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20 Feb 04:19

Uma caneta que escreve em 3D

by Fabricio Teixeira

3Doodler

É, é isso mesmo que você leu.

Uma mistura de impressora 3D + caneta, o 3Doodler foi criado pela WobbleWorks e está pleiteando financiamento no Kickstarter.

Usando plástico ABS, o material usado por muitas impressoras 3D, a caneta escreve tanto em superfícies quanto no ar. Não precisa conectar em um computador para funcionar, basta ser plugada em uma tomada.

3Doodler 2

Bom, para quem trabalha em agência e passa o dia desenhando coisas pra lá e pra cá, parece um sonho. Ainda deve levar uns bons anos para o 3Doodler chegar no mercado para nós, mortais, mas certamente vai ser mais fácil explicar para o restante do time aquilo que você quer demonstrar.

E a famosa frase “quer que eu desenhe?” vai ser levada mais a sério depois disso.

 




18 Feb 03:17

Brian May, Freddie Mercury, Diego Maradona and Roger Taylor 

by pleasingaesthetics


Brian May, Freddie Mercury, Diego Maradona and Roger Taylor 

14 Feb 15:29

Vending machine de livros usados

by Wagner Brenner

Em Toronto existe uma vending-machine de livros usados.
Você coloca 2 dólares, a máquina começa a chacoalhar e você ouve uma campainha de telefone antigo. O livro é aleatório e nunca se sabe o que vai receber.
A Biblio-Mat é uma alternativa às tradicionais mesinhas de usados, que normalmente ficam na calçada de livrarias e sebos de bairro.
A ideia é de Craig Small (do The Juggernaut), para o antiquário Monkey’s Paw.




11 Feb 02:38

Grafitando aviões da Segunda Guerra (The Boneyard Projects)

by Wagner Brenner

aviaografdest

Em 2010, Eric Firestone conseguiu autorização para grafitar aviões da Segunda Guerra Mundial, abandonados em um tipo de cemitério de sobras militares no Arizona, o famoso “Boneyard”.

Criou então o Boneyard Projects.

De lá para cá, vários artistas do mundo inteiro participaram do projeto, inclusive o brasileiro Nunca.

Apesar de dar uma certa dó, afinal os aviões abandonados originais também eram muito legais, a curadoria dos participantes foi criteriosa e o resultado, espetacular. As companhias aéreas podiam pensar nessa ideia (acho que já tem?).

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11 Feb 02:34

Toiletes ritmados da Personal

by Daniel da Hora

Todo ano, o festival de música Personal Fest, em Buenos Aires, atrai mais de 50 mil pessoas em cada edição. Das bandas à atmosfera, nas arquibancadas e até mesmo pela comunicação, Personal Fest é conhecido por todos na Argentina, oferecendo ao público uma experiência diferente. Apesar de ser um super festival, bastante organizado, havia um lugar sempre esquecido, que era tão desagradável como é em todos os festivais de música: os banheiros – aqueles, do tipo portáteis / químicos. Então, a TBWA BsAs veio com a ideia dos toiletes ritmados, onde cada cabine emite um som apenas quando está em uso. Na criação desta ação, que tem tudo pra levar um Titanium / Integrated Lions, tem a mente dos brazucas Igor Moura e Leo Rolim. Veja o video case:




11 Feb 02:14

Love is Art Kit

by Wagner Brenner

url-3 (por Evandro Melo) Love is Art – Amor é arte, arte é amor. Até aí nenhuma novidade, quase 100% dos artistas dizem que fazem o que fazem, por amor. Mas o artista plástico Jeremy Brown levou isso à literalidade e passou a pintar telas abstratas enquanto fazia amor. Usando uma tela em branco como lençol e os corpos como pincel, o casal de lambuza de tinta e… faz arte. O mais curioso é que as telas fizeram tanto sucesso que Jeremy passou a não só vendê-las mas também a vender os Kits, no melhor estilo DIY. No site você pode ver as telas dele e dos artistas amadores (e amantes), além de ótimos testemunhos.
“Oh Yes >>  ”I bought this for my husband and I for our one year wedding anniversary. We had so much fun getting “dirty” and rolling around in the paint.”
Aproveitando a proximidade do Valentine’s Day, fica a dica.


11 Feb 01:18

As 6 mais loucas contas de restaurante

by What the Food!

Por essas você não esperava quando fazia o famoso gesto de canetada no ar!

1.

Eu sei que eu sou, bonita e gostosa..

2.

Escolha um número de 7 a 10...

3.

Seus filhos são um amor...

4.

not that nice..

5.

é, eu acho que o baguio é de quem tá de pé...

6.

Penis Manteiga?

 

adaptado de BuzzFeed.

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06 Feb 13:35

alrawd-alaatir: my teacher just said van gogh was the 19th century version of instagram “hay...

alrawd-alaatir:

my teacher just said van gogh was the 19th century version of instagram

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“hay guise trimmed ma beard lol”

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“omg guise just tidied ma room”

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“omg guise look at dis view, no filter xoxox”

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“chilling in da club”

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“NEW SHOES OMG”

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“guise, i’m so sad #feelz”

05 Feb 16:44

http://blogs.estadao.com.br/ricardo-lombardi/15127/

by Ricardo Lombardi

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Via The New Yorker.

05 Feb 02:05

O dinheiro muda o comportamento da gente?

by Fabricio Teixeira

Does money make us mean?

Bom, segundo um estudo realizado por Kathleen Vohs, da universidade de Minnesota, sim.

Meio óbvio, mas agora comprovado cientificamente.

O experimento questionava o seguinte: será que quando a gente vê dinheiro, isso muda o nosso comportamento?

Ela convidou alguns participantes até um laboratório, onde realizou várias atividades diferentes com eles. As pessoas não sabiam que o estudo era sobre dinheiro, claro.

Em uma das salas de teste, havia sempre algo relacionado a dinheiro (notas de Banco Imobiliário sobre as mesas, uma nóta de um dólar sendo mostrada na tela de algum computador dentro da sala, ou então ela pedia para os participantes reorganizarem palavras em uma frase que falava sobre dinheiro de alguma forma). Em uma segunda sala de testes, nada relacionado a dinheiro.

Em determinado momento do teste, alguém entrava na sala trazendo uma caixa de lápis para os participantes e os deixava cair no chão. Ou ainda, em outros testes, alguém passava pedindo doações para entidades carentes.

O resultado você já deve imaginar: nas salas onde havia menção (ou imagens) de dinheiro, menos pessoas se dispuseram a ajudar a recolher os lápis ou a doar para caridade. Nessas mesmas salas, as pessoas preferiam trabalhar sozinhas durante os workshops.

Kathleen diz que sua conclusão é que dinheiro nos faz sentir mais auto-suficientes. Já a Susan Weinschenk, Ph.D., que conta essa história no vídeo abaixo, prefere a palavra “mean” (cruel).

Em um documentário sobre a crise americana de 2008 (quando lembrar o nome dele eu atualizo aqui), conta-se a história de um leilão um tanto diferente: resolveram leiloar uma nota de 20 dólares.

Sabe qual foi o bid final do leilão?

37 dólares.

Isso mesmo. A pessoa que ganhou o leilão pagou 37 dólares por uma nota de 20. A diferença paga pelo vencedor foi simplesmente pelo prazer de ganhar a disputa.

Ah, esses humanos.




03 Feb 05:07

Curta: Dji. Death fails

by Wagner Brenner

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Criação e produção do estúdio russo Simpals




26 Jan 05:26

Homem-Aranha limpa janela de hospital infantil

by Tartaruga Feliz

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Em Memphis, no Tennessee, um grupo de lavadores de vidro decidiram transformar seus trabalhos em algo divertido e, acima de tudo, generoso: eles se vestem de Homem-Aranha para trabalhar, melhorando o dia a dia das crianças do hospital. Que bonito! :)

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(via)

23 Jan 07:43

Rosa Parks and Martin Luther King, Jr.

by pleasingaesthetics


Rosa Parks and Martin Luther King, Jr.

14 Jan 07:08

O ABC dos arquitetos

by Ricardo Lombardi

The ABC of Architects from fedelpeye on Vimeo. Uma animação bacana para quem gosta de arquitetura.

19 Dec 14:03

Todo cuidado é pouco

by Ana

A Fábrica de Muebles está um pouco atrasada no tema do dia. Tinha prometido para mim mesma que seguiria postando com alguma regularidade a fim de angariar fiéis leitores. Mas isso foi impossível. Regularidade não é uma palavra tão simples quanto parece. Com o abuso de 6 sílabas Consoante-Vogal, essa palavrinha entedia por si só. 


De todo modo, o assunto de hoje tem a ver com outra palavra, um pouco mais complicada do que essa. Tem a ver também com Dilma, com a sociedade, com pisar em ovos e com todos nós, seres humanos perdidos no universo do politicamente correto. A Dilma se perdeu nessa, e eu não posso culpá-la. Estamos todos suscetíveis a cometer esse tipo de gafe, justamente por esforçarmo-nos tanto para evitar cometer outras. 


A manchete do Globo do dia 04/12/2012 dizia:


Dilma é vaiada ao falar 'portador de deficiência' durante conferência

Dilma também ouviu protestos do Fórum Nacional de Educação Inclusiva. Depois, a presidente corrigiu e disse 'pessoas com deficiência' e foi aplaudida.


O contexto do ocorrido foi o seu discurso proferido em Brasília, na 3a Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Ela falava sobre suas visitas a hospitais de reabilitação, sobre as vantagens que a tecnologia pode oferecer, etc etc. Sua fala era totalmente favorável ao que se chama de "inclusão" e a dar oportunidades iguais a todos os cidadãos brasileiros. Sua fala, em nenhum momento, apresentou-se disfórica em relação aos valores humanistas. No entanto, em determinado momento do seu discurso, ela parece cometer um deslize e merecer a vaia dos ouvintes:


"Eu fiquei muito impressionada como a tecnologia pode nos ajudar a dar condições melhores de vida, melhores oportunidades para portadores de deficiência", disse, para logo em seguida ser vaiada por parte da plateia. "Desculpa, desculpa... pessoas com deficiência. Não, eu entendo que vocês tenham esse problema, porque portador não é muito humano, não é? E pessoa é, então é um outro tratamento", se retratou a presidente, sendo aplaudida em seguida.


É preciso manter os radares do politicamente correto muito bem afinados para perceber, em meio a um discurso bem cuidado e bem intencionado, um tropeço como esse. O problema foi, para quem ainda não entendeu, usar o termo: portadores de deficiência, ao invés de pessoas com deficiência. Para mim, está claro o empenho de Dilma em evitar o já ultrapassado e criminalizado 'deficientes'. Mas isso não foi suficiente. Logo ela se retrata, percebendo o processo de desumanização que a falta da palavra 'pessoa' aparentemente havia efetuado. A Dilma fica confusa, e eu me vejo no lugar dela. Ela escuta a vaia, avalia seu discurso. O que poderia haver de errado ali? "Porque portador não é muito humano, não é?". Resta a dúvida, mas em questão de segundos, e da substituição de uma só palavra, ela consegue passar da vaia ao aplauso. Skinner, permita-me fazer uso de seus conceitos, por um momento. Eu aposto que a Dilma nunca mais vai cometer o mesmo erro. Foi um momento bastante ilustrativo do que é a modelagem de respostas. Pronunciar o termo “portadores” foi automaticamente acompanhado de uma punição. Já o termo “pessoas” produziu instantaneamente o reforço positivo- o aplauso. E nós gostamos de ser aplaudidos, e detestamos ser vaiados (ou pelo menos a maioria de nós segue esse padrão). E faremos o possível para receber mais aplausos do que vaia.


Em qualquer outra situação ninguém reivindicaria a explicitação do termo ‘pessoa’. Podemos dizer "As loiras são burras". Isso não é um problema, isso é uma piada. Não é um problema esse tipo de preconceito, ao contrário, ele é totalmente aceito. Agora, perguntem para as loiras se o que mais incomoda nesse dito, se é que algo incomoda, é a ausência da palavra "pessoas". Seria mais politicamente correto dizer "As pessoas loiras são burras"? Há. Para mim, não mudaria nada. Digam-me vocês o que pensam. “Os judeus são tacanhos” ou “as pessoas judias são tacanhas”? Novamente, considero igualmente ofensivo, senão mais. Personalizar um preconceito soa ainda pior. Ao dizer Loira-Burra, eu separo uma característica desse ser humano e atribuo a ela uma outra característica. Um adjetivo puxa o outro. Como no caso de judeu-tacanho. Agora, que o substantivo máximo de nossa humanidade preceda o adjetivo que teoricamente atrai outro, isso revela o absurdo de qualquer preconceito.


Tudo isso para dizer que, se a Dilma estivesse fazendo uma atribuição preconceituosa em seu discurso, indispondo-se em relação às pessoas com algum tipo de deficiência, acrescentar o termo “pessoa” poderia apenas fazer com que a corda apertasse mais seu pescoço. Mas não era o caso. Era o caso de humanizar da maneira mais óbvia, desculpando-se, como se em algum momento ela tivesse desumanizado. Não nos podemos prender a uma palavra e acreditar que ela resolve todo o preconceito. É possível que sejamos treinados a dizer “pessoas com deficiência”, ao invés de “deficientes”, e a acreditar que “com deficiência” tem um sentido diverso de “deficiente”.


Para mim, trata-se de ressignificar os termos e não de termos que alterá-los. Trata-se de saber identificar que quando a Dilma diz portadores de deficiência em meio a um discurso que prevê a melhoria de suas condições na sociedade e o desenvolvimento de suas potencialidades, ela não está dizendo isso com nenhuma forma de preconceito em pano de fundo. Ela está fazendo uso de nossa linguagem e esta não é engessada, nem é infinita. O preconceito muda quando um adjetivo passa a não ser emparelhado a outro, necessariamente. E isso está no campo dos significados. O preconceito não muda, meus caros, quando adicionamos um substantivo óbvio diante de um adjetivo.


Descobri hoje mesmo que o clássico da Agatha Christie “O caso dos dez negrinhos” ou “Ten little niggers” teve o seu título alterado em português e em inglês. Agora as escolas pedem a leitura de “E não sobrou nenhum” (Brasil), “And then there were none” ou “Ten little indians” (EUA). Agatha Christie deve estar se revirando no caixão. Contar o final do seu livro no título é sacanagem. E dizer que trocar niggers por indians resolve alguma coisa é uma piada de mau gosto. 



14 Dec 03:54

James Brown, Brian Jones, Keith Richards and Mick Jagger

by pleasingaesthetics


James Brown, Brian Jones, Keith Richards and Mick Jagger

04 Dec 00:13

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29 Nov 01:40

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29 Nov 01:37

Pintando o invisível

by Tartaruga Feliz

Escrevi sobre o workshop feito pela Ana Ventura há um tempo no Pikaland e achei que seria legal dividir com vocês também, tamanha genialidade da ideia.

O objetivo do workshop foi dar vida às paredes do claustro do Museu da Marioneta, em Portugal. Depois de mostrar suas ilustrações da série (in)visíveis, Ana propos que cada um observasse todas as manchas das paredes deste espaço e as transformasse em algo novo. Muitos bichos e diferentes personagens habitam agora no claustro do museu.

Não é incrível? :D

25 Nov 17:17

Chicletes em Veneza

by Luciana Orvat

A artista Simone Decker nasceu em Luxemburgo, mas vive e trabalha na Alemanha.

Interessada em trabalhar com espaços públicos, ela criou uma série de esculturas/ intervenções em Veneza com goma de mascar gigante! Superdivertido!

Obrigada, Ana Paula Campos, por essa dica. Amiga, leitora e garatuja, claro! =]

25 Nov 16:05

969 – Explicações

by Carlos Ruas

24 Nov 12:12

Excelente propaganda de camisinhas

by Letícia F.

Enquanto há quem faça apologia ao estupro para vender preservativos, também há quem tenha ideias criativas e sem nenhuma, absolutamente nenhuma alusão a sexo.

O vídeo abaixo foi escrito e dirigido pela jovem francesa Charlotte Rabate, estudante da Tisch School of the Arts, da Universidade de Nova York. O comercial, portanto, não é oficial; é apenas um “exercício”. E ficou demais!

Pra completar, ainda tem Sonic Youth na trilha sonora!

Durex ad long version from Charlotte Rabate on Vimeo.

Viram que bacana? Há quem trate tudo com bom humor e cuidado.

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24 Nov 11:52

Final Dispatch: End in Pizza

Juan Pablo Villalobos

In previous dispatches by Juan Pablo Villalobos, the alien ambassador to Brazil took a taxi ride after a few cachaças, discovered the truth about Lionel Messi and offered advice on how to survive life in Brazil. His final dispatch is here.

Dispatch 000,6: END IN PIZZA

Now I am in São Paulo with its cars, its very-big-enormous buildings, its avenues, its cars, its highways, its cars, its crowds . . . It is a state-of-the-art urban nightmare! Add the name of São Paulo to our Horribly Beautiful Things to See on Earth Manual, together with Bogotá and Mexico City!

São Paulo is like a gigantic collage made of immigration flows: the descendents of Italians, Germans, Spanish, Japanese or Portuguese. And also the internal immigration flows: from Bahia, Minas Gerais, Goiás, Recife and so on . . . All of them coexist here under the nickname of paulistanos. To be an authentic paulistano you have to:

1) Believe that getting a good job is more important than breathing, eating or sleeping.

2) Believe that having a schizophrenic identity is a necessary component of being cosmopolitan.

I made a visual and olfactory recognition of the city with our Brazilian human helper, through Paulista Avenue, Bexiga (the Italian neighbourhood), Jardins (rich people), Vila Madalena (cool people), Liberdade (the Japanese neighbourhood), Morumbí (more rich people), Pompeia (more cool people) . . . It was strange that Zé Mané became mute while we crossed some parts of the city.

– Zé, who lives here?

– People, just people.

– Let’s take a look.

– Oh, forget it, you don’t want to see that.

Guys, this is what happens when you are a foreigner in Brazil: the humans here want to show you just one or two of the multiple faces of their country. And when I try to understand things by myself it seems that I am always wrong.

– It is amazing that São Paulo has so many tourists.

– Tourists?

– Yeah, look, there are hotels in every corner.

– Those are motels, not hotels, there is a huge difference.

– Motels are cheaper?

– They are not for tourists, they’re for the local people, for paulistanos, you know, for having fun.

– I don’t understand.

– Oh, God, you Welsh people are so cold . . .

I also saw lots of gigantic walls with alarms and security guys.

– Wow, Zé, there are many prisons!

– Those are not prisons, they are condominiums for rich people. Or at least that is what rich people think. They are like holiday parks: gigantic walled spaces with swimming pools, gyms, game rooms and shopping centres.

Then, at 17:30, guess what happened? Obvious: the traffic ceased! We were at Marginal Tietê Avenue. An acid drizzle began to fall from permanently gray São Paulo sky. I look at the clouds of pollution and smelled the fragrance of Tietê river. I activated the Safety Enviroment Tester. It was exactly like the Green Planet before evacuation, remember?

– Oh, dear . . .

– What?

– Life here will soon be impossible . . .

– Don’t worry, meu, paulistanos will find a way.

– Really?

– Yeah, they will mutate.

But we have to be in São Paulo, no matter the environmental risk, because this is where things happens. If we want to do business we have to be in São Paulo.

Ok, guys, here you go, the bad news: remember the possible business with our Messi-neutralizer for the 2014 Earth time football World Cup? Well . . . our former partner, Double Bastard Plutonian Nathraichean, stole the neutralizer!

– He is a malandro!, Zé Mane said to me.

(I told Zé that Welsh and Scottish have some unresolved issues and that Nathraichean had run away with important documents.)

– What is a malandro!?

– It’s like a picaroon, like a rascal, like a scallywag . . . but it seems that your Scottish friend spent so much time in Brazil that he is already a malandro. He is acting with malandro’s star strategy: the malandragem! You are getting in very big trouble!

Zé Mané explained me that malandragem always has to find the easiest and fastest way of getting something. No matter how. No matter if it is illegal. No matter if you cheat, or if you extort or corrupt. Do you guys realize? Double Bastard Plutonians are malandros! They controlled our Beloved Planet during ages with malandragem!

– Help me, Zé!

– You will have to find a way.

– But how, Zé, how!?

– The little way! You will have to find the little way! The only way to beat a malandro is by finding the little way!

– The little way!?

– Yeah, the Brazilian jeitinho!

The little way, or jeitinho, is a strategy to deal with Brazilian problems and Brazilian difficult situations. As Brazilian reality is pretty weird you need creativity, improvisation and intuition (just that!), so you can break the rules, take advantage and get things done.

– Oh, Zé, that seems very difficult for a foreigner . . .

– You better find the little way . . . otherwise . . .

– What!?

– You better go home.

What I did to start the little way was to call one of our secret business contacts at the Brazilian Football Federation and ask for Double Bastard Nathraichean whereabouts. Zé Mané helped me and the little way became:

1) A dinner in a fancy restaurant, very expensive! (send more money!)

2) A very looooooong conversation about football, female humans and music with lots of jokes.

3) The promise of some amazing business contacts (I don’t know what Zé was talking about)

4) Two airplane tickets to Miami.

5) Lots of beers and shots of cachaça.

At the end of the night we had the location of Double Bastard Nathraichean (a hotel in Jardins!) and we went immediately. He was not surprised to see us and he started to explain that we don’t have to worry, that the business will take time, that he will respect our commission, etc.

– Your Scottish is almost a Brazilian . . . It will end in Pizza, Zé Mané told me.

– But we already dined, I am not hungry.

– It is an expression.

– And what does it mean?

– It means nothing will happen and everybody will be happy.

– Really?

– Yeah, that is one of our master strategies.

So, we dined again: Pizza. ■

Photo by Rob_Rob2001.

The print edition of The Best of Young Brazilian Novelists will be available from 8 November. You can pre-order here or subscribe to receive it before it reaches bookshops.

Down the Rabbit Hole by Juan Pablo Villalobos is published by And Other Stories.

22 Nov 01:42

967 – Niemeyer

by Carlos Ruas

13 Nov 01:50

A Softer World

13 Nov 01:49

A Softer World

13 Nov 01:08

http://blogs.estadao.com.br/ricardo-lombardi/15050/

by Ricardo Lombardi

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Babás do velho oeste.

(Via The New Yorker).

10 Nov 11:52

Brazil: A User’s Guide

Juan Pablo Villalobos

Following on from the first and second dispatches from the newly appointed Ambassador to São Paulo back to his home planet, Juan Pablo Villalobos offers a guide to surviving life in Brazil.

Identity crisis (1). São Paulo and Manaus are as similar as Wales and China. Comparing Rio de Janeiro and Palmas is like comparing a shoe with a rocket. Porto Alegre and Rio Branco like a frog to a cup of coffee. Belo Horizonte and Salvador like an Other-Human hair to a constellation. The sum of these differences is called Brazil.

Tips that can save your self esteem (1). You don’t want to play in that football game on the beach, believe me.

Bureaucratic stuff (1). The Brazilian banking system was created by a Czech writer called Franz Kafka.

Ways of saying Hi (1):

– Hi, all ok?

– All ok and you?

– All ok.

– Then it is ok.

Security controls. If you want to enter to a condominium, relax. Have you ever gone to Pluto with a Green Planet passport?

On chauvinism (1). The best and largest and most beautiful things in the whole Universe are in Rio Grande do Sul.

Tips that can save your life (1). Never voice a single negative opinion about Brazilian music.

The football paradox. According to TV commentators, the Brazilian national team never loses a game (never have and never will), even when it contradicts the result. Do not try to change this idea.

Ways of liking things. Name the cool things ‘legal’, ‘beauty’ or ‘optimum’.

Speaking perfect Brazilian Portuguese. Forget it, you won’t.

Conversations with children:
– Hi uncle! or Hi aunt! (relax, you are not really his or her uncle or aunt)

– Hi little nuts! (never say: Hi nephew! or Hi niece! The actual uncles or aunts are called u-uncle and a-aunt)

Tips that can save you from shame (1). Never ask: ‘How was the run?’ based on footwear.

On chauvinism (2). The best and largest and most beautiful things in the whole Universe are in Minas Gerais.

Ways of saying collective Hi: And there, galley!

Identity crisis (2). If you ask a Brazilian human to take you to dance samba and drink a caipirinha there is a very big enormous probability that they will accuse you of being a gringo (even if you are Brazilian).

Tips for seducing Brazilian top models. Forget it, you won’t.

Ways of expressing surprise:

– Our Mrs.!

Abbreviated form (commonest):

– Our!

Bureaucratic stuff (2). The Brazilian tax system was created by an Irish writer called Samuel Beckett.

Tips that can save your life (2). If you are about to eat Bahia food and the smiling waitress asks if you want it ‘cold’ or ‘hot’. The answer is: cold.

Ways of saying Hi: (2)

– And there, beauty?

– Beauty and you?

– Little beauty.

– Then it is ok.

Food licentiousness. Yes, you can put sushi, lasagna, kibbeh and rice with beans in the same plate.

Tips that can save you from mental illness. Gisele Bündchen will not marry you, accept it.

Literary issues. If you are foreigner and you want to talk about books you should be really prepared to answer properly this next question: who is your favourite Brazilian writer?

Ways of saying Hi: (3)

– And there, all quiet?

– All quiet and you?

– All quiet too.

– Then it is ok.

Tips that can save you from shame (2). Never think he or she was making a joke about his or her name. No matter the name they told you, it’s the actual name.

Curious ways of perceiving time. If a Brazilian human says that something will not take long, relax: it will.

Religion. The most popular religions in Brazil are Flamengo and Corinthians.

Tips that can save your life (3). You don’t want to stroke that capybara.

On chauvinism (3). The best and largest and most beautiful things in the whole Universe are in Campinas.

Tips that can save your self-esteem (2). Do not try to read Guimarães Rosa in Portuguese.

Ways of saying Hi: (4)

– And there, all right?

– All little right and you?

– All right too.

– Then it is ok.

Tips that can save your life (4). Never call during the nine o’clock soup opera.

Bureaucratic stuff (3). The Brazilian buying and selling system was created by a Romanian writer called Eugène Ionesco.

Tips that can save your life and mental health: relax and enjoy. ■

Next Monday we will publish more dispatches from the alien ambassador to Brazil, by Juan Pablo Villalobos. You can read previous dispatches here and here.

The print edition of The Best of Young Brazilian Novelists will be available from 8 November. You can pre-order here or subscribe to receive it before it reaches bookshops.

Down the Rabbit Hole by Juan Pablo Villalobos is published by And Other Stories.

Photo by Alex Schwab.

10 Nov 11:42

Coisas que é melhor não confundir

by Tartaruga Feliz

Fazia tempo que eu não amava uma animação tanto assim, vocês TEM que assistir!! :D

07 Nov 02:46

Antes de Amanhã no Sri Lanka

Nos últimos três anos, o fotógrafo Yannik Willing tem feito viagens da Alemanha ao Sri Lanka pra documentar a recente transformação desse país sempre em guerra em destino luxuoso de férias, pro projeto Before Tomorrow. O Sri Lanka emergiu recentemente de uma sangrenta guerra civil que durou de 1983 até 2009 e tirou mais de 100 mil vidas. Vinte e seis anos de miséria.

Esse conflito vai muito além do meu conhecimento sobre a história do Sri Lanka, então, pra me poupar da vergonha de ser totalmente ignorante, pensei em ligar pro Yannick na esperança de que ele pudesse me ajudar nisso. Além do mais, as fotos dele são lindas, então perguntei sobre elas também.

VICE: Oi, Yannik. Tudo bem?
Yannik Willing: Tudo OK, apesar de ter passado o dia inteiro pendurando minhas próprias fotos no escritório do meu impressor local.

O quê? Por quê?
Era o nosso acordo, ele disse que me faria um preço bom se eu desse algumas fotos do Before Tomorrow pra ele.

Bom, isso é muito gentil da sua parte. Como começou a ideia desse projeto?
Tenho um amigo da faculdade cujos pais moram no Sri Lanka; o pai dele é de lá e a mãe é alemã. No meu segundo semestre do curso de fotografia em 2009, enquanto a guerra civil ainda estava acontecendo, visitei o país com ele. Foi a primeira vez que viajei pra tão longe, então tirei uma monte de fotos, que acabei odiando porque eram muito “turísticas”.

É meio surpreendente você perambular por lá como turista, fotografando o país no meio de uma guerra civil.
Bom, o que é interessante no Sri Lanka é que a guerra durou cerca de 30 anos e, enquanto isso, a costa oeste, onde eu estava, era relativamente segura. Veja, a coisa toda começou por causa de um grupo militante, o LTTE (os Tigres de Libertação do Tâmil Eelam, na sigla em inglês), que um dia decidiu criar seu próprio estado independente nas regiões leste e norte. O oeste teve sua parcela de ataques terroristas também, o que afetou o turismo e o cotidiano das pessoas.

E depois disso você descobriu que a guerra tinha acabado?
Sim. Voltei pra casa e, um mês depois, ouvi que a guerra civil tinha acabado e que os Tigres do Tâmil tinham sido derrotados. Foi um final sangrento também. É impossível calcular as perdas, mas ouvi dizer que o número de mortes na batalha de Kilinochchi ficou em 15 mil.

Uau. Foi quando você decidiu voltar e focar nesse projeto?
Na verdade não. A ideia veio alguns anos depois. Continuei acompanhando a situação e, em algum momento de 2010, cruzei com esses números loucos sobre o turismo no país, dizendo que estava em ascensão. Estava procurando por um tema pra começar um projeto e a conexão entre o boom econômico e a crise era um assunto que me interessava, então decidi voltar ao Sri Lanka e ver o país nesse estado de fluxo. 

E o turismo era do jeito que os números descreviam?
Não exatamente. Apesar dos números divulgados, o que encontrei foi um tipo de silêncio — a calmaria antes da tempestade, se você preferir. Todo mundo estava falando sobre o turismo que ia começar e fazendo planos pra abrir novos negócios, mas não havia tantos turistas.

Fui a um complexo turístico na costa leste e o lugar estava completamente deserto, como as cidades fantasmas que você vê nos filmes de faroeste. Não havia uma pessoa que fosse nas ruas, mas tudo estava perfeitamente preparado, as pensões estavam impecáveis e os restaurantes estavam abertos. Por isso decidi chamar o projeto de “Before Tomorrow”. Me senti muito estranho lá.

Como a coisa do turismo afetou a paisagem e as pessoas?
Acho que a maior mudança que se pode ver é na costa leste, onde tudo foi completamente destruído pelo tsunami. A economia depois da guerra estava basicamente no zero. Quando se trata dos moradores, a especulação imobiliária é um grande problema, com redes de hotéis comprando grandes propriedades e os residentes sendo impedidos de construir seus próprios restaurantes e negócios até certa distância da praia, que é o motivo que leva os turistas até lá.

E como os moradores reagiram a isso?
A coisa aqui é que as pessoas não gostam de mencionar o tsunami ou a guerra. A maioria está feliz porque a guerra acabou, então provavelmente eles não vão protestar contra o governo, não importa o quanto estejam sendo discriminados. Eles estão com medo e cansados.

É, posso imaginar. Aliás, adoro a foto do surfista de cabelo comprido loiro.
Sim, o nome dele é Tarange, ele tem 21 anos e é parte da equipe de surfe do Sri Lanka. Ele tinha acabado de ganhar uma competição quando o conheci e estava falando em ir pra Suécia — ele estava muito empolgado. Ele trabalha na loja de surfe do irmão e ganha a vida alugando pranchas. E anda se dando muito bem nisso.

Com certeza. E a jaqueta coberta de buttons?
Ah, esse é o Chattu Kuttan, um homem de 92 anos que trabalha como porteiro de um hotel de luxo em Colombo, a capital. Ele coleciona esses buttons de todos os turistas que conhece, e cada um tem sua própria história.

Legal. E, por último, o que é aquela foto com uma tela e uma antena parabólica?
É um cinema a céu aberto.

Ah, que legal. Faz sentido. Obrigada, Yannik.

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