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30 Aug 21:14

Interfaces gráficas do Linux no Windows 10 sem maquina virtual

by Cassio Augusto

Já era possível usar o terminal do Ubuntu dentro do Windows 10 após aquela parceria entre a Canonical e Microsoft que criou muita polemica principalmente entre os usuário do Ubuntu mas também entre os usuários de outras distribuições Linux.

Nesse tutorial que eu publiquei recentemente, eu mostrei como você pode fazer para instalar o Bash no Windows 10 e conseguir rodar os comandos da linha de comando do Linux no Windows 10.

Parceria da Canonical com a Microsoft

No vídeo abaixo eu falo um pouco mais sobre essa parceria entre as duas empresas que possibilitou a inclusão dessa nova funcionalidade que possibilitou o uso dos comandos do terminal do Linux dentro do console do Windows.

Interfaces gráficas do Linux no sistema operacional da Microsoft

Dessa vez, a novidade em relação a tudo isso que foi visto até aqui é que algumas pessoas estão conseguindo fazer que antes não eram possível, como instalar as interfaces gráficas do Linux no Windows 10 sem precisar usar Maquinas Virtuais, Emulação nem nada desse tipo.

Nesse post do usuário Guerra24 no Github, você pode ver o usuário explicando como ele conseguiu fazer isso(em ingles) e também imagens do XFCE e do Unity funcionando em um Ubuntu dentro do Windows 10.

Nesse link tem um tutorial publicado no reddit que ensina como fazer isso(em ingles)

Isso ainda é uma coisa nova e você não vai ver muita gente ensinando como fazer isso, eu não garanto que a interface vá funcionar perfeitamente no Windows 10 e também não recomendo que você use em ambiente de produção, é possível que possam ocorrer problemas.

Fonte: post do usuário Guerra24 no github.com

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01 Aug 17:47

Série de Webinars da AWS | julho 2016

by Hugo Tanzarella

Sem títuloNão deixe de participar dos próximos webinars com nossos especialistas e mantenha-se atualizado sobre as melhores práticas dentro da AWS!

Esta série de webinars é uma seleção de apresentações online que cobrem diversos tópicos, como: Big Data, Segurança, Armazenamento, Banco de dados, IoT, Mobile, Arquiteturas e etc. Estes webinars oferecem sessões técnicas realizadas pelos nossos arquitetos de soluções, demonstrações e exemplos específicos.


Atingindo um valor empresarial com Big Data

Palestrante: Hugo Rozestraten, Arquiteto de Soluções da AWS.

Horário: 19-07-2016 | 10:00 – 11:00 (UTC-3)

Conteúdo: As empresas geralmente têm dificuldades para selecionar e implementar projetos de Big Data que produzem resultados significativos.

Aprender com o sucesso e as falhas de outras empresas ajudam a identificar as armadilhas e extrair mais valor de suas iniciativas de Big Data. Um novo estudo da 451 Research faz um mergulho em seis organizações e seus esforços de adoção de Big Data utilizando Cloud Computing.

Neste Webinar nós vamos compartilhar pontos-chave descobertos neste estudo e verificar como empresas de vários segmentos usam Cloud para obter valores mensuráveis com Big Data. Você vai conhecer os desafios encontrados, as ferramentas que utilizaram para endereçar estes desafios, e os benefícios de usar AWS Cloud para desenvolver e entregar soluções de Big Data.

Objetivos de aprendizado:

  • Ouvir experiências de empresas de vários segmentos, incluindo provedor de plataforma mobile, e de análises para tecnologia mobile, órgão regulador de serviços financeiros, consultor de tecnologia, empresa de marketing estratégico, e serviços financeiros de conta corrente.
  • Identificar alguns desatfios para o entrega de uma solução de big data.
  • 5 maneiras que Cloud entrega valor para usuários de Big Data.
  • Entender os benefícios de usar AWS Cloud para soluções de Big Data.

Quem deve participar: Decisores técnicos e de negócios, arquitetos e diretores, desenvolvedores de soluções de Big Data, analistas de negócios, cientistas de dados, VP/Diretores de engenharia, CIOs e CTOs.


Primeiros Passos na Amazon Web Services

Palestrante: João Paulo Santana, Arquiteto de Soluções da AWS.

Horário: 19-07-2016 | 16:00 – 17:00 (UTC-3)

Conteúdo: Assista a este webinar “how-to” para aprender o básico para começar com a AWS. Depois de uma breve visão geral, esta sessão irá mergulhar em discussões de serviços AWS básicos, como o Amazon EC2 e o Amazon e S3, e fornecerá demonstrações de como configurar e utilizar esses serviços.

Objetivos de aprendizado:

  • Iniciar e conectar-se à sua primeira instância Amazon EC2
  • Fazer o backup e restaurar uma instância Amazon EC2
  • Configurar um alerta sobre o desempenho da sua instância Amazon EC2
  • Armazenar e compartilhar arquivos on-line com o Amazon S3

Introdução à Distribuição Contínua na AWS

Palestrante: Paulo Almeida, Arquiteto de Soluções da AWS.

Horário: 20-07-2016 | 10:00 – 11:00 (UTC-3)

Conteúdo: Empresas de ponta possuem ciclos de entrega de software medido em dias ao invés de meses. Essa agilidade é alcançada através de práticas de DevOps como entrega contínua, da qual permite automatizar a construção, testes e deploy mudanças no código da aplicação. Essa automação permite reconhecer problemas antecipadamente e aumentando a produtividade dos desenvolvedores.

Nesse webinar, vamos compartilhar os processos que os engenheiros da Amazon utilizam na prática de DevOps e discutir como você pode levar estes processos para sua empresa utilizando uma série de serviços (AWS CodePipeline e AWS CodeDeploy). Estes por sua vez, foram inspirados pelas nossas ferramentas de desenvolvimento internos e cultura DevOps.

Objetivos de aprendizado:

  • Aprender o que é entrega contínua, seus benefícios e como implementa-los.
  • Entender como elevar a frequência e confiabilidade das atualizações de sua aplicação.
  • Compreender como criar um workflow automatizado de entrega de software na AWS.
  • Entender conceitos básicos do AWS CodePipeline e o AWS CodeDeploy.

Introdução à Internet das Coisas na AWS

Palestrante: David Reis, Arquiteto de Soluções da AWS.

Horário: 20-07-2016 | 14:00 – 15:00 (UTC-3)

Conteúdo: AWS IoT é uma plataforma gerenciada em nuvem que permite que dispositivos interajam facilmente e com segurança com aplicativos e dispositivos conectados a nuvem.

Neste webinar, vamos discutir como dispositivos embarcados podem usar o AWS IoT para enviar dados para a nuvem e receber comandos usando o protocolo de sua escolha. Vamos mostrar como os dispositivos podem se conectar com segurança usando protocolos MQTT e HTTP, e como os desenvolvedores e empresas podem aproveitar os recursos do AWS IoT como “Device Shadow”, um documento JSON com o estado atual do dispositivo, e o Motor de Regras, que permite processar as mensagens e se integrar com outros serviços da AWS, para construir uma solução conectada.

Objetivos de aprendizado:

  • Entender o que é o serviço AWS IoT e uma introdução à Internet das Coisas.
  • Entender como conectar um dispositivo com um exemplo real.
  • Entender como usar os componentes deste serviço: “Device Gateway”, Motor de Regra, “Device Registry”e “Device Shadow”.

Público Alvo: Desenvolvedores de aplicações prontas para IoT.


Entre na página da Série de Webinars da AWS para ter acesso ao arquivo de webinars para treinamentos on demand.

 

 

22 Jul 14:23

OmniDB, gerenciamento web para múltiplos SGDBs

by Anderson R.

OmniDB é uma ferramenta web para o gerenciamento e conversão de múltiplos sgdbs, como MySQL, PostgreSQL, Oracle, Firebird, entre outros.

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21 Jul 02:14

Fail2Ban :: Serviço de Proteção e Jail de Serviços Contra Ataques de Força Bruta

by noreply@blogger.com (Matheus Fidelis)

O Fail2Ban é uma ferramenta de gerenciamento de requisições que funciona como um agente monitor de portas e serviços do sistema, gerando logs constantes de acessos aos serviços que você parametriza. Em suas configurações você determina um número de tentativas que um IP será considerado suspeito e um tempo de jail, onde todas as máquinas que tentarem forçar uma entrada após X tentativas são colocadas e automaticamente são negadas pelo firewall dinamicamente por um X período de tempo.

Essa solução é muito bacana, e detém muito do core dos ataques automatizados em vários tipos de situações. Eu mesmo já passei por algo bem parecido, onde criamos uma blacklist gigante de IP's chineses que ficavam tentando xeretar alguns roteadores.

Site do projeto: http://www.fail2ban.org/

Instalando em distribuições Debian e Ubuntu:
 root@servidor:~# sudo apt-get install fail2ban  

Instalando em distribuições Fedora, Red Hat e CentOS
 root@servidor:~# sudo yum install fail2ban  

Instalando em distribuições Slackware via SBOpkg
 root@servidor:~# sbopkg -i fail2ban  


Configurando o Monitoramento de Serviços do Fail2Ban 

Para realizar uma configuração básica que proteja sua porta SSH, vamos editar o arquivo de configurações do Fail2Ban
 root@servidor:~# vim /etc/fail2ban/jail.conf  
Procure no arquivo pela tag [DEFAULT]
Nela, iremos realizar algumas configurações de funcionamento do serviço, como Whitelists de acesso, tempo do ban e o número de tentativas que vai identificar o IP como malicioso e 'enjaular' o mesmo no Firewall.

Dentro dela, tente localizar os parâmetros abaixo e altere seus valores para:
 ignoreip =192.168.0.202  
bantime = 3600
maxretry = 5

Ajuste os parâmetros como melhor desejar, no caso:

ignoreip: Irá ignorar todos os IPs que você descrever, tornando os mesmos imunes as regras do Fail2Ban
bantime: É a quantidade de tempo descrita em segundos que a máquina ficara banida caso o Fail2Ban seja acionado
maxretry: É o número de tentativas que uma máquina poderá realizar sem ativar o serviço

Agora localize a tag [sshd] e modifique os parâmetros
 enabled = true  
port = ssh
filter = sshd
logpath = /var/log/auth.log

Vou realizar um teste em um ambiente de teste onde atacarei a porta 22 padrão ssh de um servidor em produção monitorando os logs de acesso. Você pode acessá-lo em tempo real dando um tail ou cat -f no arquivo fail2ban.log
 root@servidor:~# tail -f /var/log/fail2ban.log  


Realizei o teste com uma máquina com IP 192.168.0.61, e ela entrou em jail por 3600 segundos após 6 tentativas de acesso na porta ssh

Para proteger os acessos a um FTP, basta procurar o tipo de serviço que você está utilizando como ProFTPD, Pure FTPD ou WuFTPD. Vou dar um exemplo utilizando o ProFTPD, é só modificar os parâmetros para:
 [proftpd]  
enabled = true
port = ftp,ftp-data,ftps,ftps-data
filter = proftpd
logpath = /var/log/proftpd/proftpd.log
maxretry = 6

E no caso de um servidor Web
 [apache]  
enabled = true
port = http,https
filter = apache-auth
logpath = /var/log/apache*/*error.log
maxretry = 60000

No caso de um servidor Web, o numero de Max Retry tem que ser muito alto, pois normalmente a cada acesso, são várias requisições realizadas entre o cliente e o servidor. Aconselho você a ser bem generoso nesse sentido para não arrumar mais dores de cabeça com o cliente. (Dica da dor).

Visualizando a Lista de IP's Banidos 

Para visualizar a lista de IP's que entraram e sairam da Blacklist do Fail2ban, basta acessar o arquivo
 # vim /var/log/fail2ban.log

Esse aquivo tem uma lista (quase) completa de todos os IP's que entram e saem da Blacklist do Fail2ban.
Quase? Mas por que quase?? Porque quando o log passa de um tamanho x, ele é compactado  em um arquivo.gz. Caso queira consultar, eles sempre vão ficar ali ba pasta de logs do sistema.


Para visualizar os logs de autenticação do sistema, basta ler o arquivo
 # vim /var/log/auth.log  

Os serviços suportados por default pelo Fail2ban são:

[ssh-ddos], [apache] [apache-multiport] [apache-noscript] [apache-overflows] [vsftpd] [proftpd] [pure-ftpd] [wuftpd] [postfix] [couriersmtp] [courierauth] [sasl] [dovecot] [named-refused-tcp] [xinetd-fail] [pam-generic] [dropbear] [ssh]

Espero ter ajudado :)
16 Jul 02:19

25 coisas erradas em filmes que Hollywood nos ensinou

by Bruno Silveira

Esqueça todas as cenas clichês dos seus filmes preferidos. São quase totalmente falsas (ou impossíveis de acontecer). Confira abaixo 25 coisas erradas que Hollywood teve a bondade de nos ensinar.

25 – Todos os russos são maus

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: youtube.com

 

24 – Hackers são mais inteligentes do que deuses ou Deus

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: commons.wikimedia.org

 

23 – Criminosos e chefões adoram anunciar sua profissão

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

22 – O vilão é ruim de mira (especialmente no final do filme)

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

21 – Você pode bater ou apanhar por horas sem ficar tonto ou cansado

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

20 – O protagonista nunca tem apoio ou ajuda durante o confronto final

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

19 – Todos pensam que Frankenstein é o monstro

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: fi.wikipedia.org

 

18 – O protagonista nunca é preso porque tudo que fazia era “auto-defesa”

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: cinetom.fr

 

17 – Som e luz ocorrem ao mesmo tempo sem delay

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

16 – Câmera lenta em gravidade zero

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: commons.wikimedia.org

 

15 – Atravessar janelas é ridiculamente fácil

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: tvtropes.org

 

14 – Carros explodem facilmente

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

13 – Silenciadores são totalmente silenciosos

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Fonte: todayifoundout, Imagem: en.wikipedia.org

 

12 – Conversar durante quedas é fácil

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: commons.wikimedia.org

 

11 – Todas as culturas antigas e nações tem um sotaque inglês perfeito

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: commons.wikimedia.org

 

10 – Casal sempre tem orgasmos ao mesmo tempo

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

9 – Você sempre tem direito a um telefonema quando é preso

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

8 – Você pode segurar sua respiração por um longo período

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

7 – Amnesia é quase sempre demonstrada errada ou falsa em filmes

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

6 – Casal se beijando de manhã… sem escovar os dentes…

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: pixabay.com

 

5 – Rastrear uma chamada telefônica leva 60 segundos

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

4 – Cigarro+gasolina= Explosão

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

3 – Atirar num tanque de gasolina faz um carro explodir

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: commons.wikimedia.org

 

2 – Portas de carros te protegem de tiros

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

 

1 – É possível fazer barulho no espaço

25 erros em filmes que Hollywood nos ensinou

Imagem: en.wikipedia.org

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16 Jul 02:08

Astronomia: Conheça Júpiter

by Salvador Nogueira

A sonda Juno chega hoje a Júpiter. Conheça melhor o maior dos planetas do Sistema Solar.

O DEUS DOS DEUSES
A intuição dos antigos é admirável. Mesmo sem a capacidade técnica para determinar o tamanho dos planetas, eles decidiram dar a Júpiter o nome da principal divindade de seu panteão. Ele tem mais massa que todos os outros planetas somados e, em seu interior, daria para acomodar umas 1.300 Terras.

QUASE UMA ESTRELA
A exemplo do Sol, seus principais componentes são hidrogênio (75%) e hélio (24%) —os dois elementos mais abundantes do Universo. O que faltou em Júpiter para ser uma estrela foi só massa. O Sol tem mil vezes mais.

MINISSISTEMA SOLAR
Com esse tamanho todo, ele foi capaz de induzir a formação de um sem-número de corpos menores ao seu redor. São 67 luas conhecidas, além de discretos anéis de poeira. As quatro maiores luas, Io, Europa, Ganimedes e Calisto, descobertas por Galileu em 1610, são mundos incríveis.

POR DENTRO DE JÚPITER
Não é porque ele é um planeta gigante gasoso que só há gás por lá. Num mergulho imaginário em seu interior, veríamos a pressão fazer com que a atmosfera comece gradualmente a se comportar como líquido. E, indo ainda mais fundo, a um quarto da distância até o centro, o hidrogênio líquido se comporta como um metal.

MAGNÉTICO
Esse monte de hidrogênio metálico gera um campo magnético tão poderoso que faz o da Terra parecer um ímã de geladeira. Isso inunda os arredores jovianos de radiação —um desafio para qualquer nave que voe por lá.

VIDA NAS NUVENS?
Júpiter gira. E como. Um dia joviano dura só dez horas, e a rotação causa muita turbulência na atmosfera. Suas nuvens superiores são de amônia e, numa camada mais profunda, possivelmente há as de água. O consenso é que não há vida, mas Carl Sagan imaginou microrganismos e até mesmo criaturas similares a balões prosperando em sua atmosfera.

JUNO AO VIVO
A sonda americana Juno fará na noite desta segunda-feira (4) a manobra para entrar em órbita de Júpiter. Se der certo, ela se tornará a segunda espaçonave a se estabelecer nos arredores jovianos em toda a história. O Mensageiro Sideral, que não é bobo nem nada, vai transmitir o evento ao vivo pelo YouTube. Fique ligado no vídeo abaixo a partir das 23h.

A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.

Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

15 Jul 20:51

Excluindo usuários antigos via GPO

by Diego Gouveia

Com o passar do tempo, sempre acontece de verificarmos nas estações de trabalho perfis de usuários gravados nas estações em que se desligaram da empresa. E isso, com o passar do tempo e dependendo de quantos usuários passaram por aquela estação pode ocasionar o disco rígido ficar bastante preenchido e sem espaço, ocasionando ter que apagar os perfis dos usuários da estação. Com o passar do tempo, sempre acontece de verificarmos nas estações de trabalho perfis de usuários gravados nas estações em que se desligaram da empresa. E isso, com o passar do tempo e dependendo de quantos usuários passaram por aquela estação pode ocasionar o disco rígido ficar bastante preenchido e sem espaço, ocasionando ter que apagar os perfis dos usuários da estação.

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13 Jul 23:01

Nasa divulga imagem após Juno entrar na órbita de Júpiter

by Rafaela Pozzebon

A Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou uma imagem enviada pela câmera JunoCam, que está a bordo da sonda Juno. Daqui algumas semanas será possível ver mais imagens em alta resolução do planeta Júpiter.

Se não tiver imprevistos, missão deverá ser encerrada em fevereiro de 2018.
Se não tiver imprevistos, missão deverá ser encerrada em fevereiro de 2018.

"Esta cena da JunoCam indica que ela sobreviveu sua primeira passagem pelo ambiente de radiação extrema sem nenhum dano e está pronta para fotografar Júpiter", disse Scott Bolton, principal pesquisador do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, em San Antonio (EUA). "Não podemos esperar para ver as primeiras imagens dos polos de Júpiter."

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13 Jul 19:37

Microsoft lança o SQL Server para Red Hat Entreprise Linux

by Dionatan Simioni
A Microsoft anunciou no Red Hat Summit de San Francisco a disponibilidade do SQL Server para a distribuição e anunciou também que agora o .NET Core e o ASP.NET Core 1.0 são open source. A...

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13 Jul 18:07

O código fonte da Apollo 11 está disponível online e algo chamou atenção.

by noreply@blogger.com (Cláudio Florenzano)
 Margaret Hamilton com as páginas do código e os astronautas da Apollo 11.
 Margaret Hamilton com as páginas do código e os astronautas da Apollo 11.
A coisa mais surpreendente do código fonte do computador de orientação da Apollo 11 não é o tamanho dele, e sim a quantidade de piadas que os cientistas colocaram no meio dele.

O código dos módulos de comando e lunar estão disponíveis online desde 2003 (o pesquisador de tecnologia Ron Burkey transcreveu cada linha do código à mão a partir das transcrições originais), o código do computador de orientação foi postado no Github na semana passada. O antigo estagiário da NASA Chris Garry enviou os arquivos na quinta-feira (7) e eles se tornaram populares entre programadores e fãs do espaço que querem rir das piadas feitas pelos cientistas dos anos 1960.

Não são só piadas para programadores, no entanto. Uma delas diz BURN_BABY_BURN-MASTER-IGNITION_ROUTINE.s., que contém algumas notas de referência bem interessantes.

“Burn, Baby! Burn!” era um bordão usado pelo DJ de R&B Magnificent Montague quando ele botava para tocar as músicas mais quentes do momento. A frase também foi bastante repetida durante protestos em Los Angeles em 1965 causados pela morte de um negro de 21 anos por um policial da Califórnia.

Mais abaixo no código encontramos frases ditas por programadores educados e acolhedores:

Outros destaques incluem o arquivo PINBALL_GAME_BUTTONS_AND_LIGHTS.s (botões e luzes do jogo de pinball), usado para o sistema de teclado e visualização, e o comentário TRASHY LITTLE SUBROUTINES (pequenas subrotinas desprezíveis) em LUNAR_LANDING_GUIDANCE_EQUATIONS.s (algo coo equações guia para aterrissagem lunar).

Como dá para ver, o código fonte foi escrito no que parece ser Assembly. A NASA criou sua própria versão do Assembly, que é uma linguagem de programação de baixo nível e incrivelmente esotérica. Isso explicaria porque existem tantas páginas do código e porque a diretora de engenharia de software Margaret Hamilton parece que vai deixar tudo cair.

Claro, não seria a internet se as pessoas não tentassem continuar com a diversão e sugerir algumas adições. Um arquivo extra em potencial é o MATTDAMON.s, que nos permitiria salvar aquele pobre homem perdido em Marte.

Fonte: Gizmodo
11 Jul 20:41

Como remover programas instalados via PPA no Ubuntu completamente

by Dionatan Simioni
Os PPA (Personal Package Archive), são formas simples dos desenvolvedores distribuírem e organizarem versões dos softwares para o Ubuntu e seus derivados. Existem muitos sites que mostram como...

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11 Jul 14:04

Conheça as invenções tecnológicas dos fast foods para agradar clientes

by Fernanda

Quando se fala em tecnologia, na maioria das vezes o que vem à mente são as grandes empresas do setor, como Apple, Google, Microsoft, entre outras e seus produtos revolucionários que prometem mudar o mundo.

Porém, outras empresas, que não fazem parte do setor de tecnologia, investem muito nas novidades tecnológicas para agradar seus clientes e até melhorar o desempenho interno, sendo que o setor que mais está se aproveitando dessa tendência é o de alimentação.

McDonald’s
No início do ano, o McDonald’s lançou na Suécia uma embalagem do McLanche Feliz que se transforma em um óculos de realidade virtual parecido com o do Google, o Cardboard.

A Coca-Cola também fez algo semelhante com suas embalagens de papelão, com três opções de como transformá-las em óculos VR.

O McDonald’s também fez uma parceria, no ano passado, com o Snapchat para criar filtros para o aplicativo de mensagens. Os filtros ficavam disponíveis para os usuários do Snapchat toda vez que eles entrassem em um dos restaurantes da rede de fast food.

Reprodução

No Japão, a empresa incluiu em alguns de seus restaurantes o Pepper, um robô que interage com os clientes e anota pedidos. Ele ainda conta com reconhecimento fácil para saber se o cliente está satisfeito ou não.

Reprodução

Domino’s Pizza
A rede de pizzarias revelou em março o DRU (Domino’s Robotic Unit) – um robô autônomo com GPS e sensores instaladas capaz de entregar pizzas e refrigerantes. O cliente recebe um código pelo celular para abrir o compartimento de carga do robô.

Reprodução

Por enquanto, o DRU está sendo usado somente na Austrália; mas, recentemente, a empresa Starship Technologies se uniu a companhia de alimentos Just Eat para testar robôs de entrega parecidos em Londres.

KFC
O restaurante de frango frito já desenvolveu várias embalagens tecnológicas para os seus clientes. A mais recente é uma caixa que permite carregar a bateria de smartphones. Mas a empresa também já distribuiu baldes que imprimiam fotos instantâneas e um teclado bluetooth para o cliente enviar mensagens pelo celular sem precisar encostar com as mãos engorduradas no dispositivo.

Fonte: Olhar Digital

 

06 Jul 21:03

Maior telescópio do mundo está finalizado. China é a responsável

by Rafaela Pozzebon

No início deste mês, a China finalizou a construção do FAST, o maior radiotelescópio do mundo. A obra levou cerca de cinco anos para ser concretizada e custou US$ 180 milhões. Para a construção, 9 mil pessoas que residiam próximas à construção tiveram que deixar suas casas.

O telescópio será usado para monitorar um milhão de estrelas e planetas que as orbitam em busca de pulsares, ondas gravitacionais e ainda aminoácidos. O FAST deverá ter papel importante nas pesquisas das áreas de astronomia e física.

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05 Jul 16:53

Nikola Tesla, o gênio mais injustiçado da história

by Maximiliano Meyer

Responda rápido: Quem fez a revolução elétrica no mundo? Aposto que você disse Thomas Edison, certo? Mas não, não foi ele. Quem realmente inventou esta e muitas outras coisas que se atribuem a diversas pessoas foi Nikola Tesla, o mesmo homem que possui desde uma unidade de medida para medir a densidade do fluxo magnético, uma cratera na lua, um asteroide, o maior prêmio de engenharia elétrica do mundo até um aeroporto, uma banda de heavy metal com o seu nome, um dia só seu (10 de julho, em diversos países), além de ser personagem do filme O Grande Truque e nomear a marca que promete um futuro verde ao mundo.

Mais de 300 patentes em quase 30 países (inclusive 2 aqui no Brasil), mas então porque ele não é reverenciado como um gênio? Tretas como as de Thomas Edison que você confere a partir de agora.

E se você quiser conhecer o mestre dos mestres, confira esse post sobre Isaac Newton

Quem foi Nikola Tesla

Nascido no finado Império Austro-Húngaro, onde hoje seria a Croácia, em 1856 durante uma tempestade de raios, segundo a lenda, teve seu primeiro contato com a eletricidade na Universidade de Praga onde estudou engenharia elétrica até o terceiro ano, desistindo depois de assistir às aulas. Solteiro pela vida toda, pois dizia que isso era proveitoso às suas ambições e capacidades científicas, acredita-se que ele tinha uma memória fotográfica e podia decorar livros inteiros ao lê-los apenas uma vez; além disso tinha uma condição que fazia com que enxergasse clarões de luz que o cegavam, alucinações, e que lhe traziam inspiração e ideias. Além disso ele era capaz de enxergar uma invenção completamente pronta em sua mente antes de começar a esboça-la em um papel.

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05 Jul 16:49

Para ficar de olho: Dez tecnologias emergentes que revolucionarão o mundo.

by noreply@blogger.com (Cláudio Florenzano)
Para ficar de olho: Dez tecnologias emergentes que revolucionarão o mundo.
Para ficar de olho: Dez tecnologias emergentes que revolucionarão o mundo.
O World Economic Forum apresentou uma lista com dez tecnologias emergentes que impactarão de maneira profunda nossas vidas. O documento inclui inovações que devem figurar no radar de praticamente toda organização.

“Observar o horizonte é crucial para não ser pego de surpresa frente a soluções que transformarão radicalmente nosso mundo”, pontuou Bernard Meyerson, presidente do órgão e diretor de inovação da IBM.

Na visão do executivo, é o momento de a comunidade global somar forças e definir princípios para que a sociedade colha os benefícios e minimize os riscos dessas tecnologias. 

A seguir, apresentamos a lista com as 10 tecnologias para observar em 2016.

1. Nanosensores e Internet of Nanothings

O cenário indica bilhões de dispositivos conectados nos próximos anos. Porém, há um mundo ainda mais animador no campo da Internet das Coisas. O relatório indica que nanosensores devem se proliferar de maneira intensa, trazendo uma revolução ainda mais impactante que a própria IoT. O documento cita que esses componentes estarão dentro do corpo humano, nas mobílias de uma casa e revolucionarão indústrias como de arquitetura, agricultura, saúde e farmacêutica.

2. A próxima geração de baterias

Esse tema pode guardar o futuro da energia renovável que abastecerá o mundo. De acordo com o WEF, baterias de sódio, alumínio e zinco, juntamente com soluções avançadas de armazenamento de energia, permitirão a criação de “mini grids”, que oferecerão energia limpa para uma pequena cidade ou vila.

3. Blockchain

O termo ganhou muita atenção no passado recente e já começa a surgir em estratégias de inovação de bancos e fintechs. A tecnologia serve como um repositório público de transações, listadas em ordem cronológica, o que gera um “potencial imenso de modificar a forma como mercados e governos operam”, afirma o Forum. Além de atenção da indústria financeira, o projeto vem recebendo quantias consideráveis para alavancar sua evolução.

4. Materiais 2D

Enquanto a impressão 3D recebe toneladas de atenção, o relatório da organização lança luz sobre conteúdos em “uma camada de átomos”, listando possíveis revoluções de materiais como o grafeno, que pode ser usado para produção filtros de ar e água, além de wearables e baterias/sistemas de energia.

5. Veículos autônomos

O Google tem puxado o desenvolvimento e teste de veículos sem motorista. A atuação da gigante ampliou o interesse de diversos players – inclusive grandes montadoras – para temas de veículos autônomos. No caso do relatório, há uma atenção especial para temas de segurança trazidas pelo conceito, além de redução nas emissões de poluentes e ganhos econômicos trazidos pelo compartilhamento de recursos.

6. Chips no papel de órgãos

Pesquisadores desenvolveram modelos de órgãos humanos “do tamanho de um cartão de memória”. A descoberta, aponta o Forum Econômico Mundial, pode revolucionar a pesquisa média e a descoberta de novas drogas. Esses órgãos em miniatura podem ser usados para estudar comportamentos biológicos de uma forma que até então era impossível.

7. Células solares de Perovskita

Você já ouviu falar de Perovskita? Trata-se de um mineral na forma de cristais pseudocúbicos. Esse material traz inúmeras vantagens frente ao silício na construção de células solares. De acordo com o órgão, trata-se de um componente mais fácil de ser produzido e que gera energia de forma mais eficiente. Dessa forma, há uma grande aposta de que pode revolucionar a indústria de energia limpa e renovável.

8. Ecossistema aberto de Inteligência Artificial

O gigantesco volume de dados disponíveis, combinado com avanços em algoritmo para descobrir padrões e comportamentos, além da capacidade de processar linguagem natural, acarretarão um grande potencial para o desenvolvimento de assistentes digitais, que ajudarão humanos a melhorar suas vidas.

9. Optogenética

Optogenética refere-se a técnicas que combinam luz, genética e bioengenharia. É a habilidade de usar a luz para controlar células vivas em um tecido vivo. O relatório nota que cientistas têm utilizado recursos de luz e cor para interagir com neurônios nos cérebros. Os avanços recentes nas técnicas tem permitido entregar comunicação por meio de luz em camadas mais profundas do cérebro humano, o que pode desencadear novos tratamentos para problemas cerebrais.

10. Engenharia de sistema metabólico

Os problemas ambientais e limitados recursos combustíveis fósseis, pesquisadores trabalham para criar combustíveis, químicas e materiais de fontes renováveis. O documento sinaliza que o uso de plantas irá desencadear uma revolução em termos de facilidade e custo.

05 Jul 15:04

Curso grátis de Introdução à Análise de Dados da Udacity.

by noreply@blogger.com (Cláudio Florenzano)
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Resumo do curso

Este curso irá apresentá-lo ao mundo da análise de dados. Você vai aprender a passar por todo o processo de análise de dados, que inclui:

- Fazer perguntas;

- Tratar seus dados em um formato que você pode usar e corrigir quaisquer problemas com ele;

- Explorar os dados, encontrar padrões, e construir a sua intuição sobre ele;

- Tirar conclusões e/ou fazer previsões;
- Comunicar suas descobertas;

Você também vai aprender a usar as bibliotecas Python Numpy, Pandas, e Matplotlib para escrever códigos mais limpos, mais concisos, e que executam mais rápido.

05 Jul 15:04

Arquimedes pode ter criado o primeiro computador do mundo há mais de 2100 anos, dizem cientistas.

by noreply@blogger.com (Cláudio Florenzano)
Arquimedes pode ter criado o primeiro computador do mundo há mais de 2100 anos, dizem cientistas.
Arquimedes pode ter criado o primeiro computador do mundo há mais de 2100 anos, dizem cientistas.
[ BBC BRASIL ] Após buscar abrigo na ilha, um grupo de catadores de esponjas marinhas decidiu ver se dava sorte naquelas águas. 

Eles acabaram encontrando os restos de uma galé romana que havia naufragado havia 2 mil anos, quando o Império Romano começou a conquistar as colônias gregas no Mediterrâneo. Nas areias do fundo do mar, a 42 metros de profundidade, estava a maior reunião de tesouros gregos encontrada até então. Isso em 1900.

Entre belas estátuas de cobre e mármore estava o objeto mais intrigante da história da tecnologia. Trata-se de um instrumento de bronze corroído, do tamanho de um laptop moderno, feito há 2 mil anos na Grécia antiga. É conhecido como máquina (ou mecanismo) de Anticítera. E mostrou ser uma espécie de máquina do futuro. No começo, as peças, cobertas por uma crosta e unidas após passar 2 mil anos no leito do mar, ficaram esquecidas. Mas um olhar atento mostrou que eram objetos feitos com esmero, engrenagens talhadas à mão. "Se não tivessem descoberto a máquina em 1900, ninguém teria imaginado, ou nem mesmo acreditado, que algo assim existia, pois é muito sofisticada", disse à BBC o matemático Tony Freeth, da Universidade de Cardiff.

Restos do artefato encontrado em 1900.
Imagine: alguém, em algum lugar da Grécia antiga, fez um computador mecânico, afirma o físico grego Yanis Bitzakis. Como Freeth, ele integra a equipe internacional que investiga o artefato. "É um mecanismo de genialidade surpreendente", acrescenta Freeth. E eles não estão exagerando. Foram cerca de 1.500 anos até algo parecido com a máquina de Anticítera voltar a aparecer, na forma dos primeiros relógios mecânicos astronômicos, na Europa. Mas essas são as conclusões da história: entender o que era o misterioso objeto tomou tempo, conhecimento e esforço.

Vanguarda

O primeiro a analisar em detalhes os 82 fragmentos recuperados foi o físico inglês Derek John de Solla Price (1922-1983). Ele começou o trabalho nos anos 1950 e em 1971, juntamente com o físico nuclear grego Charalampos Karakalos, fez imagens das peças com raios-X e raios gama. Eles descobriram que o mecanismo era extremamente complexo, com 27 rodas de engrenagem em seu interior. Os especialistas conseguiram datar algumas outras peças com precisão, entre os anos 70 A.C. e 50 A.C. Mas um objeto tão extraordinário não podia ser daquela época, pensavam os especialistas. Talvez fosse mais moderno e tivesse caído no mesmo local por casualidade.

127 e 235 dentes

Price deduziu que contar os dentes em cada roda poderia fornecer pistas sobre as funções da máquina. Com imagens bidimensionais, as rodas se sobrepunham, o que dificultava a tarefa, mas ele conseguiu chegar a dois números: 127 e 235. "Esses dois números eram muito importantes na Grécia antiga", diz o astrônomo Mike Edmunds. Seria possível que os gregos antigos estivessem usando a máquina para seguir o movimento da Lua?. A ideia era revolucionária e tão avançada que Price chegou a questionar a autenticidade daquele objeto. "Se cientistas gregos antigos podiam produzir esses sistemas de engrenagens há dois milênios, toda a história da tecnologia do Ocidente teria que ser reescrita", diz o matemático Freeth.

Mecanização do conhecimento?

A cultura grega de dois milênios atrás é uma das mais criativas da humanidade, e os investigadores daquele objeto não questionavam o desenvolvimento da civilização grega, inclusive na astronomia.  Os gregos sabiam, por exemplo, como os corpos celestes se moviam no espaço, podiam calcular suas distâncias da Terra e a geometria de suas órbitas. Mas teriam sido capazes de fundir astronomia e matemática em um artefato e programá-lo para seguir o movimento da Lua?.

Cientistas acreditam que ele poderia prever eclipses e outras funções.
O número 235 que Price havia encontrado era a chave do mecanismo para computar os ciclos da Lua.

"Os gregos sabiam que de uma nova Lua a outra se passavam, em média, 29,5 dias. Mas isso era problemático para seu calendário de 12 meses no ano, porque 12 x 29,5 = 354 dias, 11 dias a menos do que o necessário", afirmou à BBC Alexander Jones, historiador especializado em astronomia antiga.

"O ano natural, com as estações, e o ano-calendário perderiam a sincronia."

Os gregos, contudo, sabiam que 19 anos solares são exatamente 235 meses lunares, o chamado ciclo Metônico. "Isso significa que se você tem um ciclo de 19 anos, a longo prazo seu calendário estará em perfeita sintonia com as estações." O ciclo Metônico foi identificado em um dos fragmentos da máquina de Anticítera.

Revoluções

Graças aos dentes das engrenagens, a máquina começou a revelar seus segredos.

As fases da Lua eram extremamente úteis na época dos gregos antigos.

De acordo com elas determinavam-se épocas de plantio, estratégias de batalha, festas religiosas, momentos de pagar dívidas e autorizações para viagens noturnas. O outro número, 127, serviu para Price entender outra função da máquina relacionada com nosso satélite natural: o aparelho também mostrava as revoluções da Lua ao redor da Terra. Após 20 anos de investigação intensa. Price concluiu que havia desvendado aquele artefato. Mas ainda havia peças do quebra-cabeças por encaixar.

O futuro 223

O passo seguinte demandou tecnologia feita sob encomenda para aquele desafio. Uma equipe internacional dedicada a estudar a máquina conseguiu convencer o engenheiro de raios-X Roger Hadland a criar um equipamento especial para fazer imagens do mecanismo. E usando outro aparelho que havia realçado os escritos que cobrem boa parte dos fragmentos, encontraram uma referência às engrenagens e a outro número chave: 223. Três séculos antes da idade de ouro de Atenas, astrônomos babilônios antigos descobriram que 223 luas após um eclipse (cerca de 18 meses e 11 dias, período conhecido como ciclo Saros), a Lua e a Terra voltavam para a mesma posição, de modo a provavelmente produzir outro eclipse.

"Quando havia um eclipse lunar, o rei babilônio deixava o posto e um substituto assumia o poder, de modo que os maus agouros fossem para ele. Logo o substituto era morto e o rei voltava a assumir sua posição", conta John Steele, especialista em Babilônia do Museu Britânico.

E o 223 era o número de outra roda do mecanismo.

A máquina de Anticítera podia prever eclipses. Não apenas o dia, mas a hora, direção da sombra e cor com a qual a Lua apareceria.

Tudo dependia da Lua

Como se tudo isso não fosse bastante, os pesquisadores descobriram outra maravilha. O ciclo Saros, uma interação repetitiva de 223 meses do Sol, da Terra e da Lua, dependia do padrão da Lua e "nada sobre a Lua é simples", diz Freeth. "Não apenas a Lua tem a órbita elíptica - assim viaja mais rapidamente quando está mais perto da Terra -, mas essa elipse gira lentamente, em um período de 9 anos". Podia então a máquina de Anticítera rastrear o caminho flutuante da Lua?.

Sim, podia: duas engrenagens menores, uma delas com uma pinça para regular a velocidade de rotação, replicavam com precisão o tempo de órbita da Lua, e outra, com 26 dentes e meio, compensava o deslocamento dessa órbita. E ao examinar o que sobrara da parte frontal do aparelho, os investigadores concluíram que ele tinha um planetário como os gregos entendiam o Universo naquele momento: a Terra no centro e cinco planetas ao redor.

"Era uma ideia extraordinária: pegar teorias científicas da época e mecanizá-las para ver o que aconteceria dias, meses e décadas depois", diz o matemático.

Mistério dentro de um enigma

"Essencialmente, foi a primeira vez que a raça humana criou um computador", acrescenta Freeth. "É incrível como um cientista daquela época descobriu como usar engrenagens para rastrear os complexos movimentos da Lula e dos planetas."

Arquimedes - 287 A.c - 212 A.c.
Mas quem foi esse cientista?

Uma pista estava em outra função da máquina.

O aparelho também previa a data exata dos Jogos Pan-Helênicos: quatro festivais separados que se realizavam periodicamente na Grécia Antiga: Jogos Olímpicos, ou de Olímpia, Jogos Píticos, Jogos Ístmicos e Jogos Nemeus. O curioso é que embora os Jogos de Olímpia tivessem mais prestígio, os Jogos Ístmicos, em Corinto, apareciam em letras maiores.

Os investigadores já tinham notado que os nomes dos meses que apareciam em outra engrenagem da máquina eram coríntios. As evidências sugeriam que o criador da máquina era um coríntio que vivia na colônia mais rica governada pela cidade: Siracusa. Siracusa era lar do mais brilhante dos matemáticos e engenheiros gregos: Arquimedes. Trata-se, talvez, do cientista mais importante da Antiguidade clássica, que determinou a distância da Terra à Lua, descobriu como calcular o volume de uma esfera, o número fundamental π e havia garantido que moveria o mundo com apenas uma alavanca. "Só um matemático brilhante como Arquimedes poderia ter desenhado a máquina de Anticítera", opina Freeth.

Sabe-se que Arquimedes estava em Siracusa quando romanos conquistaram a cidade, e que o general Marco Claudio Marcelo havia ordenado que o cientista não fosse morto, mas um soldado acabou assassinando o matemático.

Siracusa foi saqueada e seus tesouros foram enviados a Roma. O general Marcelo levou consigo duas peças - ambas, diziam, eram de Arquimedes.

Os investigadores acreditam que fossem versões anteriores da máquina.

Um indício está em uma descrição que o orador Cícero fez de uma das máquinas de Arquimedes que viu na casa do neto do general Marcelo:

"Arquimedes encontrou a maneira de representar com precisão, em apenas um aparato, os variados e divergentes movimentos dos cinco planetas com suas distintas velocidades, de modo que o mesmo eclipse ocorre no globo (planetário) e na realidade."

Mas o que aconteceu com a brilhante tecnologia da máquina? Por que ela se perdeu? 

Como tantas outras coisas, com a queda da civilização grega e, mais tarde, da romana, os conhecimentos "imigraram" para o Oriente, onde foram mantidos por bizantinos e árabes eruditos. O segundo artefato com engrenagens de bronze mais antigo é do século 5 e tem inscrições em árabe. E no século 8 os mouros levaram esses conhecimentos de volta à Europa.

Investigações anteriores apontaram que a máquina estava dentro de uma caixa de madeira que não sobreviveu ao tempo. Uma caixa que continha todo o conhecimento do planeta, do tempo, espaço e Universo. "É um pouco intimidador saber que, logo antes da queda de sua grande civilização, os gregos antigos tinham chegado tão perto de nossa era, não apenas em pensamento mas na tecnologia científica", disse Derek J. de Solla Price.

Fonte: BBC BRASIL
01 Jul 20:55

O que é biohacking Conheça a técnica que desafia as leis do corpo

by Débora Pricila Silveira

A palavra hacker tornou-se bem conhecida e é difícil encontrar alguém que não conheça o significado do conceito ou que não saiba quem são as pessoas identificadas pelo termo. Mas, e biohacking, você já ouviu falar? Biohacking é a prática de misturar biologia com a ética hacker ou, em outras palavras, é a técnica de hackear o seu próprio organismo, com o objetivo de promover mudanças no seu corpo até que ele consiga fazer coisas que não fazia antes, até mesmo conseguir habilidades consideradas sobre-humanas.

Entre os objetivos estão: modificar o organismo para adquirir capacidades especiais, como enxergar no escuro, controlar aparelhos eletrônicos com as mãos, sentir campos eletromagnéticos ou ainda, ficar mais inteligente, produtivo ou focado. Há melhorias para o corpo e mente. Quando falamos sobre biohacking, é comum pensarmos primeiramente nas pessoas que realizam modificações no corpo, implantando chips ou componentes magnéticos. Contudo, também tem muita gente utilizando a técnica de hackear o organismo com outros objetivos, sem precisar realizar nenhum implante, como por exemplo ter mais energia.

Isto pode acontecer ao mudar a alimentação, ingerir suplementos especiais, entre outras atitudes que veremos ao longo deste artigo. Ou seja, a técnica de biohacking não se limita apenas a junção entre um corpo biológico e um componente eletrônico, mas também a elementos externos. Você não precisa se transformar em um ciborgue para ser um biohacker, mas se quiser, esta é uma escolha que só diz respeito a você.

Continue a leitura...

29 Jun 14:04

Como funciona a Lei Rouanet e o que a Operação Boca Livre descobriu

Legislação sancionada no governo Collor incentiva o financiamento à cultura, mas sua aplicação recebe críticas, que devem aumentar com revelação de fraudes

29 Jun 12:13

Sonda Juno faz aproximação final de Júpiter

by Salvador Nogueira

Lançada em 2011, a sonda Juno está em aproximação final para a chegada a Júpiter. Neste amável retrato obtido pela sonda na semana passada — e divulgado hoje pela Nasa — vemos o planeta gigante e suas quatro maiores luas, numa imagem não de todo dissimilar às que Galileu usou, quatro séculos atrás, para descobrir os satélites naturais Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

O que me dá arrepios nesta imagem não é sua qualidade — astrônomos amadores hoje facilmente podem fazer melhor, daqui da Terra mesmo –, mas o que ela significa: é uma nova espaçonave chegando ao maior dos planetas do Sistema Solar, a cerca de 700 milhões de quilômetros de distância, e fazendo essas imagens sem nenhum instrumento que lhes produza aumento significativo. Ou seja, sem telescópio.

Além do mais, um detalhe simples revela sua origem aventureira: podemos ver um Júpiter “minguante” — algo que só se pode ver indo até lá. Da Terra, por conta da configuração do Sistema Solar, Júpiter aparece sempre praticamente “cheio” — não tem fases.

A imagem foi obtida no dia 21, a 10,9 milhões de quilômetros — pouco mais de 25 vezes a distância Terra-Lua — e o maior planeta do Sistema Solar já se apresenta com um tamanho considerável para as lentes da JunoCam, a câmera de alta resolução da sonda.

A inserção orbital deve acontecer em 4 de julho — segunda-feira que vem — depois de cinco anos de viagem. E embora a Juno seja a segunda sonda a entrar em órbita do gigante gasoso — a primeira foi a Galileo –, você pode apostar que teremos imagens bastante diferentes. Não apenas pelo avanço tecnológico que tivemos entre o lançamento da Galileo, em 1989, e o da Juno, em 2011, mas pelas características da missão.

A nova sonda deve se colocar numa órbita polar excêntrica, que ora a trará para bem perto do planeta, ora para bem longe. A Galileo, por sua vez, tinha uma órbita muito mais próxima do plano do equador, o que favorecia o sobrevoo de suas luas, mas não permitia ver em detalhes as regiões polares jovianas.

Portanto, você pode esperar da Juno grande foco no planeta, mas pouco em suas luas. O principal objetivo da missão é caracterizar a complexa atmosfera do planeta gigante e descobrir de uma vez por todas se aquele mundo tem um núcleo rochoso em seu interior — informação fundamental para a compreensão da formação de planetas gigantes.

Como preparação para essas observações detalhadas, diversos astrônomos amadores e profissionais estão colhendo imagens de Júpiter, que permitirão correlacionar o que a sonda vir por lá com o que podemos observar daqui. Aposto que você já tropeçou numa imagem em infravermelho incrível produzida pelo VLT (Very Large Telescope), do ESO, detalhando a turbulenta atmosfera joviana.

Imagem em infravermelho de Júpiter captada pelo VISIR, instrumento do VLT, e uma equivalente em luz visível, colhida pelo astrônomo amador Damian Peach (Crédito: ESO)
Imagem em infravermelho de Júpiter captada pelo VISIR, instrumento do VLT, e uma equivalente em luz visível, colhida pelo astrônomo amador Damian Peach (Crédito: ESO)

Glenn Orton, que liderou a campanha de observação de Júpiter em suporte à missão Juno, tem o seguinte a dizer sobre o valor dessas observações preparatórias: “Os esforços combinados de uma equipe internacional de astrônomos amadores e profissionais nos forneceu um pacote de dados incrivelmente rico nos últimos oito meses. Junto com os novos resultados da Juno, o conjunto de dados do VISIR [instrumento do VLT] em particular permitirá caracterizar a estrutura térmica global de Júpiter, a cobertura de nuvens e a distribuição de espécies gasosas.”

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28 Jun 21:10

AWS Application Discovery Service – Planeje sua migração para a nuvem

by Jeff Barr

Em meados da década de 1980, eu estava trabalhando em um sistema que foi implantado em Wall Street. Devido a uma multidão de restrições do projeto, eu tive que fazer a maior parte da minha depuração no local, gastando incontáveis horas em um centro de dados no alto de Manhattan. O centro de dados ocupava um andar inteiro do arranha-céu.

Perto do término do meu tempo por lá, eu realizei um passeio informal pelo andar. Devido às compras incrementais de hardware e software ao longo de várias décadas, o andar era quase tão interessante quanto o Living Computer Museum, de Seattle. Virtualmente cada marca e modelo de hardware conhecido estava presente, todos os fios juntos em um todo incompreensivelmente complexo, realizada em conjunto pelo conhecimento tribal e um medo profundamente arraigado de atualizações e mudanças.

Hoje, muitos clientes da AWS estão olhando duramente para ambientes legados, como o que eu descrevi acima e estão fazendo planos para migrar grande parte deles para nuvem AWS!

Application Discovery Service

O novo AWS Application Discovery Service (anunciado pela primeira vez no AWS Summit em Chicago) é projetado para ajudá-lo a ir fundo nos seus ambientes existentes, identificar o que está acontecendo e fornecer-lhe as informações e visibilidade que você precisa ter, a fim de migrar com êxito os aplicativos existentes para a nuvem.

Este serviço é uma parte importante da estrutura AWS Cloud Adoption. A estrutura ajuda nossos clientes a planejar sua jornada. Entre outras coisas, e a descrever uma série de etapas de migração:

  1. Avaliar atual propriedade de TI
  2. Descobrir e planejar
  3. Construir
  4. Executar

O Application Discovery Service foca na etapa 2 dessa jornada, automatizando um processo que seria lento, tedioso e complexo, se feito manualmente.

O agente do Discovery

Para começar, você simplesmente instala um agente pequeno e leve em seus hosts de origem. O agente recolhe discretamente as seguintes informações do sistema:

  • Aplicativos e pacotes instalados
  • Aplicativos e processos em execução
  • Conexões TCP v4 e v6
  • Tipo de kernel e versão
  • Configuração do kernel
  • Módulos do kernel
  • CPU e uso de memória
  • Criação de processos e eventos de terminação
  • Eventos de disco e de rede
  • Portas de escuta TCP e UDP e os processos associados
  • Informações NIC
  • Uso de DNS, DHCP e Active Directory

O agente pode ser executado offline ou online. Quando executado offline, ele coleta a informação relacionada acima e armazena localmente para que você possa revê-la. Quando executado online, ele carrega as informações para o Application Discovery Service através de uma conexão segura na porta 443. A informação é processada e correlacionada e, em seguida, armazenada em um repositório para acesso através de um novo conjunto de comandos CLI e funções API. O repositório armazena todas as descobertas e as informações correlacionadas de forma segura.

O agente pode ser executado no Ubuntu 14, Red Hat 6-7, 6-7 CentOS e Windows (Server 2008 R2, Server 2012, Server 2012 R2). Pretendemos acrescentar opções adicionais ao longo do tempo, por isso deixe-nos saber o que você precisa.

CLI do Application Discovery Service

O Application Discovery Service inclui uma CLI que você pode usar para consultar as informações coletadas pelos agentes. Veja um exemplo:

  • describe-agents – Listar o conjunto de agentes em execução;
  • start-data-collection – Iniciar o processo de coleta de dados;
  • list-servers – Listar o conjunto de hosts descobertos;
  • list-connections – Liste as conexões de rede feitas por um host descoberto. Este comando (e vários outros que eu não listei) lhe dá o poder de identificar e mapear dependências de aplicações.

APIs do Application Discovery Service

As informações carregadas podem ser acessadas e anotadas usando algumas novas funções API:

O inventário de aplicativos e as dependências da rede vão ajudar você a escolher os aplicativos que você gostaria de migrar, ao mesmo tempo, irá ajudá-lo a determinar a prioridade adequada para cada um.

Já disponível

O AWS Application Discovery Service já está disponível através da nossa rede de parceiros da AWS (APN) e do AWS Professional Services. Para saber mais, leia Application Discovery Service User Guide e Application Discovery Service API Reference.

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28 Jun 21:06

Gerando documentação de APIs

by Elton Minetto

Uma das melhores decisões técnicas que tomei na minha carreira foi investir pesado nas arquiteturas baseadas em serviços. Meu primeiro post sobre isso data de 2012 e, desde então, esta decisão só se provou um acerto.

Uma das tarefas mais importantes (e chatas) é manter a documentação das APIs sempre atualizadas, pois elas são consumidas por cada vez mais camadas: frontend, mobile, outros serviços e sistemas. Existem várias ferramentas para esta tarefa, sendo o Swagger, uma das mais completas e complexas – além de alguns serviços pagos. Estamos usando o Swagger em um grande projeto, mas eu estava a procura de algo mais simples para ser usado no Planrockr e encontrei o APIDOC.

Trata-se de um aplicativo escrito para o NodeJS que lê anotações nos seus códigos e gera uma documentação em HTML bem simples mas eficaz. Além das linguagens que usam o formato Javadoc Style ( C#, Go, Dart, Java, JavaScript, PHP, TypeScript), ele consegue gerar documentação em arquivos CoffeeScript, Elixir, Erlang, Perl, Python e Ruby.

Para instalar a ferramenta é necessário ter instalado o gerenciador de pacotes do NodeJS, o npm e rodar o comando:

npm install apidoc -g

No site oficial é possível ver todas as anotações disponíveis, mas veja abaixo um exemplo de uma documentação do Planrockr:

/**
 * @api {post} /bitbucket/saveRepository Save a new repository
 * @apiVersion 1.0.0
 * @apiName SaveRepository
 * @apiGroup Bitbucket
 *
 * @apiParam (parameters) {String} projectId Project's ID
 * @apiParam (parameters) {String} repository[uuid] Repository's Id
 * @apiParam (parameters) {String} repository[owner] Repository's Owner
 * @apiParam (parameters) {String} repository[slug] Repository's Slug
 *
 * @apiError (406) InvalidParameters Invalid parameters
 * @apiError (404) ProjectNotFound Project not found
 * @apiError (406) RepositoryAlreadyUsed Repository already used
 *
 * @apiSuccess (201) {String} status Status
 * @apiSuccess (201) {String} data  Ok
 * @apiSuccess (201) {Number} statusCode  Status Code
 */

O próximo passo é criar na raiz do seu projeto um arquivo chamadoapidoc.json com algumas configurações básicas:

{
  "name": "Planrockr",
  "version": "1.0.0",
  "description": "Planrockr",
  "title": "Planrockr API",
  "url" : "http://app.planrockr.dev/rpc/v1"
}

E para gerar a documentação basta executar:

apidoc -c apidoc.json -i . -e backend/vendor -e planrockr-backend/frontend/bower_components -o ./apidoc

Para ver as opções do comando é só usar o comando:

apidoc — help

Alguns exemplos da documentação gerada:

em01

em02

Além de ser bem bonita e fácil de acessar, é possível incluir a sua geração em um script de commit, build ou deploy. E por suportar várias linguagens, é fácil manter uma documentação unificada e gerada automaticamente.

O que você vem usando para esta tarefa? Se tiver outra sugestão, por favor, complemente aqui nos comentários.

Mensagem do anunciante:

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27 Jun 17:46

Distro Astro – Linux para estudantes e profissionais de astronomia

by Ricardo Ferreira

Distro Astro é uma distribuição Linux com propósito específico. Ela contém todos os tipos de atividades relacionadas à astronomia e análise científica dos dados, que são extraídos a partir da observação de ferramentas de corpos celestes. Além disso, pode controlar uma grande variedade de telescópios, além de todos os tipos de câmeras e dispositivos de captura de vídeo. Ele usa a biblioteca multiplataforma INDI (Instrument Neutral Distributed Interface), que permite a aquisição de dados e controle remoto de tais dispositivos. É derivada do Ubuntu e Linux Mint; e possui ambiente MATE desktop.

Distro Astro

Distro Astro é open source e completamente livre. Foi criado, especialmente, para os astrônomos e entusiastas da astronomia. Baseado no Ubuntu, essa distro é disponibilizado no ambiente desktop MATE. É distribuído em 64 bits e 32 bits; e está disponível para download como imagens DVD ISO.

DistroAstro

A distribuição é empacotada com uma infinidade de aplicações de código aberto projetado para astrônomos, entre as quais posso citar: XEphem, Astronomy Lab 2, AstroCC Coordinate Converter, Cartes du Ciel, or SkyGlobe, KStars. Ele também fornece controle do telescópio, suportando telescópios mais comuns de Celestron, Meade, Orion, e muitas outras ferramentas úteis.

Assim, a Distro Astro é uma distribuição de Linux que apresenta software livre dedicado ao uso de astronomia, de planetários, observatórios. Destinado para pesquisadores, estudantes e profissionais de astronomia.

Principais Funcionalidades

Distro Astro tem recursos para a maioria das tarefas de astronomia, bem como: realização de pesquisas e astrofotografia (um tipo especializado de fotografia que envolve gravar imagens de corpos celestes e grandes áreas do céu noturno). Assim, as principais funcionalidades são:

  • controle observatório de cúpulas comerciais, tais como: Sirius Observatories, e suporte para dispositivos como sistemas de foco e sensores de nuvem;
  • suporte para um grande conjunto de geradores de imagens, bem como: SBIG, Apogee, FLI, e Starlight Xpress, e webcams de astronomia amadora comuns, como a Philips ToUcam, Meade DSI e LPI, e Celestron nexImage. Veja a lista completa de suporte aqui;
  • acesso a biblioteca INDI (Instrument Neutral Distributed Interface) é fornecido por clientes suportados, tais como os softwares KStars, Cartes du Ciel, e XEphem;
  • inclui ferramentas para astrofotografia. Com recursos de correção de alinhamento polar, resolução de prato, composição de cores e de captura de vídeo. Assim, incluem ferramentas de imagem, tais como Registax que  permitem empilhar e processar a imagem. Ferramentas adicionais, como iMerge, Gimp, e ImageMagick, são incluídas para pós-processamento;
  • ferramentas de análise de dados estão incluídos na Distro Astro. Tem IRAF, XImtool e SAOImage DS9 para a redução e análise de dados astronômicos. É compatível com outras ferramentas do pesquisador como AIPS, AIPS ++, CASA, CIAO, IDL, ou GDL embora estes não são incluídos por padrão;
  • para usuários de Python, AstroPy, NumPy, PyFITS, PyWCS, VOTable são instalados por padrão. Os repositórios contêm bibliotecas adicionais, tais SciPy, CosmoloPy, APLPy, PyEphem e OSCAAR da NASA que pode ser instalado via apt-get;
  • contém, também, software para uso educacional. Ele inclui software planetário desktop, como o Stellarium para simular a posição das estrelas e dos planetas no céu, com bancos de dados internos de objetos celestes que lhe permitem encontrar informações sobre qualquer objeto nos catálogos;
  • inclui software para calcular e prever eventos astronômicos;
  • E muitos outros;

Destaque-se o seu modo de visão noturna (Toggle Nighvision) que alterna os tons tela de computador em tons vermelhos e escuros, diminuindo o nosso cansaço visual. Assim, facilita a observação do céu 😉

A última versão, da Distro Astro, é a 3.0.2 “Juno”, baseado no Ubuntu 14.04 e Linux Mint 17. Os desenvolvedores já estão trabalhando em uma versão futura que será construído no Ubuntu 16.04 LTS.

Apenas mais uma distro Linux?!

A Distro Astro, possui seu próprio repositório APT (packages.distroastro.org).

Uma outra característica fundamental são as atualizações automáticas de softwares instalados. Contudo, somente para os pacotes instalados a partir de repositórios APT da própria Distro Astro. Aqueles pacotes provenientes de repositórios do Ubuntu não fornecem atualizações para novas versões. A comunidade Distro Astro planeja manter softwares de astronomia em seus repositórios atualizados com as últimas versões estáveis, portados para as bibliotecas mais recentes do Ubuntu LTS.

Melhor compatibilidade para aplicações da astronomia é uma outra característica única que separa Distro Astro das inúmeras outras variedades de distros Linux. Isto se deve do suporte para as linguagens Python. Por exemplo, o fato dos programadores de softwares de astronomia preferirem a linguagem de programação Python levou a comunidade Distro Astro a construir mais bibliotecas e ferramentas para Python.

MAIS INFORMAÇÕES
Site Oficial
Download Oficial

Via | LamiradaReplicante

O post Distro Astro – Linux para estudantes e profissionais de astronomia apareceu primeiro em Linux Descomplicado.

27 Jun 14:26

Falha no Chrome permite download de filmes da Netflix

Um problema do Chrome está permitindo que usuários realizem o download de filmes de empresas de streaming como Netflix e Amazon. O bug permite que qualquer pessoa baixe as mídias armazenadas pelo site e facilita a pirataria. A falha acontece no sistema Widevine EME/CDM, usado pelo navegador para permitir que conteúdo criptografado seja baixado e exibido na máquina – e que também está pres...
27 Jun 14:10

[ Artigo ] Porque diachos não damos prioridade na Ciência e Tecnologia por aqui?

by noreply@blogger.com (Cláudio Florenzano)
[ Artigo ] Porque diachos não damos prioridade na Ciência e Tecnologia por aqui?
[ Artigo ] Porque diachos não damos prioridade na Ciência e Tecnologia por aqui? 
Apesar de todos sabermos que a ciência e tecnologia é o marco fundamental para uma sociedade evoluir e crescer, ainda passamos na 'via-crúcis' no Brasil, quando a questão é investimentos nesse setor. Vamos a alguns números:

50 mil pesquisadores 'fugiram' do Brasil.

Dentre eles a respeitadíssima neurocientista Suzana Herculano-Houzel, deu adeus ao país. Ela trocou o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pela Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Em carta, disse “ter-se cansado do ambiente que incentiva a mediocridade”. “A ciência brasileira está agonizante”, escreveu ela na revista “Piauí”.

Em 2015, 49.735 pesquisadores deixaram o Brasil rumo a universidades estrangeiras, segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).  ( Veja a matéria completa aqui )

Fusão de Ministérios 

A decisão do presidente interino, Michel Temer, de fundir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MC) foi recebida com muitas críticas pela comunidade científica. O setor, que já convivia com cortes orçamentários no segundo mandato da presidente afastada, Dilma Rousseff, se vê agora, no início da nova gestão, envolto em incertezas. Para entidades da área, que divulgaram um manifesto no qual chamam a junção das pastas de “medida artificial”, a novidade sinaliza uma falta de prioridade em relação aos investimentos em pesquisas. Eles temem a deterioração de uma situação que já estava ruim.

O caminho inverso na questão de Supercomputadores

Supercomputadores são um investimento baixo (Se comparado com Copa do Mundo e Olimpíadas que são coisas passageiras), mas com retorno altíssimos, nele podemos descobrir novas vacinas, jazidas de petróleo ou até mesmo salvar vidas, prevendo grandes tempestades. O Brasil já chegou a figurar como décimo país com mais supercomputadores no mundo, mas hoje vai ladeira abaixo possuído apenas 4 na lista dos TOP500, a título de comparação a China tem 167 supercomputadores e o Estados Unidos 165 supercomputadores. Na verdade podemos perder mais e justamente o mais poderoso da América Latina, o Santos Dumont, por um motivo que pode até parecer piada: Falta de dinheiro para pagar a luz, cerca de R$ 500 mil reais. (O mesmo custo de três deputados federais por mês).

Crise não é desculpa para cortar verbas da Ciência.

Marcelo Viana traz em sua biografia algo que o difere de todos todos os 7,3 bilhões de habitantes do mundo. Ele é o único matemático do planeta (e único cientista da terra brasilis) a ser agraciado com o Grande Prêmio Científico Louis D., maior honraria científica concedida na França. Em uma entrevista ele disse que crise não é desculpa para corta verbas de nossa ciência confira a justificativa:

"O fato de a situação econômica estar ruim não é desculpa, porque outros países na mesma situação estão aumentando os investimentos em ciência. A China está mal das pernas e está aumentando muito o orçamento em ciência, apesar da crise. Quando Obama assumiu o governo dos Estados Unidos em um momento de crise e desemprego, ele pisou no acelerador para investir em ciência. Nos EUA, investiu-se em pesquisa de energias renováveis e de tecnologias da informação. A saída do fundo do poço é investir em novas áreas de produção econômica. Assim, você lança as bases em áreas da ciência para tirar o país da crise. Só que, no Brasil, estamos fazendo exatamente o contrário.

O corte de verbas é muito ruim para a ciência, porque interrompe projetos. A ciência não é algo que se liga e desliga, que se interrompe e depois se pode continuar. Você não "religa", porque o corte causa uma descontinuidade nos projetos de pesquisa. Inclusive, já estamos vendo pesquisadores brasileiros chutarem o balde e dizer que não dá para ficar correndo atrás de dinheiro". - Marcelo Viana. ( Veja entrevista completa ).

Conclusão...

Até quando vamos ficar sendo piada na questão de Ciência, temos a maior floresta do mundo, um país continental, 200 milhões de habitantes, eramos para ser uma potência tecnológica, mas aqui se prioriza uma coisa: Corrupção. Como estamos observando na operação lava-jato, é praticamente uma década jogada fora, rombo de bilhões, e a ciência? já era esquecida, ficou mais ainda para trás...

Até quando?

*Cláudio Florenzano, é Gestor de Tecnologia da Informação, Pós-Graduando em Segurança da Informação, Ativista de Tecnologia, Fundador e Editor-Chefe da Comunidade Brasileira de Sistemas de Informação.
27 Jun 14:06

Conheça em detalhes o novo supercomputador mais poderoso do mundo.

by noreply@blogger.com (Cláudio Florenzano)
Conheça em detalhes o novo supercomputador mais poderoso do mundo.
Conheça em detalhes o novo supercomputador mais poderoso do mundo.
A China surpreendeu o mundo da computação ao apresentar o novo Sunway TaihuLight, o supercomputador mais poderoso do mundo na atualidade. A máquina conta com um total de 10.649.600 (sim, mais de 10 milhões) de núcleos de processamento, capazes de levá-lo à performance de 93 quatrilhões de cálculos por segundo.

Os números, surpreendentes por si só, ficam ainda mais importantes quando se descobre que o equipamento todo foi desenvolvido com tecnologia chinesa: não há processadores, GPUs e módulos do gênero em seu interior fabricados por Intel, IBM, NVIDIA ou AMD.

Supercomputadores são usados para cálculos de simulação pesada. Um exemplo recorrente do uso desse tipo de equipamento é a de simulação climática: com quatrilhões por segundo de processamento, torna-se possível que um computador tenha capacidade de calcular as oscilações meteorológicas. Isso ajuda a prevenir desastres, ou preparar políticas de apoio à agricultura, se antecipando a cenários de seca prolongada, ou de excesso de chuvas.

Falando assim, parece simples. Mas algo como o clima terrestre é afetado por uma série de variáveis e condições que, quando colocadas em perspectiva, ajudam a entender como e por quê esse tipo de equipamento é importante.

Evidentemente, há outros usos, como pesquisas científicas que precisam também simular cenários, com uma ampla gama de variáveis. Estudos militares e de desenvolvimento de tecnologia também se beneficiam do poder computacional desse tipo de equipamento.

Consumo

Outro ponto interessante a respeito do feito chinês é o consumo de energia. O Sunway TaihuLight precisa de 15,37 megawatts, quantidade de energia suficiente para alimentar uma cidade com mais de 75 mil habitantes.

Apesar do número soar absurdo, é interessante observar que o Sunway é um dos supercomputadores mais eficientes da atualidade. Seu consumo de energia é muito menor, proporcionalmente à sua performance, do que outros concorrentes na lista dos 10 mais poderosos. O segundo mais rápido do mundo, por exemplo, opera com 17,808 megawatts para entregar menos da metade da performance máxima do novo líder.

93 quatrilhões de cálculos por segundo e energia

Uma métrica constantemente utilizada para determinar a capacidade de processamento de qualquer computador, mas muito mais de supercomputadores, são os chamados FLOPS. A sigla, do inglês, refere-se ao número de operações matemáticas que o equipamento é capaz de entregar num segundo (daí o “S” ao final da sigla).

O Sunway TaihuLight atinge, portanto, 93 petaflops e supera em larga escala o, agora, segundo supercomputador mais rápido do mundo: o Tihane-2, também chinês, chega a 33,9 petaflops.

Caso os números pareçam abstratos, você pode compará-los a equipamentos comerciais. O Nvidia DGX-1 é um supercomputador vendido comercialmente pela Nvidia e que chega a modestos 170 teraflops, ou 0,17 petaflops. O PlayStation 4 tem uma GPU de 1,84 teraflops, ou 0,00184 petaflops.

Supercomputadores pelo mundo

Existe uma listagem com os 500 supercomputadores mais rápidos do planeta. China e Estados Unidos lideram, com 167 e 165 computadores cada, respectivamente. No Brasil, existem quatro supercomputadores ligados a instituições de pesquisas. O mais poderoso deles é o Santos Dumont na versão baseada em GPUs, que está no 265° lugar no ranking mundial de supercomputadores (o Santos Dumont foi recentemente desligado por falta de dinheiro para pagar a conta de luz).

10 supercomputadores mais poderosos do mundo:

1. Sunway TaihuLight – 93 petaflops a 15,371 megawatts – China
2. Tihane-2 – 33 petaflops a 17,808 megawatts – China
3. Titan – 17,5 petaflops a 8,209 megawatts – Estados Unidos
4. IBM Sequoia – 17,173 petaflops a 7,890 megawatts – Estados Unidos
5. K-Computer – 10,510 petaflops a 12,660 megawatts – Japão
6. Mira – 8,586 petaflops a 3,945 megawatts – Estados Unidos
7. Trinity – 8,100 petaflops (consumo não divulgado) – Estados Unidos
8. Piz Daint – 6,271 petaflops a 2,325 megawatts – Suíça
9. Hazel Hen – 5,640 petaflops (consumo não divulgado) – Alemanha
10. Shaheen II – 5,537 petaflops a 2,834 megawatts – Arábia Saudita

Supercomputadores brasileiros:

1. Santos Dumont GPU – 456,8 teraflops (0,456 petaflops) – Laboratório Nacional de Computação Científica (posição 265 no ranking mundial)
2. CIMATEC Yemoja – 405,4 teraflops (0,405 petaflops) – SENAI Cimatec (323 no ranking mundial)
3. Santos Dumont Hybrid – 363,2 teraflops (0,3632 petaflops) – Laboratório Nacional de Computação Científica (364 no ranking mundial)
4. Santos Dumont CPU – 321,1 teraflops (0,3211 petaflops) – Laboratório Nacional de Computação Científica (433 no ranking mundial)
22 Jun 14:39

'Briga Tecnológica': Após China anunciar o computador mais rápido do mundo, EUA promete superar.

by noreply@blogger.com (Cláudio Florenzano)
'Briga Tecnológica': Após China anunciar o computador mais rápido do mundo, EUA promete superar.
'Briga Tecnológica': Após China anunciar o computador mais rápido do mundo, EUA promete superar.
Os Estados Unidos planeja ter um supercomputador que ofereça o dobro da performance do novo e mais poderoso sistema da China até 2018. O sistema chinês, o Sunway TaihuLight, foi anunciado nessa segunda-feira no último Top 500, o ranking bianual dos supercomputadores do mundo

O Sunway TaihuLight consegue alcançar uma velocidade de pico teórica de 124.5 petaflops e já atingiu 93 petaflops (93 quadrilhões de cálculos por segundo) no benchmark Linpack, usado pelo Top500 para acessar a performance de supercomputadores. 

O Oak Ridge National Laboratory do Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos espera um sistema IBM, chamado Summit, capaz de 200 petaflops – no início de 2018. (200 quadrilhões de cálculos por segundo). O sistema usará GPUs IBM Power9 e Nvidia Volta.

O DOE, respondeu a divulgação do supercomputador da China em comunicado, dizendo que as capacidades de supercomputação americanas “cresceram exponencialmente a um fator de 300 mil”, desde 1993. “A computação de alta performance permanece uma prioridade integral para o DOE”, disse em comunicado. 

O DOE, que compra muitos dos supercomputadores usados para pesquisa científica nos Estados Unidos, possui outros dois supercomputadores programados para 2018. 

Um sistema, chamado Sierra, com 150-petaflop IBM ficará no Lawrence Livermore National Lab e está programado para uso em meados de 2018. Um terceiro supercomputador, um Cray e sistema Intel chamado Aurora deve chegar até o final de 2017, no Argonne National Laboratory.

O último supercomputador da China chega depois dos Estados Unidos banir a venda, no ano passado, dos últimos microprocessadores de ponta da Intel para os quatro principais centros de supercomputação da China. O governo americano alegou que a China estava usando supercomputadores para testes nucleares. 

A China tem construído sua própria indústria de microprocessadores, mas se a proibição dos Estados Unidos teve algum papel na aceleração do desenvolvimento desta indústria é ainda uma interrogação. 

O aspecto notável da China na lista de supercomputadores mundial se dá ao uso de seus próprios chips, CPUs ShenWei, desenvolvidos pelo Jiangnan Computing Research Lab em Wuxi. Os chips usam a arquitetura RISC e cada processador conta com 260 núcleos capazes de 3 teraflops. O sistema,  ao todo, conta com 10,65 milhões de núcleos

Enquanto a China pode liderar a performance de supercomputadores, o governo americano e alguns analistas acreditam que o verdadeiro teste de um supercomputador reside em sua habilidade de rodar diferentes tipos de aplicações. 

E no Brasil?

No Brasil o supercomputador Santos Dumont é o mais poderoso, e tem uma potência máxima de 'apenas' 3,4 petaflops.
22 Jun 14:38

Dockerizando aplicações – Base de código

by Gomex

Estamos evoluindo continuamente para entregar aplicações cada vez melhores, em menor tempo, replicáveis e escaláveis. Porém os esforços e aprendizados para atingir esse nível de maturidade muitas vezes não são simples de se alcançar.

Atualmente notamos o surgimento de várias opções de plataformas para facilitar a implantação, configuração e escalabilidade das aplicações que desenvolvemos. Porém, para aumentar nosso grau de maturidade não podemos apenas depender da plataforma, precisamos construir nossa aplicação seguindo boas práticas.

Visando sugerir uma série de boas práticas comuns a aplicações web modernas, alguns desenvolvedores do Heroku escreveram o 12Factor app, baseado em uma larga experiência em desenvolvimento desse tipo de aplicação.

12factor (1)

“The Twelve-Factor app” (12factor) é um manifesto com uma série de boas práticas para construção de software utilizando formatos declarativos de automação, maximizando portabilidade e minimizando divergências entre ambientes de execução, permitindo a implantação em plataformas de nuvem modernas e facilitando a escalabilidade. Assim, aplicações são construídas sem manter estado (stateless) e conectadas a qualquer combinação de serviços de infraestrutura para retenção de dados (Banco de dados, fila, memória cache e afins).

Nesse capítulo falaremos sobre criação de aplicações como imagens docker com base no 12factor app, ou seja, a ideia é demonstrar as melhores práticas de como se realizar a criação de uma infraestrutura para suportar, empacotar e disponibilizar a sua aplicação com alto nível de maturidade e agilidade.

O uso do 12factor com Docker é uma combinação perfeita, pois muitos dos recursos do Docker são melhores aproveitados caso sua aplicação tenha sido pensada para tal. Dessa forma, nesse texto daremos uma ideia de como aproveitar todo potencial da sua solução.

Como exemplo, usaremos a aplicação abaixo:

from flask import Flask
from redis import Redis
app = Flask(__name__)
redis = Redis(host='redis', port=6379)
@app.route('/')
def hello():
   redis.incr('hits')
   return 'Hello World! %s times.' % redis.get('hits')
if __name__ == "__main__":
   app.run(host="0.0.0.0", debug=True)

É uma aplicação simples, que será usada apenas como exemplo. Através de um serviço HTTP, ela exibe quantas vezes foi acessada. Essa informação é armazenada através de um contador numa instância Redis.

Agora vamos às boas práticas!

Base de código

Com o objetivo de facilitar o controle das mudanças de código, viabilizando a rastreabilidade das alterações, essa boa prática indica que cada aplicação deve ter apenas uma base de código e, a partir do mesmo, uma aplicação pode ser implantada em distintos ambientes, mas a base precisa ser a mesma. Vale salientar que essa boa prática é necessária caso pretenda praticar o Continuous Integration (CI), ou seja, o mesmo código deverá ser consumido pelo processo de integração contínua e posteriormente implantado em desenvolvimento, teste e produção, mudando apenas parâmetros específicos ao ambiente em questão.

Para essa explicação, criei um repositório de exemplo.

Perceba que todo nosso código está dentro desse repositório, organizado por prática em cada pasta, para facilitar a reprodução. Lembre de entrar na pasta correspondente a cada boa prática apresentada.

O Docker tem uma infraestrutura que permite a utilização de variável de ambiente para parametrização da infraestrutura, sendo assim o mesmo código terá um comportamento distinto com base no valor das variáveis de ambiente.

Aqui usaremos o Docker Compose para realizar a composição de todo ambiente, fazendo com que a configuração dos distintos serviços e sua comunicação seja facilitada.

codebase-deploys

Posteriormente, mais precisamente na terceira boa prática Configuração desse compêndio de sugestões, trataremos mais detalhadamente sobre parametrização da aplicação, por hora apenas aplicaremos opções via variável de ambiente para a arquitetura ao invés de utilizar internamente no código da aplicação.

Para configurar o ambiente de desenvolvimento para o exemplo apresentado temos esse arquivo docker-compose.yml:

version: '2'
services:
  web:
    build: .
    ports:
     - "5000:5000"
    volumes:
     - .:/code
    labels:
     - 'app.environment=${ENV_APP}'
  redis:
    image: redis
    volumes:
     - dados_${ENV_APP}:/data
    labels:
     - 'app.environment=${ENV_APP}'

O serviço redis será utilizado a partir da imagem oficial redis, sem modificação no momento e o serviço web será gerado a partir da construção de uma imagem Docker, que tem como base a imagem oficial do python 2.7. Criaremos nossa imagem através do seguinte Dockerfile:

FROM python:2.7
ADD . /code
WORKDIR /code
RUN pip install -r requirements.txt
CMD python app.py

Com posse de todos os arquivos na mesma pasta, iniciaremos o ambiente com o seguinte comando:

export ENV_APP=devel ; docker-compose -p $ENV_APP up -d

Como podemos perceber na configuração que acabamos de construir, a variável “ENV_APP” definirá qual volume será usado para persistir os dados que serão enviados pela aplicação web, ou seja, com base na mudança dessa opção teremos o serviço rodando com um comportamento diferente, mas sempre a partir do mesmo código, dessa forma seguindo perfeitamente a ideia dessa primeira boa prática.

19 Jun 22:20

Terra possui uma "segunda Lua" que só agora foi descoberta pela NASA

by Redação

Asteroide

Uma descoberta anunciada pela NASA na última semana indica que a Lua não é mais o único satélite natural da Terra. Ou quase isso: os cientistas detectaram um pequeno asteroide, menor que a Lua, que gira ao redor do nosso planeta conforme este orbita o Sol.

O satélite, chamado 2016 HO3, tem 36,5 metros de diâmetro e está em órbita ao redor do Sol, mas de certa forma também orbita a Terra. Sua distância do nosso planeta varia entre 38 e 100 vezes a distância da Terra da Lua, o que equivale a mais ou menos 14 milhões e 40 milhões de quilômetros de nós terrestres.

Segundo os pesquisadores, ele está longe demais para ser considerado um satélite natural da Terra, e é por isso que ele entra no campo dos quasi-satélites - objetos que permanecem próximos aos planetas ao longo de vários períodos orbitais e que levam exatamente o mesmo tempo que os planetas para orbitar ao redor do Sol. O movimento de translação do 2016 HO3 ao redor da maior estrela do sistema solar leva 365,93 dias, o que representa um pouco mais de tempo que a Terra precisa para concluir o mesmo movimento.

Paul Chodas, cientista da agência espacial norte-americana, descreve que o asteroide está quase que "dançando com a Terra" por estar em uma órbita inclinada, o que faz ele ir para cima e para baixo no plano orbital. Chodas também afirmou que não existe risco do quasi-satélite colidir com o nosso planeta justamente porque ele está a milhões de quilômetros de distância da gente. Contudo, dificilmente o veremos com frequência: metade do tempo ele está mais próximo do Sol do que à frente da Terra, e na outra metade ele está atrás de nós.

O 2016 HO3 foi encontrado pela NASA no fim de abril deste ano pelo telescópio Pan-STARRS 1, no Havaí. A agência espacial diz que o objeto se tornou um quasi-satélite há cerca de um século, e ficará no mesmo trajeto por centenas de anos.

Fonte: NASAGizmodo

17 Jun 12:21

Imagens mostram o difícil processo de fazer um game

by Rafaela Pozzebon

A empresa Kojima Productions, liderada por Hideo Kojima, revelou algumas imagens dos bastidores da produção “Death Stranding”, o novo jogo do desenvolvedor da série Metal Gear. Como protagonista do game, Norman Reedus (o Daryl, de “The Walking Dead”).

Dificuldade de gravar um game são mostradas através de imagens.
Dificuldade de gravar um game são mostradas através de imagens.

Poucos imaginam, mas a produção de um game é extremamente trabalhosa, e exige muito dos atores. Reedus está sendo filmando por várias câmeras, que são responsáveis por captar todos os ângulos e movimentos dos atores, para que possam ser reproduzidos virtualmente.

Aproveite para conferir a nossa sessão especial sobre a E3 2016, evento onde foi apresentado o game "Death Stranding".

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