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14 May 22:13

As Nove Regras de Conduta – The Nine Rules of Demeanour

by Milésio
A nom esquecer / Do not forget

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Sabemos que circulam muitos mitos falsos sobre o antigo Povo Celta. Sabemos que falta muita informaçom do nosso passado e que, em grande parte, só podemos fazer umha reconstruçom parcial do conhecimento ancestral. Contudo, hai cousas que sim sabemos, seja de forma directa ou indirecta, através da investigaçom e estudo comparado com outras terras celtas. Podemos, aliás, adaptar e actualizar de forma razoável o que os nossos Devanceiros e Devanceiras pensavam aos tempos de hoje.

Sabemos assim que os três eixos por trás da ética druídica som a Responsabilidade, a Honra e o Compromisso. Podemos concordar tamém nos Nove Compromissos e as Nove Virtudes como preceitos comuns a todos os grupos druídicos sérios, com essas ou outras palavras similares. Indicamos isto tudo na nossa secçom sobre a Druidaria.

Mas, como podemos dar forma à reconstruçom dumha sociedade “céltica” no nosso dia a dia com base a tudo o indicado? Que pequenos actos podemos realizar? Que concreçons termos presentes na nossa vida cotiã? Vam pois, umhas recomendaçons por onde começarmos fazer do nosso mundo um lugar melhor para todos e todas seguindo umha lógica céltica.

As Nove Regras de Conduta Druídica:

1. Cortesia e educaçom.

Sé decididamente cortês, sé educado/educada. Saúda e sorri. Agradece sempre, especialmente a pessoas subordinadas. Mantém as boas formas em todo momento. Nom provoques barulho nem sejas desagradável. Pede desculpas se causas moléstia ou incomodo acidentalmente. Sé pontual.

2. Hospitalidade e generosidade.

Um/Umha celta mede-se pola sua hospitalidade. Fornece, dá com fartura, assegura-te de que ninguém no teu clã sofra necessidade. Partilha. Ajuda ao estranho ou estranha se a sua causa é genuína e a sua conduta adequada. Acolhe de braços abertos a quem o mereça e retribua, mas nom permitas abusos, roubos e descaramentos.

3. Conhecimento.

Informa-te, estuda, vai à raiz. Nom fales do que nom sabes, aprende de quem sabe. Nunca espalhes rumores. Pergunta e debate como ferramenta contra a ignorância. Se ofereces umha opiniom fundamentada informa que é umha opiniom e nom um facto. Defende os factos, aliás, se genuinamente acreditas neles como certos. Aceita estar equivocado/equivocada quando aconteça.

4. Respeito e tolerância.

Respeita a quem pensa e actua diferente se o fai com Honra, razons e convicçom genuína. Destrói a charlatans e impostores. Defende as tuas crenças e valores mas sempre com argumentos e atitude construtiva. Ouve, sé empático/empática, mas nom toleres a quem só prevarica ou quer causar mal.

5. Justiça e verdade.

Sé justo/justa. Di a verdade. No pensamento celta, umha vez algo é decidido só isso pode vir a ser e, portanto, nada pode estar errado nesse momento preciso. Se depois se demonstra como errado assume-o, cresce como pessoa, e corrige e repara sempre todo mal causado. Mas esmaga os ardis de quem te quer enganar ou tirar proveito de ti.

6. Terra e Natureza.

A Terra sustenta a nossa realidade, a Natureza é tudo ao nosso redor. Som o legado do passado para o futuro. Respeita-as, honra-as. Nunca as danes e, mais do que isso, cuida delas, pois elas som tu e tu és elas. Informa a toda pessoa que desconheça esta verdade, combate toda pessoa que mália saber actue na sua contra.

7. Cuidado e saúde.

Cuida-te, mantém-te sã e seguro/segura, mantém-te asseado/asseada. Respeita-te. Fai o necessário para estares sempre em boa condiçom física. Aprende como funciona o teu corpo e conhece as suas reacçons, pois o teu bem-estar mais elementar depende disso. Cuida a higiene própria e doméstica, como faria qualquer animal, pois a Natureza é ordenada e limpa. O desleixo é egoísmo.

8. Sem dano, sem ódio.

Nom provoques dano a nada nem ninguém. Respeita a propriedade dos/das demais e exige respeito para a tua. Jamais forces ninguém ao que nom quer fazer. Defende o/a inocente. Cada pessoa vale o que valem a sua palavra e as suas obras, e cada pessoa deverá ser tomada individualmente no que é, para bem ou para mal. Se tens que combater que seja em defesa própria e porque tentasche tudo e nada funcionou.

9. Sentidinho.

Ou a palavra mais galaica possível para resumir o equilíbrio mental. Nom sejas um tolo/tola. Pensa, razoa, planifica antes de falares ou actuares. Considera tudo o dito e toma decisons honestas, nom te enganes a ti mesmo/mesma. Actua com proporçom e sem precipitaçom, mas com decisom e resoluçom. Nom fagas caso de “imbecis e escuros”, evita provocaçons. Esnaquiza rapidamente, porém, a quem nada disto respeite e te queira fazer mal a mantenta.

Ou em resumo:

  • Sé cortês e educado/a.
  • Sé generoso/a e acolhedor/a.
  • Estuda.
  • Respeita os/as outros/as.
  • Sé justo/a e sincero/a.
  • Protege a Terra e a Natureza.
  • Fica saudável, seguro/a e limpo/a.
  • Nom causes mal nem provoques ódio.
  • Nom sejas parvo/a.

 

[in English] It is known that many false clichés are told about the ancient Celtic People. It is known that much information from our past has been lost and that, for the most part, only a partial reconstruction of that ancestral knowledge can be accomplished. However, there are things we do know, directly or indirectly, thanks to research and comparative studies with other Celtic lands. We can, moreover, make an educated guess in adapting and updating what our Ancestors thought to the times we are living in.

We know that the three key aspects behind Druidic ethics are Responsibility, Honour and Commitment. We can also agree on the Nine Commitments and the Nine Virtues as common principles for all serious Druidic groups, with those or similar words. We discuss all this in our section on Druidry.

Yet, how can we face the reconstruction of a “Celtic” society today based on all of the above? What little things can we do in our daily lives? Here are, then, a number of recommendations where to begin making our World a better place for all, following a Celtic logic.

The Nine Rules of Druidic Demeanour:

1. Courtesy and politeness.

Be impeccably courteous, be polite. Greet and smile. Always say thank you, especially to subordinates. Use good manners at all times. Do not become noisy, boisterous or be nasty. Apologise if you ever cause trouble or annoyance accidentally. Be punctual.

2. Hospitality and generosity.

A Celt is measured by his/her degree of hospitality. Provide, give plenty, make sure nobody in your clan is lacking the basics. Share. Help the stranger if his/her cause is genuine and his/her conduct proper. Welcome with open arms whoever deserves it and reciprocates, but do not tolerate abuse, theft nor insolence.

3. Knowledge.

Inform yourself, study, go to the root. Do not speak about what you do not know, learn from those who know. Never spread gossip. Ask and discuss as a tool against ignorance. If you give a reasonable opinion do state it is an opinion and not a fact. Defend the facts, however, if you genuinely believe in them as being true. Do accept being wrong when it happens.

4. Respect and tolerance.

Respect whoever thinks and acts differently if he/she does it with Honour, reason and genuine conviction. Destroy the charlatans and impostors. Defend your beliefs and values but always using arguments and with a constructive attitude. Listen, be empathic, but do not tolerate those who only prevaricate or want to cause evil.

5. Justice and truth.

Be fair. Speak the truth. In Celtic thought, once something is decided then only that can come to be and, therefore, nothing can be wrong in that precise moment. If it is later proven as wrong, accept it, grow as a person, and correct and repay any harm you may have caused. But crush the wile of anyone who wants to deceive you or take advantage of you.

6. Land and Nature.

The Land sustains our reality, Nature is everything around us. They are the legacy of the past for the future. Respect them, honour them. Never harm them and, more than that, cherish them, for they are you and you are them. Tell all this to anyone who ignores this truth, fight anyone who – despite knowing – acts against them.

7. Care and health.

Look after yourself, keep yourself healthy, safe and clean. Respect yourself. Do the necessary to always be in good physical condition. Learn how your body works and get to know its reactions, because your most basic well-being depends on that. Look after your personal and domestic hygiene, as any animal would do, for Nature is tidy and clean. Negligence is selfish.

8. No harm, no hate.

Do not cause harm to anything or anyone. Respect the property of others and demand respect for yours. Never force anyone into doing what they do not want to do. Defend the innocent. Each person is worth what his/her word and works are worth, and each person must be dealt with individually as they are, for good or for bad. If you have to fight make sure it is in self-defence and because you have tried everything and nothing else has worked.

9. “Sentidinho”.

Or the most Galician word possible to sum up mental balance. Do not be a fool. Think, reason, plan before you talk or act. Consider everything and make honest decisions, do not deceive yourself. Act with proportion and do not be hasty. Do not listen to those “foolish and dark” (as our National Anthem goes), avoid provocations. Smash swiftly, however, whom none of this respects and wants to harm you on purpose.

Or in summary:

  • Be courteous and polite.
  • Be generous and welcoming.
  • Study.
  • Respect others.
  • Be fair and truthful.
  • Protect the Land and Nature.
  • Stay healthy, safe and clean.
  • Cause no harm and provoke no hate.
  • Don’t be a fool.

 

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17 Apr 11:39

Etymology of Country Names

by Alex

Maps of the world but the country names are what they mean.

North America
North America

 

United States
United States

 

Central America
Central America

 

South America
South America

 

Europe
Europe

 

Middle East
Middle East

 

Asia
Asia

 

Australia and Oceania
Australia and Oceania

 

Africa
Africa

 

Antarctica
Antarctica

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17 Apr 11:37

9 Ways to Divide Russia

by Alex
17 Apr 09:55

No Band Should Play For More Than 20 Minutes

by Maria Sherman

Imagine: you’re in a crowded mid-size venue, 300 strangers surrounding you. Just an hour ago, this space was vacant; now you’re practically cuddling with some drunk dudes you’re praying won’t spill beer on your shirt. They don’t smell great. It’s Friday night and you’ve headed straight from work to happy hour to here,…

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16 Apr 07:33

El cristianismo, en peligro de extinción en Europa

by Carlos Esteban

Cada vez hay menos creyentes entre los jóvenes, una tendencia que no deja de acelerarse año tras año según un reciente estudio titulado ‘ Jóvenes adultos y religión de Europa’.

Si Europa tiene, como es innegable aunque se niegue, raíces inequívocamente cristianas, no parece que sus frutos vayan a serlo: cada vez hay menos creyentes entre los jóvenes, una tendencia que no deja de acelerarse año tras año, según un reciente estudio del Centro Benedicto XVI para el Estudio de la Religión y la Sociedad, perteneciente a la Universidad St. Mary de Londres, en asociación con el Instituto Católico de París, titulado ‘ Jóvenes adultos y religión de Europa’.

La mayoría de los jóvenes en Europa -entre 16 y 29 años- ya no son cristianos; el cristianismo ha dejado de ser, como titula The Guardian, la fe por defecto del Viejo Continente, lo que hay que combinar con el dato de que en apenas una o dos décadas habrá en Gran Bretaña más creyentes musulmanes que cristianos.

El país más religioso del continente es Polonia: solo el 17% de los jóvenes se confiesa no religioso; seguido por Lituania, donde la proporción es del 25%.

Polonia es, ciertamente, una excepción llamativa, como muestran otros datos que han aparecido recientemente publicados con respecto a la Cuaresma y referidos a la práctica cristiana. Así, dos tercios de los polacos (todas las edades) aseguran confesarse antes de la Semana Santa, según una encuesta de CBOS, y más de la mitad participa en el Triduo Pascual y en retiros espirituales de Cuaresma. El 85% de los polacos mantiene el ayuno de Viernes Santo.

Pero si alguien pretende extraer de estos dos casos alguna teoría según la cual los países que vivieron medio siglo bajo en yugo soviético, en regímenes comunistas oficialmente ateos, han reaccionado por contra abrazando de nuevo su raíz cristiana, el país que encabeza la lista de proporción de ateos ofrece un mentís a esta hipótesis: la República Checa, donde nueve de cada diez jóvenes se confiesa no religioso o ateo.

En España -Luz de Trento, Espada de la Fe, ya saben- más de la mitad de esos jóvenes -un 55%- se declara no religioso. Estamos peor que Suiza o Alemania.

Aunque, en este último caso, es difícil saber qué significa ‘ser religioso’ para ese 55% que se confiesa como tal, al menos entre los católicos. Según datos de la propia Conferencia Episcopal Alemana, el 54% de los sacerdotes se confiesa solo una vez al año o menos, al igual que el 70% de los diáconos y el 91% de los  “asistentes pastorales”, y solo el 58% de los sacerdotes admite “rezar una vez o más al día”.

Con semejante ejemplo de sus pastores, no sorprenderá demasiado que solo el 60% de los laicos crea en la vida después de la muerte y solo un tercio en la Resurrección de Cristo. En qué sentido se confiesan católicos -y pagan ‘religiosamente’ el Kirchensteuer- es algo que se nos escapa.

Frente a esta fe moribunda en el Continente que la ha expandido por todo el planeta y donde la Iglesia Católica tiene su centro, es consolador conocer que en otros continentes, en esas benditas ‘periferias’ a la que se suele referir el Santo Padre -aunque no en la suya, Latinoamérica-, las noticias de conversiones masivas son un rumor constante y creciente.

De todos estos tristes datos se podrían -se deberían- extraer las oportunas conclusiones de esta desbandada general. En especial, la Iglesia Católica debería reflexionar, coincidiendo con el Sínodo de la Juventud, qué ha pasado en las últimas décadas para que los jóvenes se sientan cada vez más desconectados con el mensaje evangélico.

04 Apr 16:37

Teen On Birthright Trip Hadn’t Expected To See So Many Dead Palestinians

by The Onion

JERUSALEM—Saying they were pretty hard to miss during her two-week visit to Israel, teenager Sarah Caplan told reporters Monday that she hadn’t expected to see so many dead Palestinians on her Birthright trip. “My friend Kate who came over last year said she noticed a couple, but this is way more dead Palestinians…

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04 Apr 16:31

Ugly Medieval Paintings of Cats

by A B

While medieval artists excelled at painting religious scenes, portraits of royalty and naked ladies, cats offered an altogether different challenge. It looks like the medieval painters never laid eyes on a cat.

04 Apr 16:07

Signo, la editorial que vende colchones y 'tablets' a domicilio: "Engañan a mayores"

by María Zuil

Balbina Cabrera tiene 79 años y se calienta las piernas bajo una mesa camilla recubierta de ganchillo mientras ve la televisión. Es viernes por la tarde y espera nerviosa a que llamen a la puerta y se lleven, por fin, el ordenador, la 'tablet' y la colección de libros que compró a una editorial. Hace unas semanas firmó un contrato con Signo Editores por el que se comprometía, sin saberlo, a pagar 1.563,90 euros en cuotas mensuales.

Junto a ella están sus hijos, los que descubrieron los paquetes intactos en el suelo del piso de San Fernando de Henares (Madrid) unos días después. “La llamaron diciéndole que tenía puntos acumulados porque era una antigua clienta, que le regalaban un libro de repostería, y que se pasaban por casa para que escogiese por qué canjearlos”, explica Nines, su hija. “El chico que vino estaba empeñado en que me quedase un sillón de masaje, ¡pero yo no quería nada! Cogí el ordenador y la 'tablet' porque eran pequeños, para los nietos”, confirma Balbina. Al día siguiente, el 2 de marzo, aparecieron en su domicilio con el pedido y una caja de libros de la colección Reino Animal, que no había pedido (y que ni siquiera coincide con la que viene en el contrato). Firmó todo, sin tiempo para leerlo detenidamente, y las cajas quedaron intactas hasta el pasado viernes, cuando, después de muchas llamadas y un burofax, han ido a recogerlo.

Cuando llaman al timbre, al repartidor no le sorprende la estampa: “Qué, la han engañado, ¿no?”. Los hijos, indignados, le cuentan la situación y el clima se caldea: “Llegas a ser el que le vendió y te tiro por la ventana”, le espeta el hijo. “Te da rabia e impotencia. Les da igual entrar a casa de gente mayor, les da igual que no tengan para una barra de pan, ¿cómo pueden vivir así? ¿Dónde tienen la conciencia? Esta gente, ¿de qué vive?”, se pregunta Nines.

40 años en el mundo editorial

Detrás está la editorial Signo Editores, antes Ediciones Rueda, una empresa que facturó 57 millones de euros en 2016, de los cuales ocho son beneficios. Su actividad principal es la venta por catálogo a domicilio de todo tipo de productos, no solo libros, aunque en su web solo puedan encontrarse referencias a estos últimos. No venden en librerías físicas, a pesar de que tienen colecciones de Mortadelo y Filemón, el Capitán Trueno, fotografía, animales, historia, medicina natural o recetas. De su plantilla de 540 personas, 300 son comerciales y tienen 24 oficinas por toda España. En algunas asociaciones de consumidores les conocen bien por sus “prácticas agresivas”, que ellos niegan rotundamente.

Haz clic aquí para ver el contrato por 6.500 euros.

“Llevamos 40 años en el sector, pero el mercado va evolucionando y ahora hacemos ofertas combinadas: en todos los lotes que vendemos va una colección, siempre tiene que llevar una colección, y junto a eso, productos tecnológicos”, afirman desde la empresa. El precio de sus conjuntos de 12 libros ronda los 1.700 euros según su web, por eso, por ejemplo en el caso de Balbina —y en varios que veremos a continuación—, es complicado estimar si está pagando de más, a pesar de que ni el ordenador ni la 'tablet' que tenía en su casa sumaban juntos los 500 euros de valor en el mercado. “La cultura se ha menospreciado últimamente, no se le da el valor que tienen los productos. Nuestras colecciones tienen un precio desde 1.300 a 1.700 euros y eso no se valora... ¿Es poco ético vender una colección por 1.600? ¿Es menos ético que vender un móvil por 1.000 euros?”, alegan desde la empresa.

Tampoco pueden contrastarse los precios revisando su catálogo, puesto que no aparecen los importes de los productos que ofrecen puerta por puerta. "Tenemos una gran variedad de precios, todo depende de la colección y artículos que se escojan”, justifican desde Signo Editores. Sin embargo, en asociaciones de consumidores como EKA/ACUV, del País Vasco, confirman que de los más de 50 casos que reciben anualmente, lo habitual es que el precio “esté inflado varias veces por encima de su valor” y explican así el 'modus operandi' de la editorial: “Intentan captar a puerta fría a gente mayor. Lo que hacen es que con excusas para entrar en las casas, por ejemplo, premios que te han tocado o puntos, te ofrecen todo tipo de productos”, explica Mikel Muñoz, de la asesoría jurídica de EKA/CUP. Aunque en su página web hace tiempo que alertan de que los comerciales de esta empresa "embaucan, engañan e incluso presionan psicológicamente" a los clientes, aseguran que es difícil estimar que haya algo ilegal en esta manera de funcionar. “Van a un objetivo en el que la reflexión sobre la compra no existe porque son vulnerables. Hasta 14 días después de la firma se puede desestimar el contrato [cancelarlo]. Es después cuando se complica, porque para que un juez lo anule tienes que alegar que es alguien con alzhéimer. Son más prácticas agresivas que ilegales”.

Los paquetes en casa de Balbina. (M. Z.)

María Esther Abad, de Baracaldo, todavía no se explica cómo le vendieron el colchón en el que duerme desde hace dos meses y por el que ahora le piden, con más productos, cerca de 5.000 euros. Se ha recorrido todas las colchonerías de su ciudad y no ha encontrado ninguno que se acerque remotamente al precio que le reclaman. Después de coger el teléfono con desconfianza, cuenta así su experiencia: “Un día me llaman al teléfono y una señorita me dice, ¿le puedo hacer una pregunta? ¿Usted qué prefiere, comida tradicional, vasca, india o rusa…? Le digo que estoy acostumbrada a la cocina vasca y que a veces como alguna hamburguesa y me dice: '¡Uy qué lista! Por contestar esa pregunta solo le vamos a regalar un libro', y le digo que no quiero motos. Me dicen que es una promoción que están haciendo en Euskadi, que no pasa nada… y al día siguiente viene un chico con el libro, le digo que no, intento cerrar y no sé cómo de repente estaba dentro de casa. No sé si me abducieron o qué, pero de repente estaba con un catálogo enseñándome todo. A partir de ahí, de los libros no me dijeron nada más. Me dicen que me van a dar un masajeador de pies, un rólex… y todo por 12 euros al mes durante 36 meses. Que era buenísimo, y yo, como una gilipollas, firmé todo”, recuerda cabreada María Esther, de 62 años.

“Al día siguiente vienen con los paquetes, y me dicen que hay un colchón, que nunca habíamos hablado nada de colchones, que es un regalo y que en lugar de 12 euros va a ser un poco más, pero que está todo bien. Esos días tuve algunos problemas personales y no abrí las cajas hasta que habían pasado los 14 días. Entonces veo que son todo libros, todo", denuncia María Esther. "Fui al banco y dije que no pasasen ningún recibo, y desde entonces me llaman que tengo que pagar y que no puedo devolver el colchón porque está desprecintado. Lo estoy pasando fatal con todo esto”.

Una de las colecciones de Signo Editores valorada en 1.750 euros.

En el caso de Irene, de 75 años, le 'regalaron' también un ordenador y más productos por los que tenía que abonar 55 euros mensuales. Llegó a pagar cuotas durante un año hasta que los hijos se dieron cuenta y han terminando negociando con la empresa un pago de unos 1.000 euros para zanjar la financiación. A Flor, la madre de Silvia, le vendieron 10 productos (entre ellos, joyas, una aspiradora y un robot de cocina) por un valor de 6.509 euros (pueden ver el contrato más arriba). A la madre de Verónica, con 72 años y de Valencia, le vendieron un 'pack' por 5.000 euros con cuatro colecciones que llevan un año en Milanuncios esperando a alguien que esté dispuesto a pagar 800 euros por cada una “para al menos sacar algo, porque nos parece carísimo”.

En la asociación de Asturias también los conocen, y aseguran recibir una veintena de casos al año, con la misma forma de actuar, desde al menos el año 2009. “Lo que vemos es que hay un engaño, pero es complicado demostrarlo, habría que grabar una visita para ver cómo les convencen para firmar”, apunta Ana Belén Álvarez, abogada de la asociación asturiana. “Todas [las ventas] tienen en común que son cosas para la salud y que son comerciales que buscan la confianza, que acaban merendando y están dos horas en la casa y generan un vínculo”. Además, ambas asociaciones aseguran que la editorial pone trabas con diversas estrategias para que se pase el plazo en el que es legal anular el contrato, otro extremo que la editorial niega: “Tratamos de facilitar lo máximo posible, no queremos clientes descontentos y a veces recogemos incluso fuera de plazo”. Cuando vencen los 14 días, el cobro de las cuotas pasa a una financiera, de la que Signo Editores recibe el importe total del contrato.

Sede de Signo Editores en Pozuelo de Alarcón (Madrid). (M. Z.)

Acusan a extrabajadores

Como Nines, muchos familiares acuden a Google en busca de información cuando descubren el contrato que han suscrito sus padres. Desesperados, se encuentran con que la búsqueda de 'Signo Editores estafa' arroja 60.500 resultados, mientras que con 'Ediciones Rueda', la anterior empresa, aparecen 110.000 entradas. Tras pasarse un fin de semana entero leyendo sobre la editorial, Nines acudió a la Oficina Municipal de Información al Consumidor de su zona, donde confirman que ha habido más casos recientes en el barrio. “Hace una semana dimos una charla, ’No abras ni al del gas’, para alertar de este tipo de ventas”, confirman desde la oficina.

Desde Signo Editores afirman que no van deliberadamente a por un público de la tercera edad, “aunque suela ser el que está en casa a las horas que llamamos”. Afirman que recientemente han puesto un límite de edad de 79 años y otro de 4.000 euros para los contratos. También que sus comerciales tienen prohibido usar la palabra 'regalo', que realizan llamadas de calidad al poco de consumarse el contrato para confirmarlo, y que han contratado hasta a grafólogos para acreditar las firmas. “Nosotros tenemos tolerancia cero con la venta agresiva, pero eso no quita que haya comerciales que se puedan desviar de nuestro código de conducta ética”, añaden. De las 29.376 ventas que hicieron en 2017, hasta 5.044 fueron devueltas, según sus propios datos.

Aseguran también que con las asociaciones del País Vasco y Asturias son precisamente con las que más problemas tienen. “Les gusta acusarnos de estafa, pero no nos han condenado nunca por ese delito”, añaden. Remiten en su lugar a hablar con Facua Córdoba, “por las conversaciones fluidas" que tienen con ellos y para demostrar sus buenas praxis. Sin embargo, Francisco Martínez, su presidente regional, niega esta relación y solo reconoce que hace dos años resolvieron con celeridad el contrato que habían firmado con una persona discapacitada y trabajadora de la ONCE. De hecho, revisando el histórico de expedientes, afirma que llevan tres en lo que va de año, “un pico que ni las reclamaciones de rebajas, y que demuestra que algo no se está haciendo bien”.

Clic para ampliar el contrato de Balbina.

Desde la empresa argumentan también que estas irregularidades pueden haberse llevado a cabo por antiguos trabajadores que se llevaron una copia de la cartera de clientes (formada con sus propios excompradores y los datos de una empresa especializada), y que realizan ventas fraudulentas en su nombre. “Tenemos varios casos denunciados, tanto de empresas como de extrabajadores”, aseguran. También que han tenido que cerrar oficinas como las de Bilbao por ventas poco éticas.

A Nines, la primera versión que le dieron del caso de su madre fue precisamente esa. Dijeron que no les constaba ningún registro de Balbina, a pesar de que tiene en vigor otro contrato que firmó hace meses también con ellos y por el que sigue pagando 27 euros mensuales. Le preguntaron cómo podía saber que se trataba efectivamente de su editorial, si ni siquiera habían dejado un contrato como prueba. “¡Y quién iba a ser! Si trajeron sus libros”, se indigna. Después del burofax de desistimiento, volvieron a llamarles para recoger el pedido —“sabían perfectamente lo que había”— y, efectivamente, el día de la recogida el repartidor llevó el contrato firmado con Signo Editores que pueden ver al margen de estas líneas.

Desde la asociación de consumidores EKA/ACUV recomiendan ante este tipo de situaciones, “primero no abrir, luego no firmar, y tercero recordar que se puede resolver antes de los 14 días”. También insisten en contarlo a sus familiares porque muchas veces, “por vergüenza”, los mayores no reconocen haber contraído este tipo de deudas ante sus hijos. “Lo he pasado muy mal, sobre todo de ver a mis hijos tan nerviosos, pero ya está, ya no voy a abrir ni al del gas”, afirma Balbina.

01 Apr 15:34

'Wild Wild Country' es imprescindible para los amantes de los documentales sobre los hechos reales más insólitos

by Mikel Zorrilla

Country

Las series de televisión llevan siendo durante años el principal emblema de Netflix. Solamente hay que recordar casos como ‘House of Cards’, ‘Orange is the New Black’, ‘Narcos’ o ‘Stranger Things’. Ahí nadie puede discutir que ocupan un lugar de privilegio entre los amantes de la pequeña pantalla, pero a veces puede dar la sensación de que las obras de ficción están tapando otras que también merecen mucho la pena.

Seguro que muchos recordarán el caso de ‘Making a Murderer’, una aclamada serie documental sobre el caso de Steven Avery. Fue uno de los títulos más comentados durante varias semanas y aún son muchos los que esperan con ganas una segunda temporada. Netflix ha vuelto a intentar replicar su éxito sin llegar a conseguirlo y creo que ‘Wild Wild Country’ no va a llegar a ese nivel, pero sí que es una serie imprescindible para los amantes de los casos reales más insólitos.

Adictiva

Sheela Rajneesh

El intento de asentamiento de un gurú indio y sus seguidores en una pequeña localidad de Oregón durante los años 80 es la base sobre la que se construye una apasionante serie documental dividida en seis episodios. Lo que parecía un conflicto puramente local pronto fue ganando presencia a medida, pero ‘Wild Wild Country’ no va directa al meollo, sino que se toma las cosas con calma para que uno entienda mejor la dimensión de la historia que nos va a contar.

De hecho, el primero de los seis episodios podría resumirse como todo lo que sucede previamente a la llegada de Bhagwan Shree Rajnessh a Estados Unidos. Se nos detalla que fue lo que le llevó a expandir su palabra, basada en el sexo libre y la meditación, fuera de su país natal, donde cada vez era sometido a un control mucho mayor por parte de las autoridades. Todo esto a través de entrevistas con algunas de sus seguidores más destacados, entre los que sobresale con luz propia Ma Anand Sheela.

Ante la imposibilidad de entrevistar a Rajneesh, Sheela se convierte en la principal impulsora de esas creencias que simplemente buscaban encontrar un sitio en el que, por así decirlo, tener su base de operaciones a partir de la cual ir llegando a personas de todo el mundo. El problema es que la creación de esa utopía tardó bien poco en chocar con las autoridades, dando lugar a conflictos de lo más variados y en los que hay episodios tan alucinantes que hasta cuesta creer que algo así pudiera suceder.

'Wild Wild Country' merece mucho la pena

Country Wild

Eso sí, ‘Wild Wild Country’ no comete el error de dar únicamente voz a los defensores de Rajneeshpuram, que es como se llamó el pueblo en cuestión, y también muestra, aunque en este caso principalmente a través de una exquisita selección de imágenes de archivo, un punto de vista más crítico. En ocasiones cegados por los prejuicios, pero también mostrando que no todo era tan bonito como lo vendían, algo descubierto a través de un tremendo error por parte de los responsables de Rajneeshpuram.

Otro gran acierto es estructurar los episodios de tal forma que bien podríamos hablar de cliffhangers al final de los mismos que te hacen desear ver lo que va a suceder a continuación. A eso ayuda que los propios hechos presentan un in crescendo dramático tan estimulante que siempre queda la sensación de que lo más gordo de todo aún está por venir. Este punto tiene mucho mérito, ya que ‘Wild Wild Country’ está repleto de situaciones que te hacen abrir los ojos asombrado.

Un pueblo queriendo desintegrarse para no ser absorbido por Rajneeshpuram, la inesperada implicación de uno de los fundadores de Nike, una invasión de vagabundos y un ataque bacteriológico son solamente alguno de los reclamos para que las algo más de seis horas de duración se pasen volando. También puedes leer simplemente la historia y fascinarte por lo sucedido, pero ‘Wild Wild Country’ la convierte en una adictiva serie documental a la que conviene dar una oportunidad.

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La noticia 'Wild Wild Country' es imprescindible para los amantes de los documentales sobre los hechos reales más insólitos fue publicada originalmente en Espinof por Mikel Zorrilla .

29 Mar 15:43

People Share the Cruelest Things They Did in High School

by VICE Staff

High school coincides with some messed-up teenage brain activity. It's a period of supercharged cockiness crossed with reckless impulsivity, driving many of us to destroy those who least deserve it. It's sad, but also weirdly common.The sticky tape was actually sandpaper! Etc.

To get a gauge on just how common, we asked around the VICE Australia and New Zealand offices for regrettable stories.

Emma
I started a rumour that an anorexic girl in our year level left a massive poo in the year-10 toilets. It was called the "monster poo" and I said she did it because anorexic people ate so much fruit. She heard me telling some cool year 12 girls, one day. I was so broken by it. I wrote her this whole email saying she could make up anything fucked about me, and I would admit to it. She just wrote back: "It's cool, we're still friends." It was the saddest email.

Jake
I spiked a kid's water bottle with an entire bottle of fast-acting liquid laxative. Didn't see him for a week afterwards.

Ben

Two friends and I made up a realistic dream girl (realistic as in she liked System of a Down, not just "death metal") for our mate, and then added him on MSN. But it got way too real when he kind of fell in love with her, so we made up a story about her moving overseas and her dad banning her from MSN. We ended up telling him the truth when we were drunk, and then he lost his virginity to his stalker.

Karen
We had a foreign exchange student at our school from South America and I volunteered to house her (I was an only child). Once she'd been with us for a few days I started telling her that her mother hated her, and that was why she got sent away. She cried and asked to be moved out of our house. Then I started doing it at school, until she suddenly left to go back to South America—ahead of schedule.

Anna
A friend and I called up the herpes info line and got a bunch of info packs sent to the homes of girls in our grade we thought were "sluts". We were in year seven, so that pretty much meant girls who wore lipgloss.

Ursula
I told my friend, after accompanying her to a vet with her guinea pig, that her guinea pig wasn't going to make it (even though it was fine) just to see how she'd react. She cried for days.

Sarah
My friends and I used to prank call a lot of landlines. One time we got the voicemail of a lovely (in-love) sounding couple. Let's call them Jane and Dave, and I pretended I'd been having an affair with Dave by leaving a long-winded voicemail about our time together. Then left my friend's mobile number for them to call back. They kept calling, and we never answered. Eventually they went to the police as they were so close to getting a divorce, and the husband wanted to prove it was wrong. My friends and I (along with our dads) had to go and face them at the police station, and give them a restaurant voucher to say sorry.

Jeff
I went to a boys' school with a deeply ingrained culture of bullying. The younger boys used to get it the worst, and I "witnessed" something called "poling" on numerous occasions. Poling is the act of picking up a short boy and placing him on top of a pole and then threading the pole through his shorts and underpants. Once he has been "threaded", his feet are replaced on the ground and he's left there. The only way he can escape the pole is to take off his shorts and underpants to free himself.

Adrianna
In year 10 I went on a French exchange for seven weeks with five other friends. We knew no one at this French school but each other. One of the girls had been trying to stop other people running for school captain, so I decided to launch a vendetta against her: no one in the group was allowed to talk to her for the rest of the trip. The isolation was horrific, from getting seperate hotel rooms, not inviting her out with us to not eating lunch/dinner with her and literally avoiding eye contact.

Dave
Me and a friend hid sneaked into our friend Will's house and while no one was looking started blasting the most heinous porn on the computer in his bedroom (he wasn't in there at the time). I remember landing on a hardcore fisting scene that was pretty much a guy punching a butt. His mum went into his room to see what the noise was. Our friend was like, "It's not mine! I don't watch Porn!" Tears ensued as Will pleaded innocent down the halls. We were banned from the house indefinitely.

Layla
I told my favourite teacher's son that he would never amount to be anything like his mother.

Sara
I was a real asshole to my brother growing up, and he was always so sweet to me. One day I was stapling something in the living room, and I saw he'd left his school shoes out. Without really thinking about it, I just flicked a few staples in each one. I had this vision he'd put them on and shriek like a cartoon cat and it would be a real laugh. He put them on the next morning and didn't say anything, just headed out the door. So the next day I did the same thing. At the time it made total sense to just keep doing it until I got the hilarious reaction I deserved.

Weeks and weeks passed, and one day I heard him talking to my mum. He was having all these knee and hip problems due to chronic foot pain and was so upset because he was a star athlete. It looked like the foot pain was going to derail his whole year and his place as sports captain. I broke in and was like: "Oh no, there's nothing wrong with your feet, I've just been putting staples in your shoes every day for weeks." They were both so angry. I remember my mum yelling at me, "Why would you ever do that? What is your possible motivation?" And just starting back at her like, well, now I think about it, nothing really.

Vicky
I sent my friend a series of anonymous death threats written with the ink of a broken red biro, so it looked like blood. I don't what possessed me to do it; I am generally not a sociopath.

Mo
I moved schools once and a girl I became friends with suddenly started being really mean to me. I wasn't used to not being the most popular person, and I didn't really know how to do deal with a frenemy. I ended up writing down all of the things she had told me (people she hated, boys she liked) in a "diary entry" and stuck it to the school notice board, as if it had come from her. She cried a lot.

Anne
I went to a school that backed onto a national park. During cross country we used to hide and capture year eight students, then tape them to trees.


This article originally appeared on VICE AU.

29 Mar 15:38

El SUP pide que el Gobierno prohíba el 'show' de Valtònyc

by UXÍO SANTAMARÍA SANTIAGO


29 Mar 15:34

Hombres explican con todo detalle por qué no comen coños

by Broadly Staff ES

Este artículo se publicó originalmente en Broadly, nuestra plataforma dedicada a las mujeres.

La semana pasada publicamos un artículo en el que sexólogos nos explicaban por qué algunos hombres se niegan a comer coños. Pero para nosotras lo verdaderamente importante era escucharlos a ELLOS y entender, si se puede, por qué hay una clase de hombres que niegan este placer tan legítimo a las mujeres con las que se van a la cama.

A modo de reclamo nos lanzamos al vacío de Twitter prometiéndoles confiable anonimato y no juzgarles pasara lo que pasara. La verdad es que pocos hombres nos han escrito para decir que "ellos no", más bien para todo lo contrario. Todo ha ido un poco más "espera, que te paso el contacto de un colega que creo que no baja". Y así han ido saliendo unos pocos hombres, como caracoles, levantando tímidamente la mano y agachando la cabeza.

Aquí están los testimonios recabado. También nos han pedido expresamente que cambiáramos sus nombres.

XAVI, 26 AÑOS

A ver, hablando de coños: obviamente sí, he comido coños en mi vida, pero yo soy bastante pijito en eso y siempre he dicho que si encuentro una chica que me gusta y a la que me apetece comerle el coño significa que puede convertirse en mi novia.

En ese caso, si se puede convertir en mi novia, significa que me pone, me atrae y automáticamente le como el coño bien y me da igual que no se duche desde hace tres semanas o que tenga pelos de kilómetros. Pero si no me gustas mucho, si no me atraes tanto o hemos acabado en la cama porque los dos estamos borrachos, no voy a comerte el coño ni aunque me pagues. Es imposible que el coño te haga cambiar la idea de una persona.

"Creo que comer el coño es un gesto de amor. Solo lo hago si me gustas muchísimo, si me quiero casar contigo"

El coño suele confirmarte lo que opinas sobre esa persona. Si me gustas, el coño no puede fallarte. Pero hay coños feos: hay coños negros, con la piel que cae. Por ejemplo, mi ex novia me parecía fantástica y su coño era perfecto y tenía sentido porque me lo esperaba así. En el momento en que me gusta comer el coño es después de la ducha, porque ahí estás seguro de que tiene un buen sabor. Digamos que no lo hago muchas otras veces porque no me apetece mucho, quizás soy machista por eso.

He notado una cosa cuando hablamos entre hombres y es que cuando encuentras a una chica que parece perfecta, guapa, simple, limpia, con una sonrisa bonita y sincera, lo que pensamos es que nos gustaría comerle el coño unas cuantas horas. Cuando estoy movido por un sentimiento muy fuerte, sí que me gusta comer. Creo que comer el coño es un gesto de amor, no tanto sexual. Solo lo hago si me gustas muchísimo, si me quiero casar contigo.

ÁLVARO, 26 AÑOS

He probado comer coño menos de 5 veces en mi vida. Las dos primeras experiencias fueron muy malas, no me gustó nada, olía mal. Tenía 16 años. Creo que se me desarrolló una apatía como cuando una comida no te ha gustado de pequeño y ya luego nunca más vuelves a probarla. La tercera vez que lo intenté fue con una chica que era mi pareja. Mi filosofía es que en la vida sexual hay que ser justo: para recibir hay que dar.

A mí me encanta que me practiquen sexo oral, así que esa vez con mi novia lo intenté y me gustó. Fue en una bañera, estaba todo limpio. Aquella chica pareció disfrutarlo, pero estoy seguro que debo ser malo haciéndolo. Como no me gusta ni me interesa, realmente no debo ser muy bueno.

"Quizás algún día pueda llegar a disfrutarlo. Me gustaría que me guste. Tengo sentimiento de culpa por esto"

Creo que en parte no me gusta porque no es una zona limpia. Una chica que está todo el día en la calle o en una fiesta... evidentemente no estará muy limpia después de horas de haberse bañado. De entrada no lo digo, pero cuando avanzo explico que no es lo mío. Muchas lo toman bien y lo entienden. Mi ex era una chica muy vergonzosa y no le gustaba mucho. Entonces estábamos perfecto. La mayoría no se me han quejado mucho, pero alguna que otra vez sí que ha jugado en mi contra.

Una vez una chica me dijo "te doy un consejo: come más coño". Otra con la que estuve una noche se enfadó mucho y me lo hizo saber cuando la llamé para quedar por segunda vez. Me dijo "o comes coño o nada". Al final no quedamos. Me la crucé en una discoteca hace un par de semanas, fuimos al lavabo y ella me comió la polla. Yo no se lo comí. No dijo nada tampoco. Creo que en pareja, con confianza extrema, en situación de bañera, con todo bien limpio y bien planeado si me puede llegar a gustar, como aquella tercera vez.

RAÚL, 30 AÑOS

He probado varias veces pero todas fueron mal. Nunca lo disfruté. Creo que algunas de ellas sí lo han disfrutado, hasta donde entiendo, o así me lo han hecho saber. Realmente para comer un coño tengo que forzarme.

La razón fundamental es el olor, y la segunda, el sabor. He tenido situaciones tensas. Una vez empecé a practicar sexo oral, tuve una fuerte arcada y la chica se horrorizó, se levantó y fue corriendo al baño a lavarse. Otra vez me encontré con la situación de que la chica squirteaba. Ahí descubrí que el squirt no es flujo sino orina.

"Nunca he dicho que 'no', pero jamás lo he disfrutado"

Lo pasé fatal. No me va para nada. He probado comer coño sobrio, bebido, de MDMA, fumado, lo he probado todo. Siempre mal. Colocado, incluso peor. En vez de abrirme, que es lo que yo esperaba, se me acentúa el problema, me dan más arcadas. De cualquier manera en mi experiencia sexual he cedido.

Nunca he dicho que "no", pero jamás lo he disfrutado. Tampoco me cierro, quizás algún día pueda llegar a disfrutarlo. Me gustaría que me gustase. Tengo sentimiento de culpa por esto. Lo vivo como un problema. Quiero pensar que es una cuestión de mala suerte, que no he podido tener una experiencia buena aún. Pienso que algún día se podrá arreglar. Quizás con una pareja estable, con la que te conoces los olores, pueda finalmente disfrutarlo.

CARLOS, 34 AÑOS

A grandes rasgos, he probado más de cien coños. Intento no recordar los de olor a pescado podrido. Particularmente yo creo que no hay amor sin sexo, ni sexo sin amor. Así como las mujeres suelen pensar con el coño y una vez penetradas se enamoran, para los hombres el enamoramiento es algo más complicado.

Es por esto que ellas no tienen problemas en comer nabo a cualquiera mientras que nosotros sí; al liarnos con mujeres para salir del paso, por necesidad imperiosa de los chutes de testosterona.

"Si además la chica abraza la estúpida ideología queer, la cosa se complicaría todavía más"

Creo que para comer un coño debes querer a la otra persona; al no haber, en el fondo, ningún instinto reproductivo. Algunas mujeres a las que no les he comido el coño se enfadan. Y, claro, es mejor decirles que no comes coños antes que la cruda verdad de la naturaleza sexual diferente entre hombres y mujeres. Si además la chica abraza la estúpida ideología queer, la cosa se complicaría todavía más.

No creo que sea un asunto maniqueísmo de comer sí/comer no. Una vez, una muchacha famosa por promiscua fue diciendo por ahí que nadie se lo había comido como yo, pero claro, es que esa chica me gustaba mucho. Se habla mucho de técnica a causa de esta rentrée de la ideología positivista de Macho Avenarius; y se oscurece, no inocentemente, la indescifrable potencia del amor y la voluntad. Insisto, que no creo en la igualdad. Que no como coños, como mujeres en concreto.

MARCOS, 30 AÑOS

En temas sexuales, si tengo que establecer prioridades, me ponen mucho más otras cosas que comer coños. No es que no me guste, pero es que prefiero hacer otras cosas como, por ejemplo, follar. Comer coños no me excita tanto.

Cuando lo hago, lo hago sobre todo por ella, para que le guste, pero no porque me guste. Y si huele mal, directamente no puedo. En esos casos, puedes hacer la cobra, bajar un poco y luego volver a subir (risas). Pero por ahora no me he encontrado con guarras así. A mí me gusta que me practiquen sexo oral y cuando me lo hacen, a veces yo también se lo devuelvo, pero muchas otras veces no.

Yo creo que es más fácil para ellas comer un rabo que para nosotros bajar ahí abajo. Está más instalado lo de comer rabos que coños. Tú cuando ves pelis porno, ¿qué ves más? ¿qué coman rabos o coños? Yo si es algo esporádico no lo hago, pero con parejas estables sí. Además, no hay demasiada educación sexual sobre el asunto. ¿Puedes pillar algo por comer coños?

29 Mar 15:31

Un exemplo de como defender e divulgar os petróglifo de Compostela

by Íñigo Mouzo Riobó

“Unha das manifestacións máis xenuinas da nosa arte prehistórica son os petroglifos galegos, un conxunto de gravados rupestres ó aire libre, cun simbolismo complexo...

O artigo Un exemplo de como defender e divulgar os petróglifo de Compostela publicouse primeiro en Historia de Galicia.

28 Mar 15:50

Guía para ver «La muerte de Stalin»

by Álvaro Corazón Rural

La muerte de Stalin, 2017. Imagen: Avalon.

En cierta ocasión en la que Jrushchov y Mikoyán desempeñaban la función de acompañamiento obligado del líder en el sur, Stalin murmuró sin dirigirse a nadie en particular: «Estoy acabado. No me fío de nadie, ni siquiera de mí mismo».

Difícilmente había un director en el mundo más apropiado que Armando Iannucci para filmar una película de intrigas palaciegas en el Kremlin. Con The thick of it, miniserie en la que hacía un retrato corrosivo de la socialdemocracia light o Nueva Vía de Tony Blair, demostró conocer a la perfección el memento mori de la política actual tan bien provista de cerebros más oportunistas que oportunos.

Sin embargo, penetrar en el Politburó soviético de los años cincuenta es una obra de mayor envergadura que un Ministerio de Asuntos Sociales vaciado de contenido. Los altos funcionarios británicos de Blair vivían en un país tropical sorbiendo los cubatas en piñas si lo comparamos con lo que tuvo que pasar la nomenklatura de la URSS bajo el rígido, implacable y paranoico en no pocas ocasiones control de Stalin.

Quizá por el estrés acumulado durante la II Guerra Mundial, las facultades de Stalin se vieron muy mermadas al final de la contienda. Quienes trataban con él con frecuencia entre 1945 y 1948 pudieron apreciar el cambio lentamente. Para los diplomáticos que lo veían en periodos más largos, el cambio fue notable. Pasó de un hombre enérgico que daba órdenes y dirigía la guerra a un débil anciano enfermo en muy poco tiempo. Tuvo que reducirse la jornada laboral, dejar de presidir el Consejo de Ministros y aumentar las vacaciones. Entre agosto de 1950 y 1952 estuvo fuera de Moscú doce meses.

Según Sheila Fitzpatrick, autora de El equipo de Stalin (Crítica, 2016), el Politburó temió que todo fuese una treta para que se animasen a «formular comentarios subversivos». El grupo, que así se les conocía, no era homogéneo, pero sí que llegó en un momento dado a organizarse tácitamente por su mera supervivencia. Marcados por las purgas de los años treinta, entendían, sostiene la autora, que uno no ganaba gran cosa si era purgado más tarde que un compañero, pero purgado a fin de cuentas.

Según el hijo de Beria, citado en este libro:

En 1951, los miembros del Politburó, Bulganin, Malenkov, Jrushchov y mi padre, empezaron a comprender que todos estaban en el mismo barco y apenas era relevante si a alguno lo echaban por la borda unos días antes que a los demás. Quedaron unidos por un sentimiento de solidaridad, una vez hubieron afrontado el hecho de que ninguno de ellos sucedería a Stalin, pues este pretendía elegir a un heredero entre la generación más joven. Por lo tanto, acordaron no permitir que Stalin los volviera a unos contra otros; se informarían mutuamente, de inmediato, de todo lo que Stalin dijera sobre ellos, para frustrar sus manipulaciones. Rememoraron las intrigas pasadas y enterraron los viejos agravios.

El punto culminante de la resistencia se produjo en el último cumpleaños de Stalin. Parece que Molotov y Mikoyán ya habían caído en desgracia por esas fechas y no los podía ni ver. Pero el grupo los arropaba. En las memorias de Jrushchov se cuenta como seguían apareciendo en la dacha de Stalin aunque no estuvieran invitados. Ellos mismos averiguaban si estaba allí para presentarse. En un momento dado, Stalin dio órdenes de que no se les dijera dónde se encontraba, pero los del grupo se chivaban para que se presentasen cuando iban a ver todos juntos una película.

El día que se dio cuenta, les gritó «¡Parad ya! ¡Parad de decirles dónde estoy! ¡No lo pienso tolerar!». Y tras esta bronca, hicieron caso omiso y tuvieron la desfachatez de llevárselos a su cumpleaños. Allí, según Mikoyán, «Stalin nos saludó a todos con cordialidad, también a nosotros y en general tuvimos la impresión de que no había pasado nada y se habían restaurado las viejas relaciones», pero no era así. Estaba muy enfadado porque se hubieran autoinvitado a su cumpleaños y a través de un intermediario —Fitzpatrick no sabe si fue Malenkov o  Jruschov— se les dijo: «Ya no es vuestro camarada y no quiere que vayáis a verle».

Esta actitud contrasta con la soledad que sentía en aquellos momentos. Con su hija Svetlana la relación era casi nula. Había purgado a buena parte de la familia política de su hija, pero el despecho era de ella hacia él por motivos familiares de cercanía, porque era Stalin el que no se acercaba a ver a su nieta, lo que se ha deducido de la correspondencia entre ambos. Con su otro hijo vivo, Vasili, que era un alcohólico de vida licenciosa, tampoco tenía trato. No obstante, Jrushchov le describía como un anciano necesitado de compañía:

La soledad le hacía sufrir terriblemente, siempre necesitaba tener a gente alrededor. Nada más despertarse, por la mañana, nos convocaba por ejemplo, invitándonos a ver una película [en el Kremlin por la tarde] o empezando una conversación que se había podido acabar en unos minutos, pero se prolongaba para que nos quedáramos más tiempo con él.

Sin embargo, en otras fuentes, encontramos otro perfil del ánimo de Stalin y que aquel polémico cumpleaños para quien fue un infierno fue para Jrushchov: En Stalin: Una biografía de Robert Service se describe la velada:

El jefe tenía la intención de pasar un buen rato y había invitado a la dirección política. Su hija Svetlana también estaba presente. Imágenes de niños soviéticos cubrían las paredes. Stalin también había dispuesto que se colgaran cuadros con escenas de las obras de Gorki y Shólojov. Se bebió mucho. El gramófono tocó música folclórica y de baile durante toda la noche y Stalin se encargó de elegir los discos. Era una velada feliz. Sin embargo, había dos invitados tristes. Uno era Jrushchov, que odiaba tener que bailar y se autodenominaba «una vaca sobre el hielo». Stalin le instó maliciosamente a que bailara la movida danza ucraniana gopak. Tal vez el jefe, que de niño no lograba dominar el lekuri [baile georgiano], obtenía una perversa satisfacción al ver el embarazo de Jruschov.

Lo que sí es un hecho es que las purgas se fueron recrudeciendo durante estos años. Cuando la cúpula ya se sentía a salvo después de largos años de sobresaltos, el Caso Leningrado les devolvió a la realidad. Pero la autoría de este proceso no está tan clara si era solo obra del Jefe. Voznesenski y Kuznetsov, que era el secretario del Comité Central, apuntaban a relevo de la vieja guardia, Beria y Malenkov. Puede, especula Fitzpatrick, que los que destruyeran la reputación de los nuevos a los ojos de Stalin fueran los que corrían riesgo de ser sustituidos. No en vano, al viejo estilo de las Grandes Purgas, Beria, Malenkov y Bulgarin participaron en los interrogatorios. Un fervor propio de otros tiempos.

En un documental soviético de 1989, Ya sluzhil v okhrane Stalina (Yo fui el guardaespaldas de Stalin) de Semyon Aranovich, el militar Alexei Rybin o Leonid Lebedev, usó los dos nombres, que había formado parte de su guardia durante años reconocía que no tenía una imagen nada positiva de el grupo:

De vez en cuando le visitaban los del Politburó, tenían todos buenas panzas. Los hacía situarse de tres en tres, y les repartía las instrucciones. Hablaba bajo, despacio y claro. Cuando Stalin estaba de pie, ninguno de ellos se sentaba (…) Stalin no era tan temible con sus compañeros. Con sus delaciones, con sus intrigas, le amargaron los últimos años. No puede decirse que el grupo mantuviera una oposición a Stalin, pero por dentro todo bullía. Por arribismo, claro.

La muerte de Stalin, 2017. Imagen: Avalon.

Parece claro que había un pulso soterrado entre Stalin y su grupo. Pero las paranoias, vinieran de donde vinieran y fueran alimentadas por lo que fuese, hicieron que las purgas se cebasen sobre las personas más cercanas al líder. Nikolai Vlásik, su guardaespaldas personal, el jefe de Rybin o Lebedev, fue despedido y arrestado en 1952.

Igual que su médico personal, Vladimir Vinogradov. Se acusó de espionaje y terrorismo a todos los doctores del Kremlin. «Malvados espías y asesinos disfrazados de profesores de medicina», titulaba Pravda el 13 de enero de 1953, en un editorial que había pasado por las manos de Stalin.

Beria también andaba en la cuerda floja. Es difícil precisar cuál sería la acusación contra él, había muchas. Por un lado, era sospechoso por haber permitido un culto a la personalidad, a su figura, en Georgia; por otra parte, solo con las palabras del guardaespaldas del documental ya queda claro que estaba fichado desde hacía mucho: «Beria era muy mujeriego. Tenía mujeres a montones. Tenía redes de informadores, de todo tipo, de todas las clases sociales y en todas partes. Beria se acostó con una informadora y, cuando ella miraba un retrato de Stalin en la pared, este le dijo: “¿Por qué lo miras? Quien manda en el país soy yo, no él”». También había informes del informador.

Pero el suceso más dramático fue el proceso a Polina Zhemchúzhina, la esposa de Molotov, quien se vio en la situación de tener que votar la expulsión del partido de su esposa. Pero no podía quejarse. Años antes, Alexander Poskrebyshev, secretario personal de Stalin, tuvo que asistir sin pestañear a la ejecución de su esposa por decisión del jefe.

A la de Molotov se la acusaba de relacionarse con nacionalistas judíos antisoviéticos. Aunque si Stalin se volvió antisemita al final de sus días y desencadenó estas purgas dirigidas mayoritariamente a judíos no está tampoco tan claro. No se sabe si fue motu proprio o haciéndose eco de los informes del partido que le llegaban desde abajo. Señala Fitzpatrick:

Imperaba la idea de que los judíos eran gente privilegiada, miembros de una élite ajena al trabajo manual, que se escaqueaba del servicio militar; había que prohibir que vivieran en los centros urbanos y obligarles a traspasar sus buenos trabajos, sus apartamentos espaciosos y sus dachas a la gente honrada, la gente que «trabajaba duro».

Cuando llegaron las transcripciones de los interrogatorios a los médicos, la mayoría judíos, Stalin le dijo al grupo: «Sois ciegos como gatos recién nacidos: ¿qué va a pasar cuando yo no esté? El país morirá porque no sabéis reconocer a los enemigos».

La esposa de Molotov, dentro de la lógica de las purgas, no lo tenía fácil. Se había relacionado con todos los miembros del Consejo Judío Antifascista, ahora caído en desgracia, y los promotores de la creación del estado de Israel en la URSS —que fue la primera en reconocerlo, aunque Estados Unidos no tardase en convertirse en su principal aliado—. Y lo peor: su hermano mayor vivía en Estados Unidos, había hecho fortuna y ella le escribía cartas.

En 1939 ya estuvo a punto de caer en una historia difícil de creer que daría para otra película. Era directora de la industria estatal del perfume. Según Molotov, los alemanes preferían los perfumes soviéticos a los franceses y enviaron espías a robar las fórmulas. Cuando los agentes nazis —de la subdivisión de fragancias, suponemos— fueron descubiertos la expulsaron del partido, aunque fuese rehabilitada poco después.

El día en que cayó de verdad, Stalin pidió al matrimonio que se divorciase antes de arrestarla y accedieron si eso era lo mejor para el partido, dijo ella. En las investigaciones, apareció que Zhemchúzhina tenía un amante, el marido de su sobrina, al que se le arrancó una confesión «pornográfica» de todos sus encuentros. Las transcripciones fueron a la mesa del Politburó y Stalin se las pasó a todos sus miembros, Molotov incluido.

En el terreno de las especulaciones, que Stalin humillase así a Molotov, que había sido a finales de los cuarenta su hombre más cercano, tendría que deberse a algo personal. Las relaciones del matrimonio con el jefe se remontaban a muchos años atrás y el jefe podría albergar algún rencor.

En el libro Kremlin Wives, de Larissa Vasilieva (Arcade Publishing, 1994) —que vendió dos millones y medio de copias en Rusia— se cuenta que el matrimonio fue quien despertó a Stalin para darle la noticia de que su esposa, Nadezhda Alliluyeva, se había suicidado con un revolver que le había regalado su hermano. Cuando Stalin y Alliluyeva tenían discusiones, Zhemchúzhina era quien la escuchaba y consolaba. El día en que suicidó la esposa de Stalin, la esposa de Molotov era quien había tenido la última charla con ella. En la investigación de Vasilieva, es Molotov quien da fe de ello:

Hubo celos, por supuesto [en el suicidio] pero probablemente fueron infundados. Stalin solía visitar a una peluquera para afeitarse, y Nadezhda lo odiaba. Ella era muy joven. Después del desfile del 7 de noviembre nos fuimos todos en el apartamento de Voroshilov y Stalin estuvo haciendo bolsa de pan y tirándoselas a la mujer de Egorov. Nadezha estaba un poco enloquecida esos días, y no pudo soportarlo. Se fue de la fiesta con mi esposa, Polina Zhemchúzhina, y caminaron juntas por el Kremlin. Era tarde y de noche, ella se quejó a mi mujer de la peluquera y de cómo había estado Stalin coqueteando esa noche. No tenía mayor importancia, él estaba un poco borracho, pero ella se lo tomó muy mal.

Los Molotov habían compartido un apartamento con los Stalin y las dos mujeres, de la misma edad, se hicieron amigas. Antes, hubo un detalle que sí podría explicar que hubiera algo oscuro en las relaciones de Stalin, Molotov y sus esposas. Antes de la revolución, los dos hombres ya habían compartido apartamento y, según se quejaba Molotov en sus memorias, ahí el «guapo» y «atractivo» Stalin le robó a su novia Marusya. Pero años después, en el poder, los Molotov tendrían el mejor apartamento del Kremlin y una lujosa casa de campo donde se celebraban reuniones del partido y de la diplomacia internacional. En el hogar de Stalin, en cambio, todo eran peleas domésticas y tensión. Se sentía más a gusto, recuerda su ministro, en casa de los Molotov, donde Zhemchúzhina siempre le daba la razón, al contrario que Nadezhda.

No obstante, las pruebas de la culpabilidad de Zhemchúzhina y su vinculación con las redes de «cosmopolitas sin raíces», es decir, los judíos, que estaban siendo detenidos cuando se deterioraron las relaciones con Israel, fue Beria el que las reunió para Stalin. Molotov entonces no dijo ni palabra y, cuando su esposa estaba interna en un campo de trabajo, Beria se le acercaba en las reuniones para darle ánimo y le susurraba al oído «está viva».

La muerte de Stalin, 2017. Imagen: Avalon.

Lo sorprendente es la fidelidad que mantuvo el matrimonio roto al jefe, ya que entre ellos no había sido posible. Cuando los rumores de la enfermedad de Stalin llegaron a prisión, Vasilieva asegura que «era la única interna del Gulag que, apasionadamente, deseaba su recuperación». La investigadora, que accedió a su ficha en los archivos del KGB, fue la única vez que encontró un reconocimiento oficial de que se habían empleado torturas con un detenido. Zhemchúzhina, cuando se enteró de que Stalin había muerto, se desmayó.

El verdadero problema a esas alturas era que actitud defensiva del grupo no se quedaba en ellos. A propósito de las purgas antisemitas, en uno de los juicios contra miembros del Consejo Judío Antifascista, uno de los acusados, Salomón Lozovski, se retractó de la confesión que había hecho previamente. En los juicios de los años treinta nadie había reunido el valor de hacer semejante cosa. Y se le unió el juez militar, Aleksandr Cheptsov, que sugirió a Malenkov que se debía absolver a los acusados. Este abrevió e impuso que se les condenara y fusilase a todos, como así se hizo el 12 de agosto de 1952. No obstante, la estructura del sistema ya no parecía tan sólida y por todas partes aparecían pequeñas fisuras.

En esas fechas, Stalin pidió que le sustituyeran como secretario del partido al encontrarse viejo y enfermo, pero el grupo le jaleó: «¡No! ¡No puedes! ¡Te rogamos que te quedes!». No hay que descartar que quisieran reventarlo, porque al mismo tiempo las cuestiones políticas importantes, las reformas pendientes, se guardaban en un cajón porque el grupo sabía que Stalin se negaría a todas y ya parece que tenían pensado abordarlas solo tras su muerte. Aquí su guardaespaldas deja entrever que igual Stalin estaba ya a otras cosas:

En la intimidad solía cantar Stalin «brilla, brilla, estrella mía». Tal vez recordando a Alliluieva, después de ella no tuvo más mujeres en su vida. Acudía de noche a su tumba, fumaba en silencio.

Desde ese verano, Stalin dejó el tabaco por prescripción médica (y el médico que se la hizo acabó en prisión poco después). El citado guardaespaldas da fe de que sus hábitos dejaban mucho que desear: «Descuidaba su salud, comía a cualquier hora, nadie supervisaba sus costumbres. Le encantaban los huevos fritos, abusaba de la carne de alce, tan abundante en proteínas, quienes lo servían no sabían mucho de estas cosas. Stalin decía “hacedme una tortilla… eso es todo colesterol”».

En The Last Days of Stalin (Yale University Press, 2016), de Joshua Rubenstein, el informe de salud que se da de esta época dejaba mucho que desear. Sufría migrañas, dolores de garganta. Dificultad para caminar, síntomas de arteriosclerosis. Después de la guerra, durante la cual sabemos por el documental de su guardaespaldas que dormía de cualquier manera en cualquier lado y muy pocas horas, se ha especulado con la posibilidad de que ya sufriera ataques cardiacos y pequeños derrames cerebrales en 1945 y 1947. También tuvo que dejar de usar la sauna, por la hipertensión.

Le dolían las articulaciones, sobre todo los pies. Le habían recetado baños sulfurosos. Ahí su guardaespaldas revela que le dolían tanto que no se atrevía a cambiar de zapatos. Su asistente Matryona Butusova le dijo en una ocasión en las termas: «Camarada Stalin, da vergüenza un máximo mandatario con los zapatos rotos». Pero él se negó a cambiarlos «seguiré con los viejos», zanjó. Llevó los mismos hasta su muerte, asegura el guardaespaldas.

El 28 de febrero, Stalin dio una fiesta en su casa. Comieron y bebieron y luego vieron una película. Segun Jruschov, lo dejaron «muy borracho y en buenas condiciones». Tanto en la película actual como en el cómic La muerte de Stalin (Norma, 2016) de Thierry Robin y Fabien Nury, se cuenta que en ese momento pidió que le trajeran una grabación de un concierto. Robert Service, sin embargo, solo relata que dio orden de que nadie le molestase hasta que él les llamara cuando se despertase. Los guardias se tuvieron que comer los puños al día siguiente, porque no se levantaba. No daba señales y tenían que obedecer.

Cumplían la inusual prohibición de Stalin de no molestarlo y, sin embargo, todos sabían que serían inculpados si algo malo hubiese sucedido. Su costumbre era pedir un té con una rodaja de limón avanzada la mañana. Era tan puntual como un reloj. El segundo del comandante, Mijaíl Stárostin, se puso nervioso al ver que no lo había pedido. En la dacha no había ninguna autoridad superior a la que acudir (…) no quedaba claro qué miembro del Presidium del Partido, si es que había alguno, podría contradecir una orden que el líder había dado personalmente. Esta situación había beneficiado a Stalin cuando estaba bien. Ahora estaba a punto de pagar un precio fatal por su extraordinaria concentración de poder.

A las seis de la tarde del día siguiente se encendió una luz en la habitación. Los asistentes respiraron al ver que estaba vivo. Pero no salía de su cuarto. Ahí siguieron los guardias hasta que, a las diez de la noche, la llegada de un paquete para él les sirvió para entrar en la habitación. Al abrir la puerta, se lo encontraron tirado en el suelo. No podía hablar y se había meado encima. Nadie se atrevió a llamar a un médico y se informó a Beria y Malenkov. Sigue siendo un enigma cómo actuaron, dice Service. Todos, incluidos sus asistentes, mantuvieron silencio durante años sobre lo que pasó esa noche. El hecho incuestionable es que se tardaron horas en llamar a un médico. De ahí la sospecha de que lo dejaran morir, entre otros motivos, porque todos llevaban días temiendo una inminente purga sobre sus cabezas. El guardaespaldas recordaba así la escena tres décadas después:

Se lo dijeron a Malenkov. Este telefoneó a los cuarenta minutos: «No he podido dar con Beria». Una hora más tarde llamó Beria: «No digan nada a nadie de la enfermedad de Stalin«. Era nuestro superior directo. Callar era una orden. Ni ayudar ni asistirle, solo callar.

En el número especial URSS de Jot Down, el embajador de Rusia en España, Yuri Korchagin, explicó lo que ocurrió en los días siguientes, cuando Jrushchov salió victorioso de la lucha por el poder que se desató con Stalin convaleciente y ya al mando denunció el estalinismo:

Para entenderlo, hay que recordar antes que Stalin tuvo un culto a la personalidad enorme e inigualable. La gente que sufrió represalias con Stalin, cuando la fusilaban, moría gritando: «¡Viva Stalin!». Igual que mucha gente en la guerra, que moría gritando su nombre. Mi opinión es que Jruschchov, para afianzarse en ese puesto, tuvo que ofrecer a la sociedad algo para no ser un pigmeo en comparación con Stalin. Además, intuyó que tras su muerte podían ir apareciendo denuncias de sus excesos, por lo que pensó que era mejor encabezar un proceso que estar enfrente. Por eso tomó la decisión de revelar los excesos del estalinismo en el famoso discurso del XX Congreso del PCUS.

Su guardaespaldas, en plena Perestroika, le defendía. Para ello citaba unas palabras que le oyó pronunciar y que, a día de hoy, si de algo sirven es de síntesis del autoritarismo:

Todos me consideran un ser cruel, le decía al vicecomandante. Pero ¿cómo no ser cruel cuando dices una cosa y te malinterpretan? Y un error deriva en una avalancha que genera multitud de errores.

La muerte de Stalin, 2017. Imagen: Avalon.

28 Mar 15:43

Por qué lo llaman vagina cuando quieren decir vulva

by Elizabeth Casillas

Puede que sea uno de los tebeos más controvertidos que vayas a leer este año, y no precisamente por decir sandeces. La historietista sueca Liv Strömquist firma El fruto prohibido (Reservoir Books, 2018), un cómic que repasa la historia cultural de la vulva con argumentación teórica pero, sobre todo, mucho humor.

Anuncios de compresas o tampones que recurren, en exceso, a las palabras “limpia” y “segura”. Señores que se preocupan, en exceso, de lo que suele denominarse «el órgano sexual femenino». Autoridades, organizaciones, periódicos, médicos y demás organismos empeñados, en exceso, de producir (des)información sobre el sexo. Y así sucesivamente, Liv Strömquist termina enumerando una serie de cosas que están mal (muy mal) en nuestra sociedad en lo que a la mujer y su sexo se refiere.

Licenciada en Ciencias Políticas, Liv Strömquis es una de las dibujantes más importantes de Suecia y su popularidad aumenta por su presencia en los medios de comunicación, bien sea en radio, televisión o prensa, donde firma artículos en los que muestra su firme postura como activista feminista y defensora las políticas de asilo. Y aunque lleva publicando cómics desde 2005, ha sido El fruto prohibido —publicado originalmente en 2014, en 2016 en el mercado francés y al siguiente en el alemán e italiano— el que le ha lanzado al reconocimiento más allá de las fronteras nórdicas. Pero, ¿qué tiene de especial este libro?

«En nuestra cultura, las partes exteriores y visibles de esta zona del cuerpo rara vez se representan o nombran en la esfera pública»

Dividido en cinco capítulos, la autora sueca recorre, a lo largo de los siglos, el tratamiento que se le ha dado a la vulva y cómo la percepción del sexo de las mujeres ha ido cambiando a lo largo de la historia. Por ejemplo, existen descripciones de cómo las mujeres en Egipto, en el siglo V a.C, exhibían la vulva en una danza durante las festividades en honor a la diosa felina Bastet y hasta el siglo XIX se describía en las fábulas europeas cómo el diablo es derrotado al enseñar las mujeres su sexo. De estas posturas a las actuales –la vulva es algo que esconder o a lo que la gente siente pánico–, han pasado… Muchos señores.

John Harvey Kellogg —sí, el de los cornflakes— era médico. En concreto, uno obsesionado con impedir que las mujeres se tocasen (en el sentido más orgásmico de la palabra). ¡Antionanismo al poder! Kellogg escribió libros sobre salud pública en los que sostenía que la mastubación femenina provocaba cáncer, epilepsia o locura, entre otras bondades. Pero no fue el único, también compartía sus pensamientos San Agustín, quien pasó de escribir sobre su pasión por el sexo y sus amigas con derecho a roce a decir que el sexo, en vez de un regalo de Dios, era una traición a Dios. Se le ocurrió decir que las generaciones venideras heredarían el pecado de Adán y Eva al practicar sexo, y así fue cómo las mujeres se convirtieron en pecadoras y sucia tentación. Gracias, San Agustín.

El fruto prohibido de Liv Strömquist

No diga vagina, diga vulva

Si hay una lucha que abandera Strömquist en El fruto prohibido esa es la del uso correcto del lenguaje. «Algo curioso en nuestra cultura es que las partes exteriores y visibles de esta zona del cuerpo rara vez se representan o nombran en la esfera pública. La palabra “vulva” tampoco se utiliza en el lenguaje común», explica la autora en el libro. Y pone como ejemplo cómo en una placa de aluminio enviada en la sonda espacial Pioneer en 1972 hay un dibujo grabado en el que el hombre exhibe su órgano sexual mientras que a la mujer se le ha borrado la vulva.

Así, la autora recurre a dibujar y señalar todas las partes del órgano sexual femenino, como ya lo hiciera en el pasado Julie Doucet con aquella icónica viñeta “esto es un chocho” en el que las partes venían nombradas en un lenguaje que sonaba a chino. No es de extrañar entonces que aún hoy exista un gran desconocimiento sobre el órgano sexual femenino. En el capítulo que la autora dedica al orgasmo explica cómo el tamaño del clítoris, la única fuente del orgasmo femenino, no fue descubierto (por hombres, y no en el sentido universal, sino en su lectura binaria) hasta 1998 y aún en 2006 existían manuales de biología que incluían las medidas erróneas. Algo impensable, dice la autora, con otros órganos humanos.

Hay un capítulo —Sentirse Eva o: en busca del jardín de nuestra madre— antes de la parte final del libro, que Strömquist llena de color y donde su reparto de las viñetas se mantiene más regular, que sirve de preludio a lo que vendrá después: el tabú de la regla y los temidos síndromes premenstruales que ahora el lenguaje moderno, el de las siglas y los acrónimos, ha decidido relegar a SPM. «¡Alerta SPM!» es el mensaje que anuncia una aplicación de móvil cuando las mujeres van a entrar en “esos días”. Lo curioso, una vez más, es que no siempre fue así. «Si viviésemos en un matriarcado, el SPM tendría una gran importancia, como la que tuvo la melancolía masculina en el siglo XIX, o como el miedo al fracaso del que hablan los hombres de hoy en día en sus podcasts», sentencia.

Quizás sea su solidez teórica –Strömquist cuenta con una resistente bibliografía sobre la que asienta sus argumentaciones–, o más bien su fuerte sentido del humor –en sus viñetas impera la ironía sobre todas las cosas– lo que hace que este ensayo en forma de cómic sobre la historia cultural de la vulva haga de esta obra una lectura imprescindible para cualquier ser humano. Aún queda mucho por aprender (y desaprender).

El fruto prohibido de Liv Strömquist

27 Mar 18:35

Pasé un día con la taxidermista más joven de España

by Anna Álvarez Ortega

Se podría decir que desde la prehistoria, el ser humano ha mostrado un fuerte interés en conservar el cuerpo de los difuntos de alguna u otra manera, ya fuera a través de la momificación, embalsamamiento u otras técnicas de preservación.

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En la actualidad, la taxidermia vinculada a la caza en España es promovida por un pequeño sector de gente que no destaca por su juventud, se podría decir que queda reducida a zonas rurales y nada tiene que ver con la filosofía de trabajo en la que cree Tamara, una chica de 22 años de Mollet del Vallés —una localidad cercana a Barcelona—, que únicamente trabaja con animales que hayan muerto de forma natural o accidental y no con “trofeos de caza”.

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Es estudiante de tercer curso de Bellas Artes en la Universidad de Barcelona y se trata de la taxidermia más joven de España.

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VICE: ¡Hola, Tamara! Explícanos cómo empezó esta afición, ¿qué es lo que te motivó a hacerlo?
Tamara: Me acuerdo de que, con unos 8 años, de camino a Francia con mi padre de vacaciones, vi un pequeño zorro atropellado al borde del arcén. Me puse tan pesada por verlo detenidamente de cerca que mi padre paró y me dejó hacer.

Acabé convenciéndolo para que lo metiéramos en el maletero para poder “analizarlo” posteriormente, pero como era de esperar el hedor no nos lo permitió. Fue más tarde cuando descubrí que era posible preservar animales, y simplemente me fascinaba la idea de intentarlo.

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Actualmente, no es una práctica muy común y entiendo que hay muy pocos artistas de los cuales poder aprender. ¿Dónde adquiriste tus conocimientos el arte de la taxidermia?
Hace un par de años, busqué cursos sobre el tema y en España no encontré nada, solo algún curso online un poco cutre y la verdad es que no me convenció mucho, más con algo que necesita tanta práctica y paciencia. Creo que en España solo existe una escuela/taller en Cáceres.

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Seguí buscando y di con un pequeño curso introductorio de mamíferos en Leeds, Inglaterra. Decidí aprovechar y pasar unos días allí con mi pareja, que también se animó a realizar el curso y juntamente con él disecamos nuestras primeras ratas. A partir de allí he ido adquiriendo libros y conociendo a diferentes taxidermistas de todo el mundo por las redes sociales, concretamente Instagram. Me han aconsejado y ayudado con mis piezas muy abiertamente, cosa que agradezco muchísimo.

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La taxidermia está muy ligada a la práctica de la caza, cosa que hoy en día no tiene mucho sentido. Sé que tu no compartes esa forma de trabajar y me gustaría saber cómo consigues los animales.
La verdad es que desconozco por completo la lógica de matar a un animal para recrearlo con vida, ni la practico ni la comparto. Soy consciente de que en América, por ejemplo, hay taxidermistas que trabajan de esa forma, ya que la caza allí sigue muy viva en comparación con España, donde tanto la caza como la taxidermia están quedando obsoletas.

Poco a poco la gente de mi entorno va sabiendo que tengo un pequeño taller en el que trabajo y puedo ir almacenando los cuerpos en un congelador adecuado para ello, así que voy consiguiendo piezas gracias a los avisos que me dan conocidos y las que encuentro yo durante mis paseos por el bosque o los alrededores de carreteras rurales.

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Alguna vez también he contactado con alguna tienda de animales, pidiéndoles que me guarden alguna mascota que se les muera de manera natural. Por lo tanto, depende un poco del azar de encontrar las cosas o de la ayuda que recibo externamente, así que tengo meses buenos y otros no tanto, pero no me importa ya que no concibo otra forma de trabajar que no sea esta.

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¿Qué opina tu entorno cercano, amigos y familia?
Al principio, con la familia fue difícil, pero poco a poco comenzaron a entenderlo. En el momento en que vieron que no se trataba de un antojo pasajero empezaron a aceptarlo y dejarme evolucionar. En cuanto amigos y conocidos en general, he tenido muchos debates, y enfados, ya que muchos consideran que falto al respeto y la memoria de los animales o que es una guarrada, pero la mayoría comprenden que hay muchos tipos de posturas ante las cosas y cada uno puede hacer lo que quiera.

También hay gente que admira mi trabajo, no todo es negativo. Por ejemplo, un día llegué a la universidad y cuando fui a sentarme en mi zona de siempre, me encontré el cráneo de un caballo encima de la mesa. Resulta que aquello era un regalo anónimo de un seguidor de mi trabajo. Me dejó en shock y la verdad, estoy muy agradecida por gestos de apoyo como este.

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Uno de los motivos por los que la taxidermia ha ido perdiendo público ha sido por el auge de los movimientos animalistas que luchan sin cesar para que los animales obtengan los mismos derechos de vida que las personas. Teniendo en cuenta que tu obra puede cruzar esa línea según los ojos de quien lo mire, ¿crees que con tu trabajo faltas al respeto de alguna forma a la memoria del animal?
Para nada, he tenido debates muy interesantes con gente que no lo ve bien o simplemente no comparte el hecho que a una comunidad de gente concreta pueda gustarle esto. Yo entiendo y respeto que haya gente a la que pueda no gustarle mi trabajo pero por otro lado también busco que se respete mi trabajo ya que, como he explicado unas líneas más arriba, no daña a nadie y NUNCA voy a colaborar con cazadores ni con nadie que se le parezca. Me limito a reciclar piel preciosa, me siento afortunada de intentar aprovechar aquello que ha llegado al fin de su ciclo y así poder darle una nueva vida.

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El arte de la taxidermia tradicionalmente ha querido representar la vida. Por qué crees que esta tendencia está cambiando? ¿A qué publico te diriges y qué tipo de gente se interesa por tus obras?
Creo que hay diferentes vertientes de taxidermia, una muy academicista, orientada a museos, estudios de preservación de animales en peligro de extinción, que no me interesa particularmente, y una más irónica y extravagante que es en la que me incluyo. Taxidermia de autor, donde la forma se pierde y no hay preocupación por asemejarse a la realidad, sino para transformarla buscando lanzar otro tipo de mensaje para un tipo de público totalmente distinto.

Me dirijo a un público al que le guste la taxidermia más creepy, mal hecha, irónica, que interactúe con lo cotidiano y nos haga romper estereotipos de cosas que están sucediendo de un arte que puede tener la misma capacidad de transmitir que un cuadro, una escultura o una poesía.

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Como mujer practicante de un arte al borde del la extinción, tengo curiosidad por saber si hay muchas más taxidermistas en la actualidad o si era común encontrar a mujeres realizando esta artesanía en el pasado.
Sinceramente, no estoy muy informada de nombres de taxidermistas de antaño. Supongo que también será porque las piezas normalmente van dirigidas a un cliente específico, ya sea un privado o un museo, que es quien acaba apropiándose de la pieza. Por lo tanto el nombre de quien hace la taxidermia desaparece a no ser que fuera muy bueno y famoso por ello.

Casualmente, todas mis taxidermistas favoritas en la actualidad son mujeres como Adele Morse, Allis Markham o Katie Innamorato. Cabe decir que sus obras son fantásticas. Resultan una gran fuente de inspiración y conocimiento a la hora de trabajar y por suerte ninguna relaciona su trabajo con la caza. También hay otras muy buenas taxidermistas con las que no comparto método de procedimiento pero que son reconocidas internacionalmente como por ejemplo Diva Anantharaman, a la que entrevistasteis hace ya un tiempo.

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¿Cuál es el objetivo principal de tus obras? ¿Qué tipo de finalidad artística buscas con ello?
Creo que uno de mis principales objetivos a la hora de trabajar con la taxidermia es el hecho de preservar una artesanía perdida y a la vez crear piezas que tengan la capacidad de generar controversia social mediante la ironía.

Me interesa el hecho de trabajar como se hacía desde los inicios de este arte, con rellenos de paja y hierbas concretas para crear estructuras al igual que con hierros, sin intervenir con moldes modernos, que permiten acabados mucho más realistas pero que no me interesan para nada; es más, como te decía, busco resultados un tanto grotescos y curiosos.

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Mi intención es seguir aprendiendo y tengo proyectos futuros en mente en los cuales la taxidermia va a tomar importancia, pero tampoco abandono el collage, el grabado o el textil, que también forman parte de mi trabajo como artista. En un par de meses saldrá a la luz una linea de ropa que he diseñado para una nueva marca muy divertida que incorpora pinceladas de todos estos elementos.

En un futuro no muy lejano me gustaría seguir vinculada a las artes plásticas y continuar incluyendo la taxidermia en mis proyectos para así conseguir llevar alguna pieza a galería, cosa que de momento no he hecho.

Sigue a Tamara en instagram en @Ablameiko.

Sigue a la autora en @pinusflash.

27 Mar 00:09

VÍCTOR LENORE

by noreply@blogger.com (Lo dice Diana Aller)
Sus enemigos virtuales le ponen a caldo en muros de Facebook; se ha convertido en el implacable azote de la cultura y la sociedad con vocación underground y cosecha encendidas aversiones entre sus coetáneos a los que bloquea sin miramientos de todos los espacios bloqueables.





¿Por qué tanta gente odia a Victor Lenore?
O mejor ¿Por qué Victor Lenore muestra tanto resentimiento vital en cuanto tiene un teclado con letras delante?

Para quien no esté al tanto, les cuento quién es Lenore:

Es un señor que nació en el 72 en Soria, vivió en El Puerto de Santa María, Cádiz y era habitual encontrárselo en festivales y conciertos. Siempre cabal y concentrado en el espectáculo que tenía delante. Mientras todos los veinteañeros de la época andábamos como vacas sin cencerro, disfrutando de la música y experimentando inconscientes con moléculas psicoactivas, él se mantenía impertérrito con su parka verde y sus gafas, porque además de no drogarse, era un muy profesional crítico musical. Otra característica notoria y que alabo si cabe más hoy día, es su amplitud de miras de aquella época. Dedicaba el mismo mimo a Malú, a Jamiroquai o a Felt. Y sus críticas, fueran en la dirección que fueran, eran terriblemente responsables. Como él.


En su época de instituto trabó amistad con Manolo Martínez, el 50% del duo musicovocal Astrud (hoy profesor de filosofía) y con Jesús Llorente, un personaje que me prohibió hablar de él so pena de denunciarme, aunque tengo mucho más que agradecerle (la casa donde vivo, por ejemplo) que recriminarle. Con este sujeto (poeta y según mis cálculos cabalísticos, también anticristo -sus padres eran María y José y nació un 24 de diciembre, ahí lo dejo-) se lanzó a avalar proyectos musicales que Llorente licenciaba bajo su sello discográfico Acuarela. Ahí salieron los primeros trabajos de Nacho Vegas y Señor Chinarro, por ejemplo. También eran fervientes entusiastas de Los Planetas y así lo hacían notar a la mínima en sus culturales vidas, llenas de testosterona y sensibilidad musical. Porque ya habrán notado que este texto empieza a oler a polla, y así va a seguir, me temo (y bien que lo siento, chavalas) porque estas guerras son una de tantas expresiones machunas. Ya saben, los muchachos de pocas aspiraciones culturales son de derechas, los sensibles y leídos de izquierdas. Pero su machismo es más retorcido y sibilino: ellos se consideran aliados, pero todos tienen una mujer que por dinero o por amor les friega el baño.


El caso es que todo apuntaba a que mi amigo Víctor -sí, le considero amigo de verdad, se lo advierto ya- se convirtiera en un treintañero sumido en una hipoteca, con pareja estable y en un cuarentañero divorciado y bien posicionado. Su carrera así parecía advertirlo.
Pero Víctor sufrió un proceso de apertura de ojos, como muchas de ustedes (hablo en femenino porque el 70% de las pupilas que repasan estas oscuras letras son mujeres) han vivido con el feminismo o con el 15M... Lo que para la mayoría supone simplemente "tomar conciencia" y saber de las desigualdades que nuestros sistemas políticos producen, en Víctor implicó una nueva luz bajo la cual leer el mundo contemporáneo. En lugar de hacer un voluntariado, ayudar en un comedor social o montar una ONG, decidió escribir un libro. Un libro -lo digo desde el corazón y también desde las tripas- muy recomendable, aunque algo desordenado: "Indies, Hipsters y Gafapastas" (Capitán Swing).
Aquí entrevisté a Lenore y aquí escribí sobre ciertas consecuencias de su libro y la constante exclusión femenina en los espacios de debate.
El caso es que el libro abrió un nuevo camino enfermizamente complaciente para mi querido Víctor. Descubrió que las críticas y los enfrentamientos fortalecían sus razones. Cada vez que alguien se sentía herido o señalado (amiguis feministas ¿les suena esto de que se ofendan con nuestro discurso?) Lenore se fortalecía más, blandiendo su espada justiciera compuesta de nuestra bella lengua romance. Y así, se fue recrudeciendo en sus propios juicios (iba a decir "radicalizando", pero me parece que el verbo "radicalizar" está tomando una deriva muy fea).


Pero Víctor, es de natural una persona tranquila y empática, con la que es una delicia pasar una tarde charlando. Sobre todo cara a cara, con toda la carga gestual, el lenguaje no verbal y el cariño sincero. Nada de esto se trasluce en sus textos -a veces atinados, a veces un mero desbarre desde una perspectiva cercenada y siempre interesada-.

Víctor, como usted y como yo, se ha ido haciendo mayor. Se ha dado de bruces (probablemente también como usted y como yo) con los sinsabores de la vida adulta. Incorporó el conocimiento de sustancias psicoactivas relativamente mayor. Y la crisis le abofeteó en la cara haciendo que tomara conciencia de los privilegios: sobre todo de los ajenos, pero también de los propios.
Esta revisión de privilegios (que muchos tenemos todavía pendiente) trajo consigo una guerra severa con los otros, con lo otro. Víctor quería -y necesitaba- desmarcarse de la mierda de época que nos ha tocado vivir, de tanta injusticia, de tanta ceguera complaciente y bobalicona. Por eso, necesitaba distanciarse de toda esa cultura supuestamente "cool" pero llena de prejuicios; y a la vez, por coherencia intelectual, alejarse de lo que él mismo había sido antes.

Lenore lo cuenta con asombrosa naturalidad (por ejemplo en esta entrevista del siempre grande Manu Piñón): habla y reniega de su pasado. Algo a priori salubre y recomendable. Donde yo detecto cierta disonancia (yo, desde mi personalísima perspectiva, que luego... vaya usted a saber) es en esa guerra contra los demás que en realidad es una guerra consigo mismo, donde se ve incapaz de claudicar. No hay vuelta a atrás. No puede "venderse" a un sistema, ni entero ni por partes: Víctor Lenore sólo puede tirar hacia adelante con sus críticas, le lleven a donde le lleven. Ahora le ha dado por el independentismo catalán y opina con inusitada soltura sobre cuestiones que jamás ha vivido (tampoco ha sido mujer, ni latino y usurpa el discurso de unas y otros con sorprendente paternalismo).
No es lo que dice Lenore, sino cómo lo dice, lo que hiere. Porque no habla desde la duda sino sentando cátedra. Por eso no se ofenden los latinos, ni las mujeres, ni los independentistas catalanes. Ni siquiera los fachas o religiosos: Se ofenden y entran al trapo (sobre todo) hombres cis, blancos, heterosexuales, no migrantes, significados desde la izquierda política y con una colección de privilegios que muestran sin saber en sus solapas.


Hasta tal punto ha llegado el asunto que Facebook está entretenidísimo gracias a Lenore. Cada vez que bloquea a un usuario, éste se queja en su muro (de lamentaciones) y un montón de acólitos jalean y critican al crítico, entusiasmados con un blanco tan fácil.
Cada vez que Víctor escribe en El Confidencial que los festivales son mafias, que Dylan es un pesado llorón o que Isabel Pantoja es chachi (por favor, dejemos de cosificar anteponiendo "la" a un nombre o apellido de mujer. Gracias) un montón de gente se lanza a criticarle. Es muy común que se diga que "vive de esto, del clickbait"; que es un mero provocador para conseguir que la gente entre en sus artículos y así recoger mayores réditos.
Aprovecho para aclarar que no, que la espiral en la que ha entrado Víctor es mucho más inocente: se cierra puertas una detrás de otra con su hermética actitud porque el rechazo que genera su opinión le reafirma en sus creencias. (Aunque puede vivir y mantener a sus 2 hijos sólo de sus escritos, algo de lo que yo estoy a años luz de conseguir).
Creo que le conozco lo suficiente como para afirmar que es candorosa e ingenua su crítica al neoliberalismo. Él no se da cuenta de que está favoreciendo a un sistema cruel, que está dando pan al enemigo -precarizándose a sí mismo incluso- en pos de una idea cada vez más distorsionada de la realidad.



Viene a decirnos a las mujeres que Los Planetas son misóginos, o a los africanos que la cultura los excluye, pero lo dice desde una atalaya construida de privilegios, usurpando el lugar de los desfavorecidos para ser la voz de sus causas. Y eso a la gente no le hace ni puñetera gracia. O bueno, sí, porque creo que se ha convertido un poco en eso: en humor. Todo lo que escribe Lenore se ha convertido en objeto de crítica desde la risa: El dibujante Juanjo Sáez, mi buen amigo Porres y decenas más, comentan con aire jocoso que han entrado en el "selecto club de los bloqueados por Victor Lenore". (En breve se abrirá un grupo en Facebook, estoy segura).

Se habla incluso de "Lenoradas", que es algo que me parece muy poético: tener una personalidad tan fijada que resulta adjetivable, igual que "quijotesco"... y eso es un mérito, que responde a un carisma determinado, reconozcámoslo. Lenore lo tiene.


Yo entiendo a quienes se cabrean o se dan por aludidos en sus escritos, pero también le entiendo a él. Eso sí, no comparto ofensas ni opiniones con unos ni con otro. Pero pienso seguir quedando con Víctor, igual que quedo con amigos que tienen opiniones opuestas a las mías. Debo ser una interesada, pero a mí me enriquece una barbaridad que la gente no piense como yo.
Un saludo, Víctor.
Y paz para sus detractores, estas cosas no son tan importantes, de verdad se lo digo.


Lo dice Diana Aller
27 Mar 00:03

ENTREVISTA CON MR KERNS, GRAFFITI EN FORMATO CÓMIC

by chopper_monster

¿Imaginas a Francisco de Goya graffiteando los muros del Parlamento? Es pura especulación, claro que sí, pero bueno, si nos ponemos rigurosos mirad lo que hizo Miguel Ángel con la Capilla Sixtina, ¡es muy street art!

Sea como sea, Autsider Cómics, la editorial nacional más prolífica y mejor considerada según las encuestas del CIS acaba de publicar El Caso de Alain Lluch, una obra maestra que combina el arte del arte de la calle con una potentísima historia a la altura de Eastbound & Down. Y con motivo de su lanzamiento nos brindan una entrevista con su autor, Mr. Kern.


ENTREVISTA AUTSIDER CÓMICS CON

Mr. KERN


 

 

Buenas ¿Cómo prefieres que me dirija a ti?, ¿cómo Orlando, Mr Kern o Mathia?

Mi verdadero nombre es Matías, mis amigos me llaman Kernacho, cuando pinto a veces firmo Mr Kern u Ornaldo Kern.

Indagando por los interneses descubro que tus raíces corren en senda paralela a los de Mowgli. Ambos fuisteis criados por fauna silvestre, en tu caso, fueron lobos de un bosque de Burdeos los encargados de tu educación. ¿Qué sabes de ellos? ¿Sigues visitándolos?

¡Esas declaraciones que hice en entrevistas previas eran puro chiste! ¡He sido criado por unos padres excelentes con mucho arte! ¡bigup la famili!

Como redactor de tu artículo de la Wikipedia castellana me ha costado dios y ayuda descubrir tu verdadero origen. De hecho, aunque aparezca que naciste en el 74 en Buenos Aires, ni yo sé si he errado en mis indagaciones. Pero bueno, dejando de lado tu enigmático origen, te quería comentar que al poco de escribir tu entrada en la wiki fui censurado y cuestionado por la wikicomunidad de pedorros sobre la veracidad de este artículo. ¿Crees que existe una animadversión a los muralistas en esa comunidad? ¿Qué opinión te suscita la gente que censura en Wikipedia?

Supongo que el concepto de “fórmula secreta” que mezcla paté con pintura pueda despertar sospechas. No creo que haya animadversión ninguna.



El kerning, según las reglas tipográficas, es una alteración de la separación entre 2 pares de caracteres. Tu alias, Mr Kern, ¿viene de eso?
Mi anagrama es el resultado de una sesión de espiritismo fraudulento cuando era chaval.

La razón de esta entrevista es hacerte una pregunta de sonoridad guay. Esta es: ¿Mr Kern conoce la marca frutos secos Mr. Corn?

¡Pues no la conocía!

Ahora vas a presentar, de la mano de Autsaider Cómics, el álbum “El caso Alain Lluch”, ¿quién es Alain Lluch? Descríbeme brevemente a este señor.

En la vida real, Alain es un señor que conocí en el 2005 durante un curso de informática auspiciado por la oficina de paro francesa. Es un padre de familia sencillo y atento, jugador de póker semi-profesional. Alain había montado un pequeño laboratorio de producción de paté artesanal en su garaje. Hace unos años, en modo satírico invité a varios street artistas para que pintaran las latas de paté. Lo hicimos en Sevilla en el 2009 en la sala Chicarreras, con Daniel Muñoz “San” y la ayuda excelente de Seleka, que lleva la Galería Delimbo.

En algún lugar leí que el verdadero Alain había sido ladrón de cuadros medio en plan performance y que fue un personaje popular en Francia ¿Qué hay de cierto en eso? ¿Se estaban riendo de mí?

¡Eran sandeces! Jaja, se rieron de ti. Aquí nadie lo conoce, ¡excepto su panadero! Jajaja.

En tu álbum aparecen celebridades del acervo cultural de este siglo y del anterior. ¿La inclusión en el tebeo es homenaje o sátira feroz? ¿Te reíste cuando Fidel Castro, otro de los personajes incluidos en el álbum, se tropezó y fue precursor de lo que hoy llamaríamos marketing viral?

Supongo que sátira y homenaje a la vez. No puedo reírme de la desgracia de los demás, pero lo genial del cómic es que te permite montar tu propia superproducción, ¡con el casting que te dé la gana sin tener que retribuir a nadie! ¡jajaja!

Cuéntanos un poco los entresijos de tu proceso creativo. ¿Cuánto tardas en hacer una página? ¿En qué espectro de precios se mueven tus originales? ¿Cuál es el target al qué diriges tus obras? Cuando pintabas con spray cacas de perro, ¿ a quién pertenecían los derechos de autor de la obra?, ¿a ti o al cánido?

Para una página (guión + dibujo + color) tardo una semanita. Mis páginas de cómics empiezan a 450 euros, los cuadros alrededor de 1500/2000 euros.

A todo esto, en un youtube en el que los muchachos de Monográfico te entrevistaban, dices que el detonador para tu explosión creativa fue el consumo de drogas a partir de 1999 ¿Sigues drogándote? ¿Cuál es tu droga predilecta? Nacido en 1974 ¿No crees que 1999 es una fecha un poco tardía para el inicio del consumo de mandanga?
Lamento el proselitismo que he podido hacer acerca de las drogas. Chicos, ¡hagan deporte y tomen infusiones! ¡Uno puede pintar sin más!

Participaste en una expo organizada por el famoso artista Banksy. ¿Llegaste a conocerlo? ¿Quién hay detrás de ese nombre?
¡Ni idea! No se presentó. No sé, ni siquiera vino al evento.

En el caso Alain Lluch aparecen constantemente menciones a alimentos y a su elaboración. ¿Cuál es tu plato favorito? ¿Qué tal te caen los veganos? ¿Hace cuánto que no te haces un análisis de sangre?
Me gusta la torta pascualina (una torta de espinacas), ¡como Popeye! Los veganos me caen bien. Hace unos años que me analicé y mi sangre estaba sana.

No debemos olvidar que para la elaboración de “El caso Alain Lluch” cuentas con la participación de Antoine Pinson, explícanos un poco quien es este hombre. ¿Cuánto de Antoine y cuanto de Mr Kern tiene Alain Lluch? ¿Cómo os repartíais las tareas en el proceso creativo?

Antoine ejerció más bien el oficio de script doctor en el proceso del cómic. Yo lo llamaba incesantemente, contándole mi delirium tremens, y él se encargó de darle un esqueleto a la historia. 
Me ayudó prestándome dinero durante la creación del libro y apoyándome espiritualmente.
 ¡Gracias Antoine! ¡Genio mundial! ¡Te debo una!

Tu relación con España va más allá del mero turisteo, estudiaste en Barcelona y has hecho exposiciones en Sevilla. ¿Qué opinas de este país? ¿Qué te parece la escena graffitera-muralista española? ¿Sabes lo que es el Procés? ¿Es Junqueras un poco Alain Lluch?

Tengo un enlace muy fuerte con España. Pasé en Barcelona una temporada muy feliz de mi vida.
 Para mi gusto lo mejorcito del graffiti-muralismo de Europa del oeste se cuece en España. Ahora mismo existe un vivero de nuevos pintores muy buenos.

En relación al procés, es un tema bien denso. No soy catalá ni tampoco español para opinar. Me asustan los nacionalismos en general. Es verdad que Alain y Junqueras se parecen, ¡pero es pura coincidencia!

Aún no te he preguntado si lees tebeos. ¿Lees tebeos?, ¿cuáles te molan?

¡Sí leo tebeos! Leo de todo. Últimamente he estado leyendo mucho manga.

Tu trabajo en España se descubrió vía Monográfico. ¿Cómo te descubrieron ellos?, ¿ o les descubriste tú? ¿Sigues en contacto?, ¿todo bien?

¡Hace mucho que no sé de Luan! Nos conocimos en un evento de graffiti en Barcelona alrededor del 2000 y a partir de allí empecé a enviarle dibujos que me publicó con muy buena onda.

Con el éxito inminente de la publicación de “El caso de Alain Lluch” en España, ¿tienes planes de continuar las aventuras de Alain más allá de este álbum?
Me dibujé de momento unas 25 páginas de un “spinoff” de El Caso Alain Lluch. Historias variadas que giran alrededor de la empresa Mitbols.



A los dibujantes entrevistados en esta sección solemos pedirle que haga su versión de la bicicleta chopper ideal ¿te animas a mandarnos un dibujinchi con ello?

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26 Mar 10:59

Los matrimonios entre dos mujeres son los más propensos a romper

by Marca

El Williams Institute de la escuela de derecho de la Universidad de California ha desvelado los resultados de un estudio que ha estado desarrollando durante los últimos doce años sobre el comportamiento de un grupo de matrimonios, y el resultado nos ha dejado un poco perplejas: Los matrimonios conformados por dos mujeres son los más […]

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25 Mar 10:18

Por qué el bidé es lo mejor para limpiarse el culo

by Jordi Llorca

No entiendo a la gente que tiene completamente olvidada su higiene anal. Ellos creen que sí, que la llevan al día, pero no le dan importancia y es TOTALMENTE incomprensible. Esa gente que se conforma con el papel higiénico, ya sea de triple capa o de oferta. O ese otro colectivo, el de personas que cagan habitualmente en el trabajo y se raspan toda la zona perianal con ese papel que bien podría ser de lija porque, al parecer, algún iluminado pensó que la celulosa reciclada y la higiene íntima harían buena pareja. Menudo despropósito.

Y es así porque tenemos al excelso y sublime sanitario completamente olvidado. Una demostración de progreso, una obra de ingeniería cuya importancia está a la altura de, no sé, los antibióticos, las escaleras mecánicas o el hummus del Mercadona. Sí, hablo del bidé o bidet. Una pieza de culto de porcelana que poco a poco ha ido denostándose hasta quedar relegada al uso de posarrevistas, para reblandecerte las durezas cuando te haces la pedicura o para un digno checo-checo cuando tienes la menstruación.

El inodoro japonés es gracioso incluso útil, pero el bidé no. ¿Por qué? Foto vía Wikimedia Commons

Pero amigo o amiga que estás detrás de la pantalla, la cantidad de beneficios que conlleva empapar tu zona perianal con agua fresquita o calentita —la temperatura que demande tu delicado y exigente esfínter— para quitar los restos de heces no tiene precio. Te las nombraré una a una, pero todo a su debido tiempo.

Porque quizás la primera reacción que te viene a la cabeza es que limpiarte con el bidé es repugnante. Algo así como que tu mano va a palpar mierda en una sitio prohibido que no está hecho para ser tocado si lo tienes manchado. Error, craso error. Al contrario. Es un acto de aceptarse y quererse a uno mismo porque eres consciente de lo que produces y excretas, y tu inteligencia y responsabilidad subsana lo que tu anatomía, dieta y sistema digestivo no han sabido solventar del todo.

Por ejemplo, si te paras a pensar en la liturgia con el papel higiénico, lo único que haces es restregar por tu delicada piel un trozo de papel doblado contra los restos de la cena de ayer una vez y otra y otra. Y los pelos —si es que los tienes—, que estaban ahí a lo suyo, sin meterse con nadie, de repente se impregnan de “eso” hasta que otro restregón los vuelve a “limpiar” y se enredan formando una pelotilla maloliente denominada “tarzanillo” porque nunca, jamás de los jamases, esa zona quedará totalmente reluciente con un simple trozo de celulosa seca.

¿Si te manchas la mano con algo sumamente asqueroso que huele mal, quedas satisfecho con tu higiene pasando solo un clínex por la superficie? Exacto. ¿Qué diantres pasa con tu culo?

Me podrás decir que la solución definitiva son las toallitas húmedas. Claro, un placer que hace unos años solo estaba al alcance de los bebés ahora lo disfrutas tú en el interior de tus nalgas. Encima están perfumadas y bla, bla, bla.

En la India se limpian con el agua que sale de una manguera, como en gran parte del mundo árabe y el sudeste asiático. Foto vía Wikimedia Commons

Pero el hecho de que no se incorporaran antes es bien simple. Son costosas, tienen productos químicos y la lían en las depuradoras y con el medioambiente.

Tachadme de demagogo si queréis, pero decenas de culturas utilizan un buen chorrito de agua en su higiene para remediar el estropicio de la defecación como para no utilizar nosotros el bidé. Piénsalo, ahora se están poniendo de moda los lavabos a la japonesa porque son más cool, mientras miles, millones incluso, de bidets en nuestro país son completamente olvidados.

Dicho esto, he aquí los beneficios e inconvenientes del bidé (o bidet):

Beneficios

  1. No utilizas papel o, en todo caso, necesitas muy poco para llevarte lo gordo.
  2. Tu zona perianal siempre está como recién salida de la ducha.
  3. El frescor. Si alguna vez una gota curiosa ha acariciado tu ano y te ha causado entre estupor y gustito, con el bidé lo vas a gozar.
  4. Es sabido por los monjes tibetanos que quien disfruta de una higiene anal completa con bidé, logra una vida tanto espiritual como física totalmente plena. Vale, esto no es real, pero si conociesen el bidé, meditarían dándose un agüilla.
  5. Un ejercicio de valentía, de aceptar lo que tu cuerpo expulsa. Esto ya lo he dicho, pero es que no nos fijamos en nosotros mismos.
  6. Dar uso al bidé de casa que nadie usa, sobre todo si eres tío.

Inconvenientes

No constan.

En fin, como he dicho al principio, no logro entender como la gente puede proseguir con su día a día con el ojete semilimpo. Seguramente esa gente exige la fidelidad a su pareja, un trabajo digno a sus jefes y la sinceridad a sus amigos. No se conformarán con una semifidelidad, un trabajo semidigno y un amigo que les mienta, pero con la higiene de su ojete sí. Pueden ir todo el día sin el culo limpio. En serio, me explota la cabeza.

Por favor, más bidé y menos papel. El mundo te lo agradecerá.

24 Mar 23:39

Un sorprendente vídeo compara escenas de 'La forma del agua' con las películas que inspiraron a Guillermo del Toro

by Víctor López G.

La Forma Del Agua

'La forma del agua', además de ser una obra de arte extraordinaria y una más que justa ganadora de los premios a mejor director y mejor película —además de haber sido galardonadas su banda sonora y su diseño de producción— en la última ceremonia de entrega de los Oscars, es una auténtica oda al séptimo arte.

Esto no sólo se ve reflejado a lo largo de un metraje repleto de referencias a grandes clásicos de la historia del cine como 'La historia de Ruth', 'Sigamos la flota' o 'That Night in Rio'; sino que va más allá para afectar a la realización de un Guillermo del Toro que ha replicado —de forma más o menos consciente— algunas escenas de sus filmes de cabecera. Algo de lo que se ha percatado el usuario de Vimeo Ulysse Thevenon y que ha recopilado en el siguiente vídeo, en el que compara varios pasajes de 'La forma del agua' con las cintas que los inspiraron.

Además de las influencias más evidentes, como pueden ser 'La mujer y el monstruo' o los dos largometrajes de Jean Pierre Jeunet 'Amélie' y 'Delicatessen', llaman la atención especialmente los paralelismos de lo último de del Toro con algunos pasajes de 'Un, dos, tres... Splash' y, por supuesto, con el cortometraje holandés 'The Space Between Us'.

Por supuesto, más allá de la curiosidad, todo esto ha dado pie a varias polémicas, acusaciones de plagio y malos rollos con algunos compañeros de profesión; pero, como suele decirse, en las artes todo está hecho, y es harto complicado crear sin beber en mayor o menor medida de esos trabajos que han despertado nuestra sensibilidad y nos han impulsado a crear historias.

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24 Mar 23:16

Megan Maxwell: una señora de Aluche que ya vende más libros que nadie en España

by Ángel Villarino

Nos habla de una escena ocurrida poco antes de convertirse en un fenómeno editorial. Ella, María del Carmen según su DNI y Megan Maxwell por decisión propia, decide introducir tríos e intercambios de pareja en su primera novela erótica. Pero como no atesora experiencias del estilo, recurre a lo que ella llama "San Google". Al final, la labor documental la empuja a ver una cantidad considerable de porno durante una temporada.

Meticulosa y sistemática, Megan va tomando notas sobre dónde tiene que poner la pierna la protagonista para ejercitar una postura, la mano en la nuca de la chica para aquella otra, la cadera girada así para facilitar una penetración doble… "A veces me iba a hacer la comida y dejaba los vídeos en mi ordenador. Si pasaba mi hijo por allí volvía a los dos segundos todo rojo diciendo 'jo, mamá, jo, mamá'", recuerda.

Han pasado más de cinco años desde aquello y es impactante tomarle las medidas al fenómeno Maxwell. Sobre todo por lo inverosímil que sigue resultando fuera de su burbuja. ¿De verdad hay una escritora de la que casi nadie habla en el mundillo cultural y que distribuye millones de ejemplares en 25 países distintos? Ningún autor factura tanto en toda la editorial Planeta y la suma de sus títulos —entre tres y cuatro al año— la convierte en la española más leída. Según datos utilizados durante sus promociones, en el primer lustro como autora de 'best sellers' ha vendido 1.700.000 ejemplares solo en nuestro país.

Megan Maxwell. (Asís G. Ayerbe)

El título de su novela más popular ('Pídeme lo que quieras') se lo han tatuado cientos de sus fans en el monte de venus, imitando a la protagonista. Algunas, más discretas, prefieren grabarse la flor que rotula su serie erótica y que ella misma lleva marcada en el brazo. Megan recibe constantemente fotos que lo acreditan y recuerda la primera vez que lo vio: fue en el País Vasco, cuando una "guerrera" (como llama a sus seguidoras) le pidió que la acompañara al baño. "Cuando entramos se empezó a desabrochar los pantalones y yo estaba flipando. Luego se los bajó y me lo enseñó".

A sus 53 años, en la cumbre, se presenta como una mujer teatral e intuitiva, capaz de atraer con naturalidad la atención en cualquier sobremesa. Pasamos cuatro días con ella, en un viaje promocional con periodistas, y hay que abstraerse bastante para imaginarla narrando escenas de porno duro. En persona, su rasgo más destacado es la cercanía. En esto coinciden quienes la tratan profesionalmente: dedica horas y horas a relacionarse con sus fans a través de las redes sociales, donde suma ya cientos de miles de seguidores. Con algunas lectoras se cartea regularmente y, en casos especiales, acaban quedando. Muchas le cuentan su vida: como terapia y con la esperanza de convertirse en uno de sus personajes a futuro, algo que puede acabar ocurriendo. Abrumada por la cantidad de regalos que recibía en casa, abrió hace tiempo un apartado de correos.

Autoedición extrema

En sus primeras giras de promoción, Megan se hacía una foto en cada puerta de embarque antes de subir al avión y la colgaba en sus redes. Dejó de hacerlo después de que en el aeropuerto de Santiago de Chile tuviese que intervenir la policía para rescatarla de una nube de seguidoras tan densa que estaba derivando en tumulto. "Se abrieron las puertas y empezaron a gritar. Yo me di la vuelta para ver si venía alguien famoso detrás de mí". Su editora hace tiempo que decidió repartir números en las presentaciones, "como en las pescaderías", para evitar estampidas.

Cuando escribió su primer libro, Megan tenía 28 años y trabajaba como secretaria jurídica. "Llevaba papeleo de multas, accidentes de tráfico… pero me gustaba la novela romántica, leía muchas como mi madre, y un día que estaba aburrida cogí papel y bolígrafo y me dio por escribir". El resultado de aquello, de los folios garabateados que fue ordenando en la mesa del salón, lo tituló 'Casi una novela'. Porque entendió que eso era. Después hizo una labor de autoedición extrema: imprimió y encuadernó varias copias y se las regaló a sus familiares y amigos más cercanos, junto a un CD con las canciones que la habían inspirado. La idea le divirtió tanto que repitió una segunda vez, una tercera, una cuarta, una quinta…

Megan Maxwell. (Asís G. Ayerbe)

"Mi madre me insistía para que lo mandase a editoriales pero yo veía que los escritores que firmaban libros eran periodistas, intelectuales, gente así. Yo no tenía ni estudios, ni carrera, ni un padrino. Era una mujer normal y lo hacía solo porque me molaba. Pero al final me dieron tanto la coña en casa que me puse a escribir a varias editoriales. Primero grandes y después pequeñas". Algunas declinaron amablemente el ofrecimiento y el resto no respondieron nunca. No le afectó demasiado porque tampoco esperaba grandes cosas.

Portada 'Te lo dije'.

Megan siguió inventando historias de amor a ratos muertos por las noches hasta que su hijo se puso enfermo y optó por dejar el trabajo para atenderlo. "De pronto tenía tanto tiempo libre que no sabía qué hacer y me puse a escribir y a escribir". En total pasó 14 años haciéndolo: imprimiendo miles de páginas, novelas que solo leían sus amigos. Hasta que el profesor de un curso on-line de novela romántica le dio su primera oportunidad. "Me apunté y cuando leyó mi trabajo me dijo que quería publicarlo en una editorial pequeñita que tenía en Sevilla. Es un libro de más de trescientas páginas, una comedia romántica que titulé 'Te lo dije'".

En los años que siguieron vendió otra novela a La Esfera de los Libros, ganó el Premio Seseña de Novela Romántica y llamó la atención de Planeta, que le ofreció editar algo en versión digital. Megan aún se tomaba aquello como "un 'hobby' que daba un dinerillo" cuando recibió una llamada de Esther Escoriza, la editora que tantas veces había ignorado sus borradores en el pasado. "Me propuso algo que no esperaba".

Estaban buscando a alguien dispuesto a subirse a la ola de 'Cincuenta sombras de Grey'", un ciclón imparable en ventas, en manos de la competencia. "Me lo comentó y tardé un día en pensarlo porque me parecía un poco fuerte. Pero al día siguiente la llamé para decirle que lo iba a intentar". Lo primero que decidió es que evitaría escenas sado como las de Grey. "Es una cosa que no me pone nada. A mí si un tío me pega le meto una hostia que lo dejo seco. Y las amigas a las que se lo consulté pensaban lo mismo que yo".

Portada del libro 'Pídeme lo que quieras'.

La novela ('Pídeme lo que quieras') salió publicada el 12 de noviembre de 2012. Su web pasó de 32.000 visitas acumuladas en años a más de 300.000 en las primeras 24 horas. María del Carmen Rodríguez del Álamo había dado el salto y podría por fin dedicarse a ser Megan Maxwell a tiempo completo. Se subió a la ola con ímpetu ("pensé que podía durar poco y tenía que aprovecharlo") y acordó despachar cuatro novelas al año, utilizando gran parte del material acumulando en los años que escribía para su familia.

En tiempo récord convirtió los éxitos en sagas y se centró en tres subgéneros con sus respectivas tramas: novela erótica, novela romántica y novela medieval ambientada en Escocia, un lugar que ha recreado mil veces a pesar de que lo visitó por primera vez el año pasado para celebrar la despedida de soltera de una amiga. "Nos lo pasamos como enanas", recuerda. A 'Pídeme lo que quieras' le siguieron 'Pídeme lo que quieras ahora y siempre', 'Pídeme lo que quieras o déjame', 'Pídeme lo que quieras y yo te lo daré'...

'Iceman' empotrador

Como era de esperar, no han tenido respuesta entre la crítica. Ni buena ni mala: simplemente la ignoran. Miran las portadas con sorna y las apartan. Cualquier lanzamiento con una centésima parte de lectores recibe más atención mediática que Megan Maxwell. Y muchos ni siquiera lo consideran literatura. Es tentadora la idea de despachar su éxito como "porno para mamás", como "libros para gente que no lee", como un subgénero que distribuye desde las estanterías de los hipermercados.

En realidad le ocurre como a tantos fenómenos populares masivos. Las referencias culturales de Megan están en la televisión, el cine y la novela romántica anglosajona. Sus tramas más exitosas, las eróticas, alternan peleas románticas con reconciliaciones y sexo salvaje. De alguna manera, encajan en la descripción de un viejo chiste machista: "¿Por qué las mujeres ven las películas porno hasta el final? Porque creen que se casan". Es lo que acaba ocurriendo en 'Pídeme lo que quieras'.

Portada de 'Yo soy Eric Zimmerman'.

La novela que da voz al protagonista de la saga ('Yo soy Eric Zimmerman') nos presentan a un potente empresario alemán que seduce a una humilde empleada con escenas que describen un caso flagrante de acoso laboral. Ella no quiere acercarse y él la obliga amenazando con despedirla. La toca sin consentimiento hasta que ella cede, entra en el juego y disfruta. El día de la boda, en la escena final del libro, resume así su deseo: "Quiero a un 'iceman' empotrador". Al comentarlo, Megan prefiere poner énfasis en la transformación que experimenta él gracias al amor. "Algunas feministas se quejan, pero les digo que sigan leyendo hasta el final, donde todo cambia. Mis mujeres son fuertes, por eso las empezamos a llamar guerreras. En la novela romántica el rol era antes sumiso. Ahora ya no", dice.

A la escritora le molesta que hablen despectivamente de sus lectoras. "No es verdad que sean amas de casa aburridas y adolescentes. Hay niñas de 16 años y señoras de 80. Hay chicas que trabajan limpiando casas y otras que son juezas o abogadas. También hay hombres que me leen, aunque les da más vergüenza y me lo dicen en privado".

A veces quienes se acercan a saludarla, dice, son los maridos. "Me cuentan que les he salvado la relación, señores de 50 años que dicen que ahora están deseando llegar a casa porque tienen planes divertidos que hacer, que ya no tenían sexo y han resucitado la pasión. También me contactan sexólogos que están recomendando mis libros". Algo parecido ocurre con los propietarios de locales de intercambio y de jugueterías eróticas. "Unos me dicen que se les han disparado las ventas y otros la afluencia. Me invitan pero no voy, imagínate la que se puede formar si aparezco".

Le piden fotos y autógrafos en la sección de pollería del Mercadona, en el Foster's Hollywood y en la cocina de un restaurante. Ella no tiene que fingir empatía porque vive en ese mismo mundo. A la hora de elegir restaurante en el aeropuerto se decanta por un Burger King, pide un menú con refresco y aritos de cebolla. Se define como una loca de la Coca Cola Zero y disfruta con los 'reality shows'. "Ahora estoy viendo Supervivientes y me inspiro mucho para construir mis personajes", comenta sin darse importancia. Y su cantante favorito es Alejandro Sanz, con quien intercambia mensajes directos por Twitter.

Megan Maxwell trabaja muchas horas, con un método y una rutina. Establece tramos fijos, redacta de arriba abajo releyendo sin parar y busca modelos reales para sus personajes. "Primero decido cómo quiero que sean y luego busco actores en Google que se parezcan a la descripción. Cuando me decido por uno, imprimo una foto a color y la pego en el despacho. Así cuando hablo de alguien estoy hablando siempre de la misma persona".

En todas las entrevistas le acaban haciendo la misma pregunta. ¿Por qué firmas como Megan Maxwell, Mari Carmen? Ella alterna una respuesta comercial ("para vender libros románticos hay que tener un nombre así"), otra descriptiva ("Megan porque me ha gustado siempre y Maxwell por el cantante soul") y una tercera biográfica ("si la vida hubiese ido por otro lado, Megan podría haber sido mi nombre").

Megan Maxwell. (Asís G. Ayerbe)

Se refiere a su propia historia personal. Su madre la parió en Düsseldorf, donde había emigrado desde un pueblo de Toledo para trabajar en una fábrica. El padre fue un militar estadounidense que desapareció después de ser trasladado y con el que solo retomó brevemente la relación por carta durante unos meses. Cuando ella tenía ya medio año, su abuelo se presentó en Alemania y obligó a su madre a regresar a España. Acabaron en un piso de Aluche, un quinto sin ascensor en el que leyeron juntas muchas veces 'El rescate', una novela romántica de Julie Garwood ambientada en Escocia.

Con el dinero que ha ganado en los últimos años, Megan le ha comprado a su madre un apartamento con ascensor. También le dedicó un libro que novela el romance con su padre. En ella, todo el principio es verdad y todo el final es mentira. "En la parte que imaginé, mi padre reapareció y se casó con mi madre. Quería un final feliz también para esa historia. He decidido que todas mis novelas tienen que acabar así y eso no voy a cambiarlo".

24 Mar 21:54

«Entré en la cofradía por amor a la última institución que nos quedaba en el barrio de Esteiro»

by Marta Corral

MARTA CORRAL | Esteiro | Viernes 23 marzo 2018 | 14:09

Eduardo Alonso BarajasBarajas a secas, para aquellos que lo tratan-, no es hombre de presidencias. Es un tipo humilde, como buen cofrade de barrio. Más de ropa de faena que de medallas y corbatas. Quizás por eso su nombre no es demasiado popular fuera de los círculos cofrades, pero dentro de ellos se le trata de maestro. Con cuarenta años de trabajo incansable a sus espaldas repartiendo sabiduría entre las cofradías de Ferrol, le gusta decir que no sabe «ni leer ni escribir», pero aparece a nuestra cita con un tomo bajo el brazo: el Diccionario secreto de la Semana Santa, de Antonio Burgos.

Ferrolano hasta la médula, con el orgullo extra de aquellos que nacieron en Esteiro, me cita en uno de sus ‘templos’: el local situado en la calle Españoleto, esquina con la avenida de los Venideros, como le gusta llamar a la arteria principal del barrio. «Yo no soy de bares, vengo aquí a tomar un café o un vaso de leche. Vamos, que los vuelvo locos», explica con su peculiar sentido del humor, para confesar después que «mi bar era Astano. Yo entraba por esa puerta a la seis y media de la mañana y era feliz. Iba al paraíso. Estábamos en la mejor empresa del mundo. Salí prejubilado a los 55. Ahora lo he superado, pero antes pasaba por allí y se me caían las lágrimas».

Pero antes de eso, Barajas emigró a Francia a los 16 años y fue el operario más joven de una fábrica de automoción en Poitiers. Luego estaría en Brest -«es una calcomanía de Ferrol, ¿verdad?»-, para regresar a la ciudad naval a los 21 años. «Siempre me gustó mucho la Semana Santa. De hecho, con las tapas de la Estrella Galicia y Los 15 Hermanos ya me hacía mis capuchones de niño. Luego ponía una figurita del belén encima de un cepillo de la ropa y, como al posarlo en el suelo se movía al deslizarlo, ese era el paso. Bueno, el trono, que se dice aquí. Mis libretas de clase no tenían números ni dictados, tenían capuchones», recuerda.

El paso de la Virgen de las Angustias por la ferrolana calle Real

El paso de la Virgen de las Angustias por la ferrolana calle Real

«En la Angustia está mi corazón»

«Mi primer recuerdo es ver colocar a la Cofradía de las Angustias a lo largo de la calle San Carlos. La gente andaba loca de un lado a otro. Pero quizás lo que más tengo grabado es la plataforma que montaba el Tercio Norte a la salida de la iglesia para poder encajar a la Virgen en el trono. También me acuerdo de los timbaleros de Infantería de Marina, que eran unos cinco e iban en uniforme de gala abriendo la procesión. El Sábado Santo, que es la Caridad y el Silencio, la mejor procesión de España sin lugar a dudas -ya no me meto en imaginería mejor o peor-, esos timbales iban de negro, tocando una pieza de partitura que asemejaba una noche de truenos y relámpagos».

Con todo, Barajas tardó treinta años en ingresar en la hermandad. Él lo explica diciendo que «las cofradías tienen algo, no privado, pero la gente le tiene miedo. Entrar en esos lugares, que no sabes si te van a preguntar si crees en Dios o sobre religión, te da yuyu». Antes de un año, ya formaba parte de la Junta de Gobierno, en la que estaría dos décadas. «Tenía mucha ilusión y entré en la cofradía por amor a la última institución que nos quedaba en el barrio de Esteiro. Se nos había muerto todo y lo único que tenía vida era la cofradía».

Allí trabajó «como un enano», pero lo dice «con todo el orgullo, porque me gustaba. A mí nadie me obligaba ni me exigía nada. Allí pasaba el día y la noche». A principios de los noventa dejó la hermandad, pero aclara: «Yo ya no estoy en la Angustia, pero allí está mi corazón. En Ferrol solo queda una cofradía de barrio y es esta», sentencia, acordándose de algunas de las personas cuyos nombres no suelen trascender, pero que son vitales para su funcionamiento: José Mariño y su mujer -«Rosiña, la mujer más impresionante que he conocido en la Semana Santa»-, o el vestidor, Félix Yusta. «Sin olvidarme de don Daniel Novás, que fue el alma. Me gustaría que el Sábado Santo unas flores del Jueves fueran a su tumba».

Barajas tampoco se olvida de todas aquellas mujeres que ejercieron la prostitución en el barrio y modelaron su idiosincrasia. De aquellas putas de Esteiro solo queda una: Mercedes, Clavelitos. «Un día la ví por la calle San Carlos con unas flores. Eran para la Virgen y me las dio a mí. Me dijo algo que no se me va a olvidar: “Salieron de este cuerpo, eh. Pero no las lloro, que son para Ella“. Yo me emocioné».

Una pequeña muestra de los cientos de capuchones de plomo que atesora Barajas en su buhardilla de Esteiro (foto: M.C.)

Una pequeña muestra de los cientos de capuchones de plomo que atesora Barajas en su buhardilla de Esteiro (foto: M.C.)

«Aquí escojonamos la Semana Santa a partir de los noventa»

Escuchar hablar a Barajas y que las emociones afloren no debe llevarnos a engaños. Él sigue siendo una persona muy crítica con aquello que considera que no se está haciendo correctamente en nuestra Semana Mayor. Miembro de la tertulia cofrade El Cirio Apagado, también abre las puertas de su buhardilla de Esteiro -donde exhibe una impresionante colección de capuchones de plomo, pasos y maquetas hechas por él mismo-, a todos aquellos que estén dispuestos a debatir sobre la Semana Santa. «Tenemos salido de ahí a las tantas de la mañana tratándonos de usted», recuerda.

«En Ferrol, si te ven hablando en bajito en una procesión, ya se creen que estás criticando algo. Pues la crítica también está ahí para algo y hay que aceptarla», reflexiona, para continuar diciendo que aquí «hay cosas buenas, pero se hacen inventos todos los días y en la Semana Santa ya está todo inventado. Aquí llegamos una serie de gente -entre los que me incluyo- y escojonamos la Semana Santa porque empezamos a inventar procesiones, pasos, colorines… Y la Semana Santa ferrolana estaba bien del año 50 hasta el 65, ahí todo encajaba perfectamente. Ahí sí seríamos la envidia de alguien, de otras ciudades, pero hemos hecho una amalgama tal de cosas raras que no tienen sentido».

«A partir del 90, más o menos, empezamos a inventarnos hábitos nuevos y los cofrades pasaban de una hermandad a otra porque se lo pedían, como si fueran barracas de feria, cuando si hubiésemos seguido con lo que había en los sesenta, hubiese sido perfecto. Cada cofradía tuvo entonces su momento de gloria. Ahora vemos el Santo Entierro y nos impresiona. Pues yo invito a un niño de ahora a que hubiese visto a la Orden Tercera un Sábado Santo, que ponía los pelos de punta. O ver a la Angustia el día que sacó por primera vez el famoso trono de plata. O a la Merced, que asemejaba -y mira que están en el centro- talmente una cofradía de barrio de Sevilla, muy bien estructurada».

Barajas planea algún día poner en negro sobre blanco parte de las anécdotas e historias que tiene inventariadas en su cabeza. «Bueno, a mí que me lo escriban, porque siempre presumo de no saber leer ni escribir». Sería un libro que se titularía La Semana Santa de Ferrol en chascos y en veras -«en chascos es en bromas y, en veras, en verdad», precisa-. Mientras, de viva voz, continúa reivindicando: «Por ejemplo, el recorrido. Magdalena, Real. Magdalena, Real. Retirada. Y todas lo mismo. Eso no tiene mérito. Tiene que haber un paso estrecho también, donde el trono tenga dificultades para pasar, donde se vea la gracia de los portadores. Donde el mayordomo mande, grite y que se escuche».

Cofrades del Tercio Numerario de San Juan el pasado Domingo de Ramos en Amboage (foto: Mero Barral / 13fotos para Ferrol360)

Cofrades del Tercio Numerario de San Juan el pasado Domingo de Ramos en Amboage (foto: Mero Barral / 13fotos para Ferrol360)

El Tercio Numerario de San Juan, su segunda juventud

Con 69 años, una hija y un hijo, una nieta, y otra en camino, es raro ver a Barajas sin estar rodeado de gente joven. «Son como otros hijos para mí». Fue en 2010 cuando, contra todo pronóstico, recuperó la ilusión por la Semana Santa ferrolana, al involucrarse en la creación del Tercio Numerario de San Juan, de la Cofradía de Dolores.

«Me llamó Alberto Rodríguez [mayordomo del Tercio de Portadores de San Juan] y vino hasta la buhardilla. Me contó que tenía el proyecto de crear el tercio y hacerlo basándose en todo lo antiguo, en lo que ya estaba hecho. Me pidió que fuese organizador, pero yo le dije que ni loco. Que me metía allí, veía a la gente, pero que no me pidiese más. Así fue y resultó ser para mí una segunda juventud».

«Tono García-Lastra Perales, que es muy bueno diseñando y se sabe este libro de memoria [señala el tomo de Antonio Burgos], y yo nos pusimos a trabajar, pero algunas de las cosas nos cayeron por casualidad. Antiguamente, por ejemplo, el estandarte de la Virgen de Dolores era un bacalao. El nuestro está bordado en Madrid. El hábito también lo hicimos así para que toda la Cofradía de Dolores se unificase de una vez por todas y no tener esa gama de colores que, a veces, en vez de ir en una procesión parece que vas en la manifestación del Orgullo Gay».

El bacalao del Tercio Numerario de San Juan en la plaza de Amboage el pasado Domingo de Ramos (foto: Mero Barral / 13fotos para Ferrol360)

El bacalao del Tercio Numerario de San Juan en la plaza de Amboage el pasado Domingo de Ramos (foto: Mero Barral / 13fotos para Ferrol360)

Sevilla: Madre y Maestra

«Cuando llega el Domingo de Ramos por la mañana me encanta ver las procesiones. Ver, desde la parte alta de Amboage, esa gama de capuchones que hay tan impresionante en Dolores. Y las bandas que empiezan a sonar. Diferentes además los tonos, los toques. Aquel barullo, aquella bulla. Y que comienza el final de ese momento que esperaste todo el año. Pero luego llega la tarde y sale el Ecce Homo de la Orden Tercera, y me vengo abajo. Me entra una depresión y digo: ¿Pero qué hago yo aquí pudiéndome ir para Sevilla?».

Barajas bajó por primera vez a la Semana Santa sevillana, el espejo donde se miran todas las semanas mayores, cuando dejó las Angustias, a comienzos de los noventa. «Me fui a ver qué era aquello que llamaban Madrugá», cuenta, lamentando los comentarios negativos que han surgido en estos últimos años. «Se critica mucho que nos estamos andaluzando, se dice que esto no es Sevilla… y, al final, acaban todas las bandas de Ferrol tocando todas las marchas sevillanas porque aquí no tenemos autores propios de marchas de Semana Santa. Yo creo que eso es muy positivo. Ponemos a Sevilla como ejemplo, pero ojo, que hay muchas semanas santas por ahí que le dicen “hola” a Sevilla. No hay que copiar todo lo de allí. Hay que traer lo que nos interesa y lo que podemos adaptar aquí, por ejemplo lo de las bandas ha sido un logro».

Coge en sus manos el diccionario de la Semana Santa y me pide: «Búscame aquí la palabra Senatus. Lee, por favor, un poquito en alto». Busco, encuentro y leo, un poco en alto. «Lema del Imperio Romano, bajo cuya denominación fue muerto el Señor en la Cruz. Es una insignia fija en todas las cofradías y la primera que marcha después de la Cruz de Guía, al final del primer tramo de nazarenos del paso de Cristo». Lo miro un momento y sus ojos brillan como los de un niño porque, sabiéndose el libro de Burgos de pe a pa, reconoce que estoy a punto de leer uno de sus párrafos favoritos: «El Senatus es una insignia tan característica de la Semana Santa sevillana que Antonio Colón nos contaba la anécdota de la mujer de un capiller a la que una amiga ponderaba las excelencias de la feria, ante lo cual la sevillana dijo: “Hija, pues yo, donde se ponga un buen Senatus, que se quite la feria“».

Este año Barajas verá las procesiones desde el otro lado. «Le he prestado mi hábito a un chaval porque quiero disfrutarlo desde fuera. Yo aguantaría una procesión, más no, porque también ya me voy cansando». Seguramente no falte ni a una de ellas. Para hablar en bajito enumerando fallos o aciertos. Para emocionarse cuando caigan pétalos del cielo al paso de su Virgen de la Angustia o para escuchar las coñas de sus compañeros de San Juan al pasar por su lado. No fallará porque él también cree que donde se ponga un buen Senatus, que se quite la feria. Incluso la feria de Ferrol que, viniendo de él, eso ya es mucho decir.

24 Mar 17:10

Así é o afoutado método de Ribadeo para salvar o seu casco histórico

by Íñigo Mouzo Riobó

A opción era arriscada, pero dez anos despois o Concello de Ribadeo, capitaneado polo nacionalista Fernando Suárez, demostrou ter a razón, e o casco...

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24 Mar 17:09

La rebelión de mujeres de Ferrol que llevó a declarar el estado de guerra

by RaimundodeFerrol

  Trabajadoras de la fábrica textil de Ferrolterra en la época de la revuelta

"Hace exactamente 100 años las mujeres pobres de la comarca de Ferrol cogieron a los niños y se los llevaron a hacer la revolución. Unas eran campesinas, otras obreras del textil y todas ellas amas de casa, parias de la Galicia de hace un siglo donde la desigualdad era la ley y sobre las que, hasta entonces, las autoridades de la Restauración Borbónica no se habían molestado en posar sus ojos.
 La revuelta que ellas encabezaron contra los acaudalados comerciantes que especulaban con los alimentos fue aplastada por el Ejército tras declarar el estado de guerra. Por el camino murieron un número indeterminado de sublevados y dimitieron dos alcaldes y algunos mandos policiales.

Fueron 11 días de disturbios, mítines y negociaciones lideradas por mujeres que un grupo de vecinos de la comarca de Ferrol lleva un año “desenterrando del olvido” con motivo de su centenario, cuenta Olaia Ledo, miembro de la Comisión Revolta Popular, Marzo 1918. Han divulgado el episodio en encuentros ciudadanos y han encontrado a dos descendientes de las víctimas. Hasta hace poco, incide Ledo, las referencias históricas a aquellos hechos se reducían a escuetas menciones en publicaciones literarias y periodísticas.

En pleno reinado de Alfonso XIII, por Ferrol y alrededores corría un hambre de espanto. La neutralidad de España durante la Primera Guerra Mundial se había convertido en un negocio para unos pocos, los llamados acaparadores, que ante la pasividad de las autoridades acumulaban productos básicos para forrarse vendiéndoselos a los países en conflicto.

Mientras ellos amasaban fortunas, los precios para sus vecinos se dispararon y comer se convirtió en una odisea. “Una docena de huevos llegó a costar tres pesetas y, por ejemplo, una aguadora necesitaba el dinero que cobraba por tres días de trabajo para comprarlos”, apunta Laura Tato Fontaíña, profesora de Filoloxía Galega en la Universidad de A Coruña, investigadora y miembro de la Comisión Revolta Popular, Marzo 1918.

Fueron ellas, las únicas que compraban y cocinaban lo que se comía en las casas, las que explotaron. En marzo de 1918, ante la tremenda escasez de harina y con el pan por las nubes, turbas de mujeres con sus hijos a cuestas se lanzaron en Ferrolterra al saqueo de puertos y almacenes y al asalto de los trenes que se llevaban los alimentos a Madrid, relata Tato.

 El día 4 las trabajadoras de la fábrica textil del municipio de Neda, indignadas, se desplazaron al Ayuntamiento para exigirle al alcalde que pusiera fin a los abusos de los acaparadores pero, ante su ausencia, decidieron dirigirse ellas mismas a los locales de los especuladores pertrechadas con piedras. Uno de ellos, José Arana, las recibió con hombres armados. Allí cayeron las primeras víctimas, pero con la sangre no se extendió el miedo.

Las mujeres de Ferrolterra se pusieron al frente de la rebelión organizándose en comités para negociar con las autoridades y fijar unos precios máximos que, sin embargo, nunca se cumplían. Arrastraron en sus protestas a los obreros de los astilleros, se llegó a convocar una huelga general y varias manifestaciones con miles de participantes.

El día 11 otra rica acaparadora, Elisa Ramos, también recibió a tiros en su almacén de Ferrol a las sublevadas y a sus hijos, un choque que acabó con la vida de un niño de 12 años y de un joven de 16. El día 13 en la denominada Feria do Trece que se celebra en Sedes, en el ayuntamiento de Narón, se produjo una “matanza”, según palabras de la prensa local, con siete muertos y multitud de heridos. Dos días después, el Gobierno declara el estado de guerra. Ferrolterra queda incomunicada y la rebelión es aplastada.

Tato se topó con esta revuelta de mujeres ninguneada por la Historia oficial cuando en los años noventa investigaba el contexto socioeconómico de principios del siglo pasado en Galicia para escribir su ensayo Teatro e nacionalismo. Ferrol 1915-1936.

 Y buceando en la prensa de la época logró reconstruir aquellos hechos. “La represión fue tremenda. Al mes siguiente hubo un cambio de gobierno en Madrid y se aprobó una amnistía. Sin embargo, ninguna de las mujeres encarceladas por esta revuelta fue liberada”, subraya.

En honor a las víctimas de la masacre en la Feria do Trece de Narón, se levantó en Sedes un monumento que fue derruido en plena Guerra Civil “por un falangista que era hijo de uno de los acaparadores”, señala Olaia Ledo. Cien años después, se ha erigido otro monolito en el mismo lugar, ante el que este domingo se ha celebrado una ofrenda floral.

Las estudiosas de aquella sublevación defienden que no fue en vano. De ella quedó “cierta estructura organizativa”, afirma Tato, y solo ocho meses después la primera asamblea del movimiento nacionalista gallego reconoció entre sus conclusiones, de forma insólita para la época, “la igualdad de derechos entre hombres y mujeres”.

Fue 16 años antes de que la Constitución de 1931 lo hiciese en España por primera vez. Y la brava revuelta de las ferrolanas contra el hambre, resaltan, tuvo mucho que ver.



S. V.

Un monolito en honor a las víctimas de la revolución de mujeres de 1918 se alza desde hace unos días en Sedes, la aldea de Narón que acogió uno de los episodios más sangrientos de la revuelta, con siete muertos y cientos de heridos. Tras la actuación del Ejército y la Guardia Civil, una marea de 6.000 obreros de los astilleros se dirigió al lugar para colocar una corona de flores.

“Este monumento pone en valor una parte de la historia que estaba enterrada, que se dejó de contar durante muchos años”, afirma Lidia Romero, de la comisión de vecinos de Ferrolterra que lleva meses investigando y divulgando estos sucesos.

El nuevo monumento viene a reemplazar el que en 1933, durante la Segunda República, fue construido con fondos aportados por los vecinos y los Ayuntamientos de Ferrol y Narón, pero que fue derribado por los falangistas en plena Guerra Civil.

 Los encuentros vecinales de los últimos meses han permitido no solo recabar datos para reconstruir lo ocurrido hace un siglo sino también encontrar a descendientes de las víctimas. Y gracias a estas pesquisas se ha puesto nombre a algunos de los fallecidos y heridos durante aquella cruenta represión."          (Sonia Vizoso, El País, 18/03/18)

24 Mar 17:09

Queres participar na primeira gran recreación colectiva en cómic da Galicia romana e castrexa?

by Redacción

O comic histórico chega ao Arde Lvcvs cunha interesante proposta, a realización do I Encontro de Banda Deseñada Histórica de Galicia. Unha interesante actividade...

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24 Mar 12:59

TouchArcade Game of the Week: 'PUBG Mobile'

by Carter Dotson

The idea behind the TouchArcade Game of the Week is that every Friday afternoon we post the one game that came out this week that we think is worth giving a special nod to. Now, before anyone goes over-thinking this, it doesn't necessarily mean our Game of the Week pick is the highest scoring game in a review, the game with the best graphics, or really any other quantifiable "best" thing. Instead, it's more just us picking out the single game out of the week's releases that we think is the most noteworthy, surprising, interesting, or really any other hard to describe quality that makes it worth having if you were just going to pick up one.

These picks might be controversial, and that's OK. If you disagree with what we've chosen, let's try to use the comments of these articles to have conversations about what game is your game of the week and why.

Without further ado…
 

PUBG Mobile

Let the battle royale battle royale begin. PUBG Mobile [Free] brings a confident effort in the hot genre, with the game that first exploded 100-man fights to the death into the mainstream getting an excellent mobile adaptation. It's a well-made adaption, giving mobile players a comparably better experience than Xbox players have with their version of PLAYERUNKNOWN's Battlegrounds. Additionally, with this version being...well, currently, it's just free, with no way to spend money, it makes the coming war versus Fortnite [Free] interesting to watch as both titles are just as accessible as the other on mobile.

And in many ways, PUBG Mobile does feel like a better game than Fortnite. It controls better, it looks better, and handles items better than Fortnite does right now. It also offers voice chat, and more options for tweaking visuals an controls to the player's desires. Fortnite still feels like an early release, albeit an extremely playable one, but PUBG Mobile feels closer to a finished product. Also, not having to focus on building makes PUBG feel a bit easier to get into on mobile.

While I personally prefer Fortnite's aesthetics, I can appreciate PUBG Mobile and enjoy it as well. For one, it's a slower experience, that feels more in tune with my desire to play slow and survive for as long as possible. The map feels bigger, making it easier to find desolate parts of the map, and making finding another player to be that much more frightening. Also, where Fortnite's controls right now make gunfights a panicked competition (albeit one where both sides are fairly matched up), PUBG feels a bit more deliberate with the standardized shooter controls. I feel more confident going into gunfights.

Watch Armello With Fretz and Carter from TouchArcade on www.twitch.tv

Also, having different equipment types gives the player more choice, and makes circumstances far different. I've had matches where I had to change my strategy based on whether I had a good scoped weapon or not. Fortnite streamlines a lot of the equipment and inventory management, but if you like a lot of options, PUBG Mobile does a good job at giving you choice while also giving you the tools to manage your choices.

The release strategy of having two different studios do PUBG games seemed silly at first, but it's clear that unlike NetEase's titles, one clear winner emerged: the Lightspeed-developed version over the Timi-developed version. Timi's version was fine, and seemed to run at smoother framerates on older hardware, but it appears Lightspeed's version is the champion. Of course, you never know at this point: next week we might be writing about the other PUBG Mobile by Timi. I don't know what to expect any more when it comes to the release of battle royale games.

The inclusion of supposed bots in players' early matches seems silly at first, and it does kind of cheapen the concept of the chicken dinner being this rare, hard-to-obtain thing. But it also helps the player get acclimated to the game, to knowing when to scavenge for materials. It also adds a further degree of unpredictability, especially when enemies appear in spots of the map you otherwise wouldn't expect them to show up. This also makes the rough early days of playing a battle royale game a lot smoother, as players can feel like they have a fighting chance.

Other games can feel a bit harsh, as they drop players in and force them to find out on the fly, and it especially makes combat a tough proposition when you have zero clue when a gunfight will occur. At least PUBG Mobile gives you both a training experience with combat while also letting you experience a real match. It feels like a smart way to walk the line between popular mobile game design tactics of having tutorials, and the unfamiliarity of being thrown into a new situation that battle royale games excel at.

Perhaps the thing that makes me most excited about PUBG Mobile is that mobile gaming now has multiple high-quality battle royale titles for itself. Really, what's the difference between PUBG Mobile and the desktop/PC PUBG besides the separate development branches? It's roughly the same island map, the same weapons, the same structure, just on mobile. That whole tension of battle royale can now be experienced by anyone, regardless of the platform they're on. You can complain about the viability of touch controls, but PUBG Mobile, along with Fortnite, goes a long way to show just how there's really nothing that much different from mobile gaming as compared to console and PC gaming. It's all just a different form factor. You can enjoy the same type of games anywhere you are, and the developers that provide those experiences will reap the rewards. And PUBG Mobile lets anyone get a darn good PUBG and battle royale experience wherever and whenever they want.

22 Mar 21:46

Leer es masturbarse y otras ideas para desmitificar la lectura

by Francesc Miró

Leer más no nos hace mejores. Mikita Brottman reflexiona sobre ello en Contra la lectura (Blackie Books, 2018), un ensayo que nos acerca al acto de leer desde una perspectiva que lo celebra pero no lo adora. Rescatamos algunas ideas que nos pueden ayudar a desmitificar la lectura y a disfrutarla.

Del poder formativo, transformador e incluso curativo de la lectura se ha hablado mucho y se ha escrito aún más. Tanto que uno tiende a pensar, de forma casi inmediata, que leer es bueno per se. Independientemente de lo que se lea, de cómo se lea y de quién lo lea. Es más, arraiga en nosotros el cuestionable razonamiento de que leer nos hace mejores.

En España, según el último informe sobre hábitos de lectura de la Federación de Gremios de Editores de España, un 59’7% de la población mayor de 14 años lee libros en su tiempo libre. Esto supone un crecimiento de la proporción total de lectores pequeño pero no desdeñable: ahora en nuestro país se lee un 5’1% más que hace 10 años. También hay más compradores: el 61,3% de la población española de 14 años ó más ha comprado algún libro en los últimos 12 meses, frente al 56% que afirmaba lo mismo en 2010. En la misma medida, es también el peor país de Europa para encontrar trabajo indefinido, el Estado con mayor precariedad, y donde el crecimiento de la misma fue el más alto entre 2010 y 2015. También un país en el que existe un 17’6% de población en situación de pobreza extrema y el segundo país con más pobreza infantil de la UE. Como para estar orgullosos.

Aunque la comparativa roce lo demagógico, baste con decir que leer más los últimos años no nos ha convertido en un país mejor, porque leer no nos hace mejores. Es un índice de consumo cultural como cualquier otro. Uno importante, claro, pero no intocable ni mucho menos inocuo. Sobre todo esto reflexiona Mikita Brottman en Contra la lectura publicado recientemente por Blackie Books. Brottman, doctora en Lengua y Literatura Inglesa en Oxford, psicoanalista, articulista y docente en Baltimore, ofrece un genial ensayo que nos acerca al acto de leer desde una perspectiva que lo celebra pero no lo adora. Rescatamos algunas ideas que nos pueden ayudar a desmitificar la lectura y a disfrutarla.

Leer es como masturbarse

Leer es como masturbarse

En el siglo XIX, en pleno auge de la intelectualidad de la era victoriana, a la masturbación se la conocía con el absurdísimo eufemismo de ‘el vicio solitario’. Por aquel entonces, se creía que era malo para la salud, que degradaba el físico, provocaba alteraciones nerviosas o que podía provocar ceguera —popular mito que aún perdura hoy—. También se decía que ofuscaba a la mente más brillante e incluso era capaz de condenarnos a las llamas del infierno. Lo mismito que un buen libro. Masturbarse tiene más en común con leer de lo que a priori podríamos pensar. Es algo que solemos practicar en el tiempo libre, que despierta la imaginación y que excita pero a veces deprime. También es algo que muchas veces hacemos en la cama, y que nadie sabe hacer por nosotros tan bien como nosotros mismos.

Leer es un vicio solitario como cualquier otro, y puede resultar igual de placentero como experimentar sexualmente, conocer nuestros cuerpos y recovecos. Nuestro bienestar sexual y nuestro bienestar intelectual pueden ir parejos o no, pero de la misma forma que sabemos que el onanismo no nos convierte en buenas personas, la lectura tampoco. Y asumirlo es liberador. «Una vez asignamos un valor intelectual al acto en sí, no solo pasamos por alto la naturaleza del propio texto, sino que convertimos en universal y unidimensional algo que en esencia es un proceso de participación privado», dice Mikita Brottman.

Leer te puede alejar de la realidad

Leer te puede alejar de la realidad

Al ser un vicio, la lectura también puede enganchar. Puede convertirte en adicto en busca de otra dosis, de otro cuelgue que te evada de la realidad. De esa experiencia que solo existe en tu mente, que te transporta a otros lugares y te desvincula de tu trivial y absolutamente mundano aquí y ahora.

A Mikita Brottman le pasó. Con una sinceridad desarmante y una lucidez asombrosa para ofrecer una interpretación de su pasado, cuenta que ella no vivió su adolescencia como la vivieron muchas personas de su generación. Pasó sus años de despertar sexual e intelectual encerrada en el ático de su casa, donde guardaba sus libros. Salía para ir a clase y para visitar la biblioteca pública. Las experiencias colectivas que suelen cargar de significado dicha etapa vital no pasaron por ella. Su obsesión con los libros la llevó a alejarse de sus escasas amigas en el instituto, pero también de su familia, que desistió de convencerla para compartir la cena, para hablar de sus problemas. Para explicarse unos a otros y comprenderse entre todos. Se enganchó en una edad siempre delicada y su adicción afectó a su vida personal.

«Aunque la lectura pudiera expandir mi imaginación y ensanchar mi vida interior, al mismo tiempo reducía la exterior. […] Apenas era consciente de lo que sucedía a mi alrededor. En algún momento de mi adolescencia mi padre se fue de casa, mis hermanos dejaron el colegio y se marcharon y mi madre alquiló las habitaciones que habían quedado vacías. Todo me pasó inadvertido», cuenta Brottman.

Leer no es firmar un contrato

Leer no es firmar un contrato

¿Cuántas veces has escuchado aquello de “Tienes que leer tal libro” o “Debes leer a este autor y a ese otro”? La mayoría de veces, dichas sentencias vendrán precedidas de una argumentación sobre un libro escrito por alguien muerto hace siglos —hombres casi siempre—, pero cuya lucidez y actualidad te abrirán los ojos, te cambiarán la vida.

Desengañémonos, hay pocos libros que cambien vidas y rara vez es el mismo para todos si preguntas adecuadamente. Pero no hay ningún libro que ‘debamos’ leer obligatoriamente. Como condición indispensable para ser mejor lector, mejor persona, o lo que fuere. La obligación adherida a la lectura siempre ha sido un antibiótico para futuros lectores, empezando por las lecturas impuestas en el ámbito escolar. Una tensión que viene a decir que ese deber es algo que hacemos —o hacen— por nuestro propio bien, aunque nosotros no queramos.

Leer no es un contrato. «Si un libro os aburre, no lo pilláis, os resulta soporífero u os provoca dolor de cabeza, dejadlo. […] No tiene ningún sentido obligaros a leer algo que no os parezca emocionante. Lo cierto es que si no os interesa lo que leéis, no sacaréis nada de ello», nos recuerda Mikita Brottman.

La lectura es un vicio que nace de nosotros y que se disfruta si se hace por placer, si nace de nosotros. Un libro puede mediar entre el abismo del ‘yo’ y ‘el resto’, entre la realidad que nos envuelve y nuestro interior. Puede ayudarnos a entender el mundo en el que vivimos y nuestra situación en él. Pero también puede producir el efecto contrario: puede alienarnos de los problemas ajenos y alimentar el sentimiento de decepción para con nuestra vida cotidiana. Y no pasa nada si es así.

La lectura no es un valor positivo en sí mismo. Leer, solamente el acto de leer, no nos hace mejores personas. Pero nos puede ayudar a abrir la mente. Nos puede reconciliar con nosotros mismos. Aunque no olvidemos que se puede ser un perfecto idiota y leer muchísimo.

22 Mar 21:38

Y para ti, ¿qué es follar?

by Isabel Duque
Nos venden un modelo muy claro de lo que es follar. ¿Pero no os parece un poco limitado y pobre? ¿Si no hay penetración, no es una relación completa? ¿Hay prácticas que disfrutáis más?
22 Mar 12:07

Desvelado el secreto detrás del pelo amarillo de los super saiyan de Dragon Ball

by Serra

A pesar de que la franquicia Dragon Ball casi no tiene secretos para sus fans, había uno que rondaba la cabeza de más de uno: la elección del amarillo para el pelo de los super saiyan. Recientemente, el editor en jefe de la Weekly Shônen Jump Hiroyuki Nakano ha desvelado en un programa Nonstop! de Fuji TV el secreto detrás del icónico pelo y que se limitó a una cuestión práctica.

Nakano reconoció que Akira Toriyama quería liberar de carga de trabajo a sus ayudantes. Uno de los procesos más laboriosos era el entintado del pelo negro de los super saiyan, sobre todo en escenas de acción. Es por ello, que tomó la decisión de cambiarles el pelo a rubio cuando subieran de nivel. De esta manera, teniendo en cuenta el formato en blanco y negro del manga, no era necesario pintar el pelo, y podían centrarse en otros detalles del dibujo.

El editor añadió que cada segundo y minuto en una serie de publicación semanal son muy valiosos. Por muy sorprendente que parezca, decisiones como esta permiten a los mangakas centrarse en otros aspectos de la historia y el dibujo.

Actualmente Dragon Ball se encuentra de actualidad tras el anuncio de la próxima película de la franquicia. La cinta se estrenará a nivel mundial el mismo día que en Japón, el próximo 14 de diciembre.

Fuente: ANN

 

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