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24 Apr 04:56

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24 Apr 04:55

"Um filme em que o jornalista Olavo Pinheiro (Caco Ciocler), que trabalha num grande conglomerado que..."

“Um filme em que o jornalista Olavo Pinheiro (Caco Ciocler), que trabalha num grande conglomerado que faz frequentes ataques ao governo, se demite do emprego por achar seus patrões muito parciais. Olavo começa a trabalhar em um jornal sem tanta audiência mas que dessa vez costuma falar bem do governo e encobrir os erros do poder executivo. Novamente ele se demite do emprego alegando imparcialidade e decide fazer parte da imprensa independente, porém as suas contas entram em colapso e ele sequer tem dinheiro para pagar o domínio do seu blog. Trabalhando sozinho, o jornalista consegue um furo sobre um escândalo político e enfrenta a questão de sua vida: “A quem entregar a noticia?” A imprensa que salvará seu orçamento ou a que manterá sua paz de espirito?”

- De que lado você está?
24 Apr 04:54

O Que Há na Caixa?

by Daniel Lafayette


24 Apr 04:54

HE’S HEATING UP. via.



HE’S HEATING UP.

via.

24 Apr 04:54

Photo



24 Apr 04:53

Eliana Macedo

by Marcos Carvalho
ELY MACEDO DE SOUSA
(63 anos)
Cantora e Atriz

* Itaocara, RJ (21/09/1926)
+ Rio de Janeiro, RJ (18/07/1990)

Eliana Macedo foi uma atriz e cantora brasileira. Nasceu em Portela, terceiro distrito do município de Itaocara, RJ. Seu avô incentivou filhos e netos a tocarem algum instrumento musical, formando a banda XV de Novembro e tendo Eliana Macedo como intérprete da banda.

Sua primeira atuação em filmes foi no "E o Mundo Se Diverte", em 1948, sendo dirigida por Watson Macedo, seu tio, ao lado de Carlos Manga, que foi responsável pela época áurea da Atlântida CinematográficaWatson Macedo dirigiu Eliana Macedo por quase toda a sua vida artística. Nos filmes, em vários números musicais, Eliana Macedo imitou por diversas vezes os trejeitos de Carmen Miranda.

Seu grande momento como atriz foi no filme "Carnaval de Fogo" de 1949, em que ela fez dois papéis. Watson Macedo tinha preferência pelas atrizes Maria Della Costa e Cacilda Becker, mas os diretores da Atlântida impuseram Eliana Macedo e foi um sucesso.

Estrela das chanchada da Atlântida fez cerca de 26 filmes. Contracenou com artistas que marcaram época tais como Oscarito, Anselmo Duarte, Cyll Farney, Trio Irakitan, José Lewgoy, Grande Otelo, entre muitos outros.

Cantou, gravou e interpretou seus filmes com a Adelaide Chiozzo e seu acordeão, sobressaindo os sucessos "Pedalando" (Anselmo Duarte e Bené Nunes), "Bate o Bombo Sinfrônio", "Encosta Sua Cabecinha" e "Vem Cá Sabiá".

Eliana Macedo casou-se com o pioneiro do rádio no Brasil, o radialista da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, atual CBN, Renato Murce, em 1950, causando muitos comentários devido a grande diferença de idade.

Em 1954 foi agraciada com o Prêmio Saci de melhor atriz, com o filme "A Outra Face do Homem". Participou também do filme "Malandros em Quarta Dimensão", de Luiz de Barros.

Eliana Macedo faleceu aos 63 anos no Rio de Janeiro vitima de um Infarto.


Participação Especial

Na telenovela "Feijão Maravilha" (1979), contracenou com a sua amiga de chanchadas Adelaide Chiozzo, e cantaram alguns sucessos dos musicais dos filmes da Atlântida Cinematográfica.

Discografia
  • 1953 - Queria Ser Patrona / Com Pandeiro na Mão (Copacabana, 78 rpm)
  • 1954 - Beijinho Doce / Cabeça Inchada (Copacabana, 78 rpm)
  • 1955 - Ele... Ela... e o Outro / Procura do Samba (Continental, 78 rpm)


Filmografia
  • 1948 - E o Mundo Se Diverte
  • 1949 - Carnaval no Fogo ... Marina
  • 1950 - A Sombra da Outra
  • 1950 - Aviso Aos Navegantes ... Cléia
  • 1951 - Aí Vem o Barão ... Norma
  • 1952 - Carnaval Atlântida ... Regina
  • 1953 - Amei um Bicheiro ... Laura
  • 1954 - A Outra Face do Homem
  • 1954 - Malandros em Quarta Dimensão
  • 1954 - Nem Sansão Nem Dalila ... Dalila
  • 1955 - Sinfonia Carioca ... Susana
  • 1955 - Guerra ao Samba ... Sônia
  • 1956 - Vamos Com Calma ... Sandra
  • 1956 - Depois Eu Conto
  • 1957 - Doutora é Muito Viva
  • 1957 - Rio Fantasia
  • 1957 - O Barbeiro Que se Vira ... Rosinha
  • 1958 - E o Espetáculo Continua ... Celinha
  • 1958 - Alegria de Viver ... Elizabeth
  • 1959 - Titio Não é Sopa
  • 1960 - Maria 38 ... Maria
  • 1960 - Samba em Brasília ... Teresa
  • 1961 - Três Colegas de Batina ... Celina
  • 1964 - Um Morto ao Telefone ... Helena
  • 1974 - Assim Era a Atlântida
  • 1978 - Mulheres de Cinema

Fonte: Wikipédia

24 Apr 04:53

O que diz Tarkovski #1

by O Homem Que Sabia Demasiado
"Buñuel é, sobretudo, portador de uma consciência poética. Ele sabe que a estrutura estética não necessita de manifestos, e que a força da arte não se encontra aí, mas sim no poder de persuasão, naquela força vital única a que se referia Gogol. E há que salientar que a obra de Buñuel está profundamente enraizada na cultura clásica espanhola. É impossível pensar nele sem o seu vínculo inspirado com Cervantes e El Greco, Lorca e Picasso, Salvador Dalí e Arrabal."
24 Apr 01:44

E se a vida aqui começou... lá fora?

by Carlos Orsi
O título desta postagem é um plágio descarado da narração inicial da série Galactica original, mas não resisti: o assunto é um artigo publicado no ArXiv, assinado por dois físicos, que propõe que a vida, tal como existe na Terra, teria começado há 10 bilhões de anos -- o que é uns 5 bilhões de anos antes da formação do Sistema Solar.

O ponto mais interessante ad discussão toda (altamente especulativa, aliás) é que o argumento levantado pela dupla leva à conclusão de que a Terra é o primeiro planeta, em todo o Universo, a abrigar vida inteligente -- o que resolve o Paradoxo de Fermi, embora deva desapontar os ufólogos.

Mas, afinal, que argumento é esse? Trata-se de uma especulação engenhosa: a de que o ganho de complexidade dos seres vivos, ao longo da evolução, obedece a algo como a Lei de Moore, segundo a qual o número de transistores num chip de computador -- e, por tabela, outras características como velocidade e capacidade de memória -- deve dobrar a cada dois anos, aproximadamente.

No caso dos seres vivos, dizem os autores do artigo, a complexidade do genoma, medida em termos do tamanho das sequências não redundantes que codificam proteínas, cresce numa escala em que vem a dobrar a cada 376 milhões de anos. Projetando isso para o passado, o ponto de "complexidade zero" aparece 10 bilhões de anos atrás, como mostra a tabela abaixo, surrupiada do artigo original:


A conclusão de que não pode ter havido vida inteligente antes da evolução dos seres humanos na Terra decorre do fato de que o Universo, como um todo, tem apenas 14 bilhões de anos -- se são mesmo necessários 10 bilhões para gerar inteligência, simplesmente não houve tempo para nenhuma outra espécie chegar antes da gente. Como se vê em outra figura tirada do paper:




Mas, como já disse, isso tudo é altamente especulativo. Os próprios autores do artigo reconhecem que suas conclusões dependem de uma série de pressupostos -- que vão desde a escolha de uma medida de complexidade até a ideia, bastante problemática, de que a taxa de aumento dessa complexidade seria constante. Se, por exemplo, nos primórdios da vida (ou, mesmo, na evolução química, pré-biótica) o ganho tiver sido muito acelerado, talvez os efeitos atribuídos aos primeiros 5 bilhões de anos nos gráficos acima tenham, na verdade, sido compactados num intervalo muito menor.

Ainda assim, os autores defendem sua ideia como sendo uma hipótese testável. Escrevem:

"Vida extrassolar está provavelmente presente em alguns planetas e satélites do Sistema Solar, porque (1) todos os planetas tiveram oportunidade comparável de serem contaminados com  vida microbiana e (2) alguns planetas e satélites (...) oferecem nichos onde certas bactérias podem sobreviver e reproduzir. Se vida extraterrestre estiver presente no Sistema Solar, ela deverá ter fortes semelhanças com micróbios terrestres (...) Esperamos que tenha os mesmos ácidos nucleicos e mecanismos similares de transcrição e tradução, como nas bactérias terrestres".


É ousado, sem dúvida, mas é testável, o que é mais do que se pode dizer de coisas como o tal do Design dito Inteligente.

Aqui tenho de confessar que nutro uma simpatia um tanto quanto irracional (romântica?) pela ideia de panspermia -- de que a evolução da vida começou no espaço -- e que é, claro, apoiada pela hipótese apresentada no artigo.

No fim, o veredicto virá, como sempre, das evidências, ou da ausência delas. Mas como não trabalho com isso, posso deixar meus vieses cognitivos correrem mais ou menos soltos e ficar aqui na torcida.

P.S.


Via Twitter, o Roberto Takata me lembra de que, caso a vida tivesse mesmo caído do espaço, depois de evoluir por lá ao longo de bilhões de anos, seria improvável que a genética atual indicasse, como indica, que todos os seres vivos do planeta têm um ancestral comum: seria de se esperar uma pluralidade de formas primitivas semeando a Terra. O que só mostra que o romantismo não é um bom guia para escolher teorias...
23 Apr 20:13

8-bit tubemap

by Cory Doctorow


Chris Evans sez, "I made this 8bit London Underground map a while ago, entirely in Tile Studio with a bit of Gimp to add text."

Finished Super Mario Bros 3 Zone 1 tube map. Now without stupid watermark and decent resolution.

    


23 Apr 14:55

Physicist explains how new results from an underground experiment add intrigue to the hunt for dark matter

Physicists operating an underground experiment in Minnesota reported last week that they have found possible hints of dark matter. The Cryogenic Dark Matter Search (CDMS) experiment detected three events with the characteristics expected of dark matter, Kevin McCarthy, a PhD student in physics at MIT, reported at the American Physical Society meeting in Denver.
23 Apr 14:55

Cause of LED efficiency droop finally revealed: Auger recombination responsible

(Phys.org)—Researchers at University of California, Santa Barbara, in collaboration with colleagues at the École Polytechnique in France, have conclusively identified Auger recombination as the mechanism that causes light emitting diodes (LEDs) to be less efficient at high drive currents.
23 Apr 04:00

Neurocientistas, jornalista e o batedor de carteiras

by Carlos Orsi
Você acha que sabe o que está acontecendo ao seu redor? Assista a este vídeo e pense de novo:




Depois, leia o perfil do batedor de carteiras Apollo Robbins na revista New Yorker.
22 Apr 04:19

vigorton2: Diane Webber



vigorton2:

Diane Webber

22 Apr 04:18

vigorton2: Bettie Page



vigorton2:

Bettie Page

22 Apr 02:17

Profissionais apaixonados

Já reparou como são escritos alguns anúncios de emprego nas áreas de tecnologia, marketing e publicidade? “Procuramos profissionais apaixonados”. Quase no estilo comer, amar, programar. Certos profissionais de RH devem assistir a muita comédia romântica.

A última coisa que uma equipe precisa é de alguém ‘apaixonado’ pelo trabalho. Porque esse tipo de pessoa tende a estar vaidosa, impulsiva e, no limite, ingênua (digo ‘estar’ porque, com o tempo, toda paixão tende a sofrer sérias mutações).

É só um anúncio…

Numa visão otimista, o que os anúncios querem realmente dizer é: ‘precisamos de alguém comprometido com o trabalho, disposto a aprender e a fazer concessões quando necessário’. Ou seja: queremos profissionalismo. Que novidade.

Porém, numa visão pessimista, algumas empresas apenas tentam encontrar alguém inocente, que aceite trabalhar muito em troca de pouco dinheiro e de pouca qualidade de vida. Afinal, a maior parte do pagamento supostamente viria do prazer de exercer a profissão. Ou de servir a uma determinada marca, vista como ideologia.

Ok, tem gosto para tudo.

Depende

Não temos como generalizar as ‘intenções’ de cada empresa. Por isso, ao longo dos anos, venho usando uma técnica que aprendi numa conferência do developer norte-americano, John Barton:

“Quanto mais experiência adquiro, mais respondo ‘depende’ para qualquer pergunta. ‘O que você faria nessa situação?’ Depende. ‘Como executar aquela tarefa?’ Depende”.

Assim, quando alguém do RH pergunta ‘você é um profissional apaixonado’? Como responder de outro jeito? Depende. A questão não é tão simples.

Entusiasmo ou desconfiança?

Em certas áreas da tecnologia, como no desenvolvimento de aplicativos, é exigida uma qualidade praticamente oposta ao entusiasmo: a desconfiança.

Os melhores programadores estão sempre atentos para onde as coisas podem falhar. Assim, por vezes, soam como o chato da sala. Aquele que sempre questiona: ‘quem vai fazer isso? E se aquilo acontecer’?

São eficientes em calcular as consequências dos seus atos (ou melhor, do seu código). Porque a mínima desatenção pode significar horas de trabalho perdidas no futuro.

É por isso que os jargões de programação são tão divertidos, como a expressão Y.A.G.N.I. (You Aren’t Gonna Need It - Você não vai precisar disso). Em algum momento, quase todo desenvolvedor se arrependeu de tê-la usado.

Um profissional de RH estilo Julia Roberts terá dificuldade de medir o nível de comprometimento de um programador. Porque, em virtude do tipo de mente que essa profissão exige, os desenvolvedores acabam soando como gente negativa.

Em algumas empresas, os programadores são até considerados arrogantes, sarcásticos e céticos. E acabam se isolando ou sendo segregados do resto da equipe.

Precisamos de santos?

Afinal, o que os anúncios deveriam dizer? A verdade: ‘precisamos de gente paciente, diligente, comprometida e que resolva problemas’. Parece mais job description de santo do que de TI e marketing. Mas a vida é assim mesmo.

Concordo que não seja muito estiloso colocar esse tipo de texto nos sites cafeinados de algumas empresas. O discurso Julia Roberts ainda parece mais confiável. Mas, no fundo, o que faz um trabalho andar ainda são os profissionais… profissionais. Os apaixonados geralmente se desencantam no primeiro problema.

22 Apr 00:36

The Hard Water Fluoride Conspiracy

by James Curcio

From Gonzomentary:

In a world where the government controlled the minds of their citizens by injecting fluoride in the water supply, Elijah Wormwood discovers that it might not be the fluoride, but the water itself. (video)

The post The Hard Water Fluoride Conspiracy appeared first on disinformation.

21 Apr 20:45

What’s the Fuss About Native Ads?

by Frédéric Filloux

 

In the search for new advertising models, Native Ads are booming. The ensuing Web vs. Native controversy is a festival of fake naïveté and misplaced indignation. 

Native Advertising is the politically correct term for Advertorial, period. Or rather, it’s an upgrade, the digital version of an old practice dating back to the era of typewriters and lead printing presses. Everyone who’s been in the publishing business long enough has in mind the tug-of-war with the sales department who always wants its ads to to appear next to an editorial content that will provide good “context”. This makes the whole “new” debate about Native Ads quite amusing. The magazine sector (more than newspapers), always referred to “clean” and “tainted” sections. (The latter kept expanding over the years). In consumer and lifestyle sections, editorial content produced by the newsroom is often tailored to fit surrounding ads (or to flatter a brand that will buy legit placements).

The digital era pushes the trend several steps further. Today, legacy media brands such as Forbes, Atlantic Media, or the Washington Post have joined the Native Ads bandwagon. Forbes even became the poster child for that business, thanks to the completely assumed approach carried out by its chief product officer Lewis DVorkin (see his insightful blog and also this panel at the recent Paid Content Live conference.) Advertising is not the only way DVorkin has revamped Forbes. Last week, Les Echos (the business daily that’s part of the media group I work for) ran an interesting piece about it titled “The Old Press in a Startup mode” (La vielle presse en mode start-up). It details the decisive — and successful — moves by the century-old media house: a downsized newsroom, external contributors (by the thousand, and mostly unpaid) who produce a huge stream of 400 to 500 pieces a day. “In some cases”, wrote Lucie Robequain, Les Echos’s New York correspondent, “the boundary between journalism and advertorial can be thin…” To which Lewis DVorkin retorts: “Frankly, do you think a newspaper that conveys corporate voices is more noble? At Forbes, at least, we are transparent: We know which company the contributor works for and we expose potentials conflicts of interests in the first graph…” Maybe. But screening a thousand contributors sounds a bit challenging to me… And Forbes evidently exposed itself as part of the “sold” blogosphere. Les Echos’ piece also quotes Joshua Benton from Harvard’s Nieman Journalism Lab who finds the bulk of Forbes production to be, on average, not as good as it was earlier, but concedes the top 10% is actually better…

As for Native Advertising, two years ago, Forbes industrialized the concept by creating BrandVoice. Here is the official definition:

Forbes BrandVoice allows marketers to connect directly with the Forbes audience by enabling them to create content – and participate in the conversation – on the Forbes digital publishing platform. Each BrandVoice is written, edited and produced by the marketer.

Practically, Forbes lets marketers use the site’s Content Management System (CMS) to create their content at will. The commercial deal — from what we can learn — involves volumes and placements that cause the rate to vary between $50,000 to $100,000 per month. The package can also include traditional banners that will send traffic back to the BrandVoice page.

At any given moment, there are about 16 brands running on Forbes’ “Voices”. This revenue stream was a significant contributor to the publisher’s financial performances. According to AdWeek (emphasis mine):

The company achieved its best financial performance in five years in 2012, according to a memo released this morning by Forbes Media CEO Mike Perlis. Digital ad revenue, which increased 19 percent year over year, accounted for half of the company’s total ad revenue for the year, said Perlis. Ten percent of total revenue came from advertisers who incorporated BrandVoice into their buys, and by the end of this year, that share is estimated to rise to 25 percent.

Things seemed pretty positive across other areas of Forbes’ business as well. Newsstand sales and ad pages were up 2 percent and 4 percent, respectively, amid industry-wide drops in both areas. The relatively new tablet app recently broke 200,000 downloads.

A closer look gives a slightly bleaker picture: According to latest data from the Magazine Publishers Association, between Q1 2013 and Q1 2012, Forbes Magazine (the print version only) lost 16% in ads revenues ($50m to $42m). By comparison, Fast Company scored +25%, Fortune +7%, but The Economist -27% and Bloomberg Business Week -30%. The titles compiled by the MPA are stable (+0.5%).

I almost never click on banners (except to see if they work as expected on the sites and apps I’m in charge of). Most of the time their design sucks, terribly so, and the underlying content is usually below grade. However, if the subject appeals to me, I will click on Native Ads or brand contents. I’ll read it like another story, knowing full well it’s a promotional material. The big difference between a crude ad and a content-based one is the storytelling dimension. Fact is: Every company has great stories to tell about its products, strategy or vision. And I don’t see why they shouldn’t be told  resorting to the same storytelling tools news media use. As long as it’s done properly, with a label explaining the contents’ origin, I don’t see the problem (for more on this question, read a previous Monday Note: The Insidious Power of Brand Content.) In my view, Forbes does blur the line a bit too much, but Atlantic’s business site Quartz is doing fine in that regard. With the required precautions, I’m certain Native Ads, or branded contents are a potent way to go, especially when considering the alarming state of other forms of digital ads. Click-through rates are much better (2%-5% vs. a fraction of a percentage for a dumb banner) and the connection to social medias works reasonably well.

For news media companies obsessed with their journalistic integrity (some still do…), the development of such new formats makes things more  complicated when it comes to decide what’s acceptable and what’s not. Ultimately, the editor should call the shots. Which brings us to the governance of media companies. For digital media, the pervasive advertising pressure is likely keep growing. Today, most rely on a Chief Revenue Officer to decide what’s best for the bottom line such as balancing circulation and advertising, arbitraging between a large audience/low yield or smaller audience/higher yield, for instance. But, in the end, only the editor must be held accountable for the contents’ quality and the credibility — which contribute to the commercial worthiness of the media. Especially in the digital field, editors should be shielded from the business pressure. Editors should be selected by CEOs and appointed by boards or better, boards of trustees. Independence will become increasingly scarce.

frederic.filloux@mondaynote.com

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  1. The Silly Web vs. Native Apps Debate   Mark Zuckerberg admits Facebook was wrong to bet on HTML5 for its mobile app. Indeed, while the previous version...
  2. Mobile’s Rude Awakening   Mobile audiences are large and growing. Great. But their monetization is mostly a disaster. The situation will be slow...
21 Apr 17:17

nipsnbits:  



nipsnbits:


 

21 Apr 17:17

Photo



21 Apr 17:16

weenlebowski: miskpix: Unbelievable Wingsuit Cave Flight!...





weenlebowski:

miskpix:

Unbelievable Wingsuit Cave Flight! [Video]

See, I just think this guy was trying to commit suicide and failed, that’s all

21 Apr 17:15

Mais ciência sobre armas, por favor

by Carlos Orsi
A questão da posse (e porte) de armas de fogo pela população civil é uma que causa grandes paixões dos dois lados do debate. Como costuma acontecer com todo grande problema polêmico de política pública, as posições costumam preencher um amplo espectro que vai do apelo aos princípios ao apelo às consequências.

Nos dois extremos, a coisa tende a assumir um aspecto que é muito bem definido pela frase latina fiat justitia ruat caelum, "faça-se a justiça mesmo que o céu caia": a busca inflexível por princípios a despeito das consequências está na base de muita tragédia grega; já a preocupação extremada com consequências pode levar à conclusão de que a prisão ideal é também a sociedade ideal, onde cada um tem sua cela própria, a comida e o tratamento médico são garantidos e, não menos importante, os uniformes listrados evitam qualquer tipo de ostentação de desigualdade social.

No caso da posse de armas, os princípios em jogo parecem ser o da autonomia do indivíduo (cabe ao cidadão maior de idade decidir o que é melhor para si) e da autodefesa (toda pessoa tem o direito de lutar para proteger a própria vida); no campo oposto, há o princípio de que a vida humana e sagrada e, portanto, coisas feitas para eliminar seres humanos são abominações que não deveriam existir.

A menos que estejamos dispostos a defender esses princípios até que "o céu caia", no entanto, é fácil ver que eles têm limites -- por exemplo, se eu concluir que "o melhor para mim" é ter um tanque de gás sarin guardado no banheiro, as autoridades provavelmente estarão autorizadas a discordar, e com veemência.

Quanto à dedução, por princípio, de que armas de fogo não deveriam existir, há uma pensata interessante de Sam Harris a respeito, mas, em resumo: elas existem, então temos de lidar com elas. E, se não existissem, ainda teríamos dentes, unhas e músculos, assim como martelos, pernas de cadeira e chaves de fenda.

O limite de um princípio nasce das consequências de sua aplicação, e o que torna a questão das armas especialmente complexa é que as consequências não são lá muito claras.

As campanhas por desarmamento voluntário no Brasil costumam apelar para histórias dramáticas de vítimas de acidentes com armas de fogo ou de brigas tolas, onde a presença da arma transformou o que seria, no máximo, um olho roxo num homicídio. Por mais deploráveis e chocantes que sejam esses eventos, no entanto, é sempre importante lembrar que uma simples enumeração de casos isolados não equivale a um conjunto de dados estatisticamente válidos. Ou, na frase de efeito que funciona melhor em inglês, the plural of anecdote is not data. 

Mas, então, onde estão os dados? O DataBlog, do jornal britânico The Guardian, criou uma tabela com uma série de informações sobre posse de armas e taxas de homicídio entre vários países do mundo. Há muitas nações para as quais faltam dados mas, entre as que têm informação completa, as disparidades são notáveis.

Por exemplo: os Estados Unidos são o país mais armado do mundo, com uma média de 89 armas para cada 100 habitantes. Em compensação, sua taxa de homicídios praticados com arma de fogo, ajustada pelo tamanho da população, é baixa -- menos de 3 -- bem menor, por exemplo, que a de países muito menos armados, como Brasil (8 armas por 100 habitantes, taxa de homicídio 18) e África do Sul (12,7 armas por habitante, taxa de homicídio 17). O país mais armado da América Latina é o Uruguai, com 32 armas para cada 100 habitantes, e sua taxa ajustada de homicídios com arma de fogo é, assim como a americana, menos de 3.

Resumindo, o Brasil tem 10% das armas dos EUA, 25% das armas do Uruguai, mas uma taxa de homicídios com armas de fogo seis vezes maior que a desses dois países. De fato, nos 12 dos 15 países mais armados do mundo para os quais há dados completos na tabela do Guardian, a taxa de homicídio  por arma de fogo fica abaixo de 1. As únicas exceções são os já citados EUA e Uruguai.

Então a solução é armar a população "de bem" para assim acabar com o crime? Não exatamente. A Inglaterra, que tem uma das leis de posse de armas mais restritivas do mundo -- até mesmo policiais precisam de autorização especial para carregar armas -- tem uma taxa de homicídio por arma de fogo quase  vestigial, de 0,07. O Japão, com uma proporção de 0,6 arma por 100 habitantes, tem uma taxa ainda menor, de 0,01.

Dos 15 países de menor taxa de homicídio com armas de fogo para os quais há dados completos, dez têm menos de 10 armas  por 100 habitantes, sendo que três deles têm menos que uma arma por 100 habitantes. As exceções mais evidentes são Islândia (zero homicídio, 30,3 armas), Noruega (0,05 homicídio, 31,3 armas) e França (0,06 homicídio, 31,2 armas).

Usando os dados do jornal britânico para comparar os números de países onde havia dados disponíveis tanto para taxa de homicídio relativa à população quanto para a taxa de posse de armas por 100 habitantes (108 de um total de 185), obtive o seguinte gráfico:



O coeficiente de correlação, caso alguém esteja se perguntando, é fracamente negativo: -0,102, o que sugeriria, de modo muito leve, que mais armas estariam, de algum modo, ligadas a menos mortes. Dada a disparidade das fontes de informação e a necessidade de cortar quase 40% da amostra, por conta dos dados incompletos, a conclusão torna-se duplamente fraca. Daí, a necessidade de se fazer mais ciência a respeito.

O que nos traz a uma notícia curiosa: no fim da semana passada, mais de 100 cientistas americanos assinaram uma carta pedindo maior financiamento público de pesquisas sobre violência causada por armas de fogo. De acordo com pesquisadores do "Crime Lab" da Universidade de Chicago, estudos na área têm sido bloqueados por "questões políticas".

De acordo com a nota, um movimento parlamentar contra esse tipo de estudo se formou em meados dos anos 90, quando o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) passou a tratar a questão da violência por armas de fogo como um "problema evitável de saúde pública", o que causou forte reação no lobby pró-armamentos. A partir daí, a liberação de verbas para o CDC ficou condicionada à cláusula de que o dinheiro "não poderia ser usado para defender o controle de armas".

Isso é mais ou menos como dizer que a verba destinada às pesquisas sobre bactérias não pode ser usada para defender o uso de antibióticos. O que a norma faz é vetar, de antemão, uma conclusão a que estudos cuidadosos poderiam chegar, de forma honesta. Não é assim que a confusão que cerca o debate vai se resolver.
21 Apr 16:37

Chechnyan terrorist's favorite videos

by Luboš Motl
An insane combination of ignorance of geography and PC

The hunt for the Boston Marathon terrorists turned out to be faster, more efficient, and more dramatic than I expected. One of the results of the developments is that most Americans want my country to be bombed. ;-)



The Huffington Post offers some helpful graphics to help Twitter to remind itself that Czechia isn't Chechnya. Even the Czech ambassador to the U.S. had to publish a special press release LOL. Also, see this huge collection of tweeting Americans who confused the places, via Jason Brown.

What I find characteristic is the symbiosis of this breathtaking yet proverbial ignorance of geography with the political correctness. All foreign nations are apparently equally good and equally important and it's OK to mix them up in this way. Well, let me tell you something.

Chechnya, the original homeland of the terrorists (well, they're administratively from the adjacent Republic of Dagestan but they're still ethnic Chechen), is a tiny region in the Caucasus with 1.2 million inhabitants who are mostly savages with almost no economic activity. The Czech Republic is a somewhat important cultural nation in the middle of Europe, 1,500 miles away from Chechnya, while Chechnya is just a pain in the neck of Russia.




Chechnya is the most important borderline region that is trying to pump Islam into Russia; Czechia is the most atheist country in the world. The last difference is where the wind really blows from; the Boston Marathon attack was just another terrorist act by Islamic fundamentalists – although ones with an ethnic background that is somewhat unusual in the U.S. After all, they used a cooking explosive right from the Al-Qaeda textbooks.




However, this ethnic background is not unusual for terrorist attacks in Russia at all. (They shouldn't really be called "darker faces" because they're typical Caucasians and "Caucasian" has become a word for the prototype of the white race.) Recall e.g. the 2002 Moscow theater hostage crisis. In the West, some events of this sort are sometimes spun as examples of an evil large nation of Russia that suppresses the freedom warriors such as those in Chechnya.

In reality, these folks are terrorists of the very same kind as those mostly Arab ones that are more familiar in the U.S. But it's a common feature of the double-faced postmodern media to evaluate almost the same event in two diametrically opposite ways – depending on who is the victim.



One of the two attackers, Tamerlan Tsarnaev (the guy who was killed: his brother Dzhokar is in custody now), has favorited five YouTube videos; via the Foreign Policy Blog. Most of them are Russian-language videos and their main goal is to worship Allah or, in one case, to attack the Chechen leaders who co-operate with Moscow. The first video admires Allah because He is a chameleon. The last, English-speaking video is about Allah and as far as I understand, it is a relatively peaceful one. But I can't resist to point out that it is just so stupid. The people who are impressed by this low-brow religious babbling must be extreme morons – (almost) whole nations of morons. Some of them turn out to be killers but this may be just an accidental consequence of their being extreme morons.

I am disturbed by the fact that most of the U.S. media are trying to suppress the debate about the basic identity of the terrorists. It's another example of political correctness run amok, it's what allows so many ordinary Americans to conclude that the terrorists were Czech, and it's extremely dangerous because many extra bad things may happen to you if you don't know your enemies. It seems to me that even when the Americans learn about their Chechen-Czech mistakes, they won't feel guilty because they will think that Czechs shouldn't be insulted if they're compared to the Chechens. Well, the only reason why we're not insulted is that we know very well that most Americans are ignoramuses who don't have a clue about the world behind the U.S. borders (not to mention the Solar System) so we treat them in the same ways as puppies who violate some rules of grammar while barking.



A map of the official countries in the region. Chechnya is a de facto country around Groznyy ["Horrifying, horrible" in Russian] in the map.

Fox News is a positive exception here because the station tries to discuss whether they are Chechen separatists or Islamic terrorists – and concludes it's the latter. I am not 100% certain whether the conclusion is right but I am almost 100% certain that the right description is one of the two descriptions in the Fox News' title.

For those Americans who don't get their data from Fox News, most of these things will remain taboo. So the perpetrators will remain some random people from a nation starting with Č – whether you spell it as Ch or Cz is already beyond their resolution – and the motive and thinking behind the acts will remain an almost complete mystery.

I can't believe it. This result depends on the media's deliberate obfuscation and censorship of the basic facts in the name of (pro-Islam, in this case) political correctness; it also depends on the lack of readers' desire to know the truth. It seems to me that most people who follow these stories don't even dare to ask "Why" i.e. "Why they did it".

An article by Earl Ofari Hutchinson provides us with an insight into the censors' minds: hunt terrorists, not witchhunt Muslims. Nice except that the goal here is to obfuscate that it's probably the Islamic terrorism that Boston has faced.

I am also amazed by articles such as this one in Long Island News. The Russian community in Brooklyn is so surprised that their "compatriots" have done such a thing. The basic message seems to be that Russia is responsible for everything that the Chechens do. In reality, it's just like if you force Americans to apologize for what their compatriots who are Afghani did: Afghanistan has a similar "protectorate" status relatively to the U.S. as Chechnya has relatively to Russia. Would you agree that in the Afghan-American case, it would be crazy?

I am convinced that a vast majority of Russians don't consider to be the very same nation with the Chechens. To say the least, the Russians don't speak the Chechen language – which is an extremely different, archaic language of the Caucasus.

This sort of ignorance about geography is bound to become even worse in the future if the political correctness and the taboos imposed by it continue. In effect, the media and other "official pundits" (which arguably include the schools) are teaching the people not to be interested in the basics of cultures, religions, nation-specific values, and pretty much all differences between various groups of people because they're already building a "unified people". People who don't discuss whether the terrorists were Muslims are apparently labeled "nice" even though a more accurate description would be "uneducated and brainwashed imbeciles".



Dzhokhar Tsarnaev's skin is as white as you can get. He is a Caucasian and the "Caucasian" nations are the defining ones for the white race. Still, you may perhaps see something Eastern in his handsome face and being white doesn't protect one from behaving as a savage. In certain nations, this behavior is far more frequent than in others.
21 Apr 16:32

fuckyeahmovieposters: Pulp Fiction by Ivan Efimov

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fuckyeahdirtycanadian: **Whatever Wednesday**



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**Whatever Wednesday**

21 Apr 16:31

Anarquia e criptografia: Julian Assange resgata movimento dos anos 80 em seu livro “Cypherpunks”

by Eduardo Fernandes

O dia era 18 de abril de 2012. Julian Assange, editor do controverso WikiLeaks, dava um novo passo em sua carreira de ativista: inaugurava um programa de TV chamado The World Tomorrow.

Parecia um movimento ambicioso. Afinal, ele sequer podia deixar a casa na qual está exilado. E, desde 2010, tinha que lidar com um bloqueio financeiro que dificultava o funcionamento do WikiLeaks. Visto com desconfiança tanto pela mídia quanto por outros ativistas, que chances Assange teria de ser levado a sério ao se unir com uma rede de comunicação russa para produzir um talk show?

Realmente, The World Tomorrow não foi um dos seus projetos mais impactantes. Durou apenas 12 episódios, todos disponíveis no YouTube. Cada um tinha cerca de 30 minutos, nos quais eram entrevistadas figuras como o antropólogo David Graeber (Ocuppy Wall Street), o escritor Noam Chomsky e até o “crítico cultural” pop Slavoj Žižek.

Obviamente, as conversas sempre giravam em torno das complexas conexões entre política, tecnologia e privacidade. Segundo as contas fornecidas pelo YouTube, os vídeos mais assistidos foram vistos cerca de 40 mil vezes. E a repercussão de mídia do programa foi morna. É que Assange deixara de ser novidade: era agora um representante de um nicho, não mais exatamente uma ameaça política.

O nascimento de um livro

Mas dois episódios do talk show chamaram atenção (confira abaixo). Assange juntou, numa mesma sala, três personalidades envolvidas com a atual encarnação de um movimento que começou nos anos 80, o Cypherpunk. O debate entre Andy Muller Maguhn (Chaos Computer Club), Jérémie Zimmerman (La Quadrature du Net) e Jacob Appelbaum (Tor Project) acabou virando um livro, que saiu no Brasil, pela Boitempo, Cypherpunks — Liberdade e Futuro da Internet.

Nele, Assange é taxativo: a internet se tornou uma ameaça à civilização humana. Consciente e inconscientemente, disponibilizamos on-line informações que podem ser utilizadas para criar estruturas de poder político jamais imaginadas, com níveis de controle social que fariam Big Brother parecer um amador.

Universo criptográfico

A única saída possível para essa situação seria a utilização da criptografia, uma tecnologia inicialmente utilizada por militares para evitar o vazamento de informações confidenciais, hoje disponível para qualquer computador (até mesmo em simples extensões para navegadores). Na introdução do livro, o tom proselitista de Assange beira o new age:

O universo acredita na encriptação.

É mais fácil encriptar informação do que decriptá-la. (…)

O universo, nosso universo físico, tem a propriedade que torna possível, para um indivíduo ou grupo de indivíduos, confiavelmente, automaticamente, mesmo sem se dar conta disso, cifrar uma determinada coisa, de modo que todos os recursos e todo esforço político dos maiores superpoderes na Terra talvez não conseguissem decifrá-la. E os caminhos dessa encriptação de mensagens entre as pessoas podem se entrelaçar para criar regiões livres de forças coercitivas. Livres da intervenção de massa. Livre do controle do Estado.

(…) Encriptação é uma corporificação das leis da física e não presta atenção na gritaria dos Estados, nem nas distopias transnacionais das políticas de segurança.

Não é óbvio que o mundo tivesse que funcionar desse jeito. Mas, de alguma forma, o universo sorri em criptografia.

Mas o resto do texto é uma discussão mais elaborada e prática sobre a necessidade da criptografia como arma política. Essa técnica seria um dos últimos recursos disponíveis de resistência não-violenta ao poder do Estado e das corporações.

Em especial, levando em conta que a internet funciona por meio de recursos físicos extremamente controlados, como satélites, cabos submarinos, além de servidores instalados em diversos países, com diferentes estruturas legislativas. Estruturas que possibilitam ações jurídicas tão polêmicas quanto querer colocar pessoas na cadeia por deixar de obedecer os termos de serviço ou impedir um advogado de acessar redes sociais porque ele criticou um promotor.

Os novos Cypherpunks

A parte mais interessante de Cypherpunks são os capítulos em que Assange e convidados analisam como o cenário político e tecnológico mudou desde os primórdios do movimento. Em 30 anos, o problema da circulação de informações e da privacidade é completamente outro: os primeiros cypherpunks, Eric Hughes, John Gilmore e Tim May (do The Crypto Anarchist Manifesto) eram geeks que viam outros geeks se comunicando via Usenet. Assange vive num momento em que até carros trazem computadores embutidos e conectados à internet:

As comunicações, no próprio núcleo das nossas vidas privadas, movem-se cada vez mais pela internet. Assim, de fato, nossas vidas privadas entraram numa zona militarizada. É como ter um soldado debaixo da cama. É a militarização da vida civil.

Cauda longa — de massas

Mas como é possível controlar militarmente a internet? Não é exatamente essa tecnologia que vem nos ajudando a enfraquecer a comunicação de massas? Não é tão simples. On-line, a cauda não é tão longa assim.

Embora cada vez mais pessoas produzam conteúdo e sobre assuntos cada vez mais diversos, ainda recorremos a ferramentas de massa, como Facebook, Google, Twitter e até mesmo o WordPress (que, até o fim de 2012, gerenciava cerca de 73 milhões de sites no mundo, 14,7% de todos os sites publicados na internet).

Mesmo tecnologias open-source amplamente disseminadas, como servidores Linux / banco de dados Apache e PHP, acabam, de certa forma, massificando a internet. Assim, o custo de construir sistemas privados ou governamentais de coleta, análise e manipulação de dados diminui consideravelmente.

E é claro que a infraestrutura de comunicação ainda depende de corporações completamente atreladas aos governos, como as operadoras de celular. Finalmente, ainda existem certos assuntos que sempre são facilmente invocados na hora de aprovar leis duvidosas. É o que Jacob Appelbaum chama de…

…Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse da Informação: pornografia infantil, terrorismo, lavagem de dinheiro e a Guerra Contra Algumas Drogas.

Conversa incompleta

capa-cypherpunksPor esses e por centenas de outros motivos, Cypherpunks é um livro ambíguo. É acessível e instigante porque não é restrito apenas para geeks, administradores de sistemas ou cientistas sociais.

Porém, essa mesma escolha estilística tem seu lado negativo: como é praticamente uma transcrição dos diálogos mantidos durante o programa The World Tomorrow, não traz maiores desenvolvimentos ou apresentação sistemática de dados. Quer dizer, é como se cada parágrafo merecesse um livro a parte.

Cypherpunks é uma conversa aberta e incompleta. Portanto, uma ótima introdução ao complexo problema da comunicação on-line hoje em dia. A maior ferramenta de liberdade criada nos últimos tempos também pode ser a maior ameaça política que já enfrentamos.


Cypherpunks — Liberdade e Futuro da Internet

Julian Assange, Andy Muller Maguhn, Jeremie Zimmerman e Jacob Appelbaum.

Editora Boitempo

168 páginas R$ 29,00 (impresso), R$ 15 (eBook, em vários formatos)

21 Apr 16:30

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20 Apr 18:34

France Gall



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