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14 Mar 21:18

Japoneses têm o quinto maior orçamento militar

by Alexandre Galante

JMSDF Fleet Review 2012 - 30

Japão está à frente da França, mas Constituição permite ação somente em caso de ataque direto contra o país

Denise Chrispim Marin

ClippingNEWS-PAAs Forças de Autodefesa japonesas têm o quinto maior orçamento do mundo, de US$ 56,8 bilhões em 2013, segundo o relatório IHS Jane´s Annual Defense Budget Reviews. A França, um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONLU, está logo atrás no ranking.

O Japão está munido de um contingente de 140 mil soldados, 141 navios de guerra e 410 aviões militares. No entanto, segundo a Constituição japonesa, esse poderio pode entrar em ação somente se houver um ataque direto contra o Japão. O país não pode sair em socorro dos vizinhos atacados nem reagir a um bombardeio a uma base americana em seu território.

A limitação tem sido percebida nas participações japonesas em forças de paz e de transição das Nações Unidas e na coalização comandada pelos EUA no Iraque. Se uma tropa aliada é atacada, os soldados japoneses têm de se conter. Só podem revidar se estiverem na linha de fogo e estão proibidos de atuar em missões de ataque.

A intromissão de submarinos e navios chineses no mar territorial japonês, intendificada neste ano, tem sido revidada apenas com alertas verbais e manobras militares. Sem um disparo do lado chinês, os comandantes dos navios de guerra do Japão nada podem fazer.

Esses limites, porém, não impedem o alto grau de preparo dessas forças. “A Marinha e a Força Aérea do Japão dariam uma surra nas forças chinesas em caso de conflito pela posse das ilhas Senkaku/Diaoyu. A marinha japonesa é uma das mais potentes do mundo”, avaliou Christopher Nelson, da consultoria Samuels International, levando em conta o uso apenas de armas convencionais.

“Revisionismo” sobre 2ª. Guerra irrita vizinhos

Políticos e autoridades ligados ao governo de Shinzo Abe, Primeiro-ministro do Japão, não facilitam sua tarefa de conferir às Forças de Autodefesa do Japão a atribuição de ataque militar. Nos últimos meses, vários deles fizeram declarações públicas negando atrocidades cometidas pelo Exército Imperial japonês nos anos 30 e 40, em especial na China e na Coreia. A controvérsia está respingando nos EUA e causando preocupação adicional na Coreia do Sul.

Katsuto Momii, presidente da NHK, a rede pública de televisão japonesa, disse que o uso de escravas sexuais nos países sob ocupação era algo “comum em qualquer guerra”. O comentário fez com que a embaixadora dos EUA, em Tóquio, Caroline Kennedy, filha do ex-presidente John F. Kennedy, cancelasse um encontro que teria com ele. Katsuto recusou-se a retirar sua afirmação.

FONTE: O Estado de São Paulo

14 Mar 20:59

Comparativo da classe ‘Canberra’ com outras classes de navios da Austrália

by Fernando "Nunão" De Martini

Comparativo LHD classe canberra com outros navios austalianos - imagem Marinha Australiana

Esta imagem foi publicada hoje na matéria sobre o início das provas de mar do primeiro LHD da classe “Canberra” da Marinha Australiana, mas é tão interessante que decidimos fazer um “post” só para ela.

14 Mar 20:57

Hovercraft construído na Ucrânia é entregue às pressas para Marinha chinesa

by Nicholle Murmel

Second_Zubr_LCAC_China_Crimea

Segundo testemunhas oculares e e fotografias, no último sábado (01), o transporte do segundo hovercraft anfíbio da classe Zubr fabricado para a Marinha do Exército de Libertação Popular da China, foi transportado às pressas de Fedosiya, na região da Crimeia, para seu destino final na China. A entrega foi antecipada para evitar danos à embarcação por conta da escalada nas tesões regionais.

Atualmente o maior hovercraft do mundo, o Zubr, empregado principalmente para desembarque de tropas, começou a ser desenvolvido pela União Soviética em 1978, e a primeira unidade foi comissionada à URSS em 1988. A embarcação é capaz de transportar três blindados com peso conjunto de cerca de 150 toneladas ou dez veículos de transporte de tropas em até 130 toneladas além de 140 soldados. Caso não estiver transportando veículos ou armamentos pesados, o Zubr acomoda cerca de 370 homens.

Ao todo, 14 unidades do hovercraft foram lançadas – apenas duas permanecem em serviço na Marinha russa. Cinco embarcações foram descomissionadas, duas não formam concluídas e outras cinco foram vendidas para a Marinha da Grécia, onde são usadas geralmente em operações de apoio às Forças Especiais do país. Com a recente encomenda chinesa, o total de Zubrs lançados chegará a 18 unidades.

FONTE: Navy Recognition (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

14 Mar 20:55

A perigosa degradação do arsenal nuclear americano

by Nicholle Murmel

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Por MICHAEL AUSLIN

Tradução e edição de Nicholle Murmel

A guerra nuclear parece coisa do passado. A União Soviética desmoronou há quase 25 anos. A guerra disfarçada de contra-insurgência e contraterrorismo definiu uma nova geração de combate. Ainda assim, no começo deste mês o secretário de Defesa, Chuck Hegel, convocou a liderança militar dos Estados Unidos  para uma reunião de emergência acerca da força nuclear do país. Escândalos envolvendo demissões, trapaças e falhas contínuas em inspeções resultaram em uma crise do que antes era o símbolo do poder dos EUA.

Um fato ainda mais preocupante – enquanto os guerreiros nucleares lutam para recuperar a confiança da liderança civil, nossos 20 anos de férias atômicas estão acabando. Ao contrário do sonho do presidente Obama de um futuro global sem armas nucleares, a tecnologia de destruição mais perigosa do mundo está se espalhando. O Pentágono precisa revitalizar suas forças estratégicas em face do risco de se tornar cada vez mais incapaz de responder a um mundo instável de potências nucleares.

Mesmo que as forças estratégicas americanas tenham ficando em segundo plano em relação ao fortalecimento interno e às guerras recentes no Oriente Médio, o equilíbrio atômico global mudou de forma permanente. Ainda que Washington se recuse a admitir, a Coreia do Norte se tronou um estado nuclear que também conta com mísseis balísticos de longo alcance. Apesar do tom apaziguador do governo Obama, o Irã garantiu para si um espaço para respirar enquanto negociações lhe permitem continuar seu programa nuclear relativamente a salvo da comunidade internacional.

Enquanto isso, a China acaba de testar uma plataforma balística móvel de longo alcance capaz de atingir alvos no território americano – o que é apenas uma parte da expansão nuclear chinesa. O país também começou a montar uma força de submarinos lançadores de mísseis balísticos. Índia e Paquistão continuam a fazer jus às previsões dos analistas de que a fronteira entre os dois países é o local mais provável para um embate atômico – cada uma das partes recentemente forneceu novos mísseis a suas forças. E acima de tudo isso, Vladimir Putin está modernizando os massivos arsenais atômicos da Rússia, à medida em que seu governo recupera influência na Europa e na Ásia.

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Ao passo em que o mundo abraçou as armas nucleares, o poder dos Estados Unidos na área se degradou. Entre as potências atômicas declaradas, apenas os EUA e o Reino Unido não estão modernizando seus armamentos nem os veículos necessários. Os padrões organizacionais da força nuclear americana também decaíram. A Força Aérea passou por uma série de lapsos vergonhosos nos anos 2000 – por exemplo, transportar por engano armas atômicas operacionais dentro o território nacional e enviar dispositivos de disparo para Taiwan. O vice-comandante do Comando Estratégico, equivalente atual do Comando Aéreo Estratégico da Guerra-Fria, foi retirado de serviço em outubro de 2013 por usar fichas falsas de pôquer em um cassino, o que e crime federal. Uma semana depois, a Força Aérea demitiu publicamente um oficial-general de duas estrelas, encarregado do arsenal americano de 450 ICBMs, por comportamento inapropriado durante visita a Moscou. Em janeiro deste ano, notícias revelaram que diversas equipes de lançamento de ICBMs trapacearam em testes e inspeções.

Agora, o cenário dos Estados Unidos cercados por potências atômicas mais fortes está causando um mini-renascimento do esforço nuclear interno. Não há dúvidas de que os oficiais superiores encarregados do arsenal estão comprometidos com sua revitalização e com  a “liderança exemplar e conduta pessoal inatacável” necessária para operar as armas mais perigosas que existem, conforme me disse recentemente o atual vice-comandante do Comando Estratégico americano, general James Kowalski. Ainda assim, o governo Obama precisa se movimentar mais rápido para planejar um futuro em que as armas atômicas provavelmente desempenharão um papel crescente na defesa nacional. Por mais difícil que seja admitir, o Dr. Strangelove está de volta.

A Força Aérea só agora está começando a desenvolver uma nova geração de bombardeiros para substituir os B-52 com 50 anos de serviço, os B-1s da década de 1980, e o efetivo minúsculo de B-2 dos anos 1990. Por mais que bombardeiros invoquem os tempos da Guerra-Fria, eles serão cada vez mais importantes nas próximas décadas. Diferente dos mísseis, as aeronaves podem ser reagrupadas, o que é vital para a resposta americana à proliferação nuclear de regimes dissidentes como o Irã. Os aviões também são um elemento dissuasório flexível contra potências atômicas maiores como a China. É necessário lembrar que não temos canal de contato direto ou outras formas de entendimento com Pequim como as que existiam entre Washington e Moscou mesmo nos dias negros da Crise dos Mísseis de Cuba.

A US Navy, por sua vez, está iniciando os trabalhos para um sucessor da classe Ohio de submarinos balísticos, que carregam em torno de metade do arsenal operacional de armas nucleares e são atualmente o elemento com maior capacidade de sobrevivência entre as os suportes desse tipo de armamento. Os futuros SSBN(X) precisarão de vida-útil de 40 anos, começando no ano de 2030, mas a um custo estimado entre seis e oito bilhões de dólares por unidade, o programa enfrentará batalhas duras. Cogita-se também a substituição dos mísseis baseados em terra, uma vez que o ICBM Minuteman III entrou em serviço em 1970, e teve sua produção encerrada em 1978. Nossas armas atômicas precisam, também, de atualização, já que nossas ogivas atuais foram projetadas e construídas entre as décadas de 1960 e 1980.

B-52

À medida em que esse renascimento nuclear ganha força, as verbas para a modernização e manutenção não devem ser reduzidas, apesar de os cortes orçamentários sistemáticos afetarem as Forças Armadas como um todo. É preciso que permaneça o compromisso total com o desenvolvimento do novo Bombardeiro de Ataque de Longo Alcance, dos SSBN(X), e particularmente com a extensão da vida útil das nossas ogivas. O custo da renovação atômica é estimado em 132 bilhões de dólares ao longo dos próximos dez anos – a cifra é assustadora em épocas de austeridade, mas a perspectiva de mais armas nucleares na mão de regimes instáveis ou agressivos ao redor do mundo é um lembrete de que segurança nunca é algo barato.

Juntamente com a modernização, enfatizar a importância do arsenal nuclear ajudará a combater o moral baixo e as irregularidades entre os militares encarregados desses armamentos. O engajamento intelectual mais forte também é necessário. Em dezembro do ano passado, o Comando Global de Ataque da Força Aérea realizou seus primeiros jogos de guerra tômica, batizados de Strategic Vigilance, em resposta ao novo ambiente de ameaças – essa é a abordagem correta. A medidas como essa, deve ser somado o encorajamento de uma nova geração de pesquisadores e intelectuais civis da área atômica, que trariam a visão dos fatores políticos e econômicos que podem ser considerados pelo Comando Estratégico e as unidades a ele submetidas.

Ainda que os dias do icônico Comando Aéreo Estratégico tenham acabado, a tríade nuclear certamente se tornará mais e mais relevante nos próximos 20 anos do que foi nos 20 anos passados. A instabilidade dramática que resultará da capacitação nuclear do Irã ou de uma arma atômica norte-coreana, bem como os temores de uma China nuclear mais forte e da Rússia, farão com que a segurança estratégica em casa volte a ocupar posição de destaque nos planos de Defesa. Lideranças políticas hoje precisam começar a pensar em como as armas nucleares se encaixam em um mosaico mais amplo dos planos de defesa dos Estados Unidos diante de um futuro cada vez mais incerto.

Michael Auslin é pesquisador do American Enterprise Institute em Washington

FONTE: Forbes.com (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

14 Mar 19:54

Ancestrais teriam desenvolvido pele negra depois de perder cabelo

by Carlos de Castro



Novas evidências indicam que os efeitos letais dos raios do Sol podem ter exercido uma seleção poderosa nos primeiros humanos.

Um câncer pode ter levado à evolução da pele negra no início da história humana, diz estudo. Cientistas acreditam que peles escuras apareceram há um milhão de anos para salvar nossos ancestrais africanos de morrer de câncer de pele.



A mudança aconteceu depois de ancestrais humanos rasparem boa parte dos pelos de seus corpos para se aventurar na savana africana. Antes, eles tinham pele clara por baixo de todos os cabelos.



Agora, novas evidências indicam que os efeitos letais dos raios do Sol podem ter exercido uma seleção poderosa nos primeiros humanos, entre 1,2 milhão e 1,8 milhão de anos atrás.



Apenas indivíduos com pele mais escura e protegida teria escapado de morrer jovem de câncer de pele e, assim, conseguir passar seus genes adiante.



Esta teoria vinha sendo rejeitada até agora porque pensava-se que o câncer de pele raramente mataria pessoas jovens  o suficiente para afetar a reprodução da espécie.


Mas nova evidência aponta que o fato de que negros albinos de partes da África e que têm maior exposição à radiação ultravioleta do Sol desenvolvem câncer de pele e morrem precocemente.



O cientista Mel Greaves, diretor do Centro para a Evolução e Câncer no Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, disse:  “Charles Darwin pensou que a variação da cor da pele não tivesse valor adaptativo e outros investigadores descartaram o câncer como uma força seletiva na evolução”.



Fonte: Terra
11 Mar 18:17

Preparar, apontar…

by gmascaranhas
Atraso em evento

No alvo da comissão

A oposição do Senado prepara uma ofensiva contra o governo em duas etapas – a coleta de munição e o fuzilamento. Na terça-feira, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, presidida pelo tucano Cyro Miranda, fará uma audiência pública com técnicos do Tribunal de Contas da União sobre gastos nas obras relacionadas à Copa do Mundo.

A bancada do PSDB quer extrair informações até a nona casa decimal das faturas pagas com dinheiro público. Em seguida, os senadores aguardarão a visita de Aldo Rebelo ao colegiado e, lógico, descerão a borduna em cada brecha encontrada a partir dos dados fornecidos pelo TCU.

Marta Suplicy e José Henrique Paim também estão na alça de mira.

11 Mar 18:13

O ministro do PP

by Lauro Jardim
Indicação feita

Indicação feita

A propósito, Ciro Nogueira, presidente do PP, decidiu indicar Gilberto Occhi como o nome do partido para o ministério Dilma – certamente o Ministério das Cidades. Occhi é vice-presidente da Caixa Econômica desde setembro (leia mais sobre o currículo de Occhi aqui)

11 Mar 18:13

Perdendo fieis

by thiagoprado
Valdemiro: perdendo fieis

Valdemiro: perdendo fieis

Desde que perdeu espaço nas madrugadas da Band para a Igreja Universal de Edir Macedo, é nítida a queda de público na Igreja Mundial. A turma de Valdemiro Santiago calcula que caiu pela metade a plateia de fieis nos cultos.

Ou seja, surtiu efeito a estratégia de Macedo com o seu maior rival.

11 Mar 18:05

Estratégia de Kassab é propositiva torcendo por tiroteio entre PT e PSDB

by Marcel Frota

Articuladores mais próximos do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) garantem que o lema da campanha será propositiva para evitar desagradar aos eleitores com ataques a adversários.

As próprias falas de Kassab apontam nessa direção. O lema tem sido sempre pautar a discussão muito mais pelo que se pode fazer do que pelo que foi feito.

Porém, nos bastidores, aliados de Kassab acreditam que poderão se beneficiar muito do provável choque entre PT e PSDB. Tucanos deverão usar a figura do prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) para criticar as novidades do PT.

Por sua vez, o PT deverá trazer o caso Alston-Siemens e as denúncias envolvendo o Metrô paulista para fustigar o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na avaliação de correligionários de Kassab, o ex-prefeito terá muito terreno para ganhar nos despojos desse enfrentamento.

11 Mar 16:35

MKULTRA: programa oficial e declarado da CIA para o abuso, tortura e controle de mentes

by nbmenucci

MKULTRA: CIA mutila e assassina milhares atrás do ‘controle da mente’

Pevertidos e facistas do monopólio degeneram o Estado americano com o “programa de controle de mentes da CIA”, que foi o maior escândalo de uma história sanguinária de assassinatos, terrorismo e embustes

O “MKULTRA”, como era denominado o programa de controle de mentes da CIA (as iniciais MK são de “Mind Kontrol” – a palavra “controle”, em inglês “control”, grafada com “k”, como em alemão) foi, provavelmente, o maior escândalo de uma história sanguinária de assassinatos, terrorismo e embustes – em suma, fascismo sem peias. Esta é a primeira de uma série de reportagens sobre o assunto.

Em 1975, no meio das investigações sobre os crimes da CIA – abertas depois de Watergate e da descoberta de que a CIA perseguiu dentro dos EUA (o que, além de imundo, é ilegal) os opositores à guerra do Vietnã -, revelou-se que desde 1953 a CIA (e o Pentágono) havia submetido cidadãos dos EUA e de outros países a “experiências” com o objetivo declarado de adquirir o “segredo do controle da mente” das pessoas. Sem que soubessem, provavelmente milhares de pessoas foram expostas à radiação, drogadas – sobretudo com LSD, mas também com misturas de drogas muitas vezes mais letais -, ou torturadas em testes “comportamentais”, ou submetidas a uma “reprograma-ção” mental para criar robôs-humanos com o objetivo de assassinato. Muitos foram levados à loucura e, pelo que se pode inferir com certeza, muitos à morte. Soube-se que a CIA havia espalhado o LSD pelos EUA e outros países – antes de 1953 só havia no mundo um pequeno estoque, no laboratório suíço Sandoz.

Um dos projetos do MKU-LTRA, por exemplo, era o de criar assassinos “insuspeitos”, isto é, assassinos involuntários, inconscientes, robôs, para que não pudessem ser ligados à CIA. Um documento de 14 de fevereiro de 1954, relata uma experiência com duas “voluntárias”: sob hipnose, “a senhorita [nome apagado] foi instruída (tendo expressado medo de armas de fogo) a que usasse qualquer método a sua disposição para despertar a senhorita [apagado] (agora em um sono hipnótico profundo). Se isso falhasse, ela deveria pegar uma pistola próxima e atirar na senhorita [apagado] Ela foi instruída de que sua raiva deveria ser tão grande que não hesitaria em ‘matar’ se falhasse em acordá-la. A senhorita [apagado] levou a cabo estas sugestões e, em seguida, caiu em um profundo sono. Depois que apropriadas sugestões foram feitas, ambas acordaram. A senhorita   [apagado] expressou sua negação de que a seqüência acima descrita tivesse acontecido” (CIA Mori ID 190691. P. 1).

Quanto à grande maioria, que não era de voluntários, com bastante razão, Alan Scheflin, jurista que há anos exige na Justiça a liberação de todos os documentos do MKULTRA sem trechos apagados, diz que “uma pessoa que diz ter sido vítima de um programa de controle da mente do governo está geralmente sob risco de não ser acreditada e de ser considerada mentalmente insana. E, de fato, há muitos que são vítimas de alucinações neuróticas. Mas (….) nós sabemos que existem vítimas verdadeiras porque nós sabemos os experimentos a que eles foram submetidos” (Jim Bron-skill, “Playhouse of Horrors”, Hamilton Spectator, 13/09/1997).

 submundo nazista 

Por exemplo, Linda McDonald tinha 25 anos quando, devido a uma depressão pós-parto, problema relativamente comum, recorreu a um ambulatório num departamento de psiquiatria de uma universidade – a incensada McGill, de Montreal, Canadá. O ambulatório fazia parte de uma seção do MKULTRA, estabelecida naquele país por ordem do diretor da CIA, Allen Dulles, sob comando de um americano, Ewen Cameron, o mesmo que, como presidente da Associação Mundial de Psiquiatria, vivia acusando os soviéticos de “uso político da psiquiatria” e pedindo a expulsão da URSS da entidade.

Linda McDonald, evidentemente, não sabia que estava entrando nesse submundo nazista. Em seu depoimento, no processo que moveu contra a CIA quase 20 anos depois, ela relatou que foi isolada num quarto, drogada durante 86 dias, recebendo 102 eletrochoques, o que foi confirmado pelo prontuário de sua inter-nação. Como não havia nenhuma indicação médica para esse “tratamento” de uma depressão pós-parto, foi-lhe pespegado um falso diagnóstico de “esquizofrenia aguda”. Certamente, também não havia indicação alguma dessa estupidez sádica para esquizofrenia, mas essa doença era – como até hoje – muito menos conhecida que uma depressão e, mais do que hoje, muito mais ameaçadora. No processo que Linda moveu, a CIA pagou uma indenização para encerrá-lo.

Um dos torturadores de Linda, um certo Peter Roper, que tinha um diploma de medicina e até um doutorado em psiquiatria, afirmou que “o objetivo era apagar os padrões de pensamento e comportamento que eram prejudiciais ao paciente que estava doente, e substituí-los por padrões saudáveis de pensamento e comportamento”. O depoimento de Robert Loguey, outra vítima do mesmo laboratório secreto, é bastante esclarecedor sobre esses “padrões saudáveis”: durante uma infinidade de tempo, Robert foi colocado num quarto isolado em que, durante 23 horas por dia, era obrigado a ouvir uma gravação com uma única frase – “você matou a sua mãe”. Também nesse caso, a CIA pagou indenização para encerrar o processo.

Um paciente do New York Psychiatric Institute, Harold Blauer, morreu em 1953, depois de uma dose cavalar de um derivado sintético da mes-calina, um alucinógeno encontrado em alguns cogumelos venenosos. Era a quinta dose que era administrada a ele, que queixava-se pungentemente do sofrimento após as outras “injeções”, das quais desconhecia o conteúdo.

Blauer procurou a instituição por estar sofrendo, após seu divórcio, de depressão. O psiquiatra que o atendeu, Paul Hoch, era do MKULTRA – a CIA tinha um contrato com o Departamento de Higiene Mental de Nova Iorque, para que pacientes fossem usados pelo seu programa de controle de mentes. A alta de Blauer do hospital já esta prevista para algumas semanas depois. Em 1987, depois de um processo movido por sua família, o governo americano foi condenado como responsável por sua morte.

A um grupo de “voluntários” (não se sabe voluntários para quê) foram administradas altas doses de LSD durante 77 dias. Vários envolvidos receberam dinheiro para instalar “dispositivos” elétricos em pacientes.

Há muito mais nos depoimentos – e, verdadeiramente, coisas muito mais escabrosas. Roper diz, numa excelente reportagem do programa “Fifth Estate”, da TV canadense CBC, que o MKULTRA “deve ter sido estimulado pelos efeitos das (sic) tropas americanas da guerra na Coréia, que pareciam ter sido submetidas a lavagem cerebral”.

Todos os criminosos do MKULTRA disseram a mesma coisa em seus depoimentos. No entanto, não houve um único caso de soldado americano na agressão à Coréia onde se comprovasse qualquer coisa a esse respeito, e já faz 50 anos que os americanos foram derrotados. Jamais houve um único caso, aliás, onde os comunistas, democratas e patriotas tenham realizado qualquer “lavagem cerebral”. Tanto é verdade que, além da falta de qualquer caso, os arquivos da KGB estão abertos há mais de 10 anos e nada se achou.

O MKULTRA começou muito antes da agressão a Coréia, com outros nomes, assim como continuou depois do seu propalado encerramento, também com outros nomes – e ninguém pode ter certeza de que não continua até hoje, sobretudo considerando que essa obsessão por controlar as mentes das pessoas é uma parte inseparável e essencial do fascismo ianque, que não se contenta com a gigantesca lavagem cerebral que a sua mídia submeteu o povo norte-americano depois da II Guerra.

Em 1947 – três anos, portanto, antes da agressão ao povo coreano – já havia um programa de “controle de mentes”, o Projeto Chatter, na época sob direção da Marinha americana. A CIA não existia ainda, mas o fascismo nos EUA, já.

Essencialmente, era a mesma coisa do MKULTRA, apenas em dimensões mais modestas. Em 1950, meses antes da agressão, a própria CIA estabeleceu o Projeto Bluebird, com as mesmas finalidades. E, em agosto de 1951, começou o Projeto Artichoke. Não se tem, por sinal, a data precisa de encerramento desses “projetos”. Sabe-se, por exemplo, que o Artichoke ainda estava ativo em 1956, três anos depois do início do MKULTRA. Portanto, este último não foi propriamente uma unificação dos outros, assim como não foi uma substituição do MKNAOMI, um projeto de igual caráter iniciado em 1952, em conjunto com o exército americano. Há comprovação documental de que até 1970 o MKNAOMI funcionou, junto com o MKULTRA e outros programas (todas a informações que acabamos de mencionar encontram-se no mencionado relatório do Senado dos EUA, parte XVII, “Testing And Use Of Chemical And Biological Agents By The Intelligence Community”, págs. 387/389, 1975).

 TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO 

O leitor deve ter notado que nos referimos bastante, até agora, às vítimas da seção do MKULTRA que a CIA estabeleceu no Canadá. O motivo é que a documentação a respeito dela é muito mais completa que a sobre os crimes perpetrados nos EUA. Tanto assim que existem 127 processos de vítimas – ou de famílias de vítimas, no casos dos mortos – do MKULTRA no Canadá, e quase nenhum nos EUA. Até agora a CIA somente foi obrigada a reconhecer duas mortes nos EUA: a de Blauer e a de Frank Olson, tema da nossa próxima reportagem.

O motivo foi a destruição dos arquivos, inclusive dos registros de nomes das vítimas. Muitas delas, possivelmente, nem registra-das foram – entre outros “truques”, como a CIA chamava isso, foi estabelecida uma rede de bordéis, onde LSD e outras drogas eram administradas aos freqüentadores, enquanto os voyeurs do MKULTRA “observavam” as reações através de um espelho duplo instalado na parede do quarto. A isso a CIA chamou “Operação Midnight Climax”. 

 Em 1975, diante da Comissão Church, o chefe do MKULTRA, um psicopata de nome Sydney Gottlieb, declarou que toda a documentação referente ao programa tinha sido destruída em 1973 por ordem verbal do então diretor geral da CIA, Richard Helms. Em seu depoimento, Helms confirmou, acrescentando que foi por sugestão de Gottlieb que havia dado a ordem. Helms e Gottlieb tinham formado uma dupla desde a década de 50. E 1973 foi o último ano dos dois no   serviço ativo da CIA.

Vinte anos antes, em 1953, o MKULTRA foi uma proposta do então adjunto do vice-diretor de Planos (isto é, de operações encobertas) da CIA, Richard Helms, ao diretor-geral, Allen Dulles. Helms propunha “pesquisas para desenvolver uma capacidade de uso encoberto de materiais biológicos e químicos. Essa área envolve a produção de várias condições psicológicas que poderiam apoiar operações clandestinas presentes e futuras” (Memorando de Helms a Dulles, 03/04/53, Relatório Church, pág. 390). A história sobre “lavagens cerebrais” feitas na Coréia é, nesse memorando, claramente um encobrimento. Ela só aparece depois de Helms destacar o “potencial ofensivo” da sua proposta. Dulles ficou entusiasmado: 10 dias depois ele a aprovou.

É pertinente notar que o mesmo Dulles, nomeado por Johnson para a Comissão Warren, seria o principal mentor do insustentável e absurdo relatório que tentou encobrir a conspiração que redundou no assassinato de Kennedy.

Kennedy havia nomeado um novo inspetor-geral e um novo diretor-geral, John McCone, para a CIA. Em 1963, meses antes do assassinato de Kennedy, um dos funcionários da inspetoria, John Vance, em uma auditoria na Divisão de Serviços Técnicos da CIA, descobriu a existência do MKULTRA. Nessa época, Helms tinha sido promovido a vice-diretor de Planos da CIA. O inspetor-geral, então, “falou ao vice-diretor de Planos, que concordou que o diretor-geral devia ser comunicado, indicando, entretanto, que não estava seguro se era necessário comunicar ao diretor-geral sobre este ponto” (Rel. Church, pág. 401). A frase é tortuosa, mas apenas porque é o retrato do caráter de Helms.

Dias depois, Hel-ms disse ao inspetor que havia comunicado a existência do MKULTRA ao novo diretor-geral, e que McCone “não indicou discordância e, portanto, os testes continuarão”. Os “testes” eram, principalmente, a administração de LSD a não-voluntários, vítimas inocentes “em situações sociais”, como disse Helms no memorando a Dulles. Oun seja, funcionários civis e militares em reuniões de trabalho, pacientes de hospitais psiquiátricos, prostitutas e seus clientes em bordéis, estudantes e professores nas universidades, prisioneiros e “membros do público em geral”.

O chefe direto dessa porcaria nazista, Sydney Gottlieb – o mesmo que foi enviado ao Congo na tentativa da CIA de envenenar Lumumba – “era conhecido por torturar as vítimas fechando-as em câmaras de privação sensorial, fazer gravações da terapia de pacientes psiquiátricos e depois obrigá-los a ouvir suas declarações mais auto-degradantes a todo volume, após serem drogados com LSD” (cf. o sintético e fundamentado artigo “MKULTRA”, na Wikpedia)

No entanto, o inspetor-geral desconfiou do comunicado de Helms. Preparou uma versão do seu relatório “somente para os seus olhos” para o diretor-geral – e McCone, depois de lê-lo, suspendeu o projeto. Isso foi em maio de 1963.

Em dezembro de 1963 – portanto, após a morte de Kennedy, ocorrida em novembro – Helms enviou ao diretor-geral um memorando propondo a reativação do MKULTRA. Depois, em junho de 1964, quando McCone havia sido substituído na direção da CIA por um general de nome Carter, o MKULTRA foi retomado, como relata o Relatório Church, cujos autores acreditaram que a administração escondida de LSD havia parado em 1963, apesar de Gottlieb e Helms continuarem a mandar no MKULTRA por mais 10 anos.

As investigações de 1975, pelas comissões dos senadores Frank Church e Edward Kennedy (que através da Subco-missão de Saúde, que presidia, investigou as experiências em seres humanos), devido à destruição dos documentos internos do MKULTRA, tiveram que se basear somente nos testemunhos, em alguns memorandos da direção da CIA, e, sobretudo, em dois relatórios – de 1957 e 1963 – de inspetores-gerais.

Dois anos depois, em 1977, o escritor John Marks, na época preparando seu livro sobre o MKULTRA (“The Manchurian Candi-date”) solicitou, invocando a lei, uma pesquisa nos arquivos da CIA e a conseqüente liberação dos documentos porventura achados sobre o programa. Nessa época, o governo havia mudado, e o presidente Carter travava uma luta surda, se bem que algo tímida, para colocar a CIA dentro de certos limites. Foram descobertas, então, seis caixas de documentos do MKULTRA no Retired Records Center – o arquivo morto da CIA em Washington. Estavam numa seção do arquivo, a de Orçamento, onde não foram procuradas nem pelos destruidores – em 1973 -, nem pelos pesquisadores da Comissão Church, em 1975.

Iniciando a investigação dos novos achados, em 1977, o senador Kennedy assim os resumiu:

“Dois anos atrás, a Subcomis-são de Saúde do Senado ouviu depoimentos dados com frieza sobre as experiências da CIA em seres humanos. O Adjunto do Diretor da CIA revelou que cerca de 30 universidades e instituições foram envolvidas em um programa ‘extensivo de testes e experiências’ que incluíam testes de drogas escondidos em cidadãos ‘de todos os níveis sociais, altos e baixos, americanos natos e estrangeiros’ [citação de um memorando de Helms a Dulles, de 1953]. Vários desses testes envolviam a administração de LSD ‘em situações sociais, escondido dos indivíduos’. (….) A Agência admitiu que esses testes faziam pouco sentido científico. Os agentes que davam monitoramento não eram observadores científicos qualificados. Os indivíduos que eram alvo dos testes raramente estavam acessíveis além das primeiras horas do teste. Em numerosos casos, o indivíduo alvo do teste ficou doente por horas ou dias, e um efetivo acompanhamento era impossível. Outras experiências foram igualmente ofensivas. Por exemplo, viciados em heroína foram recrutados para participar de experiências com LSD em troca de um prêmio – heroína. Talvez o mais perturbador foi o fato de que a extensão das experiências com seres humanos era desconhecida. Os registros de todas essas atividades foram destruídos em janeiro de 1973, por orientação do então diretor da CIA, Richard Helms. E nenhum – nem um único indivíduo – pôde ser achado que lembrasse dos detalhes, nem o diretor da CIA que ordenou a destruição dos documentos, nem o funcionário responsável pelo programa, nem algum de seus associados. Nós acreditávamos que os registros, incompletos como eram, eram tão completos como podiam ser. (….) Esses novos registros foram descobertos pela agência em março. Sua existência não foi conhecida do Congresso até julho. Os registros revelam uma decididamente mais ampla série de experiências do que anteriormente pensávamos. Oitenta e seis universidades ou instituições estavam envolvidas. Novos casos de comportamento anti-ético foram revelados” (Relatório da audiência conjunta do Comissão de Inteligência e da Subcomissão de Saúde e Pesquisa Científica do Senado dos EUA, 03/08/1977, págs. 6/8) .

 manual de truques 

Em suma, somente nessas seis caixas, havia referência a 149 “projetos”. Havia, inclusive, um “manual de truques” para orientar os que administravam LSD e outras drogas a pessoas inocentes. Como disse um dos denunciadores do MKULTRA, Mark Zepezauer, autor de um livro sobre a CIA (“The CIA’s Greatest Hits”), apesar disso ser somente uma pequena parte em relação ao que foi destruído, “a história que sobreviveu já é demasiado sórdida”.

http://www.horadopovo.com.br/2003/dezembro/05-12-03/pag6b.htm

10 Mar 15:46

HMAS ‘Canberra’ inicia provas de mar

by Guilherme Wiltgen

HMAS Canberra

Por Guilherme Wiltgen

O HMAS Canberra (L 02) iniciou as primeiras provas de mar no dia 3 de março, sob responsabilidade da BAE Systems.

Durante esta fase, serão testados internamente vários sistemas em diferentes condições, como os de amarração e fundeio, planta elétrica, sistemas de propulsão, o sistema integrado de controle da plataforma (IPMS ou SICP), os sistemas de navegação, de comunicação, entre outros.

Segundo o Gerente de projeto LHD, da Royal Australian Navy (RAN), o capitão Craig Bourke, “Os ensaios serão realizados em vários locais de modo que os sistemas e equipamentos possam ser testados em diferentes velocidades e em profundidades variadas, por exemplo”.

Espera-se que esta primeira etapa seja concluída em 14 de março, quando o navio docará em Sydney para completar sua preparação para a entrega à Real Marinha Australiana (RAN).

O HMAS Canberra é o primeiro de dois LHD encomendados em 23 de novembro de 2007, e cujo projeto é baseado no navio de projeção estratégica (BPE) Juan Carlos I, da Armada espanhola.

HMAS Canberra

A Navantia completou cerca de 80% das obras nos navios e a BAE Systems, em Williamstown, vai concluir o restante das embarcações e entregá-las à RAN.

03 Mar 19:21

Alberto Buela - Metapolítica e Tradicionalismo

by Hesperial
por Alberto Buela



Este trabalho tem sua razão de ser em dois motivos: Um, a propósito de uma carta de nosso amigo o ítalo-americano Primo Siena sobre alguns pontos em disputa acerca do que entendemos por metapolítica. E dois, pretende dar a conhecer, aux parvenus au champ des études tradicionnelles, uma ótica pouco conhecida e mal compreendida como é o sentido de tradição para o Ocidente, esboçado já há vinte e cinco anos por Eliás de Tejada, a propósito do tradicionalismo hispânico, em um estudo excepcional em homenagem a Julius Evola.

Os termos tradição e tradicionalismo tem sido tomados, pelo menos, em dois sentidos diversos. Para o denominado tradicionalismo filosófico que se nutre com autores contemporâneos tão significativos como René Guénon, Julius Evola, Frithjof Schuon, Titus Burckhardt, Ananda Coomaraswamy, Antonio Medrano e em nosso país Vicente Biolcati, a tradição está edificada por um cúmulo de conhecimentos que constituíram um saber primordial comum a todas as civilizações. A elucubração sobre a sabedoria pristina é o objetivo primeiro dessa corrente filosófica. Para isso recorre ao estudo detalhado dos mais diversos textos sagrados ou pseudo-sagrados da antiguidade buscando ali rastros, testemunhos ou traços acerca do saber ancestral primigênio.

Esta tradição, por princípio, não está assentada em nenhuma época histórica e é por isso a-histórica e de origem não-humana. Afirmamos que o tradicionalismo filosófico é a-histórico porque o objeto de seu estudo, isto é o saber primordial não está situado em nenhuma época histórica. Portanto nos parece inadequado pretender classificá-lo de meta-histórico como sugere Primo Siena. Em todo caso poderia dizer-se que este tradicionalismo é supra-histórico na medida em que o mito constitui o elemento primário a partir do qual se parte para o conhecimento da tradição única. Ela se pode encontrar em todos os povos. Assim Evola a encontrou na Índia na via hindu do tantrismo da mão esquerda, Guénon no islamismo egípcio onde se rebatizou como Abdel Wahed Yahia ou Coomaraswamy nos índios pele-vermelha dos Estados Unidos.

A segunda acepção de tradição nos é oferecida pelo tradicionalismo ocidental que se projeta no Ocidente sob a forma de "tradições nacionais". Essa tradição não está fora da história como a anterior versão senão inserida como coisa valiosa no sangue vivo dos povos. A tradição é aqui entendida como transmissão de valores de uma geração à outra. Valores que dão sentido à existência de nossas nações dentro da história do mundo.

É indubitável que essa tradição se nutre de uma metafísica mas não já como ciência dos mitos enquanto mitos senão como "ciência do ser enquanto ser e seus atributos essenciais" segundo a concebera a filosofia grega e logo, toda a philosophia perennis. É a prótes philosophías, a filosofia primeira. Porque "o problema do ser, vai dizer nosso mestre, no sentido da pergunta 'o que é o ser?' é o menos natural de todos os problemas, aquele que o sentido comum nunca se propõe, o que as tradições não-ocidentais jamais tocaram ou esboçaram...é uma pergunta eternamente aporética. Sendo isso assim se concebe que a ordem da investigação para nós (quoad nos) seja inverso à ordem do saber em si e que a humana filosofia não chegue nunca a se identificar com a ordem que pertenceria a um saber mais que humano". 

E é aqui, na meditação sobre o ser enquanto ser onde brilha com luz própria o mais graduado da inteligência ocidental. São os metafísicos stricto sensu - desde Heráclito a Heidegger- os que des-cobriram o sentido da alétheia do ser do ente. Este caminho é o mais árduo e difícil ao que a humana fortaleza possa se submeter. Caracterizado pelos grandes místicos como o da noite escura. Kant dizia "é buscar um gato negro em um terreno escuro, quando na verdade ele não existe". Nosso Castellani falava de "homens raros que pretendiam conhecer as causas. Desses homens alguns foram mortos, outros desterrados e em geral foram pobres".

Distinções

Em verdade, Elías de Tejada se limita a falar de tradicionalismo espanhol mais que hispânico. Porque este último conceito supõe uma extensão maior à atribuída por nosso autor, quando afirma: "Nós os carlistas, cremos em uma tradição elaborada por nossos maiores, não encarnada em um mito indemonstrável". Não é necessário ser muito sagaz para se aperceber que, ainda quando pudessem existir carlistas em outras latitudes, o carlismo como conditio sine qua non de tradicionalismo está limitado à Espanha. Isso nos obriga, os hispanoamericanos, a realizar também o esforço de explicitar nossa tradição. E para isso nada melhor que seguir distinguindo.

O tradicionalismo espanhol que tem suas fontes teóricas em Juan Donoso Cortés, Juan Vázquez de Mella e mais modernamente em Elías de Tejada, ao se definir antes que nada como carlista e monárquico possui uma marcada conotação política. Não só por seus autores emblemáticos - Donoso e Mella - políticos os dois, que dão o tom ao tradicionalismo espanhol senão que ademais no campo de sua meditação filosófica se ocupa primordialmente do "direito natural", disciplina com uma projeção política inquestionável.

Pelo contrário, o tradicionalismo hispanoamericano não é político senão cultural. Não é carlista nem monárquico. Nem mesmo pode sê-lo, dado que sua primeira manifestação política pode localizar-se nos movimentos criolos da Independência e sua oposição à monarquia espanhola. Porém cabe destacar que sua fonte de existência é muito anterior à primeira década do século XIX, nasce exatamente com o abraço colossal que se dão na luta e no leito ibéricos e americanos desde o momento em que Colombo pisou as praias de Guanahaní.

Para falar com precisão nosso tradicionalismo é metapolítico pois quer ser a explicitação das "figuras ou arquétipos" que gerou a América. O gaúcho, o montúbio, o ladino, o coya, o huaso, o cholo, o llanero, o charro, o borinqueño, etc., que sendo de genuína estirpe hispânica nos distinguem de Espanha e Portugal. Nem tão espanhol, nem tão índio diria Bolívar.

Este tradicionalismo tem teóricos em cada um de nossos países, em Argentina se destacam Sarmiento, Hernández e Lugones que explicitaram mais acabadamente a figura do gaúcho em seu contexto histórico-cultural. A eles devem se somar os "costumeiristas" como Justo P. Sáenz, Martiniano Leguizamón, Miguel Etchebarne, Carlos Villafuerte e tantos outros.

O mesmo se pode dizer de cada uma das vinte repúblicas e seus respectivos arquétipos que conformam essa Pátria Grande que é Iberoamérica.

Resumindo então, sustentamos que existem ao menos três tipos de tradicionalismos: o filosófico, fundamentalmente especulativo e a-histórico; o tradicionalismo espanhol vinculado ao carlismo e à monarquia espanhola e o tradicionalismo hispanoamericano que é metapolítico pois se funda na explicitação das figuras ou arquétipos gerados pela América.
03 Mar 18:56

Autorretrato

by Lauro Jardim
Mainardi: na imprensa italiana

Mainardi: livro novo

Depois de vender 100 000 exemplares de A Queda, de 2012, Diogo Mainardi acaba de assinar um contrato com a Record para um novo livro.

Autorretrato (título ainda provisório) terá o dinheiro como tema e o plano de Mainardi é usar como pano de fundo Tiziano, para ele “o pintor mais ganancioso de todos os tempos” – e também o seu predileto.

Não será uma biografia nem de um romance, mas uma reportagem em primeira pessoa sobre o mundo financeiro, com um pé na arte do Renascimento.

03 Mar 18:52

‘Se eu fosse candidato, diria que nem conheço Haddad’, alfineta tucano

by Clarissa Oliveira

O PSDB paulistano vê no desgaste de imagem sofrido nos últimos meses pelo prefeito da capital, Fernando Haddad, uma porta para tentar conter um eventual crescimento do PT na eleição estadual deste ano.

Sobre o fato de o pré-candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes também ser um novato nas urnas – no caso o ex-ministro Alexandre Padilha -, o presidente do PSDB paulistano, Milton Flávio, alfineta: “Se eu fosse candidato, eu diria que nem conheço o Haddad”.

03 Mar 18:36

Porto de Mariel recebe apenas sete navios no primeiro mês. Lula comemora os R$ 2,5 bilhões doados pelo BNDES para Cuba.

by O EDITOR
Segundo o Granma, órgão de imprensa oficial de Cuba, o ditador cubano Raúl Castro apresentou para Lula os "fantásticos" números já obtidos pelo Porto de Mariel, pago pelo dinheiro do BNDES. O empreendimento operou 7 navios e realizou 1.158 movimentações de carga de 24 de janeiro até ontem. Isto significa 1 navio a cada seis dias.

Lula declarou que está " orgulhoso e feliz  por termos (Brasil) participado desde novo momento que vive Cuba. O presidente Raúl está tomando decisões corajosas para modernizar o país. Agora somente necessitamos derrubar o bloqueio norte-americano para que Cuba possa desenvolver-se na sua plenitude".

Para que tenhamos a noção exata da inviabilidade econômica de Mariel, o Porto de Santos, que vive congestionado por falta de investimentos, operou uma média de 15 navios por dia, 437 por mês, 5.244 embarcações em 2013. O Porto de Suape, em Pernambuco, que tem uma capacidade 30% menor do que o porto cubano presenteado pelo PT, movimentou carga de uma média de 4 navios por dia, mais de 1.300 atracações em 2013. Mariel, neste ritmo, não ultrapassará 100 navios por ano!

Os empréstimos de R$ 2,5 bilhões feitos pelo BNDES para Cuba continuam secretos. Pelos números apresentados para Lula, em sua visita, realmente deve haver muita, mas muita coisa a esconder dos brasileiros.
03 Mar 18:33

SP: falta creche? vereadora sugere vasectomia

by Josias de Souza
03 Mar 18:23

O avô do minhocão

by Martin Jayo

Paulo Maluf não foi o único prefeito que quis fazer um minhocão sobre a avenida São João. Sessenta anos antes dele, já tinha havido uma outra tentativa.

No final de 1910, o prefeito Antonio Prado apresentou um ambicioso plano de remodelação do centro. Um dos pontos chave do projeto, elaborado por engenheiros da Prefeitura, era um grande viaduto ao longo da São João, que ligaria o largo do Paissandu à praça Antonio Prado. Ao contrário dos outros viadutos já existentes ali perto (o do Chá e o de Santa Ifigênia), que eram de ferro, este seria construído em alvenaria. O objetivo era facilitar o trânsito entre o centro velho e os bairros do outro lado do Anhangabaú, e com isso “diminuir, durante longos annos, a congestão de movimento que se nota agora”.

Além do viaduto, o projeto também previa vários outros melhoramentos com o objetivo de  “transformar o aspecto acanhado da nossa ‘city’, dilatar-lhe os horizontes e a zona commercial”.  O vale do Anhangabaú seria ajardinado, a fim de “transformar de maneira agradavel e risonha” o seu  “aspecto hirsuto e feio”. A rua Líbero Badaró se fundiria ao vale e passaria a ter construções apenas no lado par, de frente para o jardim. Na rua Direita previa-se a demolição de edifícios para formação de um “largo fronteiro á egreja de Santo Antonio”, exatamente onde hoje fica a praça do Patriarca.

Infelizmente (ou felizmente, não sei), não dá pra saber qual teria sido o resultado. Em 1911 Antonio Prado saiu da prefeitura, e o plano não saiu do papel. O sucessor, Raymundo Duprat, preferiu remodelar o centro de acordo com outro projeto, encomendado ao urbanista francês Joseph Bouvard, que manteve alguns pontos em comum com o de Prado mas não previu o minhocão.

Vale a pena clicar na imagem para vê-la com mais detalhes. Tanto ela como os trechos entre aspas são de matéria do Estadão de 4 de janeiro de 1911.

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28 Feb 19:22

Suécia vai emprestar caças até novo Gripen chegar, diz FAB

by Guilherme Poggio

Comandante Juniti Saito falou no Senado sobre compra de caças. Até 2018, o Brasil deverá usar aviões emprestados pela Suécia.

 

Saab Gripen - 1

ClippingNEWS-PA  O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, disse nesta quinta-feira (26) que a Força Aérea sueca vai emprestar 10 a 12 aeronaves ao Brasil enquanto não chegam os caças recém adquiridos Gripen NG, o que está previsto para 2018. Os caças emprestados devem vir para o país a partir de 2016, segundo Saito. O chefe da Aeronáutica brasileira participou de audiência pública no Senado para dar explicações sobre a negociação, oficializada em dezembro de 2013, para a compra 36 novos caças suecos por US$ 4,5 bilhões.

Os caças que deverão ser emprestados são os Gripen CD [sic], de uma geração anterior aos adquiridos pelo Brasil, e deverão suprir até 2018 a demanda da Força Aérea Brasileira (FAB), que desativou no final do ano passado os caças franceses Mirage 2000.

Em 18 de dezembro de 2013, o governo brasileiro anunciou a compra de 36 caças supersônicos do modelo sueco Gripen NG, após 15 anos de negociações. Outras duas empresas, a norte-americana Boeing e a francesa Dassault, disputavam com a Saab, fabricante do Gripen, o fornecimento dos caças ao Brasil.

A possibilidade de empréstimo já havia sido levantada na época em que a compra foi anunciada. Segundo o brigadeiro Saito, porém, agora há “compromisso” por parte da Suécia, ainda que o contrato de compra não esteja assinado, o que está previsto para o final de 2014.

“O general sueco ofereceu empréstimo dessas aeronaves ao Brasil, que deverão chegar no primeiro semestre de 2016. Serão entre 10 a 12 aeronaves para suprir essa demanda de Defesa Aérea do país. É importante lembrar que apesar de os Gripen NG chegarem em 2018, nós só poderemos estruturar um esquadrão a partir de 2019 e 2020. Por isso supriríamos nossa necessidade com essas aeronaves CD”, declarou o comandante durante audiência na comissão de Relações Exteriores do Senado.

Até a chegada das aeronaves emprestadas, a defesa do espaço aéreo será feita pelos 57 caças F-5 que o Brasil já possui. Essas aeronaves, recebidas pela FAB na década de 70, têm menor alcance que as aposentadas Mirage 2000, mas foram modernizados com a troca do radar, dos sistemas de bordo e dos armamentos, conforme o brigadeiro.

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), questionou se os pilotos brasileiros estão treinados para operar os caças Gripen CD. De acordo com Saito, a Suécia ofereceu treinamento a dois profissionais brasileiros, que irão em agosto àquele país.

“Os pilotos não vão ter dificuldade. Não é bem pegar e sair, precisa fazer um curso para ter capacidade operacional para operar esses aviões, mas isso não vai durar mais de um ano. Já este ano, embora o contrato não esteja finalizado, a Suécia já ofereceu para que dois pilotos nossos fossem à Suécia para começarem a fazer o treinamento no Gripen CD˜, explicou o comandante.

FONTE/FOTO: G1/meramente ilustrativa

VEJA TAMBÉM:

28 Feb 18:46

Coreia do Norte moderniza rampas de lançamento de mísseis

by Vinna

A Coreia do Norte está realizando os preparativos para o lançamento de um míssil balístico mais moderno e capaz de atingir os EUA.

Essa é uma conclusão a que os especialistas do Instituto dos EUA e Coreia, da Universidade Johns Hopkins (EUA), chegaram com base em análise das imagens de satélite do polígono experimental de Sohae, tiradas nos últimos dois meses, assim como nos recentes testes de um novo propulsor norte-coreano, desenvolvido para o míssil balístico intercontinental móvel KN-08.

Vale lembrar que em 2012, ressaltam os especialistas, a Coreia do Norte realizou um lançamento bem sucedido de um satélite, conseguindo colocá-lo em órbita.

27 Feb 22:10

Pentágono planeja reduzir Forças Armadas ao menor nível desde a Segunda Guerra Mundial

by Alexandre Galante

Chuck Hagel - Forças Armadas dos EUA mais enxutas - Foto - Susan Walsh - AP

Chuck Hagel: Forças Armadas dos EUA mais enxutas Susan Walsh / AP


 

Parte de frota de caças seria desativada e contingente de soldados cairia para cerca de 450 mil

 
ClippingWASHINGTON — O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, anunciou a redução das Forças Armadas dos Estados Unidos a seu menor contingente desde o início da Segunda Guerra Mundial. A proposta foi anunciada em uma apresentação dele para oficias do Pentágono e ocorre uma semana antes do presidente Barack Obama enviar sua proposta de Orçamento para o Congresso. Segundo Hagel, as Forças Armadas do país devem se ajustar a orçamentos menores, mesmo diante de um mundo mais volátil e imprevisível.

Há meses comandantes militares se preparam para uma redução nas tropas já que os EUA se preparam para encerrar seu papel na Guerra do Afeganistão. Dos 570 mil combatentes que os Estados Unidos chegaram a ter, hoje são 522 mil. A expectativa é que sejam reduzidos para 440 mil a 450 mil.

A proposta leva em conta a austeridade fiscal que o país enfrenta, assim como uma nova realidade política de um presidente que prometeu encerrar a participação do país em duas guerras. O novo projeto prevê uma Força Armada ainda capaz de derrotar qualquer adversário, mas menor e com menos ênfase em ocupações no exterior.
Hagel argumentou que após o “Iraque e Afeganistão”, o Exército não planeja “levar adiante operações de estabilização amplas e largas”.

De acordo com os planos anunciados nesta segunda-feira, toda uma classe de caças da Força Aérea deve ser desativada, marcando uma forte redução para o Pentágono.
Esse seria o menor contingente desde 1940. Por anos, especialmente durante a Guerra Fria, o Pentágono argumentou que precisava manter pessoal suficiente para travar duas guerras se necessário — no caso, em Europa e Ásia.

Os cortes propostos por Hagel atendem à Lei Orçamentária Bipartidária acordada entre o presidente Barack Obama e o Congresso em dezembro, observam as fontes.

FONTE: O Globo, com agências internacionais

27 Feb 16:18

Caso de polícia

by thiagoprado

www.youtube.com/watch?v=cqWV8deq8ao

A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), que representa 40 000 pastores no país, está em guerra. Desde abril, o pastor Ivan Pereira Bastos foi eleito tesoureiro da instituição, mas não conseguiu assumir. A eleição de Ivan deveu-se aos votos da oposição ao pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB há 26 anos.

Mesmo com uma decisão judicial favorável à posse, ontem Ivan foi impedido de ocupar sua sala na CGADB. Sem alternativas, o pastor registrou ocorrência em uma delegacia de polícia da Zona Norte do Rio de Janeiro. Diz Ivan:

- O José Wellington não me permite assumir porque sabe que fui eleito com votos da oposição e tenho compromisso com a transparência. Ao assumir a tesouraria todos sabem que eu vou abrir aquela “caixa preta”. Há fortes indícios de desperdícios do dinheiro dos associados em passagens aéreas e hotéis de luxo e principalmente de manipulação no processo eleitoral do ano passado para o atual presidente ser reeleito.

27 Feb 16:11

Pastor Everaldo invade a TV

by thiagoprado
Everaldo: candidatura de pé

Everaldo: candidatura de pé

Pastor Everaldo, o candidato a presidente da República que surgiu com 3% dos votos no último Datafolha, adotou uma estratégia para aparecer na TV.

Em todas as inserções estaduais do PSC, Everaldo dá as caras. Falta ainda os programas no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Everaldo, com isso, aparece mais nas propagandas que Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos. PT, PSDB e PSB estão priorizando seus candidatos a governador nas inserções estaduais.

27 Feb 16:04

Irmão Elias de Camilis

by Rubens Oficial
Irmão Elias de Camillis, ancião da Vila Prudente, São Paulo/SP, com sua esposa e Maria Codogno à esquerda (in memoriam)
Concristan é uma mídia independente sem vínculo institucional.
27 Feb 15:38

Haddad convida Alcides Amazonas (PCdoB) para ser subprefeito da Sé

by Diego Zanchetta

O prefeito Fernando Haddad (PT) convidou o deputado estadual Alcides Amazonas (PCdoB) para ser o novo subprefeito da Sé, um dos cargos mais importantes da Prefeitura de São Paulo. A nomeação de Amazonas tenta arrefecer os comunistas, preteridos nas escolhas dos novos secretários de Coordenação das Subprefeituras (Ricardo Teixeira, do PV) e Verde e Meio Ambiente (Wanderley Nascimento, do PT).

Se for confirmada, será a primeira nomeação política para o cargo de subprefeito. No início de sua gestão, Haddad optou por colocar engenheiros de carreira nas 31 subprefeituras e aliados políticos nas chefias de gabinete. Até abril, porém, outros políticos indicados por vereadores e filiados a siglas da base de sustentação ao governo do PT devem ser nomeados como subprefeitos, no lugar dos técnicos. O salário mensal de um subprefeito é de R$ 19 mil.

A direção do PCdoB, porém, queria Amazonas como chefe das Subprefeituras. Na Sé, o deputado vai substituir o interino Maurício Dantas, que entrou no lugar de Marcos Barreto em outubro. O PCdoB também tem as secretarias Especial da Copa do Mundo e de Igualdade Racial. A vice-prefeita Nadia Campeão é do PCdoB e está à frente da organização da Copa do Mundo em São Paulo.

Amazonas só não confirmou se aceita o convite porque ainda não sabe se vai deixar de disputar a reeleição por um novo mandato de deputado estadual em outubro.

 

Alcides Amazonas (PCdoB) em encontro com a vice-prefeita Nadia Campeão na Assembleia: deputado deve ser o novo subprefeito da Sé

26 Feb 20:29

Para não contaminar Padilha, PT tentará reduzir desgaste de Haddad

by Clarissa Oliveira
Fernando Haddad (Foto: William Volcov/ News Free/ AE)

Fernando Haddad (Foto: William Volcov/ News Free/ AE)

O PT trabalha para amenizar o desgaste de imagem que atinge o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como parte da estratégia para evitar uma contaminação na candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo.

A avaliação de petistas é de que será possível recuperar boa parte da imagem do prefeito até o fim do ano, com iniciativas em duas áreas: mobilidade urbana e saúde.

A saúde é a que mais anima os colegas do prefeito. Nesse caso, será dada toda a publicidade possível a medidas como a redução de filas na realização de consultas e exames na rede municipal.

26 Feb 20:16

Em Uganda, homossexualidade agora é crime

by Josias de Souza
21 Feb 17:43

‘Colocamos todos os ovos na mesma cesta’

by Guilherme Poggio

F-35A Edwards - 2

Em mais alguns anos a Lockheed Martin poderá ser a única fabricante de aviões de caça dos EUA. A atual rival da Lockheed, a Boeing, ficaria limitada à oferta de aeronaves derivadas de seus jatos comerciais como reabastecedores e aviões de reconhecimento.

Esta é a imagem que está emergindo das decisões de compra do Pentágono durante a última década diz Richard Aboulafia, analista de aviação da Teal Group.

O que ele vê no orçamento de aviões militares dos EUA é “morte e destruição ” da base industrial, disse Aboulafia a executivos no último dia 19 de fevereiro, durante uma reunião da Associação Nacional de Aeronáutica (National Aeronautic Association).

O problema não é a falta de dinheiro, diz ele, mas a quantidade desproporcional está sendo gasta com o Joint Strike Fighter (o F-35), fabricado pela Lockheed Martin.

“Nós colocamos todos os ovos na mesma cesta”, diz Aboulafia. “Um monte de programas estão morrendo”.

Durante reestruturação militar pós-Guerra Fria, os fabricantes se fundiram e a indústria encolheu, mas o Pentágono manteve a maioria de suas principais linhas de montagem, e só desativou a do F-14 da Marinha e a do bombardeiro B-2 da Força Aérea.

A desaceleração dos gastos com defesa nos próximos anos provavelmente vai marcar o fim da produção do C-17 para a Força Aérea, dos caças F-15 e F- 16, e do F/A-18 da Marinha, diz Aboulafia. “O dia do acerto de contas virá”, ele diz. “Honestamente, não há muitas alternativas para salvar essas linhas”.

Os vencedores são o F-35 e o avião de carga C-130J, também feito pela Lockheed Martin, que o Pentágono pretende comprar em grandes números. Há uma chance de que a Força Aérea encomendará novos bombardeiros, mas isso não vai acontecer antes de 10 anos. “Esta não é uma imagem feliz do ponto de vista da base industrial de aviões militares a menos que você tem uma parte do programa F-35″, diz ele.

O Pentágono fez um péssimo trabalho recapitalizando sua frota de aviões quando os orçamentos de defesa foram subindo após 9/11, Aboulafia observa. Os gastos militares em novos equipamentos ainda é relativamente alto, 94 bilhões de dólares em 2014, comparado a 130 bilhões dólares durante o pico de guerra. Mas o alto custo dos novos aviões e uma falta de planejamento deixou as forças militares com uma frota envelhecida e com o seu maior programa, o F-35, que está evoluindo muito mais lentamente do que o esperado. “Isto é desastroso”, diz Aboulafia. Ele observou que, em dólares correntes, no auge da era Reagan, em 1986, o Departamento de Defesa adquiriu 387 aeronaves. No ponto alto de gastos da era Iraque/Afeganistão foram comprados 75.

“Temos essa frota envelhecimento que não está sendo substituída”, diz ele. Isso transformará o mercado dos EUA consideravelmente uma vez que mais dinheiro será gasto em atualizações e reparos do que na nova produção.

De acordo com as projeções atuais, os caças da Boeing como o F-15 e F/A-18 Super Hornet continuarão em produção por alguns anos e, de repente, serão sumariamente encerrados, diz Aboulafia. “Neste momento, a Boeing tem de decidir como uma empresa se ​​a linha vai ser mantida em atividade com investimento próprio”. Como o Pentágono investe seus dólares em aquisições no próximo ano poderá ter consequências duradouras, diz ele. “A batalha do orçamento vai determinar o futuro das últimas linhas de produção de aviões de combate de asa fixa da América”.

As vendas de exportação não podem ser consideradas para compensar os cortes do Pentágono. Perder a concorrência no Brasil foi um golpe duro para o Super Hornet, diz ele. Ele credita aos líderes da Boeing que, há quatro anos, apostaram suas fichas no programa do reabastecedor da Força Aérea, assegurando a manutenção da empresa no mercado militar. “Se você fosse da Boeing e visse tudo isso acontecendo há alguns anos, você colocaria todo o seu capital político no programa do reabastecedor”, diz ele. “E isso é exatamente o que eles fizeram. Eles viram isso acontecer”.

A Boeing muito provavelmente deva sair do mercado de caças táticos e focar em derivados militares de jatos comerciais, como o KC-46 de reabastecimento e o P-8 de vigilância marítima. “Esta é uma grande mudança radical “, diz Aboulafia . “A composição desta indústria está mudando. Os próximos dois anos vão ser uma experiência chocante para os envolvidos”.

FONTE: National Defense Magazine(tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

20 Feb 15:26

Feliciano desiste

by thiagoprado
Senado não mais

Senado não mais

Marco Feliciano desistiu mesmo de ser candidato ao Senado . Prefere ser deputado federal, eleição mais do que garantida este ano.

Dois motivos para a decisão: o vereador Carlos Apolinário já será um candidato de olho no voto evangélico. E Geraldo Alckmin não quer apoiar Feliciano, justamente o que o deputado queria.

20 Feb 15:14

PSDB ainda torce por Bernardinho

by Clarissa Oliveira
Bernardinho (Foto: AE)

Bernardinho (Foto: AE)

O PSDB ainda tem esperança de convencer o técnico de vôlei Bernardinho a sair candidato ao governo do Rio de Janeiro.

As conversas, dizem tucanos, correrão sem descanso até depois do carnaval.

20 Feb 14:08

A nota de cumplicidade do PT com a barbárie na Venezuela

by felipemoura

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Comento abaixo a…
 
Nota do PT acerca da Venezuela
O Partido dos Trabalhadores (PT), diante dos graves fatos que vêm ocorrendo na República Bolivariana da Venezuela, torna público o que segue:

 
Os fatos são mesmo gravíssimos, como mostrei, por exemplo, aqui, aqui e aqui. Será que a nota vai se referir a eles alguma vez? Veremos.
 
1. Condenamos os fatos e ações com vistas a desestabilizar a ordem democrática na Venezuela;
 
Ótimo. Então condenam Maduro, eleito com fraudes e atuação terrorista de milícias, sem que a oposição tivesse acesso à televisão, hoje um monopólio estatal.
 
rechaçamos ainda as ações criminosas de grupos violentos como instrumentos de luta política,
 
Ótimo. Então rechaçam as milícias chavistas armadas e motorizadas que atuam em defesa de Maduro, atirando com balas de verdade e de alto calibre contra a população, o que resultou em pelo menos quatro pessoas assassinadas durante os protestos, sendo três estudantes. [Veja as imagens e assista aos vídeos - aqui.] Ah sim: e rechaçam também as ações criminosas do MST no Brasil, depois das quais, no entanto, o partido recebe os integrantes para dialogar no Palácio.
 
bem como as ações midiáticas que ameaçam a democracia, suas instituições e a vontade popular expressa através do voto.
 
Ótimo. Então rechaçam o controle que o Estado exerce sobre o papel, mantendo o jornalismo impresso sob chicote. Então rechaça as TVs do Estado, nas quais discípulos da escolinha de psicopatas de Chávez como o governador Ameliach acusam os opositores dos “contra-ataques fulminantes” que eles mesmos convocam e coordenam.
 
Lembramos que esta não é a primeira vez que a oposição se manifesta desta forma, o que torna ainda mais graves esses fatos.
 
Não é mesmo a primeira vez que a oposição é pacífica, o que é coisa assim muito grave para uma ditadura assassina e seus cúmplices brasileiros, parceiros no Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro em 1990.
 
2. Nos somamos à rede de solidariedade mundial para informar
 
Se isto é informar, meu pum é a Lois Lane.
 
e mobilizar os povos do mundo em defesa da institucionalidade democrática na Venezuela, fortalecer a unidade e a integração de nossos povos.
 
Ótimo. Os “povos do mundo” então vão se somar à população que se manifesta dentro e fora do país contra o bando chavista que controla o Poder Judiciário, contra as leis eleitorais restritivas que impedem que a oposição dispute a eleição em igualdade de condições com as forças do governo, contra o poder pleno do Estado sobre os rumos da economia, determinando o preço até do papel higiênico, sem falar de insegurança, escassez (inclusive de comida e papel higiênico), inflação e desgoverno generalizado.
 
3. Nos solidarizamos aos familiares das vítimas fatais fruto dos graves distúrbios provocados,
 
…provocados pelas milícias de Maduro, é claro. Mas a solidariedade petista para com as vítimas consiste em culpá-las por terem provocado os próprios assassinatos. Não é maravilhoso?
 
certos de que o Governo Venezuelano está empenhado na manutenção da paz e das plenas garantias a todos e todas cidadãos e cidadãs venezuelanas.
 
A paz do regime consiste em quadruplicar a taxa nacional de homicídios no país (desde a chegada de Chávez ao poder) e permitir que milícias assassinem estudantes que se manifestam pacificamente.
 
São Paulo, 18 de fevereiro de 2014.
 
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT
 
Mônica Valente
Secretária de Relações Internacionais do PT
 
Os fatos, como se vê, não interessam aos petistas. Só a solidariedade mafiosa com os miguxos. Só a cumplicidade com a barbárie. Só o bom e velho cinismo do capeta.
 
Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil
 
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