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30 Aug 14:43

FX confirma a segunda temporada de ‘The Strain’

by fernandafurquim

The Strain

O canal FX anunciou a encomenda de treze episódios da segunda temporada de The Strain, série adaptada por Gillermo del Toro, Chuck Hogan e Carlton Cuse da obra de Del Toro e Hogan. Com isso, o canal confirma as informações divulgadas há alguns dias pela imprensa canadense, que avisava aos fãs de que a série já tinha garantido a segunda temporada.

A história apresenta Ephraim Goodweather (Corey Stoll, de House of Cards), um agente do Centro de Controle de Doenças que é chamado para investigar um caso de vampirismo. Para realizar esta missão, Ephraim se une a Abraham Setrakian (David Bradley), um ex-professor universitário e sobrevivente do holocausto judeu que agora mantém uma loja de penhores. Mais detalhes sobre o enredo aqui.

Em nota divulgada à imprensa, o FX diz que pretende ficar com a série pelo tempo que Cuse, Del Toro e Hogan acharem necessário para contar a história.

Ainda exibindo a primeira temporada, The Strain vem registrando a média de 2.33 milhões de telespectadores, com 1% entre o público alvo ao vivo. Somando as reprises, DVR e outras plataformas, a série chega a conquistar a média de 11 milhões com 5.2 milhões entre o público alvo.

A série é uma produção do FX.

Cliquem na foto para ampliar.

27 May 13:30

Novo livro de Neil Gaiman: edição brasileira é a única tradução com lançamento simultâneo aos EUA

by Intrínseca

O oceano no fim do caminho, novo livro adulto de Neil Gaiman, será lançado em 18 de junho, e a tradução brasileira é a única no mundo a chegar às livrarias na mesma data que a edição norte-americana. Segundo o autor — famoso por obras icônicas, como a série em quadrinhos Sandman, e os livros StardustDeuses americanos e Coraline —, trata-se de um romance “sobre magia, o poder das histórias e como enfrentar a escuridão dentro de cada um de nós. É sobre medo, amor, morte e famílias”. O título será publicado em mais de 20 países e teve os direitos da adaptação cinematográfica comprados pela produtora de Tom Hanks, a Playtone.

Neil Gaiman descobriu seu amor pelos livros na infância e devorava as histórias de C.S. Lewis, J.R.R. Tolkien, James Branch Cabell e Edgar Alan Poe, entre outros autores. Começou a carreira como jornalista, mas logo o talento para construir tramas e universos únicos foi levado para o mundo dos quadrinhos e depois para a ficção adulta e infantojuvenil. Suas obras receberam inúmeros prêmios e medalhas – como o World Fantasy Award, o Hugo Award, o Nebula, o Bram Stoker Award, entre outros − e foram adaptadas em bem-sucedidas versões para o cinema, televisão e até ópera. Gaiman é citado no Dicionário de Biografia Literária como um dos dez maiores escritores pós-modernos vivos.

Autor multimídia, seu blog (http://journal.neilgaiman.com), que ele mantém desde 2001, tem mais de 2 milhões de acessos por mês, e seu Twitter (@neilhimself), quase 2 milhões de seguidores. Muitas palestras inspiradoras de Neil Gaiman fazem sucesso pela internet, como o discurso “Make Good Art” que ele fez para os formandos da University of the Arts, na Philadelphia, que rodou o mundo pelo YouTube. Neil Gaiman já participou de um episódio de Os Simpsons, chamado The Book Job, no qual dubla a si mesmo, e também pode ser visto soltando a voz em shows ao lado da esposa, a cantora Amanda Palmer.

Tenho um carinho especial pelo leitor brasileiro, pois o Brasil foi o primeiro país depois dos Estados Unidos da América a publicar minha obra. Neil Gaiman ao Estado de S. Paulo (08/07/2008)

20 Mar 12:33

“O cineasta mais famoso que você nunca ouviu falar”

by jzorzato

forasta 1 ok O cineasta mais famoso que você nunca ouviu falar

O título acima é o slogan do documentário sobre John Milius. É meio verdade. Muita gente ouviu falar de John. Mas muito menos do que ele merece. E mesmo quem sabe de sua existência, provavelmente não tem noção da importância de sua obra. No trailer, Steven Spielberg diz que Milius sabe contar uma história melhor que ele - e melhor que George Lucas e Francis Ford Coppola. Suficiente pra você?

Milius é figura única. Judeu do Missouri, nascido em 1944, mas velho que o resto da sua turma. Cresceu fã de faroeste, Ernest Hemingway, Joseph Conrad, depois Jack Kerouac - aventuras pra macho. A família mudou pra Califórnia, virou surfista. Se alistou pra lutar no Vietnã, mas a asma não permitiu. Foi estudar cinema. Uma versão bem curta do seu currículo já é de cair o queixo. Como roteirista, meteu as mãos em Dirty Harry, Jeremiah Johnson e Apocalypse Now - e momentos chave de Tubarão e Salvando o Soldado Ryan. Como diretor, assinou Dillinger, O Vento e o Leão e Conan, o original. E Big Wednesday, um filme de surf, favorito das sessões Coruja, Jan Michael Vincent e William Katt e Gary Busey, alguém lembra desse?

Millius também produziu muitos outros filmes, criou muitos outros roteiros, foi ídolo e mentor de uma boa fornada de diretores que decolaram nos 70. Era, é um herói pra muitos deles. Era homem quando eles eram meninos. A ponto de ter sido transformado em personagem - em American Graffitti, Loucuras de Verão, de Lucas. Milius continuou dando tapas em roteiros por aí. Não está morrendo de fome, de jeito nenhum. Não teve a carreira que seu talento permitiria. Vive com reconhecimento limitado, em relativo ostracismo. A razão é política. Ele é de extrema direita. Não como esses republicanos rame-rame. Sem carolice. John criou para si mesmo um tipo de conservadorismo tão extremado e biruta que não permite companheiros ou paralelo. Costumava se descrever como zen-anarquista. Odeia todo tipo de governo. Dá consultoria para institutos reaça. Gosta de máquinas da pesada. Coleciona armas. Fundou uma gangue de motociclistas chamada Motor Strike Force Paranoia. Defende alucinadamente tudo que liberais abominam.

Além de um dos grandes criadores do cinema, John também é um grande personagem. E é favorito até de muitos que nunca ouviram seu nome. Se você faz parte do culto de The Big Lebowsky, o filme-seita dos irmãos Coen, lembrará de Walter Sobchak, o brucutu vivido por John Goodman. É inspirado em Milius. Veja abaixo esta seleção de grandes momentos de Sobchak. Mas antes, saiba que foi Milius quem convenceu a UFC a colocar uma jaula de metal cercando os lutadores. Uma ideia evidente e excelente. Que só poderia sair da cabeça única, brutal e sensível, trogla e gênia, de John Milius...
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04 Oct 11:45

Delicadeza, essa bobagem

by Nina Crintzs

   Hoje uma amiga muito querida levou um trote. Lembra disso?! De quando você era criança e passava trote pelo telefone? Ou recebia? Pois é, eu nem sabia que ainda existia esse tipo de coisa. Acreditem: existe.

   A minha amiga é uma mulher adulta, profissional talentosa, artista criativa e, logo, uma criatura de alma delicada. O trote que ela recebeu ali, na minha frente, num café charmoso onde a gente se encontrou pra botar o papo em dia, tinha endereço certo. Não era uma coisa aleatória: a pessoa que ligava sabia o nome, o telefone e a profissão dela. Confusa com a ligação que vinha de um número bloqueado, e depois de ter sido infinitamente educada com alguém que fazia perguntas sem sentido e afirmações ofensivas, ela desligou o telefone, chocada. “Espera, Nina, desculpa, mas eu preciso entender o que aconteceu aqui.” E a gente entendeu, rápido: o trote vinha de um amigo comediante que estava gravando um programa de TV, supostamente engraçado, para um canal de conteúdo jovem. Oi?! Atenção: o “amigo” dela tinha dado as informações e estava se divertindo com a “piada”.

   Na semana passada, eu vi um menino de dez anos de idade chorar porque não soube o que fazer quando as meninas do prédio resolveram implicar com ele: “mas pai, eu não posso bater em menina, né?” Não, João, não pode, você tá certíssimo, querido. Não pode bater em menina, assim como também não pode achar normal ou, pior, bacana, zoar seu amigo em rede nacional sem o consentimento dele pra brincadeira. Qualquer criança de dez anos de idade sabe disso.

   Só que os adultos parecem ter esquecido. A ex-namorada de um outro amigo, descubro, arrotava na frente dele depois de menos de dois meses juntos. Intimidade?! Será mesmo?! A mulher, atual, de outro, ameaçou se jogar pela janela na única discussão séria que eles tiveram ao longo dos cinco anos de casamento. Desespero?! Não sei, não. Desconfio que alguma coisa está seriamente errada quando vale ameaçar se matar pra ganhar uma discussão.

   No trabalho, no mundo dos freelas, ninguém tem vergonha de pedir que o job seja entregue “amanhã de manhã”. O que significa, inevitavelmente, que alguém – ou uma galera – não vai dormir pra dar conta do recado. E piora: a criatura vira a noite, se entope de café com ritalina, e descobre, um mês depois, que só então alguém realmente precisou daquilo que era urgente, inadiável, pra “amanhã de manhã”.

   O que todas essas coisas tem em comum? Well, além do fato óbvio de terem se manifestado no mesmo dia da minha vida, é com total perplexidade que eu percebo o tamanho do desrespeito e da indelicadeza com que temos tratado uns aos outros. Em todas as esferas das nossas vidas: social ou privada, não importa. O outro não existe. O outro que se foda. E a gente anda tão costumado com isso que nem percebe mais, e vai achando outros nomes pra selvageria indiscriminada: piada, humor, intimidade, pressa… You pick one. It’s all bullshit.

   Quando na verdade o que nos falta é delicadeza. Respeito, outra coisa raríssima, era pra vir ainda antes. Sumiram os dois. E o resultado é uma perda enorme para todos nós, que seguimos embrutecidos e anestesiados, achando tudo muito “normal”.

   Sorry. Eu me nego a achar normal um programa de televisão que sobrevive de achincalhar os “amigos” dos convidados. Eu não acho bacana arrotar na frente do namorado novo, que é um lindo, gentil e doce. Eu acho um absurdo a criatura ameaçar se jogar pela janela pra manter o casamento. E eu me pergunto, estupefata: como foi que a gente deixou a coisa desandar a esse ponto?!

   Eu sei, eu sei… Eu falando em delicadeza e enquanto isso, na África… Mas o mundo se esquece da África assim como a gente se esquece uns dos outros. É uma questão de prioridade: perde-se o amigo, mas não a piada. Todo mundo arrota quando quer, e em uníssono arrotamos a “liberdade de expressão”, né?!

   Indignada, escrevo um post rápido no facebook, e alguém se assombra com o fato de que eu ainda me surpreenda com a indelicadeza generalizada. Sim, eu faço questão de me surpreender: no dia em que a gente não perceber mais a total falta de cuidado, o que é que sobra?! “Amendoim e cerveja”, alguém responde fazendo piada. Resposta errada: não dá pra rir com a estupidez transformada em regra.

   Séculos de civilização, as obras de arte mais delicadas, sinfonias inteiras e poemas em linha: bóra queimar tudo isso na mesma fogueira do fundo falso do programa de tevê a cabo?

   Cheguei em casa tal indignada com o tal trote que passaram na minha amiga que vociferei pela cozinha, em pleno jantar, a história inteira. João, o sábio de dez anos de idade, a única pessoa lúcida do mundo, escuta tudo espantado e no fim diz, simples assim: “Processa, né?”. É, João, você, mais uma vez, tem razão. Já que a gente desaprendeu tudo, não tem outro jeito, não.

   E o mesmo João, depois de dois segundos de silêncio, tira da manga uma última pergunta, na dúvida: “Mas Nina, essas pessoas dessa história do trote, eram todas adultas?”. Durma-se com um barulho desses. E continua não valendo bater em menina.