Rafa Spoladore Ψ
Shared posts
Random image from fukung.net: e99e0c30a9338da2b016bcd4c05d0d5f.gif
stereotype
- 1. the simplicity and elegance of a fair view.
- 2. Marantz.
An introduction to Language for the SMMMASH at Stanford University http://www.smmmash.com
Mp3 matou os álbuns?
Circulando pela web, tropecei num artigo da The Verge chamado Pode o Daft Punk tornar os álbuns relevantes novamente? Apesar de não ser fã do duo francês, cliquei no link, imaginando que leria algum insight sobre a importância de experimentar conteúdo longo e imersivo. E… não funcionou. Caí no esquema tl;dr. Duas linhas do primeiro parágrafo e eu já escaneava texto.
Então comecei a me questionar: como eram meus hábitos de leitura, antes da web? Eu tinha mais paciência para textos que não despertavam minha atenção imediatamente?
Lembro-me de ter sofrido com certos livros. Fisicamente. Enquanto eu lia, o corpo todo queria fugir e se mexer. Era como se lutasse contra o texto. Mas sempre terminava os livros. Naquela época, seria intolerável abandoná-los. Mesmo pular páginas infringiria meus padrões de diligência.
Mas era algo da época? Da tecnologia? Da idade? Não sei.
Por exemplo, depois de tantos mp3 ouvidos pela metade, de tanta informação consumida desatentamente, ainda hoje consigo sentir prazer na longa introdução de Shine on you Crazy Diamond, do Pink Floyd. E sigo concentrado no álbum até o final. Até durante os “interlúdios”. Tudo mudou, eu mudei. Mas o disco ainda funciona da mesma forma.
Outro exemplo são as palestras de Cory Doctorow, um dos mais importantes ativistas da atualidade. Em três minutos de fala, o canadense é capaz de conectar terabites de informação. Ouví-lo, às vezes, é exaustivo. Mas eu persisto e gosto. Assino seu podcast, leio seus livros e até me importo com o bem-estar de sua filha, Poesy.
Diversão demais
Você já está esperando a minha conclusão, o passo seguinte, a explicação, certo?
É que a superexposição ao entretenimento nos deixa cada vez mais habituados a rápidos saltos cognitivos. Quer dizer: na velocidade evidente, nas mudanças bruscas de percurso. Porque, afinal, tudo tem que ser rápido e divertido: do filme ao ensaio. E até mesmo nossas refeições.
“Você quer dizer que perdemos a sensibilidade para a sutileza? Para as variações de ritmo?”
Não sei. Espera aí.
“Desenvolva esse argumento logo, pare de me torturar”.
Já vai.
Só mais uma história.
Semana atrás, eu assistia ao filme Depois de Lúcia com uma pessoa que têm concentração e paciência para resolver equações que me fariam entrar em coma. No começo da história, há uma longa cena na qual um personagem dirige um carro pela cidade.
Ao meu lado, a pessoa estava completamente tensa. Esperava que algo acontecesse: atropelamento, explosão, qualquer coisa, mas não uma simples abertura e fechamento do semáforo. Eu argumentava que muitas coisas já estavam acontecendo: a construção do personagem e da situação. Era uma cena psicologicamente violenta (havia muita velocidade, mas era sutil, não aparente).
A pessoa percebia isso, claro, mas seu corpo parecia lutar contra a situação. Ela sentia falta da velocidade evidente, ainda que sentisse a força da velocidade sutil do filme. Muitos não tolerariam esse conflito: sairiam do cinema antes do filme bater.
Saindo do ritmo comum
Daí minha hipótese: para usufruir de conteúdo imersivo e longo, precisamos criar todo um ambiente em torno dele. “Físico” e psicologico. Não é só jogar um álbum no mercado ou um texto no website.
É como ir almoçar num restaurante caro. Não basta a comida ser boa. Você precisa de um incentivo psicologico: status, sentimento de conquista pessoal ou de pertencer a um grupo exclusivo. Também precisa de detalhes visuais ou de uma experiência de usuário que quebrem o ritmo da sua vida comum.
Um pouco por isso é que não consegui ler direito o texto do The Verge. O site publica tantas matérias sobre gadgets, tem um estilo de layout tão “tech”, que eu, incoscientemente, liguei meu modo escaneador, de quem visita blogs de tecnologia. Era como tentar comer caviar num ambiente de churrasco grego. Tanto que tive que forçar outro ritmo de consumo de informação salvando o artigo no Instapaper.
Baixar é diferente de ouvir
O que isso tem a ver com mp3 e álbuns? Tudo. É natural que um jornalista de um site de tecnologia — que vive da velocidade evidente — ache que seja necessário resgatar a relevância dos álbuns. Muitos jornalistas confundem mercado de tecnologia com uso de tecnologia. Mas uma coisa nem sempre tem a ver com a outra.
Quando é que os álbuns deixaram de ser importantes? Quando surgiu o mp3? Apresente estatísticas, por favor. Afinal, não sei de você, mas eu baixo e compro álbuns muito mais do que singles.
Usufruir de discos completos não é exatamente uma questão tecnológica. Talvez nem mesmo artística. É quase sociológica: coisa de nicho. Tenho a impressão de que sempre foi. Afinal, quantas pessoas compravam álbuns para ouvir apenas a música que tocava nas rádios?
O papel da dificuldade
Em níveis bastante diferentes, os álbuns de Pink Floyd, as falas de Doctorow, os livros de Wittgenstein entram num mesmo jogo: vamos fazer um pacto, vamos atingir um objetivo juntos, você terá que renunciar a algo para obter um prazer maior. Sim, vamos gastar tempo.
Certo tipo de pessoas aceitará esse desafio: os geeks, os obsessivos, os curiosos, os diligentes ou… outros artistas. E sempre coube aos autores investir nesse nicho, cuidando dele, deixando claro quais são as regras. E, de certa forma, também dificultar a vida dos não-iniciados. Ou, pelo menos, não gastar energia com eles.
Geralmente, essa seleção prévia acontece logo na introdução da obra: você incita a uma quebra de ritmo: “acomode-se e engaje-se. Se tiver pressa, saia daqui”. Enfim, talvez foi isso que o artigo do The Verge fez comigo: logo na introdução, me disse: “não sou para você”. Ok. Não precisamos brigar.
2012, uma nova era para a comunicação
O consultor norte-americano Brad Frost mostra alguns dados sobre o incrível crescimento do volume de publicação e distribuição de conteúdo que ocorreu no ano passado. É impressionante. Um historiador de economia poderia facilmente dizer que entramos numa nova era, a do “conteúdo”.
O fim do sono
Um dos mais valorosos resultados de se trabalhar num estado de cansaço por privação de sono é a emergência de claras diferenças individuais — alguns grupos de pessoas que funcionam melhor e confiavelmente depois de noites sem dormir, outros sofrem desproporcionalmente.
Pura verdade. Quer saber como realmente funciona a personalidade de uma pessoa? Trabalhe com ela em situações de privação de sono. Talvez seja até mais eficiente do que embebedá-la. Há pessoas consideradas introvertidas que ficam completamente Paris Hilton. E vice-versa. Na minha experiência, o mais comum é ver surgir extremo empreendedorismo, associado à paranóia e falta de confiança na equipe. Outro hit é a irritabilidade constante: qualquer detalhe pode provocar estresse — até no King Diamond. De qualquer forma, tirei a citação acima de um artigo da revista Aeon, que tenta mostrar quais são os últimos avanços “da cência” na tentativa de diminuir nossa necessidade de dormir. Eu desconfio dessas coisas. Em todo caso, segue o link.
Mozilla Persona beta 2 available
Negacionismo à sinistra
Quando se fala em negacionismo -- a negação deliberada de um fato bem estabelecido --, a imagem que mais facilmente vem à mente é a da figura conservadora, de direita, seja ela o neonazista que nega o Holocausto, o televangelista que nega a evolução ou o articulista de jornal que nega o aquecimento global. Dois livros que li recentemente, no entanto, chamam a atenção para o fato de que a esquerda também é culpada do mesmo pecado, ainda que com alvos diferentes: Science Left Behind: Feel-Good Fallacies and the Rise of the Anti-Scientific Left
O primeiro, do biólogo Alex Berezow e de Hank Campbell, criador do site Science 2.0, é mais ideológico: embora traga várias informações interessantes, ele se arrasta numa longa diatribe sobre como os cientistas e jornalistas científicos de esquerda são intelectualmente desonestos ao tratar os políticos do Partido Republicano como brucutus semianalfabetos, ao mesmo tempo em que fazem vistas grossas às bobagens pseudocientíficas que muitos nas fileiras do Partido Democrata abraçam, como a oposição às vacinas, o amor pela medicina alternativa, a satanização dos produtos transgênicos.
O segundo, do jornalista Michael Specter -- citado na epígrafe -- é mais denso em informação e, embora também apresente opiniões, é bem menos estridente, e se apoia bem menos na identidade política dos eventuais negacionistas para apresentar seu caso.
Da leitura de ambas as obras, no entanto, fica a impressão de que o negacionismo de esquerda tem pelo menos uma característica que o distingue do de direita, para além de seus alvos: enquanto a negação pela direita tende a disputar fatos (que a Terra está aquecendo por causa da queima de combustíveis fósseis, que ser humano e o chimpanzé têm um ancestral comum) a negação pela esquerda tende a manipular o conceito de risco.
O que é uma estratégia muito eficaz. O ser humano é especialmente ruim em avaliar o risco envolvido nas coisas que faz. A maioria das pessoas considera que andar de avião é mais perigoso do que de atravessar a rua -- mas, segundo dados do Ministério da Saúde, no ano passado 8.390 pedestres brasileiros morreram no trânsito, e apenas 18 brasileiros perderam a vida em acidentes aéreos. Mesmo levando em consideração que apenas 66 milhões de brasileiros andam de avião (número de 2010), e supondo que todos os 200 milhões atravessem a rua de vez em quando, o risco relativo de andar na rua ainda é 150 vezes maior que o de embarcar numa aeronave.
Ou, como escreve Specter, o número de americanos que morreu, nos últimos 30 anos, em consequência direta e demonstrável de ter comido alimentos transgênicos é zero; já o número de americanos que morreu, em 2008, após tomar um comprimido de aspirina foi de dois mil; e outras 300 pessoas morreram afogadas em suas banheiras nos Estados Unidos, no mesmo ano.
O ponto é que não é possível (ou, ao menos, não é exatamente honesto) falar em risco em termos absolutos: uma coisa não é segura ou arriscada em si, mas apenas mais ou menos arriscada (ou segura) que a alternativa. Todos nós temos uma noção intuitiva disso: por exemplo, mesmo sabendo que é arriscado violar o limite de velocidade no trânsito, consideramos (talvez erroneamente) que esse risco é menor que o de atrasar para a reunião e desagradar o chefe.
Ao apontar para "riscos" genéricos -- ficando no exemplo acima, das lavouras transgênicas que podem causar dano à saúde, ou que podem prejudicar o meio ambiente -- sem oferecer um termo claro de comparação (o risco de pessoas passarem fome, ou de se ter de usar mais pesticidas ou, caso se abandonem tanto os transgênicos quanto os pesticidas, de se ter de destruir mais mata nativa para compensar a perda de produtividade por hectare), a esquerda pratica sua modalidade particular de negacionismo.
Berezow e Campbell mostram-se especialmente exasperados com o fato de que, ao se eximir de fazer comparações de riscos relativos e análises de custo-benefício, a esquerda ambientalista é capaz de condenar, ao mesmo tempo, a energia nuclear (perigosa), a hidrelétrica (ruim para os rios), os combustíveis fósseis (efeito estufa) e, em alguns casos, a eólica (estraga a paisagem, mata pássaros).
Specter, Berezow e Campbell chamam ainda atenção para o mito romântico de que tudo que é "natural" é bom e saudável. Specter lembra que as substâncias que mais matam no mundo são "naturais" -- água e comida contaminados por vírus, fungos e bactérias. "A natureza produz muitos produtos químicos, e eles não são menos tóxicos que os criados pelo homem", escreve.
Berezow e Campbell se referem a esse deslumbramento com o "natural" como parte de uma "mitologia progressista" que mencionam logo no primeiro capítulo da obra. Os outros axiomas dessa mitologia seriam: tudo que é artificial é mau; a ciência vai nos destruir; e todo conhecimento é relativo.
Mais para o fim do livro eles acrescentam um outro, o da tábula rasa: todas as diferenças de temperamento, inclinação e comportamento que existem entre seres humanos, incluindo as diferenças não-anatômicas entre homens e mulheres, podem ser explicadas por fatores culturais e sociais, nunca pelos genes ou pela natureza. Mesmo concedendo que a tábula rasa parece ter emergido como uma reação bem intencionada ao racismo e ao sexismo, os autores acusam forças de esquerda na academia de usá-la como arma ideológica para sufocar estudos em áreas como a psicologia evolutiva.
É importante notar, porém, que nem o uso irresponsável da noção de risco é exclusividade da esquerda, nem a manipulação ideológica de dados, da direita. O recente estudo francês -- já desacreditado -- sobre transgênicos que causam câncer foi uma manobra que lembra bem as estatísticas furadas dos negacionistas climáticos; e o pânico que a direita americana tentou criar, levantando "riscos" imaginários para evitar a vacinação de adolescentes contra o vírus HPV não cairia mal como peça de um grupo de defensores da medicina alternativa.
Morte às enquetes online, por favor
Uma das estratégias para isso era um negócio chamado "fala aí". Volta e meia algum repórter era pautado para "fazer um fala aí sobre..." Enfim, alguma coisa. Podia ser o aborto, o trânsito, o preço do tomate (meninos, eu vi: a hiperinflação). O procedimento do fala aí era simples: o jornalista, acompanhado de um fotógrafo, dirigia-se a uma via movimentada e começava a pedir a opinião de alguns transeuntes -- escolhidos ao acaso, ou por algum critério estético (o fotógrafo, afinal, estava ali) que opinasse sobre o tema.
Tratava-se de uma iniciativa bem intencionada, punha a cara de "gente comum" no jornal, escapando da velha mesmice prefeito-vereador-policial-empresário, mas -- e isso já me incomodava, na época -- era, ainda que inadvertidamente, desonesto. Porque a justificativa para a publicação do fala aí era a de apresentar a voz "do povo", "das ruas". E ele, obviamente, não era nada disso: era apenas a voz das meninas bonitas que o repórter (quase sempre) achava por bem abordar.
Avançando a fita, e chegamos à internet. Ao maravilhoso mundo da interatividade. Eu ainda me lembro de quando a maioria dos comentários que recebíamos no Estadão, lá por volta de 2000, 2001, era de reclamações de erros de português ou observações, algumas pertinentes, outras apenas pedantes, sobre o conteúdo de algumas matérias -- por exemplo, o exato significado técnico da expressão "armas leves", usado num relatório da ONU.
Naquela época, eu respondia a muitos desses comentários com longos e-mails, debatendo coisas que iam das regras do uso da crase à forma de tratamento correta para mencionar o dalai-lama. Isso, claro, antes das seções de comentários dos sites serem esmagadas por bate-bocas grosseiros e, no geral, tornarem-se fóruns públicos de calhordice do pior tipo.
Mais ou menos nesse período de transição entre o comentário gramático-enciclopédico e o escroto-rasteiro, surgiram as enquetes online.
Do ponto de vista mercadológico, a enquete é como o boi do provérbio, do qual só se perde o berro: é fácil de criar; gera tráfego (as pessoas entram no site, olham os anúncios, para clicar na opção desejada); gera mais conteúdo fácil e barato -- gráficos de resultados, repercussões, matérias explicando por que enquetes não têm valor -- que, por sua vez, geram mais tráfego. A enquete online é a coisa mais próxima já criada de um meio de extrair energia do vácuo ou, mais importante para os mantenedores de sites jornalísticos, audiência do nada.
O problema é que as enquetes têm, e elevado à enésima potência, o mesmo vício do velho fala aí: são desonestas. Não revelam o que supostamente deveriam revelar. Se o fala aí tinha, pelo menos, o mérito (provinciano, mas ainda assim um mérito) de pôr no jornal a cara e a opinião de pessoas que normalmente não teriam razão para aparecer na mídia, a enquete nem isso faz.
O problema fundamental da enquete é, claro, o de amostra: em termos estatísticos, uma pesquisa, para poder embasar inferências válidas sobre a população em geral, tem de ouvir uma amostra representativa dessa população. E representativa, aqui, não quer dizer necessariamente grande: quer dizer pessoas escolhidas ao acaso ou, falhando isso, selecionadas de modo a refletir, de modo proporcional, os vários extratos relevantes da população -- sejam eles de faixa etária, nível educacional, etnia, etc.
No caso da enquete online, vota, primeiro, quem está motivado a votar, quem já tem uma opinião forte sobre o assunto e sente uma necessidade imperiosa de expressá-la; segundo, quem é aporrinhado por amigos ou colegas da primeira categoria. Por exemplo, uma enquete sobre qual o melhor presidente da história do Brasil provavelmente seria tão inundada por votos de "petralhas" exaltados e "tucanalhas" inflexíveis que a opinião dos poucos cidadãos independentes que se dessem ao trabalho de participar acabaria tão diluída na enxurrada quanto fígado de pato num preparado homeopático.
No fim, uma enquete online revela não a opinião prevalente na sociedade, mas a opinião de quem tem a maior torcida com (a) acesso à internet e (b) forte motivação e (c) tempo de ir lá clicar. Isso, abstraindo-se fraudes mais elaboradas, como a criação de robôs de software que enviam votos de tempos em tempos.
O resultado disso é que a enquete online não produz informação nenhuma. Nada. Neca. Neres de pitibiriba. O resultado da enquete é apenas o resultado da enquete: um objeto que, dependendo do tema, foi criado com muito som e fúria, mas que é totalmente desprovido de significado.
O ponto nevrálgico é: enquetes online são atos brutos de desonestidade intelectual. Não medem o que fingem estar medindo. Mobilizam torcidas para produzir um resultado que, depois, não pode ser usado por ninguém que pretenda manter um pingo de integridade no debate, seja qual for a questão em jogo. São, em resumo, convites ao rebaixamento da discussão.
Os sites de notícias que as realizam tentam se esquivar dessa implicação com a ressalva de que as enquetes "não têm valor científico", o que é uma ressalva meio marota, já que sugere que elas podem ter algum outro tipo de "valor".
Certamente têm valor econômico (para os sites que ganham tráfego), esportivo (para as torcidas organizadas que se formam) ou de entretenimento (para quem assiste às mobilizações). Mas todos esses outros valores são predicados no interesse público que geram, interesse que, por sua vez, para ser legítimo depende do "valor científico" que elas admitidamente que não têm.
Vamos lá, gente. Há de haver outras formas de gerar tráfego sem gastar muito. Pôster de mulher pelada. LOL Cats. Mas, por favor, parem de poluir o debate público com empulhação intelectual.
Accidents killing professional climate alarmists

This pretty, 35-year-old lady is Dr Katharine Giles of London. Unfortunately, the bike accident on the picture is no accident. She hit a lorry and died.
Giles focused on the analyses of Arctic and Antarctic ice. Her freezing website featured a blog, too. The most cited paper she co-authored, one with almost 100 citations, was about the 2007 Arctic ice minimum.
The other co-authors were Seymour Laxon and Andy Ridout. And that's where the story gets even more interesting.

This is Seymour Laxon, a 49-year-old researcher who has done some interesting work aside from the unconstrained alarm, and I don't mean his blog that has been silent for years. For example, in 1994, he and David McAdoo started to measure the Arctic gravity field.
What's strange is that two months ago, after a fall, Laxon suffered brain haemorrhage and died, too.
If I were an unhinged climate alarm conspiracy theorist such as Alexander Ač, I would surely start to think about the possibility that the Big Oil is gradually eliminating climate alarmists. And if I were a deeply religious climate skeptic, I could start to believe that it has been the work of God and His ultimate justice instead.
As you may guess, I am neither. But in spite of the missing rational explanation, I would still exploit the 2-event coincidence and recommend Andy Ridout to avoid bikes, mountain-climbing, and falls.
Not a Single Damn of the Day: Bearded Lady Advocates Her Lady Beard
Mariam, the now most famous bearded lady of Britain, wants everyone to know that she is proud of her facial hair and that she's "never felt sexier." During her appearance on the UK talk show This Morning earlier this week, Mariam explained that she began sprouting a beard after giving birth to her son in 1985 and spent the next two decades plucking the hairs off her face before she ultimately grew tired of grooming herself and decided to wear it proudly. She also went on to reveal that she has been unfazed by Internet trolls leaving hateful comments on her blog and is currently traveling the world as a model and festival performer. As for the scientific explanation behind female facial har, doctors say the hair growth can be caused by various factors, such as an increase in sex hormones that can lead to excess hair growth known as hirsutism.
Submitted by: Unknown (via Daily Mail)
Share on FacebookJet Surfing - this new invention is creating some serious...
Jet Surfing - this new invention is creating some serious tension and differing opinions amongst the culture. It’s not good for nature and will possibly cause some trouble in the line up, but it’s so damn cool. I’d love to try one of these out.

























