tá super. Tem coisas… tá perfeito!
(…)
B – Hoje tem uma coisa. Programa pra ir na Hebe.
A – É. Porque vai a mulher… a viúva do Toninho.
B – Sabe que o Genoino quer. E é uma merda, né? Uma merda!
A – Olha. Se você falar o que falou ai está 10. Puta! Tá 10, não parece estrela, a dor de uma viúva. Tá dez!
Como se nota, a morte do “companheiro” havia se transformado apenas numa questão de marketing e de guerra para ganhar a “mídia”. Com direito a nota pela performance da, sei lá como chamar, “atriz” talvez.
Retomo
Já lhes contei aqui. Mesmo a ala petista da família Daniel rompeu com o PT. Um dos irmãos, Bruno, teve de se exilar na França com mulher e filhos. Estavam sendo ameaçados de morte no Brasil. Vale a pena, reitero, por curiosidade quase científica, voltar ao noticiário daqueles dias para constatar a frenética movimentação preventiva do partido, certo de que poderia conduzir para onde quisesse a opinião pública. Passada uma semana, quem estava na defensiva era a polícia paulista… Agora, a acusação de Tuma Junior se junta às de João Francisco e Marcos Valério.
Uma coisa é certa: o cadáver de Celso Daniel volta a se agitar no armário.
PS – Por favor, nada de acusações ou ilações além dos fatos nos comentários. O certo é pedir que tudo seja devidamente apurado. E pronto!
Texto publicado originalmente às 3h09
Physicist Peter Higgs: No University Would Employ Me Today
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O LIVRO-BOMBA – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista. Partido usa o governo para divulgar dossiês apócrifos e perseguir adversários. Caso dos trens em SP estava na lista. Ele tem documentos e quer falar no Congresso. Mais: diz que Lula foi informante da ditadura, e o contato era seu pai, então chefe do Dops
O “estado policial petista” não é uma invenção de paranoicos, de antipetistas militantes, de reacionários que babam na gravata dos privilégios e que atuam contra os interesses do povo. Não! O “estado policial petista” reúne as características de todas as máquinas de perseguição e difamação do gênero: o grupo que está no poder se apropria dos aparelhos institucionais de investigação de crimes e de repressão ao malfeito — que, nas democracias, estão submetidos aos limites da lei — e os coloca a seu próprio serviço. A estrutura estatal passa a servir, então, à perseguição dos adversários. Querem um exemplo? Vejam o que se passa com a apuração da eventual formação de cartel na compra de trens para a CPTM e o metrô em São Paulo. A questão não só pode como deve ser investigada, mas não do modo como estão agindo o Cade e a PF, sob o comando de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. As sentenças condenatórias estão sendo expedidas por intermédio de vazamentos para a imprensa. Pior: as mesmas empresas investigadas em São Paulo se ocuparam das mesmas práticas na relação com o governo federal. Nesse caso, não há investigação nenhuma. Escrevi a respeito nesta sexta.
Quando se anuncia que o PT criou um estado policial, convenham, não se está a dizer nenhuma novidade. Nunca, no entanto, alguém que conhece por dentro a máquina do governo havia tido a coragem de vir a público para relatar em detalhes como funciona o esquema. Romeu Tuma Junior, filho de Romeu Tuma e secretário nacional de Justiça do governo Lula entre 2007 e 2010, rompe o silêncio e conta tudo no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, publicado pela Editora Topbooks (557 págs., R$ 69.90). O trabalho resulta de um depoimento prestado ao longo de dois anos ao jornalista Cláudio Tognolli. O que vai ali é de assustar. Segundo Tuma Junior, a máquina petista:
1: produz e manda investigar dossiês apócrifos contra adversários políticos;
2: procura proteger os aliados.
O livro tem um teor explosivo sobre o presente e o passado recente do Brasil, mas também sobre uma história um pouco mais antiga. O delegado assegura que o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva — que nunca negou ter uma relação de amizade com Romeu Tuma — foi informante da ditadura. A VEJA desta semana traz uma reportagem sobre o livro e uma entrevista com o ex-secretário nacional da Justiça. Ele estava lá. Ele viu. Ele tem documentos e diz que está disposto a falar a respeito no Congresso. O delegado é explícito: Tarso Genro, então ministro da Justiça, o pressionou a divulgar dados de dossiês apócrifos contra tucanos. Mais: diz que a pressão vinha de todo lado, também da Casa Civil. A titular da pasta era a agora presidente da República, Dilma Rousseff.
Segue um trecho da reportagem de Robson Bonin na VEJA desta semana. Volto depois.
(…)
Durante três anos, o delegado de polícia Romeu Tuma Junior conviveu diariamente com as pressões de comandar essa estrutura, cuja mais delicada tarefa era coordenar as equipes para rastrear e recuperar no exterior dinheiro desviado por políticos e empresários corruptos. Pela natureza de suas atividades, Tuma ouviu confidências e teve contato com alguns dos segredos mais bem guardados do país, mas também experimentou um outro lado do poder — um lado sem escrúpulos, sem lei, no qual o governo é usado para proteger os amigos e triturar aqueles que sio considerados inimigos.
(…)
Segundo o ex-secretário, a máquina de moer reputações seguia um padrão. O Ministério da Justiça recebia um documento apócrifo, um dossiê ou um informe qualquer sobre a existência de conta secreta no exterior em nome do inimigo a ser destruído. A ordem era abrir imediatamente uma investigação oficial. Depois, alguém dava urna dica sobre o caso a um jornalista. A divulgação se encarregava de cumprir o resto da missão. Instado a se explicar, o ministério confirmava que, de fato, a investigação existia, mas dizia que ela era sigilosa e ele não poderia fornecer os detalhes. O investigado”, é claro, negava tudo. Em situações assim, culpados e inocentes sempre agem da mesma forma. 0 estrago, porém, já estará feito.
No livro, o autor apresenta documentos inéditos de alguns casos emblemáticos desse modus operandi que ele reuniu para comprovar a existência de uma “fábrica de dossiês” no coração do Ministério da Justiça. Uma das primeiras vítimas dessa engrenagem foi o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Senador época dos fatos, Perillo entrou na mira do petismo quando revelou a imprensa que tinha avisado Lula da existência do mensalão. 0 autor conta que em 2010 o então ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, entregou em suas mãos um dossiê apócrifo sobre contas no exterior do tucano. As ordens eram expressas: Tuma deveria abrir urna investigação formal. 0 trabalho contra Perillo, revela o autor, havia sido encomendado por Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do presidente Lula. Contrariado, Tuma Junior refutou a “missão” e ainda denunciou o caso ao Senado. Esse ato, diz o livro, foi o primeiro passo do autor para o cadafalso no governo, mas não impediu novas investidas.
(…)
Celso Daniel, trens, mensalão…
Vejam o que vai acima em destaque. Qualquer semelhança com os casos Alstom e Siemens, em São Paulo, não é mera coincidência. O livro traz revelações perturbadoras sobre:
a: o caso do cartel de trens em São Paulo:
b: o dossiê para incriminar Perillo;
c: o dossiê para incriminar Tasso Jereissati (com pressão de Aloizio Mercadante);
d: a armação para manchar a reputação de Ruth Cardozo;
e: o assassinato do petista Celso Daniel, prefeito de Santo André;
f: o grampo no STF (todos os ministros foram grampeados, diz Tuma Junior);
g: a conta do mensalão nas Ilhas Cayman…
E muito mais. Tuma Júnior está com documentos. Tuma Junior quer falar no Congresso. Tuma Junior tem de ser ouvido. Abaixo, seguem trechos de sua entrevista à VEJA.
(…)
Por que Assassinato de Reputações?
Durante todo o tempo em que estive na Secretaria Nacional de Justiça, recebi ordens para produzir e esquentar dossiês contra uma lista inteira de adversários do governo. 0 PT do Lula age assim. Persegue seus inimigos da maneira mais sórdida. Mas sempre me recusei. (…) Havia uma fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por causa disso, virei vítima dessa mesma máquina de difamação. Assassinaram minha reputação. Mas eu sempre digo: não se vira uma página em branco na vida. Meu bem mais valioso é a minha honra.
De onde vinham as ordens para atacar os adversários do PT?
Do Palácio do Planalto, da Casa Civil, do próprio Ministério da Justiça… No livro, conto tudo isso em detalhes, com nomes, datas e documentos. Recebi dossiês de parlamentares, de ministros e assessores petistas que hoje são figuras importantes no atual governo. Conto isso para revelar o motivo de terem me tirado da função, por meio de ataque cerrado a minha reputação, o que foi feito de forma sórdida. Tudo apenas porque não concordei com o modus operandi petista e mandei apurar o que de irregular e ilegal encontrei.
(…)
O Cade era um dos instrumentos da fábrica de dossiês?
Conto isso no livro em detalhes. Desde 2008, o PT queria que eu vazasse os documentos enviados pela Suíça para atingir os tucanos na eleição municipal. O ministro da Justiça, Tarso Genro, me pressionava pessoalmente para deixar isso vazar para a imprensa. Deputados petistas também queriam ver os dados na mídia. Não dei os nomes no livro porque quero ver se eles vão ter coragem de negar.
O senhor é afirmativo quando fala do caso Celso Daniel. Diz que militantes do partido estão envolvidos no crime.
Aquilo foi um crime de encomenda. Não tenho nenhuma dúvida. Os empresários que pagavam propina ao PT em Santo André e não queriam matar, mas assumiram claramente esse risco. Era para ser um sequestro, mas virou homicídio.
(…)
O senhor também diz no livro que descobriu a conta do mensalão no exterior.
Eu descobri a conta do mensalão nas Ilhas Cayman, mas o governo e a Polícia Federal não quiseram investigar. Quando entrei no DRCI, encontrei engavetado um pedido de cooperação internacional do governo brasileiro às Ilhas Cayman para apurar a existência de uma conta do José Dirceu no Caribe. Nesse pedido, o governo solicitava informações sobre a conta não para investigar o mensalão, mas para provar que o Dirceu tinha sido vítima de calúnia, porque a VEJA tinha publicado uma lista do Daniel Dantas com contas dos petistas no exterior. O que o governo não esperava é que Cayman respondesse confirmando a possibilidade de existência da conta. Quer dizer: a autoridade de Cayman fala que está disposta a cooperar e aí o governo brasileiro recua? É um absurdo.
(…)
O senhor afirma no livro que o ex-presidente Lula foi informante da ditadura. É uma acusação muito grave.
Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. Conto esses fatos agora até para demonstrar que a confiança que o presidente tinha em mim no governo, quando me nomeou secretário nacional de Justiça, não vinha do nada. Era de muito tempo. 0 Lula era informante do meu pai no Dops (veja o quadro ao lado).
O senhor tem provas disso?
Não excluo a possibilidade de algum relatório do Dops da época registrar informações atribuídas a um certo informante de codinome Barba.
(…)
Encerro
Encerro por ora. É claro que ainda voltarei ao tema. Tuma Junior estava lá dentro. Tuma Junior viu e ouviu. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) quer que o delegado preste depoimento à Câmara sobre o que sabe.
O estado policial petista tem de parar. E parte da imprensa precisa deixar de ser o seu braço operativo.
Morre Nelson Mandela; agora o CNA precisa deixar nascer a África do Sul
Nelson Mandela morreu. E uma África do Sul ainda está por nascer. Não que ele não tenha feito um trabalho gigantesco. Todas as homenagens são justas. Pertencia a um aparelho chamado Congresso Nacional Africano, o partido que centralizou a luta contra a delinquência moral do apartheid e que, no poder, se transformou numa formidável máquina de assalto ao estado. A questão se torna particularmente complicada porque o partido traz consigo a densidade moral da histórica luta contra o regime racista, de que ele se tornou a expressão máxima.
A biografia de Mandela está aí, em toda parte. Não vou repisar o que todo mundo já leu, já sabe ou pode acessar num clique. Vamos lá. Qual foi o grande acerto de Nelson Mandela? Ter, a partir de determinado momento, percebido que a luta pacífica — sem jamais ter desmobilizado seus partidários — era o melhor caminho. Ele fez, sim, parte de um grupo que se dedicava a ações violentas e a sabotagens — e por isso foi preso e condenado à prisão perpétua.
O CNA tinha o seu braço armado, o Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), também conhecido como MK. Oficialmente ao menos, até a libertação de Mandela, o MK jamais renunciou à luta armada, mas o líder, mesmo na cadeia, percebeu que aquela era a pior escolha. A mística, no entanto, continuou. Abaixo há um vídeo de 2006, sete anos depois de ele ter deixado a Presidência, em que ainda canta o hino do MK. A letra fala por si: eles dizem se orgulhar de matar os brancos.
Era só memória de um tempo apenas. Na década de 80, o concerto das nações não podia mais admitir um regime oficialmente racista. Da cadeia, contrariando as alas mais radicais do CNA, o ex-guerrilheiro passou a negociar com o governo a transição pacífica. Libertado em fevereiro de 1990, elege-se presidente em 1994, cumpre o mandato até 1999 e deixa o poder, recusando a reeleição, o que teria conseguido sem esforço.
No governo, em vez de promover a revanche contra os brancos, Mandela investiu no entendimento. Sabia que a eventual perseguição à minoria poderia representar o caos econômico para o país. Preferiu investir na paz, não na guerra. Criou a Comissão da Verdade e da Reconciliação para que se contasse a história do período, não para perseguir os antigos poderosos. Crimes cometidos por pessoas ligadas ao próprio CNA também foram tornados públicos, como os cometidos por Winnie Mandela, sua ex-mulher, depois tornada inimiga política.
O Mandela da paz, assim, se tornou uma figura política realmente gigantesca. A África do Sul poderia ter involuído, num primeiro momento, para uma guerra contra os brancos e, depois, para uma guerra entre os próprios negros, separados por etnias e ideologias. Foi o que aconteceu, por exemplo, em Moçambique e, especialmente, Angola. Mandela percebeu que a luta na África do Sul tinha características diferentes de uma guerra contra um colonialismo decadente, excrescente e anacrônico. Era outra coisa. Não havia um país estrangeiro fazendo escolhas em lugar dos sul-africanos. Certamente passou poucas e boas na prisão, mas o fato é que, ao ser retirado da rota das várias derivações do marxismo armado que se espalharam pela África — o movimento que levou, por exemplo, Che Guevara ao Congo —, teve a oportunidade de sonhar outro sonho, em parte realizado.
Além do símbolo
A África do Sul baniu, evidentemente, todas as leis discriminatórias. Segue sendo o país mais rico e desenvolvido do continente e o único que aderiu, no que concerne às instituições, a um regime realmente democrático. Se alguém da minoria branca vencer a eleição vai governar o país — assim como Obama, pertencente a uma minoria de 13% nos EUA, governa os EUA.
Ocorre que não há chance de um branco vencer a disputa no país. É compreensível. O apartheid ainda está vivo na memória. O problema é outro: é impossível que um candidato desvinculado do CNA vença a eleição. O partido, que nunca foi muito ortodoxo em matéria de moralidade, tornou-se uma máquina gigantesca, que tem o pleno domínio de todas as instituições do estado. É impossível fazer negócio no país sem, como direi?, pagar um tributo extra a alguma autoridade do CNA.
No ranking dos países considerados mais corruptos — ou em que há a percepção de corrupção —, elaborado pela Transparência Internacional, a África do Sul está junto com o Brasil: em 72º lugar. Numa escala de zero (totalmente corrupto) a 100 (livre da corrupção), os dois países obtiveram a mesma nota: 42.
Quando um partido se torna de tal sorte hegemônico — e o apartheid é que acabou sendo o grande estímulo à hegemonia exercida pelo CNA —, as forças políticas já não lutam para convencer a sociedade , mas para controlar esse aparelho. É o que PT sonha realizar no Brasil — em parte, já realiza. Por isso investe na fábula ridícula do “nós” contra “eles”. O petismo pretende ser, assim, o nosso CNA, e seus “negros” seria a “maioria discriminada”…
O apartheid político e racial é uma realidade superada. Acabou. Os brancos que eventualmente sonham com o status anterior não têm voz relevante. A questão agora é saber como a sociedade sul-africana vai controlar a máquina corrupta do CNA. Mandela não teve tempo de se ocupar no assunto na Presidência. Ao encerrar o seu mandato, permaneceu como um símbolo, uma referência, mas sem força para pôr o partido nos trilhos. A tensão social no país, que também é notavelmente violento, é gigantesca. Em agosto do ano passado, um confronto entre mineiros em greve, todos negros, e policiais, todos negros, fez 44 mortos. A violência urbana é proverbial pela crueldade dos crimes cometidos.
Por incrível que pareça, com o fim do apartheid, aumentou a desigualdade social no país — abrindo-se também um valo entre negros e negros —, e caiu a expectativa de vida em razão da violência brutal e da AIDS. O país atentou muito tarde para o risco da doença. O atual presidente, Jacob Zuma, que tem três mulheres e confessou ter um filho com uma amante, chegou a admitir que manteve relações sem proteção com uma mulher que sabia contaminada. Em seguida, afirmou, tomou um banho. Ele não acreditava, então, que o vírus fosse o responsável pela doença e sugeriu que era coisa só de homossexuais. A África do Sul entrou muito tarde no combate à Aids e a doença virou um flagelo no país.
O grande desafio da África do Sul, hoje e nas próximas décadas, será se livrar do poder acachapante do CNA; será, em suma, criar forças políticas as mais distintas, que possam garantir a alternância de poder — não a alternância entre negros e brancos, mas aquela que existe entre os que divergem. Ou negros não divergem de negros?
Essa poderá ser uma luta mais longa do que a travada contra o apartheid.
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Justiça dificilmente deixará José Dirceu solto num hotel com mais de 400 quartos
Pois é…
Parece que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal não está mesmo muito inclinada a deixar José Dirceu trabalhar no, como podemos chamar?, “polêmico” hotel St. Peter. Também não gostou da ideia de Delúbio Soares prestar seus inestimáveis serviços ao setor de “formação” da CUT. Mais um pouco, o ex-tesoureiro do PT, que já foi professor de matemática, pediria para dar aula de educação moral e cívica.
No post desta manhã, escrevi:
Na Folha Online, informa Igor Gielow:
“No STF (Supremo Tribunal Federal), segundo a Folha apurou, é dado como muito provável que o juiz Bruno Ribeiro não concederá o benefício nem a Dirceu nem ao ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, que pediu para trabalhar na CUT (Central Única dos Trabalhadores).
(…)
Colocar um condenado por corrupção dentro de um hotel com mais de 400 quartos e várias possibilidades de manter contatos políticos e empresariais é, na opinião de uma pessoa próxima do caso, ‘parecido com deixar um alcoólatra em recuperação trabalhando em um bar’.”
Japanese Aircraft-Carrying Super Submarine From WWII Located Off Hawaii
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Eh, Zé Dirceu!!! Legislação do Panamá permite a mais desbragada lavagem de dinheiro do crime organizado. Ou: Juiz tem de proibir petista de trabalhar em hotel suspeito; o objetivo da pena também é reeducar o preso, e ele não pode cair em tentação
Estarrecedora, para dizer pouco, a reportagem que o Jornal Nacional levou ao ar na noite desta terça-feira sobre o hotel St. Peter, do qual José Dirceu quer ser “gerente administrativo”. A história já cheirava mal por várias razões. Na semana em que a carteira do mensaleiro presidiário foi assinada, o suposto dono do hotel, Paulo Masci de Abreu, foi autorizado a transferir de Franco da Rocha para a Paulista uma antena de uma emissora sua. A Anatel disse “não”; o governo disse “sim”. Tenho a certeza de que nem o repórter Vladimir Netto imaginava que a coisa pudesse render tanto.
Resumo da obra para quem não leu o post a respeito (ver home) ou não assistiu à reportagem:
1: O tal Paulo de Abreu não é o dono do hotel;
2: a dona, registrada no papel ao menos, é uma certa Truston International Inc, uma empresa com sede no Panamá;
3: o presidente da empresa, oficialmente, é um pobre-coitado panamenho chamado Eugenio Silva Ritter;
4: o repórter da Globo foi ao Panamá e encontrou o dito-cujo morando num bairro pobre. O “dono” de um hotel de luxo em Brasília, com mais de 400 quartos, estava lavando carro…
5: o homem confirmou constar como sócio de centenas de empresas, mas disse mesmo trabalhar para uma certa Morgan y Morgan;
6: o procurador da Morgan y Morgan no Brasil é Raul de Abreu, filho daquele que se apresentava como “patrão” de José Dirceu;
7: por telefone, Paulo de Abreu assegurou que Ritter era mesmo um empresário e que já havia se encontrado com ele…
8: ninguém na Morgan y Morgan quis dar entrevista;
9: Ritter, na verdade, consta como mero auxiliar de escritório da empresa;
10: a Morgan y Morgan se diz uma empresa especializada em fundar outras empresas e em administrá-las;
11: a legislação do Panamá permite que empresas mudem de mãos sem qualquer informação às autoridades; o país pode, assim, atrair capital sem que precise saber a origem do dinheiro;
12: ao saber que a reportagem estava sendo feita, Rosane Ribeiro, advogada de Paulo Masci de Abreu, afirmou que a sócia majoritária da Truston International era, na verdade, a nora dele, a empresária lara Severino Vargas.
Vamos ver
No debate que fizemos na VEJA.com, ironizei que, se o emprego de José Dirceu fosse para valer, ele finalmente teria a chance de trabalhar. Mas quê… É impressionante como não há uma só história envolvendo este senhor que seja reta, direta, transparente, sem caminhos oblíquos. E, não é preciso ser muito sagaz para concluir, sendo quem é, ele atrai para a sua órbita gente que tem caráter parecido.
Vejam o roteiro que vai acima. A legislação vigente no Panamá, obviamente, permite toda a sorte de lavagem de dinheiro. Inclusive — E NÃO FAÇO UMA ACUSAÇÃO, MAS APENAS UMA CONSTATAÇÃO LÓGICA — a do narcotráfico, que é quem mais movimenta somas sem origem que possam ser declaradas.
Ritter é sócio de tantas empresas que nem mesmo se lembrava da tal Truston International Inc, a verdadeira dona do hotel St. Peter. Como a legislação panamenha não cobra registro de quem vende o quê para quem, a advogada de Paulo de Abreu agora diz que a nora de seu cliente é que era a dona e que vendeu as ações para o sogro. Verdade ou mentira, isso, como se vê, não tem registro nem no Panamá. Ninguém quer saber. Para todos os efeitos, a dona da empresa no Brasil é a “Truston”, que passou a pertencer a Paulo de Abreu só depois da reportagem do Jornal Nacional: ele a teria comprado da nora…
Se a empresa era mesmo de sua nora, por que Abreu não contou isso ao repórter Vladimir Netto quando conversaram? Um advogado do empresário acompanhava a conversa. Nada! Em vez disso, ele confirmou que a Truston pertencia ao tal panamenho.
Um caso para José Eduardo Cardozo
Nesta terça, José Eduardo Cardozo prestou depoimento ao Senado. Disse que a sua obrigação é mandar investigar denúncias de irregularidades que chegam às suas mãos. Sei. Mesmo as anônimas. Por isso ele enviou aquele papelório contra os tucanos para a Polícia Federal.
Eis aí um caso apetitoso para o ministro, não? Nem se trata de denúncia anônima. Os fatos gritam de maneira escandalosa. O ministro vai mandar investigar os eventuais braços dessa tal Morgan y Morgan no Brasil? Uma empresa com essas características pode ser uma verdadeira lavanderia.
Tanto emprego para o Zé…
Na minha coluna na Folha de sexta passada, escrevi isto:
Estava na cara que algo de muito errado havia com esse “emprego” de José Dirceu. Vamos ver, agora, se os órgãos competentes se encarregam de investigar essa história, que tem cheiro de lambança.
Que vocação tem esse José Dirceu, não é mesmo! Chega a ser espantoso. Tanto lugar para trabalhar! Tantas ONGs que cuidam de carentes, às quais ele poderia se dedicar. Tantas causas nobres há na praça, a requerer o entendimento superior de um homem com a sua estatura. Mas quê… Ele foi logo arrumar emprego num hotel, cujo sócio majoritário até ontem era um pobretão panamenho, que confessa ser laranja de uma empresa que pode atuar livremente num país cuja legislação permite a mais desbragada lavagem de dinheiro.
O mínimo que o juiz da vara de execuções penais pode fazer é dizer “não” ao emprego que Dirceu arrumou, apesar de sua carteira assinada. Dado o ambiente, isso certamente não faria bem à sua reeducação. Afinal de contas, um dos objetivos da pena é ressocialização do preso, não é mesmo?
Não é bom que alguém como o Zé fique num ambiente tão cheio de tentações.
New Education Performance Data Published: Asia Dominates
LToo bad they emphasize rote memorisation…
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Tesla Faces Off Against Car Dealers In Another State: Ohio
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Falta de segurança leva Holanda a proibir o uso de urnas eletrônicas
Relembrando…
Reportagem publicada na revista PC Worl em 19 de maio de 2008.
País diz que não há garantia de segurança de uma urna e, além disso, também teme armazenar votos na memória de um computador.
O governo da Holanda proibiu o uso de urnas eletrônicas devido ao risco de fraudes. O país voltará a utilizar cédulas de papel, revelou o Ministro de Negócios Internos na sexta-feira (16/05).
“Pesquisas indicam que não há garantias da existência de uma urna segura, que não permita espionagem dos votos. Desenvolver novos equipamentos requer grande investimento - financeiramente e em termos de organização. A administração julga que a urna eletrônica oferece menos valor do que a votação em papel”, declarou o ministro.
O governo também sugeriu impressoras comuns como alternativas a máquinas que armazenam a contagem de votos em sua memória.
Um grupo de especialistas dispensou a opção da impressora, pois conclui que, mesmo com testes regulares em cada equipamento, não é garantido que todos os dispositivos estejam de acordo com os limites de emissão exigidos, o que mantém a possibilidade de espionagem à distância.
Os responsáveis pela eleição iniciarão dois testes. Em um deles, uma pessoa lerá o voto selecionado na cédula e outra contará o voto digitalizando um código de barras. O outro teste usará um dispositivo voltado à contagem.
Um grupo local que se intitula “Não confiamos em computadores de votação” publicou uma nota em seu site declarando vitória e citando sentenças anteriores contra urnas eletrônicas - nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Irlanda e Itália.
Opiniões Publicadas
"Na Holanda impera a segurança, no Brasil a festança. Como tudo sempre fica na boa e velha pizza, a questão sempre divulgada da falta de segurança destas máquinas, feita por e para políticos, devem mesmo á continuar com a festança de fraudes e erros que se somam também fora das urnas." José Carlos - 27 Mai 2008, 18h30
"No Brasil, a urna eletrônica é cantada como a oitava maravilha do mundo. Mas, quem têm um pouco de conhecimento de bits e bytes sabe que a única vantagem da urna eletrônica é a velocidade na contagem de votos. Já houve centenas de casos de fraudes nas eleições recentes no Brasil e num país com tantos hackers como o nosso, nunca se terá certeza de que nossos eleitos receberam realmente aqueles votos." Albertino - 20 Mai 2008, 02h44
Sobre o assunto, segue entrevista da Daniela Braun, editora executiva do IDG Now, para a Rádio CBN, dia 21 de maio de 2008.
Saiba mais sobre o assunto:
- Descarte das urnas eletrônicas
- Aumento no número de urnas biométricas
- As urnas eletrônicas continuam as mesmas, mas as suas telas… quanta diferença!
- As urnas eletrônicas encalharam no Paraguai
- Tribunal alemão considera urnas eletrônicas inconstitucionais
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Bursting the Filter Bubble
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Filha de Genoino diz que pai não se arrepende e acha que paga o preço para fazer “funcionar o governo Lula e Dilma”. Então chega de ladainha! Ou: Marcola também não pode dar entrevista e não é “preso político”
Na minha coluna na Folha do dia 22 de novembro, escrevi:
“Um dos bons fundamentos do cristianismo é amar o pecador, não o pecado. Fiel à tradição das esquerdas, o PT ama é o pecado mesmo. O pecador é só o executor da tarefa em nome da causa. Leiam a peça “As Mãos Sujas”, de Sartre, escrita antes de o autor se tornar um comunista babão. É esquemática, mas vai ao cerne do surrealismo socialista.”
Muita gente chiou. Pois é… Miruna Kayano Genoino, filha de José Genoino, concede uma impressionante entrevista à Folha deste domingo. Diz que o pai não está arrependido de jeito nenhum! Então tá bom. Cometeu crimes e não se arrepende. Lembrei do que escrevi. No PT, ama-se mesmo é o pecado. O ainda deputado se considera apenas o pecador circunstancial. Segundo Miruna, o pai pensa o seguinte: “Se esse é o preço que tem que pagar para que o projeto do governo Lula e Dilma funcione, ele paga”. Bem, então por que tanta gritaria e chororô? NOTO, EM TODO CASO, QUE, SEGUNDO MIRUNA, GENOINO CONSIDERA QUE FEZ TUDO PARA REALIZAR O PROJETO DE LULA. Eu nunca duvidei disso.
Compreendo que a filha de Genoino defenda o pai. É humano, claro! Só que ela dá uma entrevista política. Idiota, esta professora, que é mestranda, não é. Conhece muito bem o peso das palavras. Até outro dia, parecia que a cardiopatia de Genoino era obra de Joaquim Barbosa. Depois dessa entrevista, a gente descobre que a culpada é a… “mídia”. Sim, Miruna também chama jornalismo de “mídia”. Leiam este trecho (em vermelho):
“Só não larguei o mestrado por causa dele. Soube da aprovação dias depois da condenação [novembro de 2012]. Ele me disse: ‘Querem nos destruir e você não pode permitir. Você vai continuar lutando e fazendo as suas coisas porque não podem nos apagar’. Se você me perguntar quem é o sujeito do “querem”, de cara vou falar que a mídia teve muito a ver com isso. Meu pai teve muitas decepções. Mas com a mídia ela foi devastadora, o coração dele começou a rasgar ali. Ele tem uma mágoa profunda, uma dor com tudo o que é publicado. Quando os jornalistas ficam lá fora de casa, essas manchetes, essa agressividade, esse recorte da realidade é um punhal para ele.”
Pois é… Genoino, então presidente do maior partido do país, participou daquela lambança, teve o topete de voltar à Câmara, de integrar a Comissão de Constituição e Justiça, mas não queria que jornalistas se ocupassem dele.
A entrevista, no que diz respeito à política — só louvo o amor da filha —, é patética do começo ao fim. E chega a ser tola. Leiam este trecho:
“Meu pai está proibido de emitir opinião, de dar entrevistas, e dizem que ele não é preso político. Então por que ele não pode falar? É preso político, sim. Meu pai foi condenado porque era presidente do PT.”
Fernandinho Bier-Mar e Marcola também estão proibidos de conceder entrevistas, e ninguém diz que são “presos políticos” — Genoino, aliás, concedeu uma já depois de preso. “Está comparando os três, Reinaldo?” Os crimes são diferentes, mas todos são condenados pela Justiça. A proibição de conceder entrevistas não torna ninguém um “preso político”.
Errado, moça! Seu pai é um “político preso”. E não pode dar entrevistas porque é um preso, a menos que você ache que ele deveria ter esse privilégio por ser um político… Acha? Seu pai está preso porque meteu a assinatura em empréstimos fraudulentos. Mais do que isso: serviu de avalista de operações sabendo que nem mesmo tinha bens compatíveis com essa condição.
A filha Miruna dá mais uma prova de amor. A Miruna que fala sobre política demonstra que não aprendeu nada.
Dial 00000000 To Blow Up the World
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Computer Model Reveals Escape Plan From Poverty's Vicious Circle
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UFSC, agora no comando da PTzada (bem ao estilo do Zé do MST,da UnB), quer calar blog conservador. Motivo: por ser conservador e anti-comunista!!
http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2013/11/caca-as-bruxas-reitoria-da-ufsc-ameaca.html
O Zé do MST também fez de tudo para fechar meu blog. Mandou até carta para o Mercadante (ministro da deseducação) reclamando de mim !





















