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23 Jan 18:47

Interview - Activism, Justice, and Longing for Shalom

I care about justice; must I be an activist?
20 May 22:43

O médico abortista norte-americano é condenado a prisão perpétua pelo assassinato de 3 bebês. E os de Cuba, quando serão?

by G. Salgueiro
Quando este genocida nutrido pelo ódio será julgado por seus milhares de assassinatos de vidas inocentes? 


O mundo acompanha estarrecido o julgamento do médico norte-americano Kermit Gosnell, acusado de ter assassinado três bebês e uma mulher em uma clínica na Pensilvania. Hoje, ele foi condenado a prisão perpétua sem direito de pedir liberdade condicional. Gosnell, de 72 anos, foi julgado culpado de assassinato em primeiro grau pela morte dos três bebês que ele matou utilizando tesoura para cortar suas espinhas dorsais. Alguns desses bebês nasceram vivos depois dos seis, sete e até oito meses. A mulher, da qual ele também é acusado de assassinato, morreu por excesso de anestesia quando ele lhe fazia um aborto.

A notícia é chocante, asquerosa, desumana, digna de horror e perplexidade. Entretanto, na Cuba dos Castro essa é uma prática corriqueira. Na edição de hoje, tentando esclarecer aos leitores do Notalatina o que há por trás da grande farsa propagada sobre a “excelência” da medicina cubana, apresento um vídeo que não requer maiores esclarecimentos porque as denúncias feitas por um médico cubano - cujo nome não é citado -  na entrevista concedida a María Elvira, no programa María Elvira Live em 2009, fazem os crimes do médico norte-americano parecerem coisas de aprendiz.

Nessa entrevista o médico explica porquê Cuba aparece perante os organismos mundiais, como OMS, ONU, UNICEF, como um país onde o índice de mortalidade infantil é um dos mais baixos do mundo, apresentando um percentual de 4,7%, igualando-se ao Canadá, Luxemburgo e Países Baixos. No estado de Las Tunas, este índice alcança a irrisória cifra de 2,7% de mortalidade infantil. O que o mundo não sabe é que este índice é tão baixo porque os bebês nati-mortos não contam para a estatística e que os bebês que nascem com alguma patologia grave, que requer cuidados especiais neo-natais, são deixados ao relento para MORRER e não constar da estatística como “mortalidade infantil”. São os chamados “fetos inviáveis”.

Ele conta que existe um programa chamado “Programa de Atenção Materno-Infantil” (PAMI) onde se registra os nascimentos de onde se fazem as estatísticas. Os dados registrados nesses livros são deliberadamente falsificados para baixar a estatísticas de mortalidade infantil e são esses os dados que o governo ditatorial envia para os organismos internacionais. Recomendo que se preste bastante atenção a partir do minuto 5:58, onde ele conta o caso de um bebê que nasceu e foi dado como morto, enrolado em um jornal para ser cremado e que foi salvo porque se mexeu e o faxineiro chamou um médico que lhe salvou a vida.

Ele conta ainda que há aproximadamente 10 anos aconteceu um caso desses, onde o bebê foi morto, mas a mãe descobriu e denunciou. Para parecer que o regime não tolerava o desrespeito à vida humana, o médico que praticou o crime - que é rotineiro em todas as maternidades por ordem da ditadura - que era vice-diretor do Hospital Che Guevara em Las Tunas, foi condenado a 30 anos de prisão, juntamente com outro médico e dois enfermeiros. Foram os bodes expiatórios para encobrir os verdadeiros autores de tanta criminalidade.

A respeito desse genocídio contra a vida de bebês indefesos - afora os milhares de mulheres, homens, crianças, idosos e doentes mentais -, recomendo, mais uma vez, a leitura do artigo “Substância negra fetal e a Drª Hilda Molina” republicado recentemente pelo Mídia Sem Máscara. É esta a farsa grotesca da “excelência” da medicina cubana e do baixo índice de mortalidade infantil na Ilha dos ditadores Castro. É através da eliminação física, do assassinato de bebês nascidos vivos mas considerados “inviáveis” que essas estatísticas vendem seu peixe podre. O Dr. Joseff Mengele não teria feito melhor. Estes crimes clamam aos céus e não podemos ficar calados sabendo que são monstros abjetos como os assassinos ditadores Castro que o Governo brasileiro teima em manter às custas do dinheiro dos nossos impostos, sem nos consultar! Não se resolve esse problema “revalidando” os diplomas dos “comissários políticos” da ditadura cubana, mas NÃO ACEITANDO, POR NENHUMA HIPÓTESE QUE O NOSSO DINHEIRO SIRVA PARA PERPETUAR ESTE GENOCÍDIO! Fiquem com Deus e até a próxima!

 

Comentários: G. Salgueiro
20 May 21:48

Object Orientation, the Data Model and the "Tyranny of Theory"

by noreply@blogger.com (Fabian Pascal)
Data professionals tend to dismiss as pedantry the insistence by relational proponents on rigor and precision in use of terms and concepts. The relational model (RM) put database management on a formal foot and that explains some of the hostility to it: an industry used to operate in an ad-hoc, trial-and-error manner, based solely on product training, resents what I refer to as the "tyranny of theory".

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20 May 21:48

Judges Debate Patents and If New Software Makes a Computer a "New Machine"

by samzenpus
First time accepted submitter ectoman writes "A third party steps into a financial transaction to make sure all parties exchange funds at the same time and as expected. Can you patent this process? What if the third party is a computer? Rob Tiller, vice president and general counsel for Red Hat, details a recent court ruling on this very matter—one that has critical implications for the future of software patents, and one that divided the judges involved. Tiller writes that: 'The judges mostly agreed that the idea of managing settlement risk with a third party was abstract such that by itself it could not be patented. They differed, though, on whether using a general purpose computer for managing settlement risk meant that the patents avoided invalidity based on abstraction.' Interestingly, some judges suggested that a computer becomes a 'new machine' every time it loads different software."

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20 May 21:47

Para Financial Times, otimismo no Brasil é “fachada”

by giinternet

Na VEJA.com:
Em seu editorial na edição desta segunda-feira, o jornal britânico Financial Times disse que o otimismo dos brasileiros com relação à economia é “de fachada”. A publicação começa o texto enumerando as boas-notícias que o país recebeu nos últimos dias, como a ascensão do diplomata Roberto Azevêdo à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), a emissão bem-sucedida de títulos da Petrobras, a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de 11,4 bilhão de reais da BB Seguridade – a maior do ano -, além do leilão de blocos de petróleo, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na semana passada. “Contudo, a aparente sensação de bem-estar é uma fachada”, afirma o conceituado periódico na sequência.

O FT destaca que a economia brasileira cresce menos do que o Japão neste ano, depois de ter expandido apenas 1% ano passado, e lembrou que a inflação alta tem erodido a confiança do consumidor. “Há um senso de mal-estar e a raiz dele é a desaceleração dos investimentos, que começou em 2011 e permanece“, diz o editorial. “Mais investimentos é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global que ele quer ser”, acrescenta, citando que os investimentos representam 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, contra 24% da América Latina e 30% das potências asiáticas.

Na opinião do jornal, a culpa pela desaceleração de investimentos é de Brasília, uma vez que o modelo econômico extravagante cujo motor é o consumo, firmado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está esgotado, enquanto o modelo de Dilma, mais centralizador, acaba tornando lentas as decisões econômicas.

Outra crítica é a ajuda pontual para os setores preferidos do governo, em vez de uma ampla reforma estrutural para os mercados. Um exemplo citado é a questão da infraestrutura, com investimentos necessários em portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. Para o FT, há interesse de empresários e investidores de participar desses setores, mas o marco regulatório ainda não viabiliza a construção de uma nova infraestrutura. “Brasil precisa desesperadamente de mais investimentos. O baixo nível da poupança nacional significa que o dinheiro terá de vir de fora. Hoje o capital está barato, mas não estará para sempre. Brasil tem uma boa janela de oportunidades e a senhora Rousseff e seu governo precisam fazer as coisas acontecerem enquanto ela ainda está aberta”, finaliza o texto.

20 May 21:40

Cardozo, o garboso, sabe como conter invasão de propriedade no campo: prendendo os proprietários! Os padrecos pintados de urucum e o papa

by giinternet

No post anterior, falo sobre a ruindade da ministra Maria do Rosário e afirmo que a concorrência é dura. E é mesmo. Tem como competidor, por exemplo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, o garboso. Ele já sabe como resolver o conflito no campo entre índios invasores e proprietários legítimos das terras invadidas: PRENDE AS VÍTIMAS. Parece piada? Forçação de barra argumentativa? Não é, não. Foi exatamente isso que se deu.

Na quarta-feira, escrevi um post a invasão da fazenda Buriti, em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, pertencente a Ricardo Bacha. Há lá o vídeo de um programa do Canal Rural em que Jucimara, mulher de Ricardo, relata ao vivo, ao entrevistador, a ação violenta dos índios.

Muito bem! No sábado, a Justiça concedeu uma liminar garantindo a reintegração de posse da fazenda aos proprietários legítimos. E o que aconteceu então? Ora, não só índios não deixaram o local como invadiram também a sede da fazenda, o que não haviam feito até então. A Polícia Federal estava lá.

Os donos da área, segundo relata a Folha, se recusavam a deixar a sua casa. Sabem o que aconteceu? Receberam voz de prisão da Polícia Federal: “Me socaram dentro de um carro. Fomos expulsos da nossa casa como se nós fôssemos os bandidos”, afirmou Ricardo ao jornal.

É isto: nestes novos tempos, aquele que tem a sua propriedade invadida acaba preso, ainda que a Justiça tenha expedido uma ordem de reintegração de posse contra o invasores.

Leiam este outro trecho de reportagem da Folha (em vermelho):
Bacha diz que os índios invadiram a propriedade atirando. “Corremos para dentro da nossa casa para nos proteger. Eles quebraram janelas, jogaram bombas e cortaram a energia”, afirmou.
De acordo com ele, os indígenas agem sob orientação do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), entidade ligada à Igreja Católica.
O conselho disse que os seguranças do fazendeiro também atiraram, mas ninguém ficou ferido. O Cimi negou que houve depredação da fazenda e afirmou que os indígenas vistoriaram o imóvel junto com a Polícia Federal para evitar acusações de dano à casa.

Retomo
Ah, entendi. Agora invasor faz vistoria em companhia da Polícia Federal para provar que não há depredação… Daqui a pouco, estarão fazendo as leis, garantindo a ordem, fundando, enfim, um novo estado.

Entidades como o Cimi respondem pela decadência da Igreja Católica no Brasil. É o lado aloprado da instituição e o que restou de genuíno da Teologia da Libertação — genuíno, bem entendido, tanto quanto se possa confundir o sangue da cruz com tinta de urucum… De católico, essa gente não tem nem o credo. Basta lembrar que o Cimi jamais levantou a voz contra o infanticídio, prática ainda corrente em pelo menos 20 etnias Brasil afora. Os padrecos vermelhos estão muito ocupados para cuidar da alma dos anjinhos. Estão dedicados à revolução indígena. Sabem que não terão o mesmo destino do bispo Sardinha porque os índios, agora, já contam com cesta básica… Qual é a Bíblia dessa turma? O papa virá ao Brasil. Os produtores rurais tem de se organizar para entregar a Sumo Pontífice um dossiê com os crimes cometidos pela turma de batina — ou que deveria usá-la…

O Cimi nega que seja a mão a mover a ação dos índios, mas seu conselheiro na região, um certo Flávio Vicente, acusou a PF de ter tomado “o equipamento” de seu assessor de imprensa, que acompanhava a ação… Entenderam? O Cimi não tem nada com isso, mas seu assessor de imprensa (???) estava lá, filmando tudo…

20 May 21:39

O curso superior de Medicina do MST… Ou: Vamos combater vírus, bactérias e fungos com discurso socialista!

by giinternet

O Ministério da Saúde vai importar médicos de Cuba, como já está claro. Atuarão no país sem qualquer crivo, exame, nada. Não poderão participar de determinados procedimentos, mas quem se importa, não é mesmo? Também se fala em trazer médicos da Espanha e de Portugal para tentar, hipocritamente, tirar o caráter de exceção do caso cubano.

O mais tragicamente engraçado nisso tudo é que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou, no dia 22 de março, a suspensão de 100 novos cursos de direito. Alegou questão de qualidade. Para obter o diploma, os estudantes terão agora de fazer estágio em órgãos públicos ou escritórios privados de advocacia que atuem em órgãos públicos. A OAB concordou. Seria uma forma de qualificar os formandos e evitar a reprovação em massa no exame da ordem. É só uma medida autoritária e irrelevante, mas que passa a impressão de que algo está sendo feito…

É claro que advogados com formação deficiente podem fazer mal a seus clientes e coisa e tal, mas convenham: raramente são um caso de vida ou morte. Já com os médicos… Pois é.

Não só os médicos de Cuba virão ao Brasil como, é evidente, os brasileiros que foram cursar medicina na Ilha da Fantasia voltarão ao país. Abaixo, vocês veem depoimentos colhidos para propagandear as bolsas concedidas pelo regime cubano a estudantes de medicina brasileiros. Assistam. Volto em seguida.

Voltei
Alguma dúvida sobre os critérios de seleção empregados? Acho que não. Em breve, tudo indica, teremos centenas, quem sabe milhares, de médicos preparados para combater vírus, bactérias, fungos, perebas, malária, desnutrição, dengue e melancolia com… discurso socialista. 

20 May 20:07

A mais nova penúltima bobagem de Maria do Rosário

by giinternet

Maria do Rosário (Direitos Humanos) é, com muitas tolices de vantagem, a ministra mais incompetente e irresponsável do governo Dilma. E olhem que a concorrência é severa na qualidade e na quantidade. Mas não tem pra ninguém. Ela sempre supera o próprio marco. Fala pelos cotovelos. Joga no ventilador o que lhe dá na telha. Não tem compromisso nenhum com os fatos, com a história, com o decoro a que a obriga o cargo, nada… Tudo muito compatível com a petista que fez propaganda em favor do desarmamento, mas que recebeu doação eleitoral da Taurus. Só isso já deveria valer como emblema de sua seriedade. Não é só a contradição que conta. Ela também cospe no prato em que come. Qual foi a última deste gênio da raça petista? No Twitter, ela resolveu culpar a oposição pelos boatos de que o Bolsa Família poderia ser extinto, o que levou milhares de pessoas a agência da Caixa em alguns estados do Nordeste e no Rio.

Escreveu a preclara:

 

Voltei
As pessoas têm o direito de escrever as tolices que lhes parecerem razoáveis. Ocorre que a tola do Twitter também é ministra de estado e fala em nome da presidente Dilma Rousseff em assuntos de interesse público, como esse. Se Maria do Rosário disser que morder o picolé é melhor do que chupar, isso é opinião pessoal. Se nos revelar que divide em duas partes o biscoito recheado para comer, primeiro, aquela pasta docinha, a presidente não tem nada com isso. Assuntos como Bolsa Família e oposições estão diretamente relacionados à sua atividade pública. Logo, é como se Dilma também estivesse culpando a oposição pela boataria.

A Folha decidiu ouvi-la a respeito do seu tuíte. Leiam o que ela disse:
“Fiz um comentário por avaliar que, no mesmo fim de semana da convenção tucana, tem o boato do Bolsa Família. Foi um comentário, digamos, fora do horário de expediente. Foi apenas um comentário [sobre] a quem interessa [o boato].”

Eis a conduta de uma ministra de estado. Se há um boato sobre o Bolsa Família na semana em que ocorre a convenção tucana, então é evidente, para este pensamento que tem solidamente plantados no chão os quatro pés, que as coisas só podem estar relacionadas. Se um cometa tivesse riscado o céu no sábado, como ignorar que, ao mesmo tempo, ocorria o evento do PSDB? A Virada Cultural em São Paulo, a primeira da gestão Haddad, foi notavelmente violenta. Isso pode estar ligado à convenção…

Ela indaga a quem interessa o boato. Eis uma boa questão. Por que interessaria à oposição, 17 meses antes da eleição, espalhar o boato de que o Bolsa Família será extinto quando, obviamente, não será??? Como poderia se beneficiar de algo que será desmentido pelos fatos? Fosse na boca da urna, vá lá: o raciocínio conspiratório ainda poderia ser verossímil, ainda que falso. Mas com essa antecedência?

Se estamos na fase de caçar motivações secretas e de especular sobre a origem disso ou daquilo, então é preciso constatar o óbvio: mais se beneficiará o governo petista do boato — afinal, pode vir a público para se dizer vítima de terríveis inimigos (como faz Maria do Rosário) — do que a oposição.

É grande a minha coleção de textos sobre Maria do Rosário — compatível com a frequência com que ela mete os pés pelos pés. Essa pessoa não foi propriamente equipada com o aparelho que lhe permite exercitar com maestria os donos do pensamento. E padece também de logorreia. Escolham um assunto, qualquer um, e lá estará ela a dar uma opinião cretina: retomada da Cracolândia em São Paulo, desocupação do Pinheirinho, Cuba, Comissão da Verdade, desarmamento, maioridade penal, situação dos presídios…

Um líder da oposição deveria ir à tribuna acusar o governo Dilma de estar por trás do boato só para tentar culpar a oposição, como fazia Odorico Paraguaçu. Deveria ir lá afirmar que o PT confunde o Brasil com Sucupira. Que prova tem disso? Nenhuma — como Maria do Rosário. Ela perguntou: “A quem interessa o boato?”. Ora, é evidente que interessa aos petistas.

20 May 11:46

Catastrophe by Consensus

by David P. Goldman

Catastrophe by Consensus

How neocons and Obama liberals have created catastrophe by consensus in the Middle East

[Note: Tablet changed my proposed headline to "Dumb and Dumber," which carries a connotation I did not intend]

By David P. Goldman|May 20, 2013 12:00 AM|3comments
Egyptian protesters, seen through a flag, march toward Cairo’s landmark Tahrir square during a demonstration against President Mohammed Morsi on May 17, 2013. (Gianluigi Guercia/AFP/Getty Images)
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I published this essay today at Tablet magazine:

Errors by the party in power can get America into trouble; real catastrophes require consensus.

Rarely have both parties been as unanimous about a development overseas as they have in their shared enthusiasm for the so-called Arab Spring during the first months of 2011. Republicans vied with the Obama Administration in their zeal for the ouster of Egypt’s dictator Hosni Mubarak and in championing the subsequent NATO intervention against Muammar Qaddafi in Libya. Both parties saw themselves as having been vindicated by events. The Obama Administration saw its actions as proof that soft power in pursuit of humanitarian goals offered a new paradigm for foreign-policy success. And the Republican establishment saw a vindication of the Bush freedom agenda.

“Revolutions are sweeping the Middle East and everyone is a convert to George W. Bush’s freedom agenda,” Charles Krauthammer observed in February 2011. “Now that revolution has spread from Tunisia to Oman,” Krauthammer added, “the [Obama] administration is rushing to keep up with the new dispensation, repeating the fundamental tenet of the Bush Doctrine that Arabs are no exception to the universal thirst for dignity and freedom.” And William Kristol exulted, “Helping the Arab Spring through to fruition might contribute to an American Spring, one of renewed pride in our country and confidence in the cause of liberty.”

They were all wrong. Just two years later, the foreign-policy establishment has fractured in the face of a Syrian civil war that threatens to metastasize into neighboring Iraq and Lebanon and an economic collapse in Egypt that has brought the largest Arab country to the brink of state failure. Some Republican leaders, including Sen. John McCain and Weekly Standard editor Kristol, demand American military intervention to support Syria’s Sunni rebels. But Daniel Pipes, the dean of conservative Middle East analysts, wrote on April 11 that “Western governments should support the malign dictatorship of Bashar al-Assad,” because “Western powers should guide enemies to stalemate by helping whichever side is losing, so as to prolong their conflict.” If Assad appears to be winning, he added later, we should support the rebels. The respected strategist Edward Luttwak contends that America should “leave bad enough alone” in Syria and turn its attention away from the Middle East—to Asia. The Obama Administration meanwhile is waffling about what might constitute a “red line” for intervention and what form such intervention might take.

The once-happy bipartisan consensus has now shrunk to the common observation that all the available choices are bad. It could get much worse. Western efforts have failed to foster a unified leadership among the Syrian rebels, and jihadi extremists appear to be in control of the Free Syrian Army inside Syria. Syria’s war is “creating the conditions for a renewed conflict, dangerous and complex, to explode in Iraq. If Iraq is not shielded rapidly and properly, it will definitely slip into the Syrian quagmire,” warns Arab League Ambassador Nassif Hitti. Iraq leaders are talking of civil war and eventual partition. Hezbollah chief Hassan Nasrallah, meanwhile, warned on May 1, “Syria has real friends in the region, and the world will not let Syria fall into the hands of America, Israel or takfiri [radical islamist] groups,” threatening in effect to turn the civil war into a regional conflict that has the potential to destabilize Turkey. And the gravest risk to the region remains the likelihood that “inherent weaknesses of state and society in Egypt reach a point where the country’s political, social and economic systems no longer function,” as Gamal Abuel Hassan wrote on May 28. Libya is fracturing, and the terrorists responsible for the September 2012 Benghazi attack are operating freely.

This is a tragic outcome, in the strict sense of the term, for it is hard to imagine how it could have turned out otherwise.

The whole essay is available here.

20 May 11:05

Comissão da Verdade – Os revanchistas não descansam enquanto o Brasil não virar uma bagunça argentina!

by giinternet

Os membros da dita “Comissão da Verdade” decidiram compensar a irrelevância com a polêmica. Além de transformar as audiências em simulacros de julgamento, voltam à tese da responsabilização penal de agentes do estado que cometeram crimes durante o regime militar. Só dos agentes do estado. Os terroristas de esquerda continuariam livres de qualquer persecução penal — muitos deles recebendo, claro!, prebendas do estado por conta de seus supostos atos heroicos. Qual é o problema dessa tese? Além da questão moral — usar uma Comissão da Verdade para fazer revanche, punindo apenas um dos lados do conflito —, há uma penca de questões legais;
– a Lei da Anistia continua em vigência e impede a punição;
– o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou a respeito e reiterou a sua higidez;
– a lei que criou a própria Comissão da Verdade, como demonstrei na quinta-feira, tem como pressuposto a vigência da Lei da Anistia.

No Estadão desta segunda, lá está Paulo Sérgio Pinheiro, o “moderado” da turma, a flertar com processos penais. Diz não saber ainda se a comissão vai ou não recomendar em seu relatório final que se jogue a Lei de Anistia no lixo e lembra — praticamente estimula — que caberá ao Ministério Público cuidar da questão tão logo o relatório fique pronto. É um troço surrealista. Votou-se uma lei em 1979, que permitiu ao país fazer a transição pacífica da ditadura para a democracia — e “anistia”, não custa lembrar a lição de Paulo Brossard, é perdão (na esfera da Justiça), não absolvição ou esquecimento; votou-se uma lei para criar a Comissão da Verdade (que tem como pressuposto aquele texto de 1979); o próprio STF já se pronunciou a respeito… Nada disso basta!

Pois é… Por ocasião da criação dessa comissão, observei aqui tratar-se de mera patranha. Parecia-me claro que era apenas a primeira etapa da revanche. Fui, é evidente, muito criticado por isso; acusaram-se de estar de má-vontade e de ficar fazendo exercício de adivinhação. Eis aí… Eu quero que torturadores se danem. Meu desprezo por eles não poderia ser maior. Mas eu desprezo igualmente os terroristas; deploro do mesmo modo os que matam pessoas inocentes em nome de sua “causa libertadora”. A democracia brasileira não deve um centavo a nenhum deles. Aliás, a democracia que aí está não deve nada nem ao Brilhante Ustra nem à Dilma Rousseff do passado. A tese que prosperou, que vingou, que venceu não foi nem a dele nem a dela — já que nem ele nem ela queriam democracia. Ou queriam? Ora…

O STF se pronunciou de forma muito eloquente na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153, em que a corte rejeitou o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a Lei da Anistia (6.683/79) fosse revista. E o que se fez ali foi declarar a vigência da Constituição. A questão está encerrada. Mas não para aqueles — ou herdeiros intelectuais daqueles — que perderam a batalha, mas insistem em aplicar a punição aos vencedores. Sim, é disso mesmo que se trata. Explico. Entre anistiados, de um lado e de outro, não há nem vencidos nem vencedores. Todos receberam o perdão. Se é para mudar a história, como querem fazer, então é preciso mudar também as categorias. É uma questão até de honestidade intelectual. E, nesse caso, convenham: quem perde não aplica a punição a quem ganha. Por isso mesmo, é preciso tirar o debate desse lodaçal teórico.

Falso debate
Os cretinos,  já notei aqui, querem transformar essa questão numa disputa entre os que defendem torturadores e os que querem a sua punição. Vigarice! Trata-se de um confronto de posições, este sim, entre os que defendem as regras do estado democrático e de direito e os que acham que podem buscar atalhos e caminhos paralelos para fazer justiça fora da letra da lei.

A Lei 6.683, da anistia, é clara:
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares.
§ 1º – Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.

A própria Emenda Constitucional nº 26, de 1985, QUE É NADA MENOS DO QUE AQUELA QUE CONVOCA A ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE, incorporou, de fato, a anistia. Está no artigo 4º:
Art. 4º É concedida anistia a todos os servidores públicos civis da Administração direta e indireta e militares, punidos por atos de exceção, institucionais ou complementares.
§ 1º É concedida, igualmente, anistia aos autores de crimes políticos ou conexos, e aos dirigentes e representantes de organizações sindicais e estudantis, bem como aos servidores civis ou empregados que hajam sido demitidos ou dispensados por motivação exclusivamente política, com base em outros diplomas legais.
§ 2º A anistia abrange os que foram punidos ou processados pelos atos imputáveis previstos no “caput” deste artigo, praticados no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.

Anistia, reitero, não é absolvição, mas perdão político. Há quem pretenda que o Brasil siga os passos da Argentina — embora, já disse, as duas ditaduras não sejam nem remotamente comparáveis — e fique eternamente preso ao passado, destroçando as instituições do presente e inviabilizando as do futuro, como faz hoje Cristina Kirchner. Sob o pretexto de rever o passado, ela está levando o país para uma crise institucional.

Torturadores? O diabo a quatro? Não tenho nada a ver com essa gente, e eu mesmo tive problema com o regime quando contava com míseros 16 anos. Não quero é ver o país refém do passado para satisfazer o desejo de vingança de meia dúzia. Como não quiseram a Espanha e a África do Sul, que viveram circunstâncias muito mais graves.

Um filme
recomendei o filme “O Segredo dos Teus Olhos”, de Juan José Campanella, e volto a fazê-lo. Não poderia haver melhor retrato da Argentina moderna. Vejam lá. Um homem passa uma vida sendo refém daquele que foi algoz de sua mulher, deixando, ele próprio, de viver. A Argentina kirchnerista, com a sua tara por encruar o passado — Cristina decidiu até criar um departamento só para rever fatos históricos e recontá-los à luz do… kirchnerismo! —, está destroçando as instituições. Não consegue sair da lógica do confronto, da revanche, da vingança. E quem está pagando o pato é a democracia.

É uma mentira escandalosa que o país vizinho esteja à frente do Brasil no que diz respeito às instituições. Falso como os índices oficiais da inflação argentina. Falso como a tolerância com a divergência na Argentina. Falso como o amor do kirchnerismo pela democracia. É o que querem para o Brasil? Pelo visto, sim! Não faltam injustiças presentes com as quais promotores e buscadores da verdade deveriam se ocupar. Não obstante, ao arrepio das leis e de uma clara e inequívoca manifestação do Supremo, tentam nos jogar no passado que nunca passa.

Atenção! Na Argentina ou no Brasil, quem muito luta para encruar o passado está em busca de licença para ser autoritário no presente. Não por acaso, boa parte da esquerda brasileira que está no poder justifica seus crimes — inclusive os financeiros — lembrando a sua condição de “amiga do povo”.

No Estadão desta segunda, um desses defensores da revisão a Lei da Anistia fala numa tal “justiça de transição”… O que seria uma “justiça de transição”? Seria aquela que extingue o “transitado em julgado”, de modo que uma decisão pode sempre ser revista, jogando no lixo a segurança jurídica, base da democracia?

O Brasil — por intermédio de todas as forças políticas que se empenharam na transição, a democrática — decidiu não ficar refém dos algozes da democracia, estivessem estes de um lado ou de outro. Se a Lei da Anistia, a lei que criou a comissão e a lei que criou a Constituinte e a decisão do Supremo podem ser ignoradas, então qualquer outra também pode. Será isso a tal “justiça de transição”, aquela sempre sujeita às vontades dos poderosos da hora? É isso o que a Comissão da Verdade entende por Justiça? Forças que nada entendiam de democracia no passado e ajudaram a escrever a história do horror não podem, agora que o regime democrático está aí, violar seus termos uma vez mais. Isso que chamam de “justiça de transição” nada mais é do que arbítrio.

Essa gente já perdeu a “luta” uma vez para um arbítrio adversário. E vai perder agora para a democracia, de quem continua adversária.

18 May 22:45

Protesto na Unesp em favor do sexo grupal. Universidade não é mais para estudo e trabalho, e sim para FODER na frente de todos (e tudo às custas dos impostos que pagamos, que sustentam essa corja !!)

by Ciência Brasil

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/unesp-apos-orgia-em-festa-estudantes-interrompem-aulas

A orgia aconteceu no alojamento estudantil, local que é sustentado com verbas públicas. Será que a PTzada quer agora que o estado de SP pague motel-de-suruba com o dinheiro dos impostos??
www.cienciabrasil.blogspot.com
18 May 13:12

Sony opens up the Xperia Tablet Z

by corbet
Sony has announced the availability of an Android Open Source Project distribution for its Xperia Tablet Z device. "For all you developers out there, of course this means you can now access the software and contribute to this project. And this is all before the tablet is even available in the US. A special thanks to our Sony Mobile team for helping us create the package early and a huge thanks to the Android developer community for all your support. We can’t wait to see what you’ll do with the code." Source is available on GitHub.
18 May 12:48

O “liberal fascism” do companheiro Barack Obama. Ou: O Apedeuta ilustrado dos americanos também tem seus aloprados

by giinternet

O governo do companheiro Barack Obama foi pego no pulo em dois casos gravíssimos de ataque a valores fundamentais da democracia — especialmente da democracia americana. Órgãos de estado, como a Internal Revenue Service (IRS, o equivalente da nossa Receita Federal), foram flagrados numa operação escandalosa de perseguição política. Os alvos: as entidades conservadoras ligadas ao Partido Republicano, especialmente aquelas mais próximas do Tea Party, a ala mais à direita do partido. O escândalo já derrubou Steven Muller, chefe do IRS. Mas pode e deve arrastar mais gente. E como se dava essa perseguição?

Entidades de apoio aos republicanos, que solicitavam ao Fisco isenção de impostos (na legislação americana, isso é permitido), passavam por avaliação especial e por critérios bem mais severos do que aqueles aplicados para analisar os pedidos de congêneres democratas. O IRS não foi a única agência a incomodar os conservadores com regras excepcionais. Leiam trecho de texto publicado na VEJA.com (em azul). Escandalizem-se. Volto em seguida.

Para complicar a vida de organizações contrárias à reeleição do presidente, os fiscais as submetiam a questionamentos absurdos. Em Iowa, por exemplo, um grupo contrário ao aborto foi instado a detalhar “o conteúdo de suas orações”. Em Ohio, a Receita levou apenas 34 dias para processar as informações da fundação Barack H. Obama, enquanto a documentação de grupos conservadores ficou retida por mais de um ano nessa peculiar malha-fina. No Texas, a perseguição não se limitou ao Fisco. Uma organização que conta com simpatizantes do Tea Party, a ala mais conservadora do Partido Republicano, foi alvo tanto do IRS como das agências de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo (ATF), Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA) e até do FBI, a polícia federal americana.

E será que os braços-direitos de Obama sabiam de tudo? Narra o texto de VEJA.com:
A cúpula do governo de Barack Obama foi informada em junho do ano passado, a cinco meses da eleição presidencial, de que havia uma investigação em andamento sobre a perseguição do Fisco americano a grupos conservadores que solicitaram isenção de impostos. A revelação foi feita nesta sexta-feira por J. Russell George, inspetor-geral do Tesouro americano para a administração de impostos. Em uma audiência no Congresso, ele disse ter informado o secretário-adjunto do Tesouro, Neal Wolin, sobre a investigação, mas não sobre seus resultados. Wolin, número dois do Tesouro, nomeado por Obama, deverá testemunhar na próxima semana no Congresso.

Retomo
Obama, o ilustrado, a exemplo de nosso Apedeuta, diz que não sabia de nada e promete apuração rigorosa. Pois é… Você sabem que não gosto do discurso do presidente americano e da forma como ele entende e opera a política. Infelizmente para mim — que fico quase sem companhia nesse particular —, onde muitos veem a expressão da modernidade e do progressismo, eu vejo manifestação de atraso. Considero o discurso de Obama, com alguma frequência, perigosamente próximo do de alguns demagogos da América Latina (já volto a esse ponto).

No que concerne à questão criminal, é importante, claro!, saber se Obama tinha ou não conhecimento da perseguição. Caso se evidencie que sim, ele pode até — e não há exagero nenhum nisto — perder o mandato. Mas há também a questão política. E, nesse caso, não há como escapar: ainda que Obama não conhecesse detalhes da operação, há um clima político no seu governo que convida os aloprados à ação. Volto-me um pouco ao título deste post.

Fascismo de esquerda
“Liberal fascism” é o nome de um livro publicado pelo jornalista americano Jonah Golberg, traduzido no Brasil com o nome de “Fascismo de Esquerda”, publicado pela Editora Record. Goldberg demonstra com riqueza de exemplos e de evidências como os “liberais americanos” (a esquerda possível por lá) recorrem a táticas e valores do fascismo para calar os adversários. O livro foi publicado em 2007, pouco antes da primeira eleição de Obama. Dou um pulinho no Brasil.

Escrevi ontem aqui post sobre o que chamo de microfascismos em curso no Brasil, praticados por minorais que não querem vencer o adversário, mas eliminá-lo da batalha por intermédio da desqualificação pura e simples e da cassação da sua palavra. Esses grupos, hoje em dia, no Brasil ou nos EUA, atuam em parceria com organismos do estado. Vejam a verdadeira perseguição que a Funai empreende aos produtores rurais. Um organismo de estado, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência, incentiva invasões de propriedade e joga a legalidade no lixo. Por quê? Ora, porque eles estão convictos de que estão do lado do bem. E, em nome do bem, tudo é permitido.

É claro que há diferenças de história, de estilo e, em muitos casos, de valores entre a gestão democrata de Barack Obama e a do petismo no Brasil. Mas há semelhanças inegáveis: nos dois casos, os respectivos governos se entendem como aglutinadores de vanguardas que apelam à engenharia social (ou reengenharia) para civilizar os brutos e promover a felicidade geral. Obama, não custa lembrar, recorreu invariavelmente à imprensa e às redes sociais sempre que teve um embate com os republicanos. E, mais de uma vez, ele não os tratou como adversários políticos que têm direito a uma voz, mas como sabotadores da República e expressão do atraso. E a sua versão correu o mundo. Na imprensa e no colunismo brasileiros, por exemplo, o Tea Party é tratado como uma súcia de reacionários, que pretendem levar os EUA à Idade das Trevas. Até críticos do lulo-petismo caem nessa conversa: cobram uma oposição mais ativa aqui, mas criminalizam os adversários do Demiurgo nos EUA.

O que estou querendo dizer, meus caros, é que, soubesse Obama ou não o que faziam os aloprados do governo americano, uma coisa é certa: eles respiram um ambiente que lhes diz que aquilo está certo. Eles respiram um ambiente que lhes diz que o adversário é um inimigo que restou de um passado que tem de ser superado; eles respiram um ambiente que aplica à política uma espécie de linha evolutiva que vê no adversário apenas a expressão de uma obsolescência. E parte da imprensa americana também lhes disse que, contra os reacionários republicanos, tudo era permitido.

A imprensa ajudou
No dia 8 de novembro do ano passado, escrevei aqui um artigo sobre a reeleição de Obama e as críticas que se fizeram ao Partido Republicano. Apontava, no texto, justamente a tendência de demonização da divergência, como se não fosse ela a definir a democracia. Reproduzo trecho em azul.
*
Os valores democráticos, ao menos como os conhecemos, estão em declínio. E, se a democracia já não é mais como a conhecemos, então democracia não é, mas outra coisa, ainda a ser definida.
(…)
Os republicanos perderam a eleição. E daí? Atribui-se a derrota — como se ela tivesse sido vexaminosa, submetendo o partido ao ridículo, o que é uma piada — a suas convicções, que seriam ultrapassadas, conservadoras, reacionárias. Escolham entre esses e outros adjetivos aquele que lhes parecer mais depreciativo. Mas é isso o que dizem, afinal de contas, os fatos???

Mitt Romney teve seu nome sufragado por 48,1% daqueles que foram votar, contra 50,4% de Obama. Não foi pequeno o risco de se ter, mais uma vez, um presidente vitorioso nas urnas que, não obstante, perde no colégio eleitoral. A regra, nos EUA, é o presidente conquistar a reeleição, não o contrário. A excepcionalidade de Obama, havendo uma, está em tê-lo conseguido com uma das mais baixas margens da história — apenas 2,3 pontos de vantagem. Do primeiro ano do século 20 até agora (incluindo-se o segundo mandato do atual presidente), os republicanos foram governo por 15 mandatos; os democratas, por 14. Considerado só o século passado, o placar é de 13 a 12 a favor dos primeiros. Neste século, chegarão ao empate: dois a dois. Os democratas ficaram 20 anos no poder (de 1933 a 1952). Seus líderes chegaram a namorar com tentações fascistoides, mas o regime democrático acabou triunfando. Nas eleições deste ano, não custa lembrar, os republicanos mantiveram o controle da Câmara.

Por que, afinal, analistas de lá — dos EUA — e daqui insistem em apontar o que seria uma derrota histórica do partido (???), havendo mesmo quem anteveja, santo Deus!, até a sua extinção?

Vamos lá
Embora Obama tenha sido eleito e reeleito segundo as regras vigentes na democracia americana, é visto, por deslumbrados de lá e daqui, não como um procurador daqueles valores, mas como um seu reformador. Em certa medida, algo análogo acontece, no Brasil, com o lulo-petismo. Como a “igualdade e o bem-estar social” (aquilo que a China também promove…) tomaram o lugar da liberdade como valor essencial da democracia, e como o presidente é visto como a encarnação desses valores, opor-se a ele fugiria da esfera da luta democrática. Os republicanos, assim, não seriam representantes de uma parcela da população americana — simbolicamente, nesta eleição, a metade! — que discorda de suas medidas, de suas políticas, de suas escolhas! Nada disso! Seriam apenas porta-vozes do atraso, sabotadores, defensores de privilégios, insensíveis sociais que não estariam atentos ao novo momento.

Se os EUA se fizeram (e até Obama lembrou isso no discurso da vitória) articulando suas diferenças e divergências — e falamos de um povo que fez uma das guerras civis mais cruentas da história —, esse momento da democracia vigiado por minorias militantes, por alcaides do pensamento e por censores bem-intencionados excomunga o contraditório. À oposição, assim, não cabe nem mesmo o papel de vigiar as escolhas de Obama — muito menos de recusá-las. A ela estaria reservado o silêncio obsequioso, já que o mandato deste presidente não viria apenas das urnas, mas também dessa espécie de encarnação de utopias coletivas e igualitárias.

A VEJA.com publicou ontem uma boa síntese do que escreveram sobre o resultado das eleições alguns jornais americanos. O Wall Street Journal vislumbra severas dificuldades para os republicanos (com, reitero, 48,1% dos votos totais!!!) porque o partido teria sido escolhido, principalmente, pela população branca e mais velha — que está em declínio. Poderia ter incluído também “os homens”. Assim, este seria o retrato da “reação” na América: macho, branco e coroa. Newt Gingrich, derrotado por Romney nas primárias, não perde a chance de embarcar no equívoco. Afirmou que seu partido enfrenta um “grande desafio institucional”: descobrir como se conectar com os eleitores das minorias que compõem uma parcela cada vez maior da sociedade americana. “O Partido Republicano simplesmente tem de aprender a parecer mais inclusivo para as minorias, particularmente hispânicos.” Repete, mais ou menos, o juízo asnal de alguns tucanos no Brasil, que estão convictos de que o PSDB deve disputar o eleitorado cativo do PT… “Ah, mas um dia os brancos serão minoria, e aí…” Bem, é preciso ver se os descendentes dos latinos, em 20 ou 30 anos, continuarão seduzidos pela pauta democrata, não é?

Os republicanos construíram, eis a verdade, uma alternativa real de poder — refiro-me à questão política; no conteúdo, os dois candidatos foram sofríveis, especialmente nos temas internos. E o fizeram, no que concerne aos valores, sendo quem são. Os números e a história demonstram que a virtude da democracia americana, ao contrário do que tenho ouvido por aí, está justamente na polarização. “Mas os republicanos quase levam os EUA ao calote, Reinaldo!” Não! Os republicanos se utilizaram de uma garantia constitucional para não permitir que o Executivo impusesse a sua vontade. Obama foi obrigado a negociar, e eis aí o homem reeleito.

O New York Times (aquele jornal que aceita anúncio conclamando católicos a deixar de ser católicos, mas recusa o que conclama muçulmanos a abandonar a sua religião) foi mais longe. Viu na reeleição de Obama “um repúdio à era Reagan” no que diz respeito ao corte exagerado dos impostos e às políticas de “intolerância, medo e desinformação”. Uau! É um triplo salto carpado dialético e tanto, não sei se já sob a influência de Mark Thompson, ex-chefão da BBC e contratado para ser o chefão do jornal americano. Na empresa britânica, ele se tornou célebre por declarar que, por lá, permitia-se zombar de Jesus, mas não de Maomé. Evoco essas questões laterais porque elas compõem a metafísica de um tempo. Então vamos ver. Talvez eu não tenha entendido direito o “raciossímio” do Times. Em 1980, Reagan venceu Carter em 44 estados — o democrata ficou com apenas 6 (50,7% dos votos a 41%). No Colégio, o placar foi de 489 a 49. E Carter era presidente! Em 1984, o republicano foi reeleito de forma humilhante para os democratas: sagrou-se vitorioso em 49 estados (58,8% a 40,6%). Deixou apenas um para o adversário; no colégio, 525 a 13! O presidente fez o seu sucessor, Bush pai, que triunfou em 40 estados (426 a 111): 53,37% a 45,65%. Não obstante, a era Reagan teria sido repudiada agora, e a evidência estaria na vitória de Obama em apenas 26 estados (contra 24 do adversário), por um placar com 2,3 pontos de diferença. Clinton venceu em 33 estados na primeira eleição (1992) e em 32 na segunda (1996). E manteve os fundamentos da economia da era Reagan. Eis a verdade traduzida em números da afirmação feita pelo jornal.

Que fique claro!
A mim me importam menos as respectivas pautas de cada candidato do que essa cultura de aversão à democracia que vai se espalhando. E que, por óbvio, não nos é estranha. Também entre nós o exercício da oposição, agora que “progressistas” estão no poder, vai se tornando algo malvisto, mero exercício de sabotagem e de oposição àqueles que seriam os interesses do povo. Dou um exemplo evidente: as cotas raciais foram impostas às universidades federais sem nem mesmo debate no Parlamento. A simples crítica à medida é apontada como ódio aos pobres, às minorias, aos oprimidos — todas aquelas tolices fantasiosas que compõem o estoque de agressões dos autoritários.

Os republicanos? Ah, eles tiveram a coragem de enfrentar o tal “Obamacare”, o que parecia, à primeira vista, suicídio político e, mais uma vez, obrigaram o governo a negociar. E sabem por que o fizeram? Porque tinham mandato de seus eleitores para fazê-lo. E agiram dentro das regras estabelecidas pela democracia americana. “Ah, mas olhe aí o resultado!” Sim, olho e vejo um partido que era uma real alternativa de poder. E só o era — e como as emissoras de TV suaram frio desta vez, não é? — porque, em vez de aderir à pauta do adversário — que, afinal, do adversário é —, fez a sua própria ao longo dos quatro anos de mandato de Obama.

Reitero: não entro no mérito; talvez, nos EUA, eu apoiasse o plano de saúde de Obama. O ponto não é esse: estou advogando o direito que tem a oposição de ser contra ele. Se é por bons ou por maus motivos, isso o processo político evidencia. Chega a espantoso que muitos cobrem da oposição brasileira coragem para enfrentar o PT, mas adiram alegremente à satanização dos republicanos porque estes fazem lá — reitero: não estou tratando de conteúdo — o que a oposição brasileira não aprendeu a fazer aqui.

Fala-se, finalmente, de um país dividido. É? Melhor do que outro em que um partido, com pretensões hegemônicas, recorre a expedientes criminosos para eliminar a oposição. Os “decadentes” republicanos terão, por exemplo, o domínio da Câmara. Não existem PMDB e PSD nos EUA, aqueles que não são “nem de esquerda, nem de direita, nem de centro”. Os derrotados do dia anterior não são os vitoriosos do dia seguinte — ou, para ficar na espécie (como diria Marco Aurélio), derrotados e vitoriosos num mesmo dia… O que se chama um “país rachado” é um país que reconhece, ainda!!!, instituições por meio das quais se articulam essas divergências.

O valor exclusivo da democracia é a liberdade. E a característica exclusiva da liberdade é poder dizer “não”.

Volto a hoje e encerro
O governo Obama tentou, isto é inegável, usar o aparato do estado para intimidar a oposição. Estivesse no poder um presidente “reacionário”, a imprensa liberal americana estaria pedindo a sua cabeça. Como se trata de Obama, já há artigos na imprensa americana afirmando que os republicanos estão querendo se aproveitar do episódio para fazer política. Como se a perseguição que estava em curso não fosse um caso de política — e de polícia!

Texto publicado originalmente às 5h55
18 May 12:47

Maduro, o papel higiênico, as ameaças, as mentiras e a verdade dos números

by giinternet

Escrevi certa feita que Hugo Chávez ainda terminaria pendurado de cabeça pra baixo, em praça pública, como um Mussolini bolivariano. Outro destino o colheu primeiro. Talvez seja Nicolás Maduro a cumprir a predição. A parvoíce agressiva deste senhor impressiona. Na quarta-feira, ele afirmou que o governo tinha a lista, com os respectivos números de documentos, de 900 mil pessoas que não tinham comparecido para votar. Se falou a verdade, péssimo. Se mentiu, péssimo também. É claro que se trata de uma tentativa de intimidar a população. A economia venezuelana está em frangalhos. Falta tudo nas gôndolas dos supermercados. A última medida estrepitosa de Maduro foi determinar a importação de papel higiênico. A falta de produtos de higiene é um clássico dos regimes ditos socialistas. Isso deve querer dizer alguma coisa. Em Cuba, por exemplo, a população se vira com o jornal Granma mesmo… É também uma forma de responder ao jornalismo oficial anti-higiênico, dando em troca o que ele merece…

O regime bolivariano começou a se desconstituir. E a quase derrota de Maduro nas eleições o evidenciou. Na quinta, ao entregar um lote de casas populares, um programa lançado em 2011 por Hugo Chávez, o presidente anunciou que o governo começará a cobrar pelas moradias. “Como vamos sustentar o gasto e os investimentos nas moradias dos próximos anos? Faremos mágica?” Pois é… A pergunta tem de ser feita ao regime que ele lidera.

O patético presidente venezuelano teve ainda uma outra grande ideia, conforme informa VEJA.com. Leiam trecho. Volto em seguida.
*
Na semana em que foi concluída a venda da Globovisión, último canal crítico ao governo venezuelano, o presidente Nicolás Maduro confirmou que vai se encontrar com donos de outros dois canais privados de televisão para orientá-los a fazer mudança na grade de entretenimento. O herdeiro político de Chávez quer acabar com o que ele diz ser “antivalores do capitalismo” transmitidos pelos veículos de comunicação.

“Já chega de narconovelas e de séries de televisão que promovem o uso de drogas, o culto às armas. Por que as novelas têm de promover a deslealdade, a traição, o narcotráfico, a violência, a cultura das armas, a vingança?”, defendeu Maduro. Na segunda-feira, ele afirmou que vai propor a criação de uma televisão “muito diferente” da que é feita hoje na Venezuela, em reunião com Omar Camaro e Gustavo Cisneros, proprietários da Televen e da Venevisión, respectivamente.
(…)
Voltei
Pois é… A Venezuela é hoje um dos países mais violentos do mundo, obra inequívoca do “Socialismo do Século 21” de Chávez — e, agora, de Maduro. Atenção! Houve no ano passado 21.692 assassinatos no país, segundo o Observatório Venezuelano da Violência. O país tem 29 milhões de habitantes. Isso significa, meus caros, uma taxa de 75 homicídios por 100 mil. Só para que vocês comparem: a do Brasil, que já é uma carnificina, é de 26 por 100 mil. Mata-se três vezes mais no paraíso chavista. Em Caracas, a taxa é superior a 100 — para comparação: em São Paulo, é de 11 por 100 mil!!! Maduro já sabe como responder ao problema: dará fim às telenovelas!

Mas os venezuelanos não sabem de nada. Quem realmente sabe o que se passa por lá é este homem:

17 May 21:35

Marina vira alvo do microfascismo gay, assim como adversários de Marina já foram alvos do microfascismo ambiental. Ou: Eles continuam partidários do “ódio que liberta”

by giinternet

Vivemos tempos sombrios, em que os chefes de supostas “causas humanistas” exigem que os participantes do debate público apresentem “provas negativas”. Assim, as pessoas são instadas a provar que NÃO SÃO ambientalmente incorretas, que NÃO SÃO racistas, que NÃO SÃO homofóbicas, que NÃO SÃO machistas, que NÃO SÃO contra os ciclistas… Em suma, torna-se necessário, antes de ser aceito no mundo dos vivos, provar o que não se é para que, então, se possa ser alguma coisa.

A ex-senadora Marina Silva sempre foi beneficiária dessa patrulha — no caso, ela carrega a bandeira ambiental. É, por exemplo, uma espécie de sacerdotisa da demonização do agronegócio no Brasil. Vá perguntar à líder da Rede da Sustentabilidade, partido que está em criação, o que pensa sobre os escandalosos desmandos da Funai no que diz respeito à demarcação de áreas indígenas, por exemplo. E, com absoluta certeza, sobrarão críticas aos proprietários rurais, ainda que a fundação tenha inventado a presença de “povos tradicionais” em 15 áreas do Paraná que nunca tinham visto um penacho de índio. Durante o debate sobre o novo Código Florestal, Marina foi a principal beneficiária política da ignorância específica da larga maioria. O relatório de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nem sequer foi lido pela imprensa. Bastava Marina decretar a sua “fatwa” contra o texto, e quilômetros de reportagem ganhavam os sites, os jornais, as revistas — atribuindo à proposta, inclusive, o que ele não previa. Cansei de apontar isso aqui. No auge da mistificação, chegou-se a dizer que o novo código estimularia ocupações urbanas irregulares e que facilitaria a ocorrência de tragédias como a de Petrópolis.

Marina Silva passou incólume pela campanha eleitoral de 2010. Não se debateu a viabilidade de suas propostas. A rigor, ela não precisou apresentar um programa de governo nem se posicionar sobre temas como crescimento econômico, taxa de juros, privatizações, desindustrialização… Nada disso era necessário! Afinal, ela era uma pessoa boa, que defendia a natureza contra os dragões da maldade da agricultura e da pecuária. A agropecuária é aquela atividade econômica que impede o país de quebrar e que responde, por isso, pela solvência econômica dos setores mais simpáticos ao marinismo, como o financeiro. Parece que as pessoas que vivem de negociar dinheiro — é o que fazem os bancos — se convenceram dos seus supostos pecados. E resolveram, então, se ajoelhar no grão de milho do ambientalismo para se penitenciar.

Pois é… Ocorre que existe uma hierarquia nesses microfascismos que exigem a prova negativa para decretar a inocência dos debatedores. E, agora está demonstrado, a patrulha gay é mais influente na imprensa do que a patrulha ambiental. Em 2010, Marina já havia sido alvo da milícia ateia porque NÃO se posicionou a favor da descriminação do aborto. Para esse microfascismo, só religiosos são contrários à interrupção da gravidez, o que é falso. Ela defendeu que se fizesse um plebiscito… Foi detectada pelo radar da patrulha gay porque NÃO defendeu o casamento homossexual, embora não tenha se oposto a ele. Foram investidas leves. Não havia ainda o “Fator Feliciano”.

Pegaram pesado
Desta vez, pegaram pesado. Numa palestra em Recife, na terça-feira, Marina comentou o caso Feliciano. Não disse, destaque-se, coisa muito distinta do que escrevi aqui tantas vezes: ele não está preparado para o cargo, não tem especial vinculação com a causa dos direitos humanos, mas não se deve associar a sua opinião ao fato de ser evangélico. Segundo Marina, o que é exato, Feliciano mais “está sendo criticado por ser evangélico do que por suas posições políticas equivocadas”.

Notem que ela classifica de “equivocadas” as opiniões do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Mas não bastou, não! Imediatamente teve início uma campanha nas temidas redes sociais contra Marina. Sim, a ex-senadora está certa ao afirmar que suas palavras foram retiradas do contexto, ela acabou demonizada por aquilo que ela não disse. E ela, obviamente, não disse que o deputado estava sendo hostilizado só por ser evangélico.

Alguém poderia objetar: “Marina é a melhor prova de que Marina está errada; afinal, ela própria é evangélica, mas é muito bem-tratada na imprensa”. Sim, mas isso prova o contrário, ora essa! Como ignorar que certa má-consciência a vê como uma iluminada, APESAR de evangélica? De resto, ela tem uma causa considerada correta — o ambientalismo —, e isso corrigiria aquele “defeito”. Já o deputado Feliciano…

Marina teve de emitir nota, divulgar vídeos com trechos da entrevista, mobilizar assessores etc. Tudo mais ou menos em vão. Uma notícia publicada hoje no Estadão Onine dá conta do estágio a que chegou a patrulha. A reportagem informa sobre um show ocorrido nesta quinta-feira para colher assinaturas em favor da criação da Rede. Alguns artistas estavam lá e coisa e tal. Título do texto: “Em show de apoio à Rede, Marina evita falar de Feliciano”. Considerou-se, assim, que a principal notícia é aquilo que ELA NÃO FALOU.

NOTA À MARGEM – Segundo informa o texto, Marina declamou no evento o que foi chamado de “poesia”, para uma plateia de “artistas e intelectuais”. Mandou bala: “Que a música de vocês possa inundar os nossos litorais para que possamos pescar em águas profundas com a rede da sustentabilidade”. Barbaridade! Mesmo as metáforas quando em folia alegórica precisam ter uma base referencial para que façam algum sentido. O que será que quer dizer um “litoral inundado” (seja lá do que for) para que se possa “pescar em águas profundas” — e, ainda por cima, “com rede”? Não faço a menor ideia. Mas os presentes adoraram e, como sempre ocorre quando se trata de Marina, a significação é sempre inversamente proporcional ao sentido…

Volto ao ponto
Sim, ela foi e está sendo alvo de uma patrulha estúpida. Prova, assim, do próprio veneno. E não acho isso bom, não! Ao contrário até: acho péssimo. É sinal de que as patrulhas estão se exacerbando e já estão chegando àquela fase em que não poupam nem mais os seus próprios protegidos. Os movimentos autoritários sempre passam por fases de depuração, que é quando se tornam especialmente violentos — ainda que, no caso, seja uma violência de natureza política, ideológica e intelectual.

Caminhando para o encerrando
Sim, isso nos remete à senhora Marilena Chaui, a “professora de filosofia petista”, como a chamou Flávio Morgenstern, num excelente texto em que analisa a sua fala destrambelhada, no blog “Implicante”.

Como lembrou Flávio, um nazista não se importa em ser chamado de nazista; um homofóbico não vê mal nenhum em ser chamado de homofóbico; um madeireiro não se incomoda em ser visto como um desmatador. Essas pechas e tachas incomodam justamente aqueles que também repudiam essas práticas ou ideias. Então qual é a tática? Aprisionar o debate entre os que estão de um lado ou de outro: ou nos alinhamos com os donos das causas (por exemplo, a dos que dizem combater a “homofobia”) ou somos homofóbicos. Marina caiu na rede! Mas ela também aprisiona, não é? Afinal, ou defendemos o meio ambiente segundo os seu termos, ou estamos do lado dos madeireiros.

A imprensa brasileira há muito caiu nesse abismo intelectual e moral, com as exceções de praxe. Para que não pareça homofóbica, endossa mesmo as violências institucionais patrocinadas pelo sindicalismo gay, como as havidas na Comissão de Direitos Humanos. Para que não pareça contrária à justiça social, endossa os atos mais destrambelhados do MST… Escolham a causa. E esse procedimento tem uma derivação ainda mais perversa, que abordarei em outro texto.

Até o ano passado, a patrulha ambiental liderava as milícias microfascistas do pensamento. Agora, quem está na vanguarda são o sindicalismo gay e a militância antirreligiosa. Nada impede que, mais adiante, haja uma troca de posições. Esses grupos têm lá as suas diferenças, mas uma coisa os une: o ódio à liberdade em nome da justiça.

Cada um deles, a exemplo de Marilena Chaui, se quer a vanguarda do pensamento. Acreditam, assim, para ficar no vocabulário escolhido por aquela senhora, que seu “ódio” é libertador e que suas “abominações” constituem uma espécie de depuração ideológica da raça humana. Marilena e esses microgrupos são, em suma, fascistas disfarçados de amantes da humanidade.

17 May 19:33

“Fascismo progressista”

by giinternet

E Marina Silva, quem diria?, se tornou alvo de uma forma de patrulha de que sempre foi beneficiária. O lobby gay e antirreligioso fez com ela o que o lobby ambiental costuma fazer com seus adversários: intimidá-los por aquilo que não dizem nem pensam; ignorá-los por que aquilo que dizem e pensam. São os tempos do obscurantismo das supostas luzes; são os tempos “fascismo progressista”, como se isso fosse possível. Volto ao tema daqui a pouco.

 

17 May 14:04

Linux is an Obvious Choice for Automating the Beer-Brewing Process (Video)

by Roblimo
Linus Torvalds, Jon 'maddog' Hall, and many other names closely associated with Linux are also closely associated with beer. (Ed. note: I have personally watched them associate with beer, and may have even joined them.) It comes as no surprise, therefore, when Linux advocate and LinuxAutomation.org founder Kurt Forsberg talks about using Linux to control his beer brewing. Kurt is a strong believer in Linux Automation who talks about home thermostats, sprinklers, and many other application, "anything you can automate..." but, he adds, "we spend all our time brewing beer so we haven't explored many of those yet." He says this with a big smile, of course. And if you want to keep up with Linux Automation on Faceboook, go ahead; like everyone + dog they have a Facebook page.

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17 May 11:15

Olympus quits low end compact camera business. Focus on mirrorless and high end compact.

by admin

This comes as a “no surprise” for everyone here. The Wall Street Journal reports: “Olympus said it will eliminate its V series of compact cameras – the cheapest in its lineup, selling for less than $200. Its camera business posted a loss in the last fiscal year through March, because demand for compact cameras turned out to be weaker than expected, the company said.“. Olympus will focus their resources on the mirrorless system cameras and on high end compact cameras. As I told you a couple of days ago expect a new OMD and a new high end compact fixed lens camera to be announced within the next 3-4 months!

Japan Times also reports about Olympus current financial situation: “Olympus Corp. said Wednesday it returned to the black in fiscal 2012 with a group net profit of ¥8.02 billion, compared with a loss of ¥48.99 billion in the previous year, due partly to an improvement in its medical instrument business. But its imaging business, mainly consisting of digital cameras, logged an operating loss of ¥23.07 billion, posting a third straight year of red ink that weighed on the firm’s earnings. Olympus reported an operating profit of ¥35.08 billion, down 1.2 percent, on sales of ¥743.85 billion, down 12.3 percent. With the market for compact digital cameras rapidly shrinking, Olympus set its sales target for compact cameras at 2.7 million units for the current business year, compared with 5.1 million units in fiscal 2012. It will continue to focus on development and sales of mirrorless cameras, while drastically reducing its lineup of compact cameras. In its medium-term business plan through fiscal 2016, Olympus revised upward its consolidated operating profit projection to a record ¥143 billion from an earlier forecast ¥130 billion, on an expected increase in medical business sales supported by the weakening yen. For the current business year through next March, Olympus expects to post a group net profit of ¥30 billion and a consolidated operating profit of ¥71 billion, on sales of ¥700 billion.

One more thing: The real challenge for Olympus is their 2-3 year strategy to compete in the high end digital camera market. Full Frame cameras are gettign cheaper and the competition in the mirrorles market is growing…

17 May 11:15

Fraudes da demarcação de terras indígenas é denunciada por antropólogo da UnB

by Ciência Brasil
17 May 11:15

Após denunciar as fraudes da FUNAI, associação de antropólogos bolivarianos tenta expulsar o denunciante, pois ele teria traido a turminha !!

by Ciência Brasil
17 May 11:11

Se passaram 3 anos do incêndio no Butantan. Alguma coisa foi feita depois disso? (assim caminha nosso Brasil, que só pensa em Copa do Mundo e novela Salve Jorge!!)

by Ciência Brasil

Texto enviando por um leitor:
 
Assim que a nossa ciência caminha:


Três anos depois do incêndio, coleção de cobras e aranhas do Butantan continua ‘sem casa’



 "Prometeram entregar o prédio em um ano; já passaram três."

"Sua estimativa é que cerca de 80% da coleção de cobras foi perdida. O acervo era um dos maiores do mundo, com cerca de 85 mil exemplares de centenas de espécies coletadas ao longo dos 120 anos do instituto."



Vejam o local, antes e depois do incêndio.
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17 May 11:10

Lula inaugura universidade dos porteiros (esquerdistas) de Buenos Aires. Uma nova tendência está se formando no continente. Em breve teremos a criação da Uni-MST. Aposto que será construida em Planaltina-DF, local onde será instalada uma escola para a formação de líderes do MST

by Ciência Brasil
http://br.noticias.yahoo.com/lula-inaugura-universidade-criada-zeladores-195900902.html

Sobre a escola de formação de quadros do MST na UnB (de Planaltina), vejam só que beleza...
http://cienciabrasil.blogspot.com.br/2013/05/unb-de-planaltina-deve-iniciar.html
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17 May 11:10

Ela nos odeia. Ela nos abomina. Ela quer o nosso fim! Ou: Por que Marilena não nos conta quanto ganha com os livros didáticos adotados pelo MEC?

by giinternet

O sociólogo Emir Sader, emérito torturador da língua portuguesa, é organizador de um livro de artigos intitulado “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”. Não li os textos, de vários autores (dados alguns nomes, presumo o que vai lá). O título é coisa de beócios. Para que pudesse haver esse “depois”, forçoso seria que tivesse havido o “antes”. Como jamais houve liberalismo propriamente dito no país — o “neoliberalismo” é apenas uma tolice teórica, que nunca teve existência real —, a, digamos assim, “obra” já nasce de uma empulhação intelectual. Pode até ser que haja no miolo, o que duvido, um artigo ou outro que juntem lé com lé, cré com cré, o que não altera a natureza do trabalho. Quem foi neoliberal? Fernando Henrique? Porque privatizou meia dúzia de estatais? A privatização de aeroportos e estradas promovida por Dilma Rousseff — e ela o fez mal e tardiamente — é o quê? Expressão do socialismo? Do “neonacional-desenvolvimentismo”? Sader se orienta no mundo das ideias com a mesma elegância com que se ocupa da sintaxe, da ortografia e do estilo.

Na terça-feira passada, um evento no Centro Cultural São Paulo marcou o lançamento do livro. Luiz Inácio Lula da Silva (quando Sader está no mesmo texto, eu me nego a chamar Lula de “apedeuta”!) e Marilena Chaui estavam lá para debater a obra. Foi nesse encontro que a professora de filosofia da USP mergulhou, sem medo de ser e de parecer ridícula, na vigarice intelectual, na empulhação e na pilantragem teórica. Se eu não achasse que estamos diante de um cárater típico, seria tentado a tipificar uma patologia. Republico o vídeo. Volto em seguida.

Voltei
Trata-se de uma soma estupefaciente de bobagens — sim, há método em tudo isso — de que me ocupo daqui a pouco, embora Marilena não merecesse muito mais do que farei neste parágrafo e no próximo: pegá-la no pulo. Os livros didáticos e paradidáticos de filosofia desta senhora são comprados pelo MEC e distribuídos a alunos do Brasil inteiro. Quanto dinheiro isso rende à nossa socialista retórica, que só se tornou uma radical de verdade quando ser radical já não oferecia nenhum perigo? Marilena é professora da USP desde 1967. É só no começo dos anos 80, com o processo de abertura em curso — lembrem-se de que, em 1982, realizaram-se eleições diretas para governos de estado —, que se ouve falar da tal Chaui. E não! Ela não exercia ainda esse esquerdismo xucro, mixuruca, bronco. Seu negócio era falar de Merleau-Ponty, dos frankfurtianos, de Espinoza, confrontando a ortodoxia marxista… À medida que foi se embrenhando na luta partidária, tornou-se uma proselitista vulgar, “intelectual” demais para ser um quadro dirigente do partido, partidária demais para ser considerada uma intelectual — cuja tarefa principal, sim, senhores!, é pensar com liberdade.

Marilena poderia revelar à classe média que ela odeia quanto dinheiro ganhou com os seus livros didáticos e que nobre destino deu à grana. E acreditem: não é pouco. Autores que têm a ventura de ser incluídos na lista do MEC podem ficar ricos. Socialista que é, ortodoxa mesmo!, impiedosa com a “classe média”, não posso crer que ela tenha se conformado com os fundamentos reacionários do processo de herança, enriquecendo filhos e netos. O dinheiro amealhado deve ter sido doado a alguma entidade revolucionária, a algum sindicato, a alguma ONG que lute contra as desigualdades. Não posso crer que Marilena se conforme em transformar aquela bufunfa em consumo, viagens ou bens imóveis.

Pilantragem intelectual
Vamos ver. Foi o PT quem mais se beneficiou politicamente com a suposta existência da tal “nova classe média”, conceito que já ironizei aqui, mas por motivos diversos dos da destrambelhada que fala acima. A rigor, essa é uma criação da marquetagem partidária.

Inventou-se uma tal classe média que já corresponderia a 54% da população brasileira. E que classe é essa? Segundo a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), são as famílias com renda per capita, atenção!, entre R$ 300 e R$ 1.000. Um casal cujo marido ganhe o salário mínimo (R$ 678) — na hipótese de a mulher não ter emprego — já é “classe média” — no caso, baixa classe média (com renda entre R$ 300 e R$ 440). Se ela também trabalhar, recebendo igualmente o mínimo, aí os dois já saltarão, acreditem, para o que a SAE considera “alta classe média” (renda per capita entre R$ 640 e R$ 1.020). Contem-me aqui, leitores, como vive e onde mora quem tem uma renda per capita de R$ 640? O aluguel de um único cômodo na periferia mais precária não sai por menos de R$ 250… Assim como decretou que a maioria dos brasileiros está na classe média, o governo petista está prestes a decretar o fim da miséria — governo, insista-se, de que Marilena é mero esbirro.

Logo, à diferença do que sugere a sem-remédio que fala no vídeo, a “nova classe média” não é uma invenção da “direita”, dos “conservadores” e dos “reacionários”, que ela também odeia, mas do lulo-petismo, que ela tanto adora.

Confusão
Marilena faz uma confusão estúpida entre a separação das “classes” por renda e o conceito marxista de “classe”. A primeira é só uma divisão estabelecida segundo faixa de renda e padrão de consumo. Não é nem nunca foi uma abordagem política. Assim, a sua diatribe segundo a qual a “nova classe média” seria, na verdade, “classe trabalhadora” é manifestação da mais alvar burrice. Ora, um operário especializado que ganhe R$ 5 mil deve ser tão “trabalhador” quanto outro que receba o salário mínimo. Há, no que concerne a renda e consumo, diferenças importantes entre ambos, não?, embora Marilena certamente sonhasse em ver os dois irmanados no mesmo projeto socialista. E isso explica o seu “ódio” — que, no fundo, é ódio de sua própria falência como intelectual.

O ódio
A forma como Marilena se dirige à plateia reproduz, acreditem, o método que emprega em suas aulas. Sei porque já  vi. Ela busca, nas suas exposições, o momento da apoteose, do aplauso. Depois de ter feito uma salada entre “classe social”, segundo a visão marxista, e uma mera divisão segundo faixa de renda, ela mesma pergunta:
“E por que é que eu defendo esse ponto de vista?”

Hábil manipuladora de plateias, treinada nas salas de aula para fazer com que seus próprios preconceitos pareçam pensamentos e para confortar a ignorância daqueles que a ouvem embevecidos, ela ainda criou um certo suspense, descartando respostas que seriam óbvias:
“Não é só por razões teóricas e políticas.”

SUSPENSE!

Nesse momento, até o público presente, que estava lá para aplaudi-la, pouco importando a bobagem que dissesse, deve ter ficado à espera de um aporte teórico novo ou de uma chave que abrisse as portas da compreensão. Afinal, estavam diante de uma das mais incensadas professoras de filosofia do país, um verdadeiro mito da universidade nos tempos da barbárie intelectual petista. Se as restrições que fazia ali não estavam fundadas nem na teoria nem na política, o mais provável é que se estivesse prestes a ouvir uma revelação. E Marilena, ao menos para os padrões da academia, não decepcionou. Compareceu com uma categoria de pensamento nova.

“É porque eu odeio a classe média. A classe média é um atraso de vida. A classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. É uma coisa fora do comum a classe média (…) A classe média é a uma abominação política porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta. E ela é uma abominação cognitiva porque ela é ignorante”.

Aplausos e risos
Sua teatralidade bucéfala lhe rendeu aplausos entusiasmados. Não há nada mais degradante do que levar uma plateia de idiotas a rir de si mesma na suposição de que idiotas são os outros. Afinal de contas, a oradora e aqueles que a aplaudiam são o quê? Pobres? Marxistas revolucionários? Ah, mas aí vem o truque principal dos vigaristas intelectuais que ouvem e da vigarista intelectual que fala.

É certo que operários não são. É certo que são da “classe média”, só que se distinguiriam daqueles a quem “abominam” porque supostamente dotados de uma consciência superior. O filho revolucionário do banqueiro, nessa perspectiva, não teria o menor pudor de chamar de “classe-média reacionário” o gerente do banco do pai — enquanto, como diria Fernando Pessoa, “mordomos invisíveis administram a casa”.

Marilena teme que um trabalhador de classe média perca o seu natural pendor revolucionário, como se o natural pendor revolucionário dos trabalhadores não fosse, no fim das contas, uma ilusão de intelectuais de… classe média! No fundo, Lula e Dilma, celebrados no livro que reuniu a turma, evidenciam a falência do pensamento da sedizente filósofa. O modelo petista está ancorado na expansão do consumo, e Marilena acha profundamente reacionário que alguém possa se interessar mais por uma geladeira nova do que por suas ideias abstratas de justiça. É que, quase sem exceção, os que fomentam ideias abstratas de justiça já têm geladeira nova.

Lula estava presente. Consta que riu, com a mão cobrindo o rosto. Teria dito depois que, agora que é de classe média, começam a falar mal da dita-cuja. As bobagens de Marilena Chaui não são irrelevantes. Servem para criar a mística de que o PT ainda é um partido de pendor revolucionário — ainda que a revolução possível. Besteira! O que ele é, sim, é um partido autoritário, que não é avesso, se as condições forem favoráveis, à violência institucional. Está em curso, por exemplo, a pregação em favor do controle da mídia e do controle do Judiciário. Marilena, com sua picaretagem teórica e intelectual, faz crer que esses são desígnios da progressista classe operária.

Achei que essa senhora, a quem voltarei mais tarde, já tinha chegado ao fundo do poço durante a campanha à Prefeitura, no ano passado. Ainda não! Ela demonstrou que seu abismo intelectual não tem fim. Eu não odeio Marilena. Chego a sentir pena. Deve ser muito triste chegar a essa idade carente desse tipo de aplauso. Em vez da serenidade madura que instrui, a irresponsabilidade primitiva que desinforma. Pena, sim! Menos de sua conta bancária.

17 May 02:46

Após maratona, governo consegue salvar MP dos Portos

by giinternet

Por Gabriel Castro e Marcela Mattos, na VEJA.com:
A agonia do Palácio do Planalto terminou para conseguir aprovar a medida provisória 595, batizada de MP dos Portos, terminou. Horas antes de perder a validade, a MP passou pelo plenário do Senado e agora segue para a presidente Dilma Rousseff, que ainda pode vetar trechos do texto que foi aprovado pelo Congresso. Foram 53 votos a favor, 7 contra e 5 abstenções.

Para conseguir aprovar a MP, que define novas regras para o setor portuário do país, a presidente Dilma Rousseff travou seu mais duro embate com o Congresso desde que chegou ao poder. Na Câmara, a maratona durou mais de quarenta horas e foi cercada por bate-boca entre parlamentares e uma queda de braço com seu principal aliado no Legislativo, o PMDB. No confronto, esbarrou na resistência do líder peemedebista, Eduardo Cunha (RJ).

Leia também: Galinhada, futebol e sono – a madrugada dos deputados

A conclusão da votação da MP na Câmara só ocorreu na manhã desta quinta. Ao chegar ao Senado, o texto precisaria ser aprovado em questão de horas para não perder a validade, o que provocou novo desgaste entre o governo e o Congresso. Mas, apesar dos protestos dos senadores, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), assegurou a tramitação a jato da MP a pedido do Palácio do Planalto. Para minimizar a imagem de Casa carimbadora, o peemedebista, entretanto, afirmou que não aceitará mais “atropelo institucional”

A oposição ainda tentou sua última cartada: recorreu – sem sucesso – ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a tramitação da MP. Mas a maioria esmagadora da base governista no Senado prevaleceu.

A MP dos Portos foi editada para substituir a Lei 8.630, chamada de Lei dos Portos, de 1993. O novo texto abre o litoral brasileiro para a iniciativa privada construir portos e terminais para movimentar carga própria – em caso de indústria – e de terceiros. A proposta é que agora não seja mais necessário realizar licitações em áreas fora do porto organizado, mas apenas uma chamada pública em que sai vencedor quem oferecer a melhor eficiência (movimentação de carga) pela menor tarifa por tonelada.

Maratona
No Senado, a base governista conseguiu rejeitar, em bloco, todos os nove destaques apresentados ao texto – o que, se aprovados, levariam a medida para nova discussão na Câmara dos Deputados, fazendo com que perdesse a validade. Com a estratégia, os senadores ganharam tempo para que a nova regulação dos portos fosse aprovada cinco horas antes do limite.

Apesar do sucesso na aprovação da MP em prazo exíguo, a tumultuada tramitação da proposta demonstrou que a articulação da base aliada no Congresso não tem funcionado bem. Na Câmara, o governo teve de ceder e aceitou a aprovação de uma emenda defendida por Eduardo Cunha. O peemedebista foi acusado de usar a proposta para fazer negociações escusas. O autor da denúncia foi outro integrante da base aliada: Anthony Garotinho (PR-RJ).

Mesmo após a aprovação do texto pela Câmara, Cunha se queixou da articulação política e afirmou que o PMDB não pode ser tratado como “carimbador de cartório”. Já no Senado, o texto encontrou outro cenário e conseguiu grande adesão dos peemedebistas. Apenas o senador Roberto Requião (PR) votou contra; Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) não votaram. O líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), foi escolhido para a relatoria. 

Por causa do prazo apartado, os senadores governistas sequer puderam apresentar emendas ao texto – qualquer alteração na proposta tornaria necessária uma nova votação da Câmara, o que inviabilizaria a MP.

“Isso não é processo legislativo. Isso é baderna”, queixou-se Pedro Taques (PDT-MT), diante da impossibilidade de a Casa sugerir quaisquer alterações no texto. Outros sinônimos foram dados ao formato de apreciação da medida provisória: Aloysio Nunes (PSDB-SP) o classificou como uma “fábrica de salsichas” a apreciação de todos os requerimentos de destaque em bloco; Agripino Maia (DEM-RN) disse que o texto é uma “caixa de surpresas”. 

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) também mostrou insatisfação com a medida.“Só nos resta assumir a postura de autocrítica e afirmar com tristeza que estamos achincalhando o parlamento brasileiro”, disse o tucano. “Estamos permitindo a humilhação, nos agachando perante o Executivo. Estamos banalizando o parlamento.”

Leia também: Nos portos, burocracia é problema maior do que falta de infraestrutura

Vídeo: O gargalo dos portos brasileiros

17 May 01:28

Marilena Chaui: um caso clínico, não de política

by giinternet

Caros,

Peço que vocês vejam este vídeo em que a petista Marilena Chaui tenta explicar por que não concorda com a expressão “nova classe média”, empregada, diga-se, tanto pela presidente Dilma no pronunciamento de 1º de Maio como no horário político do PT. São cenas fortes. Não as deixem ao alcance das crianças. O que vai abaixo, quero crer, ilustra mais um caso clínico do que político. Na madrugada, volto ao assunto. Marilena atinge o auge da estupidez a partir dos 3min30s.

Lula estava presente. Quando ela falou, ele cobriu, rindo, o rosto com as mãos. E depois há ainda quem queria censurar um vídeo do “Porta dos Fundos”… É evidente que nem Marilena deve ser censurada. Eu defendo liberdade para todos os humoristas. É claro que há uma ligeira diferença entre aquela turma e a sedizente filósofa. Eles se financiam no mercado. Ela é uma funcionária pública, paga com os recursos produzidos pela classe média que ela “odeia”.  Santo Deus! Eu era ainda um pós-imberbe de esquerda quando vi esta senhora, na Filosofia da USP, numa reunião de estudantes, desferir um palavrão cabeludo, bem cabeludo mesmo!, contra a Reitoria. Cochichei com um amigo: “O vocabulário dela é pior do que o nosso…”. Eu a considerei, então, destrambelhada e populista. Trinta e dois anos depois, vejo que estava certo. Mas volto a esta senhora na madrugada.

16 May 19:07

How European Startups Are Battling Labor Laws For Developers and Programmers

by Soulskill
Nerval's Lobster writes "The United States with its H-1B controversy isn't the only country going through that sort of immigration upheaval. As the cult of entrepreneurship spirals upward in Europe, the intricate vagaries of immigration policy on the continent are being newly scrutinized by our company-building classes. Freshly venture-backed European Internet companies want talent, and they are going to remarkable lengths to get it — but not always legally. Milo Yiannopoulos talked to whole bunch of entrepreneurs and investors in Europe about the fudges, shortcuts, workarounds and, in some cases, 'strategic decision-making' are — just about — getting their companies the talent they need. For example, one well-known Parisian venture capitalist told Milo that he knows of 'at least nine' startups in France employing developers illegally, keeping them off the books not only to avoid France's notoriously onerous labor laws but also because it would have been impossible, or simply too expensive, to import them officially."

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16 May 19:07

Anti-Infringement Company Caught Infringing On Its Website

by Soulskill
danomac writes "Canipre, a Canadian anti-infringement enforcement company, has been using photos on their official website without permission. This company hopes to bring U.S.-style copyright lawsuits to Canada, and they are the company behind Voltage's current lawsuits. It says right on their website, 'they all know it's wrong, and they're still doing it' overlaid on top of the image used without permission. Multiple photos from different photographers are used; none of them with permission. Canipre's response? 'We used a third party vendor to develop the website and they purchased images off of an image bank,' they said, trying to pass the blame to someone else. Some of the photos were released under the Creative Commons, meaning they could have used the photos legally if they'd provided proper attribution."

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16 May 19:05

A Peek At Google's Software-Defined Network

by samzenpus
CowboyRobot writes "At the recent 2013 Open Networking Summit, Google Distinguished Engineer Amin Vahdat presented 'SDN@Google: Why and How', in which he described Google's 'B4' SDN network, one of the few actual implementations of software-defined networking. Google has deployed sets of Network Controller Servers (NCSs) alongside the switches, which run an OpenFlow agent with a 'thin level of control with all of the real smarts running on a set of controllers on an external server but still co-located.' By using SDN, Google hopes to increase efficiency and reduce cost. Unlike computation and storage, which benefit from an economy of scale, Google's network is getting much more expensive each year."

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16 May 19:05

Canada Courts, Patent Office Warns Against Trying To Patent Mathematics

by samzenpus
davecb writes "The Canadian Intellectual Property Office (CIPO) has recently published two notices for patent examiners relating to patent interpretation, and in particular computer-related/business method type patents saying: 'for example, what appears on its face to be a claim for an "art" or a "process" may, on a proper construction, be a claim for a mathematical formula and therefore not patentable subject matter.'"

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16 May 11:02

Conselho Federal de Medicina diz que Padilha está importando “pseudomédicos”

by giinternet

Na VEJA.com:
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reafirmou sua posição de que o Ministério da Saúde irá oferecer “pseudomédicos” à população, com a vida dos 6.000 médicos cubanos para o Brasil. “Não há médicos pela metade e é isso que está sendo proposto. Se o médico “importado” sem revalidação receber um caso grave, cruzará os braços”, disse Roberto d’Ávila, presidente do CFM, durante o Fórum de Ensino Médico, que acontece até a próxima quinta-feira, em Brasília.

O CFM responde ao ministro Alexandre Padilha que afirmou, nesta terça-feira, que os médicos cubanos terão autorização apenas para atuarem na atenção básica — não poderão, por exemplo, fazer cirurgias, procedimentos invasivos ou de alta complexidade. Para o CFM, a alegação de que os médicos não poderiam atender na UTI ou fazer cirurgias é uma admissão de despreparo. “Os profissionais em questão não atendem os requisitos mínimos para diagnosticar e prescrever, como é esperado de qualquer médico”, diz a nota.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o Brasil vem estudando como outros países, a exemplo dos Estados Unidos e da Inglaterra, atraem médicos estrangeiros. “Descartamos algumas hipóteses, como a validação automática do diploma ou uma política que permita que esse médico trabalhe em qualquer área, região ou serviço médico”, disse. A importação dos médicos cubanos, segundo ele, conseguiria suprir uma demanda de médicos em áreas carentes e isoladas. “Faltam médicos no Brasil, faltam médicos mais perto da população e nós precisamos cuidar da qualidade e da formação dos médicos.”

Diploma
Na nota, o CFM afirma ainda que o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, estuda calibrar o Revalida. “Isso pode ter a seguinte leitura: vamos abaixar o nível das provas para subir os índices de aprovação e garantir emprego público”, diz Roberto D’Ávila na nota. Em 2012, de acordo com o CFM, 593 médicos graduados em Cuba e na Bolívia fizeram a prova para ganhar certificação nacional e pode exercer a profissão. Desses, apenas 35 conseguiram revalidar o diploma — um índice de reprovação de 94,1%.