Osias Jota
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Getting worse and also better
A question from Roy Peter Clark:
Last week I taught a class for a group of middle school young men and their mentors. Almost everyone in the room was African-American. The content of the class was the history of the n-word and its current contexts and uses. It was one of the most lively hours I have ever spent in the classroom, mostly because of the candor and fervor of the participants.
What emerged was a clear generational difference. Each of the mentors — professional men in their 30s, 40s, and 50s — testified that they found the word "nigger" or "nigga," insulting, degrading, and demeaning, no matter who was the speaker.
The students — average age about 13 — had a more nuanced view, more inclined to take into account speaker, audience, purpose, and culture. One young man said that he understood why some people would find the word insulting, but that "words change," and that he could use it with friends as a term of identification, solidarity, and affection. He also understood that forms of oppression could be appropriated by the oppressed and liberated to some degree from their original meanings.
I'm still processing this and trying to understand it from a linguistic or semantic perspective. It appears to me that in my lifetime the word "nigger" has shifted in two opposite directions. It is more pejorative than ever, evidenced by how often it is spelled only with its first letter: the n-word. But there is obviously some amelioration going on in some communities, where it can be spoken in a way that inspires a manly hug and not a fist to the face.
Does these sound right to you? And can anyone think of other words that have changed semantically in opposite directions at the same time? Thanks, wordinistas.
We who spoke LOLcat now speak Doge

In the internet meme war between cats and dogs, the dogs are currently winning. The "doge" meme features an image (often of an adorable shiba dog), annotated with distinctive phrases representing the thoughts of the dog — or the dragon, or whatever is being depicted. What has the internet gained in its move from LOLcats to doges?
Sci-fi Author Charles Stross Cancels Trilogy: the NSA Is Already Doing It
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Sous un peuplier un peu plié
comicbookcovers: Strange Adventures #75, December 1956, cover...
Osias Jotavia firehose

Strange Adventures #75, December 1956, cover by Gil Kane and Bernard Sachs
Sometimes, people ask me why I like comics books.
This is a cover
of a gorilla,
robbing a librarian,
at gunpoint,
for Moby Dick, Robinson Crusoe, and Treasure Island,
for the purposes of conquering the world.
What’s not to love?
What indeed?
Argentino inventa novo método para facilitar partos problemáticos, substituindo técnicas medievais

Jorge Odon (de bigode, à direita) demonstrando o método numa boneca (Crédito: BBC)
Se a mulher escolhe ser mãe, a natureza dá apenas uma opção para iniciar essa fase importante da vida delas: o parto natural.
Algumas mulheres preferem optar por fazer uma cirurgia e retirar o feto, a chamada operação cesariana (ou aborto, se tudo der errado). Porém, não é todo corpo feminino que pode arcar com o procedimento traumático de extrair um corpo estranho tão grande, então se a mulher apresentar condições de risco (pressão sangüínea muito alta, ritmo cardíaco anormal, algum aneurisma próximo, glaucoma, etc) o jeito é tentar ajudar a natureza a comandar o processo.
Só que a natureza não é perfeita e cada corpo humano possui lá suas fraquezas físicas: a 2ª fase do parto natural, a expulsão propriamente dita, depende de delicadas contrações musculares, tanto do útero quanto do diafragma e parede abdominal que comprimem o útero para fazer com que o bebê seja expelido pelo colo uterino já dilatado (1ª fase). Dependendo do cansaço físico da futura mamãe (e do quão grande é a criança), a equipe de médicos e enfermeiros obstetras pode ter que intervir de forma um tanto invasiva para extrair o bebê.

Fórceps obstétrico (Crédito: BBC)
Desde o século XIX, uma ferramenta bastante utilizada para ajudar o feto a encontrar o caminho da luz é o fórceps obstétrico. Ele funciona de forma bastante semelhante a uma tenaz, uma espécie de alicate-pinça bem delicada, só que sua extremidade é feita no formato aproximado da cabeça do bebê para aumentar a superfície de contato (e o coeficiente de atrito) sem precisar colocar muita pressão e poder retirá-lo do corpo materno com bastante calma. Dependendo da força exercida na retirada por fórceps, o bebê pode ficar com uma ou outra leve equimose no rosto.

Ventosa obstétrica (Crédito: BBC)
Uma alternativa relativamente recente ao uso do fórceps no parto normal é a utilização de uma ventosa obstétrica, nome bonito para o que os irmãos Mario e outros encanadores conhecem como desentupidor de pia: o médico obstetra pressiona a ventosa contra a cabeça do bebê (que deve estar à vista) para sugá-la com a diferença de pressão (um outro nome para a ventosa é extrator à vácuo) e assim levar a criança toda junto. Há dois problemas com a ventosa:
- caso não seja encaixada corretamente, há um provável risco de trazer alguma pequena seqüela no cérebro.
- mesmo encaixada corretamente, a criança vai ficar com uma notável e desagradável marca de sucção no topo da cabeça por uma semana.
Meio que por acidente, um mecânico argentino bem inventivo imaginou um método que fosse menos desconfortável à retirada do bebê do ventre da mãe num parto normal.
A história de hoje começa em Buenos Aires num vídeo parecido com este abaixo:
Numa tarde de 2005, os colegas de Jorge Odon mostram-lhe um breve tutorial no YouTube mostrando como extrair uma rolha solta de dentro de uma garrafa de vinho vazia.
No vídeo acima, o processo parece ser extremamente simples: você coloca um saco plástico dentro da garrafa onde está a bendita rolha, inclina a garrafa para a rolha ficar próxima da saída, enche o tal saco plástico e, quando sentir que ele envolveu firmemente a rolha, aí sim você puxa tudo pra fora.
Fascinado com a simplicidade desse truque visto no vídeo, Odon propôs uma aposta ao amigo Carlos Modena, durante um tango jantar naquela noite: ele conseguiria retirar a rolha que ficou presa na garrafa de vinho sem quebrar a garrafa. Modena achou impossível e nosso herói portenho pegou um saco de pão e ganhou a aposta.
Algumas horas depois, enquanto dormia ao lado de sua esposa, mãe de seus 5 filhos, Jorge Odon sonhou com a seguinte indagação: e se usássemos o mesmo princípio para ajudar as mulheres a dar à luz?
Quatro horas da madrugada, ele levanta da cama e tenta acordar a mulher:
“— Marcela, aquele truque com o vinho podia tornar os partos mais fáceis!”
“— Legal, amor”, e a senhora volta a dormir.
Nos dias seguintes, Jorge Odon ficava refletindo sobre a grande ideia, tentando demonstrá-la a outras pessoas, mas ninguém levava o mecânico argentino muito à sério (quem levaria?). Numa bela ocasião, Odon conseguiu convencer Modena a apresentarem a ideia ao obstetra da família deste.
“Fomos ao hospital e ficamos numa sala cheia de mulheres grávidas”, conta Odon.
“Carlos ainda estava cético sobre aquilo tudo e preferiu sentar-se longe de mim quando fomos ver o médico. Depois que ele percebeu que o obstetra estava interessado e impressionado com a ideia, ele aproximou a cadeira e começou a dizer que ‘nós’ havíamos inventado aquilo!”
Com o incentivo moral do obstetra, Jorge Odon logo registrou uma patente e começou a construir um protótipo em sua oficina, com a ajuda do amigo Carlos Modena: “imaginem dois homens no banheiro, com bonecas das filhas e alguns potes de geléia e outros frascos maiores melados de vaselina. Nossos colegas mecânicos viam a situação toda e provavelmente achavam que nós éramos doidos”, dizia Odon.
Assim que conseguiram elaborar um protótipo funcional, Odon o apresentou ao doutor Javier Schvartzman, do Centro de Educação Médica e Pesquisas Clínicas (CEMIC) em Buenos Aires. Antes daquele funcional, Odon havia apresentado um 1º protótipo que pouco diferia da “rolha na garrafa” e o Dr Schvartzman primeiramente achou que fosse pegadinha da TV, dessas de câmera escondida.
“Quando ele me mostrou o protótipo ‘rolha na garrafa’, eu pensei que o mecânico era louco, embora a ideia em si fosse interessante”, disse o Dr Schvartzman.
O primeiro protótipo funcional era um útero de vidro, onde era introduzido dois sacos plásticos enormes. Dr Schvartzman explicou que enfiar um saco plástico no útero para envolver o bebê por inteiro poderia aumentar o risco de perfurar e rasgar o forro plástico, então Odon adaptou um segundo protótipo para que o saco só fosse aplicado sobre a cabeça do feto.

Segundo protótipo do dispositivo de Odon (Crédito: BBC)
Em 2008, o projeto chegou ao conhecimento da Organização Mundial de Saúde. Em uma visita a Buenos Aires, o coordenador-chefe para a melhoria da saúde materna e perinatal da OMS, doutor Mario Merialdi, pediu uma demonstração. A reunião, planejada para durar 10 minutos, estendeu para duas horas:
“Por muitos anos, quase séculos, não houve nenhuma inovação nesta área de trabalho”, disse o Dr Merialdi.
Naquele mesmo ano, Jorge Odon conseguiu levar sua criação para a Universidade Des Moines, no Iowa, para que ela passasse por vários testes em um simulador de nascimentos de última geração, testes esses observados por especialistas da OMS. Tais especialistas vêem neste dispositivo simples e barato uma forma de evitar um longo trabalho de parto nos países em desenvolvimento, onde boa parte dos nascimentos prolongados podem ser fatais.
“A coisa mais importante do invento do Odon é que ele é fácil de usar e poderia ser usado por uma parteira sem um médico presente”, defende o Dr Schvartzman.
Aparentemente o dispositivo de nascimentos do Odon também reduz o risco de transmissão de infecções como o HIV, da mãe para o bebê. E graças ao menor esforço físico por parte da mãe, o método poderia ajudar a reduzir as taxas crescentes de nascimentos por cesariana até em países desenvolvidos.
Dizem que a necessidade é a mãe da invenção, mas algumas vezes tudo que precisamos é arranjar um jeito de tirar uma rolha sem quebrar a garrafa. ![]()
Fonte: BBC.
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