
















Kátia Abreu: brasão na cobrança sindical
A Procuradoria-Geral da República recebeu a papelada de um inquérito para investigar se a senadora Kátia Abreu cometeu o crime de uso indevido de um símbolo público, ao imprimir o brasão do Brasil nas guias de contribuição sindical da Confederação Nacional de Agricultura.
Kátia não vê problema:
- Vinte por cento de tudo o que arrecadamos vai para o Ministério do Trabalho. No momento em que o ministério abrir mão disso, abro mão do brasão.
Em uma mesa no cafezinho da Câmara dos Deputados, Pastor Eurico dava dicas nesta terça ao novato Sóstenes Cavalcante, o apadrinhado de Silas Malafaia que elegeu-se deputado federal pelo Rio. Marco Feliciano ouvia a conversa.
- Qual comissão você sugere para um calouro?
- Seu mandato vai ser dedicado a quê? – quis saber Eurico.
- Prevenção às drogas.
- A Comissão da Família é uma boa.
Eis que Feliciano interfere:
- Você tem que ir para o Conselho de Ética. Aquilo vai bombar no ano que vem. Vai ter mais de 40 deputados cassados.
Não sei quase nada sobre Klass Gustav Jansson (ou Claro Jansson, nome que adotou no Brasil). Mas pesquisando na internet, fiquei sabendo que ele nasceu em 1877 em Hedemora, na Suécia, e veio para o Brasil ainda jovem. Morreu em Curitiba, em 1954, deixando um importante acervo de fotos sobretudo da região Sul do país.
Entre a década de 1910 e o comecinho da de 20, ele parece ter estado algumas vezes em São Paulo. E a cidade que viu foi esta, agitada e cheia de gente na rua. Dos muitos detalhes, meus preferidos são as mudas de palmeira da praça Ramos e o calçamento sendo consertado no viaduto do Chá.
Quem descobriu as fotos foi o Paulo José da Costa, um livreiro de Curitiba que as publicou no seu blog. E eu gostei tanto delas que resolvi copiá-las aqui.

A bancada religiosa voltou a se mobilizar contra a chamada “ideologia de gênero” – nome adotado por parlamentares católicos e evangélicos contra a inclusão de termos como equidade de gênero e orientação sexual, desde a votação do Plano Nacional de Educação.
Desta vez, o foco é o projeto de lei 7086/2014, de autoria da deputada Iriny Lopes (PT-ES), sobre o combate às desigualdades das condições de trabalho e remuneração no serviço público, em discussão na Comissão de Direitos Humanos.
Após pedir vistas do projeto, o deputado federal Pastor Eurico (PSB-PE) pediu a retirada do tema da pauta, com apoio da bancada religiosa. Eurico também apresentou um voto em separado onde critica teóricos como Marx, Engels, Judith Butler e a Escola de Frankfurt, para reafirmar os valores cristãos da família.
Publicação existe desde 1924 e é bancada pela Associação Comercial de SP
Razão para fim do jornal foi o custo de manter o título na plataforma impressa
A versão impressa do jornal “Diário do Comércio”, editado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) desde 1924, deixará de circular em novembro.
O motivo são os custos de manutenção do jornal impresso em um momento em que as pessoas cada vez mais se informam pela internet. O “Diário do Comércio” seguirá existindo apenas na versão online e devem ocorrer cortes de vagas na redação. A revista “Digesto”, vinculada ao periódico, também sairá de circulação.
A assessoria da ACSP informa que o periódico irá às bancas por “mais uma ou duas semanas” para cumprir obrigações contratuais com anunciantes. A tiragem atual declarada do “Diário do Comércio” é de 25 mil exemplares.
O Blog apurou que o jornal pode sair de circulação já a partir de 2ª feira (3.nov.2014).
Decididos a não dar trégua à presidente Dilma Rousseff, partidos de oposição andam se gabando por aí do “time de estrelas” que conseguiu emplacar no Senado.
Na tropa, estão os atuais senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), e os eleitos José Serra (PSDB-SP), Tasso Jereissati (PSDB-GO), Antonio Anastasia (PSDB-SP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).
O deputado federal reeleito Pastor Eurico (PSB-PE) anda insatisfeito com o desempenho da bancada evangélica nos últimos tempos. Na opinião do deputado, o grupo precisa ser mais incisivo na defesa de certos pontos considerados “inegociáveis”, nos próximos anos.
“A atuação da bancada evangélica deixou a desejar. Temos que avançar na questão contra o aborto, que é inegociável. Assim como legalização das drogas, maioridade penal”, diz Eurico, em referência direta ao atual coordenador da bancada, Paulo Freire (PR-SP).
O deputado reclama especialmente de uma falta de apoio dos colegas no episódio que levou ao seu afastamento temporário da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, no ano passado, após conflito com a apresentadora Xuxa.
Quem é conterrâneo do senador e candidato derrotado à Presidência, Aécio Neves, encontrou pelo menos um lado positivo no desempenho ruim que o tucano teve seu estado, Minas Gerais. É que Aécio sempre foi criticado internamente por fazer corpo mole no estado quando os candidatos ao Planalto foram Geraldo Alckmin e José Serra.
Nos últimos dias, tucanos de Minas foram uníssones em repetir pelos corredores do Congresso a tese de que o resultado da eleição seria a prova de que Aécio não jogava contra os dois colegas. Quem é próximo de Serra e de Alckmin não se convenceu.
Leia também: ‘O PSDB vai governar 51 milhões de brasileiros’, diz tucano
A presidente Dilma Rousseff fez questão de agradecer a líderes do PSOL pela forcinha que deram na reta final de sua campanha de reeleição.
Dilma, por exemplo, telefonou a Marcelo Freixo antes de embarcar para a base de Aratu, na Bahia, onde descansa da maratona eleitoral.
Na próxima terça-feira, Brasília vai sediar a sétima edição da “Marcha Nacional da Cidadania pela Vida e contra o Aborto”. O evento é organizado pelo “Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto”, com o apoio da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. Em 2013, cerca de cinco mil pessoas participaram da caminhada até o Congresso Nacional.
Leia também: ‘Atuação da bancada evangélica deixou a desejar’, diz pastor Eurico
Novamente, a marcha irá reforçar a oposição à legalização do aborto e cobrar dos parlamentares a aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/07), que aguarda a votação do relatório do deputado federal Sérgio Zveiter (PSD-RJ), pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Entre outras coisas, o projeto prevê proteção jurídica ao feto, inclusive in vitro, chamado de nascituro. A iniciativa foi apelidada de Bolsa Estupro por opositores, por criar um benefício mensal no valor de um salário mínimo às gestantes vítimas de estupro que optarem por manter a gravidez apesar do direito ao aborto legal – o valor seria pago pelo agressor, quando identificado.
O PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab diz que os planos de recriar o Partido Liberal estão correndo às mil maravilhas. Na prática, trata-se basicamente de concluir o processo idealizado desde o início por Kassab.
É que, na época da criação do PSD, muitos parlamentares que se interessaram em aderir à sigla preferiram adiar a mudança, para garantir que pudessem disputar novos mandatos. Agora, a criação da nova legenda abre a janela para que esses mesmos quadros possam migrar sem perder o mandato.
O time de Kassab está neste momento em fase de coleta de assinaturas. De acordo com interlocutores do ex-prefeito, cotado para integrar o ministério de Dilma Rousseff, o fato de muitos endossos já terem sido certificados na criação do PSD torna o trabalho infinitamente mais simples.
COM FABIO LEITE
A Prefeitura de São Paulo abriu licitação para construir 32 poços artesianos, um em cada subprefeitura da cidade. Em meio à maior estiagem da história, a gestão Fernando Haddad (PT) quer buscar cerca de 57,6 milhões de litros de água por mês a até 250 metros abaixo do solo. O volume extra previsto para ser captado é suficiente para abastecer pelo menos 249 pessoas por dia – como pacientes de hospitais e crianças que passam o dia em creches.
A reserva subterrânea na Grande São Paulo chega a 100 bilhões de metros cúbicos por ano. Cada poço tem a previsão média de fornecer 3 metros cúbicos (3 mil litros) por hora, com funcionamento de até 20 horas por dia – ao todo o volume pode ser suficiente para garantir água para 8 mil pessoas por mês. O governo também vai contratar geólogos especializados para controlar a operação de cada um deles.
“Em virtude da recente restrição d’água, devido a drástica redução dos níveis disponíveis pelos reservatórios do Sistema Cantareira, o objetivo desta contratação é fornecer, inicialmente, para a Prefeitura de São Paulo, em cada uma de suas subprefeituras, uma alternativa estratégica de fornecimento de água, de forma a garantir o suprimento de água mesmo em condições de estiagens, eventuais rodízios e até mesmo racionamentos”, informou a gestão do prefeito Fernando Haddad sobre o objetivo da contratação.
O plano da Prefeitura para a construção de poços foi antecipado pela reportagem do Estado no dia 23 de setembro. Com a possibilidade de um racionamento, a reserva dos poços será utilizada para casos emergenciais e abastecimento de prontos-socorros, creches e asilos municipais.
O volume que será captado, porém, é muito pequeno e equivale, por exemplo, a duas vezes ao que é consumido por mês no Edifício Matarazzo, a sede da Prefeitura no centro da capital. O consumo mensal com água do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, em 2013, foi de 847 m³. Ou seja, a quantidade prevista nos 32 poços daria para abastecer duas vezes a prefeitura.
“A expectativa de vazão para cada poço é que venha a atingir pelo menos 3 m3/h cada unidade”. Segundo o edital, “poderiam ser bombeados num período de 18 a 20 horas por dia” e “deveria haver uma produção de 1.800 m3 d’água mensal por poço”.
CONTAMINAÇÃO
A licitação da Prefeitura para a construção dos poços, publicada hoje na internet, alerta para o controle na captação de águas na região de Jurubatuba, na zona sul, onde um parque industrial que funcionou até a década de 1950 deixou passivo de contaminação ambiental no solo.
“Os níveis de contaminação de águas subterrâneas na proximidade do aterro sanitário de Jurubatuba e do trecho contíguo do Rio Pinheiros, obrigou o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) a restringir e a controlar a captação e utilização destas águas dentro de um perímetro de 101 km, contendo áreas com baixa, média e alta restrição, devidamente mapeadas”, alerta o governo.
É estarrecedor ouvir o que disse Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, a respeito de como eram divididas as propinas que recebia e dividia com partidos políticos. Tudo está ficando público hoje, como mostra reportagem de Mário Cesar Carvalho e de Flávio Ferreira. O PT, sigla de Dilma Rousseff, seria um dos beneficiados.
Não há como imaginar essas revelações deixando de impactar no processo eleitoral em curso. A rigor, já se sabia a respeito das propinas. Mas ouvir o diretor relatando torna tudo mais chocante. Paulo Roberto fala de dinheiro de propina entregue ao PT e ao PMDB, exatamente os partidos de Dilma Rousseff e de Michel Temer, que formam a chapa de presidente e vice em busca da reeleição.
A emissora de notícias Globonews colocou no ar trechos dos áudios no início da tarde de hoje (09.out.2014). Na reportagem de Marcelo Cosme, a partir de 1 minutos e 30 segundos, é possível ouvir o seguinte trecho que fala Paulo Roberto Costa, transcrita a seguir:
“Em relação à Diretoria de Serviços, todos sabiam que eu tinha um percentual desses contratos da área de Abastecimento. Dos 3%, 2% eram para atender ao PT, através da Diretoria de Serviços. Outras diretorias, como Gás e Energia e como Exploração e Produção, também eram PT. Então se tinha PT na Diretoria de Exploração e Produção, PT na Diretoria de Gás e Energia e PT na área de Serviços. Então o comentário que pautava lá dentro da companhia era que, nesse caso, os 3% ficavam diretamente… diretamente para o PT. Não era… não tinha participação do PP, porque eram diretorias indicadas, tanto para execução do serviço quanto para o negócio, PT com PT. Então, o que rezava dentro da companhia era que esse valor seria integral para o PT. A Diretoria Internacional tinha indicação do PMDB. Então tinha também recursos que eram repassados para o PMDB, na Diretoria Internacional”
Aí Paulo Roberto é interrogado da seguinte forma: “Certo, mas a pergunta que eu fiz especificamente é se os diretores especificamente, por exemplo, o sr. recebia parte desses valores?”. E Paulo Roberto responde:
“Sim. Então, o que que normalmente, em valores médios, acontecia? Do 1% que era para o PP –em média, obviamente que dependendo do contrato poderia ser um pouco mais, um pouco menos– , 60% iam para o partido, 20% eram para despesas (às vezes, nota fiscal, despesa para envio etc.). São todos valores médios. Podem ter alteração nesses valores. E [dos] 20% restantes eram repassados 70% para mim e 30% para o [José] Janene [ex-deputado federal, do PP do Paraná, que já morreu] ou para o Alberto Youssef”.
Outra pergunta para Paulo Roberto: “E como o sr. recebia a sua parcela?”
Paulo Roberto: “Eu recebia em espécie, normalmente na minha casa, ou no shopping, ou no escritório, depois que eu abri a companhia minha lá de consultoria”.
Pergunta: “Quem entregava esses valores para o sr.?”
Paulo Roberto: “Normalmente, o Alberto Youssef ou o Janene”.
Pergunta: E nas outras agremiações políticas? O sr. sabe quem eram os distribuidores?
Paulo Roberto: “Dentro do PT, a ligação que o diretor de Serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o sr. João Vaccari. No PMDB, da Diretoria Internacional, o nome que fazia essa articulação toda chama-se Fernando Soares”.
Pela segunda eleição consecutiva, sigla sai das urnas como a mais nacional
Apenas 7 legendas ultrapassaram linha de 5% dos votos para deputado federal no país
O artigo 17 da Constituição determina que um partido político precisa ter “caráter nacional”. Pela segunda eleição consecutiva, só o PMDB cumpre de fato essa exigência: foi a única legenda que elegeu deputados federais em todos os 26 Estados e no Distrito Federal.
Desde a volta do Brasil ao regime democrático civil, em 1985, tem sido incomum algum partido eleger deputados federais em todas as unidades da Federação. A primeira eleição para o Congresso pós-ditadura militar foi em 1986. De lá para cá, só houve 3 ocorrências de partidos com representantes eleitos para a Câmara em todos os Estados e no Distrito Federal –em 1986, com o antigo PFL (hoje DEM), e em 2010 e 2014, sendo o PMDB o protagonista.
O PT, que no último domingo (5.out.2014) elegeu a maior bancada, com 70 deputados, ficará desguarnecido na Câmara em relação a 6 Estados nos quais não elegeu representantes para enviar a Brasília: Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins.
O PSDB, embora apenas com a terceira maior bancada, conseguiu sair das urnas mais nacional do que o PT. Os tucanos só não elegeram deputados em 4 Estados: Amapá, Piauí, Sergipe e Tocantins. Nestes 2 últimos, os tucanos sequer tinham candidatos.
Aliás, uma curiosidade: o PSDB foi a única legenda grande (com mais de 5% dos votos para deputado federal no país inteiro) que nesta eleição de 2014 não lançou candidatos para a Câmara em todas as unidades da Federação.
De 1994 até hoje, a bancada do PMDB na Câmara é a que reuniu deputados de mais unidades federativas. Em 1994 e em 2002, os peemedebistas empataram com o antigo PFL (hoje DEM). Em 1998, 2006, 2010 e 2014, lideraram sozinhos.
Abaixo, a tabela histórica com o número de deputados e UFs representadas por partido, desde 1986 (clique na imagem para ampliá-la):
Cláusula de desempenho
O número de legendas com mais de 5% dos votos para a Câmara oscila de 7 a 8 desde 1990. Essa estabilidade das grandes bancadas ocorre apesar da crescente fragmentação na Casa –neste ano, foram eleitos deputados de 28 partidos, contra 22 em 2010 (tabela abaixo).
Outro dado histórico que chama a atenção: desde 1998 nenhum partido político brasileiro consegue eleger uma bancada com 100 ou mais deputados federais.

A constância do número de partidos que ultrapassam os 5% dos votos para deputado federal em todo o país indica como seria a atividade na Câmara se a cláusula de desempenho estivesse em vigor.
Esse mecanismo tem o objetivo de reduzir os benefícios de siglas menores, muitas vezes incapazes de obter apoio na sociedade por várias eleições seguidas. A cláusula de desempenho foi aprovada no Brasil em 1995 (lei 9.096) para valer a partir da eleição de 2006, mas o dispositivo acabou derrubado pelo Supremo naquele ano, por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade.
A regra de 1995 estabelecia que os partidos só teriam amplo acesso ao Fundo Partidário, ao horário de rádio e de TV e direito de ter estrutura de “funcionamento parlamentar” para seus congressistas e Lideranças no Congresso se obtivessem, ao menos, 5% dos votos para deputado federal no Brasil e 2% destes votos em, no mínimo, 9 unidades da Federação.
Diferentemente do que se imagina, a cláusula de desempenho não proibiria (tal como havia sido aprovada em 1995) que partidos pequenos elegessem deputados e que esses congressistas tomassem posse. Só que as siglas pequenas (com menos de 5% dos votos nacionais para deputado federal) teriam apenas 2 minutos por semestre, em rede nacional de rádio e de TV. Ficariam também com apenas 1% do Fundo Partidário para ratear entre si.
Se essa regra estivesse em vigor na eleição de 2014, apenas 7 partidos teriam ultrapassado a linha de corte: PT, PMDB, PSDB, PSD, PP, PR e PSB.
A transferência de recursos públicos seria reduzida para algumas siglas tradicionais que elegeram bancadas modestas, como PTB, DEM, PDT, PC do B e Pros.
Sem uma cláusula de desempenho mais rígida, a tendência é aumentar a balbúrdia durante as campanhas eleitorais no Brasil. Em 2018, se todos os 28 partidos com representação ao Congresso decidirem lançar candidatos a presidente, os debates eleitorais na TV terão de convidar todos eles –ou seja, os debates teriam 28 debatedores.
Abaixo, a votação que cada legenda acumulou (votos nominais e na legenda) e o percentual sobre o total de votos para a Câmara em todo o Brasil.

Como se observa na tabela acima, o Blog fez um cálculo para aferir como foi o desempenho de cada legenda de acordo com o que determinava a finada cláusula de desempenho de 1995.
O item mais difícil de ser cumprido é o percentual de 5% dos votos nacionais para deputado federal. Ao longo dos anos, nunca mais do que 8 partidos cumprem essa meta.
As agremiações políticas atingem com mais facilidade a segunda exigência da antiga cláusula de desempenho –a obrigação de ter 2% dos votos para deputado federal em, no mínimo, 9 unidades da Federação (9 Estados ou 8 Estados mais o Distrito Federal).
De acordo com cálculo produzido pelo Blog, neste ano de 2014, houve 16 legendas que tiveram mais de 2% dos votos para deputado federal em pelo menos 9 unidades da Federação.
Quando se aumenta a linha de corte para 3%, o número de partidos que continua a atingir esse percentual cai apenas para 14. Se a exigência sobe para 4%, são 11 as siglas que passam pela cláusula.
Essa facilidade para ter um percentual pequeno de votos para deputado federal dentro de Estados, portanto, não é algo que tenha impacto relevante na vida dos partidos.
Se a intenção for exigir uma presença nacional das legendas, seria então necessário uma futura cláusula de desempenho subir essa régua de corte para 15 ou 20 unidades da Federação na qual cada partido teria de obter, no mínimo, 2% dos votos para deputado federal.
A presidente Dilma Rousseff cometeu muitos erros políticos em seu governo e por essa razão sofre agora as consequências na campanha pela reeleição. Por exemplo, a petista teria de ter demitido a diretoria inteira da Petrobras quando começaram a surgir as acusações de corrupção dentro da estatal, diz o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro. Dá tempo ainda? “Agora é inócuo”, responde ele.
Aos 56 anos e prestes a iniciar seu quarto mandato consecutivo de deputado, Cunha é pré-candidato a presidente da Câmara em 2015. Em entrevista ao programa Poder e Política, do UOL e da “Folha”, ele afirmou que a eleição presidencial está muito “dura” para Dilma, que pareceu “nervosa” no debate da terça-feira (14) na TV Bandeirantes. Aécio Neves (PSDB) “estava mais à vontade”.
O peemedebista acredita que em 2015 deve ser instalada uma nova CPI da Petrobras. A depender do andamento, devem ocorrer cassações de mandato de congressistas. Para a presidente, se reeleita, será um momento complicado. Se não mudar sua forma de fazer política, seu segundo governo “certamente será pior”, avalia o deputado. “Pior e pode terminar bem mais isolada do que começou”.
O possível futuro presidente da Câmara não esconde um certo ressentimento do PT e de Dilma, com quem sempre teve uma relação conflituosa. Para Cunha, o PT usou PMDB apenas “para um aluguel de tempo de TV”. Foi humilhante? Ele responde que sim.
Se Aécio Neves for eleito presidente, o PMDB terá alterações no seu poder interno. Michel Temer, atual presidente nacional da legenda, “dificilmente terá condição política de conduzir” o eventual processo de realinhamento do partido ao governo tucano.
Outro assunto para 2015: a reação do Congresso quando o STF (Supremo Tribunal Federal) finalizar o julgamento que deve proibir a doação de empresas para partidos e políticos em campanha. Com o fim dessa modalidade de financiamento, Cunha prevê uma explosão do uso do caixa dois e imagina um desfecho eloquente: “Vamos mudar o Congresso para a Papuda”. A Papuda é a penitenciária de Brasília.
Diferentemente do que estava sendo anunciado nos últimos dias, a bancada do PMDB não deve fazer uma manifestação pública de apoio à candidatura de Aécio Neves. Exceto manifestações individuais, diz Cunha, que estima uma divisão ao meio dos 66 deputados eleitos pela legenda –hoje, seriam 33 pró-Dilma e 33 a favor de Aécio.
Novo comercial da petista sugere que tucano tem “dificuldades em respeitar as mulheres”
O candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves, decidiu neste sábado (18.out.2014) processar sua adversária no segundo turno, Dilma Rousseff por “injúria e difamação”, segundo informou a assessoria do tucano.
A razão que levou Aécio a decidir processar Dilma foi o mais novo comercial da petista, que foi ao ar hoje. Trata-se de uma peça de 30 segundos no qual um locutor diz que “Aécio tem mostrado dificuldades em respeitar as mulheres”.
A campanha tucana também está entrando ainda hoje, neste sábado, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para requerer a retirado comercial dilmista do ar.
Eis, a seguir, o filme de 30 segundos no qual o marketing de Dilma escolhe cenas de Aécio falando de forma dura contra Luciana Genro (PSOL) e contra a própria petista, e termina perguntando se “você acha que um candidato a presidente pode agir desta maneira?”:


O Paraguai vive dias de tensão. Termina nesta terça-feira, dia 14, o prazo estabelecido pelo grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP) para a troca do refém Edelio Morínigo, 25 anos, um policial capturado no dia 5 de julho, por seis integrantes da guerrilha que estão presos em Assunção, acusados de terrorismo, sequestros, extorsão e assassinato. O governo do presidente Horacio Cartes diz que “não negocia com criminosos” e se nega a libertar epepistas.
As exigências da guerrilha foram feitas por meio de uma carta recebida, no dia 29 de setembro, pela família do refém, em Arroyito, distrito de Horqueta, departamento de Concepción, ao norte de Assunção. Na carta, datilografada e com a data limite para a troca – 14 de outubro – escrita à mão, o EPP ameaça executar Morínigo. O policial é considerado pelos guerrilheiros como “prisioneiro de guerra”. O documento foi divulgado pela imprensa paraguaia.
Morínigo é o segundo refém levado pela guerrilha desde abril, quando um grupo de epepistas sequestrou Arlan Fick, então com 16 anos, filho do agricultor brasileiro Alcido Fick, morador de Paso Tuya, na região de Azotey, também em Concepción. No último dia 3 de outubro, seis meses depois do desaparecimento, Arlan completou 17 anos. A família Fick afirmou que pagou um resgate de US$ 500 mil em 12 de abril, mais US$ 50 mil em mercadorias distribuídas nas comunidades de Nueva Fortuna e Arroyito.
Nestas duas localidades moravam os dois guerrilheiros que morreram durante o tiroteio travado com uma patrulha da polícia paraguaia na noite do dia 2 de abril. Na fuga, os guerrilheiros levaram Arlan. Um policial também morreu no confronto. Na mesma noite, os guerrilheiros exigiram da família o pagamento do resgate, feito dez dias depois.
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COM RAFAEL ITALIANI
Com a eleição do vereador José Américo (PT) para deputado estadual, quem volta à Câmara Municipal de São Paulo é Wadih Mutran (PP), de 79 anos, um dos símbolos do malufismo e integrante da tropa de choque do ex-prefeito Celso Pitta (1946-2009). “Se Deus quiser em março estarei lá”, afirmou um eufórico Mutran ao Estado, hoje pela manhã, em entrevista por telefone.
Em 2012, Mutran conseguiu um oitavo mandato consecutivo como primeiro suplente da coligação que apoiou o prefeito Fernando Haddad (PT) – mas teve de deixar a vaga no início de 2014, com a volta de Eliseu Gabriel (PSB), secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, ao Legislativo paulistano.
Rouco pela comemoração do dia anterior, o vereador mal conseguia falar hoje pela manhã. Mutran é um dos ícones da política clientelista que ainda vigora em bairros antigos de classe média da capital paulista. Com reduto eleitoral na Vila Maria, na zona norte da capital, ele mantêm três ambulâncias para levar moradores do bairro a hospitais e prontos-socorros da região. Também é famoso por distribuir cadeiras de rodas para deficientes. “Em março estou de volta”, afirmou à reportagem.
Mutran volta em março de 2015, quando Américo assumir sua vaga na Assembleia Legislativa. Nos últimos meses, o vereador entrou em profunda depressão após deixar a Câmara, onde ficou por 30 anos.
Ele ainda vai toda semana no Palácio Anchieta e fica vagando pelos corredores, falando com funcionários e assessores como se ainda fosse vereador. É comum ele também ir às sessões e entrar no plenário para cumprimentar os colegas. Na Vila Maria, ele anda pelas ruas do comércio local e cumprimenta lojistas como parlamentar. “Sair da Câmara pirou ele. Agora está feliz de novo”, relatou um colega do PP.
Durante as três décadas dentro da Câmara Municipal, Mutran nunca fez oposição a qualquer governo e se orgulha de dizer isso. Esteve na base governista de todos os últimos prefeitos desde 1986, de Jânio Quadros a Haddad. Defendeu a prefeita Marta Suplicy (PT) entre 2001 e 2004 para no ano seguinte integrar a base do prefeito José Serra (PSDB). Agora volta para integrar a base de Haddad no Legislativo.
Mutran também se orgulha de ter ocupado a Corregedoria da Câmara Municipal por 8 anos, entre 2003 e 2011, e nunca ter aberto nenhum procedimento de investigação contra seus colegas.
Entre 2008 e 2012, o parlamentar que defendeu os vereadores condenados no caso conhecido como “Máfia dos Fiscais” dobrou seu patrimônio de R$ 1,9 milhão para R$ 3,8 milhões. O enriquecimento no período ocorreu, segundo Mutran, porque ele ganhou três vezes seguidas na loteria esportiva.
Saída. Além de Américo, quem também deixa a Câmara Municipal são os vereadores <IP9,0,0>Floriano Pesaro (PSDB), Goulart (PSD), Telhada (PSDB), Marta Costa (PSD), Coronel Camilo (PSD) e Tripoli (PV).
Fortalecido com a vitória nas urnas, Américo quer fazer como seu sucessor o vereador Paulo Fiorilo (PT) para presidente da Câmara no biênio 2015-2016. Fiorilo só não vai conseguir se eleger com facilidade caso Dilma seja derrotada e Marta Suplicy volte ao Senado, na vaga ocupada pelo suplente e vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR).
Presidente do Legislativo paulistano entre 2006 e 2010, Rodrigues já avisou que volta para ser presidente, caso tenha de deixar Brasília. Ele conta com o apoio de parte da base governista insatisfeita com o prefeito Fernando Haddad (PT) e de líderes do antigo “centrão”, como Milton Leite (DEM) e Trípoli (PV).

Mutran na Vila Maria, flagrado em 2010 pelo Estado usando carro oficial da Câmara nas eleições; aliado de Maluf reassume vaga no Palácio Anchieta em março
O ex-governador paulista José Serra andou comentando com os amigos que ficou surpreso com a quantidade de candidatos que se lançaram na eleição deste ano apoiados na bandeira da defesa dos animais.
E até brincou com a tendência. “É tanto candidato, que daqui a pouco vamos ter que importar cachorrinhos”, disse o tucano, segundo um interlocutor.
A avaliação feita pelo PMDB hoje é a de que todo o desfecho da eleição estadual em São Paulo poderia ser diferente se não fosse a teimosia de Paulo Skaf em ficar longe da presidente Dilma Rousseff.
A tese é que o presidente da Fiesp, que contrariou todas as orientações da cúpula partidária em apoiar abertamente a petista, poderia ter atraído os votos dos petistas que resistem em apoiar o ex-ministro Alexandre Padilha. E, quem sabe, garantido a realização de um segundo turno contra o governador Geraldo Alckmin.
Há entre os que conhecem bem o ex-governador José Serra quem aposte sem sombra de dúvida que o tucano baterá o pé para ficar no páreo para a disputa presidencial de 2018.
A idade e o desgaste da corrida de 2010 jogam contra o tucano. Mas, se o senador Aécio Neves de fato terminar a corrida deste ano em terceiro lugar, ele pode sim embarcar numa briga dura com o atual governador Geraldo Alckmin pela vaga.
Alckmin, se conseguir se reeleger, entraria com a bagagem dos mandatos que teve à frente do maior colégio eleitoral do país. Serra, se vencer a disputa do Senado, poderia investir para se tornar um nome de destaque no Congresso.
Tido como um dos principais puxadores de voto no PT de São Paulo, nestas eleições o deputado federal Carlos Zarattini tem buscado crescer entre o eleitorado de classe média, para ampliar sua votação ou, pelo menos, manter a marca dos 216 mil votos de 2010.
Tradicionalmente mais forte entre a periferia, nos últimos dias o candidato à reeleição buscou o apoio de artistas e intelectuais que dialogam com outros públicos e que participaram inclusive das gestões de governadores como Orestes Quércia, Luiz Antônio Fleury Filho e Mário Covas, para gravarem depoimentos em sua homenagem.
O primeiro a participar foi o escritor Fernando Morais, ex-secretário estadual de Cultura do governo Quércia e de Educação, no governo Fleury. Outro apoiador recrutado é o arquiteto Ricardo Ohtake, ex-diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, que também comandou as pastas da Cultura, no governo Fleury, e do Meio Ambiente, no governo Covas. Além deles, a atriz global e tia de Zarattini, Eva Wilma, também participará do material produzido pela campanha.