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03 Apr 15:37

Metamorphosis: A Hungarian Extremist Explores His Jewish Roots

Csanád Szegedi was a prominent right-wing extremist in Hungary until he discovered his own Jewish roots in 2012. Since then, he has undergone a radical reinvention and is even learning Hebrew. His grandmother, though, continues to hide her Auschwitz tattoo.
08 Apr 13:30

Comics Sans has been updated!!!

by Heidi MacDonald

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Comic Sans is the worst thing in history, and like many horrible things in history, its growth has spread unchecked, even marking the Papacy with its sinister sigil. But now some humanitarian has updated it! Designer Craig Rozynski has given it a kernlift as Comic Neue writing:

Comic Sans wasn’t designed to be the world’s most ubiquitous casual typeface1. Comic Neue aspires to be the casual script choice for everyone including the typographically savvy.

The squashed, wonky, and weird glyphs of Comic Sans have been beaten into shape while maintaining the honesty that made Comic Sans so popular.

It’s perfect as a display face, for marking up comments, and writing passive aggressive office memos.


And you can Comics Neue for free! Rozynsky even got the original designer, Vincent Connare to comment:

should be more casual RT @craigrozynski:you inspired my first typographical project, http://t.co/Z9UopJrwsu.love to get ur opinion,

— Vincent Connare (@VincentConnare) April 7, 2014


It’s true that Connare did not know the many crimes against ascenders, creating the font as a quickie for Microsoft, and not knowing that it would be used for everything, and would, in turn, make everything it was used for look tacky and silly. But now, we have a new chance to build a brighter more beautiful future for our children and our children’s children.

Let the healing begin.

29 Mar 13:10

http://abrupto.blogspot.com/2014/03/os-livros-que-nos-chamam-ha-um-tipo.html

by JPP

OS LIVROS QUE NOS CHAMAM




Há um tipo peculiar de livros que nos chamam nas livrarias. É esse um dos grandes argumentos a favor das livrarias. Sem elas seria impossível ouvir essa voz que nos faz comprar livros que nunca contávamos encontrar, nem procurar, e muito menos comprar. Se “entrar” numa livraria electrónica, como a Amazon, eu sei o que procuro e através dos mecanismos de busca encontro livros que são próximos dos que procuro, mas não tenho aí verdadeiras surpresas. Posso comprar com contentamento, mas não descubro.


Nas livrarias descubro, embora infelizmente cada vez menos nas livrarias portuguesas, quase todas iguais, cheias de papel pintado com o mesmo grafismo, o mesmo estilo de capas e com os livros razoáveis e bons afogados por centenas de títulos que não duram uma semana de exposição, e que são, por regra, pouco mais que modas. Por outro lado, a proximidade com a edição portuguesa, o conhecimento do que vai sair, retira muito o factor surpresa e por isso, os livros de que vou falar são em inglês e na sua maioria comprados em livrarias estrangeiras.


Para um frequentador compulsivo de livrarias essa voz dos livros não é estranha, mas nunca me tinha perguntado sobre as suas razões e, em cada caso, há razões. Como quase tudo o que é interessante na vida é movido a curiosidade, o grande motor intelectual de sempre. Surpreende-me aliás o pouco que se escreve sobre a curiosidade, dado o papel que ela tem no modo como nos movemos pela cabeça e pelo corpo. Pode-se assistir a dezenas de colóquios e debates sobre o conhecimento, a inovação, a aprendizagem, a escola, as empresas, a arte, a literatura, e embora haja referências à curiosidade, de um modo geral está subvalorizada. Posso-me enganar, mas sem curiosidade é-se pouco mais do que um idiota especializado, com ênfase no idiota.


Como é que funciona, como é que funciona em mim? Funciona pela consciência da ignorância, da vontade de saber mais, mas funciona também pelos fragmentos do que já se sabe e nos “puxam”, ou funciona por uma certo jogo lúdico com uma frase, ou uma imagem ou uma ideia. Muitas vezes é puramente irracional, manifestação dos mecanismos obscuros do gosto, outras resultado da inteligência do marketing. Sim, também. A carne é fraca.


Que livros comprei que não contava comprar? Começo por dizer que nenhum dos livros de que vou falar foram lidos, mais do que o rosto e o verso, e mais uma ou duas páginas folheadas na livraria. Folheados mais do que lidos, sendo que folhear continua a ser uma actividade que só se pode ter com os livros de papel. Com os livros electrónicos pode haver procura, mas o acto de folhear é muito mais eficaz no papel, mais conforme com os nossos sentidos e com o modo associativo como pensamos, a “fuzzy logic” da cabeça das pessoas.


Suspeito que a probabilidade de muitos destes livros inesperados  acabarem por não ser lidos seja grande. Às vezes o interesse que me motivou a comprá-los entretanto passou, quando vou finalmente tentar lê-los. Resta-lhes ficar no gigantesco limbo dos livros por ler, embora tenha sempre relutância em guardá-los definitivamente. A marca da sua entrada não prevista para a minha biblioteca, deixa-os sempre no ar, como “interessantes”. A curiosidade é muito inconstante, muito vagabunda, e o seu “mercado” muito competitivo. Estão sempre a aparecer novos motivos e a deixar outros para trás. Muda com o tempo e com outras leituras, filmes, imagens e interesses. É muito coisa de autodidacta, espécie com má fama entre os tecnocratas, mas de que aprecio o lado amador. Os autodidactas nem sempre são frequentáveis e há alguns particularmente insuportáveis, aqueles que pensam que podem competir com os profissionais da matéria, ou seja, os que se esquecem que são amadores. Mas os amadores são gente curiosa e dedicada à sua curiosidade.

Vejam-se alguns exemplos recentes, destes livros inesperados. Comprei The Disappearing Spoon: And Other True Tales of Madness, Love, and the History of the World from the Periodic Table of the Elements de Sam Kean, numa livraria de Lisboa, daquelas que estão a fechar no Largo da Misericórdia, provavelmente em segunda mão. Sei porque é que o comprei e a culpa é do Professor Poliakoff e dos seus vídeos da Periodic Table of Videos feitos pela Universidade de Nottingham. Não sei se o vou ler, mas quando o comprei já conhecia o célebre truque dos químicos com o gálio que dá o título ao livro. Na verdade, o que na série um pouco caótica e, ela sim, amadora no melhor sentido da palavra, me tem interessado mais é poder ver, insisto ver, uma esmagadora maioria de elementos que conheço de nome, mas não fazia ideia de como eram. Gálio, césio, estrôncio, molibdénio, plutónio, irídio, neodímio, etc., etc. E vê-los arder, explodir, comportar-se de maneira bizarra ao ar, venenosos, perigosos, “interessantes” ou inócuos, “nobres”, logo “aborrecidos”. E ver alguns dos químicos que por lá passam olharem com a mesma curiosidade para a maioria de elementos da tabela periódica, que eles mesmo nunca tinham visto. O tenebroso flúor por exemplo. No meu liceu havia um laboratório, uns bicos de Bunsen, umas pipetas, ácido clorídrico, um frasco com sódio e pouco mais. Fiquei sempre com pena de não haver mais. Há nos livros.


Em Nova Iorque comprei, numa habitual Barnes and Noble, um livro de Thomas Healy, intitulado The Great Dissent: How Oliver Wendell Holmes Changed His Mind--and Changed the History of Free Speech in America. Aqui foi a contracapa que me levou a comprar, embora o título ajudasse. A descrição laudatória nas citações não é original. “uma história detectivesca intelectual”, mas nas badanas ia-se mais longe e o autor explicava o seu interesse em perceber por que razão um juiz, tradicionalmente desdenhoso dos direitos individuais, defendeu em 1919 uma posição sobre a liberdade de opinião, o “free speach”,  que iria moldar o pensamento jurídico americano até aos dias de hoje. De Holmes, conhecia-lhe o nome e lembrava-me de um selo com o seu retrato, nada mais. Mas como estas “mudanças de opinião” são interessantes e a liberdade, nestes dias de subjugação, me interessa, e como os americanos são melhores do que quaisquer outros a fazer estas histórias da ousadia intelectual, comprei o livro. Vamos ver se o leio.


No mesmo sítio comprei um livro de ensaios de Sloane Crosley, intitulado I Was Told Ther’d Be Cake , influenciado pela indicação de que era um New York Times Bestseller. Parece que não, mas as listas contam. Comprei também um Prémio Pullitzer, o livro de Stephen Greenblatt, The Swerve How the World Became Modern, mas parece-me ser outro campeonato. A jovem autora, muito parecida com a nossa ministra Cristas, escreve naqueles sítios onde de um modo geral se escreve bem, Salon, Village Voice, Playboy, mas sem ser mais do que isso. Li umas linhas do primeiro texto, mas duvido que vá muito mais longe. Parece-me, com o arrojo de o dizer apenas com umas linhas lidas, um tipo de escrita ligeira que tem hoje muito sucesso, trivial e engraçada, que uma multidão de discípulos de Miguel Esteves Cardoso pratica, mas que não devo ter tempo para ler. Vamos ver.


Por fim, mais um exemplo, que ainda cabe no artigo, o livro de Douglas Egerton, The Wars of Reconstruction. The Brief, Violent History of America's Most Progressive Era. Foi aquele em que fui mais longe, tendo lido praticamente um capítulo e, neste caso, tendo quase a certeza que vou continuar. Por razões de ofício e curiosidade compro muitos livros de história, mas mudo de interesse nas épocas conforme outras solicitações, outras leituras e muito do que se pode hoje ver na televisão e no iPad. As séries, por exemplo, uma revolução na televisão. Ou as aulas das universidades americanas que vejo no iPad. Neste caso, foi uma série de aulas de David Blight, dadas em Yale, sobre a guerra civil americana e o período conhecido como “reconstruction”, um dos momentos mais violentos da história americana de sempre, quando nasceu o Ku Klux Klan e onde os negros recém-libertados governaram muitas cidades e aldeias do Sul, até serem corridos com assassinatos colectivos em série.


Enquanto houver livros para ler, sei que não terei um único momento aborrecido na vida. Só isto basta para lhes dever muito.
04 Apr 23:19

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23 Mar 06:27

The Nashville Sound of Boots Randolph

by Jive Time Records

23 Mar 17:37

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20 Mar 02:20

A triangular book about alchemy

by John

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Triangular buildings aren’t so very unusual, triangular books, on the other hand, are less common. This example is from the Manly Palmer Hall collection of alchemical manuscripts at the Internet Archive, not only a triangular book but one where most of the pages are written in a symbolic alphabet. A reviewer supplies the following details (which may not be accurate so the usual caveats apply):

“No. Soixante & Seize” de la collection maconnique du F… Ex Dono Sapientissimi Comitis St. Germain Qui Orben Terrarum Per Cucurrit ca. 1775. Hogart MS 209.

This manuscript bought from Frank Hollings, a London antiquary, after 1933 (he apparently was unaware of the Hauser St. Germain manuscript) came from the occult library of Mme. Barbe, who had it from the bibliographer Stanislaus de Guaita, who in turn bought it at the auction of the library of Jules Favre. It is a copy made from one of the magical texts in the possession of St. Germain by the owner’s permission. A number of such copies were executed for the members of his Masonic lodge in Paris, and the following manuscript, as different in style as it is, may be one of the copies too. It is unclear in both cases whether the Comte St. Germain wrote the magical formulae or owned a copy of an ancient text. This manuscript was made for Antoine Louis Moret, a French emigre to America active in Masonry and in politics.

Does the 76 on the cover refer to the year the book was made, or does it have some other significance? One of the meanings assigned to the number 76 in the Sepher Sephiroth is “Secret, put away; a hiding place”, so the latter is a possibility. See the entire volume here.

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Previously on { feuilleton }
Alembic and Ligier Richier
Atalanta Fugiens
Splendor Solis revisited
Laurie Lipton’s Splendor Solis
The Arms of the Art
Splendor Solis
Amphitheatrum Sapientiae Aeternae
Cabala, Speculum Artis Et Naturae In Alchymia
Digital alchemy

20 Mar 02:18

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18 Mar 02:49

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06 Mar 19:08

gdwessel: What the Bitcoin crisis reminds me of… [From...

Pedro.A

Construção da utopia, o fim do dinheiro. [do comic Miracleman]



gdwessel:

What the Bitcoin crisis reminds me of…

[From MIRACLEMAN #16, by Alan Moore & John Totleben]

01 Mar 02:39

Vasily Vereshchagin’s temples

by John

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Pearl Mosque, Delhi (late 1880s).

I have a recurrent fascination with the paintings of historical and academic artists simply because their work has often been neglected, disdained, and rendered unavailable for so long. When art books and the critics who write them are mainly concerned with following avant-garde trends anyone who doesn’t come up to par is completely ignored, at least until critical fashion begins to change. As I’ve said in the past, one of the positive things about the Web is the way that this imbalance is redressed by the bringing to light of paintings by artists which have been sitting forgotten in museum storerooms for years.

Vasily Vereshchagin (1842–1904) was a Russian war artist whose The Apotheosis of War (1871) is sufficiently symbolic to make it the most reproduced of his pictures. Among his canvases of various campaigns there are several paintings resulting from his travels through central Asia. Wikipedia has recently added to its store of Vereshchagin paintings so I’d not seen any of these before. Many are striking compositions with unusual perspectives, and a photographic attention to light and shade. Some of the details are so accurate, and the shadows so precise, I wonder whether Vereshchagin used a camera to capture a scene which he would have also sketched in colour before painting a finished version later on. Most of the titles and dates of all these works come via Wikipedia and Google Translate so the usual caveats apply.

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Main Street in Samarkand, from the height of the citadel in the early morning (1869–1870).

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Gur-Emir Mausoleum. Samarkand (1869–1870).

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A Garden gate in Chuguchak (1869–1870).

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Mausoleum of Shah-i-Zinda in Samarkand (1869–1870).

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Shir-Dor Madrasah on Registan Square in Samarkand (1869–1870).

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They are Triumphant (1872).

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Brahman Temple (1874–1876).

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Taj Mahal Mausoleum, Agra (1874–1876).

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Moti Masjid (Pearl Mosque) of Agra (1874–1876).

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Quay on the lake in Udaipur (1874).

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Evening at the lake. One of the pavilions on the waterfront in Udaipur (1874).

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Gate near the Qutub Minar. Old Delhi (1875).

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Throne Room of the Great Mogul Shah Jahan and-Aurang Zeb at Fort Delhi (1875).

Previously on { feuilleton }
Taj Mahal panoramas

05 Mar 13:21

A dimensão cooperativa

by Rui Tavares
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Boys Climbing a Tree, 1791-1792
by Francisco de Goya

Vivemos num mundo inflamado em competição. Justificou-se essa competição com o argumento de que ao competir todos ficaríamos melhores. Esquecemos que para ser melhores precisamos uns dos outros.

Na semana passada, à hora de embarcar para um colóquio universitário sobre democracia, passo pela livraria do aeroporto e vejo um livro que me chama a atenção. O autor é um sociólogo aparentemente bastante conhecido e o assunto do livro é a cooperação, ou melhor, a política e a sociologia da entreajuda.

Sento-me na cadeira designada, o avião levanta voo, começo a ler. O primeiro capítulo é sobre questões de cortesia e polidez. O autor descreve como as sociedades contemporâneas se tornaram em muitos casos agressivas e mesmo cruéis, com indivíduos isolados respondendo a estímulos de competição exacerbada. Aquilo que é “bullying”, ou humilhação agressiva, entre crianças e adolescentes, torna-se em “bullying” político e cultural entre adultos, tão conhecido das redes sociais. A falta de cortesia de alguns indivíduos origina o fechamento dos outros e a perda é de nós todos, em incapacidade de auto-realização e de trabalho conjunto das sociedades.

Chegado ao colóquio, tenho quase imediatamente uma ilustração prática das teorias daquele autor. Um participante num seminário interrogava agressivamente a oradora, declarando um dos projetos que ela tinha apresentado “um falhanço da imaginação”, desprezando com caretas as respostas que ela lá ia tentando dar, e encerrando todo o episódio com um “não vale a pena, não estamos a comunicar”. A sala ficou fria e a comunicação, de facto, falhou.

O episódio não me saiu da cabeça. Na manhã seguinte, no quarto de hotel, fui ver o livro do sociólogo que escrevia sobre cortesia e cooperação. Depois fui ver o programa do seminário. Intrigado, fui ver o nome do tipo bruto e mal educado. Fui outra vez ao livro para ver a fotografia do autor.

Eram a mesma pessoa.

Que significa esta história? Que há um autor que escreve sobre cortesia e se comporta de forma bruta e mal-educada? Há muitos autores assim. E o facto de ele ter razão quando escreve o livro não lhe é retirado quando não se comporta à altura das suas teorias.

Pelo contrário, talvez lhe dê mais razão ainda. Vivemos num mundo inflamado em competição. Competição entre indivíduos, entre famílias, entre empresas, entre nações, entre blocos regionais. Justificou-se essa competição com o argumento de que ao competir todos ficaríamos melhores. Esquecemos que para ser melhores precisamos uns dos outros. Sem cooperação, sem entreajuda, a competição é apenas um sistema em que para uns poderem ganhar todos os outros têm de perder. E a sala vetusta de uma universidade não é exceção.

Há cem anos vivia-se também num regime de “sobrevivência do mais forte”, uma caricatura do darwinismo proposta por alguns sociólogos como Herbert Spencer, e contrariada por um zoólogo como Piotr Kropotkine, que relembrava que as espécies que mais cooperam, como as abelhas, e os próprios humanos, eram mais resilientes e sustentáveis (que tanto Spencer como Kropotkine fossem anarquistas de ideologia torna as suas contradições ainda mais curiosas).

Uma coisa para mim é certa; para saírmos do buraco em que estamos temos de abandonar os extremos da competição e redescobrir uma cultura da cooperação. Como a história acima prova, porém, é fácil até a quem defende esta teoria esquecer-se dela.

(Crónica publicada no jornal Público em 26 de Fevereiro de 2014)

05 Mar 23:06

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01 Mar 10:23

http://abrupto.blogspot.com/2014/03/facil-engana-los-porque-eles-querem-ser.html

by JPP
Pedro.A

"É de facto fácil engana-los, que, como eles precisam de novidade, querem ser enganados."

    
  É FÁCIL ENGANA-LOS, PORQUE ELES QUEREM SER ENGANADOS

Manuscrito de um discurso de Sá Carneiro sobre o exercício do poder.

As minhas peripécias só revelam a inexistência de qualquer análise que não seja procedimental ou anedótica, em detrimento do conteúdo. O que é que lá foi dito de relevante para a actual situação do país, que discurso traduziu as dúvidas dos militantes que antes eram críticos, ou que são críticos na televisão (para usar um argumento muito de preferência da direcção actual na luta contra os "cata-ventos")? Nada. Todos se renderam ao actual poder, entre outras coisas porque precisam dele, ou para lhes manter os lugares de nomeação governamental que detém, ou para terem o apoio do PSD nas suas ambições políticas, ou, como Aguiar Branco, para nunca ser "ex-" de coisa nenhuma. 

Depois, basta dizer meia dúzia de frases de índole social, triviais e desligadas do contexto actual, em particular desligadas da sua relação com a política do governo, para se passar a ser social democrata. Os pobres de facto tem costas largas na política, e servem para as lágrimas de circunstância. E logo a seguir, os mesmos interlocutores, passam a tecer loas ao mesmo governo que está a criar o enorme desastre social, como se se pudesse dizer tudo e o seu contrario. Poder pode e até ver a comunicação social louvar a sua "preocupação social". É de facto fácil engana-los, que, como eles precisam de novidade, querem ser enganados.
28 Jan 17:06

Bra-vo

by bspcn
18 Feb 00:00

Swearing: the fascinating history of our favourite four-letter words

by Kate Wiles

Fuck. Shit. Cunt. Our favourite four-letter words have a fascinating history. Rather than being written in manuscripts by monks, we find them used by normal people and preserved in surprising places like place names, personal names, and animal names and they reveal more about our medieval past than just attitudes towards sex and body parts.

Fuck

Fuck isn’t thought to have existed in English before the fifteenth century and possibly arrived later from German or Dutch. In fact, the Oxford English Dictionary says it wasn’t used until 1500. Using place names though, we can trace it back a bit earlier.

Many early instances of fuck were actually used to mean “to strike” rather than being anything to do with actual fucking. The more common Middle English word for sex was swive, which has developed nicely into the Modern English word swivel, as in: go swivel on it. Some of the earliest instances of fuck then, turn out to mean “hitting” or “striking”, such as Simon Fuckebotere (recorded in 1290), who was disappointingly probably in the milk industry, hitting butter rather than doing anything else with it, or Henry Fuckebeggar (1286/7) who may have, unfortunately, hit the poor.

The earliest examples of fuck in English appear in place names. The first is found near Sherwood in 1287: Ric Wyndfuk and Ric Wyndfuck de Wodehous. These both feature a kestrel known as the Windfucker which, we must assume, went at the wind. The next definite example comes from Bristol 1373 in Fockynggroue, which may have been named for a grove where couples went for some quiet alone time.

Shit

Like fuck, shit has a rich history, being used across the Germanic and Scandinavian languages, making it one of our oldest words. It originally had a technical usage, meaning diarrhoea in cattle, and it crops up in lots of place names from a time when people were herding cattle and naming things, such as Schitebroc – now Skidbrook – which literally means “shit-stream”, found in the Domesday Book for Lincolnshire.

Shit did not just happen in the countryside though. Street-names, for example, reflect the grotty state of urban living in graphic detail. Schiteburne Lane – now Sherbourn Lane in London – means “shit-stream lane”, and Schiteburglane in Romford uses borough in the middle, meaning a fortress, to paint a vivid picture of a privy, standing proud as a mockery of a palace in the middle of town.

Cunt

This too is an old word, appearing across the Germanic and Scandinavian languages, although any connection to the Latin cunnus is unlikely, despite the apparent similarity. Originally, rather than being a taboo word, it was the general descriptive term for the vagina. Cunt is, etymologically, more feminist than vagina, which is dependent on the penis for its definition, coming from the Latin for “sword sheath”.

Records of cunt start comparatively early. There’s a runic inscription which reads ‘kunt’, but that was probably a spelling mistake. Nearly all of the early evidence comes from place names and even personal names – pity, or perhaps applaud, Bele Wydecunthe in 1328, for example.

The most famous of the place names is Gropecuntlane which at one point appeared in twenty places, generally describing – with pleasing matter-of-factness – a red light district. These have all since been lost, or have been changed to Grape Lane, but all are still easily traced.

But other place names are no less revealing.

Shavecuntewelle in Kent in 1275, for example, could describe a nearby valley with a narrow wooded area – a literal lady-garden, if you will – or it could be a site where women were punished. Cuntewellewang in Lincolnshire (1317) seems to describe a similar type of landscape.

And the thirteenth-century Hardecunt? Who knows, it’s just a great name.

Perhaps the most glorious example of cunt in a place name is Hungery Cunt, found in a 1750 military map of Kinross-shire, Scotland. Disappointingly, though, this is probably just a mistake: a misreading of Hungeremout.

These early instances of now heavily taboo words open up the world of normal people in medieval England and a different – and more vibrant – picture of the history of our language. They allow us to meet a very literal and pragmatic people with a healthy sense of (toilet) humour about their bodies and their environment.

That is not to say that monks themselves weren’t interested in bodily matters. They were, and they wrote their fare share of smut to prove it. Take the following example, which, more than anything else, shows that dick-jokes are universal:

A curious thing hangs by a man’s thigh
Under his coat. It has a hole in the front
It is stiff and hard, it has a good standing place;
When the man pulls his clothing up
Above his knee, he wants to touch that hole
With the head of his hanging thing.
It is the same length as that which it has filled before.

It’s a key, in case you were wondering. A KEY.

11 Feb 20:07

A mão que embala o queixo.

by Malomil
 
 
 
 
 
Que a Gradiva edite José Rodrigues dos Santos, achamos bem, está no seu papel, que é fazer papel a vender papel. Que a Touch Travel leve o rapaz à Geórgia ou ao Azerbaijão, nada a opor. Só lamentamos não terem alargado a passeata à Síria ou à Ucrânia. Agora que o Centro Nacional de Cultura seja parceiro deste artista-conferencista…

 
 

17 Feb 00:00

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14 Feb 23:50

O planeta das formigas.

by Malomil
 
 
 
 






 
 
Fotografias de Alex MacLean, aqui





02 Jan 12:01

Números de 2013

by Cláudia Pinto
A compilação dos dados anuais de acesso ao Dicionário Priberam da Língua Portuguesa implica a análise de muitos números, pelo que, este ano, recorremos a infografias para facilitar a apresentação.

Durante o ano de 2013, o Dicionário Priberam recebeu mais de 62 milhões de visitas que, com o tempo médio de mais de 4 minutos de permanência no site, perfizeram o equivalente a mais de... 491 anos! Ao todo foram visualizadas 200 milhões de páginas. Estes números não incluem os acessos a partir das aplicações do dicionário para Android, iOS e Windows Phone. Os acessos a partir da aplicação para Android registaram um aumento de 380% face a 2012. Apesar dos aumentos registados na utilização das aplicações, as consultas ao site do dicionário continuam a representar cerca de 80% dos acessos.


Tal como já tinha acontecido em 2012, a palavra mais pesquisada pelos portugueses foi poder. Em 2.º lugar ficou a palavra ser e em 3.º resiliência. Já no Brasil, a palavra mais consultada foi atemporal, tendo o amor subido para a 3.ª posição (em 2012, ocupava a 8.ª posição). À semelhança de anos anteriores, o maior número de acessos foi feito a partir de Brasil e Portugal. O número de visitantes a partir de Angola e Moçambique duplicou face a 2012. Em Portugal registou um aumento de 20%.


Estes são os erros mais frequentes na consulta do Dicionário Priberam, que muitas vezes é usado apenas para saber como se escreve uma palavra da qual até se conhece o significado. Sempre que possível, são apresentadas sugestões de correcção para as sequências digitadas não reconhecidas. As listas de erros mais frequentes, que variam de país para país, são usadas para melhorar os correctores da Priberam. 


Todos os dias é seleccionada uma palavra que surge destacada na página do Dicionário Priberam, sendo também publicitada diariamente no Facebook e no Twitter. A escolha da palavra do dia, que já tem motivado vários comentários e perguntas relativamente aos critérios seguidos, é da responsabilidade da equipa de linguistas da Priberam e recai, geralmente, sobre palavras raras, curiosas ou pouco consultadas, às quais se procura dar algum destaque, nem que seja por um dia. As cinco palavras acima foram as mais visualizadas das 365 palavras do dia de 2013.


Apesar de alguns palavrões se encontrarem todos os anos entre as palavras mais consultadas, ficam aqui, como curiosidade, apenas os três mais pesquisados, devidamente disfarçados para não ferir susceptibilidades.


As pesquisas no Dicionário Priberam chegam em maior número de Portugal e do Brasil, mas há outras proveniências, algumas das quais destacadas acima. A lista completa das principais pesquisas inclui quase uma centena de países a partir dos quais o Dicionário Priberam foi consultado em 2013. 


02 Feb 07:53

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12 Jan 12:34

Downton Abbey, mas com ratos

by Rita Pimenta

CapaLivro Crianças11Jan

Os adultos, assim que lêem o título do livro, pensam na série britânica Downton Abbey. E pensam bem. O ambiente de mansão é o mesmo, bem recriado por Tim Hutchinson, mas aqui as personagens são ratos. No entanto, continuam a existir os criados e os senhores. Os nomes estão associados a queijo, prato preferido destes animais repelentes, mas que os livros infantis transformam em seres amáveis.

Assim, temos a Menina Parmesão, a Lady Mozarela ou Roquefort, o Conde de Mouseton. Este último é tratado por Lorde Mouseton e protagoniza a história, em que desaparece o Grande Diamante de Queijo. Muito esquecido, perde tudo: óculos, calças, agendas. Desta vez, queria mandar limpar o diamante antes da Festa do Queijo e perdeu-o dentro da enorme casa.

Manda a tradição: “No final do banquete, todos têm oportunidade de pegar no diamante e pedir um desejo, e todos cantam (…): ‘Grande Diamante que está a brilhar faz com que o meu desejo se possa realizar!’” A família está para chegar e nada de diamante. Da Baviera, virá o tio-avô Gorgonzola; da Bulgária, a tia-avó Haloumi, já a Lady Gouga “vem dos seus aposentos na outra ponta da casa”.

As personagens são tridimensionais, feitas em lã tricotada, e surgem fotografadas sobre os diferentes “cenários” da mansão. Um efeito engraçado e quentinho.

Mouseton Abbey — O Diamante Desaparecido
Concepção: Joanna Bicknell
Texto: Nick Page 
Ilustração: Tim Hutchinson 
Fotografia Andy Snaith
Edição Gailivro
36 págs., 13,90€

(Texto divulgado na edição do Público de 11 de Janeiro de 2014, página Crianças.)

Mapas.

Podem conhecer o ilustrador (que também tem trabalhos de cartografiaaqui.

O autor de Mouseton Abbey assina este site.

15 Jan 06:00

Food Fiction: No one enjoys restaurant table talk and significant food more than Tarantino

14 Jan 14:13

Telemóveis + jazz (versão russa)

by João Lopes
Se o leitor tem o seu telemóvel registado na região de Sverdlovsk, na Rússia, conhecerá por certo a operadora MOTIV (МОТИВ). E saberá que os seus serviços são saborosamente jazzísticos. A prova? Este anúncio da agência Cosmos, criado por Natalia Bryantseva.

06 Jan 11:45

Todos os dias

by madalena

Bons dias.

(já sabem: janeiro fora cresce uma hora)
30 Dec 15:12

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18 Dec 22:22

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15 Dec 16:35

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Pedro.A

Awwwwwwwwwwwwwwwwwwww!



12 Dec 22:23

O impossível não é uma barreira.

by Malomil
Pedro.A

Um novo conceito de advocacia.

 
 
 
 
 
 
 
O FILME DO ANO, AQUI: http://mrmattos.pt/



17 Dec 12:38

Fazem-se Cábulas.

by Malomil