Sabe-se lá COMO achei um email antigo.
Sabe-se lá COMO lembrei a senha. (Depois deslembrei e depois lembrei de novo e depois redefini pra uma que não vou esquecer mais)
Esse email achado foi criado para que nascesse um blog. Era um blog que iniciou com o propósito de registrar anos e anos de um amor intenso que vivi.
Fui ler o blog.
Meu Deus!
Primeiro impulso: apagar tudo.
Depois pensei melhor. Está tudo tão bonitinho, foi tudo tão verdadeiro, foi tão especial, escrevi aquelas postagens com tanto carinho... deixa lá, né? Deixei.
Trouxe pra cá o "Quem Sou Eu".
Eu escrevia cheia de amor no coração naquela época.
Segue:
"Isso tudo que compõe cada post é a minha arma de luta para sentir que sou de verdade o seu amor. Mantenho segredo do que é nosso, mas a vaidade tantas vezes fala alto que sufocar o que prefiro gritar se torna um incesto - pecado grave de quem teme pecar. Ora, se já peco por tantos anos sendo clandestina nesse amor tão bonito, porque me esconderia de você agora? Esse blog é catarse também. A gente cansa de dizer que quem canta seus males espanta. Eis a canção, eis a letra e eis o som. São seus; todos seus. Enfim, os monólogos dos meus surtos de amor, literalmente tão escondido, servem agora de lirismo à nossa história. Exponho aqui em vitrine o que cultivei em mim, exclusivamente. E isso nada mais é que a minha forma de sublimar a irritante vontade de ser vista como sua, de comum acordo e para quem quiser saber. Me contento em escrever, porque é o que me resta. E faço das palavras que Vinícius eternizou: " Que seja eterno enquanto dure...", um verdadeiro mantra."
=)